Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05052


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Full Text
nno de 1843.
Sexta Fefra 15
Tildo agora depende de na meamoi; di nom prudencia, mocierago, t energa: con-
inucmoa como principiamos, e seremoi apontadoi com rlmirai.ao entre ai NaqCeinaii
ultaa. ( PmcUmigao da Aasembleia Geral do Blasu.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
toianna, e Parahyba, aegundas e textaa futras. Rio Grande doNrte, quintal feirai.
Bonito e Garanhum, a 1(> 24.
Cabo, Serinli.iem, Rio Forraoio, Porto Cairo, Maceio, e A1a>oai no 1, H e 2!.
Boa-ristae Florea Ue l. Santo Antio quintal feirai Olinda lodoi o din.
DAS DA SEMA.NA.
11 Seg. i. Tlieodora Penitente. Aad. do J. de D. da 2. .
41 Terg. a. Aula V. M_ Re. And. do J. de D. da 3. t.
de Setembro Armo XIX. N I9&
O Dutio publicase todo* din q-ie nSo forem S.ntirWadoi: o preoo da M,,S"'''*,
detre, iml ,els pOf IMIttl pa-u. .dentado.. O ...iiunniot do, ..iig.intel "> ,n" J?
gralii eoi doi que nao forera i rulo de M) reil p..r linha. \l reclimagoei derea aer
gidaa a esta Tip., rna di. Cruiei N. 3a, ou apraca da 1 mlrpendencia loja delirroa
CamosNo dia 14 de Seterabro. compra
Cambio lobrt Londrea 26. Ooo-Mo*d. dt 6.4U0 V. W,8tt0
Paria3.5 apor franco. N. i*>,UW
LiaballporlUUdapraaio. { da 4,000
PmTi-Patacoai
,90
Moeda de cobre 2 por cento. PeioaColuanaro <,'>>
dem de letru da boai Ermii 1 } a }. ditoa Mexicanoa 1,U
PHASES DA LA NO MEZ. DE SEPTEMBR.
Loa Cheia a 8, ni 4 horaie i7 da tarde | La ora :3, aa 2 hora! e 50 m
Quait. aaing. i 6, a 3
Preamar de hoje.
i. 9 borai 18 m. da anhaa. | 2. a 'J borai a 42 da tarde.
renda,
17.000
16,800
9.400
1,940
..'40
1,940
da ird.
Me 17 da tarde I La ora H, aa 2 borai e 50 m. da jard,
borai 53 da i. | Qttwl. creao. i 30, ii 11 o" 6i d* ml
AVISO.
Os Srs. Subscriptores, que ainda nao paga-
rilo o presente quartel, e os quo se achaS atra-
sados no pagamento de outros, queira te/a-
bondade de os satisfazer aos cobradores eu de
o mandarem faser na loja de livros da praca da
Independencia n. 6 c 8.
EXTERIOR.
LONDRES 23 DE JUNUO PE 1843.
Parlamento Casa dos Communs.
Na sessao de hontcm enerando em discns-
ao o Bille dos direitos sebre assucar c o
6ystoma de colonisaco, cue tinha sido dado
para ordemdodia, propz Mr. Cobden como
emenda Que alm dos graves onus a que es-
t sujeito o povo d'aquelle paiz para os esta-
belecimentos civs militares e navacs das co-
lonias nao justo^ue elle scja obrigado a
pagar por mais subido preco os productos d'es-
sas colonias do qne aquello pcloqual se pode-
rla obter os mesmos gneros de outros paizes,
e que por conseguinto se devia abolir lodosos
direitos productiros em favor da produccao co-
lonial. t
Tratando-se (Testa emenda disse Mr. Gran-
tley Berkley pela ordem que ella parecia-lbe
irregular.
O Presidente disse que se poda propor
.qualquer emenda sobre os direitos do assucar ;
mas que versando esta sobre os da exposico em
geral nao podia por isso ser admittida.
Mr. Cobden disse logo, que como Mr.
, Ewart tinha proposto urna emenda que havia
,de ser discutida em commisso para que os
direitos sobre o assucar eslrangeiro fossom rc-
.duzidos mesma razao do colonial tomara
parto na discussao sobro essa emenda.
Entao resolveu-se a casa n'uma com-
dnissao.
Depois de longo debate posta a votos a e-
menda de Mr. Ewart para a igualacao dos di-
reitos bouve a favor......50
contra .........**^
maiona..........O0
Mr. Hawcs propOz entao outra emenda ,
para que os direitos sobre o assucar eslrangeiro
fossem reduzidos a 34 s. Elle sustentou a sua
mocao com um discurso cheio de talento e e-
Joquencia o qual foi apoiado por MM. Gla-
dstone e Labouchere : mas pedindo-se votos.
foi igualmente regeitada por 203 contra
122.' i
Conveiu-so por tanto na moceo original para
a ronovaco dos direitos annuaes sobre o as-
susar. ( The Morning Chronicle. )
FRANCA.
l'olhasdeParizde 21 de Junho dizem que
teve lugar em Abril a sessao do concelho colo-
nial da GuianaFranceza. Em resposta a falla
do Governador manilestou o concelbo a sua
atisfacao pela escolha leita pelo Rei na pessoa
de seu novo Governador ; e refenndo se a
questao do assucar expressa-seassim : -
O concelho anhela olhar favoravelmente
para as intcncoes do Governo sobro este ponto;
mas a attilude lomada por um dos ministros de
Sua Vlagestade nos gabinetes, faz-nos receiar
o ermos sacrificados outra vez sobre um ob-
iecto de que depende a sorte da colonia.
Declara o concelbo que o abandono do posto
de Mapa na Ironteira do lorntono contestada
entre a Franca e o Brazil, tinha sido pernicio-
so aos interesses maleriaes do pa.z e t.nha
offcndido a susceptibilidadc nac.onal. M.
Layrle deu na sua resposta falla a segu.nte
explicacao sobre este ponto : *.*
A divergencia que ex.ste entre a Franca
e o Brazil, relativamente ao territorio situado
aosul do Oyapock tem induz.do a evaca
SoLpr-rVdo estabclecimento m.l.tar de
Mapa. Esta circunstancia nao P"jud.e. a r-
neitoalgum a questo entre os dous Governos.
Crabandeira nacional fluctu em Mapa,
nuer esse territorio seja considerado neutro, |
V ")
M
I I
u
I
os nossos direitos subsistem igualmente. Eu
tenho toda a confianca de que altea seraS reco-
nhecidos e que a nossa voluntaria retirada
de Mapa sera apenas considerada como um acto
de moderacao da parte do Governo do Rei.
( dem. )
Falla do Sir. Robcrt l'eel, pronunciada na
caso dos communs por occasio do debate
sobre o Bill de direitos do assucar, na sessao
de 22 de Junho, deque demos um extracto
n'outro lugar.
Sir R. Peel : Si bem que o muito Ilustro
cavalleiro ( gentleman ) que acabou de fallar,
tenha dito ha pouco quo esperava que o go-
verno de S. M. Ibe desso alguma informa<;ao
a respeito das suas intences quanto as nego-
ciarlos com o Brasil, qucr passadas qucr fu-
turas : todava estou intimamente convencido
de quu o muito nobre gentleman ha de saber
ptimamente quo grande embararo poderia
provir de entrar-so em pormenores relativa-
mente a objectos d'essa especie. So posso di-
zer em geral que o governo de S. M. ofereceu
o anno passado proposires ao governo do Bra-
sil para o fim de collocar as nossas rclacoos
commerciaes com aquello par/. ( as quacs ter-
minars em Novembro do 1854 ) sobre urna
baze quo lhe pareceu ser mais satisfatoria do
que a actual. Essas proposiges assim feitas
pelo governo de S. M. ao do Brasil, certa-
mente incluio alguma referencia ao artigo as-
sucar. Propozemos ao governo do Brasil ne-
gociar sobre a livre admisso do assurar do Bra-
sil nos mercados d'este paiz sob condiro de
que o governo do Brasil tomara alguma medida
para o fim de mclhorar a condicio da popula-
cao cscrava d'aquelle paiz. e de conduzir ex-
tincSo da escravatura n'ollo nao d'uma vez ,
mas gradual e terminantemente i npplausos ).
Era necessario entrar em discussao com o go-
verno do Brasil sobre aquella baze, porque
aquelle governo intimou ao d'esle paiz pri-
meiroque tudo que elle n5o consentira em
negociar sobre alguma outra baze, senao a-
quolla sustentada pelo nobre membro por
Dunfrics ( Mr. Ewart) a saber, que a pro-
duccao agrcola do Brasil fosse admittida n'este
paiz sobre urna condk-Sto to favorecida no
s como de qualquer outro paiz com qiiem
S. M. tenha tratados ; mas sobre urna condi-
cio t5o favorecida como a em que se admititao
a produccSo das colonias d'este paiz. Houve
subsequentemente urna modificaco d'esta pro-
posta feita pelo governo do Brasil pcrmttn-
do um direito diTerencial de 10 por cento a fa-
vor da produccSo colonial mas que se en-
tenda ser esse o ultimtum do governo Brasi-
leiro ; e foi n'essa proposta mui difieren te da
proposiro do nobre membro por Dumfrics que
lerminarao as nossas negociares com o gover-
no Brasileiro. O estado das nossas relaroes
com outros paizes a respeito do genero assurar
este. O tratado Brasileiro continuar al
Novembro de 1814. O Ilustre membro por
Dumfriesobjcctou-mefrequentementeassim:
Se (diz o nobre gentleman) duvidaes de fa/er
um tratado com o Brasil, porque razo nao
negociaes sobre a admisso do assucar de Java .
eode producto das outras ilhasdo Aichipela-
go Indiano e tambem sobre a admisso do
assucar da China nos mercados d'este paiz ?
