Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05004


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Full Text
Auno de 1843.
Sabbado 15
Tudo ajora depende de nos mesmos; di nos pronVneia, moderagao, e energa.: con-
tinuemos como principiamos, e seremos apuntados com admiraco entre as Nacoes mais
culis*. ( l'roclamacio da Aasembleia Geral do fiB4.su.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna, e Parahyba, segundas e aellas fcirsl. Rio Grande do Morle, quintis feiras.
fiuniloe Garannuns, kjlO e 24.
Cabo, SerinhJem, Rio Farinoso, Porto Calvo, Macei, e. Alago as no 1 41. e 21.
Uoa-rialae Florea a 13 28. Sinto Antao, quintas feiras Olinda todos os di as
DAS da SEMANA.
40 Seg. s. Januarioe senscomp. Mm. And. do J. de D. da 2. ,
41 Terg. a. Sabino. Re. Aud. do J. de D. da 3. t.
42 Quarl. s. Joao Gualberlo Ab. Aud. do J. defl). da 4. t.
43 Quint. a Anacleto P. M. Aad. do J. de D, da 8. T.
41 Bes. i, fooaventura t. Aud. do J. de D. d 2. T.
45 Sab. t. Camilo de Lelis. Re. Aud. do J. d J). da 4- t.
4C Do. O Anjo Custodio do Imperio, ,
*

de Julho
Anno XX. "N. tl.
O Dubio publica-se todos o das que nao forem Sjntificados: o prego d assignatara he-
de tres mil res por quarlel pagos adiaiitados Os annuncios dos signantes sao inserido
gratis eos dos que nao forern i rulo do 0 reis p ir liaba. As reclamayea*deTem ser diri-
gidas a esta Tip., ra das Crue* N. 34, ou apraja da Independencia loja de livToi N. 6e8.
cambios.No dia U de Jullio.
Cambio sobre Londres 25 .
Paria 3/ reis por franco,
k Lisboa 111) por 4 (JO de premio.
Mi eda i'e cobre 2 por cento.
dem de letra* de boas firmas 1 f a |.
Ocio-Moedad* 8,100 V.
km da 1, J00
PSATi-Fatace*
PeosColuanaras
ditos .Meiioanos
compra
46,400
4G,iJ
y.tiuo
4,300
l,y0J
4,900
renda.
46,600
10,400
y,20o
1,920
i,'.*
1.92Q
PHASESDA LUA1SUMEZ DE JULHO.
La* Cliei* 11, 2 llorase 16 m. da tarde. I La ora i 27, lis borai e 23 ni. da m; .
Quart.ming. 19, 41 tora** 22 m. dam. | CJuarl. creac. 4, 8* 4 horas e 43 a d Urde.
1. 6 hor** 54 os. da manhaa.
Preamar de hoje
| 2." 7 horas* ISm. d* tarda:
F5**
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>* ?*>J. '-yJ 0>J
PARTE FFICIAl.
Com mando das Armas.
EXPEDIENTE DE 5 DO COKRENTE.
Offlcio Ao Exm. Presidonto, rogando-lho
a expediccao de suas ordens para que fossem
condusidas ao forte do Buraco ou ao arsenal
de guerra a peca de (erro de calibre 12, que se
achava no Varadouro da cidade de Olinda pa-
ra ali levada por alguns estuduntcs e bem as-
sim mais quatrdo mesmo calibre e metal ex-
istente nos fortins de S. Francisco, e Monte-ne-
gro visto estarom os mesmos om abandono.
DitoAo mosmo Exm. Sr., pedindo-lhe pro-
videncia acerca da remoco de alguns presos de
usura existentes na fortalesa do Brum; por as-
sim ser conveniente ao sorvico, o a diciplina.
dem do da 6.
Officio Ao Exm. Presidente, reroettendo-
Ihe para ser presento a junta' de justica o pro-
cesso verbal feito ao primero cadete Antonio
Carlos Paes Barreto em consequencia de irregu-
laridades no sorvico, e falta de cumprimento de
deveres.
Dito Ao mesmo Exm. S., enviando-lhc in-
formado o requerimento de Izabel Mara de Li-
ma, que pedia a exclusao de um seu filho do
batalha de infantaria de guardas nacionaes des-
tacado, onde servia como guarda, por ser o seu
nico arrimo.
Dito Ao coronel commandantc interino da
fortalesa do Brum, prevenindo-o que as nove
horas da manhaa do dia 8 linha do embarcar
para a corte no vapor Bahiana, os 28 recrutas
do Rio Grande do Norte, ali reclusos.
Dito-Ao commandante do batalha de artilha-
i a, pura excluir no da 7, os 55 soldados e re-
crutasdoRio Grande do Norte que se achavao
addidos ao batalha do seu commando, os qua-
cs devia ser enviados para bordo do vapor Ba-
hiana as 9 horas da manhaa do dia oito do cor-
rente e entregues ao capitao Francisco Macha-
do do Bego Barros, devendo declarar na guia
quelheremettia o abono da etape feito as re-
feridas 55 pracasdc21 do moz p. p., 7dostc
mez.
DitoAo Inspector do Arsenal de Marinha ,
a (m de prestar as lanchas necessarias para o
embarque das SS pracas do Rio Grande do
Norte.
DitoAo Commandante da companhia de
cavallarifi, mandando obrir assento de prora
voluntario a Manoel Fulgencio de Lima ,
que nesta dataliia ser excluido do batalha de
infantaria de G. Nacional destacado certo que
nos scus vencimentos devia dscontar a impor-
tancia do (ardamento, que ficou a dever ao dito
batalha segundo a conta que Ihe teria de
ser apresentada pelo respectivo commandante.
DitoAo Commandante da companhia d'ar-
tilifi's remidiendo* Ihe as tullas (los officiaes ,
para seren reformadas elliminando da que
(lisia respailo as gratificaces a do \.> liraila
para o oflicial empreado no laboratorio que
a cobrara agora por um recibo e nos mezes
seguintes pela follia do Arsenal de Guerra e
na dos soldados observar a liecnca do 2. te-
nente Paos liarretto do conformidade com a
ordem do dia de hoje.
Portara Ao Teento coronel comman-
dante do batalha de Infantaria de Guarda Na-
cional destocado mandando excluir ao guarda
Manoel Fulgencio de Lima que voluntaria-
mente se hia alistar na companhia, de cavallaria
a cujo commandante devia remetter a conta do
fardamento que ostava a dever o dito Lima,
a fim do ser discontada a importancia nosseus
vencimentos.
voltei s minhas ideas vclhas, quo nao tem
sido refutadas ; entenda que nao se devia pa-
jear juros ; a estipulaco eita pelo govorno nao
tinha recebido do corpo legislativo a sanceao que
pela le da Regencia devia obter. Alm d i'sto,
tinha intencao de desavir-mo com Portugal,
por ter violado um artigo do tratado : alteou
os impostos sobre nossos gneros, a ponto de
os excluir do seu mercado, e nos nao aproveita-
mos essa occasiao para sacudir o jugo dos trata-
dos da independencia I
Quanto a convencao, eu devo agradecer ao
nobre senador pelo Cear o Sr. segundo secreta-
rio que hontem pode explicar o seu acto sern
que olendessea minha pessoa. Agradeco-lho is-
to muito porque o seu Ilustre collega ( o Sr.
Lopes Gama) bastante tyranno comigo.
Pretendeo o nobre sonador pelo Rio de Janei-
ro convencer-me de que a convencao era boa
ca de Londres. Ate se ha do diier que o gover-
no brasileiro sanecionou urna fraude porque
obrigou-seo Brasil (sem que possa pagar) a a-
mortizar, nao s com 50.000, mas com mais
de 100.000 Isto (ara com que inuitos capi-
talistas compren) essos fundos por baixo proco
e os guarden), espera do quo cheguorn ao
par ; porque nafl amortisando o Brasil ( co-
mo nao pedia os nobres plenipotenciarios ig-
norar), as aplleos logo baixaro faltar-se-ha
ao promettido., eeisahi muitas familias arrui-
nadas por terem acreditado na palavra do go-
verno Brasileiro.
O nobreex-tninistro dos negocios estrange-
ros propiu-se a respondjr a esta observacad ;
mas, pelo quo llio ouvi, nao tem anda estuda-
do a convencao, porque disse que esta minhas
palavras ecpiivaliao a acensar um acto que aug-
mentava o nosso crdito no estrangeiro. Ser
mcio de augmentar o crdito de qualquer deve-
e que cu era um formidavel igporanto nesta ma- dor obrigar-se este ao quo nao ha de, nem pode
INTEIOR.
RIO PF. JANEIRO.
DISCUSSAO DO CRDITO Sl'l'PI.EMENTAft NO
CB
si NADO.
Continuando do n. antecedente.
(Conclusao.)
Al aqu eu nao era mais do que o orgio da
na ausencia do seu Ilustre relator,
terla. Comoeu esteja persuadido que, para so
s.-r diplomata nao sao necessaros estudos es-
peciaos; que, havendo penctracao o os estudos
das sciencias sociaos com algumas outras con-
nexas, se pode ser um excellonte diplomata ,
metlo-me tamben) a dizer quatro palavras so-
bre estas materias. Estarei em erro, e lembro-
mesempro do que disia um lente de ma'hema-
tica, muito celebre, a outro do direito, tambem
muito celebre, na universidade de Coimbra ,
que Ihe porguntava:Para que serve essa geo-
metra que se exige dos mocos que se propoe a
lormar-seem direito?Bespondia-lheo lente de
mathematca:Meu amigo para se nao (azo-
ren) taes perguntas(risadas). Podo ser que eu
merecasimilhante resposta; mas ao menos fal-
lo apadrinbado com homens qu(-, Europa cul-
ta venera.
Disse o nobre senador que cu reprovo a con-
vencao, porque ello nao sesubjeita a partidos ,
porque a sua rasao guia-se por si. Eu nunca
convidel o nobre senador para algum partido ,
nem sei mesmo se tenho partido; ao menos nin-
guem dir que tem tratado comigo sobre algum
objectode partido ; nunca pedi um voto ao no-
bre senador, nem a algum outro. Ento para
que se me ha de attribuir o intuito do contrariar
urna obra do nobre senador s porque elle nao
se quersubjeitar ao meu partido? qual 6 o meu
partido?!....
