Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05021


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Full Text
JT
Anno de 1843.
Sabbado 5
lado agora'depende de nos mesraos; di nosss prudencia, ioderaso,e energii: con-
tinuamos como principiamos, e eremos sponlados com admiraban entre as NaoSas mais
eullas. ( Proclamigo da Assembleia Geral do Bnisit.)
' PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Goianna, a Parahyba, secundas e sexlas foiras. Rio Grande doN irla, quintas feiras.
Kunito e Garsnhuns, a 1l> e 24.
Cabo, Serinh lem, Rio Fnrm.ua Porto Cairo, MaceiA, e Magoas no i o j\ jj
Doa-vistae Flores k lie 2S. Santo \nlio qnintas feiras Olimla todos os dins
IAS DA SEMANA.
3I Seg. s. Ignacio de Lorola Fundador. Aud. do J de D. da J. ,
i Terg. a Pedio Vlvincula Ral. Aud. do J de D. da 3. T.
2 Quarl. N Sra d njos. *ud do J. de I), da 1. t.
3 Quint. /Hermillo M Aud do J. de D. da c. Y.
4 Sex. a. Aristarco B. Si Aud do J. de D. da ?. y.
5 Sab. N Sra das Nares. Ral. And do J. de D. da 1 t.
(! Don. Traosfii;uraga o de Gbrtsto.
de Ag-osto
Anno XX. N. 168:
O [) io publica-se todos os dias
de tras mil reis por quartel pagos idiantados Os annunnios dos aasignaales sao iniendo
gratis eos dos que nio forem j ras.iu de si) reia p ir linha. Aa reclamagea dars ser diri-
gidas a esta Tip., rna das Crutes N 34, ou apraqa da Independencia loja de lirTOf N. Oes.
ciuiiosNo da 5 da Agosto. compra randa.
Cassbio sobra Londraa 26. Ooko-Moada da 0,400 V. 800 17,ou
Paria3-0 /ais por frsnco. a N. 16,60t> 16,800
Liaboa 110 por 100 depremio. a da 4,000 V.tOO tf 400
PaATA-PataoSaa l.tf-' 1,040
a Petos Columnaraa 1,'J20 1.V4U
a ditos Mexicanos 1,920 1,940
Moedadacobia 2 por cento.
Idea de letras da boas firmaa 1 { a |.
PHASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
I.ua Cbeia 10, *" i corase -5 st. da m I La ora 25, aoa "C minutos da tarde;
Quart. miag. il8,t 4boraaa 2m. dam I ijuart. orase, 2, i 9 horas e 7 as da larda,
Preamar de hoje.
a iVhoras a 30 m. da saanbia. | i. 0 buias a 5* aa. da taina.
1.
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 28 DO P A SS A 1)0.
Ofllcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda remoliendo a corita das despesas, feitas
com o vapor Paquete do Sul as tres ultimas
viagens, que deo ao porto desta cidade, e com
quatro paos de jangada fornecidos ilha de
Fernando, na importancia de rs. 2:985^711 ;
afimde que mande levar taes desposas ao minis-
terio da guerra visto ter sido o dito vapor freta-
do pelo governo. e haver-se empreado om
condusir tropa para a corte; e entregar a res-
pectiva importancia ao inspector do arsenal de
marinha para fusor os competentes pagamentos.
Communicou-se ao inspector do arsenal de
marinha.
PortaraMandando passar nomeaca Ber-
nardino Nunes de Oliveira para o lugar de aju-
dante dos engenheiros encarregados das obras
pnblicas vago por fallecimento de Francisco
do Reg Barreto.Parlicipou-se ao engenbeiro
cm chefe.
dem do da 29.
Portara Tendo o decreto n. 313 de 2 do
Dito Ai commandanteda fortalesa de Ita-
marac aecusando rerebdas as oito armas do
adarme 17. corn baionetas ecorrespondente cor-
reame, e disendo-lhe, que nao era possivel a-
gora augmentar-se o destacamento.
PortarlaMandando hgar ao batalha de, ar-
tilharia A p, na qualidade de addidos, 89 pra-
cas sendo 58 da provincia do Maranhao. 31 do
Para cujas pracas deviad desembarcar hoje
mesmo na charra Amazonas, vinda do Norte.
Induindo a relacao das ditas 89 pracas, decla-
rava que cada urna das do Maranhao recebera
por ali 1 bonet. I gravata, 2 camisas de algo-
dasinho, 2 jaquetas brancas, 2 caigas ditas, 1
par desapatos, 1 bornal, el cobertor, confor-
me constava da relacao que acompanhou-as.
EXTERIOR.
INGLATERRA.
Lft-se no Journal des Debis de 18 de maio p.
p. o seguinte:
O estado da Irlanda comeca a inquietar seria-
mente os espiritos na Inglaterra. A este respei-
to dirigiu-se na sessode 17 da cmara dos
communs novas interpellacoes a Sir Robort Peel.
O primeiro ministro citando as palavras deGui-
corrente (julho) reunido ao termo da cidade de Inerme 4. pelas quaes estemonarcha declarava
Olinda o de Iguarass nao p idendo por con- em 1834 a sua firme resolucao de manter intac-
sequencia o. bacharel Luis Duarte Pereira ser ta a uniao legislativa, tinha omittido aquellas
mais considerado juiz municipal desta comarca, pelas quaes o rei testemunhava ao mesmo tem-
nem substituir o juiz do civel da segunda po o desejo de faser cessar queixas legitimas.
yara, e achando-se todos os juizes municipaes
substituindo os juizes de direito, dos fei-
tos da fasenda e da primeira vara do civel o
Presidente da provincia encairega a dita substi-
tuicao da segunda vara do civel na forma do
regulamenlo do 1. de abril deste anno, ao juit
municipal da primeira vara desta cidade ja
incumbido de substituir o juiz de direito da se-
gunda vara do crime.Officiou-se respeito ao
bacharel Luis Duarte Pereira, ao presidente in-
terino da relaca' ao inspector da thesouraria da
fasenda, ao juiz de direito interino da primeira
vara do crime desta comarca aos primeiros
supplcntes dos juizes municipaes de Olinda e
Iguarass, c as respectivas cmaras mnnici-
paes.
Officio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda recoinmendando a pontual execucao da
ordem do thesouro sob o n. 99, que se Ihe trans-
mute, e determina, que no cnente mez (ju-
lho) e no de agosto (presento) se remetta para
Londres a maior somma possivel.
Com man do das Armas.
r.XPKDlENTK DE 17 DO PASSADO.
Ollcio Ao Exm. Presidente, afim de dar
suas ordens para serem receidas no arsenal de
guerra, pagando-se o transporte, oito espingar-
das de adarme 17 com baionetas, patronas e cin-
tures correspondentes, pertencentes a fortalesa
de Itamarac.
Dit') Ao mesmo Exm. Sr para que se
dignasse de mandar dar passagem na escuna
Victoria, ao aileres Francisco de Sousa Alves ,
que se destina ao Maranhao, e expedir suas or-
dens a thesouraria para se Ine abonaras come-
dorias de embarque, e passar-lhe guia. Con-
clua procurando saber o da da partida da es-
cuna com o fim de nella faser embarcar o sar-
gento Antonio Jos dos Passos, daquella provin-
cia vindo no vapor ahianna.
Dito Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra receber oito espingardas do adarme 17 com
baionetas, patronas, ecintures corresponden-
tes, vindas aa fortalesa de Itamarac, onde se
lasia di.-necessarias, ficando na intelligencia de
que a este respeito e sobro o pagamento do
transpotle duslc armamento, receberia do Exm.
Sr. Presidente a competente ordem.
Dito Ao tcnente-coronel commandanteda
ilha de Fernando, mandando por em plena li-
berdade o soldado da guarnicao do Para Anto-
nio Felis de Barros, por estar comprehvndido
no indulto concedido por S. M. o Imperador aos
desertores, no acto de sua inaiot idade
DitoAo inspector da thesouraria, remetten-
do-ie para ser pana, a conta da despesa Teita
com luzes, c agoa na guarda da cadeia de Ollar
>, e tracumdo de igual despesa com os desta-
camentos de comarcas, propondo ao mesmo
tempo urna medida, para se faser esto lorneci-
niunto com raeuos dispeudio, e mais riguluri-
Uiiv.
Sir R. Peel interpellado a este respeito respon-
deu quo de certo a rainha estava disposta a sanc-
ionar todas as medidas que pudessem contri-
buir para melhorar a sorte da Irlanda; porem
recusou dar maiores explicacSes.
Em certos lugares da Irlanda o povo recusa
pagar os impostos. Os magistrados sa5 obriga-
dos a fazer-se escoltar por destacamentos arma-
dos, para procederem a cobranca forcada ; po-
rem receia-se que por tal preco a despesa exce-
da a receita. Para dar urna idea do descontenta-
mento que reina na Irlanda, bastar citar um
facto. O governo contractou com um Escocez o
servico das malas do correio, que era feito dan-
tes por um Irlandez; eso esta circumstancia ,
multo simples em si, velo a ser em Dublin urna
queslo poltica. A 12. as seges saxonias, co-
mo |hes chaman os Irlandeses, chegaraS a Du-
blin; eo povo as recebeu com assovios e gritos
de: Fora Sir R. Peel! Fora Lord Lowther!
( que o administrador geral dos correios.) As
malas eia escoltadas pela polica e como iao
carregadas porcavallos pretos maneira de car-
ros fnebres, disia o povo que so cclebrava o
funeral docommercio Irlandez.