Ha ( contina o nobre genlleman ) um modo
de abrir os portos Brilannicos admisso do as-
sucar eslrangeiro isento da objecro de que lal
assucar producto de Irahalho escravo ; ha as-
sucar produiido por trabalho livre. Vos nao
precisaos ( diz elle ) de remover o imposto pro-
hibitivo do assucar produzido por escravos mas
removei-o do assucar de trabalho livre. A
resposta ao Ilustre gentleman esta que pe-
los tratados com o Brasil e com outros paizes
que produzcm assucar pelo trabalho d'escravos;
nao temos, durante a existencia d'esses trata-
dos a liberdade de pennittir h introduyo de
assucar produzido por trabalho livre. Nao
podemos admittir o assucar da China no mer-
cado Inglez nem o de Java posto que se-
LADO
jao produccao de trabalho livre em quanto
durar o nosso tratado rom o Brasil. Porque
esse tratado di ao Brasil o dirrito do insistir
sobre a inlroduceo do seu assurar n'uma ron-
dieco to favorecida romo a produccao d'ou-
tro qualquer paiz ainda que esso paiz pro-
duzo o sen assucar por trabalho livre ao passo
que o do Brasil e produccao do trabalho de es-
rra\os. Nao temos a faculdade do dizer ao
Brasil a verdade quo admittimos o assurar
de Java nos morcados nglczes porque pro-
duccao de trabalho livro entretanto quo o
vosso produzido por escravos. O Brasil tem
direito, durante o tratado, de pugnar pela
admisso do sru assucar sobre a condiro mais
favorecida. Tal 6 a resposta que tenho a dar
ao nobre gentleman a respeito da admisso
do assucar de Java.
[Continuar-se-ha.)
REPARTICAO DA POLICA.
Pessoas despachadas nos dias 6 9 11 e 12
do corren te.
A illa do Ico ManoelFilippe da Silva, Bra-
-sileiro e l.uiz Jos l'erreira ern companbia de
seo amo.
Ass Manoel da Circumciso Pereira da
Costa Brasileiro.
Macei Joo Conrado Heidman, Allcmo,
levando em companhia sua sogra e um me-
nor seosobrinho de nome Luiz Guilherme.
Rio de Janeiro Joanna Leopoldo, e Joan-
na pretas, escravas de Francisco Cordeiro Ra-
pozo ; Generosa prcta, escreva do Jos Tilo-
ma/, de Freitas; Anglica, preta, escrava de Vi-
cente Jos de Brito ; A alentina, parda escura,
Joanna Lucrecia, e Domingas, pretas, escra-
vas de Manoel Jos Vianna; Jos de Lima Soa-
res Hcspanhol ; Genoveva, preta, cscrava de
Antonio Rodrigues da Cruz; Mario, prcto. escravo
de D. Francisca Anglica da Trindade; Mequi-
lina, preta, escrava de Jos Trixrira Bastos,; Be-
nedicta, preta, cscrava de Joo to Reg Barros;
Germano Sarrio Arnaud, Portugus leva em
sua companbia seos escravos de nomes Candido,
Thcreza, Ladislao, Sypriano Francisco, Ber-
nardo, Joanna, l'clis prctos.
Rio de Janeiro Manoel. preto. escravo de
Francisco Guilherme Vellozo; Francisco, preto,
escravo de Carlos Tresse Julio, preto, escra-
vo de Antonio de Souza Moreirn; Manoel. pre-
to, escravo de Joao Baptista Guedes, e remet-
tido por seo bastante procurador Manoel de A-
zevedo Maia.
Para as Provincias do Sul Sera fim Pereira
Monteiro.Brasileiro, levaemosseosfamulos.Ma
noel Pedro da Silva. Manoel Coitinho dos San-
tos Manoel Jos de Souza e Joo Francisco
dos Santos.
Goianna Antonio cJoo, pretos es-
cravos de Ai.tonio Gomes Pessoa.
Maranbo Patricio, prelo, escravo, remet-
tido pelo Dr. Casimiro de Sena Madureira seo
Sr. o Dr. Ezequiel Franco de Sa.
Angola Jos de Souza Godinho Freir ,
Portuguez ; Joo Francisco do Carvalho, Por-
luguez.
CoiD.ii nicado.
OBSERVAgfiES PONDEROSAS SOBRE OS ASSU-
CARES.
Em o nosso primeiro artigo inserido no Dia-
rio de 19 do mez passado emprebendemos cha-
mar e merecer a atiendo dos senbores de enge-
nto e dos homens amigos da scicncia e das n-
novacoes uteis, sobre a assignalada urgencia
d'uma prompta reforma nafabricaca doanWH-
cares, lasendo bem presentir a sua posiibilida-
dc. Nos vamos continuar a empleitada que nos
imposemos contando com a approvacao daquel-
les que compreheudeiii luda a graviadu dcsta
importante questao.
Sendo limitados os meiosde publicacao nao
nos foi possivel dar ao nosso primeiro discurso
todo o desenvolvimento necessario, ainda que
procuramos diser no menor numero de palavras
0 maior possivel de ideas, foi-nos preciso toda-
va faser urna particlo da materia, tendo sem-
pre em vista naO nos afastar das condic<5es de ^
ordem o clareso que demanda um objecto ta in-
teressante (por si mesmo). Como porom estamos
convencidos que nao ganad* a loica de repetir
verdades uteis, que so cliega a convencer del-
tas ainda os mais incrdulos, antes de avancar-
mos a novas ideas retocaremos algumas ja e-
in iltidas.
Cbega a qualquer nacSo urna epocha, em que
una revoluco agrcola industrial indispensa-
vel: a concurrencia estrangeira a provoca; a ci-
vilisacfio e as exigencias sempre em augmento a
comprehendom o adoptio, a scicncia e os pro-
gressus a desenvolvun e estabalecem. Este mo-
mento nos parece ebegado para o Brasil, e des-
ta opinlafi sao todos os homens esclarecidos.
Com elTeilo, os assurares estrangeiros por sua
superioridade desacreditan inicuamente os des-
te paiz; osusoscluxo europeos sao adoptados
com ardor; por consequencia as necessidades
se augmentad; as artes eobom posto desenho
estradas e elevSo edificios; os conhecimentos de
todo o genero sao favoravelmente acolhidos, a
instrueco se propaga, a sciencia melhor com-
1)rehendida ; eso a fabrieaco dos assucares ,
este primeiro producto do territorio, esto ger-
men de riquesa, este importante vinculo das
transaccSes commerciaes Picar em atraso ? Na5;
islo nao parece acreditavej ainda quo forco-
i so confessar que o mal sobro este respeito est
i no peor estado possivel. Toda-via ousamos pro-
1 phetisar que esta revoluco tuo impacientemen-
te (tosejada se elTcctuar com brevidade. O solo
brasileiro tao prodigiosamente frtil, que seus
habitantes nao tem seno querer, para tirar
delle recursos incalculaveis, sua posicao geo-
grfica tao favorave] vegetacio que todas as
plaas das outras partes do mundo podem ser
I para elle trasplantadas o ahi prosperar. De
mais o futuro desto bello imperio se a intriga,
[ disarcada na louea poltica o nao desorgani-
sa r, se descobre debaixo do aspecto o mais gran-
dioso vista do observador profundo, que en-
trev a epocha em que este nobre lllho d'Aine-
rica chegado ao apogeo de sua gloria, abrir
suas azas de ouro e litando seus olhares so-
bre o octano da velha Europa e sobro o mar das
Indias poder tambem diserEu sou a rainha
da naluresa.
Nao duvidamos poisque apesar dos esforcos
de urna invejosa rivalidade, esta importante re-
forma lera lugar: este voto tantas veres expri-
mido pelos economistas zelosos ser comprido;
os obstculos que o piejuisoe a rutina invenlo
para embaracar seu complemento serad des-
viados pela omnipotente maoda necessidado o
da ronvicro a honrada classo dos agricultores
responder sem duvida alguma a esteconvite.que
I abraca os seus mais caros interesses : pr ou-
: tro lado vem a pello o diser aqui quo a genera-
lidade de seus membros na de tal sorte estra-
nha sciencia que ignore completamente os me-
Iboramontos introdusidos ha lOannosna Eu-
ropa na fabricaca do assucar; todos conhece.n
que trilho una estrada prejudicial a seus in-
teresses : o manual doSr. Calmon os tem suf-
' licientemente esclarecido sobre tal respeito, pou-
cos ha que nao possua, ou pelo menos quo
! nao tenho lirio esta engenhosa e sabia Compila-
cu sobre os procesaos eapparelhos modernos:
us diremos mais que entre os Srs. do engenho
Brasileiros ha homens d'um verdadeiro mrito,
para os quacs a economia rural e a chimica a-
gricolae manufacturera nao sao mystcrios, que
por gosto e instrueco estao continuamente
pista dos progicssos industriaos que sabem
mui pcrleitamente apreciaros resultados que so
poderiai) obter aqui da applicacodos aparelhos
aperfeicoados de lloirard, Teylor, Dumond, De-
rosne, Ihgrand, o outros muitos inventores,
que conhecem at por experiencia o poder de-
colorada c neutrulisador do oarvao animal: e
so ellas tem permanecido na apparencia insen-
siveis vista das innovaces, nao por falta de
comprehendercm toda a importancia deltas ;
mas porque todos estes meios Ihes ha parecido
mui dispendiosos e impraticaveis para a maior
parte, porque se ellos nao possuem os conheci-
mentos manufacturaros dos praticos da Euro-
pa tem por outra parte a sua velha experiuu-
cia local, 'que os torna aptos para julgar dos
processos, que podem ser admittidos com suc-
cesso nest'e paiz, c daquelles cuja introducto


ITcrece superfluidades onerosas: mas se se Ihes
a presen tarcm meios domclhoramento verdadci-
ramentcuteis, simples, econmicos oem har-
mona com as nccessidades da epocha os adop-
taran com alacridade, e propagal-os-hao com
entusiasmo; nestecaso o apcrfelcoamento cor-
rer deengenhoem engenho, porque a indif-
erenca dos propietarios Ion-e do ser o resulta-
do de urna Taita deentendimento o (ructo da
prudencia edasaa rasu.
Em verdade intil crear um phantasma des-
ta supenondade que so deveobter porque di-
linitivamente que se exige nos mercados euro-
peos .' Um fissuc/r seco d'uma gro forte, que
resista a presso dos dedos, d'uma alvur bem
determinada sem mistura de partes argilosas-
eis as qualidades, que os refinadores e especu-
ladores ali procura.
Poder-se-hia segundo as observares que
temos leito, e os ensaios j por nos com cuidado
verificados, attender a este fim e remediar o mal
actual, sesepodesse chegar a prchencher as
condicoes seguintes:
1." Inventar apparelhos, que nao excedessem
a despesa de 500f a 600./ rs. para os engenhos
que produsem -2:000 pies, que aperlcicoasscm
o trabalho, sem que ,>brigassem a mudancas no-
f Uveis nos assentamentos ja establecidos.
2. Adiar um readivo assas poderoso para
culminar completamente a cal ou a potassa
logo que elle tenha produsido o cITeito desejado,
afimdeevitaraalteraco, que a sua demora
prolongada Taz experimentar no caldo da can-
na durante a sua evaporacao, o seu cosimento,
e al na tacha de cristalisar.
3." Excluir a clarificaca pelo sangue ou por
outroqualquer agento analo-o, porque nao s
a a bumina amia que activa a secreca das
materias estranhas prejudicial ao acucar ,
mas tambern porque este genero de expurgacao
0 impraticavel com os assentamentos ja estabe-
IvL III)',
4. Introdusiro uso simultaneo do carvao
vegetal e do carvao animal para obstar o desen-
volv.mento do acido, quesemostra no caldo da
canna a. sar da moenda; neutralisar aquelle ,
que se forma durante 'a deecacao ea evapora-
cao ; descorar o harope e precipitar os ahalis
alim de se produsirem mais substancias crista-
Usadas
5. Achar um meio de filtracao "que de um
charope claro e livre de todos os agentes suseep-
tiveisd alterar as propriudados cristal isa vois do
assucar e que seja assaz rpido para nao cm-
ftaracar o trabalho continuo do asseutamento.
6." Um methodo do purgar o assucar, o qual
cconomise os cristacs e nao os suje.
Temos bem fundadas esperanzas de que entre-
as pessoas que oslo familiarisadas com os no-
vos proceros e quetem adquirido a experiencia
aas localidades, apparecer akuina que de
prompta solucao a um igual systema
Em o nosso tere iro artigo trataremos mathe-
rnaticamente das vantagens que deven, resultar
da apphcacao d'uma similhante reforma e of-
fereceremos algumas considerares sobre o cm-
prego e os effeilos dos lcalis e dos carvoes ani-
mal e vegetul.
(Um amigo da agricultura.)
fcKo^ O ajuste oreado em 1:2008 rcis, os dourados segundo
om Zr^E P-3ra ?brV C0rni a estou formado bastar lava.-sc, at parque
riSedeonrf S 8uarn'"<><> P'baixo com se dourar de novo ou ba de ser tudo olTn da
t n nh,ra sf>,POrqUe "5 ,,e p'Je chamar Para n3 '<<> '^ho de marmo-
-to pintura? Sobre as paredes ninguem se re 1:000S reis ; em fim quando muito poder
Hmn iti>i:i .iii-i.-i r: j. _. .,,. .
*
Correspondencia.
Srs. Redactores.
O Sr.Luiz Comes Fcrreira analizando minha
correspondencia o Diario de 29 do Agosto p
p., dividio-a em duas partes; e disse, que nao
fa/ia observado algunia sobre a primeira parte,
porque aquella desagradavcl oexorrencia entre
mime oSr.Rigueira dodia 17 do dito mez te-
ve lugar perante urna reuniao tao numerosa
que o publico em geral est bem ccrlo de lodas
as circunstancias que occorreo. E eu tam-
bern digo que como o publico est bem certo
da verdade da minha dita correspondencia nao
tratatei maisd'ella.
Passandoo Sr.Luiz Gomes em sua correspon-
dencia do Diario de do corrente analizar a
segunda parte da minha correspondencia im-
pedido talvez por meus inimigos avanru as
proposices seguintes : primeiro que falte i a
verdade em d.zer, que o essencial da Matriz da
Boa-vista est leilo e que s falta a pintura :
segundo, que elle se acha col locado em urna si-
tuacao difllcil para o acabarnenlo do interior da
igreja e amortisacao da divida, que eu deixei
oreado tudo para mais de 10:0008 rcis: por-
tanto tambern me he orcoso justificar. Primei-
ro, quequer dizero essencial? querdizer, oque
constituc a cssencia da cousa por oulra, quer
dizer o indespensavel. As paredes, cobertas, e
forro; sao ou nao indispensaveis a igreja? Sa'o.
Logo o essencial est feito. Este syllogis'mo be
muito simples; mas ainda isto he nada! Eu em
minha dita correspondencia o meu fim foi nar-
rar simplesmenle o fado entre mim c o Sr. Tii-
gucira ; de passagem lie que me dirigi r_
mandado ; seria fast dioso esuperfluo prtr-
me eu dizer, falta pintar o forro a cornija
retocar dourados rebocar paredes tirar un-
dantes &c; alm disso a cornija j est (eita
de tijolo he sobre ella que asenta o immenso
pezo da cobrrla s o que falta he pintal-a, se
fosse de madeira poder se-Lia duer pintara
cornija como be de tijolo, porque nao se p-
persuadir que urna igreja quasi feita de no
vo deixasse de ter buracos para segurar os anda-
mes e deixasse de precisar rebocar- se de novo
alm do que cntrou no ajuste da cornija ; e
rospeito do retoque dos dourados eu consul-
tando com um hbil pintor, este me disse, que
pouco havia fazer ; mas em fim isto tambern
se chama pintura ; resta fallar no ladrilho do
marmore que de fado antes da minha d-
missaotinha-mos assim tradado; porm com
quanto isso de muito brilhantismo ao Templo
de Dos, com tudo nao he de absoluta necessi-
dade para o acabamento da igreja que nunca
o leve. A vista porfanto do exposto allei a ver-
dade quando disse que o essencial cstava fei-
to o que s faltava a pintura. E como o Sr.
Luiz Gomes Ferreira convida ao povo para ver
o interior da igreja eu tambern o convido pa-
ra verem a grande coberta toda amarrada com
grandes brocados de ferro da Sucia forro, as
cobertas dos corredores, e da sacrista da ir-
mandade as paredes todas tambern amarradas
rom brocadas de ferro; quatro cornijas exterio-
res e seis fingidas a parde da frente que
supre bem a falta por ora do frontespicio &c.
&c. &c. : vamos a segunda proposicao. Como
os meus inimigos ( esta palavra nao se entendo
com o Sr. Luiz Gomes) julgao um triumpho
em apparecer urna divida e concluem d'ahi ,
que eu quiz fazer obras sem dinheiro faz-se
mistar, que eu lembre urna cousa que todo o
publico soube isto he o estado da ruina em
que se aehava a igreja. As paredes estavao de-
aprumadas as thesouras todas quebradas, ha-
via urna grande fonda no forro, que foi, oque
me obrigou mandar o mestrecarpina exami-
nar o qual quando subi nssim como os of-
fieiaes nao tiverao animo de desmanchar c foi
preciso principiar h demolir pelo telhado fi-
nalmente a igreja estava em estado de um dia
mater todo o povo que cstivesse dentro : per
(junto dever-sc-hia esperar que a igreja de-
sabasse ? E demolida a igreja dever-sc-hia dei-
xar ao lempo? Alm disso eu nao me poda lem-
lirar que as loterias tivcssem tanta demoro
para correr e esta foi a causa principal de appa-
recer essa divida: a ultima lotera do meu lem-
po levou quatro mezes para correr; e entretan-
to (alla-se muito na divida e nao se falla na
inmensa obra que estove s minhas costas,
o na falla de meios : um dos meus inimigos ,
que boje falla quando cu principie! demolir
a igreja me perguntava onde ir o Sr. buscar
um cofre de dinheiro para fazer a igreja de no-
vo ? Ora o documento n. 1 abaixo trnsen-
lo mostra, que se gastou em toda a reedifica-
do da igreja com parte do frontespicio a quan-
lia do 10:5658087 reis (abatidos os 2:5918320
reis que se mandarSo para Lisboa como diz
o mesmo documento ) somada esta quantia com
1668 reis que se ficou devendo ao Sr. Pinto,
de sedro para o lorro da igreja c mais urnas
miudezas ; tudo faz a quantia de pedo de
11:2008 reis que se dispendero com a igre-
ja quasi feita de novo e parte do frontespicio :
sondo osvSrs. thesourcirosquem pagavao, e re-
cebiSo o dinheiro como diz o documento n. 1-
donde tambern se segu, que a divida que dei-
xei fo. de perto de 3:000,8000 reis e nao de
t:000S res. porque nessa despeza, que o do-
cumento apona esto incluida as dividas do
Sr. thesoureiro da lotera 5.S280 res, do
Sr. tesoureiro da irmandade 788j716 rs.,do
Sr. lbeiro 1:000.) res as quacs juntas com
166S res j dito de sedro fazem a quantia de
perto de 3.000S reis, que he o que se ficou de-
vendo das obras; mas se o Sr. Luiz Gomes quer
me uir tambern o que se pagou agora de deci-
mas (segundo me consta) 3008 rcis e do con-
cert do orgo 2008 rcis e juntamente com as
despezas j foitas em seu anno com as pedras ,
que vierao de Lisboa entao devora tambern
metterem linha deconta o producto desta ul-
tima lotera, que andou por muito mais de
l-.OOOg res.