Disse mais o nobre senador que eu nao achava
obra boa senao a quo sahe de minhas maos. Ora,
o seriado sabe que eu tenho a honra de sentar-
me nesta casa ha cinco annos; quantas emen-
das tenho eu feito, quantos projectos de Iei nao
tenho eu approvado? Eu convido a quem assim
me acusa a ira secretaria ver as minhas emen-
das e l encontrar algumas escripias pela le-
tra do nobre cx-ministro da justica eassigna-
das por mim apparecendo eu nesto caso como
orga do Sr. Paulino, que, pela idade, at po-
da ser meu filho. Qual e pois o meu orgu-
Iho ?!....
Disso o nobre senador quo fui cu quem o of-
fendi, que o tachei de inepto, porque reprovo
a sua convencao. Mas nao poderei eu diser o
contrario? Roprovei esta convencao quando
ministro; ella me pareca prejudicial ; foi de-
pois approvada pelo nobre senador; logo, pelo
seu principio, tachou-mo de inepto aecusou-
mc perante o paiz de deleixado quando se trata-
va de seus interesses.
O nobre senador disse, com sorriso de com-
palxao:Disso na5 duvido eu. Mas o meu
engao procede de que a convencao principia
por declarar que ella feita em conformidade da
convencao secreta de 29 de agosto do 1825, em
que se estipulou que a divida de governo a go-
verno seria liquidada por urna commisso espe-
cial. Eu nao vi declaraco alguma a que se pu-
desse referir essa regra geral e disse que, co-
mo estavamus na posse de soflrer .interpetraces
contra nos, era provavel que nao tivesse mais
lugar reclamaco alguma para estas liquidares,
visto que se tinha d.ido execufao piona a essa
convencao secreta.
(O orador (az, a este respoito, mais algumas
observaces que nao se gpufceberaS e conti-
na.)
O nobre senador disse quo nao tinha im-
posto obrigaca nova ao Brasil no artigo tercri-
ro dessa convencao; porque, se o Brasil nao
podessa amortisar, como determinava esse ar-
tigo nao amortisaria. Mas cnlao para que
elle ? Eli pens q'lll esse artigo lia cumprir ?Tem-se aitiorlisado este empresti-
mo apesarfle que at o presente o governo s
fosse obrigado a concorror com 50.000 para
amortisaead ? Nao: logo como so diz que esta
promessa v.ii augmentar o crdito do Brasil nos
paizes estra,ngciros .' Vai elevar momentnea-
mente as apolices em proveito de especuladores
que lucraro custa de muitas familias, o nes-
so caso tem lugar a regra dos taes Israelitas do
Sr Hollanda Cavalcante.
Tem-se insistido em que a convenci est
muito bem feita. Srs.! ou nunca disso que os
commissarios brasilciros a tinh.o feito mal; eu
nao tenho entrado na analyse das parcellas. O
que eu entendo que se devia recommendar aos
plenipotenciarios era que clles nao consentis-
semqueas quantias adiantadas a Portugal fos-
sem abonadas em outra conta que nao fosse a
do emprestimo. Disse-me hontem o nobre sena-
dor o Sr. segundo secretario que antes so de-
viao abonar na divida das 600.000, porque es-
lava vencida. Euja respond a esse argumento
que tambem a divida do emprestimo eslava
vencida.At houve esta irrcgularidade (eu nao
quero alargar-me muito sobre a cifra); o gover-
no brasileiro tinha j comprado na piara de
Londres, apolices para amortisar o emprestimo,
e estas mesmas apolices forao entregues ao go-
verno portuguez : contemplara5-se essas apoli-
ces nessa convencao? Alem de que o governo
portuguez recebeu do governo brasileiro
550.000, sem declaraco da divida em que de-
vera ser abonada esta soma.
Srs., esta divida das 600.000 urna divida
particular ; estas propriedades que constituia
bens livres do Sr. D. Joao VI, passarao a seus
herdeiros. IIojo 6 que essas propriedades consti-
ltu'iii bens de croa porqu i fora pagas pelo
thesouro nacional; mas antes, nao. Por isso
al nao havia quem recebesse essa quantia em
Londres: cnlretanto despresou-se tudo isto.
Eu ainda nao sei o quo se ha de responder aos
herdeiros do Sr. I). Joao VI, se pedirem o pa-
gamento desta divida. Dir-se-lhes-ha que se dou
o saldo dclla para a restauracao da cora da Sc-
nhora D. Maria II?!....Sel). Miguel citar o
governo do Brasil a esto respeito, dar-se-Ihe-
lia por ventura esta resposta ? dir-sc-lhe-ha o
que disem os Portugueses ao Brasil:dai-me
para c 3,000 e tantos contos que nos gastamos
com acon.lufaodo tropas para Montevideo, o
fornecimento das do general Madeira, que derra-
mara.)) o vosso sangue na Babia?!....
Eu argumento deste modo ; nao sei como o
Sr. ministro de estrangeiros nao acha proce-
dente esta argumentacao.1 Ao menos eu a apre-
cio muito porque me parece que exprime o
sentimentode todos os Brasileiros.
Nos entregamos este dinheiro a Portugal para
se restaurar o throno da Sra. ti. Maria II; com-
promettemos assim os nossos inleresses financei-
ros porque deveriamos pagar ao governo de
Portugal no caso de que nao triumphasso a eau-
sa da rainha : alem disto, arriscamo-nosa urna
que assignou a convencao disso que Portugal
perdeu muito !Nao (oaos nos que perdemos ?
nao ora nos que o governo de Portugal devia
pedir quepagasso-mos o emprestimo como nos
tinhamos obrigado pelo tratado de 1825 ? como
foi Portugal fazer estas kransaccSes oapraoa de
Londres sotn nossa audiencia? !...
OSr. Lopes Gama, d um aparte quo nao se
pere ebeu.
O .Sr. Vasconrelhs:Sr. presidente eu na5
quero descer muito analyse dos algarismos ;
mas protesto (azol-o na terceira discusso.
Entendo mais que nao se rlevia ter celebrado
esta convencao, sem que primeiro Portugal ha-
bilitasse o seu ministro nesla corle com as ins-
trucedes necessarias para so liquidar a divida de
governo a governo. Os nobres plenipotenciarios
que fisera a convencao dizem :Nao, porque
isto complicara urna divida inqucstinnavel li-
quida, com urna divida que nao se poder li-
quidar sena depois de muitos annos.A este
respeito, eu posso responder com a mesma con-
vencao porque os nobres plenipotenciarios li-
quidara dividas diversas, cmoda condcelo
de tropas para a ilha Terceira da ilha Tercei-
ra para aqui c daqui para a Europa, etc. Pois,
cnta nao se pode nessa occasiaS liquidar quan-
to nos deviamosa Portugal pela conducca das
tropas a Montevideo e para fornecimento das.
tropas na Baha?! Se isto so pode faser, por
que nao se liquidou tambem o que Portugal nos
devia por transporte de tropas?
Mas eu nao censuro aos nobres plenipoten-
ciarios por nao terem feito isto porque enten-
do quo nao objectoem que os plenipotencia-
rios devein ter a iniciativa devem cingir-se as
instrucc^es.
Eu disse hontem que nao conhecia plenipo-
tenciario responsavel; porque se for aecusado
um acto meu como plenipotenciario heide
deixar a defesa ao ministerio que me deu as ins-
trucces salvo quando ello me dissercxpli-
que-so; alias poderia at compromotter a
causa ministerial. Nao quero dizer com isto que>
um plenipotenciario, que tem de desempenhar
seus deveres a grande distancia nao seja res-
ponsavel; pois aquello que faz um tratado no lu-
gar em que est o seu ministro quo se sup-
poo que todos os das ihe vai communicar o es-
tado da negociaca e quo taes sao as intences
dos negociadores, este plenipotenciario e es-
ponsavel ? !... Eu pens que nao; aomenosde-
sejava que se me apontassem os principios do
direito que tomai) responsavel um tal plenipo-
tenciario.
Sr. presidente eu nao pretendo diser mais pa-
lavra nesta discusso sobro esto objecto por-
que nao faco opposigao ao governo. Nao posso
porem doixar do emittir a minha opiniao em
materias como esta porque eu reprovei estes
actos nao s como deputado isto cumo
funecionario publico irresponsavel, mas como
ministro. Assim tenho feito a minha obrigaca.
(Da Sentinella.)
DIARIO DE PEIIMJIBlIII,
commisso,
o Sr. Alves Uranco. Depois, Sr. Presidente, I interpretado na Europa, principalmente na pra-
o governo de Portugal, por isso
que prestavamos auxilio desta naturesa a seus
ininiigos. Restaurou-se o throno da Sra. I)
Maria II ; poda o seu governo qucixar-se se
o Brasil dissesse :estas quantias todas devem
ser abonadas na divida do emprestimo praca
de Londres?O governo portuguez diriaj:
Vstendes dcixadode pagar o emprestimo co-
mo ("mies mais crcdil eu na praca de
Londres, contrahium emprestimo, ouarran-
iai-voscom os credores riellc,Mas nao nroco-
iien assim i e <> nobre senador plenipotenciario,
O discurso do Sr. Deputado Peixoto de Bri-
to pronunciado na Cmara na sessao de 20 do
passado, e continuado no Diario do Rio de Ja-
neiro foi com avidez transcripto no Diario No-
vo n. 14(i; sentimos porem nao poder formar a
seu respeito o mesmo juizo que faz o Diario
Novo, de que nelle se achao expostos o estado
calamitoso do Brasil c osmeios que existem para
salva-lo. Deploramos de coraco, que o repre-
sentante de Pernambuco tomasse ideas lo ex-
tremas e collocando-so em urna opposicao a-
bandonada se desligasse de todo o systema poli-
tico ; e nao menos que desse lugar a Ihe ser roti-
lada a palavra por deciso do Presidente eda
suacamura ea esse tumulto quo nos refere o
Jornal do Commercio n. 166.
Parece que o Sr. Peixoto de Brito tinha ani-
mo muito deliberado desair da ordem na Cma-
ra dos Depulados: e se Ihe fosse licito o aos -
tros seus collegas discorrer tao lora da materia
em discusso e impugnando um artigo do or-
namento da receita acerca da ancutugem derra-
marse sobre o estado do Brasil suas causas,
meios de melhora-lo e erros de seus Ministros,
nao seria mais possivel haver discusso regular,
ludo seria desorden) e confnso no Parlamento
jue sem poder dar una asso se acLaria iuuli-



usado suffocado o systema Representativo ,
coiii triste eftemplo da loucura dos horneas.
O re presentan te da Nagao pode denegar quacs-
quer meios ao Gqverno em cujos Membros nao
tem a neeessana confianea de que os appquem
em beneficio do Estado fundar nessa falta do
confianea o seu \oto, e dar mesmo algumas ex-
plicacoes mais particulares em relaco ao obj oc-
io de que se trate; porem aquelle que tem pro-
posito de mostrar oserros de urna administracao,
rettrando-lbe seu voto e levantar assim na
representado Nacional urna questo de vida ,
ou morte de absolvilo ou condemnacao
de um Ministerio o de salvadlo ou abismo pa-
ra o Estado, nosodevo fiar somonte as suas
ideas, e pretender" que ellas sejiio abracadas sem
xamc nem tambem apresental-as s pelo do-
sejo de fallar som resultado sem procurar dar-
Jhes triumpho o convencer os espiritos. por
isso seo dcv'r procurar urna discussao rogular ,
cm que todos se possao ouvir e pronunciar, en-
trar em um combate leal e nao arrojar ideas
tao altas em urna discussao muito fra de pro-
posito, sem prevenco da parte dos que tem pen-
sarnento diverso, e sem que mesmo seja possivel
sem perturbarlo completa dos trabalhos aceitar
a luva. A timidez, ou a sufocacao c o esqueci-
mento da tctica parlamentar smente podem
Jevar a tao irregular procedimento. O Sr. Pei-
xoto de Bnto se quera entrar em to vasto cam-
po e ajustar com lealdadc sua lanca com os que
tem diverso pensamento devia provocar para
esse fim urna discussao especial segundo os es-
tilos dos Parlamentos ; apresentasse um reque-
rimento ou indicaco proposesse urna delibe-
racao ou votacao mesmo um voto de repro-
vacao e censura, em que tivesse occasiao de de-
senvolver os seus pensamentos, e disputar em
terreno descoberto ; ento-poderia a nacao ga-
nhar alguma cousa, conbecer-se-ia deque parte
cstava a razao apreciar-se-io suas ideas, e a
politica actual ou se mostrara digna da nacao,
e capaz de benecicia!-a ou seria reduzida a
abandonar o campo mais bein combinado pen-
samento.
Isto pelo que toca a maneira e occasiao da
discussao, agora examinemos qual fosse o pen-
samento poltico do Sr. Peixoto de Brito :
forca confessar, que no seo discurso nenhum
transluz. Que o Brasil ainda nao sabio do esta-
do difTicil e laborioso cm que se acha desde
1822 e que em quanto por um lado melhora
a sua sorte e d espera ncas de progresso por
outro os negocios se complico e tomao urna
face horrorosa o que todos sabem, c nao era
mister esforco para o mostrar. Porm este es-
tado resultado das oscillaccs de um Paiz novo
na vida social e politica nao foi explicado nem
comprehendido por esse discurso. Que o Bra-
sil tenha um exercito capaz de servir de mo-
delo a Europa, quecstinga a sua divida c a-
cabe o papel mooda dentro de 6 annos; que te-
hba urna legislaoao sabia e adequada que
seja livre da fraude da prevaricado do patro-
nato e da ignorancia que adquira toda a
importancia para com as nacoes estrangoiras,
- que domine na America e nao se d um ti-
ro no Rio da Prata sem sua licenca que den-
tro de um anno goze plena paz e tranquilidade,
terminada a rebelliao do Sul c suffocado o es-
pirito de desordem em toda a parte em fim ,
que seja feliz todo o Brasilciro o deseja. Mas
os meios de eonseguir tao elevados bens sao o
ponto da difficuldade e o Sr. Peixoto nao os
poz patentes. Parece ter as chaves da Cidade
deManoa Capital do Eldorado, possuir a
verdadeira pedra philosophal, ou alguns dess-s
aneis das Fadas, com que tudo podesse por a seo
desejo porm humanamente nada mostrou
como poder-se-ia obter ; nem ao menos nos a-
dantou a mais pequea esperanca, deque en-
trassemos no caminho de tantos beneficios.
O estado do Brasil longe de ser calamitoso
seria bem rizonho, se tao a mao se achas-
se o remedio para a sua prosperidade que
nao poderia j mais ser embaracada pela igno-
rancia ou pela sordidez.
Todos os governos passadqs e presentes pare-
"cem apostados para banir de nossa trra o sonso
commum : uma veriadera crusada contra a
honra, o bem estar, a riqueza e a prosperidade do
paiz. Eis o desengao do Scnhor Peixo-
to de Brito que nao devera admirar-se nem
pensar de outra maneira quando, depois de ha-
ver dito, que ainda possuimos alguns homens,
ainda que poucos eminentes em virtudc e sa-
ber no meioda degradaco quasi geral. os-
tabelece que em 22 annos d'administracao nao
tivemos urna capacidade cima do commum do
mais ordinario quilate. Assim o Sr. Peixoto de
Brito nao teve nem tem systema nem princi-
pios adoptados no Brasil, a que se ligue ; ven-
do mijito de alto todas;i* adroinistraefies, e na
impossibilidade de intentara aecusaco de cada
una de per si ira-se cheio dodesdem contra to-
dos e scm si confia. A sua questo in-
teiramente individual, vai ainda adiante do Sr.
Beboucas que ao menos apoiava em prteos
homens de Julho e em parte os do Setembro,
por isso nao tem de estabelecor principios, nem
systema governativo nem de analysal-os tam-
bem ; lanca os olhos sobre os resultados das ad-
ininistracocs at aqui, apresenta cm linda pers-
pectiva, tudo o que era capaz de rcalisar sem
outra linba de limites, mais que o possivel ab-
soluto o ento s faltou-lho ser consequentc
em um ponto acerca daunidadodepensamen-
tos, por quanto o seo pensamento individual,
depende da forca propria e s poderia achar
unidade nodo Monarcha, que dando-lhesuain-
toira confianea a elle s outorgasse o governo do
estado.
O Sr. Dcputado Peixoto de Brito commetteo
um grande erro, e nos que o lamentamos nao le-
varnos tencao do fazer a analyse do seo discurso;
ronsiderando-o somonte em duas relacoes mais
geraos, entendemos nao s que elle destituido
de todo o resultado ou influencia benfica co-
mo o julgamos um verdadeiro desservico a cau-
sa publica. O Povo nao pode aquilatar de-
vidamente tudo que nesse discurso se diz ;
no entretanto o scopticismo que nos des-
lenla e corroe se desenvolvo c dilata e a
desconfianza do todas as instituices e de to-
dos os homens ganha forcasem quanto por ou-
tro lado as grandes palavras de ventura d'esse
discurso enchendo e inflamando as imaginaces
smenle servirao de animar a reluctancia con-
tra os poderes do estado. Com toda a forca
condemnmos as ultimas palavras do Sr.Peixoto
de Brito na Cmara dos Deputados despeitoso
pela votacao que o julgou fra da ordem. As
Provincias do Norte nao tem de cuidar em si,
jestao muito caneadas e desengaadas de tan-
tas discussocs irritantes vagas e infructferas e
incumbindo aos representantes da nacao de cui-
darem dos seos interesses cm commum com os
de todo o Imperio s nasuaunio v6m prin-
cipios de forca, do progressoe fclicdade:s que-
rem com o desenvolvimento das nossas institui-
ces a consolidayao da paz publica sem o que
todos os diroitos e todas as vantagens scrao pre-
carias o sem valor.
Varedade.
O CARAPUCEIRO.
O NAO SEI QUE.
0 que ser em que consistir csso no sei
que em que tanto se falla ? Ser alguma qua-
lidade oceulta dos Peripatticos? Serao os prin-
cipios de atrago o repulso que tem lugar
assim no fizico como no moral ? Ser algu-
ma feiticaria em que muita gente er ? Tu-
do ignoro a esto respeito, entre tanto que a ca-
da passo estou ouvindo citar a auctoridade do
no sei que. Vive D. Mariquinhas embelleza-
da de um sujeilo que he o proprio Bertoldo ,
fcio mal amanhado grosseiro e tolo : e de
que se namorou esta,menina? Nao se podo ex-
plicar o fenmeno se nao dVendo que foi o
nao sei que e isto diz tudo.
Quantas vezes vemos urna bellasenhora.cheia
de encantos, e de gracas esposada com um sa-
tyro brutal, e nojento que s pareca dc-
vra casar com alguma das Parcas! E o que
mais he viver mui satifeita com elle He poi-
que o tal simi-capro tem o seu nao sei que e
he quanto basta. A Mythologia que s ve-
zes encerrava muita moralidade nos diz, que
Venus a mais formosa das deosas desprezou to-
dos os agrados do proprio Jpiter para namo-
rar-se de Vulcano que alm do desforme era
cocho e sempre tisnado ; porque trabalhava
na forja : finalmente dcixou de aceitar os amo-
res do primeiro e do mais bello dos dcoses pa-
ra se enfeiticar d'um ferreiro! E que outra ra-
sao podia haver, se nao omysterioso nao sei
quel
Por outra parto que espantosas proezas nos
nao refere do famoso Hercules a Historia .dos
tempos heroicos Elle desqueixou o Leo de
Nema matou a hydra de Lerne subjugou
o porco de Erymantho agarrou a corsa de ps
de bronze livrou a Arcadia das funestas aves
do lago Stymphale, domou o famoso Minotau-
ro tomou os Tero/es cavallos de Diomodes e
os boisdcGerio apanhou os pomos do jar
dim das Hespridos, 'arrancou a Thesoo dos in-
fernos exterminou os Centauros, tirou do or-
co ao Cerbero donde tambem subtrahio Al-
c'este livrou a Hesione do monstro, que ia de-
voralla ea Promctheo do abutre, quo Ihe ro-
ca as entranbas aliviou a Atlas, que aecurva-
va sob o pezo do Ceo, que Ihe eslava nos hom-
bros o separou as duas montanhas chama-
das ao depois columnas d'HcrcuIes. Tcvc in-
nmeras amantes de quem sempre zombou ;
mas a final veio a ficar pateta por Ump'tiale, que
at o poz a fiar no meio das suas damas; e por-
que? Por que nclla encontrou o tal no sei
que nem d'outra sorte se pode perceber a ra-
sao suficiente de tanta degradaco.
1 altaran lindos, e graciosos amantes casta
que nao : mas s um
!l
Diana? Certamento
Ihe deo no goto, como se cosiuma dizer s<> esenptos ) anrmou-iiie que nunca a deixa-
Endemiao Ihe cabio ero graca e nao foi, sejria ir aumsbaile. Maldicto Carapuceiro
nao por causa do fatal nSo sei que. Todos ad-
mirao todos pasmo de ver a paixao que D.
Aninha mostra por certo marmanjo. Ella he
joven he linda espirituosa e engracada: e
elle? Tem urna cara abominavel he perni-
longo tem um par de ps, que parecem duas
alvarengas e alm disto nao abre bocea que
nao solt um chorrilho do parvoices : mas assim
mesmo D. Aninha vive, tao namorada deste fran-
catripas, que por elle despreza os mais bellos ,
e pentiparados Adonis quo porfa a reques-
15o : e nao h outro motivo se nao o no sei
que.
Houve aqui antigamente urna menina tao
formosa e pretendida, que bem so podia cha-
mar a moderna Elena por amor da qual hou-
ve alguma cousa que se parecia com a guerra
do Troia ; porque os mais guapos e briosos
gamenhos desses tempos por ella tiverao desa-
fios e muitas vezes batcro-so Curiosamente.
Era a joven tao soberba e desdenhosa que
para todos olhava com senhoril ndifferenca e
nem um riso afagador se dignava repartir com
os miseros padecentes de maneira que j era
proverbial a esquivanca dessa deosa. Por mal
depeccados foi morar deronto della um mestre
de meninos horrivelmente foio e alm disto
entrevado. Esto Vulcano tocava violla e te-
ve o arrojo de se fazer querido da moca. Nos
Domingos, e dias Santos, o mormente em noi-
tes de luar fazia arrastrar para a janella o espre-
guiceiro cm que jazia encarquilhado, o pu-
nha-se a zangarrear na banza horas rsquecidas.
Quem imaginaria que aquella deidade tao es-
quiva e orgulhosa fizesse o menor caso desse
patela estuporado ? Pois fez, e mais que fez ,
e tanto se embcllesou do no sei que que por
elle sofreo grandes trabalhos, e alinal veio a
dar-lhe a mao desposa !
Com muito ace'rto.fi gura va a Mytologia me-
nino e ceg a Cupido dos do amor; me-
ninp por seus devaneios o extravagancias ,
ceg por que nao atiende rasao d por paos,
e por podras, e muitas vezes nao se determina,
se nao pelo tal nao sei que que ninguem he
capaz do conheccr nem explicar. Nao pen-
se m os jovens mais bem apessoados o garridos,
nao imaginem os homens mais espirituosos. e
de melhores maneiras que com todas estas
prendas estao habilitados para conquistar co-
racoes feminiz : nao ; por que muitas vezes de
nada valcm taes predicados se Ibes falta o in-
decifravel nao sei que. Assim tambem nao se
desgostem os Faunos os Pans, os simicapros,
os Tersites, o.'Esopos, e Bertoldos do haverem
sido tao maltraclados da natureza ; per que n-
pezar de lodos os seus defeitos podem possoir o
nao sei que, e virom a cahir em graca s mais
encantadoras beldades.
Nao se entenda porm quo esse segredo do
nao sei que s foi partilha do bello sexo : nos
homens tambem o encontramos corno nos
mostra a quotidiana experiencia. Olanlos
sujeitos alias bem parecidos, e casados com sc-
nhoras bellas e cheias de atractivos, abando-
no-as, postergao todos os seus deveres, e vivem
como embriagados por estupores indignosde to-
da a estima Olanlos dcixo as senhoras lin-
das e graciosas para se esperdicarcm pelas es-
cravas ? E como se podo conceber tal extrava-
gancia so n3o recorrendo ao enigmtico no
sei quel
Vivo D. Bellinha miseravelmento infeitica-
da por cerlo jagodes, que parece urna carica-
tura. Prenlas e amigas Ihe extranhao tan-
ta extravagancia c Ihe dizem : que acha Voc
nesse bobo para o preferir a to genliz pretcn-
denles? Nao be elle Icio, como um mono?
Nao he mal feito o degeitoso? Nao he gros-
seiro e aparvalhado ? Tudo ser ( responde
em confianea a boa menina ) : conheco que
nada tem de formoso : mas descubro-llie um
nao sei que que me agrada quo me encan-
ta e para os meus olhos nao ha homem mais
amavel. E nao ha que se Ihe retruque ; por
quo se se aperta com ella descarta-se de tudo
com o sedico proloquio quem o feio ama bo-
nito Ihe parece.: e est decidida a questo.
Ser invencao minha quanto bei dicto a este
respeito? Nohavero muitos e muitas, em
quem assentem como do molde estas carapucas?
Entre-tanto nao fallao senhoras quesezan-
gao dos meus escriptos com quanto nelles se
nao encontrem se nao retractos gonerigos e
nunca assempre odiosas aluses. Dizem, que
tenho tomado a tarefa de desapreciar o I ello
sexo ; o quo he urna calumnia manifesta. Pelo
contrario por que muito respeito e estimo as
senhoras, he, que as desejo ver purificadas de
certos defeitos, de certas baldazinhas &c. &c.
Asjoias que mais seestimao sao as que se
quercm sempre limpas ecom o seu brilho
natural. Nao ha muitos dias, que certa se-
nbora rogou-mc pragas horriveis declamou
contra mim como um Cicero contra A erres,
ou contra Catilioa ; por que o pai ( que me
faz a honra do ler o aplaudir os meus pobres!

( exclamou ella enfurecida ). Meu pai j ia
quebrando por seu insuportavel rigorismo ; j
mostrava alguma tolerancia pelas modas, e bom
tom : mas depois que entrou a ler o demonio
do Carapuceiro, tem-se tornado cada vez mais
carranca, mais austero c impertinente a pon-
to de ja haver declarado que nunca hci de ir
a nenhum baile. Semelhante papel nao se de-
vora imprimir, nem publicar: arrenego do
Carapuceiro e de quantos delle dao f. Ora
por vida minha que culpa tenho eu do excesivo
. n W\ ^^t ^aii tnA rifnrudn
escrpulo desse pai
Eu nao sou tao rigorista r
intolerante que reprove absolutamente o*
bailes, e outros passatempos honestos: oque
reprovo sim he o excesso ou o abuso ; o quo
nao posso deixar de censurar he quo urna se-
nhora nao cuide em outra cousa se nao em
bailes, &c. &c. Parece-me que estou na
raso.
Mas o Carapuceiro ( dizem algumas) vivo
clamando contra as modas. Tambem he isto
urna calumnia; porque o Carapuceiro s tem
reprovado, a exageracao, ou a extravagancia das
modas. Aqui ha alguns annos por ex. an-
dou muito cm voga a dansa intitulada o galope;
eem verdade achei extravagante que damas,
ecavalheirns folgassem do arremedar um dos
passos proprios das bestas, alm de que pare-
ce-me que essas dansas violentas s sao tole-
raveis cm paizes fros. Passou a tal moda do
galope ; e muito depois he que apparece a
exquisita moda dos cabrestosdas senhoras. F-
ra da extravagancia, o desrespeito de reduzir a
bello sexo condicao dos cavallos eu descubro
nisto um anacronismo ; por que a epocha dos
galopes devia ser quanto a mim a epocha
dos cabrestos. E quanto nao he indecoroso o,
andarem mocamas por essas lojas Francezas
perguntando tem cabrestos de senhoras ?
E que culpa tem destas cousas o Carapuceiro 1
Reconbeco que o mundo a esto respeito
sempre foi assim pouco mais, ou menos; mas
tambem sempre houve quem descarregasse o
azorrague da satyra nos usos costumes, e
modas extravagantes da seu seculo Ah l
Quam distante est o pobre Carapuceiro d'um
Juvenal, d'um Marcial, d'um Luciano d'um
Erasmo d'um Horacio d'um Boileau, d'um
Jouy d'um Pigault-I.ebrun, d'um Le-Sago ,
d'um Cervantes, d'um Gaspar Gozi d'um
J. B. Casti, d'umGarcao, d'um Nicolao To-
tentino !
Se em vez d'um pequeo artigo cu lomasse a
tarefa de compor urna extensa diserlacao a res-
peito do tal nao sei que talvez podesse provar ,
que esto he o principio ou a rasao suiTiciento
de muitos fenmenos moraes, de muitos suc-
cessos espantosos, de muitas contradi oes do es-
pirito humano : nem outra explicaco plausi-
vel se pode dar pertinacia, com que nos, alias
t5o instruidos pela luz da F obrando o con-
trario do que eremos, caminhamos a largos pas-
sos, e alegremente para o inferno. Com efeito
se be verdade como diz Aristteles que o .So-
berano Bem he a cousa por que todos fazemos
o maiorempenho parece, que ba no inferno
um nao sei que de atractivo que torna-se para
a mor parte dos homens oseusummo bem. A
Historia at nos diz que sujeitos do maior sa-
ber e hroes conhecidos por taes nem sempre
esperro que a morte os viesse subtrabir ao
mundo ; pois preveniro este indefectivel acon-
tecimen'to com urna morte voluntaria s para so
arremessarem mais de pressa no inferno. Assim
o praticou* Sal o primeiro Rei dos Hebreos, nao
obstante ser ungido do Senhor: assim se descap-
tivou da vida o famoso Judas Iscariotes quo
desesperado por haver alraicoado e vendido
seu Divino Mestre suspendeo se d'um laco
maneira de negro novo. O mesmo gosto pouco
mais, ou menos teve o celebre Poncio Pilatos,
cujo nomo posto no Symbolo dos Apostlos nao
se delira jamis da memoria dos homens em
quanto existir sobre a trra o Culto doHomcm
Dos.
Que outro principio differente de nao sei
que levou ao suicidio muitos simi-dcoses, h-
roes, e os maiores homens da Antiguidade pro-
fana ? O que succedeo ao precitado Hercules,
um dos maiores maganos dessas eras? Dejanira,
penltima das suas predilectas, tendo por noti-
cia que elle fora-lhe infiel roubando a bella
Jola com quem se passra para a Iba do Eu-
b<'a mandou-Ihe urna camisa tinta no sangue
do Centauro Nsso crendo dest'arto acender-
Ihe o amor de seu marido : mas apenas Hercu-
les a veslio entrou em tal furor, que nao pode
acalmar, se nao arremessando-se fogueira ,
quo elle mesmo adrara com suas proprios maos.
Pelo mesmo no sei que suicidro-sc Ajax ,
Temestocles, Annibal, Mitridates, Mario, Bru-
to, c Cassio, Catao, ero e outros muitos: o
o mais he, que at filsofos ccdCro ao poderoso
predominio do no sei que arrancando a vida
a si proprios como o referido Aristteles, Ca-
la no (llcombrote Empedocles, c Aristarco.
Al no sexo amavel encontrao-se cxemplos do
suicidios, ou provas to iuesiricavel mjsieriouu
nao sei que. Taes forao a Ilustre, e encantado-
1


*
ra Dido a infeliz Jocasta, a pudibunda, e cas-
ta Luereica, a desgranada Amate, a bella, c ga-
lante Cleopatra a fiel, e tcrnissima P.orcia a
admiravel, e heroica Arria c a famosa Supli,
&C. O principio do nao sei que estonde-sc anda
as cousas mais usuaes da vida; por que (plantas
vezes sem molestia conhecida sentimo-nos en-
cummodados, e se nos pcrguntao o que pade-
cemos logo nos occorre em resposta o tal nao
sei que"! A cada passo ouvimos dizer Sei, que
fulano he feio, anda mal trajado, &c.; mas tem
um nao sei que que me leva a gostar delle, a
pezar de todos os seus deeitos. Reconheco a ex-
travagancia (diz D. Chiquinha) de um homem
querer imitar as barbas dum bode : porm acho
um nao sei que as do joven Quinquim que
muito me satisfazem. J houve-finalmente um
sujeito que extremosamente se apaixonou por
urna moca quo era caraOlha ; e francamente
onfessou que nesse mesmo deleito encontrara
um nao sei que do gracioso, que fora o que mais
pseduzira !
A sociedade de Medicina de Pernambuco.
De quantas associacoes se tem por aqui cre-
ado nenbuma me parce tao til tao digna da
geral estima como a nossa Sociedade de Me-
dicina. Compoe-se ella dos mais peritos Facul-
tativos, e envida todos os seus esforcos por pro-
mover o importantissimo negocio dasaudepu-
1)1 ica.
Quanto nao he respeitavel esta Sociedade, que
em seus regulamentos tem estahelecido que
um de seus Ilustres socios semanariamente d
audiencia aos pobres ouca a exposicao de suas
enfermidades, e os receite de graca ? He de ad-
vertir que todos esses Srs. Facultativos sao a
toda a hora procurados por pessoas abastadas e
tem muitas casas de partido, a que accodir. To-
dava abrem mao de seus lucros para soccorrer,
cada um por sua vez, a humanizado indigente,
e que padece em sua saude. Honra a tao dignos
cidadaos, a homens, que tao nobremente sa-
bem exercer actos de tao bem entendida bene-
ficencia.
Alm destes importantes servicos a Sociedade
publica um Peridico sob o titulo de Annaes
da Medicina Pernambucana, em o qual ap-
presenta luminosas disertages sobre as enfermi-
dades indemicas do paiz suas causas seus di-
agnsticos e os recursos therapeuticos, de que
se deve laucar mao e bem assim os meios de
establecer a hegiona publica. A utilidade de
taes escriptos nSo ha mister ser demonstrada pe-
la minha fraca penna. A saude he um bem de
primeira ordom que a todos toca, a todos on-
teressa ; e por isso julgo mu apreciareis os fo-
Ihelos Peridicos da nossa Illustre sociedade de
Medicina.
mer capitao Alexandre Hall com a mes-
ma carga quo trouco de Pbiladelphia.
Editaes.
A lan doga.
Bendimento do dia 14.......... 5:122$53
Descarregao hoje 1S.
Escuna Ariel fazendas farinha de
trigo, cravo canella o bolaxi-
nba.
Brigue Laura fumo manteiga banha
de porco farinha, e ceblas.
IMPOKTACA.
Ariel, pataxo Americano vindo do Phi-
ladelfia entrado no corrente mez consigna-
do a Matheus Austin &i C. manifestou o se-
guinte :
01 fardos d'algodiiosinho lizo 23 ditos di-
to entramado 1-1 caixas dito dito, 21 ditas
dito azul 13 ditas de riscados 18 ditas coin
canella 2 barricas com cravo da india 424
barriquinhas bolaxinhas 872 barricas farinha
de trigo 1 embrulho taboinhas para varanda ,
1 barril a7.eite de espermacete lOOprezuntos ;
aos consignatarios.
Movimenlo do Porto.
Navio sahido no dia 13.
Liverpool; brigue inglez Maypo, capitao Ro-
berto Fulton carga assucar.
Entrado no mesmo dia.
Cotlc ; 45 dias, polaca sarda Daro de 107
toneladas, capitao James Bonsignore, equi-
pageni 11 carga vinho, massas, c &c. : ao
capitao.
Sahidos no dia 14.
Rio de Janeiro; patacho bra/iloiro Affonso 1.,
capito Jos Antonio Martina Jnior cuiyu
diversos gneros.
Rio Grande do Sul; brigue escuna brazileiro
Isabel, capitao Joaquim Antonio Gadr, car-
= Pela thesouraria das rendas provinciaes ,
emeumprimento de ordem superior se ha de
contractar no dia 7 d'agoslo deste auno o alca-
troamento do todas as madeiras da ponte do Re-
cifo oreado em Rs. 1:6388593 so!) as condi-
ces publicadas no Diario n. 141 de 4 de julho.
A discripcao da obra poder ser examinada na
reparticao das obras publicas pelos concurrentes,
que deverao dirigir thesouraria as suas pro-
postas corn antecedencia em cartas fechadas, que
serao abertas no dia aprasado.
Oeclaracoes.
Cartas seguras na administracao do cor-
reio vindas do Rio do Janeiro, para os Srs. Car-
los Martins do Almeida o Jos Francisco Be-
lem.
Avisos martimos.
Para o Aracaty segu com brevidade, por ter
parto de sou carregamento prompto o patacho
nacional Laurentina frazileira, forrado e pre-
gado de cobre ; quem no mesmo quizer carre-
gar, ou ir de passagem dirija-se ao seu propie-
tario Lourenco Jos das Neves na ra da Cruz
n. 64 ou ao capito do mesmo Antonio
Germano das Neves.
Para a Babia o lanchao Bom Jezus dos
Navegantes, mestre Joaquim Francisco da Cos-
ta a sabir com brevidade ; para carga trata-se
corn o mesmo mestre a bordo ou com J. Sa-
poriti.
Para o Rio de Janeiro com esciila pela
Babia a sumaca Carolina, capitao Manoel Ro-
drigues Pimenta da Cunha recebe carga para
os dous portos tendo no ultimo de demora tao
somente o tempo necessario para a descarga ,
recebendo igualmente escravos a froto, e passa-
geiros para o que tracta-sc com o seu consig-
natario Joaquim Baptista Moreira no seu es-
criptorio na ra d"Apollo oucom o capitao a
bordo.
suposto o ultimo algarismoda referida dada
1830 contenha um borrSo na parte inferior
da cifra e do lado direitod'ella um risco ; to-
da-via salta aos olhos, lendo-se o indicado nos
abaixo assignados incluso, no corpo do qual es-
t sem vicio a dada de 1830 ; o lendo-so
o reeconhecimento do tabelliSo feito em 13 de
que mostr falsificacao ; por quo nao havia para
quo fazel-o, e que o tal VICIADA escripto
assim corn letras grandes por os Srs. Silva & C."
no inserido auto no citado Diario nao pas-
sou de mero accidento da penna do escriptor ,
tanto assim, que os tabelliaes examinadores nao
apont'rao, como era muito do seu dever a natu-
fevereiro de 1830 que nenbum vicio existo ,
reza do vicio e s na imaginadlo dos Srs. Sil-
Aa & C* podia tomar tanto vulto; por que S.
S.
so pensao e so imaginao em cousas gran-
des e vultosas. Para que, pois, as pessoas que
lrao o sobredito Diario apreciom a publicacao
a que me refiro rogo-Ibes o favor de dar tam-
bem publicidade presento, e ao incluso nos a-
baixo assignados, com o que muito obrigaro
Assignantc
Antonio Gomes Villar.
Lcilao.
O corredor Oliveira far leilao por conta
do diversos e por todo o proco do um es-
plendido sortimento do fazendas inglezas, fran-
cezas e suissas as mais proprias d este merca-
do, algumas recentemente despachadas: terca-
feira 18 do corrente as 10 horas da rnanhaa ,
em ponto no armazem da casa de sua rezidcncia,
primeiro andar.
Avisos diversos.

*:.'*f:-"r--:i":=i'SiB^'-1S3sil
O ARTILHEIRO N. 62.
?ahio boje a luz e vende-se no lugar do
costume. Contem oseguinte:
Resposta ao Larapuceiro n. 42.
Estado presente do Brasil.
Delirios do Indgena.
T raducao dos versos do Cometa n. 9.
A Viola de l.ereno.
fferece se um homem bom cozinhe ro,
para qualqucr casa inglesa pois tem bastante
pratica ; quem o pretender dirija-so ao beco
Largo n. 23 das 4 horas em vantc.
Precisa-se do um oficial de sapate;ro, que
seja bom, porem cativo ; quem o tiver annun-
cie ou dirija-se a ra do passoio publico tenda
do sapalciro.
Jos Antonio Ribeiro Alves rctira-se para
fora da provincia.
Urna pessoa seoITerece para cnsinarem al-
gum engolillo, ou sertao as primeiras lettras, e
principios de latim c francez; a quem convier
annuncic, ou dirija-se ra do Rangel n. 34.
&rs. Redactores.
Com o incluso Nos abaixo assignados
a que se refere o auto de examc que os Srs.
Antonio da Silva & C." tivrao o trabalho de
aoseu
S. C. em 13 do
julho do 1837.
Nos abaixo assignados attestamos debaixo de
juramento a ser preciso quo todos os Negoci-
antes desta Praca vendrao sompre por costu-
me e uso mercantil d'ella aos logistas, quer
por conta do livro, quer mesmo por letros mo-
tado prata o melado cobre quo na occasiao
dos pagamentos recebiao em moeda de cobro com
o agio do 2 p. /o sobre a prata e isto mesmo
nascobrancas de letras costume este, que du-
rando at 1830 d'ahi em diante foi alterado,
pois que tudo de ento para ca se vende, e paga
em moeda de cobre. Recife 13 de Fevereiro de
1830. Joao Vieira Lima.Por M/inoel Ma-
linas de Freitas, Antonio Rodrigues Vieira.
Jos Joaquim da Costa Leitc.Antonio da
Costa Guimaraes. B. Lasserre&C.\V. E.
Smith. Jones Wynnes.Sluwart Brothers.
Johnston Pater & C'-Por Mansfield Bradr &
C.a, John Brindslcy Fox. Jos Francisco Ma-
rinho. Bernardo Fernandes Vianna. Cac-
tano Jos de Siqueira. Jos Gomes Leal. -
Antonio Ferreira Alves. Joao Nepomuceno
Barroso. Antonio Annes Jacome.Antonio
Pedro das Neves.Antonio Jos de Bem. N.
. Biebcr & C.aAntonio Toixeira Lopes. -
Antonio da Silva & C.aCaetano Pereira Gon-
calves da Cunha.Manoel Pereira Rozas. -
Joao Pedro Adour. Joao Jos da Cruz.
Reconheco vordadoiros os signaos retro e
supra. Recife 13 de fevereiro do 1830. Em tes-
temunho de verdade. tabellio publico ,
Manoel Antonio Coelho de Oliveira.
Quem precisar de urna ama deleite, parda,
procure na ra Nova n. 63.
A pessoa que annunciou no Diario de 14
do corrente se querer arrumar em alguma casa
de negocio ; dirija-se a ra da Cruz do Recife
n. 62 quo so I he dezeja fallar.
= Continua-so a tirar passaportes para den-
tro do Imperio o despacho-se escravos tu-
po com brevidade ; trata-se no Atierro da Boa-
vista loja n. 41, ou 48, com Antonio da Sil-
va Guimaraes.
Aluga-so o primeiro andar de um sobra-
do com bastantos commodos na ra do Cres-
po n. 10; a tratar na loja da viuva Cunha Gui-
maraes ou no 3. andar do mesmo.
Maria Joaquina de S. Thom professora
publica substitua das cadeiras de primeiras let-
tras de meninas desta praca, ensina particular-
mente Icr, escrever, contar, arithmetica, e di-
versas qualidadis de costuras, tambem recebe
em sua casa algumas meninas, o meninos de
pessoas, que morao fora dacidade, ou que mo-
rando nella asqueirao confiar a sua educacao ,
quem pretender utilisar-so de seu presumo ;
dirija-se a ra Direita n. 04rip meiro andar.
=^ Johnston Pater & Companbia avisao aos
Srs. de engenhose correspondentes dos mesmos
nesta praca quo se acha completo o seu esta-
holecimcnto de machinismo para engenbos ,
constando de moendas de diversos tamanhos,
machinas de vapor, de cuuJesvau o do alia
presso da forca de quatro e do seis cavallos in-
glezes e taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em proco como
em qualidade visto sercm todos estes objectos
fcitosn'uma das principacs fundicoesde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
Na ra da travessa dos Quarteis se rece-
be roupa para lavar c engommar com toda a
perfeicao, tanto de homem como de Sra., qual-
qucr pessoa que so queira utilisar queira diri-
gir-se na me:;ma ra casa n. 38 a fim de
tratar com a pessoa que se cncarrega deste ser-
vi fo.
Ainda est para se alugar o segundo andar
da casa n. 13 junto ao theatro velho, a qual
olTerecc commodos para numerosa familia :
mandar publicar no seu jornal o Diario de
Pernambuco n. 149 ; fica destruida a gigantes- lrata-se do ajuste da referida no arma/cm da
ca idea, que osditos Srs. Silva $C* propo-1 mesina, aonde tero deposito de agoa.
tnrlin npiilonr eohro -'i rv>l;> rae iln mcmn ova me I ( ) linlnreirn mu rnnrami nn A lli>rrn dos \ f
-----------' ~ r i "i ....."_..... -
onde tem um retablo e continua a tingirde*
todas as cores e todas as qualidades de fa/.ondas,
tudo por preco commodo c com perfeicao.
GALERA DAS RDENS RELIGIOSAS
E MILITARES ,
Desde a mais remota antiguidado at aos nossos
dias, com estampas Iluminadas &c. &c. ;
para darmos urna idea desto excellento jornal
impresso no Porto parece-nos quo sera suffi-
cientc sement transcrevermos em resumo o liin
a queso propoc o mesmo jornal. Temos em
vista publicar o quo forao asordens religiosas o
militares, de um o outro sexo como so fun-
darao ; como so dividiraoe ramificarao quaes
os fundadores, quo vida vivrao sobre a trra,
de que virtudes se adornrao com que boas
obras HustrrSo areliaiao e a humanidade ,
&c, &c As pessoas qu^quizerem assignarpara
o mesmo jornal a ra/.ao de 8J000 rs. por 24
nmeros com 48 estampas illuminadas e 12 pa-
ginas cada numero encontrarlo lo primei-
ros nmeros na livraria da Praca da Indepen-
dencia N.M 6 e 8.
= Precisa-so do 200 rs. a juros pelo tempo
de 6 mezes com hyptheca em urna escrava
de idado de la annos: na ra da Santa Crus
n. oG.
Offerece-se para casa do homem solteiro,
ou de pouca familia urna parda sem vicios pa-
ra todo servico de portas adentro excepto en-
gomar e quem de seus servicos precisar an-
'iiin.it- a sua morada ou dirija-se a ra da
Guia n. 51.
O abaixo assignado por meio do presento
annuncio faz sciente ao respeitrvel publico, que
nidguem faca negocio com a casa da ra das
Trincheiras n. o pertencente a Sra. Josefa Ro-
za da Fonceca sem que primeiramente na<
venhao entender com o abaixo assignado para
cuja entiligencia faz o presente : o mesmo a-
baixo assignado convida as pessoas que quizo-
rom que a casa do sitio do Exm. Senadoc
Manoel do Carvalbo Paisde Andrade no Cor-
redor do Rispo, est para se alugar, a casa of-
ferece muitos excellentes commodos para una
grande familia e com a vantagom de que tam-
bem se arrenda algum pedat-o de trra ou
tambem sem ella ; a tractar com o abaixo as-
signado na referida casa.
Manoel da Cunha de Oliveira. .
Aluga-se um segundo andar do sobrado da
praca da Boa-vista n. 22 com muitos com-
modos e sotao por sima ptima vista proprio
para familia ; os pretendtntes dirij3o-se ao
mesmo sobrado no I.o andar.
Na ra Direita sobrado de um andar n. 33,
o p do de dous andares que tem varanda de
ferro dourada acha-se urna parda forra para
se alugar para faser o servico de urna casa o
be de bonscustumes.
Descja-se fallar com o Sr. Antonio de A-
morim e Silva a negocio de seu interesse : an-
nuncic ^sua morada ou dirija-se a ra das
Agoas-verdes n. 70.
Pede-so aos Srs. administradores das lote-
ras quo tenhao a bondado de quando as lo-
teras cstivercm correndo, mandarcm pelos
meninos quo estrahem assedulcs das urnas ,
todos os dias, antes do dar principio a estra-
(8o das sedulas meter as maos dentro das ur-
nas para mexerem bem as sodulas ; por quan-
to conlenlando-se s com o girar com as rodas ,
isto he o mesmo que zero por quo ficaosem-
prc as sedulas na mesma posicSo alem disso
sendo as loteras um jogo, dove-se evitar tudo,
que d occasiao mais pequea suspeita, e com
quanto se conheca a honradez desses senhores,
com tudo podem pela sua boa f deixar de pro-
videnciar cortos casos imprevistos como por ex.
de noite as sallas onde estao as urnas tranca-
das &c. Desta maneira cima exigida cor-
rerao as rodas da lotera da Matriz da(Boa-vista,
deixando todos muito contentes pelas provi-
dencias, queso derao. O desconfiado.
= Oll'erecc-se um rapaz portuguez para cai-
xciro de qualquer um engenho ou outro qual-
quer eslabclccimenlo fore desta praca ; quem
se quiscr utilisar do seu pressimo dirija-se a
ra larga do Ko/aii R0 1" andar do sobrado
n. 9.
=s l'erdco-se urna carteira verde ja uzada na
noitc do dia 13 do corrente as catacumbas da
ordem 3.s do Carino na occasiao do se deitar
o corpo do fallecido Joaquim Ignacio na sepul-
tura contendo a mesma varios papis que so.
podem servir ao dono pois que o mesmo tem
prevenido tudo a semilhantc respeito: a pessoa
que achou, querendo rcstituil-a pode dirigir-
se a ra estreita do Ro/ario botica de Joao Pe-
reira da Silveira que gratificar.
