Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05072


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Full Text
Aii!io_de 1844.____Segunda Feira II
O Dukio |>ublica-ie li do os das que niio Forem santificados : o |:reg da dssignatma
lie '1* "<-' mil '. |'or qu.inel pagos idiantailos. Os niiuinciosilos nssicnmiies silo inseridos
raa, e os tal que n.io torcm :i razio de SO res por linha. A red amar fie. dcvem er diri-
gidas es' Jjp i "U das Crujes n. A4 ou !i iiragn i'a Independencia I, ja de lirroan 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
COUMMa, e I'arahyha, secundas e scxlaa feiras. Bio tirando do Norte, quintal feira.
Cabo, Serinliaem, Hio Formoso, l'orio Calvo, Macer e Alagoas no l.o \\ e ti
de cada Bes. Garanhuns e l'onilo i lUe 1\ de cala met Boa-iist. e Flores a 13
e 88 Hilo. Guinde da Victoria, quintas feiraj. Olinda lodos os das.
DAS da semana.
-11 Seg s. Can lido Aud. do J. de 1). da g. T.
i Terca a. Gregorio Kcl. aud. do de D.da 3. y.
43 Quailt a Eufras'.n Aud do J. dcD. da 3 v
41 Ouinta a. Malluldes. Aud.do J. de D.da 2. r.
45 SlUl s. Ileniiijue Aud do i. de D. da '_>. t.
4(! Sab. a Cyriauo. Bel. aud. do J. de U. da 1. t.
M boin c ila qu*r*sma s Taire o.
de Marco
Atino XX- K- W
Todo jora depende de na mesmos; di nos., piule cia. iroderaqJo- e energa, con
hniii-inos como principiamos le-rasaO* ip i : i i .. buiu luf<|0 entre s 't,''
cullU. Proclanuga di ssiembla <""! ')
CIMtlos >oim II DEMARCO. _,.
Our.-Moed.de 6,400 V. 47.200
*. 17.000
,. de 4,00.1 .<
l'r.ta- -l'alar.ws *
n l'esus rnliiinninarrf 1,'J'l"
Hilo mexic.noa 1,010
Cambio, obre Londres '?> J.
i, Paril 870 reia por franco
i> Lifboa li 8 por lUc) de pitado
/ f Moedadc cobre 5 pnreento C Blii la.
dem de letra. Je boas limas 1 lil
PIIASES IUI.I \. NO MI/ DE MVRCO.
c
I.ua clieia a 4 asi) horas 41 min da lar le il.ua nota a 1S as y boras e 5/ min d. larde;
Minuaiile a 1) S i 1 horas da manli.i |Cl tacen te t 27 as 2 h e/ll m. da manli.ia.
Preamar-de huje.
I'rimera as 10 doras e 0 min d* manlia.. I Segunda .140 lioris e 30 minutos d. tard.
v .ii-.,^-,,^,.._py^. p^iMiiiatniwaaTBiBmiiTairmwnB*M'i'Tnrnaiirii 11 i mii 11
DIARIO DE PERNAM
r-^-iZimxram^rarvKRXis-VrtTr.' j-riar u Z2jsz?^3;
- Lr.3ur- -^.a^nat.tnaT'Pa
rastir^^s^TTaaraHiH
y

ASSEMBLA PROVINCIAL.
{Concluida da tesso de 7 dt marco de \M4.)
sejao chamados os supplentes, dovodi/.er, qui'
as uo acho procedentes. Allogn-se.quo oSr.ISo-
gueirn P;u se nchn pronunciado, equenopo-
de tomar assento nYsta casa. Nao sei (jue o
Sr. Nogueira Paz estoja siisjiciiso do VOSO de setis
dirpftos polticos, nao vi a pronuncia uo sei
nesmo se foi pronunciado, se por autoridad)
O Sr Jos Pedro: Sr. presidente, pomo, ou tal, que essa pronuncio deve ser sustentada para
nuil (enlio (pie accrescentar tlcpois do que
dissero tantos Ilustres oradores principal-
mente aquello que ein l.*lugar falln: entre
tanto, como me occorrciu niguas rcflcxoes, cu
,is cinillirei. Crelo Sr. presidente, que a 1."
le a executar-se insta casa a constituir-o, el-
produzfr effeto, r nem quaes os termos da pro-
nuncia ; mas anda, $r. presidente, entendo ,
que essa opiniSo opposta .i lei fundamental do
estado ; vejoquo pela constiiuieo o elcitor tem
certas inmunidades, como as nao tora UBI iiioni-
bro do corpa legislativo ? A constituic-o do es-
qualquer que se ha de erguerpara fazer esta
participai.no '
O.S'r. Jos Pedro:Por Intercssc da asseinblt
la quer que a assembla trabalhe eoni !*i mein- tado no artigo 178 diz E' s romiiiuriomil o que
liros; assenta que esta representado na provin-. n respeito aos limites e attribuices respec-
cia a unfea capaz de cuidar nos seus lotete-1 tivas' dos poderes polticos, e aosdirriiospolii-
ses de una ni.ineira proveitosa: a C0nstitui(0
pols qiiein nos deve dirigir n'este caso. Ape-
srela pala vra escusaque veinnoartigo do
regiment este artigo na"o deve ser tomado einum
sentido tao rigoroso; c tanto nao leve serassim
que es la casa, enicsmo aasseinbliiageral.quenos
serve de norma para as iiossasilecisncs, tein cha-
mado supph'iiii's si1 ni apparecerem escusas dos
ron e, individuaos dos cidadaos: tndo o que nao
c constitucional podo ser alterado sem as forma-
lidades referidas pelas legislaturas ordinarias
Por tanto. Sr. presidente, os direltos polticos do
cidadao Hrasilciro nao pode 111 sollrer a menor
quebra em quanto no fr alterado o artigo la
C0n8tituicao,que os estaliolcco,pelos tramites l-
gaos: asleis pois ordinarias do procesan nao po-
proprieti'los. Crcio, que por essa rasoinais nos ^io fa?er rom qte um deputndo eleito deixnssr
nao nos devenios ciogir estrictamente a lettra
d'esse artigo do regiment. Vos temos visto,
repito, esta casa chamar suppleutes sein par-
ticiparo alguina dos pruprictarios, temos vis-
to incsuio supplcntes toraarein assento em un
anuo, o contiuuarcn no anuo segiiinte J na
sessao passada todosossupplentes"do auno an-
terior tomrSoassento, e continu.irao nos tra-
h.illios scni (pie os deputados a queni ellos
sulisttulrfto, partioipasscm, que nao podiiio lo-
mar tomar parte nos trabamos da assembla..
\ assembla geral tem dado exeinplos bastante
frisantes a este respeito: Id, apenas falta um
deputado, <' inmediatamente.chamado o sup-
I > I .ti ti*, o as vezes uin siipplenlo, a quein nao
compete, nicamente por estar na corte, ^'<,s-
ta casa inesnio j se praticou isto; Iciuliro-iuc.
que apriinslva vez que tome) assento o Sr. Ma-
nuel Ignacio estove aqu somonte dez ou (lose
dias, por ter sido chamado pata substituir a
un Sr. deputado, que depois appareceo. Por
titilo entendo, que uo ha raso nlguma. para
que se nao ehaiuoin os suppleutes; o se a res-
peito do Sr. \laeiel Monteiro'a ooiuisso onlen-
de, que nao haprobabilidade dequeveaha to-
mar assento, e por isso c de opiuiao, que se
chimo o siippleute, milito menos probatilidadc
lia a respeito do Sr. Nogueira Paz, porque es-
le Sr. so acha em um lugar, cuja viagein para
esta prnrn (' mais longa do que a (jue tem de fa-
zer o Sr. Haclel Montoiro paravir do Rio-de-
janoiro: ambos uo toem participado cousa ni-
gua, ambos pndein ehogar do un dia para on-
iro. Do mais e sabido m provincia, o que aca-
bou de declarar un Sr. deputado, que vota
coinigo, isto quo o Sr. Nogueira Paz uo cs-
l.i no goSO do seus direitos polticos, osla pro-
nunciado a prisao e livranienlo. Porlanlo, se se
liver de chamar supplente para substituir o lu-
gur do Sr. Maeiol Monlciro. entendo eu, que
min minio mais rasao se devo chamar o sup-
nenle para substituir o do ~r Nogueira Paz.
0 Sr. ToqtHM Os fiindanicntos da eonimis-
so de poderos osto too boiu bascados, que pa-
recc-liie nao pdsVii dei.xar do ser approvados
|ior osla nsseiiibln.Pouco me (ieinorarei,Sr.i>re-
sidento em eonibater o voto em separado por
qliantO tenlio ViStO geraliiioiile pie todos eoii-
Irariao asroSCS em que elle se tunda. Reeo-
nheeo, que e necessarlo nao nos atarmos unioa-
inente loltra do artigo !." o sini subirmos ao
espirito : osen sobre autormesmo teepnhece ,
que casos ha de tanta iiccessidadc em quo nao
se pude delxar de fleapresar a nterpretaclo lit-
leral ilesse artigo : j.i se tronce para aqui oca-
so de morlc o a retirada de inenibros d'cstn as-
sembla sein pnrtici|ia(;ao, pode-se tainbem con-
siderar o caso d'esta asscnibli'a osfcir nicamen-
te com a presenta de l!t mcinbrps numero a-
penas sufnelente para abrir-so a sessr. de sor-
tcque, tiranilo-se dous, ou trez, uo pnder ella
tiabalhar, por tanto, Sr. presidente, s poderin-
nios concluir com o nobre deputado, autor do
voto em separado que o artigo 9." do regimen-
t apenns provideneiou mu caso, o que, ha-
vendo escusas do deputado, se chaniasse o sup-
plente. O voto da ooimiiisso de coiistituicao ,
e poderes, a que perleuro, .' miiilo fundado, Sr.
presidente > nem podo ser tachado de contra-
dictorio ; os seus principios eslo consagrados
mesmo na nossa legislaco eleiioral. Devo ser
novado o parecer da coininiss.'io e nao po-
,ip
I. se
tachado de contradicturlo por uo dar o I mesa.
de lomar assento tiesta assembla. fe.' de inte-
resse pnbHco que o deputado geral nao possa
sollrer urna pronuncia sem (onsentiniento da
sua enmara c se unta igual providencia nao ha
a respeito dos deputados provineiaes porque
sendo milito limitado o tenipo das su is ntnccdcs
uo se attendeo isso ; porin, Senhoros it ar-
tigo 04 da eonstituieao do oslado diz Pdeni
sn eleilores. e votar lias oleicues dos depul.idos,
senadores etc., todos os que pdein votar na
assembla parochial exooptuo-se
Ji ."I." Os criminosos pronunciados em querel-
la ou devassa.
Porlanlo, Sr. presidente na lei temos marca*
dos quaes sfio os efloitos da pronuncia quanto
aos direitos polticos dos eidados Rrasileiros :
aquel le, que est eleitoyleputado. uo |iiide ser
inhibido por una pronuncia de vir lomar assen-
to na enmara. Crelo pois que posso com luir
com justa raso que este argumento d'estar o
Sr. Nogueira Paz pronunciado no procedente;
se o Sr. Nogueira Paz est eoui elleito proniin-
oiado oque cu nao sei nem por isso est inhi-
bido de vir lomar assento nVstn casa : e se, co-
mo j sr mOstrou a intolligoncin do artigo !l."
do regiment c fundndn eni procedentes (l'esii
assembla e nos estilos da assembla geral. se,
sonroja vos mostrei, o parecer na parto em que
opina, para que se chamo o supplonto que de-
ve substituir a falta do Sr.Maoie! Monleiro, ba-
seado em principio rceniihoeido na nossa lei o-
leitoral alrn de valiosas onsiderafdes, qu nao
militao para o outrocaso. ttnho rases par i es-
perar que esta assembla npprovar oparecer
da eommisso rejeitnndo o voto eui separado .
o a ndieaeo e e.....nda na parlo em que re-
quor que sejao chamados os dous gupplentfS.
OSr. Alfonso: as Serei multo breve, Sr. pre-
sidente. Bu uo ouvi, quo a coinniisso prodll-
sisse rasos valiosas que me odesseni con-
vencer do contrario que enuncie! da priinei-
ra vez (foque me fez atilda pedir a p.ilivi.i
foi una das rases produsidas pelo nobre depu-
tado que me preceden. Funda-se o nobre
deputado no artigo94 da oonsiiinico para
provar que o Sr. Nogueira Paz nao obstante
estar pronunciado ptiaao e livramento podo
vir lomar assento na assembla provincial e
npresentn pste argumento uno OS elleiios da
pronuncia somente pdem influir alguma cousa
naquelles individuos que frem eleilores ;
mas esto artigo que diz? Que os pronunciados
ein querella i ou devassa nao pdem ser eleito- i e
res. Or Sr. presidente, SO O cidadao est
suspenso do cxcreioio do seus direitos polticos,
logo quo est pronunciado prisao c ivraiuen-
to ; e se isto obsta a que un cidadao possa ser
elcitor como nao obstar a qu. se possa sei
deputado? 'orno pdem as fiinoces do depu-
tado >n excrcidns por un individuo que iS
pode ser oledor do paroehia? Por ventura o no-
ble deputado querer por no inosino parare!lo o
deputado provincial que o geral contra o qua'
neiihum juiz poder continuar nos ulteriores
termos do processo sem liconca do sua cma-
ra ? .' extraordinario pois querer 0 nobre de-
putado que tome assento nesta casa que ve-
nhagosarde um direilo poltico, milito mais
elevado do que o lie elclor UBI hoineiii que
nao pode ser elcilor de paroehia. Sr. presi-
dente lovantei-ine somonte per esla rasao .
continuo a votar pela emenda que existe na
niesiiio parecer a respeito do Sr. Nogueira Paz ,
que deo a cena do Sr. \in iei Monlciro por
quanto principio firmado em lei que sejao
supplente chamado a substituir o eleito, estan-
do este lora d i provincia, caso em que se acha
ii Sr. Maciel Monteiro necresoendo outras cir-
cuinstancias de pondera;ao deduzid is no pare-
cer que pivsino motor lona aquella capital
. onsidoraco, nada disto dando-se quanto ao 8r,
Nogueira Paz.
Vgon.....:cupando-me das rases apresentadas
pelos illustres autores da indicafao, para que
O.Sr. Hablista:Nao estou muito habilitado
para entrar na questo dos precedentes de que
osnobres depnlados leui la:.cado nio, dire a-
penas alguna cousa respeito de atguns argu-
mentos que ltimamente se tem produsiuo.
O nobre deputado pie aeabou de fhllar, o que
combate o voto em separado apresenton urna
'specie, que eu ignorara. Dtsse o nobre depu-
rado(pie n Sr. Nogueira Paz estava pronuncia-
do: se assim porque pste homein nao fez par-
liei|)aio desle faeto ? Por que nao aprsenla
sua escusa.' Pois o nobro deputado, ou outroj
e.i.
0 Sr. llni>iista:~No una presumpcSomais
fundada em direilo, que se elle nao aprsenla a
sua escusa c porque tenciona lomar assento,
porque pretende llvrar-se? Pergunto eu anda.
lii.il (' a parte oliieial, que existe, de que este
homein est pronunciado? Nenhuma ha, ape-
nas o dizer do um deputtdo, em cuja p.ilavrn
miiilo acredito, mas nao julgo, que isto seja
bastante a vista do artigo do regiment, e jus-
tamente isto, que en quero evitar, Sr. presiden-:
te. porque cuino ainanh posso pu dizer tambern
que o nobre deputado, ouontroque esteja al-
senle no venia casa, e aprsente r um motivo
qualquer, estou por conseguinle obligando os
iiieus eollegas a eslarciu pelas niinlias inl'ortua-
(,'es, o em ultiinu resultado o que teremos que
o regiment da casa estar sugeito s nossas
vontades.
Ora, o que se disse aqui a respeito do Sr, Ma-
eiol Monlciro? EsteSr. fiihode Pernambuco,
tem aqui bastantes amigos, esperado, c nro-
vavel que veuha; mas o que quera assemula
agora? A assembla diz, sem comniuuicaeao al-
guma d'esic Sr., vdsuao podis vir minar assen-
to, vamos chamar um supplente para ovosso
lugar. Bu quera que algum Sr. deputado me
garaiitissc a certosu de que o Sr. Maclel Monlci-
ro no vcm. se liscreui isso retiro o nieii voto
em separado, mas pelo contrario consta, que el-
le vem, e at os seus amigos o esperao, cutre-
tanto quer se proceder de maueira, que pode a-
oontecer lomar assento 0 supplente, apparecer o
deputado proprielario.o di/cr-lho a assembla:
em vosso lugar j est um supplente- -no que el-
le responder l'ois eu cseiisei-ine ? Ku j.i disse,
pie ignoro os procedentes que existem; para
iiiiui os inclhoresprecedentes sao, fiel cuiuprl-
mento do regiment da casa, e dire ao uobrede-
putado, que se acaso ipiizor aeccilar todos os
precedentes bavidos ha de achar-ge em multa
incoherencia, ha de encontrar inultas contra-
diies. Por tanto continuo a sustentar o meu
voto em separado.
O.Sr. .\aliuro:Sustenta de novo o parecer, o
combate os argumentos dos oradores preopi-
nantes.
O Sr. Prirnlit Senhoros. a admisso de mu,
ou de mais supplentes nesta casa as vezes
mu objecto lao simples que corre como expe-
diente, mas outras occasios ha em que nina
discussao lorie e vigorosa se levanta; tal a
que eu truno ouvido relativamente ao voto
em separado, o parecer da coniniisso acerca
do chainaiuonlo do suppleutes para iluas v.ig.is
que ha na casa.
>r. presidente, en me encarregri <1'' con-
testar prolongadamente o voto em separado,
se aooaso j nao tivesse cm meu apoto nina
opiuio, que considero para a casa muito valio-
sa, queannuncia a sua condemnacao, tal a
do nobre deputado, que se assenta mulla es-
(penla, c que, ha ponen falln. Soiihores. O arti-
go ii." sembla anaine supplentes oflioiando-se ao pre-
sidente da provincia por intermedio de seu se-
cretario, quando apparcccrciu escusas dos de-
pnlados do numero no inipe no mesmo
lempo una obrigaeao, que eu considero preci-
sa, para se dar a este artigo a iiilelligeneia gr.uii-
inalioal c rigorosa, que Ihc quer dar O nobre
deputado, autor do voto em separado. Esta o-
brigafio que os deputados do numero parti-
cipan sempre a osla (amara, quando impedi-
mentos tivereiu para isio; o porque nao corre
da parle dos depnlados do numero esta olni-
visto, que se segu o absurdo de nun-
ca se chamarem supplentes, quando naohouve-
rein as competentes p.u lcipaees.
Estd obscrvaeao servir de supplemeiito, por
assim di/.er, as razos queja se lecni apreSCllta-
do contra o voto separado.
Agora tratan! do parecer da ooininisso a
rrspvto do quul cu iuc pronuuciw ivoravel-
meiite em parle, e em parte nao; na parte em
qu eu no me pronuncio por elle tal o con-
trito, que faro da hondade dos seus (Ilustres
amores, que estou persuadido, quo ellos mes-
mos se iiiclinar a votar contra : refiro-nie
2.* parte do parecer. Senhoros, n I." parte do
parecer reconhece dispensavel a participafo,
ou escusa do deputado do numero ; mas. reco-
nbecendo a desuecessidade desti partictpa'c;So,
cria ao inesnio tompo nina dilliculdade, o ab-
surdo igual ao que quer evitar. E' multo ra-
Soavel a nobre eoniinisso, (piando jnlga desne-
cessaria a parlieinaiao. nara evitar os ahaiar-
dos (pie se ho de seguir fle uo se poderem
chamar supplentes, (piando naohaparticipa^ao,
ou escusa do diputado do numero Mas o que
faz i eoiniiiiss.io na i.-" parle do sen parecer ?
Calicno inesnio absurdo, que quiz evitar; por-
que, entrando na legitimidade dos motivos, que
tem o deputado para nao comparecer, diz es-
te, que no pnrticipou os motivos, e que a
couiiuisso OS quei adiviiili.il l'Sl 110 caSO de
nao i Ir lomar assento mas aquello rst.....ca-
so do vir. Ora, eu doinonstran i 0 absurdo
i ni que cabe a coiiiniisso, por um exemplo,,
que iuc oeeorre repentinamente. Sopponha a
nobre commissio por momentos que urna
m.tlori.i de depnlados do numero est interessa-
da. em que se lio rCIIUII 0 Corpo legislativo
provincial; conserva-se esta uiaioria ein suas
casas, e loila ella habita na capital <\.i provincia,
e nada participa I os diputados, que lomaron
assento, fundando-so na opinian da uobre coni-
tnisso, hu de neeessarlamente reconhecer,
ipii' o impedimento nao legitiino, e que nao
ha ia/.ao de iuipo-.siliilid.ide para vireui, o in-
i:io teremos que a reuniao da assembla no to-
ra lugar porque a menora uo pode chamar
supplentes, fapoiadosj. Pui'tanto, alii tomos a
cominissiio cahindo no absurdo que quiz evitar,
e isio porque Porque tumi um arbitrio, que
eu niio ulgo rasoavol, e dizer o Sr. Maeiol
Monlciro, que esta no Rio-de-janeiro nao vcm
ni.is o Sr. Nogueira Paz, que est a loo leguas
de distancia pode \ ii -- viudo assim a destruir o
fundamento da I.' pulido seu parecer neste
seu segundo enniinoiado. Depois Senhores,
en son, por assim dizer coevo ucsla casa, tenho
lido assento uella desde que lia assembla] em
Pcrnam.buco c iodos os precedentes, a csie
respeito, sao. que se clianiini suppleiites cm fal-
la (le depnlados do numero, sein cssas formali-
dades, sem parlieip.K oes, e escusas. I'.il ines-
IIIOj eiilrei aqui, sendo chamado da secretaria
anude me achavn por casualidad)', e tomei as-
sento sem diploma, sem participacao, etc.
O Sr. Sabuco: At das galeras leem-se cha-
lllndo supplentes.
O.s'r. Pcijcolode Brilo: Por isso que eu
principie! o meu discurso disendo, queas vezes
esla questao de simples expediente, e as vc/.es,
CO..... agora, d lugar a grandes argunicnla-
les. Tenho visto mais nesta casa um siipplcu-
le senlar-se oiu sulisliliiiio de mu dcpulado,
que cliega d'ahi a3ou4 das; este supplente
voltar sua casa, e dalil dias vir supprir ou-
Iro dcpulado do minien): isio aconteced com o
Sr. padre l-'onsee.i, ipie ontrava cm mu dia,
sabia em outro, tornara a entrar, etc. estava
sempre tiesta alternativa (apoiadot) O Si. Noguei-
ra Paz, lia um mCZ, poueo nu'is ou menos, niees-
creveo disendo, que linha embalaros que tai-
vez nao podesse remover para vir a assembla
provincial.
Senhores, cu anda Carel por ultimo una bre-
ve observ.n o. Ordinariamente nestes cornos
collectivos legislativos, que silo lhos de olei-
nii's populares, as maiorias sao de un partido,
as menoras sao de um outro partido, quasi
sempre os da opposii o lieao como Supplentes:
pois. Sis. venho estes supplentes, Instituy-
se as discussos (apoiados); sea inaiort tem nina
conviccSo forte dos seus actos, so est forte em
sua coascienela, consista, que hajao discussfies,
no baja a este respeito pouca generosidade (-
potados].
OSr. Sabuco: Nao h pouca generosidade.
(apoiadot)
O Sr. Flotipet: Nem h modo, (apoiados).
OSr. PeiXOto de Brilo: Parece (pie isto
pela I.' parle do parecer, o niio pela >.'; venho
os dous supplentes, se o Sr. Nogueira Paz chc-
gar. s iia o Sr. padre Fonseca. (riraoVuj.
Julga-se a materia sufBelentemente discuti-
da, e posla a votos, approvada n I." parte do
parecer, e rejeltada a 2. assim como a emenda
substitutiva; lleaiido prejudicado o voto em
separado.
l.e-s- o seguinle |>areecr da ooniiuissao de
juslia civil e criminal, que licoll adiado por so
pedir a pal.i\ la.
i Parece ,i 00111111 issiio de jusliea civil C crimi-
nal, que o regulamento da secretaria do gover-
iiii, sngeito annrovacao desta assembla. devo
de ser devolvido coiniiiissno de legislando, ou
iquilla que for competente. Sala das conunis-
sin s 7 demarco de iS-1-1 Sabuco d'Araujo
Aguiar.
Entra em "2.a discussao o seguinle :
a coiiimisso (ios negocios oeolesiastioos,
examinando o requarlmento, que a esta assem-
bla dirigiro os religiosos Franciscanos por In-
termedio de sen ministro provincial, o muito
reverendo padre mostr fre Jernimo do S. Pe-
dro de Alcntara pedindo a faculdade de ad-
mittirem mais 30 novicos etoiumido na devida
considcraio as rases em dito requeriniento ex-
peiulidis. i de parecer que deve ser deferido fa-
voi avelnienle lirmaiido a coininisso seu pa-
recer nos motivos que passa a expender :
I." Porque, havendo fallecido ib' meiubrosda-
quella corpora^S, esta falta tao sensirel,que
a iimo lempo sua decadencia ou total anniquilaro.
i." Por estar convencida das grandes vanta-
geiis, que resultao a religiao christa da conser-
i i ni e augmento das associaedes religiosas
nao s pelo muilo que concorroni para dar
maior lustre eexplendor a celebrajao dossa-
:i oos misterios da niesina religiao como pela
inegavel cooperacSo com que ajudao aos paro-
i nos o.i adminlstracao dos Sacramentos.
H." Porque,tendo nquelles religiosos a seu car-
go cinco misses de Indios, c sendo a eatheque-
/e distes um dos maiores devores do seu alto


ministerio, inegavel, que jamis poderd pre* | scnlo apreciados sempre fapoiados ). S<
henchor taos funoenes qnaudo Ihcs laltem os ne forem sem moral, embora s<-jo eui pe
le ellrs! Ksfa prohibicao, Sr. presidente, nao emana pblica, redfgida por Jim Franciscano, ,
cossarios l'miceioiiarios.
4.a Finalmente por si- persuadir a inesma
commissao, <|"{' ser crueldade fechorem-se as
portas do claustro a qualquer Individuo, que
po'r v. mua aspire elle,guiado por una verda-
de! ra, e sincera vocaco, aonde possa brilhar
ni carreira >! is virtudes < vida penitenente ,
fundida porlanto a commissao nas rasos*ex-
pendidas submettea approvacao da assembla
i gtiiutc resoluco :
I .' mblca legislativa provincial de Vernamlm-
rn reno/re.
Vil. uuii >. i'ira concedida a religio Franeis
rana desla provincia afaculdadc de admUlira
prosso da sua ordein -Si) novicos, alui dos
llirs tcem sido concedidos at a data da presente
resoluco.
Ficao revagadas indas as leis e disposiedes.
ni contrario,
a Sala das coimnissdes, cin Kide marco de I KM.
Laurenlino Antonia Pen iva de Carvalhc Mello
'' tria.
() Sr. Ftoripet:Sr. presidente, com summa
timidez que me levanto, para tomar pane na
disrussu deste projeeto,poique telido en de de-
clarar-inc pro, ou eontra elle, receio, que de-
claraudo-mc cunera, se diga que son irreligioso,
que quero aeali.u coin a religio Franciscana,
ou dcclaraiiilo-nic a lavnr se diga que (jnero
augmentar o numero daquelles jovens, que mi
deparando com um mel de subsistencia mais
l.iril. e menos all'adigOSO van para 0 elanslrii;
nas, Sr. presidente, supponho que arredarel de
"i'.m qualquer pecha de irreligioso, se ames de
entrar na discussao do projecto, en fizer a mi-
nlia protestaran di' f. Senliores, eu son milito
religioso, mo quero acabar com a ordem Fran-
ciscana, uem iiiinea me abulancarei a tal, oque
quero sim, arredar da virosa arvore da reli-
gio alguns abrolhos, algtimas hervas parsitas,
que a circundo cm grande numero eque po-
dem snilbear essa arvore tuo prestinrasa< para .1
humanidade. Parece por tatito, que havendo lej-
o este ario de f iiio recibir sobre mim qual-
quer ii asura.
Sr. presidente, eu nao vejo osa necessidade
proel imada pelo parecer da commissao para a
((iieno da igreja, que admiti todos, que se apresen
numero, hao de ser sempre deMpprecuulos (a- fito cannicamente habilitado4; mas emana do
pniadot Portanto nao a cauta que se alie- : poder temporal, de rasos de estado, que muito
gou, a origeui desse desapreciamento.....| se devora attender pot bem da ordein publica.
0 Sur., foript* Esta raso fui por domis;' Jera duvida, que o estado, quereodo conciliar
tISnr. atftio -Senliores, en nao tenlio em os seiis Inleresse* eoni os da igreja, e nao a-
vista, seniio coinbater os argumentos, e de- rhaudo conveniente qite Seus subditos se dedi-
elaro desde ja que nao pretendo ferir a cari- | queni iiidistinetainente vida eeelesas'iea por
dade chrjstaa, mortificando pesaba alguma: de- Uso que ellos tecm tambem de se dedicaren! .?
claro, que pretendo guardar todo o respeito ,'outros mis teres temporaes, que entrad igual-
deve, entre bomens instruidos, e de mente no plano da Providencia, prohibe expres-
qn.
imada pelo
adllli sao de .'lo no\ 9OS mais para a ordein Fran-
ciscana, mesuio nenhiima das rasoes apresenta-
das pela couiiuisso me convence, noasacho
valiosas. V primeira raso queda a commissao
'1 que havendo fallecido 46 religiosos daquelia
corporaco, se uofr soccorida com aadmis-
sao de outro numero igual, a corporaro cairia,
s:ria inevitavel a sua decadencia, ou total ani-
piilaro. .Mas. Sr. presidente, t; sabido, que n:lo
v o numero dos religiosos que contrihue para o
cxplendor da religio, antes pelo contrario, umi-
tas ve/es o numero prejudicial 'conservaro
la niesma religio; ppi'gunl irei, em que con-
correo para o-cxplemlor da religio, OU para
conservarlo dos mosteiros, o grande numero de
frades que Iiavia em Portugel, quando o inmor-
tal fundador do imperio alli entrn!' \o foi
o grande numerode mosteiros e de religiosas
que havian, que concorreo directamente para
que boje esses mesuras mosteiros estejo deser-
tos, e para que aquellos que os IVeqiientavao di-
vaguein actualmente por todo o universo? Cor-
tamente: por tanto a raso do numero nao dve
prevalecer; hajao poneos religiosos, mas sojo
bous, e virtuosos assim a ordein ganhar iimi-
10, para sua coiiserva,o. De mais nao me cons-
ta que haja no convento de S. Francisco, essa
grande falta de religiosos e at nos vemos que
pelas rilas dista eidade appareeem IllUitOS (les-
tes religiosos moros, que tivero ingresso apou-
vn lempo: por consegu n te a ordein se pudo con-
servar cun os religiosos que tem.
Domis quanto a raso de deveres, pie esta
ordem tem a cumplir pela cooperarn que pres-
11 aos parochos na admiuistr icao dos sacramen-
tos, e pelas funeces da ralli,-que.se dos Indios,
(levo dizeS (pie nao me consta que algUli! Fran-
ciscano aqui se leulia importarlo rom eathcqne-
si': pelo contrario nos vemos, que 08 frailes que
S dedican isto sao OS eapuehilihos. A respeito
iiii-Miio da distribuico dos sacramentos, os
Franciscanos noajudoos parochos seno no
lempo da quaresmo para alguma confisso, e
para este servido acho eu, que o numero que
pntale ,' vniiir'i. iiii- Por '. mo :::'> ha rasao algu-
ma para se augmentar esse numero. Se se tra-
tasse, Sr. presidente, dos frades capucinhos, cu
nao duvidaria dar o meu voto a lavnr dolles, o
mais votos, se (ivesse, porque vejo que estro
prestando servidos, que apresentando nina utili-
(l.ulc real provincia, eslo nos eerloes arros-
t indo perigos, Boll'rendo privac-dea, e incoinmo-
(los, pregando a palavra de Dos; mas a fospi ito
los religiosos Franciscanos nao vejo essa neces-
sidade de augmenta de numero, nem para con-
servacaodc suaordem, uem mesmo para ruin-
primeuto dos deveres, que leen a sen cargo.
Talvcz, Sr. presidente, que esta minlia opinio
ti-iilia de aiifarcar-nie alguns aiiallicmas, ana-
I lientas do IIOSSO povo, que nao inda sulieien-
tiiuiiiie (Ilustrado, pie anda carrega coin imii-
tos precoucciton e prejuizos, mas, senliores, eu
assenlo, que minio triste seria a eondieao do um
deputado. se receiasse arrdstar estes perigos,
quaiido se faz neeessario, em pro I da causa pu-
blica. Fu ja li/. ver, que os motivos porque Im-
pugno o projecto, nao sSo por desaficiono or-
dein Franciscana, nem inr sen timen tos irreligi-
osos. Dos que prescrutaas conscienciasde todos
o sabe, e i' niesiuo pelo .uiior da religio, para
que a ordein Franciscana nao ehegueaum to-
tal depreciamento, que cu nao quero (|ue se
augmente o numero: son eminentemente reli-
gioso, un lis desoos sao todos de conservar in-
telra a religio do estado, niasjquero Jarredar
dola indo aquillo que leude a ciiiliaeiar o sen
hrilhantismo : por essa raso, que me levanti!
para impugnar este projecto.
O Snr Jrrelo : Vejo-me na necessidade de
coinbater alguns raciocinios do uobre depu-j
lado. Dissc elle que por amor da ordem e
da religio inesma que fez algiimas observa-1
roes re la: i\ .mu o'' .o ingn sso 'I"- ranoisi 1
uo-: que, ai loo nuiui ro dos n lgiosos,
a religio pode vira ei desapreciada. Nao
pi lo uuiiii iodos fradi -. que un 1 ordi m dps-
rectada. Si os Franciscanos tivoretn vir-
tud*, sejo emiJoraem graudc numero, elles
que so
boa pducaco, e com especlaliddc entro os
meus i'olleaa". Se na oorreilteza do ponsaiiion-
lo e da palavra escapar alguma cousa, sirva
esta miiilia prolestaeo e sirva para sempre.
Entrare! de novo na materia. Os religiosos
Franciscanos sabem mais o que Ibes convent,
do que nos. Filos, que podeni novicos ',
porque carecem dolles. Nos nao sabemos das
precisos, e necessidade da sua ordem dos
padres, que Ibes sao tiecessaribs para Os dille-
rentes ompregos o diversos ministerios que
deveni ocenpar. Se esta asseinbla podosse ,
por meio de algtim arbitrio por moio do algu-
ma lei velar sobre os costunies sobro a mo-
ral dos religiosos, porque eniiini esta moral
indo eu estimarla multo, que se ibes puxesse
ii^iiin eolxete; porquerm verdad'- estou per-
suadido, o bem do fundo da iiiinha alma. .
Nao sei se avance nina proposii o porque cu
nao quero molestar nenliuina olasso, pessoa
lignina o anda monos a classo a que perten-
to eipte verdaderainente amo; jiorin una
das causas da Immoralidade publica sao os pa-
dres quando ellos so desviao daqmdles princi-
pios de virtude, que devein absolutamente
professar (apoiado).
Se poisa assembica podesse por um cohete ,
podesse estabeleeer nina lei que vclassc sobre
a moralidade dos religiosos, isto seria un gran-
de bem: mas acabar com lies, extinguil-os j .
Nao ha aqui nada de utl, o ha tudo de perni-
cioso. Os nossos religiosos pdein prestar-nos
grandissimos serviros e ellos (>s leom presta-
do c em todas as pocas. Nao carecemos de
ni ais. do que da historia da humanidade, da
historia do ehristianlsmo: basto-nos mesura a
historia do Brasil. para conhecermos os impor-
tantes serviros, que os religiosos nos tecm feito.
V. porque os nao prestarit noje i Pois em ou-
Iros tenipos poderSo obrar tanto, o boje que
a moral publica vai em decadencia, nao temos,
qim esperar nada delles.' E' (dizem) porque
ellos teempouca moral fapoiadot). Se a causa c
esta a as -.embica que dove velar sobro os
diversoscorpos da provincia, veletambein so-
bre as eorporai;"ies religiosas, velo tambem
sobre isto.
Sim eu son de parecer, pie so permita aos
religiosos Franciscanos o,ingresso dos noviros .
que ellos requerem : pdein na realidade fazer-
nos inultos serviros. Polos interiores, pelos
nossos cortos est em abandono a eathoquese
dos Indios. E' preciso que OS religiosos so
Occupem della cont toda a aotividade. Seiiho-
res cu sei quanto vale um padre que boni
"apiados). Tenho corrido alguns lugares, tenho
andado por algunias distancias, e aonde exista
nlgltm sacerdote virtuoso, eu va os pvos cor-
reran Jiara elle como para o sen licmleitor.
As inissoes silo com 'licito de nina grande Im-
portancia ([liando sao bem dirigidas, e ,s
missoes. que nos devi'inos tildo O que lia de
religioso no Brasil. Temos entre mis os padres
capnchlnhos Italianos, que nos tecm servido de
muio, eadmira, que sendo estrangeiros, co-
mo sao nos prestein tantos serviros e nos le-
nbao utilizado tanto. Osen ministerio Ihcs de-
ve milito.
Mas porque razoas ordens religiosas brasi-
leas se bao do conservar nessa innacao 0111
que as vemos ? Tiremos os nossos frades dossa
innacao, dessa preguica, mandem-se para a ca-
Iheq uese dos ludios, incumbfio-se ellos dessa
espinhosa trela: tonieni i'sse trabalho essa
mor ilicarao gloriosa n reino de .lesnsl'.liristo
nao (leste inundo: esouin, OU outro capuj-
en inho Italiano, 0111 un outro ponto faz tan-
tos serviros ao Brasil como eu sei, como cu
tenho visto; i' nao faro inuitos religiosos, que
l'osseiu dignos leste lime cspalhados por di-
versos lugares ? F' este o moio do se adorarcni
se nos tornaren! uteis e de a religio frutlficar
por toda a parto entre nos. Voto por lano ,
para que se conceda aos padres de S. Francisco
o ingresso los religiosos que requererao
esta assembla.
O Sur. Salmeo : Declara que vota contra o
projecto porque nao tem confianca nesta or-
dein religiosa ; que alguns nieinliros della ti-oni
aberrado da sua misso sagrada, o cm voz de
viverem para Dos se teein tornado homeni po-
lticos ; pie nina las l'olhas mais iiuimindas la
provincia se allribue ;i um Icsses religiosos ;
que alguns lestes frades viveni de publico a-
iii.iiu-eiailos e refere alguns fados escandalo-
sos : diz que elle orador conhece alguns va-
roi's sanios nosa ordem ; mas como elles nao
ti em a necessaria energa para chamar <>s re-
probos aos seus devores, noiihuina garanta
ofl'orooo esta ordem e elle orador nao niier
confiar-lhos a so to do trinta jovens ele.
Smente s ordens religiosas de admittirem em
sen sio iim intnioro tal de adeptos, que venha
ollendcr os interesses leinporaes da sociedade;
isto c, que a agtioultura, que a industria, que a
milicia, eque outros ministeriossociaes, o tem'
poraes fiquem fnteiramente abandonados por
tuna concurrencia sem lmites para o estado eo-
clesiastico. Mas v:-se, que estas rasos, polas
(iiiaes so pc un emliai,11 11 entrada dos c-
uailospara os conventos, nao sao seno rasos
de estado,c o supremo poder danacao qiiem.do
alio cpula social,pdevi5r al onde seoHende a
agricultura, a industria, a milicia, o cntfto csso
poder compete conceder licenca,para que osle ttii
aqnelle numero de pretendientes ao ministerio
sagrado possa ser admillido. tanto mais que mis
sabemos, que cstaprolissao oll'ercce mais atlrac-
tivos do que a charra, o do que o canho: col-
lonada a assembica provincial cm esphera mais
abaixo(se me pormittido dizor assim) do que
osta os poderes supremos do estallo, ella nao
pode estendor suas vistas alcni das necossidados
lcaos, ella nao pude sabor, por exoniplo, se a
m.iri 11I1.1, se o eonimercio, so a milicia padeecni
com esto ingresso do possoas na prolissiio ecele-
siaslica. E por identidade de rasao que nesta
casa j.i 1110 tenho opposlo queso concodo li-
cenras, para po as.ordens religiosas adquirao
bens de ral, (lisjionsando-se as leis da amortj-
saiiio; porque enteiido, pie as rasos de estado,
lelas pries se dispensa as leis da atnortisaco,
nao pdein estar debaixo do alcance das assem-
hlt'as provineiaes. Por tanto ontendo, que i as-
sembla nao i>de prciuiltir lieenca, para que a
ordein Franciscana ou oulra qualquer admit-
a novicos. E assim como actualmente, para que
qualquer individuo possa seguir o estado iv-
elesiastico si'cular, procura obter beneplcito
imperial) os religiosos devein tambem se dirigir
ao Imperante, aos poderes supremos do estado.
Por tanto voto contra o projecto em discussao.
O Sr. tabello: Como inoinbro la coiiiinisstio
('eclesistica na actual sessao, c taiubein por es-
tar convencido das vantagens do projecto apre-
sen tou-ino sustentanilo-o.
Sr. presidente, eu nao sei como se possa ne-
gar as vantagens dosto projecto! Nos venios pie
desde lempos nuii remotos teotn appareeido ho-
niens (ducados nessas associaedes religiosas, o
pie teein prestado serviros rolevantissimos ao
paiz, a que pertoiioem : nao so pode tambem
negar Os serviros que aqu presto osles bo-
mens polo centro, onde transitao; elles se prs-
tilo todo e qualquer sorvifo religioso, j nas
eonlisses j 110 pulpito, j coadjuvando os pa-
rochos na adininistracSo dos Sacramentos, j na
cathequese los Indios etc. Sr. presidente, eu
sei, como disse o nobre deputado, o Sr. NabucOi
que alguns abusos ha; verdade que existem es-
ses abusos ; sabemos milito bem, que ha aqui
una folha, que (segundo so diz) escripia por
um Franciscano o cuja doiitrina eu reprOVO,
detesto; mas Senhoiis, porque un 011 outro
Franciscano aberra de seus devores devenios
mis fa/.er guerra a esto projecto!' Nao, Sis. no
centro os serviros, por estes missioiiaros pres-
tados, sao mu grandes; eu tenho sido testemti-
nha oceular do que ellos s vc/.es com a palavra
o osconselhos iiiltieiu mais do que as propras
autoridades, elles tecm por s si accoiiimodado
militas indisposires o rxas particulares. Nao se
podo, alem disto, negar tambem, que estas as-
socares religiosas eonoorrem milito para o
o brilhaiilisino da religio" christa; e por tanto,
vista l^srs rasos o c oiss'af:, .uo :.,;,,.. ^~
presentadas na oasa pelo nobre deputado, o Sr.
oarreto, voto pelo projecto.
0 Sr. Hrrelo : O nobre deputado que aoa-
boit de fallar, c quoni milito respeito com-
batendo o projecto nlo arguineutoii se
nao dr abusos o abusos nao servoni de argu-
mento (nao apotadoi, r opinados ).
0 Sr. Saburo : Para este raso sorveni. '
6 Sr. Brrelo : Se se fssse a argumentar ,
e a dar poso a tudo isso que disse o nobre de-
putado ora preciso exterminar o genero huma-
no poiapie nao ha olasso, nao ha corporaro
alguma que nao tonha abusado e que nao a-
busc e especialmente nos nossos tempes ( -
poiados.)
Um Sr. deputado: Os abusos, enuimettidos
pelos religiosos sao milito mais prejudiciaes.
0 Sr. Hrrelo : E' verdade em iim eu fui
o primeiro ( o desgracadamente jiorque sou pa-
dre j a declamar agora mesmo contra esses a-
busos. Se os frades se tecm desviado por este ,
011 por aquello lado; qual a corporaco no
l!\ i-.il que nao soja nina desgraca (piando se
trata de abusos? (apoiados) Sopor ventura os
padres os nicos, que abusaOY E' verdade ,
que como o IIU33 !>>5tc>iu e o ua rcigiao e
temos por isso mesura de sor mais puros, e mais
alii se esereve contra a honra c contra a vida
privada dos cidados. Se isto existe, isto in(s_
1110 11111 abuso : mas pergunto podereinos
nos allirinar que esse lioiiicm que se indigi-
ta como escriptor, soja em verdade o redactor
dessa folha 7 Creid, que nao. Portanto, essa
iocrepaco um pomo vaga especialmente
para scr'feta por 11111 Sr. deputado assim com,,
vago tudo o mais. I 111 deputado peante cst;i
assembica na qual nao se devein dizer cousas ,
que nao trago o ciinlioda decencia c da moral ',
nao dovo av.lucar colisas, que nao sojo bastan-
temente provadas.
Quanto aos religiosos sustento onlra vez o
meu pcnsanionto o rogo a assembica qnead-
mita o projecto. Nos sabemos o estado de nos-
so palz, Vaga tnn omprego pblico, correni
mil cidados a pedir esse omprego: c porque?
E'por isso que entro mis nao ha muitos meios
de vida. Ora se nao fosso o claustro que ad-
iniltc e accomoda tantas pessoas, tcriainos
una parte da juventiido sem oslo abrigo s, ni
este asjlo: poro pois que passo o projecto ,
que so" torno lei, e que so conceda aos religio-
sos oque elles pedeni.
0 Sr. Floriprs : ~ Sr. presidente cu nao des.
conheco as Brandes vantagens e serviros que
teein prestado ao mundo ou a humanidade as
ordens religiosas, e bem soi que ollas naqiirl-
los tempes mais prximos aos em que foro ins-
tituidas, prestrao servicos relevantes; portento
nao me opponho ao projecto por espirito con-
trario s ordens religiosas ; nao, eu 1110 oppo-
nho polas rasos, que pondere!, oque sao pa-
tentes. Principiar! por combatir algumat con-
sideraedes apresentajas polo nobre deputado, o
9r; Harrcto : diroi que os argumentos que c-
niitlo cin favor de sua opinio nao sao verda-
deiros .11 gilientos, disse o nobre diputado,
que como os Franciscanos pedein, dc-se-lhcs.
0 Sr. Harrcto : Nao disse isso.
0 Sr. Floripe : Disse que ellos <; que p-
dein oonheocr suas neci'ssidadcs mas mis nao
poden nios lisealisar cssas necossidados? nao
devenios saber se eonvcni a coiioesso que se
nospede? Se mis temos autoridade para lar.
teniol-a tainbcni para examinar so isto que si-
llos podo est 110 caso de sor dado : assinto, que
est muito no (dio da assembla examinar, se
as rasos que ellos apresentro sao valiosas ou
plausivois. Por tanto, nao so porque elles
dlzein, que carecem que precisao pie mis
devenios dar. Disse mais a nobre deputado,
que admirava que os Karbadnlios sendo es-
irangeiros fizessem tanto services, e os fiadrs
naeiouacs nao } tambeni o que ou lastimo
00111 o nobre deputado. Eu quero que os nos-
sos coiisidiulos sobrebvcm do inuito todos os
estrangeiros o em tudo ; mas desgracadamen-
te como disse o nobre deputado, os nossos pa-
tricios nao sao multo dados ao trabalho eeu
mo vejo servlco alguna prestado pelos religio-
sos Franciscanos.
Sr. Brrelo : A autoridade que os mande
trabalbar 0111 calhiapiozes &e.
0 Sr Floripes: Pois se isto um dever
delles ser preciso coagil-os cumplir ? Se
Dos disse juijum m/iini suave esl se o servico
de Dos suave; pera preciso constrangol-os
prestar esse servico? Disse o nobre deputado,
Sr. Nabuco que esses religiosos se envolvlo
na poltica. Srs. se o fnzem una anomala
extraordinaria; lastima mesmo, que estes
lioineiis que fazcui um voto de niorte para o
mundo so envolvao em cousas to apartadas
do son santo ministerio (apoiados) em cousas
muito alheias do alto e venerando estado sacer-
dotal. Ha, como dissc o nobre deputado, va-
ros respeitaveis, o.santos nos claustros, mas
ha tambem ein numero extraordinario ftidos,
morrees que ardem no sanctuario (apoiados;.
0 Sr. Hrrelo : Em todas as elasses os lia.
O Sr. Foripes : E' verdade ; mas o nobre
deputado sabe que nos religiosos isto multo
mais prejudicial; sabe o que diz o proverbio
lia sabedoria que (piando Dos pii-r castigar o
sen povo nianda-llic unios sacerdotes. Por
tanto nao podo vir niaior mal torra do pie
um ino sacerdote. Eu coiifosso coin o nobre
deputado que todas as elasses so acho satura-
das de multa immoralidade, mas cu quereria
que a elasse sacerdotal nao estradasse pola nies-
ma senda. Um sacerdote virtuoso para mim,
no mundo objeeto mais digno de vonorarao c
respeito; mas um sacerdote inmoral, desre-
glado contemplo como um memoro da socie-
dade o mais degradado e digno le lastima.
Tambem disse o nobre diputado que cssas
abirrares, esses trunsvos dos religiosos viosercorrigidos regularmente: mas, iuirs.,
que dessa correceo? Nao apparceo comal
contina.
Dissc outro nobre di putado qii/.cra po a
assembica, em lugar de negar a adnisso drs-
ses trinta novicos apresentasse um meio de
corrigif tacs religiosos. Qual o moio de os.
0 Sr. Fhjwiredo:Sr. presidente, eu voto con- exactos ein nossos deveres somos tambem pol-
tra o projecto que actualmente, so discute, nao isso mais responsaveis ; mas nao so segu d'a-
pelas razos, que acabou de nrodusir o nobre hi, que, quando ha um desvio 011 um abuso ,
deputado, que.....precedeo; nao, porque nao me | se deva argumentar contra urna corporaro in-
inereco confianca alguma os religiosos de S. teira.
