Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05069


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Full Text
Auno de l(MA.
Quinta Fcira 7
de Marco
Auno XX. Ifl. S&
Gouss. eTira indas c lexm (Viras. Hio (rinde do IS orle, quinias friris c5afi1 \\ >'> \' V '"
Cabo, Seniibiem ttio Fomoio. Porlo CiIto, Macey Alazoa* : n,. 1. a 1 1 ; I ~^At: >1 a Alfl .':; "\ f \\k / 1,: 1,s '
de ea,l inri (annliiins e limlo .1 lile Jl ,le n mu ma-T-ta e Flores a l:i ^" -*;va! -vWilSvSlv -'\V"~t t
r _'S (lio. Cida.lr.la Vi.-loria, (pintas leir.is._Olin.la iodos os .lms. *-^Sffl ^Y^WV^v v /-T! / '
das i.\ sk.mam r^V^^a^~~' ''''"" '"''"
'4 Seg s. Casimiro Ainl. do J. .!. I), .l.i _. v.
> Ierra s. I lienlilo llel. aud. lio lie I) .1.1 3. T.
*li Quilla i Olcgar'.O. \o'l iloJ. le 1). ila 3 v
7 Quinlo s. Ihomaz de Aqutno, A111I..I.1 J. de D. d 2.1
8 Sena Qiiiitlillo Aud. ilo J. de 1>. Ha 2. .
U Sal, s Catarina de Bolonhi Bel. 1ad.d0J.de D. di I. v,
40 Dom 3. c ila quarrama s. .Vilo,,. V_
i. iiac ~>T1M 78T
. i |W;I
1,11 11
1 mmnarea 1,'.i'ih
|l ieanoa 1.1*20
PII\SI S |)\ II \ \ MI'./ DI. \l VR< O.
I.ua el etl i n ioi >- e 'i J in.ii ila I i l.uauma |S a, y na e5/ nin. da larde;
Minguanle a 11 as II hera a minlii-, | ." a. 2 h, t il .. da manbii;
Premiar .
I'riniera ii 6 borla eol min ila minbia, 1 ^'e^un.la na 7 botaa a IHminaloa di tara*
! iMllMiliTWIi-il-f^.C
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""" '"*** tt" ** -..


- | IHMH
,' fea
FFiCIAL.
Tendo sido por engao expedida portara de
nomeac-ao pora l.supplente 1* Delegado do
Cabo a J que vino, propu/era nicamente? ; cumprc, que
vine, faga cassar a dita portarla, e me pro po-
llita para o dito lugar os cidudaos, que julgar
apios, i'iu lista trplice, para que se verifique
a tninha eseollia.
Dos Guarde a une. Palacio de Pornatnbuco
C de Marco de 184 i- Bario da Boa-vistaSr.
Chele de polica interino.

ASSEMBLA PROVINCIAL.
Conciusiin da tesso tic :> de marco de 1841.
lie apiado c entra pin discussao u spgiiinlc
requerimento dos Sis. .los.' Podro, tlosla, Vllou-
so e SouzaConstando, que se achilo impossibi-
litados de turnan m assento n'esta assembla os
Sis. deputados Noguoira Paz, c Maciol Monteiro,
requoiro, que pin seus lugares su cliaiaeni os
dous pri i ni i ios siipplcnlcs.
O Sr. Reg Hunos:Supponho, que isto uo
lir roqueriniPiito, c iin una ndicarao; ionio (al
d.'ve ir ;i eoininissiio do poderes.
O Sr. Aflonto:-Desojara, que o nobre deputa-
do,que ni.- preceden,me inoslrasse por onde po-
de ser considerada urna inocuo de un membro
dcsta assembla, que pede o cuinpriineiito da
eoustituieo do i'egiiiientoda casa, indica. To e
uao roquorinioiito. Kii supponho, que a piaxe da
rasa loill sido esta; Ii .miar SUppU'Ilt'S por linio
.Ir roqueriiiieutos, e eu dosejava, como disso,
que o nobre ilepillailn Ule apresenlasse un .11-
li-o do regiiuenlo por onde deve isto ser consi-
derado iudicacao e 11S0 requerinonto.
t) Sr. Itnjii /i'iutii:l-.ii iiao'sei, qual tonisido
o eoslunic desia casa a senielliante respoito;
niesino 11^:11 estou milito cort 110 regiment; ><
.1 pr.iliea ila e.unara dos depillailos lie ili.iin.tr
iudicacao a isto, que o uolirc deputado ol.....a
i-e(|Uorinioiito, e vai ^'i ooiiimissao de poderes.
porque olla que pode dm o.sen pareeor.s......
OlleitO esses individuos.que 11,10 le, ni eoiiqi.nei i-
do, ja participra o sen iuipcdinento, e vota-se
sobre o parecer da cominssfio.
i) Sr. Alcanforado: primoiro secretario --Oar-
tigo 110 do regiment di o se-umi. Sao n-
qiieiinienlos. ainda que uniros nomos se Ibes
de todas aquellas mofos de qualquer deputa-
do ou eominissao, que tveroni porliin a pro-
inocao de algum obje.io de simples expediento;
eomopedii inforinayoes, ou esolarecimontos ao
governo; pedir dispensa de alguna dos trabalbos
.1 1 mesa; 011 das eominisses; pedir SPSsO ex-
iraordinaria, augmento, ou proroga^So das bo-
cas da ne.iiieiri.; pedir alg.....a providencia, que
I dialos em volos : logo VStO, que PSta 1......io
nao osla conipi .'hendida no artigo 110, artigo,
que considera requerinioiito a 11101 lo que \ ei -
se sobre expediente, e iia> estoja ja detoniiinada
no reginicnlo; nos s ibemos que no rgimen lo
da assembl a ge ral e.sl is 11109PS se cousidero
como indieacoes p nao eomo requer montos :
segiiiudo estes arestos, deve.....s sem inais traba-
Iho decidir : puueo se adiantar em na moran
a eommissfio 011 nao.
O Sr. pret'tilenle: Se nao hqueni niais quei-
pa a palavra convido a casa para volar a res-
poito da llioro SC ella .leve ser considerada
ionio 1 equeriineulo OU indicaran.
o Sr. \ffbnia : Parepo-mc que \. I'.ve. n.ln
pode sugeitar votacio da 'asa 11111 pedido vo-
cal l'cii.i por mu nobre deputado. 0 nobredepu-
lado nao apresen tou na mesa requer monto al-
fllUI, pcdiinlo.qiie esle nosso reqilci iinenlo lian
lsse consideraao como tal; massiin r.....oindioa-
1 aiecenlaoeo.....'. que \ Km. \ ai por vol li flO
esle pedido do nolire depillado'|iai eee-ine.qiie
is.....lo curial.Se o nobre deputado quer.qne o
11.i-mi leqnei iiiienln seja COIISdlMdo i ndiea. lo,
.,!,, ,1
a oeeiii reneia das" cireiimsiaiicias liscr necessa-
l'ia sobre objecto de simples eeoiiomia dolra-
b.ilhoda asscinbli'a. OH polioja da casa, que nao
este ja determinada 110 regiment.
OSr. llego Barros:Contino ainda com a pa-
lavra. O artigo IOS. que (rala das indieacoes, n.io
deline o que indica. ;io. di/As indieaMies sci
podero ser leitas pelos membros da assembla,
porcMiipin. p assignadas por plesete. Ve Nao
define, < o artigo 11<> diz (le") Ora pu nao soi c-
mame possa encabezar a moeo, quese discute,
(litando venia casa un diploma, O que se fax?
lieiiiclle-sea couiniiss.in de poderes, l'a/.-sc un
requer monto, era que se pede, que venbo os
siipplenles, vai .1 COOlinissaO paravcr.se lia al-
Kiiina cousa a este respeito... as einflni, se isto
ii.iu r iinlieai ao.cil enan propnnho,, que seja es-
le requorinicnto remettidoa coiiimisao de cons-
liluirao e poderes, ca-.ii a asseuil.lii 1, nb 1 as-
sentado em seus arestos, que isto requori-
inoiito.
O Sr. Joit Pedro:Pelo artigo lio vejo, que is-
to roquerimento, e nao indicaran, porque diz
.1 ultima |iarie do artigoPedir arguma provi-
dencia, que a neeiirrciicia das aireumslaui i.is li-
ser lie. essaria, subre objecto de simples PCOIIO-
mia do traballioda assembla, ou polica daca-1
sa, que nao estoja determinada no regimpnto,
l.'ieio. que islo esl 1 na eveep. ao de ser OUJPCtO
de economa da asa. est ooinprehendido as
palavras que a occurrcncia das circumstan-
eias liscr ue> essariaa-sim csl.i por COnSCgllin-
to esta inoejlo eonipreheudida no artigo 110,
corroborada pelo ".
i) Sr. Sabueo: (Pela ordem) Eu cntendo, que
pe 1 il,mirina do artigo 0 a 1110550", que s. dis-
, UtC se deve I Otisidorai' indieaiao P u,,o re-
querimento. o artigo lio definuido oque sao
1 iiueriiiientos diz 1 qu ......' '- aquellas
que t vi iein por lim .1 proinorao de al-
gum objecto de simples 1 pi du ut. etc. Ii Mas
U 11 lign-. que 11 nolil .1 pul ido ilOU dl"-
tPimiiiou .1 forniul 1 pe 11 qu il quando ipp 1-
11 ni escusas iwuui -
, ii.n leqin 1 iin. nlo deve por pseripto roque-| adiiiuiislr.l isso.
rer n'csle sentido,
t) Sr. primeiro terrelario: Suppriho, que ha
engao da parte do nobre deputado. \ votaeao,
que \ai le lugar, IKio vel's.i sobre o 1 equeriiucn-
lo que oileie. 1 o i. nobre deputado, que se as-
sonta no outro lado : a assembla vai seroon-
sultada, se o requerinieiito, aprosentado na me-
sa .leve ser considerado como iudicacao, mi
requerimento, c o nobre deputado propoz, que.
(|tiaildoO Objecto lsse decidido, que era reque-
rimento, se remettesse coniniisso do consti-
tuirn, e poderes.
Ul Sr. Afronto : fintao fol a mesa, que poz
esta diivida, ou o nobre deputado?
OSr. Primeiro terrelario: A mesa que
pe esia duvida, o vai consultar a assembla,
se isto requerimento ou iudicacao.
Julga-se a questao discutida, e a assembla
decide, que a uiocao soja considerada 1......> in-
dica. 50,
OSr, llego Barros : (Pela ordem) Rogo i \
I'.ve.. que ennvide a cninmssiio a api ,-.ciliar.
quanto antes o sen parecer este respeito para
que 11.10 penseiN os nnbrcs deputados que us,
que votamos para que a moeo fsse conside-
rada o....... iiulieaiao. tivClllOS Olll \ ,-1.1 empecer
a marcha do negocio,
ti Sr. Affonso : N;i" pe osa.....s isso.
O Sr. fego Barros: 0 que desojamos qui a
assembla esteja legalmcnte complel 1, e segun-
do manila 11 no'ssii regiment. Estes sao os meii.s
dselos.
OSr. presidente: Convido os nobles mciu-
bros da coiiiinssiiu a danin o so u parecer com
urgoiieia a crea d'esta indica, .10.
Ordem do din.
luna Pin pri.....ira discuta.) 0 projeclO n I I.
ulli reei.lo pelo Sr. Jos l'edro da Silva em 1843 .
e pie siijeta ao inqiosto de lo por cento os pi .-
inios de iOtf'reis para cima das loteras, que
actualmente existein e das que se e.....rderem
.1 aqill por (liante, e a pedido de sen autor e n -
tirado com o eonsenlinicnlo da assembla.
"e l:",
lique >'i u bcnelieio dos 01 pliaos, mis en tan nao
deve lie ir lamben. 111 I 111 li, 111 da il m a mi lili .
