Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04997


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Full Text
Anuo de 1843.
Sexta Feira 7
Tildo agora depende de nos mesmoa; da nossi prudencia, moderago, e anenria- con-
tinuemoi como principiamos-, e .seremos apuntados com tdmiraco entre as NagOea maij
ultaa. ( f'roclamaqo da Assemblcia Geral do Ibasi
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES
oianna, e Parahjba, segundas e aexlas fciras. Uto Grande do N Tte, {UBIU fciras.
Honito e Garanhuns, a i e 24.
Cabo, Serinhaera. Rio Formoao, Porto Calvo, Macei, e Alaoa* no i H e j
Jjoa-rifiae Florea l3e 2.1. Santo Ant.io quintas (siria Olinda todos os dina
IAS DA SEMANA.
3 Seg. s. Jacinlho M. Mm. Aud do J de D. da 2. t.
4 Terg. a, Iiabel rinha. M. Aud do J de I). da 3 t.
5 Qaa'rt. a. Atlianasio M Aud do J. de D. da i t.
f Quii, a Domingas \\ M. Aud. do J. de D. da c. w.
7 Sex. s. Pulquera V. Aud. do J. de D. da 2. t.
fi Sab. s. Procopio M. Re. Aud do J. de D. da 4 T.
Do, l. Cyr.llo B. M.
de Julho
CAMBIO
Omino obra Londres 2a .
n Paria 3>(i /ris por franco.
a Liaba UU pordUdeprrmio.
PASTE OFFICIAL.
Anno XX. N. 144.
O Dftr.io poblioa-M tnd
da Ire mil rea por qnarlr
palia oa doa qoe nio torna :, raa.ro de ^'reiafrlinka. As reolamaofle dora ser diri-
gidas a aatt iip ra ais Cruiei \. I4, ou apraca da I ndeoendencia laja de livros N. eS.
diaa que n.io forem S ntificados: o preon da asignatura li
< adianladoi 0< annuneioi doa aaarnaatai ao inseridoa
toenu
luja
No da 6 de Jullio.
Ouau-Moadada 6,400 V.
N.
* de 4,000
, FiATi-Paucdaa
-ilieja ce cobe 2 por cenio 11. 1
....,'. I icio I..e deletra, da boa, 6r... \ |. doaMerioaaoi
PHASES DA LA !\ MEZ DE JUl H.
yuan.m.ng.lU,.-,, ilC,...22a, ... | *,,. ...'4, 4 hora, c 43 da tarde,
compra venda.
lrf.aO ic.fioo
M>, lio >t> 4U0
.UI y 20,
i,9oa 1,5*20
i.flJ ,!'O
1,9j i,a2o
Preaiuar de huje.
a 0 horas 1 4m da tarda.
Com mando das Armas.
EXPEDIENTE DE 28 DO PASSAUO.
.-- ..._..... ,iiu u.t|icuii o necessaria
OlcioAo Exm. Presidente, acerca das dis- or(,e,n'a fim de 'rom reoolhidosaosrespectivos
posicoos ltimamente tomadas, para o torne- '
cimento d'agoa e luzes aos corpos, guardas,
forlalcsas etc.
DitoAo mes 111 o Exm. Sr., ponderando-lhe
a necessidade de seren removidos com a possi-
vel brevidade, da forte lesa do Brum, os presos
de justica que ali forao recolludos por insuf-
iciencia da cadeia.
Dito Ao dirci-tordo arsenal do guerra, en-
viando-Pie a nova tabella das luzes. e d'agoa ,
que de01a em diante se deviao forneceras guar-
das da nuamicao, epor copia o artigo da or-
dem do dia de boje, que alterou a maneira.por
que devia ser feitos os pedidos destes dous ge.
eros
Dilo Ao commandante interino da fortale-
sa do Brum disendo-lheem resposta aos seus
Odelos do 27 o 28 do corrente junbo que o
desembargaaorchefe de pllela obrara em re-
gla quando Iho devolver os cinco presos de
justica, que Ihe remeeo por terem projectado
um arrombamento; nao s porque a cadeia nao
tinha a necessaria soguranca para os conter ;
mas ainda porque a presumpcao de quererem
praticar um arrombamento, nao eia motivo
bastante para seren tirados da prisao, cabendo-
Jhe por este fado redobrar de vigilancia o ein-
pregar os meios a seu alcanse pa a evitar que o
arrombamento se realisasse e finalmente quo
ilzesse remoller ao commandante do batalhao de
artilhaiia o oldado.qe fra pieso por conni-
vencia com os cinco presos ali 111 de ser casti-
gado, e competentemente substituido.
Dito Ao commandante do batalhao de ar-
tilnaria a p6 mandando, em cumprimento do
aviso da reparticao da guerra de 3 do corrente,
excluir do mesmocom passagem para o primei-
ro batalhao da niesnia a.ma os soldados An-
tonio Joao de Sant'Anna e Francisco Sales ,
enviando suas guias a secretaria militar para
serem transmittidas a corte.
Dito Au mesmo mandando por em liberda-
do o furriel Glaudino Jos de Mello por ter
concluido a sua senlenca.
Dito Aojuiz municipal da primeira vara,
comrnunicando-llio em resposta ao seu ollicio
(iesta data que mandara soltar o furriel Clau-
dinoJos de Mello.
Portara Ao commandante do segundo ba-
talhao de artilharia a p, mandando, em cum-
primento do aviso da reparticao da guerra de
8 deste mez (Junbo), e ollicio da Presidencia de
27 do mesmo, dar baixa ao soldado Manoel
Francisco de Azevedo por ter finalisado o seu
engajamento.
dem do da 30.
Oflkio Ao Exm. Presidente, inormondo o
requerimento do ex-soldado do extincto corpo
de artilharia desta provincia, que ao governo
imperial supplicava a sua reforma, em atten-
cao a sua idade e moles1 ias.
DitoAo mesmo Exm. Sr., fasendo-lhe al-
gumas reflexoesacerca da quantia arbitrada pa-
ra guisamento das capellas das fortilieacoes ,
ifisuliicienteno caso de cntender-se que nella
lica incluida a cera precisa para as celebrares
das missas em todo o anno.
bien liaot em que pedirao serem relevados
da multa qne forao compellidos a pagar n'a-
quella mesa por os direitos de 2,000 meios de
sola.
dem do da 22.
DitoAo mesmo para expedir a necessaria
armazens duzentos quintaes e tal ver. maior
porefio le p o brasil que na forma do con-
tracto se oltrigou a entregar at o fim dejunho
pasado o cidadao Joao C'avalcanti do Albu-
querque.
DEM DO DIA 26.
Dito -Ao Exm. Presidente da Provincia ,
informando o requciimento de Joaquim Dias
Fernandos procurador de Joaquim Jos de
Moraes, em que podio o ordenado, que este tem
ve cido como carcereiro da cadeia da comar-
ca de N'a/.areth.
DitoAo mesmo Exm. Sr. idomde Manoel
Ciraco da Fonceca em que pedio o |ornal de
oO rs. do lempo, que traballiou de lanoeiro na
illia de Fernando de Noronha.
DitoAo mesmo Exm. Sr. idem do Jos
Correa da Silva Lobato em que pe lio a S. M.
o, rosse Servido mand r expedir-Ihe a sua
apposentadoria na forma da le do lugar de
oflicial confercnlo da porta da alfandega desta
provincia.
DitoAo mesmo Exm. Sr. idem de D.
Henriqueta Joatjuina da Costa em que pedio a
continuacao do pagamento da p-estaco (|ue
seu marido Ihe deixou nesta provincia.
IDEM DO da 27.
DiloAo mesmo Exm. Sr. enviando a ta-
bella, eita pela thesouraria das etapes for-
ragens e pao para a tropa de primeira liona no
semestre de julho a dezembro de 1813 a fim
de ter execucao no caso de merecer a sua ap-
provaco.
DitoAo mesmo Exm. Sr. sobre o aju-te
do contas para pagamento do farda ment que
se deve ao cadete Pedro do Assiz Campos Cos-
ca dos seus vencimenlos estavao comprehendi-
dos na ordem da Presidencia de G de Adril pr-
ximo p.
DitoAo mesmo Exm Sr. participando .
que com as ordens expedidas nesta dala a mesa
do consulado para inmediatamente serem des-
pedidos os oito guardas ltimamente no mead os,
a ter execucao tudo quaoto determinou o
imperial aviso de 8 de Junho passado ti-
nha dado cumprimento a ludo quanto se Iho
determinou por ofuYio da presidencia da dala
de liontem (27) quo acompanbou por copia o
citado aviso.
DitoAo administrador da mesa do consu
lado para despedir do snico os oito guardas .
que ltimamente forao nomoados; e redusir os
pontos do embarque, em cada um dos quaes
dovia permanecer um guarda do consulado
sendo no l.airro do Recife somonte os do lado
lo Mosqueiro a um s em Sanio Antonio c
outro na Boa-vista. como determinou o aviso
de que trata o precedente oflcio.
IDBM DO DIA 30.
