Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05007


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Full Text
m* Ji"
Anuo de 1843.
Quarta Feira 19
I mo ijon depende de nos meamos; di nosse pradencia, moderagao, e enerpii- con-
tinuemos como principiamos, e seremos aponlados cora idmir.-n ,n> entre is N" arree mais
cultas. ( Proclamagao da Assembleia Geral do Bbasil.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES.
Sjlanna, e Piratiyba, secundas e sextas fcirai. Rio Grande do Norte, quintas fe
B.initoe Garanhuns, a '" e -/'-
r, .... ... tj______ d_-._ r.i__\f..:x 11_____ ..
iras.
Jjnitoe Garanhuns, a w e -'4.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Porto Cairo, Maceio, e Alajoii no 1 41 e 21.
Boa-Wstae Floreik i e 2. Santo Antao quintas feiras Olinda todos os diat,
DAS DA SEMANA.
7
Seg.
'erg.
DAS DA SEMANA.
Aleixo. Mm. Aad. do J de D. da 2. .
4S Tere. s. Marinha V." M. Re. Aud. do J. de D. da 3. t.
4! Quart. s. Vicente de Paula, Aud do J. de D. da i. t.
20 Quint. a Jernimo Emiliano, Aud. do J. de D. da 3. t.
21 Sex. Prxedes Vir*;. Aud. do J. de D. da 2. t.
11 Sab. e. Marii Magdalena. Re. Aud. do J. de D. da 1' T.
23 Dom.s. Apollinario B M.
de Jtilho
Anno XX. N. 154.
O Di Rio publica-se todos 01 dias que nao forem S ntifioados: o prejo da aisignitara he>
de tres mil reu por qtrartel pagos edianladoa Os nnanoios dos sanantes sao inserido
gratis eos dos que n 10 forera i rulo de M) reis por linda, As reclamaijoes derem serdiri-
gidas a esta Ti., ra das CrniM N. 3, ou apra : da Independencia loja de lirros ft. oeo
i mihp-No diada de Julho. compra renda
CamhioaobreLondrea 2o i. Ocuo-Moedade ,400 V. I,400 46,60
Paria 3.0 rea por franco, R N. 16,.00 16.4tM
, Liaba 110 por 100 de premio. .. da 4,000 u,000 .20>
PBAIA-Patacoes 1,900 1,920
Mc-eda de caba 2 por cenlo. Peros Colnanaree 1,WW l,'.'2l/
Idea deletrea de boas firmas 1 t a |. ditos Mexicanos 1,SJ0 1.021
P11ASES DA LA NO HEZ DE JULHO.
I.ua Cheia 11, ni 2 horase 46 m.da tarde. I La ora 27, as 3 horas e 23 m. da m:
Quart.ming. 10, as 11 toras a 22 di m | i>uart. orase, 4, s 4 horas e 43 m da tarde,
Preamar de lioje.
| 2. a 10 horas 30 m. da tarde.
1.a 10 horas e 6 m. da nunh.ii.
gt'""11
i <* Cf'j
INTERIOR.
I
ASSEMRLA GERAL
CMARA UOS SENHOKES DEPDTADOS.
Sesso do 8 de junho.
Entra em discussao um requerimento do Sr.
Henriques de Rezendc para que se pecao in-
formaedes ao governo acerca do estado de tran-
quilidadcem que so acha a provincia de Por-
nambuco, sobre a qual fallao o Ilustre autor do
requerimento (vide Diario n. 136) o os Srs. Sil-
va Ferraz eCarneiro da Cunta.
Contina a discussao do primeiro artigo do
projecto.com as emendas da commissfo,sobre o
monto pi geral dos servidores do estado, sobre
o qual falla largamente o Sr. Sousa o Mello.
Entra em discussao o seguinte :
Art. 1. As forcas navaes activas para o anno
financeiro, que ha de correr de 1844 a 1845 ,
constarn de 2,500 pracas do todas as armas em
circumstancias ordinarias edo quatro mil em
circunstancias extraordinarias, edos navios de
guerra que o governojulgar conveniente armar.
O Sr. visconde de Racpendy olTerece a consi-
derado da cmara a seguinte emenda quo
apoiada e entra em discussao.
Em substituido da proposta do governo.
A assembla geral legislativa resolve:
Art. nicoA lei n. 281, de6dcmaiodo
corrente anno, que fixou as forcas navaes para
o anno financeiro de 1843 1844continuar em
vigor durante o anno financeiro de 1844 1845.
Visconde de Haependy.
Depois de algum debate em que tomad par-
te os Srs. visconde de Haependy, Henriques de
Rezendc, Coelho, Sebastio do Reg e ministro
da marinha, que pronunciando-se a favor da e-
menda, cntende que seria conveniente que nes-
sa resoucao secomprehendesse lambona lei da
li vacan das forcas de trra, o Sr. visconde de Rac-
pendy offerece a seguinte emenda :
Em substituicao proposta do governo:
A assembla gcral legislativa resolve:
<( Art. nico. As leis ns. 281 e 282 de 6 de
maio do corrente anno, que fixaro as forcas
navaes e de trra para o anno financeiro de 1843 a
1844, continuarn em vigor durante o anno fi-
nanceiro de 1844 a 1845.V. de Haependy.
apoiada e entra em discussao.
O Sr. visconde de Baependy, pede bronca
amara para retirara sua primeiraemenda, que
Jhe he concedida.
Discorrem mais sobre a materia os Srs. Car-
neiro da Cunha, Ferreira Penna e Silva Ferraz,
apoiada a seguinto emenda:
Se passar a resoucao, diga-se que, nos 20
mil homens da forca de trra, fica comprehen-
didos os guardas nacionaes que forero destaca-
dos em conformidado da rcsolucadde 16 de
outubro de 1841.Ribeiro.
Continuao a tomar parte na discussao os Srs.
ministros da marinha, Wanderley, Queiioz Coi-
tinho c Carneiro da Cunha, o a discussao fica
adiada.
Dia9Contina a discussao do requerimen-
to do Sr. Henriques de Resende acerca do es-
tado de tranquilidade de Pernambuco.
O Sr. Sousa Martins pronuncia-sc contra o re-
querimento e a discussao fica adiada.
Contina a discussao do primeiro artigo do
projecto sobre o monte pi dos servidores do es-
tado, om que tomao parte os Srs. Paula Candi-
do e Sousa Franco.
Contina a discussao da fixaro das forcas na-
vaes, com a emenda do Sr. visconde de Racpen-
dy, e fallo os Srs. Silva Ferraz e Percira da
Silva.
Julga-se discutida a materia. O primeiro ar-
tigo da proposta rojeitado e approvado por par-
tes a resoucao ofTerecida pelo Sr. visconde de
Racpendy: he regeitada a menda do Sr. Ri-
beiro.
Continua-se a discussao do piimeiro artigo do
projecto sobre o monte pi ; que fica adiada.
Dia 10Le-se um ofilcio do Sr. ministro do
imperio, remetiendo urna representado da as-
sembla lesgislativa de Pcrnambuco dirigida a
assembla geral legislativa em que pedo que
L.jlo encorporadas mesma provincia diversas
(...marcas, que foro delta desmembradas. A
comrnissao de estatistica.
Julga-sc objecto de deliberado e vae a impri-
mir un projecto sobre sesmarias ollerecido pelo]
Sr, Rodrigues Torres.
Contina a discussoda resoucao que appro-
[ va a compra do trapiche da cidade, quo depois
de batida quasi unnimemente regeitada.
Contina a discussao do projecto sobre o mon-
te pi dos servidores do estado, que fica adala
por nao haver casa para so votar sobro o primei-
ro artigo.
Dia 12Contina a discussao do requerimon-
to do Sr. Henriques de Rozende sobro o estado
de Pernambuco.
Depois d) Sr. Albuquerquo' discorrer sobre a
materia, fica a discussao adiada.
Dontina a discussao do primeiro artigo do
projecto sobre o monte pi dos servidores do es-
tado na qual tomao parte o Sr. Coelho o o Sr.
Queiroz Coutinho, o fica adiada.
Dia 14Contina a discussao do requerimen-
to do Sr. Rezende sobre o estado de Pernambu-
co: fallao os Srs. Mondes da Cunha, e Rarros
Pimental.
Entra em discussao a proposta do governo so-
bre a creacao de urna reparticao com o titulo de
Contudoria geral da marinha.
Depois de breves observacoes do alguns se-
nhoros deputados a proposta approvada em
primeira discussao.
Entra em primeira discussao a proposta do go-
verno sobre a promocao dos oficiaes da arma-
da, e sem debate approvada.
Contina a discussao do projecto sobre o
monte pi dos servidores do estado, que fica a-
diada a requerimento do Sr. Ferreira Penna.
Entra em torceira discussao o projecto quo e-
leva a comarca do Rio Negro cathegoria do
provincia.
E apoiado um addiamento proposto pelo Sr.
Fonseca, para que se nomeie urna commissa5
especial de* membros para apresentar um pla-
no geral do urna nova e boa divisao territorial
do imperio, etc.
Depois de discutido regeitado.
Contina a terceira discussao do projecto, que
a final 6 adoptado.
Contina a terceira discussao da proposta do
governo sobre a provincial sacad das notas, com
o requerimento de adiamento do Sr. Vianna,pa-
ra que a proposta seja remettida 3 comrnissao
do orcamento.
Nao havendo quem peca apalavra, o adia-
mento na forma proposta pelo Sr. Vianna, mi-
nistro da fasenda 6 approvado.
Entra em segunda discussiio o seguinte:
A assembla geral legislativa decreta:
Art. Io Fica creada urna nova provincia com
a denominacao deprovincia de Coritiba e
com o territorio e limites que ora tem a comar-
ca do mesmo nomo na proviucia de S. Paulo,
que para issp fica desmembrada desta provin-
cia.
Depois dse pronunciar contra esto projecto
o Sr. Fonceca a discussad fica adiada.
