Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05018


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Full Text
Anrio de 1843.
i

Quarta Fera 2
li.~S34,.S^, TpradenT- moe"'So'e
cultaa '."no, e seremo apealarlos com .dmiraL-ao entre N.oA.. m.;.
CUl", CffOcl.m,Suod.A.semblei. Ger.l do bImI*,
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES
fao.anna, e P.rahyba, secundas e sextas foirai. Rio Grande doN >rle miim- f
Konilo e Garanhuns, Itl e 24. 9UInU &'.
Cabo, Seriahjem, Rio Pornioso, Porto Calvo, MaceiA, e Alago,, no i o ,. ,.
lioa-nstue flore. i3 e 21. Sanio Anlio quintas feira, Olinda iodos ol Ai. "
oas da. semana. "
3 Seg. a, Ignacio de Loyola Fundador. Aud. do J de D. da 2
i Terg. s. Pedro A Umcula Re. Aud. do J. de 1). da 3. t. '
2 Quarl. N ara. d njos *ud do J. de D. da 1. r.
3 Quint. s. Hermill M Aud do J. de D. da S. v.
4 Sex. s. A surco B. NI Aud do J. de D. da 2. v.
5 Sab. N Sr. das Neves. Re. And do J. de D. di 1- t.
'i llum. Tran.ligurag.t o de Ghrtslo.
de Agosto
Anno XX. N. 165:
O Diario publica-se todos o, dias ffue nao forero Salificados: o preju da atsignalara fca>
JV de,res m" "'* P'quel P;'os adianlados Os annuncios dos asignantes sao inaeridoa
hS1/' S-V" "S 1* qa" "' fu'e"1'' ""'"' dc ^ re'9 P ,r linlu A reclamaooea dereai eer diri-
gida, a esta I .o., ra das frutes N. 3a, ou apresa da I nilopendencia loja de litro. N. 6 #8.
cambiosNo di. 1 de Agosto.
' C"Mo tohn%onA"\ 26-. Ou.o-Mo.da d. 6,400 V.
a rana 3.0 rea por franco, a N
Litba 140 por 100d.premio. d. 4,000
\f j j v. n PaATA-Pataces
Moedade eobraj 2 por cento Paio.Colua.nwa.
Idea, de letra, de boas 6rma. J |. dil, Mexicano.
PIIASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
La. Che., 10, 2 horase 5 m. da m i Lu, nova J5, ios 16 minuto, da ,.r,le.
Ou.rt. oBK. 18, i 4 toras 20 m. d. m. | ,... or,.c 2) s ,, horas e 7 dl urdt>
compra renda.
16 800 17,00
46,6l)J 6 800
a, 200 9.400
1,9/0 1,940
1,920 1,'.'4U
1,920 1,940
<*K>
. m Preamar de lioje.
10 lloras i6a, d. manbia. I 2. a 10 bor
as t 30 m. d. tarda.
BSB

PERNAMBUCO.
j
Tribunal da Reacao.
fSESSAO DO 1. DE AGOSTO DE 1813.
Diversas outrasmer-
cadorias, a saber:
15 p. > a dinh/ 20:612,024
15 dito em assig-
nados......... 49:519,558
Joias 5 p. %
Os embargos do Antonio Marques da Costa,------"v i
6oares ceccionario do Exm. e Rm. Hispo Resig- Armazcnagem adicional 3 'Ap o/0
natario, contra Jos Marques da Costa Soares, Reexportacao 2 p. %....... '
na appellacao civel desta cidade, escrivao Fer-
reira; forao despresados.
Os embargos de Ignacio Joaquim Fernandes,
contra Manoel Claudio de Queiroz, na appella-
cao civel desta cidade, escrivao Postliumo; fo-
rao despresados.
Na appellacao civel desta cidade, appellantc
o juiso, e o curador a horanca jacente do falle-
cido Ignacio Alves da Silva Santos, appellndo o
Dr. Manoel Teixeira Peixoto, escrivao Furrei-
ra; semandou ouvir o desembargador procu-
rador da coroa.
Na appellacao civel do juiso dos orfaos desta
cidade, appellantes os administradores do pa-
trimonio dos orlaos appellada D. Maria Can-
dida Pina e seus filhos, escrivao Jacomo ; so
julgou pela confimaca da sentenca.
Na appellacao civel do.juiso dos feitos da fa-
zenda, appellante a fasenda publica, appella-
dos a viuva e herdeiros de Joao Carlos Pereira
de Burgos Ponce de Leao, escrivao Ferreir; se
julgou pela confirmacaoda sentenca.
Na appellacao crime desta cidade, appellan-
te Manoel Jos Goncalves Braga, appellado Jo-
ao Baptista Castanha, escrivao Jacomo; se jul-
gou improcedente o recurso.
Na appellacao civel desta cidade, appellante
D. Izabel Tliaotooia do Miranda Varejao. Ap-
pellado Manoel do Carino Inojoza, escrivao' Pos-
Expediente de 1 y* p. /o.
Gneros nacionaes '/. p. % .
Premios dos assignados y2 p.
Arma/enagem de y* p. %..
Multas...............
Emolumentos de certides..
7.
70:132,182
19,250
17:483,121
119,557
7:707.173
4.020
1:390.315
198,7*9
442.098
0,520
Rs...... 111:908,590
Renda geral.. ..
Dita applicada..
80:922,773
25:015.817
111:968,590
O escrivao d'alfandega Jacome Gerardo
Mana Lumachi de Mello.
MARIO DE PERMITO.
A discussao, que houvo na Cmara dos Srs.
Deputados a respeito da licenca que o Gover-
no pedio para determinar ao Sr. Bario da Boa-
vista, quo nao deixasse a Presidencia desta pro-
vincia servio para acrisolar cada vez oais a
reputacao o o conceito do que esto distincto
...vi u u tliumo; se julgou pela conflrtnacafl da sen- Servidor do Estado merecidamente goza, e deo
t"?a- I ,nSar a ra incidente, que pouca honra fez
A revista cive recorrente Jos Fernandes aos Srs. Nunes Machado Mendos da Cunha
Braga, recorrido Jos Antonio de Ges Neves e um amigo do primeir que parece ero
escrivao Jacomo; se julgou a favor da recor- Sr. Urbano' Foi'este ultimo t ^r^l
rente.
Na appellacao crimo da cidade'da Parabiba,
appellante o juiso pelo promotor publico, ap- ,01 ( uc,n ,n tou pela discussao ,
pellados Manoel Lobo de Miranda Henrique, o "un(,ou ein ll0nra do Sr- Bario da
pois que elle mesmo vendo-se solado nesta
reo urgencia para discutir-se a pedida licenca ,
oi quem instou pela discussao que toda re-
Boa-vista .
Sr. Editor do Jornal do Commer terminou, antes que eu tomasse assento na c-
mara dos deputados, a discussao sobre a au-
tonsacao pedida pelo governo para conservar na
presidencia da provincia de Pernambuco o Snr
Barao da Boa-Vista, deputadoeleito pela mes-
ma provincia, vejo-me obrigado a recorrer ao
seu Jornal para esclarecer um inciden'o da mes-
ma discussao, de cuja obscurldade muito pode
aproveitar-se a intriga.'
Na sessao de 4 do correte da sobredita cma-
ra ro apresentada pelo Sr. deputado Manoel
Mondes da Cunha Azevedo urna carta doSr. Dr.
^unes Machado, que vem imoressa no Jornal do
Lommemoel, {') na qual, entreoutrascousas,
sediz que membros do ministerio de 23 de mar-
co autortoa vio os escriptos publicados nesta cor-
te contra o Sr. Barao da Boa-Visla (presidente
da provincia com o mesmo ministerio) e at os
corrigiao, fasendo a substuicao de senhoria por
excellencia.
Muitocerto de que nem eu ncm algum dos
meus Ilustres collegas do ministerio de 23 de
marco tinhad tido nem eracapases de ter esse
procedimento. nao sabia eu que juiso izesso t
cerca de similhanlc carta o do fim da sua apre-
sentacao quando me constou que um deputa-
do assegurava em conversacoes na cmara que o
Sr. Dr. Nunes Machado havia dito que eu era
quem promova e fasia correcces naquelles es-
criptos.
A naturesa do labo que toda esta intriga vi-
ria lancar sobre mim, e as relacScs do amisade
que tonho com o Sr. Barao da Boa-Vista de
cujas nobr,is qualidades o importantes servigos
sempre fiz o maior aprego, exigiao que eu pro-
curasseesclarecer todo este negocio.
Escrevi portanto ao Sr. Dr. Nunes Machado
a seguinte carta :
lllm. Sr. Dr. Joaquim Nunes Machado
Acaba de apparecor no Jornal do Commcrrio
urna carta de V. S. em a qual diz quo um do^
membros do ministerio de 23 do marco autori-
sava os escriptos publicados por V. S. contra o
Sr. Barao da Boa-Vista, indicando-se que os
corriiria.
Como ha quem diga que essas palavras so
referem a mim espero da sua honra e lealda-
de que declare ao p desta so algum da autori-
sei taes escriptos, se os corrigi e so alguma
vez provoque! a V. S. para que hostilisasse o
dito Rara5 na tribuna.
Tenho a honra de ser de V. S. muito atien-
to venerador o criado. Paulino Jos Soares de
Sonsa.S. C. 4dejunho de 1843.
Esta carta teve a seguinte resposta :
outros, escrivao Ferroira; se julgou procedente -----" ""- lava
o recurso e mandario remetteroprocessopara (luestao vo'tou contra o Governo todas as ar-
novo ulgamento. i mas que pode manejar certo de que nao po-
Os embargos dc Ignacio Marques da Costa diao erir o honrado Presidente de Pernamhu-
Soares contra Jos Marques da Costa Soares na co, edespeitoso pelo procedimento da Cmara
ZiiJSPSSf i"' t Cidadt' escriva i trans,oz todos os limiles dil Concia o do re-
liego Rangei forao despresados. nlmolin,!,.., i i ".
Na appellacao civel desta cidade. appellante ^i t P u^aT"^ Mnrn,Vt88e
ntonioRabello da Silva Pereira e outros. ap-'P VeZeS rePrchendldo Pel Presidente
lia,i,, \iii,i:im i> i.1!^., nii..-,, ,i i?.:..' .. respectivo.
^ (*) Eis-aqui a carta,
Cunha leo na cmara.
que o Sr. Mondes da
pellado Antonio Baptista Ribeiro de Paria', es-
crivao Rogo Bangel; se julgou pela confirmagao
da sentenga.
Os embargos de Nuno Maria de Seixas na ap-
pellacao civel desta cidade com a fazenda pu-
blica escrivao llego Bangel; forao recebidos e
declarado o accordad.
Na appellacao civel do juiso dos feitos da fa-
zenda, appellante a lasenda nacional, appella-
dos a viuva o herdeiros de Joao Carlos Pereira
de Buigos Ponce de Leao, escrivao Penetra; foi
a sentenca confirmada.
Na appellacao civel desta cidade, entro par-
tes Antonio Luizda Silva, o gppella lo Joaquim
Claudio Moi.-teiro, escrivao Bandoira; se man-
dou pagar o disimo da chancellara.
Rendimento total d'alfandega em ju~
Iho de 1843.
Rendimento total........... 111:908,590
Cha 50 p. T a d-
nheiro........
Dito 50 p.
assignados
%
em
181,590
989,730
530,342
1:799,375
Plvora 50 p. "o a
dinheiro.......
Dita 50 p. /o ili
assignados.....
\ inhos, e lquidos
espirituosos a sa-
ber :
48 '/p. /oadn.ro 1:195,882
48 '/i dito em as-
signados....... 9:753,080
1:174,320
2:335,717
10:948,968
respectivo.
O ^r. Barros Pimontel, um dos mais extre-
mados opposicionistas da actual administracao ,
procurou lancar toda a odiosidado ao Ministe-
rio para poder fallar contra a licenca pedida ,
exaltando o mais que se pode a pessoa ,
osservicos colino governativo do Sr. Barao
ida Roa-vista que tinha atravessado inclume
i todas as crises o dominado todas as faeces.
I O Sr. Mendos da Cunha sustentou quo para
1 conservar-se em qualquer commissao um de-
putado eleito que ainda nao tinha prestado
juramento era desnecessaria a licenca da C-
mara ; e sendo nesta discussao desafiado para
apresentar os factos pelos quaes nao apoiava
a administracao desta provincia fugio disso
allegando que os nao podia provar porque
parecendo-lhe estes factos erros administrativos,
receiava que os nao tivessem por erros os que
discordassem de sua opini5o : foi-lhe por tanto
necessario levar aedante a tarefa mui ardua de
insinuar que o Ministerio de 23 de Marco es-
pecialmente um de seus Membros era trahidor
aoSr. larao da Boa-vista por conivencia com
o Sr. Nunes Machado c um seu amigo; pro-
metiendo mostra-lo com documentos : toda a
prova porm que apresentou loi urna carta do
menino Si Nunes Miiho, que (atnbew se
encarreg hojede aecusar seus anligos amigos
do trahidores! A correspondencia que trans-
crevemos do Jornal do (ommeicio responde
suficientemente a tao odiosa aecusacao in-
tentada s para intrigar alguns Membros do
Ministerio com o Delegado de sua cofinca ,
e dft dft todo a migna da nrncn..riili,l.. Jsgt*
provincia e da integridade do Imperio.
lllm. Sr. Dr. Joaquim Nunes Machado.
Lembrado estara V. S. que em sua casa me
disse certo individuo que os membros do gabi-
nete de marco liao e corrigito os artigos que no
peridico Brasil forao publicados contra o Ba-
rao antes que fossem dados ao prlo aceres-
renta ndo que a correceose limitava a substi-
tuir o tratamento de senhoria pelo de excellen-
cia, conformando-se com tudo o mais Como
\. S. ja se declarou autor dos ditos artigos a
respeito excepto dos quo forao inseridos no
Maiorisla poco-lhoque por amor da verda-
de me diga ao p deste se verdade o que alr-
mou o referido individuo.....
Resposta do vr. Nunes machado.
Satisfa/.endo ao que V. S. de mim exige ,
sou a declarar-lhe que verdade ter eu leito
opposico pela imprensa nomeagao para Pre-
sidente de Pernambuco do Bario da Boa-vista ;
assim como verdade que Disto obrava cu e o
meu companheiro com previa intelligencia do
governo a cujos membros me dirig para re-
presentar o inconveniente de somelhante no-
meacao, sendo que um s delles nao contraria-
va as nossas ohservacoes antes as achavao ra-
zoaveis autorisando-nos os escriptos s fa-
zendo a suhstituigao de senhoria porexcellen-
eia. Isto j repet na cmara dos Sr. deputa-
dos em mais de um discurso que nao foro con-
testados nem podao ser.
Declaro mais a V. S. que quando nos
queixmos da lembranca do governo que qua-
lilir irnos de desleal se nos respondeu que o
governo nada podia obrar contra a nomeagao ,
porque nao apparecia um motivo publico pois
que a imprensa nada dizia e na tribuna n's
estovamos calados que era preciso que ROS
provocassemos a discussao para que elle gover-
no apoiado no sen resultado podes obrar
com |iisin;,i. E8 a raiio, por que procuramos
este vehculo do systema representativo A
historia da nomeagao e no noffieacSo do Bario
sabida de todo o mundo assim como o os-
,!.,,.... i,,... i,,-, a* s::nhs na < i
companheiro para que se ja preciso dizer mais
alguma cousa.
A resposta que traz hoje o Jornal do Com-
merciocomo rniiha dada a urna pergunta es-
cripta do Sr. Dr. Manoel Mendos da Cunha A-
zevedo sobre a presidencia do llara da Boa-Vis-
ta nao exa ;ta e precisamente a mesma que Iho
dirig, em cuja rclacgao ha alguma difterenca.
Entretanto declaro a V. Ex. que nunca fui pro-
vocado por pessoa alguma para hostilisar ao Ba-
rao; minhas conviccoes nicamente me tem di-
rigido neste negocio; sendo certo, o V. Ex. so
lembrar bem que, primeir quo recorresso
tribuna c imprensa para expr ao publico as
minhas ideas, eu as ia levar ao conhecimento
do governo, de quem eraalliado, enem V. Ex.,
nem seus companheiros jamis as impugnara;
pelo contrario me ouvia favoravelmente nao
obrando eu nunca simuladamente ; e antes,
quando, desconfiado de que se quera adiar a
questao me resolv a escrever com haldada
disso scientifiquei a V. Ex. e alguns outros mi-
nistros nao sendo por algucm instado para o
nao faser: deste modo que eu julguei, e jul-
gar-se deve oautorfsar-se .ncus escriptos.
Emquanto correegao, nao disse nem poda
dser, que V. Ex. a fasia, riscando, ampliando-
ou restringindo minhas expressocs pois os es-
criptos passava das minhas para as maos do
redactor; porem constou-me, e V. Ex. se nao
recusar a confissoque elle, ou porque de ac-
to V. Ex. relacao tivesse com a folha, ou por
familiaridade, ou porque, sondo tambem alija-
do do governo, entendesse que na5 devesse pu-
blicar artigos que tendia a embaragar o mesmo
governo em suas resoluges o redactor, digo,
em conversa noticiava sua existencia o lingua-
gem a V. Ex., que a respeito do alguns repro-
vava a acrimonia do estylo.
Se era todo esto negocio tem havido ma f,
aquellos que sabem de todas as suas circumstan-
case do comortainento de um e outro lado fa-
rio jostica a quem a liver. Todava dovo obser-
var a V. Ex. que, se bem confiea referida minha
resposta ao Sr. Dr. Mendos para della usar no
restricto o nico caso de salvar sua honra lo-
go quo vi, pelo discurso do Sr. Dr. Rocha, que
esse caso se nao dava, prohib-Ihe immediata-
mente por escripto a de viva voz o uso dessa
resposta, pois que nao rosto do dar gratuita-
mente fomento para intrigas, sabendo sofTrer,
como tenho sofrido calado, a deslealdade com
que se me tem tratado ; mas quando cum-
pre disor a verdade, eu nao me esquivo de com-
promettimentos.
'falvez nao tonha satisfeito a V. Ex.; po-
rem tenho conviegao de nao haver deste modo
(altado nem honra, nem a lealdade. Sou de
V. Ex. criado venerador o obrigado.Joaquim
nunes Machado S. C, 4dejulbode 18*3.
Ignoro quaes sao as alterages feitas carta
do Sr. Nunes Machado aoSr. doputado Meudt
de Azevedo que foi lula na cmara e por is-
so limitar-hie-hoi smente a faser duas peque-
as observages sobro o que acabo de trans-
crever.
um facto queoSr. Dr. Nunes Machado e
outro deputado por Pernambuco, ambos entio
perlencentes ao lado ministerial piocurara5
vanas vesesconvencer-me, o outros dos. meus
ex-collegas, de quo o Sr. Barao da Boa-Vista
nao devia ser nomeado presidonte da provincia
de Pcinambuco, c que nos declarara que o ha-
vao hostilisar pela imprensa o na tribuna.
tambem verdade que nao (sernos esforco
algum para dissuadi-los de iangar ma6 desses
meios A sua exigencia era a nao nomeagao do
Sr. Barao da Boa-Vista, eenlondendo nos que
nao daamos acceder a isso, nenhum accordo
era possivel.
Na carta cima transcripta oSr. Dr. Nunes
Machaao insina que eu tinha conhecimento dos
artigos que Brasil publicava contra o Sr. a-
rao da Boa-Vista, porque, tendo relagoes cora
oiedactor, estenn conversa me noticiava a ex-
istencia R linii i '"ni n. iiiiimniK ar('----


I
tr-------
O Sr. Dr. Nunes Machado engana-se comple-
tamente. Eu nunca vi arligos alguns daquello
jornal antes de publicados, nem o seu redactor
me dava conta do que pretenda por nelle. Re-
cordo-me do haver dito duas ou trez vezes ao
Sr. Dr. Rocha, fasendo-mc elle o favor de visi-
tar-me, que a publicaco dos artigos em ques-
ta"> me pareca prejudicial e impoltica oque
nao devia apparccer em jornaesque deffen liao
o ministerio. O Sr. Dr. Rocha rcspondeu-me
que ora artigoscommunicados feitos p>rami-
gos seus, oque nao poda negar-se a aceita-los,
roas que declarara estar promptoa publicar ou-
tros em resposta. O dito Sr. Dr. Rocha ja de-
clarou isto mesmo na cmara dos deputa los ,
m um discurso que vem no Jornaldo Commer-
cio de 6 do corrente, E nao disse isso smente
ao Sr. Dr. Rocha; disse-o tambem ao proprie-
tario da typographia que imprime aquelle jor-
nal, convidando-o a que concorresso para que
nao continuasse a publicaco dos mesinos ar-
ligos.
f Se este negocio nao houvesse apparecido na
amara dos dcputados e se eu nao receiasse
que muitos recursos possa delle tirar a intriga
em prejuiso da causa publica, certamente, Sr.
Editor, que eu nao lhe rogara o favor de pu-
blicroslas linhas, porque muito me cusa a
apparocer em publico envolvido em urna ques-
to tao desagradavel.
PAUUXO JOS SOARES DE SOUZA.
Variedatle.
O CARAPUCE1RO.
08 AMANTES.
Pergunta-se muitas vezes porque meio pode
um amante segurar o coracao da sua amada.
Uns dizem que por attencoes continuadas ,
que o tempo nao diminuc ; oulros querem ,
que seja por prazeres sempre novos, e por d-
vertimentos variados; alguns finalmente per-
suadem-se que so as dadivas entretem o amor,
fa/endo desta paixo que o Ceo parece haver
dado aos liomens para os tornar felizes ,_ um
srdido commercio de interesses cuja duracao
funda-se na avare/a e que sessa logo que se
esgoto os tliczouros que a entretem.
Todos estes sentimentos me parecem mal
fundados; porque as mulhercs avezo-se s 11-
tences, que se Ihes prestao e logo as repu-
to deveres indispensaveis e conseguintemen-
te vem pelo habito a fa/.er pouco caso de taes
delicadezas. He verdade que ellas largo o
amante que deixa de ser attencioso por lhe
parecer indigno da sua ternura, e at vira a ser-
Ihe odioso; mas nao conservo este amante por
causa das attencoes que Ihes tributa ; porque
nao ignorao quepassando-se paraoutros.es-
tes terao as mesmas attencoes para com ellas.
So o gosto que tem por elles he que decide
da duracao da sua constancia e este gosto nao
est em urbanidades e delicadezas que ellas
creem ser-lhes devidas, e que estao certas d'en-
contrar em outros quaesquei amantes.
Os prazeres e passa-tempos ainda sao me-
nos proprios para prender o coracao d'uma mu-
Ihcr : creio pelo contrario que nada ha tao
nocivo ao amor, como os espectculos, os bai-
les e festancas, e a meu ver enganarao-se os
Poetas antigos e modernos, quando preten-
dero que as festas servirao para augmentar o
imperiodo amor : pelo contrario as festas nao
lervem se nao de dar voga a coquetaria e
algumas vezes a inconstancia. Quem atiende
natureza do verdadeiro amor conhecc que
nada he mais capaz de o alterar e por fim eli-
minar do coracao do que esses prazeres tu-
multuosos e seductores, de que a alma s'em-
briaga em os grandes festins. He tao natural
as mulheres o desejo de agradar que as que
nascrao mais constantes e sentem por seu a-
mantc a mais viva ternura nao sao isentas del-
lo. Todava he arriscado para urna mulher o
ouvir discursos lisonjeiros dequalquer preten-
dente ; pois que elles que a principio nao fa-
zem se nao ligeira impresso pouco e pou-
co vao produzindo o seu efoito e a impresso,
que causao he tanto mais diflicil de desfazer ,
quanto gravou-se lentamente e penetrou at
o lundo do corceo.
Toda a mulher pois que quer amar sempre
ao seu amante e faz consistir na constancia a
sua gloria e felicidade deve evitar todas as
occasioes em que essa constancia possa ser al-
terada. Algumas ve/es as mais ternas paixoes
morrem por accidentes, que parecia naoero
capa/es de as ofender ; e os festins muitas ve-
zes tem sido cachopos onde o mais ardente a
mortem (eito naufragio. Ne.sas festancas he,
que a rasao voa, e o coracao, nao dirigido mais
por esta perde o horror que lhe inspirava a
inconstancia. Quando o espirito se embriaga
em prazeres c folgares, as dcclaracoes d'nm
amante sao mais seductoras; ellas tem algum
tanto de mais vivas de mais animadas e sao
parte para que se dosvanesco os rigores que
urna mulher deve ter pura outro qualquer, que
uu "ja o seu aniaiif.
Quanto as riquezas e presentes os coraces
dominado* 'J'u.t.2 veruadeira ternura r.ao de ,
vem fazer maior apreco delles; porque a mu-1 ta Casti enviou sua Cloris, querenJo justifi-
Iher que nao continua a amar ao seu amante
se nao pelos presentes, e dadivas, que delle re-
cebe de corto j o nao ama su finge amallo.
Em vo a encheria do bens, em vao lhe daria to-
dos os thezouros de Cresso: log que ella julgar,
que encontra outro mais rico e igualmente li-
beral, deixar aquolle sem mais se lembrar dos
dons, que delle recoboo : e nao ser maravilha
ahandonallodepois de se haver enrequecido ,
dando-lhe successor, com quem reparta da sua
abastanca. O verdadoiro amor nada pode ter de
commum com o interesse. Estas duas paixoes sao
absolutamente incompativeis, e urna mulher
avara quando verdaderamente ama, torna-se
generosa para com o seu amante o que nos
mostra a quotidiana experiencia : e por isso
intil he esperar que se possa fixar o coracao
d'uma amante por meio de davidas, fa/endo
dcst arte, que deixe de ser incoo- tante. O que
com isso se pode alcancar he fazela dissimulada,
c destra em empregar todas as artimanhas da
coquetaria para persuadir, que ainda ama quan-
do somente odeia.
Todos os amantes delicados ( com quanto a
malignidade humana busque a raso sufficiente
na pobreza ) tem a maldicoado s primeiras
mulheres que introduzirao o uso de receber
presentes concideraveis de seus amantes. El-
les as considerao pelas mais crueis inimigasdo
amor a quem hao causado um damno irrepa-
ravel. Tibullo o assucarado e dirretido Ti-
bullo disse em urna desuas Elogias
Jam tu qut Venerem docuisli vender primus,
Quisqus es infeliz urgeat ossa lapis.
O' tu quem quer que s que primeiro en-
ensinaste a vender amor sejo fc-us ossos pi-
zadosda mais pezada pedra. E oque direi do
grande magano Ovidio ? Este queixa-se amar-
gamente de haver muitas mulhejes que por
srdido interesse preferem tolos ricos a liomens
amaveis, com quanto nao amem aos taes
tolos.
Carmina laudantur, sed muera magna
petuntur:
Dummodo sil dives barbarus Ule placel.
Louvao-sc os versos ; maso que se pede sao
presentes valiosos ; e o tolo sempre agrada u-
ma vez que seja rico.
O grande Fasso reuni em a i.' Scena do
2. Acto da sua Aminta tudo quanto a este res-
peito dissero os maiores Poetas.
Everamento il secol d'ora questo
Perche sol vince Toro e regna Tora
O chiunque tu fosti che insegnaste
Primo vender l'amor sia maledetto ,
II tuo cener sepolto et I ossa fredde ,
Et non si trovi mai pastero e ninfa ,
Che lor dica passando : ha biate pace.
..................amor vena le ,
Amor servo del oro il piu sozzo
Cch produc la trra, et il malTra 1 onde.
He este na verdade o secuto d'ouro ; por que
s vence o ouro e he s quem reina. E tu
quem quer quo (oste que primeiro ensi-
naste amor vender maldictos sejo tuas cin-
za sepulta e frios ossos, c nao baja pastor ,
nao baja ninfa que Ihes diga ao passar : em
paz ficai-vos.... Amor venal amor servo do
ouro he o monstro maior que a trra produz, e
o mar profundo.
Mas se nem as attencoes e caricias nem
os divertimentos e festins nem os presentes
riquezas sao sufficientes qual ser o meio de
prender para sempre o coracao de urna amada?
Entendo que s um ha e vem a ser ; pro-
curar formar-lhe o coracao e tornallo hom ,
e apto para apreciar tudo quanto he nobre ,
grande e virtuoso. Alm disto nao ha cou-
sa que mais conserve o amor do que a es-
tima. Todas as paixoes que se nao fundo ,
se nao no capricho na simples belleza e no
tal no sei que que ninguem he capaz d'ex-
plicar sao de curta duracao : mas as que se
iirmo no mrito as que sao sustentadas pela
estima as que procedem de desejos honestos
nao terminao se nao com a vida.
O primeiro cuidado pois d'um amante
verdadeiro e sensato deve sor inspirar sua
amada amor s colisas uteis e veneraco s
que sao respeitaveis. A mulher, quedes d'o
desabroxar de seus encantos ave/.a-se a seguir
exactamente as regras da honra a amar a pro-
bidade e a olhar com desdem para as grande-
zas e grandes teres, quando se encontrao em
pessoas despresi veis por seus sentimentos nao
d ouvidos aos discursos do peravilho ou ri-
casso seductor, nao se dcixando engolosinar
dos gatimanhos e Indianeros do primeiro,
oem dos oferecimenlos do segundo
Posto que muitas senboras sejo injustas para
comido queixando-se que vivo apostado a
deprimir o seu sexo todavia direi que a in-
constancia que nellas appaiece, mais he obra
da educaco, que da natureza podendo-se
afirmar que sao os homens que com o seu !
procider ihes emunao a ser inconstantes. Ouasi
car a sua propria inconstancia.
Se he certo, quo por natura
Por seu bem qualquer reclama ,
Tambem o he, que quem ama
O seu bem busca e procura.
Vejamos pois qual consiga
Desse bem a maior" parte ,
Se o qu'amor c'o as mais reparte ,
Se quem c'huma s se liga.
E se sempre he decoroso
Dizer o que dentro temos,
Do inconstante diremos,
Qu" be muitas vezes ditoso.
Segu Tirso um amor s
Ama Elpino a toda gente ;
Mas vejo Elpino contente ,
Tirse vejo sempro em d!
Se com mocas mais fagueiras
Gozar posso horas di tosas ;
P'ra que telas amargosas
De Filis sofrendo asneiras ?
Em quanto um amor m'inflama ,
Vou-lhe tirando o proveito ;
Mas se me causa despeito,
Corro em busca d'outra chama.
Sou a ahelha industriosa ,
Que voa de flor em flor,
vai extrahindoo humor
J do lirio e j da rosa.
Se belleza e graca achar
Nestas ninfas e naquellas ,
Por qu'injusto c'o as mais bellas
A urna s devo amar ?
P'ra que os livres e amorosos
Impulsos do coracao
Sugeitar d'uma affeico
Aos empenhos rigorosos?
Sabe, qu'em nos s'aviventa
D'hora em hora novo affecto ,
E que sempre ao nosso peito
A novidade sustenta.
Contempla o qu'o mundo neerra ,
E vers tudo mudar ;
E s amor ha de estar
Immutavel sobre a trra ?
Cada um dos servidores
Mentirosos de Cupido
Diz que tem coracao fdo :
Mas todos maos pagadores
Cr pois no que te assevera
Infallivel exp'riencia ,
St visto at evidencia ,
Que constancia be urna quimera.
Quem doces frazes dispendo ,
E te jura eterna f ,
Ou muito tola te er .
Ou engaarte pretende.
Bem iguaes podem dizer-se
Fogo, o amor por natura ,
Hum e outro pouco dura ,
Se nao tem de que manter-se.
Igualmente fogo e amor
Em sua esfera he bem certo ,
Que sobre objecto perto
Sem obrar com mais vigor.
Fura ser muito pedante
Ter ao p menina bella ,
E cahir na esparrella
D'outra amar qu'est distante.
Estes versos bem podem ser chamados o C-
digo dos peraltas e taues ; e o mais he que
tal he o pensar de muitos homens borboletas, e
ate casados que postergando todos os seus de-
veres disprezao as legitimas mulheres para cha-
furdarem no lodacal da mais vergonhosa frasea-
ra dando terrivcl exemplo a seus filhos, e
cavando a ruina da sua desgracada familia Tal
he tambem o cathecismo de certas meninas lou-
reiras cujos coraces sao tao francos a todos ,
como as eslalagens. Amor verdadeiro s se podo
ter a um objecto ; eso permanece feliz, quan-
do hebonesto.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do da i.......... 12:711g854
DescarregSo hoje 2.
Barca Thomat Mellar fazendas, e ferro.
Barca Casimir Delavigne fazendas (o
resto).
Barca Catharina fazendas, e botijas va-
zias.
Brigue Thorwaldven fazendas.
Brigue Svra farinba.
Escuna Virginia Irader farinba, e bo-
laxinha.
fazendas, 13 ditas miudezas. 100 barricas ser-
vea 3 caitas mobilia, 29 ditas ferragons 5
embrulhos ditas, 36 caixas vidros, 8 gigos
garrafas, 500 garrafes, 26 saccas farellos, 2
caixas e 1 gigo conservas 1 embrulho msica,
40 duzias cadeiras 3 caixinhas amostras 3
lastros carvao de pedra ; a Ordem.
25 gigos vinho champagne ; 22 volumes fa-
zendas 5 caixas ditas 23 volumes quanqui-
Iherias, 13 caixas conservas, 15 volumes pa-
pel 131 barris potassa 346 ditos manteiga ,
120 barricas farinba de trigo ; a Waimer Lan-
ger & Companhia.
6 caixas fazendas; a Hmeine.
6 ditas ditas ; a Sprmglin & Companhia.
1 dita dita; a H. Schobz.
5 ditas e 1 volume fazendas 1 caixa charu-*
tos ; a Simprecht
No manifest da barca Hamburgueza publi-
cado hontem faltou o seguinte :
2 caixas com meias de algodSo 2 ditas cha-
les e cassas 1 baila baetas, 1 caixa fazendas.
de linho ealgodao blondas de linho 1 dita.
contiU de linho 2 ditas couros enverniwdos;
a J. Keller. m
Movimento do Porto.
Navios entrados no da 30.
Buenos Ayres; 29 dias, barca hamburgueza
Dorothea Guilhermtna de 220 toneladas
capito Christian Adolph W eignf equipa-,
gem 13 carga lastro de sal: ao Cnsul.
Rio de Janeiro ; 6 dias, patacho inglez Mes-
senger de 155 toneladas capito Charles
Larbalestiar equipagem 9 carga lastro :
a Le Bretn Schiamm & C.
California; 85 dias, barca dinamarqueza Chris-
tian 8.", de 300 toneladas, capito J. A.
Brubm equipagem 16 carga madeira de
tingir: ao Cnsul.
Rio de Janeiro ; -21 dias, biate brazileiro S.
Jos de 144 toneladas capito Jos Igna-
cio Pimenta, equipagem 10, carga carne
secca : a Gaudino Agostinho de Barros.
Sahidos no da 31.
Assu ; brigue brazileiro Feliz Destino, capitaa
Manoel Pereira de S carga lastro.
Porto ; brigue portuguez Primarera capito
Jos Carlos Ferreira Soares, carga assucar h
&c.
Entrados no mesmo da.
Baltimore ; 48 dias, brigue americano Midas,,
de 150 toneladas, capito Roberto Boulthall,
equipagem 8, carga farinba de trigo: Or-
dem.
New Castle ; 46 dias, barca ingleza Rambler,
de 255 toneladas capito Pbilipp Le Geyt,
equipagem 12 carga carvao de pedra ;* a
Me Calmont&C.
Philadelpbia ; 35 dias, patacho americano
Virginia Trader de 94 toneladas capito
E. D. Stward equipagem 8, carga farinba
de trigo &c. : a Matheus Austin Com-
panhia.
Navio entrado no da 1.
Porto Alegre pelo Rio de Janeiro ; 28 dias ,
sumaca brazileira Conceico Navegante do
90 tone adas capito Vicente Ferreira Ale-
manha equipagem 9 carga carne secca :
a Amorim & Irmos.
Navios sahidos no mesmo da.
Provincias do Sul ; paquete de vapor Paraen-
se capito o tenente da A. N. I. Jironimo
Lamego da Cosa. Passageiros, os mesmos
que trouxe do norte para o Rio.
Babia ; lancha brazileira Bom Jess mestre
Joaquim Francisco da Costa, carga varios
gneros.
Edital.
IMPORTACAO.
Thowaldsen brigue Dinamarquez
vindo
de hremem e Havre de Grace entrado no
todos eslo no caso depoder dirigir ssuas ama- mez p. p. consignado a Kalkamann & Rose-
das o versos, que o teiebiv Poeta Cinbapt5- i muiiu, inaniesiou o leguioto. 117 vaias com
=Pela thesouraria das rendas provinciaes ,
em cumplimento de ordem superior, se ha de
contractar no dia 7 d'agosto deste anno o alca-
troamento de todas as madeiras da ponte do Re-
cile oreado em Bs. 1:638}$593 sob as condi-
ces publicadas no Diario n. 141 de 4 de julho.
A discripeo da obra poder ser examinada na
repartico das obras publicas pelos concurrentes,
que devero dirigir a thesouraria as suas pro-
postas com antecedencia em cartas fechadas, que
sero abertas no dia aprasado.
Declaracoes.
Cartas seguras, existentes na administra-
cao do correio. Bernardinn Josc" Monteiro ,
Franca & Irmao Francisco Goncalves da Ro-
cha Joaquim Fclis da Rocha Joo Paulo
Ferreira Dias Gustavo Jos da Roza Padre
Jos Antonio Santos f.essa Margarida Can-
dida Alhuqucrque Mello Manoel Claudio
d OliveiraCruz Manoel da Fonceca Araujo
Lima.


Cartasseguaras vindas do norte paraos
/Srs. Jos Joaquim dos Res, e Manoel do Fon-
soca e Silva.
O arsenal de guerra compra 600 sacras
jde boa farinha de mandioca que tenba al-
queire cada sacca da medida velha ; quem tal
enero tiver compareca na salla de sua directo-
ra hoje impreterivelmonte 2 do corrente as 11
horas do dia.
Continuacao dos deredores da laxa dos escrotos
do batrro do Recife.
Joao Coroll 48
Luiza de Souza 8
Alaria Antonia da Cruz 1 (i >
Jorge Branne 8c Companhia 88
Jos Gomes Villar 48
Joaquim Leocadio de Oliveira Guimaraes 148
Bernardo Antonio de Miranda 10$
O cazal do (Mecido Antonio Marques da
Costa Soares 16S
Haresson & Companhia 128
Domingos Jos da Costa Araujo 8
Jrancisca Mara da Conceicao 1
Jos Ray 4
Bolli Chavannes 28
Matheus Austrin 88
SimithCorbert 68
Jones Eduardo 6$
( Continuar-se-ha).
O subdelegado da freguezia de Muribeca
az publico, queso acha recolbido a cadeia da
omarca do Cabo um preto cscravo que diz ser
do Rio Grande do Norte e seo senlior cha-
ina-se Domingos e mora na propriedade de-
nominada Livramento.
Avisos martimos.
Para o Aracaty segu com brevidade, porter
parte de seu carregamento prompto o patacho
nacional Laurentina frazileira, forrado e pre-
gado de cobre ; quem no mesmo quizer carre-
jar, ou ir de passagem dirija-se ao seu proprie-
lario Lourenco Jos das Neves na ra da Cruz
n.0 64 ou ao capitiio do mesmo Antonio
Germano das Neves.
Para Loanda, com escala por Benguclla a
hem construida e veleira barca nacional Er-
melinda de 244 toneladas capitiio Nicolao
Maria Passalaqua Jnior, pretende seguir vi-
agem com a maior brevidade por ter parte do
seu carregamento prompto as pessoas que no
referido navio qui/.erem carrejar ou ir de
passagem dirjao-se ao seu consignatario An-
gelo Francisco Carneiro noseu escriptorio na
ra da Aurora ou com o capitao na Praca do
Commercio as horas do costume.
- Para o Cear hiato Flor de Larangeiras ,
sai no dia 4 do corrente: quem quiser ir do pas-
sag ra dirija-se a bordo a fallar com o mestre
Ber nardo de Souza.
Para o Acarac, a sair com brevidade por
ter parto do seo carregamento prompto o bri-
gue escuna brasileiro //guia de primeira mar-
cha forrado ecncavilhado de cobre : quem
no mesmo quiser carregar ou ir de passagem,
dirija-se a bordo a tratar com o capitao do
mesmo Antonio da Rocha Lima ou com os
'Consignatarios Novaes & Companhia.
- Para o Rio de Janeiro o patacho S. Do-
mingos, forrado de cobro e de boa marcha ;
quem nelle quizer carregar ou hir de passa-
gem dirija-so a Gaudino Agostinho de Bar-
ros na ra da Cruz n.66.
Para Lisboa ha de sahir no dia 9 de agos-
gosto prximo o muito bem construido bri-
gue portuguez Tarujo 1-, de primeira mar-
cha e com as melhorcs commodidades para
passageiros ainda recebe alguma carga e pas-
sageiros ; quem no mesmo quizer carregar ou
ir de .passagem pede dirigir-se ao capitao do
No dia 31 de julho lurtrao de cima de u-
ma janella urna carteira de costura cor de ro-
za oontendo dentro da mesma carteira urna
thesoura fina de costura, um caivete, duas ca-
etas de prata e varias couzas que so servem
dona urna caixinha do tartaruga de rap ;
roga-se a qualquer pessoa a quem for odorecida
a tome, o levo na ra de Hortas n. 74 que se
pagar bem o trabalhp.
Desappareceo da ponto da Boa-vista urna
canoa aberta com 1 barril d'alcatrao 1 dito
vasio 1 dito mais pequeo 2 escopeiros 1
pincel 3 tabeas de pinho e urna panclla de
ferro ; quem d'ella souber annuncie.
Precisa-se fallar aos Srs. abaixo declarados
para negocios de seus intoresses, ou a quem suas
vezes fizer na ra de Santa Rita Nova n. 93 ;
a saber: o Sr. Leandro Rodrigues daCruz, mo-
rador em um logar do Abreo, e ao Sr. Antonio
da Cunha Paiva morador na varzea do Apo-
dim.
escrivao dos protestos dcsta Cidade
Pito Fiock Romano tendodeirao Cear, e
obtendo para esta viagem a respectiva liecnca
deixaemseu lugar, nomeado e devidamente
juramentado a Francisco Chrispiniano do Sa-
boia.a quem sedevem dirigir js pessoas que
interassadas forem cm ditos protestos, sendo
queocartorio continua no mesmo lugar da re-
sidencia do annunciante.
Offerece-se um rapaz para vender pao na
ra e mesmo pelo mato ; as Cinco Ponas
lado esquerdo n. \\.
Aluga-se urna loja na ra doQueimado ,
com frente para o largo do Collegio, e propor-
cio para qualquer estabelecimento d-sc por
um aluguel, que convenba ao prctendente ; a
fallar na ra do Hospicio n. 17.
Clara Joaquina dos Passos.parteira appro-
vada avisa ao respeitavel publico que se acha
habilitada paraexerter a arte de parteira : to-
das aquellas pessoas que se quiserem ntilisar
do seu prestimo a podero procurar no princi-
pio da ra d'Ortas as lojas do sobrado n. 16,
onde a achar prompta a qualquer hora.
Allugao-se ouatro moiadasdo casas com
muitos bonscommodos para grandes familias,
para se passar a (esta ou por anno; quem as
quiser dirija-se ao sitio do Cajuciro a margem
do rio Capibaribc.
Um portuguez sem familia se oferece para
cobranzas nesta prac,a ou para caixeiro de en-
genho e d fiador sua conducta ; quem o
pretender annuncie, ou dirija-se a ra do Col-
legio n. 19.
Precisa-se de um forneiro que seja
perito e entenda bem de massas, e do as cor-
tar dj-se-lhehom ordenado agradando o seu
servico ; na padaria delronte da S. Cruz n. 6.
Quem tiver um sitio pequeo perto da
praca para alugar annuncie.
- Aluga-se urna casa de 3 andares e ar-
mazem o um grande quintal que tem sahida
para o mar ; no atierro da Boa-aista a fallar no
mesmo sobrado com Maria de Pinho Borges
Quem annunciou querer comprar urna
rede do Maranhao, dirija-se ao atierro da Boa-
vista loja n. 48.
O Sr. fabricante do violas e q'jitarras,
que morou na ra de S. Thereza n. 22, queira
annunciar a sua morada.
=Aluga-se parte do sobrado de 4 andares
na ra do Torres, com frente para a ra da
Alfandega velha ; a tractar no segundo andar
do mesmo.
Maria Joaquina de S. Thom proessora
publica substitua das cadeiras deprimeiras Ict-
trasde meninas desta praca, ensina particular-
mente Icr. escrever, contar, arithmetica, e di-
versas qualidadia de costuras, tambem recebe
em sua cusa aigumas meninas, e meninos de
pessoas, quo morao fora da cidade, ou que mo-
rando nella as queirao confiar a sua educaco ;
quem pretender utilisar-so de seu prestimo ,
andar,
reuniaoda sociedado na ra da Praia n. 45, pn.z onde o ferro perde o 'str7?m j* ^
primero andar. H ''" Prduz.'r tT e com-
_ A|U!?a.se o segundo andar da casa da ra penadas em oda as partes de contacto, com
da Cadeia velha n. 00 com commodos para b.nar as quahdadesdeserom mane, ase rortcs ,
e nestes particulares mais importantes nao it>-
gem 'le urna comparadlo com obras de qual-
quer outra fabrica. Este estabelecimento ofle-
rece grandes vantagens as pessoas que neces-
silao de obras desta natureza nao so pela fac-
lidade de as cncommendar em propria pessoa O
sern tradcelo de termos technicos nao gera-
mento entendidos como tambem pola garanta
natural que sempro tem todos que compra
directamente dos fabricantes pela lacilidado do
recurso havendo defeito, e a promptidao mes-
mo de algum concert que possa necessitarem
porestarem os moldes todos no paiz.
Francisco Malhias Pereira da Costa dei-
chou de ser caixeiro de Fox & Stodart desde
mesmo brigue Manoel dOliveira Faneco ou jirija_e a rua Direita n. 64, primeiro
a Mendos & Qliveira na ra do \ igano n. 21. _L A Sr. D Zeferia d0 O' Vieira queira
Le loes.
=Ocorretor far leilo por conta o risco de
quem pertencer de um grande sortimenlo de
fa/.endas proprias d'este mercado : quarta-feira
2 de Agosto as 10 horas da manhaa no pii-
meiro andar da casa de sua residencia.
Avisos diversos.
LOTERA DO THEVTRO.
No dia 8 do andante mez
de Agosto corre imprete-
rivelment^ esta lotera fi-
quem ou nao bilhetes por
vender e o resto aeha-se
annunciar a sua residencia para se Ihc entregar
urna carta vinda do Maranhao de sua mana D.
Maria do O' V ieira.
- Perdeo-se domingo 30 de julho p. p. as
5 horas da manhaa desde o patio ra e caes do
Collegio urna cadeia de relogio; quem tiver a-
chudo querendo restituir dirija-se a ra do
Queimado loja e fazendas n. 28, que sera re-
compensado.
Gaudino Agostinho de Barros avisa as
pessoas com quem tem tranzaces, queJoao de
Assis Rrito deixou de ser seu caixeiro desde
28 de julho p. p.
= Antonio Meira retira-so para fra do
Imperio a tratar de seu negocio.
Sociedade Amizade nos Une.
= O director la/, certo a todos os Srs. socios,
que domingo ( 6 do corrente ) pulas 4 oras da
tardo haver sessao da sociedade em assembia
"eral, para a con.inuacao dos trubalhos adiados
ediscusso dos estatutos; assim como tambem
familia ; os pertendentes dirijao-se a loja da
mesma.
- Joaquim Jos da Costa, com loja de miu-
dezas na ra do Cabuga faz sciente ao publi-
co por ter apparecido outro de igual nome, que
de boje em diante so assignar Joaquim Josu da
Costa Fajo7.es.
- OITeroce-se um homem solteiro para fei-
tor de algum sitio ou engenho ; quem do seo
prestimo se quiser utilisar, dirija-se a ra Au-
gusta venda n. 1.
Joo Jos de Carvalho Moraes embarca
para o Rio de Janeiro os escravos Marcelino ,
creoulo, e Jos, Angola quo Ihe forao remet-
tidos da Cidade do Ico por Joaquim Pinto
Nogueira.
Aluga-se um sobrado de dous andares, c
um anua/, tii acabados ltimamente de con-
certar na ra do Amorim no Recile ; quem o
pertender, dirija-se a ra do Queimado loja
n. H oda-se preferencia a quom alugar tudo.
Firmino Pereira Monteiro tendo de ir a
Corte, dispede-se de todos os seos amigos desta
Cidade, e de fra, j que nao pude fazel-o pes
soalmente como desejava.
Jos Dinis Pereira Monteiro, retirando-
so desta Provincia para o Rio de Janeiro, c nao
tendo podido dispedir-se de iodos os seos ami-
gos como pretenda o faz por este Diario, e
llies oferece na Corte o seo pequeo prestimo.
Quem annunciou querer vender urna pro
ta crioula com dous lilhos por 1:0008 de reis ;
dirija-se a Camboa do Carino n. 19, segun-
do andar.
A pessoa que annunciou no Diario de se-
gunda Ieira querer vender urna casa terrea na
ra dasTrincheiras n. 25 dirija-se livraria
da praca da Independencia n. 6 e 8, que se dir
quem a pretende.
Ad\erte-se ao publico, que as duas mora
das de casas pertcncentes ao Sr. Joaquim Jos
de Faria da Parahiba se achao embargadas
por prccaloria vinda daquella cidade.
Precisa-se de um Sacerdote para coadjutor
de S. Lourenco da Malta cinco legoas dis-
tante desta praca ; d-se-lhe metade do rendi-
mento da freguezia tem 2008000 reis da ca-
pella urna legoa de distancia e tem a congrua
de 1008000 reis, pode lazer nisto 600S000 rs.
foraasmissas diarias, o pede altar; a tractar
no sobradon. 26da ra do Aragao da B la-vista,
ou na mesma freguezia com o respectivo Vi-
gario
O abaixo assignado adverte ao Snr. Ma-
noel Gomes da Silva senhor do engenho Gra
mamo que na primeira occasiao, que tiver
de vira esta praca sirva-sede nao so retirar
( como tem feito por muitas vezes ) sem se en-
tender com o abaixo assignado para concluir
o negocio que a muito tempo nao ignora;
assim Iho recomenda seu criado =a Joao Yaz
de Uliveira.
- Aluga-se melado de urna casa a qual
remsotao, camarinhas e cosinha fra ; por
preco commodo, na ra da Solidado' n. 50.
Precisa-se do urna ama de leite ; na ra
larga do Rozario n. 17.
= Tira-sepassaportes para dentro e fora do
imperio, o folhas corridas com toda a com-
modidade, o presteza: na ra do Rangel
n. 34.
~ Urna pessoa se oferece para ensinar em
algum engenho ou certo as primeiras lettras.
e principio de latim e francez : a quem con-
vier annuncie ou dirija-se a ra do Rangel
n. 34.
Quem precizar de carroca e cavallo de ca-
cambas para carregar material, por preco muito
commodo ; dirija se a ra Dircita n. 52 ou
na Boa-vista ra dos Pires n. 30: a saber o
milheirodo tijoloa 2880 oalqueire deca a
50 rs. a canoa de areia conforme oseu tamanho.
C. Starr & C. engenheiros machinistas,
c fundidores avisao aos seus fregue/es e ao
publico em geral que se acha o seu estabeleci-
mento da ra da Aurora bem sorlido de mo-
endas de canna de todas qualidades; entre as
quaes ha tres ( todas diflerentes ) com melho-
ramentos de nova invencao que nao deixar de
merecer alguma attencao ; machinas de vapor
de todas as qualidades e tamanhos, uzadas no
paiz bocas de fornalha c crivos serras sorti-
das para serrana bombas arados safras ,
chaves de paraluzos e niveis de espirito Nesta
faorica faz-se nao so estas obras como tambem
machinas de vapoi para barcas de toda Ion a ,
caldeiras pata ditas, canos de ferro para en-
canamentos ou qualquer outro fim barcas ,
..arengas e canoas I mo de ferro, e qual-
quer outra obra em engenbaria por grande que
leja. C. Mwr&C. com a experiencia e pra-
31 de Julho do corrente anno.
- Aluga-se permuta-se ou vende-se urna
boa morada de casa terrea cita no lugar do
Monteiro com os commodos seguintcs : 4 salas,
quartos cosinha fora quarto para escra-
vos dous bons quintaes um murado com por-
tao e o outro com cerca dos lados : dirija-se
a ra Direita venda n. 72.
Deseja-se fallar c >m o Sr. Francisco An-
tonio da Santa Cruz : annuncie sua morada
ou dirija-se a ra do Queimado no segundo
andar n. 42.
A pessoa a quem Ihc fallar um preto, quo
dizchamar-se Antonio, de naco Congo, e
quo diz que seu senhor chama-so Antonio do
monte e morador no engenho do Boto : dirija-
se a ra do Terco n. 2, sobrado da esquina
quo volta para os Martvrios que se dir quero
o tem ; assim como a pessoa que o tem nao
se responsabiliza pela luga.
. Faz sesciento ao respeitavel publico, quo
a casa terrea da ra larga do Rozario n. 48 per-
t.mcento a Jos Caetano Frages, est litigio-
sa por nella estar encravada a reposico dos
menores ; por este motivo se faz publico para
quo nao seja vendida nem alienada.
Na madrugada do dia 30 do p. julho por
esquecimento so deixou um lenco na matriz de
Santo Antonio indo-se a missa cujo lenco
de lavarinto do linda do marca azul, e no meio
tem as lettras da dona A. T. I. *. pes~
soa que achou o o queira restituir leve-a a
a ra Nova n. 59 que ser gratificada.
= Francisco Jos Ferreira Cima Brazileiro,
morador no lc tendo vindo a esta cidade a
jcu negocio, retira-se por mar para o Aracaty ,
levando em sua companhia um criado de nomo
Simplicio.
I)a-se sapafos ae marroquim de homem o
de senhora para se fazerem: procure na
ra Direita venda n. 72.
Passa se a hvpotheca de urna casa do valor
de 450$ rs. ; a quem convier procuro na ra
Direita venda n. 72.
Lotera de N. S. do Livramento.
Tendo-seannunciado o 1. do corrente mea
para o andamento das rodas desta lotera nao
pode ter lugar em consequencia do acontecido
na lotera de S. Pedro Martyr, o por conse-
guinte transeriu-se o seo in'fallivc landamento
para o dia 30 do corrento ; fiquem ou nao bi-
lhetes e o resto acha-se a venda nos lugares,
do costume.
Quem precisar de urna ama com leitedi-
rija-se atraz da matriz da Boa-vista n. 22 :
quem perdeo urna cruz pequea de pedras di-
rija-se a mesma casa cima que dando os sig-
naes Ihe ser entregue.
Na ra da Florintina n. 16 casa, que tem
olaria vende-se um engracado macaco, man-
co c cheio de graca por que sabe as passagens.
do Bernab ; uuem quizer pode ir ver na casa
cima : na mesma casa precisa-se nma escrava
para se alugar, que seja fiel e saiba soflri-
velmente cosinhar lavar e engomar.
Joao Dounclly avisa aos seus freguezes o
ao publico em geral, que mudou o seu estabe-
lecimcnlo de alfaiate da ra da Cadeia do Re-
cife para a ra du Sen/alia: quem do seu pres-
timo se quizer utilisar dirija-so referida ra
n. 132.
Oprofessor delingoa nacional do Lyceo
j cansado de admoestar a varios de seus alum-
nos para que estudem rs suas lices esempre
infructferamente; e nao se julgando auctori-
sadoa recorrer ao correctivo da palmatoria, por
este Diar o avisa aos pais ou tutores dos abai-
xo especificados que estes nada esludao, ape-
zardeserem as lices mui pequeas. Alvaro
Fortunato Jordao Jnior. Joao dos Santos Por-
to Jnior, Manoel Pereira de Andrade, Anto-
nio Machado Gomes.
MUS
dos.

1 o
l*
Anso pam es Srs. deengenhos.
Na grande fabrica de distilacao no Apipucos,
compra-se constantemente, e em tempo, qual-
tica que tem"tido (em fintee tantos anuos em quer pon ao de mel : paga-so dinheiro a vista ,
este paiz, no tem por objeclo aprezenlar as a 3g2O0 por bail de 22 caadas ajusta-se
npsmn director faz certo aos Srs. membros da
uu'iUCId (|m,(,(.1n que antes de entrar os trabalhos das- obras um exterior muito born.do que .serve airaa mieiras .- u..,u0h. .ssuu mmu uo ^
Isembl-a'haver sessao da direceo na casa da para engaar os olbos principalmente em um quahdade.


***. NW
4
Quem precisar de um criado para o ser-
vico de urna casa ou mesmo para ser eitor de
algum sitio perto desta praca dirija-so ao at-
ierro da Boa-vista o 20.
- Quem annunciou querer vender urna
casa terrea na ra das Trincheiras, dirija-se
a ra larga do Rozario n. 20.
= Manoel Jos de Azcvedo Maia tem na
sua fabrica na ra Imperial n. 165 superior
espirito de vinho agoardente de Franca pro-
:pria para compor violtos, aniz reino ge-
nebra licores comuns c finos agoa de co-
lonia e flor de laranja espiritos essenciaes e
essencia de aniz espir to de sabo lino para
oppodeldoc e oppodeldoc; na mesma se com-
pra botijas vasias e garrafas assim como to-
da e qualquer porcao de vinho arruinado para
apromptar.
= Jos Joaquim do Novaos faz publico aos
seus fregueses e mais pessoas que mudou o
seu estaoelecimento de alfaiate para a casa do
Snr. Magalhes Bastos, dofronte da moradia
do mesmo; assim como que continua a vender
obras feitas.
Precisa-so de urna ama do leite; as 5
Ponas n. 102 *
= Joaquim Jos de S. Anna Barros avisa a
quem convier, que prope-se a ensinar nova-
mente aritbmetica e f ranee/, com toda a per-
feicao, prometiendo esmerar-se quanto for
possivel para o bom adiantamento dos que a es-
te fim se quoiro dedicar ; para o que convida
a lodosos pas de familia quede seu presti-
roosc quizerem utilisar, a dirigirem-seem sua
aula cm Fora de Portas na ra do Pilar pri-
nieiro andar do sobrado n. 63.
= Precisa-sede um feitor Portuguez para
urna fazenda do serto ; no atierro da Boa-vis-
ta a. 43.
=Offerecc-se urna pessoa do muitoboa con-
ducta e capacidade para ensinar meninos em
algum engenho ou fora da praca ; quem de
seu prestimosc quizer utilisar dirija-se a ra
do Rangel n. 7.
= Precisa-se de um cozinheiro e um mo-
leque para fazer o servico do casa; na ra da
Cruz botica de Saisset se dir.
= A pessoa que mandn seu sobrinho na
ra das I ara nocirs sobrado n. 21, com di-
versos attestados de alguns Srs. de engenhos,
provando a sua boa conducta, o que se olerecia
para traballiar em um sitio das iVIangabeiras ,
appareca no dito sobrado n. 21 para tractar a
respeito.
- Precisa-se de um rapaz de 16 a 18 an-
nos para caixeiro do venda e tendo pratica da
mesma se dar bom ordenado ; no patio da
Penha n. 33.
Quem annunciou querer 100,000 rs. a
juros dando ponhor dirija-se as 5 puntas, so-
brado n. 42.
Quem annunciou querer vender urna ca-
sa terrea na ra das Trincheiras dirija-so a
ra Nova a casa do Miguel Jos do Almeida
Peinambuco at as 9 horas da manhaa, ou de
urna da tarde as 3.
A padaria de urna so porta e fumin
alta na praca da S. Cruz na Boa-vista acha-se
em andamento nos seus regulares trabalhos ;
bom pao regular; c do cozido com folhas de
banana segundo a invenco moderna bola-
xa grande e miuda para mesa, o da ouca para
vendjs, e tudo o mais que se encomendar per-
tencente a mesma fabrica e caf moido em
grosso e a retalho por preco coinmodo.
Precisa-se de alguns. amassadores para
padaria ainda mesmo principiantes, ou que
queiro applicar-se e se Ihe fara o ordenado
segundo o seu desenvolvimento ; na S. Cruz
padaria de lumine alta ou na travessa da Ma-
dre de Dos na padaria de Manoel Ignacio da
Silva Teixeira.
Joo Antonio Coelho, bar he i ro sangra-
dor e dentista participa a scus amigos regue-
zes, e a todos que de seu prestimo precisarem
em desempenhode sua arte, tanto para sangrar,
como para limpar chumbar com prata ou mi-
ro denles que se mudou do atterro da Boa-
vista para a ra Direita n. 123 onde se ocha
prompto para servir todos, que o proiurarem
a qualquer hora o na mesma loja vendem-se
bichas superioros vo se botar e tambem
se alugo.
secretario da Irmandade de N. S. da
Conceico dos Militares, convida aos Srs. Ir-
mosda mesma, para quesecongreguem no re-
ferido consistorio hoje 2 do correte pelas 4
horas da tarde a fim de em Assembla geral
e!leger-se o Vice-Presidente e assistira leitu-
ra dos novos estatutos que vao subir a sanc-
cao ficando todos os irmaos cortos de que a
irmandade trabalhar com o numero, que
comparecer.
LOTERA D\ MATRIZ DA BOA-VISTA.
= No dia 17 de Agosto prximo futuro te-
r lugar o andamento das rodas da lotera da
Matriz da Boa-vista seja qual for o numero
de bilbetes nessa poca existente,
= Precisa-se de uui menino de 13 a 14 an-
nos, chegado de fora para urna venda, dan-
do alguns mezes para aprender : no beco do
Peixe frito venda n. 5.
= Aluga-se o segundo andar de um sobra-
do ; no beco do Peixe frito venda n. 5.
=Jos Pinheiro Jacomo subdito Portuguez,
retira-se para fora do Impeirio.
= Pordfto-se no dia domingo de manhaa um
alfineite grande de senhora bordado em cima
de flores, com um diamante da ra do Ca-
marao para a do Rotario da Boa-vista ; quem
o achare qnizer restituir leve-o no Atterro do
mesmo bairro n. 44., que se dar o achado.
= FolicianoPerry Vidal, Austraco, retira-
se para o Aracaty na companhia de sua mulher,
e tres filhas menores.
= Oabaixo assignado faz publico que com-
prou ao Sr. Jos Rodrigues do llezende da
provincia das Alagoas, a legitima paterna e
materna que Ihe tocou em partilbas no Rei-
no de Portugal provincia da Beira freguezia
de Santa Marinha de Alquerubim, como
toda a escriptura passada nesta cidade em 2o
de Junho de 1842 no cartorio do tabelliSo pu-
blico Manoel Antonio Coolbo do Oliveira.
Joaquim Marques da Silva Mello.
= Patricio Peroira do Carvalho morador na
povoaco de Caruar embarca para o Rio de
Janeiro o seo escravo crioulo de norae Ig-
nacio.
= No dia 1. de agosto p. f. principiar a re-
visao dos pesse medidas d'este municipio, e
se concluir no ultimo de setembro conforme
se acha marcado. Os interessados podero
dirigir-se para osse fim ao encarregado da affe-
rico Joao Ilario de Barros.
= Miguel Antonio Mainhas rotira-se para fo-
ra do imperio.
=^ Johnston Patnr & Companhia aviso aos
Srs. de engenhos e correspondentes dos mesmos
nesta praca que se acha completo o sou esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesaco e de alta
pressao da forca de quatro e de seis cavallos in-
ylezes e taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
emqualidade, visto serem todos estes objectos
feitos n'uma das principaos fundices de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
e com 3 annos de officio de marcineiro; na tra-1 Vende-se um negro de 40 annos pro-
vessa da Gloria da Boa-vista n. 4. prio para todj o servico ; e urna duzia de ca-
ss Vendem-se um escrava de naco de 22 deiras dejacarand ; na ra da Cadeia velha,
Compras.
= Compra-se um moleque com idade, que
possa carregar um caneco de agoa; na praca do
Corpo Santo n. 29.
= Comprao-so diariamente couros soceos
de animal cavallar : na ra do Rangel n. 52.
Comprao-se cffectivamente para fora da
Provincia mulatinhas molecas e moleques ,
c negros de officio de 12 a 20 annos sendo
de bonitas figuras pago-se bem ; na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
com varanda de pao n. 20.
Compra-se effectivameute para fora da
provincia esersvos de ambos os sexos; de 13 a
20 annos, pago-se bem sendo bonitos; na
ra larga do Rozario n. 30, primeiro andar.
= Compra-se urna obra de Breviario Ro-
mana, nova ouembomuso; quem tiver an-
nuncie.
= Compra-se um bom cavallo russo di-
nas pretas e que seja grande e forte para car-
ro ; na ra da Cruz n. 7 ou na passagem da
Magdalena segunda casa a esquerda passando a
ponte.
= Compra-se urna Imagem da Senhora das
llores, de podra ou madeira ; no palio do
Dospital ilo Paraso n 20
Compra se um selim em meio uso com
os arreios competentes ; na ra Nova venda
n. 65.
Compra-se um par de brincos de ouro
bom sem feitio : na ra da Cruz n. 37 se-
gundo andar.
Compra-se urna tipoia nova ou em bom
uso ; na ra imperial n. 31 ou na ra Au-
gusta n. 8.
= Compra-se urna escada que tenha os
degros de taboas em hom estado que sirva
para ser posta em um primeiro andar a doscer
ao quintal; na ra da Conceico da Boa-vista ,
sobrado n. 8.
Vendas
Vende-se um paramento de duas cores
para se celebrar um missal, urna pedra d'ara;
um flauta preta de bomba e algumas msi-
cas tudo por deminuto preco; na ra da Ciuz
n. 37 segundo andar.
= No Recife na ra da Cruz escriptorio
de Jos Antonio Gomes Jnior continua-se a
vender por preco commodo saccas com alquei-
re de farinha de mandioca muito fina e alva ,
taita na oiurbeca.
= Vende-sc um moleque de bonita figura,
annos com bonita figura cose bem faz pao-
de ( e doces de diversas qualidades e co-
zinba ; um moleque de naco, de 18 annos ,
cozinha com perfeico e urna mulata de ida -
de de 20 annos cose engomma bem e ho
recolhida; na ra Direita n. 3, primeiro andar.
= Vende-se urna boa canoa de carreira ,
e um negro canoeiro so ou com a canoa ;
no estaleiro de Manoel da Silva Mari/., defron-
te de S. Francisco.
v Vendem-se casimiras de cores, pannos
ditos e de diversas qualidades chapeos fran-
cezes ditos de sol, tapetes para su la pannos
para mesa, lencos de seda de muito bom gosto,
meias de seda pretas e brancas cassa lisa mui-
to fina merm de duas larguras, preto e azul,
luvas le pellica e outras muitas fazendas por
preco muito em conta : na ra do Queimado,
loja n. 11 de A. L. G. Vianna.
*= Vende-se um pardo de 20 annos com
bonita figura, official de carpira e ptimo
para bolieiro ; e um molecote crioulo de 18
annos ; na ra da Cadeia loja n. 57.
=s Vende-se urna negra moca de naco ,
com urna cria de 15 mezes, a negra cozinha ,
engomma e lava ; na ra da Cadeia loja de
ferragens n. 44.
= Vende-se um negro para todo o servico;
na ra do Nogueira n. 39.
= Vende-sc urna tina de pipa grande pro-
pria de tomar banho, urnas poucas de caixas
do Porto urna Biblia urna orthograia de
Madureira, e urna flauta ; nooitaodo Livra-
mento na ra Direita n. 10 ; na mesma casa
se aluga um sotan de urna casa terrea.
= Vende-se um preto de nacao Costa, for-
neiro e Irabalhador de masseira ; as 5 pon-
las n. 23.
Vende-se um excellento cavallo pro1
prio para carrinho; na ra da Conceico da
Boa-vista n. 26.
Vendem-se barricas com sag saccas
com mitho, e duas canoas, um grande e outra
pequea na ra das Cruzes n.30.
Manoel Alvos Guerra na ra do Vigario
n. 3 vende taxas de forro batido e coado de
todos os tamanhos, por preco muito barato ;
e travs de madeira superior de 36 a 50 pal-
mos e de 7 a 10 pollegadas de grossura.
\ Vendem-se em Olinda loja de fazondas
nos 4 cantos n. 5 taboadas cartas de a, b, c,
traslados, oracoes do monte Serrato cathe-
cismo de Doutrina Christaa de differentes pro-
cos elementos de civilidade officio da Pai
xa, oraco prodigioso expositor Portuguez,
prmeiros conhecimentos, resumo de arithrne-
tica deveres do homem historia oriental ,
collecco de leis da guarda nacional Secreta
rio Portuguez de cartas lamilares Novas Ber-
na rdjees arte latina educacao dos filhos ,
mania do jogo herosmo das senhoras, Idda-
linade Torembourg a forca da amisade e
Constituirn do Imperio.
Vendem-se 4 grades de madeira de p-
nho todas chapiadas de ferro proprias para
portadas de qualquer estabelecimonto, porpre-
CO commodo ; na ra de S. Rita nova n 93.
Vendem-so rutim de superior qualidade,
para assentode cadeiras, charutos da Bahia ,
em porcao e a retalho e larellos om saccas
grandes; na ra do Trapicho novo n. 19, em
casa de F. O. Elster.
Vendem-se duas canoas de carreira, sen-
do urna mein aberta fabricadas a pouco em
fora u c Portas a (aliar com Antonio Jos Pires.
Vende-se um negra de Angola, de 18
annos co/inha e tem principios de engom-
mar ; na ra Nova loja n. 16.
== Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
modasdoangico, ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Suecia com 3 polegadns de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras ecomprimenlos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais om conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa dej. Bcranger n. 14
= No deposito de assucar refinado esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
loja n. 60.
Vende-se urna porcao de tartaruga de
boa qualidade redes muito boas para tipoia ,
e 5 duzias e meia de taboas do assoalhodc
cedro; na ra do Cabug loja defronte da
matriz.
Vendem-se brins trancados de listras, em
retalho a 640 a vara : na ra do Queimado ,
loja de Guilhermo Sette n. 25.
Vende-se urna negra boa vendedeira ,
lavadeirae cozinheira, faz doces, refina assu-
acr; e um negro de naco de 22 annos pro-
prio para todo o servico e com principios de
sapateiro: na praca do Commercio casa do Joao
Carroll & Filho.
Vende-se urna casa de sobrado de um
andar que pelo bom local d animalmente de
aluguel 200$ rs. situada na ra i/ireita dos
Affogados, esquina do beco do Quiabo ; na
ra das Cruzes n. 30.
V Vendem-se modernas e excellentes cas-
sas pintadas de assento amarello a 200 rs. e
de cores esquisitas a 240 o covado peitilhos
de cambraia para guarnecer vestidos de senho-
ra a 120 ou a 1200 a duzia franja larga pa-
ra guarnico de cortinados a 320 e 400 a vara,
vestidos ja feitos e bordados em fina cassa para
criancas a 1000 rs. panno de algodo ada-
mascado para tualhas, com 8 palmos de lar-
gura a 640 a vara e guardanapos do mesmo
a 2400 a du/ia cobertores adamascados para
mesa de meio de sala a 2400 e 4000, tapetes
a 6000 e pequeos a 4000 golas de fil do
Iinhoa800rs. c de cambraia a 240, lencos
de metim a 80 rs. superiores fustoes a 560 ;
na ra do Crespo lujas ns. 10 e 15 da viuva
Cunha fuimares.
= Vende-se excellente farinha do trigo do
SSF para bolaxa o por preco commodo em
relaco a qualidade ; no armazem de Joaquim
Lopes de Almeida atraz do Ihcatro.
= Vendo-so a maior parte da casa da ra
estreita do Rozario n. 22 em chaos proprios;
na ra da Cadeia do Recife a fallar com Jos
Antonio Basto.
Escravos fgidos.
= Ninguem faca negocio algum com nen-
hum dos negros quo desapparecerao no dia
25de Junho do corrente anno e so supoe te-
re sido furtados osquaes andavao ganhando
na ra e tom os signaes seguntes ; Joao ,
de naco Urubario ou Cabunda bonita ligu-
ra alto reforcado do corpo bem laJino ,
cabello escantiado he canoeiro o cozinheiro*
Miguel, de naco Mocambique bonita figu-
ra estatura regular cara redonda bem "la-
dino risonho quando (alia paeco crioulo ,
tem peitoscomo mullier ambos com bastantes
marcas de chicote as costas e nadegas que
por ordem superior apanharo na grade por cri-
mes que comelero ; quem os pegar leve a lo-
ja da viuva Cunha Guimares na ra do Cres-
po ns. 10 e 15, ou na botica de Antonio Pedro
das Neves no arco da Conceico.
ii. T Noda 28d p- p: fugi' ou esl Ra-
lbado o moleque Francisco do naco Bi, de
12 annos pouco mais ou menos, que nao pa-
rece ter por ser um tanto caturro falla bem ,
cabeea e olhos grandes, pos pequeos per-
nas curtas, picado das bechigas nariz chato ,
a orelha esquerda furada em um dos calca-
nharescom bobas venda cang.'ca na venda da
ra da Guia, o algumas vezes andava pela ra
levou vestido camisa de brim de mangas curtas,'
e calcas de algodo azul ja velha ; quem o pe-
gar leve a ra da Guia sobrado de 3 andares n.
53 ao seu sonhor Manoel Antonio do Souza
Res quo recompensar.
=7 No dia 5 do p. p. fugio o preto Jos ,
Labinda de40 annos, bem ladino pur ter
vindo pequeo levou vestido camisa de mada-
polo fino calcas de brim branco chapeo de
palha quem o pegar leve a ra velha da Boa-
vista sobrado n. 63 ao Tenente Coronel Jos da
Cunha Moreira, que gratificar.
= No dia 17 do corrente fugira dous es-
cravos do Coronel Antonio Alves Vianna sen-
do ambos crioulos o negro de nome Roberto,
e a negra de nome Quileria a qual he ma-
gra alta representa ter 46 annos tem 2
refinado, segundlo novo s'ystema do fabrica- dedoseriJ uma ^as mos interissados de forma
Cao, pelo qual se extrae a potassa ecal.dei- Jl"6 os na0 pone fechar isto por causa de um
lo o ,10 (lue ,he cortou os ervos; o negro mos-
xando-se-o no seu estado de pureza ; end
preco da libra do de primeira sorte o em pes
160 rs. e o de segunda c terceira em p ,
a 120. rs,
= Vende-se urna venda em Olinda na ra
dos 4 cantos n. 27 a dinheiro ou a praso, ou
com desobriga na praca sendo urna das me-
Ihores, c mais bem afregnesada daquelle lugar,
e o motivo da venda he porque o dono quer
retirar-se : a tractar na mesma.
tra lera mesma idade com faltas de denles na
frente pouca barba rosto secco baixo ,
grosso do corpo c bem preto; quem os pe-*
garleve a seu senhor no engenho Novo'de
Goianna que receber 100S000 reis de cra-
tilicacao.
Recife: naTtp. deM. F. mFaria.=1843


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