M. O' Connell deu nos jornaes a seguinte res-
posta a urna carta que Ihe haviadirigidoM. La-
e Fox, membro da cmara dos communs:
M. O' Connell leu no Times urna carta que
Ihe foi enderecada por M. Lae Fox, e da qual
esse infeliz senlior unfiap/iy gentleman) tomou
o trabalho de Ihe enviar urna copiado sua let-
tr, postoque depois de ter sido essa carta m-
pressa nos jornaes Nao se esperava sem duvida
que M. O' Connell respondesse urna s palavra
a essa extranha epstola d'um maniaco; mas,
como gentleman (cavalheiro e como christo, el-
le se v obrigadoa rogar aos amigos dcM. La-
e Fox, que fagao por obter-lhe um lugar numa
casa de orates, onde se mette os que como elle
sao incapases do tratar de negocios pblicos ou
particulares.
Recebeu-se em Liverpool noticias de New-
york do 1 de maio. Parece certo que M. We-
bster deu definitivamente a sua demisso das
funecoes de fecretario de estado, em consequen-
cia de algumas desintelliuencias con o presi-
dente. Disem que M. Webster vai brevemente
Inglaterra em missSo extraordinaria para es-
tabelecer as bases de um tratado de commer-
co.
gimento enviado da Havana pelo governador
Valdez. As tropas do governo conseguirs f-
cilmente chamar ordem os rebeldes, a quem
se impoz um severo castigo; mas, como acon-
tece sempre em similhantes casos, os raberas da
revolta tinhao-se evadido. A ordem foi restabe-
lecida.
PERNAMBUCO.
REPARTICO DA POLICA.
Pessoas despachadas nos dias 1., 2, 3 de
agosto.
Rio de JaneiroJos Gomes Pereira da Silva,
Portuguez.
Rio Grande do SulExaquiel, preto, eicravo
de Manuel Pereira Toixeira.
BahiaGregorio, preto, escravo de Jos An-
tonio Gomes Jnior.
Cear Antonio de Moura Roulim Brasi-
leo.
AracatyJoaqun) Pinto Nogueira, Brasilei-
ro; Antonio de Figueirndo Santos, Brasileiro;
Joao Damaceno Brasileiro; Jos, escravo de
Joaquim Pinto Nogueira; Antonio JuHo de Mi-
randa Oliveira, Brasileiro ; Lourenco Antonio
Augusto de Noronha, Brasileiro.
Rio Grande do SulJos, e Marcelino, pre-
tos escravos de Leopoldo Jos da Costa A-
raujo.
Rio de JaneiroModesto preto, escravo do
Francisco Cordeiro Rapouao.
Legitimacdes.
LisboaManoel AntonioTavares, Portuguez,
leva em sua companhia sua senhora de nome
Francisca Gomes Pereira, urna fllha menor de
nome Juvina Francisca Tavares, urna cunhada
de nome Maria Jos dos Anjos.
Inglaterra com escalla para qualquer porto
da EuropaJoao Hamilton, Inglez.
Um jornal publica algumas noticias que ex-
plica" as causas da insurreico dos negros de
Cuba. Corn elTeito teve lugar urna insurreico
de negros n'uma habitaco perto de Matanzas;
mas ella teriasi por si sem importancia, se
os carreteiros o amocreves deste rico districto .
que lira rao sem er que faser depois do eslabe-
lecimento deumeaminhode ferro nao se tives-
sem aproveitadodessemovimento para destruir
aquelle caminho o que teve com cffeito lugar
diiic uue ciit-ousse uu iiicuUu u cvicuj v ic-
DIARIO DE PERNAHBLCO.
Nao nos engaamos quando por mais de urna
vez dicemos, que a opposico actual nao apr-
senla um systema administrativo, que se possa
rcalisar, nao toma a tarefa impretirivelde todas
asopposices constitucionaes, a de demonstrar
ao paiz os meios que tem de o administrar bem
e de melhorar o systema seguido pelo governo ,
que ella combate, afim de que, bem apreciados
estes meios na tribuna, e pela imprensa, a mai-
or ia dos representantes da nacoabrace, e eleve
ao poderos corifeos do partido, que aprsenla
e demonstra esse systema. Nao vernos que os ac-
tos do ministerio sejao fiel, e devidamente a-
nalisados demonstrados os seus erros, e indi-
cados os meihonmenlos que se deveriad fa
ser na adminstralo do estado. Ha pura e va-
ga declamacaocontra abusos, que nao sao es-
pecificados, e se ouvem s promessas largas de
del execucao da constituirn o das leis, de ga-
rantas a liberdade ede observancia da mais
san moral, c mais restricta economa, porem
jamis indica a opposica os passos que ha de
dar para chegar a realisaco destas vagas, e
Ilusorias promessas; s ouvimos palavrdes de
hornens que nos querem persuadir milagros
romo profetas. O povo porem nao pode ter f
nessa promisso fiado s na autoridade dos
que a fasem, porquanto todos os hornens nota-
veis da opposico actual tem estado no poder ,
onenhum anda seguio o apregoado systema de
moral, e economa, nenhum deo melhoramen-
tos ao Brasil; jamis algum dos ministerios,
que composera os hornens hoje da opposica,
fez monarchia constitucional mais serviros,
do que tem feito os da poltica de 19 do se-
tembro; eousamos afirmar, que nenhum pro-
i ni un manter a integridade do imperio com a
(orea, eenerga que desenvolvern os gabine-
tes de 19 de seiemDro, e23do marco, nenhum
dellcsdeo tanto vijor s instituicoes do paiz,
nunca dentre os hornens da opposico surgi
um ministerio que sustentasse a nacionalidade,
e os interesses commerciaes do Brasil, como o
de 20 de Janeiro.
Por seus actos ou ao menos pelo desenvolvi-
mento deum systema que se faem recominen-
daveis para subirem ao poderos chefes de urna
opposico constitucional. Que nao apresenia
tartos, quo s declaman o promettem vaga-
mente moral eeconoma, sem a terem segui-
msmmmm
opposica, que almejo reconquistal-o, mos-
troucotn a energa,ededuco, lgica, que o dis-
tingue, o digno chefe da maioiia da cmara dos
deputados de 1838 e 1841, que hoje o chefe
do ministerio, eurndos ornamentos da cma-
ra vitalicia, na sesso de II Je julho respon-
d rulo ao Sr. Paula e Sousa. Eis-aqui alguns
trechos desse discurso
O nobre senador nos figura tambem que no
nosso paiz ha dous principios que se combatem;
disse-nos elte que uns sao representantes de um
principio e outros de outro : eu poderia con-
tostar isto e nao deixarei de dizer ao nobre se-
nador que se na casa ha dous principios queso
comhatem eu combato o principio da revolta ,
e ento o nobre senador e seus correligionarios
sustento esse principio. O systema lepresen-
tativo organisado de tal sorte quo nunca se
appella para as armas ; ba > censur. parlamen-
tar e da imprensa aos actos do governo : e pre--
tendo eu distruir este principio ? NSo o prin-
cipio da revolta que eu ten lio combatido ? Nao
o recurso para as armas que houve quem ta-
chasse como recurso dos povos livres ? Essas
mesnias folhas que se publicro no tempo da
revolta de S. Paulo e de Minas allegavao como
um recurso dos povos livres o recurso s armas ;
recurso que eu julgo ser s do povo de Cons-
tantinopla ou de outro igual.
O Sr. C. Ferreira : Veja a magna carta,
iogleza.
O Sr. H. Cavalcanti: Peco a palavra.
O Sr. C. Le&o : Eu nao tenho necessidade
de ver a magna carta ingleza ; sei quo ella nao
estabelece tal doutrina ; mas anda quando to-
das as cartas do mundo a estabelecessem se a
nossa constituicao poltica a nao estabelecesse ,
de nada valia isto : eeudigoqno a citacao
pessima de quem nao examina liem as cou-
sas ; mas que ba de ser se ha entre nos quem
apoie as revoluces no presupposto de que a
carta ingleza as apoia i Nao se lembra todava
o nobre senador que na cmara dos pares da
Inglaterra nao appareceu anda quem sustentas-
se esse recurso s armas nem apoiasse rebel-
lines.
Mas, Sr. Presidente, disse o nobre sena-
dor que no Brazil est em luta um principio
que quer que prevaleca a moral a economa e
a fiel observancia da constituicao contra ou-
tro que quer o contrario de tudo isto ; mas que
este o vencedor! Taes sao os palavres com
que o nobre senador e outros procuran induzir
a erros a populaco incauta; porm tal nSo o
principio veucedor tal cousa nao se provade
forma alguma. Por onde tem provado o no-
bre senador ou outro que ten lia emitlido estas
inesmas ideas que o partido derrotbdo tivesse s
em vista a moral a economa e a fiel execucao
da constituicao ? E'a moral que elle teve em
vista rccoi rendo s armas, quando algumas de
suas faeces em difieren tes partes as tem em-
punhado para fazor prevalecer aquillo que nio
pode vencer pela discusso da tribuna eda im-
prensa? Ouem examina a historia da revolta
que d occasiio a todos estes debates poder
dizer de alguma sorte quo se queria a moral a
economa e a observancia da constituicao ? Nao
se v que esse pa.tido foi derrotado pelo nu-
mero dos representantes legtimos do paiz na
confeceo de leis necessarias ao mesmo paiz e
que foro estaso pretexto para que lancasse mao
das armas ? Era a bem da moral publica e da
economa que assim procedeu ? (uantas des-
pesas nao tem trazido todas estas revoltas ? J
o nobre senador fez a conta daquillo que se
tem com ellas despendido e do que se ba de
despender com outros que sero consequtncia
destas, vista da impunidade que se observa ?
