Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05051


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1843.
Quinta Fera 14
SMIfem
5>P
de Seterabro Anno XX. N. 198J
ludo .Kor. depende de n. mesmos; d. prudencie, K,derQO, .;.. ,
linumo. como principiamos, e .,,m i c,a"j''"! e energa: con-
cult... F l. .ponwHo. co .dm,^ entr. .. Nw^. ..
___________________( I rocUm.gao di Arsembleu Ger.l do Bbasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES
bounna, e I arihyba, se-ondas e sena, fer.. Rio Grande d,N)rle
Bonito e Gar.nliuns, l e 24.
Cabo, Serinluem. Rio Pormow, Porto'Cairo, Macelo, e lato a. B0 4 o ja ,4
Boa-r,fIe Flores* i3e 2S. Santo A.nlo quima, feir.e Oliud. loJos 0' j: "
. DI AS DA SEMANA. M*
11 Se?. a. Ibeodon Penitente. Aud. do J. de di 2. .
42 Terg. a. Auti V. M Hel. Aud.do J. de 1). di3, t.
43 Vuari. s. l'eli|ipe M" Aud do J. de di 4 t.
44 Vuirtt. Materno B' M. Aud. do J. de D. da 3. r.
45 S;l, a. Nicomedes M, Aud. do J. de D. da 2. .
46 Sah. a Rogelio M. Re. Aud do J. de D. da 4- t.
47 Do. Fesli das Dores de N S.
O Dnio publica-aa lodosos das que nio forem S ..minVados: o preco da assigflslora bt)
de tres mil res por quartel pa-os adilotados Os aniiun.os dos RnsnteJ sao ioaerido
gratis eos dos que n.io forera J ,!,., -.Oris P"r liaba. As reclimiqoas derein aerdiri-
gidis i esu Tip ra das Cruies N. 34, ou ipraga da Independencia luja delirro. N. 6e8.
vasda.
17.ODA
16,800
S.4U
t.MO
i.vto
civibiosNo da 43 da elembro. coaura
Cambio .obra Londre. Jo. Ouao-Moada da 8,400 V. 16,800
a fanao.5 res por franco. a N. 46.60J
i, ZOO
i,9 II
1,020
1,020
a
a" a LiaboillO poHOdapraaiio. j a da 4,000
Paali-Palacts
Moeda.'. cobia 2 por oanto. Pa.o. Colu.nars.
Ide. de letra, da boa. firma. 1| |. dllo, M.iioanoa
MIASES DA LANJ HEZ DE SEPTEMBRO.
La Chei. 8, as i horaae 7 a. da larda I f.ua ora 23, al 2bora. a 50 m. daiari,
gu.it. aing. 4 16, n. 8 hora, a 53. d.t. | ^uari. erare, 30, 11 nona a 61 a dan;
l'reamar le hoje.
a 8 cora, a 54 a. da tarda.
'>.C">!>c>C
AVISO.
Os Srs. Subscriptores, que- anda nao paga .
rao o presente quartel, e os que se adiad af S
sados no pagamentodo outros, queiiad fr n"
bondade de os satisfazor aos cobradores ou d~
o mandarem faser na toja de livros da -,..,. ri.
Independencia n. 6 c 8. p v
.ASSEMBLP^ GERAL
CMARA I0SS-,NH0RI,S DEpi;TA
Na mo de 26 ',/*, disrutindo-se o artigo
nVt'toZ^' ^^-Hatndo, pela prlmei-
hrW,i, parlt' "a ol f^ta a discussao, e a contrariar a
pane uo /(.tll,0 qUB po(||a goflr|W a,glima o|)J>(._
cao c j nao pude desenvolver a doutrina em
quesj funda nem sustentatal-a como preter-
ala e bem que j fosse prevenido pelos nebros
ac-puiados do Rio de Janeiro o Minas, que mili-
to bem a illustrarao (Jirel anda alguma cou-
saemseu abono, e procurare! chamar a seu
verdadeiro ponto do vista* a questa, e evitar al-
gumasdivafaco.-s que tem liavido.
Gonhece-se, primeira vista, que o autor ou
autores do pnjecto. tomando a sociedade no
ponto em que se achao, tratao do fixar o direi-
to que tem cada individuo, ou deve ter sobre os
terrenos que obtiverao em sesmaria estad de
posseou nao, cdedicidirdo modo porque, de
ora em oante, so dispor dos terrenos que ora
estao dovolutos, ou o podem vira flearem vir-
tude das d.sposicoes desta lei. Urna parto del-
lupoisassegura u garante o passado tomado
como tim factoconsummado.e outradispoo so-
bre o futuro.
A parteda loiquo trata do passado, e flxa o
direito dos sesmeiros e posseiros actuaes vem
desenvolvida nos artigos seguintes e eu nao
anticipare o que sobre ella tenho a dizer, nao
obstante que, sahindo da questao, ja se f.illou
sobre este objecto, Seria em mim contribuir tao
bem para confundir a discussao, e projudfeara
defesa do artigo em discussao, que, deste mo-
que, melindroso em si, edependendo domuita
puresa e exactldaS no desenvolvimento dos seus
principios, viria a ulharse fosse subordinado a
lins que elle favorece em resultado, mas que de-
vem ser postos de parte na execucSo.
Se o prolectofosse tambem poltico e pol-
tico em seu fi n, rasgo teriao os nobres deputa-
dos que querem que baja urna exeepcafl ao prin-
cipio geral da venda do torras, e que ao menos
na zona prxima aos limites ossem doadas e
nao vendidas, Jim do serom quanto antes po
voadas e asso;uradas nossas fronteiras. Kasfto
lerioosoutDS que pretendetu que nesta zona
nao habtem estrangeiros, ou em geral. ou da
ini'snia lingoa que a naca confinante. E todas
estas excepcoes que so podem sustentar o sus-
tentar bem com ra aosvstema, matad osystema, coque mais,
nao produsom resultado, cede outro modo, e
Da5deste que devemos promover seguranca e
latogrfdade de nossas fronteiras.
Quanto ao fim financeiro, nao 6 menos o pe-
rigo que corre o systema com a adopfao deste
principio, e tanto mais, quanto c muito popu-
lar esta idea, e acabrunhados com urna enorme
divida, a bracos enrn um dficit horroroso, e
querendo nos aliviar do peso enorme de impos-
tos que sollYomos, olliamos com pniser para to-
da idea de nova receita que nao saia dos capi-
taes ou lucros que possuimos ; e ter um rneio
de receita na venda das torras devolutas seria
urnaacquisicao importante na epocha presente.
Mas so a colonisacad s pode consegair-se ven-
dendo trras para importar com seu producto
colonos e ter nos colonos quem compre novas
trras, e assim successivamente; empregar em
as despesas do estado o producto da venda das
trras, seria dominara arvoro fructfera para
mais despesa Ihe devorar os fructos, emfim, ma-
tar desde logos acadinhas o systema.
aa
augmenta as forcas do posseiro o do terrono, ou
as circumslancias dasua industria?
Nio pr isp-ra ) na agricultura 03 nacionaes.
porque, limitados ou a slrvir-se di bracos es-
cravos queja faltad, ou de suas Torcas indivi-
duaos (pieos nao adiantao alem do mesquinho
mdispensavel, nio podom ir avante e vi vem .....v' """ ""ura wuun e morrem cada vez mais pobres. Nao' prospe- I tr,'v,,r '"> i|ue consistem suas vantagens lar-
rao ::s estrangeiros ; porque nenhum a ella se m"-l,": "'' *'' ------
Ja dos mullos qiw a Quem ao imperio, o se so
convenientes e confestaedes tacs que no
Bode ter lugar asa adopcao e s por necessi-
dade a conservacSo os paizes que nao admittem
a sudivisio da propriedade.
Resta a venda das torras pelo modo que adi-
anto se dir e ombora tenha j dcixado on-
Nao concordo pois em que se tenha nem por
poltico, nem por financeiro o projecto, e que a
este titulo se faca o excepedes no systema. e se
despenda como ronda do estado o producto da
venda das trros. Sejao quaes forem as urgen-
cias do estado, como gastar este producto se-
ria impediros immensos elleilos da colonisa-
<;ao, abstenha-se disso o governo e espere o
augmento das imposices, que 6 inmediato ao
. ......."----" "l""wl u^i.n lili i- ""IV uo iiiipviyiK9, I jlll- I- lllllll1' Mil Id ao
ao, seria cm parte abandonada. Deixarei pois impulso que a agricultura o commercio. e em
liara. dpnm n initctrar #*. ... a:___i.__T._ ~.1 a j_j... ._... _. .. '
para depois o mostrar que taes disposiedes ten-
dem antes assegurar que a molestar os propie-
tarios de trras, que sio os propietarios de pe-
queos terrenos, os pobres os mais favorecidos,
oque nao tem portanlo lugar a preparar-lhes
guarida as fronteiras a titulo de refugio, c que,
para este fim, se faca excepcao na regra geral
ia venda das (erras.
Fixada idea de que ha terrenos devolutos no
imperio, deque mais virad a haverdos actual-
mente oceupauos ou tidos por possuidos desde
que tenha execucao a le, convem examinar o
que se far dellcs. fra do duvida quo nao
continao a se nad conceder como desde 1823
para c j porque seria grave atrazo para nos-
sa industria e riquesa, j porque a absoluta ne-
gaco convida a oceupacao Ilegal, e dara em
resultado o abuso que temos visto de oceupar
-cada um o terreno que Ihe apraz. Um rneio p is
precisa ser adoptado para a oceupacao e cultu-
ra dos terrenos devolutos, e a lei escolheu o sys-
tema da renda, empregando o producto no trans-
porte de colonos que as venhad cultivar, ateto
successivamente at quo se povoe o paue floresta
a agricultura O fin deste projecto 6 porlanto
todocolonisador.
Tem-se porem combatido na casa a idea emit-
tida pelo nobre ministro da marinha que este
projecto tem fim colonisador, idea a que cu ad-
hiro completamente, e quo procurarei mostrar
sua exactidao e vantagens. Se se quer dizer que
o projecto tere resultados polticos, financeiro,
concordo, porque lei nenhurna ha, excepto al-
guma occasional que nao tenha todos osflns li-
tis a sociedade, por qualquer lado que se en-
care, uns mais, outros menos, e urna lei tao
importante que promove a colonisacao, desen-
volved industria augmenta as forcas o rique-
zas do paiz, tem resultados de lodosos gneros
favoraveis, e portanto tacs se podem diser seus
fins.