Ora essa despeza de 11:2008 reis feita com a
reedificado da rgreja e parte do frontespicio
anda ser redusida vendendo-se essa immen-
sidade de caibros dos andames que se deixa-
rSo (car para se poder pintar assim como to-
do o tabeado de pinho que se comprou para | ~
assoalbar com o duplo fim de deflender os dou-! apezar da situacao difficl
rados dos altares da poeira e poder o povo ou-
virMissa sem perceber que se estava traba-
Miando alm do que comprarao-se alguns a-
parelhos que licao servindo para a contina-
cao da obra. Da mesma maneira tnuihnm m1
narece nne n nhra il !i V V-T "'" uiavorae osirir em seu Diario es-
parect qenhrado interior da .grepa nao; rsl.nhas untamente com os documentos iun-
andara por 7:0008 res so se o Sr. Luiz Go-, tos do que Ibes ficarei muito^ 0"^ 'seu
mes por.onde dourar toda de novo ou projecta venerado?muito atiento cobrigado 8 '
r: rsoasr.iuuizeGinrPor exkssi \ Major jt cm ^Tt^^m^*:^ MN- 1^Ml TSS'SUw- de Moraes
, que anoara por 1UU|> res, 0 forro est j Maycr, que presisa bem de seu direito que
andar tudo por 4:3008 rois pouco-mais, ou
menos. Resta-me dar ao Sr. Luiz Gomos mil
louvores pelo ompenho, em que est de ser bem-
feitor daquella igreja isto "he em se realisar a
minha espedativa quando propuz o Sr. Luiz
Gomes paro jui, lembrando-lhes, que quom
trabalha para Dos nunca Ihe bao de faltar os
meios o tenho disso o exemplo muito recen-
to commigo mesmo porque eu achei-me em
situacao um pouco mais dificil ; por quanto a
lm do que ica exposto ; havia contra mim de
mais a mais o seguinte: primeiro achei ui.ia di-
vida contrahida pela administracao pasada
maior, do que, a que o Sr. Luiz Gomes achou.
O correspondente do Lisboa escreveo dizendo ,
que nao mandara mais urna s pedra sem se Ihe
pagar 5:000j reis, de que estava no desembol-
so, a administracao passada fez altas diligen-
cias paro hypothecar o tal milhor predio para
mandar pagar e ainal tanto desesperarao de
adiar que um dos membros escreveu dizendo
absolutamente ao correspondente que se dei-
xasse do frontespicio por nao haver dinheiro ;
esta carta existia na mao do Sr. Francisco Seve-
rianno Rebollo: eu estando ao fado de tudo is-
to e cm um tempo que estava suprindocom
csmolas as obras do magestoso frontespicio, pu-
bliquei pelo Diario, e achei quem me empres-
tasse os 5:OO0S reis um por cento bypothe-
quei o tal milhor predio; pagando os juros com
as rendas do mesmo : tomei da mao do Sr. Re-
bello a tal carta eem lugar della mandei di-
nheiro e as pedras mediatamente vierao com
a carta documento n. 2. Acresse mais que o
tal milhor predio n8o pertencia de todo a Ma-
triz havia um onus. par. ello ficar pertencen-
do Matriz, foi preciso destrahir-S'; do dinhei-
ro da lotera 5:0008 reis, que s devio ser em-
pregados pjira o frontespicio segundo o espirito
da lei ; de maneira que eu nao fiz mais do que
fazer reverter esse dinheiro para o fim destinado
por lei ; donde se segu que os 5:000. rois
desta vez sumados com 2:5918320 reis, de que
tracta o documento n. 1. fazem a quantia de
7:591 320 reis, que tenho mandado para Lis-
boa isso em um tempo em que era preciso
acudir com as despcs.-,s de c suppridas com
asesinlas; e apezar da situacao dificil, em
que tenho estado colocado, ha em Lisboa um
saldo favor da irmandade. Segundo nao ha-
via um vintem em caixa.e nem esperanca disso,
porque a primeira lotera consodida tinha-se a-
eabado ; o Sr. Luiz Gomos achou 10 loterias
de 100:000S reis cada urna que a assemhlca
concedeo cm attenc3o aos servcs, que eu esta-
va azendo na igreja ; e nem se diga que o
lucro he incerlo esteja a lotera acreditada ,
que nao ica um bilhete e o exemplo he a ul-
tima que apezar de nao sabir oannuncio no
lia que ella correo com tudo s ficarao 200
bilhetes; e eu gosto muito que o Diario decla-
re ja que ella agora vai correr todos os mezes ,
felicidadeque eu jamis pude ter!......En
tretanlo se a obra parasse por falta de dinheiro,
que alegra que gritara que aecusacoes !
Como a obra se acabou contra toda aprobabi-
lidade ; divida, divida ; a casa esta endevida-
,,a......Terecro finalmente. O Sr.Luiz Go-
mes ho capitalista e tem toda a influencia
para com o commercio para alcancar esmolas;
e alem disso acbou n5o s a groja quase feita
de novo como tambern o magestoso frontes-
picio j na quelle estado as quacs obras dao
muito na vista do povo para contribuirem com
esmolas ceu nemsou capitalista nem tenho
influencia commercial e axei cm lugar de 0-
bras um monlao de ruinas ; de maneira que
primeiro principici dismanchando por baixo os
alicorees do frontespicio ; depois desmanchei
por cima o telhado da igreja nao tendo em
consoquencia ao principio cousa que atra-
hisse a vista do fiis para darcm esmolas e s
confiado na Providencia Divina eu e o Sr.
Jos ATonso Ferreira que entao era thesou-
reiro emprehendemos obra similhante E
apezar de toda a situacao dificil, em que me
axei, la est patente a obra que fiz ; e nao
?rnnoP"reC,(, CSSa d,Vda assim mesmo de
3:000S se nao houvessem as demoras, que
tem havido as loterias como j disse. Por
Luiz Gomes que
em que est
collocado estou certo que nada faltar ; e
talvez continuando com a piedosa subscricao
possa se dispensar o dinheiro da lotera sim-
plesmenle para virem as pedras de Lisboa.
Rogo Ihes ofavorde ensirirem seu Diario es-
V. S. mando, que o escrivao da irmandade da
matriz da Boa-vista revendo o livro do conlas da
mesma passe por cortidao a des pesa, que hou-
ve, com as obras da reedilicacao da mesma igre-
ja, do anno de 1812 1843; outro sim quem
recebia e pagava o dinheiro das ditas obras,
se o supplicante ou o thesoureiro du mesma ir-
mandade; por tanto pedo ao Sr. Dr. juizdeca-
pellas so sirva assim o mandar E. R. M.
Passe. Recife 9 do julho de 1843. Silva
Neres.
Em virtude do despacho de V. S. tenho a ser-
tiflear que revendo o livro da receita e despo-
sa das obras da matriz do SS. Sacramento da
Boa-vista do anno do 1842 1843, dello consta
que se fisera do despesas com as obras de fo-
ro e de dentro da dita matriz a quantia de rs.
13.156^407 incluida a quantia de 2:591^320 rs.,
que se remetteo para Lisboa para remessas de
pedras paia a dita obra; e que os recibos das di-
tas obras fora recadad is pelos i muios thesou-
,-eiros Jos Alfonso Ferreira, e Pedro Ignacio
Baptista e ascontasdas despesasera primei-
riimente examinadas e postos os pague-se pelo
in.nao ex-juiz e quando ex-esrivao major Jo-
s 1,'abrid de Moraes Mayer para entao seiem
paga^ pelo irmao thesoureiro, e por tudo est
conforme o qu supplicante requer passei o
present' Por mim feito e tissignado. Consistorio
da matriz do SS. Sacramento da Boa-vista, 10
do setembk'o de 1843.Patricio Jos Borget de
Freilas, esc'riva actual da irmandade.
N. 2lili.i- e Exm. Sr. Presidente e mais
lllms. Srs. m embros da commisso encarrega-
da das obras di.' '^ja matriz da Boa-vista,
jysba 31 de marco de 1843.
Tive a honra di1 receber pelo brigue Tarujo
primeiro a carta .que VV. EEx. se siivirao di-
rigir-me com data di 25 de Janeiro, e hontem
pelo brigue Conceico Flor de Lisboa duplicada
da mesma com acresc Na primeira me fasem saber que Ihes tem sido
muito scnsivel ter eu pa rodo com a icmessa da
pedra para a obra da igre,!a. motivado da falta
de pagamento, mas; VV. i'Ex. devem persua-
dir-se, que me assisie raso para nao arriscar
fundos na intortesa de os rei'eber, pela pouca
diligencia que para isso fazi a a anterior com-
misso: com tudo em VV. EEx.- *ejo desenvol-
ver outra actividade, e o desojo de ver adianlar
a obra, pagando promptamen fe a lettra de rs.
1:8008 moeda dessa e lasendo -me remessa do
outra de 6668666 rois, dinheiro (,'esta, que am-
bas tenho levado ao crdito da cor. ,a com a ir-
mandade para encontr do que tenh ^ despendi-
do Todas estas provas me dao confia. nca "oe-
quivoca de quanto VV. EEx. se esn 'era na
promptidodo meu ernbolco, eo grandi' desejo
iuc tem de ver progredir a obra cooperan do eu
com a prompta remessa das pedras que se a. "ho
lavradas, econtinuarcom as mais que sao p.r&-
Estamos a 23 do dito abril Depois de me re-
irir minha ultima ric31 de marco, feichada,
em 5 do presente, de que fica transcripta copia,
aecuso recebida pelo brigue Africano recolhido
em 11, a muito presada carta de VV EEx. com
data de 22de fevereiro incluindo-me dentro da
mesma urna lettra de 1:081^081 re. sacada por
Thomaz de Aquino Fonscca a 60 d/v,w contra
Jos Ignacio de Seixas, a qual vem por VV.
EEx. endocada minha ordem que aprsente!
ao sacado, que aceitou, e vence a 10 de junta
prximo futuro...........................
