Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05008


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Full Text

Anno de 18/53.
Quinta Fera 20
Tildo sor pende de nos meamos; da nossa prudencia, moderagao, e energa: con-
lin temos i-onio principiamos, e seremos apuntado* com idmiraiao entre Naqoes mais
eul(i. ( I'roclamagao da Asseniblcia Gcral do Bbasil.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES.
Coianna, e Parahyb, Rundas e sexta fcirai. Rio Grande do Norte, quintas feira.
Bonito e Garanhun, a 1" e 24.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Porto Calvo, Maceio, e Ala-oas no 1 H e 21.
boa-vista Flores a 13 e 23. Santo Anlao quintas feiraa Olinda todos os diai.
DAS DA SEMANA.
17 Seg. i. Aleixo. Mm Aud. do J de D. da 2. t.
4S Terg. a. Marinha V.' M. Re. Aud. do J. de D. da 3. t.
40 Quart. I. Vicente de Paula. Aud do J. de D. da 1 y.
20 Qnint. a. Jernimo Emiliano, Aud do J. de D. da 3. y.
21 Sen. i. Prxedes Vir?. Aud. do J. de D. da 2. r.
22 Sab. i. Mara Magdalena. Ral. Aud. do J. de D. di 1 T,
23 Dom.i. Apollinario B. M.
de Jiilho
Anno XIX. KT. 155.
O Uncid publica-se todos os das que nao forem
Jj de tres mil rris por quartel pacos adinnlados Os annnnioa dos sisisrnantes
S ntifiVados: o preoo da asaignatora n
. an.in.ins dos signantes Jo inserido
y gratis i ""o* 1ae n "' f<"en> a mito de M)'reis por linlu. As reclamaqes devem er diri-
gidas a esta Tip ra das Crines N. 3iJ, ou pra:;a da Independencia loja de lirros N. Ge.
ClMBiosNo .lia !'.' deJulbo.
/ Cambio aobrLondra 26.
Paria 3.0 reii por franco,
i Lisboa HO por i0 deprimi.
Mueda de cobie 2 por cento.
Ideo de letras da boas firmal 1 | a |.
OuBo-Motdad 0,400 V.
i N.
d 4,000
PluTa-PatacSas
a Petos Columnar!
r ditos Mexicano*
P1IASES l)A LA NO HEZ DE JTJl.HO.
compra
16 8J0
16,GJJ
, 200
1,840
1,0 0
1,040
venda.
17,000
* SJ0
0,400
.afio
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da
Lu Cliei li II, 2 boraae 46 m.da tarde. I La ora 27, as 3 hora e 23
Ouart.aaing. 10, lis Jl Loras 22 a. .1 m | ijuart. crc. i 4, i 4 horas e 43 m da larde.
Preamar de hoje.
1.a a 10 horas \ m. da manliaa. | Z. a 11 horas 1H m. da tarda.
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SENHORES DEPTADOS.
Sesso do 8 de junho.
(Conclusao.)
A requerimento do Sr. Urbano a urgencia he
ipprovada.
OSr. D. Manoel:Logo que V. Ex. ofTere-
ecu considorazao desla augusta cmara o re-
querimento que ora fazobjecto das nossas deli-
berazes, eu previ que a discussa tinha de ser
muito prolongada, e que mu i tos nobres deputa-
dos mormento os de Pernambuco haviao de
pedir palavra para sobre elleinterporem oseu
juiso ; todava ou nao eslava ainda muito dis-
posto a tomar parte na presente discussa ; eu
quera ouvir aos nobres deputados, o depoisde
ouvi-los formar o mea juiso para votar a fa-
vor do requerimento ou contra elle. Mas na ses-
sadequarta feira proposic56s se avancarao
nesla casa ideas se omittira que cu julgota
perigosas ta oppostas ao bem do paiz que
entend do meu dever pedir a palavra como
mcmbro da maioria para responder a essas pro-
posites c oppor-mea taes ideas, tantoquan-ic tal era'aida que o gabinete de uho fasia do
tomepossivel. Piincipiarei fallando sobre a nobre Baro que elle mosmo pedio ao monar-
provincla de Pernambuco isto cingindo-me cha quegalardoasseosseus servicos com a dis-
a materia do requerimento que se discute.
Sr. presidente, eu hoje nao me assusto com
fortes em consequoncia disiad ellos da ma-
neira por que Ileso tinha havdo as eleicoes.
Nao entro nesta questa, Sr. presidento; so
quero mostrar os motivos por que o partido chi-
mango ou algunsdos seus membros mais influ-
entes se segregaras do nobre Bara da Boa-Vis-
ta....
O Sr. Urbano:Esteve algum dia ligado ?
O Sr. D. Manoel:Se estovo ligado nao sei
eu, o que sei 6 que esse lado a quo o nobn de-
putado pentenceprodigalisou os inaiores elogios
ao Sr. presidento de Pernambuco, o basta-me
isto para o meu proposito. Principiou a guerra,
Sr. presidente, e o nobre Barao, com a pruden-
cia, com o tino administrativo que o caracteri-
sa pode faser faco a ludo ; pode conservar a
provincia no estado de tranquillidado de que so-
mos sabedores.
o nobre Barao demittido e substituido polo
Sr. Teixeira ; o partido chimango suppz que
com isto ;ilfitirara urna victoria victoiia nao
devida aos seus esforcos, pois que o mesmo ga-
binete de julho com cujas doutrinas polticas
em geral nao tinha antes concordado o Sr. Ba-
rio da Boa-Vista, Ihe fez os maioros elogios no
aviso em que teve do dar.) nobre BaraS a de-
misso quo este pedia do lugar de presidente
larvas de medonho aspecto; eu nao sou daquel-
les que acreditad de leve nesses sonhos do per-
turbaeoes nos manejos de que costumao Jan-
ear mao os partidos para cliegarem aos seus
fins; a experiencia do que se tem passado no
meu paiz me Taz convencer quo nao 6 a lingua-
gem de urna o outra folha que nos deve servir
do pharol no juiso quo d vemos formar cerca
do estado das provincias do imperio. Sr. presi-
dente eu dirci oquesinto a respeito de Pernam-
buco....
Um dos passos mais acertados que no meu
conceito deuo ministerio de 19 desetembro foi
seni duvida a nomeaca5 do meu nobre amigo o
Sr. Barao da Boa-Vista, para presidente da pro-
vincia de Pernambuco ; e com effeito, os amigos
do nobre Bara virao as suas pro visos coroadas
do mais completo resultado ; o Sr. Barao da
Boa-Vista administrou a provincia com salisfa-
cao geral mesmo do partido que semprc hosti-
lisou a familia a que elle pertonce. As pessoas
desse lado disia:Pernambuco nunca levo um
presidente como o Sr. Francisco do Bego Bar-
ros; pedimos a Dos que o conserve por muitos
c dilatados annos. Eu nao sei se nesta casa ex-
iste um desses que medisse o quo acabo de re-
petir ; talve que se elle se lembrasse da con-
versa que a esse respeito teve comigo, nao ti-
vesse a menor duvida em me dar um apoio do
seu lugar.
Com effeito, Sr. presidente, a provincia go-
zou da mais completa tranquilidade durante a
administrado do nobre Baro da Boa-Vista at
a poca das eleicoes ; todos os lados da provin-
cia (porque na provincia ha o lado chamado Ca-
vlcanti e lado chamado Chimango) todos os la-
dos desejavao a conservaca do nobre Barao o
qual se conservou no meio dos partidos, nao
despresando os homens de ment do partido
chimango nem chamando nicamente aos em-
pregos os membros da sua familia ; e esta foi a
narcha sabia e Ilustrada do nobre presidente.
Chega porem a poca das eleicoes e principia-
se a tramar contra o Sr. Francisco do Bego Bar-
ros hoje Baro da Boa-Vista pelo motivo de
que se desconfiava que elle procurava afastar
da urna elcitoral alguns membros do partido
chimango que erao deputados na legislatura.
Fazem-sc as eleicoes; desconfianzas nao sei se
fundadas ou infundadas, principiada estriara
amisade que liguva alguns desses senhores ao
nobre Barao, amisade que tinha feito com que
alguns membros desta casa prodigalisassem os
maiores encomios administraca de nobre Ba-
ra da Boa-Vista relerindo-se aos servicos que
esse nobre presidente havia prestado a provincia
de Pernambuco o ao paiz inteiro mormentc na
occasiao critica da rebellia da Baha em 7 de
novembrode 37. Essa desconfianza esse res-
friainento converterao-se em aulipathia, cen-
tao principiou a guerra ao nobre Bara da Boa-
Vistu cnta a tribuna vio que alguns daquelles
nobres deputados que tanto se esfurcara nesla
casa para dar o merecido galardao ao nobre pre-
quegalardoasseosseus servicos com a dig
nitaria da imperial ordem do cruzeiro: istodis-
.e nesta casa um dos membros mais salientes
desse gabinete.
A demisso portanto do nobre Barao nao foi
urna victoria para o partido chimango, foi dada
em consequencia das reiteradas instancias do
nobre Barao. Mas o partido chimango nao jul-
gavaassim ; julgava-se senhor do campo e
que poda disprdas futuras eleicoes E qual
n5o foi, Sr. presidente ( permitta-me V. Ex.
urna palavrinha francesa, mas que vai-se natu-
ralisando ) qual nao foi o desapontamento des-
se partido, quando Iho constou que o Sr. Barao
da Boa-Vista havia pela segunda vez merecido a
confianza do governo imperial que o homeou em taes folhas. A ooposicao portantonao urna
presidente da provincia de Pernambuco? Entao opposic5o provincial, as ideas de desordem, de
O Sr. Urbano:Nova diatrlbe?... Mas pro-
prio do nobre deputado.
O Sr. D. Manoel:Diatrbe, sm. Nao eos-
tumo retirar oxpresses quando as julgo bem
cabidas.