Kis aqui 1 razan do projeeto,
f) .Sr, Baplisla: Nao |.....11 volar pelo pro-
jeeto, que se discute, leiilio lories 1 r/oes para
-^- 1,1,11,1, fallar, deo com etl'eito alguiuiis iul'ur-
ui.niii"'; mis ella-, nao me saplisliseifru, innr-
111,me quando son intbi 111 nlo do contrario, lia
grandes pretcn. oes .1 estos armazoiis. Nao me
oeoorreni agora todas as rasos, que existem .1
esie respeito, mas aprosoniaroi una grande
duvida. que lein appareoido entre os orphaos
e ;i mu ilillade e cen .1 ser, es| 1 I, i. que leu n
nobre deputado, mandn oque acabamos de
ouvir; mas estes dous arnia/.eiis, de que sr 1 ,'
la, pe'rteiiciu ao corpa da groja, e esta rniau-
.I ule eulao benelioianilo-os, o alo la/cmlo obras
eiinici mi .1 111 end il-ns. a tirar proveilo delle.s
ponsideraudo-os entao como |>ei ti iieonti s i-
greja,
llisse o nobre deputado, que qiiem esta de
posse e" a riiiaudade, 1 11 sn>ponlio que nao....
OSr. Lopes llama: Virm.111d.1de o' quem
Segunda discussao do projeeto 11. I<
oli'ereeulo pelo Sr. I.np.s ('..1111.1 adiada da sos-
Bao de liontein at oomparpeiniento do sen ni-
tor que boje se acba na sala (Vid. Diario de (i
OSr. Nabueo Requer o ad......rito dcsto
projeeto al a cliegada do sen nobre......ir; poi-
que desojo alguna cselaroeinieiitos a respeito
motivos, que o iiulu/.irao a aprosontal-o.
que o nobre autor do projeeto deca-
se I he con viesse, .ni poder de quem se
dos
Olli/er.
rassi
f'.S'/. Ilaptisla: Estamos conloemos, admi-
nistra a venda, ron be aquello diuheiro em he-
lieiii da ii mandado.
0 Sr. /."/' 11 iiiiiii: E quem Iho deo essi' di-
reilo '
" Sr. BaplJsla : -- l na inlolligoncia de Ioi; os
i raos ii/i 1.10 obras .1 cusa <\.\ iruiaudadi .
eonstruirao dous armazens em edillcios deseo-
bertosetc; o ce rio que a irmaiidade estii de
posse. e (lilao qual o' O lueiii inais eoiiveuieiile
de decidir sia questiio E' um pleito, o cu
quizeraqueas pules mi viessom iiicommodar
a assembla eom questao de dircitos duvilosos,
porque OU Clll.li.lo (|II0 HCStS qilOSllM'S lian .1, -
voiii haver votarnos iciii milito conbeeiinonto
do causa. O legislador o que deve liizer e'procu-
111 a base da jtlStii.a para sobre ella l.i/er sua
le, porqi.....legislador Paz a Ioi, e nao a justca.
Ora ni pon.li minis um Rielo, quovem iiiui-
lo no caso, e voiii a ser: Icnho certeza, de que
o .mu., passado a irniandade de Santa Vnna man-
dn a esta casa mu requerimento em que apre-
sm.n.i todos os fiuidainentoN do seit dirojto,
o> reqni 1 nn lito Ioi .1 nina eoinmissao, eu uo
i-a deputado m sse teinpo, nao n queoei or-
1 a esto res| lo, mas o corto que ainda
uo qqi ireei o >se paroi 1 1 ila 1 oiniiii .sao; en-
11I0 ,11 n ,1 quizi 1.1 lino s,- discutisse 1 ste
1 i- 1 ni que a assembla desse n sen vol a
todcsserequi 1 un uto. P.....ni lado se apr-
senla um projeeto, maiidando.quoestosarniazens
pas> ,111.1 posse dosorpbaos, appareee a rnianda-
de tanibein allegando dircitos ; e a decisao desie
negoi io Mide ser sem mtiltoeonlieci monto di an-
sa i O .crio e que a queslaii e de din alo de
saber quem est de posse (lestes rendinientos .
di -SP saber .1 1)111 111 aSSSStCO ilireilo. qui/cra
ver indo sin para votar com conbeoiinoiilo de
causa: portanto, son deopniao, que se consul-
te a comniissao, se eom ofteito existe l esti H -
iiueriiuenl.i >\: riU.Uld.lde (' que .oniiniss ,
,i, o sen parecer para entrar 0111 discussao eom
esle proj CtO e i|iiainlo islo se neo bu a \ola-
rei entocontra o projeeto.
OSr. Taques ;~Sr Presidente, nao posso do-
var de adli. rii complctameiite as intensoes do
nobre deputado, autor do projeeto, em quanto
pretende appliear 0111 beuelicio dos orphaos
o pie.-o do alugucl d's doiis ariuasens.
que us IIOSSOS joveiis 1 01
achilo estos armazens, se da fazenda publica ge-i reoer todo o favor e proteeeao
assom-
1 .nliiii-
bea
era
ral, se de lena-iros. 011 se se a. bao abandona-
dos ; porqUC a explicaran (lo nobre di pillado pu-
de orientar-1110 a respeito do voto, que Icnho
de emittir.
O Sr. Lopes Gama Sr. presidente. E sabido
nestaprovincia que por moa le da assembla
ge ral o patrimonio dos mauigrepos passou a
constituir um patrl.....nlo do eollego dosor-
pbaos. Ora. depois disso nina Ioi tlest
l.l.'.i dei.riniinii oscguintP (le); passou
nisirai aoda groja de um padre, que era admi-
nistrador, para a irniandadp de Santa Vnnae-
recta uaquella igreja. Havia, o ainda lia, dous
armazens incorporados igreja: um que
por baxo do consistorio, e outro que nem
lieill......a/.ein, eonsla-nie (|llc boj. osla servin-
do para seren n.lle depositados os .......dos
Religiosos etc. A irmandade tomn Isto ao sen
poder, (' quem administra, e' -pun arronda
donde Inora htjOUfn. E' oque soi pm- mni-
ma..... dos proprios Miembros da eoinmissao aU-
miiiistradra dos bous dosorpHos. Lembrej-
s,- nina le geVal maiidoll. que lodo
ra rditos da igreja da Madre de Dos
', iss isse |iara o colVe dos orphaos, e si udo -
liuillo mu i.diio, devia tambeiu passar. Mas
ainda quando alguem diga, que aquello cdiliem
nao deve soi cbamado armazeui nao fallona;
qil, || 1 |, me que liea por bai\o e Slll daquell 1.
que esta scfi indo de deposito dos ossos se esta
assembla entender, que a.pullo .-' sagrado, 1
,in, poi runo nao deve servir de o na/, 111. uai
me, qup
quanto
C rio
11 idadaos. que. pcrdcil-
iio seus, pas, nao teeni nieios de tratar de sua
ed 1 carao V adqiliiir na SOcicdadi' lllll 111, io li-
cu de subsist ueia, u o piiili 111 deixar de mo-
desta asseiu hla;
por. ni, sr, presideu 1.. 11 nobre dopulado.autoi
do projeeto, e o honrado orador, que mepre-
eedeo dando ligninas inforniarcVs -i cerca da
materia nao a encararn debaixo do poni de
V i-i.i que eu qui/.er 1 que ella Insse considerada,
um appliearao a sua illustraeo para o iiiesmo
lado, por que CU OOllSiderO O proje. io
Yin posso votar em favor do projeeto; porque
considero a sua materia excntrica das ittiibui-
, r.es da assembla, julgo que, eom quanto a
assembla lioiivi -se tomado nina decisao ,1 esti
respeito, boje .lia nao teni a adoptar, seno
de diias .....a. uuileivir o negocio no estado ,
1 Ul que se a. lia, pudendo quOIII se lili;.! nllen-
didu recorrer jiiiso. ou rovogar a le provin-
cial que lesglslou sobre a materia.
Digo, Sr presidente, qde nao pride sel louia-
do .10 eoncderaeao .. projeeto, que se dlseute,
por isso que o 4." do art, 11 do acto addieio-
nal o cuidara, a. assin. OOIUO a 1 -1 u ,1.-
(leseindid de'1831. V di citada (lispd sobre
diversos bens dcsta congregaran e deolbes
destino. A cerca da materia de que tra-
ta 0 JprOJOl lo do Sr, Lopes (.un 1. U .11 tigo
i." da ledlz que toda a proprledade de cpial-
qual naturesa que soja 8t li os pois qui n irt
1 i 1 1.....nsidera esta propriod ul.....010 na. io-
nal, e ao nresmo lempo he .1 1 destino, t) ar-
lijjo 7 pro> idein 011 giialnu lite i' 1 ri 1 d > igre-
ja, diz 1 igreja da M idn d Dos ser entre-
gue .-v fi porti....... -i. pn sid. uto, a materia
., a, 1 1 |,i,n id.....ida 1......ni rvn
que s, iloel.irou. como ii/ ver, que .ses bens
, ,, 11.1. 1, ni us. o que devino si 1 destinad)
1111 piel la parle, que nao o dedicada para-o culto
,1 vino, ,i sosten 1.11 ao dos orphaos, e .pianlo a
iqu, II1 p 11 te ib s,s ni, sinos iniis qu,- servia pa-
1 1 1 11I1,, divino, que devia s,r entregue .10 or-
dinario \ -un. 1 materia se ola ja pi <<\ 1
deliciada, e estes bens 11.10 podein doixai do
-,i considerados cuino ii.icionaes, I ni .ip.no
ilest 1 l. 1 \ 1111 11 i." do artigo 11 do acto addi-
eioil .1 que di/ /' \ \ i-l I |)OS llcsll' II.10
p,i i,iie, ni as provincias sean aquellas pro-
pried ..I, s que hnuvcrein sul,. adquiridas
1101 nicio de rendas proviuci.es depovs que te-
re lugarasep ira. aodas rciiilasjemgeracs, e pro-
.ini 1 i,-, lora d'isto ipiacsquei propriedades,
liud 1 que 1 n destn idas para trollas terein
veicico esta.:.'. provineiaos, em quanto una
l,i geral nao as uljudi u 1 provincia, silo 11,1-
eiouaes. S, pois, Sis. 11111 1 le geral eullsiile-
lou e-.|,s bens OOIUU n.ieinn.ies. edt'Ollll'S llt'St-
110, 1 si 1 asscuiblca nao pude legislara este n -
peilo. I." veril.ule qu, Um 1 le |,rn\ iiieial. eieiu
que 1I0 anuo de .,.">. legislou sobro esta 111.lle-
na, mas legislou incompetentemente. Pot
i tuto enl. lulo, que esta assembla nao 1, ni s, -
nao peito d', si 1 ni.llena. OU enl.m. .11111ttjl.il a le
provincial, o deixar 1*111 vigor a le geral. I u
issiin pi uso, resi rvo-mo, par depois de ou-
vir os nobres deputados,'pie pedirn n pala vi 1,
1I11 1, un 11 voto un 111.11nl.il nina emenda a
mesa un sentido, que lili. i.
E apoia.1,1 .- entra em iliscusso o si quinte
requerimento do Si. Ilaptisla. Rcipieiro que
0 projeeto lique adiado,at que a eoniniissao de
legisla, ande o sen parecer sobre o requerimen-
to di......imdade de S. Vnna, que existe na
casa desde 11 anuo p issado.
(1 Sr. Oliveira : Sr. presidente j no an-
uo passado eu me oppuz a este projeeto .- con-
tinuo .1 oppr-nie porque o >, im iuteiramenlt'
i 11 usto. Combatcreialguinas rasos apresentadas
agora pi lo sen nobre autor, o referirei lambcui
algiiuias das que ello apresen ton no anuo passa-
do, lu pt intoiro lugar ilirei que u nobre .111-
lor 1I0 projeeto nao leve rasan quandi.....Ili--
reoeo por isso que os dous armasens que
la.soiu o sen objeeto nunca Ionio considerados
proprios nacin.es nunca I.,1..o propi'OS dos
ni pliaos, V irniandade de Sania Vnna, nao ten-
do nieios para podot tratar do culto da igreja ,
.<<< nrd.ni .111 eslabeleeei dous .11 ni..seus. um
na parte inferior <\t saelirista e outro na
li, nn .le baixo da portara. v
tina, ningucm dir que a parle inferior da/
sahristia um predio, \ irmandade com efl'ci-'
lo .11 reiuluii estes armasens e eom ellos vai ti-
rando algum lucro.