Examine do que provm o nosso dficit cons-
tante e vera que de todas estas revoltas que
nos tem obrigado a fazer despesas extraordina-
rias cum as quaes nao podrimos ; entretanto
que no fim de tudo as revoltas sufTocao-se pe-
las armas; mas estas nio deslroim os seus ger-
men s porque continuamos em luta pelos
meamos principios, e estamos, vendo que aquel-

] uu Huauuo wmwau do puuei os tuauoius uu i les que por sua posicao deviao ser muito inte-


==
ressados pela manutengo da ordem propalo
pelo contrario doutrinas oppostas Se o prin-
cipio derrotado o da moral e economa onde
tem elle demonstrado e Coito prevalecer essas
doutrinas? Nenbuma das administradles que
se tein surcedido desd que somos independen -
testem representado esse principio ? E se
todas ellas tem tido quesupportar taes rebelles,
60 todas ellas tem sido obrigadas a fazer todas
essas despozas que nos tem conducido ao esta-
do que nos adiamos quass sao as pessoas que
serio capa/es de fazer prevalecer a ordeui a
conomia a moral e a fiel execuco da cons-
tituir? Porque nao se apresento? Nao
os temos nos visto funecionando como ministros
c empr. gados pblicos ? Temos notado alguma
dilferenca no estado? Sim o que temos visto
que querem fazer prevalecer o seu dosejode
governar: eu nao os crimino por desejarem o
poder ; mas o svstema representativo Ihes da
meios lgaos do poderem ser chamados ao
poder ; e recorrao a esses meios.
O nobresenador pelo modo porque figu-
rou as cousas indica que no senado existem
senadores representantes deste principio que foi
errotado e outros que sa) do principio con-
trario, do principio vencedor ; e di que, per,
tencendo eu a um destes principios, nao devo-
porque cstou no governo entrar nos debate?
que a respeito se origin- rem Senhores, por ora
ajnda noentrou em processo no met paiz um
systema poltico que deseje fazer prevalecer u
economa a moral a observancia da cons-
tituidlo do estailo ; o que tem entrado em
processo tem sido a rebelo armada, atten-
tando contra a ordem publica para fazer pre-
valecer. nao sei o que ouco dizer que a
moral a economa e a eonstituico Mas nao
o provas; e por isso mesmo que lancais mo
das armas demonstris que nao a moral a
economa e observancia da constituicao que que-
ris obter porque esse recurso destroe tudo
isto.
Ora senhores os principios em luta tem
aqui representantes como disse o nobre se-
nador ; note-se bem que o nobre senador
quem assevera que dous principios csto em lu-
ta aqui ; eu entenda que o que poda entrar
aqui em luta erao meros principios polticos ,
ou systema de administracao; mas estes nao
entrao em processo note-se isto bem nao
era portanto desses que fallava o nobre senador,
e por isso se as minbas proposces tem al-
guma cousa de chocante de duras sao pro
posicoes que nascerao da discussao do dbale
instituido pelo oobre senador; elle 6 que figura
aqui essa luta dos dous principios existentes .
sendo um o vencido e outro o vencedor <
crimina-me por entrar nessa luta; mas eu nao
cnln-i senaT noexame de um processo (cito por
orcasiSo de urna reliellio armada e nao em
lima disseussao poltica e digo que o nobre
senador une os representantes do senado a re-
bellio necessariamente ; e ento, senhores,
supponha-se por um momento que fosse isto
venladeiro: quando os representantes desse
principise apresentavao no senado a defender
o* seus correligionarios, quando nao bavia re-
curso de que nao lancassem mao, eu como
ministro de estado de ia dizer: 'ou indele-
rente a todos estes debates nao discuto nao
quero saber se tendes ou nao razao ? .... Pare-
ce-me que esta a exigencia do nobre senador?
( Pausa. )
O.Nr. P. Souza : Nao dou apertcs ; eu
responderei.
O Sr. C. Leai: Sem duvida o nobre se-
nador procurar disse ; mas oque verdade e que o nobre sena-
dor iriminou-me por entrar nestes debales ,
apresentando-os como urna luta. Ora cu
nio sei que tenhao sido vencidos senao os prin-
cipios da rebelliao nao sei que losse vencido
nenhum systema fundado unicamente na eco-
noma na moral e na constituicao e que ,
por meios legtimos se procurasse fazer pre-
valecer: o principio quo entrou em luta foi o
que recorreu s armas este o que loi der-
rotado.
Nao pois, Sr. Precidente a simples
quostao de conceder-se ou nao a licenca a um
dos nossos Ilustres collegas aecusado de ter en-
tradd na rebellio de >. Paulo ; nao nao
isto. O nobre senador o mesmo que declara
o que ; 6 urna lula luta de principios ; mas
a qualificaeo dessa luta nao compele ao nobre
senador faz-la. Entremos, senhores, nes-
se debate quando trat rmos das quesloes polti-
cas ; aprsente ento o nobre -enador o seu
systema de economas a sua maneira de obser-
var a constituicao Je faz.er restabclecer a mo-
ral em todos os ramos ia administracao ; se cu
vir que fom eflelo taes resultados se podem co-
Jher dos principios do nobre senador nao te-
jei di; combat-los, terei de adopta-los, e nos
_nos acharemos na misma posieao nos mesmos
frincipios Mas creio que tudo isto sc|o pa-
.avras gor.cr:e porque lodos os defensores
de lodos ossystemas se apregoo exclusivamen-
te amigos da lci das economas e da moral.
Nos queremos (actos quo valem mais que os
palavroes; aos fados quo devemos ir. Mos-
trai em corno as epochas em que tendes in-
fluido tendes posto urna barroira as rebellines,
que causo despegas extraordinarias e que em-
bargan toda a economa; mostrai em como ten-
des feito observar fielmente a constituicao em
como tendes procurado estabelecer a moral ,
fa/endo com que todos os homens, segundo
sua posico pratiquom todos os deveres reli-
giosos polticos e moraes. Mostrai tudo isto;
s assim quo o que apregoas deixar de ser
meros palavroes regulares communs de todas
as opinioos, de todos os systomas polticos do
mundo ; porque nao ha systema poltico ne-
bnm que tenba o doscaramento do se apresentar
como inimigo da moral da constituicao da
lei do paiz nom 'economas? Nao ha ne-
nhum; todos proclamo estes principios. Dei-
xai os simales palavriados ; entrai nos factos,
que 6 onde podis ser melhor apreciados.
CHAPA DA IMPRENSA DA OPPOSigO.
Pela pressa com que no Diario de segunda fei-
ra respondemos falsa arguico do Diario-no-
vo, do Guarda, e do Indigina, os quaes todos no
mesmo dia de sabbado passado appresentaro
nina lista de 22 candidatos asscmbla provin-
cial, sob o ftil pretexto de serem esses indivi-
duos guerreados pelo governo da provincia, nao
podemos, depois de negarmos que por parle da
Piesidencia tal se praticasse, deixar de conceder
a possibilidade de quealgum governista se lem-
brasse desse meio de arredar os opposicionistas
daseloices, pois nao houve lempo de tomar-
mos todas as informacoes. Agora porein que ti-
vemos occasiSo de pesquisroste negocio, e que
o Guarda e quinta feira, 3 do correte, fall-
irais claro, e as evera que tem a lista dos 22 ope
posicionistas impressa na ofllcina do Diario a
as testemunhas, que sabem do flu de tal impres-
sj, estamos habilitados para alTinnar que he
um aleivo. que levanta o Guarda e os mais re-
dactores das gazelas, queapresentara aos elei-
tores esses 22 nomes por urna estrategia bem
digna nessa opposico de tretas, para nao es-
candilisaro publico com o pedido de votos pa-
ra os proprios redactores nem os mais perten-
dente> da pandilba traicoeira coma excluso
qu6 Ihes promovem seus proprios amigos, corno
bem disse o aRtilheiko de 3 do corrente: he
um meio indirecto de coi rigir a chapa publica-
da no Nazareno sem aggravo dos que sao della
excluidos. Iledusimos esta consequencia da des-
ulpa quo d o Guarda, que fallad anda mui-
tos individuos, de que a opposico nao pode
prescindir. A traico da imprensa da praia
aos seus correligionarios nao para aqui. lio de
presumir, que ainda urna lista mais circuns-
cripta s com os nomos dos corifeos da de-
sordem dos amigos de coraco dos redactores
appareca com alguin novo pretexto. O mez de
agosto afinal descubrir os candidatos mais que-
ridos da imprensa da praia qu; nao pode as-
pirar maioria dos sullragios ne u deixar de
desculpar todas as suas vis estrategias, intrigas
e traices com o Governo da provincia para
que os Iludidos, conhecendo-a nao a desam-
parem de todo.
JJ-H-UJgii
Va rcela ce.
O CARAPUCEIRO.
harmonas da infancia.
Pela harmona filial entra o homem na esfera
da vida: he um dos cuntrastes da harmona ma-
ternal que he a ultima na ordem das harmo
nias sociaes o a primeira em poder. Deste
modo os planos da natureza nao tem termo, co-
mo tem os dos homens e todos os graos da sua
esfera a termino e torno a comecar.
No seio maternal he que o menino faz o
primeiro uso de seus sentidos eo tyrocinio de
seus elementos ; do calor pelo de sua mai do
ar e da respiraco pelo seu hlito d'agoa ,
e do gosto pelo seu leite do corpo e do tacto
pela forma redonda do seio maternal: nelle nas-
cem ao mesmo lempo ossentimentos da confi-
ama do reconhecimento e do amor filial.
Com a? primeiras nocoes do pensamento eas
primeirasexpresses da lingoagem he, que a
su'alma sedesenvolve ao mesmo tempo que o
seu corpo e o seu moral na mesma proporcao
que o seu fsico.
