Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05020


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Full Text
Anno de 18/53.
Sexta Fera 4
i
Todo agora' depende de nos mesmos; da nossa prudencia, moderago,e energa: con.
linuemos como principiamos, e aeremos aponladoa com dmira,.,'m entre aa Mages maii
cultas. ( Proclaraag.io da Assembleia Geral do Bbsil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianaa, e Paranyba, segundas e sextas fcirai. Rio Grande do N trie, quintas feras,
nnitoe Garanhuns, a tl> e 24.
Cabo, Serinlueiii. Rio Formoso, Porto Cairo, Mace'16, e Ala^oai no f( e JJ_
Bol-istae Florea i3e 2*i. Santo Vatio quintas tetras Olind a todos os diu
IAS DA SEMANA.
3I Seg. a. Ignacio de LovoW Fundador. And do J de D. da J. T,
J Tcrg. s Pedio Idvincula Re. And. do J de D. da 3. t.
. 2 Quart. N Sra. d njos. 4ad do J. de D. da 1. .
3 Qaiut. s 'Hermillo M Aad do J. de da i. t.
4 Sex. t. Aistarco B. M Aud do J. de D. da ?. y.
5 Sab. N Sra. da* Neres. Re. Aud do J. de D. di 1- t.
6 Dom.Transfiguragao de Gbrtsto.
Anno XfX. W. I67J
de Agosto
O Dur.o publica se todos os dias fia # f"""" S l*Mf4 r**? dl ""^jo.
de tres mil res por tu.rtel p.;os adianlados Os maaaoioi dos sssigoantes auo ,n'e
ralis sos dos que nio forem : rallo de ^0 reis p 'r linh.. As reclamadles derem ser
gidaa 1 esti Tip., ra dis Crutea N. ?, ou aprajadalnnependeacia laja de lirroi n. oo-
ciMsiosNo dia i de Agoito.
Cambio sobra Londres 25. Ooo-Moeda di fl,40O V.
* k Paria 3<0 rea por franco. N.
Lisboa 11U por 100 de premio. di 4,000
eopf
esott
16.6JJ
9,200
,920
1/JI0
1,020
renda.
17,000
16 800
0,400
1,040
i,yw
1,940
Pl.iTA-Patac5as
Moedadacobta por cento. Patos Columnans
Iedeletraadaboas6raaa Ij a J. l ditos Mexicanos
PHASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
La Cheia i 10, e 2 horase -5 m. da ni I La ora i 25( os 16 minutos da larde:
Quart. ming. 18, 4 boraa a 20 da m. | lQM. creao. i 2, s 0 horaa e 7 sa. da tardt.
Preamar de hoje.
i. a 11 hora a 42 a manh.11. | i. 112 horaa 6 m. da tarda.
PARTE OFFIC'JIL
Thesourara d^pazenda.
EXPEDIENTE DE 2* D0 PA88AD0.
OITicio Ao Exm. r-resjfjente da provncn
informando o requer imento de Antonio Jos
Rihciro de Moracs t em que ped0 |ccnra para
vender a Antonio, A|vos Barbosa e Antonio Jos
Pires o terreno e marinha, na ra nova de For-8
de Portas >^ue |ne |0 concedido por titulo de
aforament'.
Dito Ao administrador da meza do consu-
lado, participando ter sido indeferido o recurso
intevposto por Jos Antonio Alves da Silva, so-
bVe a aprehensao de quatro caixis com assucar,
que se achrao com pesos de taras excessivas a
tollerancia que marca va a le.
dem do da 22.
Officio Ao Kxm. Presidente da Provincia
informando o requerimcnto de Francisco de
Barros 1'alcoCavalcanli de Albuqucrque em
que pedio o pagamento do ordenado que ven-
ceu do 1. de abril ao ultimo dejunho, como
amanuense da secretaria de polica.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informando
sobre a quantia de 6g000 reis, que oconiman-
danto. da fortaleza do Brum pedio para paga-
mento da cera que comprou para a capella da
mcsma fortaleza.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. com a infor-
maciio que novamente deu o commissario fis-
cal do ministerio da guerra sobre as despezas lei-
tas com os destacamentos dePcdras deFogo po-
lo respectivo sub-delegado.
Dito Ao comn.andante das armas rogando
(para dar os esclarecimentos, que exigi o com-
missario fiscal do ministerio da guerra) houvesse
de dzer o que havia a respeito do soldado sen-
tenciado existente na ilha de Fernando Jos
Macario Fres.
Dito Ao director do arsenal de guerra, re-
metiendo o officio do commissario fiscal do mi-
nisterio da guerra, acompanbado da relaeao dos
documentos pagos pelo almoxarife do dito arse-
nal no mezdejunho para mandar reformar
o documento n, 22, em consequencia do enga-
o de 320 reis que nelle apparecia, ou infor-
mar o que houvesse occorrido a este espeito.
Dito A o mesmo remetiendo por copia o
relatorio das irregularidades notadas pela conta-
doria geral de guerra as contas das despezas
do mesmo arsenal do mez dejunho de 1842,
a im de que em curnprimento do officio do
Exm. Presidente da Provincia de 21 dejunho
prximo findo e do Imperial aviso de 31 de
maio antecedente, houvesse de mandar corregir
ditas irregularidades enviando os documentos
reformados para Ibes dar o destino que s or-
denou.
EXTERIOR.
FRANCA.
CMARA DOS SENHORF.S DEPCTADOS.
Resposta do Sr. Guizo ao discurso do Sr. de
Lamartine.
(Vide Diario de 29 de julho.)
OSr. Guizot (ministro dos negocios estran-
geiros): O honrado preopinante terminou o
seu discurso poraquillo a que elle mesmo ia-
mou um rasgo ae audacia, e esse lasgo de au-
dacia era urna apostropho aos ministros que se
sento nestes bancos.
((.Sr. do Lamartine levanta-se.)
Ao cen/ro:Sim! sin! vos o dissestes.
OSr de Lamartine (o seu lugar): E urna
expressao extra -parlamentar que eu mesmo re-
provo Disse. eestou prompto a repiti-lo, que
sentia multo ser obrigado a terminar prolerindo
as palavras que acabava de pronunciar com um
aocento de desalent ecom um excesso de au-
dacia. .
OSr. Guizo:Basta-me o excesso de auda-
cia (risadas); nada mais quero.
No discurso do honrado membre ha alguma
cousa de mais audacioso do que as suas ulti-
mas palavras, alguma cousa que me causa inai-
or admiracao.
Ha ,j treze annos que o governo representa-
tivo se desenvolve neste paiz no meio de urna
mmensa claridade, de urna immensa liberdade;
ha j treze annos que travs de oscillaces mo-
mentneas, de eclipsesparciaes, prevalece urna
poltica nos conselhos da coroa e no paiz. Pro-
nunciando-so con'ra o systema contra o pen-
samiento de todo o reinado, como elle disia ha
poucos dias, separou hoje o honrado preopi-
nante urna idea que se tinha apresentado a gran-
de numero de espiritos, encerrou-se rigorosa-
nente nos limites constitucinnaes, ecom tudo
aecusou um pensamento constante, permanen-
te que ha trze annos prevalece nos negocio*
do paiz. Ea quem aecusais vs? quem ? ao
paiz... ( fnterrupco na esquerda,)
No centro:Muito bem! muito bem!
O Sr. Guizot:Aquillo que vos chamis pen-
samento de todo o reinado o pensamento do
ryst'nfsim! sim!)e do overno (Reclamacdes na
esquerda. Vira agitaco.)
Eu vi, e vos vistes como eu vi, levantar-seo
governo de julho no meio da Franca; eu o vi
nascercomo o homem nasce, n e falto de tu-
do ( movimentos diversos): sim, n e falto de
tudo. Eu vi a sedigao subir sem obstculo al o
ultimo degro do seu palacio; todas as forcas
que possue hoje, todos os meios de acejio que
tem cmsuas rufios, elle os conquistou por meio
da publicidadee da discussao; tudo o que tem
fcito, elle o fez com o consontimento e com o
concurso do paiz, do paiz livie c convencido fmo-
vimentos diversos); f-lo no meio de vossas dis-
cussoes, sob o logo do vossas objecces, em
vossa presenca, em presenca de vos, minora ,
opposicao assim como em presenca da maio-
ria que o sustentava. (Viva approvaco no cen-
tro.)
Sabei pois a quem aecusais Sabei qual o
pensamento que condemnais! o pensamen-
to da Franca, da Franca livre e convencida.
( /ipprovac&o no centro. Negando na esquerda.)
E esse o pensamento que venho sustentar con-
tra vos. essa, eu o conlesso, a audacia que
me maravilha.
E agora esse pensamento ,**essa poltica ,
que condemnais dequ.s que a aecusais ? De
dous grandes orros, dizeis vos: de acreditar e
de repitirincessantemente que toda a Europa es-
t coalisada contra a Franca e nao pode sup-
portar a sua grandesa ; que a Franca por sua
parte, est promptaa trasbordare a lancar-sc
sobre a Europa,
Eis-ahi os dous erros fundamentaes que ton-
des descoberto nessa poltica nesso systema.
Mas senhores, p-ir espaco de cinco annos, des-J
de 1831 1835, forao essas as duas ideas que
nos, os meus amigos e eu, continuamente com-
batemos (signaes de approvaco); sao essas as
duas ideas que o Sr. Casimir Prier veio ata-
car, pulverisar neste recinto.
OSr. de Lamartine: o que eu mesmo
disse.