11 nobre deputado no auno passado disso, que,
-e a 1 ria :,.la.le havia de estar pendiendo este
lucro era melbor que passasse para o patri-
monio dos orphaos a lim .1, que aquellos me-
ninos pobres tivcssem inais este ni.io de Sub-
sistencia o de (lucirn ; mas pci'gUUtoi cu
ao nubil' liepui.id,. e poutiiiUiiret a pergiintar,
Se o st.ibeleeiinento dos 01 pbaos tem ileiva-
do de eoiresponder ao lim de sua creacao por
1 illa de rciidim ntns. O nobre deputado fol all
din clin .< p.,,1, eom eunhcciinelilo de causa ri'S
p.ni,1,1 un : 1 n ainda lian vi sabir llalli lllll me-
nino, prrfei lamente instruido, ao menos as
primen.is duras dcspoudc-sc COlll us
meninos seis .unios de res < gasta-se
1 1111 ,,. empregados ein,.) ron tos, e tan-
to. \ adiunstr;ti io .!> patrimonio dos orphaos
1,nlo re unheoco que estes aruiasciis nao lii-
SaO pal le d'i sse pall ilunliiu que levttll dotls .
ou tres anuos depois dVIles estabelecidos sem
,, roque re 1 es,, quando riles c.lincearan a
render alguma colisa que se lembrou de os
pedir a presidencia : parece que se a adiul-
ni-ii.n o tiiili.1 direiloa estes armasens, devia
recorrer ios nieios ordinarios, cuan presi-
dencia tu io 1 assembb a. Aceresce, que, ten
do-so proposto este projeeto no auno passado,
peibudo-se dispensa le impressao mostrndo-
se tanto alan pela sua approvarao faz deseon-
liar do uegm io...
(i Sr Lope Gama : Da un aparte que n3o
podemos muir.
(i Sr. Olieeira : Existe na casa um requeri-
mento da irmandade a este respeito este re-
querimento foi i eoinmissao de legislaco mas
ella por falta de tempo nao den akidaoseu pa-
recer. N.ei quero Ilias cancar a paciencia da
casa eoiitinuo a votar contra o projeeto. pelas
rasos, qtic api eseniei. Os,loiis ariuasens,de tjuo
- !.;l,i. i,,,, perlcnceo aos nipiaos.
o Si Lopes Gama : Perteiieem a irmanda-
de o.
tl.S'r tiln ira : Peiteueein poique esto
debaixo do edificio da igreja agora se o nobre
deputado encarasse .. negocio por outro lado ,
se dississe. que 11.10 era decoroso, que coutiim-
assem .V, xistii'tios armasens coi parteperten-
eente igreja eu volara por teto mas tirar
de quem precisa, para dar a quem nao preci-
s 1 u, me pal ece jllStO,
i) s'i Lupes Gama : -- Quando eu tivea honra
. 11 -.-ni 11 .npii este projeeto foi na persua.


uerji -wviy
riiionut rjsiauViMWl fai-.JNMnMLUaill
4
sao deque ruta asscnibla anda eslava conven-1 tes, que tem dado tugara intclligcncia ampia
*itii ilr poder legislar sobre corporaces, ir- I do acto addicioual: eiitcndeo-se, que as assem*
Jiiaiidadesjjelc. Si' cu me persa.idisse de que bl.is provinciaes podio legislar sobre ludo
ella m- jul!pv%liibabilitada para isso de corlo j d'aqu i era resultado certamen te aanarchia, un
u;:i'iV'" -'-nava projecto. Houve tciupos Se- conflicto de jurisdicao, que nlo havia quera de-
jiIiuics eni ,-]ur esta asscnibla ludo poda, cidisse.
i m Sr. deputado:Nunca houve sto.
Itoje coiii t'iaHik' pasmo meu e de umita gen-
ftv., ao pode nada; talvez esteja redusidaa
apprdVar posturas de cmaras (apoiadot ; talrez
bouvi wv/teucao dealguera de barulliar |*ra
u fuiuro.
\tflurnas voses: .Nao, nao,
O Sr. Lupe* nmit : o re i(> { que pelo ao-
jo acto addicioual estou miliuuunculc convenc-
d'o, de que as ussemblas p, m uciaes pdcni le-
rislar sobre estas corporacUi>s e se nao pdcni
dar un patrimonio que ,i teni tal ou tal
destino nao se cuto o qUC legislar. Una
lei geral applicou o uso-friici0 do patrimonio dos
congregados nao sei, s,. so asscnibla geral
poda ou nao lser islo nao nitro n'csta ques-
to mas era tim era soberana e le/, isso j ap-
plicou o uso-fructo para alti exnguiudo a
congregarn esta mesma 1~ mandn pie a
igre*ja losse eutivgue ao ordinario. Estaassem-
lilci, persuadida de que poda legislar sobre o
collcgio dos orphos determinou, que a groja
la Madre de Dos losse entregue a irmandade de
Santa Auna a grej i siinplcsilieiltc para adnii-
uistral-a mas en relo pie beill longc eslava
Posta assembla a intciifo de periulttir que a
irmandade podesse alugar corredores I'uscndo
rmaseos etc. uiaudou applicar a sala chama-
da consisto I lo par,' as aulas de laliui c eiu Oll-
tro artigo disse logo o segrate '',:, Outro no-
bre diputado, que nao quer votar pelo meu
projecto vein tallando em dircito disendo ,
que cada uiu aprsenla osen dircito. O', Se-
nliores que dircito pode ter a irmandade '' ella
deriva iodo > scu dircito d'cssa le mas ha
qumale! negu, que esta asscnibla podesse
lazer seuielhautc le.
CU l)i-111. tpie dircito lein a irmandade, fundado
em una le que nao le risadasJ. Para que
pfl'lS se falla aqu em dlreilo .' til, Sculiorcs, tie-
rno de fallar em direilo peante os sculiores ,
ipie o esiudarao e que la lio tanto n'elle, que
me eoufiinileiu risadas ) mas cu vejo que
a irmandade nao tera dircito algumde eonverter
aqullo em rmaseos, e de os alugar. Eu cutan
peiisei d'estc modo ; se estes bcilS IbrO dados
ao patrimonio dos orphos, os seus reiidincn-
tos tinhao a mesma applicaco j mas se se en-
ieiide que sia asscnibla uao podia legislar
Sobre tal materia eutao reipieiro a l'CVOga-
i .ni da lei. Nao rasoavcl esta miuha opini.ni.
apesar de nao t r estudado no curso jurdico?
cino, que sini.
Diz-se, que a iriiianilaile (em feilo hi-mfcilo-
lias. qiieni a iiicuniblio d'isso? quein la/ lillios
em niullier allieia perde-llies o l'cilio; (ruadas)
so sto nao principio de dircito, ao menos
lUnrifo: creio pois, que, se a irmandade fez
armasens, e bemfeitorias, Ibi para inclhor tirar
os lendinienlos; e vein allegando direilo. I)/.-
se, que a innndade inuito pobre i-nlo pe-
ca cMnoias pelo amor de Dos, ou nao seja Ir-
mandade, c 011 l O para que pedio com tanto
crapenho osse onus, c administrarn d'osses
bens? Sem dvid.i porque ja levara mira sobre
estes a.iina/.cns. Nao posso dcixar passar soin
una resposta a ultima parte do discurso do no-
ble deputado, que de alguma forma me nao foi
igradavel, e pareci querer demonstrar, que
cu Iniha empciibo n'esle negocio man, in'tn) (Jue
empeuho posso cter a este respeito? Eu su
pugnocni favor de orphos raiseraveis, advogo
a causa d'esses infelizes, e se a malicia humana
pode entrar nYsta questo, ( no facojulzo mo
a respeito do nobre deputado est daparte d'a-
qucllcs, que advogao causa de negociantes ri-
cos, e nao de meninos pobres.
O .Sur. Olireira D un a parte, que nao po-
demos oui i r.
O Snr. Lopes Gama Sin, da irmandade, r\i
arredo de mira toda a siispcita e estou tambera
persuadido, que 0 sur. deputado diseorre eons-
ciciiciosaincntc, Concilio o meu discurso as-
sim ; ou a lei que (Ico administrarn fique era
p, e ento o meu projecto o justo, ou enioa
asscnibla revogue essa lei, e polilla tudo no
estado primitivo. Se nao nos pcrleiice niais le-
gislar sobre corporales, se temos de vir aqu
.-,.1 j> o a approvar posturas lie cmaras, c nicllior
arbannos com isto, e irmos para liosas casas.
O Sr. Nabueo: Pouco direipois que fui pre-
venido por dous nobres deputados, que trat-
id sufliclentenientc da questo; o nobre autor
do projecto, e o Sr. secundo secretario, queso
cinpennrb era mostrar o dlreito, que tnba a
Irmandade: permitta-sc-me nao me metter nes-
11 questo. Se cu entendesse,que esta asscnibla
estiva habilitada para entrar uella cu dira, que
a irmandade notlnha dlreito alguin, que as-
sini como outros bens da congregaro de S. Pi-
lippe fen forao consignados para uso-fructo do
eollegio dos orphos, estes dous armasens lam-
b ni deviao ser consignados; mas parcec-ine
que nein nos estamos habilitados para dar mu
uso dltl'erente .i esti s lien,, e nein tambera para
declarar, (|iie ellos pertencom, ou a irmandade,
ouao collegicdc orphos. < nobre deputado,
que se scllt I (le meU lado, dClllOUStlOU que. ha-
vendo una quesuio entre a irinaudade de Santa
Vnna. C o COllegio dos orphos a resp. lo d'csles
bens, a assembla nao o podia decidir, nao tlnha
dlreito para isso; maso nobre autor do pro ce-
lo disse. que, leudo a asscnibla feitounia lei a
di, i d'estes bens, us podemos interprotal-a
lioje ueste sentido. NOS liseinus isla le ini 0111-
petenteineute opposta ao acto addicioual. e nao
podemos interpretar urna lei, que nao lindamos
laculdade para lser; mas einfim legislamos;
mo di pois a enterpret ijo do acto addicioual,
c nao podemos mais deliberar este respeito; o
.pie podemos lser. S 111, enieiidar a luao, e di-
ser, que- nao exista essa lei; se o nobre deputa-
do quer tomar sobre si i-ssa tarefa, cu i, apol-
arei.
O nohrc deputado lastinou, que as ass-moleas
provinciaes eslvessein envestidas de pouco po-
d i
O Sr, ffabueo:'Sa legislamos sobretodo?...
" Sr, Lopes linmn:\'. boje sobre nada.
OSr. .\uro:\o- temos inda boje militas at-
triiuiiroes pelo acto addicioual...
O Sr. Lopes Gama:A. respeito de que?
O Sr. Xabucu:Lela o nobre deputado o acto
addicional. Nos nao estamos adistrietos uuiea-
inente em approvar posturas; temos aqullo, que
i- i sseneial, pic verdadciranieiite local; o que
nao temos sao direiios, que yao lattaear as attr-
buicoes do pode.r snprenip, dircito de alterar a
forma do processo, de legislar sobre colisas, que
pertencom ao poder geral,
Lu rcqueriinento foi a mesa, pedindo o adia-
niento da questao, ale pie coniinissao de le-
gislaco de o scu parecer respeito do dircito da
irmandade. Eu me opponho a isto; entendo, que
devenios decidir j a questao, que devenios de-
clarar, qui' ella nao nos compele, que pertence
ao poder judieiario. Por tanto entendo, que o
projecto do nobre deputado nao piule passar,
ou porque val Infringir as attribui$des da as-
seinblcagrral.se por ventura nos como legisla-
dores iiilerpretarnios essa lei, ou porque vai In-
flingir, e derogar o poder judieiario, arvoraii-
do-hos cni jutses: ah est o poder judieiario, a
adniiiiislrai ao dos orphos, que se dirija elle,
para obter justica, para reivindicar o scu di-
rcito.
O Sr, Baptisa : Sr. presidente ped a pala-
cra apenas para responder alguns argumentos
do nobre deputado autor do projecto: disse elle,
que eu linha como una verdadesustentado o dl-
reilo da irmandade sobre estes armasens; nao
Ibi isto, o que cu disse : oque cu quiz foi lazer
ver, que havia uina petico la irmandade ex-
pondo osse dircito, que ella suppe ter; o assim
como a administrarn dos orphos siippoein-se
com dircito a irmandade tambera: eis-aqul es-
t.i o negocio controverso; mas, perguntou o no-
bro deputado qtte direito esse ? A nos nao
compete decldil-o sem oxame; devenios ter mui-
tos escrpulos nestas materias ; porque como j
li/. ver lis si' fazemos leis e nao justica. O
legislador c obligado a rcconhcccr os principios
do justica universal, para sobre elle lazer as-
sentar a leglslacao do paiz ; mas a distribuico
da justica, eaappleacao do dircito pertence
.ios jui/.es. Disse o nohrc deputado, aonde est
o fundamento deste dircito da irmandade? en
nao, digo, que a irmandade tenha dircito; mas
apresentarci a fon te donde nasceill todas estas
diividas. Disse a le de 1831 que os bens dos
congregados passasseni para a administrarn
dos orphos ; porm que a irmandade de S. An-
u licasse no uso-fructo dos armasens; ora, os
dous armazeus de que se trata onde cxistein ?
