Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05031


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno ce 1843.
Sabbado 19
ludo agora depende de nos meimnc- ,1. .
linuezo, como principiamos, eT~ """', Pradenc'f. ."""'^o, e encgi.:
cuh... P Sere,U0" Pon .do coa. .dm,r.,.io entre ., tjELjL
de'Ag'Osto
con-
' i>acei nuil
( Proclamado dt A.semblei. Ger.l do Brasil.)
Goi.nn. .p .P1AflTIAS OOSCORREIS TERRESTRES
Cabo, Serin'i le-n Rio Formlo P.irlo Cal, \I.,-.,', .11
;::.....^'''-''-^vta--^:1''
neg. Luzebio 5ac. And do J de D. da i.
4J lerg. Aisumpgao de N Sra.
4C> Quart. s. RqUe F 4U(| do J. de da 1 '
47 yuint. M.mede M. Aod do J. de da c. r.
4ft Se. ,. Lauro M A*ud do J. de D da 2. t
4i Sab. Luij |J. F. Re. And do J. de D. da 1 v
20 Don. s_ Joiqaim Pai de ti. Sra.
>*>
v
Kft:
AVISO.
Aassignaturadesta olha '., contar do 1.. do
sao de 3S700 por tr.mcstr e a 08 s ,
crjptores. que a receben, pe,0PC0rre0i cin ^
sequencadeseremos-^ osad'ianta
AnnoXX. n. na
Bal.
--------------^- i "'iwvsi-mr^rnraRKVBnrww^
O Diimo publlca-ae lodoa o. diai que nao forem 5 nlifi-idov p praoo da aiaignalara n
a'VV' de'" "' r" I"" >,/> v B"i i do. que n.io forem k rulo de Miris p .r linl., A. reclama-;oe derem .erdiri-
gidas a esli lip ra d Crme.N. V,, ou .praq. da Independencia toja de lirros N. 6e8.
cambiosNo da 4S
Cambio aobre Londrea 2o a 25 j.
Paria 3>U ren pur franco,
. Li.ba ll por 100 d.pr.ario. B d. 4,00'J
,, PlT-P.tc*
fld.eda ce come 2 por cenlo, o. < .
Id..d.l.lr..d.bo,fa. J.,. dilo, Mr .,.-..
PHASES UA LANO MEZ DE AGOSTO.
Lu. Chela i 10, 2 horase -8 .. d. n, i l.u. no lG millul0, d. ,.rd,.
Qu.rt. -mS.l8,.4bora..20.. d. |^u.rt. c,0# 2, a, 0 hora, e 7 da larda.
Preamar de hoit.
II hora. .42.. da mnhja. | ali hora,. O, da tarda.
**
de A^o.io. compra
OuB.o-Mo.da da 8,100 V. 16 800
N. 46,JJ
s>,i)0
i,y o
1,9*0
renda,
17UU0
I6.80U
HAOO
1,940
i,l'4o
1,940
l
,jtj.--
Oaverrio (ja Provincia.
EXP EMENTE DE 9 1)0 CBRENTE.
".. a0 inspector do Ihesnuraria das
renaai arovinciaes, auctorisando-o conlrac-
tr o Itatroainonlo das niadeiras da ponte do
jifa com o licitante Pedro Antonio Teixeira
w.diiar.es, a quem aquella thcsouraria prele-
no por ofleracer de va n la ge m /. lasenda o
abale de 2388393 no preco do orcamento. que
icou por isso reduzido 1: .O0S00O reis : e de-
volvendo as propostas dos 3 concurrentes.
Dito. Ao conunandante geral do corpo de
polica declarando em resposta ao seu officio
do 5 desto mez que mande reformar a olha
das forragens, na conformdadeda tabella para
o presente semestre : visto nao t-r lugar o pa-
gamento pela tabella do anno inanceiro prxi-
mo passado em consequencia de conter o valor
das forragens soh a liase de 640 reis, c ser o
orcamento actual de 480 reis. Communicou-
se ao inspector da thcsouraria das rendas nro-
vinciaes. '
Dito. Ao engenlieiro em chele das obras
publicas significando que pode mandar passar
o termo de recebimento das obras do atierro e
ponte do Bujary.
dem do da 11.
OfflcloAo inspector da ttiesouraria das ren-
das pro\inciaes, significando em resposta ao
seuol!iciode8dcste mez, que a quantia de rs.
634088 que o commandanle geral do corpo
de polica requisita para saldar as despesas do
respectivo hospital deve Bear em divida at
que a assembla legislativa provincial na futura
sessao decrete undos para seu pagamente; vis-
to j se ter despendido a quota de 3:000 000 rs.,
marcada no orcamento provincial para as des-
pesas do dito hospital no annr inanceiro prxi-
mo passedo. Olliciou-se a respeit) ao com-
manuante (eral do coipo de polica.
Dito Ao mesino, devolvendo os papis re-
lativos a desposa feita por Felfa Fernandes
lortella com ofoinecimento d'agoa e luz para
a cadela do termo do lionito desde Janeiro al
19 de agosto do 1842; e neterminando, que man-
de salislaser a referida despesa na conformida-
deda ino.macao do contador daquella tliesou-
raria de 7 do presente mez.Communicou-scao
eteftado do termo do lionito.
Dito|)o secretario da provincia ao com-
mandanle (eral do corpo de polica scientifi-
cando-o de haver-se mandado fornecerpela the-
souraria das rendas provinciacs os dmis livros
em branco quoS me. requisilou para o expe-
diente do hospital do coipo do seu commando.
Dito Do mesmo ao administrador d mesa
dos precos corred tes dos gneros de exportaefio
oo passado armo inanceiro de 1842 1843.
DitoDo mesmo ao commandante dn brlgue
cuna Leojntdina, disendo, que o Exm. Sur.
''residente lien sriente de se haver concluido o
fonselbo de uerra do segundo sargento do cor-
Pode artilharia de marmlia, Alexandre Jo. de
urvalbo, ed. ter sido oreo jul^udo incurso ni
arlr! IS dos de guerra; c manda-lhe conimu-
mear que em occasiao opporluua ar reinet-
er o dito reo para a corle.
sSdr6 em SeSSl de 3I deiulho Pro*'mo pas-
Dito Ao mesmo F,xm. Sr., propondo tam-
hem para demissao ao sargento Joao Antonio
(creira, por ser miope, e adoentado.
IHIoAo mesmo Exm. Sr., informando o
requerimenlosobrea pretencao de Manat dos
.Sanios da Luz, que solicitava rtemissio, em con-
tudo0nCia dB haVCr Sd irnl>rPranente recru-
DiloAo mesmo Exm. Sr., significando-lhe
em resposta ao seu officio de 31 do ulho, que
08 soldados do segundo batalhao de artilharia
P [boje 4.) Antonio da Silva Barros, Joao Pau-
lo, Manoel Justino, e Thom Pereira, que nesta
provincia, no seu trajelo de Maranbao crtr-
W. Iiearao em tratamento no hospital, nao po-
ma.) Ii.ar perteneendoa esta guarnicaocomode-
lerminava o aviso da reparticao da guerra de 11
'lo mesmo mez por ter o ultimo soldado fale-
cldo a 17 de agosto do anno passado, e os mala
embarcado para acorte no vapor Crrelo Bra-
*'!<;>roa 8 dejunho, conformo se participara em
Un iodo da seguinte acompanbado das guias
destas, ede outras pracas que embarcaras na
mesma occasiao.
-Dito Ao commandante geral do corpo de
polica requisitando as guias dos permutantes
invlidos Alvaro de Luna Freir, e Francisco
Xavier de Freitas, que ao ser propostos para
reforma.
Dito Ao commandante do batalhaS de arti-
maa p. exigindo a remessa da guia, pela
qualfoi extrahidaa quesepassoua 11 de abril,
quefoi anexa a p'roposta de reforma.
Porlaria Mandando abrir assentode praca
voluntaria no batalhao de artilharia p, ao
paisano Guilherme dos Santos Sazes Cadet.
dem do da 3.
OfficioAo Exm.Presidenle, participando-.'he
que havendo adoecido o tenente comandante in-
terino da fortalesa de Itamarac Jos Ignacio de
Medeiros Reg Monteiro, em falta deolliciaes
da terceira classe disponiveis n.,meara o atie-
res reformado J. p.de S. Magalhaes para o subs-
tituir no commando.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., procurando sa-
ber, se na secretaria do governo existia anexa a
um requerimento, a publica forma da patente
de aleres de segunda linha Antonio Pires da
Silva, para servir de de officio no conselho de
guerra a que la responder, visto que o mesmo
Pires recusava entregar a patente original, acha-
va-se sem meios para mandar extrair a publica
forma, e indicava a existencia da que cima se
menciona.
Dito Ao inspector da thesouraria, instan-
do pela remessa das fes d'omcio do capilao Ma-
galhaes, aleres Gomes, ealmoxarife Simiaoda
cruz, esta pedida em officio de 19 de junho, e
aquellas em datas diversas.
Dito Aoalferes reformadoJ. P. de S. M.,
communicando-lhe que no impedimento do
tenente Medeiros, o havia nomeado para tomar
o commando interino da fortalesa de Itama-
rac.
DitoAo tenente J. I. de M. R. M., com-
dous soldados que lnalisara suas sentencas.
e remessa da correspondencia oftlcial da Ilha .
visto o patacho ter ue seguir dalla para outro
destino.
Dito Ao commandante do deposito' com-
municando-lhe, que o Exm. Sr Presidente por
oflWo de 20 de julno ultimo, conceder faeul-
dade ao invalido permanente Luna Freir, para
residir em Iguarass, ficando todava obrigado
as revistas de mnstra.
PortaraDando d misso ao soldado Miguel
Ribeiro, queacabava de cumprlr a sentenea de
quatro anuos de prisao com trabalho na Ilha de
Fernando.
Dita Ao commandante do batalhao do arti-
lharia. mandando assentar praca ao paisano
Thom do Xasoim-nto Barata, em lugar do sol-
dado Narciso Concia, que desertou ficando de-
sonerado o negociante Fradellos, da llanca que
pres'ara pelo dito Crrela, que nao obstante
respondera a todo tempo pela desercaS.
DitaAo commandante do batalhao desta-
cado, mandando de ordem do Exm. Sr. Pres-
dante excluir com guia para o respectivo corpo,
o guarda Jos lavares de Mello.
rhesouraria da FazondaA
EXPEDIENTE DF. 27 DO PASSADO.
OfficioAo Exm. Presidente da [irovincia ,
informando o requerimento do ex-cirurgiao da
Ilha ae Fernando de Noronha Sebastian Jos (Jo-
mes, em que pedio a gralificaco de 25800 reis
mensaes que compela aos cirurgioes mores
dos hospitaes militares pelo tempo em que
servio no hospital da dita Ilha.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado, disendo, queencontrando-se em algumas
guias dos rendimentos daquella reparticao o li-
tulo=Direito8 depositados, que excederao a
um anno, esempre sem declarac3o a que di-
reitos pertenciao cumpria declarar-lhe que
a taesdircitosquandosedes.se sabida no livro
dos depsitos como pe tencentes a fasenda pu-
blica deviadar-sea entrada no livro da recei-
ta geral, corno se praticava com os mais rendi-
mentos, para quando fossem recolhidos the-
souraria apparecerem incluidos no titulo a que
pertenciao.
DEM DO DA 28.
Officio Ao Exm. Presidente da provincia ,
informando sobre o novo plano para as loteras
do tbeatro publico.
Dito Ao commandante das armas rogando,
em consequencia do ollicio do Exm. Presidente
da provincia de 21 dejunho prximo lindo, em
cumprimento do imperial aviso do ministerio da
guerra de 31 de rnaio ultimo, que remetteo por
copia, o exameeito sobre as contas das despo-
sas daquella ministerio pagas por esta provin-
cia, no mei de junho de 1812, evpedisse as
suas ordensao commandante do batalhao n. 2
de artilharia p, nao s para que se entender-
se com o commissaro fiscal do dito ministerio
sobre as irregularidades e engaos encontrados
ras relacoes de mostra daquelle mez e prets
a que dore dar-se urna prompta e seria solu-
Qo : o interesse dos proprietarios o reclama,
o inundo commercialo deseja, e espera: o pro-
Itrio amor nacional assim o demanda.
Com erTeito, que funestas e gravescon-
sequencias devem inevitavelmente resultar
de toda e quaiquer demora no que respeita
organisacffo duma saludar reforma r" urna
depreciaco sempre progressiva nos merca-
dos europeos, que em breve se elevar a
ionio de n?o poderem mais ser compensa-
dos os esforcos e sacrificios dos cultivadores :
um embarazo successivo as Iransaccdes
commerciaes; emlim um quadro offensivo
para iodo () Brasileiro, que cioso do renome
territorial da sua Patria, e que delia deseja
com ardor a prosperidade, ve com despeito,
quealgumas ilhas desseminadas pelo Occea.-
ni) Athlanlico Ihe arrancilo a palma da indus-
tria agrcola, e pela superioridade de seus
assucars Ihe paraliso a estraerjao dos <|uo
prodtizem militas de suas provincias. Toda-
va a rica fertilidade do solo brasileiro in-
contestavel: a natureza Ihe prodigalisou lan-
o todos OS seus favores, que. para assim di-
zer, bera se pode chamar o flho mimoso da
creaelto : como pois acontece que seus pro-
ductos sachariferos nao igualem e at uSo ex-
cedSo osdessas lenas caneadas e empobre-
cidas por una cultura j antiga e permanen-
te, e das quaes algumas estariflo ja lia mui-
to lempo incultas ailo seren os estrumes
que a cusa de grandes despe/.as s5o para ali
transportados de diversos [ionios da Europa?
Ajudados pois da nossa conviccao vamos
Ver, se nos e possivel explicar esta singular
anomala.
.......... ,. ... !., u,,,. | respectivos aflmdeserem reformados, e re-
municando-lhe a nomeocao cima, e ordenan-1 medidos a respectiva secretaria de estado ; mas
do-lhe, que asendo entrega do commando com tambem para que a fasenda publica fosse indem-
as devidas formalidades, serecolhesse a capital, i nisada do quaiquer quantia, ou pagamento in-
afim de entrar em tratamento, conforme pedia | devido que se tivesse feito corno ordenava o
em seu officio do 1. do correte, cdDendo Ihe l citado officio, e que para evitar-se estas e ou-
Comniaiido das Irmas.
KXPKDIBNTS DO 2 DO CORENTE,
OfficioAo Exm. Presidente, para que hou-
vesse de propor para demissao o lu riel Claudi-
><> Jos de Mello, cano de esquadra Joao Fer-
Dandes, e soldados Joao Baptista, Antonio Jo-
s de Santa Anna. Felis Antonio de Oliveira
Salero Jos, Leopoldo Francisco da Silva An-
Wlio Jos Jannario, Jos aplisla de Almeida,
e Aiexandre Anecleto os 6 primeiros dearli-
i*rla p; o stimo de cavallara, o oitavo de
rtuices, e os ltimos do deposito; iodos con-
que os veacimentos do destacamento neste mez
se remettiao a ser entregues por um inferior, que
devia regressar ao balalhao.
Dito Ao juiz municipal interino da piimei-
ra vara, slgniflcando-lhe, que o soldado Miguel
Ribeiro, que acabara de cumprir sua senlenca,
lora nesta data demittido passando-lhe urna
ressalva, por nao eslar ligado a nenhum corpo.
dem do da *.
OfficioAo Exm Presidente, informando
o requerimento do padre capellao da fortalesa
de Itamarac. noqualsupplieava ao corpo le-
gislativo melhoramentode sold.
Dito Ao coronel commandante interino da
fortalesa do Brum disendo-lhe que na artua-
lidade nao era possivel que o destacamento Ios-
so corninanaado ,)or ollicial, e providenciando
acerca do inferior, que dona comrnandar a guar-
da do portad. .
Dito Ao inspector da thesouraria, exigin-
do i f d'oflicio do invalido Antonio da Crui ,
para a vista d lia poder com acorto satisase
una exigencia do ministerio da guerra.
Dito Ao commandante do presidio de Fer-
tras.requisicos. e para maior facilidade do ex-
pediente e promptidaodo aervieo convinha, que
tambem expedisseassuas ordensaoscomman-
danles doscorpos e Torlalesas, e aos mais offl-
ciaes, quecooravao quantias para desposas mi-
litares, para quose prestassem ao convite do
commissaro fiscal quando chamados sobre
duvidas de vencimentos, que podessem de roo
monto serem ellucidadas.
Dito Ao inspector da alfandega para in-
formar sobre as duvidas que apparecera na
conta das despesas feitas por aquella reparti-
cao, no mez de junho ultimo.
Com n nica do.
OBSERVACO'ES
PONDEROSAS SOBRE
ASSUCARS.
OS
A urgencia d'um melhoramento no fabrico
dos assucars lo Brasil nSo mais urna pro-
posicSo eventual, que possa ser deferida n-
determinadi......nte urna necessidade ab-
soluta.
,,., "' ".----........'.......i'---.. <- i'uu Aucomiiianuanie no presidio de Per-I solla, impon.w. ,. ,,,........i,, ,... ., I,...1.. ,..........".....,%"" "wcraui i-
O motivo, que ha provocado una classifi-
caffiotao desfavoravel aos assucars do Brasil
nos lugares de grandeconsummo, nao tem,
em verdade, porcansaa ingratidfio do solo,
conm.so presume no Estrangeiro, e um ab-
surdo admittir,que os terrenos essensialmen-
te proprios para a cultura da caima existfio
principalmente em Cuba, Jamaica, Martinica
o outras libas do Archypelago das Antilhas:
que lasomente possao produzir-se assucars
ricos na cnslalisacao, bules e he gradua-
dos na cor! nao,certamentenfio I porquanto
nos tomos examinado aqui assucars bruios
d'uma vista tAo satisfatatoria, como os de
primeira marcada Jamaica e Martinica: as-
sim como amostrasdassucars purgados, que
reunem todas as qualidades dos memores
da Havana : temos igualmente notado muitas
ve/es e nao ha Sr. de Engenbo que d3o te-
nba I ido iniiiias occasioes ,le (azor a mesma
observa cao entre formas da mesilla trela e
do mesmo tamanho, urnas darem o peso do
Iros arrobas o meia, em quanlo que outras
a|ienas dfio duas o meia, ou quando milito
tres: temos finalmente visto caldo decanna
que tratado com ocarvilo animal tem pro-
ducido assucar forte, compacto, e que por
sua alvura e pelo brilhante de seus cristaes
licanao 80ao par, mas ale excedo muito a-
quelle que boje concorre aos mercados co-
mo superior, do forma que nao o o terreno
quem no Brasil inlluo sobre a bondade dos
assucars, antes pelo contrario urna reflexao
satisiatona e miii natural vera collocar-seao
lado tiestas observacoes, e que o solo da
maior parte das Antilhas, cada vez mais es-
gotado, obngar seus cultivadores, parasua-
tentarem a repulacaode seus assucars,asa-
cnhcios sem limites, a despezas onerosas,
sondo tributarios inseparaveis da industria
estrangeira para conseguirem todos os agen-
tes de melhoramento, taes como os estrumes
saiiguo descocado, oarvao animal, as Provincias do Brasil, em que se cultiva a
caima, com sua prodigiosa quantidade de
tenas novase vigorosas, suas cnnunieraveis
norestes virgens, tendo mao e por baixo
preco os meios de aperfeicoamento, nao tem
necessidade senaou'um primeiro e fcil es-
iorco, para se igualarem na balance ; e
duma perseveranca sustentada, para com o
lempo a fazerem mesmo pender em seu fa-
vor, por consequencia nao nophenomeno
da vegetacao que se deve procurar a origom
do mal, mas mu no methodo vicioso, empre-
gado na manufacturado dos assucars: elle
so a causa doapparecimento destas singu-
lares contradiccoes, fructod'um trabalhoir-
ie-ular ,|a upplicacao imnioderada n n..
?OSUiiiu que nos lcalis fa/oni as pessoas


E por tanto de toda a necessidade que esta
velha rotina sem mcthodo razoavel sem com-
bnaeao theorica que data rom insignificantes
modilicacesda introduccao da canna neste vas-
Co e rico territorio teuha um termo ou pelo
menos se refunda pouco e pouco na nova escol-
la e que uina revolueao racional se ofectue.
Em muitos engenhos desta provincia algumas
mudencas se ho feito nos assentamentos para
utilisar lodo o calor do cotnbuslivel e aug-
mentar pida el vaco daalvenaria a capacidade
das caldeiras afim de se apresentar mais espa-
co ao desenvolvimonto das espumas o que di-
. minuindo a applicacio da cal ou potassa I los
deixa tempo de oxereer sen poder depurador.
Estesys'.ema de que Dutroned os mais circuns-
tanciados delalhes em sua excedente obra sobre
a fabrica-fio dos assucars as colonias foi usa-
do na Martini a e na llavana desde o lim do
seculo ultimo logo depois da sublevaciio pol-
tica de S. Domingos: sua introduccao aqu ,
SO atindanlos ao antigo mcthodo conbecere-
nios. que um passo para a perfeicao mas
insufficientc cm seus resultados, pira sobre-
mnntar a distancia i|U0 existe entre os assucars
do Urasil, eos do; lugares, emqueos novos mei-
os de melborainento esto em vigor : por ou-
tro lado os procesaos mais modernos iheorica-
mente apresentados leen parecido mui dis-
pendiosos e de umj complioaeo superfina
para attingir ao (im desejado. pota entre es-
tes dous extremos, (pie 6 mister procurar o re-
medio ., porque eahir no excesso do exagera-
aooul,rar asdiflfiouldades a vencerInseuara-
veis des^e luxo de taclias, de tornciras deca-
nos de bonillas de cobre e de outros ipare-
Ihos aperfeieoados que ahsorvendo sommase-
normes, diiwnuem milito os recursos do costea-
men'.o agrcula- eve-se por isso perscru'ar
urna reforma til generalidadn e cm relaeao
aos indios de todos os senliores de engenbo. Se-
ra alm disto mais satisfatono p ira a gloria da
industria brasileira que tal reforma fosseem
seus pontos cssenciaes nina obra nacional, e nao
urna imitacio estrangeira.
Bmprehendremos por tanto demonstrar em
um outro prximo artigo a possibilidado desta
innovacao.
lim amigo dagricultura.
Variedade.
outros, posto que discpulos da escola de S-
crates.
Nao ha nmisados nao envenedadas.eduradou-
rasdoqueasdccollego.doque a numeras provas
em as disputas dosTheologos. mchelieu, vlndo
a ser Cardeal, e Ministro mandou queimar
vivo por eiticciro a Urbano Grandicr, por Ihe
haver imnugnado urna these em a sua licenca
da Sorbona. Em verdade os homens illitte-
ratos aborrecem menos violentamente : porem
os letrados sabem mais amar. Os ignorantes
tern apetites mais robustos os sabios lem-os
mais delicados.
Como as verdadeiras am'sades residem na
virtude he certo que nao ha amisade com-
parave! de um homem instruido e virtuoso.
A amisade cobre a vida dn mais doce sombra
tilla assemelha-se a essas arvores sompro ver-
des que esto ao mesmo tempo carregadas de
llores de fruclos. Ha amisade mais terne ,
que a de Cicero a l.elio de Virgilio a Gallo ,
O CATUPUCEIKO.
A AMISADE.
A amisade he urna harmona entre dous en-
tes que tem as mesma9 precisos : por isso he
ella mais cominum nos fracos, que nos pode-
rosos. He maior il'um menino para outro ,
que d'um menino para um velho ; he mai>
forte na idade das paixoes, do que na primeira
idade; he m lis constante na idade vivil do que
na adolescencia, emoeidadeporque perspectiva
dos servidos por lazerajunta se a lembranca dos
servigos feitos e os sentimentos da nature/a
fortifico-se nelo seus hbitos.
A satisfazlo das mesmas precisos geraa ami-
sade, pois s o seu apetite, produz a ininusade.
Os olios, que existem ntreos homens ( c at
entre osanim.ies ) nao provm se o da con-
currencia das mesinas paixoes para um objecto,
que se nao pode repartir. Eis porque o a-
mor engendra ciumes e a guerra amisades e
a rasao lie ; porque o amante para reprodu-
zir-se nao ha mister companheiros, edestes
carece o guerreiro para d slruir.
A amisade nasce primeramente das preci-
sos (sicas, e podo subsistir milito tempo pe-
las simples relicoes de prazer de gpstuS d e
xercicios ede interesses Ella ao depois es-
tn le-se s precisos intellectuaes, e augmenta
comasluzes.e estudos das mesmas artes e das mes-
masscienoias; a final loma -se virtude; porque re-
quersucrificios, reconhecimento, e indulgencia,
e s he constant 0 sublime quando se fir-
ma nos sentimentos da Divindade e da huma
nidade que nunca varan.
Os livros de Moral aproveito amisade ;
mus prejudicio aos amigos ; pois tao commodo
he sobar qualquer em sua bibliotheca um ami-
go sensivel csrlare ido discreto sempre
disposto a fallar-lbe. e de humor sempre igual,
queistobo parte paraquesedesprezemosamigos
de fra. Os grandes escriptores arrehatao a
sociedade as nossas almas. Platao depois de
haver coroado a Homero quera que este
mesmo fosse banido da sua repblica : mas eu
antes qui/era se adoptassem todas as boas o-
brns de moral porm s fossem coroados os
bons amigos.
Os amigos mais numerosos c man constan-
tes achao se antes entre as pessoas que leem
pouco do que entre as que leem muito, e at"
de maravilla se enconlrao litteratos que lacio
bem a cus colegas. A mor parte dos Mecenas
tem sido homens pono instruidos como por
exemplo Augusto e Lu?. 1 \ Muitas se/es on-
':: ZZ iisv"" I instriirrfio dao-se taes ciumes .
qu>> os dispoe malevolencia. Aristteles,
Platao, e Xenolontc lorio nimigos uns dos
Polion de Plutarco a Senecion de Tcito
a seu sogro Agrcola ? Todava sao mui sujei-
tas a contratempos pssas amisades consulares :
as mais obscuras sao as mais lelizes e as mais
fortes encontrao-se muitas ve/es, som duvida
como una compensacao em os estados, que
exper/mentao mais perigos. Tem-se notado ,
que os soldados e os marinheiros sio mais
sensiveis amisade do que a mor parte das
nutras classes da sociedade : elles se lig8o e
desligSosob a uns dos outros : parece quo
os perigos, a quo seexppe de parceria es-
treito os lacos da sua mutua affeico. Tam-
bem a amisade parece que cresce com a dis-
tancia dos lempos e lugares : por isso qual-
quer lembra-se com mais intoresse de seusa-
migos que esto mais longe dos da sua in-
fancia mais que dos contemporneos, mais
dos morios que dos vivos
Nao sei se o livro de Cicero sobre a amisa-
de tem feito grandes amigos: mas o esqua-
1 ro sagrado de jovensThebanos, formado por
Pelopidascontinha um bom numero dellps. os
quaes, depois de haver vivido em perfeitissi
na nnio perecern todos juntos arrostando
o inimigo. As grandes companhias de jovens
Lacedemonios compostns por Cycurgodo aman-
tes e amadas noerio, sono escolas de
amisade, tanto que entre si davio-se os no-
mes de irmaos. Os seus primeiros deoses cro
os gmeos celestes Castor e Pollux ; e entoa-
vo liymnos quando iao ao combate. As
simas harmonas da amisade foro os primei-
ros arrestos da Repblica de Lycurco bem co-
mo as podras d'umedificio poetas duas duas
porpontos alternativos sustento toda a sua
massa.
Seria impossivel educar meninos d'uma vas-
ta naci pelo modo dos Espartanos, cujos es-
lavos exerciao todos os misteres, at a agri-
cultura. Os Espartanos eriio urna especie de
monges militares, que tinbao por irmos leigos
os Ilotas. Eu quisora que dous educandos
podessom adoptar-se mutuamente como amigos,
e livessem muitas propriedades cm commum ,
orno os vocabularios os papis e os livros.
Elles serio obrigados a dar publicamente ra-
sos da sua esculla que devra ser fundada na
virtude, exposta assim pouco mais ou me-
nosPor causa de tal acto louvavel que ha
chegado ao meu conheciinento voto a fultfno
uma amisade fraternal e Ihe rogo me con
sugre a mesmaDesta maneira elles aprende-
ran a conhecer os de\eres e o lim da amisade:
os mais virtuosos seriao os mais procurados.
Destas adoptos reciprocas e publicas resol-
tara o gosto da virtude, o habito dos mutuos
soccorros e a constancia as ligacos. Tam-
bem desojara se lessem muitas ve/es aos mo-
cos rasgos celebres de amisade tirados dos an-
tigos como o de N'iso.e Euryalo toadmi-
ravelroonle descripto em \irgilio. Pyladese
Orales sao mais celebres na historia e nos
llieatros: mas as virtudes criminaes desto ,quc
por vingar a morte do pai a^sassinou a pro-
pria mai e que para agradar a uma amasia ,
le quom era odiado mutou a Pyrro junto ao
qual se achava como embaixador, sao actos de
mui peiigoso exemplo. Pelo contrario a ami-
sade de Niso e Euryalo nao respira seno
innocencia, obediencias sleis, ternura fi-
lial, e maternal. Finalmente estes dous ami-
gos coroo a mais bella vida pela mais bella
morte perecendo um pelo outro na execuco
d'um acto virtuoso. Nao quero dzer com isto,
que este pedaco da poesia seja o mais bello da
Eneida ; mas estou persuadido que be um
dos que mais tem interessado a alma amante de
Virgilio, Elle o termina desejando que
a recordacao da sua amisade dure em seus ver-
sos em quinto a posteridade do Eneas der leis
ao Capitolio. O seu vol passou muito alem ;
josdevinganca que de perdi: seus aucto-
res bem que estimaveis assemelhao-se a
certos conciliadores desgeitosos que em voz
deeongracar, dispartem cada vei mais os inimi-
sados : entretanto a qualqucr he mais til sa-
ber como deve comportar-se cOm os seus ni-
migos do quo com os seus amigos. Na ami-
sade guia-nos o coraco e basta que nos
deixemos arrestar de suas affeicSes: mas no
caso do inimisade o coraco desvaira-nos, se
cedemos a seus movimentos ; donde rcsulto
vingancs, quo no tem lim. O que ha de pior
he que as grandes inimisades nao nascem or-
dinariamente seno das amisades; sirvi de
exemplo os odios entre irmos to fallados desd a
mais remota antiguidade.
No coraco humano ha um sentimento de
reacco que nos leva a ressentir tanto a inju-
ria quanto o servico e a fazer tanto mal ao
nosso inimigo quanto bem ao nosso amigo :
quem muito ama inuitoodeia. Os sclvagens,
obedecendo aos impulsos da nature/.a olTere-
cem a seus amigos tudo o que possuem suas
cabanas seus viveros, e algumas vszes as pro-
prias mulheros, e filhas : mudo de nome com
elles choro de gosto com a sua chegada, e de
magoa quando se separao. Mas estes mesmos
homens to amantes com quo odio feroz no
tracto aos seus nimigos! Elles incendeio-lhes
asaldeias matio-lhes sem piedade mulheres ,
e filhos, queimio a logo lento os prsioneiros
de guerra e os devoro vivos. Taes forao por
largo tempo os costumes dos to gabados Gre-
gos; e quando ji civilisados escrevro, como
um elogio completo, em o tmulo de um de
seus maiores homens, que ninguem o tinha le-
vado de vencida em fa7er bem a seus amigos e
mal a seus nimigos.
Alm disto obsprvo que o poder do homem
estende-se muito mais long em delictos. do que
em be.ieficios. Nos no construimos uma casa
para um amigo, que he pobre nem sabemos
adquirir-lhe urna reputaco se elle he obscuro,
nem restituir-lhe a sado se esta enlermo ;
mas quam fcil nao he sem soccorro de outrem
destruir habitaeo d'um inimigo pelo logo, a
sua reputaco pela calumnia e a sua vida pelo
assassinio Logo o resentimento cujos effei-
tos sao tao facis, e funestos tem mais pro-
ciso de leis que o reconhecimento tantas ve-
zes impotente: pelo que entendo, que para nos
regermos em nossas inimisades devemo-nos sa-
ber regular as amisades. O coraco he um
imn que tom dous polos oppostos, um que
atrahe outro que repelle, isto he ; o amor,
o a mbicao. O amor pode descarrear-se em suas
primeiras affeicSes principalmente pela educa-
Co ; por que nesta elle talvez contraa depra-
vac5es.
Para evitar as loucas amizades, e a incons-
tancia das inclinacoes communs a primeira ida-
do desojara que cada educando motivasse pu-
blicamente a escolha do seu amigo por algumas
qualidades louvaveis. Como porm dest'arte di-
rigimos para a virtude as primeiras affeicSes do
seu amor d'abi resultar voltarem-se para o
vicio os primeiros odios da sua ambicio. Toda-
va como o seu amor se estende da virtude pes-
soa do virtuoso a sua ambicio poderia passar
do odio do vicio do vicioso e por uma conse-
quenoia natural doseiar-lho a doUruico co-
mo a de outro qualquer ente malfa/ejo o que
compre evitar cuidadosamente. Em nosso pro-
prio coraco est o regulador entre estas duas
paixoes oppostas e vem a ser ; o sentimento
combinado da humanidade, e da Divindado:
esle he quo nos inspira o la7ermosa outrem o
que quizeramos se nos fizesse. Elle combina-
se fcilmente com o reconhecimento que nos
mostra um amigo em um homem e oppe-se
ao resentimento mostrando-nos o homem no
noso inimigo. De balde a rasSo exaltada pida
amlico nos appresenta a vinganca como uma
justica ; pois que a virlude no-la appresenta da
sua parte como pertencente as leis, e anda mais
a Dos. s le s smente he, que temos deixado
o resentimento das nossas injurias; maso reco-
nhecimento dos beneficios esso temos guardado
para nos: c por esta rasio he que as leis bu-
manas nao puncm a ingratidio.
Nao ha iniuria que fique impune do que
temos infinitas provas em as historias de todas
as nacoes. Ellas tem sido recolhidas pelos mais
virtuosos escriptores que sio tambem os mais
celebres como sejo Homero Xenophonte ,
TaciKi, e Plutarco. Tem-se cscripto a filosofa
da Historia para a escoimar de seus erros : mas
devra-so < screver trnibem a sua moral para Ihe
dar um fim. A historia das nacoes no prova
menos uma providencia, do que a da nnture/a,
A pena diz Platao segu o peccado. Se
nem sempre se manilesta aos olhos dos homens,
nem por isso existe menos n'alma do criminoso.
sofra os mos e estes muitas vezes prospera-
vio Elle responde-Ibes, que os maos sio ins-
trumentos da vinganca de Dos para com os po-
vos corrompidos: que nao sendo para elle a mais
longa vida humana se nio um instante, tanto
monta que os mossejio punidos imrned.ata-
mente depois do seu crime como vinte ou
tr.nta annos depois; que elles estio na vida com
seus remorsos, como criminosos na pr.sao com
urna corda ao pescoco. e que em vez de ser eje-
cutados de manhia o sio a tarde : que as de-
moras da justiua Divina cro a seu respeito um
elleito da sua bondade que Ihes dava lempo
para arrepender-se; finalmente que esta impu-
n ;dade apparente provava a existencia d outra
vida depois da morte onde cada um seria
recompensado, ou punido segundo as suas.
aeces. ,
Em verdade fra a mais absurda das contra-
dices, se a Providencia se estendesse sobre toda
a naiureza excepto sobre a vida humana. As-
sim como nio desenvolvemos a nossa tasao, se-
nao sobre a sua ntelligencia devemos formar
pela sua justica a nossa moral; e ho do nosso
proprio interesse o conormarmo-nos com isso ;
porque sendo nos uns ntcs fracos precisa-
mos da clemencia de Dos, e da indulgencia dos
homens. Tu nio podes (dzia Marco-Aurelio
Tallando a si mesmo) supporta.r os mos, que os
proprios Deoses supportio por toda a eternida-
de Queres fogir da sua malicia o que te bo
impossivel, e nio queres desapegar-te da tua
propria o que te he possivel!
Se alguem pois nos oflende podemos per-
guntar a nos mesmos Por ventura nunca of-
rendemos a ninguem? Nunca murmun mos,
ralumniamos despresmos injuriamos? .Mas
l _\ ^=_ !_.....,.< o (diremos) no o ruemos sem rasao : com tuao
nunca ha raso para ofender: e do mais por
que o nosso inimigo comette uma njustioa para
cornnosco devemos querer tambem praticar
outra para com elle? Fra disto ponhamo-nos
em seu lugar. Se fosemos culpados a seu res-
peito, nio teriarnos de que nos queixar ; se in-
nocentes estara em erro para cornnosco ; pois
aborrecera em nos um homem que em nOs se
nao d. Finalmente neste mesmo caso obremos
com elle, como quizeramos, que obrasse corn-
nosco se o houvessemos odendido ; por quo
seguramente nio quereriamos, que se elle vin-
gasse.
[Continuar-so-ha.)
0$ remoques. Ancdotas.
Tres irms amavio cada uma o seu preten-
dere ; mas todos elles tinhio sua falta. O da
mais velha era adoidado; o da segunda era coxor
o o da terceira alm de sofrer accessos de epi-
lepsia tinh,a os ps nchados. Apurando um dia
entre si, a segunda disse que o amante da
mais velha nio tinha cabeca a ultima disse ,
que o desta no tinha p e a mais velha ai re-
matou que oda terceira no tinha ps, aera
cabec.8.
C0MWIERC10,
A lan riega.
Hendimento do dia 18......... 7:9528162
Nio lia descarga para boje.
llovimento do Porto.
Navios sahidos no dia 18.
Cabo Veide ; barca ingleza AlarySfAnn ca-
pitn William Bruce carga lustro.
Rio Grande do Sul : hrigue bra/ileiro Sagita-
tarto capitao Jos Jouquim Gomes carga
diversos gneros.
m?
ileclaraces.
porque o* seus versos durrao mais, que o Plutarco escreveo a este proposito um excellen-
mes.no Imperio Romano te tractado com u titulo Por que ajust,ca
Ha mui ludios tractados sobre a amisade ; fh'vina algumas reies differe a punt(ao dos de-
mas nao os conheco sobre a inimisade Os que lelos. Elle responde mui bem s objecces
falli do perdi das injurias, suppe nisto los hpicuristas do seu tempo que nem como
tapia malicia que s vezes excitio mais dse- os do nosso rejeitavo a Providencia; por que
GABINETE WTTEIUK10.
O Vice-dircctor convoca uma reunio dos
senhores socios para o dia 23 do corrente pelas
| horas da larde na ra do Livramento n. 27 ,
1. andar a fim de se tratar da scguinle pro-
po.ta e pareceres :
Proposta.
Por emenda h proposta do Sr. Costa propo-
nbo na conlormidade do artigo 3o dos estados
a reforma total delles a fim de que a vista do
ncnbum adianlamento qne tem o gabinete
2 annos ptia ca sejo ollerecidos os livros o
mais utencilios do mesmo gabinete para prin-
cipio da bibliotheca publica provincial coma
condicio de no poderem ser alinanos ede
licarem os socios gozando das mesmas regabas,
que tem pelo artigo 23 dos estatutos cessando
qualquer contribuid o desde ja po> passaiem
tooas as desper.88 a ser fritas por cotita das ren-
das provtnciacs logo que seja acceita a "licita.
Madureira
i)
imn.t*nc
Convenbo no parecer do Sr. Dr. Madureira


I*
com a restnccaodesercm offerecidos os livros
maisutencilios do gabinete ao governo par
A bibliotbeca publica sem condicao alguma.
., Dr. FiguerSdo.
Lonvenho no parecer do Sr. r. Mudureira
em as restnecoes do Sr. Dr. Figuordo.
r Camargo.
Lonvenho no eflerecimenta com a nica de-
claracao de cessar a contribuico dos socios.
Mello.
Espera o mesmo Vice-director, que os se-
jihores socios compareci para decidirem do
proposla acirna e pareceres.
Jos Bernardo GalvBo Alcanforado ,
Vice-director.
Belacao das Letras vencidas e nao pa<*ns, arre-
cadadas pela collecloria do municipio do Rio
Formoso, que por ordem do lllni. Sr. ins-
pector recollii a thesouraria da hienda para
serem os setis devedores quizados a saber:
Urna letra de Carlos Jos Cavalcanto vencida
cm 30 de Maio de 1810 da quanUa de 808000
urna dita de Fernando Pereira R-,go vencida em
8 de Janeiro de 1811 da qu,nlia de 58650 .
urna dita de Caitas Jos* C.^.kante vencida em
30 de Maio do 184! .^ quantia de 80S000,
urna dita de Jos Ludido Rodrigues Hamos
rss!Sr?<,eD'Me,brodfl mi d &
de 300S000 >dm9 dita ,, Frtincisi.0 (i;,.ha
Wanderley v ^fa ,,m 3 de Jilneiro Je 18V2 ^
quantia d toOSOOO urna dita do dito vencida
em 8 ir,) Janeiro de 18V2 da quantia de 8008,
JJ dita do dito vencida no 1.a de Fevereiro d.-
US da quantia de 200g000. urna dita de Jo-
ao Baptista Paes Barreto vencida em 25 de ar-
co do 18i2 da quantia do 208000. urna dita
do dito vencida cm 26 de Marco de 1812 de
108000, urna dita de Joao Francisco dos San-
tos iqueira vencida em 10 de Abril de 18i2
de 1508000, urna dita de Jos Candido Rodri-
gues Ramos vencida em 2 de Maio de 1812 de
1008000, urna dita do Dr Pedro Gaud ano de
Dates o Silva vencida em a de.Maio de 18V2 do
808000, urna dita deJosCandid^Rodrigues
Ramos vencida em G de Maio de 1842 de 2008,
urna dita do Jos Tavares da Costa vencida em
2\ de Maio de 18V2 de 008000, urna dita de
Joao Baptista Paes Barreta vencida em 25 de
Maio de 1812 de 1008, urna (Tita de" Carlos
Jos Cavalcanto vencida-em 30deMaiode 1842
4e 808000, urna dita de Thomai Cavaloante
deSiqueira l.ins vencida em 30 de Maio de
1842 de 108, un.a dita de Joaquim Jos Fer
reir da Corta vencida em 25 de Novembro de
.1842 de 80S000, urna dita de Jos Tavares di.
Costa vencida cm 4 de Dezemhro de 1842 de
708000, urna dita de Francisco da Rocha Wan-
derley vencida em 3 de Janeiro de 1843 de
Admimst.raco do patrimonio dos orfos.
Peranto a administraeao do patrimonio dos
orlaos se ha de arrematar a quem mais der no
dia 21 docorrente me/, as rendas da casa n. 26
na ra da Madre de Dos ; as pessoas, que so
propozerem a arremata-las pdenlo compare-
cer no indicado dia s 4 horas da tardo na casa
das sessoes da dita administraeao, com seus fia-
dores.
Sala das sessoes da administraeao do patrimo
mo dos orlaos 16 de agosto de 1843. J. M.
da Gruz, escripturario.
Avisos martimos.
= Para o Havre sao no no dia 10 de Setem-
hro o brigue franco/. Bey capito Juge ; quem
quizer carregar n"este navio dirija-se ao con-
signatario Lo Bretn Schramm & C.
Segu impreterevelmento para o Rio de
Janeiro no dia 22 do corrente o patacho Sao
Domingos o que se avisa para as pessoas que
tiverem escravos a embarcar o fazerem na ves-
pera ; a tratar com Gaudino A. de Barros.
Para o Rio de Janeiro segu com brevi-
dade o patacho Josephina para carga e passa-
geiros ; trata-se com G. A. de Barros, na pra-
ca do Corpo Santo n. 66. ou ao capito a bordo.
Para o i-.vre ha de sahir
di a5 de
no dt 2J de agosto rorrete a
bem conhecida barca franceza Ca-
simir Delavigne por j ter o sen
carregamento prompto, porin an-
da recebe passageiros para o que
rejn excellentes commodos ; a trac-
lar com os seos consignatarios H.
Lasserre frCompanliia na ra d.i
Senzalla Velha n. i38.
Avisos diversos.
dirija-so a ra Direita n. 64 primeiro an-
dar.
O Sr. Jacintho Antonio AITonso quoira
reicao que Iho coube de sua mcaoao por falle -
cimento de seu muido Jos Francisco da Res-
surreicao Rodrigues Moura querond > comprar
annunciar a sua morada para se lliu fallar ou a outra metude que tocou a dous orfos lillios
dirigirse a ra do Crespo, sobrado de 4 anda-
res n. 10.
LOTERA de n. s. do
L1VKAMENTO.
No dia 30 do corrente mez
de Agosto, corre impreteri-
velment esta lotera, fqueni
ou nao billietes por vender,
e o resto aeha-se nos luga-
100S000, urna dita de Francisco S. TiagO Ra-
mos vencida cm 7 de Janeiro de 18 Wde 1008,
urna dita de Francisco da Rocha Wanderley
vencida no l.de Fevereiro do 1843 de 200$.
urna dita de Joao Bento de Goveia vencida em
13 de Marco de 1843 de4008000, um dita de
Joo Baptista Paes Barreta vencida em 23 de
Marco de 1843 de 208000, urna dita de Joao
Francisco dos Santas Siquoira vencida em 6 de
Mrilde 1843de 1508000, urna dita dejse
Candido Rodrigues Ramos vencida em 2 de
Maio de 1843 de 1O0S00O. urna dita do Dr.
Pedro Gaudiano de Bates c Silva vencida em 5
de Maio de 1843 de 1008000, urna dita de Jo-
s Gandido Rodrigues liamos vencida em 6 de
Maio de. 18*3 do 2008000, urna dita deJoa
quim Francisco Cavalcanto de Alhuqucrquc
vencida em 0 de Maio de 18*3 de 200*000,
Ulna dita de Joao Baptista Paes Barreta vencida
ern 25 de Maio de 1843 de 1008000, urna di
ta 00 Francisco Jos de Arau|o Lopes vencida
cm 29 de Maio de 18 W de 1258000. urna dita
de Curios Jse Cavalcanto vencida em 20 de
Maio de 1843 de 808000. urna dita d Fran-
cisco da Bocha Wanderley vencida em .'{1 oe
Maio de 1843 de 20OO. Somma Total
4:4608650 reis.
N. B. s letras acceitas por Joaqnim Jos
Ferreira da Costa de 808000. e por Jos Ta-
vares da Costa de 708000 e de 608000, depois
de se acharen) recolhidas a tbesnuraria, o de
terem sido remeltidas jui/o : lorio por mim
receidos os seus importes, e recolhidos ao cofre
da mesma thesouraria cm 5 do corrente mez e
anno. Recife 1 i do Agosto de 1813.
Jos Luiz da Silva GuimarSes.
O administrador da meza da recebedoria
das rendas geraes internas tendo por muitas
ve/es annunciado pelos Diarios, aos moradores
do bairro do Recite >anto Antonio, o Boa-
vista para viiem pagar o imposto de escravos, do
hunco e carros poucas pessoas tem viudo pu-
gai ; e por isso pela ultima voz annuncia que
se at odia 21 docorrente nlovierem pagar,
passarft a tirar mandados e proceder judicial-
mente contra os omissos. Recebedoria II de a-
gostodel843 Francisco Xavier Cavalcan-
1 u' sl'uuouer
SE,*
O ARTILHEIRO N.72.
k^AHIO boje e os Senhorcs assignanles ,
que o recebem na loja de livros da praca da
Independencia n. 6 o 8 podem-no mandar re-
ceber.
Precisa-se de urna lavadeira que d fia-
dor falta de roupa ; ou alguma Sr.* que
tendo escravas lavadeiras se queira encarregur
de mandar lavar a roupa dosaprendizes meno-
res do arsenal do guerra: quem o pretender an-
nuncic para ser procurado, ou entenda-se com
o Pedagogo no quartcl dos mesmos apren-
d zes.
= Uma parda \ uva de bonscostumes, e
queda fiadora sua conducta offerece se para
ser ama de casa de homem solteiro ; as pessoas
que pretenderen) dirijo-se ra da Roda so
lirado n. 46.
Aluga-sc o segundo andar do sobrado da
ra Direita n. 129 por preco commodo ; a
tratar no primeiro ndar da mesma casa.
Herliel subdito Francez relira-se para
(ora do Imperio.
Turquais & Herliel desmanchrao amiga-
velmenle a sociedade. que entre elles havia no
armazem decometves da ra da l.ingoeta ,
litando encarregado da liquidacao da dita firma
o Sr. Turquais.
Ollerece-sc urna mulher de boa conducta
para ser ama de casa de algum homem solteiro,
\uvo ou casado mas de pouca lamilia ; queiii
precisar dirija-so a ra do Caldeireiro n. 6.
C^"Ginseppe Marinangcli ad-
vrrte aos Senhorcs que pnssueni
hillictes paia o Concert de mimen
vocal e instiumental que dar-
se- no salao da Sociedade Jpolli-
nea hoje 19 do corrente mez .
que elle principala iinpreterivel-
niente s 8 horas em ponto.
Maria Joaquina de S. Tbom prolessora
publica substitua das cadeiras dcprimeirus let-
trasde meninas desta praca,. ensina particular*
n ente ler. escrever, contar, arithmetica, e di-
versas quulidaais de costuras, tumliem recebe
era Slia casa afumas meninas, e meninos de
pessoas, que morao fora dacidadj, ou que mo-
rando nella as queirito confiar a sua educaco ;

.(lilil JUCILHUI.1
iliINUSw uc
res j ann nciados.
A pessoa que no dia 13 do corrento mez
procurou na ra de llortas n. 118 o homem ,
que quera ser feitor doengenho, ou tomar
conla de urna barcaca pude no dia 20 deste
me/, procura -lo na mesma casa onde o achara
presento visto no dia 13 el e nao ter podido
vir do mato por se adiar molesto.
O Sr Antonio Baptista Clemente queira
ir atraz do iheatro concluir o negocio porque
nunca se pode em casa encontrar.
Precisa-se alugar urna casa pequea que
tenha bom quintal, e com arvoredos pela
Passagom da Magdalena ou Santo Amaro ;
annnoie,
Antonio Jos Bandeira e Mello avisa aos
Senhores que Ihe vendem e comprao fasen-
das em sua loja que deixou de ser seu caxciro
o menino Victorino por ser milito vadio o dis-
soluto ; e o mesmo precisa d'outro na ra do
Cahuga loja de miude/as o rap.
= Precisa se fallar com o Sr. Joo Antonio
Gonsalves, morador na cidade da Pa rali iba ,
"U a quem suas vezeslizer, negocio de seu
interesse ; com o Sr. Jos Ignacio do Araujo ,
morador na Lagoa Grande do Pao, comarca da
mesma ; com a Sr.* I>. Marcelina Maria do Es-
pirito Santo viuva que ficou do fallecido Joao
Pimental, moradora na serra da Raja da Pa-
rahiba ; e com o Sr. Jos \ cente da Silva ,
morador no mesmo lugar na ra de Santa Ri-
ta nova n. 93.
Joao Miguel da Costa pertende embarcar
para o Rio de Janeiro o seu escravo Paulo.
= Aluga-se por preco commodo urna canoa
aberta o liem fabricada que carrega 500 ti-
jolios de alvenana"; dirija-se a ra da Praia de
Santa Bita sobrado n 1 do munhaa at as 9
horas, e de tarde das 2 em diante.
= Precisa-sc de um caxeiro portuguez que
entenda de venda, na ra da Santa Cruz n. 58
ou 60.
= Continua-se a tirar passaportes para den-
tro e fra do Imperio, na ra do Livramenlo
n. 26 t. andar
Aluga-se por preco commodo um grande
armazem na ra eslreita do Ro/.ario : na ra
do Livramento n. 14.
Quem tiver urna vacca, dando Icite, quo-
rendo para a mesma muito bom pasto com
bastante capim em um sitio na estrada da Soli-
dade com a condicao de dar todos os das urna
garrala de le te, dirija-se ra nova loja n 58.
Avisa-se ao "r. I. V. A. R. P. B., que
deve ao abaixo assignad) urna letra da quantia
de781j760rs principal, cuja divida Ihe
tem sido pedida por immensas ve/.es, baja de
mandar pagar o mais breve para nao obrigar
ao abaixo assignado a usar dos meios judiciaea ;
e quando assim seja preciso publicar antes o
seu nome por externo
Elias E mil i n llamos.
Urna pessoa, que tem bastantes conhecimen-
tos de latinidade se olfcrecc dar licoes nessa
disciplina por mu commodo preco accom
modundo-se s circunstancias dos alumnos, a
urna ou duas licoes por dia Picando a bel
pra/er dos aprendi/.es ; e promette empregai*
todos os esforcos afim de que seus discpulos te*
nhao o maior adiantumento possivel, principal-
mente os principiantes com os quaes de ordi-
nario os inestres pouco se interessao deixan-
do-os discricao de decuriaes. Quem de seu
prestimo se quizer utilisar dirija-se Inverna
da Concordia n. 5 ; na mesma precisa-se de
um criado que d fiadoi sua pessoa e pa-
ga-se liem.
= O abaixo assignado previne ao rcspeitavel
publico que nao |cj transaccao alguma com
urna letra da quantia de um cont sete centos e
do mesmo queira dirigr-se a ra do Rozario
estreitan. 29, 3. andar, que achara com quem
tratar, auctorisado legalmente de tudo pois
d-so toda a preferencia, urna vez que |
senhor di outru melado.
s= Pelo jui/.o de orfos o ausentes se ha do
arrematar era hasta publica segunda feira 21 do
corrente pelas 4 horas da tardo a porta do
mesmo juiz urna morada de casa terrea com
chaos proprios sita na ra do Cotovelo per-
tencente i Calharina Soares de Jess viuva do
Joao de Torres da Hlva, e esta a ultima praca.
Teixeira & Vndrade previnem ao respeita-
vel publico que Augusto Ferreira Pinto dei-
xou de ser seu caiviro desde hontem (17) 9
por isso que nao se responsabilizan por qualquer
tranzaccio que o dito possa fazer em seu no-
me d'essa dacta em van te.
=Jos Antonio Alvos Bastos embarca para
o Rio de Janeiro seu escravo de nome Estevo.
Segueinpara a Franca, com escalla por Lis-
boa o portuguez Francisco Eduardo Alvos \ 1
anua sua mulher, sua ir m, e duas creadas.
Precisa-se de um caixeiro d idade de 13
a 14 annos, po'uco mais ou menos para urna
venda no hoco do Peixe Frito n. 5.
=Jacintbo Antonio AlTonco comprou a Fran-
cisco Jos Gomes um moleque de nomo Mi-
guel, denacio Mucambique, pura embarcar
para o Bio de Janeiro.
==^uem perdeu urna canda de amarello, no-
va com Mi palmos de comprido e 3 palmos
de boca, dirija-se ao estalleiro de Joao Thomaz
Pe reir que est du posse da mesma, pois Ihe
loi entregue por um soldado da companbia de
artfices, o qual se chama Antonio Jos do.Sa-
cramento, o o mesmo espera ser gratlicado ge-
nero/a 1 ente.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da Cadeia Velha n. 1 por cima da venda do
Pitomba proprio para estviptorio, ou homem
solteiro.
=0 abaixo assignado, procurador da cmara
municipal da cidade d'Olinda avisa a todos os
foreiros da mesma cmara, que se acba promp-
to a receber os foros vencidos, todas assextas fei-
ras das 10 horas da manha ata s duas da tar-
de na ra do Crespo loja n. 13. Antonio
Vunes de Mello.
= Madame Thard tem a honra de parti-
cipar ao rcspeitavel publico e particularmente
a seus freguezes, que por causa dos concert
que precisou a sua casa foi obrigada a sahir
d'ella e que agora mora sempre na mesma
ra nova porm quasi defronto n. 41, onde
morou o Sr. Tlnmaz de Aquino ; e sempre se
acba em sua casa um grande sortimento de cha-
pjos de senhora de seda muito ricos dos lti-
mos padroes, ede muito bom gosto ; sempre
tem e faz marrafas crescentos chinos ca-
bel eiras, e cabellos de todas asqualidades ;
flores para a cabeca vestidos &c. Ac.
Mothodo de tingir os cabellos e as suissas.
Lavito-so os cabellos com agoa morna, o de-
pois esfregao-e bom com clara do ovo batida
alim de asdesengordurar depois torna-sea
lava-Ios com agoa moma e estando enxutos ,
inolha-se una escovinha ou pincel n'agoa do
vidro mesmo fria e d-se nos cabellos ata que
(quem bem roolhados, tendo o cuidado de i.ao
deixar pingar na roupa e para evitar o nao
pintar o rosta uute-se o dito com una pon ao
de banba. Estando bem enxutos eslrega-seo
rosto com urna toalba e sahe-se para a rus.
Esta agoa d-se nina vez por dia e mu pou-
cas veies precisa de tres a quatro dias: adverte-
se que a lavagem com agoa, e clara de rtvo bas-
ta so no primeiro da. Este inetbodo o mais
simples e o seu resultado o melhor que tem
apparecido: no fm de quairo me/es sera bom
dar outru applicucao. \ ende-se no puteo do
Colk'gio loja de chapeos n 6, e na ra do Quei-
mudo n. 31, loja de ferragens.
=Aluga-seumptimo escravocomsa habilida-
des seguintes : sabe cosinbar comprador ,
trata de cavallos e hbil para todo o mais ser-
vico e muito fiel e o seu senhor o affianca ;
assim mais urna escrava para o ser.ico de casa:
na praca da Boa-vista n 7.