He o que por ora me occorre levar ao seu co-
nhecimento, tendo a honra dme assignar com>
a maior consideraca e respeito. De VV. EE.
attento venerador e obrigadoJoaquim Elr*&
Xavier,
COMMERCIO.
Alfandega.
iiendimento do dia 14......... 4:437g490
Desear regalo hoje 15.
Barca lite Johnson fazendas, ferrageus,
queijos, c prezuntos.
Brigue yren bacalho.
llovimento do Porto.
Navios entrados no dia 13.
Liverpool ; 49 das, barca ingleza Eliza John-
son de 21G toneladas capito Peter Pe-
trie, equipagem 14, carga fazendas: a Johns-
ton Pater & C.1
Granja ; 45 dias patacho hrazileiro S. Ma-
l teus de 163 toneladas capitao Joao de
Dos Pereira equipagem 12 carga sola :
a Manoel Goncalves da Silva.
Baltimore ; 53 dias brigue americano Erie ,
de 190 toneladas capitao J. Gunby, equi-
pagem 9 carga farinha de trigo &c. :
aL. G. Ferreila'C.,
Sahido no dia 14.
Rio de Janeiro ; brigue escuna brasilciro Jose-
p/iina, capito Francisco Antonio Santiago,
carga diversos gneros.
Editaos.
O Illm. Sr. inspector da thezouraria das
rendas provincia
cm ciiipriuiCtw uO Ouc;o
1



-do Exm. Presidente da Provincia d 9* passado manda fa?er .Mico 11 JL ^T^? FUnba. GT* rog a quem
jegulamento de i 1 de i nodo r^8Und q,-W qe tcnha con,as a tew sua P"
rf^SLEE? ff "' ?b,e5 M miudos> ^presentar rara scrcm
:050S96* res.
L para que cheguc noticia de todos man-
tlou o mesmo illustrisjimo senhor inspector
allixar o presente e publicar pela imprenss.
l>ec!aracoes.
= Pela adminstracao do correio geral desta
provincia laz publico que lendo receido da
tbesourar.a da fazenda, da mesma, os sellos de-
signados dos portes que as cartas e mais pa-
pes bem como os peridicos, leis, e autos do
governo devem pagar adiantado nos crrelos do
imperio na forma do artigo 1. do regulamento
n 255, e na forma da tabella do decreto n.
2o4 ambos de 29 de novembro de 18*2, se ven-
dero de hoje em diante nesta cidade gmente
na casa desta adminislratao os referidos sellos ,
tanto pelo m.udo e singularmente como em
porcao. Correio geral de Pernamhuco 1* de se-
lembro de 1843. Bruno Antonio de Serpa
Jtrandao, administrador do correio.
lela subdelegatura da S se apprehen-
deo un quartao castanho ; quem for seu dono
comparaca no lugar indicado que lbe ser
entregue dcpois de precnebidas as formalidades
da te., Olinda 27 d'agosto do mii.Francis-
co das thagas alSueiro subdelegado sun-
plente. '
= Pela sulxlelcgacia de polica dosAfloga-
dos se faz publico que foi prezo por estar
fgido o crioulo Joaquim, que declaran sor es-
lavo de Lo Gomes de Moura morador no
ngcnho Arambi.
O abaixo ass-'gnado agente da Companhia
Brasileira de Paquetes de vapor nesle porto ,
faz saber que t< m ordein do gerente da mesma
companhia, rara declarar, que no escriplorio da
agencia k nao receber cartas algumas avul-
cas para sercm remettidas nos paquetes, deven-
do todas sem excepcao ser lancadas em lempo
competente na caixa do correio. Oulro sim se
algumas (embora depois das malas (cebadas) fo-
rom como at agora deixadas para aquelle fim
no escriptorio d'agencia, nelle se Ibes nao da-
r seguimento. J. B. Moreira.
Maria Joaquina do S. Thom proessoro
substitua das codeiras de primeiras ledras de
meninas ensina particularmente ler, escrever,
contar, arilhmetica e diversas qualidades de
costuras; tambem recebe em sua casa algunus
meninas de pessoas que morao fora da cidade,
ou que morando nella as queirSo confiar a
sua educarao: quem pretender utilisar-se de
seu prestirno dirija-se a ra Direita n. 64.
LOTERA DA MATRIZ DA
150A-V1STA.
^ No da 22 do corrente
mez de setembro
O Sr. Francisco Ferroira Porto, queira = Precisa-se de uro rapaz de idade de 12 a
Avisos martimos.
Para o Aracaly sahira nodia 22 do corren-
te mez o patacho S. Jos Vencedor capitao
Manoel Jos Ribciro ; quem n'elle quizer car-
regar dirja-se ao mesmo capitao ou a Manoel
de Souza Coulo no Forte do Mattos.
Leudes.
Kalkmann & Roscmmund farao Icilao, por
interven* o do correlor ONeira, do mais com-
pleto sorlimcntode ferragons, e miudezas, al-
gumas das quaes serfio vendidas para feixar
contas : sexta feira 15 do corrente s 10 iioras
da manb em ponto, no seu armazem da ra
da Cruz.
Avisos diversos.
O ARTILIIEIR0
correm
impreterivelmente as rodas
desta lotera, fiquem ounao
bilhetes por vender.
Troca-so por precisao urna negrinha cri-
oula, de idade de 7 annos, e muito esperta,
por urna escrava que seja boa (ornando a
pessoa que (ver c quizer lazer a dita troca ,
alguma quantia ; quem pretender annumie.
. = Um bomem que sabe ler, escrever e
contar e bstanle hbil para caixeiro d'algum
armazem ou de ra, o qual da fiador sua con-
ducta, deseja empregar-se em algum d'estealu-
gares ; quem d'elle precisar annuncie ou di-
rija-se a ra da Conceicao da Boa-vista sobra-
do n. 8.
= Precisa-se alugar urna casa terrea feita a
moderna que seu aluguel nao exceda de 12S
reis, e que seja as seguintes ras : Rangel ,
Direila, ou palio da Penha.
O Sr. Joao Antonio Moilinho dAndrade,
queira dirigir se ou mandar h ra do Cabuga
loja de miudezas n. 4 para rcccbcruma caria
vinda da Parahiba.
= O abaixo assignado pretende hir a Corte
do Rio de Janeiro levando em sua compa-
nhia 4 escravos.
Joz Joaquim de I esquita.
Em consequencia do annuncio feito no
Diario de 4 do corrente n. 190 que declara a
quem lbe falla urna escrava, dando os signaes,
e quando desapparecera lbe ser entregue : ro-
ga-se a mesma pessoa que examine se a escrava
lem os signaes seguintes: nacao Qoicam de
nome Domingas oque poder ler mudado ,
a cor regular feico um tanto grossa um
dente falto da parte superior, baixa. pouco cheia
do corpo e representar ter 17 a 18 anuos ,
no lugar da filia do denle tem a gengiva mur-
cha ; assim como tem um signal que parece
verruga em um dos hombros quasi a eobrir com
o lalho do vestido que fazendo qualquer mo-
vimento apparece. Esla escrava des ppareceo
em 19 de novembro de 1841 a qual andava
vendendo bolinhos em urna bandeja ; sendo a
mesma, ou se alguem della sonber roga-se o fa-
vor de annunciar por este Diario ou mandal-a
entregar na ra do Apollo no lerceiro andar do
obrado n. 19 que ser bem recompensado ,
pagando-se as mais despezas, que tenhro leito.
Precisa-se de um feitor que trabalhe ,
entenda dearvoredo, horta, e vaccas, para um
sitio na Magdalena; na ra d'Aguas Verdes so-
brado n. 66.
Precisa-se de urna mulher para urna casa
do pouca familia que saiha lavar, cozinhar, e
engommar na ra da Cadeia do Recife n. 23.
=Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
10 da ra de Manoel Coco rom muito bons
commodos para qualquer familia com grande
quintal e estribara muito boa ; quem o pre-
tender dirija-se a ra doCabug no terceiro an-
dar do sobrado n. 9
OfTerece-se urna mulher para cozer em al-
guma loja franceza ; quem precisar de seu pres-
tirno dirija-se a traz da matriz da Boa-visla
n. 22.
Precisa-se de um canoeiro que seja es-
cravo para servico de canoas ; a tratar no at-
annunciar a sua moradia ou dirija-se a casa
do escrivao dos protestos para receber urna carta
vinda doCcar.
Aluga-se a loja do sobrado n. 43 da ra
estreita do Rozario. ptimo armazem para qual-
quer eslabelecimento ; os pretendentes procu-
ren] no primeiro andar do sobrado n. 41, junto
ao mesmo.
Achou-se urna cabra (bixo); quem for seu
dono dirija se t ra Imperial n. 188, que dan-
do os signaes lbe ser entregue.
O abaixo assignado faz publico, que nin-
guem faca negocio algum com urna morada de
casa terrea sita na ruu do Callabouco Velho n.
20, a qual so acha embargada desde odia 13
de julho de 1837por execuco movida contra
Maria Francisca dos Prazeres.como se mostrara
em lempo pelo juizo competente. Constanti-
no Jos {apozo.
Precisa-se de um homcm para caixeiro de
um armazem d'agoardente cslabelecido em
urna das villas perto desta praca dando fiador
sua conducta ; a fallar na loja da esquina da
ra do Crespo defronte da do Sr. Yicgas.
Luiz Borges de Cerqueira quer embar-
car par o Rio de Janeiro o seu escravo Jos, de
nacaoQuicam
Alugilo-se quatro negras para venderem
ngoa na ra ; a tratar na ra Bella outr*ora da
Florentina no sobrado prximo mar al as 9
horas da manha.
O Sr. Verissimo dos Santos Cilquera ,
queira dirigir-se 6 ra da Gloria n. 73 para re-
ceber urna caria vinda do Aracaty.
A pessoa, que lem urna caria vinda da ci-
dade de Lisboa, para Paulo Rafael Dias de Car-
valbo, pode mandal-a entregar na ra do Quei-
mado loja n. 3.
Precisa-se de um portuguez para feitor de
um engenho que seja robusto c acostumado
ao trabalho na ra dasTrincheiras n. 22.
O abaixo assignado Ibesoureiro Ja lotera
da matriz da Boa-vista aggravando-se o seu
mal nao pode concluir assignalura de lodos os
bilhetes da parte que vai correr no dia 22 do
corrente setembro c por isso d'accordo com o
Sr. juiz da respectiva irmandade deu procurado
ao escrivao da sobredita lotera para lirmar pelo
al'aixo asignado; continuando porm o mesmo
thesoureiro em toda a responsabelidado inhe-
rente a seu emprego c sao os bilhetes firma-
dos por dito escrivao : 1,200 inteiros de n. 1
a 200 401 a 600 2,201 a 2,400 2.401 a
2.600 2.601 a 2 800 e 2,801 a 3,000 ;
e 1.200 meios bilhetes de n. 201 a 400 601
a 800 1,001 a 1,200, 1,401 a 1,600, (400)
c 1,801 a 2,000. Jos Francisco d'Azevedo
Lisboa.
A abaixo assignada faz sciente as autbori-
dades policiaes, que tendo ido um filho seu
para o engenho Arariba em companhia do Sr.
Antonio Caslor, e tendo por 15 desapparecido,
como diz o dito Sr. Castor pelo mez de julho
do corrente anno hajao de lancar suas vistas a
ver se descobrem o filho da abaixo assignada,
que se chama Joao de Almeida Castro idade
ile 12 annos pouco mais ou menos pardo ; e
igualmente raga as pessoas que delle. poderem
dar alguma informacao queirao dirigir-se ra
Direila no primeiro andar do sobrado n. 7.
Herculana Senhurinha.
^AHIO hoje e os Senhores assignantes ,
que o rcrebem na loja de I i v ros da praca da
Independencia n. 6 e 8 podem-no mandar re-
ceber.
LO'ERIA DE N.SI NHO-
RA DEGUAD'LUPE.
No dia 90 do correnle correm as
rodas desta lotera, fiquem ou nao
bilhetes por vender.
Roga-se ao Sr. P. R. D. C que queira
mandar ou ir pagar no praso de oito dias a
quantia de 12,000 reis importe de urna calfi | Com muita perfeico c preco commodo.
de pao preto que comprou n'uma loja d al- == Contina-se a tirar passaportes para den-
faiate na ra Nova no dia 7 d'abril de 1841 tro, e fura do imperio por preco muito com-
do contrario publicar-se-ha seu nome por ex- modo ; na ra do Livramento n. 26 primei-
tenco, ro andar.
trro dos A (Togados n. 12.
Precisa-so de duas negres ou moleques
para venderem azeite, pagando-se um cruzado
por cada caada, e dando-se meia garrafa de
quebra ; quem os liver dirija-se a ra da Glo-
ria n. 10: na mesma casa >endc-se azeite em
garrafas a quatro e meia c em caada a quatro
patacas.
O tinlurciro, que mora no beco da Bom-
ba avisa aos seus freguezes, que se acha com
fabrica de tinturara para tingir todas as quali-
dades de fazendas, tanto de la como de seda
LOTERA DAS MEMORIAS HISTRICAS
DE PERNAMBUCO.
As rodas desla lotera an-
do impretcrivelmente no dia
5 de outubro prximo ful ti-
ro e os bilhetes acho-se
venda nos lugares do costu-
me, j annunciados.
O thesoureiro ,
Jos Antonio Bastos.
O Dr. em medecina Alexandre de Sousa
Pereira doCarmo, acha-se residindo n'esta ci-
dade no segundo andar da casa n. 13 da ra da
Cadeia do bairro de S. Antonio onde pres- dirija-se na travessa do Monleiro n. 2.
tar-sc-ha as pessoas que precisaren! dos soc-
corros de sua profissao.
= Um individuo subdito Britannico que
por muitos annos tem residido no Brasil se
propoe a ensinar, a fallar, Iraduzir, e escrever o
inglez, lambem ensina a inglezes a lingua por-
tuRueza; quem se quizer utilizar do seo presu-
mo dirija-se a casa do Dr. Jos Raimundo da
Costa Menczes, na ra da Madre de Heos n. 1.
= Precisa-se de um feitor para trabalhar en
um sitio perlo da praca que enlenda de plan-
tai oes, dando conhecimento a sua conduela ,
preferindo-se algum portupuez das libas : a
(radar na ra da Assumpco no corier do mu-
ro da Penha n. 16.
Quem annunciou querer comprar urna
salva de prata, dirija-se ao patio do Livramen-
to venda n. 5 ; ah tambem se piecisa de um
feitor para engenho.
14 annos que seja portuguez para caxeiro
de venda ; pessoa que se quizer determinar
poder procurar no atierro da Boa-vista lado-
da matriz, fabrica de chapeos.
I la vendo muito dos socios do gabinete lite-
rario dcixado ha lempos de pagar as suas men-
salidades, talvez com receiode que este til es-
labelLcimenlo deixasso de existir o tendo-se
rcuiiido a asscmbla geral, e resolvido a sua
continuafa; e convindo por conseguinte, pro-
curar-so a cobranza de todas as mcnsalldades
vencidas, e faserem-se as despesas necessariaa
daquelle estabclccimen nao poder continuar, o actual thesoureiro, con-
vida, eroga aosSrs. socios hajao de pagar o
que esliverem devendo a vista dos recibos por
elle assignados, allm de poder na primeira reu-
ntadareonta da sua arrecadaca.
A pessoa, que annunciou pelo Diario do
4 do corrente ter em seu poder urna escrava
ugida lempos, sendo que a referida escra-
va tenha o nome, lliacaS e signaes seguin-
tes, dirija-se a ruada Gloria sobrado n. 59,
queahi achara a quem pertence, osera recom-
pensada: Rita, crioula, estatura ordinaria, cor-
pollenta, peito alto.e peitos carnudos, boa efir,
idade, que deve representar de quarenta a sin-
coenta annos; pois ausentou-se em principie*
do anno de 1825, representando entao vinte sin-
co aunos pouco maisou menos.
= Aljga-sc o primeiro andar da casa n. 50
da ra da Cadeia velha muito aciada para es-
criptorio ou morada de pessoa solteira : a
tratar na mesma.
=s Pelo vapor Imperador, vindo ltimamen-
te doSul chegOU da Baha urna poreo de caixi-
nhas de charutos da melhor quabdade que ali
su fabricao na celebro fabrica de regala ; ven-
de-se na ra da Cruz do Recife n. 38 pri-
meiro andar.
Precisa-se para um engenho perto desta
cidade de urna pessoa que enlenda de borla o
para servir igualmente de feitor de moenda
durante a moagem preferindo-se alguma
pessoa idosa : na ra estreita do Rozario n.
31, 3. o andar.
=Aluga-so o segundo andar do sobrado da
ra estreita do Rozario n. 16 ; a tratar no pri-
meiro andar do mesmo.
= Na padaria franceza no atierro da Boa-
visla n. 90 precisa-se de um b. m amassador
branco e que entenda bem de todo o servico
de padaria.
L'm amigo do muito honrado do muito
probo Sr. Jos Antonio Lopes sub-delegado
supplente de Rio l-'ormoso raga ao respeita-
vel publico, queso digne de suspender o seu
juizo a respeito de tudo quanto dice no Diario-
novo n. 196 de 12 do corrente o Sr. Jos
Luiz Paes de Mello contra o dicto Sr. Lopes
al que este honrado cidado pelo mesmo meio
da imprensa prove que jamis por um s mo-
mento se apartou do caminho da honra, e da
probidade que pelo Diario novo se quiz, mas
em vo manchar.
A pessoa que lbe convier tratar negocio
com um sitio no lugar da Boa-viagem jun-
to ao sitio denominado Cruz. ; cujo
sitio tem varios arvoredos do Iructos de difle-
rentes qualidades, e excellcnto agoa de beber;
porem nao tem casa de vivenda que para
cujo fim he que a propietaria convida a quem
lbe convier fa/.er o negocio de edificar no mes-
mo urna casa de taipa levando em conta do
arrendamento, ou dando annos de fogo-morto,
ero paga da mesma casa ou nutro qualquer
negocio que convier ; quem o pertender pro-
cure a casa n. 8 no oitSo da matriz de San-
to Antonio.
-Joo Dubois participa ao respeitavel pu-
blico como aos amigos da carne gorda que do-
mingo 17 do corrente, vai abrir de novo o
seu talho defronlc da cadeia para continuar
a servir os seus freguezes como dantes sendo
de 70 a 80 rs conforme a gordura : o mesmo
offerece-so mandar levar em as casa* os pezoa
de carne que forem de meia arroba para ci-
ma.
Quem precisar de urna ama para o servi-
co interno de casa de bomem solteira ou viuvo,
Quem quizer comprar a padaria da ra
da Gloria n. ''-i: falle com Manoel Ignacio
da Silva Teixeira em sua padaria na travessa da
Madre de Dos as 9 horas da manhaa pois
est resolvido a fazer negocio.
=Precisa se de um caixeiro de idade de 13 a
1 annos, pouco mais ou menos para urna ven-
da ; no beco do Pcixc Frito n. 5.
= Luiz Paulino vai ao Rio de Janeiro a tra-
tralar do seu negocio.
= A commisso administrativa da sociedade
Appollinea convida pela segunda vez aos Srs.
socios para seunirem em odia 15 do corrente
mez pelas 6 horas da tarde em casa da socieda-
de a fim de proceder a eeicao de director,
c vice-drector.
sa Da-so dinheiro a premio sobre penhores
de ouro ou prata ; na ra da Cruz n. 38, se-
Rundg andar.
I 4'"


= G. C. Cox faz urna viagem para Eu-
ro par.
=Oflerece-seumrapazinho pardo para cria-
do de alguma casa nesta praca o qual se su-
jeita a fazer o servico coin actvidade e por
preco commodo ; quem o quizer dirijase lu-
jado sobrado n. lo da ra da Gadeia do Santo
Antonio ou nnnuncie.
VEITCH. BRAVO &C*
Yendem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos, n. 1.
A preparacSo seguinte por preco muito com-
modo e de superior qualidade.
Gregory s Powder.
Nao haver pessoa alguma que tenha eito
aso deste medicamento em qualquer parte do
Globo que nao tenha sentido seus beneficios.
Os seus effeitos principaes he ser um ptimo
purgante estomtico e muito til as do-
encasdo ligado, ba?o, &c. &c. as Indias, on-
de tanto p'ogridem e tantos estragos produzem
constantemente estas doencas. sao raras as pes-
soas, que nao tem conhecimentos dos bons ef-
feitos deste remedio. O menino o velho de-
crepito e finalmente o homem em qualquer
dade da vida pode sem receio algum fazer
uso desle medicamento cujos efeitos saluta-
res nos fazem julgar urna inspiraco divina ao
genio sabio, e philantroDico de seu aitthor.
A dose deste medicamento he urna ou duas co-
Iheresdech misturado oomagoa, duas, ou
trez vezes por dia.
Na mesma casa tambem se veiidcm tintas ,
e todos os outros objectos de pintura ; vemizes
de superior qualidade entreelles um perfec-
tamente bra neo e que se pode applicar so-
brea pintura mais delicada sem que produ-
za alteracao alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de Bermuda,Sag, Sabonetes, -
Sabiio de Windsor, Agua de Seidlitz, Agua
do Soda,Agua deSeltz,Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever,l'inta para
marcar roupa,Perfumaras inglezas,Fun-
das elsticas de patente,Kscovas e pos para
denles ,Paslillias de muriato de morphina ,
e ipocacuanha, Pastilhas finissimas de hor-
tela-pimenta Pastilhas de bi-carbonato de
soda e gingibre. As verdadeiras pilulas ve-
getaes universaes do D.r Rrandrlh vindas
de seu author nos Estados-Unidos, &c &c.
Compras.
= Comprao-se caixas com assucar branco ,
sendo bom paga-se bem : annuncie.
' Comprlo-se fiascos vazios que fos-
sem de tinta de escrever destes que vem de
fura : no atierro da Boa-vista n. 72.
Compra-se um negro cosinheiro que
nao tenha vicios nem achaques e que saja
moco : na ra da Cadeia do Rccifo D. 39, em
casa de Russel Mellors&C
v^ Compra-so a historia de Amanda e Os
car em bom ou mao estado : na travessa do
Veras n. 5.
- Compra-se urna colxa bordada d'ouro ,
ou de damasco amarello, que soja nova ; quem
tiver, annuncie.
Compra-se um escravo que tenha boa
conducta com habilidades ou sem ellas e s
se procura que nao fuja nem beba, nem fur-
te, e que tenha boa figura: a fallar com An-
tonio da Silva Gusmao na ra do Qucimado.
Comprao-se cortes do bicos de duas va-
ras o meia que sirva para pontas de toalhas
de bretanha fina : na ra dasTrincheiras so-
brado n. 42.
Vendas
= Vende-se escolente oleo para a enfermi-
dade dealporcas: na ra Vclha da Roa-vista
n. 56.
= Vende-se ou aluga- ro de meia idade que fui dj fallecido \ as
concellos : a tratar as o pontas n. 71.
= Vendem-se cadeiras banca-', mezas de
meio de sala sofs, tudo da melhor madeira
de oleo que tem apparecido; cadeiras, bancas,
mezas para meio de sala e solas tudo de Ja-
caranda ; camas de Jacaranda condur a-
marello ; mozas de jantar marquezas, car-
teirasde urna s face ; me/.inhas para costuras
de senhora ; cadeiras para pianno guarda-
louca guarda-vestidos secretaria com estan-
te para livros bandejas e muitos mais tras-
tes, tudo de superior qualidade e por menos
do que emoutra qualquer parte para se aca-
bar de saldar contas : na ra da Cruz, arma-
zem de trastes n. 63.
= Vende-se um moleque de naci idade
14 annos bonita figura nao tem vicio al-
gum sabe fazer oservico diario de urna casa ,
c tem principio de tosinha : na ra do Cabu-
ga loja de miudeza n. 9.
= Vendem-se as propriedades seguintes:
urna casa terrea verdaderamente de pedra e cal,
muito bem construida em chaos proprios na
ra Direita n. 87; outra de sobrado d'um an-
dar tambem em chaos proprios ainda bem
nova toda envidracada na travessa do Sara-
patel n. 12: um sitio de trras proprias com
seu pomal de larangciras e outras fruteiras ,
com cacimba de boa agua de beber casado
tijolo grande ; porem precisando d'algum con-
cert que por nao o poder fazer seu dono ,
vende o dito sitio muito barato que convida
a qualquer pessoa a comprar anda para ne-
gocio : na estrada do Anaial quasi defronte
do sitio do fallocido Joao Carlos Pereira de Bur-
gos ; o qual sitio toma a frente de sitio que foi
do fallecido Marroquim, e ao depois de Joao de
Alemio Cisneiro e de presente do Padre Gon
calo. Qualquer dostas propriedades quem a
pretender, deve entender-so com Joao Nunes
d'Azevodo ourives na travessa de S. Pedro pa-
ra a ra Direita casa n. 1.
= Vendo-se Jacaranda superior, chegado
prximamente do Rio do Janeiro pedras de
marmore redondas para mozas de meio de
sala ; ditas para commodas; tudo se ven-
de por barato proco : na ra da Florentina ,
em casa de J. Neranger, n. 14.
Vende-se urna cama com todos os seus
pertences nova s falta acabal-a, e seis pranxes
para remos degovernar jangadas ou canoas, e
urn pode sucucarana de 30 palmos de com-
prido e2 1/2 de largura em quadro; quem os
pertender dirija-so atraz do Caimo-velho, na
venda do Francisco, que elle tem ordem pa-
ra fasereste negocio, e a cama cima declarada,
na ra de S. Amaro casa torrea n. 20, de ma-
nhaa das 6 9 horas, e de tarde das duas em
diante.
Vende-se por preco commodo urna casa
terrea na ra do Padre Floriano n. 46 tendo
duas salas dous quartos quintal grande e
cacimba ; quem a pretender dirija-se a ra dos
Quarteisn. 16 sobrado de um andar.
Vende-se urna escrava de idade do 30 an-
nos boa lavadeira e cozinheira ; quem a pre-
tender dirija-se ao sitio n. 5 na estrada daSo-
lidade que vai para o Manguinbo.
Vendem-se meios de sola de muito boa
qualidade e pelles de cabra por commodo
proco : om fra de Portas ra dos Gararapes
n: 9.
Vende se urna porcao de tijolos de ladrilho,
c tambem urna porcao de tijolos de cacimba e
pedras para alicerces
em fra de Portas
urna porcao de tijolos e
por prego commodo :
n. 82.
Vende-se urna preta moca boa engom-
madeira cosinha e he lavadeira : o seu ul-
timo preco he 450g rs. quem pretender di-
rija-se ao atierro da Boa-vista loja de alfaiate
na esquina do beco.
*= Vendem-se sapates abotinados de duas
e tres solas todos laxeados ; botins de bezerro
Francez e de Lisboa ; sapatos de pala adianto e
atraz para homens e meninos; ditos do mesmo
modelo de couro de lustro para homens ; sa-
patos de couro de lustro para homens ; ditos
para senhoras c meninas; ditos de meninos de
8 a 12 annos; bor/.eguins gaspeados para se-
nhoras ; ditos para meninas ; botins de couro
de lustro ditos de marroquim para meninos ;
sapatos de tapete para senhoras ditos para ho-
mens ; sapatos de bezerro de urna e duas solas ,
d'entrada baixa para homens; sapatos ataman-
cados de duraque e de cordavSo para senhoras ,
ditos de bezerro para homens, e outras muitas
qualidades de calcados por precos commodos :
no atierro da Boa-vista n. 24. loja do Joaquim
Jos Pereira.
Vende-se "urna gamella grande e funda ,
de amarello sem defeito algum; urna banca
moderna de abrir para jogo; urna balancinba
para pe/.ar diamantes ; 2 caixoes para mostrar
gneros em venda ; 1 pilao grande de duas bo-
cas; 2 taboleiros grandes para verduras: um
berco de condur ; urna caixa para farinha e
temos de medidas de pao e de folha : as 5
Pontas n. 45.
= Vende-se a maior parte d'uma casa de 2
andares com grande armazem. em chaos pro-
prios capaz de se levantar outro andar, e ren-
de toda a casa perlo de 600,000 rs. ; tambem
se vende o restante da mesma : a fallar ao snr.
Jos Antonio Bastos na ra da Cadeia do fie-
dle que est authorisado a vender por preco
commodo.
Vendem-se resmas de papel almaco de
meia olanda, ditas de papel de pozo azul; cai-
xas de obrcias de cores e caixas todas pretas ;
suspensorios de fitas e de borraxa, de muito boa
qualidade ; massos de cartas de jogar fran -
cezas finas ditos portuguesas finas ; caixas de
colxetcs de n. 1 a 6 aC rs. a caixa ; potes de
tinta ingleza para escrever, tudo por preco
barato : na praca da Independencia n. 4.
Vendem-se barriz pequeos e grandes ,
com cal virgem de Lisboa : no escriptorio de
Francisco Severianno Rabello no Forte do
Matto n. 4.
Vndese um relogio de parede bom re-
gulador proprio para Repartilo Publica e | 41.
um dito de repeticao voluntaria sabunote com
caixa d'ouro : na ra estreita do Rozario n 17.
= Vende-so urna escrava bastante ladina ,
de 16 a 17 annos, boa engommideira cosi-
nbeira e muito diligente para qualquer ser-
vico ; na ra Nova sobrado n. 41 segundo
andar.