Mas ha urna rasad por que cu nao admiti ,
que se chame a este projecto poltico e financei-
ro, e tao somonte coionsador ; e para evitar
que, postos ao nivel estes fins, se facad excep-
tes ao systema. urnas em sentido politico, ou-
tras cm sentido financeiro, e perigue o systema
geral industria toda ga.ihara com elle. Tempo
vira em que voltada para o Brasil a onda al-
terosa da emlgraci), o nao sendo precise mais.
como nos Estados-Unidos, Importar colonos es-
trangeiros, quo por si mesmo vad aos mhares,
convir entaoconverler em rendado oslado o
producto da venda das trras. Kntao ser tam-
bem a lei financeira e poltica no mesmo grao
em que a colonisadora ; hoje s coloniza-
dora.
Tratando do destino dos terrenos devolutos,
tres arbitrios se apresentao.I'odem ser confe-
ridos gratuitamentepndern ser dados em afo-
ramientopodem ser vendidos. Eu discutir! ca-
da um desles ineios dexando por ultimo o de
venda, que adopta a lei, o merece toda a minha
approvacao
Eu nad diria urna palavra sobre o systema da
doacao tanto o julgava fra de combale, se
as excepedes dos 4JS 1. a 2. a nao autorisassem
at certo ponto e se a emenda em favor das
companhias pelo honrado deputado por S.
Paulo, e a que tem por fim as margeos aa es-
trada que vem de. Matto-tirosso a S. Paulo, a-
presentada pelo nobre deputado por esta pro-
vincia, e apoiada por aquello me nao viesse
convencer que anda como que respira e vive
este systema devastador, e precisa alguns gol-
pes.
Eu prescindo Sr. presidente combatendo
este systema, de Icrnbrar os abusos de dar le-
guas e legOAS de (erras a pessoas que as nao
podem cultivar e nenhum uso fasem dellas, do
conceder Ierras anda em quinhdes moderados
individuos ou familias que as nad cultivad, <
contra quem nunca se fez cxecular as penas do
commisso. Demos por hypothese que seja pos-
Sfvel repartir equitativamente as trras, con-
bedl-as a quem estoja no caso de as cultivar.
Dar-sc-hia anda assim alguma cousa de no\a
no paiz que hoje nao exista? E se hoje, que
pelo abuso das oecpaedes e posse nao contes-
tadas, tem qualquer individuo o terreno que
prel'ere para habitare cultivar no interior, nem
por teso floresce a agricultura e prospera a co-
lonisacao cernise dara este milagro com a
simples concessad legislativa, que em nada
dessera as clrcumstannias actuaes vor-se-hSo
as mesm isqne os l'.rasileros ou antes se \m;
porque igual a sorle das doflnhantcs colonias
estrangeiras que se tem estabelecido no paiz.
Obstculos mui graves devem existir no impe-
rio contra a applicacaS dos estrangeiros aos tra-
badlos agrcolas. pois que de militares quo io-
dos os annos entrad em nossos portos com o
Uro de nolle se estabelecer, nenhum. ou quasi
nenhum, se dirige a agricultura, oceupacao ;lis
que os habiloso rei-onlacao de inuitos os de-
vengo convidar. que a lacilidade de obter tr-
ras podendo-os tornar desde logo industriosos
por sua conta sem qsporanca alguma do po-
der assalariar outro que O ajudasse tornara
Indviduaes osesforcos, ecom osfbrcos indivi-
duaos a pobresa o sempre oompanhelra Irise-
paravel da agricultura aluda mesmo em paiz tao
frtil como o nossor-
Tomemos dous europeos, um proprietario ,
outro nao, que se lembrem de emigrar para o
Brasil, o dar-so nelle a lavoura. Considera o
proprietario que tem aqui terrenos mili ferteis
o baratos que pode comprar ; mas nao bracos
com que os lavre. Nao entra em seus clculos
comprar escravos que sao poucos e caros, e mal
de nos se mais pessoas ecapitaes concorressem
ao Wrasil com esse fim ; porque os poucos es-
cravos que ha subirid a enorme preoo com o
augmento dos compradores, o as (atondas se
redusirid a pequeos estabelecimentos inca-
pazes da cultura em grande do caf assucar,
etc.; resta-Ibes o nico arbitrio de trasor bra-
vos engajados; mas pensando que, em um paiz
onde todos podem sjr propietarios do torras,
de um dia para outro Ihe fugiriaOos engajados,
que caria com capitaes enterrrados ou predios,
eperloda ruina pocm de parte o vr pata o
me-hei mais sensivel agora. Est .visto em
primeiro lugar que em nina crise ern que
nao podemos disponsar valor algum nao se
devem doar ou ceder de quali|uer forma terre-
nos que so nao tem grande valor podem vir
a t-lo eatrar-se umitas vantagens do em-
prego de seu producto. Esta porm nao se-
an urna razio paro aquelles que olhiio smen-
le boje para meios (nanceiros : a ra/ao prima-
ria da venda das trras outra.
Tem-se dito quo as trras nao tem valor,
porque quem quer podo obtel-as ontre nos ,
apenas com o Irahalho de as oceupar ; e por-
que 6 facilimo obter trras para lavrar ne-
nbum colono sesujeita a trabalhar assalariado
por conta do quem os traga ou dos nossos
lavradores, que por isso faltos de bracos, e
tentlo de pagar muito caro os escravos conti-
nao estacionarios ou se arruino ; c fogem de
vir colonos para o paiz ou dos que tem capi-
taes que podem logo oceupar terrenos e assala-
riar bracos ou diz que os nao tem e pre-
cisSo antes ganhal-os; em outras palavras ,
nao ha proporcao alguma entre os terrenos a
oceupar o lavrar eos bracos que nisso se ho
do empregar o preciso restabelecel-a.
Ora para o lazer, necessario dar valor s
trras emarecel-as por um lado o que se
faz nao concedendo mais alguma gratuitamen-
te esim pondo-as venda nielo por que
nao chega a lodos e mandar por outro lado
vir colonos quo, nao adiando trras para oc-
eupar gratuitamente irao trabalhar por sala-
rio na agricultura e restabelecerd assim a
fortuna dos actuaes lavradores que possuem
trras e com o producto de seu salario com-
piuun iiiiu |wt;ni un parto u *ti |i,ui n mi v uuiii u mmiiucio lie seu salario Coill-
Brasll, e vad para os Estados-Unidos, onde as prarad depois terrenos em que trahalhard elles
torras se vendem e os bravos se allugao.
O nao proprietario tem cortesa de encontrar
e tambem colonos que Ibes fdrem seguindo.
producto da venda das trras serve pois pa-
trabadlo a jornal e poi bom preco, ou trras reimportar colonos, e os colonos compro as
em que se estabeleca e excite seus bracos na sua
pequea lavra ; mas se pensar bem, conliecera
que, nao (endo actualmente bravos que o aju-
dem assalariados, continuar sempre na pe-
quena agricultura que comecou sera espranos
de mclhor fortuna, e abandonar a idea de
vir para o imperio Ihe prefirir qualquer ou-
tro paiz. E ludo isto pro vem de que, dundas as
trras, e a todos que queirad nao havia, nem
ha rneio de resolver ao menos os recem-chega-
dos a trabalhar por conta de outros, tendo as-
s'
(erras e assim successivamente sendo por
isto denominado osystema, systema que se sus-
tenta a si mesmo. .Mas por onde comecar ?
\ ender-se-ha purm as trras e a quem ?
Importar-se-bao porm colonos e com que
tucos ? Sao perguntas quo se podem lazer o
a que adiante responderemos.
Etf portanto ou deve estar entendido ,
que as trras soben, de valor porque nao sao
dadas gratuitamente ; mas vendidas aquellos
im estes auxilios de bravos para desenvolver |que ou sao mandados vir com seu producto
suas p antacoes e aquelles, alem de occasiad t depois de terem gando um peculio se tor-
do ganhar um peculio a do obter expericnc a ,..-.' r.,,,rift, r,llo se tor-
nos costumes agrcolas do paiz. urna das cau- "- P^pnetanos e successivamente assala-
sas tambem do mo successo que tem na ag i- r,i, os n',U)S yin cultura os novos colonos. Temos actualmente \,|UC lndo capitaes na Europa, e saliendo
que encootrio no Brasil terrenos mui feriis a
muitos terrenos e poucos ou nenhuns bravos li
vres que se aluguem ; volva-se a posico; ven-
dao-se as Ierras ese mandem ,vir bravos, os
quaes, pirque nao terad meios de comprar Ier-
ras s. rao outros tantos auxiliares dos actuaes
possuidoresde trras, ou dos que trouxessem
apilaos para as comprar ea agricultura ter
desenvolvimento. E como insistir anda em tao
ruinoso systema de doacoes de trras.
O rneio doaforamento ou emphytensis niio
foi anda apresentado na casa ; mas precisa
refutacio ; porque ja o ouvi sustentado e
pessoas ha que o adoptao : eu o pens quasi
(o mo como o outro. Como o rneio de baver
dinheiro para mandar vir colonos, o afora-
niento mo ; porquo seu producto mesqui-
nho e demorado ea percepeao do foro tra-
balhosa e em regra nao produziria cousa al-
guma. Como rneio de convite ao estrangeiro 6
pessimo ; porque nao d direito de proprieda-
de que sobre tudo desejao os habitantes dos
paizes da Europa onde ser proprietario cousa
de inuita importancia e o direito que di nao
irrovogavel e perpetuo como aquello ; mas
sujeilo a perda commisso Sce. &c. Pelo .
lado das successdes a emnhvteusis nrnduz in-pr "U* S220*
mais baixo proco que uo seu paiz e que to-
ro bravos que aluguem para os cultivar virio
pouco a pouco procurando o imperio para nelle
se estabelecerem tambem na lavoura.
Para levar a efeito o systema porm pre-
ciso que nem as trras tenliao tao alto preco ,
de sorle que a dificuldade ou quasi impossibi-
lidade de as comprar desanime aquelles que
virioiara o paiz voluntariamente edemao
governo rendas mui diminutas ecom que ape-
nas possao importar poucos colonos. E'tam-
bem indispensavcl que o proco nao seja to
baixo, que assim as possa qualquer comprar ,
e nao hajd quase rneio de conservar bracos as-
salariados quo tanto precisa o os nossos lavra-
dores em substituido dos escravos que vaoe
irao faltando cada vez mais ; e que tambem
vendida muita quanlidde de terrenos por un
preco que s d para a importaco de poucos
colonos seja exorbitante o salario que estea
obtenlio e conservando sempre o desequili-
brio entre a quantidade de trras cultivareis e
o numero dos bracos alugaveis para este fim ,
em pouco ou nada se tenba sabido do estado*
MU
i i
11
ADO


A
E' finalmente anda preciso que a venda das
Ierrescomceepeta mais prximas que houve-
rem devolutas as mais em relaco c contacto
corn os maiores mercados do pail aquellas
cujos productos possfio ser mais fcilmente con-
duzidos aos porlos do embarque o isto tanto
porqie sao estas mais procuradas, c que po-
den convidar mais compradores, dando.as-
sim maior impulso colonisacjlo como-por-
que p deudo ellas obter maior valor, dio
tempo a que ji seu turno se v5o tambem erjea-
recendo as mais remotas, quando se Ihcs lr
niaisnpproximando a populara-. Ora, a pro-
ximidade nestes casos que sempre se toma
oh o ponto de vista industrial nao est sem-
pre na razao das distancias mas da fac idade
provin.-a lia tao favorecida como a do Para .
onde sob o ponto de vista com inercia I nao ha
distancias enormes o do todos os pontos da
provincia so pode condu/ir c conduz por agua
tudos os seos productos da natureza e arto.
Se pois todas estas con lices sao ndispon-
saveis para a execucao do projecto e realisacSo
do systema que bem combinado e mui jad-
elos* comtudode muito grande melindre ;
como aberrar dellas e conceder gratuita-
mente terrenos o que anda peior qne ven-
del-os mui barato? No entretanto o projecto
adm tle esta exeepcao c eu que capricho
por adiar ra/.ao em tolas as suas disposicOes ,
porque o considero muito bem tricado lgico
o coherente entre si eemeada un dos seu-
artigos voii talve/. dar nica defesa que pode
dar-se aos l.e 2.
E fura tle davida que todos os principios <
le modiffcao se segundo o estado da socieda
de e pa-a que tenhao aquellas exeeucSo, pre-
ciso i|ue se acomnodern a esta. Ora, tendo
nos no imperio habitantes que lem direito s
torras c as nao sahem cscolher, precisio ter-
renos e os nao sabem comprar preciso que
o govorno do paiz por ellos escolha ; e porque
convm que sejio chamados ao gremio da so-
ciedade forca que se Ibes proporconem
mcios, o portanto conceda terrenos, anda
com desvio do principioadmittido. E comtu-
do tambem certo que, dando- -so-Ibes este
terreno o que ha 6 verdadeira troca com o
que ellos habitu, possuem e Ibes pertence ,
e que ha al vantagem omter entre nos estes
individuos de que o paiz anda que com tra-
balho tira algum lucro, e pode tirar maior.
Mas admittida a excepcao para os indge-
nas dove dar-so igualmente o que sa propo a
espeito dos terrenos limitrophes s potencias
confinantes? Dar-se em sentido favoravel aos
nacionaes, oo estonder-se-ha mesmo a apar-
tar-se delles os estrangeiros? Dar-se (nal-
mente a favor de compendias, equantoaos
terrenos da nova estrada entre Malto-Grosso e
S. Paulo ? Examinemos.
A opiniao que tcm por fim povoar quanto
antes as nossas fronteiras suppe erradamente
que. doados aquellos terrenos haver quem os
queira ir habitar o serao povoadas as frontei-
ras, e parece ser perdida por seus sectarios a ex-
periencia de que, nem por serem doados os ter-
renos do interior das provincias e cstarem
merc le quem os quizesse, forSo povoados to-
dos estes lugares. E como o serao as fronteiras ?
Supponhamos a bypolhese de osdoaraes-
trangeiros possivel que alguem baja que
penseque estrangeirosaceitero,para nelles ha-
bitar terrenos tflo distantes de todos os mer-
cados, e cojo clima, pela maior parte Ibes*'
nocivo ? Eu creo que nao, e ocreio tanto que
repillo a idea de a fasta r desses terrenos os es-
trangeiros. que por certo o nao que rom com
um fim industrial; e sobre intil lem esta idea
o pengo de nos f,,/(.r Crer cnsos e exclusivos ,
temerosos emfim da concurrencia de populai 8o
estrangeira cm um tempo em que os vamos con-
vidar a \iren habitar nosso paiz.
Os que deendom a id a de fazer habitrosla
>ona limitropuc por nacionaes suppe, empr-
melo lugar, como que estes 10, 0,000 ou
ou mais individuos que podoraS ser para es-
ses lugares convidados c admittidos, nao sao
tirados dos ontros districtos do imperio nao
fa/em falta sua populacSo ; nao teremosde
menos sua produecoe industria alias nao os
desej iriao ver remettidos pnra urna parte do im-
perio onde serao perdidos pido lado da produc-
co e riqueza e nada (a rao pelo lado da segu-
ra nca 10, SO, 100.000 homens, espalda-
dos como habitadores pelas nossas fronteiras ,
sujeitos aos terrveis embaraces de sua posico
e em lula com ocliina que pela maior parte nao
esta rao u fe i los serian de mu fraco soccorro
como opponentes a qualquer aggressSo, at por
que as distancias os impossihililfto de se reunir;
mas WB mesmos 10 SO ou 100.000 homens
aecn-scem iodos a populadlo actual o conve-
nientemente situados dariSo um occrescimo de
riqueza com quenulhor podessemos nosoppor
aggresso exlerna.
Nossas fronteiras nao estarlo defendidas por
niin ten hamos nellas mais algUDI habitantes;.
mas se-lo-hao por certo quando, desembarce-
lo o systema de colonisacao deste enxerto pol-
tico, forexecutado pura o fielmente e trouxcr
io paz mais algurnas centenas de milbares de
habitantes livres. Enlao, accrescentada a (orea
numrica c monetaria do paiz, elle ter meios
le fa/er subir ao primeiro aviso um corpo de
tropas suficientes a conter o aggressor extorno ;
enlao mais approximada da zona de limites n
onda da emigrado sera ella mais respeitada
lo que pela presenca efTectiva desses poucos in-
dividuos desterrados.
Ede que meio servir-se para resolver habi-
tantes do paiz a irem habitar esses terrenos lon-
gnquos? O convite e soccorros pecuniarios nao
lem produzido grandes resultados, e a experi-
encia ji disso meconvonceu. Quando osFran-
iczes oceupavao o terreno prximo aoOypock
lembrou-sc o picsidente do Para de povoar al-
,'uns ros que para o Ama/onas correm em per-
pendicular vindo do lado dos terrenos contes-
tados por mais que fi/esse publicar convites a
quem qui/esse vr habitar esses lugares que
ili s tcm porlos c nao estao longe de algurnas
povoaces ovillas, ninguem se prestou ao con-
vite, ainda mesmo com o soccorro de urna men-
salidade.
Tomei cu posse da presidencia, e, reconho-
endo que o rio Araguinz que parallelo ao
' )yapock era preferivel de povoar por dar o mes-
mo resultado com menor cm prego de pessoas ,
puldiquei o mesmo convite e offerecimentos e
ninguem consegu voluntario nem o consoguio
meu antecessor e collocado ali um presidio
militar que tem feilo despezas, est boje aquella
colonia em risco do debandar-se nao obstante
ser militar i porque por economa, entendeu
0 govorno que deva suspender o sold do cum-
mandante e director, que um alfercs de com-
nissao c assim se perder toda a despeza ja
foita. foi possivel adiar quem fosse voluntariamente,
anda leudo urna pensao mensal, alm da pro-
predado do terreno, como esperar que se ade
quem aceite e va povoar a zona da fronte ira ?
Ora eu p:;nso que nao sendo possivel sup-
por que estrangeros viio habitar nestes annos
prximos a zona limitrophc intil a conces-
sao como favor, desneccs>aria e odiosa a pro-
hibido em favor restrictivo aos nacionaes. Pen-
s tambem pelo que respeita excepcao em
favor destes que nao ter resultado e que
bem poda riscar-se do projecto para nao co -
mccarmoi o systema com urna excepcao que sera
exemplo para oulros ; e com ludo, posso anda
approvar o paragrapho nesse sentido como urna
concessao k opiniao publica que ainda enten-
de favor as doacoes do Ierra ; mas na esperance
de que nao ter resultado e que quando
muito a adopte o governo por estahelecer com
carcter permanente presidios de soldados em
alguns pontos das fronteiras os quaes escolhi-
dos denlre os casados conservando-se-lhe at
certo tempo os sidos c tendo direito s trras
que cultivem formen) urna especie de colonias
militares agrcolas que vgiem as fronteiras, ou
antes marquen) at onde ellas chegao.
Este ponto, o da escolha das trras ve.idaves,
e mui los oulros pormenores, devem (car ao
bom juizo do governo porque tambem pre-
ciso suppor que tomos governo Ilustrado o pa-
triota, tao interessado como o corpo legislativo,
em levar a efeito este systema; e que se nao re-
petir o faci notavel em nossos dias de una co-
lonia industrial estabelecida no centro duuma
provincia na de Santa Catharna. ...
O Sr. Torres: Sao erros do systema que
seguimos.
(l Sr. S Franco : Sim, sao erros do sys-
tema que seguimos ; mas erros tao crassos, que
ca de esperar se nao tivessem commettido, se
nao tivessem remettido artistas de primeira or-
dom a trahalbar na lavooia derrubar inattos,
abrir estradas, etc.. K para os evitar, e a despe-
za improductiva que fa/em entremos de urna
no/ no verdadero systema de colonisacao quo
ha de encontrar troperos verdade mas que
iiielhor ira avante se Ihc nao fi/ermos desde lo-
go exceptos destruidoras e inuteis para os re-
sultados E a excepc&o a respeilo das companhias: dar-
se-lhe-ho Ierras para vender ou para lazer
lavrar ? No primeiro caso nao ha mais quo
um concurrente com o estado na venda dos ter-
renos o qoal, se podo ja agora fa/cr damno,
se a especuladlo lomar a seu cargo abarcare
\ender trras das que tem ja propietarios ,
maior o faria enlao contrariando asvstas dogo-
verno quanto aos lugares om que primeiro se
deve vender, seu proco, condices, etc. ;e isto,
alm de conceder a lerceiros o producto dessas
vendas sem lazao alguma e quando esla renda
pode e deve ser privativa do oslado. Se porm
para as doarem ;;s coinpanhias cahimos no
vicio da doac&O di>s trras e por um meio que
antes far.i accrescer que diminuir os abusos quo
se costomao dtor nestas'concesses.
Anda ha a bypothfce de que sejio os terre-
nos nara os lavrarcm por sua conla asromoa-
nhias o cabe aqui porguntar que garantiasso
tera de que as faco aproveitar estas, quando o
nao tem feilo com taesdoacoes os particulares?
que motivo para assim favorecer a industria em
commum que, em regra, menos producto-
ra que a individual, e isto alm dos males pro-
venientes e ja apontados do systema das doa-
coes? Estahelecao companhias osquoasquoi-
rao porque Ibes nao prohibido; tenhao por
fim mandar vr colonos simplesmenlc, ou tam-
bem formar estabelecimentos industraos, mas
comprem torras, se quizerem, e nao caamos em
tao intil sobre damnosa aberracao do systema
de colonisacao que queremos adoptar.
Ha ainda a excepcao a favor das margens da
nova estrada entre Matto-Grosso o S. Paulo, e
o simples motivo desta excepcao nos levara ft
adopcao completa ou restabolocimcnlo do an-
tigo systema da doaco de terrenos. Se se loao
essas margens da estrada para as povoar, seas,_
sim virad a ser habitadas, concodao-se tamhom
em doaco as margens de todas as estradas do
imperio, o em geral todos os terrenos, para que
sejio todos habitados.
O Sr.Carvalho: urna estrada geral que
se dirige .i corte, a nica deshabitada que temos.
OSr. S. Franco : Seja geral ou provin-
cial mudanca simples de nome, e tanto pre-
cisio o cuidado e apoio do governo urnas como
nutras ; mas a duvida c se taes concessoes da-
rn cm resultado a povoac5o da estrada. So
sim, vantajoso o meio e adoptavel para todas,
se nao; nem para esta.
Nao v o nobre deputado que, se, sendo bo-
je permittido ou tolerado ir-se fixar nessas mar-
gens quem queira ninguem o tem feito, nin-
guem o far como esperar quo o fizessem pe-
lo simples fado da concessao das Ierras? Ha
ainda um engao cm que se est tomando o
projecto como (nanceiro e quo a venda das
trras tem por fim aproveitar em beneficio dos
cofres pblicos a sua renda e que portanto a
concessao de trras cm casos exceptuados um
favor. Mas se se notar que nao (avor conceder
Ierras que nada ou pouco valem em longiquos
serios que antes um degredo aos que as re
cebem que podiao bem trahalbar com melbo-
res esperancas porto dos povoados ou nestes,
ver-se-ba que nao ha favor nao ha animacao
nestas doacoes, e a experiencia o prova com scus
resultados ja vistos.
Ainda mais ou nestes lugares exceptuados
se oxecuta igualmente o systema ou nao. u1
sim, como vender trras ao lado das que se d3o,
e da!-as ao lado das que se vendem ? Com que
meios mandar vir colonos que, trahalhando por
conla de oulros, vao depois comprar estas Ier-
ras que successivamente se vao pondo venda?
Se nao o nobre deputado ter que nesla par-
te de sua provincia ou em toda ella n5o se exe-
cula a lei, conlina-se no anligo systema, que
nada produzio e contribuira assim para o a-
trazo do sua provincia quando alias se esforca
por vol-a mclhorada e suppe pedir provi-
dencias benficas.
Snpponho ter demonstrado que a venda da*
Ierras deve ser o systema proferido ; preciso
fazer-lho rarissimas excepces, o que a doaco
s se pode dar como urna necessidado aos ind-
genas o no caso da zona de limites, s para as
colonias que apontei ; mas nunca como um fa-
vor equelenhapor fim povoar districtos ou
lugares o que nao verifica e smenle serve
para destruir os bons ofleitos do systema.
Dovo agora sustentar a emenda que tivea
honra do mandar mesa e o fago ; devo de-
clarar porque ontendendo muito vanUjoso o
projecto o mui bem confeccionado ferio mui-
to prazer de o vereivado de alguns pequeos de-
feilos que nem por isso Ihc tirao o merec-
monto Eu mostroi que fixado o principio
da venda das Ierras a excepcao nao devia re-
petir mais o principio geral da venda; so, como
entende o honrado ministro da marinha nao
ha excepcao alguma ao principio da venda, nem
quanto ao modo nem quanto s pessoas, o
smente a excepcao da concessao a favor das na-
cionaes e limitada zona dos limites.
Mas disserio pouco mais ou menos o Sr.
ministro e o honrado deputado por Minas :
que a concessao da venda dos terrenos da zona
do limites era potestativa e com o fim de ar-
mar o governo para vender ou nao conformo
a poltica o exigsse e que sendo assim mate-
ria diversa, tnha lugar a repetirn. Eu creo
porm que nao ha nisto razao se attendermos
a que o principio da venda de sua natureza fa-
cultativo quanio aos lugares e tempos que a
expresso do art. 1. a prohibitiva de todo ou-
tro meio que nao seja o da venda e que o art.
22 em quo vem fixado o principio positivo ,
redigido em expresso potestativa c nao orde-
nativa ; porque diz : autorisado a vender
, concluiremos que ainda por esla razao ,
nao tcm mais lugar nem a repeticao do para-
grapho, nem a que Iraz a emenda do nobre de-
putado por Minas e que para ficar lgico in-
telligivo! e coherente com o systema o paragra-
nho deve di/er-so nue ficiio excentnnda c
trras na zona dos limiles, as quaes podem tam-
bem serconferdasgratuitamento aos nacionaes,
deixando dereietir-se que podor ser vendi-
das o que est entendido o se repelo no ar-
tigo 22.
Votarei portanto pelo artigo com esta emen-
da e desojo muito ver approvado com as pe-
queas altcraccs possiveis um projecto que ten-
do a comecar nova pocha no paiz e, se lr
bem executado poder cm breve elevar o Bra-
sil prosperidade de que susceptivel e que
a provincia de que tenho a honra de ser repre-
sentante dar um incremento e vantagens que
ella muito precisa. _____________
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendimento do dia 13......... 1:9858286
DeicarregSo hoje 14.
n ri:gue Syren bacalho.
dJl-u AbM-Kaer farinba. ____
linimento do Porto.
ar.'ejfl* sahidos no dia 13.
Rio de Janeiro ''arca americana Nepune ,
capitao B. Tay com a mesma carga que
trouce. c ..
Baha e Rio de Janeiro' \ Pa(luete ,n8,ez Sw,f1'
commandante Dougla 8*
Entrado no wu'm0 dta- _
Terra Nova ; 39 dias briK"u 'n8,e,z Seren .
do 181 toneladas caplo ^.Catchpde e-
quipagem 11 carga bacalh.'10 : a Charles
Roope & C.
Sahido no dia 13.
Ass ; brigue brazilero Feliz DeitinS raP,-k
tao Manoel Pereira de S, carga divei.*508 8-
neros. __
?M
Declaracocs.
= O administrador da mesa de re:ebedoria
das rendas geraes internas avisa aos morado-
res do bairro do Rccife SanloAntonio, Boa-
vista e A (Togados para que venhao pagar o
imposto de 18000 por laxa de escravo* e do
banco, ol.simcslre de 8i3 a 1844 por
j se achar prompto o lancamenlo ; o aquellea
qne nao vierem pagar at o fim do correnlo
mez protesta nao annunciar mois remet-
iendo sem perda de tempo a relacSo dos omis-
os para juizo.
Leiloes.
Kalkmann & Rosemmund farao leilSo. por
intervencaodocorretor Olivcira, do mais com-
pleto sortimentode forragons, e mudozas, al-
gurnas das quaes ser3o vendidas para lexar
contas : sexta foira lSdocorrente s 10 horas
da manha em ponto, noseu armazem da ra
da Cruz.
Avisos diversos.
LOTERA DE N. SEIVHO-
RA DE GUADLUPE.
No dia io do correnle correm aa
rodas desta lotera, iqueni ou nao,
bilhetes por vender.
Lotera de N. S. de Livramento.
As rodas desta lotera andaoenfallivelmente
no dia 12 do Outubro do corrente anno e os
bilhetas acho-sc a venda nos lugares do cos-
til me.
- Precisa-sede um official dochapeleiro quo
soja perfoito no officio de sombrereiro : na ra
do Crespo n. 11.
= G. C. Cox faz urna viagem para Eu-
ropar.
Troca-se um muleque de 8 annos por u-
ma pretinha da mesma idade at 10 annos ;
quem a tiver annuncie.
= A commssao administrativa da sociedade
Appollinea convida pola segunda vez aos Srs.
socios para seunirom em odia 15 do corrento
mez pelas 6 horas da tarde em cusa da socieda-
de a fim de proceder a elleico de director,
e vice-director.
= Precisa-se de um rapaz de idade de 12 a
M annos quo seja portuguez para caxeiro
de venda ; pessoa que se quzer determinar
poder procurar no atterro da Boa-vista lado
da matriz fabrica de chapeos.
Urna mulher do bons custumes se encar-
rega dacriaco do meninos de peito impe-
didos, o tambem recebem-se meninos des-
mamados para curar da sua educacao noque
promette esmerar-se : no patio do Camin.
24; na mesma casa vndese urna cruz toda
Af* A'**\r**nntaa


=Uma mulher parda, viuva de bons! loja de ros
costumes, sabe cozer e engommar propoc-j cscrip(uraco d'...- i TSm para tamenl lU(Jo r e a servir de ama em casa de pequen;, fami- sUa conducta en m La ; .a''ana ,amk'm s,> "* '"comandas de toda a qua-
1.a; quem a pretender diria-sc a ver^a dahidul, P*soas deroconbecida pro- I!,.!., a.........U-:.-.
ruaDireilan. 8: onde se informar, mcioi ao be nTna?"5" ? ^^ Pre^er dirija-se
c se dir onde mora. CC0 do Al,rp" nn -""-''" "~'" J'
=Perdeo-se( domingo 10 do corrente) urna
sedula de o0g rs. u,n annelo de ouro c
urna cbave pequea ; a sedula he das encar-
nadas e o anne! lem as letras seguintes por
den ro do aro F D T V do principio da ra
<(.i ( ni'i ,1.. I> .. r < .. i .'_
, .- ,_.... |.,< inii'i un,!-.,'
ao becodo Abreu no secundo andar da morada
aoj>r p,na ou annuncic.
^Precisa se de um caixeiro deidadedel3a
i* annos pouco mais ou menos para urna ven-
da ; no beco do Peixo Frito n
5.
lidade de machinismo.
- Oescrivao eieitoejuz intirinoda irman-
dade do Santissimo Sacramento da fregu/ia de
S. Pedro Martyr do Olinda convida a lodosos
irmaos da mesma para se rcnirem em mo/a
geral, queem virtude do compromisso (em do
eleger os novos ompregados, no dia 21 do cor-
ra deSantoTmT 8 T rUa A"" rcntc po,M 9 ,,ora < "".
da (.ruado Recife at o atierro dos Amigados ao : tas annrP.i H T'/0 bomsil,' I Mo juiso de orpbaoa do termo de Olin-
pc da ponte de Motocolomb ludo cima es- racui'w m Ir de Parrc,rs. ,na" ,li'- le correr a ultima praca no dia sabbado
no para se passar a fesla ; a 10 do corrente.duma casa terrea de pedra e cal,
em chaos proprios, com quintal o un terre-
no no oitao que serve para outra pequea ca-
sa esta situada na ra do jugo da Bola o foi
avahada em 190S res.
Contina-se a tirar passnportes para den-
tro, e Inra do imperio por preco muito com-
modo ; na ra do I.ivramenlo n. 26 primei-
ro andar.
Dr em medecina Alejandre de Sousa
Percira do Carino, acha-se residindo nVsta ci-
dade no segundo andar da casa n. 13 da ra da
Cadeia do bairro de S. Antonio onde pres-
tar-se-ha s pessoas que precisarem dos soc-
corros de sua prolissiio.
Precisa-se de um feitor para Irabalhar em
um sitio perto da praca que cntenda de plan-
tacoes dando conhecimento a sua conducta ,
preferindo-se algum portuguez das libas; a
tractar na ra da Assumpeo no correr do mu-
ro da Penha n. 16.
Precisa-se alagar um preto ptra Iraba-
lhar em ama padaria, pagando-se o aluguel
por mez ou semana ; quem o tiver, dirija-se
a praca da Boa-vista n. 10.
tava emhrulhado em um pedaco de papel de
mata-borro encarnado ;> quom o acliou que-
rendo restituir dirija-se a ra da Cruz em casa
rosamente recompensado.
=Aluga-se urna casa terrea com duas salas
quatro quartos solao, quintal murado, e ou-
tro cercado com muito boa ago i de beber o
por preco commodo sita na ra da Solidado ;
quem a pretender dirija-se ra da Aurora casa
n. 58.
= A,Jg-8e a casa terrea na ra das Trinxei-
rasn. U que:n a pretender entenda-se na loja
deJoaquimGoncalves Cascao.
/
LICUOR DA CHINA
ou
ESSENCIA DA FORMOZUKA.
Este precioso comesttico que pelo seu a-
gradavel, suave e doce aroma so torna digno
de figurar nos mais elegantes toucadoresftoillet-
tes) goza de propiedades mui nolaveis, que
experiencias repetidas e muito variadas, tanto
neste comoem oulros paizes, tem confirmado,
como sao : primeiro amaciar, limpar, clarear,
e refrescar perfeitamenle apelle, tirar as sar-
da pannos espionas, e toda a especie de no-
doas ou manchas, quo nella possao apparecer ,
sem alterar sua frescura e brilho naluraes : so-
gundo destruir as rugas causadas pela secura da
pello abortoeja, empingons e nutras men-
sas afleccoes cutneas : 3- tirar o mao hlito da
boca commu..icando a esta um cheiro mui a-
gradavcl fortificar as gengivas prevenir as
dores dos denles, &c. &c. Em todos estes casos
.a experiencia tern mostrado o quanto 5 justa a
alta repulacao de quo go/a este composto no
Oriente onde scus elTeitos sao todos como in-
salivis; cadagarrafinhacustalS200rcis; um
impresso explicar em detalhe seu uso o virtu-
des : venue-se smente em casa de Novaes &
G.* na ra da Gamboa do Carmo n. 19
Precisa-se de um feitor, que trabalhc ,
entenda de arvorodo, borla, o vaccas, para um
sitio na Magdalena; na ra d'Aguas Verdes so-
brado n. 66.
=Aluga-so o segundo andar do sobrado da
ra estre.ta do Rozarlo n. 16 ; a tratar no pri-
meiro andar do mesmo.
D-so 200$ res a juros sobre penhores de
ouro, ou prata; na ra de Sania Rita n. 62.
A luga-se o s-.-gundo andar da casa da ra
da Gade.a do Re-jfe n. 17, com muitos com-
modos; os pre.endeilte8 podem procurar na loja
de cabos ao |uj0 da .greja do Gorpo Santo
A p'-jssoa que annunciou querer um pre-
to para trabalhar om urna olaria mensaliiienlc,
dinl"J-se ra Nova n. 32.
Precisa-sede um aprendiz de charuteiro ;
rja ra das Cinco Ponas n. 23.
Quem por engao levou um chapeo de sol,
de seda ingle/ em lugar de outro quo ficou
em mao do annunciante, (ac o favor de ir tro-
cal-o na ra da Cruz n. 7.
Pede se ao Sr. J. J. B. morador nos Af-
fogados, haja de responder carta que se Ibe
rcmetlco por seu lilbo, do contrario se far pu-
blico o seu conteudo com os eselarecimentos
ooeessarios.
=OTerece-se um rapazinho pardo para cria-
do de alguma casa nesta praca o qual se su-
jeita a azer o servico com actividade e por
preco commodo ; quem o quizer dirija-se lo-
ja do sobrado n. lo da ra da Cadeia de Santo
Antonio ou annuncie.
A pessoa que annunciou querer alugar
canoas abertas para atierro, querendo urna que
pega em 500 tijollos de alvenaria quasi nova ,
procure na ra Augusta n. 60 ou na botica
do Ghagas na ra do Livramento n. 22 cuja
canoa se aluga a 6,000 reis por mez.
O Sr Thomazde Aquino Pinto de Quei-
roz queira mandar a ra da Cadeia do Recife n.
21 receber urnas cartas que Ihe vicrao do ser-
to, ou annuncie sua morada parase Ihe man-
darnm entregar, pois sao a bem doseuinte-
resse.
i | ...
tratar na ra Nova n. 3.
-O Sr que annunciou precisar de canoas
para atierro querendo duas, urna de um milhci-
ro e outra de 600 tijollos dirija-se ra do
Lafouga loja de miude/.as n. 3.
Dcseja-sc saber se existe nesta praca o Sr.
laulo Rafael ias de Garvalho para so Ihe
entregar urna carta vinda de Lisboa.
LOTEB1A DA MATRIZ DA
BOA-V18TA.
W No dia 22 do corrente
mez de setembro correm
impreterivelmeiite as rodas
desta lotera, fiquem ouno
billietes por vender.
= Luiz Paulino vai ao Rio de Janeiro tra-
tratar do seu negocio.
- A pessoa que tem annunciado por este
Diario um escravo para trabalhar em olaria ;
dirija-se ao armazem da ra Nova n. 67 que
tem um bom olcial de ladrilho.
Precisa-se de um trabalhador de sitio ,
e que saiba botar canoa, com preferencia o que
for escravo; quem cstiver nestas circunstancias,
dirija-se ao r. Pereira na ra do Rangel.
Aluga-sc urna loja comporta decoxeira
no largo do Colegio outra dita na travessa do
Cadeia, ambas por commodo aluguer"; quem
a pe tender, dirija-se a ra do Hospicio n. 17.
ssQuem tiver algum cercado com suicien-
eia para ter animaos, e quizer receber duas
vaccas, para cntregal -as depois de paridas, an-
nuncie para se tratar do ajuste.
= Precisa-se fallar com brevidade aos Srs.
Claudio Patricio de Almeida que morava na
cidade de Olinda, e igualmente com seu mano
Brazilino 0. de Almeida praca da 2 com-
pantlia do corpo de polica a negocios de seus perfeilamente bom e se olTerece 108 rs. men-
intoroectic na mo Ae\ ',,. ,. nnr. <) ._t___ .
- Aluga-se melado do urna casa na ra da
Conceicio n. -6 ; a (radar na mesma.
= Pelo vapor ///ipprff/or.vindo ltimamen-
te doSul chegon da Babia urna poftfto de caixi-
nbas de charutos da molhor qualidade que ali
Sf abricSo na celebre fabrica de regala ; ven-
de-Be na ra da Cruz do Recife n. 38 pri-
meiro andar.
Anna Maria dos Sanios Fonte, viuva do
fallecido Antcnio JosTeixeira da Fonte avi-
la ao respeilavel publico, que em seu nomo nao
fiem, ncm empreslem dinbeiro, nem cousa que
o valba pois ella nao se responsabilisa c la/,
este avizo para ninguem se chamar a ignorancia.
Precisa-se de um jugo de breviario que
sirva para irado Franciscano; quem o tiver pa-
ra vender annuncie sua morada.
= Precisa-se de 300ji rs sobre um escravo
interesses: na ra do Crespo casa n. 33 e
pedo-se a qualquer pessoa que souber de suas
moradas haja de o participar na casa cima ,
que muilo se Ibe agradecer.
= Acaba-sc de receber de Franca o vinbo
desalca parrilha e o xarope da mesma e de
nalTe, capsulas do cupaiba, as pastilhas do nafl
muito superiores para toce e lembem as de
mao de v : na ra Nova n. 55.
= Da so dinbeiro a premio sobre penhores
de ouro ou prata ; na ra da Cruz n. 38, se-
gundo andar.
= Urna Sr.1 professra de primoiras letras,
queensinaa muitos annos nesta praca, prefere
oxercer o mesmo em qualquer lugar no cam-
po que nao diste muito da capital ; se houver
quem ten ha precis&o de educar suas lilhas, pro-
cure na ra do Cebo casa n. 10 que achara
com quem tratar.
= O hachare-I formado Candido Autran da
Malta Albuquerque advoga no crime e civel ;
quem do seu prestimo quizer utili/ar-se podera
o procurar nos dias uleis em casa de sua residen-
cia na ra das Gruzes n. 21.
= Aforao-se 219 palmos de trra na ra Im-
perial dn aterro dos AITbgados, com um viveiro
no (undo e alguns ps de coqueiros; quem os
pertender, dirija-se a ra das Cruzes n. 30.
= Aluga-se a casa n. 8 da ra do Cotuvelo,
a qual tem i quartos cozinba lora sala for-
rada e vidranas em ambas as jancllas; quem
pertender, dirija-sc a ra da Cadeia loja de
chapeos n. 46.
ss Aluga-se urna casa terrea com commodos
para familia e urna loja de sobrado sitas no
aterro dos AITogados ; a fallar no mesmo aterro
em casa de Silvestre Joaquim do Nascimento ,
com seu caixeiro: vende-se urna restilacao e um
moleque de 7 annos por preco commodo.
Aluga-se a um homem solteiro urna pe-
quena sala com alcova e em boa ra ; quem a
perlender dirija-se a ra d'Agoas-verdes n.
42 que se dir quem aluga.
= A fabrica de machinismo da ra Aurora
acha-se sorlida de moendas de cana dos model-
los mais approvados ; machinas de vapor de
forca verdaderamente de 6 cavallos tendo os
cilindros 16 pollegadas de dimetro interior;
salmete pelo seu servico fu/endo-se o nego-
cio com toda a seguranea e clareza ; a pessoa
que pretender queira annunciar.
- Precisa-se para um engenho perto desta
cidade de urna peoa que enlenda de borla e
para servir igualmente de feitor do moenda
durante a moagem preferindo-se alguma
pessoa idosa : na ra estreita do Rozario n.
31 3.oandar.
O Sr. Antonio de tal Antuncs, que foi
caixeiro do Sr. Joaquim dos Santos Azcvcdo, no
principio da ra de Hortas no anno de 1842 cilindros 16 pollegadas de dimetro interior ;
baja de se dirigir ra estreita do Rozario no j ditas de orca de 4 ditos com dimetro de 14
deposito de assucar a negocio de seu interesse. i pollegadas, dilo de alto pressao com dimetro
Um moco portuguez que vcio do Mar- de 8 ditas, e forca de 6 cavallos, a boa exe-
nhilo olTerece seu preslimo para servir de cai- cucao de todas he garantida; taxas de ferro
oirn m nnolniior um nnnn^ln rrivns f mais fprraiTPns nnrn ntinn.
..... i -----<-----.--o- i / w f-----
ss Francisco Tarault participa ao respeila-
vel publico c com mais particularidade aos
amigos do bous bocados quede boje em di-
ante ellos achar&O a toda o qualquer hora na
sua casa de pasto franceza da ra da Lingoeta
n. 2 toda qualidade de comida a francesas ;
assim como vinhos e licores de todas as quali-
dailes caf com leitc e sem elle pastis ,
pasteles empadas de diversas sorles sala-
mes presuntos linguicas &c. ; c quo se-
r servidos com o mainr aceio limpesa, e por
preco commodo. O mesmo Tarault ofterece-sc
para mandar levar em as casas as comidas a
aquellas pessoas que com elle se ajustarem ,
diaria ou u.ensalmentc ou por urna vez So-
monte; participa-se mais, que lodosos dias
de manhaa um seu agente levar a casa de seus
freguezes ,,pastiis, pastelees, empadas, lin-
guicas, c chouricus franceses proprios para
a I moco.
Oabaixo assignado lem a honra de pedir
a illustrissima cmara d'esta cidade que se dig-
ne despachar o requerimenlo que remetteo a
mesma cmara juntamente com os documen-
tos dos seus exames em 1823 queira pois a
mesma cmara se dignar despachar as perten-
cocs do supplicante ou pro, ou contra vis-
to haverem mais de tres me/es que o requeri-
menlo se acha na mesma cmara ; como estas
demoras Ihe so summamente prejudiciaes o
abaixo assignado espera pois que a illustrissima
cmara se digne attender ao justo pedido do
supplicante. Alberto Lavaniere.
Quem quizer comprar a padaria da ra
da Gloria n. 55 : falle com Manocl Ignacio
da Silva Teixeira em sua padaria na iravessa da
Madre de Dos as 9 horas Aa manhaa pois
esta resolvido a fa/er negqcio,
= Aluga-se urna casa do Monleiro na car-
re ira que foi do fallecido Doiifigos Rodrigues
do Passo com 2 salios e 3 quartos, sofrivel
cosinha (ora estribara para,$ cavallos, quin-
quem a pretender dirija-se ao atierro da Boa-
vista loia de cera n. 21.
= Salvador do Sou/a Braga morador na es-
Irada dos Adictos ajustando com o ( Francoz )
Berdeonsse morador que foi na Trempo e a-
gora na Solidado a compra de urna osera va ,
assignou o seu nomo inleiro em um papel e
0 dito Franco/, o seu e o nomo da escrava ,
o o juste nao se coneluio por nao concordar o
comprador no proco ollereeido c como ficas-
I so em poder duquello Sr. Francez o papel com
o nomo do annuncianle o de seu poder possa
ser desencaininhado previne ao publico, que
non huma transaeco tem o abaixo assignado.
sobre dbitos, ou sobre outro qualquer ob-
jecto por papel particular com pessoa alguma.
O abaixo assignado faz publico que por ter
fallecido o seu socio o Sr. Bernardo Jos Men-
dos | Gca dessolvida e em liquidacSo a socieda-
doquulinha com o mesmo debaixo da firma
de Mendos & Amorim os Srs queso julga-
rem credores queirao-se apresentar para serena
pagos em lempo.
Luiz J^/ de Cosa amorim.
Precisa-se de um menino portuguez de
dalo de 12 a 14 annos : na padaria da ra
Diroita n. 40.
Antonio Pereira Pinto de Faria respn-
detelo ao annunciode sougenro oSr. Carvalhof
inseito no Diario n. 17i tem a diser-lhe ,
que quando se oftectuou a compra do engenho
Assude-grande,seu (Ilio ja eslava emanci-
pado por escriplura doannunciante, julgada por
sentenca.e que na compra que seu lilhoegcnro
fizerSo do dilo engenho Assude-grande
nao dispendoro um real porque o compra-
rao com urna desobriga de mais de cinco con-
tos de reis que o vendedor o Sr. AntonjaPe-
reira Freir devia ao Sr. Belem e com urna
letra de2.703S182 rs que boje para em mao
do Sr. Joao Francisco de Araujo e que ain-
da nao est paga como se v da carta junla
do dito Sr. Joao Francisco de Araujo: seo
Sr. Garvalho quizer ter o incommodo de ir
casado Sr. Bolom ahi sabori que a desobriga
do Sr. Antonio Percira Freir est toda por
pagar ao Sr. Belem cajo pagamento est o
mesmo engenho Assude-grande hypolhe-
cado e que por isso anula se nao dispendeu
couza alguma com a compra do tal engenho r
que ha do ser pago com as safras, que meu li-
Inoegenro forom tirando: advertindo alem
disto ao Sr. Garvalho, quo meu filhocgenro
estfio trabalbando com es escravos quo hou-
verao de sua legitima materna, ealugados.
Gamo o Sr. Carvalho insiste sobre a venda
quo (/ do engenho Gongassar dir-lhe-bei ,
que (oi para pagamento do mesmo Sr Garva-
lho qua o vend porque o Sr Garvalho foi
o nico dos mcuscredoies que nao me quiz dar
espera, obrigando-me assim a vender dito en-
genho, nao dinbeiro prra compra do enge-
nho Assude grande, como quer fazer
persuadir o Sr. Garvalho mas por troca de
propriodados com urna das qui'es foi pago o
Sr. Garvalho muito a seu contento e por le-
tras \ vencer. OSr. Carvalho nao devees-
quecer que foi o mais bem aquinhoado, por-
que a lem de legitima materna dei-lhe um
eonlo de rs. eliz-lhe doacao da minha parle
dositio de Bebiribe que foi do capito-mr
Souto importando om 453S169 rs ; e que por
isso se ha motivo do queita devo ser da
parte de meu (ilho e genro que tiverao so-
menle a sua legitima.
Illm. Sr. Joo Francisco de .Jrajo. En-
genho Assude-grande 19 de Agosto do
1843. Estimadissimo Sr. rogo-lheo favor de
responder-me ao p desta, se em sua mAopnra
urna letra aceita pornieugonroJeronimoSalur-
ninoGuedes Alcanforado, emou (ilho Luiz Gozar
Pinto do Faria c por quem Ihe foi dada em
pagamento, c aquantia da mesma letra, e
quando houve vencimonlo do que Ihe liearei
obrigado. De/ejo Ihe saudo e felicidade o
suas ordons: e sou de Vm.ce allencioso venera-
dor e obrigado
Antonio Pereira Pinto de Faria.
Illm. Sr. Gapitao Antonio Pereira Pinto de
Faria.Tenho a responder que decerto exis-
tir em meu poder urna letra da quantia de
2:703S182 sacada pelo seu genro Antonio Pe-
reira Freir e aceita pelo sr. Jernimo Sa-
turnino Guedes Alcanfomdo.e o sr I.uizCe/ar
Pinto de Parias a vencer 30 de Marco de 1845,
importancia da compra (eita pelo dilo senhor
cima declarado do engenho Assude-gran-
deque foi vendido pelo capiloFaria, e o dito
senhor sondo as letras passadas nesta cidado
como consta do livro de olas e arabivo desta
colector ia: estimo quo m i derija suas ordens ,
e sou de \ m.ce obrigado venerador
Joo Francisco de araujo.
fnl iinnnilft *..