= O Sr. que tem annunciado nos Diarios da
semana passada precisar de um rapaz para cria-
do sendo que aind precise annuncie sua mo-
do/, mil rois sacada por Silvestre Joaqnim do I rada para ser procurado, ou mesmo outra qual-
Nascimento no dia 12 docorrente a 90 das quer pessoa uue precise.
precis is, e acceita pelo annunciante ; porquan- 3= Roga-se a pessoa que nos me/es passados
to esse acceite Iho tai dolosamente eitorquido comprou a casa n. 20 na ra do Cano, outr'o-
cora ameacas de pri/o o processos crimes, e ra ra da Paz, que annuncie sua morada para
o abano assignado nao receben de ninguem a \ aer procurado, e trata r-se negocio de impor-
importancia da mesma letra, como em lempo lanoia sobre a mesma'casa, ocaso nao exis-
coinpelente [.rovar. cm jui o. I ta nesta praca roga se a pessoa que se acba
_ Josu de JesuzJardim. encarregado do recebiment de seusalugueis,
= O donatario de melado do sitio do Man- ouautorisado para qualquer trata sobre dita
seu praauuiu | guiuuu que 101 oe i>. Koza Mana da Kessur- casa annuncie para ser procurado.


-------
4
= Na estampara da viuva de Jos Lino Al-
ves Coelhoconlinua-se a estampar resistos de
todos os Snelos e Sanctas que sao mais fes-
tejados na provincia cartas de silabas tras-
lados bilhetes de visita ditos de vinho do
Porto, tarjas de botica, e toda e q-jalquer
obra de estampa: ia ; na ra estreila do Rozario
n. 12.
= Precisa-se de urna ama de leite; no prin-
cipio da na de Hortasn. 9, prineiro andar.
= Uma pessoa de urbanidade se oTerece para
por em di j qualquertransaeao de escripia co
piacoes, Sc. e continuar a fa/el-o diariamente;
quem precisar de seu prestmo annuncie.
- Muito se tem fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de Broussais e de outros
inultos mil dItrenles ; pouco portanto se tem
dito domis essencial os evacumants, que
ninguem pode negar ser i nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a difBculdade de fazer observar aos ou do-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Homeopathica e pratica regular &c. Somos
geralmentcacoslumados a comer muito mais
do que be necessario para o nosso sustento ; o
resultado be Hatos, indigestos, e inflamar
coes nos ligados, Stc. Para removero imped-
estes incomwodos, nada be mais prompto, que
um purgante saulavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as dilTcrentes sec-
creoes.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Or.
Rrandrclli e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu elle i lo ,
sem dores e im-ommodo algum nao he ne-
essario dieta alguma o pode-se tractar dos
seus negocios no mcsirio dia em que se tomar.
Aqu vende-se somente em casa do nico a-
gente Jojolveller, ra da Cruz do Recife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva &<;.", e atierro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
J. B. C. Tresso avisa ao respeitavel pu-
blico e particularmente aos Srs. Thcsoureiros ,
e pessoas encarregadas das Igrejas que abru
urna tenda onde fabrica orgaosdo todos os ta-
manhos para Igreja com trombeta clarim ,
cromorno, voz humana e rouxinol ; dito
orgo ( que sendo ouvido nao tem apare
cidoaqui ) duas finas a clavier e a chave
de realejo, para falta de organista, ou por
falta de saber tocal-os, cntao se toca com a
chave, comosefosse um realejo, obtendo a
mesma vo^deum orgao de Igreja contendo
nos cilindros, a missa os hymnos para todas
as festas e das sanctos do anno ludo reu-
nido na mesma obra ; orgao para recreio de
casas com machina tocando s a clavier e a ci-
lindro tudo reunido na mesma obra; realejos
com tambor e trombeta para recreio de casas,
com quadrilhas para dancar pantaln ett ,
poules, trenis finales, e valsas, outro realejo de
todas as dimenooes para Igreja, com a missa, e
os hymnos com a mesma voz de um orgao de
Igreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presenca acharad* ja em sua casa algumas
obras promptas ; tambero concerta os ditos
instrumentos e poe marchas novas ; assim
como compra orgaos e realpjosja usados: no
atierro da Boa-vista n. 3.
aa Tro-se passaportes para dentro e fora
do Imperio e lolhas corridas com presteza e
commodidade ; na na do Rungel n. 34.
('arlos Dctcrs faz sciente a seus fregue-
zes que LtttZ Jos Cardo o deixou de ser cai-
xeiro de sua padaria no Recie ra do Burgos ,
desde o dia 13 do corrente e por isso nao est
mais authorisado a receberquantia alguma ten-
dente a sua padaria.
as Aluga-se um escravo, que se abona a sun
conducta, que sabe bem cozinhar, e fazer o
servico necessario de urna casa ; quem o pre-_
tender dirija-se a ra Imperial do atierro dos
A (logados n. 67.
__ Aluga-se o segundo andar das casas sitas
na ra de Agoas verdes defronte do Assougue .
tem bonsconimodos para familia ; a tractar no
primero andar do mesino.
Na ra das l.arangeiras segundo andar
dosobr.fdo d'-frronte da refinacao precisase
alugar urna ama para o trrico externo de un.a
casa que nao tenha familia, forra ou captiva.
Precisa-se de 2:5008000 a premio, dan-
do-se porseguranca um bom sobrado, sendo
pagos os juros todos os mezes; quem quizer
dar annuncie.
(uem quizerpintare envidracar o so-
brado aa roa do Hospicio n. li, dirija-se ao
mesmo a fallar com Prxedes da Fonsccu Cou-
tinbo das 6 as 8 horas da manhaa e das 3
as 6 da tarde.
sz. Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra do Oueimado na esquina do liceo do
peixe Irito n. 2 ; a tractar na loja do mesmo.
__ Precisa-se aluzar ou comprar una es-
rrtva com leite, e sem ilho: na ra Nova n. 3.
Aluga-se urna casa sita em S. Amaro,
propria para se passar a festa, com grande quin-
tal e fruteiras ; na ra Nova n. 3.
Compras.
__ Compra-se urna morada do casa terrea
no bairro de S. Antonio que tenha bonscom-
modos sendo as ras das Cruzes Laran-
geiras, Hortas. Agoas verdes, Direita S.
Thcreza patios do Carmo, S. Pedro e do Hos-
pital do Paraiso, que nao exceda a 2:000$ rs. :
quem tiver annuncie.
ss Compra-se urna marque/a de Jacaranda,
ou condur que seja larga com assento de
palhinha em bom estado ; na ra Nova loja
n. 9.
Compra-se um preto trabalhador de en-
chada equeenlenda do plnntdces do sitio;
na ra las Cruzes loja do barheiro n. 39.
Compra-se um moleque eu preta que
tenhao bonitas figuras e com algumas habi-
lidades; i.a ra do Cabug, loja de Antonio
Rodrigues da Cruz.
= Compra-se um ou doos bois acostuma-
dos ao servico de carroca ; na ra Imperial dos
A (Togados n. 67.
Compr3o-se200 ps de lmoeiros que
tenhao 2 palmos de altura ; na ra Nova lo-
ja n. 58.
Compra-se um relogio de ouro patente
inglez sendo dos modernos e que nao te-
nha muito u-o : na ra estreita do Rozario n.
1 segundo andar.
Compra-se urna morada de casa terrea
nestebairo de Santo Antonio,em boa ra, ou no
atierro da Boa-Vista, que sendo boa da-sedous
contos de reis; quem a tiver annuncie.
Vendas.
Vende-se um negro proprio para o ser-
vico de campo ou sitio; na ra Nova n. 3.
Vende se um batelo que anda a vara,
remo ou vella muito manciro e que anda
em pouca agoa proprio para cacadores ; em
Fora de Portas n. 96 a fallar com Joaquim Lo-
pes de Almeida.
Vend-se taimado de pinho a 40 rs. o
p largo e de todos os comprimentos assim
como da Suecia de assoalho forro, e para
fundo de barricas sendo de diferentes precos
at 3200 a duzia ; atraz do thcatro armazem
de Joaquim Lopes de Almeida.
= Vende-se urna excedente canoa nova com
35 'almos de oomprimento com paneiro e
cadeira propria para familia por ser mui bem
construida ; em Fora de Portas n. 96 a fallar
com Joaquim Lopes de Almeida.
= \ondc-se taboado de pinho americano ,
de superior qualidade e por preco commodo; na
ra de Apollo, fabrica de "desquita & Dutra.
= Vende se superiores pianos, o excellen-
tevinho deChampanhe e dol heno: na ra
do Vigario n. 4.
ss Vende-se um broca grande e bataneas
com correntes, muito em conla ; na travessa
da Madre de Dos armazem n. 5.
=i Vende-se polassa da Russia nova, pri-
meira sorte em barrisde 4 arrobas ; em casa
de H. Mehrtcns tua da Cruz n. 47.
= Vendem-se superior Jacaranda; na fu da
Florentina em casa de J. Beranger u. 14.
= \ ende-se urna preta de 20 annos ; nu
ra da Cadeia n. 40.
= Vende-se um cavallo foveiro, novo, bo-
nito gordo e forte de muito bons andar s ;
na ra Formosa defronte do oito da igreja
ingleza.
-Vende-se urna escrava boa cozinheira,
e engommadeira para fora da provincia : na
ra do Collegio n. 18.
Vende-se urna negra recolhida do 18
annos engomma, cose, co'inha c lava; urna
dita d" 30 annos o; tima lavadeira, cozinha,
engomma e hcquitandeira ; e um moleque
de 14 annos proprio para oflicio ; na ra das
Ciuzes n. 41 segundo andar.
^ \ ende-sc urna porcao de lucos da lar-
gura de dous at 4 dedos bilros de caneca
grande para (azer renda cartas portuguesas
de jogar retroz, linda grossa a 10 rs. cada no-
vello duas facas de molla proprias para ca-
rador e viajantes rap Vieron & Companhia o
melhor e mais a creditido nesta cidade a 1040
a libra eao'tOo bote de mcia libra ; na ra
Nova loja n. 58.
Vendcm-se 9 alqueires de sement de
carrapato e urna perdi de cebo ; na ra No-
va loja n. 24.
= Vende-se urna mcia-agoa sita no prin-
cipio da ra da Paz n. 1 : a traitar na mesma.
\ ende-se urna taboleta de ourives c os
livros Secretario portiiRuez Caverna da mor- e urna rica espada tudo Ao melhor goslo pos-
te Maudin novella Saboiarda, tudo por pre-' sivel ; na praca da Independencia, loja ns.
dos os seus pertences em porcao e a retamo ,
fitas para silbas couro de lustro, carneiras em
branco chicles de diflerenles qualidades ,
cabo de martelo de ac e lato tudo por pre-
to commodo a vista de suas qualidades; na ra
daCiuz n. 2.
Vende-se urna farda de guarda nacional,
nova e de ptimo panno para pessoa cheia
do corpo ; na ra Nova armazem n. 67.
Vende-se um canario de imperio muito
cantador da-se a contento por 8 das: no lar-
go da ribeira da iarinha venda n. 3.
Vendem-se duas escravas mocas e de bo-
nitas figuras com habilidades e urna mora-
da de casa na ra de S. Miguel dos A (Togados ;
na ra velha n. 66.
es Vende-se um cavallo branco grande e
muito manco proprio para carroca ; na ra
da Guia na cocheira que ica entre o ns. 15 o
17 defronte do sobrado n. 26.
Vende-se bezerro rancez superior e de
lustro por preco comino Jo; no atierro da Boa-
vista n. 24.
Vende-se um preto com principios de ser-
rador ; em Fora de Portas ra do Pillar n. 55.
Vendem-se licores de diversas qualidades
agurdente do reino ani/., genebra espirito
de vinho tudo de superior qualidade e por
preco mais commodo do que em outra qualquer
parte ; na restilaclo da ra de S. Rita n. 85.
nl= Vendem-se sapates abotinados para ho-
mem de duas e 3 solas todos taxiados ditos
da mesma qualidade para meninos hotins e
lucios ditos de bezerro franceze de Lisboa, para
hoinem e menino sapatos de palla adiante ,
ditos de palla adiantee atraz ditos da mesma
qualidade de couro de lustro tudo. para bomem
e menino, borzeguins gaspiados ditos de pon-
a de urna e duas s das pretos e de cores di-
tos para sen hora a 2VO0 sapatos de tapete de
diversas cores para bomem e senhora sapatos
de couro de lustro para meninos de 8 a 12 an-
nos ditos de cnlxete, de couro de lustro e de
rnarroquim sapatos de marroquim preto e de
core-, ditos de duraque setim e couro de
lustro para senhora e menina tanto de Lisboa
como rancez sapatos de duraque com (amn-
eos para senhora ditos de cordavo ditos de
bezerro para homem botins de couro de lus-
tro e borzeguins gaspiados para homem e
ou tras multas qualidades de calcados; no atier-
ro da Boa-vista loja de calcado n. 24 de Jos
Joaquim Pereira.
= Vende-se azeite de carrapato a quatro
patacas e meia a caada ; na ra da Praia, ar-
mazem n. 70.
= Vende-se rap areia preta da Baha em
libras dito princeza dito rolo hamburguez,
cha isson do primeira sorte pentes de marfim
de alisar e tirar piolho ricas thesouras finas
ltimamente chegadas para cortar estidos, ca-
ivetes para pennas botoes dourados para ca-
sacas e rolletes, ditos com o letreiro de Pedro
segundo ditos de massa de novos padrees ,
ditos de duraque dos que estao na moda*, bichas
prelas ltimamente chegadas a 200 rs. as meians
e. as pequeas a 120 ; na praca da Independen-
cia n. 39.
es Vendem-se esleirs finas da India para
forrar salas cha isson a 2210 ; na ra da Ca-
deia velha n. 31.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
lhinha camas de vento com armaco com-
modas de angico, ditas de amarello marque-
zas de condur camas xle vento de amarello
muito bem lulas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Suecia, com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com diflerentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina em
casa de J Beranger, n. 14
s= Vendem-se queijos londrinos pres-
los para fiambre conso vas, mostarda fru-
tas para pastis calcado vinho de Champa-
nhe superior; no armazem de Joao Carrol! &
Filbo.
=-- Vende-se um sitio na Magdalena com
boa casa de vivenda de pedra o cal, duas gran
des baixas plantadas de e.-pim, diversas ao-
res de (ruto por preco commodo e mesmo a
nraso com boa" firmas; a tractar na ra da
Praia n. 58 com Joaquim Celestino Goncalves.
= Vendem-se ricas bandas de borlas de ca
nutilho de ouro para officiaes de primeira linha,
ede guarda nacional oadragonas muito ricas
e modernas chegadas agora da Corte para
capitao tenente e allcres de cavallaria da
guarda nacional segundo o novo figurino mo-
derno que se a prese otara, um chapeo rma-
lo apresilhado de ouro um florete moderno ,
arroba assim como todos os mais genero, por
preco commodo ; na praca da Boa-vist, ven-
da n- 15- j i 4 r
= Vende-se urna armacao de loja de la/.en-
das com ditas, ou sem ellas propria para
qualquer estabelecimento por ser em bom lugar
e por preco commodo ; na ra Direita n. 80.
Vende-se um sitio no nascente e duas
legoas distante da Villa de Nazareth a mar-
gem do rio Tracunhaem denominado olho
d'Agoa com muito boas trras, que pode-se
calcular em 600-bracas em quadro; a tra-
tar com o seu propietario Jos Ignacio Perei-
ra Torres morador no engenho Pupic da mes-
ma comai ca.
= Vende-se metade de urna casa de com-
modo preco ; quem pr. tender annuncie.
= Vendem-se duas escravas de Angola, el
negro, proprio para engenho ; na ra estreita
do Rozario n. 10 terceiro andar.
= Vendem-se pelles de pennas encarnadas,
na ra do Encantamento armazem n. 11
= Vende-se um negro de meia idade pro-,
prio para engenho ou sitio he bom traba-
Ihadorde enchada vende-se por se ter rece-
bido em pagamento : no alterro da Boa-vista
n. 3, segundo andar.
= No deposito de assucar refinado esla-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo sjstema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pues
160 rs. e o de segunda e terecira em p ,
a 120, rs.
Vendem-se espadas prateadas proprias
para ofliciaes da guarda nacional ; na ra No-
va loja de ferragens n. 16.
Vende-se urna fechaduia patente prnpria
para porta de loja ou outro qualquer estahe-
lecimento ; na ra Nova loja de ferragens
n. 16.
= Vendem-se duas^ escravas, 'e um negro
de Angola, bastante forte, proprio para en-
genho ; na, ra estreita do Rozario n. 10, ter-
ceiro andar ; das 6 as 10 horas da manba
das 3 as 6 da tarde
= Vend-se um negro de naejo bom re-
finador de assucar e carniceiro, de 30 annos,
o he muito fiel*; na ra do CJueimado n. 29.
= Vendem-se cJioperJ. (rancezes da ultima
moda a 6400 6800 e 7000 rs. bretanbas
de rolo largas o estreitas com 10 varas por
2000 rs. ; na ra do Queimado n. 11 loja
do Vianna.
= Vende-se urna lancha do 12 remos, pro-
prio para qualquer barca ou brigue ," por ser
do boa construyo com o fundo de amarello ,
roda, quilha, cadaste e chamasseiras de si-
cupira novo urna ancora de ferro com sepo
de pao de 14 a 16 quintaes ja experimenta-
do ; em Fora de Portas ra do Pilar n. 137.
= Vende-se exceilente farinha de trigo de
SSF para bolaxa e por preco commodo em
rclacaoa qualidade ; no armazem de Joaquim
Lopes de Almeida atraz do theatro.
Escravos fgidos.
No dia 17 do corrente fugio um negro
de nome Andr de nacao Congo baixo e
reforcado do corpo rosto descarnado olhos
vermelhos, sem barba tendo somonte o bu-
co crescido que parece bigode de 25annos,
levou vestido calcas de brim branco trancado,
e camisa de mudapolao chapeo preto de seda:
quem o pegar leve a ra de \ Rila n. 77, que
sera bem recompensado ; roga-se que pessoa
alguma nao loe d agazalh" em sua casa e
quem o fizer se prometi proceder conformo a
lei o determina.
Fugio no dia 17 do corrento um mole-
que de nacao, de nome Licindio conhecido
por tica baixo, nariz chato com bastantes
signaes de bechigas, ps largos dedos das
ruaos cintos e grossos levou calcas de brim e
camisa de baeta encarna la usada e de mangas
curtas; quem o pe^ar leve a ra da Sen/ala
nova venda n. 7, quesera gratificado.
= Fio no dia 10 do corrente urna negra
de nome Rila de nacao Aangola de 28 an-
nos alta tem unstalhosna testa, signaes de
sua nacao tem cravos as solas dos ps por
isso nao os assenta bem quando anda levou
vestido amarello ja desbotado c panno da cos-
ta novo ; quem a pegar leve a ra Nova loja
de ferragens n. 16 que ser gratificado.
-- Ainda continua a estar fgida a escrava
co commodo ; na ra de HoKas n. 82.
- Vendem-se selins ingle/es de patente ,
dos mais superiores que tem apparecido at ho-
je com molla de baleia e sem ella com to-
38 e 40.
= Vendem-se saccas com arroz pilado da
trra a 9000. ditas com de casca a 2560 cal
da trra a 120 a libra dito do Rio a 4400 a
Joanna de nacao Angola cor fulla, que foi
do capitao Nicolao Tolcntino de Vasconcellos
da Parahiba do Norte e outr'ora do Major
Paiva da mesma provincia cujo signal bem
visivel he ter ella um dedo do p alejado; quem
a pegar leve a ra Direita n. 141, segando an-
dar que sera gratificado.
Rrcife: na Ttp. dbM. F. db Far;a. = 1843.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EI7360PA9_UAAVX5 INGEST_TIME 2013-04-12T23:28:16Z PACKAGE AA00011611_05031
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES