Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05019


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Full Text
Atino de 1843.
Quinta Feira 3
'ludo ffor depende de nos meninos; da nossa prudencia, moderag.io,e energa: con-
tinuemos como principiamos, e aeremos aponlados com dmiraco cultas. ( froclamacjo da Assembleia Gcral do Baisy..)
PARTimS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna, e Parahyba, se;u,iihs e sextas feiras. Rio Grande do Norte, quintas feiras.
llonitoe Garanhuns, a lt' e "i.
Cabo, Serinhaem, llio PornMM .rto Cairo. Maceift, e Alabas no 1 41 e 21.
JJoa-rislae Floresii i3e 2i. Sanio Win quintas feiras Olind a todos os dias.
DAS D.\ SEMA.NA.
Sef. s. Ignacio de Loyola Fundador. Aod. do J de D. da 2. .
Tero. s. Ped.o V Irincula riel. \ud. do J de D. da 3. t.
31
i
2
3
4
5
Quart. N Sra. d njos.
Aiiil do J. de D. da 1. y.
Ouint. s Hermill M Au(l do J. de D. da.. T.
Sex. a. Aristarco B. M Aud do J. de D da t._Y.
Sab. N Sra. das Neres. Rol. Aud do J. de D. da T.
t Dom. tran>Cguragao de Gbrlslo.
5=
\ )
.
O'j >^( Zs-J -L, de Agosto______
Anno XX. N. 1W
BBf^f^B^alaaTaaaTaT^aVa^JTBBBB^BJXiBBjBjBt-^^-----------------------
O Diibio publicase todos os dias qu no forem S.stfifloadoe; o preon da **,1?,""r\
de tres mil reis por quartel pos achantados Os annumios dos ssisrnanteJ sao insen
eralia eos dos que nio forem ^i rasio de M) reis por linha. As reeUmagoes de ser i -
gidaa a esta l'ip., ra das Crus N. 34, ou apresa da Independencia Uja de lirrna [i. 0-
cambios_\j dia 2 de Agosto.
Cambio aobra Londres 2>. Otno-Moeda d* 6,400 V.
Paria 30 reis por franco, N.
a Lisboa 110 poH00 d premio. da 4,000
PAlA-Fatacoaa
Moeda do cobre 2 por cenlo. Petos Coiumnem
li'uui de letras de boas l-rinaa 1 t a |. I ditos Mexicanos
PHASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
La Cheia 10, a 2 horase -5 nt. da m | La ora 25, aos C minutos da jardo.
Quart. minjr. 4 18, a 4 horas o 20 da ,.. | tjaart. creso, i 2, a'J horas o 7 a, da tardo.
Preamar de lioje.
1.a alO horas e 54 na. da manh.ia. | .*. ill horaa o 18 aa. da tarde.
compre
16.800
16,600
U, 200
i,90
1,'JIO
1,920
renda.
17.000
16,800
9,400
1,940
,W
1,940
^^.-J >J)"->,s>>
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 22DOPASSADO.
OfflcioAo juil do direito interino da segun-
da vara do crime, aecusando recepcSo do seu of-
icio de hontem (21), em queda parte de se ha-
ver encontrado um numero de menos, c outro
repetido na extracao dos bilhetes da segunda
parle da primeira lotera, concedida a favor das
obras da igreja matriz de S. Pedro Martyr de
Olinda e solicita saber o que neste caso se dc-
vefazcr; significando em resposta que Smc,
como juiz que piesidia a relerida lotera, deve
declaral-a milla, por isso que, sendo ella um
contracto publico, em que se entra com dinhei-
ro para tirar por sorte o premio que for cor-
respondente ao numero comprado mister se faz
para preencher as vistas do legislador, e para
que soja valida que nao haja a mnima sus-
peita de Iraude, ou mcsmo omissiio dequalquer
especie ; ordenando, que mande proceder a
outra extracao.
Dito Ao commandanto das armas, deter-
minando que mande desembarcar, e dar o
conveniente destino as pracas de primeira linha,
vindas da ilha de Fernando no patacho Pira-
fama.
Dito Aojuiz relator da.junta de justica,
remetiendo para serein apresentados em sessao
da mesma junta os procesaos dos reos Jos de
Siqueira Bueno e Generoso Antonio da Silva ,
soldados do segundo batalhao de arlilharia pe.
DEM DO DA 2i.
OiTlcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda, devolvendo os documentos, que acom-
panharao o seu ollicio de 19 dos te mez, relati-
vos despesa, feitacom o fornecimento d'agoa
luz para o destacamento do termo do Cabo nos
meses de fevcreiroe marco: determinando, que
mande satisfaser a referida despesa, nao obstan-
te a duvida do commissario fiscal do ministerio
da guerra que nao procede, porque, sendo o
destacamento composto de pracas do batalhao
da gualda nacional destacada, deve ser paga por
conta daquelle ministerio a despesa que se fi-
zer com agoa e luz para o momo destacamento;
eintellicnciando-o, de que todas as despesas,
que se lizeremeom agoa, e luz para os destaca-
mentos do mencionado batalhao, existentes nos
dirteYentes termos da provincia, e cujas contas
d'ora em diante Ihe serao remettidas por inter-
medio do commandante das armas, devem ser
pagas na conformidadedo que dito fica.Ofl-
ciou-sc ao commandante das armas acerca da
ultima parte desto officio.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, ordenando, que mande entre-
gar ao engenheiro em chefo das obras publicas
o fio de rame encommendado para a ponte
suspensa do Caxang e queja se acha despa-
chado. Communicou-so ao engenheiro em
chefo. .
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da determinando, que a vista dos documen-
tos que Ihe enva, mande pagar Manoel Bi-
zerra Cavalcantide Albuquerquea importancia
do despendido pelo delegado do termo do Bre-
jo com o aluguel da casa, em uue se acha o des-
tacamento do batalhao da guarda nacional des-
tacada e com agua e luzes para o mesmo des-
tacamento.Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenou-so, que ao referido
Bzorra mandasse satisfaser a importancia do
que com o sustento dos presos pobres e corr
agua o luz para a cadeia nos mezes de abril
julho desteanno despendeo o mencionado dele-
gado: ao qual se participou a expediccao des-
tas ordens.
dem do da 26.
OfTicio Ao inspector da thesouraria da a-
senda ordenando que compre seiscentas sacas
de farinha de mandioca para serem remetti-
das com brevidade para a ilha de Fernando.
Dito Ao mesmo, remetiendo quatro rcqui-
sices do commandante da ilha de Fernando ,
para que as mande apromptar com prestesa, ca-
so todos os bbjectos pedidos estejao nos termos
tie ser saiisfeitos.
Dito _Ao inspector do arsenal de marmha,
determinando em cumprimento de ordem impe-
al que faga partir, quanto antes, para a pro-
vincia da Parahiba o patacho Pirapoma, alini
de receber au urna porcao de uiadeiras v cons-
truccSo naval, que devem ser transportadas pa-
ra a corte.
dem do da 97.
Officio Ao engenheiro em chefo das obra
publicas, approvando o orcam mto para os con-
certos, de que precisa a cadeia desta cidade, na
importancia de l:600S0OO reis ; o ordenando ,
que mando proceder aos ditos concertos com to-
da a brevidade, atienta a necessidade, que ha,
de pT a mencionada cadeia em estado de so-
guranca.Communicou-se ao chele de polica,
ao inspector da thesourajia das rendas provin-
ciaes, e ao inspector fiscal das obras publicas.
Dito Aojui/. municipal, o de orlaos do
termo de Flores, declarando, que approva a pro-
posta por elle feita, do escrivao Antonio Do-
mingues do Andrade para escicver nos proces-
sos dos bens vagos.
Dito Ao chefe da Icgao da guarda nacio-
nal da cidado da victoria, determinando em con-
sequencia de Informarlo sua, que expeca suas
ordens ao commandante do segundo batalhao,
aim de na5 chamar para o servio aos morado-
res do engenho Pimentas; visto pertencer este
districto ao termo do Cabo.
Dit'> Ao inspector do arsenal de majinha ,
ordenando, quo mande descarregar, e por a
disposicao do engenheiro em chefe das obras pu-
blicas a pedra do calcar, vinda da ilha de
Fernando no patacho Pirapama.Ofliciou-sc a
rospeito ao engenheiro em chefe.
Commaudo das Armas.
EXPEDIENTE DE 12 DO passado.
OfficioAo Exm. Presidente acerca do
fornecimento d'agoa e lu do destacamento da
cidadedOlinda que devia ser feito como os
das mais comarcas.
DitoAo mesmo Exm. Sr. romeltendo-
ihe a conta da despesa leita como barracao, que
se preparou no quartel do Hospicio para nolle
ser recolhido o parque d'artilbaria.
DitoAo Commandante do 2. batalhao de
arlilharia a p mandando organisar a conta
de fardamento vencido pelas 1S2 pracas d'arti-
lices, que passarao para o dito batalhao em
sua organisacao devendo na conta mencionar
a importancia do fardamento abonado o a
que competera a ditas pracas se se lb.es tivesse
abonado os 50 rs. diarios.
DitoAo mesmo exigindo segunda copia
do termo de engajamento a que se procedeo no
anno de 182 com os 12 alemaes, que forao
remettidos para a corte com o fim de servi-
rem no exercito.
dem do da 13.
