Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04998


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Full Text

Anno de 18413.
Sabbado 8
Todo agora depende fe nos memos; di nossi prudencia, moderaqao,
tinuemos como principiamos, e aeremos acontados com dmiracao entre as Naques mai
Julias. ( Proclamagao da Assenibleia Geral do Brasil.)
e eneris:
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES
Coianna, e Psrahyba, segundss e sextas fciraa. Rio Grande do N irte, quinta feiras
Bonito e Garaahuns, a i e 24.
Cabo, Serinli.iem Rio Formoso, Porto Calvo, Macelo, e Alagois no d H e 21.
JBoa-ristae Flores a 13 e 23. Santo Anlo quintas feiras Olinda todos os'das
DAS DA SEMANA.
3 Seg. f. JacinthoM. Mm. And. do J de D. da 2. .
4 Terg. a. habel rainba. Ral. Aud. do J. de II. da 3. ?.
5 Quart. a. Atbaaasio M Aud do J. de D. da 1 .
*5 Quii, a Domingas V, M, Aud. do J. de D. da t.
7 Sex. a. Pulquera V. Aud; do J. de D. da 2. t.
H Sb. t, Procopio M. Re. And do J. de D. da 1 T.
9 Dan, Cjrillo B. M.
de Julho
Anno XX. IV. 145.
0 Dui'.i publica-se todos os das qie n.lo forem S minVados: o proco da assignatura n.
de tres mil res por qusrtel pegos sdiantados Os annunoios dos ssijnantes sao inserido
gratis eos dos que o 10 tarea i rallo de -0 reis p r linli. As reclamagoes derem ser diri-
gidas a estt Tip ra dis Crines N. 1, ou pra; da indi-pendencia loja de lirros N. 6e8.
cambiosNo da 7 de Julho. cosapra
Cisnbiu obra Londres 2a i. Ouno-Moeda da ft.aOO V. ,4UU
Pars 3.0 res por franco. a N. 16,-llJ
Lisboa 111) por 1U de premio a da 4,01)0 V.OUU
Paaia-Patao.s 1.U0J
Moeda de cobie 2 por cento Fetos Culumaarsa 1,901)
Idea de letras de boas (irisas 1 a |. a ditos Meaicanos l,9i)0
PI1ASES A LA NO MEZ DE JULHO.
Loa Cheia 11, ris 2 dorase 16 m da tarde. I La nos-a a 27 ,< 3 Loras e 23 i
Quart.oung. 19, lis llborase 22 a. Preamar de hoje.
1. a 1 boras a 1S a. da manba. | J. al hor.s a 42 a. da tarda.
renda-
16.60
(6 400
9 20J
1.920
l.VJl
1,920
da a.
da urda.
DHDID DI PIDNHDI'D.
1
I
A marcha tortuosa, o errada que tem cons-
tantemente seguido os negocios do Brasil,he in-
contestavelmente.devida ambicao do mani,
ao dezejo de primir, e ao vil interesse do ouro!
Eis a proposicao do Intrpido de 27 de jurado
no Diario-novo; e depoisde alUrmar o desinte-
ressado opposicionista, que s o espirito de
partido, e o capricho sero capazos de sustentar
estavtrdade de prmeiraintuicdo altrib.ie aos
homens da poltica de 19de septembro, que su-
birlo ao poder ein 21 de marco e 20 de.Janei-
ro todos os males do Brasil, como consoqtien-
cia da ambicao do mando, do desejo de primar,
o do vil interesse do ouro.
Dice o Intrpido, que elles souber.io conser-
varle no poder contra a vontade de Dos e
dos homens, mas nao aprosentou um s facto
com que o provassc. Poremos do parte a im-
possiWlidade de consorvar-se alguem contra a
vontado de Dos porque o Intrpido tem'la o
seu Dos da America suborJinado, e recondece
Dcozes alem do Soberano, que Rege o Univer-
so; e faremos, sentir apenas, que urna pura do-
claracao se encontra neste artigo, como nos
irais da imparcial Os domensde 19 de septem-
bro tem o nobre orgulho de primar, por sorem
os mais habilitados para isso, e a opposicao ,
que mostr o contrario : os homens do 19 de
septembro nao se leva do vil interesse do ou-
ro; e aprsente o Intrpido um feito, no qual
sacrilcassem elles a sua dignidade, ou a do Co-
dorno por osse interesse; nao declame vaga-
mente ein materia que interessa a honra dos
individuos, porque isto s faz quem nao presa
a sua: os homens de 19 de septembro nao tem
ambicao de mando pela maneira que inculca
o Intrpido; elles sobem ao poder, quando o
intero se do paiz os chama, e nao duvido dos-
cer delle por qualquer circunstancia que nao
.comprometa a suadignidade.
O Brasil vio o Ministerio de 19 do septembro
com urna grande maioria as cmaras que es-
tava prximas a abrir-se dar a sua demissao
por urna questa depundunor, e niuito indi-
vidual. Se elles tivessem ambicao de mando,
ficario no poder, bastando, que sahisse o Mi-
nistro.a quem o Regente nao quiz dar preferen-
cia na escolha de Senador. Todos porem se do-
mttiro, e at aquello mesmo, que nao se a-
chara presente aos conselhos da cora quando
o parecer do Ministerio nao foi abracado pelo
Regente. Todos presenciamos o Ministerio do 23
demarco, dar sua demissao,quando tinha um-
a grande maioria as cmaras. Quem assim pro-
cede nao sacrifica a sua honra pela ambicao do
mando. Os que sobem ao poder elevados pela
maioria do Parlamento,sem recorrercma revolu-
icoes, ou a infi acedes da le fundamental, nao
sao ambiciosos nem inleresseiros.
O acto que o Intrpido qualifcou para
justificar sua declamadlo contra os ministerios
de 23 de marco e 20 de Janeiro foi a conser-
vacodoSr. Barita da Boa-Vista na Presiden-
cia desta Provincia attribuindo-o a ignorancia
crassa. Ora temos os Srs. Honorio e Torres ,
Maia Paulino e Visconde de Adrantes cris-
mados ignorantes pelo Intrpido!
Foi tamhem declarado ignorante e incapaz
de administrar urna Provincia aquello que as
mesmasopposic,es polticas dos ministerios de
19 de setombro conessro, que era presiden-
te normal, aquello, cujo nome respeitado ern
todo o brasil, como Presidente de Pernam-
buco.
Com a virulencia, que Ihe excita o despeito,
c a ignorancia das regras que tem de observar
um escriptor ousa dizor o Intrpido que
muitos (ovemos em Pernambuco lom sido dc-
jiosios a foroa d'armas, mas que ncnlium gover-
no ainda ouvio leo e vio seos leilos tao des-
liados, sua doutrina tao anathematisada, como
o actual.
S a protervia do intrpido Ihe dara despe-
jo para assim faltar a verdude na torra em que
todos nos conlioceinos. corlo que nenhum
governo anda Seo em Pernambuco nem tal
vez em outra pato do mundo tantos insultos,
mas ainda nao lomos nes folhas da opposico
(porque isso de ver 0 ouvir falsidade que
todos conhocem ) desfiado ou mesmo indivi-
duado um s acto praticado pelo Scnhor Barao
da Boa-vista, que podesse desconceituar qual-
quer Prezidentede Provincia, quanto mais es-
te que tem feito o seo nome Brazileiro. Di-
nero vagamente o Intrpido, o seos irmaos ger-
manos e fillios legitimo*, Indgena, Cometa,
(r.-nacwnal &c. que o governo injusto ,
desperdigado dilapidador, estrangeiro, e per-
seguidor ; quando pedem-se factos, vem a no-
meacao de um orador Ilustrado para professor
do Liceo como perseguidlo por ser portu-
guez, e realista, entretanto elogio que os me
nudistas de sua faccSp : vem as elegantes obras
da Airan 'ega, o Palacio da Presidencia, o caos
doCollegio e o theatro publico obras que
na opiniao de todos os nacionaes o ostrangoiros
do consideradlo e intelligentes que passao
por esta Cidade attestSo a sua boa adminis-
l traco obras que se tem feito ( excopto a
ultima ) a custa dos cofres geracs, a b^m do
engrandecimonto da Provincia que alias rc-
rnetteria estas som mas para as ou tras ou para
!a Corte dando-se nos taes opposicinistas a
contradiccao de chamarom o governo centrali-
sndor, e aecusarem-no por fazer edificios in-
i dispensaveis Provincia com o dinheiro do co-
i fre central quando os da opposicao da Babia,
o outras Provincias censurao seos Presidentes
por entregarem todo o dinheiro ao governo ge-
ral sem applicarem a menor somma para um s
mclboramento local.
Prescendindo de todas estas consid-racoes,
quando mesmo taes obras tivessem sido mais
despendidas do que na realidado valem, po-
derla com razao ser imputada ao Presidente a
omissao ou ainda a prevaricaco d seos di
rectores ? Por ventura o Presidente feitor de
obras ? Na caresta geral dos salarios e mate-
riaes custaro ollas o que devio custar. Ahi
estao as obras das anteriores a Iministracoes to-
das inferiores, e proporcionalmente tao caras,
como estas.
Alm destas obras, contra as quaes ha pura
declamadlo dos opposicionistas temos outros
muitos beneficios do Presidente que me.'hor
comprehendea poltica de 19 do Setembro ,
que nao he ccntralisadora mas sm conserva-
dora da Integridade do Imperio com o adianta-
mento das Provincias, assegurando-lhes a paz,
e prosperidade.
O verdadeiro Deoshadeso lembrar do Brasil,
que feituia sua, assim como todo o Universo;
e advirta o Intrpido ( que bem parece Indge-
na ) que nao reconhocemos por Dos senao o
Creador dos Ceos e da tena cujo K I lio nos
redemio, oque esseoutro Dos que ello cha-
ma da America e de quem espera para sa-
ciar a sede d'ouro, em que so abraza, urna re-
volucao geral no Imperio, nao ha de poder com
o Ungido do Senhor Primognito do Fundador
ta Monarchia Constitucional do Brasil o ni-
co penhor da uniio e lelicidade dos Brasi-
leros.
