Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05034


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Full Text
Anno de 1843.
Quarta Fera 23
Todo tRor depende de ns mesmos; di dohi prudencia, moderago, e energa: con
iuomof como principiamos, e seremos apontailos coro >dmir*t,ao entra Naeoea ra i
"Usa. ( l'roclamac iu da Aasembleia Geral do Btisn.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goisnna, e Parahyba, segundas e sexlaa foiraa. Aio Grande doNrle, quintas feiras
Bonito a Garinhuus, a ll> e 24.
Cabo, Serinhaem. Rio Fortaoso, Porto Cairo, Macelo, e Ala;oat no 1 H e }1
lioa-ristaa Flores 10 e 2S. Santo Antito quintas feiras Olinda ledos os dias
DAS DA SEMANA.
51 Seg. s. l'mbelina V. Aud. do J de D. da %. f.
22 Terg. s. Timotheo M Re. Aud. do J. de 1). da 3. .
23 Quart. jejum s. Felijpe Manicio, Aud. do J. de D. da 4. T.
21 Quint. fartolomeo Ap.
25 Sea. a. Genesco Auil do J. de D. da 2. y.
26 Sab. Zefcrino P. F. Re. Aud do J. de D. da 1 t.
7 Dom. O Sagrado Corsgjo de Mara Santissima,
de Agosto
AnnoXX. N. 181,
O Iltato publica-ie todos o* dias qie n3o forem SuatinVados: o preoo da asaigaalora ha
de tras mil rea por quartel pagos dianudo* Os annumnos dos asignantes alo iaaeridoe
gratis os dos qoe n.io forem k rus o de M) reis p'-r liada. As red maques riere ser diri-
gidla a ata Tip., ra das Cruies N. 34, ou apraaa da Independencia loja delirros N. 6e8.
y* CAMiiosNo da 2 l de Agosto. coaapra
Cambio aobra Londres 25. Ouao-Moeda da 6,400 V. *6,8l0
Paria 3> Oris por franco. a N. 16,6l)J
Liaba H0 porlOOdapraaaio.
nada,
17 000
14,800
9.400
i,940
l,l'4u
1,940
da 4,000 V.200
| PlTa.-Patacoes 1,8-0
Moedadaoobi* 2 por eento. PetosColuanaraa 1,920
Iilem de letras ds boas firmas 1 i j. I ditos Maxicanoa 1,920
PHASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
La Chela i 10, la 2 horas e 5 at. da m I La ora i 25, aos 10 minutos da isrde:
Qnart. ming. 4 18, s 4 horas a 20 m. da m. I ,' in. oraso, 2, a 9 horas e 7 m. da tarda,
Preamar de hoje.
1. a 2 horas 54 na. da atanhia. I f, al hora *3 "* larda-
<**
AVISO.
A assignatura desta olha a contar do l.de
setembro prximo futuro em diante ser a ra-
6o de 3S700 por trimestre para os Srs. subs-
criptores, que a recebem pelo correio, em con-
sequencia de serem os portes pagos adiantados.

PARTE OFFICIAL.
BsV" ifiiiiii-, -:-a
MINISTERIO DA JUSTIQA.
3.a seccao.
m. e Exm. Sr. Sua Ma-
gestade o Imperador houve por bcm approvar a
dccisSo dada por V. Ex. sobre a duvida do juiz
de direito da 2.a comarca dessa provincia, e
communicada em seu olTicio n.17, de 22 de
abril prximo passado e por via da qual de-
clarouV.Ex., que, nos casos de ferimento le-
ve, n3o .cava perempta a instancia nem ex-
tincta a accusacao pelo simples facto do perdao ,
ou desistencia da parte accusatlora visto que
esses casos com efleito socomprehendem no art.
5 da leide 26 de outubro de 1831 que de-
clarando policiaes certos crimes vcio por isso
mesmo a incluil-os na classe daquellcs, em que
tem lugar a accusacao por parte da justica. O
que communico a V. Ex., em resposta ao seu
citado olico. Dos guarde a V. Ex. Palacio
do Rio de Janeiro em 17 do junho de 1843.
Honorio Hermeto Carneiro Leao. Sr.
presidente da provincia da Parahiba. Cum-
pra-se e regislre-se. Palacio da Parahiba
17dejulbode 1813. Gomes Jardim. Confor-
me.O secretario interinoJos Antonio Ba-
ptitta.
3.4 seccao. lllm. e Exm. Sr. Fia pre-
sente a Sua Magestade o Imperad ,r o olicio de
V. Ex. n.Ml, com dala de 23 de fevereiro
prximo passado e por detcrminacao do incs-
mo Augusto Senhorcabe-me declarar a V. Ex.,
em resposta, que loi muito jurdico o despacho
de juiz aedireito substituto da 1. comarca des-
sa provincia que denegou aos reos Vanoel
Francisco de Dos e outros condemnados
por tentativa de assassinalo do ex-prcsidente
dejsa provincia o tomar-se-lbcs o recurso de
appellacao para a telacao do distrirlo pois
bem que seja principio de direito que os re-
cursos se devem ampliar, principalmente aos
reos em casos crimes e que por isso os juizes
devein ser facis em admiltil-os, nao se segu
comtudo d'ah, que umjuiz de inferior instan-
cia seja obrigado a admittir recursos quesejao
expressamente denegados por un. artigo de lei,
como era a appellacao daquelles reos que
vista do artigo 89 da lei n." 261 de 3 de dezem-
bro de 1841 corroborado pelo artigo 82 da
mesma lei
3/seccao. lllm. e Exm. Sr. Devol-
verlo a V. Ex. o ofllcio do chefe de polica in-
terino dessa provincia e todos os mais papis ,
que acompanharao o de V. Ex., com data de 22
de fevereiro prximo passado, cumpre-me de
ordem de Sua Magestade o Imperador decla-
rar a V. Ex., que procedeo em regra o dito
chelo de polica quando rccusou cumprir o
provimento dado pela relaeo do destricto ao re-
curso nterposto por Alexandre Francisco de
Seixas Machado em razSo de Ihe n5o ter sido
apresentado o dito provimento sen3o muito
depois de vencido o praso, que marca para taes
apresentacoes o artigo 77 da lei n. 261 de 3
de dezembro de 1841 pois que dando-so ne-
gligencia real, ou jurdicamente presumida ,
da parte do recorrente e sendo o dito artigo
muito expressoe claro nao pode haverrazao
de cquidade que dispense a sua observancia ,
mormente porque a falta de provimento da mai-
or parte de taes recursos nao importa damno r-
reparavel o que tudo bem abverto o juiz de
direito da 2.a comarca dessa provincia na sua
declararlo de 18 do dito mez de fevereiro que
com os muis papis devolvo a V. Ex para que
laca constar ao referido chefe de polica a deri-
so do governo. Dos guardo a V. Ex. Pa-
lacio do Rio de Janeiro em 8 de abril de 1843.
Honorio Hermeto Carneiro Ledo.Sr. pre-
sidente da provincia da Parahiba. Cumpra-
se, e regstrc-se. Palacio do governo da Pa-
rahiba 7 de junho de 1843. Gomes Jardim.
Conforme. O secretario interino Jos
Antonio Baptista.
pelo
nao Ibes era permittido interpor ,
e menos ao juiz guo accoitar-lhes sem quebra
de seu dever. E com quanto seja louvavel a mo
dcraco com que se houve o referido |uiz ,
quando a vista de um simples despacho do
presidente da relacao, mandou tomar o recurso,
todava cumpre que para o futuro fique em le-
gra a denegacao del le em lodos os casos, em que
forem expressnmente prohibidos por lei, sem
que possa prevalecer em contrario a insinuad-no
feita no sobredi lo despacho do presidente da re-
locao que alm de incompetente por nao
caber semelhante providencia as attrihuiccs ,
que Ihe esto marcadas no artigo 7 do regula-
monto de 3 de Janeiro de 1833 nao tem por
fundamento razes inquestionaveis visto que
de umjuiz de inferior instancia denegar um re-
curso, expressamente prohibido por lei, nao se
Spguo que elle se constitua juiz de superior ins-
tancia quando alias nao conhece do mereci-
niento das ra/es que poderio abonar a justi
ca do mesmo recurso. O que tudo V. Ex. fara
constar ao referido juiz de direito que o con-
sullou. Dos guardo a V. Ex. Palacio do Rio
de Janeiro em 8 de de abril de 1843. Hono-
rio Hermeto Carneiro Leo. sr. piesidentc
da provincia da Parahiba. Cumpra-se, e re-
gistre-se. Palacio do governo da Parahiba 7
dejunho de 1843. Gomes Jardim. Con-
forme O secretario interino Jos 4nIo-
nio Baptista,
Thesouraria ca Fazenda.
EXPEDIENTE DE 5 DO CRREME.
ORcio Ao Exm. Piesidente da provincia ,
informando o requerimento de Francisco Tei-
xeira Peixoto em que pedio por aforamentoo
terreno de marinha n. 147 na ra Augusta do
bairrode Santo Antonio do Recife, j medido e
avaliado, de que se acha de posse.
Dito Aocommandante das arma* disendo,
que njS se podendo abonar, em conformidade das
ordens existentes, para guisamento das capel-
Iss de fortalesas, maisdo que a quantia annual
du6#rs., e devendo este pagamento ser feito
por a thesouraria, em prestaces nensaes tri-
mestraes ou semestraes, depois de vencidas, sem
o intermedio do arsenal do guerra, enviava i.s
pedidos, que acompanhavao, da fortalesa do
Brum para expedir sobre elles as ordens, que
julgasse convenientes.
DEM 1)0 da 7.
Offlcio Ao Exm. Presidente da provincia,
informando o requerimento de Francisco Mano-
elde Almeida Catanho, escrivuo da mesa do
consulado, em que pedio trez mesesdj licenca
com os seus vencimentos, para tratar do sua
aude.