OSr. Guizot:Sabis vos quem as sustenta-
va ? A opposicao (no centro: simlsim!), a op-
posicao de entaS. Nos combatamos essas ideas
contra discursos iguaes quelle que acaba de
ser pronunciado nesta tribuna. (Nova approva-
co.) A opposicao professava enta as mesmas
ideas, .os mesmos sentimentos os mesmos di-
signios, a mesma poltica que acabis de pro-
essar.
E na verdade isso cousa singular; os dous
resultados que nos conquistamos com o suor do
nosso rosto, discutindo por espaco de cinco
annos estes dous resultados um que a Fran-
ca podia viver em paz com a Europa, que a
Franca de julho nao ameacava a seguianca da
Europa; oulro aue a Europa, que por tanto
lempo lutara ontra a revolucao rancesa na
ameacava a seguranca da Franca podia viver
em paz com a Fran?a; estes dous resultados que
nos conquistamos vos servem hoje de armas
contra nos! Mas, permitti-me dize-lo, ha nis-
to ingratdSo e flagrante deriso. (Approvaco
no centro Exclamaco na esquerda.)
Sahirei destas generalidades para entrar no
campo da polica propriamente dita, na discus-
sao que vos enectastes.
Permilti aue ponha de parte o que nao tem
valor algum, esses passeios continuos Kussia.
Austria, Prussia. (Risadas de approvaco
no centro. Exclamares na esquerda.)
Nao ha ahiquoles reaes; irei emjincontinen-
te asqueo sao, e toma-las-hei tna ordem em
que vos as collocases.
Coineco pela Inglaterra.
Sim, ten les rasao, a Inglaterra e a Franca ,
na sua al llanca boa para ambas, devem tra-
tar completamente de igual para igual. Nao de-
ve haver maior vantagem para um paiz do que
para o outro. Tendes toda a rasao e sobre
esse p que nos trataremos, o que nos temos
sempre tratado com a Inglaterra. ( Movimentos
diversos.)
Esses mesmos tratados com quo vos armis,
esse tratados que atacis, na5 forao celebrados
sobro bases do reciprocidade? (Rumor.) E as
queixas que flzestes, os temores que manifes-
tastes, foraSfeitas, forao manifestados no par-
lamento britannico. Lord f.roy teve de defen-
derle contra os oradores da opposicao que o
accusava5 de entregar marinha francesa a su-
premaca do pavilha britannico. (Risadas na
esquerda.)
Se tivesses conhecimento destes factos, senho-
res. se acompanhasseis essas discussoes com
attencSo, saberieis que aquello que tenho a
honra de recordar cmara se renovou duas ,
trez vezes no seio do parlamento britannico.
Digo isso do passagem e nicamente para
mostrar que as suas relacoes com a Inglater-
ra, na allianca que por muito tempo uni, e
que espero unir anda os dous pazes, a igual-
dade a reciprocidade do vantagons simiihan-
tes ou equivalentes constituirao sempro o fundo
da poltica da Franca e da Inglaterra.
Qiianlo a mim, folicito-me por tor aqu oc-
casiao de responder com palavras iguaes, ani-
madas do mesmo sentimento, s palavras tao
benevolentes que resoarao no seio do parlamen-
to britannico, quando se tratava das relacoes da
Grao-Bretanha com a Franca. ( Muito bem!)
Na5 sahir da miha boca e fleo que nao
serei desmentido por nonhum lado desta cma-
ra nem mesmo pola opposigao, nao sahir da
minha boca urna so palavra que nao correspon-
da dignamente s que se fiserao ouvir do outro
lado da Mancha. Sim, os sentimentos dos dous
pases devem ser de benevolencia mutua, con-
servando sempre plena liberdade na sua polti-
ca e j o disse muitas veses sem urna intimi-
dade que trave realmente a nossa poltica be-
nevolencia, boa intelligencia reciproca, mas urna
independencia completa e real na nossa poltica,
eis o que sempre professe, o quo hoje susten-
to. Mas a boa intelligencia nao possivel, co-
mo disia anda agora o Sr. Vatry, se as pala-
vras nao corresponderem aos actos ; na5 pos-
sivel que as relacoes sejao boas se as Dalavras
acres, se sentimentos violentos se manifestarem
incessantemente em urna das duas tribunas ;
cumpre quo a linguagem seja igualmento recta,
igualmente benvola do ambos os lados. Ella o
ser sempre da nossa parte, elolgo do ver que
nenhuma voz se levanta para desmentir-me.
(Sensaso.)
Chego Hespanha.
Vos me aecusais e naS sois o primeiro ; vos
nao inventasles esta accusaco. [Risadas.)
OSr. de Lamartine:Sim, eu a invent6i, eu
a disse em 1834.
OSr. Guizot:O honrado preopinante anda
nao sabe o que eu vou diser : tenho a honra de
diser-lhe quo a aecusacaque vou recordar nao
foi elle quem a inventou. Iliz-se que a nossa po-
ltica na Hespanha lacerta, fluctuante, indu-
ra/.; nao exacta esta aecusacao. Nos temos ,
quantoa Hespanha urna poltica mui decidi-
da, muito real. (Sorrisos na esquerda.)
Espcrai! mis temos quanto a Hespanha ,
una poltica muito decidida (igual mavimento),
e que cspeio ser efficaz.
xs estamos convencidos que a Franca deve vi-
ver em boas relacoes em boa intelligencia, di-
go mais, em intimidade verdaaeira com a Hes-
panha ; estamos convencidos que para nos
isso um interesse poltico da primeira ordem.
Nos pensamos tambem que isso possivel
natural; que as recordafes, os hbitos dos
dous paizes os conselhos da historia eos da
geografla as impellem ambas para essa via.
A Hespanha est ligada Franca pela origem
das ragas, pelo idioma por todas as allinida-
des moracs; a Hespanha monarchica, catho-
lica; ella tem com a Franca os lacos mais segu-
ros e mais naturaes. Nos pensamos pois que os
inleresses dos dous povos esta de accordo com
as suas inclinacoes com as suas tendencias na-
turaes.
Dous grande soberanos que o honrado preo-
pinante acaba de recordar, Luiz XIV oNapo-
leao, icconhecerao esse facto, o proposera-se
por fim a intima unio dos dous povos. Luiz
XIV fol bem succedido Napoleo nada con-
seguio.
E porque motivo vio Napoleao mallogrado
seus diskm.x ".' Foi porque permiUi-me di-
se-lo, attentou contra a independencia o contra
a honra da Hespanha. (Numerosos signaes de
approvaco\.
EN-ahi a rasao de nada tor conseguido Na-
poleao em um pensamento poltico bom efran-
uet. E o resultado da sua poltica nao so limi~
tou ao seu reinado; deixou tambem grandes
obstculos aos governos que Iho succederSo.
As lembrancas os sentimentos que elle dei-
xou n> Pennsula fi/.ero grande mal iocli-
naclo que a Hijgpanlia nos tinha ; crerao-so-
ahi sob o imperio dos factos do reinado do
N'apoleao partidos poderosos activos, hos-
tis Franga hostis intimidado com a fran-
ca. Eis ah um dos maiores obstculos que
nos encontramos na nossa politica bespanhola ;
eis ahi a sua origem.
Luiz XIV foi bem succedido ; mas senho-
re refazer a obra de Luiz XIV cousa im-
possivel: ha alguma cousa a conservar, algu-
ma cousa a rejeitar na politica desse reinado;
os lempos mu.lro ; esse dominio quasi ex-
clusivo essa semi-possesslo da Hespanha pela.
familia de Franca hoje cousa impossivel.
Nos aceitamos e deviamos aceitar na Hespa-
nha duas cousas, urna nova e outra vivamente
despertada por Napoleao.
A cousa nova o espirito constitucional, que
nao pode conciliar-se com a politica de Luiz
XIV para com a Hespanha. Esse espirito e
inconciliavel com o dominio com a influen-
cia directa e quasi exclusiva do exterior por
meio de um pequeo numero de homens do
conselho de Castella ou de alguns ministros ,
ou mesmo do soberano; isto hoje impos-
sivel.
Nos paizes, onde os povos exorcem sobre seus
destinos, sobre o seu governo urna influen-
cia grande essa influoncia indirecta e estranha
torna-se impossivel. Renunciai pois con-
sorvacao de lo ja a heranca de Luiz XIV ; re-
nunciai dominar, como elle dominava nos
conselhos de Castella.
E depois o sen.timento da independencia bes-
panhola o partido contra a influencia estran-
geira contra as pretences e apparencio* dessa
influencia, tem augmentado, tem-se fortificado,
tem-se reanimado em todos os coraces bespa-
nhes. Deveis contar mais com elle do que
contava Luiz XIV e seus successores.
Eis-ahi os dous factos novos no meio dos
quaes a vossa pjlitica na Hespanha tem de di-
rigir-se; eis-ahi os dous factos que Ihe impoe
mais reserve, mais imparcialidade do quo tinha
apoltica do Luiz XIV. ( ignaes de appro-
vaco. )
E porque exstem esses dous factos porque
nao podis porque nao deveis pretender do-
minar a Hespanha como Luiz XlV a dominava,
seguir-se-ha por ventura que deveis renunciar
a intimit.ade, s boas relacoes dos dous gover-
nos dos dous pazes ? Nao por certo : para
o conseguirmos temos feito e taremos sempre o
maiores esforcos
O meios nem sempre sao os mesmos. Co-
mo maravilha-vos urna politica que exige pa-
ciencia que exige que se ciUemporise quo
se saiba esperar ? E ser isso novo em politica,
senhores ? Nao tem sido obrigados todos os go-
vernos os mais ousados os mais fortes os
mais ambiciosos, os mais conquistadores a
esperar a contemporisar a ter paciencia ?