.No templo. Dir 0 sr. deputado, que esse edifi-
cio nao podia fa/er parte do templo c que a Ir-
mandade nao os podia alugar ; mas o que se se-
gu P Porque a irmandade fez isto devem os
i eiidiinenlos desles arniazens passarcni para a
adiuiiistraco dos orphos? Todas estas diivi-
das. sis iiaseein da intelllgoncla (le una lei,
c ento aquello, que sojulga com dircito, |ue
v.i propor a aeco. V aiuiiiiistraro dosorphaos
tein os ineios necessarios para promover osen
direilo recorra ao poder judieiario ; mas ago-
ra o que se quer fa/.er sr. presidente? quer-se
que todas asquestos, dequalquer natureza,
ipie sejo venho a assombla para decidir; de
uiaiieira.que nos havenios todos os das de estar
a examinar qiiesloes parciacs, de interesses in-
dividuaes que exigein coiihecimcntos peculia-
res dos Tactos: isto, srs., proprio do poder
judieiario, e nao do poder legislativo. I'or todas
estas rasos OStOII desposto a votar contra'o pro-
jecto em diseiisso c peco licenea para retirar
o meu requei iniento.
o Sr. presidente consulta a casa, que concede
ao sr. deputado retirar o scu vcqiicriuicnto.
O Sr. Ptixoto : -- O objecto pelo qual se tera
suscitado esta diseusso conten duas partes:
n a 1." vejo una questo principal, na segunda
i na questo preliminar, ou prejudicial. A
respeito da principal rae oeeiiparoi pouco, por
que entendo que de qualquer forma que se
encareo negocio, os armasens nao pertencom
rmiudade. I'rescindirci de una iulinidade de
argumentos, que podia traser casa, para de-
monstrar esta verdade, como por cxcinplo ,
que o aeeessorio segu O principal etc., c
me roferirei somonte expresso da lei ,
que considera como puquios nacionaes tudo
ipiaulo perlcneia aos congregados ; ora sendo
estes armasens proprios nacionaes visto que
pertencom a fasenda publica c admira o des-
eixo que tora havido da parte da inesraa fa-
zenda em consentir, que continu uina posse
maiiifestainente injusta c ilegal.
Dcixarci porm esta questo para nie'occii-
par da segunda que fof a que me moveu a pe-
dir palavra. Duvida-se la competencia dcsta
asscnibla para legislar em objectos desta or-
dein e se diz, que coninictte una iuvaso cni
altribui;oes alheias. Senhores se a asscnibla
provincial comnietle agora una iuvaso, nao faz
mais lo que seguir uin exemplo multo antigo,
c exerco tllll direilo ipie nunca Ihe foi disputado,
e chamando o negocio para o seu verdadeifo
ponto de vista dlrei que pelo acto addicioual ,
nao podia esta asserabh'a legislar sobre a ad-
ministracao de taes bens, porque disendo o
acto addicioual que as asseinblaa tinho a
attribuicao de regimra adaiinlstracao dos bens
provinciaes disse logo, que ulna lei ge-
ral designarla quaes crao os bens geraes,e piaes
os provinciaes : ora, seno appareceo esta lei,
' visto (uc ''s si'uiiii/.p.s desde que tomro
asen cargo legislar sobre bens goraes, eom-
mettero una iuvaso em attribuiees que nao
Ihe ompetio : mas se estas rasoes nao veio
ento cni opposico ao dircito que excrceu esta
asscnibla como se quer que tcnlio boje
Sis., naassembln geral, apresen tei-me co- tanta tinca jue cesse oexercicio de tal direito ?
i,0 ,;, ; n or das [ilesas provincia -. mis e se isto uao assim respondel-rae com que
lia.. que nasrem
iupponno, qut
:ejo cn>
jeetos ? Se boje torno a repetir reeoiiheceis,
que lia una iuvaso; se julgaes que va-
mos legislar sobre objecto, pie nao < da nos-
sa competencia se uin erro que reconheceis
ter coniniellide. ento,em mu momento i/.ei ses-
sar ederrogar toda alegislaco existente,
felta por nos fazel passar aqullo pie est
debai.vo da adiuinistraro do poder legisla-
tivo provincial para o poder legislativo ge-
ral.e niostrai a coherencia nos vossos principios,
c as vossas decisoes.
OSr. Taques:.Nao n-cessario.
O Sr. Pii.roio:Voltaudo anda prlineira
questao fundamental, Sr. presidente, se disse
tamhem, pie nosfaltava acoinpeleneia, porque
nao eramos poder judieiario, para decidir este
pleito, suscitado cutre a administrarn dos or-
phos, ca irmandade' sis. que vera o po-
der judieiario ncsla questo? Para qtte lira?
Pulgar o que? Foi una lei provincial ^ nao tra-
to da sua competencia) que deterralnou pie
esta irmandade licassem pertencendo a ad-
iiiiuistrarodas alfaiase dos raaisobjectosneces-
sarios para o culto da igreja. Supponha-se, pie
esta irmandade abusara dessa attribuicao, pie
ora lugar de applicar a igreja para uso do
culto, appllcava-a para outro fin irla; tambera
a asscnibla provincial disputar com a irman-
dade perante os tribunaes judiciarios ? nao,
ariamente; liria; Fica revogada tal lei, r
usara do mcio legislativo para tirar a adini-
nistracao, que por mcio legislativo foi dada. Sr.
durante os poucos (lias, que tiver a honra le
seiitar-iuc nesta casa, bel de sciupre repe-
tir 0 que anda ontem disse. Todas as attribui-
ees das assenihii'as provinciaes foro arranca-
das por essa interpretaco do acto addicional,
hoje 80 nos resta posturas de amaras, c esta
diseusso serve de apoiar a niinlia proposicao ;
porque anda naquillo que entendo podemos
legislar, aparecein restribes, que nao se eon-
tendo na interpretaco aperto mais o circulo
de nossas attribulips.
Srs. cu considere! o acto addicional como um
penhordepaz edeuniaopara as provincias, a
sua interpretaco tcni de produzir o ell'eito con-
trario, o primeiro constituio as provincias no
estado de podereni prever certas necessidades.
que escapo a vigilancia dos poderes geraes, o
abriavias extraordinarias para a sua prosperl-
dade futura o segundo roubou todos esses
inmensos beneficios efaz sentir o que .'!...
OSr. Alcanforado: Picnsindirei da qilOFtto
que se tem suscitado a cerca la intcrpelraco
do acto addicional, da usurparn pie se fi-7 da
posse em pie estava a assem])1a provincial,
porque jltlgo, pie esta questo ociosa para o
caso, de pie se trata, sao colisas trazadas so-
inente paro prolongar a diseusso, colisas pie
nao podem servir para orientar o objecto pie
se discute, (lucio pois occupar-nie somonte
da materia do projecto, c inostrarei, que nies-
mo pela suadoutrina a assembla provincial
nao podoj inaisdar-lbc a sua approvaco. O
projecto diz (Ir): pela simples leitura lo projec-
to se vi, que se estabelecc, que estes arina/ens
fiquom pertencendo ao patrimonio dos orphos,
e ento de duas bypotbescs urna; ou este esta-
helecimento tem Ido o destino, pie Ihe foi
marcado, c est realmente na administrarn,
que lbe deve CUUiprir, e por conseguinte o
projecto intil, ou ento estes armazeus es-
tn na posse de toreciros. por isso esta asscni-
bla nao pode entrar neste negocio porque
todas as vezes que apparece um negocio con-
troverso a respeito de dircitos particulares, a
assembla, provincial nao tem attribuicao de
intervir nelle. ('orno pois. que a asscnibla
provincial vai-sc ingerir cni una picsto, pie
meramente particular? Se ella se ingerisse
a seinelhante respeito, Irlaoceupnr-se daquillo.
que somonte compete aos jlllzes decidrcin. por
que a assemldea provincial si'xlevc legislar para
os casos ordinarios, nao pode jamis decidir
Conflictos particulares, como acontece no pre-
sente caso, em que nao pode decidir de pie
parte est o nielbor direito; esta questao per-
tence ao poder judieiario, Eu creio que toda a
questo a cerca de quera tem nellior direito
torna-sc integramente ociosa, porque sendo n-
dubitavcl, que estes arinazens se acho na pos-
se la irmandade, creio que ella nao pode .';er
esbulhada. seno pelos lucios competentes. A
posse constitu- o direito, mas se o dircito '
bastante, se elle pode trazer os etlcitos, pie se
pretende, ao poder judieiario compete decidir.
O nobre deputado sabe, que esta posse podc-so
adquirir por dill'crcntes mcios, sabe, que nao
se pode tirar mngiieiu da posse, em que est,
sem maduro exanie pelos meios competentes.
Com que direito ha de sedizer que uina posse
milla e arranear-so aquello, que est no
sen goso, sem entrar-so em um circunstanciado
oxame, que s'i Incumbe ao poder judieiario?
Por esta lei o poder legislativo vai oceupar-so
de .mu negocio judieiario, e o decido por si!
Srs. desdo pie um negocio ontroverso. nao
pode elle ser decidido seno pelo pleito, e nao
controverso aquelle negocio, em que duas
pessoas disputo a mesma couza? Sea respeito
deste negocio nao ha duvida alguma, ento pa-
ra que vein isto aipii?
He hiiontestavel, que por esta lei Provincial
que se citou, leon a Irmandade na administra-
cao deste ostabelecimento.
O Sr. J'eixolo:Leia o arligo 3. veja, se
a Irmandade podia fazer o que fez.
O Sr. alcanforado (depois de ler o arligo. )
Deste arli.'o eu tiro o argumento de que a Ir-
mandade est na administracoda Igreja.
O Sr. Peixoto:NSo podo dispr dclla.
O Sr. Alcanforado:lito outra questo,
O Sr. Peixoto:hu a de que se deve tratar.
O Sr. Alcanforado : O tacto c que a irman-
dade est na adiuinistraro o que se segu m-
to ,pie ella tem abusado dessa dniinistraco;
mas c a nos, que compete decidir isto, tirarmos
a administraran da irmandade sem sabcrnios se
ella abusa lo direito que Ihe foi concedido .'
Seria a assembla provinei il querer-so tornar
decidiudo todas
I"
omnipotente docldinao indas as cmtsas. l.n-
ilo acto addiciiin.il. Cu dircito temos nos regulado essa mesma adral- tendopois, que este projecto excntrico das
provincias es- nistrai, o dos orpbaos augmentando, e dini- attrbuicdos da assembla provincial, caparte
stidas'de poueps podeios; ao nobre de- nuiudo os ordenados dos empregados, tendo nteressada, pie recorra ao poder judieiario ,
pui.uio nao sao descoiiltcidos os inconvenieii- uina ingerencia absoluta sobre todos estes ob-' que dicidir aqueta pertence este dlreito.
O Sr. Taques:toma parte na diseusso im-
pugnando 0 projecto.
OSr. /."/"v'"""":_'','||l") ouvdo fallar constan-
temente aqu em pleito. em que este negocio
litigioso. Sis., nad^ia tal, anda nao houve de-
manda entre a adintnstraco dos orpbaos, ea
irmandade de .'anta Anua, ninguem por esta
causa foi a presenca do juiz de paz.
Um Sr. depulad(i.--0 que se diz c, jue o nego-
cio c controverso.
O Sr. Lope Gama:Advirto que este projecto
nao eonscquciicia de rcqueriinento, nein le
urna, nein de outra (arte, lilbo de milita de-
voco, nao se falle pois de litigio vai, litigio
vein, nein se estoja i fallar tanto na palavra di-
rcito.
He preciso advertir, que ha inultas especies
de direilo, c a de propriedade. Estes bens sao nacionai-s, nos
delegamos a sua adniinislraco irmandade, e
tirando agora esta delegaco de Uin para dar
outro, tiramos algiim dircito? O de proprirdu-
de nao fica l'erido, so se lerc o dircito de admi-
nistrar!.
O Sr. Alcanforado:Entilo so ha direito de pro-
riedade ?
OSr. Lopes Gama:Nrf, ha muitos dircitos:
nos somos os administradores, scni duvida algu-
ma, pelo acto addicional dos proprios nacio-
naes, excepto se ha quera pense) que no acto ad-
dicional ha mu caiitinho, (jue diz, que somos a-
penas administradores numricos.
Adiiiira, que 0 nohrc deputado tao versado eiu
direito, offeroca una arma pie me pode servir
ein favor do projecto, rcconln-cendo que esta
asscnibla pode tirar a igreja irmandade.
quera pode o mais pode o menos
OSr. Alcanforado:--Est engaado, inverteo a
inhiba proposicao, cu fallei cni bjpolbcse.
O Sr. Lopes Gama:Parece-me ter ouvido is-
so ao nobre diputado.
O Sr. Alcanforado:W&o disse tal.
O Sr. Lopes Gama:--Pois bcni, ou em hjpotlic-
se, ou em thesc, o corto c, que, se esta assem-
bla tira da irmandade a dniinistraco da gro-
ja, la se vo os armasens, o quera podo o mais,
piulo O menos.
Srs., nao me metiera susto algiiin com a sua
palavradireilomis nao vamos decidir do di-
reito de propriedade, vamos apenas tirar a ad-
ninislraco de -a-, o dal-a a -b-, sto. tan sim-
ples |iic creio basta o senso commum para se
entender, mas apparece logo o direito, falla-sr
em litigio, ora ponto controverso, c 'uin nunca
acabar. Estas partes nunca so diniandro, tra-
(a-sc siimcnte de niudanca de adniinislraco,
o torno a repetir; a posso de administrar nina
cousa nao constitue Uin direito. Por tanto, para
ni i ni a questao clara, eiubnra caa o meu pro-
jecto. respeito milito as bdiberacocs d'csla casa,
todava fica-me livre pensar era rainha conscen-
cia, que esta assembla podia tirar a administra-
cao do -a- o dar a -tV sera infringir dircito algnni.
.ulga-sc a materia siillicicnleincnle discutida,
e posto a votos o projecto regeitado.
Segue-se terecira diseusso do segrate pro-
jooto.
A assembla legislativa de Pcrnanibuco de-
creta :
Art. 1. As rendas do extracto convento dos
Hireseos, cuja casa foi dada por le de 25 de
agosto de 1831 para o estabelcciinento do Semi-
nario dos Orpbaos, lico igualmente applicadas
para a sustentaco dos meamos orphos, desde
o I. do Janeiro lo correte anuo.
Art. 2. A administrarn dos b.ns dos orphos
promover, quanlo antes acobranca das mes-
illas rendas, c scus capitaes ; o os eiupregara
mis o outros em bens de raiz, ou era apolices da
divida pblica, a beneficio dos mesinosor-
phos precedendo approvaco do presidente
da provincia.
Art. :i. I'ico revogadas nesta provincia todas
as disposiibes ni contrario.
Paco da cmara dos deputados da provincia
dePcriiainbuco 22 de abril do 1835.
O deputado Gervasio Vires Ferreira.
O Snr. Xabuco: Creio, que a diseusso
d'estc segundo projecto milito fcil. A assem-
bla para ser coherente cora avotajao, que
acabou de ter lugar nao podcdeixar de volar
contra o projecto. Sabe-se que as rendas do
cxiiiieto convento dos Therezios, cuja casa nina
lei geral applicou para o estabelcciinento do Se-
minario dosorphaos, nao podem ser applica-
das por esta assembla. Parece-me que sen-
do iiicontestavel o direito, que tem a asscni-
bla geral de legislar sobro os proprios nacio-
naes ', de conceder O uso-fructo de taes pro-
prios este ou aquello individuo ou corpo-
ral fio, nos no podemos de nianeira alguma la-
zer reverter o uso-friieto d'estes bous i outra
pessoa moral, a menos que a nossa lei nao teja
inexcquivel, uina lei sera vigor porque esssa
rendas sao boje arrocadadas polos cofres gentes:
que vale, que irs legislemos, dtzendo, que
08888 rendas sero applicadas este, ou aquello
fin ? Esta nossa lei nao pode ser oxeeuiada,
porque val infringir o acto addicional. Parece-
inepois, que para aassointolea provincial ser co-
herente deve regeitar o projecto pie se discu-
te projecto que d a estas rondas um destino
diverso', do que Ibes leo nina lei geral.
Julga-se a materia discutida, e posto a votos,
nao approyado o projecto.
Entra em segunda diseusso o seguinte pro-
jecto;
Art. Unico.As Cmaras Municipncs desta
Provincia, h excepcao da da Capital, llco au-
toi izadas a dar ordenados aos seus respectivos
Filetes na razo dos seus rditos, e da tarefa
dos mesmos Fiscaes. sujeilando tudo a appro-
vaco desta Assembla.Ficao derogadas to-
dus as Disposicdes em contrario.Paco da As-
sembla Legislativa Provincial de Pernambuco
4 de Abril do 1839. Lopes Gama.
OSr. \almro : impugna 0 projecto porjul-
gal-o ocioso, por 8SO que as cmaras miinici-
paes tera pelo acto addicional attribuicao de
propros ordenados de si us empregados attri-
buicao queja tOUI sido usada sem contesta.;.io
alguma.
OSr Lopestama:declara que, o que o levo
a apresentar este projecto foi to s......nte poi
saber que urna grande parte das cmaras mu-


MHM I i**w****WW'f*"W
... .1
iiicipacs,-~ naosio conheccdoras do acto addi- Jto, scm uin motivo especial, tao smente em
(ion.il. nao saurn un- <> acto addicional Ihes (avor do Patrimonio da Cmara.
Ii esta prorqgativa c para evitar, que lodos
os annos a asseinbla estivesse tratando le pos-
turas a este respeito julgou conveniente apre-
sentareste projecto geral, lo qual nao, duvida
desistir.
Julga-sc a materia disentida e posto a votos
,' regeitado o projecto.
iitiao em segunda dlscurssao as posturas
addiciouaes da cmara do Limociro conjuuc-
taineute com as emendas da commisso.
Art. I." Fin d'esde j prohibido o tiramento
de barro as trras lo pitrlmonio d'esta Mina-
ra, quer s-japara se editcar casas, quer mes-
nu> para consumo das. otarias, equein o con-
trario lizer pagar a multa de vintc mil re., e na
reincidencia, <> duplo, c sera obligado a re-
parar o daino, que llzer as mcsiuas trras.
O Sr. Lope* Gama:Por esta esperava cu. Se
alauiii lira barro as inris lo patrimonio
dcsta cmara, ella que pouha impedimentos, .i
,111.mu tal Hzer; aasserabla uo tem nula com
sin. N'csta questSo que quero ver tocios os
Srs. juizes de direito, elles quedlgo se aasscm-
llt'-a deve inteivir n'este negocio.
OSr, Alcanforado:O artigo uaoexctue a inanila.
O.S'r. Lopes Gama:Esta questio econtencio-
sa, deve pertencer aofro, nao cassemblca
que -abe reparar dainos, voto pois contra o
artigo.
O.S'r. Floripet:Sr. presidente, en ontetn sus-
tntela doutriuad'este l." artigo, porque nao
o linha combinada com >s outros, mas agora
vendo artigo3. que dr. cine ninguein poder
fazer na villa tanques, poros, cacimba, on mi-
tras quaesqiier escavaces, acho escusado o I."
artigo, porque eu entendo, (pie o lim da cma-
ra municipal com esta posturas nao c sselar
o sen patrimonio, comoj disse ontem, tam-
liiiu prohibir, que se faeno eseavaedes, por-
que nellas se ajuiltao aguas punidas, d'onde
salieni exhalacoes, que vio prejudicar a saude
p:il>lica. Por tanto avista d'esta consideraran
voto hoje contra este artigo, porque pretendo
votar ein favor do 3."
O.Sur. Alcanforad": l'areec-nie que ha .lign-
ina diHeronra entre ol., eo3.art. t> l. esta-
belece, que fica prohibido o tiramento de barro
aas t iris do patrimonio da cmara, querseja
para edificar casas quer utrsino para consumo
dasolai'ias; eo3., quculnguem poder fazer
un villa tanques poros cacimbas, ou nu-
tras qnaesquer cscavacoea. (U) Para que o I. ar-
tigo illlportasse a mesma cousa cumpla mos-
trar que o patrimonio da cmara nao se esten-
dia alein ila vilU : o .5 ari. c fomente adstricto
a villa. Ora se nao c certo que o patrimonio
ila cmara consiste s as trras da villa, cirio,
que lia una (liUcrcnc entre estes doilSai'tigOS.
Observare! agora ao sobre deputado, que
falln em prnelro lugar, que nao se da a
comparadlo, que elle procurouinstituir a cerca
ilo projecto que a pomo caliio. c este de que
seiral. aquel!.' iratava de uin negocio parti-
cular, tenda a decidir urna duvida que ti-
nha apparecido entre a iruiandadc da Madre de
Dios, c a adminlstrncao dos orphaos, entre
tanto que este nao se oceupa de particularidade
alguma, legisla para um caso geral. Depois ,
observarei taiiTbein, que nao procede igual-
mente a outra objecen que oftereceo o uobre
(I-pinado de- que ha demanda, o nobre de-
putado sahe que todas as vezes que qu ilquer
cidadao coutr avenlor de posturas de cmara .
tem de soll'rer um processo aassemblea pro-
vincial nao faz maisdoqueestabrlrreralei; por
mito nao nos oceupamos emdizer, que fica
livre a demanda.
Mas disse-se ontem que estando estabele-
cido no cdigo penal aaccao para ocaso de
daino da propriedade de qualquer i>essoa es-
te. arligo mi l'azia mais do que aggravar a sorte
daquelles, que tirassem barro das ierras das c-
maras, que nao havia rasao alguma para se dar
este privilegio cmara. Cirio taiubeiu, que
esta objeccaa dcsappaiccc, se se eliminaran do
artigo as ultimas palavras d'esde--r ser o-
brigado at o lim, tanto mais que julgo estas
palavras desnecessarias ; porque de direito
natural cine aiquelleque causa um daino fica
obligado 'reparara, e tiradas estas palavras,
creio, que lucoutestavel o direito que tam a
(amara municipal de providenciar a cercada
conservar do sen patrimonio, h nem se di-
ga, que cmara municipal nao pode legislar
sobre o seu patrimonio, por ser isto queatao d*
intrresse particular: nao. ludo qur diz respeito
interesse municipal nao particular: portante eu nao posso j-
tabrlrcer esta ilisliucro : o que ctinipre decidir
(', se eonvin impr urna mulla aos infractores
(Testa poslura. Nos sabemos, sciibores, que
milita gente prosa,que aquill que da cmara,
portence todos, que moran no mesmo muni-
cipio que podem desfrutar como se (he per-
tencesse, cat arruinar: c indispensavel pre-
venir este abuso, C eunSo vejo nina medula
mais salular para isso do que esta de inipor
multa i aquel le que causar o daino e daino
s causa l'azoiido-se estas escavaces porque
n'cllas SC ajuntao aguas, (|iir eslagnalas pro-
duzem males saude pblica.
He por estas consideragoes, que estou incli-
nado a volar pelo artigo com a modifieacSo que
disse.
He apoiada, e entra em discussao aseguinte
emenda do Sr. AlcanforadoKlimincm-so as
palavras e ser obrigado at o lim
O Sr. Sabuco:Ja ontem eu tive occasiodo
oprescnlar .'i consideracao da Assembla as ra-
zes, que me obriftavo a votar cootra a dispo-
Mas disse o nobre dcpuiailo, que est medida
e reclamada pela utilidade publica. Sis., se
estasescavanos causo dainnosaude publica.
entb a medidasejageral, dlgi-se-9opro-
liibidas as escavaces quer sejao cm terrenos
da cmara, querem terrenos de particulares
mas cu va que a medida era s p 'culiar ao pa-
trimonio da cmara, e por esse motivo iifio.de-
va ser adoptada, dcvla ser geral, on que se
demarcasse, que em tal, ou em tal circunfe-
rencia niio (' licito razer eseavaedes por causa
de interesse publico.