VVIWV
- !- -... I-----I. -
|'"1U 'Pft'" uiinu
A pessoa que annunciou no Diario de 13
do corrente ter um cercado sufliciente para ter
i animaos, e receber duas vaccas, para entrgal-
as depois de paridas, sendo ainda queira diri-
J-au iuauu uspiciu tusa u. oG,

riLADO


B
arm^n-wirir
VEITCH, BRAVO &C.
Vendem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos n. 1.
A preparacao seguinle por preco muito com-
modo e de superior qualidade.
Magnesia Ponderosa de Henry.
Este medicamento gosa das mesmas virdu-
tes que a Magnesia calcinada ; porcm conhe-
ce-so que seus effeilos sao muito mais enr-
gicos 9 em ra/.ao do grande estado de pureza
em que se acha porcujo principio he muito
menor a quantidade precisa para produzir os
eJTeitos desojados.
Na mesrna casa tambem se vendem tintas,
e todos os outros objeclos de pintura ; vermz.es
de superior qualidade entre eiies um perfei-
tamente branco e que se pode applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
/.a altcracaoalgttma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de Bcrmuda,Sagi, Sabonctcs, -
Saiao de Windsor,Agua de Scidlitz, Agua
do Soda,Agua deSeltz,Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever,Tinta para
marcar roupa,Perfumaras ingle/as,Fun-
das elsticas do patento,Estovas e pos para
dentcs,Pastilbas de muriato de morpbina ,
e ipecacuanba, Pastilbas finissimas de hor-
telft-pimenta Pastilbas de b-carbonato de
soda egingibro. As verdadeiras pilulas ve-
getaes univeisaes do I).r l'randrih vinds
deseu aiithor nos Estados-Unidos, &c &c.
= Vende-so mui boa telha bem cosida ,
ladrilho e tapamenlos, mais barato que em
todos os armasens desta cidade na olaria da
ra da Flcrcntina n. 16.
z= Vendem-se dnas canoas de um s pao ,
sendo urna grande; saccascom milho a 1440 ;
sag de arroba para cima : na ra das Gruzes
n. 30.
= Vende-se encllente oleo para a enfermi-
dade do alporcas : na ra Velha da Boa-vista
n. 56.
= Vendem so saccas de arroz, pilado de al-
queire, medida velha de superior qualidade ,
e por preco commodo : na ra da Cruz n. 49
= Vcnde-se potassa da Russia nova e pri-
meira sortc cm barriz de 4 arrobas : em casa
de II. Mehrtcns, ra da Cruz n. 47.
Vende-se urna casa na travessa do Adiqae;
a tractar na ra do Livramento sobrado n. 27 ,
primeiro andar.
Vende-se um molatinho do idade 15 pa-
ra 16 annos ; muito esperto cosinba o com-
pra na ra proprio para aprender officio o
mesmo para pagem por saber montara cavallo ;
e se vende bem em conta : na ra da Cadeia do
Recife cm casa de Antonio Joaquim de Sou-
za Ribeiro.
Vende-se pomada para curar erisipela ,
chegada a pouco delnglaterra onde tem sido
muito approvada : na ra Nova Ioja de fer-
ragem n. 16.
Vende-se urna preta quitandeira o um
moleque de 15 annos que por n3o terem vi-
cios se danio alguns das a contento : na Ioja
Yendem-se os segu n tes livros embomlde Gm. Seto, ra do Queimado, so dir
estado Telemaque por 6i0, Salustio por 500 quem os vende,
rs. Ovidio por 7-10, Grammatica Iranceza
por 700 rs. Diccionario de francez, inglez, e
Italiano em 2 vol. por 2,000 rs. 1. o 2. tom.
de- Virgilio por 1,000 rs.: na ra estreita do
Rozario Ioja de cera n. 3.
= \ endem-se 9 pipas com agoardente de
20 graos a 40,000 a promptas para embarquo:
no arma/era da ra da Cruz n. 8.
Vende-se a fa/.enda denominada- Lagoa-
Dantas, situada perto da villa de Santo Antao,
com bum quarto de legoa do Ierras, boa ca/a
= Vende-se ou aluga-se um preto ornei-
ro de meia idade que foi dj tallecido Vas-
concellos : a tratar as 5 pontas a. 71.
= Vendem-se cadeiras bancas, mezas de
nieio desala, so fas, tudo da melhor madeira
de oleo que tem apparecido; cadeiras, bancas,
mezas para meio de sala oslas, tudo do ja-
caranda ; camas de Jacaranda condur a-
marello ; mozas de jantar marquezas car-
teiras de urna s faco ; mezinhas para costuras
do senhora ; cadeiras para pianno guarda-
iOmpras.
= Comprao-'o e vendem-se escravos d'am-
bos os sexos, e recebera-se escravos para ven-
der-se sem despesa de comedorias s com
tres por cento decommissSo: a tallar na ra
VJha da Boa-vista n. 111.
Gompra-se um jogo de mallas cm meio
uso, os 2 tomos do lmucrove de petas e vis-
tas pan cnsmorama : na loa Dfreitan. 30.
= Compr5o-se caixas com assucar branco ,
sendo bom paga-se bem : annuncie.
Compnio-se eltectivamente para fora da
provincia, molatinhaS crioulas, e mais es-
cravos de 13 a 20 annos o una parda ou cri-
oula de idade que sirva para ama de casa e
quesaiba bem coser o engommar, paga-so bem
sendo bonitos : na ra larga do Rozario n. 30
primeiro andar.
Compra-sc um Oratorio ou Santuario,
tendo as tres faces de viiiro com as suas com-
petentes [magens, novo ou em meio uso: na
ra da Cadeia do Recile n. 30 ou annuncie.
c vivenda, grandes armazens com engenhos de louca guarda-vestidos secretaria com estan-
dcscarocar algodao, prenca, e mais pertences te para livros bandejas, e muitos mais tras-
para ensaecar, deposito para farinba, milho, ar- tes tudo de superior qualidade o por menos
roz, ecarrapato&. ; boa sen/ola para mais de'do que cm outra qualqucr parlo para se aca-
vinte cativos, estribara &, o todos os comino- bar de saldar contas: na ra da Cruz arma-
dos que leve ter huma lazenda bem situada ; zem de trastes n. 63.
muito frtil em tudo quanto se quer plantar, I Vendem-se 4 quadros de moldura dou-
vo, com todos os andares: na ra Direita, so-
brado n. 121.
- Vende-se biscoito de Rbeimsem casa do
J. O. Elster: na ra do Trapicho n. 19,
Escravos fgidos.
Vcnrlas.
Vendem-se fa/endas finas, c grossas por
muito barato preco: sendo algodozinho a 100
res a vara mais lino a 120 e cm peca ainda
mais barato madapolao marca de gallo muito
fino a 2,500 res a peca e a vira 140 chila
a 80 reis o cova.lo o baeta a 300 re ; tam-
bera se vendem batios de todos os tamaitos e
mallas para matulos, chapeos de paibinlia para
negros e azoitede carapato : na mesma casa
comprao-se porquinhos da India ; na ra do
Queimado Ioja de fazendas n. 34, defionte do
beco da Congregacao.
Manuel Ahes Guerra na ra do Vigario
n. 3 vende lavas de f Tro batido e coado de
todos os tamanbos, por preco muito barato,
e travs de madeira superior de 30 a 50 pal-
mos e de 7 a 10 polegadas de grossura.
Vende-se urna morada de casa no lugar do
Coelho, no bairroda Boa-vista ; os pretenden-
tes dirijan-so pra a da Santa Cruz n 4.
Vende-se por preco commodo urna casa
terrea na ra do Padre Floriano n. 46, tendo
duas salas dous quartos quintal grande c
cacimba; quem a pretender dinja-se a ra dos
Quarteisn. 16 sobrado de um andar.
Vende-se urna escrava de idade de 30 an-
nos, boa lavadeira ecozinbeira; quem a pre-
tender dirija-so ao citio n. 3 na estrada da So-
lidade que vai para o Manguind.
Vf .ndem-se meios de sola de muito boa
qualidade e pe les de cabra por commodo
preco : cm fura de Portas ra dos Gararapes
n. 9.
\ nde-se urna pon fio de lijlos de ladrilho ,
c tambeui urna porco de lijlos de cacimba e
urna porcao de lijlos e pedias para alicorees
por preco commodo : era lora de Portas
n. 88.
Vende-se urna preto moca boa engom-
madeira cosinba e lio lavadeira : o sou ul-
timo preco he 450S rs. quem pretender di-
rija-so ao atierro da Boa-visla Ioja de alaiate
naesijuina do beco.
Vende-se ujn ea val lo russo bem gordo ,
com muitos bons andares; na praca da Boa
vala n. 10.
Vende-se urna escrava proprio para o ma-
to por ser muito robusta c moca; na ra Direi-
ta n. 81.
pois alem do algodao que se colhe com abun-
dancia, suppria nao s a escravatura da dita la-
zenda como a de hum cnpcnho do mesmo sc-
rthorio de farinba, feijo, milho, arroz, carra-
pato, fumo, gerems, e outros muitos logu-
mes; temdois grandes e expelientes acudes, que
na maior sooca sempre tem boa agoa, tem bas-
Vendem-se ladrilhos de pedra marmorc :
na ra da Guia n. 26.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinba camas de vento com armacao com-
modasdo angico, ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assimcomO outros muitos trastes ; pinho da
Succia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras ecomprmentos travs de pinho o bar-
rotes com di florantes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualqucr parte: na ra da Florentina, em
casa de J Beranger n. 14
= Vende-se a casa n. 45 do atierro dos Af-
fogados defronte do viveiro do Muniz bem
construida com bons ommodos, trez portas,
quintal murado com porlao o cacimba ; a tra-
tar na mesma.
Vende-se farinba de trigo de Marselha e
ladrilhos de marmore: ua ra da Cruz
n. 1.
Vende-se, ou permuta-se um pequeo
sitio com casa de vivenda no Poco da Panella :
annuncie.
\ endem-se duas tualhas rendadas, feitas
nopaiz, cousa rica urna corxa dedamscoa-
marellocom lavrores e franja urna cama de
condur em meio uso urna rede de Maranhao
chegada prximamente pintada e com veran-
das de cor propria para lipoia ; dous bancos
novos proprios para Ioja um fiteiro proprio
para laja ou para guardar livros com seis ga-
vetas qualro pares de caxilbos para janella :
na ra das Cruzes n. 8.
Vende-se urna duzia de eolheres de prata ,
obra nova um par de brincos com diamantes ,
o diversos anneloes, e um cordio, ludo de bom
oiiro : na ra Relia outr'ora da Florensina n.
37 no primeiro andar ; e tambera se vende
um relogio de ouro.
Vemle-se unta preta moca boa lavadeira :
na ra do Crespo Ioja n. 4 ; e tamhem se ven-
de um cavallo bom carregador por cincoenta
mil rs.
Na ra daPraia n.39 vende-se com algum
uso os livros seguinlcs, por preco barato : Dic-
cionario inglez 2 vol da ediccSo grande, Mes-
tro inglez, Historia da Grecia em inglez ; Gil
Broz, em inglez, 221 viagens de Cvrus 2 vol.,
ingle/ e francez ; Tratado sobre as partidas do-
bradas; elementos da lingoa ingleza para apren-
der com facilidade ; o alfagema de Santarem ;
o Convidado de Pedra ; Relacao das moedas
dos paitos; Engliscb cpelling-Book ; Com-
pendio da Doulrina Christa : ou na ra do Ca-
bug n. 2 i-.
Vende se um epre de Ierro com ptima
fe-hadura de scgredo,/3b proprio .ara casa .-111.1-
mcrcial da- e por preco commodo; na ra
do Hospicio n. 17.
Vendem-se varias pecas de ouro, e um
novo e completo ferdamenlo de guarda nacio-
n.'ll rin rii-i 9tv /^rttlrt^.rt r\ d
= Fugio no dia 22 de Agosto p. p. do en-
genho d'Agoa da Freguczia de Iguarass um
negro crioulo oficial de pedreiro de 30 an-
nos alto grosso do corpo bem parecido,
tem urna cicatriz em ornadas fon tes ps, e
mos grandes foi vestido de calcas e jaqueta ,
levou toda a ferramenta com que trabalbava ,
chama-so Antonio ; quem o pegar sendo para
as bandas do Goianna podora entregar ao coro-
nel Antonio Alves Vianna ou a Joao da Cos-
ta Villar nesta cidado a Jos Antonio Alves
da Silva no hoco das Barreiras na Boa-vista ,
ou no mesmo engenho a seu propiietario Hen-
rique Poppe Girao na certeza de que em
qualquer das partes ser generosamente grati-
fi. ado.
No dia 8 Je Julho do correte anno fu-
gio um escravo de nome Joz baixo grosso,
ps apalhetados, 6 crioulo, de 25 a 28 annos
de idade tem urnas marcas de relho as cos-
tas o urna sicatriz cm urna das orelhas : quem
o pegar leve-o a ra do Queimado esquina do
beco do Peixc-frito n. 2 ou a seu senhor Jo-
z Alexandrc do Sobral, morador em Caruar,
d'onde o dito escravo fugio que em qualquer
urna das partes ser recompensado.
Fugio um escravo do norne Antonio Cas-
sango idade 56 annos estatura baixa que-
brado das vcrilhas rnuilo lidiado : quem o
pegar leve-o a casa de Francisco Goncalvesdo
Cabo, na ra do Palacete n. 22, quesera
gratificado.
= No dia 20 de Maio de 1811 as 8 horas
da noile indo fazer o despejo desappareceo
o escravo Jacinlho de nacao Rebollo, de ida-
de pouco mais ou menos 20 anuos, bonita fi-
gura apontando-lhe o buco, cor bastante
preta marca no peito esquerdo a imitaco
de urna amora falla meia descansada, denles
bom alvos, toma bastante tabaco; julga-so o
terem urtado : quem delle soubor ou o pegar
leve-o a ra da Guia a seu senhor Ma-
nocl Anlcro de Sousa liis, sobrado de 3 an-
dares n. 53 quo roceber 100,000 rs. o fi-
car assas agradecido.
No dia 11 do correte fugio um mulato ,
por nome Manoci, de idade 40 annos, ofi-
cial de alfaiate, figura feia e magro ; levou
vestido camisa de riscadinho calca branca o
jaqueta tambem branca : este mulato foi es-
cravo ltimamente do sr Antonio Joze da Cos-
ta : quem o pegar leve-o a seu senhor no
atierro da Boa-vista Ioja do alaiate na es-
quina do beco que so gratificara.
-= Fugio no dia 25 do mez passado o mo-
leque de nome. Julio de nacao Benguella ,
altura de 6 palmos o meio seco do corpo ,
bastante embigudo urna orclha furada o a ou-
tra com um taquinho tirado ; levou caifas de
brim branro e camisa do mesmo e de mangas
curtas: tem urna coroa na cabeca do tabolei-
ro que venda cangica* quem o pegar leve-o a
ra da Guia sobrado de 3 andares n. 53 a
seu senhor Manoel Anlero de Sousa Reis que
sera gratificado do seu trabalho: consta que um
saldado do Hospicio o tem agazalhado por ja
o ter tirado da mao de um campanha velbo, por
ser fiegucz da dita cangica.
o dia 11 do correnle fugio um negro de
nome Antonio de nacao Cabund bom
canoeiro com os signaes seguintes: secco do
corpo, suissado costuraa a beber muito ; le-
vou vestido camisa d'algodaosinho riscado, cal-
co de brim de listras jsuja chapeo do palha
velbo. Ilogo-se as authoridades policiaes, ca-
pitaes do campo o mais pessoas, por quem o
dito negro possa ser encontrado o pegeme
levem-o a seu senhor Joo Baptista Novaes ,
em Api pucos.
Fugio no dia 10 de Agosto do presento
anno urna negra de nome Izabel, de nacao
Camundongo com os signaes seguintes : fu-
la baixa ps apalhetados para dentro com
vestido de chita escura panno da Costa e
contas vermelhas ao pescoco, e andova venden-
do azeile : quem a pegar leve-a aos quatro Can-
tos casa n. 91.
= Fugio no dia 11 do corrente um mole-
que de bonita figura idade 16 annos pouco
mais ou menos; levou vestido camisa de ma-
dapolao branco, calca de brim transado escu-
ro c chapeo do palha na cabeca. Ja tem sido
I encontrado aqui na praca : pede-se as pessoas
"e que o encontraren) ou dello souberem, levem-o
a praca da Independencia n. 4, que sent bem
rada com vidro o estampa de 2 palmos e meio
do comprimento e 2 de largura por 20 000,
estampas cloridas folhinhas de Sanios a 320 ,
e bahuzinhos para guardar agulhas a 320 : na
ra Direita n. 30.
Vende-se urna negrinha do gentio d'An-
gola de 13 a 14 annos de idade : na ra di
Cruz armazem n. 48.
= Vende-se urn molequo de nacao idade
14 annos bonita figura nao tom vicio ni -
gura sabe fazer oservieo diario de urna casa ,
o tem principio de cosinha : na ra do Cabu-
g Ioja de miudeza n. 9.
Vendem-se 3 cazaes de porquinhos da
India a 560 rs. : na ra Direita n. 30.
Vende-se urna preta de bonita figura ,
lu quitandeira cozinha bem o diario de urna
casa o lava bem de varrela e de sabao : na
ra da Roda n. 6.
= Vendem-so as propriedades seguintes:
urna casa terrea verdadeiramente de pedra e cal,
muito bem construida cm chaos proprios na
ra Direita n. 87 ; outra de sobrado d'um an-
dar tambem em chaos proprios ainda bem
nova toda envidracada na travessa do Sara-
patel n. 12: um sitio de trras proprias com
seu pontal de larangeiras e outras fruteiras ,
com cacimba de boa agua de beber casa de
tijolo grande ; porcm precisando d'algum con-
cert quo por nao o poder fazer seu dono ,
vende o dito sitio muito barato quo convida
a qualquer pessoa a comprar, ainda para ne-
gocio : na estrada do Araial quasi defronte
do sitio do fallecido Joao Carlos Pereira de Bur-
gos ; o qual sitio toma a frente de sitio que foi
lo fallecido Marroquim, e ao depois de Joao de
Alemao Cisneiro e de presente do Padre Gon
calo. Qualquer destas propriedades quem a
pretender, deve entendor-se cora Joao Nunes
d'Azevedo ourives na travessa de S. Pedro pa-
ra a ra Direita cbfl n. 1.
Vende-se urna escrava moca bonita fi-
gura boa cosinheira e doceira engomma li-
0; um escravo de nacao Cassange cosinha
bem o diario o da por dia 480 rs. todos
vendem-se a contento : na ra Direita n. 3.
Vendem-se uns caldeirotcs antigos de
ferro coado ; por preco commodo que se a-
cho a sabida do arco do Bom Jezus no arei-
al: na ra do Vigario n. 3.
Vende-se urna escrava moca, e de boa fi-
gura sabe cozer engommar fazer renda ,
cozinhar, refinar assucar o fazer doce, ao
comprador se dir o motivo: na ra Direita ,
sobrado novo junto o da esquina do beco doSe-
rigado das 9 horas da manh" cm dianle.
= Vende-se jacarando superior, ebegado
prximamente do Rio do Janeiro podras de
marmore redondas para mezas de meio de
sala ; ditas para commodas; tudo se ven-
de por barato preco : na ra da Florentina ,
cm casa de J. Beranger n. 14.
Vende-se um negro de nacSo de bo-
nita figura e excellento oficial de sapateiro :
na ra d'Aguas verdes n. 70
Yendem-sc charutos de Havana
qualidade superior : em casa de I. O. Eloter ,
na ra do Trapiche n. 19.
Vende-se arroz de casca a 2560 o alquei-
re medida velha : no atierro da Boa-vista
n. 72.
Vende-se um cavaiio de estribara no-1 Recife; ka Ttp. dbM. F. de Fabia.=1843.
gratificadas


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E9DIMJ3TB_8VPWYY INGEST_TIME 2013-04-13T00:16:32Z PACKAGE AA00011611_05051
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES