Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05073


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Full Text
Anno de 1844,
Terca Petra 12
O lli ario publica-te lidm os das que nao forem sannbrailiis i o pirco da assi-natura
he ( "H n por quarlel pagua adianlado*. O annunciosilos assicnaniea ao aterido*
ni doa aue n.io forem A ra.:in de Sil r. ....r |IMha A rerlam, o<- rfe,cm ier diri-
rii> "- ----- ------ --- r t a *,*<; niuniuaii) v ciiiiiu'"-ivihi
valia, e ni doi que n.io forem raio de 80 reia por linha A n
gid.u ella lyp na das Crujes n 4 ou U praja "a Independen
nal jadelimiB 6e 8
PARTIDA DOS COR REOS TERRESTRES.
GOUKM, I'arahybi. se;undas aexiaa fe ral. Kio Cranile do Norte, qu'nlM feiras
Libo, Seriabaem Ido Foraioso, I'orio Cali, Maiev e Aligoas : no 1. o H t 24
de rada met Garanhiim e l'onilo a 10 e '24 de ca a mei tua-tis.a e llores a la
e '.'8 dito, Cidadeda Victoria, quinlas feirs Olinda iodos o din
J)IAS DA SEMANA.
II Sen Candido Aud. do .). de 1). da '_>. t.
4-_> Terra s. Gregorio Re. aud. do de I) da 3. T.
4:1 Quifla s Buraii Aul do J. de II da 3 v
41 (Juinla a. Malhililei. Aud. do I. de 1) da 2. T.
45 .'eile s. Ilcmiquc Aud do .1 de P. da 2. T,
4(i .Nab. a Cjriico. Pe. aud do .1. de D. da 4 t.
47 |)">m ', c i|a in>r sma s Ir Ir
de Marco
Armo XX. 60.
1 lilil TI rmiri un i 1 11 111 lllll 11 1 hiimubiiiiiiIITI
r...i_ ...... i_ 1
/ r* ^-""*'r> *** Tinag-ag.iaJH-BrBS3n^B^^ai.sewaagaa^..^^wk^^^^
IS / "lo *nr* "''pende da nos mesmoi; da nosss |,-n le-i-ia, nnrferar;io- e en'r-ia enn-
w'Wl^' iiti'i>in.. como priucipiamoa a eie-ao* aponalo* eo.n adntirWtAo entre a nagiiae maia
//"'r^' '" rUl"*' 1'roelaini^jodi \einhla (eral .lo sra/il.)
C > MH|I
Cambioi aobee Londres '_'5 J,
>> l'a'M S70 rail por franco
a .. Lisboa li 3por liu deareajio
Mnedide enbr 5 p.i- reala '' na la.
dem de leiraa Je boas Urnas a 1)4
0 lili 1(1 DI NAZCO,
Oure-Moedade fi.i V. 17,200
N, 17.0(1(1
ele 4,00.1 9.' "0
PraU-raiaeOei .020
.1 l'esua N Itimmnsrc -I.'.iiO
a Ditos exicaaoi I.UV0
E
o
PHASES DA LA M) MI-./. DE MARCO.
I.ua elria a lasOhoras e 4: inin di Urde il.ua ora a 18 as a hora* e 57 rain, da Isrdr.
Minguame a ll as 11 hora* da naoh [descante .'7 as'-.' h a 44 da roanh.ia.
'reamar de huje.
i'rimcira as 10 huras e :,, ,ln ,\. mln|,, J SafUfldl ai 1 I horas e IS minlos da Urde
lMa":BJ*!***a*a**B5in^^
K*-aw*Jausja'IB:!,,:'a5aasaaE^^--f-T^
PERNA

N
3s^^--isaHau^7r!tEsMaKS>L^^ 55555
A8SEMRLA PROVINCIAL
Conelusao dascistlodc 8 c/r Hinrfo r/r? 184-1.
O.SY. Presidente : Jnlfjp que a discussao sa-
nio da ordetn; pcriuitli ao Sr. deputado que
proseguissp Bella porque pareceo responder
ao que se havil. dito uias nao posso consentir ,
que a discussao continu assiiu.
Vai unza i-apoiada e entra em discus-
sao conjunctaiiteuta coui o projeeto, ate-
guiite einciida do Sr. Jos Pedro.
Bhi lugar de ."( novicoa diga-se -40.
O Sr. Brrelo : Pec a palavra.
(' Sr. Pretidentt: t'onio ha na ineza nina i-
mendn pode fallar o Sr. deputado.
U Sr. barreta : E se nao bouvesse a emen-
da ?.
O Sr. l'nsiilenle : Nao podia dar-lhe a pala-
vra por ter j; fallado as vezes que o regi-
ment permute.
O Sr. ilfirreto : Son ealoiro ainda na marcha
das diseussoes neiu iiiesmo tenlio lido anda o
regiment da casa. Ped a-palavra nicamente
para responder a nina passagcnfdo discurso do
noble deputado que ac bou de tallar aquem
milito respeilo pelos setts i onliccinieiitos e
patriotismo. Declarou elle que nao era con-
tra os religiosos, e que se se tratasa da extiuc-
cao dos ijiie t-.\istiao nao dara para isso o sen
voto ; nas como nao se trata disto e siin da
adiuisssao que se pede de 30 uovicos. Dfga o
sen voto, isto Sr. presidente, assassinar ,
de unta ntaucira poli da essa ordem religiosa
se se nega a entrada de novOS religiosos eslo
acahulos os que exlstem. E'por este motivo ,
que nao aelio mili justo este raciocinio do nobre
deputado. Eu refer lionteiu conforme me
leiiibrou a utjidade que eiu geral tem pro-
vindo das ordens religiosas c nao insisto ; poi-
que a materia limito ampia ; mas sempre di-
rei algunia cousa a respeito dessa uiesma util-
dade, .Vio sel porque se insiste em nao se
querer, que essa ordem tenha oovos religiosos ;
< lies coadjuvo aos parochos, administi'fio
os Sacramentos etc. Itgu na cousa llies falla,
isso que Mies falta, o que falta hoje emquasi
todas as el isses ; n;io lia nada pcrfi ito nao ha
eorporacio alguiiui que se possa considerar
perfeita, e ailida ein bous termos as or-
dens religiosas sempre tiverao inetnbros inos .
nao portlue mu, ou outrd f- mo (pie nos
dovemos pol-a em estado de nfio poder conti-
nuar.
Nao aclnudo pois justo este laeocinio do
N. D.; eu ti ve de o comb iler : foi s para isto ,
que pdi n palavra, uoquero prolongar niaisa
discussao.
U Sr. Jote Pedro: Antes de fallar Senhor
presidente eu quero prevenir a discussao ein
que voy entrar. \. Ex. j protesto*! que nao
consenta que peoseguiss a discussao da in.a-
neira rpie tem proseguido ; mas eu son obli-
gado dlser alguiaia cousa para arredar de inJiu
Por cus
do que eu ttnha aberrado nitciraniente dos, t,'m Sido victima da sua Improvidencia m nes
...(i.s principios, educaco, etc. quaudo por queno bloqueio tem umitas vezes bastado para
despert assentei de anear odiosidades em ...i,., n >s pdrein apuro, e fazer-nos ceder das nossa.
pessoa, que nao liaba nada con. a discUBsao. I pretenrors.
0 Sr. Presidente: En nao posso deiv.ar a dis-
Clissao assim; lall.a-se em Inglaterra, e ein tan-
tas cousas para a adiuissan de fr.d"s !
OSr. Jos Pedro: SSo incidentes, que teem
que eu appueeido ; mas enil'nu, eu eloueluirei por-
que em-1 tpie nao me leuilno dos uns argumentos a-
pieseutados.
O Sur. Itapltrta : Sur. presidente, vou ape-
nas dar una nuil breve resposta ao nobre di-
putado e pero a V. Ex. que no me eli une a
ordem porque apesar das observaedes de
Eu nfio sel ondeo noliro diputado tirn esU
consemiencia: quondo eu bonteni entre! nesta
dieussao dsse, que ella repugnava aos
principios e edue.ai.-ao, que nao entra va
si-nao foro-ido por una provocacSOj
liavia de saliir-ine sempre mal ; mas
fin, sendo provocado, era obrlgado entrar
india ; o nobre diputado, porein, disse que eu
saciii(|uei a ininlia educaeao e principios
qnando trouceessaspeasoas pera a questiio. Se-
nhor presidente quaudo honteni fallel no
prolessor de francs e na primeira autoridade
da provincia, provocado por un nobre depu-
tado, fol para mostrar, que mis todos est.ava-
inos indigitados pelos peridicos, e que se
se quizesse levar ein emita, o que se dizia de
nos, eei'i.inicnte nao deviainos oceupar lunares
pblicos e menos sentarmo-nos aqu, e parti-
cularmente sobre o lacio do professor de fran-
cs que refer, foi para cstabeleeer o p.arallelo
entre as arcusacors feitas por esse nobre de-
putado aos religiosos Franciscanos, e o que se
dizia deste prolessor a f.n. de mostrar que
este, e outros faetos, que dizein respeito as
pesso.as correligionarias do nobre diputado
deviao pesar na sua conciencia para se cohibir
de fallar na imoralidade dos religiosos de S.
Francisco.
0 Sr. XahuroEllos fizerao voto de eastida-, drei lliais que nao e
<,<>- I apostado da sua religio
OSr. Jos Pedro: fonio pois aberrei dos
inciis principios c ediicarao? Isto sao COI1SC-
queneias do nobre deputado. Diz agora o no-
bre deputado, que o tacto do professor (' da
vida privada, e que eu nao podia trazel-o ;i pu-
blicidade. Sr. presidente, nao sei como se pos-
a r-
que
que
\ E\. eu DOtel e .a cmara toda qu o nu-
ble deputado contiiiuou lora d i questao.
OSnr. presidente: Para justinear-se d
fiiiroes. eu permiti ao nobre deputado
falle iioren. peco que se c i lija o ni lis
puder, aiuateria em discussao.
OSnr. tapliita: Bein. I.u nao ful, Sur.
presidente tao rigoroso como disse o nobre
deputado; nos nie.is argumentos, siui, fui fiel
na exposlcao dos principios que elle honti'Hi
einitto nesta casa, e que boj'- trate! de com-
bater.
A respeilo do Sur. Soar s de A/.evedo di re i
apenas que verd.ade que o Sur. diputado
llOIlteill falln no noine deste cidado, e que
lodos veeiu que iiinliuina relarao este lioniein
t'-ni coin a materia do projeeto em discussao
rio ter esle lioiueiu
tal apostasia nao se
(Ico, epor isso nfio pude deixar de seiUir-ine
commovido vndo que, principiando o nobre
di pulido o seu di-.cinso COIII o protesto de boa
educa ;io, e estando en convencido da boa edu-
caco que orna o espirito e forma o coraecao
do nobre deputado 0 sen procediliicnlo se li-
sa considerar como un ficto da vida privada o nlia.a (astado dos principios que o lioniem beni
procedimento desse professor: pois a religiad educado preza; por quauto alem do nobre de-
eathollcaiio a religiao do estado? Qiiem a re- putado fazer urna huputaco seinoeiinho do
milicia nao tem renunciado a base de todas as verdadeiro, devia saber, que (piando iossc ver-
virtudes, e leis do nosso paiz? jNYio ella ne- dadeiro o facto por elle imputado a Soares, a
cessaria para a eivilisaco, e para purifica) ;;io constituido d.i a todos o dinito de abracar a re-
dos rostumes? Como pois considerar este fac- ligiao que se esposa com o sen pensamento.
to pratieado por mu empregado publico como Disse acaso o nobre deputado, que este hoini ni
mu ficto da vida privada.'Tcnlio un juizo a mofoii em publico dos nossus templos: que
ineu favor, que o da primeira autoridade da atacou de fn ni.- a moral pblica? Como pois,
provincia, pie deuiltto por este facto o pro- qiierendo desabaOu-se de sens resentiuientos
fessor de que fallo. Se como, tenlio dito, mu .acensa tao alr.isninte a mu liomcui 1101 nina
provincia, que deuilttfo por este facto o pro- qiierendo desabalar-si
essor de que fallo. Se c como, tenlio dito, un .aecus i (o atr.ismcnti
(acto da vida publica, ou pelo menos inmior.il modilieaco em suas opinides
iuio devia ser elle levado em emita, Segundos mu acto de sua llberdadi
seus resen timen tos
mu llOllieill por ii i na
peligis is por
sendo o nobre dc-
Po
Vas eu disse Sr. presidente que deviamos
os o do nico meio que ilnhainos nossa dis-
posicao para a correci no da ordem Franciscana,
negando a admisso de uovicos : alguem dir a
isto ipn- ni.s assasslnareinos lentamente a mes-
iii i ordem, \- nao extinguimos a ordem de S.
