Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05005


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Full Text
Anuo de 1843. Segunda Feira 17
Todo agora depende de nos meamos; di nos* prudencia, moderaco, e enerrta- con-
tinuemos como principiamos, e seremos apontados com admiraciio entre as Naqree' ms
eu"M- ( Proclaraagao da Assembleia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna, e Parabyba, segundas e sextas fciras. Rio Grande do Norle, quintas fcjras
Bonito* Garanhuns, k M e 24. "
Cabo, Serinliaem, Rio Formoso, Porto Cairo, Maceio, e Alagoas no 1 11 e 21
Jio.i-vista e Flores 13 e 28. Sa-ito Ani.io. quintas feiraa Olinda todos os'das
DAS da SEMANA.
47 Seg. s, Aleixo. Mm Aur\. do J de D. da 2. t.
S Terg. s. Marinha V.' M. Bel. Aad. do J. de D. da 3. Y.
49 Quarl. s. Vicente de F.'ttU Aud do J. de D. da 1. t.
5 Qoiat. s Jernimo l'.miliano Aud. do J. de D. da 3. Ti
51 Sex. s. Prxedes V ir([- And; io j# 9 D. j, 2> T_
32 Sab. s. Mara M ,sdalena. Re. Aad. do J. de D. de 1 T.
23 Dom.s. Apoll'.nario B M
de J ni fio
Anno XIX. N. UUt,
O Diario publica-se todos os das que nio forem SjntinVailos: o pr.;i> da aesignalara hm
de tres mil rel por quartel pago* achantados Os annunnio* dos aaaignantes sao inserido_
gratis eos dos que n io forem i ras.io de > res por linht. As rei'lamaijoes derem serdm^
gidas a esta Tip ra d Crures N. 3',, ou arfaaja da Independencia loja de lirros N. 6e$
compra
1,400
16.10J
.CambiosNo dia l de Julho.
CaoxbiUobre^Londrti 26 *. Ooio-Moeda de 0,400 V.
Pan ,ty reja por franco,
Lieboa lll) por 10 de premio.
Mceda de cobis) 2 por cento.
lea de letras de boas firmas 1 { a {.
N.
de 4,000
PATA-Paiaccs
Petos Culuan arte
t ditos Mexicanos
PIIASES DA LA IVO MEZ DE JLilO.
9,000
1,900
1,900
1,900
venda.
16,600
16,400
9,2 OJ
1,920
1,9 JO
1,920
Loa Cheia i 11, ii 2 horase 16 m. da tarde. I La ora 27, as 3 hwaa e 23 m. da m:
Quart.ming. 19, de 11 doria e 22 m. da m | (uart. creao. 4, a4burasc 43. da tarde,
P reamar de lioje.
a 8 horas e 30 a. da manbaa, | 2. a 8 horas a 54 m. da tarda.
OFFICIAL.
iMMB
Goverrio da Provincia.
EXP'DiENTE DO 7 DO CORRENTE.
OUlcio --Ao commandante das armas, orde-
nando a vista de informaco sua que mande
desliga r do batalho destacado o guarda nacio-
nal Antonio Domingos Peroira, fllho do Isabel
Mafia de Lima.
Dito Ao agente da companhia das barcas do
Vapor, autorisando-o a fazer seguir para os por-
tos do norte depois de fiado o praso do estilo
o vapor Imperador, que participa haver chega-
do hontcm (6) da corto do Rio do Janeiro.
Dito Ao director do arsenal de guerra di^
zendo, que pode comprar para as officijwrsido
erreiros, serralheiios. e espingardeiros daqel-
le arsenal 4 quintaos de ferro da Succln, 4 ditos
sa, 2 ditos do finas, e 6 (limas de limas sur-
tidas, dem do nIA 8.
Portara Domittindo do lugar de promotor
publico do termo do Bonito ao bacharel Francis-
co Jos de Modeiros.Participou-se ao dimitti-
presidente interino da relaco, a cmara muni-
cipal do Bonito, eao respectivo juiz de direito
do crime.
DitaDemittindo o bacharel Antonio Hercu-
lanodo Sousa Bandeira do lugar de promotor
dos termos de Olinda e Iguarass por ter
elle continuado accumular acadeira de proles-
sordo lgica do collegio das artes que he in-
compativel com o bom dosempenho das obriga-
coes inherentes ao dito lugar.Communicou-se
ao demittido, cmara municipal de Olinda, e
de Iguarass ao inspector da thesouraria da
fasenda, ao presidente interino da relacao, e
.aos juises do direito do crime desta comarca.
DitaDemittindo o bacharel Ilerculano Gon-
calvesda Rocha do lugar de delegado do termo
do Bonito.Participou-sc aochefe de polica.
Ofllcio Ao director interino do curso jur-
dico do Olinda, scientificando-o de haver con-
cedido um mez de licenca com os respectivos
-vencimentos ao professor substituto da cadeira
de lalim do collegio das artes, Pedro Bizerra Pe-
reira de Araujo Beltrao.Communicou-se ao
inspector da thesouraria da azenda.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da, approvando a avaliacao das etapes e for-
ragens para a tropa de primeira linha no se-
mestre do 1 de julho 31 de desembro deste
anno que acompanhou o seu officio de 27 do
mez findo: e ordenando -que a monde por em
execuco.OTiciou-se respeito ao coimnan-
datite das armas.
Dito Do secretatrio da provincia Manoel
Vicente Goncalvcs Ayres, intelligenciando-o de
baver-lhe sido concedida por S. M. 0 Impera-
dor a serventa vitalicia do ofilcio de tabelliao
do judicial, o notas, e escriva de orfos da co-
marca de Flores; e do que deve mandar sollioi-
tar o seu titulo na secretaria de estado dos ne-
gocios da justica.
dem do da. 10.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
UmrpacGo do nosso territorio pelos Ingleses.
Tratava-se no senado, na sessao do 3 do cor-
rento da segunda discussao da reposta falla
do throno e o Sr. Vasconcellos proferio n'es-
sa occasiao um dos melhorcs discursos que tem
cortamente apparecido no parlamento hrasiloi-
ro. Serrio-lhe de thema urna das notas do Se-
nhor Aureliano mandadas publicar ltimamen-
te no Jornal do Commercio..... Tomos pra-
zer de transcrever tanibein em seguida o dis-
curso do Sr. Honorio para fazer certo aos Bra-
sileros que ja temos um ministro que sabe pu-
nir pelos nossos intnresses o pela honra c digni-
dade nacional. Ahi vai :
Discurso do Sr. Vasconcellos. Questao com a
Inglaterra sobre os nossos limites ao norle do
Imperio ; comportamento do Sr. Aureliano
de Soiisa c Oliveira Coulinho, ex-ministro dos
negocios estrangeiros; usurpacoes e rasto pla-
no da Inglaterra ; Congresso Americano.
Discurso do Sr. Honorio Hermelo Carnciro
Ledp,cntdo ministro dos negocios estrangeiros;
exploracoes inglezas; intuito visirel de por um
p no Amazonas; o nobre ministro nao reco-
nheceria a neutralidade do terreno ora con-
testado nem qualquer direito da Inglaterra ,
ndo adoptara o meio empregado pelo seo an-
tecessor; Congresso Americano.
O Sr. Vasconcellos: Sr. Presidente! Pre-
tendo fazer mui succintas observacoes sobre o
2. da resposta falla do throno. De primeiro
importa observar que os membros da commis-
siiosao unnimes na idea de que a paz urna
daspjimciras necessidades do Brasil, e na ma-
n festaco dos seus votos para que ella se con-
serve inalteravcl : ha porm divergencia s na
redaccao como se convenco combinando-se o
paragrapho da maioria da commissao com o do
voto separado.
Eis o paragrapho da maioria : O sonado
applaude a sabedoria corn queV. M. I. conti-
na a manter relaces pacificas e amigaveis com
as naedes cslrangeiras, c espera que mediante
a mesma poltica nada soTrcr o Brasil dos
graves acontecimentos, que agitao algumas re-
publicas vi/inhas. Seogoverno imperial res-
peita religiosamente osdreitos internaconaes ,
se nao poupa esforgos para conservaco da paz ,
o^senado est convencido de que elle nao tran-
sigir jamis com a honra e dignidade naci-
onal.
E sem duvida o mesmo que o paragrapho do
voto separado concebido n'estes termos : O
senado applaude a sabedoria com que V. M. I.
contina a manter relaces pacificas e amigaveis
com as nacoesestrangeiras ; porque Senhor ,
nosso vital interesse conservar a paz externa ,
e o senado acredita que com o respeito inviola-
Portana-Nomeando o bacharel Francisco Jo- ve| dos direitos dos outros povos, sustentado

s de Medelros para promotor publico dos ter-
mos de Olinda, e Iguarass.Participou-se s
respectivas cmaras municipaes, ao inspector
da thesouraria da fasenda ao presidente inte-
rino da relaco aos dous juizes de direito do
crifie des la coTiarcti, o u Horneado, dotermi-
nando-se-lhc, que viesse entrar logo em exer-
cicio.
DitaNomeando para Delegado do termo
do Bonito ao cidado Joo Barboza Maciel, pro-
i posto pelo chefe de polica Ordenou-se
respectiva cmara municipal que deferisse ao
oomeado o juramento do estilo ; e communi-
cou-se ao chefe de polica.
OllicioAo Commandante das Armas re-
metiendo copia do decreto de 8 do mez ultimo ,
i pelo qual ?ua Magestade o Imperador houve
por bem perdoar o crime de desercao Ivo An-
tonio do Rozacio soldado da companhia de
cavallara desta provincia.
DitoAo Presidente interino da Relacao ,
Iscientificando-o do ter S. M. o Imperador con-
jeedido tres mezes de licenca sem ordenado ao
|l)csembargador da Relaco d'esta provincia
|l'"rancisco de Paula Cerniioira I.oitp.
pela opinio de que saliremos defender os nos-
sos nenhuma alteraco haver as mesmas re-
laces, e o Brasil nada ter do sofrer das per-
turbaces que agitao algumas das repblicas vi-
zinbas.
Todos os membros da Commissao querem a
paz ; mas bem que ora falle em meo nome ,
todos querem urna paz compativel com a sobe-
rana nacional, urna paz honrosa : nao duvido
asscveral-o.
Como me parece quoa marcha do nosso go-
verno nao tem sido semprc de accordo com este
sentimento brasileiro, reserve-me fazer alguns
reparos sobre a nota do ex-ministro dos nego-
cios estrangeiros o Sr. Senador Aureliano ,
que foi publicada no Jornal do Commercio de
9de maio docorrente anno datada de 8 de
Janeiro do 182 ; que me parece nao teria sido
publicada a nao ser authentica e a nao ter
o mime actual ministro annuido i sua publica-
cao. Rcservei-nie este direito, quando ora-
dores esclarecidos de qualquer das duas cantaras
o nao exercessem porque o silencio em ma-
fpi*lQ #"/ '*! /> n^n A i'n >orfA nnor\vrsrr\ r
>" n* ** *- '" ***-..: -w^vavs.'v
que n3o pouco deseemos da dignidad^ do naio
soberana n'essa contestacao que tivemos com a
Inglaterra sobro nosos limites ao norte do Im-
perio eque tevo em resultado dosistirmos do
nossa posse, fundada om ttulos incontestaveis.
Os limites do Imperio ao norte nos pon-
tos ora contestados pola Inglaterra foro som-
pre pela serra do Pacarama que ica entro os
ros Orenoco e Amazonas, pertencendo ao Bra-
sil quanto verte para este rio c Hespanha
as verlentcs para o Orenoco ; tendo-se, em vir-
tude dos tratados do 1730 e 1777 demarcado
estes limites, tirando-se urna linha recta em
rumo de leste da barra do Rupunery no lsse-
quibo ao rio Correntino, e da mesma barra en-
derecando-se ao norte quanto fosso possivel pe-
lo Sepunary, onde, ainda em 18W, foi adia-
do um marco d'cssa demarcaoao feita em 1783.
listes limites nunca nos forao contestados; al-
gumas incursoes forao fcilns em nosso territo-
rio ; os mesmos Hollandezes subindo pelo
Essequibo vinho fazer depredaces as fa-
zendas brasilciras e aldeas de Indios o que fez
necessario levanlar-se o forte de S. Joaquim ,
no Rio Branco por ordem do Mrquez de
Pombal, de 17S2 ; mas nunca o estrangeiro
penelrou all com o intuito do se apoderar do
territorio como pertencentc diversa soberana.
Nossa posso pois, nunca foi disputada e o
que maravilha que quas todos os geographos
antigos e modernos sempre nos dssem os mes-
mos limites. Ouco que dous ou tres talvez a
sold da Inglaterra tem n'esfes ltimos tem-
pot alterado os mencionados limites ; mas que
poderio estes dous ou tres contra os tratados
celebrados entre nacoes confinantes contra urna
posse antiquissma nunca contestada contra a
torrente dos mais esclarecidos geographos e via-
jantes em cujo numero entra o mesmo Hurn-
holdt, que, com manifest equivocaco a
Inglaterra cita em seo favor?.'.. S ao governo
inglez eslava reservado vir perante o mundo
civilisado atravessar nossos limites disputar
nossa posse ou esbulhatnos d'ella sem pre-
vio exame com audiencia do imperio, como a
razao e o direito das gentes o aconselhavao.
Sem menor escrpulo como se indubitavel-
mente Ihe pertencesse mandou o governo in-
gle/, um missionario mclbodista pregar em 1838
a Rcligiao Christa na aldea do Pirara, junto
ao lago Amac transpondo assim a referida
serra do Pacaraima e o rio Bupunery ; e por-
quanto esse missionario se esmerasse em cor-
romper o coraco dos indgenas, eemindis-
pol-os contra os Brasileiros, a quem elle attri-
buia o intento de os reduzir cscravidao e
malar de miseria e fome for^a foi expulsal-o
do territorio brasileiro. Mas, eml840, um
engenheiro ingle/. Schomhurgk, com um Com-
missario de Polica de Demorara e forca arma-
da aggredirao o nosso territorio passando o en-
genheiro a demarcar a colonia de Dcmerara as
cabeceirasdo rio Correntino serra do Araca-
hy e pelos altos d'essa serra que vertem para o
Essequibo, descendo depois em direccao as ca-
beceiras do Tacut e por este at barra do
Mahi, e desta ao Coting que mistura suas
nrrtine com U!H 'JoS CCfiiUCntCS do OrCROCO ju
na sua foz. Assim deo a Inglaterra sua Guy-
ana, a mais pequea que possuem as nacoes eu-
ropeas na America urna extencao de 76 000
milhasquadradas quando realmente nunca o
seo territorio comprebendeo mais d 12,300
millias quodradas !
O governo brasileiro expz com toda a clare-
za e evidencia o seo direito a todo o terreno ao
sul das trras que ficao entro o Orenoco e o A-
mazonas, como fra fixada em tratados, e em
virtude d'elles demarcado ; mostiou com docu-
mentos irrefragaveis que semprc se conservou
na sua posse sem a mnima contestacao da Hes-
panha com quem confinara e citou as opi-
niocs dos geographos e viajantes que sempre re-
conhecerao esses limites do imperio concluin-
do que era manifesta usurpaco a entrada que
logares
com as iniciaos R,
no Tacut o outros
V. Bex Victoria.
Procurou tainbem o nosso governo convencer
an inglez de que nenhum direito tiha ao ter-
ritorio invadido ; porquanto tendo-lho sido
cedida pela Hollanda emlSl-, a sua Guya-
na nao podia ella conferir-lhe mais direitos
do que possuia: que a Inglaterra tanto reconho-
cra sempre estes limites que, tendo de vir
ao Rio Branco, em 1811. urna commissao com-
posta de tres militares de Demerara pedirao
liconca quando chegaro margem esquerda
acabavao de fa/er os Inglezes no territorio
W IjUl
,i_--------- a*.
i,,, .".i i d3 a utuiun"
ITluO ll.l-M I .11 .1
presentantes da nacao. Eslou convencido de I bandeira ingleza no Acardiy o linear marcos
S"
do Rupunery, ao governador de S. Joaquim |a-
ra o atravessarem e penctrarem o territorio
sua direita. A convieco de que a Inglatorra
nao (inha direito ao territorio em questao se fez
ainda mais evidente quando expulso da mis-
so do Pirara o missionario methodista no-
nliuma reclamacao nenhum protesto fez o go-
vernador de Demerara quando esto mesmo
governador se abstem de entrar na discussao .
se pertence ou nao I nglaterra o dito territorio
contentando-so em que elle seja declarado.
neutro por ser habitado por tribus indgenas,
quo elle maliciosamente declara independentes.
Em fim o mesmo Cnsul ingle no Para cer-
tifica ao nosso governo de que muito instara
com o missionario inglez para se retirar do Pi-
rara o quo seo governo jamis approvaria tat
procedimento.
O governo brasileiro fez tambern patente o
altentado de invadircm assim o territorio bra-
sileiro forra armada c autoridades inglezas, sem
previa discussao e quando o mesmo governo
ingle/, duvida de seu direito a ponto de se li-
mitar a considerar neutro o territorio sobredito;
e fez ver que, pelo direito das gentes nenhuma
nacao tinha direito do se apoderar de terreno
de outra em tal estado de duvida ; o que so o
fi/er, commette um esbulho o qual pode ser
repellido pela forca das armas. Em urna pala-
vra Srs., nunca cu vi mais clara e evidente-
mente demonstrada a justica de urna causado
que foi a que se vcntiiou com o governo inglez
sobre nossos limites ao norte. Qual foi po-
rm o resultado de tanto tiabalho o desfe-
cho de tal discussao ? Ninguem o crra, a nao
o termos em a citada nota de 8 de Janeiro 1. .
Nosso governo procurou advinhar as intences
do inglez e vio as palavras da nota do minis-
tro Ouseley e as do Governador do Demerara
que seo intento era que o territorio em questao
fosse declarado neutro, e com espantosa humil-
dade trato de provar que esta a vontado ingle*
za como se v d estas palavras da nota :
Este accordo acha-se mesmo implcita-
mente significado na primeira nota do Sr. Ou-
seley sobre este objecto -quando denomina n-
dependente as tribus indianas do Pirara que re-
clamaro a proteedo britannica ; e quando ,
pede que nao sejo incommodadas at que esta
materia seja definitivamente arranjada ; o se a-
cha mais explcitamente indicado na recento
communicacodo Sr. Hamilton c na intima-
cao do Sr. Cricbton quo "a acompanhou e ez
parto del la. N'essa intimaco se encentra urna
explicaco que dcixa ao governo de S. M. I. a
possibilidade de nao despre/.ar jamis os mcios
conciliatorios que sejao adequados para produ-
zirem um ajuste amigavel sem comprometti-
mento de seus direitos. O abaixo assignado a-
cba essa explicaco no ultimo paragrapho da
carta do Sr. Cricbton e na lingoagem de que
se servio na presenta do commandante do forte
de S. Joaquim c do missionario catbolico. O
Sr. Crichton disse entao que o Pirara ora um
terreno neutro e na dita carta seexpressa nos
seguntes termos: S. Ex. o Sr. Governador
da Guyana Ingleza recebeo ordens do seo go-
verno para oppr-se a que se prolongue a oc-
cupaco do Pirara ou que pretenda qualquer
nacfio ocejipar qualquer ponto do territorio con-
tiguo c litigioso salvo as tribus de Indios in-
dependentes at que se determine por meio
de explorages e de negociacoes, a qual dos res-
pectirosMbicrnos aquelle territorio deve para o
fuiuro pmenver.
Seguo-so da\jui (jupio terreno em questao


T
^2
constituido pela Grao-Bretanha em estado de
neutralidade at o xito da ntgociacao dos limites definitivos entre o Brasil e a Guyana
Inglesa! *
Se o governo imperial nao estivesse tiio dis-
posto a testemunhar a maior moderacao pode-
iia seguramente encontrar as circunstancias
que Ihe sao peculiares razao sufficiente para
procrastinar a adopcao de una semelhante de-
liberacao postoque nao seja definitiva pro-
testando no interim, e conservando-se na expec-
tativa do cumprimento das primeiras aberturas
do governo de S. M. Britannica ; isto a com-
municacao dos ttulos de propriedade da Ingla-
terra e o resultado dos trahalhos execulados
pelos commissarios que devem cstudar a questao
respectiva sobre o terreno. Com ludo quanto
menos o governo imperial duvida do seu direito,
tanto mais propende a prodigalisar as pravas de
constante contemplando que Ihe merece um visi-
nho e 2?" alliao ,r$ com o qual se compraz
em estrellar relages de amizade. Reservando
pois todos os.seus ttulos para os validar em tem-
po opporluno, concorda em fazer retirar os
seus delegados e qualquer destacamento militar
do Pirara e em reconhecer provisoriamente
a neutralidade daquelle lugar sob a condicao
ennunciada pela Gran-Bretanba de serem con-
sideradas smento de posse do terreno as tribus
de Indios que se diz serem independentes, at
decisao definitiva dos limites contestados
E conformando-se com a vontade do gover-
nador e do ministro inglez vai o nosso gover-
no pedir bumildemente ao Sr. Hamilton a gra-
ca de aceitar nossa desistencia da posse do terri-
torio contestado o se digne declaral-o neutro,
azendo retirar tambem d'ali as autoridades e
forca ingle/a, como nos o passava-mos a fazer !
Eis as palavras da nota. Cumpre ao abaixo
issignado, de ordem de S. M. o Imperador ro-
gar ao Sr. Hamilton que se siria concordar,
&c. !!! E para conseguir o que o nosso mi-
nistro considerou urna graca allega que a In-
glaterra garante de fronteiras nossas em outra
parte o que eu ignoro, pois que ella se recusa
a tal garanta ; que nossa alliada o que eu
neg, pois me nao consta que o Brasil tenha tra-
tado de allianca com essa nacao. AIigura-se-
nie em toda essa marcha o pretendento que, para
obter a benevolencia e lavor de quem depende,
recorda-lhe os servicos que Ihe tem prestado ,
a ami/ade e adhesao que sempre Ihe tem con-
sagrado ; mas raro ser o quo tanto se abaixe
para renunciar ao que seu.
Serihorcs, o Brasil era senhor e possuidor dos
Jimites relatados ao norte do imperio o gover-
no inglez contesta esses limites, asseverando que
parte do territorio que chamamos nosso pos-
suido por tribus indigenas, que tem imp.orado
a proteceo da Rainha Victoria, c quo por con-
seguinte nem nos pe. lenco nem a Inglater-
ra : nos refutamos cabalmente todos os sophis-
mas do governo inglez mas acabamos reco-
nhecendo o terreno neutro e reconhecendo
que a Inglaterra tem inspeccao sobre terrenos
neutros! Quem o acreditara a nao o ler n'essa
nota de 8 de aneiro !...
Desejra nao facer estas observares; mas
emprehendi-as porque nao caba em minhas
forcas calar-me em assumpto que considero da
mais alta transcendencia. Se passa um prece-
dente tal, se admittimos como um ponto de
nosso direito publico que, todas as vezes que a
Inglaterra nos disputar qualquer parte do nosso
territorio o recurso que nos resta desistir de
urna posse de nosso direito: qual ser o territo-
rio com que possamos contar ? !... Esta mesma
corte e a provincia do Rio de Janeiro poderao
ser contestadas pelo governo inglez, com o mes-
mo direito com que elle nos contesta e usurpa o
territorio mencionado. Elle nos dir: Os In-
dios da provincia do Rio de Janeiro tem implo-
rado a proteccao da Bainha Victoria contra os
Brasileiros que os maltratao e os reduzem es-
cravido e a Rainha Victoria por impulsos
de sua philantropia, se ha dignado protge-
los Immediatamente apparece um Schom-
burg, um commissario de polica com lorea ar-
mada hasteio bandeiras fincao marcos a-
meacao-nos, aterrao-nos, accrescentando que,
alm do direito dos indigenas, que elles decla-
rao independentes, lhes indispensavel este vas-
to e seguro porto entre os seus estados deDeme-
rara e as Ilhas Malvinas ou Falkland que ellos
adquirirao como querem adquirir nosso territo-
rio ao norte do imperio. De accordo com este
precedente, cabe ao governo brasileiro retirar-se
da corte e provincia e pedir por graca especial
ao ingle- que as reconheca neutras !
, no meu conceito, ainda de maior magni-
tude o attentado que os Inglezes acabflo de com-
metter ao norte do imperio por ser bem co-
nhecido o vasto systcma poltico que a Inglaterra
ha muito vai conseguindo realizar. Nao sou ini-
migo da Inglaterra sou oprimeiro a applau-
dir sua moralidade, seu saber, sua philfrtropia,;
e me honro u'e ici aiuuap com nao pouiu in-
glezes, Mas o representante do Brasil Jeve pro-
testar sempre contra a poltica egosta do gover-
no inglez.
A Inglaterra, Srs., nao est de accordo com
o mundo.; ella nfu> pode firmas sua collossal
grande?;) sena*pbre guerra commcrcal e so-
b*e a guerra militar; ou eu, ou o mundo ,
diz a Inglaterra.
Esta nagao, todos o sabem, regorgita de ca-
ptaes e de habitantes que nao achando em-
prego a sua industria o bracos no proprio paiz ,
perturbao incessantcmente sua tranqui lidade ,
e at amcacao, em um futuro nao muito remo-
to a sua existencia. D'aqui vem a urgente e
imperiosa necessidade que tem a Inglaterra de
possuir colonias e do transportar para ellas o ex-
cesso de sua populacao. Mas o Inglez livre, e-
minentementc livre ; seu governo nao tem au-
toridade bem que omnipotente se proclame ,
de constranger a emigrar para qualquer colonia
o derradeiro de seus subditos; o nico expedi-
ente pelo qual poder conseguil-o, consiste em
tornar as colonias to attractivas, que para ellas
emigrem voluntariamente capitaes e bracos, of-
fercccndo-lhes altos proveitos e altos jomaos.
Mas que colonia ingleza ter este attractivo, em
quanto fiorecerem os estados americanos que
outr'ora pertencerao a Portugal e Hespanha ?
Nossa posicao geographica clima saudavel e
espantosa fertilidade do terreno tornao esta
parte da America superior a todas as colonias n-
glezas. Quaesqucr que sejao os esforcos que o
governo ingle/, empregue na promocao da indus-
tria colonial nunca podero os seus productos
concorrer vantajosamontc no mercado com os
do Brasil e com os das repblicas de lngua hes-
panhola. Reduzida a este terrivel extremo a
Inglaterra s tem a optar entre a sua propria
ruina e a d'esta parte da America e nao screi
en quem a condemnar pela opcao que ella tem
feito de sua existencia e prosperidade.
Peploravel que um dos primeiros filhos da
America servisse de-instrnmento ceso da polica
ingleza; Bolvar sahiudo Tamiza com a glorio-
sa idea de emancipar sua patria mas nao ad-
vert u que essa emancipaca era promovida pe-
la Inglaterra que Ihe franqueava seus capi-
taes, seus navios e tantos auxilios por sou pe-
culiar interesse e nao para bem da America ,
nem para propagar a independencia e liberdade
de colonias, quando ella tambem as possuia : a
poltica sentimental nunca foi do gosto, nem do
uso da Inglaterra.Conseguiu ella o que pretenda:
Venezuela, Nova Granada, Equador, Per, Bo-
livia estao reduzidas a maior miseria : ja nada
tem que temer de sua concurrencia nos merca-
dos do mundo. Idnticas sao as circumstancias
do Mxico, onde a guerra civil tala os campos ,
incendia as povoaceseceifa os habitantes. Yu-
catn j nao faz parte do Mxico; Gualimala a-
caba de ser dividida ou rctalhada em quatro
provincias, as quaes desde 1839 dilacera a guer-
ra civil ou a anarrhia. Todas estas calamidades
devem ser imputadas s manobras insidiosas e
subterrneas da Inglaterra principalmente as
que pesa sobre os povos quepossuem os dous
isthmos pelos quaes em breve ella ar com:nu-
nicar os dous maresAtlntico o Pacifico,sa-
boreando desde j os gigantescos progressos de
sua riquesa pois se Ihe encurtar um mez pe-
lo menos a sua communicacao com a Australia
ecom toda a Asia Oriental.
Ha pouco acaba de invadir a parte da costa
de Cumana pertencento a Venezuela que flca
defronte da ilha da Trindade c j estabeleccu
povoac3o na foz do Orenoco, assenhoreando-se
assim da navegacao de um dos maiores rios do
mundo. Embora Venezuela tem mandado seus
agentes a Inglaterra pedir, reclamar a evacua-
ras do seu territorio; apenas em um ou outro
canto da Europa tem sido ouvidos tao justos cla-
mores esemeom absoluta indifferenca. Tal-
vez a esta hora tenha a Inglaterra conseguido j
o assentimento desta oceupacao pormeio do al-
guma das faccoes que ella sabe promover e ali-
mentar nessas deploraveis repblicas dignas de
melhor sorte.
Mas restava-lhe o magestoso Amazonas, o
mais consideravel rio do mundo, e que commu-
nica com mais vastos c feriis territorios, por-
que j ella conseguiu a navegacao as aguas da
repblica do Uruguay, e com bandeira ingle-
za !!! Para se apoderar pois do Amazonas, dous
nnnVrosos recursos tem ella empreaado, um a
usurpaca do territorio brasileiro de que teoho
feito rnencao, que comprehende o rio Tacut e
Mah, confluentes do rio Branco, tributario do
Rio Negro, que leva suas aguas ao Amazonas ;
e o outro o congresso de Lima. O governo in-
glez, dominando absolutamente o gabinete da
Nova Granada, resolveu o seu presidente, o ge-
neral fierran a convocar um congresso com-
posto de deputados de todos os estados Ameri-
canos que forao c( lonias da Hespanha c Portu-
gal; attribuo esta convocacaao governo inglez,
porque apenas foi publicada na Europa, as fo-
Ihas ministeriacs inglezaslargaraoosmais pom-
posos elogios quelle general, que naduvida-
va classificar um dos maiores polticos da epo-
cha Em seguida apparecerao notas, as quaes
se deciarou que o congresso tinha por principal
objecto constranger o goterno brasileiro a con-
sentir na navegacao do rio Amazonas s rep-
blicas de cujos territorios vinhao conlluenles
misturar nelle suas agua?. E para difficullar
mais o triumpho de nossa justica devem com-
parecer nesse congresso representantes da ropu-
blica Argentina Uruguay, Mxico o outras na-
coes que nenhum interesse podom ter em tal
navegacao. Na3 sci o que o nosso governo tem
resolvido a este respeito, se manda deputados
ao congresso se aceita nesta parto as econo-
mas da outra cmara para nao ter nesses esta-
dos mais que cnsules.
O que recelo o que para mim indubita*el,
que o governo inglez promovendo a reunia
dcste congresso para tratar da navegacao de
um rio que ainda nao est explorado, que ain-
da nao conhecido em suas cabeceiras, tem por
principal objecto conseguir destes povos o privi-
legio do navegar em suas aguas, e assim apo-
derar-se do gigante Amazonas, e dentro de pou-
co tempo expellir de suas margens os ribeiri-
nhos, (*) exercera mais pesada inspeccao em
todos os barcos dessa navegacao interior visi-
tal-os, detel-os, captural-os at a pretexto de
negreiros, e assim acabar nossa navegacao in-
terna como tem j acabado a do longo curso o
de costa a costa. As folhas inglesas naooccultao
o prfido pensamento de seu governo; ellas as-
severao que o Amazonas deve pertencer Ingla-
terra, porque, segundo os principios de econo-
ma poltica, os instrumentos de produccao por-
tencem a quem dellcs sabe usar. Em urna pala-
vra tudo nos annuncia quo a cubica do gover-
no inglez quer sac:ar-se por algum tempo no A-
mazonas, quer levantar ali urna nova Calcuta,
ainda mais magestosa q^'e a do Indostao !!!
E a Europa dorme o son;" da mdefTerenca,
nao a desperta nem a certesa aC Que sou eflul"
librio hoje tambem depende de quo''!S(Iu,!r af0IJ"
tecimentos na America e na Asia; nao receia el-
la quo dentro de pouco tempo, nao app^re.cen"
do na Europa outros productos intcrtropCaes
que nao" sejao os das colonias inglesas, venha b
Inglaterra a taxal-oscomo lheaprouver, que se-
jao elles condusidos s em navios inglezes, e
que assim se extinga a marinha de todas as na-
ccs nao podendo ellas concorrer com a ingle-
sa, pois que, ao menos na volta, irao seus na-
vios em lastro Lombre-sc a Franca que em
nossas contestaces sobre o Oyapock appareccu
logo urna fragata inglesa !....
Sr. Presidente, por estas consideraces que
eu ainda mais condemnoa desistencia ou cessao
que o nosso governo fez dosso territorio ao nor-
te do imperio, e desses rios que levao suas a-
guas ao Amazonas, e que facilitao assim ao In-
glez a usurpaca deste consideravel rio, e por
elle a de suas prodigiosas margens e territorio.
Em caso tal forca era resistir. Podessemos ao
menos dizer ao mundo que a Inglaterra usur-
pou com forca o que era nosso! Mas nos cede-
mos por julgarmos que assim continuaremos a
viver. Arrepie carreira o nosso governo; antes
a mortc do que urna vida to ignominiosa I
f) Sr. Ministros de Estrangeiros: Prin-
cipiare! agradecendo ao nobre senador que me
ptecedeuo ler-me prevenido que havia de fal-
lar sobre este objecto.
Sr. Presidente eu devo declarar que n3o
dei publicidades notas a que se referu o no-
bre senador; entretanto, o sua publicacao nao
me parece contraria aos interesses pblicos, an-
tes julgo muito conveniente que ella fosse feta,
e quo se procuro esclarecer mais a opinao do
paiz sobre taes questoes. Eflectivamente eu
entendo Sr. Presidente que a Inglaterra
desconheceuos nossos diroitos nessas fronteiras;
nos possuiamos as origens dos ros Correntino
e Essequibo porm os exploradores e demar-
cadores inglezes a pretexto de possurem a
fo/. d'csses rios subirao por elles at a sorra
Caraby e ah pretenderao fixar seus marcos ,
apoderar-se de um terreno nosso de militas mi-
litas quadradas Nao se respetou nosso direi-
to adquerido pela posse longa, nunca disputada,
e pelos tratados. Serviu de pretexto ao explo-
rador buscar as vertentes dos ros ; mas esse
mismo principio nao servio em um outro pon-
to ; fallo do lado das montanhas Pacaraimas ,
que era a nossa divisa reconhecida por muitos
geographos, que nos do os limites por essas
montanhas at o rioBupunnuni por este a-
baixo at a sua confluencia com o Essequibo.
N'esta parte os exploradores nao se contenta-
rao com procurar a origem do Rupunnuni;
transcenderao essas origens forao procurar o
Pirara o Mah eo Tacut que so conflu-
entes do rio Branco, e isto parece ter sido fei-
to com o intuito visivel de por um pe' no Ama-
zonas. Dentro d'estes nossos limites em ter-
ritorio que se nao eslava povoado tinha sido
desde longo tempo explorado veio o missio
nario Voud em 1838 estabeleccr sua misso.
Intimado polas nossas autoridades da fronteira ,
elle se retirou e o Cnsul inglez no Para re-
conheccu mesmo o nosso direito a esse territo-
rio ; porcm posteriormente a Inglaterra apre-
sentou suas pretcnces a elle ; e em vez de
sermos nos os que nos queixassemos foi a In-
glaterra quem seapresentou qucixosa de nossas
pretendidas usurpaces no seu territorio. Os
Indios Macussis, com quanto se nao pudessem
dizer inteiramente civilisados reconhecioa
nossa solierania obre esse territorio em que
estnvo estabelecidos.
Digo pois, Sr. Presidente, que eu nao pode-
ria reconhecer, nem a neutralidade do terreno,
("j Os moradores e povnu^Gca Jua iua^ousdo
Amazonas e seus confluentes,
nem qualquer direito da Inglaterra sobre elle ,
nao s sobre o terrono que se nos pretendo ti-
rar a pretexto de ir buscar as vertentes do Cor-
rentino e Essequibo, mas muito particularmen-
te aquelle em queso achao Pirara. Evidente-
mente, Sr. Presidente, parece que ess explo-
rador tratou de veraquilloqueconviria a Ingla-
terra do maneira que, por urna pa'te procu-
rou buscar as aguas vertentes mas por outra
procurou por o p no Amazonas, o quo conse-
guira apoderando-se do Pirara do Mah e do
Tacut, que sao confluentes do rio Branco, um
dos tributarios do rio Negro e este do Ama-
zonas.
Mas, Sr. Presidente, nao soi as rasoes que mo-
vero o meu antecessor e nem tive tempo suf-
ficiente, apesar do benigno aviso do nobro se-
nador que me precedeu para esclarecer toda
esta questao; eu nao posso saber quaes as ra-
zos que moverao meu antecessor para reconho-
cer a neutralidade do territorio que nos con-
testado; todava devo asseverar ao senado que,
emquanto eu dirigir a repartico dos negocios
estrangeiros, nao poderei concordar, e estou
convencido de quo o meu antecessor faria o mes-
m0)ern perdermos o dominio legitimo que ti-
nhamos sobro o Pirara; e de alguma sorteen
me persuado que essa neutralidade reconheci-
da pelo meu antecessor, nao tevo outro fin se-
no fazer retirar o dustacamo.ito quo se suppu-
nha enviado da Guyana ao Pirara, e fazer tam-
bem retirar qualquer destacamento nosso que a-
li estivesse para evitar ascolises, emquanto
ambas as partes passava a fazer os exames o
exploracoes no territorio, para decid i rem a ques-
tao diplomticamente.
Greio que oro estas as vistas do meu anteces-
sor; mas, Sr. Presidente, sem contestar as boas
ises que sem duvida persuadirao a meu ante-
CgS*r a adoptar oste meio, devodeclararqueeu
o nao aJtI)taria. Se iguaes rases s que foro
alegadas D^r parte da Inglaterra devessem sem-
nrc servir de i ">65ra Para se declararom neutros
os territorios sob0 1 rsassem as duvidas
suscitadas em poucJ4 ^""P0.3 ma,or Pa*e do
territorio do Brasil esta.r
ria declarada neutral.
Naces de indios independe!?16;5 e*'stem nao
s no territorio do Para, mas u"nbem em si todas as provincias do imperio; moranlo, se
o pretexto valesse, em pouco tempo o,.u';ras na_
ces nos virio dizer que esses Indios re,ama-
vao a sua proteccao, e nos deveriamos declamar
neutro o territorio por elles habitado. Deste mo-
do iramos pondo em duvida a possede grande
parte do nosso territorio.
Em algumas das posscsscs britnicas existem
tambem hordas ainda nao civilisadas, e sob pre-
texto de que estas hordas so independentes, sem
duvida a Gran-Bretanha nao permittiria que al-
guma outra nacao chamasse a si este direito de
faier reconhecer a sua soberana no lugar. Do>
mesmo modo nos nao deviamos abandonar nos-
sa posse e consentir que o territorio quo sequiz
questionar ficasse reputado neutral; muito mais
quando nos neste ponto do Pirara nao eramos
limitropucs com a Guayna ingleza; nos limita-
vamos ahi com as possesses da Hespanha o
depois com Venezuela. Nao sei tambem se a In-
glaterra pretende apossar-sedesseterritorifl, que-
alem das motanhas Pacaraimas, pertence a Ve-
nezuela; nao nos toca defender o seu direito, to-
ca-nos sustentar o nosso.
Nesta parte das fronteiras com que se preten-
de tomar o Pirara, nos nao podemos ter trata-
do algum com Hollanda, porque nesse ponto
nos eramos limitrophes com a Hespanha. Se a
Inglaterra ou por conquista, por abandono
(cito por Venesuela, ou por outro meio, se a-
poderou desse territorio, nos temos com a Ingla-
terra successora da Hollanda o mesmo di-
reito que tinhamos com a Hespanha,com a qual
tinliamos tratados acerca desses limites. Sao es-
tas as observacoes que posso fazer a respeito do,
que disseo nobre senador.
Tmbcm o nobre senador como que asseverou
ou poz em duvida se nos tinhamos nomeado um
ministro para o congresso Americano que se tem
de reunir em Lima. Eu nao assegurei ao nobre
senador que nao venha o governo imperial a to-
mar a medida de nomear um ministro para este
congresso; apenas direi ao nobre senador quo
por ora nao existe nomeacao alguma de minis-
tro que se tenha de apresentar nesse congresso;
mas, ainda mesmo dado o caso de que esse con-
gresso fosse chamado a deliberar contra os In-
teresses do Brasil, o que nao me parece assaz
verificado o governo imperial conservara to-
do o seu direito, e havia de enviar um ministro,
seo julgasseconveniente. oquetenho a di-
ser a este respeito.
(Da Senlinella.)
CMARA DOS SENU0RES DEPUTADOS.
Sessdo do 7 dejunho.
Entra em discussao o 1. o artigo da seguate
resolufo :
Art. 1. O termo villa de Alhandra da pro-
vincia da Parahyba comprehendido entre as
duas barras dos ros Abiay e Goyanna fregue-
zia de Nossa Sen hora da Penha de Tacora da
provincia de Pernambuco fica de ora em di-
ante perteccendo provincia da Parahyba.
Este artigo posto a votos o approvado.
Entra em discussao o seguinte :
Art. 2.o A villa de Alhandra fica transfe-
rida para a povoacao de Taeora ?0S! a deno-
mioayao de villa nova de Selle de Abril


E' appoiada urna emenda dosupresso d'esta
flerecida polo Sr. Caroeiro da Cun lia.
Julgada discutida a materia o artigo 2.
x regeilado o comprebendida na votacao a e-
menda.
Entra em discussao aseguinte:
A assembla geral legislativa resolve :
Art. l.o Fica approvada a compra do tra-
piche denominadoda Cidadosituado junto
alfandega d'esta corte ajustada entre o go-
verno e o propietario d'esse trapiche, pelo pre-
o, e com as condices e clausulas convencio-
nadus entre o mesmo governo o proprietario
do trapicho o seu arrendatario constantes da
nota do governo de 5 de desembro do anno pr-
ximo passado. '
Art. 2.o Ficao revogadas as leis e disposi-
$oes om contrario.
Depois de algum debate o cr. Silva Ferraz
prope o adiamento que apoiado e appro-
vado.
Entra em discussn o seguinte :
Art. 1. Os empregados pblicos que per-
ceberem vencimentos certos do thesouro pu-
blico nacional, ou dequaluuer outra reparti-
do publica serao considerados conlribuintes
do monte po'geral de economa dos servidores
do estado na proporoao necessaria para deixa-
remassuas lamillas metaded'esses vencimen-
los.
Sao apoiadas as seguintes emendas da com-
missao :
1." Os senadores, deputados, em-
pregados ecclesiasticos, e os de commissoes
temporarias que o governo especificar em re-
gulamento podero reclamar contra a dedc-
elo dos seus ordenados deixando por esse fac-
to de serem considerados conlribuintes do mon-
te pi.
2.o As pracas do exercito e marinba ,
-que nao pertcncem a classe de oliciaes ficao
jsentosda obrigacao de serem conlribuintes,
mas podem matricular-se voluntariamente se o
quizerem.
Depois do Sr. Sousa Martins fallar sobre
esta materia fica a discussao adiada.
Contina a discussao do orcamento na parte
Telativa ao ministerio da fasenda cm as e-
mendas apoiadas.
Tomao parte na discussao os Srs. Boto mi-
uistro da lasenda Carneiro da Cunha eRios ,
o a final julga-se discutida a materia.
Segue-so a votacSo das verbas do orcamento,
sendo approvadas as emendas da commisso ,
bem como a emenda do supprimento as pro-
vincias contra a qual se havia pronunciado o
Exm. Sr. Ministro da fasenda.
Entra em 3." discussao a proposta do Go-
verno sobre a provincialisacao das notas a
qual o Sr. Ministro da fasenda oerece urna
emenda pata que se remeta commissao do
orcamento
Indo-se a votar, verifica-se nao haver
casa.
Portuguezas
Sardas .
Resumo da exportacao d provincia de Per-
nambuco para for a do imperio no anno fi-
nanceiro do 1. de jutho de 1842 ao ultimo
dejunho de 1843.
Algodao saccas 29,698 com 160,086 1 lib.
Assucar caixas 24,485
fexos 1,550
bar."' 65,883} 2:142,794 24 lib.
saceos 71,507
equipagem 13, carga lastro: a Jobnston Pa O PAISANO N. 23.
ter & C.a 1
Rio de Janeiro ; lidias, brigue austraco Lu-1 J^Anro hoje e est venda no patio da
silano de 400 toneladas capitao Miguel! Santa Cruz na botica do Snr. Jos Mara
Astolf, equipagem 12 carga lastro : or-| Freir Gamoiro: o na loja de livros da praca
dcm.
ObservacBo.
Os brigues cima mencionados fundirao
lameifao.
no
Edital.
8141
JO (
gj. caadas 138,422
caras elat. 326
Agurdente pipas
quartolas
barris
garra fes 275'
Arrz................. 398 alq.
Couros salgados......... 120,579
Chifres................ 89,260
Cobre velho............ 42,847 lib.
Charutos............... 23.400 milheir.
Caf................... 96@26lib.
Do com.
5.193 Aalq.
133 18 lib.
9,057 caadas.
70
Farinha de mandioca
Fumo.............
Laa de barriguda......... 7 @30 lib.
Mclaco quartolas 7
barris 236
Madeiras Paos.....
Taboas.......... 1,371
Pelles miudas............ 12,976
Passaros seceos........... 180
Roupa.................. 211pcssas.
Sola e vaqueta............ 27,673
Prata velha.............. 2,874 oncas.
Tatajuba................ 64V*quint.
Toucinho............... 57 @ 17 lib.
Unhas de boi............. 132,000
Ouro em barra........... 22 oncas.
Moeda...............Rs. 472:120^895
Gneros miudos e gasto..... 24:4968552
Valor total da exportacao___ 6,047:1288590
Importe dos direitos........ 68:471S075
ss Pela thesouraria das rendas provinciaes ,
em cumprimento de ordem superior se ha de
contractar no da 7 d'agosto deste anno o aloa-
(roa ment de todas as madeiras da ponto do Re-
cife oreado em Rs. 1:638,3593 sol as condi-
ces publicadas no Diario n. Hl de 4 de julho.
A disqipoao da obra podera ser examinada na
repartid*) das obras publicas pelosconcurrontes,
que devero dirigir a thesouraria as suas pro-
postas com antecedencia em cartas fechadas, que
serao abortas no dia aprasado.
Dcclarcicocs.
Alfandega.
Rendimento do dia 15.......... 2:5588484
Desear rego hoje 17.
Escuna Ariel fazendas farinha de
trigo, cravo canella o bolaxi-
nba.
Laura fumo manteiga
de porco e ceblas.
Brigue
banba
PRACA
1)0 KECIFE 15 TE JULHO DE 1843.
tievista mercantil.
Cambios Houvcro tranzacocs pelo paquete
inglez Express a 25 e 25 '/'d. por
18000.
Algodao As entradas foriio diminutas por
causa das chuvas, c os procos nao
sofrerao alleraccs.
Assucar Vendeo-se a 1:300 reis sobre o fer-
ro por ( do branco ea 1100 o
mascavado.
Couros dem de 130 a 135 rs. a libra.
Chumbo em barra dem a 148000 reis o
quintal.
Farinha de trigo linlrou um carregamentode
Philadellia de 872 barricas que se
est retalhando a 198000 a bar-
rija.
Bacalho O deposito est redusido a 1900
barricas nao tendo soffrido difi-
renos no proco.
Vinho Chegou um carregamento de Cette ,
que segu pura os portos do sul.
Existem no porto 40 embareacoes das quaes sao:
Americanas, ........2
Austraca ,........2
Brazileiras..........22
Dinamarquesa........
Franceza .........
Hespanhola.........
Ingjczqs ,.....
1
1
1
l
O movimento do porto para fora do Imperio
foi de 217 navios tripulados por 2,699 pessoas,
e contendo 62,825 >/v toneladas havendo um
accrescimo de quatro vazosdo anno anterior.
A exportacao do anno financeiro de 41 a 42
foi de 4,585:5838531 reis que comparada d
ao lindo um accrescimo do 1,461:8458069
reis.
Comparada a exportacao do algodao do pre-
sente anno com a do anno anterior ha um acres-
simo de 7,521 saccas com 40,805 7 lib.
O assucar offereco um augmento de 238,309
17 lib. por que a exportacao do anno an-
tecedente foi de 1904,485 @ 7 lib.
A agurdente devendo offerecer um acresci-
mo proporcionado ao assucar oerece urna
deminuicSo de 74,693 caadas.
Os couros salgados tivero urna deminuicao
de 26,156, e os chifres um augmento de
4,063.
A exportacao da moeda teve um acrescimo
espantozo: tendo-so exportade 75,3098865
no anno financeiro dol. do Julho de 1841 ao
ultimo de Junho do 1842 ; no anno prximo
de 1842 a 1843 montou a 472:1208895, dos
quaes 233:8798585 forao para portos Fran-
cezes e 206:7868200 para ditos inglezcs;
este consideravel augmento de exportaco de
moeda prova o desapreciamento que tem soflrido
os nossos gneros nos paiz.es da Europa pois
tendo o algodao conservado o preco medio de
5:000 c o assucar o de mil reis sobro o ferro ,
assim mesmo tem sido preferida a moeda a
1:700 1:800 e 1:900 o patacao quando
em outros tempos era prelerido o algodao de
108 rs. e assucar do 2000 sobro o ferro ao
patacao de 960.
Dous metaos offerecem um acrecimo de ex-
portacao que espanta : sao elles a prata e co-
bre ; deste exportou-so de 41 a 4256i lib, e
no anno (indo 42:8 i7 lib., edaqunlle no 1.
anno 79 oncas e no ultimo 2,874 ; e se o
descrdito dos nossos productos forem ueste pro
treno em breves annos leremos de ver desa-
parecer inteiramente estes dous metaos.
Continuarao dosdevedores da taxa dos es-
oravos do bairro do Recife.
Joo Oldlion & C."
Francisco Antonio Pontual
Jos Joo de Amorim
Jos Pires de Moraes
Mnnoel Pereira Mngalhes
Francisco da Silva
Jos Gonoalves Casco
Clara Felicia
Maria Gertrudes
Onofre Jos da Costa
Marianna Monteirode Lima
Antonia Candida Monteiro
Domingos Jos de Mesquita
Goncalo Jos da Costa e S
Maria Gertrudes
Dr. Joao Jos Pinto
Domingos Sorianno
Jos da Silva Coimbra
Onofre Jos da Costa Jnior
Jos Alves Xavier
Jos Carlos de Lemos
Jos Manoel Fiuza
Frcderico Felippe Scellant
Bonnefond L. Taul & C.
Francisco Fellipc de Barros
liraml a Brand
Lenoir Puget & C.
Gaskman & C.
Jorgo Brockleshurst & C.
Maria Margarida Colaca Salgada
l.o lima ni & C.
Adour & C.
Jos Antonio Gomes Jnior
Izabcl Maria de Jess
Joaquim Pereira dos Santos Pinto
Joaquim Antonio de Vasconcellos
Cals Jnior
Dr. Classin
Rodrigo da Costa Carvalho
Sebastiao Coelho do Rozario
Viuva do Luiz Elloy Durao
Caetano Gonoalves Pereira da Cunha
Manoel Ribeiro da Silva
Jos Gonoalves Pereira
Jos Goncalves Ferreira Roza
Maria Magdalena da Silva Castro
Anna Maria doNascimcnto
Jos Tavares da Gama
(Continuar-se-ha.)
F. X. Cavalcanti d'AIbuquerque.
n
68
48
68
2S
12.,
138
18
28
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1S
1S
3S
4S
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28
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2
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28
28
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2}J
158
28
208
48
18
18S
24
trata-se no Atierro da Boa-
ou 48, com Antonio da sil-
Avsos martimos.
llovimento do Porto.
Navios sahidos no dia 14.
Rio de Janeiro ; Larca sueca I.esitte capitao
N. Cromblom, com parte da carga que trou-
ce de Marseille.
Falmouth ; paquete inglez Express, capitao
Herreck.
Dito no dia 15.
Rj de Janeiro; sumaca brazileira Quatorze
de Novembro capitao Joo de Souza, carga
diversos gneros.
Entrados no'mesmo dia.
Rio de Janeiro ; 10 das brigue inglez Fal-
con, de 225 toneladas, cupiio Heuiv Muis,
Para o Rio de Janeiro o brigue brazileiro
indiano capitao Antonio Alves Martha sai
com brevidade e ainda recebe alguma carga
miuda, passngeiros, e escravos a frote ; trata-so
com o dito capitao na praca do Commcrcio, ou
com o consignatario Manoel Ignacio de Olivei-
ra no largo do Corpu Saniu D. 4.
Para o Rio de Janeiro com escala pola
Babia no dia 18doco'rente : a sumaca / aro-
lina, capitao Manoel RodriguesPimenta da Cu-
nha, recebe carga miuda para os dous portos,
recebendo igualmente escravos a frote, e passa-
geiros para o que tracta-sc com o seu consig-
natario Joaquim Baptista Moreira no seu es-
critorio na ra d'Apollo oucom o capitao a
bordo.
Para a Bahia o lanchao Rom Jezus dos
Navegantes, meslre Joaquim Francisco da Cos-
ta a ahir com brevidade ; para carga trata-se
com o mesmo mestre a bordo ou com J. Sa-
poriti.
Avisos diversos.
Jos Antonio Ribeiro Alves retira-se para
Oia ua pio>incia,
da Independencia n. 6 e 8.
(^uem precisar de um molequo muito fiel
para mandados e trata de cavallos ; dirija-so
a ra da Concoicao achara com quem tratar.
Quem precisar de urna mulher de bons cos-
tumes para servir deportas a dentro em casa
de homem solteiro, ou de pouca familia, dirja-
se ra do Caldeireiro n. 6.
' )fferece-se um rapaz portuguez de boa con-
ducta cont 18 annos de id ido para caixeiro
de(|ualquer arramacSo nesta praca, ou lora
d'ella o (nal sale muito bom ler, escrover o
contar porleitainente ; quero precisar annuncio
por esta folha.
= Continua-so a tirar pasaportes para fora o
dentro do Imperio, odespachao-so escravos, tu-
po com brevidadt);
vista loja n. 41,
va (u i maraes.
Aluga-so o primeiro andar de um sobra-
do com bastantes commodos na ra do Cres-
po n 10; a tratar na loja da viuva Cunha Gui-
maracs, ou no 3. andar do mesmo.
= Precisa-so de 200 rs. a uros | elo lempo
de 6 mezes com bypotheca em urna escrava
de idade de 15 annos: na ra da Santa Cruz
n. 56.
O despachante que tem banca onde es
ta o porteiro do Consulado se oflerece a quem
Ihe der embarcaces para despachar e agenci-
ar os despachos de todos os gneros, que ditas
embarcaedes receberem a seu bordo poupando
assim os trabalhos dos caixeiros dos seus bem
leitores, quo se podem empregar em outros ser-
vicos, o que be um puro signal de gratido ,
e reconhecimento ; e muito pode interessar aos
Srs. Negociantesde quem espera proteeo.
A abaixo assignada casada com Joo An-
tonio Baptista Muniz faz publico que seu ma-
rido mra julgado por sentenca, prodigo, e aan-
nunciante norneada curadora por cuja raza
previne que d'ora em diante todos os ne-
gocios de sua casase- com elladevem ser tracta-
dossob pena de ficarem sem effeito.=Afanan-
na Francisca de Oliveira.
=0 Sr. Antonio Jos de Souza, que exer-
ceo o emprego de professor de primeiras letras
em 1839 na cidade de Caxias, queira procurar
urna carta vinda do Vlaronho, em casa de Pai-
va & Manoel no porto das Canoas do Recife.
Dinheiro a risco.
=A escuna americana Laura, arribada a es-
te porto para fazer os concertos necessarios a fin
de seguir o seu destino para a ilha de Santa He-
lena prec.sa do mil c quinhentos patacesda
prata para esse fim ; quem quizer dar a referi-
da quantia a risco recebendo para sua segu-
ranza hypotheca no casco, carga e frete da dita
escuna dirija-se aos consignatarios L. G. Fer-
reira & C*
=Joo Iamilton subdito Britannico re-
tira-se para fora do Imperio.
Antonio Bernardo Rodrigues Sette J-
nior comprou ao Sr. Domingos A. G. Gni
maraes os escravos seguintes: Rumana parda,
c sua (Iba Theofila tao bem parda ; Getrudes
do gento de Angola, esua (Iba Lucinda parda,
Graciana parda, Generosa de Angola, Jos mo-
leque do gento do Angola de que pagou a
competente sizacomo constadoconhecimento n.
Sil do anuo prximo passado ; e est de posse,
e para que alguern nao se equivoque com o di-
roito do annunciantc faz o presento.
Qualquer pessoa que more em um s'an-
dar, ou em primeiro andar e que seja no
patio do Carmo, ou na ru > estreta do Ro/ario,
c que tonda a entrada independente quenn-
do trocar por una casa torrea grande com seu
quintal, cacimba e portao annuncie para
troca adverte-so que a casa torrea be ao p do
patio do Carmo tambern.
Joao Dounclly avisa aos seus freguezes e ao
Publico om geral que mudou o seu estabele-
cimento de alfaiate da ra da Cadoia do Recife
para a ra da Sanzallza ; quem de seu prostimo
so quizer utilisar dirija-se a referida ra n.
132.
Aluga-sc um segundo andar do sobrado da
praca da Boa-vista n, 22 com muitos com-
modos esoto por sima ptima vista proprio
para familia ; os pretndanles dirijao-sc ao
mesmo sobrado no l.o andar.
Na ra Direita sobrado de um andar n. 33,
o p do de dous andares que tem varanda de
ferro dourada acha-se urna parda forra para
se alugar para faser o servico do urna casa e
he de bous custumes.
Offeroce-se para casa do homem solteiro,
ou de pouca familia urna parda sem vicios pa-
ra todo servico de portas adentro excepto en-
gomar c quem de seus servicos precisar an-
nuncie a sua morada ou dirija-se a ra da
Guia ii, 51.
i i
I % #
!


L
= Quem precisar de um pianno em conta
para qualquer pessoa aprender, procure na
travessa do Queimado n. 3, primeiro andar.
= Da-se ate a quantia de trez contos de res
a juros sobro bypotticcas em predios livres ; na
ra do Cabug n. 4; e na mesma se vende bor-
zeguinsdc duraque gaspiados para senhora ,
sapa tos de setim e outras muitas fazendas por
preco commodo.
= Quinta feira 13 do correntc desencami-
nhou-se um barril de manteiga estando para
embarcarno porto das canoas para Olinda o
qual ignora-se se seria furtado ou levado pela
mar ; por isso roga-se a quem souber ou der
noticias do mesmo ou for offcrccido o podor
appreliender e Icval-o a ra da Senzala velha
n. 100 ser generosamente recompensado.
s= O Snr. Dr. que ajustou urna mobilha
na ra da Cruz do liecife junto a Igreja do
Corpo Santo, cdeodcsignal 20.000rs. para
apromptar a dita mobilha para o dia 1 do cor-
rente haja de ir buscar no praso de3 das e
n5o o fazendo se vender a outra qualquer pes-
soa fcando o mesmo Snr. sem direito a re-
quisic.o alguma tanto nos trastes como no
dinbeiro do signal, visto que seapromptou pa-
ra o dia do ajuste.
= B. Vicente Lasserre embarca para o Rio
, o molcque Jaco que comprou ao Sr. Vicente
Jos de Brito.
= Descja-se saber nesta Provincia se exis-
te a senhora D. Anna Joaquina Fcrreira dos
Santos mai do Tenente Joao Chrisostomo
. Ferreira dos Santos, cuja senhora julga-se ser
viuva de um homem que foi administrador da
Alfandcga desta Gdade isto a negocio de seu
interesse.
A pessoa que comprou dois negros e um
muleque a Antonio Moreira da Costa Jnior ,
ou mesmo que tenha comprado cada um de per-
si dirija-se ra Imperial n. 31 a tallar com
Silvestre Joaquim do Nascimento a negocio de
seu interesse.
=Pretende-se negociar por compra, ou hy-
potbeca urna parto que tem D. Marianna dos
Passos Ferreira no sobrado de dous andares sito
na ruada Guia n. 29, que tocou ; mesmaSra.
as partidlas dos bens de Antonio Ferreira Du-
arte Vellozo pelo presente annuncio previne-
se a quem se julgar com direito a essa mesma
parte por qualquer titulo, que annuncie para e-
vitar questes e embaracos, no negocio que
so pretende elTectuar, nao podendo embarazar
qualquer outro negocio posterior ou anterior,
que nao seja annunciado.
O caixa da Companhia Uniao avisa que
boje 17 do corrente as 3 horas da farde se con-
cluir o contracto dos ditos das rezes que se
matarem ; os pretendentes comnarecao as ho-
ras indicadas na ra dosCoelhos, em casa de
Anacido Jos de Mendonca vindo munidos
de seus fiadores ; e adverte tambem quedes-
te dia em diantc por terem vindo os gados um
pouco mais caros, as carnessero vendidas a 5,
G, c 7 patacas.
= Quem tiver para alugar urna escrava, que
seja capaz para lavar engommar e cozinbar ,
promettendo-se bom tratamento, dirija-se a
ra da Florentina casa que tem olaria n. 16 ,
de manba al as 9 horas e das duas da tar-
de em diante.
Na ra da Cruz n. 19 ha para alugar
um espacozo armazem todo lageado de podra,
com frente para a ra da i.ruz e ra dos Ta-
noeiros ; a fallar na mesma casa no primeiro ,
ou segundo andar.
Da-se dinheiro a premio em pequeas
quantias sobre penhores de ouro; na ra No-
va n. 53 ; na mesma casa vende-se espirito de
vinho de 36 graos a 1280 a caada.
= O abaixo assignaJo faz scientajo Sr. r-
rematante do imposto do capi.ru.#1' [llanta ,
que deixou de vender capim desde o ultimo de
Junho (leste anno no seu sitio da ra dos Pi-
res que volta para o corredor do Bispo.
Antonio de Oliveira Lima.
Roga-se ao Sr. Joao Jos \elho Brrelo,
o favor de annunciara sua morada, ou diri-
lloje 17 do corrente cih;i
mpretcrivelmcntc .a Lotera de &.'
Pedro Mnrtyr de Olinda e os bi-
Ihctes estaro a venda at n ho-
ras da manhaa.
- Quem quizerdar.3:000,000rs. a pre-
mio a um e meio por cento comseguranca em
predios nesta prara dirija-se a rua.do Cebo
n. 29.
= Antonio Francisco da Costa Braga que
veio do llio Grande e chegado a esta provincia
no dia 6 do corrento retira-se para Portugal
a tractar de sua saude.
Quem precisar de urna ama paraoervi-
co do casa e comprar na ra, dirija-se a ra
do Hurlas n. 30.
Troca-so a moradia deum primojro an-
dar de um sobrado na ra do Livramento n. 23,
com commodos para urna grande familia o
seu aluguel he de 14000 rs. mensaes, por umj
casa terrea ou sobrado de menor proco; a
tractar no mesmo.
Compras.
Comprao-se ps de Iimoeiros pequeos;
na ra Augusta n. 58.
Compra-sc efectivamente para fora da
provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
vos de 13 a 20 annos o para urna eneomen-
ia urna mulatinha de 12 a 15 annos com
principios de costura; pagao-se bom sendo bo-
nitos; na ra larga do Rozario n. 30, primei-
ro andar.
Comprao-se efectivamente para fora da
Provincia mulatinbas molecas e moleques ,
e negros de officio de 12 a 20 annos senda
de bonitas figuras pago-se bem ; nar ua da
Cadcia de S, Antonio sobrado de um andar
com varanda de pao n. 20.
= Compra-se um diamante de cortar vidro,
que seja bom ; na ra do Livramento loja de
funileiro n. 34, ou annuncie.
Comprao-se diariamente couros seceos
de animal cavallar ; na ra do Rangel n. 52.
Vendas.
official do ferreiro e cozinheiro : na ra de A-
ja-se a rua da Cadeia velha n. 60 pr neg- goas verdes n. 46.
Vendem-se duas negrinhas de 14 a 15
annos, e um moleque ; na rua larga do Ro-
zario n 36 no terceiro andar por cima da bo-
tica do Bartholomco.
Na loja do barateiro da pracinba do Li-
vramento n. 53 vende-se um completo sor-
timentode miudezascomo sejao thesouras dou-
radas muito finas a 280, 360, c 480 e lisas a
180, o em duziasdao-se maisem conta, ta-
Iheres finos a 3200 e de cabo preto a 3600,
transolim de burracba a 160 linha de marcar,
cohetes a 800 rs. a duzia e 80 rs. a caixa ,
abotuaduras de cores para colletes papel de
peso a 2500 e 3000 e a I maco a 3400 agoa
de colonia fina e ordinaria suspensorios de
burracba pratinhos lapidados para doce, mui-
to em conta a vontade dos compradores.
Vcndem-se duas vaccas crioulas boas de
leite; urna carteira de amarello com o mocho
em meio uso ; a verdadeira resina de angico a
320 a libra ; no atterro da Boa-vista loja de
Salles & Chaves, n. 26.
Vende-so um mulato ptimo para pagem
por ser bem augurado com principio de offi-
cio de sapateiro e bom trabalbador de encha-
da o qual se vende mais em conta sendo para
fora da provincia ; assim como um transolim
grosso com des diamantes no passador ; na rua
da Cadeia do Rccife loja de chapeos n. 46 de
Candido Jos de Salles.
Vende-se um moleque de nacao perito
cozinbeiro de 18 annos; 4 escravos para to-
do o servico urna dita mucamba recolbida ,
de 18 annos engomma e cose com perfeico ;
4 escravos para todo o servico; uuia bonita mo-
leta de 1 l annos; um escravo de 20 annos
co do seu interesse.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da rua do Vigario n. 31 ; quem o pretender
dirija-se a estrada de Joao de Barros defronte
do xm. Visconde de Goiana ou na rua da
Gloria n. 62.
Alugao-se 4 casas na rua da Alegria e
una na rua da Gloria todas com muitos bons
commodos Jpara grando familia ; a tractar na
rua Diieita armazem n. 3.
ociedade Apollinea.
A commissao administrativa da mesma ,
convida pela segunda vez aos Srs. Socios, pa-
ra se reunir no dia 18 do corrente pelas 6
Jioi js da tarde cm casa da mesma, para deei-
direm sobre o emprestimo d casa da mesma so-
ciedade a qual he pedida pelo Sr. Marinan-
geli para dar urna partida de msica e cantona.
__A4u scnbora sem familia; quem pretenderannuncie.
Vende-se urna mulatinha de 8 annos ,
com principios de costura : na rua do S. Rita
n. 22.
= Vendem-se barricas com farinha de tri-
go de Marseille por proco commodo ; no ar-
mazem de Dias Ferreira & Companhia de-
fronte da escadinha da Alfandega n. 3.
Vende-se urna chapa de ferro para fogao;
na rua do Pillar n. 91.
= Vende-se urna venda na rua do Vigario
n. 22 com fundo de 1:000,y rs. com gran-
de armazem proprio para recolber pipas ou
commodos para familia : na rua da Cadeia do
Hecife n. 49.
Vende-se urna venda bom afreguesada
para a torra, na rua do Padre Florianno n. 72;
a tractar na mesma.
= Vende-se um palanqun) de caixa pinta-
rla o fnrnwln .-. noseo; na rua de Crespo le-
ja n.7.
