Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05039


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Full Text
Ano de 18J3.
Qurta Feira SO
de Agosto
ludo tgori depende de nos mesmo; da noaaa prudencia, moderaaao, e enerri.- .
iuemo como principiamos, e aeremos aponalos com .dmiratao enlre as tfr. 1
cu""- ____________________( l'.ocl.m.So da Aasemblei. Ger.l do bmuj
PARTIDAS DOS CORREIS TERRESTRES
Goianna, e Parahrba, andas e sena feira. Rio Grande do N irle, monta, f.;...
Bonito e Garanhuns, a tt e 24. *""
Cabo, Serinli.iem Rio b'orm,tso Cirio Cairo, MaceiA, e AI-oa* no 1 o 44 21
Boa-rita Florea 2S. Sanio \ntio quintas feira Olinda todos os din
DAS Da semana.
:H Seg. Agostinho B. Aud. do J de D. d 2. .
29 Terg. Adolfo Re. Aud do J de I). da 3 t.
30 Quart s Roidc'Lima mi do J. rte l) da 1. r.
I Quii, s Raymundo Nunalo Card. Aud doj. de D. da 2. r.
4 Se. E.'Tdeo Ab Aud do J. de I) da 2. t.
2 S. Ksteruo rei. Re. Aod do J. de D. da 4- Y.
3 Do. Nos* Senhura d> Penba.
O Mi i<> pablioa-se todo os diis que nao forem Santificados: o preyo da sRntar H
de Ir mil rei por quartel pairos ailiantadoa Os annuncios .los sirnntr< sao maedo
frati eos do que o io forem a raido de >() reis p r liaba. As reclama.e derea erilin-
gidaa aeitaTip ra da Cruaes N. 1, 0u apaga da Independencia loja delirro N. 6e8.
renda.

"ARTE OFF1CIAL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 23 DO CORRERTE.
Oficios A> presidente interino da relajar),
eao inspector da thesouraria da fasenda. Intel-
ligenciandn-osdoler Sua Magestadeo Impera-
dor prnrottado por mais tres mozos coin os res-
peclivos venciinentos alicenca, concedida ao
juiz de dieilo da comarca de (aranhuns, Joao
Paulo de Miranda.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da ordenando, que informe corn urgencia, em
que lugar se acba colocada a reparticao da sa-
de ; ese o mesmo lem as precisas comodidades,
pira que nelle se cotwerve a dita reparticao.
Hito Ao mesmo, e ao coinntandante das
armas, remetiendo copia do aviso da secreta-
ria da quera de 3 desteme/., que determina,
queaos dous soldados reformados, que por or-
den) do commando das armas desla provincia
Corad empregados as fortalesas de Itamarac,
eGaib. se paguen, asetapes como sefossem
pracas elTectivas. durante o lempo em que se
acharad naquelleexercicio, pelopreco, queen-
tad regia.
Ditos Ao chefe de polica, cmara muni-
cipal desta cidade, ao administrador do correio,
ao commandunte do brigue-escuna leopoldina,
e ao inspector do arsenal de marinha remet-
iendo^ cada umjcopia do decreto n. 268 do 29 de
Janeiro desto anno, que acompanha o ragula-
mento das inspeccoes de sade dos portos.
Ao commandanle das armas remelterad-se ex-
emplares do mencionado decreto para serem
distruibuidos com oscommandantes das forta-
lezas dos portos da provincia.
AnnoXiX. N. 186,
cmiutNu dia 2< de Agudo.
C.a*io.obr Load. 26. Oc.o-Mo.da d. 6.4U0 V.
tan,3.o nipor franco a a N
LiballUporlOUd.prio da 4.
Pl*I*-Palac.
Moed.d.cobi.2 poroento p.l,).c;,.lu.n.r..
Id., de letr. d. bo.a firma. I f |, dl,o. MatieaAO
P11ASES DA LDAIVO MEZ DE AGOSTO.
La. Chei t 10, a. 2 horas e -5 da m i Lu. ora J5, 0 .0 minuto da .rde.
uan. .. 18, 4 Dora, e 20 i. m J .pan Or..0. a 2, a. 'J bota e 7 da urda,
Preamar re hoje.
8 hora. 20 a. da aanhia. i Z S bor. 54 a d. t.rd..
compra
lti NUU
1,2U
t7uu0
t80U
y 4ot
. a4U
i V4o
I.V4U
Portara Mandando abonar ao thesoureiro
na fasenda a quantia de 24:0861 rs., que loi
reinettida para as provincias d C-ara e Para
pelo vapor Bahiannaem cumprim; nto das or-
den* do tribunal do thesouro publico nacional
ao 17 de julho e de 2 do crrante mez.
INTERIOR.
Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 19 DO CORRENTE.
Olcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda da provincia do Para remetiendo, em
cumplimento do ordem do tribunal do thesou-
ro publico nacional de 2 fio crrante, pelo com-
inandantedo vapor liahiunna, a quantia de rs.
4:086^, para as despesas do ministerio da ma-
rinha.
DitoAo mesmo, icmetlendo pelo dito
commandanle a de 16:000$ rs., por conla do
suppriment > determinado pela de 17 de julho
ultimo, no crrante anno linanceiro.
Dito AodoCear, dem 4.000f/rs. dem.
Dito Ao procurador fiscal da fasenda, com
sctecontas extrahidas pela contadoria na im-
portancia de 1:357322 rs., de diversos deve-
dures a fasenda publica para proceder judici-
almente a sua cobranca.
DitoAo administrador da mesa do consu-
lado, discndo, que nao podendo fazcr-se a des-
pesa animal com o escalcrda reparticSo da sa-
de smente com a quantia de i :072,952o rcis,
marcada pela ordem do tribunal do thesouro
publico nacional do 17 de julho ultimo, visto
que o palra venda o jornal de 960 rs., e os re-
madores o de tO rs., e sendo indispensavel o
servicodo mesmo escaler: cumpria. que, cin-
quanto nao se representava ao governo imperial
sobre a insufliciencia docredit'), e se obtinha a
decisao cunlinuasse a abonar aos ditos pairad
e remadores os mesmos jornaes, que tivessem
vencido aleo limite da mencionada quantia.
!>itoAo provedor dasude, participando
o contedo no precedente oflicio, em resposla
ao seu de 7 do crrante.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado, disendo em rep>>sta ao seu oilicio deste
dala, em que participando a necefsidade de se
condusir parle do pao brasil, queso achava no
armasen de palacio velho para osdi Kra de
Portas para ser escolhido pedia esclareclmen-
tos sobre as despesas que se deviao faser com
esta conduccio emais laboratorio inclusive ser-
ventes, que nao havendo para taes despesas
crdito aborto, eslava claro, que se achavao
comprehendidas nodo 16:000^ rs marcado pa-
ra a compra dodilo pa)o.
Dito Ao mesmo,/ enviando^ para sua in-
telilgencia, e e\e. uca^ na parte que Ihe tocar ,
os exemplaros dos decretos do n." 266 a 280, e
deis decises do Koverno tomo 6. cadernos 1.
.. e 3. deste anno.
Dio Ao inspector da allandega, remetien-
do iauaes exemulares.
RIO DE J 4 y/URO.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SEXHORES DEPTADOS.
Sw&o em 26 de julho.
EXPEDIENTE.
L-se um oflicio doSr. ministro do imperio,
rernettendooulrodo presidente da provincia do
Minas Oeraes, datado de 11 do maio do corrento
anno. com a copia de um parecer quo sobre el-
le deuem 15 dejunhoa seccao doconselho d'es-
tado dos negocios do imperio, com o qual Sua
Magestarieo Imperador se confonnou em sua
iminediata resoluc9o de 5 do crrante. coin-
missao de assemblas provinciaes.
Sao remettidos :
A commissao de marinha e guerra o reque-
r ment de vaiios ofliciaes reformados da pro-
vincia da Baha em que reclamao a reparado
da injustica que disem contra elles se prati-
cra.
A commissao de fasenda o requerimento da
mesa administrativa do hospital de caridade em
a cidade da Campanha, pedindo a concessao
para correr na corto urna lotera de cento e vin-
te contos de reis.
A commissao do orcamento urna represen-
ta^o dos negociantes de aguas-ardentes, pedin-
do remedio as vexacoes que sofTrem com o me-
tliodo actual de cobranca do imposto estabeled-
do por lei, sobre o genero em que commer-
clao.
A commissao de marinha e guerra, o reque-
rimento do tenentc Jos Gassiano da Costa, quei-
xando-se da injustica quo Ihe Tisera por occasi-
ao da organsacao do quadro do exercito.
Piea sobre a mesa para ser tomada em consi-
derafao na terceira discussao do orcamento ,
urna representado dos ofliciaes elfectivos da se-
cretaria de estado dos negocios da guerra.
l'az-se mensaode um oflicio do Si. deputado
Vasconcellos, que nao pode comparecer por in-
commodado.
Nao ha mais expediente.
Sao approvadas as seguintes redaccoes:
1.a Da que autorisa o governo por lempo de
seis meses para tomar em consideracao as re-
presontacoes que Ihe forem eitas pelos ofliciaes
do exercito e armada em consequencia da exe-
cuco da lei numero 260 do t. de dosembro de
1841.
2.* Da que determina quo aberto ao governo
um crdito de duzenlos contos de reis real isa-
veis como parecer mais conveniente, afimdeoc-
correr com soccorros s victimas do desastre l-
timamente occorrido na capital da provincia da
Cania.
O Sr. Silva Ferraz pela ordem propoe a ur-
! gencia para que so proceda eleico da commis-
| sao especial quo tem do rever o projecto do Sr.
j Magalhes e Castro sobra eleices, e todos os
projeclosqueexislem na casa a respeito.
A urgencia 6 apoiada e approvada.
Procede-se oletean da sobredita commissao,
esahem oleitos os Si. Goncalves Martins com
25 votos Sousa Franco 25 e Nabuen 20.
Contina a discussao do 1. artigo do projec-
to do Sr. Rodrigues Torres, sobre a concessao
de ierras devolutas, e sobre a colonisaco, com
as emendas apoiadas.
Tomad parte na discussao os Srs. Sousa Fran-
co, Magalhes e Castro, Rodrigues Torres e Se-
bastiado llego.
A cmara decide que nesta discussao o Snr.
ministro da marinha possa fallar as vezes que
quiser.
approvado o artigo 1.
0$ I. approvado tal e qual.
(.)%!.( igualmente approvado.
As emendas sao urnas rogeitadas e outras
Julgad-se prejudicadas.
En ra em discussao o artigo 2. e tica adiada
peia iiora.
tinados para a leitura dos requer montos se-
discuta a resoliicao do Sr. i. secretario vis-
conde de Baepondy qae approva o artigo 2.'{j
dos estatutos do collegio do Pedro 2.
A urgencia apoiada e sem debate appro-
vada.
Entra por conseguinte em discussao a se-
guintc resoluciio.
A assembla geral legislativa resolve :
Art. 1." Tica approvado o artigo 235do
regulamento n. 8 de :I1 Janeiro de 1838. que
senta o hacharel em letras pelo collegio de Pe
dro 2. de fazer exames de preparatorio* pa-
ra entrar as academias do imperio Imstanto a
apresentacaa do seo diploma
Art. 2. Ficao revogadas as disposicoes em
contrario.
Paco da cmara dos deputados, 29 de a-
lirilI de 1843. Visconde de Raependy.
Sao apoiadas as wguintea emendas:
'( Soja esta resoluco extensiva a todas as a-
cademias publicas do imperio. Resende.
^e|a extensiva a medida proposta aos ha-
chareis em letras do ItVdo da provincia da Ba-
ha a respeito das materias que seensinaono
mesmo liceo. Silta Ferraz.
Sith-emenda do Sr. Ferraz :
Faca-se tambem extensiva aos alumnos que
lorcm appiovados as materias que seensinao
no lieflo de Pernamhuco. S. a R. Ayuiar.
Fallao sobre a resoluco os Srs. Henrques do
Besende Rocha e Lufa Carlos e a discussao
fica adiada pela hora.
Contina a discussao do artigo 2. do projec-
to sobre colonisaco.
O Sr. Silva Ferraz requer, que se|o discuti-
dos conjunctamento com esto artigo osartigos
3.. 4.. 5., 6., e 7 "do projecto.
O Senhor presidente nao toma em conside-
rado esta exigencia do Ilustre deputado por
ser contraria ao disposto no regiment da casa,
quo manda discutir os projectos artigo por ar-
tigo.
Tomao parte na discuo do artigo os Srs.
Rodrigues Torres Custodio Correa e Galvao.
15 apoiado o soguinte requen'menlo :
Em lugar do artigo 3 artigo Vo. artigo 5..
artigo6.>, e artigo 7 o diga-so 1., 2 j
$ 3.". \\., % 5. e pause o artigo 8.' a ser
o artigo 3."etc. Rodriyues Torres.
Depon Ao discutido este requerimento
posto a votos o approvado.
Enlrao por consegninte em discussao os ;
quecro arligos.
Tomo parle na discussao os Srs. Henrques
de Re/ende Silva Ferraz Veiga Fon seca ,
Barboza Paulino e Ibuquerque e a dis-
cussao fica adiada pela hora.
Vai a imprimir com urgencia o orcamento
para entrar em terceira discussao.
Additivos. Os exames de preparatorios
feitos em algiima das academias do imperio se
reputaro validos em todas ellas. Luiz Car-
los.
Entenda-se tambem o mesmo favor aos a-
umnosdos licosde S. Luiz do MaranhaS 0 Pa-
raS. a R.Franco de Su.Mirunda.A. C.
Correia.Sousa /raneo.
Entenda-se o mesmo favor para o liceo da
Parahiba.Carmiro da Cunta.
Se passar a resoluco faca -se a rnesma dis-
posicao extensiva aos liceos do Rio Grande do
Norte Para Alagas e Parahiba. IFn-
derley,
Fallao sobre a materia os Srs. Henriques de
Resende. Silva Ferraz e Pereira da Silva e a
discussao fica adiada pela hora.
Contina a discussao do 2. artigo e do pro-
jecto sobre sesmarias e colonisaco.
E apoiada a seguinte emenda :
Ao % 7.Depois de suas ultimas palavras,
accrescenle-seou justo titulo, boa fe o lem-
po segundo o direito necessario para principiar
com divisas conhecidas e respuitadas. Paco da
cmara dos deputados, 28 de julho de 1843.
J. M. da Funsrca
Tomao parte na discussao os Srs. Souza Fran-
co, Pacheco, Souza Martina, Rodrigues Torrea
e Pendo, ea oiscussao (iea adiada pela hora.
OSr. presidente da a ordem do dia, e levan-
ta a sessao depois das duas horas.
dem do da 29.
Julga-se objecto de delibcracSo e vai ,1
imprimir um projecto de resoluco assignado
pelo Sr. deputado Joo Antonio do Miranda ,
e por outros Srs. que concede ao instituto
histrico geographico brasileiro urna lotera
de cento e vinte contos de reis para com seu
producto imprimir varias obras interessantesa
historia e geographia do Brasil, inclusive o
segundo volume inedilo da Chronica do padre
Jalioato.
Segue-se a discussao o approvaco de varias
rcsolucoes o levanta-se a sesaso.
NOTICIAS DIVERSAS.
Por carta de S. Paulo de 7 do crrante e de
pessoa que eslava cabeceira do Sr. Feij, sa-
bemos que eslava em grande pert-io, e receia-
a-sequoexpirassea cada momento.
Fol nomeado desembargador da RelacSo de
Pernambuco o Sr. Antonio Joaquina de Sequei-
queira, juizdedireito de S. Catharina.
dem do dia 27.
O Sr.Nahuco de Araujo [pela ordem) requer
;. nropnein para mi n lrs ^usria MM -
Idem do dia 28.
Le-see approvado sem debate o seguinte
parecer:
A primeira commissao do orcamento foi
presente um requerimento de dusentos e tantos
negoi i.mtes de aguas-ardentes, pedindo ao cor-
po legislativo modificacaG no methodo da arre-
cadacao do imposto sobre este liquido, alle-
gando muflas vexacoes que sofTrem da parle dos
lanzadores e continuados conflictos com os
empregadosda lllm." cmara municipal da cor-
te protestando por ultimo que no caso de se
nao modificar a cobranca deste imposto, elles
deixaro de Janeiro de 1844 em diante de com-
merciar em aguas-ardentes visto nao Ihes fa-
ser conla nenhuma a conlinuacao de sementan-
te commcicio com as vexacoes que sofTrem.
a commissao de parecer que seja o requerimen-
to enviado ao governo para quo esle com ur-
gencia informe cmara sobra o que allegad os
supplicantes afin.desta tomara medida quo
julgar conveniente. Paco da cantara em 27 de
julho de 1843.M. F. de Souza e Mello.ou-
za Martina.
Contina a discussao da resoluco do sr. vis-
conde de Baepe-idy, com as emendas apoiadas.
Sao mais apoiadas as seguintes :
Se passar a emenda do Sr. Resende, dga-
se cujosj-s atutos forem appiovados neto tro-
veruo.uea. >
EXBCUCO D PRET > CAMILLO.
O prelo Cantillo, depois que respondeu o ju-
ry, tem estado solitario, e com senlinella vis-
ta conserva o semblante calmo, e tem botn
appetite. Mesmo durante o dia leva mui'as ho-
ras deitado, e iS Ve/es etn somno profundo.
Dia 10 de agosto.Asi horas e meia apresen-
tou-se na cada o Sr. chele de polica, e, em
seguida, o escrivao das execuedes promotor
publico, um escrivao paraescrever no interro-
ga torio edbua religiosos.
As 8 horas e mola Ibi-llie lida a sentenoa, quo
ouvio com a cabeca baixa, Anda a leitura le-
vantou a cabeca, olhando em torno de si com
olhos turvos.
Foi enta instado pelos Srs. chefe e promotor
pata que dissesse a vordado no interrogatorio
que se Uto ta faser.
Disse que elle de acord cornos seus parcei-
ros Joaquim e Vicente, lindad tratado matar
o feitor por quem erad maltratados, ou o ca-
ximbo [alcunlia com que tratavad senhor, o
que isto seria feto por qualquer delles trez, que
losse desl'eitiado o con ra aquello dos dous de
quem pauisso a desfetta ; mas quo elle vio que
matando o feitor nada arranjava, porque o Sr.
lite seria parte, o enlad resol veu-se a matar o Sr.
Este depoimenlo foi contestado pelo pardo Joa- "
quini o Vicente na parte em que erad incre-
pados. Findou o interrogatorio s 10 horas e
meia fot recolhido a salado oratorio, e ahi
algemado. Extranhou que nao Hu concedessem
ao menos 24 horas, eperguntou sonad se po-
da demorar a execucaoatesexta feira da sema-
na prxima futura.
eaejon beber um copo de agua-ardenle. que
por enlad Ihe foi negado. Foi logo entregue aos
cuidados de dous religiosos do santo Antonio ,
o depois de ter-se confessado, receueu o s.s. via-
lien iwIm n hsrss -.., quaiM# g> ,I1UMJ
contiicto, poreut abatido e aUe.rado. Pedio oo-

MUTILADO



mmente agua-ardenle e entao deu-se-lhe um
pequeo cali. Co.iservou-se sem querer rece-
ber alimento at as 7 horas da noite enta5co-
meu um pouco de poite, bobeu um copo de vi-
nho, e disse que quera almfar peixc no dia i
*eguinte.
Passou grande parte da noite segurando e
conservando junto ao peito a imagem de Chris-
to.
f)ia i\. As 7 horas ainda esteve com o
seu confessor, a quem dNsedesejava levar com-
sigo na occasio de ir pira o patbulo urna
imagem de S. Jos e outra daConceeo.
As 8 llorase 20 minutos chegou o almoco,
comcu mui pouco e bcbeu menos.
As 8 horas meia chegou o Sr. Jos Ma-
noel, e o respectivo escrivo e em seguida o
pregoeiro official de ustica &c.
As 9 e tres quartos chegou urna forca de ca-
vallaria e a infantaria de permanentes sendo
de 1 official, 1 inferior 1 cabo e 16 solda-
dos o a de cavallaria de 1 official 1 infe-
rior e 9 soldados.
A's 10 horas frao entregues a urna escol-
ta de pedestres da polica Vicente e Joaquim
para sorem condu/idos ao lugar da cxecuco ,
1 afim de ella assistirem.
Pelas 10 o tres auartos chegou a irmanda le
da Misericordia. O reo pedio ainda o seu con-
lessor com quem se demorou 20 minutos.
Depois pedio um cigarro e pouco fumou.
A's lie 12 minutos o reo estava mais a-
nimado ;porm algumas gotas de suor cobria-
lhe a testa. Marchou com passo firme pela
ra de S. Pedro at o campo de Santa Anna ,
onde foi executado meia hora depois do meio
dia.
Antes da execuco fez algumas exclamaccs
o nao consentio que se Ihe atasse os olhos
(Jornal do Commercio.)
a V. S. a im de nao se repetirem estes motivos
de assignar-se a lolha ou os ttulos ditos com
datas muito anteriores remettendo-se para o
__corrente com espaco tao excessivo, e pa-
ra que n \o sirvao a novas repre quaes em verdade faciltario conceitos nada fa-
voraveis a esta fiscalisacao se taes motivos nao
ficassem. como agora se prova, reconhecidos.
ter por intendente um astro, e que cada um
cuide deseus negocios por si mesmo. Mas se as
estrellas nao seoecupo de regular os nossos
destinos pergunta-se : seremos n >s livres em
o regular por nossa propria industria ? Nao ha-
ver algum poder superior que nos sujeite
seus clculos e invencvelmente nossubmetta
s suas combinaces?Todo* os dias estamos ven-
RcpousanJo na minha consciencia nao po- do pessoas quem o destino parece baver es-
' <* ___i. ________._.. L.ik:,in ..-. cn'ii mniiinac o nutras fine na-
PERNAMBUCO.
COMM1SSARIADO FISCAL.
Illm. Sr. Para prevenir a demora, que
deve resultar se na conformidadedo artigo 3.
das instruyes que regem esta fiscalisaeo ,
escrevesse a duvida, que me oflerece a folha dos
vencimentos dos empregadosda companhia dos
aprendizes menores do arsenal de guerra no mez
de julho prximo findo ; tenho por mais con-
veniente e por mais simples exigir, em pre-
cnca da mesma lolha que inclusa passo s
mos de V. S. que se Ihe annexe a copia do
par.igrapho ou artigo da lei, aviso ou de
ordem superior que authnrisou o director, as-
sim para a creaco dos predilos empregados ,
como para Ihesestabelecer os vencimentos : por
quanto nem na le do orcamento seacha ex-
presso edehnidooulro empregado que nao
seja o pedagogo no qual duvida nenhuma te-
nho nem pelas consgnaces nominal, e dis-
tinctamente separadas nosso colher urna idea de
taes empregudos que sendo serventes, segun-
do vejo da folha he exercicio este inteiramen-
(te estranho nao s no orcamento, como no ino-
dello da tabella n. 9, respectiva aos aprendizes
menores que recebi do Exm. Sr. ministro da
guerra, em cuja tabella a casa, que ha para em-
bregados entendo nao competir a serventes.
He pois, pura que possa regular-me na classri-
cacode taes vencimentos e authori/a-la, que
eu exijo que V. S. se sirva providenciar, que
se annexe a folha em questo a mencionada co-
pia que levo dito porque com ella deve des-
apparecer a minha duvida.
Outro motivo porm de nao pequea consi-
deraco me offerece a supracilada lolha que
levo ao conhecimento de V. S. a bem do servico,
do crdito desta fiscalisaeo, e do meu proprio.
parecendo me licito reclamar de V. S. quo tal
motivo chegue ao conhecimento do S. Ex. o
Sr. Barao Presidente da Provincia a lira de
nao se repetir; e S. Ex. ficar informado do ser-
vico desta fiscalisaeo e conecituar o que vou
eipr.
No dia 26 deste cadente mez. no mesmo da,
em que o Diario de Pernambuco n 183 publi-
ecu um officio do director do arsenal de guerra
de 1 i de junho ultimo ao mesmo Exm. Sr. Pro
gidente em rujo primeiro tpico representa.
Ou> se o coinmissario fiscal para por suas duvi-
dtis em documentos de compra de gneros, con-
tina a demora-Ios em si, como S. Exc. vera
pelo lempo, que decorreo entre a data da com-
' pra, e a da sua ultima ob|cccao &c.; nesse mes-
mo* dia, digo, o director, que vio publica a sua
representacao ; por urna raso que terei por
incomprehensivel, remetteo a mencionada fo
Iha para obler o corrente desta fiscalisa-
eo assignada no dia 4 deste mez com 22
dias de diflerema, do que resultara motivo para
de novo representar i S Kxc. ; s: eu advertido
pela publicaran do dito officio nao fose in-
mediatamente lallar a V. S. fazendo Ihe ob-
servar a data e a assignalura da folha para re-
conhecer por este fado o mrito de tal lepresen-
taco; e nao tKwnow agora, como recorro,
dia lembrar-me queeleitosde iguaes causas,
como esta em questo inquietassem tanto o
zelo do director do arsenal ao ponto de os levar
ao conhecimento de S. Exc., e do publico, sem
advertir, que do mesmo arsenal provinhSo, pois
que sem a menor duvida as demoras, de que
falla no seu officio foro da mesma natureza
qual he esta da inclusa lolha ou eflbito da mo
rosidade (notada nesta fiscalisaeo) as expli-
caces dos esclarecimentos que exigi, e dovo
exigir, quandoassim o entendo como fiscal ;
nem o director pode deixar de aceitar a hypo-
these urna vez que dou este facto de consentir
apresentar-se-me em26 para ter o corrente
urna lolha rubricada por elle com o pague se
em 4 do mez; facto do qual representara
necessariamente (existindo alias toda a causa em
si mesmo) pois que notavel era sem duvida a
demorado 22dias.
Todava se as publicaces verificao que se
restringe a libordade de escrever fallar e os-
tentar com as mesmas leis, que a liherdade cra,
pois imitando a pubcaco do citado officio, fa-
ro conhecer urna verdade, a da assignatura ,
e data da folha com a quil se argumenta a
f.vor das anteriores, e se attena o primeiro
tpico referido ; a folha faz ver, que nem sem-
pre sao o que parecem as obras pompozas, e que
o seu verdadeiro mrito consiste em por as cou-
sas no lugar proprio com mo costumada ao tac-
to da prudencia. Dos guarde a V. S. Thc-
souraria de Pernambuco 28d'agosto de 18V1.
Illm. Sr. inspector desta thesouraria Joo
Goncalves da Silva. Jos de Brito Inglez ,
commissario fiscal do ministerio da guerra.
Illm. Sr. Tendoo meu ajudante inadver-
tidamente escripto na portara inclusa do direc-
tor do arsenal de guerra o corrente para
eu assignar edar-se portento por corrente es-
te ttulo de pagamento da quanta de cincoenta
mil res de gratificacao mcnsal a um escripturu-
rio encarregado da escripturaco da consigna-
C<> dos aprendizes menores ; entend nao assi-
gnar o dito corrente sem se anexar por
copia authentica o aviso da secretaria de estado
da guerra de 7 de fevereiro de 18-2. a que
a portara se refere e em virtude do qual vejo
ostabelecer um empregi do que nao existia ,
e que nSo consta no orcamento. Devendo com
acopia exigida do aviso desapparecer a minha
duvida, julguei mais simples, e menos morozo
requistar assim este titulo, que authorise a clas-
sificacao que tenho de fa/.er desta despesa, do
que exarar conforme o artigo 3. das instruc-
(oes, a duvida, que se me oflerece. Heos guar-
de aV. S. Thesouraria de Pernambuco 28 de
agosto de 18W Illm. Sr. inspector desta
thesouraria Joao Goncalves da Silva. Jos de
Brito Ingles commissario fiscal do ministerio
da guerra.
"ihard pernambuco.
Vimos jornaes do Commercio de 13 c 14 do
corrente vindos pelo Globe e dellesdeixa-
mosextrabidooque nos pareceo maisinteres-
sante.
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
A BOA O MA' ESTRELLA.
Se he verdade quo as estrellas fico longe
denos em distancias ncomensuraveis ; se he
verdade, que Sirio (por exemplo), cuja distan-
cia he a nica que se pode calcular, gasta seis
mezes em transmittir-nos a sua luz : se os as-
tros innumeraveis que vemos brilhar na im-
mensidade do espaco sao outros tantos soes ,
que tambem tem seus mundos, e planetas, que
alumiar; he cousa bem difficil de crer que
ah qualquer piegas qualquer maninello do
nosso pequeo globo tenha a seu servico urna es
trella regularmente oceupada do cuidado da sua
pessoa. Quando a nossa vaidade tinha feito
deste grao de trra o centro do universo, quan-
dose imaginava que Dos nao havia semeado
de innmeros astros o firmamento seno pa-
ra mero recreio do homem entSo era permit-
tido crer, que cada um de nos tinha a sua boa,
e nvi estrella.
rnnili'clio tem rWOOM"
colindo para suas vctimas, e outras que pa-
recem feitas para gozar de todos os seus lavores.
Ediponasce sobre o throno um orculo
prediz que elle matar a seu pai: para evitar
o cumprimento deste orculo ordeno, que se-
ja Edipo morto : um criado Ihe fura os ps e
o deixa pendurado em urna arvore. Um pastor
compadecido o desprende leva o corte do
Re de Corinto : a Rainha, que nao tem filho,
conde-se delle e o educa. Na idade dede/.oi-
to annos outro orculo Ihe ordena, que vA pro-
curar seu um homem que o insulta e Edipo mata-o :
este homem he seu pai! Chega a Thebas; pro-
pe-se-lhe um inigma prevenindo-o de que
o que o advinhar ser esposo da Kainha : elle
he to perspicaz que o decifra ; casa com a
Prince/a e esta Princeza he sua propria mi!
O ceo se irrita, e envia a peste : Edipo desco-
bro o terrivel mysterio do seu destino : de de-
sesperado dislerra-se, arranca os proprios olhos
e vai passar o restante de seus dias no des-
terro na dor, e na miseria. Que serte hor-
rivel !
Sabios vaidosos, e soherbos nos dirio, que
o homem he ndependente da natureza que
nao he sujeito poder algum, e qne a pruden-
cia val por todos os deo es = Nullum numen
abett e siiit prwtentia. Masqui/.era, mo disses-
sem essessenhores se aprudencia de Edipo
oodia salval-o do terrivel ahysmo em o qual a
fatalidade pareca ha ver folgadodeo precipitar.
Cleatho traz-me sempre memoria este furi-
bundo axioma = Fala volentem, nolentem ira-
hunt: a mao do destino arrastra o homem quer
nueira quer nao. Este podero da fatalidade
he to notavel que os antigos pola mr parte
fi/.erSo do Destino o arbitro soberano do ceo ,
e da torra. Se da antiguidado deseo aos secu-
los modernos, vejo espalhada a mesma crenca .
e no ouco fallar, senao na boa ou ma es-
trella de cada um.
No meio destas trovas, que me cercSo de to-
das as partes, e me perturbo o fraco entendi-
mei.to s a Religio revelada s a voz do
Homem Dos me Ilumina me guia e me
consola. Sim ella me cnsina, que o Ente Su-
premo tudo regula ; que nada se completa no
mundo fizico seno em virtude de suas leis :
e que todos estamos inevitavelmente sujeitos a
seus impenetraveis Decretos: mas ao mesmo
tempo a Religio me assegura que se todos o<
poderes de Dos procedem nao sao assim lo
das as vontades ; porque elle as creou livres. de
sorte que cumprindo os Decretos da Providen-
cia todava em nada se nos tolhe o livre ar-
bitrio.
Estas ideas sao consoladoras e deixSo-me
alguma porco de soberana : eu me vejo ao
mesmo tempo servo e senhor Principe e
subdito : assemelho-me ao centurio do Evan-
gelho que recebia ordens e dava-as: eu te-
nho como elle, meus superiores, e meus in-
feriores ; obedeco aos primeiros e mando aos
segundos ; e tal he a sorte de tudo que existe
na natureza. Para que o homem losse effecti -
vamente Re do universo fra mister ter sido
elle seu creador : seria mister. que podsse su-
jetar toda a natureza a seus caprichos a suas
precisoes seus interesses seus prazeres :
seria mister que ellepodesse regular a marcha
dos astros desarranjar o curso das estac5es e
dispor dos elementos. Mas se homem nomo
poder tem de crear se quer, urna gota d'agoa,
corn que direitoquerera intitular-se senhor do
mundo ? He evidente que s a Providencia
Divina tudo ha previsto calculado, e ordena-
do : que tudo se completa por leis immutaveis :
que o nosso pequeo planeta n8o faz senao
urna figura mu subalterna em o grande espec-
tculo do universo ; e que finalmente a nossa
existencia a nossa fortuna o nosso tempera-
mento os nossos humores dependem n uitas
ve/es de infinitas causas necessarias e inevi-
tavei*.
Vos nascestes, por exemplo, ha trint'snnos,
em um lugarejo insignificante : acceso depen-
da de vos o nascer em Pari ou em Roma
trint'annos antes? Vosso pai, que era rbula .
l se arranjou como pode entregou-vos a
um meslre de Latim que com o auxilio de
Dens. e da palmatoria conseguio metter-vos nos
cascos um pouco de Tito Livo. e de Horacio :
d'ahi fa/er-vosestudar sabe Dos como os
nmnarntnr'.na lii.rrnn mlrCIllar-VOS HO l.tjr
,.. ,,.........;,. ... .,......
cavallos por esses caminhos? Supponde outro
sim, que urna bella menina agradou-se do vosso
Bacharellado e sendo rica deo-vos a mao de
esposa: eis-vosnabundancia e fazendo re-
traco da letra dice. Mas surge do inlerno uina
revoluco : os patriotas extremos declaro-vos
suspeito de aristcrata, porque tendes vosso
carro ftc &c. roubao-vos prendem-vos ,
perseguem-vosdemorte: pergunto-vos: tudo
quanto sofreis n3o foro cousas independentes
de vos ? Yertamente que sim oxcepto se se ti-
ver por verdadeiro o absurdo de P. Syrio.
Fortuna nulli plusquam consilium valet
A fortuna nada he a prudencia he tudo.
Aponta-se para alguns homens d'uma natu-
reza superior que pela forca e extenso do
seu espirito e poder do seu carcter parecem
dominar os successos, eassenhoroar alortana:
mas esses homens raros nao imprimem o pri-
meiro movimento as circunstancias o que sa-
bom s he sujeital-as ao seu talento. As circuns-
tancias sao como as sortes do jogo : o mais h-
bil jogador perde muilas vezes a mo seno
tem seu favor as cartas ou os dados. Ouan-
do Cesar mandava como senhor absoluto a Re-
publica que elle promettflra proteger e ha-
via destruido viz aduladores nao cessavo de
repetir-lho que elle encadeava os destinos ,
que nada era impossivel ao seo engenho : elle
mesmo julga.a-se colocado pela sua estrella a-
uimade todos os revezes humanos, tanto que
disse ao barquoiro tu levas a teu bordo a
Cesar, e a sua lortuna -; mas logo que esta
o abandonou logo que Bruto e Cassi o o a-
travessro com 17 punhaladas os aduladores
reconhecero ento que os grandes U lentos
nada commandavo e que as leis da Provi-
dencia desfazem muitas vezes os mais bem
combinados desenlies dos hroes.
Estamos ligados por tantos lacos aos obje dos,
que nos cerco, nos os tocamos por ta nas
uperficies que impossivel he evitarmos a sua
aeco. Circunstancias favoraveis hahilid. 'de
em valer-se dellas.e eis a nossa boa estrella; ci f-
runstanciss desastradas e inhabilidade, eis a
noss' m estrella. A raso de accordocom.i
Revelaro nos ensino, que a Providencia
Divina tudo regula e dispe conlorme aos im-
penetraveis decretos de sua sabedoria.de sorte
que oque nos parece um mal he muitas vezes
um bem e vice versa : mas cumpre advertir,
que a respeito das aeces humanas Dos quer
urnas ( as boas) e outras ( as que sao ms ) a-
penas concento ; e por consequencia he preci-
so que nos regulemos pela prudencia. A mor
parte dos nossos males proven de nos mesmos.
Se D. Vlariquinhas por ex. nao se deixasse
imbalr das arlimanhas de certo pelinlra se
Ihe nao desse a mo de esposa contra todas as
probabilidades ae bom successo nao se veria
hojecarregada de lilhos, e sem meio algum
de os manter e educar.
Muitos pais por sua imprudencia soosauc-
ores da m estrella dos fi hos ; porque nao
onsulto a ndole o geito de cada um para
as differentes profisscs da vida. Ha rapaz ,
que est feito Clrigo ou frade que nao ti-
nha geito seno para soldado e segu a
profisso das armas o quo s servia para Eccle-
siastico. Pedro foi talhado pela natureza para
rebequista c forra fizero-no doutor : a so-
ciedade perdeo um bom muzico mas nao ad-
quiri um letrado: est feito Medico ou
Cirurgio quem s dava bem para marinbeiro ,
o esta constituido farmacutico o sujeito, que
seria um exccllente Canonista ou Tbtologo :
finalmente nao ser maravilha ver-se mellido
na elasse dos Legisladores quem parece nao ter
nascido seno para boliciro &c. Sc. Deste
Tanstorno as ndoles c propenses resulto
gravissimos males assim aos individuos como
sociedade : e d'abi he que muitas \e/.cs
nascern as queixas contra a ma estrella.
Afora poim quu a nmuenra ----- jinp..,,,,,^,,. ilir,.,........
do os seus direitos. que de Re; nos temos tor- o Jurdico, e nsndos os sinco annos recebes-
nato subditos e bem demonstrado esta que tes o gran de Radiare! : mas e vosso pai em
o nosso pequeo planeta nao he mais. do que vez de doutor de aldea. fosse almocreve. e vos
um ponto mperceptivel na grande obra do uni- auizesse para o mpmo officio. em vez de lidar-
verso, cumpre que renunciemos a honra dedecom aiOrdenacde nao lidarieii boje com
O grande poder da quadrilha$.
As quadrilhas tem adquirido entro nos tal
prepondencia que sao a parte essencial de
qualquer baile de qualquer lesta de qnal-
quer passa-ternpo e at as proprias vizitas ,
se ha pares nao se deixa de quadrilhar. Esta
generalidade das quadrilhas parecc-mo symbo-
lica; porque em verdade, o nosso mundo
politico, e moral pdese dizer, que vive
n'uma continua contradanza. Reveso-se os
pares mudo-se as marcas ; mas como o que
todos querem he dancar sejaco:i.o for as
cousas vo sempre na mesma pouco mais ou
menos.
Eu convenho que hoje somos muito mais
polidos, que nossos avs; porem seremos mais
civilisados? Entendo. que nao ; porque o
progresso que temos tido he s em oh|ec-
tos de divertimento, o de luxo. Contamos
muins theatrinhos muitas casas de b-iles de-
dicadas a varios deoses do paganismo arcada
canto vemos partidas mares &c &c nao ha
animal de dous ps sem bennas, que nao qua-
drilhe: mas onde esto cis estabelecimentos ue
caridade ? Onde est urna casa de correcao :
'
M


-Onde existe um cemeterio publico ? Onde urna
escola de Agricultura de Commercio &c ?
Estes sao os cstahelecimentos, quede.oto o
verdadero progresso ; porque nem um povo
he feliz; porque certa porco dehomensa-
astados d.verte-se em bailes, e quadrilhas ,
cm quaoto o maior numero vive na pobre/a ,
e na miseria >
Seja qual for a forma de Govcrno nao he o
gorode taes direitos polticos, que const.tea
Jelic.dade do urna nacao ; porem sim o go/o
emverdade que importa, qu aqui por ex.,
naja o direito de volar e ser votado para o
orpo Legislativo so afinal os que vem a yo
vernar sao em pequeo numero e a grande
inassa da Nacao vive as privacoes e na in-
digencia ? O bomem nao vive em sociedade ,
seno para ser feliz e o meio mais seguro de
ebegar este fim he existir em um paii tran-
quillo oude todos tranalho livremente, e
podem dispor da sua propriedade.
Ha nada mais triste mais amargurado do
que homem que faz da Poltica oseu modo
ese contenta do seu trabalho, e industria:
quod.ffrenca entre elles O poltico de ordi-
nario he um sujeito desconfiado e que anda
sempre em sustos. Por va de regra he
mister calsar a cara o sofrer toda a laia de
insulto com tanto que chegue a seus fins. O
que vive da poltica nao tem amigos, nem ini-
migos ; poique est r rompfo a abracar estes ,
o rejeilar aquelles, urna vez que disto so Ih
iga proveito. Ctoalqucr mudanea do admi-
nstrala. o inquieta qual quer noticia o pe
em clicas qualquer conlratempo em fin o
baquea no nada, donde muitas ve/es fi-
ta para sempre. Franqueza e sincerida-
oe sao virtudes, que nunca penetrao no
no coracao do politice : tem sim o riso nos la-
108 barricas de trigo 37 cunhstes com fu-
mo 70 nieias barricas bolaxinhas 40 pre-
suntos, 15 barriquinhas com maces secas ,
) barrilinhos unto de porco 16 caixas vellos
* _
Franaisco; qu;m n'clla quizer carregar dirja-
se ao Forte do M itio a fallar ao mostr Fe izar-
do Pereira do Rozario.
O Sr. arrematante da ilfuminaco desta
cidade queira dispertar aos seus agentes nos
lampios (I is 5 Pontas, at o viveiro do Munz,
=P.ira a Hahia.coma maior brevidide possi-quedasO horas ateas lOseacho iuui aiaga-
ue espermacete 236 vassouras 1 hah com vel. por j. ter parto de seu carregamenlo, sair dos, sendo o principio da entrada da cidade
pellos de carneiras, 21-duzias do pclles de ca-
bra 31 barrilinhos com mantoiga 74 caixas
om vinho de cidra 107 caixas com charutos ,
e 10,781 ps de taboado.
Idra galeota sarda vinda do Buen>s-.\v-
res entrada no corrento mez, consignada a
Gaudino Agostinho do Barros manifeslou o
se-iuinto: 18G0 quintaes de carno charque,
331 arrobas de sebo 20 arrobas de graxa e
2M)0 guampas ; ao consignatario.
o muito veloro patacho naciona
quem no mesmo quizer carregar, ou ir de pas
sagem dirija-se ao capitao Joaquim Jos Anto-
nio, a bordo ou aos consignatarios Novaes &
Companhia
lf ovimenlo do Porto.
Navio$ entrados no dia 28.
lio de Janeiro ; 10 dias patacho hespanhol
Celestina, de 117 toneladas, capitao Feliz
Cimona equipagem 0 carga lastro : a
Joflo Pinto de Lemos & Filho.
Baltimore ; 42 dias briguo americano sirgo,
do 106 toneladas espito Samuel Red ,
equipagom 0. carga farnha de trigo : a L.
G. Ferreira & C*
RiodeJanoiro ; briguc-escuna hrazileiro fh-
liberaco de 215 toneladas, capitao Anto-
nio Fernandos da Silva, equipagem 13, car-
ga varios gneros.
Ass ; l.rigue hrazileiro Feliz Omino capi-
tao Manuel Pereira de S equipagem 14 ,
carga sal.
Leiloes.
Conc.eicHo ; isso tem observado desde o da 13 do corrente
Um mor tdor no principio do atierro.
Alugo-so duas casas em Arma de f-
ra para se pastar a festa caiadas pintadas de
novo o fico porto do b.mho por proco coin-
modo; a tractar na ra do Ctooimado loja n.4.
Roga-seaoSr. Crispim de tal, que em-
penhou na venda da ra de S. Rom Jezus das;
Creoulas n. 10 uns penhores de ouro por 3
semanas baja no praso de 3 dias os vir tirar ,
que o lempo ja he de sobra, do contrario sero
James Crablreo & Companhia faro le
lo por intervenco docorretor Olive;ra de .
grande sortimento de fazendas inglezas as mais vendidos para pagamento: ao depois nao se cha-
proprias d'este mercado: quarla-foira 30 do me a ignorancia,
corrente s 10 horas da manha em ponto no
Edtaes.
seu armazem na ra da Cruz.
= Kalkm; intervenco do corretor Oliveira, do mais com-
pelo sortirnento de fazendas francezas, allomas,
e su issas tanto de seda la, e linho como de
algodo as mais apropriadas para este merca-
do ; quinta feira 31 do corrente s 10 horas da
manha em ponto no seu armazem da ra da
Cruz.
Avisos diversos.
DO
Mus
; mas o veneno no coracao o com a faci-
----------r" t wiii u mil
lidade, com que laz grandes promessas, com a
mosma falta a todas sem o menor escrpulo. N- o
nssim o cidado pacifico que subsiste do seu
trabalho, da sua industria. Forados rodopios
das intrigas da poltica ello v impertrrito, e"
indillerente sobirem, e desceren) os ministerios
com., os panos do iheatro e pode dizer como o'
justo dos Stoicos
Eliamsi totus ilabatur orbis
Jmpacidum me ferient ruina:.
Em consequencia do seu estado independenteo
liomem industrioso he muitas vezes Iranco, ge-
neroso cavalhero, amigo fiel 4c. de.
Feliz o bomem que para viver contenta-so
de seu trabalho, e nao carece metier-se as
quadrilhas da poltica alias mais conhecidas .
e falladas, do que os annuncios, que toi os os
das apparccem dizendo Muito se tem fallado
do systema Humeopatbico. de Broussais e de
oulros muiios mil difieren tes.
Copia fiel a"urna carta.
Ulm. Sr. I). I. S. C.
Chegou ocasiao de pedir o patrocinio com o
ver em pronto pagamento Palavra trato a
pedir-lhe tres covados de pan i lino azul do qual
o meu patricio dicera V. S. o tem de proco m-
dico verdico e congruente do que poderia
ebegar a 38 ruis. Sendo \. S. queira na sua
opcao confiar de minha pessoa o debite sustan-
cial, pode mandar pelo mesmo portador, o cujo
Jio fim-do mez principio de Janeiro confiando o
recebimento ao amigo referido que se acha no
Jugar, sendo que o azul em proco baixo nao se-
ja capaz de fa/er obra comprida, cnto mande -
me pao prelo de pequeo, o insignificante di-
nheiro ou meio circulante como dizem os
Auclores.
Promite-me na ocasiao de escrever a V. S.
ter noticia de ser falecido ou como oulros di-
zem, morloo meu patricio A. da S. B. L. a-
mante amigo, c contemporneo do meu temp,
que me consta ser \ S. o amanto protector, do
que Ihedou os pezames a V. S., e a Ulm.1 Sr.1
D. de V. S. o que se podo pedir ao Aulhor
>upremo, sufragar-se-lhe, suplicando ao mes-
mo sem o receber em sua Divina Graca sou de
V. S. Amante Venerador, esempre
V. J. S.
O fiscal da freguezia de S P. M. da cidade de
Olinda pela lei M?.
Faco saber a todas as pessoas, quohouverem
de fazer obra nesta cidade com materiaes e cn-
tulho, trazidosdoladodoRecife para o porto
das canoas que u lugar destinado para a-des-
arga e deposito dos mesmos matoriaes eenlu-
Iho o atierro da rampa para baixo, em fren-
te do muro do capitao Antonio lnacio. donde
serao removidos no termo de 48 horas, e ja-
mis o caes dovaradouro da parte das lucas;
porque neste lugar embaraca-se o tranzito pu -
blico, e ha o perigo de damnificar os canos: si-
milhantemento os propietarios dos quintaes
contiguos baca do rio. que pretenderem at-
ierra l-os n3o conduziro o entulho em ca-
noas pelo rio cima, para que nao irifeccmnem
a agoa nem alguem desembarcar madeiras
no lugar do dito caes nem em outro inferior
ao porto do Boa-hora, j em 1837 annunciado,
como destinado para esse fim ; os contravento-
res, em qualquer dos referidos casos, sero mul-
tados na forma das posturas municipaes nssim
como o dono de urna porcao de madeira que
se acha no rio se nao a tirar no prazo de 48
horas contados da publicacao deste. Olinda 28
de agosto de 1843.
Antonio Manoel Lobo,
lotera de n. s.
Li Vil A MEMO.
Hoje 30 do corrente mez
de Agosto, corre impreteri-
velment esta lotera, fique ni
iu nao billietes por vender,
e o resto aclia-se nos luga-
res j annunciados, at s O
lloras da manh.
__p | vunanu vuiitiua aira jis. iiicinoros ua
i ede-se ao Sr. Jos Jacinlho dos Santos, commisso administrativa pira so renirem em
ie hnin t lor n li.,i,.i,.i.. ,i,...:. _..___ i ___- i.,n\ n .
\P thesourciro da Sociedade Apolnea rog
todos os Srs. socios, que se aehao h de-
veras suas mensalidades at30 de selembro do
corrente anno hnjo de as satisfazer afim de
nao serexecut.ida pela commisso administra-
tiva adeliberaciio tomada emsessode22do cor-
rente de serem expulsos todos os socios, queso
nao acharen) em dia ; esta advertencia se torna
ainda mais recommendavel para com os Srs. so-
cios, quo esquecendo os deveres, que Ibe impSe
os estatutos nocomprimento do pagamento das
mensalidades e joia do entrada cumparecem
com muita assiduidade todas as partidas da mes-
illa sociedade.
Algiins donos de barcassa, que quizerem
mandar buscar algum frote de pedra no Gaih ,
dinja-se a praia do Fagundes acnde se lavra
pedra.
Joaquim uarte pertende embarcar pora,
o Rio de Janeiro a suaescrava Thereza do gen-
to d'Angola.
= CJuem tiver foles de formigueiro, e sou-
ber fa/er esse servico; querendo fazel-o diri-
ja-se ra Imperial n. 74.
ociedade Euterpind?
O director convida aos Srs. membros da
fieclaracoes.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 20......... 3:141874o
Descarrego hoje 30.
Brigue Armoriqut fazendas, emanteiga.
IMPOKT.VCA.
.aura escuna americana vinda de Ncw-
York com destino para Santa Heiena e arri-
bada a este Porto por forca maior, dcscarre-
gou para albmdcga as men-adorias abaxo de-
claradas e sogue para seo destino com parte da
Continuaco dos devedores da laxa dos escravos
do bairro do Recife.
J Manoel Domingues Gomes ou Pinto
Manoel do Cunto
Guilhermo Raimundo
uilhenne Sleple
Joaquim Roza da Silva
Joaquim Antonio Rodrigues
^ iuva de Adelino Jorge Coelho
Manoel Pereira de S
Maria Rita de Sequeira
loao Luiz Gomes de Oliveira
Joo Donnillo
Malheus Feneira
Andr Forjar de Lacerda
Francisco de Almeida
Joanna Eduardo Porto
Diogo Hahladay
Jos Carneiro de AlbuquerqueMaranbao 6,000
(ienoveva Maria dos Res 2,000
Jos Francisco SimSes 2,000
Manoel Goncalves Vianna 2,000
Pedro Francisco Ferreira 4,000
Jos Maria da Assumpco 6 000
0.000
2,000
2,000
2.000
7,000
2,000
2,000
1.000
2,000
6,000
6,000
8.000
2.000
2,000
2,000
2,000
5.000
\viso< martimos.
Para o Aracaty segu viagem imprete-
rivelmente no dia 6 de septembro prximo a
sumaca brazileira Hom Sucesso; quem na mes-
illa qurer carregar ou ir de passagem dirija-
se a seu proprirlario Jos Manoel Pinza ou
a bordo ao capitao da mesma Joao Antonio da
Silva.
A barcassa Feliz Aurora pretende carre-
gai (juitt quaiguc pwiw u'o Su ate o hio de d.
que haja de ter a bondade de vir ou mandar na'
lojadelazendasn. 62 da ra da Cadeia velha
concluir o negocio, que o mesmo Sr. nao ig-
nora que ja ha passado o lempo, que o mes-
mo Sr pedio de e- pera que mandou-se annun-
car em dezembro de 1842.
No Recife ra da Cruz, escriptorio do Jos
Antonio Gomes Jnior n. 23 se vende por
proco commodo saccas com alqueire de farinha
de mandioca muito fina e alva eita na Mu-
riheca.
=Anna Jeronima das Virgens faz publico
pelo presente que tem revogado todos os po-
deres que den em procurarlo bastante a seu
mano Felippe Nery d Oliveira para requerer os
direitos que o seu falecido pai Vlanoel d'Oliveira
Cruz, tinha pago fa/enda nacional indevida-
rnente ; ecomo baja motivos justos a annun-
ciante protesta annullar todo e qualquer ne-
gocio, ou transarco, que o dito seu mano fa-
ca em seu nome nao s porque.nunca tivera
poderes para tal e ser aquella procurarlo bas-
tante especial, como porque dora em diante
tem cessado aquella mesma procuraco ; o para
conhecimento de todos o fa/ publico pelo pre-
sente. Recolhment da Com eicao d'Olinda 23
de agosto de 1843
Precisa-se de urna ama com bom leite pa-
ra criar e que soja de boa coducta : na ra
Nova junto a ponto da Roa-\ista casa o. 60.
OlTere-se para ama de bomem solteiro ou
de pequea familia urna crioula forra a qual
cosinha, compra, e faz todo o servico do urna
casa ; qui-m a pretender procure na travessa do
Arsenal sobrado de um andar n. 13.
Na noite do dia 22 para 23 do corrente
mez acbou-se um cavallo na ra da Solidade ;
quem for seu dono dirja-se a mesma ran.'
SO que pagando as despesas e dando os sig-
naes certos Ibe ser entregue.
Dezeja-se fallar ao Sr. Antonio Jos Ma-
ciel, que negociava com azendas para nego-
cio de seu interesse e sendo seja fallecido ,
enlao com alguns de seus herdeiros na ra da
Cadeia velha loja n. 52.
Urna mulher de bons costo mes, e que da
fiador sua conducta se oTerece para ama de
casa de bomem solteiro ou de pouca familia ,
a qual s be cozer com perleico, cosinha e
engomma ; quem do seu prestimo se quizer
utlisar dirija-se ao hoco do Adique n. 20.
Joo Alves Carneiro Porto quer embarcar
sesso hoje (30) pelas 6 horas da tarde.
Filippe Lopes Netto comprou por cori-
ta do R.moSr Dr. Antonio da Trindade Anto-
nes Meira o bilhete n. 18 da 2.a parte da 1.
lotera das obras do Livramento.
Joo Martins do Barros deixou de ser cai-
xeiro de Francisco Martins Ramos, no dia 28
do corrente.
Quem tiver, e quizer alugar urna casa
nos lugares segumtes: Capunga Passagem,
Manguinho, ou em outra qualiuer parte perto
dapraca, e quo sirva para pouca amilia o
dando-se algum dinheiro adiantado ; dirija-so
ra Nova sobrado n. 37 notando que a en-
trada fica na ra das Flores confronte o beco da
Camboa : que achara com quem tractar.
Sociedade Philo-Thalia.
Aviza-se aos Srs. socios, que tem cadeiras do
chave, hajo de >e renirem quarta feira 30 do
corrente pelas 6 horas da tarde na casa da socie-
dade para darem os seus nomos, e o numero
de suas cadeiras, para se lazer urna nu<< eraco
exacta com os seus respectivos nomes, a lim de
evitar mais engaos como tem acontecido.
Preciza-se de escravos para trabalhar na
estrada da Boa-vista para Olinda ; quem os ti-
ver o quizer alugar dirija se a ra da Aurora
em S. Amaro, a billar com Jos Goncalves Fer-
reira Costa ou na ra da Cadeia do Recife
com Joaquim Goncalves Cascao.
= A pessoa, quem for ollerecida, para com-
prar una tesou a do prata deespoviiar,
ainda sem uso algurn queira por favor apre-
hende la e manda-la b var ra doCabuga
n. 16 que ser recompensado.
LOTEiA DAS MEMORIAS HISTRICAS '
DE PERNAMBUCO.
Tendo-se feilo diflicil a exlraccao da nica
lotera concedida favor da publicacao das me-
morias histricas de Pcrnamhuco nao s por
se/ composta de cinco mil bilheles numero
excessivo para urna prompta extraeo como
pelo alto custo de cada um dos hilhetes fui a
mesma lotera tornada de nenhum efleito o
dividida em duas meias loteras.
Em consequencia do que o thesoureiro res-
pectivo faz publico que do dia 28 do cor-
rente mez cm diente os possudores dos bilhe-
les da dita loteria, quando nleira deverao ir
trocal-os por oulros da I.' meia loteria quo
ora se vai extrair dirigindo-se para similhan-
te troca s tojas, onde os compraro, e quando
para o Rinde Janeiro a seu eseravo Valentim, OS nio queiro trocar devero recolhe-os ao
comprado a Joaquim Francisco Alem escriptorio do mesmo thesoureiro nos dias de
Iirao-se passaportes para dentro, e fora quarlas feiras e sabl ados para se Ibes rosti-
do Imperio e folhas corridas; na ra do Ran- j luir o seu importe visto ter ficado sem efleito
gei n. .1. a dita loteria. Osbilbetes da mencionada pri-
= Precisase de um bomem para feitor de meira loteria acho-se a venda as mesmas lo-
11,11 Slh0 Pert0 da praea ; na ra Nova n. 33. jas, em que se venden, os hilhetes do theatro ,
Precisa-se alugar urna prela escrava, que e est designado o dia 5 de Uutubro prximo
seja bem inteligente e sem virios. para M? o t'"*o psrs o anda:r.er.to :^.prciic! s es-
servico ; quem a quizer alugar annncie. j pectivas rodas.
JTILADO
n


__ Aluca-sea coxeira da ruadas Flores n.
20 com a frente para a travessa do Carmo, to-
da calcada de pcdra, e admite 4 carros ; a fal-
lar com o commandante geral do corpo de po-
lica.
= Quinta fcira 31 do correte pelas 4 ho-
ras da tarde, na Boa-vista a porta do Senhor
Dr. Juiz de -rfaos, se aa de arrematar do ren-
da trienal a q jem mais dcr a morada do casa
n. 41, sita na ra da Cadeia do Recife, na
qiial morou o finado Capilao-mor Antonio Jos1
Quaresma e se achaavaliada em 800 rs. por
anno sendo a renda paga por trimestre, e
prestando o arrematante fianca edonea no acto
da arrematado.
= Arrenda-se um sitio com casa o mais
arranjos proprio para grande familia boa
coxeira, ecapim, na passagem da Magdalena;
a tractar na ra Nova n. 33.
=Aluga-se o segundo andar da casa da ra
do Encantamento confronte ao beco que vai
para a ra do V gario com comroodos para
urna familia; na ra da Cadeia Velba loja de fa-
zendas n. 62.
Se o rapa/, que apoucos das esteve pes-
cando na ra da Aurora da Boa-vista, e presen-
ciado por outras pessoas, achou na beira do
rio urna colber de prata pequea e outra dita
maior quercndo-as restituir a seu proprio do-
no morador na referida ra na casa n. 24 ,
ser generosamente recompensado.
=* Jobnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenhosecorrespondcntcsdos mesmos
nesta praca que se ada completo o seu esta-
belecimento de machinismo para cngenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos,
machin.isde vapor, de condesaco o de alta
prosso da forca de quatro e de seis cavallos m-
glezes o tixas batidas e coadas e prornettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
cm qualidade visto screm todos estes objoctos
feitosnuma das principacs fundicesde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
Perdoo-se urna carteira de marroquim
rouxo bastante usada com 88 rs. em sedu-
los e mais urna de 20* rs. lalu um bilhete
de lotera, que corre prximamente, e alguns
assentos de importancia que s servem a seu
dono ; quem a achar leve (tirando os 88 rs. )
ao Padre M. Manoel Thomaz da Silva que
agradecer ; adverte-se que foi perdida em li-
nba recta, desde a ponte do Recife at a da
Boa-vista.
Em casa de Novaes & Basto ra do
Queimado n. 29 existe urna carta vinda do
Rio de Janeiro para Joaquim Bernardo, que
se tirou por engao do correio.
Qualquermulher que estiver as cir-
cunstancias de criar ou dar leite a um meni-
no de 5 mezes que seja forra ou captiva ,
dirija-se a ra da Gloria n. 94.
__ Pretende-so arranjar um menino portu-
guez nesta praca em loja de fazendas fer-
ragens ou miudezas; quem precisar annuncie.
__ A Commissao administrativa da Socieda-
de Terpsicbore convida aos socios da mesma
para hoje apresentatemsuas propostas para con-
vidados da partida dodia 9 de Setembro fi-
cando certos, que fura de hoje nao he perme-
tido dar-se mais convites.
J. B. C. Tressc avisa ao respeitavel pu-
blico c particularmente aos Srs. Thesoureiros,
e pessoas encarregadas das lgrejas que abnu
urna tendaonde fabrica orgosde todos os ta-
manhos para Igreja com trombeta clarim ,
cromorno, voz humana, e rouxinol ; dito
orgo ( que sendo ouvido nao tem apare
cido aqu ) duas finas a clavier e a chave
de realejo, para falta de organista, ou por
falta de saber tocal-os, ento se toca com a
chave como se fosse um realejo ubtendo a
mesn.a voz de um orgo de Igreja contendo
nos cilindros, a missa os hymnos para todas
as festas e dias sanctos do anno ludo reu-
nido na mesma obra ; orgo para recreio de
casas com machina tocando s a clavier e a ci-
lindro tudo reunido na mesma obra ; realejos
com tambor e trombeta para recreio de casas,
com quddrilhas para dancar pantaln ett ,
peu!e<; trenis finales, e valsas, nutro reab'jo de
todas as dimencoes para Igreja, com a missa, e
os hvmnos com a mesma voz de um orgo de
Igreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presenta acharan ja em sua casa algumas
obras prometas ; tambem concerta os ditos
instrumentos e poe marchas novas ; assim
como compra orgos e realejos ja usados: no
atterro da Boa-vista n. 3.
__Precisa-se alugar urna casa em Olinda ,
que seja perto do mar para se tomar banho sal-
gado ; na ra da Cruz n. 10.
Urna possoa solteira de 32 annos se
tenceaoSr. Alferes JosCorreiade Mendonca,
da cidade do Penedo.
__ O Snr. Francisco Caetano Porfirio ou
teu procurador dirija-se a ra larga do Ro-
zario n. 33, pira receber urna carta vinda do
__A bordodo bi igue Brasiteiro Feliz Des-
tino entrado nodia 8 do correte e fun-
diado defronte do Fo rte do Matto ha exeel-
lente sal do ss ; quem quizer comotar,
dirija-se a bordo do mencionado bri/ue ,
ou falle a seu proprietario Pedro Dias dos
Santos.
__Aluga-se toda a casa n. 21 da ra de
Agoas verdes, ou som-ente o segundo andar ,
que se acha desocoupado ; na ra do Crespo
n 17.
Compras.
Compra-se um sof ou marqueta em
meio uso ; na ra Bella n. 38
Compra-se urna escrava crioula recolhi-
da quesaiba engommar bem, e coser com
perfoico, paga se bem no raso de agradar :
na ra da Cadeia velba loja n. 31.
Compra-se um habito de terceiro de S.
Francisco em bom uso ; quem o tiver an-
nuncie.
= Compra se um violo ja usado ; quem
tiver annuncie.
Compro-sedous caixoes grandes para
deposito de farinha : na ra Bella outr'ora
Florentina sobrado novo prximo a mar.
Compra-se um methodo para flasteolet
de 4ou 5 chaves ; na ra da Cadeia do Recife
n. 38
Vendas
Vende-se panno de algodo da trra, em
grandes e pequeas porcoes a 220 reis avara:
na ra do Crespo n. 23 luja de Manoel Jos
de Souza & Companhia.
Vende-se um excellente cavallo alazo ,
mu;to novo com bons andares; na ra do
Crespo loja n. 10, daviuva Cunha Gui maraes.
Vendem-se talheres muito finos a 3200 e
3600 a duzia, papel de peso a 2800, e de 4 res-
mas para cima a 2700, e mais ordinario a2600,
colxetesa 800 a duzia e a caixa a 80 rs. linha
de carretel a 360 a duzia fita do coz a 320 a
peca cordo para vestido a 20 rs. dita meias
dolaia a 800 rs. papel al maco muito bom ,
uvas de algodo para bornem a 320 abotua-
duras de cores para colletes meias para me-
ninas de 2 a 10 annos rap princeza do Rio ,
dito de Meron & Companhia pomoda france-
sa a 160 e 200 rs. o pao sabio de amendoa
com caixa de lou^a a 500 thesourinhas dou-
radas a 480, 400 e 320 e em duzia da-se
mais barato ditas lisas a 180, suspensorios de
burracbacom listras de seda, e outr8s mul-
tas miudezas baratas a contento dos pretenden-
tes ; na pracinha do Livramento n. 53.
% Vendem-se os 3 tomos de Virgilio e o
deSalustio, e o intitulado cultura Americana,
tudo por preco cornmodo ; na ra da Penha n.
23, segundo andar.
Vende-se por 6000 rs. urna rotula quasi
nova ; na ra da Gloria n. 116.
Vende-se urna rabeca por 12S000 rs. ,
com sua competente caixa ; na ra da Gloria
n. 116.
- Vende-se urna escrava que cozinha ,
engomma lava e cose ; na ra da Praia do
Rangel n. 35.
- Vende se urna carteira de embarcadico ;
na ra da Praia serrara de Silva Cardial ,
ns. 15 e 17.
= Vende-se urna escrava de bonita figura ,
cose e propria | ara todo o servico ; i a ra
da Cadeia do Recife loja de Joo da Cunha
Magalbes.
asa Vendem-se as seguinles mu/icas ultima
mente chegadas ; fantezias rondo, variacoes,
conlradancas valeos galopes, sonatas, e es-
tados tudo pera piano de diflerentes aulbo-
res ; na ra Nova n. 35.
Vende-se urna escrava de naco cozi-
nba lava e cose ; na ra da Penha n. 23. i
s= Vende-se urna preta moca de b nita fi-
gura engommadeira perfeita co/inheira e
com outras habilidades que sero patentes aos
compradores ; no patio do Carmo n. 20.
ss Vende-se urna porco de sola escolhida ,
por preco cornmodo ; na ra do Livramento ,
loja de calcado n 11.
Vendem-se os seguintes livros em latim ;
ac TitoLivio, Virgilio Salustio ; c em rancez
onereceparaco/inbar, ou para fa cr qualquer | Telemaco Diccionario de Johnson em 2 v. ,
viaeem e tnesn o para outio qualquer servico grammatica franceza; em portuguez as novellas
.i.Tw)- fnra: nunm nrpeisar dirj-M atraz' escolhidas, BrancoCape.o, r,Uveiia \ eneziana.
por prego mais cornmodo possivel
na ra
3 das
do quartel de polica n. 10.
O meio bilhete n. 1596 da segunda parte treita do Rozario loja de cera n.
da nrimeira nova lotera concedida a fa\or i as horas da manha as 3 da larde,
obras da Igreja de S. S. do Livramento per-1 = Vende-se excellente fannha d lwg
es-
11
SSF para bolaxa por preco cornmodo em
relacao a qualidade : noarmazem de Joaquim
Lopes de Almeida, atraz do theatro
= Vendem-se dous escravos de naco, com
bonitas figuras. um entende bem do servico
decampo, o he carniceiro ; urna escrava de
naco. de 30 annos, cozinheira de tudo re-
fina assucar, faz doces, e engomma, a qual
se d a contento ; na ra Direita n. 3.
x__ Vendem-se os seguintes livros: Origi-
ne de tous les cuites ou Religin univcrselle por
Dupus, 8 v. ; Bibliotheque univcrselle des
voyages par M. Albert Monte-mont, 24 v. ;
Di'ctionnaire de la conversation et de la l cture,
32 v. ; Horatius 1 v. : na ra do Queimado,
loja n. 8.
Vende-se urna loja em Fora de Portas
n. 118 com as miudezas que tem ou s a
armaco ; na ra da Cadeia do Recife n. 15.
Vendem-se meios bilhetes da lotera de
N. S. do Livramento : na ra do Cabug ,
loja de miudezas junto da do Bandeira.
Vende-se urna canoa nova de amarello ,
que est no estaleiro mui bem construida,
pois foi feita com toda a sesjuranca, a qual car-
rega 2500 lijlos de alvenaria e se vende com
algum praso ou a troco de algum escravo ,
volcando-se o que for de razo ; na praca da
Independencia n. 39.
Vende-se urna negra crioula de 26 an-
nos com urna cria de 2 mezes e com muito
bom leite engomma, cozinha, e lava ; na ra
Cruzes n. 41, segundo andar.
Vende-se a obra intitulada Reportorio
do theatro Francez com 50 v. em francez ;
na ra do Queimado loja n. 3.
Vendem-se chapeos pretos francezes, de
novas formas chegados agora e grava tas de
seda de muito bom gosto ; na ra do, Queima-
do loja n. 25 de GuInerme Sctte.
Vende-se um relogio inglez do sahonete
de prata I om regulador: na ra do Queima-
do loja n. 3.
A administrado da obra do theatro publi-
co vende urna porco de madeiras ja servidas;
quem as pretender dirija-se a mesma obra.
= Na ra do Queimado, loja n. 3 confron-
te ao beco do Peixe frito, vende-se alem de
muitus miudezas baratas um relogio de cima
de meza de superior qualidade de altura de
2 palmse meio por menos do seu justo va-
lor.
ss Vende-se urna casa terrea com bom quin-
ta! sita na principal ra da Casa Forte a
qual precisa de algum concert por preto
cornmodo; na ra das Larangeiras loja n. 21.
= Vende-se setim preto de maco muito
fino para rollete a 4S rs. o corte ; na loja da
viuva do Burgos.
Potassa da Russia em barris por pre-
co cornmodo; na ra da Cruz n. 10.
Vende se urna escrava de 20 annos, en-
gomma cozinha, e cose; urna dita com mui-
to bom leite e com urna cria de 2 mezes ; 3
moleques de 22 a 13 annos; duas pretas de 18
annos, proprias para todo o servico ; um mo-
leque de 15 annos; e urna mulatinha ; na ru
do Fogo ao p do Rozario n. 8.
Manoel Alves Guerra na ra do Vigario
n. 3 vende taxas de ferro batido e coado de
todos os tamanhos por preco muito barato,
e travs de madeira superior de 36 a 50 pal-
mos e de 7 a 10 polegadas de grossura.
Vendem-se meios bilhetes da lotera de
N. S. do Livramento a 4500; no principio
da ra Direita, confronte ao oito da dita Igre-
ja f toja n. 12
=Vendem-se sapatos deduraque, e de Lisboa
para Sra. 800 rs. o par : na ruado Crespo
loja n. 16.
Vende-se urna casa na ra da Casa Forte,
defronte do assougue em cbos proprios, com
32 palmos de frente com o fundo at desmar-
car com as terr. s do Poco ; na ra do Livra-
mento n. 13.
Vende-se carne de porco a50 rs. a libra:
na ra do Rozario n. 1.
Vende-se um preto de 28 annos hbil
para qualquer servico de campo e de carrei-
ro ; eum mulato de 18 annos, proprio para
pagem e tem bom procedimento ; na ra
do Crespo n. 17.
= Vende-se ocompendio das eras da Pro-
vincia do Para e o ensaio corografico sobro a
mesma Provincia pelo Sargento-mor Anto-
nio Ladislu Monteiro Baena ; na prafa da In-
dependencia loja de livros ns. 6 e 8.
Vende-se urna du/ia de cadeiras de Ja-
caranda novas e duas bancas do mesmo em
meio uso ; na ra Direita padaria n. 40.
= Vende-se ou arrenda-se um engenho
de bestas perto desta praca de boa producto ,
e com a safra ja criada de 500 a 600 pes ; a
tractar com Sa Barre.to na ra do Sol, sobrado
n. 13.
Vende-se ou hypotheca-se urna escraxa ,
de 18 annos, crioula, propria para mucam-
ba ; na ra da Praia venda n. 1.
Vonrlac. --.r
enc-S'j poi |tuyv uiuiio couiiuuuo
um
pequeo sitio com seus arvoredos e casa de
taipa coberta de telba situado na Matriz da
Vanea; na ra de Fora de Portas, venda n. 88.
ssVende-se urna venda na ra do Padre Flo-
riano n 35 que faz esquina para o beco da
Carvalha sendo esta bem afreguezada para a
trra sendo com algum dinheiro a vista e o
resto a praso ; a tractar na mesma.
ss Vende-se um escravo de naco Angola ,
sem vicio, e afeito a todo o servico de lavoura:
quem o pretender annuncie.
i= Vendem-se esleirs finas da India para
1 forrar salas cha isson a 2240; na ra da Ca-
deia velha n. 31.
= \endem-se borzeguins e sapatos ingle-
I zes para homem, sapatos de couro de lustro
para senhora ; e urna batanea propria para ar-
mazem de assucar ; na ra da Cadeia do Reci-
i fe loja de fazendas n. 37.
ss No deposito de assucar refinado esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
I te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
1 xando-se-o no seu estado do pureza ; sendo o
preco da libra do de nrimeira sorte e em pes
160 rs. e o de segunda e terco ira em p ,
a 120, rs.
i ss Vendem-se pianos verticaes, francezes, e
de primeira qualidade ; assim como camas de
descanco : no atterro da Boa-vista n. 6, pri-
meiro andar.
Vendem-se canoas novas de carreifa no
porto das Canoas junto a casa n. 34.
= Vendem-se 16 ou 20 bestas acostuma-
I das ao pasto muito boas de roda e novas",
I as quaes se acho muito gordas para engenho*;
no arma/em da ra Nova n. 67.
No arma tem da ra Nova n. 67 se acha
um sortimento da cadeiras de Jacaranda me-
sas commodas e bancas e de outras mui-
tas qualidades assim como bons globos, com-
poteiraspara doces lanternas de boca de sino,
bandejas de casquinha muito finas duas ca-
deiras de ra modernas e em bom us >, e
outros muitos objectos, que a vista dos com-
pradores sero patentes, tudo por preco corn-
modo; assim como se continua a receber qual-
quer objecto tanto novo como usado para se
vender por meio deste estabelecimento.
= Vende-se um apparelbo dourado novo
para official de guarda nacional montado urna
pasta nova tudo por preco cornmodo ; na ra
Nova n. 67.
= Vende-se umcavallo fino, de cor rodado,
apatacado, com muito bons andares ; no patio
do Parai/o sobrado n. 8 segundo andar o
qual vende-se porque o dono se retira para fura
da provincia
= Vendem-se abotuaduras pretas de dura-
que da ultima moda para casacas e sobre-ca-
sacas por preco barato ; na ra larga do Ro-
zario loja de miudezas n. 35.
Escravos fgidos.
Fugio no dia 25 do corrente o moleque
Julir de naco Benguella altura de 6 pal-
mos e-meios secco do corpo bastante embi-
gudo umaorelba furada e a outra com um
taquinho tirado levou calcas de brim branco,
camisa do mesmo e de mangas curtas venda
cangica ; quem o pegar leve a ra da Guia ,
sobrado de 3 andares n. 53 a seu senhor Mano-
el Antero de >ous Reis que ser* gratificado.
ss No dia 25 do corrente fugio de um sitio
na estrada dos Afilictos um mulatinho de ida-
de de 15 annos de nome Manuel muito es-
perto acahocolado, cabello mais de ctbocolo ,
quede mulato be grosso do corpo, barriga
grande, tem bstanles manchas brancus pela
sintura que partrem serem de surras que le-
vou em pequeo e um signal per cima da so-
branselha do olbodireito que di/ elle foi de
um couce de cavallo levou camisa e calcas de
algodo/inho trancado ja velho costuma an-
dar com as culc;.s amarradas pela cintura com
um cordo e a camisa por cima das caigas,
suppoe-se estar occuito em aigurna parte;
na ra da Cadeia velha n. 24 em casa de Anto-
nio Joaquim de Souza Riboiro.
ss Na madrugada do dia Terca-feir*29 do
corrente fugio'do sitio do Medico Pcreira de
Brito um escravo crioulo de nome Luiz o
qual nanceo em a Villa de I^uarass e rese-
dio por muito tempo em o engenho Inhaman ,
sendo escravo de Manoel Caetano de Alrneida ,
a quem o mesmo Medico coroprou em Mano
de 1834 ; be alto, secco, tem cabellos bran-
cos na caheca anda sempre a passos largos ,
be canhoto tem officio de sapateiro porem a
2 annos que trabalhava de enchada no dito si-
tio ; fugio com calcas de riscado azul com lis-
tras brancas camisa de huela encarnada e
mais roupa cobertura de baeta da mesma
cor; da-se 408 rs de gratificaco a quem o
pegar e levar ao atterro da Boa-vista n. 43.
RsciPi: wa Ttp. ob M. F. o Fahia. = 1843


Full Text
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