DitoAo Exm. Presidente, remcttendo-lhe
a guia do soldado d'artilhariS Antonio Joao de
Santa Anna que d'ordem do Governo Impe-
,_al teve passagem para o 1 o batalhao da mes-
ma arma esignificando-lhe, quo Francisco
Sales que tambem teve passagem para o re-
ferido batalhao nao existia nos corpos desta
provincia advertindo que no deposito existi
Tose da Fonceca que pedia exclusao por ser
Portugus.
DitoAo commandante interino do batalhao
de Arlilharia dizendo-lhe que o soldado Leo-
nardo Alves de Souza ainda nao estava difi-
nitivamente sentenciado por ter-se appellado
a cx-officio na forma da lei.
1EM DO DA 14.
OfficioAo Exm. Presidente informando
o rcaucrimento do ajudanto do forte do Hu-
raco Salvador Coelho do Drumond que pedia
o abono da gratificado niensal de i que Ihe
Coi suprimida, do Maiodoanno p. p., a 9
de Janeiro ultimo.
DitoAo mesmo Exm. Sr., pedindo-lbe
csclareciniento acerca da forca ltimamente
marcada para o batalhao deInfanlaria do Guar-
da Nacional destacado o so nclle so acbava
incluido o estado maior e menor do corpo e os
officiaes.
DitoAo mesmo Exm. Sr informando
o requerimenlo do capitao graduado Sebastiao
LopesGuimaraes qucaS. M. o. supplicava
a eflecliviuade do posto.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. enviando
Ihe por copia o contracto feito com os 12 alie
mies pertencentes a companhia de operarios ,
e que no anno do 18-2 embarcaran para a
corle.
DitoAo Dcsembargador chefe do polica,
dizendo-lbe quo assentarao praca os recrutas
Jos Bernardino da Silva e Silvestre Martins
i'ereira vindosdo termo de Garanhuns
DitoAo Inspector da thesouraria remet-
iendo -Ibo a guia quo trouce da provincia do
Maranhao o Major graduado Sergio Tertuliano
Castello Branco para por ella se proceder ao
ajuste de contas.
dem do ni a 15.
OfficioAo Exm. Presidente para que
houvesso do solicitar do Governo Imperial es-
clarocimento acerca dos militares sentenciados
por crimescivis a penas temporarias pois que
mandando a resolucao de l do Outubro de
1841 que as pracas de prets por aqnella forma
sentenciadas voltem depois aos corpos, per-
dendo o tempo de servico durante tal impedi-
mento esta disposicao involvia desconvenien-
cia para o servico eafrouxava oslaros da de-
ciplina no primeiro caso por que estando os
militares sugeitos a pristo simples, ou com
trnbalhoal20annos, a volta ao corpo, depois
desse lempo importarla o mesmo que ter a
sold homens velhos o achacados ; por isso
que as prisoes dilatadas quasc sempre se ad-
quirem molestias c no segundo caso elles
viriao inculcar nos corpos a immoralidade, que
est ligada au crime e que as prises tornao
maior incremento sendo por tudo isto necos-
sario fixar um praso para serem nos corpos
conservados os sentenciados, ou dos mesmos
provmca, "y;^ como sabiamente acautelara
um Francisco de Sales que marcliou para o "-._ n1 v. A ,,A iR.m ,,,,,_
Maranhao em 1839 e na companhia d'artifi-
ces um oulro do mesmo nomo mas que se
presuma nao ser o mesmo de quo tratava a
ordem Imperial.
DitoAo inspector da thesouraria acerca
do disconto de 5 por,'oda dilTcrenca do sold
do alferes reformado J. P. de Sousa Maga-
Ihaes pela antiga tarifa para com a nova ta-
bella e sgnilicando-lbe que na sua opiniao
se nao poda proceder a similha.iter.isconto ,
por o nao julgar comprehendido no artigo 11
da lei de 20 d'Outubro de 1838 esclarecido
( quanto aos officiaes reformadas) pelo aviso da
repartico da fasenda de 12 de Abril de 1839 ,
e na primeira advertencia da lei n. 243 de 30
de Novembra de 1841.
DitoAo commandante interino da fortale-
sadeliamarc dizendo-lhe, que OS capellaes
de fortalezas s tinhao direito ao sold de 22$
rs. e nao ao da nova tabella ,e por isso infun-
dada a pretcnto de capellao da dita forta-
leza.
Dito__Ao commandante do batalao de In-
fantaria de Guarda Nacional destacado para
.r....Arnnr;miinln dn minrd.i Bernardo
a resolucao de 21 de Marco de 1829 decla-
rando-so tambem se durante o cumprimento
da sentencadeviao os sentenciados serem on nao
abonados de seos vencimentos, e se estes sao os
que eslao designados na citada resolucao de
1829.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando
o requerimenlo do 2. tcnente secretario Can-
dido Leal Forreira que a S. M. I. suppli-
cava a graca do promover a 2. tenente pira o
2." batalhao de vrtilharia a p visto terem si-
do outros mais modernos promovidos por de-
creto de 7de Setembro de 1842.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o
requerimento do alferes da 3.a classe Francisco
Jos de Vouza Abes que ao Governo Impe-
rial pedia permisso para faztr o servico na pro-
vincia do Maranuao.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o
requerimento de Roberto Francisco de Livra-
mento qae pedia exclusao do batalhSode In-
fantaria de Guarda Nacional destacado onde
servia como guarda.
DitoAo Dcsembargador chele de polica ,
dando-lbe o esclarecimento aue pedia acerca
do sentenciado Antonio l'elis de Barros exis-
tente em Fernando.
Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 17 DO PASSADO.
Officio Ao Exm. Presidente da provincia,
sobre o ofTerecmento, que for. o cidado Anto-
nio Annes Jacome Pires de tomar por arren-
damento a casa terrea numero 21 sita na ra do
Santa Thcresa, pertencente a fasenda nacional,
por menor proco, porque ltimamente foi arre-
mattada, obrigando-se a lser sua custa os
concertos c reparos, quo precisava o dito pre-
dio.
j),lo Ao mesmo Exm. Sr., com os papis
das despesas que o delegado do termo do Pao
do Albo fes com o lornecimento d'agoa e lu
para o destacamento ali estacionado.
Dito Ao contador da thesouraria, partici-
pando ter sido nomeado Antonio Jacomo do A-
raujo, p ira escrivao da collectoria de diversas
rendas do municipio do Serinhem, vago por
fallecimento de Antonio de Lira Chaves.
Dito Ao administrador da mesado consu-
lado para aser recolner a guia dos rondimen-
lose contas das despesas do mezdejunhop. fin-
do; e recommendando, que d'ora em diante sa
observasse rostrictamonte a disposicao do S 3.
artigo 39 do regulamento de 30 de maio da
1836.
DEM DO DIA 19.
Officio Ao Exm. Presidente da provincia,
informando o requerimento do alferes Francisco
Pedro do llego Brrelo, sobre o ajuste de contas
dos seus vencimentos.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., idem o do ba-
charel Joaquim Nunes Machado juiz de direi-
to da primeira vara do crime da comarca do Re-
cife, em que pedio se registasse na contadoria
ge ral de guerra, a licenca que obtivera pelo
ministerio da justica, aim de ser pago pela cor-
te do seu sido de auditor da gente do guerra.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., com a infor-
macao por a qual constava quando teve princi-
pio a despesa do aluguel do armazem, que ser-
vio de estribara aos animaes do parque de ar-
tilharia de artfices.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., idem, quo nes-
ta piovncia naO existia oliciaes reformados a
quem na conlormidade do imporial aviso de 24>
de maij prximo passado, so devesse faser des-
cont nos seus sidos, por terem sempre rece-
bido oda antiga tabella.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento do corneta do batalhao de guar-
das nacionaes de Bizcrros, Vicente Ferreira da
Silva, em que pedio o pagamento dos seus ven-
cimentos.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., sobre o paga-
mento dos sidos dos dous cornetas, de que 1ra-
tou o officio do coronel chefe da legia da guar-
da nacional de Serinhem.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., idem de quatro
recibos das quantias despendidas em os mezes
de fevereiro o marco com o,lorneciiiientod'a-
goa e luz para o destacamento do termo do
Cabo.
HitoAo mesmo Exm. Sr., com a infor-
macao do commissario fiscal do ministerio da
guerra, sobre o olficio do commandante das ar-
mas, o mais papis que acompanhara5 rela-
tivos a demarcacodo solo da fortalesa de Ta-
mandar, a que procedeu o juiz municipal Fer-
nando Affonso de Mello.
DitoAo commandante tas armas, com a
representacao do commissario fiscal do minis-
terio da guerra, pela qual constava, quena re-
lacao dos recrutas remetidos para esta capital
da comarca do Bonito pelo respectivo delega-
do supplente Jos Joaquim Bizerra de Mello, em
19 de maio prximo passado, vierao tambem
considerados como recrutas os desertores de
primeira linha Jos Leoncio Cavalcanti, e Ma-
noel Goi>C8lves da Silva aim de se proceder
aos necessai ios descont >s.
Dito Ao mesmo, enviando as relacoes dos
sidos e vencimentos dos oliciaes da compa-
nhia de artfices, do mez de junho prximo pas-
sado aim de mandar dissolver as duvidas ,
que oTereciao commissario fiscal do ministerio
da guerra.
DEM DO DIA 20.
Officio Ao Exm. Presidente da provincia,
informando o requerimento do Domingos da
Silva Guimaraes, em que se queixou do dis-
conto. aue se Ihe ezdoseu ordenado.de Ama-


iuense da alfjndega por ter deixado de com-
parecer no servico.
