Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05011


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Full Text
Anno de 18413. Segunda Feira 24
^^ na i^_tt*i___i^^Mnwwnwwnwi siIJ Ti^a^a^aTl^aTTl^MMPIf^T'r'saTTJasnrMSB^MW
Tndo afora depende de nos mcsmos; da nossa jirodencia, morlrrago, e energa: con-
tinuemos como principiamos, e seremos apontados com dmiracio entre as Nageg mais
oul,_ ( l'roclamaguo da Assembleia Geral do Bbasil.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES.
Goianna, e Parahyba, segundas e sextas foiras. Rio Grande do Norte, quintas feiras.
Bonito e Garanhuns, k 1" e "24.
Cabo, Serinhom, Rio Formoso, Porto Calvo, Macei, e Alabas no 1 44 e 24.
Baa-nstae Floresa i3e 23. Santo Anto, quinta feiras. Olinda todos os dias.
das DA SEMANA.
2 Seg. jejum Christin V. M. Aud. do J. de D. da 2. .
25 Tero. a. Tiago Ap a Cliristovo M.
2' Quart. s. .Simphroimo M *"d. do J. de D. da I. r.
27 Quint. s Pantaleao Medico. Aud do J. de I). dad. t.
2S Sex. a. Innocencio P. Aud. do J. de D. da 2. t.
2'i Sab. jcjum s. Marta V. Re. Aud do J. de D. da 1 T,
J Dorn.a. Anna Mae d Mi de Dos
de .Fullio
Anno XIX. N. 158.
O Dur.io publicase todo* o< dias que n.lo forem Santificado; o preco da assignitura liw
de tres mil res por quartel pagos adianlados O annunrios do sainantes sao inser i
gratis eo do que nao forem i raslo de ->0 rai p >r liaba. A reclamadles "0T8"VJ*r.,"
gidas a esta Tip ra djs Cruies N. 34, ou apra^a da I mlependencia loja de lirros N. OeS.
eoaapra venda.
16 HJU 17,1)00
N 16 (iJ 16 800
da4,U V,t00 9.400
PiaT^-Pataco.. *,S40 l.tWtt
PezoaOoiumna.a 1,S40 1,1 -
dito. Mexicano 1,940 4,960
cambiosNu dia 22 de Julho.
Cambio aobra Londrea 26. Ouao-Moeda d 6,400 V.
,. Paria 3/ res por franco.
Lisboa 110 por 100 depremio.
Mueda de cobre 2 por cenlo.
lVeai de letras de boa firma i J a j.
PHASES UA LA IvO MEZ DE JLHO.
I.ua Cbeia i II, ,-i 2 hnrae 46 aa.da larde. I La nova 27, as 3 boras e 23 m.
I (Joan, craso, a i, as 4 horas 43
Quart.aing. 19, a 11 doras a 22 m. da u>
' a 2 horas a 6 ai. da
da m:
. da Urde <
Preamar de huje.
lanhaa. I Z. a 3 hora 31
da tarda.
LvaxawMMO

r \ f l
(f
4
*
Commaudo das Armas.
Quartel do cornmando das armas de Pernam-
buco 20 de julho de 1843.
Ordom Addicionuldo Dia.
Ocomrrrandantedas armas, lia vendo procedi-
do hontem oexame de contas da cuixa do hos-
pital regimental a cargo do segundo batalhao de
artilharia a p como Ihe incumbe o artigo 19
do regulamento de 17 de fevcreiro d j 1832, teve
occasiao de observar que nao s a escriptura-
eao da referida caixa como a de administra-
cao do Cardamento, e de oconomias, se acha bcm
lassiflcada e feita con toda exaccao e limpc-
sa. Este lisongeiro estado das dilTerentes caixas,
provctn indubitavelmente da actividade do chore
do balalhio do scu fiscal e dos mais membros
do conselho administrativo e mostra que tan-
to aquelle como estes se esmerad no cumpri-
inento do seus devores.
O acceio, em que acliou o quartel o o bom
arranjo as compaiihias, tambem mcrcco a at-
tencao do commandante das armas que muito
se appraz em dar ao Sr. major Aguiar os seus
elogios pelo interesse que toma pelo servico e
methodo que em prega para torna-lo fcil e de
utilidude. Assignado Antonio Pedro de S
Brrelo. Est conforme Manoel Fernandos da
Cruz, ajudantede ordens.
PEPiNMBUCO.
Tribunal da llelacao.
SESSA DE 22 DE JULHO DE 18i3.
Na appellaco crime da cidadedo Natal do Rio
{Irande do Norte, appellante Antonio da Rocha
Bizerra, appelladaa justica, escrivu5 Ferreira;
se tomou conhecimcntodo recurso, mandndo-
se remettcr o processo para novo julgamento.
A appellaco crimodesta cidade appellante
ojuiso, appellado Jos Ribeiro dos Santos, es-
criva Reg Rangcl ; teve a mesma aecisao.
A appcllaca crimo da comarca de Na/areth,
appellante ojuiso, appellada Mara Magdalena,
escriva Ferreira; teve a mesma decisa.
Os embargos de Pedro 1 voBodevivoe sua mu-
Ihcr, contra Joao Vieira da Cunha c sua mulher
na appellaco civel desta cidade, escrivao Pos-
fhumu; fora recobidos e reformado o accorda
embargado e confirmada a sentenca de que se
appellou
a appellaco civel desta cidade, appellante
Senhorinha Joaquina de Almcida por si, ecoino
tutorade seus filhos, appellado Antonio Cardo-
so de Queiroz Fonceca, escrivao Jacomo; se
inandou ouvir o doutor curador geral.
A appellaco civel desta cidade, appellante
Joaquim Correia de Araujo, appellado Francis-
co Antonio Bandeira, escrivao Jacomo; se man-
dn desccrao juiso da segunda varado civel
desta cldadu para se proceder na avaliaca.
Na appcllaca civel desta cidade appellante
Francisco Jos Silveira appellado Manoel Elias
de Moura, escrivao Ferreira ; foi confirmada a
sentenca.
O aggravo de petica do juiso dos orlaos des-
ta cidade, aggravante Joaquina Lourenca da
Conceiyaocontra Luiz Jos de Azevedo; teve
provimento.
Os embargos de Ezequiel Jos de Carvalho
contra Louretipo Jos de Moraes na appcllaca
civel desta cidade, cscriva Posthumo; fora
despresados mandando-se cumprir o accordao
embargado.
Na appellaco crime desta cidade, appellan-
te I). Joaquina Maria Pereira Vianna, appella-
do Jos do Sacramento e Silva cscriva Jaco-
mo; nao tomara conheciinento do recurso.
Na appellaga civel da cidade da Fortalesa do
Coara appellante Manoel Ribeiro da Silva, ap-
pellado Francisco Jos Pacheco de Medeiros. es-
crivao Jacomo, sejuUou pela confirmaea da
senlenya.
Os embargos de Jos Luiz Cavalcanti de Al-
buquerque COQira Francisco Antonio Pereira na
appellaco civdl da villa do Pillar, cscriva Pos-
Uiuino ; l'orad despresados.
i>a appellacad crime da cidadedo Natal ap-
pellante Manoel (lomes, appellado o juiso, es-
rm:i i;,,-.,,..,> a nlirnii uidredeiite o recurso
-......> -- J- .
inandando-sc lser novo juramento.
Na appellaca crime desta cidade appellan-
te Antonio Goncalves, appellada a justica, es-
criva Bandeira; foi julgado improcedente o re-
curso.
()s embargos de Francisca Maria do Sacramen-
to contra Joaquim Jos do Monezes e sua mu-
lher na appeliaca civel da comarca de Naza-
reth, escriva Bandeira; forao despresados.
Na appollaga civel da cidade de Goianna.
appellante Francisco de Albuquerquo Maranha
Cavalcanti, appellado Joao Maria Seve, escriva
Posthumo, (oi confirmada a sentenca.
REPARTICO DA POLICA.
Pessoas despachadas nos dias 21, e22.
AracatyAntonio Luiz .Vives Pequeo, Bra-
siL-iro, leva em sua companhia um seu escravo
de nomo Manoel cabra; Manoel Ribeiro Soares,
Brasileiro, levacm sua companfia um seu cria-
do de nome Antonio; Francisco Gomes de Mal-
los Jnior, Brasileiro, leva em sua companhia
o seu ciiado de nome Jos Felis, pardo; Lean-
dro Alfonso de Albuquerquo, Brasileiro, leva
em sua companhia o scu criado de n .un; Jos
Carlos Carnauba; Jos da Fonceca Soares c Sil-
va, Brasileiro, leva em sua companhia o seu es-
cravo preto de nome Pedro, Thom da Bocha
Bizerra. Brasileiro.
Bio de JaneiroMicaella, prcta, escrava de
Joaquim Goncalves Cascao; Jos, preto, escra-
vo do Dr. Wilham Maiy.
Legitimacao.
Cidade de BragaAntonio Francisco da Cos-
ta Braga._______________________________
IHAliiO DE ITOAJliT
Occupou-se o Diario novo de 17 de Julho,
em coinmunicado da guerra do Rio Grande do
Sal, comparando a sua direcco e resultados
com a da Cisplatina e como rabo-leva vierao
os rendimentos d'Atfandega c consulado pro-
leccaoa cstrangeiros eaceusacao do un de-
fraudador d'elles.
Assenta o communicador, que a guerra do
Sul entra no imaginado plano de escravisar o
Brasil sendo meio d'acabar com o nosso exord-
io e decide que impossivel manter-se na
inlegridaile do Imperio a Provincia do Bio
Grande do Sul, sendo assim intil o disper-
dicio ahi de tantas vidas e riquesas. Aos op-
posicionistas do Diario novo nao mulle-
ren te o estado da guerra do Sul e para ver
como se acorto com a noticia das vanlagens
alcanzadas polo exercito da legalidade debai-
xo das ordens do Exm. Barao de Caxias em
Vacaqu Paipasso e Ponche-verde. Ellos
sabem, que o exercito Imperial acha-se boje
forte com um chefe capaz do leva-lo
i victoria que as tropas rebeldes fogem an-
te as suas columnas, quo desejosas de
combate procuro-nas animadas pelos lirios
que Mies inspiro a intrepidez do vence-
dor em Santa Luzia e a prudencia, e co-
ragem do um veterano do exercito do Sul ,
que tanto deu que fazer em outro tempo aos
inimigos do Imperio. O estado moribundo
da rebelliSo do Rio Grande do Sul c o ardor
e forca com que a persegue o bravo General ,
que se dispe com a cavalliada necossaria a af-
frontar os rigores do invern nao se sugeitan-
do as tregoas que traz a natureza deslenla os
que calculao com esso germen de dilaceraco e
dcsorganisac5o com esse sorvedouros das for-
cas e recursos do Imperio para marcharem ,
ao complemento do seus planos infernaes, e nao
se pejao em taes circunstancias da lembranca
de insinuar que a guerra no pode sor feliz ,
e a integridade do Rio Grande do Sul mantida,
quo o nosso exercito est sendo sacrificado ao
caprixo brutal dos inimigos das instituice. li-
vres. Ah C^uese nao satisfaga aos Patriotas
enviando-se novamente ao Rio Grande do Sul
um negociador com vinho e marmelada para
por termo a tanto aporto !
O Governo que cdlocou no Sul um exercito
formidavel debaixo de cabos dignos de*toda a
confianca no afrontar em prever a quanlo
soja de mistar para dar o ultimo ganle re-
belda que por tanto tempo ja com injuria
das nossas forcas tein ticio assenio nos campos
da Provincia de S. Pedro e de livrar esta bri-
Ihante estrella do escudo Imperial dasdesgra-
gas sol) quegeme quando por sua riquesa e
vastos recursos quo asseguro Ihe grandioso
provir, devo ser ella um forte baluarte da
ordem publica um dos mais vigorosos anneis
da civilisacao do Brasil. A integridado do im-
perio ser sustentada om toda a extenso e um
exemplo de forca o vigor das instiluices jura-
das prevalecendo os Poderes legtimos do Es-
tado vira alquebrar os coracoos dos amorosos
da resistencia as Leis e as Autoridades Publi-
cas por cima das quaes hasteao suas bandeiras,
e se arvorao em supremos conslrastes o superin-
tendentes os planeadores de rovolucoes em
quo so ellos tem o ganho.
O exercito do Brasil quo v os esforcos por
quo o governo procura melborar sua posicao ,
assegurando-llie a maior somma de vantagens
galardoando servicos relevantes e prevemlo a-
cerca do seu futuro c do das maes, esposas ,
e lillios dos bravos que pela Patria barateiao
suas vidas
repe
llira as fingidas commiseraees
dos seus maiores inimigos. Os Ministerios,
quedepoisde 23 de Marco de 18't-l trabalha-
rao por levar o exercito do Sul ao potinque
se adiadoatterrar os adversarios da I.oi nao
pode ser suspeilo de nutrir a intcncao de pro-
curara sua destruicao pois para tc-lo bastara
nao havc-lo criado cedendo aos clamores dos
quo tanto bradarao contra a organisacao dos
batalhes provisorios e destacados om que
enxergavao os que deviao oppor-so a realsacSo
de seus insidiosos projectos cque os aecusa-
vao de instrumentos do despotismo do Governo
quo agora contradictoriamente alrmao querer
devora-lo, lembrando a fbula do Saturno.
Os alvitristas do movimentos revolucionarios
tcmem muito o exercito o por todas as formas
procurao oppor-se a sua formacao nao Ibes
convindo tao forte renarp contra suas violencias,
e irrupces, sendo-lfie de profundo sentimen-
to c mal logro que o Governo organise um exer-
cito (orlo disciplinado, e amostrado na guer-
ra aproveitando cidadaos a quein nao falla
valor ecoragem; mas (|ue seni industria,eem-
prego conveniente prestavao-se a ser Iludidos e
arrastadosa ajudar os projectos dos ambiciosos ,
que vendo diminuir o numero dos que do vilo ser
fcil presa de suas influencias os vadios e ociosos
que ellos hom poderiao dispor e inflamar com o
prospecto do grandes lucros, para perturbar a
ordem publica gritao contra o recrutamento ,
o contra o exercito quo ja nao sacrificado
no Rio Grande sendo enviado por pelolcs
que nao doixa as cousas azadas como em outro
tempo para qualquer bandido* levar o terror ,
e o susto com suas depredaces e atrocidades a
todas as familias, com qucbramentodasLcis,
e desobediencia as autoridades ligitimas.
f~ A maneira por que tein sido oxocutado o re-
crutamento nesta Provincia em quo nenbum
clamor tem excitado nem dado lugar a voxacos
prova manifesta do zelo do Governo porque
se satisfar a necessidade do preehcher a for-
ca publica do modo menos oneroso a industria
nacional; se maior actividade houvesse do
sorte quo Ihe nao escapasse peralta nom va-
dio, mal estariao muitos que ralearan as luci-
rs da anarebia.
A ogeriza que tem os npposicionistas do Dia-
rio novo c seos satollites, misoraveis e ab-
jectos segundo o Indgena n.l., aos cstrangei-
ros e gente rica bastante celebro. Diz
agora o communicador na impossiblidade de
contestaros avultados rendimentos d'alfandega
o consulado', que o commerco nao marcha,
nem florece a Provincia,porque os Inglezes abri-
gando seos devedores a passarem lottras por
seus dbitos os tem posto em aportos, o quo
um negociante lora aecusado pela justica
publica por fraudulento contra creiloros cstran-
geiros que o podiao aecusar. (^uorom os Pa-
triotas que aos Estraiigeiros nao soja licito ven-
der os seus gneros com leras, que dom fiados a
quem quer que soja sem garanta; c que se
forem logrados por os devedores isso muilo
trina muito conforme a cartilha dos amigos
da communhao de bens: porcm a justica pu-
blica e o Governo bom inerecor por es-
lorcar-se por manter a boa f ponlual cum-
primento das convencoes e a libenade dos
contractos o do commercio com os diroitos do
totlos nacionaos ou estrangoiros contra o dolo
e a rapia sem poupar estrangoiros vis e in-
dignos que infamao o terreno quo os sustenta
com fraudes e roubos contra os seus credores ,
e pessoas quo com ellos tem tractos.
Basta por boje.
O Vapor Paquete do Sul que ebegou do
Norte sabbado ultimo deiiou as provincias
onde tocou em tranquilidadc : do Maranhao
tiremos gazetas at 5 do corrente : a assem-
lila provincial approvou por dous tonos do
I seus membros o projecto de reforma da thosou-
raria aoqual o Exm. Presidente recusara a
sua sanecao por sua manifesta injustica c pro-
joixo para a Provincia. Em nosso seguinte
numero daremos alguns extractos dos ditos pe-
ridicos quo tratao do bjecto oque nao fa-
zemos nesto por termos a nossa composico
muito adiantada.
ueill ICill Jl que ooO CaifiigCCC
A.
\A\J\A
O Capitao da Polaca Sarda Silenzia, entra-
da sabbado de 'Prioste por Gibraltar trazendo
do ultimo porto 3i dias de viagem da noticia
de ter havido urna rcvolucao na Catalua o
qne Espartero tinha lugido.
^^.^It^^liJf^^^^i-rjaMHi^iiK^i-aa^^ailiraraa^aaVr
Comiiiunicado.
Melanclico e aterrador so torna decaa em
dia o provir da nossa torra odesenfreamento
das paixoes mais ignobois alardea pela imprensa
despejada desenvoltura enxovalbani.o a torio
e a direito quanlo o interesse geral exige que
soja sobre maneira respeitado. lo indispensa-
vel no systema adoptado a existencia do dois
partidos para sustentar-se o equilibrio poltico,
mas como tao mal se comprehonde a alementa-
cao desses dois elementos! Os sinceros os
desinteressadesainda caininhao quer do um la-
do quer do outro om ordem observando prin-
cipios mas o enxame dos golosos esvoacao co-
mo as arpiase cobrem de immundices indistinc-
lamenlc quanlos nao lisongoaoseusdcsregrados
apetitos. Nao entra nocoracao desles a ambi-
(ao do bom geral he o srdido interesse, quo
osesporea : nao he a conviccao de bem obrar ,
he o desojo de se tomarem nolaveis e sobre-
sabido assim empol.ar empregos o considera-
cao que por outros moios reconhecem nao po-
der obter. D'estos he o autor miseravel de um
papoluxo inserto no Diario n. lio de 8 do
corrente a pedido, e exlrahido do Pedro 2. do
Cear.
O autor dessa indecente produccao he a-
quelle elogiador de si mesmo que oulr'ora
brindou o publico no tal peridico Pedro 2. de
18 de feveroiro do corrente anno, com outro ri-
diculo communicado prclendondo com elle a-
mestrar a respoitavcl relacao desta Provincia na
maneira do julgar o mesmo processo de que ora
Iractou bcm conhocemos esse indeviduo, e a-
inda sem os seus actos escriptos fugiriamos
dellc e o aconselhariamos u todos, como da
cholera morbus ou da lebre ama re I la.
He necessario ter o homem perdido lodosos
sentimentos de tlccoro possuir no mais subi-
do grao a enlatuacao ocapadocismo de pai se-
nbor, para aventurar em letra redonda l-
mannos absurdos, com escndalo da ra o e do
bom senso. He a publicacao a que me refiro
urna nogenta calumniosa e violenta diatribes
contra a respeitavel Relacao desta Cidade, por
motivo da absolviciio do capitao Joaquim Jos
Barbosa e Reverendo Alcxandre Francisco Cer-
belon Verdeixa essas duas victimas dos escn-
dalos judiciaes praticados e autorisados por um
delegado, um jtiiz municipal, outro de direi-
to e um jury composlo de empregados e mi-
litares da capital daquella Provincia, um ju-
iy, preenebido at por um jurado nao sortea-
. 1....... ,,,, I .. inrvf a


->*&**~
KVva de ser aquella publicaeao escandalosa e
revoltante na sua expres-o esentiinento ella
falta a verdade nos principios em que se funda ,
e he sobremanera calumniosa asquerosa e
torpe.
He escandalosa quando assaca aos dignos ma-
gistrados que votaro pela absolvicao a pecha
de corrompidos e versateis ; quando se consti-
tueem posicao de arengar o publico e fa/.el-o
partilhar de seus sentimentos ignobeis ; quan-
do pretende desmoralisar e fa/er perder o res-
ieito e prestigio a urna corporaejSo respeitabe-
issima por tantas razSes ; quando induz tolher
assim o voto independente e livre do julgador ,
quando a lei nao consente essa violencia, nr-
mente sendo o voto fundado, como neste caso ,
nos mais luminosos principios do direito.
He falta de verdade quando assevera a exis-
tencia de corpo de delicio no processo, contra
a decisao de um accordao contra a evidencia
resultante dos autos, documento junto, preci-
puo subsistindo a arguicao de urna falsidade es-
cripta pola qual se exigi eobteve subsidios ,
que se prestrao e ficou necesariamente na
mao dessa authoridade a quem foi dirigida.
He calumniosa, quando poe na boca dos ab-
solvidos, que o ouro foi o pio sobre que rodou
esta maquina sabendo todos quantos conhe-
cem os absolvidos que o capitiio-mor he ho-
mem sem possuidos. e que sendo inspector do
algodao, naquella Cidade percebendo o orde-
nado de 600 f reis de I le est privado ha mais
dedoisannos, tendo no largo lempo de sua
detencao o martirio forjado por esse immoral
discpulo do oscandalisado Padre Quirino e
poroutros seus companheiros, consumido as
pequeas economas que possuia alm do
empenho em que se acba. Sabendo todos, que
o Reverendo Cerbelon para manter-se nessa
pri'o precisou de partilh:ir as mesquinhas so-
pas de seu cotnpanheiro falta absoluta de
meios. Isto nao he facto oceulto onde esse pai
sonhor escreveo ; porque se as grandes Cida-
des se sabe do possuido de cada um em trras
pequeas como o Cear ainda com precisao
mathematica se avalia muito mellior os teres de
todos; nao podendo caber nos bros de nenhum
homem sisudo como os absolvidos, a jactan-
cia ingrata de um facto mentiroso em desar
da probidadede seus justiceiros julgadores.
He asquerosa e torpe finalmente por induzir
a idea de corrupco contra os prestantes magis-
trados que votrao no sentido da absolvi-
cao. Similhante conceito faz acreditar qu
o autor delles nao he injustamente argido por
seus patricios de extorses consideraveis na lu-
tuosa qotdra de tanto sanguc e de tantas la-
grimas : o echo repeli nesta Provincia os ge-
midos e os ais de tantas victimas Temos res-
pondido em quanto expressao de nm coracao
perverso contida no tal papeluxo passemos a
parte jurdica ; 1." em quanlo aos crimes in-
ventados e 2. em quanto aojulgamento da
.Relacao.
1. Em quanto ao scrimes inventados. Co-
meca o cdigo penal no seu 1." artigo. Niio
haver. crime ou delicio sem urna lei anterior
que o qunlifique. 2.a regra copiada vemos,
que o fecto fabricado contra os absolvidos e
que originou o processo em qucs.ao nao pode
ser taxado de criminoso, porque, nem esse
cdigo nem outra fllgttma lei julgou possi-
sivel a tentativa no crime de sedicao da ma-
neira por que foi definido este crime no mesmo
cdigo. Para se dar a tentativa em qualquer
crime he misterque ella seja manifestada por
actos exteriores e principio de execucao que
nao leve eAbito por circunstancias independen-
tes da vontade do delinquente. Ora o princi-
pio de execucao exigido para classificar-se a
tentativa neste caso constitue o mesmo crime ,
Jogo exclue a possibilidade da tentativa ; logo
nao se pode dar nesta especie a tentativa ad-
m ttida em outros crimes por ser hem claro
o artigo 111 do cdigo penal. Julgar-se-ha
commettido este crime ajuntando-se mais de
20 pessoas armadas todas ou parle dolas para o
lim de obstar &c. &c. De sorte que aquio
principio de execucao eslabelece logo o crime ,
e a pena correspondente sem admtrtr n calcula
recommendado no artigo 34. Se no processo
falta o acto criminoso, muito mais ainda se ve-
rifica da mesma pronuncia ; porque all diz o
delegado processante, como se f no documen-
to juuto que devia harer um rompimento
na Provincia e assim excluida a idea nao s
do crime de sedicao como da possibilidade da
= 2
3 de dezombro de 1841, o regulamento citado ; a Relacao a julgar simlhantemente que ne-
por ventura excluem a mdspensabelidade de nhum cidadao temer as influencias perniciosas
procurar-se o acto que da lugar pronuncia e dos partidos que infelizmente domino ossu-
aecusacao; podera similhante idea caber no ce- balemos dependentes c os desacreditados iul-
rebro de qucmtenha algum vislumbre de razio gamentos por jurados.
jurdica ? Affirmamos seguramente, que nao. Antonio Ignacio de Torres Bandeira, cavallei-
Isto em quanto ao crime de sedicao ; em quan- ro da ordem de Christo, escrivao de appellacSes
toporm ao crime de falsidade attribuido ao e aggravos da relacaodo Pernambuco porS. M.
Keverendo Cerbelon diromos que a lei oara e ^- Sr D- Pedro II, que Deus Guarde etc.
i..!.. .t.J!_____ \ r.irlili.- .. rlLlnili.,.,l.m.....___A______
- que a le p,
esse crime no dispensa o acto privativo exi-
gido no artigo 134 do coJigo do processo, e le-
gislado posterior por isso que a folsidade es-
cripia e no caso da aecusacao deixa n8o s
vestigios como instrumento autentico. A ae-
cusacao alega haver dito Reverendo Cerbelon
construido urna ordem supposta do ajudante
d'ordcns da prozidencia que appresentada a
um delegado por ella este prestou subsidios.
Ora nao s era indispensavel que o accusado.a-
presentasse a ordem falsa como deixala em
mao do delegado, urna vez que este prestou ar-
mas dinheiro, e mantimentes como se ar-
ge ; mas por acaso appareceo nos autos essa
arma da calumnia procedeo-se ao exame da
falsidade ? Nao, e se prova do documento jun-
to logo como sustentar o calumniador que
existe corpo de delicio desta falsidade ? Como
prescindir delle nesta especie de crime : nao he
elle um dos crimes que deixao vestigios ? Ar-
gumentar com a legislarlo actual para mostrar,
que he desnecessario o corpo de delicio, he al-
cunhar o nossos legisladores de mais hartaros
de menos Iluminados do que os compiladores do
livre 5. titulo 117 l.das ordenacoes e lei de
6 dedezembro de 1612.
Niio existindo pois o facto criminoso face
do processo nao pode por nenhuma das me-
didas excogitadas, ser condemnado o acensado,
concluindo nesta primeira parte que nem
existi o crime de tentativa de sedicao nem o
crime de falsidade.
Passemos segunda parte, ao julgamento.
laz o tal filhote o tal capadocio urna mexu-
ruada de diferentes artigos do cdigo do pro-
cesso lei de 3 de dezembro de 1841, e regula-
mento de Janeiro de 1842, para mostrar os ca-
sos de recurso e a forma de julgamento que s
Relacoes competo dar as appellagoes do jury ,
econcluc, que estundo especificada e circuns-
cripta a lorma desse julgamento nao cabe as
atribuicoes das Relacoes alteral-a de maneira
alguma.
Seria mesquinha a condiccao de um tribunal
superior, so nem ao menos Ihe coubesse a fa-
culdade de emendar os erros das authoridades
subalternas nos outros casos deque esses arti"os
de jurisprudencia criminal citada nao tratariio ,
por serados anteriores aojulgamento porju-
rados. Nao se lombrou esse jurista de fandan-
gos que a Relacao nao foi apeada da jurisdic-
i ao e atriblelo de interpetrar as leis que as
Relacoes s5o (iscaes da execugao dellas e que
emgro deappellacao tem deconhecer, nao
s dos julgamentos como dos processos e a-
veriguar se o caso que motiva a aecusacao. he
excluido della pela disposicao do artigo 1. do
cdigo penal ? E como passaria a Relacao a
conhecer, se as formulas essenciaes do processo
se havilo guardado no julgamento, se antes de
la chegar encontrava o impedimento invencivel
de observar o disposto nos artigos 301 o 302 do
cdigo do processo ? Se antes de averiguar se
tnno sido guardadas as formulas substanciaos
do processo, ou se o juiz de direito se nao con-
formara com a decisao dos juises de facto ou
nao imposra a pena declarada na lei era-lhe
indispensavel conhecer do crirne, sua natureza,
circunstancias qualidade de prova e se au-
toridades subalternas haviiio satisfeito os precei-
tos legaes ? Era perigoso at neste caso co-
nhecer a Relacao da sentenca do jurv na lorma
do artigo 301 do cdigo do processo ; porque
expunha o cidadao brazileiro a tudas as violen-
cias que as authoridades processantes lentas-
sem praticar inaugurando criminosas quantas
acedes innocentes se podem imaginar. De mais
assim como nesse processo urna vez o jury jul-
gou osaecusadosincursos no artigo 111 do c-
digo penal segunda vezo podia tambem jul-
gar dando-se as circunstancias queoccor-
rero para a formacao do passa lo jury e enlao
nao recahiria sobre a Relacao a tremenda res-
ponsabilidade perante Dos e perante os ho-
mens de haver consentido, que a innocencia,
por ella mesma reconhecida soffresse a pena
de oito e dose annos de prisao com trabalho im-
posta aos absolvidos como na sentenca refor-
- -- ,----------------------------------------- ,,, ..,, .i, .M< ni,,i it-ior-
tentativa, para a qual, a poder verificar-sc, he mada ? Podia cntao haver remedio, nao, por-
Certifico a vista dos autos mencionados na pe-
tica retro, que o trecho da pronuncia digo
certifico que leudo com a devidj alinelo os au-
tos de que trata a peticaS retro nelles nao achei
a portara do ajudante de ordens do governo do
Cear indicada no ollcio mencionado na petica
retro. Certifico, outro sim, que o trecho da pro-
nuncia que comecaalem da mortedo presiden-
te e Andaa face do artigo 111 do cdigo pe-
nal do theor seguinte:Alem da mortedo pre-
sidente maquinada pelos reos cima referidas,
consta do presente processo que devia haver um
rompimento em diversos pontos da provincia,
como Sobral, Crato, Serra Azul, Cur, Impe-
ratriz, etc., e porque o im delle outro nao fos-
se senSo privar as autoridades legitimas do ex-
rcicio de seus empregos, obstar por conseguin-
te a execucao e cumprimento d'actos e ordens
legaes, e substituir a ditas autoridades indivi-
duos da porclo desordeira como isso alias se
deprehende do depolmento da segunda tcstemu-
nba a folha 26, sgue-se que os individuos im-
plicados nesse negocio tramavao urna sedicao,
segundo so dove entender a face do artigo 141 do
cdigo penal. Certifico finalmente que o reque-
rimento por documento de folhas 169, despacho
e ccrtidlo nelle, e que igualmente se pede na
policio retro do theor seguintc--lm. Sr.