Francisco, nem aassasslnamos vamos corri-
u-.i, lenta.....ute como disse, uom o nico meio,
que temos i nossa (lis|K>sicao. Mas ru agora
procurarei dell'eudt'ra eoinparacao deste facto
com o mitro dos ( npiichiuhos u. .> rotamos
com enthusiasinn pela admisso dos Capuchi-
llllOS, e boje parece que esl mos satisfeitOS
com os Bcrvicos que esta ordem tem prestado .
nao queremos por em contraste os desvarios, e
desmanchos de tuna ordem com os servlcns re-
levantes de outra; trazcui desar, e ridiculo para
i religio os exemplosde escndalo dessa outra
ordem.
Mas. Senhores, eu aind i, cingindo-me as ca-
oi-s do mesmo projeeto. que re re mostrar, que
existe grave dierenca cun- .. ordem dos t.'apu-
chinhos, e a deS. Francisco. .Nos sabe.....s, que
os liades. que esisl -ni a.pii, d i nrili-m c tpiichi-
iiba, sao educados de b lixo dos principios d i as-
oci.ii ,io de propaganda/de estabelecid ni ha-
ba e por isso uiais asados que os Francisca-
nos para as eatliequeses dos riidios,que ogran-
de Objecto ipie iissemblca tem ipierido alli-
'"".'!'. piwurando espaldar a luz da religio ,
e civilisac.'io por essa horda de povo inculto, e
quasi brbaro. Eu snpponho, que nao seria ne-
eessario fazer valer a coiisideraco de que de-
ve esl.i assembla preferir frades virtuosos .
qualquer que seja a liaco, a que perteniao ;
porque priiiieiraniente creio que na religio
de Jess Cln isto nao lia rstratlgeirisniO todos
s.-io (ilbos da mesnia uacao e do mesmo pai
e urna un ica dilferema eonbeio que de se-
ren mis niais virtuosos, c outros menos, e de
niais os lindes da ordem dcS.Francisco teem as
suas ni.ios a nianeira de darcn un solemne des-
mentido ao concert geral que se tem felto
del les que c fazer, o que esses outros esto
fazendo, desterrarem a inercia do crpoconio
clles (azeiu e como a poilia os acoinp.anliarciii
na gloriosa trela da eivilisaco dos Indios e
no chainamcntoao gremio da religio d'aquelles
que se teem apartadoil. s\ aii-.iilanicul--. EuCIOO,
que esta assembla com ell'eito deve prestar
milita considerarlo Instrueco religiosa in-
dustrial scieutilica, qualquer que seja a de-
iioniinacao, que tenlia, que nos possa ser viuda
do estraugeiro : nos trinos, em materia de
...,., ,, .,,-, ,-ue ic\,iuu ciinoin.i, s< Kuuuu n.s mu ai ro u sua tiiierdaile seuilo o nolire de- UO estraugeiro : los temos, em materia de civi-
princlpios dos nohres deputados, para se nfio putado (o livre, como diz que? Portanto, lisacSo, o direito de ir procurar, e haver oque
permitr cousa algumn ao lyceo? ou entao pa- o nobre depurado otfendeo a este cidadSo mui- bom,em qualquer parte, que esteja, sob pena
i a se nao fallar na inunoralidade dos frades? to desliiimauanicuie porque era preciso que de sentios suicidas de nos.niesnios. Creio trae a
>nn duvida. Entao tem isto opplicacao', ou o nobre deputado dissesse este homem depoisj assembla, jirocedendo assim, tem dadoconiesta
"''< 11'"' S(' lornot apostada tem profanado os nos-1 medida mu Juizo seguro do espirito, que a oafac-
(/ Sr. y abura:Nenlium i sus ii>uiniii nao
OSr. Jabueo: Nenhuma.
O Sr. Jos Pedro : Nenhtinia !
1
sos templos .
tem ensillado
i postada tem pn
tem oll'endido a nossa
inocidade douilinas
liado etc.
guiute,
nesta diseuss.ao ,
milito lora de pro-
odiosidades que nao niereco.
-son coagido a continuar
tanto niais que ella nao est
psito...
Osr, presidente : A questo da discussaoe
reintegrado do Azevedo nao tem nada com o
objecto da discussao (apoiados J.
0 Sr. Jos Pedro ; .Nao apoiado digo eu ,
e ainda hei de lser a npplicafo...
OSr. presidente : Faz nina breve observaco,
que nao podemos ouvir.
O Sr. Jos Pedro: -V. Ex. nao eslava na ca-
sa, (piando se veiililou esta questao, talvez fos-
se mal informado, nao houvero increpacoes;
eu fal le u isso,po ripie laiiiaiu-se odiosidades.sobre
pessoas, que nao provoca rao.
O Sr. Presidi-nte:Pdc continuar, peco-llic
que se cinja a questao.
O Sr. Jos Pedro; Farei o que poder.
O nobre diputado, que incetou hoje a ques-
tao assrntou em pniuero lugar justilicar a
necessldade de nao se admitiran liovicop ao
convento. Sr. presidente, cu nao quero en-
trar inais as rasdes que tenho para inssistir
nesta ideia, porque liouteiu expenderao-se ra-
sdes pro e contra, e eu disse, o (pie entenda
a este respeito. Eu houtein aqui disse que
consenta oa adopeo do projeeto; porque as-
sent iva que a admisso dos novicos em lugar
de prejudicar a ordem linha de inelhoral-a,
pois que a ordem apresentiva a necessidade de
pessoas para o servico interno do convenio: dis-
se (pie poda concorrer tombeui para que essa
inunoralidade desapnareeesse, e o prOvel mo.s-
iiando, que se os frades est-iv fin Intuoraes.quein
quer que se dedicasse a entrar para o conven-
to de s. Francisco scui dnvida nesse caso rc-
ptianaria: essa repugnancia dos pretendentes
padia concorrer para correcao do* religiosos
ora existentes; por consecuiute cortVinha, que
< projeeto p iss tsse: prescindiudo pois da ques-
tiio t\,i admisso dos novicos, rntraei uaquellas
i.ao deve ser outio sendo'de espirito
que esta a nossa honrosa eglo-
it Sr. Salmeo: Oque o Sr. deputado est lai.doagor.i sobre ininioralid.ides, Sr. presidente,
dizendo lima calumnia. disse o nobre deputado (pie todas as classes cs-
O Sr. Jos Pedro: Quem faz. una excessao to innuoraes ; mas, pergunto eu, a qu
seiu duvidfl d a entender, que sanciona o isto ao caso que se discut
1 -
si
I
tod
se
ne oeenpei.' Nao fallei so sao de uovicos sobre isto podemos nos le
ein duvidfl da a entender, que sanciona o isto ao caso que se discute ? Por ventura per-
nal s.....O Sr. deputado, que falln boje, dis- tence a esta assenildra tomar conhi cimento de
lueano, assentra d excluir de re.ruaiubuco a classe de eommercifjalc.s, de industriosos da
odos os cstrangeiros. (loando foi, que eu dis- magistratura.etc.?Tratemos da orden. Fruclsea-
ie isto? Nao foi soniente a respeilo dos frades na, que a materia que se dispute, daadmis-
' s I r i 111> i 11< i.. itii. .i) iiio iii'i iiiki i i \ m 1 ill.i i. ufan .l.i i....'...... I.. .- Ia i.... I. i 11... i,...- I....!..
estr.uigeiros, queei
referndo-ine a preferencia, que se tem dado
.-\os A'arbadnlios para a catliequese dos Indios'
Podia eu fallar na rxclusfio dos cstrangeiros in-
dustriosos, quaudo sei, que c sempre boa a .ae-
quisico de i strangeiros, quaudo nos piideni
ser uteis por ipialquer nianeira ? Eu ennuneia-
'
lar. Pois poripie a ininioralidade tem grassa-
do, pode a .assi-ni llla |irovincial lornar-se urna
assembla consttuinte e reformar o genero
humano? Nao rertamente. Sao estas nica-
mente as observacoes qm- tinha a fazer.
O Sr. Franciseo Joo: Sr. presidente,procuran-
la semelliante ideia-, (piando sei, que a Ingla- do cinuir-iiie materia, que furnia verdadeira-
terra sii deo impulso a sua industria, quaudo mente o objecto da discussao, dirci siiiueule al-
admitlio ein sen scio, cstrangeiros, que o trou- guia cousa, (pie sirva justilicar a Uianeira,por
P Diz agora o nobre deputado noseUA- ipie agora votarei por quedesejo, Si".presidente,
(pie os /,n liadiiibos teem viudo fiara to- mostrar a coherencia domen procedimento,e da
do o Brasil. Senhores, eu son deputado de assembla, recusando a concesso. que nos pe-
Pcruainbiico, c provincial, fallo por consegiiin- dida. NOS temos aqui eui ou tras occasides vo-
te pelos nteresses da provincia ; se o que te- tado pela admisso de apiichiiihos.c temos vo-
* -* i | i .' ... I |.|f\ itmtl ... I.l A .llllllll^l^Dll.il .1 ,.l .<.!>.... r.----------------
crao
liarte
zes sejao eautellosos para se nao porem na de-
pendencia dos cstrangeiros a respeito dp suas
vitaes neeessidades. A Inglaterra d-nos a es-
te respeito uin exemplo bem aproveitavel.
0 Sr. Xahuco: Veja as circunstancias de
Inglaterra.
t) Sr. Jos Pedro: Se o Rra'sil tivrsse toma-
do as ( autellas prrei/as, se livesse ein si, (plan-
to Ihe precizo para nao depender dos estran-
eiu que se turnou mais ampio o nobre deputa- geii-os, talvez pstivesse maitllvrep
do para me fazer cargo. Disse o nobre depu-J exigencias da Inglaterra. Pernambuco mesnto
|-epi lliras
de correcrao que o voto negativo. Nos n.io
podemos examinar os estatutos desla ordem e
nao nof podemos ingerir nos objectos discipli-
nares da iiiesuia apenas pudrios apreciar a
sua inoralidade, comparando os (actos, que a
cada molinillo nos sao refriados; eu esteres-
peito appello paraa consciencla desta cidade in-
tera p seus arredores; cada uin que exami-
ne os ditli ri lites Cactos que se tu ni apuntado, i nuaur un inoiiarciia nao se levante est
c, anali aiulo-os, di-lhes o peso que merecen.' ,tna (apoiadoi) nao se lcvantem certas voses cni
terisa, que
i ivilisador
liosa missao da qual c conse(|iieui ia a felici-
dade do povo- tudo mais Senhores, gao pata-
rras, palavrdes, que vasios de utilidade se cifro
em nada.
OSr \thtir Sr. presidente, eu no pre-
tenda tomar mais liarte nesta discussao por-
que honteni extingu as vezes que pelo reo i ment
me peiteiu ia fallar ; mas ciitret.iufo, ha potico.
(un nobre diputado dirigio-ine insinuarrs pr-
fidas e cutio eu entend. que nao poderla ,
miii filiar ao met dever e mesmo ao decoro
dar.is,i, deixar de as repellir Sempre me per-
suad Senhor presidente de pie una grande
crimina una glande teuipestade se levantarla
contra iiiim, piando dirig algumas censuras
ordem religiosa de S. Francisco mas disse
que eslava disposto a c.arrciiar com ludo por-
rjue julgava que era Ulll dever de deputado
denunciar na tribuna os Cactos que sabia, para
que houvcssc.n correccOes. Duas insinuaces
diriglo-me o nobre deputado que eu nao posso
deixar de repellir : disse elle (pie'cu ataquei
a vida privada de alguns religiosos de S. Fran-
cisco ; mas creio i que o nobre deputado uo
mi iosiiai.i .niiiiie esta a vida privada de uin
frade ; avidadofrade c toda publica; o frade
(z vol de castdadc nao r como o cidado ,
que tem una vida publica e outra privada '
mas foi o nobre deputado que tronce paraa casa
qnestoes odiosas de personalidades ( apoiadoi),
que se dirigi directamente contra iiin indivi-
duo que designou o sen noine nesta casa ; eu
nao designe! neme de frade alguin; o nobre
di putado iionuou mu individuo a quem t\z sua
vctima apoiado* ), e os faetos que eu refer
nao sei se cabein a este ou qucllc frade, nao
os iioiucei.
O Sr. Jos Pedm : Rrf; rio-se a mu rade ,
disseque estiva indigitadd como redactor de
nina l'olha immunda.
O Sr. fabueo : i om elTeito eu disse que
havao frades amancebados, e com liihos mas
sto nao era em referencia a esse frade que o
nobre deputado defende com tanto afn : po-
rm Seuhores 'causa em verd.ade estranhesa
quequando se ataco os poderes Aipremosdo
estado (piando se falla na vida privada dos
cidados, quando mesmo se fere a inviolabi-
lid.ade do inonarchfl nao se levante estacclcu-


dellsas de objectos tito sagrados [apoieuhu) \-
prnuvcao nobre deputado dirigir ataques ;i prt-
imii i autoridade da provincia, a einpregados de
ilnn-.'N eslames C al iqucs a iiiim.
