Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05009


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Full Text
Anuo de 1843.
Sexta Feira 21
-Todo rom depende de nos memo; da no prudencie, moderegao, e encrria- con-
tinuemos como principiemos, e seremos aponlados com dmiragao entre as Naque' maia
culi. ( Proclamarjao da Auembleia Geral do Bhasil.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES.
Goianna, e Parahyba, segundas e sextas feirai. Rio Grande do Norte, quintas feitee.
B mito e Garanhun, a 1" e 24.
Cbo, Serinluem, Rio Formoso, Porto Cairo, Macei, e Alagoas no 1 H e21.
Bja-ritlae Flore 13 23. Santo Anlao quintas feira Olinda todos os' din
DAS DA. semana.
47 Seg. Aleixo. Mm Aud. do J de D. da 2. .
S Terg. Marinha V. M. Re. Aud. do J. de D. dt 3. t.
4l> Quaxt. s. Vicente de Paula Aud do J. de I), da i i,
2) Quint. Jernimo Emilino_ Aud do J. de D. de 3. r.
21 Sex. Prxedes Vir?. Aud do J. de D. da 2. t.
52 Sab. i. Marii Magdalena. Re. And do J. de D. de 1 y.
23 Doea.e. Apollinario B M.
ftmnnm
aamusso
de .Fullio
Anno XIX. N. 156*.
O Diw.tn publice-se todos os dia quenco forem Suntificailos: o prefo da assignatu'e ha>
de tres mil res por quartel |>;o< adiantados Os aanaaoioj dos ssijnantes s.io inserido
gratis eos dos que n lo torea i ro de M) reis p >r linh. As reclamaqoes derem serdiri-
gidas a esta Tip., ra das Crmes N. 14, ou apresa da Independencia loja de livros N. 6e8.
CAMBIOSNo dia Jd <- .lulhn. compra venda
Cambio aobn Londres 25.
Pars 3< ti reis por franco,
Lilba llt) por 1U de premio.
Moeda de cobra 2 por rento.
Idea de letra do boas firma 1 T a }.
de Julho.
Ocio-Moedade 0,400 V.
i N.
de 4,1)00
PsaTl-Patace
a Petos Cj'annara
dito Mexicano
compra
4fi 8J0
46,0
tf.VOO
4.840
1,910
4,y-.o
47,000
i>> 800
9,400
1,960
I.S6U
1,960
PHASES DA LA NO HEZ DE JULHO.
23 m. da m:
I.ua Cbeia i 11, it 2 horas e 46 m. da larde. 1 La ora 27 as 3 hora
Quart.aiing, 19, ai 11 boraae 22 a. 4.a a II horas 42i
Preamar de hoje.
da saanLia. | I. a 12 hora 6 m. di tarda.
mvjaa
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 12 DO CORREN TE.
Officio A cam >ra municipal tiesta cidade
Acouso a recepcilo do ofiicio de vm.068 de 10 do
corren te, no qual so mostrad perploxos a rospei-
to da preferencia que se dova dar utn dos 2
licitantes Anacleto Jos de Mendonca e Jos
Joaquim Bizerra Cavalcanti, que concorrera
arremataco do contracto do taino das carne
veroes para o consumo deste municipio no tr-
ennio, queso sesue, vista dos ofTerecinentos
que osmesmos (i/, 'raoEntendeess;' ,,:.,'
t. 3 f m lllUllll.llld-
lidade, que se devera dar preie'iencla ao pri-
meiro, porque aceita todas a# condiccs'do re-
gulamento e.to para ex-;Cuc5oda ,ci provin.
cwln 89; mas nao rd decide por similhante
preferencia attcn^ndo a a 0(jtra _
taofTerece condiros rasoaveis, e sobrc tuddi_
mmuicao no t(li0 das carnes, posto que exija
no regular ienlo modfleaedes, urna das quaes
pode tP.vorecer os arremattantes illudirem as
obr'.jrjcoes a que se sugeitad, ou pelo nrwnos
se presta duvidas, que difficultein a fiel exe-
cuco das condicdes.da arremataco.A Presi-
dencia enten le que nao pode resolver a duvi-
presentadas pelos concurrentes; porquanto nos
termos do artigo segundo da le, que autorisou
imilhantecontra :to o offerecimento do sogun-
do licitante Jos Joaquim Bizerra, que sugeita-
6c ornecera carne por menor preco, devia ser
aceito com preferencia ao do prirneiro, so ello
nao exigisse modilicacocs no regulamento que
por urna parte diminuem o fornecimento diario
de rezes, e por outra podern tornar Ilusorias as
cautellas, tomadas pelo governo, para que nao
falte ao povo a abundancia deste genero de pri-
meira nocessidado. A segunda proposta sem mo-
dificares no regulamento nao se pode todava
aceitar com regeicaode outra, em que o da
menor preco que foi o prirneiro fim da lei ci-
tada como he expresso no artigo 2.Nesta
duvida que as licitaces olTerecem entre urna
condico da lei, eoutras do regulamento, deve
ficar adiada a arremataco a' a prxima reu-
niao da assembla provincial legislativa paro
que ella resolva com a sabedoria, e acert, que
se deve esperar de suas deliberares em mate-
ria, que toca tad de perto uo interesse dos habi-
tantes desta cidade, visto naoconvir de sorte al-
guina accelerar qualquer decisao na execucad de
um contracto pelo qual se estabelece o mono-
polio entregando-se as .naos de urna compa-
nhia de particulares o privilegio de regular a a-
bundancia, ou a escassez de um dos gneros
mais importantes ao sustento do povo.
Dito Ao presidente interino da relaco, exi-
gindo o scu parecer acerca das duvidas, que no
rana antes da ordem do pagamento ; que os-
la mtervencolimitar-sc-ha aconcedor.ou nesfar
ocorrente nos sobroditos ttulos; e q' o parecer d<>
procurador fiscal deve proceder ao do comtnis-
san > fiscal, por ser um acto relativo ao proces-
so, que se Taz na thesouraria: e determinando,
que informe sobre a pratica .que a tal respoito
se lom seguido naquella thesouraria e acerca
doparocer, que Ihe envia, do prirneiro olficial
cnefedaseccaodacontadoria geral da gtieira.
Dito Ao delegado do termo de Garanhuns,
acensando recepcao dos seus ollicios em que
pectivo destacamento Luis francisco Barba-
Iho dt3 se ter este oficial portado bem durante
o tempo que ali esteve destacado e de ficar
aquello termo gozando oorfeita Iranquilidade.
Portarlas Nomeando para prirneiro sup-
plente dojuiz municipal, a fim de servir no ter-
mo de Cimbres, ao teen te-coronel Leonardo Bi-
zerra do Siqueira Cavalcanti; para segundo
l'antaliaodeSiqueira Cavalcanti; para terceiro
a Louronco Bi/erra de Siqueira Cavalcanti; pa-
ra quarto Izidoro Camello Pessoa do Siqueira
Cavalcanti; para quinto a Jos Cavalcanti de
Camino; e para sexto a Jos Camello Pessoa do
Siqueira Cavalcanti. Ofliciou-se a rospeito
cmara municipal de Cimbros, eaojuiz muni-
cipal e d'orfaosdo termo do Brejo.
Commaiulo das Anuas.
EXPEDIENTE DE 7 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm. Presidente, ponderndo-
le a necessidade de dar-se algum visluario aos
recrutas vindos do Rio Grande do Norte com
destino a capital do imperio com especialida-
de a oito dos que se achavao reclusos na forta-
lesa do Brum.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., enviando-Ihea
guia dos soldados, e recrutas vindos do Norte,
que na manha do dia 8 terio da embarcar pa-
ra a corte no vapor Hahianna o communican-
do-lhe que o soldado Gabriel Xavier de Casti-
Iha deixava de seguir por ter adoecido, e adiar-
se em tratamento no hospital regimental.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento do voluntario Jernimo Jos Ri-
beiro soldado do batalhao de artigara, que
pedia I cenca para continuar os seus estudos pre-
paratorios no collegio Santa Cruz, a que perten-
cia como pensionista.
Dito Ao coronel commandantc interino da
fortalesa do Brum, disendo-Ihe que devia en-
tregar ao commandante da escolta do batalhao
de artilharia os 28 recrutas do Rio Grande do
Norte, que ali se achavSo reclusos e a respei-
to do vestuario tinha oiciado ao Exm. Sr. Pre-
sidente para resolver como entendjsse acer-
tado.
DitoAocapi'.ao Francisco Machado do Reg
Barros ordenando-lhe.que devia estar a bordo do
( vapor Buhianna as nove horas do dia 8, a fim de
ollicio quelhoremette, ofiurece o.juiz de direi- [receber e condusir a corte sob seu commando
to do enme da comarca de Nazareth acerca dos I 55 pravas do Rio Grande do Norte, o disendo-
trabalhos do jury de revista da guarda nacional. Ihe que umadestaspracas devia receber do com-
mandante do vapor, eade nome Gabriel Xa-
vier de Castilha (cava em tratamento no hos-
pital.
dem no di.v 10.
Dito\o Exm. Presidente, rcmettendo-
llio etn duplcala o mappa da forca do linha,
o de G. N. destacada pertenconte ao moz de
junho ultimo
DitoAo mesmo Exm. Sr., enviando-lhe o
mappa das pravas fallecidas no hospital rgimen-
tal desta provincia com tleclaracao do numero
medio dos do tutes em cada dia do mez no
Semestre dei orrido do 1." de Janeiro ao ultimo
lo junho do correnta anno, exigido pelare-
partido da guerra em aviso de 19 (fabril.
DitoAo mesmo Exm. Sr. eneaminhan-
do-lhe informado o requerimento que a S M.
I. derige Fausto Benjamn) da Cruz Goveia ,
repplicando t|ue se mande dar baixa e entro-
gar-llio um seo escravo que com o nome A-
merico Militilo de Freitas se acha com praca
na companhia de cavallaria de linha actual-
mente preso em consequencia de liavor reco-
nhecido ao seosenhor em presenca do comman-
dante da referida companhia.
DitoAo Inspector da thesouraria remet-
tendo-lho para que tivesse applicacao conve-
niente o agestado pelo qual o commandante
da brigada ) deque faz parte noexercito dosul
o 4. de fuzileiros i declara que csto cm elec-
tividade deservico os oTiciaes de patente e de
commissao do referido batalhao que deixarao
consignacoes em soccorro do suas familias nes-
ta provincia.
Dito Ao Commandante da fortalesa de
Ttamarac mandando quo continuaste no ser-
vic al segunda ordem o sargento Alvarenga,
e dando-lhe esclarecimentos acerca do forneci-
mento de lu/es.
DitoAo Commandante do forte do Gaib.,
para que mandasseapresentar na secretaria mi-
litar o soldado reformado Teixeira.
DitoAo Desomhargador chcfo do policia ,
disendo-Ihe em resposta ao seo officio de 8 do
corrente que se recebera o livera destino ,
o desertor Francisco Antonio do Oliveira.
DitoAo Delegado supolento do tormo do
Bonito, acerca dos hens aprehendidos ao re-
cruta Pedro Jos Cavalcanti no acto do sua
prisao cujo recruta tondo sido solt rocla-
mava-os.
PortaraMandando em data de 8 do cor-
rente excluir do batalhao de Infantaria de G.
N. destacado o guarda Antonio Domingos Pe-
reira por ser o nico arrimo de Isabel Maria
de Lima e haver bem servido a um anno.
Ferreira Lopes, eo prirneiro escrpturario da
mesma Prudencio Jos Lobo de Fittieiredo, por
io.retos de 21 de fevereiro, e 17 do maio deste
anno para solicilarem a expedieco das res-
pectivas ordens aflu de soem remedidos pa-
ra a assemltla geral legislativa, os seus decre-
tos de cuja approvacSo dependen).
dem no da 8.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado participando, quo tendo o tribunal do
thesouro publico nacional pela ordem de 7 do
junho prximo passado autorisado o augmen-
to de 3:200,S rs. de despesa, que no exercicio fin-
do se fez com os guardas daqtiella mesa; bem
como o de 400^ rs., que se pedio para desposas
do expediente potlia coto o piimeiro mandar
pagaros ordenad js dos empreados sobre quo
tinha representado e com o segundo qual-
quer despesa do expediente quo ainda se do-
vesse.
Dito Aos agentes do Brasil em Londres,
com o conhecimento do 2,663 quintaes de pao
brasil embarcados no brigue ingles Thomas Leech,
naconformidade das ordens do tiibunal do the-
souro publico nacional.
Dito Ao contador da thesouraria a res-
pcito da consignacao para as desposas do arse-
nal de guerra no corrento anno financio.
Com nmiicario.
dem do da 13.
OlTlcio Ao inspector do arsenal de marinha,
remetiendo copia ao imperial aviso de 21 deju-
nho ultimo que providencia acerca do destino,'
que se deve dar s pracas dasembarcaces nau-
fragadas, e das que desannao as provincias.
Dito Ao inspector da thesouraria da fazen-
da enviando para ser cuinprido o decreto de
12 de junho prximo passado pelo qual S. M.
o Imperador houvu por bem demiltir Manoel
Joaquim i'ereira Lobo do em prego de amanuen-
se da secretaria dai|uclla thesouraria.
Dito Ao cuiuinandaiite geral do corpo do
polica declarando que nas o desertor Ma-
noel relia dos Sanios, como qualquer outto ,
que se aposentar, deve ser considerado como
addido ao corpo at que responda comolho.
Dito Ao juizde direilo interino da segunda
varado irime nomeando-o para prisidir o an-
damento da S. parte da primeira luteria, con-
cedida lavor das obras da inaliis de S. Pedro
Martyr de Olinda.Parlicipou-se ao respectivo
esemao.
dem do da 14.
Cilicio Ao inspector da thesouraria da fa-
enda rcmelicado copia d*> aviso de 16 deju-
no ueste anno, expeado pela secretarla de es-
tado dos negocios da guerra, c que declara que
a inteivenco do commissariti fiscal nos ttulos
de pagamento deve ter lugar, depois de pro-
'vaudos os inesmos ttulos por aquella lliesou-
Dito Ao commandante do vapor Buhianna,
communicando-lhe, quo de ennformidade com
as ordens da Presidencia, devia entregar ao ca-
pito F. M. do R. Barros o soldado Jos Fer-
reira da SU va para o encorporar com as 51
[iracas, quena manha do dia 8 tinho de ser
enviadas para bordo, e tpjesob o commando do
mesmo capitn seguino a corte.
Dito Ao desembargador chefo de polica ,
respondendoo seu niliLo do prirneiro do cor-
rente, que tralava dos ferimenlos feitos em duas
pracas do corpo de policia por um individuo
que se suppunha ser do batalhao de I. deG. Na-
cionaes destacado.com a retnessa da inlormacao
que a respeitodera o respectivo commandante,
da qual se deprehende que outro loi o perpe-
trador do dilicto, e que se nao dera ocaso de
querer-se soltar o furriel Macado, que lora pre-
so por occasia desle acontecimento.
Dito Ao commandante do batalhao do ar-
tilharia, autorisando-o a vista da sua informa-
gao ae 6 do trrenle e odicio de 4, a abonar a
itratlflco mensal delOSrs. ao sangrador do!
hospital, graUitcaco que devia de ser paga por
tonta da caixa uo mesmo.
DitoAo mesmo,convocando-o e aos capites
vogaesdoconselho dedireccSo do soldado Jos
I'ereira Teixeira para se reunirem na acrea-
ria militar na manha do dia 10.
Thesouraria da Fazcnda.
EXPEDIENTE de 6 DO CORRENTE.
Ofiicio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro publico nacional, aecusando a recep-
cao da ordem de 10 de junho prximo findo ,
que exigi informasse so algum inconvenien-
te se olTerecia, em SeTVlr-so a inspecga de sau-
de do escaler da alfandega para proceder as
visitas das embarcaces havendo a precaucao
de nao subirem a bordo dellas os empregados da
mesma alfandega, em quanlo osdasaude nao
declarassem livroa pratica detaes embarcaces.
DitoAo mesmo Exrn. Sr., dem do 6 de
maio ultimo que recommcndou a maior pon-
tuaiidade as remesss dos supprimentos, que
a thesouraria tem de (aser a do Para, conforme
a ordem de 9 de setembro do anno passado e
outras posteriores bem como as remessas regu-
lares de fundos para Londres como igualmen-
te se tem ordenado.
Dito Ao Exm. Presidente da provincia, so-
bre os procos dos gneros, que se dorad na ta-
bella das tapes eorragens para a tropa de pri-
meira linha no semestre corrente de julho a de-
zembro.
inEM do da 7.
Ofiicio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro publico nacional com os bala neos pro-
visorios da reteja e desposa geral, edos impos-
to! addicionaes desta provincia do exercicio de
18-182.
Dito Ao ofiicial maior da secretaria do es-
tado dos negocia da fasenda, aecusando a re-
ceptad do seu ofiicio de 18 de maio prximo
passado elh que por ordem do Exm. ministro
da fasenda, participen ieretn sido aposentados
o ofllciai maior da coqtadoria Manoel Antonio
Livre de paixoes, o odios, que alguns vot<>
a seus concidadaos por inveja, ambico de em
pregos, e sede de ouro, n'uma posicao, em quo
nao preciso adular ningucm, com minha cons-
ciencia quo torno por guia de minhas acedes,
gosto da discussao e exame de pontos scientificos
ou do dircito que sirva a esclarecer a verdado
e firmar a intelligcncia que muitas vezes di-
la ta-se e divaga polo mar da incerteza mas so
a discussao so msela de. provocacoes e aggres
sdes indecentes, de malignidades e infamias ,
me arripia nausea revolta e zanga e faz
que a fuja com despreso. Tal me tem aconte-
cido com um artigo, quo o Sr. Redactor ( a
pedido ) transcreveo em sua fulha, de outra in-
titulada Pedro 2.": confesso que nao o li todo
masquanto li foi bastante para me fa/er conhe-
cer que no meio das indignidades, do que a-
bunda se trata va tambsm de urna queslao do
Dircito, scilicet, se a llclaco pode |ulgar nul-
lo desde seu principio um processo vindo do ju-
ry por appellacao. Nao mo tenho em conta do
ahalisado jurisconsulto, porisso olereco a con-
sidoracao dos juristas, de quem roceberei lices,
algumas observacoes e argumentos a favor da
alfirmativa.
Fallo do caso em que a Relacao julga proce-
dente o recurso por nao se terem observado as
formulas ou formalidades proscriptas. Forma-
lidade o modo de proceder determinado por
lei, para a validado do acto a formacao da
culpa toda rodeada de formalidades porque
o cdigo do procos, crim. em militas arts. especi-
fica o modo e a lonna d'ella, se pois abi mesmo
tiverern sido commettidas faltas cssenciaes es-
tar a relatan inhibida dea jul.ar nulla. ou o
processo desde seu principio ? Qual a lei que o
veda ? Nos at boje nao temos da appellacao no-
co diversa da que Ihe dao as lea antigs uern
urna lei nova a delinio difidentemente, por
conseguate contino a consideia-la como um
recurso ampli juris, com a mesma natureza e os
meamos efinitos quo dantes tinha : pela nature-
za di apptdlacao devolvo-sc ao juiz ad quem o
conhecimento de todo o processo, is o desde
a primeira folha at a ultima, e sendo assim pa-
rece que a Rea ao nao ullrapassa os limites de
sua jurisdceao se entrar no conhecimento das
formalidades que a lei manda guard.r na for-
ma ao da culpa. verdado que o art. 302 do
cod. do proces crilh. manda neste caso formar
novo processo na subsequente sessao com outros
jurados mas o que tem de incompativel a opi-
niao expendida com esta disposico? Para mos-
trar que se pode conciliar urna com outra, bas-
ta notar que esse ait. nao prohibitivo da refor-
ma ou rnoveco da lormatjao da culpa, e con-
seguintoniente formada de novo a culpa faz-so
novo processo na subsequente sessao com outros
jurados; o do mais esse art, talvez su teveenj


= 2
vista o caso de se terem commettido faltas essen-
ciaes smente no processo feito perante o jury o
nao na formaco da culpa deixandocom tudo
sempro livro a applcaco das egras geraes de
Direito segundo as quaes nao pode producir
cfleito valido o que esscncialmonte nullo. Su-
ponba-se que um individuo sem carcter de em-
bregado publico ou mesmo urna authoridado,
mas inteiramento incompetente se arroge, a ju-
risdiceo, que nao tem de formar culpa a um reo,
subindo este processo por appellacao do jury pa-
ra a Relaco nao po lera esta declarar que a
form icao da culpa nulla, e nullo todo o pro-
cesso? De mais a declaracao de nullidade nao
importa a absolvicao do reo. o qual esta sempre
sugeito a um processo, a accusacao, e punico,
em quanto nao absolvido do crime, ou nao se
julga este prescripto por conseguinte nao < o
accordao da Relacao contra Direito em these.