Francisco em vista do sen proci'diinento, por-
que eu enlendo, que nao me parece pertenece
inspeci o da assembla ; creio que aos superio-
res, 'prelados das ordens religiosas cabe tomar
Coatas dos (Icsregraini'iitos pie posso por ven-
tura apparecer nos conventos, assim como que
ordinario (leve InuibCK ::f-.T>ee'''>,- eoi
So os fiados tecm prestado grandes serviros ,
o que se nao pode negar elles os pdein pres-
tar anda e porque um ou outro abusa, ha-
remos de acabar coin as ordens religiosas ? Nao
poder vir una poca de mais moral? Se estes
horneis para os cpiaos se pede agora o ingres-
so r.Gs convestes R?" *~,n aisda Vadcr., u.0 03
duela disciplinar los religiosos; c por conse- increpemos d.sde j por aquillo qne sepresu-
giiinte entendo, que a assembla nao deve dar o
sen voto ii respeito lo que se Ihe pede, so pela
rasao le os Franciscanos mi Ihe mercecrein
confianca. Eu me opponho ao projecto por mi-
na raso; porque entendo, que a assembla nao
est na sua attribuicao, concedendo o indulto,
que se pede. onsiilcro, que se o Franciscanos
)n di ni 1 oncessao para adinittir 'lu novicos, nao
seno porque se Ihcs tem prohibido exprs*
smente acceitajem-jio sem previa llceuja,
me, qncr elles pderao obrar. O que eu quere-
ria ... nao sc se me desvio da materia son a-
imla pouco destrO nos estilos da casa: o que
u quereria pie eabendo nas attribuii oes
da assembica, s- putesse em pratlca algum
meio que vedasse nos claustros essa dcsinora-
lisaco, de que se queixfio ; quereria, que 0-
brigasseni os frades a servir na ealbequese dos
Indios.
corrlgir f
O Sr. Jos Pedro : Coiicedondo os novicos.
O Sr. Floript : Sim sacrilicando esses
nossos |i.ili icios corrupro e isto nao e cei-
tamente o meio do reparar o nial. Srs. bem
sabido que a vocacao nao c una cousaque*
fa;a de industria ; ella despouta coinnosco des-
de o horco; mas o po venios nos na niaior
parte dossos honiens que qiieroni ser frades
\ emos que antes de ireni para os claustros lbrao
labernciros artistas, e que a necessidade foi
que os fez de una villa religiosa c nao a voca-
<;io: se concedernios portanto a admissao dos
trinta novicos vamos criar trinta vocaroes, '
mil, so mil Por o numero dos que aduiit-
tirmos.
Disse o outro nobre deputado que devlamos
olhar com earidade para estes defeitos. Eu com
.,. .. ... J .................litln
rnritG siutw n-nuu iiiuuii >'' ...._---
quizera correr um veo sobro tanta miseria .
mas o meu ministerio, como deputado, exige ,
que eu revele, quedenuncie na tribnna tudo
quanto possa causar detrimentos ao publico,
.' por esta 1 a/.o que <-u lisse que nao tema.
Srs. o \spi-
o da philoso-
Allegou o Sr. deputado que havia urna folha yai, agora novas oras, novas cousas,
por esta 1.1/ai)(
que aflrontava todos os prejuisos
rito do secuto o da libordadi
pin.1 eeletica. Portanto devenios lis.....1 1 0111
toda a li beldado. Devenios espam ar de IIOS ( -
ses prejuisos da idade media: indo isto ja


*
O outro nobic deputado disse ,
cscanos tceni prestado serviros ,
mcrou scno os do* harbadinhos.
que os Fra li-
mas nao cni-
Parece, Sis.,
do que era Dccessarra ;
i|iic pelos motivos pon*
ijiii' (eolio dito hms
concluir! declarando
dorados e nao por ncnhuiii espirito de contra-
riedade s instituyos religiosas c que eu vo-
to contra o nrojecto.
O Sr. Jnsr Pedro : Sr. presidente, quando peitavels.
Ma patria ; mas para qnc valcrnio-nos de fra-
desestrangeiros quando temos Irades nossos,
e limito dignos de toda a cousulcraro ? Por-
tento Sr. presidente que rendo salvar a .re-
putaran de todos, que i'o atacada pelo nonre
deputado.
0 Sr. Sabuco: Est incal ido, eu at dis-
te nuc io claustro havo varos limito res-
tme] asseutu nesta assemblca, ftt, de uiiin para
iiiini proposito de nao entrar eni discusscs ,
que podessem aeearretarodiosidades ; mas. pro-
voendoquasi no coraeco desta discusso por un
Sr. deputado que fallou nesta asa porque
salie elle mili licni que eu e mais i uieniliros
da assemblca pertenecios a um partido que
elle impugna vejo-me obrigado a pedir a pa-
lavra nao Si', para anidar a odiosidad.' que
elle qiifz laucar sobre o partido a que pertenco .
iiililu mesiiio para s llvar CSSfl corporal ao (lo que
contra ella aqu sedisse. eoutra o meu genio
< eduotiro entrar nestas questes individuis ,
mas son a isso loriado.
() cobre deputado que fallou cm segundo lu-
gar por nao querer conceder os trinta novos,
que pedein os religiosos Franciscanos asscntoii
de. desacreditar a todos cin geral.
OSr. Sabuco. -- tingeral, nao.
0 Sr. Jote Pedro'. Nao fez excepciSo alguma.
0 Sr. Sabuo : Est engaado liz (apoiado).
O Sr.Jos Pedro: i\ao Sr. ate ciiou uin
Jacto platicado dentro mesuro do convento, SCUI
disliureao de pessoa. .
Assciitou pois o nobre deputado Sr. pre-
sidente de iuvolver toda a corpuraco na in-
moralidad.' de mil dos sciis membros,uiiiioimI-
dade |resuinida pelo nobre deputado.
OSr. Nabato : Nao exacto.
0 Sr. Jota Ptro : E como que se poder
provar que esse meinbro da ordeui Franciscana
a queui o nobre deputado mui directamente se
dirigi o redactor desse peridico iininuu-
do, o Infame ( como Ihe chamou o nobre depu-
tado ) que lem espalhado a immoralidade na
provincia que lem pateiitoado os Tactos mais
recnditos das familias que tein attacado
honra, e entrado na vida privada dos cida-
dfios ?
U Sr. Sabuco: Easa c boa As folhas p-
blicas o denuncian, c elle nanas teni contradito
(apoiadot).
o Sr. Jote Pedro: Sr. presidente, se estas
luputaces l'osseni vajiosas se tudo quauto si
diz roste verdade, anal de nos devia eslai
nesta assemblca ? (apoiados) Qual de nos pode-
rla tomar parte na confeceo da legislarn do
pal*, quando increpados de eousas que nao
platicamos, de colisas que nos leria lalvr/.
rebaixadn ii condieco mais vil c iniscravel r
(apoiados.) Responda o nobre deputado por si
mesuro : jno l'oi o nobre deputado indigitado
aqui como redactor de peridicos taes como a
Ponto da loti-cista Caisa-de-tjuerra, c outros que
troucerao a arena publica os liomens mais sen-
satos bonicos de qiicm depende a nioralidade
da provincia ? (apoiadot.)
Sr. Nabueo : da mu a parte que nao pode-
mos ouvii.
O Sr. Jote Pedro : Eu vou mais longe : Quem
poder salvar o presidente da provincia das
imputacoes que se Ihe l'a/.cni ? quanto mais ,
Sis. que ha lacios que depoem multo contra
esta priuieira autoridade tal o da reintegra-
cao do r. Soarcs de Azevedo na cadeira de Frail-
ee/ (apoiadot.)
O Sur. Sabuco : Este boinein fraile para
vir a discusso '.' ( apoiadot).
0 Sr. Presidente: Dcvo advertir ao Si', de-
putado que nao c esta a materia de que se
trata.
Sr. Jos Pedro : E' a mauna perdoe-me
V. Ex. estou salvando a reputaco de unta cor-
poraco fazeiido comparai oes. F.u Sr. pre-
sidente nao quero laucar odiosidad)- sobre es-
sa priiueira autoridade mas perguutu, nao
foi esse iirnl'cssiir da cadeira de Franco/ dcinit-
tido por essa incsina autoridade, por ter aposta-
tado para o lim que lodos nos sabemos, e por
oulras imnioralidadcs semefhautes a esta [iw
dem, e mi ibi reintegrado por essa ineama uii*
toridade ? A immoralidade desse homein en-
sillando a inocidadc nao pode um da influir
nos deslinos ri provincia ;'-;"'"'"'.!
Mas Srs. ludo islo nao vale nada a tudo
stose fecha osolbos. Quando porcm se trata de
jiessoas queestao eiu opposico aos sentiinentos
do nobre deputado, tudo c valioso, c deve inerc-
cer o sen aiialbeina. Ue ambas as parles lia
peccados muito mofemos que se se poserera
cm paralcllo nao sci queui seja mais inmoral.
Essa corporal fio Sis. lem de tacto limitas
eousas contra si ; mas ser negando-se a entra-
da de novicos, que lereinos de corrigU-a .' Crei
que nao. Eu avaneci cm um aparte que con-
cedeudo aaduiissao de novicos nos corrigiria-
inos a ininioraliilade (pie possa liavcr nessa eor-
poraco porque as pesaos que nella pretende-
pcm entrar recusando uu resistindo por essa
iinmoralidade faro sentir a cssi-s religiosos ,
que ellcs nao lem se eonduzido como devio e
este concetto nao poder deixar de aproveitar
para a sua co rreveo. E' portan to concedeu-
lw a .;.!;.;'.!.'. c GVi^O qSlC CU OSSvumi .ji- ai"
poder evitar a iniuior ilidade que se diz existir ;
quantfl mais sbenos que o contacto de muilos
individuos de boa moral coin os que nao a teui
traz iieccssariaiuente a purilicaco dos nios e
que u igualdade de condicoes produz a anieni-
dade nos COStumeS, Temos pois pie a ad-
missab dos novicos ha de traaer um bem pro-
vincia.
Sis. lastima que tcnliamos scinpre una
tendencia para darmos Importancia a estran-
"ciros! Tudo que nao Pcrnamliueano v bom!
\diniltao-sc Irades barbadinlios sii estes pres-
tan urandes e relevantes serviros: os Peni im-
bucahos. que o guerra nne sao canaies de
arrostar todos os pericos e inconunodos, nao
sao eapa/.cs de iicm aos sertocs eallieipiisar lu-
dios nao sao rapases mesmn de usareui desses
estratagemas (umitas vew s reprovados para
trazer estes povos ao gremio da igreja. Os re-
ligiosos da ordem Franciscana Sr. presidente,
tem esta mis'so preciso animal-os '< concessoes, depositar nelles conlian9a earre-
darmos d'eutre nos osa influencia do estraugei-
,o. Eu sci que os religioso.tein o mundo todo por
OSr. Jote Pedro : Suppondo a todos capa-
es de coiieniTercn apezarde suns l'raipiezas .
para o bem pblico que toinei a palana :
crein, qe estas quesues sao odiosas, e uo
devenios entrar ncllas.
Voto pela piojccto.
0Sr.Nabueo:WSr, presidente, quando eu
pi'oiimiciei n meu primeiro discurso, j.i anlollia-
Va que contra niim se levaulariao al;;uns Srs.
deputados: dous tomrao o encargo docomba-
ter-nic Tratare! ein primeiro lugar dos argu-
mentos do nobre deputado pie tonioii boje as-
sento na casa. Realmente pasmo e estranlio .
que, tendo esse nobre deputado l'cilo sua protes-
taran de le, leudo dito pie ja mais quererla ata-
car a alguna dos seus collegas, e faltar essa
regra de benevolencia que deve haver em to-
da a pane e muito mais nesta assemblca fos-
seaquelleque ainfringisse no momento mes-
nio ein que acabara de tomar assento. O nobre
deputado OlllpregOII expressoes.que a eivilidade
coudemna, expresst'ies que eu poderia res-
ponder se uo livesse considerarn ao recinto .
em que me adro sentado apowdet). Oisseo
nobre deputado qnc as palavras, que eu tinha
pronunciado, notinho oeunhodo bom tenso.
OSr. Nrrelo: s= Nao tiveeiu vista ata-eal-o.
U Sr, Sabuco :=* Onobre deputado pese bem as
palavras que me dirigi, que eu llie perdo ( a-
poiadot). Disse o nobre deputado,(pie as observa-
coesque tlvea honra de apreeentar cmara, e
pelas (|iiaes conclulo, (pie nao deviams conferir
a admissao dos ,'?l) novicos, nao passavaode abu-
sos e que coin abusos nao se argumenta. Coin
ilcito, Sis., coin abusos nao se pude argu-
mentar ; mas noi.ii que nesle caso os abusos
sao argumentos poderosos ( apoiadot.) SSo ar-
gumentos inherentes ;i causa.
Trata-sc de confiar a educacao de 30joveil8 ,
a queni ? Em quanto nao consideraruios as ga-
rantios (pie nos oll'erece esta ordem qucm
lasemos aconcessao nao a devenios de manei-
ra algumu lser; caqui os argumentos dea-
busos nao sao caliivcis Mas disse o nobre de-
putado que em todas as classes e corporarocs
do SOcicdudc ha abusos; mas porque ha abu-
sos na soeiedadc porque ha corriiprao c
immoralidade na soeiedadc. devenios nos Ibrti-
lical-os augmental-OS .' 0 nobre di pillado nao
sabe, quefrca tem najuventudeoexemplo?
Ese o nobre deputado Ib i o primeiro a procla-
mar aqui os abusos das ordena religiosas ein
geral se l'oi elle que (Icniuciou isto no parla-
mento COII10.se qiicixou de niiiii (pie apenas
me limilei ,i ordem religiosa de S. Francisco.
O Sr, Brrelo : = Eu responder!.
O.S'r. Nabato: Mas quaes Ibrfio essas expres-
socs que approuve ao nobre deputado consi-
derabas Immoraes.' li nao depui sob Jura-
mento que O redactor dessa follia iiiiinunda
era un fraile de S. Francisco, declarei apenas
que eslava informado disso : e por ventura o
pelo ja nao tem proclamado esta ideia .' Sciu
duvida e cu nao vi contestaran alguiua do sen
autor. .Mas Sis. nos nao estamos aqui em
um juizo onde se iuquivin tcstemiinhas e
se exhibein documentos: por ventura ja aiguem
tachn de humeral algum deputado da opposi-
ro que. sopor mformaedes censura a con-
ducta do govemo? (apoiadot) Que da liberda-
de da tribuna se nos tivernios necessid ule de
andarnios sempre eom os documentos n'algibci-
ra? (apoiadot) Dciuais estes lacios provao-se
por documento ? ( muilo* apoiado* ) Creio pois ,
que o nobre deputado desniaiidou-se quando
me tachn de folto de bom senso, ede inmoral,
que tanto importad suas expreases.
O Sr. /Jrrelo: = iuteri>retaco do nobre de-
putado.
OSr. .Sabuco: => Mas disse o nobre deputa-
do assiin cutan l'eeheni-se os claustros. Eu
disse, que se ntrenos havia essa voi ar;io pa-
ra o claustro havifio outros claustros, que nao
dscrdcusdrS, FrancsCw, pira os quaes cu es-
lava prompto para dar o meu voto en favor
dessas concessoes e ainda de inaiorcs. r.u
pois nao quero que se fceheiu os claustros en-
tre mis ; mas cu disse (pie assiiu C0IU0 era
licito ;i qualquer declarar, que nao tinha con-
liama no ministerio por estas e quillas rasos.,
tambcni poda cu dizor, que nao tinha confi-
anca nessa ordem religiosa. Ora, quelinmu-
nidade tem essa ordem, para se nao poder di-
zcr que se nao tem coulianca uolla, apreseu-
taiuio taes e taes fados quando essa libcrda-
de de atacar a todos os poderes polticos do es-
tado VOga iro paiz ? ( apoiados ) Si s. cu poder
apreseutai coiisideraro da assemblca tactos ,
qu denuncian a Immoralidade de alguns uiom-
liros dessa ordem religiosa, mas no ipiero des-
ecr esta condicao appello para a cousciciulia
publica, quo nao ine hade desineiitir ( muilos
apoiados). Quando eu ajircsentei o fado de fra-
iles amancebados c coin unios nao me refe-
r a todos os fradrs tanto que ou disse quo
con necia nessa ordem alguns varos de tantas
virtudes que cu as desojava imitar ; appojlo
tanibem para o testeniunho dos que me ouviro.
Quando o nbre deputado, que se assi uta do
meu lado, quiz condemnar-me por eu ter mos-
trado que alguns desses Irades se envolvan
cniquestocs polticas, dcmonstroii evidente-
mente a minha asserco disendo : O Sur.
deputado sabe (pie cu faro parte de UN partido ,
O.SV. Xabttro : -Entao cfiioprovocaeao tu en onfrndo, que as msftPS da c(>inuiiss;Tn fi;m> p ao nobre deputado ? dem proceder.
O Sr. Jos Pedro: Eu a direi. Poder-so^ha argumentar, disendo, que os fhc-
0 Sr. Sabiirn: En (> que condemno f que fra- ios qae fonla a|.....lados contra alguns membros
des se metan ni politica apoiados Maso no- dessa ordem religiosa, como ponderou o nobre
bre deputado ein retribuido ou por desforro deputadoj que favoreeeo o projocto, sao abu-
veio eom o presidente da provincia. s, o que eom abusos nao se deve irguinenl i:.
Est engaado; Coi um pa- Nao posso concober somolliante argumentafao .
cu enieudo. que eom abusos argumenta-so, e se
olios continuad, ou leom de continuar, entaoa
cousa mo deve ser conservada : so port'in essos
abusos -... so, como disse mui elegantemente o nobre depil-
aos tra- lado, quese aeha i minlia direila, um oolxeto
taosdcsrogrameillos, o ven ha-se pedir coin jlis ti-
ra concepeos pira cntrarcm novos religiosos ;
mas, em quanto no Irouver esta reforma, nao
concedamos, Scnhores, que outrein mais uestes
conventos concilladnos nossos. Divirjo intei-
ramoute da opinio do nobre deputado, que es-
ii em minli frente oSr. Jos Pedro', quo en-
lende. que 0 lucio dt' COI'l'igir OSabUSOS, ipic li i
ne-s,i ordem. concedor .1 admissao de mais
membros: pelo contrario, eu entendo, que,
quando se reconhecer i>s graves males, que es-
sa direceo liouver produzido as ordens religio-
sas, lalvez se levanto algum liomem do saber e
de virtudes, que possa rogouoral-as, t.rolo, que
a historia mosmo, Sr. presidente, protesta con-
tra a opiuian do nobre deputado; (o\ cortamente
na Tbebaido, cpieapparocro essos varos san-
tos e distinclos. que dei.io o primeiro cxcmplo.
Por tanto, Sr. presidente, leudo eu .1 historia,
uo posso deixar de reiider boiuenagens as or-
Ideil8 religiosas', pelos grandes serviros, que
prestrao liutuanldadc, morinento porque nao
delxrao tantos escriptos vlvercm na obsenri-
dade.
San estas as razos, Senhores, que me obri-
go a volar contra O projocto, discordando da
opiuiao dos nubil s deputados, que o sustenta-
iei. e a qiioni multo rospeito.
O Sr. nrrelo : Pe o a palavra para una cx-
ilicarao.
(' Sr. Presidente Se para explicar, tem O
palavra.
OSr. Warrelo ; I-.' nicamente para tornar a
repetir a um nobre diputado, que ac bou de
fallar, quo, se algiuna oxprosso m me -scapou,
lio linuve inicie .10 de 0 olleuder. F.ll n;i(i pre-
tendia uiesiuo lallar nesta discusso, n;i eslava
preparado, ale 11.10 sabia qual era a ordem do
(lia. c se acaso me desvie! algum.1 COUS.'I das re-
mas, que divo seguir, c que me lenho Imposto,
l'oi (pcrde-iue o nobre scilhor) pida exprcsso
que sou nesta casa Frailes amancebados
ou cousa semclhantc. Pareceo-me isto muito ex-
traordinario, especialmente applicado a una
classe, qne nqs deve merecer muito respeito :
chocoii-ine o ou\ ido esta CXpreSSo, e isto loi.
sem duvida. devida a acrimonia, lalvez, eom
que fallci. a mais nciihuiua nutra cousa, cestn
prompto a dar ao uolire deputado. a queni mili-
to respeito, recoiihceciido os seus talentos, to-
das as salisfaccs, nao su como inciubro desta
casa, mas niesuin eoolosiastico.
A discusso tica adiada pela hora ; o Sr. pre-
sidente marca para a ordem (lo da ; L* discus-
so do piojccto ll.2 (leste aiinu ; i." dos estatu-
ios do collegio dos orphaos; o continuacSo da
de boje ; e levanta a sesso.
taes religiosos .' ser sacrificando esi 1
de a ir vivir em um claustro
rfto val ter a immoralidade
o Sr. deputado me provoeou fallando desta
corporarfio =! Queris, Srs., um documento
1.1 is n.i;ii:oie nc .....eco .,..i.-... re!!g!esa a
berrou de sua mlssao sagrad:-. e est envolvida
na politica' (apoiados, nao apoiados ) E'o nobre
deputado fraile de S. Francisco pora tomar li
si a increparan que en lsi.i a essa ordem ? O
nobre deputado que os dcfeiule e porque ,,s
considera eonio seus correligionarios polticos.
{apoiadot}. O nobre deputado l'oi mesmo quem
denunciou que esees horneas erfio-pollucos ,
e 11.10 religiosos .
O Sr. Jos Pedro : E' interpreta, ao sua e
muito forrada.
t) Sr. Jos Peil
rllelo que quiz fa/.er.
" Sr. .Xaburo : Eu nao disse Senhores-. <111 >
ui'isdoviamos-nosoecupar agora di inoralidido
do estado em geral porque entendo. que isto
seria at perigoso f.illei snincnte dessa ordem
religiosa, o de nceessidade porqu
lavamos de conceder a admissao de novi-
cos; porque <' entendo que a educaran da
moeidade ho,, deve ser n''j''"io de grande nfe-
tesse para o legislador,
OSr. Jote Pc lita,
OSr. Nabueo: Qnal politica! Ruja disse ao
""|||' esseirad,. escreva o que qulzor., oeenpe-.....
so da iinmoralidade que existe na ,,,aVl" I|U'-
clscana em geral moa .. .mi.re deP*ado ,"*'l'-
ee n facto de se ter rei.......radn '"" l('",<' (l''
francez eu perguntel-lhe.se este ndivlduoora
Frade porque nos tratavamos a pe""8 (I'S ,r;i"
oes e nem en indique) o nomo de '"U"1" '''''-
les : fui n nobre deputado .pie al "once mi-
mes a esta casa (apoiados 1. Mas o no1"''''''I'""
lado aventuroii una proposieo que ""' I* '-
ce extraordinaria; disse elle:qneconiha
abusos na ordem franciscana conceda-sc a ad-
missao de mais novicos. Senhores, como
que nos pederemos mostrara uossa nSo adho-
s,io easa conducta Irregular, ,e desreglada de
mocida-
onde por instruo-
Xo cortamente,
linda o nobre deputado velo con. urna ideia .
que me parece odiosa: disse elle: que os
l'criiambiicanns sao despresados para tildo .
quo se lliando buscar licles b.irbadinlios .1
paizesestrangeiros, para chamar ao gremio da
igreja os nossos indigonas. Senhores, estes
barbadinhos nao veein sopara Pernambuoo.veem
para todo o Urasil (apoiaios); e ess. dei 1 aven-
tada pelo nobre d'p.il .di'i s.-m duvida odiosa ,
nao me oeeupnrei da sua rosposta.
'reio Senhor presidente, que leuliu apre-
sentado argumentos, que siistontao a minhn
opinino no quero saorilicar estes meninos a
eduear.io de taes Irados (apoiadot )
O Sur. Taque*:Sur. presidente, sinln-me
intimamente aeanhndo, tomando parte tiesta
discusso, por dons motivos paramiin muito po-
derosos 5 o l. por ter de contestar um nobre
deputado. que se esforcou em defender o projo-
cto em discusso, e cujas In/.es c cuiiscieiicia
pura nao podemos deixar de ter em mnita eon-
sideraco; o outro. porque a discusso rom-so
inclinado para um lado em que eu nao desejo
entrar.
Nao posso Sur. presid lite votar polo pro-
jocto ein discusso e p.isso a dar as razos
(leste nieil vol : vou discorrer sobre os motivos
oll'ereeidos pela emnniisso que apresentou a
proiocto. () primeiro motivo porque liaveu-
do tallecido quarenta etinjos membros da eor-
porncao dos religiosos Franciscanos esta fal-
ta to sensivel que a nao ser reparada em
pouco lenqio ser nevitavel a sua decadencia
nu total anniquilarao. Este unitivo Sur pre-
sidente, nao pode prevalecer nao tOln forra;
porquanlo r sabido que hnje O cnnvenln de S.
Francisco nao so neha nessa penuria do religio-
sos, que se auiollioii a Ilustrada commlssao ;
o convento lem boje bastantes ineinbros eom
que possa orneecr os inislcrcs, que Ihe sao in-
cumbidos.
O segundo motivo (I. cnu.iuissao c por estar
convencida das grandes v.uitageiis que resultan
rcligio clirisl.n, da oousorvacao o augmento
das associarocs religiosas nao s pido muito
queconcorrem para dar maior lustre e esplen-
dora celebraco dos sagrados misterios da mes-
illa rcligio, como pela incgavel cooperarn
eom que ajiidnoaos parochos na administra^ao
dos Sacramentos. Tambem nao tem valor para
para mimes te motivo, Sr. presidente; porque
alcni da administrarn dos Sacramentos da pe-
oiieneincia e coiuunio uo tcsnpodc quaresiua,
nao 1110 consta que os Fransiscinos se oceupeni
em outros misterios ; o motivo de que ellos Se
oecupSo da cathequeses dos ludios, cpmo em
lerceiro lugar allega a coinmissq, m. parece
destituido de fundaiiieiilo; .10 menos nao tenho
disto condeeimonto, nem do relalorio do pri-
meiro ailniinistrador da provincia consta que
ellcs se OCCUpem deslas missoes ; sao os missio-
narios, cerlainente, viudos da Italia que estn
einpregados nisto, eom algum zelo, que teem
chamado ao gremio da igreja essas hordas scl-
vagens, coin a palavra divina. \ ordem dos
religiosos de S. Francisco ti ni a sua sede na ca-
pital da tfahia, all lamUem forao concedidos
ttOVlCOS a essa ordem COHl a nbiig.u n CXpi'OSSa
de se eniprcgareni na cathequese de indgenas ;
mas ate boje, Sr. presidente nao me consta
que aoidcn tenha cumplido aquillo, a que se
ohrierou.
Finalmente, diz a coimiiisso, que seria una
elucidado leeharein-se as portas do [claustro a
qualquer individuo, nue por ventura aspire a
elle, guiado por verdadeiva o sincera voearo,
aonde possa brilhar na careira das virtudes, o
vida peni lente. *
Sr. presidente, ponderara este respeito.
confrontando este motivo da coininissao COni o
primeiro, que nao est ainda prebenchido o
numero de novicos perinetlidn por esta assein-
fWEB0.
bh;a, o isto alfil 1110, porque ainda honteni fbi .1
A If andera.
Ilcndimcnto do dia J............11:723^417
Deteam aao rojo 11.
.ii t 1 Espirito Santo diversos gneros,
barca Ahina Clara diversos gneros.
Itrigue Uarmony diversos gneros.
I'KAV DO RECIFE 9 DE M \R(.:0 DE 1844.
REVISTA MERCAN III..
Cambios^-llouver.io Irausaroes regulares a 26 e
1|2 p. qor UildO, havendo maisdinlieiro
que saceadores.
vigoib.o As entradas forao pequeas, < bas-
tante procurado de .Vino ,. .'is.VIll por ar-
rulla.
\ssuc.ir. Fnrn regulares as entradas, e se ai ha
em apathia, havendo poneos compra-
dores aos piceos (le '.i.Ml l^tllNI, sobre
o ferro do brauco, c !HMl omascavado.
Coiiros -Sao oilcrecidos de UOUO 4/l(il) a ar-
roba.
Arcos de ferro Yei.dcro-so r 7^000 o quintal.
/.na linio hegouuiiicarregainentodeSaObar-
ricas,(pie seguio para o siil.iianaccctau-
doo ou'ereciniento de 11/500 por barrica;
O deposito de 400 barricas, cas ven-
das a retaibo l ..-.mu.
Carne secca 0 deposito o de 12009 arrobas nao
tendo liavido entrada; as vendas leen
regulado do 2/800 a ^000 a arroba da
do Kio-grandc, c 2/200 a 2#00 a doue-
nos-avres-
Cerveja. Vendeo-sc de :5a!Mi(i a 4/100 a duzia de
garrafas.
Chumbo de muirn -dem a 18/500 o quintal,
Fan llo-ldeiu de 2/000a .'Vooba sacca.
Lonas a iimtaco da ussia= dem de 24/ a 25/
rs. a pera.
Maulriga---dem a 4150 rs. a libra.
papel almajo asul=Idem a 2/800 .de2.* sorte.
Leiloes.
--Ocorretnr Oliveira lr lelo do grande
lortlmento de Duendas cdhsistindo em chitas ,
madapoles brins chillas, lencos eassas ,
challes cobertores suspensorios algodo-
sinhos ineias plalilhas pannos velludos ,
chapeos de castor simcrlinns brSSCQS e "rete:;
calrado ingles para hoineiu e uiutas outras de
pion.pl.i cxii.ur,io e as quaes sern vendidas
sem limites : quai ta-feira 13 do corrente s 10
horas da nianhaa no primeiro andar da sua
casa.
Avisos diversos.
minha casa um individuo, eom quem converse.
0 este respeito. Em segundo lugar, Sr. prcfl-
liiiiii sr i^iiii. ii.isicii o uoil\ ci, que 011...1
sincero desejo de se entregar vida penitente.
parece (pie obramos eom mais tent se receber-
nins a sua petirao; tendo em consideraco a sua
nioralidade nos deferiremos conforme a mili-
d.idc publica, ('icio, que de multa considVra-
ro o Argumento, que j. nesta casa se produzio
de que devenios ter muito em vista a moralida-
de publica, C nao devenios conceder, sem nub-
la circunspeccao, pie 30 concidados nossos se- r Aluga-so o segundo andar do sobradoda rua
jao entregues a preceptores que nao i.....n a nos- do Queimado esquina do hoco do Peixc-frito ; a
sa coulianca (apoiadot.) Portanto, 6x. presidentej tratar na lujado mesmo sobrado,


4
OTfilftl.i
DAS
Meinorias Itistoi 'cas,
PBEMIO GRANDE 8:000*000 JIS. !
As rodas desa lotera an-
d."io impreiirivelmcnie no dia
1 2 de mareo crreme,e os bi-
liielcs acho-se a venda as
mesmas lojas, em que sao
vendidos os da lotera do
theatro.
= OHerece-so um moco Brasileiro para en-
sinar primeiras lettras com toJa aperfeic ter paro issoos conbecimeotos necessarios em
algum cngenlio ou em oulra qualquer parle ;
quem de seu presumo se quizer utilisar, an-
nuncie
Muito importante aos doentes a medicina po-
pular amcricuna.
= Acaba de chegar urna grande quanlida-
mente de vegetaes ) conhocidas na America e
Europa desde o anno de 1790 e das quaes
I Compra-se 50# rs. em cobre 'para trocos ,
com o competente cambio ; na ra larga do Ro-
sario, lojo demeudezas n. 3o.
Compra-se, o paga-se bem um escravo
I bom official de tanoeiro ; na ra da Cruz bo-
luca n. 22 a fallar com M. B. dos SantovCadet.
Vendas
se tern vendido ja no Brasil ( aonde e conheci
do apenas 3 annos ) mais de quarenla mil cai-
xinhas em que teem provadosua superioriila-
de do todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado fobres rheurnalis-
mo lombrigas; particularmente a solitaria )
tlns-.ca ulceras, inflammacoes nos olhos es-
crfulas e risipeilas &o,
Hoga-se aos [ladeccntos para provarem esle
infalivcl remedio. Vende-se com sen com-
petente receituario em casa do seu nico a"enle
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa de Joao Cardozo Avres, Rua-nova
Guerra Silva A C., AUerro-da-Koa-visla Salles
& C baves.
= Km casa de Domingos Jos,na Praoa-do-
commenio, continuase a vender o magnifico
vinho do Porto de 1820 em caixotes de duas
du/ias de garralas.
= Franquea-sc a pessoa capaz urna casa
e um sitio muito grande na campia da Casa-
forte, nicamente para tomarconta delle fu-
zer e tomar sentido na cerca do mesmo evi-
tando os roubos e destruico que diaria-
mente nelle se faz. ; a tratar na ra do Amorim
n. 15.
Na ra doMondcgo casa n. 85 ba urna
escola de primeiras lettras para meninas on-
de com o maior esmero e perfeico ensina-se
grammalica portuguesa faser flores bordar
do linba ouro, froco e matizes e marcar
por difiranles modos; os pas de familias,
que anhelo o adiantamento de suas filhas, p-
dem dirigir-se a casa cima mencionada.
Prccisa-se de um l'eitor para um sitio na
1'arahiba-do-iiorle ; no arrnasem de Joao Car-
roll S Filho na l'raca-do-commercio.
Mariu Joaquina de S. I'home professo-
ra substitua dascadeiras de primeiras lettras ,
avisa aos pais de familia que abri a sua au-
la eensina a Ier, escrever contar arilhme-
tica e a coser; as pessoas que se quizerem
utilisar de seu prestirno dinjo-sea Rna-di-
reila n. 64, primeiro andar.
Aluga-seo primeiroandar do sobrado da
ra do Fogo n. 18 : a tratar na ra do Quei-
mado a brado n. 44.
Na ra do Hospicio, n. 14 casa unto
so vQsrlCi precisa- de urna pessoa que
entenda de limpar larangeiras.
Compras
Compra-se um burro ; na llua-nova, lo-
ja n. 8.
Compra-se urna cama de angico que es-
teja em boro uso duas voltal de transelim ti-
no de ouro sem fciiio um par de fivelas de
prala com corrente para suspensorios que se-
jao fornidas ; na ra de S. Hila-nova n. 91.
Compra -se urna carteira de uma s face ,
em meio uso ; quem livor annuncie.
Compro-se cffectivamentc para fura da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
-H unios agradando pagao-se bem ; na ra
da Cadeiudo S. Anlonio sobrado de urna an-
dar de varanda de peo n. 20.
Compra-seeffeclivatnenle parafra da pro
vincia mulatinhas crioulas, moleques, e mais
escravos de 13 a SO annos, sendo de bonitas
figuras, pagao-se bem, agradando ; na ra lar-
ga do Rozario, venda n. 30.
Compra-se por preco commodo um ca-
vailo novo gordo, e ardigo que seja manco ,
b que nao tenha achaques ; quem tiver annun-
cie
Compra se uma negra de naca, quB ,0ja
nova na id.ide e possante, que para ir para
o mallo traballiar com enxada ; na ra do I.i-
vrairi"nt<>, venda n. 24.
Comprfio-se os seguintes' livros; urnas
laboas de Nuri, e um piloto instruido novo.
ou usados ; quem tiver amanele.
Vende-so no armazem da ra Cruz, n.
13, meiasrompridas e curtas de laa branca o
Je cores de superior qualidade em porco
por preco commodo.
Vende-e um grande sortimento de ricas
fasendas de bom gosto para vestidos de senho-
ra tanto de laa como de seda e algodo en-
tro as quaes se distiguem os mais lindos e' ele-
gantes cortes do tarlatana fasenda nova e
muito propria para assenhoras Irem a qu'al-
quer partida por ser fasenda da gosto escocez ,
e fingir seda ; na ra do Crespo loja n. II
de Bento Jos da Silva Magalhacs.
Vende-se oleado pintado de bom goslo
para cobrir mezas, o pianos, sapatos de mar-
roquim e aetiiti do cores para senhora ditos
decouro de lustro borzeguins paia hornem e
senhora, sapatos de marroquirn para meni-
nos selins elsticos de couro de porco ca-
becadas e bridas de todas as qualidades cou-
ro de lustro para sapatos, marroquirn de cores,
rordavao preto, talins e cananas, espadas
praleadas e deTerro. barretinas para oflkiacs
e soldados bandas para olllciaes e sargentos,
ludo por preco commodo ; na Rua-nova loja
de Braga e Silva n. 5.
Vende-se um cazal de escravos de Angola
de 30 annos; na ra da Senzalla-velha n. 100
Vende-se uma commoda de condur
uma carteira de amarl|i> de urna face 8
quadros 6 cadeiras americanas, tudo em mili-
to bom estado, vende-se por seu dono retirar-
se para tora da provincia; na ra de Livramen-
to venda n. 24.
Vende-se uma rasa de dous andares e
solao rectificada de pouco tompo em chaos
proprios sita na travessa da Madre de Dos
n. / ; a tratar na ra da Cruz n. 50; tambom se
vende com algum pruso convencionando em
preco.
Vendem-se chapeos franceses a 6400 e
"OoO rs. ditos de sol a 7500 e 7000 res ,
lusas de pellica para bomem e senhora a'
1000 reis o par, meias para meninas o me-
ninos casimiras de cores e outras fasen-
das; na ra do Queimado loja n. n de A.
L. G. Vianna.
Vendem-se cortes de seda para vestidos
o mais superior, e do ultimo gosto que ten!
vindo ; na loja de Guilhcrme Selle na ra do
(Jueimado n. 25.
Vendem-se supeiiores caivetes finos, que
em se metiendo a penna sai esta perfeitament*-
aparada; na ra doCabug, loja junto dado
nandeira.
Vende-se uma prcta de nacao com uma
cria de anno e meio, a preta esl pejada de 4
para5mezes, ensaboa ecosinha; na travessa
do Ve>as n. 14.
Vende-se uma toalha de lavarinto para
rosto mui bem fe to berta as ponas; na ra
doCabug n. 9.
Vende-se sarja preta larga e estreita, se-
tim preto de maco para vestido e colletes .
luvas pretas curtas e eompridas chapeos pre-
tos finos a 6000 rs. da ultima moda e de
superior qualidade a 7000 rs. ; na Rua-nova
n. 21.
Vende-se btalas novas a 60 rs. a libra,
letria a 240 rs. sevadinha de Franca a 280 rs.,
ervilhas a 80 rs. manteiga americana a 480
rs. azeitedoce a480rs. a carrafa, nYada a
i 00 rs. queijos novos a 1000 rs. e todos os
mais gneros porpreco commodo ; na ra do
Aragao, vendada esquina, que volta para a
Santa Cruz n. 43.
Acha-se a venda na loja Iranceza n. 6 de
Jos Francisco Mamedc de Almeida ricos cor-
tes de seda preta para vestidos, sarja preta
larga ricos jarros com flores flores linas pa-
ra chapeos, sapatos de selim duraque mar-
roquirn e de luslro para senhora um sorti-
mento completo de calcado de marroquirn para
meninos e meninas chapeos finos de seda pre-
ta francezes da ultima moda ditos de castor
brancos e prolos ,' lencos, e mantas de seda,
e gorguro para grvalas chapeos deso, rio
seda para hornem e senhora e outras murtas
fasendas francezas por prego muito ccmn.Ju.
Vendem-se superiores amendoas de cho-
colate ; na loja de Joao do Albuquerquee Mel-
lo, na ruado Rozario, voltando para o Quei-
mado.
Vende-se um par de bancas do ump ,
o um canap tudo de Jacaranda e anda no-
vo por preco commodo ; na ra do Collenio
loja n 8.
Vende-se lanzinha para vestidos de meni-
nas a 400 rs. o covado ; na ra da Cadeia de
S. Antonio n. 19.
Osbs'.xc issiftiiudo vendo urna cas? nova,
etruvejada, bem edificada, com fundo de ceir
palmos, livres de paredes quintal corn perto
de 200 palmos, com telheiro no mesmo, c urna
serrara com madeiras serradas e por serrar
establecida na mesma ; por detraz da ribeira ,'
a tratar com Antonio Das da Silva Cardial.
Ilerculano Jos do Freitas.
Vende-se damasco com dous covados e
mel de largura fazenda a mais rica, que tem
vindo a este mercado e superior para quem
qui-er fazer colchas ecobertas para camas por
aero seu diminuto preco 2700 cada covado ;
assim como anda existem cortes de lanzinha de
bom gosto pelo barato preco de 2720 rs. cada
corto, ditos de cambraiasdo listras de cor, do
ultimo gosto a 4000 rs. sarja de seda de duas
larguras e de superior qualidade a 1800 rs. o
covado meias de seda pretas para hornem a
1000 rs. o par ditas do cores a 1280 rs. ris-
cados escuros de bonitos padroes pura vestidos
e jaquetas c outras militas fazendas por com-
modo preco ; na ra do Crespo loja n. 12, de
Jos Joaquim da Silva Maya.
Vende-so uma escrava crioula de 20 an-
annos, bonita figura engomma cose, cosi-
nha lava ; e faz doces de todas as qualidades,
e de muito boa conducta propria para qual-
quer familia ; duas ditas de nacao Angola de
24 annos, de bonitas figuras, cosinhao, la-
vaodesabao e varrella e sao ptimas quitan-
deiras ; na ra das Cruzes n. 41 segundo
andur.
Vendem.Se ricas colchas de damasco para
cama pelo muito barato preco de 7000 rs. ca-
da uma assim como ricos pannos para meza
do meio de sala a 4500 e 5500 rs. cada um ; na
ra do Crespo loja n. 12 de Jos Joaqun)
da Silva Maia.
Vende-se um piano novo, de forte cons-
truccao, e de excellentes vozes, encerado para
cobrir carga, macacos para estivarcargas, euma
rica cadeira de arruar, forrada de seda; na ra
do Viga rio n. 13.
No deposito de farinha de mandioca na
roa da Cadeia de S. Antonio n. 19 o no paleo
do Carino sobrado novo junto a Urdem ter-
'eira, vende-so farinha a 1600 r-. pela mediJa
\elha o pela nova a 640 rs. milho a 3200 rs.
pela medida velha e pela nova a 1600 rs., e
urna porcao de gomma de engommar.
Vende-se um moleque de 19 a 20 annos;
na Rua-nova n. 18.
Vendem-se duas escravas de 20 annos. de
bonitas figuras, engommao, cosinhao, e Iav5o ;
duas ditas mocas, lavadeiras quitandeiras, e
para todo o mais servico ; um bonito escravo ,
um bonito escravo de elegante figura, pereilo
cosinheiro de forno e fogao massas, prepara
muito bem um presunto de fiambre ; urna par-
da c'e eleganle figura, de 20 annos costureira ,
e erigommadeira ; urna dita de 12 annos pro-
pria para mucama de alguma menina ; uma
preta de todo o scm'co com muito bom leilc ,
e com uma cria de 2 mezes ; na ra do Fogo a
p do Rozario n. 8.
Vndese nzeite doce a 3400 rs. a caada
ea garrala a 480 rs. dito de coco a 2880 rs.
a caada e a garrafa a 400 rs. manteiga i-
gle/a a 640 rs. sag a 320 -rs. farinha do
Maranhao cha superior a 2240 e 2560 rs., di-
to em caixinba detuas libras e meia perola ,
ehisson amendoas, nozes, pacas, bolaxinha
ingleza a 280 rs. rap de Gasse, e Meuron a
1000 rs. queijos bons, 1000 rs amendoa
torrada de Lisboa doce de goiaba araruta a
280 rs. sevadinha a 280 rs. ; na Rua-nova,
venda n. 65 ao p da ponte.
Vende-se doce secco de caj muito bem
fMto ; na ra do Cabug loja junto da do
Ha nd eir.
Vendem-se as bemfetorias corn casa de
taipa nova com 4 quartos, o duas salas em
poni pequeo em trra foreira com 64 pal-
mos de frente, e 500 de fundos com 24 ps
de larangeiras coqueiros mangueiras cu-
Ir as duas ponas da Magdalena ; a tratar na
ra da Florentina n. 16 ; na mesma casa ven-
de-se um cavallo castanho bom carregador, e
csquipador, por preco commodo.
Vendo-80.11.0 exceentc scravo ciiouio ,
com bons principios de pedreiro e tarnbem de
padaria menos do forno c tarnbem cano-
eiro ; uma escrava para fra da provincia, boa
cosinheira ongommadeira e costureira, mo-
fa e de bonita figura ; na ra larga do Roza-
non. 18.
Vende-se uma armacao que oi de loja
de asenda propria para o mesmo negocio ,
ou para outro qualquer ; na ra da Cadeia-
velha loja n. 61.
Vende-se Tardo novo em saccas de 3 ar-
robas chegado de Hamburgo ; em casa de
M. Menrtcns na ra da Cruz n. 46.
Na loja de Hipollo S. Martin Y Compa"
nhia ha um novo sortimento de fazendas che-
gadas ltimamente de Franca, como sejao; lin-
dos cortes de setim e de saija p.ea dios de
seda ejeoceza, o de seda do dilTerentes cores
para vestidos mantas e chales de seda esco-
milha do todas as cores para chapeos o vestidos
chapeoade seda de crep e de palha para se-
nhora e meninas guarnicoes de flores para
vestidos grinaldas plumas e outros en-
feles para cabeca de senhora e para chapeos
filas superiores, luvasde pellica com enfeites
lodosos lmannos, forros para tirare limpar
di-ntas caivetes de tirar a penna aparada
ditos grndes de mola oculos de todos os graos'
lonelesdoum vidro oculos de punho de ver
ao longe cordas e bordes para violao e ra-
beca flautas, bengalas chapeos deso', chi-
cotes de todas as qualidades e outras muitas
fazendas ; na Rua-nova n. 10.
Escravos fgidos
No dia 3 do corrente dcsappareceode S
Amaro um escravo que trabalhava na Estra-
da-nova do Olinda com os signaes seguintes
baixo, secco do corpo, bem preto, olhos vi-
vos sem barba de 30 annos para cima tem
uma das pernas mais curia quea outra', por
isso quando anda cocheia muito foi escravo de
um engenho para as bandas de Serinhaem
escravo de Jos Goncalves Cascao ; quem o
apprehender ou der noticia certa do lugar
onde elle possa estar, quer obrigado quer vo.
luntariamento ser bem recompensado na
ra da Cadeia do Recite n. 40.
Nodia quartafoira de sinza do anno pas-
sado fugio uma escrava de nome Benedicta de
nacaoCabinda, estalura regular, cor prela.se'cca
eocorpo,|ernas flra *, mu to esperla, bem fallan-
te.dentes abertos, foi criada em Fra-de-portas
conhecida pelo nome de Benedicta Cambirid'
olla usa va quasi sempre de um lenco dobrad
amarrado em roda da cabeca, cojo moda pode
ainda usar ; alaumas vezes beba a ponto do
perder os sentidos e dosapparreer de casa um
ou dous dias; consta ter sido vista em S. An-
tiio Limoeiro e as suas immediacoes in-
culcando-sede forra com taboleiro de meu-
dezas, e de perfumara franceza ; roga-sw^as
autoridades policiaes o lavor de apprehen-
del-a ; e prometle-se a gratieacao de 50.00(1
rs. aos capitaes de campo que a conduzirem a
seu snr. Sebastiao Jos da Silva Braga na sua
prensa do Forte-do-Mattos, ou no primeiro an-
dar da casa n. 26 da ra larga do Rozario.
Fugio no dia 5 de marco do corrente an-
no o preto Benedicto, de nacao Cacanue, repre-
senta ter 40 annos, levou camisa do algodo
da trra calcas de brim liso j velhas cha-
peo de palha lambcm velho com algumas
frieiras nos ps ; quem o pegar, leve a seu sr.
na venda da esquinada ra do AragSo, que
volta para a S. Cruz n. 43.
No dia 8 do crrenle fugio um moleque
crioulo do 10 annos pouco mais ou menos,
pernas lorias, os dedos dos ps tarnbem tor-
ios cheio do corpo tem as mios um tanto
grossas foi visto de camisa de chita preta ;
quem o pegar, leve a casa da viuva do Duiao,
na ra da Cruz n. 35, quesera recompensado
generosamente.
Fugio do lugar Riacho-doce distante do
Altinho seis leguas comarca do Bonito nos
dias santos de esta um cabra de nome Ni-
colao bem moco com ponta do barba ; le-
vou calcas azues, camisa fina, collete branco,
tem no pdireito um dedo col quo parece
ter um dedo de menos ps grandes ; quom o
pegar love ao Riacho-doco a entregar a sua
sonhora I). Francisco Clina de llencvides, ou
junto a villa do Brcjo no lugar Tabocas a en-
tregar ao snr. Francisco de Benevides Muniz
Falco, ounoRecifea entregar no Forte-do-
Mattos a Antonio Jos Pereira de Mendonca ,
que em qualquer destes lugares ser recom-
pensado.