1)Si: !"' l'fdro: Quacs forao ?
!i Sr. Sabuco : Que fcichava os olhos ao con-
trabando. < uubre deputado capaxde apresen-
iii. ua mi ti ha vida relos da iiatttresa d'aquei-
les, que me iuerepou .' apoiados, Euo dcsao
. isso ci.trcgo-lhe a mlnha vida toda esmc-
i i!..-.i m;h muitos apoiados Senbor presi-l
i te poderla trazer a casi innmeros Tartos .'
que provao, que estaordem religiosa teiud ca-
bido do concelto public; d'psses novicos ul-l
mente adinittidos, uo foro alguns encon-1
irados rom Facas de pona? Naosahio ellesdcl
noitc di convenio para darem p meadas c com-
un tterem extravagancias? Tudo isto nao cons-
tavadasfolhas? Eu, Senhor presidente) deixo
il responder a alguinas outras arguiedes, 111
o nobre deputado me dirigi como, por ex
cuiplo (naudo un- attrlbuio a reda < ao ile
unas folhas, n l'aixa-dt-guerra, ea Ponti-da-
l!tiii-rhi bilidade dessas binas, ellas foraoescripias por
correligionarios do nobre deputado [ apoutilot).
Senhon s cu nao enteudi nunca cotn a vida
privada de ni nguem nao laneei odiosidades so-
bre, neuhum individuo referi-n.e simples-
lente ;i alguns menibros da ordeinEranciscana
sein designar seus uonics ; pelo contrario dis-
se que baviad alli vardes santos e respeltaveis,
(Hijas virtudes desejava imitar, mis que sem
energa E sem meiospara reprimir os abusos.
i-u cutio ndolhes conava a educajaodos30novi-
cis.euja admissao a ordem pede.
OSr.Joti Pedro: Sem cu tambera desig-
uci nonie algum.
O Sur Sabuco: Eu quisera, pie o nobre depu-
tado un dissi --se i quera se dirigan estas sitas
cxpresses lecheo os olhos ao contrabando
de esclavos feclio o> olhos Introdcelo de
Jiiereadorias etc. ?
OSnr. Jo Pedro:d.i mu aparte que n;lo
podemos oe.vii.
O .Sur. Sabum: O nobre diputado pode
i inibeiii dirigir-Mie a aecusacao de fechar os o-
llios a iminoralidadc da magistratura? [apota-
lu les iiio-Hic que aponte alguma iuiiuorali-
dade miiili i apoiudot). F.ssas i.sinuaces per-
Ji'ias, eu as devo repelllr, ufo c certamente do
mili lado que se tciu defendido a i inmoral id i-
de dos magistrados, senhores, cu lio provoque"!
ao uobie deput ido nein ao sen partido. A Ca-
sa V O, que; rceoiilieccudo cu, como tima iip-
eessidade da materia que se discuta tratar da
mol alidade dessa ordem religiosa, su a este
ponto cu me ti liba circunscripto ; nao sabia
que 0 nobre deputado tinlia alliainas com o
convento de S. I'r iiiclsco fritada j : o nobre de-
putado r que se dcuunciou, Duendo tanto ba-
i ullio tanta eeleuina por entiza dessa ordem.
Continuo Sur. presidente a votar contra
o projecto por estas rases, c por aquellas que
eu lioui' ni cnumerei ; isto (', que nos lize-
mosj nina concessao c a respeito della nao
temos noticia alguma uno sabemos se esses
novicos ja proles- irao lo ni ipial 0 estado de
adlautamento em que se .n bao para que pos-
sames conceder esta nova admissao.
(J Si: Alcanforado: Senbor presidente nao
entrare, naquesto principal,porque realmente
ell i teni sido sulUcientemente discutida mas
entre as palacras que escapro no nobre de-
putado eu nao pbsso delatar de pedir explica-
cao de algumas. O nobre deputado apresentou
aqui tactos genricos dlssr que se fasio con-
trabandos que se admiltiao esclavos e que
liavia iiuiuoi.ilidade as repartiies lisenes. (Ira
mi pertenco a nina repar tlcJo fiscal, e desejo
que o nobre deputado diga, serainha reparti-
dlo se podeni referir essaspalavras,
0 Sr. Jote Pedro; Nao me refer ao nobre de-
putado.
0"Sr. Aleanforado: Quando se di/, que as
rcpai tiidi s lise es lia corrupsao parece que
aquel les que csto einpregados em taes repar-
itroes sao coiiiprchendidos ni coi rupro. Se-
pililes, :i miiiiia conscencia est pura ; ms,
Ionio o nbre deputado nao fes diStilieao algu
/na, cu pi'i'o-lbe ipie declare se un reparlico
a que pericmo tainbein, se comclteiii essns prc-
\ ericarocs.
Seiilior presidente aproveito esta occasiao
V
.!...as em favor de un
iioinein, a queui respeito c de quem preso ser
amigo. Senhores, eu tenho relaedes com o
Sr. .o lies de A/evedo faro dille o mcllinr
conceito possivel, por isso dc-me ver que o
sen noinc losse Ira/ido a discusso beiu que
uo fosse si uno por iiianiyella. r.u nao quero
i ntrar na questao se o nobre deputado foi
ou nao provocado se teve ou nao raso de
fallar no sentido em que fallpu; niasperdfteo
nobre deputado, que Ihe diga, que fot mu
pouco injusto em trazer para esta casa o noiuc
de un individuo, que nao fazia parte da dis-
eu sao; porein o que me surpreheiideo sobre
indo foi que o lacio que o nobre deputado a-
ii i sentn dizia respeito a vida privada : eu qui-
sera que o nobre deputado cNlrein isse a vida
privada c a vida publica e que fonnnlassea
.na usai'.'o desse individuo, nao em lugar em que
elle nao pode ser defendido nao acobertado
iiiiu a irresj.uii5a)iiiiia(ic que tein o deputa-
do. M'nboies pouca geuerosidadc dar em
un se ii.io pude defender.
0Sr. Jos Pedro: V. a respeito dos IVadcs
uo se d a niesiua raso?
0 Sr. Alcanforado:Dos l'rades ira neeessn-
rio que se l'allasse po-que trntnva-se de mate-
ria idntica porque tratav-se de conceder, ou
nao conceder a admissao de novicos ao conven-
to daordcni de S. Francisco, o nobre diputa-
do do imii lado, que falln, nao olhou nin-
gueui nao designou o nome de linde
algum, apresentou apenas rectos solados ,
disse por evi'inritr. que nao linvin Ira-
des amaticebadou, e carregadtis de iilhos ;
mas nu os oomcou, nflo disse quem erfiocs-
ses frades; se o nobre deputado enlende, que
estes Carlos se relcrem a este t)U Rquell IVa-
dc, porque os conheco, entretanto o no-
deputado designou a i.....ie 'i" sr. Soares
, vzvedo. Senliores, incontestavcl, que
Sr. Soares d'Axevedo um liomem Ilitera-
to, e que tena prestado muitos servicos
provincia, un lyco, era qu rege a cade-ira
de francez. Eu invoco o tcstcmunho daquel-
las pessoas, que recebera as suas licOes, que
nfio s.i somente aquellas, que vo aula ;
mas tamliem aquellas, que ja teem alguma
instruccflO, e que aitida vao belier as pti-
mas liees do Sr. Soaros d'Azevedo. E' sabi-
do, Senhores, que quando o Sr. Soares d'A-
zevedo sabio do lyco todos lastirorao a sua
falta, porque era fltuito assiduo, e conserva-
va a mellior ordem possivel na cade-Ira, de
que eslava encarregado. K de um homem
oestes, que o nobre deputado lancou mito
para saciar resentimeutos, que recelieo pela
discussjlo, que aqui bouve? Eu, Sr- presi-
dente, rolo posso deixar de censurar o pro-
cedimento, que o nobre deputado teve,
cerca deste hoineui, e peco-lhe encarecida-
mente, que, quando houvcr de fazer argir
cues, que possao offender a algucm, nio
seja echo dessas accusar;(les damnaes. l'm
deputado, que e consciencioso, que lem a
enragem, a energa necessaria para aecusar
abusos na tribuna, tleve-os especificar, di-
zertaes e taes autoridades conitnettem pre-
varicaedes; mas aecusa^fies vagas nao silo
dignas d'aqui, aquello que nao se anima a
individualisar as aecusaedes, que faz n'as-
semhla, nflo (em conscicncia dolas. Con-
cilio, pois, declarando ao nobre deputado,
que, se algumas palavras emitti que o podes-
sein chocar, nio ti ve inteneo deooTender;
mas como tocn em um homem, a quem
professo amizade, nao pude deisar de tomar
parte na discussio.
0 Sr. Jone Pedro : Sr. presidente ja nao
posso mais continuar nesta discusso, porque
est bastante odiosa, com tudo nfio ha remedio
sen.o dizer mais alguma colisa para que
se laca jiistien as uiinlins intencoes. Principia-
re! respondendo a mu nobre deputado que tiio
acrimoniosamente falln.
Disse o nobre deputado (le eu laiu;.ava so-
bre elle iiisiuuii'oes prfidas! Sr. presidente,
esta plirase de que usou o nobre deputado, tal,
que nao sei como responde!a! Insiiiuacoes
periidas Se prfidas sito as ininhns asseraies .
prfidas sao tambera as do nobre deputado. O
fundamento deque laneei inopara einittir as
inhibas prnposicoes, o mesino de (ue n nobre
deputado laurou inSo. O nobre deput ido diri-
Uio-.sc a um individuo dco-u como autor d'iiina
folln, que a denominen com cpillietos injurio-
sos, porque putras folhas o Indigitavao como
reda( lor dessa ; talln de lima l'ollia <|lie per-
( nce a opposii'o e o nobre deputado sabe,
que eu son nienibro da opposicao. Ora todos
os epitlietos dados esta folln, como dc-iiniiiun-
da Infame etc. sao p.artilliados por todas a-
quellas pessoas do partido. a que ella per-
teuee.
O Sr. Sabuco: Mo Senhor; isso nao c
exacto.
II Sr.Jot Pedro: Se o nobre deputado qtier
dar outra intelligcncia, que uo c essn, fila :u-
ceito. Seo nobre depui ido baseoii-se nos boa-
Ios que teem propalado algumas folhas assa-
i-ando inimciisas cousas contra esse religioso ,
boatos tao revoltnntcs tao degradantes que
o descdiiceitfio na sua moralldade, cu es-
tou na raso de dizer que o nobre deputado
parcial quando nao da peso algum ao que se
lem dito a respeito de prevaricaedes as repar-
tii oes de liunu\ns.
O Sr. Sabuco : Como '
O Sr. Jone Pedro : As folhas pblicas por ve-
zes teem propalado que e\isteni essns prevari-
cacoes....
() Sr. Sabuco : ['. eu por ventura sou
cliefe de polica ?
(I Sr Jos Pedro : Sao c; mas tendo de fol-
lar de algumas cousas, que teem dito as folhas
publicas devia-se oceupar de tudo mais, que
tambera teni sido propalado em folhas pblicas
porque tem tido para isto oppoi'tiinidaije.
O Sr. SalmeoKssa nao e in.
O S. Jet Pfro:--Kas folhas publicas nao se
diz que contrabandos se fonem de pao brasil,
de esclavos e outras colisas ? I)iz-se; nas o
nobre deputado despresn tudo islo e nprovei-
11 si i as incrcpacOes que se teem feito aos religio-
sos de S. Francisco Se o nobre deputado nao
lera convieco dio que disse, seniio porque as
folhas publicas se diz segue-se que se devia
calar, porque essns folhas nao provao nada, e se
provao, cuino nttenda que l'olbns publicas tam-
bera disciu o que eu mencione! se aoquer a-
crcditnr nisto, se diz que estas insiiiuacocs sao
periidas eiitao deve conceder tanibcm, que
periidas sao as insinuacoes que se fnzein ao con-
vento de S. Francisco [apoiadot.)
Mis disse o nobre de|iutndo (|uc nao persona-
lisou a niiigucni : eu enfeudo que personali-
sou, disse que um linde era redactor de una
lolbn immuuda, que trocava o chapeo de sua
ordem pelo bouet rouije ....... que era im-
inor.il, e disse quein era esse liomem porque
eslava indigitadopelns folhas publicas. Creio,
r. presidente, que nao se querendo a credi-
t ir uas folhas publicas arespeito do que tenho
dito, uo se devia acreditar tainbein no que
disse o nobre deputado.
O Si: Sabuco;Tem raso...
O Si. Jone Pedro:Nao sao, pois, inslnua-
roes periidas, faca o nobre deputado justii.i as
ininbas intencoes.
ja
epara nao ouvir apartes iguaes aos que ja ou-
vi e que Irte obriguem a dar equivalentes.
Julga-se a materia siificicntemeiite disculi-
da posto a volt regeitado o projecto, e jul-
irn-'se a emenda prejudlcada.
Entra em primeira discussaoo projecto n.2
dcsle auno erigindo em Matriz a capclla de
S SebastiAo na povoaco de uricun, e
sem debate lica adiado por se approvar o
seguirte requerimento :
A commisso d'estatistica requer; que
sejio remettidos ao ordinario pelos tramsites
legaes o projecto, que se acha em discussSo,
a representacao, que esta Assemblea en-
derecarao os habitantes da povoaco de Ou-
ricuri e seus suburbios, e o documento
que i ella acompanhou para dar o seu pa-
recer respeito, ficando entretanto adiado.
Domirtgues Lcenla Floripcs.
Entra em terceira discussio, e sem debate
approvado o seguinte :
A commisso de commercio, agricultura,
e artes, examinando acuradamente a peti-
cao do cidadfo o bacharel formado Joao de
Barros Falcfio de Albuqueroue Maranhiio,
que de novo Ihe foi devolvida, attendendo
a utilidade eminente, e incalculavel, que
resultar sempre provincia da traduecao
de obras que sirvio a saturar o processo a-
gricola dos meios de que est incado, e
reconhecendo o subido mrito da memoria
de .Mr. Itohr, cuja tradcelo pelo petici-
onario ollerecida, posto a nio tenha debaixo
de suas vistas; todava de parecer que
esta assemblea a quem cumpre zelar e pro-
mover taes interesses, ordene a tradussio da
referida memoria debaixo das condier;es ex-
postas na seguinte resoluco, que tem a
commissiio a honra de de offerecer consi-
deradlo da assemblea.
A assemblea legislativa provincial resolve.
Art. 1. Eica o Governo autorisado a dar
ao bacharel formado Joao de Barros Ealcio
de Albuquerque Maranho a quantia de um
cont de res pela traduecao completa da
obra de Mr. Hohr sobre a cultura rio algo-
do, sendo a mesma tradruccio accompa-
nbada das illustrae,i5es neeessarias.
Art. 2 O traductor ter direito ao refe-
rido premio de um cont deris, logo que
a presentar a traduecao convenientemente 1-
lustra,sendo a mesma submettida appiova-
Qffo d'uma commissiio (.eser nomeada pelo
Presidente da provincia.
Art. :i. Ser impressa com a traduecao o
jnizo dacommissao devendo ser impresso,
e vendidos por conta dos cofres da provin-
cia trez mil exemplares, dos quaes tera o
traductor direito a um terco.
Art. 4. FicSo revogadas as disposicOesem
contrario.
Sala das commissOes 2 abril de 18i3.
Carnriro da Ciin/ia Cosa.
Continua a segunda discusso das posturas
da cmara do Bonito, e emendas da commis-
siio: ( vide Diario n. 56 ) licou adiada por
se approvar sem debate o seguinte reque-
rimento do Sr. Alcanforado : Bequeiro,
que sejfo remettidas commissao de pos-
turas para dar seu parecer vista das novas
posturas que boje forao reeebidas.
Segue-se a primeira discusso do projecto
n. -21 de 18i-2 que supprime a freguezia de
S. Miguel dos Barreiros; ficotl igualmente
adiado por se approvar o seguinte requeri-
mento do Sr. Icha: Bequeiro o adia-
manto do projecto at que venba a repre-
zentaeo dos habitantes de Barreiros, que
foi pedida ao Exm. Presidente da provincia.
Entra em 1.a discusso projecto ii. 25 de
184-2, que transfere a matriz de Marangiiape pa-
ra a capclla deN. Senbora do O' do l'u-aina-
i( lio e SCIQ debate tica adiado requeriincnto
do Sr. fabuco para ser ouvido o Kxm. "ispo dio-
cesano.
Segue-se a 2.a discusso dos estatutos para o
collegio dos orphaos, principiando pelo se-
guinte :
^ 1." O presidente da provincia sera o protec-
tor unto deste estahel: cimento.
O Sr. Sabuco: Peco a palavra, jiara jiropr o
adiamento desta discusso. Desejo que estes
estatutos sejao remettidos a una coinniissao es-
pecial para dar o seu parecer sobre elles por-
que entendo que nos ser dillieil discutir arti-
go por artigo ; a discusso nao pode ser seno
englobada entreunto estes estatutos deveni
ser revistos este anuo; por isso vou requerer, que
se noineie una coinniissao especial de uossa 000-
li.incn para emetlir o seu juizo sobre clles
igualmente, que a discusso seja pin globo.
K' apoiado, centra em discusso o seguinte
requerimento do Sr, Nabuco.
= Bequeiro,(pie se nomeie una commissao es-
pecial de 3 memoras para rever os estatutos do
collegio dos orphaos.
Entra taiiibem ein discusso depois de ter
sido apiada, a seguinte sub-emenda do Sr. Al-
canforado.
- Nomciada pelo presidente da assemblea.
Julga-se a materia discutida, e posta a votos ap-
prova-se o requerimento, e a sub-emenda. Ten-
do-se escotado a ordem do dia, o Sr. presidente
Prescindir!, Sr. presidente, de entrar mais d,.0 a ,.,.,., IPguinte : pwccores adiados
is na questao do br. Asevedo, porque ja disse segunda diaeussfio do projecto n. 6 de 1840: i.
a que luna trouce coque entenda a e ste res- discusso do projecto n." 22 de 1842 : i." dis-
I""0- cusso dos artigos addicionaes as posturas da
(Junndo Inllei de prevnncacao as repartlf?S camara ,u eidade do Recife : 3.a discusso das
Miseaes, nao meduigi ao nobre deputado que pSUllas da cmara da Boa-vista; e levantou a
acaboude fallar. ;c3
O Sr. Alcanforado:roino falln era geral....
sessao.
O Sr. Jos PedroRell'cri-inc ao que se dizia
Das folhas publicas: se o nobre deputado as-
senta. que sou lucapa de transgredir a ordem
di decencia e de civilidade, devia fazer jiistiea
aos tueus sen ti n ie n tos, c nao tomado que eu disse
para si. Parare! aqui, Sr.jnesideute, para nao
SESSO EM 9 DE SIAR50.
Presidencia do Si: Pedro Cavalcanti.
Acliando-se presents -2'J surs. deput idos
faltando sem partieipaco os sis. Doiniigues
a sesso pelas 11 horas do dia. Lida a acta da
sessao antecedente approvada.
EXPEDIENTE.
Ic-se um officio do Kxm. hispo diocesano ,
enviando urna representacao para ser presente a
assemblea : commissao de negocios (eclesi-
sticos. j
Um parecer da commissao de negocios das c-
maras para que o ollieio da cmara municipal
de Garanliuiis que Ihe foi presente, seja decli-
nado para as cominissoes de cstatistiea ins-
truecao pblica c obras publicas .atientas os
SflSentes rUgos de que trata dito oll.c.o :
adOlitr parecer da niesn.a co.uinissao, para
,,,. entra em discusso o artigo a.ld.cio.ial as
posturas da cmara municipal de (.aranliuiis .
Sin a emenda de En, ttgar de e seis das
de pS diga-se C dous a oito das de prl-
xno salva a redacrio : approvado.
Oi.tio da mesma commissao, para que se re-
nietta a con.inissao de oran.ento e rendas
, icipaes, o ollieio que va. junto ao sen pa-
recer da cmara referida : 'Pl>'|(>' ,
Antes de enlrar-se na mdein do da o Si. Re-
gofturos ollereee ... projecto de le, |brc .ns-
n ..: ...lu 1 uue se iivic .i
truccao primara; c nqui._ >i
eomiiissao de nstr.iccao publica.
Sr. Lopes Gama: -'- (ha ordem, *ao se leo
0 projecto, que foi enviado a mesa.
OS,: Presidente: Osen autor pedio, que
fosse enviado a commissao. o regiment e u.ui-
to claro a este respeilo, diz que ueste cnso os
proiectos s.jfio remettidos a commissao ...de-
pendente de votacao. Ora nao leudo de se
proceder a votara., nao sei do que serve a sua
leiturn Imito ninis, que .imito longo.
O Sr. Lope* Gama: P's entao pero que se
mande imprimir, que nao fique somente no
couhecmciito da illustre eoinnnssao.
Aproveito esta occasiao, Sr. presidente, para
dar Ulna satlsfaco. guando el. aprsente. .....
...ojelo estabeleeendo certas regras piraaipiel-
les,que quizesssen. abrir escolas, ou colegios,
quer de InstrticcSo primaria, .pier secundaria, e
, ue lieou adiado a requerimento donobredepu
lado ,quc acaba de apresentar un. projecto a es-
te m es.no respeito, previamente consulte, o ani-
mo da cmara de entao: cu va, que esta i( la
que boje est grassada, tinhn de encontrar glan-
de repugnancia, porque muitos dlsserao logo,
que era contra a conafltuieo, que era ntrav.u
a industria, extorval-a. e outras eou/.as acaba-
das em ala frJada*] em coiiseipiencia disto, eu
niiresentei o projecto mcsquiiiho, acanliado,
somente tratando da ideia de introduzr a ms-
pecao do presidente da provincia nessas aulas ;
nas beiu se vio, que o incn preeoi.ceito nao era
infuiidado, quando na 1.a discusso o meu po-
bre projecto, tao n.esquiulio, tao pequeo, de-
saliou as iras de ..... Sr. deputado a prava de
bomba irisadas}, dizendo, que aquilfo era con-
tra a constituicao, que atacava a industria, etc.
Debalde eu liz ver. que a industria era guarda-
da, que a constituicao era respetada, e se o
nieuillust.ie collega, e amigo o Sr. Jos cuto
nao tlvesse a tatca de pedir o adiamento, eu
teria odesgOStO de ver aqui o ineu lilho inorto
niuilas risadas). Hoje linalinente vejo esta 1111-
nha ideia geralmente abracada ; entao temos
mais ensanchas, agora eslarei nomeu elemento,
poderci dizer mais alguma cotiza a este respei-
to ; por isso pero, que esse projecto, que aca-
ba de ser olfereeido pelo nobre deputa, seja
impresso, e repartido br todos nos. n.'O losse
entregue s a illustre eoinralssao; como o seu
illustre autor pedio.
l'm Sur. depulado : Tem milita pressa.
O Sar. Lopes Gama: Nao teuhfl pressa,.
111,1.? eiuiiiii como nao temos militas COUSaS a
lser. ...
O Sur. presidente : O regiment manda que
quando algum Sur. deputado aprsenla al-
gum projecto e pede que seja reuiettido a
commissao isto se foca iudependeute de votacao,
agora se o nobre deputado quer que seja im-
presso, mande o seu requerimento a meza.
O Sr. Lopct Gama : Pois nao : vou mandar.
O Sr. Regn llanos : F.u nao sei o que se pas-
sou a respeito do projecto do nobre deputado;
ueste anuo nao bouve nada do que elle disse ,
talvez fosse no anuo passado mas beiu ve que
de um dia para outro as ideias se nperfeicoao .
OU mudao-se de ordinario o espirito vai em
moviiiiento. Se 110 anuo passado a tuaioria da
assemblea teve essas vistas, ueste anuo o nobre
deputado vio que a inaioria est concorde com
O projecto apresentado pelo nobre deputado ,
e nao se jiilgou o projecto mao ; porein incom-
pleto cu ento antes da abertura da assemblea
nao tendo o que fazer fui ese evendo algumas
ideias a este respeilo e disse quando a poneos
(lias se tratou do projecto do nobre deputado
que cu alguma cousa linlia escripto sobre este
ponto, e pedi o adiamento da discueo deste
projecto. Hoje aprsenlo a assemblea o incu
trabadlo para ser reineitido a coniinissao de
instruccao publica ...as o nobre deputado pe-
de (pac seja impresso que este ineu traballio
nao seja s para a coiniuisso. Se 11 nobre de-
putado 1er o regiment ver que o projecto
vai a coiniuisso para ella o-examinar e lser
as emendas que julgar precisas. Quaudo eu
pedi que losse commissao meu trabajho nao
era para ip.e licasse na eseurido nao, bom ,
ou ino cuquero que apparec.a agora, se o no-
bre deputado quer que seja impresso antes d:
coiniuisso apresentar as suas alteracoes, seja-o
mas nao julgo isto necessario, cu iiiesnio
acredito que o meu projecto ten. muitos delci-
tos ; mas estol, certo (|.ie a coiniuisso COllipoS-
la de pessoas de tanta intelligcncia os coi rigi-
r.i e provvclincnte convidar ao nobre depu-
tado autor do projecto que foi remettido, BlU
alim de aprov pitar as suas lutes. Foi remettido
o projecto coiiimisso.