Em outra occasi jo mostrarei que tambem nao 6
contra o direito da parte ou que os principios
o regras quo adopto nao forao mal applicados ,
pois por ora s me limito discussao dos princi-
pios advertindo porm que s insisto n'estes
e no julgado simplesmente e nao na enuncia-
cao redacco e mesmo alguns fundamentos
do accordao em quanto nao me convencerem
de errnea esta opiniao. Provocando esta discus-
sao calma eu estou longe de desafiar a furia e as
iras do escriptor do papel Pedro 2. contra ma-
gistrados que nunca se mancb;>ro.
te=g==y-____________
Correspondencia.
Srs. Redactores.
Em vista das falsidades encerradas na corres-
pondencia do Sr. Antonio da Silva bem co-
nhccido por Silva & C no scu Diario n. 154
de 19 do corrcnte me/., cumpre-me dar ao
muito respeitavcl publico, os devidos esclarc-
cimcntos para minha justa defeza.
Pelo que respeta io nos abaixo assignados ,
com a publicado do mesmo nos Diarios de
Pernambuco parece-me ter tornado de ne-
nhum effeito o pretendido exame tambem
publicado ; e pretendo entranbal-o nos autos
de que trata a dita correspondencia tal e qual
se acha a fin de mostrar o carcter do Sr. Sil-
va Companhia, que ousa faltar ao que assigna ,
e ao que diz dcbaixo de juramento.
Quanto ao libello de 6548'8* rs. declaro
que desde muito tempo me considero credor
de 1:0708721 rs. quantia pela qual ja o Sr.
Silva, foi chamado conciliafo em dias de
marco de 1841.
Respeito a urna accao de lettra, por917$380
rs. declaro que est paga desde 1829 como
mostra urna conta corrente fechada no primei-
ro de fevereiro de 1830, que me forneceu o dito
Sr. Silva e se acha encorporada aos autos ,
nos quaes ja houve urna sentenga a meu favor;
ncm se fassa objeceo por se acbar a dita lettra
sem recibo as costas em poder do dito Sr. Sil-
va porque ainda boje se achao em poder do
mesmo, 21:9328319 rs. em diversas outras, por
mim assgnadas pratica esta que boa ou ma,
teve lugar para com todas as casas com quem
lis negocios e jamis por tal motivo recebi
disgostos exceptuando do Sr.Silva Companhia; o
qual declarou nos ditos autos ter outras leltras
mais modernas em scu poder e que ja Ihe forao
por mim pagas; mas nega a dita conta corrente.
Se he corto que alguma conta corrente en-
tranhada nos ditos autos, est viciada na sua
data requeira um exame, e aprsente as suas
tres tcstemunhas, para justificar o que disse o
Sr. Silva, na sua correspondencia a fim de re-
cebar o galardao do muito respcitavel publico ,
c as custas em tresdobros, que me obrigo a pa-
gar pelo presente; penna de que nao o fazendo
ficar tido por um calumniador e Iouco fu-
rioso
Km 183G foi o Sr. Silva Companhia ar-
gido em auditorio publico pelo muito dig-
no promotor publico o Illm. Sr. Jos Tho-
maz. Nabuco de Araujo Jnior em defeza de
nina menor, de falsificador, e viciador de car-
tas e contas correntes das casas de Manoel
Pblicacjio a pedido.
Diz Francisco Caetano Pereira Guimaraes ,
sollicitador de capellas e residuos, deuntos e
auzentes, que para bem de seu direito neces-
sita que o escrivao Vasconcellos certifique ao p
deste se a instancias do supplicante foi recolbido
ao deposito geral quinhentos sessenta e um mil
du/.entos e quarenta e quatro reis, de alugueis
das casas do fallecido abintestado Antonio Joa-
quim Pereira. P. a V. S. Sr. Dr. juizde or-
fos e auzentes se digno mandar passar a certi-
do pedida. E R. M. Certifique. Recife 18
de julhode 1843. Carneiro da Cunha.
Certifico, que por diligencia do supplicante
se recolbro os alugueis vencidos de algumas
casas do fallecido Antonio Joaquim Pereira,que
importaran em quinhentos e quarenta e um mil
du/.entos e quarenta e quatro reis. Recife 18 de
julho de 1843. Em f de verdade o escrevi ,
Galdino lemistocles Cabral de Vasconeellos.
. RnM
ur* m \j.
Mathias de Freitas o de Dio
como consta de um impresso em meu poder ,
e a vistad*estes factos pode-se julgar que nada
ser estranho ao Sr. Silva.
Quanto ao fim da sua correspondencia ,
quando diz que possa aproveitar aos que de
futuro fassao negocios commigo aplicarei que
posso os que de ora em vante tiverem de fa-
zer seus testamentos nomear testamenteiros ,
ou a rem tter queijos e outros gneros ou a
nomear administradores a casas de finados, que
no Recife mora o Sr. Antonio da Silva Compa-
nhia o qual est com todos os seus poucos
bens de raiz pinhorados e sequestrados pela
fasenda publica por nao ter pago os direitos
das testamentarias nem cumprido os seus
legados, e lobem pelo juiso dos orlaos por
administraco da casa de Manoel Mathias de
Freitas. Sou bis. Redactores seu constante
Jjur Ar.izr.i Gome* Villui.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 20........... 811fl994
Para boje nao ha descarga alguma.
IMPOKTACA.
Henry barca austraca vinda da ilha da
Madeira entrada no corrente mez consigna-
da a Le Bretn Schramm & C. manifestou o
seguinte:
Alguns quintaos de batatas alguns ditos de
sebols 200 balaios de junco, 80 toneladas de
pedra para lastro.
Lady ofthe. Lake, patacho inglcz vindo de
Halifax entrado no corrente mez, consignado
a L. G. Ferreira & C.a, manifestou o seguinte :
1276 barricas com bacalho 157 ditas e 41
ineias ditas com farinha de trigo 800 ps de
taimado e 23 cascos vasios.
Artigo 8. Os gneros de producen o das pos-
sesses africanas importados em navios nacio-
naes que de Lisboa ou Porto se re-exporta-
rem para a ilha da Madeira continuarao a
ser despachados por transito na forma da legis-
lafo em vigor.
Artigo 9. Os gneros e mercadorias re-ex-
portadas para a ilha da Madeira e que ali fo-
rero despachadas para consumo ficaro sujei-
tas ao pagamento dos direitos estabelecidos no
artigo l.o, mas sero despachadas livremente ,
sendo d'alli re-exportadas para paiz estrangeiro,
quando se aprsenle certido de se acharem
pagos os direitos de sabida as alfandegas do
Lisboa ou Porto.
Artigo 10. Os gneros e mercadorias es-
trangeiras, que tiverem pago os direitos de
consumo c forem exportadas de Lisboa e Por-
to para a ilha da Madeira gozaro do bone-
ficio da restituico de motado dos direiros de
consumo que tiverem pago os quaes sero
encontrados em outros direitos que os exporta-
dores tiverem de pagar as referidas alfan-
degas.
Artigo 11. Os navios que aportarem ilha
da Madeira nicamente para refrescar e rece-
ber aguada e mantimentos sero isentos de
direitos do porto.
Artigo 12. O carvo de pedra admittido
livro de direitos na Ilha da Madeira, e as libas
dos Acores.
Artigo 13. O governo far os regulamentos
necessarios para levar a effeito as disposicoes
desla lei.
Artigo 14. Fica revogada toda a legislaco
em contrario.
Mandamos &c. 27 de Maio de 1843
RAINHA com rubrica e guardaBardo- do
l'ojal. D. 125.
Dos paizes estrangeiros nao ha nada n-
tate!.
Fizerao-nos obzoquio de mandar o Boletim
da Ilha da Madeira de 8 do passado, chegado
pela barca Henry ccomo o julgamos de in-
teresse commercial abaixo o offerecemos aos
nossos leitores.
Boletim.
Quinta feira 8 de junho de 1843.
Pelo paquete Faro recebemos folhas at 31
do passado. As novidades mais importantes
sao a publicaco da lei abaixo e a demissao
do Sr. Heredia, que substituido pelo Sr.
Joo Placido da Veiga.
As cortes foro addiadas at o fim do cor-
rente.
DONA MARA &c.
Artigo 1. Todos os gneros e mercadorias
estrangeiras importadas na Ilha da Madeira c
despachadas para consumo pagro s metade
dos direitos estabelecidos na pauta geral das
alfandegas.
nico. Esta disposicao nao comprehende
os direitos que esto applicados especialmente
dotaeao da junta do crdito publico.
Artigo 2. Os gneros e mercadorias estran-
geiras re-exportadas da ilha da Madeira para
qualquer porto do territorio portuguez paga-
rao na respectiva alfandega a quantia que fal-
tar para prefazer a totalidade dos direitos im-
posto* na pauta a esses gneros, emercadorias ,
o a difTerenca da moeda insulana.
Artigo 3. Os gneros da India oda China ,
que nao forem importados na ilha da Madeira
na conformidade da disposicao do artigo 1. da
carta de lei de 6 de Abril de 1836 nao podem
ser re-exportados para nenhum porto do territo-
rio portuguez.
Artigo 4. Aos individuos assim portuguezes
como estrangeiros, que forem residir tempo-
rariamente na Ilha da Madeira permittida a
importacao livrede direitos do trem e mo-
bilia do seu uso obrigando-se a re exprta-
los dentro de dozoito mezes contados do dia
em que liveiern sido despachados na ailandega,
sob pena depagarem, logo que expire este pra-
zo os direitos correspondentes estabelecidos
na pauta. Para este fim os importadores pres-
taran flanea idnea ou depositaraoaimportancia
dos direitos, segundo mais Ibes convier.
Artigo 5. Os individuos quo re-exportarem
da Ilha da Madeira quaesquer mercadorias, nao
sero obrigados a prestar flanea aos direitos ,
nem ficaro sujeilos a prestar em qualquer
praso certido de terom despachado as mesmas
mercadorias na alfandega do porto para onde
forem remettidas.
Artigo 6. A legislaco actual sobre vinhos ,
agua-ardente e cereaes tica em seu pleno vigor.
Artigo 7. Os gneros e mercadorias estran-
geiras queseacharom nos depsitos das alfande-
gas de Lisboa ou Porto, poderao ser despa-
chados por re-cxporta a..:.~
pegando somonte os iiei* .Jo mm
estabelecidos na pauta geral das alandogas,
Movimento do Porto.
Navios sahidos no dia 19.
Rio de Janeiro; escuna brazileira Victoria ,
commandante o 1. tenente Fernando Vieira
da Rocha.
Havre de Grace ; brigue francez Adolpho ca-
pito Lacrivix carga varios gneros.
ObservacSo.
A escuna Victoria conduz alem dos passagei-
ros que trouce do norte 35 pracas de mari-
nhagem deste brigue escuna e 6 do Gara-
rapes.
Deca racoes
=A administraco dos estabelecimentos de
caridade manda fazer publico, que a teccei-
ra c ultima praca da renda dos predios abaixo
declarados continua as sextas feiras na sala de
suas sesses pelas 4 horas da tarde.
Ra do Azeite de Peixe n. 1, dita do Bur-
gos n. 2 dita do Encantamento n. 3 dita do
Padre Floriano n. 43 dita de S. Jos o. 5 ,
dita de Manoel Coco n. 32, dita das Cin-
co Pontas ns. 98, 116, e 118, travessa de S.
Pedro n. 2 ra de Hortas n. 33 dita da
Roda ns. 5 e 9 (oito lojas) dita da Gloria
n. 65.
Sala dassessoes d'administraco dos estabele-
cimentos de caridade 17 de julho de 1843.
O escripturario F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Autos existentes na administraco do correio
desta cidade, vindos do Rio de Janeiro.
Autos de revista entre partes Lulkens & Com-
panhia com Caetano Pereira Goncalves da
Cunha.
Ditos de dito Jos Joaquim Bizerra Caval-
canti, com Estevo Cavalcanti de Albuquerque.
Ditos de dito Antonio Pereira Freir, com
Joo Francisco Araujo.
Ditos de dito Joo Vieira Cunha e mulher.
com Jos Pedro Vellozo e mulher.
Ditos de dito Mara Candida Pina, com Ma-
noel Luiz Viraes.
Ditos de dito Thereza Mara Jezus, com Jo-
s Thomaz A/.evedo e outros.
Ditos de dito Manoel Jos Antonio e outros ,
com Jos Ribeiro de Castro e outros.
Ditos de dito Jos Ray e Luiz Gomes Fer-
reira M.
Ditos de dito Viuvaefilbos de Luiz Eloy Du
rao, Francisco Mamede Almcida, com Viuva
Costa e filhos e outros.
Ditos dito Caetano Souza Varejo e outros ,
com Francisco Farias Castro e outros.
A appellacao crime em que era reos os jui-
zesde paz Henriques Luiz Pereira Urna, An-
tonio Pereira da Luz Barboza.e Ignacio Correiu
Lima voltario de S. Antopara serem entre-
gues ao escrivao Miguel Arcan jo Pos t homo do
ISasci ment,
THEATRO PUBLICO.
Terca feira 25 do corrente mez de julho, no
thcatro publico desta cidade, a beneficio do
Jo5o Wanimel haver um magnifico o bem
deleniado divertimento que sera dividido pe|a
maneira seguinte : Logo que os habis pro.
fessores da orchestra findem urna das maisex-
cellentes sinfonas sedar grincipoa prime-
ra parte que vem a ser : Rafael Lucci, com
sua h'lha Madamoiselle Carmela canlarao o
lindo Duetto da Opera La Gazza Ladra ; fort(
un di conoscierele.
Segunda parte. Se dancara o Sollo /n,
glez.
Terceira parte Cantar-se- o Duetto da
Opera Italiana em Argel ~ Ai Capricci de la
Sorte.
Quarta parte Haver urna nova e muito
jocoza Pantomima que se denominar ,
O Mestre Escolla na Aldeia.
A qual finalisar com um Bailavel.
Quinta e ultima parte O beneficiado de-
sojando dar a seus protectores, urna vesivel de-
monstradlo do quanto deseja agradecer a honra
que lhe fazem em o proteger nesta noite tem
imaginado o seguinte : Apparecero na sce-
na duas urnas que tero dentro ; urna o du-
plo de tantos bilhetes quantos os camarotes,
que se tiverem alugado ; assim como tambem
a quantidade de bilhetes correspondente aos
da platea que se houverem vendido. A outra
urna contera as sortes brancas, e duas que de-
voran ser as premiadas as quaes so distingu-
rao pelo disticoseguinte : Primeiro premio ,
o segundo dito. Estes premio vem a ser: o
l.o um par de brincos na estima de 20g rs., o
o2.oum ulfineite de peito do valor de 10$
rs. N. B. Os Srs. que vierem alugar qualquer
camarote recebero na occasio da dita compra,
c por mo do camaroteiro { alem da chave do
camarote ) dous bilhetes e a quem comprar
lugar de platea igualmente se lho entrega-
r nm bilhete com os quaes ficaro habili-
tados p-rapoderem aleara ar os premios ci-
ma designados.
He com o referido divertimento que o be-
neficiado tem a honra de convidar aos Ilustres
habitantes desta cidade de quem espera toda
a proteceo aproveitando este momento para
de ant'mo lhe agradecer tantos e to as-
signalados obsequios com que o tem mimo-
ziado.
Adverte-se que as chaves de camarotes, e bi-
lhetes da platea se achao venda no lugar do
coturno desde a vespera do divertimento.
N. B. Se chover das 6 horas em diante con-
tinuadamente ficar para outro dia.
( Principiar as 8 horas e meia.
Avisos martimos.
=ParaLoanda, com escala por Benguella, a
bem construida e velleira barca nacional Er-
tnelinda de 244 toneladas, capito Nicolao
Maria Passalaqua Jnior pretende seguir vi-
agem com a maior brevidade por ter parte do
seu carregamento promplo as pessoas que no
referido navio quizerem carregar ou ir de
passagem dirijo-se ao seu consignatarso An-
gelo Francisco Carneiro no scu escriptorio na
ra da Aurora ou com o capito na Praca do
Commercio as horas do costume.
-1 ______ _____,_____________B
Leiles. ___
L. G. Ferreira & C. faro leilo porin-
tervenco do corretor Olivcira, e por conta
e risco de quem pertenec- de urna porcodo
taboado de pinho outra de manteiga, o
outra dita de porco ; tudo desembarcado de
bordo da escuna Laura capito Payno arri-
bada a este porto na sua recente viagem de
New-York com destino a Santa Holena : e-
gunda-eira 24 do corrente as 10 horas da ma-
nba no caes da cscudinha da alfandega.
O corretor Oliveira far leilo da bem co-
nhecida e acreditada serrara por vapor com
todos os seus pertences, e prompta para se p<3r
em andamento inmediato sita na ra da
Praia a qual foi do finado Fcij e se ven-
der a prazos convenientes ; Picando at ao ar-
bitrio dos concurrentes conforme se ajustar no
acto da arremataco poder costear-se de so-
ciedadecom a Sra. Viuva daquelle fallecido,
secstemeio se julgar mais conveniente como
he de suppor vista dos grandes resultados,
que se tem colbido ; e podem continuar-se a
tirar de um tao efficaz estabelccimento toda vez
que se proporcionem os respectivos fundos,
que todava nao precisa serem avullados como
na occasio se far conhecera quem se dedique
a ronlinnnr no seu inaneio: RahlJc22ds CCf-
rente ao meio dia em ponto no lugar ondo '8
acha collocada 9 serrara.


Avisos diversos.
-Ninguem faca negocio com nonhum dos 2 [fallar ao libello que se referi : saiba aj 11812 nao ^^^^^
. v ....- t___i____ ____:__j- c. i.-.t,,,-,.> ,m,. i i'.. f> n rlniK en marco de 180 e ei" """
socikdade PHILO-DBAM TICA.
(odtr'ora natalensb. )
OPrimeiro secretario avisa aos Srs. socios,
que os bilhetes da recita de Domingo
(23J principio a distribuir-se hoje (21)
fio meio dia em vante, em casa do thesoureiro.
Tambcm faz sciente aos mosmos Srs. que a
commisso administrativa reune-se hoje pelas
seis e meia horas da tardo para approvaco de
convidados.
LOTERA DO THE VTRO.
No dia 27 do corrente
corre impreterivelmente esta
lotera fiquem ou nao bi-
lhetes por vender e o res-
to aeha-se nos lugares an-
nimciados.
Aluga-se um armazem grande proprio pa-
ra qualqucr officina na ra Augusta n. 11 ;
quem precizar dirija-se a ra do Itangel na es-
quina quevolta para o trem na venda n. 11 ;
no mesmo se vende caibros.
Aluga-se una casa terrea na ra Bella ,
utr'ora ra da Florentina : na mesma ra so-
brado novo prximo a mar ate as 9 horas da
manhaa.
Aluga-se urna casa terrea na rna Augusta :
tem bastantes commodos e um bom quintal;
quem a pretender dirija se a ra do Cabug
Joja defronte da Matriz.
Pergunta-se ao Sr. thesoureiro da loteria
de N. S. do Livramento a causa por que ha-
\endo-se distribuido listas geraes dos premios
sabidos na 1.a parte da 1.a nova loteria em
que d os menores premios a 108190 reis, a
contece que S. S. so paga a razao de 88000 rs ?
com sua resposta esclarecer ao Matuto.
Pede-se ao thesoureiro da loteria concedida
a favor da impresso das Memorias Histricas da
Provincia de Pernambuco que por caridade
annuncie o dia do andamento da dita loteria ,
jiois que o empate ja nao tem sido pequeo.
Um queixoso.
Insta-se pela segunda vez a Sr.* D. C. J.
M. viuva do fallecido coronel M. A. A. para
que mande entregar ao padre Gmalo Victori-
no Borges a quantia de 208000 reis que dita
Sr.* nao ignora dever-lhe restituir do con-
trario se publicar todo este negocio por ex-
tenso.
Manoel Alves da Cruz, embarca o seu es
cravo de nome Joao, de naco Angola, para fo
ra da provincia.
Gregorio Francisco Torres Vancellos J-
nior faz sciente que ainda sollicita causas no
foro ecclesiastico e agora no crime e civel ,
com muita promptido ; as pessoas que se qui-
zerem utilisar de seu prestimo dirijao-se ao pa-
tio do Carmo no segundo andar do sobrado n.
7, junto ao Dr. Ibiapina: assim como tambem
tira folbas corridas e passaportes para dentro
c fora do Imperio.
Quem precisar de urna ama parda para
o rgimen interno de urna casa dirija-se ra
do Amorim no Becie n. 43.
D-se 2008000 reis a juros sobre penho-
res ou boas firmas e tambem se d em pe-
queas quantias; na ra Bella (outr'oraFloren-
tina) n. 37 primeiro andar.
No sitio do Mondego do finado tenenle
coronel Costa appareceo urna vacca ; quem
for seu dono apparega.
== Antonio Francisco Teixeira, subdito por-
tuguez retira-se para fora da provincia.
Arrcndao-se dous sitios sendo um na es-
trada do Mondego, com casa nobre, e de gran-
des commodos cocheira estribara, casa pa-
ra prctos e para feitor com 2 grandes cacim-
bas, sendo urna da melhor agua desta cidade ,
e tendo o sitio bastante arvoredoe de excelen-
tes fruefos : o outro he mais pequeo, e na pas-
sagem da Magdalena junto aouo ; igua.mente
se aluga o segundo andar de um sobrado sito na
travessa de \ Jos os pretendentes dirijao se
ra do Collegio sobrado n. 5 ou na ruado
Crespo sobrado n. 23.
Nova fabrica de pentes de to-
das as qualidades da ultima mo-
da e juntamente abridor de
SuTiTpaT Tvpografias e letras para mar
cacoes de bairicas, ludo por preco commodo
no beco Largo do Bccife n. 1.
Mara Joaquina de S. Thom proessora
publica substitua das cadeiras dcpnmeiras et-
trasde meninas desta pmca. ensiiia particular-
mente Icr, escrever, contar, ar.thmet.ca, e di-
versas cualidad, de costuras, tambem recebe
- meninos de
negros, que desapparecro no dia 25 de junho
do corrente anno e se suppoo terem sido fur-
tados os quaes andavao ganbando na ra e
tem os signaes seguintes: Joao, de nagao Uru-
barioou Cabunda bonita figura alto, refor-
cado do corpo, bem ladino cabello escantea-
do e com as habilidades de canoero, caiador,
ecozmheiro : Miguel, de nacao Mocambique,
bonita figura estatura regular, cara redonda,
bem ladino risonho quando falla, ambos com
bastantes marcas de chicote as costas e naili-
gas, que por ordem superior apanhro na gra-
de por crimes que commettCro; roga-so por
tanto a qualqucr pessoa que os capturar ou
d'elles souber noticias se dirija s lojas da viu-
va Cunha Guimaraes na ra do Crespo ns. 10
e 12 ou botica do Antonio Pedro das Noves
ao p do arco de N. S. da Conceico da Ponte ,
para ser generosamente recompensada.
=A luga se o segundo andar da casa nova da
ra do Collegio confronte a palacio est rica-
mente forrado de papel, e tem excellentes com-
modos ; q
quem o pretender dirija-se aoescrip-
torio da viuva Cunha Guimaraes defronte da or-
dem 3.'de S. Francisco ou na ra do Crespo
n. 10 loja de Antonio da Cunha Soares Gui-
maraes.
Na padaria confronte ao viveiro do Muniz
no atierro dos Affoga Jos n. 43 precisa-se de
um bom forneiro e nao se olha a preco.
Precisa-se de um menino de idade de 12 a
13 annos para caixeiro de urna venda sendo
que seja chegado pouco do fora e d algum
tempo para aprender ; no beco do Peixe Frito
venda n. 5.
= Arrenda-sc, ou vende-se um sitio na Mag-
dalena com boa casa de vivenda, de pedra e cal,
diias grandes baixas plantadas decapito, e di-
versas arvores de fruto ; quem o pretender di-
confessou o amigo do Sr. Estevao, que a pe- elle os dous em marco de 1826 e: era mar-
zar de tud-, fui o primeiro procurar o arbi- co de 1813. ou por teteu intentado o prime -
tro Gervasio Pires Ferreira para conciliar-nos, ro ; no deveria lutentar o segundo,, que lio
e amigavelmente fazor-se a liquidado de nossas formado de um outro debito do di rente s par-
enlas, equestes, o queso nao verilicou en- celias que nao forao cuntidas no P"1"--
tre nos um ajuste razoavel porque o seo ami- bello ? Devere. ser censurado por_ Sr. corres-
go Sr. Estevao nao quiz ebegar-se a razao: sai- pendente pelo Jacto de mandarc. Uawj
bamais, que no pdenlo arbitro cstivero os migo, esuasenhora, qaaildo eHeW aehm
documentos, que dopois se extraviado, e que doonte no certao sem que me pode **-
por nao queicr aquelle arbitro dar-se ao traba- do o don, de adivintuir, o nem o da me rece, do
Ibo da liquidacao passaro as conlas os do- Sr. correspondente informaos taes,
eumontos o os autos ao poder do Manoel Ju-
liao Alves de Aguiar, louvado por parte do seo
amigo Sr. Estcvo por consentimento do nos
ambos, em 1827 e nao depois de mais de 8
annos como diz o Sr. correspondente ; c porque
o contrario se v dos autos, e conta escripia pe-
lo mesmo Aguiar, datada de marco de 1828 ,
nelles incerto: saiba ainda o Sr. corresponden-
te que no tempo em que por aquello louvado
Aguiar seliquidavao as contas oseo amigo
tentou em 4 de maio de 1827 detrair o meo cr-
dito o atropelaro meo direito requerendo
ao thezouro publico para o authorizar a tirar
do meo poder e chamar a si como conseguio ,
a qualidado de caixa receber, e pagador que
me conferia a escriptura da socidade somonte
para poder elle uzufruir mais de 30:0008000*
producto do dizimo de rodellas e entrar para
o ihezouro com prestacoes annuaes porespaco
de 10 annos, o que consta dos autos, c bem
prova o seo proceder para comigo: saiba o a-
migo do Sr. Estevao que a conta escripia pe-
lo louvado Aguiar, bem eselaresse o grande de-
bito em que est o mesmo Sr. EslevSo com-
provado em vista dos documentos, eobserva-
coes assim como de uina conta que me foi re-
metida pelo mesmo seo amigo Sr. Estevao, em
que me acredita em mais de 14.0008000, aqual
vensus arvorvs ue uuiu qunii incnuun <" i-~ -------------- -,-.-- .
rija-se a Joaquim Celestino Goncalves na ra da nao obstante tem em sua saa consciencia aclia-
Praia casa n. 58 que esl authorisado para a do materia para em reconvenci pedir-mc qua-
venda, ou arrendamento por parte dos herdeiros /i o dobro dos meos pedidos nos dous libellos a
do casal do fallecido Joaquim Nunes Pereira de que se referi o Sr. correspondente : saina o a-
par migo do Sr. Estevao, que a falta dos documen-
to abaixo assignado faz sciente, que desde tos, que forao extraviados poroccasiao dorou-
. I_ ____ --.!____40')1 ......; I',,i Liiiirn :l IW-
o dia 18 do corrente deixou de ser seu caixeiro
o Sr. Lufa Fcrnandes de Souza e por conse-
guinte fica de nenhum effeito as cobrancas fei-
taspelo mesmo, desde esse dia. Jotio Alves
de Carvalho Porto.
Srs. Bedactores. Julguei, que o Sr. cor-
respondente, amigo do Sr. Estcvo Cavalcanti ,
nao voltasse mais encomodar-me e ao pu-
blico ; porm elle affeito detrair-me correo
ao Diario novo n. 151 solicitando nova der-
rota nao satisfeito com a do Diario n. 147 ,
e lorcou-mea de novo encomodaromesmo pu-
blico! Pretendeo mostrar, que fui o primeiro,
que demandou seo amigo mas nao o provou ,
e nem o mais que disse; pois so parece preten-
der desapreciar o meo crdito,inculcando culpa-
bilidade no meo proceder para com 9eo amigo.
Cumpre-me, Srs. Bedactores provar o con-
trario e pedir ao mesmo publico que me
preste sua benvola attencao. Com os autos
que se referi o Sr. correspondente mostr
ter sido seo amigo quem primeiro requereoem
15, c 16 de junho de 1824 ao thezouro pu-
blico contra mim exercendo estranha malig-
nidade. Nos mesmos ha duas cartas de Anto-
nio Ferreira Cavalcanti por Sr. Estevao au-
thorisado caixa e comprador dos gados para a
sociedade que se referi o Sr. correspondente,
que provo baver-seseo amigo negado naqucl-
lemesmoannoapre/entarolivroemqueselan-
carlo as compras e tranzaccoes da mesma socie-
dade c recuzado-se conferir amigavelmente ,
eesclarccer as contas c tranzaccoes entre mim .
e elle. notificacao cominatora (ccrtidao n.
1), que contra mim intentou seo amigo em 14
de julho do mesmo anno de 1824,he prova suf-
ficiente das suas hostilidades para comigo. O
fado de haver-se seo amigo opposto em o mes-
mo anno no inventario que se procedeo por
falecimento de meo sogro Francisco Carneiro do
Bozario ao pagamento da divida passiva, que
declrou minba sogra, dever-me por cau/.a do-
te e porsuppriinento, que i
mesmo meo sogro
demonstra o seo compor-
tamento para comigo. O faci do embargo,
que requereo seo amigo pelo juizo dos fetos,
em 5 de dezembro de 1825 denunciando me ,
cacuzando-me de crime poltico exercendo
persiguico. prova bem que foi elle, que pri-
meiro me demandou e perscguio. O Tacto de
mandar seo amigo cercar e correr duas ve-
zes a minha casa na ra do Collegio no mes-
mo anno de 1825 por soldados de polica e
meirinhos, quando me achava oceulto pora-
quelle crime ( pronuncia na devassa de bar
tista) e sem r. speito ao
llanamente exacernou a sensihilidade de minha
em saa casa a.gumas meninas c meninos ut- ----- '"teYoi depo-s c hver o seo -r. Es
*rr*P*^^^~JSZ rm^lSdo-lX^Tlacto. desde 15 d, Pergu
rando nella as qucirao confiar a sua t.lu am.o p^ ^^ ^ g ^ Ho Cosla# Muauna Funvisca de OliDiira.
= Manoel da Bocha Mesquita Vianna, sub-
dito Portuguez, retira-se para Angola.
= Aluga-se dous escravos mocos para todo
o servico e um perito cozinheiro ; na ra No-
va armazem n 67.
= Existe urna porcao de tijolos inteiros e
quebrados mas sem clice que serve para
alicoree ; quem pretender dirija-se a ra das
Cruzes. n. 41. primeiro andar.
__ Precisa-se de um bom trabalhador de
masseira ; na padaria da ra Direita n. 38.
= Quem precisar de roupa engommada ,
com toda a perfeuo, dirija-se a ra de Hortas
na loja do sobrado n. 130.
= Aluga-se umsotao com bons commodos
para qual|tier-enhora capaz ou familia; na
Estevao "propongo"o"'de nailaTlevr-me? ra das Larangeiras sobrado n 15^ elronto da
jntarci mais! se o Sr.Estevao encaminhou, refinacao ; a (radar no segundo andar do mes-
ijiri)Q.-sc fUft Uireiia n. r > p *
bo, que sofri em 1834, e prove, foi suprida pe-
la circunstancia de estarem anotados na conta ,
que escreveo o louvado Aguiar em marco de
1828 : saiba que ainda depois do falecimen-
to do arbitro Gervasio e do louvado Aguiar ,
em 1833escrevi ao seo amigo Sr. Estevao ( e
sua resposta est nos autos a f. 288 ) pedindo-
Ihe que nomeasse outro louvado para conti-
nuar na liquidacao e ajuste amigavel elle
prometiendo dar suas ordens para esse fim onao
cumprio at maio de 180 que mandou-me
citar para seguimento dos termos judiciaes o
que consta da certido n.2 incerta no Diario
n. 147 : saiba que se foi impugnada a junecao
dos documentos aos autos, foi porque seo a-
migo Sr. Estevao se negou exibir em 1824 ,
o livro amigavelmente como provo as car-
tas referidas : saiba igualmente, que quando
envioi ao seo amigo Sr. Estevao a primeira
conta, exigi elle por carta que oxiste, que eu
mandasse ao seo engenho, confer- la sob pena
de serem ajustadas judicialmente, e comoesti-
vesse eu oceulto.e nao fosscpossivel satisfazel-o.
quando liquidei a segunda ajuizei-o logo om
marco de 1826 ; e sendo as contas complicadas
pela mutiplicidade das sociedades e tranzac-
coes aproponao, que os fui tirando, fui pe-
dindo ; havendo j, para esclarecer e obviar
inconvenientes pedido exibencia do livro ,
que me sendo negada, procurei liquidal-os por
arbitro ; c nao tendo effeito a liquadacao ami-
gavel e como seo amigo intcntasse dous ca-
prixosos luidlos, em 13 de novembro de 1840,
e em setembro de 1842, em marco do corrente
anno inlente enlao o novo libello sobre a quan
ta de 23:7588965 quantia esta que depois
de examinadas as contas, achou-se dever-me
o seo amigo Sr. Estevao, a vista de documen-
tos legtimos, que escaparo do extravio, e de
lgaos certidoos extrahidasdos autos do primei-
ro libello ; sem que nesta conta e quantia se
veja urna s parcela contida na conta do pri-
mciro.libello : saiba tambem, que meaiiiu no
anno de 1840 me dirig ao seo amigo Sr. Este -
vo por carta de 22 de agosto, e depois por car-
ta de 12 de fevereiro de 1842, solicitando ain-
da a liquidacao amigavel e ajusto razoavel de
nossas contas, eque a resposta foi um libello
em 13 de novembro de 1840, e outro em se-
tembro de 1842. A vista pois do que acabo de
expender terei sido o primeiro a demandar o Sr.
Estevao intentando o primeiro libello em
margo de 1826 ou foi elle o primeiro tendo
principiado a demandar-me em julho de 1824
certidao n. 1 ') e praticado os fados de ver-
Jl. nviivyu-v,..- ----------------- -
desse evitar a ser citada asenhora do Sr. fcsto-
vo ou devora ser censurado o Sr. Estevao por
seo proprio amigo Sr. correspondente, pelo fac-
i do ir elle penalmente assistir ao creo
corrida ( que tentou ) da minha casa em 1825 .
Responda o publico e o Sr. correspondente !
E o Sr. Estcvo accedendo a rasSo trete dos
meios de acabar nossas contendas por um ajusto
rasoavel. Bocona o amigo do Sr Estevao a
toihs os autos de no sas questes pendentes
polo juizo do civel escrivo Bogo, e ver que
nao bo possivel o ajusto de nada dever-me oseo
amigo; examine mesmo o libello intentado por
seo amigo em setembro do anno passado de
1842 e ver, que nada devo ; vera que em 5
de julho de 1824 recolhi ao thezouro 1:8908
rs., saldo doquo havia recebido como caixa
desse contracto do extinto termo de iguarac ;
ver, que deixei de ser socio e caixa e por
ter passado esta ao poder do socio Felippe Bi-
zarra Cavalcanti c vendido a minha quota
quinta partea Felippe de Albuquerque Monte-
Negro; ver, que para eu assignar a tranzaeco
ias letras em 1829 passaro-me um papel do
tracto de desoneracao e irresponsabilidade ao
pagamento dellas: nao queira o amigo do Sr.
Estcvo alentar suas paixes confiado talvez em
sua fortuna e em despeito do meo soffrimen-
to: atiento com imparcialidade, e com aquella
inteir/a propria de um amigo justo o abis-
mo, e laberinto das nossas quesloes ; dispondo
o seo amigo, j, cjaum ajuste rasoavel, e
seja esta gloria do Sr. correspondente, do seo
amigo Sr. Estcvo ; e do seo venerador -Jos
Joaquim Bizerra Cavalcanti.
CERTIDAO N. 1.
Certifico que vendo os autos mencionados na
peticlo supra, e ter sido feita a primeira cita-
cao para o comeco da demanda em o dia 14 do
julho de 1824. O referido he verdado e aos di-
tos autos me reporto. Becife 19 de julho do
1843. Subscruvi em f de verdade Francis-
co Jos do liego.
__ Preeiza-sede pedacos de vidros de espe-
Iho : no atierro da Boa-vista loja n.ll.
__Jos Hygino de Souza Peixe embarca pa-
ra o Bio de Janeiro no brigue brazileiro/ndi'o-
no urna escrava sua de nome Sola.
Preciza-se de um menino de 14 a 16 an-
nos para venda ; na ra Direita n. 16.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da Cruz do Becife n.29 ; trada-se na mesma
ra casa n. 27.
__As semontes de ortalces annunciadas para
sevenderem na ra larga do Bozario n.33,
achao-se a venda na praca da Boa-vista n. 10.
= Joao da Costa Mangericao e sua familia
retira-se para a prouncia do Bio de Janeiro.
= Quem quizer alugar as sobre-lojas do
cobrado da ra di S. Bento junt>ao sobrado
do Tcnente Coronel Manoel Ignacio de Car-
valho de Mendonca a qual tem boa sala as-
soalhada e quartos muito frescos boa vista
para o mar, dirija-se ao mesmo sobrado n. 28.
n= Offerece-se um rapaz muito activo para
cobrar dividas nesta praca do que tem gran-
de pratica e d bom fiador ; quem o preten-
der annuncie.
= A abaixo assignada sendo nomeada cura-
dora de seu miridoJoo Antonio Baptista Mu-
niz faz sciente aos credores do dito seu mari-
do que no prasode 8 dias venho apresentar
suas contas provenientes de toda e qualquer
transacao que seja antes que seu marido re-
tira-se para fora ; nao secntendendo este an-
nuncio comoSnr. Manoel Joaquim Pedro da
Time pronuncia na ucta uv "" v r i i ^ .!
imfspeitoaodever fraternal, ma- seguico memorados at 5 de dezembro de
';_______i.m:.i.4 ,i ;!, &R Terei ido o nruneiro a nesar-mo
1825? Terei sido o primeiro a negar me
aada. be urna prova nao me- um ajuste rasoavel com Sr Estevao, proeorM-
Z lar da^"u- persiguicHo. Saiba pois o Sr. do conseguir urna liquidacao amigavc ,
nos ciara uu su y ._ ,\..... C(1 sr Kstevn nrnnoni o o de nada (leve


4
= Qualquer pessoa a quem for offerecida
urna escrava de nome Quintiliana ou por al-
cunha Qnintina cuja escrava foi (loada a abai-
xo assignada por sua madrinha como consta
do papel de compra e bilhete de cisa a qua"
escrava foi doada com acoudicao do seu marido'tas de frente.
com hypotheca em predios nesta praca ; quem
quizer dar dirija-se a ra da Conceico da Boa-
vista a fallar com Rufino Gomes da Fonceca,
o mesmo vende urna morada de casa feita a mo-
derna, (ravejada sala forrada e com 3 por-
Henriquede Araujo Jordio a nao poder ven-
der nem alienar a qual foi pegada no da 16
de Julho pelo mesmo para a ir vender para
algum dos eogenhos do norte, desconfia-se que
fosse para Paulista por isso se previne a qual-
quer pcssoa a quem for offerecida dita escrava a
no compre; pois que elle direito nenhum tem
ella e protesta ir havel-a aonde estiver e se
promette alvissaras a quemdellader noticia ou
a pegar e pode levar a sua senhora, quo mo-
ra na ra do Rangel n. 42.
Joaquina Francelina Vilella.
== Mara Candida Benevides, viuvadejoa-
quim Jos Benevides, pelo presente convida
aos credores da seu casal para se reunirem no
dia 22 do corrente as 10 horas da manhaa na
casa da annunciante e ah verem o estado da
mesma casa e resolver a forma de seus em-
bleos.
= A praca annunciada para odia 14 da bo-
tica e amuelo por execucao de Caetano
Pinto de Veras contra Francisco Jos do Sa-
cramento nao leve lugar em razao da chuva ;
os licitantes comparecao no dia 21 do correte"
as 4 horas da tarde na ra Nova na porta do
Sr. Dr. Juiz do Civel da primeira vara.
= Joaquim Jos; dos Santos Homem reti-
ra-so para fora da Provincia.
Aluga-so o tercei'o andar da casa da ra
da Cruz do Recile n. 17 ; a tractar no primei-
ro andar da mesma.
= Joaquim Goncalvos Casco pretende em-
barcar para o Rio de Janeiro urna escrava de
nome Micaella comprada a D. Umbelina Ma-
ra Gomes de Oliveira.
- Um rapaz lirasileiro, que tem pratica de
offico de chapeleiro, se oleroce para concer-
tar chapeos de todas as qualidades, tanto do
Chille como pretos de seda tambem toma em
porco para aparelhar tudo com o maior
aceio possivel e por preco commodo ; quem
se quizer utilisar de seu prestimo dirija-se a
travessa do Queimado n. 7 segundo andar.
= Aluga-se o terceiro andar da casa da es-
quina da ra do Roza ro n. 39 com safficien-
tes commodos para qualquer familia ; a tractar
na loja de ferragens defronte do beco da Con-
gregacao n. 30 ; na mesma vendem-ee 4 ca-
xas de pinbo grandes, proprias para guardar
farnha.
A pessoa que no dia 16 do corrente no
Convento do Carmo a tarde perdeo um botao
de abertura dirija-se ao patio do Paraso
n 22, que dando os sgnaes Ihe ser entregue.
Fazem-se sobre-casacas de panno fino
preto e de cores a 30,000 ditas de mirin a
24,000 casacas de panno preto e de cores a
26,000, caigas de ditos a 12,000 colletes de
setim lavrado de bom gosto a 7,000 jaque-
tasde pannosde cores a 14,000; no atierro
da Boa-vista loja de alfaiate na esquina dobeco.
= Manoel Antonio Tavares subdito Portu-
guez retira-se para Portugal com sua fa-
milia a tractar de sua saude.
No dia 18 do corrente furtarao da ra du
Praia um qnarto russo pedrez que tinha ido
buscar em um dos armazens carne do Cear ,
o qual be de roda um tanto magro levando
um cangalha 3 sacos 2 cordas de inqueri-
peiras, e com ferro em cima da anca do lado
direito D ; quem o achar ou soubcr onde
existe dito quarto o poder levar em o enge-
nho Conceicao un Bebiribe
triz da Boa-vista sobrado n. 26
andar., onde em qualquer das partes se gra-
tificar.
Hoje pelas 5 horas da tarde ha reunio da
commissao administrativa da Sociedade Euter-
Offercce-se urna parda sem cria para criar
deleite a algum menino : na ra Nova n. 41.
Precisa-se de um caixeirinho para urna
venda, que tenha bons costumes, e conducta;
na esquina do Mundo novo em casa da Nico-
lao Rodrigues da Cunha.
- Dase a premio at a quantia de 2:0008
rs. com hypotheca em predios livres; na ra
do Cabug n. 4.
Jos Francisco da Silva comprou por
conta de Antonio Francisco da Silva morador
no Aracaty meio bilhete de n. 711 da primei-
ra parte da 14.a Lotera a favor das obras do
tbeatro publico.
A pessoa que quer 160 a 200,000 rs.
a premio dando penhores a contento dri-
ja-se a ra do Livramonto n. 27 primeiro
andar, das 10 horas da manha as duas da tar-
de e das 4 as 6.
Aluga-se um sitio no lugar da Boa-via-
gem com boa casa trra para plantar com
300 ps de coqueiros e outras arvores de fru-
to ; e urna canoa nova que pega 1300 lijlos;
na ra do Queimado n. 57.
Aluga-se urna barcaca de 10 20 caixas,
e urna canoa de 6 caixas ; na ra de Agoas ver-
des n. 10.
Aluga-se o segundo andar e sotao do so-
brado do atierro da Boa-vista n. 3 com bas-
tantes commodos para familia ; a tractar no
mesmo.
Francisco Goncalves Bastos he morador
no Recife na ra da Cruz n. 59.
Compras.
= Compra-se um ou dous selins com ca-
bezadas ; na praca da Independencia n. 39.
Vendas.
pina.
Desappareceo na noite de 16 do corrente
da serrara da Ponte velha da Boa-vista um
chapro de cedro de 30 palmos de comprido ,
e dous e meio de largo ; a pes oa que dclle
soylier dirija-?? a mesma serrara hija sera
gratificado.
A pessoa que quizer disconfar um co-
nhecimenlo da thesouraria gcral que vai ser
pago agora logo que chegue a le do orna-
mento deslc anno ciijo disc nto se (ara pelo
prasode 3 annos, que antes disso chegar a
lei antes de fechar-se a Assembla Geral pro-
cure o solicitador da Fazenda na esquina da ra
das Larangeiras por cima do relojoero.
Na padaria do patio da S. Cruz n. 6, do-
fronte da Igreja precisa-se de um bom for-
neiro.
__ Roga-se ao Snr. Vigario Antonio Tose
de Oliveira queentregou no patio do Carmo
urna carta para o Dr. Joao Carlos Pereira Ibia-
pna tenha a bondade de annuncarsua mo-
rad a ou dirigiV-se a mesma pessoa a quem
entregou a carta.
ProC!;22:000.000 y?, prcsic;
Vende-se um negro moco bom serven-
te de pedreiro ; na roa Nova loja n 20.
Vendem-se veludos lisos e lavrados para
colletes com principio de mofo a 2000 rs. o
covado ; na loja de Guilherme Sette na [ra do
Queimado n. 25.
Vende-se um lindo habito de Christo,
proprio para ecclesiaslico por ser grande
no atierro da Boa-vista loja de ounves de Jo-
s Ignacio.
Vendem-se 3 botes de abertura com dia-
mantes urna ataca de exccllentes crysolitas, e
um par de ligas; na ra doNogucira n. 13.'
Vendem-se cartas de syllabas e nomes
addicionadas de alguns conselhos de educaco;
estas cartas segundo as experiencias tem a
propriedade do dar a tonhecer muitas e diver-
sas syllabas necessarias ao bem soletrar e es-
crever em pouco tempo as palavras certas, com
tanto que sejao bem applicadas, e hajo os in-
dispensaveis exercicios diarios, a 80 rs. ; ta-
boadas com algumas diffinices arithmeticas ,
valor dos pesos, medidas moedas do Brasil e
conta Romano a 40 e 80 rs. ; na ra do No-
jucira n. 13.
= Yende-se no armazem de comestives,
junto a fabrica de chapeos de sol na ra do Pas-
seio publico salames (Bologne) chegaJos lti-
mamente presuntos para fiambre vinho de
ou na ra da Ma- Lisboa engarrafado, voltando o casco queijos
Parmesan e todas as mais qualidades de co-
midas e bebidas tudo muito barato.
= Na loja de Salles & Chaves no atterro da
Boa-vista acha-se um grande sorlimento de
licores finos do todas as qualidades vindos de
Franca nos seus competentes caixoes a 7500 a
duzia ditos de segunda qualidadecm garrafas
pretas a 4000 a duzia ditos de terceira quali
dade a 2400 a duzia sendo este terceiro bom
para as vendas por isso que tem bonitos papis ,
con i amostra rancas acs bons compradores.
s = Vendem-se chapeos de castor branco a
5000 ditos finos a 7000 ditos para meninos
a 300^ luvas de pellica branca para homem a
1000 rs. duraque de listras para calcas a 480,
560, e 640 lencos de seda de bonitos padrSes,
mcias curtas de seda riscadas de muito bom
gosto casimiras de cores para caifas pannos
de diversas qualidades e cores cambraias lisas
e adamascadas cassas lisas o de quadros ma-
dapoloesfinissimos pannos para mesas peque-
nos e grandes, e outras muitas fazendas por
preco barato : na ra do Queimado loja n
11 de A. F. G. Vianna.
= Vende-se um quarto bom de carga: no
patio da Matriz do S. Antonio n. 10.
= Vendem-se pipas de agoardente de 20
graos a 36.000rs : na ra de S. Hita n. 85.