Dito Ao mosmo Exm. Sr., idem odeJoo
Francisco dos Santos Siqueira, em que pedio a
Sua Magestade o Imperador Ihe concjdesseuma
indemnisaco equivalente ao lugar do escriva
da emenda da alfandega om que se achava vi-
taliciamente encartado e que deixou de exer-
cerpela sua extineco.
Dito Ao mosmo Exm. Sr., dem o do al-
feres Miguel da Rocha e Vasconcell >s, em que
pedio a gratificaco que venceo como instruc-
tor de guardas na^onaes.
DitoAocommissario fiscal do ministerio
da guerra, sobre o contracto estipulado com
Joaquim Canuto de Figueiredo, do aluguel do
armasem, em que se achava a guarda da cadeia
desta cidade.
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CAHAfiA DOS SENHORES DEPUTADOS.
Na discussao do parecer da commisso sobre a
licenca para ser conservado na Presidencia o Sr.
Baro da Boa-Vista disse
O i>r. Rocha:Sr. presidente, eu nao tinha
toncan de entrar nesta discussao, porquanto me
parece a questomui simples e escusado quasi
todo o debato. At hoje tem sido pratica que os
deputados ou senadores que sao ao mesmo lem-
po presidentes de provincia possao no tempo
das sessoes Mear as suas provincias sem de-
pendencia de autorisaca das duas cmaras. No
senado, lembro-me que assim succedeu com o
Sr. Alencar, presidente do Gear, ecom o Sr.
Costa Ferreira, presidente do Marauha; e na
cmara dos deputados com o mesmo Sr. Barao
da Boa-Vista e com o Sr. Sousa Franco, presi-
dente do Para. Ora, se esta doutrina est con-
firmada pela pratica que temos tido at hoje; se
nao de modo nenhum opposta aos principios
constitucionaes, nem de certo serei eu que laca
As opposices passadas, tao esmerilhadoras de
tudo o que podia faser carga ao governo, a cen-
sura de acreditarde leve que ellas quiserao fe-
char os othos a uin dos pontos mais importan-
tes da doutrina c institucional, para que pudio
o governo essa licenca. Mas desde que ella es-
t pedida desde que o governo leve essa difTe-
roncia para com a cmara entendo que deve-
nios aproveitar-nosdella;fica o principio adqui-
rido para nos em vantag -m das cmaras.
Mus, V. presidente, eu tinha pedido a pa-
Javra, porque vi que a pedia um nobredeputa-
do que anteriormente em um aparte tinha de-
clarado ter olTensa do mim, olTensa sobre a qual
pretenda chamar a discussao; eslava mesmo re-
volvido a ceder da palavra so essedeputado nao
insistis.se no assumpto para o qual me empra-
zra. Veio porm a campo o nobre deputado ;
e apresentando o seu amea^ador documento ,
po'-mea mim inteiramente fura do conflicto.
Entretanto, tenho que declarar ao nobre depu-
tado que nao tive nem de longe animo de ofren-
d lo, porque disposicao de espirito que nun-
ca tenho aqui na cmara ; se alguma expresso
pois contra elle me escapou no discurso, foi in-
voluntaria ; nem me record de qual ella seja ;
li ainda ultima nentee comattenco oque disse,
e vi que em nada attribui em m parte o nobre
deputado, antes tudodesculpei com a irreflexo,
com o arrastramento com a facilidade filha boa de acreditar em tudo; portanto creio
que o nobre deputado nao tem razo em dar-se
por offendido por mim nem pode achar que
fossem duras as minhas expresses.
Mas o ponto em que o nobre deputado tocn
muito melindroso porquanto envolve a hon
ra de algucm ; e V. Ex. me perdoar i se com esta
digresso oceupar-me, pois cumpre desviar todas
as suspeitas que possaoreeahir sobre este algucm.
Irata-se de saber se alguns artigos publica-
dos [i* se sabe por quom pelo Sr. Nunes Ma-
chado) na folha/?ras7erao atracadamente re-
vistos emendados pelo ministerio ou por al
gum ministro. Quando o nobre deputado deu
isso a entender eu o repelli porque persua-
da -me que o nobre deputado queria dizer que
o redactor do Brazil ia a presentar esses artigos ,
recebidosda miio de um amigo a censura i
correccodealguem do ministerio; hontem po-
rm pela leitura da sua carta vi que nao ha
essa aecusacao que o que se pretende que o
Sr. Nunes Machado moslrava esses artigos aos
ministros antes dos mandar para o Brazil; e
que a mais importante, a mais positiva das mo-
dificares ministeriacs era a simples mudanca
de S. S. p<>rS. Ex.
Eu Sr. presidente, nao sei o que se passa-
va entre o Sr. Nunes Machado e os ministros ,
o que sei que recebia os artigos do Sr. Nunes
Machado escriptos em horro que os alterava
como me pareca e fa/endo-os todos prece-
der por alguma declararlo igual que vou ler,
os publicava.
( (f orador lera urna colleccodo Brasil ose -
ouinte: )
De um nosso assignantc cujo patriotis-
mo Ilustrado nos conhecdo recebemos o
seguinte communicado; publicamo -lo pori|ue
cia estado que o nosso correspondente allega
ser inteiramentedosconhecdo aqui na corte, al-
gumas explicacdesquehdbilitom opaiz a enten-
der-so no meio desses intoresses que se cruzo ,
dessa disposicao dos espiritos tao diversa da que
nos mostra o parlamento. Nao omittimos nosso
juzo a esse respeito pois nello como om tudo
desojamos sempro admittido o principio de jus-
tica audi alterara partera. >
Ora vendo eu da deputacao de Pernambu-
co quasi toda unida nasfileiras mimsteriaes
na scsso de 41 sep irar-se um dos membros
com quem tinha relacoes doamizade separar-
se digo para revelar desavengas edissences
oceultas at cnt3o desavengas que aflirmava
existirem profundas, inconciliaveis na sua
provincia pergunto quem havera que me pos-
sa exprobrar ter eu querido provocar urna dis-
cussao quando especialmente esse amigo ci-
ta va em seu apoio o nome de outra pessoa com
quem nao tinha ento amizade, mas para quem
tinha muitas sympathias ? Apoiado nesta ami-
zade apoiado nesta sympathia eu devia a-
ceitar esses communicados; mas nessescom-
municados que euaceitava sob a responsabili-
dade de seu signatario para comigo e sob a
minha responsabilidade para com o publico cu
achava que devia fazer algumas alteraces por
que queria discussao do principios de factos e
nao questoes que a alguem offendesse. Poco
aos nobres deputados que quizerem percorro
estes tres artigos publicados nessa pocba e
verao que nada ha nelles de insultante ou de
ofensivo.
Os originaos do Sr. Nunes Machado existem,
originaos que eu nunca teria apresenlado por
que nao entendo que o que se entrega ao jor-
nallistadova passaralm do escriptorio da im-
prensa senao quando tem do apparecer em
juizo ; masem um caso destes de tanta gra-
vidade supponho quo o Sr. Nunes Machado
mosmo me desculpar. Ahi vero os nobres
deputados que conhecem a minha letra quo as
alteraces as supp>essoes sao todas feitas por
mim que especialmente de minha letra a
decantada substituico da excellencia se-
nhoria.
Esses artigos, .escriptos ao correr da penna ,
s com algumas rasuras antes de passarem a le-
da de forma dopois do me serem entregues
pelo Sr. Nunes Machado s ero vistos por
mim que os alterava o pelo compositor que
tinha de os por em typos. Agora se antes de
escev-los o Sr. Nunes Machado conversava
com algum ministro se Ihe apresentava suas
ideas, se com elle combinava o quo devia es-
crever. nao sei ou nao o posso afirmar ou
negar ; nao estava no lugar em que o Sr. Nu-
nes Machado se reuna com o? ministros.
Agora pretendo ainda defender tanto ao meu
amigo o Sr. Nunes Machado como o ministe-
rio. Persuado-me ser essa defesa simplssima,
seattendermos pocha em quo esses artigos
ero escriptos o nao quizermos confundir a
linguagem desses artigos com a linguagem de
outrosque fra impressos na mesma folha, po-
rm mais de um anno depois. Esses artigos
sao sobremodo decentes ; nelles s se trata de
discutirse era conveniente que o nobre Barao
da Boa-vista fosse para Pernambuco ; allegava-
seque, existindo em Pernambuco dous parti.
ilos que igualmente se guerreavao achar-se-
hia o nobre Barao sem forca em nenhum del-
les ; discutia-se cmfim se aquello presidente
podia ou nao formar um terceiro partido. Sup-
ponho que esta discussao nao podia seno ser
til tanto ao paiz como ao ministerio sobretu-
do quando os artigos ero anteriores nomea-
cao do delegado do governo. O ultimo artigo
do Sr. Nunes Machado que apparece no Brazil
teve por fim dar noticia da nomcaeiiodo presi-
dente e cmpraza-lo para novas discussoes em
Pernambuco. Portanto depois que L o Sr.
Barao nomeado presidente nao houvo mais
discussao aqui no Rio de Janeiro.
