Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05050


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Full Text
Armo de 1843;
fBBK..n
Qtrarta Fera 13
ludo agora depende de ufo e,mo. da prudencia, OoWio, e .,,. MB
____________( 1 roclimagao di Aasemblea Ger.l u ha.ii.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTBES
feoiaona, e P.r.hyba, aguada.' e sexlu fcir.i. Kio Grande d^N irte, ;,., f.;...
rionilo e Girinhun, 1.1 e 24. I"""" """
. Serinli.iem, Rio Fornioii,, Porto Cairo, Macelo, e Alagoa. Do4 H e 21
Bo-;5|te Flores 13 a J*. Sinlo Astil, quinta-, feir.s OlinJi lodo o,' ffifea
UIAS DA SEMANA.
41 Ssg. s. Theudor Penilente. Aud. do J de D. da 2. ?.
42 ier}. a. Aau V. M hel. Aud. do J. de da 3. T.
43 Uuuri. S. Felippa M' Aud do J. de D. da 1 t.
44 y^int. s Materno ti' M. Aad do J. de D. da 3. T.
43 Sel. t. icomedea M. Aud do J. de da 2. t.
46 Si.li. Rogelio M. Re. Aud do J. de D. di 4- T.
47 '<>. Fesla das Dores de N S.
CT>

AVISO.
Os Srs. Subscriptores, quo ainda nad paga-
cao o presente quartel, o os que se adiad atra-
sados no pagamento do oulros, queirad ter a-
bondade de os satisfazer aos cobradores ou de
o mandarem aser na leja de livros da praca da
Independencia n. 6 e 8.
le SetemiVo
Anno XIX. JT. 197.
jaiga atara h
lio inserido*
------------- -K'JOy..-.. .___.. ,,.,.-^-
O Olido publici-se todos 01 dill q'ien'io forem Salificados: o prefo d.
deires mil r.-;s por i|u.ii!et pagOl idMIado* Os IDOanciOl .los MgRinM .
gnus eos dos que n.io tona raito de lreis p.r lilba. As reclamaqoea deTm aanliri-
gidis esliT.p., ruadis Cruies N.34, ou apraaa da ln.lependencii loja deliroi N. 6e8.
rend.
CaVBiosNo dia 12 de elembro.
f Cambio aobn Londrta 2o.
compra
Par 5.5 re. por fr.nco.
c LiabaldU purlOUdtprtaun.
Ouao-Moada do 6,400 V. 16.8U0 17.000
N. 11>,0UJ i.HO
, .,. u mil U .'i.lii
' da 4,U0
_ PllTl-PltlC.S
a Petos Culua
y,'20 VM
MoododocobtoJ por cento. P.,0.CUUn.ree 1,920 ,*40
loe. daletri.de boa. 6n... f|a dito. Mexicano. 1,020 !,40
PHA.SES DA LA A O HEZ DE SEPTEUBRO.
tu. Cheia a S, 4 horase i7 di larde I I.ui non 23, aa 2 horas e50m.daard,
Qj.it. mng. i6, s S hora a 53 m. d. t. | Precintar de hoje.
1. a 7 horaa a 12 na. da anliaa. | Z. 1 8 horaa a 6 m. da tarda.
MSMMi Sm
aa.ai.tifila aja
litulo pela secretaria de estado dos negocios da
justica.
)ito Do mesmo ao inspector da thesoura-
I---------------~ V..V....1.... \u.^, 'IUI-.Ulll.llil.UUI
na ca fasenda, transmittindo as ordens do tri- nandode Noronha.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE i DO COMIENTE.
Ollcio Ao director do arsenal do guerra ,
remetiendo copia do imperial aviso de 11 do a-
gosto Ando, que d certas disposigdcs acerca do
cnsino, e trabalho dos aprendises menores do
mesmo arsenal.
Dito Ao engenheiroem chelo das obras pu-
blicts-, concedendo-lho a quota de 100/ res
para pagamento do quo se ficou restando ao ar-
rematante do 5. lanco da estrada do Santo An-
tao.Communiou-se ao inspector da thesou-
raria das rendas provinciaes, c ao inspector fis-
cal das obras publicas.
Dito Ao commandante das armas deter-
minando em cumprimento do imperial aviso de
29 de julho prximo passado, que expeca suas
ordens ao major do estado maior de segunda
classe Jos Lucas Soares Raposo da Cmara pa-
ra seguir com brovidade para a provincia do Rio
Grando do Norte, afim de tomar o cornmando
.da companhia provisoria daqueila provincia.
PortaraNomeando chefe de polica interi-
no ao bacharel Caetano Jos da Silva Santiago,
juiz dedireito da comarca de Goianna. Offlci-
ou-sc respeito ao nomeado, ao desembarga-
dor Antonio Ignacio de Azevedo, ao presidente
interino da relacao, e ao inspector da thesoura-
ria da fasenda.
OllicioDo secretario da provincia ao do col-
Iegio eleitoral no Pao do Alho, aecusando recep-
cao da copia d'acta da eleigao dos deputados pro-
vinciaes naquelle collegio.No mesmo sentido
se ofllciou cmara municipal de Nazareth.
dem do da S.
OfllcioAo inspector da alfandega, aecu-
sando recepcao do SUoIiciode4 deste mez.que
acompanliou o mappa do todas as mercadorias,
ali despachadas no anno financero prximo pas-
sado: o scienlilicando-o, de que, na oonforiiii-
daile das ordens imperiaes vai remetter o dito
mappa ao ILm. mioi.itro do imperio.
DitoDo secretario da provincia cmara
municipal do Olinda, aecusando recebidooseu
ollicio ,io 4 do crrente, que veio acompanhado
da 'jopiu d'acta da eleica dos deputados pro-
vinciaes no collegio daqueila cidade.
dem do da C.
Oflbio Ao director do lyco, e ao inspec-
tor da thesouraria das rendas provinciaes, com-
municandu ter prvido na substituicao das ca-
deiras de grammatica latina dcsta cidade ao pu-
dre I hum Ignacio Gomes.
Dito Ao juiz interino dos feitos da fasenda,
determinando em cumprimento de ordem im-
perial que informe a thesouraria da fasenda
de quaesquer recursos, que se interposoiem pa-
ra a relacao, o para o tribunal supremo de jus-
tica, as causas, em que interesse a mesma
fasenda.
Dito Aocommandanto desarmas, exigin-
do, para remetter a secretaria de estado dos ne-
gocios da guerra una relacao de todos os olli-
ciaes de commissao, que sara desta provin-
cia, com declaraca daquelles, que deixra os
seus soldados, quem, e quanto.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da ordenando que remeta secretaria da
provincia, afim de ser transmittido a da guerra, o
orcamento da despesa do respectivo ministerio
para o anno de 1845 1846; e deteuninando,
que tanto neste como nos futuros orcamentos
declare os ttulos, que aulorisra cada urna
das verbas de despesa, o as datas dos mesmos
ttulos.
Dito Do secretario da provincia ao do col-
legio eleitoral do Limoeiro, aecusando recep-
?a6 da copia d'acta da eleica dos membros da
assembla legislativa provincial, que teve la-
gar naquelle collegio.
Dito Do mesmo ao bacharel Jos Francisco
da Costa Gomes, intelligenciando-o de ter sido
elle nomeado por S. M. o Imperador para o
lugar de juiz municipal o de orfais do termo do
bunal do thesouro de nmeros 128 130 131
133, 134, 136, 140, el41.
Dito Ao commandante do batalhad de ar-
tillara envlando-lhe a guia das quatro pra-
cas. que ltimamente recolliraoda ilha de Fer-
Commando das Armas.
expediente de 25 do passado.
OfRcio Ao Exm. Presidento, signilicanio-
Ihe, quenaS poda faserelTectiva ademissao do
soldado Jos Estovad Moreira, conforme deter-
minaras MI. poraviso de 31 de julho des- pa^^^a^e'anm^hir'o prl^X
te anno> por ter esto soldado embarcado para a te da companhia do cavallari Antnto Ignacio
Dito Ao mesmo, ordenando-lhe, que no
dia seguinte pelas 8 1/9 horas da rnanhaa Oses-
Be condusir para bordo da barca do vapor Per-
nambucana as 38 praoas que ISo ser desligadas,
allm de seguirem para a oorle, corto que no ar-
senal encontrara o transporto necessario, e que
al as 9 horas deviao estar entregues na secreta-
ria militar as guias de taes pracas.
Portara Mandando excluir com passagem
(Irte emdesembro do anno iludo, com o bata-
'hafl provisorio.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., aecusando a re-
cepcao dos seus ollclos de 21 e 22 do corrento
[agosto) acompanhando um os modellos dos
llibeiro Roma.
Dita Ao commandanto do batalliaS de ar-
tilharia, autorisando*o recebero cadete cima
mencionado.
Dita Ao mesmo, mandando passar a eftoc-
mappa mensaes outro diversos actos legisla-1 tivos do batalbafl os soldados Jus MacarioSS-
^pretatodoore^nic^ 8 de es, e Antonio Fels de Barros, regressado da
1,1,0 d('ste ann( coni r"lto as attribuicOes ilha de Fernando de Noronha.
dos commandantesdas armas, e finalmente ou- ___________
tro dando solucao sobre a maneira, por que o pl% ..,_ __ ,\ n ,
commissario fiscal do ministerio da guerra se ,IB' SOliraritl Ca raZOllla.
devia corresponder" com as dilTerentes autorida- BXPEIBNTB no DIa28 do PASSADO
des, em objecto do seu emprego. Oflicio Ao Exm.Presidente da Provincia,
DitoAocommandanto da companhia re j"formn('0 requerimento de Jos da Rocha
artfices, disendo-lhe em resposta ao seu ofilcio >.i,ri",,,os. <-"'" qe pedio o pagamento dos mo-
desta data que a quantia de 10 reis, que a (i- ''amentos, que lorneceo para a companhia de
talo degratifleacad mandava a ordem imperial aprendies menores, por ordem do director in-
do 29 de julho ultimo abonar aos anspecadas, terino do dito arsenal Francisco Jos Martins
devia ser incluida no sold, fasendo-se a com- Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando so-
petete observado bre o(Tc0 (!() director do ars na| J (" ra
fsxsa^jtissrao comman--.. ^ ^^ ^ bs ;
que se ichavao despachadas por S. lixe. para
lornecimento de f.-.rdamento dos cornos.