As diatribes continuarao; mas essa gente, de-
pois de desapontada (ainda peco iicenga para
usar do termo), pela dcclaraco do nobre mi-
nistro da marinha por algumas palavras na-
quelle lugar proferidas pelo nobro ministro da
justica perdeu todas as esperancas; o cntao o
que tem feito a imprensa pernambucana ? Dc-
pois de tor lancado mao de meios que se podiao
chamar legaes para obter a demisso do Snr.
Iiaroda Boa-Vista depois dse ter convenci-
do de quo o governo imperial nao retira a sua
confianza a este seu delegado depois do estar
certissima de que o nobre Baro nao deixa o sou
posto nem o deve deixar, fez a exploso que nos
todos vimos e folhasas mais infames, as mais
inmundas sao redigidas em urna das principaes
cidades do imperio E qual o fim disto Snr.
presidente Ser fortalecer a opinio publica ?
Srr guiar o governo as medidas a empregar
tendentes a tirar Pernambuco desse estado de
OSoUiaco em que se diz adiar ? A imprensa de
Pernambuco, querendo aterrar o governo, que-
rendo faser ver que est emineote urna revolu-
Zo se por ventura nao fr demittido o nobre
Baro da Boa-Vista chega at a diser que elle
nao presidente legal, chega a diser que ne-
cessario calar baionetas contra o governo impe-
rial! Eudesejava, Sr. presidente, ter aqu a
mao quatro ou cinco desses infames escriptos
para que a cmara se convencesse de todo quan-
to acabo dedizer. Nao halinguagem mais cyni-
ca mais descomedida, mais nojenta do que a-
quella do que algumas folhas de Pernambuco u-
so contra o nobre Baro da Boa-Vista c contra
o governo imperial. Sero amigos da ordem os
queassimescrevem ? Nao; sao homens da de-
sordem homens da anarchia homens que ,
querendo chegar aos seus fins querendo impor
a cora a nomeacio ou demisso do um seu de-
legado ouso fallar nesses termos que vemos
bidente de Pernambuco diriuiru-llie censuras dignos delegado? Hn governo imnprifti....
esse partido desencada-se inteiramente contra
o nobre Bara, promette mundos e fundos, pro-
mette Iho faser urna guerra, e guerra de mor-
te[... Eu disse ao nobre Baro:meu amigo, a
tua nova presidencia nao ha de ser tiio cheia de
rosas corno foi a primeira ; prepara-te para a
campanha porque os chimangos esta fortes,
ho de jugar a ultima cartinha. A respostado
nobro Baro foi a de um homcm de estado:
hei de cumpriro meu dever, hei de ir com a
lei, hei de manter-me no meu posto com os
meios que as leis poem a minha disposiza.
Volta o nobre Baro a Pernambuco e entao o
partido chimango pe-se furioso em campo.
Mas note-se que nesse tempo elle nao escreveu
muito, a imprensa esteve muda por algum tem-
po. Note V. Ex. que o partido chimango, que
hoje chamarei partido da opposi'zo e partido
da desordem se essas folhas que ltimamente
nos chegara de Pernambuco com effeito sao fi-
Ihas desse partido, como se diz geralmento, o
partido chimango, digosuppoz que o nobre Ba-
ro deixariaa presidencia para vir tomar asien-
to na cmara ; suppz mais que o nobre Baro
fosse substituido por alguma pessoa da amisa-
de da sympathia do nobre deputado que me
parece ter actualmente o bastodocommando...
O Sr. Urbano:Est engaado nunca se
pedio isto.
O Sr. D. Manoel:Esperava como en d-
zia a epocha desojada da vinda do nobre Ba-
ro ; essas esperanzas.p>rem principiaroa ser
Iludidas porque passou-se o mez de Janeiro e
nada do mudanza. Enlo comezou a tctica dos
requerimentos, ento principiou-se a gritar
contra a administrazodo nobre Baro, eaque-
rcr-se faser crer ao governo e cmara quetodos
osfactos horrorosos quo tem tido lugar en Per-
nambuco nascio, seno directa ao meros in-
directamente, da administrazo do nobie Ba-
ro ; ento s aflirmou que, se o nobre Baro
se conservasse na presidencia ninguem.pode-
ria responder pelo sbcego da provincia.
Mas o partido ou a gente que forma o "fartido
leve ainda um raio de esperanza que foi a de-
misso <|o ministerio de 23 de mareo; entretan-
to nao parou na sua carreira ; os requerimen-
tos succedio uns aos outros; qualquei eitbar-
cazo quochegava de Pernambuco dava beca-
silo a urna nova diatribe contra um dos mui
desobediencia, as ideas de resistencia nao sao a-
pregoa Jas s contra o nobre Baro da Boa-Vista;
sao apregoadas urna e inuitas vezes contra o go-
verno imperial. E sao estes os homens quesus-
tento a ordem em Pernambuco? Sao estes os
homens que so proclamo defensores das insti-
tuizes do paiz ? Declaro quo nao quero estar
junto delles; entre mim c ellcs haver um mu-
ro de bron/.e.
Aqui est o motivo que tem produsido esta
exploso. Eu poda agora ainda continuar no
mesmo sentido; mas como quero ainda tocar em
outros pontos, vou expr com brevidade o mo-
tivo a que attribuo o estado de agitazo em que
so acha a provincia de Pernambuco.
Sr. presidente nao esti longe o mez de ju-
nho de 18 \\ ; no dia 3 desse mez ha de se ex-
pedir o decreto da convocaeo da nova assem-
bla e asordens para se proceder as provin-
cias s eleicoes ; o partido chimango pois quer
ver se consegue afastar da presidencia o nobre
Baro; porque suppe que elle e seus amigos
ho de trabalhar para que nao obtenha votos
um s desses homens, no que far grande ser-
vieo ao paiz. Eis a razo por que esse partido
entende que deve lanzar mo de todos os meios,
de urna imprensa suja inmunda para conse-
guir os seus fins. Tem sido infelizmente este
o systema seguido no nosso paiz mas elle de-
ve acabar, e Dos nos livre que se acredite que ,
aineacando o governo consegue um partido o
seu fim!
Ora Sr. presidente urna proposieo ou-
vio-se nesta casa que assustuu o nobre deputado
por Pernambuco. Disse eu que o governo nao
deve demittir o nobre Baro porque estou con-
vencido que elle o homem o mais asado para
administrar a provincia de Pernambuco as ac-
luaes circumstancias. Sr. presidente no-
tavel o tino com que esse nobre administrador
se portou na crisi^por que ltimamente pass-
mos ; sua encrgia principalmente se deve o
nao ter liavido em Pernambuco commoces, se-
no idnticas a essa ao menos anlogas que
arrebenli'ira em outras provincias ; em lodas as
provincias ha um partido desordeiro que anda
i>nr<>inniln nii.ilni
em campo, e Pernambuco cuja mxima par-
te amiga da ordem tem osempre teve esto
partido da desordem ; mas elle tem um medo
extraordinario do nobre Baro tem tanto mo-
do delle que faz os inaiores esforcos pela sua
demisso. li verdado quo o nobro Baro nao
lia d>.' exorbilar e a prova quo est solrondo
com a mais perfeita reigna?8o todos os apodos,
tolos os baldos com que o cobrern essas folhas
inmundas; mas se esse partido chegar a rom-
per ah ento o nobre Baro ha de mostrar
que so nao perturba impunemente a ordem pu-
blica ento ello saliera corresponder a confi-
ea que nelle deposita o governo imperial con-
servando-so em um posto do tanta honra o
perigo
( Depois de mais algumas considerazes nes-
te sentido, o orador contina. )
Ora, Sr. presidente, na casa se tem respon-
dido cabalmente a urna proposico que chama-
rei menos pensada proferida por alguns no-
bres deputados porque parecem querer fazer
como as folhas de Pernambuco que assevero
que o nobre Baro presidento intruso e No-
gal. Julga-se que o nobre Baro da Boa-\ is-
la nao podia continuar na presidencia sem li-
cenca desta augusta cmara. Primeiro, a cons-
tituito o que prohibo a accumulazo do em-
pregos, de qualquer emprego com o cargo do
deputado excepeo de ministro de estado o
conselheiro de estado. Ora, o nobre Barao nao
accumula o emprego do presidente com o de
deputado, e por consequencia infundada a
censura nesta parte.
O art. 31 da constituizao exige licenca da
respectiva cmara para os seus membros sahi-
rem para alguma commisso ; mas nao ohriga
o deputado que excrce algum emprego a vir lo-
mar assento na cmara. A razo da constitui-
r o obvia ; quiz ella prevenir que o governo
nos alaste da representazo nrcional a titulo
deserem empregados em commisses membros
que talvez sejo oppostos ao mesmo governo ,
os quaes virad talvez a ser substituidos por sup-
plentcs da afTcieo delle.
Porgunto ou : o governo ordenou ao nobro
Baro da Boa-Vista que nao viesso tomar as-
sento na cmara ? o me consta. O nobro
Baro, levado sempre pelo desejo de contribuir
para a felicidade do paiz e de servir ao governo
que nelle deposita a sua confianza as-entou
que o siu dever, que o interesse publico, o
obrigava a conservar-se na presidencia ; assen-
tou que neste posto do honra prestava ao paiz.
mais servicos do que mesmo na cmara dos de-
putados. Honra pois deve ser feita a esse no-
bre Baro por esse rasgo de patriotismo.Quan-
tos, Sr. presidente fario o que fez o nobro
Baro da Boa-vista ; quantos quercra estar
assentados na cadeira provincial de Pernambu-
co cadeira que nao tem seno espinhos? Mas
o Sr. Baro da Boa-Vista s com o intuito de
servir patria e ao monarcha prefere os in-
commodos da presidencia aos commodos, e que
olercce urna cadeira na cmara dos Srs. de-
putados.
Um Sr. Deputado: Ha muito quem quei-
ra cadeira de espinhos.
U Sr. D. Manoel: Por consequencia nao
ha razo para se dizer que o nobre Baro da
Boa-Vista presidente intruso e Ilegal e que
se nao deve obedecer mas antes resistir s or-
dena desse digno delegado do governo imperial.