Dia 16 L-sc um ofilcio do Sr. ministro da
fasenda, participando que, em conscqucnciadas
requisices juntas por copia, do presidente e
thesouraria da provincia de Pernambuco sobre
a necessidade de abrir-se crdito para as despe-
sas que ali se tem feito sempre com os degrada-
dos na llha de Fernando resolveu S. M. o Im-
perador autorisar taes despesas dentro da sotu-
rna de 10:950$ reis, oreada pela mesma thesou-
raria para o anno financeiro corrente, mas com
aquella economa e fiscalisaco que se fazem
particularmente necessariasem um ramo de ser-
vico prestado a tiio longa distancia o que tudo
secommunicou ao ministerio da fasenda, no a-
viso tambem junto por copia; e como a dita des-
pesa tem de continuar e por sua naturesa tem
de ficar a cargo dos cofres nacionaes julga o
Sr. ministro do seu devertrazer todo o expen-
dido ao c ma''-!monto da cmara para que ol-
la possa tomar tudo emeonsideracao nos crdi-
tos que se houverem de conceder ao governo pa-
ra as despesas dos futuros annos finaneciros.
A segunda comrnissao do orcamento.
Contina a discussao do requerimento do Sr.
Resende, pedindo inlormacoes ao governo so-
bre o estado da trnquilidade em Pernambuco.
Falla o Sr. Vianna ( ministro da fasenda) de-
clarando as participacoes oITiciaesque o Gover-
no I. tinha da provincia e as rasSes por que se
conservara na presidencia o.Sr. Rarao da Roa-
Vista.
O ST.
que o debato devia ser quasi exclusivo entre os
deputados do Pernambuco eos que tem retacos
com cssa provincia o, quando muito, algum
rneinbrodo ministerio, porque o flm do reque-
rimento obtet informocOes do governo sobre o
estado da provincia de Pernambuco. O/a, se ou
nao tinha nenhurna informaran a respeito co-
mo poderla fallar? Entretanto o debate tnudou
de naturesa completamente na sesso ultima ; o
nobre deputado por Pernambuco e o nobre do-
putadoporSergipeo elevar&oa umaesphera in-
teiramente diversa daquclla em que at entad ti-
nha corrido. O primeiro destes nobres deputados
persiiadb-so queo estado actual de Pernambuco
nao tinha causas especiaes aessa provincia, sim
causas geraes a todo o imperio mais ardentcs
e desenvolvidas nesta provincia em rasao tal Vez
do genio amigo da liberdadj dos Pernambuca-
nos; disse elle quo nos deviamos conceber o es-
tado do Pernambuco na inlluido de modonen-
denclas de ulgumacousa de mais forte, de mais
acrimonioso, de menos digno da alta posicao
do nobre Rarao. Dellee s dello partirlo essas
correcedes, e se tem alguma explicara!) que dar
dessas corroccSes 6 aos amigos, cujas correspon-
dencias elle assim publicava ; o por modo no-
iihum pode isto servir de tliema a calumnias ,
a intriguinhas.
Dadas estas evplicacdes vejamos, Sr. Pre-
sidente se realmente devenios adoptar a opi-
niodo nobre deputado, de que o estado do
Pernambuco fillio da desconfanea geral quo
os Brazileiros tem por amor da sua liherdade.
Nao examino se as desavencas do nobre Rarao
com o partid quo ainda ha pouco exclusiva-
mente o hostilisava procedeu o governo bem ou
ma! ; este nao o meu ponto de examo nao
soi dos fact>s com toda a claresa nenessaria para
hum por um partido em hostilidade ao presiden- emittir urna opiniao positiva a este respeito ;
mas direi de certo i|iie preciso ver as cousas
com cores muito diversas do que tem appareci-
do para suppor que a actual opposicao do Per-
te ou por um partido em favor do presidente
mas sim nicamente inlluido pola dosconfianca
geral que tem 03 cidados brasileos contra o
governo que tem ameacado e que tem acom-
mettido a sua liberdade. Estabelecendo este
principio procurou mostrar quo esta desconli-
anca dos Pernambucanosera muito justa, mui-
to legitima ; porquanto todos os actos do gover-
no formad urna serie de despotismos de arbi-
trariedades, desde a dala da lei da interpretacad
do acto addicional lei que se votou em 3!) at
as eleiedesdo novembro do anno passado.
Todos os fados comprehendidos nesta epo-
cha forao pois pelo nobre deputado trasidos ao
debate para provar a logiti nielado da origen)
que ello da ao estado do agitacao do Pernam-
buco.
O otitro nobre deputado encarou os negocios
de Pernambuco nao em si, mais em relacao
organisacad ministerial e fez um discurso que ,
ernbora brilhantissimo mclhor caera por cer-
to em urna discussao do voto degracas do que
na discussao de um requerimento sobro o esta-
do de urna provincia.
Rooka:(*) Sr. presidente quando
foi a presentado este requerimento cu entend
(") o >r. Rocha iic u eddviur Jo Lrasii e
| amigo dos Srs. Urbano e Nunes Machado,
Assim collorado o debate eu que nad tinha
pedido a palavra seno para arredar urna insi-
nuarao um pouco irreflectidado nobre deputa-
do por Pernambuco, vejo-me obrigado a en-
trar no combate gcral. Essa insinuacao sorpron-
deu-me; e tanto mais quanto foi dirigida por um
Ilustre deputado que em seus discursos costuma
mesclar tanta uncao religiosa com tiio fino sar-
casmo : parecia-rne que o nobre deputado,
tad profundamente imbuido as virtudes ebria*
titas nad nos daria o exemplo dessa facilidade
que alguns que nad sao mili religiosos tem de
apresentar ern desabono de outros lados de que
nao tem nern podem ter prova nenhumae de
propalar insinuaedes malignas c injuriosas. Foi
esta inflexao do nobre deputado que mechamou
discussao. Defendendo elleaadministracao do
nobre Rarad da Roa-Vista disendo que com
muito gosto seria seu advogado (o que rnuito
applaudo], accrescentouquepoderia diser don-
de partirao certas correcedes ern corresponden-
cias insertas no Brasil, certas substituidos do
tratamento de senhona que nessas correspon-
dencias se dava pelo de excellencia.
Ora, Sr. presidente, como essas correspon-
dencias partirao da mad de um amigo para a
mi deoutro e deste para a typographia; co-
mo ninguno altern os artigos sead quera ti-
nha dircilo de alterar por isso que era redac-
tor da folha por isso que carregava com a res-
ponsabilidade moral e legal della como esse
nao tem relaedes especiaos com o nobre Rarad ,
nadsei a que veio a insinuacao do nobre depu-
tado, a menos que elle queira dar a entender
que alguern mais alto cullocado, alguem que
tinha obrigacaode ser leal ao nobre Rarad por
que tinha relaedes intimas com elle, visse es-
sas correspondencias, consentisse na sua publi-
caban fasendo-lhes essas leves modilicaedes.
contra esta insinuaca que protesto com lodas
as mirillas forcas por tad injusta quad injurio-
sa pessoa a queseallude. Essa pessoa nunca
vio nem quiz ver, nao se importou nem se
importavacom artigo nenhurn dos que nessa
folha se publicavad. Os autores dessas corres-
pondencias bem conhecidos as dava ao re-
dactor da folha o qual, nao tendo com o nobre
Barao sead relaedes do cortejo nad podia se-
gar ao pedido de amigos seus publicidade a ac-
cusaedes que Iheerad l'oitas; mas, nadqueren-
1 .*_ ;..|
UV UUOUUO-1U JU'r." > tl-SU VU11I UIICIIO uu, sa.-
tilaseiido amisado, despir essas correspon-
nambuco lillta dessa deconlianca. Primera-
mente essa opposicao violenta nao se pronun-
ciou sen "'o depois da decamacao do ministerio ,
tleque nao condemnava o procedimento do no-
bre Barao antes o suppunha digno de toda a
sua confanra ; foi s entao que so produzio
esse fermento de opposicao jonalistica ern Per-
nambuco. Pois entao essa dosconfianca de a-
taques contra a liberdade dosconfianca quo ,
segundo o nobre deputado data de 1839, da-
ta da lei da interpretarlo do acto addicional ,
s agora que se pronuncia esepronnncia
com tanta forra ? O nobre deputado Iludi-
se. E do que desconfiard os Pernambucanos?
Nesta serie de actos quo o nobre deputado a-
pontou, nenhum ha que j nao tenha sido mui-
to discutido, muito explicado: todos tem sido
muitas ve/as justificados na tribuna e por todos
os orgaos por ondejse manifesta a opiniao pu-
blica. Pois Pernambuco est agitado porque
em 1838 houve a lei da interpretacaodo acto
addicional ? E essa interpretacao o que fe/. ? A-
penas prt/. obstculo a algumas usurparoes que
as assemblas provinciaes So commetendo por
essa tendencia que tem todos os poderes a ex-
ceder m a esphera do sua accfio. Essa lei lon-
gamente discutida servio de pretexto a umitas
declamacdes na tribuna ; mas, fra da cma-
ra, nao encontrrao estas declamacdes echo
algum ; pois era para todos evidente e palpa
vel o mal a que remediava. Como pois acharia
ella oppos'cao como fomentarla desconfianzas
em Pernambuco a primeira de todas as pro-
vincias do imperio que vio a sua assembla
provincial exceder em muito os limites das suas
attribuicdes levada do principio entao corno
ainda lioje dominante de que era preciso or-
ganizar mais fortomente a accaoda justica e do
governo ?
Domis no partido que entao sustentava a
necessidade da lei da interpretacao no minis-
terio, emcujo tempo ella loi discutida, exis-
tiao nobres e
digno:
Pernambucanos conbe-
cedores perleitamente da opiniao da sua pro-
vincia que poderio dissipar qualqucr descon-
ianca que ain se maniestasse.