Dito Ao director do arsenal de guerra di-
ZOndo que, duvidando o commissario fiscal o
danto do batalhad de artilharia.
dem do da 26.
Ollicio Ao coronel commandanto interino
da fortalesa do .{ruin remettendo-lhe um ex-
emplar do decreto n. 268 de 29 do Janeiro desto
anno cont
saude dos ponos ao imperio, para quo iu ues-11u> w...r........, uu.^ ouvimiouiusuus empre-
so execuca pela parlo, quo Ihe houvesse do to- gados da companhia de aprend/es menores,
car- sern que primeiro tivesse conhecimento das or-
Na mesma conrormidade so oiciou aos deas que autorisavao a creacao dos emnreaa-
commandantcs das domis (ortficacoes da pro-, dos constantes da mesma lolha alm do peda-
Dito-Aotenente-coronel commandante do ^' u'"..l-'" se achav,, desenpto na tabella,
uu uluiciu ii. -jbs oe vj ao Janeiro desto ,i"x < .umw .vuniutuanu nscui oo
9ntendo o regulamcnto das inspecces de '"'"'terio da guerra dar por correte a folha ,
los portos do imperio, para que Ihe des- ,!U aeompanhava, dos veiuimentos dos empre-
a que serolerra a quantia consignada para as
despesas dos ditos menores, rogava houvesse
satisfazer esta duvida, mandando juntar men-
cionada folha copia das referidas ordens.
Dito Ao inspector da alfandega,participan-
i do para sua intelligeneia que foi indeferido o
recurso que thesouraria dirigi o cnpitao do
batalhad de infantera de guardas nacionaes des-
tacado, mandando recolher os descmenlos das
cldades de Goianna, e da Victoria, afim de aug-
mentar a forca do mesmo bata'had, que tinlia
de marchar no dia 7 de sutembro, anniveisario
da independencia.
n_ Do ,),A 3'-
UIIicio AoExm. Piesidente, enviando-lhe, hrigue sardo Eridano sobre a apprehensSo que
em propno original um ollicio do commandan- so Ihe fez por aquella alfandega de diversas
p1 hT ^ frta eM d B^m' PWa ,,m: bT i "H'nadorias que condusio fura do manifest
rpVr:sr:xeiScrt;ig!;s1;,;!7t!^''"l('-' ^rr *Jr.
regulamento da inspeccaO de sade dos portos, (|U7" ,.\,a PwtooPr valor dos gneros ap-
do imperio. I "rehundidos visto entrar em duvida se os chc-
PortariaMandando rcconhccer segundo ca- Iles (,i,s reparlicoes como encarregados do jul
flete do batalhad de artilharia p ao soldado ar das apprehensdes podiao gosar do beneficio
Francisco de Carvalho Medeiros, a vista do con- dellas muito principalmente quando os do-
selho de averiguacad que se fez na forma do de- ( nos dos gneros se antecipassem a fazer as de-
creto de 4 de fevereiro de 1820, e provsad denuncias, econvindo que a este respeito osse
26 de outubro do mesmo anno, cujas disposi- consultado o tribunal do thesouro publico na-
efies forad preenchidas.
DEM DIA 4 l>0 CORRENTE.
OfTicio Ao Exm. Presidente,, dando-lho as
causas porque nao fez remessa secretaria de
estado dos negocios da guerra, das informaces
de conducta dos ofliciaes, inferiores, e cadetes
da guarnicad desta provincia pertencentes ao
vUIIIIIiIm iHlillLlrn ilit unlio flifln A no... (
conal cumpria que, procedendo na forma
do regulamento conservasse em deposito as
mercadorias, ou o valor dellas at final decisao.
I DEM DO DIA 30.
Oflicio Ao Exm. Presidente da provincia,
informando sobro o ollicio do commandante das
niel pal e ae oriajs uu wiuw ^ com o seu oflicio de 31 do mez passado assen-
Limoeiro ; o disendo. que faca solicitar o sen I tara ornes,
- r -------------- -- iiiiuiiuaiiiii' suuiu u umuu uu cuiiiiiimiamc aas
segundo semestre do anno findo, e procurando armas acerca da illuminacad quo eslava em
- pralica faser-se na secretaria militar, quarteis
e fortalesas, em certos das de testa nacional.
DitoAo mesmo Exm. Sr., disendo, quo a
importancia de 1:124# rs., que o director do ar-
senal de guerra declarava no ollicio que a-
companhava dever-se pelo mesmo arsenal, de
objectosdelarda,nento,[quesecomprradnoan-
no financeiro prximo findo, nad podia ser paga
sem ordem do governo imperial, por se adiar es-
gotada a somma que se deu para similhantes
despesas; e por isso pareca que o mesmo direc-
tor devia quanto antes remetter a thesouraria
urna conta desta divida com todas as declara-
coes necessarias, alim de faser-se os necessarios
assentos, e ser incluida na relacao, que o mes-
mo governo imperial em taes casos exigia para
determinar o pagamento ou pedir a assembla
geral augmento da consignacad.
DitoAo mesmo Exm.'Sr nrv,rmanri" a I
saber, sea vista de taes causas, ainda se fasia
necessaria a remessa ora exigida em seu oflicio
de 2 do corrente.
Dito Ao inspector da thesouraria, afim de
mandar abonar commedorias de embarque a
tres cadetes de artilharia que seguiad para a
capital do imperio na barca de vapor Pernam-
bucana, certo que a respeito teria do receber a
necessaria ordem da Presidencia.
Dito Ao inspector do arsenal do marinha ,
afim de ter prompta no trapiche do mesmo ar-
senal pelas 9 horas da rnanhaa do dia 5, urna
lancha que devia condusir para bordo do vapor
Pemambucana 38 pracas destinadas a corte do
imperio.
Dito Ao desembargador chefe de polica
(com data do Io), disendo-lhe, que o recruta
ihomaz de Aquino Villa-nova, que remetiera
em que recorreo da decisao da thesouraria, quo
julgou valiosa a apprehensad, que se Ihe fez pe-
la mesa do consulado, de quatro caixas do as-
sucar por inexactiddos de taras.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., dem de Joa-
quim Fernandos dcAievodo, em que pedio por
aforamento o terreno de marinha n. 120 do quo
seachavade posse na ra de Apollo do bairro
do Recife.
DitoAo mesmo Exm. Sr., informando co-
mo exigi por ollicio de 23 do corrente (agosto),
que a repartcad da sade so achava collocada
no ultimo dos sobrados da fasenda nacional con-
tiguos ao arsenal de marinha denominados
quarteis da extincta intendencia e quo com os
i ii a njos, que a pouco lempo ali se lizerao se
achava bem acommodada.
Dito Ao contador da thesouraria, partici-
pando para sua intelligeneia, que ao bacharel
Joao Paulo de Miranda, juiz do dimito da co-
minea de Garanhuns, foi prorogada por mais
fres mezes com os respectivos vencimentos a
I cenca concedida em 2 de novembro de 1842,
poraviso da secretaria de estado dos negocios
.la justica de 17 de marco desto anno.
DEM DO DIA 31.
Oflicio Ao Exm. Presidente da provincia,
informando sobro o plano para a extruco da 1.
quarta parte da segunda lotera, concedida a fa-
vor das obras da matris do Bairro da Roa-vista.
Dito Ao procurador fiscal da thesouraria,
remetiendo trese conlas documentadas na im-
portancia de 2:197/853 rs. de diversos devede-
resda lasenda publica, constantes da nota, que
acompanhava, afim de proceder contia clles na
forma da lei.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado, devolvendo o ollicio do fetor e conta que
o acompanhou, do pao brasil vendido por Joad
Cavalcantf de Albuquorque, afim do mandar
pagaraesle, ou a seu procurador, como dan-
les se pruticava, o importe della, no caso que
estivesse conforme.
Dito Aos agentes do Brasil em Londres ,
com a factura e conhecimento de 1,320 saccas de
algodad. que se remetteo para Liverpool no bri-
gue ingles Faltn capitad Mears, a sua consig-
nacad, na importancia de 3o:4n35032 rs.
DitoAo inspector do arsenal de marinha ,
sobre o soldado reformado do corpo de arti-
lharia do marinha Antonio Ricardo, que se
achava recebando por conta do ministerio da
guerra o sold de 100 rs diarios conformo
a guia que appresentou passada pela conta-
dura da marinha da corto, dovendo este pa-
gamento ser l'eito pelo dito arsenal.
DitoAo contador da thesouraria sobre o
mesmo objecto.
PortaraMandando abonar ao thesourciro
da fazenda no livro caixa da receila geral do
exorcieio correte de 1833 i4 a importan-
cia de rs. 35:4038032 que entregou a Joa-
quim Jos l'erreira eaJohnston PaterPC.
pelo custo e dircitos do 1,3-20 saccas de algo-
dao de que trata o oflicio dirigido aosagentes
do Brasil em Londres.
-*------------------------
FERNAMBUCO.
MUTILADO
Tribunal da Relacao.
SESSAd DE 12 DESETEMBRO DE 1843.
A appellaco civel do Brejo do Ara appel-
lante Mara do Rozario Lima appellado Pe-
dro Lopes de Souza escrivao Bandeira ; se
mandou descer aojuizo da 2.'vara docicel des-
ta cidade parase avaliar.
A appellaco civel do juizo da provincia des-
ta cidade appellante Luccas Jos de Barros
Prata appellado Ghrispitn .Marques Nogueira,
escrivao Mego Rangel ; se mandou descer ao
juizo a quo para o mesmo (im.
Oaggravo de pilieao de Antonio de Azevedo
Villa-nova contra R. F. Rcgord do Juizo
da 2.a vara do civel desta cidade foi prvido.
A appellaco civel desta cidade appellan-
te Antonio Joaquim de Silva Gequiri, ap-
pellado Jos da Foneeca Barbo/a escrivao
Bandeira se mandou deccr para a valiacao
t ____ i, i
. .......,, .i,,, .ni 11, < i m-M.i ciuaae aonel an
i requerimento de Jos Antonio Alvos da Silva I te o l)r. Joo l'erreira da Silva appellada ai*.


$
mar municipal cscrivo Ferreira ; se man-
A appellaco c.ivel da cidade de Goianna, ap
pallante Francisco Cavalcanti de Vasconcellos ,
contra Pedro Marinho da Silva cscrivo Ro-
go Rangel, to bem se mandou descer, para a-
valiar-se, ao juizo do civel dcsta cidade.
te**- '_-. _______'.....mili-!
Publicado a pedido.
Elogio Independencia do Imperio recita-
do na nouto do 7 de setemhro na Sociedade phi-
LO-DBiM TICA [uutr'ora Salalense) ao qual
scseguio a representarlo do Drama Selle In-
fantes de Lra.
L d'csse Empyreo da virtude assento ,
Onde a raso, onde a verdade habita,
Em carro triunfal a I.iberdade ,
Ten do posta a scu lado a Independencia ,
Desee a pausar as Plagas de Cabra!.
Vindo filbasdoCo, baxai ligeiras ,
Qu*o Brasil vos acata e vos adora !
Vindc fazer as pagin is histricas
Esle di> immortal sempre lembrado ,
Em i|uanto sob o peito Brasileiro
Pular o sangue dos hroes herdado !
Dia em (|uc gome o Trtaro d'horror ,
Vendo livre o Brasil de grilhes duros,
Que dos filhos os roxos pulsos tinhao
Alm de sec'los tres agrilhoado.
Sem vos nao vale a torra a lei zero ;
E o homem qu de Dos a imagem incsma
Sem ser independente sem ser livre ,
S dos brutos na classe tem logar.
Liberdade Sagrada Independencia ,
Que nascestes nosCeos e que mudaos
A torra em Ceos em I teosos os humanos ,
Aceitai nossos votos! Nao deixois
Entregues anarehia ou despotismo
Vossos filhos amados, vossos filhos ,
Quem holocausto promptosestaro
A derramar o Sangue a dar a vida ,
A propria vida que sem vos morte !
Esmagai essa hydra essa Sorponte .
Cujas caberas que renascem sempro ,
S temem vossa mo vosso poder
Malvad i qu'ao Brasil engaa tanto !
Qu'em vosso nomo tala os feriis campos ,
Pe fogo as casas accomcltu os templos ,
Entrega o pai s maos do parrecida ,
s maos do irmao entrega o proprio irmao ,
Faz em roios correr o Sangue humano;
Mas sempre em vosso nomo. Brasileiros,
Ja basta Brasileiros Somos livres ,
Independentcs somos ; quo mais falta ?
Partidos odios iras e vingancas
Sopartiha infeliz docaptiveiro.
Todo o crime no l.othes se mergulhe ,
Em nossos coraces inove a virtude ;
Viva em nossa memoria o dia Seto !
Appareco o busto de S. M. I. e C. o So-
nhor D. PEDRO II. c depois dos vivas dados
pelo Illm. Sr.Cbefe de Polica interino, se-
guio-se o
II Y M N O.
De Setembro o dia Seto
quando o estbil Fado
Ao Brasil promette ufano
Um porvir afortunado.
Coro.
Nos ngulos do Brasil
Divino repercuti
O ceo d'indopendcncia ,
Qu'ao despotismo alordio.
De Pandora o forro cofre
N'estc dia se fechou
D' Amaltha o ureo vaso
Sobre o Brasil s'entornou.
Nos ngulos do Brasil, &c.
Ja do negro despotismo
Nao treme Brasilia gente ;
Nao 6 colonia o Brasil ,
livre independente.
Nos ngulos do Brasil
&c.
Varicdadc.
O CARAPUCEIRO.
O PRAZEK.E A DOR.
Nao obstante a infinita diversidade de fei-
coes que de tal sorte distinguen! os homens ,
quo nao ha duas que sejo exactamente simi-
Ihantes todava h ncllcs um ponto em quo
todos sao de accordo e vem ser ; o amor do
prazer, e o temor da dor. Entre as impresses,
que o homem recebe dos objectos, urnas Ihe a-
grado ; porque sao conformes natureza da
sua n aquina outras pelo contraro Ihe desa-
grado pela perturbarao, e desconcert, que Iho
causo : em consequencia olio approva urnas,
e desoja continen! c so rcnnvcm nello e
dosapprova as outras procurando arredal-as
de si.
Amar um objecto quor dizer : desojar asna
DrCSenca; deseiar pOSSU-O fim do nndnr n0 nafa vinlcnf
zar das agradaveis impressoes que elle causa.
Odiar pelo contrario um objecto quer dizer:
desojar a sua remoeo 6 fim de quo termine a
impressao penosa que produz. Assim ama-
mos a um amigo ; porque a sua presenc'a a
sua conversaco eas suasqualidades estima-
veis dio-nos prazer; e evitamos o encontr d'um
inmigo; porque a sua presenca nos molesta,
e as suas qualidades sao contrarias s nossas.
Toda a sensaoo ou movimento agradavcl ,
que so excita em nos mesmos, c cujaduraco
desojamos chama-so prazer c o objecto, que
produz. em nos essa impressao, chama-se bom,
til agradavel. Polo contrario todi a sensa-
c8o que perturba o altera a nossa maquina,
i hama-sc nial ou dor ; e o objecto que o
excita, denomina-se mo nocivo, desagrada-
vel. O prazer durador o continuado chama-
so folicidade : a dor sem interrupeo chama-se
inlorlunio desventura infelicidadc.
O homem por sua natureza ama o prazer ;
porque he conveniente ao seu ser sua orga-
nizaco ao seu temperamento sua conser-
vado. A dor pelo contrario he odiada do ho-
mem ; porque altera a ordem da maquina hu-
mana pcrturba-lhe osorgos, e ofende a sua
eonservacao. O prazer s he bem, quando he
conforme ordem. Esta ordem no he outra
cousa mais do que o modo de ser pelo qual
as parles de um lodo consprao para procurar o
lim, que a sua natureza Ihe propoe. A ordem
na maquina humana ou a ordem fizica he a-
quelle modo de ser pelo qual todas as partes
do corpo concorrem para a sua eonservacao e
para o bem do todo simultneamente. A ordem
social he aquello feliz concurso de accocs e
vontados humanas de que resulta a conserva-
cao e o bem da sociedade. A ordem moral
consiste na constante submisso e uniformi-
dade do homem ;s leis do Creador. A desordem
nao he outra cousa sonao o transtorno da or-
dem, ou tudo, que offendo ao bem do homem,
ou da sociedade finalmente tudo quo se op-
poe s leis do Creador.
So disse que o prazer nao he um bem, se-
nao quando se conlorma com a ordem, foi por-
que logo que produz desordem inmediatamen-
te ou em suasconsequencias esse prazer he
um mal real. No momento em quo um homem
alagado do suor bebe com ardor agoa gelada ,
experimenta sem duvida um prazer mui vivo ;
mas este prazer muitas vezes he seguido d'uma
enformidade que termina com a morte. As-
sim pois todo e qualquer prazer contrario
ordem pode tornar-se um mal e prejudicar o
hosso bem ser permanente. A dor pelo inver-
so pode tornar-se um bem preferivel ao mosmo
prazer toda vez quo ella serve para conservar a
ordem e grangear-nos vantagens constantes.
Sofro com paciencia o convaloscente os estmu-
los da fome e abstem-se de alimentos com vis
tas de recobrara sade quo elle reputa um
bem muito mais precioso do que o prazer fo-
gitivo de contentar o proprio apitite. D'aqui
vem que com quanlo o amor do prazer seja
inherente ao homem todava elle deve fa-
zer cscolha em determinar-se gozar com mo-
loraco e regeitar como males aquelles pra-
zeres que forom seguidos de penas, preferin-
do-lhes dores momentneas, que Ihe posso ne-
gociar um bem maor e mais solido.
D'aqui fcilmente se deduz quo cumpre
distinguir diversas sortes de prazeres isto he ;
venladeiros c apparentes fizeos e intel-
lectuaes. Prazeres verdadoiros sao aquellos,
que nos produzom um bom sem porigo de cau-
sar-nos um mal real : prazeres apparentes sao
os que lisonjeio por alguns intanles ; mas
or ultimo occasionao-nos verdadoiros males.
Os prazeres verdadoiros tambern se chanio
racionaos; porque convem a um ente que he
capaz de distinguir o til do nocivo o real do
apparentc os prazeres honestos que nao sao
seguidos do remorsos, e de vergonha dos pra-
zeres deshonestos dos quaes somos obrigados
a envergonhar-nos e temer o castigo por
scrcm contrarios aos nossos deveres : final-
mente tambero se chamo logitimos os praze-
res vordadeiros ; porque nao sao contrarios
iei alguma nem social ncm Divina assim
como os apparentes denominao-se Ilegtimos ;
por que sao vedados pola lei.
Prazeres fizicos sao sonsacos deleitaveis,
quo se fzem sentir immediatamente sobre os
nossos orgos. Posto que estes produzo urna
doce comocao c um modo de ser que o ho-
mem approva
lempo sem causar fraqueza nos mesmos orgos,
que experimento a dita commoco porque
a sua forca he naturalmente limitada : por isso
laes prazeres estanco-se a final se Ibes nao
pomos intervallos que permillao aos senti-
dos repousar-sc e recobrar novas forcas. A
visla d'um objecto luminoso a principio agrada-
nos ; mas por fim oflende-nosos o i los, quan-
do se ixo muito tempo sobro elle. Os pra-
zeres mais vivos sao commumentc os menos
durndouro? ; porque produ/em commocoes
se conclue que a tempornea, a moderadlo ,
e a abstinencia d'alguns prazeres sao virtudes,
quo intereseo ao bem da mesma natureza bu-
mana.
Os prazeres, que se dizem ntcllectuaes,
sao os que experimentamos, dentro de nos
mesmos ,, ou que sao produzidos pelo pensa-
mento pola contcmplaco das ideias que
havemos recebido por meio dos sentidos pela
memoria pelo juizo pela imaginaco e
pelosentimento. Taessao os que nos provm
do estudo da meditadlo e das sciencias.
Esta especie de prazeres he preferivel dos pra-
zeres fizicos ; porque possuimos em nos mes-
mos os motivos capazes de os excitar o reno-
var a nosso arbitrio. Quando a leitura da His-
toria ha impresso na memoria factos curiosos ,
agradaveis e interessantes, ao depois quan-
do os trazemos memoria e os contempla-
mos sentimos um prazer correspondente ,
mas muito maiof, quo aquello que experi-
menta um curioso em guardar os quadros, que
seachao recolhidos em urna gallera. Simi-
Ihantemente quando a Filosophia faz. conhecer
o homem suas relaces variedades, pai
x5os desejos &c. o filosofo em meditar
tudo isto goza da contcmplaco daquelles co-
nhocimentos de que se tem a tal respeito en-
requecido a su'alma : o homem virtuoso final-
mente goza dentro de si mesmo do bem que
aosoutros faz, e se apassenta docementc da
ideia de sor amado.
Por outra parte os prazeres intcllectuacs e
os gozos que nos grangeio esto mais em
nosso poder do que aquelles, que em nos
derivao das vantagens exteriores, como sejo as
riquezas o poder, as dignidades o favor ,
cousas estas, que a fortuna concede c rou-
ba-nos a seu bel prazer. Nos sempre estamos
no caso de gozar de prazeres cuja fonte tra-
zemos em us mesmos, c de que os mais ho-
uv ns nos nao podem privar. So estas qualida-
des inherentes ao homem podem merecur-lheum
acatamento sincero urna estima um amor ,
c urna amisade desinteressada. Amar a al-
guem por si mesmo he amal-o nao em vista
do seu poder ou da sua riqueza ; mas em
vista das qualidades estimaveis, que nclle re-
siden) sobre as quaes pode qualquer contar,
e que Iho nao podem ser roubadas.
Os Filosofantes do seculo prximo passado
renovando as doutrinas sensuaes de Epicuro ,
e de Hobbes o querendo estabelecer o imperio
do materialismo trabalhro por persuadir ao
reunio da Apolinca j estou engajada para a 1\
2a, 3a, e 4a quadrilba : na Euterpina, que ha
de'ser para o mez tambern j tenho engajadas,
at a 6a &c. &c.
Certo amigo meu assas apaixonado das qua-,
drilhas queixou-se-me amargamente desses a-
travessadores e que na ultima reunio achou
todas as senhoras j to antecipadamente enga-
jadas que nao teve com quem contradancar ;
at duas meninas, a quem se dirigi, respon-
derao-lhe, que nao poda ser; porque os Srs.
Cazuzinha e Manezinho as tinho ido engajar
na escola havia mais de 15 dias To deses-
perado estava por quadrilhar, quo esteve s
duas por trez convidando para seu par a urna
reverendaca, que ali se achava ; mas como a
vsse andar constrangidamente, suspeitou, pa-
deca de callos, e absteve-so de de fallar-lho
para que nao tomasse o convite por mangaco.
A' vista do exposto aconcelhei ao homem quo
d'um baile para o outro fi/esse um annuncio
pelos Diarios concebido pouco mais, ou menos
nestes termos A senhora, que na partida de
tal quizer fazer a F. a honra de dancar com elle
a Ia, 2a, e 3a quadrilha #c. queira onnun-
ciar para firmar o seu engajamento. Nao sci,
se tomar o meu conselho prudente
mundo que a dor, e o prazer sao os nicos
movis das accoes humanas. Tal principio alias
mui lisonjeiros paixes, teve, como era d'es-
porar urna voga extraordinaria : tudo pois se
malerialisou, e o egosmo assentou o seu throno
no meio das nueoes. D'aqui a fonte primordial
de tanta immoralidade, d'aqui esse estado con-
vulcivo em que vivem os povos, debalendo-
so na voragem das revoluces apoz de urna foli-
cidade, que se perdeo ; porque se perdro os
bons principios. Em consequencia dessas dou
trinas os homens dcsprezro o espirito, eso
se occupr do corpo : todas as suas ideas vol-
tro-sc para os gozos materiaes; a vida futu-
ra foi considerada ou como urna mera hypothc-
se ou como urna fieco ; e conseguinlemente
as sociedades tornaro-se outros tantos theatros,
em que os mais sagazes, os mais ousados s cui-
do de viver e passar bem custa dos simpli-
cos dos pacficos &c. ic. A vista do doce
insentivo do prazer desappareceo a raso do de-
ver tudo se tornou mera convenco e obra
dos homens; e as leis, as instituices ficro
sem base; porque nao assentarao no grande
fundamento da Beligio.
Galantarias dos bailes.
Assim como muito se tem fallado dosystcma
Homeopathico de Broussais e de mil outros
infinitos o Carapuceiro nao cessar de fallar
de certas baldinhas que apparccem nos nossos
bailes. Varios devotos dessas reunios vivem
bastantemente dosgostosos de certos sujeitos ,
que chamarei atravessadores das quadrilhas ;
porque dias, semanas, emezes antes dos bailes
saem pelas casas de familias a pedir as senhoras
para scus pares.de maneira, que chegada a oc-
casio do baile os cavalheiros, que procuro se-
nhoras para dancar acho-sc codilhados ; por
que todas j foro mui antecipailamento enga-
jadas pela companhia dos empreiteiros atraves-
todavia nao podem durar longo sadores Alm disto algumas senhoras ha ,
que tem seus engajamentos perpetuos, e s
quadrilho com certos boginicos lado seu gosto.
E que desprazer nao he o d'um pobre cavalhei-
ro (da trista figura) que correndo de senhora
em senhora todas Ihe dizem, que estfo enga-
jadas, e tem de ficar solitario, e assentado n'um
canto da sala Que zangas, quoremoelas nao
tero estes padecentes quando se virem assim
desprezados rnuitas vezes por senhoras com
quem fazio furor de dancar E ha menina j
to destra nesse traquejo, que muitas vezes con-
Dialogo entre mestre Matheut, e teu com-
padre.
Malheus.Nunca me vi em tamanha penu-
ria. Os tempos ando to contrarios que nao
acha um homem em que ganhar a vida. O com-
mercio nao he para lodos ; porque s dinheiro
he que ganha dinbeiio, e quem nao possuo
fundos em que ha de negociar que Ihe d lu-
cros ?
Compadre. Quem trabalha sempre lira al-
gum proveito e cada um deve contentar-se
com a sua sorte ; porque nem lodos podem ser
milhionarios.
Math. Ncm cu digo, que ambiciono pos-
suir milhoes : basla-me tercom que passar de-
centemente. Nos meus principios fui sapateiro ;
mas depois que a trra comeeou a encher -se de
obras de fra, pouco ou nada me rendia o oU
(icio. Nesse cmenos enflamei-mo no zelo pa-
tritico metti-me em quantas rusgas aqui so
lizero, e ellas me pozero na espinha ; porque
os scus auctores nunca me deixro entrar nos
saques. Desengaado do mao successo das rus-
gas retirei-me para os matos ondo incul-
quei-me por msico, e sacristo. Andava sem-
pre faminto como rato de Igreja. ,
Comp. Mu/ico no mato so pode ir passan^
do se tem sua escola de meninos.
Math. Nunca tive geito para isso. A mu-
sica nada me rendia; a sacrista quasi nada :
assim mosmo julguci tirar o p da lama, quan-
do me vi feito escrivo do juiz de paz ; porm,
enganei-me. Tantos achegos no fim do anno
nada me rendio. Largue tudo, vollei para a
cidade, e nao sei, meu caro compadre, de que-
hci de viver. Tenho procurado varios empre-
gos : mas sao tantos caes para qualquer osso ,.
que at boje s me embalo com promessas: fi-
nalmente nao sei para onde me volte.
Comp. Tome o meu concelho ; caballo, e
metta-se na lista dos deputados.
Math. Ora meu compadre Vmc. est
mangando comigo. Quem sou eu para querer
serdeputado?
Comp. Abi est todo o seu erro ; imagi-
nar, que para ser deputado he preciso ter saber,
servicos &c. Nada disto he necessario : basta
boa dose de ousadia um corto palavreado e
adquirir bons padrinhos, seja por que meiea
for. Vmc. nao pesca alguma cousa do latim ?
Math. Apenas tenho boa orelha ; e quan-
do era sacristo nao s ajudava as missas.e bap-
tizados com aplauso do vigaro como muitas
vezes ensinei na occasio do terco as mulheresa,
nao dizerem Matem a Christo : J nao ha Ceo ;
fedem-lhe as arcas e crittel-lazSo.
Comp. Que mais quer ? J pode dizer,
que nao ignora o latim. E nao sabe alguma ra-
jada de rancez ?
Math. Percebo urna ou outra palavra.
Comp. Ento, que mais quer? Leia pe-
ridicos falle pelas esquinas: diga, que bem
sabe como lie, que se devem dirigir os negocios
polilicos, metta-se a caballista, faca-se depu-
tado, e eis aqui como se ha de arrumar ptima-
mente. Abraco o meu concelho que nao so
ha de arrepender.
* H ..uuuiuy ailJUMU
Ar*w\An
_____Jft
|* .____
m j CSC vcr^uuUv cuui u buu& uaiiyus ui ; nvAii
COMMERCIO, _
A lan doga.
Kendimento do dia 12......... 2:4928*28
DescarregSo hoje 13.
Brigue Abdel-Kader farinha.


M ovimento do Porto.
Navios entrados no dia 11.
Maranhao ; 26 (lias patacho nacional Caro-
lina, do 122 toneladas, capitao Fnncisro
Bernardo de Mattos equipagem 11 carga
varios gneros.
Aracaty ; 25 dias, hiato brazileiro O linda ,
do 49 toneladas caoitao Manoel Goncalves
Simas, equipagem 10, carga couros, o sola.
Trieste; 82dias, polaca austraca Abdel Kadcr,
de 201 toneladas, capitao Orraygio Dabeta,
equipagem 3, carga tarinha.
Cadix ; 3tdias, barca americana Nepune ,
do23i toneladas, capitao Benjarnim, equi-
pagem 10 carga sal.
Sahido no dia 11.
Una ; hiate nacional Novo Destino, mestre
Estcvao Ribeiro carga varios gneros.
Editaes.
O Dr. Francisco Rodrigues Sette. Juiz de Di-
reito Interino da Segunda Vara do Crime na
Comarcado Recifo por S. M. I. o C. que
Dos Guarde di.
Faco saber, quo a quarta SessSo ordinaria
dos Jurados desteanno, que sob a minha pre-
sidencia leve lugar neste termo do Recife as-
sistiraocom assiduidade os Senhores Jui/.es de
fado sorteados. Dr Antonio Joz Pereira,
BontoJoz da Costa, Firmino Joz Felis da
Roza, Francisco Cavalcanti de Souza Lefio,
Francisco Goncalves do Cabo, Francisco Joa-,
quim Cardo/o, Joz Thomaz de Freitas, JoaVj
Joz Lopes Jnior, Joao Francisco do Oliveir
Joz
oraes,
Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti,
Luiz Netto do Mendonca, Joao Joz do M
Dr. Luiz deFranca Muniz Tavares, Ma< 1(,i i'
.; ,i (ii;.:. r ai., vi____i n__ IUCI *e~
naci de Oliveira Lobo, Manoel Gor
icalves da
Cruz, ManoelJonquim da Costa, M- nn,
T i *-. jnoei uon-
calves Pereira, Manoel Antonio ( ar(jozo yj,,
noel Pereira Rozas Rufino Gom 6S da Fo'om
Joz Antonio da Silva Jnior, 0 os Scnhores
Ju.zcs de tacto chamados, ^ernardo An(onio
deM.randa Rernard,noPpreirilde Brit0i Do_
m.ngosda S.lva Gu.mar jens> Evari'to Men(]es
da Cunha Azevedo Ir ancsc0 Joz- Marin|)
Franc.sco da Silva L.f ,Doai Joz Maria da (Jos.
ta Pa.va Joz Gon caIves FonlcS) Jo3o N
moceno arrozo, 0 M s da Costa
Soares CustodK J Lu7 dos Res Cfletano UcQ_
doro Antune? Millaca, Delfino Goncalves Pe-
reira Lima, Francsoo Euzebio de Faria, Joa-
quim da > ,|va Lopes. Antonio Pereira do Bar-
ros, Re'4.nardino dc gen() da j(va Qu;maraenSi
l-ranc n.10 Gomes Tavares, Joz Maria Sve, Grego-
J"10 Antunos dc Oliveira, Clemente Manoel de
" .ello Albuquerque : tendo sido multados na
quantia do cont e setenta mil res cada hum
dos Juizes de tacto sorteados a razao do dez
mil res por dia por nao terem comparecido
e nem mandado excusa legitima os Scnhores
Francisco Fernandes Vianna, Antonio da Cos-
ta Delgado, Francisco de Paula Correia de A-
raujo Jnior, Manoel Pereira Pinto. E para
constar mandei lavrar o presente quesera pu-
blicado pela imprensa. Dado o passado nesta
sobredita Cidade do Recito sob meu signal e
sello, ou sem elle. Valha ex causa aos 9 de
Setembro de 1843. E eu Joz Affonco Gue-
dos Alcanforado, Essrivao o escrevi.Fran-
cisco Rodrigues Sette.
THEATRO PUBLICO.
Direccao de fafael Lucci.
Sabbado 16 de Setembro de 1843 haver u-
ma escolhida Funcco Lyrica em Beneficio de
Madamoizellc Carmella Adelaide o sua Irma
Manoela Caetana Lucci.
Primeira parte
A Beneficiada Manoela Caetana Lucci pe-
la pnmeira vez cantar a linda Cavatina, Di
piacer mi balza il cor da Opera Gazza Ladra do
'". li. (lossini.
Segunda parte.
A beneficiada Carmela Adelaide, juntamen-
te com seu Pai Rafael Lucci executarao un
novo o Lindo Duelo da Opera Eelisario do M.
, onizt'tt; aqual desempenhara a parte do
Joven Alamiro : Quando di sangue tinto.
Terceira parte.
A Beneficiada Manoela Caetana Lucci pela
pnmeira vez cantara a Cavatina Le ragaz-
ze a oggigwrno co-.npos ao de Rafael Lucci.
a r Quarta parle.
A beneficiada Carmela Adelaide junta-
mente con. seu Vai Rafael Lucci executarao
um novo o mv, d.Ticil aplaudido Duelo da O-
pea Jorqu a(0 Tasso do N, G [)onizett .
tola Sofr, ltlia alindo egli si apella.
R Quinta parte.
.A Bejeficiada Manoela Caetana Lucci, pela
primei fa vez can(ara uma nova Modinha ex-
tralii ja da Opera Norma No universo o feos
ve" dado arranjada por Rafael Lucci.
Sexta e ultima parte.
A Beneficiada Carmela Adelaide, juntamen-
te com seu Pai executarao pela primeira vez
um jocoso ucto, da Opera La finta sciocca do
VI. LuigiMosca.. (Farcalzettel che impostura])
As Beneficiadas esperao a proteceo dos scus
prolectores, e rcspeitavel Publico.
N. B. Se o dia estiver muito chuvoso nao
haver divertimento transferindo-se o dia
annunciado por outro annuncio.
Principiar as 8 horas e meia.
Aluga-se um grande sitio na travessa da
Cruz de Almas, com boa casa do vivenda, es-
tribara, frente toda murada, bastantes fru-
teiras boa baixa de capim excellento agoa ;
a fallar na ra dos Coelhos n. 3 03 com An-
tonio Pedro de Alcntara na ra da Concei-
cao n. 3.
- Precisa-so de um official oncadernador
qncm se promete traballio elTcclivo : na Praca
da Independencia loja de livros n. 6e8.
~ Precisa se fallar com brevidade aos Srs.
Claudio Patricio do Almeida que morava na
cidade de Olinda, c igualmente com seu mano
Brazilino O. de Almeida praca da 2 a com-
panliia do corpo de polica a negocios de seus
interesses: ama do Crespo casa d. 33, e
pede-se a qualquer pessoa que souber de suas
moradas baja de o participar na casa cima ,
que muito se Ihe agradecer.
Permulao-se duns moradas de casas de po-
dra e cal em boa ra nos Affogados que ren-
dem 9000 rs., por uma em S. Antonio ,anda
5
|ue precise algum concert, e que tenha quim-
viuva de bons
Vvsos martimos.
i;
Para o Aracaty sahir no dia 22 do corren-
te mez o patacho S. Jos Vencedor capitao
Manoel Jos Ribeiro ; quem n'elle quizer car-
regar dirja-se ao mesmo capitao ou a Manoel
dc Souza Couto no Forte do Mattos.
Lciloes.
tai : annuncic.
= Urna mulher parda
costumes sabe cozer o engommar propoe-
se a servir de ama em rasa de pequea fami-
lia ; quem a pretender dirija-sc a vendada
ra Direila n. 8 : onde se informar melhor ,
ese dir onde mora.
= Acaba-se de rcccbcr de Franca o vinho
de salea parrilha e o xaropc da mesma c de
nall, capsulas de cunaiba, as pastilhas dc nad
muito superiores para toce o lembem as de
mao de v : na ra Nova n. 55.
O abaixo assignado vendo o annuncio no
Diario de 7 do corrente n. 193 do Sr. Do
mingos Jos Rodrigues de Azevedo que
Johnston Pater & C farao leilao, por in-
tervencao docorretor Oliveira, de grande sor-
timento de suas bem conheridas fazendas inglc-
zas : quarta eira 13 do corrente s 10 horas da
manha impreterivelmcnte no seu armazem da
ra da Madre do Dos.
Avisos diversos.
m*
K'claracoes.
= O administrador da mesa de re;ebedoria
das rondas geraes internas avisa aos morado-
res do bairro do Recife Santo Antonio Boa-
visla e Affogados, para quo venhao pagar o
imposto de 1S000 por laxa de cscravos e do
banco, ol.simcslre de i 843 a 1844 por
j se achar prompto o lancamento ; o aquellos
qne nao vierem pagar al o fim do corrente
mez protesta nao annunciar mais, remet-
iendo sem perda do tempo a rolacao dos omis-
sos para jui/.o.
O juiz municipal da segunda vara d'ora
cm (liante dar audiencia na casa publica, as
quartas feiras o sabbados s nove horas da ma-
nha visto que nos outros dias ha o inconveni-
ente de se se encontrarem as audiencias dos de-
ntis juizos. O escrivao Francisco Ignacio
de Athahyde.
Pela subdolegatura da S se apprehen-
deo um quartao castanho ; quem forseu dono
compareca no lugar indicado que Ihe ser
entregue depois de precnebidas as formalidades
da lei. Olinda 27 d agosto de 18V3. Francis-
co das Chagas Salgueiro subdelegado sup-
plente.
= Pela subdelegada de polica dosAIToga-
dos se faz publico, quo foi prezo por estar | rever, contar, elementos de anthmetica, dou-
fugido o crioub Joaquim, quo declarou ser es-, trina christaa coser, bordar de seda e de
cravo do Luiz Gomes do Moura morador no marca o fazer lavannto pelo mdico preto
-------1, k: de ni! rs,
8
O ARTILHEIRO N.878.
J^AHIO boje e os Senhores assignanles ,
que o rcccbcm na loja de livros da praca da
Independencia n. 6 c 8 podem-no mandar re-
ce ber.
LOTERA DA MATRIZ DA
ROA-VISTA.
^ No dia 22 do corrente
mez de selembro correm
impreterivelmentii as rodas
desta lotera, iquem ou nao
blhetes por vender.
Precisa-se de um feitor, que trabalhe,
entendadoarvoredo, horta, o vaccas para um
silio na Magdalena; na ra d'Aguas Verdes so-
brado 66.
Na ra do Cotovello caza n. 30, ha uma
mulher branca de boa conducta, quo se of-
ferece para ama de caza de liomcm solteiro,
viiivi), ou niesiim cazado com tanto que lc-
nha poma familia, a qual leva em sua coni-
panhia urna escrava.
Na ra deHortasn. 130 continua-se a
receber meninas para aprenderem a ler, es-
quem elle tivesso comprado madeira ou oulro
qualquer objecto para a ordem 3* de N. S.
do Carmo que Ibo apresenlassem as contas
no prazo de tres dias o o abeixo assignado o
tom procurado por difieren tes vezes e nao he
possivel achal-o em casa e por csse motivo
roga aos Srs. irmaos encarregados da adminis-
traeiio que bajo por favor de declarar ao abaixo
assignado quem so deve dirigir para sercm-
bolcado do valor de 30 enchameis que como
membr.o ta commissao comprou o mesmo Sr.
Dom'ingos^iara a mesma ordem visto que
te udo o m io Sr. assignado a conta para o
Sp. Gabrie. ^ntonio pagar esto nao o quiz
fper. francisco Pereira da Silva Santos.
= Luiz Paulino vai ao Rio do Janeiro tra-
tralar do seu negocio.
A direccao da sooiedade Philo-T/ialia,\en-
do asnatica pergunta do Sr. Um socio ,
neste Diario em 9 do corrente poderia for-
rar-se ao trabalbo de responder-lhe mas de-
zejandosotisfazel-o diz: que o camarote nao
he propriedade de aulori lade alguma sendo
sim para ellas destinados quando sao convida-
das, e nao o sendo ou deixando de ir ellas
aosexpectaculos, a direccao scjulga com di-
reilo a dispor d'elle em beneficio das senhoras
convidadas que se acharem mal acommodadas
as galenas. Se por ventura esse frentico so-
cio desojar mais algum esclarecirnento queira
dirigirse pessoalmente direccao ou ao di-
rector, ou alias apareea descuberto pelo Dia-
rio sem o que mais resposta algum se Ihe
dar.
= Aluga-se uma casa no Monleiro na car-
reira que foi do fallecido Domingos Rodrigues
do Passo com 2 sallas c3quartos, sofrivel
cosinha ra estribara para 2 cavallos quin-
tal amurado com porlao para ir para o banlio ;
quem a pretender dirija-so ao atierro da Boa-
vista loja de cera n. 21.
= Salvador de Souza Braga morador na es-
trada dos Aflictos ajusfando com o ( Francez )
Herdcfonsse morador que foi na Trempe e a-
gora na Solidade a compra de uma escrava ,
assignou o seu nomc inteiro em um papel e
o dito Francez o seu e o nome da escrava ,
e o juste nao se concluio por nao concordar o
comprador no preco oflerecido e como licas-
sc em poder daquelle Sr. Francez o papel com
o nome do annunciantc c dcscu poder possa
ser desencaminhado previne ao publico que
nenhuma transaccao tem o abaixo assignado
sobre dbitos, ou sobre outro qualquer ob-
jecto por papel particular com pessoa alguma.
= Perdeo-se ( domingo 10 do corrcnle) uma
sedula de 508 rs. um annelao de ouro, c
uma chave pequea ; a sedula he das encar-
uadas e o annel tem as letras seguintes por
dentro do aro F D T V do principio da ra
da Cruz do Recife at o atierro dos A (logados ao
p da ponte de Motocolomb ludo cima es-
lava embrulhado em um pedaco dc papel de
mata-borrao encarnado ; quem o achou que-
rendo restituir dirija-se a ra da Cruz em casa
de Bolli & Chavanne n. 40 que ser gene-
rosamente recompensado.
= Precisa-se para um engenho porto desta
cidade de uma pessoa que enlenda de horta e
para servir igualmente do feitor de moenda
pessoa idosa : na ra cstreita do Rozario n.
31 3.andar.
= O abaixo assignado faz publico que por ter
lallecido o seu socio o -Sr. Bernardo Jos Men-
dos tica dessolvida eem liquidacao a socieda-
de que tinba com o mesmo debaixo da firma
de Mendos & Ainorim os Srs. queso julga-
rein credores queiro-se apresentar para sercm
pagos cm tempo.
Luiz J'>s de Costa s/morim,
= Precisa-se do 300 rs sobro um escravo
perfeitamente bom e seofferecc IOS rs- ""en-
slmente pelo seu serv ico fa/endo-so o nego-
cio com trda aseguranea o clareza; a pessoa
que pretender queira annunciar.
Procisa-se de um rapa/ porluguez de 12
a 14 anuos de dado para caxeiro do uma ven-
da nesta pra a : dirija-se na ra do Mondego
botica n. t.
O Sr. A. M. M. haja de ir levar o resto
do aluguel da casa quo alianfou porque do
contrario ver seu nomo por ostenso nesta
foi ha.
= Aluga-se uma casa terrea com commodos
para familia e uma loja do sobrado sitas no
aterro dos Afogados; a fallar no mesmo aterro
em casa de Silvestre Joaquim do Nascimento ,
com scucaixeiro: vendo-se uma restilacoe um
moleque de 7 annos por proco commodo.
= A pessoa que annunciou no Diario do
4 do corrente ter cm seu poder urna escrava f-
gida a lempos, sendo que a referida escrava te-
nha os seguintes signaes : chama-se Rita do
40 anuos de idado pouco mais ou menos, de
naeao Cambinda estatura regular, corpo sec-
co rosto comprido cor nao muito preta, pi
pequeos, semblante carrancudo, quando an-
da ostalao as juntas dos dedos dos ps (uma
muito caximbo o bebo agoardente cuja es-
crava foi comprada a Joanna Maria da Concoi-
eao inai do fallecido Bazilio, que morava cm
Bebiribe debaixo fgida em lins de novombro
de 18id; pode a mandar entregar na estrada do
llozarinlio em um sitio junto a (.'apella do mes-
mo nome, que ser generosamente recompon-
eada e se pagar todas as despezas.
Precisa-se de um feitor. que saiba traba
Ihar; no silio da Solidade n. 22.
Cjueni quizer comprar uma cama de con-
dur em meio uso ; por proco commodo, diri-
ja-sc a ra do Fagundos n. 6.
Procisa-se dc canoas para aterros; quem
as tiver para alugar annuncie para sor pro-
curado.
Aluga-so a um homem solteiro uma pe-
quena sala com alcova e cm boa ra ; quem a
perlender dirija-se a ra d'Agoas-verdes n.
VI, que se dir quem aluga.
A Sr.* engommadeira, quo da ra d'Or-
tas se mudou para a Solidade ou Trempe ;
queira mandar levar a Dupa pessoa que nao
ignora.
Aviza-se aoSr. Jos Marcolino Alvesda
Fonseca.que quanto antes vbuscaroseu sobre-
cazaco na loja de alfaiato do Manoel Thomaz na
ra Direila do contrario so vender para pa-
gamento do feitio, isso Ihe adverte para que ao
depois nao se chamo a ignorancia.
O Sr., que annunciou por este Diario n.
195 precisar do uma rabeca velha ; dirija-se
a estrada de Joao do Barros adianto da capella
de N. Senhora da Conceico casa docirurgiao
das marambabas que ah achara uma com as
ijualidades exegidas, tendo alm disto um ex-
cellento arco como ha mu poucas.
Lma parda de bons costumes se ofcreco
para ser ama dc casa de homem solteiro, a qual
co/.e bem cozinha sollrivel, e engomma; quem
dc seos sorvicos sequiser utilisar dirija-se a
travessa do Monleiro loja do sobrado amarcllo,
que faz esquina da ra Augusta.
Kissel, relojoeiro junto ao arco de S. An-
tonio, contina a vender relogios patentes, e
horisontaes, tanto novos como de segunda mao,
o por preco commodo
Sociedade Euterpina.
lio pelas 6 horas da tardo haver re-
niao da commissao administrativa.
= Aforo-se 219 palmos de ierra na ra Im-
perial do aterro dos Affogados, com um viveiro
no lundo e alguns ps de coqueiros; quem os
pertender, dirija-se a ra das Cruzes n. 30.
= Aluga-se a casa n. 8 da ra do Cotuvelo,
n qual tem 4quartos cozinha bra sala for-
rada e vidraoas em ambas as janellas ; quem
pertender, dirija-sc a ra da Cadeia loja de
chapeos n. 46.
Arrenda- se una grande olaria combas*
tantes commodos por cima asobradada por-
to ptimo para desembarque, c proprio para
uma fabrica do marcinciria cerrara ou ar-
mazem ac madeiras, por ser no centro da cida-
de ; quem a perlender, dirija-se a ra da Flo-
rentina n. 16, parase tractar do ajuste.
= O bacharel formado Candido Autran da
Matla Albuquerque advoga no crime e civel ;
quem do seu prestimo quizer utilizar-se poder
o procurar nos dia nlpi pm mc; Hn fnarci>lun_
| UUlliilt
a inoajjcm preferindo-se alguma I cia na ra das Cruzes n. 21,
MUTILADO




-

No dia 7 do correte desappareceo da
Ilha de Anna Be/erra una \ ida -ui- do Corpo Santo loja de cabos n. 17, ou annun-
vo cotn os signaos seguimos: gi ?i ,
afina ai grande, a po:ila dircita cerrada Co h
varios signaesnas orelhas, um del lea he Boca
di; ;o!)u na ponta da o re ha Curada forrada
do novo no vasi i cora u:n S. ubre arando a
mitic.lo do vaoca tonina. oo bezerro he da
cor di vaoca ; quoin dola SOllber participe ao
Fiscal da Boa-vista as liarreiras, que .sota
recompensado.
VEITCH, BBAVO&C*
Vendtm na sua botica e armazem de drogas ,
naruada Madre de Ueos n 1.
A prepara* o scguinle por preco muito com
modo, e de superior qualidado.
Magnesia calcinada ptima.
Os salutares eleitos doste medicamonto co-
mo purgante mui suave e capaz do se applicar
a todas as possoas de qualquer sexo ou idade ,
absorvendo ao mesmo lempo todos os cidos
existentes'em nosso estomago, e que tanto
perturhaui nossas funcedes digestivas, tornam
seu uso recotninendave! o muito necessario.
A experiencia tem mostrado a um sem numero
de Mdicos sabios, e verdadeiros observado-
res do eleito therapeutico dos medicamentos,
que tanto maior he a sua acc&O purgativa .
quanto rnaior he a quantidade do cidos, que
e maior parte das ve/.cs desenvolvein nossas do-
ancas do estomago. Urna ou duas col boros de
soupa misturado com agua duranto o dia he
qnantidade sulflente para produzir bom
elTeilo.
Na mesma casa tambem se vendem tintas ,
e todos os outros objectos de pintura ; vermzcs
de superior qualidado entro ellos um perf-i-
tamente branco o que se pode applicar so-
Are a pintura oais delicada sem que produ-
za alteracao alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de Bcrmuda,Sag, Sabonetas, -
Sabio do Windsor,Agua de Seidlitz, Agua
de Soda,Agua de Seltz,Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever,Tinta "para
marcar roupa,Perfumaras ingle/as,Fun-
das elsticas do patente,Escovas o pos para
dentes ,Paslhas de muriato de moiphina ,
e ipecacuanha, Pastilbas linissimas de hor-
tel-pimenta Pastilbas de bi -carbonato de
6oda e gngibre. As verdadeiras pilulas ve-
getaes universaes do .r flrandrth vindas
deseu autbor nos Estados-Unidos, &e &c.
ss Francisco Tuiaultparticipa ao respeita-
vel publico e com mais particularidade aos
amigos do bons bocados, quede boje em di-
ante elles acharao a toda e qualquer hora na
sua casa de pasto franceza da ra da Lingoeta
n. 2 toda qualidade de comida a francesas ;
assim como vinhos e licores de todas as quali-
dades caf com leite e sem elle pastis ,
pasteles, empadas de diversas surtes sala-
mes presuntos linguicas &c. ; e que se-
r servidos com o maior aceio limpesa, e por
proco commodo. O mesmo Tarault offoreoe-se
para mandar levar em as casas as comidas o
aquellas pessoas, que com elle se ajustarem ,
diaria ou mensalmonto ou por urna ve/ s-
' Mello tenlia ahondado de mandar no
argo
iua morada, para se Ibo entregar urna carta
(importancia vinda do Rio de Janeiro.
Ai'ronila-se urna casa de 3 andares no
largo do Livrarnento com bons commodos o
bastante fresas; toda junta ou em separado ca-
da um andar; os protendentesdirijao-se a ra
do Vigario ii. 13.
ssO Sr. Jos Joaquim da Silva dirija -se
i ila vinva Cunha Guimaraes na ra do
raspo a negocio do seu inleresse.
O Dr. Antonio ^ cente do Nascimento
Fcitosa advogado nos auditorios desta cidade,
mudou o seu escriptorio e residencia para a
ra da Cadeia do bairro do Santo Antonio, pri-
meiro andar do sobrado n. 13.
= Alugao-se para se passar a (esta, ou por
anno no sitio do C ajueiro quatro moradas de
casas com commodos para grande familia e
um sitio com casa de sobrado na passagem da
Magdalena que so d por preco commodo ;
quem o pretender va ao sitio do Cajueiro que
J se trata o proco
=Francisco Goncalves Reg pretende ir at
Macei e Rio de Janeiro a tratar de seus ne-
gocios levando em sua companhia um seu es-
crvo; e rogaatodas aspessoas, que tiverem
contascom elle, as apresen tem em tres dias para
seren pagas icando authorisado de seus ne-
gocios Jos Vicente da Cruz.
=Qucm tiveralgum cercado com suficien-
cia para ter animaos, e quizer receber duas
vaccas, para entregal -as depois do paridas an-
nuncie para se tratar do ajuste.
Jos Rihciro Manco e sua mulber Mara
do Rozarlo retiro-se para fora da provin-
cia.
= Aluga-so mensa I mente um preto para
ser etnprogado em servico de olaria ; quemo
tiver, annuncie para se tratar do ajuste.
O abaixo assignado faz sciento ao publico,
e em particular aos seus constilunles que
mudou a sua residencia do patio de S. Pedro ,
para a ra do Oueitnado (outr'ora pracinha do
Livrarnento) sobrado n. 42, primeiro andar.
Felis Francisco de Souza Magalliaes.
LICUOR DA CHINA
Yendas.
= Vende-sc um caballo bom passeiro, pro-
prio para menino, por preco commodo; na ra
larga do Rozario n. 50
=Vendem-se pentes de tartaruga a moda do
penna abertose lisos; tambem se concorta
toda obra de tartaruga ; no patio do Carmo ,
loja do sobrado da esquina que volta para a
ra das Trincheiras n. 2.
= Vende-se potassa Russiana de boa qua-
lidado a 200 rs. a libra ; na ra da Cadeia do
Rccifc n. 12.
=Na ra da Cruz, escriptorio de Jos An-
tonio Gomes Jnior, n. 23 se vende por pre-
co commodo saccas com alqueire de farinha de
mandioca muito lina calva eita na Mu-
riboca.
= Vendo-so urna armacSo e todos os mais
utencilios de urna loja de cera por preco com-
modo ; na ra do Rangel n. 3.
= Vende-se um negro de meia idade, pro-
prio para trabalhar em sitio ou outro qual-
quer servico ; no atierro da Boa-vista n. 3, se-
gundo andar.
=. Vende-se urna morada do casa no lugar do
Coelho, no bairro da Boa-vista ; os pretenden-
tes dirijao-se a praca da Santa Cruz n. 4.
A Vendetn-se cortes de vestidos de supe-
rior e moderna cassa pintada a 2240, e em co-
vados a 200 rs.; cortes de vestidos de cassa de
outra qualidade pelo barato preco de 1280 ;
peitilhos de cambraia para vestidos alOOrs. ;
vestidinhos de cassa fina guarnecidos com bicos
para criancas a 800 rs.; fustn alcocboado de
ro por ser muito grande : na ra do Quei-
mado loja de ferragem n. 10.
= Vendem se saccas de arroz pilado de al-
queire, medida velha de superior qua'idade ,
e por preco commodo : na ra da Cruz n. 49,
= Vende-se potassa da Russia nova e pri-
meira sorto em barril de 4 arrobas: em casa
de H. Mebrtens, ra da Cruz o. 47.
V Vendem-se os seguintes livros em bom
estado Telemaque por 640, Salustio por 500
rs., Ovidio por 740 Grammatica franceza
por 700 rs. Diccionario de francez, inglez, e
Italiano em 2 vol. por 2,000 rs., 1. e 2. tom.
de Virgilio por 1,000 rs.: na ra estreita do
Rozario loja de cera n. 3.
Vende-se urna escrava da Costa, de meia
idade boa quitandeira c serve em casa com
diligencia : na ra da Gloria n. 62.
= Vendem-se 9 pipas com agoardente de
20 graos a 40,000 ja promptas para embarque:
no armazem da ra da Cruz n. 8.
Vende-se hum preto africano, bom tra-
bajador d'enxada, e muito bom caneiro, an-
da mogo : na Venda da quina da ra nova de-
fronte do porto.
= Vende-se a fazenda denominada- Lagoa-
Dantas, situada porto da villa de Santo Anto,
com hum quarto de legoa do trras, boa caza
dovivenda, grandes armazenscom engenhosde
descarocar algodao, prenca, e mais pertences
para ensaccar, deposito para farinha, milho, ar-
roz, e carrapato &. ; boa senzala para mais de
vnte cativos, estribara &, e todos os commo-
dos que deve ter huma fazenda bem situada ;
muito frtil em tudo quanto se quer plantar,
pois alem do algodao que se colhe com abun-
cores para coletes a 400 rs. e de outros a 320; I.
pessas com 10 varas de verdadeira bretanha \d*Mi*> SPP" n5, s a escravatura da dita la-
nao de madapolo a 1920; excellente brim /en,la' como a de hum engenho do mesmo se-
ESSENCIA
OU
DA FOIIMOZI'
/
mente; participa-se mais, que lodosos (lias
de manhaa um seu agonlo levar a casa de seus
frcguo7.es pastis, pasteles empadas lin-
guicas e chourii.as france/.es proprios para
almoco.
se Tirao-se folhas corridas e passaporles
para dentro e lora do imperio ludo con; a
mais possivel brovidade o proco mais com-
modo que pode ser ; qnem pretender dirija-se
ra do Rangel n. 3-, que achara com
quem tratar.
= Aluga-se urna casa terrea novamente edi-
ficada com quarenta palmos de frente com
duas grandes sallas e seis quartos, corredor
ao lado, com cosinha fra um grande quin-
tal murado e outro cercado com muito boa
agua de beber na ruada Solidado: quem a
pretender diiija-sc a ra da Aurora casa
n. 58.