O amor filial he a primeira raiz d'arvoreda
patria que deve resistir a todas as tempestades
da poltica : he elle o nico fundamento inaba-
lavel das sociedades; sobre elle he.querepousao
mais antigo impeiio do mundo o imperio da
China. Elle he o primeiro dos sinco deveres, a|
que est adslricta a sua Constituicao sem du-
vida a melhor do mundo at hoje; pois dura h
mais de i mil anuos. Estes sinco deveres di-
zem respeito aos pas e filhos, aos maridos, e
niulberes, aos soberanos, e subditos, a mutua
amisade, iA,nairir3, porque devem os irmaos
\ ver entre si.' Conlucioos redigio ecomen-
c5o he que os seus subditos Ihe sao to submis-
sos. Emqualquer governo queseja parti-
cularmente do amor filial he que nasco o a-
mor da patria. Por esta raso quer Plutarco ,
quo se Ihe chame Matria porque, diz elle ,
mais reconhecimento devomos a nossas mais ,
quo a nossos pais. Pelo que muito convm re-
cordar aos filhos os divellos que suas mis por
el les tivcro desd'a infancia. Cumpre pois lem-
brar ao menino que sua mai o trouxe por no-
vo mezes em seu ventro, sofrendo enfermidades
de toda a especie; que o deo luz com risco da
propria vida ; que o amamentou dia e noite ,
aquecendo-o em seu coraco acalmando-lhe
asconvulces por suas caricias enchugando-
Ihc as lagrimas por seus beijos acodindo a to-
das as suas precisos, quando elle ainda nao as
poda exprmir se nao por vagidos e dando-
he depois com inalteravel paciencia as primei-
ras lidies da vista do gosto, do tacto, do an-
dar e do fallar.
Fora mui proveitoso comecar todas as lices
por um hymno dirigido Divindade e canta-
do alternativamente em coro pelos meninos e
meninas: isto soria dar-Ibes ao mesmo tempo
urna ideia muito natural da Providencia ap-
presentando-lh'a debaixo da imagem do amoi
maternal, e urna ideia do amor maternal, mos-
trando-a sob a da Providencia, e ahi se pode-
rio comprehender em poucas palavras os de-
veres do amor filial. Este concert de meninos
cantando juntos os louvores do amor maternal
dispolos-ia a conciderarem-se mutuamente co-
mo membros da mesma familia. Preceitos de
moral postosem msica simples mas tocante
gravar-se-iao profundamente em coraces ten-
ros ; porm nao fario menos impresso exem
pos de piedade filial pelas imagens quedei-
xo gravadas no espirito. Cumpre dar, quan-
to he possivel um corpo s ideas, e urna ac-
cao a ossentimentos. Eu Ihos citara pois al-
guns grandes homens quo se fi/ero celebres
pelo amor a suas mis. O maior dos Gregos
( sea virtude d entre os homens a suprema
zia.) Epaminondasdizia, que o mais vivo pra-
zer que tivera em sua vida fora haver ga-
nliado a batalha do Leuctres sendo anda vivos
seu pai, e sua mai, proposicao que muitas
vezes repeta como refere Plutarco. Deste
modo elle fn 'ia remontar o amor da patria sua
orgem isto he ; ao amor dos prenles. Elle
por essa victoria Ihes salvou a vida, assim como
a seus compatriotas ; porque se a alcancassem
os Lacedemonios j tinho assentado de ex-
terminar a lodos osThebanos.
Acrcscentarci a este proposito um rasgo, que
ass'is caracteriza a sua profunda virtude inimign
de toda a vaidade. No outro dia depois dessa
famosa batalh i appareceo elle em publico triste,
pensativo de vestidos sujos quando era seu
costume trajar simples sim ; mas asseiado e
sempre de scmblanto prazenteiro. Reparando
seus amigos n sta sbita muda rica perguntio-
Ihe se Ihe havia acontecido al um sinistro :
nao ( rcspondeo-lhcs ) mas senti hontem, que
me havia elevado mais do que devra pelo
gosto da mnha victoria : hoje a corrijo ; por-
que hontem foi muito excessiva. juntarei a
este exemplo o de Sertorio que tanto affecto
consagrava sua patria posto quo o houvesse
desterrado, que a frente d'um exercilo victori-
oso escrevia a Metello e a Pompeo, seus ini-
migos que prompto estava a deppor as armas,
e a viver em Roma como particular urna vez que
fosse chamado por um decreto e que antes
quera ser o ultimo cidado da sua patria do
' | ne ser chamado Imperador do restante do mun-
do ; sentmento de certo bem contrario ao do
ambicioso Cesar quodizia que prefera ser
o primeiro cm urna aldeia a ser o segundo em
liorna.
Se as acces dos homens de bem sao mui ufis
para excitar virtude as dos maos nao o sao
menos para os afastar do vicio. Nao se produz
elleiti) se nao pelos contrastes e a belleza
il'uma paysagem augmenta com o horror d'um
precipicio. Citai poi- a os meninos actos de per-
versidade filial : fallai-lhe do execrando ero ,
que mandou apunhalar a sua mai: representai
esse monstro no pice do poder humano, quei-
xando-se noite e dia que as Furias o despe
dacavo com os seus azorragues ; devorado de
remorsos procurando sufTocallos por vas ex-
piacocs; objecto de horror c de desprezo a
pozar das congratuladles do exercito do Sena-
do edopovo, que o (ilicitano de sua accao
atroz e morrendo em fim sobrecarregado do
odio deste mesmo povo corrompido que tanto
o elogiara em seu poder, aguardando a execra-
dlo da poslcridade que nunca lisonjeia.
Seeu tivesse de educar meninos ao sar das
maos da natureza, e destinados a viver em urna
Iba deserta no Ibes fallarle nem do erro ,
nem do vicio ; porque um, e outro sao extra-
iilms ao homem. Nasudos no seio da ignoran-
cia e da innocencia el es seriao assisados <
lou, e os chama grandes, e fundamentes, di-
zendo ser o amor filial a base de todas as leis po- felizes sem esforcos ; mas nao assim aquelles,
i{.-,.oc e cm verdade sendo o Imperador cor.- ^ue d?"*r 'ver cm a nossa ordem social. He
ciderado pai do seu povo, debaixo desta rea-j mister polos sobre aviso contra o contagio dos
prejuizos dos vicios, e dos maos exemplos,
que muitas vezes os rodeiao desd'o berco. Re-
leva pois olerecer-lbes grandes modelos que
Ihes mostrem a virtude em toda a sua belleza ,
e o vicio em toda a sua fealdade. Farei a este
proposito urna reflexo que julgo mui impor-
tante evemaser; que quando contardes ao
menino algum acto vicioso, cumpre, quo o fa-
caes seguir pela narracSo d'uma aeco ouvavel,
a (im de que a su'alma pare, e como que repou-
se. Disponde sempre seu tenro coraco para
amar, por que elle algum da encontrar so-
bejos motivos de aborrecer. Se comecaesap-
presentando-lhe quadros do vicio mais ama-
veis Ihe parecer ao depois os da virtude : se
pelo contrario fazeis preceder os da virtude, far-
Ibe-eis sim o vicio mais odioso ; porm habitu-
areis o seu coraco ao odio ; porque a ultima
mpressao he sempre a mais duradora.
Podis pois oppor ao procedimenlo de ero
para com sua mai Agrippina alias mui ambi-
ciosa o de Aloxandre a respeito de sua mai
Olympia, que nao era menos ambiciosa. Ach.an-
do-se Alexandre n'Asia Olympia muitas ve/es
Ihe escrevia cartas em que se queixava de ser
elle muito generoso para os seus validos ; que
por seus beneficios os fazia iguaes aos maiores
Reis dando-Ibes meios degrangear innme-
ros amigos tirando-os a si proprio Guardava
elle secretamente essas cartas sem as communi-
car a nin^uem quando um dia ao abrir una ,
aproximou se he na lorma do costume Efeslio,
e leo-a com elle. Nfo o empedio Alexandre ;
mas depois de acabar de ler, tirou do dedo o
anel com quescellava as cartas e polo sobre
a boca de Efesto. Mandou a sua mai magn-
ficos presentes ; mas pedio-lhe, que se nao im-
portasse com o governo do Estado. Por esta clau-
sula zangou-se ella excessivamente ; mas Ale-,
xandre tudo suportou com paciencia : e como
quer que Anlipater, que deixra por seu Lugar-
Tenente cm Macedonia, Ihe cscrevesse una lon^
ga carta onde se queixava della Alexandre
acabando de a ler toda disse Nao sabe Anti-
pater que urna s lagrima de minha mi des-
troe mil cartas desta natureza ?
Fcil he sem duvida a um filho amar a sua
mai quando della he amado. A estas concide-
rcoes pode-se acrescentar que Domicio, pal
de ero foi muito mao homem, ao passo que
a Felippe s se pode reprochar a astucia relati-
vamente poltica : mas desta mesma preser-
vou-so Aloxandre pela educaco ; por que nin-
guem teve mais lealdade, que elle. Mas se o me-
nino tiver pais duros brutaes e at crueis ,
como se poder conseguir que ame o que he
aborrecivel ? Neste caso he, que cumpre fallar
Ihe a lingoagem da virtude ; recordando-Ihe as
penas que deo a seus pais por suas enfermida-
des precisos e at caprichos Podem-se ci-
tar exemplos de meninos, que reformrao a seus
proprios pais viciosos forca de paciencia, e do
(locura. Di/.ei finalmente ao vosso educando esta
grande verdade: que a Providencia vem em soc-
eorrod'aquelles a quem a sociedade abando-
na ; que Dos adopta os meninos nfelizes.
(Conlinuar-se-ha.)
COMMERCIO.
Alfandega.
Kendimento do dia 4.......... 7:9798052
DetcarregSo hoje 5.
Brigue Thorwaldven fazendas.
Barca Calharina botijas vazias e fa-
zendas.
EscunaVirginia 7rader farinha, e bo-
laxinha.
Brigue S. Manoel Augusto barricas va-
zias.
Movimento do Porto.
Navios sahidos no dia 4.
Maranhao; barca ingleza Rambler capito
Phlipp Le Geyt com a mesma carga que
trouce de New Castle.
Falmouth ; paquete inglez Peterel, comman-
dante Crook.
Edilal.
=Pela thesouraria das rendas provinciacs ,
cm cumprimento de ordem superior, se ha de
contractar no dia 7 d'agoMu deste anno o alca-
troamento de todas as madeiras da ponte do Re-
cife oreado em Rs. 1:638,S593 sob as condi-
ces publicadas no Diario n. 141 de 4 de julho.
A discrpeao da obra poder ser examinada na
reparticao das obras publicas pelos concurren tes,
que devero dirigir a thesouraria as suas pro-
,,o=: corr? antecedencia em cartas fechadas, que
serao abertas no dia aprasado.
I


Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo,
Commendador da Ordem de Christo, ins-
pector dalfandega, (c.
Faz saber, que no da 8 do correte em
conormidade do 4. do artigo 263 do regula-
mento das allandegas se ha de arrematar em
hasta publica ao meio da na porta d'alandega,
por corita de Kalkmann^ Rosemund 131 barri-
cas com 14,450 libras de potnssa algum tanto
arruinada e por issoavaliada cada urna libia a
160reis, nao sendo o arrematante sugnito ao
pagamento dos direitos e expediente. Allande-
ga 4 de agosto de 18Vi. Vicente Thomaz Pi-
res de Figueiredo Camargo.
Declaraces.
2S
48
48
48
68
88
148
48
4S
28
IOS
28
2S
2a
2.*
88
Continuaco dos devedores da laxa dos escravos
do batrro do Recife.
<'.actano da Silva Azevedo
Theodora Mara da Conceicao
Manuel Jos Martins da Costa
Manoel Ferreira Pinto
Alexandrina Roza Umhe na
Jos An'onio de Carvalho
Jos^ Pereira Campos
Francisco Jos Bellem
Manoel de Barros
Joaquim Duarte de Azevedo
Viuva de Antonio Francisco de Miranda
J)a mesma como tutora de sua filha An-
glica
Da mesma como tutora do seu filho An-
tonio Francisco de Miranda
Da mesma como tutora de seu filho Jos
Francisco de Miranda
Da mesma como tutora de seu filho Joa-
quim Francisco de Miranda
Urbano Francisco Maia
( Continuar-se-.)
O administrador da mesa do rendas inter-
nas gerues faz publico os seguintes artigos do
regulamento de 11 de Abnl de 1842 para cons-
tar, que a apparecao, como temjrf apparecido.
pessoas reclamando a esse respeito por ignora-
ren! similhanles di>posicoes.
Artigo 9. No ultimo mez do 1. 2., 3.",
c4. anno dotriennio ou quinquiennio que de-
ve duiar a matricula os donos e administra-
dores dos escravos Carao declaraces assignadas
e justificadas assim dos que adquirirem de
mais por nascimento ou outro meio, como dos
que deixarem de possuir por allorria alie-
nacao ou morte, certidoes deboptismo ou bito,
eosescriptos de liherdado compra venda,
doacao kc. ; devem ser apresentados como
documentos justificativos de taes declaraces,
que suro averbadas no livro da matricula e no
certificado do que trata o artigo precedente.
Artigo 22. Igualmente aepois de conclui-
da a matricula nenhum escravo sujeito ao pa-
gamento da taxa camciasisa peder ser solt
das pristes publicas sem que ao juiz competen-
te seja presente a certido da matricula eco-
nhecimciilo de recibo da estacao respectiva, por
onde conste o pagamento da dita taxa e meia
sisa,
Artigo 23. Passada a poca da primeira
matricula os donos dos escravos que os nao
tiverem matriculado ou deixaiem de la/er as
declaraces especificadas no artigo 9. serao
multados do 108000 a 308000 rs. por cada
um.
Artigo 24 Quando a falta da matricula dos
escravos residentes as cidades ou villas para o
pagamento da taxa nao for dos propietarios ,
mas das pessoas que os tiverem debaixo da sua
administrado ou a seu servico na forma do ar-
tigo 4.,serao estas multadas na quantia de 30$
rs. por cada escravo que deixarem do dar a ma-
tricula.
Artigo 25. Na mesma pena de 30jOOO reis
por cada escravo incorrero os donos quandosc
verificar seren falsas as relaces que dercm
para a matricula nos termos do artigo 4., e as
declaraces que fizerem segundo o disposto no
nrt 5.
Artigo 27. Logo que passar a poca da pri-
meiru matricula nenhum escravo poder sa-
bir para fora aa provincia sem passaporte pas-
tado pela policia pena de ser aprehendido
como roubado e quem conduzir preso e rc-
colhido as prises publicas donde nao sahir
sem quem lenha justificado a possedellee pa-
go uina multa de 50*000 rs. da qual metade
pertencor ao apprdiensor havendo-o. E a
policia nao dar passaporte sem que a pessoa
que despachar o escravo mostr com cer-
tidao da mataicula que Ibes pertence ( ou que
est matriculado i e que nada deve ; sa vas po
rem as exceptes dos l.c 2. do arti-
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuqunuue.
O evrivio e administrador da mesa de di-
versas rendas provinciaes az publico pelo
presente para cunhe ment de todos *^
re; propietarios dospred"*
qne tendo-se findo o praso marcado para paga-
mento a boca do cofre da respectiva decima,
vai proceder executivamente contra todos os
devedores. E para que niio alleguem ignoran-
cia mandei afixar o presente e publica-lo pela
imprensa.
Luiz Francisco de Mello Cavalcanti.
s4dminis\rac3o do patrimonio dos orfeos.
Perantea administrarlo do patrimonio dos
orlaos se ha do arrematar a quem mais der por
to-Jipo de 3 annos que bao do lindar em 30
de Junho de 1846 as rendas das seguintes ca-
sas :
N. 26 na ra da Madre de Dos.
36
38 do Torres.
Os licitantes poderao comparecer comseus
fiadores na casa das sesses da dita administra-
cao no dia 9 do corrente mez as 4 horas da tar-
de. Salla das sessesd'administraco do pa-
trimonio dos orlaos 1. de Agosto de 1843.
J. M. da Cruz escripturario.
AssociacHo Commercial de Pernambuco.
= Em consequencia de nao ter comparecido
sufliciento numero de socios nao leve lugar a
sesso d'Assembla Geral d'Associaco, convo-
cada para hoje t.d agosto ficando transferida
para odia segunda feira 7 do corrente ao meio
dia em ponto, abaixo assignado convida pois
os Srs. socios a apresentarem-se na casa d'Asso-
ciaco no dia designado no qual proceder-se-
lia elleico com os socios, que estiverem pre-
sentes conforme o disposto no artigo 5." do
capitulo 1. dos estatutos. Sala d'Associaco
Commercial 1. de agosto de 1843. Luiz Go-
mes Ferreira secretario.
nrhanosdos 3hair-
ros desta cidade e povoaco dos Affogados
THEATRO PUBLICO.
Fxtraontinaria funcco I.yrica.
Quarto divertimento para o dia de quarta
feira 9 do corrente de 1843. Em beneficio de
Rafael Locci,
Primeira parte.
O Beneficiado com sua filha Mademoizelle
Carmela executrao um lindo e novo dueto
pela primeira vez, da Opera Torqoato Tasso do
M.e G. Donizetti, guando alia notte bruna.
Segunda parte
As duas irmaescantrao amuiengracada sce-
na, em portuguez. Tenho anida um coraco.
Terceira parte.
Mademoizelle Carmela com o beneficiado ,
executro pela primeira vez, um novo dueto ,
da Opera Giulietta e Romeo do M. V. Bel-
lini. Multo a un sol mi grtdo: qual desem-
penhar, a parte do Jovcm Romeo.
Quarta parte.
Mademoizelle Manoela CaetanaLucci, pre-
encher esta quarta parte, com linda e nova
Modn ha Portugueza
Quinta parte.
O beneficiado com sua lilha filha Mademoi-
zelle Carmela cantarlo o jocosodueto da Opera,
I Turro in Italia, do M.e G. Rossini Perpi-
acere alia Signora.
Sexta parte.
Para fim o divertimento com um novo e mui-
to jocoso dueto executado pela primeira vez ,
pelo beneficiado juntamente com o Sr. Joao
Wanimeil : do celebre M.e D.Cimarosa da
Opera il Matrimonio Segreto Se /ato m cor-
po arete.
O beneficiado bem persuadido, que um di-
vertimento lo lo LyrcO, (e por ser mesmo a pe-
dido de militas pessoas ) agradar mais aosa-
mantes da divina arte espera a sua proteceo
pela qual fiear eternamente grato.
N. B. Se o dia estiver muilo chuvoso nao ha-
ver divertimento transerindo-se o dia an-
nunciado por outro annuncio.
Principiar as 8 horas e meia.
Avisos martimos.
Para o Aracaty segu com brevidade, por ter
parto de seu carregamento prompto o patacho
nacional l.aurentina Brazileira, lorrado e pre-
gado de cobre ; quem no mesmo quizer carre-
gar, ou ir de passagem dirijase ao seu proprie-
lario Lourenco Jos das Neves na ra da Cruz
n. 64 ou ao capillo do mesmo Antonio
Germano das Neves.
Para Lisboa ha de sabir no dia 9 de agos-
gosto prximo o muito bem construido bri-
gue portuguez Tarujo 1, de primera mar-
cha e com as melhores commodidades para
passageiros, ainda recebe alguma carga e pas-
sageiros ; quem no mesmo quizer carrejar ou
ir de passagem, ptde dirigir-se ao captao do
mesmo brigue Manoel d'Oliveira Faneco, ou
a Mendos ofeOliveira na ruado \ gario n. 21.
O ARTILHEIRO N. 68.
k^Al hoje ao meio dia, os Srs.assignantes que
o recobem na luja do livrosda praca da In-
dependa n.6e8 o poderao mandar buscara
essa hoia.
