Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05014


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Full Text

'I \
Anuo de 1843.
Sexta Fera 28
To agora depende de ns meamos; da notaa prudencia, modrngSo, e rrrrcii con-
tinenos como principiamos, e aeremos apouladoa eom admira 4o entre aa tN'agfiei ruis
culiss. ( l'roclamag.io da Aasembleia Geral do Beasil.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES.
Goianna, e Parahrba, segundas e sextas fcirti. Rio Grande do N >rte, quintas feiraa.
Konilo e Garanhuns, a i" e '-'4.
Cabo Serinluero, Rio Formoeo. Porto Cairo, Macelo, e Alatjoas no 1 (1 e2.
|)oa-Tslae Floresk i3 o 2s. Santo Antio quintas feir>a_ Olinda todos os dias
DAS da SEMANA.
2* Sef?. jejum a Christine V. M. Aod do J de 1). da J. f.
25 Ttg. TUjo p. e. ChriatoTao M.
: 6 Quarl. a. Simphronimo M_ ">ud doJ. de D. da 1 .
2 7 Quint. a Pantaleo Medic. And do J. de D. da t.
2S Sea. a. tnnocencio P. Aud do J. de D. da t. t,
ji Sab. jojun a. Marta V. Re. aad do J. ie D. di t.
O Dom. a. Anea .ae da Mae de Dos
de Julho
Anno XX. N. I6F
aVBaBaae(tjBB^HBs^Ha>BlVDinB9JaiHBtsMeaaiABjiBuauj
O Di tr.to publica-se todos os dias q*ie n'to forem S.afffflmiliMi o pr*.'< assignstura o
de trea mil rea por quanel p>jds Imitado* Os anniin.-ios dos ssijnantes sao inserido
gratis eos dos que n lo f.irein a ras m ile reis p r lm!i-. As reclama oes ilerein ser diri-
gidas a esta Tip ra d Cruel N. ;4, oa spre : d Independeaoil luja de lirros N. 6e8.
CAMBIOSMu dia 7 de Julho
Cambio obre Londraa 2o. Ouno-Moeda de 6,400 V.
a Pars ;,(, /cu por franco, n N.
Lisboi 41l) por lUO de premio. da 4,'J
! PaaTi-Palacra
Moedadecobie 2 p or cento. Pnoe Coloauam
dem deletrea debo a. "rasas 1 i |. i dMe Metioanoa
PBASBS A LA -NO HEZ DE JtJLHO.
La Cheie ti, t-.t 2 durase > m.da tarde I l.ua nova ,i 27 as 3 oras e
Quari.oung. lt*, aa ti toraae 22 m i.m | jutrt. crec. a' 4, as 4 Loras e 43
Preamar de hoje.
1. a 1J boraa 42 ai. da aaanhaa. | l. a 12 horas e 6 a. da tarde.
compra renda
16 HJU 7.01)0
10 tiJJ 10 soo
Vs.200 9 4U0
!,!Mj 1 940
lua 1 !4o
1,921) 1,940
n m. a m:
e43m d alarde.
EXTERIOR.
FRANCA.
CMARA DOS DEPTADOS.
Discutso dos fundos secretos. Importante
discurso do r. De Lamartine.
O Sr. De Lamartine : Parecc-mo que a
cmara esta convencida de que esta grandedis-
cussao seria por assim dizer truncada ios o-
Ihos do pai so os oradores que tein occupado
ha dias a tnb na se concentrassem exclusiva-
ment na questo ministerial, testemunhando
apenas algumas poi|uenas dissidencias, algumas
leves prelerencias por tal 011 tal gabinete.
O musmo honrado preopinante deve ostarcon
vencido do sentimenlo quo me traz a esta tri-
buna. Nao, para mim e para a opposicao nao
se trata de mudar ministerios ; trata-se todos
nos o temos dito, de al urna cousa mais tra-
ta-se demudar apoltica todainleira [sensacao.)
O contrario disto nao jeria um jogo pueril e
indigno de nos ? Nao seria Ilusorio quemo
partido grande e grave viessoaqui simplcsmen-
te contestar sobre nomes proprios sem atacar
o mal ; que a opposicao servisse s de ariete
para derrocar lodosos ministerios, icandosem-
pre coin a certeza de ter de combaler no dia se-
guinte os homens chamados ao poder ?
Nao senhores, tal nao tal nunca foi,
tal nunca ser a conducta da opposicao ncste
paiz.
NO centro : Quem vo-Io disse ?
Na esquerda : Sim sim muito bem !
conlinuai !
O r. De Lamartine : A opposicao se-
nhores tem outros pensamentos outros de-
veres ; tem outros deveres eu o repito de-
veres algumas ve/.es mais rigurosos, cumprc
recordal-o porque ba nlguma cousa mais se-
vera do que a mesma hostilidado contra tal
ou tal gabinete; a indilTcrenca para com
todos os gabinetes que vierem aqui personifi-
car o mesmo systema. [Na esquerda: muito
bem muito bem )
pois este systema o quo eu venhn procurar
tainbem combaler nesta tribuna. Eu o camha-
ti ha alguns dias a respeito das cousas do inte-
rior como o honrado membro o Sr Tocquc-
ville acaba agora decombatl-o com lano ta-
lento. [Risadas irnicas no centro. Appro-
vaco na esquerda.)
Repito, que combat ha alguns dias adirje-
co do systema poltico interior e que venho
hoje procurar combater o mesmo systema no
que di/, respeito i poltica exterior.
Ora eu resumo em duas palavras esse sys-
tema esse pensamento director que dirige to-
da a poltica doqoverno rancez haalgunsannos.
Sr. De Grgaiay : Dizei antes o syste-
ma dos ministerios.
OSr. De Lamartine : Dos ministerios ,
se assim o queris. Se o honrado membro que
me interrumpe tem algumas duvidas sobre mi-
nhas intences estou prompto a explicar-me.
Accusarao-me hon em indirectamente de ter
pronunciado a palavra syslema; inlerpellao-me
hoje para sabor o que enlendo pelo mcu pensa-
mento director. [S'o! nao! fallai.)
Tende a conviceao senhores, de que enten-
dotao bem como vos os deveres dodeputado
nest tribuna. Ficai certos senhores, de que
nenhuina intencao que ultrapasso os limites da
constiluieao cdosdircitos desta cmara ema-
nou jmai- do meu pi nsamento. Sei que a
constituicao se compoe de tres cousas Primei-
ro da prcrogaliva inviolavcl para o qual nao
podem dnigir-se seno o nosso respeito eii
nosso reconbecimento. ( Muilo bem 1 muito
bem!) Depois, do ministerio, e em tim do pen-
samento director que anda agora me amisa-
vao de nomear isto do systema. desse iodo,
dessa serie, dessa tradico dos pensamentos po-
lticos que se determinao, t|oeseencarno, qu-
se su'-cetlem nos ministerios vvenles e perso-
nilii ados (liante de nos. Eis-ahi <> meu pensa-
mento todo inteiro. ( (randeappwaco. j
0 pensamento do systema l agora que exph-
quei a palavra sor-me-ha pennittido fallar da
cousa ) o pensamento do systema qu ; torn a-
nimado todos os ministerios a quem tocn di-
rigir o% nossos negocios externos, ha sete annos
paw cft, parece-mo assentar^obr.! um erro do-
bro sobie um dobre equivoco porigoso seo
'leixnrnios subsistir entre nos mesmos e entro
a Europa e n Este dobre erro oi-lo :
Como di/.ia aind i a?ora o honrado Sr. Toc-
queville inspirro ao pai^ desconfianca em si
mesmo, e inspirarlo Europa desconfianca em
nos l'inl irao-nos a nos mesmos como um po-
vo prompto empre n novas ehullicoVs e a tras-
bordar para ir semear do novo no mundo a pro-
paganda e ;i conquista. E as potencias le que
se compoe o equilibrio europeo pintarai-as el les
Franca como reunidas em um s foixe em
urna coalico sempre em p sempre animada,
seinpreapaixonada contra nos e disposta a ex-
luir-nos do todo o lugar legitimo na poltica do
mundo.
Pois bem, digo que este pensamento um
erro dobre.
Que a Franca nunca pensou, mesmo no mo-
mento ta ehullicao m lis fogosa da revoluco de
julho em transprtr as suas fronteiras e trasbor-
dar sobre o mundo com a idea das conquistas
imperiaes cousa evidente. A re.oluco oe
julho noseu maif r ardor soubo conter-se :
um homem de estado forte, posso dizl-o e por
ninguom screi desmentido pronunciando scu
nome Casimir Perier, soube conciliar a fir-
meza a dignidade a moderacao na poltica
exterior do luil governo nos seus primeiros an-
nos. ( Movimento da approvacSo. ) Soubo es-
tabeleceresta vordade inconteslavel, necessaria
a todo o homem publico em Franca o na Eu-
ropa isto que nao havia e que n;io haveria
incompatibilidade algnma entre urna grande li-
berdade em Franca e os eslabelecimentos mo-
narchicos do resto do continente que nos que-
ramos conservar modficando-os no nosso pai/.
Emfim.sonhoies.quanto aooutropensamen-
to de que a Europa esta ligada em um s fcixe
contra nos ; que quer recusar sempre Franca
o seu lugar mais leg timo no jogo deste equili-
brio europeo ; que v6 sempre na Franca um
foco revolucionario a su dorar, e que a cada
movimento no nosso paiz, a cada abalo do sys-
tema poltico no mundo se rene em umas
liga contra nos prompta a renovar acoalico
de Pilnitz e ardendo em desejos de rucar a
Franca do numero das nacoes ; eis-ahi o que
ji nao verdade e o que comtudo nos faz odiar
ludo, e sempre o em toda a parte ; eis-ahi o
quo nos torna impossivel toda allianca e todo o
systema.
Permitti-mequovol-o provo em poucas pa-
lavras ecom essa evidencia que as dispensa.
( Fallai'. Fallai\ )
Basta-me para isso decompr as differentes
grandes potencias que formo entre si, e a res-
peito da Franca o systema de equilibrio euro-
peo e examinar quaes as disposkes necessa-
rias as razOes de sympathia ou de antipathia
de cada urna dessas potenems a nosso respeito.
De que se compoe o systema tunpeo aas
grandes potencias?
(uaesso as descoi fiancas reaes que podemos
inspirar a Russia ? Poda ella temer e devia
temer seguramente no principio, que desse fu-
co de deas, de pandea, de movimento, de li-
berdade de pensar e de obrar que a revolucao
de 1&J0 acabava do accqnder e de fomentar na
Franca, e-capassem algumas centclhas que fos-
sem alear de novo a Polonia e infiamn ar as i-
magnaces no seio desse vasto imperio. Mas
a Rusm nao levou muito lempo a relectir e a
tranquillisar-se. ^ io que o contacto das deas
seo perigoso paraaspolenciasda mesiiiaidade,
da mesma nalure/a e collocadas lio mesmo cen-
tro do idase de sociedade e que as nossus li-
berdades da imprensa da tribuna as Doasas
organisat oes electivas nao tinbao applicacao
alguma prxima as immensas popula oes novas
derramadas sobre o seu vasto territorio.
\ io que I he convinba urna Franca lorte, po-
ora sobre a Inglaterra o deixar Iho a';sim pa-
ra evcntuilid nlr> futuras a libenlado la accao
na Asia onde esti com a I iglaterra em con-
tacto e em rivaliJade sobre urna escala de 700
leguas.
Passo Austria : tove ella tamhem alguma
um orador poltico. Toco nesses prejuizos ,
tao recente e lao fatalmente reanimados entre
ilous pai/es grandes cuja existencia nao in-
couipativol no mundo. Prociirare imitar a
coragetn que me mostrou hontem o honrada
P.tssy dizendo que sabia que lima convic-
inquietarao a respeito das suas provincias da I- | cao existia enlre elle e a cmara e que eolio
talia ; receiou tambnm que as ideas f rancezas
passassem peh segundf vez o Rlieno eos Alpes
Vas, srs., nao tem ella outros inl rosses in-
teresaos m is graves a attender e que tornao ne-
cessaria a existencia de urna Franca activa, de
nina Franca forte que inl la com todo o seu pe-
so na batanea do equilibrio europeo Esla ne-
cessidaile vos a eomprehendeis todos; se esta
Franca naoexistisse, (icaria ella sem contrape-
so. A Austria urna potencia negociadora
urna potencia cuja sabedoria consiste sobreto-
do no er/os dasoutras potencias, com as quaes
negocia com tanta paciencia o habilidade que a
sua sabedoria tjrnou-so proverbial nos annaes
da diplomacia.
Pois bem! a Austria temeu que se nao tives-
se um contrapeso pan a sua politica, queso
nao podesse apoiar-se forlemente sobre a Fran-
ca seria inevitavelmente forcad'a a curvar-se
diante da potencia da Russia que crescc todos os
dias oquolhed, do lado do Danubio, receios
mais serios, mais temiveis do que os que a l ran-
ea Ihe pode dar sobre o Rheno.
Tem ainda outra razo o essa razo 6 a
Prussa que engrandece na Europa com pro-
porcoes s quaes impossivel marcar um termo.
E pois que fallamos da Frussia vou dizer
em duas palavras qual a sua situacao a nosso
respeito.
A Prussia vos o sabis, urna sorte de im-
provisacao da victoria um germen machia-
velico lancado no coracao da Allemanha pelo
'ana sempre a sua consciencia antes da sua
pooularidado. Digo pois que qualquer t|ue
seja a forca tos prejuizos que exislem na actua-
lilado eqlre os doos pases, i|uaea quer que
sejao as pievencoes; infelizmente justificadas
at corlo ponto pelo tr tado de 184 I digo quo
nao existe essa incompatibilidade.
E com edeito ser .enlade i|ue a Franea e
a Inglaterra nao podem vver ao mesmo lempo
sobre o mar e sobre < trra? que seja preciso
ao odio de urna das duas nacoes o sacrificio da
outra ? que a Inglaterra tenba por fim cons-
tante da sua politica o annii|uilamento ou
(nesmo o aviltnmenlo da Franea sobre o conti-
nente? Embora tivesso ou de ferir todas as sa-
nbas todas as ignorancias dos dous paites ,
boje tao asedados um contra outro respondo
nao Nao isso nao verdade Nao eu o
nao acredito evou procurar prova-lo em duas
palavras.
Qual 6 a esphera da actividade da Inglat;rra
no mundo? naval, commcrcial, industrial e
emflm continental. Sem duvida como poten-
cia industrial, como potencia commcrcial e co-
mo potencia martima, tem ella livalidades,
clames, lera mesmo,se a dixardes llvre, oppres-
socs contra vos. Mas, como potencia continen-
tal considerai a realidadc da sua situacao.
Sim, se a balanca eoropea, se o equilibrio
das grandes Torcas conlinentans necessario a
alguem no mundo, 6 Inglaterra. Qual no
continente o interesse verdadeiro, vital, perma-
nente da Inglaterra? Nao ser ode impedir quo
o continente vcnlia a calor em uina s man o
genio hbil e perverso do grande Frcderico ;
mas 6 um germen que tomou um incremento do impedir que urna potencia qualquer estabe-
iso e que esta destinado a tomal-o cada le?a ah e^w omnipotencia que ella combate
i inmenso e q
dia maior.
E' urna potencia que se cnrqueceu e que se
enriquecer todos os dias com todos os des-
desde o tralado de Ulrecht desdo o tratado de
Vienna? Qualquer que seja a potencia que do-
mine exclusivamente o continente ella expedi-
r a Inglaterra Com pontos diversos para a-
membramentos de influencia de forca e de' Piar successivamente a alavanca da sua poli-
... i v ... ,, i. i. i tica pode agitar o continente e ie presentar ahi
nac.onal.dade. Na Allemanha sen. duvida um J .^ (|c u,mi T
ha grandes preocupares da parte da Franca ie- Ull| s to qUtbra.M Csa a|avanca e oscapa.
lativamente a Prussia. Nos podemos temer me continente.
que una potencia que de alguma sorte i -lbe necessaria a allianca francesa ou a al-
na diplomacia e no mappa a guarda avancada lianca russa mas sobreludo a allianca francesa
da Russia nao seja tambem a pona Ja espa- para apoia-la contra urna potencia asitica, con-
da russ.ana sobre o coracao mesmo da Franca, tra a Russia que transp'e taas vees os seus
Ella ten. demasiado peso sobre o Rheno ; ella limit|,s naturaes, e que voio lancar-lhe a luva
o vosso primeiro campo de balalba para o norle. d'. um ^ l A.sii' ( ,l,1 m,lra *[t: as f--on-
Lembrai-vos sempre disto tende sempre en. ,tMras d" IU,L'"- J; a W**n deve querer,
. f v para que se nad quebr a sua ala vanea legitima
vista osta torca n va. I do influencia um pont-deapoio da parte da
Mas. por outra parte, encarai a sorte da Russia e um ponto de apoio do lado da Franca.
Prussia; a Prussia actualmente urna poten- Eis a sua poltica verdadei.a e permanente, a
cia pacifica que conquista | ela pa/, esse phe* que ser posta em atco quando os dissenti-
nomeno novo que nos queremos imitar no mun-'mentos que divldem osdous paites liverem ce-
do, quo allrabe a si as populaces allemans "ido sabedoria do governo e rcllexo dos
pela lingua pela tolerancia religiosa pela dou
uniao commcrcial por todos esses meios pa-
cficos que couquisto mais lentamente mas
que conseno mais seguramente do que a
guerra.
Por todos estes titulos a Prussia carece de
paz; a Prussia tem necessd^de de vos, da
resucitada activa. E
derosa^ real, para pesar ora sobre a Allemanha, J delicadas, mais perigosas em que pode tocar
povos
Senhores, passei o ponto mais diflicil da ma-
teria que quena tratar nota cmara.
Digo pois que nao inpossivel aos homens do
estauo mesmo auuelles que, similbantes aos
que lenh na opposicao, parecen, preocuparse mais da
a cao exleiiui do seu paiz, dir-ibes-hei que nao
vossa existencia lorie respeilada activa. E i impossivel conceber, guaidar no fuidod'alina
nao Ihe era preciso um apoio na Franca para i algumas esperaneas nobles. gcncro>as, sobre a
o dia em que a Austria inquiete e cio>a es j mauulema de urna alhanfa verdadeiraii.cnte
tubeleca a lula inevitavel con. ella no corac '"ral, que nos parecer necessaria em todos ofe
da Alemanha que estas duas potencias dispu- '
taro entre si ?
E contra a Russia mesmo que a apoia hoje ,
niio carece ella de outro apoio para o momento
em que as exigencias russas a quizerem fa/er
manobrar como urna ala de seus exercitos ?
Evidentemente Ihe ser- preciso isso todo, e isso
ludo so poder ella achar em unta v ranea gran-
de e lorie. No dia em que a Franca losse a-
viliada ou anniquil da a Prussia e tila o
sabe bem seria nina potencia vussalla ou da
Auslr a ou da Russia
l'asso < Inglaterra. ( Fscutai! esculai )
Nao ignoro que loco em umn das nuesloes mais
meacada no continente e que poue toi nar-se
um dia a allianca da paz do continente.
Disse a allianca da paz do continente e pro-
vo-o ja i cao u.ua palavra.
evidente que, se o continente se acbasse
pan.Ibaooem duas partes, a Itussia de u.n la-
ti a Franca do outro, sen. outro equilibrio,
."en. que um arbitrio podesse interpor-se entro
estas duas potencias e impedir o choque que a
abalara 6 despetlaca ia O equilibrio do mundo,
e evidente, digo, que a guerra sena enevilavtl e
talve unta guerra sem lini.
A unir potencia que pode representar este
papel de moderacao e de arbitro a Inglaterra ;
scl's, ".:.'' :.:.-. XCSSiiwai uu tutu outra,
pode lser contrapeso a urna mouarcbia un-


= 4
verbal do continente, a esse sonho fatal a todos
quantos o tem tido! Sobre estos equilibrios, sus-
ten!a:los pola allianca inglesa, assentaa paz do
mundo a pal necessana sobre ludo a un secu-
lo que com a libertado a fundar e a industria a
desenvolver. (Muito bem!)