Vendo-se urna porcao de tijolo de tapa-
menlo: no beco da Lingueta n. 8.
Vendo-se a praso ou a dinheiro um sitio
com 228 palmos de frente e mais de 1500 de
fundo tendo na frente algumas casas ; tam-
bem se vende metade do mesmo sendo dito
sitio na ra Imperial do atterro dos AITogados,
defronte da olaria : a tratar na ra Nova n. 20.
Vende-se um pianno horisontal de'
construeco ingleza, por preco commodo a
vista das suas qualidade: na ra das Cruz n.
48, por cima da loja do louca do sr. Antonio
Teixeira Lopes 1. andar.
^ Vende-se panno fino de boa qualidade a
3000 rs. cazinetas para calcas de bonitas co-
res a 800 rs. as mais modernas lanzinhas a-
bertas para vestidos a 500 rs. o covado ditas
em corte a 4000 rs. princeza preta muito su-
perior a 800 rs. lindos cortes do cassa pinta-
da a 22 V0 e a 2W0 e em covado a 200 rs. ,
fustao arcochoado a 280 o corto, e outros mais
superiores a 480 chitas de assentos escuros a
160ehrancos a 120, chillas de boas qualida-
des a 120 riscado transado at proprio para
jaqueta a 120 pessas de bretanha de rollo com
10 varas a 1920 ditas muito largas com a
mesma medida a 2000 brim escuro de puro
li tiho a 360 lencos de seda da India as mais
finas rendas e bicos de todas as larguras algo-
dao dobrado americano para roupa do escrava-
tura e outras muitas fazendas baratas: na ra
do Crespo loja n. 12 de Antonio da Cunha
Soares Cu maraes, junto a loja da Viuva Cu-
nha Gu i maraes.
Vendem-se duas escravas mocas, muito
reforcadas de todo o servico proprias para
o servico de campo ; urna dita cozinheira la-
vadoira de varrela e sabao e quitandeira ; u-
ma negrinha de 14 a 15 annos de elegante
figura, recolhida com bons principios dos
arranjos de urna casa ; um preto de 22 annos ,
de todo o servico e bom servente de urna casa ;
um moleque de 14 a 15 aunos bom pagem e
trata muito bem de cavallos: na ra do Fogo
ao p do lio/ario n. 8.
Vende-se na loja de Guilherme Sete ,
ra do Queimado n. 25, chapeos de sol de
metim imitando seda por 1280, chitas bran-
cas e de cores em retalhos a 100 rs. o covado.
Vende-se urna flauta de bano com 6
chaves nova e muito boa por preco com-
modo : na ruada Praia armazem n. 20.
Vendem-se os seguintes livros em bom esta-
do, Ovidios a 640, primeiro tom. de Virgilio a
500 rs. Diccionario de Johnson contendo 3
linguas Francez, Inglez e Italianno 2 vol. por
2000 rs. : na ra estreita do Rozario loja de
cera n. 3.
Vendem-se 2 caixoes envidracados pro-
prios para qualquer venda e sao bastantes mo-
dernos e tambem urna porcao de taboas cu-
jas servem para armacao da mesma visto se-
rena deste mesmo fim e tambem alguns per-
tences, como sejao medidas &c. ; e um negro
de liaran boa figura e hbil para qualquer
servico tudo por mdico preco : na venda da
ra Imperial n. 2.
Vende-se um moleque pessa de 18 an-
nos bom canoeiro e serve bem urna casa ,
trata bem de cavallos, 2 ditos de 12 a 14 an-
nos muito ladinos bons para o que quize-
rem applicar ; 4 escravas mocas com boas fi-
guras, engommao cozinhao, lavao roupa ;
urna dita, coze cozinba engomma, faz do-
ces de todas as qualidades ; urna molata de 30
annos boa ama de urna casa engomma co-
zinha e trata muito bem de meninos: na ra
das Agoas verdes n. 44.
=Vende-se e tambem se troca por urna mo-
rada de casa de pedra e cal em Santo Antonio ,
ou Boa-vista sendo em boa ra c tendo
bons commodos um sitio perto desta cidade,
tondo casa de pedra e cal muitos a rvo red os,
as melhorcs trras para plantacoes e urna gran-
de baixa para capim, e pasto para vaccas: quem
o pretender annuncie para 6e mostrar, ou falle
com Antonio Francisco Pereira ra do Cres-
po loja da Viuva Cunba Guimares, para o
mesmo fim.
Vende-se urna porcao da melhor quali-
dade de charutos, que tem vindo da Babia, da
celebre fcbrica REGALA e chegados es-
tes das no Vapor Imperador; s8o em caixi-
nhas de cem charutos cada urna pelo mdico
preco de 3,500. Igualmente tem charutos
deCachoeira de famosa fabrica de Jeyler &
Irmaos a 2,500 cada urna caixinha : na ra
da Cadeia do Rccife no 1. andar do so-
brado n. 46.
be Vende-se ou aluga-so urna canoa aca-
bada de novo, de milbeiro: na ra Nova
__Vendem-se cartas do syllabas e palavras
em letras redondas incluindo duas de manus-
crita e alguns conselhos moraes a 80 rs ;
taboadas, contendo algumas definieses Arit. -
mlicas, valor dos pozos e medidas; das moe-
das do Bra/.il, regra para reduzi-las algaris-
mos, oestes amoedas, conta Romana no-
ces sobro a natureza dos nmeros e suas diffe-
reotes especies a 80 rs. Estes dous exempl a-
res pela sua continua extraccao provJo a
sua utilidade : na ra do Nogueira n. 13.
s= Vendo-se um bom moleque muito ro-
busto sem vicio com 17 annos de idade :
na ra Nova armazem n. 67.
= Vndese Essencia de cravo o canella ,
em garrafas e por preco commodo : na ra
Nova n. 55.
Vendem-se a quem mais offerecer, li-
ma parto ou todo o sobrado da ra do Amorim
n. 29 e o do Codorniz n. 10 ambos em
chaos proprios, livros e desembaracados : a
tratur na ra do Nogueira n. 13.
Vendo-se cal preta qualquer porcao :
aquello snr. que precisar para obras dando
parte do dinheiro adiantado para o que so
promette dar mais em conta; dirija-se ra
do Cabuga n. 16, que achara com quem con-
tratar.
Vende-se urna escrava crioula sem t-
cio e nem achaque : na ra da Pe.nha so-
brado n. 21 1. andar.
__ Vendo-se por 2:600,000 rs. duas mo-
radas de casas na ra dos Pires nmeros 23 e
25 n3o be vendom por menos: a tratar na
ra Augusta 22.
Escra vos fgidos.
= Fugio no dia 22 o'e Agosto p. p. do en-
genho d'Agoa da Freguez ia de Iguarass um
negro crioulo oflcial de p^dreiro de 30 an-
nos alto grosso do corpo bem parecido ,
tem urna cicatriz em urna das i'ontes, ps o
m3os glandes, foi vestido de cala18 e aqueta ,
levou toda a ferramenta com que trabalhava ,
chama-se Antonio ; quem o pegar gc^do para
as bandas de Goianna poder entregar 8."* coro-
nel Antonio Alves Vianna ou a Joao da Cos-
ta Villar nesta cidade a Jos Antonio Alves
da Silva no beco das Barreiras na Boa-vista ,
ou no mesmo engenho a seu propietario Hen-
rique Poppe Giro na certeza de que em
qualquer das partes ser generosamente grati-
ficado.
= Nodia20deMaio do 18il as 8 horas
da noite indo fazer o despejo desappareceo
o escravo Jacintho de nacao Rebollo, de ida-
de pouco mais ou menos 20 anuos, bonita fi-
gura apontando-lhe o buco, cor bastante
preta marca no pcito esquerdo a imitacao
de urna amora falla meia descansada, denles
bem alvos, toma bastante tabaco; julga-se o
lerem furtado : quem delle souber ou o pegar
love-o a ra da Guia a seu senhor Ma-
noel Antero deSousaReis, sobrado de 3 an-
dares n. 53, que receber 100,000 rs. e li.--
cari assas agradecido.
= Fugio no dia 25 do mez passado o mo-
leque de nome Julio de nacao Benguella ,
altura de 6 palmos e meio seco do corpo ,
bastante embigudo urna orclha furada e a ou-
tra com um taquinho tirado ; levou calcas de
brim branco, e camisa do memo e de mangas
curtas: tem urna coroa na cabeca do labolei-
ro que vendia cangica quem o pegar leve-o a
ra da Guia sobrado de 3 andares n. 53 a-
seu senhor Manoel Antero de iSousa Reis que
sera gratificado do seu trabalbo: consta que um
sildado do Hospicio o tem agazalhado por ja
o ter tirado da mao de um campanha velho, por
ser freguez da dita cangica.
= Fugio no dia 11 do corrente um mole-
quo de bonita figura idade 16 annos pouco
maisou menos; levou vestido camisa de ma-
dapolao branco, cal^a de brim transado escu-
ro e chapeo de palha na cabeca. Ja tem sido
encontrado aqui na praca : pede-se as pessoas
que o encontraren; ou delle souberem, levem-0
praca da Independencia n. 4, que ser bem
gratificadas.
Em Marco do corrente anno desappare-
ceo um escravo crioulo de 22 annos de ida-
de pouco mais ou menos, de nome Vctor ,
estatura ordinaria, cheio do corpo, olhos
grandes, boa cor, e boa physionomia sem
defeito; do servico de campo e bom carrei-;
um moleque do gento de Angola de nome
Gaspar idade que representa 10 a 12 an-
nos boa cor c meia fula olhos grandes o ps
meio apalhetados : quem delles souber di-
rija-se a ra da Gloria no hairro da Boa-vis-
ta sobrado n. 59 que sera recompensado.

Recifb: naTtp. dbM. F. db Faria.=1843.


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