Ora senhores todos nos sabernos da de-
mora que houve na nomeaco do presidente de
Bernambuco em 18il ; lodos nos sabemos que
os nobres deputados que hoje Ihe fazem oppo-
sicao logo ento a comecro contando cou-
sas de que o governo nao podia oslar informado,
porque at ento a deputacao pernambucana
tinha -se conservado unida e silenciosa ; nesta
hypothesc nao podio os ministros nao podia
algum dos ministros sem quebra de lealdade,
di/er quando os nobres deputados pedio nao
losse nomeado oSr. Barao: Nadado quan-
to di/.eis tem apparecido, vos tendes estado cal-
lados a imprensa pernambucana est calada ,
failem pois ? Nao vejo o que esta linguagem
tenha do desleal o de indigna. Seja porm o
que fT o que certo que nenhum minis-
tro vio os artigos escriptos depois de me have-
rem ellos sido entregues, que nenhum minis-
tro os alterou e quo notavelmentc as vossas
excellencias em vez de vossas senhorias fro
postas por esta mo como quem quizer pode
o suppomos de subida importancia e para de- verificar pois aqui trago os manuscriptos.
fiar Bnhm o lado de tao interpelante jirnvin- I Sr. Prndente, CSJiteSS iiparci! q
questSo pernambucana julguei dever seguir pa-
ra com todos os deputados dessa provincia ap-
parece na minha folha. Quando o Sr. Barao
da Boa-vista recebeu esto titulo as folhas da
opposicao do Rio de Janeiro o acommetterao
negaudo-lhe todos os seus serviros; eu o de-
fend em artigos que se podem ver neste mes-
mo volume aceitei um communicado engran-
decundo-o exaltando-o ainda mais categri-
camente. No meio da polmica do Sr Nunes
Machado fizquantopude para que nunca fossem
excedidos os limites da decencia,edadelicadesa,
nunca compromel ti a opnio da lo Iba, e invocan-
do o principioaud alterarapartem,sempro ofie-
reci as minhas columnas a quom quizesse de-
fender o nobre Barao o de facto ha aqui um
communicado defendendo-o, communicado
mui bem escripto e concludente. Tenho ainda
a declarar Sr. Presidente que quando se
publicaro esses artigos ou quando publiquei
o primeire delles um dos ministros com quem
tinba eu relacoes mais chegadas me disse que
esses artigos podio fazer mal e aconselhou-
meque nao os publicasse, respondi-lhe : sou
muito amigo do Sr. Nunes Machado tenho
sympathias para com F... ., o Sr. Nunes Ma-
chado me pede nao posso resistir ao seu pe-
dido : o mais que possso fazer aceilar todas
as respostas; o mais que posso fazer nao em-
penhar a minha opinio; o mais que posso
fazer cortar todos os insultos ( ecumpre con-
fessa-lo nenhum apparece nesses artigos.)
Peco aos nobres deputados que nao con fun-
dan com os que foro publicados no principio
desta sesso os artigos ento publicados. Estes
nao podem causar pejo a ninguem o hav-los
eseripto que nao podem promover odio ne-
nhum nao tem nada de oflensivos.
Na mesma discussao disse:
OSr. R. Torres ( Ministro da Marinha )
Sr. presidente, ped a palavra para responder a
urna argirn que me foi feita ou antes foi
feita ao governo pelo Ilustre deputado pela Pa-
rahyba que enectou a discussao deste parecer.
Esse Ilustro deputado tachou o governo de
falto de franqueza e de lealdade porque de-
claramos que no caso do ulgarmos necessaria a
continuarlo do Sr. Barao da Boa-Vista na pre-
sidencia de Pernambuco viriamos solicitar da
cmara a competente licenca; eentretanto con-
servamos no exercicio de suas funecoos esse dig-
no delegado do governo e s ha poucos dias
a esta parte 6 quo nos lemhrmos de vir solici-
tar esta licenca. Eu creio que, para respondo
a esta arguico do Ilustre deputado bastar
recordar cmara tudo quanto occorreu a res-
peito deste negocio.
Quando tomro conta das pastas os minis-
tros acluaes achro que se tinha expedido a-
viso pela administraran passada ao Sr. Barao da
Boa-Vista e alguns outros presidentes decla-
rando ou antes ordenando-lhes que nao vi-
essem tomar assento na sua respectiva cmara
sem novas ordens do governo. Poucos dias do-
pois da minha entrada para o ministerio, apre-
sentando-me nesta cusa para discutir o projecto
da fixaco das Torcas de mar fui interpellado
por um Ilustre membro delta peguntndo-
me se pretenda ou nao conservar em vigor esse
aviso expedido pelo ministerio transacto. Res-
pond' ento que, se a administracao entendesse
necessario que o Sr. Barao da Boa-Vista nao
largasse o seu posto se julgasse necessario que
elle continuasse a exercer as funegoes de presi-
dente ainda durante a sesso da cmara o
ministerio viria solicitar delta a necessaria li-
cenca. Tratou depois o gabinete deste negocio,
e vista das noticias que tinhamos de Pernam-
buco, \ vista da tranquillidudeque reinava no
quella provincia entendemos que nenhum in-
conveniente baveria em que o Sr.Baro da Boa-
Vista passasse a presidencia a quem de direito
tocasso c viesse tomar assento na sua respecti-
va cmara. Expedio portanto o Sr. ministro
do Imperio um aviso ao presidente de Pernam-
buco revogando a ordem que tinha de nao
doixar a provincia. Claro tica portanto que o
governo nao ncressitava de vir podir licenca a
cmara, visto que nao tinha julgado indispen-
savel continuar a ordem que se havia dadoao
Sr. Baro de nao largar a presidencia.
Preparava-se o presidente de Pernambuco pa-
ra vir para o Rio du Janeiro quando indicios
apparecro de que se tratava de perturbar a
ordem publica se tratava de recorrer a meios
violentos para se conseguir o que so nao podra
obter por meios legtimos. Neste caso o Sr.
Baro da Boa-Vista entendeu que no devra
passar a presidencia a maos mais debis que as
suas sem primeo communicar ao governo esta
oceurrencia e esperar delle urna ordem ter-
minante a este respeito. vista das communi-
cacoes do Sr. Baro do Boa-Vista, entendeu a
administra -o que tinha chegado o caso de nao
convir que elle largasse a presidencia e orde-
nou-lhe que se conservasse em Pernambuco ,
que viria para isso solicitar a licenca da respec-
tiva cmara. Se pois sao estes os factos, se
dade da parte do governo ? Em quanto o Sr.
Baro da Boa-Vista se conservava em Pernam-
buco sem ordem expressa da administracao; em
quanto se conservava por sua propria vontade ,
ou porque nao tinha podido preparar-se para
vir tomar assento nesta casa o governo ne-i
nbuma necessidade tinha de pedir licenca c-
mara de que elle membro... .
O Sr. Urbano : Por causa das cartas que
para l io.
O Sr. R. Torres: Quando o nobre depu-
tado ex plicar melhor a sua proposico eu Ihe
responderei.
O r. Urbano : Se o nobre ministro con-
sentir que eu falle eu explicarei.
OSr. R. Jotren Se o Sr. presidente per-
mittir eu nao duvidarei inlerromper o meu
discurso para ouvir a explicarn.
Sr. Presidente : Se os apartes, rigo-
rosamente fallando, sao contrarios ao regimen-
t; se cu quasi sempre chamo ordem os mem-
bros da casa que os proferem como bei dar a
palavra para explicar apartes?
O Sr. R. Torres : Eu nao teria nenhuma
duvida em ouvir a explicaco do aparte do Ilus-
tre deputado.
O r. Urbano : Esta as suas mSos; nSo
deixe encerrar a discussao.
r. R. Torres : Dizia eu Sr. presi-
dente que, em quanto nao foi por ordem da
governo que o Sr. Baro da Boa-Vista se con~
servou em Pernambuco, nenbuma necessidado
tinba o gabinete de solicitar da cmara esta li-
cenca ; mas, desde o momento em que elle se
conservou em Pernambuco, por ordem expres-
sa do governo, esta vamos na hypothese em que
declarei devermos pedir cmara a necessaria
licenca. Foi o que o governo fez ; obrou por
consequencia de accordo com o que eu havia
dito nesta casa ; obrou com umita lealdade.
Mas disse-se : o governo nao mostr
sempre aconfianca que boje parece depositar
no Sr. Biro da Boa-Vista. Tambem nao 6
exacta esta proposico. No primeiro da em
queso me inlerpellou a este respeito declarei
terminantemente casa que a administracao
actual nao tinha razo para nao continuar a de-
positar no Sr. Baro da Boa-Vista a mesma con-
fianza que tinha depositado nelle a administra-
Cao transacta. Mas, ainda quando tivesse o ga-
binete actual hesitado no primeiro momento
( o que na realidade nao aconteceu ) ainda
assim me pe parece que nao era isto motivo pa-
ra a censura ou arguico que se nos lez. Ha-
via poucos dias que tinhamos lomado as pastas;
ouviamos fazer severas censuras nesta casa ao.
Sr. Baro da Boa-Vista ; podamos nao ter ti-
do tompo de examinar os fados, e avahar at
que ponto ero justificadas essas aecusacues;
podamos pois ter hesitado a principio ; mas ,
reconhecendo depois que essas arguicoes ero
infundadas mostrarnos mais firmeza mais
confianca no digno delegado do governo na
provincia de Pernambuco.
isse-se ainda que nao ha necessidade de pe-
dir licenca cmara para continuar o Sr. Ba-
ro da Boa-Vista no exercicio das fu uceos de
presidente porque muitos factos tem mostrado
quo esta licenca nao 6 necessaria ecitro-se
osexemplosdo Sr. Alencar na presidencia do
Cear sem ordem ou licenca da respectiva c-
mara citou-se o exemplo do Sr. Souza Fran-
co'tio Para, e outros Eu nao estou de accor-
do com os Ilustres deputados que sao desla o-
pinio ; todos estes exemplos e outros quoeu
poderia tambem citar nao csto no mesmo caso
que se d actualmente a respeito do Sr. Baro
da Boa-\ ista ; esses Ilustres deputados e sena-
dores que soconservftro na. respectivas pro-
vincias exercendo as funecoes de presidente ,
nao o lizero por ordem expressa do governo ;
o portanto podio conservar-se sem licenca das.
respectivas cmaras. Assim como nao temos o
direito de obrigar a um collega nosso que nao 6.
empregado publico a vir da sua provincia to-
mar assento nesta casa, assim tambem nao po-
demos obrigar a um membro que exerce urna
funeco publica a abandonal-a contra sua von-
tade ; o caso pois que se d a respeito do Sr.
Baro da Boa- V ista difiere muito daquelles que
foro lemhrados para provar quo a licenca pe-
dida desnecessaria. O actual presidente de
Pernambuco conserva-se agora naquella provin-
cia por ordem expressa do governo c minha
opinio e de todos os meus collegas que para
este caso necessaria licenca da respectiva c-
mara.
O Sr. Urbano : Est visto que nao pode
ficar sem a sua vontade.
O Sr. R. Torres : Em quanto ello for de-
legado do governo parece-me que tem obri-
gaco de obedecer s ordens do governo...
O Sr. Urbano : Mas o governo nao pode
ordenara deputado nenhum que deixe de vir &
cmara.
O Sr. Presidente : Ordem !
O Sr. R. Torres: O governo nao podo
ordenar a um deputado que nao ven ha lomar
uc na su o que vOfmu, onde es a iu uo leal- i assento sera pedir licenca respectiva cmara ,


o por isso que nos viemos pedir a cenca que
se discute.
Dsse-se tambem que o nobre Barao da Boa-
Vista nao deputado ainda e portanto nio
estando no caso do artigo da constituico nao
era necessaria a licencia pedida ; disso-so que o
Sr. Barao nao deputado porquo nao prcstou
ainda o juramento. Eu naoentendo assim. O
Sr. BarSo deputado [apoiados) desde que foi
julgada legal a fleico da provincia [apoiados):
o juramento nao necessario para que um ci-
daao soja declarado deputado: 6 sim indispen-
savel para que entre no exor.icio de suas func-
ces como representante da nacao [apoiados.)
Creio portento que as razes om que so lun-
d5o os Ilustres membros que julgo desneo ssa-
ria a licenca'da cmara para que o Sr. Barao
continu na prosidencia nao sao valiosas, e quo
a cmara dcve approvar o parecer da Ilustre
commissao. Voto a favor delle.
DIVERSAS NOTICIAS.
RIO DE JANEIRO.
A cmara dos deputados decidi hontem 17
de (julho) que, sempre que se houver de levan-
tar a sessao por nao achar-se presente o nume-
ro legal de deputaaos para qualquer votaca ,
faca-se nova chamada, mcncionando-se na ac-
ta os nemes dos que se houvercm retirado com
causa participada ou sem ella. Decidio-se tam-
bem que se laca a chamada, as 10 horas, e que
se mencionen) na acta os nomesdos deputados,
que nao se acharcm presentes.
No dia 31 de maio foi lancada ao mar cm
Londres urna nova barca para a companhia bra-
sileira de paquetes de vapor E cm ludo igual
ao paquete de vapor Imperador, e denomina-se
Jmperatriz.
Falleceu o Sr. Joaquim Norberto Xavier de
Brito marechal decampo e vogal do conselho
supremo militar.
A infeliz esposa do Francez Hahn, falleceu no
dia 17 do torrente uillio .
O escravo Camillo, assassino de seu senhor ,
ocommendadorFelippe Nery de Carvalho, foi
hontem 17 de (julho) condemnado morte pe-
lo tribunal do jury, por nove votos contra tres.
A cmara dos deputados cncerrou hontem 18
do (julho; a discussados artigis auditivos cre-
ando imposto*. Foraoappiovadas as seguintes
disposicdes:
Ficao creadas as seguintcs contribuices ex-
traordinarias durante o anno dessa lei.
Todo o empregado que accumular mais de um
emprego percebei por inteiro o vencimento
maior de um dos empregos. e metade de ca-
da um dos outros; nesta disposicao flcao com-
prehendidos os ministros do estado e conselhei-
ros de estado que forcm Miembros do corpo le-
gislativo.
O sold o ordenado dos lentes das academias
militar e de marinha sera reputados um s
vencimento, o nao accumulacao.
Os subsidios dos membros do corpo legisla-
tivo fica sujeitosa urna imposico de dez por
cento.
Os membros do corpo legislativo nao pode-
ro accumular durante o tempo das sesses em
quo vencerem subsidio lencas, pens5es, apo-
sentadorias ou reformas, com o mosmo sub-
sidio.
Todas as pessoas que receberem dos cofres
pblicos neraes um s vencimento, por qualquer
titulo que se,a, menos as pracas de pret de tr-
ra e mar, flca sujeitosa urna imposico que
ser regulada pela maneira seguinte :
Al 1:000#..........2 por
De l:000#at2:000#. 3 por
Do 2:000 at 3:000#. 4 por
De 3:000^ al 4:0(10^. 5 por
Dos vencimcntos superiores a 4:000^. 6 por
Na palas ru veiiciiuentos se com prebenden)
quaesquer emolumentos que se perceberem.
Os empreados aposentados ou reformados
quo forern de novoempregados nao tem direilo
a perceber o vencimento da aposentadora ou
relorma com o do lugar em que lorem de novo
empregados.
O governo estabelecer o modo de arrecadar-
se esta nova imposico.
Os mdicos, cirurgiese boticarios estrangei-
ios pa;aro pela verilicacaodc seus ttulos urna
somma igual que pagaren) os discpulos das
escollas de medicina desde a primeira ma'ri-
cula at recepgao dos seus diplomas Aquelles
que exer eiem su.is profisses sem terem veri-
ficado os^eus diplomas, como expresso na
lei il.; 3 de outubro de 1832, sera multados na
quantia de 200 rs., e esta quantia se ir dupli-
cando as reincidencias.
Olarias....................
Fabricas de chapos..........
Casas de cambios.............
Matriculas das aulas de latim___
Juros da divida activa provincial.
12S800
258600
128800
258600
291868
18:1788273
Rccebedoria do rendas internas provinciaes ,
l.de agosto de 1813. O escriva e adminis-
trador, Luiz Francisco de Mello Cavalcani.
RURIO DE PHYUBCO.
Em outro lugar deixamos as noticias, que en-
contramos nos jornaes, que recebemos pelo pa-
quete inglez, que sahio do Rio 21 do pas-
sado.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 2.......... 7:3668480
DescarregSo hoje 3.
Barca Catharina botijas vazias e tabo-
ado.
Brigue Svra farinha.
Barca T/iomaz Mellor fazendas, e ferro.
Brigue Thorwaldven fazendas.
Barca Casimir Delavigne fazendas e
rollos de chumbo.
Escuna Virginia Iradtr fazendas
nella farinha, e bolaxinha.
ca-
RIO DE JANEIRO.
Cambios no dia 19 de julho.
Precos da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres..... 25 'A tomadores.
Paris....... 373
__ Hamburgo.. 690
Metaes. Dobres hespanhoes. 31S750






da patria....
Pezos hespanhoes...
da patria____ 18955
Pecasde63W0velhas 17,250
de novas 17,000.
Moodas de 4$000... 98200.
Prata ........... 102
31,150a31,200
2,000
Apolices de 6 por cento..... 69 /*
lovimcnto do Porto.
Navios sahidos no dia 1.
Trieste galera dinamarqueza Catharina ca-
pitao Drescher carga assucer.
H;mburgo, pelo Canal ; barca dinamarqueza
Chriitian 8., capitao J. A. Bruhm, carga
a mesina que trouxe.
Ditos no dia 2.
Macei ; brigue inglez T'm. Pett capitao
Francis Perree carga lastro.
Porlos do Sul; vapor brazileiro Imperador,
commandante Jos Mara Falcao.
Entrados no mesmo dia.
Rio de Janeiro, e Babia paaueto inglez Pe-
terel, commandante Crooke.
Mar Pacifico, tendo sabido de New Bedford
32 me/es; galera americana Hctor, de 380
toneladas, capitao James Gray cquipagem
32 carga azeile de peixe : ao capitao.
Edital.
PERNAWIBUCO___
**------1ir Til'ii '-----------' I =s
Rendimento da meza de rendas internas pro-
vinciaes no mez de julho prximo /indo.
Decima dos predios urbanos..... 15'.749:84
Sello de herancas e legados..... 1808304
Meia siza dos escravos......... 1:5528897
Escravos exportados........... 2708000
Passaportes de polica......... 58400
Kovos e velhos direitos........ 488560
=rPe!a thesouraria das rendas provinciaes ,
cm cumprimento de ordcm superior, so ha de
contraclar no dia 7 d'agosto desle anno o alca-
Iroumento de todas as madeiras da ponte do Re-
cile oreado em Rs. 1:6388593 sol) as condi-
ces pulihVail is no Diario n. 141 de 4 de julho.
A discripeao da obra poder ser examinada na
repartieao das obras publicas pelos concurrentes,
que devero 'dirigir thesouraria as suas pro-
postas com antecedencia em cartas fechadas, que
sero abertas no dia aprasado.
eclaracoes.
- O Exm. e Rvm. Sr. Bispo Diocesano tem
designado odia 15 do corrente, para que pos-
sao turrar indulgencia [llenara concedida por
sua -anliilad todas as pessoas, que, dispostas
com a confisso ecommunhao visitaren) a igre-
ja de Nossa Scnbora da Gloria, no acto da Mis-
sa solemne do mencionado dia, rogando a Dos
pela i.reja Catholica por Sua Santidade e
porS. Exc. Rvm. Na mesma occasifo, por In-
dulto da Santa S tambem dar S. Exc.Rvm.
a Bencao Papal como se fosse conferida por
*ua Santidade. Recifc 2 de agosto de 1843.
U Padre Francisco Jos lavares da Gama, se-
cretario de S. Exc. Bvm.
O arsenal de guerra compra 600 saccas
de boa farinha de rnandinra mje enhs 2!-
senero tiver compareca na salla de sua directo-t nhecida agoa de flor de laranja do custume ;
ra hoje impreterivelmente 3 do corrente as 11 garrafas do verdadero licor de absinthio su isso,
ede agoa-ardente de Franca da mais superior
qualidade e outros licores surtidos muito supe-
riores, e igualmente vinho de Bordeaux de pri-
las Chagas
horas do dia.
Continuacao dos devedores da taxa dos escravos
do bairro do Recife.
Joaquim Jos de Amorim
Mondes & Amorim
Francisco Mamede de Almeida
Francisco Antonio de Mondonca
Joanna Maria Theodora
Francisca Theodora 1
Joaquina Theodora Alves
Estevao Ignacio dos Santos
lzabel Maria Theodora
Antonio Dias Souto
Ignacio Goncalves Lima
Manoel Lourenco
Francisco Marlins Ramos
Jos dcOliveira e Mello
Antonio Ferreira Mendes Guimaraes
Candida Balbina da Paixio
( Continuar-se-a.)
Administracao do patrimonio dos orfHos.
Perante a administracao do patrimonio dos
orlaos so ha do arrematar a quem maisder por
tenpo de 3 annos que bao do lindar em 30
de .limbo de 1846 as rendas das seguintes ca-
sas :
N. 26 na ra da Madre de Dos.
36
38 do Torres.
Os licitantes poderlo comparecer com seus
fiadores na casa das sesses da dita administra-
cao no dia 9 do corrente mez as 4 horas da tar-
de. Salla das sesses d'administraeao do pa-
trimonio dos orlaos 1. de Agosto de 1843.
J. M. da Cruz cscripturario.
.! meira qualidade em pipas e garrafas; continua
'I tambem a haver sempre pelo mai
perfeieao bolos paste
j i tambem a haver sempre pelo mais mdico pre-*
o0' co com toda a perfeieao bolos pastis tor--
6S
U
co
tas e todas as diversidades de doces para chas,
bailes ousoirs;appromta-sc tambem ricas ban-
deixas para banquetes de todo o genero.
Quem precisardo urna ama com leitedi-
rija-se atraz da matriz da Boa-vista n. 22:
uem pardeo urna cruz pequea de podras di-
se a mesma casa cima que dando os sig-
18
18
48
68!r,,a-f
. naes I he ser entregue.
-Aluga-se, permuta-se
28
16S
28
2S
28
Avisos martimos.
Para o Acarac, a sair com brevidade por
ter parte do seo carregamento prompto o bri-
gue escuna brasileiro Aguia de primeira mar-
cha forrado e encavilhado de cobre : quem
no mesmo quiser carregar ou ir de passagem,
dirija-se a bordo a tratar com o capitao do
mesmo Antonio da Rocha Lima ou com os
consignatarios Novaos & Companhia.
- Para o Rio de Janeiro o patacho S. Do-
mingos, forrado de cobre e de boa marcha ;
quem nelle quizar carregar ou hir de passa-
gem dirija-se a Gaudino Agostinho de Bar-
ros, na ra da Cruz n.66.
Lei loes.
O corretor Oliveira transferio por causa
da chuva o seu leilo de fazendas para sexta
feira 4 do corrente s 10 horas da manha ; no
primeiro andar da casa de sua residencia.
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N. 67.
Deste n. em diante o Artilheiro s ser des-
trihuido por assignaturas: as pessoas que o de-
sejarem receber na loja a i o lero mediante
320 nos mezes em que s forem publicados 8
nmeros o por 360 quando houverem 9 ,
continuando-se a entrega como atequi aos Se-
nbores assignantes que receberem as folhas em
suas casas.
LOTERA do theatro.
jNo dia 8 do andante mez
de Agosto corre imprete-
rivelmente esta lotera fi-
quem ou nao bilhetes por
vender e o resto aeha-se
nos lugares ja annnncia-
dos.
= Na padaria o pastcllaria franceza do At-
ou vende-se urna
boa morada de casa terrea cita no lugar do
Monteiro com os commodos seguintes : 4 salas,
5 quartos cosinha fora quarto para escra-
vos dous bons quintaes um murado com por-
tao e o outro com cerca dos lados : dirija-so
a ra Direita venda n. 72.
Aluga-se o 1. o andar do sobrado da ra
doCjueimado esquina do beco do peixe frito
n. 2 : a tratar na loja por baixo do mesmo.
- Muito se tem fallado do sistema Horneo-
pathico do sistema de Rroussais e de outros
muitos mil difiercnles ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evacumantes, que
ninguem pode negar seren nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a difficuldade de fazer observar aos au do-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Homcopathica e pratica regular &c. Somos
geralmenteacoslumados a comer muito mais
do que be necessario para o nosso sustento ; o
resultado he flatos, indigestos, e inflamar
ces nos ligados, c. Para remover impedi-
estes incommodos, nada he mais prompto, quo
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as differentes sec-
creces.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana r
estas propriedades, que produzem seu efleito ,
sem dores e incommodo algum nao ho ne-
essario dieta alguma o pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em quo se tomar.
Aqui vende-sc somonte em casa do nico a
gente Joao Keller ra da Cruz do Recife n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva &C.\ e atierro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
O abaixo assignado adverte ao Snr. Ma-
noel Gomes da Silva senhor do engenho Gra-
mame, que na primeira occasio, que tiver
de vir a esta praca sirva-se de nao se retirar
( como tem feito por muitas vezes) sem se en-
tender com o abaixo assignado para concluir
o negocio que a muito tempo nao ignora;
assim Ibo recomenda seu criado =a J0S0 Vax
de Uliveira.
Aviso para os Srs. de engenhos.
Na grande fabrica de distilago no Apipucos,
compra-se constantemente, eem tempo, qual-
quer porcao de mel: paga-se dinheiro a vista
barril de 22caadas ajusta-so
e tambem assucar I ruto de boa
a 3(900 por
sal as inteiras
qualidade.
- Jos Gomes Pereirada Silva retira-se pa-
ra fra da Provincia.
No dia 4 do corrente vai a praca o sobrad
da ra da Lapa n. 3 no Recife perlencente
aos herdeiros de Manoel do Nasc-mento Costa a
requer ment dos mesmos para receberem o
que tem na dita casa como o requerero cuja
casa posto que algum tanto arruinada he de pe-
dra e cal em chaos proprios e rende no es-
lado em quo est 21S reis seudo suscctivel
com pouca despeza de render o dobro ; quem
0 pertender, dii ija-se a casa do Sr. juiz dos or
faos defronie da Matriz da Boa-vista casa da
esquina.
- Quem tiver um sitio perto da praca com
comodidades precisas para grande familia eo
queira arrendar por anno dando se-llie o alu-
guel adiantado ; dirija-se a ra de S. Rita n.
57 ou annuncie para ser procurado.
= Antonio Meira retira-se para fra do
Imperio a tratar de seu negocio.
Urna pessoa se oflerece para ensinar em
algum engenho ou ccrlo as primeiras lettras
e principio de latim e Irancez : a quem con-
vier annuncie ou dirija-se a ra do Rangel
n. 34.
- Joaauim Jos da Costa, com loja de miu-
dezas na ra do Cabug faz sciente ao publi-
terro da Boa-vista n.50,acaba-se de receber um co por ter apparocido outro de igual nome, que
indosortimenlo de pastilhas sortidasem caixas
de diversas formas e tamanhos. Excellcntes con-
foitos mu proprios para fa/er mimos tanto
pela sua bella qualiJadc como pelo seu lama-
uho ; bucetasde vidro com pastilbas sortidas ,
recommendaveis polo sen delicado sabor; bis-
rmtnc f
-tnc I.'..:,.I -
:Cb uv miiiiiti -
MUIUCIII un 11111111 11c
de hoje em diante se assignar Joaquim Jos da
Costa Fajozes.
= Aluga-se parte do sobrado de 4 andares
na ra do Torres, com frente para a ra da
Alfandega velha ; a tractar no segundo andar
do mesmo.
rrecisa-se de urna ama de ieiie ; na ra
queire cada sacca da medida velba ; quem tal' champangno ; frascos da cxcellente e bem co- larga do Rozario n, 17.


4
= Jos Joaquim de Novaes (az publico aos
seu fregueses e mais pessoas que mudou o
seu estahelecimento de alfa.iato para a casa do
Snr. Magalhos Bastos defrnote la moradia
do rn^mo; assim como que continua a vender
obras feitas.