Mas, senhores este pensamento deve ter re-
servas c eu me apresso a aponta-las.
Sou o primeiro a reconhece-lo, o ha muito
tempoquona tribuna cmitUesle pensamonto ,
muito diflicil aser acceitar Franca a allian-
ca inglesa ; existe tanta susceptibilidade entre
de reviver, reordaces tao dolorosas e aeerbas,
que cssa allianca cousa rnuito diflicil; com lu-
do se olla for moderada pela sabedoria e pela
poltica do gabinete que dirigir os negocios da
Franca como o e nuito estimo conf.;ssa-lo,
pela alta sab -doria e transcedente talento do pri-
meiro ministro que preside ao governo delngla-
tcira digo que, se essa poltica em vez "fl|
ser urna poltica ingrata urna poltica de dous
pe~os e de duas medidas urna poltica que da
tudo Inglaterra e nega tudo ao nosso paiz; que,
se essa poltica podesse vira ser urna poltica
de ig-ialdade (le escolha, de preferencia mutua
entre os aous paizes teria immensas vanta-
gens e sustento que um governo mais seguro
de si mesmo, um governo que se ap >iasse so-
bri>asforcas permanentes e vivas do seu paiz
poleria traser a allianca inglesa a essas condi-
coes sabias enacionaes. ( Na esquerda, muilo
bem!)
mide esta, com effeito, os pontos de con-
tado entre a Inglaterra e a Franca? So ha dous
no actual estado de cousas: de um lado o Orien-
te o imperio turco que se desmorona e cu-
jas ruinas s io successivainente o objecto da am-
bica poltica da Europj ; de oulro lado, a
questa que tres oradores acaban do ventilar
nesta tribuna, a Hespanha.
No Oriente senhores, temo, sint> ter de fe-
rir talvez a susceptibilidades de homens cujo
patriotismo e dedicacao sei appreciar e honrar,
iiias que me parece nao comprehendera diplo-
mticamente a questa talqual foi estabelccida
em Irt s a iso.
vo Oriente tenhoa certesa e nao serei des-
mentido pelos ineus collegas, que a Inglaterra
vos nao recusou o papel importante que vos per-
i'iici.i nesta ques'a, que ella vosolfereceu urna
o pea o que tivestes a imprudencia de rejeitar. Vi
com os nieusolhos os olficiosem que o goverm,
inglez pr.ipunha ao governo da Franca ae unir
as duasesquadrasede marcharen) juntaj sobre
Constantinopla, para conten-m a potencia mos-
covia mas aun acadora para ella do que nos ;
fostes vos, senhores, que a reeusastes ( sen-
sa(do).
Queixai-vos agora de ella vos nao encontrar
em parte alguma ; fostes vos que recusastes a
allianca no Orientee na Hespanha, ondea qua-
drupla allianca a tinha de antcinao cscripto en-
tre elle e v*!
Mas tenho acabado sobre a questa do Orien-
te, boje terminada. Termino esto examo poli-
tico pela v.ssa conducta na Hespanha c a este
resp -ito sou tambem da mesmissima opinia do
Sr. Tocqueville.
Digo que temos somonte um ponto de contrac-
to serio vivo, envenenado com a Inglaterra ,
c talvez que um pnnt no mundo, onde no es-
tado presente de cou*as devemos disputar-lhe o
predominio que adquerio, e que o nosso gover-
no Ihe concedeu em demasa, fallo da Hes-
panha.
Nao ignoro que no principio da revoluca de
julho e multas vezes depois, os ministros dos
negocios ostiangeiros repetirao nesta tribuna ,
e fora apoia tos quasi unanimimoute, as pala-
vras nao intervencaS.
Estas palavras 880 na vordade sabias, saluta-
res, conservadoras, respeitosas para as nacio-
nalidad, s com quein podemos ter a tratar no
mundo. o recouheciment desse dreito im-
prescriplivel e absoluto que tem todos os povos
de mudar a seu bel praser a sua forma de go-
verno interno, sem que seja pormittid) as po-
tencias estrangeiras le intervir, de sustentar
tal ou tal idea tul ou tal tyrunnia.
A este respeito, tivcra aquellas palavras o
assentimento geral. Sim, aquellas palavras sao
respeitosas para as libertades dos povos ; mas,
como acontece com todos os principios nada
lia de absoluto e para serem salutares devem
ser rasoavelmente interpretadas, devem ser so-
bre tudo reciprocas. Porque sem duvida que nin-
guem se deve importar com os negocios inter-
nos, com as constituicesdas nutras nacoes no
que diz respeito aos seus governos, s suas re-
tocos internas, ou se constituao rnonarchias ,
oligarchias ou republicas, ou mudem ou modi-
fiqncm suas instiiuccs.
Mas, se essas mudancas de soberana, de con?-
tituiedes de poltica nao se I mitu modiflea-
Ca das leis, do governo, das dynastias dessas
nacoes; se ellas exercem sobre foi mesmos,
sobre vossa seguranca sobre a seguranea de
vossas fronteiras sobre as relaces de vosso
commercio sobre a balanca e sobre o equili-
brio da Europa urna influencia evidente, deci-
siva e mortal a vossos proprios interesses digo
que enta o principio absoluto da nao interven-
cao um engao, um absurdo, um suicidio,
e que sob nena de perecerdes vos mesmos ,
deveis ir defender no solo dessas nacoes a vossa
propria causa.
lugo que lia enta urna mudenca de senso ,
de inlerprelaca, o que urna poltica aue se
moral diplomtica, forte em um slmilhante
paiz, seria urna poltica de suicidio a qual
este paiz nao poderia nunca dar o sou assenti-
muntosem se condomnar a si mesmo.
K nao 6evidente, sonhoros, que as naciona-
lidades nao se contem as fronteiras que ha
porassim diser, appendices complementos
de nacionalidadealom dosses limites ideaos quo
a poltica escreveu sobre os mappas geogra-
phicos.
Nao evidente que a Inglaterra, por exem-
plo ex.rce urna influencia que com quanto nad
este, a escripia reconhocida em diplomacia
sobre Portugal ?
Nao evidente que a Russiaexene influencias
deste genero sobre os principados da Moldavia,
da Valachia ?
Em flm nao evidento, sem porcorrero mun-
do, que depois de Luii XIV, depois dessas gran-
des uuerras de successo que roubara a Hes-
panha influencia da Inglaterra sempre exis-
ti e sempre deveria existir entre a Franca e a
Hespanha relaces desta naturesa ? E apresso-
me a diser que entendo essas influencias neste
sentido nao urna influencia reguladora do-
minadora, mas sim urna influencia de boas re-
laces, de amisade subsistente e mutas vesos
armada entre os dous paizes.
E qual era a poltica do governo francez rela-
tivamente Hespanha as desgranadas crises em
que se acha empenhada ha alguns annos? S
urna havia concorrer com todos os nossos es-
forcos para o estahelecimento de urna revoluca
regular que se tornar o voto tantas vezes mani-
festado da popularan hespanhola; concorrer pa-
ra o estabelecimento de um governo est vel ,
forle. territorial, que podesse ofTerccer Fran-
ca garantas de allianca de boas relaces de a-
mizado que todos os nossos governos ahi tinbo
procurado cahi tinhao encontrado desde Luiz
XIV at a repblica.
E isso o que se lez ? E aqui dirijo-me di-
rectamente pela primeira vez ao Sr. minis-
desiulereisa completamente na internivtHca usa ni* c"ja anuzade 520 poden
tro dos negocios estrangoiros.
Nos interrogamos na commissao cerca das
uai resposlas ofliciosas e confidenciaes quo nos
nao seria permittido Irazer sem perigo para esta
tribuna nos Ihe perguntmos qual era a poli-
tica a respeito da Hespanha. Escrevi as palavras
lo Sr. ministro : a sua resposta foi Fa/er
pouco; esperar c renovar logo que or possi-
vel !... [Risadas na esquerda. )
(J Sr. Guizot: Nao disse isso ?
O Sr. I te Lamartine : Fazer poucas cou-
sas esperar um pouco e renovar logo que for
possivel. Meu Dos, nao censuro estas res-
postas do Sr. ministro. E o pensamento do sys-
toma que se revelava nestas palavras.
O Sr. Guizot: Peco-vos perdao; nao te-
nho lembranca de ter dado essas respostas.
Voz na esquerda : Disseste-o ou nao ?
O Sr. Guizot: Repito que nao tenho
lembranca de tal resposta quo nao reconheco
a sua exactidao, e que terei o honra de expr na
tribuna a poltica do governo a respeito da Hes-
panha.
O Sr. De Lamartine: Como memhro da
commissao tinha o dever imposto pelo nu-
mero de votos que me foro dados de fazer,
porassim dizer em nome da cmara, que nos
tinha conferido a missao o inquerito serio da
poli tica do governo do rei sobre os negocios ex-
teriores e entre outros sobre um negocio tao
importante, quandooSr. ministro dos nego-
cios estrangeiros interrogado porum de meus
collegas sobre seus designios polticos relativa-
mente Hespanha deu urna resposta de que
agora se nao recorta mas que eu acho no pa-
pel que escrevi sua vista (risadas prolongadas
na esquerda) para entrar no pensamento do Sr.
ministro que nao tem duas palavras, trazendo
ediscutindo aqui asexpresses quecopiei litle-
ralinen te sob a mpresso de suas palavras e so-
bre a mesa da commissao.
Mas admitamos que as palavras nao forao
pronunciadas, que me importiio palavras quan-
do tenho obras! [Approvaco naesquerda.) Que
me importa que vos dissesseis ou aue nao dis-
sesseis que convinha esperar maisou menos,
contemporisar, ter paciencia aceitar mais ou
menos as repugnancias e mesmo as oflensas do
governo hespanhnl se eu vejo que os actos do
governo francez sao deantemao e sempre o cum-
ulen turio dessas palavras ? [Bravos na esquer-
da.)
Volto discussao. Bogo ao Sr. ministro dos
negocios estrangeiros e a cmara quenotem bem
que o que cu vou dizer nao o pensamento de
um da, mas sim o pensamento que emitto nesta
tribuna desde que tenho a honra de senlar-me
nesta cmara.
Em rriinha opinio, a poltica franceza na
Hespanha devia ser franceza e sobretodo hes-
panhola. Devia tender a reconstituir de um mo-
do seguro para a Franca um paiz amigo allia-
do unido a nos pelas mesmas fronteiras, pelos
mente abdicar nessd paiz devemos consolidar
Senhores, esse governo? Eu
um governo
E qual era
vo-lo digo.
As revolucees, Senhores, fazem se pelos par
tidos exaltados, e sao os partidos moderados que
as consolido. [Interrup(So). Admira-me est
in terrupcSo.
Um Membro na esquerda : Estes senho-
res tomirao para si o comprimento. [Bisa-
das. )
O Sr. De Lamartine: Dizia que a meus
olhos bem como aos olhos da historia as re-
voluQes comelo pelos partidos exaltados e con
solidao-se pelos partidos moderados. [Novaap-
provagSo nos centros.) Mas.. deixai me aca-
bar a oxpressao do meu pensamento. ... mas as
revolucoos perdem-se pelos partidos militares ;
as revoluces perdem-se de dous modos pois
que vos me nSo comprehendeis. (Bisadas. )
O Sr. Mauguin : Approvamos !
O Sr. De Lamartine : Sim, vos me com-
prehendeis. Ellas su perdem de dous modos ,
pelos partidos militares e pelos partidos qie as
absorvem em seu nico benifcio. E pois (,'ue
vos admittis a verdade deste axioma elementar
em historia direi que os partidos exaltados na
Hespanha fizerao as cinco ou seis revoluces suc-
cessivas que ahi tendes visto. Foi o partido ex-
altado de 1812 que fez a primeira revoluca n
primeira constiluicjio hespanhola eesse parti-
do era justamente exaltado ento, pois que es-
lava ebrio de patriotismo contra as conquistas
napoleoninas.
Foi o parlido exaltado que fez depois todas as
revoluc-sdel820, de 1830, do 1835 eem-
fim de 180 em Barcelona onde o regente foi
levado ao poder supremo sobre o pavez de urna
insurreico armada... Era esse o governo,Se-
nhores ao qual devieis prestar a adheso da
Franca e enviar embaixadores? Nao. O vosso
verdadeiro alliado na Hespanha era o partido
moderado o parlido da rainha e do seu go-
verno
No centro : Sim Sim !
O Sr. De Lamartine: Vos dizeis sim, e
vos a ahandonastes, indignamente abandonas-
tes !
Em 1822 a restauracao honra Ihe seja
feita nao a ahandonou. Ella seguio o seu
principio al Madrid at Cadix. Vos devo-
ris ter assim seguido o vosso.
Mas a ahandonastes em 1830 em 1838
poroccasiao da revoluca da Granja eemfim.
em 181-0 na revoluca armada de Aarcelona.
Vos f/estes segu ir a poltica (rance/a todas as va-
riaces militares revolucionarias demagojicas
que se tenisuccedidonessedesventuradopaiz ;d<
surte que hojo a vossa influencia cabio talvez no
estima da Hespanha e ja por ninguem deso-
jada porque vos nao soubestes nom defender
a vossa bandeira no governo quo desejava ar-
vora-la. E quando o governo da rainha recla-
mou o auxilio da Franca vos nao podestes of-
ferecer a essa rainha abandonada combatid;
pelo mesmo general que ella enchera de bene
(icios, entre as maos do qual depositara a salva
cao do sou reino vos nao podestes dar-lhe se-
no um navio para fugirda Hespanhaeexilar-
se do seu reino. ( Ftra adhesSo. )
Tenho poiso triste direito de dizer que v
nao seguistes na Pennsula urna poltica naci
nal que podesse fazer face omnipotencia in-
glcza ( intertupcBonos centros ) ; nao e que
vedes a sanguc fro passar essa allianca de todos
os lempos para o arsenal das influencias britan
nicas contra vos !
Senhores, detenho-me aqui sobre estas duas
questes especiaes o Oriento eda Hespanha .
as quaes acabo de moslrar-vos a ma gerencia
dos nossos negocios as duas maiores occa-
sies que a Providencia pode offererer a um po-
vo para restahelecer a sua attitude no mundo ,
nessas duas ocrasies igualmente mal compre
hendidas pelo ministerio actual e pelos dille-
rentes ministerios que o precederlo porqu'
(ora injusto accumular sobre urna s cabeca os
erros que (oro do paiz todo. Digo quo nessas
duas orcasies vos sacrificastes e por muito
tempo os destinos da Franca. Digo que o
stntii auo foi o mais audacioso de vossos pensa-
mentos; e que anda nao podestes obter esse
vosso statu quo.
No Oriente qual foi o statu quo ? A expul-
so do pacha da Syria c da Arabia at s fron-
teiras do Egypto o abandono da popula<-3o
da Syria aanarchia turca a partilha da influ-
encia franceza em Constantinopla dpssa influ-
encia que senao na legislado escripia pelo
menos na Iradiccao que faz titulo em todas as
diplomacias do mundo tinba sido concedida
ao nosso paiz.
Digo que na Hespanha n"o ohtivestes vos
15o pouco o statu quo. O statu quo na Hes-
panha foi o bomhardeamcnto de Barcelona ,
mesmos mares pela tommunidadedodynastia j que o regente entregou em relens rivaliilade
desde Luh XIV at a restauracao. L'm paiz cuja j cioa da Inglaterra. Eis-ah o vosso statu quo.
existencia forte a nossa garantia no meio da, I a poltica e o tratado de commercio entregando
par.c-|o rcniuuia vossos rivaes i (lias estremtda-
des : muito bem muito bem! ) Sim o statu
quo para vos e para os outros o que ellos qni
zerem notai-o bem ; porque emquanlo vos
perdis toda a forca o que laz o mudo ? Ve-
de os efleitos desse statu qu<> sobre a vossa si-
tuaco e tambem sobre aquella das potencias
quevoscerco Vede a Kussia ameacando a
Asia pelo Caucaso e inillrando-se cada vez
mais as populaces grego-slavas.... ( Inter-
rupcOo no centro. Approvaco na esquerda. )
A Russia sob a egide do statu quo avanca
cada vez mais sobre a capital de Constantino,
onde poder um da gracas vossa poltica,
estabelccer impunemente a sede do seu impe-
rio emquanto que de outro lado vem ella ,
auxiliada pela Prussia pesar sobre, vos no seio
mesmo de vossas populaces sdbre as margeos
do Rheno. ( Movimento em sentido diverso.)
Digoquc a Austria soh egide tambem desse
statu quo avanca e enraia-se cada vez mais
na Italia que ahi levanta impunemente pra-
vas fortes como Alexandria o quo nenhuma
potencia teria permittido at boje no meio do
urna nacJSo independeute ; faz de Trieste um
porto martimo que vai ligar as suas possessfM
continentacs pelos seus caminhos de ferro ; re-
, 'diuca Veneza e marcha pelas duas margeos do
y(j| ''tico a urna influencia seria na Grecia pe-
la quai" vos combatestes e que nao soubestes
conservar sha vossa influencia !
Emfim VC('e a Pruss'a deslocar impune-
mente debaixo ('e VOSl,"os olhos o centro de gra-
vidade na Allema."1"8 5 e ameacar-vos cedo
ou tardo de lerdos' d v,8iar de contraba-
lancaruma nova casa d Xus,ria-
Emfim a Inglaterra expell.da por um
momento do Caboul e do Aib"nan,s,an .rea-
sume um imperio mais limitado "as ma|s so-
lido sobre essa enorme possessSo oJ,s.*n_u'as
onde nao conta menos de oitenta mil/108 "
subditos; e emfim vede-a abrir impunei7,en~
te a tiros de canho as portas da China e
conquistar para a sua"producc3o colossal 400
milhesde consumidores novos.
Urna voz: Trezentos milhes.
O Sr. de Lamartine : (^ualrocentos mi-
lhes.
Sim occorre all um facto novo um facta
maior que no seu tempo a conquista da Ame-
rica e vos nem ao menos parecis ter delle co-
nhecimento ; e emquanto islo se passa tra-
ais smenle de assegurar-vos alguns misera-
\eis annos, alguns mezes, algumas horas do umr
poder ministerial qualquer ; disputis para sa-
ber oh que nome de homem o vosso pai/ per-
der mais da sua aeco da sua ascendencia ,
do seu poder no mundo europeo! ( Bracos as
extremidades. )
E' impossivel a homens animados, nao des-
se patriotismo de esquinas e de pracas mas
sim desse patriotismo reflectido serio quo
estuda os interesses do paiz na historia ; im-
possivel a essesconter por mais tempo, senao
o grito de sua ndignac&o a exprosso vos pa-
recera talvez muito forte ao menos o grito
serio dos seus temores; e n3o vosilludais,
nao sou eu o nico a quem tem commovidoo
pensamento que acabo doemittir ; de lodos asi
parles vs o deveis ver vos que estaos eolio-
eados no centro do governo e que podis ava-
har todas as inquietaces todas as agitaces
surtas, de todas as partes esse sentimenlos se
revela se manifesta se trahe com mais ou
menos forca mas com igual dr no seio da po-
pulacho.
De todos os lados se pergunta se s por-
que a Franca foi grande, muilo grande du-
rante corto tempo ; se porque suas armas ,
demasiadamente conquistadoras, invasoras,
corrrao o mundo de cabo a cabo, deve ella
aps vinte e cinco annos de prudencia de.
temporsacao de paciencia soflrer ninda lu-
do o que ha trozc annos nos la/cis soflrer im-
punemente.
No centro : E' de mais S5o contos!
Naesquerda : Muito bem Muito bem!
Sr. Guizot: Peco a palavra.
