Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05064


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Full Text
* !

Auno de 1844.
Sexta Feira I.
O DlaBioimlilii-a-rc l.d.'sos diaquen.io fal
. v".......T.....'r "u""s <""qen..o orcm santificados : o meco ,1. assi-natur.
h, de tres .mlrs. ,>o, nuarlel p.p,. .dlanlldoi. 0s .uc,o,d, ajEEjsio*,"Z
.., e O dos que ,,, fo.em ,, lo ,,e SO ,,r |nb., A. ,eclm;,o", l' ^r d l
r ... .P.rtwiPT,D4 D0S cORMIOS TERRESTRES.
Goum., I r.nyb. secunda, c ,ex,.. f.,._R0 tr.mle do Norte, quinta, lair.,-
Uki, S..faM R, Feo, Pono C.l,, M,- e aCmT'o 1 ^U?5
fsf^aSST., e ,1"n" '! B ", ',e "" "" ---- Flore. 3
. -5 d.lo. L.dadeda \ ,e.or.., quimas feir... Olmda lodos o. das
n, s T DAS DA SEMAHA. '
2A Seg. .. Toralo Aud.do J. de I), d. ,
S7 Urea .. Lcanrfro. el. .ud. do de I) d. 3 'T
!S Quera lcuioora, s. Poyulo Aud do J. de d! da 3 t
ftl guma l. llomao. Aud.do J de D da <> T
l.=.seil. Tmporas s. Adri.io Aud. doJ.de na" v
> .Sab. lemn. Simplicio. Bel. aud. do.I. de D da t,
8 '><"" *?J* <|mi.sina jli-nulerio.
fti^jsaKaaaM&cj^M^srasaaEBiHatjjEi^BBMEBB
de liare;
Auno XX. IV. >0.
nrriT-rmirm"n aj imiim n i
ludo agora depende de nl BK.BO.; da noiaa prn le cia, n m!era<;.io- e eneria : con-
Uiueaoi como principiamos a tere*al .puntado, oom adinirajjo euire a. oajaa man
calla.
un-n aponalos Oora a nira-i-io emir >,
(Proclamadla ilt Alumbla (eral do sraiil.,
. C1MII0J RO 111* .11 UkinilFIKU
Camino, .obre I.ondrc. '.'5 {.
> I'.'i-i 3"0 rea por franco
V ii Lisboa 1. S por IUU dr premio
Mocdade pobre .*> por cenlo e "i"** haa
dem de lelra.de boas lirias I a 11 i
Oora-Moadada (i.lo \ 17,800
N. 17.000
i de 4,000 y,t'iH>
PraM-raiaoSea 1,880
,i Peaoi culamnnarM '.'.''<'
> Ditos mexicanos 1,020
i5
PHASES l> i LA NO HEZ DE \l\IKO.
La cheiaalasCi lo.r.is ,-: mu da tarde iLuanofa a IS as y horas < 5/ unn da urde
Miasuanle all as ll horas da manbl., |Ciaaoe>K a'.'7 as 2 h e 41 iu, da manlua.
Preamar di kojt.
I'rimeira as -' hora ri.,, d. mtnli.it. | e ;un.la as % hom 6 H atUatOl d* lar Ir
^-"V^mwmtmstfamwamietuit^mm
DIARIO DE PERNAMB
MINISTERIO DA JUSTICA.
Manoel Alves Branco presidente do tribu-
nal do thesouro pblico nacional participa ao
snr. inspector da thesouraria da provincia de
Pernambueo que pelo comrnandante do vapor
Todos os Santos J. H. Otenso remettecem
contos de reis em notas pequeas, para conti-
nuacao da substituido das que abi teem de ser
liradas da circulacao conforme pedio em sea
oTicio de janeira ultimo sob n. G.
Thesouro pblico nacional em 8 do overeiro
de 1844. Manoel Altes Branco. '
^e3rg.-"-:'grynivs.nr.saTiirr
Suicidio.
Hojc(2d.-)janoiro)s 7 horas Ja manhaa sui-
cidou-se.com um tiro de pistola.o snr. Felis Jos
dos Santos, antgo negociante, morador na ra
do Sabaoda Cidade-nova.
[Sentintlla da Monarchia.)
:i3CT3&72 "3 jt2". _'. .r.rsannaana -
x.
"...:.: i
PERNAMBUC0.
Rendimento total d'alfandega de Pernambueo
no mez de fecereiro de 18H.
Rendimento total 171:288.274
Restituitoes 122 286
INTERIOR.
171:165,988
R'-nda goral
Dita applicada
O escrvSo d'alfandega ,
Jacome Gerardo Marta I.umack de Mello.
i'. "
DIARIO Dfi PBRNaMBUGO.
RIO DE JANEIRO.
Pela barca americana Jowa, entrada de
Montevideo 24 do corrento comlOdiasdo
viagem veio a noticia de terom as tropas de
Oribe atacado a praca onde nao puderSo
penetrar. O fogo durou 4 boras, perdendo
os sitiados 200 o tantos homens. Oribo vol-
tou novamenlo oceupar a posicao anterior,
daando prisioneiro um oficial superior : nao
consta porm o prejuizo que elle tivera.
O snr. conde Ney cncarregado dos nego-
cios da Franca no Rrasil chegou esta corte
no dia 31 de jantiro a bordo da fragata A-
fncaine. O snr. Almirante Laine comman-
dante da estacao Iranceza nos mares do impe-
li veio tambern na fragata e j leve a hon-
ra de ser introduzido presenga de S. iM. o
Imperador na audiencia de 3 do corrente.
O snr. de Lagrne, embaixador da Fran-
ca junto ao Imperador da China leve a honra
de ser admittido com as pesoas de sua comiti-
tiva presenta de S. M. o Imperador, em au-
diencia particular no paco da Roa-vista no
dia 3 do corrente. S. Ex. enlregou a S. M.
cartas de SS. AA. RR. o principe e princeza
de Joinvillo ; e depois de algumas palavras de
amabilidado foro o snr. de Lagrne o as pes-
soas de sua comitiva apresentados a S. M. a Im-
peratri/., por quem j liavia sido recebida em
audiencia particular a senhora do Lagrne.
A barca hamburgueza Julit, que havia
sabido deste porto para Hamburgo com es-
cala por Falmouth em 2 de outubro nau-
fragou a 9 de dezemhro no Gelbsand perto
OCuxbaven A' excepcao dos snrs Lieblch ,
e Pinikernell relacionados com casas desta
praca, e que haviflo desembarcado em Fal-
mouth pereeruo toda a tripolaco e passa-
geiros; entre estes contava-se o snr. Luiz da
Franca Miranda, joven Brasileiro que ia es-
tudar Allemanha.
: Cha 50 por % a di-
nheiro
50 por%
em
assignados
221,760
4:100,170 4:321,930
Plvora 50 por% a
dinheiro
50
assignados
por % em
590,625
1:885,318
O vapor Todos os Santos cheg/u boje (29)
este porto vindo do Rio d'jnde sabio a 9 ,
tend) arribado Porto-seguro por falta de
combustivel. Este vapor nnihutna noticia a-
dianta as que tinliatnos da cr.rto por ter sa-
ludo trez dias lmente depois do Trez-de
mato: as provincias onde tocou ficavan em
paz: as Ala^oas bavia o snr. Perelti tomado
posse da presidencia no dia 8.
Miscellanea.
2:476,143
Vinhos, e lqui-
dos esper i tilo-
sos : a saber
48 V por % a di-
"liciro 1:121,678
48 '/' por/0 em
assignados 13:698,668 14:920,346
Diversas outras
mercaduras:
a saber
15 por %a di-
nheiro
15 por /o em as-
signados
14:093,651
92:980,923 107:074,574
Joias 5 por %
. Armazenagem addcional de 3 '/'
i por %
ReexportacSo 2 por o/o
Raldeacao 2 por o, o
Expediente de 1 V por o/o
Gneros nacionaes '/ por o/o
Premios dos assignados '/i por o/o
Armazenagem de '/ por o/o
Multas
; Emolumentos de certides
Sellos dos despachos
Sello de 160 rs. porbaralho de car-
tas dejogar
Imposto de 240 rs. por alqueires
de sal
207,300
26:725,729
110,820
11:880,803
21,417
2:534.867
73,460
25.491
3.520
788,528
Rs. 171:165,988
O GENIO DAS ABTES.
[Continuaco do numero antecedente.)
Chegados estes termos, podemos j.i sem pas-
tar avante responder esta questao que mili-
to nos maravilha com quanto seja requ?nle-
mento acceitada em nos mora ? a poesa est morta ? Rom sei eu ,
que muitos homens escrovem o publica, que
ja la vai tanto urna como outra : mas eu que
tenho passado minba vida examinar os povos
eslrangeiros accresrento que s entre nos
(France/es) tenho adiado a expresslo deste sen-
timento do deterioradlo e que em todas as
mais partes estas tbcorias de morte passariao
por insensatas. Pois a poesa est morta a
arto est morta? por certo que esta urna gran
de novidade e (|ue corre parelbas com a da
morte do um principe ou d'um rei da Ierra ,
se por ventura como eu imagino a arte de
tSo boa prosapia, como qualquer d'entre ellos.
K quem vio, e quem I he fez o funeral ? seria
Goethe, e Schiller Chateaubriand, e Byron ,
que hontem andavao de d? Custa-me a
crer que aqueie que se fazom portadores
desta mensagem, Ihe conhecao toda a sua gran-
deza ; porque em fin. sabis vos as condicoes ,
quesera necessario reunir, para que ella fsse
\erdadeira? Eu vol-as digo. A primeira seria,
que este paiz Frnnn) entivcsK perto da su? rei-
na e que em si mostrasso todas as notas d'uma
prematura decrepitado. E pensis vos isto des-
te paiz ? Que demais disso esta morte do es-
tado nao seria anda bastante, porque nao
lao fcil como se julga corrigir o mundo de
sua antiga paixao pelo bello. Seria do mais a
mais necessario, que Dos tivosse desapparecido
SHailBBi
114:440,239 da natureza, e da consciencia dos hornens, bem
26:723,729 maneira d'um sacerdote, que su retira do tem-
------------------po, quando 80 concluirao as funecoes do culto.
171:165,988 E isso, o que pensis do Dos? Oh se lu-
do isto verdade, se todos os coraces esto va-
sios mesmode pozares o de desejos; se nao
ha ja culto interior nem patria nem cida-
daos encorporados nem lares nem familia ,
nem Franca en(5o >im eolio teem ellos ra-
zao; entao a arto, o a poesa jazem no mesmo se-
pulchro, que o estado; o bello moral nao mais,
que um artificio engaoso, evos todos, queainda
tentis de Ihe descobrir os vestigios, ou pelo pin-
cel, ou pelo cinzol.ou pela prosa, ou pelo verso,
vos todos, escriptores, artistas, esculptoros ,
pintores,sois os mais insensatos dos homens; pa-
ra sem pro extraviados sem esperance de tornar-
des a vosso caminho nao vos resta mais do
que assentar-vos a par uns dos outrps.sem mais
nada imaginar, sem mais nada ousar; porque nao
lia pintura do vacuo nem arebitectura do na-
da, nem poesia, do que nao existe; e a morto so
por si nao capaz de produzir no tmulo, nem
se quer a extravagancia d'um delirio. Mas se
pelo contrario ludo, o que acabo de di/.er fal-
so ; se nao verdado que esta sociedade es-
teja morta ( e que impa hypotbese ) ; se
nao verdade, que Dos tenha desamparado o
mundo ; entao ludo est salvo o infinito nos
rosta e que mais nos preciso ? entao em vez
de seren insensatos aquellos de que eu cima
falla va e que tentao conservar entre nos a re-
hgio do bello teem por si a razao oterna.
Naosejamos pois aprossados em desesperar do
luluro : se a vida nos escapa evitemos o mal-
dizel-a ; e (acarnos quanto em ns cabo para
nao frustrarmos antocipadamonto os recem-
nascidos em seus bonos ; doixomol-os crescer ,
que ellos farao o que nos oulros nao temos sa-
bido fazor.
Mas tornando ao que dizia-mos. Se todos os
artistas do mundo lendem ao mesmo li m esta
alliani/a 6 mrmente evidente entre aquellos ,
que pertencem mesma ordem de civilisaco.
Seja qual lr a dillorenca dos processos dos
instrumente, dos meios d'execucao todos se
applicao no mesmo lempo a mitcao do mes-
mo modelo Nao se me pergunto aqu a defi-
nico do bello abstracto o soberano que pa-
ra responder tinha, que esperar, me fosse dada
a do infinito do verdadttro supremo. O que
corlo, eque o ideial dos artistas nao urna
abstraccao nascida as escolas do philosophia ;
Um dogma vivo um raio da reveiacao uni-
versal um objoctode f urna tradicao legada
pelos antepassados. e a qual a liberdado da arte
corrige, enleita, ou dosligura. N'uma palavra o
culto, a religio nacional, eis-ahi a frmavsivel
d este modelo invisivel. Para tornar eita ver-
dade mais palpavel.buscareiumcxeniplo.naona
auliguidade; mas sim nos monumentos, que nos
FOLHETIM.
ADHMAR.O
8.
A casa de lady HarwoorJ eslava brilhante.
Lian apenas 10 horas, eji os sales estavn
apinhados de gente, que se dispunlia gosar
de urna noule deliciosa. ludo havia sido to
l"'in disposto que nada fallava completa
salisfacao dos convidados : depois da meia nou-
le esperavo so os cantores da opera e outras
inuitas sorpresas agrada veis estavo prepara-
das. A mobil assembla olTorccia curiosissimo
espectculo ; os grandes nomes do passado se
unio aos do presente: os rupresentanli> rj enli-
ga mnnaichia s'achavo confundidos cim os her-
iloims dos hroes do imperio; escriptores, e artis-
tas abalroavo principes, duques, ediploma-
tas ; havia fusao das duas cmaras; advoga-
dos saudavao generaos; mdicos conversavo
com banqueims : os novos favorecidos da for-
e 49.
Vide Diario n. 40, 41, 42, 46, 47 48,
(una esquecidos da sua obscuridade do outro
dia, se icavo sobra o seu orgulho e procura-
ndo tornar tributarios homens que Ihes ero
superiores por nascimento e por mrito. Era
una Babel de nomes, de interesses, de lin-
guas ; um museo di; mil variedades da especie
humana. Como sempre, as mulheres estavao
l encantadoras, e as que ainda o nao estavao
devio tomar-se antes do lim do baile; tantas
gracas e esplendor do o prazer, os ornatos c
a necessidado de agradar!
Hortensia appareceo, acompanhada de sua
lia. Sua entrada produzio viva sonsacan ; to-
dos moslravo a joven condossa, cujo nome
passava de bocea em bocea ; o seu poile, e ves-
tuario ei ao um objecto de controversia de elo-
gios enthusiastas ou do (ortes criticas. Miji-
tos mocos a frau saudar; mas. contra o cos-
iiiini'. >>os!ro indiffsrencs completa faiinij
pouco, e essas poucas palavras erao frias u
nada tinho de animadoras. Sentada, e Im-
movel pareca urna estatua, e a pallldez, que
Ihecobria o rosto, poda justificar esta compa-
raco. Mas quando ella deo a mao a um es-
tiangeiro de disiinccao e se levanlou para to-
mar lugar em urna das contradansas, passrao-
Ihe pelos ouvidos estas palavras, que urna da-
ma pronunciava por detiaz dola;
Que! Mme. deMane veio ao baile apc-
zar do que aconteceo esta manhaa seu mari-
do !... Oh isto escandaloso!
A condessa llcou aturdida; estas palavras ha
viao-lho atravessado ocoraco com punhala-
das: apezar do que aconteceo seu mari-
do Qual era o sentido de semelhante enig-
ma? Nunca o prazer Ihe parecer lao longo
como essa contradansa durante a qual pareca
a Hortensia lr em todos os rostes censura e
irona. Procurou com osolhos, logo que Voi
reconduzida ao seu lugar, algum amigo, que
podesse informal-a, do que succedra a seu
marido ; mas um incidente inesperado Ihe pou-
pou o incommodo de azer perguntas. para que
talvez acbariao dilliceis respostas os interro-
gados.
A duqueza de Mzires entrou azendo mol-
te bulla, como en do sea voalume. Vinha
vestida muito slmplesmente, e pareca muito
agitada. Lady Ilarvvood apressou-se em vir
aportar-lho a mao e agradocer-lhe a sua exac-
tidao:
l5h! snra., diz aduquera aindaquea
sua funecao seja encantadora nao conlo de-
morar-me mais do que um momento.
Instada a ixplicar-se, elleaccrescentou :
Eslou muito agoniada... Sabe o que a-
conteceo meu sobrinho ?... O pobre rapaz
leve um duello e icou perigosamente (crido ..
Ello que se gabava de nao haver jamis en-
contrado um adversario da sua forca.
Hortensia havia-se inclinado e ouvia com
avidez, cobrindo com o leque urna parte do
rosto.
E quem fui esse adversario? pergunt-
rao-lhe.
A duquesa respondeo com grande desdm :
Umhomem, que nioguem v em parte
alguma Mr. de Mano.
A condessa soltou um ligeiro grito. Imme-
diatamento toda a attencao voltou da duqueza
para ella. Uns respeitavao urna emoco to
natural; oulros diziao: A mulher do conde
nao poda ignorar esse duello... ao menos e
Inverosmil. Esta vida e indis"!, eurio-
sid.de acabrunliava Hortensia, quetomou o
partido de rogar a dona da casa a levosse para
una cmara retirada. Longo de se vexar a se-
nhora \alleray, sentia-se muita satisfeita de
servir com r-ua sobrinha de ponto de mira a to-
dos os olhos, e discursos da assembla ; e to
absorvida esteva no cuidado -w responder
todas as perguntas. que se Ihe faziao de todos
os lados e de explicar a ignorancia, em que so
achava, das aeces do snr. Mane, que nem


*n* T
4
cercSo. Finjamos, pelo pensamcnto que pe- i do imitacao. E por isso, que as phasos prin-
rantu mis so levanta urna cathedral. Veremos. cipaes do desonvolvimento das religies nos v8o
como uin numero prodigioso d'artistas concor-! servir nao somonte distinguir as phases das
rera para concluil-a ; e todos, sem se conde- revoluees as artes, mais ainda determinar
eerem, exprimirs por metas di fie ron tes urna 'a natureza do cada urna dolas,
niisini ideia. A primeira das artos aquella, | Cumpro todava notar antes do tildo adie-
que serve do apoio a todas as outras a ar- i ronca da fe o da poosia do culto, e da arte,
tura. Qual o seu carcter ? essa vasta Esta ultima, ro usando por formas palpavei a
ideia de Dos, tal como concebida polos po-
iiavo com suas duas capellas iateraes em forma
docruz, quo figura o eorpode Christo no sepul-
ebro (a); esse mysterio ; e vos, ou imposta pola (radelo, altera-a, e trans
frrna-a inovitavolmenle. Ao principio con-
quasi se confunde com as trovas; essa torro tenta-so do copiar os typos consagrados
principal, que, como magem do poder cspiri- sacerdocio; faz em certo modo parte da litur-
gia ; nao lia libcrdnde nio ha invenco algu-
ma na escolba, nem na forma dos objectos re-
presentados ; e quanto mais profunda 6 a l ,
tanto mais avassallado o artista. Com ludo
tual, sobo al s nuvens ; nao ludo isto o edi -
(icio n9o da carne, mas do espirito ? Chc-
guemo-nos mais do porto que a architectura
iifio fez tudo. Nesscs nichos habitan estatuas ,
povo de pedra nascido para este monumento, pouco a pouco a imaginado se substilue ao cos-
pcnsamento escripto as abobadas, e nos pi- ; tumo; as formas se aperfoicolo adquirindo m lis
lares roapparoce mais visivel as feicos, na at- liberdade ; o genio individual cria para sino
titude e at mesmo as dobras dos vestidos
mesmo
destas porsoaagens. Rois, bsp->s, imperado-
res ah leem eternamente em seus litros de pe
dra ; em todos scintilla o mesmo espirito Que
macerado que humildade quo ascetismo !
