Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05027


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Full Text
Anuo Je 1843. Segunda Feira 14
Todo Mora depende de nos mesmos; di nona produca, moderaguo, e energa- eon-
tiauemos cono priociptamos, e aeremos apontadoa com sdmiragao enlre >i NsqOes mili
cu'. ( l'roclamagao da Aasembleia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goisana, e Parahyba, segundas e saxtaa foiraa. Rio Grande do Noria, ouinlaa tai.
Bonito a Gar.nlmns, 1 a 24. *""
Cabo, Serinliem, Rio Formlo, Porto Cairo, MaeeiA, e Alago no 1 11 e 21
Boa-rialaa Floreaa 13 a 23. Sanio Anljo quintas feira Olinda todos os diaa
DAS da SEMANA.
44 Seg. a. Eoiebio Sao. Aod. do J. de D. da 2. .
45 l'erg. $ Assnmpgao de N Sra,
46 Quart. f. Roque f Aod. do J. de D. da 4. t.
47 Qoiat. a Mamede .\ Aod do J. de D. da 3. t.
4t Sex. a. Lauro M Aod. do J. de D. da 2. T.
4 Sab. s. Luii B. F. Rol. And do J. da D. da 1- t.
20 Doat. s_ Josquim Pai de N. Sra.
de Agosto
AnnoXf X. N. 174;
O Duaio publica-se todos os das qoe nao forem Santificados: o preoo da assigoatnra ba>
de tres mil rris por quartel pagos adianlados Os annamos dos sssignantes sao meertdoa
gratis eos dos que o forem i ras.io de aO res p>r linh. As reclamagoea defa> aer diri-
gida* aestiTip., roa das Crines N. 34, oa apraga da Independencia loja de lirroa N. Ce.
cambiosNo dia 42 de Agosto. compra
Casabio sobra Londres 2b a 25 i. Ooio-Moeda da 0,400 V. 16,SUO
Paria 3'< 0 /eis por franco.
Liabia 410 por 400 de premio.
Moada da oobia 2 por cento.
I cieos da letraa da boas firmas 4 | a |.
N. 40,60J
"da 4,000
PliTa-PatacSes
Pesos Columnarss
a ditos Mexicanos
PIIASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
y, 200
1,9/0
1,'JO
1,920
Tanda.
47 009
16,800
9,400
1,940
.MU
4,040
Loa Cheia a 10, As 2 horas e 5 ot. da m
Qaart. ming. 48, is 4 eoraaa 2 a. da m
La ora 25, aos 16 minutos da tarda;
Ujuari. erase. A 2, as 9 horas e 7 da tarda.
1. a 7 horas a 42 a. da sasnhaa.
Preamar de hoje.
2. a 8 hora* a 6 a. da tarda.
AVISO.
A assignatura desta folha a contar do 1.a do
setembro prximo futuro em diante sera a ra_
s3o de 38700 por trimestre para os Srs. subs-
criptores, que a recebem pelo co,fre0, em con-
seqtiencia de serem os portes -agos adiantados.
PARTE OFFICIAL.
Gommajado das Armas.
.KXPED' Omcio Ao Exm. Presidente, informando
o requer Pinto i",,, sousa ( que a g M supplicava a
merr^ je man(jar recober as fileiras do ejerci-
to, com vencimentos do tempo somonte, a cin-
to ilhus menores de 15 a 11 annos.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., communican-
do-lho, que em virtude do parecer da junta de
saude dado em sessao do 31 do julho ultimo ,
mandara excluir do batalhad do infantaria d
guardas nacionaes destacado 10 guardas Juga-
dos incapases do activo servigo, e concedido tres
mezes de licenca para se tratar ra da cidade
ao segundo tonente Joao Marinho Paes Bar-
reto.
Dito Ao commandante do batalha dear-
tilharia p para que houvesse de exigir do
capitad P. I. V. da Silveira o pagamento da
quantia de 46^102 rs., que ficara a dever a cai-
sa do quarto batalha de cacadores do Para ,
afim de ser en viada ao Illm. commandante das
Armas respectivo, que a requisitara sobre exi-
gencia do coronel Mus Tavares.
Dito Ao mesmo, disendo-lhe, que o pata-
cho Pirapama tinha de partir para a illiu de
Fernando no dia 5 do corrente e devendo se-
rem remettidos os vencimentos do mez de julho
ultimo cumpria que fossem apresentados na
secretaria militar na manhaa do dito dia afim
de serem entregues ao commandante do patacho,
sendo conveniente que na importancia dos ven-
cimentos se indercsse400S rs. em moeda do co-
bre para facilitar na ilha os pagamentos.
Dito Ao commandante do deposito, para
informar sobre a existencia dequatro pregas do
segundo batalha do artilharia, hoje quarto, cu-
jos nomes se mencionavo.
Dito Ao desembargador chefe de polica ,
communicando-lhe, que n recruta Jos Luiz de
Franca assentara prega.
Poitaria Mandando excluir do batalha do
infantaria de guardas nacionaes destacado os
cabos do esquadras Marcos Luiz Antonio, Joo
Evangelista Ramos, e soldados Francisco Lopes,
Honorato dos Santos Barros, Jos Joaquim ler-
culano Pedro Marinho dos Santos Francisco
Romao Nepomuceno Manoel Gomes Cosme
Lopes, e Joao Gregorio Pereira, todos julgados
incapases do activ servio pela junta de saude ,
em sessao de 31 de julho ultimo.
DitaMandando excluir tambem o guarda
Paulino Fidelis de Araujo.
Dita-? Ao commandante do batalha de ar-
tilharia i p, mandando excluir cun guia de
passagem para a companhia de artfices os sol-
dados Andr Avclino, o Antonio de Barros Bar-
bosa.
Dita Ao commandante da companhia de ar-
tfices, autorisando-o a receber com passagem
as duas pracas mencionadas na portara cima.
INTERIOR.
CMARA DOS SRS. SENADORES.
No discurso, que abaixo copiamos proferido
no senado cm seso de 12 de julho ve-se a for-
ca de argumentaco, e brilha a eloquencia da
convcgo com que o Sr. Carneiro Leao defen-
de a politica de 19 de setembro desenvolvida pe-
lo ministerio de 20 de Janeiro, e mostra a falta
de systhema e as contradicoes da politica ad-
versa, da opposigo actual.
OSr. Carneiro Udo (ministro da justiga):
Sr. presidente, hontcni tive occasiad de respon-
der a um discurso do honrado membro, que
me parecen bastante cheio de provocacoes, nao
obstante o honrado membro tor-se declarado,
como o provocado. Nao respond porem a todas
as parles desse seu discurso, posto que minha
intencao, pedindo agora a palavra, era respon-
der-lhe.
f\ nnhm cons/lft
.....,-.1
UJVUUUV

daquelle socego e calma que recommenda aos
mais, cheio de palxo, nao enxerga inteiramen-
te sonad aquillo que pode ser favoravel ao tr-
umpho dasua opiniao, e ataca aos seus adver-
sarios da maneira que julga conveniente, anda
apartando-sedas regras que elle mesmo julga
devor prescrever-lhes!
Eu, Sr. presidente, respond a algumas das
proposiedes do honrado membro, e deixei de
r sponder a outras. Nadtinha o senado notado
a maneira por que o nobre senador havia falla-
do do actual ministro dos negocios eslranguiros
quando ministro d justica? Nao sabo como o
nobre senador taxou seus actos? Nao disso el-
le que todas as atrocidades que lindad sido pra-
ticadas o forao pelo ex-ministro da justica ? Es-
ta expressao do honrado membr.) corresponde
de forma alguma a esses actos? Ainda mesmo
aquelles que nad cnxergo nuiles conformidade
com as leis existentes, attento o estado do pai/
e as circunstancias em que (orad praticados es-
ses mesmos, a na5 estarem fascinados como o
honrado membro com paixdes que o devorad ,
nao teriao qualificado similhantcs actos do atro-
cidades !
Comtudo. eu nadtoquei nesse ponto; respon-
d ao honrado membro sobre outros; mas ago-
ra vejo-me na necessidade de sobre esse mesmo
e outros pontos insistir, para responder ao dis-
curso que o honrado membro acaba de pro-
nunciar.
O honrado membro recordou urna parte do
seu discurso anterior, na qual havia pondera-
do que os ministros de Inglaterra e Frunga nao
soenvolviadem questdes similhantes aquellas
que nos oceupao actualmente citando o facto
da expulsad do deputado Manuel, a respeilo
da qual os ministros Francezes recusarao emit-
tir a sua opiniao. Lembrou que citara tambem
os diversos processos polticos que tem havido
na Franca. A cita?a que o nobre senador fez
desse facto occorrido com o deputado Manuel
nao comprova de sorte alguma o que pretende.
Na explusad do deputado Manuel nao se trata-
va de nenhum crime poltico ; o deputado Ma-
nuel tioha-se exprimido na tribuna, segundo a
opiniadda maioriada cmara, de urna manei-
ra pouco digna da cora. Fol argido nica-
mente de tor elogiado o regicidio; o que nao era
exacto, porque o seu discurso, interpretado no
seu todo, na intencao bem difinida em que el-
le o Icvava, nao linha de sorte alguma por fm
elogiar o regicidio; antes pelo contrario o estig-
matsava .iberiamente. Os ministros pois, abs-
(etido-sc de intervir nesta questao, em vez de fa-
vorecerem a justica favorecrao a iniquidade !
Giles virao a maioria da cmara francesa exci-
tada pelos tremendos furores religiosos que en-
tao ali agitava tudo, inclinada a expulsar da
cmara um deputado contra a constituigad, con-
tra todas as regras do systema representativo e
abstiverad-se de fallar, do interpor um juiso so-
bre similhante facto!!! I Que bello exemplo que
bella conducta o nobre senador me quer incul-
car !... Isto, deixrad esses ministros prati-
cara injustica que deverio reconhecer, deixa-
xarao infringir as regras do systema representa-
tivo, nao interposerao, nao emittirad franca e
lea luiente a sua opiniao, o o nobre senador quer
que eu os imite O exemplo ser bom para imi-
tar mas imitem-no outros, quceu nao accei-
to, nad o sigo, nunca o seguirei.
Vamos aos outros processos polticos a que
se referi o nobre senador. O nobre senador
transtornou completamente a minha opiniao ,
nad reparn no alcance que tinhao as minhas
respostas. O que eu quiz principalmente faser
valer foi a diversidade que ha entre a constitu-
cao da cmara dos pares em Franca e o senado
do Brasil. A cmara dos pares numerosa, e,
alem de numerosa, .o numero de seus membros
indefinido; o governo tem sempre ali a maio-
ria e quando a nao tem, tem um recurso legal
para a tor. Entre nos, pelo contrario, segundo
a nossa constituigo, o senado tem o numero
corto de membros, nao se podo reunir seno
com melado e mais um do total desses mem-
bros.
E de mais a mais (disso eu e foi a inculpaco
pessoal que o nobre senador parece ter-me fei-
to) que entre nos, segundo o discurso do nobre
senador (porque essa idea nao parti de mim
havia urna hita entre o partido vencido o o
partido vencedor; e ento observei quo se
essas regras me impunhad a obrigago de
nao intervir em similhante questao, im-
punhao a mesma obrigago aquellos do par-
tido a que o nebre sessder c*auos vencido ,
para tambem niio intervirem, e deste modo se
impossibilitara o senado todo defunecionar co-
mo tribunal de justiga segund determinado
pola constituigo. A minha opiniao sogue-se nc-
eessariamente de tudo quo o nobre senador ti-
nha dito; e a differenga que se deve observar
entre a conducta dos ministros francezes e dos
brasileiros em casos similhantes nasce princi-
palmente dessa considerago da constituigo de
cada urna das cmaras e das funcgdes que tem
a exercar.
Tambem fi/. algumas outras consideragdes a
respeito de .outros processos polticos apresenta-
dos na cmara dos pares. A cmara dos pares
no tinha le do mesmo modo que nos nao tnlia-
mos; o ainda mais, seosnobres senadores exa-
minaren! bem as dreumstaneias eo estado da Ic-
ttislagao daquelle paiz, verd que nsestavamos
maisadiantadosa esse respeito do que ali sees-
tava. Nao obstante, nada disso embargou a c-
mara dos pares como tribunal de justiga de fune-
cionar de fazer justiga. Entretanto,entre nos,
ha seis mezes, pouco mais ou menos (nao flxo
exactamente a data), que esta questao se agita,
e tem-se por ventura feito justiga (justiga repi-
to, porque isto necessario principalmente
com o nobre senador, porque procura torturar
as minhas palavras para dar-lheaccepgdes que
nao lhesdevia dar), quero dizer tem-se tra-
tado do julgamento ou para a absolvigao ou pa-
ra condemnagad ?... Nao!
Se o nobre senador, despido das paixdes que
o atormentao, possuido da calma que me re-
commenda mas que nad sabe observar, qui-
zesse meditar, como sabe quando est livre des-
sas paixdes veria a diversidade de circumstan-
cias, veria a necessidade em que esto os minis-
tros de, urna ve/, quo tomos membros da casa ,
interpor sua opiniao sobreests questdes tan-
to mais que o que os ministros at aqu tem fei-
to tem sido encaminhar para o julgamento, de
um modo que nao sabe, no sentido mais rigo-
roso que se quizer dar as suas intengdes das
funcgdes do ministros, porisso que at aqu ain-
da nao houvcum julgamento em que tivessemos
de, comojuizcs.condemnarouabsolver. Oque
at aqu tem havido tem sido prepares para o
julgamento e recommendar quo se julgue que
se faca justiga. Isto est exactamente as func-
gdes dos membros do poder executivo, ainda
mesmo que sequizesse abstrahir da qualidade
que temos de senadores.
Senhores, eu nao puz peas a ninguem ; fal-
lando da Franga notei urna diversidade, e que
as discussdus que tenho lido da cmara dos
pares daquelle paiz como tribunal de justiga,
nao via nenhuma similhanga com o que aqui so
tinha apresentado ; que os aecusados ah forao
deffendidos, e defTendidos com toda a energa ,
masque nad erados mesmos juizes os mes-
mos membros do tribunal os seus defensores.
Sr. presidente, nao sei porque o nobre sena-
dor nao tem estado no caso de ser ministro; mas
comquanto affimeque a sua conducta, seo
fosse, seria diversa, como ainda nao appare-
crad as provas em circunstancias similhantes,
ser-me-ha licito duvidar.
Destas ligeirasobservagdes que tenho feito se
ver que a diversidade da constituigo da cma-
ra dos pares e do senado deve influir na diver-
sidade do comportamenlo dos ministros ainda
mesmo levando as cousas ao maitr rigor, mul-
to principalmente quando fiz a observago que
(i/, ao nobre senador que at aqui os ministros
nad se tem ainda exprimido como juigadores,
tem-se limitado a recommendar que se julgue
que o senado se convertaemflm em tribunal de
justiga, e que julgue.
O nobre senador querendo demonstrar que
a cmara dos pares em Franca est algumas ve-
zes em opposicao ao governo citou-nos algu-
mas leis por ella rejeitadas no tempo da restau-
racJ, e depoisda revolucaode julho. Sr. pre-
sidente ha duas pochas em que a cmara dos
pares da Franca manifestou na verdade alguma
o|)|tosigo a ministros quejulgava contrarios
observancia da carta ou quesuppunha quere-
rem menos do que a carta. Mas pergunto ao
nobre senador nao tinha o poder executivo ali
a faculdadc de augmentar o numero dos mem-
bros da cmara dos paros? Nao uson de facto
dessa faculdadc e nao teve maioria ? Mas por
que urna cmara faz reflexoes ou emendas a
urna lei c porque o governo aceita essas refle-
xoes e emendas considerando como se deve
wmSuvU| i>c|mj iegisiaiivo igualmente con-
selheiro da coroa : porquo aceita urna outra e-
menda digo que a julga conforme com a
razo e com os hons principios segue-se quo
o gov rno nao tenha maioria nessa cmara ? O
nobre senador sabe muito bem o modo por que
as cousas se devem considerar ; n8o me posso-
persuadir que insista em semelhante idea, per-
suada-se que a cmara dos pares na Franca es-
tava em opposigao ao governo so ou porque
iiiiiiliticou urna ou outra lei do poder executi-
vo ou porque conseguiodelle retira-las.
O nobre senador tambem nos disse que os
ministros da Franca nao nsultavo, e pergun-
tou se seria justo leal e generoso imputar-lhe
complicidade as opinides anarchicas que infe-
lizmente. ..
O Sr P. Souza : Nos fados.
OSr. C. Leo : Nos fados (restabelece-
rci) anarchicosque tem infelizmente appareci-
do no paiz.
Sr. presidente aqui e em Franga eu tenho
visto os ministros aceitarem as discussdes ; nem
outra cousa se pode delles exigir.
Ora, pois que aceito urna discussao que o
nobre senador cstabelece porque deduzo das
suas proposigoes as consequencias que me pa-
recem conterem-se nellas, porque divirjo das
suas opinides e emitto as minhas insulto ?...
A argumentago exagerada os termos certa-
mente nao moderados de que o nobre senador se
serve quando falla dos actos dos seus adversarios,
dos actos da administradlo nao sao insultos ;
e quando eu combato essas ideas que me pare-
cen) tambem exageradas, insulto!!! E assira
que o nobre senador entende a liberdade da tri-
buna ? O nobre senador pde procurar pela sua
parte todas as razdes que posso aproveitar sua
opiniao ; mas quando sao combatidas, e com-
batidas nos mesmos termos enrgicos de que o
nobre senador usa julga-so insultado !! / E
ser o nobre senador que poder dizer que se
nao observa a liberdade da tribuna ?.... Se
assim que o nobre senador entende a liberdade
da tribuna, ella nao poder tor lugar entre nos ;
porque sempre que houverein ministros que te-
uho alguma dignidade e intelligencia ou a-
bandonard o posto que Ihes foi confiado, con-
vencidos de que o nobre senador tem razio ata-
caudo-os ou repellirad os estigmas que o no-
bre senador llios laucar.
Sr. presidente necessario notar eu nao
fui espontneamente sem nenhuma provoca-
cao, suscitar qualqucr sympathia que poJesse
influir no nobre senador por fados que elle pro-
priodenominou de anarchicos: o nobre sena-
dor foi o proprio que nos veio figurar aqui, uns
como representantes da opiniao vencedora, e ou-
tros como representantes do partido vencido.
Ora o nobre senador provavelmente nao se
considerava representante do partido vencedor,
por isso mesmo que estigmatisava esse partido :
portanto era sem duvida representante do par-
tido vencido. E entf'O observei eu que, se o
nobre senador me impunha um dever de nao in-
tervir na questao por mo considerar represen-
tante do partido vencedor, porque era membro
do governo nao devia o nobre senador inter-
vir tambem nella, porque era representante da-
quelle partido vencido que Ibe aprouve figurar
em luta ; fu esta observago sem examinar o
que podesse haver de exactido no que disse o
nobre senador quando qualificou de vencidos e
de vencedores e combati-o nos termos de que
usou. Estou longe de qualifcar nem de venci-
dos nem de vencedores; foi o nobre senador
que usou de taes expressdes quem assim argu-
mentou ; eu nao fi/. e nao faco seno responder
debaixo da hypotbeseestabelecida pelo nobre se-
nador.
Sr. presidente estou certo que o nobre se-
nador nao partilhou desses fados anarchicos :
conheco o nobre senador ; elle diz bem quando
nota que o conheco. Sim, conheco o nobre se-
nador sei bem que recoaria ante taes fados.
Mas direi ao nobre senador que as suas opinides
exageradas algumas ve/es podem arrestar outros
a que faco aquillo ante o que depois a sua
comprehenso vasta recua quando vA no* tal
estrada seguida leva tudo ao precipicios.


O Sr. Paula Souxa : O meu crime
aqui i'iiiitfi o as minhas opinies.
m b
ter
O Sr. C. LeSo : Ento combater eu essas
opinies tainbem no pensar do nobre senador
um crime. Eu sei que agradavel aprazivel ,
nao ver as nossas idds combatidas, isto 6, como
um triumpho que todos desejao obter ; mas tu-
nha paciencia, o nobre senador ha de permittir
que combata as suas quando virque as devo
combater; nao queira a liberdade da tribuna s
para si.
O Sr. P. Souza: meu crime ter enun-
ciado aqui opinies.
O Sr. C. LeSo : E o meu combater essas
opinies que julgo perniciosas. Nao ha pois cri-
me em nenhum de nos. O nobre senador fica
com a liberdade de as continuar a emittir, e eu
(em quanto tiver forca) com a liberdade deas
continuar a combater.
Dizia eu que estava certo das opinies do no-
bre senador a este respeito certo que recuaria
sem duvida ante as lulas materiacs, e ninguem
fez a inculpado ao nobre senador da participa-
cao em taes lutas como j notei. Eu nao fiz
mais quecollocar o nobre senador na posicao
em que elle mesmose collocou. Elle collocou-
me a mim entre os vencedores e a si entre os
vencidos ; e ento mostrei que, se era licito ao
nobre senador tomar parte nos debates que at
aqui temos tido sobre esteobjecto era-me isso
igualmente licito.
Sr. presidente, eu tenho visto o nobre sena-
dor em difieren tes circumstancias e conesso
que julgo que ha alguma cousa na sua organi-
saco que contribu' para que elle enxergue
sempre o horizonte carregado de nuvens. An-
da nao vi urna s poca ou o nobre senador
estivesso na maioria ou na minora em que o
horizonte se Ihe nao apresentasse carregado ,
em que o nao visse desesperando de remedio ,
achando que os nossos males nao ero remedia-
reis Algumasvezes Ibe perauntei quo reme-
dio dai ii e o nobre senador posto que es-
tivesse ento na maioria, dizia:ninguem
quer o que eu quero! Todos estamos promp-
tos a querer oque osenhor quer ( dizamos
n'19) mostre-nosocaminho, que, sendo bom,
o seguiremos Mas o nobre senador aban-
donou-n.is. Parece que ha pois este defeito de
organisaco do nobre senador.
Nao que eu nao veja o dficit que nos op-
prime ; que nao veja essas lutas encarnizadas ;
que nao deplore todos os males. Porm nao
desespero do paiz e emprego todas as forcas
que tenho para ver se me possivel curar esses
males. O senado testemunha de que, quan-
do aceitei o poder resumidamente Ihe fiz ver
que enxergava todos os males do paiz. O nobre
senador nao est de accordo no remedio....
Mas, senhor, vos que deploris essas lutas dos
partidos porque nao empregais vossos esforcos
em acalmar os espiritos em evitar similhantes
lulas ?
O Sr. P. Souza : solrer humilhados
O Sr C. LeSo: Quem vos chama a soTrcr
humilhados ? O paiz tem leis ; se vedes que ai-
quemas infringe reclami a sua exccuco ,
quo me tereis ao vosso lado. Mas como en-
tendis vos a execuco das leis ? Vos a enten-
dis nao se punindo a ninguem Mais anda
nao vos contentarla isso se nao se desse o poder
a quem queris que se d Isso mesmo nao
vos contentara ; pascados tempos eu havia vos
ver descontente tambem desse meio porque
me parece que nodoscontentamento na re-
provacao de ludo o que existe que consiste
o vosso systema. Em difieren tes nochas sem-
pre vos tenho conhecido desesperando do pre-
sente desesperando do fu'uro !
( Continuar-se-.)
E' apoiada a seguinte emenda substitu-
tiva :
Depois das palavras de parecer__dga-
se que nada tem a cmara a deliberar, por-
que nao havendo anda o Sr. Baro da Boa-
vista tomado assenlo como deputado pode
continuar no seu emprego independonle de
liecnca seassim approuver aogoverno. #>*
reir da Silva.
Depois de discorrer sobre materia oSr.
Barros Pimentel. fica a discusso adiada.
Contina a discusso do artigo 7." do orca-
mento da recelta das emondas da commisso ,
relativo ao imposto do sello com as seguinles
emendas apoiadas .
Emenda substitutiva da ultima parte do
1. do artigo 7 o: Osello proporcional
ser regulado o cobrado pela maneira se-
guinte:
1 dexando de o pagar se fflr absolvido. Paula
Candido.
Substitutiva do 1.
1. Aoprimeiro ficara sugeitos todos
os papis de contratos de emprestimo de di-
nheiro bem como letras de cambio e da trra,
crditos, escripturas ou papis de venda hy-
pothecas, doaco deposito ou dequalquer
modo de transfirir a propriedade ou o uso-
fructo os formaes de partilhas ou certides de
quinboes de herderos, ou legatarios, os des-
pachos da alfandega e mesa do consulado a-
fretamentos arrendamentos de propriedades
de raz as apolices de seguro e das compa-
nbias annimas. '
2. O imposto fixo que actualmenre se
Nos valores de
18 a 1008 100
1018 200* 200
2018 3008 300
3018 4O08 400
4018 6008 500
5018 1:000* 18000
1:0018 1:500* 18500
1:5018 2:0008 28000
2:0018 2:5008 28500
2:5018 3:0008 38000
3:0018 4:0008 48000
4:0018 5:0008 58000
5:0018 6:0008 68000
6:0018 7:0008 7*000
7:0018 8:0008 88000
8:0018 10:0008 108000
10:001* 12:0008 128000
12:0018 14:0008 148000
14:0018 16:0008 168000
16:0018 18:0008 188000
as transaeces
ultimo da tabella .
rs.











ASSEMBLA GERAL.
CMARA DOS SENHORES DEPUTADOS.
Sfuo em 4. de julho
L-see aprova-se a redaco da emenda su
bstitutiva a proposta do governo sobre os meios
de se realisar o dote e enxoval da princesa a Se-
nhor D. Francisca Carolina.
Contina a discusso do parecer da commis-
so de constituico c poderes sobre o Sr. Ba-
ro da Boa-vista.
Fallo sobre a materia os Srs. Almeda Al-
buquerque Veiga, Carneiro da Cunta, e Ro-
cha e a discusso fica adiada pela hora.
Contina a discusso do artigo 7. o das emen-
das da commisso com as outras emendas apio-
adas do orcamento da receita.
Sao apoiadas diversas emendas e tomo
parte na discusso d'este artigo os Srs Ferreira
Penna Brrelo Pedroso, Carneiro da Cunha,
Vianna ( ministro da fasenda ) Pessoa de
Mello Julio de Miranda Carneiro de Cam-
pos e Paula Candido e fica adiada pela hora.
Iuem do dia 5
Contina a discusso do parecer de commis-
sSo sobre o Sr. Baro da Boa-vista.
Fao o* esia materia os Srs (jneim? (.
Pereira da Silva.
de valores superiores ao
cobrar-se- mais lflOOO
rs. em cada cont de res que acrescer. Nao se
cobrar porm este imposto pelas escriptu-
ras actualmente sugeitas ao pagamento da sisa
dos bensderaiz. S. Martins.-C Carneiro
de Campos. =M. F. de Sousa e Mello.*
Os vereadores das capitaes do Rio de Ja-
neiro Babia, Pernambuco, Maranhoe Pa-
ra pagaro 208 rs. pelos seus diplomas e os
das outras capitaes do imperio 108 rs__S. a
R.Carneiro da Cunha.
No 1. do artigo 7.9suprim5o-se as pa-
lavrasos recibos de pagamentos de dinheiro
S. aR. V. J.Lisboa.
Aflditivo ao artigo 7." 2." Onde diz__
diplomas dos deputados e dos sead ires a-
crescente-se e dos membros das assembla?
provinciaes. Rocha.
Sub-emenda emenda da commisso ao
1. Depois deou qualquer modo de trans-
ferir a propriedade ou uso-fructoacrescente-
serecibos de pagamentos dedinheiro -Paco
da cmara dos deputados 4 de julho de 1843.
S. Martins.M. F. de S. e Mello.
Somente os eleitores do Rio de Janoiro.__
Carneiro da Cunha.
Suprima-se a parte do artigo que impe
sobre os diplomas dos eleitores e vereadores das
cmaras municipaes.
A passar o imposto sobre os diplomas dos
senadores e deputados paguem os d'aquelles
na raso de 3 por cento e faca-se extensivo
aos dos membros das assemblas provinciaes ,
na raso de metade do que pagarem os dos de-
putados.Si lea Ferrar.
As cdulas para a eleico primaria paga-
ro de sello 100 reis cada urna sendo apre-
sentada pelo proprio votante e 108000 reis
sendo por procuradores. S. a R. Wan-
derley.
A passar esta medida faca-sc extensivo
o imposto das listas de todos os votantes e dos
eleitores. Silca Ferraz.
As letras de cambio c da trra nao paga-
ro o imposto proporcionaldosello.salvo nocaso
de serem protestadas : do mesmo beneficio go-
sar os recibos e as hypothecas queso pa-
garlo sendo ajuisadas.S. a W. Vanderleg.
Silva Ferraz.V. J. Lisboa.
- No 2 Suprimo-se as palavras seguin-
les das cmaras municipaes, os papis de
msicabem como o ultimo periodo do refe-
rido paragrapho que contem as palavras os
eleitores e vereadores.Paco da cmara dos
deputados, 3 de julho de 18 W. Almeda
Albuguerque.
Suprima-se no artigo 7. excepto no 2.
a parte relativa ao sello dos preriodicos e ao
imposto sobre os titulos de norneaco expedi-
dos pelo governo. Quanto aos diplomas dos
deputados e senadores diga-se: pagaro os
prim iros 2008 rs. e os segundos 1008 rs. ,
e suprima-se a parte relativa aos eleitores e ve-
readores. 4ssis Rocha.
Nenhum peridico ser obrigado a pa-
gar a laxa do sollo se nao desde que for cha-
mado rpsnnn.abidadc por ancusa a bonr.
ou a reputaco dos particulares ou das familias j
arrecada comprehender tambem os procos-
sos que correrem peraote os juizes de paz, sub-
delegados e delegados os conbecimenlos das
mercadorias importadas pagando-se o sello
por volume os livros das cmaras municipaes
e todos os de escrives e tabclliaes e de qual-
quer juiso eos requerimentos e documentos
de qualquer especie os jornaes e quaesquer
publicacoes peridicas e em geral todos os t-
tulos ou papis que possu ter ( em juiso ou
repartices civisS. Martins.C. Carneiro
de Campos.M. F. de Sousa e Mello.
Sao mais apoiadas as seguintes emendas:
Emenda ao 1. do artigo 7.
No fim.das palavras apolices de seguro
e das companhias annimas acrescente-se
de modo que se entenda com referencia a todos
os papis de que trata este o seguinte :
quando forem produzidos em juiso oudocu-
mentalmente perante quaesquer autoridades.
Pacheco.
Dita ao 2o.
No fim das palavrasrepartieses civis
acrescente-se tambem o seguintequando fo-
rem produzidos em juiso documentalmente
perante quaesquer autoridades.Pacheco.
Se passarem as emendas supra offereco
mais a seguinte : No 2. na 4.' linha ,
suprima-se as palavrase requerimentose na
3.a linha a seguinteos papis de msica.
Pacheco.
Sao alliviados do imposto do sello os titu-
los de todos os empregados pblicos que nao
vencem ordenado pago pela fazenda publi-
ca 4 de julho de 1843. Julio de Mi-
randa.
Emenda ao 2. do artigo 7.
Em lugar das palavrasos eleitores e verea-
dores das cmaras municipaes pagaro o sello
fixo de 48 rs. pelo seu diploma diga-se o
seguinte :
Os presidendes das provincias e os chefes
de polica que forem eleitos deputados pelas
provincias que administraren! pagars pelo
seu diploma o sello fixo da quantia correspon-
dente ao numero total dos eleitores das res-
pectivas provincias raso de 48000 rs. cada
eleitor, e os que forem em iguaes circunstan-
cias eleitos senadores, pagaro o duplo.
Pacheco.
Cm consentimento da cmara a commisso
retira o 1. do artige7. das suas emendas, e
a parte do 2. que foi por ella substi-
tuido.
Tomo parte na discusso os Srs. Silva Fer-
raz Sousa Martins Brrelo Pedroso e Pa-
checo.
Os Srs. Silva Ferraz e Pacheco pronun-
ciao-se' altamente contra o imposto do sello
nos jornaes, demonstrando que similhante
imposto a ser adoptado ir acabar com a libar
dade da imprensa ; que em fim muito im-
popular.
K' mais apoiad a seguinte emenda :
Ao 1. substitutivo da commisso.
Depois da palavra hypotheca acres-
cente-se para as quacs fica creado registo
especial nos lugares e pelo modo que o go-
verno estabelacer em regulamento. -Brrelo
Pedroso.
Tomo ainda parte na discusso os Srs.
Wanderley Pessoa de Mello Galvoe Car-
neiro de Campos.e fica adiada pela hora.
dem do dia. 6
Contina a discusso do parecer de commis-
so sobre o Sr. Baro da Boa-vista com a e-
menda apoiada e presentada na sesso anterior
pelo Sr. Pereira da Silva.
Fallo sobre a materia os Srs. Barros Pimen-
tel e Queiroz Coutinho, e a discusso fica
adiada.
Contiua a discusso das emendas ao artigo
7. do orcamento da receita sobre o imposto do
sello.
E' apoiada a seguinte emenda :
Fico isentos do imposto do sello os jornaes
ou quaesquer publicacoes peridicas do insti-
tuto histrico academia da medecina e ou-
tras sociedades scientficas. S. a R.Ferreira
Penna.
Tomo parte na discusso os Srs. Urbano ,
enrique de lezende Sousa e leilo e minis-
tro da fazenda.
O Sr. Carneiro da Cunha com consentime n-
to da cmara retira as suas emendas.
Julga-se discutida a materia.
O Sr. Peixoto de Brito ( pela ordem ) requer.
que a votaco sobro o imposto dos jornaes,
eleitores e vereadores seja nominal e assim
se vence.
E'approvado o $ 1. substitutivo da com-.
misso com a emenda do Sr. Barreto Pedroso,
sobre hypothecas e bem assim a tabel la que
regula o sello proporcional. Todas as outras.
emendiiS a este paragrapho sao regeitadas.
O 2. substitutivo approvado excepto
o imposto sobre os livros das cmaras munici-
paes e os requerimentos.
Segue-se a votaco nominal sobre o imposto
dos jornaes e quaesquer publicacoes peridicas,
e approvada por 50 votos contra 34.
A emenda do Sr. Ferreira Penna appro-
vada.
E approvada a emenda que allivia do im-
posto do -'sello os titulos dos empregados p-
blicos que nao vencem ordenado pago pela fa-
zenda publica.
>egue-se a votaco nominal sobre o imposto
nos diplomas dos eleitores, regeitado com
grande maioria e bem assim o imposto nos
diplomas dos vereadores das cmaras munici-
paes.
A discusso dos outros artigos fica adiada
pela hora.
PERNAMBUCO.
Tribunal da Heladio.
SESSA DE 12 DE AGOSTO DE 1843.
Na causa de appellaco civel da comarca do
Rio Formozo, appellante Manoel Francisco
Lemenha Lins, appellado Manoel Zelerino dos
Santos escrivo Jacome ; se mandou ouvir o
curador geral dos orfos.
Na causa do dia de apparecer desta cidade
do Jos Luiz Goncalves, e outros, contra Rita
Mara escrivo Bandeira ; se julgou diserta ,
e nao seguida a appellaco.
Na appellaco crime dojuizo dos jurados da
cidade de Olinda appellante o reo preso Joa-
quim Francisco Baptista de Mello Oxai ap-
pellado o Reverendo Dr. Antonio Jos Coelho,
escrivo Ferreira ; .se nao tomou conhecimento
do recurso.
Na revista civel do Rio de Janeiro recur-
rente Miguel Goncalves Das e recorrido Ma-
riano Jos Barboza, escrivo Ferreira ; se jul-
gou a favor do recorrente.
COMMERCIO.
Alfandega.
Be nd i ment do dia 12......... 6:2388641
DesearregSo hoje 14.
Barca Navarre farinba, bolaxos e oh.
Barca Wm. Russell caixas com cobre ,
barricas com serveja, gigos com lou-
ea (erro, taxas, e machinismo.
~PRACA DO RECIFE 12 DE AGOSTO DE 1843.
Rtvista mercantil.
CambiosFizero-se algumas transaccOesa 25
d. por 18 ha falta de sacadores.
Algodo As entradas continuo regulares ,
e houvero vendas a 4:800 a arroba.
Assucar As poucas caixas que ainda entro
vendem-se a 1:300 sobro o ferro do
branco, e a 1:100 o dito mascavado.
Couros Sao mais procurados e tem-se
vendido 132 Val35 rs. a lib.
Alpiste Vendeo-sede 138 a 15* rs. a barrica.
Bacalho O depozito se acha rcduzido a 450
barricas, tem-se vendido de 10* a
118500.
Bolaxinha Vendeo-se a 3000 a arrica.
Caf dem de 3:000 a 3:400 a Carne secca Nao houvero entradas nesta se-
mana e o depozito de 4:000 ar-
robas de 3* a 3:400 a @ da do Rio
Grande, e de 28 a 2:600 a de Mon-
tevideo.
Cb hysson Vendeo-se o 1:850 a lib.
Farinha de trigo Cbegaro dous carrega-
mentos dos Estados-Un idos quo
seguemeom parte da garga para o Su I,
sendo o dopozito de 5:000 barricas
em primeira mo e as vendas de
17* a 20* rs. a barrica.
Folha de flandres Vendeo-se de 22* 288 a
caixa.
Louca ingleza dem de 210 a 217 por cento
de premio sobre a factura.
Manteiga dem a 650 rs. a lib. da ingleza.
Popel de embrulho dem de 600 a 750 reis
a resma.
i'imenta da indiadem de 210 a 220 rs. a
lib.


Pregos do construcciodem 70 a 80 rs. a lib
Sabao amarellodem IOS a 110 rs. a lib.
Dito do Mediterrneodem 40 a 160 rs. a
lib.
Salitre refinadodem 160 a 180 rs. a lib.
I aboado do pinhodem de 40 a 50 rs. o pe.
Toucinho de Santosdem a 4:000 a (g>.
Vmho da Figueira dem a 1 IOS a pipa
Dito doSctte tintodem de 808 a 858 a dita.
Dito de Hespanhadem de 75 a 80$ dita.
Dito de Siciliadem de 70g a dita.
Dito MuscatelIdema 50g a moia dita.
Velas de espermacetedem a 6i0 rs. a lib.
Rezumo d*s embarcacoes existentes no porto.
Americanas. .... 3
Austraca .....'..]'.
Brazileiras......
Dinamarqueza.....
Franceza......
Hamburguesa......
Jnglezas.......... 4
Portugueza.....\ *
Sardas......'.'.'. 3
rajogo, carteiras, armarios, secretaria, com-
niodas espelhos, &c. e um pianno manoiro
de lindo goslo algumas obras do pratj relo-
gios. e alfineites de peito: segunda-feira 14 do
corrcnte as 10 horas da manha no armazem
que foi doSr. Stewart, na ra da Cruz.
de se o/Terece para ser caixeiro de algum en-! seo erro. Sou. Srs. Redactores, milito- seo at-
genlio o qual sabe bem ler escrever, e con- j tent leilor Jos Mara de Carvalho.
tar; quem do seo prestimo sequizer utilisar.l Pernambuco lOdede/emhro de 1840, reis
annuncio por esta folha para ser procurado. j 2- '.()()$. A 12 uves precisos da data dosta minha
- A pessoa, que annunciou querer comprar nica vi 1 do letra secura pagar vossa merefi a
1
18
1
1
I
33
-----, ..., ....... v,lul. urna cahia de amarello d'um so po de 33 pal | mim, ou a mirilla ordem a quantia de 2:400$
niiTm a *ComPimh,a forto loilftoIrnos decomprido, e nova ; dirij.i-se lrde reisemmoeda uorr^nted. Impwio, igual va-
Portas casa n. % a fallar com Joaquim Lopes,' lor de mim recobido, e no dia do seo vencimen-
llieos. j to (aro prompto pagamento como costuma e
emente qUflira ; llie avi/a Jos Mana de Carvalho aoSr. An-
P. ...iervencao ao corretn Oliveira de um | Portas casa n. 9(J a fallar com Joa<
sort.mento de azendas inglezas as mais proprias | de Almeida caixeiro do Sr Jof.o Na
d este mercado : quarla-feira 10 do corrente as OSr. Antonio Raptista Cierne
10 horas da manha em ponto no sou arma-
em na ra do Trapixe novo.
James Crabtree & Companhia fario le
15o por intervencao do corretor Oliveira, de um
completo sortimento de fozendas inglezas as
mais proprias d'cste morcado: quinta-feira 17
do crtente s 10 horas da manha cm ponto ,
no seu armazem na ra da Cruz.
_jpt...
ir atraz do theatro arma em do tahoas concluir tooio Pereiru Pinto de Faria.
Avisos diversos.
M ovimento do Porto.
Navio tahido no dia 11.
Liverpool ; brigue inglez Hebe capito C.
Thoiraz Anderson com a mesma carga que
trouce de Lima.
Ditos no dia 12.
Bro de Janeiro ; brigue americano Brandywi-
ne capitao Proli Smack carga varios g-
neros.
Babia ; brigue escuna americano V. Prade, ca-
pitao Elen D. Stenae carga lastro.
Declaracoes.
=0 administrador da meza da recebedoria
das rendas geraes internas tendo por muitas
vezesannunciado pelos Diarios, aos moradores
do bairrodo Recife Santo Antonio e Roa-
vista para virem pagar o imposto de escravos, do
banco e carros poucas pessoas tom vindo pa-
gar ; e por isso pela ultima vez annuncia que
se at o dia 20 do corrente nao vierem pagar ,
passar a tirar mandados e proceder judicial-
mente contra os omissos. Becebedoria 11 de a-
gostode 1843. Francisco Xavier Cava/can-
ti de Albuquerque.
Por ordem do cnsul de Franca nesta ci-
clado e perante o chancelleiro do mesmo con-
sulado no armazem de Rolli & Chavannes na
ra da Cruz n. 40 no dia 14 do corrente s 10
horas da manha. se ha de vender em hasta pu-
blica por conta de quem pertencer. urna cai-
m de fazendasavariadas a saber 118 7/12 du-
sias de lencos de cassa lavrada vindos ltima-
mente pela barca franceza Casimir de Lavigne.
Avisos martimos.
Para o Havre ha de sabir
3io dia 25 de agosto correte a
bem conhecida barca franceza Ca-
simir Delavigne por j ter o seu
carregamento prompto, porm an-
da recebe passageiros para o que
tem excellentes commodos ; a trac-
tar com os setis consignatarios B.
Lasserre & Companhia na ra da
>enzalla Velba n. i38
A muito velleira barca americana Navar-
re, segu para o Rio do Janeiro no dia 15 do
corrente c tem arranjos superiores para passa-
geiros ; quem n'ella quizer seguir viagem di-
rija-se aos consignatarios, L. G. Ferreira & C.
=Para o Cear segu viagem com hrevida-
de a sumaca brazileira Bom bucesso ; quem na
mesma quizer carregar ou ir do passagem di-
rija-so a seu propietario Jos Manoel Fiu/.a ,
ou a bordo ao capitao da mesma Joo Antonio
da Silva.
Para a Babia sahir impreterivelmente nes -
tes oito dias o ligeiro hiate nacional Vivo; quem
no mesmo quizer carregar ou ir de passagem
dirija-se ra do Trapiche n. 32.
Quem precisar Iretar urna barcassa para
qualquerdos portos do norte ou mesmo dar
carga a freto ; dirija-se a ra do Cabuga luja
defronte da matriz.
Leiloes.
O- corretor Oliveira far leilo de granda
porco de mobilia, consistindo em cadeiras no-
vas de Jacaranda e pao d'oleo licitas com per-
rero no P0rtc, C CU tras S O, Sfs, Bil-
quezas bercos, mezas de meio desala, e pa-
zW Concert de msica vocal,
e instrumental no salao da Socie-
dade Apollinea em beneficio de
Giuseppe Marinangeli sabbado
9 do corrente mez; e principiar-
se- s 8 horas em ponto.
=No dia 6 do corrente mez fugio um es-
cravo por nome Estevo crioulo de baixa
estatura e entorpado tem urna marca de quei-
madura desde o olho esquerdo at a boca ps
pequeos, bracos um pouco curtos denles
perfeitos o falla um tanto descansado tem
de idade 29 annos levou vestido carniza c cal-
ca de brim transado e jaqueta branca e le-
vou mais duas calcas eduas camisas do mesmo
brim transado : foi encontrado na estrada de
Pao do Albo e levava um bilhete dizendo,
que ia ao mato de mandado de seu senhor.
Este escravo foi do Sr. Luiz Francisco Correia
Gomes d'Almeida oqualandava quase sem
pre alugado em servieo de engenhos e do es-
tradas ; quemo pegar e levar a Jos Antonio
Alves Basto com loja na ra do Cjueimado
n. 52 ser bem recompensado.
=Jos Joaquim Botelho emharca para o Rio
do Janeiro o seo escravo de nome Jos, de na-
cao Angola.
=Antonio Cardozo da Cunha Botelho re-
tira-se para fra da provincia.
Um moco Brasiloiro de 20 annos que
tem bastante conhecimento das lingoas alema,
ingleza e franceza sooerece para caixeiro
de qualquer estabelecimento cstrangeiro para
o que dar fiador a sua conducta ; quem de seu
prestimo se quizer utilisar annuncie.
=(v)uem preci/ar de um hornem de dado
de 26 annos para caixeiro de qualquer negocio,
anda mesmo de enge.ibo, pois salte ler e escre-
ver sofrivelmente; annuncie para ser pro-
curado.
V Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. do engenhos e correspondentes dos mesinos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engonhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos ,
machinas do vapor, do condesaco o do alta
presso da forca de quatro o de seis cavallos in-
glezes e taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estos objectos
feitos n'uma das principaes fundicesde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
= Por o Juizo de Orlaos se ha de arrema-
tar de renda trienal a quem mais der (indos os
dias da le urna morada de casa de 3 andares
n. 43 sita na ra da Cadeia do Recite ava-
hada em 800.000 rs. por anno sendo a renda
paga a quarteis prestando o arrematante no
no acto da arrematarlo llanca edonea.
Pcrdoo-se no dia 13 do corrente desde
as 10 horas al ao meio dia urna carteira ver-
de desde a ra das Cru/es at a ponte da Roa-
vista com oitenta e tantos mil reis roga-so a
pessoa que achou de entregar na ra do Palacio
do Rispo venda nova n. 20, aonde Ihe dir os
mais signaos que existe dentro da mesma car-
teira.
LOTERA DA MATRIZ DA
BOA-VISTA.
No dia 7 do corrente mez
de Agosto, corre impreteri-
velment esta lotera, fiquem
ou nao bilbetes por vender,
e o resto acho-se nos luga-
res j ann nciados.
= Tiro-se passaportes para dentro e fra
do Imperio, e folhas corridas com presteza e
commodidade ; na ra do Rangel n. 34.
Precisa-se de um hornem que entenda de
siio e trabaiho; na ra da Solidade n. 38.
= Um rapaz porluguez de 20 annos de ida-
0 negocio.
Deposito de farinha de mandioca na ra
da Cadeia de S. Antonio n. 19: os procos des-
ta semana continao a ser da primera quali-
dade 2,440, da segunda dita 1,920 da ter
ceira 1,280 reis, cada alqueire, o deposito se
conserva aberto desde as 6 horas da manha as
6 da tarde sem recusa de dia.
Srs. Redactores.
0 dever de me apresentar sempre o mesmo
hornem perante o publico conservando o ca-
rcter que me tem constituido credor da esti-
ma o consideraco, que o mesmo publico sa-
be judiciosamente dar, me constrango a vir res
pender por o seo jornal ao annuncio do Sr. An-
tonio Pereira Pinto de Paria, publicado no fu-
ario n. 170 de terca-eira 8 do corrente mez
He verdade que o engenho Assude-grande
foi comprado pelos Srs. Luiz Cesar Pinto de
Paria e Jernimo Saturnino Guedes Alcanfo-
rado mas sendo aquello d'estes Srs.,filhofa
milia sem negocio nem bens, e este desde
que casou tendo estado sempre na mesma ca-
sa e convivencia com seo sogro o Sr. Faria ,
e nada possuindo nao podio cortamente dar
a desobriga por a dita compra ao Sr. Relem ;
mas ellos a dero como no seo annuncio o Sr
Faria confessou logo d'alguris Ihes veio esse
dinhe:ro ; e donde poderia vir elleseno do
producto da venda do cn.'enho Gongassary, que
logo vendeo o Sr. Faria ?
Nem se acredite que ho s meo este argu-
mento nao : o publico judiocioso que he
juiz imparcial e assim approva, ou desappro-
va as acedes moraes de cada um de nos, faz a
respeito daquella compra tsse juiso e certo
continuar a fazcl-o, mesmo apesar do annun-
cio do Sr. Faria ; porque este lgicamente nao
demonstrou a possibilidade dos ditos seos filho ,
e genro terem o necessario dinheiro para a re-
ferida compra e noesto no caso de se appli-
carom os sentenciosos versos do Sneca Por-
tuguez.
Com arte e com engao se vive meio anno
Ecom engao, ecom arte se viveaoutra parte
Se o Sr. Faria demonstrasse, que o engenho
Assude-grando havia sido comprado a crdito
com letras a vencer por todo o valor; se ainda
demonstrasso que os compradores tinhao re-
ceido heraneas, legados, ou doacoes no valor
que despendero ; ou que j negociavo com
com capitaes seos ou cousa similhante ; ento
simoSr. Faria me levara attado ao carro do
seo triunfo; mas querer destruir os meos an-
nuncios querer sustentar, que nao subtrahio
minha mulher sua legitima f.lha a heranca ,
quedodireito Ihe deve porque a compra do
engenho Assude-grande foi feita por seo filho ,
eseo genro he o mesmo que se o Sr. Faria
quizesse sustentar, que a moeda nao podo pas-
sar do seo propietario aquello a quem este qui-
zer dal-a.
Tambem nao demonstrou o Sr.Faria, que to-
lo o preco do engenho Gongassary fosse despen-
dido em pagamento de suas dividas ; e se eu o
devo acreditar pelo que comigo se passou, en-
ISo muita parte de seo preco icou na bolea do
Sr. Faria. Estedevia-me 4:800? reis, ea-
penas me pngou 4:0008 reis n'nma casa que
nao tem este valor, e esta sujjeita a questoes ,
equeeu rece!.i porque ou havia demandar o
Sr. Faria o que repugnava tanto mais por
escaparme esa mesma casa, e ter deenron-
trar-meafinal com o engenho Assude-grande
do filho e genro do Sr. Faria. ou a eviiar-me
a esse desfecho a devia roeeher, c ainda agra-
decer a hondade do meo sogro por to bom
tractamento ; acrescendo que tantos remoraos
teve o Sr. Faria que mandava dar 5008 reis
para pagamento da sisa ; mas o procurador do
Sr. Faria nao os deo por o saque que j ti-
nha do mesmo Sr. Faria ; logo dcve-meelle
ainda 8008 reis : o o mais he que ainda deve
a outros seos credores, como ao Sr. Crabtree de
3 4:0008 reis: a prova da divida a mim sao as
as letras inclusas e a prova da asserco do Sr.
Faria nao existe.
Finalmente, Srs. Redactores hedamaior
publicidade queoSr. Faria do muito lempo
faz contractos em nome de seo filho e genro ,
para si e a carta inclusa em terceiro lugar me
desonera de mais prova ; o assim tenho-mc
justificado perante o publico deixo o Sr. Fa-
ria entregue sua consciencia a qual pelas
continuadas SgaH&csdss que !hc hs de dar ,
ha de convencel-o, quo obrou urna aeco m ,
o talvez em lempo Ihe extorquir a confissao do
Pernambuco 10 do marco de 184t, reis
2:4008000. A 12 me/es precisos da datadesta
minha nica via de letra segura pagara \ossa
menea mim ou a minha ordem a quantiado
2:400$ reis em moeda corrente do Imperio,
igual valor de iniui recohido e no dia do soo
vencimento fan prompto pa amento como cos-
tuma, e Ihe avila Jos Maria de Carvalho, ao
Sr. Antonio Pereira Piolo de Faria. Pernam-
buco, acert Antonio Pereira Pinto de Furia.
Illm. Sr. Hypolito Cassiano de \asconcellos
Aibuqui-rquc MaranbSo. Para que a verda-
de queso pode ser amada por coraces bem
formados, nao estej.i escondida debaixo do es-
psso manto da calumnia, e para que triumpho
della com lodo o seo esplendor, rogo-lhe a hon-
dade de declarar ao pe desta se Luiz Cesar
Pinto de Faria filho de Antonio Pereira Pin-
to de Faria e Jernimo Saturtino Guedes Al-
canforado seo genro tinhao posses para com-
prar o engenho Assude-grande.
Goso saudo o todas as prosperidades, he o
que mais Ihe deseja quem se presa de ser. Do
V. S.* afTectuoso sincero e criado
S.C. 8 do agosto de 1843.
Jos \Jaria de Carvalho.
Illm. Sr. JosMaria de Carvalho. Satis-
fazendo ao que de mim exige respondo ser ver-
dado ( o que jurarei aos Santos Evangelbos, se
necessario (dr ) que algumas pessoas fidedig-
nas em conversaco censurando a ingratido do
Sr. Antonio Pereira Pinto de Faria praticada
com a filha desherdada, que com sacrificio pres-
tou-se acudil-o, e valel-o emeaso de preciso,
e necessidade me communicao, que o Sr. Luiz.
Cesar Pinto de Faria sempre debaixo do patrio
poder nunca teve elabelecimento algum, por
onde adquirisse meios para comprar o engenho
Assude-grande nem o Sr. Jernimo Saturni-
no Guedes Alcanforado; por quanto ainda mes-
mo depois do casado nunca separou-se com a
sua familia da companhia do sogro que cons-
tantemente he quem a tem m'antido.e presente-
mente todos reunidos residem no dito engenho
Assude-grande. AccrescentarSo mais que antes
de comprar-se o sobredi to engenho, no.tempo
em que arrendou-sc o engenho Jangadinha ,
foi em nome de ambos eo mesmo acconteceo
com os armazens da viuva do Pina Sou com
respeito de V. S.'attcncioso servo e criado
Hypolito Cassiano de Vasconcellos Albuquer-
que MaranhBo.
Tudo eslava reconhecido.
= Aluga se o segundo andar do sobrado n.
21, da ra de Apollo, com bons commodos,
tendo alm destes um gran.le soto ; a fallar
na mesma ra armazem de assucar n. 22.
A ahaixo assignada roga ao respeitavet
publico, e a todas as pessoas, que muito bem
conhecem seo marido Francisco Gomes Moreira,
que tendo este pelo seo pouco senso e pela
variacao do seo juizo ( oque o mesmo publico
testemunba ) tem fetoa infelicidade de sua
familia, e de seos innocentes lilhinhos menores;
por este motivo implora a mesma ahaixo assig-
nada ao r speitnvel publico que nao tractem
com o mesmo seo marido negocio algum. a res-
peito de um escravo de nome Diogo, e um pe-
queo terreno alagado, da parto do Hospicio,
uniros bens que restao a favor dos seos inno-
centes filhos; portanto a relerida ahaixo assig-
nada espera do ffietmo publico essa grata.
Arma Francisca do / spmto anto.
= Precisa-se alugar unta cas; terrea nrrba-
irro de S Antonio em boa ra, para urna familia
seria, e que seo nluguel nao exceda a IOS reis
mensaes dando-se fiadora contento ; uuem a
tiver dirija-se a ra dos (Quarteis n. 18, que
achara com quem traclar.
= Perdeo-se duas estampas de desenho em-
brulhadasem urna lolha de papel; quem as
achou querendo reslituil-as, dirija-se a praca
da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Quem precisar de urna ama de leite. que
tem muita abundancia delle, e he escrava, preta
de Angola, nao tem filho por ter parido no
dia 2 do corrente e morrido a creanca no dia
12 dirija-se a ma de S. Francisco antes ra
do Mundo Novo n. 50.
Precisa-se fallar ao Sr. Manoel de Luna
Freir queem algum lempo foi advogadoem
S. Anto a negocio de seu interesse, por
isso queira annunciar a sua morada.
= Querino Joaquim de Barros e Joao
uCiciiiuuvKditiiiuu, mu um meiiur para
seu criado, todos Portuguezes
fora do Imperio
retiro-se para


4
Aluga-se urna casa na Povoacao do Mon-
teiro com um pequeo sitio mui bem collo-
cado a casa tem dous quartos, urna grande
eespacosa sala sala de jantar, cozinba fora
com fogao ingle/ e ptimo forno e urna
estribara de tijolo fechada quo acomoda 3
cavados, o sitio tem algumas ruteiras ptima
qaixa para capim um grande tanque que re-
cebe agoa da levada e on le se pode com to-
da a commodidade lavar roupa ; quem a pre-
tender annuncie ou entenda-se no covento de
S. Francisco com Fr. Joao Capistrano de Men-
donca quo est authorisado por o dono pora
esse arranjo.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
37 na ra da Cruz o qual so se aluga a ho-
mem solteiro ou sertanejos, que so queirao
arranjarem quanto se nao retirao ; a tractar
com Joao Alves de Oliveira as lojas do mes-
mo sobrado.
= Deseja-so fallar com os Srs. Sarafim Go-
mes de Souza que morou no sertao do Sa-
rdo genro do Sr. Gabriel Francisco da Cos-
ta morador no mesmo lugar, Raimundo
Correia do-! anlos, Capitiio Jos Pereira Bron-
jella morador na serra verde Pedro Corroa
dos Santos c Jos Joao de Carvalho ou quem
suas vezes fizer ; na ra de S. Rita nova n. 93.
Aluga-se urna sala com alcova do pri-
meiro andar do lindo da travcssa do Quei-
mado n. 3 outr'ora beco do Peixo frito ; a
tractar na venda do mesmo.
Precisa-sede urna ama de leito ; na ra
Nova n 18.
Quem tiver fijlos, telhas, cal bar-
ro eareia que precise de cavallo para con-
ducao, dirija-searua dos Martirios defronto
da Igreja sobrado de um andar n. 3.
= Tiro-se passaportes para dentro e fora
do Imperio e tambem para escravos, o folhas
corridas, tudo por preco com modo ; na ra
do Padro Florianno n. 35, venda que fica jun-
to ao beco tapado.
Precisa-sc alugaruma mulher lvre ou
captiva para ser ama de casa de pouca familia,
dando flanea a sua conducta : na ra larga do
Bozario n. 37.
Da-so 500S rs. com hypotheca em urna
casa de um andar, ou um primeiro dito que
tenha commodos suficientes ficando os juros
pelo o aluguel, nao se duvidando dar mais
alguma cousa que se ajustar sendo a casa
boa eque nao esteja sugeita a outra quaiquer
hypotheca ; a quem este negocio convier di-
rja-se a ra da Conceicao da Boa-vista n. 26.
= Arrenda-se'um sitio na passagem da
Magdalena com excedente casa coxeira ,
estribara o casa para pretos : traett-se na
Tua Nova n. 44.
= Aluga-se o segundo andar da casa da ra
do Encantamento confronte ao beco que vai
para a ra do Vigario com commodos para
familia e tambem urna mea-agoa na ra das
Flores ; na ra da Cadeia velha loja n. 62.
= Os Srs. Jos dos Santos Reis e Fran-
cisco Hermenegildo Ruis queirao annunciar
suas moradas paraserem procurados a negocio ,
quo Ibes diz respeito, ou dirigirem-se a ra
da Cadeia loja de cambio do Viera.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra doQueimado na esquina do beco do
peixe Iriton. 2 : a tractar na loja do mesmo.
= Precisa-se de um menino de 10a 15 an-
nos chegado ltimamente do Porto ; no at-
ierro da Boa-vista n. 74.
= Felippe Frankel avisa ao respeitavel pu-
blico que Augusto Leopoldo Holl nao he
mais seu caixeiro desde o da 7 do corrente ,
< que nao leva em conta alguma transacao, que
dito possa fazer.
= Aluga-se urna casa terrea novamente edi-
ficada na ruada Solidade, com commodos para
urna grande familia, com duus salas, 6 quar-
tos corredor ao lado um grande quintal
murado com cacimba de boa agoa de beber ;
na ra da Aurora n. 58.
Mara Joaquina de S. Thom professora
publica substitua das cadeiras deprirneiras let-
trasde meninas desta praca. ensina particular-
n ente ler. escrever, contar, arithmetica, e di-
versas qualidaduu de costuras, tambem recebe
emsuacisa aisumas meninas, e meninos de
pessoas, que morao fora dacidadt!, ou que mo-
rando nella as queirao confiar a sua educacao ;
quem pretender utilisar-so de seu prestimo ,
dirija-sc a ra Direita n. 64 primeiro andar.
= Fernandos Jos Braguez embarca para o
Rio Grande um seu cscravo de naci de nomo
Francisco no briguePaquete de Pernam-
buco.
.= Precisa-se de um trabalhador de enxada
para um sitio perto desta cidade : na ra es
trftita do Rn/ario n. "27.
= Anda se continua a vender por barato pre-
co para se fixar contas urna grande perco de
traites de superiores qualidades ja por esta
folha annunciados: na ra da Cruz urmazem
de trastes n. 63.
Precisa-se de urna casa para pouca fami-
lia preferindo-se sobrado de um andar que
tenba os commodos necessarios, que o aluguel
seja de 10$000 rs. mensaes, no bairro de S.
Antonio como tambem paga-se 2 a 3 mezes
adiantados e com fiador: na ra Nova lo-
ja n. 9.
^=.Engomma-se com toda a porfeico easseio
roupa de homem e de senhora, assim como los,
mantas, 'c. ; e tambem se tomSo escravas para
ensinar: na ra de Hortas n. 18.
=Precisa-se de 50(b rs. a premio a um
o meio por cento, com hypotheca em urna casa
terrea nesta praca livre e desembaracada, por
tempo de um anno; quem quizer dar anuncie.
=Precisa-se de uta rapaz para criado de
casa de pessoa solteira e he indifferente a cr,
com tanto que preste garantas do sua con-
ducta.
Da-so dinheire a premio com penhores
de ouro mesmo em pequeas quantias; iva
ra nova n. 55.
= Avisa-se ao respeitavel publico, que
ningucm contrate de forma alguma sobre os
bens, de aue estava de posse o finado Jo2p Ma
noel de Oliveira e Miranda como inventb-
ante de sua fallecida mana D. Leonor Thereza
de Oliveira e Miranda vuya do fallecido Co-
ronel Joaqum Miguel do Almeida Catanho ,
por estarem uns penhorados pela administracao
da Companhia e outros sugeitos a Laxa de 10
por cento do sello Nacional, aos legados e hc-
rancas pertcnecntes aos berdeiros do casal do
dito Coronel de quem be tostamenteiro Joa-
qum de Almeida Catanho Jos de Mello Ce-
zar de Andrada o outros inclusive doys or-
laos Manoel e Francisco, filhos do fallecido
Jos Manoel de Oliveira Miranda dos quaes
he tutora sua Mai D. Ignacia Joaquina Correia
de Figueiredo. Os bens a cima mencionados sao
urna casa terrea na ra do Hortas outra dita
na ra do Padre Floriano outra dita defronte
do quartclde polica, outra dita meia-agoa
na esquina do Calabouce outra dita de fronte
do oito da Matriz da Boa-vista, outra dita
em Olinda na ladeira deS. Bento e parte da
propriedade Ribeiro fundo na comarca do L-
moeiro. Jos de Mello Cezar Andrada e
Franciteo Manoel Ferreira Catanho.
Compras.
= Compra-se Diarios antigos a 28560 reis
arroba, e a 80 reis a libra; na ra Direita n. 10.
= Compra-se ou troca-se por urna ne-
gra de nacao ou que tenba cria ou sem el-
la prefere-se que seja de nacao Costa que
saiba engommar, cozinhar bem, de 20 annos,
que seja recolhida e de bonita figura por um
molequedo 15 annos, que faz todo o servico
de urna casa ; quem tiver annuncie.
Compra-se um moleque de 10 a 12 an-
nos; na ra das Cruzes n. 30.
Compr5o-se vidros para espelhos mo-
fados, de todos os tamanhos; na casa de ou-
rives francez no atterro da Boa-vista n. 17.
* Compra-se um Diccionario Magnum
Lixicon em meio uso ; quem tiver annuncie.
Compra-seo Diccionario JurdicoCom-
mercial por Jos Ferreira Borges, ainda mes-
mo com algum uso ; quem tiver annuncie ou
dirija-sea ra Nova, loja n. 11.
Compra-so um selim inglez com os seus
competentes arreios em meio uso ; na ra de
Apollo n. 23.
Compra-se urna salva de prata boa de
dous palmos de dimetro, sem feitio, quem
tiver annuncie.
Compra-se duas redes feitas no sertao ;
no principio do atterro dos A (Togados n. 27.
Vendas.
Vendem-se listas geraes da Lotera do
theatro ; na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8.
Vende-se saceos com milho muito ba-
rato ; no arma/.cm defronte da escadinha da al-
fundega.
s= Vende-se polaca de todas as qualidades ;
na loja de cambio na ra da Cadeia do Reciie
n. 34.
= Vendem-se urna negrinha de .nac2p.de
idade 14 annos engomma liso cose chao, e
faz renda e umdila de bonita figura en-
gomma e cose ; na ra Direita n. 3.
Vende se urna negra de figura, sabe co-
zinhar engommar, e coser; na ra da Soli-
dade n. 38.
^ ende-se urna carreca c um boi da
mesma ; na ra da Solidade n. 38.
^ \ endem-se por preco commodo os livros
seguintes ; Aventuras de Telemacoem inglez,
Odes de Horacio em latim ditas em Porluguei
Compendio de Tbeologia Dogmtica em latim,.
.orGrazanigaSalustio em latim, ConcilhoTri-
dentino em portuguez, Instruccoes deConfesso-
res, (uadro da Doutrina dos 6. Padres, Lar-
raga Parodio Instruido ludo em portuguez ,
Diccionario porttil por Constancio de francez
para portuguez e vico versa obras filozoficas
de Lpke em francez grammatica franceza por
Clamopin, Geografa universal por B. Q. Tor-
reao dita por Casado Giraldes, Os l-uzadas
de Carnees, 2 volumes do Panorama encader-
nados, os Puritanos, Cerco da Cidado do Por-
to Ruinas dos Imperios em portuguez Des-
cobrimento da America Manual de Cbimica,
Estado actual da Monarchia Portugueza Ovi-
dio triste em latim Guia da Conversaco por-
tugueza o franceza.Gustavo ou a boa peca, Col-
legio abreviado Casos de Conciencia ditos
de Flix Patestas, Constituicao do Bispado, tu-
do em portuguez obras muito necessarias para
os que se propoea freguezias, Resumo do Ca-
thecsmode Montpeller Tratado das obriga-
efiea dayida Chrisla, o Fatalista Eccle. instruido,
Virgilio em latim Jflo Sanctoriim Resume
de l'histoire du Bas-Empire Resume de l'bis-
toire de l'Empire Germanique Grammatica
portugueza por Constancio Glossario de gal-
lecismos, Novo testamento em inglez ; no lar-
go do Paraso n. 8 primeiro andar.
Vende-se um preto e urna preta para
todo o serviso o urna escrava de 16 annos ; na
ra larga do Ro/ario n. 36 no tereciro andar.
Vende-se um braco de balanca para
venda urna pipa com arcos de ferro para azei-
te de carrapato, urna caixacom batoques de pi-
pa vindos do Porto ; na ra do Vigario ven-
da da esquina aonde se arma o passo.
Vende-se urna canoa que navega de
barra fora e pega em 5 caxas de assucar ,
vende-se com todos os portences: na ra Im-
perial n. 63.
= Vendem-se bilhetes e meios ditos da lote-
ria da Boa-vista que corre no dia 17 do cor-
rente assim como de todas as mais loterias
concedidas nesta provincia os quaes se trocao
por outros quaes quer premiados; na casa de
cambio do Vieira na ra da Cadeia do Reci-
fen. 24, aondo se vendeo na ultima do Thea-
tro os dos seis contos de reis alm de outros
muitos premios sulTriveis
^__ Vendem-se o primeiro e segundo tomo
do Remalhete adornado com ricas estampas 1
Repertorio commercial sobre todos os cambios,
e maneira de reducao das moedas estrangeiras,
Vctor ou o menino da Selva 4 v. ; descobri-
mento do Brasil, 6 v ; historia portugueza ,
8 v. ; a Estrangeira 1 v. ; Noites de Young,
1 v. ; Henriqueta de Orleans 1 v. Contos do
Mogol 1 v. cartas sobre a educacio 1 v.
Telemaco 2 v. ; Simao de Nantua 1 v. ;
o Panorama de 1839 encadernado e muitas
outras obras de bom gosto por preco muito com-
modo, e redes do Maranhao de muito boa qua-
lidade; na ra da Conceicao da Boa-vista n. 26.
O ahaixo assignado vende a parte que
Ihe tocou por heranca de seu fallecido pai Ma-
noel Pires Ferreira na divida da Fazenda Pu-
blica do Rio de Janeiro a qual com os juros
anda por mais de 5 contos de reis; quem pre-
tender dirija-se atraz da Matriz da Boa-vista ,
n. 24. ats Domingos Pires Ferreira.
Vende-se a propriedade denominada Cas-
sote a qual divide pelo engenho Giqui, pas-
so do dito, em trras da Ibura a qual tem
quasi meia legoa com mattas c agoa ; atraz
da Matriz da Boa-vista n. 24 casa de Do-
mingos Pires Ferreira
Vende-se muito bom panno de algodao
da trra, em grandes e pequeas porcoes a 230
a vara ; na ra do Crespo n. 23 loja de Ma-
noel Jos de Souza & Companhia.
= Vendem-so ptimos licores de diversas
qualidades a 1440 a duzia dando o compra-
dor o casco e com o dito a 1920, agurden-
le de aniz superior a 700 rs. a caada dita do
reino a 900 rs. genebra a 800 rs. a caada e
a duzia de botijas a 2160 tudo a dinheiro a
vista : na ra Bella outr'ora Florentina n. 38.
=. Vende-se taboado do pinho Americano
do superior qualidade o por preco commodo ;
na ra de Apollo fabrica de Mosquita & Du-
tra.
Vende-se para fora da provincia ou
para algum engenho um bom moleque por
preco commodo ; na ra da Cruz n. 5.
be Vendem-se apparelhos de porcelana fi-
na dourados e pintados para cha ditos azues,
e mais cores, mangas de vidro lapidadas e li-
sas inglezas du/.ias de chicaras douradas e
pintadas, garrafas lapidadas de cristal fino,
copos para agoa, clices para vinho, ditos para
Champanbe frascos de boca larga e outras
muitas fazendas por preco commodo: na ra
do Livramento n. 6.
Vendem-se 180 oitavas de prata velha ,
e alguns alfinetes de ouro para senhora obra
do ultimo gosto ; na ra da Cadeia de S. An-
tonio armazem n. 19.
Vendem-se duas moradas de casas deum
sobrado ns. 38 e 40 um terreno no fundo das
mesmas na ruada Guia lado do norte, no:
bairro do Recife ; na ra larga do Rozario ,
loja de miudezas n. 35.
Vendem-se 4 escravas com boas habi-
lidades urna deltas he boa engommadeira o
coz n he ira ; urna mulata de 20 annos, boa
para ser educada ; dous pretos mocos bons
para todo o trabalho; um moleque peca de 16
annos ptimo para servir a urna casa ; 2 di-
tos de 10 a 12 annos bons para aprenderen
officio ; na ra de Agoas verdes n. 44.
= Vendem-se chapeos de palba : em casa;
de L. G. Ferreira e Companhia.
Vende-se por precisao e preco commo-
do urna boa casa terrea com quintal, sita na
ruada Casa Forte, a qual precisa de algum
concert ; na ra das Larangeiras n. 21.
\ Vendem-se os segointes livros: Virgilio,
3 v. por 2000 rs. Salustio, 1000 rs. Ouvidio
1000 rs. Cartas de Cicero, 1000 rs. Selecta
1000 rs. a obra de Filosofa por Genuence ,
2000 rs. Cornclio 1000 rs. e a Henriada
de Voltaire 1000 rs. tudo em muito bom
uso: na ra do Cabug, loja de miudezas n. 4.
Vendem-se urna preta e um moleque de 9
annos, e urna negrinha com 7 annos e meio, to-
dos juntos ou separados nao sendo para em-.
barcar; na ra Bella, sobrado prximo o mar.
= Vende-se urna negra lavadeira de meia
idade ; na praca da Boa-vista n. 10.
Vende-so urna escrava croula de 30 an-
nos engommadeira coznbeira perita pa-
dera cose suflrivel, e he muito boa ama de
casa ; na ra do AragSo n. 15.
m Vendem-se bretanhas largas de rollo com
10 varas por 2000 a peca ; na ra do Queima-
do n. 25 loja de Guilherme Sette.
= Vendem-se os pertenc.es de urna padaria ,
todos em bom estado ; assim como aluga-se
urna ca^a na ra das Larangeiras n. 28 pro-
pra para quaiquer estabelecimentopor tergran-
de armazem e commodos para familia ; na ra
de Hortas n. 22.
= Vende-se azeite de carrapato a quatra
patacas e maia a caada; na ruada Praia n. 70.
= Vende-se um escravo de nacao, com
officio do serrador; na ra da Praia do l-'agun-
des serrara n. 23.
= Vende-se um terreno na ra Imperial do>
atterro dos A (logados corn 34 palmos de frente
fundo at abaixa-mar do rio Capibaribe, o
qual extrema com a casa de Semino Correia
Macambira e trras de Francisco Ribeiro Pa-
vao ; na ra Direita n. 40, segundo andar.
Vende-se um negro perito padeiro; na
ruadaPiaia, armazem de Jos Higino.
=2 Vende-se urna escrava de nacao de 25
annos cozinha engomma e he lavadeira;
na ra do Rangel logo ao entrar da pracinha do
Livramento n. 5.
- Vendem-se duas banquinhas de condur,
em bom estado um bonito taboleiro e urna
taboleta ; na ruado Bangel logo ao entrar da
pracinha do Livramento n. 5.
= Vendem-se esteiras finas da India para
forrar salas, eh isson a 2240 ; na ra da Ca-
deia velha n. 31.
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em paea
160 rs. e o de segunda e terecira em p %
a 120, rs.
=Vendem-se alguns sitios a margem do ra
Capibaribe trras do engenho da Torre livros
e desembaracads; no atterro da Boa-vista
n. 22.
Vende-se urna parte de sobrado da ra
do Amorim n. 29 e o do Codorniz n. 10 ,
ambos em chaos proprios, livres e desembara-
cads ; a tractar na ra ra doNogueira n. 13.
Vende-se um sitio na estrada do Pom-
bal, muito grande, todo coberto de arvore-
dos de todas as qualidades de frutas, casa gran-
de e todo cercado de madeira nativa ; a tra-
tar com Ignacio Jos de Couto na praca da Boa-
vista ou com Manoel Pedro da Fonseca as 5
pontas n. 4o.
Vende-se um Diccionario Magnum Le-
xicn em meio uso ; em Olinda ra de Ma-
linas Ferreira n. 40, casa do distribuidor do
Diario.
Escravos fgidos.
No dia 5 do corrente desappareceo o ne-
gro Antonio de nacao Congo, cor um tanto
preta baixo olhos vermclhos, ebeio do cor-
po representa 30 annos, com officio do car-
nicciro porem nousavado officio e estava
ganhando na ra costumava a embreagar-se,
levou vestido camisa de riscado azul, calcas de
algodao branco trancado nova e por baixo da
caica levou outra de algodao velha suja e com
remendos ; quem o pegar leve a casa de Novaos
& Basto na ruadoQueimado n. 29, que ser
gratificado.
Rkcife: ka Ttp. dbM. F. db Faria. = 1843^


Full Text
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