Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05028


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Full Text
A
Armo de 1843.
Quarta Feira 16

Todo agora depende de nos niesmos; da nossa prudencia, moderago, e energa: con-
tinuemos como principiarnos, e .seren
culue.
us aponlailos com admira, ,n> enlre ai Nacoea mais
(l'roclamago da Assembleia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Goi.nna, e Parahyba, efundas e sextas fciras. Rio Grande do Norte, quintas feirai
Konilo Garanhuns, a 1U e 24.
Cabo, Serinli.iein, Kio Formoso, Porto Cairo, Mecei, e Ala^oas no 1 11 e 21
liua-Tuiae Flores. 13 a 2S. Santo Antio quintas feiras Olind a todos os diai
IAS 0\ SEMANA.
14 Seg. i. Euiebio Sac. And. do J. de D. da 2. .
45 Terg. Assumptjo da N Sra.
41 Quart. I. Roque F And 'no J. de D. da 1. .
17 Quiat. Mamede M. Aad do J. de D. d. 3. .
S Sex. i. Lauro M Aad. do J. de D. da i. y.
la S.b. a. Loii B. F. Ral. Aad do J. de D. d. 1' r.
{O l)o. s Joaquim Pai de N. Sra.
de Agosto
AnnoXX. N. 175,
O Di i rio publicase todos os illas que n.lo forem S-niificados: o praoo dt ae.ignatnrai
de tres mil rris por quartel pagos adiantados Os annuncios dos asignantes ido inserido
gratis a os dos que n.io forem !i ras.io de nO reis por linhi. As reclamagoes dereea ser diri-
gidas asta Ti}),, ra das Crur.es N". 34, ou apra,;a da Independencia loja delirros N. 6eo.
cambiosNo dia 14 de Agosto. eoupr. Te.da.
Cambio sobra Londres 25 a 25 i. Ooio-Moeda da 8,400 V. 16,800 17.000
k Paria 3V0 rea por franco, lea N. 16,600 16,800
Lisboa 110 porlO da premio. a da 4,000 ,200 .400
PBaia-P.t.coa. 1,9> fsJJ*
Moed.decobi. 2 por canto. Peros Columnata 4,020 l,i*4U
Mea de letras da boas firma. 1 i i. ditos Mexicanos 4,020 M4tt
P1IASES DA LLANO MEZ DE AGOSTO.
La. Chai, & 10, s 2 horas e -5m. da m
Quart.
Lua ora 25, koi 16 minutos da jarda:
tuart. erase, i 2, il9 botas e 7 a, d. tatda,
1. a Preamar de hoje.
| l." a'J horas. 42 m. d. tarda.
c

AVISO.
A assignatura desta olha a contar do l.o de
etembro prximo futuro em diante ser a ra-
sgo de 38700 por trimestre para os Srs. subs-
criptores, que a recebem pelo correio, em con-
eqoencia de serem os portes pagos adiantados.
PARTE OFFICIAL.
BISPADO DE PERNAMBUCO.
Dom JoSo da Purificaco Marques Perdigao ,
Conego liegranle de S. Agostinho, por Gra-
ga de Dos e da Santa Apostlica Bis-
po de Pernambuco, do Conselho de S. M. I.
e C. $c.
A todos os Nossos Diocesanos Saude Paz ,
e Benco em Nome de Jess Christo.
Consideravelmentesensibilisados pela infaus-
tissima noticia dos desastrosos, e sempre me-
moravois acontecimentos occorridos na cidade
da Baha por causa das ingentes cliuvas, ( Dia-
rio de Pernambuco n. 161 ) e tendo presentes
em espirito pela caridade Christa os ter-
ribilissimos efleitos que urna tal catastrophe
necessariamente devia occasionar, mais sensi-
veis anda quando transmitidos ao publico co-
nhecimento posteriormente ultima revolucao,
que aquella cidade suportou de cujos resul-
tados os mais deploravcis ainda nao estava
restabelecida ; he do nosso dever despertara
sensibilidade de que sao dignos estes e outros
acontecimentos verificados n'este Imperio e
em tod'a extenso do orbe opprimido pelas
extraordinarias inundaces espantosos tre-
mores de trra e horrendos imendios sub-
mergidos n;ts maiores ruinas aquelles, contra
os quaes a irresistivel omnipotencia envia estes
formidolosos successos cuja enormidade nos
constitue no mais espantoso terror pela recor-
daco das presentes e futuras calamidades ,
quica percursoras do eterno suplicio para aquel-
es que insensiveis aos remorsos da conscien-
tia intilmente as suporliio altribuindo uo
caso ou fatalidaJe os llagellos enviados pela
Omnipotente i>lao que nos ferc com o desig-
nio de reprimir a ousudia universal, pela qual a
'depravadlo humana geral mente s'oppe aos lins
il una providencia benigna e omnmodamen-
te sollicila em nos convencer da obediencia ,
que he mister prestar aquelles decretos, dos
quaes dimana a exaeco dos pioprios deveres.
E quem pode duvidar que esta opposiyao
su ja causa motris porque Dos zeloso de sua
gloria faz descer sobre a trra sua temivel in-
dignadlo para diversimodamente fazer sentir
os portentosos effeitos de sua justica quando
os de sua interminavel miseracao nos nao co-
movem ?
He fals'a intencao ouvaa aesperanca d'a-
quelles, que vivendo sepultados no crime, con-
fio finalisar sua mortal carreira na tranquilli-
dade de seo espirito como se o esquecimento
de Leos nao repellisse a Ilimitada magnanimi-
dade de Jess Christo, que por S. Matheos nos
diz Se vos nao penitenciarles morrereis nos
proprios peccados Si penilenliam non eger-
rites omnes similiter peribitis. A Divina Es-
criptura pela qual nos falla o Espirito Santo,
igualmente nos assegura que a morte do pec-
cador, ser conforme com a sua vida Talii
vita, eta fins.
A mesma experiencia nos demonstra esta as-
sercao importantissima, prevenidos pela qual ne-
nhuma escusa podemos alegar na perpetradlo
do crime que devemos reparar pela peniten-
cia, convencidos do que pelo abandono da Ke-
ligiao, nico asilo dos que a professao interior,
e exteriormente e pela olvidacao do 1." dever
da cretura para com o Creador ( de sua natu-
resa amahilissimo ) nos constituimos impos ,
iniquos, mmoraes e corrompidos relractarios
de todas as leis, e como taes, insuportaveis pre-
varicadores dos diretos da sociedade que em
seos membros anhela encontrar educat.ao Heli-.
giosa, e civil, docilidade, e sincerdade no re-
ciproco tratamento. Quaes devem ser portan-
nobres predicados, deque a maior parte dos
habitantes no universo so considera dispensada?
S5o os pblicos e frequentes assassinios prohibi-
dos com o maior rigor pelo 5 preceito da lei
escripia pelo proprio dedo do Dos no Monte
Sinay temeraria e impunemente perpetrados.
So o fraudulento, evil manejo da infame in-
triga di laceradora do preceito da caridade 2."
similhanteao 1.a da mesma lei, que o reco-
menda com a maior energa irnpondo-nos o
dever j'amar os inimigos cuja reconciliacao
heurgentissima ( S. Math. cap. 5." vv. 44,
23, e 24 ) exclusa qualquer excepeo, e o mes-
mo dese|o de correspondencia na pratica de urna
virtude sem a qual oulra nao pode subsistir
Sao o roubo ou usurpacao da honra e dos
bens adquiridos ou herdados, interdicta pe-
lo 7." preceito da lei ora mencionada sem cu-
ja restituico, a consecucao do bem eterno nao
he possivel. Sao os juramentos falsos veda-
dos pelo 2.preceito da lei j referida presta-
dos com a maior facilidade o pelos quaes os
perjuros, invocando em vo o Nomo de Dos,
que he a mesma verdade por essencia, sao res-
ponsaveis por todo e qualquer damno que
possao occasionar. Sao a subtraccSo frequen-
cia dos Sacramentos ainda na hora extrema
( oh Dos ) ou a sua sacrilega recepcao ( que
horror ) S5o as faltas d'assistencia ao incru-
ento Sacrificio da Missa nos das de preceito ,
ou a obediencia prestada com escandalosa in-
decencia. Sao a carencia de respeito e obe-
diencia, queosfilhos comettem contra seos pais,
infringindo o 4 preceito da lei que a pres-
creve. Sao a inobservancia do jejum, ed'abs-
tinencia da carne, quando preceptiva. Sao os
adulterios ocasionadores de males inralcu ovis
entr'os Esposos, e as respectivas familias. Sao
o soberba condemnada pelo Evangelbo. Sao -
varesa contr'a qual proferio Jess Christo a
mais expressiva sentenca dizendo que o tran-
sito d'um Camelo pelo fundo d'um'agullia he
mais fcil que a salva ao d'aquelle, que abusa
dos bens que possue. Sao finalmente os falsos
tcstemunhos reprovados pelo 8. preceito da lei
em questSo ainda que de sua naturesa naoa-
cred i lavis, e posto que por si mesmos merece-
dores do despreso que Ibes costumao tributar
aprobidado, e o bom senso, como indignos da
menor attencao.
to os amarissimos resultados da carencia estes j zizania'.'
Ignoramos qual ser o trgico resultado d'es-
ta universal desenvoltura e smentenos per-
tence fazer ver, quo abominavel he na presen-
cia de Dos o abandono da lei que deve estar
esculpida nos coraces de seos subditos e que
sendo a mentira filha do Diabo destes sao fi-
Ihos os mentirosos como Jess Christo nos as-
segura por S. Joao cap. 8. v. 44.
Os detractores de viva voz ou por escripto ,
que ora nao temem a responsabilidade que as
leis a respeito Ibes impoe, porque a punicao do
crime est em desuso e os que este patrocino
pela ommissao dos deveres lgaos, que os cons-
trangem a fa?er respeitar as aucthondades ea
mantera sociedade em armona, etranquili-
dade que as mesmas leis prescrevem para
que estejao em vigor os direitos de qualquer ci-
dadao uns respondorao pelos excessos comet-
tidos e outros pelos abusos permittidos logo
que o Supremo Pai de familias 2.a vez descer ,
como juiz severo no maior esplendor e bri-
Ihantismo de sua Magestosa e Magnifica Gloria,
para notempo da Ceia ( no fim do mundo )
mandar colher pelos Segadores (os Anjos) pri-
meramente a zizania (os peccadores) c enfei-
xal-a para ser queimada, (no fogo eterno) e re-
colher nocelleiro (no Ceo) o trigo (os justos)
S. Math. cap. 13 v.v. 30 31, 38 e 39.
Sendo Jess Christo o Semeador da boa se-
ment quando existi entre os homens e de-
pois de sua Gloriosa o admiravel Ascencao so-
bre todos os Ccos os Apostlos os seos suc-
cenotes e todos os que exercem o ministerio
da palavra evanglica como he possivel, que
no campo d'csle mundo appareca maior porco
de zizania que de trigo ? Quem semeou esta
He o homem inimigo ; (o Diabo) diz Jess
Christo.
Este implacavel inimigo do genero humano,
sempre atiento a pcrdel-o emprega todos os
esforcos deque he capaz, para empedernir, ou
bronsear os corarles dos que attendem suas ma-
quinacoes, obstinando-os na perversidade, para
que fiquem insensiveis correceo, que o Ceo
Ihes envia. Mas urna hora vira em que sua me-
moria ser mais detestada, eos far compare-
cer no tremendo tribunal tmidos pela recor-
dacio de seos crimes, sem que destes posso a-
presentar outra penitencia, que nao seja a, que
indusio Judas ao suicidio.
E nao ser possivel que os detractores se
recordem do triunlo que inadvertidamente
grangeSo para aquelles, a quem pertendem fe-
rir com as venenosas settas da maledicencia ,
mais agravantes quando dirigidas ao ministerio,
ou administracao estabelecida por institualo
Divina directamente atacada por fados, que
negfio a Religiao que a lingoa apregoa ?
Verdaderamente podemos dizer que os ef-
feitos das tentativas urdidas cavilosamente para
finssinistros, jamis podem corresponder aos
intentados projeos!
Quantas vezes temos presenciado o eminente
grao de gloria a que sao elevadas as victimas da
persef!Ui;ao gratuita Esta a victoria este o
processo reservado, epromettido por JesusChris
to a lodos os seos imitadores Heatiestis, cum
maledixerint vobis homines el persecuti vos
fuerint, et dixerint omne malum adversum vos
mentientes propter me. Em presenta d'estas
verdades que ora vos annunciamos, lamenta-
mos a desgracada sorle dos que as ignorao e
mili longe estaodeasseguirem para lisongea-
rem as proprios paixoes tanto mais dignos de
censura quanto menos sollicilos em se corri-
girom fin para que Dos os conserva .'
Que manifest engao quando se determiniio
a censurar despejadamente a conducta alheia ,
entregues ao exercicio d'enverter ou desfigu-
rar (as mais das ve/es sem conhecimento de cau-
sa) actos ou accoes a que a lei preside ou
que .i prudencia e discripcao apoifio Misr-
rimo sistema aqnelle que somente se destina
a exercitar a paciencia dos que em silencio su-
porlao tanta ousadia !
Todava corno smenle a esperanca de cor-
receo nos espiritos malignos nos seja interdicta,
segundo o sentimento d'um Santo Padre nao
desistmosde persuadir (emnomedeje.-usChris-
to c pela auctoridado que Nosso Ministerio
nos conere) a retractacao de taes excessos, acon-
sejando ao mesmo lempo a reflexlo sobro os
ponderosos motivos, quu obrigao o justo Juiz
a manifestar sua acre, e spera reprehensao em
nosso favor, qual devemos receber com o cora-
cao contrito ehumilhado, para que sejamos
protegidos no dia da iribularao.
Seremos victimas de sua ira, se, procastinan-
do a penitencia continuarmos a provocar sua
justica. A desordem, na qual boje consideramos
constituido o Universo flagelado com o azor-
rague das sedices internas, as mais horrorosas,
man i fastamente tem feito ver qual a impru-
dencia dos desordeirosentreguesssuas paixoes,
contra as quaes o mesmo Orbe se tem re be I la-
do, para so cumprir o que a respeito est escrip-
to Todo o mundo patentear a indignado de
seo Auctor contra os insensatos Et pugnabit
pro eo orbis terrarum contra insensatos Liv.
da sab. cap. 5. v. 21.
Dilcctissimos filhos se infelizmente a prati-
ca dos deveres para com Dos e para corn o
prximo nao tem sido o alvo a que devemos
dirigir nossos disvellos, pelo menos nao nos des-
lituamos de seo temor. A retractacao dos exces-
sos comettidos, seja o indicio demonstrativo da
verdadeira penitencia. Seja esta tal que nos
isente da ira ventura c possa attrabir a miseri-
cordia d'aquelle que se digna aceitar a contri-
cao do coracao quando sincera porque nao
quer a morte do peccador, mas que elle se con-
verta c viva em sua graca. A revogaco da fa-
tal sentenca comminada contra os Ninivitas ,
obedientes voz do Profeta Joas, he uin tes-
temunho authentico com que a Divina pro--
piciacSo nos manilesta sua maior benignidades
Nao nos admiramos, que da geral infidelidad*
resulte geral perturbacao insuflada pelos mi-
nistros das trevas para que a religiao o te-
mor e o pejo estejao em abandono ou total
esquecimento.
O territorio Brasileiro, que principiou aco-
nhecer e seguir a luz Evanglica dissipado-
ra do erro em que jazia logo que n'elle foi
arvorado osinal de nossa redempefio nao deve
ser manchado com o ferrete da ingralido a tan-
tos e tao assignalados beneficios.
Permita a providencia que As presentes re-
flexdes, e pateniaos exhortadas se tribute
devida consideracao pela doutrina que n ellas
se conten e que na presente oecasiao gose-
inos maior ventura que em nutras as quaes
a voz pastoral esperou melhoracolhimento, posto
que encaminhada a persuadir a religiosa e
civil conducta que os Nossos Diocesanos de-
vem ter em vista para assegurarem a salvadlo
de suas almas confiadas Nossa vigilancia ,
nao sendo possivel que esles Nos prestem maior
obsequio, que o de coonerarem para suavisar
Nossa responsabilidade na presenta do vingador
do crime e remunerador da virtude.
O insuportavel pe/o das maiores tribulac/Jes,
e calamidades resultantes da maligna influencia,
que a imbeeillidade humana soffre e o reco-
nhecimento do exemplar castigo, de que somos
merecedores, nos indu/.an a nos reconciliarmoa
com Dos, sciente do nosso demerito para
que sejamos perdoados.
Nao nos julgucmos isentos dos flagellos, que
Dos tem enviado sobre muitos paizes. Se em
nossa capital nao pode realisar-se o desmorona-
mento de que a cidade da Babia foi victima
por efleito de sua construccao, podemos todava
presenciar urna extraordinarissima inundadlo ,
da qual por varias vezes temos sido amcacados.
O Supremo Arbitro do Universo fixou os li-
mites que as agoas martimas devem guardar,
para os nao ultrapassarem em virtude do De-
creto de sua creacSo. Pode porein permittir ,
que ellas se conspirem contra nspormeio da
mais espantosa irrupcao, da qual a poucosdias
bouverao assustadores preludios, como nos cons-
ta de pessoas fidedignas.
Finalisamos esta Nossa carta Pastoral, per-
suadido a exaccao nos proprios deveres para
que em ns se verifique nossa predestinadlo.
Palacio da Solidade 10 de agosto de 1843.
Joao Hispo Diocesano,
EXTERIOR.
Montevideo 18 de julho de 1843.
Os passageiros que forao no paquete Vi per ,
sabido no dia 3 tero annunciado a Vm. que
nesse mesmo dia bouve um combate entre as
forcas da praca e o sitiadores, l'oi o recontro
mais serio dos que at hoje tem occorrido entra
estas forcas, mas nenhum outro resultado deu,
alm da perda de alguns homens de ambas as
partes. A primeira impresso quo produzio
nesta cidade foi de tristeza porque sendo
muitos dos corpos da guarnidlo compostos de
milicianos que tem aqu suas familias a pre-
senta dos ieridos desses corpos causou umita
sensacao. Corrrao diversos e contradictorios
boatos; a veidade exacta que obtive por n-
vesligaces directas que a praca teve 14
morios e 62 feridos ; destes so 8 erao ferimen-
tos graves. O inimigo que sustentou com em-
penho da posicjio das Tres Cruces foi desalo-
jado de todos os pontos e as tropas da praca
chegarSo muitas quadras alm dos lugares onde
at cnlao tinbao penelndo.
Sobre as perdas do inimigo s sabemos de
certo oseguinte : em urna casa lomada do as-
salto por urna comnanhia de voluntarios inglo-
zescommandailos por Samuel Bonstead mor-
rOro 15 homens do inimigo. Quatro passa-
dos que se apresentrao no mesmo da do com-
bate referira que o batalhao de Vascos que
serve a Oribe e que era o da vanguarda ,


tevo 20 morios e mais de 30 feridos, e que a
guarda nacional composta de mocos que fu-
giro da praca no principio da invasSo tivcrao
27 morios a feridos. Entre os mortos aponta-
se o major dessa guarda D. Manoel Sionra.
Posteriormente apresentro-so mais 5 passsa-
dos que confirmao essas perdas.
