Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05029


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Full Text
Anno de 1843.
Quinta Feira 17
HhHUUWrf
'1 uilo sor depende de nos meamos; da nossa prudencia, moileraguo, t energa: con-
tinuemos como principiamos, e seremos apoiitados com rlmira. .10 entre ai Naqfiee maii
olla*. ( l'roclamag.io ila Aesemkleia Geral do 1Ski.su..j
PARTIDAS DOS COMICIOS TERRESTRES.
Coianna, e Parahyba, secundas e sextaa foiras. H10 Grande do N irle, quintas feirai.
Konito e Garinhuna, a 1>> e .'4.
Cabo. Serinh.iem Rio Forano P rio Cairo MaeeiA, e Xla?oai no I = \\ t Z\.
Uoa-rialae Flores* .Je 2 s. Sanio Vali quintas feiras Olinda lodoa 09 dita.
DAS D\ uE.Ma.NA.
4 Se*. Euiebio Sao. Aod do J de L>. da i. .
Terj. + Assumpgo de N ora.
Irt Quarl. s Roque F uit do J. de l) da 1 .
47-yumt. s Mamede M. Aod do J. de D. da i T.
flft Sea. a. Lauro M Aod do J. de L> na t.
4 Sal), a. I.uit t. F. Hel. Aod do J. de D. da 1 t.
20 Don. s Joiquim Tai de Sra,
de Agosto
AnnoXf X. W. 176-
O Duaio publicase lodoa 01 das q'ie a'io forern Santificado: o pre?o da aiaigaialora he
de tre mil rris por quariel p?os adianlados Os annumn'u doj sisi'nanies s.10 inaenao
gratis eos dos que ojo forem a rasjo de sOreis fot liosa. Aa reclama<;oes dere.o aer diri-
gidla a esta Tip., roa da Cruies N. 34, 00 apraqa da Independencia loja delTros h. Oeo.

cimbiosSo da 16 de Aguato. eompra
Ciaabioiobra Loodraa 2o a 25 4. Ouao-Moada da fl.aO V. 16 SJ
Paria3.U reapur/raneo. | a a N. 16,6JJ
a Lisboa 11 poHOO de praaaio. a de 4,01)0
P(lTl-Patai'.ora
Moeda da cobra 2 por eento. 1 Petos t. i!unare
Idea deleiraada bou ftreaaa 1 { 4ilM Meiicaaoa
T1IASES UA LUAM HEZ DE AGOSTO.
La Cheia a !0 la 2 horase 5 x. da ra
Quari. mim;. lS. s 4 coreas 2u da m
y.i
i.y.u
(,920
lenda.
7U0
I6 8U
9.4U
1,940
1 i 4o
1,940
1.a alO liorn t 6 a, di aaanha
La ora a 15, aos 6 minutos da jarda.
,.uar creso, a 2, 9 boras e 7 aa da Ufd*.
Preamar de hoje.
t." .10 boraseOe.. da larda.
AVISO.
A assignatnra desta folha a contar do l.o de
setembro prximo futuro em diante ser a ra-
so de 38700 por trimestre para os Srs. subs-
criptores, que a receben) pelo correio, em con-
6equencia de screm os portes pagos adiantados.
xtebofl
O Direito de visita exertido pelos Cruzeiros
Francezes.
Hdousdias, que corra um boato de que
noticias de Gora annunciovao que um brigue
ranccztinha tomado na Costa d"Alrica um bar-
co inglezcom escravos abordo, disiao uns,
com engajados, disiao outros. Este boato con-
firmado esta manhaa por urna carta de Gora de
13 de abril, a qual conten o sejiuinte :
O brigue da esta cao, la Vigi, indo faser o
seu corso na costa capturou um negreiro com
bandeira Ingleza quetrasia negros a bordo, e
segua derrota para Havana. Espera-sc por elle
todos os das em Gora.
A falta de pormenores sobre as circunstan-
cias da tomadia poderia haver alguma anxie-
dade cerca das consequencias d'uma tal oc-
currencia n'um momento em que ainda res-
tao pontos delicados a regular sobre o excrcicio
do direito de visita e o transporte dos negros li-
\res. Felizmente, chegou-nos esta manhaa o
Morning-Herald, quecontem urna narrado do
caso em que sao altamente reconhecidos o di-
reito do Cruzeiro Francez o a legitimidaele da
sua conduela. Ccrto que acceitamos de todo o
coracao as felicitacoes que o jornal Inglez diri-
ge nossa inarinha porem mister ascr ob-
servar que a cortezania d'nm cruzeiro Francez
para com um Inglez nada prova em favor da
urbanidade Britnica, o que portermos as boas
inaneiras da nossa parte isso mais um moti-
vo para fa/ermos valer asnossas justas queixas.
Eis-aqui a versiio do Morning-Herald;
Em fins de fevereiro passado o St. Chris-
topher navio mercante, pertencente a M. Lis-
cene, tocou no cabo Mesurado, e recebeu a bor-
do de passagem para a Serra Lea um crto nu-
mero de kioomen. Estes kioomen sao urna cas-
ta de indgenas limito intclligcntes que inclina-
dos por gosto vida do mar e por serem muito
industriosos procurao constantemente empre-
gar-se a bordo dos navios Britnicos e anda
ili'iini lugar da costa para outro. Files sao mui-
to numerosos na Serra Lea. O St. Christo-
pher ciepois de ter partido de Mesurado foi
abordado pelo Ferret, corveta Ingleza. O olli-
ch\ achando sor esta carga pouco suspoita nad
se deu se quer ao trabalho de faser termo da sua
visita nolivrodebordo, eo capito nao Ihe
pediu passaporles para os kioomen. Passado
algum lempo o St. Christopher foi abordado
pelo brigue de guena francez la Vigi. vista
dos kioomen, o ollicial Francez, commandante
do brigue capturou o navio na altura de 80
militas ao S.-E. dos cabos Monte e Mesurado, e
enviou-o para Serra Lea, para faz-lojulgar
pelo tribunal do vice-almiranlado.
Certanienteocapilaodo.>7. Christopher nao
fasia o trafico: todava, importa faser notar que
ocapitad tinha-seesquecido de preencher ama
ormalidatie. A 8deevereiropassado ocapitad
'i'uker quegfferna uestes mares linha expcdl-
ilo una orem qnWtope aos capites de navi-
os, em t|tn aih|rafl kiuoiiieii, o dever de fa-
zerem essa decl#ii>.bta obtereni a assigna-
tura de um luiiccioiiaio Jngle. Ora foi istoque
o capitado St. ChristopftMi oso fot. Por tanto
o official Francez eslava no seta,direito. Citpnuos
este facto para que nao venha uV
falsamente, que o direito de visifa rt^fqqf]
do em proveito da Inglaterra e que"a" Fci
nao colhe delle scnao affrontas e avanias. Feu-
citamos aomesmo lempo os Francezes pela sua
adhesao ao direito de visita e manutencao
dos tratados de 1831 e de 1833, sejao quaes
lorem, alias os inconvenientes que d'ahi possao
resultar para os subditos Rritanicos.
(Journal du Havre.)
mentado com a derrota que soiTreu em 13 do
mez p. p., quando perto do Serr de Vaca-
qua ousou atacar o coronel graduado Fran-
cisco de Arruda Cmara, que entilo se acha-
va commandando o 9. hatalhito de caradores
e8. corpo de cavallaria, forras que selinhifo
destacado da 2.a divisao, voltou, depois do
combate de 26 do predito mez, em procura
do niesmo coronel, que, em ronsequencia de
nrdem minba, tinha seguido de Pamarotv
para a villa de Algrete, apenas com o 6." ha-
talliilo de caradores e um esquadrfo de ca-
vallaria ao todo 530 pracjis. Ileconhecendo os
cheles rebeldes que, mo tendo podido tr-
umphar de dous tenjos de urna diviso do
exercito imperial, muito menos poderiSo en-
carar o grosso do mesmo exercito, l'ugindo
delle, contramarcliro para Algrete, com
o intento de fazerem suceumbir a pequea
loica cima mencionada, antes que esta ti-
vesse chegado ao seu destino ou podesse ser
soccorrida: e tendo deixado o exercito im-
perial acampado as margeos do rio Santa
Mara, forqarfto sua contramarcha naquella
direceflo, ena madrugada dodia 5, Canavar-
ro testa de 1,W0 homens de eavallaria e in-
ranteria, se apresentou em frente da nossa
pequea forrea que j entilo se achava entrin-
cheirada as immediacoes da referida villa,
e prompta a receber os rebeldes. Diversos
ataques forio fritos contra aquellos bravos,
e como os rebeldes l'ossrm sempre rechara-
dos rom perda, rontentarfio-se em sitia-loa,
e entSo Canavarro dirigi ao supradito coro-
nel Arroda una arrogante iutimacao para que
no espaco de duas horas se rendesse, eque,
caso nao o li/.rsso, seria passado pelas amias
heni como todos os ofliciaes sobre seu com-
mando: a energa e prompta resposta do dito
coronel, dada a tal intimarao, tanto aterran
aquello caudrlho, que, apezar de haver de-
pois disso feito jiinrco com as de mais for-
ras rebeldes que oseguiao, capitaneados por
Rento Goncalves e NettO. nao ousou empre-
hender nenhum ataque dicisivo por espaco de
cinco dias, que tanto durou o assedio, entie-
tendo-se apenas em engajar continuos tra-
telos, nos quaes teve crescido numero de
morios e feridos, at que, chegando a segun-
da diviso que eu havia feito seguir com olim
desoccorrer uossOs destimidos sitiados, se
poz em vergonhosa fuga atravessando o rio
Ibirapuytan, acompannado de todos os de-
mais cheles seus comparses no crime. Nossa
perda em taes tiroleios se limita a seis solda-
dos do 6. batalhio mortos. e i alteres e l
soldado do mesmo batalhio ferrdos e nein es-
sa inesma teriamossoll'rido se nio tivesse da-
do motivo a isso o valor indiscreto de um jo-
ven ollicial do referido hatalhaoj o qual ji
se acha preso para responder a conselho de
guerra- A coragem e aignidade com que se
portrfio o coronel Arruda e todas as pracas
que estiverio sobre seu commando, rom par-
ticularidade o major graduado Francisco Ma-
noel Acrioli, commandante interino do (i.
hatalhio, eo capitio Victorino Jos Carneiro
Mooteiro, que desempenhava asfunecoesde
major de brigada, sao sem duvida dignas dos
maiores elogios, e a resposta dada pelo su-
pradito coronel intimacao que Ihe foi diri-
gida da parte dos rebeldes digna delle, e
revella os sentimentos de que se achilo pos-
suidos todos os bravos do exercito que tenho
a honra de commandar. Baro de Caxias,
general em ebefe. (Typ. do Exercito.)
por isso que a ftstacffo em que todos os ea-
vallos emmagrecem, e assim torna-se difllcil
a fuga dos rebeldes para grandes distancias.