Dito Ao Exm. Presidente da Provincia d-
endo sobre o officio que acompanhou do
director do arsenal d
'le guerra e em cumpri-
mento do despacho da presidencia nelle profe-
r do qoe aquello arsenal ja receheo toda a
consignacao do corrente anno linanceiro, e que
anda n3o se sabia oque o Governo Imperial
determinara para o seguin'e ; porem que sen-
do provavel que alguma importancia mareas-
so pareca que o mesmo arsenal podia conti-
nuar com os seus traoalhos logo que na-i po-
dissepara ellos se nao sommas moderadas e
a? quo fossem absolutamente indispensaveis para
o seu expediente diario.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o
equerimeoto do bacbard Manoel de Bollanda
Cavalcanti de Albuquerque juiz de direito do
civel da comarca do Pao do \llio sbreos
dous mezes de licenca com vencimento de or-
denado que Ihe foi concedido pela presiden-
cia por despacho do de Junho do anno pas-
bem suceder ; e a consequencia ser necessa-
riamente nao si ou repor as quantias reprova-
dascomocomprometter a nimba boma ; o t|uo
naosupponho ser das ntencSes do \. Exc o
I" Exm. Sr. ministro da guerra. Segundese
urna infenidade de despe/as miudas que da-
riainentosefazcm, como fretes, carretas, eou-
tras muitaseventuaes. e que sao feitas por bi-
Iheles, que leviqtpsomente o meu pjgue-se
sendo ao depois apresentados pelo Almoxarife ,
e relacionados em urna conta que por urna*
porl na se Ihe mamla abonar deve ser appre-
zentada ao commissurio fiscal por caa umdos
bilhotes, ou se a somma total constante da mes-
na rolacao. Terceiro se o correle nos referi-
dos documentos deve ser antes ou depois dos
despai bos dosta reparticSo ; porque a ser tfio
snmente, para que o commssario fiscal conheca
pela nature/.a da despe/.a, se ella he legal. |,as-
dem.
DitoAo mesmo Exm. Sr. relativo a quan- sado.
tia que pedio no officio que acompanhava, o' DitoAo administrador da recebedoria de
delegado da comarca do Brejo, das desposas que rondas geraes internas em resposta ao seu of-
ez om os recrutas enviados para esta capital. 6cio de28, deliberando que nao devendo os
DitoAo Commandante das Armas da Pro-'escravos ausentes edoservico das embarcaces
vincia dizendo que nesta data levara a presen- seren incluidos na matricula para o pagamento
ea do Exm. Presidente da Provincia a tabella !<* taxa de 1S rs.. como Ihe havia oommunicado
das clapos, l'orragens o pao regulada pelos' em ollicio de 12 de Junho passado poda
precos correles e provaveis para a tropa de nesta conformidade mandar por no respectivo
1.* liaba nos seis mezes de Julho a Dezembro 'anean ento as notas necessarias.
de 1843.
DitoAo inspector d'alfandega para infor-
mar com urgencia a fim de dar cumprimento
a ordem do tribunal do th'esouro publico nacio-
nal de 10 de Junho passado ^e algum neo-
ARSENAL DE GUERRA.
ta. que o seu corrente soja posto depois do des-
pacho, porem antes de verificarse o pagamen-
to; porque do contrario to ha-se mui tomo-
rozo o expediente desta repartirn Quarto fi-
nalmente se as requisit oes dos objectos quo
se fornecem pelo almoxarilado Aos. batalhoes,
fortalezas, eoutrasestaedes, tambein depen-
den! do mesmo correte; porque a serassim da
niesma maneira llavera demora na salisfa (.es requisices : quando eu entendo que o
corrento he Ido somente sobre os pagamentos
emmoeda; isto he tudo quanto diz respeito
a pagadura e nao ao almoxarilado. Outro
sim levo aoconbecimentode V. Exe., que aca-
bo de receber uns modelos de lolha de paga-
mentos ; ou mapas que me forao remedidos
pelo lllm. Sr. commandante das armas em offi-
cio de fi do corrente para que u/asse del les
quanto antes, e como me nao dices.se o fim, pa-
ra que qrao e nem a quem ellos devem ser ro-
mellidos .'Slogo que tenhao execucao eu o nao
posso fa/qr, som que ten ha ordem e os escla-
recimentos competentes; porque aescripturaeao,
quo a(|ui se faz nao he arbitralia e sim por
lei nao me sondo por sso permittido seguir
outra sem ser por ordem de \ Exc. ou de
coinbinacao com o inspector da tbe/.ouraria da
fazenda quem compete o exame da escrii)-
turacao desta repart' ao Dos guarde a V.
Exc. arsenal de guerra 12 desetembri. de 182.
lllm. Exc. Sr. Barao da Roa-vista Pre/i-
dente desta Provincia assignado Jos Mara
Idel/onro Jacume da Veiga l'asoa Major di-
rector.
Thesouraria da Fazenda.
KXPKDIKNTE DE 21 DO PASSADO.
OfficioAo Exm. Presidente da Provincia ,
informando sobre a duvida, posta pelo cominis-
sario fiscal do ministerio da guerra a compra
eita pelo arsenal de guerra do azeite do carra-
pato e de coco para as luzes dos quarteis cor-
pos de guardas e fortalezas.
DitoAo director do curso jurdico de Olin-
da rogandi-.desse o seu parecer a respeilo do re-
querimento do Sr. Francisco de Paula Baptista,
lente do dito curso em que pedio o pagamen-
to do seu ordenado do lempo, que deixou de
ll r oxercicio por causa de molestia.
DitoAo administrador da mesa do consula-
do, participando ter sido indelrido por a the-
souraria o requerimento de Bernardo Lasscrre
C. t coiisignalarios da barca Austraca 6r/or-
veniente se oflereci. em servir-se a inspeccao da iiim i."vn, cP n i ,
saude do escaler da alfandega par, proceder \ ,' "/^T ? dar MecaSo'
as visitas das embarcaces ; havendo a nrcTau- 2 ff ^. LXC- C'" ffl? ,d COrronto d"
- i '""" cao de nao subirem a bordo dolas os emprea- .,., l.,lll,Iili, u ""ulldtd-
dos da alfandega cm quanto os da saude nao ', f> *'**.* guerra ao
declararemlivr,^/pratica\letaeseml,aV^ ISCl dS a Vmn* e Ho
Portaria-Ao thesoureiro da S3Zn '^'T ."V"*0 "1"*aob-
em cumprimento da ordem do trZnTdo!ST^^SS^S^^ "^ mUT
thesouro publico nacional de 10 do Junho SrCT^^^T,,00f"
passado fazera subslituicio das notas de & rs. Z. ssari.M m Lb, Sn- *!*"
da segunda estampa eu, ruja classe apparece-. E 2 Vn^^T? Pag
... i .'i inenios ou lenas dest o arsenal, neo une u-\n
rao falsas, como se va da exposicao que a-1 .. ,],.;..,r (i(. t T* n?
companhava; o bem assim a activar a das del K^ os e elt' Bvcrno ped.r a \ .
5SO0O IOS00O o 20*000 rs. de primeira es- j "* ZZo"Z" T'"1* "L"rU
lampa, empregando nella as notas do novo ^ 1^" ^Z \VT ^ ^^
i r uiissaiio (umiei a lia i ature/a da desne/a e anr.
padrSo que para este hm vieran do dito tri-
bunal do thesouro; litando na intelligencia de
que nesta data se inandou convidar por annun-
cios pblicos nos peridicos, aos possuidores
das niesmas notas a troca-las na thesouraria ,
annunciando-lbes que brevemente se hade
marcar o praso.em que aevia terminar esta subs-
tituicao.
:'! DO DIA 28.
OfficioAo Exm. Sr. Presidente da Provin-
cia inlorm.mdo que alem da incompetencia
do recibo que se enconlrava nos prets do cla-
rim doesquadr&o de guardas nacionaesdn mn-
nicipio do Fo do Albo esta prava nem a ;
dem ou o motivo porque ella se fez ou se
he tainbem para conbecimento dosprecos dos
gneros, ainda os mais ordinarios, que .(. eos-
tumo a comprar para o supprimentodostraba
ic.nas porque, ser tambe,,, para | Sendo um dos objetos da requ.sicAo esclareX
lllm Exm. Sr. Em 9 do corrente recebi o
ollicio de V. Ex. do 3 pelo qual me transmit-
tio\. Ex. um do inspector da thesouraria da
fazenda a V. Ex. dirigido cobrindo outro do
,(ouimissario fiscal do ministerio da guerra diri-
gido ao mesmo inspector a quem por copia o
dito commssario appresentou a ordem do lllm.
eExm. Sr. ministro e secretario d'estado dos ne-
gocios da guerra, remetiendo-Iheoutra copia das
observacees instas pela contadoria gt-ral do mes-
mo ministerio por occa/.iao do exame sobre os
documentos das despezas militares desta provin-
cia nos mezes dojaneiro o fevereiro sendo al-
gumas das referidas observadles pertencentes as
despezas deste arsenal, e Iho determinando, que
lizesse cessar as irregularidades observadas; e
para sua fiel observancia reciamou o dito com-
mssario fiscal do inspector urgente providencia:
oque Uni deo lugar ao referido officio de V."
Ex. em que me determinou que avista dos
documentos houvesse eu de satisfazer quanto
requizitou o mesmo commssario, e com quan-
to tacs documentos eu nao recebesse, mas sim as
referidas copias de que fallo, satisfiz o^uo
me deierminou V. Ex. pela maneira seguinte.
conbecimento dos prevs (ios referidos gneros,
eu passo j i a determinar, que de boje em di
ante nenhuma compra se Cara, sem que o -
ro seja aprozentado ao commssario fiscal, afim
de que elle conhova de sua qualidade epor
ella possa saber avalal-os ; do contrario ou
ha de estar pelos procos, que declararen) os do-
nimpnlna <> ano '' <
,- > mu.i ii, i, ui iiiii.i j inriiiiiil ;
ou eotao la de reproval-o, o que pode muito
mcutos aos erros notados pela mesma contadoria
da guerra as contas do mesmo arsenal passei
cu a oxaii,,,,-ios a fim de dar os referidos es-
clarecmentos, os quaes sao documentos legaes,
de que tees erros nao existem sendo meros en-
gaos da mesma contadoria qual eu respon-
d artigo por artigo, desfazendo vista dos do-
cumentos ditos engao, com exceprao de dous.
que so verificarao, um por faltar no documental


re mo tt do mesma contador a, a declaradlo de
urna pequea quantidade de ferro na importan-
cia de 840 reis e outro por estar ein urna
somma a quantia de 638800 reis quando dc-
via estar a de 6S800 reis o que foi contra o
almoxarife i. Quanto porem veiha corren-
te do commissariu fiscal nao s cm todos os
documentos das despezas anda asmaismiu-
das, que no decurso do dia se fazein pelo almo-
xarifado do arsenal como tamhcm cm todas as
requisices dos gneros, ou objectos manufactu-
rados do (|ue precisao os corpos militares, for-
talezas e outras repartices, que po, despa
dios do V. Kx.com o mou -cumpra-se-sao for
Decidas, permita me V. Ex que eu de novo
suhmetta consideracao de V. Ex. os embara-
ces cm que a pratica desla medida vai por nao
so todo o expediente da escripturaeao e exe-
euces de ordens, como os mesmos trahalhos das
oflicinas rogando a V. Ex. queira tera lion
dade de levar aoconliecimento do Exm. Sr. mi
nistro da guerra a exposi'cao das rases, pelas
quaes a execuco da medida se torna mui diffi-
ultosa no arsenal, a ver se por roci de um
novo regulamento a facilita ; i qual todava li-
a em execucao da maneira, que vai fendo pos
*'vel como he de rneu dever. Rogo ainda a
V.. Ex. quoira por um pouco reflectir sobre a in-
lelligencia das instruccoes, pelas quaes ainda
entendo que as requisices dos gneros, ou
objectos manufacturados nao devern ser submet-
tidas ao -correte, nao s porque por nenhu-
ma das palavras do artigo segundo se pode assim
entender, como por exemplo pela mesma verba
corrente pela quantia de.. se v, que nao
io gneros ; como porque o fim da medida he
ao somonte sobre a d :speza em moda a qual
j se tem feito na compra dos mesmos gneros.
.Nao obstante tenho exigido por cada urna re-
qursicao, dousoriginaes despachados por V.
Ex ., a fim de que lem de urna -que fica em
p.)der do almoxarife pira a sua descarga seja re-
mettida outra ao commissario fiscal naconfor-
midade das ordens de V. Ex. reiteradas em seu
ultimo olficio datado de 16 do corrente. E sup-
pondo quoV. Ex., attendendo-mc, naodei-
xar de levar ao conhecimento do mesmo Exm.
Jr. ministro como peco as coosideracoes ,
que passo a lazer, principiarei corr ellas a dar a
razao de se nao ter desde o principio submetti-
do ao corrente.como agora, todos os docu-
mentos das despezas deste arsenal ; o que teve
lugar pelo que se segu.
Tendo-me sido remettidas por V. Ex. em of-
icio de 23 de Janeiro do corrente anno as sobre-
ditas instruccoes que marcao os deveres do
commissario fiscal, ordenou-me V. Ex. que
me houvesse de entender com o inspector da
thesouraria da fazend para que avista deltas
concordassemns oo modo de formular os docu-
meotos e escripturarao do arsenal a fim de
que fussem preenchidas as formalidades exigidas
as ditas instruccoes ; e tendo-se assim execu-
tado vimos nos, que, em quanto a escriptu-
raeao. sua mudanea nao era admissivel por ser
ella estabolecida em lei e que em quanto a
preencheiem-se as formalidades exigidas as
mesmas instruccoes o artigo segundo referin-
do-se nica e positivamente a thesouraria da fa-
/endd do maneira alguma podia entender se ap-
plicavel ao arsenal, at porque pelo methodo,
que se fazem suas despezas (com excepeo da-
dos ordenados los empregarfos ferias dos jor-
nalemos, e aprendi/.es menores) tornava-se mais
difficil sugeita-las ao -corrente- do commissario
fiscal pelas razos, em que agora entro. Estan-
do sempre o arsenal a fazer urna inenidade de
despezas miudas (muitas vezes no d. curso do
dia) cornocarretos para osquarteis, frotes para
as fortalezas, e expedicocs para o centro da pro -
vincia (ealgumas vezes repentinamente e em
lempo, em que niio existe o commissario fiscal
em sua reparticao junta a thesouraria da fazen-
da) como compras de materiaes pelo miudo .
de que uzao as oflicinas, por exemplo pos, tin-
ta, cera, carvao vegetal, e outras, de nue os
mestres repeotinamente fazem pedido-, ede que
pelo alruoxariado se fazca as compras por pe-
queos despachos meus em bilhete- que ao
depois sao subo ettidos ao mou exame para se-
rem relacionados em urna conta no fim de cada
mez, e por urna minha portara abonadas ao al-
moxarife, e em fim outras muitas pequeas des-
pezas eventuaes que com urna tal dependen-
cia alemd'augmentar muitoa escripturaeao ,
torna difficil a administracao do arsenal, e nao
pode, o director ser responsavel pela prompla
execucao das ordens e em algurruis occazies
pelos trabalhos das ofiicinas. Em quanto s com-
pran Jos genero'; orn grosso, he preciso altender
a maneira por que ellas se proceden!, o so fa/ o
processodos despachos at verificar-so o pasa-
mento, tendo attcnco a que elle nao principia
senao depois que o genero est recomido ao
competente armasen) com as formalidades da le,
pois que pelo bilhe'e lo g larda rubricado pelo
almoxarife lio quo o director ordena os despa-
chos oprimeiro dos quaes he a portara, de-
pois desta a conta feita o assignada pelo pro-
prio vendedor ; o segundo he o de carga ao al-
moxarife no livro de receita onde a compra fi-
ca lancada, e donde entSo se.extrahe o conhe-
cimento no qual tem diversos termos de decla-
rares da quantidade do genero, do preco ,
e da quantia total dos verbas do lancameoto ,
e pagamento, sondo oultmo o certificado do
escrivao no acto do recebmento em como o ven
dedor receheo do almoxarife a importancia; o
que muitissimas vezes s tem lugar quinze das,
um mcR, e mais, depois, conorme o tempo, em
que o vendedor procura, e o almoxarife tem
para pagar. Ora sendo o fim do corrente docom-
missario fiscal obstar a que se nao faca urna dcs-
peza fora da que est*> macada por lei (se nao he
tambem o dejulgar dos precos dos gneros;
porque ento nao pode deixar de intervii no
acto da compra; porque no caso contrario como
julgar do preco sem examinar a qualidadePEm
que tempo pois de todo este processosedevesub
metter o conhecimento ao corrente? Outras des-
pezas sao averbadas taes sao os frotes, paga-
mentos por feitios de gneros manufacturados
por encommendas fora do arsenal e outras
mais; e nestas segue-se um processo diverso ,
porem sempre com o certificado do escrivao no
acto do recebimento. Da mesma maneira por
tanto em que tempo deve sersubmettido este do-
cumento (que boje devern ser dous do mesmo
theor, um para descarga do almoxarife, e outro
para o commissario fiscal) ao-corrente-do mes-
mo fiscal. Logo depois da portara nao pode ser;
porque o commissar o pondo o seu corrente pela
quantia de.. .. a lanca logo e quer ficarcom
o documento que Ihe fica pertencendo d'esde
logo; mas se se nao tem ainda roalisado o pa-
gamento, do que Ihe serve sem o recibo? tomo
ja tem succedido ; epodendo tambem acontecer,
que se nao realiza em algumas das despezas ;
por exemplo frotes por condueces; o que pode
ter lugar por urna contra ordem, ou mesmo em
qualquer outro caso como ja tem apparecido?
Da mesma maneira nosconhecimentos nao pode
ter lugar o -corrente- seno em acto de quer r
o almoxarife pRgarjsem o qual nao deve fazer o
pagamento; porque fra deste tempo alem
de nao levar o certificado do escrivao e por
isto incompleto o documento succede que a
quantia fica lancada as contas do commissario
fiscal em um mez c emoutros a mesma quan-
tia com o documento as contas do Almoxari-
fe. Outra razao mais alm da, que fica cima
dita sobre o artigo segundo das instruccoes,
houve para que eu com o inspector entendesse-
tnos, que os documentos das despezas nao devino
ser submettidos ao corrente do commissario,
e vem a ser ; que o artigo 9. referindo-se po-
sitivamente ao ponto das o!>ras militares, e tan-
to que trata ros precos dos materiaes parece
nada ter com a oflicinas do arsenal. Pelo que
em ultimo resultado concordamos, que se re-
mettessem para a contadoria da llie/.ouraria da
fazenda e zas do mesmo arsenal afim de que no fim de
cada mez no acto das contas do almoxarife
msma contadoria e quando elle he desone-
rado das quantias recibidas da thezouraria a
mesma contadoria remettesse ao commissario
fiscal urna das duplcalas, as-quaes puzesse elle
o seu corrente ; o que fielmente se tem execu-
tado, pelo que toca a esta reparticao. Porm
agora segundo a nova ordem do mesmo Exm.
Sr miuislro da guerra vao ser observadas ditas
instruccoes da maneira que tor possivel com o
actual regulamento do arsenal o com os em-
baracos provenientes das razos que tenho ex-
nosto e que espero increcae a consideracao de
V. Exc. e do Exm. Sr. ministro da guerra.
Dos guarde a V. Exc. arsenal d guerra
23 de setembro de 18i2. lllm. Exm. Sr.Ba-
rio da Boa-vista Prezidonte desta Provincia
assignado Jone Ufara Idelfonco Jacome da Vei-
ga Pessoa Director.
IIUKIII f>E PEIMflBim
Tivemos hoje ( 6) dous vapores chogados ao
nosso porto; a fahianna do Nos te e o Impe-
rador do Sul : oprimeiro nada do interessante
noticia fra da tranquilidade das provincias.on-
de tocn; o segundo adianta as noticias do Rio
at 27 do passado, que bem poucas sao e
deixou a corte c a Bahia em perfeita tranquili-
dade: nada sabemos das Alagas. Eis-aqui o
que adiamos de mais notavel nos jornaes do
Kio.
A Poqueza de Goyaz ( D. Izabel de Bra-
ganca ), filha bastarda mas reconhecida de
S. M o Senhor I). Podro 1, rasou-se em Ber-
ln, no dia i' de abril com o Conde Fischler de
Freuberg. A cuidado da ex-lmperatriz a Se-
nhora I). Amelia tinlia sido commettida a edu-
cacao du Duquesa.
Os Senlr ros Conego Geraldo e Torres Hornem
fora mandados em paz polo Sr Valdetaro ; o
Sr. Lirnpo, pelo Tribunal Supremo de Justica.
Corre.que foi preso em Minas Gcraes o in-
lilnlnilo nreuidente dos rebelde? 'o* Felicia-
no Pinto C ..lio da Cunha.
O Governo pedio faculdade a cmara pa-
ra conservar na Presidencia S. Ex. o Sr. BarSo.
O Sr. Pesembargador Tosta he um dos
passageiros do Imperador, e veio tomar posse
do seu lugar na Relaca.
Diz-so que o Sr. Leal foi desonerado da
presidencia da Relaca desta provincia.
O indgena no seu n. 8 prseguea discorrer
acerca da lei da interpretaco do acto addicio-
nal, seguindo a mesma vereda, com que no seu
n. anterior tractra da materia, e sobre ella
bem pouco diz em verdade, pois que urna boa
parte do artigo relativo se oceupa da ratun-
da de Roma d'architectonica, em que se a-
bisma ohomom dos bosques e se por ah con-
tinua ha de comelTeito dar agoo pela barba aos
que sentirem cocegas d responder-lhe aos des-
vaneios e que nao tiverem como o Indgena
admirado no paiz das artes as admiraves pro-
dueces do gosto moderno nem os monumen-
tos de antigos tempos e em urnas e outras es-
tudado e verificado as regras e principios .
que dirigirao os grandes mestres de arthiteclu-
ra. Urna columna quasi inteira consagrada
exposico do systema federativo, que o impro-
visado publicista prope, como mais completo
e Americano, e que podra ter sido adoptado
no acto addicional : e por fim falla ainda com
largueza de rticos, deque nao houve inter-
pretarlo de alguns actos da assembla geral,
que com ellos tem relaca; e da dissolucao das
assemblas provinciaes por si mesmo. Assim
claro, que pouco se poderia dizer acerca da in-
terpretaco que nos proposemos defender co-
mo acto, quo tao legitimo como importante,
e com sabedoria confeccionado.
Tocando na interpretaco dada no$ 7 doar"
tigo 11 de que a palavra magistrado all em-
preada nao comprehende os membros das re-
laces, e dos tribunaes superiores. (Art. ida
lei de 12 de maio de 18*0j n5o Ihe faz o Ind-
gena censura,nem era possivel.que se entendesse,
que as assemblas provinciaes ossem compe-
tentes para julgar empregados, cujasfuneces
nao se limito a urna provincia ; mas estendom-
se a diversas provincias ou a todo o Imperio ,
e que tem seusjuizes especiaes na constituico,
artigo 164 S 2, quo nao foi sugeito a reforma.
Pretende porem, que essa interpretaco reque-
ra por coherencia ou conseauencia, queosjui-
zes de direito, quo podem ser suspensos e de-
mittidos por julgamentn das assemblas pro-
vinciaes, fossem reeonhecidos como empregados
provinciaes, isto que ficassom debaixo da dis-
posic3o do S 11 do artigo citado, sendo nomca-
dos edemittidos pelos Presidentes das provin-
cias segundo a forma, que as assemblas pro-
vinciaes estabelecessem. Nao atienden o planista
da nova reforma que os 7 e 11 do artigo 10
do acto addicional fazem distinocuo dos empre-
gados, a creaca e suppresso de cujos em pre-
sos, e detorminaco dos seus ordenados somente
incumbida s assemblas provinciaes, da-
quellcs, cuja nomeacao, suspensa, e demissa
pertence aos presidentes das provincias; do auc
eptente.que se conserva va a dilTerenca dos em-
pregados que se oceupo de objectos da com-
petencia do poder legislativo geral e dos que
sao encarregados de executar as disposices do
poder legislativo provincial como (oi explicado
pola lei da interpretaco nos artigos 2", e 3o, e
quo os jiiizes de direito.estando no primero ca-
so, nao podiao ser considerados provinciaes se-
nao para, por nao exceptuados no segundo
membro do % 7. citado, ser-lhes applicavel a
disposicao do primeiro membro do mesmo ;
pertencendo as assemblas provinciaes crear ou
supprimir varas de juizes de direito, marcando
o seu numero em cada comarca, o que ainda a-
clarou o arligo primeiro da interpretaco e
marcando-lhes os ordenados. E como seria pos-
sivel,que os juizes de direito ficassem sugeitos a
nomeacao e de nissao dos Presidentes das pro-
vin as contra o % 3 do artigo 102 da consti-
tuico, que fez a sua nomeacao,das attribuices
do poder executivo, e do artigo 153 que os de-
clara perpetuos ; artigos constitucionaes, e nao
designados para reforma na lei de 12 de outubro
de 1832?
Nenhuma coherencia tambem ha,que requei-
ra, que, tendo as assemblas provinciaes o po-
der de julgar os juizes de direito, deva elles ser
da nomeacao do governo provincial, porquan-
to os presidentes das provincias, devra ter no-
tado o refutador da lei da inlorpretacao sendo
empregados geraes.nao tendo as assemblas pro-
vinciaes nem odireito demarcar-Ibes o orde-
nado, na forma do % 7, esta sem incoherencia
do acto addicional tambem na dependencia del-
la quanto a continuacao dos seus processos ,
como expressamente estatuio o $ 6 do artigo 11.
As provincias com essa inteiprctaeao, a qual
sempre na pratica foi com poucos desvos adop-
tada antes da lei, que a tornou authentica ti-
carao com os seus cofres alliviadosde pagar jui-
zes em cuja nomeacao pelos seus Presidentes
nenhuma vantagem tinha nem com ella erao
mats ampias as attrihuicoes das suas assem-
blas que nao podia legislar sobre os direitos
e obrigacooscivis,sobre crimes,e suas penas,ncm
sobro o processo e organisacao judciaria. I)e-
moromo-nos um pouco neste ponto, tanto por-
que as rases e explicares aprosentadas cabal-
mente responden! a urna das principaes ar^ui-
Ccs, que se tem feito contra a lei interpretativa,
como porque ho sobre elle.quecahoa nica cen-
sura que no artigo.deque nos occupamos.se diri-
ge mesma ti, pois qus .;c o % 2 do srsr. i; c
os 5 e8do artigo 10 nao forao interpreta-
dos a que vem elles pesia discusso assim
como a maneira.porqae tem procedido algumas
assemblas provinciaes, reconhecendo a sua legi-
timidade ? .
Se s assemblas provinciaes pertence flxar a
torca policial, e entretanto nao podendo decretar
o recrutamenlo porque o acto addicional nao
Ihes deo poder para isso fossem inexequiveis,
como afllrma o Indgena, as suas disposicces ,
paraestabeleceraforca policial, o dejeito sena
do acto addicional.que nao Ihes tena dudo mei-
os para o excrcico daquella attribuicao ; mas o
servico da polica nos mesmos lugares dos do-
micilios dos quo tem de servir, e os sidos e-
levados que aos chamados-a policia-se em mar-
cado comocumpre, assegura que este ra-
mo do servico publico ( sempre prelenvel quan-
do He feito poi voluntarios ) nao sollrer pela
(alta do recrutamento que s assemblas pro-
vinciaes nao permittio decretar o acto addicio-
nal que defendemos contra o inconsequente
analisador, que tendo declarado, que cada um
dos seus artigos um ornato precioso do nosso
grande monumento (paiece que a nossa ra-
tunda) a conslituica.e o mesmo acto, ou mages-
losa proporcional architrave,( nao tomem os.
Icitores p r joguete as expresses das grandes
imagens s phantasia do filho dos bosques) so-
bro que toda a obra repousa assaca-lhe de-
pois ta rato deleito de serem mexequiveis o
por tanto nullos algums fl '"* artigos.
O 5 do artigo 10 nao foi objecto de inter-
pretaco. A lei que passou, declarando, que as
assemblas provinciaes nao podem conceder
penses, fundada no artigo 102 $ 11 da cons-
tituico do imperio.que fez direito do Monarcha
a faculdade de conceder mcrcs pecuniarias ,
pertencendo ao poder legislativo a sua appro-
vacao ; e no'artigo 12do mesmo acto addicio-
nal, que estabeleceo.que as assemblas provin-
ciaes na poderio legislar sobre objectos nao
comprehendidos nos dous precedentes artigos ,
nos quaes nem se faz menca da concessa de
mcrcs pecuniarias ou penses, como era de
mister, para que fosso restringida a attribuicao,
que o artigo citado da constituico dava aopo-
der executivo, nem podia-se disso tratar, por
quaTito aquelle artigo constitucional nao tinha
entrado na lei, que aulorisou as reformas. A
queixa do Indgena nesta parte cahe ainda so-
bre o acto addicional.
Quanto ao 8 do mesmo artigo 10, de qua
tambem nao se oceupou a interpretaco nota
o indgena, que nao fosse approvada urna lei
do Piauhy acerca da navegaco em um dos ros,
e que foi julgada offensiva dos direitos de outra
provincia,a quo tambem pertencia o rio.em quo
se devia estabelecer a navegaco. A questao 6
nteiramente de fado ; sendo muito claro nos
artigos 16 e 20 do acto Addicional que as
Assemblas Provinciaes nao podem legislar so-
bro a materia do referid j 8, artigo 10, senao
acerca d'estradas e de navegaco do interior da
provincia e que nao entren) pelo territorio do
outras.
Resta-nos fallar dos actos de algumas Assem-
blas Provinciaes queso tem julgadp Ilegti-
mos apoiadas no artigo 6 do acto Addicional,
que incumbe-Ibes a verificaco do poderes de
seus Membros, n'io podendo consttur-so a
Assemblea.quando elles se nao acho em formo,
e legaes e d'ahi resulta nao haver Assembla,
sem que sed dissolugao por um poderextra-
nho, nem mesmo suicidio, pois que ella
se nao constitue, c em quanto nao se constitue,
nao existe, orna Assembla nconstituconalmente
eleta nunca sera Assembla legitima ; o lora
absurdo admittir que toda a reunio de ho-
mens, aue se dissessem eleitos da provincia,for-
masse a Assembla da provincia sem exame da
legitmidade dos seus diplomas. Basta, que
nenhum outro poder nesse reconhecimento pos-
sa intervir.para que a independencia das Assem-
blas Provinciaes seja manlida e nao d-sepen-
go em um coirectivo que nao pode deixar de
ser admittido. Quando na Assembla Geral
appareceo a ideia de ter o Poder Legislativo Ge-
ral nspccco sobre as Assemblas Provinciaes
para conheccr de sua legitmidade foi ella re-
peluda vigorosamente, por ser direito das mes-
mas Assemblas Provinciaes o conhecer da vali-
dade de seus poderes.e constituir-so constitucio-
nal mente, pelos Srs Urbano, MendesdaCu-
nlia, eOttoni. Nada tem pois de imprevisto ,
nem de contrario s nossas leis fundamentaes,
o declara rom os Doputados designados pela apu-
racao das Cmaras Municipaes as quaes nao
cabe decidir sobre a materia, que se n0 reco-
nhecem como legtimos Representantes da pro-
vincia.
Concluiremos, fazendo votos, para que nao so
real se o terrivcl vaticinio do sacerdote do fogo,
de urna revolucao em todo o Imperio eda
queda do throno. O Dos de nossos pae,
o verdadeiro Dos e creador do mundo arre-
dar do Brasil tao grandecatastrophe.
Nao prevalecer o Dos da America invocado
polo selvagem o qual id pode ser o genio da*
trovas para redusir-nos a procurar as selvas com.
o Indigenai\ue o adora. _
Publc.iC es a pedido.
NECROLOGA.
O elogio dos finados he um tributo, bem <\M


imitas vezes tardo prestado ao mrito e
virtude e tanto mais apreciavel, quanto no
tranquillo jazigo do tmulo nao tem entrada a
lisonja.
Era Antonio Cavalcanti d'Albuquerquo Mel-
lo uiii desses homens raros cuja morte tem de
ser sentida largo tempo nos lugares onde lia
bitava. Foi lilho legitimo do capitao Louren-
co Bizerra Cavalcanti, e de D. Anna Jos Joa-
quim Cavalcanti de Albuquerque. Foi sempre
bom filho liom esposo bom pai honrado
idado amigo da paz, edaordem, ecunse-
guintemente amigo doseu paiz. Sempre con-
servou a decente nobrezo de seus maiores, mas
sem soberba sem altivez sem vaidade oceu-
pou na villa de Cimbres o cargo de juiz ordina-
rio com honra e inteirc7a, assim como o de
capitao d'ordenancas e logo depois major das
inesmas ordenanzas. Tambcm obtevo a hon-
rosa nomeaco de deputado Provincial.
Na freguezia do Buique onde morava era
orno um juiz de pa/. nato ; porque procurava
.congrassar a todos que alrn disto o concide-
javao pai da pobreza. A sua morte aconteci a
.a 23 de Abril do corrente anno foi ali concide-
rada por urna calamidade publica. Todos o
prantero ; e bemdiziao a memoria do ho-
rnero verdadeiramente prestigioso d'aquelles lu-
gares Tjnha nascido a 13 de Dezembro de
1781. Assim acaba o homem de bem : mas o
seu bom nome nao se apaga da memoria de seus
amigos e dos povos, que delle nao recebrao,
senao beneficios. O honrado Antonio Caval-
canti d'Aibuquerque Mello viveo sempre como
christ5o, e como tal pagou o tributo de nascitio:
he esto o seu maior elogio.
a
Pecas de 68100 velhas 17,260
de novas 17,000.
Moedas de 48000... 98200.
Prata ........... 103'/* a 104
Apolices de 6 por cento..... 72
baha.
cambios. iOdejunho de 1843.
Londres............ 25 '/ d.
Pariz.............. 350.
Hamburgo.......... 700 marc. nom.
Portugal............ lio.
Dobres hespanhoes... 318000.
Nao Hespanhoes...... 288000 a 30S500.
Pecas de 68 W0 velhas. 168200.
Ditas novas.......... 158800.
Moe las de 48000..... 88500 a 98200.
Prata 100 por cento.
PARAPHRASE DO QTMJO DOS ANJOS.
Gloria inexcehis Deo.
Gloria a Dos na excelsa altura !
Gloria Dos!I! Na trra a paz ,
Rena os homens sinceros
Na sua grace efficaz.
Oh Creador do Universo !
Summo i'eos!... Glorificamos,
Teu Poder, Teu Ser, leu Nome,
Bemdizemos, adoramos !
Em tua gloria suprema
A immensidade se imbebe :
Por Teu querer tudo foi,
Tudo existencia recebe.
Gracas Te damos Os Anjos,
Circundo throno infinito ,
Mais infinito que o Espato ,
Onde abetorno s bemdito !
T s igual, Santo e Justo ,
nico Filho de Dos!
Jesu-Christo Redemplor,
Rei Celeste Luz dos Ceos.
Compadecido do homem
Habitaste o seu desterro ,
E nos flagicios da Cruz
Satisfzestc o seu erro.
Cordeiro de Dos! Dos mesmo !
Sabedoria do Pai !
Victima foste e holocausto ,
Legislador do Sinai.
Coideiro do Dos! Allende ,
L na celeste mansao ,
Sentado em gloria em poder ,
A nossa deprecacao.
ST Altissimo e Sajilo !
So T Senhor, Presciente !
v T foste antes de tudo ,
E sers sempre existente !
Jesu-Christo Dos e homem !
Na unio do >anto Esp'rito ,
Vites Reinas com Dos Padre ,
Sendo um s Ser Infinito.
Offerecido ao III.mo Sr. major Jos Gabriel
ide Moraes Mayer pelo seu amigo
J. B. deS.
COMMERCIO.
CAMBIOS.
Maranhao 7dejunhode 1843.
Sobre Londres 25 a 25 V*.......... 1J000
Portugal.................... jo"
Franca 360 por tranco.
Pz.............. 3600 a 4000 alq.
Olio de cupaiba..... 7000 a 7500 caada
4, que dando os signaes
Slovimento do Porto.
Nodia 5 dejulho nao entrrao nem sahirao
emliarcaces.
Navios entrados no dia 6.
Para, Maranho, Ceai, e Rio Grande do Nor-
te ; 21 dias vapor bra/.ileiro fahiana, de
200 toneladas, commandante Manoel dos
Santos Ornellas ; a Joaquim Baptista Mj-
reira.
Maranhao; 19 dias brigue escuna bra/.ileiro
Laura de 105 toneladas, capitao Luil Fer-
reira da Iva Santos, cquipagem 14 car-
ga diversos gneros; ao capitao.
Rio de Janeiro 5 por cento disc.
Premio de lettras por mez 1 '/a 2 por cento.
PRATA. Compra, venda.
Pesos Brasileiros............ 93 a 96
Mexicanos............ 92 a 94
Hespanhoes........... 94 a 98
Prata miuda............. 87 a 89
Cobre a 1 por cento de disc.
OUBO. Moeda de 68400. .138800 a 168600
Ditas de 48000.. 88900 a 98100
Oncas Hespanholas.. .___298500 a 298800
Ditas Mexicanas..........298000 a 29S500
Soberanos.............. 8^900 a 9S100
NOTICI\>MAlUTI\HS.
O brigue escuna americano Hanm que
havia saido deste porto cntrou no do Rio de Ja-
neiro a 17 do panada
Haviiio sabido do dito porto para este no dia
20 do mesmo moz os brigues Dos le guarde ,
e Houventura ambos carregados do carne sec-
ca e no dia 23 o paquete inglez Express, a-
zendo o segundo o terceiro escala pea Babia ;
ficro a partir para esto no dia 30 o hiate 5.
Jos e no dia 9 do corrente o brigue S, Ala-
noel Augusto.
Oeclaracoes
Precos correntes do Mar mho em 7 de Ju~
nho de 1843.
Importacao. Precos da praca. Por.
Agurdente de Pernam-
nambuco 22 graos 50;000 60;000 pipa.
Assucar branco....... 3;000 3;200 arob.
Alfazema roxa........ 2;800 3;000
Bacalhau...........14;200 15;000 bar.
Farinha de trigo Americ.i8;000 20;000
Rap Priuceza de Lisboa 2;500 2;800 libra.
de Pernambuco ... 800 1;200
Exportado. Precos da praca. Por.
Algodao 1" qualidade... 4;200 4;400 arob.
de Serra.........3;300 3;500
Agurdente da trra. ...50;000 70;000 pipa.
Arroz de vapor........ 1;800 arob.
de outras fabricas.. 1,550 1;750
em casca.........1:500 1:550 alq.
Attanados........... libra.
Chifres de boi........ 2;000 2;260 cento
Couros salgados da trra. 115 120 libra.
de lora da provincia. 135 140
de cabra curtidos .... 360 um.
Farinha de mandioca... 1;600 2;000 alq.
d'agoa.......... 3;000 3;500
Feijao da trra........ 1;000 1;200
Gomma............. 2;400 3;000 alq
Vlilho............... 2;000 2;100 .
Panno de algodao largo. 23;000 24;000 rollo
Sabo da torra........ 3:200 3:600 arob.
Sal ( paneiro )....... 120 140 alq.
Taimado de costado.... 160 220 palm
Bacori..........16;000 18;000 duz.
Cedi...........12;000 14;000
Louro........... 8;000 10;000
Vaquetas............ 1;000 1;300 um.
Alfanriega.
Rendimento do dia 6.......... 17:4998647
DescarregSo hoje 7.
Brigue Cecihj di floren tes gneros.
Patacho Cassador passas, e vinho.
Polaca Otar farinha de trigo.
Brigue i Triunfante pedras.
Brigue Laura barricas vazias e diversos
gneros.
RIO DE JANEIRO.
Cambios no dia 26de junbo.
Pregas da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres..... 25 'A frouxo.
Paris....... 375
Hamburgo.. 695.
Metaes. Dobres hespanhoes. 318700.
da patria.... 31,430
V Pi;mc npenan lu >(>-. w t 2,000
"i" da'patria....' 13950 a 1,960
Precos correntes do Para em 19 deJunho
de 1843.
Gneros.
Importacao. i
Preco da
praca.
Assucar branco... 38600 a 48000 arroba
Mascavado... 28000
Cha Perola....... 2*200 a 28400 libra.
dem Hysson...... 2000 a 28200
Charutos.........78500 a 8S000 milh.
Licores superiores. 88000
ordinario.... 68000 a 5j000
Manteigaingleza. .. 8500 Ia qualid. libra.
Papel de pezo.....38500 a 48000 resma.
Almacol'sorte____ 38400 a 4i000
Rap Princeza.....38600 a 48000 libra.
Bahia........ 18200 a 18000
Tabaco de M apiri di ni 68000 arroba
Exportacdo.
Gneros. Precos da praca. Por.
Algodao......... 3000 a 3200 arroba
Arroz............ 1100 a 1200
miodo......... 400 a 560
Borraxa em obra. ... 5000 a 5600 arroba
Cacao........... 2200 a 2400
Couros seceos...... 2600 a 2650 um
Caf............. 5500 a 6000 arroba
Salea parrilha...... 7000 a 10000 arroba
Tapioca........... 4000 a 4200 alq.
Farinha d'affOS...... 2400 a HftOO
Farinha seca....... 3200 a 4000
O arsenal de guerra compra 200 a 300
meios de sola escolhida; quem tal genero tiver,
a presen te-se na sala de sua directora hoje ;.s
11 horas da manhaa.
O vapor fahiana recebe as malas para o
Sul manha (8) >s 9 horas do dia, devendo as
cartas seren laneadas na respectiva caixa geral
urna hora antes.
==A adminislracao dos estabelecimentos de
caridade manda fazer publico, que a tercei-
ra e ultima praca da renda dos predios abaixo
declarados continua as sextas feiras na sala de
suas sessoes pelas 4 horas da tarde.
Ra do Azeite de Peixe n. 1 dita do Bur-
gos n. 2 dita do Encantamento n. 3 dita do
Padre Floriano n. 43 dita de S. Jos n. 5 ,
dita de Manoel Coco ns. 32 e 38, dita das Cin-
co Ponas ns. 98 116, e 118 dita da Vira-
cao n. 7, travessa de S. Pedro n. 2 ra de
Hortas n. 33 dita da Roda ns. 5 e 9 (oito
lojas) dita da Gloria n. 65.
Sala das sessoes d'administracao dos estabele-
cimentos de caridade 1." dejulho de 1843.
O escripturario F. A. Cavalcanti Cousseiro.
=No dia 4 do corrente pela 1.a vara do ci-
vcl, teve lugar a 2.a praca da olaria no lugar do
Barhalho defronte do .Monteiro, com casa pa-
ra feitoreescravos com bom barro, e baixa
para capim avaliada em 2:0008000 de reis ,
e no dia 7 do corrente ser u ultima praca.
= Esta em praca para ser arrematada pe-
rante o Dr. Juiz do Civcl da 1.a vara Antonio
da Silva Neves, a botica de Francisco Jos do
Sacramento cita as lojas do sob ado n. 120
da ra Direita desla cidade por pinhora de
execuco do propnetario Caetano Pinto de Ve-
ras para pagamento dos alugueis da mesma
joja; as pessoas, quequi/crem arrematar, diri-
ao-se ao porteiro dos auditorios para verein a
avaliaco que foi dada a dita bolica.
Avisos martimos.
ParaoAracatyseguecom brevidade, porter
parto de seu carregarnento prompto o patacho
nacional Laurentina Urazileira, lorrado e pre-
gado de cobre ; quem no mesmo quizer carre-
gar, ou ir de passagem dirija-se ao seu proprie-
tario Lourenco Jos das Neves na ra da Cruz
n. 64, ou ao capitao do mesmo Antonio
Germano das Neves.
Lcilcs.
O leilao de mobilia, prata, &c., annun-
ciado pelo correlor Oliveira fica transferido
por causa da chuva para sexta feira 7 do corren-
te no mesmo armazem da ra da Cruz.
Avisos diversos.
tricto, na casa n.
Ihe ser entregue.
para todo o servico de urna casa e de ra; quem
a tiver procure no patio do Hospital do Paraso
n. 8, segundo andar; assim como precisa-so
muito fallar com o Sr. Antonio Pinto Soares ,
para negocio de seu interesse ; e ainda se con-
tinua a dar dinheiro a premio sobre penhores
deouro, em pequeas porces, do urna as 3
horas da tarde.
= O sollicitador Caetano de Assis Campos
Cosdem offerecoseu pre-tinm na qualidade de
sollicitador, noqual exercicio prometle ter to-
da actividade c promptidao eos seus ajus-
tes seraocommodos; as pessoas quo se quize-
rem utilisar de seu prest mo, dirija-so a ra
do Mondego n. 57.
Sr., que annunciou dar 500> ou 600$
reis a juros, c sentido do que trata; dirijase as 5 Puntas no
boco do Lobato sobrado nico do um andar, a
qualquer hora.
- A pessoa que Ihe faltar urna escrava de no-
me Luiza com urna cria dirija-se a campia
de Santo Antonio antes de chegar o engenho
do ni em na casa aonde morou o fallecido
Francisco Campello que dando ossignaes Ihe
ser entregue ( freguezia dos AIogados).
- Desencaminhou-se da ra do Collegio um
cavallocom cangalha, preto undrino gran-
de magrerao com os ps calcados junto aos
cascos e sobre o branco d'esses signaes tena
pintas pretas nequenas; foi visto at a Praca
da Boa-vista qut.m delle souber avise a seu
dono naquella ra em cas'A do advogado Menna,
ue ser gratificado.
Quem tiver para alugar um a preta qus
saiba vender na ra dirija-so a ra do Cotu-
velo n. 85 ou annuncie.
ATTKNCAO !
Acha-sc na casa do Joo Cardozo Aires na
ra da Cadeia velha urna obra recentemente
publicada no Rio de Janeiro neste anno de
1843, intitulada Diccionario de Med cinaPo-
pular pelo doutor Charnoviz em que se
descrevem em lingoagem accommodada in-
telligencia de todas as classes da sociedade os
signaes as causas e o tratamento de todas sa
molestias; os soccorros que se devem prestar
nos accidentes sbitos, como aos affogados ,
asphmados fulminados do raio as pessoas
mordidas por cobras venenosas as perdas de
sangue as convul(Ges das criancas; os ca-
racteres dos cobras venenosas o das que sao in-
nocentes ; os contra-venenos de todos os ve-
nenos conbecidos, osconselbos para preservar
das molestias e prolongar a vida as precau-
eoes que deve tomar quem muda de clima os
preceitos sobre a educaco dos meninos, os
cuidados que reclama a prenhez, o parto a
suas consequencias a crianza recem-nascida ,
a escolba de urna boa ama de leite, a den!ieo, a
desmamadlo,os perigos a q' expe as difieren te
profisscs e os rucios de evita-los, os erros popu-
lares nocivos saude os meios de descubrir a
falsifica! o do vinho c dos alimentos ; a prepa-
rado dos remedios caseiros ; as plantas uteis
c venenosos Dous volumes 8o grande con
tendo 950'paginas : preco 108 rs.
= O bacbarel Jernimo Salgado de Castro ,
advoga no crime, ecivel, na ma Direita so-
brado n. 60, ondo cnsina por mdico ireco
as tardes, lalim francez rethorica filo
-iiliii prometiendo a aquelles, que com o an-
nunciante qui/ercm estudar todo aproveita-
mento para o que invidara seus esforcos.
= Francisco Antonio de Oliveira & filho ten-
do de ir a corte do Bio de Janeiro, deixa o&
negocios de sua casa incumbidos a seu amigo o
lllm. Sr. Commendador Luiz Gomes Ferreira,
O PAISANO N. 22.
Amo hoje, e est venda no patio da
Santa Cruz na botica do Snr. Jos Mara
Freir Gameiro: o na loja de livros da praca
da Independencia n. 6 e 8.
Quem for dono de um laxo que foi to-
mado, por se julgar ser furlado, a pessoa, que o
nndava vendendo procure na ra da Concei
cao da Boa-vista ao inspector do mesmo dis-1 sea ra Direita n. 12.
com quem se entenderao as pessoas que com os
mesrnos tiverem a tratar. Eaoseu caixeiro
.Manoel Joaquim da Slva fica incumdido de
receber os alugueis dos seus predios, e com
ingerencia nos negocios internos de sua casa.
- O abaixo assignado faz saber ao publico ,
que se retira desla provincia para o Rio de Ja-
neiro. Antonio Joaquim Gaspar.
= Joo Chardon roga a todas as pessoas ,
que teem penhores na sua loja, que os tiren
logo avisando-Ibes que nao mandando pagac
dentro do prazo de oito dias contados de hoje,
sero vendidos para o pagamento de seus d-
bitos.
= Victorino Jos Correia retira-se para fo-
ra da provincia.
= No dia 7 do corrente na porta do Juiz do
Civel da 1.a vara se ha de arrematar por
ser a ultima praca um sobrado de um andar
na ra do Bozario Larga deste bairro de Santo
Antonio n. 37 ; quem a pretender compareca,
pelas 4 horas da tarde.
= Continua-se a tirar pasaportes para den-
tro do Imperio o despachan-se escravos tu-
po com brevidade ; trala-se no Atierro da Boa-
vista loja n. 41, ou 48.
Precisa-se de um homem para feitor de si-
tio (111 SPl.t r\rffii !*-^ mi lirn/i !(>rn Hiriio_
n-----, ------
J-i


= Oflerece-se um rapaz brasileiro para a-
prcndizde chapeleiro, d o tempo que se
oontractar d fiador a sua conducta ; quem
precisar annuncio ou dirija-se a ra dos
Quarteis a padaria de Manoel Antonio do Je-
ss & Filho.
= Manoel do Amparo Caj com toja de
alfaiate na ra Noza n. 32 avisa aquellas pes-
soas que fezem obras em sua casa que tem
um completo sortimento de todas as obras ten-
dentes a alfaiate. Vende urna chamarra para
pessoa secca e baixa por 10*000 rs. ; tem jun-
tamente chapeos francezes de boira de merino e
panno esem ella ; um completo sortimento
le calcados de todas as qualidades tanto para
homem como para seohora e menino ; carni-
zas brancas muito bem taitas a duzia a 30$000,
e a retalho ; lencos de pescoco suspensorios
de borracha e meias : de sorto que a pessoa ,
que entrar nesta casa sahir com todo o Tato
completo sem deixar do fazer negocio tanto
pelo bom gosto como por o mdico preco.
= A viuva Cunha Guimaraes faz corto, que
assim como o Sr. Jos Joaquim doFreitas Gui-
maraes est sufficientemente authorisado para
deliberaremos negocios dosestabelecimentosde
fazendas na ra do Crespo ; da mesma forma o
Sr. Manoel Lopes Machado o est plenamente ,
para deliberar naquelles que Ihe sao privados.
= Manoel Alvos Guerra pretende embarcar
para o Rio de Janeiro um escravo de nome Ma-
noel comprado ao Sr. Jos Claudino Leite.
= Aluga-se um sobrado novo do um andar
esoto, comcozinha tanto no andar como
no solio, e muito bons commodos proprios pa-
ra duas familias aluga-se cada um separado ,
ou todo sito na ra Augusta n. 9; a tractar
na ruado Rangel na esquina que volta para
o Trem venda n. 11.
= Quem precisar de urna crioula com bas-
tante percepeode um tudo queso faz mis-
ter ao servico de urna casa se propde a ser
ama ou de homein solteiro ou com pouca
lamilia sendo casado dirija-se a ra do Colle-
gio n 16.
= Arrenda-se um sitio no lugar dos Afio-
gados denominado Paraso com casa de
Munida e muitos arvorodos do fruto, bastan-
te trra para plantar, o mesmo ter vaccas de
leite todo o anno que para isto tem propoc-
ces, tem porto do embarque e desembarque
no fundo do sitio da-se alguns mezes de fogo
morto para concert da casa : tracta-se na ra
da Conceico da Boa-vista n. 58 das 6 as 8
horas da manha e das 3 da tardo em diantc.
= Quem precisar do um rapaz portuguez
de idade do 14 annos, chegado a 6 mezes,
para venda ou outra qualquer oceupacao ,
procure na ra de Apollo venda n. 1. Na
mesma veodem-se duas rotulas de amarello de
porta de ra feitas a moderna, c duas portas
de alcova de pinho tudo com pouco uso.
Os abaixo assignados vendo, o annuncio
do Snr. Curioso, inserto no Diario n. 137 de
quarta feira tem a responder que ellos
ja satisfizfrSe as quantias porque se havio
obrigado na qualidade do depositarios dos a lo-
guis das casas do fallecido Antonio Joaquim
Pereira, declarao mais, que o recebodor des-
eas quantias, fora o sollicitador dos ausentes
o Sr. Guimaraes, que fora o mesmo, que Ihes
apresentou os mandados, e nelles Ihe passou
recibo de ter recebido ditas qu antias, cu-
jos mandados existem em nosso poder, desdo o
dia 9 de Junho do curente anno, com isto
julgo ter satisfeito ao Snr. curioso. = Joo
Francisco Teixeira Felippe Alvos de Oliveira,
Lourenco Gomes, Manoel Clemente de S.
Boza,
Publicaco importante.
O administrador do estabelecimento do
rap Princeza nesta Provincia, na ra da Cruz
do Recife n. 58 pertenconte as fabricas de
Gasse do Rio e Babia reconhecendo o bom
acolhimento e grande estracea que vai ten-
do este moderno rap tanto aqui, como em
todas as mais partos aonde tem sido apresenta-
do com summa satisfacao recorre aos peridi-
cos para publicacao de sou reconbecimento,
protesta toda actividade e desvello necessario ,
sobre o bem fabricado de seu rap que sendo
sempro com as molhores qualidades de fumo ,
tanto estrangeiro como nacional e a prepa-
racao tal e qual ao do Princeza de Lisboa por
ter sido o antigo fabricante desse rap, o bem
conhecido Gasse, fabricante desto boje aqui no
Brasil, porissoasua qualidade torna-se s-
milhante ao daquelle estimado rap cuja ex-
cedencia se manifesta tanto no seu bom aroma,
como na sua duraca sem mofar em fim ros-
ponsabilisa-se pola sua qualidade quando o ra
pnaseja, como o afirma ( com sacrificio seu
sobre qualquer transtorno) e nao se descuida
de avisar ao publico queomodello dos botes
No dia 17 do corrente corre
mpreterivelmente a Lotera de S.
Pedro Martyr deOlinda.
A commissao administrativa da sociede
Terpsichore avisa aos Snrs. Socios que tem
marcado o dia 15 para a partida do corrente
me/., e o dia 7 para approvacao de convidados.
O abaixo assignado faz sciente ao respei-
tavel publico que tem justo e contractado com
a Senhora Josefa Roza da Fonceca a compra de
sua casa sita na ra das Trincheiras n. 25 e
por isso para que em tempo algum nao possa
haver qualquer duvida pelo presente avisa a
toda o qualquer pessoa que a mesma se julgue
com dircito tanto por heranca bypotheca ,
como por outro qualquer titulo declaren por
este Diario no praso de 15 das, lindos os quaos
tem do so fechar a escriptura e nao ser res-
ponsavel por cousa alguma. Vicente Ferrei-
ra ta Costa.
Aluga-se para criar urna preta escrava ,
com muito bom leite na ra da Senzala velba
no terceiro andar do sobrado do Braga conti-
guo a destilaca.
= Maya & Companhia convidad seus cre-
dores a apresentarem suas contas para serem
pagas.
O Sr. Capitao Manoel Jos de Serpa Ba-
dosnr. do engenho Caianna tenha a honda-
do de mandar a resposta as cartas que desde
oauno passado Ihe tem enviado Antonio Jos
Bandeira e Mello,
Da-se 300.* rs. a premio sobre penhores
de ouro ou prata ; quem quizer annuncie.
Quem annunciou querer comprar garra
fas vasias, e pesos de meia arroba at libra ,
dirija-se as 5 pontas n. 45.
Precisa-se de urna pessoa que queira
tomar conta d duas canoas para vender agoa ;
a quem convier dirija-se a ra Augusta n.
2 ; na mesma casa vende-se ou aluga-se
urna canoa aberta que leva 800 lijlos,
Oflercce-se um bomem para feitor deen-
e'nbo ; quem de seu presumo se quizer uti
lisar dirija-so a ra da Guia casa de pasto.
Aluga-se urna lojacom frente para a ra
do Queimado o largo do Collegio
suficiencia para qualquer estabelecimento <
da-se por preco que convenha ao prcten-jen-
te ; a fallar na ra do Hospicio n. 17.
= Pedro Pereira de Brito subdito Por-
tuguez relira-se para fora da provincia.
Lotera de N S. do Livramento.
As rodas desta lotera andiio infalivel-
mentenodia primeiro de Agosto do corrente
anno e os bilhelcsachao-se a venda no bair-
rodo Recile as lojas do cambio do Snr. Vi-
aja e do Snr Gomes ; em S. Antonio na
ra do Collegio lo ja do Sr. Menezes ; ra do
Cabug botica do Snr. Moreira ; ra do Li-
vramento botica do thesoureiro n. 22; no
atierro da Boa-vista loja do Sr. Jacintho.
=Precisa-se alugar um primeiro, ou segun-
do andar, em qualquer das seguidles ras;
Nova Collegio e Crespo ; quem tiver an-
nuncie.
A commissao administrativa da Socioda-
de Eulcrpina convoca a Sociedade para pro-
ceder hoje pelas 6 horas da tarde a cleicao do
Director.
Aluga-se o segundo andar da casa da
ra estreita do Rosario n. 18 ; a tractar na ra
do Noguoira n. 27.
IVndo de se desembarcar pedras para as
obras da Matriz da Boa-vita no atterro da
ponte vclha o administrador das ditas obras
previne aosSrs. que l tiverem material, que
hajo de tirar, para nao embaracar o desem-
barque das ditas pedras.
A pessoa que quizer mandar botar ac
novo em espelhos mofados, dirijase ao atterro
da Boa-vista n. 17 que se bota com toda a
perfeicao.
= Na ra do Rangel u. 34 continua-se a
tirar passaportes para dentro e fora do imperio,
e folbas corridas com toda a presteza e comino-
didade.
Aluga-se urna casa no Coelho na ra do
Jasmim com duas salas 2 quartos, quinta,
e cacimba por preco commodo ; no mesmo
lugar na ra dos Prazeres n. 10.
A pessoa, que annunciou querer comprar
urna cadeir de ra dirija-se ao aruazem da
ra Nova.
ComprSo-se pipas de agoardento que
nao sirvao para oxporta por ser corada ou
Iraca ; na ra de S. Rita na restilacfio n. 85.
= Compro-se frascos vasios de agoa de co-
lonia do todas as qualidades : na ra do Quei-
mado loja do calcado n. 22,
Vendas
Compras.
Comprao-se garrafas botijas, e garra-
foea vasios; na restilaco da ra de S. Rita,
n 85.
! Comprao-se boioes, que fossom de tinta
de escrever : na praca da Independencia, loja
do sou rap Princeza do Rio o Bahia sao q a- de miudeza e oncadernacao n. 36.
draJossimilbantes ao do Princeza do Lisboa a Comprn-se um bilhar com todos os seus
sem a menor pintura por fora por conseguin- pertenec o sem ellas, anda que estoja em mo
tedifTerentes de qualquer outro fabricado nesta astado; atraz da Matriz hntenuim pintada
Provincia. I de amarello.
Vendem-se garrafas vasias, e urna por-
co de prata boa em obras antigs ; em Olinda
no Varadouro venda da esquinan. 18.
= Vendem-se ptimos charutos da Havana
chegados ltimamente o cerveja branca em
barris de 4 duzias ; na ra da Cruz n. 10.
= Vendem-se ptimos piannos inglezes dos
molhores authores e de ptima construcco ,
por proco commodo ; na ra da Cruz n. 10.
Vende-se por preco commodo urna escra-
va de nacao de 26 annos cozinha sofrivel ,
engomma e lava; na ra do Agoas verdes n. 66.
= Vende-se urna morada de casa terrea em
chaSs proprios, nos A (logados, sita na ra de
S. Miguel n. 32 : na ra de S Rita n. 67.
Vende-se um oratorio do sala com 3
laces de vidros enteiros, com 4 palmos de bo-
ca de altura de madeira cOr de sebastiao de
arruda remtese ps dourados; assim como
troca-se um Sr. Crucificado do mesmo orato-
rio, cruz e calvario de vilete com seus refendi-
dos. raios e pontas douradas ; na ra do
Queimado loja de ferragens n. 10.
\ Vendem-se panno preto fino a 3000 ,
merinos do cores a 1600 e a 3520 o covado do
preto finissimo, chales delaa modernos a 1000
rs. meias casimiras de cores bonitas para cal-
cas a 480 cortos de vestidos do lanzinha a
4300 e 6000 macodoniasde cores e preta a
65-0 duraque fino a 800 cortes de vestidos
de cassa pintada a 2100 e em covado a 24-0,
lencos de seda ordinarios a 320 susperiores a
a 1000 rs. riscados trancados a 120 o de li-
nho a 140 hrim trincado escurado puro li-
nh'j a 480 a vara o branco de listras a 500 rs. ,
loncos brancos de cassa a 160, pecas de risca-
dos americanos com 8 covadosa 1120 lencos
tend-j de chita a 140 e de cambraia bordados os
melhores que tem apparecido a 560 o chales
a 1000 rs. lindas chitas de cores (xas a 160
o covado e cortes de dita ptente a 2400 as
bem condecidas bretanhas largas de 10 varas a
2000 as mais finas rondas e bicos lo todas as
larguras, algodo dobrado americano para ves-
tir escravatura e outras militas fazendas por
mdico preco com amostras francas ; na ra
do Crespo loja n. 12 de Antonio da Cunha
Soares Guimaraes ao p da loja da viuva Cunha
Guimaraes.
Vendem-se um bonito escravo de naco
Costa perfeito canoeiro; urna escrava engom-
madeira e cozinheira ; duas ditas de todo o ser-
vico ; urna negrinha o urna mulatinha de 12
annos; um moleque de 14 annos; umacadei-
rinha do bracos com muito pouco uso e por
proco commodo; na ra do Fogo ao p do
Rozario n. >*.
Vende-se urna canoa cheia do carvSo do
secupira dealemao por preco commodo; no
porto do Collegio achara com quem tractar.
Vendem-se o sobrado de dous andares do
patio de S. Pedro e urna casa terrea na ra
das Trincheiras; a tractar na mesma ra n. 48.
No botequim francez da ra Nova n. 69
vendem-se vinhos francezes de difTerentes sor-
tes em barricas, em egarrafas, azeite doceom
caixas licores superfinos de Bordeaux e de
Marseilla, absintho, vinhos de Chapanhe, Mus-
catel, e Madeira agoardente de Franca ,
conservas sortidas, frutas da Europa coneita-
das em Irascos com caldo tudo chegado pelo
ultimo navio por preco o mais commodo pos-
sivel.
Vende-se urna canoa de carro ira que
leva 6 a 8 pesssoas com pouco uso : no at-
terro da Boa-vista n. 57.
Vendem-se sementes de hortalice de to-
das as qualidades, muito novas e por preco
commodo e pombos batedores a 640 o casal;
na ra larga do Rozario n. 33.
Vende-se panno de algodo da torra em
porco a 230 a vara ; na ra do Crespo n. 23,
loja de Manoel Jos de Souza & Companhia.
Vende-se urna grande porco de garra-
fas vasias : na ra do Livramento n. 33.
= Vendem-se bilhetese meios ditos de to-
das as loteras ; assim como se troci pelos
premiados de outra qualquer ; rap de Lisboa
do superior qualidade mnito bom cha hisson,
c meias sacas de farinha da Moribeca muito
fina : zes Jnior.
Vende-se urna casa terrea sita no patio de
S. Pedro n. 13 : na ra Augusta n. 66.
- Vondcm-se chitas oscuras a 140, 160 e
180, o finas a 240, pecas de brelanha do 10
varas a 2000 panno do linbo a 400 a vara
.\J\>
rirHnho finos a 180 c
nos verde preto, e azul de 4500 a 7000, ca-
,....
simiras do todas as cores a 1800, e de listra
muito enenrpadas a 1300 merino de todas as
cores a 900 rs. brim trancado de linho puro,
a 800 e 900 rs. lencos de cambraia bordados e
pintados a 400 rs chitas de padrees modernos
a 8000 o 9000 a peca cambraias de listras a
5300, e 4&00 pecas de bretanha de linho de
6 varas a 3400 lanzinha propria para calcas a
640 o covado pecas de madapolo a 3200 ,
3500 3800, 4500, pecas de cambraia ada-
mascada a 4800 e 5500 brins de listras de li-
nho fino a 1280 a vara e outras muitas fazen-
das por preco commodo ; na esquina da ra do
Queimado n. 27 loja do Manoel Jos Goncal-
ves.
= Vende-se um mulatinho de 10 annos,
proprio para aprender qualquer ofTicio: na ra
das Trincheiras n. 19.
= No deposito de assucar refinado, osta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
r o pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. e o de segunda e tercoira em p ,
a 120, e 80 rs.
= Vende-se um sortimento de calcado do
Lisboa francez e inglez tanto para ho-
rnero como para senhora e meninos por pre-
co commodo ; no atterro da Boa-vista n. 24 ,
e na praca da Independencia n. 33
= Vende-se um moleque de naco de 14
annos; no atterro da Boa-vista n. 26 primei-
ro andar.
= Vende-se um ptimo braco de batanea
portugueza com conchas e correntes, e 14
arrobas de pesos para armazem de assucar ,
ou outro estabelecimento ; defronte do Corpo
Santo : loja de cabos n. 17.
= Vende-se urna barcaca nova e muito
bem construida do boas madeiras, e s fez urna
viagem ; assim como 30 vigas do 45 a 50 pal-
mos de compr ido e nove polegadas do gros-
sura ; na ra da Cadeia rio Recito n. 54 loja
de Joaquim Ribciro Pontcs.
=a Vende-se a venda da ra larga do Rozario
n. 38 com poucos fundos ; na mesma ra
n. 50.
= Vendem* se saccas com eijo branco, pro-
prio para animaes a 1,000 a sacca ; na ra da
Senzall.i vel a n. 110.
r= Vende-se um escravo de naco de 24
annos bem parecido, e proprio para qualquer
servico ; na ra do Trapiche novo n. 16 pri-
meiro andar.
- Vende-se taimado do pinho largo e de
todos os comprimentoR a 40 rs. o p; atraz do
thcatro.
Escravos fgidos.
= No dia 2 do corrente fugio a escrava An-
tonia Benedicta crioula, estatura regula, bem
preta muito ladina e regrista pernas zam-
bas para fora em urna deltas tem urna cica-
triz do urna ferida tem falta de denles a dien-
to levou vestido de riscado de chila miudinha,
saia de lila preta ja usada, e panno da costa e
ferro no pescoco ; quem a pegar leve a ra lar-
ga do Rozario a seu Sr. Joo Manoel Rodrigues
Vallenca que gratificar generosamente, e
declara desdeja que proceder contra quem a
livor oceulta e adesencaminhou como tem
acontecido por trez vezes dentro em um mez,
com todo o rigor da lei.
= No dia 5 do corrento ugio o negro Fran-
cisco Congo, do 36 annos, baixo pernas
arquiadas falla bem que parece crioulo le-
vou vestido calcas azues com um grande re-
mend branco camisa branca jaqueta de laa
preta bastante rota chapeo de palha pequeo,
c urna trouxa na qual levava algumas camisas ,
e urnas calcas brancas; quem o pegar leve a ra
da Cadeia na nova fabrica de chapeos de An-
tonio Jorge, quesera recompensado.
Fugio em dias do mez de Maio passado
de Camaragibe o escravo Antonio crioulo, al-
to de bom corpo, espadaudo pouca barba,
testa alguma cousa calva no alto da mesma
tem um calombinho pequeo com officio de
carroiro ha informacoes que tem estado nes-
ta praca e ltimamente foi visto em S. Anio;
quem o pegar leve a ra Nova n. 20, ou na ra
da Praia de S. Rita em casa da viuva de Jos.
Luit de Souza Barboza que ser recompen-
sado.
Fugio no dia 3 do corrente o escravo
Goncalo, ae naco Rebollo, do 45 annos ,
alto, secco bem barbado rosto um pouco.
picado das betbigas falto de denles na frente,
muito trelosoo ladino da-se muito a embre-
agucv cosfuma ganhar na ra a roupa que
levou he pouco rota e chapeo velho de pello ;
quem o pegar leve a ra da Cadeia do S. An-
tonio sobrado n. 22 quo sera recompensado.
Rbcife: naTyp. dbM, F. de Fama. = 1843


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