Hontem espalhroasavancadas inimigas al-
guns boletins impressos dando parte deste
succosso em termos to necessariamente falsos
quo o governo as m mil ni reimprimir e distri-
buir na linlia como meio de desacreditar o
inimigo com os seus proprios embustes. Em
Buenos-Ayres festejro o recontro como um
triumpho. Para os que vm os successos de
perto esta urna prova que so nao deve dos-
prezar do mo estado do inimigo.
Ha alguns dias queseapresentarao na linha
urnas quatorze familias que subio a 50 pes-
soas, entre criancas e mulberes expellida
por Oribe do suas casas o mandadas para a
praca som Ihes ser permittido trazer cousa al-
guma. Cbcgrao com a roupa do corpo a
p exhaustas de fri e de fadjga. O governo
as mandou recolher em casas de familias, que
tem os seus cheles no campo de Oribe. Aquel-
la pobre gente confirma as perdas do inimigo
no combate dodia 5 especialmente em guar-
das nacionaes que sao os que mais impressSo
lizerao por serem todos mocos conhecidos. A
morte do major Sienra 6 indubitavel; affirma-
se tambem que morreu o joven Ricardo Alva-
rez. Ficrao feridos Azeta, Camusso e outras
notabilidades.
Oribe ve-se de da em dia mais apurado.
Todas as suas foreas infantera c cavallaria ,
permanecem as immedaces da capital, ao
alcance de nossos oculos. Ha cinco dias que o
mesmo Manoel Oribe com os seus pseudo-mi-
nistros Diaz e Villadomoros estivero a ponto
decahirem prisioneiros de urna partida de 200
bomens de Rivera que assaltou o saladero de
Legris a menos de 3 leguas da praca, do qual
acabavo de sahir aquellas personagens. Um
soldado da escolta de Oribe passou-se para Ri-
vera e deu aviso de que ali estavao almocando
Oribe e os outros. Os 200 homens de Rivera
levrao mui tranquilamente treze carretas de
ouros que iao da casa de Legris para o Cerri-
to. Este fado de completissima autoridade
provar a Vm. o estado das cavalhadas de O-
ribe.
No dia 12 do corrente ti vemos cartas de Ri-
vera e de seus officiaes, at o dia 7 vindas
por Maldonado. Sao datadas no Pastoreo de
Pereira a 4 leguas desta cidade e fallo da
cavallaria do Oribe e da situacao de todo o seu
exercto como de cousa definitivamente perdi-
da. Nodia 3 offereceu Rivera batalha a Igna-
cio Oribe, pormanecendo formado 3 horas,
maso inimigo nem aceilou o combate nem
o incommodou apezar de estarem em parte
interpostasas torcas de Rivera entre o acampa-
mento do Cerrito e a cavallaria inimiga. Das
nossas alturas tinhamos visto a formatura de
Rivera: assuas communicacoes a explicao a-
gora No Nacional do dia 14 encontrars os
officiaes de Rivera. Segundo annuncia este .
e o confirmao os seus officiaes passa-se muita
gente da cavallaria de Oribe para as suas filei-
ras. Das orcas que sitio a praca posso asse-
gurar-lbes que no mez de junho passiro-se
89 pracas de pret e 4 officiaes. O mez de julho
principou bem mas tivemos depois tres dias
consecutivos sem um so passaio : posterior-
mente nao tomos tido dia de menos de dous.
Urna expedica j de 140 rosistas que sahia da
Colonia foi desbaratada pelo coronel Centurin,
matando-!he 57 homens e tomaudo-lhe 25 pri-
sioneiros e 300 cavallos. J nos chegou a
parte official deste acontecimento.
Oribe acabara por armar contra si todos os
homens de honra e de conscicncia. Depois de
todas as violencias e horrores que tem commet-
tido assuas tropas officiaes e chefes prati-
cou agora um espantoso exemplo de barbaria
com um artilheiro e com um tambor, ambos
Francezes que tomou prisioneiros na partida
do dia 5. Depois de os ferir e maltratar, de-
pois de dccapita-los quando estavao j expiran-
tes esses tigres phreneticos arrancrao assuas
victimas o coracao e as cntranhas, no meio de
algazarra e festejos queassombro o espirito e
irrico os cabellos. O attentado loi to noto-
rio e tao horrivel que o almirante francez
Massieu de Clerval, apezar da reserva exagera-
da em que se tinha encapotado, mandou o
chefe do seu estado maior ao campo de Oribe
pedir que lho mostrassem as pessoas dos dous
prisioneiros. Oribe respondeu ao emissario
francez que os tinha mandado degolar: o emis-
sario disse que quera ver os cadveres, e Ori-
be replicou que os procurasse pornhi em al-
gum osso i.... neiimu~se o ollicial com a cer-
teza de terem sido decapitados os dous France-
zes e de estarem oscorpos insepultos, mas sem
conseguir que Ihe mostrassem os cadveres :
nSn iw'os pudiac s:c;tr;r "^"yzo quartc-ja-
(OS
Como attentados desta natureza nao podem
fcilmente acreditar-se devo dizer a Vm. que
alm da deciaraco dcbaixo de juramento ,
de varias senhoras das que ltimamente Oribe
expellio Je suas casas o mosmo oflicial fancez
mandado polo almirante referi a sua confe-
rencia com Oribe a quantos o quizerao ouvir,
e espicialmente ao ministro da guerra.
No dia seguinte ao do regresso do emissario
houve um conselho de officiaes da marinha fran-
eza a bordo da Gloire o disse-se em trra
que iao apoderar-se da esqua Irilha do Brown ,
corno represalia dos attentados de Oribe. O
facto do conselho certo certo tambem que
o almirante estava indignado mas ignoro o
que se resolveu. O que se sabe 6 que expedio
logo o Tactique para Buenos-Ayres com offi-
cios para o conde de I .urde.
O cnsul inglez roclamou de Oribe algumas
indemnisaces por diversos roubos o depredacoes
de propiedades inglezas immediatas a praca ,
indemnisaces que sobem a 60 mil patacoes
Oribe respondeu no dia 13 do corrente que re-
conhecia a divida mas que a pagara quando
assim ojulgasse conveniente.
No mesmo dia em que dava esta resposta ,
um Inglez official ao servico de Oribe ma-
tou a outro Inglez marinheiro desertor que
vivia perto do Serr. Tenho por certo que o
matou em combate individual mas ignoro o
motivo. Dizemgoralmenteque o matador vi-
nha induzir ao finado para so alistar as fileiras
de Oribe e parece quo o vinho entrou por al-
guma cousa nesta tregedia. O certo que o
commodore pedio a Oribe o julgamento e cas-
tigo do matador ; ainda se nao sabe do resul-
tado.
Outro incidente de natureza muito mais gra-
ve oceupa tambem boje a attencSo publica e
me parece que deve chamar muito especial-
mente as vistas do governo imperial. Oribe ,
redu/.ido ao estreito terreno quo fica n'um raio
de 4 leguas da praca nao tem por onde rece-
ber auxilios de Buenos-Ayres nem pela Co-
lonia nem por Santa Luzia ; nem donde ti-
rar recursos para manter o seu exercito. Nes-
tes apuros Rosas despachou algumas expedi-
ecs para o Buseo pequea enseada ( como
a Ihes disse em outra carta ) muito immediata
praca, mas fura do alcance dos tiros da linha;
ali foi tomada por Garibaldi a escuna Carolina.
Veio logo a esquadrilha de Brown e fundeou
nesse ponto. Estava ali quando chegou a este
porto vinda de portos do Brazil a barca por-
tugueza General Saldanha que pedio logo
despachos para Buenos-Ayres. Em vez de se-
guir para esse destino amanheceu Tundeada
no Buseo e soube-se logo quo o seu fim era
i escarregar ali e carregar couros, dos quaes
Oribe tem gnnde copia roubada aos propie-
tarios da campanha.
Logo que se istosoube alguns fazendeiros
inglezes recorrrao ao representantes da sua
nacao pedindo-lhes que tomassem medidas
para que se nao exportassem couros a elles per-
tencenles roubadosdas suas estancias e que
se obrigasse Oribe a admittir reconhecedores
das marcas antes de embarcar. O cnsul e
commodore inglezes dirigiro-se primera-
mente ao cnsul geral portuguez annuncian-
do-lhe que se a berca General Saldanha to-
masse a seu bordo couros de marca e propre-
dade de Ingle/es ficaria detida e seria julgada.
Nao sei se por isto ou porque o cnsul por-
tuguez conhece a illegalidade daquelle com-
mercio a barca retirou-se do Buseo sem car-
regar couros, segundo parece.
Entretanto Oribe que parece disposto a fa-
zer do seu titulo theatral de Presidente da Rep-
blica um talismn que lhe abra todas as portas,
cuidou fa/er alguma cousa boa expedindo em 10
do corrente um decreto pelo qual declara o Bu-
seo porto habilitado. O governo, tanto por este
disparate como e principalmente pelo facto
de haver apparecido tres ou quatro navios no
Buseo, dirigi urna circular aos agentes estran-
geiros, expondo-lhes qual a legislacao da re-
pblica a respeito de portos ; mostrando que e
commercio pelo Buseo contrabando, e con-
trabando de guerra ; que ainda para aquellos
que affectassem reconhecer em Oribe o carcter
de presidente que se arroga a constituico do
estado sn d assemhla geral legislativa a fa-
culdado de habilitar portos ; e que finalmente
os mesmos agentes tem interesse directo em que
Oribe nao expoi te couros roubados as estan-
cias de Orientaos e de estrangeiros de todas as
naces estancias que so acho completamente
abandonadas desde a invasao e donde Oribe
tem tirado todo o gado que tem consumido em
seis me/es, alm daquelle que matou para fazer
couros. Vms. sabem a immensidade de Brasi-
leros que tem estancias neste territorio ; ne-
nhuma nacao conta tao grande numero de seus
filhoscomo esse imperio ; foi por isso que eu
disse antes que o governo imperial deve olbar
seriamente para o verdadeiro saque que Oribe
pretende szer per .Tici'u do seu novo porto.
Os fazendeiros inglezes assignro todos urna
peticao ao commodore, pedindo proteccSo para
suas propiedades.
Nao sei como se sahir Oribe de todas estas
reelamaedes e embargos em que o envolve a sua
conducta sem freioe sem respeito a le alguma.
Entretanto, os vasos de Brown, que estavao no
Buseo fizero-se de vela no dia 13 dirigin-
do-se pelo rio cima, rumo de Buenos-Ayres.
Ignoramos o motivo deste movimento.
Tivemos urna mudanca na administradlo. D.
Francisco Joaquim Muoz dexou o ministerio
da fazenda e foi substituido por D. Jos de Be-
jar, capitalista de crdito e homem de reconhe-
cida probidade. Muoz, dexando o ministe-
rio cedeu a urna exigencia da opiniSo : o no-
vo ministro inspira confianca e julga-se que
achara cooperaco. Trata-so de levar adianto
um emprestimo iniciado sob o ministerio de
Muoz, garantido pelas rendas da alfandega :
Bejar julga realisa-lo.
As cmaras, que terminarlo hoje as suas ses-
soes ordinarias, continuars em sessao extra-
ordinaria indefinidamente a pedido do execu-
tivo.
Hontem urna guarda inimiga foi sorprendida
por nossas ayancadas. Perdeu seis mortos e um
prisioneijo.
J chegou o brigue de guerra francez Petit-
Jhouars mas ainda nao appareceu a corveta
D. Januaria que traz o ministro brasileiro,
a qual sabemos que sahio do Rio no mesmo dia.
(Jornal do Commercio.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
A cmara dosdeputados votou hontem 20 de
julho as disposices geraes da le do orcamento.
ForSo approvadas as seguintes disposices:
Seis mezes depois da promulsracao da presen-
te lei os donos ou commandantes dos navios
empregados no commercio de longo curso scr5
obrigados, antes de obter despacho a prestar
Manca em que os adores residentes no impe-
rio se obriguem por qualquer contrabando de
pao brasil, ou madeiras de lei que se haja de
lser nos navios respectivos.
Sao extensivas aos bens que possuirem as cor-
porales de mo morta, sem dispensa das leis
d'amortisacao as disposices do alvar de 16
de setembro de 1817 com as seguintes condl-
ces:
I.1 Que as ditas propriedades pagar pri-
meiroo sello e mais direitos a que sao obriga-
das.
2.* Que serao convertidas em apolices da di-
vida publica, aos prasos e formas estabelecidas
pelo governo em seus reizu lamentos, ecom sua
approvaco, pena de se reputarem as ditas pro-
priedades cabidas em commisso.
3. Todas as ditas corporaces poder ven-
der outras quaesquer propriedades, alem das
cima mencionadas, a troco de apolices da di-
vida publica, mediante a approvaco do go-
verno.
4.a A junta da caita de amortisacad Mea auto-
risada para suspender as transferencias de apo-
lices da divida publica durante o temponecessa-
rio para processar ai ful has dos juros de cada se-
mestre, nao excedendo a dous me/es o praso da
suspensa, que se far publico com anticipacad
sufliclente.
5.* O governo marcar um praso arromado,
dentro do qual serao obrigados aquelles que II-
verem tirado d^s cofres de orphars dinheiros
emprestados sem declaracad de termo, a reco-
lher as quantias mutuadas, pena de se proce-
der contra elles executivamente pelo juiso dos
feitos da fasenda.
6 prorogada ao governo, por mais um an-
uo a autorisaca concedida pelo artigo 17 da
lei de 30 de novembro de 1841 n. 243, para al-
terar os regulamentos cerca do imposto da
meia sisa dos escravos decima de herancas e
legados dizima de chancellara, bens de de-
tontos e ausentes c corrcios, conforme o dictar
a experiencia.
Fica derogado o artigo 13 da lei de 30 de no-
vembro de 1841 n. 243, na parte que lxou o
mximo para o imposto das patentes nao po-
dendo o mnimo ser menos de 508-
As disposices do alvar do 3 de junho de
1809, sobre herancas elevados, comprchendem
os estrangeiros da mesma forma que os nacio-
naes.
O governo autorisado para vender em hasta
publica, a pagamentos vista, todos os pro-
prios nacionaes comprehendidos na relaco an-
nexa lei precedendo a avaliacao naquelles que
ainda as nao tiverem ou precisaren) de ser re-
formadas.
Nesta lista se supprime urna casa na praia de
Tamba (Parahyba do Norte), e aquella em que
se cobro direitos provindaes em Sorocaba ; o
se accrescenta no Cear o sitio de S. Rita, as
trras que pertencerao ao patrimonio da capella
da Assumpcad, as casas que foro da cmara
municipal da extincta villa de Arouxcs Sorec
Messajana ; na Parahyba um terreno sito no
termo de Guarabir, ltimamente adjudicado
lazenda publica contra o ex-collector Jos Fran-
cisco da Silva ; em Minas a casa que actualmen-
te serve para reunio da cmara municipal c
audiencias, creada na cidad* liamanrinH. fi-
candopara este fim destinada a casa chamada
do contracto; todos os quarteis exteriores da
cidade diamantina que antigamente servias pa-
ra os destacamentos da extraeco; em S. Paulo
a chcara denominadada Gloriano munici-
pio da capella.
Em lugar de um pesqueiro sito em Villa Fran-
ca (Para,, diga-seA casa em que existe o dito
pesqueiro
Alm dos bens mencionados na sobredita re-
laco poder vender pela mesma forma todos
os predios urbanos que nao forem necessarios
ao servico das estacos publicas geraes ou pro-
vinciaes e os escravos empregados no servico
dolas, tanto na corte como as provincias.
Aos escravos nacionaes que ofTerecerem os
quatro quintos da quantia por que fdrem avaha-
dos, se mandar passar carta de librdade.
As rendas com applicaca especial serao ar-
recadadas na caixa geral, juntamente com as
rendas geraes do estado tendo porem nos li-
vros competentes titulos especiaes que as dis-
tingad.
Nos futuros orcamentos a tabella da receita
geral trar a comparaco do producto arrecada-
do nos tres ltimos annos com o oreado para o
anno futuro : e na parte relativa despesa se
orcard miudamente as parcellas de cada verba
em cada ministerio, apontando-se a lei que
autorisa a despesa. Esta parte do orcamen-
to contera duas columnas de cifras, em que se
compareo oreado no anno da lei com o do an-
no precedente, explicando-se em notas a rasao
da difterenca, quando a baja.
Fica suspensa as secretarias de estado a per-
cepca de quaesquer emolumentos em virtude
de novas tarifas organisadas por occasiao das
ultimas reformas continuando em seu inteiro
vigor as tarifas anteriores as ditas reformas,
at que o corpo legislativo resolva expressamen-
te sobre este objecto.
Ficao em vigor todas as disposices das leis
do orcamento antecedentes, que nao versarem
particularmente sobre flxacao de receita e des-
pesa ou nao tiverem sido expressamente revo-
gadas.
Para concluir a segunda discussa da lei do
orcamento, falta nicamente a discussa dos ar-
tigos 14 e 16, que*sera5 provavelmente votados
hoje.
A lei ser enta remettida a commissao* res-
pectiva para organisal-a conforme foi emenda-
da; edepois de impressa entrar em globo em
terceira discussa. provavel que seja submet-
tida consideracao do senado nos primeiros dias
de agosto.
A ordem do dia de hoje a mesma e mais o
projecto do Sr. Torres sobre venda de trras e
colonisacaS. [J. do C.)
PERNAMBUCO.
Tribunal da Kela^o.
SESSAO DE 14 DE AGOSTO DE 1843.
O aggravo de peticao do juizo da 2.a vara do
civcl desta cidade, de Jos de Mello Costa con-
tra Antonio Pereira nao foi prvido,
pro eo orbis terrarum contra insensatos
POLICA.
Illm. Exm. Sr. Tenho a honra de levar ao
conhecimento de V. Exc que todos os turnios
da provincia gzao de perleita tranquilidade ,
sem que baja acontecimento algum grave e no-
tavel, que mereca ser especificado.
Osassassnios, e outros crimes ainda bem
vulgares, principalmente pelossertoes, oceu-
po as altences das dilTerentes authoridades
loces que nao deixo de proceder contra seus
authores naconformidade, que as leis prescre-
vem.Deos guarde a V. Exc.Secretaria da polica
8 de agosto de 1843. Illm. Exm. Sr. Baroda
Boa-Vista Presidente da Provincia. O che-
fe de polica Antonio Ignacio de Azevtdo.
DIARIO DE H5HE
II..... --------------
A deciso da cmara dos Srs. deputados com
a discussa, que nella houve respeito da con-
servaco do Sr. Barao da Boa-Vista na presi-
dencia desta provincia, a qual se julgou neces-
saria a bem do estado, confundi a opposicao
da imprensa imparcial e a desconcertou a pon-
to de nao dizer por muitos das una palavra a
este respeito, achando-se atordoada, como se
um raio tivesse descido sobre as cabecas de seus
colloboradores. EsLo acto poz em desesperaco
e abatimento esta pandilha, que presuma ter
na corto padrinhos valiosos e prestantes na arte
de intrigaros membros do ministerio com o de-
legado do governo nesta provincia, e apresen-
tou em toda a sua fealdade aos oihos do publi-
co a vil trama urdida portaes sicophantas. Pas-
sado o periodo deste torpor, que atacou tod"-
os membros da opposicao praieira era neces-
sario tratar de outros meios, pelos quaes se po-
dessern restabelecer as llnancas da imprensa
imparcial e o crdito sui generis que tinha
para com seus adherentes esse conveniioulo do
insolentes; e resolveo-se, que depois de perdi-
da a emproza de declarar o ministerio, e especi-
almente o actual ministro de estrangeiros tra-
hidor ao Sr. Barao da Boa-Vista, convinha tor-
nar o Presidente desta provincia suspeitode tra-
hidor ao governo imperial. Mas nao advortirao,


A.
