Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05001


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Full Text
A uno de 18413.
Quarta Fera 12
m
Todo iRor depende de nos meamos; da no, prodeneia, modericao, e
lindemos como principiamos, e seremos apomados con. .dmira jo entre i.N
CullM.
( 1 roclamaguo da Aasembleu Geral do Bbasii.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES
Goianna, e Parahyba, seundas e aexlai fcirsi. JUo Grande do N inlo, aunl. fei.
Bonitos Garanhuns, a ll e 24. q "'" leim-
Cabo, ierinluem Rio k'ormoso, Porto Calvo, Macelo, e Alagoas n0 40 ja .4
Boa-vista e Florea %' e 2\ Sanio Antio quintas feiraa Olindi todos n.'
UIAS DA SEMANA. "
40 Seg. a. Januario t seuscomp. Mm Aud. do J de D. da 2.
U Terg. Sabino. Kel. Aud do j' de D. da 3 t
42 Quart. s. Joao Gualberto Ali Aud do J. de D. da 1. t.
43 Qain. a Anacilo P. M, Aud. do J. de D. da i., v.
4i Sea. s. Boaventura B. Aud. do J. de D. da Z. w.
45 Sab. t. Camilo de I.elis. Ral. Aud do J. de D. da 1 t.
dfi Don. O Anjo Custodio do Imperio,
!
de Jullio
Anno XX. N. U8.
O Oubio publica-ae todos os diaa (fie n.~io forem S ntifinados: o pre.u da assigoslora be-
de tres mil res por iruariel oos diaotados Os annuninos dos signantes ao inserido
gratis eus dos que a io forem i rasan de reis p r linhi As reclama joca derem aer diri-
gidas a esta l'ip ra das Cruces N. U, ou apra*a da Independencia loja de litros N. 6eS.
casieosNo dUil de Julho. compra enda.
Caaahioaobra Londres Ja Ouko-Moeda de 6,400 V. 1,4JU 10,600
Pars a. ti res por franco a N. 10, .J 16 400
Lisboa U por 100 de pnoaio. a da 4,000 SU)0 0 20
PsUTa-P.t.coss 1,900 1,926
M.eda ce cobie 2 por cenlo Patos Colusanarsa l,SWJ i.fJO
Idea de leirat as boas frmaa I { a }, ditos Mncanos 1,900 t,!Zft
PIIASES DA LA NO MEZ DE JLH.
Loa Clieia i II, s 2 hurase 16 aa. da tarde. I La ora i 27. s 3 loras e 23 m. da sa.
gu.rt.oainj. l'J, as ll horas a 22 aa. da m. | tuarl. erase, i 4, s 4 horas e 43 as da Urde,
Preamar de hoje.
1. a 4 horas a 30 a. da aanhaa | 2. 4 horas e 54 a. da tarde.
SSBSSm
'l OFFICIAL
Commando das Armas.
EXPEDIENTE DO Io DO CORRENTE.
Odelo Ao Exm. Presidente, dando-lhe as
nformacoes, que pedir cin despacho de 27 do
jnez pretrito acerca do requerimento da viuva
Anna Joaquina do Espirito Santo quo pedia
ao governo imperial, Ihe mandasse abonar a
titulo de pensao o sold que vencia seu filho Jo-
s (iomes de Oliveira segundo sargento do ba-
talho stimo de cacadores, que na provincia
da Babia fallecer no combate do dia 22 do feve-
reiro de 1838.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., remettendo-lhc
para ser transmittido a secretaria de estado dos
negocios da guerra em cumprimentodo aviso
de 15 de fevercro ultimo, o mappa das pracas
demittidas nesta provincia pertencente ao prir
meiro semestre deste anno.
Dito Ao desembargador chefe do polica ,
communicando-lhenue o rocruta Joao Evange-
lista do Siqueira assentara praca.
Dito Ao commandante do batalhao de ar-
tilharia dizendo-lhe que o tinha nomeado e
aos capites Sant'Anna, Bastos, e Veloso da
Silveira para vogaesdo conselho de direccao ,
que na manhaa do dia 3 devia de tomar conhe-
cimento das justificacoes do nobrosa que para
cadete dera os soldados Jos Francisco do Re-
g Barros e Jos Peieira T.ixeira.
Portara Nomeando o conselho de direccao,
que devia julgar o processo do soldado Jos
Francisco do Reg Barros, do segundo batalhao
de artilhariaa p.
Dita Nomeando o conselho de direccao, do
soldado Jos Pereira Teixeira, do mesmo ba-
talhao.
dem do da 3.
OlTicio AoExm. Presidente, enviando-lhe
a rclacao nominal dos individuos que recruta-
dos, o voluntarios, assentarao praca no me/, de
junho prximo lindo.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., devolvendo-lhe
a avaliacao dasetapes eonagens feita pela
thesoururia para o presente semestre e di-
zendo-lhe que avista do imperial aviso de4 do
inaio ultimo, quemarcou no corente anno II-
nanecieo aetapoa 200 reis, c a forragem a 480,
nenhuma relloxo tuina a fazer.
Dito Ao auditor de guerra, lembrando-lhe
que nos futuros pareceres que tivesse de dara-
cerca das justiioacoes de cadetes, devia expor
sua opiniao sobre a qualidadedas testemunhas,
e dos documentos eide estar ou nao no caso o
pretendeute de ser receido cadete como ex-
pressono alvae de 16 de marco de 1757, e nao
limitar-so nicamente adizer, quu o pretenden-
te provara o dedusido na sua petico.
Dito Ao commandante do forte Pao-Ama-
Tello, dizendo-lhe que nao tinha por ora lugar
o augmento do destacamento, e nem a conti-
iiiaiao nelle do guarda nacional Dionisio Jos
da l'enha salvo se elle quizesse passar a sua
praca para a primeira linha.
Dito Ao commandante do batalhao de in-
fantaria de guardas nacionaes destacado, re-
metlehdo-lheo oilicio que Ihe dirigir o chefe
de polica sobre os ferimentos na noite do dia
priiaeiro do corrente no brigada e un soldado
docorpo de polica por um individuo quo se
presuma sor do seu batalhao, para que inves-
tigasse escropulosamenie do caso, como elle
moreda, prendendo logo o aggressor no caso
de ser conhecido e informasse acerca da prisao
do furriel Macodo.
Dito Ao mesmo, remettendo-Iho os proces-
sosdos reos tambor Jos Pereira da Silva, e
soldados Carlos Francisco Barbosa, Luiz Ximen-
des, Antonio Francisco Correia, Jos Rufino
Coitinho, e Jos Francisco do Sant'Anna para
seren competentemente archivados, pois que
as sen tencas ja haviao sido publicadas as or-
dens do dia.
Hito Ao commandante do batalhao de arti-
lliaria remettendo-lhe a justilicacSo do solda-
do Jos Perd a Teixeira, para llie sor entregue,
visto nao haver suificienteinente provado os
quisitos do alvar de 1< "it Aojui municipal da segunda vara,
scerc do soldado Manoel Rodrigues Ferreira ,
queso nao encontrava nos corpos desta provin-
cia.
Portara Mandando reconhecer l.-cadete
c so.iads. Jos Francisco do Kego Barros na
I forma do alvar de 16 de marco de 1757, cujas
I dsposicos prehenchera.
Dita Mandando reconhecer 2. cadete na
forma do decreto do 4 de fevereiro do 1820 e
provisao de 26 d'outubro do mesmo anno o
soldado Caetano Xavier d'Olivoira, assim julga-
do em conselho d'averiguacao.
Dita Mandando considerar como effectivo
no batalhao 2. d'artilhena a p no posto de
2. sargento o almoxarife do lorie do Buraco
Felippe Beniciodos Santos, quo no mesmo ba-
talhao era considerado adido, e 1. sargento.
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA. DOS SENHORES DEPTADOS.
Sessdodo 2 de junho.
Contina a discussao do projcelo que eleva a
comarca da Coritiba provincia, sobre quo fal-
lo os Sr*. Pacheco quo defiende o projecto e
o approva e o Sr. Pereira Jorge, que o com-
bate.
Contina a discussao do orcamento da fazen-
ila com as emendas apoiadas tomando nclla
parto os Srs. Penna, Rezonde Carneiro de
Campos, ministro da fazenda Carneiro da
Cunha, Julio de Miranda, Souza Franco, Fer-
nandes Chaves, e Almeida Boto.
3.Contina a discussao do projecto, que
eleva h provincia a comarca da Coritiba, o da-
da por concluida a 1. discussao o projecto
approvado.
Entra em discussao a seguinte resolucao :
A assembla geral legislativa resolvo :
Are, 1." O artigo 170 do cdigo do pro-
cosso applicavel ao julgamento dos crirnes in-
dividuaos dos membros d'assembla geral le-
gislativa <&c.
Nao havendo quem peca a palavra appro-
vada. Procede-se eleicao da mesa.
.. Contina a discussao do orea mente da fa-
zenda, em que tomao parte os Srs. Ferraz, Mi-
nistro da fa'enda Albuqurque Almeida e
Albuquerque e Silveira.
parte hei de fa/.er quanto meus esforsos o per-
mittirem para que assim se realise. Cuida-
rei que a accao enrgica do governo se reprodu-
za em todas as auctoridades subalternas e quo
se reconheca o aprenda esta verdado Quo
nunca um povo tora seguranca em quanto o cri
me particular nao olender a sociedado em ge-
ral Para isto Senhores precsa-se do lorca ar-
mada disponivel. [Pedro II.)
Tribunal da Relacao.
SESSA DE 11 DE JULHO DE 18-3.
A appellacao civel da Cidade de Goianna ,
appellantes Francisco Jos Velho de Mello e
sua mulher. appellados o provedor e irmaos da
Santa Casa de Mizericordia da dita Cidad, os-
crivao Ferreira; se mandou dcscer aojuizo da
* vara do civel desta Cidade, para se proceder
Tratando agora positivamente do preco da
cazimira quo elle impugnou applicaei ao
caso algumas das ra'.oes, que ponderei em tho-
ze. Como pode ello tachar de excessivo o pre-
co de 5,000 reis, se ignora sua qualidade, ne-
cessidade que della ha no arsenal e se existe
ou nao mais porcao della nesta praca. Nada
disto salte; e nom lite compete saber; pois que
sao coj/.as commettidas]a mim como director do
arsenal, quem sao dirigidas as ordens a res-
peito : edirei a V. Exc. que he fazenda ra-
rissima nesta praca e que alguma que tem
apparocido de corto lempo para c, tem sido
vendida a G$ rs. assim (oi que para as far-
das com que marchou o mesmo batalhao des-
tacado em 7 do corrente comprou o director in-
terino o Capitao Joao Pedro 47 covados ao
Francez Pedro Turhat alias nao sondo su-
perior a de que se trata e nao s esta qualida-
de foi agora comprada como mais 40 covados
a Joao Luiz de Oliveira Azcvedo que por ser
de muito subida qualidade foi a 6S rs. ; sobre
na avaliacao.
Os embargos remetidos do juizo da fazenda cu Processo_fez mesmo commissario a mo-
desta Cidado embargante a fazenda publica ,
embargado o coronel Manoel Cavalcantc de Al-
buquerque escrivao Reg Rangel; se man-
dou ouvir o desembargador procurador da Co-
rta e fazenda nacional.
Na appellacao crime desta Cidade, appellan-
to o juizo, e appellado Manoel de Miranda Sou-
za prezo escrivao Bandeira ; se julgou pro-
cedente o recurso para se proceder a novo jul-
gamento.
CEARA.
(Continuafo do numero antecedente.)
Seguranca individual.
Tem o inteligente e zeloso chefe da polica
interino da provincia o llacharol Jos Vieira
Rodrigues de Carvalho e Silva de quem ja vos
fallei, feito todo o esforco para organisar um
mappa de estatistica criminal que a taita da
execucao da lei de 3 de Dezembro de lS I nao
deo lugar a ser correspondente a seu trahalho ,
e meu desejo. Mesmo assim elle be h.stantc
para ajuizar-se da moralidade da populacao e
deplorar a abundancia de crirnes particulares ,
figurando o homicidio em primeiro lugar.
Eu creio que o habito que adquirem esses,
assassnos na vida errante de tangedores do ga-
dos fazendo-os perder o amor commodidade
domestica junto a pouca accao, que tem an-
da a justica entre nos, os leva a commetter esses
crirnes que trazcm o luto e a orphandade.
> recurso ao bacamarte e ao punhal he to fre-
quente as mais pequeas rixas que espanta
ver o menor preco com que se tem a seguran-
ca individual a mesma vida. He preciso ;
muito preciso oppOr um dique de bronzea es-
ta torrente de mal.
O assassino tem seguranca que aquelles a
quem nao ofendeo nao tolhem seu transito e
que mudando de Provincia ou mesmo do
istricto nao sera perseguido nem conside-
rado reo e muito principalmente so vai apoi-
arsoa algunsd'essos abastados, quo precisan
ellea mesmos de taes satlites para assegurar
suas dopredacoes. Se porm chega a ser preso
ainda conta com a criminosa impunidado que
Juizes ignorante do que devem sociedade .
que n'elles deposita sua conlanca e seguridado,
ordinariamente votao.
TalfftZ a execucao tl'cssa lei de que fallei ,
o que j tem tido comeeo tire algumas vanta-1
gens, Eu o desejo ardentomento e de minha j seal.
ARSENAL DE GUERRA.
Illm. o Exm. Sr. Passo as maos de V.Exc.
o conhecimentoem forma legal extrahido do li-
vro de receita dos gneros carregados ao almo-
xarife deste arsonal de urna porcao de cazimira
branca, comprada por mim para o fardamento
do batalhao de guarda nacional destacado, afim
de que a vista das duvidas declaradas pelo com-
missario fiscal no dito conhecimento quando
para o vendedor haver a sua importancia do
mesmo almoxarife osubmetteo a verbaBr-
rente pela quantia de -.....do mesmo commis-
sario na confo midade das suas inslruccOes V.
Exc. resolva com a justica, que cosluma, e pe-
de o caso em cujas duvidas parece evidente ,
que elle excede daqu i lio que Ihe est marcado
as referidas instruccoes ; por quanto a respei-
to da impugnaran do preco da cazimira eu nao
sei, em qnedispositao se possa elle fundar para
um procedimento to injusto, quanto ofensivo
da honra e zelo com que sempre Icnho sprvi-
do sendo muito para admirar, que alardean-
do elle tanto destas qualidades se/a tao pouco
circunspecto para com a dos outros e tao fcil
em arrogar a si urna attrihuicao tal, que Ihe
nao podia ser dada sem que elle interviesso na
compra dos gneros e de todas as circunstan-
cias que tomao os precos to variaveis como
relativos; mas he o que se nao acha ainda a for-
i-a de (inanias intclligencias se queiro dars
instruccoes. No caso contrario seria injusto ,
e eniquo estabelt-cer um similhantc meio de fis-
calisazo. Mas eslou convencido que estas
nao sao as intencSes do Exm. Sr. Ministro, que
dictou as instruccoes. E nem se diga que oor
fallar no art. 9.em fiscalizar o preyo dos ma-
teriaes das obras militares se intende que o
mesmo far com os gneros materias primas ,
quesccompro no arsenal ; pois que no caso,
de que se trata por urna couza jamis se pode
entender outra ; e nao era possivel, que fallan-
do o Exm. Sr. Ministro de materiaes se esque-
cesse de fallar nos gneros ou materias pri-
mas, que se comprao nos arsenaes, alias ob-
jectos de tanta importancia. Quanto mais que
ali se ordena ano inspeccione o ponto das li-
bras militares o fiscalizo os precos dos mate-
riaes, e d conta dos abuzos; porque s assim
nodo (Mitrar no conhecimento de todas as cir-
cunstancias da compra para a julgar abusiva ,
e remover assim o injusto e o iniquo, que se d
no caso contrario. Porem nao vejo as ins-
tru roes, que o mesmo se ifim a retnito ma impugnacao. He verdade que pela qua-
lidade da fazenda he penozo que se empregue
no fardamento dos soldados, mas se na praca
nao ha ontra a maior porcao do fardamento
requizitado para o dito batalhao est todo por
fazer ; entretanto que a porcao comprada a-
inda nao chega ? De mais ambos os vendedores
tintillo maior porcao chegada a bem pouco tem-
po da qual j um havia vendido metade pelo
mesmo preco de ii> rs. como he publico pelo
que nao qui/ero abater. Ese aca/o ha
de outro preco o commissario fiscal, que in-
digite o lugar. Depois Exm. Sr. se urna
tal atribuico fosse dada ao commissario fiscal
pouco seria o lempo para eu responder quan-
tas duvidas, que ello menos oceupado quizes-
se imaginar.
Em quanto a outra duvida,pela qual exige que
se annexe a copia da conta ao conhecimonto ,
bem d a entender que nao compnmdeu bem
o que est declarado no mesmo conhecimento,
ou entende quo V. Ex. dove mandar salisfazer
suas exigencias arbitrarias, com que quer dar
expantaosattrihuiccs, queclaramentelbes es-
to marcadasconstituindo-se assim chefe das re-
particoes; por que consta-me, que o almoxarife
leste arsenal j explicou-lho oque est no co-
nhecimento que he a mesma conta que elle
exige ; como V. Ex. ver que nelle est lan-
cado o genero sua quantidade preco e
nome do vendedor extrahido tudo em forma
pelo escrivao e por onde elle pode conhecer
da moralidade, de que lalla. E fora disto o que
ha mais ? Outros documentos de despesas Ihe
sao appresentados taes sao os daquellas, que
sao averbadas que por serem objectos quo
sahem inmediatamente para fora, nao sao carro-
gados ao almoxarife ; tal foi por exemplo a des
pesa paga pelos arreios das parelhas, quecon-
duzem artilharia taes sao os fretes por con-
duccoes cujos documentos sao as mesmas por-
taras com o certificado do escrivao das quan-
tias recebidas e as assignaturasdas.partes: talvez
queira confundir estes com os conhecientos ,
o que nao tem lugar.
Nao obstante tudo, quanto tenho dito, cum-
pre-me obedecer se V. Ex. mandar o con-
trario. Porem rogo a X. Ex. que visto o
commi.'.sario fiscal ter expendido no mesmo co-
nhecimento as razocs por que impugna o pa-
gamento mande tambem V. Ex. ajuntar esta
minha resposta afim de que se julgue do ne-
gocio pelas rezoes de ambos e principalmente
por ser em deflcza da minha reputacao e lugar,
que oceupo. Dos Gnarde a V. Ex. Arsenal
de Guerra 23 de Setembro de 1842. Illm. e
Exm. Sr. Bario da Boa vista Piesidene d*
provincia. Jos Maria Hildelonso Jacome da
Veiga Pcssoa Major director.
COPIAMOS O CHORA-MENINO N. 6.
Quer presumi de innovadores, quer preten-
dan smenle illudir as classes menos Ilustradas
d,,.
_______-i ..
n> uuu-
dos em o>i>vsicioniitus, s consiguiro dos pre



** I
entes e vindouros cscarneo e despreso; elles ja-
mis passar de meros aventureiros polticos,
de impostores e charlates, que baldos de genio
e de talento pira fazerem fortuna por meios l-
citos, recorrem mais indigina, mais torpe,
mais barbara das trafleancias, a trafica nclfl de
revolucoes! Especular sobre o sangue humano,
chatmar com a vida dos seus patricios, 6 com
elTeito o maior dos ciimes que o hoinem civi-
lisado pode commetter Nosta orden se deve
contara revolta rusga, revoluco, ou o quer
que soja c un que a oppostea nos ameaca. Pe-
lismente os Pernambucanos, alem de serem do-
tados de prespicacia descripeo, e tino, tein
de mais a mais recebJo boas licoes da experi-
encia que os niesmos opposicionistas Iheshao
dado. As vergonhosas rurgas, que ltimamen-
te tivero lugar nesta provincia, anda so aos
seus ouvidos ainJa se retrata ao vivo sua
imaginacao ; o tempo ainda nao pode riscallas
da sua memoria.
Quando pois um Pernambucano sensato ouve
dizer boje, que breve teremos desordem, e que
os auctores della sao taes e taos pessoas, nao se
assusta sim desgosta-se da monomana revo-
lucionaria de que essas pessoas parecem estai
affedadas, e sent ein seu cora?ao nao podellas
urar. Odesgosto porcm que enluta o seu espi-
rito tem urna origom mais nobre. do que taes
pessoas talvc penscm ; elle lamenta e na5 o-
deia, ellearrepella-se s de que essas pjssoas
confirmen o rno juiso, "que os seus inunigos
dellas fazio envolvendo-se agora ein urna
conspirado tao desacreditadora ; e que desco-
nh-ca os seus proprios interesses, as ambicio-
sas vistas dos seus novos alliados e a imp s-
sibilidade de levar a elleito tao iniquas pre-
tences. miras empresas mais justas, e sus-
tentadas por melhor gmte se hao malogrado ,
quanto mais esta! pena, que certos homens.
alias bons e capa/.es para certas cou as nao
reconhecSo sua incapacidade para outras, ein
(piese tornad maniacos. Q11" liabilida le que
talento por ventura apresentrao ein 1835 es-
ses que andarlo aqu jogan I a cabra-cega da
Boa-Vista para o bairro de Santo Antonio, d'a-
qui para ali, d'ali para Aivpueos de Apipucos
para Goianna de Goianna para Beb ribo, e
d'ulii para nutlidaie ? One ulilidade, que t i-
umpho resultou disso?.. O que todos nos sabe-
mos : multas descomposturas no jury As aue-
torida les a quem entao cumpria velar sobre
a seguranza publica, e una solemne ab>ol\icao
aos chafes d *ssa lUSga; eisa que se renuziu to-
da a gloria della !! E por ventura tamben nao
houve Chora-Menino? Oh la si houve!.. isto (">
condica, sine qua non, como passaremos a
mostrar.
Ein quanto os ebefes dessa ultima rusga de-
pois do seu vorg mhoso debandamento, se a-
chavao omisiados e com seguranea en diversas
paragnns, e aLuns at as suas proprias casas,
sem Ibes faltar commodidade alguma os po-
bres, os misera veis, isto os Leves do Brasil,
que entao forao alludidos (alguns dos quaes j
linha sido morios em Goianna c en outros lu-
gares) andava as carreiras pelos matos ns e
crus, espingardeados como lobos, aqu, ali,
acola, sendo bou conheiida de todos a celebre
c horrorosa cacada que dellcs se fez nos Ala-
gados arhando-se j alguns a bordo de una
oinbarcaca de guerra carrejados de lerros, ser-
vind't de lastro i o fundo de infecto puro, don-
de os que nao morrerao forao parar uns as
lbregas musmorras da ilha das Cobras no Rio
de Janeiro, e outros nos campos do KioGrande
do Sul, litando entretanto suas mullieres e fi-
Ihos entregues todas as miserias de urna orfan-
dade, que lacil conjecturar. Eque maior Cho-
ra-Menino!? LeSes do Brasil \ si isto assiin no
BCODteceuj si falso ou calumnia desmen-
t-nos Mnguem est mais amlorisado para is-
to, do que vos; dai este solemne trlumpbo aos
5 jornaes da opposicaG !
Oh que boa o< casia se Ibes proporciona para
tirarem esta espinha da garganta De que scr-
vem essas cinco podras de David, 8<: na > derru-
bao, se nao pul veriso agora este Chora-Meni-
no da sua zanga a quem a opposica tem da-
do a imp irtancia de coooiderallo qual outro Go-
lialh? Nao 6 descompon lo 6 refutando, uue
una opposica liberal triumfa. Eia, respondei!
Que juiso esperaos, opposicionistas denodados,
que de vos faca a populacao Ilustrada sedei-
lniso (hora-Menino sem r.-sposta ou se ein
vez de responde-i-Ihe s Ido dirigs apodos ?
Ou a opposica dir-se-ha nao tem que respon-
der ou la inepta que desconheeendo os
eus interesses os deixa a inargem para se
espraiai om doclamaces vagas, em descompos-
turas indecentes, poroutra: ou o injusta e per-
versa ; ou estpida e brutal: escolha! Entre-
tanto o Chora-Menino contina, tomo piincl-
piou, sem achar tropero alguin em sua carrei-
ra ; pois nem o Guarda nem o Cmela, nem
outra qualquer folha opposicionista o ten po-
dido obrigar a fazei alto; e quando o faca, nao
lia de ser na lama.
Tornando a ultima rusga duas circunstan-
cias occorrem que inuito conven ponderar;
ls, que :e: o actual Presidente, nem o crcu-
lo predominante como o denomina a opposi-
rao forao os que concorrerao para orTuscar a
gloria dos chefas de>sa rusga cojos lauros Ihes
forao arrancado! por esses meamos, com quem
elles boje se anuo ligados, contra toda a expec-
taco nos pessoas que suppunhao havt i
Jes mais pundonor, e nobre resentmenlo ->,
que, antesaessaiusga osditos che
anda algum conceito, e tinhaO a seu favor um
cerlo prestigio de liberaos (posto que exaltados),
de bem intencionados, de corajosos de desin-
teressados, etc., conceito e prestigio, que nun-
ca liverao (o hojo ainda menos tem) os seus ad-
versarios com que se ligara para hostilisa-
rem o governo geral, e provincial especial-
mente a este, por urna raso incgnita, vista
a alsidadedasaccusaces, que Ihe fosen). Ora,
pon lerando-se bem na i1, ve-se qun contra a
ordem nalural das cousas mancommunarem-se
pessoas, quo reciprocamente se oniaS para
guerrearem a quem oimhuma oiTensa ihes h.ivia
l'cito; eattendend.i-s; A-2 observa-se que os
chelos d rusga de 35 ha ven 1o desmorecido na
opiniados seus partidarios pola inhibilidade e
fraquesaquenessaocoasio apresentrao, maior
quebr i deconceitIhes resulta pola lima que fa-
zem hoje com aquellos que os,baterao e der-
rotado physica e moralmente. vista distocon-
cluao os conspiradores heterogneos se obra
com aceito e u progredir no passo falso que
esto dando ; e se o governo actual que nao e
0 provisorio do entao, os poder temer. Alom
disto deven tambem lembrar-se quo o actual
Presidente nao o mesmo, contra q-iem se em-
punbaraoas armas rusguontas naquelle tempo
o qual. a despeit t d seu genio pouco atiento
o despresador, nao f/oi vencido; polo contrario
foi a baixo a rusga, e com ella toda a gloria dos
seus cheles, que, a excepc5oda absolvicao al-
cancada no jury sob diversa administracao, na-
da mais conseguirlo dos seus patricios senao
um -'oneroso esquocimento, do qual jamis do-
veria abusar, para nao baquearem eternamen-
te no adysino da nullidade. Na.pois em Pei-
nan buco ondej sai conhecidos quo taes
liomens podem causar abalo: poden) sim ralhar,
gritar, descompor, porque bem insignificante 6
a can alba da ra e nos a vem is diariamente
azoi o luosmo: ellos ainda p- lem fazer mais;
podem esprever, emvez do cinco tullas, cin-
coenla, porque os rabiscado es sao os mesmos;
podem provocar, m ntir c calumniar impun'1-
nento, porque, segundo parece, apoltica da
presente administracSo provincial justificar-se
om o que elles mesmos praticao; po lem em-
1m proclamar concitar as turbas invocar os
leles do Brasil, parque em ultimo resultado
;ancar o reinar o silencio da paz, sem le-
rom o piaser do ouvir ao m -nos um echo, que
lies resp inda.
Por fallar em Leles do Brasil, lembra-se o
Chora-Menino de urna cousa bem notavel, e
|Uo a opposico \h nao quema o podre incens,
com que eslava angariando a esta valonteclasse:
faz bem! Tola seria ella se conlinuasse na asnei-
ra. Ella i.'i conheccu que tal bajulacao pela he-
diondez ila traica que envolva, foi que den
lugar a apparicao do Chora-Menino e que es-
ta folha estava (e anda estl disposta a nao dei
xalla ganhar le reno no campo da traicao. o por
i-so correu-se, e de envergonhada cohibiu si-
dos appellos. que d'antes fazia aos Lees do
Brasil por di c aquella palha; boje pateco, que
i naoconta coro ellos, pois nao ha motivos,
que a facao dirigir mais a esses bravos urna s>>
daquellas suas coslumadas invocacos.
Todava parece que a opposieUo ainda n8o
uuer desenganar-se que o Chora- Menino
poz-se em campo para abrir os ollios aos seu*
patricios que esio fra do alcance das velha
carias polticas e por isso vendo-se ella des-
pn-sada dos Leves do Brasil recorreo gente ,
que foi o Toreada ou surrada em 17 !.. disto
lemlirou-se o Cmela ; mas o Guarda que ,
fra do alguma calumnia, estril em inven-
(oes limitou-se apenas a imitar aprovei-
tando-sc da idea de um deputado pela lialiia
para dar urna incensadela A gente ddcdr, por
nao entrar no Ministerio algum pardo de sa-
henca e rico. Sobre este ol>|ceto dirija-se Guar-
da ao Imperador apresentando-llie o candida-
to ou candidatos que lem entre a sua gente:
pois a S. M. I. quo rmpete a escolha dos
seus Ministros: e quanto oulra lembranca do
i rnela todo o mundo sabe que quando le-
ve lugar entro nos essa barbaridade de orea e
haealho por criuies polticos Pernambuco
fazia entao parte do triplico Imper:o l.uso, que
era governado despticamente nesse tempo em
que nem o Brasil era Independonte, nem li-
nha Constituico. Por lano apagado fica de
um sopro esse raio do Camela. De mais os
comprometalos na rebelliao dessa poca forao
ulgados militarmente uns, e outros ordinaria-
mente sendo os Cdigos em virtude dos
quaes forao punidos o LivroS.0 da Ordena-
cao do Beino e o Begulamenlo do Conde de
Lippe cujas penas a respeito sao de urna bar-
baridade tal que nao deixa nada a admirar a-
cerca do que se praticou ein 17. Ondo est
pois aqui o extraordinario desses actos barbaros
o sanguinarios ? Por ventura liavia nesse des-
gracado tempo Loi em contrario ? Ah!.. tao
tremendas execuces ainJa podiao ser revesti-
das de um apparalo mais horroroso, ass im co-
mo loi o suppcio que soIIreo o inleli? Mar-
que/ mas no reinado d Kl-rei I). Jos ; e nem por
sil, aquellos mosmos, que induz.iro sous pa-
tricios a empunhar armas parricidas contra o
mais Liberal dos Monarchas e que tanto o ha-
vito censurado por elle ter mandado quando
Principe iispersar com um tiroteio"do plvora
secca o tumultuario collegio eleitoral reunido
na Praca do Com nercio do Rio de Janeiro,
esses mesmos. o na mssma Capital quando
apossados do Poder man lassom disparar des-
argas cerradas e com billa sobre o povo iner-
me e pacifico, reunido para so divertir no Thea-
tro de sao Pedio de Alcntara sendo ao mes-
mo tempo atacados baioneta calada os que
d'ali corriao espavoridos, resultando disto im-
mensa inortandade O quo adnjira quo a
pposicHo pernambucana que nao ignora esse
horroroso fact >, delle se esqueca e hypocri-
tamente record as scenas praticadas em 17 por
um Governo desptico que repellia deas li-
beraes; eque sendo ella tao dominada dessas
ideas, taoinimiga de carnagem como as vezes
por contradicho inculca boje trabalho por tor-
nar a por no mando esses lobos carnicoiros !
O que admira 6 que aqui mesmo em Pernam-
buco onde tanto se horrorisou a carnificina de
17. so praticasse em 31 a carneficina do Cho-
ra-Menino O que mais admira finalmente ,
quo sendo a opposico tao rrtminiscente esteja
olvidada que no seu seio j houve quem assig-
nasse em 182isenten'ca de pena ultima no Coa-
r ondecorreu a jorros o sangue republicano
doslbiapinas, Morors e outros; quem ca-
casse bomens como quem cacava lobos; quem
em (lu mandasse la/er fogo no coracao desta
cidade sobre urna porcao do povo desarmado ,
que pacificamente percorria as ras com a mu-
sir do Batalhao de G. N. da Boa-vista em
1835 Mas quando o Chora Menino recor-
da estas o oulras incoherencias revoltantes, nada
admira vista da semrergonhez con que os
oerseguilosc perseguidores desse tempo se achao
boje ligados, apregoando liberarismo entre
pen os conhece. De semelhante amalgama
nao podia nascer emiraoppisicfto, que nao fosse
a quo vemos. Assim como o bronze so compe
le varios metaes assim esta opposica de face
bronzeada se comno do varios senlimenlos ,
sendo o primeiro dos seus atlribulos a insensi-
bilidade e dureza : mas por esta mesma ra ao
olla em fim ha de quebrar. Que os mos por
isedtstroem axioma que nao falla; e nem
outra cousa se pode esperar de entidades fao
hetorogeneas das quaes urna quer cumquibus.
e cumquibns ; outra quer sangue, o somon-
te sangue; e assim cada urna por seu lado as-
oira exclusivamente urna cousa quo a ou'ra
'nteiramente repelle. E pode semelhante op-
noticao conseguir cousa alguma ? .. pode nro-
-ired'r, e durar? Nao possivel Susten-
temos bons e honrados Pernambucanos a or-
dem quo ella desapoarecer assim romo as
trovas desapparecom ao albor da aurora por-
|iie ja todos condecen que ella nao tem fim
algum donroso, o que para ser desprezada
basta saber-so que urna opposica filha da
noile e do cri e amanentada pela cegucirn
las pa xos, enlaixada pela pedantaria em
balada pela mais crassa estupidez: urna tal op-
posig&o nao podo vegetar fra do seu elemento
ordinario, que somonte as trevas. Quando
o Sol se aproxima ao seu scenle { diz o nosso
Proverbista ) escondem-se as corujas e mor-
cegos.
Varioflalf!.
O CARAPUCEIRO.
A AVAREZA, E A PRO DIG ALI DA DE.
Por pouco quo o homem reflicta nos inte-
resses da sociedade e no mrito anexo bene-
ficencia compaixao c liheralidade co-
nhece, que a avare/.a he urna inclinacao deshu-
mana e despresivel por sor incompativel com
todas estas virtudes. Consiste a avireza en
urna sede ineifinguvol de riquezas por si mes-
mas sem nunca se fazer uso dellcs para seu
proprio bem nem para o dos outros. As ri-
quezas na mao d'um homem sensato nao sai.
em si mesmas una lelicidade sim um meio
para blela ; porque ellas subministro ao ho-
mem meios de aliviar as penas de muitos c de
tornal-os felizes, o que produz a mais viva con-
solacao em um coracao bem formado. Tam-
bem sao um instrumento do felicidade; porque
com ellas o homem assisado lem meios de fazer
concorrer um grande numero do pessoas a pro-
curar-lhe os commodos, os prazeres, e as con-
sola oes da vida. Pelo contraiio o avarento lie
um homem solitario concentrado em si mes-
mo cujo coraco nao se abro a seus semelhan-
tes. Estando avezado a pn'var-se de ludo, co-
isso a Europa caraelepsou esse Monarcha do mo entrar as precisos de ontr-m e estn-
brbaro, cruel ou sanguinario por que esta-j der-lho orna mfio piedosa ? Elle nao vive, se
va no seudireilo, o usouda l.ei.que para is-! nao rom o seu ouro; eate dolo inanimado he
-o o auihorisava Oque admira que emj o nico ohjecto do seo callo ff ao qual sacrifica
ig,jj quando A bavia Independencia e Cons : t.,das as mais paixes, e luus as virtudes so-
tituicSo e milita somma de liberdade no Bra-jd'aes.
Sompre os Moralistas com raso condemn-
rao a avareza : os Poetas tem arremessado a
lar satyra : todavia parece que nem uns nem
outros tem suficientemente anal.sado os secre-
tos motivos qu nutre.n esla paixo msocia-
vel Porque motivo o avarento vai s e fre-
quentemente contemplar o seu thesouso ? He
oorqueeste ihesouro representa-Ihe ao espirito
todos os prazeres do mundo: representa-lhe o p-
denle adquirir honras palacios, torras ra-
ras e preciosas galantarias, &c. &c porque
em summa o tvarento ludo v no seu ihesouro,
nelleenchergando a possibilidade de, se quizer,
adquirir tudo o que he ohjecto dos desejos dos
ma;s. Esta s possibilidade Ihe basta r tanto
que s'empregasso o seu dinheiro na acquisicao
d'algumobjecloparlicu'ar cessaria a sua illu-
so ficar-lhe-ia a cousa adquirida, ou a me-
moria d'algum prazer passado ; mas j nao ve-
ra na sua imaginacao a faculdade de ter ludo
quanto qualquer pode obter por meio do di-
nheiro.
He verdade que o avarento nega tudo a si
mesmo ; mas toda a privaco torna se-lhe um
bem: elle faz sua paixo sacrificios dolorosos;
porm he proprio de toda a paixo dominante
sacrificar tudo ao ohjecto que Ihe he mais ca-
ro. Bem sabe elle, que he apodado de uns ,
escarnecido de outros e despre/ado de todos:
mas que importa ? Dianle doseu thezouro el-
le se estima a si mesmo ; porque nelle contem-
pla a sua forca o seu amigo mais seguro e
que Ihe pode grangear vantagens que nao po-
de esperar do restante da sociedade. O avaren-
to a ninguem ama; porque o seu dinheiro ab-
sorve-lhc todos os aflectos : nega o necessario A
sua inulher o a seus filhos ; porque o proprio
necessario Ihe parece superluo : he atormenta-
do de mil nquietacoes ; mas he proprio de to-
da a paixo o sor inquieta ; por isso que teme
perder o ohjecto que Ihe he caro. Vive des-
contente e infeliz o ambicioso que se ator-
menta pelo temor que lem de perder a sua
auctoridade e o seu poder : o mesmo aconte-
ce ao que est oceupado doenthuziasnm da glo-
ria e teme se Ihe escape das mos a todo o
instante. Nao h paixo forte, que nao soja tu-
multuosa o nao excite alternativamente ver-
gonha e remorsos: mas esles sentimentos pe-
nosos sao logo espancados por illuses quo
appresenta imaginacao o ohjecto que se a-
ma fortemonlo. Nao se pode porm negar ,
que o avarento he sobro todos infeliz j pelos
tormentos da sua propria paixo da qual nao
lira nenhum contenlamento real j pela iueia
los rfleitos que ella produz sobre os mais. O
vrenlo nao s se priva de tudo, so nao que he
rapaz das arcos mais vi/, par., matar a sede ar-
dente de riquezas, e finalmente he tal o excesso
ila sua loucura que.. se perdesse o seu dinhei-
ro seria capaz de perder-se a si mesmo; por-
que essa perda o privaria do nico ohjecto, que
o prende vida.
Sendo a avareza urna paixo exclusiva quo
segrega o homem da sociedade erro fra crer,
que o amor dos outros seja a fonte de semelhan-
te vicio. Um pai de familia prudente, e assisado
he ccconomico sem ser avarento : elle resiste a
sous gustos, o caprichos, privando-se das cou-
sas inuleis para dcixar urna fortuna commoda a
seus filhos. Mas vemos pelo contrario todos os
dias homens, que sem herdeiro algum, sem a-
nior a prenles e sem designio de la/er bem a
ninguem nao ouso fazer uso da sua iminensa
fortuna vivem em urna verdadeira indigencia,
o at s bordas do sepulcro nao cesso de aecu-
mular thezouros. dos quarsso inca pazos de fa-
zer uso algum. O verdadeiro avarento ama o di-
nheiro por si mesmo considera-o por um bem
real, e nao como um meio para o obter. O ho-
mem sociavel pelo contrario fazenJo uso da
sua raso, olha para o dinheiro nicamente co-
mo meio de adquirir gozos honestos estando
alias corto que para o homem virtuoso nao ha
prazer mais puro, c delicado, do que o que re-
sulta de fazer a outrem feliz: elle finalmente
he benfico e liberal; por que sabe, que no
exorcicio da beneficencia consiste toda a vanta-
gem das riquezas
D'ordinario o filho do avarento de prodigo ;
por que tendo sofrido muito do vicio do seu pai,
quando se apanha de posseda lo suspirada he-
ranca atira-sc ao extremo opposto e como
que quer tirar a disforra dos lempos de tacanhe-
za e miseria em que viveo.
A prodigalidade opposta avareza, e fundada
na vaidade consiste em esbanjar sem medida,
e sem escolha os bens da fortuna ou em fazer
das proprias riquezas um uso pouco ou nada
vi til a si mesmo e sociedade. O prodigo nao
he um ente benfico mas um. insensato quo
nao ronheco o verdadeiro uso do dinheiro: que
nada recusa aos seus desojos ainda os mais 'es-
regrados ; quo quer illustrar-se com dispezos
inuteis com aflcctai o disprezo das riquezas. Ce-
sar dava ao povo Romano festas que cus'avio
milhes do sostorcios. Estas prodigalidad) s le-
tas para servir sua ambicio nao tinhao por


fim se nao mais e mais corromper um povo,
que j estava corrompido e vicioso.
O prodigo faz mal a si tnesmo ; e logo que
arruinado tema sua fortuna, naoacha mais re-
curso nem entre os seus amigos, nem entre a-
quelles que participro das suas prouses.
Inconsiderado em sua escolha d'ordinario nao
tein liberalisailo as suas posses se nao a adula-
dores e parazytas, a homens de maos costu-
res a gente ingrata quecr haver-lhcsufli-
cientomente pago com suas baixas condescen-
dencias e viz adulacoes. S ) o lioinem sensato,
e probo he que sube usar da sua fortuna: que
o homem atuo vao, e vicioso nao (a/, se nao
abusar della.
O avarento c o prodigo tem isto de com-
mum : que nem um, nem outro conhece o uso
das riquezas, que sao igualmente objecto dos
seus desejos. Um he vido porajuntar-, o ou-
tro vido por dissipar: ambos mostrao igual vo-
racidadc que os torna injustos, c maos : am-
bos nao sao nem amados nem estimados ; por
que o avarento nao faz hem a ninguem : e o
prodigo s o faz a ingratos. O avarento he fa-
mlico para enriquecer a si mesmo ; o prodigo
rouba. e defrauda nos seus credores. Mas qual
dosdous ser pior ? Inclino-moa crer, que o
avarento ; por que o prodigo pode ter genero-
sidade ; mas a alma do avarento ho mesquinha,
dura, .nsensivel, e deshumana.
vai illudindo a todo o mundo. Finalmente o ser
franco, e sincero hoje chama-se virtude dos
tolos; e por isso he to crescido o numero das
pessoas sonsas.
A gente sonsa.
Nem tudo he o que parece, diz o antigo pro-
loquio. Muitas vezes vemos pessoas de um exte-
rior (ao simplorio de semblante to morto, e
de maneiras to acanhadas que as temos em
conta de n esc i as ou estupidas ; mas na reali-
dade sao superfinamente socarronas, e velha-
cas, ou sonsas como se costuma dizer. Neslc
caso eritao os manembros que todo o mundo
julga aparvalhados e sinceros; mas desponto
de o;.U(JoS esoosmais temiveisdi-mejadores.
O bomem vivo e trefego excita a attencao, e
lodos Iho poe o olho em cima de maneira que
pouco ou nada podo vencer em altas conquis-
tas, amatorias: o rnanembro ,.elo contrario pe-
lo seu ar encolhido e deleixado, pela sua ap-
parenlo simpleza gera a conianca; e como quer
que i.inguem desconfie delle manso e manso
vai ganhando terreno ate conseguir o seu inten-
to. Osujeito audaz, e desembainhado he um
Scipio Africano : prosegue denodadamente
caminho da victoria ; faz guerra declarada r
franca ; porm muitas vezes v-se embancado
e perde a batalha : o rnanembro nunca acco-
mette de Irentc : he um Fabio Tardador: va.
contemporisando vai pondo tempo em mcio
at" aproveilar o cnsejo favoravcl, c lograr o seu
designio: linalmenteo primeiro he como o cao,
que ladra e acometi ;is claras ; mas muitas
vezes da tempo a fogir-se delle : o segundo he
orno o gato moquenco que caladinho poe-se
espieita e quando d o bote conta segura
a sua preza.
Nao sao as mais temiveis as mulheres mui vi-
vas e desembarcadas se nao as acanhadi-
nhas, e sonsas. Quem vir D. Maiculina com
um semblante trislonho sempre de olhos bai-
xos, e que apenas soabre os labios para por ellas
fazer coar um surriso passageiro. dir, que esta
moca he urna innocentinha. he urna pomba sein
le : mas em verdade he urna refinada velha-
quinha com a habidade d'emba ar a todo o
mundo. Conheci urna certa Josefinha a res-
peilo da qual sendo pequea dizia sen pre a
boa mi : esta menina he do co nao se cria :
nao quera oceupar-se, se nao de enfeitar o seu
Menino Dos de quem era mui devota pelo
que chamavo-na em casa a freirinha. Tinha
medo de homem, que se pelva. Dero-lhe um
saguim inho ; c como Iho dissessem que era
macho inmediatamente desfez-se delle. Nao
cantava se nao Bcmdicfos, novenas, e tercos,
em summa pareca talhada para a vida Religiosa.
He de advertir, que Irequenlava-lhe a casa um
certo primo aparvalhado, de quem a boa moca
tinha grande anga ; por que nao sessava o tal
esganarellode paivoejar com ella.de dirigir-lhe
chancas, e donaires, &c. &c. Vivia a pobre jo-
ven zao^adissima com tal machacaz que era o
caturra da familia. Descompunha-o rogava-
Ihe pragas e muitas vezes at soceos e tapo-
nas Ihe dco, o que tudo elle recebia com resig-
nado e admiravcl humildado. Corrro os
tempos e a final a Sra. D. Jozefinha veio a es-
posar-se com o bobo de seu primo, e isto a con-
tragosto dos pais para o que ot fogio-lhes de
casa e fez altas proezas &c. &c.
Quem vir o ar grave, e reservado de D. Um-
beiina jurar, que aquclle coradlo he impe-
netra\el rts setas do Dos vendado. Ella frange
a testa arribita o narizinho c ostenta lana
soberna c sohranccria que assusta anda a os
mais ousados conquistadores : mas na realidade
a moca nao he nada do que parece ; antes vive
engajada em certo namoro ao qual esl agar-|
T2'~?. cmiv u valao rochado : mas tun'o saei
Copia fiel d'um requerimento feito por certo
Rbula do mato o qual em sua mocidade che-
gou a tomar ordem menores.
Illm. Sr Delegado da Poltica Nacional.
Di/. Agostinho Monica do Espirito Santo
Alferes das Milicias de S. M. o Imperador ,
Cjue Dos Guarde muitos annos, que elle sup-
plicante he senhor e possuidor d'um cevado ,
a que o vulgo ignorante ( fallando com pou-
co ensino j chama porco ou capado como
V. S. o julgar melhor em dircito o qual cu-
jo suplicado animal o houve de sua comadre
Benta por tractos, que com ella tevo entre ga-
linhas, capes e outros insectos semelhantes
ejusdem furfuris equa des d'oberco o criara
com todo ocarinho eamor amor am >re com-
pensatur, com diz a Escriptura. O animal
porm como quem he comecou a dar seus pas-
seios circuindo e ambulando pela roca do
Sr. Capito .ul o qual sem altendcrs leis
da caridade Chrisl to recomendadas no Di-
gesto e sem nenhum respeito s Ordonac5es
do Reino, afora as extravagantes ad hoc, chum-
bou-lhe um quarto deixando-lhe gravemen-
te ofendido o suco pancretico do femuresquer-
do como se v do corpo dedelicto, a que se
procedeo na forma de Direito.
Tudo isto, nobilissimo Sr. nasce de urna
intriga de certo taful que se metteo do gorra
com o tal Capito Lul e que anda nestes lu-
gares per vicos atque plateas eito o demonio
( com licenca de V. S. ) onredando tudo co-
mo disse o dono da propridade ao meu snr.
d'engenhoixit Dominus Dominusmeo
Fo mais he que esse impo no contente de
maltractar assim a pessoa do referido cevado ,
o mandou ( escndalo, barbardade fu-
ror ) arrastar com o devido respeito pelo
rabo delle animal o qual ponho na prezenca
do V. S. para nos dar um desabafo. Esse ho-
mem chama- se por nossos peccados Pedrotu
es Petrus e quer ser o Petrus in cunds ,
ou o Tu autem Domne nao s da Villa como
o bumba protector destasalhadas Sub umbra
alarum tuarum protege me.
Nao he por que o suplicante faca caso d'um
cevado ; pois tem perdido de cara alegre cou-
sas muito maiores como fosse sua propria
iulher que Ihe morreo de parto o anno
passado e j he com Dos ; porm sim por
|iie nao he homem de sofrer desaforos cma-
fensinos ainda ilo mais pintado quanto mais
de qualquer qudam homo. O Dr. F.. a-
concelhou o meu constituinte para querellar
deste alentado evidente attendite et videte ;
porm Agostinho Monica foge da juslica, como
o demo da Cruz e foge sernpre de ser parte
adversa fugitt partes adversie ; por que he
cidadao pacato melifluo recndito e su-
rumbatico, e nun;a teve demandas nem no
foro civil nem no incivil; pois teve criaco ,
e conhece tanto os direitos do homem como
os da mulher.
Visto isto e o mais dos Auctos per ipsum ,
et cum ipso et in ipso recorre a V. S. paia
queja ej faca calcar na cadeia ao referido
Capito Lul ao menos por um mez para nao
ser insolente e confiado, e conhecer o suco
interior dos homens, sem Ihe poder valer quai-
quer Juiz de Direito com a nova estrovenga de
abre carpos que be tudo urna patilaria que
nunca vi em Vanguerve nem as Ordenacoes;
ex> Compadre Licenciado me diz ser urna en-
dromna dos Inglezes, m'o se lembrando a nos-
sa gente queesles homens sao paglos e he-
reges o nos Christos nao os ifevemos imitar.
Advirta V. S. que esse Lul he muito pa-
\olla e j se anda ganando que ninguem o
hade prender ; por que se se vir acochado an-
da sempre com um bom Pasmado em cuja
ponta ha deenfiar um por um : que nao tem
medo das leis nem da juslica ; pois tem bons
padrinhos no Recifc : e assim he preciso requi-
sitar forca para agarrar esse pimpo edar-lhe
um conhecimento de que nos temos leis nos
legem habemus He justo que todos se ern-
tenho conlicucreomnes.
E. R. M.ct
Assucar caixas
feixos
bar.049
saceos
caras
2,10-iv
12
7,023 com 162,955; 111 ib.
191
32'
Couros salgados........... 1,227
Karinha de mandioca....... 119 alq.
Mclaco barricas 3i i
quartolas i,cm---- 166 caad.
Pao Brazil................ 235 / qq.
Pelles miudas............ 2,000
Taboas d'amarello.......... 4*9
Moeda.................Rs. 2:631 960
Gneros miudos e gasto....... 1:8038381
Valor da exportadlo......... 445:6688568
Dito dos direitos............. 46:692g330
llovimento do Porto.
Navios entrados no da 10.
New York ; 63 das, hiato americano Laura ,
de 93 toneladas capito S. Poyne equi-
pagem6 carga taboado tabaco e farinha
de trigo : ao capito. U destino deste na-
vio era para a ilha de Santa Hcllcna arri-
bo u por causa dos mastaros.
Philadelphia ; 38 das, hiate americano Run-
ner, de 38 toneladas, capito AlexanJre
Hall, equipagem 4 carga lastro : ao ca-
pito.
Para ; 57 dias, charra brazilcira Amazonas,
commandante o capito tenente David Petra
de Barros.
sahir no dia 15 do crtente mez ; feixa-se a
mala em casa do consignatario na ra da Cruz,
n.'
1.
Leila.
Edita!.
= Pela thesouraria das rendas provinciaes ,
em cumprimento de ordem superior se ha de
contractar no dia 7 d'agosto deste anno oalca-
troamento de todas as madeiras da ponte do Re-
cifc oreado em Rs. 1:6388593 sob as condi-
ces publicadas no Diario n. 141 de 4 de julho.
A discripeo da obra poder ser examinada na
repartico das obras publicas pelosconcurrentes,
que devero dirigir thesouraria as suas pro-
postas com antecedencia em cartas fechadas, que
scro abertas no dia aprasado.
O corrector Oliveira far leilo por conta
de diversos, e por todo o preco de um es-
plendido sortimentode fazendas inglczas, fran-
cezas e suissas as mais proprias deste merca-
do, algumas recentemente despachadas : quar-
la-feira 13 do correnteas lOhor sda manha,
no armazem da casa de sua rezidencia pri-
meiro andar.
Avisos diversos.
Ucclaracoes.
Administraco do patrimonio dos orfuos.
Pela administradlo do patrimonio dos orfos
se lio de arrematar a quem mais der por tem-
po de 3 annos que ho de ter principio do 1."
de julho do corrente anno ao fim dcjunho de
186 as rendas das seguintcs casas :
N. 36 na ra da Madre de D. do bairro do R.c
38 na dita do Torres
54 na dita do Amorim
O sitio na estrada do Rozarinho arrendado a
Joaquim Jos da Costa.
Os licitantes podero comparecer na sala das
sessocs da dita administradlo no dia 12 do cor-
rente mez s 4 horas da tardi; com seus fiadores.
Sala das sessoes da administradlo do patri-
monio dos orfos 6 do julho de 1843. J.
M. da Cruz escripturario.
MA-
COMfERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1!.......... 4:6048972
Descarrego hoje 12.
Rarca Globe. fagendas, farinha, e dicren-
tes mercadorias.
Resumo da crportaro da provincia de Per-
namhuco para ora do imperio no mez de
junho do corrente anno : a saber.
dislarcar; por isso ninguem dcsconlia della, e Algodo saccas 4,109 com 2,184 <<,
THEATRO PUBLICO.
Domingo 16 do Julho.
PRIMEIRO BENEFICIO DE MaIMMOIZELLE
NOELA CAETANA LCCI.
Primiira parte.
O duelo da Opera Gazza Ladra do celebre
M. G. Rosini. Como frnale il pianto.
Segunda parte
A beneficiada pela piimeira vez oxecutar
um lindo dueto juntamente com sua irma
Ca>mela ; fazendoa parle do joven Pippo da
opera Gazza Ladra do celebre M. G. Rosini.
Eben per mia memoria.
Terceira parte.
Pela primeira vez Mr. AndreRirron e a Se-
i.hora Julia execularao um novo Rolleiro Hes-
panhol.
Quarta parte.
Rafael Lucci e sua lilha Carmela execu-
larao o dueto jocozo da opera II Posto Aban-
dnalo do M. Saverio Mercadantc. Jo vor-
rei che il tuo bd Core.
Quinta e ultima parte.
Urna nova pantomima em dous actos : inti-
tulada Os ladraes da Afolada ou A cacada
dos Principes da Vallachia. Dando fim o di-
vertimento com um Baillavel Grotesco.
A beneficiada bem persuadida que um
divertimento inteiramente novo muito agrada-
r espera que os benvolos e honrados ha-
bitantes de Pernambuco se dignaro prote-
gel-a.
N. B. Se cliover continuamente das 6 horas
em vante nao haver divertimento, transfe-
irndo-se o dia annuncirdo por outro annuncio.
( Principiar as 8 horas e meia. )
_ -.,., mu --> im: l?r)fcSPr
O ARTILHE1RO N. 61.
Khio hoje luz e vendo-so no lugar do
costume. Contem oseguinte:
O que quer a opposico.
Carta do Caraca ao Calvo.
A Viola de Lereno.
Jos Romo de Freitas, mestre alfaiale.
faz scionte ao publico e a todos os seus fregue-
zes, que mud-ui a sua residencia para o pri-
meiro andar do sobrado da ra do Kozario, aon-
de mora o Sr. Serafim Jos d'Oliveira e ahi
promete servir com perl'eico o asseio a todas as
pessoas, que sequizerem utilisardeseu pres-
timo.
Aluga-scuma canoa, que carrega um mi-
Ihelro de tijollos; quem a pretender dirija-se .
ra do Cabug loja n. 3.
Quem quizer dartiOOSOOO reis a juros sobro
urna casa livre, e desembaracada em boa ra
do bairro de Santo Antonio, annuncio para ser
procurado.
Oflerece-se um rapaz portuguez de boa con-
ducta, com 18 annos de idade para caixeiro
de qualquer arrumaco nesta praca ou lora
(Telia o qual sabe muito bem ler, escrever, e
contar pcrl'eitamcnte ; quem precisar annuncio
por esta folha.
Domingos Mjreira Dias comprou por con-
ta, c ordem do Sr. Jos Joaquim Ramos Villar,
do Para, dois mcios bilhetes da 2." parte da i.*
lotera a favor das obras da matriz de S. Pedro
Martyr da cidade de Olinda ns. 763 e 1107 ,
os quaes fieo em poder do annunciante.
D-se a premio at a quantia de tres contos
de reis, com hypotheca em predios livres e
desembaracados ; na ra do Cabug n. 4.
= Precisa-se de um menino porluguez do
idade de 10a 12 annos, chegado ltimamente ;
no atierro da Boa-vista loja n. 72.
=Antonio Alves Marta capito do brigue
Indiano deseja fallar com o Sr. Manocl Joa-
quim de Carvalho que veio de passagem do
Rio de Janeiro para esta cidade no dito brigue,
e como se ignora a sua morada por isso be
que se Ihe faz este annuncio.
= Continua-so a tirar passaportes para den-*
tro do Imperio e despacho-se escravos tu
po com brevidade ; trala-se no Atierro da Roa-
vista loja n. 41, ou 48, com Antonio da Sil-
va Guimares.
- Lui/a da Conceico Percira, retira-se pa-
ra o Rio de Janeiro levando suas filhas soltei-
ras Mariana Roza de Almeida Marcolina, e
Laurindo os dous ltimos menores.
A pessoa, que tiver urna viadinha manca
des chamadas capoeiras, e a quizer vender; di-
rija-se a ra da Florentina casa n. 16 onde
ha urna ola ra.
Na 'dara da ra da Florentina vende-so
urna porcao de ladrilho, feito do melhor barro,
o bem cozido e ptima telha, que por se que-
rer dar outro distino ao oicina se vend r mais
enconta.
=s Noatterro da Boa-vista loja do calcados n.
2ide Joaquim Jos Ferreira acaba de receber
pelo ultimo navio vindo de Lisboa um novo
suriiniciilo de calcados de bizerro para homem e
menino sendo botins para homem e ditos para
mulher, mcios botins, sapatos abotinados pa-
ra homem ditos para meninos, sapatos de
marroquim para Sra., focos de marroquim pa-
ra menino bolins de bizerro francez para ho-
mem sapa toes de 2 e 3 solas para ditos todos.
timados proprios para invern ditos para me-
ninos sapatos de pala adiante, ditos para me-
nino sapatos de duas palas de bizerro, ditos,
de bizerro de luslro sapatos de marroquim ,
deduraqoepretoe de cores, ditos de corda
vao ede couro de luslro para senhora ditos.
das mesmas qualidades para meninas, eoutras.
iiiiii.i-> ijuuiiuiiiiis ni: i ,in.mu iiui preco muito
commodo : no atierro da Boa-vista n. 24, 9
Para o Havre o brigue francez Adolfo na praca da Independencia n. 33


~Roga-se ao Sr. que foi comprar no domin-
go 9 do corren te pelo meio dia na loja da pra-
ca da Independencia n. 39, um pente de pren-
der cabello de Sra. que tinha o custo de 480
rs. ecomo nao Ibe agradasse e sim uns que
estavao no fiteiro que erao de tartatuga e ti-
rasse dous para levar para amostra c deixou
do penhor a quantia de 1>000 haja por favor
de os ir restituir, senao passar pelo disgosto
de ver o seo nomo publicado por este Diario ,
pois urna pessoa que estava na dita loja bein o
conhcce.
= Aluga-separa criar urna preta escrava
com muito bom leite ; na ra da Senzala ve-
Ina no terceiro andar do sobrado do Braga ,
contiguo a destilacao.
= Johnston Pater & Companbia avisao aos
Srs. de engenhose correspondentes dos misinos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesaco e de alta
pressao da forca de quatro o de seis cavallos in-
gleses e taxas batidas e coadas, o promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estes objectos
feitos n'uma das principaes fundicocs de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
i ^= Jos de Lima Soares subdito Hespanhol
retira-se para o Rio de Janeiro.
= Precisa-se alugar urna casa no bairro da
Boa-vista, quetenha quintal, e que o alu-
fjuel nao exceda de 6 a 8000 rs. ; no attcrro da
Boa-vista n. 5?.
Deseja-se fallar aoSr. Guimaraes vin-
do Rio de Janeiro no Brigue Indianno na
praca da Independencia n. 23.
No dia 13 do corrcnte ser a ultima pra-
ca pela primeira vara do Civel, as 4 horas da
tarde da arrematacao da olaria no lugar do Bar-
balho a margen) do rio Capibaribe defronte
cscravos bom barro ao p e baixa para ca-
pim avaliada em 2:000,000 rejs.
A pessoa que pretendo fallar com D.
Jzabel Theotonia de Miranda \ a reja o diri
jase ao principio do aterrodos A (Togados n. 84
== Na entrada da ra do Rangel prirneira es-
cada do lado direito no primeiro andar se
encaderna livros de todas as qualidades, por
preco commodo tambemse apara papel a 120
rs. a resma tudo com promptidao.
Queinannunciou ter um casal de escra-
\os para vender sendo a negra lavadeira, di-
rijarse a venda defronte da Matriz., na esquina
da ra das Trincbeiras.
Aluga-se o primeiro anda.' la casa da
ra Direita delrontedo boro do Serigado, com
bastantes commodos e asseio ; a tractar com
Antonio Joaquim de Mello defronte da torre
do Livramcnto.
Precisa-se de urna mulher livre, ou es-
crava, para fazer o servico de urna casa de pou-
cft familia ; na ra larga do Rozario 37.
Manoel Ignacio da silva Teixeira parti-
cipa aos seus freguezes, que mandavao com-
prar pao em sua padaria no patio da S Cruz ,
que terminou os arranjes de sua fabrica tudo
novo e com todo asseio por isso Domingo
16 de Julho pretende mandar la/.er pao no novo
forno rosando aos seus freguezes antigos, e
mesmo aos que de nove qui/erem Ibe facao o
obsequio de mandar di/.er no sabbado 15, o
quanto querem e de que tamanho para se
lazer e guardar e desse dia em diante tera
feitobolaxa grande e pequea tanto para ca-
sas particulares como para negocio para o
quetem reservado as melhorcs farinhas, que
La no morado ; assirn como se fara qu. Iquer
encomenda pertenecnte a padaria, e juntamen-
te offereceoscu forno aos seus fregue/.es para
qualquerassado todas as vces que enteja deso-
cupado, e principalmente aos Domingos, e
isto gratuitamente, pois sompre ter calor para
isso por ser feito de novo modello.
Antonio Ferreira Braga (az sciente, que
Ventura Pereira Penna deixou de ser seu cai-
xeiro do cobranca desde o dia 8 do corrente ,
licando em seu lugar Sebastiao Joa Pereira
Braga.
__ Na ra Direita sobrado de um andar n.
33 ao p de dous de varandas douradas ha pa-
ra alugar urna mulher parda para o servico de
urna casa tambem engomma e compra c
be de boa conducta.
= Arrenda-se um sitio nos Affogados deno-
minado Pirang.) com um grande cercado ,
que pode sustentar diariameute 40 a 50 .accas,
o tem terreno que podo ocupar diariamente
16 a 20 cscravos tem boa casa de sobrado,
ba ra para cscravos, c bastantes pos de arvo
redos de (ruto arrenda-se pelo lempo que
convier aos pretendentes ; a traetar na ra do
Queimudo loja de forrgeos dfl Albino dOSc
j erreira da Cunha.
__ Oucm precisar de 800,000 rs. a juros
sobre penhores de ouro e prata dirija-se a
_., Nm> TCds n 05 ao li da nonio
meio bilhete n. 306 da loteria de S. Pedro
Mrtir da Cidade de Olinda que corre no da
17 do corrente o qual pertence a Rento Jos
de Albuquerque ; morador em Nazareth da
Matta.
= Os abaixo assignados fazem publico, que
desde o dia 15 de Junho p. p. est dissolvida
( amigavelmcntc ) asociedade, quegirava sobre
a firma de Zimmer Ramm & C., e juntamente,
que a extincta firma nada (icou a dever a pessoa
alguma por ter saldado todas as suas contas ;
assim como deelarao aos seus devedores ( a
excepcao dos Srs. S. & Cha. e D. R. & C. os
quaesdevem pagaraoSr. Candido Jos de Salles)
que os seus dbitos passrao a pertencer ao Sr.
Llenrique Zimmer.Tlenrique'lmmer, como
procurador da viuva de J. D. Ramm. Kal-
kmannty Rosemmund.Candido Jos de Hal-
les.
Precisa-se de um caixeiro para padaria ,
que d fiador a sua conducta ; na ra Direita
n.82.
Precisa-se alugar negras o moloques pa-
ra venderem azeite lo carrapato pagando-sc
320 por caada e da-se moia garrafa por ca-
ada ; na ra cstreita do Rozario n. 11.
O Sr. Antonio Alves, que chegou lti-
mamente do Porto e veio recomendado a ca-
sa do Sr. Manoel Luizdos Santos Silva diri-
ja-se a ra Nova loja n. 11 parase Iheen-
tregar urna carta que por engao se tirou do
corre o.
- Arrenda-se, ou vende-se um engenho
de bostas perto desta cidade e de boa pro-
ducSo com safra ja criada de 500 a 600 pes;
na ra do Sol sobrad n. 13.
Precisa-sede urna preta que saiba ven-
der na ra : na ra do Cotovello n. 85.
No dia 17 do corrente corre
impreterivelmente a Loteria de S.
Pedro Martyr de O inda fiquem
ou nao hilhctes.
Compras.
Compra-se diariamente couros seceos de
animal cavallar: na ra do Rangel n. 52.
Comprao-se effectivamente para fora da
provincia, mulalinhas, negras moleques ,
negros de officios, sendo de bonitas figuras
pagao-se bem : na ra da Cadcia de S. Anto-
nio sobrado de varandas do pao n. 20.
Vendas
= Na ra do Amorim n. 36 armazem de
Antonio Yaz de Oliveira continua a vender-se
superior caf moido por preco commodo em
grandes e pequeas porces ; e um moinho
grande para moer caf eduas rodas de (erro
grandes proprias para bomba.
Vende-se um escravo de nacao Angola ,
moco ; na ra das Larangeiras casa de Claudio
Dubeux.
Vendcm-se talheres finos a 3200 ditos
de cabo preto a 3000 a duzia papel almaco
bom e ordinario a 2100 a resma, flores para
cabello linha de carretel a 360 a duzia col-
xete a 80 rs. e a duzia a 800 papel de peso a
2600 2800, e 3200 pomada franceza a
140, 160, e 180 o pao thesouras douradas a
400 e 500, ditas lisas com principio de ferruje
a 120, e limpasa 200 rs. luvas de seda bran-
ca cmpralas para senhora a 1000 rs. o par ,
ineias delaia para homem a 800 cartas fran-
cezas a 2500 o masso fsforos de caixa a 40
rs. bicos de linho. sabonetes finos a 60 e 200
rs. ; ditos de porcelana a 500, suspensorios de
burracha a 320 estojos de navalbas finas a
2000 retroz agoa de colonia em frascos
grandes e pequeos agoa de flor de laranja a
800 o frasco cordao para vestido a 20 rs. a
peca banha franceza linha demarca esco-
vas com espelho para cabello a 900 rs. millao,
canutilho e um completo sortimentode miu-
dezas baratas com amostras francas aos compra
dores; na pracinha do Livramenton. 53.
as \ ende-se um cavallo russo novo com
bons andares; noatterroda Boa-vista n. 33.
Vende-se um escravo de narSo Angola ,
por proco commodo o qual se acha na cadeia
desta cidade ; no principio do atierro dos Ado-
sados n. 7.
Vende-se urna mulatinba de 8 annos ,
com principios do costura ; na ra de S. Rita
o. 22 demanhaatas8 horas o das 3 da
tarde em diante.
Vende-se urna escrava cabra moca ,
cozinha o engomma : na ra Augusta a. 1,
segundo andar.
= Vende-se um terreno por traz do Car-
mo com frente para a rui da Palma de 67
palmos, e mais de 200 de fundo e outro com
frente para a ra da Concordia, com SOjpalmos,
00 de fundo ambos atterrados ; a tratar no
mesmo terreno armazem de madeiras.
Vende-se urna negra de 20 annos, co-
zinha e lava bem ; na ra Direita n. 38.
Vcndem-se duas bancas de condur ,
de abrir e envernisadas por 12.00Q ; na
ra do Rozario defronte da botica nova.
Vende-se muito boa farinba de mandio-
ca em saccas por preco commodo ; na ra da
Senzala nova n. 42.
= No deposito de assucar refinado esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-sc-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte o em paes
160 rs. e o de segunda e terecira em p ,
a 120, e 80 rs.
Vcndem-se sementes de todas as ortalices
muito frescas chegadas a pouco tempo por
muito menos preco do que se tem vendido; vi-
nbo engarralado branco e tinto de Lisboa o da
Figueira vinagre muito forte caf do Rio ,
tudo por preco commodo ; na ra larga do
Rozario n. 52, na esquina confronte a Igreja.
Vende-se duas cscravas de nacao de 24
annos, engommaoe coziuho ; na ra Di-
reita n. 3.
= Vende-se urna burra de ferro ; no Forte
do Mattos na prenca de Jos Ribeiro de Brito.
Vende se um negro de 30 annos para
todo o servico ; e 12 cadeiras de Jacaranda ; na
ra da Cadeia velha loja n. 60.
= Vende-se cevadinha muito nova, em pe-
queas porces de 16 libras ; no beco do Ca-
pm armazem de Jos Rodrigues Pereira.
Vende-se urna boa faca aparulhada de
nrata fina, por preco commodo; na ra Nova ,
mszem n. 67.
Vendcm-se chitas a 14Q o covado o es-
curas de novos padrees a 160, 180, e 200 rs. ,
pecas de madapolao superior que se d amos-
tra com satisfacao pela sua boa qualidade a 240
a jarda ou 5760 a peca : na loja da viuva Bur-
gos
Vendem-se urna negra crioula de 18 an-
nos engomma cose cozinha, e lava duas
ditas de Angola com as mesmas habilidades;
na ra das Cruzes n. 41, segundo andar.
Vendem-se bons lencos de seda e de
algodao e seda pannos finos de cores e ou-
Iiis muitas lazenilas mais baratas do que em
outra qualqucr parte ; na ra do Queimado
n i '.
ii. i.
Vendcm-se charutos da Havana de su-
perior qualidade ; na ra do Trapiche n. 19 ,
pasa ile.I. O. Elsler.
__Vende-se um escravo de 22 annos de
o Benguclla ; do palio do Torco n, 18.
Vendem-se linguicas de porco e carnei-
ro a 40, 60, 80, e 100 rs. cada urna, mui bem
temperadas como se fazem de encomenda a 200
rs. a libra, proprias para viagem at 3 me/es;
no assouguc defronte da cadeia.
Vende-se um transelim moderno para
homem ou senhora um alfincte de ouro com
diamantes esmaltado, ouro. c prata para obras,
um robim grande um brilhante com cravacao
transparente um par de mangas de vidro 1
dito de casticaes lapidados, holocs com dia-
mntese esmalte para abertura, pares de brin-
cos com diamantes ditos com granadas, ditos
decabacas, anelescom brilhantes ditos la-
vrados 4 voltas de cordao um bonito alfinc-
te para senhora ; as 5 pontas n. 45.
Vende-se um mulato de 23 nnos pro-
prio para pagein ; na ra do Vigario venda
n. 14.
= Vendcm-se saccas com milho e gigos
com batatas ; no armazem defronte da escadi-
nha da Alandega.
Vende-se um moleque de nacao de
14 annos com principios de cozinha ; na ra
Nova loja de ferragens n. 16.
= Vende-se urna preta de nacao, de 24 an-
nos : na ra do Encantamento armazem por
baixo do sobrado do Vigario do Recife n. 11.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armaco com-
modas de angico ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualqucr parte: na ra da Florentina em
casa de J. Beranger n. 14
= Continua-se a vender panno de algidao
da trra, em grandes e pequeas porces, a
320 a vara ; na ra do Crespo n. 23 loja de
Manoel Jos de Souza & Companbia.
= Vende-se um casal de es-ravos de na-
cao Angola, proprios para todo o servico, a
negra he lavadeira ; quem os pretender annun-
cie sua morada.
Vendem-se queijos do serto, em por-
cio ou a retalho por preco commodo : na ron
do Y igario, armazem n. 18.
= Troca-se urna Imagem da Conceic3o de
pedra vinda prximamente da Bahia ; na ra
do Vigario n. 23 primeiro andar.
__ Vende-se por preco commodo urna mu-
lataue 19 annos, bonita figura; na ra do
Cahug, lula que loi de S. Martim.
Vende-se um escravo pepa de 24 annos,
proprio para pagem : no pateo da S. Cruz, em
easadeJoo Sebastiao Pereti.
= Jos Saporiti ainda tem um resto de tijo-
losdemarmorede 12 polegadas, brancos,. e
pretos que vende por preco commodo; no
armazem do Sr. Annos defronte das escadi-
nhasda Alandega.
Escravos fgidos.
= No dia 2 para 3 do corrente me/, fugirao
tres escravos um de nome Goncalo dd na-
cao Angola, altura regular, grosso tem urna
marca no meio das costas que parece ter si-
do castigo. Outro de nome Pedro, tambem de
Angola, baixo grosso do corpo bem bar-
bado tem muitas marcas de becbigas. E o
outro de nomo Jos tambem Angola tem
duas marcas em ambas as pernas de um talbo ,
e outra de urna ferida esteja be bastante ve-
Iho ; quem os pegar leve ao sitio por traz do
sobrado do finado Monteiro que ser genero-
samente recompensado.
Fugio a escrava Joanna de nacao An-
gola cor fula que foi do Capito Nicolao
Tolentino de Vasconcollos, da Parahiba do
Norte a qual o maior signal que tem he ter o
dedo de um p alejado ; quem a pegar leve ao
patio do Terco m 141 que ser gratificado.
No dia 6 do corrente fugio o moleque
Pascoal crioulo de 18 annos, alto, secco
do corpo, levou vestido caicas de brim branco ,
com outra de algodao azul que do longe pa-
rece ganga camisa de brim com colarinho de
marinheiro de navio de Guerra o por cinis
desta camisa de baeta "azul ferrete puchando
para preta quando falla apressado gagueija
pouco com um dente furado na frente; quem
o pegar leve a ra de Apollo n. 19 no tercei-
ro andar que ser recompensado.
Fugio o preto Jpao Cacange de 30
annos, levou vestido camisa de algodao
americano e ceroulas de algodao da trra ,
com um ferro no p ps foveiros e grossos ,
com um ou dous dentes faltos da parte de cima
com o rosto meio enchado ; quem o pegar leve
a ra Direita n. 12, quesera gratificado.
No dia 4 do corrente fugio o escravo Bal-
thazar. crioulo de 45 a 50 annos, alto sec-
co do corpo com falta de dentes urna gran-
de chaga na canella da perna esquerda a pon-
to de quando anda puchar pelo quarto no p
direito falta-lhe o dedo mnimo, sabio com
calcas brancas e camisa de chila azul ; foi es-
cravo de Lourenco de Bruno Rodrigues Luna
( por alcunhaCalenca) que foi lavrador do
engenho S. Cosme na Varzea o de pois mu-
dou se para o engenho Poeta hoje ja falleci-
do eseus herdeiros estao no engenho oc Un-
na perto de S. Antao, de que he propietario o
Dr Dantas I e de supor que para ali tenha
ludo ; quem o pegar leve a ra Nova arma-
zem n. 67 que sera recompensado.
A 11 de Maio do corrente anuo fugio a ca-
bra de nome Anna a qual tem os signaesse-
guintes : zarolha olbos brancacentos dentes
podres, e outros arrancados, espadaudn, bra-
cos grossos corpo grosso pe i tos cscorridos ,
esqua da barriga tem nos bracos urnas pintas
de que parece sarampo o p esquerdo comido
de goma que repuxa o dedo minimo levou
2 vestidos um azul, e outro de chita branca
com flores rochas ; quem a pegar leve-o a ra
do Rangel n. 34 que ser recompensado.
* Fugio no dia 26 do p. p. o crioulo Bene-
dicto de 14 annos de altura de 6 palmos ,
levou vestido camisa de algodaozinho calcas
de brim e bonete de panno azul, tem em
urna das fontes urna cicatriz de um talho que
principia unto do olho e linda unto do ou-
vido em forma curva ; quem o pegar levo a ra
da Praia doFagundes ns. 9 e 11 a Joo de Bri-
llo Correia que gratificar.
No dia 26 do p. p. fugio o preto Paulo ,
Congo de 40 annos bem ladino estatura
ordinaria, grosso, p's bastantes grossos c mal
feitos mostra ter tido bobas tem um dos
bracos bastante secco mas nao o priva de
trabalhar ; quem o pegar leve a ra do Ampa-
ro casa de Antonio Jos do Espirito Santo Ba-
rata ou a sua senhora D. Angela Cvalcanti,
no recolhimento de N. S. da Conccico em
iinda.
= Fugio no dia 27 do p. p o moleque Ja-
cintho crioulo de 10 annos com urna be-
lida em um olho ; levou camisa e calcas de al-
godao ja veloa e rota; quem o pegar leve a
prensa de Jos. Ribeiro de Brito que ser re-
compensado.
Bscifb: naTyp. de M, F. de Caba. 1843


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