Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05006


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1843.
Terca Feira 18
v
Todo agora depende de nos mesmos; da nossa prudencia, moderago, e enerria- con-
ji miemos como principiamos, e seremos aponlados com admirado entre as Nacr'es maia
tullas. C l'roclamagao da Aisembleia Gcral do Baasn.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES.
Goianna, e Parahjba, segundas e sextas fcirss. Rio Grande do Vrle, quintas feira.
Honito e Garanhuns, a I" 24.
Cabo, Serinhem, Rio Formoio, Porto Calvo, Maceii, e Alagoss no 1 44 e2l.
Uoa-vistae Florcsal3e23. Santo Antio. qnintaa feiraa Olinda todos os dias
IAS DA SEMANA.
47 Seg. s. Alciio. Mm Aad. do J. de D. da 2. .
4S Tero. s. MarinhaV. M. Re. Aud. do J. de D. da 3. T.
4!) Quart. s. Vicente de Paula Aud. do J. de da 4. t.
20 Quint. s Jernimo Emiliano, Aud. do J. de D. da 3. v.
?1 Sex. a. Prxedes Virg. Aud. do J. de D. da 2. r.
22 Sab. s. Mari Magdalena. Re. And. do J. de D. da 1 t,
23 Dom.s. Apollinario B M,
de Julho
Anno XIX. N. 153.
/ O Di Mo publica-se lodos os dias que n"o forem Santfieados: o preco da aesignslara b
*,* de tres mil rris por qnartel pagos adianlifdo* Os annum:ios dos sssignantes sao |M*nOO
. gratis sos dos que n.io orem :, ral o de M) reis por linha. Ai reclamagries devem ,erl''""
gidas a esta Tip., ra das Cruies N. 3i, ou apraq da Independencia loja de lirros N. OeO.
cambiosNo da 17 de Jullio.
Cambio sobre Londres 25 {.
Pars 3/0 reis por franco.
Lisboa 410 porlOOdepre
Oino-Moedade n.400 V.
a N.
io. J de 4,000
PsATa-Patacots
PeioaColunnars
ditos Mexicanos
Moeda de cobie 2 por ccmto;
Ideas deletreada boas firmas 4 a J.
PHASESDA LUANOMEZ-DE JLIIO.
Lna Cheia i 44, As 2 horase *6 m.da tarde. *'
Qusrl.aing. 49, i 11 boras e 22 a. da m
compra
16,401)
ll)..U->
9.000
i,9oq
1,1)00
4,'J
renda,'
Iti.OOD
10,400
9.20U
4,920
1 '27
1920
ILu
9 horas e 13 as. de raanhja.
ua ora "7, as 3 horas e 23 m. da m:
uarl. creaa, i, s 4 horas e 43 ni. da larde,
Preamar de huje.
| 2. a 9 horas e 42 ra. de tarde:
PARTE OFFICIAL
Governo da Provincia.
Continuacao do expediente do dia 10 do
crrente.
OficioAo Inspector do arsenal do mari-
niia deolaraiido-lhe que enganou-se, quan-
do entendeo ter a Presidencia mandado despe-
dir o sonstructor d'aquellc arseaal francisco
Jos Marinho ; porquanto o qtio somento se
llie disse foi que nada se podia resolver acerca
do pagamento dos vencimentas do dito cons-
tructor, som que cliogasse a distribuiclo do
crdito para as des'pesas daquella reparticao,
niio pode elle ser despedido senao om conse
quencia d'ordom do Governo Imperial visto
ter sido all empregado por determinacao do
mesaio Governo.
dem do da 11.
OficioAo commandante das armas re-
metiendo copia do aviso da secretaria d'estado
dos negocios da guerra do 8 de Junho ultimo,
peloqual determinas. M. o Imperador, que
as passagens das mulheres e familias dos olfi-
ciaes e pravas de prets tenhao lugar, quan-
do ellos marcharem em servico o em barcas de
vapor fretadas por aquello ministorio ou em
navios de guerra.
DitoAo Inspector da tbesouraria das ren-
das provinciaes, enviando o oficio da mesa
regedora da ordem 3.a do Carmo acompa-
nbando ascondices, pelas quacs ella olcrerc
alugar os predios, que lem de acabar para
serem oceupados pelas aulas do lyceo im
de que tendo em vista as citadas condices ,
proceda ao arrenda ment dos mesmos pre-
dios.
DitoAo Inspector da thesouro riada fazen-
IDEM DO DIA 5.
Officio Ao Evm. Presidente da provincia,
informando os requerimentos de Joao Mara Se-
ve, e de Manoel Luis Goncalvcs, em que pedi-
rs cada um pela sua parte, por aforamento o
mesmo terreno de marinba na Sensalla Velha do
bairro do Ilecife.
INTERIOR.
na discussao do
da, determinando em cumprimento d'ordom. i
Imperial que faca suspender a consignadlo de
2'i;000 reis mensaes, que Joaquim Herculano
da Silva Pereira dcixou aqui sua familia ,
quando marchou para a corte visto ter o mes-
mo cessado do ser alferes de commissao : e pre-
vinindo-o do que na conformidade do dispos-
to no Imperial aviso de 10 de Junho findo s
poderao deixar consignaces as suas familias
individuos, que forem officiaesdo oxtrctocom
patente.
Thesouraria da Fazcnda.
EXPEDIENTE DO Io DO COMIENTE.
OfficioAo contador da thesouraria remet-
tendo por copia a rolaco dosconhecimentos ern
forma do dinheiro entrado no cofre do almoxa-
rifado da ilha de Fernando de Noronha, e que
deve ser pago por o da thesouraria.
dem do da 3.
Officio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro publico nacional, aecusando a recep-
tad da ordem de 10 de junho prximo findo,
que mandou abrir a substttuicao das notas de
S^pOO reis da segunda estampa em cuja cas-
so appareccra falsas ; e contina a das do 5/,
10| e 20# da primeira estampa.
lito Ao contador da thesouraria remet-
to4l. por copia para a sua intclligencia os 2
ofljfcos do Exm. Presidente da provincia de 19
dejjunho prximo passado sobre as licencas
eot,cedidas aos juizes dcaireito docrime, e ci-
vel das comarcas de Goianna, e do Pao do alho.
Dito Ao mesmo communicando a deinis-
sao dos oito guardas da mesa do consulado, por
aviso expedido pela secretaria de estado dos ne-
gocios da asenda de 8 de junho precedente.
DEM do da 4.
Officio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro publico nacional, participando ter da-
do execucio a ordem de 11 de maio prximo
passado, e a que foi communicada par officio
do official maiorda secretaria a cargo de S. Ex.
de 18 do mesmo mez, que autorisaro a entrar
em exe. ciclo nao s os em pregados contempla-
dos as propostas que ltimamente Ionio re-
mullidas, como aos que novamente so contem-
plassem na que se flzesse para a vaga do pri-
IniMTll ncfrir.furt ri/> "<>> Ai '' >'''> Ir
'["r'inii
'" 'obodefigueiredo.
SENADO.
Na sessiio do 16 de maio
crdito dinsc:
OSr. II. Caracati:Eu nao tencionava fal-
lar boje, e foi o parecer da nobre commissao
que fea com que nao viesse preparado para a dis-
cussao. Note V. Ex. que ella prometteu na dis-
cussao.... Eu desejava que os Ilustres mem-
bros da oommissSo me ouvissem; como estou
conversando, esperarei um pouco....
OSr Presidente:Menlo \
OSr. II. Caralcanti:Como j disse, Sr. pre-
sidente, niio tencionava fallar hoje ; porque a
vista do parecer da commissao, esperava que el-
la desempenhasse o que prometteu. Diz a cotn-
mis-ao no scu parecer:Este crdito tem por
objectosupprir, ou antes sanecionar despesas
e operacoes que o governo fez a lem das Aja-
das e decretadas na lei do ornamento ou por-
que a issocstava autorisado na mesma lei ou
porque enlendeu que ellas erao inteiramente in-
dispensaveis ao servico publico. Pelo que res-
peita as primeiras a commissao, reservndo-
se para deliberar sobre algumas reduccoes de-
pois de ouvir o ministro, adopta em geral, etc.
A vista disto, como eu me atrevera a tomar
a palavra sem que primeiro ouvisse a commis-
sao sem que primeiro esperasse que a commis-
sao interpellasse ao Sr. ministro? Mas a mes-
ma commissa5 que promette isto, chega aqui,
nao quer fallar, e vai-se votar Nao compre-
hendo....
Eu senhores, estou asendo muito mo Jui-
io das nossas cousas ; desconfo at que as mi-
nhasopinioesestao exageradas. Vou exprimir
em poueas palavras o estado ern que me acho.
S. Ex. o Sr. ministro nao se ha de oITcnder
comigo por eu diser que nao creio em nada
as suas tabellas nao creio em documento al-
gum de despesa que 6 apresentado ao corpo le-
gislativo. Nao digo com isto que elles nao sejao
extrahidos dos livros; mas estou persuadido que
a administraca est em tanta confusad que
nada do que 6 apresentado se pode ter por cor-
to ; assim como tambein estou convencido que
existe dficit, que elle tao grande como se diz
ou talves maior, e que nenhum ministro pode-
ria proceder diferentemente do que proceden o
actual Sr. ministro. Diz ello que ha este dficit
e que nao tem dinheiro (isto 6 exacto), e que
precisa de tanto. Mas que o corpo legislativo
possa verificar a realidade deste dficit, croio
quo nao; o desejarei que alguem m'o mostr.
Ha rnuitos annos que estou convencido disto ;
e desde que ha governo representativo, que ha
cmaras legislativas no Brasil, anda nao vi
que um s anno o corpo legislativo tomasse ron-
tas....