\ s fallis de um anno de dous annos como
de urna cousa que deve causar a paciencia do
um governo e de urna assembla ; mas donde
vinJesvs, senhores? (Risadas )
Nunca assististes poisao espectculo do man-
do nao sabis como se passo como sempre
se passrao estas cousas ? Sempre bouve mo-
mentos e momentos na historia sao annos ,
sempre houve momentos em que foi mister sa-
ber aceitar as diBculdades de urna situacao t
em que foi preciso esperar epochas mais lavo-
raveis em que foi necessario saber acommodar-
se com factos que nao podio desviar-se do ca-
>;


i
= 2
iiinho como se desvia urna pedra que se encon-
tra na ra ( Movimmtos diversos).
E (liando nos subimos ao poder achmo-nos
em urna situacao desse genero.
O Sr. De Lamartine : Peco a palavra.
O Sr. Guizot: Adiamos o partido fran-
ez vencido. Nao foi no nosso tempo que sso
aconteceu Encontramos o facto ; o que nos
umpria fazer ? S havia dous partidos a tomar.
Cumpria dizia ainda agora o honrado preo-
pinante levantar um exercito e inter.ir na
Hespanha para restituir o poder ao partido Iran-
cez. Ah vos renovis hoje a questo da in-
tervcncao a questo de 1836.
Nessa epocha discutamos esta questo com
o honrado Sr. Thiers, a cujo pensamenlo a
cuja politica permitti-me dize-lo nao fal-
toousadia e sao comtudo mais reflectidos,
mais experimentados que os vossos, ( Movi-
menlos deversos.)
O que acabo de dizer nao e um artificio de
situacao urna lisonja oratoria ; pens o que
digo. ( Mui I o bem )
Nos discutimos nesta mesma tribuna esta
quest o com o Sr. Thiers eu nao era a o-
pinio da intervencao combati-a elle sus-
tentou-a. E que fins tinha a politica la inter-
vencao nessa epocha ? Propunha-se a abafar a
contra-revoluco na Hespanha, expedir D Car-
los por termo guerra civil. Eis-ahi os
grandes motivos os motivos polticos da inter-
vencao. Nos pensamos que a intervencao nao
era necessaria para conseguir esse fim : que
deixando Hespanha entregue as suas proprias
frcas, conservando-lbe o apoS moral e eflTicaz
que at .entao se Ihe tinha prestado, podamos
ajudar a Hespanha a vencer a contra-revolucao
sern nos encarregnrmos directamente dos seus
interesses e das suas guerras.
Eis-ahi o que nos pensamos eis-ahi os mo"
tivos que nos decidirao contra a politica da in-
tervencao. Julgmos que nessa conducta ha-
via mais respeito pela independencia dos povo*,
que havia mais prudencia tambem em nao nos
prinos a bra os eom as difficuldades que ainda
agora vos recordei com essas dilTiculdadcs qu-
Napoleo noscreou na Hespanha ; nos pensa-
mos que havia mais prudencia em nao lutar-
moscom essas dliculdades, e que comtudo se
podia obter o resultado que se quera. Acon-
teceu o que nos previamos; a guerra civil ter-
iii i iii> 11 ; D. Carlos foi vencido.
Vsdi/eis que a Inglaterra contribuio para
isso mais do que nos que tropas ingle/as forSo
a Hespanha. Mas vos vos esqueces pois de que
a legio estrangeira ao servico da Franca ahi
foi tambem ; que ella se formou no nosso paiz,
e que Ds a mandamos a Hespanha ; que era
ella mais forte, numricamente fallando, do que
a Icgio hritannica e que assim esse facto que
allegis da influenciada Inslaterra falso, ma-
terialmente falso Independentemente dnanoio
moral, a Franca contribuio directamente com
os seus soccorros com as forcas que mandou ,
para o triumoho da Hespanha para por termo
guerra civil para a expulsiio de D. Car os ,
pelo menos tio eflicazmente como a Inglaterra,
qual nao contesto a parto que tomou nem a
sinceridade do apoio que prestou Hespanha.
Risos motivos por que nos nitoqui/emos a
intervencao na Hespanha em 1836. Pela mesma
rano a nao quizemos tambem em 18M).
Em 18W) tinhamos ainda menos pretextos.
Como em 18K) teriamos mandado um exer-
cito Hespanha para conservar o poder a tal ou
tal gabinete a tal ou tal partido mesmo a tal
ou tal nome proprio de regente !
Senhores, ningucm tributa urna homenagem
mais sincera do que cu a nobre princeza que o-
vernava entao a Hespanha como regente. Seja-
me permiltido dize-lo, prestou ella .i Hespanha
immensos servicos; governou esse paiz com (lo-
cura e mo leracao ; deu principio ali liberdade
politica: foi sob a sua administraclo queco-
mecou na Hespaoha a liberdade politica.
Ella desenvolved, em una situacao bem sin-
gular, bem dirTnil para urna niulhcr tanta
coragem como moderacao e clemencia. E' so-
brinia do nosso rei, do sangue trance/. Pois
bem senhores isso nao obstante nos nao
pensamos entao, o nao pensamos hoje, que fosse
do dever, do direito da Franca empregar a
forca mandar um exercito alm dos Pyreneos
para restituirIbe a regencia ; nos nao fomos ,
nos nao somos dessa opinio.
Nos temos o mais profundo respeito pe'a in-
dependencia das nacoes pelo desenvolvimento
e mesmo pelos desvos da sua liberdade. [Ap-
provaco na esquerda.) Nos julgmos que do
dever do governo francez empregar a (orea s'i-
mente para por a Franca ao abrigo dos perigos
que ameariio os seus grandes interesses. Em-
pregar a furo para fa/ef prevalecer em um paiz
vizinli 'id ou la] partido, tal ou tal nome, au
julitamos que isto seja do nosso dever, julgmos
antes que fallaramos ao nosso dever se tal fizes-
semos. O que hoje nos aconselhais, o que hoje
exigs sabeic r; o nw ::c 6 ? Queris que
empreguemos a forca que mandemos um ex-
ercito alm dos Pyreneos...
(> Sr. de Lamartine: N5o.
O Sr. Guizot: A (orea o exercito e o
exercito a guerra ; nao ha meio de escapar a
esta consequencia.
Queris que empreguemos a (orea, para que?
Para impedir, dizeis vos, o poder militar, a
dictadura militar deestabelccer-sena Hespanha;
mas repetirei aqui o que disse em outra tribu-
na : iNinguem tem direito de dirigir tal lingoa-
gem ao regente de Hespanha. L'surpou elle a
soberana ? (Exclamacoes na direita.)
Esperai. Como saltis vos, que provas leudes
de que nutrsse elle o designio de derribar a sua
soberana e de estabelecer a dictadura militar na
Hespanha ? (frJxclamacoes diversas.)
Nao me interrompais: responder-me-heis
depois se assim vos aprouver.
Dsse-o em outra tribuno : Ninguem at
hoje, segundo os fados consumados, tem o di-
reito de aecusar oresente de Hespanha do de-
signio de usurpar os direitos da sua soberana.
[Movimento.)
Sim, he um ponto, he urna questSo na qual
julgmos seriamente que os interesses da Hespa-
panha os grandes interesses nacionaes, estao
por tal modo compromettidos, que a Franca po-
deria deveria talvez empregar a forca para fa-
zo- los prevalecer. Nos respetarnos profundamen
te a independencia do povo e da monarchia hes-
panhola. Mas se a monarchia hespanhola fosse
derribada,se a soberana que hoje oceupa o thro-
no daquelle paiz fosse delle expedida se se
quizesse entregar a Hespanha a urna influencia
exclusiva e ameacadora perigosa para nos, se
se tentasse fazersahir o throno da Hespanha da
gloriosa familia que o oceupa desde Lufa XIV ,
oh entao eu aconselharia ao rneU rei e ao meu
paiz que attendesse a sso, que obrasse. (Movi
ment. Muito bem Muilo bem !)
Tranquilisai-vos, senhores, quando appa-
recerem as grandes occasioes; nos cumprire-
mos nossos deveres [risadas na esquerda). Mas
nos nao somos tao promptos, tilo ligeiros coto
vos, a acreditar quechogaro essas grandes oc-
casies essas ultimas necossidades. ( Mur-
murios na esquerda, approvacSo no centro).
Os motivos eos interesses que devem mover
um povo livree um governo grande a desem-
bainhar a espada e a comprometter os destinos
do seu paiz, os seus proprios deslinos; esses in-
leresses esses motivos sao raros, o nos julgmos
que o mrito do nosso seculo da nossa forma
de governo tornal-os cada dia mais raros.
E urna situacao na verdade singular a quenns
obriga a justificar hoje incessanlemente a politi-
ca da paz! Mas vos vos esqueceis do que a po-
litica da guerra a que precisa justificar-se
( muito bem )
E a politica da guerra que obrigada, quen-
do se aprsenla a provar que tem razo. A
guerra urna excepeo deploravel, urna excep
cao que de dia em dia se deve tornar mais rara.
Nos nao consentimos nessa aecusacao continua,
ora patente ora desfarcada contra a politica
da paz. Digo desfarcada, digo-o por vos, pe-
lo discurso que acabis de pronunciar nesta tri-
buna ; que mo importa que fallis da paz, que
a politica da paz saia sernpre de vossos labios, se
das vossas palavras, se dos actos que correspon-
den! a vossas palavras deve necessariamente
seguir-se a guerra [muito btm muito bem )
Tenho a conviccao profunda de que se essa
politica que acabis de professar viesse a pre-
valecer dentro de seis mezes, de tres mezes ,
de um mez de quinze dias, teriamos a guer-
ra infallivelmente. [Morimento.)
Voz na esquerda : E medo.
O Sr. Guizot: De ninguem tenho medo.
nem pelo meu pa;z nem por mim. Permit-
ti-nic di el-o, ha duas palavr.is das quaes mui-
to se abusa isto medo e coragem. Ja ouvi
dizer ja algumas vez.es me fizero a honra de
dizer que nao fazendo eu caso da popularidade,
nao a buscando tinha coragem.
Senhores pens que nos nossos dias e na
sociedade em que temos a fortuna de viver ha
bem poucas occasioes de mostrar coragem. Nao
ha coragem sem sacrificio sem perigo : ora ,
hoje nao ha perigo para ninguem.
Pode-se ser popular ou impopular; para nin-
guem ha perigo e por mim nao julgo dar
[trovas de coragem no procedimento que ora te-
nho nesta cmara e no paiz.
Obro segundo entendo, em plena liberdade;
nao ha perigo nem sacrificio na conducta que
tenho.
Deixemos pois essas palavras coragem o me-
do que nao podem applicar-se aos nossos ne-
gocios pela maneira por que hoje se dirigem.
( Vo centro. Muito km )
Sim senhores, a politica que prevalece ha
13 nnnos a politica da paz porque me ein-
penho em conservar-lhe esse nome a politica
da paz tem sido o pensamento do paiz e do seu
governo.
Queris vos saber o que a Franca tem ganho
do seu aviltamento do terreno que ella perde
na Europa, ao passo que as outras potencias ga-
nhao segundo se diz e se derramao por to-
da a parte. Nao isso verdade. ( Movimento.)
Queris vos saber o que a Franca tem ganho,
como influencia e como forca na Europa com
a revolucao dejulho coma politica da paz ?
Ei-lo :
A Franca tinha s suas portas um reino feito
contra si, fortificado contra si o reino dos
Paizes Baixos ; ellecahio. Um reino neutro ,
um reino amigo levantado em seu lugar sub-
siste sobre a nossa fronteira.
A fronteira nmiga tocavaem Lille; ella re-
cnou hoje para o Escaldo.
Passo aos Alpes. Na Suissa occorrrao revo-
Iuc5es mais ou menos eicazes mas que der-
ribaran (radicos hbitos que nos eran pouco
(avoraveis : novos governos ali se e'tahelecro.
Na Hespanha cahio o absolutismo e mo
grado as difliculdades da situacao, as necessida
des da politica que temos a seguir para com a
Hespanha a Franca lucrar muito com o que
occorreu naquelle paiz.
E nao ser nada senhores esses grandes
successos consummados sobre toda a vossa fron-
teira sombra da revolucao de judio ?
Nao ser isto nada para a grandeza epara a
influencia da Franca na Europa ? E si-beis
Emolumentos de certidoes........ 12,160
Foros de terrenos de marinha..... 51,875
Laudemios.................... 113,750
Siza dos bens de raiz............10:461,387
Taxa do sello addicional........ 54,460
Dito anterior................. 1:030,340
Impostos de lojas abertas......... 5:275,180
Ditos de seges, e carrinhos....... 38,400
Taxa de 18000 res por escravo----- 1.672,000
Dita de 2g000 reis............. 10,000
Decima urbana................ 384,404
2. decima de m3o morta......... 1:729,476
Sello de hertmeas, e legados...... 68,537
Impostos de caixeiros estrangeiros.. 60,000
21:982,588
Pertence ao rendimentogeral ose-
guinte:
Po anno corrente... 11:446,810
Do annofindoemex-
ercicio........ 2:519,858 13:966,668
Ao rendimento applicado:
Do anno corrente.. 6:198,920
Dito do exercicio (indo 1:817,000 8:015,920
21.982,588
Recebedoria 2 de agosto de 1843. O escrivao,
Estanislao Pereira d'Uliveira.
vos por que motivo se consummsrao estes acon-
tec mentos sem mais obstculo ? Porque a sa-
bedoria da poltica da Fnnca oscobrio e prote-
gou ao mesmo tompo que tambem a sua forca I Rendimento total da meza do Consulado desta
os protega. Foi por causa da forca e da boa I Cidade de Pernambuco no mez de julho findo:
poltica da Franca que estes acontecmentos nao

ud-se a sua taita de miiuencia
trouxerao urna guerra europea.
Permitta-se-me senhores.... nao quero
ofender ninguem nenhuma poca mas per
mitta-so-me urna simples pergunta : o que te-
ria acontecido na Europa se os aconlecimentos
de que fallo se tivessem verificado dez annos
mais cedo, dez annos antes da revolucao de
julho ? Se se tivessem verificado em 1820 ?
O que teria acontecida eu vos pergunto ?
Nada responder ; esta claro que a revolu-
cao de julho que o nome a forca a con-
sideracSo da Franca que protegrSo em 1830 o
que nao teriao protegido em 1820. ( Muito
bem\ muito beml )
E isto nao nada? Provara Uto rehaixamen-
to ? Provara isto perda de influencia ? Lem-
brai-vos au* fallo de duas cousas. Digo que
nao 6 smente a forca da Franca mais ainda a
sua boa politica desde 1830 aue obteve todos
estes resultados. Acreditai-me ; podis per-
correr o mundo podis ir de Washington a
Calcutta ficai certos que a causa da nossa po-
ltica por toda aparte urna causa julgadae
ganha.
Ficai certos que a causa da politica seguida
desdo 1830 a sabedoria a bondade a mo-
ralidade aeficacia desta poltica trido islo
roconhecdo por todo o mundo desde Washing-
ton at Calcutta. Queris ouvr fallar de um
prncipe popular, ide aos Estados-Unidos e ve-
ris o rome do ro dos Franceces ( Muito
bem\ muito beml )
O Sr. Hernoux : verdade : sou teste-
miinha disto.
O Sr. Guizot : Ainda urna palavra antes
de concluir. Em outra occasao o Sr. De La-
martine falln de dedcacao e da necessdade da
d dicacao para fazer grandes obras em nome dos
povos. Teve muita razo; nada ha de bello no
mundo sem dedcacao. Mas a dedicacao per-
tence a todos. A vida tem onus para todas as
oondices e a altura em que se acha o homem
nao allivia de maneira nenhuma o peso desses
encargos.
Gostais, dizeis vos, doolharpara cima; pois
bem. Nestes doze annos fostes acaso o alvo das
halas e dos punhaes dos assassinos? ( Interrup-
cfto esquerda. ) Pois que? Tendes visto .
nestes doze annos, vossos filhos constantemen-
tes disseminados pela superfi- ie do globo para
sustentar por toda a parte a honra e os interes-
ses da Franca ? Eis o que dedicacao verda-
deira pratica dedicacao ( Bravos prolonga-
dos no centro. )
Senhores permilti que reconhecamos esta
dedicacao que Ihe tributemos homenagem, e
que nao sojamos ingratos, mesmo para com um
reinado ntoiro.
Este discurso cujo successo foi immenso em
todos os lados da assembla acompanhado
das mais vivas acclamacoes.
( Jornal do Commercio.)
PERNAMBUCO.
Rendimento da meza da recebedoria de rendas
internas geraes no mez dejulho prximo
findo ; a saber.
Direitos novos, e velhos......... 306,100
Direitos de chancellara......... 6,410
Verbas d'ella.................

..............500
Dizima...................... 411,986
Impostos de Jettras.............. 95,623
a saber.
Direitos de 7 p. c. de exportacSo. 18:432,607
de 2 p. c. de dito...... 32,837
de */ p. c. de dito...... 249,213
Ancoragem para (ora do Imperio. 3:887 323
dentro do dito., 1:767.260
Emolumentos de certidoes...... 18,800
Depsitos que excedero de anno. 70,259
Siza de 5 p. c. de vendas das em-
barcaces nacionaes......... 130,000
24:588,299
Rendimento de diversas Provincias,
489,700
,260
294,308
14,984
Dizimo do assucar das Alagoas...
do do Rio G. do N.
doalgododa Parahiha..
do do Rio G. do N.
Dizimo do assucar desta Provincia
do algodao
do caf,
do fumo.
25:387,560
4:706,973
3:643,396
3.387
1,100
33:742.416
Multa por nfraccaodoregulamento 469,780
Taxa de 40 rs. por sacca de algodao 133.680
de 160 rs porcaixa de assucar 75,200
de 40 rs.por fexo de dito... 1,240
de 20 rs. por barrica e sacco
de assucar................. 94:560
Rs. 34:516,876
O administrador,
M. Arcanjo Monleiro de Andrade.
DIARIO DE PUNAWU'CO,
Consta-nos que a Imprensa Pernambucana
vai oceupar-se agora da publicaco de um novo
peridico que um circulo de pessoas bastan-
temente amigas de seo paiz se prope redigir sob
os auspicios do seguinte progama Mostrar
quanto o desenvolvimento material e intelectual
do novo Imperio se acha ainda por culpa dos
Brazileiros, mui quem da sua grandeza natu-
ral, e variadissimos, e invejados recursos : que
os meios proprios para animar o seo progresso
vem a sei: desarvorar inteiramente as bandei-
ras partidarias: chamar todas as sceitas polti-
cas um s principio comhinacao consili-
acao harmona de todos os interesses, que se
boje infructferamente combalem no camposan-
guinolento da politica: mostrar por consoguin-
te a necessdade da uniao das Provincias do
Imperio, mas sem demasiada emonopolisadora
central,sacan ; e provar at a evidencia que
podemos progredir independentemente de ali-
mentar o espirito revolucionario tao desacre-
ditado pela civilisacao tanto tem influido ao
nosso atrazo e desmoralisaco.
