Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05036


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Full Text
Armo de 1843,
Sabbado 2A
Todo agora depend de ns mesmos; da nossa prudencia, moderag.io, r eneris- con-
tinuemos como principiamos, e seremos apuntados com dmirac.io entre es fVacea mai
Mt ( Fioclamag.to da Assembleia Ceral do Hiasil.)
PAliTIOAS DOS CURKE1US TERRESTRES.
Goiann, e Parahyba, sejundus e seitas feira. Rio (irande doN irlo, quimas fe
Kiinito e Garanhuua, .'i 1i> e '."i.
Cabo Serinli lem Kio Form.no Hurlo Cairo. Macei, e Alajoas no 1 \\
Uoa-ristae Plores* .a 24. Sanio Aol 10 quimas feiras Olinda lodos os dial
DAS da SEMANA.
A $*g. s. l'mbelina V. Aad. do J de I>. da i. ?
27 Terg s Ti....nlieo M Re. Aud. do J da I), da 3 *.
23 Quarl jejum s t'elippe lienicia Aud. do J. de D. da 1. t.
Si (mal, a llarlolomeo Ap.
}5 Sea. a. Genesco Aud do J. de D. da 2. t.
Jfl .lab. s Zefcrino P. F. Ral. Aud do J. de D. da t.
7 Dum. O Sagrado Coraguo de Mara Saotiisima.
irte.
21.
de Agosto
AnnoXX. N. I;
O Diano publica-se todos os das que no forem S.nticados: o prej-o da assignatura b*
** Ptrea mil reis por quartel paeos adianlados C*9 ajuuuciM dos venantes s.io inserido
gratis eos dos que n.m forana i rusa de Miris p>r linda Ai reclamad-oes Jerem serdtri-
gtdaa a esta Tip., ra das Crujes N. 34, ou apraua da Independencia lojl delirio* N. 6e8.
cambiosio dia 2 de Agosto. compra renda,
C.mbit .obre Londres 2a. Ouo-Moeda de ,400 V 6.81/U 17 OD
Pan 3.0 res por franco. N tO.WJJ 16 >SU
LiaboaH poriOdepreaaio. j a de 4,000 t,2O0 !* 4uu
PuaTi-pM.c.s 1,9.0 M
Moeda de cobte 2 por cento. P,to. Columnata. (.<)10 1 V4t/
Idea de letras de boa, brat.s 1 1 t|. diio.Meiic.no. l,M0 i,40
P1IASES UA LA ISO MEZ DE AGOSTO.
La Cbeia i 10, A 2 dorase .5 a.din 1 La or. a |5 (6 minutos da tarde;
Juan, mine, 18, 4 Loras a 2u m da m. | Juan, cra.c. 2, as 9 auras e 7
Preamar de hoje.
t. i horas e 18 da m.nh..,.. ?. bar43 m. d. '''!
da iar I,
mUBuo
p
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DE 18 DOCORRENTE.
OfllcioAo inspector da (hesourria das ron-
das provinciaes, ordenando, que d as necessa-
rias providencias, para que ern vezdeum pavio,
que secundo a tabella, que se Ihe remelteo, de-
ve ser fornecido para luz do quartel do corpo de
polica, sejo Ionio idos dous por dia. Com-
niunicou-so ao commandante geral do corpo de
polica.
Dito Ao inspector da thesouraria da lasen-
da exigindo a distribuicao especificada das
quanlias, que no crrenle atino flnancviro.se de-
vem despender nesta provincia com os difieren-
tes ramos da despesa do ministerio da guerra.
Dito Ao engenheiroem chele das obras pu
blicas, devolvenoo. approvada, a danta do oi-
tavo lauco da estrada du Pao do Alho.
Dito Ao administrador do crrelo, aporo-
vando a dcsfjnacSo, que s. me. fez, dos limites
para a entregadas cartas nesta cidado.
J)itoAo cmnmandante geral do corpo de
polica, aulorisando-o demiitir, e remetter
ao commaiidanle das armas para assentar pia-
fa na primeira linda o soldado Domingos An-
tonio dos Santos, que Informa ter ltimamente
apresentado m conducta.
dem do da 19.
Olicio A cmara municipal do Rrejo, de-
clarando ein esposla ao seu ofllcio de 2t de
maioultimo, que o respectivo secretario Jos
Valentn) Vieira de Mello, de.o considorar-so
impedido neste lugar, emquanto excercer o de
supplente do juiz municipal daquelle termo ;
visto dar-se incompatibilidade na accumulacn
destes dous einpregos pelas rasdes, que ex-
pende o presidente da relacao no parecer, que
por copia ihe remiti.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da transmillindo a ordem do tribunal du the-
suuro sob o n. 106, que manda entregar ao
commandante da barca de vapor Bahianna a
somma de 4:800/ rs., para ser levada thesou-
raria do Para, afim de ali applirar-se ao sup-
primento das desposas da marinha, o qual tem
de ser por osla maneira foito durante o exercicio:
corrente e determinando em cumprimento de or-
do mimperial, que di as tnaiseflicazes providen-
cias, para que nao baja fallcncia nesta remessa,
bein como as subsequentes.quo hao do ser orde-
nadas por todos os vapores, queseguirem pa-
ra o norte; ainda rnesmo que para o faser seja
necessario addiarporalgum t inpoalgumas ou-
tas despesas, quu deva ser eitas pela thesou-
raria a seu cargo.
Dito Ao mesmo, remetiendo o ofllcio do
cnmuiandante das armas, em que participa, que
ocommissario flseal do ministerio da gutrra re-
cusara laucar o crrenle as lolhas dos \enci-
ineiilosdos (Ticiavsda lorialesa do Rruin, e do
forte oo Huraco, por haver na somma das gra-
tilicacdes de exercicio dos ajudanles a dilTorenca,
paia menos de um real; afim de que providen-
cie resuelto em presenta das iOtruccSea ox-
pe Hilas ao dito commissarioom 16 de outubro
de 1841, e das rases do mesmo commandante
das armas que a Presidencia parecem attendi-
*eis.Comminunicou-se ao commandante das
armas.
Dito Ao mesmo, enviando em cumprimen-
to do imperial aviso do 3 (leste me/., expedido
pela secretaria de oslado dos negocios da guer-
ru, urna copia do aviso de 26 do abril do 1839,
le requeren o secundo tonente retornado Jos
de Barros Pimenlel ; por se ter desemcaminha-
< o dito aviso e ser a sua apresenlacao exigi-
du[)or aquella thesouraria.
Ditos Do secretario da provincia ao mesmo
npeclor, transtuitlindo a> ordens do tribunal
do thesouro sobos nmeros 10o, 107, 108. lo!*.
111 e lui, e bein ussim as do numero 117
1*1.
Hito Ao mesmo Exm. Sr., rogando-lho ,
que sobr estivesse na remessa para a cTtc do
requerimento da mulherdo alferesjoaquim Pe-
reira Xavier de Oliveira visto que seu marido
autonsou aoseu pncurador nesta provincia pa-
ra deixar de receber a prestaco de 20^ rs., que
Ihedeixara, passando-se-lheguia, para por in-
teiro entrar na percepcao de seus venc nonios
pelo exercilo do Sul. expedindo S. Ex. suas or-
dens (hesouraria similhantc fim.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., romettendo-lhe
em doplicata, o mapua da forca de liiha, e da
guarda nacional destacada na provincia, per-
tencente ao mez de julho ultimo.
IDKM no DIA 16.
Oflicio Ao Exm. Presidente informando
o requerimento do soldado Manoel dos Santos
da Luz que pedia demissao do servico, por ter
sido impropriamente recrutado. fleando por as-
ta forma cumprido osen ofllcio do i. deslemez.
o satisfoita a exigencia do governo imperial.
DitoAo mes no Exm. Sr. enviando-lhe
as lolhas dos veneimentos dos ofllciaes da forta-
lesa do Bru, e forte do Buraco para que
houvpssede'illucidara duvida do commissan'o
fiscal do ministerio da guerm.com respeito a um
rea!,que de menos apparecia no ttal da ratifica
efio de exercicio, real qtiepodcria ser tirado as
folhas.se porvenlura pertencesse aos vencimen-
fos de um so oflicialpnas que no caso em questao
provinha da sotnrna do IraccSes de roaos de venei-
mentos de dous individuos. Conclua expondo
nutros motivos, pelos quaes se n; o devia ad-
mittir a pratica de IraccSes de reaes em papis
de contabil idade militar.
Dito Ao mesmo Exm. Sr.. requisitando-
Ihe a expedicrio de suas ordens para serem col-
'oradas as grades de Ierro as janellas do hos-
pital rogimental grades que ja ali existan
promptas, afim de evilarem-sc fugas dos re-
mitas como ltimamente acontecer.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando os
requerimentos de Manoel dos Santos, e Joaqun)
Lopes da Silva, ambos soldados do balalhad de
infantaria de guardas nacionaes destacado, que
pediao* exclusa5, por diversas circumslancias
attendi veis.
HiloAo inspector da thesouraria, envi-
ando-lhe os papis de contabilidade do destaca-
mento de guardas nacionaes da comarca da Boa-
Vista, perlencentes aos mezesde selembro, ou-
tubro, novembro e desembro do anno prxi-
mo passado reformados de conformidade com
o seu ofllcio de 29 do abril do corrente.
Dilo A o mesmo, communicando-lhe, que
o soldado reformado Francisco Xavier, dera al-
ta do hospital rcitimentnl no dia 13 do corrente
sorcorrido at este mesmo dia.
DitoAodcsembarKador rhefe de polica,
eommnnicando-Ih que de hoje em dianle as
patrulhas de nocturno da polica seriao seis, vislo terem-
se relabolerklo algumas pracas, que se achava
doentes.
nos pedidos para as desposas d'administracao as
lo tclcgrapho por pertencrem a dilTorentes mi-
nisterios, seguindo finalmente tanto a respeito
de uno como de outros os modllos, que acom-
panhavao.
i DEM no di\ 12.
OflicioAo Kxm. Presidente di,Provincia,
informando o requerimento de Antonio Bote-
Iho Pinto do Mosquita em que pedio lceocn
para vender a l.uiz Gomos Ferreira um ter
renn de marinha na ra d'Apollo do bairrodo
Recife.
Portara Ao thesourciro dos ordenados
mandando continuar o pagamento dos ordena
los aos ernpregados da extincta intendencia da
marinha at ulterior doterminacao.
""^"^ iimi
PERN&MBUCO.
ARSENAL DE Gl-EHRA.
I
Com mando das Armas.
. XI'IIUENTK DE 14 10 COHUENTE.
OfllcioAo Exm. Presidente, enviando-lhe,
para seren julgados em ultima instancia pela
una de juslica os process >s verbaes feitOS aos
l,-"s, cabo oe esquadra Jos Ignacio do Freitas,
a soldad loao Baptisla deSousa, ambos do ba-
talhad de inlantaria de guardas nacionaes des-
tacadoi ocursos no crime de desorejo.
I hesouraria da Fazonda.
EXl'EOIEME PE 11 DO CORRENTE.
OflicioAo procurador fiscal da thesouraria ,
remetiendo para sua intelligencia as ordens
( por copia ) to li Um nal do thesouro publico
nacional de n.M92, 94, edel00al02do
corrente anno.
DiloAo contador da mesma iJom don.0'
90 a 97 de 99 a 102el0i dem
DiloAo mesmo para mandar extrahir
relacocs nominaes de todos os pensionistas do
oslado aposentados e ernpregados das repar
ticoes extinctascom declaracao dos veneimen-
tos, que Ihes competiao.
DiloAo administrador do correio, para
ficar na intelligencia de que ein cumprimen-
to da ordem do tribunal do thesouro publico
nacional de 17 de Julho ultimo so re pod a
despender no correle anuo llnanceiro com a-
quella administraco a quantia de 8:8108 rs.,
e com o telegrapho a de ioOS rs., regulando-se
tudo de maneira que nao houtesse excesso da
12.a parlo em cada vez; e que, se os crditos
nao fossem bastantes,representasse coma pos-
sivel brevidade demonstrando a nsuiucien-
ia ilolles e a necessidade de serem augmen
lados k do quanlo afim de ser tudo levado
ao conhecimento do Governo Imperial; eas-
sim iiiuj que dora em dianle nao envolvesse
Illm. e Exm. Sr.Aprsenlo a V. Ex. o co-
nhecimento ein forma da compra do azeito de
mamona, vulgarmente de carrapato e do de
coco para que V. Ex. a vista do que nelle exi-
ge o commissarin fiscal do ministerio da auei-
ra, edo que a tal respeito passo a expender or-
dene, o que for mais conveniente fasenda o ao
servico.
Primeramente lenhoa representar, que, seo
commissario fiscal para pOr suas duvidas em
documentos de compra de taos gneros contina
a demoral-os em si. como V. Ex. ver pelo
lempo que decorreo entre adatada compra,
e a da sua ultima objeccSo, cortamente que na5
possoser eu responsavel por quaiquer acTSteci-
mento, que por falta desle ornecimealo em
lempo aos quarleis, corpos de guarda, e lorta-
lesas possahaver; porque segundo as ultimas
ordens de V. Ex., e as pequeas quantias res-
tantes das oonsignacdes nao he permettldo eom-
prar-se maior quantidadede azeito, que aquel-
la, que pedem as roquiscoes em cada mez, a
ponto do ficarem os depsitos escorridos, logo
que ellas sao satisloitas.
Pelo que prinoipiando-se a comprar aquan-
tidade que participo! V. Ex. ser necessaria
para (ornecimento do corrente mez fui obriga-
do a mandar suspender desde 29 do prximo
passado, ficando requisices para serem satis-
loitas, o que os commandantes reclamad ; por
isso que o commissarro fiscal levou at 19 do
corrente para declarar a duvida qunV. Ex. v
na sua segunda declaracao, tendo-se satisfeito
logo a primeira oxigenla, que foi a declaiacao
polo escrva constante do papel junto, dopois
da qual he que veio a impugnar a compra do
aseile pela sua especie, quando logo da pri-
meira vjz o poda ter foito, para ter lempo de
leval-a ao conhecimento de Y. Ex., o continuar
na compra do resto, que falta para o complot
das requisices e a quai.tidade que V. E. do-
terminouem oflinode 1(i do prximo passado
Por quanto ainda quando o nao fosse sabido por
muitas rasos ( excepto em um scaso) que o
uso do asalto de carrapato aqu em Pemambu-
co he mais vantajoso, que o do afeite de peixe
nao podia eu ter ein vistas a compra deste ,
quando nao lendo este arsenal ordens a tal res-
peito nao poderia eu faser a mudanea daquel-
le, que eslava em pratica comprar-se, para nu-
tro quefra das instrutces de 10 de Janeiro
do corrente anno nenh nina das tabellas, que
tratad do fornecimento de az.dte marca a sua
especie. Quanto mais que depos da compra
deste azeito he qpeouvi tratar que as (aos iiis-
trucfoes Impunnad que fosse o de peixe; e por
isso procurando eu imiuodiatamenle entrar no
ronhocimentodo que seria mais vantajoso, a-
lein deoutras Informacdes, que pude nbter,
/ por duas vasas annunciar pelo Diario nambuco a compra do mesmo, e como ninguem
apparecesse, mande! positivamente indagar; e
apenas achou-scem um s armasen cento e tan
tos gallos a mil res cada um, que correspon-
den! a cinco garralas, mandando o arsenal lser
por si a condcelo quando o de .arrpalo
i-omprou-se aos almocreves a sescontos res a
ranada nova, que tem quatro garrafas. Alem
deque a experiencia tem mostrado que una
luz no mesmo lempo, em que consom tres
quanlidadesde azeitede peixe, consom duas
do de carrapato.
Uutfas rasdes ainda fasem preferir o de Gar-
rapato ao do peixe, a da saude. e ao de ser
urna produocfto da provincia. Em um s caso
omfim deve-se preferir o do peixe ao butro, que
he quando o de carrapato estivor tad caro, que
polo seu proco lacaconta preferir ao de peixe ;
porque ainda estando o os carrapal a mil res
por caada, que sao quatro garralas, o o de pei-
xe pela mesma quantia o ualtad, que da tinco
-arralas, fatconta compiar o primeiro. Emlio-
ra parara pela illtiminacao desta prava ser leila
com o de peixe. (peosle he sempro mais van-
tajoso; e creio, que a rasao vem a ser. porque 0
le carrapato varia muilo.depressa pela cta<
o o do peixe 'em quasi semp > o mesmo, e o ar-
remattante da illuminacad ai ha sempro em i-
bundancia para o seu deposito; emquanto que
para ter o de carrapato com a mesma abundan-'
ria seria preciso ter muitos agentes por todas
as entradas da cidado. Todava desde que o a-
/oiti- do carrapato se poder comprar pelo proco
qUi) est agora a eisiontos rs. a caada nova, o
e ainda a mil reis, he vaiitnjo. osle arsenal nunca lem dous, ou Iras contos da
reis para nes'e lempo encher os seus depsitos
COm trai ou quatro mil caadas pode surce-
dorquoalguma vez preftraa comprado azeito
de peixe. Portanto sii as circumstancias podeui
determinrosla exoepcSo de regra.
E para issoacha-se as mesmas nstiuncedes
disposto.que em lugar de medida emeladaaiei-
tede peixe, eduas oneas dclii, si ja o seu equi-
valente, istoe, quetenhaoseu mesmo valor;
porque nem em todas as provincias, em quo
onde abundar o de outra quaiquer especie,
ser preferivel o do peixe como pola sua a-
bundancio he na corte onde nem he gtralmen-
l.) conhecido o de carrapato. Ora emquanto
ao do coco j i se deixa ver, que he por ser mul-
to mais aviado do que as duas especies ci-
ma : e nao se lia de estragar os videos dos dous
lampidos do vestbulo, esalo da entrada do
palacio onde estn as ordenancas, e sontinel-
militares com azeites grossos o imtnun-
dos do quo resultar maior prejui/o a fazen-
da. N'Oo obstante pudendo succeder cu os-
lar em erro a respeito do que venho de dizer ,
V. Ex. ordenar como entender. Dos guarde
a\ Ex. Arsenal do guena 14 de junhode
I8W. Illm. e Exm. Sr. Bario da Boa-vista ,
Presidente desta provincia.Assignado Jos-
Mara lidefonco locme da Veiga Pessoa, 'L'o-
neitct: corono! director
Publicado a pedido
A ELEICAO.
La ti/rannie n'est aujourd'hui rnindre que
de la par des Roycr-Colard.