Dito Ao procurador fiscal da thesouraria,
remetiendo oito cotilas, exlrahidas por a con-
tadoria de diversos devedores a fasenda pu-
blica, constante da conta que acompanhava ,
na impoitancia de 1:394/320 rs., afim de pro-
ceder judicialmente a sua cobranea.
Ponaria Ao contador da thesouraria, pa-
ra tomar nota da quantia de 75 ;>5i rs., que se
deve ao bacharel Jos Francisco da Costa Gomes,
do seu ordenado de primeirosupplente do juiz
municipal da comarca do Limociro, vencido no
exercicio de 1841 42, para ser indemnizado ,
quando se der consignado.
Dita Ao mesmo, idem de 118^333 rs., que
se deve Francisco de Barros Falcdo Cvalcanti
de Albuquerque, de sua gratifleacao de primei-
ro amanuense da secretaria de polica, idem.
INTERIOR.
RI1 DE JANEIRO.
DIVERSAS NOTICIAS.
CMARA IIOS SRS. DEPrTADOS.
O negocio mais importante que a oceupa ac-
tualmente discusso do projecto de lei sobre
trras devolutas e colonisaco ofTerccido pelo
Sr. ministro da marinha; e grande servico far
a cmara certamenle ao Brasil se Ihe der este an-
no urna lei de tanta utilidade; muito confiamos
do seu patriotismo, para duvidarmos que ella
o nao faca. O projecto o seguiute:
A assembla geral legislativa decreta :
Art. 1. Sao d'ora em diante prohibidas asac-
quisicSes de trras devolutas por outro titulo
que na5 seja o de compra. Exceptuao-se desta
regra:
1. As trras situadas nos limites do impe-
rio com as naedes estrangeiras, as quaes, em
urna tona do 30 leguas por toda a extenco dos
referidos limites, poderao ser vendidas ou con-
feridas gratuitamente a nacionaes.
2. As que forem necessarias para colonisa-
co de indgenas, queserao tambem conferidas
gratuitamente emqualquer ponto do imperio em
que sedevad cstabelecer as referidas colonias.
Arl. 2. Sao rivalidadas as sesmarias que es-
tiverem incursas em commisso, por nao terem
sido medidas em tempo, ou por nafl terem
sido cultivadas ; e bem assim as posses sem
titulo de sesmaria, comanlo que tenhao mais
(ii-auno c(].,i. Urnaseoutras serao medidas e
tituladasdentro do praso que o governo marcar
em cada municipalidade, pe-na de serem tidas
ipso fado por devolutas.
Art. 3. As posses mencionadas no artigo an-
tecedente comprehondem o terreno cultivado e
quatro tantos mais urna vez que no lugar ha-
ja terreno inculto e suflciente para isso nao ex-
codendo ellas com um e outro a meia legoa em
quadro as trras destinadas cultura, e nos
campos a duas leguas em quadro. O que est
determinado neste artigo se observar respei-
to de cada urna das posses, anda que muitas
pertenfaa um s individuo.
Art. 4. Quando as posses forem postas as
sesmarias deque trata o artigo2., e nao houver
terreno suflciente para serem aquinhoados os
posseiros, como no mesmo prescripto Mea
op^ao do sesmeiro aceitar o resto do terreno, de-
pois de preenchidos os quinhocs na forma do ar-
tigo 3., ou considerar-se posseiro para ser nesta
qualidade aquinhoado com preferencia.
Art. 5. Neste ultimo caso, satisfeito o qui-
nha5 do sesmeiro, e nao havendo terreno bastan-
te para se preencherem os quinhoes do possei-
ro, ser o inculto que restar entregue a este, ou,
havendo dous ou mais divididos entro elles
com igualdade proporcional ao que cada um ti-,
ver cultivado.
Art. 6. Nao sendo o sesmeiro ao mesmo tem-
po posseiro, e na5 havendo sobras na sesmaria
que Ihe fra concedida nao ter direito
verificar a concessa em outro terreno, no mes-
mo o'u em diverso lugar, anda que o baja de-
voluto.
Arf. 7.'As disposiedes dos artigos 2. 3. e 4.
nao sao applicaveis aos terrenos do sesmaria ou
de posse, cujos sesmeiros ou possuidoros tive-
rem por si sentencas definitivas passadas em
julgado, declara mo-os senhoresdelles.
Art. 8. Os ttulos que forem conferidos aos
posseiros e sesmeiros deque trala os artigos
antecedentes ficao sugeitos, no acto da expe-
diccao um direito de chancellara correspon-
dente a 1/4 de real por braca quadrada as tr-
ras destinadas cultura; e a 1/256 nos campos
destinados pastagem.
Art. 9. Os que para o futuro derribarem ma-
tas alheias ou devolutas, e os que se apossarem
de terreno devoluto, sera" obrigados a despejo,
e punidos com a pena de damno, ecom a per-
da das brmfeitorias. A reincidencia ser punida
com a pena estabelecida para o mesmo delicio,
quando revestido de circumstancias aggravantes.
Art. 10. O conhecimento dos dilictos men-
cionados no artigo antecedente pertence s au-
toridades policiaes, por via do processo cstabe-
lecido para as contravences s posturas das c-
maras municipaes e para os crimes leves. Os
juizes de direito as correccoes que fiserem na
forma da lei e regulamentos, indagaras se as di-
tas autoridades policiaes sao activas em proces-
sare puniros quecommetterem taes delictos, e
procuraro fazerelTecliva a responsabildadedel-
las, devendo punir a simples negligencia com
multa de 50 a 200 rs.
Art. 11. Sao terrenos devolutos nacionaes:
<> 1. Os que nunca tivera dono.
$ 2. Os que estiveremna ordem dos bens que
se cbama vagos.
$ 3. Aquelles de que nao tiver sido pago o
imposto ou nao se tiverem feito as declara-
coes dos artigos seguintes.
Art. 12. Fica estabelecido. do i." dejunho
de 1843 em diante, um imposto sobre os terre-
nos cultos ou incultos, narasaode 500 rs. por
meio quarto de legua em quadro; e o que nao
fizero pagamento delle por tres annos consecu-
tivos perder o direito ao terreno que possuir,
competindo-Ihe somento metade do preco liqui-
do porque for vendido. Nada pagar o possui-
dor de menos de meio quarto do legua em qua-
dro ; mas o que possuir anata de meio quarto de
legua pagar o excesso na raso estabelecida.
Art. 13. Lozo que for publicada esta lei em
cada municipio, devorad os proprietarios ou
quem suas veses fizer, declarar autoridade
competente a extensao do terreno que possuem,
a lira de marcar-se quanto cabe a cada um pa-
gar. Os que nal fizercm as sobreditas declara-
coes, seismezes depois de publicada a lei pa-
garo o tresdobro do imposto, a cujo arbitra-
mento se proceder com a maior brevidade &
custa dos mesmos, e continuar em vigor at
quesejao medidos os terrenos, como prescreve
o artigo 2.
No caso de terem sido j medidos os terrenos,
cessaro dito arbitramento logo que os proprie-
tarios apresentem sentenca de medicad, ou pro-
cedo nova.
Art. 14. Quando os terrenos forem litigiosos,
as declararles podem ser feitas por qualquer dos
litigantes, ou por todos; e cada um del los poder
pagar o imposto. E no caso de que o possuidor
pague o imposto ed-'caia do litigio, continuar
na posse do terreno at que seja embolsado do
que assim tiver pago.
A falta de declaraca sugeita multa do arti-
go antecedente, que ser exigida do possuidor.
Art. lj. Ouando o terreno de que se nao
tiver feito a declaraca sobredita pertencer a
orphos ou a pessoas que por direito nao podem
administrar seus bens a pena do tresdobro
ser imposta ao tutor ou administrador at
que os proprietarios cheguem idade ou se a-
chem as circunstancias do os administra-
ren).
Art. C>. Quando a declaracocontenha urna
terca parte menos do que tem realmente o ter-
reno ou importe difTerenca maior do que a
da torga parte, o propietario ou possuidor
perder a porcSo sonegada procedendo-se
quanto antes medico para verificar-se a frau-
de pagas as custas pelo declarante quando
se reconhee t a mesma fraude ; e pela fazen-
da publica no caso de que esta se nao veri-
fique.
Art. 17. Ouando a declaraca contiver dif-
ferenca menor que a terca parte ser smente
a facn Lgo que se verifique a sua importancia ; e se
a declaraca lr de maior terreno do que o pos-
suido fa/.enda incumbe indemnisar o con-
tribuinte.
Art. 18. Os que nao fizerem as sobreditas
declaraces at tres annos depois da puhlicaclo
d'esta lei incorrero alm da multa na per-
da do quarto do preco liquido por que for ven-
dido o terreno : os que as nao fi/erem at 6
annos incorrero na perda dossete oitavos do
dito proco ; e depois dos 6 annos nao tero di-
reito algum ao terreno nem ao seu preco.
As disposices d'este artigo nao comprehon-
dem os bens de que trata o art. 15.
Art. 19. O governo auctorisado a reser-
var dos terrenos nacionaes devolutos a porcSo
que convier para a construeco naval.
Art. 20. Os terrenos reservados (Icario de-
baixo da inspeceo e administraco do minis-
tro e secretario de estado dos negocios da mari-
nha para fiscalisar a sua conservaco e melho-
ramento ordenar ou permttir os cortes das
maderas necessarias para o servico da marinha
imperial, e dar todas as providencias conveni-
entes por meio de regulamentos que pora em
execuco submettendo approvaco da as-
sembla geral legislativa a parte d'eiles que
contiver medidas por sua natureza dependentes
da approvaco d'ella.
Ar. 21. As posses, ou sesmarias incultas ou da
pequea cultura que estiverem encravadas nos
terrenos que forem reservados. poderao ser
desapropiadas havendo-se para esse fim por
declarada desde j a utilidade publica.