Nao podemos deixar de fa/er mil votos para
que com elicito venha luz simlhante peridi-
co que, apresentando um programa nao me-
nos nobre que transcodente promotte na ver-
dade relevantes servicos ao Rrazil : aguardamos
o seo appareermento para o aplaudirmos, se por
ventura a sua doutrina satislizer a nossa expec-
tacao. Do contrario tomaremos poscao ad-
versa como nos incumbe o sagrado dever do
sscriptores pblicos.


OS
Publcaco a pedido.
Concorrendo na pessoa de Manoel Francisco
Coelho os requisitos necessarios para bem des-
lempenhar o magisterio, o nomoio para interi-
namente reger a auia de latim do bairro do Re-
cife durante o impedimento do respectivo pro-
fessor. Liceo, 28 dejulho de 1813. Fr. Car-
los de 5. Jos bispo eleito e director do lyco.
lllm. ellm. Sr.
Participo a V. Ex. Rm. que hontem subs-
titu a aula de latim do Recifu, e que vista do
grande numero de alumnos que achei nao
posso continuar por me roubar muito tem o,
vindo desta sorte a nao poder bem cumprir tan-
to oensino, que exerco no collegio Santa Cruz,
como particularmente. Sinto muito nao poder
na presente occasiao prestar-me aesseservico
publico, como por duas vezes gratuitamente me
prestei no tempo do antigo lyceo.
Aprovcito a occaziao paia significar a V. Ex.
Rm. a alta estima em qjetenho a pessoa de
V. Ex. Rm. a quem Dos guarde. Boa-vista 1
de agosto de 18i3. Exm. e Rm. Sr. D. Fr.
Carlos de S. Jos, bispo eleito e director do
lyco. Manoel Francisco Coelho professor
de latim do collegio Santa Cruz.
Deca raed es.
COMMERCIO.
AKandega.
Bendimento do da 3.......... 4:511g819
DescanregSo hoje 4.
Brigue Svra farinha.
Brigue S. Manoel Augusto caixas com
fazendas e fumo.
Barca Calharina botijas vazias e ge-
nebra.
Escuna Virginia Jrader fazendas ca-
nella farinha, e bolaxinha.
Brigue 'Jhorwaldven fazendas.
IMPORTACA.
Virgina Fradcr, brigue escuna americana ,
vindo de Philadelphia entrado no corrente me/.,
tconsignado a Matheus Austin & C. : man i fes
ou o seguinte :
1 caixa com fazendas de algod5o ; a J. Kel-
ler.
25 fardos e 7 caixas ditas dito 400 barri-
quinbas bolaxinha 525 barricas farinha de
trigo, 18 caixas canella ; aos consignata-
rios.
7 caixas fazendas do linho ; a Jones Pa-
ln.
2 ditas ign ra-se ; a G. Snow.
2 ditas dito a Joseph Ray.
Movmento do Porto.
Navios sahidos no dia 2.
Macei ; brigue inglez Ann capitao Thomaz
Williams carga lastro.
Navio entrado no dia 2.
Da pesca ; 120dias, galera americana TFector,
de 380 toneladas capitao Joanes Grey, e-
quipagem 32 carga a/eite.
Sahido no dia 3.
Goiana ; hiate nrazileiro Conceicao do Pilar ,
mestre Manoel Carneiro da Silva carga va-
rios generes.
Eclital.
=Pela thesouraria das rendas provinciacs ,
emeumprimento de ordem superior, se hade
contractar no dia 7 d'agosto dcsle anno o alca-
troamenlo de todas as madeiras da ponto do Re-
cilc oreado em Rs. 1:638^593 sob as condi-
coes publicadas no Diario n. 141 de 4 de julho.
discripcao da obra poder ser examinada na
reparticao das obras publicas pelos concurrentes,
que deverao dirigir a thesouraria as suas pro-
postas com antecedencia em cartas fechadas, que
serao abertas no dia aprasado.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo,
Commendador da Ordem de Christo ins-
pector d'alfandega, dfc.
Faro saber, que em conormidade doarti-
Og291 do regulamento das allandegas, se ha
de arrematar no da 8 do corrente, em hasta
publica ao meta dia na porta d'allandega seis
queijos pezando 113 libras 307 rs. cada urna
inclusive o augmento de 5 por / cinco bar-
ricas com 31 le arroz 18000 rs. cada @,
urna porco de alhos com avaria no valor de 4S
rs. urna dita de arcos de barricas no valor de
10. as ; mercadorias estas que foro appre-
hendidas ao commandante do brigue sardo
Eridano ; nao sendo o arrematante sujeito ao
pagamento dos direitos e expediente. Allan-
dega 3 de Agosto do 1X43 O inspector.
V T. P. de F. Camarco.
ConUnuaco dos devedores da laxa dos escravos
do bairro do Recife.
JosPinheiro Jacomo 2g
Mara Tbereza do Espirito Santo 6g
Francisco Ferreira de Mello OS
Joaquim Martins Ramos 4
Joao Leite de Azevedo 12$
Anna Joaquina de Oliveira Santos 68
Jos Antonio da Silva Grillo 2$
Joo Francisco Pontes Hg
Antonio Alvos Barboza IOS
Francisco Ferreira da Silva 4$
Jos Joaquim dos Res 63
Jos Anacleto Affonco 28
Simplicio Xavier da Fonseca 18
Goncalo Jos da Costa e S Jnior 28
Jos Zacaras do Carvalho 78
Francisco Jos da Silva 6S
( Continuar-se-.)
As pessoas que deitarao por de baixo da
porta d'administracao do correio as cartas abai-
xo declaradas queirao ir pagar os competentes
portes para serem dirigidas aos seus destinos ,
o se nao o fizerem a reparticao nao as enva.
Rio de Janeiro. Josefa Maria Lomos, An-
tonio Cunha Vasconcellos, Francisco Jos Cor-
rea Antonio Luiz Fernandes Pinto.
Bahia. Venceslao Miguel d'Almeida.
Alagoas. Ovidio Saraiva de Carvalho.
I.oanda, pelo Rio de Janeiro.Antonio Mo-
reira da Silva.
Fccha-sc no consulado inglez s 9 horas
do dia de hoje, 4d > corrente mez, a mala para
Falmouth polo paquete de S M. Rritannica
Petercl Lieuli Crooke commandante
j4dminis\racao do patrimonio dos orfUos.
Perante a administracao do patrimonio dos
orfaos se ha de arrematar a quem maisder por
lempo de 3 annos que hao de (indar em 30
de Junho de 1846 as rendas das seguintes ca-
sas :
N. 26 na ra da Madre do Dos.
36
38 do Torres.
Os licitantes poderao comparecer com seus
fiadores na casa das sessoes da dita adminislra-
iao no dia 9 do corrente mez as 4 horas da tar-
de. Salla das sesses d'aministracao do pa-
trimonio dos orfaos 1. de Agosto de 1843.
J. M. da Cruz cscripturario.
Avisos martimos.
Para o Acarac, a sair com brevidade por
ter parte do seo carregamento prompto o bri-
gue escuna brasileiro slguia de pruneira mar-
cha forrado o encavilhado de cobre : quem
no mesmoquiser carregar ou ir de passagem,
dirija-.se a bordo a tratar com o capitao do
mesmo Antonio da Rocha Urna ou com os
consignatarios Novaes & Companhia.
M
Leiles.
O corretor Oliveira transferio por causa
da chuva o seu leilao de Ta/endas para sexta
feira 4 do corrente s 10 horas da manh ; no
primeiro andar da casa de sua residencia.
Avisos diversos.
LOTERA DO THEVTRO.
No dia 8 do andante mez
de Agosto corre imprete-
rivelmente esta lotera fi-
quem ou nao bilhetes por
vender e o resto acha-se
nos lugares ja annuncia-
dos.
=Na padaria e pastel (aria franceza do At-
ierro da Boa-vista n. 50,acaba-so de receber un
lindo sortimento de pastilbas sortidasem caixas
de diversas formas e lamanhos. Excellentes con-
feitos mu proprios para fa/.er mimos tanto
pela sua bella qualiJade como pelo seu tama-
uho ; hcelas de vidro com pastilbas sorlidas ,
recommendaveis pelo sen delicado sabor ; bis-
coitos linos de Rheinel e tamben) para vinho de
champangne ; frascos da excellente e bem co-
nhecida agoa de flor do laran|a do custume ;
garrafas do verdadeiro licor de absinthio suisso ,
ede agoa-ardente de Franca da mais superior
qualidade e outros licores surtidos muito supe-
riores, e igualmente vitibo de Bordeaux do pe
meira qualidade em pipas o garrafas; continua
tambem a haver sempre pelo mais mdico pre-
50 com toda a perfeico bolos pastis tor-
tas e todas as diversidades de doces para chas,
bailes ousoirs;appromta-se tambem ricas ban-
deixas para binquetesdc todo o genero.
Jos Gomes Pereira da Silva retira-se pa-
ra fra da Provincia.
= Antonio Meira retira-se pora fra do
Imperio a tratar de seu negocio.
_Aluga<>-se dous armazens do sobrado n.
15 na ruada Cadeia do S. Antonio, e outro
portra/. junto a marcom bastantes com modos;
a tractar no segundo andar do mesmo.
Precisa-se de um menino do 9 para 10
annos, que tenha alguma pratica de fazenda o
miudezas; na ra da Cadeia velha primeira
loja de fazendas ao p do arco da Conceicao.
No dia 31 de julho lurtraode cima de u-
ma janella urna carteira de costura cor de ro-
za contendo dentro da mesma carteira urna
thesoura lina de costura, um caivete, duas ca-
etas de prata e varias couzas que s servem
a dona urna caixinha de tartaruga de rap ;
roga-se a qualquer pessoa a quem for oflerecida
a tome, e leve na ra de Hortas n. 74 que se
pagar bem o trabalho.