5
dessa pandilha depois da publicaco das cartas,
e retractacoes do Sr. Nunes Machado, mui dif-
flcil seria calar nos nimos dos que ao menos
tivessem senso commum qualquer intriga por
hbilmente urdida, eque in limine recitada
havia de ser a repeticao da estrategia a pouco
desmascarada, tao ineptamento planejada, e
scomo dislarce de passar o lupposto trahido
a ser trahidor.
He todava tanta a falta de senso desta gente ,
t5o poucosso os seus meios de atacar o Exm.
BaraS, tao mal recebida tem sido a contradicto-
ria arguico de prctonder separar o Norteo Pre-
sidente, a quem se imputa a oxecucao do pla-
no de tornar as provincias colonias do munici-
pio neutro, que nao enxergara o despreso, que
havia de merecer a sedica intiigade traica, e
declararlo todos os peridicos dessa imprensa
da semana passada que o Presidente da pro-
vincia eslava na opposicao Nao attenderao que
esse manejo embora nao partisse de gente tao
desacreditada, nesse meio de hostilisar o gover-
no, na5 poder ter eflTeito, porquanto se o Sr.
Barao da Boa -Vista continuava a ser na frase
desses papeluxos o verdugo da provincia, o ceg
executor das ordens do governo recolonisador,
quando elles mesmos tornava alguns membros
do ministerio suspeitos de o atraicoarem o di;
fomentaren a guerra de insultos, que lhe fasio
os mais ignobeis de todos os inimigos, como a-
gora que o governo ea maioria da cmara ti-
nhaodesmascarado os intrigantes, e dado aS.
Ex. o mais solemne testemunho de estima, e
conflanca, havia elle de passar-se para a oppo-
sicao ?
Que fados, ou que argumentos appresento
estes peridicos para mostrarem assim combi-
nados, que o governo da provincia est, ou vai
passar para a opposicao?
He porque a opposicao quer as regalas, eos
direitos das provincias taes quacs Ihes forao ou-
orgados na constituidlo dada pelo Fundador do
imperio, sem os enxcrtos, que lhe fizero, quer
o progresso material eintellectual do paiz, eco-
noma, e flsealisacao as rendas publicas: o
Sr. Barao da Boa-Vista promove estosystema;
o systema do governo actual (dos septembristas,
e marcistas ) o inverso deste; est pois o Pre-
sidente da provincia na opposicao.
A falsidade desta conclusao so conheco pelos
falsos principios de que ella he tirada. O Snr.
Barao da Boa-Vista e foi sempre um dos
membros eminentes, um dos correligionarios
mais decididos da poltica de 19 de setembro;
tudo pois que se altribue em geral a essa poli-
tica recahe especialmente sobre a sua pessoa.
O systema de setembro e foi sempre o systema
doSr. BaraS da Boa-Vista. Esta poltica tem
sido a de conservar os principios da constitui-
do do imperio, firmar os direitos, e regalas
das provincias do modo porque a constituidlo
osoutorgou dando-lhea verdadeira intclligrn-
cia, promover o adiantamento material, e mo-
ral do paiz, e evitar excessivas desposas ao es-
tado soccorrendo com energa e promptido as
provincias, em que se manifesta a aesordem,
ou a rebelliao, que tem sido o sorvedouro dos
dinheiros pblicos e sustentando assim a in-
tegridade do imperio, e a influencia benfica da
monarchia constitucional, que a garanti
principal da lelicidade do Brasil.
As providencias dadas em 1838, 39, e 41 A
respeilo do Kio Grande do Sul. da Bahia, e Ma-
ranhao; em 42 respeitode Minase S. Paulo,
e os novos eslorcos que ltimamente os gabine-
tes desta poltica tem feito por chamar a obe-
diencia os rebeldes, sao fados, que provao n seu
empenho pela salvacao do estado. A interpre-
taco do actoaddicional, a iclorma do cdigo
de processo, e a creacao do conselho do estado
sao actos, quedeinonstroa tendencia desta po-
ltica para conservar asinstituicoes com o mes-
mo espirito, com que fora outorgadas aos
brasileiros quando se constituio.
Se tao esclarecida poltica 6 a mesma que os
peridicos da praiaaseu pesarconfesso quese-
gue o Exm. Presidente da provincia, como con-
cluir que elle est na opposicao, se nao pelos
falsos principios do appropnar-se a opposicao
actual as virtudes, que s os homens de 19 de
setembro tem praticado quando esto no gover-
no? J o chefo do ministerio actual, o Ilustre
mantenedor da poltica de 19 de setembio mos-
trou na cmara vitalicia em dous discursos no-
taveis a falsidade com que a opposicao alardea,
que o seu principio he o do progresso material
e moral do paiz da conservacao das institui-
c5es com toda a sua puresa da economa e
flsealisacao das. rendas publicas entretanto ,
que subidos ao poder os membros proeminen-
tcs della, nunca tinho posto em pratica este
bello systema e fura do poder acorocoavo re-
volucoes, que tao extraordinarias desposas cus-
tavo ao estado, e desmoralisavo o paiz abalan-
do suas instituicoes.
Ortos os intrigantes da praia que a poltica
do progresso moral e material do imperio da
estabilidadee puiesa das instituicoes nao da
opposicao, antes tem pertencido exclusivamen-
te aos que esto boje no timo do estado, c que
nao poda ser acreditada a sua falsa conclusao
de achar-se na opposicao o Presidente da pro-
vincia, por seguir esta politic?', pertendeni II-
ludir os espiritos apprchensivos, e escarmen-
tados com os abusos da imprensa em geral, a-
padrinhandosuas illacoes com o annuncio de
um peridico, o qual prometi esclarecer os
iasiieiios acerca dos seus ciuuCro3 utaim-
mjs arredando-os do campo sanguinolento da
poltica, em que os partidos so combalem, e
chamando-os an desenvolvimento da industria
e a sustentado da integridade do imperio, sem
todava aconselhar a cenlralisacclo monopolisa-
dora (sem duvida essa com que tem sonhado as
gazetas da opposicao), e mstrar-lheso incon-
venientes das revoluc5es. Sem esperaren! nm
ao menos pela primeira folha deste puriodico ,
sem torem anda visto o desenvolvimento que
elle dara a estas proposigoes sem se informa-
rem quaes fossem os seus redactores apesar de
ter o mi.vkio quando o annunciou reservado pa-
ra esse lempo o seu juiso concluem que o pe-
ridico he contrario a poltica do 19 de setem-
bro, e parto do lado do Presidento da provin-
cia, o qual s por esta publicaco (*) he quali-
ficado de opposicionista ao governo, do quem
anda a pouco rocebeo amaior prova de coj-
anca.
A publicaco do programma, que nos foi
comtnumcado nao torna as opiniSes do di mo
identificadas com as doutrinas que tem de a-
presentar o novo peridico. Nao se enxergando
nassas proposites tendencia alguma para op-
posicao ao governo antes que o peridico tem
de oceupar-se menos da poltica, do que de ins-
truir o povo nos seus verdadeims interesses. e
do progresso da industria, e dacivllisaco, com
satisfaco o annunciamos ; e a typografla do
diario que nao heassalariada por partido al-
gum, naoduvidoudetomara empresa de im-
primir um peridico que tem por obiecto dis-
cussoes tao benficas a ordem publica e que
entretendo os espiritos com doutrinas e mate-
rias da mais alta importancia os elevar do
baixo campo da luta do mesquinhos intoreses,
o ridiculas pretencoes, desviando-os do engodo
im moral das chacal-rices, e insultos. Seo pe-
ridico apartar-se do bom caminho o pospo-
ner o que delfe com tod> fundamento espera-
mos ha de ser combatido pelo diario de pkr-
nambuco, que jamis deixou de apoiar a paz
publica, e a obediencia as leis, e as autorida-
des, e de defender os principios politices da
actual administraco.
Pelo que toca ao governo da provincia exe-
cutorda poltica do governo central, que nao
poe peas liberdade da imprensa elle jamis
tentou oppor-se qualquer publicaco e cer-
tamente nao poda embaracar a de um peridi-
co que promette empenhar-se pelo progresso
moral e material do Brasil, o sustentar a neces-
sidadedeconservar-se illesa a ntegridado do
imperio devendo antes regosijar-se com a ap-
oarico de escrptos consagrados a assumptos
de tanto interesseao publico bem estar e a or-
dem social, que dara aventajada dea da illus-
traco da provincia.
Vimos Jornaes do Commercio at 24 do pas-
sado vindos pela barca franceza Antoinetle ,
que aqu entrou segunda feira (14.) Nodo 21 le-
mos osegutnte.*
Foi-nos hontcm communicada urna carta
de Porto Alegre, vinda pelo vapor Campista ,
da qual extractamos o seguinte : Canavarro ,
depois da acca de Ponche Verde, seguio sobre
o coronel Arruda, que tinhaficadoem Algrete,
e o teve por 7 das em sitio. Chegando porem
Bcnto Manoel retirou-se Canavarro ; e hojo
consta nao ofhYialmcntc, que na passagem do
Ibicuhy Bento Manoel lhe tomara toda a cava-
Ihada e bazagem. obrigando-o a emigrar.
Se o barao nao tomar quarteis de invern,
poder conseguir mais vantagens.
Fomos indusidos em erro quando annun-
ciamos hontem a morte do Mme. Hahn. Temos
o prazer de declarar que esta senhora acha-se
quasedetodo rcstabelecida.
No de 24 copiamos o seguinte:
A cmara dos deputados votou na sessao
de sabbado a quantia de duzentos contos de reis
para soccorreras victimas do desastro ultima-
mente occorridos na Bahia.
Sabbado de manhaa um escravo da casa
do Sr. Valente, padeiro em Nitheroy, subi pa-
ra um sota onde eslava dormindo um dos cai-
xeiros do estabelecimento, e cravou-lhe urna fa-
ca na garganta. O caixeiro, lutandocom os pa-
roxysmos da morte, agarra-so com o negro ,
aperta-o entre seus bracos convulsos, e ambos,
victima c algoz, rolad pela escada abaixo. Com
a bulla, accodem as pessoas do casa, e pren-
den) o assassino em flagrante ao p do cadver
da sua victima.
Essa mesma folha publica alguns despachos
pelo ministerio da guerra do da 23 de julho ,
que se reduzem a um majnr de engenheiros e
diversos offlciaes do 1. batalha de fuzileiros ,
e provisorio da corte.
COMMERCIO.
A lan riega.
Rendimento do dia II......... 5:2598434
DescarregBo hoje 16.
Barca Wm. Russell fazendas, ferragens,
louca, sabo, manteiga, caixas com
cobre tajas e machinismo.
RatificacSo.
Na revista morcantil do dia 12docorrenle
publicada no Diario de li, houve engao no
preco da carne secca devendo ler-se do modo
seguinte :
Carne secca Nao houvero entradas nesta se-
mana e o deposito de 4,000 g> ,
da do Rio Grande que se tem vendido
do 28 a 28600 reis, nao existindo no
mercado nenhuma de Buenos Ayres,
c Monte-video.
IMPORTACAO.
William Russel, barca ingloza, vinda de Li-
verpool entrada no corrente mez consigna-
da a Russel Mellors & Companhia, manifestou
o seguinte : 53 fardos o 3 caixas fazendas de
linho, SOS caixas saino 12 caixas e 65 persas
soltas machinismo, G taxas de ferro 2 caixas
fazendas de algodo; a Johnston Pater & Com-
panhia.
22 fardos e 2 caixas fazendas de linho 69
ditas ditas d'algodo ; a Me. Calmont & Com-
panhia.
6 fardos fazendas de algodo, 9 barricas fer-
ragens 825 barras e 210 feches do ferro ; a
G. Konwotthy & Companhia.
1 barrica, 5 caixas e 20 pessas soltas machi-
nismo', 1 cadeira ; a Fox Stodart.
28 fardos e 1 caixa fazendas de linho, 8 far-
dos o 2 caixas ditas de algodo 1 fardo ditas
de seda, 2 barricas carnes salgada; a Jones Pa-
tn & Companhia.
40 fardos e 15 caixas fazendas do algodo 1
fardo ditas de seda 14 fardos ditas de linho ,
4 caixas ditas de lia, 2 ditas linhas 118 bar-
ris de mantoiga ; aos Consignatarios.
15 bigornas c 12 chapas de ferro 5 barricas
ferragens 8 caixas folhas de cobre ; a Silva
Barroca & Andrade.
10 caixas obras de couro 5 fardos e 4 cai -
xas fazendas de algodo; a Deano Voule & Com-
panhia.
50 gigos e 2 barricas louca 3 caixas amos-
tras das mesmas; a Fox Brothers.
34 barris chumbo de munico 14 fardos e
3 caixas fazendas de algodo, 1 caixa miudezas,
21 barricas ignora-so ; a Ordem.
16 caixas e 9 fardos fazendas de algodo ; a
Lalham & Hebbert.
25 barricas serveja, 3 caixas fazendas; a Jo-
nes & Companhia.
2 caixas fa/.endas de algodo ;
re & Companhia.
1 barrica e 1
Companhia.
43 caixas fazendas de algodo
seda 1 dita ditas de algodo e la, 9 ditas fa-
zendas e chapeos de sol ; a 11. Royle & Com-
panhia.
83 fardos fazendas de algodo 5 ditos e 8
caixas ditas de la 1 caixa ditas de seda 12
ditas linhas, I barrica ferragens ; a James
Crabtree & Companhia.
100 barris manteiga; a J. Cockstoll & Com-
panhia.
1 fardo sedas; a Rosas & Braga.
1 caixa 1 piano ; a J. J. Monteiro.
i dita fa/endas do algodo ; a J. Stwart.
1 barril lingoas; a S. Bery.
2 caixas e 1 embrulho conservas 34 pre-
suntos, 3iqueijos; aoCapito.
29 embrulhos amostras; a diversos.
lovimenlo do Porto.
Natos sakidos no dia 12.
Nantuckctt; galera americana Washington ,
capito Barley, com a mesma carga que
trouce.
Rio de Janeiro ; brigue americano Brandwine,
capito P. Smack com o resto da carga que
trouce de Philadelphia.
Bahia; patacho americano Virginia Trader ,
capito E. Stward carga lastro.
Navio entrado no dia 13.
Rio de Janeiro ; 15 das barca franceza An-
toinetle de 233 toneladas capito Claude
Tnge, equipagem 14, carga alguma para
Marselha e lastro de pedra : a N. O. Bie-
ber & C*
caixa drogas
a B. Lasser-
a V. Bravo &
5 ditas ditas
Para o Ass a barcaca Conce;cHo Flor da
Passo ; quem quizer carrogar, ou ir de passa-
gem dirija-se loja do Sr. Joo da Cunha Ma-
galhes.
Para a Bahia sahir impreterivelmente nea
tes oito dias o ligeiro hiate nacional Viro; quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem
dirija-se ra do Trapiche n. 32.
Cjucm precisar fretar urna barcassa para
qualquer dos portos do norte ou mesmo dar
carga a frelo ; dirija-se a ra do Cabug loja
defronte da matriz.
Leiloes.
Jones Patn & Companhia faro leilo
por intervenco docorrelor Oliveira de um
sortimenlo de fazendas ingle/as as mais proprias
d'oste mercado : quarta-feira 16 do corrente s
10 horas da manba em ponto no seu arma-
zem na ra do Trapixo novo.
James Crabtroe & Companhia farao lei-
lo por intervenco do corretor Oliveira, de um
completo sortimenlo de fazendas ingle/as as
mais proprias deste mercado : quinta-feira 17
do crtente s 10 horas da manha em ponto ,
no seu armazem na ra da Cruz.
O corretor Oliveira continuar o seu lei-
lo de mobilia obras de ouro e prata cal-
imetes de peito que vender por baixos pro-
cos ; sexta feira 18 do corrente s 10 horas da
manh no armazem que foi do Sr. Slewart r
na ra da Cruz.
Avisos diversos.
(*) Devemos declarar as gazetas da imparcial,
que o Redactor do diario de pernamblco e
o director da typografia respectiva anda he o
mesmo individuo, que SO ui incumbido a
mais de anno e meio pelo proprietario.
NOTICIAS MARTIMAS.
EmbarcaQues entradas no Rio de Janeiro.
No dia 21 a barca Firmeza com 12 dias de
viagem e o vapor Bahiana.
Estavo annunciados para este porto os bri-
gues escunas Deliberac&o e Fiel.
Avisos martimos.
=Para o Cear segu viagem com brevida-
de a sumaca brazileira Bom Succsso ; quem na
mesma quizer carregar ou ir de passauem di-
rija-se a seu proprietario Jos Manoel l'iuza ,
ou a uuuu av MipSu ua uitJMiia Joao Antonio
da Silva.
O ARTILHEIRO N. 71.
^AIO boje e os Srs. assignantes que o re-
cebem na loja de livros da praca da Inde-
penda n."0 e8 opodem mandar procurar do
manha.
Quem tiver espelbos mofados e Ibes qui-
zer mandar botar ac novo pode dirigir-se ao
atierro da Boa-vista n. 17, que se bota com to-
da a perfeico.
Antonio Corroa de Noronha Bravo, re-
tira-se para fora do Imperio.
Vendc-se um preto moco; na ra da Cruz
n. 59.
LOTERA DA MATRIZ DA
BOA-VISTA.
i\o dia 17 do corrente mez
de Agosto, corre impreteri-
velment esta lotera, fiquem
ou nao bilhetes por vender,
e o resto acho-se 5ios luga-
res j ann mciados.
=Jos Joaquim Botelho embarca para o Rio
de Janeiro o seo escravo do nome Jos, de na-
i.iii Angola.
= Tiro-se passaporles para dentro e fra
do Imperio, e folhas corridas com presteza e
commodidade ; na ra do Kangel n. 34.
= Precisa-sc alugar urna casa terrea no ba-
irro de S.Antonio em boa ra, para urna familia
seria e que seo aluguel nao exceda a 10$ reis
mensaes dando-se fiador a contento ; quema
tiver dirija-se a ra dos Quarteis n. 18, que
achara com quem tractar.
= Aluga-se um grande armazem na ra da
Apollo ; a tractar na mesma ra com Antonio
Ferreira Bailar.
= Johnston Pater & Companhia aviso aos
Srs. de engenhos e correspondentesdos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanbos ,
machinas de vapor, de condesacao e de alta
presso da forca de quatro e de seis cavallos in-
glezes e taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estes objectos
feitos n'uma das principaes fundices de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
Perdeo-se no dia 13 do corrente desdo
as 10 horas al ao meio dia urna carteira ver-
de desde a ra das Cru/es at a ponte da Boa-
visla com oitenta o tantos mil reis roga-se a
pessoa que achou do entregar na ra do Palacio
do Bispo venda nova n. 20, aonde lhe dir os
mais signaos, que existe dentro da mesma car-
teira.


;=4
= Doseja-so fallar com osSrs. Sarafim Go-
mes de Souza, que morou no serto do Se-
r-cf genro do Sr. Gabriel Francisco da Cos-
ta morador no mesmo lugar, Raimundo
Correia dos Santos, Capito Jos Pereira Bron-
jella morador na serra verde Pedro Correia
dos Santos. e Jos Joao de Carvalho ou quem
suas vezes fizer ; na ra de S. Rita nova n. 93.
Quem quiser dar roupa para lavar e en-
gommar com muita perfeico e preco eom-
modo dirija-so a ra do Nogueira n. 11.
ss TirSo-se passaportes para dentro e fora
do Imperio e tambem para escravos, e folbas
corridas, tudo por preco commodo ; na ra
do Padre Florianno n. 35, venda que fica jun-
to ao beco tapado.
- Muito se tem fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de Broussais e de outros
muitos mil differentes ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evacumantes, que
ninguem pode negar serem nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a difBculdade de fazer observar aos ou do-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Homeopathica e pratica regular, &c. Somos
geralmente acostumados a comer muito mais
do que he necessario para o nosso sustento ; o
resultado he flatos, indigestos, e inflamar
coes nos ligados, &c. Para remover impedi-
estes ncommodos, nada he mais prompto, que
um purgante saudavel que n5o constipa os
intestinos, e que augmenta as differentes sec-
crces.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propiedades, que produzem seu effeito ,
sem dores e incommodo algum nao he ne-
essario dieta alguma o pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vonde-se somente em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C., e atterro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
ss Um rapaz portuguez de 20 annos de ida-
de se oferece para ser caixeiro de algum en-
genho oqual sabe bem ler escrever, e con-
tar ; quem do seo prestimo se quizer utilisar ,
annuncic por esta folha para ser procurado.
= Aluga-sc o segundo andar do sobrado n.
21, da ra de Apollo, com bons commodos,
tendo alm destes um grande sotao ; a fallar
na mesma ra armazem de assucar n. 22.
= Avisa-se ao respeitavel publico, que
ninguem contrate de forma ulguma sobre os
bens, de queestava de posse o finado Joao Ma
noel de Oliveira e Miranda como inventari-
are de sua fallecida mana D. Leonor Tbereza
de Oliveira e Miranda viuva do fallecido Co-
ronel Joaquim Miguel de Almeida Catanho,
porestarem uns penhorados pela administrado
da Companhia e outros sugeitos a taxa de 10
por cento do sello Nacional aos legados e he-
rancas pertencentes aos herdeiros do casal do
dito Coronel de quem he testamenteiro Joa-
quim de Almeida Catanho e legatarios Joa-
quim de Almeida Catanho Francisco Mano-
el de Almeida Catanho Jos de Mello Ce-
zar de Andrada e outros inclusive dous or-
laos Manoel e Francisco, filhos do fallecido
Jos Manoel de Oliveira Miranda dos quaes
he tutora sua Mi D. Ignacia Joaquina Correia
de Figueiredo. Os bens a cima mencionados s8o
urna casa terrea na ra de Hortas outra dita
na ra do Padre Floriano outra dita defronte
do quartel de polica outra dita meia-agoa
na esquina do Calabouce outra dita defronte
dooitao da Matriz da Boa-vista, outra dita
em Olinda na ladeira de S. Bento e parte da
propriedade Ribeiro fundo na comarca do L-
moeiro. Js de Mello Cezar Andrada e
Francisco Manoel Ferreira Catanho.
O Sr. A. P. L. J. queira apparecer na
loja da ra do Queimado que o mesmo Snr.
n2o ignora para seu crdito do contrario ser
publicado o seu nome por extenco.
__ O Snr. mestre alfaiate que pedio na
ra do Amorim no forte do Mattos, 3 pata-
ces emprestados isto a mais de 8 mezes,
queira ir pagar do contrario ser chamado a
juizo e ser publicado o seu nome por extenco.
- Arrenda-se um sitio perto da praca; quem
o tiver, dirija-se ao patio da S. Cruz na Boa-
vista sobrado n. 2, ou annuncie.
Pretende-se alugar urna casa de um an-
dar ou terrea que tenha commodos para
urna familia e grande quintal em qualquer
ra da Boa-vista com tanto que n8o seja mui-
to retirada ; quem tiver annuncie.
= A pessoa, que annunciou querer com-
prar um Diccionario Magnum Lcgicon com
uso dirija-sc a ra estreita do Rozario o. 10,
loia de encadernador.
__ Quem Itae Tallar um carneiro dirija-se
ao atterro da Boa-vista ao sabir da ponte na
"rirr.cira vend, m,A dando igna? !he?er
entregue.
__ Joaquim de Oliveira Maia Jnior nao he
mais caixeiro do Jos Joaquim da Silva Maia ,
desde o dia 12 do corrento Agosto.
Roga-se ao Sr. JoSo Antonio da Silva
capitaoda Sumaca Bom Sucesso sendo esse
Snr. que andou de mestre no Hiate S. Jos
Flor do Mar que andava para Macei diri-
ja-se a ra da Praia n. 1 que se Ib.e deseja
fallar.
= Jos Antonio Alves Bastos ombarca para
o Rio de Janeiro seu escravo de nomei Estev8o.
:= Precisa-se alugar urna negra ou mes-
rao urna ama forra para fazer o servico e junta-
mente as compras diarias d urna casa de pou-
ca familia com tanto qu nSo tenbad- Vicios,
e que sejSo desempedidas tambem ae far ou-
tao negocio com qualquer das duas pessoas a
cima somente para fazer as compras, as quaes
s dependem de urna ou duas horas por cada
umdia; na ra da Conceicao da Boa-vista,
sobrado n. S.
= Precisa-se de um pequeo branco ou
pardo qu queira servir de errado que nao
tenha mi, o de idade de 12 a 16 annos ; na
ra da Aurora n. 58.
= Offerece-se um moco Brasileiro casa-
do para caixeiro de casa ingleza ou do ontra
qualquer casa portugueza ; ou franceza an-
da que seja para cobrancas exceptuando ven-
da ; quem o precisar, dirija-se a ra do Pa-
dre Floriano n. 54.
Lotera de N. S. de Guadelupt.
= Tendo-se annunciado o andamento das
rodas desta lotera para o dia 4 de Setem'oro
prximo n5o pode ter lugar por ter a lotera
do Livramento annunciado para o dia 30 do
corrente o a lotera do theatro para o dia 12
do prximo Setcmbro por isso transfere-se o
andamento das rodas desta lotera para o da
27 do prximo Setembro impreterivelmente
fiquem ou nao bilhetes, e ach5o-se a venda nos
lugares do costume.
= A quem Ihe faltar um serrote c, urna jan-
gada de pescara dirija-se a ra larga do Ro-
zario n. 33.
O sitio do Sr. Manoel Pedro da Fonseca
no Pombalest hypothecado a Ignacio Jos de
Couto o que so faz publico para constar a
quem convier
Precisa-se de um rapaz, que tenha de
idade 16 a 20 annos e que tenha pratica de
loja de fazendas para caixeiro nesta praca;
quem estiver nestas circunstancias annuncie.
O escriptorio de Frederico Henrique
Luttkens he na ra do Vigario n. 4.
Troca-se um quarto bom por um boi
manco para carroca voltando-se o quo for de
ra/5o ; a fallar na ra do Rozario com Fran-
cisco Antonio de Carvalho Siqueira, ou no si-
tio da passagem do Arrombado.
Aluga-se um bom moleque para servico;
na praca da Independencia n. 3.
Precisa-se de um rapaz de 18 a 20 an-
nos para caixeiro de venda ; na ra do Viga-
rio n. 22.
No dia 14 do corrente dcsapparecco urna
pomba galega das chamadas de mangue to-
mando vo pelos quintaes contiguos a esta Ty-
pografia ; quem a entregar na mesma Typo-
grafia recebera 1000 rs. de achado.
ra a ra da Palma; na ra de S. Thereza, venda
da esquina n. 60.
Vendem-se por preco commodo um saca
bnxa instrumento proprio para torno de chara-
mella necessitando de pequeo concert ; na
ra Direita venda n. 16 beco de S. Pedro.
Vende-se as berafeitoriasde um terreno fo-
reiro perpetuamente com 64 palmos do fren- zinha e lava ; urna dita de 18 annos he reco-
..*- i __i._ .1. 1LM ntxvAmmri PACO J> />n'/l filia O lint *. .
qualquer estabelecimento por ser em bom lugar
e por proco commodo ; na ra Direita n. 80.
Vende-se 5 barricas e duas caixas de
cobre velbo de forro de navio ; na ra Nova
ns. 2*4.
Vendem-se urna negra de nacao de 24
annos, engomma cose, faz lavarinto co-
te e 500 de fundo, entre as duas pontes da
Magdalena com casa nova de taipa bem ar-
rancada e pintada n. 12; na ra estreita do
Rozario botica de Jo5o Pereira da Silveira.
=Vendem-se 8 pedacosdcpranchSesde cos-
tado de comprimento de 8 a 10 palmos e de
sucucarana; umapouca de ferramenta perten-
cene a rnarcineiro; 14 remos de governar jan-
gada ou canoas, anda por a perfeicoar da
mesma madeira; um pao de 30 palmos de com-
prido e dous e nieios ditos de largo em qua-
dro; na ra de S. Amaro n. 20.
= Vende-se urna canoa de milheiro aca-
bada de novo bem construida; na ra da
Roda, tend.a de carpina n. 39.