urna so alma respira as formas da escolptura ,
e as da architetura .Mas ainda isto nao bas-
ta : a casa do invisivel nao smente urna o-
bra dearchitoctos e do estatuarios; os pinto-
res tambem ahi motro sua inao e a revesti-
do interiormente dos frescos do 13., o do 14.*
seculos ; e scro ou j as vidracas do norte ,
ou |-i os mosaicos dos Bysantinos ou j mais
do pressa as pinturas de Giotto de Buflalma-
ceo d'Urcagna e de Ficsole as grojas do
Tojcana. Ainda mesmo aqu que culto da
paixao do Golgotha quo imperio do espirito !
que abnegarlo da materia, o do crpo Pare-
ce que nao seria possvel insinuar-se mais
profundamente no imperio das almas ; e toda-
va ainda nao acabei anda a maravlha dista
milito de estar completa. A calhedral muda;
ella vai fallar; a msica vai contar as outras ar-
tos ; elevar-se-hao cantos do meio do silencio
dasabobodas; e quaes serao ellos? O canto
gregoranno o Dtes iras o Te-lhum ; e a
cxpresso destas melodas litrgicas por tal
arte conforme com a do monumento que di-
ris estes cantos so exhalao dos labios das es-
tatuas o da turba das figuras das vidracas c
dos frescos como do um grande coro de entes
sobrenaturaes. Tanto veidaile, quo o mesmo
modelo invisivel se rovelou a todos os artistas ,
que drao vida a este composto fsscm ellos
architectos estatuarios pintores ou msi-
cos ; e osse modelo o mesmo Christo.
Para que traria cu tudo isto ? seria smente
para recrear por um momento vossas imagna-
ces ? Longe de miin tal pcnsamento: oqje
eu quiz fo estabelecer que o idtial, que rei-
na sobre toda urna civilisao a religiao ; que
ella, que d todas asarles de urna mesma
sociedade o mesmo ar de familia e de allian-
ca. de maneira que, condecida urna s d'ontre I
ellas se poderd'algum modo vir no conho-
cmento de todas as outras d'onde resulta esta loi
geral quo as revoluees as artes sao deter-
minadas polas revolucoes as religies So qui-
terdes portanto sabor, em quantas pocas se
divide a historiadas artes, ctmecai por indagar
quantas pocas teem havido na historia dos cul
tos, e ahi acharis a resposta. Quantas ve/es
tom mudado a figura, sob a qual o homem te.n
representado o pensamento da dvindade ; ou-
tras tantas tem mudado o seu ideal as obras
(a) Perde-nos mr. E. Qunet. A nos tra-
ductores parece nos que forma do cruz, figura
sim o corpo de Christo no Golgolha ; mas nao
no sepulchro. Ou entilo nao comprebendemos
bem o sentido de suas palavras.
J. //. da C. It.
genio individual cria pa
proprio sancluaro urna crenca particular; mu-
di, innova seu arbitrio ; em vez de seguir a
trillia dos antepassados segu aquella, que a
si proprio abri ; porfima, que so pode as
sevorar, que a arte medra s custa da tradi-
c8o; oque, nascida do culto mais inclinando
para a heresia tende per si mesmo a destruir,
o quo Ihe doo o ser.
Isto posto, a primeira poca das religies co-
meca no oriente com a historia civil dos povos
da Asia superior, e ahi so encontra panlheismo
visivel infinito material culto da natureza ,
do Deos-universo e da creaco que ainda
nao experimentou a soberana do homom. Por-
que especie darte visivel podor ser representa-
da esta forma de religiao? seria necessario des-
cubrir urna arto quo podesse elevar-se urna
certa perfeico sem quo a figura do homem
podesse dexar nella impressao sua. E da arte
somclhante ? sim, ha, e a architectura. E com
efleito nem as columnas, nem os prticos, nem
os rematos destes frao formados sobre o mo-
presente a humanidade nua e abstracta : roves-
tila-ha do divino como d'um manto ; far por
eiprimir antes o espirito de toda urna vida do
que um accidente particular: o objocto de sua
imitacao ser o homem immortalisado, e que
em seu orgulho ja tem bebido do celeste licor
do Olimpo ; querer para suas personagens ,
pelo menos, semideoses se por ventura nao
furem deoses ; e n'uma palana toda a esta-*'
tuaria j urna apotheose. Arle pagaa
polo paganismo que ella chogar consoguir
toda a sua altura.
Entre os Romanos, como quer que a roligiao
fosse certos respeilos a mesma que entre os
G rogos, tambem a ar le foi a mesma em ap-
parencia esmente se modificou porque j
antes dola se bavia modificado o ideial. A'
adoracao da humanidade sobre o Olympo subs-
tituido o culto da cidade poltica ; raio por
que as artes em que ellos forao verdadera-
mente invenlores, forao as que servrao para
decorar a cidade nao por meio de estatuas e
de templos mas sim de portas de ras, de
columnas trumphantes ; monumentos todos ,
que manifostavo a apotheose da assocaco ci-
vil e que faiiao de Roma a cidade eterna ,
ou a morada dos deoses terrestres.
Com o chrstiansmo urna nova revoluco
religiosa so consumira e esta revoludio traz
comsigo outra as artes; ou antes direi, que
em certo modo traz comsigo urna arte nova. A
humanidade at all divinisada pelos Gregos,Ab-
dica na presenca do Creador ; j nao reina sob
a figura de Jpiter; o sensualismo pagan
condemnado ; o crucifixo o emblema deste
novo idtial ; e urna arlt menos sensual pois
que apenas dependente do sentido da vista ,
se torna por excolloncia a arto dos tempos chris-
taos; e essa arte a pintura. Que resta da
apotheose do homem ? as personagens j nao
appareccm aleadas sobre um pedestal superior
todo o universo visivel ; j nao vivem n'uma
eterna immobilidade nem no repouso releste
dlo da figura humana. Os espitis recordars j j0 empyroo. Pelo contrario soflrem o comba-
por ventura o abrimento das palmeiras, e dos j te je lo(jas as agitaces da vida terrestre e a-
aranlhos; os obeliscos recordar os picos de chao se cercadas das mais particularescircums-
granito dosplainosdo Egypto. masem todasestas tHncaSf ,,uo mclhor dciermino a impressao
cousas a natureza ssinha geolgica, ou ve-
getal quo oceupa a mente do artista e nao a
humanidade, ausente ainda de suas obras. Ac-
rresconte-se isto que d'entro todas as artos
a architectura a mais appropriada ao genio de
urna sociodade formada de tribus pela maior
parte das vezes obra do geraces continuas, e
nao do um s individuo. Todo um povo d s
pirmides um contigontc do seu trahalho; nin-
guem Ihe deixa gravado o seu nome; e por esta
duplicada ra/ao, tirada daconsttuicaoreligiosa,
ocivil, o genio do oriente ser representado po-
la architectura. no oriente que esta arte
chogar logo antes de todas as outras um ge-
nero de sublimidado que ainda hontem fa/ia
bater as palmas ao exercito francez as ruinas de
Tbebas.
mais se lembrou de Hortensia. Em quanto
isto se passava, urna carruagem de aluguel ,
conduzia a sobrinha que juizra deixar a sua
disposico da lia. Da va meia noute quan-
do a moca chegou sua casa.
O quarto do dormir do Adhmar eslava com
luz A travs da transparent cortina podia ver-sc
a sombra de urna pessoa debrucada sobre a
meza : o conde escrevia.
Ouvindo olio battr sua porta foi abril-a,
e Hortensia se ofTereceo aos s::us olhos...
Esta ontrou o fochou a porta ; mas como
estupefacta da sua propria accao conservou-
se ao p da porta corno um phantasma miste-
rioso, que espera as ordens do mgico, por
quem foi evocado.
Adhmar duvidava ainda tanto esta appa-
rico Ihe parcria sobrenatural, e tiulia os olhos
lixos no ente immovel, que all esta#a como por
um milaare. O que ello sentia/?" bia es-
primir; eiasorprezn, pmociio rosentimento ?
(Jue ros'olugao ia tomar"? Dcvia ser o primeiro ;
fallar? Esperara, que a condessa explicas-
te O que quera di/er a sua presenca ? Todos
estes pensainentos so Ihe iprescntavo ai espi- '
rito mas por corto nao Ihe ha va paisado pi-la
ideia, que a causa da visita Ihe losse li-
vongera. |
A segunda revnluco na historia das religies
rebentou na Grecia. Foi entao que pela pri-
meira vez a humanidade se adorou si mesma.