Ol:iU M DO DIA.
Entra era discusso un parecer da commis-
sao de justica civil, e criminal a cerca de re-
gulauenlos da sei retara da provincia que
liavia lieado adiado por se ter pedido a palavra.
O Snr. Taques: Diz que pedir a palavra
liando se lera este parecer, porque laucan lo
os olhos sobre a sinop.se dos trtbalhos da casa
vio que o projecto de regulaniento da se< reti-
1 ra da provincia tinho sido remettido eral
. na oa provine; 1 iiiiuu m .^....... .....--
I continuar a discusso como tem continuado. J Rea, Silva, riguciredo, e Gitiraua abre-sejas connnissocs de constituicao c legislacao e


s
que ate* ao presente iienhun trabalho apresen-
tro entre tanto notara ier apparecido ago-
ra este parecer da coiniiilssio da justa civil
,i iinin.'l : assim Irsrjava saber se tinlia sido
alterada a deliberacao que a assembla tomn
ni -11 ou seja a coiiuuissao de constituirn e
legisla, ao tinha dado o si u parecer sobre o
qual a onunisso de justira civil c criminal
lera o (pie esla em discussao.
O Sur. Alcanforado: informa ter sido rc-
mettido este projecto nn 1838 commissao de
justica civil, e criminal e q' depois a assembla
deralhe outro desUnor eiiicttendo-oa connnis-
so de eonsm;..',(> e legislar.); que em eonse-
quencia da rcniessa em 1838 a eommissao de
justica civil aprsenla agora este parecer indi-
cando que seja rrtiilttldo o regulamento a
commissao de 'constituirn IstO p lnesmo
pie a assembla haVFa deliberada o anno pau-
sado.
ti Sur. Reg FartO : prrgunla se a cniuuis-
so de cOJistituicO v I. gislacao ainda nao dco
o sen parecer conforme a dclibcraro tomada
p la assembla.
O Sur. Alcanforado : informa que nao
O Sur. Itctjti Barro : emende que ento es-
te parecer da eoinmissao de justira civil e
criminal de ve liear adiado at que a commissao
de constituir.io i leglslaro emita osen vot
obre o nesm ohjFclo.
O Sr. Presdcnl,>:: di, que assim deve ser,
mas cpie nao pode lcixar de subndice a vota-
cao da casa o parecer em discussao.
Julga-se a materia disentida, e posta a vo-
tos regeitado o parecer.
Segnc-sc a discussao do parecer da coimnis-
s;' o de justica civil, c criminal, que inilelire o
n qin i'inicnto da associaco comiucrcial desta
daile. que ped- providencias a respeito do
a poli lamento das lettras. e salarios do respec-
tivo lahcllio por julgar, que essas providen-
cias nao cabem na competencia da assembla,
c sao proprias do cdigo coniuicrcial. (Vid o
Diario do da 11 a tarde).
O Sr. Presidente: Este parecer tinha fcado
adiado por ter o Sr. Carneiro da liinha pedido
a palavra.
O Sr. Carneiro da Cunha; Cedo da palavra.
Julga-se a materia discutida e posta a votos
approvado o parecer.
Entra em discussao outro parecer da mesma
commissao iudefirindo o requrimento do ta-
bcllio a'.anocl Antonio Coelho il'Olireira (Vid
o Diario de lia tarde. )
O Sr. Presidente: Tinha pedido a palavra
o Sr. T rancisco Joo.
O Sr. I rancisco Joan: Tanibem cedo.
VSr. Presidente: -- Enlo vou por a votos.
Julga-se a materia discutida, c posto a votos
approva-sc o parecer.
Segue-sea discussao de outro parecer da ines-
mi commissao indeftrindo o requrimento do
)>i oiedor e mesarlos da misericordia de linda
[\ id 0 Diario de 11 a tarde;.
OSr. Presidente: Este parecer tinha fleado
adiado por haver pedjdo a palavra o Sr. Figuei-
redo, que nao esta hojena casa; e por isso pare-
ce, que deve continuar a liear adiado.
O Sr, Alcanforado: manda a mesa o seguate
mpici ment que, depois de apoiado, apro-
vado sein debate.
Requeiro o adimento at que se ache
presente oir, Dr. Jos liento, que pedio a pa-
lavra.
Entra ein discucao out>oparecer da misma
commissao, indererindo o requrimento de Jos
fvede o Diario de 11 a tarde.'
parecer est na
mesma raso do outro: iicou adiado por ter pe-
dido a palavra o nicsmo Sr.. Dr Jos Bruto c
eu vou mandar a mesa un n gueriinento no
nicsino sentido daquelle que foi approvado, do
Sr. Alcanforado.
E' apoiado, e scni debate approvado o seguin-
te regu< riinento do Sr. Francisco Joo.
- Requeiro seja adiado al (pie esteja preso
oSr Dr. Jos liento que pedio a palavra.Se-
gunda discussao do seguintc projecto n. (i de
1840.
Art. 1. 0 presitente da provincia fica auto-
risado para conlractar coin una coiupanhia
nacional, ou estranguelra a abertura, cons-
trueco, e conservaro das estradas e pontea
geraes da provincia.
O Sr. I aplisla : Sr. presidente cu tenho
de votar contra este artigo do proj cto e por
coaseglliute liei de votar tambeni contra todos
os mais no caso deste passar; a raso.qnr tenho,
i.fio o considerar fundado em ulilidade pu-
blica, porque nos sabemos, que a provincia
contina fazrr suas estradas conforme pode,
conforme as suas rendas.
Ora olliando-se para o projecto v-se que
nao ollcrece utilidaile alguiua : o pie pier c-
as nossas posses aos nossos meios seria un
projecto milito bom l para Alleinanlia para a
Franea. ou Inglaterra, onde ha muito dinneiro ;
porin |iara nos creio que basta a lei do au-
no pausado. Aleta de que passandtj os olhos
pelos artigos deste projecto, vejo mu, i|uemc
faz tremey, o artigo 0.,, diz elle os terre-
nos que forein oceupados para leito e mais
| obras necessarias as estradas e puntes, nao se-
rn iiideniiiisados poii'in por os predios que,
estando eni taes terrenos, forein deinlldos, a
Campanilla dar seus proprietar ios nina indem-
nisaco na forma da lei provincial de 10 de u-
nlio de 1835n. 0.
Ora coin eleito vem a coiupanhia pela tni-
I uha propriedade, corta terreno prepara o leito,
e nao me iiideiunisa Esta boa (risadas).
0 Sr. Presidente : Este artigo nao est em
discussao.
O Sr. Lopes Gafa : Nao est, bein sei, mas
taiiibeiu por esta rasno voto contra o projecto ,
e como aqui senipre se trata do direito [rilada)
quero pugnar pelo direito de propriedade.
(Contina.
" '*".....MWW, ...V.........." .- .|.-
\le\ indi c l'crn ira (vede o Din
t> Sr. Fnancisco Jo.'io: Este
le.' que as estradas se faco por contractos coui
urna coiupanhia ; qual a ulilidade que disto
se lira ? que a coiupanhia adiante os se US (api-
tacs; mas islo tan.bou ti nos nos coin omethodo
actual, porque o arrematante de nina estrada
adianta os capitaes precisos, e depois que
recebe o que llie pertente. E' verdade, que ,
sendo as estradas fcitas por conipanhias po-
drr-sc-ba obter mais adianlanu uto porin se-
r isto conveniente, as circuinnstancias do cofre
provincial ? Eis oque < onvni saber. Pode limi-
to bein acontecer, que a coiupanhia adiante
muito recelo, mas; tendodcreci berosquanlitaii-
vosqtie gasto, nao baja dinheiro em cofre para
pagar. I'orlanto pu aclio, que o projecto noo
Iraz ulilidade alguina ; c por isso voto contra
elle : taires que mais bein esclarecido mude
de opinio.
O Sr. Lopes Gama : Tenho de me pronun-
ciar contra lodo O projecto e como est em
discussao o artigo 1. cahindo este creio que
< ahiro todos os mais a base do projecto o
1. artigo logo que este calle chuil osacecs-
sorios.
Eu opponho-me ao projecto por intil, e a-
i. ni dos argumentos eniUtidos pela illstre eolle-
ga.que acaba de fallar: teiihoa notar, que ha mua
lei provincial do anuo piss ido pie providen-
cia a este respeito quanto possivel atien-
tas as nossas circumstanclas. Essa lei diz
Kica o presidente da provincia autorisado etc.
U.} cisaqui o que ha ja a respeito de estradas ,
ludo mais parecc-iue s'uperlluo parece exceder
POLI' IV.
Illm. e Erm. Snr. Das parles dirigidas
esta secretaria pelas delegadas das cidades da
Victoria, e (ioiauna. Hielo e < imbres ,de-
pois da ininia ultima V. Ex. de '2/ do passado.
consta da pi uncir que foi assassiuidi a parda
Antonia Vliria por sen marido Vulouio Chris-
[lim, que deixou de ser preso por se ler logo
evadido, proccdeiido-se entre tinto nos termos
da lei contra este c outros individuos de dif-
ferentes crinies; da segunda, que fugirao to-
dos os presos de mais importancia existentes
na respectiva cadeia como participei ;i V. Ex.
em ineu ollieio de 6 do crreme ; e das duas ul-
timas que se acho tranquillas
0 eoniinandanlc geral interino do corpo de
polica menciona em sua parte de A deste .
que a patrulha rondante do (piartetrao da Rlbei-
ra participara ter auxiliado a priso do Portu-
gus Luiz Manuel Jorge (pie procurava evadir-
se i perseguicao do clamor pblico por ter da-
do un tiro sobre o prinieiro andar de una casa.
na ra do Kagundes do mesmo ipiarteiro pe-
las 11 e 1/2 horas da nonti* e ser-lhe appn-
hendida una pistola e un punlial. E' o que
consta da mesma parte.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria dapolieia de
Per liam buco 9 demarro de 1S-. Illin., e
Exm. Sur. baro-da /oa-vista presidente da
provincia. tartao Jos da Silva S.-Tiago .
(hele de policialntcrino.
.1 smlenca de abtolvica do Indgena pelo Sr. Dr.
tienda ia Catino. A sentenra de appetlaeao peto
Sf. Dr. Salgado.
Acha-se sollo, e campea ufano pelas ras desta
capital o rcsponsavel do peridico Indgena!. O
Sr. promotor interino, Jernimo Salgado de
Castro A(( ioli.dcsistio da appclleo, pie da sen-
tenca absolutoria inlerpozra o .-r. promotor
probos, e desregramentos le mu pandilht.que
nao recua ante todos os meios, por mais iiinuo-
l-aes, por mais que trigo o saerilieio d i eonsci-
encia e todo o desar da fel prevaricacao.
O jury ri'spnuileo, que as injurias :i .rssenildea
geral estavao prov.nl is. e que as dirigidas ao
IMPERADO o nao expunliaoao odio e despre-
so publico: e ei> ts respOStiIS, que liiuil.irao a
sen lempa de absolvieo! Onde estamos, nos..'
Qife perversao esta de todos os principio- de
direito!? Em que parle do mundo civilisado,
iDiiiapoio de quaes jurisconsultos, forao iuno-
centadas palanas iusuliuosas. prejudiciaes
reputagao de alguem, por prova! ? Quem ja-
mis poda recoiuiecer pravas de insultos, e de
asserces desacreditadoras, sem lacios especifi-
cados, seni iinpuiiio de crimesdetermin idos
So ni injuria, consistente na imputacao de
crimes determinados, poda, pelo cdigo crimi-
nal ser iscuto de piiui.ni o sen autor. pio..iu-
do-a. Nos mais casos, iin que ha ocriine de in-
jurias por qualquer oiilra forma, nSo pode ad-
mitlir-se jirova. aiud i ipiando as injurias si'jio
feitas a qualquer cidadao particular, ou empre-
gado de qualquer ordem. Que ser, recahindo
sobre a assembla geral, e o IMPERADOR Es-
las augustas pessoas sao irresponsaveis no c\-
erceio de suas fiineeoes publicas, eni qUC nao
teem obrigaeoes sngeifis coae.ao 110 furo ex-
terno, e aija violacao telilla penas coinniiiiad is
pelas leis.
Todos vinio. coin pasmo, esbofarein-se os ad-
vogados do acensado ein allegar actos dos mi-
nisterios de !'.) de seteinl.r. < dos que Ule S1IC-
cederao, coin exeluso lo le 2 de julho, e das
cmaras legislativas, para mostrar, que liuho
militas ve/.cs procedido contra a ulilid ule publi-
ca, e(mtra a constituirn do eslado. Mas nao
basta va, que o jula presidente deixasse-os .i sal-
ta dirigir as expressoes mais torpes contra os
erpos legisladores, os ministerios, e todis as
autoridades, que iulerviero 110 processo, que a
cada momento erilo mimoseadas eom as deno-
iniuaeoes deetWrrM, eliiiteijuis da polica, dr-
vi.l .linda julgar provadas as injurias, feitas pe-
la Imprensa a assembla geral do Brasil!! i', io-
nio? Porque se allegrao varios actos do minis-
terio, de seus delegados as provincias, e las
cmaras legislativas. Pois acensado un peri-
dico, por ter dito, que a assembla geral tlnha-
se corrompido para volar, sem eousciema, [ic-
io que queriao os ministerios, allcga-sc, que os
ministros deportarlo senadores piurao em
presidencias ns Senhores Pedro llaves, e An-
dreas, que o poder moderador nao amustiara os
rebeldes de Sorocaba, e Barbacena, que a as-
sembla geral votara a lei das reformas jiidicia-
rias, a do consellio d'estado, o pasamento Voung, c julga-se tercio sido provailas as inju-
rias .'tjiiein contestn, que estes lacios se tives-
sein passado? Mas tambein ein que peca do pro-
cesso loro considerados injuriosos ;i ella, e por
isso inaugurada a acensaran.'
Assim, eom a niaior liberdade.foi posta de par-
te a aecusaco, e de nina imputarn vaga de ha-
ver-se vendido a assembla geral aos ministe-
rios, traspassou-se a lide para outro ponto, eol-
locriio-na, por arbitrio do juiz. e los advoca-
dos do aecusado, sobre lutos desconhecidos na
denuncia, c em iodo o processo.
Se a nianeira, nor riue ( ahio a aecusaco por
to-secont as ottOflB ii*sposris di> eoMCtt, p' o
ferira cniil inui.ao do reo, e reformar a_ ex-
travagante sentenca de absolvicuo E se assim
nao a.oiiie.vsse. pms que, artlculaudo-se no
libello aceiisilorio inin circumstancia aggrava-
di. nao foi ella proposta aoconseiho, ao menos
roll tria a cois i a novo jumiento, e ueste liao
seria de snpp.'.r. pie se repelissem os escnda-
los doque leve lugar; e sem elles a oondemna-
90 era ciniuente.
Que boudide, porin, ado Sr. promotor in-
terino S ligado, quecorac-o bernia/'o. tiraao
i o todo o susto, faz un i ti'auaacfSo desgracada,
e desiste da appell eo, que lora intcrposla, la
sen! ah absolutoria ..
lulgou 0 Sr. S ligado, pie poda subsistir a seu-
i o. i, proferida, por favor. .io rcsponsavel do
Indgena: uoenxcrgou os defeitos, porque de-
rla, ella ser redimida a uenhuma;ento uui
edota per frito abia-o;entSo prostltuio
m rgonhosi......me is suas liuicces. K se nem as
falls, que lorniiao Insubsistente a scnlenea.
nem a importancia da causa pudessein ter lorca,
piraoSr. salgado, ciinipiindo os seus deveres,
appell u da seo tenca; quaudo ainda nSo dvesse
ella sido appellada; porque principio pde-se
jlilgar elle, autorisado para desistir de urna ap-
pellaco. tomada por termo; eoSr. juiz de di-
reito para admillir a desistencia, julgal-o,
muid ir soltar oreo Tereiuos de vei or. pro-
lUOtor inl i ino. I inibeiu c'deiido do leiino de
olio dias.(I ido piraappellar. a liiu de os reos go-
sircm logo o prazer de passear pelas na, e l
sistiudo das denuncias, recebid is em uizo Ig-
nora o Sr. Silgado a ligia de direito de Ojue OS
procitradores pblicos uao pdeui transigir -
ignora, que ell i esl i cons igrad i n i nossa bgi
l nao. sendo Armada no irligo <> das dlspoBicues
provisorias do cdigo do processo criminal.
ignora o aviso de l4de uoreinbro do auno pas-
sado, que declara nao poder ojui de direito
que lem alias ni lis ampias (acuidades, que os
promotores) desistir di appellacao. interposta
pelo sii antecessor?ignora o accordao do
supremo tribunal de Irainj. de 8 de Janeiro de
1834 (Rogr. cod. d'inst. erim. pag. *5. Pari
1830;, que, nao liarendo lei, naquella nacao, so-
bre este ponto julgoil. que nao 'rao validas e
legaes as desistencias, ft-itas pelos promotores,
dos seus recursos npniando-se nos principios do
jurisprudencia, pu nao permittem ceder oque
obra por interesse publico; eque lodo o pro-
cesso, intentado poi iiiii.sse publico deve pro-
seguir? Se ludo ignora. OU quer iguor.u u Sr.
Salgado, accelte a exceracao de iodo o hoiuem
honesto, que deseja o cuinpriinento das lels. e
ama o respelto ello, e moral publica.
iini caso lo importante, e melindroso, como o
da acensarn do Indgena, revela toda a imbeci-
lidade, fraquesa de quem procedeode modo o
mais escandaloso, e ignobil. Adiuirou, que o
promotor interino respondesse eom atfldtjut-
itia na suspeiiiio, posta ao juiz presidente do
uij, uo sustentando os arligos, que jurdica-
mente dedil/ira o sen antecessor, cqiU? lorao.na
inaior parle, coiifessad'os pelo recusado, e so
combatidos coin argucias miteraveit, despresi-
vi is insultos, e coin ris lisonjas aos julzes de
laclo: o favor da noineacao lininerecida descul-
pava at eerto jionlo esta benevolencia, e gra-
va; porin nunca podia-sc imaginar, que isso
levasse mu moro, que apenas principia o sen ti-
rocinio, a dar lo tristes sperancas de si, Irans-
sigiudo contra a justica coin o reo, e coin os
seus protectores, coin infraccao dos seus deve-
res, contra os principios de direito sem acata-
un uto ,i Aiiijnsia Pesstiu. pm- cuja honra se pug-
uava no processo; e o que mais ein un pro-
cesso. ein pie as fallas sao monstruosamente
salientes aos olhos mais debis pela fraquesa do
principio de actividad.', ou mais anuviados pela
corrupcSo, e iitimoralldade.
O escndalo da abs;lvico do Indgena na ma-
neira, por que foi orgaiiisalo o tribunal, a au-
dacia do juiz presidenta', sen despreso da opi-
nio publica, e de toda a responsabilidad*, rc-
solucao 'iii pisar todos os deveres de juiz, e sua
revoltanie giosscria, ou antis, sus parne-
sis selvag ns sao < ousas j de todos mui-
to sabidas, ^o menos sao bein conheeidas
as iullu ncias, c manejos empregados nessa ab-
soivkao, em queumjuii, lora da presidencia do
tribunal, chegava euipirgar-se na correspon-
d neia do seu collega, andar accoinniodanilo o
poro das galeras, a arenar para o reo, liiu de
respond r di'vidaiu nte ao interrogatorio.
I)( i\i nios todas estas vergoiihas,< considere-
mos por un pouco o julgainenK). Nao val rao
Vultos jurisconsultos, que se julgo cima dos
Tiiboniaiios, e dos Celsos,que procurrao o nie-
lhor meio de onec tai esse julgaineulo, e en-
\iro suas rcsposlas as consultas dos juizes eni-
balacados, para pie elle seja menos um padrao
da ignorancia, e in plido de s ns autores.
Foi ae usado o testa-de-ferro do Indgena por
asserces prejudiciaes reputaro da assembla
geral! teS \ MAGESTADE O IMPER ADOR, e
lirualinente por discursos insultnosos a IHTIO-
LVEL I'ESSOA DO MOINAl.l HA os piaes
constitua.) crimes df injurias, qualillcada nos
-", -.u do urligo 23(3 do odigo i inuu
Taques!! To reprebensivel despreso dos sagra- Seamaneira, porque calilo a aecusacao 1""
los deveres que at importa una traicaio injurias assembb a geral. e espantosa, a, por
usti.a coiuiik ttila pelo seu procurador, em pie foi absolvdo o aecusado pelas lujurias ao
melindroso, como o IMPERADOR, oflerece o requinte do despreso
das leis.
O jury, ja dissenios, reconheceo, que o leo
era autor ta injuria ;i SI \ M VGESTADEO IM-
PER VDOR, pmque lina acensado, e foi abtolvi-
do elle pela sen tenca do juiz de direito..!. Os
advogauos da defesa linhao couvicrao, que nes-
ta parteo nico refuigo era negar aac(iisarao ,
e assim o lizr.ui. Deelarro, pie quanto se
eonlinha nos itnpressos acensados, dirigia-se aos
ministros, e nao ao IMPERADOR, eque as pa-
lanas, referidas as denuncias como injurio-
sas M'A MVGESTADE, nao o cro na sua ver-
dadeira illtelligeucia. Assim a defesa, se nao
era jurdica ein quanto estabelecia, que na-
da do que se d/ia ao MONAKUIA, Ihe tocava,
mas somente .aos ministros, pois as injurias
crao pessoaes, ao menos se eonforniava ao reito, em quanto controverta a intelligenilia,
dada aos escriptos pela aecusaco, e recorra
h.i uieiieutica. l'oriu as ipicsies, propostas ao
jury, nao se liniiio maisao articulado, nem aos
debates; ojurj interrogado taubeni se as
injurias, dirigidas ao IMPERADOR, 0 expunhao
ao odio, e despreso publico; e respondendo,
que nao, es dado liiiidainento para absolvicao
do autor das in mas!!
As injurias sao classilicadas, no libello ac.u-
satorio, nos^i." ." lo artigo235 do cdigo
criminal, e o'aciusado absolvido, porque o ju-
ry declara nao dar-se nina (ircunistaiicia cons-
titutiva do deudo, (piando consiste ein impul.i-
co de vicios, ou defeitos, conforme a qualifi-
cacodo ^2 do mesmo artigo, sendo os vicios
e.pi i l'u idos, como bein o inoslra o ^3." Por tal
modo, exlglo-se paraaveriRcac&o lo delicio de
injurias por palavras iusulluosas, ou asser\oes
em descrdito de alguem, una circun.stancia.
que a lei nao ivquer, a de exporem :in odio, ou
(les)U(SO publico! l'ara ser absolvido o liuli-
vrm/ciacertauunte de inister, pa seus juizes
se ai rogassein o direito de eniemlar as leis, e
de orrigil-as de modo inepto; pois que, se a
publii-acao d- qualquer leve deleito phlsico,
ou habitomo prejudicial, nao podia sr jul-
gada sulliciente para autorisar una aeco cri-
minal, quando nao l'osse o vicio, ou deleito tal,
que expozesse o que o tivesse 00 despreso, ou
aversao. a mesma eondieo nao importa no ca-
so de insulto, ou otteusa reputacao, em que
realisa-se todo o elleiloda injuria, so pelas pa-
lavras, ou asserces proferidas, ein si mesmo \
igiioiniuiosas, e vituperativas. r. que consci- |
rucia haveri lo elstica, .u estragada, que pos* |
si asscnlir a que o autor de palanas insultosas
SUA MAGESTaDL IMPERIAL fique Hvm de
pena, e culpa ?
iiirv Ilustrado, acouipaiihando as questiVs, que
Ihe proiioz o juiz de direito, reconheeeo. que o
acensado era autor de palavras injuriosas a as-
sembla geral, e ao IMPERADOR, ecom tudo
Coi elle absolvido!!!! E' mist r ler na propria
1' .....;,ir. nii.rin n iulirimcnto IV ru as (lirigiitas ao lAll'bnaiHJn nao '*|"-
S?tS no. o ,1. t^J!SSS^.l& ao odi.r c despi, so. sao e,n direito M-
s k o I !-up,i, sen, a,.,,, ao ao cazes para p,odu.i. a abwlvicaodo **'
m to n'ni ao branco: eadeira do magistrado reputlas neuhuinas, xomo deviao ser, leria-
ujioXecian^,cu,ui.isUui.ciitoaoS ca- utos de ver a reiacao do totricio, eonlorman-
lovhm'iito do S*orto
Navioi entrados no dia 11.
IHias-de-Situbnch ; l-ili (lias ; galera america-
na Porshand ; de .'ilM toneladas capitao Paj
ne : equipagein 2(i: carga peixe.
Liverpool 29 das barca inglesa Pertulu le
219 toneladas capitO Jolun Taylor ; equi-
pageni 13 ; carga lastro.
Avisos maritiinos.