Nao preciso, folheando a historia, consul-
tar as paginas ensanguentadas pelo demago-
gisino no socu o passado nao necessario ir ao
vellio mundo em demanda de exemplos que
comprovem a exactido a infultbilidade do
ponsamento que exprime esta sen lenca de Roy-
er-Colard : hoje nao ka iju lmur smau a ty-
rannta do demagogo ; nom mesmo ha neees-
sidade do p.-rcoricr o Brasil que infelizmente
a cada canto oflerece dolorosissimas provas desta
verd.de. Nao, nao; aqu mesmo em Pornam-
uueo, por desgrava no-a, temos lacios, que a
comprova a toda luz. factosesses, queem ver-
dadejamis toriioateontecido, te o povo.eons-
co de seus verdadeiros intervssfs, nao abracaste
a nuveni por Juno, se em lugar de buscara l-
berdade nos recursos, que n naturoza com mao
prodiga Ihe liberal.sou, nao fosse indu/id a
procural-a entre aschimeras demagog cas, on-
ie cssa dnindado jamaisacitou guarida. A li-
berdade iiha da abundancia esta naso a
industria ; logo pretender encontrar aquella ,
antes de alimentrosla o rgoral-a .juerer
Iranstornar a ordem estabelecida pelo Ser Eter-
no que punindo a desobediencia de nosso
primeiro pai, hnpoz bumanidadea obrigaeao
de truballiar, ensinandoassim ao homom, imo
b ivia creado (.ara vivor em sonedado. que a in-
dependencia, em que deve maoter se, reside na
abundt.ncia resultado doseu tTabalho, pos
que dase o Ser Eterno que o homom se ali-
mentaria com o snnr do nn ma., M..c ~ i


magogos, que pretenden) exceptuar-se destoj tado misrrimo permaneceu at 1835. Entio
preceito divino. e que, como oszan'.Oes as n'essa poca um homem forte condoendo-se da
colmas, querem viver cnsta do trabalho infelicidado publica descaptivou-se resistiu s
alheio inverti-in o precoito divino e ensino. tentativas demaggicas, e entretanto que en -
que a industria depende das instituicoessociacs, trando na gerencia dos negocios pblicos um
e auc precito oceupar o povo coin esms pura
adqueririi(|uella. E' assim. que o povo, que
nada mais quer do que abundancia, por quan-
to verdade instincliva cuja demonstrado
nao carece de auxilio : que quanto mais um ho-
mem abastado tanto mata livre ou inde-
pendente elle e que por tanto um paiz, onde
as fortunas furem razoavelmente repa tidas ,
mult ido necessario dt industria seus habitantes esse piiz induhitavelmtnte
Itere ; assiin dizemos, que o pnvo tem ido
atraz dos zangoes, procuran lo liberdade, onde
l p lo adiar miseria, despotismo, e tyrannia.
Nos pois, que estamos convencido que a liber-
dade nao icside as interminaves quesloes po
tilicas, ou enredos, que escraviso o povo, per-
suadimo-nos que fazeinos um grande servico
ao nosso pav. se cm vez de chegar lenha a fo-
gueira. que cuinprc apagar. agora, que se tra-
ta contrario commiMiiorarmos os facto,dc que fal-
lamos, e que convencen) da necessiilade, em que
tamos, demudar derumo, afim de acitara
liberdade onde realmente ella est
Proclamando-nos indepenrlenlcs de Portugal
em 1821 ns os Pernainnucanos ( e todos o
dentis Brasilciros ) em ve/, dededicarmo-nos
industria e ao trabalho para sermos livres .
entregamo-nos.com pequeas excepcoes. poli-
tica necessario resultado do zelo patritico :
e os demagogos aproveitando aoceasio fallaran
mmto em liberdade lingiro-se os nicos sa-
cerdotes desta divindade e proclamaro que
ella estava suhjugada e que era inister desca-
ptival-a. O nosso po\o pois que depoisde
constituido em naco independente nao r-onhe
ceo o embuste deixou o Irabalho, deo denia
industria, nico meio, que ha demantera li-
berdade. e engolfou-se na poltica; mas qual o
resultado? Paroua edificacao, a agricultura de-
inhou, c at urna industria nova no Brasil sol
freu cruel golpe: as typographias no Rio de
Janeiro e no Cear forao despedacadas por in-
sinuaco ou ordem dos demagogos, que esta-
vao no poder, e desta sorte estes monstros, to
habis em destruir quanto imbecis para edifi-
car derao um corte terrivel nessa industria .
nessa a mais proficua a mais benfica das in-
dustrias humanas s porque ella abra ao povo
os olhos que estes monstros sempre querem
ceirados. A mprensa nao prejudica a socie-
dade abuscm embora quanto abusar poderem
della ; mas pre|udica mu'to os demagogos, por
que querem o povo embrutecido ; por isso
queelles a pretexto de evitar, que a imprensa
minta em prejuizo deste ou daquelle, que! en
sulocal-a, para que nao publique as verdades .
que convem ao povo saber : nao sao as menti-
ras da imprensa comefTeito que desafia o
odio dos demagogos sao as verdades que pro-
pala que os conspiran contra ella. Mas tor-
nando ao objecto : em quanto o povo pois, ou
vindo os demagogos, trorou o trahalho pela po
litica : o que se vio em Pernambuco? Onte
as de pais de familias arrancados dos bracos de
suas consortes e lancados as enxovias pelo
nico f.tcto de serem abastados: homens espin-
gardeailosem pleno dia e arrastados pela ra,
outros processados por crimes imaginarios e
at um levado ao patbulo pela simples vonlade
do demgogo que governava : e no meio de
tantos horrores e> |a lomhranca w contrista o
coraciio vio-se por ventura leventar um pre-
dio augmentar alguma industria? Nao, nS:
a miseria era a parlillia de todo o povo, e quan
lomis elle padeca quanto mais niiseratel
era mais proi lamavo os demagogos ( que s
tratavo de locplelar-se ) vos povo, agora
que sois livres: rontinuai que ebegareis a
ter perleita liberdade. Mas este estao nao po-
de continuar: no lim d- 1824 o povo j canea-
do desprezou os demagogos e dando de mo
poltica lo i pouco a pnuco entregando- se ao
trabalho. Entao fra do poder os demagogos
csssou a demol'o c comecou se bem que
lentamente a edificacao : a miseria foi desap-
parecendo o em 1830 a muitos edificios au-
gmentando nossa capital os retulimentos da
alfamlega provando a actividade do commercio,
a afluencia de embarcacoes demonstrando que
a agricultura Ibes fornecia copiosa caiga ron-
venciad que a tyrannia demaggica tirina
cessado e que o povo ia sendo livre por
que se tornava industrioso; porm infeliz-
mente os demagogos surgiro e a inespera-
da Alidicacao abrio-lhe a poita para de no-
vo porem maos obra da destruirn. En-
tgo novos e nunca vistos horrores rome< a-
riio o sangue correu, as prf5esatulhar8o-se,
i i ha de Fernando encheu-se de degradados
sem ter havido sen tenca, que os condemnasse ;
(>rn lim novamenle illudiilo o povo arrancado
s suas orcupHcoes. elle tornou-se o mais
Ilustre Pernambucano que relevantes servicos
ha prestado a su* patria comecou o po.o a
gosar a liberdade, que tinha desaparecido. Tor
nando o povo aos seus ordinarios trahalhos ,
restabeleceu-se a confianca, o commercio alar-
gou-se os edificios, que ento se fisero as
estradas, que se encetarao. bom provavo, que
os demagogos nao domnavo : mas infe-
lizmente se em Pernambuco nao dominava
a demagogia na Corte em Nome do innocen-
te Impendor anda menor, governavo os
lomagogos! O Ilustro Pernambucano foi ar-
redado do governo de Pernambuco e por urna
felicidade milagrosa nao se vio completamente
destruida a obra, que este hbil administrador
em tito pouco tempo tanto adiantou ; finalmen-
te em I838,quand > Pornamhuco van lava entre
a liberdade e a demagogia quando tudo
era incertezas una feliz mudanca se opera
na Corte : entao o circulo, que annos hevia
com toda lialdadc combatido a demagogia to-
ma o lifii.li> do E>tado e a poltica salvadora ,
denominada de 19 de Setemhro, comer a di-
rigir o Brasil. Urn digno membro d'este cir-
culo vem governar Pernambuco. Logo tudo
se mura a confianca, que eslava vacilante, se
restabelece e o principio de garantir a liber-
dade do povo, tornando-o abastado, o por tanto
i me penden tente e livre, se p/ em completa
acelo. Nos vimos como por encanto em menos
de 6 annos engirem se na nossa cidade para
mais de cem edificios alguns d'cllessumptuo-
sos estradas nos vimos abrirem-se, franquean-
do as communi aces elevando a riquesa ao
nesso interior nos vimos o povo todo entre-
gar se a industria e esses homens nao s
muteis como prejudiciaes que, furtando-se
to trahalho nao passo de consumidores im-
productivos nos os temos visto em provito
publico irem engrossar as (ileiras do exercito ,
em fim o povo gosa liberdade e a imprensa ,
em vez de ser destruida como o foi pelo Ver-
res do Cear pelo contrario ha tirio pleniss-
ma ranqueza: he verdade, que a imprensa tem
mentido contra alguns individuos; mas tem
dito igualmente muirs verdades a favor de to-
da a sociedade : em fim Pernambuco he livre ,
e hoje s tem que ternera tyrania dos demagogos.
Vas este mal esta desgraca est dependente
da boa ou nn escolha que fi/.ermos dos legis-
ladores. Se pois, Srs. Eleitores, queireis liber-
dade fundada no grande principio regenerador
das sociedades, n esse principio, que a faz re-
sidir na industria, e no trabnlho. escolhei legis-
ladores, que estejo possuidos d estas ideias, e
se nao querieis; entao escolhei os onde quiser-
des, que acharis o mesmo em qualquer par-
te : assim pensa. J. B. F. Gama.
Va necia de.
O CARAPUCEIRO.
O uxo, bom tom dos nossos enterros $
funeraes.
Nao sesso de ler, e de ouvir que estamos
no serillo das lu/es em consequencia do que
bautizamos em toleires em papalvos e go-
thicos aos nossos maioros sem be querermos
conceder nem a mais pequea centelha de senso
cominum. Mas eu creio que a este respeito
It em nos mais presumpeo que realidade :
que a inda por c temos limito prejuizo muita
asneira muita parvoice p ra prova do que
hasta o luxo e bom tom dos nossos enterros ,
e funeraes.
Em verdade cssas armaces esses mau/.o-
leos elevados a pessoas pelas almas dasquaes
nos devoramos oceupar em orar a Dos pa-
recen) um insulto Providencia sendo ao
mesmo passo manifestos signaes do nosso orgu-
llto que erige especies de alta es a cadveres
sime-rod M de vermes. He um erro suppor ,
que se leve permittir o luxo e magnificencia
dpi funeraes por serem prova do sen ti ment
daquclles queexercem os ltimos deveres pa-
ra com os finados. e da dor c reconhecimento
dos vivos. Mui pouco ou nenhum conheci-
incnto do coraciio humano cabe que tenha
conquistador mandou fazer a esta Prince/.a
um enterro digno do seu nascimento. Agrip-
pina levou a excesso a magnificencia as honras
fnebres que mandou fazer a seu marido a
quem ella mesma tinha tirado a vida por meio
do veneno. Decret ro-se a Claudio (diz T-
cito) honras divinas, e a sua pompa fnebre foi
semelhante a de Augusto ; porque Agrippina
tinha a vaidade de imitar a magnificencia de Li-
via sua bisav.
O mesmo pouco mais ou menos praticou a
famosa Rainha Isabel que gastou inmenso
cabodal nos funeraes d'uma Rainha, que ella
mesma fizora decapitar. Quantos filhos nao
h que mandan fazer s reliquias de seus pais
obsequios magnficos, e que todava aguarda-
vao o momento da morte driles como o mais
feliz da sua vida ? Aqu mesmo houve certo pa
de familia bastante rico, a quem a mulher, eos
filhos fizerao sumptuosas exequias: mas no
mesmo dia do enterro estando ainda ocorpo
em'casa derao um grande banquete, em que
tudo se emhebedou de sorte que da ra nao
se ouvia senao o brinde = Viva o defunclo
com todos os diabos I
Por outra parte vemos pessoas viva e pro-
fundamente penalisadas da perda de seus ami-
gos ou prenles, e que contentlo-se do fa-
zer-lhes as honras fnebres maiscommuns j
por pensaren), que essas pompas vas em nada
mitigan a sua dor nem aproveito aos mortos,
j porque nao as podem fazer maior-'s sem grave
trantorno da sua fortuna : mas tal he a forca
da moda e do exemplo, que lamilias de pou-
cas posses sacrifico tudo e reduzem-se pe-
nuria com tanto que o seu anjinho v para a
Igreja bem rico e enfeitado e que seu pai .
sua mi &c. tenhio funeraes pomposos, co-
mo os do maior ricasso !
Nada h mais piedoso sem duvida dojque
sepultar os mortos: mas tambem nada h mais
insensato do que querer aer desse acto urna
especie de festim em o qual represento-se
alternativamente urna tragedia e urna come-
dia. Em verdade que contrasto nao fa/.em as
demonstraedes de dor dos que accompanhSo um
enterro, ou assistom a urnas exequias e a
musir os instrumentos as sumptuosas ecas,
e tudo o mais, que se costuma presentar as
pompas fnebres Excepto aos Msicos, ce-
reeiros, e armadores a quem he que apro-
veito semelhantes vaidades ? A Religio de
Jess Christo sempre de acord com a recta ra-
sao nos ensina que depois da nossa morte s
nos podem aproveitar da parte dos vivos os su-
fragios que a Santa Igreja nossa carinhosa
Mil, h estabelecido. Logo do que servem
entre Christos essas pompas, esse luxo essas
vaidades para com os restos d'aquciles, que
ainda vivos pelo Baptismo fizerao voto de re-
nunciar a todas estas loucuras ? Debalde pro-
curamos por meio desse fausto como que mba-
ir a nossa vaidade ; ao travez desse luxo dessa
pompa dessas grandezas transpira a nossa
miseria e a podrido e os guzanos assi nos
convencem do nosso nada. S a alma he im-
mortal i della nos devemos oceupar com o
maior disvello de maneira que o nosso primei
ro empenho deve ser a salvaco della : tudo
mais he muito secundario he transitorio e
efemero.. Qu seo Divino Mestre.)
Naces h em as quaes os homens t5o pou-
co attendem ra>5o as honras que presto
aos mortos, que fazem quanto podem por au-
gmentar a sua dor tornando-se des'arle mai
nfelfcea do que na realidade sito El les ge-
mem chorSo pranteio carpem-se e ar-
ranco os cabellos ao p dos seus finados como
se estes podessem ser sensiveis te.nura que
se Ihes mostra : e quando julgao nao ter suTi-
cientemente pranteado alugao carpideiras ,
que sao mulheres que chorlo por oflicio. Es-
ta estravagancia he antiquissima. Os Gregos
a usavao : destes p;.ssou aos Romanos c- dos
Romanos nos. Nao h ainda muitos annos .
que aqui mesmo haviao dessas carpideiras, a
quem se pog; va para chorar atraz dos enterros ,
e estes tanto mais fama tinhao quanto mais cho-
rados e pranteados erao. Hoje mesmo em fa
lerendo qualquer pai ou uta i de familia para
l correm certas arpias agregadas da casa as
quaes sem a mnima dor se:n o menor senti-
miento vao chorar. prantear, e carpir sem nu-
tro (rucio mais do que augmentar improlicita-
mente a magoa das pessoas realmente pezarosas
aquelle que qui/er ajui/ar da sensibilidade dos
individuos pidas honras que estes mando fa- ao" golpe, que sofrrao.
yer aos seus finados ; porque laes sujeitos quasi
sempie menos procurad hnralos oo que sa-
tisfacer o seu amor proprio que se lisonjeia da
dispe/a que fizerao, a qual excita a estulta
admiraco do povo. Tem-se visto pessoas por
vansientacofazerem pomposos obsequios a seus
inimifios, at a aquellesmesmos, a quem man-i molestias epidmicas causadas pelas exhalaces
darlo trar vida. Herodes que mandara putridas das mesuras sepulturas. Antes do es-
afogar a seu cunbado Arislobulo morto este tabelecimento da Religio Christa as leis Ro-
honrouo com magnficos funeraes .A'itigo- manas exprcssamenle prohibio enterrar na?
no, aucloi da morte l.lcopatra irmdeAle cidades prerogativa que s se conceda aos
desgravado escravodoi demagogos, a oeste ei-. xandre Macno, depois da mor te deste grande, Imperadore, e a algumas pessoas da primeira
Mas ha em os nossos enterros um costume
mais precioso sociedade do que o de dls-
pender sommas consideraveis as pompas lunc-
bres ; e vem a ser as sepulturas as Igrejas ,
rom o que nao s expomos a saude dos que as
frequenlao como occasionamos muitas vezes
ordem e a raso era j por que os pagSos
criio que os ossos dos mortos profanavo os
lugares em que estavo j por qne justa-
mente teman que os cadveres produzssem
alguma infeceo no ar, comodisse Narrao. As
sopulturas erao ordinariamente fra das cida-
des edificadas ao p dos caminhos para lein-
brarem aos passageiros a sua mort lidade. Es-
te uso to acertado e prudente obs rvou-se
tambem nos primeiros seculos da Igre|a Os
fiis ero sepultados as Cryptas que se cha-
mavao Catacumbas fra das cidades e &
borda dos caminhos. Constantino foi o pri-
meiro que se mandou sepultar ao p do lem-
po dos Apostlos em Constantinopla. Depoia
que sessou a prohibidlo de enterrar as cidades,
os fiis erao sepultados perto das Igrejas edifi-
cadas nos sepulcros dos Martyres ; e d'aqui ti-
verao origen) os cemeterios. -
Nos seis primeiros seculos do Christianismo
era expresamente prohibido sepultar as Igre-
jas. Esta disciplina foi exactamente observa-
da at o Nono Seculo no qual comecou a re-
laxarle alguma cousa tanto que Carlos Mag-
no pretendeo resuscitar o inveterado uso re-
novando as prohibicoes antigs feitas pelos
Concilios e por varios Prncipes. O Conci-
lio de Arles celebrado no anuo de 813 procu-
rou fazer revivero antigo uso mas intilmen-
te. No mesmo anno o Concilio de \ oguncia
permittio a sepultura as Igrejas aos Rispos ,
aos Abbades, aos Presbyteros recomendaveis
por sua sanctidade e outras pessoas de yirtu-
de conhecida. Como porm nao era fcil de-
terminar o grao de virtude necessario a aquel-
les a quem se permitta essa prerogativa ,
brevemente a Nobreza e as Dignidades loio
mais attendidas do que a virtude e o me-
recimento pessoal. A ambicao dos seculares *
e a cubica dos Ecclesiasticos fizerao fcil, ecom-
mum as sepulturas as Igrejas: porm os lti-
mos Concilios sempre a tivero por um abuso ,
e prohibiro que nellus se enterrassem todas
as pessoas indistinctamente reservando esta
prerogativa nao aos ricos mas aos que se dis-
tinguen) pela virtude ou por alguma Digni-
dade.
Todava seria para desejar, que nem tal
prerogativa se desse ; por que logo que se con-
cede esse privilegio s aos virtuosos nao ha
quem nao pretenda que o seu finado esteja
nesle caso e os enterramentos as Igrejas con-
tinuars da mesma sorte. A ninguem absolu-
tamente devra em meu humilde entender per-
mittir-se o ser sepultado na Igreja inormente
as cidades, o grandes povoados. Logo que
ha um cemeterio sagrado que necessidade ha
de sepulturas em Igrejas pondo em risco a
saude dos vivos por amor dos morios? Ate mo
parece indecoroso, que o Templo de Dos vivo,
casa destinada para as preces e culto Divi-
no sirva de deposito de podrido o infeceo.
Mui louvavel mu justo he sem duvida o se-
pultar os restos mortaes de nossos irmaos; mas
nao he menos louvavel nem menos justo,
que se nao despre e o importante objecto da
salubridade publica.
nossos irmaos finados. E oque tem demo o
pensamento da morle para que entre os pro-
prios christos se procure Iludir u deslem-
brar? Memorare noxissima tua, (disse o Sal-
vador do mundo) el in ceternum non perca-
bis. Se esses sinaes trisles e religiosamente
melanclicos nenhuma impresso fazem no co-
raco gangrenado do impio, e do libertino ,
ches muito podem influir no animo do verda-
deiro rente que com quanio seja frgil, o
peccador todava ouvindo os lamentos dos do-
hres bem pode ser que caa em si que os
mesmos dobres Ihe disperten) os remorsos, e
que se abstenha do peccado. Al m disto esses
pregoeiros da morte esses dispertadores das
mais respeitaveis verdades da Religio servem de
annu ciar aos liis o passamento de seus maos,
re Ibes lembrar que u mesmo fim os espera
mais da menos dia e Ibes traz memoria o
snelo dever de orar pelos mortos. Esses Syba-
ritas todos sensuaes, esses go/ozos discpulos da
escola filosofante a quem disgosta tudo quan-
lo nao he material vio habitar nos campos ,
s venho cidade a seus negocios ou para os
bailes theatros &c. que nao sero cneom-
modados dos sinos nem dos enterros. Procu-
ren) cuidadosamenle arredar do seu espirito to-
das as recordar oes da morte ; que estaalgum
dia Ibes hatera porta, e ser-lhes-ha tanto mais
rlolorosa e terrivel, quanto mais aferrados os
encontrar aos prazeres da vida.
feiponta obsequiosa Carta do meu llluttre
Colega o Sr. Redactor do Rubequista da Ba-
ha tm o seu n 2.
Colega, amigo, e Sr. meu.
Com a preciosa remessa dos tres primeiros
nmeros do seu estimavel Peridico muito fol-
Btiei assim nela tarefa a que se pronOe como
por saber, que nessa grande, c bella cidade ap-
parece um escriptor, que se dedica a corrigir og



vrcos ridiculos das sociedades contemporneas.
De todas as Provincias do nosso Imperio ncnhu-
ma me h mata cara do que a Bahia ; por que
ah tive a minli a tal ou qual educaco Iliteraria,
ahi passei o midhor lempo da minha juvcntude,
ahi finalmente entible! as minhas primeiras
retacos, e ainisades ; e esta he mais urna Casio
para mais me penalisarem os males dessa pri-
mogrtnita de Cahral.
A poltica he um campo lao batido, oexgo-
tado que j quasi nenhuin fructo produz ; n
osseus indi cfratela problemas s tem servido
entre n s d e suscitar odios de partidos de fo-
mentar revnlucdcs com manifcsta ruina da in-
dustria conseguintemento da riqueza nacio-
nal, e doiltons contamos. Nenhuin povo he
feliz por timaras, e con testacdes polticas, po-
rmsim pelo trahalho pela industria e pela
morigeracfio dos cosiums : logo os melhores
escriptos a meu ver sao os que se ooupao <|.,
Sciencia Ecoonomica e da Moral. A este ul-
timo assuf npto nos dedicamos Vmce. com. o sen
fabeqaista na Baha : eu com o meu pobre
Carapuceiro em Pernamhuro. Tiahalhamos
para o mi-sino fim. isla he; para a prosperidad!-
da nossa Patria, et-onseguintcmente devenios
harmonizar devenios ser amigos.
Em una cidade tiio populo-a v rica, como
he a Baha naturalmente deve de haver muito
deque rabecar, mormente tenrio nos Brasile-
ros a inania de abracar alto e malo ludo quin-
to nos vem do estrangeiro, e mais se be de |u-
riz ; por que em verdade s nos falla promover
de todo esses restos wfarrapados do n'jsso pro
prio eilioma e formarn.os una Rcrigonca ,
que soja urna completa palhanmVda l.ingoa
1 rance/a ; pois muila enlc es>[ persuadida
que assim como lora da Igrci., f^tholc nao ha
salvacAo lora de arremedar a franca em ludo,
e por ludo nao ha cm'lisnca na0 ha gosto ,
ncm I 'o tu lom.
Eiapois, lllustrc Col flRa e Amigo maos
a obra com tanto mai < denodo, quanto o sen
.ir os vicios
sempre a* pessoas.
mo ter Vmce. <\0 aguentar um vendaval de
pragas morment edosperalvilhos.dosgamenhos,
dos pelintras &C- c# t e dalgumas senhoras,
que a licitas 'j ser sempre lisonjeadas nao podem
solrer qi\,e se iDUS tOqU0 nas haldas. Ignoro .
se as Y-gfa da Bahia siio a este respeito tao a
gastad'Cas, como o sao muitas c das nossas
infiAzinhas : mas pamente creio que scrao
po'jco mais ou menos la meme chose. Todas sao
Srasileiras, e pela mor parte vivas, espirituosas,
e aptas para receberem illustracao e a preci-
sa poiide/ : embora se zanguem com esta ou
aquella rabecada com esta ou aquella cara-
buca ; a final como saodoceis rahir na ra-
sao, e corrigindo-se dos bous dbitos um dia
chegaro at a agradecer-nos as correces fra-
ternas. Nada do esrnorecer. (guando por la vir
cousas ridiculas e dignas de censura apresse o
compasso e as oreadas da sua raheca scjiio com
fuzas, e smifuzas. Nos nos revesaremos os
iiossos escriptos e setenios sempre socios, e a-
migos &c. &c.
8,000
2.000
4.000
4.000
4.000
2,000
9,000
4 000
2,000
10,000
3.000
2,000
4,000
, respeilando
t'erdade he, que assim mes-
Bernardo Arouca
Heum Tercla &C*
Joao Dias de Carvalho
Jos Francisco Marineo
Jos Dias Moreira
Bernardo Lasesrre
'lanoel Francisco Pontes
Rezende A Ivs da Silva
Manoel de Souza Percira
Joaquim Jos de Moura
Jos da Silva Braga
Joaquim de Souza Pinto
Jos Epifanio Duro
Joaquim da Costa Faria
( Continuar-te-.,
O Epicurismo do seculo prximo passado .
queprocurou materialisar ludo, eestabelecer
o fatal rincipio do individualismo que tanto
."inda boje nos damna essa IMnlisophia rida,
e toda sensual, que s cuida de pra/.ores i/.icos,
de mistura com a ppmpa dos luneraes despren-
deo-sc contra os tuques dos sinos, e dobres pe-
los finados; por que tal he o seu delirio egosta,
que entende que o homein s deve cuidar em
gozos materiaes e conseguinleniente arredar
de si loda i' idea da morte ; e nisto viio sem du-
vida querenlos com o seu brutal principio de-
que em nos nao ha se nao materia organisa-
da e movimentos da materia. Fa/cm-se esses
l'liilosojihos muito humanos, c di em que os
dobres dos sinos pelos defunetos podem causar
grave piejuizo a quom est enfermo e por isso
dcviao ser psoscriptos: mas a este argumento
respondo que os que vivem no estado social ,
e habito nas cidades assim como gozaodc mui-
loscommodos, Umbem esto sujeitos a cortos
incommodos inseparaveis dasgrandespovoaces.
Por esse principio desses pbilantropos por cx-
icllencia igualmente se deveriao prohibir os
carros, ecarrocas, que transitao pelas ras ,
is fogosde artificio as descargas militares as
petas d'arlilharia &c. &c.; por que todas es-
tas cousas sao estrepitosas, e podem causar dam-
no a varios enfermos. I
Os sinos tem urna eloquencia sublime, e mui-
to concorrem para oculto da Religiao. A ca-
ducidade das cousas humanas a incerte/a da
vida, urna eternidade alm deste mundo de dor,
ede miserias, um Dos misericordioso sem dei-
xar de ser justo um juiz, o um pai ao mesmo
tempo o quadro desta vida que desapparece
como urna sombra para ser substituido por ou-
tro systema em virtude do qual ser devida-
mcnle premiada a virtude raras vezes aprecia-
da sobre a trra e punido o vicio, todas estas
ideas grandes, consoladoras ou terriveis dis-
perto os nossos sinos oom os seus dobres por
G.000 rente mez em dinteos possuiJoros dos bilhe-
tes da dita lotera, qunndo intuir deverao ii
trocal-os por outro* da I.' meia lotera que
ora se vai extrair dirigindo-se pira siir.ilhan-
(e troca s lojas, onde os comprarao, e qu.indo
os nao queiro trocar deverao recolhul-os ao
cscriptorio do mesmo thesouruiro nos dias do
quartas feiras o salivados para se Ibes resti-
tuir o seu importe visto ter ficado sem elluilo
a dita lotera. Os bilhetes da moncionada pri-
meira lotera achilo -se a venda nas m -smas lo-
jas, em que si vendem os bilhetes do thealro ,
e est designado o dia 5 de O.itubro prximo
futuro pra o andamento im|ireterivel das res-
pectivas rodas.
Plmo pira at m ias loteras da nica con-
cedida
pro
3250 Bilhetes.... 1OS000 ... 32:5008000
1 Premio............... 8:000)0(l
I Hito................. 4:00(>SOOO
1 Dito................. 2:0OOS0(()
1 Dito................. l'.OlH)SO(K)
Anda restao urnas saccas com farello, que
se vendem por proco commodo ; em casa de J.
O. Elster na ra do Trapiche n. 19.
Na ruj da Ciuz n. 38 segundo andar,
d-se dinheiro a premio sobre penbores de
ouro.
Ninguem faca negocio com algum dos ne-
gros que desapparecro no dia 25 de junho
do torrente anno e suppc-se lerem sido
furtados o quacs andavao ganhando na ra ,
e tem os sgnaos seguinles: Joao de naci
Cruhano ou Camund bonita figura alto ,
reforcado do corpo hcn ladino, cabelto es-
cantido pouca borha cara larga cor nao
rela canoeiro, co/.inheiro, inlitula-so raja-
dor e risonho quanuo la da ; Miguel, de
nac o Mocaiubfque, molecote de bonita figura.
(la favor ras mem iras hutoncaa da estatura regular cara bochechuda o redonda ,
.-incia de l'ernamhuco. 0\\.AH ina,im e na |]or ,j., cara f boca peqUena,
2 Ditos......500S000
5 Hitos......2(KS000 .
9 Ditos......1(I0 >000 .
20 Hitos...... 505000 .
30 Ditos...... 208000 .
I010 Ditos...... 12J58 .
2 Ditos l.e ul-
timo brancos 107^710 .
1082 Premios.............
2168 Brancos.
3250 Total dos bbetes.
1 -.ooosooo
1:000 iOO
900*000
1:0008000
0O0S0OO
12.78VS380
215SV20
32-500S000
COM^ERCIO.
rluso< niuil mos.
AI (anticua.
Sendimento do dia 25....... 10:1798974
eicarregdo hoje 26.
firiguo Armorique Duendas,
Brigue-escuna //. F I o per farinha .
bolaxinbttS farelloa, cha a/eito
depcixe, carne saldada o frauclav
seccas.
Edtaos.
O lllm. Sr. inspector da the-ouraria da fa-
zenda desla provincia manda declarar que
o concurso que so vai proceder he aumente
para a vagado umlerceiroesiripturarioda con
tadoria e nao de dous, como se annunc ou no
edital de 21 do trrenle. Secretaria da the.Miu-
raria da fazenda de Pernambuco 25 de agoslo
de 1843. Joaquim Francisco Bastos olli-
cial maior.
Pora o Aracaty segu viagem imprete-
rivelmente no dia G de septembro prximo a
sum.'ica b.-azileira Rom Sucesso; quem na mes-
ma qui/.er carregar ou ir de passagem dirja-
se a seu propietario Jos Manoel Fiuza ou
a bordo aocapitaoda rnesma Joao Antonio da
Silva.
=. Para a Bahia, com a maior brevidade possi-
vel, por j i ter parlo de seu carregamenlo, sara
o muito veleiro patacho nacional Conceico ;
quem no mesmo quizer carregar, ou ir de pas-
sagem dirija-se ao capitao Joaquim Jos Anto-
nio a bordo ou aos consignatarios Novaes &
(.ompanhia.
Avisos diversos.
M'daraces.
*S9
M
Cominuagao dos deredores da laxa dos esciuro*
do bairro do feci/e.
Luiz Ferreira de Mattos 6.000
Pulquera Mara da Conceicao 2.000
Fianasc.o Bodis 2,000
Flonnda Boza de Souza 6,000
Antonio Jos Teixeira da Fonto 2,000
Joao Francisco I ima 2.000
Jos Copes dwlueira 12.000
.\ianoel Goncalvea Percira 20.000
Jos Joaquim da Silva
O ARTILHE1RO N.74.
v^AlIK) hoje e os Senhores assignantes ,
que o recebem na luja de livros da praca da
Independencia n. 6 e 8 podem-no mandar re-
reber.
LOTEHIA DAS MEMORIAS HMOR1CAS
E PERNAMBUCO.
Tendo-sc (cito difficil a cxlraccao da nica
lotera concedida lator da publicaco das nic-
morias histricas de Pernambuco nao s por
ser composta de cinco mil bilhetes numero
excessivo para una prompta exlracao como
pelo alto cusi de cada um dos bilhetes, fui a
misma lotera tornada de nenhum efleilo e
dividida em duas meias loteras segundo o pla-
no approvado pelo Governo e que abaixo vai
transcripto,
Em cnnseniiencia do niiA n llipcnnroirn ro_
N. B. No acto do pagamento dos premios
sao discontados aos portadores dos bilhetes 21
por oento de beneficio imposto o verbas de
sello.
Urna pessoa ofTerecc-se dar almo?o e
jantar por commodo proco ecom asseio o-
brigando-se a mandar levar : na praca da In-
dependencia n. 36.
- Precisa se de duas pessoas, que se queirao
encarregar de arrecadaco de dinheiro diaria-
mente nesta praca dando fiador idneo que
se responsabilize pelas faltas: quem Ihecon-
vier queira dirigir-sc ra dos Coelhos em casa
de Anacleto Jos de Mendonca.
O cirurgiao Bernardo Pereira do Carmo
acha-se estabelecido n'esta cidado ; e por isso
aquellas pessoas que o quizerem consultar,
podem dirigir-se ra da Cadeia do bairro de
Santo Antonio, no 2."andar da casan. 13,
onde o acharao prompto a apresentar aquelles
socorros que a sua pratica, e theoria forne-
cercm-lho.
Alugao-sc quatro moradas de casa no sitio
doCajueiro com grandes commodos ou por
anno ou para passar a festa e um sobrado
com muito bons commodos na Passagem da
Magdalena; que-m o pertender dirija-sc ao mes-
mo sitio para ajustar.
Furtarao na noito do dia 23 do corrento
urna colher deprata, que peza!6a 18 oitavas.
cuja colher tem no cabo as ledras l. M. C.
todas unidas ; dcsconlia-se que foi furtada por
um negro previne-se a pessoa a quem lor ol
ferecida de levar na ra da (aideia do Recife
n 39 que ser recompensado.
I)a-e 400.000 rs. premio do dous por
centocom penbores de ouio, ou piala : na ra
Bella n 40.
Precisa-se de um moco porlugue', tenda de venda para caxeiro : nas Cinco poetes
n. 91.
= lioga-se pela ultima vez ao Sr. J. R S.
o favor de mandar ra da Larangeira venda
n. 16 pagar a quantia de 11,300 .cuja quantia
sido I he tem pedid por muitas ve/e'.e se nao
mandar pagar at*1 o fim do crrente nic de A
go-to, o annunciante protesta haver dita quan-
tia por meios judiciaes.
= A pessoa, quem for oflerecida, para com-
prar urna tesn a de piala de espeviar ,
anda sem uso algum queira por lavor apre-
hende la e manda-la l< var a ra do Cabug
n. 16 que ser recompensado.
LT&RJA DE N. S. DO
LIVIUMOTO.
No dia 30 do crrenle mez
le Agosto, corre impreteri-
elment esta lotera, (|ueni
u nao bilhetes por vender,
e o resto acha-se nos luga-
res j annunciados.
Aluga-^c a luja do sobrado n 25 da ra
quem a pretender procu-
eslreila do Ro/ario
r n con lroprjc{5fj0 AniOna
12,000 peclfo faz pdico, que do dia 28 docoi-lmao, na ra do (acunado,

risunho qii.uido falla, (em peitos muito puntu-
dos, como iiiiilher ; ambos parecein creuulas ,
o o maior signal que tem terein marcas do
clncoladas nas co-tas e nacgas. mandadas dar
na grade da cadeia por ordem superior ; quem
us pegar le\e-os a seu senhor Jos .Mara de Ic-
sus Mumz na ruadoCre-po, ou na toja de Cu-
nda Cumiarnos ou na botica de Antonio Po-
dro das Neves no arco da Cooceicao da pinte,
quesera onerosamente recompensado
Mima se o segundo aud< r da casa da na
do Encantamento confronto o beco que vai
para a ra do Vgario, com commodos para
una familia; na ra da Cadeia Velha loja de fa-
zendes n. 62.
Urna mulhcr de bons costumes e que d
fiador sua conducta se oflerece para ama de
casa de homemsolteiro ou de pouca familia ,
a qual sabe co/er com perfeico co/inhar, e
engomar; quem do seu prestidlo se uuizer titi
lisar dirijaa-se ao beco do Dique n. 20
I =Aluga-se um sohaado de um andar com
um grande quintal e cacimba na ra da Glo-
ria do bairro da Boa-vista; e tres mna-goas com
muitas commodos : na ra da Felicidado do
bairro de Santo Antonio ; quem as pretender
dirija-se a ra do Crespo obrado n. 19.
Avisa-se ao arrendador do grande sitio de-
nominado Capella da Casa Forte que o>
sargento mor Francisco Concalves da Bocha
quer arrendar este sitio; prtanlo que appareca
com os seus ttulos que o autorizo para fa/er
este arrendamento e poder tratar com a de-
villa seguranca e sem impostura; recordando
ao mesmo que o seu arrendamento feito a
Bernardo Fernandes Gama anda vai corren-
da, e que logo ha de ser cobrado com favor
de Dos
= A loja de tartaruguero n. 2 na esqui-
na que volta para o patio do (.armo fabrica
pentesda ultima moda e de todas as ouali-
daaes ; assim como abre firmas e emblemas
para barricas e tambem prepara marlim para
retrato por proco commodo.
= Aluga-sc o 1. andar de um sobrado na
rua da Sen/alia com bastantes commodos
para familia com quintal cacimba: an-
nuncic.
Precisa-se para um engenho porto desta
praca de urna pessoa olleira que entenda de
liiiii,i ; na rua do Mondego botica n. 64.
= Para Philadelphia ae o brigue americano
11. J Loper, quem quizer carregar, ou ir do pas-
sagem tendo exelleiitescoiiiinod'is dirjase
aos consignatarios Malheus Austin &C.a, rua
do Trapi he n. 18.
Quem quizer concertar casa sita na rua
Nova n. 50, dando-se-lhe a menina casa por al-
xunsannos para pagamento das despesas se-
KUndoaorcdinenlo; dirija-sea mesmacasa, se-
cundo andar, que achara com quem tratar.
Na rua dos quarteis n 8 laz-se chapeos de
Sra. e vestidos na ultima mono, e por preco
commodo, na mesilla casa tambem se entorn-
illa vestidos de Sra com toda a delicadesa en-
sina-se a Casero mesmo sen ico a negras dando
as Sras. o sustento, e fieand servico pelo en-
sino, e tambem se ensina a faser obra de lio
uivm, matear eengofimiar. *
= Ao Sr. Josu de Jess Jardim o abaixo as-
signado insta em pedir-1 he a responder ao an-
nuncio, em que peue ao d:to Sr. Jardim baja de
declarar como Ihe foi exlorquido ( como diz )
o acceite na letra le 1:7108000 em 12 do cor-
renle e por que ra ao deixou decorrer tanto
lempo para depois fazer um tal annuncio: a
falla de urna tal declaraeao polo Sr Jardim em
um caso tao serio provar a nullidaoe devida
ao seu annuncio ; |ulgando-se o abaixo asig-
nado impossibililado de o la/er sem que pelo
Si Jardim seja procurado pela atieneo devi-
da s cinzas do pai do dilo Sr. Jardim.
O Sr l'aulo Joaquim de Carvalho quei-
ra dirigir-se a rua Nova n. 55 a negocio de seu
interesse.
s= Lehmann & C. mudarao o seu cscriptorio
da ruada Cruz para a rua da Cadeia velha o.
1, no 1. andar
= Picrisa-sede um oflcial de marcineiro ,
, aaiua < ucm tuucua na luoua uiu*
armazem de trastes n, 63,



4
= A Commissao administrativa da Socic-
dade Appollinea avisa uo> Srs. Socios, que tern
* marcado o di;i 2 de Sclciubro |>ara a su par-
tida ." o os |ii pretendern) biluetes para con-
vidados, dirijao suas propostas a commissao no
da 29 do eorrenle : finando os mesmos Snrs.
Socios cortos que fora da commissao nao se
do bi I bel es.
; = Precisa-so de um rapa/ pardo ou prcto ,
para criado de urna casa de honiem solteiro ; na
ruado Encintcimenlo n. 4.
Alugu sea coxeira da nmdas Flores n.
20 com a fronte para a travessa do Carino, to-
da calcada di i pedra e admite i carros; a fal-
Jar com v coi iimandanle gerai do corpo de po-
lica.
Muito se tem fallado do sistema Homeo-
palhico dofijstema de Broussais e de outros
minios mil diilerentes : pouco portanto se tem
dito domis essencial os evacumantes. que
ninguem pode negar serm nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a dilfculdade de fa/er observar aos su do-
tes a dieta necossaria e rigoroza que pede a
Homcopalhica e prutica regular &c. Somos
geralmcntc acos (limados a comer muito mais
do que lie necessario para o nosso sustento; o
resultado he flatos, indigestes e inflamar
coes nos ligados estes incommodo-;, nadi. be mais prompto, que
um purgante saudavel, que nao constipa os
intestinos, e qu'.' augmenta as difiranles sec-
creooes.
publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e n?i Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu efleito ,
sem dores o incommodo algum nao he ne-
essario dieta alguma o pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se fomar.
Aqui vende-sesomento em casa do nico a-
gento Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recite, m o
Joao (,'ardozo Avres, na ra Nova na de Guerra
Silva & <.', e atierro da Boa-vN>.;> na de Sal-
les & C haves.
Mtlh otto de tingir os cabello/ ? .- tuit$i
Lavo- seos cabellos com agoa n
pois esfrep'ao- e bem cun clai
aliin lie as desengordurar
lava-tos coi.'i agua moma i i
molh.i-se uua cscovinha ou pin
vidro mesmo fra C d-se n
fiquem bem molhailos, tend
deixar pingar na roupa e p
pintar o rosto unte-so o Hili
de ba'nha. Estando bem <
rosto com urna tnalba e saho-se
Esta *gmi d-se ulna ve/ por da .
'cas ve/es precita de iris a qm
"se que a lavagem rom agoa, c i
to no primeiro da. i--'
'simples e o seu resultad i orne
apparecido : no liui de qua ro mes b'i
dar'outr applicacSo. Vende-s no pateo do
Cbllegio loja d" chapeos n 6. b na ra do Quei-
iiniiio n 81, loja de ferragyns
= rnomaz avie la- sciente ao respeitavel
' publico que tem carro* o cavallos com sella
para alugar ; queni nretemler dirija-so a ra
da Cadeia do S. Antonio n. 15.
= Precisa-sede um menino de 8 para 9
annos, que ten ha i alguma pratica de miude
zas; na primeira loja ao pe do arco da Con-
ceico.
Quem annunciou ter perdido um cader-
no de msica dirija-se a ra Nova n. 65 ao
pe da ponte.
__ Ezequiel de Souza Cavalcanti pede ao
autbor do annuneio do Diario n. 181 de 23 do
c&nente do ibe esclarecer se Ibe diz respeito o
cmpreslimode 10. rs sobre penhores do diver-
sas obras de praia e ouro.
= Cosem sevestidosde todas as modas, ca-
misas do bomem marea-so de todas as quali-
dades, laz-s lavariulo com muita perfeicao ,
e taiobem se cose de aliaiate ; na ra Direita
n 3, primeiro andar.
- |retende-se arrumar para o matto em al-
gum engent de administrador, ou momo de
caixeiro que disto tem bastante pratica c da
fiador a sua conducta, um moto liranco, casa-
do coa: poueafamilia, sabebemler, escrever,
e contar ; quem de seu prestimose quizf uti-
lisar (tiri)a-searua Helia n. 45.
- Os biIbetes que perteneci a sorieda-
de uniao da segunda parte da primeira nova lo-
teriaaravordasobras.ta Igreja de N. S. do
Livramento mo dos seguintes numero; in-
teiros 2093, 3607. 3650.o meio* 1818, 1819,
18*0, 1821. -.8*9. 1850, 1851, 1832. 1853,
0801, 2802, 2918, 2926, 2932, 293*. 2940,
2945. 2949.
_ Precisa-sede um fetor, que trahalhe ,
entenda de atvoredo boda e vccas para
um sitio na Magdalena ; na ra de Agoas-ver-
des sobrado de um andar.
- < Kiem precisar de urna rarroca rom rn-
valloe todos os pertence, assim couio um ca-
vallo carregador, e um quarto pedrez para car-
ga, muito possaote dirija-se a ra dos Pi-
res na Boa-vista n. 30.
__ Nodia 23 do corrente furtaro urna cai-
xa de prata com mais de urna quarla o na
lampa urna calunga ; quem a adiar e levar na
ra Imperial vendada esquina n. 2, recebe-
ra 10 8rs. de gratilicacao.
ss Bernardino Jos .Monteiro & Irmao avi-
sao ao respeitavel publico que Antotio Jos
Guimaraes deixou de ser seo caixeiro desde o
dia 24 do crrante.
= L'ma joven de bonscostumes, e bastan-
temente versada em primeiras letras, propde-se
a ensinar meninas a ler, escrever, contar ele-
mentos de arithmetica Doutrina Christaa ,
coser, bordar de sedoe"de marca e fazer lava-
rinto pelo mdico preco de mil rs. por mez ;
prometiendo todo o esforco no adiantamonto
de suas discipulas : as pessoas que de seu pres-
tidlo se quizercm utilisar dirija-se a ra de
Horlas n. 130.
Engomma-se roupa com toda a perfeicao
6 proco commodo ; na ra da Concordia casa
nova deronte da do Sr. Jos Maria.
= Aluga-se um sobradinbo retificado de
novo na iua da Praia do Pagundes n. 22 por
IOS rs. por mez : as 5 ponas n. 63.
On Sale
=z A fine assortment of Birdskins and Insccts,
in large quantities at very modrate prices
Applv to Tasso Jnior.
Compras.
i ntnpia-se um solim em meio uso com
todos os seus pertences ; na ra de S. Rita n.
87 OU annuncie.
Comprao-seefloctivamente para fora da
Provincia mulalinbas molecas e moloques,
i "Ilicio de 12 a 20 annos sendo
ife bonitas figuras pagao-se bem; na la da
le S. Antonio, sobrado de um andar
caranda de pao n. 20.
'.'omprao-se efleclivamente para fora da
i escrivos de ambos os sexos ; do 13 a
nos, pagao-so bem sendo bonitos; na
ra larga do Rozar io n. 30, primeiro i.ndar.
- (o nprao-so 100 a 2000 ps de limoei-
. de um a dous palmos de llura ; no asier-
ro da i o a-vis-ta loja de Salles & chavos, ou
na ra da Ca lea do Recife loja do chapeos
o, 46.
("ompra-se urna ransella sendo de ama-
re lio melbor e um oculode ver o longe ; na
ra do 'io/ario, venda da esquina do boco do
lo.
Compra-se um negro.de naco, de 18 an-
os : fallar com Allbneo S. Martin no so-
ndar da casa da esquina da ra das
iras ouc volta para a ra do Cabug.
Vendas
= Vende-seum horco de condur enver-
nisado por preco commodo ; na loja de mar-
cioeiro na esquina da ra do Fojgo n. 10.
Vende-se papel de peso do [irimoira qua
Iidadoa28()0 a resma, o um completo sorti-
mento do miudezas muito em conta ; na pra-
cinha do Livramenton. 53.
\ enoe-se um escravo pardo moco ro-
busto e muito fiel vende-se por precisao;
na ra do ( abuga n. 16.
- \ endem-se duns negras de nacao Angola
de bonitas figuras urna dolas he recolhidade
18annos engornma cose (07nha e la-
va ; eoutra de 22 annos, engornma cozi-
iilia e lava ; na rna das C'ruzes n. 41, segun-
do andar.
Vende-so una porcS de madoira de
amarellopara um tanque de 25 palmos de com-
priilo 15 de largo, e 6 de alto, sendo os
pranchSos de dous palmos de largura, uns e
outros de menos pouea cousa ; no engenbo das
Maltas da Ireguesia do (abo
\ ondem se os seguintes livros em latim ;
Tito l.ivio, \irgJo, Solustio, Ovidio e em
Irancez; 1 eleniaque Diccionario de Johnson
em 2 v. grammat'ca france/a de Durand, por
preco mais commodo possivel ; na ra eslreita
doKozariO, bija de cera n. 3 das 11 horas
da manhia as 3 da tarde.
=i \ onde-se um Diccionario de medicina
15 tomos, outras muitas obras, e varios ins
trunientos rifurgicos apparelhados de praia ,
por commodo preco ; na ra eslreita do Roza-
rio n. 36.
Vende-se um moleque de 15 annos, bom
olicial de sapateiro ; dous ditos do naco de
115 a 16 annos; A escravos para lodo o servico ,
um he bom canoeiro de rdade de 25 annos ;
' dnas escravas quitandeiras co/inlieir'S urna
dita de 28 anuos, boaco/inheira por 28OS00O;
urna dita por3508 ** i Ulna dita mucamba re-
icol bida de i uimu, cii^imimhh com perfei-
ci ; na ra do Agoas-verdes n. 46.
= Vende-se urna escrava de naoao de 20
annos, coso cozinha e engornma : 2 es-
cravos sendo um moleque de bonita figura ,
ptimo para palanquim ou pagem ; outro
dito trabalhador de enchada o tem bastante
pratica do servico do campo; duas escravas
quitandeiras; urna mulata que engornma o
cose ; na ra Direita n. 3.
Vende-se um mulato bom alfaiate e
ptimo para pagem; na ra do Hospicio n. 28.
= No Bccife ra da lingoeta n. 14 vnde-
se asquear refinado a 100 rs a libra assim co-
mo cha cal muido e assucar cande, tudo
por preco commodo.
= Vende-se por precisao um escravo de na-
cao, com oficio do serrador ; por traz da ra
do Fagundes serrara n. 23.
Vende-so urna moia-agoa que serve de
coxeira boa para se faser urna casinha depois
de repartida ; a tractar defronte da rprsma no
beco do (^uiabo da Boa-vista com a viuva do
Zacarias.
Vcndem-se 4 escravas mocas com boas
habilidades; duas ditas porfeitas engomadeiras
e cozinheiras ; 2 mulatas urna com 30 annos.
perfeila engommadeira e cozinheira e he
oplima ama do urna casa, o tracla bem de en-
ancas ; um muloqiic peca de 16 annos, bo:n
pagem o servente de urna casa ; 2 ditos do
Ha 15 annos; e um pretu bom para todo o
servico ; na ra de Agoas-verdes n. 44.
sss Vende-se macass perola e de oleo, ago
do flor de laranja frasquinhos deespiritos de
varias qualidades agoa de colonia de supe-
rior qualidade sabonetes finos, banha de
ebeiro pinceis para barba escovinhas para
lentes, oculosde armacao com vidros a/.ues
e bramos agulheiros do marfim oourados ,
papel do peso estojos de navalhasde superior
jualidade suspensorios de burracha colxe-
Ics bolesde madrenerola para camisa, e de
><\> para calcas facas do cabos brancos fina'e
otro linas, caivetes finos de aparar pennas ,
thesourihhas, lamparines, pi's para denlo, agu-
Ihas (mlofas, colberes ao metal lavrados. pen-
les do ac para m rrufas tudo por proco com-
modo ; na praca da Independencia n. 5.
Vende-se urna negrinba de nacao An
gola ; na travossa de S. Theieza n. 7.
Vendem-se 12 cadeiras de Jacaranda ,
novas e duas bancas do mesmo, em muito
bom uso : na ra Direita. padaria n. 40.
Vende-se urna venda na camboa do Car-
ino n. 2 com o fundo de 'iOOS rs. e por ser
a casa pequea por isso est boa para algum
rapaz principiante, a dinheiro ou a praso ;a
tractar na mesma.
^1_ Vendem-se voltas de fita de veludo com
enfoite dourado a 1000 rs. dita em varas,
luvasdo pellica para senhora a 480 o par di-
las de seda a 320, bicos largos o eslreitos bran-
cos e prelos tbesouns finas de costura e unba,
lio de sapateiro a 600 rs a libra bandejas de
liflerentes tamunhos um sortimonto de bo-
ios de casaca dos que ltimamente estao na
moda, papel dourado a 200 rs. a folha dito
ile dveteas cores, dito almaco a 2700 dito de
peso a 3000 a resma ; na ra do Cabuga lo-
ja do ti ludozas n. 3.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
defiontedoSr. Silvestre, na ra Imperial do
lleno dos A (Togados n. 48 ; a tratar na mes-
ma ou na ra do Queimado, loja do frra-
meos n. 10.
Vendem-se as rnais modernas cassas pinta
das de coics oscuras a 200 rs., ditas tecidas finas
a 240 rs. o covado vestidos di cassa guarneci-
dos com bico para croancas a 800 rs., peililhos
de cambraia para vestidos de senhora a 100 rs.
e saias para mais roda fingir nos mesmos a
1,280 rs., gol las decimbraia para meninas a
2i0 rs. o bordadas em bom fil de linho para
senhorasa 800 rs., cambraia adamascada para
hallados c cortinados a 320 rs. a vara superior
Insiri acolxondo para colotes a 560 rs., brim
tramado escuro de puro linho a 480 rs. avara ,
e do outras qualidades por mdicos procos, ex-
cellontes guardanapos a 2000 rs. a du/ia, assim
como panno atoelbado com 7 palmos de largu-
ra a 500 rs. a vara o o de linho por bem ba-
rato proco pannos adamascados com 8 palmos
em quadro para cobrir mezas em moio de salla
a 3,000 rs., e dos mais pequeos por procos a
diminuir largas e lindas franjas a 320 rs. a
vara o da mais eslreita 9 120 rs. o muito
forte riscado americano a 140 rs. chita do ra-
maem lina a 200"., e de outras, bem boa
qualidade a 120 o 160 rs ricos o grandes ta
potes a 6,000, aleni destas outras mu las fason-
das por con odos procos em ambas as lojas da
\iuva '.o n ba (in i maraes sitas na ra do Cres-
po ns. 10 c 15.
V ende-se urna escrava cabra escura, do
boa figura moca lava, engornma, coso, eo-
zinha, o ptima para todo o servico do urna
rasa : no Forte do Alados na prensa de Jos
Hibciro de rilo.
I .1. ------_- n,i uuimoiiu jv anui.ai i.iihum fMii
te do caes do Collegio ba para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xand'o-se-o no sou estado de pureza ; sendo o
prego da libra do de primeira sorte e em paes
160 rs. e o do segunda e tercena, em p ,
a 120, rs
ss Vendem-se esteiras finas d India para
forrar salas cha sson a 2240 ; na. ra da Ca-
deia velha n. 31.
__Vende-se urna escrava de naci moca ,
cozinheira : na ra do Rozario da Boa-vista n.
53, segundo andar
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinba camas de vento com armacao com-
modas do angico, ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem loitas a 4500, ditas de pinbo a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinbo da
Suocia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com diflcrcntos largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com di fferentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina em
casa do J Boranger n. 14
= Vende-se urna negra propiia para todo
o servico o cose chao ; na ra da Cadeia do
Recile loja de Joao da Cunha Alagalhios.
Vendem-se bulos e cafcteiasdo metal
de diflerent s moldes bacas do rame can-
dieiros oscrivaninbas, o perfumadores do la-
tao ; na ra Nova loja do lorragons n 41; na
mesma vende-so urna canoa bom construida ,
que carroga um inilhoiro do lijlos.
Escravos fugirlos.
ss Do engenbo Macaco da freguesia do Ipo-
juca desapparecco no dia 12 do correte, o
mulato Alanoel estatura regular grosso do
corpo meio calvo cabellos crespos olhos
grandes, nariz um tanto chato falto de den-
tos, mos grossas e i-alejadas do trabalhar no
officio de sapateiro, levou toda roupa quetinha;
quorn o pegar leve ao dito engenbo ou nosta
praea em casa de Bra/ Antonio da Cunha Ala-
galhaos, na ra do Hortasn. 14, que ser re-
compensado.
= Desaparocoo nodia 16 do correte pelas
8 horas da noite urna escrava moca, bonita fi-
gura de nomo Luiza alta, bem prola com
um dente da frente de lima quebrado, urna
marca de queimadura no braco dircito pola
qual tem o cotovello repudiado e tambem o
joelho do mesmo lado ps grandes canelas
chelas de marcas de feridas do sarnas que te-
ve e anda se acha com una forida na canella,
peitos pequeos e bem em p representa ter
Mi annos, do nacao Congo, ou Rebulo le-
vou vestido de chita rouxa ja usado camisa
grossa com babados as mangas, e panno da
costa ; quem a pegar leve a seu Snr. Joao Ala-
noel Freir Mariz na ra da Gloria n. 78 de-
fronte do sobrado que loi do Bandeira que
alem da gralilicacao se Picar a<. radecido
= I'ugio no dia 20 do torrente o escravo
Francisco nacao Alucambique o qual foi
visto no Poco da Panoa na noite do dia 21,
o tem os signaos seguintes ; boa estatura sec-
co do corpo, tem em urna das orolhas um bo-
raro grande, o dedo pollegar da mao osquer-
da alejado levou vestido camisa de aleodao-
/inho trancado e calcas de brim do listras ja
volho ; quem o pegar leve a ra do Livramen-
to n. 2 a Joao Ignacio do Rogo, que ser grati-
ficado.
Fugio na manha do dia 22 do corrente 1
cabra do non.e Podro de 18 a 20 annos, bai-
lo, e cheio sem barba, levou camisa de chi-
la e calcas de brim trancado o qual outr'ora
perlenceo ao Bloni, que teve estribara o for-
te do Bom Jess : quem o pegar levo a ostra-
da do Releni sitio ao p do Exm Visconde ou
nos A111 icios sitio deronte da capella que se-
r recompensado.
= Do ongcnho de Agoa da Freguesia de
Iguarass fugio no dia 22 do torrente um negro
erioulo de 30 annos, olicial do pedreiro, de
nomo Antonio, corpolenlo, ps grandes, olhos
tambem grandes e eshranquieados. com urna
cicatriz em urna das fon tes snpoe t r-se di-
rigido a Goianna ou at podras de Fogo ;
quem o pegar sendo em podras de Fog^ ou
Goianna entregar ao Sr. Joo da (osla Villar,
no Recife ao Sr. Jos Antonio Alvos da Silva ,
ras Barreiraa da Boa-vista ou no mesmo on-
gcnho a seu propriotario Ilenrioue Poppe Gi-
rao que em qualquer das partes ser recom-
pensado.
Fugio no dia 24 para 25 do corrente um
escravo de nacao 'ambinda de nome Anto-
nio bstanle fulo e um tanto magro cabello
ralo levou vestido camisa da algooao da Ierra,
ceroulas do algodaozinho o tem os ps alguma
cousa apalhetados ; quemo pegar leve a ra
Imperial, sobrado do I. ima que ser grati-
ficado.
bolecido junio ao arco de S. Antonio, em fren- i Rkcifb*. na Tvp. de M. F. de Faca. 1843


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