= Dase dinheiro a premio sobre penhores
de ouro ou prata ; na ra da Cruz n. 38, se-
gundo andar.
= Precisa-se <'e um criado portuguez de 12
a 16 anuos, para servir nesta praca dando co-
nhecimento do seo procedimento ; quem esli-
ver nestas circunstancias dirija-so ao segundo
andar do sobrado n. 15 da ra da Cadeia de S.
Antonio das 6 horas da manhaa as 9 e de j.
hora as 4 da tarde.
= Precisa-se do um portuguez Jesles che-
gados ltimamente, para feilor de um engenho,
sendo homem robusto de boa lisura e acostu-
mado ao trabalho ; na ra das Trincheiras nu-
mero 22.
ss Una Sr.a professora de pritneiras letras,
que ensina a mu i tos annos tiesta praca, prefere
exercer o mesmo em qualquor lugar no cam-
po que nao diste muito da capital ; se houver
quem Uttha prc s3o de educar suas Gibas, pro-
cure na ra do Cebo casa n. 10 que adiar
'com quem tratar.
=A Sr.' D, Mara Carolina de Albuquerquc
Este precioso comesttico qu' pelosiia-
gradavcl suave e doce aroma sotorpa disSno
de figurar nos mais elegantes toucado.t.'^iil.Bt-
tes) goza de propiedades mui notaveis que
experiencias repelidas e muito variadas, tanto
ueste como em outros paizes, tem confirmado,
como sao : primeiro amaciar, limpar, clarear,
e refrescar perfeitamente apelle, tirar as sar-
das pannos, espinhas, e toda a especie de no-
doas ou manchas, que nclla possao apparecer ,
sem alterar sua frescura e brilho naturaes : so
gundo destruir as rugas causadas pela secura da
pello, abortoeja, empingens e outras men-
sas afleo)oes cutneas: 3* tirar o mao hlito da
boca commu' cando a esta um cheiro mui a-
gradavol fortificar as gengivas prevenir as
dores dos denles, Sea. &c. Km todos estes casos
a experiencia tem mostrado o quanto justa a
alta reputadlo de que goza este composto no
Oriente onde seus efieitos sao todos como in-
faliveis; cada garrafinha custa 1S200 rcis ; um
impresso explicara em detalhe seu uso e virtu-
des : venuc-se smente cm rasa de Novaos &
C.a, na ra da Gamboa do Carmo n. 19.
A pessoa a quem faltar um cavallo ,
dirijase a ra doCaldeireiro n. 66, quodan-
do os signaos cortos Ibe ser entregue.
= Aluga-se a casa terrea na ra das Trinxei-
ras n. 14; quern a pretender entenda-sc na loja
de Joaquim Goncalves Cascao.
=Aluga-se una casa terrea com duis salas,
quatro quartos sotao, quintal murado, e ou-
tro cercado, com muito boa agoa de beber e
por proco commodo sita na ra da Solidado ;
quem a pretender uirija-se ra da Aurora casa
n. 58.
Compras.
= Compra-seum negro ou negra, moca,
com habilidades ou sem ellas : na ra Nova,
loja n. 9.
= Compra-sea obra Elementos de Hvgie-
nia por Francisco de Mello Franco; quern ti-
ver annuncie.
= Comprao-se e vendem-se escravos d'am-
bos os sexos, e recebem-se escravos para ven-
der-sc, sem despesa de comodonas s com
tros por cento de commisso: a fallar na ra
Velha da Boa-vista n. 111.
Compro-se dous negros de 18 a 20 an-
nos, para todo o servico : na ra da Cruz n.
38, 2 andar.
Compro-se effectivamcne para fora da
Provincia mulatas, negras, e muleques de
12 a 20 annos, sendo bonitos pagSo-ie bem :
na ra N'ova loja de ferragem n. 16.
transado pardo, de linho a 400 rs. a vara e de
outras qualidades por precos correspondentes a
aquelle; lencos de seda ordinaria a 280 ; su-
periores e lindos cortes de lanzinha arrendada a
(000 rs. e de outras ainda mais superiores a
0W0; guardanapos alcochoados a 2000 rs. a
duzia, e panno de linho adamascado para toa-
Ihas, por mdicos presos: na ra do Crespo ,
loja n. 10 da viuva Cunha Guimaraes.
Vendem-se ladrillis de pedra marmorc:
na ra da Guia n. 26.
Vende-se urna pipa de agurdente bran-
ca de 20 graos, por commodo preco : na
ra da praia armazem n. 20.
= Vende-se mui boa telha bem cosida ,
ladrilho e tapamentos, mais barato que em
todos os armasens desta cidade t na olaria da
ra da Florentina n. 16.
Vende-se urna escrava de 14 a 16 annos,
bonita figura recolhida, sabendo engommar,
cosinhar e coser ; urna dita cosinheira lava-
ileira de varrella e sabo e quitandeira ; urna
dita da Costa bonita figura de todo o servi -
co e muito boa lavadeira e quitandeira; urna
dita por 350,000 rs. ; um moleque de 15 an-
nos, proprio para pagem e serve muito bem
urna casa e trata de cavallos; um preto de 20
annos, de todo o servido : na ra do Fogo ao
p do Rozario n. 8.
Vendem-se 55 oitavas de prata velha e um
trance! i o i de ouro e mais um par de brincos
com diamantes : na ra Nova n. 55.
ss Vendem-se duas canoas de um s pao ,
sendo urna grande; saccas com milho a 1440 ;
sag de arroba para cima : na ra das Cruzes
n. 30.
Vende-se urna rede chegada dcMara-
nhiio, com varandas de cor propria para ly-
poia : na ra da Madre de Dos n. 36.
\ endem-se robins e diamantes para cra-
vacoes ouro e prata para obra, coraioes de
ouro com diamantes e sem ellos, duasvoltas
de continuas de ouro do Rio para pescoro ,
campainha com urna figura em lugar de cabo ,
pares d'oculos de armarn muito em conta ,
um babu novo com 4 palmos, um par de ma-
las de pregara, duas bancas de Jacaranda,
um aparelbo de porsolana dourada para cha
as 5 Pontas n. 45.
Vende-se um carro novo com vidros
do ultimo gosto cuma parelha de cavallos
rudados bastante gordos ; o carro pode-se
vor na cocheira do Miguel, no atierro da Boa-
vista: a tratar na ra Nova junto a ponte, casa
n. 69.
Vende-se urna canoa de um pao com 30
palmos de comprimento propria para abrir,
por preco de 15,000 rs. : na ra do Queimado
n. 57.
Vendem-se as bemfeitorias do um sitio
com urna grande casa at o respaldo o mais
material, sendo elle em Santo Amaro : a tra-
tar na ra Nova casa junto a ponte n. 69.
Vende-se por preco commodo urna cor-
rente de ouro para relogio : na ra da Cruz
n. 49.
Vende-sc encllente oleo para a enfermi-
dado dealporcas: na ra Velha da Boa-vista
n. 36.
Vende-se um cavallo muito bom carre-
gador e esquipador, o tambem serve para car-
nhorio de farinha, feijao, milho, arroz, carra-
palo, fumo, gerems, e outros muilos legu-
mes; tem dois grandes e expelientes acudes, que
na maior secca sempre tem boa agoa, tem bas-
tantes moradores que pagiio foros, e quando
nao queirao para plantar he o melhor logar
que existe por aH para criar, p'ois alem das
grandes ventagens de ter agoa sempre, tem
excellente pasto ; e a vista do comprador me-
lhor se far ver: tambem se vende a fa/enda s
>em os escravos ou com elles, tambem se troca
poralgum predio nesta praca : quem a preten-
der dirija-se a ra do Queimado outr'ora P"a-
cinha do Livrarnento n. 61.
= Vendem-se duas sabiAs, sendo urna da
matta, 3 canarios do imperio, um corij, 2
bicudos, dous casaes de rolas de Hamburgo,
todos bonscantadores: na ra de Dorias n. 130.
Vende-se urna negra de naco Angola,
de 22 annos, bonita figura, engomma.cozinha,
o lava ; e um moleque de 14 annos, proprio
para qualquer servico : na ruadas Cruzes n. 41
segundo andar.
= Cadeiras americanas com assento de pa
Ihinha camas de vento com armacao com-
modas de angico, ditas de arnarello marque-
zas de condur camas de vento de arnarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes; pinho da
Succia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras ecomprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
los; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa de J. Beranger, n. 14
Escravos fgidos.
_____
= Fugirao na nouto, do dia 3 para 4 do
correnle de bordo da sumaca Conceico Nave-
gante dous escravos marinheiros ambos de
nome Antonio sendo um de nacao Mina al-
io magro. representa 40 annos tem urna
ferida no tornozelo do p esquerdo ; o outro
he de nacao Angola, baixo cheio do corpo ,.
representa 30 annos e ho quebrado; ambos
levarlo calcas de baeto, e camisa de bata
azul ; quem os pegar leve a bordo da dita su-
maca cu a Amorim Irmaos na ra da Cadeia
do Becife que ser gratificado.
= Fugio no dia 22 de Agosto p. p. do en-
genho d'Agoa da Freguezia de Iguarass um
"egro crioulo oflicial de pedreiro de 30 an-
nos alto grosso do corpo bem parecido,
lem urna cicatriz em urna das fontes ps e
mSos glandes foi vestido de calcas e jaqueta ,
levou toda a ferramenta com que trabalhava ,
chama-se Antonio ; quem o pegar sendo para
as bandas de Goianna peder entregar ao coro-
nel Antonio Alves Vianna ou a Joo da Cos-
ta Villar nesta cidade a Jos Antonio Alves
da Silva no beco das Barreiras na Roa-vista ,
ou no mesmo engenho a seu proprietario Hen-
rique Poppe Gir5o na certeza de quo em
qualquer das partes ser generosamente grati-
fi ado.
Rnriro. w. T??, JZ ** F ~" ^SJ-, =8*--'
l


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