Mas o nobre deputado disse, que esta medida
linha una vautagem, que havia um prejuiso, e
que segundo elle, todos entendiao, que aquillo
(pie era da cmara, partencia a lodos, era um
resvio. Se isto exacto Srs., se iodos os indi-
viduos penso asslni; entio eu entenda, que
a dispoziefio d'este artigo devia ser mais gene-
rica, devia-se di/.er. que aquelle que se a|ios-
sasse do patrimonio da cmara leria lima mulla
de lano.
Concilio dizendo, (pie ou este artigo r desue-
eessario, ou aggrava a pena rslabelccida no c-
digo criminal; em qualquer dos cazos, cu mi
approvo, primeiraineute, porque, se a cmara
intentar accSp contra um, oudous individuos
'que lizerein eseay.nao eiu suas Ierras, ni 111-
guein mais as lara ; e cm segundo lugar, se
eonveni aggravar a pena, nao se ja so em favor
do patrimonio da cmara, e se honvesse utili-
dade publica, nesta disposifo, entao devia ser
exlensiva ;is trras dos particulares.
O.S'r. Alcanforado:Parcec-me que as conside
ces aprcseniadas pelo nobre deputado nao des-
truirn as que eu emilti eill favor do arligo com
sidente designa para ordem do di a t. discussao
do projecto u. I drste mi..... '-,,il -' '''' '"*
I. do u. IS. de 1843, e continiiaco da de boje, .
levanta a sessao.
SESSAO lili 6 DE MARCO DK 18l'l.
Presidencia Frita a chamada a achando-go presentes 23
Srs. Dcpntados, o Sr. Presidente (ledaron a-
brrta a sessao : fui lida o approvada a acta da
antecedente.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1. Secretario az menciio dos seguid-
les pareceres:A commissfio de Negocios de
('amaras tondo examinado as Posturas addicio-
naos da Cmara Municipal da Villa do Bonito
dr8 o 9 (Ir Agosto de 18:), de parecer que
entrein em discussao taes qtiacsso achao, deixan-
do i respectiva commisso o cuidado de corre-
gir a redaccao em lempo competente.Pac da
Assembla Provincial (' de Marco de 18V.
Aguiar.Meileiros: foi approvado.
[Con! initar-se-ha)
Rrigue /.'">( canos de ferro.
!i ii i a Espirito Santo diversos gneros,
lrigue Cieely carviio de pedra e ferro,
barca Alvina Clara diversos gneros.
3Iov.2iJCnlo do Vorlo

\
DIARIO DE PEiMMUCO.
BSE5S5BB
A inesperada dissolurao do gallineto (Ir -20
d- Janeiro nao pode drixar de ser considerada
urna calamidade para o estado. Se um dos ma-
les ou inconvenientes do governo representa-
tivo 6 sem duvida a repetida successao dos mi-
nisterios os quaes apenas chegfio conhrrrr
iruirao as que eu eniilli cm lavor do arligo com ......---- .
a modificaeao, que aprsente!. Primeiramente o todas as necessidades do edrpo social rctirSo-
uobre deputado quer urna cousa iinpossi ve t, quer sr sem trrom lempo de applirar ihrs os reme
que esta medida seja extensiva ao patrimonio (|05 optados : de que ordem nao este mal ,
dos particulares, mas pode a cmara prohiba, .. .,.
que OS particulares .iren. barro dos sc!.s tci. e- 'I""'10 sp d'' ,,,n ,l,n ""nistrr.o. que linha 88-
nos, como, e (piando Ibes parecer? Depols o no- liido avahar r ronhrcer Indas as circumstan-
bre deputado deve attender, que se esta niedi-' eias polticas do estado e linha aforra, ce-
da c smenle relativa ao patrimonio da cmara, ^ Mmm\a ara ,|,,r.||1(. t,|0s os melho-
a rasao c, porque a villa do l.unoeiro, r asna p .- ,,
ramenlos que nestas circumslancias poda elle
clrcumfcrencia est plantada em lenas, (pie
pe tcuceni a este patrimonio, al que operi-
go pude ser multo inaior com taes escavaces, e
esta mesilla rasao foi atlendida pelo nobre dc-
putadn, quaudo disse, que se se estabelecesse
esta prohiliii ao so naqucllrs lugares aoilde hon-
vesse perigo. nao duvidaria adoptar a medida.
receher.'
() gabinete de 20 de Janeiro, tendo por che-
le o mais enrgico e decidido dos homens ,
que estaheleccrao a poltica de 10 de srtrmhro.
tr*i.i niMiiiiu iii .' vesse perigo. nao duvidaria adoptar a medida. a (pial tem por lim reorganizar o imperio, sem
Creio que I inbcn nao procede a ouira objee-! annu||ar sua lei fundamental, ia, sem duvida
caoapresentada pelo iiobije deputado de que |,.vantar .lificio rujos aliceres ti-
se v.-h aggravar a penalidade eslabelecida no co- p ]
digo: a cmara ueata postura nao apresenl. se- nhao posto os ministerios de 19 de srlemhro, e
nao urna medida de utilidade publica, nao se 23 domaren. Se o ministerio de 19 do setem-
trata aqui de rrparaca de dainos somonte |,ro salvou a integridade do imperio na Babia ,
i,.,ia-se lambe,,, de atteoder asaude publica, c r0(.uroll consolidal-a em todo o
ser a cmara municipal prohibida de velar so-
bre a saude publica de seus inuiiicipes, (le to-
maras medidas neeessari.is, alini de obslar as
taes escavaces, amule neccssariaincntc as agoas
se aggloiiierao depois de encharcadas, ficao cor-
ruptas, c laneao cxhalaroes, que prejudicio a
saude publica'' Nao c isto tuna de suas princi-
paes attribiiires.1 scm duvida, c entao como nc-
gar-se (Minara o direito de estabelecer una
medida, (pie ella julga necessaria.' Disse o no-
bre deputado que a cmara poda recorrer ac-
e no Para e procurou consolidal-a em todo o
Ilrasil com a lei da interpretacao do acto addi-
cional qoe chamou as provincias para a rbi-
ta em que devino girar ; sr o de 23 de mar-
co salvou as nstituicocs do paiz comas victoria*
do Sorocaba e Santa Lata, intrndimoalgum
melliorainento na organisacao judicial com a
lei da reforma e robostecoo o throno com a
! do ronselbo de estado; o f?BDnelc do '2Q dr ja-
;i()ju(i(:iaria.'Srs., se |)iocedesse esle argu- neiro ia deseinolvemlo lodas ns consequenrias
meiilo, entao creio, que nao se poda lser pos- dostes fados Sciaes r tornando-as proveilosas
una alsunia.
i ;i monarchia o inlegridade do imperio. O
O Sr. Xalnieo:-- Oual c a l'ore desse seu racio- .' i- .
,. ., y enrgico, 0 inlolligenlo chelo d esle gahinele
O Sr. /icii/brado;-He diser, que a cmara ufe) foi n ministro Hrasileiro, que repellio com mais
pode, nem mesmo tem necessidade em todos os digmdade as exageradas pretonces da Ingla-
easos occorrentes de recorrer aos tribunacs. I |rri, ,, ao m,.sm0 |(.M1[)o o our mais forcou .
Eu creio, Sr. presidente, que nao vale a pena
lomar minio tenqio a cmara com este negocio,
tciiho dito quanto julgo necessarip, r contino
uauforado, e Taques, sustentando os argumen-
tos, une produsio contra o artigo.
Julga-se a materia siillicientcineiite discutida,
e posto a votos c regeitado o artigo, licando pre-
judicada a emenda.
Entra em discucao o seguinto :
Arl. 2. A cmara marcar, tendo nm vista
a riisposifa da Lei provincial numero 9 de 10
de Junho de 1835, os lugares mais convenien-
tes para tiramento de barro e sob condicoes,
que possao equivaler ao prejuizo, que se cau-
sar as trras de seu patrimonio.
Emenda da commissoEm lugar das pala-
veasequivaler ao prejuizodiga-se favorecer
a indemeniiacao do prejuizo0 mais como no
Art. supprima-seoart. 4.
O Sr. Nabuco : Sr. Presidente, lendo a As-
sembla reseitado o art. i. s, me parece que
este artigo 2. deve ser redimido por oulro mo-
do. Diz o art. 2. que a Cmara tendo em
vistas a lei provincial do 10 do Junho de 3'.,
marque os lugares mais convenientes para
tiiarnenlo da barro, e sob condicoes que cqui-
valerem ao prejuizo, que se causar as teiras
do seu patrimonio. Ora essa lei do 10 do Ju-
nho de 1835 so refere a desapropnacao por
utilidade-Provincial. quando ha ja necessidade
de tirar barro, para as estradas ; mas eu qui-
zera que a medida fosse mais extensiva, que
a Cmara marcasse os lugares mais propjios,
r,5o s para quo os particulares llraniam barr.
para suas obras, coma mesmo a Provincia para
as estradas. Parece-me pois mais conveniente
que o artigo seja redigido neste sentido pa-
ra o quo vou mandar mesa um artigo substi-
nanTer' sua propriedade, que nos nao devia-, '^^ mM ( f .. apoiadD seguinte artigo subi-
mos dar a Cmara maior Direito do que a qual- ; ti(|Uiv ,, Sl. Sabuco A cmara marcara os
quer Cidado, quo achando-ae estabelecida no ,ua,.(>8 maig convenientes para o uraincutode
Cdigo Criminal urna pena pora quem causas- barco, e os contraventores pagarao a multa de
se daino na propriedade alucia, nos augmen 20/000 res. Q&i
lavamos esta pena, o sem urna rasao luuloleu- I Dada a hora a discussao floa adiada. O, pre-
a votar pelo arligo.
O.S'r. Taques: Toma parte na discussao, res-
pondeudo a alguns argumentos apreseniados
pelo Sr, Nabuco, 0 concille volando em favor do
arligo.
artigo. wiwwmi.! --v ..-,-. -......------- ,-----
OSr. Nabuco:Aluda pede a palavra, e res-J 'governo do Qrasil, a de (alfoliar os meios nr-
Mndealgumasobsrrvacoes fi-rtas pelos Si*. \l- (.(.ssar;os 0 c0|0nisacao, o agricultura al,rindo
Ierra e ao mesmo lempo o que mais forcou ,
com esto acto de vigor o parlamento britni-
co a tributarlito acatamenlo. Foi este gabi-
nete o que se atreven castigar a prcvaricaeao
dos magistrados c assegurar rom isto a
justira dos litigantes. Finalmente foi elle, que
encvlou a vereda ale aqui nao trullada pelo
lico d'este artigo 1. o creio que o noDre im-
putado, que boje quiz combnter a minha opi-
niao, nao a abalou. Eu disso quo o artigo era
desnecessario, que a Cmara Municipal, como
qualquer individuo, tinlia accao legal para
..^ .n.;.,ii.irl cnsanos a ePonisacio, o agricultura al,rindo
assim no imperio a mina mais rica e impor-
tante a da cultura da trra e chamando os
habitantes ao trabalho que 6 a nica fonte da
riqueza, uando assim recapitulamos ns vir-
ludes de um ministerio que j se dissolveo ,
o cujos memliros nao dispoem mais dos empre-
gos nem do cofre das gracas, s temos por lim
galardoar os benemritos da patria com a con-
lss Em abono d'esta soberana do mundo deca
ramos que temos a mais liem fundada rspe-
ranca de ver o novo ministerio Irilbar a estrada
brilbanto, quelheahrio o do 20 de Janeiro ,
de cuja poltica lrao sompre fiis sectarios o*
actuaos ministros.
A imparcialidade e moderaciio, com que
respeito dos rebeldes se boovo o Sr. Almeida
Torres na presidencia de S. Paulo, e a diver-
gencia de parecer do Sr. A Ivs Hranco no modo
do conhecer dos crimes dos senadores os nao
l/.erao renegrseos principios sempredeac-
cordo com a poltica de 19 de setemhro para
que so possa acreditar no rrgosijo dos Santas
uzias, nem ter por sinceros osparabens, que
o I),-novo e os mais peridicos da imprensa
da praa dao se reciprocamente pela subida
dostes Srs. ao governo do Brasil.
COMM
pisri
.
Alfandega.
Rendlmento do dia 6............12:23^509
Desearm/io hoje 7.
Barca Elisa Johnston diversos gneros,
briguc Julic- lijlos,
Xatiios sabidos no i'"i 5.
Mareellia ; polaca flanee/i PettCUr, CapitBO M.1-
Ire ca g varios geneios.
'anal : brigue din.un.irque/. Uattrialor capitn
i osturei carga assucar.
r.n.ilnbi; lauelia brasileira l'lor-das-virludes, ca-
pil io V icloi un. Jos l'rrcira, carga varios g-
neros.
Me. ni. lancha brasileira Despique-do-Recife, ca-
pit.io Antonio Caetauo da Silva carga varios
generas: passageiros, Joaqulm Jos Gil, Pa-
Tlre 'l'bi ago de Penna Cabrai Beruardino de
Sena lleuriipies. tfrasileil'S, Jollll \ an-ue/l
e su.i senhora, Inglezes.
ElccIaricocs.
O arsenal de inarinha contrata a compra
de "2 mil alqueire do cal, de llamarac, 100 mi-
heros de lijlos de alienara grossa 80 es-
teios de 20 palmos de comprido e 7 pollega-
das de grosso .'() linhas de 20 B 2a palmos do
comprimenlo, o palmo e meio do grosso, e 100
taimas de cosladoileainaiello dequalidade infe-
rior O lllin.sr.inspector do mesmo arsenal con-
vida porlanlo as pessoaa h (jurm venda d'esses
objectotfda melhor qualidade) possaconvir.quo
queirSo comparecer com as suas propostas.com
a possivel breiidade nesta secretara a lim do
se proceder o contrato com quem por menos
vendel-os.
Secretara da inspecfao do arsenal de mari-
nha de Pernambuco 1.a do marco de 18V5--
ilcxandre Rodrigues dos sfnjos,
Secretario;
Avisos mari'timos.
Freta-se para qualquer porto do Medrler-
raneo n.uito superior e veleiro brigue sardo
Cohmbo Capitad Vicente (Jumbardo de loto
de 110 toneladas, os pretendemos dlrijad-so
a Mondes V Ulivcira, ra doVigario n. 21.
Avisos diversos.
Manoel Antonio de Sonsa Clrne, que foi
eserevculc do cscriv;io JoaquiluJos l-'errcia de
Carvalho, empenhou, ha seismezea um trance-
lilll com nina incdalha de OIU'O, a qu il tem de
mu lado um diamante o de nutro Ulna crisoli-
ta; um par de brincos de lilagrana, por 20/000
res i e leudo fallecido o lito Manuel Antonio nao
npparece a cautella, une elle recebeoda pes-
soa que lile (leo o diuheiro I roga-sc a essa pes-
soa. quem quer que seja, que por desencargo
de sua conscieucla baja de se declarar por este
Diario, para seren remidos os penhores ou
dirigir-se ao dito escrvSo, na ra das Trincei-
r.is ii. .'i.
Quom livor algum negro para alugar que
laiba cuzinhar alguma cousa dirija se ra
do Trapiche n. 17
TingO-ae toda a qualidade de fazenda e
relroz ; a pessoa que preci/ar dirija-so na
travessa da ra do \ gario na venda quo faz es-
quina com a ra do Encantamento n 3
A pessoa que annunciou desejar fallar
com o sr. Joaqnim Rodrigues, dirija-se ao
pateo (le S. Pedro n. 3 sobrado do um andar
i-.- a.. .,,-.
i mi........".i pao f
(i as 7 mas da ina-
nhaa e das Vas (ida tarde.
Quem quizar tomar a juros de dous
por rento a quantia de seiscentos e cncoenta
mil res, dando penhores de ouro ou prata :
v a ra do Crespo n.17.
Precisa-sc fallar com o sr. alferes Antonio
dr Albuquerquer Maranhlo do corpo de poli-
ca : na ruaestreita do llozario n. 21, segundo
andar.
__l'recisa-sr de um bom amassador para urna
padaria no Kecifo : na ra da Senzalla-velha
n 90.
tontnao-sc 6 tirar folhas corridas o
passaportcj para dentro c fra do imperio ,
com milita hrevidade e proco commodo,; na
ra do P.angel n 34*
FABRICA DE RAPE
PUNCEZA
C.ASSE fabricante c legitimo inventor do
bem acreditado rap prince/.a do Ro-dc-Ja-
neiro com seu deposito geral na ra da Cruz
do Recife n. J8 e outro na ra do l.ivramen-
to n. 13 avisa, que as muito boas qualidades,
quepossuc o seu rap as quaes pela grande
.clima p ero.Jil^) .iijp ^rO'T^SSVSieritC de dlu
cm dia teem obtido n'csta c as mais partes;
bem conhecido por um consideravel numerado
tomantes e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso laz publico, que toda e qualquer
pessoa que quena especular com o seu rap ,
attendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte, que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma e com condieces,
que o mesmo comprador pode a presenta I-as.


h
RAP LINO PRlNfEZA
DA BAHA F RIO-DE-J ANEIRO.
= Acha-se i venda o mu encllente ra-
p 'la nova fabrica de Godinho da Baiiia.edu
Bio-de-Janciro pelo mdico proco de 1:000 rs
eada libra : este rap chegade ltimamente ,
e torna-se muito recommendavel pelo seu hom
aroma : roga-80 aos compradores, desediri-
gireni ao nico deposito existente n esta pro*
vincia ua ra da Cruz n. ll>, que ainda
encantraraG metas libras, o levando porco se
r mu preco maito rasoavol.
O agrimensor, abaixo nssignado, ofTerece
os si'iis serviros as pessoas que tiverem proprie-
dudes demarcar e afiance a mais escrpulo
sa exactidao e o maior zelo no desempenho da
sua arto ; devendo todos os que do seu prest
mose quizorem utilisar,dirigircm-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-dircita ,
sobrado n. 121.
Joaquim da 'onsera Soare de Figuci'edo
LOTE It IA
DAS
Memorias Histricas,
PREMIO OEANDE 8:000.^000 i!S. !
As rodas desla lotera n-
dito imprelii'ivelmciile no da
12 de marco correnle,e os bi-
llietcs acho-se a venda as
mesillas lojas, em que sao
vendidos os da lotera do
thealro.
= Acha-se o trapiche novodo Engcnho-ve
llie do Cabo promplo a receber caixas, ou qual-
quer carga pois para seu desomponbo tem um
amoso guindaste de ferro.
= As fabricaste colchetes, oulr'ora peiten-
centesa Lehmann & C.*, sao boje dos abaixo
a-signados, acha-se o deposito dos ditos colche-
tes na toja de Justino Meroz, Praca-da-inde-
pendencia, ns. 18e20, aonde os compradores
p )dem se dirigir. Justino Meroz, c Sicard.
= Ainda est por alugar o sobrado de um
andar e soliio de Ffira de-portas, ra do Pilar,
n. 82, com quintal, cacimba, terraco lora, e
com sabida nutra ra; os prelendentea diri-
jao-se ra da Cru/, n. 03, a fallar com Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
=s Na ruado Pilar, em Fra-de-portas,pre-
cisa-se de urna mulhor branca, ou do cor, pie
seja do dado, que s para cosinhar ; ou mes
Dioalgum preto de idade.
O rapaz Manoel Benevides da llha-de-
S.-Miguel, que se obrigou em 8 de novembro
p. p. servir de criado por um anuo, por ter-
se pujo a pasgagem delle, largou o servico em
3 de mar^o portanto quem o quiser alugar
paro o futuro enlenda-secom o engajador, na
ra do Trapiche n. 17.
Aluga-so o terceiro andar da casa da
ra do Queimado n. 8 ; a tratar na loja do
mesmo.
Quem tiver um preto para alujar que
cozinlie alguma cousa dirija-se a ra do 1 ra-
piche n. 17.
Aluga-se um excedente armazem todo la-
geado de pedra de Portugal, proprio para qual-
quer eslabelecimento cconi toda u seguranga,
por preco commodo ; a tratar na ra eslreita
do Roza rio n. 41 primeiro andar.
Roga-se ao sur. quelbiauma casa na
.ra de S. de Jos na nouto do dia primeiro
do corrente dizendo que quuria mandar fa-
zer uns bons de panno o vellido, que era para
a loja do sur. liuerra, pedindnum para levar de
amostra que ja vollavu o que se ontregou
promptamente dous tanto por se conlicccr a
pessoa como por drzer que era para a loja
do snr. Guerra, e como at o presente nao vol-
tasse por se persuadir tal vez que nao tinha
sido condecido ; roga-se o favor de ir, ou man-
dar entregar, pois ja se foi informar, e tal pes-
soa nunca foi pertencente a loja do snr. Guerra,
do contrario nao se queixo do que se preter-
CAIJTEIXA CONTRA
AS
Babia, como no Rio-dc-janeiro oMaranhao,
como em Pernambuco e roga-se aos senhores
compradores .le acautellarem-se contra as frau-
des sendo as maiores no rap que se vende
a retalho.
Fernando Francisco Tucker faz sciente ao
respeitavel publico, que pretende rctirar-se pa-
ra Portugal a fim de tratar de seus negocios.
O reverendo padre Francisco Goncalves
Ferreira relira-se para Portuga'.
Aluga-se urna excellente casa terrea na
Rua-nova que vai para a Trempe com pti-
mos commodos para urna numerosa familia;
quem a pretender dirija-se ao pateo da S.
Cruza tratar com Joao Sebastio Peretti.
Robcrt Berry Coates subdito Inglez, re-
tirarse para Inglaterra.
Aluga-se o segundo andar, e armazem
da rtia do Amorim n. 14.
O abaixo assignado pergunta ao snr.
socio da Apollinea que levou o chapeo troca-
do se nao reparou ainda para o fundo do cha-
peo em que est cscripto o nomo do Claudio
Dubeux e caso nao tenha visto, baja de re-
parar a mandar truzer, para Ihe ser entregue ,
oquedeixou. Claudio Dubeux.
Precisa-so da urna ama para casa d^ um
liomein solteiro, que seja preta forra, menos
crioula de idade de 40 e tantos annos .(para
fazer as compras diarias; no pateo do Terco ,
vendas ns. 1 o 7.
A pessoa queannunciou querer alugar
um sobrado para pequea familia querendo
o segundo andar da casa da ruado Livramen-
to n. II dirija-se a mesma casa que se alu-
ga por preco muito commodo.
Aluga-se urna preta ainda sendo ja idosa,
ou preto para o servico exterior da casa de um
horneo) solteiro ; na ra da Trempon .,13 ou
no Recite ra do Encantamento, armazem do
mulhados n. II.
A pessoa que annunciou querer com-
prar urna toalha de lavarinto, querendo urna
toda aberta dechadrez, feita em esguiao di-
rija-se a ra do Caldeireiro n. |56.
Um moco Portuguez com boa escripta ,
e com as necessarias responsabilidades ao seu
proceder, scofferece para escriptorio, caixei-
ro de ra ou outro qualquer empregojquem
precisar annuncie.
Aluga-se um preto, por dia, semana,
ou mez, conforme o que se justar com quem
precisar; na Rua-nova loja n. 58 aonde se
precisa de algumascanoas de ara para atierro,
ou se comprar urna canoa para o dito servico,
fazendo corita no proco, que se deseja.
Precisa-sc de um menino de 12 a 16 an-
uos, para estar em companhia de um homem
solteiro, e servir smente para alguns man-
dados ; quem estiver nestas circunstancias,
annuncie.
Aluga-se a loja do sobrado novo na ra
doAragon. 12, etambem a coxeira do mes-
mo que (lea para o beco do Tambi com
bastante fundo para recolher bastantes carros ;
a tratar ua ra do Trapiche-novo n. 16, se-
gundo andar, com Frederico Robillard.
Precisa-sede urna pessoa que tenha ca-
pacidade e desembaraco sabendo ler, escre-
ver o contar para caixeiro de padaria e
tomar conta da mesma por balanco na quali-
dade de caixeiro de sala, abonando sua capa-
cidades, e conducta ; na travessa da Madre de
Dos n. II de manhaa at as 9 horas.
ro
bonita figura ; c um moleque de 13 annos; um ta (gura .ptima engommadeira cozinheira,
dito de 9 annos ; na ra da Cruz n. 49. e hocete ira ; na Ra nova n. 65, primeiro
Contina-se a vender milhoem saccas de andar,
iresquartasa 1600 rs. ; no armazem, que foi Vende-se urna casa terrea com soto
do Joaquim Goncalves Vieira Guimaraes, de- nova a ra de S. Bento em Olinda nassn
fronte da escadinha ; como tambem barricas doaribeira; e urna parda bem parecida ,'"!
C- Vende-se um piano inglez, em meio uso, ? com Igumas habilidades e cozinba; cm
por 80,000 rs. ; na esquina da ra dos Quar- casa de Antonio da Silva Gusmao na ruado
teis, ebecodaPol. Queimado.
Vendem-se duas boas vaccas com crias = Vende-so ou permutase o sobrado de
pequeas mancas e fllhas do pasto que se 3 andares e sotiio sito na ra da Praia n. 37
vendem porlalta de commodidade; na Rua-no- muito bem construido com duas frentes, urna
ya loja n. 58. para a ra da Praia, eoutra para S. Rita com
Vendo-se um bom escravo moco, pos- duas sa)as cozha c 8 quartos em cada
um dos andares por baixo um grande arma-
cador do alto, o rede; na ra do Queirna-
da n. 82.
Vende-so superior arroz branco e ver-
melho da trra por prego commodo; na ra
da Praia venda n. 46.
Vendem-so cortes de chita com 13 cova-
dos cada um o mais superior possivcl nao
s na qualidade dos pannos como na delicade
zem com cacimba dentro todo lageado de pe_
dra obra moderna ; na ra da Cadeia-veliu
loja n. G0.
= Vende se urna casa nova, em chaos pro-
prios, na ra dos Prazeres do bairro da Roa-
vista ao entrar para o Coelho n. 16 ; a tra-
sa dos padres a 4000 rs. o corte ditos cscu- tar na ra de Hortas n. 48, segundo andar.
ros a 3000 rs. chitas francezas finas a 200 rs.
o covado, ditas escuras e encarnadas a 180 rs.,
meias de seda preta de peso para homem a 1000
rs. o par lencos do seda superior a 800 rs.
cada um ditos de laa para pesencode senhora
a 610 rs. bicos pretos a 180 e 240 rs. a vara ,
cassas de quadrinhos e listras do cores a 180 rs.
n. 5
es Vende-se urna venda na ra do Rangol
adinbeiro, ou a prasocom boas firmas'
a tratar na mesma.
= Vende-se urna parda de 18 annos, boni.
tr figura cose engomma e lava bem; uina
preta do 2i annos boa co/.inheira e lava-
o covado, cam'oraias bordadas com palmas de deira ; urn preto de 22 annos bonita igu
Compra
CompraG-sc eflectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos do 12 a
20 annos, sendo de bonitas liruras pg8o-se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado de um andar de vareada de pao n. 20.
Compra-seuma corrento de Ierro de 26 a
30 bracas para barcada ; na Rua-nova ar-
mazem de louga n. 42.
Compra-se um methodo para flauta, por
cores a 560 rs. a vara e a peca a 4000 rs. com
8 varase meia e outras umitas fazendas por
prego commodo ; na ra do Cabug loja de
Antonio Rodrigues da Cruz.
Vende-se urna venda com poucos fundos
na ra doNogueira n. 18 ; a tratar na mesma.
Vendem-se 4 ptimas escravas de bo-
nitas figuras, ptimas para todo o servico as
quaos se vendem porque foro tomadas em pa-
gament) de urna divida ; na loja da esquina
do arco de S. Antonio que vira para a cadeia.
Vende-se superior tabaco simonte da
Cichoeirada provincia da Bahia em latas de
duas libras ; a tallar com Manoel Joaquim Go-
mes.
Vende-se urna armagao com balco, e
canteiros, proprios para venda ou botcquim,
por prego commodo ; na ra do Nogueiran. 1.
Vende-se urna linda mulatinha de 16 an-
nos e com todas as habilidades ; na ra da
Conceigao da Boa-vista n. 26.
Vende-se urna canoa para conduzir agua ,
ainda nova quecarrega 4 a 5000 rs. d'agua ,
por prec,o commodo ; na ra da Praia de S. Ri-
ta n. 25.
Vende-se um moleque de nagao ptimo
para todo o servigo ; um escravo de nagao ,
com principios de cozinha ; urna escrava da
Costa, que engomma cozinha, e lava bem
de sabo ; na Rua-ireita n. 3.
Vende-se urna porgao de 12800 libras de
ferro, encavilhas, e outras pegas de embarca-
cao, por prego muito commodo ludo reco-
Ihido na prengado sor. Mondonga ; a tratar na
loja de Luiz Antonio de Siqueira.
Vende-se urna morada de casa terrea ern
Olinda com um grande quintal baixa para
plantar capim e um grande pogo ; a tratar
na ra do Dique n. 9 segundo andar.
Vende-se muito boa sarja hespanhola ,
propria para a quaresma veos pretos, chales
e lengos de seda c de garga ricas mantas ma-
tisadas de todas as cores sedas para vestidos,
cortes de dita fa?enda superior, flores para
chapeos um completo sortunento de calgado
para homem senhora ecriangas, cambraias
adamascadas por muito barato prego lindos
cortes do chitas francezas ditos de cassa len-
gos pretos para gravata chapeos de massa i h 7>l
!.... j-, j l i 1 as veinas e muito su as do lubrico de sa bao ;
Irancezcs ditos do chuva brins para caigas | ?*< uo. ,
ricos cortes de cohetes pretos e de cores luvas I "S"-~ **** *"*.. vagando pelas ras .es-
de pellica para homem e senhora panno fino ..f!./ rga-se P0IS as rondas polica e
-n-ra ,
c de todo o servico um lindo moleque de 17
annos, com principios de sapateiro c pti-
mo pagem ; na ra da Cadeia de S. Antonio
n. 25 por cima de urna fabrica de chapeos.
Vende-so para fura da provincia um
escravo de vinte e cinco annos, bom cozinliei-
ro ecom outras habilidades, muito fiel c di-
ligente para lodo o servigo do urna casa o
motivo por que se vende, se dir ao comprador,
affiangando o mesmo dito escravo nao ficar
nao ficar na provincia ; quem o pretender an-
nuncie.
= Vende-se, por se precisar do armazem, o
rstante dos trastes a saber ; gi'arda-roupa e
louca solas do oleo urna rica mobilia com-
pleta e com suas competentes pedras. mar-
qUezas de angico de condur e de amarel-
lo bancas de oleo e de Jacaranda, banqui-
nbas de costura para senhora lavatorios de
amarello mezas de 4 ps de amarello relo-
gios para cima de moza cadenas para alcova ,
e outros muitos trastes por preco commodo ;
na ra da Cruz armazem de trastes n. G3.
Vende-se urna bomba nova de ferro,
de armacao do penduia com todos os seus
pertences; na ra do Queimado loja n. 23.
Escravos fgidos
Fugio no dia 2 do corrente da casa do sua
senhora na ra do Queimado urna negra de
nome Maria do Livramento, porm mais co-
nhecida por l.ivramento alta e bem preta ;
levou vestido de chita rouxa e panno da Cos-
ta andava vendendo banha ; quem a pegar,
leve a ra do Queimado quo ser recompen-
sado.
Ao coronel Francisco Jos Martins fugio
na madrugada do 5 do corrente o seu escravo,
de nome kimiio crioulo do boa presenta ,
de 20 annos .costa maltratado do assento, de
prximo castigo que recebeo ; levou camisa
tlealgodSoz.inho, o calcas de canga azul, am-
Dedivienne; na ra do Queimado n. 30, ou Mallos.
supenor, bonos para homem e meninos do
inelhor gosto meias de seda preta e outras
umitas laiendas de bom gosto tanto inglezas
como francezas por barato prego ; na Rua-no-
va n. 52 loja gde Bonifacio Maximianno do
FA^SIFICACOES.
Constan. ; Mearon S Cotnpankia quecm
algumas vendase ljas desta cidade se vende
um rap com a falsa denominaran de rap
ari'a-prela e com astuciosa imitagao dos bo-
tes rtulos, e sello da sua fabrica, fazem
sciente aos seus freguezes cao publico, que
em resguardo da sua propriedude o dos seus
direitosaccre>cento sua (Irma ao sello do ni-
co deposito do legitimo rape ara-prea, que
permanece no mesmo lugar ra da Cruz do
Kecife n. 26.
Poitanto qualquer outro rap que se in- |
eulque debaixo desla denominado 6 urna
falslflcaco dos producti s da fabrica de Mturn
\ Companhia inventores, e nicos propieta-
rios das fabricas de rap arct'prela, tanto na
annuncie,
Compra-se urna corrente de ouro sem
feitio um diccionario Magnum Legicon urna
fbula de Phedro em meio uso ; quem tiver,
annuncie.
Compri-sc, o paga-se bem um escravo
bom oflcial de tanoeiro ; na ra da Cruz bo-
tica dos snrs. Saissct & Companhia n. 22.
= joao Yaz do Oliveira compra agurdente
de 22 graos e cIutj.
j= Compra-se um molecote de 16 a 18 an-
nos forte para todo o servico fiel sem de-
feito de fugir e sem molestias nem achaques ,
paga-se bem ; na Rua-nova n. 65 primeiro
andar.
Vendas
Vendem-se tres prctas duas com habi-
idade* rfnSR SA annos de boas figuras e
o a outra de 3. annos lavadeira, por 200,000
rs. ; na Rua-velba n. 111.
Vendem-se os seguinles livros usados :
Magnum Lexicn Virgilio Salustio, Cicero ,
Conidio fbulas de I'hedro Horacio duas
obras, Selecta, umagrammatica philosophi-
ca um dita francesa por Clamopim ; na ra
do Queimado loja n. 12.
Vende-se urna moleca de 14 annos, de
Vende-se urna preta para todo o servigo ;
na Rua-nova n. 18.
Vende urna casa terrea na ra do Padre
Floriano n. 2, em chaos proprios; a tratar na
Rua-direita n. 83.
Vende-se cerveja de superior qualidade ,
em caixas de duas duzias ; agua mineral; cha-
rutos regala superiores ; e duas mil garrafas
vasias ; em casa de Fernando de I.ucea na rua
da Cadeia do Recile n. 16.
Vende-se boa cera do carnauba pelo ba-
rato prego de 10,000 rs. a arroba; na ra do
Collegio n. 8.
= Vende se um guarda-roupa cm muito
bom estado e cnvernisao a pouco lempo ,
por preco cemmodo ; na ra da Conceigao da
Boa-vista n. 17.
= Vendem-se duas casas ternas, e urna
mcio-agua urna na ra da Camhoa-do Car-
mo n. 40 outra na travessa das Flore? n 11
e a outra na ra da Conceigao da Roa-vista n.
lo,; a tratar na ra larga do Rozario, loja n. 20.
= Vende-se um negro du 18 anuos; no
Coelho n 17.
= Vende-se muito em conta urna casa gran-
de com sotao na ra dos Copiares n. 5 ; a
tratar na ra da Praia com Joao Tliomaz Pu-
r ira
5= Vende-se urna negra de nagao de boni-
capitaes de campo a sua captura, e que seja
conduzido aRua-imperial n. jtl6 pagando-so
o trabalbo do agarrador.
= Fugio no dia 3 do corrente o escravo Sa-
bino de 14 a 16 annos, cabra acahocola-
do ; levou camisa de cbila e calcas do riscatlo
azul; tem algumas marcas de fogo as nade-
gas, ecostuma dizer que forro; este ca-
brinha vcio a seis mezes pouco mais ou mo-
nos da cidade do Aracaty provincia do Cear,
nao levou chapeo ; quem o pegar, leve ao ter-
ceiro andar da casa ama relia defronte da matriz
Ja Boa-vista, quo ser gratificado genorosa-
111 en I o
= No dia 15 de eVereiro desto anno fugio
um escravo crioulo donme Vicente, de 25
a 30 annos, bem preto, barbado, baixo, cheio
do corpo pernas um tanto linas olhos gran-
des cabera redonda cara laiga tem o ar
em um braco, do que tem urna mao esquecida,
andar cangueiro levou um chapeo velho do
couro 6 um surro de couro de ovelha ca-
misa e ceroulas de algodao hata verde j ve-
Iha e um cadello vermelho : quem o pegar,
ieve a>villa Federal de cabeceiras da commarca
do Rrejo-da-areia provinca da Parahiha-do-
norle que liei i> promptamente ser recom-
pensado e satisfeito de toda c qualquer des-
peza relativa por Thomaz da Costa Ramos l'i-
menteiri.
P.KniPB ns Tvp. m M F pb Fau-a. 18i*.


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