Sli^
mou-se de urna espada tao temivcl, que com el-
la decerto Acara habilitada a ferir do morte as
maisconscenciosas, esabias decisons d>jury ,
tribunal, q-ie serado como se proclama a mais
segura gide da liberdade, se tornar nenhum
parante relaco.
A questao quo passamos a ventilar, he do in-
terjssegeral, ella por qualquer parto quoseja
encarada deve co;n sua decisao marcar um noo
dedefesa natural piraos Brasleiros ; o dar-so
ou tirar-so das rolacoosuii dimito similhante ,
he equivalente aflrrmr-so, nada monos do que
um ponto de nossa legislado processional, na
parto mais intorossanto, a dos recursos H nel-
la quo os legisladores sempre sao mais acura-
dos porquanto he de sous devores, nao os ne-
!?ir de modo quo tireai os alcances da defosa
dos reos, nem os dar, ou ampliar tanto, que
a fmpunidade tonha nascente.
Ajudiciaria anarchia, bem como a poltica
surde da falta de armona, esta app.ireo, logo
que os poderes dVstado, girando forado suas
peripherias, se lango sobre a dos outros ; a-
quella todas as vetes que os diversos juizes e
tribunaes oxorbitando do suas attribuicoos ,
procurao nullilicar toda acejio reciproca : polo
temor desta apparco o legislador sobre recur-
sos he de ordinario claro, conciso, e muito res-
tricto e aos tribunaes que tem direito para
delles ci-nhecer, se abro, para bem dizor, um
profundo sulco, cujas barreiras dilllcilmente, ou
nuncaho permittido transportar.
A vista do roquerimento do recurso termo,
e accordao que transcrevemos no fim deste
nosso artigo, entrarem >s nj analyso da quoslSo,
o com as lela em vigor procuraremos ver se
ha dofeza para ooxtra-lc^al procedimentoda re-
la gao.
Para sermos bem claros n'uma tilo importan-
te questa veremos quaes os casos om que so
poda recorrer para as relacoes as materias cri-
mina s polo cdigo do processo respectivo, o
quaes os quo boje pela le K e reglamento das
reformas Ibes portencorn ; e finalmen'e qual a
marcha do processo que se segua e seguir,
pela nova ordem de cousas.
Pelo cdigo do processo criminal somonte os
artigosIII, l(i7e 301 davo recurso para a
rolaco do districto, e nos especificados pontos
dos artigos quo sao os seguntes: Art. 301.
Das sentencas proferidas pelo jury nao have-
r outro recurso senao o deappellacao, para
a relacao do districto quando nao tiverem
sido guardadas as formulas substanciaos do
processo, ou quando o juiz do direito senao
conformar com a decisao dos juizes do facto,
ou nao impozer a pona declarada na le. Art.
167. Da sentenca que nao pronunciar, ap-
pellar o juiz ex-ofllcio para a relaco do dis-
trido. Art. 111. Da donegacu do fianca pe-
lo juiztlo direito. Erao por tanto o os casos
nicos pelos quaes poda ir o processo criminal
juigado ou conhecido pelos tribunaes ou juiJ
zes a relaco do districto: vejamos qual a tri-
Iha que segua o tribunal superior tomando
conhecimonto ; e qual seu resultado quando
entenda bem intentado o recurso.
juiz municipal para fasel-os presontos aojury
artigo 172lo cdigo do processo.
Expendamos agora quaes os que pela le ,'e
regulamorato das reformas Ihos portencem e a
marcha a seguir-so pola nova ordem de cousas.
A le das reformas no artigo 69 %\. a 7.e
seu regulamento artigo Vi % I. a 10 e-tabol-
lecerlo recursoso nos artigos 78 1. a 4.e
79 1. e2. da loio U8, 419, I., 9.150 S
I. eo. lo regula monto estabellocorao jppella-
eo -s dan lo rolaco o direito do tomar dolas ,
8 do los conhecimonto nos restrictos casos, quo
enumeraremos.
"os casos dos recursos; quando estes fossem
intorpistos dasd.'cis.'s dos |ui os do diroiio e
chof.sdo polica nos especificados e referidos
SS ; 8 a marcha he a segurte ; precedidas as
formulas dos artigos Hl 144 no juizo recorri-
do e admitlido o recurso, obsorvar-so-ha o de-
terminado .ios aitfgos73 77 da loi do 3 de de-
-embrode I8H juanto seu expediente, e
oumprido isto, o processo porante a relafo ,
para corahocor da procedencia, ou improceden-
cia do recurso he o reoonhecmento no reg-
lamelo do 3 de Janeiro do 1811, quo outo nafl
ho senao o legislado nos rticos 25 3i do
ni "sin i.
Nos casos das appellaces duas especies dol-
as reconhece a le, c regula ment nos artigos e
SS citados ; urnas voluntarias o outras neces-
sarias ou ex-olllcio. Das primoiras especies
podem usar as partos da segunda smente o
juiz de direito nos restrictos termos do artigo
79 l.o 2.da lei, e 45*do regulamento
portado 2.
IMiblicacao a pedido.
De quelque ct, qu 'on jet te les yeux, on
trouvela contrarete, ladurel, l'incertilude,
l'arbitraire!
Por qualquer lado que olhemos, v6-se a
contrudieao, a resistencia, a variabilidado,
e o arbitrio.
O accordao da relacao de Pernambuco, que
he igualmente tribunal dos recursos desta pro-
vincia chogado hontem na sumaca Felicidade,
o palo qual immediataiuente fora os presos
sentenciados pelo jury o capito-mr Joaquim
Jos Barbosa, e padre Alexandre FranciscoCer-
belon Verdeixa postos em liberdade, tem del-
icado lodos os intendendores de nossas leis em
urna porfeita surpresa porquanlo nao coligi-.
mos donde a rolaco tirou fundamento para
um simildante obrar.
.Nao he o varaMM soltos estes cidados, o que
nos laz offerecer ao publico nossas roflexes, lie
, qu 5,*,uvii ruis c>pa!quc cst
ponto de direito polo qual a relaco, som lei,
queoautorise arrogou a si um poder tal; ar-
Precedidas as formulas especificadas nos arti-
gos 25 a 30 do regulamento de 3 de Janeiro de
I83que Ihe serve do guia era julgado o re-
curso procedente ou improce lenteno Io caso
era o processo remettido ex-offico ao juiz de di-
reito ou entregue a parle (conforme a qualidade
da aecusaco) para ser submettido a novo jury,
no mesmo termo, ou no mais vsinho se impos-
sivel se torna a icunioartigos 3 '2 e 30ido
cdigo do processo ; no segundo caso extrahia-
so a sentenca e era da mesma lrma romotti-
da aojuizou entregue parte, segundo a na-
turesa da aecusacoartigo 31do regulamen-
to das relacoes.
Sea relacotratava de um recurso intentado
porquo o juizdediroito nao se tinha conforma-
do cum decisao do jury ou imposto pona fra
da lei; depois das mes,as formalidades era
mmprido o artigo 303do cdigo citado c se
observa va a mesma remossaartigo 31do re-
giment das relavos.
Nos casos dos artigos 111 e i 7pronuncia ou
dosproiiuncia do eiuprugados pblicos, denega-
co, ou concesso de lianca a marcha ora a
mesma do artigo 27e decida a concesso, ou
denegacadda lianca, despronuneada ou eon-
:;v.;u.u a proiiuuca do empiegao, na forma
dos artigos 32, 33 do regiment erad os autos
no caso ao progredir a pronuncia remettidos ao
As appellaces voluntarias smente tem lu-
gar para as relacoes nos termos do artigo 450 $
2., 3., 4.,e5., quo sao,quando o juiz de di-
reito julga lindo o processoquando julga a fi-
nal os crimes do responsabilidadequando so
d > os casos do artigo 301do cdigo do pro-
cessoquando o chefe de polica julga dcflniti-
vamen e.Asoppollaces necessanas ou ex-
olfictado-se nos casos do artigo 449 $ 1. e 2.
que saoquando o juiz de direito tatender
que o jury proferio decizao contra o ponto prin-
cipal da causa, contraria a evidencia < deba-
tes etc.,quando apena for de gales perpetuas,
ou morte. processo para o expediente das ne-
cossarias do 1. e2., est marcado nos artigos
454 456e bem claro se ve que pelo artigo
456, quersejaa appellacao interposta nol.
quor no segundosompro a relaco olha a fal-
ta de formalidades, e em todas as duas hypothe-
ses reverte o processo para novo jury: tendo-se
por isso de observar o artigo 457do regula-
mento.
O processo para se expedirem as voluntarias
est marcado nos artigos 451, 453, e459 do re-
gulamento; eo modo de decidir a relacao, mar-
ca o seu regiment de 3 de Janeiro nos artigos
25 e 34.
Quando a relacao toma conhecimento da ap-
pellacao no caso do juiz de direito ha ver por
lindo o processo, julga-o, Sudo, ou nao; no
primeiro caso reverte o processo confirmando a
baixa na culpa no segundo o processo conti-
nua a progredir no juizo recorrido, se he o com-
petente ou o jury, segundo a naturesa do cri-
me. No caso dos crimes de responsabilidade, ou
confirma a pona ou absolve, porque nesta hv-
pothese o processo nao vai, como enta para
o jury ; e se ultima no juizo do direito o na
relaco polos recursos. No caso do artigo 30t__
l esto os artigos 302, 303, e 309 do cdigo do
processo, o31 do regulamento de3de Janeiro,
que, manda impor a penase disso se trata, ou
romettoro processo aojury, para novo conselho.
(Juando condece das sentencas definitivas do
chefe de polica procede da mesma lorma que
nos casos de responsabilidade, porque doje es-
tes processos esto fia do alcance aojury, nas-
cem ese ultimo nos jui/.os e triounaes de
direito ou que julgo do direito e nao de
facto.