Os donos d'essas posses e sesmarias serSo
previamente indemnizados de suas bemfei-
torias c bem assim dos terrenos no cultiva-
dos a troco dos quaes se Ihes darao outros dos
nSo reservados.
Art 22. O governo autorisado a tender o


terrenos devolutos nacionaes nao reservados'confia do inimigo reconciliado ; por que cm
em porco nunca menor de um quarto de le | moral cada um forma os axiomas, que Ihe pa-
gua em quadro vista e por justo proco co- rece : mas fcil he distinguir os verdadeiros dos
nio o exigitem os interesses da eolonisaco. falsos referindo-os utilidadedos homens. Se
Art. 23. O governo far medir a quanlida- o axioma convm a todos bom he ; por que o
de de terreno, que tiver de vender em cada pe- interesse do genero humano he a pedra de toque
riodo. A medico se nao suspender por du- da verdade. Outro meio tambem ha de a reco-
vidas que oc orrerem e estas ser5o decididas
administrativamente salvo quando versaren
sobre propriedjde hvpotheca e servdo ca-
sos em que serao decididas pelo poder judica-
rio. Os processos n'um e n outro jui/o serao
summarissimos; ese faro na forma e peranto
as autoridades declaradas nos regulamentos do
governo.
Art 2i. Ogovernoauctorisado a em pre-
gar todo o producto dos impostos estahelecidos
n'esta lei e o da venda dos terrenos na impor-
tado de colonos livres de qnalqucr parte do
mundo; nao devendo nunca deixar do em pre-
gar annualmente metade ao menos do dito pro-
ducto em cada anno.
Art. 25. O governo igualmente auctori-
pado a outorgar privilegio exclusivo a compa-
nhias agrcolas e (abrs, guardadas as seguin-
tes bases principaes :
1.a Que os gneros e manufacturas de que
se oceuparem nao soplo produzidas j no impe-
rio ou o sejo em pequea esc la.
2.a Queosseus trabalbadore sejo colonos
importados adusta das mesmas.
3.* Que nao prejudiquem a prodcelo dos
mesmos gneros e manufacturas no imperio,
bem que em pequea escala indemnisando
n este caso os propietarios ou continuando
estes a produzir como at ento.
Art. 26. O governo tambem auctorisado
a prohibir aos colonos importados custa da
naci antes de terem residido tres annos no
imperio :
1. Comprar aforar, arrendar ou ad-
quirir o uso de trras por qualquer titulo que
seja.
II. Establecer casa de negocio ouadmi-
nistral-a ser caixeiro ou vender de porta em
porta.
Estas prohib'eoes nao comprehendero os
colonos que n"ellas sereunirem, pagando as
despegas de sua importadlo.
Art. 27. Os colonos importados ; custa da
naco lindos os 3 anns d residencia no im-
perio sero considerados cidadSos brasileiros
natural isados.
Art 2S Ogoverno auctorisado, nos re-
gulamentos que fuer para oxecucSo desta lei,
a impr contra os infractores de suasdisposi-
c5es pena lo priso at 3 mezes e multa at
200SOOO rs.
Art. 29. Fico revogadas todas as leis em
contrario.
Paco da Cmara dos deputados em 10 de
Junhode 18W.
Joaquim Jse' Rodrigues Torres.
( Sentinella da Monarchia. J
PENMVISUCO.
Tribunal da Uela^io.
SESSAO DE 22 DE AGOSTO DE 1813.
Aappel'acocivel da comarca da Parahiba
do Norte, appellantc Manoel Antonio Chaves,
appellado Daniel Eduardo deFigueiredo e Mel-
lo escrivao Posthumo ; se mandou descer ao
juizoda 1.a varado civel desta cidade para se
proceder na avaliacSo.
A appella^ao cive! desta cidade appellantc
Goncalo Jos1 Pinto appellado Francisco Xa-
vier das Chagas, es.rivao Posthumo se man-
dou descer .iojuzo a ./uo para o mesmo fim.
Aoaggravo de peticSo de Ricardo Romualdo
da Silva contra Miguel Francisco de Queiro/
dojuizoda 1.a vara do civel desta cidade de-
rao prov intento.
Na appellacao crime desta cidade appel-
lado Pedro Guilhermo escrivao Ferreira ; se
julgou improcedente O recurso.
A appellacao da comarca do Rio Formlo ,
appellante Manoel Francisco Lomenha Lins ,
appellado Tltomaz de Barros Mello escrivao
Bandoira. se mandou descer ao jui/o da 2.a vara
do civel desta cidade para se proceder a ava-
liaco.
Varicela de.
nhecer, que vem a ser quando a sua propo-
sito inversa for evidente ; pois que a verdade,
bem como o sol luz de todas asparles. Isto
posto nao ha duvida que devemos ser mo-
derados em as nossas amisades-, porque a expe-
riencia nos prova, que ellas muitas ve/es se tro-
co om inintisades; e por outra parle vemos
inimisades resolver-se em reconciliaces felizes.
e constantes. A clemencia de Augusto fez de
Cinna um amigo fiel. As nossas paixes sao as
que aparlo de nos os nossos amigos: a virtude
porm atrahe-nosos proprios inimigos ; e an-
da quando nos nao grangeasse a sua affeico ,
seguramente negocear-nos-ia a sua estima ;
pelo que devemos obrar a scu respeito como
desojramos, que ellos obrassem par.) comnosco;
por isso nunca devemos di'er delles em sua au-
zencia se nao o mal, que Ihe diriamos face a
face.
Um grande meio ha de embaraear o curso das
inimisades bem como o de todas as paixoes ;
o vem a ser ; azer-lhe opposicao no scu come-
co. Vos nao poreis freio aos erros do corarlo ,
c do espirito se nao embaracando-os de sair
das suas barreiras. Tal odio irreconciliavel co-
mecou muitas vezes por urna chanca ; por que
semelhano ao fogo o odio nao he a principio ,
se nao urna pequea sentelha, que se nao a apa-
gamos vem a produzir um incendio.
Destes pn.icipios geraes devemos concluir
quatn perigosas sao as nossas educac5es moder-
nas ; por isso que semprc se endercsso a dar
vdo emulacao, que he o estimulo das paixes
nascentes. A emulacao entre meninos nao he .
se nao o desejo de ser o primeiro e de superi-
orisar-sc deseus semelhantes j pelo espirito,
j'i pelos estudos: a emulacao entre os homens
no he tambem se nao o desejo de ser o pri-
meiro nu mundo e de sobrar aos mais por sua
lorluna e por scu crdito ; por que em fim os
homens tem outras precisos que nao os me-
ninos: mas desta prelorencia pessoal, edascon-
currencias que produz, nascem evidentemen-
te todos os males da sociodade. A emulacao dos
meninos he da mesma natureza, que a amhieiio
los homens; sao raizes da mesma arvorc. Esta
oaixiio altiva, que a natureza nos deo para sub-
yugar os animaos, he que nos ensillrnosos me-
ninos a empregar contra seus semelhantes, pri-
meiro cm exercicios innocentes na verdade. mas
ao de os em todos os da sociedade, quando sao
homens. No menino ambicioso que se deita
adianto doma carmen para que esta nao Ihe des-
manche o scu brinquedo, reconheco a Mcehia-
des, que antes quer causar a ruina de Atbenas.
do que renunciar sua ambicao, e ao seu luxo ;
e no mancebo, que ordena aos piratas aplau-
dan os seus versos a Cesar que um dia tinha
de receber o Senado Romano sem se levantar da
sua cadeira.
De todos as amisades nenhuma ha compara-
vel amisade fraternal. A natureza reuni em
torno delta os lacos mais fortes quando a so-
ciedade os nao tem rompido desd'a infancia ,
e sao os do sustento da instruceo do exom-
plo do habito e da fortuna. Tem-se obser-
vado que tudo que contem em si um prin-
cipio de vida, possue orgaos cm numero par. A
natureza deo-nos dous olhos, duas orelhas ,
duas ventas duas mitos e dous ps para se a-
udarom fraternalmente : se ella nos nao hou-
vesse dado so nao a metade dos nossos orgaos,
queem rigor parece nos sufficiente, nos nao po-
deriamos andar, nent pegar nosobjectos, nem
prover a nenhuma das nossas precisos. Pelo
contrario se os tivesso triplicado qnadruplica-
do, multiplicado, olla nos faria semelhantes aos
gigantes da Fbula, aos Briarcos de cem bracos,
cujas funccSes impedir-se-iSo urnas as outras,
caso existissem. Ella pois limitou-se a reunir
duas partes iguaes nao s no homem como em
todos os entes organisados : logo o principio de
vida nao he um simples movirnento como di-
zem os materialistas, se nSo urna harmona fra-
ternal de duas metades iguaes reunidas no mes-
mo individuo. Urna s dostas metades nao pode
estar s ero triplicada, nem quadruplicada ;
por que entao nao haveria entre ellas harmona,
sem a qual nao podo existir a vida. A ordem
H muito tempo se nota em toda a parte ,
que as familias pobres, onde h muitos filhos ,
prospero mais do que aquellas quecontfto
poucos. A boa gente diz que he pela benco
de Dos que vem em seu socorro ; e certa-
mente que he urna benco de Dos inherente ,
como outras muitas execuco de suas leis. Es-
ta resulta da harmona fraternal, primeira lei
da ordem social. Essas familias numerosas pros-
pero ; porque os irmaos ajudao-se e quanto
om maior numero sao mais poder tem.