Prec Pontas n. 102
= Joaquim Jos de S. Anna Barros avisa a
quem convier que propde-se a ensinar nova-
mente arithmetica e franco/, com toda a pcr-
feico, prometiendo esmerar-se quanto for
possivel para o hoin adiantamento dos que a es-
te fim se queiro dedicar ; para o que convida
a todos os pais de familia quede seu presti-
mo se quizerem utilisar, a dirigirem-seem sua
aula em Fora de Portas na ra do Pilar pri-
meiro andar do sobrado n. 63.
= Precisa-sede um feitor Portuguez para
urna fazenda do serto ; no atierro da Boa-vis-
ta n. 43.
=OfTereccse urna pessoa de muitoboa con-
ducta e capacidade para ensinar meninos em
algum engeho ou fora da praca ; quem de
seu prestimose quizcr utilisar, dirija-so a ra
do Rangel n. 7.
= Precisa-se de um cozinbeiro eummo-
leque para fazer o servico de casa; na ra da
Cruz botica de Saisset se dir.
= A pessoa que mandou seu sobrinho na
ra das larangeiras sobrado n. 21 com di-
versos attestados de alguns Srs. de engenhos ,
provando a sua boa conducta, e que se olTerecia
para trabalharem um sitio das Mangabeiras ,
appareca no dito sobrado n. 21 para tractar a
respe i to.
= Feliciano Perry Vidal, Austraco retira-
se para o Aracaty na companbia de sua mulber,
e tres filhas menores.
= Patricio Pereira do Carvalho morador na
povoacao de Caruar embarca para o Rio de
Janeiro o seo escravo crioulo de nome Ig-
nacio.
as Miguel Antonio Mainhas retira-se para fo-
ra do imperio.
= Francisco Jos Fcrreira Lima Brazileiro,
morador no Ico tendo vindo a esta cidade a
aeu negocio, relira-sc por mar para o Aracaty,
levando em sua companbia um criado de nome
Simplicio.
O Ihesoureiro da loteria de S. Pedro Mr-
tir de Olinda pasa os bilbetes premiados na di-
ta loteria no consistorio da Igreja da ton-
ceicao dos Militares, nos dias 2, 3, e 4 do cor-
rente das 9 horas as duas da tarde.
Alugo-se dous armazns do sobrado n.
15 na ruada Cadeia de S. Antonio e outro
por traz junto a marcom bastantes commodos;
a tractar no segundo andar do mesmo.
Tbom Rodrigues da Cunha Anacleto
Pereira do Souza, Uicente Ferreira da Cunha,
retiro-se para fora do Imperio.
= Precisa-se de um menino de 9 para 10
annos que tenha alguma pratica de fazenda e
miudezas ; na ra da Cadeia velha primeira
Joja de fazendas ao p do arco da Conceieo.
Quem procisar de urna mulher forra para
ama Je urna casa de pouca familia dirija-se a
ra Direita n. 12.
A quem convier urna pequea loja sita
junio a porta da Igreja de N S. do Rozario ,
em a qual ha um bom braco de balanca con-
xas, e pesos de meia libra at duas arrobas ,
procure no deposito d'agoa junto ao theatro.
Quem annunciou querer vender urna ca-
sa terrea na ra das Trincheiras n. 25 diri-
ja-se a ra la Madre de Dos n. 28.
Precisa-se de um bom amassador dan-
do-se bom ordenado; na padaria do alterro dos
Aflogados n. 37
Diai Antonio de Moraes Silva declara .
que em seu poder tem urna lettra de 2:O0OS
rs. com o premio de dous por cento pora de-
mora saccada em 15 de Maio de 1811 por o
fallecido Amador de Araujo Cavalcanti a 2
annos precisos e acceita por Pedro Alexandre
de Mattos e Antonio Pinto de Mattos com
recibo de 361j60 passado pela Senhora D.
Maria Francisca de Paula Cavalcanti Lins em
20 de Ja otro de 1841 e transferida com o
pertcnce do Snr. Luiz do Reg Barros em 30
do Outubro do dito anno ao Sr. Antonio Pedro
de Barros Cavalcanti, a qual em 12 de No-
vembro do referido anno me a indossou.
Aluga-seum sobrado de um andar na
que ninguem comprasse as partes dos annun-
ciantes por estar a dita c isa litigiosa, e sujeita
a reposi^ao dos menores o que nao he verda-
de porque os annunci; intes nenhum impedi-
mento tem para vender m as partes, quo Ihes
pertcncem que esto'livres, o desembarassa-
das e nao vendem a que pertence a menor
[Abel c nenhum litigio ha em dita casa ea
nica reposico, que os annunciantes teem a
fazer he de 89,140 rs. ao herdeiro Antonio
Francisco Romao o q ual he tambem devedor
de custasdo Libello em que loi vencido, e
nao pode isto servir do impedimento; esta he a
satisfacao que os anncinciantes dito ao publico
paia licar certo deque s a intriga, ou m
vonladc faria apparecer aquello annuncio an-
nimo.
= Aluga-se a casa n. 13 da roa do Vigario
contendo os melhores commodos vasto arma-
7om sobre arcos ; 4 a ndares e mais dous mi-
rantes, coma mais exce! lente vista forradas
as salas de papel com o maior aceio, e aluga-se
por seu proprietano s< mudar para outro seu
predio ; a tractar na mesma.
Compras.
> = Compra se umjogo de Breviarios Sera-
phico; quem tiver annuncie.
v Comprao-se os livros Direito das Senho-
ras e Simplicio andando a moda : na traves-
sa do Veras esquina j Quiabo na Boa-vis-
ta n. 14.
= Compra-se um bom cavallo russo di-
nas pretas o que seja grande e forte para car-
ro ; na ra da Cruz n. 7 ou na passagem da
Magdalena segunda casa a esquerda passando a
ponte.
sa Compra-so urna Imagem da Senhora das
llores, de pedra ou madeira; no patio do
Dospital do Paraiso n. 20.
n. = Compra-se urna obra de Breviario Ro-
mana, nova ouombomuso; quem tiver an-
nuncie.
= Compra-se urna escada que tenha os
degraos de taboas em bom estado que sirva
para ser posta em um primeiro andar a descer
ao quintal ; na ra da ConceicSo da Boa-vista ,
sobrado n. 8.
= Compro-se 200 at dous mil ps de l-
moeiros que tenhao2 a 4 palmos de altura;
na ra da Cadeia loja de chapeos n. 46 ou
no alterro da Boa-vista loja de Salles & Cha
ves.
Vendas.
ra da \ iracao ; a traclar com seu propricta-
rio Antonio Joaquim de Souza Riboro.
O Sr. Padre Jos Marinlio Faltao Padi-
Iha queira procurar na casa de cambio na ra
da Cadeia do Recile n. 34 urna encomenda ,
que Ihe vcio doCeara.
Martiniano Jos Pascoal e Jos Caeta-
no Farges annunciando nos Diarios de Per-
= Vende-so urna bagatella por 20,000 rs. ,
esta em muito bom estado : na ra da Gloria
n. 88.
Vendo-se um carneiro grande e capado ,
muito manijo ; na ra da Solidado casa de-
fronte do tamarineiro n. 44.
Vendem-se duas canoas em meio uso,
urna de carreira e outra de carga de 500 t-
jolos ; nos A (Togados no estaleiro do Lima.
Vendc-se um molequo crioulo, de 18
annos de bonita figura para pagem ; na ra
do Rangel n. 5 sobrado do um andar.
Vende-se ou troca-se por urna negra ,
molcca ou moleque um negro crioulo do
3o annos sem vicio, proprio para todo o ser-
vico de plantarots por ter sido de um engenho
mestre de rapadura ; na ra da Cadeia do Re-
cifo n. 11.
Vende-se um casal de escravos de boni-
tas figuras, e proprios para todo o servico : na
rna larga do Rozario n. 36, terceiro andar.
Vende-se urna escrava de naco de 2a
annos, com algumas habilidades ; e um ne-
gro de 22 annos; na ra velha n. 66.
Vendem-se dous moleques de 12 a 15
annos ; urna preta moca engomma, cozinha,
boa costureira faz lavarinto e bordado susto;
urna dita que engomma cozinha e he re-
colhida duas ditas de 18 annos para todo o
servico ; urna cadeirinha de bracos com muito
pouco uso e por proco commodo : na ra do
Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vende-se urna morada de casa 'na ra do
Jardim de pedra e cal com sotao e ratifi-
cada de novo n. 22 ; a tractar na mesma.
Vende-se um sitio na Magdalena com
boa casa do vivenda de podra e cal duas gran-
des baixas plantadas de capim diversas arvo-
res de fruto por preco commodo, e mesmo
a praso corn boas firmas : na ra da Praia n.
58 a fallar com Joaquim Celistino Goncalves.
es Vende-se agoa do tingir cabellos e suis-
sas ; no largo do Coiiegio, ioja de chapeos
n. 6 e na ra do Queimado loja de ferra-
nambuco de 17 e 28 de Junho do correte an-, gens n. 31.
no a venda das parle* que teem na casa de so-! = Vende-se fumo americano ( chato ) em
brado de 2 andares e solio na ra larga do Ro-jcaixas proprio para mascar, c fazer sigarros,
zario, onde mora o inquilino Joao Manoel Ro- muito novo e de superior quolidade ; na ra da
drigues \ alenca virio agora no Diario de Alfandega velha armazem n. 44.
o dn corrate uir. annunci" chao dizendo |
V CUUvii.
*e csrrci do 2 e 4 rodas, coer-
tos e doscobertos com lanternas e tendo to-
dos os arreios completos por diversos procos ,
os quaes so acho recolhidos no armazem dos
vendedores Me. Calmont & Companbia na
praca do Corpo Santo n. 11.
Vendem-se bichas muito boas, chega-
das ltimamente tambem se alugo, e vao-
so aplicar; na ra Direita. loja de cera n. 135.
Vendem-se 4 canoas de 36 palmos at
40decomprido muito sans, para abrir: na
ra larga do Rozario n. 33.
Vende-se urna preta da Costa, de 24
annos cose engomma e cozinba para fora
da provincia na ra Augusta n. 22 a tractar
com o Goncalves do Cabo.
Vendem-se 46 meios de sola proprios
para mallas; um palanquim e um quarto ,
tudo por preco commodo; na praca da Boa-vis-
ta n. 20.
s as Vendem-se bichas grandes e pequeas
chegadas ltimamente de Hamburgo pilulas
da familia meias barricas com farinba de tri-
go do superior qualidade peneiras de rame
do lato toalhas e guardanapos adamascados
de panno de linbo retroz sortido lencos de
seda pretos e ames para gravatas, temos do
rondocas e tambem a retalbo sacca com
feijo branco e amarello galoes de palheta .
tudo por preco commodo ; na ra estreita do
Rozario padaria n. 13.
= Vende-se laboado de pinho da Suecia ,
de costado, costadinho, pollegada, o forro de
difieren tes grossuras proprio para forros de
casas o fundos de barricas, dito Americano de
diTerenles larguras e comprimentos, prxi-
mamente chegado, vergontas do pinho da Sue-
cia do difTerentes grossuras e comprimentos de
superior qualidade tudo por preco commodo;
no Forto do Mattos armazem do Vianna.
= Vende-se urna venda na ra do Ara gao ,
na esquina que vira para a ra do Rozario ; a
tractar com Manoel Luiz Viraos.
Vendo-so urna porcao de taboas de pi-
nho finas proprias para forro ou tampos d
barricas; a tractar com Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro na ra da Cadeia do Recie
n 24.
Vende-se urna porcao de sola com no-
doas propria para cobrir malas; a tractar com
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
v = Na loja de Hypolito S. Martin & Com-
panbia, na ra Nova n. 10, tem um novosor-
timento de fazendas franeczas chegadas ultima-
mente pelo navio Casimir Dclavigne, como se-
jo lindos cortes de lanzinha requissimos cor-
tes de seda de 3 palmos de largura, ditos de
crep bordados ditos de tarlatana bordados ,
cassas pintadas de cores finas, ditos de seda
para baile, sedas, sarjas, e setins lavrados, cha-
les e mantas de seda chapeos de seda e de cre-
p para senhora e meninas plumas, grinal-
das, flores, e outros enfeites para cabeca de
senhora guan icoes de flores para vestidos ,
lencos desetim garca seda e do cambraia
de linho bordados para ma<< tafet e damasco
de todas as cores creps lisos luvas do seda
e de pellica de todas as qualidades para senhora
o homem loques de seda e de papel bicos e
rendas de todas as qualidades, calcado para se-
nhora homem e meninos, chapeos de sol pa-
ra senhora e homem bonets para homem e
menino, bengalas do cana o de rutim verda-
deiro cordas o bordes para violao rabeca,
e rabecao flautas e rabecas oculosde todos
os graos, ditos pequeos do ver ao longe es -
tojos de navalhas, ditos de costura caixas de
msica estojos malbematicos, ditos de ci-
rurgia chvese mu tos outros ferros de tirar
e limpar dentes, fundas e suspensorios elsticos,
meias de la verdadeira para quem tem dores,
caivetes delirar logo a penna aparada tinta
para marcar roupa, fios de afiar navalhas, can-
diciros de lato aljfar finos cortes de col-
lete caivetes de mola, lencos superiores para
gravata e gravatas de peito.
Vende-se um par de pistolas de algibeira
com sua competente caixa contendo os apare-
Ihos pura uso das mesmas 3 venesianas ou ta-
hoasinhas para janellas; na ra larga do Roza-
jio n. 35 loja de Joaquim Jos Lodi.
Vende-se urna negra de 16 annos com
principios de cozinha emais habilidades; na
rna da S. Cruz n. 56 na mesma casa se alu
ga urna casa terrea que nao exceda o seu alu-
guel de 8000 rs. mensaes, e que seja as ras
do Arago Velha, Gloria Rozario, e Co-
to vello.
Vende-se urna venda na esquina da ra
da Paz n. 2 com poucos fundos, e tem com-
dos para familia ; a tractar na mesma.
Vende-se um selim em meio uso ; na
ra s Cruzes n. 40.
Vendem-se 40 meios de sola proprios
para malas : na praca da Boa-vista n. 20.
Vende-se um palanquim em bom uso ;
na praca da Boa-vista n. 20
Vendem-se 3 vaccasainda dando leite ,
e com crias; na ra da S. Cruz n. 1.
Mo Iulw; na ra da Cruz esenptono
de Jos Antonio Gomes Jnior continua-se a
vender por preco commodo saccas com alquei-
re de farinba de mandioca muito fina e alva ,
feita na Muribeca.
Vende-se um moleque do bonita figura,
e com 3 annos de oflicio de marcinoiro; na tra-
vessa da Gloria da Boa-vista n. 4.
= Vendem-se um escrava de naco de 22
annos com bonita figura cose bom faz po-
de l e doces de diversas qualidades e co-
zinha ; um moleque de naco, de 18 annos,
cozinha com perfeico e urna mulata de ida-
de de 20 annos, cose engomma bem e ho
recolhida; na ra Direita n. 3, primeiro andar.
= Vende-se urna boa canoa de carreira ,
e um negro canoeiro s ou com a canoa ;
no estaleiro de Manoel da Silva Mariz, defron-
te de S. Francisco.
= Vendem-se casimiras de cores, pannos
ditose de diversas qualidades, chapeos fran-
ce/.es ditos de sol, tapetes para stila pannos
para mesa, lencos de seda do muito bom gosto,
meias de seda protase brancas, cassa lisa mui-
to fina merm de duas larguras, preto e azul,
luvas de pellica e outras muitas fazendas por
preco muito em conta : na ra do Queimado,
loja n. 11 de A. L. G. Vianna.
s= Vende-se um pardo de 20 annos com
bonita figura, oflicial de carpina, e ptimo
para bolieiro ; e um molecole crioulo de 18
annos : na ra da Cadeia loja n. 57.
= Vende-se urna negra moca de naco ,
com urna cria de 15mezes a negra cozinha ,
engomma e lava ; na ra da Cadeia loja do
ferragens n. 44.
= Vende-se um preto de naco Costa, for-
neiro e trabalhador de masseira ; as 5 pon-
tas n. 23.
= No deposito de assucar] refinado esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Coltegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
Co pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. e o do segunda e terceira em p,
a 120, rs.
Escravos fgidos.
= Fugio no dia 16 de Abril p. p. o negro
Antonio, de naco Congo, baixo grosso,
pouca barba falla fina dous dentes faltos na
frente do queixo de cima com urna cicatriz
de urna ferida que tove em um dos ps foi
visto procurando o engenho Pintoba ven-
do quem o comprasse por ter isto de eos-
turne ; quem o pegar leve a ra da Aurora n.
30. que ser recompensado.
= Na noite do 29 para 30 do p. p. fugio 1
moleque de 18 annos nao falla bem levou
calcas escuras de assento roxo e camisa de al-
godo; quem o pegar leve a ra da Cruz n. 59,
que ser recompensado.
= Fugio no dia 25 do p. p. a preta Maria*.
de Angola levou vestido de chita preta be
baixa corpo relorcado, ps largos, beicos
grossos levou urna trouxa de roupa e diz
que vai laval-a foi vista em ponte de Uchoa ;
quem a pegar leve ao atterro da Boa-vista casa
da viuva do Passos que gratificar.
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrento
anno um mulato acabocolado, claro, de no-
me Cosme, baixo e reforcado do corpo, do
15 annos, levou vestido camisa de riscadoja
desbotado e calcas da mesma fazenda quando
falla inclina a cabeca para a banda, e a boca
da mesma forma desconfia-se que esteja em
algum lugar oara o matto a titulo de forro ;
quem o pegar leve ao largo do Corpo Santo
n. 11 que ser gratificado com 150,000.
= Fugio no dia 30 de Julho a escrava Mi-
caella crioula do 24 annos estatura re-
gular tem urna coroa na cabeca de carregar
peso mete os olhos um pelo outro quando a-
firma a vista levou vestido de chita escura ja
com bastante uso e panno da cesta ja velho o
roto ; quem a pegar levo ao Recife ra do A-
morim n. 48 quesera recompensado.
= No dia 22 do p. p. fugio um preto de
nacao Congo, de 50 annos, estatura ordina-
ria, sem dentes na frente falla fanhozo, le-
vou camisa de chilla azul calcas de riscado ja
velha, o qual foi da viuva do Vasconcellos;
quem o pegar leve a ra do Queimado n. 42 ,
segundo andar que ser recompensado.
= Domingo 30 de Julho p. p. indo vender
frutas desappareceo um preto de nome Pedro,
do gento de Angola, baixo, secco repre-
senta ter 38 annos tem o quarto e quinto de-
do de ambos os ps multo pequeos, levou cal-
cas de algodozinho e camisa de madapolo ;
quom o pegar leve ao sitio de Manoel Bernar-
uno Munieiro na estrada da Solidado que
ser recompensado.
Kbcife: naTtp. de M. F. de Faria.=18i3


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