No dia 8 do corrente a noute fugirao dous
escravos perteneentes ao snr. Vicente Thomaz.
dos Santos com os signaes seguintes ; de no-
me Luiz de nacao lnhambane de 30 annos,
grosso do corpo falta de denles, alguns ca-
bellos brancos faa aavessada como quem
est bebado, cor Tula levou calcas de algodo
branco e camisa do dito azul ; o outro de
noma Constante, do nacao Mucambque, do
ISannos, grosso do corpo, baixo falta-lho
um denle na frente, muito esperto de fallas,
bem retinto tem uma cicatriz as nadegas. de
castigo ; levou caigas e camisa de riscado a zul,
ludo muito velho; no dia seguinte aa Tugida lo-
rio visto, e perseguidos rio lugar da Solida-
de e escapolirao-se metlendo-se pelos sitios
lora para o lado do Manguinho; quem os pe-
gar, leve a Rua-imperial do Atterrodos-Allo-
gados n. 67, quo ser gratifkado com genero-
sidade,
No dia primeiro do corrente pelas 7 Los
ras e meia da noute pouco mais ou meno
deseppareceo da casa do baixo assignado urna
Africana de nome Clara, do gento Calabar,
de quem o annuncianle depositario por or-
deindo respectivo juiz : a dita Africana, levou
vestido de chita, panno da Costa, um dos sig-
naes maisvisiveis algumas cicatrizes na testa ,
feilas na trra della ; p abaixo assignado faz
publico pelo presente e roga as authoridades
pdiciaes, o pessoas particulares, que da dita
Vende-se em casa de Auszusto Corbett na I
ra da Cadeia do Recito n. 16:, um exceLie1 A,nca"a ;S0,'l'erL'1"'. Ma "creir. noli. ras.
sortimento de vinho do Porto, Cherev Via-! (,U,e Ca ',rt'"dt,r lcval-aa ron d0 Han-
gol n, 5 pelo quo o abaixo assignado, Ihe se-
sortirnento d6 vinho do Porto, Cherev. \U-\
d;:ru Stt. talvez das melhorcs qualidades ,
que teem vindo igualmente tapioca superior,'
m barris e uma pnrco de charutos da bem
condecida fabrica Cachoeira.
de franja e belotas ditas de seda bordadas
cassas pintadas, 0 riscadinlms. meias pretas d
laa, propriaspara quem tem dores as pernas
calcado de todas as qualidades saceos de laa
r agradecido, e gratificara com o que for jus-
to as pessoas que por tal apprelienco queirao
r ceber.
Juo Gomes Martim.

para guardar roupa, estojos malbematicos de l Rmn na Tip. diU F db Fau.-18H.
I


Auno de 184*. Segunda Fera II
O l>iAHto,.ublica-r.r Udoioa .l.aaqnenao f.rom hlifieadvi o prego ca aaaiRnatura
hr el* (re mil u por qu*rWl pigoi ailiantailoa. Oa anHnnciOa.loeaiiaisnan.ee sao naeriili.a
gratie, i. doi que ii.m (uicni ratao .le SU res por lilil A. rr.-lan.a. oes .lercn. er i!u-
-les a eela J y|> ni. das Crurcs n 4 nu !t prega r, Independencia I ja ,1, |, a
PARTIDA I>OS CORRKIOS TF.RRES'IRES.
OIMU, P.ralivba aeMda acxtae fcirea._ Rio Grande rioMora, quii. (eir,
l.ab. Serinliacm Hio Formoso, Fono Calvo, Mace).'. Al.goas : no 1." 11 e CA
e 'Jo d.lo. Cidadeda Victoria, quintas (eir, Olinda indos oa diaa
.. das da semana.
11 Se- a. Canudo Aud.dn J. de 1). da 'i. v.
Terca a. (,reorio U-l. aud. do de D da 8.T.
13 Juaria s Eufrasia Aud do J. del), da 3 r
l yunila a. Matnildai. Aud. do J de 1). da 2. T.
15 Sai le a. Ilenrqbe Aud do .1 de |l. da 2. y.
4fi Sab. a CjriaflQ. Re. aud do J.de D. da 1. t.
c Marco ( tarde) Armo XX. f. ff*
a-eaau/ji'ri.\iv.> 11 n iii ni la i m
Tildo agora depende de rta iMMOa, d
liausatai como priaeipiatnot, e se>e-ns- p
uli. (Proclama
i .7/ Camhioa aohe I on
a ni
. ptii ie ra
Sis ci'ii ad'
I i ifeeenhl
f od^raco" e en
lira mu entre a Rao/
n Gem do aranl.;
i .Minos
Pa-ia
1 abo
.K i.
.1 0 rei
liSpo,
T?
Mop-iUile i'itbr* & pnr<
Mein ile letra .V bol
por Franco lilil de premio
0 la. 1 a 11%
La oheia a 4
Mingeme a 1 ( ai 11 lluras
firu.a
phases da i.i v
(i lluras e 'i2 mi" da lanl
DO Da '.' rr aro.
Oaro-Moada de ti.io V.
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l'rele--i'atacoes
l'ee.H ci luminnaree
Hitos iiiciicanoa
17.7IIH
17.0(10
9,1 00
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NO mi:/, dk
MARGO.
huras e 5? min
iia manad .
l'rtamar de hoje.
La noi a i IS ii y
Ciaacanle a -.'7 as J h e l ro. di
da lana,
manli ia.
l'rimeira as 10 boros e (i min da
~ s.,.'-_i .-i.JKJim-M. ,-Tr.-:
m.anh.V
-
DIARIO DE PERNAM
| Segunda as lll horas e 30 minutoe da larde
.*&.* JX*0s*Xir.i
"ffMJi^assiiBSEjasaat^ ab_,---------....
:i-;;.:>r:. ':-Tt:;
. rs'~~:.:. -ZBLitmzrzsz- 2-JiBtf-^iS/^i^LJSBam
PRTE OFFCLU.
*-
Governo da Provincia.
hXPEDIENTE DK 4 DO CORKENTE.
Oilicio.Ao director do arsenal de guer-
ra declarando eni respostn ao sen ollicode
16 de Fevereiro ultimo, que informe, qual
qunntidade de maleraes, de que indis-
pemtfvelmenle uccessitfio para um mez as
ollieinas d'aquelle arsenal.
Dito. Ao commandante das armas, si-
gnificando, que por agora n3o pode ser sa-
tisfeitn a sua reqasicjfo d'um livro pautado
para o receltuario do hospital regimentar.
Dito. Ao delegado do termo do Rrejo,
declarando ero resposta ao sen oflicio de 14
de fevereiro prximo passado, que nao
possivi'l comprar-se all por conta (los cofres
pblicos urna casa, para quartel do respec-
tivodestacamento.
Iito. Do secretario da provincia ao ins-
pector da thesouraria da fazenda transmit-
tindo, para terem eieCUCSO, as ordens do
tribunal do thesotiro de ns 21 25.
I (I fin do di (i.").
Oficios. Ao inspector da thesouraria da
l'a/enda, e ao presidente da refocilo, intelli-
genciando-os dhaver S. M. O Imperador
concedido tres mezes de licenca, corn Os res-
pectivos vencimentos, ao desembargado!' da
referida relacio Pedro Rodrigues Fernandos
Chaves.
Dito. Ao administrador do correio geral
d'esta cidade,, communicando ter S. M. O
Imperador approvado, que em cada urna das
nove agencias d'aquella administracao in-
dicadas ta refocilo, por s. m. a presentada
em dezembro do anuo passado, baja um
carteiro com o venc ment mensal, nadita
refocSo marcado. Tamben) se coiumuiii-
oii ao inspector da thesouraria da fazenda I
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha. remettndo copia da provislo do con-'
mesma assemblea copia da portara que
retluzio a quatro companhias o corpo de po-
licia, e da organisaco do mesmo corpo ,
feita deconformidade com essa reduccfio.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
8ESSO EM 8 DE MARfO.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalranti.
Estando presentes 30 Senhores diputados, a-
bn-sr a sissao. Com participafao falta oSr.L-
lio Jnior e nein ella os Senhoi-es Lopes Gama,
Paula Caval.aini. .Matioii CavaUaiiii Taques,
c Gitirana. Le-se e approva-se a arta da sesso
atecrdente.
IXIKIlIKNTt.
L-se um offlcio da cmara municipal do Boni-
to enviando novamente as suas posturas para
seren approvadas: coimnitsao de negocios das
cmaras.
t ni requerimento de Jos Mara Ildefonso Xa-
come da veiga Pesada supplicaiadu a graca de ser
dispensada a disposi^ao da lei, cjtic vedou a en-
trada dos estudantes no Lyco, do correute au-
no por diante, scni que nao tinhao sido liclle
examinados, e approvados na lingua nacional ,
eem latira; a Rin (!< serem admittidos matri-
cula das aulas do misino lycoo scni o cxanie da
lingua nacional c coin o de latini Icito no cur-
so jurdico di'linda, os si us lillios Luiz Sala/ar
.Musi/n de Mello Veiga l'essa e Jos Mara
Moseo/n de Mello Velga pesada; obrigajido-st?
os mesinos estudantes faserein o e.vaine da pri-
ineira lingua antes do cxanie de qualijuer 011-
tra disciplina : coiiunissao de instiuceo p-
blica.
Outro de Francisco de Paula Sales Junior e
Pedro Antonio (toar estudantes i pouco ma-
triculados n'aula de lingua nacional dolycco des-
ta cidade, no sentido do riquei iiiiintii supra, pa-
ra noderem ser matriculados n'atila de pnlloso-
phia; obrigando-se faserem os exames d'a-
ijueiia lingua e de latin antes do de philoso-
jilii.i : a niesnia eommissao.
Outro de Francisco de Araujo Barros, estn-
daute inatricu'
lado n'aula de lingua nacional i
seibo supremo militar, de 2 de Janeiro til- ('yeco no mesmo sentido, em quanto ao exan
1 dessa liii),'
timo, sobre as graduac/ies honorarias dos
constructores dos arsenaes de maiinha do
imperio.
Dito. Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda scientilicando- o de ter -se man-
dado restituir, pela pagadbra das tropas da
corte ao alferes reformado Silvestre llenri-
recebra adiantada ; por ter- llie sido des-
contada dos vencimenlos nesla provincia, e
tambem naquella pagadoria.
Dito. Ao inesnio, remetiendo copia do
decreto de 16 de Janeiro ultimo, que conce-
de ao provedor da sade do porlo d'esta cida-
de, Joao Dorningues da Silva a gratificando
annual de 300/000 reis. Participou-se ao
mencionado provedor.
pilo. Ao mesmo, exigindo, eni cum-
plimento d'ordem imperial a guia do alfe-
res da 3\ classe Bento Feneira .Marques Bra-
sil a quem se mandou pagar os sidos ven-
cidos desde a dala do decreto, que o amnis-
liou.
dem do '/'/ 6
Oflicio. Ao juiz municipal do 2*. vara
d'esla cidade significando, que deve fazer
correrem de novo as rodas da 2'. parte da 2*.
lotera a favor das obras da igreja deN. S.
do Guadelyu, cuja cxliaccSo declarou nui-
la por ter havido duplcala de um numero.
Dito. Ao juiz relalor da junta dejusliea,
remettndo para serem presentes mesma
junta, os processos verbaes feitos por cri-
me de deserto aos soldados do corpo desta-
cado H^tevao Jos Fernandes, Jos Antonio
deJezs, Bernardo Jos AI ves, Jos Ignacio
Tavares, Antonio Barboza Campelln, Jos
Felippe de Freitas Jnflo Goncalves Ribeiro ,
Joaquim da Cunha e Silva Manoel Braz de
Borba, Jos Raimundo Rodrigues e Manoel
Marones do NqscCo.
Portara. Demittindo em consequen-
dia de representacao do chele do S4, bata-
Ihfio da guarda nacional do Brejo aos respec-
tivos alferes Joaqujm Manoel de Medeiros, e
Manoel de Mello e Aibiiquerque. -Communi-
cou-se aochefe inlerino da legiSodo Brejo,
ao commandante do referido batalhfio*
Oflicio. Do secretario da provincia ao 1".
da assemblea legislativa provincial remet-
iendo cui eonsequencia de requisicao da
t.para se poder matricular eiu qu-l-
<|(ii r aula do jceo ; obligase a fazer csse cxa-
nie antes do de outia qualquer faculdade: i mes-
ma coiiunissao.
T ni parecer da cominisMO de justica civil e
criminal entendeiido, que se deve indl'ci ir o re-
qufrhnento da regente do rccolliiinenlo do SS.
Coraeaode.lezusda villa de Igarass que jiede
aiitorisacao para permutar as ierras do sen pa-
trimonio denominadas doPilar, por predios
nesla cidade ; por qu;uito sobre nutras rases
ilcsnecessaria essa autnrisacao poique pela lei
Ucas de .- ins-
tancia tem attribnicao para conced r a subroga-
cao de bens loalienaveis entre os quaes se ton-
slderfio os da suppiicante E' approvado.
Outro parecer da mesma eommissao entcn-
dendo que se deve indil'crir o requerimento da
associaeao coinmercial desta i nl.nl
O Sr. Presidente : Tinha lieadocoin a pa-
lavra oSr. Jos Pedro.
O Sr. Jos Pedro Cedo a palavra.
OSr. Presidente Entilo, tem a palavra
o Sr. Baptista.
O Sr. Baptista:Sr. presidente, en razia
tencao de volar contra o projecto, sem to-
mar parte na discussfo ; mas, como um no-
bre depulado, que falln hontem, contras-
tou minhas conviecoes profundas, c tenho
tle eombalel-o, prinieiroque ludo apresen-
la re com muita imparcaiidade, e em pou-
cas palavras, as razos, (|tictenho, para vo-
lar contra o projecto. F.u son oprimeiro,
Sr. presidente, a roconbecer, que a relgiAo
e a humanidaile militas vanlagens teeni eo-
Ihido da instituirn das ordens religiosas;
por tanto, se acaso a discussfm versasse so-
bre a extinccHo desta nrdem franciscana, cu
dara, com muito gesto, o ineu voto contra
qualquer projecto ueste sentido; mas reliz-
mente a SCUSSfo nao versa sobre islo, e
sim sobre a admisso de :t0 novc.os; ueste
caso nao vejo urna necessidade tilo absoluta,
que me obligue a votar pelo projecto, enem
algum Sr. depulado convenceo a assemblea
tlessa necessidade. F. innegavel, que, nao
obstante alguns varoes respeilaveis da ordem
Franciscana, e cujo burel faz realcara mag-
nificencia de suas virtudes, essa ordem esta
em desconceito, e alguna deputados, que
SUStentrKO o projecto, ministrarao mesmo
armas muito poderosas para sua rejeicflo;
porque um nobre depulado, a quem milito
respeito pelas suas virtudes e talento, con-
velo am que havia immoralidade nessa or-
dem, que era necessario corrgirem-se esses
abusos, tfo prejudiciaes soeiedade e a mes-
ma ordem : mas entao, digo eu que essa
correcefo, que essas medidas, que devem
fazer com que estes religiosos entren) nos
seus deveres, devem preceder entrada dos
novicos, cuja admissSo se pede; pormad-
illillirein-SC ja esses novicos, para depois
Iralar-sc das medidas neccssarias, (Miando os
I i sinos Sis. deputados, que susleiltfo o
projecto, confessfio, que ha immoralidade
uestes ordens religiosas, nao acbo conve-
niente, e al mesmo julgo, que haver nis-
to prejuizo ncalculayel; por quanto, s'exis-
lem esses abusos, deve-se, primeiro que lu-
do, tratar de os corrigir, do contrario ne-
nliuin resnllado til apparecera ; porque,
existndo esses abusos, e as causas que dfo
lugar a todos estes desmanchos, admiltin-
do-se iiiis 30 novicos, elles vi rao a partici-
par dessas causas, muitos se perverterao, c
anio nada temos aproveiado, salvo se com
o intuito de se aproveitar alguna bons, nffo
nos importamos de augmentar o numero dos
maos. /
Se existem inmoralidades, como disserfo
os nobres deputados, quesuslcntarao o pro-
jecto, e se se entende, (pie se deve cuidar
tape lilao das bjpotliccas para lser cscripinras
de distractos das inesmas; por quanto nao com-
pete i assemblea legislar este respeito a vista
do artigo 2 do acto da intrrpretaco : adiado.
OnOo da niesnia coiuinissao, para que se in-
delira o requerimento do provedor e mesarios
da Misericordia de Olinda que pedein, que se
instaure a disposicao do alvar de 10 de outu-
brudelO, que autorisava os seus escrivrs
para lavrarcui entre outras esciipluras a deliy-
potliecas as quaes pela lei provincial n. 31 sao
boje da competencia do tabelliao privativo
porciiip essa providencia nao cabe na competen-
cia (i'assembla, pi lo artigo 2. da intrrpretaco
do aclo addicional: adiado.
Finalmente outro parecer da mesma coniinis-
so, para se indefirir o requerimento de Jos A-
lex.Tiniie Prretra, tabelliao das bypothecas, pe-
dindo (jue a assemblea o declare competente, e
privativo pava lser as escripturas de distracta
de bjpollinas ; por quanlo nao compele ;i nies-
nia assembli'a legislar sobre csse objeeto ,i vis-
ta do artigo 2." da interpretaran do acto addicio-
nal : adiado.
ORDEM DO DA.
Contina a 2.* discussfo do projecto n. 10,
de 1813, que permute a admissfo de novicos
na ordem deS. Francisco, adiado de hontem
Vid. o DiariojlchoJG 11 do crlente .
pedind
providencias respeito do apontainento das le- -
tras, e salarios do respectivo tabelliao, porque I delfos, eiltitO telilla csse objeeto a piiorida-
essas providencias nao cabera na competencia i de j do contrario nao caminharemos em or-
da assemblea, c sao proprias do cdigo com-dem, collocando as colisas em seus devdos
meieial : ficou adiado. Mugares. Como en nao vejo una necessidu-
Outro parecer da mesma coiiunissao, parafde.de esfodo, e lima medida de salvacfio pu-
acto legislativo, que declare nao competente o dem perecer, se se nao adoptar a medida do
prujcclo, atteiidendo mesmo ao qui; disse-
rfo os nobres deputados, que defendrfo o
projecto, bei de volar contra elle, at que
apparecAo estas medidas de correcefo.
Agora tratare] de responder a um nobre
deputado, que hontem emitlio alguns prin-
cipios contrarios s minhas intimas COnvic-
tjOes. Lin nobre deputado, a quem nfo do
meu pro|iosilo olTender, disse hontem nesta
casa, respondendo a outro nobre deputado
do meu lado, que lallou tambem contra o
projecto, apresentando alguns Cactos contra
os Franciscanos, que nfo tinha razfo csse
nobre deputado, c que muilo se podia notar
na gente do partido opposto, onde tambem
se davfo immoraiidaacs. Sr. presidenle,
eu nao son deputado de partidos apoiados ,
son homejn da bumandade, e se acaso SoU
amigo de um homem qualquer, ncm por is-
soodcio e abomino aos mais. Porem o no-
bre deputado, sustentando as suas opinies,
lancou todo (i sen resentimento edespeito
sobre urna victima, que nao tinha entrado
em dscussilo. Eu direl, Senhores, que um
tacto desta ordem appareCC pela primeira
vez nos nossos parlamentos. eu leio tambem
Jgazelas, sei do que se tem passado em al-
guns parlamentos : vejo que alguns deputa-
dos tocSo em cellos individuos, porcni, ha-
vendo a I goma refocilo entre esses indivi-
duos e o oujecto da discussflo ; por exemplo,
Irata-se da ordem Franciscana, e perniittido
tratar dos individuos dessa ordem; maso
Sr. Soares d'Azevedo mettido em questes
de frailes .' PerguntO eu, quaes sfo os lac-
ios, que se apresenlfo contra o Sr. Azevedo.J
Disse-se, que a posta tou da sua relgifo, que
u presidente da provincia o demittio, eque
depois o reintegrou. Admira, Sr. presiden-
te, que o nobre deputado, que pertence a
Um partido, que ostenta ser o defensor da
libenlade, aprsente argumentos desla or-
dem : pois o nobre depulado, que represen-
la a libenlade. e o nii'smo que invade ISo
cruelmente a liberdadedosoutrosP Funjo
vejo em pie a liberdade consista, senfo na
harmona dos homens. Quem quizer achara
liberdade \a ao ebrisliaiiisino, cujas verda-
des puras, como sao, fazem de todos os bo-
nicos um su individuo.
Direi aiiula, que csse argumento nfo
muilo da competencia da assemblea, e cu
nao desojara ouvr billar aqu em objectos,
que mo veem a pello. Tralai-se da vida pri-
i rada de um homcm !
o Sr, ./".te Pedro vida privada '
O Sr. Baplisla: Sim, vida privada : o moti-
vo porque, segundo disse o nobre deputado, Soa-
res de \/.evedn apostatou pertence a vida priva-
da. Por ventura oSr. deputado fes esse ho-
mem algtima aecusaco, como empregado pu-
blico.' Qual l'oi O Cacto de que fui imputado ?
Depois, pcrgmiln eu, O Sr. depulado ja cominu-
nicoiict.se homem ? Sabe qiiacs soas virtudes,
que elle tem '.' .Nada mais fcil, Sr. presidente,
to que fazer de una vida boa, una villana, e
vice-versa. De mais, a respeito da aposlazia eu
nao sei cotua alguma, e mesmo istoso iucuni-
bencias |ue ilei\o para muros espirilos. Por-
tan to por csse lado o nobre depulado nao fea
aecusaco alguma que podesse desabonar a
pessoa cotilla quem falln
Entrando porem na vida pblica, que o que
est na ininlia aleada e na da assemblea cu
abono este houicm : direi que elle postoque
iiasriilii em Portugal aqu prestou juramento
independencia do brasil e foi um dos pri-
meiros, que assiin piucedeo no Matanlian que
este homem de muita litteratura, Pinza aos
(eos, que muitos que sejaclao de litteratos
i'ism ni como elle. E' um boineni que antes da
Independencia do brasil compoi urnas memorias
muilo importantes mostrando a necessidade
da separara!) (lo Brasil a conveniencia que
havia do rei voltara Portugal, deixando no l sil como regente o principe berdeiro da co-
lon, cat, digo ni.lis,que alguns deputado.-.,que
na constituiute portuguea lizrrau boaligura,
bein como un de|iutadode Peruambuco cha-
mado Ferreira alm dos seus talentos, foi nen-
ias memorias que encontraran urna fon te de
solidos argumentos a favor dos interesses do
Brasil.
Combaten'i agora outro principio, cundido
pelo mesmo nobre deputado a respeito das pri-
ma/Jas escandalosas para COU1 os estrangeiios.
O que quer Sr. presidente ver o nobre depu-
tado em Pcrnambuco ? Quera, que nesta pro-
vincia que cu tambem represento se fuesse
cxelnsao desses lioineus, quaildo elles teem co-
ufieeiinenlos e nos >o llleis, e necessarios? O
nobre deputado diz que representa o partido
da liberdade, entretanto quer exelusOes! V
ao elirislianisiuo como disse e abi ver una
praca esplendida, e niagnilica para todo o gene-
ro humano.
Eu nao sei como se quer liberdade quan-
do se pretende fazer de una pequea provincia
nina cidadella arenada contra estrangeiros ou
antes contra as francas e sinceras syinpalhias da
huuiauidade. V ao cbristianisino eahi achara
O principio iliyile nimicos vrstros benefacite
eis qui odrrant ros. E sao estes principios com-
pativeis por aquelles que s irazein a exclusao ,
e que so sci-veni para mover odios e rivalida-
des entre os homens .' O nobre deputado que
Unto se interesaos pela ordem Franciscana co-
mo poder adiar a moral as ideias que pro-
fessa? Sr. presidente, a verdade seinpre una,
e com quanto tendamos diversos processos de
cliegarioos ella, preciso reconhecer, que el-
la ti ni nina sfacc : ora, supponlia-sc, que o
nobre deputado por affinidade se ligava un
estrangeiro; perguntoeu, nao eslava collocado
em posicao c nao tinha mesmo interesse de
promover todo o bein estar desse estrangeiro ?
De eerlo, que sim. Mas outros, que estivessein
as suas ideias de excluir os estrangeiros, tani-
hcn deveriao fazer resistencia a esse hoinein ?
Sem diivida. Pois enlo, como pode estar a ver-
dade i ni dous scntinientos oppostos ? Mas se
se nao olhar para a patria desse homem e sim
ao seu iiiereciiuento s virtudes que rene, ao
sen espirito, eu estou que ser limito fcil


wv***r*
4
combinar todas asoousas, radiar averdade.
Esta pnrtanto ', que ca vordadeira doutrina,
qui- si- dovo abracar. Felizmente, Sr. presidente,
ii digo que esta ininlia doutrina aquella ,
<11 ogue i populando inteira. Porgelo cu,
quimil) winaqui.....al faite estraiigelro ehu-
je l"iu un s conlranicstrc ainaiih.ia liecessita
de dous < depois di' tre, p ira poder fazer as
obras dos seus Preguexes ser o administrador
da proviueia que manda, que todos van no al-
faiate estrangeiro? Quaudo vem mu medico es-
traugeiro, < um liomein, vendo sua espoza do
rul gcus lilfios voll'rendo e o manda chamar
mi raso de seus conhccimcntos, e couceito ,
dando-lhe ato" multo dinheiro a ganhar ser o
governo quem ordena, que se mande chamar
esto medico .'
Algn* Sri: 'Apoiadot nao certametite.
ti Sr. Jos Pedro : Faca applicacao,
OSr. Baptitta: A applicacao que nao
exacto oque se disse, que a administrando tcui
procurado dar preferencia aos estrangeiros :
mas,que procura oshomens peloseu merecl-
lliellto real; a appliearo que nao devenios
tratar de materias i que tendem nicamente
estabelecer a divisao entre: os homeiis. O nobre
de|iutado disse, que Pcrnambiicanosnao servido
si nao para marchar para a guerra.
OSr. Jote Pedro : Est engaado.
OSr. Baptitta: Appello para a assemblea
que o ouvio, e sao csias ideias que quera
coinbater.
0 Sr. Jote Pedro: Nao exacto; euexpli-
rarei.
OSr. Baptitta : Se ha engao, deixarci de
continuar. Senhor presidente, cu quisera sa-
ber se acaso o nobre deputado ignora que
ua Rusta onde se publicao quatrocehtos jor-
nacs c onde o auno passado se publicrao mil
' i mas obras de litleratura sobre diversas sci-
t'ueiencias, ignora, digo, que la inesmp ha
iiuitos cugenheiros fraiio/cs.' Em Lisboa an-
da lioje ai'iinleee o lilcSino ; e\isleiu all IUUtOS
estrangeiros empreados no serviro do paiz; <
cutan, nos pie estamos mols adiautados, para
nos artuarmos contra os estrangeiros; Pe cer-
to (pie nao. Portauto cu nao son de prem-
elas aos estrangeiros, Seuhor presidente mas
i inibeui nao son dessas dei is que so serv ni de
mover iiidisposiro.es e armaros incautos contra
aquellos, que dirigcm os negocios pblicos e
que.eheios di' SCUlilllCIltOS generosos,su desejao
n progresso do paiz, e que vivem luctando com
e>tas pequeas ideias. Ser preciso que nos
cilijamos verdade : e a verdade c cssa que
ii!in ipresi'iilado.
Supponho ]>ois ler respondido ao nobre de-
putado, c enfeudo, que cm cousa alguma o
oU'eudi. Todava, se se achar resentido diga ,
porqueestou prompto a mostrar, que cssa nao
lu a iniuha intenco. 'Contina)
Correspondencia.
Srt. reductores. = Constando-me que se pre-
Tende crear nina nova fri guesla na povoarao de
Caruar, boje parte da freguesia de S. Jos dos
i/ezerrps equeja na assemblea provincial lia
un piojillo nesse sentido loinci a rcsoltleo
de declarar niiuhas ideias a respeito como ha-
bitante daquelle lugar e ao alcance das vanta-
;i'ns ou desvntagens desse projecto; por Isso
rogo aos Sis. redactores tenhao a boudade de
publicaren) seu conceituado Diario as ideias.
que a respeito me occorrein
Este projecto nao i fundado em utllldade ,
nem necessidade publica; nina medida dos-
p< odiosa a provincia ; a deviso proyectada
iinpe frita ; a esse projecto nao precetterao as
formulas cannicas : oliendo o direito de pro-
pi irdade c elle c eill sua ossencia tillio do ca-
p i lio d'alguem por mesquluhos motivos.
.Nao l'uiidado em utilidade neui necessida-
de publica ; porque a freguesia de S. .los dos
//e/.erros com quanlo pareya eslcnsosa em
lonipi inienlo tcm todava pequea largura ;
de surte que nao c\ede a inas de quatro leguas,
> estando a matriz quasi no centro da freguesia
presta promptamente a todos os parochianos os
auxilios espirluaes que se demandan. Nem
consta que alguui freguet d'alli j.i reclainasse
por qiiaiquer talla de soceiu ros espirluaes ra-
san nica c poderosa que poderla autorisar
i usa medida, quando liouvi ssc falla de parocho ;
e cssa proviesse de auxilios espirituaes pela dis-
tancia em que habitan os fregueses da matriz ,
c de scu parocho. Para prevenir qualquer fal-
la disse sentido o parocho tein enllocado na
povoaco de Caruar o sed eoadjuctor onde
constantemente reside c administra promp-
tamente todos os sacramentos ; de sorte que
nao pdein os habitantes desse lugar, por inas
cssa rasao, reclamar por faltas de administraban
de sacramentos.
A capilla do Caruar que se quer erigir em
matriz, dista 6 leguas da matriz de S. Jos dos
A'i /ei ios distancia pequea |iara as freguesiks
centraos. onde os parochos teem iodos os nfeios,
para promptamente vencer cssa estenco ; ai
crescendo que a freguesia nessas distancias tcm
capellas ciliadas que facilitan aos lipis os re-
i ursos cspiriluacs.
J se ve pelo que lii i dito que o projeilo de
una nova freguesia na povoarao de Caruar
nao reclamado pela utilidade e nem necessi-
dade publica ; nas as Icis so niio dovcn faser
sem utilidade logo tal projecto infundado.
O projecto dispendioso a provincia, porque
a capilla de Caruar mu pequea e falta-
llic absolulameiit. lodos os preparos para o des-
cinpeiibo que se dcnianila em nina matriz;
de nilster pos edilicai-se una nova grejfl e
eoinprareni-se lodos os preparos, que nina ma-
l i/ demanda ; e em lal CaSO a provincia nao po-
llera despender mena) de n> ionios de res
gpesa intil e em pura peda da provincia
pelo que antecedentemente se demonstrou; a-
Icinda despesa constante com as congruas do
;, rocho, < seu coadjutor, com guisamen-
tos ''''' ... ,i
Ora sem utilidade. neni necessidade nina me-
dida '|llr UDU vi iii a pesar sol.re o povo ,
decrr, que inereca acolhiinento entre
olhido* da provincia, e escomidos para
iueihoi-ar-lbeasorte.
A divisan projecUda niperfeita; poique nao
poda elle tor outro fundamento, que nao fosse
facilitar os recursos espirituaes ao povo que se
aelia em maior distancia da matriz actual ; mas
capel la de Caruari.como sedlsso,dista 6 leguas
da matriz, eo plano da nova freguesia abrange
mu estribo e curio terreno cu jos limites
vcein a loear-se mili porto da matriz ; entretan-
to pie nao alcansa os ns da freguesia onde
o povo est inas longe da matriz ; portauto ,
quando nicsmo tal divisao tivosse lugar, ju-
mis poderla ser erlgindose ('ariiar em ma-
triz mas si ni cm lugar inais distante da sede
da parochia. Note-se que no terreno circuns-
cripto a nova freguesia nem existe povo sufli-
eienie que possa oecupar 0 parodio o o seu
eoadjuctor, como se vera da eslatstica daquel-
11 freguesia que se aclia na secretaria do go-
verno c o i>ovo suimuainente pobre.
A este juojecto nao proeedero as formulas
cannicas ; porque o povo nao reclamou O
Exm. prelado diocesano nio foi ouvido o nein
conveio em lal divisaos entretanto que cano-
nieauenle fallando milla a divisan de l'rcgiie-
siasscni seu oonsciitimouto ; e as diligencias
cannicas. K ftecressentoremos que nao s
ninguein do povo reclamou, como que aca-
mara municipal do Bonito a cojo municipio
pertenec a freguesia, nao fol ouvlda respeito,
estando ella competentemente habilitadn para
'dlerceei- dados que levassem ao espirito do
legislador a conviccao da conveniencia da medi-
da etc.
E'contra o direito de propriedade ; porque a
eapella de Caruaru propriedade particular de
um individuo que protesta oppor-se em de-
fosa de seus direitos provindo por cssa rasan
milis um Inconveniente que se nao remover
sem maior despendi da provincia.
Este projecto so pode ser Amo de capricho,
o mesquinhos motivos ; porque, no sendo til ,
nem neeessorlo, sendo despendioso e Imper-
feta a divisan e contra as formulas cannicas ,
deve le naseido de motivos reprovados pelas
leis. e pela moral publica; pois que se aoba
fura das veriladeiras rasocs, por que se eslahele-
cem as ii'is. Naturalmente algum despeltoso
daquelles |iequcuos lugares por motivos mili
pequeos escandalisado com o son parodio pro-
testou logo dividlr-lhe a freguesia, contando
com os representante* da provincia, entenden-
do (pie dar aliruns votos as eleicocs este,
ou aquelle candidato llie d dircilo a exigir sa-
crilieios do volado contra tildo que as leis re-
proviie o coiidcmnao.
^ccresse a ludo isto. que taes divisos de fro-
guesias peirai) a condicao dos povos ein lugar de
nielhoral-a.
Divididas as froguesias fico ollas rodusidas a
mili pequeos rendimentos e nesse estado J-
mala possivel cahor-llio por sorte um parocho
i I lustrado do taO boa moral que possa dosoin-
penliar as importantes funeroes de seu ministe-
rio. Dahi se seguir ou que as froguesias
fiquem sem pastor, ou mal curadas; porque
nem os parochos poderao tor um eoadjuctor ;
C por esta forma em lugar do so fazer mu hem
ao povo subdividindo as froguesias se far
um mal real, de tanta maior oonsoqtiencia
quato offende a moral religiosa do povo.
Sea recelta da provincia fosse t;To vantajosa
que podesse sobearregar-se de grande poso ,
concordaramos com essas divisos porque
o lliesoiiro supprlrta o ipio o povo nao d aos
parochos ; mas sendo a desposa desta provincia
superior a recelta entendemos que o projec-
to de divisan de freguesia c anda antoeoono-
mico.
\ vista do que no de recelar que tal pro-
jecto progrida ; poique a provincia represen-
tada por cidadflOS que dovein exprimir a volita-
do do maior numero o 0 maior numero desta
provincia nao quer, que os caprichos de um
individuo dcsconhecido na sooiedade vonba of-
fenderas leis e o interesse de tantos:
Srs. redactores milito loriamos anda a di-
ser, se tivesseiuos em vista fallar milito; mas
nosso lim eommuuioar aos representantes da
provincia os dados que temos em proveito
publico sentindo que o objeoto parees um
lano particular o que nos fallecao luzes para
diser sobro lautas outras materias de utilidade a
provincia ; como porin deve qualquer con-
correr com a quota que poder para obein pu-
blico faro quanlo devo. Espero da bondade
dos Senhorcs redactores a hnpressao doss?s 1-
nhas. Seu constante leitor etc.
PUbliea^dcs a pedido.
A 8ED1C0 DAS ALAGOA.
Nioguemba ah, que nfloouviss fallar na
/mire/ sedicrii), que aiiu'a(;ou, na desgrana-
da |iioviieia de .Magnas, descri compromet-
imiento tranquilidado publica, que, se-
gundo diz-se, encelou sua earreira pelo as-
sassino; e quiz continual-a pelo incendio e
devastaco Todos treiuerffo de honor por
lanas atrocidades e lancrSo sitas vistas pa-
ra aquella parte do imperio ; mas de repente
serenou ludo, ainda boje espera-se o tfio
preconisado desfecho; indaga-se, que causas
obstrSo a scu desenvolv ment; algueni
atlribue este resultado vigilancia admi-
nislrativa ; oulrosba, que duvidSo da exis-
tencia de semelliante sedico, lanc,ao-na cm
con la de invenios dos partidos, de rancoro-
sasvinganess,edeineptidSe do administra-
do, que rege as Alagoas. Para que o publico
nao fique ignorante do que. ajli se passou,
para me forme um juisoucqqaes foroos
sediciosos; quaes os agentes provocadores,
aqui damos una pequea descripcio da ori-
gen) efim da sonliadasedicio ; e quem du-
vidar anda, que quasisempretito asmaosgo-
rernos, os que uirasldo as povo desordftn e.
una re h i a, niire-se ueste espelho, e decida
com a fnflo na consciencia.
Vlagoas, apesar de dividida em dous par-
tidos, gosava comtudo de profunda paz, quan-
do alliapoontou o Sr.desembargadorCactano
Silvestre, de cujo paentismo esperava-se urna
adminislra^ao, seno creadora, ao menos
dessas que passo desaporceliidassem sau-
dade nem alegra. Em verdade S, Es.
comecou seu curso de governar entre fwnatpu
de incens dos partidos sem aparlar-se d'a-
quelle caminho/c irresoluedo, que em muita
gente da visos de imparciulidude. Assim ia
enebeudoos dius espera de sua demissSo tAo
chorosamente pedida, quando fallecen o sena-
dor I). Nuno ; para logo nuidou-se mgica-
mente a scena, o choque cleiloral fez estre-
mecer at as impassiveis libras do Sr. desem-
bargador Silivestre, e eil-o ligado em corpo
e alma ao chefe de polica interino Agostinho
Guerra, e ao Dr. Francisco Joaquim, juiz dos
feitos de fazenda e procurador de seu irmflo
boje senador pelas Alagas. E o que nao fa-
ria urna trindade, que buscava o reina senato-
rial? Praticou cousas inauditas Mas deixe-
mos de parte a historia de tanta perfidia e ne-
gra ingralidSo : queremos sement por ora
indicar a poca de que data a proteccao de S.
Ex. e a dedicarlo de sua alma a todas as exi-
gencias de ur desmiolado Francisco Joa-
quim, e outros seus comparses. De entlo pa-
ra cao Sr. des. Silva considerou seus ininii-
gos os queadvogrSo a candidatura do muito
honrado des. (ialviio, hostilisou, por qllan-
tos meios teni o governo, o numeroso par-
tido, em que figura a gente mais distincta,
da provincia por seus couhecimentos, have-
res e servicos ; e como, a despeito de todas
as persegui^Oes acintosas, anda este partido
conta muitOS e fortes alijados, que desprezao
as bravatas governamentaes e ameajfo
desmanchar ospeqimino* llanos dos Bastos,
Dantas e Comp., assentou S. Ex. ou al-
guuem por elle de provocal-os platicar
alguma imprudencia, para d'est'arte inutili-
sal-os no corrente auno, e perdel-os no con-
ceito publico. A villa de Alalaia, entregue
a um bando immoral, muitos dos habitan-
tes d'esta eda villa da Assemblea asilados as
brenhas,quasi todososolliciaesda guarda na-
cional demittidos e perseguidos, nao l'artava
a sanha dos sycophantas; restava a villa de
Porto-de-pedras, onde ndo tnhilo podido
achar quem ncuttalisasse a influencia do
digno commandante superior Jos Paulino
primeiro vice-presidente da provincia. Este
eidadao, que desde longos anuos gosa no
seu municipiode subida opiniao, fundada em
servicos reaes a sua patria, dotado de rna-
nciras francas e pulidas, de carcter honra-
do, de urna fortuna independente, e oriundo
de familia distincta, e urna d'essas influencias
benignas, que convm a todo o administra-
dor a noser um zote manter e animar
porque nunca foi exercida senao,a prol da or-
dem publica. Em todo o municipio de Porto
de-pedias nao ha um s propietario, que
quizesse acceilar a missao de perseguir Jos
Paulino a excepto de Bernardo Antonio de
Mendonca, seu capital inimigo de 1817 por
negocios polticos, prolector dos cabanas, e
como tal processado e preso bordo das em-
barcacoes de guerra, homcm tao curto de i-
deias, quantoeotnprtoem manhas. Pois bem,
foi d'esle homein,que lancaromao os Dantas
e o presidente para dar mate a Jos Paulino ;
comecaruo por l'azcl-o delegado de polica--
cargo para que Mendonca hahilissimo, visto
que, de ha niuito, quempro curavaalguinc.s-
eravo sumido recorra a seus couhecimentospra-
Uros da materia. Bernardo, pue por seus
bons costumes gosa de pouca eonsideraciio
para conlrabalancar uu lugar que tcm Jos
Paulino, quiz metter em scena os cabanos,
dos quaes jatinha sido alliado, e que guar-
dlo anda posicao temivel as maltas, que
correui no fundo^jaquene municipio. i-e/.
urna viagem Jac i pe onde se diz que ti-
vera entrevistas com alguna chefes, e d'ahi
por diante varios d'esses perdidos lorio vis-
tos em seu engenho. Os rumores deque com
esses salteadores nutria intelligencia, e d'el-
les se pretenda valer para vingar intrigas,
corrrflo por todo o municipio de Porlo-de-
pedras, e ainda mais vulto tomrao, depois
que elle como delegado, reunindo gente
para elleetuar urna diligencia de polica, cm
ella mandn um seu lilho fazenda do pro-
prietario Jos Esteves dos Passos Lins, ar-
rancar canas, e destruir urna plantacfo feita
amis de dous anuos, que Mendonca dizia
estar em terreno seu Esta resistencia,
comnietida por um delegado, acompanhado
de todos os cortejos do costume, isto ,
furto, roubo, injuria, pancadas, &c., a
todos assustou; queixou-se ooflendido.porm
debalde. Nestas circumstancias, quinzepro-
pretarios do lugar, entre elles o chele de
legfo, trez tenentes-coroneis, vigario; e
muitas outras pessoas respeitaveis, fizerno
urna representacao ao presidente, expondo
os recelos que tinblo, de que f'ossem pelos
cabannos accommettidos, visto ser publico,
que Mendonca os incitava. Desprezou S. Ex.
a representarlo. Segunda Ihe mandou Jos
Paulino, ili/endo, que novos motivos havi-
lo de reccio, e que pelo susto, em que todos
se achavao, algumas pessoas suas amigas, v-
Snhos, e moradores se Ihe tinba ido a jun-
tar para se defenderem em caso de aggres-
So pedindo por lim providencias pata ga-
rantir o municipio. \o leve esta roclhor
successo que a primeira ; Coi S. Ex. perseve-
rante emdizer, que aquillo nao passava de
intrigas particulares, pue Bernardo nfopdc
ser cabanno, e final mente ordena Jos Pau-,
lino qoe nao s dispersasse todosquantos cm
scu engenho estivessem armados.mas que sus-
pendessfi qualqner reuniaO da guarda nacio-
nal o que este cumprio, tomando por toda
a medida de caulella mandar a Macei com-
prar vinte e cinco armas, i fim de se defen-
der com seus escravos, caso Bernardo levas-
se nvnnle o projecto de o mandar atacar.
Em meio d'essas couzas chegOU a capital o
Dr. Cansansao, que vcio a esperar a passa-
geni dos vapores, (J como se demorasse para
attender a direeQ&o, que os negocios toma-
riflo em Porlo-de-pedras, bastovisso para dar
lugar ao partido contrario fazer representar
a loica, servindo-se do prestantissimo apoio,
que Ihe dava a itinior meplidao e mais reco-
nhecida imbecilidade, que possivel ima-
ginar. Acredifou o presidente ou ize-
rao-lhe acreditar que se tramava um mo-
vimento sedicioso na provincia com o fim
de o fazer sabir da presidencia para entrar
Jos Paulino, demitlir os empregados, e, pre-
parar a provincia para entrada do que viesse!
NO concorreo pouco para dar alma a essa ca-
lumnia o assassinato, que em Ala.'aia comme-
trfio na pessoa de Luciano Peteira de Eira ,
que essa gente espalhou partir dos EimaS Ro-
chas, e que era a cauza negocio poltico, ha-
vendo plano de se fazerem muitos outros as-
sassinatOS nos mais inlluentes do mesno par-
tido. I inmediatamente desenvoJyeo-se umap-
parelho bellico nunca visto; demiltirao-se lo-
go alguns commandantes de batalhiq, qu a-
inda existiao do partido Sinimbu(este foi o
grande plano! Pretexto plausivel para dar as
ultimas demissoes j deraittirao todos os oflic-
aes do corpo de polica; mandarao marchar
de Macei cincoenta pracas de linha com mais
quarenla, que estava na cidade das Alagoas,
e hem assim a guarda nacional das villas do
Norte, Atalaja, Imperalriz e Alagoas, e or-
dena para se reunirem as de Anadia e Pal-
meira. Com esta grande lotea, que talvez,
chegasse quatrocentas pracas, mandou S.
Ex. cercaros engenhos dos Limas Bochas,
onde se dizia, que havia reuniao criminosa ,
sendo esta commissao encommendada a dous
olliciaes reformados, ligadaes inimigos dos
perseguidos. Em quanlo os Bochas avisados
a lempo, procuravo porem seguranca as vi-
das, que elles trio oobicosas procuravflo, o
presidente aquarlelava toda a guarda nacio-
nal da capital, collocava pecas carregadas
com melralha na frente do quartel, relrcava
as guardas, dobrava palrulhas, ntandava pe-
dir ao barSo da Boa-vista um brigue com gen-
te, armas emunicao e sublrahia cincoenta
prac,as do vapor, quetransportava tropa para
corte. Figurarloa provincia em prximo pe-
rigo; dissero para o Bio-de-janeiro e para
Pernambuco, que a sedico era eminente,
que o Dr. Cansansao se achava a testa d'ella
( fortes animaes!) decombinacao com os des-
gostosos de Pernambuco, e ao presidente
d'esta provincia pedirao providencias contra
orespeitavel pai e familia do commandante
superior Lourenco Cavalcante cm Garanhuns!
Depois de todos estes apprestOS fizerao avan-
car aforca de Atalaia para prender os Bo-
chas ; marcboii esta chou osengenbos de-
serlos e abandonados nem o menor vesti-
gio de resistencia DeitrSo logo aos mea-
mos engenhos, e lizerao brbaramente arder
todas as planlacoes, casas de fabrica, obras e
at a morada dos lavradores e visinhos su-
bindo mais decent ecincoenta o numero
das incendiadas!!! Depois de pratioarern to-
dos estes allcnlados, dirigirao-se os novos
vndalos pata a villad1 Assemblea, onde com-
meltrio outros tantoscrimes, como melhor
se ver da representacao abaixo transcripta,
que o presidente nenhuma attenco (leo.
D'.".!!i pretendido marchar para o municipio
de S- Miguel e Palmeira, para pre|>ctrarcn i-
guaesactos pretexto de procuraren! os Bo-
chas: mas ou fosse porque, nao encontrando
a tropa n'essa longa marcha indicio algum de
resistencia, e o presidente se envergonhasse
do miseravel papel, que o lizerao represen-
tar, ou que a noticia Ihe viesse dos excessOS
commettidos, da Assemblea fez retroceder
cipedicdo. De toda esta grande campanba s
restilo os incendios e roubos, qoe-flzcrao,
dos quaes nao tcm mostrado o presidente o
menor sigivil de desapprovacao Encerrado
em casa c s fumando teni por ministros Dan-
tas, sen irmao, Bastos, z.
Estesfactos nao precisio do commentarfos,
considere cadaum, que forc,a de resignacao c
prudencia nSo seria mister apresentar para
soffrer urna trepa desenfreada, marchando
com oarchote na mfio para fazer guerra a
propriedade, roubando c insultando! Se bou-
ve jamis actos, que inercecssem serreppel-
lidoscom mfio armada, forio certamente es-
tes praticados por um governo, que, em vez
de proteger, perseguc e extermina. (*)
Senhor Auijnailo ***. So vos Sr. vos con-
tontassois como negar a infallibidade do pana
oni vossas correspondencias doJ7, e2de fe*
?ere!re :;;; Diario ..'. 'cnuunburo eu contentar-
me-hia em vos dizer que grandes insignes ,
o sabios theologos tcom tratado dessa materia ,
sustentando o pro o o contra ; e que todos os
cal liolicos, odiando na pessoa do suiuino pon-
tfice o nico representante de \, s. Jess* hfls-
to na trra, abaixo a cabeca ts suas dicisoes t
eathedra como infalliveis e nem cousa que
possa deixar de ter voga ( como dizi i- porque
lia muita diraeuldade de se reunir um concilio ;
[ *.) A representacao cima referida j.i foj
aqui publicada.


7
m iseni lim isto SOrfa nillil quostao limito trans-
ceiidonte para minlia poquenhez oque nella
nao 11 ~ nvolvo, por nao ser de minlia profiss; o,
econhccer minhas debis lonas. Vosporm,
jjr. les milito inais ao longe, vos negis ao
siiiiiiiio poutillcc a prmazia de honra e juris-
dicTo negis qne o sumiiio pontfice soja o
milco representante le ti. S. Jess -bristo na
ierra i vos mostris multo odio, e raacor
igreja catholica e parecis ein fin uin fiel dis-
cpulo de l.ntliiTo que, fiel vosso mesti'e ,
repets as mcsinas declamar oes, snplu'snias, ab-
surdos, eonlradiro.-s falsidadrs 8cc. contra a
igreja catholica, fasendo semblante de nao ve r
as victoriosas respostas, que se teera dado, v
siiplcsiiiciilc me limito a provar que vossa lt
iniagcm e* liitherana.

sobre ,,, ,Mi,1(.|,,, ,io divi/To perpetua, que
tenue a 8ubdvldirse infinitamente em sellas iiili-
niiaiueiiic
  • assim como em poltica, n diviztfo tuna causa
    miniediata ,i;1 fraque/a, un germen de dissolu-
    cao mais nu menos prxima, ('.onza singular
    rural'1 aa este '*'Rne amor mr. Roscllj de Lor-
    nnJta numero< 'I'"' ";,s oondb.-oes orilinarias,
    J-'""" linio, ni augmenta a forra, aqu nao produz
    is do que-a diminuirn; porque no protes-
    .ntismotoda a inultiplicaco nao operascnaodi-
    rises successivas, I'.'contra a igreja catholica,
    que os furores do inferno teeni de se quebrar.
    K' esta igreja, que tem de durar at a eonsum-
    inaco dos secutas: e nunca houve, quemdjsses-
    80 (segundo o vosso sophisma) que S. Pedro
    quehavia de durar ataconsuinniaco dossecu-
    i
    crenra, em que osto os p,,
    ou esplrltos fortes em que ag 111|.()i,s ,
    rao einseus aunaos que ,-oI.ain. fo
    mrdesta grande reyolura' ,. ,lavia ,.,,,,.,_
    nu o .J.nsto Nao sei A Uias ,., ,(..M|o
    estes taes o Arate de uperstciosos, e fan-
    ticos?
    Passais vos fLdest' (lil. a energa dcstaspala-
    "'" tovpi da oftiUbUidadc ; e vos conten-
    eTnXeont-n'ttel*tS Ponto indefiuklo,
    , ,t, puiaioin .ov.iMa ; mas aodepois, vendo
    que esta s ,m sr "'r, t. s limas r ,oucas de voz.es miseraveliuente. Ora
    concedel 4a WhlllMlidadc S. Pedro e negis
    aosse A successores, ora vos arrependeisde
    a cr sucedido mesmo a S, Pedro porque: elle
    " u sen Divino Mostr ; ao depois enchestes-
    de alegra pelo lacio de s. Pedro ter nega-
    0 eardeal Parea trata da rapacidad"sacrilega (o-
    la ao clero pela impiedad)' des seculos de luzes,
    asshn como boje se tem frito, e continua a
    lazer-se contra os lirns das grojas, e conven-
    tos. Quem se pode comparar com o tentador
    satans sois vos com 3$ rossas corresponden-
    cias incendiarias, que so pdem ter por lim fa-
    scres partidarios de satanaz, pregando que nao
    reeonliecamos a prima/.ia de liorna, e jui'isdic
    cao no papa... Disse. \i logo, o M. M.
    -**-* """^rr":."" ihomumiimijji'j'HIu
    Variedade.
    Carta do multe barbein Andri da Gnu '""
    comadre Antonia Resoluta.
    vos
    do
    sen Divino Mostr por causa o^aliqwndo
    .mversus, confirma fmires luoi = tornis a
    Bear triste, porque d*ahi se segu ue S Pe-
    . opiniao com o Cacto de S. Pedro querer, que
    os neopliitos fossein cila iimcidailos e S. Paulo
    ser de opiniao contraria ; mas, vendo que dahi
    nada conel.iieis contra a infallibilidade, conclu-
    istes contra a soberana absoluta. Com este
    uan/a-i, Sr. causantes algum desgosto aos vossos
    leitores ponpie licanio na duvid ,, se vos con-
    cedew a infallibilidade a S. Pedro ou nao
    \ amos agora aossuccessores de S. Pedro, e vos
    tambcio com estes nao vos mostrastes mellior
    gueireirode Luthero;porqae,tendovos dito,que
    os lacios formjgao nos monumentos ecclesiasti-
    cos, ein que se prova, que os papas erriirao vos
    contentastes com dous (actos: l. quefr o bspo
    ite bordeaux denunciar o papa ; igreja por ter s-
    signado a concordata com Napoleao; o > s
    Cyprtano morrer resistindo decisffo do papa
    ivlabvamente ao baptUmo ministrado por ne-
    reges-, ecanlessais que ahi o papa tinharazoo
    porque o concilio decidi a questao sen favo
    as ah est, porque vos digo, que tamben. Cos-
    tes nial succedido porque em quanto : o pri-
    ineiro laeto, a opiniao do hispo de Bordeaux fse
    . que isiu u veraaae; o aopniFo de um ho-
    inein, que nada pode decidir .i vosso favor ; em
    quanto ao 2." vosso argumento contra produ-
    ..ut. m ,,.,,,,,,,. vos mesmoaecrecenlais, me
    o concilio decidlo a questo a favor do papa e
    se >. Cyprtano morreo resistirido as decisoes do
    papa, como vosdizeis, so a Ideia muito triste,
    que elle lar.a dos bere-es, vossos mestres, """;!''a (lm (,1 8ant0 ., 1(.sistir ao summo
    potitlfce^, de queniell
    - ".storiaseguate,
    le era lab obdientf
    que vos ah contis, tem
    guaca. Jess Cln-isto havia perguntado fdi-
    Sll 1
    -eis vos) aos seus discipulos |V>v porcia qiun,
    ilizcis qncm smi '.' Simao Karjona, como malt
    velho, e a (piein o amor para com o Divino \U s-
    tre levava sempue a tomar a palavra, resjpon-
    deo em nome de lodos (este em nome de todos
    teiuscupeso; T s Cluisto lilbodeDeos vi-
    vo. fc, en te digo, (replicn Jess t bristo)
    que tu es Pedro, que nohre estt pedr edciiua-
    i"ei a miulia Igreja, e as portas do inferno nao
    prevalecer contra ella Ora feontinuais vos)
    uaveudo .lesos Christo feto a piargunta a todos
    os discpulos, e tendo S. Pedro respondido por
    lodos (reparem bein ueste por todos) claro
    'nunca vi C011/..1 inais escura) que todos na
    petsoa de S. Pedro f,v elle aquella promessa,
    porque (acresseutais vos) nao era sobre a I nor-
    ial pessoa de Simao ffarjoiia, nem de iienlium
    uc seus discijiulos, nem de todos juntos, mas
    sobre a f por elles professada, e que devino
    r pregar por todo o mundo, que Jess
    insto proinetta fundara suagreja! Ahi se-
    obor, vos aqu dais armas ar s vossos contrarios :
    porquauto quem vos assegurou, que S. Pedro
    i-cspoudeo jior todos !' Como adevinlias que
    os outros apostlos tinho a niesina le, que teve
    V Pedrol Para que queris roubar a gloria S.
    1 euro de ser o prmeiro liomein que COnfessou
    i clivindade de Nosso Senbor .Fesus Cliristo \a-
    Ig-
    noris, que a f una virtude sobrenatural
    ( 01110 certlbcais, que Dos leo nessa o
    essa virtude
    tecasiao
    igualmente aos outros discpulos?
    h clavo1 fdiwls vos) que todos na pessoa de S.
    ledro fez Jess Cl.risto aquella promessa! O
    que c claro .; que Nosso Sendo*- Jess I bristo
    quiz premiar o prmeiro que na tena confes-
    bou a sua divindade, e tanto cassim, que nrin-
    cipiou di/.cndo-ll.e emaventurado ,-s Mmao
    etc. -- o era sobre a mortal ptmta de .S'neio tlar-
    jona (continuis v) que Jess Christo prommia
    fundar a sua igreja! Mas sobre toda a Dessoa
    1I1P Vn^^............................. !_____ .. ..' -^ '
    S. Pedro
    Slllllllios
    los
    q'te Jess
    .Mas onde
    '''i' Ibsse oceupar o uiramu lugar
    depois de sua morle. isto sobre
    pontifeoes seus sucessorrs. E'sobre a f pe
    apostlos profstada 'anda inMstlsj rfVu Ja
    ( nristo promelHa fundar a san igreja .' .Mas 011.
    acacha esta t fura da igreja catholica, cuja pe-
    dia fundamntale* S. Pedro, p seus sucessores?
    Prtesfintissiuio? o qui mu nlfirma, ouero
    ega, aquelle duvida!.... O protestantismo,
    1 nio -.ubstisiiiud,, autoridade da igreja a
    MiiaHHHiiUade darrasgo prix.id... .i.-ha-.vfundado
    putoil \osso Senbor Jess Christo por loueo.
    Nao (' pois a infallibilidade do papa o motor di
    todos os males, que aflligirao o mundo callio-
    lieo, c si 111 todos os furores do Inferno, isto c
    >A os vossos mestres heresiarcas, j,i o pliiloso-
    phismo, ora pregando a inerediiiidade, ora o
    deisino, que tem luctado com todas as suas
    1 ;as contra a reja catholica, cuja pedia funda-
    mental c S. Pedio, c seus successores, e nao
    tem feto senilo apparecer a igreja catholica ca-
    da vez mas brilbaiHe! Diiein l'lltao OS impos
    na dor de sua Impotencia Subsista este abuso
    anda por mais seculos.
    Vs, Senbor, sendo to intrpido guerreiro.
    no lim da primeira correspondencia mostrastes
    estar .Uin poUCO acobardado, e nos enebestes de
    pavor com ideias lgubres de InquisLcSo, fo-
    gueiras, carochas, etc., vendo j reis, imperado*
    res desh onisados com dor de vosso corceo!....
    Ai: Ai! Aqu entre nos, que ningein pos puca
    vos ahiqni/.estrs combar dos vossos leitores?
    ''0111 (pie os soberanos crearan a iiqiiisi ao pa-
    ra se (lefendrreui dos planos do pbilosopliismo,
    une taires nio teria conseguido sen lim, sea
    luquisirfio existisse, e VOS di/cis. que a inquisi-
    1 ao li ni destronisado reis? Vos bein sabis, que
    lodo o Mugue derramado pela inqnisicuo uoo
    tem termo de coinparacao com o sangue, que
    o philosophisillO moderno tem derramado! S'
    ein Franca o proprio Robspierre se cncheo de
    indignacao de tanta malvade/.a! Vos sabis eni-
    lm, qual tem sido o eil'eito da anarehia, que
    por quasi todo o orbe o pbilosopbismo tem
    plantado com suas ideias revolucionarias de di-
    reito do novo, igualdades, fibeidadesetc!....
    Dai-me licenra Sr. que ou passe a tratar de
    vossa segunda correspondencia. Vos ah des-
    tes de 111.11. S. Pedro, c seus successores, e prin-
    cipiaos acontas com os cardeaes e dahi dfsses-
    tes aos bispos (taires para seguir a escala ) c
    sois tao mal succedido como com os primeiros.
    \ os lestes nao sei (pie discurso do eardeal P.acca.
    e gritastes alarme. Principiis logo mandan-
    do, que iiireni-se nesse eapelho sem dizeres
    que espelho )OS soberanos e os governos em
    eujo territorio seja reeonhecida a prmasia de
    honra, e jurisdiao do papa; porcni perintti-
    me (pie cu vos (liga j., qne isto est em con-
    tradirn com o (le (lissstos na primeira cor-
    respondencia. ,Diario de 1? de Te ver el rd pag.
    :'. col. i 1 Tenho como todos devem ter, (dssestes
    ros ) que o papa deveser obedecido as materias
    de sua competencia, as materias de reli-
    giao, porque elle exerce ni igreja urna pr-
    masia de boma, e de jurisdieeao que c pre-
    ciso respetar para a boa ordem, e economa
    administrativa, e unidade da igrejaponha-
    mosde parte, digo en, esta ms'eravel conlradie-
    riio, c pei'gunto: isto 011 nao c beresia.' K'
    da infalihiliadeque duvidais, ou c tainbein da
    priiiiisa de Iioura c jurisdirao .' Mas ah! que
    VOS ja estas divisando sintonas da iiquisissao
    em uina nao sel que intriga entre o icspctabil-
    lissiino prelado deoeesano, e o Exm. c Itm." Si.
    bispo resignatario de Olinda, e chamis a at-
    leueao do "i." sobre este poni, e cu chamo a
    attenriio do prmeiro por ser merecedor de mu
    elogio, que nao Ihe faz milita honra por ser
    dado por vos; porque diz S. Paulo (de quem
    lambeta vos servistes para mentir, assini como
    Asestes com os santos padres)que com os
    hereges, iieni ao menos os saudemos. Vamos
    ao discurso do eardeal Pacta ( continuis vos)
    e eis ahi o grande adiadoos papas tem sido os
    verdadeiros autores das instituiracs tanto religiosas,
    taino civis, e qac cstranqeiros teem oasado atlribuir-
    se a honra como se fossem obra d'ellcs. E en tao,
    perguntoeaduvidals, que o chrstianiismo te-
    oh 1 sido o germen de todo o progresso, de toda
    a civilisacao, de toda aliberdade .' Vos eslis
    lux inuiuli disse Nosso Senhor Jess tJiristo
    ios seus apostlos, mas aida isto nao nada;
    qual c o niausiiiho, inansinho, com que se chega
    aos mais horrives resultados, e o regresso, re-
    gressw, deque o eardeal Paeeatem saudades.' Se-
    ra o tres seculos de derramentodesanguefeitoaos
    christaos? SerSo desoto milhes de inart] res de
    Christo a ponto de canear a malvadcsa dos ver-
    dugos .' Serao os combates continuos at boje
    litos contra a divina esjiosa j pelos heresiar-
    cas, principalmente vosso Diestro Luthero, j
    pelos philosophos, principalmente os deste secu-
    lode bises, que parece bein o lempo profelisado
    pelo apostlo das gentes? Vos, que em una pe-
    quea correspondencia ajunlajs tantos tactos
    (la historia sagrada, c profana, 011 falsos, ou in-
    vertidos, ignoris, que estes teem sido o inau-
    sinho inansinho, com que a igreja catholica
    chegou ao brilhantismn em que se acha, e que
    KOWlll veiilieado evaelanienle a promessa do
    divino Esposo c as portas do inferno nao
    prevalecerdcontra ella Supponhainos anda,
    gu o eardeal l'aeea diz 110 scu discurso ( que
    linda nao li ) mas siqipoiihanios que elle diz o
    seguate vastas pon oes d'Alleinauha, as mais
    bollase productivas,pe teueio ao clero com di-
    reitode soberana temporal, que se estenoia so-
    bre muitos milhOes de suJ>ditos que parallelo
    tem isto com o f.icto da satanaz ter carregado o
    Senhor sobre o pinculo do templo e uaostran-
    do-lbe todos os reinos do mundo, e a sua pompa,
    lite disse, tudo isso *e tlarci se uto adorares .'
    Pie/ida comadre.O allelo que Ihe consagro
    obiigou-inr laucar no papel algumas liulias,
    para Ihe e\pr os ineiw sciitimenlos ti respeito
    da sin caria, que li no l). Soro u.".'!,">, e para
    prova da sinceridade e franqueza,com que O pre-
    tendo faser, na"0 usarei de mua lingagem to-
    mada de eiuprestinio ; mas siin daquella, que
    lieos me (bu, e que < accoinodda niinha hu-
    milde eondi,fio. para qne de iniii se nao per-
    gunte : -- d'onde vem ,i Pedro fallar allego 1
    Mas basta de prembulos, o vamos ao que serve.
    Confesso-lhe iugcnuainentc, que a leitura da
    dita carta inais assouibrado me defxou, do que
    se unto iiiiin livesse passado mu raio. As Im-
    portantes verdades, que nella se expoeiu acerca
    da nossa Santa Religiao, deisro-mc encantado,
    issiiu pela sua excellcncla, como pela pessoa
    por quem sao referidas; demaneiraque, reflec-
    tiudo -ni mua palavra da sagrada escriptura,
    que rae record de ter lido, ha pomo lempo,
    quasi me sent tentado ,i acreditar, (pie \ m. era
    una dessas ditosaspessoas, ein quem se realisa-
    va, que umitas vezcs eseolhe Dos instrumen-
    tos traeos e enfermos aos oilius do inund, para
    confundir aquellos, que iuaislbrtes.se leputao.
    Alas, (piando cu anda me conservara no mellior
    do oslo, apenas la proferindo a primeira pala-
    vra, que sigue a esta passagein : Veste nu-
    mero perleuee, c tem distineto lugar >> Amigo
    dos Horneas que cu antes Ihe chamare! o ver-
    dadeiro Amigo dos Homens fui interr.....pido
    por um es tuda n te do Ij ceofqne por naso seacha-
    va na niinha leuda, e alenlo esciilava a leitura
    da carta), o qual, pegando do Diario, leo elle
    inesiiio a dita passagein, e assim com ar de ga-
    Ihofa, e em toni dezombaria, fui dizendo : V
    este numero portence isso ejitendo eu ; mas
    agora -- este numero tem distineto lugar
    isto para niiin tao Inintetligivel, como me dif-
    licultoso aecomodar o --qne com o Ihe da
    oracaoseguinte. Mas eu, que nada ineembara-
    cava com cssas gramiuatieadas, c que eslava au-
    eioso por acabar de ler a caria, trate! de o ata-
    Ihar, di/.emlo-llii', que desculpasse cssas tonti-
    ees da triste velha fdesi ulpe-iuc taiiibeui Vin. n
    sinceridade), eque, anda que houvesse algum
    escorrego, bastava que se percebesse, oque \ ni.
    quera di/.er.
    Prosegu pois na leitura, e. observando oque
    Vin. di/, respeito do peridico Amigo dos
    Homens odasociedade religiosa, que felizmen-
    te se cstabeleeeo tiesta oblado, anda presisti na
    boa opiniao, que tinha formado ; mas. (piando
    passe! ler oque \ ni. diz do Sr. I). Thoma/, af-
    iirmando, que elle fe o con vi te para aoestabelo-
    el ment da sociedade ; que elle se deve este to
    grande beneficio, Su:.: uao deixou de rae parecer
    isto adularo, pois que o que feralmente consta
    nao isto, mas sini. que o Sr. I). Thomaz promp-
    lamente adhorto ao convite que se Ihe fez, ese
    i ni prest ido ao ser. ico d i sociedade, de que Ib
    pleito director. Mas, em lim, embora \ m.enlen-
    ilesse.quc assim devia enfeitar o sen elogio; por
    isto anda ou Ihe passaria. O que poreiu nao
    pude relcvar-lhe foi aquella enliada de pergun-
    tas, em que, priineira vista, s me parec ai
    descubrir outros tantos disparates, porque, eni
    lim, ipiiin mal nao usa, mal nao cuida. Mas o
    estudanle, de que j fallei, rudo-se da uiiulia
    simpleza, voftou-separamini, dizendo; orno
    esbi alheio na historia One as perguntas esio
    iiiteirameiilc fra do escolio, isto e' bein claro ;
    mas que as taes pergiintiulias levfio agoa no bi-
    co, tambem nao entra em duvida, esempremivi
    dizer, que c'cegoquein nao v por una jieiieira.
    Ora, Sr. mostr, pois Vm., quem nao tem es-
    capado mua so carta de costureias.de sapaleiros
    o (le outros taes correspondentes, que pelo nome
    nao perco, j perdeo a memoria, do que tem
    lido, ponto de nao poder combinar as niaiiho-
    sas perguutas de encoiujncnda, com perguutas
    e eoni respoatas do niosino jaez, que por ahi se
    teem escripto nesses papis,de que \ lu.costuiua
    apioveitar-se para embrulhar sabo ?
    Estas rellexoos nao deixro de me abalar e
    entao, confuso, o mil vozes arrependido de t<
    ido semelhante cana diaute de algumas pes-
    soas, inctii o Diario n'algibeira, 6 fui direito
    casa de um nieii reguez, hornera cordato e im-
    parcial, jiara com elle desabalar da zanga, que
    me tinho causado as malditas perguntas, e ou-
    vir o sen parecer. Conlei-lhe tudo o que tinha
    passado, o, depois de me cscutar. ltenlo o pen-
    sativo, eis-aipii fielmente eoraoelles'expressou:
    Alestre, fique certo, que o estudanle tcni ra-
    ziio. Eu ja li a carta, e o que do contexto dola
    huiro o', que, coiu a sua publicarlo, se quiz
    recnniiueudar aassooiaro religiosa, o dar voga
    ao peridico, que Ihe portence, no (pial (posto
    que conste de ardaos sem duvida conducentes
    aos lins da associaro) dobaldc so tem. ate' boje,
    procurado a acta da instalaco. os nomes dos
    menibros da direerao. 8tc. Mas, dcixaudo isso
    de parte, o corto o' que a assooiaco, pelos seus
    iitilissnos o louvaveis lins, e o peridico, pela
    ortodoxa doiitrna que annunca, sendo por s
    nho. com que se iitculquem. Alas que isto se
    faca em una carta, onde, de mistura com o que
    se'diz respeito da feligiab (rtotaado-sc o des-
    appareciinento dos bous costiinies, scinvol-
    ve mu aggregado de perguntas gravemente of-
    fensivas, em s e as suas circunstancias, das
    mximas dessa religlao santa : e' na verdade a
    mais triste o maliciosa das Icinliraiieas Km
    rao sr pretender recorrer ;i evasiva, (le (pie as
    perguntas so feitas emgeral, y sem applica(So
    alguma particular; pois ninguein,que tenha noli-
    ciadosltbcllosiiil'auuialoitos.quoporahibo teem
    divulgado, a sombra de>sa liordade de impren-
    >a, de ipie (ao impudentemente se tem abusado,
    dei\ara de rceonbiai ro alvo, a que, COIU SUiniua
    iiijusiiea, se dirigein as Inrenenadas sellas do tao
    i ovni tantos perguntas.
    ii Pelo que portence aoSr.D. Thomas, sendo
    elle o director da associaco, leudo manifestado
    0 si ii zelo em a prop igai. iieuAum nconvenieu-
    le ha em se Ihe prest ir o devido tributo de reco-
    iiliecimenb), ao uiesiuo tempo que se recomen-
    dar a sooiodade. Vio ha porem exaetido, no
    que se esereve, n respeito do convite para ella,
    pois q......sie priuieiro foi ft'ito ao Sr, D. Tlio-
    maz, e ahi oxistera as pessoas que olizerao;
    pxcessvo diser-se, que g estabeleciraento da as-
    sociaeo se deve ao Sr. D. Tlnm, i/. e o texto sa-
    grado, que serve de remate aos estudados enco-
    mios, nao bein appllcado, Consta elle das pi i-
    meiras pal avias do uiagnilico elogio (que se po-
    de ler no cap. 50, do livro do Ecclesasticol, te-
    (ilo pelo Kspirito Santo ao summo sacerdodc
    Simao, (iija eminente piedade Ihe inereceo o
    apellido de Justo, e o qual na realidadereparou
    a casa do Senhor. o fortificou o templo, como lit-
    i i.iliiicnie diz oiexto. \ igreja approvou depois
    1 applic.iio. que dille se fe/., ao grande bispo
    de li\ pona, Sanio AgOStinho : e qurio dcixara
    le recoiihccer o feliz aceito de nina tal appliea-
    >;o? Mas, porque um bispo, com louvavel te-
    lo se eiupregaeni promover a propagaco da f,
    e das mximas da rcligio, serjsto sufflcieute,
    para qnequalquer scjulgue autorisado faser*
    Ihe igual applicaio SSo. I'.' uecessario mais, e
    iiillilo mais; e anda preseindindo das rearas,que
    leste respeito a igreja lora estabelecido, e polas
    quaos estamos obrigados a regular-nos.osimplcs
    boni uso csi.i demonstrando a iuipropriedade da
    ipplieai o ; applieaeo. (pie anda mais sens-
    vel se mostra pela applieaeo ser frita um pre-
    lado, que resiguoii o sen bispado. Nao elevo
    julgar este procodiraouio destituido de razos
    ponderosas, o bem longo estou de as querer
    contestar; o que nicamente noto a inadver-
    tencia a unta rellexao lo obvia. Viuda bem,
    que o Sr. I), l'homa/. pelo sen discoriiiinonlo,
    uecessariaraenle lia de ler sido o prmeiro a re-
    conheccr essesdsvios, e desapprovar altamen-
    te essas lisoujarias uliro modum.
    Em urna palavra incstrc a associaro >' til,
    o peridico (' til ; coiivem por tanto que asna
    ulilidade se persuada : mas nao cui esi ripios ,
    que L'iixovalhcni um iSo grave assumpto (aun a
    monstruosa mistura de indignas c iujustissimas
    provocaroes ; senipre criminosas, portan nim-
    io inais (piando si' dirigeiu contra pessoas a
    quem se deve (oda a \ currarn, e dcferolieia c
    sob (lijos auspicios a sociedade pode vil' a pros-
    perar. Inscriptos i es bem longo de Ihe faserem
    servico pdem pelo contrario causar-lhe gra-
    vissiiuo daino. Deuionstro-se pois a conveni-
    encia da associaro ; mas di niousire-se em es-
    i ripios ipic (lesempenhcm dignamente 0 scu
    lim ; em escriplos onde so respire o espirito de
    caridade que deve animar mu to pi ostabe-
    leeinionto ; o espirito de caridade fra do (pial
    IIO ha direerao humana que possa dar firme-
    za nem consistencia a urna similhantc associa-
    ro ; O espirito do caridade; porque ein lim ,
    linio diz o apostlo S. Paulo a caridade be-
    nigna e nao e iuvejosa ; paciento e nao
    obra temerariamente ; nfin se ensoberbece ,
    nem suspeita mal; nao Iheapraza injustira ,
    mas so na vordado so compra/. I's aqu us-
    Ir o que entendo e mparcialinente devo
    responder a sua COllSUlta
    Aqu teinpois, tninhaquerida comadre, li-
    elinenle relatada a resposta que me don o meo
    freguez ; e o caso que todas as pessoas sen-
    satas a quem tenho ouvido fallar na sua caria,
    sao da inesma opiniao. Por lauto o consclho
    pie lile (Ion que se dcixe de andar assignau-
    do as carias com que es-es inalan ' o mas nao ao publico que milito se tem
    rulo da ridicula invenrao das taes cartas assi-
    gnadas por vine, sem propriedade alguma ex-
    cepto a que tem o sen sobre nonio com as gen-
    tilezas (pie Helias se ilizem com lodo o dcsciu-
    bararo. Comadre cuide as suas costuras ;
    (rale do airan jo da sua casa [que nao Ihe ha de
    dar UluitO inonmmodo \ islo luto ler felizmen-
    te familia que govorno ( o (pie nao pequea
    peuciio, como vine multo bem sabe poisj
    leve familia ;.) aliste-so na associaro religiosa ,
    enooinineiide-sr a Dos, faca o bem que pudor
    ao son prximo o luja daoonfusao deste inun-
    do engaador que como li em eerto livro
    devolo aos nu sinos que delle se apai lo nao
    eessa de (azor negacaS a lim de os allrahir para
    depoiszombar dellet. Oraals, ('vino, intro-
    melter-se no (pie Ihe mo portence o procurar
    trabalbos por suas raaos. Km quanto a mim ,
    anda que nunca meinettiem carnizas deonze
    varas certo que nao desgostava de ler os pe-
    riodios a pesar deque era nulo o (pie elles
    dizio meagradaya ; mas d'agora era.diante
    lora do Amiga dos Homens e do Catholieo ja Hz
    ten cao de nao pegar em peridico neuhum e
    so me aninoi a escrever esta carta foi pelo de-
    sojo que tenho do (pie vine. como Ihe convem ,
    se aproveite (bis sinceros c humildes conselhos
    do----Sen compadro o alenlo criado
    Andri da Cruz.
