Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05010


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Full Text
HpHBMHM
tmmm
Anuo de 1843.
Sabbado 22
Todo agora depende de nos meamos; da nosaa prudencia, muderagio,
linuemos como principiamos, e sen-moa apuntados com dinirn .10 entre
cullaa.
e enerla; con-
aa Nagoea maii
'( Proclamagao da Aasembleia Geral do Bbasil.
:)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Coianna, e Parahvba, segundas e sexlaa foirss. ftio Grande do N irte, quintas feiraa
bonito e Gar.nhuu, a 1" -4.
Cabo Serinh.tem. Rio Pormoso, Hurto Cairo. Maceio. e Ala;oa no i M e 21
Boa-nalae Florea a. i3e2i. Santo Antio quinta fe ir a Olinda todos 01 dial
1)1 AS UA SEMANA.
il $eg. 1. Aleixo.'Mm Aod do J de D. da 2.
4S Terg. a. Marlnha V. M. Bel. And. do J de D. da 3
4'J Quar a. Vicente de Paula Aud do J. de I), da i r.
21) Quint. a Jernimo Emiliano Aud do J. de D.dai. r.
21 Sea. a. Prxedes Vir?. Aud do J. de D, da l, r
22 Sab. a. Mari- tagdalena. Re. Aud do J. de D. da 1
23 I)o. a. Apolllnatio t M_
T.
r.
de Julho
Anno XX. N. 157.
O Dttr.iii publica-se todos os diaa q>M nao forent S mineados: o pne-.'o di aaaigaatura b*
de trea mil reia po.- quartel ua^os adiaulados Os anntinoios do lasisnantes sao inaeiido
gratis eos dos que n 10 forem a raaio de >() rei p ir linh%. As reclamad-oes derem serdiri-
gidas a esta Tip ra das Cruiea N. 1, ou apraja cambiosMu da2l deJulbo.
Cambio sobra Londres 26. Ouno-Moeda da (J.aOO V.
Paria 3.0 reia por franco.
Liaballl) por tUU de premio.
Pl*TA-P.t


a 4,000
N.
'alardes
Edi (dimanara
^aoa Mf sicanos
Mceda de cubra 2 por cento.
Ideas de ietraai da boai firmas 1 | i.
MIASES DA LA NO MEZ DE JTJl.HO.
Loa Cbsjia i H,, kn 2 horase 46 m.da tarde | La ora a 27, aa 3 toras e 23
Vuari. cresc. a 4, as 4 horas e 43
Quart. DBing. i9, s ll lloras 22
i. a 0 horas 30
compra renda.
16 SJ 17.0J0
16 ti 16 8J0
.iOQ '> 4.D0
l,L'4ii i 960
4 if i J t !(i>
i,ya i.SJCO
23 m. ' a m.
e 43 da tarda.
Preaniar de hoje.
da at.nh... t. u t^,, 5, .. da tarde.
PARTE OFFICIAL
EXTERIOR.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 15 DO TORRENTE.
Offlcio Ao commandante'das armas, de-
clarando em resposta ao seo offlcio de 12 deste
mez, que o fornecimento d'ago e lo/, nos quar-
teis de destacamentos do batolht da guarda na-
cional destacada deve ser feit pela mesma for-
ma, por que se faz o dos quarteis de jaTimeifi
linha, e paga a respectiva despesa pela thesou-
raria da fasenda cujo inspector se devora S.
S." dirigrnoste sentido: e remetiendo'm olli-
io dodesembargador chefe de polica, acom-
panhad dos documentos da despesa feila com o
fornecimento d'agoa o luz guarda da cadeia da
cidade d i linda que he feita por pracas do
batalhao destacado a (lm de requisitar the-
souraria o seu pagamento.
Dito Ao director do arsenal de guerra, au-
torisando-o comprar a fasenda, precisa para
a manufactura das camisas cagase mais objec-
tos, que tem de fornecer ao segundo batalhao de
artilharia a p.
dem do da 17.
Oflkio Ao engenheiro em chefe das obras
publicas devolvendo, approvado o orcamento
dos reparos das ruinas do 9o lanco da estrada de
Santo A tifio, na importancia do 657^721 rs.,
fim d6 que contrete a execuco dessa obra com
o arremattante do dito lanco, Francisco de Pau-
la Buarque, que so olTerece a fazel-a pelo pre-
go orgado; eautorisando-o mandarlavrar ter-
mo de recebimento do mencionado 9o lanco;
visto, segund informa, acharem-se as respec-
tivas obras em estado de seren recebidasdecon-
formidade com o orgamento excepto as par-
tes arruinadas.Participou-se ao inspector da
thesouraria das rendas provinciaes, e ao ins-
pector fiscal das obras publicas.
Dito A cmara municipal desta cidade, or-
denando que hoja de dar enrgicas providen-
cias acerca dos estragos que no ofTicio que
por copia se Ihe envia participa o engenheiro
em cTTele, que produz a passagem dos animaes
doengenho/'oe/a nos taludes do quarto lango
da estrada rio Pao do Alho.Gommunicou-se ao
engenheiro em chefe.
Circiar As cmaras munbipaes do Recife,
Olinrio, e Cabo, remettendo copia do officio do
engenteiro em chefe das obras publicas, com
dala de 14 deste mez, para que pela parte, que
Ibes toca, hajao de dar as providencias, que elle
reclama a bem da conservacSo das estradas
Oniciou-se respeito ao engenheiro em chefe.
(llicio Ao engenh iro em chefe das obras
publicas, autonsarido-o lavrar o termo de re-
cebimento das obras do quinto lango da estrada
do Santo Anto arremattadas por Jos Claudi-
no Leite no caso de estarem inteiramente con-
formes com o respectivo contracto.
Portaraordenando em cumprimentodo wr-
igu 33 13. -do titulo 2. da lei provincial n."
110 de 29 de abril desle anno, que pela secreta-
ra da provincia se nao passe proviniento algum
de empiego provincial sem que a parle apr-
sente oi'onhecjiiento em forma de ter pagos
respectivos novos e velhos direitos na repartiga
competente.
dem do da 18.
ESTADOS-UNID >S.
Novas negociares com a Inglaterra.
Crmos que podenjos annunciar como certo,
que o nossogoverno pmjccta"nego;:iagoiis mui-
to importantes a respeito das relagflos commer-
eiaes dos Estados-Unidos com a Inglaterra o
tamlfem com a Franga. Estas negociagoes refe-
rem-se a um tratado commorcial, contendo urna
taril; nter-nacional dedireitos sobre os produc-
tos e nrtfnufacturas de ambos os paizes, compre-
hendendo tambem as colonias, marinha, e talvez
um arraojo reciproco do direito do reimpres-
sao. ,
A retirada de mr. Webster do gabinete, nao
importa absoluta retirada sua dos servigosdo
governo. J se sabe que o governo Inglez est
prompto e quer abrir negociagoes para mutuo
estabelecimento de um tratadocomtnercial com-
prehensivo da questao dos limites do Oregon; c
cr-se geralmcnte que mr. Webster se achara
prompto para prestar o seu apoio na direegao
de urna tal medida logo que a corte de S. ja-
mes estiver disposta a negociar.
J tem havido communicagoes declaratorias
entre os dous governos.o pensa-se que mr. We-
bster retira-se para Marshfleld aflm de predis-
por-se a figurar em a nova scena de negociagoes
com frescura e vigor, como ministro especial ou
commissario.
Tambem sabemos de boa autoridado que o
governo Francez tem sido sondado sobre a mes-
ma questao e que existe urna forte disposigao
no ministerio Guizot para negociar um simi-
Ihante tratado entre a Franga e os Estados-U-
nidos.
A recente modificagao e novas mudangas no
gabinete de Washington, sao apenas outros tan-
tos preparativos para se entrar na nova negoca-
go ese estesprojectossortrem effoito, talvez
vejamos importantes resultados para a paz do
mundo estabelecda sobre urna base mais firme
do queem alguma outra epocha.
Fuga do presidente do Hayti.
Corre noticia dada pelo capilao Leland, o qual
chegou a Holmes Hole, que o presidente Boyer
tinha fgido do Hayti com trez milhOes do the-
simerica Septentrional.
Noticias do Mxico.As ultimas folhas de
Vera-Cruz chegao a 28 do Marco. D'ellas co-
Ihemos os seguintes tpicos que mostrao o es-
tado interno do paiz.
O Ministerio dos Negocios Estrangeiros ex-
pediu por ordem do Presidente urna ordem a
todas as reparlicoes publicas, tribunaes &c.
para usarem smente papel de manufactura in-
terna. Isto para proteger a industria na-
cional.
O Ministro do interior publicou a 10 um
decreto do actual Presidento, concedendo
cidade de Morelos no departamento do Mxico
urna feira annual de oito (lias pelo espaco de
seis annos. Durante a sua continuagao todas
as fazemlas vendidas alli pagarlo so trez quar
tos dos direitos ordinarios mpostos pelo Gover-
no sobre ellas. Outro decreto da mesma data
concede igual privilegio cidade de Atlixco ,
em Puebla.
Trata-se d'um projecto para arruinar a in-
dustria interna do paiz revogando urna parte
consideravel dos direitos sobre as fazendas d'al-
godSo e aceitando em seu lugar um empres*
timo de trez milhoes de dollares. As condi-
coes propostas parece serem que se reduza os
actuaes direitos sobre o algodao a meio real
. 6 c. j por jarda quadrada de toda a especie ,
obrigando-se o Gobern a nao elevar os direi-
tos antes do lapso de dez ou doze annos. /?'
este um dos bocados da poltica ngleza. Nao
se sabe so a proposla formal ser feita logo ao
actual Presidente ou demorada at que Santa
Anna assuma os direitos da suprema magistra-
tura. Confia-se que este plano ser regei-
tado por quecertarnente nenhum d'aquelles
chefes querer vender a industria nacional do
paiz c sacrifica-la aos estrangeiros.
