Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05012


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo de 1843.
Quarta Feira 26
Tbdo epor. depende de nos raesmos; da nossa prudencia, moileragio, e energa: con-
tinuemos como principiamos, e seremo. aponlados com .dmirauo mire a. Nagoee mala
uUm ( Froolamagio da Aasembleia Gcral do flusu,.}
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES,
fioianna, e Parahyba, segundas e sexta, fcirs. Rio Grande do N .re, quintas (eirai.
Bonito e Garanhuns, k ll'e 24.
Cabo, erinh.em, Rio Pormoso, Porto Calvo, M.ce.o, e Al.;., no i o U e 21.
bo.-Tista. Flores. i e 2*. Smnto Antio !"". OI,"d DAS UA obiMAlNA.
14 Se*, jejum Chrislin. V. M. Aud. do J. de D. da 2. f.
25 Quarl. a. Hnphroni.no M. ud do J da Dil r
27 Quiot. Paotateo Med.c... Aud do J de D. da ... y.
98 Sex s n,.ocenci.. P. Aud do J. de D. da 2. y.
fS Si oju s. M.rt. V Re Aud do J. de D. d. 1 T.
30 Do... Ano. .le da Mae de eos
de Jal lio
Anno XX. N. 159.
O DlAftlo publie.-se lodosos di.s que nao forem S.ntifio.doa: o prVu "', ""K?* .*, *
de tres mil rea por qisriel psjos sdiamados Os annunuios dos sanantes sao ""'" ".'
gratis eos do* que n 10 Forern k raj io de M)'reis v r liiih,. As reclamages derem ser in-
gulas a esta Tip ra das Criues N. ou ipHtai da Independencia loja de liroa K. oeo.
CalmoNo dia 24 de Julho. 'n'Dr,
Cambio sobra Londres 2. Ou*o-Mo.da d. 0,400 V.
Par 3.0 reis por franco,
Liaba 110 porlOOdepreaaio.
Mieda de ookie 2 por cerno.
Idc de letra debo. firmas 1 ( a f.
N.
k da 4,000
PBAT.-Patacoes
k Pioj Columnara
ditos Mexi'anu.
compra
16 SjO
Ki tiJJ
5, 200
1,940
1,'JO
1,9411
17,000
16 800
400
i, 960
1,'.6j
1,1160
PIIASKS UA LA M> MEZ DE JULHO.
La Cbai. i 11, < 2 horase 46 m. da larde. I La nova 27, ka 3 oras e 23 m. da m:
Quart.ming. i9, s il tora, 22 a. da m | (Juan. cr.s0. i 4, as 4 horas e 43 a. da larM,
1.a .3 horas .42
Preamar de hoje.
a. da nanha. | 2. .4 horas a G m. da tuda:
HE
EXTERIOR.
Vimos jomaos Inglezes que chegao 10 de
junho prximo passado os quaes posto que an-
da nao confirmad a noticia publicada em u nos-
so numero de segunda feira, relativamente
jlespanha ; todava ja annunciao movlroentos
revolucionarios occorridos naquelle reino al
o IIm de mata : pelo que delles transcrevemos
o que ali se encentra de mais recente data a tal
respeito.
Rocebeu-sc noticias de Madrid de 30 31
de maio das quaes consta que o coionel Prirn
eslava resolvidu a fazer um levante na Catalu-
nya mas encontrava pouco apoio. OsBarcelo-
nozes teem aprendido da experiencia a aer pru-
dentes e nao ostao ab5olulainente dispostos a
solTrer outro cerco.
Apparece porem o seguinte na segunda e-
dicao do Chronicle:
HESPANIIA.
Pariz, 6 de junho.
O Debis de hoje traz una proclamarlo es-
palhada pelo coronel Prirn em Reuss, levantando
o estandarte da revolta. Elle marchou com dous
mil artistas sobre Tarragona, cujas portas Ihe
fora feichadas.
O ajuntamento de Barcelona publicou a 31
urna allocucao mencionando os movimentos de
Reuss e de Malaga e acrescentando que teria
grande praser em seguir o seu exemplo ; mas
tendo vista os canhes da cidadella aconse-
Jhava o povo a estar quieto.
Cartas de aples de 28 do passado (maio) an-
nunciao a chegada aquello porto, havia poucos
das, da esquadrilha brasileira, enviada sob o
commando do contra-almirante Porpeiro para
condusirao Rio de Janeiro a futura Imperatriz
do Brasil. A esquaarilha tinlia effectuado o tra-
jectodo Rio a aples em 75 (lias.
(TheEveningSum.)
MARA.NHO.
Rasoes cm que se fundou S. Ex o Senhor Pre-
sidente da Provincia para negarla sua sane-
ocio ao projecto de lei de reforma ao the-
souro publico provincial.
Nao posso adoptar o presente projecto de le
por entendor que elle nao convem aos interes-
ses pblicos pelo que respeita a boa iscalisa-
cao da arrecudacao administracto econta-
bilidade das rendas da provincia.
Primeiramento o projecto de lei he inteira-
mente inadmissivel o prejudicial ao servico da
reparticao.suprimindoolugar decontador.dous
cscripturi.rios e o fiel do thesoureiro quan-
do a experiencia tem mostrado claramente nao
so a necessidiide de se conservarem ellectiva-
mento dous coll.iboradoros para auxiliarem os
traballios de escripturucao mas tambem a in-
suficiencia d'essc socorro por nao se haverem
ate o presente tomado contas a nonhum collec-
tor. como fi' verem meu rotatorio. Ora pe-
nctracao e sabedoria da Assoinblea Legislativa
Provincial nao podem deixar de resaltar com
toda a evidencia os grandes inconvenientes ,
que d'ahi provm necessariamente todos os
ramos da adminislracao propriamente provin-
cial ; regularizado o orden do servico da
thosouraria ; e n boa liscalisacio da recita e
despesa provincial, sem a qual os impostoa sao
la rcadtrt sobre o povo intilmente porque ou
nao sao cobrados ou nao eoftfo para os cofres
pblicos sem poder-se entretanto avaliar os
sacrificios feitos pelo povo nem chamar a con-
tas os diversos agentes encarregados de sua ar-
recadaco adminislracao e distribuico, co-
mo lo necessario he em um bom systoma de
6nahcas, que consiste em arrecadar o mais
possivel com o menor incommodo dos cidadaos
contribuidles.
Tanto he real e verdadeira a folla de entre-
gados que u lei ao orcamento n. 117 < L0 oe
Outubro de 18H auiorisou a Presidencia a
admittir collaboradores segundo as nocessida-
por individuos que nao tenhao mostrado em
concurso as necessarias hnbilitacSes, e que sem
esta re m certos de urna tal ou qual permanen-
cia nos empregos que occnpo sem esperar a
promocaoquando merecerem nao terao tam-
bem toda a dependencia e responsabilidade que
exige o servico publico ; todo o zelo e dedica-
cao que demanda > as suas funeces; toda a
experiencia e merecimonto que he mister
quando forem chamados mais altos empre-
gos.
Alem disto a suppressao do logar de contador
do thesouro publico provincial e a aecumu-
locao de suas funeces ao ollcial maior torna
anda mais notavel a falta de que tenho tratado,
se considerarmos que este ultimo he privativa-
mente encarregado da escripturacao do Diario
c Livro Mestre e que similhante trabalho ,
exigindo muita aptido e effectividade absor-
ve-lhe todo o tempo para o por em dia como
he mister, e obsta que elle possa assistir como
lita obrigado as sessdes do thesouro e desempe-
nliar satisfactoriamente todas as diversas incum-
bencias do contador. Tal supressao em fim
atiento o limitado numero de tresempregados
com que fica a contadoria dos quaes um he
destinado escripturacao da reccita e despesa
de thesouro, pode fcilmente dar lugar no
impedimento simultaneo dos dous que restao a
i|uc nao somente fique parado o expediente da
meza do thesouro, como a direccao da conta-
doria pois que estes servicos jamis podem
ser desempenhados pelos colaboradores que
nao tem o carcter de ofliciaes da repartic3o ,
em que trabalho.
Finalmente a reduccaodequasi metade do or-
denado do thesoureiro, combinada com a sup-
pressao dorespeclivo fiel.qua Iheimpozaobriga-
cao de pagar pessoade sua conlianca para o subs-
tituir nos seus impedimentos colloca a admi-
nislracao as circunstancias de nao encontrar
pessoa indonea ( quero dizer com as necessarias
garantas de moraldade intelligencia e flan-
ea para a fa/.enda ) que se queira cncarregar de
tal servico sendo alias certo que essas ga-
rantas devem ser mais rigorosas depois do
prximo roubo que leve lugar nos cofres do
thesouro o de outros factos idnticos que des-
gracadamente hao apparecido em outras partes
to Imperio. O mesmo direi da reduccao a
quasi um terco do ordenado do procurador fis-
cal na occasio em que o seu Ira bul lio a ug-
menta-se consideravelmente pelo rcstabeleci-
mento do juiso privativo dos feitos da fa/.enda ,
como reconheceo a lei que o criou, exige maior
dedicacao para a cobranca de urna grande di-
vida activa e deve serconseguintemente me-
Ihor retribuido, apezarde Ihe dar o projecto
de lei 3porcento das arrecadacocs que pro-
mover e se cobrarem por execucao viva.
Ora a sabedoria da Assembloa Provincia!
Legislativa nao pode desconheccr que regu-
la ndo-se os salarios ou orJenados pelo servico
prestado pela cathegoria dos empregados, e
pelas habitaces exigidas nao devem os func-
cionarios de que trato ficar com vencimentos
menores que os do secretario e oficial maior ,
e iguaesaos dos escripturarios sem oflensa dos
mais depurados principios de economa e de
adminislracao.