Encontr a este respeito na Odyssa de Homero
um sentimento bem tocante quando Tolema-
co refere em o numero das suas calamidades a
de nao ter um irmao. O poeta sensivel, e pro-
fundo na conhecimento da natureza pondo
esta queixa na boca do filho de Ulysses que
procurava por toda a parte a seu pai, tinha sem
duvida conhecido, qu'oamor fraternal era urna
consonancia do amor filial. Com effeito os fi-
lhos tem semelhancfts com seus pais e suas
mais de maneira qucd'ordinarioosrapazes teto-
na mais com estas, c as raparigas com aquellos.
A m disto quando h muitos filhos cada um
delles he caracterisado por algum traeo particu-
lar da fisionoma, e do humor de seus pais. Um
tem o sorriso, outro a joviadidade ; este o serio,
aquel le o porte ou o andar de maneira que
parece que as qualidades (sicas, e moracs dos
pais e mais sao repartidas entre seus filhos,
to faremos nos em regular as nossas paixoes : ao
Auctor da natureza pertence manter os seus
fundamentos, e segralos quando estao aba-
lados (Bernardin de Saint-Pierre.)
COMItiERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 22......... 7:0398721
DetcarregSo hojt 23.
- pre/untos, maees, sper-.
marroquins, cidra, charu-
Escuna Laura
mcete
tos, farinha, e taboado.
Movirnento do Porto.
co.vriNCvgAO do numero antecedente.
A amisade.
A mxima, que di'. Vive com o teu ami-
go como se um dia houvesse de sor teu inimi-
K posto que fundada em urna poltica in
como porces do heranca. Quando pois os fi-
lhos amao sinceramente a seus pais, amo tam-
bem mais a seus irmaos, que Ibes dispertaoa
sua lemhranca. O amor fraternal por tanto de-
pende muito do amor filial, o qual nao be pro-
duzido seno pelo primeiro.
Posto que a umi-ade exija consonancias nos
gostos, tambem admiUe contrastres sem os
quaes tal ve* nao subsistisse. A natureza oses-
tabelece entre os irmao*;, fazendo-os nascer uns
depois dos outros e algumas vezes com tama-
itos intervallos que o primeiro tem chegado
i puberdade quando os outros anda esto na
adolescencia e o ultimo ainda nao tem sahido
da infancia ; mas estas diflerencas longe deen-
fraquecer fortificao o amor fraternal. Urna fa-
milia compostado irmaosdesiguaes em idade ,
em carcter. eem talentos he como a mo for-
mada do dedos de diversas proporces, os quaes
ajudao-se muito mais, do que so fossem iguaes
em forca e grandeza. De ordinario quando
pego todos juntos em qualquer cousa o po e-
gar como mais forte cerra s para si o que
os outros agurrao todos untos. O minimo por
mais traco, fecha amao, o que nao poderia
fazer, se fosse 15o cumprido como os outros.
Nao h ciume entre os ltimos que trahalho
menos e suportAo os mais e os primeiros ,
que sustentan a penna, ou os que sao condeco-
rados rom aneis. Por mais desigualdade pois
que haja entre os talentos e condices dos ir-
maos s urna cousa se Ihe deve inspirar que
he a concordia a fim de que possao obrar de
concert como os dedos da mo.
Como os quadros hediondos do vicio tornan
ainda mais arnaveis os da virtude convm con-
tar aos meninos algumas historias de maos ir-
maos que por seu odio mutuo causaro a sua
pmpria ruina. Tacs forao Etesclcs e Polynice ,
cuja inimisade dizem lora tal, que depois de
morios a propria chama da fogueira que Ibes
consuma os corpos separou-se em duas : e
esses odios implacaveis nascerao da emulacao do
um thiono A ambicao nao he outra cousa
mas do que o desejo de ser o primeiro e he
a c^usa de todas as desgracas do genero huma-
no. Em seu nascimento nao he mais do que
urna centelha brilhante ; mas se a aticao e
aniniao bem do pressa se torna um fogo devo-
rador, que consom at ao mesmo, que o acen-
deo.s primeiros fu utos deste volcao sao asinve-
jas, as intolerancias, as maledicencias as calum-
nias o humor rixoso &c. &c. Seosdivisaes
em vosso irmao procurai estradalo para a vir-
tude por vossa affoicao e mprmente polo vosso
exemplo : mas se o nao poderdes fogi delle,
porque est infectado de um mal contagioso e
vos maisdeveis felicidade de vossos semelhan-
tes do que amisade fraternal.
O virtuoso TimoleSo depois de vaos esforcos
para induzirsou irmo a renunciar a ambicao ,
nao vacillou em o abandonar. He verdade, que
elle por muito tempo se arrependeo de baver
consentido em sua morte que sua mi tanto
Ihe reprochara ; se bem que o bom Plutarco
crimina-o desse remorso como d'uma fraquoza
Navio entrado no dia 21.
Parahiba ; 4 das, hiate brazileiro S Jos
Baptista capito Florencio Jos Pereira ,
equipagem 7 carga lastro.
Navio entrado no dia 22.
Rio de Janeiro ; 25 das, brigue esenna hes-
panhol Marcial, de 135 toneladas capito
GeraldoTen e, equipagem 11 carga cou-
ros : a Joo Pinto de Lentos & Filho.
Havre de Grace ; 44 dias, brigue francez Ar-
morique de 223 toneladas capito V.
Varbs, equipagem 12, carga fazendas .* a
Bolli &. Chavanne.
Sahido no dia 22.
Parahiba ; barca ingleza Wm. Russell, capi-
to Roberto Bruce, carga lastro d'assu-
car.
Declaraces.
_
Ti----------- i i
ContinuagSo dos devedore da taxa dos escravos
do batrro do Recife.
Alexandrina Umbelina de Mello
Sabino Jos Vianna
Jos Andr de liveira
Padre Primo Feliciano dos Santos
Joo Machado Fernandcs Lima
Jos Ray
Antonio Francisco dos Santos Braga
Manoel Jos Correia Jnior
Luiz A Ivs de Souza
Antonio Joaquim Pereira
Antonio Joaquim Ribeiro
Mara Clara da Boa Hora
Maria Luiza do Nascimento
Joaquina Maria de Santa Anna
Joo de Oliveira Guimares
Manoel Cyprianno Ferreira Rabello
Antonio JosVieira Lisboa
Joaquim Pereira Penna
Bolli Chavanne Frere
Antonio Annes Jacome Pires
Domingos Fernandas Vianna
Goncalo Jos da Costa e S
Jhohnston Pater & C."
Antonio Pereira Montciro
Josefa Francisca Roza
( Continuar-ie-.)
0 thesoureiro das rendas provinciaes paga
nos dias 23, 25, e 26 do correte os ordenados,
vencidos de abril a junho prximo lindo, aos
empregados, que percebem emolumentos.
Sendo o lanco, cm concert, da ponte do
Recife de extrema exteneo,toma-se necessario,
que os carros nao passem por cima do passadico
at o dia 15 de setembro prximo futuro.Re-
partico das obras publicas, 19 de agosto de
1843. Oengenheiro em che fe interino
Boulitreau.
Existem na admistracao do correio duas
cartas, dirigidas a Miguel Archanjo da Silva
Costa em Olinda e a Domingos Henriques de
liveira em o Rio Grande do Norte que dei-
xo de ter destino por nao estarem francas de
porte.
4,000
32,000
1.000
2.000
8,000
8,000
12 000
23,000
4,000
18.000
5,000
8,000
2,000
2,000
2,000
8,000
8,000
4,000
2,000
12,000
2.000
54,000
6.000
3,000
6,000
binaria nao he um offeilo da impotencia da na- de coragem ; ma* nisto parece-me que elle
desconformou do juizo, que fizera, sobre a seve-
ridade de Bruto a respeito de seus filhos. Eu po-
rm, se folgo de ver dous viciosomluta; porque
a destruico de um delles apresenta-nos aappa
tureza por nao poder ir mais longe; pois aue ella
dohrando os nossos orgaos, deo-lhos um equi-
librio necessario as suas funeces : nem as po-
dia multiplicar no mesmo individuosem Iho des-
truir o eleito e por isso augmentou-lh'o rencia d'uma virtude. nao posso aplaudir o
dando irmaos at ao individuo. Os membros de combate de duas virtudes ; porque da anniqui-
iim corpo ajudo-so mutuamente; mas nao po-' loco de urna resulta se.mpre a apparencia de
juriosa B. amisade, todava he justa ; por que dem obrar, se nao em um s lugar ao passo um vicio. Por isso nao gosto de ver o amor da
a mxima inversa he vord;.deira isto he; queirm'os podem obrar de acrnrdo em bisares patria em combate com o amor paternal, ou
GABINETE LITTERARIO.
O Vice-director convoca urna reunio dos
senhores socios para o dia 23 do correte pelas
i boras da tarde na ra do Livramento n. 27 ,
!. andar a fim de se tratar da seguinte pro-
pona e pareceres :
Propoita.
Por emenda proposta do Sr. Costa propo-
nho na conlormidade do artigo 35 dos estados
a reforma total delles a fim de que a vista do
nenhum adiantamento qne tem o gabinete
2 annos pita c sejo olferecidos os livros o
mais utencilios do mesmo gabinete para prin-
cipio da biblioibeca publica provincial com a
condico de nao pode rom seralienauos c do
ficurem os socios gozando das mesmas regalas,
ndo
ve com o teu inimigo, como ae um dia tifes- diferentes, um nos campos, outro na cidade, fraternal; poisestabolocer guerra civil entre as que tem pelo artigo 23 dos estatutos cessa
. le cor pii amiffo. F.m verdade nutra se Ihe um dchnijC da ZCP.a trrida, O'JrO ^ *!- *,!*BJ WSS! h* pola nos Cpoc so L.t.s!qSM> rnnlnl.mrf o deede la nn, nacen
que he inteiramente contraria. Des- cUI, bomem nao cabe concbalas, im a Dos. Mui-1 todas as despezas a ser feitas por conla das reo-
oppoe


s
das provtnciaes logo que seja acceita a offerta.
Madureira.
Pareceres.
Convenbp no parecer do Sr. Dr. Madureira
om a restriccaode serein olTerecidos os livros ,
mais utencilios do gabinete ao governo para
a bibliotheca publica sem condicao alguma.
Dr. Figuertdo.
Convenho no parecer do Sr. Dr. Madureira
aem as restriaes do Sr. Dr. Figuordo.
Camargo.
Convenho no elTerecimonto com a nica de-
claracSo de cessar a contribuicao dos socios.
Mello.
Espera o mesmo Vice-director, que os se-
nhores socios compareci para deca idi rmda
proposta cima e pareceres.
Jos Bernardo Galvo Alcanforado ,
Vice-director.
THBATRO PUBLICO.
Seto e ultimo divertimento promettido pela
asignatura para o dia de quinta fcira 2i
de agosto de 1843 em beneficio de Rafael
Lucci.
Primeira parle.
O Beneficiado com sua (liba Madamoizelle
Carmella exe.cutar um lindo duelo pela pri-
meira vez, da opera la Donna del Lago, do M.
G. Rossini. [Le mi Bahere Vicende.
Segunda parte.
Madamoizelle Manoela Caetana Lucci, prc-
encher.i esta segunda parte com urna linda Mu
dinha Portugueza. Eu nao quero viver
longe.
Terceira parte.
Madamoizelle Carmella Adelaide Lucci, can-
tar urna linda Cavatina da opera l'orvaldo,
e Dorliska, do M. G. Rossini. Tuto e vano.
Quarta parle.
O Beneficiado com sua ilha M"damozelle
Carmella, executar. um lindo e jocoso du
eto, da opera Lexir d'Amoredo M. Caetano
Donizetti. Quanto amore. Ed io pie-
tata !
Quinta parte.
Executar-se-ba um novo, e jocos"l?anto-
mimo, intitulado O Alo jumento Militar ,
ou o Noivo Logrado.
Sexta e .ultima parte.
Para mais abrilhantar o divertimento dar
fim com urna mui linda e jocosa scena em
portuguez executada pela primeira vez pelo
Beneficiado juntamente com sua joven ilha Ma-
damoizelle Manoela Caetana.
O Beneficiado procura todos os meios de po-
der agradar ao respeitavel publico do qual es-
pera a sua proteccao.
N. B. So o dia estiver muito chuvoso nao
havera divertimento, transferindo-seodia an-
Dunciado por outro annuncio.
Principiar as 8 horas e meia.
mazem doSr. Francisco Das Ferreira prxi-
mo altandega grande.
Avisos diversos.
Avisos martimos.
Para Angola est sairo brigue S. Manoel
Augusto, quem no mesmo quisercarregar, enten-
da-secom Bernardo AntoniodcMiranda, oucom
o capito Manoel Simoes na praca do Coinincrcio;
pois o mesmo j ten; parte do seu carregamento
prompto.
= Para o Maranhao segu viagem em poucos
dias por ter prompta a mor parte do seu carre
gamento o Bergantim Dos te guarde capi-
t5o Joiio Goncalvcs Reis; quem nello quizer
carrejar ou ir de passagem para o que tem
exccllcntes commodos dirija-se ao mesmo ca-
pilao ou ao escriptorio de Manoel Joaquim
Ramos o Silva.
Para o Aracaty segu viagem imprele-
rivelmente no dia 6 de septembro prximo a
sumaca brazileira Rom Sucesso; quem na mes-
ma quizer carregar ou ir de passagem dirija-
se a seu proprietario Jos Manoel Fiuza ou
a bordo aocapitaoda mesma Joao Antonio da
Silva.
Leilocs.
=James Crabtreo& C* farao leilao, por in-
tervencio do corretor Oliveira, de grande e
variado sortimento de fasendas inglezasas mais
proprias deste mercado; quarta feira 23 do c rentc as 10 horas da manhaa em ponto, no seu
armazem da ra da Cruz.
= L. G Ferreira & C* farSo leilao por
intcrvencfio do corretor Oliveira e porconta e
risco de quern pertencer, dos seguintes arligos:
farinha de trigo presuntos para fiambre, ma-
cm seccas velas de esperiiiacetc vassouras ,
urna caixa de marroquins, cydra charutos, e
taimado de pinho ; ludo desembarcado de bor-
do da escuna Laura ( para cosleio da qual se
vendem ditos efleitos), capillo Payne, arriba-
da a este porto na sua recente viagem de Nrw-
York com destino Santa Helena : sexta feira
,-,, I J/\l l< M.nltil. r\,\ >!_
>i uv vuuuilic s iu uvias ua > > -------
O ARTILHEIRO N.73.
AHIO hoje e os Senhores assignantes ,
que o recebem na loja de livros da praca da
Independencia n. 6 e 8 podetn-no mandar re-
ce ber.
Sociedade Euterpina.
Hoje tem lugar a partida do corrente
mei.
Na ra da Cruz n. 38 segundo andar ,
d-se dinheiro a premio sobre penhores.
Oabaixo assignado previne ao respeitavel
publico que nao laca transaccao alguma com
urna letra da quantia de um cont sete centos e
de/, mil reis sacada por Silvestre Joaquim do
Nascirnento no dia 12 do corrente a 90 dias
precisas, e acceita pelo annunciante ; por quan-
to esse acceitc Ihe Coi dolosamente extorquido
com ameacas de pri/ao c processos crimes e
o abaixo assignado nao recebeo de ninguem a
importancia da mesma letra como em tempo
competente provar em uizo.
Josu de Jesuz Jardim.
TirSo-se passaportes para dentro e fora
do Imperio e folhas corridas com presteza e
commodidade ; na ra do Rangel n 34.
Quem tiver espelhos mofados, e Ihes qui-
zer mandar botar ac novo pode dirigir-se ao
atierro da Boa-vista n. 17, que se bota com to-
da a perfeieSo.
Oflerece-se urna mulhrde boa conducta
para ser ama do casa do algum hnmem solteiro,
viuvo ou casado mas de pouca familia ; quem
precisar dirija-so ra do Caldeireiro n. 6.
LOTERA de n. S. 1)0
LIVKAMENT.
No dia 30 do corrente mez
de Agosto, corre impreteri-
velment* esta lotera, fiquem
ou nao blhetes por vender,
e o resto acha-se nos luga-
res j ann.inciados.
Srs. Redactores.
Tendo apparecido em supplemento ao nu-
mero 175 do Diario Novo de quarta feira 16 do
corrente urna correspondencia a que prestou
a sua assignatura Manoel Antonio Gomes Ki-
beiro, da villa do Penedo, na qual pretende a-
trozmente ferira-reputacao e honra de homens
distinctos p >r seu saber e immaculada conducta,
ambos membros da representacao nacional
orincipalmente diTumar ao meuhonrado ami-
go o Sr. Lourenco Cavafcanti de Albuquerque
Maranhao, arrojando-lhe sobre a cabeca a no-
ta d'assassino e delapidador : rogo a Vmces. o
ao respeitavel publico o obzequio de suspende-
rem o seu juizo sibre os factos mencionados em
semelhant correspondencia at que aspessjas
all ultrajadas com a maior perfidia e ora re-
sidentes no Rio de Janeiro e fora do Imperio,
para onde esse libello famoso vai ser remettido,
posso justificar-se por esta mesma imprensa ,
e patentear ao publico a fonte de to ignobil
perversidade. Queiro no entanto acreditar-me,
Srs. Redactores
Seu multo atiento venerador e criado
L.
A serrara ao p da ponte da Boa-vista, ao
voltar para a ra das Flores, precisa do 4 serra-
dores pois tem muita madeira para dar a ser-
rar.
Anda resto urnas sacras com farello, que
se vendem por preco cqmmodo ; em casa de J.
O. Elster na ra do Trapiche n. 19.
Precisa-se d'um caixeiro, que entenda de
fazendas para tomar conta d'uma loja ; na ra
das Agoas Verdes sobrado n. 66.
Quem tiver, e quizer alugar um sitio perto
desta praca com bastantes arvoredos, e que
tenha boa casa de vivenda dirija-se ra do
Livramento botica n. 22.
Os Srs. Francisco Jos da Fonceca, e An-
tonio Manoel Teixeira, sargento do corpode po-
li da e a Sr.* Joanna Baptista Regia queiro
dirlgir-seao patio de S. Pedro n. 16 para se
Ibes entregar o que veio do Rio Grande do
Norte.
Na olaria da ra d& Florentina ha pti-
ma telha ladrilho, e tapamento de bom bar-
ro e muito bem cozido.
Manoel Joaquim d:i Silva, caixeiro do Sr.
rrmin^n Anfnnin rVOliiiPra vpnHn lima n.r_
cJo de capim para plantar, por preco muito
com modo.
O Sr. Jos Fernandes de Azevodo queira no
praso de oito dias ir remir os seus penhores ,
queempenhou pela quantia de 494S*00 reis do
contrario se venders para pagamento da dita
quantia fleando o mesmo Sr. sem direito a
reclam.icao alguma para o futuro.
Aluga-se o segundo andar do sobrado do
patio da Santa Cruz n. 14; a tractar no pri-
meiro andar do mesmo.
Mothodo de tingir os cabellos e as suissas.
Lavo-se os cabellos com agoa morna, e de-
pois esfregaou bem com clara de Ovo batida
afim de as desengordurar depois torna-se a
lava-Ios com agoa morna e estando enxutos,
molha-se urna escovinha ou pincel n'agoa do
vidro mesmo Tria e d-se nos cabellos at que
fiquem bem molhados, tendo o cuidado de nao
deixar pingar na roupa e para evitar o nao
pintar o rosto unte-so o dito com urna porcao
de banha. Estando bem enxutos eslrega-se o
rosto com urna toalha e sahe-se para a ra.
Esta agoa d-se urna ve/, por dia e mui pon-
cas vezes precisa de tres a quatro dias: adverte-
se que a lavagem com agoa, e clara de Ovo bas-
to s no primeiro dia. Este methodo o mais
simples, e o seu resultado o melhor que tem
apparecido : no fim de quatro mezesser bom
dar outra applicacao. Yendo-sc no pateo do
Collegio loja de chapeos n 0, e na ra do Quei-
mado n. 31, loja de ferragens.
=Uma pessoa que tem bastantes conheci-
mentosde latinidadeseolereceadar lices nessa
disciplina por muito cominodo preco, accom-
modando-se s circunstancias dos aprendizes ,
a urna ou duas lices por dia, ficando a bel-pra-
zer dos estudantes; e prometi que far todo o
esforco a fim de que seus discpulos tenhiio
muito adiantamento principalmente os prin-
cipiantes com os quaes os mestresde ordina-
rio pouco se esforeo, entregando-os discri-
aode decuriabs; quem do seu prestimo se qui-
zer utilizar dirija-se travessa da Concordia
casa n. 5.
a Vemlem-se saccas com farinha de mandio-
ca a 2:560 na ra da Cadeia velha n. 35.
= Os abaixo assignados fazem sciente ao
respeitavel publico que Dionizio Antonio de
Macedo deixou de ser seu caxeiro desde o dia
22 de agosto. Ferreira f Braga.
Besposta ao annuncio do Diario-novo de
hontem.
Roga-se da mesma forma aos Srs. socios do
= Gabinete Litterario = nao faltem a rcuniao
de hoje a menos que nao queiro de breve
testemunhar o desapparecimento desseestabe-
lecimento entro as rnas do quem julga mais
decoroso um mesquinho raleio do que a funda-
ca de urna bibliotheca publica provincial ; fi-
cando os socios com as mesmas regalas, e sem
contribuicao alguma ; lembrando-se todos do
fim que teem tido outras bibliothecas particu-
lares nesta cidade estabelecidas em outras po-
cas quo fora parar as rnas dos espertalhes;
e convem saber, que os 3 membros dacommis-
sa na sa menos desinteressados, que o
Socio deunteressado.
A pessoa que achou no porto das canoas
ao p da ponte da Boa-vista urna cachorrinha
de cr branca com manchas pardas as ore-
Ihas, querendu entregar, dirija-su a ra do
Rozario estreita venda n. 1, que recebar
dous mil ruis de adiado
- Ouern precisar de urna ama para casa de
pouca familia, (de portas a dentro) que sabe co-
zinhar engomar e cozer procure na ra da
Praia n. 35.
=0 hachare! formado abaixo assignado ,
avisa a quem convier, que advoga perante todos
os trihunaes desta cidade, prometiendo s par-
tes interessadas a maior actividade possivel, po-
dendo o procurarem a todas as horas do da na
rasa de sua residencia na ra do Livramento n.
26, no 1. ou 2.andar ; onde tambero recebe
alumnos de latun e francez porcommodo preco.
JoSo Fiancisco Coelho Bitancourt.
Urna mulher ;apaz de boa condu :ta se of-
fereco para amad; leite para criar meninos em
qualquercasa desta cidade, por preco comino-
do; quem do seu prestimo se quiser utilisar, di-
rija-se vendado Sr. Nicolao ao voltar para o
Mundo-Novo.
Quem quizer concertar casa sita na ra
Nova n. 50, dando-se-lhe a mesma casa por al-
gunsannos para pagamento das despesas se-
gundeo orea ment; dirija-se a mesma casa, se-
gundo andar, que achara com quem tratar.
O abaixo assignado, previne a todas as
pessoas desta praca, e do fra dola, que na re-
cebo lettras, nbrigaces, ou flaneas com o seu
iudosso, sem que estoseja feito na presenca dos
mesmos Srs., porque ha cerlo curioso que tem
a habilidade de Ihe furtar a firma, e servir-se
della como a pouco aconteceo.
Antonio Tei.reira Lopes.
Urna Sra. branca dequarenta etir/ anuos
de idade se olTerece para ama de casa de al-
jiim Sr., advertindo, para engommar, coser de
toda a qualidadc.e muilo principalmente deal-
f:ii:ili nnitimmar miiiln hom manAar a nr.
denar todo quanto for do governo de urna casa;
e assim quem estiver as circumstancias de pre-
cisar para fora, ou mesmo para dentro da pra-
ca; dirija-so a ra do Fogo casa n. i segundo
andar, que achara com quem tratar, e a mes-
ma Sra. presta fiador a sua conducta.
Como o Sr. Jos Francisco de Azevedo
Lisba dice em seu annuncio que reconhece ,
que pertence ao escriva e thosoureiro da9 lote-
ras nomear os agentes parciaes das mesmas;
cumpre-me responder-lhe, que emquanto me
na mostrar lei positiva, que isto declare, eu
insistirei na opinia contraiia pela simples ra-
.ao de que ninguem pode ter mais voto na fa-
senda alheia do que o proprio dono; por ex-
emplo se o Sr. Azevedo fosse o beneficiado a
quem govorno concodesse urna lotera (assim
como o Sr lente Gama)- e nomeasse um es-
crivao para Ihe preparar as sedulas, e cscrever
as sortes (que s a obrigacao do escriva) que-
reria que o dito esr.rivao Ihe nomeasse os me-
ninos para extrair as sedulas contra u sua von-
tade ou que atirasse fra com os menino* no-
meados pelo Sr. Azevedo para melter outros, o
isso sem ao menos dar-lhe parte (como aconte-
ccuoocasoem questa)? E om nenhum caso
na se dever dizer, que foi o escriva que
por mesquinho mandado fez acinte urna ir-
mandade, que acaba de o nomear s em attencao
ser cunhado dor. Azevedo? Isto na ainda
nada. O Sr. presidente da Relacao Muciel Mon-
teiro quando juiz, nomeou os meninos para ex-
trahir as sedulas quando se retirou para Eu-
ropa recninmendou, que se nao botassem esses
meninos para fora pela sua p->bresa;e na deve-
r haver attenc,acom um juiz como o Sr. Ma-
i iel Monteiro, que acabou de ser um bemfeitor
desta matriz? Us dous argumentos favoritos de
e dizer quo cssa tem sido a pratica, e que o es-
criva o responsjvel, sao inexactos ; por
quanto ao primeiro se responde que pratica na
lei, e isso menos praiica, do que abuso Ja-
inda que ignoro, qual tem sido a pratica ); ao
segundo se responde, que o nico responsave!
o beneficiado, ou seus administradores, o bom
ou mo xito recabe contra o beneficiado, o cr-
dito ou descrdito, tudo finalmente recabo lein-
pre sobre o beneficiado, e nunca sobre o escri-
va.O major, Jos Gabriel de Moraes Mager.
= Uma Scnhora de bons costumes seencar-
rega da criarao de meninos de peto impedidos ,
o dcsimpedidos, e tambem recebe meninos des-
mamados para curar da sua educaeo no que
promette esmerarse ; quem do seu prestimo se
qui/.cr utilizar dirija-se ao patio do Carmo
n. 2i.
= Aluga-se o 1. andar de um sobrado na
ra da Senzalla com bastantes commodos
para familia com quintal cacimba: an-
nuncie.
sa Perdeu-se desde o arco de Santo Antonio
at a igreja da Estancia um livro pequeo de
mu/.ica ; quem o achar e o quizer entregar,
dirja-se ra da Cadeia velha n. 50 que re-
ceber os agradecimentos do dono.
= Roga-sc encjrecidamento pessoa, que ti-
rou do correio urna carta vinda polo vapor Ba-
hianna que se v na lista com o n. 7877 e as
letras inniciaes M. J. S., caso quo seja para
Manoel Joaquim da Silva e que nao pertenca
a outro de igual nome que a tira-so, podera en-
trega-la em casa do Sr. Francisco Antonio d'O-
liveira na ra dAurora n. 26.
a Francisco Ferreira de Almeida embarca
para o Rio de Janeiro com o seu escravo Anto-
nio de liaran Rebollo.
Aluga-se quatro moradas de casa no sitio
do Cajueiro com grandes commodos ou por
anno ou para passar a festa e um sobrado
com muito bons commodos na Passagem da
Magdalena; quem o pertender dirija-so ao mes-
mo sitio para ajustaf.
Na loja do miudezas na praca da Inde-
pendencia aonde d'antes era loja de livros ,e
cncadernacao, recebe-sc lodo e qualquer li-
vro para se encadenar; em consequencia de
ter-M mudado a oflicina da dita para a ra das
Cruzcsem o segundo andar e por ser mais
commodo aos prctendenle9 entregara e rece-
berao seus livros na loja a cima mencionada
n. 36.
= Aluga-se o grande sitio denominado Ca-
pella da Casa Forte, na povoaco do mesmo no-
me, o qual lem proporces para ter 16 ou 20
vaccas alm de urna grande baixa para capim,
muitas frucleiras casa do vivenda estribara,
e cacimba com muito boa agoa ; quem o pre-
tender annuncie.
Precisa-so alugar urna canoa para con--
duzir agoa que seja grande e bem construi-
da pagando-se o aluguel mensalmente ; na
ra da Praia serrara de Hlva Cardial ns.
15el7.
Aluga-se urna meia-agoa no beco da Cam-
boa do Carmo ; dirija-se a ra larga do Roza-
rio junto a botica dos Srs. Barlholomeo & Ra-
mos no 2. andar.
Aluga-so um preto para todo o servico o
muito bom servente de pedreiro ; dirija-se a
ra larga do Ro/ario junto a botica do Sr. Bar-
tholomeo e Ramos, 2." andar.
Precisa-sc de um rapaz para caixeiro. que
entenda alguma cousa de escripta ebalcao,
n r.m Ar. pUf F"r2 de Port; ?., 122,
I


= Ninguem faca negocio com algum dos ne-
gros que d esa ppa recera o no dia 25 de junho
doorente anno, e suppoem-se terem sido
furtados os quaes andavo ganhando na ra ,
e teem os signaes seguintes Joiio do nacao
Urubauo ou Camund bonita figura alto ,
reorcado do corpo bem ladino, cabello es-
cantiado pouca barba cara larga cor nao
preta, canoeiro, cozinheiro. intitula-secaia-
dor e risonho quando falla ; Miguel, de
nacao Mozambique, molecote de bonita figura,
estatura regular cara bochechuda e redonda ,
olhos grandes c na flor da cara boca pequea,
risonho quando falla tem peitos muito pontu-
dos como mulher ; ambos parecem creoulos,
e o maior signal que teem terem marcas de
chicote as costas e nadegas ; quem os pegar
leve a seu senhor Jos Maria de Jess Munis na
ra do Crespo ou na loja de Cunha Guima-
res ou na botica de Antonio Pedro das Ne-
ves,no arco da Conceicao da ponte quo ser
generosamente recompensado.
Na ra Nova n. 63 tem prepares para ar-
maco de lgreja para festa defuntos ; ssim
como carros para conducao dos mesmos ves-
tem anjos vivos e morios, tudo com aceio ri-
queza e promptidao cera de aluguel e
tambem vende-se e pretos fardados; assim
como tambem vendem-se galoes, volantes, (ri-
a renda de todas as larguras rame de la-
tao para ornato de anjos velbute prcto, ffores
e tudo mais que se fa- preciso para feslas de
I grojas, anjos e defuntos por mais com-
modo prero do que em out'a qualquor parte
e tambem caixoes para defuntos e anjos.
Aluga sea coxeira da rua das Flores n.
20 com a frente para a travessa do Carmo, to-
da calcada de podra, e admite 4 carros ; a fal-
lar com o commandante geral do corpo de po-
lica.
= Vladame Theard previne ao respeitavel
publico e principalmente aos Snrs. logistas de
nao fiar nada ern sou nome seja a quem for ,
nem a seu caixeiro, sem um escripto ou pe-
nhor.
= Johnston Pater & Companhia avisoaos
Srs. de engenbosecorrespondentcsdos mesmos
fiesta praca que se acha completo seu esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos ta man los ,
machinas de vapor, de eondesacao c de alta
pressao da forca de quatro e de seis cavallos in-
glezes e taxas batidas e coadas o. promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto screm todos estes objectos
fcitos n'uma das principacs fundicesde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
Arrenda-se urna olaria na ponte de Ucha
pertencentc ao engenho da Torre ; a tratar no
atierro da Boa-vista sobrado n. 22.
Deseja-so saber qual seja nesta praca
a pessoa que tenha correspondencia com os
Srs. Manoel Bernardino Vieira de Mello, eo
Dr. Joaquim Manoel Vieira de Mello, ambos
moradores em Nazarcth do Norte para Ihes
serem entregues urnas cartas
Luiza Maria de Mcndonca pretende em-
barcar para o Rio de Janeiro sua escrava Rota
do gento de Angola
Precisa-se de um feitor, que trahalhe, en-
tenda de arvoredo, horta e vaneas para um
sitio na Magdalena ; na ra do Agoas-verdes
n. sobrado n. 66.
= Aluga-se um sitio na Magd alea com
boa casa coxeira estribara, baixa para ca-
pm ; a fallar na ra Nova n. 44 com Delfino
Goncalves Pereira Urna. .
A pessoa curioza, que no da 20 do cor-
rente que sem serimonia foi Picando com um
moleque que vinha da venda do Sr Manoel
Frmino com urna garrafa e um bocado de
sabo queira mandal-o quanto antes do
contrario ver o seu nome publicado e o mais
que for preciso : isto Ihe avisa o que deseja
as cousas por bem.
Da-seum cont de res a juros com hy-
potheca em alguma casa terrea ou em meno-
res quantias com penhores de ouro ; na ra
Direita loja n. 30.
= A loja do lartarugueiro n. 2 na esqui-
na que volta para o patio do armo fabrica
pentesda ultima moda e de todas as quali-
daoes ; assm como abre firmas c emblemas
para barricas e tambem prepara marfim para
retrato por preco commodo.
Francisco Pereira de Almeida embarca
para o Rio do Janeiro o seu cscravo Antonio ,
do nacao Rebolo.
Manoel Pedro da Fonseca precisa vender
o seu sitio na estrada do Pombal, por estar hy-
pothecado ao Sr Ignacio Jos de Couto; quem
o pretender falle a qualquer dos mencionados.
- Quem precisar de um homcm para pa-
daria que sabe bem desempenhar oseu lugar,
dirija-se a travessa das Cruzes n. 10.
O a'iaKo assignado tem justo e contrata-
do a compra de um escravo de nomo Antonio
Jos,-, pioteicente a Senhora Anna Placida
blical-o por esta folba no praso de 8 das ,
ou drigr-so a Fr.ra de Portas ra do Pillar ,
venda n. 88.
Manoel Jos Ferreira.
Da-se 4 K),000 rs a premio de 2 por
cento, com penhores de ouro, ou prata ; na
ra Bella n. 4 0.
Aluga- se a sala com duas alcovas do pri-
meiro andar do sobrado n. 3 da travessa do
Queimado outr ora beco do peixe frito ; a tra-
tar na vend a do mesmo.
- Aluga-se, vende-se, ou troca-se por
urna casa aqu na.cidadeum sitio com casa de
vivenda na povoacao do Montoifo a casa tem
i-ommodos para familia, tenidos lados terre-
nos para mais duas propiedades tem outras
muitascommodidades que s a vista se pode-
rlo avaliar ; quem pretender entenda-so com
Fr. Joao < -a prista no de Morid o ik a, que est
por o dono au'.horisado a fazer esse negocio.
Aluga-se um moleque de todo o servico,
ptimo co/inheiro e sem vicio algum; quem
o pretonder v ao segundo andar do sobrado
n. 16 run de S. Francisco.
Compras.
= Compra-se a obra de Pope em ingle".,
nova ou usada ; na ra das Trincheiras n. 18.
Comprao-se effectivamente para fora da
Provincia mulatinhas molecas e moleques ,
e negros de officio de 12 a 20 annos sondo
de bonitas figuras pagao-se bem ; na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
com varanda de pao n. 20.
Compra-se, ou aluga-se urna preta com
bom leite ; na ra Nova n. 3.
-- Comprase urna preta que saiba cozi-
nhar engommar e fa7er todo o mais servi-
co de urna casa ; na ra do Padre Floriano
n. 35, venda que fica junio o beco tapado.
Compru-se um candieiro de globo, que
esteja em bom uso e que seja proprio para
ter em cima, de mesa ; no atierro da Boa-vista
venda n. V.
. Continua-se a vender cal branca fina de
caiar a 1600 o alquere da medida velha, quei-
jos novos a 1200 espermacete de 6, e 6 em
libra a 720, e carnahuba muto alva de 7 em
cozinheira r na ra do Rozario da Boa-vista n.
53, segundo andar
= Vende-se a eslmavel obra sciencia do
Publicista de Fritot, em 11 v. em bom es-
tado e por preco commodo; em Olinda ra
Vendas.
te aiguem se acuu ww uvnw cjCia ju
- Vendem-se bules e cafeteiras do metal
'.'ie dillerent s moldes bacas de rame can-
dieiros, escrivaninbas, e perfumadores de la-
tao ; na ra Nova loja de lerragens n 41; na
mesma vende-j-e urna canoa bem construida ,
que carrega um rnilheiro do lijlos.
Vendem-se pares de brincos de ouro de
lei de diversos moldes um relogio moderno ,
de patente inglez .'abnete de ouro um di-
to pequeo horisontal um dito de rcpitico li-
vre sabonete de prata um transclirn de ou-
ro de moderno modello para relogio, botos es-
multados com grandes diamantes para abertura,
aneloes de diversos moldes um bonito alfine-
te para abertura urna pouca de prata de boa
qualidade, urna faca apparelhada de prata ,
urna coroa um par de fivellasde suspensorios,
e um dito para sapato tudo de prata ; as 5
Ponas n. 45.
X = Vendem-se chapeos francezes de seda a
7000 borzeguins gaspiados para homem e
meninos de todos os nmeros sapatos de cou-
ro de lustro para ditos, botins e meios ditos
de bezerro francez o de Lisboa sapatos de
couro de lustro para senhora c meninas, bor-
zeguins gaspiados para ditas sapatos com pal-
la para homem e meninos, sapatos abotina-
dos ditos de entrada baixa inglezes, botins
de lustro para homem, borzeguins de setia para
senhora luvasde seda para homem e senhora ,
ditas de pellica para homem, ditas enfeitadas
para senhora, espartilbos para senhora a 1800,
meias de seda para homem c senhora ditas de
algodo muito finas para meninas lencos de
seda para gravata ; ludo por preco commodo :
na cacada Independencia ns. 11, 13, o I'i.
ss Vende-se urna linda escrava de 14 an-
nos he cozinheira; na ra do Cabug loja
de miudezas n. 5.
= Vende-se um moleque do nacao de 14
annos, de bonita figura, e faz o servico de urna
casa ; na ra do Cabug loja n. 9.
Vende-se um escravo de nacao ; a pada-
ria n. 164 com todos os seus pertences: e urna
canoa fechada com mais de 60 palmos de com-
prido ; na ra das 5 Pontas n. 160.
Vende-se um sobrado ; a fallar no patio
do Gollegio na loja de bahus junto a de livros.
Vende-se um taxo de cobre em bom es-
tado com o peso de urna arroba ; na ra do
Cabug loja de miudezas junto da do Snr.
Bandeira.