Demonstrada assim a legislaco sobro os re-
cursos e appellaces, taoto antes, como de-
pois das lelonnas; om que caso devc-secollo-
car a appellacao do Sr.. capito-mor Barbosa,
o Padre Verdeixa o qual a mareda que tinda
de pisar a relacao da provincia no condecimenlo
del la?
Nao appellaro decerto os condemnados na
lorma do artigo449 | 2.; por aun n*n oo-
dio o nem as penas fora gales perpetuas,
ou morte: Nao appellaropor ter o juiz de
direito havido o nroftwso por linda: Nao i^ua!-!
ti



mentede definitiva decisao do chefe de poli-
ca: Nao das finaes decises dos crimes de res-
ponsabilidade : e posto que a peticao de recur-
so, e o termo de appellacao nao declarasse
( como devora ) qual o motivo da appellacao ,
com tudo pela demonstracad ecxclusa que
acabamos de fazer su nao pode deixar de con-
essar, que so restava aos reos o recurso na hy-
pothese do artigo 301, marcado no $4. do ar-
tigo 459 do regulamento de 31 de Janeiro de
1842.
Alem disso, trez sao os motivos por que,
anda assim pode caber a appellacao: t. falta
de formalidades substanciaes do processo: 2.
pena nao decretada na lei : 3. nao conformacao
do juiz de direitu com a decisao dos jurados e
com quanto a peticao, e termo tornamos d-
zer nada declarassem nao se pode pensar que
outro fOra o motivo do recurso se nao falta de
formalidades ; porque houve conformacao do
juiz de direito com o jury o a pena foi a declara-
da na lei; para cada um dos crimes, que o ju-
ry julgou provado. Neste caso do artigo 301a
marcha da relacao, nao podia ser outra sena
a designada no seu regiment artigo 31; e c-
digo do processo artigos 302 a 309: Era poisde
necessidade era pois o nico direito a ser exe-
eutaao pela relacao o seguinte, ou impor a pe-
na se disso se ventilava ou retornar o proces-
so nullo, para ser do novojulgado peranto ou-
tro conselho ; porem exharar o acordao que
aflnal lerao os nossos assignantes; sem um s
artigo de lei, que authorizasse similhante inlrac-
cao dos cdigos, he lacto virgem !
Quem ao lr uina tal peca parto de um
dos nossos tribunaes superiores, ede urna pro-
vincia bastante adiantada na civilisacao aon-
de existe um curso de direito, nao applicar o
mirabile visu do poeta Latino ..
A falla de corpo de delicio principalmente
no crime de sediccao e no de ialsidade para
prova da qual existia no processo a propria fal-
sificacao que foi conlirmada perante o jury
pelo reo nao era motivo para nullidade. A
relacao sabe que os artigos 140 d-> cdigo do
processo, e 2oi e 265 do regulamento de 31 de
Janeiro de 1842 determinao que essa falta
possa ser supprida no corpo do summario, e que
esta formalidade boje se nao julga to essen-
cial, ponto de se desfazer o processo ; nuxi-
me existndo pecas oliciaes interrogatorios ,
papel falsificado ou todo falso &c. junto
ao processo.
Nao achamos com que justificar este acto da
relacao e desejariamos, que alguem nos ins-
truisse se estamos em erro : o que nos appa-
rece de todos os lado* he a figura da relacao
saltando por todas as leis para salvar os reos ,
sendo instigada por algum destes poderes irrc-
sistiveis, que faz perder o temor, e nao achar
impossibilidade no obrar.
Quand un sujct Venflamme.
L'impossibilit disparait de son rime.
Nao ayancaremos, que o OIRO foi o piao
sobre que rodou esta maauina ( como nos cons-
ta qne espalho os absolvidos ) por que nao ca-
berao a todos d'esse tribunal os versos de Virgi-
lio traduzidos por Lima Leito ;
Onde vas dar com caraces humanos
Oh sede de riquezas depravadas.
Porem o que podemos affirmar, com a forca
do raciocinio he que foi um arbitrio de que a re-
lacao se armou para acabar com essa pouca pu-
i iiao que anda resta entre nos a despeito
dos maos jurados dos juizes absolvidores e
de tudo quanto faz a nossa progressiva anarchia
dos poderes e seus menores ramos.
Ainda ninguem, vista das reformas poude
autorisar a qualquer tribunal entrar na ques-
to de acto decidida pelo tribunal do jury;o ju-
ry pode errar podem perante elle faltar algu-
mas formalidades de sua organisacao no mo-
mento: e s para sanai-as da a lei recurso; mas
para se desfa/er o que a consciencia dos doze
fez he fenmeno no foro.
Conjuramos o governo do Brasil para que
olhe providentemente para esta questao re-
pare no efleito que deve de produ/ir na ordem
judiciaria urna decisao similhante, e salve os
penhores de seguranca que temos no juizo por
nossos pares.
A relacao de Pernambuco, com quanto com-
posta de alguns magistrados probos, tem em
seu seio quem mereceria a sentenca de Cam-
bisys : maldico pois ao governo quo nao
destrua os corrompidos separndoos para
lugares, onde fiquem solados ousob a guar-
da da inteira probidade !
A questo interessa a tedos os Brasileiros ,
he um desafilo para os juristas: um julgado
deste porte deve de ser discutido com todo o
cuidado e brevidade a fim de que ou se fir
me a pratica e com ella os direitos dos cida-
daos, ou se a rejeine em limine, profligando
seus inventores.
PETigAO.
querem que se Ihes tome por termo sua appel-
lacao eque se cumpra o disposto no regula-
mento de 31 de Janeiro de 185-2 artigo 453
por tanto. Pedeaolllm. Sr. Dr. juiz de di-
reito interino se sirva assim o deferir. E
R. Me.
DESPACHO.
Como requerem. Cidade da Fortaleza 7
de outubro de 1843. Estaguto Vieira.
TERMO DE APPELMCAO.
Aos 7 dias do mez de outubro de 1842 annos
nesta cidade do Fortaleza capital da provincia
do Cear Grande em casa de correceo onde
seachavao recolhdos os reos o capito-mr Joa-
quim Jos Barbosa e padre Alejandro Fancis-
co Cerbelon Verdeixa ondo fui vindo eu es-
crivao do jury ao diante nomeado e sendo ahi
pelos reos me foi dito que quemo assignar o
termo deappellaco quehaviSo interposto para a
redaco do districto da sentenca contra elles
proferido nos autos crimes de sedicao o falsifi-
cacao e por isso eu escrivao por bem do des-
pacho proferido na peticao retro lavrei o pre-
sente termo em que assignarao os appellantes.
Eu Manoel Eugenio de Souza escrivao que o
escrivi. Joaquim Jos Barbosi.Alexandre
Francisco Cerbelon Verdeixa.
Accordao em relacao &c. Que tomando-se
conhecimeoto do presente recurso entre partes
appellantes Joaquim Jos Barbosa, o o padre A-
lexandre Francisco Cerbelon Verdeixa; e appel-
ladoojuizo, julgao nullo ede nenhum ef-
feito este processo : por quanto nao podendo
ser valido processo algum crime sem que pri-
meramente conste e se ache provada a exis-
tencia do delicto e quem sejo os delinquen-
tes segue-se que todas as vezes que faltar
essa base ossencial desaparece a possibilidado
do crime, e deve ser similhante processo re-
putado nullo como se nunca exestisse Exa-
minando-s todo este processo, quanto aos
crimes dos appellantes deque setracta nelle
nao se encontra corpo de delicto algum nem
provada a existencia de crime tanto pelo que
respoita ao crime de sedicao, como pelo que
respeita a de falsificacao da ordem a folhas em-
putadaalm daquelle crime ao segundo appel-
lante o padre Verdeixa. Quanto ao primeiro
crime v-se que o mesmo juiz processante de-
clara omseu despacho de pronuncia a folhas ,
nao terapparecido sedicao alguma na provin-
cia mas que estava para arrebentar em alguns
dos pontos della como elle se exprime e nao
obstante os pronuncia! como cabecas de sedicSo,
e como taes ocursos no artigo cento e onzo do
cdigo criminal. Quanto ao segundo crime
de falsificacao da ordem a folhas, tambem nao
se acha comprovada a existencia de similhante
crime pela falta de sehaver procedido avista das
ord^ns originaes o preciso examc e confron-
tado das lettras por meio de peritos. Por tan-
to julgando como julgao nullo e como tal
insuficiente de produsir effeito algum o proces-
so dos appellantes Joaquim Jos Barbosa e o
padre Alexandre Francisco Cerbelon Verdeixa ,
mandao que se Ihe d baixa na culpa passan-
do-se alvar de soltura e pague-se as custas
pelo cofre da municipalidade. ( Segui&o-se
as assignaturat. ) ( Pedro II. )
Varicela de.
O CARAPUCEIRO.
RESPOSTA AO ARTILHEIRO N. 58.
O capito-mr Joaquim Jos Barbosa e o
padre Alexandre Francisco Cerbelon Verdeixa
appellao para a relacao do districto da sentenca
um.......;!.....wni (i nrimprn Gnnnlii*anta .i S an-
uos de prisSo com trabalhos. e < segundo a 12
annos tambem de prisio com trabalhos :
Toda vez que as minhas humildes opinioes
forem impugnadas com a decencia e urbani-
dade com que se dignou tractar-me o Sr. Es-
criptordo Arlilheiro achar-me-hao prompto
a sahir por ellas ou convencido da doutrina
contraria confessar de plano o meu erro; que
assim entendoeu deve proceder o homem ra-
soavel que procura, nao sustentar caprichos,
mas pagar o devido tributo verdade.
Nao agradou principalmente ao nobre Es-
criptor a minha iiJeia de reformar-sc a Consti-
tuidlo apezar de que tive a cautela de decla-
ra! que s o quera pelos tramites marcados
na mesma Constituicao. Antes porm que en-
tre na materia seja-me permittido defender a
minha pello da mu usual censura de verstil,
c contradictorio. Confcsso ingenuamente, que-
mis que muito me enfeiticou at certo tempo a
actual Constituicao. Quando esta appareceo,
estava eu na primavera dos meus das. Emhui-
do em bellas theorias polticas tomado do en-
thusiasmoda liberdade que a todos embriaga,
mormente no verdor dos annos ahrace-a de
todo o coracao idolatrando-a como ao Pa-
inilli) da feiiciil.iui: do Brasil rnnlia patria.
Em consequencia desta conviccao oppuz-me
com todas as minhas forcas sociedade dos Co-
lumnas como he notorio os quaes segun-
do se afirmava e se deprebendia de suas con-
versacSes e de seus escriptos nada menos |
pretendSo, que acabar inteiramente com o Re-
i'jrnom RpnrKPntfllivo a nne nnr wenrnon da- '
\ao o epitheto de trambolho substituindo-o
l'or urna Monarqua absoluta.
Entend, que tal revoluco nos seria fatal;
e ainda estou na conviccao de que volvermos ao
absolutismo seria querer inverter a marcha da
natureza e curar um mal com outro maior.
Tcnho observado tanta mudanca nos homens ,
e as cousas do meu paiz, ( e assim creio, que,
como este anda todo o mundo ) que me pa-
rece nao dever espantar que eu hoje ames-
trado por tantas c tao dolorosas experiencias,
reconheca defeitos n'aquillo mesmo que fra
outr'ora objocto das minhas mais caras aeicoes.
A quem conheci em outro tempo furibundo de-
mcrata e reuubliquero inexo avel, vejoa-
gora tao destemperadamento Monarquista, que
s sympathiza com o rgimen da Turquia : a
quem fazia retraco de honras ttulos, e con-
decoracoes dadas pelo Imperador hoje vejo a-
t commetter indignidades para enfeitar a casa-
ca ou a farde com urna fita ou um pl car!
O que de manhaa he Vlinisterialista de tarde
passa-se para a opooscao &c. &c. E s eu se-
rei censurado por mudar de conceito relativa-
mente a certos artigos da Constituicao ? He
muito apertar com os amigos. Passemos ao
nosso assumpto.
Eu nao disse que a Constituicao era a ni-
ca fonte dos nossos males. Reconheco com o
meu Ilustre Colega que a immoralidade en-
tre nos data de tempos muito mais remotos; he
todava negavel, que esta tem crescido espan-
tosamente depois da Constituicao ; e nella pa-
rece-me enchergar urna das causas desse horro-
roso progresso ; porque he bem sabido con-
ormeao testemunho da Historia dos Nacoos,
que toda vez que se dao a um povo instituices
ahsonas a seus costumes, ndole, c circunstan-
cias se mao era esse povo at ento torna-se
pior. O mal da nossa Constituicao est, a meu
ver na preponderancia que se deo ao ele-
mento democrtico em um paiz de populacao
heterognea em um paiz de immensa escrava-
ria em um paiz em summa emminentemente
aristocrtico. Quando digo aristocrtico, nao
fallo de titulos e nobrezas hereditarias ; en-
tendo sim as distincccs, e prejuizos das castas.
Alm disto o Brasil eomecoii por ser colonia
d'uma naci grandemente aferrada a Monar-
qua. Com estas ideias fomos amamentados des-
d'o berco : e como podia ser isento de gravis-
simas desordens o passarmos repentinamente
para um Rgimen to livre qual o nao tem
inuitos povos infinitamente mais adiantados ,
do que nos na carrera da civilisacao ? As
mesmas desordens e revoluces tao frequentes
entre nos, as quaes o nobre Colega atribue a
nossa immoralidade nao tem em minha Iraca
opiniao outra origem, se nao o estado violento,
e preternatural em quo nos pozerao institui-
ces que ainda nao erao para nos; bem como
urna manca, se Ihe dao alimentos demasiada-
mente substanciaes e fortes, com que nSo po-
de o seu estomago ainda fraco sofre convul-
ses e at chega aos ltimos parocismos da
morte. Nao nos fallan cxcmplos em os nossos
conterrneos d'America do sul. Sacodindo o
jugo e (azendo-se independentes da Hespa-
nha elles quizerao dar um salto mortal pas
sandoestantaneamente da Monarqua absoluta
o Rgimen Democrtico ; e dosd'entao deba-
tem-se no pego horrivel d'anarquia, e da guer-
ra civil. A N ture/a quer no fsico quemo
moral nao procede se nao lenta c gradual-
mente.
Avista do exposto, peco venia ao Sr. Arlilhei-
ro para desconformar da sua opinio quando
diz que teriamos luctado com as mesmas dif-
ficuldades ainda quando em a nossa constitui-
cao preponderasse o elemento Monrquico; por
que se tal preponderancia houvesse a mudan-
a seria pouco sensivel, o dito elemento conser-
vara quasi toda a sua forca, e a maquina social
marchara sem maiores tropeos e difficulda-
des: mas o Brasil, que sempre idolalrou os
seus Res, e que os tinha por outras tantas I)-
vindades terrenas passou repentinamente pela
constituicao a considerar o seu Imperador, como
um Delegado daNacao, e a muitos respeitos
frrropeado para poder governar. Dcmocratizou-
se de facto da noite para o da quebrou os ta-
cos de subordenaco, e respeito que o pren-
diao ; e eis quanto a mim na propria constitui-
cao um germen fecundo de desordens.
Tambem me nao quadra a opiniao de que as
leis regula menta res para a boa execucao da cons-
tituicao se facao de maneira.que decm difieren-
te feicao ao rgimen constitucional. Essa poli-
tica tortuosa eavelhacada, hediametralmen
te opposta aos meus Traeos principios e alem
disto seria querer remedear um mal com outro
maior ; por que toda a ve/, que as leis secun-
darias vao d'cncontro Lei Fundamental he
inevitavol a perturbacao em tudo, e o resultado
he cahirem em disprezo tanto urna como ou-
tra lei : et erit norissimus error pejor priori.
Convenho que se faca mister toda a cstabi-
lidade as Instituices d'um paiz : mas esta es-
ahidsde r.o a de cshcui s >m a pu-
dar a natureza das cousas ou por outra os h-
bitos, os costumes. o carcter dos povos : d'on-
de conclo, que se a constituicao fosse to Mo-
nrquica quanto nos convinha ella ja teria
calado em todos os espiritos, e seria um manan-
cial fecundo de prosperidade publica.
Que importa que a constituicao diga, que
o Imperador, como Poder Moderador he a cha-
ve de toda a nossa organisaco poltica se para
a SanccSo daS leis nao Ihe da, se nao o veto sus-
pensivo ? Onde quer que o Imperante nao tem
o direito desooppor directa e absolutamente
s deliberaces do Corpo Legislativo, nao vejo
Monarqua, o que vejo he urna Democracia com
vestiduras Monrquicas. Mirabeau que nin-
guem taxar de servil, e escravo, dizia na cons-
tituinte que se elle maginasse, que o Re n3o
havia de ter o veto absoluto, prefera da Fran-
ca a habitacSo da Turquia. Entendo pois, que
neste sentido conviria reformar os artigos 65,
66, 67 cap. 4ode nossa constituicao. era
se diga, que competindo ao Poder Moderador
o direito de dissolver a cmara temporaria, quan-
do o exigir asalvaco do Estado, convocando
immediatamente outra que a substtua (cao
saneados os males, que pode causar ao paiz urna
cmara sediciosa, &c. &c.; por quanto este re-
medio he sempre violento, e urna eleico he
porvia de regra urna calamidade publica. 'I al
vez nao fosse dificultoso mostrar, que as maio-
res desordens, e perturbaces por que infe-
lizmente ba passado o Brasil, tem sido promo-
vidas ou apadrinhadas pelos caudilhos da Re-
presentacao Nacional. O cdigo criminal ,
adoptado por aclamacao, foi feito em varios r-
ticos para dar impulso s revoluces; e a lei da
Guarda Nacional, esse monstro de Horacio, com
o devido respeito foi elaborada por urna com-
misso de tres Padres.
Que Inicios, que vantagens temos colindo
de tantas leis de tantas reformas no decurso
de 19 annos, que tantos tem de execucao a ac-
tual constituicao ? Urna divida horrorosa nos
assusla todos os dias ao mesmo passo que os
desperdicios nao tem limites para os quaes he
preciso recorrer ao violento remedio dos impos-
tos. A espada de Damocles est pendente d'um
cabello sobre as nossas cabecas quero dizer a
medonha bancarrota nos ameaca de perto : e o
que ser do Brasil, se chegarmos a esse apuro
de desgraca ? Que mao haver tao robusta e
prodigiosa que possa obstar a desmembracao
do Imperio ? De todos os nossos males he este
o maior o mais consideravcl o mais terrivel:
e ornis be, que nao Ihe descubro remedio, era
quanto a representacao nacional for composta ,
como he, de tao crescido numero d'empregados
pblicos e Bachareis.
Em materias de tanto momento entendo, que
devo ser claro, e sincero, embora mage pro-
pria classe, a que pertenco. Estou convencido,
(talvez me engae) que em quanto os nossos Le-
gisladores forem pela mor parte Funccionanos
pblicos nao haver receila que chegue para
as despezas ; nao se cuidar se nao em crear
empregos em aposentadoras em arrumar
rompadles, o afilliados e principalmente em
armar s reeleices. Com a mira nestas pitan-
cas uns azem se cscravos humilissimos do go-
verno, e outros, quando nao satisfeitos em suas
pretencocs tornao-se opposicionistas uriosos,
combaten) o Poder s tontas e s cegas ; o a-
cbamlo tudo sempre errado, nunca se dignao da
mostrar ao Governo qual o caminho que deve
seguir para acertar. E qual ser o remedio ao
eminente mal da bancarrota ? He de absoluta
necessidade, a meu ver, dar nova forma s nos-
sas misrrimas eleicoes. Talvez muito conviesse,
que estas recahissem sobre classes isto be; que
os Legistas escolhessem o seu Deputado Legista,
os Militares o seu os Padres o seu, os Agri-
cultores os Cominercianles os Artistas, 4c.
&c. Assim dar-se-hia verdadeira fieprescntac,ao
dos diversos interesses da sociedade.
Na falta desta medida bastara urna Lei, em
virtude da qual o Empregado Publico, que fosse
elleito Deputado tivesse a opio nunca po-
dendo accumular asduas funci.es e nenhum
Deputado podesse ser reeleilo. se nao depois de
passada urna legislatura pclo'menos, a fim de
que o alto cargo de legislador i.ao se tornasse u-
ina especulai o um officio, um modo de vi-
da. Assim parece-me, se cortara por innme-
ros escndalos, que tem partido do proprio seio
da Cmara quatriennal.
Alem disto muito conviria acabar com os ju-
rados fra das capitaes das Provincias e al-
guma cidade ou villa mais populosa do inte-
rior. Essa instituidlo ser muito boa em umpaiz
suOicienteinente Ilustrado,conde hnjaboa mo-
ra! : mas en tic uus es jurados tem sido gerl-
mente fallando os mais escandalosos protec-
tores dos crimes e de tal sorte que ja nin-
guem quer depOr a verdade como testemunlia
perante esaes tribunaes ; por que receia-seda
absolvico do malvado, e que este alardeando o
seu triumfo e mais ousado pela impunidade ,
uto vu inoi a viuu uu que tem naviuo iiihu-
mciaveis excmplos E se tal relaxacao se ha
observado no meio das nossas maiores cidades


,do litoral, onde existe sem duvda mais algu-
ina illustraco o que ser por essas brenhas ,
onde so se laz o que querem certos poderosos ,
e valen toes?
A respeito da Imprensa he minha humilde
pinio que nenhum estorvo se Ihe ponha.
Escreva cada um o que Ihe parecer ; e quanto
nosabrurdos deste precioso direito bastar,
que toda a responsabilidade recaia somonte so-
bre os Editores que deven ser homens chaos ,
,< abonados. Esta medida paro e-mo mais a-
-certada e proveitosa do que a censura pre-
via. Com esta providencia quer me parecer ,
que sessario esses eseriptos incendiarios essas
torpezas da vida privada que to vergonhosa ,
e desgraciadamente enchovalho os nossos pre-
1os. Tamben quizera ver reformada essa ba-
rafunda a que se deo o nome pomposo do
Guarda Nacional so para macaquearmos a Fran-
ca &c. Do modo porque as cousas esto o
<]ue he um Guarda se nao um escravo do sen
commandantc? Yol temos s antigs Milicias ,
que ero incomparavelmente meihores e ver-
dadciras guardas cvicas : e caso se faco mister
algumas modificacoes, sejo ellas leitas por ho-
mens entendidos na materia, e no por Pa-
dres ou Bachareis.
Entendem alguns que seria conveniente
cncurtar as atribuicoes das AssmblasProvin-
ciaes : mas com o devido respeito eu pens o
contrario. Nao he possivel que no Brasil a
acco do Governo Supremo se faca sentir to
prompta, e eflicazmente como nos Estados da
Europa onde a populacho he compacta e as
communicaces mui lacis e frequentes : por
isso he minha humilde opinie, que fura das
atribuicoes, e pontosessenciaes unidade e
integridade do Imperio tudo mais devera licor
a cargo dessas Assemblas. O Acto Addicional
deo a estas urna atribuicao que quanto a
mim devra s pertencer Assembla Geral ;
e vem a ser o imporlantissimo objectoda ins-
trucgo publica na qual requer-se sem duvi-
da uniformidade de systema : c como se con-
seguir isto dcixando que cada Assembla
Provincial legisle a este respeito como bem
!he parecer ? Por outra parte a interpretaco
do mesmo Acto Addicional declarou-nos que
nao pertencia a estas Assemblas urna attribui-
c8o que a mu ver fora mui conveniente ,
que Ihe pertencesse, quero di/er ; a polica da
provincia. Esta sin tendo tudo de local pa-
rece, que devra correr por conta das ditas As-
semblas. He minha humilde opinio G-
iro sim que do conformdade com o referi-
do Acto Addicional se criem quanto antes os
Senados Provnciaes, compostos do homens de
certa ordem que gozen de corta independen-
cia a fim de obstar aos desvarios por que
ventura possao apparecer as mesmas Assem-
blas.
Tacs sao em geral os meus f reos pensamen-
tos relativamente aos negocios polticos do Bra-
sil. Vejo-o em grandes apuros: temo asss
pela sorte da patria ; e convencido profunda-
mente que s a Monarquia qual deve ser,
nos pode salvar do ahysmo a cujas bordas nos
pozero as theorias democrticas, quizera, que
se desse ao Throno a maior preponderancia em
a nossa organisaco poltica. Desanove annos
de dolorosas experiencias parecem-me suficien-
tes para descnganar-nos de que com estas ins-
tituicoes taes e quaes existen nao he possivel
obstar ao horrivel desmoronamento do nosso
edificio social. Talvez que a curte'a do meu
entondimento me nao deixo ter vistas mais ex
tensas : pode ser que eu esteja em erro com-
pleto. Neste caso estimarei muilo que os
grandes talentos me Iluminen descuidando
a minha falta de percepeo em obsequio mi-
nha boa f e puras intences.
COMMERCiO.
Alfandcga.
Rendimento do da 6........... 8:986S972
De$carrego hoje 8.
Polaca (Harfarinha de trigo.
Brigue Cecily diflerentes gneros.
Barca Globe fazendas, cravo, canella c
cha.
1 barril servea 18 barricas o 25 embrulhos
ferragons 25 taxas de ferro 65 quintosle
2i libras dito em chapa 1 fardo fazendas do
laa 1 lata queijos 1 barril Iingoas 1 dito
manteiga 5 caixas selins ; a Goo. Kenworthy
&C.
2i barricas vidros 10 fardos fazenda d'al-
godo 3 caixas ditas de la 75 gigos e 3
barricas louca 1 caixa amostras ; a James
Crabtree & C.
23 fardos e 10 caixas fazendas de algodo ;
a Deane Youlo & G.
1 caixa fazendas de linho 31 fardos dita-
de algodo 2 caixas ditas de seda ; a Rus-,
sell Mellors & C.
1 caixa ropa ; a G. T. Sonw.
3 rodas de ferro para machinismo ; a Fox
Stodar.
1 caixa fazenda de algodo ; a Rozas &
Braga.
7 caixas ditas de ditas; A Latham & Hib-
bert.
77 ditas ditas dito; a M. Calmont&C.
2 caixas ditas dito ; a B. Lasserre e &. G.
8 barris Oleo ; a Saisset & G.
3 caixas, 2 barricas e 1 embrulo ferragens ,
6 embrulhos asso, 11 caixas linhas 2 far-
dos e 2 caixas fazendas de linho 44 fardos e
10 caixas ditas de algodo 1 caixa ditas de
la 100 barris manteiga ; a Ordem.
lio vi ni en lo do Porto.
Navios entrados no'da 6.
Rio de Janeiro e portos do norte ; 8 dias ,
vapor nacional Imperador, commandantc
Jos Maria Falco equipagem 30. Pas-
sageiros, Dr. Manoel Vieira Tosta com 2 es-
cravos ; Dr. Manoel Maria do Amaral com 1
escravo; Antonio Francisco Braga, bra/ilei-
ros ; Angelo Francisco Carneiro, portuguez
e 1 escravo; Joseph Maya inglez; Dr. Bar-
tholomeo Jos Bahia com 3 escravos, brazi-
leiro.
Maranho ; ludias, brigue escuna braziloiro
Laura de 167 toneladas, capito Luii Fer-
reira da Silva Santos, equipagem 5 car-
ga gneros do paiz.
Observando.
Entrou da Parahiba com 3 dias do viagem, o
hiate sem bandoira Pureza de Maria
mestre Jos Maria,
Ditos no dia 7.
Philadelphia ; 40 dias, barca americana Glo-
be de 260 toneladas capito Nicholas Es-
ling equipagem 13 carga farinha de tri-
go e mais gneros: a L. G. Ferreira &
Gompanhia.
Marseilles; 46 dias, barca sueca lsM de
331 toneladas capito N. Crombolm, equi-
pagem 13 carga vinho, e farinha de trigo :
aN. O. Bieber&G.
Ileclaracoes
Pela sub-delegatura de polica da freguo-
zia de Santo Antonio so faz publico, que na
noite de 5 do corrente foi aprehend lo pela pa-
trulha do districto das Cinco Pontas um cavallo
comcangalha ;quem sejulgai com direito a ello
compareca para Ihe ser entregue. Sub-delegatu-
ra de polica da freguezia de Santo Antonio 7
de julho de 1843.
Avisos diversos.
IMPORTACA.
Cicely brigue inglez vindo de Liverpool,
entrado no \t. p. mez consignado a Jones Pa-
tn & G. manifestou o seguinte :
30 tonelladas de carvo do pedra 100 bar-
ricas com sorreja 21 fardos c 42 caixas fa/.en -
das de linho, 6 fardos ditas de la 18 caixas
e 8 fardos dita de algodo, 1 fardo dita de seda;
aos consignatarios.
12 embrulhos com livros; a serrara in-
gleza.
1500 caixas com sabio 30 caixas e 28 far-
dos fa/-nilns .lo algodo 12 caixas e 11 Cur-
dos ditas de linho 6 fardse i caixa ditas de
laa 1 caixa sedas; a Johnston Pater & G,
No dia 17 do corrente corre
impreter'ivelmeure a Lotera de S.
Pedro M-irtyr de Olind<.
-O abaixo assgnado faz saber ao publico ,
que se retira desta provincia para o Rio de Ja-
neiro. Antonio Joaquim Gaspar.
A abaixo assignada annuncia a quem con-
vier que ella traz duas questoes com o pro-
pietario actual do engenho Pintos, acerca dos
limites do mesmo engenho.com os da serrara e
tapera da propredade da annrunciante a qual
em urna das questoes ja obteve sentenca a fa-
vor. E para que algucm para o futuro nao se
chame a ignorancia faz o prezenle annuncio a
7 de Julho de 184-3. Rita de Cassia Pessoa
de Mello.
Os Srs. Raimundo Jos de Magalhes ,
e Jos Joaquim Alves Reina, au?ento o Sr.
Jos Antonio Lima ; queiro mandar buscar
urna carta vinda do Maranho no brigue escu -
na Laura, na ra da Cadeia nova n. 19.
Um rapaz braziloiro que tem cinco pre-
paratorios e que ja ensinou se propoc a en-
sinarasprimeiras lettrascom toda perfeico; os
pas de familias, que do seu prestimo se quizo-
rom utilizar, dirijo-se a ra de S. Rita n.5<)
Precisa-se ailugar urna casa terrea ou um
sobradinho de um andar para pouca familia ,
auc nao exceda de dez mil reis mensaes, sendo
o bairro de S. Antonio : annuncie por esta
folba.
O ARTILHEIKO N. 60.
^aiho hoje luz o vendo-so no lugar do
costume. Contem o seuinte :
O Artilheiro seus concidados.
Vista d'olhos sobre as opposices do Per-
nambuco.
O Trombeta do Diario-novo.
Garta do Gareca.
Viola de Lereno.
Urna pessoa que tem de sahr para a
Provincia da Parahiba nestes das oflerece-
se para cobrar dividas tanto na capital da Pro-
vincia como as Villas pertencentes a mesma,
a pessoa que quizar dirija -se ao sobrado de 2
andares defronte do Galebouce velho ; no mes-
mo vonde-se um violo para senhora, com boas
vozes.
=Joaquim Jos Barboza Jnior retira-se
para oGear levando em sua companhia un
escravo por nome Joo e urna escrava que
comprou a Sr. Francisca Xavier da Gunha ,
por nome Luiza.
Jos Romo de Freitas mestre alfaiato .
faz sciente ao publico e a todos os seus freguo-
zes que mwhu a sua residencia para o pri-
meiro andar do sobrado da ra do Rozario, aon-
de mora o Sr. Seraflm Jos d'Oliveira e ahi
promete servir com perfeico e asseio a todas as
pessoas que sequizerem utilisardeseu pres-
timo.
O abaixo assignado muito saptis-
feto ficou em ver apromptido, com que 0 Sr.
fiscal do bairro do Reciremultou a casa n. 70 em
Fora de Portas, em virtudedo annuncio publi-
cado no Diario n. O ; poretn torna a lembrao
Sr. fiscal, que a mencionada casa est compre-
hendida na reincidencia da mesma postura pois
continua a ter os postigos virados para fora ,
com grande damno do publico. Um ofen-
dido.
Rafael Lucci, o sua filha Carmela Adelai-
de Lucci, deixando de trabalhar na Sociedade
PHILO-DRAMATICA, outr'ora Satalense, para
ir dar alguns beneficios no tbeatro publico, nao
se podem eximir do deverde dirigirem seus mais
cordiaes agradecimentos aoslllms. Srs. Director
e Socios da mencionada sociedade pela ma-
neira delicada com que sempre os tratro e
certificando-Ibes, que deixo de trabalhar na
sociedade smente por attenderom s suas con-
veniencias e interesses, assegurando-Ihe, que
sua gratido ser eterna o que quando a mes-
ma sociedade precisar de seu prestimo os a-
char sempre promptos como do seu deven
No beco do Abrcu junto ao largo doGor-
po Santo se encontrar no dia domingo pela
manha urna nova casa de pasto com almoco de
caf mo de vaca rim &c. com todo o
aceio possivel e precos razoaveis.
__C. Starr & C. engenheiros machinistas ,
e fundidores ; avso aos seus freguezes e ao
publico em geral que se acha o seu estabelcci-
mento da ra da Aurora bem sortido do mo-
endas de can na de todas qualidades; entre as
quaes ha tres ( todas difieren tes ) com melho-
ramentos de nova invencoque nodeixaro de
merecer alguma attcnco ; machinas de vapor
de todas as qualidades e tamanhos, uzadas no
paiz bocas de fornalha e crivos serras sorti-
das para serrara bombas arados safras ,
chaves de parafuzos e niveis de esprito Nesta
fabrica faz-se nao so estas obras como tamben
machinas de vapo; para barcas do toda fon a ,
caldeiras para ditas canos de ferro para en-
canamentos ou qualquer outro fim barcas ,
alvarengas e canoas tudo de ferro e qual-
quer outra obra em engenharia por grande que
seja. C. vtarr&C. com a experiencia e pra-
tica que tem tido ( em vinte c tantos annos e
este paiz nao tem por objecto aprezentar as
bras um exterior muito bornido que so serve)
para engaar os olhos principalmente em um
p iz onde o ferro perde o lustro com tanta ra-
ppez mais sim, produzir machinas desem
penadas em toda as partes de contacto e com-
binar as qualidades de sercm maneiras e fortes;
e nestes particulares mais importantes, nao fo-
gom le urna comparado com obras de qual-
quer outra fabrica. Este estabelecimento ofie-
rece grandes vantagens as pessoas que neces-
sito de obras desta natureza nao so pela faci-
lidade de as encommendar en propria pessoa e
sem tradoecio de termos tcebnicos nao feral-
mente entendidos como tamben pela garanta
natural que sempre tem todos que compro
directamente dos fabricantes pela faclidade do
recurso havendo defieto, e a promptido mes-
mo de algum concert que possa necesstarem
porestarem os moldes todos no paiz.
= Uotinua-se a tirar nassaportes para den-
tro do Imperio e despacho-su escravos tu-
po com brevidado ; trata-so no Atierro da Boa-
vista lojan. Vi, ou -8.
__ Quem annunciou querer comprar garra-
fasvazas; dnja-se a ra da Gruz n. 52, que
achara urna porco.
Manoel Jos Fernandas Barros, esenvo de
paz o do Sub-dologado do bairro do Recife ,
tem o seu cartorio na ra da Cadeia velhado
dito bairro, no sobrado n. 7
Os annuncios insertos nos Diarios n.*
H0 e 141, sobre retirar-so para fora da Pro-
vincia Victorino Jos Gorreia nao se enten-
dem con o abaixo assignado, o que faz sciento
para ronhecimento do publico. Victorino
Jos Correa de .
Ouem precizar do urna ama de leite a
qual lava, engomma solrivcl com bom leite ,
livre de mos costumes e achaques, com 11 das
de parida ; dirija-se a ra do Rozario da Boa-
vista n.33.
__ Prociza-s'3 de um caixeiro de 15 a 18 an-
nos que tenha alguma prati'.a de cobranca ;
na ra do Cabug loja de selciro de Antonio
Ferreira Braga.
Da-so 200,000 reis a premio sobre pe-
nhoros do ouro; na Boa-vista ra Velha n. 39.
A pessoa, que no dia 23 do passado per-
dou no convento de S. Antonio na festa do SS.
Coraco de Jezus um anel ; dirija-se a ra do
Mundo Novo n. 17 que dando ossignaes Ihe
ser entregue.
O Sr. Joaquim Jos dos Santos ; quei-
ra ir a ra do Queimado n. 32 receber urna
carta.
- Preciza-se de duas pessoas que saibo bo-
tar canoa para tirar ara diariamente ; qnem
estiver neslas circunstancias, dirija-se fra do
Portas no estaleiro de Thomaz Jos das Neves.
- Aluga-se urna canoa que pega 1300
tijollos de alvenaria ; por proco commodo, na
ra do (jueimado n. 57.
Preciza-se de urna pessoa capaz que se
queira encarregar de escripia e balco e um
amassador ; em lora de Portas na ra do Pilar
padaria n." 122.
Oflerccc-se para trabalhar pelo ofliciode
chapelleiro en alguma fabrica ou loja um ra-
paz braziloiro nao sendo official ainda promp-
to; quem do seu prestimo se quizer utilizar ,
annuncie.
- (,)uinta-lcira G do corrente desappareceo
um cao d"agua todo branco ecom alguns
signaos do rabugem no focinho ; quem o tiver
adiado querendo restituir leve-o a ra de
Hortas n. 130 que ser recompensado.
- O verdadeiro irmo imparcial autor do
annuncio inserto no Diario n.142, em lu-
gar de responder ao meo annuncio cxpixou-
se completamente. Diz que s nos oceupamos,
om fazer-mos annuncios contra nossa irmanda-
de ; si nos oceupamos em fuzermos annun-
cios contra nossa rmandade he porque os
empregadosd'ellado lugar aquo se falle e
nao he por zanguinhas como diz o verdadeiro
irmo imparcial : diz que o irmo a que cha-
marnos mezurio (e he como se deve chamar por-
quo inda nao houve meza que o demittisse),
queja se havia demittido do alto emprego que
oceupava por sua livre volitado e que se o Sr.
juiz nao reuni meza foi para nao haver po-
lmicas, e nem insultos, que em taes casos ap-
parecem, com efleilo que polmicas poderiao
apparecer n'csta occazio ? Pois o Sr. juiz re-
uniido me/a e to somonte participando, que
o dito irmo se havia demittido por sua livre
vontade ( o que havia dizer, que o demittia por
ser insubordinado e ter insultado o irmo se-
cretario dentro da mesma igreja ) pois por esta
causa havio polmicas? Ser este irmo um
dos maiores protectores da irmandade? parece-
me que nao ; pois o dever do juiz era logo no
dia immediato, ao insulto pralicado por este ir-
mo ao secretario reunir meza, e expulsal
o como insubordinado que nao sdeixavado
cumprir com os seos deveres como exempla-
va a todos os outros irmos : outro sim como
nao quer o verdadeiro irmo imparcial, queso
nao falle a respeito da nossa irmandade, se um,
fado a pouco praticado pelo Sr tbezoureiro ,
he digno de censura. Que direito tem o res-
pectivo tbezoureiro que mandando o actual
secretario buscar os livros pertencentes ao ar-
chivo da nossa irmandade recuzal-o entregar.
Por ventura estar o actual secretario fora do
seo direito? Qual a ra/o porque o Sr. thezou-
reiro nao Ihe entregou os livros ? J houve al-
guma meza, que o demittisse ou quizera o Sr.
tbezoureiro arbitrariamente demittil-o? A vista
do que tenho dito, como nao quer o verdadeiro
irmo imparcial, que se censure a este respei-
to. Voltarse for necessario UmirtnSo im-
parcial.
- Gomes & Carvalho fazem sciente qu
o Si. Jos Joaquim Ozorio deixou de ser seu
caixeiro desde o dia 3 do corrente, da loja da
esquina, que volta para a Gadeia.
Quem annunciou querer comprar garra-
las vasius, epMMMtr meia auuba ai iia ,
dirija-se as 5 pontas n. 45.
i
v


rr
- Maio se tem fallado do sistema Homeo-
palu'co do sistema de Broussais e do outros
mu i tos mil dilerentes ; pouco portan to se tem
dito do mais essencial, os evacumantes, que
ninguem pode negar serem nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a difficuldadede fazer observaraos ou do-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Homeopathica e pratica regular &c Somos
geralmento acostumados a comer muito mais
do que bo necessario para o uosso sustento; o
resultado he flatos, indigestes, e inflamar
cdes nos ligados, &c. Para remover impedi-
t'itL's incommodos, nuda be mais prompto, que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as diflerentes sec-
creodes.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu efleito ,
sem dores e incommodo algum nao ho ne-
essario dieta alguina e pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Curdozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva &('.*, e atterro da Boa-vista, na deSal-
Jes & Chaves.
Precisa-so do urna ama para reger a casa
erioula de 40 annos, o do bo.is costamos ;
quem estiver nestas circunstancias dirija-se
ao largo 10 Terco venda ns. le 7, das 6 as
9 da manhia o das 3 as 6 da 'arde ; na mes-
ma se vende urna negra de naci Angola boa
cozinheira e ptima engommadeira.
- Prensa-se de un rapab Portuguez ou
Brasileiro, de 14 annos para criado de um
homem solteiro ; na ra da Sen/ala velha, ar-
ma /em n. 106.
A pessoa que annunciou querer um
pequeo sobrado para pequea familia diri-
jase ao beco do Lobato sobrado n. 4.
Aluga-se uina casa terrea. concertada
ltimamente pintada e caiada com quintal
cacimba, na travessa do Marisco, oulr'ora
beco do Peixoto ; a tractar na loja da viuva de
Burgos.
= No sitio que fica por traz do finado
Monteiro alugad se duas canoas do conduzir
agoa q tomas alugar querendo se Ihe cede o
porto para vender a mesina ; e ta nbein se a!u-
gioduasde condu/ir lijlos, una carrega 2
inilheiros e a oulra de mil ambas de a I ve -
naria ; tracta-se no inesmo sitio.
A pessoa que pretendo fallar com P.
Izabel Theotonia de Miran la Varejao diri-
ja-se ao atterro dos A (Togados n. 8 i.
Maria Joaquina de S. Thorn proessora
publica substitua das cadeiras dcprimeiraslet-
trasdo meninas desta praca, ensina particular-
mente ler, escrever, contar, arithmetica, e di-
versas qualidadis de costuras, tambem recpbe
em sua casa algumas meninas, o meninos de
pessoas, que morao fora da cidade, ou que mo-
rando nella as que i rao confiar a sua educacio ;
quem pretender utilisar-so de seu prestmo ,
dirija-so a ra Direita n. 64 primeiro andar.
uem precisar de urna ama para todo o
servico de urna casa dirija se ao patio de 5.
Podro n. 3.
= A viuva Cunha Guimarios faz corto, que
assim como o Sr. Jos Joaquim de Frailas G^i-
maraes est su di .-entrnente authorisado para
deliberaremos negocios doses'abelecimentos de
fazendas na ra do Crespo ; da mesma forma o
Sr. Alanoel Lopes Machado o est plenamente,
para deliberar naquelles que Ihe sao privados.
=jMaya & Companhia convidad seus ere
ores a apresentarem suas coutas para serem
Compra-seumselim ent.meio uso; na
ra do Queimado cm casa de Novaos e Bastos.
Vendas
Vendem-se garrafas vasias e urna por-
(o de prata boa em obras antigs; cm Olinda
noVaradouro, vendada esquinan. 18.
=s Vendem-se ptimos charutos da Havana
chegados ltimamente e cerveja branca em
barris de 4 duzias ; na ra da Cruz n. 10.
= Vendem-se ptimos piannos ingle/es dos
melhoresaut.hores e de ptima construccio ,
por preco commodo ; na ra da Cruz n. 10.
Vende-se por preco commodo urna osera-
va de naci de 26 annos cozinha .sofnvel,
ongomma e lava; na ra de Aaoas verdes n. 66.
= Vende-so urna morada, de casa terrea em
chaos proprios nos Alogados ,.sjta,na ra do
S. Miguel n. 32 : na ra de S Rita n. 67.
as. No deposito de assucar refinado esta-
blecido junto ao arco de S, Antonio, em fren-
te do caes do Coliegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
co pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-so-p no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pies
100 rs. e o de segunda e tercoira em p ,
a 120, e80rs.
= Ladeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacio com-
modasdoangico, ditas de amarello marque-
sas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinbo a 3500
assim como-outros muitos trastes ; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com diflerentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
aos centos e pelo miudo por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parte; tam-
bem se alugio, o applicacao-se a quem precisar,
o igualmente se vende urna batanea pequea
com correntos de lati e oito libras do pesos
de brome : na ra do Encantamento n 6.
Vendem-se urna negra crioula de 18 an-
nos engomma cose, cozinha, e lava ; duas
ditas de Angola, do 24 annos, engommao co-
zinhad e lavad : na ra das Cruzes n. 41 se-,
gundo andar. k'
= Vendem-se as fazendas e armacio da lo-
ja da ra do Queimado n. 33, com todas as van-
tangens para o comprador porque as fazen-
mazCampell; Amor o a melancola ; a formo-
za Donzela; Julia e Laura ; Formidoro e
Zelnda ; o sitio da Rochella; Enguerrand de
Coucy Mr. Bolle ; Tables de Logarilhmes;
e urna flauta usada ; no atterro da Boa-vista ,
loja n. 48.
Vende-se um negro crioulo de 24 an-
nos trabalba do .pedreiro ; na ra Direita %
padaria n. 22.
Yemlem-se bicos largos e estreitos, sa-
patos de meninos a'320 o par, candeiros de
lati a 3600 castceos de casqunha a 1000
rs. o par, pentes de tartaruga a 1300, tinta en-
carnada azul e verde botes de seda pro-
pagas.
= Pedro
Por-
Pereira de Brito subdito
tugue/., retira-se para lora da provincia.
= Precisa-so alugar um primeiro, ou segun-
- do andar, em qualquer das seguintes ras;
Nova Coliegio, e Crespo ; quem ti ver an-
nuncie.
= Compra-se a Senhora D. Maria Louren-
ca da Conoeicao o sobrado de um andar n. 7
da ra do Fagundes no bairro de S. Antonio;
quem tiver direito sobre ella queira annunciar
por esta folha
Compras.
rotes com diflerentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa de J Beranger n. 14
= Veitch, Bravo & C. tem a honra de par-
ticipar ao rospeitavel publico, que na sua botica
e armazem de drogas n. 1, vendo-se o seguinte:
extracto fluido contratado de salsa parrilha da
jamaica C. H Bulter & C. a mais enrgica o
efficaz preparacio desta raz que at hoje se
tem descoberto o que prova o grande aproen
e repelidas indicacoes que della fazem as
pharmacopeias de Londres. Dubjn Edimburgh
&c. ; o celebre Colirio anti-ophthalmico, cujo
medicamento he bem conhecido por seus bons o
salutan-s effeitos para distruir nevoas, beli-
das inflamardes e outrasdoeneas d'olhos em
que nio he preciso para o seu curativo radical,
recorrer aos meios preparatorios, agpa de
Seidlitz o 'oltz, Soda-Water, limonada ga-
zoza verdadeiro e finissitno Arrow-Root .(lo
Bormuda Magnesia-Calcinada ptima sag,
escovas epos mui fino_? para dentes mostar-
da ptima para mesa pos de Seidlitz e de So-
da e um grande numero de praparaedes de
diflerentes objectos que so encontrad a venda
as principaes bot;cas da Europa na mesma
casa se vendem as vordadeiras pilulas Vogetaes
universaes do Dr. Brandret, vindas directa-
mente de seu author e compositor nos Esta-
dos-Unidos ; assim como urna porcio de salsa
parrilha nova recentemente chegada. Parti-
cipio a todas as pessoas zelozas de sua escriptu-
racao ( como principal e nica garanta da
nossa honra e probidade ) que sao agentes da
ptima tinta de escrevor do seu amigo Doutor
Thompson cuja preparacio novaraentc des-
coberta se torna digna dos maores elogios por
tora particularidade de se tornar tanto mais
prela quanto maior he o espato depois de Ihe
termos confiado nossos negocios e cuidados.
Continua-se a vender bons pies do cen-
tcio a 100 rs. a libra com umita limpeza e
perfeicio sendo todos os sabbados; no Reci-
fe ra do Burgos padaria de Carlos Detrs.
Vende-se carne do sertio edita salga-
da em barris por preco commodo : na ra do
Vigario arma/em n. 18.
| V= Vendem-se principios de Direito polti-
co aplicados a Constituicio poltica da Mo-
narcha Portugueza de 1838, ou a Tbeoria
moderada dos governos Monarcbicos constitu-
cionaes representativos, em bruebura : na ra
do Vigario n. 23 primeiro anrfar.
Vende-se urna casa terrea sita na ra do
Aljuheda Cidade de Olinda por preco com-
modo ; a tractar na ra do Vigario, armazem
n. 18 ou na mesma Cidade nos 4 cantos no
segundo andar que faz esquina para a ladei-
das sio poucas, em muito bom estado, e sem prios para enfites de testidos de senhora pa-
pel i lmaco a 2800 a resma e de peso a 3000,
tbesoyras para u nhas e costura a 480 lu vas de
seda a 400 rs. linba de carretel a 360 a du/ia,
botdes prtos e amarellos para casaca papel
pintado proprio para encadernacio sabonetes
para barba a 40 rs. e outros muitos objectos
baratos : na ra do Cabug-i n. 3.
V Vendem-se colares ougargantilhasde fila-
grana mantinha ditas de dita com brilhante ,
pares de brincos modernos aderecos de fila-
grana crranles grilhcs os mais modernos,
cordio grosso com \\ oitavas um botio de
brilbante, alfinetcscom diamantes, pares de
casticaes modernos do melhor goslo possivel, e
pratos com tbosouras do mesmo ; assim como
roga-se as pessoas, que tem penhores vencidos
ltimamente os vio tirar ou reformar confor-
me o tracto; na ra dasTrincheras n. 18.
Vende-se urna linda moleea de paci,
de 14 annos propria para todo o servico ; no
pateo de S. Pedro n. 3.
= Vende-se a venda da ra larga do Bozario
n. 38 com poucos fundos; na mesma ra
n. 50.
no
= Comprio-se frascos vasios de agoa de co- ra de S. Pedro,
lonia de todas as qualidades: na ra do Quei-I Vende-se um molequc de naci,
mado loja do calcado n. 22.
Compra5-sc escravos mocos de ambos os
sexos, e um mulatinho de 10 a 14 annos,
anda sendo vicioso
n. 6, terceiro andar.
retalhos o arrendamento he seguro e o alu-
guel muito mdico a a loja o florece com mo-
dos ato para se morar tendo o estaheleciraenjto ,
e faz-se o negocio tambem a praso ; a tractar
na mesma ra sobrado n. 37.
Vende-se urna carleira de amarello de
urna face, com o sea mocho em meio uso,
por proco commodo ; o urna egoa um pouco
descarnada por 108000 rs. : no atterro da
Boa-vista loja de Salles & Chaves n. 20.
Vende-se urna moia-agoa que est scr-
vindo docoxoira no beco do Quiabo ou alu-
ga-se ou troca-se por escravos ; a tractar no
mesmo beco com a.viuva do Zacaras, defrou-
te da mesma coxcira.
Vende-se um escravo do meia dado,
bom cozinbeiro tanto em trra com no mar ,
por ja ler andado embarcado : na praca da In-
dependencia n. 39.
Vendo-seno Domingo carne de porcoa
120, edecarneiroa 120, 160e200rs. isto
conforme a qualidade; no assougue defronte
da cadeia.
= Vende-se um palanquim de caixa pinta-
da a pouco ; na ra do Crespo loja de fazen-
das n. 4.
= Vendem-so tres partes de urna casa de 2
andares, com grande armazem para qualquer
estabelecimento qualquer dos andaras oceupa
grande familia em chios proprios, e renue
toda casa perto de 600,000 : na ra do Quei-
mado n. 23.
Vende-se urna canoa cheia'de carvilo de
secupira dealemio por preco commodo ;
porto do Coliegio achara com quem tractar.
Vende-se, ou aluga-sc a padaria n. 154
as 5 ponas com todos os seus pertences ,
como tamfem urna porcio de caixas vasias do
Porto e barricas vasias de f.trinba de trigo ,
duas canoas fechadas com mais de 60 palmos
de coinprido ; e um escravo do nacao, que es-
t preso na cadeia do Recife; fallar com Joio
Lopes da Lima na mesma padaria.
Vendem-se bezerros de lustro para calca-
do em duzias e a retalho, por prego commo-
do : na praca da Independencia loja n. 23 de
Antonio Felippe da Silva.
Vende-se urna venda na ra Direita ,
com muita freguesia tanto do mallo como da
praca, com poucos fundos, e o aluguel be
muito barato vendo-se por o dono rotirar-se
Najoja da viuva de Burgos, vendom-se
um rede do palha tecida muito linda esco-
vas para cavallosa 4000 a duzia e a 360 ca-
da urna linhas de cores a 900 a libra e 210 a
quarta linba de carretel embruthado cm pa-
pel encarnado a 400 rs. a duzia e em porcio
a 380 duzias de tintas Gnas para escripia a
900 e 960 serrotes sortidos a 8 e 8500 mi-
Ibeirosdepennasa 3200 e 3520, estojos de
navalhasa 1600 e todos a 900, caivetes a
2000 e 2320 a duzia creSes a 1000 e 1200 o
milOeiro pedrs de amolar caivetes a 120 e
140 pos para lazer tinta de escrever a 500 a
duzia botes de duraque a 160 a duzia, com-
passos de lati a 2000 e 2320 a duzia, sabone-
tes a 380 e 400 a duzia, transclim de bor-
radla do que se usa a 320 dito dourado a 100
rs. argolas douradas a 80 rs. o par, almofa-
casa80rs. fitas de seda, dobradicasdireitas,
sapatos para meninos, homem e senhora ,
e outras muitas miudeas baratas.
N \ende-seum Diccionario de Fonceca ;
na ra do Livramento vende n. 3.
Vende-se a praso urna venda com poucos
fundos; na ra da Cadeia loja contigua ao
armazem do >r. Braguez.
= Vende-se urna porcio de tenas no at-
terro dos A ffogados boje ra Imperial, ton-
que ser recompensado.
= No dia 2 do crrante fugio a escrava An-
do parte ja aforado com os lundos para a liba Ill,ma Benedicta crioula, estatura regula, bem
do Nogueira tem de fundo para mais de dous Prvta muito ladina e regrista pomas zam-
Escravos fgidos.
Desappareceo na manbaa do dia 29 do
p. p. a negrinha Domingas de naci de 12
annos; cor preta sem pcitos, vistosa pos
(batos, maos pequeas, barriguda, falla pou-
co mas entende bem o que se Ihe diz ; levou
vestido do algodiozinho trancado azul ; quem
a pegar leve a ra Direita padaria n. 24 que
ser recompensado.
No dia 4 do crrante fugio o escravo Bal-
thazar crioulo, de 45 a 50 annos, alto,
secco do corpo com urna grande chaga na ca-
nda esquerda a ponto de quando anda puchar
pelo quarto o p direito falta-lhe o dedo m-
nimo foi escravo de Lourenco Rodrigues Li-
ma por alcunba ('.alomo foi lavrador do>
engenho S. Cosme da Var'.ea e o depois mu-
dou-se para o engenho Poeta boje ja falleci-
do, e seus herdeiros morad no engenho de Po-
na cm \ Antio ; quon o pegar leve no arma-
zem da ra Nova n 67, que ser recompensa-
do do seu trabalbo.
No dia 3 de Junho p. p. fugio o prelo
Zacaras, caiador muito amigo de fallar,
quando anda manqueija de naci Quicam ;
quem o pegar leve a ra Direita n. 36, terceiro
andar quesera recompensado.
Fugio a escrava Joanna de naci An-
gola cor fula, que foi do Captio Nicolao
Tolentino de Vasconcellos, da Parahiha do
Norte a qual o maior signal que tem be ler o
dedo de um p alejado ; quem a pegar leve ao
patio do Terco n. 141 que ser gratificado.
No dia 5 do corrente fugio o preto Jos ,
de naci Cabinda de 40 annos bem Indino,
por ter vindo pequeo levou vestido camisa do
madapolio fino calcas de brim e chapeo de pa-
lha ; quem o pegar leve a ra Velba na Boa-
vista .obrado n. 63 ao Tenente Coronel Jos
da Cunha (Vloreira AI ves.
No dia 6 do corrente fugio o moleque
Pascoal crioulo de 18 annos, alto secco
do corpo, levou vestido ca'cas de brim branco,
com outra dealgodio a/ul quedo longe pa-
rece ganga camisa de brim com colarinho de
marinheiro de navio de Guerra e por cima
desta, camisa do baeta azul frrete puchando
para preta quando falla apressado gagueija
pouco com um dente furado na frente; quem
o pegar leve a ra de Apollo n. 19 no tercei-
ro andar
do balanca com
pesos, proprio
annos: as 5 pontas n. 71.
Vende-se um braco
conchas braco de ferro e
no atterro da Boa-vista .para arma/em de assucar ou outro qualquer
'estabelecimento, e 150 barricas proprias para
~ Compra-se urna tipnia ainda que soja \ assucar por preco commodo ; assim como
ou troca-se por urna boa cadeirinha de preoisa-se de um menino para caixeiro de 13
usada
Cruz.
Inia Ho funileiro do palio da Snl >

.lo n r
1.' apfJCS
= Ycndem-se bichas de superior qualidade,
mil palmos; na ra Nova armazem de tras
tes n. 67.
Vende-se urna venda na praca da Boa-
de 18 vista n. 11, com os fundos que convier ao com
prador ; na ra da calcada n. 12.
Vende-se urna venda na ra do Fogo ,
com os fundos que convier ao comprador ; na
ra da calcada n. 12.
"*~= Vendem-se os livros seguintes; Manual
de Pbisica, e de Chimica ; Algebra de Be/.out;
Saluslio em latim, e portuguez; Cobbet, maitre
u'iiiigais ; a Vision de Dou Hodrigue por
Sir Walter Scoot; Pleasures o hope, por Tho-
bas para fora em urna dolas tem urna cica-
triz de urna ferida tem falta de denles a dian-
te levou vestido de riscado de <:hila miudinha,
saia de lila preta ja usada, e panno da costa a
ferro no pescoco : quem a pegar leve a ra lar-
ga do Rozario a seu Sr. Joao Manoel Rodrigues
Vallenca que gratificar generosa mente e
declara desde ia que proceder contra quem a
tiver oceulta e adesencaminhou como tem
acontecido por trez vezes dentro cm um mez,
com todo o rigor da lei.
Recife: naTyp. de M. F. de Fama.=1843


Full Text
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