O Sr. Ministro da Fazenda:Nem pode.
OSr. II. Cavalcanli:Nem pode dizoSr.
ministro, estamos de acord ; isto 6, as nossas
cousas esta em tal desordem que todos estos
documentos nao valem nada.
iv-ia questao (a questaodo dficit) novamen-
te una questa do confianca ; eeu hoje vou a
mais, digo que, para nos vivermos para exis-
tirmos, devenios votar polo que se pede, tenha-
se ou naconflanca no ministerio, mas ao mes-
mo ternpo applicar algum remedio, everqual
a causa que obsta a estas tomadas do contas ,
S. Ex. nos deve coadjuvar neste trabalho. Pa-
ra mi mi esta questa nao pois nicamente uina
questa do confianca. Podia cu nao confiar nada
nesta ou naquella administraca e nern por
isso deixar de votar por este crdito, porque
confesso que so dizendo eu que nao vota va
pelo crdito pedido por nao estar demonstrado
pelo ministro, e triumphando a ininha opinia,
fosse chamado para 0 poder, confesso, digo cu,
que nao obrava melhor do que o nobre minis-
tro. Mas eu tinha dito quo nao votava por falta
de confianca tinha obrigat.a de mostrar as
rasos um que me fundava para negar ao meu
antecessor a minlia confianca.
"io palas rl#sru tem (lo so fnsr>r r/5 h,i
duvida o cu nao quero que o Brasil doixe de
viver... verdade que todos nao penso assim:
alguem tem feito o contrario alguem tem nega-
do crditos a ministros por falta de confianca ou
de esclarecimentos ; mas quando tem estado no
poder, nao tem dado estes esclarecimentos. O
Sr. ministro da fasonda parece-me que se ha de
lembrar do que acontoceu em 1832; nao sei se
j eradeputado....
O Sr. Vasconccllos d um aparte que nao pu-
demos ouvir.
OSr. RollandoCavaloanti:O nobre sona-
dor era deputado.
OSr. VasoonceUo:Snt o tenho lembran-
ca do todas estas cousas.
OSr. Hollando, Cacalcanli:E arrepende-se
naturalmente ?....
O Sr. Vatooncellos:Eu arrependo-me 1!
O Sr. Hollando Cavalcanli:Sim, o nobre
senador negou o crdito e disse que era por
falta de confianca e de esclarecimentos.
Sr. fifcoiicellos:-Nao disse tal; est en-
gaado.
OSr. Hollando Caralcanti:Disse, e mais
alguem quo est hojo na administraca ;
isto nao vale nada, sao aguas passadas.
Sr- presidento, assim como eu digo que nao
tenho remedio sena votar por esta despesa, di-
go tambom que, se com isto nos contcntarmos,
se nao traannos de procurar os mcios do co-
nhecero estado da nossa receita o despesa en-
ta estamos na bemaventuranca porque aqui
temos onze mil contos mais de dficit no orca-
inento apresentados pelo Sr. ministro para o
anno de 44 a io. Emfim o nosso estado ordina-
rio ter sempic um dficit annual de 10 mil
contos de reis E o meiode o supprir emit-
tir papel moeda. Nao nos importemos mais com
cousaalguma ; isto vai a mil maravilhas.
Sr. presidente, eu tenho visto muitas naces
passarem por banca-rota, o. continuara sua for-
ma de governo ; mas sou obrigado a diser com
franquesa quo a monarchia suecumbe com a
banca-rota; eu assim o entendo.
UmSr. Senador diz. algumas palavras que
nao podemos ouvir.
OS. II. Caralcanti:Ignoro a causa por que
Luiz XVI foi ao cadalalso se a revoluca fran-
ceza ou nao devida ao mo estado das financas;
mas no Brasil, verificando-se a banca-rota, para
a qual caminhamos a passos largos, nao sei so
continuando nos a existir nao perderemos a mo-
narchia. Nao devenios pois seguir a mesma mar-
cha continuar no mesmo systema sedeseja-
mos evitar que similhante calamidadc affiija o
paiz. -
Eu Sr presidento, presumo que as nossas dos-
pesas nao sao ta excessivas como se pensa; to-
dava sou muito apologista da economa. Nisto
discord da opinia do meu nobre amigo o Sr.
senador por S. Paulo. As nossas despesas nao
esta fra da proporca dos nossos meios: urna
ou outra prodigalidade pode existir, e tinlia-
mos lempo deas ir reformando; mas o que est
cima de todos os nossos meios 6 a fraude. Nao
sei como, a vista da raudo que existe, se pode
fallar em economa. De que servo discutir-so
muito por urna economa de 8, 10 ou 12 contos
de reis, quando na gerencia dos dinheiros p-
blicos a fraude immensa, 6 tal que nao so po-
do tomar contas?
O primeiro passo pois que nos tinhamos de
dar era conhecer da gerencia dos dinheiros p-
blicos. Antes de entrar neste conhecimento, co-
mo -.que podemos emprehender economas?
Nos declaramos ao Brasii e_ao mundo i. toiro
que nao temos meios para supprir as necessida-
desdo pata c que recorremos ao papel moeda;
isto declara Aporpo legislativo por esta phrase
papel mneow-; c cu digo:Senhores, se vos
adiis neste esfailo, aprosontai os vossos livros,
ao menos manifest'ai a vossa boa f6. Na ini-
nha fraca intclligencia prefiro outra qualquer
medida emisso de papel moeda, e falla re a
este respeito quando chegarmos occasiao op-
portHiia. Por ora limitar-me-hei a dizer que
muito mais licita mais conveniente mas ge-
nerosa mais econmica a suspensao do paga-
mento da divida: hei de mostrar que a Q/n8S0
do papel moeda nao s nina suspensao do pa-
gamento de parte dessa divida, como urna in-
fracto du contracto em toda a divida interna.
Portanto, Sr. presidente, o meu principio
este: emquanto o corpo legislativo nao so deli-
berar a entrar na gerencia dos dinheiros pbli-
cos, isto a proceder a umexame om todas
as repartir fies em (tnt nao poder decretar cousa alguina tendente a I
boa administraca dos dinheiros pblicos ten-
dente a severa economa que convem estabolo-
cer. Nada se pode faser som isto.
Nao duvido que baja urna ou outra despesa
em que se possa economisar; mas o que digo
quo dahi bern pouco fausto se colher vista
da fraude, da immoralidade que triumpha em
nosso paiz, e repelle toda a transaeco honro-
sa! Eistoemum sentido lato.... comprehen-
da-mo bem; estas palavras, entendo-nas do
sentido restricto at ao mais lato quo for pos-
sivel.
Eu nao tenho duvida Sr. Presidente cm
votar pela quantia pedida at sent examinar as
contas nem mesmo sou grande contador ; mas
confesso que nao me lio muito nos algarismos,
nao tenho nenhuma fe nelles. Ouedouscom
dous sao qualro tenho toda a certeza : mas
que qualidade de dous sao estes dondo so ti-
rao &c. o que nao comprehendo. Voto
porm porque entendo que o executivo tem
necessidade de que se vote. Se o executor r
5 de boa f se qui/cr attender s necessidades do
estado se quizor realmente por um ostorvo 6.
fraude e fazer cessar o extravio dos dinheiros
pblicos, entrando na averiguaciio da receita
e despeza enlao poder fazer verdadeiras e-
conomias augmentar a receita e consolidar o
nosso crdito Mas o governo querer entrar
neste caminho ? E quando o queira poder
scgui-lo muito fempo ?
Eu digo Sr. Presidente que o pxecutivo
pode querer e nao poder, tal a forca dessa
potencia enthronisada na capital do imperio
brazilciro a potencia da fraude ... Antiga-
mente fallava-se cm cabeca de Medusa em
urna influencia maligna. Eu nao sei se isto
sao os meus Israelitas E quando digoIsrae-
litas, cntendao-mc bem ; nao preciso des-
cender dos Israelitas para s-lo ( apoiado ). Eu
dou esto nomo aos homens de quem o dinheiro
o Dos, para os quaes a patria nome vao ,
urna chimera Eu estou persuadido que ,
so um ministerio brazilciro consciencioso fosso
entrar na via das informaces, e adoptasse prin-
cipios severos, era posto lora voava, nao
durava nem quarenta dias O nobre senador
por Minas sabe disso.... cu espero levantar an-
da urna ponta do veo e mostrar a verdade da
proposicao que acabo de emitir.
Sr. Presidente, nos futamos com mui-
tas difficuldades : em o nosso paiz muito dif-
ficil a organisacio de um ministerio. A pri-
meira difliculdade achar uai homem quo se
queira votar aos perigos de ser ministro E'
esta urna grande difliculdade. Eu quando digo
achar um homemquero dizerum hornem
de bem E nao sao s os perigos ha alguma
cousa mais quo o escarneo. Um homem
quo tem sonso commum nao vai emprehender
urna cousa que tem a certeza de nao poder levar
avante sem sorescarnocido. O ministro que qui-
zer ser econmico na sua reparticao, por sis
nao o pode realizar: ha mil meios de surprehen-
der de Iludir a boa ( do ministro. A fraude
tao hbil Sem que o corpo legislativo adop-
te um complexo do medidas tendentes a estor-
var a fraude nunca o governo poder acabar
^lim nlln
Eu estou Sr. Presidente ouvindo pala-
vras ou lendo cousas que me pasmo. Li esto
parecer da commissao e vista dello esperava
que os scus Ilustres membros ontrario na dis-
cussao mas depois vi que se ia votar sem que
ellos dissessem palavra alguma. A commissao
prometteu mas faltou....
OSr. Vasconcellos : Quem se tinha in-
cumbido do expor as razes sobre quo se funda
o parecer o relator da commissao quo nao
est na casa.
O Sr. H. Caralcanti : A commissao nao
o relator sao tres os membros della o todos
assignaro. A promessa est aqui mas ondo
o cumprimento ? Eu tenho tambera legislado
urna promessa to nobre senador conselhciro
de estado na resposta falla do throno onde
diz que necessario fazer sacrificios. Eu que-
ro sabor so RMM saerilii'ins rnnsistirno m iwm
arranjarmos cm alguns lugares! Eu estou es-


T
"T
pera dessa promessa. Prometter muto fcil,
mas difficil o cumprir !
Eu Sr. Presidente, quando vejo estas dis-
cusses lembro-mo do que acontece geral-
mente a nos cathoiicos romanos Quando se
chega ao tempo da desobriga commecamos a
fazer um exame de consciencia ; estamos tao
arrependidos !... Vamos aos ps do nosso con-
iessor, todos cobertos de lagrimas; mas, ape-
nas passa a desobriga....
O Sr. Vasconcellos: Os que nao sao bons
cfaristos.
O Sr. H. Cavalcanti : E' a fragilidade
humana Nestas occasioes fallamos muito em
mas depois ( elevando a voz) necessario ar-
ranjargente para o nosso partido necessario
arranjar os nossos amigos, &c. E' o que
e vfi.
O Sr. Vasconcellos : Isso nao tem appli-
cacao para mim.
O Sr. //. Cavalcanli: Nao sei, o que
eu vejo sempre sao palavras.. .. mas, emfim ,
tamos ver os sacrificios.
Senhores coitado dos ministros de estado
{ apoiados ) .... devem-se lastimar.
A primeira cousa que ellos cncontrao as
suas reparticoes a falta de informales. Eu
vou dizer j um sacrificio que necessario que
fagamos e vem a ser deixarmo-nos de compa-
dresco nao se vir aqui dizer que se qucr des-
acreditar as reparticoes. Eu nao quero desa-
creditar a ninguem quero qualificar os fados
e os abusos que se pratico e mostrar qual a
posicao em que nos adiamos.
Um hornem chamado para o ministerio toma
conta dcsse pesado encargo com as mclbores in-
tencoes do mundo com a melbor boa f.
Chcga reparticiio:... comeca por o seu ante-
cessor nao Ibe dizer nada Vocquevematraz
feche a porta! as secretarias nada se sabe do
tc, indague,exija que se Ibe faca urna exposicao
do estado das cousas Euentendia que o mi-
nistro quedcmittido devia fazer um relatorio
do estado da sua reparticao devia inormar o
seu successor de tudo que oxistissc. Ha um
focto nico no Brasil a este respeito um nico
ministro teve essi delicadeza foi o fallecido
marque/, de Nazareth. Esse senhor quando
foi demittido expz ao seu successor com toda
a minuciosidadc o estado da sua reparticao.
Mas nunca mais se tem pralicado islo nao se
relata o estado em que as cousas firiio eos
meus Israelitas tem a ventura de verem desap-
parecer o perigo em que se achavao algumas de
suas negociaces. (guantas pretcncoes havia
que tinho sido indeferidas e sao aprasentadas
de novo revestidas de novas cores E a secrata-
ria nao diz nada.
O Sr. Araujo Vianna da um aparte que
jiiiu ouvimos.
O Sr. ti. Cavalcanli : Eu nao sei se es-
tou levantando faJsos tetemunhos mrsaqui
tenho muitos nobres cnmpanheiros que tem sido
ministros de estado elles que me contestem.
Ora confirmemos estes principios, isto que
tenho dito com fados que eu possa provar ,
com fados acontecidos comigo. Eu estou inti-
mamente convencido Sr. presidente nao so
pela experiencia que tenho do parlamento, co-
mo pela tal ou qual experiencia que tenho ad-
quirido quando ministro e mesmo pelo estudo
que constantemente faco do estado dos negocios
pblicos estou convencido digo eu que a
fraude immensa que a immoralidade cresce
cada vez mais. .Em abono desta proposicao nao
referirei historias afra/.adas fallarei smente
do que se passou durante aquelle ministerio cu-
ja lembranca se liga no meu pensamento com
a felicidadedo meu paiz.
Encarregado da administracao da marinha ,
cumpria que eu pozesse em pratica os princi-
pios que professo cerca da gerencia dos nego-
cios pblicos. Achava e acho (desde j o decla-
ro para governo de quem quer que seja e do
corpo legislativo ) queoprimeiro deverdeum
ministro A tratar de dar contas de si. Tjm mi-
nistro que der contas da sua administracao tem
feito relevante servico ao seu paiz ; mas estas
contas nao devem consistir em urna folha de pa-
pel contando urna historia muito comprida.
(guando eu pois me comprometti a servir ao
monarcha na reparticao a que elle me chamou ,
o primeiro intuito que tivo foi dar contas de
mim e para esse fim tomar todas as medidas
que achasse convenientes, ainda que em lei nao
estivessem escripias porque a primeira lei de
um ministro no systema representativo dar
contas.
Sr. Vasconcellos : E quem 6 que nao
d contas ?
Sr. ti. Cavalcanti: Nao duvido mas
o crdito este? E assim ? Est provado es-
te dficit?
O Sr. Vasconcellos : Parece-me que est.
O Sr. H. Cavalcanti: En faarei rn^.v
claro ao nobre senador.
.Mas eu conbecia, Sr. presidente, que o mi-
nistro que quer dar contas da sua administracao' nistro quando vai tomar conta de urna reparti-
nao tem tempo de ir examinar o qUe existe as i cao ? Pode elle ter muito boas intencSes, mas
differentes reparticoes subalternas de rece i ta e a influencia maligna acabeca da Medusa o
despe/.a : sena necessario para isso que fosse
ministro doz ou do/.e annos; mas como isso nao
consta que tenha acontecido at hoje cumpria
tomar alguma medida para se conseguir um
bom resultado. Euoconfesso, quera saber
quaes erao os mcios do que tinha sido dotada a
reparticao, nao sabia quanto se despenda nella,
nem o poda saber! E seria isso dovidos
minha ignorancia ?
O primeiro passo que tive de dar foi crear
urna contadoria para entrar noconhecimento
do que ia as roparticoes de receita e despeza ,
verificar a escripturacao e contabilidade c por
em andamento tudo o que era relativo admi-
nistracao inanceira. Com effeito nao havia
lei que me mandatse crear esta contadoria ,
mas tambem eu nao creei urna contadoria per-
manente ; at nao achei necessario recorrer a
pessoas estranhas reparticao. A pessoas mes-
mo da reparticao aofficiaes de marinha em
cuja p'robidade e talentos tinha confianca foi
que julguei conveniente dar urna commissao
dessa ordem. Creei esta contadoria provisoria-
mente e confesso que me lisongci muito da cs-
colha que fiz : esses empregados mostraro-se
dignos da minha confianca.
Os trabalbos que ellos apresentrao servem
de justificar a medida que tomei. Entretanto,
note o senado, a imprensa levantou logo um
immenso clamor. O israelismo ficou logo as-
sustado A tribuna tambem nao ficou muda :
o actual ministro da marinha experiente na-
quella reparticao foi o mesmo que na cma-
ra dos deputados dirigi todas as suas forcas
contra esta crcacao da contadoria ; at conso-
guio que se nao votasse a despeza para ella
verdade que se autorisou o ministro para refor-
mar a sua secretaria ; a reforma foi feita mas
em que consisti ella ? Em lancar para fura
aquellos individuos o em chamar outras pes-
soas que natural que sejiio de muito mereci-
mento. Mas o que verdade que os traba-
Ihos da outra contadoria suas investigares i-
cro como pedra em poco Eu nao sei quaes
sao os trabalbos que apparecem em porto de
dous annos.
Tenho pezar de que nao esteja agora presen-
te o nobre ex-ministro da marinha que em
outra discussao me honrou corn quantos epithe-
tos Ibe pareccu que podiio comprometter a mi-
nha administracao! O nobre ex-ministro jul-
gou-me at tao vil tao mesquinho que pre-
sumi quecos esclarecimentos por mim pedidos
erao para incommodar o intendente da mari-
nha Assim o disse da tribuna Oh senho-
res confesso que nao tenho resposta quedar
a similbantc insinuacao. A resposta que Ihe
dou a mesiiia que o nobre ministro tem por
vezes dado para desculpar-se de alguns peque-
nos descuidos velho. Velho e cansado ,
nao muito que o illudissem ; nao posso altri-
buir o que o nobre senador disse a nenhum sen-
timento menos digno.
A requerimento meu forao pedidos nao so
os trabalhos de um oflicial adjunto da contado-
ria sobre o exame dos livros do almoxurifado ,
como tambem as providencias que dahi parti-
ro. Eis-aqui o estado em que deixci este ne-
gocio quando sahi da administracao; depois do
exame feito c ouvida a contadoria por mim
creada, achei conveniente ouvir tambem a in-
tendencia e supponho que Ihe mandoi este
exame. Ora a resposta que se deu em conse-
quencia do meu requerimento a seguinto :
Illm. e Exm. Sr. Em resposta ao ollicio
que Y. Ex. me dirigi, com data de 20 do mez
prximo pretrito, communicando o que resol-
ver a cmara dos Srs. senadores, em conse-
quencia da indicado de um de seus Miembros,
cerca dos relatorios feitos pelo oflicial adjun-
to contadoria geral Christiano Benedicto
Ottoni,c pela dita contadoria noanno do 1841,
sobre o exame dos livros que servirao as diffe-
rentes seccoes do almoxarifado na intendencia
israelismo nao consente que se faca cousa ne-
nhuma! Se o ministro insiste nao faltao
meios de alimentar jornaes que ataquem a re-
putadlo do ministro nao faltao accusacOes....
at sobre os objectos os mais importantes, mes-
mo a respeito dos nosssos negocios do Sul......
nao faltao transaccoos para se verem livres de
tal ministro Esto o estado em que nosa-
chamos.
O nobre ministro lalvez tenha noticia deque
eu mandei algumas emendas ao crdito e de-
vo dizer que quando as propuz disse na tri-
buna que considerara como o meu maior ami-
go aquelle membrv do parlamento que as pro-
pozesse sendo eu ministro; porque entendo que
muito proveito tirar a administracao dse fa-
zer um exame nasestaces da receita o despeza ,
urna verificacao exacta e fiel do estado das nos-
sasfinancas, de se patentear os nossos livros ,
para por ellos se ver como sao arrecadados e
despendidos os dinheiros pblicos. Eu nao sei
se estas minhas emendas toro o voto do senado;
mas digo que, se ellas nao passarem, ver-me-
bei obrigado na terecira discussao a votar
contra o crdito. Se este crdito pedido pelo
governo nao fr acompanhado de um exame pa-
ra o qual concorro o poder executivo o le-
gislativo da maneira que indiquei as minhas
emendas isto nomcando o governo com-
missariosseus o cada urna das cmaras "urna
commissao aue os auxilie e proponha na res-
pectiva cmara aquellas medidas quesijulga-
rem convenientes nada conseguiremos reme-
diar. Esta proposta por mim feita, Sr. presi -
lento, tanto mais extraordinaria quanto estas
Ja marinha da curte c das providencias q*jese
derao avista de similhantes exames, tenho a
honra de passar s maos de V. Ex as copias in-
clusas dos mencionados relatorios, ponderando
a V. Ex., quanto as providencias, quependem
ainda de exames e informaces a que semandou
proceder.
Dos guarde a V. Ex. Paco, em 8 de maio
de 1843. Sr. Cassiano Spcridio de Mello
Mattos. Joaqutm Jos Rodrigues lorrts.
Eu quizera que o nobre ministro que hoje
veio assislir a esta discussao ja que o seu col-
lega da repartico da marinha nao est presen-
te me dissesse que exames que informaces
sao estas de que falla o officio que acabo de ler
Eu desconfio que os exarnes que mandei fazer
intendencia l icrao, desconfio que o meu no-
bre successor nao foi sabedor dellos, a juli pelo que disse na discussao. Ora se um a to
I>.ctfi nrrlnm n?\',\tC,
commissoes luto de ser nomeadas pela maioria ;
natural que sejao escolhidos os amigos do mi-
nisterio c este por consequencia nao tora que
so queixar.
Mas eu peco a S. Ex. que se informe da re-
Darticao da marinha de quaes forao as provi-
dencias em que o nobre ministro dessa reparti-
cao aqui falla sem declarar em que estado se
ada este negocio. I' qucr a casa urna prova
de que o que eu digo tem algum fundamento ?
Quer urna prova de que a creacao desta conta-
doria era tendente a liscalisar a uniformisar as
despezas da administracao? Quer urna prova
de que todas estas nossas contas e algarismos sao
inteiramente ideas que nao tem nada de rea-
lidado ? Lance urna vista de olhos sobre os
exames quo fez (teta contadoria. Por elles ver
o senado, 1. os abusos de auloridade do minis-
tro da marinha, 2. a qualidade dos individuos
o a natureza do trabalho a quo elles so davao.
Nao sao os nossos livros do almoxarifado e da
intendencia da corte os nicos que convm exa-
minar : o exame deve ser feito em todas as es
tacoes onde ha receita e despeza ficando dis-
crico do ministro com o auxiliodas commis-
soes do corpo legislativo aperfeicoar em um
ou outro ponto porque isso nao se pode fazer
de repente. Nestas reparticoes nao ha balan-
cos,{nao hafiscalisaco: tudo est na maior de-
sordem. O que eu fiz na marinha fa-lo-hia
em qualqucr reparticao de que estivesse encar-
regado. Por este trabalho poder o senado a-
juizar dos meus preconceitos das minhas ap-
prehensocs cerca da fraude qucsupponho exis-
tir em toda a parte. Isto j eu o disse aqui na
discussao da fixacao das forcas do trra c bem
vi a ceieuma quo se levantou. Mas eu com-
parto a opiniao que o nobre senador por Minas
emittio no projedo de resposta falla do thro-
no ; pens que necessario fazer sacrificios. Eu
estou prompto a fazel-os se quo j os nao
tenho feito.
Sr. presidente nao lerei o exame feito pelo
oflicial adjunto Christiano Benedicto Ottoni,
porque bastante extenso ; mas V. Ex. ha de
permittir que exija do redactor que o inclua no
meu discurso juntamente com a parecer da con-
tadoria gcral que passo a ler:
N. 21. A contadoria geral da marinha,
tendo examinado o relatorio que apresentou o
oflicial adjunto Christiano Benedicto Ottoni, a
respeito dos livros que servem no corrente an-
no nanceiro no almoxarifado da marinha des-
ta corte, e tendo procedido a novos exames so-
bre os mesmos livros verificou existirem real-
mente nclles com pequeas modificares os
defeitos eomisses notadas.
A falta de veiba de termos de exame em
parte justificada pelo que respeita aos productos
dasofficinas por sercm os proprios fabricantes
desses productos que os teriao de examinar e
s facturas de pao c carne verde quo nao po-
dem por sua natureza deixar de ser fornecidos
sem entrar nos armazens : cabe porm notar
que, alm destes alguns outros documentos
se cncontrao sem a verba do termo c sem que
se veja para isso motivo plausivel.
s irregularidades notadas sobre a arreca-
a i,ina
to ao despacho do intendento para secarrega-
rem em receita.
Em alguns artigos da receita, alcm d as o-
missoes apontadas, nota-se a dos prazos coo-
vencionados para os pagamentos o que nao
convoniente nao obstante nao sor tal declara-
co expressamonte exigida pelo systema d e es-
cripturacao approvado pelo decreto de 5 demaia
de 1834.
Alguns da despeza sao por tal modo englo-
bados que so torna impossivel toda a clareza ,
e especificaco e consoguintemente imprati-
cavel a fiscalisago. palpavel o abuso do se
despender poliame sortido quando o seu pre-
co varia segundo as dimensoes : lancar por
exemplo cadernaes de doze e de tres polegadas
por um mesmo valor, evidentemente absur-
do e pode dar azo a grandes extravos da fa-
zenda publica ; cabe a mesma ohservacao s
bandeiras, velames e outros gneros quo quasi
sempre se despendem sem declaradlo alguma.
Quanto ao documento de despeza n. 42,
do mez de dezembro da quarta seccao pa-
rece ter provindo a demora de un anno quo
houve no fornecimento da falta de um dos
gneros pedidos ; o que com tudo nao prova
que haja necessdade de se guardarem docu-
mentos por tanto tompo sem escriptnral-os ;
pois parece fcil renovar os pedidos dos gneros
que nao poderao ser fornecidos, caso subsista
a necessidade delles.
A observacao sobre as duas receitas do hs
nha intil se explica notando quo essa lenlia
pertencia a estiva de varios navios, e nesse ser-
vico se corrompeu.
Com estas modificacoes, a contadoria ge-
ral verificou a existencia dos defeitos apontados
no relatorio cima dito e alm disso encon-
trou algumas outras omissoes de idntica natu-
reza. Como porm parte dessas irregularida-
des provm de falta de execucjio das leis e ordens
em vigor julga a contadoria goral quo flca-
r remediadas recommendando essa execucao a
todos os empregados responsaveis por ella ; o
aoschefes das reparticoes que procurem escla-
recer os seus subordinados sobre a verdadeira
intelligencia da legislacao. Comtudo en-
tende a contadoria geral que a respeito dos
dous seguintes artigos, prociso providen-
ciar.
A escripturacao dos gneros usados c de
todos os que costumo ser denominados inuteis,
sem duvida irregular e (cita sema declara-
cao dos procos torna Ilusoria a responsabili-
dado dos almoxarifes a respeito de taes gneros;
e podendo esta irregularidade ser a fonte de no-
taveis extravos a contadoria geral indica mais
abaixo o meio de a destruir.
uyS >i"i iiiaoim iiuciusti- un ui^uiiiiis
de fazer urna reforma nao tem conhecirnento ; de declaraco das dimonsdes, o em outras a
delle em que estado nao se aclia um pobre mi- i grande demora que se nota c Jar cuuiunmeu-
A declaraco dos precos, sobro ser algu-
mas vezes omittida, parece completamente in-
til pelo modo porque est feita e mesmo
pensa a contadoria geral que ser sempre im-
possivel fazer effediva a responsabilidadedos al-
moxarifes declarando-se isoladamente os pre-
cos dos gneros sem chamar suas importancias
a urna columna que se possa sommar e balan-
cear. Com effeito basta lancar os olhos para
os livros mappas para conhecer que a pretendi
le ajustaras contas dos almoxarifea por esses
ivros que por sua forma nenbuma especifi-
caco admittem una verdadeira chimera :
assim a medida indicada sobre ser o com-
plemento da declaraco dos precos na escrip-
turacao do almoxarifado torna-se indispen-
savcl para se obter urna verdadeira fiscalisaco.
E' por falta della que nao ha todo o cuidado em
declarar os precos da despe/.a e que estes pre-
cos muitas vezes parecem ser arbitrariamente
laucados sem haver a altenco de fazer sahir
os gneros pelos mesmos valores com que en-
trro nos armazens da marinha ; e entretanto
esta conformidade indispensavel, nao so por-
que segundo os principios mais triviaes do
escripturacao da natureza de toda a conta
destinada a representar nicamente o movi-
mento de entrada e Habida de fazenda que en-
trem ellas e saiao pelos mesmos valores como
porque a escriplurar-se desto modo nao
podendo ento essas contas apresentar outro
saldo que nao seja o existente, podem assim
balancear-so, e fazer-se effediva a responsa-
bilidade dos almoxarifes. Os livros-mappas
devero continuar escripturar-se para servir de
auxilio e verificaco no ajuste das contas.
Picsumindo as observacoes precedentes,
indica a contadoria gcral as seguintes provi-
dencias :
Becommcndar ao intendente c a todos os
empregados do arsenal que cumprao e faco
cumprir escrupulosamente as leis e ordens ern
vigor ordenando elle intendente que d ora
em diante lodos os documentos de receita o des-
beza e os respectivos artigos nos livros sejao
feilose hincados com a maior clareza e especi-
ficaco evitando-se os englobamentos, ornis-
501 s e mais deeitos apontados, e havendoo
maior cuidado em acautelar nos casos im-
urevivi* quo seja feita a escripturacao do r


V:
modo claro e minucioso e que facilite a fis-
calisagao.
Recommendar s autoridades que devem
intervir no processo das facturas guias de en-
tregas e quaesquer documontos de rcceita e des-
pe/a que nao prcstem suas rubricas a taes do-
cumentos scm que sejao elles bem especifi-
cados e contenho todas as declaracoes que
prescreve a legislaco em vigor.
Determinar ao intendente que faca lega-
Jisaros artigos de despeza que dissocarecem ,
nao admittindo para descargas dos almoxarifcs,
dcspeza alguma que nao esteja na forma dos
regulamentos vigentes.
tem que nao consinta fornecerem-se go
noros por pedidos processados mais dctrinta
lias antes como so pratica mandando aver-
iar as guias os que nao or'io fornecidos e
renovaros pedidos quando passado o prazo ,
subsista a necessidadc dos mcsmos gneros.
Alterar o modo por quo so faz actualmen-
te a escripturaco dos gneros ditos inuteis ,
estatuindo.quo ao entrarem taes gneros para
os armazens sejao examinados lavrando-se
termo; o logo consumidos com as formalida-
des legaes aquellos que os peritos deelararem que
jionhum valor ou serventa tem ; e os outros ,
011 tenho de ser vendidos em hasta publica ,
ta conservados para o servieo da marinha ,
carregadosem receita com seus procos arbitra-
dos pelos mesmos peritos ( ).
Ordenar que daqui em diante nao semen-
t se declarem os precos por extenso quer as
facturas, quer na receita c na dcspeza como
tambem que se evito cuidadosamente a confu-
6ao de escrever s vozesa importancia do gene-
ro outraso preco daunidade; convindo ex-
primir sempre este preco e o nomo da unidado,
tudo por extenso.
Que nos livros de receita e despezaso ac-
crescente a dircita do cada pagina urna colum-
na em que se escrevao por algarismos as impor-
tancias dos gneros, fazendo as sommas e trans-
portes afim de balancear-se a receita com a
dcspeza pelos seus valores.
Que sern embargo desta providencia ,
continuem a escripturar-se os livros-mappas ,
porque servirn approximadamente para veri-
(icacao o esclareciinento nao se dando porm
por justada a conta do cada almoxartfe sern que
a columna das importancias na receita e dcspe-
za respectivas estoja saldada pelo inventario do
xistente.
Que fique ao arbitrio do intendente regu-
Foi um ministro da cora que nos honrou com
urna proposta destas.
O Sr. Vasconcellos da um aparte que nao
ouvimos.
O Sr. H. Cavalcanti: Eu nao quero re-
ferir-me nem a este nem aquello ministerio ,
fallo em geral. Com este meio poderemos ter es-
peranzas de remediar os nossos males. Nao digo
que s com isto o conseguiremos ; mas estou
persuadido que similhante medida muito con-
tribuir para isso. So eu vir que o senado nao
se conforma com estes principios ; se elle se de-
liberar a votar a osmo ( que outra cousa nao )
por quantos crditos o ministerio pede e alm
disso, para mais compromettero estado do paiz,
augmentar consideravelmente os impostos, en-
to do certo nao serei eu que concorra com o
meu voto para esse flagello.
Votaroi pois pelo art. 1. se a medida por
mim proposta for adoptada com as modifica-
ces que o senado em sua sabedoria julgar ne-
cessarias. Seassim fr votaroi polo art. 1.,
nao porque o nobre ministro nao me convenca
pelas suas contas da existencia do dficit, mas
porque, pelo estado do paiz, o pelo estudo que
tenho feito da marcha dos negocios pblicos, es-
tou persuadido que elle existe. lm de que ,
muito me anima a votar pelo pedido do governo,
debaixo da condicao por mim proposta a con-
siderado de que ello proceder a qualquer o-
peracao do crdito com tanta mais vantagem
quanto maiores provas elle der de boa f e de le-
aldade. Est pois no interesse da administrado
e do paiz haver todo o rigor toda a severidado
nos pagamentos que se tem de fazer.
Nada direi sobre os artigos 2., 3.e4.,
porque anda nao esto em discussao. Sobre es-
te que e o quo falla do papel moeda rescr-
vo-me para fallar mais especialmente. A casa sa-
be que eu nao sympathiso com a emissiio do pa-
pcl-mocda, c felizmente vejo a commisso un-
nime neste meu parecer. Estou persuadido que,
se tiver o auxilio de tiio respeitaveis linanceiros,
ossa calamidade nao aflligir o meu paiz. Nao
venhat o israelismo destruir todas as minbas es-
peranras! Massou o primeiro aconfessar que
a posigao difficil que nao muito fcil ati-
nar com o verdadeiro meio. N8o sci mesmo so
a commisso nao d a entender que com esse
crdito se vai dar um bil de ndemnidade. A com-
misso parece que d a entender isto porque
diz que esto crdito tem por objecto supprir ou
antes sanecionar despezas. Esta sanecao de des-
pezas parece que quer dizor approvar despe-
zas nao votadas por lei. Ora cu nao posso
eoncorrercom o meu voto para queso dsimi-
lliante bil. Como hei de eu sanecionar despe-
zas que nao posso sanecionar? Nem se allegucm
as circunstancias que tem occorrido ; melhor se-
ria nao insistir nellas. Alm de que, estou inti-
mamente convencido que esse bil de indemni-
dade nao tem lugar no Brazil porque sao os
ministros responsaveis por lei, c sS a prescrip-
cao que pode desembarazar os cffeitos dessa
responsabilidade.
Eudissc, quando principiei a fallar, que
nao vinha muito preparado para esta discussao ,
e parecer contradicyao dizer eu isto e apre-
sentar documentos. Mas 6 necessario que a casa
sailta que estes papis forao-me entregues hon-
tem na casa e a occasiao mais opportuna que
tive para os apresentar foi esta. Se viesse prepa
rudo, mais alguma cousa teria que-dizer, por-
que eu anda nao ajustei as minlias contas com
o nobre minisro dos negocios estrangeiros
cerca de palavras (mostrando um n. do Jornal)
qucaqui ipparccem no seu discurso publicado
no Jornal do Commercio. Bem entendido eu
preterir] sempre ataques privados ou personali-
dades isto sero sempre preteridas pelo in-
teresse publico as individualidades, lmporta-me
pouco quo o nobro ministro dos negocios estran-
geiros e seu nobre collega da marinha me insul-
tem como o tem feito, 6-me isto indifferente,
com tanto que os negocios pblicos nao soffrao
com estes desvos que posso haver as discus-
ses. Mas, repito tenho contas com o nobre
ministro dos negocios estrangeiros, tenho mes-
mo alguma cousa que dizer cerca da repartico
da marinha para o que espero o nobre minis-
tro na discussao da flxaco de forcas de mar; te-
nho de saldar com elle urna pequea conta, em
consequencia de um discurso queS. Ex. profe-
rio sobre os maioristas; hei de repcllir os epithe-
tos com que elle se dignou honrar-me na cma-
ra dos deputados. Mas nunca ape/.ar de tantos
insultos, preterirci a marcha das discussoes.
()ucro, porm, que saibao que nao serei ingra-
to aos seus favores. E so o que eu digo por ora ;
em occasiao opportuna Ibes darei a devida re-
compensa.
Trata-se agora melhor maneira oue tenho de servir ao meu paiz
6 votar pelo prfmeiro artigo esperando que
Talvez mesmo nao so possa evitar todos tambem se adopte aminha medida auxiliar.
os inconvenientes a este respeito sm esiabele- Depoia regulare! o meu coniporiamot iumu
Jar ou por meio de livros auxiliares ou pela
maneira que julgar conveniente o modo pra-
tico de evitar a conluso dos precos dos gneros
arrecadados; para que nunca succeda laucar-
se em despeza gneros por proco diverso da re-
ceita o que tornara inexequiveis os artigos
antecedentes.
Contadoria geral da marinha 9 de Marco de
1841.Theodoro de Beaurepaire chefede
diviso contador geral. Conforme Manoel
Carneiro de Campa.
Eu nunca pretend obrar sobre estas infor
macos sern ouvir as partes; snpponho que as
mandei ouvir nao o assevero. Tenho muito
pozar do que o nobre ministro da marinha nao
dissesse que providencias se tomrao a respoito
deste exame ; sentirei muito que se faca um
juizo sobre esta materia scm que appareca al-
guma resposta da intendencia. Mas isto pas-
sado ha muito tempo ; aquellos que tinhao de
responder parece qtre deviao ser mais apres-
sados em ofa er.
Quem falla assim, Sr. presidente, escusa di
zer que ha as reparticoes publicas muitoscm-
pregados de qualidade ; mas escuso tambem
lembrar que ha um rilo portuguez muito anti-
go quo diz : a occasiao faz o ladrao. Nao
confiemos tanto na probidade dos homens,
melhor tirar-Ibes as occasioes de abusar.
Nem as nossas finaneas, nem o nosso credi-
o podom melhorar scm que baja em nossas des-
pezas a mais severa economa ; mas nao a o-
conomia deumvintem com um ou outro em-
pregado que podo produzir este resultado. O
que nos desacredita nao sao essas pequeas pen-
sos de que tanto se falla sao bagatollas que
nao avultao. Quando urna casa se acha em em-
barace, a primeira cousa que laz palentear os
seus livros. Se pois o cor,)o legislativo nao to-
mar medidas para quo os livros das reparticoes
sejao patentes para que em todas ellas so faca
um exame, nada conseguiremos. E nao se con-
tunda isto com aquella medida que a conslitui-
cao recommenda por occasiao da morte do mo-
narcha. A medida de que tallo urna medida
adoptada em muitos governos c que ja o foi
no Brazil quando nos tivemos alguma descon-
Ganca sobro a administraco dessa caixa de em-
prestmo de Londres chamada caixa mgica.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do da 17.......... 1:739S296
Descarregdo hoje 18.
Escuna Ariel fazendas farinha e
holaxinha.
Movimento do Porto.
Navios sahidos no dia 16.
Rio de Janeiro ; barca americana Globe, capi-
toNicholas Esling com o resto da carga
que trouco.
Babia e Rio do Janeiro ; brigue sardo Daro,
capitao James Bonsiquorc carga a mesma
que trouce.
Dito no dia 17.
Maranhao; brigue escuna brazilciro Laura ,
capitao Luiz Fcrreira da Silva Santos, carga
diversos gneros.
ieclaracocs.
O arsenal do guerra compra 500 varas de
brim branco bom 200 mantas do laa e 300
esleirs d'Angola; as pessoas que taes gneros
tiveremapresentem-se com a competente amostra
na sala de sua directora nos dias 18 e 19 do
corren te s 10 horas da manhaa.
Continuaco dos devedores da taxa dos es-
cravos do bairro do Recife.
Joanna Maria do Sacramento 68
P. Francisco Jos Tavares da Gama 4$
Caetana Francisca 48
Jos Francisco da Silva 2S
Jones Winne&C.1 4S
Joa Carroll 28
Crabtrce&C. OS
Alexandre Mackay 48
Tobli Freri & C' 48
Maria Severina da Rocha Lins 88
Antonio Jos Coelbo do Rozario 2G8
Maria do Rozario OS
Manoel Filgueira da Silva 48
Joao Pereira de Carvalho 48
Manoel Jos Duarte 38
Joao Manoel de Barros Wanderlei 12)
Margarida Francisca da Silva 68
Joaquim Francisco Duarto 68
Manoel Jos Duarto 68
Joao Stewart 48
Frcderico Hcnrique Loutkens 68
Jos Francisco do Azevcdo Lisboa 4$
Joao Antonio Moreira 48
Kalkmann & Rozenmund 48
Jos Antoirio Pinto 68
Jorge Kenwortb & C.a 78
Joaquim Jos de Miranda Jnior 638
Sebastiio Francisco Xavier 68
Francisco Xavier de Miranda 68
Antonio Francisco Lisboa (>S
Miguel Antonio da Costa o Silva 8
Joao Fox 28
(Continuar-se-ha.)
F. X. Cavalcanti d'Jlbuquerque-
Avisos martimos.
Para Lisboa, vai sabir com a maior bre-
vidade o brigue portuguez Tarujo 1- de pri-
meira marcha ccom as melhorescommodida-
des para passageiros ; quem no mesmo qui/cr
carregar ou ir de passagem pode dirigir-so ao
capitao do mesmo brigue Manoel d'Oliveira La-
nceo ou a Mendos & Oliveira na ra do \ i-
gario n. 21.
Frcta-se para aParabiba, Cear, Araca-
ty ou qualquer oulro (lestes portos o bem ve-
leiro o asss conhecido de boa construc hiato Conceico do Pilar ; ospretendentes di-
rija-se a bordo do mesmo ancorado defronte
do trapiche i Companhia ou na ra dos Co-
elbos em casa de Joaquim Demetrio d'Almeida
Cavalcanti.
=Para o Cear o hiate Flor de Larangei-
ras, sai o mais breve possivel ; quem no mes-
mo quizer carregar dirija-se loja do Sr. Fran-
cisco Joaquim Cardozo a fallar com os (reta-
dores os Srs. Joaquim Teixeira Leito, e Ma-
noel Nuncs de Mello.
Para a Babia o lanchao Tom Jezus dos
Navegantes, mestre Joaquim Francisco da Cos-
ta a sabir com brevidade ; para carga trata-se
com o mesmo mostr a bordo ou com J. Sa-
poriti.
algumas recentemonto despachadas : hojo ter-
ca-feira 18 docorrentos 10 horas da manha.
om ponto no armazem da casa da sua resi-
dencia primeiro andar.
Avisos diversos.
Lela.
O corrector Oliveira far lei lo por conta
i., .t:.
i
cor os gneros usados, e de n torno 9a urna seccio distim rnoxarifado.
formis conveniente.
Vvtua c pul luuu o ii '
plendido sortimentode fazendas inglezas, fian-
cezas.e suissas, as mais proprias deste mercado,
= Precisa-se do 200* rs. a juros pelo tempo
de 6 mezes com hypotheca em urna escrava
de idade do 15 annos: na ra da Santa Cruz
n. 56.
=0 Sr. Antonio JosdcSouza, que exer-
eco o emprego de professor do primeiras letras
em 1839 na cidade de Caxias queira procurar
una carta vinda do Maranhao, em casa de Pai-
va & Manoel no porto das Canoas do Recife.
= Perdeo-se urna carteira verle ja uzada na
noite do dia 13 do corrente as catacumbas da
ordem3.a do Carino na occasiao dse deitar
ocorpodo fallecido Joaquim Ignacio na sepul-
tura contendo a mesma varios papis quo so
podem servir ao dono pois quo o mesmo tem
prevenido tudo a semilhante respeito: a pessoa
que achou querendo restituil-a pode dirigir-
se a ra estreita do Rozario botica de Joao Pe-
reira da Silveira ,' que gratificar.
= Olforece-so um rapaz portuguez para cai-
xoiro de qualquer um engenbo ou outro qual-
quer estabeleciinento foro desta praca ; quem
se quiser utilisar do seu pressimo dirija-se a
ra larga do Rozario no lo andar do sobrado
n. 9.
Deposito de farinha de mandioca na ra
da Cadeia de S. Antonio n. t9, os precos des-
ta semana contino a ser da primeira quali-
dade 2,560, da segunda dita 1,920 da ter-
cera 1,600 reis, cada alqueire o deposito so
conserva aborto desdo as 6 horas da manhaa as
6 da tarde sern recusa do dia.
Precisa-se de um feitor para servieo de en-
genh): dirija-se ao engenbo novo do Cabo*
Quem precisar de urna mulher de bonscos-
tumes para servir de portas a dentro em casa
de homem solteiro, ou de pouca familia, dirija-
so ra do Caldeireiro n. 6.
O Sr. Joao dos Rios Gomos dirija-se ruir
Nova n. 55 a negocio de seu interesse.
, Na ra do Bom Jezus das Crioulas, casa n.
26 existe urna mulher parda de meia idade ,
que pretende ser ama de casa de pouca familia,
a qual cozinba lava, o engoma lizo.
Um rapaz brazileiro que tem pratica do>
officiode chapcleiro se o (Tereco para conccitac
chapeos de toda a qualidade tanto de chile ,
como pretos e tambem toma chapeos em por-
coespara aparelhar, tudo com o maior asscic*
possivel, e por prego muito commodo ; quem
do seu prestimo se quizer utilisar annuncie.
=() abaixo assignado inhibido de poder co-
brar certa quantia, de que Ihe he devedor An-
tonio Pereira Pinto de Faria, porque este ven-
deo o engenbo Gongassari, e comprou outro em
nomeSmentede um filho e genro, deixando
por simhante maneira desbordada urna lilha,
a qual segundo os ollicios de amisade quo
Ihe prestou na sua adversidade nao portou-se,
como tal, massim como mai : o constandolhe
quo urna pessoa bypotbecra una casa terrea
sita na ra do S. Jos pertencenle ao mesmo
Antonio Pereira Pinto de Faria a qual dizem
haver sido embargada roga encarecidamente a
dita pessoa o obzequio de informar-lhe cerca
do destino que se deo dita casa se todava
est hvpothecada, ou embargada. Jos Ma-
ria de Carvalho.
Aluga-se urna prela para todo o servieo do
una casa assim como tambem so aluga pre-
tos para qualquer trabalho j^na ra larga do
lo/ario no segundo andar da casa n. 36.
= Precsa-se de um prcto forro ou captivo,
que saiba trabalbar bem em padaria ; no atier-
ro dos Affogados padaria n. 37 ; na mesma da-
se pao de vendajem a prelos e moloques.
No Diario de lioiitcm se annunciou, quem
|uizer um rapaz portuguez de 18 annos de ida
Je para caixcro nesta praca, ou fora d'ella; sen-
do quo ainda queira pude dirigir-so ra da
Cadeia do Recite n. 19, para se tratar do a-
j ust.
A pessoa que por engao tirou urna carta
do correio vinda do Sul para Manoel Antonio
da Silva Alcntara queira annunciar para ser
procurada.
Quem precisar de roupa lavada c engo-
mada com asseio annuncie por esta (olba para
ser procurado.
Precisa-se de ama mulher parda, de meia
dado edesempedida para ir para Santo An-
tao servir de ama de urna casa capaz ; quem es-
tiver nestas circunstancias dirija-se a Fora de
Portas na ra do Pilar sobrado n. 137.
Jos Romo de Freitas, mestre alfaiate.
faz selente ao publico e a todos os seus fregue-
zes, que unid >u a sua residencia para o pri-
meiro andar do sobrado da ra do Rozario, aon-
de mora 0 Sr. Seraflm Jos d'Oliveira e ah
promete servir com peneicaoe asseio a todas as
pessoas. que sequizerem utilisardeseopre
Un".


A
4
V
- Muito se tem fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de Broussais e do outros
muitosmil dilerentes; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evacumantes, que
ninguem pode negar serem nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a dificuldade de fazer observar aos ou do-
tes a dieta necessariae rigoroza que pede a
Homeopatliica e pratica regular zc. Somos
geralmento acostumados a comer muito mais
do que he necessario para o nosso sustento ; o
resultado he flatos, indigestoes e inflamar
c5es nos ligados, &c. Para remover impedi-
estes incommdos, nada he mais prompto, que
um purgante saudavel, que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as diflerentes sec-
crecoes.
.O publico achara has Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu effeito ,
eetn dores e incommodo algum nao he ne-
essario dieta alguma o pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo da em que se tomar.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
gente Joo Keller ra da Cruz do Recite n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joo Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C.a, e atterro da Boa-vista, na deSal-
les & Chaves.
= Continua-se a tirar passaportes para fora e
dentro do Imperio, edespacho-se escravos, tu-
po com brevidade ; trata-se no Atterro da Boa-
vista loja n. 41, ou 48, com Antonio da Sil-
va Gui maraes.
Aluga-se o primeiro andar deum sobra-
do com bastantes commodos na ra do Cres-
po n. 10; a tratar na loja da viuva Cunha Gui-
jnares, ou no 3.4 andar do mesmo.
= B. Vicente Lasterrc embarca para o Rio
o moleque Jaco que comprou ao Sr. Vicente
Jos de lrito.
= Deseja-se saber nesta Provincia se exis-
te a senbora D. Anna Joaquina Ferreira dos
Santos, niri do Tenente Joo Chrisostomo
Ferreira dos Santos, cuja senhora julga-se ser
viuva de um homem que foi administrador da
Alfandega desta Cidade isto a negocio de seu
interesse.
= O abaixo assignado faz sciente ao Sr. ar-
rematante do imposto do capim de planta ,
que deixou de vender capim desde o ultimo de
Junho deste anno no seu sitio da ra dos Pi-
res que volta para o corredor do Bispo.
Antonio de Oliveira Lima.
r= Antonio Francisco da Costa Braga, que
veio do Rio Grande e chegado a esta provincia
no da 6 do corrente retira-se para Portugal
a tractar de sua saude.
Quem precisar de urna muSher de boa
onducta para ama de urna casa dirija-se a
ra de S. Francisco por baixo do sobrado do
Sr. Joo Machado.
= .Francisco Xavier das Chagas faz scien-
te ao respeitavel publico que nao deve a pes-
soa alguma, mas quom se julgar seu credor
quoira apresentar suas contas no praso de 8.
dias.
Est para se alugar a casa terrea n. 104
da ra das 5 Pontas ; quem a pretender di-
rija-se a travessa da Madre de Dos, armazem
de couros do Arantes, n. 8.
O Sr. quo da Soiedade Terpsichore le-
vou um chapeo de sol trocado, tenba a bon-
dade de o mandar destrocar na ra do Amo-
rirn n. 36.
Joo Antonio Baptista Muniz retira-se
para urna das provincias do Imperio a nego-
cio de interesse ; quem com o mesmo tiver ne-
gocio os podera liquidar oestes oito dias.
Na padaria do patio da S. Cruz n. 6, de-
fronte da igreja precisa-se de um forneiro ,
que se ja perito.
O Sr. Antonio JosMarques queira an-
nunciar a sua morada para negocio de seu in-
teresse.
= Precisa-sc de um feitor intelligente de
torta e jardim ; na ruado Cabug n. 16.
Querr. precisar dcuo caixeiro para cn-
genho, que tem bastante pratica, ou outra qual-
quer arrumaeo pois d fiador a sua condu-
cta dirija-se a ra Augusta n. ^6.
No segundo anclar da casa, em que mora
o Sr. Dr. Alcanforado precisa-sede um bom
cozinheiro livre e que queira ir para a cidade
do Maranhao ; quem se quizer engajar pode
comparecer no dito andar.
Aluga-se a casa terrea da ra da Con-
oecSo n. 20 com duas salas 2 quartos co-
zinha fora quintal murado e cacimba; na pra-
ca da Boa-\ista botica n. 6.
Quem precisar de urna ama-de leite para
criar, annuncie.
Quem qui/.er conlractar com a Compa-
nhia Fnio os latos das rezes que matar ; ap-
pareca noCoclho em casa de Anacleto Jos de
Mendonca.
Quem precisar de um moco Portuguez
de 18 annos, para caixeiro de venda ou ou-
tra qualquer occupatfSo dirija-se a ra de S.
Rita, n. 93.
= Na ra da Gloria n. 88 tomo-se meni-
nos para se ensinar oflicio dando-seo susten-
to e de vestir necessario.
= A praca annunciada para odia 14 da bo-
tica e armaco por oxecucao de Caetano
Pinto de Veras, contra Francisco Jos do Sa-
cramento nao teve lugar em razao da chuva ;
os licitantes comparecao nodia21 do corrente
as 4 horas da tarde na ra Nova na porta do
Sr. Dr. Juiz doCivel da primeira vara.
Aluga-se urna casa no Coelho na ra do
Jasmim com commodos para urna pequea
familia, com duas salas 2 quartos, coznha,
quintal e cacimba ; no mesmo lugar, ra dos
Prazeres n. 10.
=s Aluga-se um escravo padeiro, que en-
tende bem de padaria ; na ra das Trincheiras
n. 46 primeiro andar.
= Ensina-se com perfeico primeiras let-
tras, grammalica portugueza arithmetica ,
latim francez e geometra ; na ra da S.
Cruz na Boa-vista n. 74; promette-se grande
adiantamento aos alumnos muito principal-
mente aos de primeiras Icttrcrs, ensinando-se-
Ihes as regras geraes de orthografia trabalho
este de que se escualo quasi todos os professo-
res, pela dificuldade, ou variedade do suas
regras resultando disso, que dados por prom
ptos os discpulos nao sabem por urna lottra
em seu lugar.
= Qualquer pessoa a quem for oferecid
urna cscrava de nome Quinliliana ou poral-
cunha Qnintina, cuja escrava foi doada a abai-
xo assignada por sua madrinha como consta
do papel de compra e bilbete de cisa a qual
escrava foi doada com acondicao de seu marido
Henrique de Araujo Jordo a nao poder ven-
der nem alienar a qual foi pegada no da 16
de .1 iilln pelo mesmo para a ir vender para
algum dos engenhos do norte, desconfia-se que
fosse para Paulsta por issose previne a qual-
quer pessoa a quem for offerecida dita cscrava a
nao compre; pois que elle direito nenhum tem
nella e protesta r havel-a aonde estiver e se
promette alvissaras a quem dellader noticia ou
a pegar e pode levar a sua senhora, que mo-
ra na ra do Rangel n. 42.
Joaquina Francelina Vilella.
Precisa-se fallar as Senboras Florinda
Maria Anna Joaquina Macicl Monteiro ,
Joaquina JacinthadeS. Anna eaosSrs. Sal-
vador de Souza Braga e Francisco Goncalvcs
Bastos, quiro annunciar as suas moradas para
se Ihes fallar a negocio de interesse.
= O professor adjuncto da cadeira de L-
gica do Lyco desta Cidade propoe-se a en-
sinar particularmente essa faculdade ; as pes-
sors que se quizerem utilisar de seu prestimo ,
dirijao-se a casa .de sua residencia na ra do
Queimado n. 14-
Troca-se a moradia de um primoiro an-
dar de um sobrado na ra do Livramento n. 23,
com commodos para urna grande familia o
seu aluguelhedel4000rs. mensaes, por urna
casa terrea, ou sobrado de menor preco; a
tractar no mesmo.
Compras.
= Compra-se um diamante de cortar vidro,
queseja bom ; na ra do Livramento loja de
funilciro n. 34 ou annuncie.
Compra-se um coche para garapa para 2
cavallos novo, ou usado com tanto que seja
sao ; nos Remedios no sitio dos Arcos, ou an -
nuncie.
Compro-se 4 ou 6 jarros de louca pa-
ra craveiros; na ra da Cadeia do Recife n. 19.
Compra-se urna armaco com balco
para venda ainda mesmo usado preferindo-
se ser de louro ou de amarello; quem tiver an-
nuncie.
== Compra-se urna escravo que seja mo-
ro i> sum v ii'in n.t na TVnvn n SI
Vendas
__.- 4-.*. f /%nr>tf\r n K r*K#rt_
lia lila \a\j* -r ^--w- ... x, vw***
vuuiv
por
sedulas.
Vende-se a Confisso do Marujo por
doze vintens ; na praca da Indepcndenci loja
de livros ns. 6 e 8.
Vendem-se dous hicudos e dous canarios
do imperio, e mais alguns passaros; no patio
de S. Pedro n. 20.
Vende-se urna cscrava de naco de 25
annos engomma cozinha, he boa quitan-
deira e sabe fazer doces; na ra do Rangel
n. 5 logo ao entrar da pracinba na mesma
casa precisa-sc de urna ama de leite captiva.
== A endem-se os^noveis earranjos de urna
casa ou por junto ou separadamente, muito
em conta pois que a familia retira-se para
fora : na ra da Florentina que vai ter a pa-
se engomma e tracta.de criancas; no atterro
da Boa-vista sobrado pintado de amarello ,
defronte da Matriz no torceiro andar.
= Vende-se urna escrava de naco de 15
annos, engomma laya, e tem principios de
cozinha ; na ra Augusta n. 1 segundo andar.
Vendem-se dous 'stravos de meia idade,
sendo um bom trahalbador de enchada e ou-
tro de servico de engenho ; no heco do Adi-
que n. 8.
= Vendem-se couros de cabra de superior
qualidade por preco commodo ; na ra da
Cruz n. 51.
Vende-se urna venda na ra Imperial
do atterro ao p do Sr. Silvestre com os fun-
dos que convier ao comprador; e um moleque
do 10 annos; na ra da S. Cruz n. 28.
Vende-se urna cscrava de Angola de
25 annos, lava cozinha e vende na ra ; na
ra de Agoas verdes n. 1.
Vende-se um negro Angico ainda um
tanto bucal, moco o bom servente de pe-
dreiro : na ra Nova loja de ferragens n. 20.
Vende-se urna porca de garrafas pe-
quenas que forao de serveja ; na ra Nova
SM
O.
Vendem-se pannos de casimira para me-
sas grandes e pequeas, tapetes para sala pan-
nos e casimiras de diver-is cores e precos, cha-
peos de sol francezes de muito bom gosto e de
superior qualidade : na ra do Queimado loja
o. 11 de A. 'L. G. Vianna.
Veqdn-se 12 cadeiras de Jacaranda a
moderna e com pouco uso ; defronte do Car-
rno na primeira travessa heco que foi do Sa-
rapatel n. 12.
Vendem-se bichas superiores, chegadas
prximamente e tamben vo-se applicar ,
pagando-se s as que.pegar tambem se alu-
go por preco mais commodo do quo em outra
qualquer parte ; na ra Direita n. 135.
Vende-se urna negra de naco de 30
annos com urna cria de pouca idade : na ra
da Gloria sobrado n. 88.
Vendem-se muito bom vinhoda Figuei-
ra e de PllR espirito de vinho agurden-
te de cana, e erva doce, barricas de bblxi-
nha ingleza de 8 libras licores de todas as
qualidades por muito commodo preco, tanto
a retalho com em porco ; na ra da Gloria ,
venda n. 88.
= Vendem-se caixas de chapeos de todas
as qualidades e tamanhos por muito commodo"]
preco ; assim como se lazem de feitio para al-
guma fabrica com muita promptido ; c tam-
bem se concertao chapeos; na ra da Gloria
loja do sobrado n. 88.
= Vendem-se queijos novos a 1200 cha
isson de primeira sorte a 2200 chouricas a
400 rs, batatas a 80 rs. castanhas pilladas a
100 rs. pacas a 200 rs. milho alpista a 320
o quarteiro painco a 240 : na ra do Ara-
go, esquina que volta para a S. Cruz venda
n. 43.
Veride-seum terreno no lugar da Magda-
lena, entre as duas pontes, com 105 palmos
de frente o 300 de fundo, cujo fundo li-
mita com a camboa que segu para o Man-
guinho ; duas canoas de lote, urna de 1300
lijlos e outra de 600 : na ra do Queimado
n. 57.
Vende-se urna travo de 50 palmos, de
muito boa qualidade de sapucaia de pilo ; na
ra do Trapiche defronte do caes da Lingoeta
n. 30 a fallar com Jos Carvalho da Costa.
Vendem-se veludos de cores lavradas ,
com principio de mofo a 2000 rs. o covado ; na
ra do Queimado, loja de Guilhermo Sette ,
n. 25.
Vendem-se 3 cscravas mocas cozinho,
engommo e lavo ; duas mulatas, urna de
30 annos boa para tomar conta de urna caas ,
cozinha, engomma, e lava; dous moleques
de 10a 12annos; um preto de meia idade,
por 2508 rs. bom para o servico de campo ,
por a isto estar acostumado na ra de Agoas
verdes n. 44.
Vendem-se urna escrava engomma e
C02i)ba com um !> <'v ') cirineo ; .urna dita
com as mesmas habilidades ; urna dita boa bo-
ceteira de azenda ; um preto robusto he ca-
noeiro ; urna cadeirinha de bracos com muito
pouco uso ; e umcavallo com andares ; na ra
do Fogo ao p po lio/ario n. 8
Vende-se urna barcaca nova do primeira
vhgem para este porto vinda do Giqui da
Praia aonde foi feita, construida de boas ma-
deiras e com todos os seus pertences adia-
se fundiada no forte do malos confronte a pren-
<;a do Sr. Mendonca pega de 26 a 30 caixas;
ou troca-se por urna morada do casa, que*valha
dous contos e tanto ou por prelos no seu jus-
to valor e tambem vende-se a praso com boas
filmas; iki ra da Cadeia velha loja do Joa-
quim Ribciro Pontos n. 54.
=Vende-se no armazem de comeslives jun-
to a fabrica de chapeos de sol na ra do Pas-
cn'.r. nnklion a.l.mo- Al MMM..VW ~~.u.ll\,0 ^ %AV MVWgUV J <"' n"UUfl
Lisboa engarrafado a 200 rs. voltando o casco
c todas as mais qualidades de comidas e bebi-
das ; no mesmo precisa-se de um menino por-
tuguez de 12 a 14 annos, destes chegados l-
timamente.
Vende-se um quartao alazo bem pos-
sante e muito em conta : as 5 pontas n. 71.
Vendem-se 8 mos travessas a 1000 rs.
cada urna e 10 caibros a 200 rs. cada um e
duas imagens com redomas de vidro por 4000?
na ra Bella da Florentina n. 38.
Vendem-se travs de varios tamanhos e
comprimentos, freixaes caibros telhas, ti-
jolos de ladrilho tapamento, e alvenaria, cal
prcta e branca a 1600 medida velha e urna
canoa grande bem construida de conduzir
agoa por preco commodo; na ra de Apol-
lo n. 32.
Vende-se urna mulata de 20 annos, mui-
to clara e ptima para mucamba por ser reco-
Ihida engomma e cose ; urna escrava de na-
co de 22 annos engomma, cozinha, aco-
se ; na ra Direita n. 3.
Vende-se urna canoa de amarello propria
para abrir com 40 pajinos de comprido ; na
ra da Praia do Caldereiro n. 6 e a tractar no
beco do Peixe frito boje travessa do Queimado
n. 3 com Manoel Firmino Ferreira.
= Vendem-se barricas com farinha de tri-
go de Marseille por preco commodo ; no ar-
mazem de Dias Ferreira & Companhia de-
fronte da escadinba da Alfandega n. 3.
. Vende-se urna chapa de ferro para fogo;
na ra do Pillar n. 91.
= Vende-se urna vende na ra do Vigario
n. 22 com fundo de 1:000> rs. com gran-
de armazem proprio para recolhor pipas, ou
commodos para familia : na ra da Cadeia do
Recife n. 49.
= No deposito de assucar] refinado esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica
fo polo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em peg
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
a 120, rs.
s= Vendem-se para saldar contas e por mui-
to barato preco cadeiras bancas e solas de Ja-
caranda e oleo camas de Jacaranda e angi-
co e de amareflo commodasde Jacaranda e
amarello ricas cadeiras de balanco com as-
sento de palhinha guardas louca roupa e
livros, bancas redondas e quadradas para meio
de sala marquezas de amarello carteiras do
urna s face, relogios para cima de mesa, ban-
dejas cadeiras r para pianos ditas para me-
ninas de escola tocadores, c mesas de jantar
e muitos majs trastes tudo de superior qualida-
de ; na ra da Cruz, armazem de trastes n. 63.
= Vende-seo sitio denominado engenboca
no lugar de Remedio com'casa de vivenda as-
sobradada senzala para pretos, tudo de pe-
dra e cal com diversas fruteiras como man-
gueras e coqueiros, tem um viveiro de bom
tamanho terreno para se fazer outra baixa pa-
ra capim, pasto para 16 vaccas, barro para
toda qualidade de obra deolaria com grande
vantagem de ter bem prximo a casa de vivenda
porto de embarque vende-se metade a vista e
metade a pagamento; a tractar no mesmo sitio.
== Vendem-se pentes de marrafa corn den-
tcs abortos ; e esteiras largas da India em pe-
cas ; em casa de L. G. Ferreira & Companhia.
Vende-se urna porco de duzias de mar-
roquins de todas as cores e de boa qualida-
de chegados ltimamente por preco commo-
do : na ra do Crespo n. 12, loja de Jos Joa-
quim da Silva Maia.
Escravos fgidos.
= Vende-so urna escrava cabra, moca, co- ltimamente presuntos de fiambre vinho do
No dia 2 para 3 do corrento fugiro dous
escravos um de nome Joo de naco Angola ,
de 50 o tantos annos muito dado a bebida ;
e ooutro dn nnme Joaquim tambem de An-
gola baixo de 30 annos olhos apitornba-
dos, e o signal mais visivel que tem he ler urna
porco de cabello branco na cab ca ; quem os
pegar leve a Manoel Firmino Ferreira no beco
do Peixe frito boje travessa do Queimado n. 3,
quesera gratificado.
= Fugio dous mezes a escrava Josefa ,
crioula comprada ao Snr. Fonceca a qual
tem os signaes seguintes : secca do corpo pus
pequeos c as costas abaixo do talho do
vestido urnas costurasen)'dadas quo parc-
cem ter sido surra tem mais nu beico supe-
rior um talho peqneno he muito regrista ;
foi do Pao d'Alho d'onde veio para ser vendida;
suppfle-se que se nao foi furtada andar em
conta do forra ; quem a pegar leve a ra do
Queimado n. 14, que ser recompensado.
Rbcifk: naTvp. deM. F. deFaria.=183


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EFWGZBQEO_52RSKA INGEST_TIME 2013-04-13T03:27:19Z PACKAGE AA00011611_05006
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES