Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05038


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Full Text
-T-
Anno de 1843.
Terca Feira 29
'ludo agora depende de nos inesmos; da nossa prudencia, moderago, e energa: con-
tinuemos como principiamos, e seremos aponiadoa rom dmirai.o enlre aa N ages mais
cultai. ( i'roclaraag.io da Aasembleia Geral do Bhasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES
Coianna, e Parahyba, segandas e sextas foiraa. Rio Grande do N >rte, quintas feiras.
Ronilo e Garanhmis, li' e '24.
Cabo, serinh.tem llio Fornuso Porto Cairo. MacaiA. e Ala;oas no i U e 21.
Uoa-rialae Florea a ie 2<. Sanio \n\ io quintas feiras Olinda todos os dias.
DAS DA SEM&.NA.
:S Seg. t. Agostinbo B. Aad. do J de D. da 2. .
29 Terg. a Adolfo H Re. Aud.do J de 1). da 3 t.
3J Quart S Roidc'Lima - 31 Quint. s Raymundo Nu'nato Card. Aud doJ. deD.da. t.
1 Se, a. E,'jdeo Ab Aud do J. de U. da 2. t
2 Sab. n Fueran rei. Rol. Aad do J. de D. da 1' T.
3 Dom. Nossa Scnhora d Penna,
de Agosto
AnnoXX/N. IfiK
O Duno publica-ae lodosos dias queniio forem Santificados: o pr*fo da aasisaatora
de tres mil reis por quartel paos adianlados Os aiinuncio dos signantes aao inser o
gralis os dos que n.io forem i rasio de si) rea p r liaba As reclamaqes derem ser iliri-
gidaa a esta Ti., ruadas truies N. 1$, ou apraja da Imlcpendeacia loja de litros
cambios\i da 2S de Aguato, eoaaora
CambioaobreLond/ae 26. Ooao-Moeda da ,400 V. 16.800
Paria3. rea por franco. | N. *6,tlW
renda,
17 000
16,800
y.4Jo
1.040
i,;-4u
1,040

a Lisboa 110 por 100 da premio. I da 4,000 V.200
PlUTa-Patecas *,*<
Moeda de cobie 2 por cento. Patos Coiumnaraa 1,0 0
Idemdeleirasdeboasfirmaa 1 | a J. a ditos Meiicanue 1,020
PHASES UA LUAM) HEZ DE AGOSTO.
La Cbeia 10, s 2 horas e 5 m. da m I La ora a 25, aoa '6 miuutos da ,r,:
Quart. ming. 18, a 4boraae 20 na. da m. | ijuari. crao. a 2, sO oras e 7 da lerda,
Preainar de hoje.
1. a 7 boraa a 42 m. da manhja. 1 a 8 horas a ti m. da tarda.
Wi mam
PARTE OFFICIAL.
Continuao a discurrcr sobre o quantum da
receita os Srs. Julio de Miranda, Paula Gan-
dido, Sousa Martins, ministro da fasenda c
Souza e Mello.
I)-se por discutida a materia, e o artigo da
proposta approvado, e bem assim o da com-
missao com a emendado senhor ministro da fa-
senda.
Julga-sc concluida a 2.a discussao do orca-
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 22 DO CBRENTE.
Offlcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda, instando pelas inorniafioes. que at o
presente lile tem sido exigidas pela Presidencia, m,TnVoe passa"para" 3
afim de que posso ser cumplidas varias deter- El,,ra t, da discussao o projecto do Sr.
minaedes Imperiaes.e tenhao andamento outros Rodrigues Torres sobre colonisaco.
negocios, que por (alta de taes informacoes se A asscmb|ea Kera, |egs|atva decrcta.
achao adiados. | Art. i. Sao d'ora em diante prohibidas as
Dito-Ao mesmo remetiendo copiado im- acquisiees de torras devoluta* por outro titulo.
perialavisode-2deste me/, expedido pela se- q,,e nao soja o do compra. Exceptua-so d'csta
crotaria do imperio e 200 exemplates do de- rcTa
creto de 29 de Janeiro ultimo que d nova or- a" As terras situadas nos ,jmi(es d() impc.
ganisacao as inspcccoes de saude para que em r com as 5m Mirangera8f as qiiaes ,.m uma
cumprimento do artigo 38 do mesmo decreto os rona d<, trjnta ,_,,, por lo(Ja a cxlesa dos re_
distribua com as embareacocs que entrarem : ft,rjd )S |jmjles poderao ser vendidas, ou conre-
as determinando que expeca as necessanas or- ,idas gratuitamente a nacionaes.
dens acerca deste objecto ao inspector da al-, 2. As que forem necessaiias para coloni-
andega. sacao dos indgenas, que serao tainbem confe-
i)itoAo administrador do correio, appro- ridas gratuitamente em qualquer ponto do im-
vando a proposta de seis carteiros para a entre- 1)eri cm quo se deva5 estabelecer as referidas
ga das carias nesta cidade com o vencimento dia- co|onias.
rio de 640 reis (cada um] e um para a cidade de 0 Sr." Sousa Franco exige que o nobre autor
Olmda com a diaria de 320 rs. do projecto, oSr. Rodrigues Torres, de alguma
Dito-Aoengenheiroemchee das obras publicas e*.p|Caco sobre a doulrina do primeiro artigo
ordenando que.depois do entender-se com o com- que est em discussao, oque satisfeito pelo
mandantegeraldocorpode polica, mandola- Sr. Rodrigues Torres, ministro da marinl.a.
zer os precisos concertos na entrada da salla do fi apiada uma emenda do Sr. Sousa Franco,
respectivo estado maior ena casa, que serve concebida n'estes termos:E.n lugar depode-
de corpo de guarda.Communicou-se ao ins- rao ser vendidas ou conferidasdiga-sepodc-
pectorda thesouraria das rendas provmciaes ra tambem ser conferidas etc.
ao commandanle geral do corpo de polica, e
ao inspector (iscal das obras publicas.
da Rorha.Maqalhlesc Castro.J. M. Wan-
rferley.Simves da Silca.Ribciro. Pcreira
da Silva.
Toma parte na discussao os Srs. Carneiro da
Cunha [nico queseopp'ie a resolucao] Pache-
co, Magalhaes e Castro, Rocha, Sou/.a Martins,
Brrelo Pedroso, llcnriques. Barros Pimentel,
ministro da fasenda e Wanihrley.
D-se por discutida a materia e npprova
da o adoptada a resolucao, sendo recitadas a:
emendas.
Entra em discussao a seguinte resolucao :
O governo autorisatio tomar em conside-
acao as representaedes que [he forem eitas pe-
los oITlciaes do exerc.ito e armada, em conse-
quencia deexecucSoda lei n. 260 do l. de de-
sembrode 18il, ta somonte porespaco de seis
mezesdepois desta autorisacSo.
aDoiada a so;:uinto emenda :
Em vez das palavras seis .nesesdiga-se
um annoRamiro.
RIO DE J JShlRO.
ASSEMBLEA GERAL.
CMARA DOS SKNIIORKS DKPTADOS.
Sfto em 2'i de julho
ga
rias para eleitores de parochia nao se admittao
Discorr^m mais sobre a materia em discusso
os Srs. talvao, Rodrigues Torres, Quiroz Goi-
tinho, Pacheco e Silva Ferraz.
Sao apoiadas diversas emendas.
Chcgando s duas horas da tarde, e continu-
ando a discussao, o Sr. Wandertey obtem a pa-
: lavra pela ordem e observa, que as cinco horas
de sessao erad tad somonte em quanto se discu-
tisse a lei do orcamento.
()Sr. presidente declara queo que a cmara
i
c
r, .. Jj*uuc"l* i ..,, decidi frtra que em quanto naSpassasse a lei do
Conlina a d.scusssao da resolu ;ao do Sr _Ma- m duraMem as sess0eS cinco horas, e
-alhaese Castro, para que as ele.fOeS prIms- co;noaJndunu5passU o orcamento em tercei-
procuracoes.
Falla sobre a materia os Srs. Rocha c Coe-
ra discussao, entenda que deviad durar cin^o
horas as sesses. '
OSr. presidente poca votos seas cinco ho-
Iho, oeste ultimo Sr. propoe o adiamento pa- rasde se>saosc deviaentender S Ilos dias que
ra que se nomee urna comm.ssao especial a im dscuUsS8 0 orcamenlo, e decide-se que sirn
de, em vista de lodosos pro.ectos que existem _v______\______ i
na casa sobre eleices, aprsenle um trabalho jdgm do (a 2
regular a tal respeito
O adiamento apoiado. Muitos Srs. deputa- OSr. Ramiro [peta ordem) reclama toda a at-
dos pedema palavia, e a discussao ica adiada, tencao da cmara sobre os desastrosos succes-
Gontina a discussao do capitulo 3' que vei- sos queacabao de ter lugar na cidade da Bahia,
sa sobre as disposices geraes do orcamento da eappella para o patriotismo da mesma cmara,
receita com as emendas a potadas. fuudando-se na constituido do imperio que (ca-
Tomao parte na discussao os Srs. Coelho ranle os soccorros pblicos, e olferecciido a se-
Vasconcellos, ). Manuel, Paula Can lido, Hen- guinte resolucao:
nuucs de Resende e ministro da lasenda. A asamblea geral legislativa resolve.