- Yendem-se 500 garrafas vasias no bo-
fPAiim Ha
Vende-se um escravo de Angola ; as 5
Pontasn. 160.
= Vendem-se barris grandes e pequeos
com azeite decarrapato a 1280 a caada ; no
armazem defronte do guindaste da Alfandega.
= Vende-se urna casa terrea no beco do
Adique n, 12 ; as 5 Pontas sobrado n. 42,
daa 7 horas as 9 da manhaa e das 3 as 5 da
tarde.
Vende-se urna cabra bicho boa de leite
com duas crias e 2 carneiros mancos gran-
des e proprios para menino montar: na cam-
boa do Carmo no segundo beco vindo da ra
Nova.
Vend-se nm escravo de nacao costa ,
queda de jornal 640 por dia; urna preta de
18 annos, engomma e cozinha com urna
cria de 3 annos; urna dita lavadeira, e que cozi-
nha mui bem por 400. rs. ; duas negrinhas
mui bonitas, de 12 annos; urna matatinha le
12 annos ; urna escrava de 20 annos perfeita
engommadeira, costureira, borda, faz doces ,
e refina assucar; na ra do Fogo aop do Ro-
zario n. 8.
Vendem-se latas com sorlimento de agu-
Ihas de n. la 12 resmas de papel almaco a
imitacSo de meia holanda fibras de retroz de
todas as cores massosde cartas francezas fin^s
parajogar, editas portuguezas travessas de
tartaruga caixas de cohetes de n. 1 a 6 a 60
rs. potes de tinta ingleza preta massos de
linhas de Roris ditos de bretanha todo por
preco muito barato: na praca da Independen-
cia n. 4.
Vendem-se bicos largos e estreitos ocu -
los de armacao brancos e de cores, e ditos dou-
rados abotuaduras douradas a 560 de mas-
sa a 400 rs. e de duraque a 480, botfies ama-
rellos lisos para fardamento, ditos de Pedro Se-
gundo ditos com a letra A, ditos de
seda deesquisitas cores para enfeites de vestidos,
caetas de lalo a 3500 agoa de colonia fina,
thesouras finas de costura e unhas bandejas
de diversos lama.ihos e 8 caixilhos proprios
para qualquer armacSo de loja ; na ra do Ca-
bug loja de miudezas n. 3.
== Vende-se urna preta de nac3o boa ven*
dedeira com um filho de 14 annos, ambos
sem vicios, ou trocao-se por dous escravos tra-
bajadores de enchada ; nos Affogados n. 28.
= Y'ende-seo sitio n. 111 junto a estra-
da do Giqui com excedentes commodos e
proporcoes para gado a dinbeiro ou a praso ,
e urna rede nova para viveiro ; a tractar no
mesmo sitio.
_ Vendem-se garrafas brancas vazias em du-
zia e em grosas; tambem se trocao por gar-
rofas pretas: no atterro da Boa-vista loja de
Salles & Chaves n. 26.
Vende-se n posse de um terreno em Santo
Amaro com 500 palmos de frente, no alinba-
mento da ra da Aurora com todo o lundo at
a estrada de Luiz do Reg : na ra do Queima-
do loja n. 8.
Vende-se um cavallo grande gordo e
bonito, anda bem de carro : na ra Nova ,
loja de caldereiro de Manoel Joaquim Carnei-
ro Leal.
Vendem-se caixocs de doce de goiaba de
boa qualidade para embarque ja preparados
para o dito (ira ; na ra do Livramento loja de
sapatos n. 19.
Yende-se urna mulatinha recolbida de
13 annos cose faz lavarinto c cozinha ; na
ra Velha n. 66.
= Vende-se urna bagatella com ps em
bom estado por 2000 ; na ra da Gloria da
Boa-vista n. 88.
Vende-se um negro de meia idade por
preco commodo ; na ra da Madre de Dos,
armazem de Costa & Onofre.
= Vendem-se duas casas terreas urna n.
6 na ra do Rozario e outra n. 38 na da Au-
rora ambas no bairro da Boa-vista; na ra
da Cadeia velha loja n. 24.
= Yendem-se urna mulata clara de 20
annos engomma e cose ; e urna escrava de
nacao de 22 annos cozinha, engomma e. cose;
na ra Direita n. 3.
= Yende-se o sitio denominado engenhoca
no lugar de Bemedio com casa de vivenda as-
sobradada senzala para pretos tudo de pe-
dra e ca*
receber pelo ultimo navio vindo de Lisboa, um
sortiment de calcado de bezerro para homem,
sendo botins de bezerro para homem e menino,
meios botins, sapatos abotinados para homem
e menino sapatos de marroquim para senhora,
focos do marroquim para menino, botins fran-
cezes para homem sapatoes de 2 e 3 solas to-
dos taxiados, proprios para invern ditos
para meninos, sapatos de palla adianto para
homem e menino sapatos de duas pallas de
bezerro e de couro de lustro sapatos de
marroqnim duraque preto e de cores ditos
de cordavo e de couro de lustro para senhora ,
e meninas, sapatos de couro de lustro para ho-
mem e meninos de 8 a 12 annos, chinelas ra-
zas para homem bor/eguins gaspiados para
senhora a 2400 sapatos de bezerro de entra-
dada baixa e de duas solas para homem e ou-
tras muitas qualidades de calcados, que tudo
se vende por preco commodo ; o mesmo sorli-
mento se cncontra na praca da Independencia
n. 33.
=: Vendem se saccas com arro. pilado por
preco commodo : na praca da Boa-vista, ven-
da n. 15.
Vendem-se 150 oitavas de prala de boa
qualidade; na ra da Cadeia de S. Antonio
n. 19.
= Vendem-s bilhetcs e meios ditos da lo-
tera do tbeatro, que corre em o dia 27 do
corrente ; assim como do todas as mais loteras
concedidas a esta Provincia os quaes se tro-
cao por outros quaesquer premiados a elleg
antes que se v os dos seis con tos: na ra da
Cadeia do Recfe n. 24, loja de cambio do Sr.
Yieira.
= Vende-se urna venda na ra do Padre
Florianno n. 35, junto ao beco das Carvalhas ,
bem afreguesada para a trra por 500 a 600*
rs. a vista e o resto a praso com boas firmas e
he muito commodo o seu aluguel, vende-se
porseu dono relirar-se para fora a tratar de
sva saude ; a tractar na mesma.
= Vende-se urna canoa de conduzir agoa,
nova bem construida e he das melhores,
que andao no rio ou aluga-se ; no sitio que
fica por traz do sobrado do finado Monteiro.
= Vende-se urna canoa de amarello muito
grossa com 55 a 60 palmos de comprido ,
propria para abrir ; na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 30.
= Vende-se um sitio no lugar do Barro
vermelho. com 4 moradas de casas de taipa ,
com cacimba com 980 palmos de (rente o
620 de fundo com alguns arvorodos do (ruto,
rondo monsalmente cada casa a 4000, o trras
oreiras; a tractar no mesmo sitio com Joao
Carlos Munis ou na ra da Conceicao da Boa-
vista n. 43.
Escravos fgidos.
No dia 17 do corrente fugirSo dous es-
cravos do Coronel Antonio Alves Vianna sen-
do ambos rrioulos, um negro de nome Ro-
berto e urna negra de nome Quileria esta
magra e alta representa ter 40 annos, tea-
do dous dedos em urna das maos interissados
de forma que os nao pode fechar e isto por
causa de um talho que Ihe cortou os ervos
dos mesmos dedos,, e aquello ropresenta ter a
mesma idade falta-Jhe denles na frente pou-
ca barba ; rosto secco baixo grosso do cor-
po, e bem preto ; quem os pegar leve a seu
Snr. que mora noengenho Novo da comarca
de Goianna que ter de gratificacao 100,000.
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrente
anno um mulato acabocolado claro de no-
me Cosme, baixo e reforcado do corpo, do
18 annos, levou vestido camisa de riscadoja
desbotado e calcas da mesma fazenda, quando
falla inclina a caheca para a banda e a boca
da mesma forma desconfia-se que esteja em
algum lugar para o matto a titulo de forro ;
quemo pegar leve ao largo doCorpo Santo
n. 11 que ser gratificado com 150,000.
= Acha-se fgido dous annos o escravo
Fab'icio, de 25 annos baixo grosso, ca-
bellos crespos, cor parda urna marca de urna
fistula no queixo proveniente de dores de den-
tes, julga-se ter ido para o sert3o, ou estar em
gueiras ,
lamanho
com diversas fruteiras como man-1**?_en8enbo Por ser ptimo carriro e sa-
e coqueiros tem um viveiro de bom
'.. .. V.M
terreno para se fazer outra baixa pa-
ra capim, pasto para 16 vaccas barro para
toda qualida vanfagem de ter bem prximo a casa de vivenda
porto de embarque vende-se metade a vista e
inetade a pagamen'o; a tractar no mesmo sitio.
= Yende-se potassa i ussiana em barris pe-
queos chegados ltimamente ; na ra da
Cruz n. 3.
= Y7endem-se superiores charutos de Mani-
Iha ltimamente chegados, por commodo pre
CO : na ra do Trapiche novo n. 16, segundo
andar.
No atterro da Boa-vista loja de calcado I
pateiro ; quem o pegar leve ao Monteiro casa
atrazda igreja ou na ra da Nogucira sobra-
do n. 39 que receber 100,000 reis de gra-
tificacao.
- No dia 2 para 3 do corrente fugirao dous
escravos um de nome Joao de nacao Angola ,
de 50 e tantos annos muilo dado a bebida ;
e o outro de nome Joaquim tambem de An-
gola baixo de 30 annos olhos apitomba-
dos e o signal mais visite! que tem be ter urna
poroto ae cabello branco na cal>. ca ; quem os
pegar leve a Manoel Firmino Ferreira no beco
do Peixo frito boje travessa do Queimado n. 3,
quesera gratificado.
j ii. 4, de Joaquim Jos Pereira caba-se de| Rbcifh: wa Typ. pb M, F. w Fahja,=1843


Full Text
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