A proposla reduegao de direitos arruinara
totalmente todos os districlos manufacturemos
do Mxico e com ellos a cultura do algodao,
que depende inteiramente dos artefactos inter-
nos para ter mercado.
As autoridades referem
da urna que encerra o CorarSo do Augusto
Doador da ('arta Constitucional o Hroe da Li-
berdadeo Sr. D. Pedro i. Duque do Dragan-
ga ( nao obstante as novas medidas de segu-
ranca que a Cmara ltimamente adoptou. ) o
achando-se este precioso deposito sol) a guarda
da Cmara Municipal e em geral de todos os
Porluenses ; incumbiu-me por isso a Cmara
de solicitar do V. Ex. urna guarda de qualquer
doscorpos estacionados no quartel de St. Ovi-
dio para ser collocada as trazeiras da mesma
igreja para o que a irmandade se promptifi-
ca a construir urna casa em que ella possa reco-
Iher-se.
A Cmara Municipal a quem tenho a honra
depersidir, tem bem fundadas esperangas do
que Ihe ser facultada a concessao que pede,
e que V. Ex. como um dos amigos do Hroe
Libertador se nao recusar a prestar o neces-
sario auxilio a fim de que se tenha em boa
guarda o deposito precioso que a esta cidade oi
legado.
Dos guarde a V. Ex. Porto e Pagoo do
Concedi 4 de Maio de 1843. Antonio Vieira
Magalhdes, Presidente.
Illm. e Exm. Senhor Anto Garcez Pinta
de Aladureira.
( P. dos P. no Porto. )
PENAMBUCO.
com nao pequeo
OllicioAo inspector da thesousara das ren
das provinciaes ordenando, que compre 60
acedes da conipanhia de Ikbiribe. e realiso as
picsiages de 0 por cento na forma determina-
da no artigo 39 da lei provincial de 29 de abril
deale anno sob n. H0.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da autorisando-o conlractar com o cidado
Antonio Annes Jacome Pires a renda da casa
terrea o. 21, sita na ra de Santa Theresa, c
perteocente fasenda publica por tempo de 3
annos, e pelo prego annual de 48J rs., com a
condigao de faser elle todos os concertos e re-
paros de que precisa a referida casa, e de en-
togal-a concertada e prompta no fim do ar-
rendamento como prope.
Dito Ao enaenhoif em chefe, e ao nspec-
>w fiscal das obras publicas, e ao inspector da
uit'souraria das rendas provinciaes remettendo
Copia do reguiamenip, dado pela Presidencia
para as arrematages e feituras das obras pu-
blicas da provincia com as condiges geraes, im-
postas aos arrematantes.
v-wi.u ugiuu mu "J" Win "V" nmiica uu Ule- i I i
souro, e que hava chegado a Kingston, naid0?an,mo o progresso dos roubos de estrada ,
Jamaica. Nos o acreditamos, pois que outra cujos casos se tornao cada (lia mais frequentes
cousa se podeiia esperar delle ? Com tudo, isto; e flagrantes por todo o Mxico. Este mal
o faz parecer igual a Jeronymo Buenaparte que | attribuido ao Governo por nao estabelecer una
foi rei da Westphalia, o qual eslava no pateo polica efllcaz e progressiva depravacao dos
brincando aos pulos de ra, quando soube da coslumes pblicos especialmente na classe das
chegado dosRussos. Correu immediatamento pessoas abastadas que. gastando a sua mocidade,
ao thesouro, t.rou o que nelle hav.a, e fugio. 0 seu tcmno ,, 0's scus |iens em (j
Esta mostra de previso exaltou-o na eslima dos
Westphaliensisque naoojulgavao capaz de ou-
tra cousa senao de brincar aos pulos de r. i)
neto de Boyer ter provavelmente o mesmo ef-
feito entre os philosophos negiosdo Hayti.
em licencioso o-
co recorrem por ultimo aos meios mais de-
sesperados do prover-se para ulteriores devassi-
ddes.
A '2a de Fevereiro publicou-se urna ordem
BEPARTigAO DA POLICA.
Pessoas despachadas no da 18 de julho.
Bio de JaneiroManoel.escravod ;Manoel Pe-
reira Lins, Domingos (ongalvcsFerreira, Bra-
sileiro, Jos Antonio Ribeiro AI ves, Portuguezr
Cordulina escrava de Mara Perpetua Lins.
Villa de S. JoaoJoaquim de Araujo, preto,
Manoel Francisco Mondes, Brasileiro, Jos Du-
arto Calisto, Brasileiro.
Rio FormosoTheresa escrava de D. Lauri-
anna Rosa Candida Rigueira.
Rio Grande do SulAntonio, escravo de Ma-
noel Jos Vianna.
CearAntonio, e Josefa, escravos do ma-
jor Manoel Joaquim de Oliveira, remettidos pe-
lo doutor Fclisardo Toscano de Brito.
Recebemos do nosso correspondente de Bos- rehogando aquella parte da de Setembro passa-
ticia confirmatoria da fuga do do. que di ia respeito remoco de todas as
lo i a seguntc noticia
presidente Preto: : fabricas d'algodao para urna distancia de -2o
(Do correo de Boston de 9 de abril.) | |g0ils di costa pelo menos. Viu-se que aquel
O capilo Pope do brille .\onpareil. che- lesestbelecimentos assim situados inlrodu i-
adodeGoinaivesaesteportonodi^O.lopas- rl0 fr.1(1j0|enlamenlo ((S d'algodao de lora
sado diz que o presidente Royor linha abdicado. _. '
Embarcou n'u na fragata Inglesa a 13. c sahiu ***r*<* os ve. der.ao em nrejuizo da
para a Jamaica a 15. As operagoes commerciaes rfn.da< r w,a razao a.|iiell;i ordenanea di-
acha\a6-se inteiramente suspensas as partes rigiu a su.i remocao gradual para o intrnor e
meridionaes e seplentrionaes dailha pelos mo- prohibiu a creago de outros novos perto du
vimentos revolucionarios. Os patriotas apossa- Costa.Com ludo o primeiro requisito est.
ruo-se de Gonaives a 17, mas s estavaS habili- nullilicado e o servigo da renda s dirigido a
tadas a conserval-a condicionalmente.
Li Itera tura barata em Pariz.
Sahiu luz um novo jornal Francez, cujo ple-
no rurcesso se pode affoutamente predizer. In-
titula-se nit, e urna vasta revista illustia- ^u" todosos esrr da dos Domingos similhante s grandes folhas ca(JS a reconquistar \ ucatan.
exercer urna vigilancia mais activa para im-
pedir o uso do fio estrangoiro por contra-
bando.
Nao ha outras noticias do Mxico.
Parece
inglezas do mesmo carcter contendo 32 pagi-
nas em folio n'uina s (olha. E ouYrecido ao pu-
blico a 30 francos por anno, e todava aprsen-
la dobrada quantidade da inaleia comprehen-
dida na revista de Pariz, cujo prego de 80 fran-
cos por anno Osprimeiros quatro nmeros sao
muito notaveis pela escolha selecgan e varie-
dade dos seusartigos sobre poltica litteratura
caries, por santos escriptores permitan!, nte
imlependentese livres de todas Mpreocupaces.
Alem disto este peridico enriquicido de es-
tampas em madeira.
(The Weckly Herald.)
Illm. e Exm. Sr.
Sendo asss notorio e certo o facto criminoso
de ser roubada a Real Capclla de N. S. da La-
pa e igualmente as tentativas de rouboque
as prximas passadas imites so tom posto em
pratica perlendendo-se forgr una das grades
de Ierro da janella por tr;is da Capella-mor da
mesma Igreja o que induz a accreditar que se
projecta entrar dentro do corpo da Igreja nao
lauto para roubaralgumas alfaias que por ven-
tura ainda a!li se posso encontrar pertencen-
tes irmandarift
ARSENAL DE GUERRA.
Illm. e Exm. .sr. Tendo este arsenal, em
cumprimento dasdifferente ordens dessa Pre-
sidencia de 2 de agosto de 18U, e de 2 do maio
de 1842 de 7 de Janeiro do mesmo anno do
20 e 24 de outubro do dito de 10 e 10 de no-
vembio do dito e todas estas relativas ao Cea-
r de 11 10 e 6 dejunho e 6 de agosto
do mesmo anno estas relativas a Provincia da
Proli i ha de 25 de fevereiro 1 eldea-
gostododito, e relativas a Provincia do Rio
Grande do Norte despendido no corrente an-
no linameiro aqrantia de 19:8-9S230 res
com os olijectos constantes das '.i relatos que
passo as nios de \. Exc. onde vo especifi-
cados os precos ile cada um a fim de serem re-
mettidos como lorio em diflerentes pocas pa-
ra as referidas Provincias importando os ob-
jectos da primeira a quantia do 8:3558030
r is os objectos da segunda a quantia de
0:4688800 rs.. e os da teneira a de 5:0258400
rcis e devendo o arsenal ser indemnisado das
mesmas quanlias em que importarlo tao so-
mente aquellos, que sao classificados meramen-
te do arsenal, com os quaes se costumo a for-
necer os corpos de primeira linba desta Provin-
cia e nao os d'aquellas succede, que o ins-
pector da thezouraria em consequencia da m-
pugnacao, que fazem os inspectores das referi-
das Provincias para n3o pagarem as menciona-
das quantias quer inclui-las na consignagao
de 54:5008000 reis marcados para este arsenal
no corrente anno (inaneciro ; quando esles
tem gasto da dita consignugao at o fim de mar-
eo prximo passado a quantia de 29:4558396
rs., e por consequencia restando-lhe ainda pa-
ra estes 3 mtzes que falto a de 25:0448640
rs., e por aquella mancira apenas vem a reslar-
llie a thezouraria a de 5 contos e tantos res,
dos quaes, 3:0008 do reis j licao recebidos pa-
>? s:z para gc apoderaren j ra vorrenie mez de abril, o que alm de in-


justo por nao ser incluido pela Ici na referida
consignacao fornecimento para taes Provincias ,
que todas ellas lem as competentes para seus
depsitos bellicos, he mesino impossivel, por-
que cntao muito maior seria a consignado para
este arsenal. Portanto deveodo eu prevenir
prompia providencia visto que o director in-
terino o deixou de fazer em te.T.po rogo a V.