Kntendo portanto que o nobre Baro pode
conservar-se na presidencia sem ser mister li-
cenca da camura "dos Srs. deputados. Eu nao
vejo essas nuvens prendes do rcvolu(es que
quercm euxergar alguns nobres deputados, uns
talvez por nimiamente timoratos, outros pelo
desejo ardente de que quanto antes o nobre
Baro da Boa-\ ista soja substituido.
Um Sr, Deputado: Eu estou na primeira
classe.
O Sr. D. Manoel : Eu nao classifico ;
classiliquem o- senhores como qui/ertm.
Sr. presidente eu nao posso deixar sem res-
posta urna proposizo perigosissima que se e-
CvvTtwv |/ui>4 iaptiavwva iaiu>v na wsa, v cu uu um UV cuiayau UC UU-


wmm
vil-a da boca de um nobrc dcputado que muito
rcspcito o com quem em muitas cousas eslou de
accordo havcndo infelizmente cm outro gran-
de dissentimento.
O ir. M. da Cunha: Nos nos uniremos.
O Sr. D. Manad: Disse o nobre debuta-
do que todos os males de Pernambuco quo
todos os males do Brasil nascem do governo.
O Sr. M. da Cunha: De todos os poderes.
O Sr. D. Manoel: La iremos logo.
Quaes as razes por que todos os males que
\exo a provincia de Pernambuco e o Brazil in-
teiro nascem do governo ? Porque o governo
nao respeita as leis porque o governo viola a
constituidlo porque o governo calca aos ps
os dircitos dos cidados brazilciros.
O Sr. M. da Cunha : Pouco mais ou
menos.
OSr. D. Manoel: Eu tenho pena deque
ainda nao apparecesse o Jornal do Commercio
em que deve vir por extenso o discurso do no-
bre dcputado ; mas lembro-me de quo o no-
bre deputado disse que o governo viola a cons-
tituidlo e a primeira prova porque m m Ion
executar ou promover a lei de 12 de maio de
1840, que interpretou o acto addicional.
O Sr. M. da Cunha : O governo nao ;
. a asscmbla geral.
O Sr. O. Manoel: Os poderes geraes ;
bem.
O Sr. M. da Cunha : Os poderes geraes.
O Sr. D. Manoel: Ora Sr. presidente,
cu nao esperava que urna similhante proposi-
cao fosse proferida por um nobre dcputado to
illustrado.
O Sr. Mendes da Cunha : Pois a me-
Jlior das proposices.
O Sr. D. Manoel: Eu nao esperava que
o nobre deputado dsse isto como causa das ro-
bejlies quo devastar- e incendiar as bri-
Ihantes provincias de S. Paulo e Minas Geraes.
Fu desejava queoutros fossom os motivos que
dirigiro o nobrc deputado a fazer similhante
asserco. Sr. presidente esta questo os po-
deres competentes j a decidirao ; mas nao bas-
ta isto, a naci j a sanecionou.
O Sr. M. da Cunha : Ncgo
OSr. D. Manoel: A naci j sanecionou
csso acto do poder legislativo ; nao necessa-
rio lembrar cmara a necessidade que havia
desse acto. Tolos sabemos quanto a lei que
interpretou o acto addicional loi discutida cm
ambas as cmaras, e o grande numero de votos
ior que foi approvada; todos sabemos como el-
a foi bem aceita em quasi todas as provincias
do imperio ; apenas urna ou outra dirigi re-
presenta-oes ao corpo legislativo as quajs nao
brao attendidas porque o corpo legislativo re-
conheceu que na conformidade da constitui-
cao as assemblas provinciacs nao tinho di-
re to de exigir a revogaco desta lei. Mas, Sr.
presidente qne beneficios nao tem della re-
sultado P Eu appello para a cagiara inteira ,
mrmjnte para aquellos Srs deputados qne tem
estado testa das administraces provinciaes.
Vejamos quaes a marcha que seguiro as assem-
bl,:as provinciaes antes da promulgaco da lei
de 12 de maio de 184-0 ; vejarnos quantas leis
estas assemhlasappareeem em offensa as at-
tribuices do poder legislativo geral ; compa-
remos o estado das cousas antes de promulgada
a lei referida com o estado das cousas depois da
sua promulgaco, e seremos toreados a crer que
ellas tem feilo grandes beneficios? Essa lei
p.-tssou pelos tramites legaes ; essa lei hoje tem
a saneco do paiz e posso dizer a do tempo ,
porque j tem decorrido tres annos para quttro
depois da sua promulgaco. Eu nao posso por-
tanto concordar em que urna das causas dos
males do paiz soja a lei de 12 de maio de 18V0.
Vamos ao segundo ponto isto 6 que o go-
verno tem calcado as leis aos pos. O nobre dc-
putado disse o governo demittio por decreto
a um juiz de direito. Eu nao sei se esse facto
verdadeiro.. .
O Sr.Mendes da Cunha: Mas dado o fac-
to o pode justificar?
O Sr. D. Manoel : Este lacto to mo-
derno que eu nem tinha cr.nheeimento delle ,
e portanto nao posso dizer nada sobre elle ;
necesario termos mais ampias informaces e
porconsequencia fica por ora suspenso ojuizo
que devo azer a icspeito do facto referido pe-
lo meu nobre amigo. Quaes sao as outras leis
que se aponanlo violadas pelo governo ? Tor-
nou-se a fallar sobre as rebellies de S.Paulo
c Minas.
Sr. presidente j ha pou^o o nobre deputa-
do que me precedeu mdstrou evidentemente que
tristes acontecimcDtos viero infelizmente man-
char as paginas de nossa historia ; mas estos Tac-
tos dro occasiao a que o governo se cobrisse
de gloria pelas medidas promptas enrgicas e
adeqiinnas queempregou para suflocar aquellas
rebellies, e prevenir que iguaesappareco em
outras provincias. O governo nao podia deixar
de merecer os encomios do paiz real, edo paiz
official. Devia-se mesmo dlrigir-lhe um voto de
asrudecimento, adoptando-se asFna a pratica
seguida, era outros paizes, como ainda lia pou-
co tempo aconteceu no parlamento Inglez ; ha-
vendo lord Wellinglon seoppostoque scdirigis-
sc um voto de agradecimento ao general encar-
regado do commando do exercito inglez na Chi-
na, pelos bons servicos que prestara.
Ora um governo que fez ao paiz tantos ser-
vicos nao merecer urna palavra ao menos de
agradecimento da parte do nobre deputado, que
tambem seria victima, se por ventura fossem -
vante essas rebellies ? Eu crcio que sim.
O Sr. Mendes da Cunha : Eu escondia-me.
OSr. D. Manoel: Sr. presidente, o gabi-
nete de 23 de marcj promoveu rebellies !! a
proposico a mais inaudita, a mais injusta e a-
narchica que se pode ouvir nesta casa. Ah I eu
assentoqueexpresses de similhante natureza
nao se podem pronunciar no parlamento sem
serom acompanhadas dos mais authenticos do-
cumentos. Euentendo, Sr. presidente, quo a
tanto nao chegue a irresponsabilidade de um
deputado. Qual o fim de similhante insinua-
co ? Se eu nao recelaste offender os estylos do
parlamento tinha vasto campo para azer urna
loriga dissertacao mas nao quero do maneira
alguma offender os estylos da casa. O governo
do 23 de marco Sr. presidente, nao se conten-
tou s em pedir ao corpo legislativo medidas de
repressao ; o governo, quando principiou a pre-
sumir que o acto de nao se ter .recebido a mon-
de projecto de caberas c liberticida. Creio que
na primeira parte da proposta se define a pala-
vra cabeca e autor nos crimes de sodico e re-
belliao, e na segunda se oferecem algumas me-
didas repressivas dos abusos da liberdade de im-
prensa. Quem ingnora os inconvenientes que
tem resultado da falta de urna deinicao clara da
palavra cabeca e autor nos crimes de que acabo
de fallar? O governo solicito em remediar taes
inconvenientes, apresentou a proposta em ques-
tao ; a commisso de justica criminal interpoz
sobre ella a sua opinio, a discussao mostrar
se as ideas do governo sao as que se devem adop-
tar ou outras aprosentadas pelos membros da
casa. Onde enxergou pois o ilfustre deputado
motivo para censurar to acremente ao gabinete
de 23 de marco ? Pelo que toca s medidas co-
ercitivas dos abusos da imprensa, quem nao sen-
te a necessidade de por diques a taes abusos -
Senhores, ninguem quer ver destruida a lber?
dade de imprensa, que sem duvida um dos e
lomen tos da nossa forma de governo quando
se anhela refrear a licenca com que a imprensa
escreve no paiz. Tal o fim da proposta apresen-
tada pelo nobre ministro dos estrangeiros que
entao o era da justica. Senhores eu entendo
sagem insolente da assembla provincial de S. que a imprensa, no estado em que actualmente
.'aulo, poderia dar occasiao a algum rompi- | est, nao faz beneficios ao paiz, antes pelo con-
rnento naquellla provincia preparou-se para trario produz males gravissimos [nao a potad os).
manter a seguranca e a ordem publica onde ella ^e os nobre* deputados cntondem que com estes
osse alterada e por isso conservou na corte apartes.com estes nao apoiados me azem calar,
urna forca nao pequea para marchar para e;tgo muito enfados; hei de exprimir todas
qualquer ponto onde fosse m.ster o emprego as mnhas convCCScs, quCro que apparecao os
n^r,,..,!,^!,^.^, nieus discursos no Jornal do Commercio, porque
Uesgracadamente a desordem principiou em .-, p _
c n i i nao deseio engaar mcus constituales, bu que-
S. Paulo e a presteza com quo o aovernoen-, J V T ,. '
i: -i i i i ro (iuc a minha provincia a os mcus discursos,
viou para ah um general com tropas por todos ,.' .
i r nara aue aaue es oue me honrarao com os seus
r.-conhecida, assim como ninguem ignora o re- 4 "^ ... r ,..
gUWIII lg
sultado que foi a inteira pacificaco da mes-
illa provincia e depois da de Minas. Eu creio
que ninguem se persuade que arebelliao se con-
leria nos limites de Minas c S. Paulo, masque
a intencoera por o Brazil em urna conflagra-
cao geral. Eentao, Sr. presidente, ogover
no quem promove rebellies ? Apenas pacifica-
das as duas mencionadas provincias, fez partir
para a do Rio Grande do Sul o distincto gene-
ral pacificador do Maranhao S. Paulo e Mi-
nas, com forcas consideraveis para dar o ulti-
mo golpe na luta que ha 8 annos flagella aquel-
la provincia e nos vamos vendo os resultados
das medidas tomadas pelo ministerio de 23 de
marco : tudo annuncia tudo nos iaz crer que,
;e a Providencia continuar a proteger-nos, nao
estar remoto o dia em que iremos ao templo
render-lhe gracas pela pacificaco do Rio Gran-
de do Sul.
Um governo que assim se comporta, 6 aecu-
sado de haver provocado rebellies !! Mas, se-
nhores quem ignora que o gabinete de 23 de
mareo se conservou no poder 20 dias depois d
abortas as cmaras, com urna maioria conside-
ravel em ambas ellas maioria que sem duvida
continuara a ter, se a corda nao se houvesse
dignado de aceitar a demisso, que os membros
desse gabinete solicitrao? E poderia o corpo
legislativo dar o scu apoio a um ministerio que
promoveu rebellies s com o fim de fazer de-
pois alarde da victoria? verdade que aquelle
sabinete foi aecusado na occasiao em que se
discutio o voto de gracas mas oi tambem de-
fendido muito victoriosamente.
Um Sr. Deputado d um aparte que nao ou-
v irnos.
O Sr. D. Manoel : Eu nesta parte nao
serei orgao da opinio do paiz; mas, como aca-
ba de dizer o nobre deputado o sou sem duvi-
da da minha provincia. A assembla provincial
da minha provincia, cujos membros a ninguem
eedem em adhesao e amor ao augusto chefe da
nago c s instituices do paiz mandou tima
mensagem ao governo imperial, em testemunho
do sou reconbecimento pelos relevajitissimosser-
vicos que tinha prestado ao paiz na pacificaco
das provincias de S. Paulo e Minas. Ora, a as-
sembla unnimemente votou essa mensagem ,
e posso aflirmar que a assembla da minha pro-
vincia foi legitima interprete dos sentimentesda
mxima parle dos habitantes do Rio Grande do
Norte. Ora ento cu que sou especialmente
representante daquella provincia, porque foi ella
quem me fez a honra de daros seus su Ti agios
para poder ter urna cadeira neste augusto recin-
to acompanho a assembla provincial, acom-
panho a quasi totalidade dos Rio-Grandenses
nossentimentosque nutrom para com o patrio-
tico ministerio de 23 de marco.
Sr. presidente, o ultimo motivo porque o
governo aecusado de todos os males que vexao
o paiz por ter calcado aos ps os dircitos dos
ciuados. Ora. para prova dessa proposico ,
trouxe-se o facto de deporlacoes. Isto materia
velha porque o corpo legislativo j samcionou
essa medida, e porconsequencia nao pode mais
seraecusada de Ilegal e violenta.
Sr. presidente, vamos ainda ao outro ponto.
O nobre deputado por Pernambuco fallou tam-
bem do projecto do governo sobre liberdade de
imprensa etc. o projecto que elle aJcunha
votos posso reitirar-me a sua confiarica, se por
ventura se convencerem de que eu nao eupuz a
verdadaira opiniao da provincia.
O Sr. Ferraz : Basta nao ir presidir o
Rio Grande para nao ser reeleito.
OSr. O. Manoel: Desde o primeiro dia
em que tive assonto nesta casa fiz tencao de ma-
nifestar com franqueza as minhasopinies; se
silo errneas convencao-me do erro ; eu acei-
to as correcces de todos. Eu disse quo a li-
berdade de imprensa tal qual se acha no paiz
niio presta servico algum ; pelo contrario causa
males. Sr. Presidente quem faz caso hoje
das censuras dirgidas a qualquer empregado
publico prevaricador quando a imprensa n5o
poupa o empregado honrado quo consom os
seus dias no servico do paiz cuidando attenta-
mentede bem desempenhar os seus deveres?
Quaes os magistrados presidentes de provin-
cia ministros de estado que escapao da im-
prensa ? Nao es' confundido um perverso ,
um magistrado venal com um mugistrado pro-
bo? Um ministro de estado que trabalha no ga-
binete para satisfazer a confianea do monarcha,
o para tirar o paiz do estado em que se acha ,
nao insultado? A audacia da imprensa tem
chegado a ponto de tocar na pessoa augusta do
monarcha! Jase disse em urna carta que urna
olha dirigi a S. M. I. quo a fonte do amor
que o povo brazileiro Ihe consagra est quasi
esgotada ; j se disse que S. M. I. eslava ce-
g ; emfim inventou-sc al urna dissencao en-
tre S. M. I. e S. A. R. o Sr. principe.de Join-
ville.
O Sr. P. de Brito : Mas em algum tem-
po outros disserao peior.
O Sr. I). Manoel: Ah o nobre dcputa-
do parece estar olvidado da historia contempo-
rnea parece que quer dar de m8o ao recurso
do sua feliz memoria.
Pois o nobre dcputado nao se lembra da lin-
guagem com que as foi has se tratou ao magn-
nimo fundador do imperio, de saudosissima
memoria ? Quer ver essas scenas repetidas ?
Ha de as ver se por ventura neo houver urna lei
que acabe com os grandes excessos da impren-
sa. I', para por barreira a taes exersos, para
tornar a imprensa um verdadeiro elemento de
ordem urna solida base do governo constitu-
cional que o mjisterio apresentou a propos-
ta em questao. Eu infeliztnente tenho bem
presentes, e nem me quero esquecer as pa-
lavras que ento li nos jornacs c tenho ainda
mais presentes os resultados dos documentos da
impreisa e nao quero ver repetido no meu
paiz un segundo 6 de abril dia para mim de
luto e |Ie pronto ( apoiados ). Parece-me que
fica demonstrado o fim til que o governo leve
em visto apresenlando essa proposla cmara
dosde[tutados. Creio tambem haver provado
que as bases sobre que o nobre deputado fun-
dou aspa argumenlaco para provar que o go-
verno < a principal causa de todos os males que
peso sbro o paiz sao inteiramente falsas.
Ago|a ir. Presidente, ainda tocarei em
um topko e vem a ser urna contradiceao que
se preUndeu arhar na conducta do nobre mi-
nistro e estrangeiros que fazia parte do um ga-
binetecom o qual nao estava de accordo em
algunspontos importantes Um Sr. dcputado
i demknslrnn a mnn<>ira or nue se rtfviiio r
tender \s expresscs do nobre ministro da ma-
rinha quando nesta casa disseque elle e o gabi~
nete de quefazia parte nao ero continuadordsda
poltica do ministerio de 23 do marco. Sr.
Presidente quem ignora que os nobres minis-
tros da justica dos estrangeiros c marinha ,
tem estado sompre em accordo de principios ?
Agora occasiao de eu justificar o voto que dei
ao actual gabinete ; cu disse entao que nao va-
cillava em dar-lhe o meu fraco apoio porque
estava persuadido de que elle segua a mcsnia
politica do gabinete anterior. Ora um dos
membros do actual gabinete sustentou no sena-
do com a erudieco que Ihc propria todos os
actos, sem excepeo de um s do governo de
23 de marco.
Por cnsequencia o ministerio esposava todos
os principios do de 23 de marco. Felizmente
o ministerio actual nao se vio ainda na crise
em que se achou o ministerio de 23 demarco,
mas eslou persuadido de que se por desgraca
do Brasil apparecesse urna rebelliosemelhante
doS. Paulo e Minas elle tomaria as mes-
mas medidas de que se servio aquee ministe-
rio por que estas medidas poderio no rneu
conceito salvar o paiz em to criticas circuns-
tancias.
Como pois se pJo dizer que o Sr. ministro
dos estrangeiros nao est de accordo com os seus
collogas ? Parece-me quo o nobro deputado
por Sergipe nao foi feliz na sua inveneao o
que nao tem direito de pedir patente Carama;
eu ao menos Ihe recuso meu voto, porque nao ha
tal colliso, ha urna perfeita unio de principios:
oSr. ministro dos negocios estrangeiros militou
sempre dobaixo das bandeiras sob as quaes se
alistro o Sr. Torres Honorio &c. A res-
peito de capacidade e probidade do nobre mi-
nistro dos estrangeiros, os homens imparciacs
Ihe fazem a justica que elle merece. Pela mi-
nha parte o considero como urna das nossas
primeiras capacidades e tenho conviccao do
que elle tem prestado e ha de continuar a pres-
tar relevantes sorvicos ao paiz corresponden-
do assim alta confianea de S. M. o Impe-
rador que de novo se dignou chama-lo para
seu consclho. Se eu qui/esse apresentar fados,
quantos nao acharia eu oin abono delle ? A sua
probidade, os seus talentos, os seus princi-
pios sao "oralmente condecidos o paiz Ihe faz
justica, e especialmente a provincia do Rio do
Janeiro que ha muito o honra com os seus
suffragios I Eu tive a honra de servir com elle
quando presidente da dita provincia e ento
pude conhecer a sua aptido e interesse pelo
bem publico mrmente da provincia quo to
dignamente administrava. Alm disso sou
amigo de muitos annos do Sr. ministro de es-
trangeiros e por cnsequencia nao admira
que eu tome a sua defesa nesta casa : eu seria
incoherente se o nao fizesse.
Sr. Presidente. Estou em extremo fatigado,
o por isso nao posso continuar. Concilio vo-
tando pelo requerimento quo se discute.
Falla depois oSr. Urbano, e levanta-se a
sesso.
Alfain dega.
Rendimento do dia 19.......... 3:648S971
Para hoje nao ha descarga alguma.
linimiento do Porto.
Navio entrado no dia 19.
Halifax ; 38 dias patacho inglez Lady ofthe
Lake, do 108 toneladas, capito David \Vin-
good equipagem 9, carga bacalho : or-
dem.
Declaracoes.
Pela sub-delegatura de polica, dos Aflo-
gados se faz publico queseacho recolhidos
cadeia do Hecife os pretos Alexandre, e Pau-
lo : ol.declarou ser escravo do bx. tenente
coronel Agostinho Bizerra da Silva; o 2." do
Sr. Antonio do Monte do Reg Barros, mora-
dor no engenho Boto ambos prezos por fgi-
dos.
Existcm na secretaria de polica d'esta pro-
vincia huns Autos d'execuco de sentenca entre
partes, exequente Joaquim da Silva Lopes, e
executados os Drs. Curador Geral, e Procurador
Fiscal, com termo de vista a advogado Paula
Gomes, lavrado pelo escrivaoGaldinoTemisto-
cles Cabial de Vasconcellos que os poder re-
ceber na mesma secretaria.
= A adminislraco dos estabelecimentos de
caridade manda fazer publico que a lercei-
ra o ultima praea da renda dos predios abaixo
declarados continua as sextas feiras na sala de
suas sesses pelas 4 horas da tardo.
1
X>..- Ar\ k-ri-itn ilo Pi.\i. n
Alt.
.1-

gos n. 2 dita do Encantamento a. 3 dita do


Padre Floriano n. 43 dita de S. Jos n. 5 ,
dita de Manocl Coco n. 32, dita das Cin-
co Pontas ns. 98, 116, e 118, traversa de S.
Pedro n. 2 ra de Hortas n, 33 dila da
Boda ns. 5 e 9 (oito tojas) dita da Gloria
n. 65.
Sala dassesses d'administracao dos estabele-
cimentosdecaridade 17 dojulho de 1843.
O cscripturario F. A. Cavalcani Cousseiro.
Avisos martimos.
Para qualquer parto da Europa segu
viagem o briguo Inglez Cicoly de primeira
clame forrado cncayilhado de cobre, e de lo-
te de 235 tonclladas.com excellentes commodos
para passageiros tracla-se na ruado Trapi-
che iwo n. 10, como seu consignatario Jones
Patn & Companhia.
Para Lisboa vai sabir com a maior bre-
vidade o brigue portuguez Tarujo 1. de pri-
incia marcha, o com as melbores commodida-
des para passageiros; quem no mesmo quizer
carroar ou ir de passagom pide dirigir-se ao
capito do mesmo brigue Manoel d'OliveiraFa-
neco, ou a Mendos & Oliveira na ruado Vi-
gario n. 21.
Para o Porto sabir brevemente o brigue
portuguez Primavera capito Jos Carlos
Ferreira Suarca ; quem no mesmo quizer car-
regar, ou ir de passagom, para o que tem bon*
commodos pode tractar com o dito capito na
praca do Commercio ou com seu consignata-
rio Antonio Joaquim de Souza Ribeiro, na ra
da Cadeia n. 28.
Para o Cear o biate Flor de Larangei-
ras sai o mais breve possivel ; quem no mes-
rno quizer carregar dirija-sc loja do Sr. Fran-
cisco Joaquim Cardozo a fallar com os hela-
dores os Srs. Joaquim Teixeira Leitc, e Ma-
nocl Nunes de Mello.
= Para Loanda com escala porBcnguella sa-
bir?, a hem conhecida barca nacional Er-
melinda de cuja he capito Nicolao Maria
Passalagua Jnior, pretende seguir viagem com
a maior brevidade por ter parte do seu carre-
gamento promplo as pessoas que no referido
navio quizerem carregar ou ir de passagem
dirijao-se ao seu consignatarso Aegelo Fran
cisco Carneiro no seu escriptorio na ra da Au-
rora ou com o capito na Praca do Commer-
cio as horas do costumo.
Leiles.
O corretor Oliveira far leilao da bem co-
nhecida e acreditada serrara por vapor com
todos os scus pertenecs e prompta para se por
em andamento immediato sica na ra da
Praia a qual foi do finado Feij e se ven-
der a prazos convenientes ; ficando at ao ar-
bitrio dos concurrentes conforme se ajustar no
a-cto da arremataco poder costear-se de so-
ciedadecom a Sra. Viuva daquelle fallecido,
se este meio se julgar mais conveniente como
he de suppor vista dos grandes resultados ,
que se tem colhido ; e podem continuar-se a
tirar de um to efficaz estabelecimento toda vez
que se proporcionem os respectivos (undos ,
que todava nao precisa serem avullados como
na occasio se far conhecera quem se dedique
a continuar no seu manejo: sabbado22do cor-
rente ao meio dia em ponto no lugar onde se
acha collocada a serrara.
O corretor Oliveira transferio por causa
da chuva o seu leilao de grande sortimento
alemacs e da Italia para quinta-feira 20 do
corrente as 10 horas da manbaa no armazem
da casa de sua residencia primeiro andar.
Avisos diversos.
O CliORA-MEM.N N. 9.
kj&vzio boje, e est venda por 20 reis ;
na praca da Independencia ns. 6 e 8.
=0 abaixo assignado inhibido de poder co-
brar rort.i nnftntM li me ""' '"' dftvfldor An-
deo o engenho Gongassari, e comprou outro em
nomo somonte de um filho e genro, deixando
por simhante maneira desherdada urna (ilhae
a qual, segundos officios de amisado qu,
Ihe prestou na sua adversidade nao portou-se,
como tal, mas sim como mai: e constando Ihe
que urna pessoa hypothecra urna casa terrea
sita na ra de S. Jos pertencente ao mesmo
Antonio Pereira Pinto de Faria a qual dizem
haver sido embargada roga encarecidamente a
dita pessoa o obzequio de informar-lhc cerca
do destino que se deo dita casa se todava
est hypothccada, ou embargada. Jos Ma-
ra de Carvalho.
Quem precisar de urna mulher debonscos-
tumes para servir de portas a dentro em casa
de homem solteiro, ou de pouca familia, dirja-
se ra do Caldeireiro n. 6.
Na ra do Rangel n. 34 tirao-se passapor-
tes para dentro e fora do Imperio, e folhas cor-
ridas com presteza o cpmmodidade.
Quem precisar do roupa lavada, c ongom-
madacom asseio annuncie por esta lolha para
ser procurado.
= Prc<,isa-se de um preto forro ou captivo ,
que saiba trabalhar hem em padara ; no atier-
ro dos (logados nadara n. 37 ; na mesma da-
se pao de vendajem a pretos e moloques.
=0 Sr., que no domingo 16 do corrente a-
ihou um annel de ouro na ra do Cabug-i de-
fronte da ra das Larangeiras sendo que o
queira entregar o pode fa oj na loja n. 14 da
mesma ra que se Ihe ficar obrigado.
= Arrenda-so, ou vende-se um sitio na Mag-
dalena com boa casa de vivenda, de pedra e cal,
duas grandes baixas plantadas decapim, e di-
versas arvoresde fruto ; quem o pretender di-
rija se a Joaquim Celestino Goncalves na ra da
Praia casa n. 58 que est authorisado para a
venda, ou arrondamento por parte dos herdeiros
do casal do fallecido Joaquim Nunes Pereira de
Faria.
= Aluga-se por preco commodo o segundo
andar do sobrado n. 38 da ra do Rangel; trac-
ta-se no primeiro andar do mesmo.
=OlTerece-se um rapaz portuguez de boa con-
ducta, com 16 annosde idade para caixeiro
de qualquer arrumaco nesta praca, poisj tem
pratica de balcao e de escripia o qual sabe
muito bom ler, escrever, e contar perfeitamen-
te ; quem do seu prestimo precisar annuncio
por esta folha.
=Antonio Francisco Teixeira, subdito por-
tuguez retira-se para fora da provincia.
Joao Dounelly avisa aos seus freguezes e
ao publico em geral, que mudou o seu estabe-
lecimento de alfaiate da ra da Cadeia do Re-
cife para a ra da Senzalla: quem do seu pres-
timo se quizer utilisar dirija-se referida ra
n. 132.
2 mezes (pouco mais ou menos) appare-
ceo na fazenda de Pendoba de Flores um negro
por nome Joao de naco, idade que representa
ter 26 annos que diz ser escravo d'um portu-
guez velho por nome Agostinho padeiro que
morou na Boa-vista (freguezia) cujo escravo
segundo elle diz fora furtado ou em 1823, ou
1832 o que nao se lembra por ser pequeo
naquelle tempo ; assim poisquem for seu dono
dirija-se villa do Limoeiro sobrado n. 111 ,
que dndoos signaos certos o satisfazendo as
despezas Ihe fera entregue advervindo porm
que nao se responsabiliza por elle.
=0 abaixo assignado faz sciente, que desde
o dia 18 do corrente deixou de ser seu caixeiro
o Sr. Luiz Fernandes de Souza e por conse-
guinte fica de nenhum efTeito as cobrancas fei-
tas pelo mesmo desde esse da.
Paraconhecimento de quem pertencer se
faz publico que o coronel Jos de Barros Fal-
co de Lacerda seacha reivindicando o que Ihe
pertence nos engenhos de Mussumb e Boa-
vista de Goianna os quaes pcrtencro a suus
a vos os coronis Francisco de Barros Falco, e
Jernimo Gavalcanti d'Albuquerque Lacerda.
Lava-se, engoma-se e concerta-se roupa,
com toda a perfeicao tudo por preco commo-
do ; na ra da Roda ns. 15 6 30.
Offerece-se urna mulher portugueza para a-
ma de casa de pouca familia, ou de homem
solteiro, paraozinhar cozer, engomare fa-
zer todo o mais servico ; querri pretender annun-
cie, ou dirija-se ra da Solioade n. 38.
Thom Francisco da f osta meslre alfai-
ate mudou o seu estabelecimento da ra do
Queimado para a do Rozario larga n. 35 por
isso partecipa aos seus freguc/es e amigos, qui-
ten bao a bondade de o procurar que os servi-
r com promptido.
Quem-quizer alugar urna preta crioula, de
bons costumes, para cozinhar em casa de pouca
lamilla, procure na ra do Cullegio sobrado
o. 4.
Roga-se ao Sr. Francisco Jorge de Souza,
propietario de urnas trras em Biberibe de Bai-
xo queira aparecer em Olinda na ra do Am-
paro n. 6, que ahi se Ihe desoja fallar a nego-
cio de inleresse.
___A nena. nue nn Diario d 1Q i\n andnn-
co Goncalves Bastos, dirija-se ra do Quei-
mado loja n. 9.
LOTERA do theatro.
No dia 27 do corrente
corre impreterivelrnente esta
lotera fiejuem ou nao bi-
llieles por vender e o res-
to acha-se nos lugares an-
n neiados.
Perdeo se em dias deste moz urna lettra d e
douscontosdereis, sacada em 23 de Junho do
annopossado, por Francisco Jos de Araujo
Lopes e aceita pelo lente Jos do Narros
Pimentel e endogada pelo coronel Francisco
do Barros Rogo a vencer em maio de 184-8 ,
o como a mesma lottra nao podo servir de uti-
lidadea pessoa alguma a quem a tiverachado,
por isso que ja se fez os necessarios avisos ao
asseitante querendo-a restituir por obzcquio ,
podo fazer a Joaqun) Goncalves Vieira Guima-
res, junto ao arco da Conceicao no sobrado
n. 63, no segundo andar.
I'roca-se a morad la de urna casa terrea
que tem quintal e cacimba, e portao por urna
sobrado do um andar ; a dita casa tem commo-
do preco ; quem tver annuncio.
0 rapa/, portuguez que pelo Diario de
Pernambuco de terea-feira 18 do corrente of-
ereceo-sc para caixeiro de engenho dirija-se
ao sobrado n. 22 na sua da Cadeia bairro de
Sanio Antonio, porquanto tendo-se procurado
a casa na ra larga do Bozorio n. 9 que an-
nuncia nao he axacto aquello annuncio.
Pede-se encarecidamente ao Scnhor Euro-
peo a quem se deu um livrro de Le-Roy en-
cadernado de novo a 2 me/es c meio para
guardar, que por cquidade baja do o restituir,
annunciando sua morada para ser procurado ,
o dito livro tem o nome do dono ha 1.* pa-
gina quo fer asss obrigado pois Ihe la/,
grande alta por isso que be o dito livro sou
medico, e cirurgio com que tao bem se tem
dado a tantos annos.
y- Diccionario das partculas latinas por Cos-
ta o S Eneidodo Virgilio, Horacio Cicero,
Epistolas annotadas, Jalen Grammatica In-
gleza Rhetorica de Vossio de Gibert, de
l.ami, e de outros autores, Arithmeticas ,
Ensos de Eloquencia Potica de Fonceca ,
dita do padre Marinho Pequeo BufTon e
outros livros em bom uso e baratos ; ven-
dem-se em Olinda na loja dos 4 cantos.
Offerece-se um rapaz brazileiro de idade
de 18 a 20 annos que sabe ler, e escrever pa-
ra caixeiro do qualquer loja anda mesmo fora
da provincia ou tambem para qualquer en-
genho, e dar fiador a sua boa conducta; quem
de sou prestimo se quizer utilizar annuncie ou
dirija-so a ra do Cabug n. 7.
O Sr. Antonio Ferreira Teixeira Carneiro ,
queira dirigir-se a loja n. 24 na ruada Cadeie
do Recife afim de receber urna carta vinda do
Sul.
Precisa-se de 1608 a 200$ premio por
tempo de 8 mezes: paga-se a dous e meio por
cento da-se metade do pagamento logo de-
pois dos primeiros quatro mezes se assim
convicr ao dono e a outra nielado no lim do
tempo : annuncie.
A viuva de Antonio Teixeira Lopes Jnior
roga ao credores do sou finado marido de a-
promptarein as suas contas no espaco do 8 dias
para serem legalisadas, para a vista das mes-
mas se mostrar o estado da sua casa.
Aluga-se o sobrado de dous andares nos
Quatros Cantos da Boa-vista n. 1 e a casa
terrea n. 3 no mesmo lugar a fallar com Ma-
noel CaetanoSoares Carneiro Monteiro.
Precisa-sede um bom forneiro para pada-
ra na praca da Santa Cruz que tem urna
s porta procure na mesma ou na travessa
da Madre de Dos n. 11 na padaria de Manoel
Ignacio da Silva Teixeira.
Srs. Edictores. Pergunta-se, se um cioitor
de urna freguesia d'esta provincia, que foi para
outra cuidar de sua sade hevondo ag ra el-
leico poder a cmara chamar supplente para
o substituir? Um duviduso.
Aluga se urna casa terrea atrs da ra de
Santa There/a dando o inclino 3 mezes adi
antados a 8S re. por mez: a fallar na roa Relia,
outr'ora Florintina n. 38 das 11 horas do dia
as 4 da tarde.
Precisa-se alugar um sitio muito perto da
praca com casa e agoa todo o anno com
bastante pasto para 300caineiros o vacias de
leite ; quem tiver procure no egougue defron-
te da Cadeia n. 26.
casa de pouca familia, sendo casa eapaz a
qual sabe reger urna casa ; a pessoa que pre-
tender dirija-se ao largo da Ribeira casa
n. 9.
Na ra do Passeio loja de chapos de sol
continuase a cobrir chapeos de sol com sedas da
mais superior qualidade, o com outros diver-
sos pannos, concerta-se com toda perfeicao
e brevidade ; achao-se na mesma uns chapeos
muito fortes e de bom tamanho, um surtimen-
to do cobertores muito ricos o bunitos : roga-
se a todas as pessoas quo tem chapeos de sol na
mesma loja tanto para concertar como para
cobrir do irem buscar no pra/.o de 8 dias ,
se nao sero vendidos para pagamento* do tra-
balbo dos mesmos.
= Joao da Costa'Mangericao e sua familia
retira-se para a pro.incia do Rio de Janeiro.
Constando ao abaixo assignado quo um
Sr. curi o/o no dia 18 do corrento teve a alou-
te/a do entrar dentro do seu sitio ( no Man-
guinln ) o o andou medindo com urna regua ,
sem o abaixo assignado saber para que lim ; por
meio d'osle avisa a esto sr. que seabstenha do
eontiuuar as suas medicos e trate de em-
progar-se em outra vida pois' do ontrario o
abaixo assignado tomara o incomodo do inda-
gar o sou nomo c o lar passar pelo disgosto
de vel-o declarado pelo Diario.
Candido Jos de Salle*.
A pessoa quo anuunciou ter para alugar
um moleque para serviros mane i ros queira di-
rigir-so a ra da Cadeia loja do chapeos
n. 46.
A pessoa quo diz querer urna canoa que
pegue um milbeiro do tipilos, queira apparo-
cer no Atterro da Boa-vista casa n. 2 ; Io. an-
dar.
Vende-se urna boa escrava da Costa mui-
to trabalbadeira e ptima vondedeira : dirijao-
se ao 1. andar desta Typographya.
Quem precisar de roupa lavada engom-
mada e concertada com perfeicao e por
preco commodo : dirija-so a ra da Roda casa
n. 15.
Na ra d'Ortascasa n. 9, primeiro andar,
precisa-se de urna ama de leito: quem annun-
ciou hontem por esta lolha pode dirigir-se a
mesma casa.
Aluga-se urna casa terrea na ra Augusta :
tem bastantes commodos e um bom quintal;
quem a pretender dirjase a ra do Cabug
loja defronte da Matriz.
A pessoa que annunciou no Diario de Per-
nambuco de 15 do corrente dezejar saber se
existe Anna Joaquina Ferreira dos Santos, may
do tenente JooChrisostimcFerreiradosSantos;
dirija-se a Boa-vista na ra da Gloria casa n.
58 defronto do sobrado doSr. Jos Joaquim
Bizcrra Cavalcani.
Aluga-se urna casa terrea na ra Bella ,
outr'ora ra da Florentina : na mesma ra so-
brado novo prximo a mar at as 9 horas da
manbaa.
Aluga-se urna casa do 3 andares e arma-
zem no Atterro da Boa-vista : os pretendente*
dirijao-se a mesma casa a tratar cem Manoel
Maria dePinho Borges.
Aluga-so o primeiro andar de um sobra-
do com bastantes commodos na ra do Cres-
po n." 10; a tratar na loja da viuva Cunha Gui-
maraes, ou no 3. andar do mesmo.
Quem precisar de um moco Portuguez
de 18 annos para caixeiro de venda ou ou-
tra qualquer oceupafo dirija-se a ra de S.
Rita, n. 93.
Troca-so a moradia de um primeiro an-
dar de um sobrado na ra do Livramento n. 23r
com commodos para urna grande familia o
seu aluguel he do 14000 rs. mensaes, por urna
casa terrea ou sobrado de menor preco; a
tractar no mesmo.
= Francisco Xavier das Chagas faz scien-
te ao respoitavcl publico que nao deve a pes-
soa alguma mas quem se julgar seu credor
queira apresentar suas contas no praso de 8
dias.
= Pcrdeo-se urna carteira verde ja uzada na
imite do dia 13 do corrente as catacumbas da
ordem3.* do Carino na occasio dse deitar
ocorpodo fallecido Joaquim Ignacio na sepul-
tura, contendo a mesma varios papis queso
podem servir ao dono pois que o mesmo tem
prevenido tudo a semilhante respeito: a pessoa
que achou querendo restitu I-a pode dirigir-
se a ra estreita do Ro ario botica de Joao Pe
reir da Silveira que gratificar.
Jos Romo de Freitas, mestre alfaiate.
faz sciente ao publico e a todos os seus fregue-
zes que mud >u a sua residencia para o pri-
meiro andar do sobrado da ra do Koznrio, aon-
do mora o Sr. Seraflm Jos d'Uliveira e ahi
promete servir com perfeicao c asseio u todas as
Ionio Pereira Pipo de "Faria",'' po'rquc este" ven- j te mez",' annunciou querer fallar com Francis-1. Oflerece-w urna ama para servir em urna, lallar com Jos Carvaluo da Costa.
Aluga-so um armazem grande proprio pa- pessoas que se quizerem utilisar de seu pres-
ra qualquer oflicina na ra Augusta n. 11 ;j timo.
quem precizar dirija-se a ra do Rangel na es-} Quem tiveruma canoa, que ,'eve um mi-
quina quevolta para o Irem na venda n. 11 ; Ibeiro de lijlo e a quizer alugar, dirija-se
no mesmo se vend<> ebros.

IV....i., .i., i
......v^ uta


h
= Qualquer pessoa a qem for oflereeida
urna oscrava de nomo Quintiliana ou poral-
cunha Qnintina cuja escrava foi doada a abai-
xo assignada por sua madrinha como consta
do papel de compra e bilhete de cisa a qual
escrava foi doada rom acondicao de seu marido
Henriquede Araujo Jordao a nao poder ven-
der nem alienar a qual foi pegada no dia 16
de Julho pelo mesmo para a ir vender para
algum dos eogenhos do norte, desconfia-se que
fosse para Paulista por isso so previne a qual-
quer pessoa a quem for offerocida dita escrava a
nao compre; pois que elle direito nenhum te ni
nella e protesta ir havel a aonde estiver ese
promotte'alvissaras a quemdellader noticia ou
a pegar, e pode levar a sua senhora, que mo-
ra na ra do Rangel n. 42.
Joaquina Francelina Viltlla.
Precisa-se fallar as Senhoras Florinda
Mara Anna Joaquina Maciel Kfonteiro ,
Joaquina Jacintha de S. Anna eaosSrs. Sal-
vador de Souza Braga o Francisco Goncalves
Bastos, qucirao annunciar as suas moradas para
so Ihos fallar a negocio de interesse.
= O prolessoradjuncto da cadeira de L-
gica do Lyco desta Cidade propoe-se a en-
sinar particularmente essa faculdade ; as pes-
sors que se quizerem til isar de seu prestimo ,
dirijao-se a casa de sua residencia na ra do
Queimado n. 14.
= Joaquim Jos dos Santos Homem reti-
ra-se para fora da Provincia.
= OfTorece-se um rapaz muito activo para
cobrar dividas nesta praca do que tem gran-
de pratica e d bom fiador ; quem o preten-
der annuncie.
= Maria Candida Benevides, viuva de Joa-
quim Jos Benevides, pelo presente convida
aos credores da seu casal para so reunirem no
dia 22 do correte as 10 horas da inanhaa na
casa da annuncidntc e ah verem o estado da
mesma casa e resolver a forma de seus em-
bleos.
= O abaixo assignado faz scientc a aquel-
las pessoas que tenhao receitas, ou contas
pertencentes a mesma botica onde esteve
aspar Le i te Ferrs na ra da Cadeia do Reci-
le que nao pague ao mesmo Gaspar por is-
so que existem em poder do abaixo assignado
esses documenos. = Joao Moreira Alarques.
= A praca annunciada para odia 14 da bo-
tica e armacao por execuco de Caetano
Pinto de Veras contra Francisco Jos do Sa-
cramento nao teve lugar em razao da chuva ;
os licitantes compareci no dia 21 do corrente
as 4 horas da tarde na ra Nova na porta do
Sr. Dr. Juiz do Civel da primeira vara.
= Urna pessoa se o florece para ensinar em
algum ongenbo ou fazenda no sertao as pri-
meiras lettrase principios de latim e francez ;
quem precisar dirija-se a ra do Rangel n. 34.
= Furtarao no dia lo do corrente uina ca-
noa de carreira cuja eslava detraz do Pala-
cete com os signaos seguinles curta com
duas taboas estreitas no fundo o com um bu-
raco de fogo de comprimento de um palmo
abaixo da farca ; quem della soubcr participe
no sitio que fica por traz do sobra iodo fina-
do Monteiro.
= Aluga-se dous escravos mocos para todo
o ser vico e um perito cozinheiro ; na ra No-
va armazem n 67.
= Existe urna porcao de lijlos inteiros, e
quebrados, mas sem clice que serve para
alicoree ; quem pretender dirija-se a ra das
Cruzci n. 41, primeiro andar.
Precisa-se de um bom trabalhador de
masseira ; na padaria da ra Direita n. 38.
Perdeo-se urna carteira com ferros de ci-
rurgia ; quem a achou querendo restituir levo
ao sitio dos lioes no Hospicio, que ser gra-
tificado.
Francisco Goncalves Bastos he morador
no Re>;ife na ra da Cruz n. 59.
Urna mulher se propSe a ensinar meni-
nas a coser bordar de marca e de linha ,
e fazer lavarinlo : na ra Bella n. 21.
__ Precisa-se de um homem que nao cs-
tea na circunstancia de ser recrutado para
acabar de servir por oulro um anno, dando-se-
Ihe a paga que se convencionar; a pessoa
que Ihe fizerconta este negocio pode dirigir-
se a Fora de Portas na ra dos Gararapes, so-
brado n. 2.
Oferece-se urna crioula para o servico
interno de urna casa de homem solteiro ou
de pouca familia, que sabe engommar, coser,
e co/.inhar; quem precisar dirija-se a ra da
Senzala nova n. 3W.
= Quem precisar de oupa engommada ,
com toda a perfeico, dirija-se a ra de Hortas
na loja do sobrado n. 130.
pr Aluga-se umsoto com bons commodos
para qualquer enhora capaz ou familia; na
na das Larangeiras sobrado n. 15 defronte da
refinacao; a tractar no segundo andar do mes-
mo ; assim como engoma-se roupa, e se fazcm
.-actidns nata senhora com toda a perfoico.
"5= Aabaixoassignadasendo nomeadacura-
dora de seu m uido Joao Antonio Baptista Mu -
niz fa setenio aos crodoros do dito seu mari-
do que no praso de 8 dias venhao apresentar
suas contas provenientes de toda e qualquer
transacao queseja antes que seu marido re-
tira-se pura lora ; nao se entendendo este an-
nuncio com o Snr. Manoel Joaquim Pedro da
Costa. Marianna Francisca de Oliveira.
O (Te rece-se um homem robusto para cor-
reio de cartas para qualquer parte ; no atierro
dos Afogados n. 170.
Aluga-se urna barcaca de 10 20 caixas,
e urna canoa de 6 caixas ; na ra de Agoas ver-
des n. 10.
Aluga-se o segundo andar e sotao do so-
brado doatterro da Boa-vista n. 3 com bas-
tantes commodos para familia ; a tractar no
mesmo.
Amanbaa 21 do corrente pelas horas da
tardo a porta do actual Juiz dos feitos da fa-
zendas no patio do Paraso, he a ultima pra-
ca e tem de ser arremato o seguinte 200
palmos de frente de terreno c 165 ditos de
fundo sito na passagem da Magdalena oin
muitasarvoresde fruto, avaliado em 2:500$
fs. ; a renda annual da casa terrea n. 34 ni
ra da Alegra da Boa-vistt avahada por
160Srs. e algumas canquilherias tudo pe-
nhorado por execuco da Fazenda Nacional a
seus devedores Antonio Pedroso Gomes da Sil-
va, Jos Joaquim Bezcrra Cavalcanti, e Mar-
celino Jos. Lopes.
= Manoel da Rocha Mesquita Vianna, sub-
dito Portuguez, retira-se para Angola.
= Quem quizer alugar as sobre-Iojas do
sobrado da ra de S. Bento junt) ao sobrado
do Tonente Coronel Manoel Ignacio de Car-
valho do Mendonca a qual tem boa sala as-
soalhada e quartos muito frescos, boa vista
para o mar dirija-se ao mesmo sobrado n. 28.
- O Snr. Manoel Autonio dos Passos e
Silva queira mandar buscar urna carta vinda
do sertao, na ra do Livramento casa com
frente amarlla n. 10.
Quem precisar de urna carroca para al-
gum servico ou de um cavallo com cucambas,
dirija-se a ra Direita n. 52, ou na Boa-vista
ra dos Pires n. 30.
Compras.
= Compra-sc um ou dousselns com ca-
bezadas ; na praca da Independencia n. 39.
Compra-se um par de botes de punho
de camisa do ouro com 3 a 4 oitavas ; na
ra do Livramento n. 13.
- Compra-se urna balancinha com marco
de libra o meia dita ; atraz do Theatro arma-
zem de taboado do pinho.
Compra-se um alunlo de peito de bom
ouro com esmalto azul um diamante pequeo,
esem fetio ; no deposito de assucar refinado ,
junto ao arco de S. Antonio.
Vendas
as Vende-seuma verida na ra do Padre
Plorianno n. 35, junto ao beco das Carvalhas ,
bom afreguesada para a Ierra por 500 a [600.)
rs. a vista e o resto a praso com boas firmas, e
he muito commodo o seu alugucl, vende-se
porscu dono relirar-se para fora a tratar de
sva saude ; a tractar na mesma.
= Vende-se urna canoa de amarello muito
grossa com 55 a 60 palmos de comprido ,
propria para abrir ; na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 30.
= Vende-se um sitio no lugor do Barro
vermclho com 4 moradas de casas de taipa ,
com cacimba com 980 palmos de frente e
620 de fundo com alguns arvoredos de fruto,
rande mensalmente cada casa a 4000, e trras
foreiras; a tractar no mesmo sitio com Joao
Carlos Munis ou na ra da Conceico da Boa-
vista n. 43.
= Vendem-se saccascom arroz pilado por
preco commodo : na praca da Boa-vista, ven-
da n. 15.
Vcndcm-se 2 pretas de naco, do 24 an-
nos ongomao, cozinhao, e lavao ; e um negro
crioulo ; na ra das Cruzes n. 41 segundo
andar.
Vendem-se taboas de pinho a 40 rs. o p,
de todas as larguras e comprimentos dito da
Suecia ; assim como um pouco de refugo para
desocupar o armazem ; atraz do theatro, arma-
zem de Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do
Sr. Jo5o Matheus.