Por estas consideraces que tem por fim
fo/er sentir os inconvenientes da lei apresentada
e obviar os males que d'ella resulto no meu
entender espero que a Assemblea Provincial
Legislativa desejosa como he de promover o
bem da provincia e de harmonisar com o seu
primeiroempregado nao dcixar de lazeras
necessrrias modificacocs mesma lei conse-
uindo-se d'esla arte os finsque a mesma As-
amblea teve em vista e a lei a sanecao desta
Presidencia. ( Publicador Maranhense. j
thesouro e substituidos na collectoria por
A Revista analisando o projecto da reforma
do thesouro ais:
Ocontador demittido, dando-se 1008000
rs. aoempregado que deve fa'er as suas vezes.
Outros dous empregados ( um 1." e um 2.o es-
agentes da escolha do Sr. Rafael ( o inspector) f
O procurador fiscal e o thesoureiro sao redoli-
dos pela fome ou a demittir-se ou a capitular
com suas consciencias marcando-so para o
1. o 4008 rs. e para o 2.o 6008 rs- da or-
denado sem fiel I O inspector porem ( o Sr.
Rafael ) fica com o seu 1:5008 rs. a par desees
empregados do 1008000 4003 o 6008 rs. ,
tos quaes os 2 primeiros sao como ello mem-
bros da junta, eo3. tem gravissima respon-
sabilidade 0
Mas isto 6 nada.
A arrecadaco de todos os impostos provin-
ciacssea feita pelas collectorias, sendo os em-
pregados destas livremente nomeados e demo-
lidos pelo inspector ( o Sr. Rafael ) e por
conseguinte creaturas suas! A collectoria da
capital fica annexa ao thesouro, e Dor ella se
arrocadariio todos os impostos que se arrecadao
por este! Os empregadosdas collectorias ganha-
rao de 2 a 12 por cento (sobre a arrecadaco),
a excepcao dos lanzadores que perceberao de
320 a 500 rs. dependendo da approvacdo do
gorerno Oquenhivae !........
Por um similhante projecto fica o governo
inteiramente privado de poder intervir na ad-
minislracao da renda por meio da nomcaciioe
demissao dos agentes da arrecadaco porque
isso passa a ser attribuicSo exclusiva do inspec-
tor que n3o podo pelo seu turno ser demittido
sem a concurrencia da assemblea provincial. A
collectoria da capital por onde vao ser arreca-
dados todos os impostos que o ero pelo thesou-
ro fica annexa ao mesmo ; e ja daqui se deixa
ver que esta innovacao que se refundo na pri-
meira creaco s se torna necessaria para a
suppressao do certos empregados da nomeacao
do governo, e substituido (lestes por outros
da escolha e con (anca do inspector. As des-
pesas da arrecadaco pela collectoria monlavao
at agora somente al 8 por cento mas daqui
em dianto perceberao os empregados desta re-
particao de 2 a 12 por cento ( note-se que lu-
do ahi indeterminado alem do minimo e do
mximo havendo entre um e outro a enorme
diferenca de 10 por cento )arbitrados ao que
parece segundo o bom prazer do inspector por
isso que s so exige a approvacao do governo pa-
ra os 320 ou 500 reis dados aos lancadores por
cada lancamento. Assim que ficarao os pre-
sidentes com as maos atadas sobre a parle mais
importante da adminislracao da renda ese-
riio meros expectadores dos abusos sem Ibes po-
der dar remedio ao passo qne o inspector do
thesouro ficar. inteiramenle independente do
governo e transformado ipso faito em verda-
dero ministro da fazenda provincial !
E esta especie de dictador financia! tem de
wV-se rodeado na collectoria ( a nova iccele-
iloria geral de impostos ) de creaturas totalmen-
thesouro eriio arrecadados para muito mais de
100:0008000 rs. do que se nao dedu/.ia por-
centagem e pelas esportulas de 320 a 500 rs.
concedidas por cada lancamento. Alem do que,
economas bies quo regnzem os servidores do es-
tado ou a morrerem de fome ou a negligencia-
rom seus deveres e a prevaricaren! nao sao
economas mas novo enero de desperdicio,
tanto mais perigoso quanto mais funesto o
seu resultado para a moral publica. Y-se
pois que essa decantada reforma, longede ser
econmica toda desperdicada o ante-econo-
inica ; mais um grvame para a fazenda.
Por ella vae o Ihesouro ficar completamente
desorganizado : e nao poderA ahi haver nem
contabilidad! nem fiscalisnrf.o regular com um
contadore um procurador fiscal somonte de nome.
^emcontabilidad'o fiscalisacaoregulardevesera
fazenda necessariamenteprejudicada. Elladeca-
hir sem duvida da maior parto dasaeces que
intentar contra os particulares por falta do um
procurador intelligcnte e activo que promova
os seus interesses. E quem sabe se nao acon-
tecer isso na importante questn dos 13 ou 1-4
contos de reis com que desapareceu o ex-the-
soureiro e que devem ser pagos pelos herdei-
ros do finado Sou?a que o afiancra ? Bem po-
de ser : o Correio ja o prognoslicou. E os
dinheiros pblicos ficarao em boa e segura
guarda com um thesoureiro de OOOOOO ? Si
tintarmos a tudo isto os gravissimos e irre-
mediaveis abusos que se podem originar da ca-
rencia absoluta da salutar accao do governo so-
bre a arrecadaco da renda teremos urna
idea aproximada dos desperdicios provaveis.
Depois a immoralidade resultante dosacin-
tes o vingancas quo transparecem nasse reduc-
cao e desproporcao de ordenados nessa sup-
pressao, ou demissao de empregados, meramenle
pessoaes: depois a indesculpavel imprudencia de
se dar a um homcm(frageis e falliveis sao todos el-
los)esse poder discricionario sobre a fazenda pu-
blica : depois a nenhuma responsabilidade quo
se estabelece no projecto para esse ente privi-
legiado de quem se confia tanto e sobro o
qual pesa a responsabilidade de tudo poa isso
mesmo (fuese Ihe nao marca nenhuma.
Eis em brevissimo resumo o que a reforma
do thesouro.
Embora passasse pelos 2 tercos do cmara o
projecto oe reforma do thesouro; dahi nao vera
o menor dosar ao governo porque, deixando
de sanccional-o nao S'i exerceo elle um direi-
to que o acto adicional Ihe confere mas exer-
ceo-o justamente quando or' necessario : desar
s podia vir daquillo que indecoroso em si;
o no acto que servio do pretexto a approvacao
dos 2 tercos, ha muito decoro sobro muita jus-
tica. Negar a sanecao a um tal projecto dei-
xar de concorrer para as injusticas vingancas
te suas As quaes podar arbitrar voheimentosle desperdicios que resumbrao nelle ; maisa-
de 2 a 12 por cont sobre a importancia do
mais de 200:0008000 rs. que so arrecadao an-
nualmente e investido por conseguinte de
iini poder verdadeiramente discricionario sobre
a fazenda publica sem ao menos haver na
ropartioiio fiscal ( o thesouro provincial ) um
empregado que possa levantar a voz contra os
abusos que pela ventura apparecerem, porque os
outros dous membros da junta ( ocontador e o
procurador fiscal ) o l.com 1008000 eo
2." com 4008000 reis de ordenado licao re-
uuzidos pela fome a mais completa impoten-
cia e nulltdade 1 ....
A economa material feita por essa inlqua
reduccao de ordenados e suppressao de loga-
res monta em 3:7008000 rs.: a saber 1:0008
rs. na reduccao do ordenado do thesoureiro
inclusive os 5008000 rs. do liel 1:000S000
rs. oa reduccao do ordenado do contador,
6008 rs. na reduccao do ordenano do procura-
dor fiscal '.IOOSOOO rs. pela suppresso dos
dous escripturarios. Mseseos 3:"08O()O rs.
sero de muito sobrepujados pelo indefinido
desperdicio de 2 a 12 por cento dados sobre a
arrecadaco aos empregados das collectorias ,
inda 6 procurar desviar todos esses males pela
intervencao do veto salvador O Sr. Figucira
pois, com satisfacao o di/.emos, fezoseodever
de presidente e soube sustentar o carcter de
delegado do goterno supremo, e adignidade
tle primeiro magistrado da provincia. NenhSo
.igora os funotos clleilos da lei e o presidente
se achara quite com a sua consciencia porque
fez quanto eslava da sua parte para arredal-os
de sobre o povo ce nliado sua adminislracao.
Temos ouvido dizer que S. Exc. nao devia pro-
rogar a assemblea porque sem prorogacao nao
passana a lei nao pensamos assim; deixar de
conceder prorogucao ueste c so fra pela ven-
tura illudir ( espalando para oulra ') oexcrcicio
do direito que lem a cmara de fazer publicar a
li-i si o presidente recusar ainda sanccional-a.
Faltava tambem a lei do orcamento a qual
s lem 2.,discussio ; edir-se-hia entao nao
sem algum fundamento, que o governo quera
arrogar-se um poder discricionario sobre a ar-
recadaco e distribuico da renda. Prorogan-
do a assemblea por 12 dias (tempo mais que
sufficienle ) obrou sem duvida o Sr. Figueira
como administrador entendido e prespcaz.
Udat w^^ criJirarioT) oprimidos ou domittidos no j os quaes se multipl.cao T sendo ceno que pelo j Honra o louvor ao muiio u.gno presante do


-*
Maranho que por esse acto de imparcial justi
9& ( a dencgaco da sanccao ) tem adquerido
indisputavcis lroitos aetima e gralido dos
maranbenses Honra e louvor ao muito intel-
Jigcnte delega o do poder que tamltem preen-
che as funcies do seo cargo Proceda sernpre
o Sr. Figueira de Mello como at'; aqu e tcra
asM-iiipilliiiis (I;, todos oshomens de liem de
todos os amigos sinceros do paiz.
O ECHO DA OPI'OSigAO.
Debaixo desta titulo sahiu k lu> ha pouco
tempo nina lolha excedentemente escripia a
qual tem por fon BUst n(.r a necessidade da co-
ahcao feta entre os dissidentes e os cabanos e
stigrnatisar perniciosa influencia da olygar-
chia, que nos opprimc: fim, que o Echo va'i di-
na, e WTicasmente precnchendo. Pedimos des-
culpa ao contemporneo porIhe nao ter rendi-
do e. inda, de occupado que and. nios com as
cousas da asssembla os nossos cordiaes agra-
decimentas pelo valente apoio que nos presta,
concorren Jo com o aventajado cabcdal de suas
lu/.es para esclarecer os nossos concidados so-
bre os seus verdndeiros interesses e preparar
assim o triumplio da liga dos opprimidos contra
os oppressores. O Echo publicarse 2 ser.es por
semana; solidez e ortbodox'a de principios, e-
levaco de pensamento nobreza desentimen-
tos dignidade de estilo, galbardia e proprie-
dade de expressiio, sao predicados que se acho
nelle reunidos em grau eminente; o seu n.4.
sobre ludo 6 quanto a nos um epilogo de
saa doutrina e um modelo de liom goslo ; con
linue o Contemporneo no mesmo lom e ser
sem duvida urna das lolhas mais bem escripias
que se tem impresso na provincia. Sentimos
nao ter boje como desejavamos, espaco na
Resista p;ira emittir o nosso jui/o sobre os ar-
tigos que mais nos em c< ptivodo a attcmo ;
mas ah aponamos por todos essa famosa carta
ie Decius a Junius produeco cheia de graca
\ Vellosa c em nada inferior a outrasdo mes-
n genero que correm impressas na Senli-
rtella da Monarchia sol) a epigraphe Galera
Parlamentar. Brevemente teremos a satisfa
ao de enriquecer as paginas da Revista con.
os melhor s extractos do Echo ; e concluimos
e> te pequeo artigo dando os parabens a coal-
cao i 01 se ter apr sentado na tica a sustentar os
seus interesses um campeo tilo distincto pelo
seu talento e instruccao ; o apnarecimento do
Echo cerlarm.nte urna garanta de triumpho
para a boa causa e urna prova da luvolucao
moral que se vae pouco e pouco operando na
imprensa maranhense. (4 lievista.)
... -......~ plorando os actos que precedem sempr as
nossas eleicoes, e sem pejo de faltar publica-
mente a verdade, diz, que para se forcarem os
eleitores mandarao-sc de ante-ma grossos des-
tacamentos da guarda nacional para as comar-

destituir, sahindo assim o Sr. Medeiros do Bo-
nito c Meando o Sr. Bocha somente com o eni-
prego dejuiz municipal e de orlaos. Se as elei-
coes entrassem nos clculos da Presidencia nao
daria ella agora essas demissoes a dous empre-
gados deconfianca trando-lhes a influencia,
que o Demcrata suppde, que todos os promo-
tores e delegados, que sao da poltica do gover-
no, excrcem sobre os eleitores. A prova de que o
Sr. doutor Medeiros da confianza do governo,
esl na sua nomeacao para promotor da cidade
de Olinda e ieimo de lguarassvlugar preferi-
vel ao do Bonito. Essa nomoco publicada com a
. demisso demonstra a resolucao.auc tem o Demo-
seductor e falso o pretexto deseguranca indivi- i crala de alterar os fados, dizendo queo governo
dual, se podesse allirmar que as comarcas inabilitou o Sr. doutor Medeiros.
cas com o pretexto de velarem na eguranca pu-
blica e individual w'Jy obstante haverem con-
tinuados ro;,oos> eassassinalos.
lie para notnr-se a miserovel contradice^ do
Demcrata em censurar destacamentos negan-
do que fossem mandados para occorrerem fal-
ta deseguranca individual ao passo queconfes-
sa haverem continuados roubos, eassassinios.
O censor de boa f c consequente s acharia
nasecommettia umsroubo, assassinio, nem
o mais leve crime. Demais n'uma epocha em
que o D-n. e seus satellites gritava as armas,
consilavao as massas a desordem, e dii-iao qu
a revoluca das ai mas eslava prxima em toda
a provincia e todas as comarcas anarchisa-
das, haveria excesso, ou algum pretexto va de
soguranca publica e individual em collocar
nellas destacamentos da guarda nacional ? Dan-
do-sc estas ameacas pela imprensa, commelten-
do-se roubos, e assassinios as comarcas, (alta-
na o governo a seu deverse deixasse de man-
dar para cada urna dellas um destacamento ,
sendocerto, que em todo o ternpo ha destaca-
mentos as comarcas e que o governo o que
re de novo somente foi substituir n'algumasos
do corpo de polica porjiracas d guarda nacio-
nal destacada. Estes destacamentos sao de 15
pracas, e bem se v^que a menos nao podem ro-
(luzir-se ainda nofnnpo de maior quictaco e
(|iie sendo tirados da guarda nacional e forma-
dos fie cidadaos mais mdependentes em lugar dos
do corpo de policio, ogovemo nao comprehen-
de manejos eleiloraes as medidas, que toma a
bem da polica da provincia, como injusta e
ineptamente asseverou o Demcrata.
O Demcrata diz, que o governo pertende ar-
rancar volos aos eleitores corn fbrea, examina-
da a torca sao 15 pracas da guarda nacional em
cada comarca I Afhrma que o governo com'vio-
lencia1:, perseguices, e ameacas de demissoes
ha de por em acfo toda a influencia de seus
empregados para extorquir os votos d provin-
cia e conlessa que elle acaba de tirar a influencia
de dous empregados em vez de ameacal-os com
as demissoes para que elles se prestassem
suas exigencias. Tudo isto mostra incoherencia,
inepcia, e contradicao no Demcrata e que a
imprensa do D-n. quando traz ao prelo factos
do governo com a intencao de desconceilual-o
aquilata mais a juslica e o desinteressecom que a
administrado se dirige em lodos os seus actos.
PEB!JAfV3UCQ.
Tribunal da Relaco.
SESSA DE 2- DE JULIIO DE 1843.
Na appellacao civel desta cidade, appellantes
ostestamenteiros',de Domingos Bodriguesdo Pas-
so appelladaa fasenda publica escn'va Pos-
thumo; se julgou pelac mdrinacao da senlenca.
Na appellacao civil desta cidade, appellante
Vicente Ferreira Gomes, appellada a fasenda na-
cional, escriva Ferreira; se julgou pela refor-
ma da sen enea appeilada.
Na appellacao crime desta cidade, appellante
ajustica appellado o juiz municipal o bacha-
relLuisDuarte Pereira, escriva Ferreira ; foi
julgada improcedente a denuncia, econdemna-
do as cusas o denunciante Joaqum Francisco
do Bego.
^a appellacao crime da cidade do Natal, ap-
pellante o reo preso Antonio Coentro de Faria ,
appellada ajustica ; julgara improcedente o
recurso, escriva BegoBangel.
Na appellacao civel desta cidade, appellante
Manoel Luiz da Veiga, appelladps Joa Narciso
da Fonceca e outros, escriva Posthumo ; se
mandou vista ao doutor curador geral.
Os embargos da viuva Costa e Filhos c outro,
Pedro Domingos Carneiro na causa de appella-
cao civel da comarca do Pao do Alho escriva
Bego Rangel; forao despresados.
Do aggravo de petica do juiso da segunda va-
ra do civel desta cidade aggravaote Jos Joa-
quimde uliveira contia Joaqoim Jos Franco,
eLekman &Comp.a; nao tomara conhecunen-
to poi nao ser caso delle,
HABI DE PEBMfflCO.
Depois de termos tido a condescendencia de
nserirmos no Diario de 8 docorrenle um arti-
go do peridico l edro 2. a respe i lo da appella-
cao do capilo-mor Barbo-/a, e Padre Verdeixa ,
do'Cear acensados por crimes desedicao e
de falsidade e aceitanlo o conunedido e de-
cente communicado que demos ao prelo a 21
do mesmo, com o desejo de veimos esclarecida
De igual quilate a censura a respeitodocha- uma mmenlo de um juiz do civel da comarca dis- o dito peridico teve por fim discutir nao po-
tante onde diz o Demcrata que elle tem fa- demos absolutamente recusar-nos a inserco do
milla, quando lodos sabem que a familia do communicado, que sabio em o numero antece-
iuizesta aqu nesta comarca, que elle tem do dente da nossa folha. Devenios porm ao pu-
governo m pena Mi cenca de trez mezes para go-, |,|c0 um so|emne roleslo co, 0, ,'to
/al-a no seio dola, e que esse assim como a
maioria dosjuizes do civel nao tem hoje a me-
nor influencia as comarcas do centro, as
quaessa nenhumas as demandas.
No que poderia Iludir ao publico o Demcra-
ta nos (ardava o Diario Novo com lamuriasa-
ccrca de eleicoes, sendo como sao os empregos
o verdadero ponto, onde bate o amor da patria
edtliberdade que tanto ostentad o Demcra-
ta Intrpido, e mais correspondenie desse
jornal.
Certa da insignificante minora a que se re-
duz a opposico da pruia do pouco que ha de al-
caniar as prximas eleicoes dos niembios da
assembiea provincial, deanta-w&o prepara a
desculpa de sua derrota imputando ao g ver-
no a usos do poder, que elle nao tem pratica-
do, nem precisa de commeller, para que osgo-
veruistas alcnceme uiaii ra dos suiTiagios da
que este ultimo communicado dirigi varas
authoridadesdo Cear, e ao Bedaclor d'aquelle
artigo do peiiodico Pedro2.; es osprecedenles
cima referidos nos forcario a aceitar e pu-
niera com acensuradas demissoes dos promo-; blicar uma peca que realmente contrasla com
os artigos e correspondencias da nossa folha ,
na qual procuramos sempro evitar essa desen-
voltura despejada com que as paixOes desen-
freadas enxovulhao a torio e a direilo tudo
quanto o interesse geral exige que seja res-
peitado.
Assim como nao subscrevomos a proposicao
hipolhetica c duvidosa que vem no peridi-
co Pedro 2 (c nica que se podejulgar offen-
siva do decoro da Rclacao ) que o ouro fossi-
o piGo sobre que rodou esta maquina da mes-
illa sorle condemnamos os apodos, e as calum-
nias que dirige o communicador a um Ma-
gistrado do Ceai na supposico de que seja elle
o redactor do artigo em qucslao. Nao s a mo-
ralidade nos obriga a repellir os baldes e es
injurias lancadas contra um cidadao honesto ,
mas tambein o amor da verdade exige, que dc-
lendamososjuizes o delegado eos jurados
do Cear, que nao foro levados se nao por ze-
lo da paz publica e da execuco das leis a de-
cidirem-se contra os aecusados e particular-
mente esse Magistrado com tanlo af insultado,
pois sabemos que teve boa educacao e princi-
pios honestos, que nunca foi immoral nem
jamis se tornou o escndalo da aula do Padre
Quirino ; porque essa aula regida por um dos
mais acreditados oradores sagrados e melbo-
res professores de Filosopbia do Brasil, e que
mais lem sabido grangear respeito e amor pe-
la dignidade e clareza com que instrua pe-
la docilidade com que ouvia.e explicava todas as
questes a seos discpulos foi sernpre o semi-
I i-i i cu ,i iiui i i>iiin i i-i un- m.iin iiid niiiiiiillil a ,_ l |. i j r. ,
nano da moralidadc. Este Magistrado, em de-
sempenho de seo cargo e por ser incapaz de
transacres, foi que procurou com todo o vigor
a punicao dos rebeldes ainda depois que espi-
ritos Iracos vierao condescender com elles: s os
defensores e os amigos dos rebeldes o poderiiio
argir hoje tao falsa c injustamente de extor-
ses que nunca Ihe forao imputadas, despei-
tsos da sua inflexibilidade.
Estavamos dispostos a guardar silencio acer-
ca da questao de direito que se agita por ter a
Belacao absolvido os reos aguardando a deci-
so do supremo tribunal de juslica, para o qual
nos consta que o promotor desta Cidade inlcr-
ardeRecusar contra a sua consciecia ,' e s PSera Por parada juslica publica o recurso de
lores do Olinda, e de Bonito, se naocahisseem
la miseraveis conlradices a par do falsidades
mili sensiveis.
Attribue o correspondente do D-n. a demis-
so do primeiro a vinganca de nao ter votado o
anno passado nos recommendados do governo
provincial, votando alias em gente da particu-
lar quisilla de S. Ex. e a necessidado de ti-
rar-lhe agora a influencia que exerce no col-
legio eleitoral de Olinda.
Ninguem pedio por parte do Sr. Barao ao
doutor llerculano Bandeira para votor em cha-
pa do governo provincial nem sollicitou a sua
influencia, que nao fosse servido, para que me-
recosse o Sr. Bandeira um acto de viganca.
Mis diga o Demcrata quem. SeoSr. Barao
tvesse de que vionar-so do promotor de olin-
da nao liavia de espassar essa vinganca desde
agosto passado at agora, sem certesa de estar
tanto tempo na presidencia. O segundo motivo
irrisorio para o povo desta provincia que
bem conhece os influentes do collegio eleito-
ral de Olinda, todos compostos na guarda na-
cional e empregos na cmara municipal, e que
bem sabe da nullidade do promotor a este res-
peito.
Nao poda a denuncia dada pelo Sr. Sonsa
Bandeira contra o Exm. Bispo concorrer para a
demisso porque esse acto foi ta inepto, que
S. Ex. Rm.a, e todos os respeitadores das vir-
tudes e do carcter sagrado deste Principe da
Igreja nenhum valor Ihe derao.
A causa verdadeira da demisso foi declarada
na portara. Quando o Snr. Barao deo a alguns
professores do collegio das artes outros empre-
gos, foi para que elles optassem. O Sr. doutor
Ferreira por conhteer que mais Ihe convinha a
cadeira do collegio das artes, que a do lyco, foi
que renunciou esta depois de a ter acceitado. O
Sr. Herculano Bandeira fez-se mua de medico,
efoi-se deixando ficarcom ambos os empregos
que alias sao incompativeis ; quando S. Ex. se
desenganou que elle naopmcurava demisso da
cadeira, tirou-lhe o lugar de promotor. O Sr.
Urbano para continuar na magistratura foi o-
brigado a largara cadeira de substituto do col-
legio das artes. Nao houve erro na nomeacao ,
porque um emprego nao obsta a promoeao pa-
ra outro melhor com tanto que o nomeado faca
depois opcao.
O Demcrata em completa ignorancia do que
se passa no Bonito ou com a damnada inten-
conhecimento da verdade, e a liberdade dos
cidadaos para garantir a observancia destas
formas que poderio ser preteridas no proces-
so feito aos aecusados estabelleceo o mesmo
cdigo o recurso para a relaco do destricto no
artigo 301, mas nunca o legislador pertendeo
desnaturar a instituicao do jury, edevolver pa-
ra osdesembargadores a obsolvica ou condem-
nacao dos aecusados e declarou no artigo 302,
que dando-se as fallas allegadas remettessu a
relacao o processo para entrar em novo jury ,
porque s a este tribunal compete condemnar
ou absolver; disposiges estas, que manda ob-
servar o regulamento das relacoes no artigo 31.
iV lei da reforma contra a qual ta injusta,
e vagamente declama a opposico respcilou-
se este direito de ser G jury o nico juiz das ab-
solvices. e condemnaces, 0 somente augmen-
tou-se mais uma garanta a favor da justica ou
dos aecusados ou dos ofTendidos, dando-so
recurso para a relacao interposlo im nediata-
mente pelo juiz de direito, quando posto se ob-
servassem as formulas, houvesse umasentenca
evidentemente injusta contra a prova dos au-
tos; mas por este recurso nao se devolvtu a
relaco a jurisdieco de absolver, ou condemnar
os reos mas apenas o de mandar suhmetler a
causa a novo jury. Os artigos 79 e 81 da dita
lei sao bem expressos e nao menos os artigos
454 e 456 do regulamento que haixou para
sua execuco em nao conceder -s relacoes
mais que as attribuiccs de rcmeller a causa a
novo jury como determina o artigo 302 do
cdigo de processo. Da mesma sorte o >upre-
ino tribunal adiando nullidades ou injusiica
notoria n'uma causa nHo decide mas a en-
va a um Tribunal similhante ao de que so
recorreo para que ah se julguede novo o laclo.
Assim como o tribunal supremo conhecendo.
da nuil da le ou da injustica nao pode con-
demnar ou absolver oreo, da mesma sorte
nos crimes ndividuaes em geral Kelacio nao
compete, mas somente ao jury, a absolvico ,
ou condemnaco do acusado, pois somente
aos jurados compete decidir definitivamente
as questes de facto,v segundo o artigo
152 da Conslituico. A Relaco do destricto
lem constantemente remctlido as causas crimes
i|ue nao sao de responsabilidade de empregados
pblicos a novo jury sem invadir a attribui-
co que perlence aos jurados do absolver ou
condemnar os aecusados. A decisSo que se dis-
cute he singular. ( a )
Estas disposices terminantes das leis, e do
regulamento nos despenso de entrar no exame
das fundamentos do accordo, convindo todava
n lar i| ue a tentativa para de por uma auto-
ridade nao pode deixar vestigios, e quan-
to fcil que da falsidade tenho desapare-
cido os vestigios e se torne desnecessario o
exame, que o acorda julgou essencial, e
mais sendo corrente na jurisprudencia crimi-
nal que a falta de taes exames nao induz
nullidade. Aviso de 9 de Abril de 1836.
Admiramo-nos de ver nestes con.municados,
e ainda mais no que foi publicado no Diario
Novo de 22 do corrente pertender-se dar a jui-
zes letrados o poder de condemnar e absolier
indistinctamenle a todos os cidadaos o de re-
formar todas as decises do jury com o pretexto
dos escndalos e da barbaridade que se do
lanto no primeiro como no segundo jury, en-
tretanto que a lei da reforma do cdigo do pro-
cesso conservou a pureza da nstituico dos ju-
rados mandando observar em todo o caso o ar-
tigo 302 do mesmo cdigo. E notavel a contra-
dicho desse communicado de 22 de julho com
os Redactores e mais correspondentes do Diario-
Novo, que to vagamente decbmo contra esta
luminosa lei. Devemos por tanto concluir que
o Diario Novo e mais satellites nao parlilhoas
ideas do communicador V. antes se pronun-
ciado contra a opinio que defonde um ac-
cordo que principiando por achar nullidades
no processo conclue absolvendo os reos, e man-
dando-lhes dar baixa na culpa pondo termo
ao feito.
COMMERCIO.
por mesquinhos interesses a administracao ac-
tual suppe igualmente que as eleicoes deler-
minara o governo a demittir o Si. doutor Me-
oeiros promotordessa comarca. OsS;s. douto-
res Meoeiros e Bocha, um promotor e outro
delegado do Bonito intrigaro-se por motivos
muiloeslranhos poltica, porque ambos sao ad-
hcrenles a do goveruo actual elevaran seus o-
(lios, e resentimenlos a poni de envolveren) al-
guns outros cidiiilos nessa desavenca tornan-
do-se irreconcilaveis de Sorte, que a Presidencia
provincia. Nesie inuiiu u Demcrata sabe com o nico remedio que afinal ai bou foi dar-lhes
uma jeremiada no D-n. de 20 do crrenle de-, demisso dos empregos, de que os poda
Revista, mas levados pelo communicado do nu-
mero antecedente a cntrarmos na discus>o, for-
ca que aventuremos nossa opinio.
O cdigo de processo criminal e a lei de 3
dedezembro de 18*1 que Ihe fe/, algumas re-
formas, respeilaro os artigos 151 e 152 da cons-
lituico declarando da competencia do jury a
condemnaco, ou absolvico dos cidadaos por
crimes individuaes salvos o de funecionarios
privilegiados na mesma consliluifao, ou algum
to leves queso IIips eniha urna non* nffSS-
cionaj.
Sendo as formas do processo essenciaes ao
Alfa ii (lega.
Bendimento do da 24.......... 3:6518429
Descarrego hoje 26.
Barca Thomaz Mellar fazendas, manlei-
ga sabao, e louca.
Escuna Lady oflhe l.ak o resto do baca-
lao.
ilovmento do Porto.
Navios entrados no da 23.
Liverpool; 39 dias barca
ingleza
Thomaz
( a ) Consta-nos que os Srs. Desembargado-
res Ponce e Bastos votarSo contra esta deci-
s o e se dedararo no lodo vencidos o Sr.
llamos vencido om nnrl<> fue O PrsuCStS
da Bolaceo foi sernpre e continua a ser do
opinio contraria ao accordo.


1 ..
g Milln de 237 toneladas capitao James
Palethorpc equipagem 15, carga fazendas:
1 a Russell MellorsAC.
Baltitnore ; 44 das brigue sueco Svia, de
27G toneladas capitao Georgo Gobordsow ,
equipagem 13 carga farinba do trigo : a
James Crabtree & C.
Ditos no da 2 i.
Havre de Grace ; 54 dias barca franceza Ca-
simir de Lacigne de 190 toneladas capi-
tao Lasserro equipagem 12 carga fazen-
das : a B. Lasserre & C*
Harnburgo ; 48 dias barca hambuvgueza Ca-
tharina de 320 toneladas, capitflo A. F.
Tolk equipagem 12 carga fazendas : a
Luttkens.
Ilerlaracocs.
O engcnheiro em chefe das obras pubVicas,
cncarregad' da medicao dos terrenos d.0 mari-
nh.i convida o br. Felis Estoves Vu na, que
requereo por aloiamenlo o terreno de marinha
n. 180 na ra de Apollo do barr0(j0 Recife
a comparecer na respectiva rerv eira 27 do crrante ou nos dias SPgujples ol,
sabbado as horas do mera ^ t piira^)rnecer
ao engenheiro em chefe esclarec rnentos sobre
o assumplo Repart,,!^ (las o|(ras |)U|)Iicas 2i
dejulho de 1843. Wauthitr.
AssociagUo Com/merciai d< pernamouc0t
Os Srs. socios s5o convidados pelo presente ,
a comparecer m na saIa das S(,ssr,S (]-ilsS()Clcri0
no da l.d agosto a o meio din em ponto, para
em confo'4mj,|uj0 Jo artigo 5. do capitulo 3."
dos Mtfjjutos, proceder-Be JJec.8o da meza
da D'.reoco, que tem de succeder a actual. Sala
das sessoes dassociacSo cominerciul de Pernam-
b,uco26dejulliode 1843.
L. G. Ferreira.
Secretario.
Avisos miritimos.
Para Lisboa ha de sabir no dia 27 do cor-
rente o muito veleiro brigue portuguez Tri-
umpante recebe simiente passageiros, para o
que (em excellenles commudidades e tem a
preferencia em ludo a outro; quem no mesmo
brigue quizer ir de passajjem pode dirigir-se ao
capitao Silverio Manoel dos Res, ou casa de
Mendes& Oliveira, na ra do \ gario n. 21.
Parao Aracatyseguecom hrevidade, porler
parte de sen carregamento prompto o patacho
nacional I aurentina lirazileira, forrado e pre-
gado de cobre ; quem no mesmo quizer carre-
gar, ou ir de passagem dirijase ao seu propie-
tario Lourenco Jos das Neves na ra da Cruz
n. 64 ou ao capitao do mesmo Antonio
Germano das Neves.
Leiloes.

S
O ARTILHEIRO N. 63.
Ahio boje, e acha-se,a venda no lugar do
costume. Contem oseguinte :
OSr. Ve gueiro abracado e repellido pela op-
posicao do Pernamhuco.
O Cometa a santificar as revolucoes.
Os candidatos do Nazareno.
Carta 6.* do Calvo ao Caraca.
A viola de Lereno.
E outros artigos.
= Porfirio Gonealves Braga retira-sc para
fora da provincia
=Joo owsley subdito Britannico sua sc-
nhora e dois escravos, rctirao-so para o Rio de
Janeiro.
= Precisa-se de um menino do idade de 12 a
13 annos para caixeiro de urna venda sendo
que seja chegado a pouco do fora e d alguin
lempo para aprender ; no beco do Peixe Frito
vi nda n. 5
>O corretor Oliveira far leilao de grande
sortimento de fazendas novas principalmente
inglezas, consistindo em brins brancos ces-
curos lizos e intiancados, mcias de seda c
d'algodao de limitas qualidades chitas cha-
pos velludos superfinos lencos sedas ,
setins los merinos duraques princezas,
camhraias cassas e muitas oulras que se
venders por todo proco : quinla-feira 27 do
corrente as 10 horas da manhaa no armazem
da casa de sua residencia.
Avisos diversos.
liojs 26 do torrente corn
imprctet ivelmene a Lotera de S.
Pedro Martyr de 01 i nda e os I>-
llietes estato a venda al 9 ho-
ras da riiania.
O abaixo assignado comprou a Jos da
Silva Bolelho, em 15 do corrente urna escrava
de nomo Mefulda, creoula, com urna cria me-
nor, para o seo servico. Antonio Jos Gun-
(ulves Azevedo.
Precisase de um menino de 12 a 13 an-
nos chegado a pouco de fora para caixeiro de
urna venda, dando lempo para aprender : no
beco do peixe Irito venda n. 5.
Rogase a pessoa, que empenhou em casa
de .Manoel Sansac um par de argas de ouro ,
queira no pra/o de 8diasirremil as do con-
trario serio vendidas.
= \ ende-se o sitio denominado engenhoca
nq lugar de Remedio com casa de vivenda as
sobradada sen/.ala para pietos ludo de pe-
draeoJF, com diversas frutoiras como man-
gueras e coque tem um viveiro de Irom
tamaito terreno para se fazer outra liaia pa-
ra capim, pasto par 16 vuc'cas, barro para
toda La idade de obra de olaria com grande I naes cortos It.e sera entregue no aiierro .*.-
v,nJ..... ..................;..... ,v,s, .1.. vivenda fosados iu.it.. da fabrica de rap sobrado de 2
poto^'^ Jnd8W': ^lara-se melado a pagamento; a tractar no mesmo sitio, i luga
- Na ra do Bangel n. 34 tirao-se passapor-
tes para dentro e fora do Imperio, e folhas cor-
ridas com presteza ecommodidade.
=^ Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenhosecorrespondentesdos mesmos
nesla praca que se acha completo o seu esla-
lielecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos taannos ,
machinas de vapor, de condesacao e de alta
presso da forca de quatro e de seis cavados in-
. lezes e taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em proco como
emqualidade, visto serem lodos estes ohjectos
feitos 11 nina das principaes fundicesde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
A pessoa que na noute de 23 do corren-
te levou da galera da sociedade l'hilo-Drama-
lica um chapeo de cabera preto deixando
outro com bastante uso lendo dentro um len-
co novo com as letras iniciaos A. F. B. queira
irdestrocal-o na ra do Crespo loja n. 23..
=TJm portuguez. sem familia se oilcrece para
cobra ncas nesta praca ou para caixeiro de en-
jenho e il'' fiador sua conducta ; quem o
pretender annuncic, ou dirija-se ra do Col-
Icgio n. 19.
Achou-se um negro de nome Bento do
gentiodc Angola, escravo do Sr. Valeriano Jo-
s Riheiro o qual se acha em poder da abaixo
assignada e o dito Sr. quando quizer procu-
re o no sitio da Viagem Ierras do engenho
Calende. Francisca Mario dos Prazeres.
1Quem precisar de um portuguez pratico
no servico de feitor de sitio, ou para outro
aualquer trabalho dirija-se ra do Passeio
Publico n. 9 na loja de um sapaleiro.
O abaixo assignado faz sciente ao Sr. the-
soureiro da loteria de S. Pedro Martyr, que
nao pague o meio bilhetc n. 332 se nao ao
abaixo assignado. Custodio Jos Alaria.
=Aluga-se um deposito de agua no poci-
nho da Panclla com candas novas tanto para
agua como de carga e tem bastante Ierra ,
e urna camboa para qualquer desembarque : a
pessoa a quem convier dirija-so ra Augusta
n. 2 ou no deposito das quatro horas da tar-
de em diantc que achar com quem tratar.
Quem annunciou querer alugar urna es-
crava crioula para todo o servico e pelo proco
de 108000 res mensaes dirija-se ra do L-
vramento sobrado n. 25.
Precisa-se de um menino portuguez ou
brazileiro de 12 a 15 annos de idade para
urna pequea loja de miudezas; na praca da
Roa-vista n. 20-
Precisa-se fallar aos Senhores abaixo de-
clarados para negocio de seu interesse na ra
de Sania Rita Nova venda n 93: a saber o Sr
Manoel das MercS, morador no Rio Formozo,
Engenho das Antas, e com o Sr. Jos Joaquim
da Silva morador na povonco de Unna e o
Sr. Leandro Rodrigues da Cruz, da mesma Po-,
voacao.
Aluga-se um preto do muito boa conduc-
ta a qual se abona pelo tempo em que seu
Senhor estiver auzente, para servir a algum Sr.,
ou Srs. em compras diarias cozinhar, tratar
do seu quarto meza eroupa, do que tem bas-
tante pratica ; quem o pretender dinja-se a lo-
ja do Sr. Ro'urgar, na ra da Cadeia do Recife.
No dia sabbado de noute appareceo no at-
O numero 3741 da loteria de S. Pedro' A commissao administrativa da sociedade
Martvr de Olinda que corro a 26 do corrente' Terpsicore tendo annunciado o dia 12 do agos-
pertence matriz da Roa-vista. j lo para sua partida, convida aos Srs. socios pa-
Deseja-se saber quem he nesta praca o cor-! ra a rese 11 ta re m as propostas dos convidados ho-
respondente do Sr. do engenho do Autinga ,; je/36 do corrente.
que foi do finado Jos Alvos pois sendo que | / Preciza-se de um menino portuguez ou
o baja pede-se-lhe encarecidamente que
ter a bondade de annunciar por esta folha "aTsua
moradia pois se llie deseja muito fallar, do que
se Ihe (cara muito agradecido.
=Francsco Pinto da Costa, meslre alfaiatc,
faz sciento ao publico, e a todos os seus regue-
zes que tem a sua residencia no primeiro an-
dar do sobrado da ra larga do Ro/ario n. 40 ,
aonde morou Domingos Jos de Lima meslre do
mesmo ofllcio e ahi promete servir com per-
feico c asseio a todas as pessoas, que do seu
preslimo se quizerem utilizar.
= A viuva Cunha Guimaiaes tem dois arma-
zens para alugar, na praia de S. Francisco ; no
mesmo lugar contina-se a vender tahoado de
pinho de todas as hitlas, assim como tem al-
gum proprio para estacadas de atierros.
Xa la Direita sobrado de um andar n. 33.
ao p de dois de varandas dmradas, s faiem
bolinhos de difTerentes qualidades eseenfeitao
bandejas com os mesmos bolos com seus tor-
ries ramos e figuras, na maior perfeicao, e
por commodo preco.
I>ese|a-se saber se nesta cidade existe o Sr.
tenente Rufino Jos Apolinarjoda Costa, o qual
aqui existia no lempo do gotQno do ex general
i Monte-negro si
ferio dos Amigados um m-gro ainda bussal
nao diz o rime do -enhor so diz. chamar-se
francisco; quem for seu dono, ederpssig-
Caetano Pinto de Miranda
existe em outro qualquer lugar ou se he mor-
to : muito se agradecer a quem tiver a bonda-
de dar essa noticia na rua Direita n. 119.
Continuarse a dardinheiro a premio sobre
penhores de ouro, em pequeas porcocs ; no
pateo do Paraso no segundo andar do sobrado
n. 8 : assim como no mesmo desejj-se fallar 10
Sr. Antonio Pinto Soares, a negocio de seu in-
teresse de urna hora as tres da tarde.
Roga-se a pessoa a quem for offerecida
para comprar ou fa/er qualquer outro nego-
cio urna cazaca azul nova, com botos ama-
rellos finos, forrada de seda as cosas, sendo
feita a moda ; urna calca de panno preto fino ,
de homem; outra tambero panno preto, de me-
nino ; trescoletes, um de menino de selim
macio ; edous de homem, um desetim maco
c outro de veludo com palmas de cor queira
aprehender estes ohjectos, pois forao furtados
ila casa doescrivao Alcanforado>, no dia 24 do
orrente de manha e annunciar a sua morada
para ser procurado ou entregar na casa do
mencionado A leanforado, pai ou (illio, mora-
dores na rua Nova segundo sobrado do lado es-
querdo quem vem da Boa-vista e na rua do
Aragao n. 32 que ftlem de serem recompensa-
dos peloencommodo pagai-se-ha qualquerdes-
peza. que se tenha feilo, e por cujo favor se fi-
car de mais eternamente agradecido.
- Continua-so a tirar passaportes para fora c
dentro do Imperio, edespachao-se escravos, tu-
po com hrevidade ; trala-se no Alterro da Roa-
visto loja n. 41, ou 48, com Antonio da Sil-
va Gu i maraes.
Loteria do Theatro.
= Tcndo-se annunciado o andamento das
rodas desta loteria para o dia 27 deste mez ,
apparecem dous motivos muito urgentes que
tornao impossivel o andamento das rodas no dia
marcado, e vem a ser a impossibilidade li/.ica do
escrivao da loteria para poder assistir a extrac-
(,ao dos bilhetes das urnas, e ter-se anudado a
loteria de S. Pedro Mrtir, c ter esta annuuci-
ado correr de novo no dia 26 deste mez., por
esto motivo ainda nao deixario as rodas d'an-
dar, ernhora se fizesse um sacrificio igual ao que
j se fez com a ultima loteria que correo; mas
pelo primeiro motivo da molestia do escrivao
tornasse impossivel o andar no dia marcado e
(ica transferido o andamento para o dia 8 de a-
gosto prximo futuro.
= No sitio das mangabeirasdenominado pei-
\inhos, preciza-se de um homem para feitor ,
que entenda de todo servico de campo e que
saina bi.tar canoa ; quem estiver nestas cir-
cunstancias dirija-se ao mesmo sitio ou na
rua da J.arangerra sobrado de 1 andar n. 21.
Aluga-se a casa n. 13 da rua do Viga rio,
a qual contem as maioresau-omodaces deseja-
veis, um vasto armazem sobre arcos, e lagea-
do quatro andares, e mais dous grandes an-
dares efe mirantes, com a mais excedente vista
imaguiavel forradas as sallas de papel com o
maior aceio &c. e se aluga poro propieta-
rio se pretender mudar para outra sua ca-
sa ; tracta-se na mesma casa a qualquer hora
do dia.
Manoel Antonio de Figucircdo declara a
quem convier que a casa da rua da Conceico
joba ir roda Boa-vista n. .'. pertencenlea Ma-
ra There/a do Livramento est bypothecada
ao supplicante.
= Aluga-se um moloque, ou negra para
vender na ma ; na rua da Glora n.88 : na
mesma casa vende-se um jogo de bagaiea por
preco de 208 reis.
rasileirode 12 a 13 annos, para urna peque-
a loja de miudezas; na praca da Boa-vista
n. 20.
Peranlo o jui/o d'orfos d,i Cidade de O-
lindaa requerimenfo da inventarante, em pra-
ca publica deste juiz.o no dia 31 do corrente
julho, se ha de arrematar urna morada de casa
terrea sita na rua de S. Rento com quintal
n. 26.
Pr.'eiza-se comprar um moleque coz-
nbeiro e urna escrava qO 'Si,iia co/inhar, e
engommar ; quem os tiver, dirij'-se a rua do
Livramento sobrado n.25.
OSr. Jos Theburcio Valeriano de No-
ronha ; queira poroh/equio declarar por esta
folha a casa de sua residencia pois ha pessoa
de Serinbaem, que dezeja fallar-lhe.
Ao Sr., que no Diario n 136. pergun-
tou porque rasa o o thcoureiro da loteria do
Livramento paga 8S0O0 ieis pelos premios do
10S190 rs, responde-so, que recorra ao plano
que foi publicado c que existe nos lojasdos,
vendedores do bilhetes, e conhecera que o mo-
tivo terse augmentado o numero de premios ,
dedusind i-se os impostes a beneficio dos pre-
mios tirados.
= OfTorece-se um moco de 18 annos, para
caixeiro de qualquer casa de negocio ou mes-
mo para aprender ofllcio o qual tem 9 annos
ile pratica em loja de fazenda e he hbil, acti-
vo de boa conducta e'moralidade; quem pre-
cisar annuncie.
Ofleroce-se um rapa/ brasileiro casado
com pouca familia para caixeiro de engenho ,
que tem muila pratica ou mesmo para feitor
de campo ; quem o pertender-, dirija-se a rua
Augusta n. 86.
= Na rua Velha da Boa-vista armazem n."
61, acha-se umdepoz.ito de farinna de man-
dioca de diversas qualidades, por preco commo-
do cujo armazem acha-se abarte das 6 horas
ila manhaa as 6 da tarde.
Qualquer sr. do engenho, que preci/ar
de algum administrador, declare a sua morada
para o annunciante ir a sua casa tractar do ajus-
te o qual enlende bem do servico de engenho
o de campo.
O abaixo assignado v-se na precizSo do
declarar aos Srs.credores de seu fallecido irmao
Manoel Pedro de Moraes Mayor, que se devem
dirigir aocoherdeiro Jos Feij de Mello ao
qual se adjudicou as partidlas que se fizero ,
o engenho Ramliurral, com escravatnra e gado,
comacondicao de rapor aos outros herdeiros
parte de sua legitima em cujo numero entra o
dito fallecido Iierdeiro : outro sim, tambem o
abaixo assignado vende por preco commodo es-
ta parle da legitima, e de suas 3 irmas. de quem
he procurador na repoz.i.'sao que o dito Jos6
Feij de Mello tem de faz.er, importando na
quantia de8:643g830 rs., como consta dos au-
tos, que estao nocartorio dosorfos, escrivao
Pcreira. O major Jos Gabriel de Moraes
Maycr.
= Perdeo-sc de fra de Portas, at o lugar
do Monteiro dous meios bilhetes da 2.* parte da
1. lotera a favor da groja matriz de S. Pedro
Mrtir da Cidade de Olinda com os n.0* 1430
e 1434 cujos bilhe'es foriio comprados na lo-
ja do Sr. Vioira Cambista, e ainda cstavao sern
assigntura do dono; quem os achou querendo
restituir, dirija-se ao forte do Matto na pran-
ea de Manoi I Ignacio de Oliveira Lobo ou no
Monteiro a Joaquim Tiburcio Ferreira, que re-
compensara!).
Permuta-se urna boa casa ainda nova fei-
ta a moderna.no aterro na rua Imperial dos Af-
fogados, do lado dircilo passando o sobrado
de Antonio da Trindade a primeira casa, con-
lendo 5 quartos, 2 sallas com 2alcovas envidra-
cadas na frente e 3 na salla de detraz, quin-
tal murado coz.inha fra, e cacimba por ou-
tra casa que tenha commodos suflicientes, e quo
esteja em bom estado livre de qualquer einba-
raco ou ruina sendo esta no bairro de S. An-
tonio as principaes ras e tambem se vendo
a mesma ou se aluga em quanto nao appare-
cer quem queira fazer este ne ocio ; a pessoa
I
ue pertender fazer tal negocio entenda-so
corn Antonio Jorge Riheiro de Brito, com ven-
da no mesmo aterro, para elle dar parte a seo
legitimoproprictario ou annuncie por esta
folha.
= Alugao-sc dous sitios na campia da casa
Forte, um que se est acabando de c* ificar com
excedentes acomodar oes, copiar e algreles na
frente co/.inha f ra coebeira e covallerice ,
com infinitosarvoredos de fructo e vasto campo
para plantar oes e outro com idnticas acomo-
dacoos mais um pequeo em terreno c alu-
gan-se anualmente; na rua do > gario n.*13,
se poci rraciar >>u iius uicshiu* mu
cara a inorada do proprictario.
MUTILADO


Urna senhora capaz e que dar conhe-
cimenlodesi se propoe a ensinar meninas,
do que tem alguma pratica, a lor, escrever,
contar grammatica portugueza, coser, bor-
dar de marca ile seda lavarinto, e ulm disto
eusina mais a fazer floros de ponna e de pan-
no eemtuJ) prometi esmorar-se ; as pes-
soas que se quzerem utilisar do seu presu-
mo podem dirigir-se a ra do Amparo em
Olinda casa junto a mesma Igreja.
= Leopoldo Jos da Costa Araujo comprou
em 20 do corrento a Luiz Martina os escravos
Jos-1 Mina e Marcelino Congo os quaes em-
barca para o Rio Grande do Sul.
= Roga-so ao Sr. Procurador da Cmara
da Cidade de Olinda o obsequio de declarar on-
de poder ser encontrado aqui no Recilo ou
de se dirigir a ra da Cruz n. 23, a fim de rc-
ceber um loro que se deve a mesma Cmara,
e na falta ser o importe do dito foro recolhido
ao deposito geral.
- Muito se tem fallado do sistema Homco-
patbico do sistema de Broussais e de outros
muitosmil dillerenles ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evacumantes, que
ninguem pode negar seren nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a dilfijuldade de fazer observar aos su do-
tes a dieta necossaria e rigoroza que podo a
Homeopathica e pratica regular &c. Somos
feralmente acostumados a comer muito mais
do que he necessario para o nosso sustento ; o
resultado be Hatos, indigestoes e inflamar
cos nos ligados, cVc. Para remover impedi-
estes incornmodos, nuda he mais prompto, que
urn purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as differentes sec-
crei'es.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu efleito ,
sem dores e ineommodo algum nao hu ne-
essario dieta alguma e pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tornar.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
gente Joo Keller ra da Cruz do Recife n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva &C.a, e atierro da Boa-visla, na deSal-
Jes & Chaves.
= Precisa-se alugar urna casa terrea em
qualquer ra desta cidade que o seu aluguel
nao exceda de IOS a_12,000 rs. mensacs; quem
(ver annuncie.
Compras.
Compra-se urna rede do Jlaranhao; quem
ti ver annuncie.
^ Compra-se a collecco de leis do Brasil.
edicao do Ouro at 1838 exclusive ; quem
tiver annuncie. '
- Compra-se um par de cassuaes um di-
to de cassambas e urna cangalha tudo inda
mesmo em meio uso ; quem tiver annuncie.
Compra-se um ou dous coches de rna-
deira novos ou usad-.s para dar garapas a
cavallos com tanto que estejo perfeitos; no
Remedio no sitio dos Arcos ou annuncie.
Comprao-se 4 ou 5 vollas de cordao ,
ou algum transelim de bom ouro e sem feitio ;
na ra de Domingos Pires n 21.
Compra-se eectivamente para fora da
provincia esenvos de ambos os sexos; de 13 a
20annos, pago-se bem sendo bonitos; na
ra larga do Rozario n. 30, primeiro andar.
Compra se mercurio bom ; quem tiver
annuncie.
Compra se urna salva de prata boa de 2
palmos de dimetro ; quem tiver annuncie
= Compra-ge um violo em meio uso ;
quem tiver annuncie.
Vendas.
= Vende-se urna negra
boa vendedeira ,
faz todas as massas bolos, pao-do 16, cozi-
nha sulTriv i, e lava ; na ra da Moeda n 15,
primeiro andar ou na ra do Amorim, arma-
zem n. 32.
=s Vendem-se as fazendas e armarn da loja
da ra do Queimado n. 33 A cuja casa ofle-
rece grandes vantagens ao comprador as qua-
es se exporo na occasio do ajuste; a tractar na
mesma ra obrado n. 37.
= Ycnde-se urna loalha de bretanha de l-
nho fino com lavarinto as pontas de born
goslo ; na ra do Cabug loja de miudezas
junto da do Sr Bandeira.
" \ ende-se una arithmetiea de M, Bour-
don anda nova ; e urna Geometra de La-
croix : na ra de S Thereza n. 26.
^ endem-se duas toalhas arrendadas
mui bem leitas um colcha de damasco ama-
dous bancos novos proprios para loja um fi-
teiro para loja 4 vaos de caixilhos com vidros;
na ra das Cruzes n. 8 ; na mesma casa en-
gomma-se e marca-se por preco commodo.
- Na ra do Trapiche n. 19 casa de J. O.
Elster vendem-se charutos da Rahia, por pre-
co comrnodo mesmo em pequeas porcoes.
Vendem-se um bonito escravo de naco
Costa canueiro que d 6i0 por dia ; urna
escrava moca perfeita engommadeira e cos-
lureira, faz lavarinto e borda de susto; duas
negrinhas ; urna preta co'inheira lavadeira e
quitandeira ; una mol'eca retdt trida de 16 an-
u engomma e cozinha -t urra cwjflrlnha
om muito pouco uso o com murta boa seda,
por preco commodo ; na ra dp.Fogo o p do
Rozario n. 8.
Vende-se urna escrava crioufa do 28 an-
nos, cozinha engomma, cosesufTrivelmente,
e he ptima padeira preferindo-se para lora
da provincia ; no atterroda Roa-vista n. 15.
Vende-se urna p opriedade de trras an-
ncxaaoengenho Telha em Serinhaem com
meia legoa de terreno proprio para levantar um
engenho d'agoa, por ter todas as cornmodida-
des e distante do embarque legoa e meia;
na ra de S. Born Jess das crioulas n. 26.
Vende-se um ptimo escravo de20an-
nos com principios de canoeiro : na ra das
Trincdeiras n. 46, primeiro andar.
Vende-se ou arrenda-se um sitio na es-
trada do Atraa! que vai para a Casa Forte,
Monteiro e App>s com praso de 2annos,
pagando os juros de meio por cento ao mez ;
ussim como quem precisar de urn caixeiro para
ra ou loja franceza dando de fiador o mes-
mo sitio ; annuncie.
Yende-se urna venda na ra de Hortas
n. 1 rom poucos lundos, a qual tem bons
commo los; no patio do Carmo, sobrado n. 13.
Vendem-se 6 colheres de soupa, 1 arre-
licario urna faca aparelhada de prata urn
alfinete de topazio com diamante para abertura,
um dito para senhora ; aneloes ehotSes de dif
ferentes modelos e com diamantes esmaltados,
urna balaneinha para pesar diamantes, urna di-
ta para rap, pares de brincos de diflerentes
modellos, urna coroacom 18 oitavas de praL,
livellasde dita para suspensorios c sapatos, re-
logios para cima de mesa caixas do msica ,
um transelim para relogio dous casticaes de
vidro lapidados, urna porco de algodo em
carosso urna pouca de prata para obras, e
urna pequea porco de ouro de lei ; as 5
pontas n. 48.
= Vende-se um escravo de naco : na ra
Dircita n. 10.
= Yende-se um escravo de naco de 20
annos oflicial de chapeleiro e cozinha ; 2
moloques de naco de lo annos, ptimos
para todo o servico; urna escrava de naco Cos-
ta cozinha lava e vende na ra : na ra
Dircita n. 3.
= Vende-se um braco de balanca portuguez
com correntes conchas, e 14 arrobas de pe-
sos para um armazem de assucar ou outro
qualquer estabelecimento ; delronte do Corpo
Santo loja de cabos n 17.
= Vende-se um sitio na Magdalena com
boa casa de vivenda de pedra e cal duas gran-
des baixas plantadas de capim diversas arvo-
res de fruto por preco commodo e mesmo
a praso com boas firmas ; a tractar na ra da
Praia n. 58 com Joaquim Celistino Goncalves.
Vende-se um escravo de naci por prc-
cisao ; as 5 Pontas n. 160.
Vendem-se relogios patentes de ouro ,
e prata e tambem horisontae!, e de parede
com despertador ; na ra das Cruzes casa de
rclojoeiro n. 35.
Vende-se urna preta com duas filhas criou-
las sendo o macho de 9 annos, aprendiz de
pedreiro, e a outra fernea com 7 annos e meio;
na ra Bella outr'ora Florentina sobrado no-
vo prximo a mar.
Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca de boa qualidade, e por preco commodo;
rio Forte do Mattos prenca do Snr. Mcn-
donya.
Vendem-se por preco commodo duas
canoas de carreira e outra para atterro ,
para servirem em camboa; atraz da Igreja do
Carmo no estaleiro de Joao Mina.
=r Vende-se urna venda na ra do Padre
l'loriano junto ao beco das Carvalhas bem
afrrguezuda para a trra, por 600 ou 7008 rs.
a vista e o resto em lettras rom boas firmas ,
eo aluguel he muito commodo se vende por
seu dono se retirar para fora a tractar de sua
saude ; a tractar na mesma.
Vendem-se 150 oitavas de prata feiha
de boa qualidade; na ra da Cadeia de S. An-
tonio n. 19.
= Vende-se nm escravo de nacao de 25
annos marinheiro cozinha bem ;
noeiro ; urn dito de 18 annos he tambem
ranoeiro cozinha e tem bastante adianta-
em pluma avariado porem proprio para
luz colxo e mesmo para ftw tudo por
preco commodo ; na ra da (Mi d> Recife
n. 51.
Vendem-se 40 a 50 milheiros de cha-
rutos Turados, por preco commodo ; na ra
do Livramento n. 18.
- Vende-se um piano perpendicular com
pouco uso e por preco commodo ; na ra de
S. Amaro n. 30.
= Vendem-se duas moradas de casas terreas
mui bem construidas com 3 portas de frente,
alcovas &c. edifficadas no atterro dos Affoga-
los adianto do sbralo do Sr. Antonio Luiz
Fugio no dia 22 do correte o moleque
Feliciano crioulo, de 16 annos alto cheio
do corpo com signaes de bechigas ps um
tanto apalhetados os dedos das maos compri-
dos rosto redondo bem feito de corpo mui-
to bem (allante tem costume de gingar quan-
do anda, c he muito pronostico levou vestido
3 pares de calcas urna de brim de linho escuro
de listras, urna de ganga azul e outra de ca-
simira cor de vinho urna camisa de riscadu
encarnado raiudinho outra de algodo tian-
rado e outra de paninbo, com a marca em
todas as camisas na abertura F. G. R. e dou*
chapeos sendo um do massa e outro de baeta
urna deltas : na ra Dircita n. 119.
= Vende se urru porco de caixes de doce
degoiaba de muito boa qualidade e muito
em conta proprio para embarque ; na ra do
Livramento loja de sapatos n. 19.
= Vende-se um relogio horisontal de ou-
ro obra muito boa, e um prensa de ferro
para espremer carrapato ou outra qualquer
cousa ; na ra Nova n. 55.
= Vende-se urn preto que se recebeo em
pagamento : na ra do Cabug n 16.
= Vende-se urna preta de meia idade boa
lavadeira vendo na ra e faz todo o mais
servico de urna casa : na ra da S. Cruz n. 56.
= Vende-se urna porco de caixilhos, pro-
prios para armaco de loja, o lima mesa gran-
de de jantar : na ra do Queimado n. 11.
= Na loja de Salles & Chaves no atterro da
Boa-vista acha-se urn grande sorlimento de
licores finos do todas as qualidades \indos de
Franca nos seus competentes caixes a 7500 a
duzia ditos de segunda qualidade em garrafas
pretas a 4000 a duzia ditos de terceira quali
dade a 200 a duzia sendo este terceiro bom
para as vendas por isso que tem bonitos papis ,
com amostras francas aos bons compradores.
= Vende-se excellente arinha de SSF para
bolaxa por preco commodo em relaco a
qualidade ; no armazem dn Joaquim Lopes de
Almeida por traz do theatro.
= Vendem-se excellentcs tijolos de alvena-
ria, bom condecidos pelo tamanhj equalidade,
mandando-sedescarregar as obras, que ti-
verem poucos serventes; assim como se far
alguma differenca em quem tomar porcoes
grandes ; na ra dos Quarteis n. 18.
= Vende-se por preciso urna preta de
naco Cacange : no atterro da Boa-vista lo-
ja n. 48.
= Vende-se urna parte de um sitio na es-
trada de Bcllem com bastantes arvoredos, por
preco rasoavel: na ra da Alegra n. 22.
= No deposito de assucar refinado esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual so extrae a potassa e cal, dei-
xando-sc-o no seu estado do pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte o em pes
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
Ribeiro de Brito faltando pouco para acabar branca de copa baixa e aba larga ; quem o pe-
gar leve ao atterro da Boa-vista n. 66 pada-
ria de Francisco Goncalves Reg que ser
recompensado.
No dia 23 do oorrente fugio o negro
Gregorio Cabunda, com a falla anda bucal,
cor bem preta e com principio de barba por
baixo do queixo estatura a ta espaduas lar-
gas tem no calcan bar do p direto pela parte
exterior urna cicatriz ainda fresca de una chaga
bobtica he provavel que ande vestido com
camisa e ceroulas de algodo ou madapolo o
calcas de brim usado foi escravo de Paulo
Caetano*de Albuquerque, e boje de Jos de
Oliveira ; quem o pegar leve as 5 pontas d.
27, que ser gratificado,
Do engenho libelas freguesia de Unna
desapparecerao no da 16 docorrente um casal
de escravos o negro de nomc Joao Francisco,
Bcnguella de 40 annos, estatura regular,
grosso do corpo cor fulla, pouca barba tem
as nadegas muitas cicatrizes de chicotes e
tambem as costas as quaes sao muito anti-
gs ; a negra de nome Catharina Cabunda ,
nastante alta grossa tem os peitos sabidos
para fora e cheios de marcas de f( go e com
muitos quadros da trra della ; qnrm os pegar
leve ao dito engenho ao rendeiro Eugenio Ro-
berto Alves Ferreira ou nesta praca na ra do
Crespo, sobrado n. 12, quesera recompensado.
Fugio no dia 22 de Julho a escrava Ma-
ra Rita Cacange ou Baca estatura baixa,
secca, ps pequeos e apalhetados, e rodea-
dos de bichos nos calcanhares, mos pequeas,
tem o dedo pollegar da mo dircita alejado,
pescoco grosso, com algumas cicatrizes pelas
costas queixadas largas boca e nariz regu-
lar olhos e testa pequea andar miudo, cor
natural de 28 annos levou vestido de chita
(ie assento branco com palmas encarnadas mis-
turadas de verde ; quem a pegar leve a ra do
Collegio n. 16.
Antonio de nacao Mocambique esta-
tura regular rosto redondo dentes limados,
falla algurna cousa atrapalhada, ps mal feitos,
com as juntas dos mesmos alguma cousa en-
filadas levou vestido camisa de algodo gros-
so e calcas de hamhurgo he acostumado a
trabalhar no servico de caixas de assucar e
ltimamente eslava no do Sr. Jos Francisco
Ribeiro dcSouza ausentou-se desde o dia 17
docorrente, mas tem sido visto nestes ltimos
das em algum lugar desla Cidade; quem o
[>egar leve ao segundo andar do sobrado junto
ao da esquina do beco do Serigado que ser
gratificado.
= No Domingo 23 do corrente fugio o
negro Anacleto crioulo de 19 annos, ves-
tido de calcas de brim ou algodo trancado
branco chapeo branco de palha camisa de
baeta encarnada por cima de outrade chita azul,
he bonito e bem feito estatura proporcionada,
e he muito condecido nesta praca ; quem o
pegar leve a seu Snr. Antonio Joaquim Fer-
reira de S. Paio na ra do Vigario casa da
esquina n. 25 que ser gratificado.
= No dia 18 do corrente fugio o escravo
Simo cor bem preta olhos afumacados ,
magro do rosto alto tem a frente do peito
levantada levou calcas de algodo trancado
azul com alguns remendos do mesmo panno ,
camisa de algodo trancado branco e bonet
inglez ; quem o pegar leve ao Trapiche novo,
que ser recompensado.
= Desappareceo no dia 18 do corrente o
negro Joao, de 18 annos, de naco Costa,
porem parece crioulo tem jrna cicatriz de um
lado no rosto procedido de dor de dentes, le-
vou vestido camisa e ceroulas de algodo grosso
usado chapeo de palha com alcatro por ci-
ma ; quem o pegar leve a ra do Queimado ,
loja n. 38 quesera ratificado.
s= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrente
anno urn mulato acabocolado claro do no-
rne Cosme, baixo e reforcado do corpo, do
18 annos, levou vestido camisa de riscado ja
desbotado e calcas da mesma fazenda quando
falla inclina a cabera para a banda, e a boca
da mesma forma desconfia-se que rstrja em
a 120, rs.
Escravos fgidos.
= Desappareceo no dia 17 do corrente, indo
para a tonda um moleque crioulo de nomc Ma-
nuel de 12 annos, levou vestido calcas de
estopa velhas camisa de chilla tambem velha ,
e rota rosto redondo falla bem explicado ,
mosgrossas ha noticies que anda em Olinda;
quem o pegar leve a primeira loj i de fazendas
junto ao arco da Conceiro que sera recom-
pensado.
= A 23 do corrente fugio a mulata Mara ,
eslura regular feres grosseiras com mar-
cas de bechigas no rosto e com urna marra
de caustico na nuca fechada a 8 dias ; quem
a pegar leve a ra do Arago n. 3, defronto da
botica do Victorino.
508000 rcis.
A quem apprehender um moleque criou-
lo de 18 annos estatura baixa muito preto,
de nome Luiz natural do serto do Brejo da
Vadre de Dos; leve a ra do Palacete a Fran-
cisco Jonralves do Cabo.
as Fugio no dia 24 do corrente o negro Be-
nedicto Angola de 18 annos, estatura bai-
xa tem ama cicatriz em um dos hombros ,
que parece ter sido queimadura tem urn gol-
pe em nina venta o p r isso a tem aborta, tem
alguns signaes do chicote as nadegas ; quem o
pegar leve a ra Dircita que ser gratificado.
Fugio no dia 9 de Seternbro do anno p.
p. o mulatinho Jacob de 13 annos, sem pon
ta de barba cabello bom e cachiado com urna
marca pequea do tamanho de um hoto na
mar do rosto, crtr natural, rclorradodo corpo,
muito esperto, quando falla engole algumas I algum Irisar Dar o malto a titulo de forro;
che ra-' palavras supoe se ter ido para Unna aonde I quemo pegar leve ao largo doCnrpn Santo
' foi criado ou para o Cabo engenho llha d0 n. 11 que ser gratificado com 150,000.
'-i
ni 11 a oj d ,
i___>.
umu ctiinu uc iuiiuuiu u'ucis ment no OIiciu ue peui a mu lio nabil
redes leitas no Maranhao proprias para lipoia, para o mais; 30 e tantas arrobas de algodo
r. Estevao por quem foi vendido para esta
praca; quemo pt-garwvviia na no logo n.
8 que ser gratificado com 50,000 rs,
Recife: naTyp. de M. F. de Fama.=18*3


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EQLDBYDVJ_H89BG3 INGEST_TIME 2013-04-12T22:10:48Z PACKAGE AA00011611_05012
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES