Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05053


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Full Text
Armo de 1843.
ti'TWHIIIIIIIIIIHIIMMnHB^
Sabbado 16
ludo .Kor. depende ,e ,u\s me.n.ot; d. o.a prude.,ci., o.ier.cio
-.os compnap.an.o., serebo, ......do/oo-, 3S^%^SSLS
( l',.,cUn,.Sao d. A.semblei. G.r.l do bL.l.)
lu
culta.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRFS
U..nn. e p.r.hyb., ..guwUl e sex. feir... K.o Grande doN r 7"
Bonito r Gartnhuns, a 4ti e 24. ^ '' "> fera.
Cabo Serinhem, R.o b'r,uso Pc,0 C.IT, Macelo, e Al.;o 0 4 o ,.
Boa-,,.,., Hore.a ,3. 2,. o ^... ,* ftiM.. Olid. .do o.' di.. "
1 ??* ^"dora "enilente. Aud. do J. de d. 2 ,
42 lerc;. .. Aul. V. M Kel. Aud. do J. de 1). d3, V.'
13 Uuari. s. Kelippe M Aud do J. de D. da 1. .
44 Ojiut. M.lerno B" M. Aud do J. de da 3 y.
45 Se. .. Nicomedes M. Aud. do J. de I). d. 2. r"
46 Sari. 1. Rogelio M. Re. Aud do J. de D. d 4. .
47 JJ001. Fe.ta das llore, de N S,
cv

EXTERIOR.
de Setembro
Anno XX. N. 200.'
\J\ '),4.*, F"l'l''-se lodo o. dia. q-J it'm fure n S nliliod,.,: o pro^o da aiiigalani mi
'VV^'' >' mil re. por quariel pago, .diaiiladi.s Oj annuncio. do. .{niales ..ao injerido
gtu eos do, que n.io foranj i r.0 de sO'rVi p >r liaba. A. recl.macoe dere aard.ri-
gidas ae.laTip., ru. da.liruie. N.:)-,, ou apraga da Independencia leja d.lirro N. Ce8.
CaJUIO
' Cambio aobr Londraa 25.
l'ari3<5 rei.por franco.
No dia 45 de Setembro. compra
Ooao-Mo.d. da 8,400 V. 6.8D0
N. 46.6JJ
S,20
i,
1,920
1,920
randa.
47.009
16,800
1.4UU
1,940
l.Mu
1,040
laabo. 41 porl00dapr.mio. I d. 4,000
.. Pam-I'etacn
Moed. d. .-.ob,. 2 por ce.,10 NtOiCajMoWi
dem de letra, da b.. ir-.. 1 j } t ,.(oi M,ll0,n0,
PIIASES DA LA ISO MEZ DE SEPTE.IBR.
U.OvUi8,, i 4 hora. i7. da tarde I Lu. m.ra 23, .. 2 lura* e 50 Qu.r. ..ng. 16, .-,. 8 iora. 53 -. d. I. j -uari. cr.,c, 30, 41 horu e 61 .. d. m.
Preamar de hvje.
a 10 hora, a 0 a. da m.nh,.. | Z, a 10 torta a 30 a. da tuda.
rc>
*r ^Cl^t^rllH^ 'i
(Continuadlo da falla de Sir R Peel
Eu devo ainda contestar DaC obstante tudo
quanto so tem d.te,-rep.cttindo do boamento
todas as minhas concessocs em favor da grande
vantagem d3 rcdusir o ,jreco do assucar neste
paiz, acreditando que .'.cria productiva de gran-
de bem anda devo contestar, que attendendo
ao estado actual dos seotimontos pblicos no
Bras.larespe.todo'.rafico da cscravaria,. que
depois da resoluto que este paiz (a Inglaterra]
tem tomado, edepois dos immensos sacrificios
que tem feto para supprimire extinguir a es-
cravatura e o tiafico, dopote dos seus protestos
face do mundo a resalto da cscravaria pu-
desse elle de acord (-,om o scu alto nomo e ca-
rcter, admitlir o a ssucar brasileiro nos portos
ingleses sem previamente obter algumas condi-
coes vanlajosas orle dos escravos nuqucllo
paiz (applausos). Temo que a historia do trafi-
co dos escravos ea da escravalura no Brasil
faca pou ;a bou va aquello paiz iai>plausos)-pou-
ca honra ao c arador o autoridade do seu gover-
no(opf/aMfla,_p0uca honra aos legisladores o
actos legislativos daquelle paiz [applausos). Ou-
sare contar casa o seguinte facto occorrido ha
bem pour.o tempo, quando foi mister remover-
se a nosa esquadra da costa do Brasil, aquel-
la esqu.adra que tinha sido empregada ua ten-
tativp<_v tentativa de eflectuar a suppres-
sao do trafico dos escravos ; que quando foi
T/iister remover-se essa esquadm para o (im de
protegeros interesses Inglozes no Rio da Prata,
Jurante esse periodo, aproveitou-so immedia-
tamente a auzencia dos nossos cruzeiros e o
trafico dos escravos surgiu de novo com um vi-
gor dantos nao conkecido. Eu tenho urna lis-
ta dos capilnes e outra do numero dos escra-
vos introuuzidos no Brasil durante aquelle pe-
riodo. Tambem tenho urna exposico dos ar-
dis que forao empregados a fin de escapar
vigilancia da nossa esquadra assim como do
modo por que a sua execufao foi apoiada pelo
governo Brasileiro. O nosso ministro lez re-
presentacoes Aquelle governo as mais fortes
e as mais violentas queixas forao por elle feitas.
Porin quando olhamos para a extensao das
cosas do Brasil e para a enorme quantidade
de trra virgen disposta a reeaber immediata
cultura e quando reflectimos que o sentimen-
to publico no Brasil 6 quase umversalmente a
favor da livre admisso dos escravos, para o
im de cultivar extensoes de trra, ou ja parci-
almente ou ainda nao roteadas; deve do ser
obvia a difliculdado inherente a qualquer ne-
gociadlo. E ainda que o nolire gentleman disses-
se que nos alentavamos o trafico dos escravos .
o a escravidao, tornando-nos carregadores da
produeco Brasileira com tudo podia tor a
certeza de que embora houvesse alguma plausi-
ilidade n'esse argumento se nos sem lazcr-
mos estipulaco alguma para o mellioiamento
da condicao dos escravos, houvessemos do fran-
quear o mercado Ingle/, ao assucar do Brasil
produzido por escravos, embora houvesse al
guma analoga com o principio por que admi-
timos, o algodao igualmente cultivado porlles,
com tudo prcticamente o efleito seria dar um
estimulo immenso ao trafico dos escravos. Vos
dosalentarieis praticamente os esforcos que len-
des feito, ha annos e excitarieis novos esfor-
cos a respeito assim da escravidao como do
trafico dos escravos. Diz-se que infiuo sobre
nos o desejo de proteger o monopolio que
receamos luctar com o Dteresse da India Oc-
cidental. Eucreio queso consideracoes poli-
ticas ou parlamentares pudessem influir sobre
um governo ptima cousa seria para ganhar
urna popularidade temporaria sacrificar o inte-
resseda India Occidental. ( Um nobre gentle-
man
ob nao I rizadas. )
O nobre gentleman so ouvi a ultima parte da
sentenca ; e pensando que eu propunha sacri-
ficar-se o interesse da India Occidental, toman-
do aquellas palavras n'um sentido improprio ,
oppoz-lhe urna negativa a maisdecedida c mui-
to natural ; mas o que eu disse loi, que se o
governo despre/asse toda a consideradlo dejus-
tva e nao tivesse outro objecto em mira seno
ganhar popularidade n'esse caso a sua poltica
sena acabar com o monopolio da India Occi-
dental, removendo os direitos do assucar, e d'es-
se modo admitliria n'este paiz o assucar Brasi-
leiro eestrangeiro. Tem-se dito que temos
comprado o d.reito de o fazer pelo avanco dos
Vinte milhes. Isso poderia ser assim at cedo
ponto tomando-so em consideracao os intc-
resses individuaos do propietario. Nos rbe
dinamos tendo-vos dado 10 000 libras de
compensacao pelo vosso interesse no trabalho
dos vossos escravos nao tendes mais direito a
esse trabalho. Considerando assim a questao.
eu tena abstractamente fallando, o direito
sustentado. Foi sem duvida urna generosa da-
diva ; mas duvido muilissimo que tenhamos
compensado ao propietario de escravos a per-
da que Ihe causou a mudanca da sua situado a
respeito do trabalho dalles. Eu fui solicito
em fazer algumas pesquisas a esse respeito e
em vez de clculos vagos c geraes ; obtive os
pormenores do rendimento das trras d'um
corto propiietario. Estas torras, quando ora
permiltida a escravalura, rendio parto de
10,000 libras por anno termo medio. Du-
rante o systema de tirocinio ellas renderao
um termo medio de 6,400 libras por anno ,
depois de pagas todas as desperas. Eu recobi
urna conta, cuja exactdao posso aiancar. Pa-
rece que desde o 1. de Janeiro at 31 de De-
zembro de 1840 as despezas totaes do salarios
do trabalho impostes da ilha repares de e-
dificios, esupprimentos de varias especies ,
taes como machinas instrumentos &c. mon-
laro a 10,861 libras. A receita oflecliva foi
de 7,028. Em 18il a despesa foi de 9,889.
e a receita de 7,042 libras ; e no anno passado
de 1842 quando se disse que bavia bastante
tempo de respiro a despeza loi de 9,795 e
a receita do 7,230 libras ; de sortc que estas
trras que produziiio 10,000 libras de renda
liquida |or anno durante a existencia da escra-
valura o o trabalho d'escravos solTrerao de-
poisda abolicao d'estes urna perda annual de
[3,081 libras pouco mais ou menos (ouvi ,
ouvi ).
