Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05002


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Full Text
Anuo do 1843.
Quinta Fera 13
e energa: con-
NigOoi miii
1 Hilo agora depende Immimihis como principiamos, e seremos aponlados rom admirato entre
cun. ( roolamaguo da Assembleia Gcral do Bhasil.)
PARTIDAS DOSCORREIS TERRESTRES.
toianna, e Parabyba, efundas e sexlai feiraa. Rio Grande do N )Me, quintas fciraa.
Honilo e Garanhuns, a I >' e -4.
Cabo, ierinluiem, Rio Formuso, Porto Cairo, Macelo, e Ala^oa, no 1 o 41 e 21.
Hoa-ristae Flores .3 e 2S. Santo Anuo quintas leiras Olinda todos os dias
OAS A SEMArVA.
10 Se*, s. Januario e senscomp. Mm Aud do J de D. da ,
H Tero. s. Jabino. Rl. Aud do J de 1). da 3 r
l Qurl. a. Joao Gualbeno Ab. ud do J. de l). da 1 r.
43 Quint. a Anacleto P M. Aud. do J. de D. da ;. t.
i 1 Sex. s. Boaventura H. Aud do J. de D. da 2. r
45 Sab. a. Camilo de Lclis. Ral. Aud do J. da D. da 1 t.
46 Doo. O Anjo Custodio do Imperio,
de Julho
Anno XIX. N. 149.
O DrtBlo publica-se todos os das de tres mil res por quartel pagos adiantado* Os annunrioi dos signantes sao inserido
ralis aos dos que alio forera !i r.is lo de 0 res p r linh. As reclamadles derem serdiri*
gidas a estt Tlp ra das Cruies N. '", ou apra a da Independencia loja de lirros N. OeS.
de Julho. compra renda.
Ctaahio sobre Londres 25 OuKo-Moeda da A,.00 V.
N.
CAMBIOSNo da 42
aluo obra Londres 25 J.
a Paria3 a Lisboa 410 por lUUdepreoaio
a da i.itJ
PBATA-Patacea
Mueda de cobie 2 por cento Paxoi Culuanarta
I,a de letras da boas firmas 4 | a ditoa Mexicanos
PHASES UA LA ti O MEZ DE JLH.
l.ua Cheia a H, as 2 horase Ifi os. da tarde. I La ora u 27, s 3 doras
ing. lS>, a ll boraae 22 na. da m | (Juan, creso, i, aa 4 horas e 43 da larda.
compra
t*,4UU
16, J
a.nu
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1,1*0 J
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23
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I 1)20
i '.'2o
1,920
Quart.
1.a a 5 horas a 18
Preamar de hoje.
da asanhU | 2. a horas a 42 a. da tarda.
BISPADO DE PEBNAMBUCO.
DomJoaoda PurificacHo Marques Perdiqr^
Conejo /legrante de Santo 4gostin'4rt '
Grapa de Dos, e da Santa S Aprfolien
Hispo de Pernambuc >, e do Conseja ^ g^
Magestade Imperial, $c.
Por especial mandado de S. '|ftaSeiitod*9 o Im
porador communicndo P\(, Imperial Aviso de
U de Maodel829 er d(|() p(|a socretaria
do Estado dos Negocios, (Ia ,ort^a ? s a
concurso pelo presen*%e ejta, as se,untes igre_
jas vagis d este B Conceicao das >g0M B(3||iis p a do N s. do Bio
das Egoas ,\e Ni s> (|a Pcna do Buriti < a
deAtalaia ,4 ade S. Gmalo adeS.Romao
da Manga % a d(( S Jos M Angicos. n de S.
Joao B dptsta do porl0 A|egro a de s Rjta da
Pov0' jcao de S. Cruz, a do S. Jos de Carinha-
n''.a adeN. Senhora do Livratnento da Pa-
Vabiba a de N. Senhora da Cenceicao da vil-
la do Conde ou Jacoca a de S. Antonio do
Meirim a de Guarabira a de N. S. dos Mi-
lagros de Coito, a da Matt*Grande a de
S. Amaro Jaboato a de Santos Cosme ,
e Damiao da 'erra do Pereira a de S Anto-
Jiio do Salgueiro a de N. Senhora dos Prazo.
res de Maranguapc a de N. Senhora do Boza-
fio das Runas, e a de N. Senhora da Assump-
fo da villa Vicosa.
Todo o Reverendo Sacerdote de clrigo que
queira (aser opposicao as igrejas cima referi-
das, apreso n te-se com os seus papis promptos e
correntes na forma do estillo para serm admit-
idos azendo termo de opposicao dentro do
prazo de scenla das (indos os quaos se fara
o concurso cm o qual respondcr.i os Reve-
rendos oppositores novo casos de moral c
consciencia e fara o umaexposicao ou homila
do Evangelho que assignarmos para propor-
mos a \ Magesta lo Imperial o Constitucio-
nal os que se julgarem mais dignos na forma
dos Sagrados Caones e Concilio Triden-
tino.
Dado em Olinda soh sello da Chancellara,
nosso signal aos 13 de Julho de 184-3. Eeu
o Padre Joaquim d'Assumpcao escrivao da Ca-
jnara Episcopal o subscrevi.
Joo Bispo Deocesano.
^""'.menhw, ealguns dados, que somonte
.na discussao diplomtica tiesta corto se-
RIO DE JANEIRO.
MSCUSSAO DO CHEDITO SUPPLEMENTAR NO
SENADO.
Contina a sesso do dia 19 de maio.
Parece-nos conveniente consignar aqu a in-
tegra da denominada convenca celebrada entre
o Brasil e Portugal assignada nesta corte a 22
de julho de 1842, pelos respectivos plenipoten-
ciarios, sobro o ajuste de cuntas pendentes en-
tre as duas naces, em conformidade da con-
venca addicional ao tratado de 29 do agosto de
1825, e ratilicala por S M. Imperial em 11 oe
Janeiro de 1843; e sobro que tanto se tem falla-
do ltimamente na tribuna e pela imprensa,
dando logar a ta intessantes debales.
Em outra occasio analysarcmosesta peca su-
blime a todos os respeitos c quemuita honra
faz ao ministro que a regulou o aconselhou a
sua raticucao as vesperas de sua sahida do
ministerio. Eil-a:
Em Nome da Sanctissima e Indivisivel Trin-
11 a i Ir.
S. M. o Imperador do Brasil. eS. M. a Kai-
nha de Portugal o Algarves, desojando concluir
por urna convenca reciproca e satisfactoria o
ajuste de cuntas pendentes entre as as duas na-
ces em consequencia da convenca addicio-
nal ao tratado de 29 do agosto de 1825, assiin
como doauantamenlodealgumasquantias.e da
abonacuo de certas uespesas que c.da um dos
estados respectivos havia feito em lavor de ou-
tro; o considerando que s bases em que se
lundara a liquidacao feita em Londres aos 10
de junhode 1737, poderio fallar Importantes
por
[' 'jdevidamente apreciados, em rasao das di-
'rsas transaccoes, a que as extraordinarias oc-
currencias da usurpado do throno portuguez
derao lugar : resolverao subjeitar a um novo
exame a referida lequidacao, como o meio mais
seguro e propriode consiliar os interesses dos
dous estados nesta nogociacao ; e para este fim
nomearao os competentes plenipotenciarios, a
saber:S. M. o Imperador do Brasil ao Illm.
o Exm. Sr. Caetano Mara lapes Gama, con-
selheiro de estado, ocial da ordem impjrial do
Cruzeiro com nendador da do Christo sena-
dor do imperio e desembargador da relacao do
llio do Janeiro; e ao Illm. Sr. Manoel do Vas-
cimento Castro c Silo do conselho de S. M. o
Imperador, cavalleiro da ordem imperial do
cru/eiro da de NossaSenhor Jezus Christo e da
da llosa, o senador do imperio. E. S. M. a Rai-
nba de Portugal o Algarves ao Sr. Idelfonso Leo-
poldo Bayard, cavalleiro da ordem de Christo,
ecommendador da de N'ossa Senhora da Concei-
cao, cavalleiro de numero da ordem de Carlos
III em Hespanha, olkial da ordem de S. Leo-
poldo na Blgica commendador do sogunda
classo na ordem da casa Jcal Saxonia Ernes-
tina, gran-cruz da ordem imperial da Rosa no
Brasil, do conselho de S. M. Fidelissima, e sou
enviado extraordinario e ministro plenipoten-
ciario, junto do S. M o I.np;rador do Brasil.
Os quaes, dep >is de trocarem os seus plenas po-
deres, que acharao em boa e devida forma, con-
viorao nos artigos seguintes:
Art. I S. M. o Imperador do Brasil reco"
nheco dover a Sua Magestade Fid6llsslma a quan"
lia 488.393.15 s. 8 p. esterlinos de saldo le
ajuste de contas entre os dous governos feito
em Londres no anno de 1837; e assim mais o
juro decorrido desdo o Io de junhode 1837 ao
rdedezembro de 1842 na importancia de
134.308,5 s., 7p. esterlinos, fazendo o total de
622.702,1 s., 3 p. esterlinos.
Art. II. S. M. o Imperador do Brasil obriga-
se a realisar o pagamento da dita juantia do
622.702,1 s., 3 p. esterlinos em apolices circu-
laveis na praca de Londres do juro do cinco
por cento ao anno, e extingu veis no decurso de
viole annos porannuidades iguaes; ou antes,
se assim Ihe for conveniente; entregando ao a-
gente ou agentes do govorno portuguez em Lon-
dres porcada 85 esterlinas deste capital
IHO esterlinas em apolices; o juro das quaes se-
r pago aos semestres no lu de dozembro e 1
dejunho de cada anno vencendo-se o primeiro
semestro no Io de junho de 1843, e as amorti-
sacocs seraofeitas no primeiro do Janeiro de
cada anno devendo a primeira ter lugar no 1"
de Janeiro de 1844, sorteando-se as apolices, no
caso em que subao cima do par.
Ar III. S. M. o Imperador do Brasil obriga"
so, na conformidade da convenca addicional
ao tratado de 29 de agosto de 1825, a extinguir
completamen'.e at o anno de 1853 o capital ex-
istente o emprestimo portuguez de 1823, que
seacha a seu cargo.