J capitao-mr Joaquim Jos Barbosa precisa
por certidao do escrivao do tribunal dos jurados
ao p deste se no sortcio para sua julgacao ,
tendo sahido pela sorte o cirurgao Francisco
Jos de Mattos, e por este nao estar na salla, e
logo depois chegando, ainda nao completo o
sorteio fora ou nao excluido e introduzido
Jos Xavier Jnior o qual apezar denaoter
sido sorteado e nem a sedula de seu nome es-
tar na urna, fra com tudo, sem mais se proce-
der entro* ambos como nicos a indispensavel
sorte, caso fosse possivel chamar-se naquella oc-
casifio qualquer cidadao somonte por tersido
julgado apto para ser jurado : portanto pe-
de a V. S.a Illm. Sr. juiz de direito interino
soja servido assim o mandar e receber merc
Prisao 8 de outubro de 1842 Joaquim Jos
Barboza. Passo. Cidado da Fortaleza 10 de
outubro de 1842 -- Eustaquio Vieira VJanoel
Eugenio do Souza escrivao do jury d'esta Cida-
de por norneaco interina &c. Certifico que
nao posso satisfazer ao primeiro quesito da pe-
tica rt'tro, por nao existir escripturaeo algu-
ma a respeito do que tracta o supplicante c
quando apenas consta que o jurado Jos Xa-
vier de Castro e Silva, foi chamado para tomar
parte nos trabadlos da sessao do jury, no dia de
sua instalaco que foi a 27 de seembro pr-
ximo passado e que por um fatal esquecimen-
to deixou-se de tancar a sedula com o seu no-
me na urna o queso se pode perceber depois
da urna exgotada como aconteceo no dia do
julgamento do supplicante no momento dse
proceder ao sorteio dos doze juizes ecomo
altasse um individuo para preencher o numero
de doze tomou o dito juiz Xavier de Castro e
-Iva assenlo na mesa completando-se as-
sim o nnmero exigido na lei. O referido
verdade e don f. Fortaleza 29 dOutubro
de 1842. O escrivao do jury Manoel Eugenio
de >onsa. Desta 150.Numero 13498. Pa-
2ou 240 rs. de sello. Recebedoria 30 de Janei-
ro de 1843.BarrosMiranda. E mais se
nao continua em dito trecho, peticao despa-
xo certidao e sello que eu escrevi no prin-
cipio d'esta declarado e ab ixo assignado bem c
fielmente fiz copiar dos proprios autos aos quaes
me reporto. Va i a presente na verdade sem
cousaque duvida faca por mim subscrita e as-
signada e conferida e concertada na forma do
pstillo n'esta cidade do Recife de Pernambuco
aos 12 deJuIho do anno do Nasscimcnto de
Nosso Senhor Jess Corista de 1843 vigsi-
mo segundo da Independencia e do Imperio do
Brasil. Subscrevie assignei. Em f do verda-
de e concertada.
Antonio Ignacio de Torres Bandeira.
Correspondencia.
indispensavel principio de execucao.
he tao clara eespecificadamente o rancoroso
processante se manifesta na pronuncia como
poder suppor-se a existencia de um corpo de
delicto de qualquer das maneiras consideradas
no cdigo do processo na lei de 3 de dezem-
bro de 1841 ou no regulamento de 31 de Ja-
neiro de 1842? De maneira alguma e con-
segtiintemente acephalo o processo e incapaz
de motivar aecusaco. (v)ue iinportSo as for-
mulas abreviadas estabelecidas na citada lei'Je-
que da segunda sentenca nao resta recurso, se-
gundo a lei.
Temos pois finalisado ; em quanto aos cri-
mes assacados aos dous absolvidos provando
que nao existiro esses crimes ; em quanto ao
julgamento que outro nenhum cabia se nao
a absolvicao dos appellantes o Dos nos livre
que em casos similhantes a hossa honra lber
dade e a nossa vida possao ver-se e adiar-
se ao arbitrio da selvagem capacidade de jurys
iagos elementos. Continu
rriTnnrorAC t\p l;ir -_
-------- UJI
Srs. Redactores.
Muito surprehendeu aos governistas e sin-
ceros amigos da ordem nesta provincia, o ar-
tigo sob a epigrafo PARAHIBA DO NORTE da
Senttnclla da Monarchia n. 335 de 16 do mez
findo, baseado em carta escripia sem duvida por
algum ordeiro cujas exigencias impertinentes,
ou injustas encontraro talvez obstculo inven-
civel na reUfdSo, e bom senso do Exm. Senhor
Jardim: mas para que nao passo em julgado si-
milhante arliKo e nao venha assim acredi-
tar-so simplismente, o que nelle se conten, pe-
co licenca vmes. para diser duas palavras em
contestacao do referido artigo c em abono do
mesmo Sr. Jardim, cumprindo destarte um
rigoroso dever de juslica naia com as eminentes
quaiiades, de que ornado, e pelas quaes tao |
credr se faz dos encomios de todos aquelles
que tem a fortuna de o coinmunicar.
Quer-secaluinnia-lo mais, ou menos directa-
mente, attribuindo-lho indifierenga pelos jU|_
gamentos dos comprometidos no assassinato ex-presidentecom o engodo da futura deputa-
cao, e empregando falsidades ou desfiguran-
do os lados para estabelecer taes insinuacCes.
Primeramente ninguem concebe, como a
simples o natural aprcsentacSo de alguns pro-
nunciados foragidos as vespoias da sessao do
jury podesse operar notavcl metamorphese na
provincia quando certo que tudo aqui se
conserva no mesmo p em que deixou oSnr.
P. Chaves tendo sido respectados indistincta-
mente todos os seus actos e nomeaedes, phe-
nomeno ainda nao visto em provincia aluma !
Pois a natural tendencia do cada presidente pa-
ra dispr as cousas seu geito nao se pode con-
ciliar com a continuaco do statu quo, em que
acha a provincia ; e at esta observancia do
Exm. Sr. Jardim para com os actos do seu an-
tecessor j Ihe valcu a censura de ndo reforma-
dor pelo Diario Novo em cujos elogios alias
pretende-se fundar prevenges contra seus sen-
timentos.
Para prova de que o julgamento dos compro-
mettidos mereceu-lhe toda a attenca5 bastar,
repetir que achando-sea vara do juiz de di-
reito do crime cm poder de um juiz municipal
supplente por impedimento do juiz de diserto, o
por ter o lioerpresidente licenciado ao baeha'rel
Flavio Clementino nico juiz municipal que
havia na comarca foi esta liccnca-oass&da pe-
la presidencia para que fosse o jury presidido
por um magistrado que como legista, eflore-
ca mais garantas do que o supplente e me-
reca nao menos do que este toda a confianca
mesmo dos ultras do partido da ordem ; prin-
cipalmente por ser 0 mesmo, que na qualidade
de chefe de polica interino tinha recusado cum-
urir o provimento do recurso dado pela relacao
favor do reo Alexandre de Seixas, pronunciado
no processo de assassinato na pessOa do ex-pre-
sidente P. Chaves, e isto o que somentc Ihe
cumpria aserna rbita desuas attribuicocs, sal-
vo se alguem esperava, que o Exm. Sr. Jardim
descesse de sua elevada dignidade a pedir, ou
antes ordenar a condemnacao dos reos.
E igualmente falso, que a urna nao cantives-
se 36 cdulas, e ainda mais que o escrivaS
passasse certidao de similhante cousa: o que
consta que em um dia nao havia 48 cdulas
na occasao em que se fez a resenta dellas,
por ter ficadodebaixo da urna urna, que conti-
nha o nome de um juiz de facto, o qual por na5
comparecer desde o primeiro dia de sessao, jul-
gou o juiz de direito desnecessario de novo fn-
trodusi-la e assinr proseguio nos trabalhos do
tribunal de urna maneira legal segundo o seu
modo de entender o regulamento o conforme
i tinha praticado anteriormente o juiz de direi-
to proprietario.
E ainda dado, que houvcsse nisto, ou no mo-
do das recusacoes alguma falta jurdica prove-
niente da in intelligencia da lei pelo juiz de di-
reito, que inculpacao pided'aqui resultar ao
presidente da provincia?e mesmo, que ta gran-
de conceito Ihe poderiao merecer homens, que
linhao atacado a vida de seu antecessor, para
que de tal modo se engerisse as attribuicesdo
poder judiciarioem seu favor ? tambem me-
nos exacto, que as folhas da opposicao tenha-
o elogiado corno se diz no citado artigo, a nao
se querer temar por elogio a conissao de sua
rectidOo, e isto talvez mais com o im de depri-
mir aoSr. P. Chaves, do que, pagando um tri-
buto a verdad., de exaltar o seu successor, que
na verdade a ninguem tem perseguido, mas tam-
iem nenhuma concessa ha feito ao paitido an-
li-governbta vulgo lasgauo.
Niio deixarei tambem passar em silencio as
msinuacts feitas contra o carcter, e probida-
ledodouloi Guedes Alcanfuiado, chele de po-
licia interino, o qual no seu posto de honra tem
sabido cumprir os seus deveres, e manter a or-
dem, nao perseguindo sim, mas fasendo obser-
var a lei: sendo sulliciente para a sua defesa,
lembrar o rgimen, que introdusu na cadeia
publica, restrictivo das visitas, e de certas fran-
quesas desnecessarias de que gosavao os im-
plicados no assassinato em virtude do antigo
costume ; o o mandado de prisao que fez ex-
pedir contra um delles (A. de Seixas) solt em
virtude de habeas cor pus da relacao logo, quo
o governo imperial decidiua invalidadedo pro-
vimento, em que so baseara o habeas corpus.
Ao restante desse artigo contrario por negacao
por conter em si calumnias que smente po-
dem assentar naquelles, cuja paternidade reco-
nhecem. QueiroSrs. Redactores dar um lugar
no corpo do seuconceituadoZ> co desteja extenso artigo;pois desto modo mui-
to obrgaro a um seu assignante *
COMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 22.......... 4:271g909
Para boje nao ha descarga alguma.
PRACA 1)0 RECIFE 22 fE 1VLUO DE 1843.
/ievista mercantil.
Cambios Houverao lemitadas transacoes a
25 d. por 18 o ha oflerecimento
de dinheirosa 25 '/s.
Algodao As entradas continuao lemihulac
e ha compradores a 4800 a ,



B-*- "-mrj -*i ^ .y.wfiT7 -~r**i~it., ,p^i^fr., J*;
5
Assucar-Nao ha deposito, e o pouco quclJos Ale,ndr da Silva, Antonio Jos Mondes,
tem entrado ten. se vendido a 1.100, Manoel Luiz de Mad,reir. Manoel Antonio de
sobre o Trro do branco, c 1100 do Sampaio, Jo* Alves, Manoel Renevides da
Costa, JosJacintho Rapozo, Joto Gatis, Joo
Manada'.'unha .Francisco Pereira Manoel
mascavado.
Cuurds Conserva-se o preco de 130 e 138 ,
porem s5o menos procurados.
Azeito doce Vendeo-se a 1650 o galo do
de Portugal.
Bacalho Chegou um carregamento com
1276 barricasque loi vendido a 9:900.
o commutn e 8:300 o de esca-
mas.
Bolaxinha Vendeo-se a 3:600 a barrica.
Carne seca O deposito nto excede a 11000
arrobas e as vendas loro de 2$ a
2:400 da do Rio Grande, e 1800 a
2000 a de Buenos-Ayros.
Farinha de trigo O deposito nao excede a
1:400 barricas, havendo chegado
um carregamento com 1:800 barri-
cas que inda nao deo entrada.
Manteiga O mercado est inteiramentc e-
xausto e no o ha em primeira nem
segunda mo.
Pimenta da India Vendeo-se a 280 res a
lib.
Plvora dem a 520 a dita.
Prezuntos do Porto N5o ha.
Rem Vendeo-se de 8$000 a 9g000 u
lib.
Sal estrangeiro Nao ha.
Vioho tinto Vendeo-se a80SOOOa pipa do
de Cetto.
Embarcacoes existentes no porto.
.Americana.....!..... 1
Austracas.......... 2
Brazileiras.......... 20
Dinamarqueza......... 1
Hcspanhola.......... 1
Inglezas.......... 5
Portuguezas......... 4
Sardas ..... ....... 3
Jos V.eira Jos d'Oliveira Domingos Jos
>ieira da Costa Jos Ignacio da Rocha, Jos
Antonio Gomes Guirnares Joto Jos de Mi-
randa Antonio Fclis Ger.rd Firmo Goncal-
ves Manoel Goncaives, Manoel da Costa, Joo
Soares liotelho- Joaquim Goncalves Maia, Ma-
noel Ferreira dos Santos, Pcter Donnelly, Jo-
s de Oliveira Augusto Ferreira Pinto, Anto-
nio de Souza Joaquim Jos Correia Manoel
de Oliveira Jnior Francisco dos Santos Men-
donca Manoel Alves Pinto Jos Caetano a
Costa, Francisco de Salles Fernando Celier,
Jos da Silva Outeiro, Jos Moreira Lopes, Ma-
noel Jacintho de Souza Francisco Gomes de
Carvalho Antonio Silveira de Souza Miguel
dos Aojos Jos Antonio de Souza Machado ,
Antonio Jacintho Pereira Antonio Jos Fer-
nandas, Antonio Pedro Rodrigues, Antonio
Moreira dos Reis Manoel Joaquim Pereira ,
Jos Maria Teixeira Bento Correia de Mello ,
Carlos Steuber Manoel Antonio Vieira Mar-
tins Miguel dos Anjos Machado Antonio
Francisco da Cunha Manoel do Reg Car-
reira Joaquim Goncalves Pereira, Ricardo da
Silva Monteiro Joaquim Canario d'Azevedo ,
los Gomes, Manoel Antonio dos Santos Jnior,
Albino Pacheco Ferreira, Joto Pedro, Vicente
Esteres, Manoel Francisco des Santos l.uiz
Jos do Moraes, Joao Raimundo Teixeira, Fran-
cisco Luiz Fernandes da Costa, Sebastiao Fer-
nandos A. C. Altembuigle, Jos* Correia Ca-
bra!, Antonio da Silva, Manoel Moreira de A-
raujo Antonio Rodrigues, Pedro Jos, Jos
Luiz Ferreira da Silva, Manoel Jos Caravana,
Antonio de Souza Antonio da Silva Ferreira ,
gelo FranciscoCarneiro noseu escriptorio na' pocom brevidade ; trata-se no Atierro da Roa-
ruada Aurora ou com ocapittona Prava do vista, fajan. 41, ou 48, com Antonio da .iil-
va Guirnares.
Commercio as horas do costume.
Para Lisboa ha de sahir no dia 27 do cor-
rente o muito veleiro brigue portuguez Tri- da Cadeia de S. Antonio n. 19, os procos des -
Deposito de farinha de mandioca na ra
Total
Movmento do Porto.
Navios entrados no dia 22.
Trieste por Gibraltar ; 60 dias trazendo do
ultimo porto 34 polaca sarda Silcnzio, de
227 toneladas capito Gcovanni Raptista
Piaggio equipagem 15 carga larinha de
trigo: a Le Brclton Scbramm &C.1
Marariho, com escala pela Parahiba ; 13 dias,
trazendo do ultimo poito 18 horas, vapor bra-
zileiro Paquete do Sul capito Mathias de
Barros Valente equipagem 26: ao capi-
to. Tras 171 recrutas para oexercito.
Sahido no dia 21.
Bo de Janeiro : patacln americano Agnes, ca-
pito Hiram Gray com a mesma cargj que
trouxe.
Etlilal.
Pela administra! o da me/a do consula-
do se faz saber, que no dia 26 do torrente me
se bao de ai rematar porta da mesma adminis-
traco quatro caixas de assucar branco apre-
hendidas pelos respectivos empregados do trapi-
cho li Companhiapr nexaetidto das taras sen
do a arremataco li\re de despezas ao arrema-
tante.
Meza do consulado de Po.-nambuco 21 de ju-
Iho de 1843. Pelo administrador o 1. es-
crjplurario.
.'f ni uni de Souza Reis.
=PeIa thesouraria das rondas provinciacs ,
emeumprimento de ordem superior, se hade
contractar no dia 7 d'agosto desle anno o ulca-
troamonto de todas as madoiras da ponte do Be-
cife oreado em Rs. 1:638$593 sob as condi-
< oes publicadas no Diario n. 141 de 4 de julho.
A discripeo da obra podor ser examinada na
repartico das obras publicas pelos concurrentes,
que devero dirigir thesouraria as suas pro-
postas com antecedencia em cartas lechadas, que
scro abertas no dia aprasado.
Miguel Antonio Moreira Salgado, Manoel dos
Santos Franco Antonio Martins Duarte. Joa-
quim Pinto da Cunha, Jos Cardoso, Joao An-
37 tonio de Moraes, Jos da Silva Moreira Joa-
|uim Jos Pereira Henrique Heylyn Comyn,
vfanoel Joaquim Dourado, Antonio Bernardo
Vaz. Filippe Neri d*Oliveira Joo Cordeiro,
Jos Joaquim Fernandes, Jos Maria Montei-
ro, Joaquim Jos da Costa, Joo Dias Moreira,
Augusto Millet, Jos da Silva Loyo Joo An
tunes Aflonso, Bernardino Alves Pinheiro, Fran-
cisco Martins, Francisco Jos de Araujo, Ga-
briel Goncalves Lomba Joaquim Rodrigues
Costa, Jos Antonio da Silez Adriano Jos
Borgos, Joo Nogueira de Azevedo Bernardo
Alvos Pinheiro Jnior, Antonio Ramos Joa-
<(iiim Domingucs de Souza Manoel Jos de
Aguiar, Domingos Rihoiro de Faria, Antonio
los de Siqueira Jnior Antonio de Moura
Bastos, Joaquim Lobato, Narciso Ferreira do
Vallo. Jernimo Joaquim Fiuza, Antonio Fran-
cisco Moroira, Antonio Rodrigues do Almeida ,
Joaquim Jos da Silva Lima Placido Jo do
llego Araujo Mathias de Azevedo yillaroueo,
loto Martins da Cunha Joao da Silva Braga ,
los.' Rapo/o do Mello Jos de Souza Pimcn-
lol, Gustavo Wicilominn Antonio da Costa ,
los Ferreira Carlos IL-nriquo llamos Jos
loaquim da Silva Patricio Francisco Gon al-
es, Antonio Alvos da Silva, Antonio Jos da
Fonseca MuOOol Fernandes Ritos, Joaquim
Ferreira dos Santos Antonio Jos Lcite do A-
raojo Manoel Joaquim da Fonseca Rernar-
dino da Silva Campos, Joaquim Luiz dos Sm-
los Antonio da Silva Rozondo Ferreira Jos
Maia Antonio Jos da Silva, Manool do Nas-
cimnto Rebello Manoel Baptista dos Santos
Cadet.
umpante recebe simiente passageiros, para o
que tem excellentos commodidades, c tem a
preferencia em ludo a outro; quem no mesino
brigue quizer ir de passagem pode dirigirse ao
capito Silverio Manoel dos Reis ou 6 casa de
Mendos & Oliveira, na ra do Vigario n. 21.
Para Lisboa ha de sahir no dia 9 de agos-
gosto prximo o muito bem construido bri-
gue portuguez Tarujo 1., de primeira mar-
cha o com as melhores commodidades para
passageiros ainda recebe alguma carga e pas-
sageiros ; quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem, pede dirigir-se ao capito do
mesmo brigue Manoel d'Oliveira Faneco ou
a Mondes & Oliveira na ruado Vigario n. 21.
. =0 brigue Paquete de Pernambuco sai com
muita brevidade para o Rio Grande do Sul, re-
cobo nicamente escravosa fretc, e passageiros,
para os quaes offerece os melhores commodos ;
os pretondentes entendo-secom Leopoldo Jo-
seda Costa Araujo morador no Forte doMattos.
Leiles.
i ii ir""rr-r--
L. G. Ferreira & C. faro leilo por in-
tervenco do corretor Oliveira, e por conta
e risco de quem pertencer eje urna porco de
taboado de pinho outra de manteiga ,
outra dita de porco ; tudo desembarcado de
bordo da escuna Laura capito Payne ar-
ribada a este porto na sua recente viagem de
New-York com destino a Santa-Helena : hoje
24 do corrente as 10 horas da manha no
caos da escadinha d'alfandega.
O corretor Oliveira far eilo de grande
sortimento de fazendas novas principalmente
inglezas, consistindoem brins braricos e os-
curos lizos o intrancados mcias de seda e
d'nlgodo de militas qualidades chitas cha-
peos velludos superfinos lencos sedas ,
setins los merinos, duraquos prineczas,
cambraias, cassas e umitas outras que se
vendero por todo preco : quinta-feira 27 do
corrente as 10 horas da manha no armazcm
da casa de sua residencia.
Avisos diversos.
Declaracocs.
=Na secretaria da policia desta provincia
ainda existe glande porc-o do titulos de resi-
dencia ha muito passados os quaes tem sido
por varias vezes publicados no Diario de Per-
nambuco ; e para que as pessoas n'elles interes-
sadas os venhao sollicitar dentro de 20 dias ,
contados da publicaoo d'oste sob pena de incor-
rerem as multas e mais disposicocs do artigo
98 do regulamento n. 120 de 31 do Janeiro
do anno prximo passado : se laz agora pela
ultima vez o presente annuncio com a dcclara-
cio de seus nomes, que sao os seguintos :
Joao Antonio Hal Felisberto Claudio Pe-
reira ;!c A !:reo **22oc! Vgjra, JcSo Ferrers,
Joo Joaquim Luiz Martins, Daniel P. Austm,
Avisos martimo.
Parno Aracaty segu com brevidade, porter
parte de seu carregamento prompto o patacho
nacional l.aurentina frazileira, lorrado e pre-
gado de cobre ; quem no mesmo quizer carre-
gar, ou ir de passagem dirija-se ao seu propie-
tario Lourenvo Jos das Neves na ra da Cruz
n. 64 ou ao capito do mesmo Antonio
Germano das Neves.
Para o Porto sahir nestes dias o brigue
portuguez Primavera capito Jos Carlos
Ferreira Soares lorrado e encavilhado do co-r
bre, e da primeira marcha, ainda tem prava pa-
ra alguma carga e lindos commodos para pas
sageiros; quem no mesmo pretender carre-
gar, ou ir de passagem, para o que tem bons
commodos pode tratar com o dito capito na
prava do Commercio ou com seu consignata-
rio Antonio Joaquim do Souza Ribeiro, na ra
da CndeiadoRecifo n. 24.
Para Loanda, com escala por Renguella a
bem coi.struida e veleira barca nacional Er-
melinda de 214 toneladas capito Nicolao
Pede-se ao Sr. thesoureiro di lotera de
S. Pedro Martyr quoira expora venda o res-
tante dos bilhetos pois havendo compradores
a casa nao deve arriscar.
Lotera de >'. Pedro Martyr.
Tcndo acontecido por engao que faltasso
um numero na roda da lotera do S Podro
Martyr de Olinda e aparecosse outro repet
do e tondo por isso mesmo sido justamente
anullado o andamento dola o thesoureiro
da riiosina lotera avisa ao rospoitavol publico ,
quoa roda ha do tornar a andar no dia 26 do
corrente me/, as 9 horas da manha ; e como
muitas pessoas tinho procurado comprar bi-
lliotes da mesma lotera o mesmo thesoureiro
Avisa (uoo reto que tnha licado por ven-
der acha-se a venda na ra do coll. gio loja do
Sr. Mono, es al o dia 26 as 9 horas da ma-
nha.
Precisa se de um menino de 12 a 13 an-
nos chegado a pouco do fora para caixeiro do
urna venda, dando tompo para aprender : no
beco do poixe Irito venda n. 5.
Rogase a pessoa, que empenhou em casa
de Manoel Sansac um par de argolas de ouro ,
quoira no prazo do 8 dias ir rernil -as do con-
trario sero vendidas.
Na ra do Passeio loja de chapeos de sol,
continua se a cobrir chapeos de sol com sedas da
mais superioi qualidade, e com outros diver-
sos pannos, concerta-se com toda perfeico
e brevidade ; acha se na mesma uns chapos
muito fortes e do bom tamanho, um surtimen-
to de cobertores muito ricos e bonitos: roga-
ta semana conlino a sor da primeira quali-
dade 2,560, da segunda dita 1,920, da ter-
ceira 1,600 reis, cada alqueire o depositse
conserva aborto desdo as 6 horas da manha as
6 da tarde sem recusa de dia.
Urna Sra. propoe-se a ensinar meninas a
ler escrever contar, cozer chao bordar de
todas as qualidades c fazer lavarinto ; na ra
Relian. 21.
=Joo Dowsley subdito Rritannico sua se-
nhora e dois oscravos, retiro-se para o Rio do
Janeiro.
D. Maria Theodora d Assumpco em-
barca para o Rio de Janeiro urna escrava ca-
bra do nome Martinha comprada a Joaquim
Goncalves Casco.
Urna pessoa se offerece para ensinar em
algum ongeiiho ou fazenda no serto as pr
meiras letras, principios de latim e franco/. ;
a quem convier annuncio ou dirija se ra
do Rangel n. 3-.
Joo Dounolly avisa aos seus freguezes o
ao publico em geral, que mudou o seu estabe-
lecimento de alfaatc da ra da Cadeia do Re-
file para a ruada Senzalla: quemd6 6eu pres-
timo se quizer utilisar dirija-se referida ra
n. 132.
Na ra Bolla, casa n. 20 acha-se urna
pessoa que sabe fazer remedio para tirar o vi-
cio de beber aos escravos.
Aluga-se urna casa terrea na esquina da
ra do Rozario, que volta para a Conceico
n. 47 ; quem a pretender dirija-se a ra do Ca-
bug loja de miude/.as junto doSr. Randeira.
=Arrenda-se um sitio ainda mesmo pe-
queo mas que soja cercado, tenha casa com
commodos para nao pequea familia sendo
de sobrado inelhor, ou torrea, mas alta, a be-
ra do rioCapibaribc ou prximo com tan-
to que soja indopondente ccommodo a pas-
sagem para os banhos no mesmo rio, sendo na
Capunga ou n outro lugar, rio a cima; quem
liver annuncie.
Precisa-se de urna ama de leito forra ou
escrava : na ra ao lado da Igreja da Penha ,
'.asa que tem taboleta de tintureiro defronte
do nicho.
=Aluga-se um sitio na passagem de Olin-
da de nome Olho-d'agoa, com casa para fa-
milia boa baxa para capim e com aivore-
dos ; c no mesmo vendem-se algumas vaccas
de lcite ; quem pretender dirija-se a praca da
Boa-vista sobrado n. 44.
Aluga-se urna preta para todo o servico
de una casa ; na ra larga do Rozario ven-
da n. 4 i.
= Precisa-se de um menino de idade de 12 a
13 anuos para caixeiro de urna venda sendo
que soja chegado pouco de fora e de algum
tompo para aprender ; no beco do Pctxe Frito
vi nda n. o
= Quem procizar de urna ama com bastan-
te leito e ile bons cosumes ; dirija-se a ra
Rozario n. 50.
Manool Antonio
uez retira-so para
se a todas as pessoas que tem chapeos de sol na maraes.
Tavaros subdito Portu-
'.irlugal com sua fa-
milia a tractar de sua saude.
No Recie na ra da Cruz escriptorio de
.los Gomes Jnior n. 23 vende-se por proco
(ommoilo saccas com alqueire de farinha de
mandioca muito lina e lva, leito na.Muribeca.
=Um rapaz Brasileirode 16 annos dese-
ja-se arrumar em alguma I >ja de iniudezas do
uoja tem pratica e se for este arranjo na
Boa-vista melhor; quem precisar dirija-se a
ra da Conceico da Roa-vista sobrado n. 8.
A luga-se o segundo andar da casa nova da
ra do Collegio confronte a palacio est rica-
mente forrado de papel, e tem excellentes com-
modos ; quem o pretender dirija-se ao escrip-
torio da viuvaCunhaGuimares defronte da or-
dem 3.*doS. Francisco ou na ra do Crespo
n. 10 loja de Antonio da Cunha Soares Gui-
mesma loja tanto para concertar como para
cobrir de irem buscar no prazo de 8 das;
seno sero vendidos para pagamento do tru
balho dos mesmos.
=^ Porfirio Gonvalves Braga retira-se para
fora da provincia.
A pessoa queannunciou no Diario n. 157,
precisar alugar um sitio nao sendo mnilo dis-
tante da praca menos em Olinda, querendo
na Roa-viagem com ascondicoos que exige,
dirija-se a ra doQueimado n. 57 que far
dito arrendamento por eommodo preco.
Thom Francisco da Costa, mostr alfai-
O ahaixo assignado faz sciente, que desde
o dia 18 do corrente deixou de ser seu caixeiro
o Sr. Luiz Fernandes de Souza e por conse-
guinte ica de nenbum effeito as cohrancas fei-
tas pelo mesmo, desde esse da. JoSo Alves
de Carvalho Porto.
D-se tresentos mil reis a juros hypothe-
cando-se urna escrava que saiba cozinhar .
cozer e engomar ficando o servico da dita
escrava pelos juros; quem quizer annuncie, ou
dirija-se ra da Conceico da Boa-vista n. 26.
Rebate-se a renda de 2 annos de urna pro-
priedade que est arrendada por escriptura ,
te, mudou o seu estabelocimento da ra do e rebate-se a um por cento ao mez por ser nego-
cio "seguro, dando-se de garanta o mesmo
prciio ; quem pretender fazer este negocio an-
Qucimado para a do Rozario larga n. 35 por
Maria Passalaqua Jnior pretende seguir vi-1 isso participa aos seus freguezes e amigos que
agem com a maior brevidade por ter parte do tenho a bondade de o procurar que os serv- i nunce sua morada,
seu carre"amcnto prompto as pessoas que no ra com promptido. Na ra do Rangel n. 34 tiro-se passapor-
wforidn navio quizerem carregar ou ir del = Continua-sca tirar nassanortes para fora c tes para dentro e fora do Imperio, e folhas ror-
passa"em dirijo-se ao seu consignatario An-1 dentro do Imperio, edespacho-se escravos, tu- J ridas com presteza e commodidade,


** I
*'
= Johnston Pater & Companhia avisoaos
Srs. de engenlios e corrcspondentesdos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
belecimcnto de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesaco e do alta
pressao da forca de quatro e de seis cavallos in-
glezes e taxas batidas e coadas, e promettem
agradar aos seus freguezcs tanto ein preco como
em qualidade, visto serem lodos estes objoctos
fcitosn'uma das principaes fundicoesde Ingla-
terra ; ra da Madre de Dos n. 5.
s= Prccisa-se de um menino Portuguez de
12 a lo annos, para urna pequea loja de miu-
dezas ; na praca da Roa-vista n. 20.
= No botequim junto ao theatro de Paiva &
Companhia ha muito bom caf todas as tardes,
com leite e sem elle muitos bons refrescos de
todas as qualidades bom Champanhe e cer-
veja vinhode Bordeaux do Lisboa e Por-
to engarrafado licores finos ile todas as qua-
lidades e dous excellentes buhares, tudo com
o maior asseio possivel e tambem se recebem
assignaturas para se dar jantares e do dia 23
em diante haver petiscos todas as noites.
Precisa-se alugar urna ama de leite ; na
ra da Assumpcao n. 2i.
Quem precisar de um moco Portuguez
para caixeiro ou mesmo para criado dirja-
se ao largo da ribeira n. 3
Onilheten. 165'tda primeira parto da
14.a lotera a favor das obras do theatro publi-
co pertence ao Sr. Jos Felis da Cmara Pi-
mente!, do engenbo Gaipi e fica em poder
de F. da Silva Lisboa.
Quem anounciou querer alugar urna pre-
ta, portOe rs. nensaes e sustento, dirija-se
a ra estreita do Rozario n 27.
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro acha-
se justo o contrastado na compra das seguintos
casas ; um sobrado de 2 andares na ra da
Guia n. 17 urna casa de um andar na ra da
S. Cruz no bairroda Boa-vista n. 60, e urna
dita terrea na niesma ra n. 58 pertencen-
tes ao Sr. Antonio Teixeira Lopes, se alguern
se achar com direito a ellas queira annun-
ciar por esta lolha no praso de 8 dias.
= Quern precisar alugar um segundo andar
em boa ra, dirija-sea ra doQueimado n. 11.
= Precisa-se alugar urna casa terrea em
qualquer ra desta cidade que o seu aluguel
nao exceda de 10 a 12,000 rs. mensaes; quern
tiver annuncie.
= Urna senhora capaz e que dar conhe-
cimentodesi, se propoc a ensinar meninas,
do que tem alguma pratica, a 1er, escrever ,
contar grammatica portugueza, coser, bor-
dar de marca de seda lavarinto, e ulm disto
ensina mais a fazer flores de penna e de pan-
no e em tudo proructle esmerar-se ; as pes-
soas que se quizerem utilisar de seu presti-
mo podem dirigir-se a ra do Amparo em
Olinda casa junto a mesma Igreja.
Francisco Severianno Rabello Jnior
com loja de (azendas na ra da Cadeia do Re-
cife faz sciente a quern direito tiver que na
noitc de 21 do correte recolheo em sua casa
um moleque por declarar estar fgido, o qual
di', ser captivo do snr. de engenho S. Joio da
Matta Iregue/.ia de S. Lourenco ; quern for
seu dono queira procurar ao annunciante que
dando os signaes Ihe ser entregue, certo de
que nao responde pela fuga.
Deseja-se alugar urna casa de poucos
commodos ou sala para se oceupar s duran-
te o dia perto da fundicSo da ra da Aurora ,
quern tiver dirija-se a ra da Senzala nova
n. 42.
Aluga-se urna boa casa terrea na ra do
Cebo da Boa-vista n. 3, com bom quintal,
cacimba e arvoredos ; a tractar na mesma
ra n. 1 ou atraz do theatro armazem de ta-
boado de pinho.
A viuva do fallecido Jos Gomes da Sil-
va participa aos Srs. redores do casal que
tem nome do aos Srs. Agostinho Henriquesda
Silva e Claudio Dubeux para liquidarem as
contas e pagar a quern dever a vista do estado
de sua casa.
Precisa-sc alugar urna ama para casa de
pouca familia que d fiador a sua conducta ;
na ra larga do Rozario n. 37, sobrado de um
andar.
__Profiri Goncalves Braga desde o dia 22
do corrente deixou de ser caixeiro do Sr. Co-
ronel Francisco Jos Martins.
= Leopoldo Jos da Costa Araujo comprou
em 20 do corrente Luiz Martins os escravos
Jos-Mina, e Marcelino Congo os quaes em-
barca para o Rio Grande do Sul.
Prerisa-se de um feitor que entenda
de hortalice equeseja igualmente apto para
o servico de campo : na ra do Livramento ,
loja de fa'.endas n. 46.
Fortunato da Silva Rabello Caneca pro-
pe-se a ensinar primeiras lettras em casas par-
ticulares ; quern de seu prestimo se quizer
utilisar dirija-se a runde S. Jos n. 40.
__ Jos Luiz Fercira pretende tembarcar(
para o Rio de Janeiro a sua escrava Thereza
de nacao Angola.
Quern annunciou ter urna escrava para
alugar annuncie sua morada.
Pre.isa-se de 2 portugueses, um para
feitor de um engenho e o outro para caixei -
ro do encaixameuto do mesmo engonho : na
ra do Bom Jess das crioulas n. 26.
Bernardino Jos da Silva comprou ao
Sr. Pedro Rodrigues Fernandes urna preta de
nome Bernarda de nagao Calabar, para seu
servigo.
Quern precisar de um homem branco ca-
sado com muito pouca familia para adminis-
trador de algum engenho, por ter bastante
pratica e que d fiador a sua conducta diri-
ja-se a ra velha n. 66.
Roga-se ao Sr. Procurador da Cmara
da Cidade de Olinda o obsequio de declarar on-
de poder ser encontrado aqui no Recile ou
de se dirigir a ra da Cruz n. 23, a (ni de rc-
ceber um foro que se deve a mesma Cmara,
e na falta sera o importe do dito foro recolhido
ao deposito geral.
Compras.
= \>mprao-so effectivamente botijas e
garrafas vazias, e pipas de agoardente, que por
ser fraca ou corada nao serve para exportar; na
restiladio da ra do S. Rita n. 85.
Compra-qp um moleque doente do qual-
quer enfermidade queno esteja aleja Jo e
que tenha pelo menos 20 annos ; na ra Nova
loja n. 58.
Compra-se urna porcao de caibros de
30 palmos de comprido de boa qualidade; na
ra do Rozario da Boa-vista n. 2.
Comprao-se effectivamente para fora da
Provincia mulatinhas rnolecas e moloques ,
e negros Je officio de 12 a 20 annos, sondo
de bonitas figuras pago-se bem ; nar ua da
Cadeia do S. Antonio sobrado de um andar
com varanda de pao n. 20.
Comprao-se effectivamente escravos de
ambos os sexos, e negrinhas mulatinhas, e
molequesde 10 a 20 annos sendo de bonitas
figuras pago-se bem : na ra velha n. 66.
= Compra-so um violo em meio uso;
quern tiver annuncie.
Y7eiidas
^ Vende-so a linguagem das Flores com a
lista alphabetica das suas significacoes ; a Lote-
ra o jogo o orculo das flores, e varias
poesas sobre o rnesmo assumpto ; na livraria
da praca da Independencia ns. 6 e 8 pelo
proco do 610 res.
=s Vndese urna porcao decaixoes de doce
de goiaba de muito boa qualidade e muito
em conta proprio para embarque ; na ra du
Livramento loja de sapatos n. 19.
= Vende-se um relogio borisontal de ou-
ro obra muito boa e um prensa de ferro
para espremer carrapato ou outra qualquer
cousa ; na ra Nova n. 55.
- Vcndem-se urna escrava de nacao Mo-
zambique de 18 annos, com algumas habi-
lidades; una dita lavadeira por 280S rs. ; urna
linria moleca de nacao, de 20 annos; 5 es-
cravos para todo o servico ; um escravo official
de ferreiro e cozinbeiro ; 4 ditos para lodo o
servico : na ra de Agoas verdes n. 46.
Vendem-sc 3 escravos mocos bons para
todo o servico; um dito de meia idade por 250*
rs. bom para tomar conta de um sitio; 3 mu-
latas urna ptima para tomar conta de urna
casa cose, engomma c lava ; 3 pretas mocas,
engommao cozinho e lavao ; na ra de
Agoas verdes n. 44.
= Vende-se um preto que se recebeo em
pagamento: na ra do Cabug n. 16.
. Vende-se urna preta de meia idade boa
lavadeira vende na ra e faz todo o mais
servico de urna casa : na ra da S. Cruz n. 56.
= Vende-se urna porcao de cnixhos, pro-
prios para armaco de loja, e urna mesa gran-
de de jantar : na ra do Queimado n. 11.
= Vende-se excellente farinha de SSF para
bolaxa por preco cornmodo em relacao a
qualidade; no armazem du Joaquim Lopes de
Almeida por traz do theatro.
= Vendem-se excellentes tijolos de alvena-
ria, bem conhecidos pelo t.imanli i equalidade,
mandando-se descarregar as obras que ti-
verem poucos serventes; assim como se fara
alguma diferenca em quern tomar porcoes
na rua dos Qunrteis n. 18.
Vendem-se um mnleco de 17 annos;
urna carroca ; c dous cavallos acostumados ao
mesmo servico ; tambem se impleila servico de
carroca, oucavallocom cassambas, ou mes-
mo quern precisar para coudu/.ir trastes ti-
jolos areia entulho lenha ou qualquer
ousa similhante : na rua Nova n 58.
Vuode-sc um parte ou todo o sobrado da
rua do Amorim n. 29: na rua do Nogueira boa qualidade, uraencbamdo 36 expostea
n 13 | no porto das canoas da rua Nova ; a tractar na,
Vende-se urna escrava de nacao ,. de 15 rua do Fogo n. 27.
annos, engomma e cozinha ; na rua Augus- = Cadoiras americanas com assento de pa-
ta sobrado n. 1, segundo andar. i Ihinha camas de vento com arrnacao com-
- Vendem-se 5 quartolas arquiadas de for- modas de angico ditas de amarello marque-
ro que foro de azeite de carrapato 3 ca- zas do condur camas^de vento de amarello
xilhos proprios para arrnacao de loja, o duas muito bem fetas a 4500, d.tas de pinho a 3500
camas do vento, de pinho tudo por preco assim como outros muitos trastes; pinbo da
cornmodo; na rua do Livramento, loja de Suecia com 3 polegadas de grossura dito
couros n. 11. serrado dito americano com differentes largu-
xVendem-se os livros seguintes; Selecta ras e comprimentos, travs de pinho e bar-
latina primeiro e segundo volume com comen- i rotes com differentes grossuras e comprimen-
to ; Fbula de Esopo ; Terencio; Ciceronis de tos ; tudo se vende mais em conta que outra
Officiciis; NovoMethodo; Syntaxe de Dan- i qualquer parte: na rua do florentina, em
tas; Quintiliano Arte Franceza; Dicciona- casa de J. Berangcr n. 14_______________
granoes
rio porttil; ecolloccaode pedacos em prosa
portuguoza-franceza; na rua do Nogueira n. 13.
Vende-se urna escrava de nacao e um
negro tambem de nacao : na rua velha n. 66
Vende-se farello de Lisboa em barris; no
escriptorio de Francisco Severianno Rabello.
Vende-se cal virgem de Lisboa em
barris pequeos e grandes ; no escriptorio de
Francisco Severianno Rabello.
Vendem-se babuziiihos tendo em cima
urna almofadae dentro um espelho proprios
para meninas de escola por ser s do guardar
agulhas e alfinctes a 3 0, ditos em ponto
maior a 6i0 um sortimento de fitas lavradas c
lisas de todas as cores e larguras, alfinetc para
abertura de ouro francez a 400 rs. e aneis de
dito a 320, papel prateado a 120 a olha e
pintado a 60 e 100 rs. estampas finas de San-
tos e damas a 320 bicos do largura de 2 do -
dos a 200 rs. thesouras douradas as mais fi-
nas, que podem apparecer a 1000 rs. ban-
deijas pequeas a 300 cada urna ; na rua Di-
reita n. 30 defronte do beco da Penha.
= Vende-se por preciso urna preta de
nacao Cacange : no atterro da Boa-vista, lo-
ja a. 48.
= Vende-se urna parte de um sitio na es-
trada de Bellem com bastantes arvoredos, por
preco rasoavel: na rua da Alegra n. 22.
= Vende-se urna escrava boa lavadeira ,
ecozinbeira ; na rua Direita n 38.
= Vende-se um cavallo russo, grande,
com bons andares; na rua do Crespo, loja n 4.
= Vende-se o sitio denominado engenhoca
no lugar de Remedio com casa de vivenda as-
sobradada senzala para pretos tudo de pe-
draccal. com diversas fruteiras como man-
e coqueiros, tem um viveiro de bom
tamanho terreno para se fazer outra baixa pa-
ra capim, pasto para 16 vaccas, barro para
toda qualidade de obra de olaria com grande
antagem de ter bem prximo a casa de vivenda
porto de embarque vende-se motade a vista e
metade a pagamento; a tractar no mesmo sitio.
= Vende-se azeite de carrapato a 18520 a
caada ; na rua da Conceicao da Boa-vista
n.18.
= Vendem-so dous pares decaixilhos para
janellas bezerro de lustro para calcado; na
praca da Independencia loja n. 21.
^ ende-se um cavallo pedrez gordo o
muito forte carrega baixo e muito bom de
carga ; na rua da Aurora n. 30
= Vendem-se vinho de Rordeaux em moias
pipas a 48, 50, 55. e 80,000 rs. dito de dif-
ferentes qualidades em caixa do urna duzia de
garrafas de 9 at 14,000 rs. dito engarrafa-
do de 240 at 500 rs. vinho da Madeira sec-
ca superior, dito Cherry, Moscatel frontignhao
e Champanhe de marcas conhecidas licores
finos de Bordeaux agoardente de Franca ,
absinta cerveja inglcza queijos da Soirre de
Groyerc maeuirs seceos biscoitos de Res-
mes conservas de ervilhas sardinhas azei-
te doce em gigos mostarda inglcza e france-
za rap rolao vellas de espermacete supe-
riores ebarutos da Havana sal refinado em
embrulbos vinagre de groseilles conservas
em doces de frutas diferentcs da Europa, e
netrois em molbo todos estes gneros e outros
se vendem na rua da Cadeia velha em casa de
Fernando de Lucca n 16.
= Vendc-sc um preta de nacao ( de 24 an-
noc ; na rua de S. Amaro n. 16.
= No deposito de assucar refinado esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ba para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorle e em paes
160 rs. c o de segunda e terecira em p ,
a 120, rs.
Vendem-se por preco muito barato os
seguintes livros ; historiado Bossuel em por-
tuguez sem uso algum, dous Atlas, um com
47 cartas 36 modernas e 11 antigs oulro
com 10 ambos muito modernos; urna gram
matica Italiana e um Telemaco ; na travessa
das Cruzes n. X.
= Vende-se espirito de vinho de 36 graos
a 1980 a ganada; na rua Ncvs boca r. 57.
sa Vendcm-se 10 travs de 33 palmos, de
Escravos fgidos.
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrente
anno um mulato acabocolado claro de no-
me Cosme, baixo e reforcado do corpo, do
18 annos, levou vestido camisa de riscadoja
desbotado e calcas da mesma fazenda quando
falla inclina a cabeca para a banda o a boca
da mesma forma desconfia-se que esteja em
algum lugar para o matto a titulo de forro ;
quern o pegar leve ao largo doCorpo Santo
n. 11 que ser gratificado com 150,000.
= Desappareceo no da 18 do corrente o
negro Joao de 18 annos de nacao Costa ,
porem parece crioulo tem urna cicatriz de um
lado no rosto procedido de dor de denles le-
vou vestido camisa e ceroulas de algodao grosso
usado chapeo de palha com alcatrao por ci-
ma ; quern o pegar leve a rua do Queimado,
loja n. 38 que ser gratificado.
No dia 18 do corrente fugio o escravo
Simao edr bem preta olhos afumacados ,
magro do rosto alto tem a frente do peito
levantada levou calcas de algodo trancado
azul com alguns rcmendos do mesmo panno ,
camisa de algodo trancado branco, e bonet
inglez ; quern o pegar leve ao Trapiche novo,
que ser recompensado.
Desappareceo da casa de Antonio Joa-
quim de Mello na Passagem da Magdalena, es-
tando alugado ao mesmo, o escravo Benedicto,
do abaixo assignado o qual he do naco Con-
go de estatura regular secco do corpo, cor
fula cara redonda denles abortos, no an-
dar mostra ter estado doente, de 30 annos,
falla atravessada que parece novo na trra ,
tem urna cicatriz as costas que diz elle ser de
facada que levou na sua trra ; quern o pegar
leve a rua de S. Rita n. 57 ou na repartico
do Correio a Joao Dias Barboza Macudum, quo
dar 100,000 rs. de gratificaco.
No dia 22 do corrente fugio a negra Joan-
na Mocambique que sabio com urna caneca
de carregar agoa be alta avermelhada ma-
gra rosto todo picado da testa para a ponta do
nariz das fontes para as orelhas e todo o
queixoa moda da sua trra esto-lho sahindo
ospeitos, levou vestido de ganga azul novo,
o camisa; quern a pegar leve a rua do Collegio
n. 6 botica de Cyprianno Luiz da Paz.
Pela munha do dia 20 de Junho fugio o
escravo Grigorio, crioulo, de 18 annos mo-
lecote bonita figura grossura regular pos
e maos bem feitas bem fallante levou ves-
tido calcas de brim branco camisa de algo-
df ozinho ou madapolo o qual eslava em
Olinda com Jos Rodrigues do Passo Jnior
( filho do abaixo assignado ) e algumas vezesr
andava com um cavallinho pequeo conduzindo
cousas para o sitio do Monteiro foi visto no
dia 2 do corrente em Fora de Portas, com os
trajes cima declarados, eum chapeo do pa-
lha eum papel na mao dizendo que ancla-
V3 recebendo alugueis de casas ; foi preso no
dia 2 do corrente em Olinda e solt por di-
zer que estava com Jos Rodrigues do Passo
Jnior; tambem consta ter-sc visto o mesmo
molecote com um msico do batalho de arti-
Ihcrira por nome Emilio ; quern o pegar le-
ve a casa do abaixo assignado no atterro da
Boa-vista, sobrado n. 37 ouem Olinda na
rua do Amparo Jos1 Rodrigues do Passo J-
nior que generosamente se recompensar.
Jos Rodrigues do Passo.
= No Domingo 23 do corrente fugio o
negro Anacleto crioulo de 19 annos ves-
tido de calcas de brim, ou algodo trancado
branco, chapeo branco de palha camisa de
baeta encarnada por cima de outra de chita azul,
he bonito e bem feito estatura proporcionada,
e he muito condecido oesta praca; quern o
pegar leve a seu Snr. Antonio Joaquim Fcr-
rciradeS. Paio na rua do Vigario casa da
esquina n. 25 que ser gratificado.
Fugio no dia 21 do corrente a negra
Luiza Angola, de 20annos, cor fulla, com
um signal bastante ao vivo de um caustico so-
bre o peitudo lado esquerdo levando em sua
companhia urna negrinbade 1) mezes ; quema
pegar leve a rua da Cruz do Recife n. 33 quo
ser gratificado.
Recipe: na I vi', de M. F. de Labia. = 1843


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