LOTERA do thevtro.
No dia 8 do andante mez
de Agosto corre imprete-
rivelment- esta lotera fi-
queni ou nao billietes por
vender e o resto acha-se
nos lugares ja annuncia-
dos.
Pedro Donnelly subdito inglex retira-se
com sua senhora para o Aracaty.
=Na ra da Cadeia do buirro do Recife n.
14, primeiro andar, compra-se um relogio de
sabonete ingle/, patente legitimo.
=Apromptase agurdente em pipas do
grao que convier ao comprador ; na restillaco
da ra de Santa Rita n. 85
Avisos diversos.
Jos Gomes Pereira da Silva retira-se pa-
ra fra da Provincia.
Sociedade A mi zade nos Une.
= O director faz certo a todos os Srs. socios,
que domingo ( & do corrente ) pelas 4 horas da
tarde llavera sessio da sociedado em assembla
geral, para a conunuuco eos trabadlos adiados
e discusso dos estatutos; assim como tambem
o mesmo diroctor faz certo aos Srs. membros da
direceo, que antes de entrar os trabadlos d'as-
sembla haver sessao da direceo na casa da
reuniao da sociedade na ra da Praia n. 45,
primeiro andar.
= Tira-sepassaportes para dentro e fora do
imperio, o folhas corridas com toda a com-
modidado, o presteza: na ra do Rangel
n. 34.
= OSr. de engenho na comarca deGoianna
quequiser comprar urna das melhores taixas
de ferro batido ( nova ) com cinco palmos e
meio de bocea ; dirija-se aoeogenbo Pitu-as-
s na mesma comarca que ahi est a taixa e com
quem tratar o negocio.
= O abaixo assignado faz sciento ao respeita-
vel publico que ninguem faca negocio com a
casa da ra das Trincheiras n. 25 sem falar com
o obaixo assignado p >r esta se adiar hypothe-
cada. Vicente Ferreira da Costa.
- Quem tiver um sitio perto da praca com
comodidades precisas para grande familia eo
queira arrendar por anno dando se-lhe o alu-
ciad adiantailo ; dirija-se a ra de S. Rita n.
57, ou annuncie para ser procurado.
Aluga-se melade de urna casa a qual
tem sotao, camarinhas e cosinha fra ; por
preco commodo, na ra da Solidade n. 50.
= O abaixo assignado v-se na preciso de
declarar aos Srs.credores do seu fallecido irmo
Manoel Pedro de Moraes Mayer que se devem
dirigir ao co-herdeiro Jos Fe i j de Mello ao
qual se adjudico as partilhas que se (izero,
o engenho B.unburral com escravatura e gado ,
com a condicao de re por aosoulros herdeiros
parte de sua legitima em cujo numero entra o
dito fallecido herdeiro ; outro sim tambem o
abaixo assignado vende por preco commodo es-
ta parte de sua legitima e de suas tres irmas,
de quem he procurador na reposicao, que o di-
to Jos Feij de Mello tem de fazer, importan-
do na quantia de8:6i3S530 rs. como consta
dos auto*, que esto no cartorio dos orlaos es-
crivo Pereira. O mujorJos Gabriel de Mo-
raes Mayer.
O abaixo assignado socio e administrador
do contracto do imposto de 28 rs. em cada ca-
beca do gado vacum, que for consumido no mu-
nicipio da Cidade do Recife usando da facili-
dad que Ihe concede o artigo 43 da lei Pro-
vincial de 2 de maio de 1838 faz publico, por
meio (leste annuncio para conhecimento da-
quelle a quem competir a sua execucao que
toda a c rne das re'es que forem mortas nos
matadouros pblicos deste municipio e forem
condusidas para os acnugues casas particula-
res, ou embarque, dever ir acompanhadi de
urna guia impressa que ser passada pelo fiel
do contracto que existir no matadouro respec-
tivo ou pelo nimixn ssignado a qual s va-
lera no dia de sua data ; e as carnes que fo-
rem adiadas sem a competente guia quer na
condumio para os acougucs quer nos mes-
mos, ser apprehendidas por qualquer em-
pregado do contracto ou pesstia do povo e
levadas presenca do Sr. Dr. juiz de dreitodo
crimo, mais prximo, para proceder na forma
determinada no artigo 8 do regulamento de 23
de setembro do 1833. O mesmo so praticar
com as rezes vivas, que forem para os ranchos
das embarcaces, e com a carne daquellas, que
houverem sido mortas clandestinamente fora
dos matadouros pblicos ; e, depois que forem
julgadas boa apprehenso o apprehensor pa-
gar o imposto estabelecido, e fiear com a car-
ne, ou rez apprehendida. Recife de Pernam-
buco I de agosto de 1843. Rufino Jos Cor-
rea de A Imeidu.
O abaixo assignado faz publico pelo pre-
sente que tendo constituido por seu bastante
procurador nesta cidade para tiadar de todas as
suas pendencias judiciarias, e quaesquer que
oor sua ordem houver de fazer ao Sr. Rodolfo
Joo Barata de Alineida o que teve lugar no
dia 15 do passado ; tem por tal motivo tornado
de nenhum efleito e como se nunca existisse
qualquer procura< o q' anteriormente a essa data
havia dado constituindo outro procurador em
virtude do que previne particularmente aos Srs.
escrives do auditorio civel, e crime fazenda,
e orfaos, que su o dito seu procurador Barata
tem poderes para assignar quaesquer papis o
termos. Pernambuco, 4 de agosto de 1843.
Domingos Antonio Gomes Guimares.
Aluga-se urna olaria na passagem da Mag-
dalena junto a ponte grande beira do Rio ,
e com um sobradinbo oara pequea familia,cu-
ja olaria pode ser aplicada a armazem de qual-
quer estabclccmento, de padaria, srraria, des-
lilaco restilaco ferrara, 6jc., por ser fe-
chada de paredes e portao, e com excelente em-
barque e desembarque ; e urna carioca para
um cavado tambem se vende a dnheiro ou
a troco de tijollos de alvonaria : na ra da Glo-
ria sobrado n. 59.
No dia 20 de judio perdeu-se urna carteira
com 138000 reisem sodulas, duas letras, e um
vale alguns recibos e papis, que nao podem
aproveitara quem osachou, e sim o dinheiro
que poder quem o achou ficarcomelle dd adia-
do e entregar as letras e mais papis ; e caso
ja tenha sido adiada por outra pessoa que te-
nha tirado o dinheiro dar-se-ha mais8S000 rs.
a quem entregar os papis e letras; na travs
sa da ra Bella n. 4: tambem n'essa casa se pre-
cisa alugar urna preta que sirva para todo o
servico de urna casa dando-se lOgOOO reis
mensaes e o sustento
O Nazareno n. 14 bem como os ante-
cedentes acho-se venda nos lugares do eos-
turne.
Aluga-se urna canoa aberta que carrega
700 tijollos ; na ra do Laldeireiro n. 56.
Precisa-se fallar com a filha do fallecido)
Dr. Jos Joaquim Freir a negocio do seu in-
teresse, a dita Senhora queira annunciar a sua
morada por esta folha.
=Lava-se e engomma-se roupa de homem,
com muita limpeza e por preco commodo ;
na Boa-vista ra do Pires n. 4.
Joao Dounelly avisa aos seus freguezes o
ao publico em geral, que mudou o seu estabe-
lecimonto de alfaiatc da ra da Cadeia do Re-
cife para a ra da Sen/alia: quem do seu pres-
timo se quizer utilisar dirija-se referida ra
n. 132.
Alugao-se dous armazens do sobrado n.
15 na ruada Cadeia de S. Antonio, e outro
portraz junto a marcom bastantes commodos;
a (radar no segundo andar do mesmo.
Aluga-se um sitio no Affngado denomi-
nado Pirangaproprio para ter 30 a 40
vacas de leite diariamente e ocupar 16 a 20
escravos boa casa de sobrado, &c. Una casa
em Santa Anna propria parase passar a festa ,
perto do bando por preco commodo : a taatar
na ra do Cjueimado loja n. 4.
= Precisa-sede um feitor para um sitio, na
Paraiba. quem pretender dirija-se a Joo Car-
rol & Filho na Praca do Commercio.
Precisa-se alugar um grandes cercados
tendo bastante capim ecasa para recolher o
animaes ; sendo em lugar perto desta praca :
na ra da Cadeia n. 26.
Aluga-se um segundo andar com sotao ,
com frente para a ra da Madre de Dos e ra
da Cacimba com bons commodos para fami-
lia ; a tratar na ra da Madre de Dos n. 9
na mesma casa existe urna carta para o Sr. Jos
Xavier de Olveira vinda doserlo.
Na ra da Florintina n.16 casa que tem
olaria vende-se um engracado macaco, man-
co e cheio do graca por que sahe as passagens
do Rernab ; ouem quizer pode ir ver na casa
cima : na mesma casa precisa-se nma escrava
para se alugar que seja fiel e saiba soffri-
velmente cosinhar lavar e engomar.
Quem precizar de carroca e cavado de ca-
cambas para carregar material, por preco muito
commodo ; dirija se a ra Direita n. 52 oa
na Boa-vista ra dos Pires n. 30 : a saber o
milherode tijoloa 2880 oalqueire de cal a
50 rs. a canoa de areia conforme o sea U-
uianho.


= Aluga-so o segundo andar da casa da ra
do Encantamento confronte ao beco que va
para a ra do Vigario ; na ra da Cadeia vellia
lo ja de fazendas por baixo da casa do corretor
Oliveira.
= No da 28 do p. p. pela manhia appare-
ceo no sitio do Exm. Senador Vlanoel de Car-
valho Paisde \ndrade no corredor do Bispo,
urna negrinha ainda bucal sem saber dizer
quem ho seu senhor por isso se faz saber,
para nuem Cor seu legitimo dono se entender
com Manoel da Cunha Oliveira no referido si-
tio quedando ossignaes Ihe ser entregue;
e nao se responsabiliza pela fuga da mesma.
= Precisa-se de um fcitor queentendade
horta, cultura e que seja igualmente apto
para o servico de campo e de engenho ; na
pracinha do Livramento loja de fazendas n.
46, ou no engenho Macugda freguesia de S.
Amaro Jaboatao.
= O abaixo assignado faz sciente ao publi-
co que no annunuio aparecido no Diario no-
vo de Gemido & companhia houve engao ,
pois deve ser Marcelino Jos Rodrigues Co-
lago ${ Companhia.
Engomma-secom toda a perfeicao toda
qualidade de roupa assim como tambem se
ajusta por mez conforme a roupa que gasta-
rem ; na ra larga do Rozario n. 40, segn -
do andar.
= Por o Juizo de Orfaos se ha de arrema-
tar de renda trienal a quem mais der findos os
dias da lei urna morada de casa de 3 andares
n. 43 sita na na da Cadeia do Tiecife ava-
hada em 800,000 rs. poranno, sendo a renda
paga a quarteis, prestando o arrematante no
no acto da arremataeo ianca edonea.
= Jos Antonio Alves Bastos pretendo em-
barcar para o Rio de Janeiro a escrava Luiza
de nacao Congo comprada a Francisco Fer-
reira de .Mello.
= No sitio da Passagem de Olinda de Clau-
diana da Costa tem ptimo pasto para vaccas .
tanto no verao romo no invern e lugar para
cornil das mesmas os nretendentes dirija-so
ao referido sitio que lie junto do de Jos Joa-
qun) Wesquista, para o ajuste o mais oinmo
dorfoqueem ontra parle, e mesmo por ser
muito perto do Recife no mesmo tem urna
grande ponao de lenta propria para refinaeao ,
oiaria ou destilarlo por preen commodo.
= Precisa-se fallar com os Srs. abaixo de-
clarados, ou a quem as suas ve/es fi/.er para
negoch de seus enteresses, na ra da Santa
Rila nova n. 93 a saber com os Sr An-
tonio Francisco ile Barros Antonio de Moura
Ahertinn morador na villa do Ico casado com
acuiihada do Sr. Jos Francisco Branco mura
dor nesta praca ; e com Manoel Monleiro mo-
rador nesla praca com Franrisco Jos Dias
morador nesta praca com Jos Antonio de
Lstnos morador nos Aflictos com o Sr. Anto-
nio Vieira de S nisa officiaI de ourives com
o Sr. L'andro Rodrguez'da Cru' morador na
povoicao de Una com o Sr. Antonio Ha Cu-
nda Puiva morador na Varzea do Apodim e
com o Sr. Jos Joaquim da Silva morador cni
Una.
Da-sc dinheiro a premio sobre penhores
deouro ; as 3 puntas n. 02.
O abaixo assignado procurador da C-
mara Municipal da Cidade de Olinda avisa a
todos os foreiros da mesma ("amar', que se
acba prompto a rereber os loros vencidos todas
as sextas feiras das 10 horas at as 2 da tarde ,
na ra do Crespo loja n. 13.
A mesa regedora da irmandade do Divi-
no Espirito Santo convida aos irmaos da mes-
ma para mesa gi-ral domingo 6 do corrente as
9 horas da manha.
- Aluga-se urna negra boa vendedeira das
8 horas da manha as 6 da tarde : quem a pre-
tender annuncie.
D-se 230,000 a juros a dous por cento
ao mez sobre penhores de ouro ou prata ; na
ra do Queimado n. 14.
Deseja-se fallar aos Snrs. Bento Ferreira
Marques Brasil e Joaquim de S Barreto ,
para negocio d nteresse dos mesmos; na ra
iova n. 7.
^^ Os subscriptores da Carta Corographia
das provincias de Pernambuco Alagoas &c.
queiro mandir receber os exemplares que
subscreverao na ra Nova n. 7 remettendo
o precodo assignatura que he de 2$ rs. cida
uin exemplar ; e tambem vendem-se as mes-
illas cartas a 000 ; na praca da Independen-
cia ns. 6 e 8 e na ra da Cadeia do Recife ,
em casa de Joao Cardozo Aires.
Manoel Joaquim Ramos e Silva embarca
para o Bio de Janeiro a sua escrava Bita.
Na ra do Rangel logo ao entrar da pra-
cinha n. 5. ha una pessoa que se propoe a
correr oihas e tirar passaportes f
je escravos
fazer as compras diarias e o servico mais posa-
do do urna casa de pouca familia prefere-se
tendo principio de co/.mha ; na ra Nova n. 3.
Precisa-se de um rapaz que entenda
de venda ; na ra Direita padaria n. 69
s Perdeo-se na tardo dodia 3 do corrente
um relogio desabnete de ouro, com corren-
tinha, desde a ra larga do Rozario indo
pela dosQnarteis patio do Hospital do Para-
so Florentina, e campo de Palacio voltan-
do pela ra de S. Francisco botequim junto
ao theutro e ra da Cadeia onde se deo por
falta delle ; quem o tiver achado querendo res-
titul-o dirija-se a loja de Mr. Meroz na pra-
ca da Independencia que ser generosamen-
te recompensado.
Joaquim Jos afySeixas vendo o annun-
cio do Sr. Manoel Ferreira da Silva Ramos no
Diario n. 67 de 4 do corrente, declara a esse
Snr. que Ihe nao ha de ser preciso vender
nem deixar arrematar bens alguns seus por
grandes quantias quanto mais pela de 000)
rs. muito pouco mais ou menos, por que esse
Sr. Bamos demanda ao annunciante pois se
ja. Ihe nao tem pago he por nao querer pagar
duas vezes como mesmo o Sr. nao ignora, mas
no caso de ter esgotado o recurso da lei e a fi-
nal naoobtenha a devida justica Ihe nao ha de
dar eiicommodo de por seus escravos na praca ,
perdendo assim os desejos, que para esse fim
tem os mesmo Sr. de ver se por este meio po-
llera ofender a probidade do annunciante.
= Aluga-se um sitio no lugar da Boa-via-
gem com boa casa, trra para plantacao.
rom 300 ps de coqueiros e outras arvores de
fruto e commodo o aluguel; na ra do Quei-
mado n 57.
Precisa-se de 3:000,000 rs. a premio ,
com urgencia. da-se por seguranca um sitio
na estrada do Pombal ou mesmo vende-se ;
a traclar com Ignacio Jos5 de Couto ou com
Manoel Pedro da Fonceca.
D. Joaquina Josefa Lopes faz sciente ,
que pessoa tilguma faca negocio e nem
compre a armacao de urna venda na 'praca da
Boa-vista a Joaquim Barboza porque a dita
armacao acha-se penhorada por alugueis de
casas e consta que o depositario, que das cha-
ves est de posse e que assignou o deposito
da referida armacao tem dadoconsentimentoao
xecutado tirar alguns utencilios pertencentes a
dita armacao a im da exequenteser prejudi-
cada e que a mesma ja protcstou em tempo
contra o relerido depositario para haver delle
rodo o prejuiso, que Ihe causar nos alugueis
at a entrega das chaves.
Vendas.
Manoel Alves Guerra na ra do Vigario
n. 3 vende laxas de f ;rro batido e coado de
lodosos tamanhos, por preco muito barato;
e travs de madeira superior de 36 a 30 pal-
mos e de 7 a 10 pollegadas de grossura.
Vende-se carne do sertao a 18o a libra ,
e de arroba para cima a 160 ; na ra Direita
venda n. 72.
"x^ Vendem-se finissimos esguioes de linho
puro para camisas, e chapeos pretos francezes
de novas formas, e chegados ltimamente : na
ra do Queimado n. 23 loja de Guilherme
Sette.
Vende-se urna escrava do nacao do 20
annos com urna cria de 10 mezes ; na ra do
Livramento, sobrado devaranda dourada n. 33.
Vende-se um preto de Angola, de meia
idade proprio para todo o servico ; na ra
larga do Bozario venda n. 44.
^ende-se larinha bastante grossa pa>a
cavallos porcos e galinhas a 1000 rs. cada al-
queire; no deposito do farinha de mandioca na
ra da Cadeia de S. Antonio n. 19.
- Vendem-se 180 oitavas de prata de boa
qualidade alinetes de ouro para senhora, do
ultimo gosto, duas camas de condur para
liomein solteiro na ra da cadeia de S. An-
tonio n. 19.
= Vendem-se botos de duraque de diversas
marcas dos que actualmente se acho em uso
para casacas a 2880 a gro/a e da-se mais em
conta comprando-se mais porgo: na loja da
viuva do Burgos.
Vendem-se um escravo mogo canoeiro
e de todo o servico ; duas pretas de 20 annos ,
co inhaoe lav5o ; urna dita cozinheira cos-
tureira engommadeira faz lavarintu e bor-
da de susto ; um molequede 12 annos, e ou-
tro de 15 ; na ra do Fogo ao p de Rozario
n. 8.
Vende-se um pequeo sitio na Varzea
( corredor de S. Joo ) com rio no undo; urna
casa com um pequeo sitio na passagem da
embarque Magdalena entre as duas pon res, tendo porto
o tambem de pessoas forras ; \s- de embarque no fundo ; na ra da Gloria, so-
sim como outra pessoa que se cncarre.a del lirado n. 59.
causas para ser solicitador, por qualquer ne-j Vende-se superior carne do sertao che-
ccic qi;cccnvcriha as p2r''5. gsds jimcmcr.c c pe-precc rr.sii com.no-
Precisa-se de um negro ou negra para j do tanto em porgues como a retalho ; na ra
da Praia quasi ao voltar para a travessa do
arsenal n. 3.
V Vendem-se duas voltas de continhas do
Bio de Janeiro differentespares de brincos ,
ouro o prata para ourives obras de ouro e
prata sem feitio dous oculos de armacao dou-
radas caixas de msica que tocaS diflerentes
arias um par de mangas de vidro, um par de
casticaes de dito lapidados um relogio de sa-
bonete que d horas e meias horas por si co-
mo os de parede um grande rubim proprio
para alfinete ou anelao um trariselim de
ouro para relogio um rico allinete para aber-
tura um dito para senhora e anclos: as
5 pontas a 45.
Vendem-se agoa de flor de laranja a 700
o frasco dita de colonia em frascos grandes a
1800, 800. 500, el60, dita de espirito de
essencia a 610 tbesourinhas douradas a 480 ,
e lisas a 200 rs. pentes de tartaruga para mar-
rala a 1600e 1440 abotuaduras de retroz pa-
ra casacas a 480 caixinhas de agulhas france-
sas a 320 pecas de cordo para vestidos a 20
rs. linbas de carretel a 360 a duzia caixi-
nhas de fsforos a 40 rs. ditas de vellas a 60
rs papel de peso a 2600 e 2800 o almaco a
2600 e 3600 caixas de colxete a 80 rs. c a
duzia a 800 e outras muitas miudezas baratas
a contento dos compradores ; na ra do Livra-
mento n. 10.
= Vendem-se caixas com urna duzia de gar-
rafas de vinho de Champanhe de superior qua-
lidade a 26,000 a caixa em casa de Russell
Mellors & ompanhia na ra da Cadeia do
Recife n. 39.
Vende-se um terreno com 35 bracas de
frente no lugar da na Nova da Villa deMacei;
a tractar no Recife na ra do Guia.
Vende-se um preto moco : na ra Direi-
ta n. 24
Vendem-se bocetas de pinho pintadas,
grandes e pequeas dobradicas de espigan
!>randcs e pequeas facas flamengas < trin-
chetes cnchadas grandes e pequeas pre-
gos de todas as qualidades por menos preco do
que em outra qualquer parte ; na ra do Li-
vramento loja de ferragens de 3 portas.
= Vendem-se esleirs finas da India para
forrar salas cha isson a 2240 ; na ra da Ca-
deia velha n. 31.
^. Vendem-se tbesourinhas douradas a 480,
300, e 280 ditas lisas a 180 e prateadas a
500 rs. linhas de carretel a 360 a duzia col-
xetes a 800 a duzia e a caixa a 80 rs. papel de
eso o -J600, 2800. e 3200 a resma dito al-
rnaco a 2300 meias de laia para homem a
800 suspensorios de burracha a 320 o par ,
saboneles linos a 60 e 200 rs. dito de porce-
lana a 500 agoa de flor de laranja a 700 o
frasco pomada de cheiro a 120. 160, e 180 o
pao estojos de navalhas muito finas talbercs a
3200, ditos de cabo preto a 3600 a duzia ,
pennas de escrever a 480 o cento luvas finas
de algodo para homem a 320, ditas de seda
compridas para senhora a 800 rs. pratinbos
proprios para doces abotuaduras de cores para
colletes, e um completo sortimento do miude-
zas baratas a contento dos compradores: na
prai inha do Livramento n. 53 loja do bom
barateiro.
"*= Vende-se urna rica pulceira paia senho-
ra urna dita para menina um cordo um
par de rozet*s um dito de atacas de pulcei-
ras dous ditos de botos para punbo, um bom
relogio, tudo de ouro fino o por preco commo-
do ; na ra Nova n. 55.
= Vcndom-se duas ascravas de nacao co-
sem bem cozinhao refinao assucar e fazem
doces de varias qualidades ; e outra dita de 25
annos cozinha e lava de sabao ; na ra Direi-
ta n. 3.
Vende-se urna escrava de nacao com
muito bom leite, por ter urna filba de 3 mezes,
a qual se vende com a escrava ; um negro de
18annos, para fora da praca: na tenda d
barbeiro da ra do Azcitc de peixc loge ao en-
trar pela ra da Madre do Dos.
=. Vende-se por precisan urna negra com
principio de cozinheira de 16 annos na ra
da S. Cruz n. 56.
Vende-se farinha de trigo de superior
qualidade, chegada recen temente de Trieste;
na ra da Cruz n. 55.
= Vende-se urna morada de casa terrea em
chaos proprios nos A (logados sita na ruado
S. Miguel n. 62 ; a tractar na ra de S. Rita
n. 67.
ss Marcelino Jos Rodrigues Colaco& C.
tem na sua fabrica de charutos no atterro da
Boa-vista n. 41 excellentes charutos da Ha-
vana e da Baha e tambem da Cachoeira e
manulacturados na trra a preco de 720 rs o
cento.
= No cscriptorio de Kenworthy & Brender
a Rrandis, ra da Cruz n. 7, vende-se um pe
queno sortimento de taxasde ferro por prego
commodo.
= 'enue-sc iini cofre ue ciro balido, pro-
= Vende-so urna preta do 18 annos co-
zinha e ontende alguma cousa de costura : na
ra das Larangeiras sobrado n. 5.
= Vende-se urna bengala de qualidade de
unicorne verdadeiro que ja esta encastoada do
prata; na ra do Cabuga loja de miudezas n. 9.
leiras ecom um segredo da ultima invengoe
grande seguranca tudo polido e bom trabalha-
do feito no paiz proprio para urna casa do
campo ou de negocio por preco commodo ;
na ra da Praia olicinaeserralheiro de Jer-
nimo Jos Buotorl.
= Vende-so urna negrinha de bonita figu-
ra com principios de cozinha e de costura :
no atierro da Boa-vista casa em que mora o
Sr. Antonio Luiz Gonsalves Ferreira, no pri-
meiro andar.
Vende-se um negro moco ganhador e
servente de pedreiro : na praia do Fagundes
por baixo do sobrado n. 25.
Vende-se urna preta crioula de 27 an-
nos com urna cria do 6 mezes cozinha e he
boa vendedeira na ra ; na praca da Boa-vista
n. 32.
N=: Vendem-se casaces de bom panno preto
e de cores a 22 e 26,000 rs. sobre-casacas a
24000 rs. ditas de mirin a 20000 rs. ditas
de la para montara a 8000 fardas de guar-
da nacional decavallaria a 14000, e de capa-
dor a 10 e 12000 jaquetas de panno de varias
qualidades a 10 e 12,000, de merino a 10000,
de duraque a 7000 de brim trancado branco
e pardo a 3200 de bretanha a 3000 de brim
pardo a 2560 desetineta e metim a 2240. e
de riscado a 2000 colletes de veludo lavrado a
8000 e liso a 6 e 8000, ditos de setirn e
Liurguro a 5000 ditos de seda e gasineta a
4000 ditos de panno a 4000 de la a 3000,
de fustn a 2000 calcas de panno azul e pre-
to a 9 e 12000 de duraque e la a 5000 de
meinr a 8000 de brim trancado branco e
pardo a 4000, de brim de listras branco a 3200,
de dito pardo liso a 2400, de setineta, metim ,
e riscado a 2240, uniformes de panno azul
avivados de enea nado a 12000 ; no atterro da
Boa- vista loja de alfaiate n. 12.
Vende-se urna negra de 16 annos, com
principios de cozinha e mais habilidades; na
rnu da S Cruz n. 56 na mesma casa se alu-
na urna casa terrea que nao exceda o seu alu-
guel de 8000 rs. monsaes e que seja as ras
do Arago Velha Gloria Bozario, e Co-
to vello.
= No deposito de assucar'refinado csta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systcma de fabrica-
Cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no sou estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. eo do segunda e terecira em p ,
a 120, rs.
Escravos fgidos.
Fugio nodia 28 deJulbo p. p. o preto
Antonio de estatura regular, reforcado do
corpo de 30 annos. levou vesti lo camisa de
bata encarnada e calcas de estopa e anda
pescando de rede ; quem o pegar leve a ra do
Hospicion. 12 casada viuva de Jos de Pi-
nho Borges.
No dia 3 do corrente fugio um negro
de nome Domingos de nacao Angola, de 40
annos estatura regular ps bastantes gros-
sos e no seu todo muito feio levou vestido
calcas e camisa de estopa ja usadas e Ierro no
pescoco ; quem o pegar leve a praca da Inde-
pendencia ns. 24, e 26,que sera recompensado.
No dia 6 de Junho lugio o escravo An-
tonio congo de 60 annos, cabellos bran-
cos estatura baixa cor preta com f Ita do
dentes ; quem o pegar leve a ra do Codorniz
n. 3 casa de Antonio Maria Costa que ser
recompensado.
= Domingo 30 de Julhop. p. indo vender
frutas desappareceo um preto de nome Pedro,
do gontio de Angola, baixo, secco repre-
senta ter 38 annos tem o quarto e quinto de-
do de ambos os ps muito pequeos, levou cal-
cas de algodaozinho e camisa de madapolo ;
quem o peg3r leve ao sitio de Manoel Bernar-
dino Monleiro na estrada da Solidado que
ser recompensado
=^= No dia 22 do p. p. fugio um preto de
nacao Congo de 50 annos estatura ordina-
ria sem dentes na frente falla fanhozo, le-
vou camisa de chilla azul calcas de riscado ja
velha o qual loi da viuva do Vasconcellos ;
quem o pegar leve a ra do CJueimado n. 42 ,
segundo andar que ser recompensado.
ERRATA.
Noannuncio assignado por Jo5o dos Santos
Porto e publicado no Diario de hontem em
lugar de expulsados leia-se especificados.
va de fogo, por forma de armario com parte-1 RwarB: kaTyp. dbM. F. pbFauu.=1843


Full Text
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