Pedro Donnelly subdito inglez retira-se
com sua senhora para o Aracaty.
=Na ra da Cadeia do bairro do Recilo n.
14, primeiro andar, compra-so um relogio de
sabonete inglez, patente legitimo.
=Apromptase agurdente em pipas do
grao que convier ao comprador ; na restillacao
da ra de Santa Rita n. 85.
- Hoje 4 do corrente vai a praca o sobrado
da ra da Lapa n. 3 no Recife pertencente
aos herdeiros de Manoel do Nasciment Costa a
requerimento dos mesmos para receberem o
que tem na dita casa como o requererao cuja
casa posto que algum tanto arruinada he de po-
dra e cal em cbos proprios e rendo no es-
tado em que est 218 reis seudo suscetivel
com pouca dospoza de render o dobro ; quem
o pertender, dirija-se a casa do Sr. juiz dos or-
faos defronie da Matriz da Boa-vista casa da
esquina.
Sociedade Amizade nos une.
ss O director faz certo a todos os Srs. socios,
que domingo l 6 do corrente ) pelas 4 horas da
tarde llavera sessSo da sociedade em assemhla
geral, para a connnuaco eos trabalhos adiados
e discussao dos estatutos; a-sim como tambem
o mesmo director faz certo aos Srs membros da
direceo, que antes de entrar os trabalhos d*as-
sembla llavera sessao da direccao na casa da
reunio da sociedade na ra da Praia n. 45.
primeiro andar.
=. Tirao-sepassaportes para dentro e forado
imperio, e folhas corridas com toda a com-
modidade, e presteza: na ra do Rangel
n. 34.
= Manoel Jos do Azevedo Maia tem na
sua fabrica na ra Imperial n. 165 superior
espirito de vinho agoardente de Franca pro-
pria para compor vinhos, aniz reino ge-
nebra licores comuns e linos, agoa de co-
lonia e flor de laranja espiritos essenciaes e
essencia de aniz espir to do sabao fino para
oppodeldoc e oppodeldoc; *na mesma se com-
pra botijas vasias o garrafas assim como to-j
da e qualquer porcao de vinho arruinado para
apromptar.
- Joauuim Jos da Costa, com loja de miu-
dezas na ra do Cahug faz sciente ao publi-
co por ter apparecido outro de igual nomo, que
de hoje em dianle se assignar Joaquim Jos da
Costa Fajozes.
- Quem tiver um sitio perto da praca com
comodidades precisas para grande familia e o
queira arrendar por nnno dando se-lhe o aiu-
gueladiantado ; dirija-se a ra de S. Rita n.
57 ou annuncie para ser procurado.
Da-sc 6008000 rs. a premio de dous poj
cento ao mez sobre hypotheca em urna casa
livre e desembaracada ; quem pretender diri-
ja-se a ra Bella oulr'ora Florentina n. 29.
Conlinua-se a vender pao de senleio a 80
rs. a libra : na padaria de Carlos Detres na ra
do Burgos n. 31.
Precisa-se alugar um grandes cercados
tendo bastante capim o casa para recolher o
animaes ; sendo em lugar perto desta praga :
na ra da Cadeia n. 26.
Parlicipa-seaoSr. Jos Moreira da Silva ,
como fiador do urna casa na ra Augus
ta que o inclino tem deixado de pagar os
alugueisda casa o para quo se nao chame a
ignorancia suposto ja foi avisado pessoalmentc
em dio,
Roga-se ao Sr. Antonio Jos da Roza, ter
a bondade de vir na ra da Cruz n. 26 para
se Ihe entregar urna carta vinda do Maranho.
- Aluga-se permuta-se ou vende-se urna
boa morada do casa terrea cita no lugar do
Monteiro com os commodos segnintcs : 4 alas,
5 quartos cosinha fora quarto para escra-
vos, dous bons quintaesum murado com por-
teo o o outro com cerca dos lados : dirija-se (
a ra Direita venda n. 72.
O abaixo assignado tendo lido no Diario
dePernambuco n. 165 de 2 de Agosto corrente
I um annuncio do Sr. professor da lingua naco-
j nal do lyco em o qual caneado como diz ,
ideadmoestar um filbo do abaixo assignado e
outros para.que estudom avisa aos pais dos a-
himnos es'pulsados que estes nada ostudo ape-
zarda pequenhez das licoes entende que o
meio de quo se servio o Sr. professor di lin-
gua nacional para fazer este aviso nao com ef-
feto delicado porissoque, sendo publico,
elle tem sem duvida do oflendcr o melindre da
aquelles pais. que comoo abaixo assignado,
muito se oceupao da educacao de seus (ilhos.
Nao dezejando pois o obaixo assignado conti-
nuar a solfrer um disgosto semelliante mor-
mente quando a tenra idade de seu filho e o
estudo de latim que tambem se aplica nao
dao muito direilo a censura publica que Iba
faz o Sr. professor da lingua nacional desdo
ja declara que o tem tirado d'essa aula dei-
xando assim de ser pesado ao Sr. professor da
lingua nacional. Joao dos Santos Porto.
Precisa-se de um homem que saiba que-
brar pedra com plvora por meio de brocas ;
quem sequizer propor a esto trabalho dirija-so
ao Hospicio n. 21 para tratar do ajusto.
= O Sr. de engenho na comarca de Goianna
quequiser comprar urna das melhores taixas.
do ferro batido ( nova ) com cinco palmos o
meio de bocea ; dirija-so aoengenbo Pitu-as
s na mesma comarca quo ahi est a taixa econi
quem tratar o negocio.
s Nuno Camello Cavalcanti Pessoa senhor
do engenho S. Matheus da (jeguezia da Escada,
comarca de Santo Antao annuncia qne se o
ceravoque annunciou no Diario novo de 10 da
Julho do corrente anno queso aiha na cadeia
do leo tiver os signaes seguintes he seu : Joa-
quim crioulo idade pouco mais ou menos
ile 40 annos boa altura cor fulla rosto re-
dondo, nao tem barba, pernas c ps bem feitos;
este preto fugio para o Cear onde foi preso o
fugio da prisio o depois foi visto no Ico; qual-
quer pessoa que o troucer no dito engenho ou
no Recilc largo do Carmo n. 1 : rtceber in-
cluindo as despezas 100S rs.
Aos senhores de encenhos, ou a quem con-
vier. Um brasileiro com 23 annos de idado
habilitado a encarregar-sc da escripturacao do
qualquer estabelecimento oflerecc-se a quem
l'ello precisar ou a encarregar-se da educa-
cao de meninos de urna familia isto : a en-
Miiar-lhesa ler escrever arithemetica re*
ligiao traduzir e fallar bem espanhol tradu-
cir francez geographia e tambem dancar ;
o annunciantc compromete-se nao s a urna
das coisas, como de ambas em urna s casa,
com a condicSo porem de ser fra da capital :
quem d'elle precisar pode anuunciar ; assegu-
rando serao favoraveis as condices do con-
tracto e preencher os desejos do quem d'elle
se queira olilisar, podendo com prazer dar to-
da e qualquer Ranea de sua boa conducta.
O Padre Goncalo Victorino Borgesavisa aos
consenhores da propriedade n. 29 na ra da
Boa-Ora em Olinda e a quem convier que
desde odia 1. do corrente deixou de morar na
ilila propriedade e que fez recolher ao depo-
sito geral a chave da mesma, e o importe de
cinco mezes-vencidos.
Precisa-se fallar com os Srs. abaixo de-
clarados, ou a quem as suas vezes fizer para
negocio de seus enteresses na ra da Santa
Rita nova n. 93 a saber com os Sr. An-
tonio Francisco de Barros Antonio de Moura
Abertino morador na villa do Ico casado com
a cunbada do Sr. Jos Francisco Branco mora-
dor nesta praca ; ecom Manoel Monteiro mo-
rador nesta praca com Francisco Jos Dias
morador nesta praca com Jos Antonio de
Fsmos morador nos Aflictos com o Sr. Anto-
nio Vieira de Sousa official do ourives, com
o Sr. Liandro Rodriguez da Cruz morador na
povaciio de Una com o Sr. Antonio da Cu-
nha Paiva morador na Varzea do Apodim a
com o Sr. Jos Joaquim da Silva morador era
Una.
Aluga-se um segundo andar com sotSo .'
com frente para a ra da Madre do Dos e ra
da Cacimba com bons commodos para fami-
lia ; a tratar na ra da Madre de Dos n. 9 i
na mesma casa existo urna carta para o Sr. Jos
Xavier de Oliveira vinda do sertao.
= FRANCISCO JOS ARANTES encar-
regado das cohrancas compras e pagamen-
tos da casa do fallecido Francisco da Cunha
Vachado convida aalguns credores que por
ventura ainda hajao da casa do dito fallecida
para apresentarem as suas contas dentro de &
dias datado deste : no segundo andar do sobra-
do n. 15 da ra da Cadeia de Santo Anto-
nio.
= O abaixo assignado faz sciento ao respeita-
vel publico que ninguem faca negocio com a
casa da ra das Trinchciras n. 25 sem falar com,
o obaixo assignado p'-r esta se acbar hypolhe-
cada. Vicente Ferreira da Costa.
Aluga-se o 1. andar do sobrado da ra
doQueimado esquina do beco do peixe (rito
n. 2 : a tratar na loja por baixo do mesmo,


^fW
I

h
Precisa -se de um feitor para um sitio
na cidade da Parahiba ; no arma/em de Joo
Carroll & Filho na Praca do Commercio.