Temos races seccas para trez mezes no
deposito do campo.
Deye-se notar que o exercito imperial tcm
podido mantereommuniraroes com todos os
pontos oceupados pela legalidade, eque, par-
tindo duas ve/rs por semana do exercito para
a capital um correio, ainda nenbuma cor-
respondencia fosse interceptada pelos rebel-
des.
O exercito est tarto de tudo, sem que te-
nha sido preciso dispr de tropas para aco-
bertar os combois.
. (Carta particular.)
Porto Alegro, 14 de Julho de 1843.
Bem vao os negocios desta provincia. Os re-
beldes depois do ataque do Ponche-Verde ,
dividirao-sc em trez columnas; urna de 600
homens ficou em Hago e duas contramarcha-
ro para Algrete com intento de bater o coro-
nel Arruda que ali havia licado com 530 pra-
cas guarnecento aquella villa e guardando a
artilharia tomada aos rebeldes. Ali chegundo
Canavarro com 1,400 homens po/. em sitio o
coronel Arruda e depois de varios tiroteios ,
nos quaes sempre o inimigo loi repellidocom
perda de gente tentou Canavarro intimidar o
coronel Arruda com urna intimacao para que
se rendesse em duas horas. A isto respondeo o
coronel que de nada se temia e que despreza-
va a sua fanlarronada. Tanto da intimarao ,
como da resposta Ihe remeto copia. Canavar-
ro zombado por este modo e tendo-se-lhe
reunido mais 900 rebeldes, que vierao com o
Neto c Bento Goncalves nada fez do que pro-
metteu ; gastaro mais de cinco dias em tiro-
teios c tiverao de fugir cobardemente mal a-
vistarao a segunda divisao do nosso exercito ,
essa mesma divisao que os havia batido em l'on-
cho-Verde e que Canavarro em sua intima-
cao blasonava ter vencido. Assim que as
forcas legaes entrarao em Algrete o ex-go-
vernador do Corrcntes, que ali se achava com
os rebeldes, apresentou-se e fez passar para
al^m do Uruguay os Coirentinos que com elle
liaviao emigrado e dos quaes os rebeldes pre-
tendiao servir-se.
O incansavel baro de Caxias pretende conti-
nuar a guerra mesmo no invern. Acha-se el-
le hoje em Jaguary, mandando fortificar aquel-
la posifao e recolhendo mantimentos para po-
der deixar o peso da bagagem e proseguir no
seu plano de nao deixar o inimigo descancar ,
e tomar folego. E como os rebeldes eslao boje
sem cavalhada entretanto que nos ainda temos
sete mil cavallos bons, inlallivelmentc muito
hao de perder neste invern se nao forem in-
teiramente anniquilados.
Depois da fgida do Algrete os rebeldes
se cncostarao para a linha divisoria, ao lado de
S. Diogo e a nossa segunda divisao marcha
sobre elles. (Caita particular.)
INTERIOR.
S. Pl'.DHO DO SI L.
Quartel general do commando em cheje do exer-
cito junto a mtirgem esquerda do Arroto Ta~
quarembo, 2'J de junho de 18 W.
OlillliM lio DA N." 6(1.
U 11.UUI1IIU
Dn7.M CSuiVi i i -
m" r>*.ui
Acampamento em Jaguary na estancia do Car-
mo, 6 de julho.
O exercito imperial oceupou esta impor-
tante niisieao no centro dacampanha, donde
prctd^B^tontmuar a fazer sortidas sobre o
r.'mWoVj0^qiial se acha quasi a p em conse-
qiieiiCTWjlts longas marchas que leni sido
obrigajealt 9tiyv durante o verao para se li-
vrar reito imperial que o perseguio
ronstantem^nter particularmente a columna
ligeira de Bin*0' Manoei, forte de 2,200 ho-
mens, queAfva de vanguarda ao mesmo
exercito iin^nL (lual oceupa hoje o mu-
nicipio de Acgrcl*-
O exercito lnn^ri1 tcm ainda 8,000 ca-
vados gordos, f^tdos tjuaes estilo no rin-
'{nui'oaj^^H*^
O ha rao de Caiia? e?ta disposto a perse-
guir os rebeldes eowf,*'n,ail,il1'1'1 ; rsla fa-
zendo construir um reducto ueste [ionio para
depositar as bagagefSv Oizein <\w s. \\. tem
Mftiw bdutiiaiiwwa
. riit I i
I ll'IW.
V'- |U | V* UW<
Intimacao feita pelo rebelde Canavarro ao coro-
nel Francisco de Arruda Cmara.
nicamente para sustentar a independencia
de meu paiz sou incessanlc em procurar debel-
lar as baionetas do D. Pedro 11 que em vo
quer conquistrosla repblica : sou incessanto
porque meu dever e nao pelo prazer mo-
mentneo da victoria ; quero nicamente dos-
armar o inimigo c nao verter o sangue brisilei-
ro que tanto prezamos ; quero sim o trium-
pbo de minba patria mas nao pisar um campo
juncado de cadveres.
Depois da victoria de 26 de maio ultimo con-
tra a divisao de Bento Manoei marchei sobre
a forca imperial que commandais, e me acho
hoje vossa frento com centenares de bravos
dispostos a dcbellar os soldados de D. Pedro II
a todo o custo.
\ ossa posicao critica ; nao tendes como de-
lender tantas vidas, vos acbais a omitas legoas
de distancia do exercito imperial e elle quasi
impossibitadode marchar e porconsequen-
cia inteiramedte privado de vos soccorrer ; nada
soja ync. rc{a cinn 'f?. C2,>if"l'>''5r ny dl'i
xardes perecer a ferro o logo os Brasileiros con-
fiados vosso mando.
A prudencia a ra/o e a humanidad vos
aconcelhSo a nao expor vossos commandados a
um combato desigual em que devem por cau-
sa vossa perecer. Tendes duas horas contadas
do momento em que vos for entregue para to-
mardes vossa resolucao, e propor os arligos da
capitulaste.
Meditai seriamente em vossa posico 1! Se
quizerdes pertinaz o derramamento de sangue ,
eu responsabilisando-vos perante Dos e os
homens protesto fazer-vos passar pelas armas,
e a todos os vossos ofTiciaes, pois vingarei tantas
victimas innocentes, que scriao recebidas como
irmos.
Se prudentemente accordardes na rapitulacao
proposta seris tratados com todos os vossos
companheiros e recebi'dos como raaos, gozan-
do das garantas segundo o direito da guerra.
Dos vos guerde. Campo a vista de Algrete ,
5 de de julho de 1843. Ao Sr. coronel Ar-
ruda, commandante da for^a imperial. Da-
vid Canavarro.
Resposta do coronel Francisco de arruda
Cmara.
Dando eu a consideracao que merece a pata-
cuadaqueVm. acaba do dirigir-me em urna
folha de papel almasso tenho a signicar-lhe ,
que estou prompto aconsidera-lo como brioso
Brasileiro quanilo Vm. reconbecer e venerar
a independencia do imperio sua inlegridade ,
e instituices polticas que religiosamente jura-
mos manter e observar sob a devida obedien-
cia da sagrada pessoa do Sr. D. Pedro II, Im-
perador brasileiro e perpetuo defensor desto
grande imperio. Com os bravos que se acbo
sob meu mando para defeza de to sagrados ob-
jectos e deveres, nada receio ; e na defensi-
va mostrarei a Vm. como saberei e os meus
subordinados, sustentarmos o nosso posto, bro
e honra militar, nicos motores presentemente
desta forca o de meu honroso dever.
Tenho recebido o seu papel ao meiodia de
hoje e desdeja pode Vm. fazer o que Ihe pa-
recer que cu larei o que devo. Dos o guar-
de. Acampamento do excrcilo imperial no
Algrete b* de junho de 1843. Sr. David
Canavarro. Francisco de Arruda Cmara ,
coronel commandante da 2.a brigada de infan-
tera da forca imperial.
(Do Jornal do Commercio.)
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. SENADORES.
Conlinuago do numero 174.
O Sr. Carneiro Ledo : (Continuando.)
Ora eu j disse nao aprsenlo o nosso esta-
do como prospero como bom como normal;
pelo contrario o nosso estado nao feliz., as
nossas inancas estao em pessimo estado ; tomos
um grande delicit, exist m essas lulas internas,
asopimes nao sereunem: gasta-se o lempo
em meras discussoes polticas deixa-se de era-
prcga-lo em promover o bem material do paiz ;
o paiz nao apresenta e sa unanimidadeque de
va apresentar para lutar contra as pretencesdo
estrangeiro. Deploro tudo isto mas por ven-
tura o vossoromedio que duve curar esles ma-
les ? Eu qui/era que vos o empregasseis e ve-
neis que por essa mancira antes os aggravarieis
do que os curarieis. Se o vosso remedio losse ef-
ficaz, ha muito que o applicariamos ou vos
deixariamos o campo livre.