OSr. De Lamartine : Sim se a nossa
gloria foi um en me cumpre confessar que es-
se crime nacional desobejo tem sido explicado.
( Sensaco prolongada. \
E nao vos entreguis ao somno nSo des-
prozeis tanto quanto parecis faze-lo estes
primeiros abalos da agilacao publica. ( Vivas
reclamaces no centro. ApprovucHo na es-
querda. )
( Continuar-se-ha).
PERNAMBUCO.
II FfilVFI
TRIBUNAL DOS JURADOS.
Terceira sessdo ordinaria no termo do Recife.
Presidencia do Dr. Vicente Ferreia Comes.
Da 5 de julho.
Foi julgado o reo amaneado Alexandre Joa-
quim Barbosa, pardo, soltoiro, Brasileo, mo-
rador tiesta oidnde. mnswn d" batalfcSs de g?*-
das nacionaes aecusado pela Justina por criwu
P


-*
..
de ferlmentos em Apolonia Barbosa, sua fllha e
etto, deffendido pelo advogado o doutor Sal-
gado: foi absolvido.
''! 6~Foi Ju'g"do o reo preso Florencio Ma-
noel HodriRues, pardo claro, solteiro, Brasilei-
r<>, morador nos a Rogados, accusado pelajus-,
i|ca porcrimodemorte no crioulo Antonio da I
ra no anno de 1811 na freguesia dos AIToga-
flos, delTendido pelo advogado o doutor Alcan-
forado: foi a'isolvido.
DialFoi jugada ar amaneada Marianna
^vede negocio, aecusada porMaria da Concel-
ado o doutor Alcanforado.docrime de tentativa
de fenmentos, amiacas, oofTensas phisicas em
urna pela captiva, delTondida pelo advogado
o doutor Moraes e Silva: foi absoivida, e a auc-
tora appellou.
Dia 8-Fof julgado o reo amaneado Felis fio-
mes de Andrade, pardo escuro, cazado, Brasi-
leiro, morador na comarca de Santo Anlao ac-
ensado pela justica de cri.ne de uso de armas
prohibidas apprehendldo na freguesia dos Al-
logados deTendido pelo advogado doutor Net-
to : loi absolvido.
Foi julgado o reo amaneado Francisco Joa-
quim de Monozes, branco, solleiro, Brasileiro ,
morador nesta cidade, prolessor de primeiras
leltras acensado pela justica do crime de of-
lensas phisicas com um numero excessivo de
palniatiadasem um menor seu discpulo de-
fendido peloadvouado o doutor Vellez do Gui-
vara: foi absolvido.
Dia 10Foi julgado o reo amaneado Luis Pe-
dro de Mello Seabra, branco. casado. Brasile-
ro, morador nesta cidade, olticio defcireiro e
soldado do corpo de artilnaria, accusado pela
jusuea poi cnmedeoiTensas phisicas no menor
Antonio Jos Bibeiro, no lugar do Forte do mat-
to oeftendido pelo advogado doutor Bautista :
foi absolvido.
Foi julgado o reo amaneado, Luiz, pardo sol-
teiro, Brasiloiro, ollki ,de sapateiro, escravo de
Jos Buarquedo Macetio, accusado pela justica
porenmo de lerimento no inspector de quarlei-
rao Fiancisco de Paula Vasconcelos na freguo-
sia dos AITogados delTendido pelo advogado o
doutorJoaquim Vill.la lavares, foi absolvido
odoutorjuizdedireito n3o se conformou com
adecisaodojury, e appellou.
artigo. Tamhem faz saber aos propietarios
desde o atierro do Varadouro ate" os da Passa-
gem que quoirao providenciar acerca do seus
caes, quecos'umao andar sollos pe os seus si-
tios principalmente das 6 horas da tardo as 6
da tnanhaa e sahirem para as estradas dam-
nificando d'csta sorte aos viandantes; por quan-
to quem tem taes caes deve ter os seus sitios cer-
cados demaneira que ellos n5o possao sabir
as estradas afim de nao damnficarem as pessoas,
que tranzito o nao dando-se cuinpr ment ,
ento usar dos meios, que Ihe concedo a lei :
e para que nao sechamom a ignorancia mandou
publicar o presente. Olinda em 26 do Julho
de I8i3. Antonio Manoel Lobo.
erindo-se o dia annunciado por outro an
nuncio.
Principiar as 8 horas e meia.
Declaracocs.
COMMERCIO.
A lan (lega.
fiendimento do dia 27.......... 1:944$806
DescarregSo hoje 28.
Barca Casimir Delavigne fazendas.
Barca Thomaz l/e/Vor fazendas, ferragens,
sabo, queijos louca conservas ,
presuntos, e manteiga.
Polaca Silencio farinba.
Brigue Svra farinba.
IMPOUTACAO.
Sihnzio pohea sarda vinda de Trieste ,
entrada nocorrente me*, consignada a Le Bre-
tn Schrainm & C., manifeslou o seguinle:
1860 barricas com farinba de trigo, 8caixas
com livros 4 tinas com bixas ; Ordem.
Svra brigue sueco vindo de Haltimore ,
entrado no corrente mez consignado a James.
Crahlree & C* maniestou o seguinle :
2530 barricas e 280 meias ditas com farinba
de trigo ; aos consignatarios.
lloviniento do Porto.
Navios sahidos no dia 26.
Barcelona ; patacho hespanhol Cassador, ca-
pitao Isidro Maristany carga algediio e
couros.
Bio de Janeiro; sumaca brazileira Carolina, ca-
pilo \lanoel Rodrigues I'imentu da Costa ,
carga diversos gneros.
Ditos no dia 27.
Bio de Janeiro; brigue brazileiro Indiano ,
capitao Antonio Alves Marina carga di-
AssociacHo Commercial de Pernambuco.
Os Srs. socios sao convidados pelo presente ,
a compareccrom na sala das sessoos d'associacao
no da l.d'agosto ao meio dia em ponto, para
m conformidade do artigo 5. do capitulo 3."
dos estatutos, proceder-so lleiqo da meza
-ja DireccSo, que tem de succeder a actual. Sala
das sessoes d'associacao commercial de Pernam-
buco 26 de julho de 1843.
L. G. Ferreira,
Secretario.
= O administrador da mesa da recehedoria
das rendas internas geraos, avisa aos moradores
dos bairros do Re fe S. Antonio o Boa-vis-
ta, que o praso determina lo para o recebimen-
to da taxa de 1* reis por escrvo linda-se no ul-
timo do corrente e que no 1. d Agosto pro
xiiiio vindouro, principia a tirar mandados con-
tra os omissos. Recehedoria 26 de Julho de
I8W. Francisco Xavier Cavalcanti de Al-
buquerque
O director do arsenal de guerra faz publico
que tem de seren fornecidos mensalmente por
srosso os aprendizes menores dos gneros
alimentares constantes da relacSo abaixo ; as
pessoas, quoquizerem fazer tal fornecimento
'omparecao na sala de sua directora nos das
28, 29 e 31 do corrente as 11 horas da ma-
nliaa.
B/apo dos gneros.
P'lo carne fresca dita seca do Rio Gaande ,
bacalao toucinhn manteiga feijao arroz,
assucar caff ech.
Avisos martimos.
Para Lisboa ha do sahir no dia 9 de agos-
goslo prximo o muito born construido bri-
gue portuguez Tarujo 1, de primera mar-
cha o com as melhores commodidades para
passageiros ainda recebe alguma carga o pas-
sageiros; quem no mesmo quizer carrejar ou
ir de passagem pi de dirigir-se ao capitao do
mesmo brigue Manoel d'Oliveira Faneco ou
a Mondes & Oliveira na ra do Vgario n. 21.
ParaoAracatvseguecom nrevidade, porler
parto de seu carregamento prompto o patacho
nacional f.aurentinu Itraziltira, lorrado e pre-
gado de cobre ; quem no mesmo qui/er carre-
gar, ou ir de passagem dirija-se ao seu proprie-
lario Lourenco Jos das Neves na ra da Cruz
n. 6i- ou ao capitao do mesmo Antonio
Germano das Neves.
Para o Porto sahin no dia 31 do corrente
o brigue portuguez Primavera, capilo Jos
Carlos l-'crreira Soarc, lorrado e encvilhado
de cobre, e da primeira marcha ; quem no mes
mo (juizer ir de passagem, para o que tem bons
cpmmodos pode tratar com o dilo capitao na
praca do Commercio ou com seu consignata-
rio Antonio Joaquim de Souza Ribeiro, na ra
da Cadeia do Kecife n. 24.
Leiloes.
.
versos gneros.
Lisboa ; brigue portuguez Triumphante, capi-
tao Silverio Manoel dos Reis, carga assu-
car.
Navio entrado no dia 27.
Serra Lia ; 39dias hiate bra/ileiro Santo
Antonio Flor do Brasil, de 50 toneladas,
capitao Jos Rodrigues Vieira, equipogem
9, carga lastro.
O escrivao e administrador da meza de
rendas provinciaes desta cidade avisa a todos
os Srs. proprietarios dos predios urbanos dos
'res bairros desta cidade e povoacao dos Affoga-
ilos que tendo-se findo o praso marcado para
o pagamento boca do cofre da respectiva de-
cima do segundo semestre do anno financeiro
prximo findo, vai proceder contra todos os
devedores da referida imposicao. E para que
conste mandei affixar o presente e publica lo
pela imprensa. Recife 26 de ju lio do 1813.
Luiz Francisco de Mello Cavalcanti.
No dia 30 do corrente pelas 11 horas da
manha se pora em arrematadlo n'esta secre-
taria pelo lempo que seconvencionar, a de-
orrerdo 1. d'a^osto prximo, os lomecimen-
los de bolaxa, pao, carne verde, assucar vi-
nagre caf moido feijao arroz, toucinho,
e azeile doco, para os navios da armada, e pra-
as das embarcacocs miudas (leste arsenal, o o
de azeite para o farol. As pessoas a quem con-
venha fazer qualquer d'estes fornecimenlos sao
convida.las pelo 3r. Inspector a comparecer e
presentar as suas propostas. Secretaria da ins-
[leccao do arsenal de marinha de Pernambuco
26 de julho de 1843. Alexandre fodrigues
dos Anjos, secretario.
== L. G. Ferreira & Companhia farao leilao
por intervencao do corretor Oliveira o por
conta e risco de quem pertencer de urna por-
co ile arinha de trigo hmpa o avariada, nu-
tra de maces seccas outra de fumo d'estnga
em caixas o outra de bolaxinha; tudo desein-
bacardo de bordo da escuna Laura capitn
Paync arribada a esto porto na sua rcenle
viagem de New-Yrork com destino a Santa-He -
lena ; sexta-foira 28 do corrente as 10 horas da
manhaa, no seu armazem, beco do Goncalves.
Avisos diversos.
i
I
Eriital.
O fiscal da fregu ia de S. Pedro Martjr
da Cidade d'Olinda pela lei &C. Faz saber a
todos os seu coiiiparochianos proprii-tarios de
itios e quintaos qu liverem cenas para as
estradas publicas, que em observancia ao arli-
R<> i-5 das posturas municipaes mandein cor
tor os ramos, que deitao para as ditas estradas ,
den ti O do nraso 1 5 'lias lindo o ninil st'rao
"lultados em 30 reis como marca o supracitudo j
THEATRO PUBLICO.
( Domingo 30 do corrente, terceiro diverti-
mento.) Beneficio de Madamoizelle Carmela
Adelaide Lucci.
Primeira parte.
Rafael Lucci e a beneficiada executaran o
lindo duelto da Opera Belsono do M.e G. Do-
nizzetti. Se vederla a me non lice.
Segunda parte
OSr. Joiio Wanimeil e a Sr.* Julia execu-
turao o Bolleiro Hespanhol.
Terceira parte.
A beneficiada executara a Aria da Opera So-
minmjde do M.eG. Rossini. Bel raggio lu
singhier.
Quarta parte.
Rafael Lucci o a beneficiada executarao o jo-
co/o duetto da Opera Elisa e Claudio doMe
S. Mcrcadanle : Dove mai dove trovarlo.
Quinta e ultima parte.
f'ar fim o divertiinento com a jocoza Panto-
mima O Pintor I oqrdo.
A beneficiada espera a protei ao dos amantes
da mostea pela qualser eternamente grata.
N. B Sechoverco?ipu:!rJ.-:::;cr.*^ Jas S llu-
ras em vanle nao limera divertiinento trans-
=Um portuguez sem familia se oflerece para
cobrancas nesta pra ;a ou para caixeiro de en-
genho o di fiador a sua conducta ; quem o
pretender annuncie, ou dirija-se a ruado Col-
Icgio n. 19.
Joao Dounelly avisa aos seus freguezes e
ao publico em geral, que mudou o seu estabe-
lecimcnto de alfaiate da ra da Cadeia do Re-
cife para a ra da Senzalla: quem do seu pres-
timo se quizer utilisar dirija-se referida ra
n. 132.
Quem tiver e quizer vender algum molc-
que, mesmo doenle do qual|uer molestia (mo-
nos aleijado), que tenha idado de 16 a 20 an-
nos, pode procurar no pateo do Paraizo n. 8
segundo andar.
Precisa se do urna escrava que saiba la-
vr, coznhar, eengomar; quem a tiver di-
rija-se a ra da Florentina n. 16 aondo tem
olaria.
Offerece-se um rapa/ po.tuguez de idade
de vinle annos, o qual sabe ler, o escrever,
para caixeiro de escripia, ou outra arrumacao ;
quem precisar annuncie.
O abaixo assignado, tendo-lhe constado ,
ter-se inserido no Come'a p dous arligos hilan-
do em seu nomo e encrepando n'elles o secre-
tario do Governo declara para esclareciniento
do publico a verdade 1. admirando-so que
sendo inteiessados cinco ou seissujeilos nos di-
tos terrenos, s se leinbrassem de seu nome ;
o 2., que achando-se elle o os ditos sujeitos
empossados com (lulos anti^os de compra a 10
e 12 annos, appareceu um segundo a querer
parto de ditos terrenos, e em consequencia dis-
so, mandar, o-se todos os ttulos ao engenheiio
em chelea tempos o qual talvez pelos inultos
afazeres, ainda nao deu as inlormaces exigidas,
vista do que encrepa ao alguma se deve fazer
ao Secretario do Governo. muito principalmen-
te, por merecer do publico a reputaco de um
empregado honrado. Manoel 4/res Guerra.
Quemannurieiou a venda de um banheiro
de madeira a troca de duas imagens, c se of-
fereceo para cobrancas d disidas podem diii-
girse ruado Encantamento n. 4
Perdeo-se da ra Nova al a ra das La-
rangeiras urna pulceira de ouro ; quem a tiver
adiado, o a quizer restituir dirija-se na ra No-
va n. 23 loja do sr, Cbardon que recompen-
sara.
= Alu;a-se urna preta que sabe bem cozi-
nhar engomar lavar desalio, c hbil para
lodo o inais servko interno do urna casa ; na
prava da Boa-vista n. 7.
O abaixo assignado tem a honra de prev-
iiii du respeicavei publico que elle agora >e
acha inU'irauenle dedicado turilo ao cnsino da
lingoa franceza como ao ensino do latfm, ma-
thematica e deenho em-arregando-se tambem
do dar licoesdo lingoa portugueza aos Srs. es-
trangeiros, que a desejarem aprender ; quem
do seu prostimo se qui/er utilisar podo aiinuu-.
ciar, ou dirigir-se a casa onde mora na ra
doCebo, do baiiro da Roa-vista, defronte do
um largo onde se pretenda fazer urna ra.
Alberto Lavenire.
O lie rece- se um rapaz pa'a vender p na
ruj e mesmo pelo mato ; as Cinco Ponas
lado esquerdo n. 11.
Clara Joaquina dos Pasaos,parteira appro-
vada avisa ao respe>tavel publico que se acha
habilitada para ever^er a arle de parteira : to-
das aquellas pessoas que se qulserem ntilisar
do seu presumo a poderd* procurar no princi-
pio da ra d'drtas as tojas do sobrado n. 16,
onde a aehaiG prompla a qual<|uer tiura.
Allugad-se auatro moiadasde casas com
muitos bonscommodos para grandes amilias,
para se passar siesta ou por anno; quem as
quiser diiija-se ao sitio do Cajuciro a margen
do rio Capibaribe.
A luga-so o primero andar da casa na ra
ilo Queimado, na osijiiinu do hecodo Peixefri-
to n.2 a tractar na loja por baixo do mesmo.
A vi uva do Jos Gomes da Silva partici-
pa aos Srs. redores do casal que tem nomei-
ilo aoj Srs. Agostinbo Henriques" da -ilva, o
Claudio ubeux para liquidarum as conlas. o
pagara quem dever a vista do eslado da sua
casa.
=A viuva Cunba GoimaiSes tem dois arma-
zens para alugar. na praia de >. Francisco ; no
mesmo lugar contina-so a vender tahoa-'o do
pinhode todas as hitlas, assim como tem al-
gum propro para estacadas de atterros.
Aluga-se um primeiro andar na ra do
Queimado com sulQcieotes cominodos para
familia ; na ra do Hospicio n. 17.
Terca feira 23 do corrente desapparecco
um cao d'agoa, todo branco cpalo de pro-
xi'no ecom principios de rabugem ; quem o
livjr adiado quorendo restituir levo a ruado
Norias n. 130, que sen recompensado.
Na ra do Passeio lojh de chapeos de sol,
continua-se a cobrir chapeos de sol com sedas da
inais superior qualidade, o com outros diver-
sos pannos concerta-se com toda pereicao
e brevidade ; achao se na mesma uns chapeos
muito fortes e de bom tamanho, umsurtimen-
to de cobertores mu i lo ricos e bonitos: roga-
se a todas as pessoas que tem chapeos de sol na
mesma loja tanto para concertar como para
cobrir do irem buscar no praso de 8 dias ;
senSo serao vendidos para pagamento do tra-
balho dos inesmos.
Lina p jssoa se oITcrece para ensinar em al-
gum engaito ou certao as primeiras lettras,
principios do latim e francoz : a quem con-
vier annuncie, ou dirija-se a ra do Rangel
n. 34.
Atrito para es Srs. de engenhos.
Na grande fabrica de dstlacao no Apipucos,'
compra-se constantemente, e em lempo, qual-
quer porcao de mel : paga-se dinheiro a vista ,
a 38200 por barril de 22 caadas ajusta-so
salras intuiros e tambem assucar i.ruto de boa
qualidade.
Quem desojar tomar emprestado at a
soturna de cinco contos de reis hypothecando
casas livres, c dnseihbaracadas nesta praca ;
dirija se a ra estreita do Ro/ario no segund
andar do sobrado onde tem botica o Sr. Pa-
ran los.
=Aluga-se um sohradinho na ra da Praia
de S. Rita confronte ao sobrado do Sr. Joaquim
Pereira de Mendonca ; quem o pretender di-
rija-se as 5 ponas n. 63.
Na lujado barateiro da Pracinha doLivra-
mento n. 53 lem talberes de cabo branco a
3200 a duzia ricas abotiiadurai para coletos
retro/, de todas as cores linhas de carretel linas
egrossasa260 o duzia, tisorinbas doiiradas
muito finas a W0 400 o 320 rs. ditas li/as
a 200 Irancelins de borraxa a 160 colxetes
a 800 a duzia, papel almaeo mu>to superior a
3400 a resma dito de peso a 2800 e 300 ca-
ivetes linos, aaoa decolonha muito superior
en Irascos grandes e pequeos linha de mar-
ca muito lina linhas do oren e brancas para
bordar, de maco a 320. ditas amarellasa 400,
penas do escrever a 140 o quarterao pratr-
nh is lapidados pa a doce pomada franceza de
cheiro a 160 meias de la a para homem a 800
o par luva de seda compridas para senhora a
600 o par, e tudo inais muito em conta e a con-
tento dos con pradores.
A luga se una pequea rasa de taipa n.
22 na Solidado ra de Joo Fernandes Vieira:
a tratar na ra Nova loja n 58.
Tomase at a quantia de 6003000 rs. a
juros de um c meio por cento ao mez com
hypoteca em predio livre e desembarazado :
na ra do f'ogo loja de \ cenle alfaiale.
Aluga-se um quarto de urna casa na prin-
cipal ron H S.o.. 2Ujr.!0 a ....... wr.iiiuru ca-
paz sem familia ; quem o pretender annun-
cie a sua morada.


4
= Hcnrique Jorge faz sciente ao publico ,
que Marcelino Rodrigues Lopes deixou de ser
sen caixeiro desdo 7 do me/, p. p. Junho e
nao o tem autliorisado para receher divida al-
guma da data Ja sua sabida ein dianle.
= Precisa-se de un moco bran o para ven-
der pao coin un preto o qual tenha fregue-
zia ; ru ra da Senzala velha padaria n. 58 ;
na mesma continua-se a fabricar o verdadeiro e
afamado pao de folba e bolaxa fina de pri-
ineira qualidade.
^octedade Philo-Thalia.
r= A Dirccc.io avisa aos Srs. Socios que
bouverem d'aqui em diante de ceder osseus bi-
Ihctes ( de Socios ) que devera fazer na ses-
sao da mesma Direcca que para tal fim se
annunciar, a proposta de seus convidados,
para serem por ellas approvados de confor-
midadecom a resoluto tomaba em sessao de
19 do correte.
A Diiecca fa sessao extraordinaria no dia
28 do correte pelas 6 horas e meia da tarde ,
para approv, cados convidados do espectculo,
que deve ter lugar no dia 29.
Aluga-se urna preta que saiba bom
cozinhar, engommar lavar e que stja h-
bil pira todo o servico de urna casa ; na praca
da Boa vista n. 7.
= Precisa-se de um menino de 9 a 10 an-
nos, e que ja tenha alguma pratica de fa/en-
das : na ra da Cadeia vellia na p-imeira foja
de fuzendas ao p do arco da ConceicaS.
Lotera de. Guadelupe.
= As rodas desta loteria concedida a favor
das obras da Igreja de N. S. do Gaudelupe
andiio impreterivelniente no dia 4 de *etem-
bro prximo eos bilhetos da primeira parte
di segunda loleria acha-sca venda nos lu-
gares do costume.
= Aluga-se a -oxeira do sobrado da esqui-
na da ra do Hospicio ; a tractar no mesm >
sobrado.
- Aluga-seuma ama que tenha bastante
ebomleite; na ra do Queimado, loja de
ferragens n. 13.
= Aluga-se um ou 2 pretos, que enten-
da de sitio ; quem tiver annuncie.
Loleria do Thealro.
= Tendo-se annunciado o andamento das
rodas desta loteria para o dia 27 desto me/.,
apparecem dous motivos milito urgentes que
torniio impossivel o andamento das rodas no din
marcado, e vem a ser a impossibilidade fizica do
eserivao da loteria para poder assistir a extrac-
to dos biibetes das urnas, e ter-se anullado a
lotera de S. Pedro Mrtir e ter esta annuuei-
ado correr de novo no dia 2G deste mez por
este motivo anda nao deixario as rodas d'an-
dar, embora se fizesse um sacrificio igual ao que-
ja se fez com a ultima loteria que correo; mas
pelo primeiro motivo da molestia do eserivao
tornasse impossivel o andar no dia marcado e
fica transferido o andamento para o dia 8 de a-
gosto prximo futuro.
Da-se dinheiro a premio a um e meio
por cento ao mez sobre penhores de ouro e pra-
ta sendo a qunntia de 100S para cima ;
na ra das Trincheiras sobrado de varanda de
pao n. 4-, das duas as 6 horas da tarde.
=s Qu m precisar de um moco Portuguez
para caixeiro ou mesmo para criado de com-
pras a.muncie
Precisa-se de um rapaz Portuguez de li
alGannos, para caixeiro de una venda; na
ra da Penba venda n. 33.
= Precisa-se de um pequeo Portuguez ,
de 10 a 12 annos preferindo-se das Illias .
para estar em com:>anhia do um foilor em um
sitio perto da praca ; na ra da Assumpcao
n. 1G.
Quem annunciou querer fallar com o
correspondente do Snr. do engenho Utinga,
que loi do fallecido Jos A Ivs de Castro din
ja se a Manoel Ignacio de Olivoira no largo do
Corpo Santo n. 4.
Sociedade Philo-Thalia.
__ O thesoureiro da mesma avisa aos Snrs.
Socios que os bilhetes da recita que deve
ter luuar no dia 29 do crrenle se aehao na
ra do Livramcnto n. 9 ond os podero ir re-
cel.er desde o dia 27 aodia 29 at as 4 horas
da tarde.
__ Da-se 250S rs. a juros a dous por cento
ao mez sobre penhores de ouro e prata ou
firmas a contento ; na ra do Queimado n, 16.
Furtarao de um sobrado na ra da Ca-
deia velha urna porcao le roupa de menino .
sendo dez colletes de diversas qualidades urna
casaca de panno verde com botos amarellos .
urnas calcas de casimira de cor una solire-ca
saca de princesa cor de rap escuro e umaja-
qucla de panno preto ; roga se a quem lor of-
fereiida para comprar que a tome e annun-
cie que Mtf recompensado.
__ Aluga-se nielad* de um nrmfzem na ra
da Praia n 39 ; a Irart.r no mesmo.
__ Quem annunciou precisar de um a dous
pretos para servico de sitio Uinja-se a ra de
5, Rita n. 57.
gocio
Preia-so de 1 caixeiro para toma rco.nta
de urna v enda por balanco e nao so pora du-
vidd em so dar sociedade ; sendo que seja hbil
para comprar tanto effeilos da torra como da
Allandega oque do fiador a sua conducta ,
adverto so que a venda he em um bom lugar ,
e a vista do profndente se far ver, o que von-
do diario c o motivo por que se faz este ne-
no atierro da Boa-vista n. 72.
Alu;a-se urna escrava para todo o servi-
co a excepcio de engommar; quem convier d-
rija-se a ra Bella n. 16.
Avisa- se a cortos meninos, que deixem-se
de Iludir ao caixeiro que tem de costume
vender meia iiuartade manteiga por um vintem,
pois muito me- admiro querer esto caixeiro para
a sua taberna ; pergunta-se a este menino se
nao lem medo que elle v para a sua taberna
e que va vender a meia quarta de man'eiga
pelo vintem e que lucro elle poder* tirar, e
os outros genero* Ser por arte mgica to-
mos o segundo Rernah, o principalmente ago-
ra que a manteiga est na Alfandega a 800
rs. a libra ; pedis-se aos mesmos meninas.
quH deixem-se <1 osta gracinha que do con-
trario verao os seus rumies publicados
('"rancisco Cordeiro Rapozo comprou a
Antonio Vital de Oliveira a escrava Modesta de
20ann 4 para embarcar para o Rio de Janeiro.
Precisa-sede um rapaz, que tenha al-
guma pratica de vene.'a ; na ra Direita pada
ra n. 69.
Quem annunciou querer alagas um, ou
dousescravos dirija se a ra das Trincheiras
n. 46 primeiro andar.
Precisa-se de u m Sacerdote para coadju-
tor de S Lourenco da Matta, cinco logoas
distante desta praca ; da-se Ihe metade do ren-
d i monto da Freguesi'a tem 200.000 rs. da
capella urna le :oa do distancia e lem a con-
grua de 100.000 rs. pode lazernisto 600,000
rs. fora as missns diarias.'e pe de aliar; a tractur
no sobrado n. 26 ta ra do Aragao da Boa-vis-
ta ou na mosma freguezia com o respectivo
V gario.
= Jos Augusto Lopes da Silva subdito
Portuguez retira-so para Portugal a tractar
de sua saude.
Antonio Tavarcs Fcrroira faz publico,
que Manoel da Cruz Pereira deixou do ser seu
caixeiro desdo o dia 26 do correte.
Precisa-se de um caixeiro para tomar
conta de urna venda por balanco nao se pon-
do conducta ; na Solidado venda n. 20.
ACommisso Administrativa da Socie-
de Terpsichore convida aos Snrs. Socios, para
se reunirem em sessao no dia 28 do corrente ,
para aprovaefio de convidados.
= Dcscja-se saber quem he nesta praca o
correspondente do Sr. do engenho Utinga, que
loi do finado Jos Alvos, qutira annunciar
sua morada.
Compras.
x Compra-se a pharmacopa de Pinto,
em bom estado ; quem tiver annuncie.
Compra-se duas escravas que saibao
engommar e cozinhar, e um cscravo para o
servico de urna casa ; na ra de Agoas verdes
n. 46.
= Compra-ee urna ou duas canoas de 42 a
i.5 palmos de comprido bem sans que be
para se abrir: na ra Nova armazem n. 67
Compra-te Casti routo Lusitano, ou a
historia de Joo Fernandos N icira ; na ra do
Livramento venda n. 3.
Compra-sc urna rotula nova ou usada ;
quem tiver annuncie.
Compra-se diariamente couros seceos de
animal cavallar ; na ra do Rangel n. 52
=: Compra-se mergulhos de parreira mos-
catel de um a 3 annos; na travessa do arsenal
de gjerra armazem de carne n. 5.
Vendas
Vendem-se mergulhos de parreira, que faz todas as massas bolos, pao-d>-l cozi-
dfio uvas em pouco tempo e um paca rdito nhasuTriv I, e lava ; na ruadaMoeda n 15,
manca ; na ra do Caldereiro 56. primeiro andar ou na ra do Amorim, aroaa-
Vende-se um negro peca de mui linda /.em n. 32.
rigura ptimo para pagem por saber mon- = Vendem-se duas moradas de casas terreas
taracavillo, e tractar bem delle; no palio da mui bem construidas com 3 portas de frente,
S. Cruz em casa de Joao Sebastio Peretti. alcovas, &c. edifficadas no atierro dos A (Toga-
= Vende-se um terreno na ra Augusta dos adianto do sobrado do Sr. Antonio Luiz
com fundo at a ra do Alecrim tciido no Ribeiro de Brito faltando pouco para acabar
mesmo a casa formada at respaldo tendo 41 urna del.las : na ra Direita n. 119.
palmos do vao e 80 e tantos de fundo ; na = No deposito de assucar refinado esta-
rna larga do Rozario n. 48. belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
Vendem-se bichas grandes o preco ja te do caes do Collegio ha para vender assucar
nao se ignora ; na ra das Cruzesde S. Anto- refioado segundo o novo systema de fabrica-
n0 n. 39. cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
bb Vende-se urna morada de casa terrea em xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
chaos proprios sita na ra de S Miguel nos proco da libra do de primeira sorte e em paes
"** Vendem-se ca'*trs de syllabas e nomes
em letra redonda contendo duas cartas de
manuscripto e algunsconselhos de educacaoa
80 rs. ; estas cartas daoaconherer muitas e
diversas syllabas necessarias ao bem solelrar ,
e efcrever as palavras corlas em pouco tempo ,
( segundo as experiencias ) havendo applica-
co e os indispensaveis exercicios diarios ;
laboadas com a'gumas difinices de Arithmeti-
ea valor dos pesos medidas e moedas do
Brasil e conta Romana a 40 e 80 rs. ; na ra
doNogueira n. 13
__ Vendem-se urna escrava perfeita en-
gommadeira cozinheira e todo o servico;
duas ditas de 18 a 20 annos, paia todo o ser-' ra n. 23.
vico; um moleqje de 12 annos; um negro
bom canoeiro que d 640 por dia ; urna ne-
grin'na e urna iiiuio2 C .1. unos na
ra do Fogo ao p do Rosario n. 8.
A (Togados'n. 62 : na ra de S. Rita n 67.
ss Vendem-se apparclhosde porcelana dou-
rada para cha ditos a-uese de mais cores, e
chicaras de porcelena dourada em duzias gar-
rafas lapidadas o copos para agoa, calis para
\ inlio mangas lapidadas e lisas, frascos de
boca larga campoteiras para doce, tudo de
muito bom gosto e outras muitas mais fazon-
das por preco com modo ; na ra do Livramen-
to n. 6.
= Vende-se um raolecote de 22 annos, de
nacao da Costa ; as 5 Pontas n. 23.
Vende-se urna escrava de 20 annos, que
est prenhe, e 1 negro da mesma idade, ambos
de naco ; na ra Velha n. 66.
Vende-se um cavallo carregador baixo at
meio ter de idade 5 para 6 annos; assiin
romo una liteira com os seus competentes ar
reios tudo quasi novo ; adverte-se que tan-
to o cavallo como a liteira se vendom por com
modo preco por ter o dono de retirar-so ; na
ra da Cadeia de S. Antonio n. 25 segundo
andar.
Vende-se um preto moco, de boa figu-
ra entende de cozinda e he bom trabaja-
dor de caixas de assucar por ter bastante prati-
ca desto servico ; no segundo andar do sobra-
do novo junto do da esquina do beco do Seri-
gado das 9 horas da manha em diante.
Vende-se urna escrava com habilidades,
de 25 annos, e de bonita figura : na ra No-
va n. 33.
= Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca por preco commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 35.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
no largo da ribeira defronte da praca de farinha
n. 5 ; a tractar na mesma.
Vendem-se urna fieometra de Euclides,
0 urna Aritbmetica por Bezout; na ra do Ca-
bug n. 7.
>,= Vendem-se panno azul fino encorpado ,
do mellior author de cor fixa proprio para
tropa em porcao a 1850 o covado corles de
lan/.inha os mais modernos com 16 covados a
6000 rs. rapes para calcas a 400 rs. o cova-
do chitas finas a 200 rs. e entrefinas a 160,
brins de listras a 480, brancos e escuros de
1 i ti lio a 640 chales de la a 1000 rs. breta-
ii ha a mais fina possivel a peca de 5 varas e
meia por 4500 c outras muitas fazendas por
barato preco e com amostras francas ; no
atierro ca Boa-vista loja n. 14 de Antonio da
Silva Mello.
= Vende-se um escravo de 20 annos ca-
noeiro ede bonita figura ; na ra das Trin-
cheiras n 46 primeiro andar.
= Vendem-se 3 moloques de nacao de
bonitas figuras e ptimos para todo o servico,
e um dclles cozinba c he official de chapelei-
ro, eoutrocom officio de pe'reiro; o urna
negra de naca i Costa cozinba lava e be
quitandeira ; na ra Direita n. 3, primeiro
andar.
Vendem-se duas vaccas crioulas, boas
de leite e por preco commodo ; no atierro da
Boa-vista loja n. 26 de Salles & Chaves.
\ endem se 82 couros teccos de cabras ,
com cabello por preco commodo ; no atier-
ro da Boa-vista, loja de -alies & Chaves n. 26.
** Brins trancados de listras de linho em
retalho a 640 a vara : na ra do Queimado n.
25 loja de Guilherme ette.
\ ende-se na ra das Trincheiras n. 18
um moleque crioulo muito esperto, de 14
annos elle fui annunciado hontem. e como
nao tenha anda chegado do matto motivo
por que nao se vendeo por isso roga-se as
pesso; s que o Ionio ver do se dirigirem boje
a qualquer hora.
Vende-se um moleque de 13 annos, pro-
prio para todo o servico : ua ra velha n. 66
Veodem-se 3 bancas do Jacaranda para
jogo quasi novas e por preco commodo ;
na ra de Agoas verdes n. 29.
= Vende-se um negro do naco com offi-
cio de serrador; na ra do Fagundes, serra-
= Vende-so um cscravo de nacSo Mocam-
bibue de 18 annos, com principios de pa-
ciro; na r-J2 -h dre de Dfos, !c2 n. 28
Vende-se urna negra, boa veodedeira ,
160 rs. e o do segunda e terecira em p
a 120, rs.
= Vende-se para (ora da provincia urna ca-
bra de 18 annos com algumas habilidades e
um cabrinhado 15 annos irmao da dita, am-
bos de elegantes figuras; na ra do Rangel,
sobrado de dous andares n. 10.
= Vende-se o sitio denominado engenhoca
no lugar de Remedio com casa de vivenda as-
sobradada senzala para pretos tudo de pe-
dra e cal, com diversas fruteiras como man-
uueiras, e coqueiros, tem um vivoiro de bom
tamanho terreno para se fazer outra ha xa pa-
ra capim, pasto para 16 vaccas, barro para
toda qualidade de obra de olaria com grando
vantagem de ter bem prximo a casa de vivenda
porto de embarque vende-se metade a vista o
netade a pagamon'o; a tractar no mesmo sitio.
Vendem-se por preco commodo 2 gran-
des hbitos de christo de predas finas, e um
aneldopedra roxa proprio para Viga rio, e
um pequeo habito do Christo de ouro pa-
ra casaca ; na ra cstreita do Rozario n, 27.
Escravos fgidos.
150,000 rs. de gratificaran.
= Fugio no dia 30 d Janeiro do corrente
anno um mulato acabocolado, claro do no-
mo Cosme, baixo e reforcado do corpo, de
15 annos, levou vestido camisa de riscado ja
desbotado e calcas da mesma fazenda quando
falla inclina a cabeca para a banda e a boca
da mesma forma desconfia-se que esteja em
algum lugar para o matto a titulo de forro ;
quem o pegar leve ao largo do Corpo Santo
n. 11.
Fugio no dia 25 do corrente a negra
Mari a de Angola, levou vestido de chita
preta he baixa corpo reforcado cara lar-
ga beicos grossos falla bem ps largos, ja
velha, e com o cabello pintando, levou urna
Irouxa de roupa e diz que vai laval-a e loi
vista na Ponte de Le boa ; quem a pegar leve ao
atterro da Boa-vista na casa onde mora a viu-
va do Passo que gratificar.
No dia 22 de Agosto do anno p. p. des-
appsreceo urna negra de naco Benguella de
nome Mara estatura regular ; secca do cor-
po cara cmprala e thocetoda tem as cos-
tas da mao direita um caroco pequeo tem os
ps apalhetados um driles tem um dedo gran-
de mais virado o sem unha ; quem a pegar le-
ve a travessa da ra da Senzala velha n. 144 ,
que receber 50,000 reis.
=s A 23 do corrente fugio a mulata Mara,
estura regular feices grosseiras com mar-
cas de berIngas no rosto e com urna marca
do caustico na nuca fech da a 8 dias; quem
a pegar leve a ra do Aragao n. 3, defronto da
botica do Victorino.
= Do engenho libelas freguesia de Unna
desapparecera no dia 16 do corrente um casal
de escravos o negro de nome Joao Francisco,
Benguella, de 40 annos, estatura regular,
grosso do corpo cor fulla, pouca barba tem
as nadegas muitas cicatrizes de chicotes, e
tambem as costas asquuessfio muito anti-
gs ; a negra de nome Catharina Cabund ,
bastante alta grossa tem os peitos sahidos
para fora e eheios de marcas de f< go e com
muitos quadros da trra dola ; quem os pegar
leve ao dito engenho ao rendeiro Eugenio No-
berto Alves Ferreira ou nesta praca na ri.a do
Crespo, sobrado n. 12, quesera recompensado.
=. As 8 horas da noito do dia 22 do cor-
rente fugio urna negra de nome Luiza, de na-
cao Angola de dado de -2 annos, cor fula,
rosto redondo, boca um tanto grando, de
bonita figura tem um signal de um caustico
bastante aparente sobre o peito do lado esquer-
do levou em sua companhia urna negrinba
sua filha urna Irouxa com roupa della e sa-
patos supe-se ter-se refugiado em alguma
parte int tulando-se forra portanto recomen-
da-so a uueni Ihe tiver dado azilo haja de no-
ticiar do contrario desde ja se protesta con-
tra lodaa detensa ; qnem acapturar dirija-sca
ra da Cruz do Recife n. 33, que ser grati-
ficado. ^_____^_^__^
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