( Provavelmente nao ora residente. ) Con-
cedo que a residencia forme um elemento im-
portante nos lucros d'omsffazenda da India
Occidental ; porem so estou agora comparando
o periodo anterior com o presente, e assim
n'aquello como n'cste a residencia teria prova-
velmente augmentado a sua receita. Estou
mostrando que a medida pola qual sedou 10,000
ou 14,000 libras aquelle homem pelos seus
escravos. por generosa que tenha sido adadi-
vida da parto do paiz nao pode ser considera-
da cpmo urna componsaco completa da perda
do trabalho dos seus escravos E aqui peco que
nao se anteada que eu me queixo do acto da a-
bolicao ou da sonuna recebida pelos propie-
tarios de escravos. Estou so refutando o argu-
mento de que VOS tendes um direito por feito de
privar de toda a proteccao o plantador da In-
dia Occidente'. sob o fundamento de que Ihe
desles urna completa compensacao dos seus es-
cravos. Llevemos olhar para o estado social
d'aquellas colonias em geral, devenios lembrar-
mo-nos da sua connexau com a metropole e
que nao podemos em geral redu/ir essas colo-
nias ( votos, votos). E' esse um convite a que
eslou sempre muito prompto para acceder ( ri-
sadas) e de muito bom grado terminarei
inmediatamente as minhas observacoes. A
materia tem sido tantas vezes discutida que
devo presumir quesera mui difficicil adiantar-
sc algum novo argumento sobre ella. Na ver-
dade foi com alguma repugnancia que me
levantei : porem fez-se urna interpellacio tao
directa ao governo de S. M. e o muito nobre
gentleman ( Mr. Labouchere ) perguntou tao
positivamente oque se tem feito a respeito da
negociacao que nao pude deixar de dizer al-
guma cou/.a. Tenho indicado as circunstancias
da nossa ne:ociacaocom o Brasil; tenho tam-
bem indicado a imppossibilidade de admittir-
mos o assucar de produeco d'outrns paizes .
quando estiver pendente o nosso tratado com o
Brasil; o agora espero que a casa nao rccuar.i
o seu assonto a proposla fofa em nomo do go-
verno de S. M. (applausos).
( The Jf/orning Chronicle.
PARAHIBA DO NORTE.
Discurso com que o Fxm. Sr. 'residente abri
a sessdo da assembla legislativa provincial.
iSf. deputadosda assembla legislativa pro-
vincial.
Encarregado da presidencia desta provincia
por carta imperial de 14 de Janeiro, o tendo dol-
a tomado posso a H de marco do presente an-
no, ca!ie-me boje, em cumprimento da loi cons-
titucional, a honra do assistir a instalaeafi des-
ta assembla e expr sua Ilustrada conside-
racao o estado dos negocios pblicos e as pro-
videncias que julgo mais neeessarias ao melho-
ra ment material amoral da provincia; tarefa
sem duvida superior a limitacafi dos meus ta-
lentos o ainda mais dillicil para miro em ra-
sao do pouco tempo que tenho estado frente da
administracaS. Mas os vossos conhccfmentos l-
caos, a praticae experiencia que tendes dos ne-
gocios da provincia e nao monos a completa
exposica queja ouvistes no eomeeo desta le-
gislatura provincial, supprird cortamente as
minhas onussoes e al escusarino a mor parte
do que tenho a dizer-vos. Domis, com a con-
fianza e apoio, que esporo merecer -vos e me-
diante a continuaran do feliz acord e harmona
que, na passada sessao, reinou entre esta as-
sembla e o governo provincial, terei occasioes
de reparar, pela correspondencia ollicial, as
laltas e lacunas dosle esboco minislrando-vos
com franquesa lodosos esclarecimientos e infor-
macoes de que houvordos mister do decurso de
vossos proficuos trabadlos. Congratulo-vos, se-
nhores, pela vossa reunia, sempre osperanco-
sa para a provincia, e con lo que todas as vos-
sas deliberaedes o providencias, sora dignas
das heneaos dos vossos concidadaos agradecidos,
o dos elogios da imparcialidad;'.
Secretaria da /'residencia.
O pessoal que ora tem osla reparticao, cons-
tando de um ollicial, ou ollicial maior, dous se-
gundos ofhciaes dous terceiros, e dous ama-
nuenses, alem do porteiro e do continuo, pa-
rece- me neces'sarioe sullicienlc para conservar
a escripturaeao em dia como so acha, distraliin-
do durante as sessoes legislativas dous empre-
gados para a secretaria da assembla, como dis-
pite a resolurao n. 7 de 29 de outubro de 1841;
mas diversos artigosda lei regulamentar de 26
de novembro de 18'0 carecem de revisao. Pelo
arligo 12 o lugar de ollicial maior seria qua^i
um beneficio simples, durante dez mezes no an-
no, so acaso recabisse em pessoa que quisesse
restringir-se nicamente ao trabalho que Ihe
marca o regulamento O rnesrno arligo 12 2
eosarligos 13 e Htinhaosido entendidos de
tal modo que nern o trabalho era repartido i-
gualmente, nem em relafao a particular apti-
daode cada ollicial para as diversas especies de
servico, donde resultava netessariamente im-
pereica o morosidade no expediento; e fui por
isso obligado, usando das attribuices dadas
pelo artigo 41, a providenciar sobre este objec-
to, declarando a verdadeira intelligencia aos
mencionados arligos 12, 13, e 14, por urna de-
cisao que vos ser presente. Tambem nao mo
parece conveniente a disposicao do arligo 15
pois que o amanuense mais moderno, e que me-
nos conhece da secretaria, nao he cortamente o
mais propnopara ser exclusivamente encarre-
gado do archivo. Demais, entendo que conve-
rja dividir o pessoal da secretaria em duas sec-
edes, urna para os trabalhosprovinciaes, outra
para a correspondencia geral. ambas debaixoda
direccaSdo secretario.sendo o ofiieial maior che-
fe immidiato da primeira, e entendende-se o
chofe da segunda directamente com o secretario
todas as veses que o intermedio du olicial maior
nao for preciso.
T/iisouraria, ou administraedo das rendas
prorinciaes.
A arrecadacao, distribuicao, e conlabilidade
das rendas provinciaes contino a cargo da ad-
iiiimslracao eslaoclecida pola lei provincial de
I i de outubro de 1810, em conforinidade dos
artigos2e3 da de 20 pe outubro de 1811, por
nao ter a presidencia usado at agora da auto-
risacoque Ihe foi dada pelo artiao 1 desia ul-
tima loi. Tendo fallecido em novembro do anno
passado o inspector JoSu Rodrigues Chaves, loi
nomeado para osle lugar em desembro do mes-
mo anno. o bacharel Jos da Coste Machado J-
nior que dignamente o oceupa. Tonho-me po-
rem abstido de novos provimenlos neste repar-
ticao sendo servidos os lugares vagos, indis-
pensavels, por individuos provisoriamente cha-
mados o assalariados, emquanto nao se conse-
gue fixar pela reforma o numero e classes dos
empregados, quedevem compflr definitivamen-
te esta importante administradlo, que nao po-
de na verdade continuar no estado inorgnico ,
e anormal em que se acha depois da referida lei
de 20 de outubro. O artigo 1. desta lei nad ex-
primi o sentido ftm que deveria o governo o-
porara reforma, mas parece implcitamente in-
sinuar que 0 seu principal objecto he a simplil-
cacloe redcelo no pessoal. Cumprc-mepoisde-
clarar-vos, que tendoj meditado sobreest ma-
teria, ikh) acho possivel a supressa de mais do
um ate dous dos empregados da cioacao de 14 do
outubro, pois que a estacan eocarregada de ar-
recadar, distribuir, e Qscalisar os rditos da
provincia nao pode ter a simples forma de urna
recebedoria ou mesa de rendas devendo ins-
peccionar activamente as collectorias e tornar
contas regularmente nao sa estas como a todos
os encarregados d'obras e despesas publicas, in-
dicar pela sua pratica e experiencia especial, os
aperleicoamentos que mais reclamar este ramo
essencial do servico publico; o seria mesmo pa-
ra desojar a este reparticao urna organisago
tal, que, sem ataros bracos ao geverno provin-
cial para occorrer as legitimas necessidades do
servico, fosse ella responsavol por as despesas
feitas irregularmente ou em virtude do ordena
naolundadasem autorisafao legislativa, riem
comprehendidas em cortos casos extraordinari-
os, bem definidos por le, nos quaes convenha
deixar todo o arbitrio ao presidente; o ja vedes
que para satisfaser a todas estes condicoes ser
ne mister dar a administracao das rendas pro-
vinciaes urna forma mais similhanto a das an-
tigs juntas defasenda do que a das thesourarias
acluats, que suppe a suprema inspecfo do
thesouro publico o o exarne material o legal
das suas contas pela contadoria geral de re-
visad.
lnspeccao do assucar e algoddo.
A vctiicacao do peso, e qualificucao destes
dous gneros principaes da producco e expor-
tado do paiz, he feta por dous inspectores, e
um pesador marcador, creados por as leis do 13
ue levereiro de 1837, e 2l de novembro de 1840
mas as instruccocs de 27 de junho e 22 de jurh
de 1837 que estabelecrao a pratica deste ser-
vico, tornara-se ltimamente |uiveis em
varios pontos que suppoea ingere.l'cia da alf,n-
dega no mesmo servico, por ter esta ingerencia
cessadO totalmente em consequencia de urna
provisao do tribunal do thesouro, de 31 de mar-
co do presente armo, declarando que a inspec-
cao do assucar c algodao nao portencia nem
pertencede nenhum modo administracao ge-
ral. Chamo pois a vossa atlenco sobre esteas-
sumpto, visto que as mencionadas instrucedes
tendo sido expedidas em virtude o para exe-
cucao, da citada lei provincial de 13 de feverei-
ro, nao devem ser emendadas pelo governo sem
preceder a necessaria revisao deste lei. O expe-
diente fiscal ganhana muito em simplicidade"
etalvozem seguranca, sea reparti?ao s co-
nhecesse do peso, e qualidade dos volumes de
assucar e algodao na occasia de serem expor-
lados, como as mesas do consulado, em vex de
os pesar e qualilicarcomo at aqui, logo que
chegao a praca e antes de entrar para os arma-
sensdocommerciu, pondo marcas e nmeros
em cada volume para cobrar por estes indica-
coes os direitos de exportacao na occasiad do
embarque ; salvo se os usos e commodos do
comrnercio inleressarem na continuaca desta
pratica. Cumpre tambem informar-vos, que
tendo a thesouraria da fasenda, em virtude da
niesrna provisao dcixado de contemplar o ser-
vico da lnspeccao na arrematacao da capatasia
da all'andega para o triennio, que comecou no
1. de julho lindo lorcoso me foi, sob repre-
sentagao do inspector das rendas da provincia
autorisal-o a chamar diariamente, desde en-
tilo, dous a cinco serventes, segundo a concur-
rencia de gneros despacho, pagas as folhas
dusjornaes mensal, ou semanalmente. A des-
pesa que se liser aleo (im deste anno coro os
jornaes, e com os reinendos das saetas aber-
. ..v *. ww v-.*-^w. OV&TUU uo i>ase se**


gura para pr-so este servico em arrematado
para o (uUJro se assim o julgardcs convenien-
te. Em lodo caso ser Indispensavel de ora
em diante coosignardesquota para esta despe-
sa. Xaos a alfaodcga deixou de coadjuvar o
servico da inspecdo como exoncrou-se de
ter a seu eargo a matado do aluguel do respec-
tivo armascm ; mas o seu propriotario, o irego-
ciane Antonio Altes de Sousn Carvalho leve
o generosidade de ccdel-o fasenda provincial
porinetadedo aluguel, alias rasoavel, que at
en tao percciiia.
Seguranza e tranquilidade publica.
lenho a satislacao de communicar-vos, quo
fienhuma alterado tem soIYido a tranquilida-
de da provincia desde a vossa ultima reunio,
nem relo para temes que venha ella a ser per-
turbada gracas ao bom senso e as inclinacoes
industriosas e pacificas dos habitantes, e nao
menos firma e esclarecida poltica com que o
governo imperial, auxiliado por o feliz concur-
sodas curiaras legislativas, o da opinio pu-
blica *cm tornado iinpossivel a reproduedo
das deplora veis scenas de S. Paulo e Minas;
crp.'ora os descontentes esgotem com virulencia
os meiosqueihes deixa livresa imperleicao das
leis sobic a liberdade da imprensa. O oslado de
seguranca individual, queja o anuo passado
VOS foi annunciado como mui lisongetro, conti-
na satisfactoriamente cm relacao aos annos
precedentes. Tem diminuido consideravelmente
o numero dos delinquentes por ferimentos le-
ves e por uso de armas prohibidas, origcm de
quase tedas as risas e delicies policiaes, e no-
to-so a mesma diminuid0 nos assassinios e fe-
rimentos graves; segundo as particpateos dos
delegados, e subdelegados de polica contad*
se apenas em toda provincia durante o semestre
lindo, tresehomicidios, cinco tentativas de ho-
micidi c tres rerimontos graves : o que da,
segunde o racenceament mais aproximado que
temos da populacho, um homicidio na rasad de
17,528 habitantes, una tentativa de homicidio
na rasao de V.ol, e um ermiento grave na
rasao de 75,956. Das trese assassinios commet-
tidos na provincia, seto tlvora lugar no mu-
nicipio do Pillar, cesta circumslancia ebainou
a attencao da presidencia para investigare des-
cobrir as'causas peculiares aquello termo, dota-
manha dosproporcao nos crimes, resultando das
informacoes ohtidas qu: nao entrara nisto in-
capacidade ou desleixoda parle fias respectivas
autoridades policiaes, que os dous primeiros
assassinios ti verao lugar em consoquencia deii-
xa particular, e.itre OS assasslnados, equequa-
si todos os outros procederao do reaegoes entre
os amigse prenles daquelles, Gs'a diminui-
do na frequencia de attentados contra a possoa
o vida do cida lao deve-se attribuir sem duvida,
cmj*rande parte, ao estabelecimento da policio
judiciana creada <|iia desembrolle I.Sl ; maso recrutamento para o
excercit'i e marlnha que tem continuado abor-
to, e a calma que segue-se naturalmente s dis-
cordias, e animosid ides produsidas as elei-
coes, nao concorrem pouco a meu ver para este-
resultado. (Continuar-sc-ha.)
PERNiVfl-JJGO.
REPABTICAO DA POLICA.
Ofic ou-se em 1 \ do correhle ao Exm Se-
nlior Bario da Boa-vista, Presidente da
provincia communicando que da parte semanal
de 4 10 alem do facto platicado pelo
sargento e marujos, pertencentes guar-
nieo do vapor de guerra ingle/ em a noite do
din 7 do mesmo corrento mez de queja se
acha inleiradi', occorroo mais que forao gra-
vemente feridos na freguezia dos Affbgados o
pardo Manuel Uomingues Alves, e Maria da
Luz de um tiro dado ( segundo se diz ) por
Manoel Patricio s 11 horas da sobredila noite
de 7, do que logo seprocedeo nos termos da
lei. Secretaria da polica da provincia de Per-
nambuco 14 de Selembro de 184-i.
Yariwlaric.
fifcu
O CARAPCCEIRO.
DEVERES DOS CASADOS.
Para se conhecercm os deveres do homcm em
qualquer estado da vida basta examinar a natu-
reza do mesmo estado e o im a que se elle
dirige. <' Matrimonio, alm de Sacramento ,
lie um contracto, pelo qual o homem, e a mu
lher auctorizados pela lei obrigSo-se a viver
juntos inseparavelmente pira ter filhos da sua
legitima unio para os educar e para se da -
rem recprocos soccorros as precises, e traba-
Ibos da vida. Uous individuos, que se associo,
nao se unem senao para conseguir um bern ,
do qual serian privados se vivessem separados.
Seus cinpcnhos sao iguaes ; porque nenbum
podeobrigar ao outro sem seohrigar a si mes-
mo com igual vnculo. Toda a sociedade para
sor estavel, c feliz deve ser regulada pelas leis
dacquidade, c esta equidade lie a que repara
a desigualdade que a na tu reza ha posto entre
os associados.
Em todas as naedes o liomem semprefoi con-
cuierado ctiee da sociedade conjugai e a elle
_______a.......
se lia concedido toda a auctordade sobro a mu- ] muitissimo para todas as produccoes da 'magi-
Iber. O Supremo Auctor da natureza foi o mes- nado como a Poesa &c. mo que Ibo concedeo essa supremazia ; pois a-
inda prejeindndo do quo a este respeito no tes-
tificio os Livros Santos, basta observar que
a supenoridde do homcm be fundada em a sua
mesma natureza. O homcm he mais robusto ,
mais corajoso o mais industrioso do que a
mulher: logo deve ser seu protector, e susten-
tculo o deve prescrever-lhe a subordinado.
Deve-se outro sim reflectir que nao basta
ao homcm casado ter dado filhos ao mundo; he
tambem necessario para sua propria felicidade ,
que os cric, e eduque de maneira quo posso
tornar-se bons cidados cooperadores para o
bem da familia e sustentculo da volhice de
seus progenitores. Por isso o marido ha mister
da sua companheira para pensar os filhos na sua
A auctoridado matrimonial nao se lunda.se- infancia, para amamental-os, e inspirar-lhes
nao as vantagens, que o esposo deve trazer
aquella com quem est ligada a sua sorte. Se
leis injustas e usos pouco rasoaveis entre al-
guns povos tem atribuido aos maridos um po-
der Ilimitado sobre suas mulheres ou se elles
mesmos se tem arrogado muitas vezes o direto
de exercitar um imperio demasiadamente duro,
a moral e a re guio condemnao csses usos ,
essas luis, e annunciao aos esposos, que a auc-
toridado concedida ao homcm pela natureza
tem onge do o auctorizar a maltractar sua mu-
lher, c de a tornar escrava o obriga pelo con-
trario a amal-a a defndcl-a e preserval-a
los perigos a que seria expota por sua natu-
ral fraqueza. A mesma natureza bafixaloos
limites dos deveres, que sao anexos a soceda-
deconjugal: aprotccc.no, a vigilancia, os tra-
balhos mais penosos para sustentar a mulher ,
0 a familia sao cortamente os deveres do marido.
A mulher pelo contrario he obrigada a ter para
com o marido urna terna amisade urna justa
condescendencia cuidados solcitos, e diligen-
tes capazes de estreitar mais e mais a sua uniao.
\ lei natural por tanto impele aos esposos deve-
res recprocos os quaes obrigao igualmente a
ambos ; de sorte que sem a observancia de taes
leyeres far-se-hia duro.c insuportavel o mesmo
laco, quo nao formrao senao para sua mutua fe-
licidade.
D'aqui bem se doduz quam torpes, quam
tristes, equam funestosseifio entre casados os
>dios as brigas, as escarapellas que muitas
votes se suscilao por ninbarias e motivos in-
significantes. Muitos atribuem essas desordens
io ni io genio do marido ou da mulher ; mas
em verdade a mor parte das vezes nao provm ,
senao da m criado d'um delles, ou de ambos.
A nossa impaciencia a nossa vaidade, o nosso
orgulbo os noss is caprichos ordinariamente
vem da m educaciio que nos derao. Muitas
ve/es o proprio pai cava a ruina do lilho des-
1 aurora do seus das enchendo-o de fatuida-
les infundindo-lhc soberba, fazendo-lhe to-
las as vontades &c. Cresce este menino, fal-
sa hornean torna-se esposo ; e ser crivel, que
venha a ser bom pai de familia? Da mesma sor-
te que boa esposa se pode esperar d'uma mu-
lher, que parece, no fora educada senao pa-
ra recreiar-se e para partidas bailes e es-
pectculos? Embora me taxem do golhico c
rancoso : nao me agrada o theor, por que vejo
irem-se educando as nossas meninas. Em seus
pais tendoalguns hens da fortuna jh nao que-
rem que sua filha aprenda senao cousas,
que sirvao para brilhar as compmhias. A
menina ha de impreterivclmentc aprender a fal-
lar Francez; porque hem se ve que nos bai-
les tem de conversar com gente de todas as na-
eoes, e para isso be indispcnsaiel o Francez : e
confesso que s vezes nao posso conter o riso,
piando oueo papsguear Francez urna menina ,
que falla miseravelmentc a sua propria lingoa !
Tambem hade aprender msica, o pianno, a
dance, c o desenlio: ea respeito de costura na-
da ou quasi nada ; porque tal prenda s be
para pessoas pobres, e mecnicas, (lasa urna
dessas mocas do grande tom e o marido tem
de pagar todas as costuras remendos, &c. &c
da familia ; porque a sinhzinha s serve para
emhonecrar-te', c figurar as partidas e nos
bailes.
Sendo nos dot dos de rasao em tudo quo
fazemos devemos tender a um im ea um
fim rasoavel : pergunto pois, que aprovoita a
urna menina o dizer Madame cm vez dcFe-
nhora mam em vez de mamai : fromage em
vez de quejo : viande em vez- de carne : poisson
em vez de peixc &c. &c. ? Fallar lingoas cs-
(ranbas be muilo til a quem tem de fazer via-
gens a embaixadores e encanegados de ne-
gocios mas que vantagem colhc urna Senhora
Rrasleira de fallar Francez ou Inglez? Nao
fura milito melhor, que o lempo que se per-
de com isso so empregasse em ensinar a me-
nina a (aliar ao menos correctamente o seupro-
os germes de ternura de gratidao de respei-
to para com os auctores da sua vida o que de
certo nao poderia obter, se similbante aos bru-
tos nao pensasse senao em salisfazer por al-
guns momentos a inclinado da natureza.
O amor em um ente intelligento, o racional
nao pode ser regulado como o dos animaes ,
osquacsem propagar a sua especio nao buscao
mais, do que salisfazer a um apetite momen-
tneo. O homem n5o deve ser assim : o ho-
mcm deve extender a mais longe as suas vistas,
e quer possuir exclusivamente a sua companhei-
ra ; porque tem urna necessidade continua de
possuir um ente que contribua para tornar-
Ilio doce a vida por mcio de temos e assiduos
disvellos. Elle quer acbar em sua mulher urna
amiga constante e fiel, disposta a fazel-o go-
zar dos continuos e duradouros prazeresd'a-
misade da consolado e condescendencia :
finalmente o liomem deseja ligar-se estavel-
mente com um ente sensivel, quo depois do ba-
ver com elle repartido os gostos, e dissabores da
vida Ihe consagre os seus cuidados na sua ve-
tbice e as infermidades.
Estas reflexdes poe-nos no caso de julgar rec-
tamente dos costumes das instituieoes o das
leis, que sao observadas pelos diferentcs povos
relativamente ao matrimonio. Ellas nos pro-
vo que a unio conjugal he o mais respeita-
vel de todos os lacos, e o mais interessante nao
aos que se unem senao a toda a sociedade.
Fazem-nos ver, que os esposos nao devem pro-
pr-sc smente ; salisfazer as suas precises, e
contentar os apetites; mas devem principalmen-
te pensar em gozos mais puros o duradouros ,
que sao os,que derivao da ternura da confi-
anza e da cordiaiidade. Por ;so tudo quo
he contrario a esto fim deve ser condemnado;
os prejuizos os costumes as leis, que se
enderessarcm a afrouxar um laco tao doce e
to til devem ser reprovados por todo o ho-
mcm rasoavel ; e os povos, que por urna cor-
rupeao epidmica conciderao por cousas indif-
ferentes a galantaria, e o adulterio nao tem ideia
alguma da sanctidade do matrimonio, e do res-
peito que Ibo he devido. Finalmente os le-
gisladores pagaos e os pretendidos sabios da
antiguidade, que auctorizaro a polygamia ,
a prostituido c o uso commum das mulheres,
forao uns insonsatos, que nao advertirlo quan-
to os seus preceitos crao contrarios ao bom da
sociedade, eoppostos felicidade dos consortes.
Em verdade se as mulheres fossem com-
mwns a todos, como quera Plaio nao se-
rio amadas nem estimadas de nenhum ;
alrn disto nao sero companheiras affeicoadas,
nem mais ternas e solicitas, senao tao so-
mente viz prostitutas. Tudo nos demonstra
pois, que um amor sem termo fixo esenire-
gra tornar-se-hia urna desordem tao grave, que
lora capaz de arruinar a sociedade at os seus
fundamentos.
A s moral he absolutamente contraria a es-
sas mximas lubricas, e corrompidas, que
pretendem justificar a infidelidade conjugal ,
ou ao menos atenuar-lhe o horror. Se taes
principios convem aos ruslumcsdcpravados d'al-
guma nado sao evidentemente reprovados
pela mesma natureza do matrimonio cuja fe-
licidade mais depende da amisade do amor ,
da estima reciproca dos esposos, do que dos
prazeres passageiros que Ibes traz a sua uniao.
Pudo enneorre a mostrar-nos, que o adulte-
rio espanca para semprc estes desejaveis sent
mentos e que nenbum motivo pode justificar
um delicto que por sua natureza distroe o
mais sagrado de todos os vnculos.
De qualquer parte que se cometa a infideli-
dade no matrimonio ella he igualmente con-
demnavcl : e por ventura o marido porque
he mais forte adquirir o direto de ser injusto
para com aquella a quem ha dado exclusiva-
mente o seu amor e todos os seus disvellos ?
"'e a mulher aos olhos do publico se deshonra ,
e infama por ter violado as regras do pudor o
prio i'dioma ? Nao se imagine trago ogeri- marido culpado do mesmo delicto levantar
a orgulhosa cabeca perante um publico impar-
cial? E nao dever elle ser tractadocom o oppro-
brio que merece ? Quo lei extravagante po-
der nunca dar ao marido a liberdade de co-
metter impunemente injustas, que elle mesmo
quer so punao severamente se comettidas
forom por sua mulher ? Accaso a fraqueza des-
ta dar ao seu lyrnn'no o direto exclusivo de
roubar-lheo corado e violar a f que Ihe
ha jurado ? I.onge de nos to louco pensamen-
za com as cousas da Franca : pelo contrario
rnuito respeito essa grande Nado que tem a
dianteira na estrada da civilisado e do bom
gosto : mas nao quero ser to miseravelmentc
macaco que em tudo procure arremedar o
Francez c at trocar o meu proprio edioma
pelo seu. Sailio pois quantos mncaquinbos Bra-
sileros despreso a sua lingoa pela Francesa ,
11 que nunca sabem capazmente) que com quan-
| to esta soja mu regular, mui precisa, mui
Iclara, e methodica, todava he infinitamente to : pelo contrario devemos crcr e fcil be de
1 pobre em comparado nossa a qual a excede | provar que as infidelidades do homem sao
mais imperdoaveis que as da mulher; por-
que no homem deve-sc suppr mais forca, mais.
ras3o e mais prudencia. Ha diz Plutarco,
maridos tao injustos, que exigem de suas mu-
lheres urna exacta fidelidade ao posso quo el-
les mesmos a v;olo. Taes maridos s5o simi-
lhantcs a aquelles Generaes, que ao mesmo
passo que fogem covardemente dianto do ini-
migo querem todava que os seus soldados,
se opponhao a seus esforcos.
Ora eis-aqui como discorro o Carapuceiro
sobro um assumpto em quo muitos chamados
de bom gosto pens3o com urna latitude pas-
mosa nao s desculpando senao at dando
gabos relaxado dos maridos que sem ne-
nhum pejo sustentao tcdas, e manteudasduas,
e mais barrcg3s e nem por isso dcixo de ser
bem accolhidos e ate muitas vezes de obter
bons empregos &c. &c. Quer-me parecer ,
quo sa o Governo na distribuido de suas gra-
cas e favores attendesse muito para o proce-
dimento domestico dos prctendentes s em-
p regando os bons esposos os bons filhos. &c.,
e pelo contrario dimittisse a quantos Ihe cons-
tasse que er5o malcasados, &c. &c, grande,
o importantissimo servico faria moral publica,
e conseguintemente sociedade. E ainda ha-
ver senhora tao injusta que chame ao Ca-
rapuceiro detractor do seu sexo ? Mas pacien-
cia : antigo he o proloquio que diz por
bem fazer mal haver.
( Continuar-se-ha. )
D. Mariposa e seu marido.
DI ALOCO.
D. Mariposa. Toc sabe quemis? sab-
bado d'hohe ala dias ha partida na Apolnea ,
o eu careco de muitas cousas principiando
por vestidos.
Marido. Oh Sra. nao ha 8 dias quo
Iheveio da casa da modista ranceza um bah.
cheio de vestidos: e quer novos vestidos.
D. Marip. Sim Sr. quero ; porque os
mais todos j (orno vistos e urna Sra. do bom
tom nao deve por em si um traje nem um
adorno dos vezes ; porque isso s he de gente
ordinaria e falta de gosto.
Mar. Mas se no orcamento do marido nao
houver quota para tanta cousa como ha de
ser?
O. Marip. Nosse caso recorre-se a um ere-
dito suplementar. De mais o homem quo
nao tem rendas para tra?er, como deve a
urna senhora da minha ordem nao a procura
para esposa; ligue-se com alguma dessas mi-
seraveis que de tudo se contento e a tudo
se sujeilao. Eu c nao me sujeilo a esso avil-
ta ment.
Mar. Ningucm he ohrigado a fazer impos-
siveis. Voc c pelas minhas contas nao tem
menos de 4 duzias de vestidos ricos de cam-
hraia e de seda: remonte algum destes, pre-
pare-o com mais algum cnleite o he quanto
hasta.
D. Marip. Isto s diz um homem grosseiro,
e estupido que nada entende do tracto civil
da gente grada. Eu remontar vestidos Eu ap-
presentar-me com trajes que j vest urna vez I
O que diriao de mim as outras senboras ?
Mar. E ellas podem lembrar-se disso ? Po
dem l ter na memoria roupas de que voc
usou ha seis mezes e cuja forma setem mu-
dado?
I). Marip Quanto se engaa I Seis annos,
que elles tivessem nao escapar ao aos olhos
perspicacissimos das senboras e fique certo ,
que em qualquer baile cm qualquer reunio
tudo observamos sem haver a mnima cousa ,
que nos escape : e depois toca a assentar o arca
da rabeca.
Mar. Eis-aqui porque tanto se falla da cu-
riosidade das mulheres.
D. Marip. Seja o que for, vec ha de com-
prar-me j um vestido de seda para eu ir a A-
polinea : para a Euterpina outro mais outro
para & Tcrpcicore e mais dous cortes de ves-
tidos de sarja do seda para a Natalcnse e a
Philo-Talia ; que a nenhuma pretendo faltar :
e ainda Ihe nao appresentei o orcamento das
joias e ouros de que careco.
Mar. Sra., compadeca-se de mim, e do
seus filhos: j nao posso com tanta despez.
Voc parece que quer representar ao vivo a
boneca do atierro da Boa-vista posta em espec-
tculo para todo o mundo ver.
D. Marip. Nao soja tolo e mal criado.
Todos os sacrificios sao poucos para contentar a
urna senhora da minha estofa. Faca-se no di-
nheiro compre-me tudo que Iheordenei ;
do contrario olhe que se ha de arrepender.
COMMERCIO.
Alfandcga.
Bendimento do dia 15......... 2:1958044
DesearregSo hoje 16.
Barca lite Johnson fazendas. ferragens,
e louea.


Brigue Syren bacolho por lora.
Polaca- Abdel-Kader ~ *m c arinba.
ac
Movimento do Porto.
Navio entrado no dial i
Bio de Janeiro ; 13 dias, hrigue inplez TFoo-
dude, de 126 toneladas, capitf.o Gabriel i .nibos (|e29do novembrode ISV2, so ven-
provincia se faz publico que tendo recebido da
thesouraria da fazenda, da niesma, os sellos de-
signados dos portes que as carias e mais pa-
pis, bem como os peridicos, leis, e autos di)
governo devem pagar adiantado nos correios do
imperio na lorma do artigo l. do regulamento
>. 255, e na orma da tabella do decreto n.
Scott
dem.
. equipagcm 8 carga lastro: Or-
Navios taliidos no dia 11.
Bio do Janeiro ; brigue escuna brasileiro Jose-
pfiina, capillo Francisco Antonio Santiago,
carga diversos gneros.
Suspendeo do la ni ei rao para o Rio de Janeiro
o brigue americano Erie capitao Beijamin
Gumby com toda a carga que trouco de
Baltimore.
Editaos.
Tendo a Ihcsouraria de fazenda dcsta pro-
vincia de remetterda provincia da Parahiba do
Norte para Liverpool 800 saccas de algodao ,
convida aos Srs. consignatarios de navios ingle-
Zea, que quizerem recebera Irete ditas saccas,
hajo de comparecer na menina thesouraria no
da 18 do corrente me/, a urna bora da tarde pa-
ra se tratar do ajusto. Secretaria da thesouraria
de fazenda de Pernamhuco 15 de seteml.ro de
1843. Joaquim francisco Bastos ollicial
inaior.
O Dr. Jos Nicolao Regueira Costa, juiz muni-
cipal da segunda vara do termo do Recife, e
interino dos feitos da fa/enda desta provincia,
privativo dos africanos illicitamente intro-
dusidos no imperio, por S. M. I. e Cons-
titucional que Dos Guarde, &c.
Faco saber, que neste juizo existo um afri-
cano livre de nome Joaquim, cujos serviros tem
de ser arrematados na forma da lei os quaes
quem pretender dever no praso de oito dias de-
clarar em um requerimenlo dirigido a este jui-
zo ; primeiro o seu estado o residencia ; se-
gundo o emprego, ou oceupaejio de que subsis-
te ; terceiro o fim a que destina o dito africano ;
quarto o lugar em que este por isso vai (icar ;
quinto o preco annual que offercre pelos scus
servicos. De que para constar mandei lavrar o
presente, que ser publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife sob meu
signul, e sello desto juizo, ou sem elle valha ex
causa aos 11 de setembrode 1843. E cu Jos
AffonsoGuedcs Alcanforado escrivao o escrevi.
* Jos Nicolao Regueira Costa.
A cmara municipal da cidade de Olinda e
teo termo em virtude da lei, 6[c.
Faz saber que nos dias U 18 e 20 do
correte mez serao arrematados por quem mais
der os contractos seguintes: dos mascates e bo-
ceteiras as casinbas da ribeira o repeso dos
ssougues, o subsidio dos porcos, casa da pl-
vora do iManguinbo e afericao dospezos e me-
didas devendo os pertendentes apparcccrcm
habilitados e munidos dos competentes fia-
dores.
dero de boje em dianto nesta cidade tmente
na casa desta administracao os referidos sellos ,
tanto pelo muido c singularmente como em
porcao, Correio gcral do l'ernambuco 14 de se-
tembro do 1843. Bruno Antonio de Serpa
Brandao, administrador do correio.
O abaixo assignado agente da Companhia
Brasileira de Paquetes de vapor neste porto ,
faz saber que tem ordem do gerente da mesma
companhia, para declarar, que no escriptorio da
agencia se nao receberO cartas algumas avul-
casparasercm remettidas nos paquetes, deven-
do todas sem cxccpcao ser laucadas em lempo
competente na caixa do correio. Outro sim se
algumas (embora depoisdas malas lechadas) fo-
rcm como at agora deixadas para aquello fim
no escriptorio d'agencia, n'clle se Ibes nao da-
r seguimento. 7. B. Moreira.
rt\
riIEATRO PUBLICO.
DireccOo de Bafael Lucci.
Sabbado 16 de Sctembro de 1843 haver u
ma escolhida Funccao l.yrica cm Beneficio de
Madamoizelle Carmella Adelaide e sua Irma
Manoela Caetana Lucci.
I
rimeira parte.
E para quechegue a noticia de todos
mandamos fazer o presento, que ser publicado I ModC^7onOinBa
A Beneficiada Manoela Caetana T.ucci pe-
la primeira vez cantata a linda Cavatina, Di
piacer mi balza il cor da Opera Gazza Ladra do
AI. G. Rossini.
Segunda parte
A Beneficiada Carmela Adelaide, juntamen-
te com seu Pai Rafael I.ucci executarao um
novo o Lindo Ducto da Opera Belisario do M.
G. Donizett; a qual desempenhar a parle do
Joven Alamiro : Quando di satgue tinto.
Terceira parte.
A Beneficiada Manoela Caetana Lucci pela
primeira vez cantar a Cavatina Leragaz-
ze d'oggigiorno composic ao de Rafael Lucci.
Quarta parte.
A Beneficiada Carmela Adelaide junta-
mente com seu Pai Rafael Lucci executarao
um novo o mui difficil aplaudido Dueto da O-
pcia Torquato Tasso : do M. G. Uonizetti ;
Colei Sofronia Olindo egli si apella.
Quinta parte.
A Beneficiada Manoela Caetana Luicci, pela
primeira vez cantar urna nova Modinha ex-
trbida da Opera Norma No universo o Dos
vendado, arranjada por Bafael Lucci.
Sexta e ultima parte.
A Beneficiada Carmela Adelaide, juntamen-
te com seu Pai executarao pela primeira vez
um jocoso Dueto, da Opera La finta sciocca do
M. Luigi Mosca. [Farcalzettel che impostura])
As Beneficiadas esperao a proteccao dos scus
protectores e respeitavel Publico.
N. B. Se o dia estiver muito chuvoso nao
haver divertimento transferindo-.se o dia
*ios lugares do costu mee pela im prensa. Cidade do
Olinda 11 de setembrode W\'.-Jos Joaquim
de Almeida Guedes, presidente. Joo Paulo
Ferreira secretario.
- Em observancia ao capitulo 2." 19 da lei
provincial n.120de8dc maio docorrentoan-
no cada canoa, quecondusir agua do Vara-
douro, pagar por cada vez 240 reis, tendo prin-
cipio no dia 1. de outubro do correle anno.
E para que chtguc a noticia de lodos manda-
mos publicar o presente pela imprensa. Cidade
de Olinda 11 de selembro de 1843. -Joi Joa-
quim de Almeida Guedes presidente.Joo
Paulo Ferreira secretario.
J________L______ P
t=**
licclaraccs.
O lllm. Sr. inspector do arsenal de mari-
nha manda fazer publico que no dia 23 do
corrente mez pelas 11 horas da manha contra-
tar nesta secretaria o fornecimento de carne
verde para as cmbarcacocs da armada pelo
lempo que se convencionar contado do 1." de
outubro prximo em diante ; e convida a todas
as pessoas a quem o mesmo fornecimento possa
convir a comparecerem em odito dia e hora com
as suas propostas. Secretaria da inspeccao do
arsonal de marinha de Pernamhuco em 14 de
setembro do 1843. Alexandre Liodrigues
dos Anjos.
ssPor ordem do Sr. Cnsul de Franca se faz
publico que na segunda feira 18 do corrente ,
os negociantes Bolli & Chavannes pertendem
proceder venda, por con ta de quem pertencer,
de 25 barra de manteiga f anceza de marca L ,
chegados ltimamente pelo brigue Armorique ,
se Dio tiver at esto praso apparecido o consig-
natario.
Principiar as 8 horas e meia.
Avisos martimos.
=Para o Havre o brigue I ranee/, sirmori-
que pretende sabir deste porto nos primeiros
dias de oulubro prximo pois lalla-lhc pouco
para completar a sua carga ; quem nelle quizer
carregar ou ir de passagem para o que lem
hons commodosdirija-sc aos consignatarios Bolli
& Chavannes na ra da Cruz n. 40.
Leudes.
Kalkmann & Roscmmund farao leilao, por
intervencao do correlor Oliveira.do grande sor-
timento de fazendas Irancezas, allomis, esuis-
sas, tanto de seda, la, e linho, como de algo-
do mui proprias para este mercado : terca
feira 19 do corrente s 10 horas da manha em
ponto i no seu armazem da ra da Cruz.
Avisos diversos.
- Amanhaa sai o 3." numero da CATIIO-
LICO : contina a subscrever-se a 200 reis por
mez e 600 reis por quartel, na praca da In-
deiendencia livraria n. 0 e 8.
LOERIA DE N.SKNHO-
RA DE GliAD'LUPE.
- Aluga-se uin primeiro andar de um so-
brado com commodos suffieientcs para grande
familia ecom muito boa vista para ornar ,
por preco commodo ; assim como so alugo
maisdous arma/ens sendo um maior, e outro
mais pequeo proprios para qualquer estabe-
lecimento por ter embarque a toda a hora na
porta ; quem os pertender, dirija-sc a ra da
l'raia de S. Hila n. 37.
= Ubi individuo subdito Britannico que
por mu i tos annos tem residido no Brasil se
propoea ensinar, a fallar, traduzir.e cscrever o
inglez, tambem ensina a inglezes a lingua por-
tugue/a; quem se quizer utilizar do seo presu-
mo dirija-se a casa do Dr.Jos Raimundo da
Costa Menezes, na ra da Madre de Dos n. I.
0 Dr, om medecina Alexandre de Sousa
Pereira do Carino, acha-so residindo n'esta ci-
dade no segundo andar da casa n. 13 da ra da
Cadeia do bairro de S. Antonio onde pres-
tar-se-ha s pessoas que precisarem dos soc-
corros de sua profissiio.
Oabaixoassignado tendo cm 2 de agosto
prximo passado alugado urna casa na ra da A-
legria do bairro da Boa-vista, com papel de
tracto, ao Sr. Bernardo da Silva Carduzo do
qual o abaixo assignado em boa l recebeo una
carta (laclada em 4 do mesmo mez do Sr. Ma-
noel Ferreira da 'Iva sem oconhecer, nema
sua firma em cuja carta se obrigou como fiador
do dito Bernardo pelo alugucl da dila casa,com
a clausula de que vencido um mez elle Bernar-
do nao pagasse se Iheavi/asso c cobrando o a-
baixo assignado do adamado um mez vencido ,
este nao tem sido possivel qiicrer-lhe pagar, pe
lo que o abaixo assignado em cumprimento do
exposto na supradita (anca tem procurado a casa
do dito fiador, que jamis tem adiado, em vir-
tude do que pelo presento se o aviza afim do
cumprimento de sua (anca pagamento ao abai-
xo assignado, e declarar o lugar de sua residen-
cia ; do contrario usara das facilidades que I lio
da a lei. Joo Francisco de Sousa l'eixe.
LOTE 111A DA MATRIZ DA
BOA-VISTA.
wy No dia 22 do corrente
mez de setembro eorrem
mpreterivelraente as rodas
desta lotera, iquem ouno
bilhetes por vender.
Alaria Joaquina do S. Thom professora
substitua das cadeiras de primeiras ledras de
meninas ensina particularmente ler, cscrever,
contar, arilhmetica e diversas qualidades de
costuras; tambem recebe em sua casa algumas
meninas de pessoas, que morao fora da cidade,
ou que morando nella as queirao confiar a
sua educacao : quem pretender utilisar se de
seu prestiino dirija-se n ra Direita n. 64.
Na ra das (Iruzes n. 35, ao pe do botc-
quim, acha-se urna nova loja de encaderna-
cao com os arranjos precisos para fazer-se toda,
0 qualquer encadernaciio ; assim como se fazem
pastas de todos os tamanhos e modelos car-
leiras, eartfies, &c. tudoconormu a vontade
dos freguezes com a brevidade possivel, e por
procos rasoaveis.
Prccisa-sc de urna ama do leite que seja
captiva ; na ra do Nogueira n. 15.
Bernardo Venancio da Piedaoe Argelino ,
escrivao interino da irmandadedeN. S. do Ro-
zarlo da Boa-vista em virtude do capitulo 5.
do compromisso, convida a todos os irmaos para
comparecerem no dia 21 deste corrente mez pe-
las 8 horas da manha a fim de se proceder a
nova elcicao do juiz e demais.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
16 da travessa da Madre Dos; a fallar no se-
gundo andar do mesmo.
O lente coronel Ignacio Antonio de Bar-
ros I'alco comprou por conta do reverendo co-
nego Joiio Rodrigues de Arauja os bilhetes in-
teirosdens. 1304, 1802, e2645; o primei-
ro da primeira quarta parte da segunda nova lo-
tera da matriz da Boa-vista, o segundo da pri-
meira parle da segunda loteria de N.S. do Gua-
delupe e o terceiro da primeira parte da ni-
ca loteria a favor da imprcsso das Memorias
Histricas de Pernamhuco.
= Aluga-se urna cocheira na ra das Flores
n. 20 toda lageada com proporco para re-
Ceber quatro carros c pode tambem servir de
deposito de madeiras ou outros ohjcctos ; a
fallar na ra Nova no segundo andar do sobrado
n. 41.
Pede-se pessoa que segundo seu an-
nuncio diz ter em stu dominio urna escrava, de
ver scus signaes se sao os seguintes: Francisca,
tendo j disto pratica, oque sosujeito a entre-
' gar p3o na ra com um escravo dando (ador
| sua conducta ; na praca da Santa Cruz n. 6.
Manoel Jos \ ianna comprou a Jo5o Her-
I menegildo Borgcs Diniz urna escrava crioula de
! nome Juliana, para embarcar para o Rio de
Janeiro.
=No dia lfl do corrente s 4 horas da tarde,
na ra Nova porta do Dr. juiz do civcl da
primeira vara se hade arrematara melado do
sobrado de 2 andares sito no patio do ('armo n,
7 por execucao de liulino (ornes da Fonceea.
CJuem precisar de urna ama de leite d-
rija-se ra do Nogueiru nu primeiro andar do
sobrado n. 26.
Aluga-se a loja do sobrado da ra do No-
gueir.i; quem o pretender dirija-se mesma
ra n. 39.
Aluga-se um negro para servente de pe-
dreiro ou outro qualquer servico ; quem o
pretender dirija-se ra larga do fio/ario n. 38.
rrjos Jacomo Tasso retira-se dcsta pro-
vincia.
Na ra do Cabug n. 4 precisa-se do um
caixeiro para cobranca ; assim como se compra
una calca e urna cazata preta j vclha.
= Precisa-se de um primeiro ou segundo
andar de rasa que tenba cozinha, e commodos
para una familia nao grande, c que o seu alu-
gucl nao exceda de 150 a 200$ reis, e que seja
as principan ras, tanto no bairro de Santo
Antonio, como no da Boa-vista; a pessoa que
0 liver procure na ra da Cadeia do Sanio An-
tonio armazem n. 19.
= Arrenda-sc um sitio com casa- no lugar da
Boa-viagem com muito boa Ierra para pro-
duccoes algumas aores de fruto e entre as
quaes (rescritos ps de coqueiros todos dando
fruto, por muito barato preco; na ra do Cjuei-
mado n. 57.
A pessoa que annunciou no Diario n.
199 querer trocar urna negrinba crioula de 7
annos do idade por urna negra dirija-se
venda da esquina da ra dos Ouarteis n. 21.
=D-se para levantar engenbo urna porcao
de trra distante desta praca 3 leguas, cuja tr-
ra d um engenbo d'agoa e he de muita pro-
dueco margem do rio Capiha.ibe; assim
como outra por rao tambem muito boa que
tambem d engenbo d'agoa distante do Rio
Formo/o 8 legoas; os pretendentes annunciem
suas moradas para se tratar do negocio.
=Aluga-se a casa terrea na ra das Trinxei
ras n. 14 ; quem a pretender entenda-se com
Joaquim Goncalvcs Cascao na ra da Cadeia do
Becife n. 40.
=0 abaixo assignado tem no lugar do Cor-
deiro duas moradas de casas para alugar, an-
nual, ou pelo tempo, que convencionar sendo
ambas de mui boa construcao grandes com-
modos salas, cozinha lora, casa para cscra-
vos, estribara c coebeira sao independcnlcs,
e dominao o rio Capiharibe ; a quem convier
dirija-se ao patio do Carmo no sobrado n. 17.
Gabriel Antonio.
;=Furtraodocngenho Bom Jez.us da Mata,
frrgue/.ia da Gloria do Goit 2 cavados, um
no dia 22 de fevereiro rio corrente auno, eo
outro em 21 de novembro de 1839 com os
signaes seguintes : alazao, capado, de idade de
8 para 9 annos, dinas c cauda ruivas tem es-
trcla na testa, c da mesma desee urna lista bran-
ca at entre as ventas e faz p e encosta para
urna d'ellas bebe em branco encosta o p da
cstrela tem 3 ps regacados c dos mesmos
leve os cascos hrancos tem no mio da p di-
reita urna mallia rusilha, tem os ferros um tan-
to apagados, que pouco se percebem, e fica um
abaixo do outro ; o segundo he castanho sem
nenhum signal branco s tem passo e grande,
pouco corpo e comprido quando anda abre
algum tanto as pernas tem em um dos lados
da via superior urna pinha de calombinhos, em
forma de berruga, tem poucos cabellos as di-
nas ecauda, pouco ardigo, quando o furtrao
tinha 6 annos ; quem os pegar leve ao mesmo
engenbo ou na ra da Conceicio da Boa-vista
n. 43 que ser recompensado.
LOTKBIA DAS MEMORIAS HISTRICAS
DE PERNAMBUCO.
As rodas desta loteria ando impreterivel-
menle no dia 5 de outubro prximo futuro,
e os bilhetes acho-so venda nos lugares do
costume j annunciados.
O tbesoureiro ,
Jos Antonio Basto.
Precisa-so de 600S rs. a juros cora hypo-
theca em una parto de um predio livre e de-
sembarassado : na ra do Livramento casa
n. 13.
= Dcseja-se saber se existem nesta provincial
-Miguel de Lago Casado, e Luiz Cambeiro sol-
teiro naturaes de Caliza ( Reino de Hespa-
=Peia administracao do coucio geiai ucsij wiiCiCS por Vvhhvx
donado Congo, de boa estatura cor preta,
rosto comprido, embiguda, e anda em 14 an- nha ) o 1. da rcguezia de Rugantes povua-
nosque fugio, sendo anda bucal nesse tempo ; |
No da -jo (Jo corrente correm as!sefora meamadar-se-ba 508 reis de gratifica-1
cao levando-a ra d'Agoas Verdes n. 7o.
l'rccisa-se d'um rapaz portuguez de 14
anuos de idade para caixeiro urna padaria ,'
rodas dtsli lotera, (iqucn ou nao
cao de Castro e o 2 da freguezia de Amu-
genda povoaco de Gures ; dirijao-se a tra-
vessa do Queimado n. 3 outr'ora beco do
Peixe-frito ou annunciem suas moradas oara
se I he entregar cartas de sua familia,


4
VEITCH, BRAVO &C
y ende m na sita botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos, n 1.
A prepararn seguinle por preco muito com-
modo o de superior qualidade,
Colirio (inie-ophtkalmico.
Este medicamento tem as mais enrgicas vir-
tudes para destruir com os bons c feli/.es re-
sultados que a tonga experiencia tem mostra-
do tudo quanto sao nevoas, belidas nfla-
inacocs c outras docncas d'ollios, en que nao
he preciso para seu curativo radical usar dos
meios operatorios que a arte cm taes casos
indica, caque o doente necesariamente re-
corre. Um sem numero de pessoas podcm at-
testarcom vordade os salutares o lcitos d'appli-
carao deste remedio prodigioso ; tai.to em dif-
ferentes partes do Imperio donde tem sido pro-
curado como em algumas partes da Europa
onde seu uso be ha mais lempo condecido.
Na mesma casa tambem se vendcm tintas ,
e todos os outros objeclos de pintura ; vernizes
de superior qualidade entre cllcs um perfei-
tatuente brnnco e que se pe applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
/a a'leracao alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de Bcrmuda,Sag, Sabonetas, -
Saho de Windsor,Agua de Seidlitz, Agua
do Soda,Agua de Seltz,Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever,Tinta para
marcar roupa,Perfumarlas inglesas,Fun-
das elsticas do patente,Escovas o pus para
dentes ,Pastilhas de muriato de morphina ,
o ipecacuanha, Pastilhas finissimas do hor-
tel-pimenta_, Pastilhas de bi-carbonato de
soda egingibre. As verdadeiras pilulas ve-
getos universaes do D.r Rrandrlh vindas
de seu author nos Estados-Unidos, e\'c &e.
= Francisco Tuiault participa ao respoita-
vel publico o com mais particularidade aos
amigos do bons bocados quede hojc em di-
ante elles acharao a toda e qualquer hora na
sua casa- de pasto Irn reza da ra da Lingocta
n. 2 toda qualidade de comida a francezas ;
assim como vinhos e licores de todas as quali-
dades, caf com leite e sem elle pastis ,
pasteloes empadas de diversas sortcs sala-
mes presuntos linguicas ro servidos com o maior acjjjo limpesa, e por
preco com modo. O mesmo Tarault ofterece-se
para mandar levar em as casas as comidas a
aquellas pessoas. quocom elle se ajustarem ,
diaria ou mensalmente ou por urna vez 80-
tnento; participa-se mais, que todos os dias
de manhaa um seu agente levar a casa de seus
freguezes pastis, pasteloes empadas lin-
guicas e cbouricas francezes proprios para
almoco.
Em um clima to quente como o do Brazil,
onde as molestias terminao fatalmente as ve-
zs no espaco de poucas horas he mister ha-
ver um remedio que possa servir ao mesmo
tempo como preventivo e curador. A \!e-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de tomada as vezes em quanto ella impede a
accumulaciio dos humores conserva o sangue
puro o conseguintemente para as pessoas menos
sujeitas a apanharem qualquer molestia, soja
ella contagiosa ou nao.
Rccommotida-se portanto ao publico em ge-
ral de cnsaiar este excedente remedio que,
pelo lado econmico he prcferivcl a qualquer
outra medecina de similhanle natureza tendo
as caixinhas maior numero (Je purgantes e por
menos proco.
O publico achara na Medecina Popular A-
=A viuva Cunha Guimaraes roga a quem
quer, que tenha coritas a haver de sua casa, por
objectos miudos de as apresentar para serem
liquidadas ; ea mesma tem para alugar 3 ar-
ma ena na praia de S. Francisco, onde tambetn
contina a vender taboado de pinho, de todas as
hitlas.
as G. C. Cox faz urna viagem para Eu-
ro par.
= Precisa-se para um ongenho porto dosta
cidade de urna pessoa que entenda de horta e
para servir igualmente do feitor de moenda
durante a moagem preferindo-se alguma
pessoa idosa : na ra cstreita do Rozario n.
31 3.o andar.
= Na padaria franceza no atierro da Boa-
vista n. 90 precisa-se de um b >m amassador
branco c que entenda bem de todo o servico
de padaria.
Precisa-se do um portuguez para feitor de
um engrudo que seja robusto e acostumado
ao trabalbo na ra dasTrincheiras n. 22.
Da so dinheiro a premio sobre penhores
de ouro ou prata ; na ra da Cruz n. 38, se-
gundo andar.
= Aluga-sc o segundo andar do sobrado n
10 da ra de Manoel Coco com muito bons
rommodos para qualquer familia com grande
quintal o estribara muilo boa ; quem o pre-
tender dirija-se a ra doCabuga no terceiro an-
dar do sobrado n. 9.
= abaixo assignado pretende hir a Corte
do Rio do Janeiro levando em sua compa-
n ha 4 escravos. = Joz Joaquim de Mesquita.
= Desappareceo no dia 11 do corrente um
escravo de nome Manoel Luiz crioulo de
30 annos pouco mais ou menos, barbado ,
olhos pequeos, o tem urna perna meia arquia-
da por um tiro que levou e que o nao faz
andar bem desembarazado; andava de mostr
da barcaca Florentina pertencente a Manoel
\ eir da Silva Jnior, da 11 ha de Itamarac ,
ile quem escravo: quem o aprehender o po-
der levar na mesma liba a seu senhor ou na
ra da Cadcia do Recife n. 1, que ser re-
compensado.
riscados trancados para calcas a 240 o covado ,
meiasdoulgodo curtas o compridas para se-
nhora e meninas lencos de seda para senhora
e olgibeira a 1280 1440, e 1600 ditos com
franja, ditos adamascados, chales do seda ada-
mascados com ricas franjas pannos de casimi-
ra para cobrir mezas, suspensorios de burra-
cha a 240 300 e 320 o par algodao en-
corpado a 110 e 130 a jarda atoalhados cor-
tes de vestidos de cassa o de chita e miudezas
tudo por preco commodo; na loja de fazendas
da viuva do Burgos.
= Vendem-se cadeiras, bancas, sofs, me-
zas de rucio de sala tudo de j.'.caranda sofs de
oleo camas de Jacaranda condur e ama-
rollo, commodas de jacarandeamarello, guar-
das-louca, e roupa, secretaria com estante para
livros relogios para cima do meza carteiras
de urna s face armarios de pinho para louca,
ou roupa, banquinhas para costura de senhora,
lavatorios, mezas de amarello de 4 ps, ca-
deiras para piano ditas para alcova e muito
mais trastes tudo de superior qualidade, e
por menos do que em outra qualquer parte ,
para se acabar de saldar contas : na ra da
Cruz armazem de trastes n. 63.
= Vende-se um escravo de naco de 24
annos, cozinba he bom marinheiro bas-
tante robusto e da-se por 380g rs. em atten-
cao a ser quebrado, mas este acdente nao o
impossibilita de qualquer servico poisqueseu
costumado emprego em objectos, que nao re-
queren) muita (orea como seja trauco da al-
fa ndega ; e urna escrava de 22 annos, cose e
lava ehede bonita figura : na ra da Moe-
da n. 9, segundo andar.
** Vendem-se chitas francezas largas, mui-
duas bocas 2 taboleiros grandes para verdura
um berso do condur um caixa para farinha '
temos de medidas de pao o de ful ha : as 5
Pontas n. 45.
=Vende-se e tambem se troca por urna mo-
rada de casa de pedra e cal em Santo Antonio
ou Boa-vista, sendo em boa ra e tendo'
bons commodos um sitio perlo desta cidade
tondo casa de pedra e cal, mu tos urvoredos
as melhorcs trras para plantacoes e urna gran-
de baixa para capim, e pasto para vareas: quem
o pretender annuncie parase mostrar, ou falle
com Antonio Francisco Pereira ra do Cres-
po, loja da Viuva Cunha Guimaraes, para o
mesmo fim.
= Vende-se ou aluga-so urna canoa aca-
bada de novo de milheiro : na ra Nova
n. 41.
= Vende-se um bom moleque muito ro-
busto sem vicio com 17 annos de idade :
na ra Nova], armazem n. 67.
= Vendem-se sapatoes abotinados de duas
e tres solas todos taxeados ; bolins de bozerro
Francez e de Lisboa; sapatos de pala adianto o
atraz. para homens e meninos ; ditos do mesmo
modelo de couro de lustro para homens ; sa-
patos de couro de lustro para homens; ditos
para senhoras e meninas ; ditos de meninos do
8 a 12 annos ; borzeguins gaspeados para se-
nhoras ; ditos para meninas ; botins de couro
de lustro ditos de marroquim para meninos ;
sapatos de tapete para senhoras ditos para ho-
mens ; sapatos de bezerro de urna e duas solas,
d'entrada baixa para homens; sapatos ataman-
cados de duraque e de cordavo para senhoras ,
ditos de bezerro para homens o outras muitas
qualidades de calcados por precos commodos :
to finas de tintas segurase de lindos padroes, i no atierro da Boa-vista n. 24, loja de Joaquina
Compras.
=. Compra-se um moleque ladino de 5
palmos e meio a 6 de altura ; na ra do En-
cantamento armazem de molhados por baixo
do sobrado do Reverendo Vigario do Recife.
= Comprao-se jarros do louca para plantar
rraveiros, tanto novos como usados : no de-
posito de farinha de mandioca na ra da Cadeia
doS. Antonio n 19.
= Compra-se um negro de 18 a 20 annos;
na ra Dirrita n. 10.
Compra-se tlela preto, e de differentes
cores, sendo de largura de 18 a 30 pollegadas;
quem tiver annuncie.
Vendas
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrell
estas propriodados que produzem se effeito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso di' ta alguma e pode-sc tratar dos
sens negocios nos mesmos dias, em que se to-
mar.
Vende-se aqui em casa do nico agente
Joo Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa do Joao Cardozo A y res, ra Nova
Guerra Silva & C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
= Precisa-se do um feitor para trabalhar cu
um sitio perto da prara que entenda dr plan-
taces dando conhecimento a sua conducta ,
preferindo-se algum portuguez das libas ; a
traclar na ra da Assumpcao no correr do mu-
ro da Penha n. 16.
=r Contina-se a tirar passaportes para den-
tro, e lora do imperio por preco muito com-
modo ; na ra do Livramento n. 26 primei-
ro andar.
= Um homem que sabe ler, escrever e
contar o bastante hbil para caixeiro d'algum
armazem ou de ra, o qual da fiadora sua con-
ducta, desoja empregar-se em algum d'eslcs lu-
gares ; quem d'elle precisar annuncie ou di-
rija-se ra da Conceirao da Boa-vista sobra-
do n. 8.
=Precisa-se alugar urna casa terrea frita a
moderna que seu aluguel nao exceda de 12
reis e que seja as seguintcs ras : Rangel ,
t>:..:i. --. --:<- i>
...I...
Vendem-se duas escravas de naco, urna
de 22 annos e a outra da 2"* annos, bonitas
figuras engommo cozinho e lavo : na
ra das Cruzes n. 41 segundo andar ; na
mesma casa precisa-se de urna ama de leite ,
para acabar de criar um menino.
** Vende-se exccllcntc panno fino prctoa
2800 casinetas para calcas a 720 as mais
modernas lanzinhasabertas para vestidos a 400
rs. o covado e em cortes a 3600 corles de
modernascassas pintadas a 1280, 2000, e 2240,
hrctanhas de algodao com 10 varas a 1800 e
das largas a 1600 brim escuro de puro linho
a 320 a vara e finissimo a 400 rs. e tranca-
do polo mesmo preco fusto acolxuado para
rollete a 240 c mais superior a 400 rs. alm
destas oulras muitas (a/endas por barato preco:
na ra do Crespo, lojan. 10, da viuva Cu-
nha Guimaraes.
\ende-se urna escrava engommaeco-
zinha : na ra das Cruzes n. 35.
Vende-se um elegantesociavel do 4 ro-
das com capote sollo assento para 4 pessoas,
o criado serve para um ou dous cavados; na
ra da Cruz n. 7, primeiro andar.
Vendem-se taxas de ferro coado de va-
rios tamanhos ; na ra da Cruz armazem de
ferragens n. 2.
^ = Vendem-se chales de chita escura a 800
e 900 rs ditos de cambraia a 2880 e 3000 ,
pecas do madapolao a 3200, 3500, 4000 e de
galo listra dnurada a 5760 ditas de chitas a
5800 6000 6400 a 8000 lencos de cam-
braia com cercadura bordada de agulba bran-
cos e de cores e com nome cambraia de lis-
tras ganga azul a 100 rs. o covado colletes
fritos de setim de Maco a 3800 paninhos de
todas as qualidades, e cassa lisa, brim liso fi-
no e trancadoa 320 c 360 a vara, dito de li-
nho escuro a 960 pannos finos a 2560, 3000,
3200, e 4000 ditos prctos de orella branca
cassas pintadas mui lindas corles de cbaly e
ditos de cassa adamascada dos mais modernos e
escolhidps gostos.
\ ende-se um piano vertical de exceden-
tes vozes o de muito acreditado author por
preco commodo para liquidaco de contas ; na
praca do Corpo Santo n. 17.
Vcndc-s>uma escrava mocado boa fi-
gura cose, engomma faz renda refina as-
sucar, e faz doces, ao comprador se dir o
motivo ; na ra Direita, segundo andar do
sobrado novo junto ao do beco do Serigado ,
das 9 horas da manhaa em diante.
=: Vende-se um prcto robusto de naco
Cosa do 30 annos ; e urna venda na ra Di-
reita dos AUogados n. 18, na esquina do
beco doQuiabo com poucos fundos ; na lo-
ja de tartarugueiro n. 2 que volta para o
patio do Carmo.
Vtbire-se urna canoa nova e bem cons-
truida I cao pega mais de 1000 tijolos de al-
venaria quescacha ainda no cstaleiro ; no
porto das candas, ou na ra de Apollo n. 32.
Vende-se urna elegante mucamba reco-
Idida de 16 annos com boas habilidades ,
4 escravas para todo o servico urna sabendo
cozinbar e lavar por 2208 rs- uma molequi-
nha por 250j rs. ; um escravo pardo mostr
arpina de 20 annos ; umdito bom pagem ;
um lindo mulatinhode 13 annos; um mole-
que 8 escravos para todo o servico ; e um es-
cravo canoeiro ; na ra de Agoas-verdes n. 46.
Vende-se um grande sortimento de lico-
res de diversas qualidades em garrafas gran-
des com lindos letrciros, pelos seguintcs e
commodos precos : primeira sorte a 7000 rs. ,
2.* a 4000, terceira a 2000aduzia, e em meas
garrafas a 1440; dous oitantes, 12 cadeiras
americanas c uma commoda de mogno com
estante quasi nova por preco bastante com-
modo : no atierro da Boa-vista loja de cha-
peos n. 26 de Sales & Chaves.
Vende-se por preco commodo um caval-
lo ; na ra do Queimado na esquina do beco
do Peixe-frito.
v Vende-se o brigue-escuna Carolina ,
de lote de 122 tonelladas de construco da
America do Norte forrado e pregado de co-
bre de superior marcha e prompto de tudo
para seguir qualquer destino ; em casa de Ma-
nocl Duarte Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
Vendem-so bixas chegadas de Hamhurgo,
e tambem se alugao por preco commodo ; na
praca da Boa-vista loja de barbeiro n. 26.
=Vendem-se quinhentas barricas, proprias
para armazem d'assucar ; na ra da Sen/alia
Velha armazem n. 106.
No armazem do Fernando Jos Braguez
vendem-se farellos em barricas muito grandes
o muito baratas.
Vendem-se paneiros com tapioca a 1,600
reis a arroba ; na ra do Vigario venda da es-
quina aonde se arma o passo.
=Vende-se pao de algodao da trra muito
superior a 220 reis a vara ; na ra do Crespo
n. 23.
Vende-se um gamela muilo ;<*ande e
funda, de amarello, sem deffeito al{m, urna
banca de abrir moderna para jogo uma ba-
lancinha para pesar diamantes 2 caixoes para
Jos Pereira.
Escravos fgidos.
= Fugio no dia 22 de Agosto p. p. do en-
genho d'Agoa da Freguezia de Iguarass um
negro crioulo olicial de pedreiro de 30 an-
nos alto grosso do corpo bem parecido,
tem uma cicatriz em uma das fontes, ps e
mos glandes foj.vestido de calcas o jaqueta ,
levou toda a ferramenta com que trabalhava
chama-se Antonio ; quem o pegar sendo para,
as bandas do Goianna poder entregar ao coro-
nel Antonio Alves Vianna ou ojooda Cos-
ta Villar nesta cidade a Jos Antonio Alves
da Silva no beco das Barreiras na Boa-vista ,
ou no mesmo engenho a seu propietario Heo-
rique Poppe Giro na certeza de quo em
qualquer das partes ser generosamente grati-
ficado.
No dia 13 do corrente mez de Setembro
pelas 3 horas da madrugada, saltou por cima
do telhado e cabio na ra da camhoa do Car-
mo um preto de nome Joo vclho repre-
senta ter 40 annos de idade alto e reforca-
do do corpo olhos grandes c fumacados bas-
tante barba lullo muito desembaracado ,
parece crioulo muito pronostico e tocador
de marimba : roga-so a todas as authoridades
policiaes e capites de campo ou a quem o
pegar levem no a ra Nova n. 31, que serge-
nerosamente gratificados
No dia 12 do corrente fogio uma escra-
va de nome Maria de naco Cacange altura
regular, olhos pequeos, e o esquerdo vesgoB
e com uma belida pequea rosto comprido r
o com algumas marcas de bechigas algumas
quasi apagadas peitos pequeos he quitan-
deira levou vestido de riscado cr do rosa ,
panno da costa e duas voltas de contas azucs
no pescoco ; quem a pegar leve as 5 Pontas n.
58, que sera recompensado.
Roga-so a qualquer senhor de engenho ,
de fazenda de algodao sitios, de Villas e po-
voados a quem for offerecida uma preta de 16 a
20 annos de nome Graciana de naco Mo-
zambique nao tem beico rachado com si-
gnal de bechigas, com serrilha na testa em cruz;
at o nariz venda mel de engenho e de fu-
ro nao muito alegre tem na p a letra A r
bem leita do corpo ausenlou-so no dia pri-
meiro de Setembro de 1842 ; levou vestido de
algodao azul trancado e remendado adian-
te; faro o obsequio mandar entregar a seu
senhor Francisco Goncalves do Cabo na ra
Augusta n. 22 outr'ora Palacete que se-
gu para o atierro dos Afiogados que dar
1008 rs. a quem a entregar.
= No dia 3 do corrente fugio uma preta
crioula de nome Benedicta, baixa, grossa do
corpo, cara larga nariz cbato ; levou ves-
tido de chita escuro, panno da Costa, ban-
dado de matames brancos vendia Irutas e
calcado para senhora om nm (landres, jul
ga-se estar acoitada em alguma casa ; quem a
pegar leve a ra Direita sobrado n. 12, de-
fronte das catacumbas do Livramento, ou a es-
trada de Joo, de Barros sitio defronte da Igre-
ja da Conceico, que ser recompensado.
do sic'.bor, que tem apparecido a 7090 e 800, mostrar gneros ca vcr.da, um pl!*o ^nj- U >gClirII. KA TP> m M UB FAHIt=|S43,
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