= Vende-so no armazem de comestivo jun-
tto a fabrica de chapeos de sol na rua do Pas-
seiapublico ;alantes ( do Bologne ) chegados
ltimamente .presuntos de fiambre vinho do
Lisboa engarrafado a 200 rs. voltando o casco
o todas as mais qualidades de comidas e bebi-
das ; no mesmo precisa-so de um menino por-
tuguez de 12 a 14 annos, dcstes chegados l-
timamente.
Vende-so a retalho por prego rasoavel cal
preta, e branca de caiar, tullas lijlos de
ladrilho alvonaria, e tapamento, ripas e cai-
bros, tudodamelhor qualidade ; om Olinda
no Varadouro venda da esquina n. 18.
=Vende-se excellente farinha de trigo SSF,
por preco commodo; nos armazens por traz do
theatro do Manoel Antonio do Jess Se Filho ,
ns. 18 e 19.
= Vendem-se pentes do marrafa com den-
tcs abertos ; c esteiras largas da India em po-
cas ; em casa de L. G. Ferreira & Companhia.
Vende-se urna porcao de duzias de mar-
roquins de todas as cores, e de boa qualida-
de chegados ltimamente por preco commo-
do : na rua do Crespo n. 12, loja de Jos Joa-
quim da Silva Maia.
= Vendem-se para saldar contas e por mui-
to barato preco cadeiras bancas o sos de Ja-
caranda e oleo camjs de Jacaranda e angi-
co e de amarello commodasdo Jacaranda o
amarello ricas cadeiras de balanco com as-
sonto do palhinha guardas louca roupa e
livros bancas redondas e quadradas para meio
de sala marquezas do amarello carteiras de
urna so face, relogios para cima do mesa, ban-
dejas cadeiras para pianos ditas para me-
ninas de escola tocadores, e mesas de jantar
o muitos mais trastes tudo de superior qualida-
de ; na rua da Cruz, armazem de trastes n. 63.
Vendem-se 71 pipas abatidas por pro-
co commodo ; doronte da Madre de Dos a
fallar com Custodio Luiz Reis.
Vendem-se urna negra crioula de 20 an-
nos engommadeira cozinheira costureira,
e lavadeira; c urna dita do narao, com as mes-
mas habilidades : na rua das Cruzes n. 41 ,
segundo andar.
Vcndem-se por preco barato os seguintes
livros: historiado Bossuet ; 2 Atlas, um con-
tondo 47 cartas 36 modernas e 11 antigs,
outro com 10 e muito moderno ; Telemaco ,
c urna grammatica Italiana ; na travessa das
Cruzes n. 8.
Vende-so um negro Angico ainda um
tanto bucal, moco, e bom servente de pe-
dreiro : na rua Nova loja de ferragens n. 20.
= Na botica de Barlholomeo & Bamos, a
bom leite e sem mistura as 6 horas da ma-
nhaa.
No escriptorio de Cals Jnior rua da
Cruz n. 19, vende-so urna commenda do Cru-
zeiro ; um jogo de bagatella completo e is-
queiros (tira logo) hydro-platinicos em ricos
vasos de porcelana.
Manoel Alves Guerra na rua do Vigario
n. 3 vendo taxas de ferro batido e coado de
todos os tamanhos, por preco muito barato ;
e travs de madeira superior de 36 a 50 pal-
mos e de 7 a 10 pollegadasde grossura.
Vendem-se cal branca fina de caiar a
1600 o alqueire da medida velha; cera amarel-
lo a 320 a libra ; pacas a 200 rs. caf a 160 ,
cevada nova a 80 rs. ; no patio do Carmo es-
quina da rua de Hortas n. 2.
Vende-se a propriedade denominada Cas-
sote a qual dividepelo engenho Giqui, pns-
sododito.em trras da Ibura a qual tem
quasi moia legoa com mattas e agoa ; atraz
da Matriz da Boa-vista n. 24 casa de Do-
mingos Pires Ferreira
O abaixo assignado vende a parte que
Ibe toca por heranca de seu fallecido pai Ma-
noel Pires Ferreira na divida da Fazenda Pu-
blica do Rio de Janeiro a qual com os juros
anda por mais de 5 contos de reis ; quem pre-
tender dirija-se atraz da Matriz da Boa-vista ,
n. 24. = Domingos Pires Ferreira.
Vendem-se 11 cadeiras de Jacaranda e
duas bancas de dito tudo usado e por preco
commodo : na rua larga do Rozario n. 35 ,
primeiro andar.
= No deposito de assucarj refinado esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collcgio ha para vender macar
refinado segundo o novo systcma de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte c em paes
160 rs. o o de segunda e terceira em p ,
a 120, e 80 rs.
= Vendem-se pellos do pennas encarnadas ,
chegadas prximamente do Maranho : na rua
do Livramento n. 11.
= Vendem-se 10 travs de 33 palmos de
comprido de boas qualidades e um encha-
m de 36 ditos : na rua do Fogo n. 27.
= Vcnde-se urna cafa terrea de tijolo e cal,
yins! iCCuo cacimba com boa agua ue
beber, c bons commodos porto do banbodo
Caldereiro; 36\ palmos de/terreno na rua do
Cortumc dos Coditos coro muito fundo, que
pode ter viviro no mesmo ; na rua larga do
Rozario no terceiro andar do sobrado de 4 ditos.
= Vendem-se duas escravas de nacao, en-
gomaoocozinho com perfeico; e um escra-
vo de nacao para todo o servico; na rua Di-
reita n. 3.
Vende-se um bonito escravo de nacao
Cassango de 22 annos, proprio para todo o
servico ; na rua da Cadeia do bairro de S. An-
tonio n. 25 segundo andar.
= No Recife rua da Cruz escriptorio do
Jos Antn jo Gomes Jnior, n. 23, se vende
por preco eommodo saccas com alqueire de fari-
nha de mandioca feita na Morillera.
= Jos Cordeiro de Carvalbo Leite vendo
dous escravos mocos de nacao para o servico.
do campo : na rua larga do Rozario no tercei-
ro andar do sobrado do 4 ditos.
^=Vendem-se chales de iSa a 1000 rs. pan-
nos finos pretos do boa qualidade a 3000 o
covado cortes de lanzinha modernos a 4500 e
6000 meias casemiras para calcas a 480 len-
cos de seda ordinarios a 320 e 1000 rs. su-
periores pecas de bretanha de linho mui finas a
3600 com 6 varas, brim trancado escuro todo
de linho a 480 a vara os mais modernos cor-
tos de cassa pintada a 2400 e o covado a 240,
riscado trancado do linho a 120 e 140 chilla
azul a 120 chitas de cores fixas a 160 e 140 ,
cortos de dita patente a 2400 lencos do dita
a 140 e a 160 de cassa branca as bem co-
nhecidas bretanhas largas a 2000 com 10 varos
ea 3000 madrastos com 15 varas, rendas o
bicos do todas as larguras algodao dobrado
americano para roupa de escravatura e outras
muitas fazendas baratas com amostras francas ;
na rua do Crespo, loja n. 12de Antonio da Cu-
nta SoarcsGuimares, aopda loja da viuva
Cunha Guimariics.
Vende-so urna barcaca nova do primeira
vigem para este porto vinda do Giqui da
Praia aondo foi feita, construida de boas ma-
deiras e com todos os seus pertences adia-
se fundiada no forte do matos confronte a pren-
ca do Sr. Mendonca-, pega de 26 a 30 caixas;
ou troca-se por urna morada de casa que vala
dous contos e tanto ou por pretos no seu jus-
to valor o tambem vcnde-se a praso com boas
firmas ; na rua da Cadeia velha loja de Joa-
quim Ribeiro Pontos, n. 54.
Escravos fgidos.
Em 6 do mez passado fugiro do en-
genho Guand dous escravos de Caetano Jo-
s de Moraes um de nomo Francisco baixo,
secco do corpo fula desdentado na frente ,
olhos pequeos e urna marca de ferida em
urna venta e urna manxa emum braco re-
presenta do 30 a 40 annos ; o outro de nomo
Joao, baixo, muito fulo, desdentado na fren-
te olhos grandes, pernas finas c um tanto
arquiadas de 18 a 20 annos esto de nacao
Rebollo e aquello Camuedongo ; qualquer
pessoa que delles tiver noticias ou os appro-
hender, os podera entregar nesta praca do
Recife a Joao Jos de Carvalbo Moraes ou na
Villa de S. Antao ao Snr. Coronel Tiburtino
Pinto de Almeida ou no mesmo engenho
que ser recompensado.
No dia 26 do p. p. fugioonegro Arcan-
jo Congo, de 20 annos, estatura baixa, cheio
do corpo, olhos pequeos bastante vivos e
avermelhados crtr muito preta cara redon-
da beicos grossos muito ladino tem no
dedo grande do p esquerdo urna ferida ; quem
o pegar leve ao engenho Merer, ou nesta Pra-
ca em casa do abaixo assignado que recom-
pensar com generosidado. = Alexanin Jos
deS.
No dia 7 do corrente fugio o negro Joa-
quim de naro de 38 annos, secco do corpo,
alto com metadededous dedos na mao es-
querda de menos, barbado s no queixo, quan-
do an.a levanta os dedos por causa de cravos
tem e he apelidado pelos outros de Carioca ,
levou vestido camisa e calcas de algodo tran-
cado ; quem o pegar leve a rua do Hospicio n.
36 que ser gratificado.
= No dia 2 para 3 do corrente mez fugirao
tres escravos um de nome Goncalo de na-
cao Angola, altura regular, grosso, tem una
marca no meio das costas que parece ter si-
do castigo. Outro de nome Pedro, tambem de
Angola baixo grosso do corpo bem bar-
bado tem muitas marcas do becbigas. E o
outro de nome Jos tambem Angola tem
duas marcas em ambas as pernas de um talho ,
e outra do urna ferida esteja he bastante ve-
iho ; quem os pegar leve no sitio por traz do
sobrado do finado Monteiro que ser genero-
samente recompensado.
Rkcifb: naTyf. dbM. F. deFaria.=1843


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