Ven de-se urna porco de paos de man-
gue de % a 30 palmos de comprimento en-
charnelo de 20 de boa qualidade caibros de
39, tijolos de alvenaria ladrilho e telhas, tu-
do Mor preco commodo; e tambem se botaS ma-
tetiaes em obras ; na ra de S. Amaro n. 10.
= Vendem-so pecas de chitas encarnadas
com flores amarellas a 7600 e o covado a 200
rs. ditas do cassa para cortinados com 8 varas
e meia a 1600 ditas de bretanha com 6 varas
a 1280, cassas de quadro e de listras a 160 o
covado
Compras.
= Compra-se urna roda de moer mandioca;
na ra larga do Rozario n. 33.
Compra-se ps de roza Amelia ; quem
tiver annuncie.
= Compra-se Diarios antigos a 28560 reis
arroba, e a 80 reis a libra; na ra Direita n.10.
Compra-se urna negrinha de 10 a 12
annos: na ra do Encantamento armazem
n. 11, por baixodo sobrado do Reverendo Vi-
gario do Recife.
Comprao-se efectivamente para fora da
Provincia mulatinhas molecas e moleques,
e negros de officio de 12 a 20 annos, sendo
de bonitas figuras pagao-se bem ; na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
com varanda de pao n. 20.
Compra5-se effectivamente para fora da ricas; no escriptorio do
provincia escravos de ambos os sexos; de 13 a 1
20annos, pago-se bem sendo bonitos; na
ra larga do Rozario n. 30', primeiro andar.
Vendas.
Vende-se um preto de Angola de meia
idade para todo o servico; na roa larga do
Rozario venda n. 44.
= Vendem-se redes de differentes qualida-
des, feitas no norte ; e duas canoas de carreira;
na ra do Livramento, loja de couros n. 17.
Vende-se por precelo um escravo de na-
na ra das 5 ponas n. 100.
Vende-se um preto moco de bonita figu-
, tem principios de pedreiro e entende de
aria ; na ra Direita n. 22.
VpnWoe um terreno com bons a!?w*i
divididos paTa duas casas
I.II
ra
chitas com flores de bonitos padres a
200 rs. pecas de bretanha com 15 varas a
2400 fustoes brancos e pintados a 400 rs. o
covado, cortes de veludo lavrado a 1600, gar-
ca de seda com algum mofo a 200 rs. o covado,
lencos de garca lisos a 240 chitas para cober-
ta de assento escuro a 140 o 160, chapeos de
seda para meninos a 320 ditos de paninho
com averia a 640 chales de chita a 480, ditos
de cassa a 320 pegas de paninbo fino com 17
varas a 5000 e a vara a 320 cortes de ves-
tido de cassa pintada a 2400 chales de metim
muito grandes a 1120 brim trancado branco
de linho a 640 a vara, panno fino verde a 3000
dito azul a 2800 e 3400 e outras muitas fazen-
das por preco commodo ; na loja de fazendas
ao pife do arco da Conceic8o.
Vendem-se duas tipoias promptas; na
ra Imperial em casa de Francisco Xavier das
Chagas, n. 220.
= Vende-se urna venda na ra do Padre
Floriano, que faz esquina para o beco das
Carvalhas n. 35 bem afreguezada para trra,
eoaluguel he muito commodo, com algum
dinhero a vista e o resto em lettras de boas
firmas, vende-se por seu dono retrar-se para
(ora a tractar de sua saud ; a tractar na mesma.
= Vende-se polaca de todas as qualidades ;
na loja de cambio na ra da Cadeia do Recife
n. 34.
ss Vende-se urna negrinha de naci de
idade 14 annos, engomma liso cose chao, e
faz renda e um dita de bonita figura en-
gomma e cose ; na ra Direita n. 3.
= Vndem-se selins elsticos inglezes mui-
to finos, ditos sem serem elsticos, ditosor-
dinarios francezes chicotes de estalo com o
cabo de cana bezerro de lustro muito finos
para sapatos, bandas de bacalho de ouro ,
espadas de bainha prateada talins e cananas
com ferragtms douradas com massa de ouro ,
barretinas promptas e todos o preparos para of-
ficial de guarda nacional, e primeira linha e
apparelbos separados muito ricos para barretina
assim como um refe e tercado tudo por pre-
co muito commodo ; na ra Nova loja de se-
eiro n. 5 de Jos Ramos da Cruz & Compa-
nhia defronte do oito da matriz.
^ Vendem-se os seguntes livros; Virgilio,
Tcito Mestre inglez Mathematica pura ,
Algebra, Diccionario ; na ra do Cabug ,
loja de miudezas junto do Sr. Bandeira.
Vende-se cal virgem ; no escriptorio de
Francisco Severiano Rabello no Forte do Matos.
Vendem-se areos de Lisboa em bar-
Francisco Severiano
, no Forte do Matos.
= Vende-se urna morada de casa terrea
por 4508000 rs. em chaos propros sita na
ra de S. Miguel n. 62 ; na ra de S. Rita
n. 67.
= Vende-se metade de urna casa de com-
modo preco ; quem pretender annuncie.
= Vendem-se duas escravas de Angola, e 1
negro, proprio para engenho ; na ra estreita
do Rozario n. 10 terceiro andar.
ss Vendem-se pelles depennas encarnadas;
na ra do Encantamento armazem n. 11
= Vende-se um negro de meia idade pro-
prio para engenho ou sitio he bwiii traba-
jador de enchada vende-se por se ter rece-
bido em pagamento : no atterro da Boa-vista
n. 3, segundo andar.
lbida engomma cose, e cozinha; e um mo-
leque de 14 annos, proprio para pagem por
saber montar a cavallo ; na ra das Cruzes n.
41 segundo andar.
Vendem-se abotuaduras pretas de dura-
que da ultima moda, para casacas e sobre-ca-
sacas por preco muito barato ; na ra larga
do Rozario n. 35, loja de miudezas.
Vende-se um escravo mogo, trabaja-
dor de fouce e machado, e proprio para pagem;
dous moleques de 12 a 14 annos, propros para
officio ou pagem ; um dito de 15 annos, sa-
be bem tractar de cavallos o serve mui bem a
urna casa ; duas escravas de 20 annos, pro-
prias para todo o servico; na ra do Fogo ao
p do Rozario n. 8.
= Vendem-se bilhetes e meios ditos da lote-
ra da Boa-vista que corre no dia 17 do cor-
rente assim como de todas as mais loteras
concedidas nesta provincia os quaes se trocSo
por outros quaes quer premiados; na casa de
cambio do Vieira na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 24 aonde se vendeo na ultima do Thea-
tro os dos seis contos de reis alm de outros
muitos premios suffriveis
= Vendem-se ptimos licores de diversas
qualidades a 1440 a duzia dando o compra-
dor o casco e com o dito a 1920, agurden-
te de aniz superior a 700 rs. a caada dita do
reino a 900 rs. genebra a 800 rs. a caada e
a duzia de botijas a 2160 tudo a dinhero a
vista : na ra Bella outr'ora Florentina o. 38.
= Vende-se taboado de pinho Americano
de superior qualidade e por preco commodo ;
na ra de Apollo fabrica de Mosquita & Du-
tra.
Vende-se para fora da provincia ou
para algum engenho um bom moleque por
preco commodo ; na ra da Cruz n. 5.
= Vendem-se apparelhos de porcelana fi-
na dourados e pintados para cha, ditos azues,
e mais cores, mangas de vidro lapidadas e li-
sas inglezas, duzias de chicaras douradas e
pintadas, garrafas lapidadas de cristal fino,
copos para agoa, clices para vnho, ditos para
Cbampanbe frascos do boca larga e outras
muitas fazendas por preco commodo: na ra
do Livramento n. 6.
e= \ endem-se chapeos do palba : em casa
de L. G. Ferreira e Companhia.
= Vende-se urna negra lavadeira de meia
idade ; na praca da Boa-vista n. 10.
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecdo junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
a 120, rs.
Escravos fgidos.
No dia 5 do corrente dcsapparecco o ne-
gro Antonio de nacSo Congo cor um tanto
preta baxo olhos vermelhos, ebeio do cor-
po representa 30 annos, com officio de car-
nicoiro porem nao usava do officio e eslava
ganhando na ra costumava a embreagar-se,
levou vestido camisa de riscado azul, calcas de
algodao branco trancado nova e por baixo da
cal^a levou outra de algodao velba suja e com
remendos ; quem o pegar leve a casa de Novaos
& Basto na ra do Queimado n. 29, que sera.
gratificado.
= Fugio no dia 25 de Julho o. p. a negra
Mara Angola levou vestido de chita preta ,
he baixa corpo reforcado', ps largos beicos
grossos, hejaveiha, eterno cabello pinta-
do de branco e no queixo tem uns cabellos
grandes, levou urna trouxa de ronpa e diz que
a vai lavar intula-se por forra foi vista em
ponte de L'cha ; quem a pegar leve no atter-
ro da Boa-vista casa em que mora a viuva do
Passos, que gratificar.
No dia 5 do corrente desappareceo de
bordo do patacho S. Domingos, capitao Ma-
noel Antonio dos Santos um escravo de nome
Joaquim nacao Mina estatura regular, ros-
to redondo, com 3 talhos em cada face e
mascando continuadamente, vestido com ca-
misa e calcas de zuarte e chapeo de palha ;
quem o pegar rebeber de gratificaco 50g rs. ,
levando-o a casa n. 66 na pracinha do Corpo
Santo de Gaudino Agostinho de Barros, ou a
bordo do dito patacho S. Domingos fundiado
defronte da Lingoeta.
[10 COm L'OS ttcarrp* = rr::u~ ax umu ui uiv -- --j- ------ i ---------------------- -------- ,
, que faz esquina pa-1 das com ditas, ou sem ellas, propria para|R8Cira: maTtp. dbM, F. db Fama.=184.1,


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