Vende-se muito bom panno de algo-
dao da Ierra em grandes e pequeas porces ,
pelo barato preco de 220 rs. a vara ; na rija do
Crespo n. 23 Ija de Manoel Jos de Souza.
Vendem-se 5 pipas de agoardente de boa
qualidade e um braco de balanca e pesos
no patio do Carmo esquina da ra de Hortas
do lado direto n. 2.
Vende-se um terreno na ra Augusta ,
com fundo at a ra do Alocrim tendo ja casa
formada ateo respaldo, com 41 palmos de vo;
na ra larga uo Rozario n. 48.
Vende-se a propriedade denominada Cas-
sote a qual divide pelo engenho Giqui, pas-
sododito.cm trras da Ibura a qual tem
quasi meia legoa com mattas e agoa ; atraz
da Matriz da Boa-vista n. 24 casa de Do-
mingos Pires Ferreira
O abaixo assignado vende a parte, que
Ihe tocou por heranca de seu fallecido pai Ma-
noel Pires Ferreira na divida da Fazenda Pu-
blica do Rio de Janeiro a qual com os juros
anda por mais de 5 contos de reis ; quem pre-
tender dirija-se atraz da Matriz da Boa-vista ,
n. 24. = Domingo* Pires Ferreira.
Vende-se um burro hespanhol muito
grande e proprio para raca ; ao p da lgreja
de S. Amaro, ou na loja do Sr. Santos Neves.
Vende-se urna escrava de 16 annos, la-
va engomma ecozinha, a vista do com-
prador se dir o motivo da venda ; em Fora de
Portas n. 95.
Vende-se um preto robusto, sem def-
fcito ; na ra da Cruz n. 64.
= Ainda se continua a vender por barato
preco, para se acabar de liquidar contas, urna
grande porcao de trastes do superior qualidade,
ja por esta folha annunciados; na ra da Cruz,
armazem de trastes n. 63.
Vende-se por 500000 rs. urna negra
de 15 annos, cozinha, lava, engomma, e cose;
na ra do Cabug, loja de ourives de Joao Pe-
reira Lagos.
Vende-se um negro por preciso, de 22
annos, e de bonita figura; na ra da Praia
n. 22.
V- Vendem-se pecas de madapolo a 3500,
3800, 4000 e 4800 chitas finas escuras a
7500 e a 200 rs. o covado, ditas a 7000, 6400,
e 5G00 e a 160 o covado, brion trancado bron-
co de linbo a 1400 a vara, e pardo a 880 e 800
a vara lunzinha para calcas de bom gosto a
800 o covado ditas misturadas a 4" 0 supe-
riores casimiras para calcas de bonitos padroes
a 1800, ditas de listras muito encorpadas a
1400, cutim francez a 360, pecas do brota-
aba de linbo com 6 varas a 3300 ditas com
10 varas a 2000 cassa adamascada a 4800
5500 e 6000 o corte pannos finos de cores e
pretos esguies muito finos e outras mul-
tas fazendas por preco commodo ; na ra do
(Queimado loja de Manoel Jos Gonsalves
n. 27.
Vendo-se um cavallo do carroca com
seus competentes apparclbos por proco com
modo ; na ra Nova n. 33.
= Vendem-se pecas de chitas encarnadas
com flores amare!las a 7600 e a 200 rs. o co-
vado ditas de bretanha com 15 varas a 2400,
ditas de 6 varas a 1280 ditas de cassa de lis-
tras o corte com 8 varase meia a 2400 ditas
com flores de bonitos padroes a 200 rs. o cova-
do ditas de quadro e de listras a 160, fus-
toes para colletes a 400 cortes de velludo com
algum mofo a 1600 garca de seda para'vesti-
dos a 200 rs. o covado chita para coberta a
240 e 160 chapeos de seda para meninos a
320, pecas do cassa lisa lina a 5000, chales e camisa" de madapolo: quem o pegar leve a
de metim muito grandes a 1000 rs. e mais rua da genzala velha n. 136.
pequeos a 640 ditosde chita a 480 ditos _. No dia 2 de Junho do corrente ann0 u.
gio um escravo de nome
Gongo baixo secco ,
ponas finas levou varias
consistlndo em calcas de algodo azul, brancas
e de riscadinho branco e azul, jaqueta do mes-
mo e preta, camisas de riscado e brancas; q uem
Diario n. 40.
ss Vendem-se dous cscravos de nacao com
bonita figura um de 20 annos. cozinheiro,
e outro ptimo trabalbador de fouce e macha-
do ; na rua Dlrelta n. 3.
=Vende-se urna meia-agoa com dous quar-
tos e cacimba por preco commodo na rua do
Manoel Coco venda da esquina n. 20.
= Vende-se um escravo de Loanda com
boa figura carnlcelro e refinador de assucar;
na rua do Queimado n. 29 tercelro andar.
Vendem-se licores de diversas qualidades
agoardente do reino ani/., genebra espirito
de vinho tudo de superior qualidade e por
preco mais commodo do que em outra qualquer
parte ; na rcslilacao da rua de S. Rita n. 85.
= Vende-se urna meia-agoa sita no prin-
cipio da rua da Paz n. 1: a trattar na mesma.
=Vendem-se superior Jacaranda; na rua da
Florentina em casa de S. Beranger u. 14.
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. ntonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado, segundo o novo systcnia de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, del
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
proco da libra do de prlmeira sorte e em paes
160 rs. e o de segunda e terceira em p,
a 120, rs.
= Vend m-se barricas abatidas, ditas com
farello ditas com farinba de milho, meias Ji-
las com farinha de trigo ; na rua do Trapiche
novo n. 18 casa deMatheus Austln & Com-
panhia.
= Vendem-se mil palbas de coco ainda ver-
des por 10 rs- ; nas5 pontas, sobrado n. 62.
sa Vendem-se esleirs finas da India para
forrar salas cha isson a 2240 ; na rua da Ca-
deia velha n. 31.
= Vendem-se borzeguins e sapatos ingle-
zes para homem sapatos francezes de couro
de lustro para senhora tudo de
boa qualidade : na rua da Cadeia do
fe loja de fazendas n 37.
= Vendem-se 3 escravos de nacao,
20 annos, cozinhao e sao ptimos para png'-m
por terem bonitas figuras um dito camicelro
e entende do servico de campo ; duas escravas
de nacao, engommo, cosem, e cozinho, e
urna mulata rcolhida de 20 annos com as
mesillas habilidades ; na tua Direita n. 3.
muito
Recl-
, 2 do
que recompensara gener-
le cassa a 320 brim trancado branco de linbo
a 640 a vara algodo escuro com quadros de
bonitos padroes a 500 a vara, pecas de cam-
braia adamascadas a 5200, panno fino verde
escuro a 3000 o covado, dito azul a 3400 e
2800, chitas finas de assento escuro a 180,
a mais ordinarias a 160, metim rouxo e verde
escuro a 160 pecas de paninhocom 10 varas
a 2600 e outras multas fazendas por preco
commodo ; na prlmeira loja ao p do arco da
Conceicao.
Vende-se urna farda de guarda nacional
e um bonet; na rua do Queimado loja de
ferragens n. 13.
= Vende-se a pratica judicial de Vanguer-
ve em dous volumes em bom uso, e pelo m-
dico preco de 16,000 rs. ; em Olinda ludeira
da Misericordia sobrado n. 7.
*^ Vendem-se os seguintes livros em latim ;
Tito Livio Virgilio Salustio Ovidius e
em francez; Telemaque, Diccionario de John-
son em 2 v. ; grammatica franceza de Durand,
por preco commodo e em bom uso ; na rua es-
treita do Rozario loja de cera n. 3, das 11
horas da manha as 3 da tarde.
Escravos fgidos.
r= No dia 15 do corrente fugio um preto de
nome Benedicto de nacao costa representa
20 annos sem barba alto e magro bastan-
te [lernas bastantes finas ps grandes e apa-
Ihetados e do p direito nao joga o dedo
grande be bastante ladino : quem o pegar
leve a rua da Cadeia do Recife a Joao Jos de
Carvalho Moraes
smente.
= Desappareceo na noite de 16 do corren-
te o escravo Jacintho de nacao Benguella, de
40 annos alto, os joelhos metidos para den-
tro ps apalhetados com falta de denles na
frente e tem um lobinho em um dos cotovel-
los pouco barbado falla meioabestado, le-
vou chapeo de seda preta velho, calcas de brim
Antonio de nacao
feio nariz chato ,
pecas de roupa ,
o pegar leve a N. S do Terco n. 20 ou a 'Vil-
la de Pesquera ao alferes Francisco Marques
da Silva que ser recompensado.
= No dia 18 do corrente fugio o preto Jos
Innocencio estatura baixa cheio do corpo ,
apropriado u cabra cabellos grandes nariz
afilado, pernasarquiadas levou vestido cal-
cas pardas camisa branca e chapeo do pa-
Iha ; quem o pegar leve a rua da Cruz n. 4 ,
que ser gratificado.
Fugio no dia 27 de Junho desle anno o
moleque Jacintho, crioulo meio fulo, de 10
annos rabera redonda e pequea cara re-
donda maos e ps pequeos e seceos nariz
chato tem urna hcda no olho direito nao
he muito secco do corpo levou vestido cami-
sa de algodo ja velha e rota e calcas do mes
mo panno ja muito sujas ; quem o pegar leve
ao Forte do Matlos na prensa de Jos Biboiro
; proprios para pesar carne secca; na rua da Sen- nos ; na rua das 5 Pontas n. 41.
- ;s!a BvVS .".. 7. V*nde-s* nma Korav de i
Vende se urna cabra (bixo) com muito bom ; de Brito quesera gratificado com 508000 rs.
leite, e com cria propria para "
criar meni-:
nacao moca .! Hecikr na Ttp. dr M F. ns Fama. =1843


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