Engomma-se com toda a perfeicao toda
qualidade de roupa, assim como tambem se
ajusta por me?, conforme a roupa que gasla-
rem ; na ra larga do Rozario n. 40, segn -
do andar.
Aluga-se por precocommodo um gran-
de arma/em na ra estreita do Rozario ; na roa
do Livramento n. 14.
Quem annunciou querer saber a mora-
dia do violeiro que morou na ra de S. The-
za procure na ra da Alegra junto ao cha-
peleiro.
PeloJuizoda segunda varado Civel se
nade arrematar emasta publica, passados os das
da lei,2escravos um por nome Domingos,
e oul.ro Francisco, penhorados por execucao
de Manoel Ferreira da Silva Ramos contra Joa-
qun Jos de Seixas.
= Aluga-se o segundo andar da casa da ra
do Encantamento confronte ao beco que vai
para a ra do Vigario ; na ra da Cadeia velha
loja de fazendas por baixo da casa do corretor
Oliveira.
= No dia 28 do p. p. pela manhaa appare-
ceo no sitio do Exm. Senador Manoel de Car-
valho Paisde Andrade no corredor do Rispo,
urna negrinha anda bucal sem saber dizer
quem he seu senhor por isso se faz saber,
para nuem for seu legitimo dono se entender
com Manoel da Cunba Oliveira no referido si-
to, quedando os signaos Ihe ser entregue;
e nao se responsahilisa pela fuga da mesma.
= Precisa-sc de um feitor que entenda de
faorta cultura o que seja igualmente apto
para o servico de campo e de engenho; na
pracnha do Livramento loja de fazcndas n.
46, ou no engenho Macugda freguesia de S.
Amaro Jaboatao.
= O abaixo assignado fazsciente ao publi-
co que no an nuncio aparecido no Di irio no-
to de Ger.ildo & companhia houve engao ,
pois deve ser Marcelino Jos Rodrigues Co-
lago 9f Companhia.
33 Por o Juizode Orfaos se ha de arrema-
tar de renda trienal a quem mais der (indos os
das da lei una mor; da de casa de 3 andares
n. 43 sita na ra da Cadeia do Recife ava-
]da em 800,000 rs. poranno, sendo a renda
paga a quarteis prestando o arrematante no
no acto da arremataran (anca edonea.
Precisa-se de um criado para servir a um
homem solteiro: na ra eslreita do Rozario
n. 28
No dia primeiro do corrente as 8 horas
da manha fugioum pequeo papagaio contra
feto ; quem o pegar annuncie.
- Quem annunciou querer arrendar um
sitio perto da praca querendo um com banho
junto ao Hemcdio do lado da passagem, dir-
' ja-se a ra de Agoas verdes n. 21.
- Qufin annunciou querer fallar ao fabri-
cante de instrumentos, dirijase a ra Bella ,
na ultima casa
Da-se 200.000 rs. a prenv'o de 2 por
centoaomez sobre penhoros de ouro ou
prafa : na prara da Boa-vista ,' venda n. 18.
Todas as pessoas que esto devendo no
botequim da ra dus Cruzes Cacao o Cavor de
ir saldar suas contas at o dia 20 do corrente.
Aluga-se um primeiro andar e soto ,
todo pintado do Pillar em fora de Portas n. 122.
Francisco Jos Ferreira Lima Rrasilei-
ro morador no Ico tendo vindo a esta cida-
de a seu negocio retira-se por mar para o
Aracatv levando em sua companbia um cria-
do de nome Simplicio.
= Jos Antonio Alves Bastos pretende em-
barcar para o Rio de Janeiro a escrava Luiza
de naco Congo comprada a Francisco Fer-
reira de Mello.
Roga-se a Scnhora D. Anglica filha da
Senhora D. Thereza Pereira Rabello Maia ,
queira nnnuncnr sua mocada a iin de se tracTar
negocio de seu interresse.
O Ministro da Veneravel Ordem terceira
de S. Francisco da cidade de Olinda roga aos
Irmaos da mesma para que romparecao Do-
mingo 6 do corrente no consistorio, para se
proceder a elleicOo da nova mesa pelas 9 ho-
ras da manhila depois de celebrada a missado
Espirito Santo.
Quem precisar de urna mulher forra para
ama Je urna casa le pouca familia dirija-se a
ra Direita n. 12
= No sitio da Passagem de Olinda de Clau-
diana da Costa tem ptimo pasto para vaccas ,
tanto no verao como no invern e lugar para
corral das mesmas os pretendentes dirijao-se
ao referido sitio que be junto do de JoJoa-
quim Mesquista, para o ajuste o mais(ommo
do do que em mitra parte, e mesmo por ser
mu to perto do Recite, no memo tem urna
grande porcio de lenha propria para rehnai o ,
otaria ou destiladlo por preco commodo.
Francisco Cordeiro Rapozo comprou a
Francisco Venancio Bernardo Ucha mora-
dor na Conceico dos Milagres, um oscravo
crioulo de 22 annos, de nome Benedicto, pa-
ra embarcar para o Rio de Janeiro.
es Aluga-se a casa n. 13 da ra do Vigario
contendo os melbores commodos vasto arma-
zem sobre arcos ; 4 andares e mais dous mi-
rantes, coma mais excelente vista forradas
as salas de papel com o maior aceio. e aluga-se
por seu proprietano se mudar para outro seu
predio ; a tractar na mesma.
A quem convier urna pequea loja sita
junto a porta da Igreja de N S. do Rozario ,
em a qual ha um bfom braco do balanca con-
xas e pesos de meia libra at duas arrobas ,
procure no deposito d'agoa junto ao theatro.
Compras.
priado tomar banho, urnas poucas de caixas
do Porto urna Biblia urna orthografia de
Madureira. e urna (lauta ; no oitao do Livra-
mento na ra Direita n. 10 ; na mesma casa
se aluga um soto de urna casa terrea.
Vende-se um preto moco bom talhador
de carne o mestre de rede de sauna ; na ra de
8. Rita passando a Igreja primeira casa.
e um moleque de 14 annos; na ra velha n. 66
Vende-se um cavallo russo, novo, man-
co e de carro em boas carnes, por 70,000
na ra dos Pires n. 14, em casa de Ignacio
Ferreira Muniz.
Vende-se urna negra de 16 annos, com,
principios de cozinha e mais habilidades; na
rna da S. Cruz n. 56 na mesma casa se alu-
== Compra seumjogode Breviarios Sera-
phico<; quem tiver annuncie.
= Compra-se urna Imagem da Senhora das
Hores, de podra ou madeira ; no patio do
Dospital do Paraso n. 20.
== Comprao-se 200 at dous mil psde li-
rnoeiros, que tenhao 2 a 4 palmos de altura ;
na ra da Cadeia loja de chapeos n. 46 ou
no atierro da Boa-vista loja de Salles & Cha
ves.
Compra8-se eflectivamente para fora da
Provincia mulatinhas molecas e moloques ,
e negros de olicio de 12 a 20 annos, sendo
de bonitas figuras pag5o-se bem ; na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
com varanda de pao n. 20.
Comprao-se 6 casaes de marrecas 3 de
gneos, 6 de porquinhosda india, e4 saguins;
na ra Augusta n. 9 ; na mesma casa aluga-se
um negro bom amassadoro forneirodepadara.
Compra-se urna salva de prata ba ; de
dous palmos do dimetro; quem tiver annun-
cie.
Vendas.
Vende-se um cavallo castanho novo ,
gordo, anda mui bem de passo e carrega ,
ptimo para viajar ; na praca da Independen
cia boje das 8 horas ao mei da.
= Vende-se agoa do tngir cabellos e suis-
sas ; no largo do Collegio, loja de chapeos
n. 6 o na ra do Queimado loja de ferra-
gens n. 31.
= Vende-se lumo americano ( chato ) em
caixas proprio para mascar, e fazer sigarros,
muito novo e de superior qu: lidade ; na ra da
Alfandega velha armazem o. 44.
Vendem-se carros do 2 e 4 rodas, cober-
tos e descobertos, com lanternas e tendo to-
dos os arreios completos por diversos precos,
os quaes se acbao recolhidos no armazem dos
vendedores Me. Calmont & Companhia na
praca do Corpo Santo n. 11.
Vendem-se 3 bancas de Jacaranda para
jogo, envornisadas, c quasi novas por preco
commodo ; na ru de Agoas verdes n. 29.
Vende-se por precisao urna casa na ci-
dade deOnda ; na ra Direita n. 39.
Vendem-se 3 ecravas mocas, engom
ii ao cozinhao e lavao ; urna mulata de 20
annos ; 2 prelos mocos para todo o trabalho ;
na ra de Agoas verdes n. 44.
Vendem-se barrs com breu, ditoscom sa-
g saccascom milho e duas canoas urna
grande e outra pequea ; na ra das Cruzes
n. 30.
Vendem-se rutim de superior qualida-
de para assento de palhnha charutos da Ha-
vana e da Babia de superior qualidade, em
grandes e pequeas porces, e farellos em sac-
cas grandes ; na ra do Trapiche n. 19 casa
de J. O. Elster.
Vendem-se caixas de urna arroba de vel-
las de cebo, muito boas, por serem bastan-
tes alvas e duras, chegadas ltimamente do
Porto a 8320 cadacaixa quesahe a 260 a
libra contendo 6 vellas; na ra do Quei-
mado loja de ferragens n. 3.
* Vendem se 2000 telhas da mclhor qua-
lidade que podo haver e bem coi idas, por
preco commodo, maleriaes para obras e con-
certos de casas como sejao tijolos de ladrilho,
e alvenara batida, tapamento, quadrados gran-
des para ladrilho de fornos de pao, cal preta ,
dito de caiar tudo por preco mais commodo
do que em outro qualquer armazem ; na ra
do Caldereiro n. 12.