Art. IV. A presente convenca ser ratifica-
da e as ratilicacoes sera o trocadas no Rio de
Janeiro dentro do espaco de seis inez.es, ou an-
tes, se for possivel! Em tcstemunho do que nos
abaixoassignados, plenipotenciarios do S. M. o
Imperador do Brasil o de S. M. a Rainha do Por-
tugal e Algarves em virtude de tiossos respec-
tivos plenos poderes assignamos a presente
convenca, e lhe flzemos por o sello das nossas
armas; declarando com tudo o plenipotenciario
Portuguez que se viu obrigado a aceitar a pre-
sente con vencao sub espe rali, em consequencia
de diflerirem um ponto das instrueces que re-
cebera do seu governo. Feita na cidado do Rio
de Janeiro aos 22 dias do mez ao julho do an-
no do Nascimcnto de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1842. (L. S.) Caetano Mara Lopes Ga-
ma(L. S.) Manoel do i\ascmento Castro e .Sil-
va.(L. S.) Ildefonso Leopoldo Bayard.
E sendo nos presente a mesma convenca ,
cujo theor lica cima inscripto tendo visto ,
examinado o considerado tudo o que nella te
contem a approvamos e ratificamos assim
no todo como em cada um dos seus artigse cs-
tipulacoes e pela presente a damos por firme
o valiosa para sempre prometiendo cm f e
palavra imperial observal-a o cumpnl-a invio-
* Parece QQU o Sr. Attaide infervein na redan-
cao desta sublime peca do arcuiteeturu !
lavelmentc e fazel-a cumprir o observar por
qualquer modo que possa ser.
Em testemunho eflrmesa do sobredito flze-
mos passar a presente carta por nos assignada ,
passada com oscilo grande das armas do impe-
rio ereferendada pelo nosso ministro o secre-
tario de estado abaixo assignado. Dada no Pa-
laciodo Rio de Janeiro, aos II dias do moz do
Janeiro do anno do Nascimonto de Nosso Senhor
J esus Christo des 1843.
Imperador.
Aureliano de Soma e <)liceira Coutinho.
Seguir agora o memoravel discurso que 0
Sr. Vasconccllos proferiu em resposta acalum-
nia imbcilmente repro luzida no senado pelo
Sr. Aureliano de Sousa o Oliv :ira Coutinho.
Compare-se amoderacoegravidade ptrlamen-
tar do Sr. Vasconcollos, tao indignamente pro-
vocado com a virulencia e as miserias conti-
das no discurso do seu collossal adversario a
quem pedimos queira meditar na seguinte m-
xima do Sr. Mrquez do Marica:Os velhacos
antecipad-se em calumniar edesacreditar osho-
inensde bem e de jniso que osconhecem para
desabonar o seu testemunho e autoridade.
Compare-so isto, dizemos nos, e o Sr. Aure-
liano de Sousa o Oliveira Coutinho licar no lu-
gar que lhe compete.Oucamos.
O Sr. Vasconccllos:Sr. presidente! Entran-
do eu na discussao do crdito toquei em al-
guns pontos que considerava importantes, ea
respeito dos quaes tenho cm toda a minha vida
poltica emittido sempre urna opiniao contraria
queso tem adoptado. Parece-me que nao po-
da dispensar-me de declarar o me.u voto sobre
a resurreica de presentes de gran-cruzes ele.,
o sbreos dous tratados de reclamaces portu-
guezes ede ajuste da contas com Poitugal.
Eu votei, como ministro, contra esse tratado
de ajuste do contas e o tneu voto representava
dous, porque era ministro do imperio oda jus-
tica. Ello fui reprodusido tal qual, se m; nao
engao pelo novo tratado que se fez sobre es-
bobjecto. Ora, havia do hoje dar o mcu.voto
ao crdito, som ao menos declarar que nao a-
chava bomesse tratado?Que ratoes loria eu
tido para mu lar de parecer ? !...
Votei tambem contra a lei que abriu um ere-
dito para pagamento das reclamaces portugue-
zas nao porque tivesseantipathia alguina aos
portuguezes (tenhocommettido milhares do cr-
ros na minha vida porem nunca concurr para
excitara rivalidade entre Portuguezes o Brasi-
leros); mas porque entend que o Brasil se nao
devia obligar a pag:ir a Portugal ossa quantia
que se liquidou a final; parece-mo at que se
poda teraproveitadoda infraccao que fe/. Por-
tugal do tratado da independencia, para b-
lennos novos arranjos e mais favoraveis. Por-
tugal violou um artigo desse tratado: sendo as-
sim parece-me quodeviamos primeiro empe-
nhar-nos na discussaoseo tratado continua-
va, se o tratado ainda tinha vigor. Eu votei
sempre por isso ; a secretaria do estrangeiros
recusou todos os esclarccimentns; o tendo
vindo a esta casa o nobre ex-rninistro de es-
trangeiros para assistir a discussao dessa lei ,
pedi-Iheinformaccs, eo nobre ex-ministro de-
clarouque eslava doenle que nao podia fal-
lar e acresentou que os negocios que corriao
pela sua secretaria era da naturesa tal que nao
se podia divulgar!
Quanto aos presentes, na cmara dos deputa-
dos em duas legislaturas foi objecto de grande
discussaose convinha que o governo conlinu-
as>e com taes cstylos, visio que naconstituia
um direito perfeito mas um uso aibitrario a
que militas cortes so negavao; e pareco-me
que a favor delles bem poucas ou nenhumas vo-
zes se levantaro naquolla cmara. Chega a oc-
casio de votar-se a este respeito parece-me
que podia fazeralguns reparos sobro taes actos,
sem que se pudesse entender que eu ofTcndia a
pessoa alguma.
Seadmlttirmoso principio de que censurar
umacto olfendcr a qualquer fumeionario pu-
blico ou a um membro desta casa ento nao
haver discussao; mas eu procurei sempre res-
pailar c honraras Intcncoes los que entrara!)
ueste trabalho da convenca, porque quero ter
o mtsmo direito quem que se respeitem as
minlias intencoes. So sel, pois, como o nobre
ex-ministro de extrangeiros acaba de di/.er que
foi provocado.I'oiseu provoquei ao nobre ex-
minUtro?!...
Ouando o nobre cx-ministro so apresentou
nesta casa.cu dei <> '"^cerijsrfi cjuc !cso tenis:;
se assento,e al me parece que o deiendi,contra a
opposicao que Iho foi feita. Depois, discutindo-so
a falla do throno o citando-so a autoridade do
nobro cx-ministro para provar que osacooteci-
mentos de Sorocaba o do Barbacena nao era re-
bellido eu disse que me nao pareca possivel
quesimilhanto proposicao sahisse da boca do
nobre ex-ministro. Este senhor interrompen-
do-mo disseque quando qualificou de sedi-
cao aquelles attentados ainda nao tinhao che-
gado ao governo noticias circumstanciadas del-
les. *Eu sabia perfeilamente que o nobre ex-
ministro so equivocava, que a esse lempo j e-
ro conhecidos do governo e dos particulares
taes acontecimentos com tolas as suas parti-
cularidades Seeu tivesse empenho em contra-
riado em provocal-o, nao era essa urna occa-
sio favoravel ? Nao quiz contestar na mnima
cousa o nobre ex-ministro nao disse pala-
vra!...
Discutindo-se oulro dia um projecto sobro na-
luralisacao, veiu logo a questad do trabalho li-
vreedo trabalho toreado que eu na5 provo-
quei.(ra Sr. presidente, 6 minha monoma-
na, cu o reconheco, esta discussao sobre o tra-
O Sr. Aureliano faltou verdado como
passamos a expor. bom notar ao leitor que,
fallando o Sr. \ asconcellos em as primeiras ses-
soes de Janeiro e sustentando que em S. Pau-
lo houve com elTeito reliellio por isso que so
nomeou um presidente acto que compete ao
Imperador cujas regalas se ccrceavao por a-
qucllc modo o Sr. Aureliano sobre cujas
circulares se fundavo os que prelendio que ti-
vesse havido smente sedico o interrompou
di endo que quando chamara sodicao ao mo-
vimento de S. Paulo inda nao tinha o govor-
no todos ostselarecimentos ( o dessa nomea-
co do presidente ) para classitical-os de rebel-
t o e approvou muito o discuiso do Sr.
\ asconcellos. Se este illustre senador o qui-
zesse envergonhar bastara pedir o Jornal do
Commercio, onde o Sr. Aureliano diz ao nosso
corpo diplomtico ao grito sedicioso dado cm
Sorocaba onde foi proclamado presidente o co-
ronel Raphael Tobas da Aguiar -eo senado
mohecera, que aquello ex-ministro faltava
verdade sem o menor escrpulo o pretenda
assim escarnecer dos legisla.,ores do seu paiz !
Mas o Sr. Vasconccllos poupou-o generosamen-
te ; dufendeu os actos do ministerio de 23 de
marco pola maneira mais leal o umitas ve-
zos comprometteu a sua reputaco poltica.
Ouando assim obrava a bem do servico publico;
quando se osquecia nobremente das infames
calumnias mandadas publicar pelo Sr. Aure-
liano na ((.Mullican o nos impressos do Barode
Holow esciiptos as cnxovias da cada no
Defensor da i.egalidadcno na Impostura Dos-
mascarada e ltimamente no Papeleta (pri-
mo-irmao da to asquerosas produccoes ) o Sr.
Aureliano proceda de oulro modo; aos propros
amigos do Sr. Vasconcollos persegua, ea algucm
tomava satisfacoes por ter leito boas ausencias
do to distincto esladista em presenca do Im-
perador!. .
O Sr. Aureliano tem provado que o hornera
mais vingativo e rancoroso que oxisto; quiz no
sou ministerio mostrar que inda passados
annos lembra-se para a vinganca, dTaquillo
de que se esquecem outros mais oflondidos por
S. Exc. agora reproduz imbcilmente as
calumnias de seu irmo contra o Sr. Vascon-
celos ; calumnias miseraveis, que nao provo
seno malvadeza, e falta de factos com que pos-
sa dcsconceituar o seu adversario. Aprenda o
Sr V asconcellos, c con liega que nunca deve
aroseu apoio e sacrificar a sua reputaco ,
defendendo ministerios de que forme parte um
Aureliano ques cuida dos seus inleresses e
dos seus enfettes indo inendigal-os peante o
eslrangeiro! equejumu tomar implacavel vin-
gain u de todos os quu iiOm possuom a sua igno-
..mi i.i, nciu lem pela sua cartilha. A seita
lo Sr.-Aureliuno elle, os seus prenles, e
iniciados na sua mnita secreta ; aos mais
guerra a perseguico Felizmente o Brasil
nao o para ser regido por nulldades, e oSr.
Aureliano se nao se segurasse pelas Alagoas ,
recida recompensa.
4, ...... .
m [mu icio icucucuti a me
II FGIVEL


balho livre e forcado ; falle! milla nem p-xlia
deixar de o fazer, sendo n liso provocado por
um nobro senador pelo Maranha. .Mas efs-atli
pede a palavra o nobro ex-ministro de estran-
geiros, o faz um discurso muito vilenlo contra
Tiirn tratando-meat tanto de menor que por
menoscabur-me dissoque esperava quj eu ,
como plenipotenciario para assignar o contrac-
to do casamento da Sra. Princesa I. Francisca,
podia nessa occasiao conse;uirda Franca a ro-
vogaciio dos artigo* perpetuos do trataJo entre
o Brasil e ussa nacao !!!Srs., sou eu o pnvo-
cador neste debate?!....
Eu alcm disto, devia gratidaoao nobre cx-mi-
nistro de estrangeiros, porque, h.ivondo entre
n6s rixas velhas, o nobre ox-ininistro me lez a
honra de apresentar-me aS. M. Imperial na sua
lista, segundo as inormacoes quetnho, para o
lugar de conselheiro do esta lo, queactuainente
exerco.Tendo-mepoiso nobro ex ministro feito
taOgrande honra, eu havia de provocar discus-
soes, cdiscusses, que pudessem nflender a sua
pessoa?!...Eu appcllo para a memoria Mas, Srs., quandocu pensava que o nobre ex-
ministro me honrava 6 quando elle se apr-
senla nesta casa como hontem o me accusa
de Lnirilo dos dinheiros pblicos! Srs., seo n >-
bre ex-ministro me acousasse de Lnir&o antes
de me propor para congela uro de sta lo nao
maravilh iva; mas depois de o ter feito, vir nos-
la casa accusar-mo de Lairdo 6 do ceno urna
traicao a S. M. o Imperador! .. Uin conselhei-
ro da corda, um ministro de estado, aconselhar
ao Im terador que nom3e Ladroes para o sou
conselho do estado !!!.... incrivol.
Eu confosso a miuha fraquesa aladoeci de
hontem para hoje; porque, Srs estas omisas
nao mortifico ao individuo, affectaO tam-
bem ao paiz aos olhos do todo o mundo "
que dir o mundo quando souber quo S. M. o
Sr. D. Pedro II tem a desgraca do cercar-se de
ministros que o aconsellio paia nomear conse-
ltieirosdc estado a MdrdcsV.Eu Sr. presi-
dente nao posso responder, como o caso mere-
ca, ao nobre ex-ministro de estrangeiros. porque
emfim, Deus assimo quer.... Verei sempre se
explico algunsfactos agradecido desdo j os
esclarec montos quo o nobro ministro do estran-
geiros actual acaba de dar ao senado ; esclare-
ciir.entos que eu ignorara.
Sondo eu ministro da fazenda c tendo de
com irar cobre para cunhar moeda oferoceu-
se ao thosouro urna porcSo de chapioha de co-
bre a 700 rs. a libra paga na mesma moo a
queso cunhasse. Procedeu-se aos clculos na
mesa grande do the-ouro: lem!>rou-se prim iro
comprar folhas lo colire, passal-as pelos lami-
nadores o cortal-as depois cm chapinhas; mas
vcrilicou-seem resultado que ficavaoestas mui-
to caras N'esse lempo o Sr. ex- Phesourei-
ro mor, .los Cae tao Gomes (entilo de gran-
de nomeada n'esta corto ) apresentou tamlicm
urna memoria no lliesouro sobre o cundo do co-
bre. Examinada a memoria julgou-so que
perdiamos, porque ella propunha que, cm ve
de mandar-se para Lon Iros a gisalba o cobre .
osse relunJida e redunda a chapinha ; ma
d'estes mesmos clculos com as contas, remot-
tidas pela casa de RothsrhiM la ultima vend,
de chapinhas, seconheoin que, adoptado tal
plano o proco (Telia vinlia a licar carissimo.
Entretanto, eommunicando se ao vendedor
qne'o governo ahincar rno deiim dcsles ex-
pedientes ello subjoitou-sc ao preco do 6-10
rs. cm papel e foi comprada a porfo de cha-
pinha que elle tinha ; mas com a declaracao de
que 80 se cunharia a moeda de cobre, que fosse
necessaria ; e, cenando a necessidade que li-
cava o tbesooro obrigadn a aceita.- mais chapi-
nha. Tcm-se dito depois que este homem ven-
dea por menos do que o lliesouro pagou. Qui
prova se bs de produ/ir? .. A compras an-
teriores de chapinha de cobre tinhao sido faites
a 900 ou 950 rs. ( sao factos milito antigos. m
que nao conservo lemliranca ) ; mas posso ccrr
tificar que as ultimas compras lorio pelo menos
a-900rs. Porcooseguinte a compra o 630 rs.
nao poda deixar de ser considerada vantajoaa
_ Mas o vendedor, dizem rondan por me-
nos do que so pagou ; logo o ministro que fe- h
compra iamwo Ora que outro il.ssesso
taescou-as, rameal ; mas um senador que
tem sido ministro e que tom sido victima de
calumnias, vir consagrar n'esta casa este novo
enero de prova!.. Quantas calumnias nao
tem soffrido o nobre sonador? nao comprou .
por cxemplo. o nobre ex -ministro una chcara
para eslalielccer n ella a casa do correccao
nao se disso n'esse lempo quo ella nao valia nem
40-000.000 por ser loda montuosa por ser
imnroprii liara a casa de correccao quando o
nobre -ministro dea por ella 88:000,000
reis?r.....* Eu, >r. Presidente nao roiro
i?-r r;.;!o custOU DO lliesouro 88 contos.
verdade; mas nao faltou qiwm acreditasse que
era um oro porum real : o Sr. Jos Ignacio
Vaz\ eir ot o jurar*!... 6 curiosa e engra-
pada a seguirte correspondencia entre S. S. e .
Fx o Sr Aurcliano que desencantamos de
m olheto con. o titulo I Impostura do Sr.
Ifernaruo re*- ,
6'-------
estes factos para desforra re!ro-os para lem-
brar ao nobre senilor quanto convira nao so
deixar dominar tanto pulas suas paixdes.
Citoutamhem oex-ministro um paga-I inspecionados por mim no principio de cada
mo fdto a um individuo de nomo Cachet- me,; o que alie socompet.a conhecer por que
Illm. Sr. J >s Ignicio Vaz Vieira Como
herdeiro do fallecido Sr. Passos Corro, seu lo-
gro V. S. ha de saber quer porque Ihe ou-
visse durante a sua vidt, quer porque con de seus liaros e assentos so a casa e chcara do
Gatu'iihy, on le se o lili ;a actualmente a casa de
correccao fot por ell: vendida ao governo com
efjr.ito pelos oitenta contos por quo a naco aes-
11 pagando em letras por tres annos; ou so, por
qualyuor molo deixou ello ou a sua casa ,
de lazar a si eTbctiva lo la aquella quantia; e se,
aliento o valor d'aquella grande propriede ,
seiia possivel que elle a vend -sse por menos.
Tu lo quanto V. S. souber a tal respeito far-
me- muito obsequio de deelarar ao p d'osta ;
o bom assim so estar i prompto a jural o, so isso
me Mr preciso em defesa de minha honra ;
que a perversidade e vinganca tom protendido
manchar fazendo inculcar ao publico que a
venda real fora por menos preco. Sou com
maior eslima De V. S. attenlo .venerador e
criado Aurelia deSauta (Miteira. Couti-nobre senador est duendo.
nho.Rio, Mdejunho do 1835.
Ilnn. e Exm. Sr. Desem rargador Aurc-
liano de Sonsa e Oliveira Coutinbo. Satisla-
zendo ao que V. Exc. me pede, porque me con-
sidero para isso habilitado declaro que soi que
meu fallecido sogro o Sr. Manoel dos Passos
(Jorrea venden com effeito ao governo nos
me
Sr. Presidente eu a este respeito jilfgo quo o
Sr. Manoel Abes Braneo carrega com a maior
parte da imputaeao. Esse 9US80 tinha sido in-
cumbido de con lu/.ir familia- suissas para Nova
Fribourg : recusou-se por muito tempo pagar-
se-lhc; porm. quando eu enUei pira o thosou-
ro, j so Ihe tinha mandado fazer at a conta.
.Mas cu submetti a novo examo esta conta, e pa-
rece-mc que foi o primeiro negocio do novo tri-
bunal do lesouro que pedi aos Srs. Alves Bran-
co e Candido Baptista examinassem com todo o
escrpulo : parecc-mo que at eu j adivinha-
va... O Sr. Alves Branco que muito mais
responsavel do que eu por esta negociaco, viu
os papis concordou pens que plenamente,
com o Procurador da Corda, que era muito fa-
voravel ao tal. Gachet. O Sr. Candido Baptista
da mesma maneira. E quo despacho dei eu?!...
NtO me co i/ormei com a opiniao da mesa grn-
ele do thesoro mandei pagar muito menos do
que o homem exiga. Eu pens que o Sr. Alvos
Branco nao me desmintir... .
O Sr. Alves Branco : exacto o que o
fContinuar-se-h.)
PEBNAMB'JCO
ARSENAL DE GUERRA.
Un. eExm. Sr. Por Jos Luiz d'Oli-
veira Azevedo mo foi entreguo um seu reque-
lins do auno do 1833, a sua casa e chcara d> rmenlo, em quo queixando-se V. Ex. do
Gatumby onde ora se est edificando a casa de
correccao pelo preco de 80:000,000 rs. pa-
gaveis om letras por 3 annos; o que assovero ,
nao s porque elle me havia communicado tr
por essa quantia efeituado a transaccao como
porque ao depois mo mostrou urna copia da es-
criptura da venda celebrarla. $a
I'ambem elle muitasvczesineaffirmol, quan-
do suhinettcu approva o de V. Exc. suas con -
tliccoes qie, urna voz que sua propriedade
nao Ihe osse paga a vista nao a vendera
or menor quan'ia duque a j mencionada ,
porque mais havia despendido s com a edilica-
io d i casa de vvenla com materiaes mao
d'obra e se os predios tinhao descido de
valor, tjmboin para contrabalancar essa dil-
lerenea venda com a casa todo o terreno ,
anrequocido de urna inexhaurivel pedreira de
ecrel.entc e abundante agua alem do outras
|iialiddles, que o constituan inextimavel: e
mesmo para conhener-se se elle deverio vender
toda essa propriedade por menor quantia, hasta
nbortir-se, que osla foi pordous hom conhe-
nlos peritos d'esti corte avaliada por mais de
S0:0.')0.000 ruis ; sendo alias corto que as ava-
li.ico- qnasi minease approximo ao verdadei
ro valor das cousas avaharlas ; antes sao feitas
rom prejiii/.o ros proprietarios.
Fin lmente soi que ell recobeu logo todas
is letras, que em virtude la convencao, Ihe fo-
iSo i assadas e tanto sei que por elle me fdro
mostradas em minha casa tendo-as ao depois
negociado porque m'o dilte o ao depois se
veril! ou porqno nenhuina il ellas foi echada
no monte commum da horanca j.cente.
O que iffirmo estou prompto t jurar se V
Rxc. o julgar preciso para sua defesa; porque
do cmtrario tambem o nao assere aria. Sou
com toda a cnnsidcraefio De V. Exc. atten-
lo respoitador o criado Jos Ignacio Vaz Viei-
ra. Ro, 4rle|ulho de 1835.
Tal voz o Sr. Vaz Vieira nao duvide jurar hoje
lamhern.que fura enorme o preco que don oSr.
Vureliano pela casa e chcara de S (liristo\ao,
pertenrente a Rainha de Portugal, e n'uma -
iioca em que este Sr. ohrigava o governo hrasi-
leiroa pagar aquella nai'8do8a 10 inundes de
cruzados!. ... Que assombrosa protervia !
Sobre a leso enormissima que o Sr. Aurelia-
no sofTreu com a compra da tal palaceto e cha-
cara de S. M. F., consulte querri qnizor a .Nen-
tihella d'esse lempo, o o Sr. Francisco de Pau-
la Silva prente do Sr. Aureliano o testa
montero do fallecido Mrquez de Jundiahy. ..
Talvcz nos cntendo !
Este Sr. Va'Vieira foi ojuizperante quem
foi arrematada essa chcara pelo Sr. Aurcliano.
que lancou dea tostes sobre a avaliacao !
Como se mudfio os lempos!.. ulro da o Sr.
Aureliano mandava comprar para a naci a
chcara e casa rio sogro do Sr. A az Vieira pi-
ra edificar a casa de correccao; hoje S. Exc.
compra o predio da Rainha de Portugal, em
que mora peranto o Sr. Vaz Vieira genro
lo vendedor do predio da casa de correccao, ne-
gando o r. Paula vilva que fosse procurador
dcS M. F. n'aqnelle acto quando na suaac-
qiiiescenria lun ava-se loda a legalidade d ar-
remafarao !
O Sr. Aurcliano deveser muito circumspcc-
* Esta grande! Pois, Sr. I)r. estando
fallido o Sr. Passos Correa como eslava nao
havia de forcar-se a venda do predio para pagar
aos credores ? !....
commissario fiscal da guerra por Ihe nao querer
por o correnteno'mesmo conhecmento .
que em conformi lado do-arligo 13 do regula-
inento desto Arsenal Ihe mndei passar para po-
der ser pago da fazenda que vendoo para o
mesmo Arsenal, foi V. Ex. servido pelo seu
muito respeitavel despacho mandar, qoese pa-
gasse aosupplicantc declarando-se porem no
conhecimento a data da ordom de V. Ex. para
a compra do genero e o sou destino o que
cu mu fielmente fiz executar. Mas cmpre-
me reprozentara V. Ex. que nem sempre to-
ra lugar a declaracao do destino que pode ter
alguns dos gneros que se compro como
cuja farc ver; c he confiado na juslica que
V. Ex. me/az de acreditar na respeito/.a obe-
diencia que presto as ordens de V. Ex., que
eu sem me querer apartar d'estcdevr vouexpr
V. Ex. algumas das razos que occorreni
para que nem sempre soja isto possivel como
nos casos m que o genero tem diversos fins ,
c que nom se pode saber quaesolles sejan se
nao so. umlo o consumo que vai tendo. E co-
mo dorlarar-se no acto da compra ? E para que
V. E. disto se convence devo dxer a V. Ex.,
que fui eu mesmo que julguci conveniente
lazer no documento das desposas a declaracao
ra ordom e o fin do objecto a que elle se
destina; e isto desde que no meado do mez pr-
ximo pass do se deo principio a medida do
r orrento. mas em qucdcspo/as?Naquellas,em
iue isto tem lugar ou por serem despezas
muito fora das do commum que quando se
inando fazer ja so sahem a quo se dostinao os
ohiectos ou por serem averbadas em eiijos
documentos se tem todo o papel para se fa/e-
rem t das as declarar oes que 80 quenfio, hem
orno as com os pagamentos das dragonas, e
otitros parelhos amarellos que por falta de
lempo os dous directores interinos em a minha
ausencia enconmieniluran para o Arsenal para
os dous cornos do Artfices, e Guarda Na-
cional ; com os arreios ras percibas de Arti-
Iheria e despeas com transportes eem (im
outars. E a vista destas onlendeo o commissa-
rio fiscal que em todas as maisdevia exigir as
mesmas declaracoes disendo alguns portado-
res que apresentavao scus documentos qne
para eile poder fiscalisar era precizo que se
declarasscm os destinos dos gneros ou oh-
jectos ; a respeito do que, por ser muito perce-
hido o excesso do seu desojo de attribuicoes di-
sa eu aos mesmos portadores que em quanto
a declaracao da ordem esta se faria mas cm
quanto a dos destinos nem sempre era ella pos-
sivel e quando o fosse nao era attrbuto de
sua fiscalisacao saber dos destinos, que devem ,
ou podem ter os gneros ou materias primas,
que se manufacturiio neste Arsenal ; pois que
urna tal altrit uicao, depois de V. Ex s era
commettida a mim pelo mesmo artigo 13do re-
glamento como director fiscal do almoxar-
fado cujos armazens para este fim devem ser
to quando quizer atacar os scus adversarios, de-
ve ver quanto se tcm dito contra S. Exc., e poj
ahi julgar que de accsacSes ninguem est ex-
empto ; preciso esquocer-so para que os mais
tambem se esqueco de passadas desavencas ; se
porm quizer insistir no seu mesquinho Siste-
ma ha-de lor disabores que a Sentinella Ihe
nao oveja ; o a final conhecera que o reinarlo
da impostura e da velhacaria est prestes a fin-
?> -i_____ii- -.:____:..- -
Uar, O que o un-til i |>> ii< v vinguiivu u u iiici-
to com todas as suas torcas.
lei ou ordom a compra se lazia o que urna
vez declarado no documento nada mais tinha
n exigir, nao estar co-n celebridades em
quo narla concorno para sua fiscalisacao. Nao
sei so daqui tirn elle motivo para dirigir aU
guma represntacao V. Fx. Porem seja o quo
for, supoon.lo Exm Sr. que o despacho
de V. Ex. he extensivo todas as compres de
gneros de consumo ou nao consumo das offi-
cinas, permita V. Ex. que com a mais res-
petosa obediencia continu com as rozos, em
que se funda a impossibilidade dos casos quo
ou principieia di er como declarar o destino,
que ha de ter o ferro a sola as madeiras,
quando sao tantas as applicacoes que as
competentes oficinas se Ihes dao e que os
mestres pedem em porces segundo as obras,
que tem de fazer? E como tacs gneros segun-
do o mesmo artigo 13 doregulamento sir pa-
gos por um conhecimento como por no pe-
que,no entnalo do mesmo'que he impresso ;
como V. Ex. vio tantos destinos e as vezes
quando aindase n5o sabe no acto da compra ?
Por que muitos gneros se nao podem deixar de
comprar cm maiores porcocs como mantas ,
esleirs de Angola eoutrosque nem sempre
appareccm e com que se salisla/em as di flo-
ren tes requisicoes que vao sendo despachadas
por V. Ex. O mesmo brim que agora so
comprou em numero de cinco mil varas foi
parte para o Hospital, parte para a companhia
re Artfices parto para o batalhao Provisorio ,
e parte em fim para enteirar o fardamento, que
ileve ser remottido para o feara. -Como pois
lazer tantas declaracoes no pcejuenit espaco do
um conhecimento ? Portanto Exm. Sr. se
a declaracao do destino que tem o genero ho
para elassiioaeao das despezas con^uando j
estejao ebanificadas as relaeoes mensa.es, que so
rcineltom a thesouraria todava basta que se
laca a declaracao do que he para firdamernto,
rio que he para o Arsenal do que ho para O-
bras militares e do que ho despezas even-
tuaes : o quo farei da melhor maneira quo
possivel for em cumprimento do despacho do
V. Ex. se porem for o contrario como in-
culcou o commissario fiscal, ja V. Ex. tcm
visto que em muitos casos nao he possivel a-
venturar o destino deste ou daquelle genero
no acto da compra. Nao obstante V. Ex. man-
dan o que entender e eu screi obediente ;
rogo V. Ex. quo as suas dcliheracoes por
cousas desta ordem queira ter a bondade de mo
ouvir. Dos Guarde V. Ex. Arsenal do
Guerra 27 de Outubro de 1842.Illm. e Exm.
Sr. Raro da Boa-vista Presidento desta Pro-
vinci.Assignado Jos Maria Ildefonso Ja-
eome da \ eiga Pessoa Major director.
III.IRIII m rtlIYUlirCII.
PROSPERIDA' E DA PRO\ IaCIA.
Dizem os peridicos da imprensa da praia, o
(i tunamente o G. Nacional de vinle e tantos do
junho, quo o commorcioe agricultura delinho,
e vo a urna decadencia espantosa o que ho
llovido ao recruiamenlo e m adminstralo
do Sr. Barao da Boa-Vista ; que as lujas se fei-
eho que as fabricas de agricultura se acabao,
que nada importamos, nem exportamos pre-
sentemente que ludo penuria e miseria cau-
sada pelo Governo com o recrutainonto, e outras
medidas que nao especificao.
Contra o recrutamento gritao todos os cor-
respondentes do Diario-novo e mais papclu-
xos da imprensa praieira al o Indegena, que
ao principio quiz figurar do poltico moderado
smentc entietido com altasquestoessociaes, no
seu ultimo n. {9) declama contra o recruta-
mento j se tendo mostrado a contradico des-
tos amigos do paiz que fallao do Governo por
que nao bate de urna vez os rebeldes de Perati-
nim e ao mesmo tempo maldizem o recruta-
mento como o mcio, que tem o Governo do
mandaros Brasileiros para o matadouro do Sul.
Isto mostra queeltessSo inimigosda integrida-
rlo Imperio que querem ver a Provincia de S.
Pedro separada e o exercilo aniquilado, por-
que em quanto este achar-se em bom pe, os de-
sordeiros nao podem fazer vaza. A respeito da
decadencia do commercio e agricultura da
nenhuma importar o, oexporlaco c da falta
de rcndimcnlodas repartiees Ciscaos nestes l-
timos mezes por causa do recrutamento c da
m administraco provincial, desmentido j es-
lava o Guarda Nacional com as publicaoOcs dos
rendimentosda alfandega, e do consulado. >o
mez de maio rendoo o consulado 95:969S814
rcis, rendeo a allandega 190-.250S901 res!
Desde o principio do anno de 1838 que a al-
fandega, c o consulado tcm tirio um rendimen-
to mais ou menos progrossivo, que esta Pro-
vincia cm suas edificacocs mostra que apezar
.1, ~-'.rr. nr\n>rrin\ i\n miirwjn n iJk dissen-
i Oes do Brasil vai prosperando sombra da paz,


K535
.cdo bem fazcjo govcrno do Sr. Barao da Boa- vantar falsos administracao quo odcia por
Vista; orendimento mcnsal de 190:250S901 interesso particular, o guerrea em noine da
res, heextraordinariamenlocrescido porque opposicao. Lembrc-se quo o povo da provincia
as suas rendas ordinarias nunca excedem a squer que se digao verdades assim como de-
170:000S000; orendimento de 95:9698814
he da mesma sorto excessivo na meza do con-
querq_ .e
sojasomentca paz, despresando sempro as fal-
sedades e os gritos de armas desta scnlinella
solada dos desordeiros insignificantes que a
alimentao.
sulado cujo mximo raras vezes passade60:0008
reis. Com as cifras, com os factos individuados
hoque se desmontem as declamaqoes vagas da
desregrada opposicao da praia.
O Guarda Nacional n. 57 ref're tres fados,
que a opposicdo aprsenla em desdouro do Go-
perno.
O primeiro he a prisao de um sugeito, que fez
urna morte no Poco para recruta de marinha.
He incrivel, que, sendo verdadeiro o facto, o Sr.
Chefe de Polica nao livesse mandado processar
o individuo. Conce leudo que se tenha recrutado
um homem, que a opposicao sabe ser crimino-
so de morte a ella que tem certeza do facto,
cumpre denunciar, indicando o individuo mor-
to, o matador, e as testemunhas, para que as
authoridades o processem e o Jury o puna.
Antes destes eselarecimentos nao ha ainda um
facto em desdouro do Governo, ha sim vaga de-
clamaco contra a Polica.
O segundo facto est no mesmo caso ; pode
ser um sonhodo G.N.; em quantoclle para des-
pertar as Authoridades nao disser quem loi este
fugitivo ferido somonte pelo acto de fugir, pois
6 assirn desperta a Polica quem faz opposicao
cm regra.
A impudencia, com que foi adulterado o ter-
ceiro facto nos authorisa a duvidar da existencia
dos dous primeiros, que ainda sendo certos nao
desdourao o Governo.
Se o caso do profesar se tivesso passado, co-
mo o G. N refere raziio teiia a opposicao pa-
ra censural-a. Mas tarefa que loinou a seus
hombros a imprensa da praia fazer ao Governo
accusicoes vagas, ou imputar-lhe factos, que
nao tivcrSo lunar.
Falsamenediz oG. Nacional, que semeoncur
so nein examedeo-sea cadoira de Barrei os um
Portuguez. Postas a concurso em Maio do an-
no passado as ca loiras do lio ni lo e Barreiro
conco reriio Joao do Moura Florencio natural
desta provincia e Prancisco Jos da Silva Pe-
reira, Fluminense. Forao ambos approvados,
o no termo de preferencia a que procedeo o
Kxm. Bispo Director com os tres professores ,
exominadores a 22 de Junho forao poslos no
mesmo grao os dous concurrentes. E como
nesse termo se tractasse apenas da cadeira do
bonito que era a melbor e desejada por
ambos, requerco Francisco Jos ta Silva Pe-
xeira a S. Ex., declarando, que posto se nao
livesse d do preferencia ao outro ellcsecon-
tcntentava com a cadeira de Barreiros, que fo-
fa igualmente objecto do dito concurso ; ouvi-
do o Exm. Bispo Director informou este que
assi'.n era ( a ).
Forao por tanto prvidos ambos os concur-
rentes approvados, Joo do Moura Florencio na
cadeira do Bonito e Silva Percira na de Bar-
reiras. Em Marco dcste anno requereo o pro-
fessor de primeiras lettras de Jaboatao a sua
jubilacao com metade do ordenado na forma
da Lei Provincial, provou seu direito com do-
cumentos, com informacoesdo Exm. Bispo Di-
rector do l.yceo do Dispector Contador e
Fiscal da thesouraria respectiva.- A cadeira de
Barreiros eslava no caso de ser suprimida por
informares da Cmara na formada Lei do Or-
<;ament ; o professor de Barreiros pede a sua
remocao para Jaboatao o desta cadeira insta
pela sua jubilacao n'uma ou n'outra. Em Ju-
nho passa para Jaboatao o antigo professor
da do Barreiros supprimida esta ca-
deira e jubilado o outro professor na
forma da lei com metade do ordenado dimi-
nuindo seadospesadoscofresprovinciaes. Como
pois se attreve o G. Racinala dizer que se re-
moverao, e jubilarao professores sem que eiles
o roque esscm ? Como insulta o bom senso de
seus leitores affirmando que o Governo jubi-
Jou um professor, e mandou-o depois para ou-
tra cadeira ? Para quese removera um professir
depois de jubilado ? O G. Nacional e%\\ na sua
vida, que l)j em tudo faltar verdade c Ic-
( a ) Informadlo dada no requerimento de
Francisco Jos da Silva Pereira.
Illm. e Exm. Sr. O supplicante apparecen-
do no cuncurso, que ltimamente leve lugar,
me doclarou que vinha oppor-se a qualquer
das duas cad jiras de Bonito ou de Barreiros,
ambas postas entao a concurso porque Ihe
ora igualmente commoda urna c outra : c
nao se aposentando oppositor algum a de Bar-
reiros concorreo s com a de Bonito neste
exame : apesar de nao ter mostrado muito co-
nhecimento das miudezas da lingoa, poder
ser juigado apto parao ensino de meninos, pelo
seu estado pela sua idade pela muito maior
perfeic-'o com que lO c pronuncia em lim
pola belleza e rara variedade das suas escriplu-1 ladclphia entrado no crranle mez i
ras. He o que posso informar a V. Ex. que nado a Matheus Austin & Companbia ,
Publicagao a pedido.
O padre Jo3o Cavalcanti d'Albuquerque vi-
gario da freguezia do Cabo, provincia de Por-
nambuco recorre a esta augusta cmara, de urna
senlcnca que contra elle proferio em grao de
revista a Relacao desta Cuite, e pede, que sejao
declarados, ou interpretados os 54.3, e 536
da Constituico Diocesana
Pareco A commissaodejustica civil, que esta
augusta cmara nao podo sem manifesta incom-
petencia e invasao do poder judiciario decidir
a respeito do caso juigado de que recorre o
supplicante, sendo corto alcm disto quo nao
be necessaria a interpretacao requerida, porque
sao claros os sobredilos c quando fosso ne-
cessaria ella amis aproveitaria ao supplicante,
porque nao est pendente, mas j i linda, e de-
cidida a sua demanda c que por consequoncia
o requerimento deve ser indelerido. Paco da
cmara 26 de junho de 18-3. Nabucod'Ara-
ujo. Vaz Vieira. Assiz Bocha.
AUTO DE EXAME.
Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus
Christode 1813, aos 7 de julho nesta cidado
do Becife e casis da residencia do Dr. juiz do
nivel int :rino Antonio da Silva Noves, onde vim
eu cscrivao de sou cargo ahi se achavao pre-
sentes os tabolliaes Guilberme Patricio Bizcrra
-iivalcanti e Francisco de Salios da Costa Mon-
leiro, nomeados a fim de procederern ao exame
no papel, quo refere a potito de Antonio da
Silva & C.a, pessoa esta que requereu dito exa-
mo por haver sido notificado a requerimento
de Antonio Gomes Villar, para ver extrahii
copia de dito papel que he um Nos abaixo
assignados contendo diversas assignaturas o
iual se achava no poder do referido tabelliao
Guilberme Patricio, que o apresentou neste ac-
to se adiando presente o sobredito Antonio
Gomes Villar, e o procurador Felippe Lopes
Xetto por parte de Silva & C."; e pelo dito juiz
foi mandado aos mencionados tahcllies que de-
baixo do juramento de seus officios procedessem
o exame requerido segundo a petioao a respei-
to ; sob-cargo do que passriio a examinar e
depois de assim o fazerem declarrao, que o pa-
nel apresentado a data do anno, est VICIA-
DA, e declc-rou o tabelliao Guilherme Patricio,
que dito papel Ihe foi entregue pelo Solicitador
Pedro Jos Nunes, que presente eslava e quo
confirmou o ter entregue assim como o mes-
mo tabelliao Guilherme doclarou quo quando
pelo dito procurador Ihe loi entregue aquello
papel ja se achava com o vicio referido da data
do anno; e pelo Antonio Gomes Villar, foi de-
clarado, que a data era do anno de 1830 que
quando Ihe foi entregue foi com aquella data de
1830: e desta forma bcuvc o juiz por feito o
exame c para constar inandou fazer este acto,
que assignou com os tabolliaes, parto, e pro-
curador; e o dito procurador Podro Jos Nunes,
que presente so achava c cu Francisco Jos do
Reg cscrivao o escrevi. Silva Nevos. Gui-
lherme Patricio BizerraCavalcanti.Francisco
de Salles da Costa Monteiro. Felippe Lopes
Netto. Antonio Gomes Villar. Podro Jos
Nunes.
Vork entrada por franqua no corronto mez ,! ta-foira 13 do corrento as 10 horas da manhaa,
consignada a Luiz Gomes Fereira & Compa-| no armazcm da casa de sua rezidencia pri-
nhia', manifestou o soguinte: 199 barricas com meiro andar.
larinha de trigo 37 tMxinhas com fumo, 50. _______________________________
barrilinbos com bolaxinhas 20 ditos com bis
couto, 4 ditos sal cratus, 1 caixinha sementes,
oO pro/untos, 15 barrilinbos maraes 50 di-
tos banba de porco 16 caixas vellas de esper-
macete 1 caixa relogios, 20 duzias de vas-
souras 500 molhos ceblas, 4 caixinhas gom-
ma 1 hali marroquim, 2 duzias enxadas ,
2 i duzias de couro de cabra, 31 barrilinbos
manteiga 6 mastros 7-caixas com cidra ,
109 caixas com charutos, 1 dita pesos para re-
logios, 22:500 p!s de taboado; a Ordcm.
llovimcnto do Porto.
Navios sahidos no dia 11.
Porto ; barca portuguesa Espirito Santo, ca-
pltao Antonio Gomalvos da Silva carga as
sucar.
Hamburgo ; brigue dinamarquez felly, capi-
tao Pcter Luis Schytte carga assucar.
Navio entrado no dia 12.
Philadelphia } 47 dias patacho americano
Ariel, de 152 toneladas capitao Silas D.
Grog equipagem 8, carga farinha de trigo,
lazendas e mais gneros : a Mulhous Aus-
tin &C.a
Avisos diversos.
Hee!araco>s.
=No (lia 18 do corrente (telas 4 horas da
tardo na ra Nova porta do Sr. Dr. juiz do
civel la 1.a vara se bao do arrematar 40 bar-
ricas de farinha do trigo nova americana, pe-
nhoradas a Jos Epifanio Durao por execucao
dejnos Patn & C.a
___COM3WERC.O.
Alfandcga.
Hendimento do dia 12.......... 5:7288848
DescarregSo hoje 13.
Barca Globe fazendas, farinha, bolaxinlia,
e diflerentes mercaduras.
Escuna Ariel fa/endas farinha bola-
xinha cravo, ccanella.
Brigue Laura taboado.
Brigue' C'ecily carvao.
N. B. No Resumo da exportacao, publicado
no Diari) de hontem onde dizalgodaosaccas
4,109 com 2.184 @ leia-se 21,848 :c. E
em lugar 162,955 @ 11 libras d'assucar, lea
se 162,935 11 lib.
THEATBO PUBLICO.
Domingo 16 de Julho.
PRIMEIRO BENEFICIO DE MaD.VMOIZKLLE MA-
NOELA CAETANA LCCI.
Prime ira parte.
O duetto da Opera Gazza Ladra do celebre
M. G. Bosini: Como frenare il pianto.
Segunda parte.
A beneficiada pela ptimeira.vez executar
um lindo dueto juntamente com sua irmfia
Ca-mela ; fazondo a parle do joven Pippo da
opera Gazza Ladrado celebre M". G. Bosini:
Eben per mia memoria.
Terceira parte.
Pela primeira vez Mr. Andr Jtirron e a Se-
i.hora Ju/i'acxecutarG um novo Bolleiro Hes-
panhol.
Quarta parte. t
Rafael Lucci o sua filha Carmela execu-
taro o duetto |ocozo da opera II Posto Aban-
dnalo, do M<>. Saverio Mercadantc: lovor-
rei che il tuobel Core.
Quinta e ultima parte.
Urna nova pantomima em dous actos : inti-
tulad a
Os ladres da Molavia, ou A encadados Prin-
cipes da Vallachia :
dando fim o divertimento com um Baillavcl
Grotesco.
A beneficiada bem persuadida que um
divertimento inteiramentc novo muito agrada-
r espera que os benvolos e honrados ha-
bitantes de Pernambuco se dignarao prote-
gcl-a.
N. B. Se ebover continuamente das 6 horas
em vante nao haver divertimento, transfe-
rindo-se o dia annunciado por outro annuncio.
( Principiar as 8 horas e meia. )
^.'"'''.,
s
O CHORA-MENINO N. 8.
IMPORTACAO.
Rnmmer hvate americano vindo de Pili-
mam
Avisos martimos.
Para o Bio de Janeiro segu viagem o bri-
gue Convencao de que he capilao Joaquim
Antonio da Cosa sai imprelerivelniente na
quinta reir 13 do corrente ; para passageiros ,
e cscravos a frote ajusta-sc com Gaudino Agos-
tinho de Barros na pracinha do Corpo Santo
n. 66.
= Para qualquer parte da Europa segu
vino boje e est venda por 20 reis ;
na pracada Independencia ns. 0c8.
Na ruado Rangel n. 34 continua-se a ti-
rar passaportes para dentro fora do Imperio,
efollias corridas com toda a presteza o com-
modidade.
Lina pessoa seoffer.re para ensinarem al-
gum engenho, ou sertao as primeiras lettras, o
principios de latim e francs ; a quem convier
annuncie, ou dirija-re ra do Rangel n. 31.
|)eseja-se saber nesta praca quem lio o cor-
respondente do Sr. Francisco Xavier, lavrador
do engenho Pirangi.
Aluga-seo soiindo andar do sobrado, quo
(ca defronto da botica na na do Itan^el; a fal-
lar na ra do Cabug loja di; miudezas n. 5.
Lava-se c en^oma-se roupa, com muita
perfoicao, e porconiniodo proco ; quem quizer
annuncie.
I)-se a premio at a quantia de tres contos
de reis, com hypotheca em prodios livros a
desembaracados ; i>a ra do Cabuji n. 4.
Quem precisar de urna mulher de bonseos-
turnos para servir de portas a dentro em casa
de homem solteiio, ou de pouca familia, dirja-
se na do Caldeireiro n. 6.
= Domingos Gonealves Ferreira subdito
Braziloiro rctira-se para o Rio de Janeiro no
brigue Indiano.
Ofierece-se um homem bom cozinbeiro ,
para qualquer casa ingle/a pois tem bastante
pratica ; quem o pretender dirija-sc ao beco
Largo n. 23 das 4 horas em vante.
= Na ra da travessa dos CJuarteis se rece-
be roupa para lavar e engommar com toda a
perfeicao, tanto de homem como de Sra., qual-
quer pessoa que se queira utilisar queira diri-
gir-se na mesma ra casa n. 38 a fim do
tratar com a pessoa que se encarrega d'este ser-
vico.
A pessoa que annunciou querer 600S00O
rs. a juros sobre hvpotecaem urna casa no bair-
ro de S. Antonio dirija se a ra do Cjuei-
mado loja n. 18 que achara com quem trac-
tar das 8 horas ; t ao meio dia.
No dia 14 do corrente pelas 4 horas da tar-
do na porta do Sr. Dr. juiz do civel da 1.a vara,
residente na ra Nova se ha de arrematar por
ser a ultima praca urna botica c armaco ,
sita na ra Dircita, por execucao de Caetano
Pinto do \ eras, contra Francisco Jos do Sa-
cramento, por aluguel ; os licitantes compa-
reci no referido dia e hora, e na mo do por-
leiro acharao a competente avaliacao.
Lui/.a da Conceicao Pcrcra, rctira-se pa-
ra o Rio de Janeiro levando suas ilhassoltei-
ras Mariana Boza de Almeida Marcolina, e
Laurindo os dous ltimos menores.
A pessoa, que tiver urna viadinha manca
das chamadas capoeiras e a quizer vender; di-
rija-so a ra da Florentina casa n. 16 ondo
ha urna olaria.
Na nlaria da ra da Florentina vende-so
urna porcao de ladrilho, feito do melbor barro,
o ben> cozido c ptima telha, que por se que-
rer dar outro distino ao odicina se vend ra mais
cnconta.
No botcquim ao p do theatro que foi
do Sr. \ ianna hoje de Paiva & Temporal ,
lia caf, todas as tardes com leito o sem leito
muito bem feito muito bons xa roes, boa
viagem o brigue Inglez Cicely de primeira champanba serveja e outras muitas bebidas
classe forrado encavilhado de cobre, e de lo- excedientes assimcomodousbharesniuitobons,.
te de 235 tonelladas.com excellentes commodos
para passageiros tracta se na ruado Trapi-
che novo n. 10, com o seu consignatario Jones
Patn ik. Com pan hia.
-*
mandar o duc iulsar mais acerlado Lvco festou o seguinle : 12 toneladas de carvao de plendido sortiment de fazendas inglezas, fran- diz respeito avizando
27 do Junho de 1842. Tbomaz Bispo Di- pedra; a Ordem.
rector dos estudos, Lumu,
t'xIlUim m\.,VM*.
inil.i ''" \ tudo com o nuior asscio possivel.
O abaixo assignado vende a parte, quo
Ibo toca por heranca de seu fallecido pai Ma-
noel Pires Ferreira na divida da Fazenda Pu-
blica do Bio de Janeiro a qual com os juros.
. i .x anua por mais de .'i coritos de. reis ; quem pre-
tender dirija-so atraz da Matriz da Boa-vista
n. 24 = Domingos Pires Ferreira.
O corrector Oiiveira [ara ieilao por conta = Roga se no Sr. Malinas Percira da Silva^
de diversos e por todo o preco de um es- que declare a sua morada, para negocio, que Ihe
na ra do Vigario casa
cezas e suissas as mais proprias d este morca- de Mondes & Oiiveira aliin de ser procu-
l..
-i
2!T,-!m:>5 r0C'J!?en*#,n''k di'cnnchnl^c; u-':
,1..


. I*
"*i
4
". -11-
Aluga-se o segundo andar do sobrado ra Direita defronte do beco do Serigado, eom
do atierro da Boa-vista n. 3 com comrnodos bastantes commodos e asseio ; a tractar com
para familia ; a tractar no mesmo. Antonio Joaquim de Mello defronte da torre
Aluga-se a loja de um sobrado ein urna 'do Livramcnto.
das nelhorcs ras do hairro de S. Antonio = Arrenda-so um sitio nos Affogados deno-
propria p;ira qn ilquer estabelecimento na ra minado Piranga com um grande cercado ,
larga lo Rosario n. 33 ; na mesma vende-se a jque poJe sustentar diariameuteiO a SO/accas ,
venda na esquina da mesma ra n. 52. e tem terreno que podo ocupar diariamente
Koga-so ao Sr. Pedro Jos de Lira ton ha 16 a 20 escravos, tem boa casa de sobrado,
a bondade de annunci sua residencia para ser procurada a negocio de
cu inleresse.
Aluga-se um bom escravo muito diligen-
te e fiel : nu ra do Brum n. 9 por ta/, da
Igreja do Pilar.
A pessoa que tiver um preto ou pre-
ta que saiba vender na ra, e queira alugar,
annuncie.
Um pessoa que he bastante versada em
pritneiras lettras ofTerece-se a dar li;es em
casas particulares c tambem recebe alumnos
em sua casa e promete todo esforco para 5
adiantamento dos mesmos; quem de seu pros-
timo se qui/er utilisar, dirija-se a ra do
Brum n. 9 por traz da Igreja do Pillar.
O Tenenle Coronel Ignacio Antonio de
Barros Falcao comproj por conta do Reveren-
do ConegoJoiio Rodrigues de Araujo os bi
Ihetes inteiros de ns 191, 1075 e 3ill o
primeiro da primara parte da IVa lotera do
thoatro publico do Recife, o segundo da qnar-
ta e ufoina parte do m dio restante da primei-
ra nova lotera da Matriz da Boa-vista ; e o
tercetro da segunda parte da primeira lotera
de S. Pedro Mrtir de Olinda.
= Podro Peren de l'rito sub lito Portugucz
retira-se para fora da Provincia.
A ab.'iiso ass'gnada casada corn Joiio An-
tonio Raptista Muniz. faz publico que seu ma-
rido fora ulgado por entrica, prodigo o aan-
nunciante nomeada curadora por cuja razio
previne que d'ora em dianto todos os ne-
gocios de sua casa so com elladevcm ser Iracta-
dossob oena de ficarein sem cffeito. =: Uarian-
na Francisca de O/iveira.
= A pessoa que annunciou precisar de
600,000 rs. com seguranca em urna casa no
bairrodeS. Antonio, mostrando livre c des
embancada dirija-se atraz do tbeatro arma-
zem de taboas de pinbo.
== Aluga-se o primeiro andar c armazcm
do sobrado n. ida ra do Vigario ; a tractar
no mesmo.
-= Ainda est por alugar o primeiro andar
da casa n. 28 delronte da Lingoeta : a tractar
no segundo andar do mesmo.
O abaixo assignado faz certo a Senbora
Alex indritia Maria da Conceicao e tambem
ao respeitavel publico, que milito inora quaes
os poderes que a di'a Senbora tem para llie
cassar a procurado bastante que ao annun-
oiante foi conferida por seu marido Jos Maria
da Costa Carvalho e competente carta de or-
dens ; e por isso nao cede dita procuradora ,
sem que Ihe seja destruida competentemente:
advirta a dita Senhora que os poderes dados
ao abaixo assinado sao simplesmente para Ihe
cuidar em suas causas civeis, e nada mais fi-
cando certa que ainda mesmo estando autbo-
risada para o fim indicado em seu annuncio in-
serto no Diario n. Ii6 nao era de certo ne-
ccssariotal encommodo tanto para a Senho-
ra como para seu espirito sancto de orclha.
Hcnriqae t Araujo Jordo.
= Domingos Jos6 Marques solicitador offe-
receseu prestimo para tirar folhas corridas,
passaportes para dentro e fora do imperio e
tudo quanto for tendente ao foro tanto crime ,
como civel tudo por preco commodo e rom
promptidao ; na ra do Livramento n 26 ,
segundo andar.
Roga-so ao Sr. Fiscal dos Aflbgados ,
queira dar um passeio at a estrada do Bonn i ,
para ver se ser de utili indo publica o valo ,
que se est.'i atterrando ; esperamos, que use
da sua costumada actividade a fim de nao
sermos importunos.
Quem precisar de urna ama parda para
todo o servico de casa de homem soltciro ou
de ponca familia dirija-se ao patio do S. Pe-
dro n. 3.
= Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra dasTrincheiras n. 46; no primeiro andar
do mesmo.
A pessoa que precisa de 600,000 rs. ,
querendo 500,000 rs. dirija-se a ra do Li-
vramento n 27.
= Jos de lima Soares subdito Hespanhol
retira-se para o Rio de Janeiro.
= Precisa-se alugar urna casa no bairro da
Boa-vista, que tenha quintal, e que o nlu
guel nao exceda de 6 a 8000 rs. ; no atierro da
Boa-vista n. 5>.
v. entrada da ra do Rangel primeira es-
cada do lado diieito no primeiro andar se
omaoerna livros de todas as qualidades por
preco commodo tamben. -< apara papel a 120
r a resnin tudo com promptidao.
Aluga-se o primeiro andar Ja casa da
redos de fruto, arrenda-so pelo tempo que
convier aos pretendentcs ; a tractar na ra do
Queimado loja de forragens de Albino Jos
Ferreira da Cunha.
No da 17 do corrente corre
imprelerivelmente a Lotera de S.
I'edro Martyr de Olinda (iquem
ou nfio hilhctes.
- Muito se tem fallado do sistema Ilomeo-
pathico do sistema de Broussais e do outros
muitos mil difterenles ; pouco portanto se tem
dito domis essencial os evacumantes, que
ninguern pode nogar serem nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a dificuldadc de fazer observar aos ou do-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
llomeopathica e prattea regular &c. Somos
geralmentc acoslumados a comer muito mais
do que he necessario para o uosso sustento ; o
resultado he flatos, indigestoes e inflamar
cocs nos ligados, c. Para remover imped-
estes incommodos, nuda he mais promptoj que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, c que augmenta as di lloren tes sec-
crecoes.
O publico achara as Pilulas vegotaes do Dr.
Rrandgeth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzern seu eleito ,
sem dores e incommodo algum niio ho ne-
essario dieta alguma e pode-so tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayrcs, na ra Nova na de Guerra
Silva & C., e atierro da Boa-vista, na deSal-
les & Chaves.
Compras.
- Comprao-se garrafas pretas e botijas,
quefossem de genebra e garrafas brancas,
que fossem de vinho muscatel: na ra do Ran-
gel n. 5t a fallar com N ictorino Francisco dos
"autos.
Compra-sc urna machina de copiar car-
tas ; quem livor annuncie.
Comprao-se escravos de 12 a 22 annos ,
para fora da provincia e de mcia idade para
a provincia pagao-se bem ; na ra da Praia
n. 22.
Comprao-se pennas encarnadas para fa-
se por seu dono retirar-se para fora tractar de
sua saude ; a tractar na mesma.
=s Vendem-se dous escravos mocos para o
servico do campo ; urna casa do pedra e cal,
com quintal murado c cacimba com boa agoa
de beber, perto do banho do Calderoiro ; 36i
palmos de terreno com muito fundo na prin-
cipal ra do Cortume dos Coelhos, que se po-
de fazer casas e viveiro no fundo ; na ra lar-
ga do Rozario no terceiro andar por cima da
botica do Sr. Bartholomeo.
== Vende.-seum sitio no lugar do Barbalho,
boa casa, com 4 quartos, cozinha fora estri-
bara ,.um bom telheiro boa agoa de beber,
cercado de espinhos nactivos 150 ps de la-
rangeiras e outras muitas fruteiras boa bai-
xa para capim o qual est hoje arrendado ao
Sr. Reg; na ra do Rangel n. 54 a fallar com
Victorino Francisco dos Santos ; o mesrao ven-
de o barris de mel proprios para embarque.
Vende-se um cavallo castanho com al-
guns andares : na ra do Fogo n. 11.
= Vende-se um escravo de 22 annos de
nacao Benguella ; ne patio do Terco n. 18.
Vende-se azeite de carrapato a 1600 a
caada o 200 rs. a garrafa ; na ra do Brum
n. 9 por traz da Igreja do Pillar.
Vende-so urna cama de condur em
muito bom uso, e dous colxes; na ra da
S. Cruzn. 14.
Vendem-se duas parelhas de cavallos ,
ehegados do Matto urna alasao e outra ro-
zilho-tordilho; no armazemdo Salda Boa-vista.
Vendem-se duas casas de pedra e cal, e
duas de barro no fundo das mesmas, com quin-
tal grande arvoredos, parreiral, e boa ca-
cimba na ra da biquinha do S. Pedro em
Olinda ; a tractar no atierro dos Affogados so-
brado do Lima.
3 Vende-se urna morada de casa terrea em
(daos proprios, sita na ra do S. Miguel nos
ATbgado; n. 62 ; na ra de S. Rita n. 67.
N Vende-se urna roda do fazer farinha com
forno de cobre : no atierro da Boa-vista n. 3.
Vendem-se borzegu i ns de duraque para
senhora, por preco commodo ; na ra do Ca-
bug n. 4.
Vende-se, ou arrenda-se urna morada de
casa de vivenda com casa para venda e dita
de rancho para matutos, todas de taipa com
cercado, em trras rendeiras no lugar Ma-
ria Simplicia pouco distante da Cidade de
Olinda : a tractar na mesma Cidade ; na ra
do Amparo sobrado n 4!.
^ Vendem-se os seguinles livros em bom
uso e por precos comrnodos ; Vctor ou o Me-
nino da Selva 4 v. ; Gil Braz 4 v. ; os 2 Casi-
zer flores; no patio da Matriz do S. Antonio
n. 6.
Vendas
Vende-se urna molcca de 14 annos ; no
patio de >. Pedro n. 3.
= Vende-se um preto crioulo de 24 annos,
trabalhador de pedreiro : na ra Direita pa-
llara n. 22.
=\ endem-se duas moradas de casas terreas na
Roa-vista urna na ra da Matriz esquina da
ra Y el lia onde tem venda corn lampiao na
esquina, n. 54; a outra na ra V elha no
fundo ila casa cima n. 35. Adverle-se que
se Aendem a dinheiro avista, parle a vista e
parte em lettras com boas firmas ou todo o
importe em lettras conforme o ajuste : quem
as pertender dirija-se a praca da Boa-vista n.
30 segunde andar.
^= Vende-se o muito veleiro lanxao Bom Je-
ss dos navegantes, fabricado aosul da Rahia,
de excellentemadeira, aparelhado de um tudo,
e prompto para emprender qualquer viagem ;
quem qui/er comprar dirija-se a bordo do mes-
mo delronle do caes do Collegio.
= \ ende-se vinho de Charnpanhe de boa
qualidade a 12,000 rs. a duzia ; na ra da
cadeia do Recife n 35.
Vende-se essencia de aniz superior o
5 mil rs. o frasco ; na ra Direita n. 120 se-
gundo andar.
= Na ra Jo Amorim n. 36 armazem de
Antonio > az de Oliveira continua a vender-se
superior caf moido por preco commodo ern
grandes c pequeas porreas ; e um moinho
grande ara moer caf i e duas rodas de ferro
grandes proprias para bomba.
= Vende-se um cavallo russo novo, rom
bons andares; no atierro da Bua-vista n. 33.
= Vende-se nina venda na ra do Padre
Florannq n. '}." bem afreguesada o seu
aluguel he commodo por (00 ou 700^ rs. a
vista e o resto a Taso rom boas firmas, vende-
miros 4 v. ; o novo Compadre Matheus 3 v. ;
Bertoldo Btrtoldinho e Cacas^eno 3 v. ;
(Jara de Alba 1 v. ; Contos aos meus meninos
1 v. ; Cartas de Echo a Narciso 1 v. ; Carlos
Magno 1 v. ; Os Accidentes da Infancia v. ;
Paulo e Virginia 1 v. ; Etelvina 3 v. ; Au-
gusta eGabriellal v. ; Engenio e Virginia 2
v. ; Novellas escolhidas 3 v. : na ra do Quei-
mado loja n. 6.
Vende-se um moleque de 16 annos ou
troca-se por urna negra que saiba cozinhar ;
na ra da Praia n. 25.
N endem-sc dous negros de meia idade ,
robustos, trabalhao do enchada e tractao
bem de sitio : na ra de Agoas verdes n. 70 ,
de manhaa al as 8 horas, e das duas da tarde
em din rite
^ Vendem-sc por preco muilo barato os
livros seguintcs; Historia do Bossuet dous
Atlas, um corn de?, cartas, e outrocom 46,
urna grammatica da lingoa Italiana urna con-
versaeao em francez um Telemaco: na travessa
das Cruzcs n. 8.
= Vende-se um sitio no lugar do Rarro ver-
melho com 4 moradas de casas de taipa com
cacimba corn 980 palmos de frente e 620
de fundo corn nlguns arelos de fruto ren-
dimento de cada casa annual 4000 rs. Ierras
foreiras ; no mesmo sitio a fallar com Joao
Carlos .Muniz, ou na ra da Conceicao da Boa-
vista n. 43.
= V'endem-se barricas com farelos ; no ar-
mazem de Antonio Annes Jacome Pires no caes
da Alfandcga.
Vendem-se pecas de chitas de cores es-
curas a 5500 e a 160 o covado pecas de bre -
tanhu com 10 varas a 2000 ditas de cambraia
pintadas de roxo propria para lulo a 4000 ,
merino preto, azul e verde a 900 o covado ,
brim trancado de linho cru a 900 dito escuro
que se usa para sobrecasaca a 800 dilo de lis-
tras a 680 di lo de cores de listras a 1280:
na loja de Manoel Jos Goncalves, na ra do
Queimado esquina do bcco do Peixe frito n. 2
- V ende-se urna machina de ferro polido
para encerrar adzivo : na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7
= Vende-se urna porco de carne do serian
por preco commodo e a retalho de mcia arro-
ba para cima e dous barris com carne salga-
da ; ao p do arco da Conceicao armazem de
Fernando Jos Braguez,
__ ManoelAlves Guerra na ra do Vgar0
n. 3 vende taxas do ferro coado e batido de lo-
dos os lmannos, por proco barato e travs
de madeira superior de 36 50 palmos, e gros-
sura de 7 a 10 polegadas.
Vende-se urna cscrava que sabe cozi-
nhar engommar e bem disposta para o ser.
vico de campo : na ra Direita n. 8.
= Vende-se vinho superior da Madeira, em
ancoretas meias quartolas, e quartolas, pro-
prio para casas particulares por preco com-
modo ; na ra do Vigario, armazem de Men-
des & Oliveira n. 21.
Vende-se feijao mulatinho a 3000 o al-
queire da medida velha ; na ra estreita do Ro-
zario venda que faz esquina para o prtio do
Carmo.
= Vendem-se bezerros de lustro para cal-
cado em duzias c a retalho por preco mui-
to commodo, e galao de ouro e prata fino do
todas as larguras ; na praca da Independencia
n. 21 loja de Antonio Felippe da Silva.
=Vende-se excellente farinha de trigo SSF,
por preco commodo; nos armazens por traz do
tbeatro de Manoel Antonio de Jess & Filho ,
ns. 18 e 19.
Vendem-se laranjas da china, tangerina,
e da trra ; no sitio grande envidraeado na es-
trada do Monteiro do dia 14 at o dia 18 do
corrente.
= Vende-se o sitio denominado engenhoca
no lugar do Remedio com casa de vivenda as-
sobradada senzala para pretos tudo de pe-
dra e cal com diversas fruteiras como man-
gueiras e coqueiros, tem um viveiro de bom
tamanho terreno para se fazer outra baixa pa-
ra capirn, pasto para 16 vaccas, barro para
toda qualidade de obra deolaria com grando
vantagem de ter bem prximo a casa de vivenda
porto de embarque vende-se metade a vista e
metade a pagamento; a tractar no mesmo sitio.
Vende-se por necessidado um preto do
boa figura para todo o servico ; na ra Nova
n~, 14 segundo andar.
Vende-se por 380,000 rs. urna escrava
de Angola lavadeira cozinha e vende na
ra ; na ra Direita venda n. 72.
\ Vendem-se carrinhos de duas e 4 rodas,
robertos e descobertos com arrcios completos,
de todos os precos : em casa de Me. Calmont
& Companbia, na praca do Corpo Santo n 11.
Vendem-se piannos lortes e fortes pian-
nos dos celebrados authores Broadwood &
Sons de Londres recentemente chegados de-
divers s modellos o por todos os precos; em,
casa de Me. Calmont & Companbia na praca
do Corno Santo n. 11.
Vendem-se charutos da Havana de su-
perior qualidade ; na ra do Trapiche n. 19 ,
casa de J. O. Elster.
= Vende-se urna preta de nac5o, de 24 an-
nos : na ra do Encantamento armazem por
baixo do sobrado do Vigario do Recife, n. 11.
= Vende-se urna burra de ferro ; no Forte
do Mattos na prenca de Jos Ribeiro de Brito.
= Vendem-se saccas com milho e gigos
com batatas ; no armazem defronte da escadi-
nha da Alfandega.
Vende-se um moleque do nacao, do
14 annos, com principios de cozinha ; na ra
Nova loja do ferragens n. 16.
Escravos fgidos.
No dia 25 do p. p. fugio o moleque Be-
nedicto crioulo de 15 annos bem retinto;
levou vestido camisa de algodaozinho e calcas
de brim, tem um signal no lado diieito do ros^
to procedido de urna dentada de cachorro des-
do a ponta do olho..atc a orelha ; quem o pe-
gar leve ao atierro da Boa-vista venda n. 44,
que sera recompensado.
= Fugio na madrugada do dia 12 do cor-
rente o escravo Simo pardo escuro natu-
ral da Cidade de Campos, alto, secco do
19 annos com falta de alguns denles na fren-
te bem parecido fallas doceis, le, escreve,
e toca viola he oleiro de roda levou urna
espingarda de dous canos com a coronha amar-
rada com barbante grosso e duas pistolas tudo
de espoleta e consta tambem que levou faca ,
levou bastante falo, tendo duas mudas de ser-
vico branco e riscado um fraque branco ,
urna calca azul de panno sapatos e um bo-
net de panno azul, fugio em companhia de um
cabra de nome Loureneo pertcnccntc a Alvaro
Jordao o qual ser o guiada mesma fuga o
vai tambem armado e leva dinheiro he natu-
ral que se intitulen) forros; quemo pegar leve
a seu senhor \ cente Thomaz dos Santos no at-
ierro dos AiTogados n. 67, quesera gratificado.
ss Fugio no dia 27 do p. p o moleque Ja-
cinllio crioulo de 10 annos com urna be-
bda em um olho ; levou camisa e calcas de al-
godiojavelM e rota; quem o pegar leve a
prensa de Jos. Ribeiro de lrito que ser re-
compensado.
Rcife: naTvp. de M. F. de Fama. 1843


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