-- l.ourenco da Costa Loureiro alfaiale es-
tablecido na ra da Cadeia do Recife roga
aos Srs. que mandarao fazer ropa no anno de
NVi e 1842 bajao de as mandar buscar no
praso de Lidias, por estarcm promptus; o
como se estejao estruindo declara quo nao so
responsabeli/.a pelo seu estado ; assim como
nHn ne jandsndo !>i?c!,r nn dito
Babia, o Monte Video ; hiato americano V\um- Ja data do anno est VICIADA ; por que i logados mudou-sc para o qcco da Bomba a-j vendidas para seu pagamento.
praso scraa


.-*
4
A pessoa que deo noticia no engenho
Tapera fregue/.ia de Joaboatao de se achar
preso na Cidade do Ico um preto far o favor
examinar se o dito lem os signaes seguintes; de
nomo Antonio do gento'de Angola ladino,
com 20 annos de trra representa ter 35 a 40
annosde idad:;, corpo regular denlos acan-
.gulados com um caroco pequeo a cima do
embigo para um lado do estomago ps radia-
dos, andava vendendo pao para o lugar da Boa-
viagem levou vestido camisa de algodao da
trra ou estopa e calcas pretas volhas ; veio
da Cidade da Fortaleza Provincia do Ceara, no
annode 1838 ; e fugio a 22 de Novembro de
1812; quem dellesouber dirija-sea praca da
Boa-vista n. 23 casa da viuva Queiroga ou
no atierro dos Affogados n. 120.
= Quem precisar d% um pianno em conta
para qualquer'pessoa aprender, procure na
travessa do Queimado n. 3, primeiro andar.
= Da-se at a quantia de trez contos de res
a juros sobro hvpothocas cm predios livres ; na
ra do. Cabug n. 4; c na mesma se vende bor-
zeguins de duraque gaspiados para senhora ,
gapatos de setim c outras muitas fazendas por
preco com modo.
= Quinta feira 13 do corrente desencami-
nhou-se um barril de manteiga estando para
f embarcar no porto das canoas para Olinda o
qual ignora-seso seria furtado ou levado pela
inar ; por isso roga-se a quem souber ou der
noticias do rnesmo ou for oflerecido o poder
apprehender e leval-o a ra da Senzala velha
n. 100 sor generosamente recompensado.
J. B. C. Tresso avisa ao respoitavel pu-
blico e particularmente aos Srs. Thesoureiros,
e pessoas encarregadas das Igrejas que abriu
urna tenda onde fabrica orgaos de todos os ta-
manhos para Jgreja com t rom beta clarim ,
cromorno, voz humana, e rouxinol ; dito
orgao ( que sendo ouvido nao tem apare-
cido aqui ) duas finas, a clavier e a chave
de realejo, para falta de organista, ou por
falta de saber tocal-os, entao se toca com a
chave como se fosse um realejo obtendo a
mesilla voz deum orgao de Igreja contendo
nos cilindros, a missa os hymnos para todas
as festas, e (lias sanctos do anno tudo reu-
nido na mesma obra ; orgao para recreio de
casas com machina tocando s .clavier*e a i-
, lindro tudo reunido na mesma obra; realejos
com tambor e trombeta para recreio do casas,
com quadrilhas para dancar pantaln ett ,
ponles, trenis finales, e valsas, outro realejo de
todas as dimences para Igreja, com a missa, e
os hymnos com a mesma vpz de um orgao de
Igreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presenca acharo a em sa casa aigumas
obras promptas ; tambem concerta os ditos
instrumentos e poe marchas novas ; assim
como compra orgaos e realejos ja usados: no
atierro da Boa-vista n. 3.
- Prccsa-se. do um homom que saiba
Irabalhar em padaria : na praca da Boa-vista
n. 10.
= Deseja-sc saber nesta Provincia se exis-
te a senhora D. Anna Joaquina Ferreira dos
Santos mi do Tenente Joao Chrisostomo
Ferreira dos Santos cuja senhora julga-sc ser
viuva de um homcm que foi administrador da
Alfandega desta Cidade isto a negocio de seu
interesse.
Continua-se a dar dinheiro a premio em
pequen; squantias sobre penbores de ouro ;
no patip do Paraso sobrado n. 8, segundo
andar, de urna hora as duas da lar le.
Precisa-se de um caixeiro Portuguez ,
que tenha pratica de venda para lomar conta
de urna ; defronte do viveiro do Muniz n. 53.
Precisa-se de urna pessoa, que saiba tra-
l>albai de bahuzeiro ; atraz dolheatro armazem
,de madeira ou mesmo que nao saiba, que-
jondo aprender tambem serve.
B: Vicente Lasserre embarca para o Rio
o rnoleque Jac que comprou ao Sr. Vicente
Jos de Brito.
__ O Sr. Antonio Ferreira Teixera Car-
nciro queira dirigr-se a ra da Cadeia velha,
Jo3 n. para recebo/urna carta vinda do Su*.
= OSnr. Dr. que ajustou urna mobilha
na ra da Cruz do Recife junto a Igreja do
Corpo Santo, e deo de f-ignal 20.000 rs. para
apromptar a dita mobilha para o da i do cor-
rente haja de ir buscar no praso de 3 dias e
nao o fazendose vender a outra qualquer pes-
soa brando o mesmo Snr. sem direito a re-
quisirao alguma tanto nos trastes como no
dinheiro do signal, visto que seapromptou pa-
ra o dia do ajuste.
__O despachante que tem banca onde es-
t o porteiro do Consulado se ofb'roce a quem
Ihe der embarcacSes para despachar e age
No dia 17 do corrente corre
irnpreterivelmente a Loteria de S.
Pedro Martyr de Olinda fiquem
ou nao bilhetes.
=A pessoa que comprou dois negros e um
rnoleque a Antonio Moreira da Costa Jnior ,
ou mesmo que tenha comprado cada um de per-
si dirija-se ra Imperial n. 31 a fallar com
Silvestre Joaquim do Nascimento a negooio de
seu interesse.
=Pretende-se negociar por compra, ou hy-
potheca urna parte que tem D. Marianna dos
Passos FVrcira no sobrado de dous andares sito
na ra da Guia n. 29, que tocou mesmara.
as partilhasdos bens de Antonio Ferreira Du-
arte Vellozo pelo presente annuncio previne-
se a quem se julgar com direito a essa mesma
parte por qualquer titulo, que annuncie para e-
vitar questoes e embaracos no negocio que
se pretende efectuar, nao podondo embarazar
qualquer outro negocio posterior, ou anterior,
quo n5o seja annunciado.
=0 Sr. Antonio Jos de Souza, que exer-
ceo o emprego de professor de primeiras letras
em 1839 na cidade de Caxias queira procurar
urna carta vinda do Ylaranhao, cm casa de Pai
va & Manoel no porto das Canoas do Recife.
=A pessoa que por engao tirou urna carta
do correio vinda do Sul para Jos Maria do
AmaralCardoso.queiraannunciarpara ser pro-
curada, ou leval-a loja do miudezas da praca
da Independencia n. 36.
Dinheiro a risco.
=A escuna americana Laura, arribada a es-
te porto para fazer os concertos necessarios a fim
de seguir o seu destino para a ilha de Santa He-
lena prec:sa de mil e quinhenlos patacoesde
prata para esse fim ; quem qui/.er dar a referi-
da quanlia arisco, recebendo para sua segu-
ranza hypotheca no casco, carga c frete da dita
escuna dirija-se aos consignatarios L. G. Fer-
reira & C.a
O solicitador Caetano do Assiz C. Cosdeor,
mudoua sua esidencia para a ra VelJ> ; as
pessoas q"ue precisarem do seu prestimo dirijao-
se ;i mesma ra n. 60.
QITereco-so urna pessoa capaz para tirar
passaportes para dentro o fora da Provincia, e
despachar escravos e'"correr foJhas; as pessoas
<\uo do seu prestimo precisarem dirijao-se ra
Velha n. 66 das nove horas da manha em
van te.
=Domingos Goncalves Ferreira subdito
Brazileiro rctira-se para o Rio de Janeiro no
hrigtte Indiano.
= Aluga-se o primeiro andar o armazem
do sobrado n. 4 da ra do Vigario ; a tractar
no mesmo.
= O abaixo assignado embarca para o o Rio
da Janeiro o seo escravo pardo, de nomo Feli-,
ciano Jos Jernimo Monleiro.
= Aluga-se a loja deum sobrado em urna
das melhorcs ras do bairro de S. Antonio ,
propria para qualquer estahelecimonto na ra
larga do Rozario n. 33 ; na mesma vende-se a
venda na esquina da mesma ra n. 52.
-=Pedro Pereira de Brito subJito Portuguez
retira-se para fora da Provincia.
=Aluga-sc oterceiro andar da casa da esqui-
na da ra du Rozario ; na loja de ferragem de-
fronte do beco da Congregacao n. 30.
=Joao Hamilton subdito Britannico re-
tira-se para fora do Imperio.
Aluga-se o segundo andar do sobrado
do allerro da Boa-vista n. 3 com commodos
para familia ; a tractar no mesmo.
A pessoa que tiver um preto ou pre-
ta que saiba vender na ra, e queira alugar,
annuncie.
do ; 44 duzias de forro de sedro de 30 palmos
de comprido ; 13 duzias de assoalho do louro
do urna c meia polegada de largo e 30 do com-
prido ; 42 travs d 30 palmos de comprido e
6 pollegadas em quadro ; 216 ditas de 20 pal-
mos e 6 pollegadas em quadro ; 4 ditas do 40
palmos do comprido e 8 e 9 pollegadas do
grossura as qualidades dos travejamentos sao
as seguintes ; sicupira gororoba pao ferro ,
angel m louroti, pao da reo ejatob.
Compra-se pos do limoeiros pequeos;
na ra Augusta n. 58.
Vendas.
Compras.
Comprao-se frascos de agoa de colonia em
grandes e pequeas porces vasios : na ra
da Cadeia n. lo loja do Bourgard.
Compra se um alfinete de peito, de bom
Aurfi fs!!!t2do com um diamante pconenn e
sem feitio ; quem tiver annuncie.
Compra-se 3 ou 4 quartos cm boas car-
nes para carga e 5 ou 6 cangalhas: na ra
dosCoelhos, em casa de Joaquim Demetcrio
de Almeida Cuvalcanti.
Compra-se urna cscrava preta que sai-
ba bom cozinhar e engommar para fora da
provincia ainda nao sendo muito moca : no
largo do Corpo Santo cm casa de Manoel Igna-
cio de liveira.
= Manoel Caetano Soares Carneiro Mon-
teiro compra para a obra doTheatro Publico
- desta Cidade, 20 duzias de taboado de sedro de
,r os despachos de todos "os gneros ,' que ditas grossura de duas pollegadas, 30 palmos de com-
embarui' <- re< eberem a sea bordo peupando, prido e um e meio de largo ; 5 duzias de dito ,
assim os trahalhos dos caixeiros dos cus bemjde urna pollegada de grossura, de 30 palmos
feitores, que se poden, empregar em oulros ser-1 de comprido e um e meio de largo ; 35 duzias
be um puro sigoal de gratido de assoalho de amurallo de 2 palmos de largo,
mnito node intern^ar aos "30 iecomnriin; M"7**? costadinbo de
.unarello de 2 palmos de largo e 30 de compri- modo ; no patio do Hospital, venda rf. 16.
ticos, o que
Vende-se um sobradinho de 2 andares no
patio de 9. Pedro com fundo at a ra de
Hortas construido com cal de Olinda que
torna as paredes fortes como urna pedra : na
ra das Trincheiras n. 4S*.
Vende-se por 150,000 rs. um negro ja
vclho de nacao Cabund ; na ra da Cadeia
deS. Antonio n. 26.
Vende-se urna canoa de conduzir agoa ,
que carrega 8000 rs. a 20 rs. o caneco; na
ra de Apollo n. 32.
Continua-se a vender p3o de centeio ,
todos os sabhados as 4 horas da tarde, e os
maisdias a toda hora, que se procure; na
ra do Burgos n. 31, padaria de Carlos De-
ters.
Vendem-se taxas de ferro coado sorti-
das; no escriptorio de Konworthy & Brender a
Brandis na ra da Cruz n. 7.
= Vendem-se duas escravas de nacao en-
gomaoccozinhocom perfeicao ; e um escra-
vo de nacao para todo o servico; na ra Di-
reita n. 3.
Vende-se um bonito escravo de nacao
Cassange do 22 annos proprio para todo o
servico ; na ra da Cadeia do bairro de S. An-
tonio n. 25 segundo andar.
Vendem-se meias de seda preta de peso
para senhora e brancas e pretas para meninas
de 5 a 12 annos borzeguins do duraque com
ponta de lustro para meninas sapatos de be-
zerro para meninos de 6 a 12 annos, oculos de
armaeao de tartaruga com astias de prata feitos
em Lisboa ponte* de marfim do alisar de dif-
ferentes gostos e tamnhos, ditos de fechar de
marfim cchifre facas de marfim e oco de fe-
char cartas, ligas de seda do Porto meias e
luvas do liia para homcm e senhora caixas d
tartaruga de Lisboa, linhas de marcar em mjaT-
das de Lisboa, cordocs para borzeguins de ho*-
mom e senhora atacadores de espartilhos ,
apitos grandes de marfim, lencos do seda gran-
des de Lisboa amendoasconfeitadas, egran-
gca para eafeitar pastis latas com calda de
tomates; na ra da Cadeia n. 15, loja do
Bourgard.
= Vendcm-se 10 travs do *33 palmos do
comprido do boas qualidades c um encha-
m de 36 ditos; na ra do Fogo n. 27.
Vendem-se 3 pretas mocas, cozinhao,
engommao e lavao duas negrinhas do 14 a
16 annos, boas para sorem educadas ; 2 mo-
loques do 10 a 12 annos para aprenderem offi-
cio ; duas mulatas urna dolas boa para tomar
conta de urna casa cozinha engomma e lava ;
um pardo de meia idade bom para trahalhar
em um sitio ; na ra de Agoas verdes n. 44.
\ Vendem-se os seguintes livros todos no-
vse por preco commodo ; as aventuras de Te-
lemaco com estampas 1 v. ; Compendio da
Doutrina Chrisla 1 v. ; Poesas do Malho ,
lv. ; Velho eNovo Testamento 1 v. ; Arte
Potica de Horacio por Fonceca 1 v. ; Po-
ltica Religiosa e Moral, 1 v. ; Primeiros co-
nhecimentos, 1 v. ; Accidentes da Infancia ,
lv. ; Poemas, 1 v. ; Dicionario da lngoa
Porlugueza por Fonceca lv. ; na ra do
Livramento venda n 3.
Vendem-se 4 paos de jangada novos;
na ra da Conceico da Boa-vista n. 4.
= No Recife ra da Cruz, escriptorio de
Jos Antonio Gomes Jnior n. 23, se vende
or nreco rnmrrmdo sarrns rom nlmipi'rp Ao fari-
nha de mandioca feta na Moribeca.
Vende-se na casa de cambio do Vieira no
Recife ra da Cadeia, loja n. 24 o resto
dos bilhetes da loteria de S. Pedro Mrtir, que
corre no diu 17 do corrente; assim como bi-
lhetes de todas as mais loteras consedidas nes-
ta Provincia, os quaes se trocao por qualquer
premiado e mesmo pelos do Rozario que
seachao embargados estes com o competente
disco nto.
= Vende-se um palanquim de caixa pinta-
da c forrado a pouco; na ra do Crespo lo-
ja n.7.
Vendcm-se ricas lanzinhas para vestido
de senhora o mais moderno e do melhor gos
to que tem vindo a este mercado : n ra do
Crespo, loja n. 11.
Vemiem-sc formas e ferros para < lia-
nelciro e um chanco rhinez por prnro enm-
- Vendem-se 11 cadeiras de Jacaranda o
duas bancas de dito tudo usado e por preco
commodo : na ra larga do Rozario no pri-
meiro andar por cima da loja do Sr. Lody.
= Vende-se urna casa terrea de tijolo e cal,
quintal fechado cacimba com boa agoa de
beber o bons commodos, perto do banho do
Caldereiro; 364 palmos de terreno na ra do
Cortume dos Coelhos, com muito fundo, que
podo ter viveiro no mesmo ; na ra larga do
Rozario no terceiro andar do sobrado de 4 ditos.
= JosCordeiro de Carvalbo Leito vende
dous escravos mocos de nacSo para o servico
de campo :- na ra larga do Rozario no tercei-
ro andar do sobrado de 4 ditos.
= Vendem-se pelles do pennas encarnadas,
chegadas prximamente? do MaranhSo : na ra
do Livramento n. 11.
y=Vendem-sechalesde lia a 1000 rs., pan-
nos finos pretos de boa qualidade a 3000. o
covado cortes de lanzinha modernos a 4500 o
6000 meias casemiras para calcas a 480 len-
cos de seda ordinarios a 320 e !00 rs. su-
periores pecas de bretanha de linho mui finas a
3600 com 6 varas, brim trancado escuro todo
de linho a 480 a vara os mais modernos cor-
tes de cassa pintada a 2400 e o covado a 240,
riscado trancado do linho' 120 e 140 chilla
azul a 120 chitas de cords fixas a 160 e 140,
cortes de dita patente a 200 lencos de dita
a 140 e a 160 de cassa branca as bem co-
nhecidas bretanhas largas a 2000 com 10 varas
e a 3000 madrastos com 15 varas, rendas o
bicos do todas as larguras algodo dobrado
americano para roupa de escravatura e outras
muitas fazendas baratas com amostras francas ;.
na ra do Crespo, loja n. 12de Antonio da Cu-
nlia Soares Guimaraes, ao p da loja da viuva
Cunha Guimaraes.
= No deposito de assucar refinado esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
proco da libra do de primeira sorte o em pes
160 rs. codo segunda e terecira em p,
a 120, e80rs.
Vende-se urna venda em Olinda na ra
do Amparo n. 6 com poucos fundos, vendo
sorivcl, e.a^oast tem bons commodos para fa-
milia o:o alugucl he muito commodo, ven-
de-so por seu'dono retirar-so para fora do Im-
perio ; a tractar na mesma.
= Vende-se um escravo de 22 annos, do
nacao Bcnguella ; ne patio do Terco n. 18.
.Sis. Negociantesde quem espera prot
Escravos fgidos.
150,000 rs. do gratificacSo.
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corronlo
anno, um mulato acabocolado claro de no-
mo Cosme, baixo e reforcado do corpo, do
15 annos, levou vestido camisa de riscadoja
desbotado e calcas da mesma fazenda quando
falla inclina a cabeca para a banda desconfia-
se que esteja em algum lugar para o matto a ti-
tulo de forro ; quem o pegar leve ao largo do
Corpo Santn. 11 que ser gratificado.
= Da-se 200,000 rs. a quem dor noticias
certas de dous escravos; Joao de nacao Uruba-
roou Camund estatura alia relorcado do
corpo bem ladino com cantos de um lado o
outro da cabeca de 26 a 30 annos bonita fi-
gura o maior sigual que tem be ter as costas
o nadegas com marcas do chicote. Miguel,
de bonita figura cara redonda, tem pcitos co-
mo mulher, tambem com marcas do chicote
as costas e nadegas, he de nacao Mozambi-
que bem fallante estatura regular; quem os
pegar leve a ra doCrespo n. 10 na loja da viu-
va Cunha Guimaraes, ou no arco da Concei-
co botica de Antonio Pedro das Neves.
= No dia 29 do p. p. fugio do abaixo as-
ssignado um negro de nome Ambrosio criou-
lo alto grosso do corpo levou vestido ca-
misa e calcas de algodao da trra, representa
ter 50 annos, dizem que fora para Nazareth ;
quem o pegar ieve a ra da Cruz do Recife n.
12, quesera gratificado. = JoSo Leite Pita
Ortigueira.
No dia 4 do corrente fugio o escravo Bal-
tha/.ar. crioulo de 45 a 50 annos, alto sec-
co do corpo com falta de denles urna gran-
de chaga na canella da perna esquerda a pon-:
to de quando anda puchar pelo quarto no p
direito falta-lhe o dedo mnimo sabio com
calcas brancas, e camisa de chila azul; foi es-
cravo de Lourenco do Bruno Rodrigues Luna
( por alcunha Calenca) que foi lavrador o
engenho S. .Cosme na Varzca e depois mu-
dou-se para o engenho Poeta boje ja falleci-
do e setis hjfdeirosestid no engenho de I n-
na perto de Si* Antao, de que lie proprictario o
Dr. Dantas bedesupor que para ali tenha
Indo ; quem o pegar leve a ra Nova arma-
zem n. 67 que ser recompensado.
ReaFu: naTvp. de M. F. deFauia.=1843


Full Text
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