Outra lei foi igualmente Ira/ida discusto ,
a da reforma do cdigo. Essa lei Sr. Presi-
dente quasi que foi copiada da legislaco per-
namliucana ditninuindo-se alguma cousa a
enorme Je. pr/a quo pelas leis provinciaes do
Penambuco ter-se-liia do fa/.er com a creacao
de prefeitos e de jui/.es de direito com comarcas
diminutas, &c. O pensamento que dominou
a assembla provincial de Pernambuco foi o
mesmo quo dorninou os outores da reforma do
cdigo. E se pensamento regulamentar
pernambucano abencoadopor todos os Per-
nambucanos; se essa lei quasi que pode ser cha-
mada lei pernambucana como que ha em
Pernambuco desconfanea dos planos do Gover-
no originada por essa lei ? Corno tem essa des-
confanea sido a causa desse estado de fermen-
taeao da imprensa de Pernambuco ? (Depois
..i... ii... -. .. or.i:..
uu uumuj mu i..........mmii '.mu
Ora so nao se i o que existe om Pernapibu-


^ I
^2
co senao muito per capita nao posso satisfa-
zer ao nobre deputado. Parece-me com tudo
que esse estado de Pernambuco nao 6 tilo gra-
ve como se quer fazer. Eu examinando bem
estado da imprensa do paiz julgo que nao
nos devenios assusiar com o maior ou menor
numero de olhas que se presenta de urna ou
de outra opiniao ; um pequeo sacrificio feito
por urna roda de 20 ou 30 homens pode multi-
plicar a publicado peridica em um ou outro
sentido; a vehemencia de tres ou quatro redac-
tores posta em contacto multiplica-se pela
6ua propria forca Muitas vezes a opiniao est
fria o paiz est apathico o numero dos in-
differcntes extraordinario e no entanto as
demonstracoes da imprensa sao muito fortes. A
mprcsso de um peridico cusa 16 ou 20 mil
reis por cada numero : o partido que quer a-
proveitar a lor;a sacrifica um ou dous con tos
de reis e para que isto seja fcil, basta a liga
de 20 ou 30 pessoas. Faz-se demonstracao mo-
mentnea de urna grande vehemencia ; alguns
jornalistas descontentes postos ao depois em
contacto produzem urna irritarlo que illude ,
que parece de urna provincia inteira. Pode nao
ser assim pode ser mesmo que essa opposicao
em Pernambuco seja demonstracao de soffri-
nientos a que se quer por um termo ; pode ser
que esses peridicos nao sejao ilhos de urna ro-
da de 10 ou 20 homens que queirao fazer al-
tum sacrificio para illudindo cerca de sua
brea alcancarcm um fim determinado ; mas
preciso que nao nos assustemos de leve. Ha ,
como dizem 9 peridicos, 5 de urna opiniao;
pode ser que estes demonstrem urna opiniao
publica muito forte ; mas pode tambem ser que
nada demonstrem. Actualmente as folhas no
lrazil sao como perilampos; um pouco de odio
de um homcm resentido fez appareccr urna
chamma ; amanhaa este odio dcsappareco e a
cbammaapaga-se. At Sr. presidente vi
escripia urna opiniao que acho muito boa ; vi
demonstrado por factos que a (orea de urna opi-
niao na imprensa nao est no numero directo
dos peridicos pode muitas vezes tomar-se no
sentido inverso ; urna folha sendo boa e ten-
do grande circulacao vale mais que vinte o-
lhas inferiores. At digo mais, urna folha quftl-
quer boa ou ruim tem mais (orea adquire
u.iis proselytos a urna opiniao do que 20 folhas.
O Sr. Barros Vimentel: Isto poesa.
O Sr. Rocha: Nao ; isto tudo so demons
tra com factos.
Os nobres deputados sabem que entre os pe-
ridicos francezes, o Cunstitutionnel, o Slele
e outros nao teriao tanto predominio se nao ex-
cluisscm muito pequeas especulares que dis-
trahiriao a forra do partido que nao dario
opiniao por riles representada esse impulso ho-
mogneo e forte que a faz vencedora.....
Sr. Urbano : Digo ao nobre deputado
que a opposicao boje em Pernambuco senti-
mento geral da populacao.
OSr. Rocha: Nao tenho fundamento pa-
ra contestar nem aceitar a opiniao do nobre
deputado ; o que digo que cumpre examinar
attentamente, sem nos illudirmos por demons-
tracoes talvez apparentes.
Nadiscusso foi aventado um principio que
vi de algum modo confirmado pelo nobre mi-
nistro da fazenda isto que o governo nao
pode conservar o Barao da Boa-Vista na sua
commissao sem pedir liecnca cmara. Quan-
do o nobre deputado por Sergipc aventou esta
idea na ultima sessao eu Ihe disse que era
doutrina nova. Nao quiz dizer que nao era
constitucional ; disse que era doutrina nova ,
que at boje nao se tinha reconhecido como
constitucional esta necessidade. Entendo que
em quanto um cidado nao est proclamado pe-
lo nobre presidente da cmara deputado pela
confrontaco do seu diploma com as actas, pela
approvacao de um parecer da commissao de po-
deres ; em quanto elle no presta o seu jura-
mento nao ha que pedir I cenca cmara pa-
ra conservar-se empregado pois entendo que
elle nao deputado. ...
(i sr. R. IHmenttl: Isto que theoria
nova.
OSr. Rocha: Seo nobre deputado tivesse
attendido para os factos da nossa trra teria
visto que at hoje isto tem sido praticado. Nao
citarei muitos exemplos mas ha pouco lempo
tomouassento nesta casa nm nobre deputado
por Pernambuco que era juiz dos feitos, e con-
servou-se em Pernambuco quatro mezes do ses-
sao e nao me consta que deixasse o seu lugar;
apezar de ser deputado, cstou que elle na5 sup-
poe que as sentencas que pode ter dado seja
nullas, nem na cmara ninguem aecusou o go-
verno por conserval-o. Nao ser constitucional
esta doutrina nao quero discutil-o ; a do no-
bre deputado se-lo-ha mais nao acho neces-
saritf examinal-o agora; mas ao menos a do
nobre deputado ainda nao tem sido invocada ,
reconhecida at hoje no parlamento brazileiro.
Podsxis ci??r mintos muitos exeroplo? *>
persuado-me mesmo que um nobre deputado,
que se gentil neste banco ficou na presidencia do |
Para em urna sessao legislativa sem ter sido pe-
dida liecnca cmara.
Eu terminarci, Sr. presidente. Nao enten-
do como o nobre deputado por Pernambuco ,
que o estado actual da provincia demonstra essa
desconfianca geral de attentado contra a liber-
dade ; na5 entendo igualmente que aorgani-
sagao do ministerio seja anti-parlamentar e
menos que esta organisacao tenha influido nos
negocios de Pern tmbuco. Quanto ao estado
actual de Pernambuco persuado-me que ha
ali urna opposicao forte ; mas espero que nao
demoi exclusiva consideracao s demonstracoes
da imprensa porquo podem ser muito exage-
radas. Voto pelo requerimento. *
O Sr. Presidente declara a discussao addia-
da pela hora.
(Continuar-se-ha.)

PERNAMBUCO.
Tribuna! da Relacao.
SESSAO DE 18 DE .TII.IIO DE 183.
Na appellagao civel do juizo dos feitos da fa-
zenda, appellante o juizo, appcllado Luiz Ho-
resting, escrivao Ferreira; se mandou ou-
vir ao dezembargador procurador da corda e fa-
zenda.
Os embargos de Estevo Cavalcanti de Albu-
querque contra Manocl na appellagao civel
desta cidade escrivao llego llaugel; forao
disprezados.
A appellacao civel da comarca do Rio For-
mozo, appnllantes as libertas Joanna, e outros,
appellado Jos Francisco Uiniz Machado, es-
crivao Ferreira ; so mandou descer ao juizo da
2." varado civel desta cidade, para se proceder
na avaliaco.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Jos Gomes Pereira da Silva appcllado Da-
niel Antunes dos Reis escrivao Ferreira; se
mandou vista ao promotor e ao dezembarga-
dor procurador da corita e fazenda.
Os embargos de Ricardo Romualdo da Silva,
e outro, contra, Migui-I Francirco de Queiroz,
na appellacao civel desta cidade escrivao Re-
g Rangel; forao disprezados.
Na appellacao civel desta cidade, appellantcs
Maria Felicia Martins, e outros, appellado
Antonio Martins Ribeiro escrivao Ferreira ;
se mandou ouvir o Dr. curador geral.
Na appellacao civel do juizo dosauzentes des-
ta cidade appellante o juizo appellados Jo-
hnston Pater & Companhia escrivao Reg
Rangel ; se mandou ouvir ao promotor do
dito juizo.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Florencia Margarida dos Prazerts appellado
Francisco Jos Dias da Costa escrivao Pos-
thumo ; se julgou pela confirmaeao da sen-
tenca.
Os embargos de Francisco Antonio do Sousa,
contra Jos Joaquim do Mesquita, na causa de
appellacao civel escrivao Bandeira; forao dis-
presados.
Na appellacao civel desta cidade, appellante
Vicente Jos de Brito, appellada Gertrudes do
Paco, escrivao Ferreira ; foi confirmada a sen-
tenga.
Na appellacao civel da segunda vara desta ci-
dade, appellante Jos Goncalvcs Torres, appel-
ldo Manocl Zeferino dos Santos, escrivao Re-
g Rangel, se mandou descer ao juiso a quo ,
para se proceder na avaliagao.
A causa de dia de apparecerda villa de Santo
Antao (hoje cidade da Victoria) de Antonio Gon-
calvcs da Fonceca, como administrador de sua
mulher contra o tenente-coronel Jos Rodrigues
de Senna, escrivao Ferreira ; se julgou deserta
a appellacao.
Os embargos de Antonio Alves Vianna,contra
Jos Francisco do Reg Rangel, na appellagao
civel da comarca de Goianna, escrivao Posthu-
mo; forao recebidos e reformado o accorda em-
bargado.
Na appellagao civel desta cidade appellante
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira, appcllado
Felippe de Santiago Cavalcanti de Albuquerque,
escrivao Jacomo; se julgou pela confirmarlo da
sentenga.
Na appellagao civel desta cidade, appellan-
te Jos Antonio dos Santos c Silva appellado
Antonio Joaquim de Almeida, escrivao Posthu-
mo ; se julgou pela reforma da sentenga recor-
rida.
Na appellagao civel desta cidade, appellante
Francisco da Rocha Paes Brrelo, appellado
Francisco da Cunta Machado, escrivao Bandei-
ra; foi confirmada a sentenga de que se appel-
los.
Na appellagao crime da villa do Pianc ap-
pellante Antonio Jos dos Santos, appellado
o juizo escrivao Postbumo; foi julgado im-
procedente o recurso.
Na appellacao civel desta cidade appellan-
tes a viuva c herdeiros de Joaquim Lopes Ma-
chado appellados Andrada, Castro, e Fonce-
ca escrivao Posthumo ; se mnnrlou ouvir o
curador geral.
Na appellacao crime da comarca da cidade da
Victoria appellantes Folis Gomes de Oliveira ,
c Joo Gomes de Souza appcllado o juizo ,
escrivao Posthumo ; foi julgado improcedente
o recurso.
S|Na appellacao civel desta cidade appellante
Joao Leite Pitta Ortigueira appellado Jos
Francisco de Souza Novaes escrivao Reg
Rangel ; so julgou pela reforma da sentenca
appellada.
Na appellagao crime da comarca de Goianna,
appellante Joao de Dos, appellado o juizo ,
escrivao Reg Rangel ; foi julgado improce-
dente o rocurgo.
Os embargos de Antonio Pereira e sua
mulher contra a viuva e herdeiros de Luiz
Ferreira Campos, na causa da appellagao ci-
vil desta cidade escrivao Reg Rangel forao
recebidos e reformado o accordo.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Johnston Pater & C, appellado Manoel Elias
de Mora escrivao Jacome ; se julgou pela
confirmagao da sentenca.
Na appellagao civel desta cidado appel-
lante Manoel Lopes Machado appellado Joa-
quim Rodrigues dos Santos escrivao Bandei-
re ; foi confirmada a sentenca.
para o futuro tiver letigios ou transaegoes com-,
merciaes com o Sr. Antonio Gomes Vilar 1
Somos Senhores Redactores, de Vm.*
AUentos Veneradores e Criados
Antonio da Silva 6( C."
Varicdade.
=a
Correspondencia.
Senfiores redactores.
Como o Senhor Antonio Gomes Vilar tivos-
se a lembrancade involver nosso nome na cor-
respondencia publicada no seu Diario de 15 do
correntc acerca do exame de um documento por
elle apresentado e que te achara viciado na
parte mais essencial, permitao que pelo seo
mesmo Diario exponhamos ao Respeitavel Pu-
blico quanto ha occorrido a esse respeito a-
fim de habilital-o a julgar com conhcciincnto
de causa tanto a nos, como ao dito Senhor.
Fomos ltimamente citados para vermos ex-
trahir no cartorio da tabeliao Bezerra Caval-
canti a publica forma de um documento que
o Senhor Vilar se dispunha a cntranhar nos
autos de libello que pelo juiz da 1.'vara do
civel do Recite movemos contra elle pranos
pagar-mos da quantia de Rs. 654818-, que
nos deve de saldo de nossas contas commercia-
es; e lembrados da sem-ceremonia com que
aquelle Senhor n'huma accao de leltra que
Ihe propusemos e se acha agora por appelacao
no Tribunal da Relacao apresentou viciada na
dacta urna nossa conta corrente que Ihe en-
tregamos limpa de vicios como sabem os Se-
nhores Jos Francisco de Azevedo JJsboa Ma-
noel Joaquim Raptista e Francisco Jos de
Barros, oprimeiro na qualidadede nosso guar-
da livros, e os ltimos como caixeiros, que a
extrahirao e realizarao a entrega della ao
Senhor Vilar nao resistimos a tentacao de
ver esse documento cujo original o nosso de-
vedor reciava exhibir, e de facto comparecemos
em casa do respectivo tabeliao.
Era o fallado documento um attestado que
acompanhou a mencionada correspondencia do
Sr. Vilar, e logo a primeira vista fcil foi-nos
achal-o grosseiramente ommondado na sua da-
ta ( como a conta corrente de que fallamos )
de modo que inculcava ser escripto em 13 de
Fercreiro de 1830 conforme o interesse do
Senhor Vilar exigia ao mesmo passo que
do seu contheudo onde se li5o as seguintes
palavras acerca do agio da mueda. -r- Costume
este, que durando at 1830 d'ahiem diante
foi alterado pois que tudo de entilo para c
se vende e paga em moeda de cobre se ma-
nifestava ser muito recento a sua data, sendo
este sem duvida o motivo de se procurar a su-
bstituigaoda publica-forma pelo original que
trahia a cada momento a intenco menos justa
do Senhor Vilar.
Nao foi portanto como pretende o Sr Vi-
lar devido a mero accidente do escriptor a
emmenda ou vicio de que acabamos de tratar,
e nem Ihe pode sufragar no caso em quesliio ,
inteiramente semelhantc aoda conta corrente ,
o silencio dos tabalies incumbidos do exame
mencionado acero da nature/a do vicio; pois
a lei s chamava para cerlificarem a sua exis
tencia, sobeja para invalidar a f do documento
na censura de direito, e nao para indicarcm ou
avaliarem a causa productora do mesmo vicio,que
alias nao escapar a prespicacia do ninguem ,
mxime tendo o Sonhor Vilar feito inserir no
seu Diario o attestado controvertido com a data
de 13 de Fevereiro de 1830 mostrando assim
firme vontado de aproveitar-se da emmenda
della.
Nao respondemos as insinusces que a nos-
so respeito animou se a fazer o Sr. Vilar na
citada correspondencia : somos todos mui co-
nliecidos em Pernambuco e tanto basta para
necilarmos o juizo que acerca de nos e do Sr.
Vilar o respeitavel publico houver de fazer.
Possa este exemplo indicar aos Ilustradores se-
nhores Desembargadores da Relacao do Per-
nnmhiico a mao que fnUifiVoii a conta cor-
rente que hoje se acha submctlida a sua con-
sideracao! I Possa elle ainda aproveitar a quera
O CARAPUCEIRO.
O SISTEMA DA INERCIA.
Assim como em Phisica chama-se inercia a
resistencia que qualquer corpo oppo aos es-
forgos que tendem a fazel-o mudar d'estado ,
em poltica ( que he do que agora tracto ) me-
rece o nomo de inercia essesystema emminen-
temente egosta de deixar sompre os negocios
pblicos no seu statu quo conservando-se em
completa indolencia : mas se esta be natural
aoscorpos o progresso he urna lei do espirito
humano; e bem se v que inercia, o pro-
gresso sao termos que nao podem co-existir.
Os Jesutas que foro indubitavelmente
grandes conbecedores do corago humano e
mestres na dificultosa arte de viver no mundo ,
davao aos scus novicos trez. mximas pelas quaes
deviao regular-se sempre. = 1.* ('bediresupe-
rioribus tuis.2.* facer obligationem suam ta~
liter quahter 3.* Desinere res ir quo vadunt.
Parece quo as duas regras est incluido
tudo que se deve praticar para viver em paz na
sociedade e na terceira resume-se todo o sys-
tema da inercia alias mui prove toso a quem
quer ir passando neste mundo sem ser encom-
modado. Em verdade que cousa mais provei-
tosa do que obedecer aos superiores ? (^uem
isto pratica forra-sea mil inquetacoes edes-
gostos alm de cumprir com o seu dever. Sem
obediencia as leis, e aos superiores nao he pos-
sivel subsistir em ordem, e socego a Sociedade:
logo a obediencia he um preceito que por to-
dos deve ser abracado e seguido.
IMas donde deriva a obrigago moral? Por
que he que temos de cumprir ohrigages? Se-
gundo o systema d'alguns Filsofos a obrigaco
moral funda-se inteiramente na crenga de quo
a virtude he um preceito de Dos : porm (po-
de-se perguntar ) corno he, que tal crenca im-
poe urna obrigaco? A esta questao so duas
respostas se pode dar : ou que he moralmente
obrigatorio o conformamos a nossa vontade com
a do Auctor e Arbitro do Universo ; ou que o
interesse bem entendido deve levar-nos por
prudencia a estudar todos os meios de nos tor-
narmos agradaveis a Dos nico senhor da
nossa felicidade, ou infelicidade. Na primeira sup-
posicao mettemo-nosemum circulo vicioso; por-
que resolvemos o senlimento da obrigago moral
em osentimento religioso, e osentimento reli-
gioso nosentimentoda obrigaco moral. O outro
systema, que taz da virtude um simples negocio
de prudencia bem que primeira vista pareca
um pouco mais satisfatorio todava conduz a
consequencias, que asss mostrao a sua imper-
feicao ; e sao por ex. as seguintes : 1. quem
nao er em urna outra vida futura julga-sc eo
ipso desonerado de toda a obrigaco moral, ex-
cepto quando acha a virtude til aoseu interes-
se actual. 2. um ente completamente felis
nao pode ter nem percepedes nem atributos
moraes.
De mais as nococs de recompensa c punicao
prcsuppoe as de justica e injustica. Ellas sao
saneces da virtude ou motivos secundarios de
a praticar ; mas suppoe a existencia d'alguma
obrigaco previa : finalmente sea conciderago
da nossa situagao na outra vida conslitue a o-
brigaco moral como por urna parte provare-
mos com as luzes da rasao a existencia d'um es-
tado futuro e como por outra paite descubri-
remos qual o procedimento agradavel a Dos?
O certo he que o argumento mais solido en
favor da vida futura deriva das nossas nococs na-
turaes do justo e do injusto do mrito, cdo
demerito e do paralello que estabelecemos
entre estas noges, e o curso geral dos negocios
humanos.
E na verdade he absurdo perguntar por quo
somos obrigados pratica da virtude : porque
a legitima nocSo do virtude oncena a de obri-
gaco. Todo o ente que tem conscienciada
distinego do justo e do injusto, tem ao mes-
mo tempo consciencia d'uma lei que elle he
obrigado a observar ainda quando completa-
mente ignorasse a existencia d'um estado futu-
ro. O que nos faz dignos de punicao (diz Bu-
tlcr) nao he saber que podemos ser punidos,
senaosimplesmcnteo violarmos urna obrigago
conhecida. A ideia de justica coniprehendc a
de dever : ter consciencia da justica d'uma ac-
cao he perceber no mesmo acto urna raso do o
fazer abslrabindo d'outra qualquer toiicidcra-
gao : e urna vez adquirida esta percepgao o
reconhecida a rectidlo do acto tem-se chega-
do verdideira cssencia da obrigaco a que
determina a nossa anrovacao. e fixa a nossa es-
culla, e prende a consciencia de todo o hoinem
rasoavel. Nada pode obrigar-nos a fazer o que


-fc-V
parece injusto ao nosso juizo moral. Pode-se'
sim suppor que lio do nosso nteresse obrar
d'outra sorte; mas nao que o nosso dover o
exija ; porque se qualquer poder, a quem nos
fosse impossivel resistir tomasse imperio so-
l>r. nos o no impuzesse lea injustas, e cri-
minosas estaramos nos ( pergunlo cu ) na o-
urigaco de Ihe obedecer? Nao soromos pelo
contrario obrigados a sacodir o jugo e a resis-
tir se podemos, a semelhantc usurpacao? A-
inda que nesto caso sejamos dominadas da espe-
ranca ou do temor o corto he que somos
submettidos a le do justo que heantorior na
ordom ed'uma natureza suporior a todas as
do mais le*. O poder pode constranger-nos,
o interesse corromper-nos o pra/.er arrastrar-
nos ; mas s h rasao nos pode obrigar.
Releva pois que para bom da commnnida-
de todos faeao a sua obrigacao : mas de que
modo ? O systema da inercia ensina que
quem lem de cumprir alguma obrigacao faca-o
sem grande cmpenbo sem sacrificios sem
comprometer o seu zelo o actividade cm
fiumma taliler qualiter como dizia a mxima
Jesutica. O executor de ordens so quer
inotrar-se nimiamente servical alem de viver
empre acocado de trabalbo de maravilha dei-
sarade provocar mulos e inimigos. Quem
gerve ao Estado deve sem duvida empregar pa-
ra isso todos os seus esforcos : mal qual foi ja
o bom servidor do Estado que recebesso de
6cus proprios concidadaos o devido premio de
suas fadigas ? A todos perseguc o ciume e a
inveja que porfa tractao de denegrir e
envenenar os seus melhores feitos; e s depois
do tmulo he quo acalmadas as paixoes dos
contemporneos apparece o tardio tributo
devido ao mrito. A Historia est cheia de
exemplos do quanto forao mal recompensados ,
c at perseguidos os maiores homons; os que
prestarao sua patria os mais relevantes servi-
dos. Que desgostos nao tiverao de tragar os
Temistocles os Arislides os Scrates os
locions os Fabricios os Scipioes os Ca-
tees os Belizarios &c. &c. !
Destes, e doutros muitos exemplos tirrao
os escarmentados a mxima do nunca servir ao
publico com demasiado afn, porm sim tanto
qnanto baste para se nao incorrer na ccnsnra de
omisso, e relaxado; isto he; farece obligationem
suam taliter qualiter: fazer a sua obrigacao tal ,
e queixando sem muito empenho sem zelo
demasiado. O povo he muitas vezes ingrato
para os seus melhores servidores e d ordina-
rio s largueia elogios e obsequios a quem
mais Ihe lisonjeia as paixoes ; e nao poucas ve-
zes o mesmo Poder deixa-se atoar dos gritos
desentoados das faeces e por adquirir popu-
laridude chega a disgostar nos seus agentes e
* aquellos mosmos que melhores servicos Ihe
tem prestado : parece, que a cmulacaosem-
prc despeitosa corveja tanto mais o homem be-
nemrito quanto os seus Ilustres feitos o vio
estradando para a gloria. E quem a vista de
tamanha injustica dos homens nao ter pelo
menos alguns impetos de sempre ficar curto no
desempenho de deveres pblicos? Quem se
nao crera quite de maior zelo vendo quo
este he mal recompensado ainda quando o
funecionario publico haja coado os mais agros
trabalhos s por cumprir a sua obrigacao ?
A terceira regra he desincre res ir quo va-
dunt, deixar ir as cousas para onde vao. He o
complemento do systema da inercia. Sera esta
mxima asss conveniente ao homem particular,
que como costuma dizer-se vive no seu can-
to curando de seus interesses : mas para os
que governao parece-me um principio horrivel,
e abominavel. Ao individuo que nao exerce
cargo publico que nao pansa da condigno do
subdito pode ser provoitoso o adoptar em polti-
ca o systema da inercia calando-sc a respeito
do quo v o ouve e deixando, que as cousns
vao para onde forem ; por que em verdade soja
qual for a forma de Go\erno faoao-se neste as
mudancas, que se II erem o povo he sempre
destinado a servir e quand.; passa dosle para
iquelle estado nao faz mais do que mudar de
sonhoros. Os diroitos civiz, como sojao ; a pro-
priodade a seguranca, a manilestaeao do pon-
samonto, odirotodo tostar, &c.&c dovom per-
toncor indistinctamenle a todos os homons em
sociedado: mas os diroitos polticos como so-
jao ; o de volar e ser votado &c. &c., estes
s podem caber a um numero limitado; porque
nein todos possuem a necessaria capacidade.
Em poltica quem abraca osystema egosta da
inercia, e nao proseguo avante, nao para, como
imagina faz-se alraz desanda edeita tudo
a perder. O proyresso he lei imposta ao espiri-
to humano o qual naturalmente marcha para
a perfectibilidade possivol. He preciso pois, que
os que governao nao doixem ir as cousas pela
agua abaixo como diz o antigo rfao ; se nao
IJUe tenho na ^essamenlo isto he ; o desig-
nio do indireitar o que vai torto, c pondo os ne-
gocios puhlicos a seu verdadoiro caminho. Tai-
voz que o nosso Brasil ja mais quo muito se haja
resentido do terrivel systciua da inercia ; por
que o que he que tem foiloa mor parto das nos-
sas Opposices? Guorrclo furiosamente os que
ostao no Poder, assacao-lhcs mil pechas, clamao
contra innmeros abusos, e nao dcscanejio, cm
quanto os vcem encumeados: logo porm que
consoguom empolgar o suspirado Poder, ei-los
que enfronhoas maos, e continuando na mes-
ma marcha de seus antecessores, dormom o re-
galado somno da inercia dizendo tambem por
seu turno desinere res ir quo mdunt : dei-
xemos ir as cousas do modo por quo vi\o.
Nao ha egosta a quem nao seja mui grato
o tal systema de inercia. Consiga cu dominar
(diz elle a si mesmo,) arranje commoda, o rega-
ladamente a minha vida, accomode bem os meus
prenles, compadres, e amigos; quo quanto a
os negocios pblicos o molhor partido o mais
seguro e menos penoso ho deixar ir as cousas,
como vao. Dominado deste desgranado princi-
pio o homem, que governa dolcixa-se no melhor
desempenho das suas obiigacdos, nao alia com
difficuldade alguma acerca-se tao somente a
letra da lei nao cura de aquilatar-se as em-
prezas gloriosas, e conseguintemente nada de
grande concebe nada de proveitoso execu-
ta nada de monumentoso deixa apoz de si,
retirando se do poder como o jornaleiro no
fim do da retirase tendo concluido materi-
almente a tarefa que Ihe ora cncommen-
dada.
Entre tanto eu entendo que nao sabe go-
vernar quem nao he capaz de arrostarcom em-
barazos, e vencellos, quem n5o tem pensamen-
tos elevados, quem nao trabalha em fim por me-
Ihorar as cousas. He verdade, que os que sahem
da trilha usual e batida os que aspirando a
um nome glorioso desejo deixar apoz si mo-
numentos de seu zelo e actividade, d ordina-
rio provocao invejosos grangciao dcsaffcieoa-
dos e tem por isso de arcar com difficuldades,
o desgostos ; mas ainda que Ihe lalleca todo e
qualquer reconhecimento deve hastar-lhes o
testemunho da proprin consciencia e a poste-
ridade desassombrada de paixoes mesquinhas,
o gnobeis, Ihes far a justiga, que Ihes dene-
grao os seus contemporneos. Quem governa
linalmentc com o nobre intuito de melhorar e
engrandecer o seu paiz nao pode abracar a com-
modista mxima da inercia ; e deve desprezar
os latidos de melquetrcfes e crricoques, que
s sahem censurar e nunca louvar.
Se da vida publica passarmos domestica, oh !
quede males nao produz o systema da inercia !
O que he urna familia cuja mai por pregui-
oosa, e deleixada dexa ir as cousas, como vao ?
E o que ser, se o proprio pai for natural de
bom genio e adoptar o mesmo principio da i-
nercia ? Se a primeira descuida-se de seus mais
importantes deveres, o segundo revida na indo-
lencia e faz que tudo se deterioro e arrui-
ne. E quantas familias nao tem cahido na pros-
tituidlo o na miseria por causa da inercia de
seus chefes! Muitas vezes os pais, por nao se
encommodarem, echo os olhos a certas aeces
de seus filhos, e esse deleixo vem a ser causa da
sua perdico.