Vusdi/eis que no podis estar persuadidos
que a constitu- ao tenlia sido lealmente execu-
tada ; di/eis que a vedes contrariada nao s
pelos actos da administrado mas peh- legisla-
cao ; dizeis quoos memros da administrarlo
ou seus amigos proclamao a prodigalidades di-
zeis que a justica est opprimida, e que a maior
parte dos cidadaos est opprimida pela mino-
ra !
A constituidlo nao tcm sido lealmente exe-
cutada !... Vos mesmo confessais o vosso pen-
samento. Oue entendis por cnstituicao leal-
mente ex*culada ? Ouando preters todos os re
riirso": luanes miando vinlnic n mesma onnar~
MUTILADO


R
i
r
I
*
i
tuieo quando emfim vos apoderis do poder
eni despeito della, enlo a constituico teni sido
observada Mas se vo>sos adversarios sobem ao
poder, chamados legtimamente pela autoridadc
que os poda chamar se vo.-sos adversarios se
aprsentelo lealrnente ante o poder legislativo ,
se ohtem leis que o paiz reclama leis que em
diversas provincias, algumas mesmo sujeitas
vossa influencia se havo j estabelecido pela
Corea da necessidade ainda que contra asat-
tribuices que tem asassemblas provinciaes :
em taes casos como essas leis sao represivas ,
como a desordem podia sem ellas fa/er que a
maioria triumphasse sobre a minora porque
a maioria que vos proclamis como opprimi-
da entao a constituico nao lealrnente eje-
cutada !. ..
O Sr. C. Ferreira: Peco a palavra1
O Sr. C. Ledo : Que applausos nao me-
receriao todos os actos que combateisse, muda-
das as scenas delles nao fossem autores aquel-
es com cujas ideas nao sympalhisais E tendes
vos direitoa clamar que a constituico nao tem
sido executada quando em opposicPo com o
poder legislativo isto com o senado e c-
mara dos deputados, em pochas precedentes ,
no tempo mesmo em qnc estava no poder urna
das personagens comprometidas no auno de
18-16 quando os representantes legtimos....
{Nao podernos ouvir o resto desla phrase.)
Esses actos sao contrarios constituico, por
que vos nao agrado porque sao repressivos
daquillo que tendera a precipitar nos cada vez
mais nesse estado que tanto deploris, e do
qual nao vejo que 0 vosso remedio nos possa li-
bertar !
Quem sao os membros da administrado ou
os seus amigos que proclamo a prodigalidade
do governo ?
O Sr. Paula Souza : Eu disse que mes-
mo aqui na casa membros della, amigos do
governo o confessavao.
OSr. Carneiro Ledo:A administracao, Sr.
presidente, desde que tomou conta do poder ,
vio que sem que as medidas necessarias para
igualara nossa despesa com a receita nao fos-
sem ajudadas de urna severa economa, nao po-
damos ter remedio algum c tem-se esforcado
constantemente em atlingir este resultado ; mas
a administracao achou urna guerra que na5 po-
dis querer que se abandone ese o quuesseis,
o Brasil inleiroos reprovaria ; pois nao podis
querer que se nao faca5 todos os esforcos para
chamar uniodo imperio a provincia do Itin
Grande do Sul. Neis nos adiamos a bracos com
immensos empenhos anteriores, com dividas e-
noim :s ; mas em tudo quanto tem sido possivel
fazer economas a administracao as tem feilo,
querseja nao fasendo despesas novas, e evitan-
do todos a concessao de tuerces pecuniarias ,
querseja cortando certas despesas j determi-
nadas. Mas como podereis vsver isto, seo es-
pirito de partido vo-lo nao permiti ? Como po-
dereis ver isto se estou persuadido que tal o
azedume que os adversarios da administracao
actual tem contra ella que se applaudiriad to-
da equalquer vez que podessem notar alguma
falta de economa na administracao e ficario
com o coracao inteiramente cerrado quando nos
vissem economisar os dinheiros, porque seria
outios tantos desmentidos a taes asserces a-
venturadas contra a realidade dos (actos!
A justica, dizeis vos, est opprimida A que
chamis justica opprimida ? onde est? por que
actos? Apontai-os; nao os vejo; mostrai-m'os,
porque entao vos poderei responder. Mostrai
em que tem havido desvio das regras da justica,
porqueeu quanto em mimestiver meesforcarei
para que elle cesse. Mas se vos so declamis ,
senada demonstris, dir-vos-hemos que ajus-
tiga nao est opprimida nem o publico se p-
de convencer que tenhas raso as vossas asser-
ces edar me-heis tamben, o direito a dizer
que chamis justica opprimida o nao se ter rea-
lisado alguma repressa daquellcs que tentarao
contra a ordem e ousar o governo dizer :
necessaria repressa, necessario punir aquelles
quesedesviaradasleise perturbaran a ordem-;
porque at hoje essa repressa nao tem passado
depalavras, nao ha entre nos at hoje mais do
que urna manfestaca de repressa, mas nao
urna verdadeira repressa.
Emfim na atrabilis com que o nobre sena-
dor tomou a polavra para guerrear a administra-
cao caquelleque quiz appellidar de partido
vencedor, nao duvidou at fazer-se orgafl de
urna calumnia ahi espalhada contra um dos
membros desta casa! Teve isto lugar quando o
nobre senador asseverou que se toma como m-
xima que no tempo das eleicoes estao suspensas
as aramias da honra e da probdade! Ado
que ningucm ignora que se quiz attribuir simi-
lhante mxima a um dos honrados membros que
tem assento nesta casa ; mas quem tiver expe-
riencia da animosidade dos partidos em taes oc-
casies, v logo que isso urna mera calumnia.
Esse nutre senador com essas exprcsscs nao
proclamou esses principios queixou-se de al-
guma desbaldado havda; criiniettio urna queixa,
nao aprtgoou urna mxima. O nobre senador
porem, seguindo aquellos que pretendera com
isso rerir o nobre senador objecto dessa calum-
nia, adopta o sentido que elles derao entende
que o nobre senador professa tal principio como
mxima, comocoasa que segu e apregoa. Mas
supponha-se porum momento a veracidade
da assercad do nobre senador calumniado er-
go proclama-se como mxima I! Logo lan-
ca o nobre senador mao daquillo quo (oi attri-
buido gmeote a um individuo, e com isso pre-
tende lerir urna opinia intuir Use-se porem
da mesma lgica de que usa o nobre senador;
faco-no responsavel pelo laclo individual dos-
ses a quem elle chama do partido vencido e
ver-se-ha como o nobre senador estigmatisu lo-
go a sua mesma lgica.
O nobre senador nos fallou de algumas ab-
golvicSes que tem havido pelo jury, e disse-nos
que taes absolvieses prova que o jury,nao sym-
pathisa com os movimentos anarchicos ; mas
que reprova a conducta do governo....
O Sr. P. Souza:Que a populacao, nosym-
pathisandocom os movimentos anarchicos, com-
tudo reprova o systema poltico do governo.
OSr. C. Ledo:Sr. presidente, se tal deduc-
co se devesse tirar do faci que se quer deplo-
rar seguir-se-hia queestavamoscm urna com-
pleta dissoluca, isto queja nao se quera a
observancia das leis, quando o paiz dovra exi-
gir a fiel execueo das leis, e quando sediz que
o governo nao tem cumprido o que est deter-
minado nellas; so o paiz assim praticasse ,
mostravaque estavamos em completa dissolu-
ca___
O Sr. P. Souza:E o jury de Strasburgo na
Franca ?
OSr. C. Ledo:Na Franca, por occasio da
revolucaode Strasburgo, o jury absolveu um
dos principaes aecusados; entretanto estes
meamos nao entendero que aquillo fosse um
signal da reprovaco da conducta do governo ;
entendeu-se antes que os partidos aproveitan-
do-sedaquelle acto, souberao intrigar os jura-
dos menos experientes menos intclligentes para
darem um similhante escndalo judiciario.
Ora, senhores, entre nos quer o nobre sena-
dor apregoarque dos fados de absolviedes pelo
jury se d similhante deduccao.-pareco que nao
conhecerbem, nao" sentir o quo se observa na
nossa sociedade ; noha nenhtim nacional, ou
mesmo estrangeiro que saiba das nossas cousas
que ignore que um mal que ataca a sociedade
brasileira o empenho que tudo atrepella:
i'xamine-senque tem acontecido nesses jtirys;
excita-se a compaixao individual, chamao-se
de proposito as pessoas que devem entrar nos
julgamentos apresento-se recursos extraor-
dinarios nomeiao-se Jurados teslemunhas ,
etc., isto prova que a nossa legislacao suscep-
tivelde todos esses escndalos e espertesas que
fasemeom que ostribunaes nao apresentem a
verdadee a justica em resultado de suas deci-
ses; mas nao prova de sorte alguma o que
quero nobre senador ese tal provasse, entao,
quando vemos absolvidos at aecusados de as-
sassinatos e de roubos; quando vemos um par-
recida quasi absolvido; quando vemos a mulher
que malta seu marido quasi absolvida ou o
culpado de urn assassinato ler tido urna pena
inuito diminuta daquella que devia ter, deve-
riamos dizer que o jury quera reprovar a con-
ducta do governo?...
O Sr. P. Soma:dii algumas palavras que
nao ouvimos
O Sr. C. Ledo:Eis-aqui est como o nobre
senador nao sabe apreciar esses fados : toda a
pessoa que tem a suadisposico algum dinhei-
ro para dar a advogados, por exemplo, 2:4008,
assim adquiredous homens interessados na sua
absolvicao esgotando todas as forcas, pedin-
do, empenhando-se pela absolvicao do reo ;
emfim apparecem ntrenos taes actos, nao s
nos crimes polticos, como em todos os outros.
Se o nobre senador est com os olhos abertos u-
nicamentepara os crimes polticos, e s nota
o que se passa a respeito destes peco-1 he que
os abra ainda mais, e os lance para o que se
passa em todo o paiz no tribunal do jury ; ver
que lia tendencia de rigorismo para os escravos
que malo seus senhores; mas que todos os ou-
tros criminosos que tem em seu favor dinhero
o empenhos, ou parentes e amigos as locali-
dades sao absolvidos pelo jury ; logo ha nisto
um defeito radical em os nossos costumes e h-
bitos quesedever corrigir....
O Sr. P. Souza:Que se acabe portanto com
o jury.
O Sr. C. Ledo: Isto que o nobre senador
diz s fazem os bomens extremos; ordinaria-
mente estes homens que nao sabem ou nao
tem muitas vezes a capacidade necessaria jul-
go mais fcil abolir as instituicoes do que
corrigi-las e aproveitar aellas o bom conve-
nientemente. Ora algumas vezes se as
correa/Oes fossem inaddmissiveis haver ins-
tituicoes taes que se devessem destruir; mas
de passagem direi ao nobre senador que nao
sou desso opiniao da aholicao do jury.
O Sr. P. Sousa Um adiado do governo
propoz isso na assembla provincial de Mi-
nas.
O Sr. C. Ledo (guantas cousas nao fa-
zem os amigos do nobre senador de que elle
nao culpado ? Nos actos legislativos, amigos
silo aquelles que estao conformes comigo; quem
est discorde quaesquer que sejao as suas
ideas e opinioes neste caso nao amigo.
O nobre senador tambero nos fallou na re-
pressSo em Franca e nos disse quo a!i a re-
pressa do governo nao era violenta e depois
fallou de amnistas dadas por Mole ; ora o
nobre senador tem bem noticia de tudo quanto
se passouem Franca a respeito de julgamentos!
Eu \k dise que nao sei explicar taes proposicoes
do nobre senador de outro modo senao consi-
derando-o extremamente apaixonado e por
isso deixando de apreciar todas estas cousas ,
segundo sua veracidade exige Pois dai-me ,
senbor a repressa da Franca e eu nada
mais desejarei para o meo paiz ; dai-mc se-
nlnr essa repressa e eu direi que avanca-
mos muilo alm daquillo que poderiamos de-
sojar ; porque urna verdade que a sociedade
franceza atacada por elementos de dissolu-
ca talviz mais fortes do que a brazileira ,
precisa do leis mais f Ttcs do que nos para a re-
pressa dos crimes : dai-me senbor, essa re-
pressa que dizeis que moderada...
O Sr P. Souza : Pelo meu voto a dou ,
at por acclamaco.
O Sr. C. Ledo : Senhor sobro quem
teve de recahir a amnista em Franca e quan-
do tevecllalugar? Nos podemos dizer que desde
31 para cft temos estado constantemente debaixo
do rgimen das rebellics.dassedicces.edasam
nistias. Ora, a Franca dermis da revoluco de
30 e do abalo que ella causou sociedade foi
agitada primeramente pelos restauradores ,
que tanto tentarao ; e cm segundo lugar pelas
ideas exageradas que nascro dessa revoluco e
que apresentro tambem suas pretcnces,
urna lula se manifestou ali ; mas, senhor a
repressa dessas agitayoes em Franca tem sido
qual entre nos? O remedio geral tem sido as
amnistas ? Ali nao tem sido punidose condem-
nados dilerentes delinquentes?Quanlostem si-
do deportados quantos torito condemnados,
quantos jazem ainda as prisoes desses que
tentrSo contra a vida do rei ? A amnista nao
foi geral nao abrangeu os condemnados e
1 os condemnados que supplicrae perdao alguns
tverao modficaciio de pena outros tinhSo j
supportadoquatro cinco e seis annos de pri-
so quando obtiverao melhoramento do suas
penas : isto o que tem acontecido no Bra-
zil ? Aqui o rgimen geral tem sido as amnis-
j tas! Se as amnistas curassem curadissimos
\ estaamos nos.
Senhores, o nobre senador historiando a or-
gansacao do ministerio Moll nao foi exacto.
Se esso ministerio entrando para a adminis-
tracao tivesso adoptado o programma de am-
nista t-lo-hia professado ; mas ao contrario
nada absolutamente aceitou de similhante pro-
gramma : pois posteriormente que se conce-
de amnista e em que tempo se concede? E'
por ventura quando a sociedade ost agitada ?
quando as pretences apresento-so exigentes ?
quando as tentativas do revoltas militares appa-
recem ? E perantc tal estado de cousas que a
amnista do ministerio Moll teve lugar ? nao
foi no estado calmo e pacifico da Franca ? Foi
sem duvida ; sem duvida tambem os elementos
de desordem estavao completamente destruidos,
tanto que essas tentativas de assasinato appare-
crao posteriormente ; mas pelo menos o esta-
do calmo e prospero da Franca na occasio pa-
reca prometter o bom xito da opportunidadc
de similhante acto ; porm quando os parti-
dos apenas derrotados no campo se aprc-
sentao com toda a violencia ameacan ainda
com novas revoltas ; quando esses partidos pro-
vocao s armas, nao usao da imprensa para
censurarern os actos da administracao e apon-
tarem os mclhoramentos necessarios ao paiz ,
massim para concitarcm o povo ravolta
em tal occasio que aprrsentais como opportu-
no que urna amnista procurasse conciliar os
nimos ? E' este o estado em que ella teve lu-
gar em Franca ? ... Sr. presidente aqui se v
que severidade que exadido existe na ex-
pressao do nobre senador emquantodiz que a
repressa em Franca era enrgica mas nao
violenta.
Vos nao apresentais represses violentas no
Rra/.il ; vos nao apresentais mesmo nenhuma
repressa e sem duvida provocis com isto to-
dos os homens intelligentes todos os coracoes
generosos que lastimiio as desordens ; o que
eu lastimo que levis os tribunaes a esse es-
tado que se assemclhao ao estado natural em
que o homem combate o hornem. Sr. presi-
dente repressa violenta no paiz o que nao
tem havido porque mesmo nenhuma repres-
sa tem havido ; pdy-se dizer : at aqui te-
mos curado todos os crimes polticos todos os
assassinatos commettidos por occasio desses
crimes polticos todos os roubos, todos os in-
cendios com amnistirs. As novas rcbellio^s
acontecidas em S. Paulo e Minas naoapresen-
1 to ainda una multido de reprimidos deci-
I dadaos punidos; e dizeis que tem havido re-
' pressao violenta porque esses homens tem si-
do chamados aos tribunaes para responderm ;
porque mesmo tem tido toda a liberdnde nao
digo s de usar dos recursos da lei mas de ca-
balaren! com empenhos intrigas e pedidos pa-
ra apparecerem julgamentos que sao a completa
1 negacao dos lados mais claros passados em
plena luz !.. .
Mas emfim isto repressa violenta ; tudo
' niinntn nao frtr nrnclnmar hroes di patria O
vencidos na luta contra a ordem poder assim
sor tachado de repressa violenta por quem es-
tiver possuido do paixcs que nao os deixein
enxcrgar a verdade e a justica.
Sr. presidente ainda bem que j do passa-
gem tratasse disto direi segunda vez : o no-
bre senador para o fim do seu discurso fallou
cm se coardar a liberdade da tribuna ; mas o
que chama o nobre senador coarctar a liberda-
de da tribuna ? (liando temos posto em dis-
cussao tudo quanto lcito e mesmo tudo
quanto licito por em discussa o nobre se-
nador tem a coragem de dizer que se coarcta a.
liberdade da tribuna Na verdade senhores ,
eu supponbo que quom houvesse de ler as nos-
sas discussoes o abi encontrasso a impulaca
do nobre senador ou nao a comprebenderia
totalmente eu explicar ia por algum modo ex-
traordinario urna similuantc asseveracao E*
to exacto o coarctamento da liberdade da tri-
buna como sao todas as outras imputaces do
nobre senador porque todas ellas nascem da
mesma fonte.
A outra imputacao que nao ha liberdado
naseleic5as. Ora senhores emfim as ulti-
mas eleicoes da cmara dos deputados ionio (ci-
tas perante urna administracao que nao era da
approvacao do nobre senador ; mas a anterior
tambem foi ? Nao foi pelo contrario perante
urna administracao quo era da sua approva-
cao ?
Sr. P. Souza acea com a cabeca que>
nao.
O Sr. C. Ledo : E a administracao do
Sr. Feij n5o era tambem de sua approva-
cao?... E' verdade que, pola circunstancia
que eu considorei, isto visto quo o nobre se-
nador sempre encara o horizonte carregado do
nuvens reprovando o existente ; nesse senti-
do aceito o seu aceno negativo ; mas per-
mittir-me-ha dizer-lhe quo a maior parte dos
seus amigos e alliados presentes applaudirao es-
sa administracao e perante ella se fzero as
eleicoes de 18i0. Mas o nobre senador s
enxerga liberdade as opinioes que ello approva,
com que mais sympatliisa ; se essas opinioes
nao triumpho completamente nao ha liber-
dade.
Senhores quem nao estiver inteiramente
obcecado pela paixao e espirito de partido re-
conheccr que as ultimas eleicoes passadas fo-
ro urnas das mais pacificas e regulares quo se
ftzero no paiz....
O Sr. P. Souza : Os vencidos abstiverao-
se de tomar parte nellas.
Sr. C. Ledo : Mas senhores porque
approvastes as de 40 em a qual nao os ven-
cidos porque nao tinho sido vencidos, mas
os derrotados pela ameaca dos punhaes o dos
cacetes se retirro das urnas porque nao ta-
chdeis essas de nao livres ? Senhor se vos ti-
vesseis a apresentar em contrario eleicoes signi-
ficativas o pacificas bem ; mas quando apre-
sentais as de 40 e emfim todos esses modelos
de corrupcao e de nao observancia das leis
que houvero por essas provincias do imperio
em toda essa elcicao realmente nao sei que
forfa possais ter quando vindes tachar de fallas
de liberdade as eleicoes presentes !
Senhores, o homem possutdo de espirito de
justica, o homem razoavel que reflectir as alte
races feitas pola administracao que me prece-
deu as instrueces de 24 de marco ver ahi
i n ten cao de azer fallar a urna sinceramente :
alguma vez se lera abusado dessas mesmas alte-
rados o disposices; mas o governo nao cul-
pado nao esteve mais nos limites do um regu-
lamento; suas faeuldades n5o podiao ir
mais adiante. Nos temos de combater gran-
des inleresses que se conspiro para corromper
a urna para quo nao falle a verdade ; e pos-
suidos dos males que ameacao o paiz deseja-
mos que apresenteis esse systema em que a urna
falle com sinceridade ; todos nos vos seguire-
mos porque nenhum interesse pode ter urna
administracao amiga do paiz, seno que a urna
nao ssja corrompida; quem pode interessar com
isto ? Homens que verdaderamente querem
urna poltica de restricta observancia das leis,
da moral o da economa devem querer que a
urna falle com sinceridade porque da sin-
ceridade della quo apparecera homens que fa-
cao prevalecer no paiz as ideas que procla-
mao.
Deixai pois senhores, imputaces vagas
que nada significao que nao apresen to vera-
cidade alguma e vindo comnosco se possi-
vel curai desses males das eleicyt'S; vamos
todos trabalhar para que as urnas sejao sinceras;
mas capacitai-vos, senhores que nunca se-
r como denunciis una prova de corrup-
cao poder avancar qual aquelle que tem prona-
bildade de sereleito; se tal fra vosso filo; en-
tilo sem duvida vos procurarieis abracar una
nuvem que nunca poderieis encontrar.
Sabis que em todos os paizes os calclos pn-
Uticos o conhecimento das sv mpathias locaes,
das paixdes que algumas ve/es .ppacerem nal
UM.V;4.4 f-wnm hffs "'ver sus! n ran~
P
9


*
,tzemqap(LrarPo1aDostasSs tem toILq!! "** R'? Ja"er ; 21 dias brlgUe wcun" bn" -Alugao-se duM canoas, urna da 1300 ti- de boca, dirija-se ao cstalleiro de Joao Thomaz
do os dementse* favor e em contrario oararem S VVW?J 1 3 toneladas copi- jollos de alvenaria, e a outra de 600 ditos, por Pereira que t da posse da mesma, pois Ihe
ter nzualdadedeforca mas feliznrnt I 5"vestre Josdc Barros equipagem 12, preco commodo ; na ra do Queimado n. .'7. foi entregue por un soldado da cornpanhia de
mentoscontrarios entr nos fazem Untad!ffe" arga '^ n '' )"""i";' ltaAl* l'recisa-se de um moro de l(i annos de artfices, o qual se chama Antonio Jos do Sa~
renca de forca que fcilmente se pode anonhr R.V, l i % "r i i.lmle que escreNa econt sotlrivel dando li- cramento, e o mesmo espera ser-ratilicado ge-
.. ..,i;.io......! ..:....._ r Rio de Janeiro; 17 das, bar,., ingloza 0r- ador sua conduela; na ra do Ro/ario n. 13. nero/aii ente.
lando, de i80 toneladasi, capitao Wm. II. A pessoa que annunciou no Diario de 14
,o candidato que triumpliar.
Eu nao conheco paiz algum livre eleiciio
alguma livre emque taes assigoalacOes se nao
possao fazer a resreito dos candidatos; por-
tanto senhores reformando os defeitos, a
falta de sinceridado das urnas, que podereis
curar os males que podem haver ; mas nao
assacando imputacOcs que nada provao. Al-
gumas yezes em outros paizes atse desig-
na a opiniao que triumpliar muito antes de
eeffectuar a eleicao; por cnemplo na In-
glaterra rnuito antes de vencercm os torys ,
jojornalismoannunciava que elles seriaoos
tencedores com toda a probabilidade.
Sr. presidente; nao tocara na declaracSo
posto obstculos o anno passado a que nao
apparecesse movimento anarchico que devora
apparecer em 9 de fevereiro nao toca-a nisto,
digo se nao titease de lembrar ao nobre sena-
dor urna necessidade emque elle se ada Eu
declaro que,se estivesse unido a urna opiniao
poltica, e que nesta opiniao me visse na neces-
sidade de conter os amigse dizer-llics-nOo
recorris h violencia ; (orea s armas nao
desesperis das instituicOos e do seu uso legiti-
mo talvez anda urna vez olhasso para o lado
para ver os taes amigos e emlim me dexasse
estar com eiles, para poder servir segunda vez
anda a conte-los; mas de certo da terceira vez
os abandonara visto ser preciso estar a acn
selha-los a todo o momento que nao se revol-
tassem que nao lancassem mao das armas,
porque isto traz a desgraca do paz o que o
nobre senador muito bem sabe; reveja-so o
seu passado, lao-se os seus discursos proferi-
dos no outro lempo ohserve-se o seu proce-
dimento ; elle testemunlia aquillo que agora
digo. Taes movimentos anarchicos taes re-
cursos s armas nao servem senao para entor-
pecer a liberdade no seu justo desenvolvimen-
to nao servem senao para reduzr o paiz
barbaridade acabando com a civilisacao, que
todos devemos esforcar-nos por nello estabde-
cer e nianter.
Cockerill, equipagem 1 carga lastro :
ordem.
Declaraces
= Lma parda viuva de bonscostumes e
lo correte precisar de um criado, e ser indil- queda fiador., sua conducta olTerece se para
[rente a tur, com tanto que seja do boa con-, ser ama de casa de homem solteiro ; as .pessoas
luda, se anda precisar, dirija-se praca da,'que pretenderen) dirijio-se ra da Roda so-
Boa-vista d. 7. i.r.,.i n m
O tbesoureiro das rendas provinciaes paga
nos das 17, 18, e 19 do correte os ordenados
vencidos de abril a unho prximo lindo, aos
empregados que nao percebem emolumentos.
O administrador da meza da recebedoria
das rendas genes internas, tendo por muitas
vezes annuncado pelos Diarios, aos moradores
do bairro do Recife, Santo Antonio, o Boa-
vista para vircm pagar o imposto de escravos, do
banco e carros, poucas pessoas tem vindo pa-
gar ; e por isso pela ultima vez annuncia que
se al odia 20 do correte nao vierem pagar,
passar a tirar mandados e proceder judicial-
mente contra os omissos. Recebedoria 11 de a-
gostode 18*3 Francisco Xavier Cavaban-
li de sflbuguerque.
Administraro do patrimonio dos orftos.
A administracSo do patrimonio dos orlaos
manda fazer publico que nodia 17 do cor-
rente mez pelas i horas da tarde na casa de Suas
sessfies contina a arrematadlo das rendas dos
predios annunciada no dia 9 do correte mez.
Sala das sessfies da administracSo do patrimonio
dos orlaos 16 de agosto de 1843. /. M. da
Cruz, escripturario.
D ordem do lllm. Sr. inspector do arsenal
demarinha faz-se publico que abarca d'es-
eavacao contina em os seus trabadlos DO da 1S
do corrate pela manba e que a areia qu es-
Turquais & Barbel desmancharan amga-
vplmcnte a sociedade. que entre elles hava no
armazem de comestives da ra da l.ingoeta ,
ficando encarregado da liquidacao da dita tirina
o Sr. Turquais.
Herbel subdito Franccz retira-se para
(ora do Imperio.
A pessoa que no dia T do correle no
convento do Carino ao recolher da procisso a-
chou urna carteira encarnada, c dentro del la OS
res em sedulas. e tres ineios hilhetes da lotera
que est prxima a correr queira ter a holl-
inado n. 46.
=No armazem n. 61, na ra Nelha ha um
deposito de farinha de mandioca no qual so
vende por atacado e a retalbo sendo de todas
as (jualidades e por proco commodo.
< > abaixo assignado, proi tirador da cmara
municipal da cidade d'( Minda avisa a todos os
Foreiros da mesma cmara, que se acba promp-
to a recebar os foros vencidos! tedas as sextas fei-
ras das ll) horas da manila at l as duas da tar-
de na ra do Crespo loja n. 13. ./ntonio
Vunes de Mello,
=Aluga~se o segundo andar do sobrado da
que esia prxima acorrer, quena ter a non- Aiima-se o segunao aiuiar uo sonrauo
dade de anininciar 0U drgr-se ra do Mun- na Direita n. 129, por proco commodo;
,l~ X'____ i f.,..,!.. ...... i..nl. n^,..*n___:_\ mUi........:........ ...i.._ .1.. ... ................
do Novo n. 17, (sendo que ten ha oonsetencia
Na ra do Encantamento n. 4 precisa-se
do Um rapa/ para cr ado da casa de um honiein
solteiro, e he indi (Taren te a cor, com tanto que
d liador sua conducta.
Precisa-se de dois ofliciaes de chapeleiro .
osquaessejSo bons no officio; quem pretender
a
DIARIO DE PEIIXAUBCO.
De Jornaes do Commercio que nos fizeriu
favor emprestar viudos pela barca ingle/a
Marytf Ann chegada a este porto no dia 13
do Rio de Janeiro com 10 dias de viagem co-
piamos as noticias do Rio Grande doSul que
damos em outro lugar.
cavar ser franca, como d'antes, as pessoas que
a mandarem receben Secretaria da nspeccaodo
arsenal de marinliade Pamambuco 16
> de asos-
toda 1843. Alexandre Rodrigues dos hi-
jos secretario.
Avisos mar i limos.
!!
ivre lia ir
agosto
COITPIltC
Alfandega.
endimento do dia 16......... 8:7648953
DescarregSo hoje 17.
Rarca Wm. Russell serveja chumbo ,
manteiga ferragens sabao, ma-
chi nismo e ferro.
RIO DE JANEIRO.
Cambios no dia 27 de julho.
Pregos da ultima hora da fraga.
Cambios sobre Londres..... 25 25'/ nominal
Paris....... 375 efTectuado.
Hamburgo.. 690
Metaes. Dobres hespanhoes. 31g750
)' da patria___ 31,250a31,300
Pezos hespanhoes... 2,000
da patria___ 18935
Pecas de 6}400 ve!has 17,250
ae novas 17,000.
Moedas de 48000... 9g200.
Prata ........... 103
Apolices de 6 por cento..... 69 3/*
( Jornal do Commercio.)





Para o
no dia a5 de
bem couliecida barca franceza Ca-
simir Delavigne por j ter o sen
carregamento prompto, porm an-
da recebe passsgeiros para o que
tem excellentes com modos ; a trac-
tar con os seus consignatarios li.
Lasserre ex Gotnpanhia na ra da
>enzalla Velha n. i38.
Para o Ass a barcaca Conceico Flor do
Passo ; quem quizer carregar, ou ir dt^passa-
gem dirija-se taja do Sr. Joao da Cunha Ma-
ga I haes.
Leudes.
O corretor Oliveira continuar o seu lei-
lao de mohilia obras de ouro e prata e al-
linetes de peito que vender por baixos pro-
cos ; sexta feira lodo crrante s 10 oras da
manila, no armazem que foi do br. Stewarl,
na ra da (iruz.
JamesCrabtree & Cornpanhia farao le
lo por intervencao do corretor Oliveira, de um
completo sortirnento de fa/.endas ingle/as as
mais proprias d este mercado : quinta-feira 17
do conente s 10 horas da manha em ponto ,
no seu armazem na ra da Cruz,
llovmeiito do Por lo.
Navio entrado no dia 14.
New London ; 55 dias galera americana E-
lectra, de 347 toneladas, capitao John Ward,
equipagem 32 carga a pare I los para pesca ;
ordem.
Navio sahido no dia 15.
Rio de Janeiro ; barca americana Navarre ,
capitao Aenv Lalo carga farinha.
Vanos entrados no dia 15.
IIio de Janeiro ; 17 dias, polaca (ranee/a fei/.
Alisos diversos.
dirija-se a praca da Independencia n. 14.
O bilhete n. 2594 da .d e ultima parte do
medio restante da 1.a nova lotera a favor das
obras da matriz da Boa-vista pertence ao Sr.
los Felis da Cmara Pimentel, doengenbo
Gaipn e tica em poder de I', da Silva Lisboa.
K pi'ssoa, que precisar de um boi bom pa-
ra carraca e um cavallo dirija-se ra dos
Pires n. 30.
Precisa-se de um bom cozinheiro, livre.
que queira ir para o Maranho, pagando-se
bem ; quem estiver as circunstancias de enga-
ar-80 dirija-se ao segundo andar da casa em
que mora o Dr. Alcanforado na ra Nova.
Na ra da Sen/alia \ elha pallara n. 98 ,
precisa-se de um preto para andar com um ra-
paz bronco entregando pao das 3 s 7 horas da
manha.
Jos Ribeiro de Rrito comprou um bilhe-
te inteiro n. S(v7 da .e ultima parle da lo-
tera da matriz da Roa vista, c sociedade rom
Manoel Jos Dini/ morador em Pianc.
Quem annunciou no Diario n. 174 pre-
cisar do um criado, dirija-se ra da Cruz no
Recife venda n. 37.
O linturoiro que mora no lieco da Romba
participa aos seus freguezes, que se acba promp-
to para tingir lodas e quaesquer obras de co-
rea tanto de 18, como de seda, por preco mais
commodo que outroqualquer.
s=Precisa-se alugar urna ama de leite pre-
feindo-se captiva ; assim como se compra um
moleque cozinheiro e que saiha tratar de ca-
vallos ; na ra da Praia de Santa Rita n. 37 ,
ou na praca da Boa-vista no segundo andar do
sobrad i n. 2.
Oferece-se um moco portuguez para cri-
ado ou pagem de casa particular, nesta praca
ou fora d ella ; quem o pretender dirija-se ao
pato do Terco n. 29.
A pessoa, que annunciou querer (aliar
com Manoel de l.una Freir, dirija-se A ra
de Aguas Verdes n. 88.
= Avisa-se ao respeilavel publico, que
ninguem contrate do forma alguma sobre os
heos, de aue eslava de posse o finado Jo8o Ma-
noel de Oliveira e Miranda como nventari-
ante de sua fallecida mana 1). Leonor Thereza
de Oliveira e Miranda viuva do fallecido Co-
ronel Joaqun, Miguel de Alenla Catanho Q
porestarem uns pen horados pela administrado gues \.ini e Bento Candido otelhode A-
da Cornpanhia e outrossugoitos a taxa de 10 zevedo; quem o tiver a< hado querendo restitu-
lo pode dirigir-se a ra da Alfandaga Velha a
armazem Francez. I'rcvenindo-se por este mes-
mo annunciq ao Sr. tbesoureiro da mesma lo-
tralar no primeiro miar la mesma casa.
=Jacnllio Antonio Allonco comprou a Fran-
cisco Jos louies um moleque de noine Mi-
guel de naco Mucamliique para embarcar
para o Rio do Janeiro.
O abaixo assignado tendo assignado um
mandado do embargo a favor de Manoel loa-
quii Lamas contra seu devedoi Joao Pereira
de Oliveira trabalhador que oceupa na sua
pallara na Piara da Santa Crui accontece
que trazendo a escrova embargada para sua
casa na travessa da Madre de Dos esta so eva-
di a noito do dia '% do crrante agosto o ape
/ar de todas asdoligencias quotenha feito no
Ihe tem sido possivel dascobri-la, roga a qual-
quer pessoa ou capities de campo o favor de
a pegar e recolher a cadeia que Ihe satslar
ejgradecerA o trabalho cujos signaos sao os
seguintes : nacao benguella alta secca do
corpo idade i() annos pouco inaisou menos ,
codicia de talhos que tem nos ps de frieiras ;
saia de chita e panno da costa ludo velho e
antjava vendando pao pela Roa-vista ; assim co-
mo quem tenha visto (ara favor de di/erao an-
nuneiante.que pretende em juizo justificar a fu-
ga o que se torna dillicil por (alta de ter sido
vista, e quando lugio ser occultamente assim
como protesta contra quem a tiver oceulta por
todos os pre|uizos que resultaren!.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Jos Martina da Silva, tendo tirado do
correio duas cartas rom o sobre-es ripto do
inesmo nome e,conhecendo, que nao erad pa-
ra elle pelo conted.) das mesmas, declara .'
pessoa que.tem o mesnio nome queou decla-
re asna moradia por este Diario, ou se dirija
ra imperial n. _>()!), para receber as ditas
cartas, e tiactar da mudanca de nome aquella
a quem mais convier, e porque o annuncianto
lambem altaS algunas cartas, ropas a mesma
pessoa baja de Ibas restituir se as tiver.
A irmandadede Nossa Senhora do Rosario)
dos pelos do bairro de Santo Antonio faz pu-
blico, que nodia 8 do eorrente sabindo o irmo
escrivao da mesma com os livros e sinle do
sello, com que costumava a sellaras patentes
dos referidos irmos : desappareceu do mesmo
osinete, e das mads do preto que o condusia o
encastre de prata com que se sellava no arquivo
da irmandatle; motivo |iori|ue faz-sc sciente a
todos os irmos de nao pagaren! annuaes, ou
entradas senao ao seu mesmo escrivao Manoel -
Luiz d'Assumpcao e roga a entregado mesmo
sinetr ao mencionado escrivao no caso de ser
achadopor algum cardosoque queira restituir.
I'erdeo-se no dia ludo torrente mez um
meio bilhete de n. :2.'> da lotera da matriz da
Boa-Vista, e as costas do dito meio bilhete
eslA escripto oseguinte: ueste meio bilhete ha
de sairf<;00 ', e pertence a Miguel Jos Itodri-
aos legados e he-
LOTERA de \. S. 1)0
L1VR AMENTO.
No dia 30 do eorrente mez
de Agosto, corre irnpreteri-
velment esta lotera, fiqueni
ou nao billietes por vender,
e o resto aelia-se is luya-
res j annnneiados.
Antonio Correia de Noronha Bravo re-
tira-se para fora do Imperio.
Precisa-se alugar urna cusa terrea do ba-
da omp
por cento do sello Naciona .
raneas pertencenles aos henleiros do casal do
dito Coronel de quem he testamenteiro Joa-
quim de Almeida Catanho o legatarios Joa-
quiui de Almeida Catanho, francisco Mano-
el de Almeida Catanho Jos de Mello Ce-
zar de Andrada c outros inclusive dous or-
laos Manoel e Francisco, filhos do tallecido
Josa .Manoel de Oliveira Miranda, dos quaes
he tutora sua Mi 1). Ignacia Joaquina Correia
de Figueiredo. Os bens a cima mencionados sao
ama casa terrea na ra do Hortas, outra dita
na ra do Padre Floriano outra dita defronte
do quartelde polica, outra dita meia-agoa
na esquina do Calabouce, outra dita defronte
dooito da Matriz da Hoa-vista, outra dita
em Olindana ladeira de S. Bento e parle da
propredade Ribeiro fundo na comarca do l.-
moeiro. J< t de Mello ('zar Andrada e
Francisco ManoelFerreira t'atanho.
leria baja de nao pagai a mais ninguem o pre-
mio quesair por sorte no dito meio bilhete se
nao aos proprios donnos.
Perdeo-se desde a ra da Cruz do bairro
do Recife ale o Hospicio um alneite de peito
moza ico com um cachorrinho de ouro o um
par de brincos de ouro compridos cada ob-
jecto em sua caixinlia ; quem adiar querendo
restituir pode levar a ra da Cruz n. 9 que
se Ihe dar metade do valor.
Aceia-se a contento um caixeiro para
osafazeres de ra, de um novo estabelleci-
mento; masquer-se lilho dePortugal, me-
nor de 20 anuo-, sabendo lar, e escrever, o
que afiance sua conducta: encaminhe-seao
aterro dos Afogados, n to.'>, para o trato.
Precisa-se de um bomem que se queira
encarregar da cultura de um quintal; quem
. Muga------'tgVndo~andr'doaobi ":l-,,li| li rijoso ao Coelho, .asa
L' i ,, iln (.dIIi'lki do l.-pii il" .snelo.
o...,i....... ,!, .i; m do crrante mes
III)
cil-
io
r


MFLHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


mr
= Precisa-se alugar urna negra ou mcs-
mo urna ama forra para fazer o servico e junta-
mente as Compras diarias de urna casa de pou-
ca familia com tanto que nao tenha vicios ,
e que sejao dewmpeJidM tambero, se far.i ou-
tao negocio com qualquer das duas pessoas a
cima somento para fazer as compras, as quaes
so dependem de urna ou duas horas por cada
umdia; na ra da Conceiyao da Itoa-vista ,
sobrado n. 8.
= ifferece-se um moco Rrasilciro casa-
do para caixeiro de casa ingleza ou de outra
qualquer casa portugueza ; ou franceza an-
da que seja para cobraneas exceptuando ven-
da ; quem o precisar, dirija-sea ra do Pa-
dre Floriano n. 54.
Lotera de .Y. S. de Guadelupe.
= Tendo-se annunciado o andamento das
rodas desta lotera para o da 4 de Setembro
prximo nao pode ter lugar por ter a lotera
do Uvramento annunciado para o da 30 do
.conente, e a lotera do theatro para o da 12
do prximo Setembro por isso transfere-se o
andamento das rodas Jesta lotera para o da
27 do prximo Setembro imprcterivolmente
fiquem ou nao bilhetes, e achao-se a venda nos
lugares do costume.
ss A quem Ihe faltar um serrote c urna jan-
gada de pescara dirijase a ra larga do Ro-
ario n. 33.
nhe superior ; no armazem de Joo Carroll & | dora Conde de Totoza Cecilia ou o poder e Vende-sc as bemfeitoriasde um terrenofo-
Filho. os encantos da harmona Carlota do Franche- reiroi perpetuamente com 64 palmos de fren-
=; Vende-se um sitio na Magdalena comjvilla, Romalino ou os misterios docaslclo de lee 500 de lundo, entre as duas ponles da
boa casa de vivenda de pedra e cal, duas gran J monte Kosso Fermidoro eZelinda ou o cava- Magdalena, com casa nova de taipa bem ar-
des baixas plantadas de capta), diversas arvo-jlheiro da morte, TrMes narracoes de um so- ranjada e pintada n. 12; na ra estreita do
resdelruto, por precocommodo e mesmo a litario Algemede Santarcm Rui Braz, Ca- Rozario, botica de Joao Pereira da Silveira.
ptivo de Fe/., Alexina ou a torre velba do Cas- = Vende-se urna canoa de milhero ac-
telo de Holdim ; na ra da Praia n 39. bada de novo, bem construida ; na ra da
Vende-se um preto de Angola de meia
Idade para todo o servico ; Ha ra larga do
Rozario venda n. 44.
Compras.
Compra-se Diarios antigos a 2S560 reis
arroba, e a SO reis a libra; na ra Dreita n. 10.
ss Compra-se urna canoa decarreira an-
da que seja bastante usada; quem tiver an-
nuncie.
Compra-sc um casa terrea no bairro de
S. Antonio, que nao exceda de um cont de
reis ; na ra estreita do Rozario n. 10.
Comprase urna rotula para porta de o
palmse meio de largo ; na ra das ij ponas
n. 23.
Compra-se o primeiro tomo das obras
completas de Pilnto Elisio ; ina ra dosOuar-
teis loja de minde/as n. 20.
Compra-se cera amarella ; na Camboa
doCarmon. 19, primeiro andar.
Compra-se clorureto de cal; na ra es-
treita do Rozario n. 13 a fallar com Francisco
AI ves da Cu n lia.
Wendas.
= Vende-se u m sitio no nascente e duas
legoas distante da \ illa de Naz.areth a mar-
gem do rio Tracu nbaem denominado olho
d'Agoa com muito boas trras, que pode-se
calcular em 000 bracas em quadro; a tra-
tar com o seu proprietario Jos Ignacio Perei-
ra Torres morador no engenho Papic da mes-
ina comarca.
- Vende-so muito bom milbo tanto a re-
talbo com em porcao a 1600 cada alqueire ;
no deposito de farinha de mandioca na ra da
Cadeia de S. Antonio n. 19.
Vende-se urna preta cozinha engom-
ma e cose ; na ra da Solidado n. 38.
Vende-se um boi e urna carroca ; na ra
da Solidade n. 38.
Vendem-se saccas com milbo muito ba-
rato ; no armazem delronto da cscadinba da
alfandega.
Vende-se um ptimo terreno no beco das
Barreiraseom inaisde 100 palmos de Irente ,
e 500 de fundo todo murado e com algu-
mas aores de Iruto muito perto do rio ,
c com 120 palmos de vio em que se pode la-
zer 4 propiedades boas para qualquer estabe-
lecmento ; na ra da Gloria n. 30.
= Vendem-se saccas com arroz pilado da
trra a 0000 ditas com de casca a 2560 cal
da trra a 120 a libra dito do Rio a 4400 a
arroba assitfl como todos os mais gneros por
preco commodo ; na praca da Boa-vista ven-
da n. 15.
\ endem-se espadas prateadas com roca
dourada muito fina proprias para olTiciaes su-
periores da guarda nacional; na ra da Cruz
n. 7 piimeiro andar, na mesma casa vnde-
se um elegante carro de 4 rodas, com capote
solt e assento para 2 a 4 pessoas.
= Vendem-se ricas bandas de Lorias de ca-
nutilbo de ouro para ofliciaes de primeira linha,
e de guarda nacional c adragonas muito, ricas
c modernas chegadas agora da Corte para
capillo tenente e alleres de cavallaria da
guarda nacional segundo o novo (igurino mo-
derno que se apresentara, um chapeo arma-
do apresilhado de ouro um llrete moderno ,
e nina rica espada tudo do melhor gosto pos-
sitel : na praca da Independencia loja ns.
M).
.-- Vendem-se queijos londrinos presn-
tos para fiambre conservas mostarda fru-
tas para pastis, calcado vinbo de Champa-
praso com boas firmas ; a t radar na ra da
Praia n. 58 com Joaquim Celestino Goncalves.
Vende-so urna rede trancada com franja
decorvinda do Maranhao propria para ti-
poia ; e um trinque proprio para qualquer por-
ta de armazem ou loja por preco comrno Jo;
na ra da Madre de Dos n. 9. ,
Vende-se um negra de 28 annos, cozi-
nha ou troca-se por um negro ; farinha de
mandioca a 3200 pela medida velha e sal de
Lisboa a 1600 dita ; um terreno de 20 palmos
de frente, ja com dous alicerces feitos, por pre-
co commodo na ra de S. Miguel da povoa-
co dos Affogados ; na ra da Praia n. 27, so-
brado amarello
Vendem-se 3 escravas sendo urna de 16
annos propria para todo o servico : na ra
larga do Rozario n. 36, terceiro andar.
\ ende-se urna forma de fazer ostias ; no
beco defronte da Igreja Matriz n. 16 junto a
urna venda.
Vendem-se tbesouras de Guimaraes para
barbeiro e alfaiate por preco commodo ; na
ra Dreita travessa de S. Pedro venda n. 18.
Vende-se um negro de nacao bom re-
finador de assucar e cozinheiro, de 30 annos,
e he muito fiel ; na ra do Queimado n 29.
Vende-se o livro de Branca Capello, no-
vella ^enesiana e urna porcao de fumo para
charutos por preco commodo ; na ra estreita
do Rozario loja de cera n. 3.
\ ende-se um bercoem muito bom uso ,
por preco commodo ; na ra das Flores n. 17.
Vende-se um canario de imperio; de-
fronte da ribeira de farinha n. 3.
Manoel Alves Guerra na ra do Vigario
n. 3 vende laxas de farro batido e coado de
lodosos tamanhos, por preco muito barato,
e travs de madeira superior de 36 a 50 pal-
mos, e de 7 a 10 pollegadasde grossura.
Vende se um completo sortimento de to-
das as quali lades de bicoi largos e estreitos ,
hoteles de todas asqualidades para casaca, tan-
to pretos como amarellos finos papel de peso
a 200 a resma e almaro a 2VO0 gargan-
tillas pretas penles de tartaruga para marra-
ra pennas de ac finas e ordinarias meias
de seda pretas bandejas pequeas a 140 cada
una um resto de pescocinhos pretos e bron-
cos a 240 e outras omitas pulidezas por preco
commodo ; na ra do Cabug n. 4.
= Vendem-se esleirs finas da India para
forrar salas, cha sson a 2240 ; na ra da Ca-
deia velha n. 31.
Vende-se um par de bancas de abrir por
13g000, um sof novo 8000, urna mesa de
charao muito galante 8000 dous balcdes de
loja a porteiros 18000 um rico globo para
vellas a 6000, urna panella de 10 goles 6000,
urna porcao de quadros grandes e pequeos e
algumas estampas com 50 de cosmorama 2
laxos, e duas bacas urna dellas muito grande ;
defronte da cadeia n. 26.
Vende-se una carroca prompta
Roda tenda decarpina n. 39.
= Vendem-se pecas de chitas encarnadas
e o covado a 200
com flores amarellasa 7600
Vendem-se 2 carros de 4 rodas o de bo- rs. ditas de cassa para cortinados com 8 varas
nito modelo ; em casa de J. O. Elster na ra e meia a 1600 ditas de bretanha com 6 varas
do Trapiche n. 19. ia 1280, cassas de quadro e de listras a 160 o
Vende-se urna escrava de na?5o de 20 covado chitas com flores de bonitos padroes a
annos, engomma cozinha e lava: na rua|200rs. pecas de bretanha com 15 varas a
para
qualquer servico com um ou dous cavados
acostumados a trabalhar com a mesma tam-
ben) se vende um ou dos cavallos s ou am-
bos ; e um preto tudo tambem se aluga ;
na ra Nova loja n. 58.
N ende-se cal branca fina de caiar a 1600
o alqueire da medida velha caf a 160 a li-
bra e cevada nova a 80 rs. ; no patio do Car-
mo esquina da ra de Hortas n. 2.
Vende-se calvado de marroquim du-
raque esetim para senhora ditos de marro-
quim ccouro de lustro para meninas, ditos
de couro de lustro para homem lavas de pel-
lica brancas e cor de cana para homem, ditas
de pellica compridas, lisas e enfeitadas man-
tas e challes de seda para senhora luvas de li-
nho sem dedos para senhora camisas pinta-
das finas chapeos para homem e senhora, rs-
cadinhos da moda para vestidos flores finas ,
cortes de colletcs de seda perfumaras mui
fias agoa de colonia de ns. 10 a 24 cam-
braias brancas adamascadas bcos de linho e
blonde de todas as larguras, globos ingle/es
para candiero bandejas finas de lodos os ta-
manhos toucas finas para baptisado pentes
de tartaruga para marrafa ditos de marfim
para alisar < tirar piolhos linha de marcar n.
120 suspensorios ricos e ordinarios, fundas
para quebrados, escomilha preta, plumas bran-
cas, e outros muitos objeclos por preco commo-
do que nao desagradara aos compradores ;
assim como na mesma loja se recebe toda e
qualquer encommenda de chapeos, vestidos ,
e ohjectos de moda feitos com a maior per-
fcic&o e gosto, e commodo proco; na loja fran-
ri za da ra do Cabug esquina da ra das
Trincheiras.
= Vende-se os seguntes livros por preco
commodo ; Amanda e Osear. Evaristo a TIipo-
do Rangel n. 5.
Vendem-se os Nazarenos ns. 15 16 e
17 ltimamente chegados.
Vende-se um relogio sabonete de ouro
inglez de patente dos melhores que ha, ditos
orisontaes, sabonete de ouro todos muito
reguladores, dito sabonete de praia que da
horas e meias horas por si mesmo como os de
paredo um dito para cima de meza, urna cai-
xa de msica que toca dando-so corda um
transelim de bonito molde para relogio urna
pouca do prata de boa qualidade pares de
brincos de ouro de lei aneloes de diversos
moldes pares de oculos de armacao lunetas
douradas, um apparelho de porcelana dourada
para cha ; as 5 ponas n. 45.
ss Vende-se um moleque de nacao Ango-
la de 18 annos, cozinha bem ; e urna es-
crava de naco Cabinda de 20 annos en-
gomma cose o cozinha ; na ra Dreita n. 3.
Vende-se azeite de carrapato a quatro
patacas e meia a caada ; na ra da Praia, ar-
mazem n. 70.
ss Vende-se rap areia preta da Bahia em
libras, dito princeza dito roldo hamburguez,
cha isson de primeira sorte pentes de marfim
de alisar e tirar piolho ricas thesouras finas,
ltimamente chegadas para cortar vestidos, ca-
ivetes para pennas boloesdourados para ca-
sacas e colletes ditos com o letreiro de Pedro
segundo ditos de massa de novos padrees ,
ditos de duraque dos que estao na moda, bichas
prelasultimamente chegadasa 200 rs. as meians
e as pequeas a 120 ; na praca da Independen-
cia n. 39.
ss Vende-se um sitio na Varzea em chaos
proprios, casa de taipa, com duas grandes sa-
las 5 quartos um del les com parlilheiris
para louca estribara fruteiras de todas as
qualidades tira-se 10 a 12 cargas de laranjas
e 6 arrobas de caf por colhela baixa para ca-
pim varios ps de llores perto do banho da
pedra no rio Capibaribe e linda vista para a
estrada publica por ser em lugar alto ou
permuta-sc por urna casa nesta Cidade ; na ra
de Agoas verdes n. 36.
= Vende-sc potassa da Russia superior
por preco commodo ; na ra do Trapiche n.
17, armazem de Tcixeira Basto.
Vende-se um moleque crioulode 18 an-
nos ofllcial de sapateiro ; na ra de S. Fran-
cisco do lado da ordem terceira n. 12.
Vende se urna quartola que leva 25 ca-
adas para azeite de carrapato, dous flandres,
luniz e medidas para o mesmo uso por pre-
co commodo; na Boa-vista travessa do Veras
n. 14.
Vende-se um balcao e um caixao envi-
dracado proprios para venda ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 38.
= Vendem-se ladrilhosde pedra marmore ;
na ra da Guia n. 31.
\ ende-se a armacao de urna fabrica de
charutos com os pertences e um pouco de fu-
mo milo, sita na ra Direita confronte a Igre-
ja do Terco; a tratar na ra das 5 pontas n 23.
Vende se urna tipoia ; na ra do Cres-
po loja n. 7.
= Vendem-se redes de difiere ntes qualida-
des, feitas no norte ; c duas canoas de carreira;
na ra do Civramento, loja de couros n. 17.
= Vende-se um terreno com bons alicerces
divididos para duas casas que faz esquina pa-
ra a ra da Palma; na ra de S. Thereza, venda
da esquina n. 60.
= Vende-se urna venda na ra do Padre
Floriano que faz esquina para o beco das
Carvalhas n. 35 bem afreguezada para trra,
eoaluguel he muito commodo, com algum
dinheiro a vista e o resto em lettras de boas
firmas, vende-se por seu dono retirar-se para
fora a tractar de sua saud ; a tradar na mesma.
= Vende-se potara de todas as qualidades ;
na loja de cambio na ra da Cadeia do Recife
n. 34.
ss Vende-so urna negrnha de naco de
idade 14 annos engomma liso cose chao, e
faz renda o um dita de bonita figura en-
gc.inrna e cose ; na ra Dreita n. 3.
ss \ ende-se urna morada de casa terrea
por 4508000 rs. em chaos proprios sita na
ra de S. Miguel n. 62: na ra de S. Rita
n. 67.
2400 fustoes brancos e pintados a 400 rs. o
covado, cortes de veludo lavrado a 1600, gar-,
ca de seda com algum mofo a 200 rs. o covado
lencos de garca lisos a 240 chitas para cober-
ta de assento escuro a 140 e 160 chapeos do
seda para meninos a 320, ditos de paninho
com avaria a 640 chales de chita a 480, ditos
de cassa a 320 pecas de paninho lino com 17
varas a 5000 e a vara a 320 cortes de ves-
tido de cassa pintada a 2400 chales de metim
muito grandes a 1120 brim trancado branco
de linho a 640 a vara, panno fino verde a 3000
dito azul a 2800 e 3400 e outras muitas fazen-
das por precocommodo; na loja de fazendas
ao p do arco da Conceico.
ees Vendem-se selins elsticos inglezes mui-
to finos, ditos sem serem elsticos, ditos or-
dinarios francezes chicotes de estalo com o
cabo de cana bezerro de lustro muito finos
para sapatos, bandas de bacalho de ouro
espadas de bainha prateada talins e cananas
com ferragens douradas com massa de ouro
barretinas promptas e todos o.-.- preparos para of-
ficial de guarda nacional, e primeira linha <>
npparelhos separados muito ricos para barretina
assim como um refe e tercado tudo por pre-
co muito commodo ; na ra Nova loja de se-
leiro n. 5 de Jos Ramos da Cruz & Compa-
nhia defronte do oitao da matriz.
= Vendem-se ptimos licores de diversas
qualidades a 1440 a duzia dando o compra-
doro casco e com o dito a 1920, agurden-
te de aniz superior a 700 rs. a caada dita do
reino a 900 rs. genebra a 800 rs. a caada e
a duzia de botijas a 2160 tudo a dinheiro a
vista : na ra Bella outr'pra Florentina n. 38.
ss No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Anlonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-sc-o no seu estado de pureza ; sendo o
proco da libra do de primeira sorte o em p5es
160 rs. e o de segunda e terceira, em p,
a 120, rs.
Escravos fgidos.
ss Fugio no da 25 de Julho p. p. a negra
Mara Angola levou vestido de chita preta ,
he baixa corpo reforcado, ps largos beicos
grossos, be ja velha e tem o cabello pinta-
do de branco, c no queixo tem uns cabellos
grandes levou urna trouxa de ronpa e diz que
a vai lavar intula-se por forra foi vista em
ponte de Ucha ; quem a pegar leve no atier-
ro da Boa-vista casa em que mora a viuva do
Passos, que gratificar.
=a Ainda continua a estar fgida a escrava
Joanna de nacao Angola cor fulla, que foi
do capitao Nicolao Tolentino de Vasconcellos
da Parahiba do Norte e outr'ora do Major
Paiva da mesma provincia cujo signal bem
vsivel he ter ella um dedo do p alejado; quem
apegar leve a ra Direita n. 141, segundo an-
dar que sera gratificado.
No dia 14 do corrente desappareceo o
moleque Euzebio de nacao Congo cor preta.
olhos grandes secco do corpo he activo, do
12 annos; quem o pegar leve a ra Bella n.
38, que ser gratificado.
Fugio no anno de 1825 um moleque de
nome Florencio de 12 annos, naquelle tcm-
po fal lava descansado olhos grandes, pesta-
as compridas a cabeca um tanto pontuda
para traz tem urna marca de ferida na perna
direita a cima do tornozelo da parte de fora, tem
sido visto no Rio Formozo o consta estar no
mesmo lugar ; roga-se as pessoas empreadas
na polica pessoas particulares captaes do
campo lancem suas vistas sobre este escravo ,
visto ser seu senhor privados de seus serviVos
por tantos annos ; o qual pagar 100S rs. de
graticacao ; na ra das
do n. 42.
Trincheiras sobra-
ERRATAS DA PASTORAL.
Coi. 3. hn. 30, em lugar de processo, leia-so
premio; col. 4 lio. 3, em lugar de admiramos,
leia-se admiremos.

i' ur. va ai. i
__>..... _lsl'. !
va i *. --
M


Full Text
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