Exc. queira levar esto negocio a presenta do
Governo Imperial a fim deque o mesmo Go-
verno expeca as suas orden a tal respeito e
seja o arsenal indemnizado, rogando mais que
acompanhea representacao do V. Exc. os re-
jacos, que remello a lim de que o mesmo Go-
verno Imperial conheca o quanto este, arsenal
uppre as Provincias do NorL' e que os seus
trabalhos nao sao limit do; somente esta Pro-
vincia : rogo anda mas V. Exc. que em
quanto nao tcrji deciso deste negocio tome urna
providencia a fim de que nao se veja o arsenal
coi circunstancias de ser fecha lo. Tenho de
observara V. Exc. que o armamento de fer-
ro do adarme 17 remettido para taes Provincias
foi comprado noreste arsenal, e sua importan-
cia carregado na despe/.a do mesmo no anno
financeiro de 18V1 a 1842 o que se torna a
favor da consignacao do corrente anno, em que
teve lugar este fornecimento. Dos guardo a
V. Exc. Arsenal de guerra 6 de abril de 1843.
Illm. e Exm. Sr. Baro da Boa-Vista Presi-
dente desta Provincia. Jos Mara lldefonco
Jacomeda Veiga Pessoa tenente-coronel e di-
rector. Est conforme Francisco Serfico de
Assis Carvalho, escripturario
Illm. e Exm. Sr. Tenho achado a obra da
casa da directora deste arsenal em grande atra-
zam.ento visto oa obra de pedreiro apenas se fizero as duas pa-
redes lateraes da sala e urna do repartimento ;
eda obra de carpina apenas teve principio a ar-
maciio da coberta que segundo a arte se ajus-
ta primeiramoote em baixo por (alta de ma-
deiras algumas das quacs forao gastas pelo
coronel Martins em aformosear as oficinas, re-
sultando deste atrazamento a ruina do solo pe-
las chuvas que devem necessariamente apo-
drecer o assoalho da sala ; e cumprindo evitar
este' mal cobr indo toda a obra quanto antes,
pois que coberta s se acha aquella parte que
deixei, he do meu dever levar ao conhecimento
de V. Exc. afim de que me autorise para a
compra de todo o material de que ainda se
preciza a qual consta da relacao que remetto
a V. Exc. importando o orcamento de tudo
na quantia de 394S de 212S000 reis, em que importou urna por-
eao daquella, que eu havia encommendado a
Felis Paz e que loi paga peh dito coronel. E
como nesta occasio encontr a administrado
deste arsenal embancada com a duvida que o
inspector poe sobre a sua consignacao, da qual
s tendo o arsenal gasto nestes 9 mezes passidos
do anno financeiro com suas despezas a quantia
do 29:8i-9S230 reis restando-lhe ainda dos
5i:500S000 reis da referida consignacao a
quantia de 25:044^62\ reis, quer o inspector ,
que apenas a the/.ouraria reste aoarsenal a quan-
tia de 5 conlos e tantos reis, por nao querer in-
demnizar ao mesmo da quantia de 19:898230
rs., em que importarlo osobjectosremettidos pa-
ra as Provincias do Cear.Parahiba e RioGran
de como acabo de fazer ver a V. Exc. em officio
separado ; ecom quanto reconheca, que o ins-
pector seja isto obrigado pela impugnacao dos
outros inspectores das referidas Provincias; to-
dava vem esta duvida repentinamente por em
grande turtura a administra! o deste arsenal ,
se V. Exc. nao der a providencia que pede o
caso e que eu peco no dito meu officio ; por
quanto pela maneira, que quer o insppctor da
thezouraria j cu (i ver a V. Exc, que o arse-
nal s vem ter para os seus trabalhos nestes 3
mezes ltimos 5 coritos de reis ou talvez me-
nos dos qu.ies j ficao recebidos 3 ; o que fa-
r suspender no mez vindouro nao s a obra da
casa, como os mesmos trabalhos do arsenal.
Dos guarde a V Exc. Arsenal de guerra 6 de
abril de 1843. -Illm. Exm. Sr.Baro da Hoa-
*> isla Presidente desta Provincia. Jos Ma-
ra lldefonco Jacome da Veiga Pessoa, director
do arsenal de guerra. Est conforme Fran-
cis' o Serfico de Assis Carvalho, escripturario.
mas nao cosmopolitas; e que se algum existe
que nao esteja compretiendido nesta regra a
esse em vez de murca do peregrino christa, se
lh repararorn na vestimenta, vor-lhe-hao a t-
nica do judeo traficante.
Nao queremos insistir sobre urna assersao, a
que nos levaraafTirmativas de pessoas bem con-
ceituadas mas, que muito bem se podia en-
caar ou sor tambem engaadas; nosso desejo
he que a assersao do nosso amigo e correspon-
dente seja bem fundada, c que nao peque ello ,
como julga que peccarao os nossos informantes:
masque com u nossa assersao nao ofrendemos
todos os vihuelistas parece-nos bem claro e
que sr) urna susceptibilidade excessi va podia des-
cubrir essa offensa, que pelo menos eslava mui-
to longe do nosso entendimento. O que o nosso
amigo nao poje negar he que nenhun partido
poltico neste mundo podo ser escoimado de in-
dividuos indiscretos etambem perversos, oque
tendo passado o athlantico muitos homens do
seu partido, nao he de admirar que alguns v-
essem dos da excepca que estes tomassem
parte por seu genio turbulento as contendas
do paiz e admitlida esta irrecusavel possibili-
dade nao sendo a cousa dessas que para se-
rem acreditadas exigem credulidade nao devia
causar-lhe tanto reparo a nossa asserca; m-
xime quando vemos no partido, que nos re-
feriamos na folha citada gente dos credos os
mais heterogneos e s unida pela ideia da
desordem. Tambem nao negar que enjoa e
revolta ver estrangeiros, que nenhuma relacao
lem no paiz nenhum laco que elle os pren-
da, nern ao menos o da longa residencia to-
maren) parte em questoes polticas pelo lado
donde ( a elles mais que a todos) nao Ihes pode
resultar o menor bem e antes mal; pois que a
um estrangeiro ainda mesmo muito eniaisado
no paiz, em que vive, nao pode convir sena
a ordem e a prosperidade material do paiz se
elle nao he um aventureiro turbulento que
quer exercer o seu genio e pescar com os pes-
cadores de aguas turvas. Convimos que estes
trajem a tunicado judo ; mas o nosso corres-
pondente e amigo sabe que os judos se introdu-
sem e apparecem em toda parte. Alguns Migue-
listas conhecemos, e o nosso amigo um delles,
que nos merecen) toda a consideraca ; porque
nao sendo nos os juisesdo bem ou do mal que
elles fizera em seu paiz, s os julgamos pelo
seu comportamento em nossa trra; mas como
nao podemos conhecera todos nem somos obri-
itados a faser de todos boa ideia nao ofrende-
mos a um partido quando nao julgamos que to-
dos os seus Miembros sejo bons.
DIARIO M PEYMBim
Um nosso amigo, honrado Mguelista, residente
nesta provincia.em urna correspondencia que nos
dirigi, cenrurando-nos de havermos acredita-
do de leve na alianga de Miguelistas com indivi-
duos daopposico actual, assevea que nem tal
alianca existe nern .Vihuelista nenhum se en-
volve nos negocios polticos do paizem quepro-
curou asilo; que com o quedissemos em nosso
numero de 8 do corrente lisom s injuria a um
partido estranneiro, que por estar hoje infeliz
nao tem menos direito justica dos homens;
que elles tem outra patria, para onde tem sem-
uic Vm< W VMV9 '} j/v/i^uv BU" JJUCplIMVS ,
Correspondencia.
Srs. Redactores.
Tendo tido a cmara municipal desta cidade,
tanto cuidado com o esgotamento das aguas das
mas que mais ficao allagadas pelo invern nao
tivera a fortuna ainda de gosarem deste bene-
ficio os moradores da ra da Camba do Carmo,
que se tem visto este anno em um mar de Hcs-
panha cercados por todos as partes sem poderem
sair de suas casas a tratarem da vida, e at a-
quelles que sao empregados pblicos se veern na
necessidade de faltarem as suas obrigacoes para
nao chegarem descalsos, ou do pagarem a pre-
tos, que os conduzad as costas. Queiro Snrs.
Redactores publicar estas mal tracadas linhas,
afim de verse o Exm. Sr. Presidente, que tanto
se tem esmerado no melhoramonto desta capi-
tal, determina a cmara que tambem so lernbre
dos pobres moradores da ra da Camba do Car-
mo que tambem sao contribuimos ea'sirn de-
vem gosar dos beneficios que os moradores das
outras csta gosando. Sou &c. (c.
Um morador da Camba.
f*7"w*ffaWp Ptiblicac,ao a pedido.
.-lo Illm. e F.xm. Sr. D. Joao da Purificaco
Marques Peidigo, benemrito bispo d'esta
diocese F. J. B. S. II. offerece, e dedica
o seguinle
SONETO.
Nos Eternos Annacs da Eterna Fama ,
Em ureas letras se vera cravado ,
Teo Nomo perdiga Nomc sagrado ,
Que a candida virtude oscula, e ama ;
A calumnia a traicao o laco, a trama,
Em ti jamis encontra azilo agrado ,
Agrado azilo encontra o desgranado ,
O misero que amparo afflicto clama ;
Da Honra escravo da verdade amigo ,
De nescios, vis atheos rival constante ,
Da torpe hypocresia audaz migo ;
Da Igreja sem par alto Imperante ,
Tu es e has de ser t no jasigo
DeChristo adorador, de Pedro (*) amante.
Varicdadc.
O CARAPUCEIRO.
NECESSIDADE DA MU i:.\t,o HKLIGIOSA.
Se em todos os lempos e pa/es sempre ge
teve por negocio de grande monta a
/ \ n p
[ j v pi v. cuiu xi. iHipeiauui ue j>rasu.
Religiosa presentemente esta he a meu ver o
objecto digno da maior solicitude dos Legisla-
dores do Brasil; por que quern ignora que a
Revolucao Franceza loi um furioso cataclisma ,
que derramando-se por todo o mundo veio in-
fluir grandemente sobre os nossos costumes, so-
bre o nosso modo do pensar sobre os nossos
gostos, sobre o nosso carcter em fim ? A in-
credulidado ainda serpeia no animo de muitos ,
e a canerosa ndilerenca entorpece o espirito de
quasi todos os que tem recebido 29 ideas dessa
escola furibunda da qual, como da Do*eta o
Pandora se tem difundido incalculveis males
por todo o univorso mormente com a propaga-
cao do lisonjeiro principio da igualdade e da
soberana do povo.
A geracao presente parece-me incorrigivel :
mas nao devemos desesperar do melhoramento
da futura se o Governo pozer olhos de pieda-
de para os gormes que vao crescendo ; se tra-
balhar para que a vndoura geracao tenha f ,
probidade e temor de Dcos ; que sigao o ca-
minho da honra e da virtude; que tenho to-
dos o conveniente respeito s auctoridades su-
periores, e que se compenetren) todos desta im-
portantsima verdade que cada um deve es-
perar na outra vida premio ou castigo se-
gundo as boas, ou ms aeces, que nesta hou-
ver praticado. He este um dogma tao essoncial
ainda mesmo felicidade temporal dos Estados,
que de quantos Legisladores tem havdo todos
bao promulgado e consagrado esse principio
nerador da prosperidade publica.
A educaco da Mocdade oceupou sempre os
primeiros engenhos da anligudado e mesmo
a muitos modernos. Nao escapou este negocio
importantsimo s meditaces de Plato, e
Quntiliano diza que a escola em que se a-
prendesse a bem viver sera prefervcl a aquella,
em que se aprendesse a escrever. H um meio
promplo e seguro. Os meninos escoimados
de prejuizos desd'os verdes annos e bem en-
caminhados em suas paixocs sejao instruidos
as mximas da Religio, nutrao-se do leite es-
piritual ; que tudo de bom se obter delles.
Chcgando idade adulta pode ser que se es-
quecao alguma vez das lices que recebrao ,
o faltem aos seus deveres : mas o certo he, que
quando assementes das virtudes desabrocho
sedo e tomao em nosso animo profundas ra-
zes podem algumas vezes emurchecer ; mas
fcilmente reverdecen), voltao os bons senti-
mentos e tornamos a entrar no bom caminho.
Que frenezim nao foi o dos filosofantes dose-
culo passado do banir das escolas publicas o co-
nhecimento de Dos, e de sua santissima Le !
Que fructo se podia esperar de plantas crescidas
sem nenhuma cultura Chrsta ? Esses disc-
pulos devino tornar-se monstros, e nao homens,
e taes com efleito se ostentrao muitos por ac-
coes execrandas e por crimes d'uma horribi-
lidade inaudita. Longe pois de nos o funesto
pensamento d'aquelles que entendem com J.
J. Rousseau, que a instrucao Religiosa deve ser
diferida dos 15 ateos 18annos sob o malicioso
pretexto de que tracta-se de conbecimentosmu
elevados c sublimes de que nao podem ser
capazes os mocos na aurora dos seus das : mas
o povo ser apfo para adquirir conhecimento--
elevados e sublimes ? E por sso reservaremos
a Religio s para a mnima parte do genero
humano isto he ; para os filsofos ?
DoslS para os 18 annos osjovens pela mor
parte applicosc a algum mister ; e se a este
lempo se nao cimo j instruidos na religio .
nunca mais o serao. Nessa idade os jovensj se
consideao cdados, j podem dspor de si, o-
brigar-sc, rontrahir matrimonios, j sao obri-
gados a prehencher os deveres sociaes, e con-
seguntemente devem-os conhecer. Alm disto
a idade de 18 annos he a mais critica amis
perigosa por ser quando as paxes mais forte-
mente desabrocho em nossos corac,5es, fazen-
do louquearos mocos anda mais bem educados:
e ser esta a quadra favoravel para os iniciar em
:is lices da religio? .ke nestes annos pois, a
mocdade ainda nao conhece a Dos se j nao
est habituada aos actos da virtude pode ser
por perdida, e sem remedio. Principtis obs-
ta he mxima comprovada pela experiencia.
Cumpre por tanto que se avezem os meninos
quanto antes piedade, e Religio. A cadeia,
que liga oCeo Ierra acretura ao Creador
comeca por aneis a que a dbil mao do meni-
no pode chegar e segurar-se. Os rudimentos
da F sao como o orvalho que se difunde so-
bre a tenra planta. Falle-se pois ao coraco dos
meninos ; por que elle he mui apto para rece-
ber felizes impresses ; e bem se sabe que o
sentimento do coracao fcilmente passa ao espi-
rito nelle se firma e permanece.
De boamente convenho, que a primeira ida-
de nao deve ser opprimida com urna educaco
pesada e fastidiosa, nem sujeita a longas me-
ditaces a especulaces, e systemas. Nao se
confundido os raciocinios facis, e simplices com
educaco os abstractos, e complexos. Ha modo de racio-
cinar ainda com meninos, oceupando-os e en-
trclendo-os de objecios sensiveis para d ah ti-
rar argumento para os immateriacs, e subli-
mes. Logo rpie o pequeo tive comprehendido,
que ha Dos ; por que existe o mundo o qual
nao se podia crear a si mesmo, dir-lhe-hemos,
porexemplo que Dos recompensa os filhos,
que obedeccm e castiga os desobedientes: que
releva honrar os pais de quern se ha recebido
a vida ; ser compadecido grato laborioso ,
modesto verdadeiro &c. &c. Boa impresso
devem de azer em su'alma ainda nova estas
mximas saudaveis, que nao sao raciocinios ,
se nao sentimenlos, dos quaes tem j os meni-
nos os primeiros principios no coraco; por que
todos i7ascem com o senso moral, e com as fa-
culdades de conhecer, e discernir a rectidfiodas
aeces. ,
As praticas Religiosas, em que devem alm
disto exercitar-se os meninos, nao s8o segura-
mente essas ideias abstractas, esses suutiz, e
conditos raciocinios, que pertencem a theolo-
gia sao sim meros actos de piedade e devo-
co ; e n3o se pode exprimir o bom effeito, que
produzern nessas almas innocentes, quando dis-
tribuidas a tempo e na devida ordem : e o
que podem contra factos sofismas filosficos ?
At a epocha em que por desgrana do genero
humano reinou o atbeismo, sempre a educaco
Religiosa andou anida Iliteraria. As Univer-
sidades os Seminarios os Colegios tinhao um
cuidado, urna attencao especial em instruir a
mofidade nos principios, editames da Reli-
giSo e de applicala alm dos estudos acs
exercicios de piedade. As instituices publicas
crao geralmente confiadas a corporaces Religi-
osas ; e com esta disciplina sahirao de suas es-
colas uteis e excellentes cidadaos Magistra-
dos instruidos e prudentes homens abalisa-
dos e doutissimos em todo o genoio de Litte-
ratura edeSciencia. Logo a educac8o Reli-
giosa nao acanba o espirito, nao serve de obsta-
culo ao desenvolvimento dos talentos, aos pro-
gressos da intelligcncia humana antes presta
incalculveis servicos sociedade. Criados em
milita Religio e piedade forao Newton, Ma-
lebranche, Pascal, e assombrrao o mundo pela
profunde/a de seu prodigioso engenho. O fa-
moso Bacon n8o cessava de louvar a capacidade
dos Jesutas para educar amocidade, a cujo res-
peito fez-lhes o maior elogio no seu livro de o
Augmentes Scientiarum. Mas desde a fatal e-
pocha em que a impiedade dominadora levou
ao cabo a sua maior obra a extinegao dos Je-
sutas pode-se dizer abertamente que espi-
ran para todos os Estados a solida e verdadei-
ra educaco da Mocdade: e tanto conheciao is-
to os melhores pensadores, que o grande Fride-
ricoda Prussia, com quanto pertencesse grey
dos filosofantes ao passo que esses Padres ero
bandos dos Reinos Catbolicos ia-os chaman-
do para os seus Estados por estar convencido ,
dina elle mesmo que ninguem era como os
Jesutas para educar a mocdade.
A ras3o, e a experieucia nos o'emonstrao, que
o homem quando nasce naotraz comsigo nem
bondade nem maldade porm st> disposicao
para vir a ser bom ou mao. Elle tra comsigo
im a faculdade de sentir as suas precisCes as
pinos he incapaz de satisfa/er per si mesmO } o
paxes mais, ou menos vivas segundo a of-
ganisado c temperamento de que o dotara
a nalure/a. Criar pois, e educar um menino
nao he outra cousa mais do que servr-se das
suasdsposices naluraes, do seu temperamen-
to da sua sensibilidade das suas precises,
e das suas paxes para modifcalo, e fazelo tal,
qual se deseja: nao he outra cousa mais, do que
mostrar-lheoquedeve amar, ou temer, fazen-
do-lhe conhecer os meios de o alcanzar ou e-
vitar, excitando-lhe os desejos para certos ob-
jectos, e reprimindo-lh'os para outros. As pa-
xes bem dirigidas conduzem o menino virtu-
de ; e entregues aoseu impeto, e mal encami
nhadas torno-o vicioso e malvado. Se tal he
em resumo toda a larefa da boa educaco, quem
nao v a summa necessidade de que esta seja
Religiosa logo desd'os primeiros assomos da
rasao ?