-- Para o Hio-de-janeiro sai coin a inaior bre-
vidade possivel 0 brigue-esciiiia llcnriqueta re-
cebe passageiros e esclavos para o que tem ex-
cellentes comiuodos ; a tratar coin MattOel Joa-
quiii Pedro di osla na ra da Cruz n. 51.
\o dia 18do correnle sai Impreterivelmen-
te para o Porto abarca Ihlla-I'ernmnbucana os
senhores, que india earrego, queiro mandar
os conheeimentos para conclusao do manifest
na ra do Vigario n. 19: a mesma barca ainda
pudereceber cousa de 200 barricas, calguns
passageiros, para o que tem grandes e excellen-
les COIIllUOdoS.
Leiloes.
ssOcorretor OJivcira far leilo le grande
soriiiiciii de fuz'iidds coiisisiindo ein cintas ,
inadapolocs brins chillas lencos cassas ,
(halles, cobertores suspensorios algodo-
sinhos ineias platillias pannos velludos .
chapeos de castor superfinos brancos e pretos .
abado ingle/, para iioniem e militas oulras de
prompta estraccao e as quaes serfio vendidas
sem limites : piarla-fcira 13 do concille as 10
horas da maulia no primeiro andar la sua
casa.
___ Ale. ("aliuont s Coiupanhia fardo leilo de
una porcao de peixe sec o, de mutto superior
qualidade em tres loties j bein eonhecido
ueste increado, viudo ri'centenicnte doCabo-
le-Boa-esperaiua CO1U0 taubeiu um burro !
muito boa raea'; boje, 12 do crlente ao meio
lia ini ponto, no seu arinazeni no largo do Cor-
po-Sanlo n. II.
Aviaos diversos.
LOTERA DE KOSSV SEKHORA do
UVE AMENTO.
Tendo S. Ex. o Senhorpresidente da provin-
cia marcado o dia 24 do corrale para o anda-
mento das rodas desta lotera PU) cousequeucia
de j haverciu una grande porcao de bilhetes
vendidos desde o anuo prximo passado ; por
isso o restante dos ditos achose a venda no
l'.eiile luja de cambio lo Sr. Vieira; ein Santo
Antonio iua lo abug botica do Sr. Morcira,
c na ra do Liviaiiiento botica lo (-hagas ; M-
terro dn //oa-vista toja do Sr. Jacinto.
-- Luiz Gomes Ferreira embarca para o Rio-
dc-janeiro um escravo por nome.loao da Cos-
ta re frica .ollicial depedreiro.
es Atonio Vas de Oliveira embarca pas 0 Rin-
de- ancirooseu escravo criulode noine tiento.
Vctor Rrnsser embarca para Europa.
Manoel Jos* la Costa e Silva retira-se para
Portugal a tratar de sua sade, ; faz sciente aos
seus eredor. s que Ihe apresentem suas eontas
no pruso de 8 dias para screm pagas.
4


V *
Uuga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Quciinado osiTiliua do beco do Peixc-frito : a
tratar ua loja do mesmo (obrado.
\ mesa rcgedoro, e mais maos de s. Jost!
Ir Vgon a erecta no hospicio de N. Senhora du
Penda i i. st'ientp .1 > irmo actual secret irlo o
Sr. Jos Cari mo Kargps <> estranho proi-cdimen-
lo do masillo sr.i cui convocar mesa gera^por
iiicifi dp trez annuncios nos Diarios de .'>, 8,e fl do
corren i para se elleger a nova mesa regedora,
< depois de ler comparecido alguna irmaos S. S.
deixon de comparecer e menos lser perteci-
l> i .ri> ilgitma do seu no coinp> reclnenlo: es-
pera ,< uiesin i mes i regedora do irtnSo secreta-
rio que nao continu o inesino a buso.
N.i |u ica da primeira vara do civel o Sr.Dr.
Rigueira ; osta se ha de arrematar porexetu-
rao, mu i ni ii ,nl i de casa terrea sita na ra de S.
I hi rea n. ."(>.
s= Francisco Tarault participa ao reapoita-
destes chogados pelo ultimo navio ; a fallar na
ra do Cabula loja de mcudezas do (luiina-
racs al as 9 horas da manhaa.
Aluga-so o torceiro andarj, e armasern da
casa da ra do Coilcgio sondo o armasom ,
ou loja muito propria para qualquer estabnle-
Cimento ou venda ; a tratar no segundo an-
dar da mesina casa n. IR.
Antonio Jos de Abreo e Silva, subdito
Brasileiro retira-se para a Europa
Prci-isa-sdo600' rs. a juros com hypo-
theca om 3 ou i escravos bons ; quem quizar
dar. dirija-se a na do Collacin. 18, segun-
do andar, que ahi se dir quem pretende fa-
zr este negocio ou annuncie sua morada.
A pessoa que so adiar as circumstun-
cias de servir no interior de urna casa de pouca
familia dirija se a travessa das .Cruies ou-
Vendem-se sapatos de burracha por; Vende-se urna toalha de lavarinto para
preco commodo; no armasern de Fernando Jos rosto, mu botl feto aberta as ponas; na ra
doCabug n. 9.
Vende-se un mole.uc de 19 a 20 annos -
na Hua-nova n. 18.
.. .' ., i.inima unja se a iravessa las .Lriltes OU-
wl publico, e com man parlicularidade aos lr'ora beco da Pol no primeiro andar por ci-
,'tln' -lis flns iiinc uyh .- mu ,(,, I...... ,,,,. A. ..... j ..-.*__ '
amigos dos bons bocados que de boje ein di-
ante el les acharad a toda e qualquer hora na
sua casa de pasto franceza da ra da Lingueta
n. >, toda a qualidade le comida franceza ;
assim como vinhos e licores de todas asquali-
dades,. caf com leite e sem elle ; pastis,
pastelees, empadas de diversas sortea, sala-
das presuntos, linguicas dtc. ; e que sc-
ro servidos com o maior aceio limpesa, e por
prec commodo. U mesmo Tirault oflerece-se
para mandar levar pin as casas as comidas h
aquellas pessoas que com elle se njustarcm ,
diaria ou mensalmente ou por urna vea*au-
mente: pailicipa-se mais que todos osdias
de mandila um seu agente levar a casa de seus
fregueses, pastis, pastelees empadas, lin-
guicas e ehouricas franeczas proprias para
i I moco.
Na ra do Mondcgo casa n. 8a ha urna
escola de primeiras ledras para meninas on-
de com o maior esmero e perfeicoo ensina-se
grammatlca portuguesa, faser llores, bordar
de linha odro, troco e matizas o marcar
por diiTerentes modos; os pas de lamillas,
que anhcldo o adiaiitamento de suas lilhas, p-
dern dirin-se a casa cima mencionada,
Precisa-su de um eitor |iara um sitio na
Parahfba-do-norte : no armasom de JoJo Car-
roll V Kiliio na l'raca-d i-commcrcio.
Maria Joaquina de S. I'home professo-
ra substitua dascadeiras de primeiras ledras,
avisa aos pais de familia que abri a sua au-
la, e ensilla a ler, escrever contar urilbme-
tica e a coser ; as pessoas que se qui/erem
ulilisar do seu presljmo, dlr reita n. 04, primeiro andar.
|| l)-se SO/f rs. a premio sobre penhores de
ouro ; na Praca-du-indcpciidenria n 21.
Alugao-se duas canoas peifcitas de con-
duzir agua, com a competente porta para ven-
der agua as litas canoas; a tratar na Kua-bcl-
la, sobrado novo prximo u inar
Precisa-se de um caixeiro capaz para to-
mar conta do urna venda e nao seduvida dar
interes.se, sendo pessoa capaz ; a quem Ibe
couvier, dirija-sea ruado Livramenle, venda
o. I.
AIURa*80 um sotad para pessoa solteira ,
ou ile pouca familia ; a tratar na ra eslreita
do Hozarlo botica de Joo Pereira da Silveira.
O sor. Bernardino de Sena Dias quoira
procurar orna carta viuda do Porto ; na ra da
Cadeia-velha n. 3o.
Precisase fallar ao sur. Joaqun Rodri-
gues pai do snr. Antonio Caldas e Silva tom
engunbo na Scrra-nova anuuncie, ou elis
(alien Pedro Jos Cardoso, na rua do Padre
Florianno n. 2f,
mudo pintor.
O abaixo assignado avisa aquellas pessoas,
que tecm con tas ein sua casa que Francisco
Etorgeda Assumpco est autorisado para re-
ceber qualquer conta que Ihe pertence, eo
mesmo Assumpco est autorisado para cobrar
judicialmente daquellas pessoas, que teom
abusado da bondado do abaixo assignado do
que nao admitte desculpa alguma ; o mesmo
abaixo assignado avisa que adrnitlio para seu
caixeiro um pequeo de nomo Bonto Fernandes
dos Passos Moura a quem tamben! podera
pagar qualquer corita on outra qualquer cou-
sa tendente a casa. Manoeldu Amparo Caj.
Precisa-su di; alugar urna oscrava para o
Stirvieo de urna casa de pouca familia que
saina comprar, eostnhar e cnsaboar dn-
dose o sustento, e 10/rs. mensaes ; na Soli-
dado indo pela Trompe lado esquerdo casa
n. 42.
Escravos futidos.
liraguez ao p do arco da Conccico.
Vende-se urna escrava moca sem vicios
ncm achaques sabe cosinhar, coser engoin-
m >r e perfeita lavadeira de varrella ; na
!lua-velha n. 111.
Vende-se urna cantea que carrega 1200
lijlos de al venara bem construida, e tem da-
do poucoservico ; e outra de carreira; na Itua- j iyod(a quarla fdra (]e sinza ,, anno p.|S_
nova o. 4*. I sado fugio urna escrava de nomo Benedicta de
Vendem-se dous negros de 25 annos, sen- naca0 Cabinda, estatura regular, cor preta secca
do ambos bons canoeiros cera de carnauba, co Corpo,pernas Onas.muito esperta,be.n fallan-
saccas com gomma ditas com finja o couros te.dontes abertos, foi criada cm Fra-ae-portas
de cabra, bezerros pennas de ema ludo de condecida pelo nome de Benedicta Cnmbtoda'
superior qualidade ; na rua da Cruz n. 51. ella usava quasi sempre de um lenco dobrad
Vende-se urna escrava de nacao mofa amarrado em roda da cabrea rujo moda ode
lava bem cosinha e boa vendedeira ; na aisido usar ; algumas vezes bebia a poni' de
rua do Nogueira n, 27. | perder os sentidos e djsapparrccr de casa um
Vende-se um par do bancas de um p ou uous dias. consta tcr sido flsla cm s An_
e um canap tudo de Jacaranda o anda no- l3o ( Limoeiro e as suas Immedlacies in-
vo. porprevo commodo ; na rua do Collegio, culcando-sedeorra com taboleiro de meu-
loja n. 8- I dezas, o de perfumara frsnccra ; roga-se as
Vende-se lanzmha para vestidos de mem-, autoridades policiaes o favor de apprehen-
nas a 400 rs. o covado ; na rua da Cadea de del-a ; e promette-se a grallicacao de 50.000-
S. Antonio n. 19. | rs, 80S capitaes de campo que a conduzirem a
O abaixo assignado vendo urna casa nova, seu snr. Sebastiao Jos da Silva Braga na ua
etravejada bem edificada, com fundo de cem prensa do Forte-do-Mallns, ou no inimeiroan-
II. Hit lintii.'lai" aMtatal ...... .....I _
LOTERA 00 GUA-
DELPE.
II je ando infailivelmeiite as rodas desta
oteria fiqueiil ou nao biluetes por vender.
LOICKIrl
TAS
Memorias Histricas,
Nao pode ser boje effectuado o andamen-
to das rodas desta lotera como se tem annun-
ciado em consequencia de ter a do Guadelu-
pe mareado para hojeo andamento de suas ro-
das pela irrigularidado apparecida na sua
primeira extraccao.
\as mares vivas desappareceo urna tra-
vo de 45 palmos decomprido de madeira so-
cuplra ; quem a ti ver agnado podo restitul-a
a seu dono Manuel Joaqun Pedro da Costa, na
rua da Cruz n. 51 ou no estalero de F')ra-de
portas, fue recbela melado do valor C500 rs.
A Senhora l>. Carlota Joaquina Cezar de
Mello queira ler a bondado de annunciar a sua
morada para se Ihe entregar urna carta.
No Alterro-da-Boa-vista n. 10 se diz
quem tem 800/ rs. para dar a premio, sobre
penhores, ou firmas a contento.
Compras
O snr. doutor J. Q. R. S. licar certo ,
que a recommendacno que pedio para o Ro,
Sobre um pequeo particular, j vai em camindo
desde o lia S do crrente marco.
Precisa-se de m menino de 12 a 14 an-
nos, para caixeiro de venda sendo destesede-
Compra-s nina negra de naco inda
moca de bonita figura com as habilidades
necessarias para urna casa de familia sabendo
en^ommar, e coser bem ; na rua da Lingula,
venda n. 3.
Compra-se um (landres para azeite de car-
| rpalo ; na Bua-direila n. 16 beco de S. Pe-
Compra-se urna escrava moca sem
cios nem achaques que neja ongommadeira ,
cosinheira e boa coslurei'ra paga-se bem
agradando; quem liver annuncie.
Compra-fle um burro de Virgilio ; quem
gados auora de Portugal meldor, pois promet- liver a"ncie.
dro.
palmos livres de paredes quintal com perlo
de 200 palmos, com telheiro no mesmo, e urna
serrara com madeiras serradas e por serrar ,
estabelecida na mesma ; por detraz da ribeira ,
a tratar com Antonio Dias da Silva Cardial.
Herculano Jos de Freilas.
Vendem-se ricas colchas de damasco para
cama pelo muito barato preco de 7000 rs. ca-
da urna assim como ricos pannos para moza
de meio do sala a 4500 e 5500 rs. cada um ;
cortes de lanzlnha de bom gosto pelo diminu-
preco de 2720 rs. cada corto, ditos de cam-
braias de lislras de cOr do ultimo gosto a 4000
rs. sarja de seda de duas larguras e de su-
perior qualidade a 1800 rs. o covado, meias
de seda piratas para homem a 1000 rs. o par ,
ditas de cores a 1280 rs. riscados escuros de
bonitos padrees para vestidos e jaquetas.e
mitras muitas fazendas por commodo preco; na
rua do Crespo loja n. 12, de Jos Joaquim da
Silva Maya.
Acha-sea venda na loja franceza n. 6 de
Jos Francisco Maun de de Almeida ricos cor-
tes de seda preta para vestidos sarja preta
larga ricos jarros com flores flores finas pa-
ra chapeos, sapatos de setim duraque mar-
roquim e de lustro para senhora, um sorli-
mento completo de calcado de marroquim para
meninos e meninas, sapatos de Lisboa para se-
dar da casa n. 20 da rua larga do Rularlo.
Fugio no dia 4 do torrente urna preta do
ROineGatharina de nacao Congo alta, secca
docofpn, levou vestido de chita rouxa panno
da Costa com listras rouxas ; os appr.hende-
dores poder levar na rua da Assumpco
n. 60.
No dia 3 do crtenle desappareceo de S.
Amaro um escravo que trabalhava na Estra-
da-nova de Olinda om os signaes seguintes ;
baixo secco do corpo, bem preto olhos vi-
vos sem barba de 30 annos para cima, tem
urna das ptmas mais curta que a oolra por
isso quando anda cocheia muito foi escravo de
um engenho para as bandas de Serinhaem e
escravo de Jos do rica I ves Cascan ; quem o
apprehender ou der noticia certa do lugar
onde elle possa estar, quer obrigado quer vo-
luntariamente ser bem recompensado na
rua da Cadeia do Recile n. 40.
Em 6 do crrente pelas 7 horas da noute
(ugio de bordo do patacho Pelicano, um es-
clavo de nome Ignacio estatura regular, ros-
to redondo esuissado, com dous ou 3 la-
idos atravessados as faces de nacao Nagi o
qual foi algum lempo escravo do cascavel Fran-
cisco de Almeida ; levou camisa e calcas de al-
godaozindo estas muito sujas etemes, ceda-
peo a lea I roa do ; quem o pegar leve ao capi-
U ranete! a. 'JSfSS *, T"" T Jf0 M"leiro de Al,,,ei(la- b"^' '
snce/esdd ultima moda, dios de Castor, pataedo fundeado defronte do ti.pi.-hc do al-
brancose pretos lencos, e mantas de seda ,
requissimas para senhora ditos de ncda e
e gorguro para grvalas chapeos deso de
seda para homem o senhora sapatos de couro
de lustro para homem, e superiores borzeuins
de duraque gaspeados para homem c senhora ,
e outras muitas fasendas franeczas por preco
muito commodo.
Vendem-se transelins para relogios e
godao ou noesenptorio de Uaudino Agosli-
ndo de Barros na pracinda do Corpo-Santo
n. 66 que ser bem recompensado.
Em 25de junlio do anno passado desap-
parecerao dous nebros do abaixo aSgado, os
quaes andavo ganbando na rua e leem os
signaes seguintes : Joo de nacao L'rubaro, ou
Lamund bonita figura, alto, reforeado do
corpo bem ladino, cabellos escanteados, pou-
correntindas, urna crente para sendora, Irn -I 'Q ,C'" ",!""; cabp|k,s:s
selinsocordesdeourodelei, dedaes de dito ,. '!\"'ir**A ^ "? mU'l l"*ta '
modernos e bem feitos. pares de brincos, an- OiSofaS.' mm.'i /' T** T-0""0
neles de diversos modelos, duas VOltSSde eer- JS^^JS?*! naCa M,,mHue,
dogrosso.uns coraz.es azues BOMaB^mml^S^^aiS^ '^' 'T^ '
requififes velas de prata para sapatos e MI-jS Zlcl ?..' grUn''eS "2 fl"rd" r'*S-
pensnos, urna faqun!,.-, appareldada do prata, | \J^JS^"S T*** ^ ^
urna caita de msica, um relogio inglez abo- KwloffS Z'"" '"T'l :-8'"b0S PU*
neto de prata, um bonito alfinete, e botes para '" TT b*
abertura, ditos para pundo. urna colder de ti- I re.n rarcas Phi'.'r, <,U,, ** ^T. U"
rarsoupa.umpar de casticaes modernos: nae I ."Tr'a* (J,!Ch,C0, nas coslas e nadegas ,
,'e- rarsoupa.umpar de casticaes moder nos; as bue Zi^ C.?,Sf *** "^L 6 na*m '
Cinco-pontas n 45 quf r <'rd(!m "l'cnor apanharfo na gia.le da
' *'" Vendem-se superiores caivetes finos, que' XLSSVS^ST *??**' q"e SB aCar
"" om se metiendo a penna sai esta Dcrleilann.nl! f..P"Sst'd'",s P'compra falsa ou a.azaldo,.
te se bom tratamenlo ; quem estiver nestas-i
circunstancias, dirija-sea venda da esquina
da rua do Araglo que volta para a Sania
Cruz n. 43.
Quem annunciou querer comprar una
toalda do lavarinto querendo urna de esguiao
ron, lavror de muito bom gosto, e feita com
linda de meada com llores abertal, e com 7
varas de bicos feto para a dita, por t-r as flo-
res Iguana do lavarinto dirija-se a Boa-vista
na iravessa do Veras n. 14.
Perdeo-se urna caita de prata nouroda ,
pesando 32 oitavas ten lo om cima a firma de
F. X. M. II.; roga-se a qualquer dos snrs. on-
rives ou outra qualqner pessoa a quem (>||a
for nOrecida que Cacao apprehencao mlla ,
que o dono gratificara ao portador que Ihe a
entregar, na rua do Encantamento, armasern
de moldados n. 11.
Aluga-se a casa terrea assobradada sita
em Fra-de-portas junto ao .-.obrado do snr.
Antonio Al ves Barbosa a qual anda se anda
pintando o tem excedentes commodos para
duas grandes familias morarem independuntes
unt da outra, com quintal todo murado, e com
sua competente cacimba de excedente anua ; os
pretendentea poder ir i-a e depois se en
tenderlo com Joao AntuncsGuimares.
Precisa-sc alugar um moleque dn 12 a 14
annos mensalmente para servlco de dentro de
casa ; na Itua nove 11. 17, r at as horas va-
gas applnal-o em costuras de alfalate.
Precisa-se de dous rapazes Portugueses
para caixeiros de loja na cidade du Parahiba ,
Compra-se 50# rs. em cobro para trocos ,
com o competente cambio ; na rua larga do llo-
zario, leja de meudezas n. 35.
Compra-se urna negra do naco, que seja
nova na idade e possantc, que para ir para
o mallo trabalbar com enxada ; na rua do li-
vramento, venda n. 24.
Compio-se os seguintes livros ; urnas
la boas de Nuri, e um pillo instruido novos,
ou usados ; quem liver anuuncie.
Vendas
Vende-se urna mulatinhade 12 a 14 an-
nos com principios de cosinha e costura
de muito bonita figura ; na rua do Livrainent
n. 1.
Vendem-se os seguintes livros em bom
uso ; Selecta ITiedro, Cornelio, e Salustio
na rua eslreita do Rozarlo loja de cera n. 3 '
Vende-se um moleque do 14 para 15 an-
nos ; um preto de 20 e tantos annos, muito
possanie, e capaz para todo o servio ; na ru
do Vigario, armasom de assucar, junto a ven-
da do Snr Puntes.
Vendem-se charutos regala cm caixi-
nhas de 200., 2(f**ada eaia por prC0 com.
modo ; na 111a da Cruz n. 37.
em se metiendo a penna sai esta perleitament- i ,, a P0/9"pr falsa ou a.azalho..
aparada ; na rua do Cubug, tiSSffilS^1?^!*^ -utoridd' -T
Bandulni P"">te, a dm deserem entregue, ao seu legi-
timo fnr. do contrario psssnri pelas penas da
" pagando lodo prejuiso, odias do servico ,
Handeira.
Vendem-se chapeos franceses a 6100 e
Vende-se salea parnlha de muito boa
qualidade, (-licuada ltimamente do Para no
vapor por preco comm,do; ,, armasern de ,
Femando Jos lira.uez, ao pe do arco da Con- cotes de todas'.., qualida'des .'eouirs muitas
v I fazendas ; na Rua-nova n. 10.
7000 rs. ditos de sol a 7500 e 7000 res ,
luvas de pellica para homem e sendora a
1000 res o par, meias para meninas e me-
ninos casimiras de Ores e outras lasen-
das; na rua do Queimado loja n. 11 de A.
L. Vianna.
Vendem-se cortes do seda para vestidos,
o mais superior e do ultimo gosto que tem
*ndo ; na loja de Guilderme Selle, na rua do
Queimado n. 25.
Na loja de Hiplitos. Martn $ Compa-
nhia da um novo sortimento de Tazendas ede-
gadas ltimamente de Franca como sejao; lin-
dos cortes de setim e de sai ja preta ditos de
seda escoceza c do seda de diiTerentes cores
para vestidos, manase cdales de seda esco-
milda de todas as cOres para chapeos e vestidos,
chapeos de seda de crep e do p.lda para se-
ndora e meninas guarnices de flores para
vestidos grinaldas plumas e outros en-
hiles para cabeca de sendora e para chapeos ,
filas superiores luvas de pellica com enfijiles
de franja e hellas ditas de seda bordadas ,
cassas pintadas e riscadinhos, meias pretas d
la, proprias para quem Un, dores as pernas,
calcado de todas as qualidades saceos do la
para guardar roupa estojos mathemalicos de
todos os tamanhos, Trros para tirarvj li.npar
denlas caivetes de tirar a penna aparada ,
ditos grndes de mola, oculos de todos os graos,'
toneles de un, vidro oculos de pundo de ver
80 longe cordas e burdoes para violao e ra-
bera flautas, bengalas chapeos de sol rhi-
pois o abaixo assignado j desconfa como isto
loi e leve noticia aonde, ellos estao e protes-
ta queem breve lempo Iho ser entregues ;
participa que por bem Ihe guardar segredo ,
e lea toda a conten placad, e para que se nao
queixeem ter a honra du annunciar por este
Oano, atque llegue a noticia e querendo
poden, vir entender-se con o seu legitimo snr.
Jos Maria de Jess Muniz rnoraor na rua
do Crespo, sobrado n. 10. lado do norte.
Jos Maria de Jess Muniz.
No dia 8docorrentea nouto fugiro dous
escravos perteneentes ao snr. Vicente Thornaz
dos Santos, com os signaes seguintes; I de no-
me Luiz de naco Inhambane de 30 annos,
grosso do corpo falta de denles alguns ca-
bellos brancos lata airavessada como quem
esta bebado, cor fula, levou calcas de nlgodo
brancu e camisa do dito azul ; o outro de
noma Constante, de naco Mueambique, de
ISannos, gross> do corpo, baixo, falta-lhe
um dente na frente muito esperto de fallas,
bem retinto, tem urna cicatiu as nadegas.de
castigo ; levou calcase camisa de riscado azul ,
ludo muito velho; no di., seguiste ua Tugida lo-
ra., vistos, e perseguidos no lugar da Solida-
de e eseapoliro-so metiendo-** pelos sitios
lora para o lado do Manguinho; quem os pe-
gqr, leve a Hua-imperial do Attorro-dos-AiTo-
gados n. 67, que ser gratificado com genero-
sidade
Kkcipb uTrr, dk SI F. di Fama18*4,
r--SSP


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