Quo arte reproduzir esta phase nova na ideia
da Divindade qual pudor/i fazer a apotheose
da crcatura.o por a humanidade sobre o pedes-
tal ? nao se carece de mais explicaces ; ser a
estatuaria ; e por tanto ser esta a arte da Gre-
cia a qual nao pertencer verdaderamente se-
an ella : mas desta origem mesmo nascerao
as leis principaes quu devem regel-a. Se a
estatuaria em seu principio a apotheose do
homem se olla representa o genero humano ,
que tomou o Olympo por pedestal ; nao urna
consequencia necessaria o divinisar o seu mo-
delo despil-o do ludo o quo elle tem de muda-
vel, do ephemero de mortal ? sim certamen-
te ; preciso quo elle flquo isento de todas as
circunstancias variaveis do tempoe do lugar ,
ou por outras palavras que a estatuaria re-
A moca estava admiravelmente bella;
he verdes os raios, que lancavaG seus olhos
pretos, o movimento norvoso, que agitava to-
do o seu crpo, o tremor dos labios, dirieis
ser urna dessas pythonissasd'outro tempo, que
a anliguidade collocava sobre a trpode do Dos
de Dolpbos. O vestuario de Hortensia augmen-
lava a illusa: seu tealido branco, de forma
grega, tinha grandes, pregas, e pareca a capa
de urna estatua ; um lio de ouro cingia-lhe
os cabellos, largos braceletes, ornados de cama-
feos, estava atacados aos bracos ns. Estes
ornatos dava Hortensia urna apparencia de
visa, e tanto encantava, que era forcoso ou
adoral-a, ou fugir-lhe.
O conde levantara -se, e dra um passo para
Hortensia, mas um s. sem achar-se com
frca de ir mai- longe, c at necesitando do u-
poiar-se s costas da cadeira, de que se crgura.
A condessa anasiou-se paia um canap, que
firava prximo porta c ahi se dcixou car eri-
cobrindo o rosto entre as maos. Quando ella
o doscobrio, estromeceo... Adhmar o'stava
em frente dola o aconsiderava com gravidade
o ultencao. A condessa vio que era lempo de
fallar, para so justificar de ter all ido, s, e de
noute.
Senbor, balbuciou ella.. eu...
do tempo e do lugar: o homem nao consi-
derado aqu abstractamente ; um corto ho-
mem em um momento particular. D'alli vem,
quo tudo o que serve fixar o carcter indivi-
dual das atlribui;es desta arte, como o
vestuario a cor, a disposiro geral dos objec-
tos ; o a pessoa divina e humana depois de
tor sido consagrada pelo chrstiansmo fundou
dosta maneira entre os modernos o reinado da
pintura.
De mais disso o cbrslianismo, se nao creou,
ao monos revelou o genio da msica a mais
espiritual das artes, da qual se pode di/er, quo,
bem como a voz do Doo<-Kspirto penotrou
at a alma sem o intermedio dos sentidos.
O protestantismo desde o seu principio excluio
do templo as outra artes mas consorvou e
dosenvolveo esta, a qual de mais a mais d'en-
tro todas a que mais prescindo d'uma (-renca
formal o d'um symbolo fixado pela IradcSo.
A sua poca de perfeico nao a da fe ; sim
a poca da philosopbia. Mozart, e Benthoven
sao contemporneos deKant e do Hegel.
Em fin no pinculo das artes se levanta a
poesa que at corlo ponto as comprehende
todas. Ella areditectura porque construo,
cedifica; esculptura e pintura porque pe
em relevo e mostra aos olhos do pensamen-
to c mundo :ntc!!:g:vc! ; c pririci|i msica e harmona oque verdaderamente
constitue a sua essencia. Com ella termina a
escala da belleza vizvel ; e se mais a cima so
quizer subir pede-se entao arte o que s a
moral e a religo podem dar. Nesta confu-
so se encontra o abysmo o com elle o des-
Tranquillse-se, minhasnra., dissen con-
de com bondade ; sou eu acaso to terrivel ?...
qual de nos dous est neos turnado obedecer ao
nutro ?.. Se a snra. leve a fantesia de aqu vir,
nissonao ha crime ... a casa sua.
Hortensia invocou toda a sua energa e, ti-
rando coragem do sentimento da necessidade ,
ccr.linuGU com ves fortalecida.
Deixemo-nos dessas palavras refolhadas,
e quasi diplomticas, de que nos tomos ser-
vido mutuamente at aqu..- OSr. encobre os
seus pensamentos, pois eu Ihe dissimulare os
meus, e ainda que me humilhe, confessarei
todas as minhas sem-razes.
As feices de Adhmar exprimirn o seu es-
panto.
A condessa, cada ves mais arrebatada pelos
sentimentos, que Ihe borbulhava no coraca,
accrescentou :
E quando eu nao ousasse confessar, que
tenho sido injusta, e cruel, dcixana o8r, por
issodeo conhecer?,.. Oh! que sim, que omito
injusta, e muilo cruel tenho sido I
Que diz a Sra?
Tanto sinto por mim mesma des-
preo, e aborrecimeulo ; quanto ao Sr. hon-
ro e ...
Hortensia parou... o conde mal podia respi-
vario; e toda a poesia que quer ultrapassar
seus limites naturaes desfallece no vacuo; e,
passandoalm do dogma vai cahir no delirio.
Depois do desenvolvmento regular da poesia
groga em Alhenas nesta cidade da belleza ,
vem o desenvolvmento extremo e anormal
em Alexandra que a cidade do mysticismo.
A potsia nao somonte tem retacos geraes
com todas as outras artes ; mas ainda se divide
em muitos gneros, cada um dos quaes tem
urna analoga particular com a architectura ,
esculptura, ou pintura.E primeramente
sob sua forma a mais instructiva lyrica.
E' como se fosse o primeiro clamor da human i-
dade que acopia no infinito : canta o Eterna
com exelusao dos tempos e Dos sem a
creatura o ente em si com preleroncia aos
entes em particular c poraqui que toda a
cvilisaco comeca. Poesia do tempo, c da ca-
thedral a nica quo Platao quiz admttir ia
sua repblica amolda-se architectura reli-
giosa ; suas estancias elevo-so como colum-
nas sagradas ; feita para ietumbar no sanc-
tuario ; e ahi que ella est no seu lugar ,
e tem todo o sou valor. Este poema o da or-
dem sacerdotal ; e aonde faltou a theorracia ,
como em Roma esta poesa do hymno foi ar-
tificial ou mesmo nem tentn apparecor.
Em segundo lugar a poesa pica. Erige o
domcm sobre o pedestal c tributa-lhg urna
meia adoracao. isto quer d.zcr, quo olla con-
sidera as suas personagens no mesmo ponto de
vista, quo a estatuara; augmenta-as; exalta as;
d-lhesdmenses dedo/e covados. Por esta razao
a maior parte das leisd'uma so applicao outra.
Nao basta popea quo as suas personagens
gejo grandes, mas auxiliada polo maravilho-
so trnnsforma-as em semideoses. Alm dis-
so, como este genero de poesia se alimenta com
preferencia de recordacos tem principalmen-
te origem as pocas fecundas em tradices de
familia ; naquellas pocas em quo predomina o
espirito aristocrtico qu.e o que melhor per-
peta as tradices. Assim que examinando um
apsoutro todos os hroes da popea heroica
nao se achara um s que nao pertenra cas-
ta militar, ou nobre. Achules Eneas o
Cid. Arthur Carlos-magno ; nenbum dri-
les sahio da classe inferior do povo. A po-
pea heroica foi o canto da classe militar dos
Indios dos Gregos, do feudalismo chrislao ;
o poema natural do toda a aristocracia. Pelo
contraro o poema drama tiro obra da demo-
cracia. Na Grecia o theatro se desenvolve mc-
lhor na democracia dosJonios, do que na a-
rstocracia dos Dorios e entie os modernos
cria-se nao no seio da raca feudal mas sim na
suprema igualdade da groja representando-
so primeramente os mysterios as cathod.'aes ;
ao mesmo tempo quo a popea da ii/ade
media por isso que era composta pelos lia-
rnos foi principalmente cantada e psalmo-
diada nos castollos. O drama sompre fo foto
para o povo. No oriento entre os Indio*, era
excluido da cathegoria dos Irnos sagrados : no
occidente nao ha vordadeiro drama em quanto
duran as instituces da idade meda; eso
ebegou sua perfeico apenas ba dous seculos,
isto desde a emancpacao da democracia.
Por ultimo so o drama tem alguma analoga
com alguma das artes de que a cima fallamos,
a sua allianca evidentemente com a pintura.
Nem a comeda nem a tragedia transforman
suas personagens em semi-deoses emitaefio
da mlutUMa e da popea ; dcixao Ihefi seu
genio pessoal ; muitas \ezcs mesmo sua fenlda-
de physica, ou nitral; de maneira quo a
pintura um drama mudo assim como o poe-
ma dramtico urna pintura viva.
Architectura, esculptura, pintura, msi-
ca poesa ; taes sao pois os degios pelos
rar. Sentou-se no canap junto 6 Hortensia
As maos se encontraran.
Como o lenho feito padecer, proseguid
Hortensia... e elle tan bom, ta paciente, ta
amante... Elle nao tinha desejos, eu satisfazla
todos os meus caprichos; elle nao tinha luxo,
eu passava urna existencia desspada ; elle vi-
va triste, eu merguihada em prazeres. Oh!
quo ainda assim eu nao era feliz... minha
censciencia nao dormitava, e de continuo mo
repeta o nome de Adhmar... Mas ser-me-hia
preciso ter a affnuteza do mu dirigir ao Sr.,
de me laucar aos seus ps, di'er-lne, que eu
era a mesma, que a minha raza tinha ama-
duro ido... e tinha modo de ser repollida!
Uepellida!... quando eu s viva para
amala, e me nao podia curar deste mal fu-
nesto!
O Sr. me nrnavn?...
Sim, como um louco... Para vl-a
olhava de continuo daquella janella para a do
seu quarto... Rsproitava o momento, em que
a Sra. devia sahir, ou entrar... Knviava-lhe
as ternuras da minha alma... depois arguia-me
(la minha flaqueza, e covardia... procurava
descobiir-lhe defeltos...
li tmlia tantos!
E nao podendo conseguir detestal-a, rho-


WWW '^W.^ynoiWl-
<]uacs dado imagmacao humana clevar-se
at bulle/a inmortal ; 6 a aseada de Jacob,
sobre a qual se elevan constantemente as con-
templacoi'S Jo espirito humano ; por urna par-
te firma-so na trra e por outra toca no co.