Vendem-se duas tualhas arrendadas, ei-
tas no paiz urna colcha do damasco amarello ,
listrada e com franja urna cama de condur .
nova urna rede do Maranho nova pinta-
servente de podreiro : na praia do Fagundes
por baixo do sobrado n. 25.
Vende-se urna preta crioula de 27 an-
nos com urna cria do 6 mezes cozinha e he
boa vendedeira na ra ; na praca da Boa-vista
n. 32.
Vende-se urna vacca do Porto boa lei
te ira parida de 15 dias e da-se para espe-
rimentar se preciso for ; no sitio do Exm. Se-
nador Manoel de Carvalho no corredor do His-
po ou na venda do palio da S. Cruz confron-
te a botica do Snr. Jos Mara Freir fiamero.
Vende-se urna escrava de Angola, para
fora da Provincia cozinha faz doces de to-
das as qualidades, lava, e engomma e de 30
annos; no sobrado n. 72, que faz esquina com
a ra da Trempe.
Vende-se um moleque peca de nacao,
bom cozinheiro de 18 annos ; um escravo de
bonita figura trabalha mui bem de ferreiro ;
um dito canoeiro ; um dito ollicial de ferreiro;
3 ditos; e 4 escravas para todo o servico ; na
ra do Agoas verdes n. 46.
Vende-se por precisao urna negra com
principio do cozinheira de 16 annos na ra
da S. Cruz n. 56.
Vende-se farinha de trigo de superior
qualidade chegada recentemente de Trieste ;
na ra da Cruz n. 55.
=r Vende-se urna morada do casa terrea em
chaos proprios nos Affogados sita na ra de
S. Miguel n. 62 ; a tractar na ra de S. Rila
n. 67.
= Marcelino Jos Rodrigues Colaco & C.
tem na sua fabrica de charutos no atierro da
Boa-vista n. 41, excellentcs charutos da Ha-
vanaeda Baha e tambem da Cachoeira e
manufacturados na trra a preco de 720 rs. o
cento.
= No escriptorio do Kenworthy & Brcnder
a Brandis, ra da Cruz n. 7, vende-se um pe-
queo sortimento de taxasde ferro por prego
commodo.
Vende-se urna negra de nacao Angola ,
de 24 annos ao comprador se dir as habili-
dades; na ra das Cruzes n. 41, segundo andar.
Vende-se urna pequea porcao de milo
para charutos, tirado e por tirar por preco
commodo ; na ra estreita do Rozario, loja
de cera n. 3.
= Vende-se Champanhcem caixas de urna
duzia a 20,000 rs. ; em casa de Russell Mellors
& Companhia, na ra da Cadeia do Recite
n. 39.
= Vende-se urna preta de 18 annos co-
zinha e cntende algoma cousa de costura : na
ra das Larnngeiras sobrado n. 5.
v= Vende-se urna bengala de qualidade de
unicorne verdadeiro que ja esta encastoada de
prata; na ra do Cabuga loja de miudezas n. 9.
= Vende-se um cofre de ferro batido, pro-
va de fogo por forma do armario com pnrte-
leiras e com um segredo da ultima invenco e
Vende-se um negro mogo, ganhador e ga urna casa terrea que nao exceda o scualu-
guel de 8000 rs. mensaes e que seja as ras
do Aragao Velha Gloria Rozario, e Co-
tovello.
= Vendem-se bichas grandes e pequeas
chegadas ltimamente de Hamhurgo pilulas
da familia meias barricas com farinha de tri-
go de superior qualidade peneiras de rame
de latSo toalhas e guard.inapos adamascados
de panno de linho retroz sortido lencos do
seda pretos e azues para grvalas, temos do
condecas e tambem a retolho saeta com
feijao branco e amarello galSes de palbeta
tudo por preco commodo ; na ra estreita do
Rozario padaria n. 13.
= Vende-se taboado de pinho da Suecia
de costado costadinho, pollegada, e Corro de
diflercntes grossuras proprio para forros de
casas e fundos de barricas dilo Americano de
differenles larguras e comprimentos, prxi-
mamente chegado, vergontas de pinho da Sue-
cia de dilerentes grossuras e conipi enlos de
superior qualidade tudo por preco commodo;
no Forte do Mattos armazem do Vianna.
= Vende-se urna venda na ra do Aragao,
na esquina que vira para a ra do Rozario ; a
tractar com Manoel Luiz Vrcs.
= Na loja de Hypolito S. Martin & Com-
panhia, na ra Nova n. 10, tem um novo sor-
timento de Cazendas Crancezas chegadas ultima-
mente pelo navio Casimir Dclavigne, como se-
jao lindos cortes de lanzinha requissimos cor-
tes de seda de 3 palmos de largura ditos de
crep bordados ditos de tarlatana bordados,
cassas pintadas de cores finas ditos de seda
para baile, sedas, sarjas, e setins lavrados, cha-
es e mantas de seda chapeos de seda e de cre-
p para senhora e meninas plumas grinal-
das, flores e outros enfeites para cabeca da
senhora guarnieses de flores para vestidos ,
lencos desetim garca seda e de cambraia
de linho bordados para mao (afola e damasco
de todas as cores creps lisos, luvas do seda
e de pellica de todas as qualidades para senhora
e homem leques de seda ede papel bicos e
rendas de todas as qualidades, calcado para se-
nhora homem e meninos, chapeos de sol pa-
ra senhora o homem bonets para homem e
menino, bengalas de cana c de rulim verda-
deiro, cordas o bordoes para violao rabeca,
o rabecao tlautas e rabecas, oculos de todos
os graos ditos pequeos de ver ao longe es-
tojos de navalhas, ditos de costura caixas de
msica estojos mathematicos, ditos de ci-
rurgia chvese inuitosoutros ferros de tirar
o limpardentes, fundas e suspensorios elsticos,
meias de la verdadeira para quem tem dores ,
caivetes de tirar logo a penna aparada tinta
para marcar roupa, (ios de afiar navalhas, can-
dieirosde latao aljfar finos, coites de col-
lete caivetes de mola, lencos superiores para
gravata e gravatas de peito.
Vende-se urna venda na esquina da ra
da Paz n. 2 com poucos fundos e tem com-
dos para familia ; a tractar na mesma.
= Vende-se um negro para todo o servico;
na ra do Nogueira n. 39.
= No deposito de assucar] refinado esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
Cao pelo qual se extrae a potassa o cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em paes
160 rs. e o do segunda e terceira em p.
a 120, rs. F
grande seguranca tudo polido e bom trabalha-
do, feito*no paiz proprio para urna casa de
campo ou de negocio por preco commodo ;
na ruada Praia ollicina ue serralheiro de Jer-
nimo Jos Ruotorl.
= Vende-se urna negrinha de bonita figu-
ra com principios de cozinha e de costura :
no atierro da Roa-vista casa em que mora o
Sr. Antonio Luiz Gonsalves Ferreira no pri-
meiro andar.
^= Vendem-se casaecs de bom panno prelo
e de cores a 22 e 26,000 rs. sobre-casseas a
24000 rs. ditas de mi ri a 20000 rs. ditas
de laa para montara a 8000, fardas de guar-
da nacional decavallaria a 14000 e de caca-
dor a 10 e 12000 jaquetas de panno de varias
qualidades a 10 e 12,000, de merino a 10000,
de duraque a 7000 de brm trancado branco
e pardo a 3200 de bretanha a 3000 de brm
pardo a 2560 desetineta c metn a 2240. e
de riscado a 2000 colletes de veludo lavrado a
8000 e liso o 6 o 8000 ditos de setim e
gurguraoa 5000, ditos de seda e gasineta a
4000 ditos de panno a 4000 de laa a 3000,
de fuslo a 2000 calcas de panno azul e pre-
to a 9 e 12000 de duraque e laa a 5000 de
merino a 8000 de brm trancado branco e
pardo a 4000, de brm de listras branco a 3200
de dito pardo liso a 2400, de setineta, metim ,
e risendo a 2240, uniformes de panno azu"
Escravos fgidos.
da para tipoia urna dita branca com franja de avivados de enea nado a 12000 ; no atterro da
cor. 2 bancos novos proprios para loja ; um Boa-vista loja de alfaate n. 12.
fiteiro para dito ou para guardar livrns 4
vaosdecaixilhos com vidros para janellas ; na
ra das Cruzes n. 8 na mesma casa engom-
ma-se, lava-se o marca-se por precocommodo.
= Vende-se urna tina de pipa grande pro-
- Vendem-sc 46 mcios de sola proprios
para mallas ; um palanquim o um quarto ,
tudo por preco commodo; na praca da Boa-vis-
ta n. 20.
Vendem-se urna escrava com habilida-jn?
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrente
anno um mulato acabocolado claro, don-
me Cosme, baixo e reCorcado do corpo, do
15 annos, levou vestido camisa do riscado ja
desbolado e calcas da mesma Cazenda quando
falla inclina a cabeca para a banda e a boca
da mesma forma desconfia-se que esteja em
algum lucar oara o matto a titulo de forro
quem o pegar leve ao largo do Corpo Santo
n. 11 que ser gratificado com 150,000.
= Fugo no da 30 de Julho a escrava Mi-
caella crioula de 24 annos, estatura re-
gular tem urna coroa na cabeca de carregar
peso mete os olhos um pelo outro quando a-
lirmaavista, levou vestido de chita escura ja
com bastante uso e panno da cesta ja velho o
roto ; quem a pegar leve ao Becife ra do A-
morim n. 48 quesera recompensado.
, [ 'ifcCirc.
niir. ElB. r. DBrARIA. =1843


Full Text
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