Helvecio no seu Livro do Espirito Dirc.
3." assevera com a sua costumada audacia,
que a educaco tudo pode lazer sobre o bomem;
e que todos serio igualmente susceptiveis do
ser modificados do modo que se deseja se so
fizesse obrar neiles a mola real do interosse.
Mas a experiencia nos mi slra, que meninos ha,
em cujas almas' nao se pode acender nenhum
podero interesse. Uns ha quede nenhuma
cousa se transportan uns sao timidos, outros
audazes : uns carecen ser aguilhoados outros
apenas os podemos refrear : estes sao estupi-
dos de tao defetuosa organisaco e de tem-
peramento tao rebelde que sao bem pouco
susceptiveis de ser modificados : aquclles tem
o espirito voluvel e tao leviano que nao he
possivel fixao ; ha uns totalmente preguico-
sos, e insensives de maneira que nao ha meo
de os animar. He portanto um erro crer,
que a educaco tudo possa azer no bomem;
pois ella nao pode empregar seno se nao
os niatenacs, que a natnreza Ibe apprcscnta ,


g" -. ..____ -*- '.; .j=
e nao podesemear com fructo so nao em un!
terreno de maneira preparado pela mesma na-
tureza que seja capaz de corresponder cul-
tura que deve comecar des d'amanha da vida
A prinmira cducacao occupa-se principal-
mente em formar e fortilicar o corpo do me-
nino e ensinar-lhea fazer usodosseus Miem-
bros : em seguida da-lhe o habito de regular
as suas precisos de reprimir as paixoes quan-
do contrarias ao seu bem. Esta primeira edu-
cacao j modifca d'alguma sortc as faculdades
intellectuacs do monino e estas primeiras im-
pressoes influem da tal modo sobr'elle que
"ordinario lico por toda a vida. Os pais
nao emprogao tal ve/ bastante reflexao nesses
primeiros periodos da infancia e os entregao
a amas mal educadas grosseiras, e estupidas.
Ao depois mu i tas vezes passao os meninos as
mos do certas aias que Ihe enchem o espiri-
to de ideias falsas de vicios e de despropsi-
tos de que se acha imbuido o seu espirito.
as niaos destas contrahem elles o habito da
mentira da falsidade da pusilanimidade ,
da moleza e da gula. Alm disto corrompi-
dos j das caricias e adulacoes, j de corre-
roes e castigos fra de proposito enchem-se
(fe caprichos de paixoes obstinadas e adqui-
rem mil dbitos que ao depois bem dilcil
se faz o corrigilos por urna segunda educaco
mais assisada e conveniente. Os primeiros
annos da vida, de ordinario mui despresados,
merecem urna attcnco particular; por que
elles militas vezes decidem da ndole e carc-
ter de toda a vida. Esta materia he lao in-
teressante, que julgo dever proseguila em o
K. subsequente. ( Continuar se-, )
Accusarflo peranle o jury de serta villa pro-
ferida pelo Capitao de Ordenanzas conhe-
ctdo por Dr. Gastoso contra o reo Antonio
Mandinga pronunciado por furto de ca-
vallo.
Augustos, e dignissimos Srs. Representantes
desta villa no sagradoobjectodos jurados, que sao
taojuizes comoerao osantigoscorregedoresdeS
Magestado, que Dos guarde, Srs. do nobre
Congresso at quando os Catilinas calumnia-
dores abusro da nossa paciencia Quousque
tndem Catilina abutere paciencia nos-
ira ? Dizer-se como j ouvi nesta casa,
que o mentissimo juiz meu bom compadre,
eSr. sopor intrigas foi, que pronunciou a
leo Antonio Mandinga que ali vejo, he o
mais pudibunda calumnia que se poda in-
ventar. Furtou sim e mais que furtou; pois
he useiro e viseiro destas aleivosias; e o ca-
vallo conheci-o eu bem como as palmas das
minbas mos. E'.a Srs. jurisprudentes um
animal cardo bem apessoado bom carrega-
dor baixo manso como um cordeiro macu-
lado e. anda com urna muda nos queixos por
fazer. Era natural do pasto e filho legti-
i'.'.o da besta de minha comadre Chica que
l)eos haja para todo sempre per omnia stecula
sceculorum.
E o que he, que dizem os cdigos do pro-
cesso como do criminal? Quercr a nossa
Constituidlo que so protejo os velbacos c
Jadres ? Nao certamente ; por que do contra-
rio teriamos o dia de juizo dies irte dies illa ,
segundo nos attesta o proprio Missal Estave
o pobre cavallo pastando de seu em urna cam-
pia : e o que lez aquelle individuo aquello
Saduceo, c Sabugeo aquelle Mandinga apos-
tlico ? Metteo urna cordinba debaixo do bra-
vo ; foi pe ante pe, olho adiante olho atraz ;
at que chegando-se innocente victima, met-
teo-lhe o cabresto montou-a e correo, com
mendado por urna vez. e cuidar em trabalhar ,
se quizer ter com que passar. Disse.
COMMERCIO,
Alfandega.
Rendimento do dia 21.......... 3:048880:2
Para hoje nao ha descarga alguma.
Movimeiito do Porto.
Navios sahidos no dia 20.
Rio de Janeiro ; patacho americano Ariel, ca-
pitao Silas D. Gregg com o resto da carga,
que trouce de Philadolphia.
Ilha de Cabo Verde ; brigue austraco Lusita-
no capitao Miguel Astolf, carga assucar.
Observacao.
Entrou a barca austraca Henrique o o pata-
cho inglez Lady oftheLake,q\io estavo fun-
diados no lameirao
Nados entrados no dia 21.
Ilha de Fernando ; 3 das transporte nacio-
nal Pirapama, commandandnte Ralthazar
Jos dos Res.
Pbiladelphia; 38das, patacho americano Aq-
un de 147 toneladas, capitao Hiram Gray,
equipagem 8 carga fazendas farinha de
trigo o mais gneros: a Matheus Austn &
Companhia.
Sahido no dia 21.
Parahiba, Maranhao e Para ; brigue escuna
de guerra nacional Gararapes, commandan-
te o 1. tenente Jos Secundino Gomen-
soro.
Edital.
o animal e sem consciencia o foi vender por
trinta mil res como se v do depoimento das
tostemunbas, todas testes, e contentes, e todas
om a capacidade ortbodoxa.
Por trinta dinheiros vendeo Judas ao seu
Divino Mestre : e este malandrino vendeo o ca-
vallo alheio por trinta mil res : o primeiro foi
suicida de si mosmo enlorcando-se em una
gueira se bem que eu julgo que houve en-
gao ; e que loi n'uma goiabeira que he
mais alta eterno pao mais duro como to-
dos nos sabemos : e s vos, Srs. Magistrados ,
dcixarcis de mandar inforcar a aquello Mandin-
ga que he pior que Judas, e aquern nao
tem escapado cavallo porco pir ovelha ,
galinba e quanto lacticinio cada um cria em
seu quintal ? Calceta he pouco : forca com elle,
a ver se se corrige e emenda destas, e d'ou-
tras simonas.
Elle he tao soberbo e insolente que na
demanda, que leve com oSr. '/.ci gabou-
se que tirina peitado o juiz a quo : porm a-
gora croio que Ihe sair o gado mosqueiro ,
ainda que ello appelle e aggrave do juiz a quo
qua quo ou aumente qui. Srs. be preciso
castigar este ladreo que poz mos violentas
no cavallo do seu prximo e vendeo-o, como cebe nicamente escravosa Iretc, e passageiros
se fosse mu. Imponde-lhe j a pena ultima para os quaes offerece os melhores com modos ;
para nao continuar nos hm furtos. e licar e-1 os Dretendentes entendn-se com Leopoldo Jo-
= Pela thesouraria das rendas provinciaes ,
em cumprimento de ordem superior se ha de
contractar no dia 7 d'agosto deste anno o alca-
Iroamento de todas as madeiras da ponte do Re-
cile oreado em Rs. 1:638$593 sob as condi-
ces publicadas no Diario n. 141 de 4 de julbo.
A discripcao da obra poder ser examinada na
repartidlo das obras publicas pelos concurrentes,
que deverao dirigir thesouraria as suas pro-
postas com antecedencia em cartas fechadas, que
sero abertas no dia aprasado.
V. T. P. de F. Camargo commendador da or-
dem de Cbristo &c.
Faz saber que no dia 24 do corrente se ha
de arrematar em basta publica a porta d'alfan-
dega ao meio dia 8 rolos de fumo avariado ,
pezando 14 arrobas c 24 libras avaliada em 1$
res cada arroba; mercadoria esta cuja venda
j foiannunciada por edital do 30 das datado
em 17 de junlio prximo passado. Alfandega
21 dejulho de 1843.
V. T. P \de F. Camargo.
Avisos martimos.
Freta-se para qualquer porto do Sul at
o Rio de S. Francisco a muito veleira barcaca
Conceicao Poderosa de lote de 30 caixas de
assucar, ede primeira viagem, da qual he pro-
pietario e mestre Francisco Antonio dos San-
tos ; os pretendentes dirijaose ra larga do
Rozario venda n. 33.
=Para Loanda, com escala por Rcnguella a
bem coi struda e vellera barca nacional Er-
melinda, de 244 toneladas, capitao Nicolao
Maria Passalaqua Jnior pretende seguir vi-
agem com a maior brevidade por ter parte do
seu carregamento promplo as pessoas que no
referido navio quizerem carregar ou ir de
passagem dirijao-se ao seu consignatarso An-
gelo Francisco Carneiro no seu escriptoro na
ra da Aurora ou com o capitao na Praca do
Commercio as horas do costume.
Para Lisboa ha de sabir no dia 27 do cor-
rente o muito velleiro brigue portuguez Tri-
unfante recebe simiente passageiros, para o
que tem oxcellentes commodidades, e tem a
preferencia em tudo a outro; quem no mesmo
brigue quizer ir de passagem pode dirigir-se ao
capitao Silverio Manoel dos Reis ou casa de
Mendosa Oliveira, na ra do Vgario n. 21.
Para Lisboa ba de sahir no dia 9 de Agos-
goslo prximo o muito bem construido bri-
gue portuguez Tarujo 1- de primeira mar-
cha e com as melhores commodidades para
passageiros, ainda recebe alguma carga e pas-
sageiros ; quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem, pede dirigir-se ao capitao do
mesmo brigue Manoel d'Oliveira Faneco, ou
a Mendes & Oliveira na ra do Vgario n. 21.
= 0 brigue Paquete de Pernambuco sai com
muita brevidade pura o Rio Grande do Sul, re-
frete,
s da Costa Araujo morador no forte do Mattos.
O brigue Feliz Destino segu no dia 2 de
agosto futuro para o Ass, e'louros-, quem no
mesmo quizer carregar, ou ir de passagem di-
rija sea bordo do dito brigue que ost lundi-
ado dofronte do trapiche do Algodo, a fallar ao
capitao Manoel Pereira de S.
Jos Antonio Falriio, freta para o Araca-
ty Cear ou outro qualquer destes portos c*
bem velleiro e asss conhecido de boa cons-
truccao hiate Conceigdo do Pilar; quem qui-
zer dinja-se a bordo do mesmo ancorado de-
fionto do trapiche da Companhia.
Para o Rio de Janeiro o brigue brazileiro
Indiano sae quarta (eir 26 do corrente tem
os melhores commodos possiveis para 12 passa-
geiros dos quaes ainda tem algunscamarotes sem
destino por tanto quem quizer ir de passagem
deve aproveitar tao boa occasio. Os Srs. pas-
sageiros que tem tractado a sua passagem de-
vem ir rcalizal-a, para poder-se contar com el-
les ; assin como os carregadoros de cscravos de-
vem ir verificar com corteza os que querem em-
barcar : para urna, e outra cousa tracta-se
com o dito capitao na praca do Commercio, ou
com o consignatario .Manoel Ignacio de Olivei-
ra no largo do Corpo Santo n. 4.
Leiles.
M
O corretor Oliveira far leilao da bem co-
nhecida e acreditada serrara por vapor com
todos os seus pertences, e prompta para se por
em andamento inmediato sia na ra da
Praia a qual foi do finado Feij e se ven-
der a prazos convenientes ; Picando at ao ar-
bitrio dos concurrentes, conforme se ajustar no
acto da arromatacao poder costear-se de so-
ciedadecom a Sra. Viuva daquollc fallecido,
se este meio se julgar mais conveniente como
he do suppor vista dos grandes resultados ,
queselein colhido ; e podem continuar-se a
tirar de um tao efficaz estabelecimento toda vez
que se prooorcionem os respectivos fundos,
que todava nao precisa serem avullados como
na occasio se far conhecera quem se dedique
a continuar no seu manejo: sabbado22do cor-
rente ao meio dia em ponto no lugar onde se
acha collocada a serrara.
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N. 64.
J^ahio hoje luz e vendo-se no lugar do
costume. Con tem ose^uinto:
O Arlilheiro.
Discurso do Sr. Peixoto de Rrito.
Noticias do norte dadas pelo Guarda,
A viola de Loreno.
= Joaquim Goncalves Ca*cao pretende em-
barcar para o Rio de Janeiro urna escrava do
nomoMicaella comprada a D. Umbelina Ala-
ria Gomes de Oliveira.
= Aluga-sco terceiro andar da casa da es-
quina da ra do Rozario n. 39 com sufficien-
tes commodos para qualquer familia ; a traclar
na loja de ferragens defronte do beco da Con-
gregaco n. 30 ; na mesma vendem-ee 4 cai-
xas de pinho grandes, proprias para guardar
farinha.
= Continua-se a tirar passaportes para fora e
dentro do Imperio, edespacho-se escravos, tu-
po com brevidade ; trala-se no Alterro da Moa-
vista loja n. 41, ou 48, com Antonio da Sil-
va Guimaraes.
Urna Sr.a de bonscostumes se encarrega
da cieacao de meninos de peito empedidos e
desempedidos e tamhem recebe meninos des-
mamados para curar da sua educaco no que
promete esmerar-se ; quem do seo preslimo se
qui/er utilizar dirija-se ao patio do Carmo
n.
24.
Troca-se a morada de urna casa terrea na
camboa do Carmo, a qual tem bons commodos,
quintal, cacimba, e porto por um sobrado
de ums andar, ou um primeiro andar, e que
seja no patio do Carino ou na ra estreita do
Ro/.ario ; quem quizer annuncie
= No Rocie, na ra da Cruz escriptoro de
Jos Gomes Jnior n. 23 vende-se por preco
conimodo saetas com alqueire de farinha de
mandioca muito fina, eal\a, (cita na Muribeca-
Preciza-se alugar um sitio, que tenha
baixa para capim e que nao soja muito distan- j
te da prac,a menos em Olinda ; quem o tiver'
diriia-so a ra da Florentina n.33.
A mulher, que empenhou um corac5o de>
ouro, com clausula desdo marco do 1840, quei-
ra o ir remir dentro em 8 das, do contrario se-
r vendido.
A pessoa, que annunciou no Diario do
20 do corrente, querer 1008 a 200S reis a pre-
mio; dirija- a Boa-vista na ra Velha n.39.
Desappareceo no dia 20 do corrente um
cavallo do aterro dos A Bogados, delronte da fa-
brica do sabo, com os signaos quintes, ruco
pedrez, eom peladuras das bandas de cangalha,
outra em um quadril, dina cortada cauda
comprida um tanto pequeo passeiro, lem
umearregoobrigado e capado; quem o pe-
gar leve-o na fabrica do charutos defronte da
mesma labricade sabo n. 186, quesei gra-
tificado.
Thom Francisco da Costa, mestre alai-
te, mtidou o seu estal.eleciment da ra do
Queimado para a do Rozario larga n. 35 por
isso participa aos seus fregueses e amigos que
tonho a hondada de o procurar que os servi-
r com promplido.
Continua-se a tirar folbas corridas pas-
saportes para dentro e f como para escravos, tudo por preco muito com-
modo; quem quizer, dirija-se a ra do Livra-
menton.026,& andar, quo nenhum outro o
far mais em corita.
= Quem previzar de urna ama com bastan-
te leito c de bons oostumes ; dirija-se a ra
larga do Rozario n. 50.
*! A loja de tartarugueiro n.2, na ra das
Trincheiras, que volta para o patio do Carmo ,
fabrica pentes de todasqualidadesdaultima mo-
da como tambem marralas abre emblemas
para marcaces de barricas de todas qualidades,
como tambem prepara marlins para retractos ,
por preco' com modo.
Aluga-sc urna boa casa terrea na ra do
Sebo da Roa-vista n. 3 com bom quintal ,
cacimba e arvoredos : dirija-se a casa n. 1
na mesma ra ou atraz do tbjUro armazem
dotabo.'ido de pinho.
Na ra do Passeio lojh de chapeos de sol
continua se a cobrir chapeos de sol com sedas da
mais superior qualidade, e com outros diver-
sos pannos, concerta-s com toda perfeicao
e brevidade ;: achao-se na mesma uns chapeos
muito fortes de bom tamanho, um surtimen-
to de cobertores muito ricos e bonitos: roga-
se a todas as pessoas que tem chapeos de sol Da
mesma loja tanto para concertar como para
cobrir de irem buscar no prazo de 8 das ,
seno serao vendidos para pagamento do tra-
balho dos mesmos. ^
= Aluga-se umsotocom bons coifunodos
para qualquer ^enhora capaz ou familia; na
ra das Larangeiras sobrado n. 15 deronte da
rolinacao; a tractor no segundo andar do mesa
mo; assim como engoma-se roupa, e se fazem-
esti dos para senhora com toda a perfeicao.
=Manocl Antonio Tavares subdito Portu-
guez retira-so para Portugal, com sua fa-
milia a tractar de sua saude.
Nova fabrica de rentes de to-
das as qualidades da ultima mo-
f da e juntamente abridor de
cuiiiieu/spaT Typografias e letras para mar-
cacocs de barricas, tudo por preco commodo :
no beco Largo do Rccife n. 1.
=Aluga-se o segundo andar da casa nova da
ra doCollegio confronte a palacio est rica-
mente forrado de papel, e tem excellentes com-
modos; quem o pretender dirija-se aoescrip-
torioda viuvaCunhaGuimaraes defrontc da or-
dem 3.'deS. Francisco ou na ra do Crespo
n. 10 loja de Antonio da Cunha izares Gui-
maraes.
Um rapaz Rrasileiro, que tem pratica de
oflicio de chapelciro, se oflerece para concer-
tar chapeos do todas as qualidades, tanto do
Chillo como pretos de seda tambem toma em
porco para aparelhar tudo com o maior
aceio possivel e por preco commodo ; quem
sequi/er utilisar de seu prestimo dirija-se a
travessa do (Queimado n. 7 segundo andar.
=Joao da (-osla Mangerico e sua familia
retira-se para a provincia do Rio de Janeiro.
Manuel da Rocha Mesquita Vianna, sub-
dito Portuguez, retira-se para Angola.
Insta-se pela segunda vez Sr.1 D. C. J.
M. viuva do tallecido coronel M. A. A. para
que mande entregar ao padre Goncalo Victori-
no Rorges a quantia de20S000reis que dita
Sr. nao ignora dever-lhe restituir do con-
trario se publicar todo este negocio por ex-
tenso.
O Sr. que no Diario Novo annunciou
querer comprar um Atlas Geographico, dirija-
se travessa das Cruzcs n. 8 que achara dous
para escolher.
DA-B6 200S000 reis a juros sobre penho-
res ou boas firmas e tambem se d em pe-
quenas quanlias; na ra Relia (outr'oraFloren-
tina) n. 37 primeiro andar.
No sitio do Mondego do finado tenente
coronel Costa appareceo urna vacca ; quem
fir 8 ---------------- ,


** Muito se tem fallado do sistema Homeo-
patliico do sistema de Broussais e do outros
muitos'Ynil di Arenles ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evacumantes, que
ninguem pode negar serotn nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a diAiculdade de fazer observaraos ou do-
tes a dieta necessaria o rigoroza que pedo a
Homoopnthica e pratica regalar &c. Somos
geralmentcacostumados a comer milito mais
do que he necessario para o nosso sustento ; o
resultado he flatos, indigestos e inflamar
c oes nos ligados, dc Para remover impedi-
estes incommodos, nada he mais prompto, que
um purgante saudavel que nao cvnstipa os
intestinos, e que augmenta as diflerentes sec-
crecoes.
O publico achara as Pillas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu effeito ,
sem dores e incommodo algum nao ho ne-
essario dieta alguma o pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
geote Joao Keller, ra da < ruz do Recie n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Gadeia do liedle, em casa de
Joo Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
( Silva & C.a, e atierro da Boa-vista, na deSal-
Jes & Chaves.
A pessoa que por engao tirou urna
carta do crrelo \ma do Sul para Manoel
Antonio da Silva Alcntara queira annan-
ciar. j
Quem q*er at 5^000:000 rs. a juros
sobre hypotheca em casas, dirija-se a ra da
Praia n. 36.
Piecisa-se de um moco para caixciro de
venda de 12 a H annos; na Solidad* ven-
da n. 18.
Precisa-sede urna ama de leite ; na ra
velha n. 67.
Quem precisar de urna ama para urna
casa de homeirf solteiro para todo o servico ,
dirija-se a ra da Conceicao n. 21.
O primeiro secretario da Sociedade Ami-
sade-nos-Une faz certo a todos os Srs. Socios ,
que a 23 do correte p.-las 4 horas da tarde
ten lugar a continuacao dos trabadlos da as
semidea geral, ordinaria na casa 4a ra l)i-
reita n. 2, primeiro andar.
O Snr. Jos Antonio d Rocha, queren-
do saber noticias de um seu escravo por nome
Joaquim que anda fgido a 7 ou 8 annos ,
dirija-se a Olinda na ra de Maiias Ferreira ,
lado do norte casa de 4 portas verdes, e calca-
da alti'-fPqne ahi achara quem Ihe info;mo a
poito.
= Precisa-se de um menino Portuguez de
12 a 13 annos, para urna pequea loja de miu-
dezas ; na praca da Boa-vista n. 20.
= No botequim junto ao thentro de Paiva &
Companhiaha muito bom caf todas as tardes ,
com leite e sem elle muitos bons refrescos de
todas as qualidades, bom Champanhe e cer-
veja vinhode Bordeaux de Lisboa e Por-
to engarrafado licores finos de todas as qua-
lidades e dous excellentes buhares, tudo com
o maior asseio possivel e tambem se recebem
assignaturasparase dar jantares e do dia 23
em diante haver peligros todas as noites.
= Aluga-se um sitio na passagem de Olin-
da de nome Olho-d'agoa, com casa para fa-
milia boa baixa para capitn e com arvore-
dos ; e no mesmo vendem-se algumas vaccas
de leite ; quem pretender dirija-se a praca da
Boa-vista sobrado n. 4i.
= Arenda-seum sitio ainda mesmo pe-
queo mas que seja cercado tenha casa < om
commodos para nao pequea familia sendo
de sobrado melhor, ou terrea, mas alta, a bei-
ra do rio Capiharihc ou prximo com tan-
to que seja indepemlente c commodo a pas-
sagem para os banhos no mesmo rio, sendo na
Capun^a ou n'outro lugar, rio a cima; quem
tiverannuncie.
Aluga-se urna preta para todo o servico
de urna casa ; na ra larga do Rozario ven-
da n. 41.
- Na ra da Cruz doRecife n. 10, existe
urna carta, e um cmbrulho para o Sr. Anto-
nio da Costa Ferreira vindo da Parahiba do
Norte.
No botequim do A'buquerque dao se al-
mocos e jantares para fon:, e nos domingos tem
mao de vacca e cabidella para almoco.
__ Domingo 23 do corrente as 6 horas da
manha tem pao na padaria reformada de no-
vo na prafa da S. Cruz na Boa-vista ; os >rs.
freuezes podem mandar buscar ou fazer suas
encommcndas na vespera que se far todo o
possivel para sercm bom servidos.
__ Precisa-se de um pequeo Portuguez de
10 a 12 annos, para estar em companhia de
um feilor em um sitio ; na ra da Assumpcao,
ou muro da Penba n. 16.
__ Manoel Jos Viannacomprou Anasta-
rin Francisca da Silva urna mulatinha de no-
me Marcelina para embarcar para o Rio G.
do Sul por conta de Jos Ferreira Riheiro
uimaraes.
* Aluga-se urna prota oscrava crioula ,
e moca para todo o servico de casa, por 10g
rs. moBsaes e o sustento; quem quizer an-
nuncie.
Lotera de N. S. do Livramento.
As rodas dsta lotera ando infalivel-
qiente no dia primeiro de Agosto e os buh-
les achao-se a venda nos lugares do costume.
Precisa-sede urna ama de leite forra ou
escrava : na ra ao lado da Igreja da Penba ,
jasa que tem taboleta de tintureiro defronlc
do nicho.
= Um rapaz Brasiloiro do 16 annos dese-
ja-se arrumar em alguma loja de miudezas do
queja tem pratica, e se for este arranjo na
Boa-vista melhor ; quem precisar dirija-se a
ra da Conceicao da Boa-vista sobrado n. 8.
O Sr. A. J. F. queira tor a hondada de
ir praca da Independencia pagar o importe de
um par de borzeguins, e dous pares de sapatos
le lustro isto no praso de 3 dias, so nao qui-
zer ter o desgosto de ver o seu nome por estanco
publicado.
Constando ao abaixo assignado que al-
gumas pessoas de proposito espalharo a noti-
cia que a cera que se gastara no funeral do
(inado Vigariode Maranguape que tivora lu-
gar na Igreja de S. Pedro de Olinda, fra da
loja da abaixo assignado esto declara que
similhante cera nao fra de sua loja ; assim co-
mo que toda cera, que vende, e aluga he
marcada com a marca do seu Gnado cunhado ,
ante possuidorda dita loja cuja marca he AB.
Francisco Jos Fernandez Antunes.
O abaixo assignado munido nicamente
do amor da verdade, nao pode dcixar de fazer
patente as falsidades tao mal alinhavadas do
annuncio inserto no Diario n. 143 sim o
cauteloso annuncio inserto no Diario _n. 140 ,
tendente a Florencia Margarida dos Prazeres ,
declara a verdade e descobre os feitos da mais
refinada maldade o deve ter po^to o publico
em urna bem notavel expectacao porque to-
dos folgariao saber quem era o falso e fingido
devoto quo outr'ora havia em certa cidade ,
a seu bel prazerdespunha de tudo quanto na
unha Ihe cahia a firn de nao pagar o que de-
via. Que tal era o falso e ungido devoto
papaMissa, que atrevidamente fez e faria sua
Ilegal fortuna a cusa do publico, e das incau-
tas edormentes viuvas. Tenhao Snrs. Re-
dactores a bondade de dar publicidade a estas
poucaslinhas. em que Ihe ficar assas agrade-
ido o seu muito venerador e obrigado. Fran-
cisco Jos Dias da Costa, sondo sempro o ami-
go da verdade.
Aluga-se um sotao para pequea familia;
na ra Direita sobrado n. 50.
Aluga-se o segundo andar do sobrado no
patio do Terco ; na ra do Livramento n. 30.
a 1280 a caada ; na ra Nova botica n 57. chapeos a 1000 rs. ecom chapelinha a 1600,
= Vendem-se 10 travs de 33 palmos, de alm de outras fazendas algumas ferragens
boa qualidade, umenchamde 36, expostos muito baratas; na esquina da pracinha do
no porto das canoas da ra Nova ; a tractar na Livramento n. 1 loja da viuva de Burgos,
ra do Fogo n. 27. Continua-se a vender pao do centeio
Vendem-se bichas superiores chegadas todos os sabbados as 4 horas da tarde a 100 rs. a
ltimamente; tambem se aiugSo e se vo libra, e os mais dias a toda hora ; na padaria
applicar para melhor commodo do comprador ; de Carlos Doters.
na ra Direita-n. 135. = No deposito de assucar] refinado esla-
Vendem-se duas moradas de casas de um belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
sobrado ns. 38 e 40 e um terreno no fundo te do caes do Collegio ha para vender assucar
das mesmas na ra da Guia lado do norte refinado segundo o novo systema de fabrica-
ba i rro do I? eci fe : na ra larg do Rozario, cao, pelo qual se extrae a potassa ecal.dei-
loja de miude/.as n. 35. xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
Vendem-se alugao-sc e at se man- proco da libra do de primeira sorte e em paes
do applicar bichas de muito boa qualidade a 160 rs. e o du segunda e terceira em p ,
por preco commodo sendo as mais pequeas a 120, rs.
a 3000 o cento ; no Recife beco do breo n.
4 loja de Joaquim Ferreira l'onles.
Vende-se urna escrava de Angola de 16
annos cozinha, lava engomma e vende na
ra : em Fora de Portas n. 92.
Vende-se urna casa grande assobradada ,
com muito terreno no fundo porto de desem-
barque e com capacidade de se p5r qualquor
estabeleciment de lomos por ser no lugar do
Coelho na Boa-vista junto a olaria do Snr.
Miguel Garneiro ; ao atierro da Boa-vista loja
de seleiro.
Vendem-se por preco muito barato os
seguintes livros ; historia de Bossuet em por-
tuguez sem uso algum dous Atlas, um com
47 cartas, 36 modernas e 11 antigs outro
com 10 ambos muito modernos; urna gram
mal ira Italiana e um Telemaco ; na Iravessa
das Gruzes n. 8.
Na ra do Trapiche n. 19 casa de J. O.
Elster vendem-se charutos da Baha, por pro-
co commodo mesmo em pequeas porces.
= Vende-se azeite docarrapato a 18520 a
caada ; na ra da Conceicao da Boa-vista
n.18.
Compras.
Comprao-se diariamente oito a 10 arro-
bas de capim sondo por enganjamento cer-
to e posto na porta; na ra dos Coolhos n. 3.
- Compra-se urna obra de Breviario, usa-
da ; quem ti ver annuncie.
Comprao-se mcrgulhos de parreira mus-
cate! de um a 3 annos; no armazem de carne
n. 5 nn travessa do A rsenal de Guerra.
= Comprao-se efloctivamente botijas e
garrafas razias, e pipas de agoardente, que por
ser fraca ou corada nao serve para exportar; na
restlaco da ra de S. Rita n 85.
Compra-so para fora da provincia urna
escrava moca que cosa e engomma com per-
leicao ; no atierro da Boa-vista, a fallar com o
Coronel Joo Ferreira de Chaby.
Compra-se um par de cassambas em
meio uso : na praca da In lependencia n. 39.
Compra-se urna cabra que d bastan-
te leite ; no atierro da Boa-vista casa de Ber-
nardo Jos Carneiro Monteiro terceiro andar.
Vendas
Vende-se a historia de Napoleao Impera-
dor dos Francezes desde o seu nascimento at
a sua morte : contendo a completa e exacta
narraco das suas guerras, batalhas e victo-
rias aeces de valor, de generosidade de cle-
mencia de magnanimidade, coragem e bon-
dade ; sua vida privada, carcter administra-
cao e conducta com as nacocs estrangeiras; tra-
duzida do original Irance/. composto por A.
Hugo e augmentado com a minuciosa relaco
do luneral de Napoleao desde Santa-Helena at
a Igreja dos invlidos ; com 24 gravuras : na
livraria da praca da Independencia ns. 6 e 8.
:= Vende-se urna escrava boa lavadeira ,
e cozinbeira ; na ra Direita n 38.
= Vende-se um cavallo russo, grande,
com bons andares; na ra do Crespo, loja n. 4.
ss Vende-se espirito de vinho de 36 graos,
= Vendem-se dous pares de caixilhos para
anellas, bezerro de lustro para calcado; na
praca da Independencia loja n. 21.
Vende-se urna casa de taipa no atterro
dos Aflbgados com 20 palmos de frente e 40
de fundo terreno aira/, tudo feilo de novo ;
na ra do Livramento n. 5.
^Vendem-se os seguintes livros em bom
uso e por prego commodo ; Elclvina ou his-
toria da Baroneza de Castle-Acre 3 v. ; os 2
Casimiros, ou 20 annos do captiveiro, 4 v. ;
Izahel ou os desterradas da Siberia 1 v. ; no-
vellas escolhidas, 3 v. ; na ra do Queimado
loja n. 6.
Vende-se um cavallo pedrez gordo e
muito fortes carrega baixo e muito bom de
carga ; na ra da Aurora n. 30.
Vende-se um caixo de amostras para
venda ; na ra do Livramento n. 30.
Vende-se a novena de S. Anna; na pra-
ca da Independencia livraria ns. 6 e 8.
Manoel Alvos Guerra na ra do Vigario
n. 3 vende taxas de ferro batido e coado de
todos os tamanhos por preco muito barato ;
e travs de madeira superior de 36 a 50 pal-
mos c de 7 a 10 pollegadasde grossura.
= Vendem-se vinho de Bordeaux em moias
pipas o 48, 50, 5o, e 80,000 rs. dito do dif-
ferentes qualidades om caixa de urna duzia de
garrafas de 9 at 14,000 rs. dito engarrafa-
do de 240 at 500 rs. vinho da Madeira sec-
ca superior, dito Cherry Moscatel frontignhao
c Champanhe do marcas conhecidos, licores
finos de Bordeaux agoardente de Franca ,
absinta corveja ingle/a queijos da Soirre do
Groyere, maeuirs seceos biscoitos de Res-
mes conservas de crvilhas sardinhas azei-
te doce em feigos moslarda ingleza e france-
za rap n.lo vellas de espermacete supe-
riores eharutos da llavana sal refinado em
embrulhos vinagre de groseillcs conservas
em doces de frutas dilerentes da Europa, e
nelrois em molho todos estes gneros e outros
se vendem na ra da Cadeia velha em casa de
Fernando de Lucca n 16.
= Vende-se um prota de nacao do 24 an-
noe ; na ra de S. Amaron. 16.
%: Vendem-se cortes do chita com 13 cova-
dos de tintas seguras a 2560 3000, 3200 e
3500 ditos do cassa chita a 2240 e 3000 ;
pecas do paninho com 10 varas a 2400, 2800 ,
{300, 3800 e 5400. ditas de madapolo a
5200 e 5760 pannos finos de diversas cores a
2800 3200 e 4800 o covado lencos de cas-
sa de quadrinhos a 160 ditos de cambraia
com cercadura bordadas a 460 e 600 colletes
feitos de setim maco mu bem trabalhados a
4500 sapatos de couro de lustro para homem
a 1120, 1280, e 1600, ditos para senhora
com algum defeito a 800 o 1000 rs. ditos de
marroquim a 500 640, e 800 rs. e perfeitos
n 1000 rs. ditos de meninos a 320 chinel-
las para homem a 560 e 600 rs. indispensa
veis para meninas a 400 meios chales ou len-
cos d lanzinha a 720 e 800 fustes para col-
letes do varias cores a 320 e 400, riscados para
cakas a 240 o covado caixas de (landres para
= Cadeiras americanas com assento de pa-
lliinha camas de vento com armaco com-
modas du angico, ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com di floren tes largu-
ras e comprimentos, travs de pinho e bar-
rotes com diflerentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa de J. Beranger n. 14
= Vendem-se barris grandes e pequeos
com a/eite docarrapato a 1280 a caada; no.
armazem defronte do guindaste da Allandega.
= Vende-se urna preta de nacao boa ven-
dedeira com um filho de 14 annos ambos
sem vicios ou trocao-se por dous escravos tra-
ba I dadores de enchada ; nos A (Togados n. 28.
= Vende-seo sitio n. 111 junto a estra-
da do Giquia com excellentes commodos o
proporces para gado a dinheiro ou a praso ,
e urna rede nova para viveiro ; a tractar no
mesmo sitio.
es Vendem-se bilbetese meios ditos da lo-
tera do theatro, que corre em o dia 27 do
corrente ; assim como de todas as mais loteras
concedidas a esta Provincia os quaes se tro-
cao por outros quaesquer premiados, a elles
antes que se v os dos seis con tos : na ra da
Cadeia do Recife n. 24, loja de cambio do Sr.
^ eir.
= Vende-se um quarto bom de carga: no
patio da Matriz de S. Antonio n. 10.
= Vendem-se pipas de agoardente de 20
graos a 36,000 rs : na ra deS. Rita n. 85.
*s= Vendem-se chapeos de castor branco a
5000 ditos finos a 7000 ditos para meninos
a 3000 luvas de pellica branca para homem a
1000 rs. duraque de listras para calcas a 480,
560, e 640 lencos de seda de bonitos padrdes,
lucias curtas de soda riscadas de muito bom
gosto casimiras de cores para calcas, pannos
de diversas qualidades e cores, cambraias lisas
e adamascadas cassas lisas e de quadros ma-
dapoloesfinissmos pannos para mesas peque-
nos e grandes e outras umitas fazendas por
preco barato : na ra do Queimado loja n.
11 de A. F. G. Vianna.
= Na loja de Salles & Chaves no atierro da
Boa-vista acha-se um grande sortimento de
licores linos de todas as qualidades vindos de
(franca nos seus competentes caixes a 7500 a
duzia, ditos de segunda qualidade em garrafas
pretasa4000a duzia, ditos de terceira quali-
dade a 2400a duzia sendo este terceiro bom
para as vendas por isso que tem bonitos papis
com amostras francas aos bons compradores.
= ^ ende-se no armazem de comestives,
junto a fabrica de chapeos de sol na ra do Pas-
seio publico salames (Bologne ) rhegalos lti-
mamente presuntos para fiambre vinho de
Lisboa engarrafado, \ o liando o casco queijos
I',iimcsari c todas as mais qualidades de co-
midas e bebidas tudo muito barato.
Escravos fgidos.
= Desappareceo no dia 17 do corrente, indo
para a tenda um molcque crioulo de nome Ma-
noel de 12 annos, levou vestido calcas de
estopa vellias camisa de chilla tambem velha ,
o rota, rosto redondo, falla bom explicado,
maosgrossas ha noticies quo anda em Olinda;
quem o pegar leve a primeira loja de fazendas
junto ao arco da Conceicao que ser recom-
pensado.
= Fugio no dia 27 de Junho p. p. 1 mole-
que crioulo, cor fula de 10 annos, cabeca
redonda e pequea ps pequeos o seceos ,
maos tambem pequeas cara cmprala na-
riz chato, tem urna belida no olho direito ,
nao he muito secco do corpo ; levou vestido
camisa dcalgodoja velha e rota e calcas do
mesmo panno la muito sujas ; quem o pegar
leve ao Forte do Mallos na prenca de Jos Bi-
boiro de Brito que ser recompensado.
Recifb: naTyp. deM. F. de Faria.=1843


Full Text
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