Mas sao estas com efleito todas as artes que
nos pdem dar accesso para a belleza divina ?
receio bem ter omiltido a primeira e a mais
importante de tadas ; o se os modernos a nao
ontemplao as suas thcorias os antigos ti-
iibao umita cautclla de a nao esquecoc nunca.
K esta arte soberano i|ue outra pode ser se-
nao a da sabedoria adijustica, adavirtu-
de ou para di/cr tudo d'uma vez a arte da
vida ? K com efleito toda a vida humana nao 6
em si nu'snu mais do que urna obra da arte :
cada liomem quando nasce, traz com sigo
m seu coracao um cerlo ideial de belleza mo-
ral que deve pouco e pouco relevar ex-
primir e reali/ar por suas obras. Sim di-
rei tudo quanto pens : ha um Phidias em ca-
da um de vos, porque ha Phidias em tuda a
crcatura moral. Sim ; todo o hornem um
Sculptor, que deve corngir o seu marmore ,
ou o seu barro at fazer sahir da massa contusa
de seus grosseiros instinctos urna pessoa intel-
ligente e livre. O justo, quero dizer, aquel-
la que regula suas acr.es por um modelo di-
vino ; aquellc que sabu, quando 6 preciso des-
gastar a vida mortal assim como o esculptor
desgasta o marmore para attingir a estatua
interior, Scrates bebenilo a cicuta ; S. Luiz
na sua cama dccin/.as ; Joanna d'Arc no meio
da bataloo ... : ruem mais nomcarei ? Napo-
leao nao Xapol;ao imperador, mas sim Na-
poleao na pon',c d'Arcole : n'uma palavra d-
se-lhe o nomo que se Ihe der; ou se chame
hroe, ousa-.ito; eis-ahi o ultimo termo e
o remate do bf/llo sobre a trra. Kis ahi o poe-
ma o painel, a harmona por excedencia ;
porque urna harmona viva um poema
vivo. A obra e o obrciro cstao ahi intima-
mente unidos, e confundidos; e para alm
nada nrjis ha a nao ser o proprio Dos.
[[r. Quinct: na Itevue des deux Mondes.)
7. U. da C. R.
Alfandega.
Rendimento do dia 29......... Il:168j98i
Descarregao hoje 1.*
Barca Espirito-Santo diversos go-
nero.
"Barca Elisa Johntton fizonda e louea.
Brigoe Rolla diversos gneros.
Marca James Stuart hscalhao.
Brigue Cicely ferro carvo.
Brigue sueco Julia taboado.
Brigue Colombo sal.
;18ovmento do Porto
Navios entrados no dia 29.
Rio de-jansiro pela Babia, e Macci; 19
diasj paquete do vapor brasileiro Todos os
Santos, de 120 toneladas ; commandante
J. H. Olten ; equipagem 25 : passageiros,
desembargador Antonio Joaquim de Siqueira
3 escravos, e 1 onor; Mejor vlanoel Cali mi -
ro Hoza Sergio Jos Ferreira C I esira-
vo; l)r. Manoel u rte Faria Jos Mara
Pinheiro \asroncellos ; Luiz Jos Murinel-
li, Luiz Mondes Ribero ; Candido Goncal-
" ves da Bocha Manoel Marlins Torres; Sil-
vestre Jos de Sousa Vianna, Antonio Agnello,
rova como urna enanca...
Pobre Adbmar!... Mas cm quem sup-
punha voce" que eu pensava ? Ardia no desejo
de penetrar neste quarto, informavu-me de
todas as suas accoei. atormentava os criados. ..
E depois se o via, se voc me f'allava, nao
tinha a coragem de me mostrar tal qual era
na realidade, porque me haviao persuadido,
de que vor me aborreca.
Aborrecel-a!... Por voc todo o meu
sangue...
Diz bem ; esse nobro sangue, poda ter
corrido esta manhaa, quando voce combateo
por mim, por sua inulber.
__ Pois voc sabe o segredo desse combate?
Vejo que se nao cumprio a palavra! As teste-
munhas tinha promettido guardar profundo
silencio...
__ Gracas a essa indiscrica, posso mos-
trar-mo reconhecida. posso ensoberbecer-me do
hornem, quo me deo o seu nomo, desse ho-
rnem, que ta nobremenlo supportou a pobre-
za quando tinha a riqueza em suas mas ;
desse liomem, que oppOs tanta paciencia as
minhas Rusticas; o quo em fim defendendo
a minha reputfcad, oeeultava a sua victoria.
O que liz foi tudo multo natural
OU meu Ademar, talvez me despreseis
por ter assim vindo fallar-vos daste modo ;
e 1 escravo ; Pedro Nunes da Fonseca e 1
escravo ; Carlos Ferreira F ranga ; Augusto
Leal de MenezM Pedro Leal de Monezos e
1 escravo ; Angelo 1 rancisen llamos, Pedro
Muniz Barreto d'Arngiio ; Francisco Tlieo-
tonio da Cruz Manoel Jorge da Costa \ el
lozo ; Manoel Joaquim d'Almcida Domin-
gos Bento Moeda ; Manoel Jos de Carvalho,
Manoel Cezar Bizerra e 1 escravo ; Bozen
de Cezar de Cois, el escravo; ttrasilc-
ros; Francisco Jos Goncalves de Macedo ,
Portuguez ; Mr. Gabawct Francez.
Aracaty ; 22 das ; brigue-cscuna brasileiro
Deliberado de 210 toneladas ; capit5o Jo-
s Joaquim do Alineida ; equipagem 1 \ :
carga varios gneros: passageiros Manoel
Joaquim de Lacerda Boavcnlura Jos? de
Arago Francisco de Paula Fernandas Ma-
cieira e sua familia Jos Ferreira da Sil-
va Jos Caciano Pamplona ; Brasileiros,
c 3 escravos entregar.
Navio sahido no mesmo dia.
Goianna ; hiate brasileiro ConceicBo-do-Pilar,
capito Francisco Rodrigues Brito ; carga
lastro.
Deca racoes.
5 =
rente o patacho S. Jos renredor ; quem no
mesmo quizer carregarou ir de passagem di-
rija-seao Forte do Mallos a fallar com Manoel
de Sousa Cuto ou com o mestre do mesmo.
Para qualquer porto tem de sabir da Eu-
ropa o superior brigue inglez Afedum de 1."
ciaste, forrado, e encavilbado de cobre; o pre-
tenden tes dirijao-se aos consignatarios Jones
Patn & Companhia.
O vapor Todos os Santos recebe as malas
para o norte no dia 2 do corrente as 2 horas da
tarde.
Cartas seguras existentes nocorreio para
ossenhores: liento Jos Fernandos Barros,
padre Christovao de Hollanda Cavalcanti. Jos
(ornes Martin*, Joo Pedro de Araujo Aguiar.
Jos Pereira C. Manoel Antonio Alves Brito.
= O Dr. Joaquim Nunes Machado jui/. do
(rime na 1 vara e interino da fazenda des-
pacha todos os das uteis das 9 as 2 horas e
faz audiencia as quartas-feiras dos dias lectivos ,
sendo as quartas feriadas nasquintas-leiras ,
as 9 12 horas sua residencia actualmente
na ra da Larangeira n. 18.
Sua Ex o Sr. presidente da provincia man-
da lazer pblico para conhecimentodos nave-
gantes o officio abaixo transcripto que Ihe
foi dirigido pelo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia do Maranhao.
Secretaria da provincia de Pernambuco em
26 de feveroiro de 1840.
Casimiro de Sena Madureira.
FFICIO,
Um: e Exm. Snr. Participo a V. Ex.,
limde quo se digne mandar lazer pblico
para conhecimento dos navegantes, que du-
rante os Rieses de |ulho e agosto do corrente an-
ne estar apagado nesta provincia para se
fazerem as obras necessarias o pharol edifica-
do na Ilha-do-Santa-Anna,situada em 2 16'
c 18"' de latitudo Sul, e 33*V 10* e 40" de lon-
gitudedo merididiano da margem occidental
da Ilha-dc-Ferro, coniforme a caita do coronel
Antonio Bornardino Pereira do Lago. Dos
guarde a V. Ex. Palacio do governo do Ma-
ranhao em26 de Janeiro do 1844 Illm. e
Exm. Snr. baro da Boa-vista presidente
da provincia de Pernmnbuco.Jernimo Mar-
liniano Figueira de Moli.
Agencia dos capoies.
Precisa-se de 2 pretos para o servico do
carvao bordo do vapor Todos os Santos na
sua prsenle viagem ao norte e regresso este
porto : a pessoa a quem convier alugal-os ,
dirija-sc a Agencia dos vapores ra d'Apollo .
para o ajuste ; advertindo-se que isto devora
ter lugar hoje por todo o dia. _^__
Avisos diversos.
I v so m aritmos.
- Para o Cear pretende sahir at 15 do cor
Miguel Augusto do Lago faz saber ao
respeitavel publico, que, lendo-se mudado do
lugar da povoacSo de l'ebiribe para o Atierro da
Boa-vista avisa a todo a qualque snr. que
se julgar seu credor, que aprsente suas cun-
tas torrentes, no praso de 15 dias, a finido
serem pagos como tambem roga a^s mes -
mos que Ihes sao desodores o obzequio de ir
satisfazer no Atterro da Boa -vista primeiro
arma/em de louca pertenecnte ao snr. Anto-
nio Dias Souto, n. 1.
Aluga-se urna casa torrea, em Olinda, ra
do Varadouro com commodos para urna gran
de familia e quintal murado : na ra do Bo-
zario estreita n. 32, segundo andar.
Xa ra das Flores, n. 21, precisa-se de duas
criadas para engommarem, e cosiuharem.
= Precisa-so fallar o snr. Joaquim Bodri
gues pai do snr. Antonio Caldas o silva ,
morador nesta provincia, o com engonbo na
Serra-nova ; annuncie na ausencia do mesmo
snr. seu procurador.
- Precisa-so de um menino chogado prxi-
mamente do Porto que saiba lr esrrever ,
o contar de 12 14 annos pouco mais on me-
nos; quem estiver nestas circunstancias, diri-
ja se i) Hua-diroita n. 2.
Na ra das Trinoheiras n. 46 segundo
andar, precisa-se de urna ama para todo o ser-
vico de urna casa de pouca familia sendo de
boa conducta e costumes.
Arrenda-se um grande sitio com casa e
arvoredos e com bastante pasto para urna
duzia do vaccas de leite ; na Bua-bella so-
brado novo prximo a mar ou nos Remedios
a fallar com Joao Aaaslacio.
Aluga-se um armazem com 4 portas na
frente na ra de Apollo confronte ao Iheatri-
nho ; a tratar na ra da Madre de Dos con-
fronte a igreja segundo andar, das 7 as 8
horas da manha e das 3 as 5 da tarde.
LOTEKIA
DAS
Memorias Histor cas,
PREMIO gam)k 8:000s000 hs. !
As rodas desla lotera an-
cho impretirivelmente no dia
1 '2 de margo p. f. e os bi-
llieles aclio-se a venda as
meamas lojas, em que sao
vendidos os da lotera dg
iheatro.
= Joaquim Ignacio subdito Portuguez.,
retira-se para a llha-de-S.-Miguel.
= Aluga-se o primeiro andar da casa unto
s do snr. Beiicm no Fortc-do-Malli-s a
billar com Jos Bibeiro de Brito, na sua pren-
sa no mesmo lugar.
" = Abrn Crablrce, morador no sitio da Pas-
sagcm-da-Magdalcna n. 17 da eesn mil rs.
do gratiicacao a quem descobrir um roubo ,
constando de 3 garfos grandes do meza dous
talvez me regeiteis em vosso coracao... s/>de
franco; ainda que o vosso desprezo me prosUe,
me mate, se me despresares, confessai-m'o ;
mas se pelo contrario me amis, tenho neces-
sidade de sabel o.
Sim, Hortensia, sim, cu te amo!
A rapariga estremeceo; e, dcixando cahir a
cabeca sobre o h-imbro do conde, derramou
abundantes lagrimas; mas o riso se misturava
com seus solutos.
Tu me amas I exclamou ella; repele
essas palavras, que tanto bem me fazem !
Adhmar, meu marido, meu amigo, meu u-
niverso, tudo o que quero por. dissesto que
me amavas... quo me perdoas! Oh! nao
chores, para mim s que devem ser as la-
grimas... Tu s meujuiz, deixa-ine pr-mo a
teus ps !
Sobre o meu coraga, sobre e meu co-
racad!
Ouvio-se bater porta. A voz da Sra.
Valleray soou da parte de lora. Hortensia,
confusa, procurou com a vista um canto escu-
ro para esconder-so. Adhmar foi abrir a po>ta;
a lia, sem cruzar-lhe o hlente, disse mostran-
do todo o seu descontentamenlo:
Ser possivel, que minha sobrinha es-
teja no seu quarto, Sr?
Sim, Sra. respondeo elle sorrindo-sc com
irronia, a condessa est no seu quarto, no
quarto de seu marido. Mas faz favor de en-
trar? Honrar-me-hia infinitamente.
Nao sei se o devo... Ando boje de sur-
presa em surpresa.
Entre, minha chara lia, preciso que
todos os tratados de paz se firmem ao mesmo
lempo.
A lia entrou. Hortensia veio ella de nlho.
baixos, e a fes sentar no canap. A Sras
Valleray passou urna vista d'olhos escrutado-
ra sobro os esposos, que parecia dous a-
mants apanhudos em flagrante.
Acabo de saber, quo o Sr. se balteo com
um dos mais habis dueliista de Pars, para
defender a reputacai de Hortensia, o que ferio
puntosamente o seu adversario; isto ver-
t ade?
urna cousa muito simples, minha
Sra.
E' admiravel.
uh minha lia, muito mal o julgava Vm!
fe soubesso quanto generoso! Adhmar tudo
me perdoou...
Mas eu nao pens, quo minha sobrinha
tivesse coufa alguma do que aecusar-se.
Tom rasa, disse promptamentc o conde;
tudo o que se tem passado foi o resultado de
urna falta de inteligencia.
ditos do sobre-meza, urna rolher grande de
meza urna dita de sobre-meza, tudo de prala
marca, uman-.So segurando 1 punhal no cabo,
em toda ella ; igualmente 250,000 rs. em sc-
dulas; sendo urna de 100.000 rs. e 3 de
50,000 rs. a prata tem faltado por diversas
vezes e as sedulas foi em um dos dias da se-
mana passada.
No dia 21 do corrente desappareceo do
porto, atra/. do theatro \elbo urna canoa de
carreira meia aborta com os signaos seguin-
tes : tem um rombo no cnculamento bem no
meio tem a bacanla da pioa emendada tem
falta de urna a duas taboas no paneiro tem
banco de vella damarello e tem um pedago
de rorrente na poupa; d-se urna generoza
gratificagao quem a descubrir: na ra do
lio/ario larga padaria n. 18.
= Felippe Santiago Colmenero retira-se
para lora da provincia.
= Alugao-soos altos e baixos da casa do so-
brado da ra do Crespo n. 8: a tratar com Jos
Alves Lima na l'raca-da-Boa-vista.
= Quem quizer comprar urna canoa de car-
reira aborta em bom uzo e bem construida,
propria para carrogar familias para sitio di-
rija -se ao Forte do Maltos na serrara de Joao
Machado.
-- Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ruada Cruz por cima da botica de Antonio
Mara MagalhSes Ferreira ; quemo pretender
ntemla-se na luja da ruada Cadeia n. 40.
= Ainda esta poralugar a casa n. 82 sita cm
Fra-de-portas; os prctendentes dirijlo-sea
JUS da Cruz n 63 a fallar com Manoel An-
tonio Pinto da Silva.
= Antonio do Amaral Botelho retira-se para
fra da provincia..
= Fornecem-se para as obras tijolos de alve-
naria tapamento ladrlbo canoas de rea,
ditas do barro, tudo mais em conta que em ou-"*
tro qualquer, e com alguma preca : na Bua-
imperial n 67.
= Aluga-se o 1. andar da casa n. 15 da
ra da Moda pintado e limpo para qualquer
familia decente : a tratar na ra do (^ueimado
loja i. 44.
= O snr. F. A. da S. C. baja de vir tirar os seus
penhores que tem enpenhado pela quantia de
cem mil rs. na maode Margarida Boza de Lima,
no praso de lo das do contrario se venderr
para pagamento do principal e juros e nao
Ihe tirara direito algum a legar.
ss Urna mulher branca e de bons costumens
se oflcrece para ama de casa de hornem solteiro;
quem precisar dirija-se a ra da Gloria casa
n. 110.
= Osr. F. J. S. queira, no praso de 3 dias,
contados da data deste. mandar pigar a pessoa,
que nao ignara 68,800 rs. saldo da quantia
de 138,800 rs., que, ha bastante tempo, deve a
essa pessoa de quem se dizia amigo ; mas que,
ape ar dessa amizade apezar dos continuados
pedidos e instancias d'cssa pessoa apezar
mesmo de saber, e ver que ella vive sobre
urna cama sem meios de tratar-fe nao tem
at hoje cumprido o seu dever, e palavra, lan-
as vezes dadas fazendo esse pagamento. Se,
porm o nao fi/er no pra/o cima marcado ,
nao se quoixe do ver seu nome publicado por
extenso com todas as circumstancias, que
lrao lugar a essa divida um pouco desairo-
sas ao Sr. S.
O onnuncianto previne aquellas pessoss ,
|ue por ventura tenho no seu nome iguaes
lettros inicia'es, e que houverem de Ihe dirigir
perguntas que, nao podendo responder a to-
das o seu silencio importa negativa pois s
responder a pessoa quem se dirige se esta
for to inconsiderada que Ihe faca alguma
perguuta i respeito.
Francamente, disse a Sra. Valleray, sor-
rindo-se, cu suppnnha, que o Sr. detestava
minha sobrinha, e Ih'o retribua de todo o co-
racao ; mas so o Sr. a ama, e ella ao Sr.,
rigosijo-me da accomodacao. Quer-me dar
um abraco?
Com grande praser... minha chara lia.
Como isto bonito! ha quasi seis meses,
que sao casados... e agora, que vai comecar
o noivado!... Entretanto preciso, que eu leve
Hortensia... ella est (aligada... cu lh'a resti-
tuirci amanha...
Sim...mas tome sentido minti chara lia,
eu c nao lh'a restituir! mais!...
Hortensia dispondo-se a sahir, vio sobre a
mesa urna carta com o sobrescripta para ella.
Tu me tinhas escripto! disse.
Adhmar, confuso, respondeo: Erad quei-
xas, pesares... adeoses!
Adeosesi... De srte quer tu derlas par-
tir, e (carios degracadoi para sempre !
Essa carta enganou-se de data; eu vou
queimal-a.
Nao, meu Adhmar, da-m'a... eu a
guardarei preciosamente ; ser a ligao do pas-
sado, o a garanta do futuro.
{ La Patrie ) alfbed des eAarts,
fim,:



Precisa-so de um bom amassador para
trabalhar em masseira ; na Solidado n. 22.
Perdeo-se 011 furtarao da hlgiboira da
casaca do reverendo Antonio da Silva Duarte ,
cm a nonti- do dia 27 do passado fevereiro, um
inasso do sodulas embrulhadas em um papel de
peso, sendo urna encarnada do 50? rs. duas
de 20i rs., cinco de 10,000 rs., e urna de 5000
rs. assignada por Joaquim Jos Barbo/a, e al-
gumas outrasde um edous mil rs. ; prefazen-
do tudo pouco mais ou menos 140,000 rs. ; se
algucni as achou, a quizer restituir para salvar
a sua consciencia pode entrega-las no primoi-
ro andar do sobrado da ra do Queimado n.
37 com entrada pelo pateo do Gollegio que
se Ihe guardar segredo, e so Ihe dar motade
desta quanlia.
= O abaixo assignado faz publico pelo
presente, que, tendo constituido por seu bas-
tante procurador nesta cidade para tratar as
suas pandenciasjudiciarias ; e qualquer que
por sua ordem ouver de fa/.er se ao snr. Rodol-
pboJoao Barata de Almeida o que leve lu-
gar no dia 15 de julbo de XV ( tem por tal
motivo tornado de nenhum effeilo, c como que
nunca existisse qualquer Drocuraco que an-
teriormente a esta data havia constuido qual-
quer outro procurador, em virtude do quo
previne particularmente aos snrs. escrivaes dos
auditorios civel crime fa/.enda e orpbaos.
queso o dito Barata tem poderes para assig-
nar quaesquer papis, termos, &c. Do-
mingos Antonio Gomes Guimires.
A pessoa quo annunciou querer com-
prar urna casa em Olinla dirija-se a ra do
Caldeireiro n. 80 quo se ollerece urna gran-
de casa com bastantes commodos; assim como
na mesma casa engomma-se com lodo aceio e
perfeicao cose-se costuras de alfaialc tanto de
seda como de laa por preco commodo.
Precisa-se de um pequeo, que tenba
pratica de fazenJas, para andar vendendo as
, mesmas p"las ras com taboleiro ; as Cinco-
pontas n. 68.
Troca-se um reiogio patente ingle/ ,
muito bom regulador, o que se affianca, com
o mostrador o mais rico, que su tem visto, sen-
do as lettras de ouro o qual proprio para
qualquer embarcadico ; por um sabonete de
prata dando-se a volta que for do direito ;
na Ra direita n. 16.
O snr. J M. A. queira ter a bondade de
ir tirar os sous penhores que existem defron-
te da policia aondo se fazem sigarros, no pra-
so de 8 dias senao tora o desgosto de ver por
esta lolba o seu nome por extenso c se decla-
rando todas as pecas de per si pois o tempo
bastante, ao depois nose queixo que___
= Joo Marinho Pires, subdito Portuguez
vai para a Babia com um criado Antonio Nll-
nes Penteado tambem Portuguez.
= Precisa-se de urna ama que seja forra ,
o que lenha muito bom leitc ; na ra das Cru-
ces sobrado da esquina que volta para o
Hospital n. 20.
Roga se ao snr. Angelo Custodio do Sa-
cramento queira declarar a sua morada para
ser procurada.
=. Precisa so de urna ama de leite ; na ra
atrazda Matriz da Boa-vista n. 28.
A pessoa que annunciou precisar de
urna lavadeira que v buscar a roupa no do-
da Babia que tem proposto a Antonio da Sil-
va e Gompanhia urna aeran de libollo pela
quantiade 21:860,460 rs. ; que os bens do
referido Silva e Gompanhia, abaixo declarados,
se acbo soquestrados polo juiso de orpbaos,
escrivo Santos, nos actos do inventario a
que se procedeo por morte de Manoel Mathias
de Freitas, a folhas 298. 299, e 300 nos autos,
para pagamento da quantia de 33:429,177 rs.,
pertenecntes a casa daquelle Manoel Matbias de
Freitas, da qual foi administrador o dito Sil-
va Gompanhia e por isso quo deveria ter
rccolhido a dita quantia ao cofre dos orfos e
como o nao fez, solfreo o seq ".estro nos bens, a
serein : urna morada de casa de 3 andares e
sotan na ra do Vigario n. 8 um sitio no lu
gardo Cordeiro, Joanna, Benguolla Grego-
rio do S. Thom ; Mara, Jos Angola, Ma-
noel do gento da Costa ; Jos Nagfl ; Ma-
theus, do dito. Bernardo, dito; Miguel, dito;
Roberto Angola, Francisco, Benguclla; Cae-
tano Angola ; Jos do gento da Costa ,
depositario dos referidos bens o snr. Bento
Jos AI ves.
v i> S0CIEDADE flfjf
PHILO-DFtAMATICA
O prirneiro secretario avisa aos snrs. socios ,
que os bilhetes para a recita de amanhaa (2 do
corrente) principiao a serem distribuidos boje
das 9 horas da manliaa em diante om casa do
thesoureiro ; otrosm que a commissuo ad-
ministrativa se rene pelas 6 horas e meia da
tarde para approvaco de convidados.
Precisa-se de um rapaz Portuguez ou
Brasiluiro para caixeiro em urna loja em Na-
zarelh-do-norto ; na na larga do Rozario .
loja de mcudezas n. 20.
= Aluga-se um segundo andar e sotao ,
bastante grande por 16000 rs. mensaes sito
no Recife na ra do Codorniz n. 18 ; a tratar
na Praca-da-independencia n. 28.
cao por preco commodo ; na ra dos Quar-
teis, boje larga do Rozario n. 18.
Escravois fgidos.
Compras
mingo para se Ihe entregar d'ahi alo dias
sem falta haja de declarar exactamente a sua
morada e nome, por nao ser na casa onde an-
nunciou.
Desappareceo ou furtarao do porto da
serrara da ra da Praia de S. Rita n. 25, um
prancho de amarrello com 3, ou 4 taboas com
a marca \\\ ; quem delle tiver noti:ias, quei-
ra participar na dita serrara que ser recom-
pensado do trabalho ; assim como so previne ,
que ninguem o compre para se nao por no
risco de o perder.
Aluga-se um sitio no Aarraial na es-
trada que vai para o Catuca, com casa de
taipa e alguns tviamentos de azer farinha ,
arvoredos de (ruto boa baixa para capim, boa
agua de beber poco para lavar roupa todo o
anno com um pedaco de c.apoeira no fundo ,
que se p se faca negocio, precisa se de BOU anno adian-
tado; quemo pretender dirija-se a Rua-nova
n. 3.
ss Precisa-sede urna ama que tenha bom
leile o que seja forra quer seja parda ou
preta ; na ra da Cadeia do Recife n. 14 ou
no sitio de Jos Pereira da Cunha na Passa-
gem-da-Magdalena.
Na ra do Hospicio casa n. 14 pre-
cisa-se de urna pessoa que entenda de impar
lara.igeir.is.
Aluga-se um sotao a pessoa capaz com
pouca familia ou bomem solteiro ; na ra
treita do Rozario botica de Jo5o Pereira da
Silveira
Ueclara-se ao snr. Joao Marinho Pires,
procurador encarregado dos herdeiros do falle-
cido cimuendador Joaquim Jos de Oliveir, a
= Cornpra-se um pao para tipoia mesmo
com armaco ; quem tiver annuncie.
=s Compra-se urna casa terrea em a cida-
do de Onda ; quem tiver annuncie.
Compra-se urna negra moca de nagao,
sem vicios nem achaques que saiba cozinbar,
engommar, coser, o que seja recolbida pa-
ga-se bem agradando ; quom livor annuncie.
Vendas
Vende-so exceilente apel pautado para
msica por preco commodo : na Praca da
independencia livraria ns. 6 8.
Vende-se urna casa terrea nova na ra
dos Prazeies n. 16 ; a tratar na ra de Hortas
n. 48, segundo andar.
Vende-se urna preta crioula de 16 an-
nos, engomma coso faz renda cozinha ,
ensab la nao de ra por nao estar acosluma-
da a isto esim a todo o servico de casa ; na
Rua-nova loja n. 58 e d-se por 500,000
reis.
Vendem-se franjas do retroz de todas as
cores, de superior qualidade da ultima mo-
da, edebomgosto, por preco commodo; na
rus do Amorim r. 43.
- Vende se urna casa na ra das Trinchei-
ras n. 25, em chaos proprios que rende 12$
rs mensaes a qual est hypothecada a Vicen-
te Ferreira da Costa ; a tratar na ra de Do-
mingos Pires n. 29.
Vendem-se quarlinhas feitas em Per-
nambuco reconhecidas de todos as mais ele-
gantes cm seus differentes moldes, de varios
tamaitos, do mais proprio e bem escolhido
barro para bem rcslriarem agua aos centos
para embarque ou qualquer especulador ou
commerciante ; na Rua-nova n. 58.
= Vendem-se pecas de ganga azul com 13
covados a 720 rs.
3200 rs. a du/ia
rs. o covado chapeos de massa a 2000 e 2600
rs. e outrasmuitasfazendas por preco com-
modo; na ra daCadeia-velha n. 27.
Vende-se urna preta que sabe cozinhar ,
engommar, ensaboar, e az todo o mais ser-
vico de urna casa com muita perfeicao, e prom-
ptidao ; na Ponle-velba lado direito indo
para a ra da Gloria n. 66.
= Vendem-se os objectos seguintes, per-
tcncentes ao trauco do azeite de carrapato ; 4
meia? pipa? eora deus cavaiietes, urna bandeja
grande de madeira e dous (landres com suas
competentes medidas; na ra de Hortas n. 130.
=. Vende-se urna preta que cozinha, en-
gomma o lava bem de varrella moca, o sem
defeito ; um pretr de boa figura prupriopa-
gundo andar ou na venda do Pontes na mes- = Vende-se urna propriodado com dous an-
ma ra dir a quem portence. pares e dous grandes sotaos, em chaos pro-
= Vendem-se 3 escravos de nago sendo prios. hvre e desembarazada sendo a dita
um moleque com bastante pratica do tratar de prodriedade na ra da Moeda n. 9 ; a tratar na
cavallo; 3 escravas mocas. com bonitas igu- ra da Cadeia n. 57, ou no prirneiro andar da
ras todos da Costa-de-Mina com varias ba- casa n. 51 da mesma ra.
bilidades sem achaques nem vicios; na Ra- = Vendem-se charutos regala em caixi-
direita n. 3, prirneiro andar. nhai de 100 200 o 250, por preco commodo;
Vende se um escravo de nacao Costa, de na ra da Cruz n. 37.
bonita figura eentende de cozinha ; um mo- == Vendem-se ricas commendas das ordens
locte trabalhador de enxada, e 12 cazaes de de Christo Roza, e Cruzeiro assim como
pombos do Lisboa tudo por preco commodo ; hbitos das mesmas orde ns por preco com-
uaiua do Fogo, sobrado de um andar n. 26. modo; na ra da Sonzall.i-velha n. 138.