O 8r. D.Jos do Assls Mascarenhas pedo oeo- Art. nico, a nerloao governo um crdito
cerramento da discussao e assim se vence. de du/.eiitoscontos dereis, quesera realisados
Segue-sc a votacao das disposices geraes e como parecer mais conveniente, alim de occor-
das emendas. rer com soccorros as victimas do desastre ulti-
Eutra em discussao o artigo 8. da proposta mmenle occorrido na capital da provincia da
com o artigo 14 das emendas, ica adiada pela Babia. Paco da cmara 22 de julho de 1843.
|)ra> fumiro.J. M. Wandertey. Ribciro.An-
_______________ i Ionio Simes da Silva;'/. /. Gatrad.Gon-
ldem do dia 21. faires Martins.Garca de Almeida.Maqa-
Contina a discussao do adlamento da reso- mete Catiro.Praxede e Frei.Albuquer-
lucio do Sr. Magalhaes e Castro sobre eleices, 'iue.-1'into Paca-R,i>s.-Su,ue,raeS,lra.-
para a referida resolucao, com todos os projec- E. h. branga.Silva berraz.tarboza de Al-
tos que existem na casa sobre a materia : sejamen/a.
remullida a uma commissao especial para orga- O sr. Silva Ferraz pede a dispensa de impies-
nisar um trabalho regular a respeito. sa5 da resoluQo que acaba de lr-se, e propoe
O adiamento combatido pelos Srs. Hennques a urgencia para entrarem discussao.
de Resende Magalhaes e Castro, e sustentado A urgencia 6 apoiada, e entrando emdiscus
pelos Srs. Sousa Franco o Veiga.
A discussao anda lica adiada pela hora.
Conlina a discussao do artigo 8." da pro-
posta do overno com o artigo 1 i das emendas
da commissa que lixao quanlumA receita ge-
ral do imperio, com a emenda do Sr. ministro
da fasenda, pa.a queem lugar de22.00 :00S
diga-se-l.200.000Srs.
Falla sobre o artigo em discussao os Srs. Sil-
va Ferraz, ministro da lasenda, Mello o Pa-
checo.
OSr. ministro da lasenda, com consentimen-
to da cmara, retira a sua emenda, e ollerece
a seguinte que a potada:
.< Km lugar d M.Q0;000g reisdiga-se
21.50:0.f'taima.
sao ('. combatida pelo Sr. Carneiro da Cunha ,
porem enrgicamente sustentada pelos Srs. Gon-
calves Martins, Ramiro, Wunderley e Ferreira
Franca.
De todos os lados da casa sao estas palavras
Votos___votos ... votos.
Muitos Srs. cedem a palavra para so votar.
Discutida a urgencia posta votos, e quasi
unnimemente auprovada.
Entra por conseguinte em discussao a reso-
lucao.
Sao apoiadas asseguintes emendas:
Em lugar de duzentos diga-se quatro-
centos contos de rois turros Pimentel.
Depois das palavras 900 eoiitodiga-se
e o mais que for preciso etc. Justinianno Jos
dem do dia 24.
Julga-sc objecto de deliberacao, e vae a im-
primir, o seguinte projecto do resolucao da com-
missaodc justtea civil:
A assembla geral legislativa resolvo.
Art. nico. O oIBcio de cscrivao dos au-
sentes ser privativo e separado do do orphaos
no municipio da corte, ecm outros municipios
donde o governo julgar conveniente.
Paco da cmara dos deputados 24 de ju-
lho de 1'843. Sabuco de Araujo.Assis Rocha.
Vaz Vieira.
O Sr. Mondes dos Santos obtem a palavra
pela ordem o declara que a dopulacao nomea-
da por esta augusta cmara para (elicitar a S.
M. o Imperador no annivorsario de sua maio-
ridade, lora admittida no pass i com as fonna-
lidade do estilo, c elle deputado, como orador
da deputacao, teve a honra de proferir o seguin-
te discurso:
Senho .A cmara dos deputados nos en-
va em solemne deputacao peranteo throno ex-
celso do V. M. 1. para termos a honra de con-
gratular em seu nome a V. M. I. pelo feliz an-
nive.sario da sua maioridade. A mesma ca na-
ra, Sr., interprete fiel dos sontimentos do povo
brasileiroacerba do grande acto que estedia re-
rorda nao polia nao render a V. M. I. a ho-
menagem de seus votos por lao poderoso e faus-
to motivo. Senhor, a monoridade dos principes
um episodio doloroso na vida dos povos : a
historia que se encarrega de transmiltir as ge-
races futuras os acontecimentos do passado ,
ahi est para attestarem suas paginas, com c
res verdaderamente negras, esta triste verda-
de ea Providencia, quo nao distribu; ao ho-
rnea) e s nacoes os bons sem misturas de ma-
les parece haver assim disposto, para (,jc as
mesmas naedes melhor apreciem e cstimem o
reinado de seus principes.
Senhor, a vontade e o patriotismo nasuprom
as qualidadesexigidas pela Indi, linavel necessi-
dade dascousas, o prestigio da realesa, a pre-
senta do monarcha, no governo do estado, sos
imprimen) nelle o carcter de solidez e de f r-
Cc\t que facilitad a obediencia dos subditos, e
este prestigio, esta pre^enca, Senhor. nada ha
que possa substituir. Por isso o povo brasilei-
ro nao pode alravessar sem sofrimentoa maio-
ridalede V. M. I., longa no lempo, e mais
longa anda nos desejos desse povo ; elle pois
pagou tambem o penoso tributo, que o co cos-
tuma exigir das nacSes nessa temerosa pa-sa-
gem. Em sua afflicao voltava-seo pivo brasi-
leiro para o berco de V. M I., como na tor-
menta sevoltados navegantes para o Santelmo,
quando Ihes appareco do meio do nublado a-
mcacador o vendo depois que em V. M. Im-
perial JA o sol luzia as manlilhas do Oliente
com as luzes do zenith elle saudava nao s
com espera nca mas com impaciencia, a epo-
dia quedevia faser fim sua orphandade. Este
anciar do povo brasileiro. estos votos Senhor,
Vossa Magostado Imperial osouvio, eattendeo
em seu zelo e soliciludo pelo bem do estado ; e
a magnnima deliberacao de V. M. I. de encur-
ta r oprasode nossas privacoos, tomando sobre si
o glorioso,porem pesado exercicio de suas prero-
gatlvasconstitucionaes, o trocantn pelos prase-
resjuvenis oscuidados roedores dos pblicos ne-
gocios levantou mais um padrao indelevel ,
que dir as provindouras eras a dedicarn
de Vo;,sa Magestade Imperial a seu povo e o
a.'orede t pcvod Vosss "-' -tri-
do Imperial. As esperanzas da naco teni sido
satisfoitM : nao do estado Senhor vai a-
travessando silva para o porto desojado de paz
o de Micidade onde sem tmida ahogar a, pois
que V. M I. por ella viga. Por to essig-
nalado beneficio rjie este anniversariocom-
metnora nos recebemos a honrosa misso, que
desempenliamos na augusla presenca do de V.
M I.
Digne-so pois V. M. I. de acollier com sua
costumada irandade e in lulgencia a manil'esta-
co d'estes sorttiiiientos da cmara dos depu-
tados e tos votos, que ella neessantomonte
hz pela prosporidade do reinado do V. Al.
Imperial.
O illustre orador contina declarando que
S. >i. Imperial se digo ira responder :
Com muito praser agradeco cmara dos
deputados os seus sentimentos.
A resposla do S. M. 1. reeida com muito
especial agrado.
Contina a discussao do roquerimento do
Sr. Coelho para quo o piojectodo v. Maga-
lhaes o Castro sobre eleices soja romettido
a urna commisso especial.
Cedendo da palavra todos os Srs. depu-
tados quo a havio pedido d-se por discu-
tido o adiamento, o posto a votos appro-
vado.
Contina a discussao do 1. artigo do pro-
jecto sobre colonisacao, do -r. Rodrigues Tor-
res com as emendas apoiadas.
Sao apoiadas outras emendas, e tomao
parte na discussao os Srs. .Magalhaes e Castro,
Rodrigues Torres, CJueiro/. Coutinho Fran-
co de S Vasconcellos Sebastiao do Rogo ,
Ncbias o Galvo e a discussao ica adiada pela
hora.
Com Mullicado.
Prelorimos a gloria de Utoni vencido nos
campos do Santa Luzia infamia do Ministe-
rio do 23 do mano. Assim exclama a opposi-
< o de Pornambuco em um dos seus orgos, o
indgena n. 11 : entretanto que nesse mesmo
numero e no mesmo artigo nasua epigraplie,
di/.: quo o Governo. o nao a opposico des-
troe as instituices do Paiz CJuo vergonha !
Kisaqui, porque ninguem acredita, o nem de-
vo acreditar na opposico. Ao mesmo lempo ,
que ella grita pola eslabilidade das instituices,
proclama e pde cm pratica a rcbollio; e lou-
va por fim o crime do que com as armas as
mos, c seguido da ignorancia, busca destroir
todas as instituices do l'aiz. Em Alinas e S.
Paulo por a opposico ( com as armas as
mos ) estabelecero, ou nao um Presidente ,
cuja atribuico de nomear era da compotencia
de S AI. Imperial? attacaro, e destruiro, ou
nao as villas e povoaedes que nao annuindo
rebellio, se conservavo liis e obedientes
s leis, e s autoridades constituidas legalmento?
Era ou nao itloni um dos caberas dessa re-
bellio ? K*tou, que so nos responden pela af-
firmativa. Como pois sustentar o Indgena,
que o Governo o nao a opposico dcstroe as
instituices do Paiz ; quando a oppo>icao o
nao o Governo o que acendeo o Tacho da guerra
civil por uma rebellio sanguinolenta, e por
ti ni louva o seo crime, cuja exemplo muito con-
concorro para a dopravaco o o ani uila-
inento da sociedade. So o Governo desdo j nao
poser um freio i opposico leremos do ver um
novo 7 de abril : fu i assim que se principiou ,
para se rhogar a esse dia infausto !
Ilaja porem, oque houver: necessario com-
batera opposico pelo raciocinio cm quanto
ella outra vez nao chega s vias de faci. Dis-
semos cm o nosso artigo, que responde o In-
dgena, que oppor-so urna lei, fra dos ter-
mos do diroito que quer, sejo as leis anali-
zadas razoavclmentc sem se provocar a deso-
bediencia, um crime : e anda mais acrecen-
tamos imperdoavel, quando elle comettido
por um partido que pretende o mand > pe-
la derrota do Governo. A opposico convira ,
. i>...
s !.,. cor.stituiu umd nacao ; e
que em consequencia todos os Brazileiros, por


\
orca do pacto social sao strictamonte o-
brigados obedecer as leis. e ao Governo. Por-
tanto, sempre que traannos de defender o Go
verno e aecusar a opposico em materias de
direito, deve-se entender, que fallamos de jure
consliluio e nao de jure constituendo; e nessa
hypothese sustentaremos a nossa these.
Pergunta o Indgena ser por ventura um
crime pugnar pela constituico, fazendo guer-
ra a leis que mortal mente a ferem ? Respon-
demos com toda forca de que somos capa-
zes quesim. Pugnar pela constituico of-
fendendo as leis de que ella a origem
urna (aisa posicao. As leis administrativas, e
as mesinas autoridades quem a opposico
desobedece e attaca por todos os modos sao
sem duvida emanacoes da constituico. Quem
nao respeita a obra nao pode respeitar o seo
autor, cujo nico merecimento consiste na pro-
ducto de suas obras. A constituico nao eori-
te m seno as normas, e as condicoes, com que
um povo deve ser governado. Se a constitui-
co pois so serve de normas e condicoes, para
o governo do povo ; claro, que estabelecidas
as leis administrativas e as autoridades que
me sao modeladas ofendendo-se estas of-
fende-se necessariamente a constituico, de
quem liro a sua origem.
Diz o Indgena todas as leis nem sempre
tem o carcter de proteco publica; porque pa-
ra se sustentar a affirmaliva desta proposico .
era preciso quesesustentasse a impecahilida-
dedaquelles, quem est sujeito o exercicio
do poder legislativo. Em theze este principio
nao s errneo mas at mesmo grande-
mente destructor da ordem, da estabilidade e
da pa/. publica ; porem em hypothese poderia
se.' verdadeiro pelo modo que v,.mos explicar,
e nao como quer o Indgena Dados aos depu-
tadosos poderes para fazerem as leis (eitas
ellas, nao se deve entender, seno, que sao fol-
las pelo mesmo povo por meio de seos repre-
sentantes : e sendo corto, que ninguem pro-
mover o seo proprio mal; claro, que toda
lei tem o carcter de proteco publico ; e isto
o que se acha consagrado pela constituico no
2."do artigo 179. Em hypothese j* no
assim. Sendo a partilha do homem o erro, po-
de succeder que urna lei nao tenha esse ca-
racter.que exige a constituico. Masque se segu?
pode alguem destruir esse erro? Engana-se ,
quem assim o penca. O poder do legislar, que
loi confiado pelo povo aos seos representantes ,
jamis perde sua autoridade, por que a lei nao
tenha sido feita de um modo conveniente ao
mesmo povo. Concedido o pacto social, o es-
tabelecido o Governo, o povo tem alienado de
si lodo a sua soberana que em consequencia
se acha transferida no governo em todos os
seus ramos do poder. Isto posto nicamente
ao poder legislativo compete derogar, ou sus-
pender a lei que nao convem : mas isto so-
mente feito, quando este poder entender,
que com effeito a lei nao tem o carcter de pro-
teco publica. Que pode o povo oppr a urna
lei quando Ihe parece necessaria a sua dero-
gaco &c. ? pode anali/.a-la rasoavelmente ,
segundo se acha disposto na lei i respeito ; de
modo que isto convenca ao poder legislativo ,
e este revogue ento a lei. Mas tem assim pra-
ticado a opposico, que se gaba, de que quan-
do representou ao poder executivo contra as
leis da reforma e do conselho, fra, para que
assim justificase a inlenco, que tinha, de pe-
gar em armas contra o Governo ? !
Diz o Indgena, a opposiclio representou com
as armas as mos, mas antes disto representou
sem ellas ; e o exercicio do direito de petieo
oi con iderado pelos monstros de 23 de marco
um crime digno do alta punico. O peior foi o
nao realisar-se essa punico E que tal a repli-
ca ? Nao foi debalde que um escriptor de no-
vellas imaginasse um sujeito pedindo urna es-
mola de dentro do mato, para um viandante na
estrada, apontando-lhe urna espingarda ar-
mada. Ningucm nega opposico o direito de
petico a quaiquer individuo quanto mais
um partido : o que se nega que a asscmbla
de 3. Paulo livesse o direito de representar ao
po mulgada. Nem ella tinha este direito : isto ,
de representar ; nem o poder executivo era a
autoridad competente quem se deveria re-
presentar sobre a suspenco das leis em questo.
No primeiro caso a assembla provincial de S.
Paulo nao representando nem o seu proprio
intoresse nem o interesse de um partido que
se declarava contra as leis da reforma, e do con-
selho mas sim os interesses de toda a provin-
cia que alias se divida em opposicionistas, e
governistas claro, que para obrar em regra,
jamis deviria ter representado ao poder exi cu-
tivo por um pa'tido. Se a provincia inteira
fosse da opposico quando esta pegou em ar-
mas isto, a parte oposicionista nao seria
como foi desarmada inmediatamente pela mai-
oria dos seus mesmos comprovincianos. Alem
di lo um principio de direito, queoman-
JuU.. v iiio uoeexu'uu dos limites de seu man-
dato. O acto addicional onde se achao pros-
criptos os poderes das assemblas provinciaes ,
9. art. 11. em nenhuma parte do suas dis-
posicoes, se acha ostabelecido este direito de
representar ao poder executivo ou ao legisla-
tivo a suspenco de urna lei geral; mas sim ni-
camente de urna lei provincial quando esta
offender os direitos de alguma outra provincia.
No segundo caso evidente que somenle
assembla geral compete fa/er as leis interpre-
ta-las, suspende-las, erevoga-las, 8. art.
15 da Const. Como pretender a assembla de S.
Paulo, que o poder executivo suspendesse as
duas leis sobre que representava !
Mas, diz o Indgena a assembla geral de
ento nao era sei.o um simulacr > da represen-
taco nacional ; porque os seas membros se
havio bandiado para o poder executivo.
Que ? nao represen tro ao poder competente,
por esse estar bandiado para o poder executi-
vo e entretanto representavo ao poder execu-
tivo ? Sendo que este mesmo era o acusado de
ter pervertido a assembla para que passassem
as leis representadas?! Eo que isto seno urna
contri dico manifesta ou antes urna insisten-
cia o provocaco ? Que respeito ha nislo, para
a estabilidade das instituiedes? Onde est o
velo, que se finge ter. pela conservaco do e-
lemento democrtico? pelas ceblas do Egyp-
to que a opposico suspira Se a opposico
tivesse um fim honesto se ella quizesse como
diz,pugnar pela conservaco da lei fundamental,
ella praticaria de outro modo; deveria ainda
mesmo fa/er um sacrificio esperando conven-
cer a maioria da naco com a raso, ea jus-
tica do sua causa. Homens da opposico, escu-
tai, o que patriotismo, sobre que tanto bla-
sonaos Vede o quanto valle a estabilidade das
instituices de um paiz: curva vos perante este
exemplo que vos vou referir; desenganai-vos,
que s a estabilidade das instituiedes ser capaz
do consolidar o nosso Governo no interno, e
no externo. Licurgo o grande legislador Es-
partano vendo, que os seus compatriotas pa-
recio afirolar no amor da estabilidade das i.is-
t'tuices do paiz, fez jurar ao povo urna invio-
lavel fidelidade s suas instituiedes at a sua
volla de urna viagem, que elle a fazer a Delfo ,
para consultar o Orculo. Chegado porm a
Delo ellesedeixou morrer do fome, a fim
de que o sacrificio de sua vida fosse a eterna
sanso de suas leis.
PubliciQao a pedido.
REUCAO DE PERNAMBUCO.
Miguel Joaquim de Castro Mascarenhat.
Posse na relaco de Pernambuco em 10 de se-
tembro de 1825. Passou para a relaco da
Baha em 22 de agosto de 1829.
Gregorio da Costa Lima Belmont.Posse
na mesma Relaco em 19 de maio de 1827.
0 seu primeiro lugar foi o de juiz de fra de
S utos. de que tomn posse em 9 de marco
de 1835 O lugar de juiz de fra Ihe foi de-
clarado de segunda entrancia em rosoluco de
consulta do extincto desembargo do paco de 19
de agosto de 1826. como consta do livro dos
registos desse tribunal a f. 121 v. do li-
.ro 70.
Jos Libanio dt Sonsa.Posse na mesma
Relaco em 16 dejunho de 1827Foi juiz
de fra de Campos, de que tomou posse em
22 de dezembrode 1821 e ouvidor do Espi-
rito Santo. O lugar de juiz de fra Ihe foi
declarado de segunda entrancia por alvar de
1 i de outubro de 1823 ; foi suspenso do lugar
dedesembargador em 14 de Agosto de 1828 ,
por decreto do l.'de julhoe proviso do extinc-
to desembargo do paco do mesmo anno e re-
integrado em 25 de selembro de 1830 por a-
viso de 23 de agosto do dito anno.
Candido Jos de Araujo Vianna. Posse na
mesma Relaco em o 1. desetembro de 1827.
Tomou a posse por procurador e nunca
leve exercicio nesta Relaco.
Joaquim Jos Pinheiro de Vasconceli t.
Posse na mesma Relaco em 11 de setembra de
1827. Tomou a posse por procurador, e nun-
ca teve exercicio nesta Relaco.
Gustavo Adolfo de Aguilar Pantoja.-
Posee na mesma Relaco em 8 de Janeiro de
1828Serviu at 11 do marco de 1831 e
nessa poca deixou o lugar, e seguiu para o
Rio de Janeiro.
Joaquim Marcelino de Brito. Posse na mes-
ma Relaco em 12 de julhode 1828.Prin-
cipou ter exercicio nesta Relaco em 9 de
fevereiro de 1830 e nesse mesmo anno ret
rou-se como deputado assembla geral e
nao regressou mais.
Nicolu da ''Uva Lisboa.Posse na mesma
Relaco em 7 de fevereiro de 1829.Tomou
a posse por procurador e nunca teve exerci-
cio nesto RelacSo.
Cwlano Alaria Lopes Gama. Posse na
mema relacSo *>m 17 U feyore:r= J ;9.
Nunca teve exercicio oesU Relaco.
Tiburcio Valeriano da Silva lavares.
Possena mesma Relaco em28de abril de 1829.
Serviu nesta Relaco at 20 de marco de
1839 por haver sido removido para a do Ma-
ranlio por decreto de 12 de Janeiro de 1839.
Jos Sesario dt Miranda ftibeiro.Posso
na mesma RelacSo em 20 de junho. de 1829.
Tomou a posse por procurador e nunca te-
ve exercicio nesta Relaco.
Candid) Ladislu Japi-Ass. Posse na mes-
ma Relaco em 12 de Janeiro de 1830 To-
mou a posse por procurador e nunca teve
exercicio nesta Relaco.
JoUo Jos de Oliveira Junqueira. Posse na
mesma Relaco em 2 de marco de 1830 To-
mou a posse por procurador e nunca teve
exercicio nesta Relaco.
Comelo Ferreira Franca. Posse na mes-
ma Relaco em 14 de agosto de 1830.Teve
exercicio nesta Relaco ht8 de Janeiro de 1832,
em que o deixou e seguiu com I cenca para a
Babia.
Aureliano de Sousa Oliveira Coutinho.
Posso na mesma Relaco em 28 de janoro de
1832.Tomou a posse por procurador, e nun-
teve exercicio nesta Relaco.
lomingos Nunes Hamos Ferreira. Posse
na mesma Relaco em 16 de novembro de 1833.
Foi ouvidor da comarca do Rio Negro do
que tomou posse em 9 do Janeiro de 1821.
O lugar de ouvidor foi oceupado at 28 da ju-
Iho de 1827, sendo despachado desembargador
da Relaco do Maranho em 12 de outubro de
1826: tomou posse em 26 de maio de 1829 ,
sendo essa demora devida a Ihe nao ter chega-
do successor e por causa das viagens, estevo
com exercicio naquella Relaco at 18 de Ja-
neiro de 1832 em que foi removido para a
de Pernamhuco em cujo exercicio entrou cm
16 de novembro de 1833, e nelle se acha hoje;
temi tido interrupeo d'algum tempo de li-
cenca e dotmprego de commisslo de chefe d
polica interino nesta provincia.
Mariano Jos de Brito Lima. Posse na
mesma Relaco em 7 de janeiro de 1834.
Serviu nesta Relaco at Janeiro de 1810 por
ser removido pata a do Rio de Janeiro por de-
decreto do 2 de dezembro de 1839.
Joaquim Francisco Goncalves Ponce de Leo.
Posse na mesma Relaco em 8 de abril de
1834.Foi juiz de fra de Camota deque
t mou posse em 29 de agosto de 1825 ouvi-
dor da capital de Goyaz e ouvidor do Matto
Grosso Durante o lugar de juiz do fra ( que
Ihe foi declarado de segunda entrancia por ser
de creaco ) passou servir de ouvidor interino
na capital do Par. Em 8 de julho de 1828
tomou posse da ouvidoria de Goyaz, e em 9 de
Janeiro de 1832 da ouvidoria de Matto Grosso :
andando annexo quelle lugar o uso da beca e
posse na Relaco da Babia tomou posse nesta
Relaco por procurador em dezembro do 1831.
e passou b ter exercicio na de Pernambuco en-
8 de abril de 1834 e nelle se tem conservado
sem interrupeo at hoje.
Francisco Jos A Ivs Carneiro.Posse na
mesma Relaco om 26 de abril do 1834.--
Era desembargador da Relaco do Rio de Ja-
neiro passou a ter exercicio aqui e tornou
para o Rio.
Manoel Lgnacio Cnvalcanti dt Ljscerda.
Posso na mesma Relaco em 10 de marco de
1835.Tomou a posse por procurador, e nun-
ca teve exercicio nesta Relaco.
Joayuim Teixtira Petxoto 4breu e Lima.
Posse na mesma Relaco em 14 de Janeiro d
1840.Foi juiz de fra de Paranagu, de que
tomou posse em finsde marco de 1827 e ou-
vidor da Parabyba. No dia immediato ao da
posse de juiz de fra passou a servir de ouvi-
lor interino at setembro de 1831 em 1832
(oi despachado ouvidor da Parabyba de que
tomou posse om novembro de mesmo anno :
foi nesse mesmo anno eleito deputado assem-
bla geral; no fim da legislatura foi nomeado
presidente da Parabyba lugar queoecupou s
um anno. Em dezembro de 1839 foi dospa-
(ludo desembargador de Pernambuco de que
tomou poss; om 4 de Janeiro de 1840 e nosse
exercicio se acha.
Joaquim Jos do Amaral.Posse na mes-
ma Relaco em 4 de fevereiro de 1840. Foi
juiz de fra da Praia Grande de que tomou
posse em 26 de julho de 2823 juiz de fra do
Ouro-Preto ouvidor da comarca do Espirito-
Santo e juiz de direito da cidade da Victoria.
Principiou o lugar de juiz de lora em 26 de
julho de 1825 e o serviu at 14 de agosto de
1826 : tomou posse de juiz de fra de Ouro-
Preto em 29 de novembro de 1827 e o ser-
viu at 8 de junho de 1831 : entrou no exer-
cicio le ouvidor do Espirito-Santo em 16 do
julhode 1832. Abolidas as ouvidorias, foi no-
meado juiz de direito da cidade da Victoria,
de que tomou posse em 2 de abril de 1833 e
serviu at 1839 em que loi despachado para
esta Relaco. onde tomou a posse em 4 de fe ve-
| a r f
icuu uc I04U.
MawM Ahtt Branco. Posie na mesma
Relaco em 4 de fevereiro de 1840. Tomou
a posse por procurador, nnnea teve exercicio
nesta Relaco, e passou para a do Rio d0
Janeiro por decreto de 11 de marco de 1840.
Francisco de Paula (erqueira Leite.Pos-
se na mesma Relaco em 6 do lezereiro de 1840.
Tomou posse por procurador o at hoje
tem estado licenciado, segundo a participaco
feita em avisos de 16 de setembro, e 15 de no-
vembro de 1841.
Tito Alexandre Cardoso de Mello.Posse
na mesma Relaco em 22 de fevereiro do 1840.
- Tomou posse por procurador, nunca teve
exercicio nosta Relaco ; e passou a t-lo na da.
Rabia por decreto de 18 de fevereiro de
1841.
Joo Joaquim da Silva. Posse na mesma
Relaco em 22 de fevereiro de 1840. Tomou
a posse por piocurador nunca teve exe cicio.
nesta Reljeo e passou a t-lo na Baha.
Manoel Rodrigues Vitares. Poss na mes-
ma Relaco om 11 de abril de 18 W Foi juiz
de fra da cidade de Goyaz, de que tomou pos-
se em 9 de dezembro de 1825 ouvidor da co-
marca da Bah4 juiz de fra de Guaratingue-
t e juiz de direito do civel da cidade de S.
Paulo.Ao lugar de juiz de fura de Goyaz an-
lava annexo o predicamento de 2.a entrancia :
serviu este lugar por espaco de tres annos com-
pletos : dahi passou exercer o de ouvidor da,
Baha ; posteriormente a este o de juiz de fra
de Guaratinguet e isto por poucos me/es,
porque se poz logo em execuco o cdigo do
processo e ento foi despachado juiz de di-
reito do civel de t idade de S. Paulo, lugar que-
oecupou por algunsannos, at que despachado
desembargador desla Relaco di lie veio a to-
mar posse em 11 de abril de 1840 permane-
cido neste exercicio at hoj.
Jos Emygdio dos Santos Tourinho..Pos-,
se na mesma Relaco cm 30 dejunho de 1840.
Tomou a posse por procurador, e nunca
(ove exercicio nesta Relaco.
Caetano Silvestre da Silva.Posse no mes-
ma Relaco em 30 de junho de 1840.To-
mou a posse por procurador, e nunca teve
exercicio nesta Relaco.
Rodrigo Antonio Monteiro de Barros.
Posse na mesma Relaco em 7 de Janeiro de-
1843.Tomou a posse por procurador e
nunca teve exercicio nesta Relaco.
Martinano da Rocha Bastos. Posse na
mesma Relaco em 10 de Janeiro de 1843.
Foi juiz de lora de Aracaty de que tomou
posso em 23 de fevereiro de 1828 ouvidor do
Crato, e juiz de direito do civel do Recite O
lugar de juiz de fra foi oceupado por este ma-
gistrado por monos de tres annos, por se Ihe
haver dado por acabado antes desse lempo e
ser mandado oceupar o lugar de ouvidor do
Crato de que tomou posso em o 1." de marco
de 1030 ; lendo-se-lhe tainbem dado por aca-
bado este lugar de ouvidor passou oceupar
o de juiz de direito do civel do Recie deque
tomou posse um 14 de novembro de 1833 e
o serviu al ser despachado desemltirgador.
Manoel l'aranhos da Silva Velloso. Posse
na mesma Reiaco em 18 de marco do 1843.
-Tomou a posse por procurador e ainda nao
compareceu para ter exorcicio.
Manoel Vieira Tosta.- Posse na mesma Re-
lacen em 28 de marco de 1843 Tomou a
posso por procurador e ainda nO compare-
ceu para ter exercicio
Recife 27 de maio de 1843 Giegorioda
Costa Lima Belmont presidente interino da
Relaco.
(Ga zeta dos Tribunaes.)
COMMERCIO.
Alfandega.
Rend ment do dia 28......... 1:4248288
DetcarregUo hoje 29.
Brigue Armorique fazendas, manteiga ,
o vinbo.
Escuna Laura taboado.
IMPORTACA.
Loper brigue escuna americaoa vindo de
Pbiladolphia entrado no corrente mez con-
signado a Matheus Austin & C." ; manifeslou o
soguinte :
11 c.ixas e 6 fardos de fazendas d'algodo de
cor, 8 caixas ditas azul 10 fardos di tas risca-
dos 25 ditos de algodao/inbo lizo 237 cai-
xas com cha, 18 ditas canella, 50 barris a/eito
de peixe, 6 caixas pontos de murrafas, 157 pes-
sas de cabo 100 barricas fa re los, 975 ditas e
50 meias ditas faiinha de trigo 335 barriqui-
nhas hnlaxinhas. 2 barris carn? Iged, 1 bar-
rica frutas seccas.


Ak
=.
Ilovimonlo do Porto.
Navio entrado no da 27.
Maranho ; 7 dias, vapor inglez Groular, ca-
pitao Claude II. J.
Navios entradot no dia 28.
Rio do Janeiro ; 18 lias brigue inglez Jan-
sen do 203 toneladas, capito J. Reid, e-
quipagem 11, carga lastro : a ordeni.
Dito; 12 dias, barca americana Globe, de 260
toneladas capillo Nicbolas Esling equi-
pagom 13 carga ca : aL.G. Ferreira &
Companhia.
JewZeland ; tendosahido deRhood Isln!
33 mtv.es, galera americana looqly, de 292
toneladas, capitao Henry G. Townsowd ,
equipngem 23 carga azeite do peixe ; ao
capitao.
Heclaracoes.
ContinuacHo dos devedores da laxa dos escravos
do bairro do Recife.
Mara do O'
Miguel 1 erreira de Mello
Francisco Venancio Bernardo Uxfla
Jos Rodrigues Pinheiro
l.uurentino Jos Soares
Luiz da Silva
Manoel da Cruz
Francisco das Chagas
Joaquina Francisca da Conceiclo
Joanna Benedicta dos Prazeres
Jos.- de Mello Cezar de Almeida
Joanna da Conceico Grego
Gaspar Jos dos Rcis ou do Reg
Felisda Cunha Teixeira
Mara Eugenia
Ignacia Maria da ConceiQao
Benta Maria
Luiza Christina Teixeira
Manoel Joaquim Goncalves Lessa
Viuva de Ignacio Jos Vicente
Antonio Jos Ribeirodo Moraes
Manoel Constancio
Thereza deJezus
Lourenca Maria
Luiz Gomes de Figueiredo
( Continuar-se-.)
=0 administrador da meza da recebedoria
das rendas geraes internas, tendo de mandar
proceder ao novo lancamento de escravos do
corrento auno financeito de 1843 a 184, avisa
aos proprietarios de escravos empregados no
servico de mar de apresentarem nesta reparti-
lo at o dia 4 de setembro prximo vindouro ,
eertido do arsenal de marinha.que provo acha-
rem-se d:tos escravos matriculados no referido
servico sob pena du doixarem de ser iluminados
do lancamento passado e do que vai proceder-
e novamente. Recehedoria 28 de Agosto de
1813. Francisco Xavier Cavalcanli d'Albu-
querque.
4,000
10,00o
2.000
7,000
4,000
2,000
2,000
9.000
4,000
2,000
2,000
4,000
13.000
1,000
2,000
1,000
2,000
5.000
11,000
4,000
2,000
6,000
2,000
4,000
7,000
Aviso* martimos.
as Para Philadelphia sae o brigue americano
R.J Loper, quem quizer carregar, ou ir de pas-
sagem tendo excllentes commodos dirjase
aos consignatarios Matheus Austin & C.*, ra
do Trapi be n. 18.
A barcassa Feliz Aurora pretende carre-
gar para qualqucr porto do Sul at o Rio de S.
Franaisco; qu.:m n'ella quizer carregar dirja-
se ao Forte do MjUo a fallar ao mostr Fe izar-
do Percira do Rozaro.
eorrente pelas 6 horas da tarde na casa da socie-
dade para darem os seus nomos, e o numero
de suas cadeiras, para se lazer urna nun eraclo
exacta com os seus respectivos nomos, a fim de
evitar mas engaos como tem acontecido.
Quem precisar de um rapa/, para caixeiro
de lojade rmudezas, fazendas, ou mesmo para
armazem de assucar, annuncie ou dirija-so 1
na do Cabug loja de miudezas de Francisco
Garca < .liaves.
*cceita-se o traspasso da hypotheca de
6008 res, annunciado no Diario do bonlom ,
e tambein se permuta urna casa de sobrado de
2 andares sita no barro de Santo Antonio, por
outro no atierro da Roa-vista ou por algum
sitio ; no atierro da Roa-vista sobiado n. 80.
Precisa-se de um portuguez destes ltima-
mente chegados para feilor de um engenho ;
na ra das Tnncheiras n. 22.
Aluga-sc um molequo de todo o servico ,
ptimo cozinheiro e sem vicio algum ; quem
o pretender va A ra de S. Francisco ao segun-
do andar do sobrado n. 16.
\luga-sc um preto proprio para casa de
homem sol tetro pois sabe cozinhar soflrivel-
mente ; quem o pretender dirija-se A praca da
Boa-vista venda n. 18.
Quem do correio tirou urna carta vinda dos
portos do sul na barca de vapor Rahianna, com
o nome de Jos Joaquim do Faria Machado ,
queira ter a bondade dea mandar levar na ra
'lo Crespo n. 10 loja da viuva Cunha (mina-
rles, ou annunciar por esta folha, aonde se de-
ve procurar.
Um portuguez com 16 a 18 annos de ida-
de, chegado prximamente do Par i, se offerece
para caixeiro de armazem de assucar ou mes-
mo para loja de fazendas, o qual da fiador sua
conducta ; quem d'elle precisar dirija-se A ra
larga do Bozario n. 9.
Quem annunciou querer traspassar urna
lypotheca de6008 res n'uma casa terrea,
procuro na ra estreita do Rozario na venda
que faz esquina para o patio do Carmo.
= A luga-se o segundo andbr da casa da ra
do Encantamento confronte ao beco que vai
para a ra do Vgario com commodos para
urna familia; na ra da Cadeia Volha loja de fa-
zendas n. 62.
=Prcciza-se de escravos para trabalhar na
estrada da Boa-vista para Olinda ; quem os li-
vor o quizer alugar dirija se a ra da Aurora
-m S. Amaro, a fallar com Jos Goncalves Fer-
reira Costa ou na ra da Cadeia do Recile
com Joaquim Goncalves Cselo.
= Da-se4008 reis a premio com penltores
de ouro ou prata na ra nova loja n 9.
A pessoa quo doscobrir ou a quem
fot offerecido para comprar urna thesoura de
espevitarcom seu competente prato ludo de
prata inda sem uso algum e do ultimo gos-
to ; queira por favor apprehendel-a e mandar
levar a ra do Cabug n. 16, que ser recom-
pensado ecaso tenha ja comprado se Ihe da-
r o importe que livor dado por ella.
=Cosem-se vestidos de todas as modas, ca-
misas de homem marca-se de todas as quali-
dades faz-selavarinlocom muita perfekao ,
tambero se cose de alfaiate ; na ra Direita
n 3, primeiro andar.
Na rita da Cruz n. 38 segundo andar .
d-se dinheiro a premio sobre penhores de
Srs. Redactores,
ouro.
Leudes.
James Crablree & Companhia -farao le
lio por intervencao do corretor Olive1 ra de
grsnde sortimento de fazendas inglozas as mais
proprias d'este mercado : quarla-feira 30 do
correte As 10 horas da manhla em ponto no
seu armazem na ra da Cruz.
=Kalkin;.nn & Rosemmund farao leilao, por
intervenclo do corretor Oliveira, do mais com-
pleto sorti ment de fazendas francezas, alternas,
e suissas tanto de seda la e linho como de
algodlo as maisapropriadas para este merca-
do ; quinta feira 31 do eorrente As 10 horas da
manbl em ponto, no seu armazem da ruada
Cruz.
Avisos diversos.
Perdeu-se urna correnCe de relogio desde
a ra do Foyo at Fora do Portas ; roga-se a
pessoa, que a achou, que.se a quizer. restituir, a
leve ra dAgoas Verdes no segundo andar do
sobrado n. 22 que ser recompensada.
j :ci::lzzz .-. i....
Aviza-se aos Srs. socios, que tem cadeiras de
chive, bajo de se reunirem quarta feira 30 do
Tiro-se passaportes para dentro e fora
ilo Imperio e folhas corridas com presteza e
commodidade ; na ra do Rangel n. 34.
LOTERA de n. s. do
LIVRAMENT.
No dia 30 do eorrente mez
de Agosto, corre impreteri-
velment esta lotera, fquem
ou nao bilhetes por vender,
e o resto acha-se nos luga-
res j aununciatos.
= Bernardino Jos Montetro & Irmlo avt-
sao ao respeitavel publico, quo Anlotio Jos
Guitnaraesdeixou de ser seo caixeiro desde o
dia 2% do eorrente.
= Una joven de bons costumes e bastan-
temente versada em primeiras letras, prope-se
a ensinar meninas a ler, escrever, contar d-
menlos de arilhmetica Doutrina Cbristaa ,
coser, bordar de seda o de marca e fazer lava-
rinto pelo mdico pre( o de mil rs por mez;
prometiendo todo o esforco no adiantamento
de suas discpulos : as pessoas que de seu pres-
timose quizerem utilisar dirija-se a ra de
Moras n. 130.
lima inulhcr capaz se offerece para ama
de casa de homem solteiro a qual engomma .
corintia, edesempenha todo o servico interno
V urna casa ; quem a peiienuer dirija-su ao
beco do calabouco n. 2, que achara com quem
trac lar.
Bogo-lhe o favor de publicar um laclo bem
simples, e que meos inimigostem desfigurado,
e Ihe fcara muito ohrigado seo altento venera-
dor O major Jos Gabriel de ?/ raes Mayer.
No dia 17 do eorrente, estando rounida a me-
za re edora da irmandado da matriz da Boa vis-
ta em seo consistorio p ra fazer correr as rodas
da lotera da mesma apresentou-se o Sr. Ri
gueira Cosa para presidir a mesma lotera. Te-
ve a lembranca o escrivlo da mosma loteria do
sequcixaraodito Sr. Riqueira contra a rman-
dade que Jhe linha dado esse dinheiro ga-
nhar eo motivo de sua qttcixa fui o nload-
niltir a dita me/a que elle atirasso (ora com
os meninos nomeados para exlrahir as sedulas ,
eque lorio postos pelo Exm.Sr.Maciel Moittei-
ro. Eu prescindo por agora desta questao ( que
salta aos olhos, que sendo a irmandado, sobre
quem recahir deve todo o crdito ou descrdito
da loteria devo dar todas as providencias em
ordem obstar o mal ; haja vista a igreja do
Rozario, que foi sea victima dodcsarranjo das se-
dulas o que propriainento (o culpa doescri-
vo) : pergunto, deveriaoSr. Rgueira si no-
meado pelo Governo para fazer andar as rodas
( para o que a irmandade Ihe paga ) ingerir-se
em nomeacoes dos agentes da loteria ? E urna
vez, que elle agrodiu os direitos da irmandade ,
querendo escolher os meninos pnrsortes, obra-
ra eu mal em diier-llie sr o Sr. jui/. be incom-
petente para lazer nomeaees = ? A irmandade
por um alvar goza de muitos privilegios, e re-
presenta urna autoridade e he ohrigado at
com juramento A sustentar os seos direitos; ap-
parece urna oulra autoridade que quer intro-
metter-seem um negociointeiramentealheiodo
fim, para que oGoverno a nomeou;devena meza
ahi presente consentir submissa ? Nao de certo,
fiz portanto muito bem em dizer ao Sr. Rignei-
ra que elle era incompetente para azer no-
meaees ; e como elle osse bastante orgulhoso
para mandar-me callar a bocea, nao dovia le-
var A mal, queeutambem o mandasse callara
bocea, como mandei: passou oSr. Rigueira
A nsultar-mechamando-se meusuperior (Oh
tempo das liberdades ) e chamando-me im-
prudente respondi-lhe ao p da letra ; foi
quando o Sr. Rigueira todo (ora de si mandou
pedir socorro policial Ora o juiz da irman-
dade era o Sr. Luiz Gomes Ferreira, o qual as-
sim como quasi toda a meza longo do se cons-
piraren! contra o Sr. Rigueira conspirarao-se
no exterior contra mim gritando-me que isso
nao linha caminho! Eu dei-lhes o descont por
ver, que estavao possuidos de um terror pnico
(talvcz com a idea de entrar a polica na casa
de Dos, prevendo algumas consequencias tris-
tes o que he muito louvavel), o nem era mo-
tivo para se conspirarem contra mim o di*er eu,
que o Sr. Rigueira era incompetente para fa-
zer nomeaees, porque tudo ornis, queeu
disse ao Sr. Rigueira foi em resposta aos seos
insultos, para oque elle nao eslava autorisado.
Se eu fosseo juiz da irmandade nessa occazio ,
ou no visse a meza conspirada contra mim ,
talvez nao tivesso tanta prudencia! por outro
lado o V. Luiz Gomes Ferreira quena demit-
tir-se como de fado demittir-se-ia, se hou-
vesse cousa maior, eu vi que elle hnje faz mais
falta casa de Dos, do que cu nao s pelo
seo dinheiro, como por sua influencia corn-
mercial A ponto, que j tem lirado 3:0008000
reis de esmolas ; alm dsso eu hoje nao faco
muita falta, porque o esseneial est i feito; s fal-
ta a pintura une he obra de empleitada nao
Miando no frontispicio que he obra de al-
guns annos, e de mais as cleices ludirs ser
feitas segundo o artigo reformado do compro-
misso : A vista portanto dessas eoutras conri-
deraeesdemilti-mo de escrivloda irmandade;
edepoisda minha dcmiaslo verificou-se o que
supunha a rcspeito da meza ; por quanto os
mesmos, que me gritavao vierao depois abra-
car-me e pedir-me, que nao me demittisse; mas
em lim | eu eslava dcmittiio : e aproveito a
occasiao para fazer meos protestos ae estima e
respeito dita meza que eslava presente o
agradecer-lhe o honroso officio,que reiebi da-
t do de 22 do eorrente (com quanto todo pe-
queo servico, que (i/, s foi A Leos e A mais
ninguem ) : e oflerecer-lhc o meo pequeo
prestimo para o servico de Dos, quando for
preciso ajudar-la. Tornando aoSr. Rigueira,
nao conten'e em mandar chamar a polica a-
meaeou-mecom processos chamando o povo
urnas poticas de ve/es para teslemunha de eu o
ter insultado aoquesempre Ihe lui respon-
dendo = nao o insulto he falso eu me de-
coro que esse official obedeceo como por mais
alguns sntomas entre o Sr. Rigueira, e o Sr.
escrivloda loteria ; que foi essa urna das muj-
tascildas, que meos inimigos mo tem arma-
do desde que estou fazemlo as obras da ma-
triz para mo botarein para lora e que ser-
virao-se do Sr. Rigueira para esse fim !.....
I'amlieui soulie, quo muito depois, que eu me
retire!, cnegnu a tal polica e quo oSr Ri-
gueira mandou retirar. Eis o facto, do qual es-
tou muito contento pela dignidade, com que
mo portei e estou to firme que nao trans-
gred a lei que poder servir esta declmelo
para o Sr. Rigcira ajuntar ao processo visto a
falla de lestemunbas.
O major Jos Gabriel de Worae* Mayer.
A pessoa, que pegn o cabra Pedro em
fra de Portas, o qual j foi aonunchrilo estar
lugido, epor engao foi casa do Sr. Francis-
co Xavier Bastos saber se era seo, e depois A ca-
sa do Sr. Jos da Silva Rotelho e finalmente
aos Remedios quanto antes o venha ou man-
de entregar a seo legitimo Sr., do qual reeebera.
a paga dos o trabalho no sitio ao p do Exm.
Visconde de Goianna ou defronle dos Afflic-
ios, alias j se principia A desconfiar de sua pro-
bulado por conservar em seo poder tantos das :
e quando nao entregue, se usar dos recursos,
que a lei permite.
Percisa-s.! de um primeiro, on segundo
andar, que tenha co/inha, e commodos para
urna familia nao grande e que nlo exceda o
seo aluguel de 200,000 reis sendo na ra do
Collegio na do Crespo ra doOneimado ,
c da Cadeia de S. Antonio ; a ttactar na mes-
ma ra arma/e ni n. 19.
O aliaixo assignado fazsciente, quedei-
xou de ser caixeiro to Sr. Antonio Joaquim Pa-
nas, o ile-.ile odia 2t do eorrente Antonia
Joaquim de Freitas GuimarSes.
Quem precisar de roupa engommada ;
dirija-se a ra da Florentina n. 34.
LOTEKIA DAS MEMORIAS HISTRICAS
DE PERNAMBCCO.
Tendo-se (eito difficil a extracclo da nica
loteria concedida A favor da publtcaclo das me-
morias histricas do Pernambuco nao s por
ser composta de cinco mil bilhetes numero
excessivo para urna prompta extraco como
pelo alto custo de cada um dos bilhetes foi a
mesma loteria tornada de nenhum efleito o
dividida em duas meias loteras segundo o pla-
no approvado pelo Governo e que abaixo vai
transcripto.
Em consequencia do que o thesoureiro res-
pectivo faz publico que do dia 28 do cor-
rento mez cm diante os possuidores dos bilhe-
tes da dila loteria, quando inteira deverao ir
trocal-os por outros da 1.' meia loteria que
ora se vai extrair dirigindo-se para similhan-
te troca As lojas, onde os comprarlo, e quando
os nao queirao trocar deverao recolhel-os ao
escriptorio do mesmo thesoureiro nos dias de
tuir o seu importe visto ter licado sem efleito
a dita lotera. Os bilhetes da mencionada pri-
ineira loteria acho-so a venda as mesmas lo-
jas, cm que so venden, os bilhetes do tbeatro ,
e est designado o dia 5 de Uulubro prximo
futuro para o andamento impreterivel das res-
pectivas rodas.
Plmo para as m ias loteras da nica con-
cedida favor das memorias histricas da
provincia de Pernamhuco.
3250 Hilhetrs.. .. 108000 .. 32:500gOOO
1 Premio............... 8:0008000
1 Dito................. 4:0005000
1 Dito................. 2:0008000
1 Dito................. 1:0008000
2 Ditos......5008000 ... 1 -.0008000
5 Ditos......2008000 ... 1:0008000
9 Ditos......IOOjOOO .. 900>0OO
20 Ditos...... 508000... 1:0008000
30 Ditos...... 208000 .. 6O08OOO
1010 Dilos...... 128U58... 12.7848580
2 Ditos l.e ul-
timo brancos 107*710 ... 2158120
1082 Premio............... 325008000
2168 Brancos.
3250 Total dos bilhetes.
N B. No acto do pagamento dos premios
sao discontados aos portadores dos bilhetes 21
por cento de beneficio imposto e verbas de
sello.
Aluga-sc urna barcassa que leva de 12
fenderei dos seos processos, eso digo, que o a 14 caixas de assucar; quem a pretender an-
Sr. nao tem poder de fazer nmeat oes =. e re- j nuncie.
tirei-me, tendo-me j demittido. Consla-me I Se o rapaz, que apoucos dias esteve pes-
que depoisque oSr. Rigueira concluio o tal cando na ra da Aurora da Boa-vista, epresen-
proresso passou pelo desgosto por mais, que ciado por outras pessoas, achou na beira do
chamou o povo para testemunha de s achar rio nmn miliar He ?"** p* uns tres individuos, entre elles um tal official, j maior querendo-as restituir a seu proprio do-
por quem o Sr. Rigueira mandou chamar a po- i no morador na referida ra na casa n. 24 ,
cia; o que ne fa desconfiar pea prosnplidou, ser generosamente recompensado.


*
n.
Thomaz Sayle fa*. scento ao respcitavel
publico, que tem" carroso cqvallos com sella
para alugar; quom orotenJer dirija-se a ra
da Cadeia de S. Antonio n. 15.
On Sale
ft fine assortment of Birdskins and Insects,
in large quantitios at very modrale prices.
Applv to Tasso Jnior.
Aluga se a coxeira da ra das Flores n.
20 com a frente para a travessa do Carmo, to-
da calcada de pedra, e admite \ carros; a fal-
lar com o commandante goral do corpo de po-
lica. _
- Muito se tcm fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de Broussais e de outros
muitos mil differenles ; pouco portanto se tem
dito do mais cssencial os evacuantes que
ninguem pode negar ser n nos climas calidos
absolutamente necessario;, e sobretudo (piando
existe a difliouldade de faer observaraos doen-
tes a dieta ncfiossaria e rigoroza que pede a
Homeopathiea e pratica rotular &c. Somos
geralmenteacoslumados a comer muito mais
do que lio neccssario para o nosso sustento ; o
resultado he datos, indigestos, e inflamar
cesnos ligados, c. Para remover imped-,
estos incommodos, nuda be miis prompto. que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, o que augmenta as di fle ron tes sec-
crecoes. n
O publico achara as Pilulas vegetaes do Ur.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem scu efleito ,
soin dores e incommodo algum nao hu ne-
essario dieta alguma e pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se somento em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C.\ e alterro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
Manoel Jos Pacheco de Mello comprou
por conta de Antonio da Silveira Borges, resi-
dente em Goianua, dous meios bilhetes da se-
gunda parte da primeira lotera de N. S do Li-
vramento, de ns. 3162, e 1373.
_ Precisa se alugar um negro para vender
fa/endas pelas uas desta cidade junto com um
caixeiro paaando-so 103 rs. mensaes e o sus-
tento ; no patio do Hospil.il do Paraso n. 8 ,
segundo andar.
- Qualquer pessoa que precisar de um
homem capa/, para alguma casa particular para
cozinhar ou dirigir qualquer servico dirja-
se por trado quartel de polica n. 10.
__ Lima parda de bons cnstumes se oflerece
para ama de homem solteiro ou casado que
tenha pouca familia od* fiador a sua con-
ducta ; quem precisar dir-ja-se ao beco do
Peixe Irito n. 5.
- Precisa-se alujar urna canoa que se|a
de bom tamanho e liam construida para con-
ducao de agoa ; asim cerno um ou dous cano-
eiros forros ou captivos; na ra da Praia, ser-
rara de Silva Ca dial. ns. 15 e 17.
- O ex-almoxarifc da Ilha de Fernando do
Noronha abaixo assignado e prximamente
chegado nesta praca faz sciente que pessoa al-
guma acceite letlras, ou documentos firmados
em seu nome cm onsequencia de um recibo
falso da quantia de quatro eontos e oito rentos
mil rs. apparecido em mao do Snr. Joao Mo-
reira Marques c entregue por pessoa mal in-
tencionada que tentou denegrir o crdito do
annunciante pagado por um sentenciado de
nome Daniel Rodrigue de S. Anna condem-
nado a degredo perpetuo naquella ilha porcri-
medemorte, e falsificac&o de lettras na cida-
de da Babia; visto quo o mesmo annunciante
na referida Ilha s tem correspondencia com o
Sr. Thiago de Barros c nunca em lempo al-
gum o dito Sur Moreira do qual nunca fui
neni sou crwlor nem o dito -r. me deve cou-
ia alguma em dinheiro nem por ostra forma.
Joaquim Pedro de Urna.
__ Urna pessoa ofiVccc-se a dar al moco c
janlar por commodo proco, e com aceio obri-
gando-se a mandar levar ; na praca da Inde-
pendencia n. 36.
__ Quem tiverummoleque fiel, capaz de
servir em urna cas de pouca familia ou ne-
gra fiel equi/er alugar dirija-so ao beco do
Veras na Boa vista n. 18.
__ Precisa-se alugar urna preta escrava, que
seja heip inteligente o sem vicios, para todo o
servico qnnm a quizer alugar annuncie.
Mara Joaquina do S. Thom professora
substitnta das cadeiras de prmeiras ledras de
meninas en*ina oarticularmente ler, cscrever,
contar, arithmetica o diversas qualidades de
cusiiras j t.imhem recebe em sua casa algnmas
meninas de pessoa que moriio fora da cidade,
ou que morando nella as quHran confiar a
suioducaeao : q lem pretender utilisar se de
sen nre^ti1" A\r\'%-w na Direita n 64
Pr< cisa-sc de um feitor que trabalhe ,
entenda de aevoredo horta, e vaccas para um
sitio na Magdalena; na ra da Agoas-verdes ,
sobrado n. 66.
Aluga-se urna boa esarnvi para criar ,
por ter muito bom leite ; na praca da Roa-vista
21 ; na mesmi precisa-se Je \ serradores
paga-se por mais, do que era outra qualquer
parte. ,
Quera proiusar de urna ama para o servi-
co do uma casa dirja-se a ra de S. Theroza
= Quinta feira 31 do corrente pelas 4 ho-
ras da tarde, na Boa vista a porta do Senhor
Dr. Juiz de >rfos, se na de arromatar do ren -
da trienal a q iem mais der a morada de ca <,i
n 41, sita na ra da Cadeia do Recife, na
qual morou o finado CapitSo-mor Antonio.W
Quaresma e se aohaavaliada em 800* rs. por
anno. sondo a renda pigapor trimestre, e
prestando o arrematante flanea edonea na acto
da arrematacao.
= Arrenda-se um sitio com casa o mais
arranjos proprio para grande familia boa
coxeira, ecapim na passagem da Magdalona;
a tractar na ra Nova n. 33.
__ Continua-so a tirar passaportes para den-
tro c fra do Imperio e despacha5-so escra-
vos tudo com brovidade ; no atierro da Bo.a-
vista loja n. 18 ou na ra do Collegio n. 1,
primeiro andar.
= Precisase de um homem para Teitor de
um sitio perto da praca ; na ra Nova n. 33.
Compras.
= Compra-se um escravo preto ou pardo,
quo soja bom oflcial de pedreiro, e que nao te
nha vicios conhecidos bem como uma escra-
va boa co/.inheira ; na ra do Rozario estreita
n.9 31 terceiro andar.
= Compra-se um par de malas de pregara
em meio uso ; na ra de S. Rita n. 57 ou
annuncie.
Vendas
% = Vende-seo compendio das eras da Pro-
vincia do Para o o ensaio corografico sobre a
mesma Provincia polo Sargento-mor Anto-
nio Ladislau Monteiro Baena ; na praca da In-
dependencia loja de livros ns. 6e.
Vende-se um par de adragonas para ca-
pitao de artilheria infantaria ou cavallaria
de linha ou guarda nacional e uma rica
banda de malha inglesa, nova em folha e um
pouco de galao para divisa, vindo do Rio de Ja-
neiro ludo por commodo preco ; na loja de
M. G. Viegas, na ra do Crespo esquina
da das Cruzcs.
= Vende-se uma du'ia de cadeiras de ja-
caranda novas e duas bancas do mesmo em
meio uso ; na ma Direita padaria n. 40.
Vende-se na ra do Queimado loja de
lerragens n. 31, e no patio do Collegio loja
de chapeos n. 6. agoa de tingir os cabellos e
suissas; os vdros pequeos a 1000 rs. e os
grandes a 2000 rs.
__Vendem-se meios bilhetesda lotera de
N. S. do Livramento a 4500; no principio
da ra Direita confronte o oitao da dita Igre-
ja loja n. 12
Vende-se uma ou duas tipoias ; em casa
de Francisco Xavier das Chagas na ra Im-
perial armazem do sal.
x__ Na loja de Hypolito S Martin & Com-
panhia vendem-se lindos cortes de seda escoceza
para vestidos de senhora ditos de cassa de se-
da bordada ditos de lanzinha e um com-
pleto sortimento de manas para senhora o me-
ninas ; na ra Nova n. 10.
Vendem-se 9 pias de filtrar agoa ; na
ra da Praia serrara do Silva Cardial, ns. 15
el7.
Vende-se uma preta Mocambique, de
20 annos de bon figura com leite de 10 me-
tes e nao se vende a cria ; e outra de maior
idade de Angola coznha e he lavadeira : no
atierro da Boa-vista esquinada travessa do Mar-
tn* n. 42.
= Vende-se ou arrenda-se um engenho
de bestns porto desta praca de boa produco ,
o com a safra ja criada de 500 a 600 p8es ; a
tractar com Sa Barreto na ra do Sol, sobrado
n. 13.
__ Vendem-se duas cscravas do nacao An-
gola uma dellas he recolhida de 18 annos ,
engomma coso, coznha, elava, ea outra
de22 annos engomma cozinha, e lava; na
ra das Crutes n. 41. segundo andar.
__ Vendem-seduas cscravas denaco com
habilidades ; e ubi engenho de agoa rasteiro ,
bom moedor, fora da Villa do Bonito, duas
leguas arre lado pala o Sul que oceupa 12
enrhadas para lavrar canas e azer 800 a mil
paesde assucar com muito boas trras, e com
nma afra nara este anno de mais de mil nSes?
na ra velha n. 66.
__Vendem-se 4 cscravas mocas com boas
habilidades; duas ditas boas engommadeiras,
costureir.as, e cozinheiras; uma mulata de
30 ann os, boa cozinheira engommadera ,
boa an ja de uma casa e tracta bem de meni-
nos ; um moleque pe:a de 16 annos, bom
pagp.-m serve boma uma casa e tem prin-
cipios deolicio de sapateiro ; 2 ditos de 12 a
1'* annos; um preto de moia dade bom pa-
r a botar sentido a um sitio, por estar acostuma-
doaeste trabalho: na ra d'Agoas-verdesn. 4.
% = Vendem-se borzeguins e sapatos ngle-
zes para homem, sapatos de couro de lustro
para senhora ; o uma halanca propria para ar-
mazem de assucar; na ra da Cadeia do Reci-
te loja de fazendas n. 37.
Vende-se ou by potheca-se uma escrava ,
de 18 annos crioula propria para mucam-
ba ; na ra da Praia venda n. 1.
= Vende-se por preco muito commodo um
pequeo sitio com seus arvoredos e casa de
taipa coberta de telha situado na Matriz da
Varzea; na ra de Fora de'Portas, venda n. 88.
Vendem-se meios bilhetes da Lotera de
N. S. do Livramento, que corre em 30 do
corrente ; na ra do Cabug, loja de relojoei-
ro n. 7.
Vende-se um relogio sabonete de ouro ,
horisontal, bom regulador, garantido pelo
relojoeiro que o vendeo, umd to patente in-
gle/. dos melhores que ha presentemente ,
uma correntinha com sinetepara relogio, de
moderno molde, anelSes de ouro de diversos
modelLs duas voltas de contas do Ro de Ja
nero coraces de ouro de diversos modellos ,
e uma escrava que serve bem a uma familia ;
as 5 Pontas n 45.
Vendem-se 11 duzias de madeira de cos-
t idinho de amarclio de superior qualidade ; na
ra da Cruz. n. 49.
Vendem-se meios bilhetes da lotera de
N. S. do Livramento, a 4500 : na ra do
Cabug, loja de mudezas junto da do Snr.
Bandeira.
%. Vendem-se os seguintes livros: o Es-
piSo do campo neutral oPilutoda America ,
a caverna de Strozi, Clara de Alba, os Salva-
dores de Veneza elementos de civilidade .
historia de meninos para quem nio for-menino,
Rui Braz o Alfagemede Santarem os mis-
terios da torre Baume tudo por preco com-
modo ; na ra da Praia n. 32.
.=Vende-se uma venda na ra do Padre Flo-
riano n 35 que faz esquina para o beco da
Carvalha sendo esta bem afreguezada para a
ierra, sendo com algum dinheiro avista e o
resto a praso ; a tractar na mesma.
- Vende-se a padaria i*a ra da Gloria n.
55 bem afreguesada e com todos os preci-
sos para traballiar menos o forno que porten
ce ao dono da casa ; a fallar com Manoel Igna-
cio da Silva Tcixeira.
Vende-se uma preta de nac5o Angola ,
cozinha e lava ; na ra dos Pescadores n. 19.
Vende-se na padaria da S. Cruz da fumi-
n alta diariamente bom pao e bolaxa de to-
dos os tamanhos sendo turada a dous vintens,
vintem e dez reis, muito propria para condu-
zir para lora, roscas e tudo o mais que he
proprio em padaria ; assim como caf moido
em porces grandes e a retalho de libra para
cima ; e para os seus reguezes tcm o forno
prompto a qualquer hora para qualquer assado,
estando o dito forno desocupado pois conser-
va sempre calor sufficiente.
sr Vende-se um escravo de nac3o Angola ,
sem vicio, e afeito a todo o servico de lavoura:
quem o pretender annuncie.
Vende-se uma carroca com cavallo e
todos os arreios em bom uso uma cavallo
de pouca idade, e um quarto pedrez bem
possante para carga e tamhem com algum
carrego na sella ; na ra dos Pires n. 30.
' Vende-se um terreno na ra Augusta,
da parte do este que delta o fundo at a ra
do Alecnm com 41 pa mos de vao casa for-
mada al o respaldo ; a tractar na ra Larga
do Roztrio n. 48.
= Vendem-se esleirs finas da India para
forrar salas, cha isson a 2240 ; na ra da Ca-
deia velba n. 31.
Vende-se uma escrava cabra escura.de
boa figura moca lava, engomma, cose, co-
zinha, c ptima para todo o servico de urna
casa ; no Forto do Mallos na prensa de Jos
Ribeiro de Brito.
= Vendem-se superior Jacaranda; na ra da
Florentina em casa de J. Beranger n. 14.
^ No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado do pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em paes
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
a 120, rs
= Vondom-e chi(n finas, mi* n5o i.j.
botao a 100 rs. o covado ; na ra do Queima-
do loja n. 11 do Vianna.
Vende-se uma escrava orioula de 26 an-
nos boa costuroira e engommadeira com
2 filhos, um com 5 annos, e o outro com
3 ; e um escravo carreiro de 25 annos; quem
os pretender annuncie.
= Vendem-se pianos vertieses, francezes, e
de primeira qualidade ; assim como camas de
descanco : no atterro da Boa-vista n. 6, pri-
meiro andar.
=b Vendem-se chapeos francezes de seda a
7000 borzeguins gaspiados para homem e
meninos de todos os nmeros sapatos de cou-
ro de lustro para ditos botins e meios ditos
de bezerro francez e de Lisboa sapatos de
couro de lustro para senhora e meninas, bor-
zeguins ga la para homem e meninos, sapatos abotina-
dos ditos de entrada baixa inglezes, botins
de lustro para homem, borzeguins de seJa para
senhora luvasdeseda para homem e senhora ,
ditas de pellica para homem, ditas enfeitadas
para senhora, espartilbos para senhora a 1800,
meias deseda para homem e senhora ditas de
algodao muito finas para meninas lencos de
seda para gravata ; tudo por preco commodo :
na praca da Independencia ns. 11, 13, e 15.
= Vende-se um apparelho dourado novo
paraofficial de guarda nacional montado, uma
pasta nova tudo por preco commodo ; na ra
Nova n. 67.
as Vende-se Jacaranda, e Goncalo Alvesde
superior qualidade para obras de marcineiro ;
na ra Imperial do atterro dos aflogados n. 67.
= Vende-se um cavallo fino, de crtr rodado,
apatacado, com muito bons andares; no patio
do Parai/o sobrado n. 8 segundo andar o
qual vende-se porque o dono se retira para fura
da provincia
No escriptorio de Francisco Severiano
Rabello no Forte do attos n. 4 vendem-se
barris pequeos e grandes com cal virgem de
Lisboa por preco commodo ; assim como fa-
rello superior.
= Vendem-se abotuaduras pretas de dura-
que da ultima moda para casacas e_ sobre- ca-
sacas por preco barato ; na ra larga do Ro-
zario loja de miude/as n. 35.
Vende-se uma cama do casal, ainda em
bom uso com colxes e enxerges e urna
mesa de jantar, tudo por preco commodo ; no
atterro da Boa-vista, loja de miudezas n. 48.
= Vende-se potassa Russiana de boa quali-
dade a 200 rs. a libra : na ra da Cadeia do
Recife armazem n. 12.
= Vendem-se 16 ou 20 bestas acostuma-
dac ao pasto muito boas de roda e novas,
as quaes se ach5o muito gordas para engenho ',
no armazem da ra Nova n. 67.
No armaiem da ra Nova n. 67 se acha
um sortimento da cadeiras de Jacaranda me-
sas commodas e bancas e de outras umi-
tas qualidades assim como bons globos, com-
poteras para doces lanternas de boca de sino,
bandejas de casquinha muito finas duas ca-
deiras de ra modernas, e em bom us >, e
outros muitos objectos que a vista dos com-
pradores sero patentes, ludo por preco com-
modo; assim como se continua a receber qual-
quer objecto tanto novo como usado para se
vender por meio deste eslahelecimento.
Escravos fgidos.
= Fugio no dia 20 do corrente o escravo
Francisco nacao Mucambique o qual foi
vislo no Poco da Panea na noile do dia 21,
e tem os signaes seguintes ; boa estatura sc-
eoslo corpo, tem em uma das orelhas um bo-
raco grando o dedo pollegar da niao esquer-
da alejado levou vestido camisa de algndo-
zinho trancado e calcas de hriin de listras ja
velho ; quem o pegar leve a ra do Livramen-
to n. 2 a Joao Ignacio do Rugo, que ser grati-
ficado.
= Fugio no da 26 do corrente o preto
Goncalo, que estava se curando ainda temo
p esquerdo enchado ; quem o pegar leve a ra
da Cruz casa de Lourenvo Jos- das Neves ou
no engenho Penedode baixo a seu *r. Mano-
el Joaquim da Costa Figuera que ser bem
recompensado.
No dia 15 do corrente dezaparocco a es-
crava de nome Mara Antonia, de nacao Con-
go, com os signaes seguintes: idade que reprc-
zenta 25 a 30 annos cor preta, cabeca com-
prida cabellos grandes olbos apitombados ,
com helidia em um dosolhos tem um denle
partido na frente, um dos dedos da miio torio,
quo nao estira como os outros, tem cmvos na
mo e nos ps levou vestido de chita a/ul com
uma saia de ganga da mesma cor por cima, com
pao da costa j uzdo ; roj;a-se portanto aos
Srs capites de campo, ou qualquer pessoa uue
a encontr levem na travessa de S. Jo* casa n.
10 quesera generosamente rocompencado.
Rrcifi: ka Ttp. db M F. de Faria. =1843


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