Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05074


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Full Text
Ah s o ce 18*4.
Quarta Fcira 13
CK%~
de Ufarlo
Anuo XX. If. <*.
t.) DIARIOpnbliei'M li-doioi d.nsquen.io forera santificados : o jueco >!t jsaijnatura
/ ib tres milis, (or qunriel |if;os ilimitados. Os aiiniinciosilos assicnantei io inferidos
,. .vi-, a "i m que ii.ici forem H rato de 80 res por linha. A rei lnm.ii es ,]evcm er iliri- t
friilu .i i Mil Tj |i i >'* Crures n i ,.ou ii pragn a Independencia I .ja I ;---------------------------------------------------------------------------------- y\l
PARTIDA DOS C0RIIE10S TERRESTRES.
Gouxvt, e Pirihjbi, aezundas lexm fe ral, Kio Gramle do Norte, quinina feiras
(lab- Seriuliaeni Jlio l-'ormoso, Pono Calvo, Rlacey Alagoas no i. o H f -'i
d ea.la mea. G.iranhuns e lionilu 40 e '-M de ci.la mer loa-Tilia e Flores a 13
e '8 dito. Cilla le da Victoria, quintas feirstOlinda lodos os das,
DAS da semana.
i I Seg. s. Can 'ido Aud. do J. de D. da '.'. v.
Terca s. Gregorio Hel. aad. do de I) da 3, t.
1:1 Ouarla s l'ufraa a And do J. de I). da 3 t
14 Ouinta B.Mailillde. Aod.do J. de da <>. T?
i< -e.la s. Ileniijne Aud. do J. de i), da o, T-
(i Sab. a Cjriaio. Bel. aud do J. de ll.da i. t.
47 Don. *. da qaareanii t Palr rio,
:, ..i ' : y Tildo a-nrn depende de nos aMWBOf; di nota I |iru ic ca, n-nderaeao- energa, rao-
[4 ': y '. |'. imuemus eouio prineipuinoi lereseai apona los com admir.,Jo entre a aajtai
/7/TS"''"' '"ll** (Proclamaba, di laaemblea Geral do arazil.)
if' ""( / Cambioieiibie lon'ies >.
tM ./ J ''"' ;(l "ia por f.....o
... I ii ii 1 isb'i. i ; por lili de premio
Z**V8H Moedade cnbr- 5 p.<7 een i e na. i lia.
^*xa'/ le.*.' ...
p.7 ren .1 e i:.l
dem de letras Je boai lanas I a l|'i
r IUIIOI KO Da 1 ni m lac.
Our.-Mo.dio> fi..0u V. 17.200
N. 17.000
de 4.00:' 9.t"W
PraM-Paiaeei 1.920
Tesos i'i.liimmnarca 1,9*0
Pi'ns mi (canoa 1 .'JiO
p.
o
Y.
PILASES DA LA NO MEZ DE MARCO.
I.ua OD.I a i asli huras a 41 mil da larda iLtianOTl a IS as tf horas e 57 nvn. da larde:
Mi aguante a lj as 11 huras da inanh.i |OcKt1k a '.'7 as 2 h e 'll m da iiianh.i'.
I'rime i
'reamar de hoje.
leira as 1 I horas I 42 oji*. di manh.ia ISegurda al 12 horas e fi minutos da tarde

PEBMAMBUCO. ___
ASSEMELA PROVINCIAL.
t'<>ntniiaco da srss.'n de li/c nn-f'> '" IS44.
O.S'r. Alennforadn:Sr. presideute, cu tam-
bera rstou iaclioado a volar contra o projecto
n;io jirl.'is imsim's i|in" derao os ntilirrs (Itpul.i-
niente aos ntercsscB pulMicos. I'.u recouheco,
que talve nSo teja passMwl concluir ou l'a/.cr
nossns estradas smeute pon meio de arremata-
ics; reconhecopor consenuinte, que o contcac-
lo de estradas por coinpauliias seria convenien-
te e mesino necessario; mas cu i|iiicra, que cs-
sa nutorisaeo fosse especial, isto que todas as
vezes, que mis livcsscmos ncccssidadc de con-
liaclar a factura de una estrada coni eompaii-
hias estrangeiras OH nacin.tes, losscui-iiosaprc-
senlatlas as > ondices desse contracto para a vis-
la dcllas concedern i os nutorisaeo: credo que
nao lia r.isao algnina para se dar una aulorisa-
c5o Indefinita; nvatkjufr-sc o que se pratieo'u
coiri a coiii|>auliia de Bebiribe. Sao estas as ra-
siies, por (pie voto contra o jirojecio eui discus-
S.lO. ,
O Sr. Reg Barro:En voto tambera contra o
projecto eni eral: julgo que paa se laicr as
nossas estradas e pontea nio lia prccisfio dcslc
projcclo; mis Icmos actualmi'iile o mcessario
para lato, temos a lei que manda por a factura
das estradas e pontcsciii arrenialarao. Ora es-
las obras pdetn ser arrematadas por mu indi-
viduo ou por eompanliias; agora l'a/.er, que sc-
j.io smente entregues a urna couipanhia pa-
receme dar ares de monopolio ipiaudo o
choque de Interesses, hajvendo concurrencia,
piide lazer com que appareca inais vantagem
a provincia. Nao concordo com algUiuas opi-j
nioes emittidas, (piando se tralou deste projcc-
lo, cont por c.\cmplo dizer-SC, (jue nao se pude
tomar terrenos: en julgo, que se pude, quaudo
conviii par a utilidade publica, e atcciii oultos
paizas aeconlcee, (pie inesmo os propietarios
pago, para que taes estradas se faeao, por Isso
que dao inais valor aos sen lerrcuos.
o Sr. Pauta Cavateanti: Quando clles qu-
rein, que as esltatlas passent nos seus lenos.
O Sr. Hct/o /unrii.;:Anda inesmo que nao
(pieir.io; nesle caso as lirias sao lomadas para
utilidade publica: mas einlim so ideias estas,
i|tt.' ciii nada veein agora para o caso; ocerto c
micoprojecto nao ira/, vantagem alguina, c .i
asMlllblca (leve volar colilla O |>riiii( iro artigo,
e por eoiise^uinle l'a/.er cahir o projcclo lodo.
O Sr. Lopt$ (ama:----Sr. presidente, aitidncon-
linuo volar contra o priinciro artigo, c conse-
quentemejute coma todo o projecto por intil,
porque, se bein me record, a lei das cmaras
providencia tud#,autorisaudo-as a cuidabcid yn
estradas, cni pontcs, por arieinatfU/es, coi)i|ia-
nliias etc.: assim estamos fazendo entidades su-
lierlluas. e nfnrn. enmo hem lemJ>rou 0 nobrC
ileputado, que aeaha de fallar, eslabcleccndo
un monopolio em favor de una c(ni|)anliia na-
cional ou eslraogcira, que se erige era compa-
nliia cstradeira [risadas) que liea com aulorida-
dc de fazer todas as estradas; ipiaudo a incllior
cousa que lia neste negocio c a conipclcncia.
Olanlo ao oulro ponto, cni que tocn ouoliie
tli potado, isto (' a disposicao Jo arjjgo (i.".eitteii-
do, que nao c tao lata como llic parecen. En re-
coiibceo, ipic multas vezes por interesse publi-
co i' preciso, que o propictaria ceda parle da
sua pioprieilade; mas c pre iso taiiibeni, que se
prehenbao as outras condicesda lei (apoiadnt),
que manda ouvir ptiniciraniciitc ao ropricta-
rio, e ipiauto inini c talvez ess a lei inais sa-
bia, que leni sabido do corpo lelislativo brasllel-
ro: seja priinciro ouvido o proprictario, edepois
de ouvido, e convencido deque c por utilidade
publica, que (\i\v ceder a sua propriede, feto o
ajusto* ou convecao, entaoelle nao (eminais d-
reito a resistir; porin como dispoe o artigo (>."
deste projcclo, autorisando a se entrar pela pro-
priedade allicia, acoitar-se lerrcuos scni inter-
vista algunia com O proprictario, uo est ccr-
tamcute na lei, e al por esti rasao o projecto c
digno do rijuicscal in paet [ritadatj.
O Sr: liri/a fiirros:NOS estamos de aeeordo,
nao se pode tirar terreno algunt senao era viriu-
de de lei; mas se nina lei o determinaste, isto
se faria. Se se iraiasse agora desla lei, mis po
dcriamos apresentar algiimas ideias, resolver
o que julgassenios iiicIImii: direi inesmo, que
lei i esse respeito, le que !.'. xciiireito:
pass o
e por
meio de urna especia de jury, '' de louvados
pmeede-se a avaliaiao, c indciunisa-sc ao pro-
prictario: a lei assim O d Icriiiiua. Se se iraLas-
se de fnrmnlar unta lei nova a este ICSpclto, CU
mostrarla <|ue algunias alteracOes se devino f-
zer na lei, que existe, quisera.....sino, que.quan-
do nina estrada passasse or terrenos pantano-
sos, incultos etc., nao s no se [iiig'assc cousa
alguuia ao proprictai io, como se o deverla obri-
gar a que com orn se em alguina quantin, por
isso que esta estrada iadar valor aos seus terre-
nos, Paizes inais adiaulados do (pie us nesta ou participar a seus proprictarios. kctualiuente
malcra assim Icem pratcado; mas, rejiito, isio os proprielarios nao tcem noticia alguma do que
nao vein para a questao. se faz em seus terrenos; romigo se praticot a-
O Sr. Pei.Toto de Brilo; Eu tambem nao vo- gora isto: arreinateou-se nina estrada era ler-
lo a favor do projcclo ; mas levaiitei-iue nica- ras minlias, l'oi ella feila. e cu nao ti ve p.irliei-
nicnie para contestar opiniocs que me parece pagito alguma, neni ao menos nina carta do cn-
nao eslarein d'aceordo com a constituirn. Se- genheiro, que dissesse- cu estOU cortando nn-
: ai
a-
lle-
las suas para abrir nina estrada-Estoupersu i-
Iido que uo se pude l'a/.er isto.
0 Sr. jli/o Barros:\ lei permitte.
OSr. Paula Cavaleanli:E eu poderla me op-
>; i.
ta, lei
teiii de sefa/.er urna estrada, que (leve
por terrenos albcios, faz-se a estrada
nitores, a nossa legislaro ordinaria tein a sua
base, c sein dvlda aconstituicSodo imperio :
ella diz no XXH, do arl.
lido odireit'o de propriedade em toda a sua
itiludc. Se o bein pblico, legaliiicntc verili- por.
endo exigir o uso e eiiqircgo da propriedade O Sr. Reg Rorros:Como.'
do eidado ser elle previamente indemnisado OSr. Paula Cavaleanli:Fazendo <> engciibcl-
do valor dcllc. A lei malear os casos, etn que ro despejar o nieu terreno; mas para que no
ter lugar esta nica excepcao, p tiara as regras baja isto, pols que se dl'ria logo, que rn.....la
para se dcicriuiiar a indctnnisat'ao. Portan- rcvoliicio contra a priinelra autoridadeda pio-
lo daqui se ve, que nenhunia le ordinaria se p- vineia(apoiiutot}, c preciso t|ue passe este ani-
de lazer, determinando, que o proprictario go para que os proprielarios deixein os enge-
ceda a parte da sua propriedade, cmliora seja uliciros entrar em seus terrenos, una vez qt
para utilidade pblica.
OSr. Reg Barro* : Estamos d'aceordo.
O Sr. I'eiioio de Hriio : Contesto poiso prin-
cipio estabelecido, de (pie nina lei ordinaria ,
COI llora para un lint lili I, podesse tomar a pro- impedi a aiicrluia das estradas,
artigo da enus-
digilo (|iie s.io mandados pelo yoverno. I'or lan-
o, ou este artigo deve p.tssar, ou cnlo dcvc-se
aclarar o artigo da lei provincial de lOdcjitulio
(le 18%. que di/ que O proprielario It.io pqdr
lOI'l'lll
priedade de algueui. Ora. esti
lilnieao leni sido semprc respPltado, nao su
pela assemblea geral antes da reforma da
constituido, como hoje quasi todas asassein-
blcas provinciacg o teeni respeltado as lels de
dcsapropriacao por utilidade pblica.
.I.i que me levautei Sr. presidente para fal-
lar sobre o projcclo, nao deixarcl passar sein
algUlU reparo da minlia parte a propostrao ile
(pie o eslalielecimculo d'llina coinpanlua pal a
tal, ou tal cousa nipona um monopolio. En
nao cntendo que seja semprc un monopolio ,
quando se cria urna compnnhia e se fosse, en-
tb mis nos deveriamos ji pronunciar contra to-
sendo
indemnisado do terreno; mas quando for ob-
servada a lei nos artigos, que Iraliioda desapro-
priaro.
OSr. Reg Barro; O nobre deputado quer
que se approve este ai 'ligo: p irece-nicqiie assim
vein a querer o contrario daquillo que ncabou
de diser; porque O noliie depulado disse. que a
nossa legislaeao nao quer que se lome Ierre-
no de proprictario alguin sein se pagar, Ora, o
que quero artigo I)." Ouer ipic nao se pa-
gue. Disse inais o nobre ileputado (pie a ad-
ministiarao actual esta marchando contra a lei,
porque mando abrir a estradas em terreno n-
Mieio sen participar ao proprielario. Eu nao
das ascoinpaiiiiia. que temos creado, enlaoa se i, se o ciigeubeiro participa, ou nao ao-pro-
companliia das aguas de Bebiribe un mono- prielario que val abrir nina estrada ou picada
Oque me parece inais corrente a respe!- en sen terreno ; se clles praticao oque disse o
ao proprictario compete re-
poli(
to do objeeto que O presidente da provincia nobre diputado
lio precisa destA autorisacao para conferir clamar.
factura de taes obras enmpanhias porque, co- O.SV. Paula Cavaleanli : a Para que, depois do
uto bein disse um nobre deputado ellas se jiti- nial fcilo '
dem reunir, e arrematar as estradas e pontcs, O.SV. Heiw Barro: lias Senbores a le
que se po/erein cni arrenialaeao segundo as vincule nao manda, que priinciro 90 consulte..!
COudirdes da lei; masque, semprc ipie baja vntilaile des propt iel arios.
nina conipanhia, entenda-se, que se tem es- OSr. Paula CnvaltmU : Vianda nomear
tabaccido um monopolio me parece que procurador.
este principio nao exacto. O Sr. Reg Barro :
Portaul.....u vot contra o projecto ; porque migo 12
ciiieiido que a materia cuntida nellc est pro-
videnciada na lei do anuo passado c na ledas
cmaras; cntendo inais, que o projwto no c"
necessario por isso que as compannias boje se
pdem liriar, i arrematar !.-;; obras; o
presidente da provincia est autorisado a con-I existido ua provincia teeni exeentado a
trata I-as OU com individuos solados, ou com gente da iiiesma mam ira. Agora se 0
\o contrario : diz no
Wnhiini pro| r I u :" lera direito a
npedir ele." /<: ; mas nos outros artigos diz,
que cnlo o proprielario pude pedir iudemni-
nis.ti o, continuando semprc os traballios. I'or-
tantoj se ve que a Iel est em execncao, e nao
sii.i.ii'lniinisliai.u.ii Itial como todasas que iceni
lei vi-
nobie
companhias.
Juiga-se a materia
da e posto votos
vado.
O Si. Pretidtnlt.
deputado
flUt
suficientemente discut-1 ([
o artigo nao c appro>lsrntc
JUIgl
que a lei
c mcsnio vexa loria,
una emenda que a
nao c curial ,
eubit) apprc-
revogiic. Op-
IpOr-Sa? factura d'unia estrada, nao poderla
juiga que nesie projerio nenltiiui proprielario lser segundo a ici ce
lia d.'sposuoes que nao esto prejudicadas a- | sobre esta inlclligcncia que leeni marchado to-
petar de ter cabido o artigo I. e que'portante I das as administrares. Quaudo se ti-atou do
os ir pondo cm discussao por sua ordein a liui 1.artigo do projecto em (Uscusso cu disse
ile (pie cada artigo tenlia una votacao. pouco inais ou niciios~a niinlia opimao a este
Enlro em discussao por sua vez os se- respeito : que se se tralasse de loruiular una
iiinlcs artigo c sem debate sao rejeila.los. lei nova de dcsapropriacao nos leriainos cn-
Arl i \s estradas partiro desla cidade do lao una discussao mais ampia, ctalvez mes-
Heeife para todas as outras eidades, villas, c mo fosse in cessario ; porque a le que existe
randes povoat ties da provincia, ligando-a en- acuca desla nlaleria nao ebem frita. Mas,
tre8 1 Senbores, o artigo!). nao prebcnclieo que leve
\n H a i\os lugares dos ros ( que tivereni em vista o nobre depulado ; porque pe mitle ,
de ser atravessados por as estradas a conipa- ipie se lonieui ti rrenos sen. indemuisacao.
nliia far construir ponles de ferro pedia, ou) Portante O nobre deputado (leve votar contra
pelo menos de lijlo. .este artigo; agora sequer o.iira ,.u si.aprc-
Art. i. > As estradas, c as ponles nao terao sent um projecto,
de leito menos de (incenla palmos: aerad cons-
truidas niitacao das memores estradas boje
eonhectdas, seguindo-s* o inclbor systemaa-
dontado pora tnr< obras.
Art. 5. Oplanos plantas, periiz deserip-
coes c inateriaes sero siibniellidos a appro-
vdcao do gOverno da provincia : sein aqual nao
principiar.io as obras. O governo porcni mi-
nistrar contpanliia os planos, e plantas (pie
tiver dar as infoiiiiaroes e csclarecimciilos ,
que foiein de inister
Seguc-se a discussao do seguinte -
Art. (i. <>s terrenos, que forem oceupados
para leito e inais obras necessarias aseslta-
das, c pontcs, nao scrao iudeninisados ; po-
rcni por os predios que, estando em lacs ter-
renos, forem demolidos a eompaiiliia tiara a
seus proprielarios una maemnisaco na lonna
da lei provincial de II! de jimho de IS.'b, nume-
ro '.).-
O Sr. Paula Cavaleanli- Parecr-nie, que esle
artigo nao est prejudicado, c que inesmo (leve
passar para tirar duvidas que ciistciu actual-
mente. A adiniiislrato actual. Si. presidente,
est fazendo qiic dis-iie a artigo cm diseummo,
c iiara que os particulares nao se possao oppOr
a administraran c precioso que se adopte o ar-
ligo. ou cnlo, que se aclare o artigo 12da le
rovincial numero 9, que existc.a fin de que os
cncarregados da direccSo tas estradas se nao
iutrodus.......sterrenoa alUelos sem consultar,, semWea ; uiaa parcte-mc que
agora
ou cnlo remetta-se esti
projecto ja meM inorto i couinolsso do com
inercia, e eiidustria para emitir sobre elle o
sen parecer; assim iiielliornieiilc mareliarcnios
O Sr. Taque : Sr. presidente hontem nao
vira a esta assembh'a; tem soubc qual liulia si-
do a materia dada para ordein do dia de hoje;
nao live pois de coiisitlt ral-a ; taiiibem nao lo-
uci |iartc na discussao do artigo I. do projecto,
(piando elle l'oi subuictlido a discussao, e an-
da que discorde cm algiins pontos dos nobres
diputados que tomar o parle no debate, votarei
com clles contra o artigo, nao s por esiabelccer
tuna comp.inliia geral tresnadas que uojulgo
til, como porque ti ncfao absolutamente insulli-
ciciite: O projecto sobre nada dispoe oct-upa-
se de generalidades que para nada podciu si r-
vir. \ vista do que tcnbo dito Scnlior presi-
des te a assemblea v que nao poderla dis-
correr siiIVk ieiitcineiilc cena do artigo que
esta em discussao contemplando .ilgiiin.is ob-
servaiocs, (pese lem l'eilii a respeilo to ines-
mo ari'go. \. l'.\. sabe Ilustrado como ,
que a nonio de direito de propriedade diversi-
fica iiinil" <' que ora csi.t p.ti.n ra tCIII lim sen-
tido mais ampio orn inais restricto. Sabe tain-
beitt as gra\ es e es pin liosas tpiesloes que SC
leciu levantado cerca dos diversos gneros dt
pniprieilailes e a mamila tic se vet i lia garail-
lid.i pelas leis. Nao poderei poiss.ilisiaset esta BS-
li ni
lia
rasao
p ni si- atlirin.ir que nao esb em pralica a
aitigo da constititieo que garaute cm iodo
a sua [ilenillltb- o dii'eilo de pt i)|iriedatlc;aquclk'
artigo constitucional certamente nao permitte ,
qUC alguem seja despojado de su i proprieilaile,
sein que o bem publico 0 cuja e delcrinine-se
i respectiva lindcmnisaro; mas una pequea
itteino demonstra, (pie este artigo sonre
inuias resiriei iies. q liando se quer considerar a
pila va i. pro 11 fie I a de no set i sen I ido ampio: ai Si III
nao so as lels testamentarias, como outras dis-
posii oes to nosso direito civil restringen a dis-
posicio deste artigo ; se porcni se tomar essu
palana iiosenlitio restricto, eulao veremos que
esse artigo se ada era vigor no brasil, d'ac-
eordo inesino coill o que temos a este respeilo
de disposii ties piovinei,tes. \ lei n. '.I de III de
junio tic lS:i.i a aqni eil tila nos seus arli-
gos 12, 13, M. e outros providencion acerca
de dcsapropriacao pm utilidade provincial, o
artigo 13 csl.ibeleee que niiigliciu poss.i ser
despojado da sua propriedade, sem que se te-
uba precedido a verilicaf o da bein publico, e
i iiitleiiinis.inii que deve ser dada ao proprie-
lario. Mas aqu, Scnlior presidente,(levo recor-
dar a distiliecao que lia pouco. Ii das diversas
noedes de direito qucciivolvc apalavra pro-
priedade.
O artigo l.'i diz se os terrenos perteiicein .
ele. U .
OSr.Paula ('aralranli: V lei di/, previamente.
OSr. Taques: Depois ; porque, como dista,
se a dcsapropriacao c da propriedade em si, cu-
tan no pode ter lugar se nao previamente ; mas
se c sti do uso de pequeos accidentes lio aeo-
teece assiincoino'se v claramente do relerido
artigo I*).
Senlior presidente, asdisposiedes legislativas,
que temos, que partiro desta assemblea, e
l'Oro sanecionadas pela adminislraro da pro-
vincia d'entao, approvao a maneira, por que se
tem procedido; approvao a deeiso que sobre
a materia deo o actual administrador da provin-
cia, como, lia pouco, li cm mita follia desla capi-
tal, has. Scnlior presidente as pequeas cou-
sidcrai ties que eu, desprevenido,.sem ter podi-
do considerar sobre* a materia, possn oflerectr
i onsiderai ao da casa.
OSr. Medrirot: tinha pedido apalavra, e ce-
den tlell.t para nao cancar a pacil acia da casa.
i> Sr. Paula Caluaranii:>i. presidente prin-
cipiare! discuti que ua ipialitiade de presiden-
te da provincia lili eu que san ioiiet e dei rcgll-
lamcntos lei de lo dejiinlio de is.i.i e a exe-
eulei ; e logo que o eiigeulieiro me ]iarlici|iava
que a estrada tinha de passar por terreno parti-
cular, eu aulorisava ao IllCsIIIO eiigenbeiro .
para contractar com o proprictario indepen-
den te de rcqueriineuto, porque entendia que
a lei Incumba a presidencia o adiantamento da
dcsapropriacao tos terrenos necessarios para as
estradas; mas boje se eutciide que ao pro-
prictario pertence fazer requerimento para a
desaproprlaro do sen proprlo terreno do que
Ule nao resulta interesse inultas vezes.
O artiga 13 da Ici autoras ao presidente para
lazer comprar aos proprielarios os terrenos pa-
ra estradas e no $ I. determina que eouheci-
da a extenso do terreno preciso para a estrada ,
iiouiear.i pessoa idnea, para contractar auiiga-
vebuente com 0 respectivo proprictario etc. so-
bre a sessao to terreno graltiilanicnlc ou me-
danle indemuisacao tem-se observado esta
disposirao .' l'arecc-luc que nao mas diz-
sr que c necessario que o proprielario re-
queia. O qUC lia de o proprictario requerer,
se ignora, o pie quer a administranio lazer ?
Se ignota a extenso to terreno que se llic
quer desapropriar, que no tem visto a planta
da nova estrada e ignora ludo, qnanto se quer
fazer no seu terreno .'
0% 5 do artiga 13 estabelcee uinjury, mas
este JUTJ nunca se pode fazer, se o adniinis-
:i.11 iii lia pioviiicia driza de nomear a pessoa
idnea, que tem de entender-se com o proprie-
lario. E qual o recurso, que resta ao pro-
prielario, (piando se di/. vos no podis im-
pedir, requere?Mas qual a lei, que man-
da requerer.' V lei manda, pelo contrario,
que o administrador da provincia uoincie pro-
curador para tratar com o proprictario, c nao
obriga ao proprielario requerer. O que ve o
proprictario e eutrarcni uus bonieiis pelas suas
ierras, cortando inattos, a lazer casas de pa-
llia, e fa/cr-se a estrada senj nada participar-
se ao proprictario! Ese di?, que o artigo 11
determina une n nrtonrfrt&rio no sepdscp
por? Porque nao se pode oppor, (piando a
lei nao e Observada? O |iroprietario Sr.
presidente, lem direito de oppiir-se, segundo
a ordenarn, de rcpellir ale com a torca, a
queui invadir a sua propriedade.
O Su. Regad Haras NSo lem; isso r anar-
elti.i.
o Si. 'aula Cavaleanli: .Nao ha tal, a le,
queui isso auloisa. o governo deve nomear
procurador, para tratar com o |iropiietario;
mas nao se tem frito Isto, e epor rssa razao,
que cu digo, que c preciso approvar o artigo
i ni discussao. que c conforme com o que se es-
i pi ll i indo, mi cnlo aclaiar-sc o artigo da



1
m

11 ni | II O governo Mi-
nio, que deve requere*
litado' |
le, que : tend 11 i- o proprii
ades ijiropt i.ii io.
O s>. Lopes Gama: -- Levantome pora faxer
alguni.s observaedes i ama certa distinecao,
in iiiim i'.i/.i i iqiii sobre o direito do proprle
dad pelo nobre deputado que seasse
meii lado o Sr. Taques : com quanto
limito o -u-: delitos, todava ha de me dar h-
i*ii i para nao estar conforme dei i- i" menos nisto.
V constitu i Seuhores, falla do direito de
propriedade cuo diz se c no sentido absolu-
to, oirVi-latirp. Lembra--me, que o |)r. laviei,
tratando da propried tde diz constitu' pro-
priedade o uo, i alien nao e a dissoluyao
logo ii uso i i iopriedade.
(' Sr. Toque: .No sentido absoluto.
0 Hr. Lope* Gam i ; Nao quero saber de ab-
soluto un relativo risadas^, o uso da minha
propriedade propriedade minha ; assim como
destruir, ouallienal-a, porque eu possodes*
unir, ou allieuar a minha propriedade, como
quiser. Logo a distinecao qtte fezo nobre dc-
put ido |i treceme in ii- ciigeuhosa do que ott-
Hi i'ousa, ni ti- ni ii avilhosa; pois lt tvera quetn
dtivide, que o uso da tnnlia cotisa, seja opri-
itieiroobjrcto I ssj'cousa.'! risadas Senhores,
depois que appareeero essas denicdes de
sentidos latos, e restrictos, c que o mundo ral
por agua aba i xo risadas}. Nao entrare! agora
uess i polmica,que se tem levanl ido.ponhatitos
isio de parle; o certo que esta distinecao que
fe* o nobre depul ido de direito de propriedade
absoluto, e relativo nao me agrada, por este
principio; porque, Seuhores, restrictamente
fallando, ninguem tem propriedade quetn .
que inorre, e leva trra pata o outro inunda
rit idas O que cuu-.iiiiie a propriedade o uso,
a alienarao, ea dissolttco. Se se me tira o uso
de propriedade? Ora, nos vivemos etn socieda-
de, inuil ts ve/i -, temos de ced r dos nossos bens
etn beneficia da ommunidade geral: quaudo se
i ita do h ni pblico quer a constituicao que
ptimeiro se prove a utiliil.nl.- pblica que soja
tiuvido o propt ii i a io c nao diz que para se
tirar propriedade tuesm i. nao, c sitn o uso il i
propried tde por tcempio, eu teuho urna casa,
a utilidade pblica pede, que esta casa sirva
para uta observatorio, o governo ni inda-se en-
tender commigo i- ton iudemuisado entao
devo ceder e entretanto niuguetii me tira a
isa, tira-se-me -i uso delia. Portauto, mo
criminemos t tn ineira alguma os aduiinistra-
doii da provinci i ; poique piles nao teein felto
""'" '0 reecutai a lei que tiesta parte man-
ea, edefeiluosa, nao aitcndeo bem a lodos os
pontos t.io delicados do direito de propriedade.
Ksta discusso Senhores, tem-se suscitado por
unitivo do artigo 6., creio eu < aqui appare-
este projecto cotninisso, para que formula-
se mu novo projecto i ou entao o nobre deputa-
do que mostrou os inconvenientes dcste arti-
go, tuelhor I'ar ir apresentar un projecto no
sentido de remediar o deleito que tem a lei
\ gente ;i este rc8|>eito.
OSr. Reg Barros: Sr. presidente, quasi na-
i i devia diser portn o nobre depul ido, que
ataba de rallar, censurando a lei, aquel le mes-
iiio, que a sancoionou; entende que isto con-
tra a coustituico, qliando ao mesmo lempo diz,
que a sanecionou c deo regtilameutos mas
queixa-sc novameute di incivilidad.' de algn-
eugeiiheirosna darein parte ao nobre depulado,
quaudo i ntrao etn suas trras: reconheco, que fc
una falta tlecivilidade; mas nao vejo que a legis-
la ioobriguc de maneira alguma. Eu vejo o
artigo .)." da lei dlzet M Portante nao ha obli-
ga ao de se pedir licenca ; a civilidad,' portn
in tuda, que nao se entre em terreno alheio, sent
se pedir licenca ; mas o que lem isto agora de
i ommuin ooiu a administra lo E de mais, por-
que un cngenhclro entrn pelas trras de fuo,
ou beltrao .-fin lite pedir licenca pode se man-
dar por lora cotiimu pao? Um homem de edu-
ca. ,n> que reconhece os deveres do hotnetn e
que est sujeito as leis, certamente nao manda
'< seuit Ihautes attentados !
ii Si. I'cutlii Cttvalcanti : Conforme.
O Sr. Idijii Borros : Supponh unos mesmo ,
que fsse contra a lei que o engenheiro nao
poma entrar cm terreno ..!!. u> sem licenca 'I"
proprietat io, a inda assim, o homeui que reco-
nhece o- deveres da sin ii dade advertira o ei>
genheiro da falta que couuuettera e nao usa-
ra de ineios rigorosos. Ora, ja ve a assembla,
que i legslai mi niio obriga uestes casos o admi-
nistrador da provincia a mandar pedir licenca
ao proprietario do terreno o artigo 12 .' betn
claro, e os seguiutes mostrao a regia, ou o
processo para esta Indemnisaco ; mas perguu-
la o nobre deputado o proprietario ha de re-
quero?.. E porque nao .' Diz o nobre deputado
na le nao determina. Ora Senhores, c preci-
so que a lei diga .io pt oprietario, ou qu ilquer
dad.o que requeir.i a sita justca .' E' entao
melhor dar com mu pedaco de pao em um en-
genheiro do que requerer hidcinnisaco do
terreno que se Ihe tira por Utilidade publica ?
Isto n.io ti ni cabimento e t- mais o proprieta-
rio r. que tem obriga^ onde representar; porque o
artigo t Uiz oseguinte U : dondese v.que o pro-
prietario deveapresentar osseus ttulos, e dizer
- De-se-mc una indemnisaco e entao reqtier
ao governo.Jti se tem dado o caso de i aduiinis-
traco alguma vez recusar semelhantes indem-
tiisacoes Arbitrariedade seria, sr acaso a ad-
ininislrarao alguma vez tivesse indeferido al-
gUIU requeriniento destes \ mas os nobres de-
putados nao podetii apresentar, nem mu s fa-
lo destes. Porl uno nu aeho nmtivo. para que
o nobre depul ido lomasse o calor que toinou
uesta discusso tjuerendo increpar ;iqmllo ,
que na realidade nao devia increpar, muitoprln-
, ,,...!:;...:. -i mi elle quetn, tomo ja disse, re
,,:...!;: .M lei. Sf pOS i m i -ess.ii io li/er-
se alguma tilterai o tu sta lei, retnelta-se .i cotn-
:!!--". mas inct pa nao so admiuistraro
.K ni al, ruino t outras.queteeuihavdo.aeste res-
-entm.te da provincia, derla ellevara sua voz
pal t denunciar na tribuna, as autoridades, que
atropello as leis porin Sr. presidente, istonao porque
destroa o que aventurei, que o arl. 13 do lei
citada conten disposicoes milito diversas ds
(fuellas, que se deprehendem dos rticos lie
,'i. isto, que, se ha obrlgacito de se dar urna
([tiem se tira a propriedade ]>or Utilidade rm-
cu
esl.i
blica deve ser indeinuisado previamente, e
ponie essapropriedade tifio .' aquella que de-
ve elle ceder para a sust-nlarao da orden so-
cial e direiios dos meamos cidadios; dire por
tanto ser-lhe reservado para elle dtspor como
Ihe convier. Se o governo entender que ella e
Uccessarla para utilidade publica, e consultar o
cidadao posteriormente, ou Ihe der apenas a fa-
culdade de requerer a indemnisafao posterior-
mente, males gravissinios se pode seguir, e o
KOverno, que assim obra, nao pode deixar de
com.netter abusos, que escravisario os .:!-
daos- Disse d flWbre depuitado, que se asseuta a
minha direta, qtte o gdTcnio pode entrar na
propriedade individual, dispor delta sem dar
salislin oes. e depois indemnisar. Senliores.. b.i-
veria colisa mais prejudicial aos interesses tit-
tlividtiaes, dopaizl
O Sr. Reyo Rorros'.I.eta a le.
O Sr. Me Polio:X lei diz, que nnguein se
poder oppti mas disto se segu que nao (leve
ser o proprietario ldeiiinisado previamente.
Ora, Senhores. quacs seriio rfs ((uisequeiicias
se prevalecessem os principios do nobre depu-
tado.' (>ual seria o emprehendedor. que podcs-se
tor seguro o resultarlo da sua empresa. Quantai
especularues nao seriao desconcertailas por es-
s.is uvases? K que dainos nao viiiiio disto a
ptosperidade publica/ Creio, Sr. presidente.
que por estascotisideraces aSd se devetu ad-
uiittir estes principios. A constitu?^ falla ex-
pressainetite do uso, quaudo eniprega a pal.trra
previamente; assento pois que o proprie-
tario sii deve ceder o uso da sua propriedade. se
for anteriormente Indemnisado.
OSr. Reg Rorros:E se elle nao quizer?
O Sr. Jos Pedro:>';lo pode deixar de que-
rer, porque a lei o ordena, a coustituicSo o de-
termina por interesse publico. E de mais, Se-
nhores, qual o caracterstico legal daspessoas
que porordeni do governo invaden) a proprie-
dade individual sent previo consentiiuenlo do
proprietario.' Quetn c que conhece as pessoas
encarregadas pelo governo desses trabalhos pa-
ra ter toda a condescendencia, e nao repellil-as
coma forya? Sao ser Isto aimlaum mal, que
resulta desses principios que segu o nobre de-
putado Nao volt com elles.
OSr. Reg Horro*:S;io ideias bonitas.
OSr. Jos Pedro:----oiubato-as.
OSr. Reg Rorros:Lela a legislacao.
O Si. Lopes (lama: = Senhor presidente
serei breve porque a discusso j se
prologando demasiadamente.
O Sr. presidente : ~ E mesmo porque o nobre
deputado nao pode fall ir BcnSo para lignina ex-
plieacao.
OSr. Lopes Gama : J se sabe c para unta
nxplicaco que quero fallar para defender
0 meu projecto por isso que o nobre deputado.
que se asseuta do meu lado, qilz de certo modo
combatel-o. Ornen projecto nada tem contra o
direito de propriedade eu vejo na CdnstiMicao,
que iienliuiii ramo de industria ser prohibido,
nina vez que nao oil'enda a moral publica. O
met projecto nao estabelece senao tuna liscali-
-ii'.io sobre as aulas e collcgios se taes csta-
lielcciiitcutos ollendeiu ou nao a moral pttlili-
e.i : logo o que tem com a propriedade? Elle
su se dirige a estabeleeer medidas para se vigi-
ar se essa industria vai ouender a moral publica.
e eis-aqui a rasao por que O meu projecto fo
aqui tachado de iiicsquinho. e acanhado. por-
que eu tive em vista esse artigo da constituicao;
apenas limitei-mea estabeleeer a vigilancia do
Coverno para evitar Senhores, que possa vir
de fura um atheti ensillara nossa tnocdade.
l'm Senhor deputado:? V lei nao o prohibe.
O Sr. Lopes (ama : A lei nao prohibe ? .
Oh Senhores a lei da moralidade da rasao ,
do homem, etc., manda repellir isto, tanto
assim que na constituii io da l'ensj Ivania vcni
um artigo expresso que diz que todo aquel-
le hotnein que alhel. nao s-eja adniittido
aos...
l'm Sr. depulado: -- Isso la.
O Sr. Lopes Gama : Sm faeatnos o mes-
mu nao e um objeclo iiidillcrente deve haver
liscalisaeao a esse respeito : pode appareeer
outro, que, ensnando a tnocdade, infunda-lhe
principios da religiao protestante ; e nao deve
haver \ifi.uitM .ujiiit este respeito skuiio
res, eu aproveito este ensejo para emitir tuna
ideia que talvc/. USO agrade a iiiuitos c vem
astro reeoulieciiiicnto que tenho de que
todos temos andado errados { risadas) ; que o
acto aildit ional deo-nos o que n;io nos devia
dar e a sua explicaeao tiioii-nos o que nao
nos devia tirar : por exniplo eu quisera, que
o que fosse polica estivesse a cargo das provin-
cias eo que fosse instruccao publica a cargo
to governo geral; que as assciublcas provin-
cacs podesst ni decretar o numero Jos gendar-
mes a forma da guerra, processo etc. e o
que dissesse respeito a instruccao publica devia
perteneer assembla geral devia estar to
centro para poder o brasil seminase naeao ,
ter um so espirito una s phlosopltia ; oque
nao se consigue, estando a instruccao publica
a cargo das assenihlas provinciaes ; assim o
brasil nao sera nunca urna nacao ; ser reta-
ihado ; porque nos sabemos que tuna asseni-
bla provincial at inandou por una lei sua,
que os meninos das escolas primarias anren-
desssm a lr pela obra terriyel de Lamen! Oh ,
Sis. essa assembla provincial manda alimentar
as enancas comprincipios revolucionarios, e de-
maggicos! Nao tardar, que outras assemblt'as
inandem os meninos estudar por obraspeiores.e
isto mais prejudicial do que a le tura deRobs-
I ule para a sua su-.tcnl.irao e garanta dos eusj pierre de Marat etc.; o que se observa aqui
direitos. lodo o restante do sen tral.alho Ihe de-i por exniplo ? Ensiia-se a philosophia espiri-
vese reservado e garantido. Se o contrario se j tualiata; outra assembla mandara cnsmar pln-
eutendesse. se se quizesse por utilidade publica | losophia materialista r ua assim seremos um
dispar do restante da propriedade individual peve estco, umiuimi ma? N.m, nun-
sem previa indeniuisacao, cnto segulr-se-iiia, co oseiuio*. SaFiauya, o que uu lespi-iin .i
instruccao est debaixo da nscalisacao do poder
central'; nos anda nao vimos os tcrrivcls cuel-
los de estar a Instruccao publica a cargo das as-
senibl'as |irnviiiciaes ; pulque estas BSSemblcaS
vivem,ha poucos anuo-. masdaquia50, ou60
anuos quera vlver ate li observaro barulho ,
etoniisao. que ha de haver; rotao que ca-
is subditos da maneira, que Ihe con- da provincia* ha de ter tuna phlslofiotuia un
a constituicao garante o direito de carcter particular. Eu quisera pois, a polica
e a iiistim -
espeite! previa IndeinusacSo da propriedade em si, tio
ha i un siu.i obrigaco, (litndose trata nica-
mente do usa de propriedade. O nobre depu-
t ido, que orn em contrario ao que aflirmei,
disse, que nao est em pratica absolutamente
dar satisfaco alguma ao proprietario. que
o io v.'t \et tiiad.t a dispfJsicd do arligo l.'l an-
da nlesnio quanto a desapropriaco, mas cu de-
claro a esta assembla um laclo de (pie tenho
noticia, e aponan i o individuo, quenelle nter-
veio, como procurador por parte do goverdo, e
loi o Sr. Hanoel CoelhoCintra, e o contracto
foi celebrado com uina ta do Sr. Maciel Mon-
teiro. Portauto, Sr. presidente est em exe-
etteao a lei, celebrao-e cases contractos na
furnia do arligo 13.
Quanto agora ao que disse o nobre deputa-
do que contesta a intelligencia que del ao
22 do artigo 179 da constituicao to estado;
que me combateo as distin*Jes que nz a
cerca do direito de propriedade perdoe-me
diser-lhe que nao lem rasao. -Sr. presidente
\ Ex. sabe imij bem que em direito nao so
publico, como civil nao se da um passo sem res-
tricedes: as diversas noedes, que se envolvein na
palavran propriedade, creio que sode todosos
jui isconsultosantigos e modernos, por isso nao
preciso tomar lempo casa com cilaroes Im-
pertinentes. Olanlo a diser o nobre depulado
que a Constituicao no^ citado garante o direito
de propriedade em toda a sua plenitude aaser-
i ao que leve o apoio d'alguus membros desta
casa alias milito versados em direito nao sel
como se possa aventurar, perante esta assem-
bla una proposii ao tb-stas porque a menor
rccordaco d'algnmas disposicoes legislativas
mustia o contrario, c mismo os precedentes
tiesta casa demonstran que nao exacto oque
disem os nobres dcpulados. Senhores, vos
vistes a ponen o nobre orador relcrir-se a un
-eu projecto d'iiistriieeao publica em que se
ni te a man na propriedade particular na in-
dustria privada que tambera urna proprie-
dade. Nao esta garantido na constituicao no >j
2 to mesmo artigo 179, quenenhumgenero de
trabalhodecultura,industria,oii commerciopos-
sa -el prohibido; nina vez que nao seoppnnha aos
costumes pblicos, seguranca, e sade dos
< id.ulaos.' Mas O projecto do nobre deputado.
fazendo restriccOes no direito de educara mo-
cdade, funda-se em que? Na maior conveni-
encia, que ha em se dar ao governo inspeerao
nesse estabeleeimento. Portauto o nobre depu-
lado, que a pouco SeglorioU de que as suas
ideias fossem buje abracadas, nao pude ter
ra/fio, (piando me contesta, por dar uina in-
telligencia restricta ao $22 do mesmo artigo
17> da constituicao. Senhor presidente, eu
tlisse, que mesmo esta casa mostrava o con-
traro eni su as leis. Em verdatle. em una de
-u is primeiras sessfles foi approvada urna dis-
posicO, que proliibio as rifas; ignora O nobre
d lunado, que sao do (Incito das gentes os
embargos de potencia, ou de principe? Mo
sabe o nobre deputado. que as leis relativas as
legitimas sao urna olfensa sonsideravel ao direito
de propriedade? Nao ve o nobre deputado.
que temos mcsuio a lei de f> de nutubro de l8.'i.>.,
que prohibe contractos pira estabeleciinentos
de niorgados? Portento, Senhores, eu com ra-
iSo allirniava, (|iie nao se piule entender estes
^ d i constituicao senao tomando a palavra pro-
priedade no sentido rt'stricto: os nobres orado-
res, (pie me combaterao. esclarecidos como
s.io. deveriao entrar no espirito dos paragra-
plios do artigo IT'.I da eonstituitao; entao ve-
ri.mi. que clles nao envolvein mais, que tuna
n i i. -i cxpressaO de urna ntencSo a que de-
ve clngir-se legislador, mas que nao tem lu-
gar a sua applicacao com todo o rigor: assim
entre nos, nao se executou o, que manda,
que se faca quanto antes um cdigo civil. En,
que tenho mostrado a maneira de entender-se o
iiii^o sem absurdo, consilliaudo-o com a legis-
laco geral, creio que nSo |iosso ser contesta-
do de um modo r isoavel.
O Sr. Jos Pcilro:Sr. presidente, nao son
versado em direito, nao sei mesmo, quaessao as
ili-tiui mi-, que se l'azein em direito civil, ao di-
reito de propriedade para com ellas poder argu-
mentar; ni i-, olliaudo para a leltra da constilui-
i .io vendo a sua disposii ao clara e termi-
nante no ', 22 do artigo 179, e pela ideia que te-
nho de propriedade. nao posso de maneira al-
guma consentir, que se emitan aqui principios,
que creio. que, adoptados, tenderfo seniduvida
lignina a esernvisar-nos, a condusir-nos ao des-
potisti.o, Por direito de propriedade, Sr. presi-
dente, entendo a faculdadc exclusiva, que tem o
individuo de dispdr do pie seti sem. prejitizo
tic terceiro. Desta deftnicao se v pois, que
quem nao tem o uso da propriedade nao tem o
direito; c quem nao lem o direito nao tem a
propriedade. Proprietario sem o uso da pro-
priedade, ou com direito ao uso seiu o direito
a propriedade, nao Sr o (pie seja. Julgo por
tanto, que a diflerencade propriedade, c de uso
de propriedade nao pode aproveitar, para que a
Indemnisaco seja previa, quando se trata da
propriedade, c posterior, quando se trata do sen
uso. A constituicao girante o uso da proprieda-
de i mu a palavra previamente. Aeonstitul-
i;,io expressa-se por esta maneira, porque afil-
ia o sacrificio que os individuos devem tocio
que o governo poda dispor de toda a proprie-
dade, ondas facilidadesindivlduaes; pois a pro-
pri< dade tem naaciinento desta faculdadc. Eu,
Sr. presidente nao vejo que o dispotesto te-
peito, julgo que sao limito mal feitas, e injustas, nba outra base. D*-se,qui um governo^ dis-
i) Sr- /'.ii/i/c...-- Sr. pt sidente n duvido potieo; quando tem o podei ue dispor das facul-
eiiino allirmou o uobi d plitado, qtt assen- dades indviduaes,e por conseguinte do U'aba-
,, ir l.nlti, que abusos tenlio sido coiunic- Ihodossi
l los na es s
phode 1835; eonobredeputado; como repre-Jptopriedade se Mienta que o cidaduo, gla gargedasassembleasprovincias
cao publica toda a cargo da assembla geral-
K'esta a minha opniao.
Qit presideole : llevo observar aos senho-
res debutadas 'st '"' ,llsc,,ss;|o
" OsfjLopes Gama : I'ois siin, Senhor, eu voto '
contra elle rstida-') .
OSr foplista: Direi alguma eousadoqae
me lelnbrar a respeito da materia que se dis-
cute e entrare! tambera na questao da palavra
tt propriedade.
Fu Senhor presidente, estou de aecortlo coia
,,,,',,.11,-s. (iiiequcrein (ne na propriedade se
comprenhenda o dominio com todos osseus ef-
1,-ilos irreniissivcis; mas, Senhores, esta mtel-
iaeucia, que se quer dar a constituicao nao
pode ser t. lata como se pretende necesaria-
mente ella ha de solirer alguinas restiurocs e
se nosollre estas restriceocs entao eu quera ,
nue me trassem um embaraco que tenho em
ue yive todo o imperio e meanm a magistra-
tura a este respeito. Eu entendo que esse
rtico da constituicao compreheude a proprie-
dade dos individuos em relacao ao governo C
nunca regula o patrimonio dos individuos entre
, se acaso assim nao pergunto eu devem
estar em vigor .as leis respeito da sucessao le-
8 "in'pai que sr'' os 9CUS b0"s t,'", >rC~
lo de propriedade em toda a sua plenitud* po-
de d.ier no testa.hcn. deiM a por meu
herdeiro, e nao a meu hlho, elle diz, a
propriedade minha, u.nguem p.d. dispor
delta seno cu conatitolccio me tem garanti-
do em toda a sua plenitud." mas e es la a nossa
leatslacao? Sao certamente. Devera. > subsis-
ti?militas disposieoes do cdigo do con. merco ,
bem como, entre mitras, aquella que o cteriu.-
na que a menora doaproprietarioa de um na-
vio seja en. eertos rasos ..brigada a ve mieras
suas partes a ...aioria.' Se acaso esse ai tigo da
constituicao se deve entender en. toda a sua
......,i.. nao deveraa existir >' Pilas tis-
tem.fazel a legisla.-;... do paz ; ellas .soben,
todos os (lias aos tribunaes de Justica i por
ellas esto, os tribunaes jurdicos. Pertamoa-
nui est jaiiina restricro a este artigo da ce ns-
tituicao que nao pede ser tao lato como a I-
..mis Sis. diputados querem. Ola, partini'o
deste principio de que nunca pode este artim.
constitucional abranger p patrimonio de indi-
viduos em relacao a individuos, mas sim em
relacSo ao governo, digo, que para as inva-
sues'de individuos em terrenos alheios existe a
a.-i ao de for. a e para outros casos o criine de
estallonalo etc, cusas que nao sao applica-
veis quando se trata da nvasao do governo.
Direi mais que nina ordenacao de que un.
ilustre d. pinado falln, para inostiar,que qual-
,.,. proprietario pude resistir ao governo ,
, mido este .>u suas tetras enirar pelos seus agen-",
t essa ord digo, falla do esbulho da proprie-
dade feto por particulares ; por quanto ..as
ur,lenae.Vs antigs o que seacha lmnU
prcrogtivas. privilegu-s e d.reitos c m. I los
ifazenda pblica: e fo poressa u s o ifu. a
constituicao, tratando da uropriedade Midiw-
dual. deo DO artigo, giraras .ndiv.duaes
contra o governo. Irto (autos M W^gf '
e as prerogativas qUe os gotrrV *&
que o autorisavao a apiopr.ar-se da ioPii o.
de alheia que a constituicao queren.'*' B*""
tir a propriedade doscidadaos Braailelro* .."fo-
nos este artigo que nao pude coniprehciiQ;'1 as
rasdes de individuo a individuo.
Agora lallarei sobre os argumentos de mn no--
bre deputado, que foi o priniciro a coiifcssar .
que nao est milito versado era Jurisprudencia .
mas todava deseiivolveo-se um tanto ou quan-
to nella. Disse elle que o uso da prop ic.l.i'li-
nao pode estar separado da mesina proprieda-
de. Ja que 0 nobre deputado conl'essou que
nao era versado em jurisprudencia levo lem*
brar-lhe que pdese dar propriedade sem
uso; existe o dominio sem se dar o excrcicio,
como acontece nos albranienlos. Eu quli so
combate!' este principio do nobre deputado e
at aninici-nic a avancar isto porque o nobre
deputado foi o primeiro que com toda a inge-
nuida.le eoul.ssou que nao eslava milito visto
tiestas materias. Ora, vamos agora as Invasoes
da propriedade. Disse o nobre deputado, el-
;,ii,,!vj... otistituicao que > neccssario q........
a utilidade publica exige o sacrificio da pro-
priedade particular, que baja todemmsacJo
previa e que o governo, nao dando indemni-
saco, seria isto prejudicial industria, destrui-
rla todos os clculos de conveniencia; e que nos
nos debamos agora com o despotismo a porta.
OSr. Jos /Viro: Est engaado; nao disse
OSr. Baptisla: Oh Sr., cu appello para os
que ouvro o nobre deputado.
O Sr. Jos Pedro: -Nao ha nada mais fcil do
que adulterar argumentos para os couibater.
O Sr. baplisUi: l'ois vu desejaria, que o
nobre deputado explicasse o sen pensainento.
O Sr. Jos Pedro: Se o Sr. presidente consen-
tir. .
O Sr. Presidente: Para una explica.,ao pode
fallar.
O Sr. Jost'Ptdro: Sr. presidente, o que pu
tlisse que o governo nao potlia transgredir
esse artigo constitucional, invadindo a proprie-
dade alheia antes de consultar o seu proprieU-
tario, e de ..indemnisar, sem que coinmettesse
um despotismo, porqu era dispor daquella
propriedade, que nao estava determinada, nem
indas leis, nem pela constituicao do imperio,
para sustenta, ao da ordeui publica, e direitos
individual'*.
0,S'r. ilaplisla -.-Disse o nobre deputado, que,
se o governo Uincassc m:io da propriedade
particular por utilidad.' publica, seniprehencliei
as formas eouslitiiciouaes. diie niandao dar
ao proprietario Ulna indemnisaco previa, c-
lao leamos o despotismo a pona.
O Sr. Jos t'edra : Nao foi isso.
OSr. Baptisla: t cousa igual: eu apon tu
o peiisaiueiilu. e nao CStOU a referir as propn-i-
palavras do nobre deputado.
O Sr. .lose Pulro : Mesmo o peo- miento nao
.- i xacto eu bel de responder.
u Sr. Hapiisui: Pois o Sr. deputado porque
recela o despotismo Nao t pelo pi rigo emi-
nente que li. em o governo invadir a proprie-
dade individual? De certo Sr. presideute,


5

,.,, lalvei me iluda 011 me engae; trabo
vjsKi(|in' as thcorias d.iijiicllt'.s Srs. que fallan
mnitoein libcrdade, bcuiquc kejffo Verdadel-
i.-is cjuasi srinpi i mo isla nas applicacoes
que lasein : piando tratuo das appllcaedes .
j.-i ni esteu desconfiando. Qual <. Sr. presi-
dente, aldria capital da ronstitutcao para ea-
rantir ;i propriedade .' K' que individua nao
possa ser violentamente csbulhado delta, scm
que receba una indeninisacao.
o Sr. Jos Pedro: Previa.
OSr. Haplisla:Tedas as veses, que o indi-
viduo ior iiudeinnisado do valor de sna pro-
priedade, nao se d.i o despotismo. Si- todas as
ve/es. que na factura das entradas se tem
Janeado linio do terreno alhcio tem s(ct sido
para o bem publico e se acaso sembr se leni
dado iindeniuisarao temos que nao tem ha-
vido despotismo. Sabe algUtn Sr. deputado,
.se o yoverno lia provincia ti'lll lomado a pro-j
priedade de alitiint individuo, que, allegando
o seu dlrcito, icnba-se-lbc recusado justiea '
Ein que taz o Sr. deputado consistir a garanta
da propriedade ? No direito de receber a hn-'
demnisaco. Se a un proprietario se disser
jieeessario, que VOcii ceda sua propriedade
para o boui publico, recebando urna indera-
nisacao, haver despotismo.' En convi libo
que saleaba essa clvillidade para cora O pro-
prietario, como quer u uobre deputado, mas
nao ella que garante a propriedade. Portante
llavera despotismo, on vinlcucittqtiaudo constar
] ni un individuo, leudo sido esbiilbado da sua
propriedade, p leudo requerido o seu valor, o
governo a tcnhaiudelhrido; porejn, sempreque
essedireito forrespeito nao tem havidn despolis-
momesmo a respeilo do processo de diri'ilo po-
de se variar muito. Kntendeni os Sis. depnta-
viamente; outros Srs. qiicremda mu novo pro-i
eesso para a cll'etividade desse direito, dizein |
que nao, que quaudo Ibr uecessario fazer nina I
estrada, o eiigMuhciro arranque paos, estae-'
teca as divisas, etc. e.o proprietario cnuo ve-
una aogoveraa provincial requerer a indenini-
saeo ; mis querein, que a iidciniiisarao seja
calculada por arbitrios, outros que nao: ciu-
lim sio diversos processos ; mas a verdade in-
contestavel que quando u ulilidade publica
Xgc o sacrificio, da propriedade particular
llingUCn se deve oppor a isso : e pde-se dizer,
que lia despotismo, (piando se trata de fazer
tima estrada geral para beui do publico? Quan-
do constar que o governo invade a propric-
ando individual, nao por ulilidade publica ,
mas sua, ou de scus agentes, entilo sin., lia
despotismo, |iensainento capital da consti-
tuieao, Sculiores, a iiideninisai to. Mas o no-
ble diputado faa-se muito forte em urna pala-
vra, palavra sacramental da constituirn ; a-
garrou-se palavra previamente; porem
o que c que tem bavido de real .' E' que se tem
icspcitado a constituirn na parte esscncial ,
que i' na iidemi.isarao.
OSr. ./me Pedro: E que remedio tem sendo
indeinnisar.'
OSr. aplltta: E que remedio tem scntlo
indemnisar Kntao j.i acabou-se o Hiedo, que
temo noble denotado do despotismo?
O Sr. Jote Pedro: Bao de se apresentar ar-
bitros, etc.
0 Sr. i'aplista: Ora, o Sr. deputado falln
riu arbitros! En nao posso fallar precisamen-
te tiesta materia, porque na verdade nao sel,
como se ti in procedido a respeilo; oque sel c
que alguus engenheiros, que vao parafra oc-
cupar-se ueste servieo, tratao de tirar a planta;
e depois de realisar a estrada (piando vao tirar
i planta, hospedoo-se eiu alguina parte, fazein
seus ranchos em algum rngenho etc. e nao
posso couvir coiii 0 noble di pillado quando
acba despotismo; so porque nao se respeita a
palavra sacramental, que est no artigo da
constituirn, O "previamente licando para de-
pois lodosos recursos, que o proprietario tem.
OSr. Paula Carulranti: Depois da proprie-
dade perdida d.i muito trabadlo.
OSr. BaptUia: Tiaballio! Tem de se rece-
ber a IndemnisacaOi e nao ha dllHculdade ein
.ivaliar-sc a propriedade.
o Su. Paula Caralcanti: Sira dabi a 8 ou IU
anuos.
OSr fnpHsa: Eu quTzera saber se consta
nesta casa, que alguem tenha requerido indem-
nisai-ao da sua propriedade. c nao se lile lenlia
dado.
O Sr. Puna (ulracanti: Nesta casa certa-
ir ente nao consta islo.
OSr. tmtitla:\ lei, queiinpSe aoproprie-
tario a obrigaco de ceder por v.ontade OU con-
tra voutade a sna propriedade, n;io pode nun-
ca ser ca aelerisada por essa falta de processo,
porque o que verdade que o proprietario
nao p6de negara sen propriedade, quando a
ntiliiladc publica exija a sacrificio drllc
O Sr. Paula Calruranli:Na forma da lei litio
pude.
O Sr. Ugetista:Pols bem ; se nao pode, an-
da quando falle algumfl formalidade do proces-
so, claro que new por isso se pode dizer que
se dco USurpaco. Sr. presidente, esta questao
naoinerecii todoobarullioque.se tem feito na
casa, nao deviamot blhar.para pequeas cousas
<|iic respeitao ao processo, porque de ordina-
rio quando se trata de executar nina lei escrip-
ia, mesiiiu as maiores UttelligehciaS versadas
naquellc ramo eneoiitrao iiuniensas dilBcul-
dades: oque capital na eonstiluieao, que
ira) se tire a propriedade d'iudividuo algum sein
deixaNo iiideinujsado; nao se tem deixado nin-
gueiu s ni iiideninisacao; por consegrante leni-
se obrado eoiisiitueionalinciite. 'Continua.,
CMMEUC10.
toneladas capitn .Viidn Sterens, uqitipogcm i
t). carga varios gneros.
Liverpool; 31 das, barca inglezaAatf, de26b*
toneladas, capituo Josepli l.oetli, rquipageni
l-'l, carga lastro.
Xarios tahidot no metmo lia.
Canal : brigue oldemburgnez Sophia capitao
Al. vddiciez, carga assucar.
Una; hiate brasileiro Coneeicdo traleirQ, capi-
tao J.ise vives Perejra,earga varios gneros.
Edita es.
!'..,.!
A s.i n ciega.
Rendlinento do dia 12-------...... 1:708/2-20
BetearregOo hoje 13.
Barca Espritu Sanln diversos geneOS.
Hrigue inglez ; Fauna baealbtio._________
vv'Vii'io to l*orlo
o III1"0 Sr. inspector da tbesouraria desta
provincia, em cuinpi'imenlo da ordem do lii-
butial do thesouro publico nacional de 19 de
Janeiro proximofiudo, que matea O prazo de
seis mezea para Qndar-se pela mesma Ibe-
soiirat'ia a subslituicflo das olas de .">/, 10/,
e O/rs. da Iaestampa, manda fazer publi-
co, que osle prazo principiar a contar-se
do da 10 do eonenle marco em diante c
lie, lindo elle, ficaro taes notas sujeitasao
abale dedez por cento em cada mez na Forma
do att 5" da lei n. 53 de ( de oulubio de
1835, lieatulo no litn dos dez niezcs esles
descontos sem valor algum. --Secretaria da
thesoiiraiia do Pernambiico 8 de marco de
1844.
No impedimento do OfTicial-maior
hjnaoio dos Santos, ilu Fonseca.
O lll1"" Sr. inspector da thesouraria de la"
zenda dcsta provincial em comprimento da
ordem do tribunal do thesouro publico na-
cional de 7 de fevereiro prximo lindo, man-
da Fazer publica a inl'ortuaeao abaixo trans-
< ripia da eaixa da amoriisaeao indicando os
signaos pelos quaes se ilisiiifuieni das \ei-
dadeiras as olas falsas de 200/rs. da segun-
da estampa, cor verde, que apparecrad na
provincia (.i Baha a (Im de evitar-se, que
sejfio illtrodlizidas najeiiculaeo.Secretaria
la lliesoiirai'ia de la/enda de l'eniaiiibiico 8
de marco de IS'i-.
No impedimento do OITicial-maior
lijiliuiu dos SilIIios daioiisrrii.
Resultado do exame u que se precedeo pelos tro-
cadores da eaixa d'amorHsoQio l'aulo dos
Santos Feweira Simio, < Joaqun) de izeoedu
Lobo Pecanlta, nos notas falsas de OW/'s.'/'"'
apparecro na provincia da Baha, remetti-
ilus pela respectiva thesouraria.
1.a O papel ordinariamente manipula-
do, menos transparente, e a marea d'agua,
alm de ser mais lina tanto em linhas como
nos di/eresas palavrasThesouro Nacio-
nal em maior leltra, assim como a mar-
ca 00 do 00lodas as cifras sao quasi
circulares, (juando no verdadeiro padrSo sao
perfei lamente ellipsoidaes
2:J A gravura bastante ordinaria, lodos
os fundos das laxas lauto verticaes, como ho-
risonlaes sao feilos a mao, e por isso muito
inijH'il'eitos, baveiido so a seniellianca eom
os verdadeiros, os quaes sendo producc.no da
pequea machima propria para aes traba-
mos, conservao perreita regularidade: a lar-
ga laxa a ineia nota, onde multiplicadas ve-
zes se encontra repetoslo do valor da mesma,
nooulra colisa maisdoqne urna miniatura
desordenada de pequeos pontos.
:i.J 0 parellelogramo que firma a eslampa,
lano interna como externamente, maior
do que o das verdadeiras, lauto no sentido
vertical comahorisontal (duasa tres linhas
havend mais a notar que as tarjas da eabeca
e pe da ola sao mais largas do que, as do ver-
dadeiro padrao.
4." 0 emblema, alm de sua m execucSo
em gravura, lodo defeiluoso, principiando
nido castso, !od metlido en; mcia inia,
apresentando nina Bgura quadrada em
perspectiva, vendo-se-lhe dous lados, quan-
do no verdadeiro padrflO levantado na figu-
ra de un hexgono (seis lados ) ou pelo
menos ein un pentgono cinco lados met-
tidu em perspectiva, vendo-se-lbe tres la-
dos, sendo o da esq uerda onde fere a luz, o
em que trmula a bandeira mui levemente
gravada, assim como a vista da cidadella
aprsenla degradaco de planos, o que faz
eom que nosalite eom os ohjectos a diver-
sas distancias, o que se tifio eirconlra nas no-
las falsas, em que ludo se acha em um so
plano e islo pela falta do .sombreado nos se-
us lugares.
." A estamparea bstanle ordinaria, co-
nhece-se ser a tinta d pos de sapatos, anni!,
e-oleo de linhaca, motivo porque vemos a es-
tampa baca e arroxeada, sem aquello pelo
brilhante que se encontra na* verdadeiras,
cuja tinta he p de maritn queimado, llor de
annil, etalvez verdete igualmente queimado,
e o oleo de linhaca larado ao fogo, o que
produz lodp o effeito que venios nas verda-
deiras notas, alem do bom desempenbo na
gravura.
t.a Quanto ao verde do papel falso, como
as olas estojan maltratadas, nada jiodemos i
.j/ as firmas saonmenos mal esludtidas. mmkIo a
de Manoel Gomes d'Oliveira CoutO amis!
ordinaria.
1
Jmnme (nardo Alaria Lumacke de Mello, ctcrivdo '
it'atfanilenu sirriniln de inspector da mesma.
Faz saber, que no dia 15 do corren! )
arremataeao sujeita adireilos e expediente.
Ufaudega 12demarco dtlSi.
Jaeome Gerardo Mara Luniarhe di Mello.
Pl UI.I'ACVO LITTERARIA.
Sabio luz no Itio-dc-Janeiro o ltrr(or/o
dramtico, Peridico iiieusal, coilteudo em
eidi numero un dos mais acreditados dramas
origlnaes portuguezes. Subscrcve-se einPer-
iniubuco na ra d i eadeia v(dba n. 31 toja de
Cirdozo Aires onde j i se acha I." numero pu-
blieado etn dezerabro, contendo o dramaO
Marques de Pombal ou 21 aniioi de sua administra-
fo O prceo de cada utiniero 1/000 pagos
no acto da entrega do mesuio, tendo os Srs. '
subscritores a vantagcn de receber no liiu de ;
oada trimestre um drama gratuito OU lo por
anuo pagando gmente 1*2.
Ndia lf do corrente vai a prae.l, por venila.
o sitio que fura do fallecido Jos francisco Xa-
vier Lima, era Apipueos, pin ierras Ibreiras
aos lierdeiros d'aquelle eugeuho coiu casi de
taipa, coberta de lelbas e nos fundos desta
Ulna armaran de oulra lanibem de taipa co-
berta de lelbas a qnal serve d'estl'ibaria ; !-'
varios arvoredos de frtelo o d'espinhos : os prc-
teiidenles dirijao-se a porta do Sr. Doutor jui/.
do CVCl da I.' vara AO piteo do Hospital do
Parai/.o [telas boras da tarde.
^'Avisos maritimos.
= A barca portugueza Espirito Santo, segu
eom umita lirevidade para a eidade do Porto, por
j.i ter parte do geucarrcgauientoproinpto;queiu
pretender carregar ou ir de passagem para o
que leni iiiuitos e assciados eoiiiinodos. deve en-
tciider-se eom Francisco .Vives da Cuuha, na ra
esir -iia do Rozarlo u. i> ou cora o capitn Ro-
drigo Joaqiiiui Crrela, na piara do L'oininereio.
Tara Lisboa sai eom loda a lirevidade o lui-
giie-escuna Dtlilirraeu.por ter parle do seu ear-
reganiento pronqito ; i|uem no uiesiito quiser
carregar ou ir de passagem dirija-se a Ma-
noel.I oaqitim Hamos c Silva ; ou na ra da Ca-
deia do llccil'e loja II. 40.
& Para o fiio-dc-jiineiro sahir eom a maior
brevidade possivol > patacho Laurentina-bra-
sileira capitn Antonio Gecmano das Nevet:
dinda recebe alguina carga cscruvos a (rete ,
e passageiros : tra'.a-se eom Nascitnento Sclia-
ullercfe C. ou cotn Joaqunn Jos de Amtiriin
na ra da Cruz n. 45.
Para qualquer porto tem de sabir da Eu-
ropa o superior brigue inglez Medurn de 1.'
ciaste, forrado, e encavilhado de cobre; os pre-
temlentes dirijao-se aos consignatarios Jones
Paln &. Companhia.
Para o Ilio-de-janeiro sai at 20 do corrente
o brigue brasileiro Ama e Constancia quera no
incauto quizer carregar escravos ou ir de pas-
sagem trate eom o capitao Malinas l'erreira
ftrasa ou cmn o consignatario Manoel Ignacio
de Oiveira na ra de Apollo n. 18.
Para o Maranli.io segu viagein dentro em
poneos dias o briguc-esciina Carotina por ter ti
maior parte de seu ca levntenlo engajado ;
qiu-ni no incsuio quiser carregar ou ir de passa-
gem, para o (pie tem excellenles conimodos, di-
rija-se a Manoel Duartc Rodrigues na ra do
Trapiche n. I t. ou ao capitao c praticoF. H. de
Mallos. --
l.clocs.
0 corretor Olivcira lar leilu de grande
sortimcuio de fa/.endas consistbldo em chitas,
madapoles bl'ins cliillas cu\o eassas ,
challes cobertores suspensorios algodo-
sinbos lucias jilalillias pannos velludos ,
chapeos de castor superfinos brancos e preto ,
calcado inglez para hornera c militas outras de
proinpta extraccSo c as quaes serao vendidas
sem limites : quarta-feira 3 do corrente ;is Itl
horas da biauiua, no primeiru uuduj ua sua
casa.
.xvisfs diversos.
Navios entrado no dia 12.
.Salem ; (lidias | burea inglesa SwRttld, de 330
neto
-.e bao de arrenia-1
tar i caixas cmn-200 cortes de cassas pintadas .
no valor deO/reis impugnadas pelo amanu-
ense Goncalo los' da Costa e Sa Jnior, no des-
pacho por factura de f, li. Lultkins, sendo a1
Arrenda-se unta olaria na Passagera-da-
Magdalena junto a ponte grande eom um
sobradadlo e por prcro commodo c seis ino-
radas de casas terreas no mesnio lugar : Ulna
parte do sitio deiiominailo Torre un estrada de
ll( lleni eom casa de taipa estribara e coin-
niodos para esclavos leudo de terreno de
(rente oltooentos palmos e de fundo mais de
tres mil palmos c cmn alguus arvoredos de
frncto coquriros, eajueiros jaqueiras, man-
gueiras pitoiubeiras mangueira liaixa pa-
ra capim c proporedes para cercado para vac-
gis ou para qualquer plantaco de lavoura ;
na rua da (doria sobrado n 59.
----Deseja-se saber queitt c o procurador nes-
ta pra^a do teneiitc-coroncl Domingos de Sonsa
Lefio; ou dirija-se i rua da Praia de S. Rita n. 43,
ou annuncie a sua morada para ser procurado,
a negocio de sen interesse.
Aluga-se o primeiro indar do sobrado da
Ra-nova n. 37 ; a tratar na loja de ferragens do
niesino.
Aa rua do Cbug loja de miudezas n. I ,
precisa-se de urna ama, que saiba cozinhar,
e engoinuonr. e que de tiador a sua conducta.
----Precisa-se fle dous bonicos, que queirao
tr.i."!""" < I, nna : lr.ita--.r na piara da Roa-vista venda n.
|5 ou nos \lllietos no sitio da scnbora I). Fran-
cisca de AssiGaiua, defrontedo Sr. loaquira de
Olivcira < Sonsa.
Osenhor, queaununciou querer uina pes-
soa que escresa ceno edeprCSSa; dirija-se a
rua da adeia-vcllia loja de l'azenda- n. W.
A pessoa, qneanouneiou querer comprar
a vida de I). ,lo;io de (.a>tio ; dirija se a rua do
Rangel venda n. 15,
I ina pessoa capaz se oITcrcce ao publico
para dar lices de piano, flauta % aviolSopot
(Ms.-tsp.M'ieiriare*. r-1' "' o inetbodn ou systema que se coitvencionar-
as pessoas que se quizerera utilisarde sen prest
limo dirijao-se a rua de Santa Hitan. II. li-
li limas ate1 as '.i da niauha ou de meio dia ate-
as .'? da tarde.
= Precisa-se de 250$ reis a premio eom boas
riruias ; nuera os quizer dar dirija-se a ruad'A-
goas-verdes u. I0u.
Quera precisar de dinhero a juros, solire
penbores de ouro ou prata dlrija-seao "Vtterro-
da Boa-vista na pi nucir venda que se dtra
queni <.
Quein auiiiiueioii no Diario de secunda
feir.i de larde precisar de nina pessoa que escre-
vacerto, e depresssa; dirija-se a Rua-direita
na loja u. i.
(.ontiniia-se a tirar l'olbas corridas, e passa-
pories para d'entro, e lora do imperio, porpre-
cocoratnodo, c inulta brevidade: na rua do Ran-
gel ... 34.
Coniiiina-se a tirar passaportcs lano para
dentro como fora do imperio, e despacho-se es
crasos ludo coiu brevidade, no Uterro daoa-
vista loja o. 18, on na rua do Colleglo n. i"
;." anda.
I ni rapa/ l'rasiliero, que escreve bem, ten-
do bastante pratu/a de eserever processos, sen-
leinas etodo qualquer papel judicial, se oib-
rec aqualquer Sr. advogadu escrivao, e ou-
tros, para o dito lim. prouieliendo luuTCi acli-
vidade e prcro coiiiuiodo; assim comoeserc-
vera em sua casa; quein pretender annuncie.
Anda est por alugar o sobrado de um
andar c soto era Kra-de-pcrlas na rua do Pi-
lar n. 82 eom eouunodos para nina familia,
quintal, cacimba U'rraeu lora e sabida para
oi.ira rua os prctendenles dirijao-sc a rua da
t'ril/. 11.63a tallar coiu Manuel ClltOUlo Pinto da
Silva.
OSr. Domingos Francisco A roma que
velo ltimamente da Porto na barca Etpirit
Sanio nucir dirgir-sc rua estrella do Rosa-
rio n. I* ou annuncie.
Qucui tiver nina mageiu do Senlujr Cruel-
licado, queseja perfeita eom cruz c calvario,
e mais pertences e que nao exceda de tres pal-
mos de aluna C qiieira trocar .iniilliicie 011
dirija-se a na da ('ru/ loja de louca n. W.
Uabaixo assig nado faz scienie ao publico.
que uingitcni faca irausaco ioiii Francisco San-
tos de Siqucira, senbor do engenho Piraiin) -n-
bre duas lettras por niiin assiguadas a lavor do
fallecido lenle Jos Maria (Jabado. sendo
nina de trencillos c oltenta rail reis,, rqutrade
dusentos rail reis, cujas lettras torio passadas
a favor do tallecido leiienle em pagamento de
una porro de cavados de fabrica que lile
eoinprei para o (lito Siqucira: do que elle me
passoil mu papel, obri^ando-si- a pagar sendo
tiHsignadoera vinte de Janeiro de 1840 ecoutu
o dito Siqucira conserva em si islas lettras ja
pagas, por isso faro este aiinnncio para que
lilil, ni de neuliuiu elli-ilo ditas Icllras.
Joan Climaro Pneira. da Silva.
Iin moco brasileiro, lido nas setnelas
preparatorias, duque mustia documentos se
prope a ensinar ein casas particulares priniei-
ras letras, os elementos preliminares da lin-
eoa nacional, e arithinetica eom multaassi-
iliiid.ide e esbirros para adiantaiiienlo de seus
aluraos.' quein ilo sen prestiuio quizer utili-
sar-se anuncie ou derija-sc a piara da Inde-
pendencia u. 17.
I ni rapa/. PortUgUCzde idade de il anuos,
seolliiece para >a\eirode ipialqucr estabeb-
ciiueiito caxelro deeingenbo, poriu nao pa-
ra venda, o qual da fiador a sua ((induca:
quein precisar dirija-se a ruado Alccrira ou an
nuncii por esta folba para ser procurado.
= Onerece-senmrapaz brasileiro. a qualquer
Capitao de navio para apprender a piloto OU
ii.esino nacional ou cstraiieeiro que... precisar
ou quiser ensinar annuncie para tratar do
ajuste pois snjeil a-se a ludo que. quiser.
MiM-se I." andar da i asa da rua de
Apollo n. 20 cora quatro janellas de frente, e
cora niuitosbons coiiimodos a Halar no solao da
mesma casa comise- Antoniode Soiisa.Macbado
lodos os dias das ti as I da manila;, e das i as ,'i
da tarde.
NA BOTICA, f. ARMAZEM DE DROGAS, Rl A
DA MADRE DE DOS, N. 1.
Se vndenlas preparacOes seguintes por prc-
ro muito coiuniodo, e de superior quafidade.
Colirio aiili-iiplithalmieo.
Este medicamento tem as mais enrgicas vir-
tudes para destruir coiu os boiis.cfclizcsresulta-
dos, ipic a loilga experiencia tem mostrado, tildo
quanto sao iicvoas. bebdas inflaininacdes ,
c OUtraS llorn as d'oUlOS ein que litio e preciso,
para seu curativo radie.I usar-se dos meios o-
prralorios que a arle em taes casos indica e a
que o (tenle neeessariaiuciite recorre. L ni sein
numero de pessoas pdeili allesiar eom v< idade
os saiiitares clfcilos dapplicarao dcste remedio
prodigioso : tanto em ditl'ereiites parles do im-
perio d'onde ten. sido procurado como em
:'.!j;;!!::'.e partes da Europa onde sen uso c, a
mais lempo, condecido.
.Na mesma casa tambein se vciidcni tintas e
todos os outros obji tos de pintura ; vernizes de
superior qualidade entre clles un. perfeita-
inentc braneo e que se pode applicar sobre a
pintura mais delicada sein que produza alte-
raco alguina ein sua cor primitiva ; arrow-Root
de iieriiiuda sag sabonetcs ; sabao de Wid-
sor: agua de Seidlltz; limonada gasosa; tinta
superior para eserever ; perfuniariias Inglesas ;
fundas clsticas de patente ; escoras pos pa-
ra denles ; pastilhas de muriato de niorpl.iua .
e hypccacuanha ; pastlhaa de i.-.'h-Iiomii.> a.,
soda, cglngibre ; ;is verdadeiras pilulasvege-
tacs, uuivcisacs do i)r. trandrrth viudas de sen
autor nos F.stados-t'nidos azul f.nissimo. pro-
prio para annilar roupa ; pos d<- Scidlits e de
soda.
Quein precisar de um caixeiro rom pra-
tir.i de coinmereio e mesmo de loja de ferra-
gens, ainda moro ; dirija-se rua doVigario .
i asa n. :Y
-- Que ni quizer alugar duas canoas de con-
ducir aguo eom o con.ptenle porto para
vender dita agua : dirija se i Rua-bella ora
da, Florentina sobrado novo, pioimo anwv,


y
* om ^
\ mea i regedora, r mais irmos de 8. Jos
'I' Vgonja erecta no hospicio de N. Senhorada
Peuha faz scicntc ao irinoactual secretario o
Si'. !<>-. i : i::,i Karges o estrauho nrocediuien-
to do uicsiiio Sr., ein convocar mesa je ral por
ni o de 11 .- t ;i ti n m-ii>> nos Diarios de ">. 8,c do
- n rente p ira sr ellcger a nova mesa regedora,
< d!*])ois de ter comparecido alguus irmos S. S.
dci.xoudecomparecer, emenos lazer pcrieii-
paeao alguma do sen nao coinpirecimeuto: ea-
per i ,i iiiesm i mes i regedora do irutao secreta-
rio que ii ii ron ti une o inesmo abuso.
Vctor Krusser embarca para Europa.
nlauocl Jos" il i Cos i e Silva retira-se para
Portugal .1 ir ii ni!.' Mi.i sade, e faz scicntc aos
cus rniiiins mi praso de s dias pira seren |> igas.
I.ui/. Gomes rerreira embarca para o Rio-
de-ianeiro um escravo por noineJoao da Cos-
ta de frica .official de pedreiro.
Vtonio \ az de Olive ira embare i pus o Rio-
dc-janeiro osen escravo crioulo de uoinc Benito.
A luga-se una casa terrea nova, com .">
quartos, ditas salas cOstnlia fra, quintal e
cacimba, na ni.i iln Srw por tras da ruad'Au-
rora : urna ilii i reedificada de novo ua ra da
Solidado n.29: a tratar na ra il i tararan.
2b* com tfanoel Joaquiu da Silva calxeiro de
Francisco Antonio -I- Uliveira.
Anua Joaqjiinn t ConeeicSo, moradora na
ra iId Qiii'ini iiln, iiiudou-sG para a ra larga do
Rosario segundo andar, n. 40, (odas os senho-
res r si'iilniras. que preeisarem do sen pres-
liniu para faser todas as u iiiil ules di.....issas,
najidi-ijas ornadas, e lambeiii llores, e penna-
chos,
Aluga-se u loja do sobrado n. 17 (lobero
do Azeite-de-peixe a tratar na na do Queima-
Na ra do Moadego oasa n. 85 ba orna
escola de primeiras lettras para meninas on-
de com o maior esmero perfetcOn cnsina-sc
grammatica portuguesa faser llores bordar
de linha ouro, Croco e matizas c marcar
por diflerctilcs modos; os pais de familias,
que anhela.i o adiant amento de suas lilhas, po-
dern dirigir-ge a casa a cima mencionada.
Maria Joaquina d 8. I'liom professo-
ra substitua das cadeiras lie primeiras lettras ,
aiisa nos pais de familia que abri a sua au-
la censina a ler, escrever, contar arithm-
lica o i coser as pessoas que se qui/erem
utilisur de seu presumo, dirijfio-sea Rna-di-
rcila n. til, primeiroandar.
Alu.'a-se um sotao para pessoa solteirat,
ou do penca familia ; a tratar na ra estreita
do Rotarlo, botica de Jlo Pereira da Silveira.
Precisa-se fallar ao snr. Joaqun) Rodri-
gues pai do sur. Antonio Caldas e Silva com
engerido na Serra-nova annuncie ou alias
(alie a Pedro Jos Cardoso, na ra do Pudre
Florianno n. 21.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 an-
uos, para raixein de venda sendo dostosche-
pudos aora de Portugal molhor. pois promet-
tc so bom Iratameiito ; queui e.-tiver noslas
circunstancias, dirijn-sea venda da esquina
da ra do Aragao que volta para a Santa
Cruz n. 43.
Perdou-se urna caixa de prata dourada ,
pesando 32 oitavas leudo em rima a lirma jde
!' X. .M. B.;roga-se a qualquerdea anrs. ou-
rivos ou outru qualqner pessoa a quem ella
for offerecida que fucao apprchencao nella ,
que o dono gratificar ao portador que Ihe a
entregar, na ra do Encantamento, armasem
de niolhadus n. II.
Aluga-se a rasa terrea assobradada sita
em Fura de-portas junio ao sobrado do snr.
Antonio Alvos Barbosa a qual atada se anda
pintando c tein exccllciites commodos pura
duas grandes familias moraron* independentes
urna da outra, com quintal lodo murado, e com
sua competente cacimba de exccllente agua ; os
pretendentes poderC ir vei-a o depois se en ,
tendern com Joo AntunesGuimuraes.
Antonio Josdo Abroo e Silva, subdito
Brasileiro retira-se para a Europa.
Precisa-so de 600? rs. a juros com hypo-
tlieca em 3 ou i escravos buns ; quem qui/er
dar, dirija-se a ra do Colisin. 18 segun-
do andar que uni se dir quem pretende fa-
ter este negocio ou annqncie sua morada.
Precisa-se de alugur umu escrava para o
servicodo urna casa de poucu familia que
saiba comprar, cosfnbar, c ensaboar, dan-
do-seo sustento, c 10.; rs. nunsaes ; na Soli-
dado indo pela Trompe lado esquerdo casa
n. 42.
sinar com perfeicao pmneiras lettras, francez ,
egeographia, no segando andar do sobrado n.
28 por detrazda matriz de S. Antonio ; quem
pretender, dirija-se ao segundo andar da casa
i. 7 defronte do Carino onde deixar/i seu no-
111 j e inorada para ser procurada ; declara ,
que tambern vai a cosa dos alumnos tomar li-
ves.
Aluga-se urna preta, que tem muitas ha-
bilidades para todo o sorvico de casa ; a tra-
tar no pateo da ribeira n 62.
Jos 'lavares Ledo Portuguez retira-
se para a Ilha-de-S.-Miguel.
Samuel Rerey com sua (amilia retira-se
para Inglaterra.
Quem quizer alugar urna ama de leile ,
ptima em tudo dirija-se a ra estreita do
ito'ario n. 30, primeiru andar.
Aluga-se urna casa de sobrado de 4 an-
dares na ra do Trapiche-novo e nutra dita
lerrea na ra da Solidade ; a tratar na ruada
Aurora n. 58.
Aluga-se um preto bom cosinhelro; quem
o pretender, dirija-se a ra do Crespo casa
n. 14.
Quem precisar de 250^ rs. a premio de 2
por canto ao mez dando penhores de ouro .
ou prata dirija-se a pracinha do Livramento
!>. 50
Precisa-se alugar um preto; no botcquim
da Estrella.
Aluga-se um sobradinho deum andar, e
sotao para pequea familia COR) armasem ,
quo serve para carne sneca na ra da Praio
11. 66, defronte do Francisco Jos Raposo ; a
tratar na Praca-da-indcpendencla loja n. 2.
Aluga-se para o servico de criado urna
iniilalir.ho de 18 anuos, muito diligente, e fiel;
na Rua-nova armasem D. 67.
__Compra-so urna cadeirinha em meio uso;
quem tiver annuncie.
Compra-se urna negra de naco inda
moca de bonita figura com as habilidades
necessarias para urna casa do familia sabendo
enzommar, c coser bem ; na ra da Linguta,
venda n. 3.
Compra-se urna escrava mofa sem vi-
cios nem achaques que seja engommadeira ,
cosinheira e boa costureira paga-se bem
agradando ; quem tiver annuncie.
Vendas
LOTfiKIA
DAS
Memorias II istorcas.
N0 pode ser offccluadu o indumen-
to das roiias riesta lotera cusss se l< m unnuii-
ciado em consequencia de ler a do Guudclu-
pe marcado para boje o andamento de suas ro-
das pela irrlgulaydade apparecida na 'sua
primen a extraego.
as mares vivas desappareceo urna Ira-
ve do 45 palmos rjecomprido de madeira so-
cupira ; quem a liverachado podo restiluil-u
a seu dono Manoel Joaquim Pedro da Costa, na
ra da Cruz n. 51 ou no estaleiro de Fora-de
portas, que rcctbei metade do valor C500 rs.
Arreada-sea casa da Lfavetsade S. Jos
r. :J" -jL-rt da igreia tein i quartos duda
salas 1 cosinha lora. e quintal com cacimba;
quem a preienoer, falle defronte da dita cusa.
Quem qoizer uina .una para casa de um
liomem solteiro ou de pouca lamilla, dirija-
se a ra dos Acouguinlios 0. 2, u ;ual sabe
cozinhar, eengominar.
Jos de Su Leilao A t mizo se prape a en-
O primeiro secretario convida aos Snrs-
socios para sessao hoje (13) as 6 horas e rucia
da tarde.
Maria Rita Correia Peres avisa ao respei-
lavel publico, para que pessoa .algn) trate ne-
gocio com seu (iliio i! tutelado Joo Goncalves
Domingues na coi tesa de que ella no se res-
ponsabiliza por qualquer quantia ou gneros
que por ventura llie confiaren) ; elle menor;
nao se sabe reger.
Aluga-se o pri.neiro andar do sobrado da
ruada Cruz do Recifen. 49 ; a tratar na ra de
Apollo n. 23.
flerece-se um hornem solteiro de 25
annos de nacao ingleza, para feitor de enge-
nho do que lem 4 annos de pratica ; no bo-
tequfm fngle da ra da Cruz.
Quem precisar de ni tade de urna casa
(enea e em conta annuncie, ou dirija-se a
Itu.i-vclha da Boa-vista sobradinho de um
andar, que Tica com o oitao para o Rcco-do-
ferreiro ou na mesma ra, casa terrea n. 125.
Aluga-se urna casa lerrea com solSo co-
zinha fra quintal e cacimba e commodos
pura uina grande familia na ra da Alegra
n. 44 ; a tratar na ra do Livramento arma-
sem dd louca e molhados n 20.
<>Sr. LaiiiVntino Moreira de Carvalhu
queira quanto antes diriglr-se ao sotao do so-
brado da Rus-Augusta \ oulr'ora Palacete ) n.
'.) que iilii se Ihe quer dar noticias do seu es-
cravo Francisco e adverle-se-lho, que deve
ir proprio.
Na ra do Crespo loja n 10 da viuva
Cunha Guimares, precisa-se de pequeos vin-
dos de Portugal, e que sequeiraosugeitar a se-
ren raixeiros na principal casa cominercial do
Rio-grande-do-norte.
Fugiudo siiio no snr. Fernando Bieber na
Capunga nodia 10 do torrente pelas 8 llo-
ras da noule um cuvallo alazao com um sel-
lio quasi novo mas sem cabecadas com os
signaes seguinles ; labao, calcadodos ps, com
uina cicatriz anda visivel do lado esquerdo do
Descoco ; quem o achar, far o favor de leval-o
u ra da Cruz do Recile n. 45 ou Ponte-dc-
Ucba no sitio do fallecido Auiorim quo se-
ra generosamente recompensado.
Compras
Vende-se urna casa do um andar, com
bastantes commodos para grande familia, chaos
proprios, grando quintal murado sita na ra
las Trincheiras desta cidade ; a tratar na ra
la Cadeia do llecife n. 25; na mesma casa alu-
iuo-se duas casas terreas na ra do Padre Flo-
rianno.
Contina-se a ven 1er caf moido a 200 rs.
eem gr8o a 140 rs.. sevada nova a 80 rs. no-
tes e avelaes a 120 rs. rap de Gasse, e
Meurnn a 1000 rs. cha hisson a 2400 rs. ve-
las de carnauba de 7 em libra a 400 rs. ditas
de espermacete de 5 e 6 em libra a 8S0 rs.. cho-
colate novo a 320 rs. lotria a 240 is. bola-
xfnha ingleza a 2*0 rs. dita meuda a 280 rs. ,
queijos novos a 1000 rs. arroz com casca a
000 rs. o alqueireda medida velha ; no pateo
lo Carino esquina da ra de Hurtas, ladodi-
10- Ven'dem-se 6 pretos mocos, bons para lo- do Oueimado n 22.
do o trabalho de campo e da praca ; um dito
bom ofTkial de sapatcir >; um dito de meiu ida-
de por 2:io rs. bom para tomar conta de um
sitio, por ter at hoje sido a sua oceupaciio, faz
todas as plantas, e enchertos; um molequede
12 annos 4 pretas mocas cosinhao en-
gommao clavo roupa urna dellns cose mui
iiem : um moleca de 1G annos mui linda ,
ptima para se acabar de educa ; duas pietas
boas quitandeiras ; na ra larga do Rozario ,
sobrado n. 48.
Vende-so urna cama de angigo, com pou-
10 uso e precocomrnodo ; na ra do Livra-
mento casa pintada de aman lio n. 10.
Vende-se una boa escrava de naco Ren-
luolla de 24 a 25 annos pouco mais ou
menos boa lavadeira e propria para todo o
servic.i do urna casa e acoslumada a vender
agua dando 640 rs. diarios nao tem acha-
ques de qualidade ulguma, o que se affianca ao
comprador; na Praca-da-independencia, lo-
ja n. 39.
Vende-so um alambique do cobro anda
novo sem usoalguin, e por menos dinheiro ,
do que corre o cobre ; na la da Senzala-velha
n. 100.
Vende-se na ra das Larangeiras casa
n.29, deposito de licores finos, espirito de
vinho, genebra muito boa, agu'ardenle do
reino e vinho de caj em garrafas e caadas.
Vende-sn um caixao de amarello com vi-
dros pelos quatro lados ; com duas gavetas para
se botar dinheiro tndo com chave proprio
pura se vender fazenda bem feito e por pre-
co commodo ; na ra de Aguas-verdes 11. 32.
Vende-se por preco commodo, com al-
gum dinheiro a vista o o resto em pagamentos
annuacs urna boa propriedade em Apipucos ,
com lodas as vuntagens, que se procura a sa-
ber : urna guinde cusa de vivenda, urna grande
olaria com boa baixa de capim e bastante
barro para trabalhar, senzalla para prtos, sitio
de fruteiras e igualmente a fabrica de ermita-
gem com refinac2o deslilaco c todos os
Vende-se urna bomba de ferro de anna-
co de pndula com todos os seus purtexiees ;
na ra do Queimado loja n. 23.
yende-se um preto muito sadio de -2C,
annos bom official do sapateiro; ni ra da
Cadeia do Recife loja de Julo da Cunha Mu-
galhus.
Vende-se no armasem de Francisco Dias
Ferreira defronte do guindaste da alfandega ,
o verdadeiro sabo branco huspantiol ein cai-
xaspequenas, sevada muito nova a 1200 rs.
em porcesde arrobas.
Vende-so urna ncgrinlia de 12 annos, mul-
to linda, eptima para mucama fjz lavarin-
to, ecosesoffrivel e tambern faz renda ; na*
Rua-dircita n. 3.
Vende-se urna escrava do nacao moca ,
com urna linda cria de um anno prefere-se
para fura da provincia ; na ra do Apollo n. 20.
Vende-so urna escrava sem vicios Java
bem de varrella e sabao, e boa quilandeira ,
ao comprador se dir o motivo, por que se
vende ; na ra da Praia n. 39 primeiro andar.
Vendein-se urnas bandas de urna barcaca
j usada e mais al_nns pertences ; na traver-
sa do Carino venda de Francisco Pereira da
Silva Santos.
Vendo-se urna cabra ( bicho) boa leileira,
com dous cabritos muito lindos ; no hospital
de polica n lallurcom o enfermeiro.
Vende-se um lindo escravo ainda moco ,
de boa figura muito possanto e semdefeito
algum muito bom pescador do alto e rede ,
e tambern enlende de rjavegaco de navio;na iuu
arca de prata c de seda
propria para suspensorios, e para cinteiros de
senhoru e seda (ncha de difTerentes cores ,
assim como retrozde Italia superior ludo pa-
ra bordar ; na Rua-nova loja franceza n. 3.
Vemlem-se chapeos pretos Irancezes para
meninos, muito bous ditos para homein ,
chegados agora, de superior qualidade ; na ra
do Queimado loja n. 25, de Guilherme Sette.
Vende-se u m escravo de bonita figura,
muito moco, e muito habilidoso ; na Rua-no-
va armasem n. 67.
Vende-se um moloque de 14 paro 15 an-
no4; um preto de 20 e tantos annos, muito
possanie, e capaz para todoo servigo ; na ra
do Vigario, armasem de assucar, junto a ven-
da do Sr. Puntes, ou na ra do Collegio n. 18 ,
segundo andar.
Vende-se urna negra de nac5o muito
moca sem deleito cose eengomma solfrivel,
ao comprador se dir o motivo da venda; na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar das 9 ho-
ras s 4 da tarde.
Vende-se a armaran e mais ulencilios da
loja ns. 38e 40. na l'rnca-da-independ-ncia ,
e trapassa-se as chaves a qnem comprar a dita
armacao ; a tratar na Ra nova loja n. 30.
Vende- fasendas de bom gosto para vestidos de senho-
ra tanto de la como de seda e algodan en-
tre as quaes se distinguen) os mais lindos e ele-
gantes cortes de tarlatana fasenda nova o
muito propria para as senboras irem a qual-
quer partida por ser fasenda de gosto escoces ,
e fingir seda ; na ra do Crespo loja n. 11,
de Hento Jos da Silva Magalhes.
Vende-se urna rommoda de condur ,
uina carteira de amardlo de urna face 8
quadros 6 cadeiras americanas, ludo ein mui-
to bom estado vende-se por seu dono reinar-
se para fra da provincia; na ra de Livramen-
to venda n. 24.
Vende-se batatas novas a 60 rs. a libra,
letria a 240 rs. sevadinha de Franca a 280 rs.,
ulencilios necessarios para trabalhar e estes ervilnas a 80 ls- i"antciga americana a 480
rs. azeite doce a 480 rs. a carrafa, sevada a
00 rs. queijos novos a 1000 rs. o todos os
Compra-se efectivamente para fra da pro-
vincia mulatinhas, crioulas, inoleques, e mais
Bscra vos de 13 a 20 annos, sendo de bonitas
figura*, no?....cfi !e:::, Gradando ; na ra lar- '
gu do Rutarlo, venda n. 30.
Compra-se um quarto possanie e bom
para viagem paga-se bem ; nasCinco-pontas
n. 62.
Compra-se urna carteira para escriptorio,
com duas laces e um palanquim novo, ou em
bom uso ; na ra de Apollo 11. 18.
Cornprao-se por todo o preco as collec-
ces dos peridicos Ponte-da-Roa-rista f e Cai-
1 <>-(!'-(nena; quem tiver annuncie
Compra-se um palanquim nao sendo
inulto iii-.uS uiii iiver annuncie.
Compra-se uina crioulinha ou mulati-
nha que tenhade 6 a 8 annos paga-so bem.
e um cordo de ouro de 4 a 5 oitavas, sern fei-
tio ; quem tiver annuncie.
Compra-se urna cabra bicho) dando
bom ieite paga-se bem ; na ra de Hortasn.
16 sobrado da esquina que volta para o pa-
teo do S. Pedro.
em muito bom estado, com todas as vantagens.
que deve ter .t. clabeiectmento; e para maior
eommodidade do comprador tambern se vende
urna parle das maltas de Apipucos, compradas
a JoaoSeverino do Reg Barros e sua mulher ;
os pretcndontes dirijo-se ao mesmo lugar a
tratar com Joaquiui do Reg Barros Pessoa.
Vendem-se urnas laboas de Norte, e um
Piloto instruido ; na ra de Apollo* n. 23.
Vendem-se dous canarios cantadores, por
precocomrnodo ; na ra da Paz n. 8 das 3 as
6 horas da tarde.
Vende-se urna venda com poneos fundos,
e bons commodos para familia, com quntale
cacimba, nos Quatro-cantos da Boa-vista ; na
Camboa-do-Carinon. 3, a tratar com Serafim
Jos Correia deS.
Vendem-se pentes de tartaruga da moda ,
abertos lisos ; tambern se concerta toda obra de
tartaruga ; o compra-so tartaruga ; no puteo
doCarmo sobrarlo da esquina que volta pa-
ra a ra dns Trincheiras n. 2.
Vendem-se oculos do armacao de muito
boa graduc.lo abotuaduras amarellas do bom
gosto, bicos pretos mcias proprias para pa-
dres; na ra do Cabug l'ja do mcudezas de
FranciscoJoaquim Duurte, n. I.
Vende-se um exccllente cavallo com lo-
dosos andares d-so por preco muito com-
modo por elle se achar magro: na ra da
C:;.~cc',yuG a i'.ou-vista n. 26.
Vende-se urna escrava de 15 a 16 annos ,
cose, cosinha, e engomma ; na Solidado in-
do pela Trempe lado direito n. 7.
Vende-se um excellente tereno na ruado
Sebo com 62 palmos de frente e 150 de fun-
do ; a Iratar com Jos Antonio Bastos, na ruu
du Cadeia do Recife.
Vende-se um cazol de escravosdoAngola,
de 30 annos; na ra da Senzalla-relba n. loo.
mais gneros por preco commodo; na ra do
Aragao, vendada esquina, quo volta para a
Santa Cruz n. 43.
Escravos fgidos
No dia 18 de setemhro do anno pussado
fugio a preta Theresa de naeio Benguella, do
38 anuos tem um M no peito urna marca de
fogo pequea no rosto ; denles bem alvos, ps
apalhetados de uieia estatura bom parecida,
anda semprode cabeciio e saia e quaudo traz
vestido com as mangas cabidas para baixo,
bem conhecida por ter andado at 18i2 venden-
do louco fina em lubolciro nesa rldae e na
do Olinda, lavadeira, consta ter andado no
Arraial ou Bebiribe ; quem a pegar, leve na
Rua-nova armasem de louca lina n. 42 que
ser bem recompensado.
Fugio no dia 5 de marco do correnle an-
no o preto Benedicto, de nacao Cacanae, repre-
senta ter 40 anuos levou camisa de algodao
da lena calcas de brim liso ja velbas cha-
llen do pal ha tambern velbo com algum as
Irieiras nos ps ; quem o pegar, leve a seu sr.
na venda da esquinada ra do Aragao, quo
volta para a S. Cruz, n. 43.
ERRATAS
No /J-7rrio n. C0 pag. .I.*, col. 2. a sen-
tenca de appcllacio leia-se a desistencia
da a pe lacio; col. 3 lin. 62 injuriosas a
ella leia-seinjuriosas.
Rkcipr n\Tvp dr M F. or Fahu18H,


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