    T\
    Edilacs
    0 III'"0 Sr. inspector da Ihesouraria desta
    provincia, em cumplimento da ordem do tri-
    bunal Jo Ibesouro pablico nacional de 19 de
    Janeiro prximo lindo, que marca oprazode
    sois mezes para Dndar-se pola mesina the-
    souraiia a subsliluico das olas dea/, 10/,
    e 20/rs. da estampa, mada 'azcr pabli-
    co, que este prazo principiar a contar-se
    do dia lo do corrente marco em diante, e
    que, lindo elle, licar taes notas sujeitas ao
    abalo (lodo/, por eentoem cada mez na forma
    ilo art ">" da Ici ti. 53 de 6 de oulubro de
    |835, cando no fin dos dez mezes estes
    desconlos sem valor aigum. Secretaria da
    Ihesouraria de l'cruambuco 8 de marco de
    18i.
    \o impedimento do Offioial-maior
    Ignacio dos Santos da fonseca.


    O 1111* Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
    zenda desta provincia, em cumprimento da
    ordem do tribunal do thesouro publico na-
    cional de de fevereiro prximo lindo, man-
    da fazer publica a nrormacfio abaixo trans-
    cripta da caixa la amnrtisacfio, indicando os
    signaos pelos quaes so distinguen! das ver-
    dadeiras as mitas falsas de 200/rs. da segun-
    da estampa, cor verde, que apparecerao lia
    provincia ra Baha a fin de evitar-.se, ue
    sejfio ntroduzidas na]circulacfto>Secretaria
    la thesouraria de fazenda de l'ernambuco 8
    "de marco de 1844.
    So impedimento do OCTicial-maior
    Ignacio dos Simios daFonseca.
    ResaJtatlo cadores ta (.cu d'amorlisacdo -Paulo dos
    S'uil m Ferreira Sanio, e Joaqvim de sevedo
    Lobo Peeunha, n/ts notas/altas de 2004 rs. que
    apparecrdo na provincia da Baha, remetli-
    das pela respectiva ihesouraria,
    i." O papel ordinariamente manipula-
    do,-menos transparente, e a marca d'agua,
    altn de ser mais lina tanto em linbas como
    nos di/eresas palavrasTilesouro .Nacio-
    nal c em maiorlltra, assim^omo a mar-
    ca200 do 200todas as cifras sfio quasi
    t circulares, (piando no verdadeiro padrilo sao
    perfeitamenteellipsoidaes
    i.' V gravura e bastante ordinaria, todos
    os fundos das laxas tanto vertieses, como lio-
    risontaes sao le i t os nifio, e por isso mnito
    imperfeitos, havendo s a semelhanca com
    os verdadeiros, os quaes sendo producirlo da
    equina machima propria para taes traba-
    dos, conservfio perleita regularidades alar-
    ga lasa a meia nota, onde multiplicadas ve-
    zesse encontra repelilo do valor da mesma,
    nSo contra consa mais do que una miniatura
    desordenada de pequeos puntos.
    3." (i parellelogramo que firma a estampa,
    tanto interna como exlernamcnte, maior
    doque o das verdadeiras, tanto no .sentido
    vertical coma horisontal duas a tres linbas
    havendo mais a notar que as tarjas da cabeca
    e peda nota sfio mais largas doque as do ver-
    dadeiro padrfio.
    4." 0 emblema, alem desua ma execuefio
    em gravura, todo defeituoso, principiando
    pelo casi -lio, todo mettido em meia tinta,
    apresentando urna figura quadrada em
    perspectiva, vendo-se^lhe dous lados, quan-
    do no verdadeiro padrfio levantado na figu-
    ra de un hexgono seis lados oii pelo
    menos em um pentgono cinco lados met-
    tido em perspectiva, vendo-se-llie tres la-
    dos, sendo o daesquerda ondefere a luz, o
    ch'i que trmula a bandeira mu levemente
    gravada, assim como a vista da cidadella
    aprsenla degradaejio de planos, o que faz
    com que nosatire com os olijectos a diver-
    sas distancias, oque se nao encontra as no-
    tas falsas, em que ludo se ada em um su
    plano e isto pela falta do sombreado nos se-
    us lugares.
    5. A estamparea bastante ordinaria, co-
    nhece-se ser a tinta de pos de sapatos, annil,
    G oleo de linbaca, motivo porque vemos a es-
    lampa baca c arroxeada, sem aqucllc prelo
    brilhante que se encontra as verdadeiras,
    cuja Unta he p de rnarlim qucimado, flor de
    annil, etalvez verdete igualmentequeimado,
    e n oleo de linbaca tarado ao fogo, o que
    produz todo o effeito que vemos as verda-
    deiras notas, alein do bom dcseinpenlio na
    gravura.
    (>.' QuantO ao verde do papel falso, como
    as notas cstejfi maltratadas, nada podemos
    di/er com seguranca a tal respeito; e q lian lo
    as firmas sfio menos mal cstudadas, sendo a
    de Manoel Gomos d'Oliveira t.outo amis
    ordinaria.
    >0lllin. Sr. Dr.chefe interino de polica
    d'esta provincia nninda convidar aos Sis.
    Durfio, moradores tiesta cidade j Uoncalu
    Mendes Caminna. morador no engenho A-
    rariba-de-baixo, dist rielo da comarca do Ca-
    bo, e a Antonio Cardo/o, e Anua Rita,
    moradores na pmoacfio da Casa-lorie, fre-
    guezia do Poco-da-panella ; alim le compa-
    pecerem em qualquer dos dias utes na se-
    cretaria le polica, para l.ratarem le ob-
    yectos de sen particular inleresse. -Secreta-
    ria da polica s le .Marco de 1814.
    Barros Cava/cane
    Jacow Gerardo Mara Lumachi ilr Mr//o, rs-
    crtro si rvindo de inspector d'Alfandeya de
    Pernamlntco \.
    Faz saber, que no lia 12 do crlente,
    se bao de arrematar em basta publica na por-
    ta da niesina ao nieio (lia IOS cadeiras de Ja-
    caranda, e bancas dito, ludo no valor de
    511/000 rs. impugnado pelo guarda Jofio
    Cancio Gancalvesda silva, no despacho por
    lactina le J. Antonio de Carvlho, SOb n."
    361, sendo o arrematante sugeito a lucilos
    e expediente Alfandega '> ae marco 1844.
    J. G. M. i., de Mello.
    Jacome Gerardo Marn Lumachi crivdo servindo de inspector d'Alfandega de
    !' rnumbiii-o Faz saber, que no lia 13 lo correntc se
    bao de arrematar em hasta publica ao meio
    da, na pona da mesma alfandega, e pelo
    maior prec,o, que se oflececer, os objectos
    sguintes fi redomas devidro ovadas no
    valor de 4/620 rs. cada una, lOditasnode
    5/040, 7 ditas lisas l'cixadas no de 1/680 rs
    G ditas no de i '>:>n rs
    840 rs. 2 pianhas di
    mas de vidro pequeas, com imagens, e fi-
    guras no de 1/600 rs. 4 ditas de dito com
    imagens do Menino Jess de cera no de 4/000,
    3 imagens de dito de cera, sem redoma no
    de fino rs. c 1 redoma de vidro com ima-
    gem de porcellana dourada no de 158000,
    ludo apprehendido peio feitor Ignacio Firmo
    Xavier no acto do despacho n. 3:392, sendo
    a arremataefiolivre de direitoaoarrematante:
    alfandega 8 de marco 1844.
    /. G. M. L. de Mello.
    ficclaracoes.
    Cartas seguras para os Srs. Antonio da
    Costa Reg Monielio Antonio Muniz lavares ;
    bernardo Jos Lopes ; Herculano Alvcs da Sil-
    va ; Caudillo vgostinbo de nanos ; Joo Jos
    CarvalllO Aloris : Jos llibeiro uarljoza.
    = l> ordem do itlustrissimo snr. inspector
    do arscnalde marmita se fax publico,que se con-
    tratara a compra los sguintes objectos dn me-
    llior qualiiiade 13 enchams de 36 palmos de
    oinprimento 12 ditos de 30 ditos, 13 ditos
    je 0 ditos, llOcaibros do 30 ditos, 40 du-
    Zjas de ripH, 4 duzias e meia de taboasde lou-
    ro refutado 3000 telhas 23 pregos de 6
    i 7 polegadas de coniprido 300 pregos cai-
    braes 800 ditos de dito pequeos e 4000
    ritos ripaes.
    As pessoas que quizerem vender esses ob-
    jectos s3o envidadas pelo illm. snr. inspector
    a comparecerem n esta secretaria com as suas
    propostal ion) toda a brevidade.
    Secretaria da inspnreo do arsenal de mari-
    nlia de Pernambuco em 4 do marco de 1844.
    Alexandre Rodrigues da Alljot,
    ______ _______ Secretario.
    "mmw*m***~*""m
    COMPSERCIO.
    ERRATA ESSENCIAL.
    Nos cambios sobre Londres publicados
    no bolelime bojeem lugar de25 -t la-
    se 25 ,.
    llovmonlo do Porto
    Ni Tena-nova; 39 dias, brigue inglcz llosalij de
    228 toneladas, capito John Warren, eqni-
    gein 14. caiga bacalli.o; a consigna(3o de Me.
    Cahnont k Cocrpanhia.
    Cabo de &oa-Esppranoa por Santa Hellena .'JO
    dias trasendo do ultimo j)orlo lidias ; brl-
    gne ingles Hormn* le 1.30 toneladas ca-
    pitn Hanison Donglas equipageiri caiga
    piiic-c. mais gneros; a Me. Cahnoul & Com-
    panhia.
    Mar-parifico, tendo sabido de New-fiedford, n
    38 me/es galera aniel ica Maignrel-Srnll d -
    3(17 toneladas capilao (.'. T. Sl'nitli equipa-
    gem 24 carga atelte de pelxe ; ao capito.
    Saiin tullido no ansmi>da.
    Parahiba brigue ingles Hulla capilo George
    Miller carga lastro.
    Nonio* entrados no dio io.
    Entrn de cruzar o brigue-escuna de guerra
    brasileiro Oararaprs; couiniandafite o l.-te-
    ni nte Jos' SegundinoOomensoro.
    Camaragipe ; 4 lias hiate brasileiro ConceifOo
    Hinuliia de l(i toneladas capito Jos Al-
    ves Pereira ; equipagem 4 ; carga assucar.
    Pesca 14 metes; galera americanaIlndnnSnq
    I iirhom de .'MI toneladas; capitao lleni\
    Mickeison ; equipagem 10 ; carga aceite.
    Lima ; si lias; brigue austraco Liverpool Pn-
    eketrdt. (! 45S toneladas ; capito Matheus
    Messa; equipagem 13 carga guana.
    Tena-nova ; 42 dias ; brigue ingles Fanne de
    22) toneladas ; cajto Cliylez ; ci|iiipagcm 13;
    carga liacalbo.
    Parifie; 52 dias, galera americana Massimac ,
    de 413 toneladas; capito Gengc T. Ilovc ;
    equipagem .'ti carga aseite.
    Nato sahume na mamo dia.
    Falmout; brigue dinamarqus Wilhelmm, de
    05 toneladas; capitoJ. P.Tooilus; equipa-
    t;'iii ? ; carga assui ai.
    Lisboa com escala pela llha-da-madelra ; escu-
    na portuguesa Tarvjo e Filhos; capito Fran-
    iseo Antonio le Mineida : carga assucar.
    Assi'i ; sumaca br.isileira Lslrella-o-Calm; ca-
    pillo Jos Jo.Kiuim Alves ; carga varios g-
    neros.
    Liverpool, com escala pela Paiabyba; brigue
    ingles Cieely ; capito Wm. Coi carga las-
    tro c algodo.
    Avisos diversos.
    , 5 lilas
    madeira
    cada
    tillas no le
    olbeadas de
    Precisa-se de urna pessoa que escreva
    com acerte de pressa : juem estiver nestas
    circunstancias annuneie por este Diario.
    PUBLICACAO PERIDICA
    GAZETA DOS TRIBl'.NAES
    no
    Rio de Janeiro.
    Com este titulo publica-se ha um anno na
    corte una fblha, que sae a luz as segumlas
    quartas e sextas tetras, e altamente utilissi-
    ina, por ser destinada a servir as pessoas da
    profissfio jurdicae ao publico especialmente,
    noticiando quanto relativo aos juizos e ca-
    sos jndiciaes, e ao loro em geral; dando
    relaeno de todas as causas civeis e criminaes,
    com jiilgameiilos e sentcncas, fassim no
    supremo tribunal de justica relacfies do
    imperio, como nos juizos singulares de pri-
    nos estados estrangeiros, variedades jur-
    dicas, c mais assumptos de seleccio; con-
    rorme o programm da redaccao esarado no
    prospecto da empresa.
    Esta folha peridica redigida por um aba-
    lisado jurisconsulto e por dous jovens ad-
    vogatlos de milito engenho e copioso ostu-
    do no foro da corte, ja como ndispensa-
    vel hojea todos os magistrados, advogados,
    estudantes de sciencias jurdicas, e em ge-
    ral as pessoas do foro e aos que trazem plei-
    tos, e se nteressHo por saber do estado
    delles ateas decises nos tribunaes superio-
    res. E a variedade e copia de materias sa-
    tisfaz cabalmente a todos os nimos.
    Recebem-se assiguaturas na livraria da
    Praca-da-independencia ; onde se achilo pa-
    tentes os prospectos.
    O precoda assignatura de 12/000 rs. por
    atino, vindo as folhas francas de porte e en-
    derecadas directamente da corte pelo correio
    aos assignantes que assim as quizerem re-
    cebar iromplamenle.
    Perdeo-se, ou furtarno no dia 8 de
    marco a noite um caxorro escoce/, com os
    sguintes signaes : baixo cor toda branca a
    excepeo da cabeca que metade branca e
    outra metade cor decastanha, quom o pegar
    leve ao aterro da Bor-vista n. que ser ge-
    nerosa memte recompensado.
    CompriTo-se duas mulatinhas de 6 a 9
    annos, huidlas ; no loja de livros da Pratja-
    da-independencia.
    = A Sr." Antonia da Penba do Coracao de
    Jess viuva de Antonio Falcfo de Souza ,
    annuneie a sua morada para negocio de seu
    interesse.
    Manoel Ignacio da Silva Teixeira, dono
    da padaria da fumine alta, na Praca-da-san-
    ta-cruz, parlecipa ao Srs. freguezes, que
    Ibe fazem oobzequio mandar buscar pao em
    sua padaria, que deixou de ser seu caxeiro
    desde 29 de fe ve re i rop. p. o pardo.Manoel Cle-
    mente ; e que se acha em outra padaria na
    mesma praca; a onde induz os portadores
    a que la compreni o pao ; o que sendo von-
    tade dos Srs. freguezes continuar a mandar
    buscar o pao ; a padaria do annunciante tem
    novo caixeiPO para a venda do pao, sendo
    os mesmos trabalbadores, e as melhores ta-
    ri tilias que ha no mercado, como sempre
    capriebou; e poderio mandar bilhetes os
    que quizerem, em quanto nao melhorar a
    falta de trocos ; que logo que os ohtcnba os
    ir destribuindo por seus freguezes, como
    vai praticando.
    Quem annuneiou querer comprar urna
    escrava sadia, que sabe cozinbar, cozer e
    engomar, dirija-so Rua-do-sebo n. 8,
    onde achara com quem tratar.
    Quem quizeralugar urna ama deleite,
    annuneie sua morada, ou procure na ra es-
    treita do Ro/ario primeio andar do sobrado
    n. 30 de fronte do sapateiro Conzaga. Allian-
    ca-fie que a pessoa tem bom leite, ptima
    conducta, e qpe oeste genero nao ha eousa
    melhor.
    Aluga-se um escravo com principio
    de cozinha e hbil para outro (|iialquer servi-
    CO por ser muito diligente, e nio tem vicio;
    no armazem da Rua-nova n. 67.
    Aluga-se tuna casa terrea no corredor
    do Rispo com quintal murado, cacimba e
    commodo para grande familia ; a fallar no
    mesmo lugar, casa contigua a mesma.
    Aluga-se o l.eo2. andar da casa n.
    lli da ra da Senzalla- velha rectificados do
    novo com bonscommodos para pequea fami-
    lia; e aluga-se tambem um pequeo armazem
    delronte da mesma casa, os pfetendenles di-
    rijao-se a ra da Cadeia loja de Chapeos
    n. 58.
    Aluga-se na Rtia-formoza n. 11 um pre-
    to escravo, para todo o servico de casa ;
    quem tiver annuneie ou mande para se ajus-
    tar.
    Jos F^gas de Castro Lima avisa a to-
    das as pessoas, a quem elle deve, que bajito
    de comparecer com suas contas na casa
    de sua residencia na ra da Assumpcao para
    serem pagas.
    A quem for oflereoido um cordilo de ou-
    ro com quatro c meia oitavas, um par de
    brincos de diamantes com tres oitavas, ou-
    tro de filagrana com duas oitavas, urna meda-
    Iba de ouro com duas oitavas. poder lomar
    i e entregar na Praca-da-Roa-vista n. 10; onde
    ser L'enern/anipnte crratiicnilr htl f^,
    praca (i leguas, quem estiver neslas circuns-
    tancias, dirija-se a ra das Trinclieir;is .sobra-
    do n. 2 primeiro andar.
    o abaixo assignado participa aseusa-
    migos tanto desta iraca como de lora yue
    mudou o seu estabelecimetilo da ra las A-
    gttas verdes n. 1 para a l'ra?a-da-Boa-vista
    princippio la ra do Aragao n. 1, casa de do-
    us andares, aonde continua com o giro 1,.
    seu negocio de comprar e vender escravos
    bem como a recebel-os a commissiio para ven-
    der por corda do seus donos, para o que tem
    tiesta sua nova babitacao, muito melhores
    comtnodos, ealli o encontrarao todos os que
    desejarem allar-lhe.
    Jado Frederico Abr a Reg.
    A pessoa, que annuneiou querer com-
    prar urna cama de angico usada, qoeren-
    lo nina em muito bom estado, por 16*000 rs.,
    dirija-se a ra esreila do Rozario, n. 32.
    I)-se dinheiro juros, com penhores
    de ouro e prata, na Ruu-da-praia, n. 22.
    O actual provedor da irmandade do Sr .
    Rom-Jesus-dos-Martirios desta cidade parti-
    cipa ao respeilavel publico, que no dia 15do
    corrente marco tem de apresentar em solem-
    ne procissSo o mesmo Augusto Senbor, para
    elijo (un, e nielbor brilbantisnio, roga as pes-
    soas moradoras as ras de Ilorlas, Patco-
    de-S.-Pedro, Aguas-verdes, direii'a, Livra-
    mento e Collegio, que bajaoile man dar lini-
    par suas testadas, para nielbor transito da
    trocissio assim como roga tambe ni aos
    moradores do bairro do Recite, por on.de a
    procissflo cosluma passar, que Ibe bajao de
    fazer a mesma grara ; licando certos os mo-
    radores das ras da Cadeia-de-S.-Antonio,
    Cruzes, Queimado e Ro/ario-estreita, que no
    regresso do Recite, a procissdo tem de pas-
    sar por estas ras, cujos nioraderes tam-
    bem roga o mesmo obsequio. Portim, pede
    aos Srs. Rvs. sacerdotes, tanto regulares, co-
    mo seculares, que se dignem comparecer,
    na forma do costume, para o acompanha-
    mento da mesma procissao.
    No dia i para 5 de julbo de 1843 desap-
    pareceo um cavallo, do engenho Rio-forme-
    so, castanho-claro, carcunda, de ambos os
    ps calcados, urna estrella na testa, uma lis-
    Ira at as venias, (lentes de baixo e de cima
    abertos, por ser novo, anca meia de porco,
    carregador baixodesohrigado, um tantoaba-
    lativo, pouco ar.ligo de espora, bastante car-
    nudo, o ferro se ignora, por nao se fazer re-
    paro, pescoco fino, e cabeca meia acarnera-
    da" : quem o tiver, ou souber onde esta, en-
    tregando-o, ou dando dellc noticias certas
    nal{ua-d()-cal(lereiro,n. 59 na cidade do Re-
    cite, ou noRio-formoso seu dono Antonio
    Bernardo Cavalcante, ser bem recompensa-
    do. Do mesmo Senhor do dito engenho, e no
    principio do niez de feverciro do corrente
    anno, lesappareceo um outro cavallo ala-
    zo, e grande, carcunda, capado, estrella na
    testa, ps calcados, pescoco con, tirulo e fino,
    a frente mais secca que os trazeiros'. psgros-
    sos, carregador baixo a meio, muitoardigo
    de espora e chibata, aberlo de baixo, (.'ente
    de colher, com o ferro ARC no quarto u'.'-
    reito.
    0 cirurgiflf approvado Francisco Jos
    do Sacramento mudou a sua residencia pa-
    ra os Aflbgados ; lodos aquelles individuos,
    que com elle se teetn curado, e tirado bom
    xito dos seus curativos, e mais povo em ge-
    ral, o podem procurar no pateo de N. S. Ja
    Paz, casa n. fifi, assim como tambem para
    vacmarem a suas familias gratuitamente to-
    das as quinta-reirs das 10 horas da nianlifia
    ale as 3 da tarde.
    sera generosamente gratificado : ludo
    furtado a 7 do crrante.
    Desencaminhou-se de Fora-de-portas
    urna canoa de carreira para familia; quem
    deila tiver noticia dirija-se Antonio Jos
    Gomes do Correio, ou a Joiio Antonio dos Re-
    s junto do Pilar.
    Aluga-se a loja de um pequeo sobrado
    na Rua-direita n. 115; quem a pretender diri-
    ja-se no mesmo sobrado, que achara com
    quem tratar.
    Na ra dasTrincheiras no 1." andar do
    sobrado n. 11 pretende-se abrir urna aula de
    primeiras letras para meninas, aonde ensi-
    na-se, a 1er, escrever, contar, doutrna chris-
    tffa, Cozer, marcar, bordar de linho, e de
    marca, fazer lavarnto; tambem ensina-se
    com perteiejloa fazer flores le varias quali-
    lades; tanto le peana, como de panno, ludo
    == l na senhora, moradora na ra do Ca-
    buga, em um sobrado annexo botica do Sr.
    Moreira Marques, (|tie, lia bastantes mezes,
    mandou cnipenhar un anneblo, e um annel
    berto de tartaruga, pela quantia de 10*000
    rs., principal Juros, queirsf mandar desem-
    penhar no prazo de tres das, do contraro
    serflo vendidos para pagamento.
    Quem precisar de una Portugueza para
    ama de casa de homem solleiro, ou de pou-
    ca ramilia, procure na ra da cadeia deS.-
    Antonio, n. 19.
    - -IRrccisa-se de um calunga, dos que teem
    um Tole por baixo, que, apertando com os
    dedos, ofazgronhir, semelhante caricatu-
    ra (1 un velho agastado ; quem (ver, equi-
    zer vender, dirija-se a Rua-da-praia, n.27.
    Precisa-se igualmente de urna casa de alu-
    guel, que niio exceda de 7/ 8/000 rs.
    = No da 7 do corrente, pelas 4 horas da
    madrugada, pardese um leme de catraia,
    de taboa de amarello, com sua competente
    ferragem, pintado de cor de cobre c preto,
    rom um Trizo braneo no meio, cuje eme foi
    com a endiente da mar r entre os navios ;
    alguma pessoa (lestes, das canoas ou das jan-
    gadas, que o apanhou, querendo entregal-o,
    leve Fra-le-portas, a Manoel Estanislao
    da Costa, casa n. 68, que dar de adiado a
    metade do valor lo dito leme.
    Jacaranda a 1/CO rs. cada urna, 2J redo-j meira instancia, nos coucelhosdos jurados pormo'dicopre?o; promette-setodoocu'idadlRrcimj NA Ttp. diM. F di FabtA._184,
    I


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