Desinere res ir quo radunt he a mxima fa-
vorita dos que tudo abracao indistinctamente ,
urna vez que tcnba o cunho de moda : mas a
moral tem regras invariaveis ; e toda vez que
qualquer uso se aparta destas, ainda que tenha
a approvacao da mor parte dos homens, he sem-
pre mao e condemnavel. Sei, por exemplo ,
que hoje he moda, e passa por aforismo do hom
tom o por as mulheres sempre em contracto com
os homens; mas apezar dos exemplos de Pariz,
com a devida venia entendo que o pai de fa-
milia que tem juizo e criterio nao deve a
tal respeito marchar laia de carneiro e dei-
xar ir as cousas, como vao ; por que a nimia
communicacao dos dous sexos sempre foi, he ,
o ser occasionada a mil perigos.que muito con-
vem precaver; pois ainda esta em p o antiqu-
simo proverbio que diz a occasio he que
faz o ladro.Admiro osprogressos industriaos
da Fram a gosto da sua urhanidade, c requin-
tada polidez : mas a respeito do educacao da
Mocidade mormente do bello sexo agrada -
me mais o systema inglez. Na mor parte das cor-
tos, e grandes cidades o galantein, eosenga-
jamontos amatorios sao tidos por rousas ustinos,
e da moda : c por ventura sera assisado o pai .
ou marido que em tal consentir relativamente
a sua filha ou mulher? Ser homem de hon-
ra e de juizo aquello, que convem que sua
esposa ou sua filha estojao-se requebrando em
sua presenca s para nao se oppor a usos rece-
bidos e deixar ir o mundo como vai ? Final-
mente o systema da inercia se he mao em po-
ltica ainda he piorem moral.
absoLer o meu constituinte; por quo eu mal sei' der a prazos convenientes ; ficando at ao ar-
mudaruma guarda.
Replica.
bitrio dos concurrentes, conforme so ajustar no
acto da arrematado poder costear-so de so-
Srs. eu conheco estes dous homens : oreo ciedadecom a Sra. Viuva daquelle fallecido,
F. foi soldado e era hom soldado : embarcou se este meio se julgar mais convoniente como
com igo para o Para : nunca apanhou ; o o roo { he de suppor vista dos grandes resultados,
Chagas quo eu defendo he bom homem em queso tom colhido ; e podem continuar-se a
Alcntara; mas toma sua pinga; o eu entro na! tirar do um to eficaz estabolecimento toda vez.
questo. O Sr. Promotor aecusa o roo; nao he quo so proporcionein os respectivos fundos
o coracao he por amor da justica : assim es-
pero, quo absolvis o mea roo: nao tenho mais
nada que dizer.
Ancdota.
Certa Sra. que tem muitas filhas fallando
em conducos para passar a fostadisso : a mi-
nha familha nibus) do Thomaz.
Alfa n (lega.
Rendimento do dia 18.......... 2:342S695
Descarrego hoje 19.
Escuna Ariel farinha e holaxinha.
Barca JJenry ceblas, batatas e ho-
laxa.
Movimento do Porto.
Navio entrado no dia 17.
Madeira ; 32 dias, barca austriaca Ilenry, de
220 toneladas, capitao Marco D. Dobiro-
nich cquipagern 12 carga lastro : a Le
Bretn Schramm & C.
Sahido no dia 18.
Buenos Ayres; briguo brazileiro ConvenQo ,
capitao Joaquim Antonio da Costa carga
assucar, &c
Entrados no mesmo dia.
Parahiha ; 6 dias, briguo brazileiro Paquete
de Pernambuco de 129 toneladas capitao
Manoel Jos d'A/.evedo Santos, cquipagern
15 carga lonha : a Leopoldo Jos6 da Costa
Araujo.
Halifax; 38 dias, patacho inglez Lady ofthe
Lake, de 108 toneladas, capitao David Win-
good equipagem 9, carga bacalho : 6 or-
dem.
ue todava nao precisa serem avullados como
na occasio se far conhecer a quem se digno a
continuar no seu manejo : sabbado 22 do cor-
rente ao moio dia em ponto no lugar onde se
a )ha collocada a serrara.
O corretor Oliveira transferio por causa
dichuva, oseuleilo de grande sortmento
de fazendas ingle/as, franco'as sussas ,
alentos e da Italia para quinta feira 20 do
corronte as 10 horas da manhaa no arma/.em
da casa do sua residencia primeiro andar.
Avisos diversos.
Deca racoes.
=A administrarlo dos estabolecimentos de
caridade manda fazer publico, que a tercei-
ra e ultima praca da renda dos predios abaixo
declarados continua as sextas feiras na sala de
suas sesses pelas 4 horas da larde.
Ra do Azote de Peixe n. 1 dita do Bur-
gos n. 2 dita do Encantamento n. 3 dita do
Padre Floriano n. 43 dita de S. Jos n. 5 ,
dita de Manoel Coco n. 32 dita das Cin-
co Pontas ns. 98, 110, c 118, travessa de S.
Pedro n. 2 ra de Hortas n. 33 dita da
Roda ns. S c 9 (oito Iojas) dita da Gloria
n. 65
Sala das sesses d'administracao dos estabole-
cimentos do caridade 17 dcjulho de 1843.
O escriturario F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Avisos martimos.
Defeza improvisada pelo Alferes /?.... no jury
do M...... a favor d'um reo soldado, (ue
com nutra era acusado de se haverem espan-
cado.
Srs. juizes, pela miseria deste homem eu vou
=Para Lisboa com a maior brevidade vai
sahir o muito bem construido e da primeira
marcha hrigue portuguez Triunfante forrado
e encavilhado de cobre, tem as mais bellas, e
oxcellentescommodidades para passageiros, com
preferencia cm tudo a outro; quem no mesmo
hrigue quizer carregar ou ir de passagem pode
dirigir-se ao capitao Silverio Manoel dos Reis,
ou casa de Mendcs & Oliveira, na ra do \ i-
gario n. 21.
= Para oCearohiate Flor de l.arangei-
ras sai o mais breve possivol ; quem no mes-
mo quizer carrogar dirija-se a 1( ja lia Sr. Fran-
cisco Joaquini Cardozo a fallar com os frota-
dores, os Srs. Joaquim Teixeira Leite, e Ma-
noel Nunes de Mello.
Para Lisboa vai sahir com a maior bre-
vidade o brigue portuguez Tarujo 1- de pri-
meia marcha, e com as melhores commodida-
des para passageiros; quem no mesmo quizer
carrogar ou ir de passagem pede dirigir-se ao
capitao do mesmo brigue Manoel d'OliveiraFa-
neco ou a Mendes & Oliveira na ruido Vi-
gario n. 21.
Le i loes.
da
O corretor Oliveira far leilao da bem eo-
nhecida c acreditada serrara por vapor com
defondelo. Indo eu a Icat l malrao o Fra- lodos os seus pertonces, e prompta para se prtr
gala, e quem defenuo mmi hoiiiem foi um ui. i l- mu&c..c :;rimC;sto s na ra ua
formado e elle foi livrc ; e por isso vos deveis I Praia a qual foi do finado I'eij o se ven-j va Guimares.
O ARTILHEIRO N. 63.
k^AHio boje luz e vende-se no lugar do
costume. Contem o aegunte :
Ilesposta ao Demcrata do D.-novo.
O Guarda justificando o Nacional e a si.
A rusga nao apparecer.
Confissa do Cometa.
Novo club praioiro.
O seu seu dono.
Artilheria patritica.
A viola de Lereno.
sociedade PHILO-DBAMATICA.
(otr'ora natalense. )
Primeiro secretario convida aos Srs. so-
cios para sessao extraordinaria hoje pe
as seis e meia horas da tarde.
Joao Dounolly avisa aos seus freguez.es o
ao publico em geral, que mudou o seu estabe-
lecimenlo do alfaiatc da ra da Cadcia do Re-
ir para a ra da Scnzalla: quem do seu pro.
timo se quizer utilisar dirija-so referida ra
n. 132.
Aluga-so urna casa do 3 andares o arma-
zom no Atierro da Boa-vista : os pretendentes
dirijo-se a mesma casa a tratar com Manoel
Maria dePinho Borges.
=Antonio Francisco Teixeira, subdito por-
tuguez retira-so para fora da provincia.
Na ra Bella, casa n. 20 acha-se urna
pessoa que sabe fazer remedio para tirar o vi-
cio de beber aos escravos.
Freta-se para qualquer porto do Sul at
o Rio de S. Francisco a muito velcira barcaca
Conceico Poderosa de lote de 30 caixas do
assucar, ede primeira viagem, da qual he pro-
pietario e mestre Francisco Antonio dos San-
tos ; os pretendentes dirijaose ra larga do
Rozario venda n. 33.
Quem tivoruma canoa, que leve um mi-
Iheirodc lijlo c a quizer alugar, dirija-se
ra do Trapicho defronte da Lingoeta n. 30 a
fallar com Jos Carvalho da Costa.
Quem precisar alugar um segundo andar
de um sobrado na ra do Rangel defronte da
botka dirija-se ra do Cabug Inja de miude-
zaa n. 5 que d-se por menos do seu proco.
=0 Sr., que no domingo 16 do correte a'
chou um annel doouro na ra do Cabuga de-
fronte da ra das l.arangeiras sendo que o
queira entregar o pode fa el na loja n. 14 da
mesma ra que se Ihe ficar ohrigado.
= Arronda-sc, ou vende- se um sitio na Mag-
dalena com boa casa e vivenda, de pedra e cal,
.!;;,;-. grandes baixas plantadas de capim e di-
versas arvorosdo fruto ; quem o pretender di-
rija se a Joaquim Celestino Gonralvcs na ra da
Praia casa n. 58 que esli aulhorisado para a
venda, ou arrendamonto por parle dos herdeiros
do casal do l llorido Joaquim Nunes Pereira de
Faria.
= Aluga-se por proco commodo o segundo
andar do sobrado n. 38 da ra do Rangel; trac-
ta-se no primeiro andar do mesmo.
=Offerece-se um rapaz portuguez de boa con-
ducta com 16 annosde idade para caixeiro
de qualquer arrumaco nesta praca, pois j tem
pratica de balco e de escripta o qual sabe
muito bem ler, escrever, e contar porfeitamen-
fe ; quem do seu prestimo precisar annuncie,
por esta folha. /
= Continua-se a tirar passaportes para fora e
dentro do Imperio, edespachao-so escravos, tu-
po com brevidade ; (rala-so no Atterro da Boa-
I ii'l U(l \ 1911.
i-:- ti
lo
l.i..:. .i, c:i


= Francisco Xavier das Chagas faz scicn-
te ao respeitavel publico que nao deve a pes-
soa alguma mas qucm se julgar seu credor
queira aprcsentar suas contas no praso do 8
das.
= Antonio Francisco da Costa Braga que
veio do Rio Grande e chegado a esta provincia
no da 6 do corrente relira-se para Portugal
a traclar de sua saudc.
= Na ra da Gloria n. 88 tomao-se meni-
nos parase ensinar olTicio dando-seo susten-
to e de vestir necessario.
= A praca annunciada para odia 14 da bo-
tica e armacao por execuco de Caetano
Pinto de Veras contra Francisco Jos do Sa-
cramento nao teve lugar em razo da chuva ;
os licitantes comparecao no dia 21 do corrento
as 4 horas da tarde na ra Nova na porta do
Sr. Dr. Juiz do Civel da primeira vara.
Aluga-se uma casa no Coelho na ra do
Jasmim com commodos para urna pequea
familia, com duas salas 2 quartos, cozmha,
quintal e cacimba ; no mesmo lugar ra dos
Prazeres n. 10.
= Aluga-so um escravo padeiro, que cn-
tende bem de padaria ; na ra das Trincbeiras
n. 46 primeiro andar.
= Ensina-se com pcrfeico primeiras let-
4 tras grammatica portugueza arithmetica ,
latim francez e geometra ; na ra da S.
Cruz na Boa-vista n. 74; promette-se grande
adiantamento aos alumnos, muito principal-
mente aos de primeiras lettras, ensinando-se-
Ibes as rcgras geraes de orthografia trabalho
esto de que se cscus^o quasi todos os professo-
res pela diliculdade, ou variedado do suas
regras resultando disso, que dados por prom-
ptos os discpulos nao sabem por urna lettra
em seu lugar.
= Qualquer pessoa a quem or olTerecida
urna escrava de nome Quintiliana ou poral-
cunha Qnintina cuja escrava foi doada a abai-
xo assignada por sua madrinba como consta
do papel de compra e bilbete de cisa a qual
escrava foi doada com acondicao de seu marido
Henrique de Araujo Jordo a nao poder ven-
der nem alienar a qual foi pegada no dia 1G
de Julho pelo mesmo para a r vender para
algum dos engenhos do norte, desconfia-se que
fosse para Paulista por isso se previne a qual-
quer pessoa a quern for onerecida dita escrava a
nao compre; pois que elle direito nenbum lem
nella c protesta ir havel a aonde estiver, e se
promette alvissaras a quem della der noticia ou
a pegar e pode levar a sua senhora, quo mo-
ra na ru do Rangel n. 42.
Joaquina Francelina VHelia.
Precisa-se fallar as Senhoras l'lorinda
Maria Anna Joaquina Maciel Monteiro ,
Joaquina Jacintha de S. Anna eaosSrs. Sal-
vador de Souza Braga e Francisco Goncalves
Bastos, queiro annunciar as suas moradas para
6e Ibes fallar a negocio de interesse.
=r O proessoradjuncto da cadera de L-
gica do Lyco desta Cidade propoe-se a en-
sinar particularmente essa faculdade ; as pes-
sors que se quizerem utilisar de seu prestimo ,
dirijao-se a casa de sua residencia na ra do
Qucimado n. 14.
= Urna pessoa se olerece para ensinar em
algum engenho ou fazenda no sertao as pri-
meiras lettras e principios de latim e francez;
quem precisar dirija-se a ra do Bangel n. 34.
Deseja-se fallar aoSr. Dr. Candido Jos
de Lima a negocio quelite diz respeito : na
ra do Trapiche n. 19.
O bilhele n. 2078 da segunda parte da
primeira lotera a favor da Igreja Matriz de S.
Pedro Mrtir de Olinda, pertence ao Sr. Jos
Felisda Cmara Pimentel, do engenho Gaipi,
c fica em poder de F. da S. Lisboa.
No dia 15 do corrente perdeu-se urna
carteiracom 9000 rs. em sedulas o varios
papis de importancia dcsJe a ra do Livra-
mento at ao convento do Carino; quem achal-
a querendo restituir, pode ficar-se com o di-
nheiro poiss se exige os papis; dirija-se a
ra estreita do Piozario n. 26 ou no patio do
Hospital n. 15.
= Joaquim Jos' dos Santos Homem reti-
raso para fora da Provincia.
= OITerece-se um rapaz muito activo para
cobrar dividas nesta praoa do que tein gran-
de pratica e d bom fiador ; quem o preten-
der annuncie.
sa Mara Candida Benevdes, viuva de Joa-
qun Jos Benevdes pelo presente convida
aos credores da seu casal para se reunirem no
dia 22 do corrente as 10 horas da manbaa na
casa da annunciante e ah verem o estado da
mesma casa e resolver a forma de seus em-
bleos.
= O abaixo assignado faz sciente a aquel-
las pessoas que tenhao receitas, ou contas
pertencentes a mesma botica onde estove
Gaspar l.eite Ferrs na ra da Cadeia do Reci-
fe que niio pague ao mesmo Gaspar por is-
so que existem em poder do abaixo assignado
= 4
Aluga-se, ou vende-so urna casa na en-
cruzlhada de Bellem com armacao de venda,
e varios utencilios ; tambem vende-se, ou afo-
ra-se a tnoeda ou a praso terrenos para fazor
commodo o em muito bom uso ; Alexinaou
a torre velba do Castollo de Holaheim, 4 v. ;
D. Ignez de Castro ornada com estampas 1
v. : Secretario portuguot 1 v ; escola funda-
casas, em um sitio na estrada de Joao de Bar- mental ou methodo fcil para aprender a ler ,
ros que faz esquina com o beco do espinhei-
ro ; entrega-seum sitio na Solidade a quem
plante de meias, preferindo-se a europeo, que
entendade hortalice ; a tractar na Solidade,
venda n. 2 confronte a entrada do beco qu
vai para o Pombal.
Quemannunciou querer comprar urna
armacao o balcao de louro para venda, dirija-
se as 5 pontas n. 45.
Aluga-se urna negra ; na ra do Terco,
no beco que vira para os Martirios sobrado de
um andar n. 2.
Aluga-se o torceiro andar da casa da ra
da Uuz do Uecife n. 17 ; a tractar no primoiro
andar da mesma.
= Furtarao no dia 15 do corrente urna ca-
noa de carreira cuja eslava detraz do Pala-
cete com os signaos seguinles curta com
duas taboas estreitas no fundo o com um bu-
raco de fogo de comprimento de um palmo
abaixo da larca ; quem della souber participe
no sitio que fica por traz do sbralo do fina-
do Monteiro.
Compras.
= Compra-se urna escravo que seja mo-
co e sem vicios ; na ra Nova n. 41.
Comprao-se efectivamente para fora da
Provincia mulatinbas molecas e moloques ,
o negros de oflicio de 12 a 20 annos senda
de bonitas figuras pagao-se bem; nar ua da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
com varanda de pao n. 20.
v Compra-se um geometra de Euclides :
na praca da Independencia, loja de livros ns.
6e 8.
Vendas
j Vende-se na praca da Independencia ,
loja de livros ns. 6 e 8, Amoreira branca, 480-
Captivo de Fez 500 ; Familia da roca, 480 ;
Carlos Magno 640 ; Novas Poesas as Senho-
ras Brasileiras, 800; Excmplario de Libellos
podendo servir de appendice doutrina das
accoesdeCarvalhoTelles, 1280; Memoria so-
bre as minas, 2000 ; historia criminal do
Governo fnglez 3000 ; Linguagem das Flo-
res 640: Elementos de desenlio, 3000; Prin-
cipios de Botnica, 2000 reis.
Vende-sesalca parrilha, pimenta da In-
dia e arroz de vapor, tudo de muito boa
qualidade ; no armazem de Fernando Braguez
junto ao arco da ConceicSo.
Vende-se urna escrava do Angola de
20 annos lava, Taz rendas e bicos e vende
na ra ; em Fora de Portas n. 52.
Vendem-se 3 escravos sendo um pardo
de 18annos; official de alfaiate ; um bonito
moleque para todo o servico ; e um preto co-
zinheiro ; salea parrilha de superior qualida-
de ; 1200panneiros desal em grandes e pe-
quenas porcoes ; barris com superior vinho do
l'orto ; e caixascom tamancos mui bem sorti-
das; em casa de Manoel Duarte Rodrigues
na ra do Trapiche n. 24.
= Vendem-se gigos com batatas muito no-
vas saccas com milho e sebolas novas, ludo
por preco commodo ; no armazem defronte da
eseadinha daAlfandega.
^ende-seum negro de naco Angico ,
bom trabalhador tanto na ra como no ser-
vico do cozinha ; na ra da Cruz n. 37.
Vende-se urna liteira quasi nova, e mui-
to forte est prompta para fazer viagem; um
cavallodsela com carrego de meio a baixo ,
est gordo tudo se vende por estar a embar-
car neste dousdias o possuidor que ora existe
na ra da Cadeia de S. Antonio n. 25.
Vendem-se urna escrava mucamba reco-
Ihida, de 18 annos, engommadeira e costu-
reira 5 ditas para todo o servico ; urna ne-
grinha de 11 annos ; um bom escravo canoei-
ro; 3 ditos para todo o servido; na ra de
Agoas verdes n. 46.
> Vende-se urna coroa de prata com 18
oitavas urna balancinha com quilates para pe-
sar diamantes urna redoma fechada para re-
liquias com 4 oitavas de ouro de lei urna
dita de prata aneloescom diamantes de di-
ferentes modellos um alfineto moderno de
ouro de lei com diamantes e esmalte um dito
para senhora um transclim moderno para re-
logio botoes com diamantes esmaltados para
abertura, e de outros modellos ouro e prata
di' l(>i para se desmanchar pares de brincos
de diversos modellos cumpainha com figura ,
um par de fivella de prata pequeas para sapa-
tos, um dito para suspensorios; as 5 pontas
w -i --------------^----- ,------ _----- w.p..u n. 4*0. i arana
vaw ocuraenos, = Jouo morena Alargues. I** Vendem-se os seguales livros por preco | n. 13
escrevero contar cornos primoiros Elemen-
tos da doutrina Christaa 1 v. ; Cathecismo da
Diocesedo Montpellier 1 v. : na ra do Li-
vramento n. 3.
Vende-se metade de urna morada de casa
terrea no lugar da Estancia, com bastante fun-
do proprio para plantacoes; no atierro dos
A (Togados n. 42.
Vende-se urna porco do azeite do car-
rapato ; no armazem de Das Ferreira ao p da
Alfandega.
= Vende-so urna casa terrea no beco do
Adique n, 12 ; as 5 Pontas sobrado n. 42,
daa 7 horas as 9 da manbaa e das 3 as 5 da
tarde.
= Vende-so urna mulata d 32 annos, cose,
engomma e lava ; e um mulatinho de 10
annos ; na ra das Trincheiras n. 19.
Vende-se a praso urna venda co"m poucos
fundos, por seu dono retirar-so para fora ; na
ra da Cadeia loja contigua ao armazem do
Sr. Braguez.
Venderse urna preta de 20annos, com
habilidades ; em Foru de Portas ra do Gara-
pes n. 97.
= Vendem-se enserados inglezes muito en-
corpados para coberta de mesas, e forrar salas,
ou oseadas cortinas com lindas vistas estam-
padas para varandas esteirinhas pintadas e es-
tampadas para cobrir mesas lindas cassas pin-
tadas e adamascadas ditas do quadros catn-
braias lisas chales de seda achamalotados |
luvas pretas compridas sem dedos e onfeitadas,
e curtas bordadas de cores, ditas compridas
brancas enfeitadas mantas de seda mui lin-
das pecas de bretanha chitas francezas lar-
gas e de bonitos padrees ditas estreitas e
para coberta, casemiras elsticas, lindos cor-
tes de colletes do seda e veludo riscados es-
coeczes para vestido muito proprio para rou-
pa de meninos merino preto e verde pan-
nos finos de todas as cores qualidades e pre-
sos, borzeguins para senhora e homem, sa-
datos de lustro setim duraque, e marro-
quim para senhora ditos do marroquim com
colxeteede lustro para menino, e outros mui-
los objectos ; na ra Nova n. 35.
Vendem-se laxas do ferro coado sortidas,
chegadas ltimamente de Inglaterra por pre-
co muito em conta; no escriptoriodeKenworthy
& Brander Brandis ra da Cruz n. 7 pri-
meiro andar ; na mesma casa vende-se um
elegante carro de 4 rodas para um ou dous
cava I los capoto sollo, e assento para duas a
4 pessoas.
- Vende-se um escravo de Angola por
precisao ; na ra das 5 pontas n. 160.
- Vende-se umselimcom pouco uso ; na
ra das Cruzes n. 40.
Vende-se urna preta moca engomma ,
coso, ecozinha; na ra do Queimado n. 8.
- Vendem-se charutos da Havana e da
Babia de superior qualidade ; na ra do Trapi-
cho n. 19 casa de J. O. Elster.
= Vendem-se saccas de arinha de boa qua-
lidada e por preco commodo no armazem
da ra da Senzala velba n. 144.
\r= Vendem-so duas gargantilhas com brin
eos urna dita com um brilhante do quilate ,
urna dita do globos varios grilhSes dos mais
modernos um cordo com 43 oitavas, alguns
pares de brincos um botaocom um brilhan-
te um alfinete com dito pares de casticaes os
mais modernos e bem feitos, pratos com the-
souras dos mesmos urna caixinha com instru-
mentos para desenho urna agulha de mariar,
tudo em conta ; na ra das Trincheiras n. 18.
= \ende-seuma porco de boa carne do
sertao e a retalho de meia arroba para cima ;
ao p do arco da ConceicSo armazem do Bra-
guez.
- Vende-se um cavallo ovo da ultima
muda e proprio para carga ; na ra do Cebo,
n. 20 seguindo para a Trempe, ladodiroito.
Vendem-se cartasdesyllabas e nomos em
lettra redondee manuscripto as quaes sendo
bem applicadas do a conhecer muitas o di-
versas syllabas necessarias ao bem solctrar e es-
crever qualquer palavra certa em pouco lempo,
contendo no fim alguns conselhos do educacao;
tahoadascom algumas difinicoesaritlimeticas ,'
valor dos pesos e medidas moedas do Brasil,'
e conta Romana a 80 rs. cada exemplar enca-
dernados, e 40 rs. em brochura : na ra do
do Nogueira n. 13.
Vendem-se charutos da Havana supe-
rior e por preco commodo : na ra da Cruz
escriptorio de Manoel Joaquim Ramos & Silva.
^ Vende-se um anel de maosinbas com 2
diamantes, um anelao estreito um par de
fivellas lavradasdo liga tros botoes de abertu-
ra com diamantes, tudo do bom ouro e uma
a'? de boas crisolitas; na ra do Nogueira
= Vende-se uma canoa do conduzir agoa
nova bem construida e he das melhores '
quo andao no rio ou aluga-so ; no sitio qu
fica por traz do sobrado do finado Monteiro.
Vendem-se 3 bancas de Jacaranda para
jogo envernisadas e quasi novas, por pre-
co commodo ; na ra larga do Rozario loja
de miudezas n. 35.
= Vondem-se os movis e arranjos de urna
casa ou por junto ou separadamente muito
em conta pois que a familia rotira-se para
fora : na ra da Florentina que vai tor a pa-
lacio n. 6.
= Vende-se urna escrava cabra, moca, co-
se engomma e tracta de criancas ; no atterro
da Boa-vista sobrado pintado de amarello,
defronte da Matriz no terceiro andar.
= Vende-se uma escrava do nacao de 15
annos, engomma lava c tem principios do
cozinha ; na ra Augusta n. 1 segundo andar.
Vendem-se dous escravos de meia idade,
sendo um bom trabalhador de enchada e ou-
tro de servico de engenho ; no beco do Adi-
que n. 8.
= Vendem-se couros de cabra de superior
qualidade por preco commodo ; na ra da
Cruz n. 51.
Vendem-se muito bom vinho da Figuei-
ra e de PRR espirito de vinho agurden-
te de cana e erva doce barricas de bolaxi-
nha ingleza de 8 libras licores de todas as
qualidades por muito commodo proco tanto
a retalho com cm porco : na ra da Gloria ,
venda n. 88.
= Vendem-se caixas de chapeos de todas
as qualidades e tamaitos por muito commodo
preco ; assim como se fazem de feitio para al-
guma fabrica com muita promptidao ; e tam-
bem se concertao chapeos ; na ra da Gloria
loja do sobrado n. 88.
= Vendem-se queijos novos a 1200, cha
isson de primeira sorte 2200 chouricas a
400 rs. batatas a 80 rs. castanhas pilladas a
100 rs. pacas a 200 rs. milhoalpistaa 320
o quarteirao paincoa240: na ra do Ara-
gao, esquina que volta para a S. Cruz, venda
n.43.
se Vende-se uma venda na ra do Vigario
n. 22 com fundo de l:000j rs. com gran-
de armazem proprio para recolber pipas ou
commodos para familia : na ra da Cadeia do
Hecife n. 49.
= No deposito de assucar| refinado esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender asquear
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em paos
160 rs. eo de segunda c tercoira em p,
a 120, rs.
Escravos fgidos.
No dia 7 do corrente fugio o negro Joa-
quim do nacao do 38 annos, secco do corpo ,
alto com metade de dous dedos na mao es-
querda de menos, barbado s no queixo, quan-
do anda levanta os dedos por causa de cravos
tem e he apclidado pelos outros de Carioca ,
levou vestido camisa e calcas de algodo tran-
cado ; quem o pegar leve a ra do Hospicio n.
36 que ser gratificado.
= Fugio dous mezes a escrava Josefa ,
crioula comprada ao Snr. Fonceca a qual
tem os signaesseguintes : secca do corpo ps
pequeos e as costas abaixo do (albo do
vestido, urnas costuras emooladas que pare-
cen) tor sido surra tem mais no beico supe-
rior um talho peqneno he muito regrista ;
foi do Pao d'A Iho d'onde veio para ser vendida;
suppoe-se que se nao foi furtada andar em
conta de forra ; quem a pegar leve a ra do
Qucimado n. 14, que ser recompensado.
No dia 16 do corrente desaparecco da
casa do abaixo assignado um moleque criou-
lo, do nomeLuiz seccodo corpo, levou ves-
tido calcas e camisa de algodo : quem o pegar
leve a ra Bella n. 40 que ser recompensado.
Manoel Ferreira da Silva Ramos.
Fugiro no dia 25 de Agosto do p. p. 2
escravos, um mulato bem claro com oflicio
de alfaiate e sapateiro estatura regular bas-
tante barbado falla muita branda tem uma
orelba furada com um brinco que talvez o te-
nba tirado porem talvez exista o furo so nao
houver alguma feridinba no lugar quequando
sarasse fechasse o furo sabe ler e escrever,
he afavcl e costumava andar calcado. Lucas,
negro crioulo, bonita figura altoe reforcado,
com ofilcio de carpina, pouca barba, que quan-
do a faz parece que nao a tem bem feito do
corpo e espigado, tem faltas de dentes c ja
foi surrado; quem os pegar leve a ra de Agoas
verdes n. 70, que o abaixo assignado gratifica-
r com 100,000 reis por cada um.
r
tasco Jose tstt!.
Ubcifb: naTyp. deM. F. deFauu.=1843


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