Vende-se urna negra cozinheira tem
principios de engommar, e boa lavadeira ; na
loja da esquina do be o da Congrecao n. 41.
Vendem-se primeiras licoes a minha
discipula obra mui boa para meninos apren-
derem lor, e traslados bons e muito baratos: na
ra do Queimado loja n. 25.,
Vendem-se 150 oitavas de prata de boa
qualidade; na ra da Cadeia de S. Antonio
n.19.
Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca muito boa por preco commodo ; na ra
da Senzala nova n. 42
Vende-se urna negra de meia idade com
3 filhos urna filha com 15 annos, cozinha ,
engomma lava e cose um moleque com 9
annos, aprendiz de pedreiro ; e urna negrinha
do 7 annos; na ra Bella outr'ora Florentina ,
sobrado novo prximo a maro at as 11 horas
da manha.
= Vendem-se superiores charutos de Mani-
Iha ltimamente chegados, por commodo pro-
co : na ra do Trapiche novo n. 16 segundo
andar.
Vende-se um lindo apparclho de cha ,
de porcelana urna duzia de facas e garfos o
um chale moderno de seda azul, tudo por
preco commodo ; na travesa do Pcinho n. 6.
Vende-so a meacao do sobrado sito na
ra Direita dos Affogados na esquina do beco
do Quiabo por preco c.tmmodo ; na ra das
Cruzes n. 30.
Vende-se um pieto de 30 annos, pro-
prio para o servico de ra ou campo na ra
da Moeda n. 7 ou a fallar com Firmino Jos
Felisda Roza.
Vendem-se 50 saccas com farinha de
mandioca por ataeado on a retalho a 2560 a
sacca ; no armazem do Francisco Dias Ferreira
& Companhia no caes da Alfandega para ul-
timaco de contas ; tambem se vende a praso,
a tractar com Firmino Jos Felisda Roza.
Vende-so urna barcaca^ova de primeira
vhgem para este porto vinda do Giqui da
Praia aonde foi feita, construida de boas ma-
doiras e com todos os seus pertcnces adia-
se fundiada no forte do matos confronte a pren-
ea do Sr. Mendonca pega de 26 a 30 caixas;
ou troca-se por urna morada de casa, que valha
douscontos e tanto ou poajpretos no seu jus-
to valor e tambem vende-se a praso com boas
firmas; na ra da Cadeia velha loja do Joa-
quim Ribeiro Pontos n. 54.
Vende-se azeitc de carrapato a 1600,
mesmo em pequeas porcoes : na ra do Brum
n. 9.
Vendem-se esleirs largas da India, pro-
prias para forro de sala em pecas o a retalho ;
na ra da Cadeia n. 31 loja de Joao Cardo
so Ayres.
Vendem-se saccas de farinha da trra
muito boa e caixas do Porto vasias proprias
para guardar farinha ; na ra Direita n. 10 ,
ao p do Livramento.
Vendem-se dous escravos mai, e filho
sendo este de 14 annos, pode-se examinar e
ver-se-ha, que nao tem vicios, por sercm mui-
to conhecidos vendem-se para comprar dous
pretos que posso carregar palanquim ou
tambem se troco ; vende-se tambum um sitio
pequeo no lugar dos Affogados com todas
iscommodidades a dinheiro ou a praso ; no
mesmo lugar, no caminbo, que vai para o Gi-
qui n. 111.
Vende-se um casal de escravos, proprios
para lodo o servico e um moleque de 14 an-
nos ; na ra larga do Rozario n. 36 tereci-
ro andar.
Vende-se colla fabricada em Pernam-
buco a 200 rs. a libra e arroba a 5800 ; na
ra do Bangel n. 52.
Vendem-so pellos de bezerro francez, su-
perior ditos de lustro, por proco commodo; no
atierro da Boa-vista n. 24 loja de Joaquim
Jos Pereira.
= Vendem-se bilhetese meios ditos da lo-
tera do theatro, que corre em o dia 27 do
corrente ; assim como de todas as mais loterias
concedidas a esta Provincia os quacs se tro-
co por outros quaesquer premiados a elles
antes que se v os dos seis con tos : na ra da
Cadeia do Recife n. 24, loja de cambio do Sr.
V icira.
= No atterro da Boa-vista loja de calcado
n. 24 de Joaquim Jos Pereira acaba-se de
receber polo ultimo navio vindo de Lisboa, um
sortimento de calcado de bezerro para homem,
sendo botins de bezerro para homem e menino,
meios butins, sapatos abotinados para homem
e menino sapatos de marroquim para senhora,
focos de marroquim para menino, botins fran-
cezes para homem sapates de 2 e 3 solas to-
dos taxiados proprios para invern ditos
para meninos, sapatos de palla adianto para
homem e menino, sapatos de duas pallas de
bezerro, e de couro de lustro sapatos de
marroqnim duraque preto e de cores, ditos
de cordavo e de couro de lustro para senhora ,
e meninas sapatos de couro de lustro para ho
rnem o meninos de 8 a 12 annos chinelas ra-
zas para homem bor/eguins gaspiados para
senhora a 2400 sapatos de bezerro de entra-
dada baixo e de duas solas para homem e ou-
Iras umitas quabdades de calcados, que tudo
se vende por preco commodo ; o mesmo sorti-
mento so cncontra na praca da Independencia
n. 33.
Vende-se um escravo possante bom tra-
bajador ; na ra do Noguoira sobrado n. 39.
= Vende-se potassa iussiana em barris po-
quenos, chegados ltimamente ; na ra da
Cruz n. 3.
Vende-seuma linda negrinha de 16 an-
nos propria para mucumba ; na ra cstreita
do Rozario n. 34, primeiro andar.
= Vende-se urna canoa de conduzir agoa ,
nova bem construida e he das melhores ,
que ando no rio ou aluga-se ; no sitio que
fica por traz do sobrado do finado Monteiro.
= No deposito de assucar] refinado esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao polo quai se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
proco da libra do de primeira sorte o em paes
160 rs. e o de segunda e terecira em p ,
a 120, rs.
= Vendem-se fluas gargantilhas com brin-
cos urna dita com um brilhante de quilate ,
urna dita de globos varios grilhoes dos mais
mojemos um cordao com 43 oitavas, alguns
pares de brincos um boto com um brilhan-
te um alfinete com dito pares de costicaes os
mais modernos e bem feitos, pratos com tho-
sourasdos mesmos urna caixinha com instru-
mentos para desenho urna agulha de mariar,
tudo em conta ; na ra das Trincheiras n. 18.
ss Vende-se urna porcao de boa carne do
sertao e a retalho de meia arrobo para cima ;
ao p do arco da Conceico armazem do Bra-
guez.
"v Vendem-se enserados inglezes muito en-
corpados para coberta de mesas, e forrar salas,
ou oseadas cortinas com lindas vistas estam-
padas para \anuidos, esteirinhas pintadas e es-
tampadas para cobrir mesas lindas cassas pin-
tadas o adamascadas ditas de quadros cam-
braias lisas chales de seda achamalolados ,
luvas pretas compridas sem dedos e enfeitadas,
e curtas bordadas de cores, ditas compridas
brancas enfeitadas, mantas de seda mui lin-
das, pecas de bretanha chitas francezas lar-
gas e de bonitos padrocs, ditas estreitas, o
para coberta, casomiras elsticas, lindos cor-
tes de rolletes do seda e veludo riscados es-
cocezes para vestido muito proprio para rou-
pa de meninos merino proto e verde, pan-
nos finos de todas as cores qualidades e pre-
cos borzeguins para senhora e homem sa-
datos de lustro, setim duraque e marro-
quim para senhora ditos de marroquim com
colxete e de lustro para menino, e outros mui-
tos objectos ; na ra Nova n. 35.
= Vendem-se saccas de farinha de boa qua-
lidada, e por preco commodo, no armazem
da ra da Senzala velha n. 144.
Vendem-se gigos com batatas muito no-
vas saccas com milito e soblas novas tudo
por preco commodo ; no armazem defronte da
eseadinha da Alfandega.
Vende-se metade de urna morada de casa
terrea no lugar da Estancia, corn bastante fun-
do proprio para plantocoes; no atterro dos
Affogados n. 42.
Vende-se urna porcao de azeite de car-
rapato ; no armazem do Dias Ferreira ao p da
Alfandega.
= Vende-se urna mulata de 32 annos, cose,
engomma e lava ; e um mulatinho de 10
annos; na ra das Trincheiras n. 19.
Escravos fgidos.
= Fugiodous mezes a escrava Josefa,
crioula comprada ao Snr. Fonceca a qual
tem os signaos seguales : secca do corpo ps
pequeos e nos costas abaixo do talho do
vestido urnas costuras emboladas que pare-
cen) lersidosurra tom mais no boico supe-
rior um talho peqneno ho muito regrista ;
foi do Pao d'Alho d'onde veio para ser vendida;
suppe-se que se nao foi furtada andar em
conta de forra ; quem a pegar leve a ra do
Queimado n. 14, que ser recompensodo.
= Fugio no da 27 de Junho p. p. 1 mole-
que crioulo cor fula de 10 annos cabera
redonda e pequea ps pequeos e seceos,
mos tambem pequeas cara comprida na-
riz chato tom uina belida no olho direito ,
nao be muito secco do corpo; levou vestido
camisa de algodao ja velha e rota e calcas do
mesmo panno ja muito sujas ; quem o pegar
leve ao Forte do Mattos na prenca de Jos Ri-
beiro de Brito quesera recompensado.
= Acha-se fgido dous annos o escravo
Fab'ico, de 25 annos baixo grosso, ca-
bellos crespos cor parda urna marca de urna
fstula no quoixo proveniente de dores de den-
tes, julga-se ter ido para o serlao, ou oslar em
algum ongenho por ser ptimo carreiro c sa-
pateiro ; quem o pegar leve ao Monteiro casa
atraz da l'greja ou na ra du Nogueira sobra-
do n. 39, que receber 100,000 reis de gra-
tificacao.
Rbcife: kaTip. deM. F. db Fama.=1843


Full Text
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