== Vende-so taboado de costado de vinha- = Vendem-se terrenos com 156 palmos de
tico superior e 20 pipas do agurdente de 22 fundo com as frentes que es compradores
graos promptjs para embarque ; na ra de quizerem na ra da Cor, cordia o as tra-
Apollo, armazern de assucar n. 20. vessas do Uonteiro o Caldeireiro os quae
Vende-se arroz de casca a 38 M) rs. o al- sao do 60 palmos, para onde ditos terrenos
queira e vcrmelho pilado cb superior a tambem fazem rente em directo ao rio Ca-
2560 rs., azeito doce a 3500 rs a caada e a pibaribe : estes terrenosi achiio-se parte atter-
garrafaa 480 rs mant iga ingleza a 6W) rs., rados e parte beneficiados e tambem teem
letria a 2S0 rs., macarro a 200 rs. a libra, e alagados para a pirte do rio, o todos ollero-
todos os mais gneros por preco commodo ; na cem grande commodidade para a sua edifica-
rua larga do Rozario n. 39.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
e quo vende Instante a retalho sita na ra
dos Bairros-baixos n. 6 ; a tratar na mesma ,
ou no beco do Lobato n. 12.
Vende-se urna venda com poucos fun-
dos no Recife, ra do Codorniz n. 18; a
tratar na mesma.
Vendo-se assucar refinado e de outras
qualidas, caf e sevada moida por com-
modo preco ; na refinacao da ra da Senzalla
nova n 4 o nos depsitos da ra larga do
Rozario n. 3S e Praca-da-Boa vista n. 7.
= Vende-se urna parda de bonita figura ,
sem vicios nem achaques quo ter 20 an-
nos ; em casa de Antonio da Silva Gusmo ,
na ra do Queimado.
Vendem-se 14 cadeiras de angico to-
das em bom estado e por preco commodo ;
na ra do Livramento n. 6.
Vende-se urna negra boa cozinheira ,
engomma e cose sem vicio algum por 350
mil rs. isto para pagamento de contas; na
ra larga do Rozario n. 35.
= Vende-se superior salca-parrilha por
preco commodo; na r ja da Cadeia-velha n. 35.
= Vende-so cera de carnauba por preco
commodo ; na ra da Cruz armazern n. 33.
Vendem-se duas escravas mocas de 20
annos sabendourna perfeitamenta engommar,
cozinhar, coser; urna dita lavadeira, e
quitandeira ; urna preta da Costa com urna
cria do um mez a preta tem muito bom leite;
urna parda de 20 annos engommadeira e
costureira ; urna dita de 12 annos, propria pa-
ra mucamajde alguma menina ; na ra do Fo-
go ao p do Rozario n. 8.
= Francisco de Freitas Gamboa vende a
dinheiro ou a troco do tijolo, postona cam-
boa da Capunga os seguintes objectos : um
sellim em meio uso estribos de tatu brida,
o coldres de couro de lustro aparelhados de cas-
quinha por 8000 rs. dous abedarios de
cobre, de preco de 6000 rs. proprios para
pintor, ou armazern de assucar, por 12000
rs. o que se pJe ver e ajustar na ra do Vi-
gario armazern do snr. Antonio Jos* de Oli-
veirs Braga ; um armario que servio de ar-
chivar os dramas do theatro e que pode con-
ter para mais de dez mil pecas dramticas em
ivisoes alphabeticas, de augmentar, ou di-
II US
VO-
minuir os vaos conforme a grandeza
lumes; muito bem construido de madeira de
amarello almofadado moderno e como os
repartimentos sao portateis, pode servir para
archivo de qualquer tribunal, carlerio, escrip-
torio de casa de commercio e mesmo para
guarda-roupa por te.- 9 palmos de largo, 12
ditos de alto, e dous e meio de fundo, 4 portas,
e chaves seu preco 50,000 rs. pode se ver
na escada junto da guarda da cadeia e
tratar com Jos Fernandos Carlos, com loja
decalcado junto a mesma ; um bomba de pa-
tente con 33 ps de comprimento, saca-nabos
de bronzo e que repucha agua em grande
bundancia seu preco 120,000rs. pode se
a peca, meias do linho a [ver e ajustar em casa do snr. Silvestre noAt-
fustoes aculchuados a 480 ierre dos-A Hgados.
= Vende-se um cazal do rolas msticas li-
Ibasdeum pardo com urna branca e esto
com um filho do 8 dias muito lindo ; na ra
de Aguas-verdes n. 36.
-7 Vende-se um pardo do 30 8nnos, com
oflicio de sapateiro. e com corpo para qualquer
servico bom para bolieiro capaz de ir a
qualquer viagetn por nao ter vicio de fugir ,
e nem biber ; na Praca da-Boa-vista n. 24.
= Vendem-se para liquidac^o de costas. 3
e9s pequeas de pedra e cal, sitas na Rua-
imperial ns. 221, 223, e 225 ; a tratar as
Unco-pontas, armazern de sal n. 57.
Vende-se urna casa terrea mui grande ,
com sotao por preco commodo sita na ra
dos Copiares n. 5 ; trata-sena travessa da ra
ra armazern ou prenca de algodo, bem moco, da Gloria para a da Alegra n. 7, ou na ra da
e sem achaques; oa ra do Vigario n. 8 w- j Praia, com Jlo Thomaz Perei'"
= Fugio no dia 15 do corrente um negro
de Angola de nome Be nto de 25 annos ,
pouco mais, ou menos, altura regular feia
figura pernas bambas te'm os ps com algu-
mas Tachaduras de calor de ligado, bastante a
travessado no fallar; levou ca.'vas de brim tran-
cado sujas, e rolas, camisa de algodao/inho
tambem suja; e mesmo pelo co rpo tem signaos
de calor de ligado ; quem o pega r leve a seu
senhor Valeriano Jos Ribeiro "a villa do
Limoeiro o no Recite na loja de Albino Jos
Ferreira da Cunha.
= Fugio no dia de entrudo 20o'e fevereiro
de 1844 um escravo cabra de nome Fmidio ,
de 25 annos alto, bem grosso do coi po. bas-
tante espadado com pouca barba e peque-
as suissas, olbos alguma cousa pardos e lun-
dos cabellos nao muito pichaim cor i"neia
alatoada ps grandes, chalos, com sign^es
que mostrao ter tido bichos tem oflicio o'e
serrar madeira natural de Goianna aon-
do tem parentes e julga-se ter ido para esse
lugar ou para a villa do Pombal onde lu'
ecravo do alferes Manoel Pedro de Souza Bar-
boza ; recommenda-se a todas as autoridades
policiaes ou outra qualquer pessoa r#ue do
rnesmo tenba noticias o faca conduzir e en-
tregar a seu snr. na Rua-nova n. 20, que
sera generosamente recompensada.
Jos Francisco da Silva Penna d cem
mil rs. do gratificaco a quem apprehender,
e Ihe entregar um escravo pertcncenie ao snr.
Vicente Thomaz dos Santos o qual escrave
temossignaes seguintes: de nome Joao, do
nacao Quilhimane alto secco do corpo, bo-
nita figura muito retinto fallas mancas e
pelo corpo algumas cicalrizes de castigo; le-
vou calcas e camisa de algodao americano e
ferro de gancho no pescoco ; consta que andou
no lugar dos Remedios quando fugio e agora
suppoe-se estar furtado para as bandas de Ma-
cei ; quem o pegar, entregue na Rua-imperi-
al n. 67 que l ser satisfeito pelo snr. San-
tos. *>
= D-se 50ji rs. de gratificaco a quem pe-
gar, e levar a ruada Florentina n. 14 o preto
Jos Pnchete de nacao Morambique de 20
annos, altura mais quo regular, secco do cor-
po com dous denles de menos na frente d
parle superior rosto redondo bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
te ti do cos'ume ter sempre fumo na bocea ;
levou camisa de riscado azul calcas de panno
preto ja velho ; este preto empalbador de
obras de marcineiro ; lugio no dia 24 do p. |>.
- Fugio no dia 15 do corrente o preto Vi-
cente crioulo natural do Porto-dos-touros,
provincia do Rio-grande-do-norte de 25 an-
nos alto, secco, com todos os dentes da fren-
te, e limados, olhos avermelbados um tan-
to carrancudo que parece ser falto de vista ,
com urna costura de queimadura no pescco do
lado esquerdo bem fallante e de boa pro-
nuncia ; levou chapeo do. seda com 4 molas de
rame, camisa de inadapolo e calcas de al-
godao tinto e mais roupa que se nao sabe
da qual usara ; quem o pegar leve a seu snr.
Domingos da Silva Campos, na ra das Cru-
zes n 40 que ser generosamente recom-
pensado.
= No dia 24 de fevereiro lugio um mole-
que de nacao Angola oficial de pedreiro de
19 anuos, cor lula e feo do rosto, por ter
as maces do mesmo lora do natural tendo os
queixadas largas c a ponta do queixo fina ,
de nome Joao ; quemo pegar, levo ao abai-
xo assignado que o seu legitimo snr. na
ra do Queimado que sei pago de seu tra-
ba I lio Antonio da Uva (>usmo.
IllCIFI NA TP. DX M.jF DB 1'ARIA. 1844.


Full Text
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