Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04996


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Full Text
An no de 1843*
unta Feira 6
Todo agora depende de ni'm leamos; da nossa prodenr-ia, aMnVraoao, e mr-rria: ron-
linuenioi como principiamos, e kcrcmos aporcados coin, dmira i. mire *s Nagea mi a
culiat. ( I'ioclamago da Assembleia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOSCORKEIOS TERRESTRES
Co\am, t Parahrb*, aeradas ae&lai fciras. Hio Grande do N re, quintas feiris.
Konito e Garaiihuru, a'l'* 4.
Cabo -ierinh.iem Rio Fornioao P-rto Cairo Maceio e sla;oas no i ,' H jjj"
Boa-rala* Floreaa %i 2v ><" Anl "> qoi" feir.a Oltadat iodos os das
OAS O\ >M& 3 Seg. s. JacinthoM. Mm. Aud do J de I, da i. r
4 Terg. a habel r-inba. Bel. Aud do J de I). da 3 r.
5 Quart a. Athanasio *d An J A* d ^ r.
< Quiat. a Dominsas V'M Aud do J. de D. da i r.
7 Se*, a. Pulquera V. 'Aud do J. de D da i. r
X Sab. Prooopio 1. Re. Aod do J. de D. da 1 r.
1 Doa*. i. CrrilU t. M.
esmBSOmSBaSBSSSBSBBBBBBBSmm
PARTE OFFICIAL.
de .? n I lio
Anno XX. N. 143.
O MiM.in puhlica-se lodo* os das que no fora-n S nt'f"ados: o pr da ass;n'lnra H
de ires mil res por -panel uos uliaiii.i,l.is 0* arinnq<-jo*'du* siinanle> a m inserido*.
rr*Us sos dos que n mi fivn a ras i > da J' res p r Im'i As reclama .es ileraa aerdiri-
gidas eali Tip ra .1 .s Grata* N. ; ou apr* da independencia loja de lirroa N. 6e.
cambiosSu dia & de .luido
Can., .ubre Lonnrea o 4. Oi.ao-AJu*da da ft,4U0 V.
i. n l'r i .).i. rea por franco N.
Liabiia Uu por lUUdeureaio da 4,1)1)1)
PaUT-Patao**
M ela.eoob.e por cento Petoa i..iluaare
X Oa deie.raaua boa ~r MIA>ES DA LA l\0 HEZ DE J. H.
l.ua Cbeia a M, a* 2 h.,rase >t i* da larde j La ora a 7f 3 ..raa e 2J B. da ni.
Quali.oamg. lH, s ti coral a 22 a ,i. m j u craac. a i, ae 4 horas e 4 sa da larda.
Pleamar de huje.
. f I horas a 42 a. da aanba. | i. a J2 horas* 6a da lard*.
oosapra renda
1,4UL I6.6U0
16, J 16 4u0
V.000 20j
1 IJ i a/u
'.lili i vio
1,J l,9.'U
I Provincia. O Chefe do Polica Antonio /g-
nacto de Azevedo
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 30 DO PASSADO.
Ofllcio Ao commandante das armas re-
vertcndoos processos dos reos, tambor Joao
Pereira da Silva, e soldados Luiz Ximendes,
Carlos Francisco Barbosa, Jos Rufino Couti-
nho, Antonio Fran isco Gorreia o Francisco
Jos de Sant'Anna todos du batalhao da guar-
da nacional destacada ; fin de que faca exe-
cutur aasentencas da junta de justica, nelles
exaradas.
Ditos Ao commandante geral docorpo de
polica e ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, remetiendo copia da organi-
faco da lorca policial para o anno flnanceiro
de IS3 a 1814, na forma da le provincial
n, 109.
INTERIOR.
Conmando das Armas.
EXPEDIENTE DE 22 DO PASSADO.
Offlcio Ao Exm. Presidente, dando-lhe os
esclarecimentos, que pedir em peuoHciode 19
do crrenle, acerca dos cavallos da companhia
de i-avallara que estivera em diligencia na
companhia de artiflies, destinados a pucharem
o parque.
DitoAo mesino, para ordenar ao direc-
tor do arsenal de guerra o retelhamonto da iu-
xiriqueira.
Dito Ao major commandanto de forte do
Buraco, para reformaras requisicesd'agoa no
corrente mez, (junho) por haver engao no nu-
mero dos baldes.
DEM DO DIA 26.
Ofllcio Ao Exm. Presidente, informando o
requerimentod padre BazilioGoncalves da Luz,
no quil pedia a S. M. o Imperador a capella-
na do segundo batalhao de artilharia a p ou
do batalhao provisorio, hoje quarto de fuzilei-
ros do exercito.
luto Ao director do arsenal de guerra, en-
vian' -Ihe as requisices d'agoa para o forte
do Buraco, reformadas em consequencia do en-
gao, que houve, no numero de baldes podidos
Dito .\o commandante do deposito de-
volvendo-lheas requisices d'agoa para serem
de novoor^anisadas do conformidad^ com as
disp isiyes da ordom do dia 3 de junho (pas-
eado) e mosmo porque houve engao no mi-
men) dos baldes podidos.
Dito Ao commandante da companhia de
avallara, autorisando-o dar nova numera-
caoas pr.icas desua companliia na organisa-
i'ao da matricula.
DEM DO DIA 27.
Ofllcio Ao Exm. Presidente remettendo-
llie a segunda via do mappa dos pontos fortifi-
cados da provincia requisitada em ofllcio de
2\ do corrente (junho).
Dito Ao mesino Exm Sr., informando o
requerimento de Manuel Marques do Amara!,
almoxarife da fortaiosa do lirum, que ao Sobe-
rano suppiicava o posto de segundo lente aju-
danle da fortaiosa de Tamandar.
ASSEMBLEA GERAL
CMARA DOS SENUORES DEPDTADOS.
Sendo em 22 de mato.
(Conclusa8.)
E verdade que o nobre deputado contina dl-
zendo:Que podiao haver flns secundarios de-
pendentes de eventualidades e circumstancias
imprevistas at paraos mesmoschefos da revol-
ti' C qUe porisso na podem serconhocidos.
Elle mosmo reconhece que os proprios chofes
podiao desconhecei estes flns e eu tenho em
inuito a rayad esclarecida e puresa de senlimen-
tos do nobre deputado para acreditar quj elle
ln5aj*uere, (lue entre nos clculos da criniina-
idado da acefio um futuro, o nm futuro incer-
to porque sabe muito bem que delictos naOse
presumem nem algumas das ciriumstancias
que constituem o seu elemento moral, que o
nico fiundamento da accao delictuosa ; e com-
quanto a cada passo o nobre diputado empre-
gue o termorebellio, fallando da rev.lta,
tambero acredito que elle, querondo ser concor-
de comsigo mesmo apenas toma esla palavra
na accepyao vulgar e nao no sentido da nossa
legislaco penal. Bom ler e conservar de me-
moria outro tpico do sen discurso que pode ser-
ir para prova plena de alsuma verdade occul-
ta se for bem combinado com alguns dos discur-
sos de outro nobre deputado tainbem pela pro-
vincia do Minas, que tallara em sentido oppos-
to, ut quee singula non prosunl mulla pivant.
(lj. Suspendo por ora o meu juizo a esse re-
pello, e volto a hypothese.
Suppondo por um momento como J disse,
Sr. presidente, eu devo confesar que estou
persuadido de que emS. Paulo e Minas afilia
como em todas as purtes do Brasil, ha su!> lelo-
gados, delegados ejuizes mu icpaos pujoa-
nimo vigoroso e nobre superior a todas as ga-
rantas com quea constituido acolo a njepen-
dencialipoler jilitaro nao vC n nem sen-
tem senada gloria do cumprir o seu devor ;
mas em regra e fallando na maior goneralida-
depossivel, juizesamoviveise fuizos quatrien-
naes, nao tom a necessaria independencia para
bemjulgarem qualquer caso e muito menos
em primes polticos, criroes em que appareco
um concurso de circumstancias capazos de aba-
lar o animo do homem mais resoluto o delibe-
rado a faserjustica. linos s: os espiritos de
tal fortaiosa diz o visconde de Cayr, que pos
sao diser com o poeta de Augusto: faca-SG us-
tica ecaiaoco. Vem temi os nobres depu-
tados auo os discursos proferid s no senado e
as assemblas provinciaes, nem mesmo as i-
das propagadas nesta casa em favor da amnys-
tia ou dos revolucionarios, o da revolucao quo
fossom possad prevalecer no animo desses jui-
zes para absolver os insurgentes. Nao, ellos an-
tes se conduiir pdas ideas que Ihos parecerem
mais anlogas satisfacad, e vistas do poder que
os nomeou.que os pode nomearjui/.e3 do direito,
se sadmunicipaes, ou desembargadores, se sao
juizes de dircitoque os removedeste para aquelle
lugar, bom que sempre barbara o antl-constitu-
cionalmente como terei occasiad de mostrar
nesta casa nao s com a theoria das nossas
leis fundamentaes; mas tambero com exemplos
eexeroplosbem roconles, e isto, quando, co-
mo e pelo motivo, que Ihe parece quo quasi
sempre de leico do poder, quedispdo dellcs :
e quemdispde dos juizes, tambero pidodis-
por dos juizos disse um conselheiro do estado
dorei da Franca; do poder, em cujas roaos pa-
lio os destinos dos homons a quero pedimos
justica Nao ha nada mais triste nada mais
que a revotado Minasosse urna perleita rebe- SKSi., nJf.TA
lio. novejoqueos documento^ que podoo^m "^i'ri? J V*aPaz,dt0xp"cara rasa,
deputado autor do rnri,n,n.n pnscJ subiente da in.moral.dade de um povo qual-
quer, do que esta pesada influencia que over-
ee o gove no do Brasil sobre o poder judiciario!
Sobre o nico poder quo explica essoncialmonto
a ndole o carcter o u flu da sociedado civil.
Deque nos servira o poder legislativo, anda
que fosseco.roposto deanjos, se o poaVr judicf-
ario nao tivessea ntvessaria Independencia para
nobre deputado autor do requerimento possad
satisfazero fin que se propde ; porque, segun-
do o que pude colligir das obseivacdosque fize-
ra quando o apreso-ntou entendo que osqer
para justificar a sua conducta nogovernode Mi-
nas durante o lempo da revnlla contra as im-
putaedes calumniosas qu Iho ho feito fra des-
ta casa ; nao faga o n >bre ex-presioente caso
de bagatcllas. Vanee voces poputi non surt audi-
enda. Creio que para isso basta que o nobreex-
presidonte proveque em touo lempo de sua ad-
bcinju'gar? Que leis salnrio das roa >s do le-
gislador, que se nao por lessoni as roaos dos
juizes coro a sua interpretacad dout I nal? De
que serviriao as mais sabias prnvid. nci-silupo-
IZSS.r? cnTh"ma m,d,'dad--radroinistratvo sobro os diversos ramos da
ZSr 1 P aS? r,i'f)res mwfH' 1T2SSE"~*Z % -*! "asara indepenLci ,\ quando
midade, e s do conformidade com ellas; mas
se o nobre deputado quer os documentos que pe-
do s para provar que os insurgentes tinhao um
flu diverso daquello que clles roestnos procla-
inavad ei.tad creio que Ihe nao podem servir;
porque, Sr. presidente, por urna constante,
roas desgravada experiencia, sabemos, que qual-1 P""ocs "e 'do na casa j sobro
quer quo soja o lim do revolucionario, justo ou simpi,thli's J* sbre peiseguices de alguroas
injusto, elle sempre excentricn da oruem PS_ i >b ervafdes do discurso de outro nobre de-
cter de I Putado ,ai"bero por Minas; discurso que
i'i li-l Mllltl I nnin!;in lim laliil. A,. aalt**al___
as vahtagens o osdireitos adquiidosem virtudo
dessa providencia fossero contestados em jul-
io ?___
D.-ixando isso, por hoje vejamos se pode-
mos concluir alguiua cousa sobre as diversas o-
J.
polica.
Illin. e Exm. Sr. Participo a V. Ex., que
em todos os termos da provincia, hemeomo
nesta capital, tero contii.uauo o socego nao
bavendo mesmo receio de ser a tranquillidade
publica perturbada ; o que alirmo a V. Ex. a
vista das lcenles participaces receladas de
quasi todos elles. Boro desejava poder igual-
mente asseverar a V. Ex de liaverem desapa-
recido as vindictas particulares ; roas esta for-
tuna s nos poder acontecer quando a illus-
tracao l'or dillund ida por esses sertes na mai-
or parte anda desertos : entretanto as autlio-
ri iades policiaes nao U-in desanimado econ-
tinuao a empregar os ineios lgaos ao seu al-
cance aliui de prevenirem c corrigirero os
atlontados contra a vida do cidadao crime es-
te que (por inlelicidade nossa) sempreappa-
receu ero todas as pocas e ero maior ou me-
nor numero pelo interior nao s > desta mas de
todas as provincias do Brasil. D. G. a V. Ex.
Secretaria da Polica de Pernambuco 3 de ju-
tabelecida; os excessos sao sempre u cara
sous mcios ; porque sao seus meios lodos a
quelles que elle julga apropriados para leasar ao ma
3 seu fin sao seus muios todos aquellos que Iun"a
a necessidado da victoria Ihe suggere, ou para
conseguir o n, como ja disse, ou em ultima
analyse parase escapar as penas que o agual-
dad no caso de derrota ; ese o no:>re deputado
quer com elLsjui-lificar alguma medida extra-
ordinaria que e.npregasse para neutralisar os
excessos que declarou ainda assim nao os jul-
go precisos: 1, porque todos ns confiamos
muito na honrada palavra do nobre deputado ;
2, porque basta a simples raso de os ter pedi-
do, pois que pedi-los, se ellos nao existissem,
depoisde nad ter declarado que se i lies derad,
e quaes elles forad, lora o mesmo quo querer por
em duvida a sua reputacao o que incompa-
tivol com os sentimentos o homem ainda da
mais obscura indicad, quantomais coro os do
nobre debutado que um homem de bem.
Quanto sperseguiedes de que so queixad os
insurgentes e de que tanto se tero fallado nes-|
asa eu nada posso sBrmar positivament,
Iho de 1843. Iliui. e Exm. Sr. Presidente da j dente.
* a----------------s------.--------r
porque nao tenho informaedes exactas do que
tero occonidocm Minas e S. Paulo a esse res-
ihm'Iii in;is iuliiado c!^ colisas ni>id nne onli-
nanamente acontece, inclino-me a crerque al-
gumas sedanao, seroque podessein vil nem di-
recta noro indirectamente do nobre ex-presi-
na minha opinio, um titulo de distie-
>ara seu nobre auior ; visto que, longo
mentar os seus raciocinios as llie-
orias do seculo 18, elle os sustentou com o
leslemunho dos santos padres e doutores da i-
greja porcujo motivo um oos nobres deputa-
dos pela provincia da Babia Ihe chamou hu-
milia; roa prouvera a Dos que nos empre-
gassemos urna grande parlo do lempo ero lazer
humillas, porque entooutns serian os costu-
mes, outras as leis eo governo outro( l uro pa
ragrapho).
Grande foi a sorpresa Sr. presidente, que
me causou a leilura doste paragrapho tanto
maisquanto maior o corpecito eni que tenho a
palavra do nobre deputado que muito preso.
Como comprehender no meio de urna popula-
cao que toda ella condemna a revolucao eos
revolucionarios, os legalistas a tremer por to-
da a parte pela sua seguranca, cobertosdo mal-
dades e ignominia sem ter quero os defenda?
OSr. M. dos .Sanios:Troroem dos mos.
-Bem, isto o quo se
,/'...-1. .
. uitiiu:
poderia suppor dos insurgentes ; e porque um
ou outro portencente a excepcao revolucionaria
os almadicoe. jamis se pode dizer "e os lega-
listas tremeui por toda a parte cobertos do
inaldicdes. Em todas as partes do mundo ha
um pequeo numero de perversos quo nao du-
vidariao se podessem nao s combater, mas
mesmo anniquilar em seu proveito os nossog
n.iissagra I s direitos; mis ta nbein em todas
is partos ha una gran lo maioria que, segu
cojturoes opxstos n rasonhaca a necessida-
de la proteccad om nim nella conflam >s ,
e p>r isso do nenhu-n ro.lo polomos diser que
tremarnos por toda a parte. sta oDsorvacad que
faco nao servo entenda-se bem para com-
pararos perversos de quo fallo com os miseros
insurgentes alguns dos quaes conheco res-
pelto o amo; mas serve para provar que, as-
sim como nad trememos dos preversos pelo seu
pequeo numero; ta:nb;m os legalistas nad po-
dem tremer dos insurgentes pela mesma rao.
O Sr. M. da) Smtos:rom-me entendido
ni uito ao pe da lettra.
O Sr. 1/. da Cunlw.t. o que aqui esfA es-
cripto. Sou sabiniano ; o se os legalistas tre-
mem dos insurgentes (continuando), enlad
porque a maior Curca eslA nelles; mas como
suppor a maior f rca em urna ridicula minoria?
Tambam nad se p le di/erque tremad alta de
proteccaodo govern / ; porque os nobres depu-
tados pelj provincia do Minas Ihe prestad tao
espontneamente o seuapoio, e ainda que o
governo nao protogesso os legalistas, estes sem-
pre estavSo do melhor condico pela forca do
seu maior numero mas, dando de barato que
unse outros tremado estejao cobertos de mal-
diedes, onde est a rasad e o meio para discr-
minarquacs a.melles com quem a populacho
sympathisa ou nao?... ad consequencias que
eu l i ro desLe tpico do discurso do nobre depu-
tado.
Em outro tpico do discurso do nobre depu-
tado so le, qu na villa de S. Jos os legalistas
mais pronunciados quo alise opposerad ao mo-
viniento rebelde se achad j processados e a-
cre lita que os processos nad podem ter outro
fundamento senoo tercio sido legalistas (e leu).
Sr. presidente, urna das duas : ou os juizes
forroadores da culpa estad todos doudos ou
todos elles sympathiso coro os revolucionarios
de urna roaneira inexplicavcl. Se estad doudos ,
entad nada mais obvio do quo haverem senten-
cas absolutorias do crime, e condemnatorias da
innocencia e debaixo desttf reiaco temos per-
sogo coes ; mas se os juizes nao estad iudos,
o quo apparece uro excesso de amor pelos in-
surgentes ou pela revolucao do modo que ,
sallando por to.iasas considoraedes de Justica,
nao duvido levar urna vinga.ica barbara e cri-
roiiiosissiuia seus esforcos ero favor da foi ; roas se elles nem
estad doudos, nem sympathiso com a revolu-
cao temos quo aqui ha uina forca maior que
os arrasta ; o ou. naoquerendo supp5ro peior,
acredito que esta forca vein da decidida prtec-
cao que Ihe dao os legalistas como nos infor-
men o nobre deputado por Minas, a quem pri-
meramente me refer, no ultimo tpico que
II no seu discurso, suspendendoento o meu
juiso para o formar agora. Mas se estes
juises sao capases desuecumbir a influencias es-
trantias. a os precoitos da justica para absol-
ver quem nos_ poder allirmar que, por influ-
encias oppostas tambero nao suecumbao para
copdemnar? Eis roais uina raso para receiar
perseguiedes.
Ta ro bem disse o nobre deputado ( lendo um
paragrapho do discurso) que o* implbados no
movimei.to extra-legal vo sendo por toda a
parte absolvaos. Senhores quem absolve ou
condemna o conselho sorteado d'entre lodos
os jurados presentes o se a sorte sempre se
pronuncia em favor d's insurgentes, temos que
aqu anda a mo invisivel de Dos que nao
quer que elles sojao punidos, ese Dos nao
quer que ellos sojo punidos porque os jul-
ga innocentes o contrario do que repugna com
a sua justica infinita ; roas se aqui nao anda a
mo invisivel de Dos, senuo o conselho sor-
teado d'entre os jurados, e estes por toda a
parte absolvendo os insurgentes, claro que
sympathiso coro os insurgentes ou com a le-
voluco, e entao temos quo todos em quero con-
correin asqualidades nocessarias para jurados
tero as incsinas sympathias podendo-i>e por
consequencia dizer que a maior parte da popu-
larSf polo menos symtwihisa cot! os revolucio-
narios o que cu acredito,
Nao ha Sr. Presidente, ou ao menos eu
nao sinto nao ha a menor difliculdade emerer
quea populaco condemne a revolucaoe sym-
pathise com os infelizes. Na provincia de Per-
. ambuco houve em 1817 uina revolucao con-
tra a legitima autoridade do soberano revo


^5T
r.i

lucao que parece que comecou, e acabou sem
que a populachosoubessc o queaquillo importa
va, excepto os seus autores. Sao espantosos os
males que entio soffreu aquella provincia, niales
que de nenhum modo se podem comparar com
os que sollreu e soflre a provincia de Minas !
Qual o Pernambucanoque nao vio um prente,
ou pelo menosumamigovictimados mais atrozes
e barbaroscastigos? Qual aquello cuja fortuna nao
estava exposta a manter os vicios e as miserias
de alguns individuos que para la forao manda-
dos com honradas excepcoes ; mas qual o
Pernambucanoque nao via comhorror e indig-
nadlo os juizes que l forao a desaggravar as
leis naquelle lempo ? E ainda que se lhes dis-
sesse, nlo ha razao para isso, porque, excepto o
Bernardo Teixera.o Ozorio e outros, sao bons,
cboro comnosco. Noqueriaouovir.No; dzio
em resposta, tudo o diabo. Hoje mesmo todos
os hoiuens sensatos ali condemnao a revolucao
de Minas e S. Paulo porque todos estao con-
vencidos que qualquer passo dado neste sentido
podia trazer ocompromettimento da integrida-
de do imperio e que este compromcttimento
chamara de certo sobre as nossas cabecas todas
as desgracase calamidades de que estSo cheias
as paginas sanguinolentas da historia do mundo
1 (apoiados) Mas nao obstante todos, na a-
margura de seu coracao lamcntao a sorte e
os soTrimentos de um Ottoni de um Carya-
Iho, e de outros do quem apenas ti n nao noticia
por seus talentos sua probidade e outras qua-
Jidades dignas das esperancasda patria.
Ora,|se isto acontece em urna provincia estra-
nha o que deveriamos esperar daquella orT-
de elles nasceriio forao educados residem ,
tem pais parentes amigos e relacionados.
E* este o motivo das absolvieses. Nem se ale-
gueui para contrariar-me os males que a revo-
lucao causou porque de nenhum modo se po-
dem comparar os males que soffremos prove-
nientes de um malcommum com aquellos que
se nos fazem de proposito e deliberadamente
com o fim de offender-nos para equiparar aver-
sao que nos merecem os seus autores. O re-
conhecimento da necessidade do castigo ja nao
um simples esforco da razao elle deve passar
por urna verdade de sentimeuto ; mas este sen-
timento se absorvo todo nos mysteriosda amza-
de e do amor ; o caso em que diz Pascal:
que o coracao tem suas razes que a mesma
raz3o nao conhece e que parecem ( accres-
cento eu ) escapar antes ao sentimento do
que reflectidas e dictadas pelo dever. A ami-
zade o sentimento mais fecundo e mais gene-
roso do coracao humano de ordiuario diz
um publicista moderno n6s nao somos seno
aquillo que os nossos amigos querem que se-
jamos.
Eu nao acabarei, Sr. Presidente sem res-
ponder ao nico argumento com que combateo
a necessidade de u/na aministia em avor Jos
infelizes insurgentes um dos nobres deputados
pela provincia do Rio de Janeiro que fallou
ulu'mamente sobre a materia. Disse o nobre
deputado : que ainda nao era tempo de se dar
urna amnista; porque ainda corriao as lagri-
mas das mulheres dos filhos, netos e nao sei
de mais quem que choravao a perda de seus
maridos, pas &c. que perecro em fa-
vor da legalidade. Se a amnista, Sr. Prjsi-
denle um total esquecimentodo possado ,
ou srja geral ou parcial a respeito daquelles
a quem ella comprebende, evidente que a
amnista tem por fim prtr termo ao prosegui-
mento da justica criminal ea todos os seus
tristes effei tos; mas a isto se oppe as lagrimas
e os suspiros ; mas qual a razao por que a isto
se oppe as lagrimas ? Se polo desojo que tem
as familias dos legalistas de desaggravar as leis,
ou pelo amor do exemplo publico, ali s un
sentimenlo muito louva\el enlao direi ao no-
bre deputado que a amnista nao um negocio
dos que chorao mas sim do governo e a-
quillo que pertence a todos nao pertence ex-
clusivamente a ninguem : fra desta razao o
que fiea desejo do vinganca a que o governo
se nao deve prestar ; desejo que se exulta tanlo
maisquanto maior a facilidide de levar avan-
to os seus effeitos os quaes sao denuncias ,
calumnias depoimentos falsos e tudo o que
pode converter a justica em um flagello, ma-
les este? que desapparecem com a amnista e en-
tio conciliamos esta vantagem com outra e
enxugar tambem as lagrimas das familias da-
quelles que gemem as cadas privados dos
soccorros que s elles lhes podio ministrar O
governo nao obrigado a desaggravar as fami-
lias dos legalistas senao pelo modo compati-
vel com as leis e este modo nao pode exce-
der aos meios necessarios para roparacao dos
damnos que soflrero ; mas cadeas ferros,
denuncias &c. nao reparo os damnos sof-
r...ic nnrinnii nada mnfirto as Ingrimas.
pois de nossa mesma natureza ceder a neces-
sidade e renunciar o desejo que se nao pode sa-
lisfazer : a questo pois reduz-se a saber se a
omnicija mi nao de utilidade publica no caso
dresente por outros motivos e nao por este ;
questao porm em que me n3o metto ; porque
nao sou estadista t disto temos nos em abun-
dancia. Neste neg ci sou levado pelos son-
timentos de humante lude.
Mas, Sr. Presid nte em honra dos sobe-
ranos que tem cor medido amnistas em casos
muito mais diffceis do que o nosso eu vou re-
ferir um (acto hist orico que muito satisfez o
nieu coraran. Fui ppe III, tendo dado urna
amnista parcial a i ima das cidades que se ti-
nhao rebellado con Ira elle um desses infames
cortczos que sacril icao ao sou officio de adula-
dor os mais nobre; sentimentos do coracao hu-
mano bem com o a commisso foi delatar
ao re o lugar em que se achava um dos crimi-
nosos que nao esta vo comprehendidos na am-
nista ao que o ( oneroso monarcha dando-
Ihe as costas n >spendeu-lhe : melbor Jora
que Ihe mandasseis dizer que eu aqu me acha-
va do que deca rar-me o lugar em que elle
se acha. Tal era a importancia que o sobera-
no ligava aos eh'itos da amnista, que elle
mesmo procurava Iludir a excepcao e abor-
reca aquellos que a queriao fazer effectva.
Concluo Sr. Presidente declarando que es-
tou e continuarer a estar com o favor de Dos
na opposico decididamente ao ministerio ac-
tual emquanto elle nao fizer urna decararao
solemne de que reprova e nunca seguir certas
mximas anti-constitucionaes e por isso mes-
mo destestaveis porm seguidas pelos seus an-
tecessores; pois me parece que elles as abracao,
eassimtenho satisfoto ao nobre Ministro da
Marnha.
O Sr. Torres : Muito obrigado.
A discussao fie a adiada pola hora.
Continua a discussao do voto de gracas em
que tomo parte os Srs. Veiga Carneiro da
Cunha o D. Manoel.
COMMERCIO.
Alfandcga.
Bendimento do da Ia.......... 4:380$851
Descarregao hoje 6.
Brigue Triunfante o resto,
Brigue Cecily fazendas.
Patacho Catsador fazendas, .bisas, lqui-
dos, e passas.
Polaca Utar farinha de trigo.
IIovimonto do Porto.
Navios sahiios no dia 4.
Rio de Janeiro ; brigue nacinal Restaurador ,
onpitao Jos Francisco dos Sautos carga vi-
nbo, o outros gneros.
Macei ; sumaca nacional Quatro IrnUtos, ca-
pitao Jlo Fernandes carga gneros do
paiz.
PERNAMBUCO
Rrndimento total da meza do consulado desta
cidade no mez de junho findo; a saber:
Direitos de7p. cem de exportacao 27:743,329
Ditos de 7 dito dita.
Ancoragem para fora do Imperio.
Dita dito dentro do dito....
Depsitos que excedrao de anno.
Emolumentos de certidoos......
Rendimentos das provincias.
Dizimo do assucar de ALgas...
Dito do dito de Sergipe........
Dito do Algodao da Parahiba...
Dito do dito do Rio Grande doN.
Dizimo do assucar desta provincia
Dito do algodao da dita........
Dito do caf da dita...........
Dito do fumo da dita..........
Taxa de 40 rs. por sacca de algodao
Dita de 100 rs. por raixadeassucar
Dita de 40 rs. por feixo de dito..
Dita do 20 rs. por barrica e sacco
de dito...................
Editaes.
marcha brigue portuguez Triunfante, forrado
e encavilhalo de cobre, tem as mais bellas, e
excedentes commodidades para passageiros, com
preferencia em tudo a outro; quem no mesmo
brigue quizer carrezar ou ir do passagem pode
dirigir-so ao capitao Silverio Manoel dos liis,
ou a casa de Mendes & Oliveira, na ra do Vi-
gario.
Le i loes.
13,159
4:476.828 {
159,905
20.647
14,920
32:428,788
841,688
1.968
665,593
8,156
33:946,193
7:377.149
4:868,207
4,001
,840
46:196,390
177,840
156.320
3.520
158.260
Rs. 46:692,330
Pelo administrador o primeiro escripturaro.
Antonio deSouza Res.
Public.1C&) a pedido.
PARAHIBA.
Consta do livro da porta da Secretaria da
Presidencia terem sido concedidas somei te as
lcencas designadas abaixo e mais nenbuma ,
desde que Presidente daquella provincia o
Fxm. Sr. Ja ni i m.
Dia 19 de Abril de 1843.
OP. Leonardo Antuncs Meira Henriques ,
prolessor da cadeira do LycCo desta cidade re-
quorendo tres mezes de licenca para ir a ci-
dade deOlinda continuaros seus estudos.
A vista da informaco do Sr. Director do Ly-
c concedo a licenca requerida na forma,
e com a clausula do art. 76 dos respectivos Es-
tatutos, tendo principio no dia, em que for es-
te apresentado.
Da 9 de Mato.
Manoel Tertuliano Tomaz Henriques, pro-
Victnte Thomaz Pires de Figueiredo Camargo,
Commendador da rdem de Christo, ins-
pector d'alfandega, ic.
Faz saber que achando-se no armazom n.
6 d'esta alfandega lem do tempo permittido
pelo regulamento as mercadorias abaixo des-
criptas serio arrematadas por conta de quem
pertencerem se dentro do prazo de 30 dias
contados desta data nao forem despachadas pe-
los seus respectivos donos aos quaes nao Pica-
r direito de reclamar em tempo algum contra o
o fo i to d'esta arrematado.
1 caixeo com vinhos marca J B M, vindo
pelo barca Tentadora a J. B. Moreira.
1 barril com vinho, marca I a Emigdio Jos
de Oliveira vindo pelo mesmo navio.
1 quartola com agurdente marca S C W
vinda pela barca princeza a Kenworlh & C.
Allandega 5 de julho de 1843.V. T. P.
de F. Camargo.
Dcclaracoes.
-- A administracao dos estabelecimentos do
caridade manda fazer publico, que a tercei-
ra e ultima praca da renda dos predios abaixo
declarados continua as sextas feiras na sala de
suas sessoes pelas 4 horas da tarde.
Ba do Aztite de Pexe n. 1, dita do Bur-
gos n. 2 dita do Encantamento n. 3 dita do
Padre Floriano n. 43 dita de S. Jos n. 5 ,
dita de Manoel Coco ns. 3e 38, dita das Cin-
co Pontas ns. 98 116, e 118 dita da Vira-
cao n. 7 travessa de S. Pedro n. 2 ra de
Hortasn. 33 dita da Roda ns. 5 e 9 (oito
lojas) dita da Glora n. 65.
Sala dassesses d'administraco dos estabele-
cimentos de caridade 1. de julho de 1843.
O escriturario, F. A. Cavalcanti Cousseiro.
A barca Firmeza recebe a mala para o
Rio de Janeiro .imn ha (7 do corrente) s 9
horas do dia.
=No dia 4 do corrente pela 1." vara do ci-
vcl, teve lugar a 2.a praca da olaria no lugar do
Barbalho defronte do Montoiro, com casa pa-
ra feitoreescravos com bom barro, e baix.i
para capim avaliada em 2:0008000 de res .
e no dia 7 do corrente ser u ultima praca.
= Esta em nraca para sor arrematada pe-
rante o I)r. Juz do Civel da 1.* vara Antonio
da >lva Neves a botica de Francisco Jos d<
Sacramento cita as lojas do sobrado n. 120
da roa Direita desta cidade por- pinhora di
execueo do propnetario Caetano Pinto de Ve-
ras para pagamento dos alugueis da mesin*
joja; as pessoas, quequizercm arrematar, diri-
lao-se ao porteiro dos auditorios para verem a
avaiiaco que foi dada a dita botica.
Avisos martimos.
Para o Rio de Janeiro com escala pela
Rabia a sumaca Carolina, capitao Manoel Ro-
drigues Pimenta da Cunha recebe carga para
os dous portos tendo no ultimo de demora tao
somente o tempo necessario para a descarga ,
recebendo igualmente escravos a frete, e passa-
geiros para o que tracta-se com o seu consig-
natario Joaquim Baptista Moreira no seu es-
criptorio na ra d'Apollo ou com o capitao a
bordo.
Para Lisboa vai sabir por estes dias o pa-
motor publico desta comarca requrendo'tres tacho Novo Congraso muito veieiro forra
mezes de licenca com seu vencimento ao me-
fmin com mutade dellcs
Concedo aosupplieante dous at tres mezes
de licenca sem ordenado ,
do presente mez.
fficial maior.
do e encavilhado de cobre anda recebe algu-
ma carga c passageiros; quem no mesmo pa-
tacho quizer i arrogar, ou ir de passagem dirija
rdenado a partir do dia vnte se ao capitao Manoel Jos Rato uu a Mendes
. Jos Antonio Baptista. & Oliveira na ra do Vigario n. 21.
=Para Lisboa com a maior brevidade vai
sabir o muito bem construido e da primeira
Ocorretor Oliveira fara leilo de grande
variedade do mobilia pertcncente a diversos a
qual se vender sem limites inclusive casticaes
e outras obras de prata cadeirinhas de rebuco
ice. : quinta feira 6 do coi rente s 10 horas da
manha em ponto no armazom que foi do Sr.
Stewart na ra da Cruz.
Avisos diversos.
O CHORA-MENINO N. 7.
J^ahio hoje e est venda por 20 reis;
na praca da Independencia ns. 6 e 8.
= O bacharel Jernimo Salgado deCan'ro,
advoga no crime, e civel na ra Direita so-
brado n. 60 onde cnsina por mdico i re ?o
as tardes lalim francez retborica filo -
sofia prometiendo a aquellos que com o an- -
nunciante quizerem estudar todo aproveila-
mento para o que nvidar seus esforcos.
Troca-se urna negra que sabe lavar cosi-
nhar e he de meia idade por outra qua sirva
para vender (rutas na ra ainda que seja de
idade crescida : em Fra de portas n. 96 ou
na ra do Trapixe novo n. 18.
No dia 13 de junhode 1843 fugo um me-
nino por nome Manoel, de 14 anuos de dade ,
o que parece ter menos pela sua estatura baixa,
largo das paz cabeca redonda cabellos [ro-
tos como um cabocolinho urna scalriz antiga,
cor bastante trigueira com algumas marcas
de bexigas no rosto olhos grandes e vivos, com
urna Irelido quazi apagada dentes limados a-
diante nariz pequeuo e afilado levou carni-
za ceroula, chapeo de palha, urna espingar-
da lazarina invernzada euma pequea patro-
na de cassador cintura sabe bem ler escre-
ver e contar; roga-se encarecidamente a qual-
quer pessoa que tenha noticia deile a carida-
de de o pegar, ou ao menos de o denunciar ao
seu pai inconsolavel, que mora na estrada, que
vai lo Recfe para Olinda no sitio da enciuzi-
Ihada de Belom, que Ihe pagar- boas al*iiaras.
- O abaixo assignado laz saber ao publico ,
que se retira desta provincia para o Rio de Ja-
neiro. Antonio Joaquim Gaspar.
J. P. Adour & C. convidao novi.menteas
possoas, que tem ppnhores nu sua loja da ra
Novadeos irem buscar no prazo de 8 dias con-
tados de 6 do corrente julho ; no caso contra-
ro seriio vendidos para pagamento
Urna pessoa se oflerece para ensinar em
algum engonho ou sert3o as prmeiras let-
tras, principios de grammatica, latim, e
francez : a quem convier annuncie ou diri-
ja-so a ra do Itangol n 34.
Nobotequim da ra das Cruzes continua-
se a fazer jantares para fra com toda a linpeza
e aceio e nao fora de preco ; quem se quizer
utilizar dirija-se ao dito hotequim a trata do
ajuste ; tambem se precisa de um escravo para
o snico do mesmo hotequim quem o tver
dirija-se ao dito hotequim a tratar do ajuste.
Qualquer pessoa que quizer tomar conta
de urna carrossa para qualquer trabhlho e se
suscitando ao ajuste, procure na ra Direita
n. 52.
Jos Candido de Carvalho Mideiros em-
barca para o Rio de Janeiro, oseo escravo
( mulato ) de nome Clemente que comprou
a Jos Candido de Barros.
Precisa-se allugar urna casa terrea ou um
sobradinhodeum andar para pouca familia ,
que nao exceda de dez mil rcis mensacs sendo
no bairro de S. Antonio : annuncie por esta
folha.
A pessoa que annunciou querer urna
ama para casa dirija-se atraz de S. Jos ra
dos pescadores, esquina do lampiao.
f


Precsa-se de ama preta forra, e desempe-
,dida para aini de poquena familia dando-se-
Jhe o sustento calgum salario : na ra do No-
gueira n. 13.
-Precisa-sd de um homem para feitor de si-
tio que seja portugus, ou brazileiro : dirija
se a ra Direita n 12.
Aluga-se un segundo andar de um sobra-
dlo na ru i dos Burgos, com bastantes commo I s
para familia; a tractar na ra da Madre de Dos
n 7.
Procisa-sj de doiscaixeiros, sendo um pa-
ja tomar conta de urna venda por balanco, e
outro de 12 a 1 Van nos, ainda que nao lenba
pratica mas que seja ltimamente chegado ;
jia ra do Sebo casa terrea n. 42 ao chegar
Trempe.
As coussueiras de Jacaranda nnnunciadas
.dias j se adulo desembarcadas; quom as pre-
tender dirija-so ra da Madre de Dos n. 7.
D'i-se200$000 reis a promio, sobre pe-
nhores de ouro na Boa-vista n 39.
Na ra de Agoas Verdes n. 21 por cima
do assougue precisa-se alugar urna caa terrea
pequea ern qualquer ra do bairro de Santo
Antonio sendo o seu alugncl do 6 a 7 mil reis ,
d-se bom fiador, e at mezesadianta.os.
Aluga-se na ra da Moeda n 7 um ter-
ceiro andar com 7 quartos.duas salas, e cozinha
no soto por preco commodo ; os pretenden
tes tractem com Firmino J. F. da Roza.
Precisa-se de um oficial de cbapeleiro e
juntamente de um menino portuguez para cai-
xeiro de urna venda ; na ra da Gloria sobrado
n. 88.
Quem ti ver para alugar um a preta que
saiba vender na ra dirija-se ra do Cotu-
velo n. 8o ou annuncie.
Precisa-se de urna pessoa capaz que se
queira encarregar de escripta e balcao; em Fore
de Portas n. 122.
OSr. Francisco Antonio da Santa Cruz
queira dirigir-se s Cinco Pontas n. 32 a ne-
gocio de seu interesse ou annuncie sua mora-
da para se Ibo fallar.
Na praca da Independencia loja delivros n.
6 e 8 existe urna carta Topogrfica das vizi-
nhancas de Goianna, para ser entregue a quem
a deixou icar all.
O aoaixo assignado inhibido de poder co-
brar certa quantia de que Ibe he devedor An-
tonio Pereira Pinto de Faria, porque este ven-
deo o engenho Gongassari e comprou outro
em nome smentc de um filho e genro, dei-
xando por similhante maneira dcsheidada urna
iilliu a qual, segundo os olficios de amizade ,
que Ihe prestou na sua adversidade, nao se por
tou como tal mas sim como mai: e constan-
do-lhe, que urna pessoa hypothecra urna casa
terrea sita na ra de S. los pertencente ao mes-
mo Antonio Pereira Finio de Faria, a qual d-
zem haver sido embargada, roga encarecida-
mente dita pessoa o ob equio de inlnrmar Ihe
acerca do ueslino que se deo a dita casa se
todava est hypothecada ou embargada.
Jos Mafia de Carvaho.
Marcelino de Carvaho Rapo?o comprou n
Manuel Jos Fernandes urna escrava de 13 an-
uos de nome Antonia e quer embarca-la
pata o Rio do Janeiro.
Precisa-se alugar um sobradinho de um
andar, ou uin segundo andar, sendo as prin
cipaes ras deste bairro deSanto Antonio; quem
tivar annuncie, ou dirija-se ao pateo de S. Pe-
dro n. 10.
'rs. Redactores. O nosso sujeito F. J. D
da Costa deu cavaeo a rcspeilo do meii annun-
ci inserto no Diario n i32 e aprjsentou-se
com as muniycs das suas venlados de que
sempre usa e a que acostumado em o Di-
ario de 3 do correte, n." HO. Gritando a
mesma arenga de seus descompassados e tedio -
so* annuncios ; queaSr.'D. Florencia Marga-
ndo'dos Pra/eres se acha com 70 e tantos an-
nos de idade cega de ambos os olhos ( o Sr
Costa nao nos deu noticia do 3., que se esque-
ceu o estado em que se acha ) e por isso in-
capaz ( diz elle ) de reger sua pessna e bens ;
( porm elo outro sempre so tem regido ape-
zar das silladas do Sr. Costa ). Finalmente
vem com um ser ella, ser elle quem sedu-
zio a tuba da mai ser ella ser elle que a
conduzio para casa do Sr. C. e que passeiava
de noite de braco sem pejo I e logo Ihe esta-
beleceu o lupanar da ra do Fogo, para melhor
por em pratica seus planos, porque como ella
assignava por sua mai todos os papis e at
pr^curaces queria te-la a sua disposico.
Mas est engaado que se apparecerem bao
de ser desmascarados ( por isso que berra
com os seus annuncios ). Continua ser el-
la ser ello quem comcu a grande somma
de dinheiro ricos movis joias preciosissi-
mas escravos bens de raiz e mais nhjectos
aiimiraveis ( crcio que muita somma de leches
de lenha de dez reis ). =. Inda que o Sr. C.
procure, examine a bagagem da senbora sua
comparea que quem sabia onde ex istia esse
inciraina u preciosidades, que por forma
nenhuma o Sr. C. consentira que deixassa
to grandes cabedaes expostos cnica dos que
dumino. ( antes os qjUO favorecein e servem
a desamparada ceg. Sui sogra ). Rui quinto
ao mais m existisse em Purnambueo \| .noel Jo-
s Pereira Lima, teridmosasatisfaco de saber,
e expor as devoees do Sr. C. ou ao menos
seexistisse o Rev. P. souconfessor que pos-
suiu as quatro casas que fazo n o patrimonio
boje do Sr. C. Kis-aqui as municoes de ver-
da les; quer do Sr. Costa quer do Sr. lui-
ras ; capazos du desconcertar, o de transfor-
mar o homem dehem ao o de roto esarrapado n descalco de da e
de noite e at! desmemoriado : o que aconte-
cera ao Lima se nao fosse to ligeiro ? Com
tudoagora me record, que o Sr. C. tendo
adoptado a jaqueta de lirim depois que leve a
fortuna de ter as suas ordens sua cunhada j
tornou a apparecer de sobrecazaca que indica
grande riqueza. Continua ser ella sera
elle que sumiu o inventaro para lar principio
as velhacadas ? o Sr. C. foi quem chamou
juizo sua so,-ra para azer o segundo inventaro.
Ser ella ou ser elle sumiu o primeiro os
6008000 forao confessndos e pagos com a re-
convencao de 19:3198070.
E diz o nosso here honrado que munido
da verdade que tem feito tantos annuncios.
Ora v l........Srs. Redactores eu ainda
sou o seu assignanto
O inimigo dos velhacos..
=Precisa-se alugar carros para remover u-
ma porco do calica ; quem os tiver dirija-se
a ra da Cadeia n. 2o que se dir quom as
precisa.
as A negocio de seu interesse desej a -se fallar
com o Sr. 1 rancisco Jos Ferreira Lima mo-
rador no Ico ou a alguem por si: na ra da
Cruz n. 51.
=Eduardo Benn retira-se para fora da pro-
vincia.
= Bernardino Pereira Ramos, como tcs-
tamenteiro e inventarianle dos bens do fallecido
Manoel da Silva Maia avisa pelo presente an-
nuncio aos credores do dito finado para que
noprazo dequinze dias vao legalisar as suas
contas no cartorio do escrivao dos Orfos on-
de se est procedendo a invent rio.
= Ricardo Alexandrino de Andrade, Bra-
zileiro retira-so para o Rio de Janeiro.
=A. W. Lyon, retira-se para fora da pro-
vincia.
= Roga-se encarecidamente pessoa que
por engao tirou urna carta vinda noste ultimo
navio de Lisboa para Antonio 'ebastiao d jsSan-
tos queira manda-la entregar, como estiver,
na loja doSr. Joaquim do Souza Pinto, na ra
da Cadeia n. 9 ou annunciar que alem de
so pagar o seu porte se licar summamenle
obrigado.
= Arrenda-so um grande armazem proprio
para socar assucar ou outro qtnlqu.r estabe-
lecimeno por ter embarre a toda a hora na
porta : e outro mais pequeo, em casa terrea ,
com as mesmas proporcoes ; a tratar na ra dd
Praia n. 37.
= O Kv r. Jos Luiz de Santa Boza do con
vento deS. Francisco de Olinda baja dedirigir
-se no Recife ra da Cruz n. 6-, para reee-
ber urna encommenda que Ibe vem da Babia.
= No dia 7 do correnle na poita do Jui/ do
Civel da 1.a vara se ha de arrematar por
ser a ultima praca um sobrado de um andar
na ra do Bozario Larga deste bairro de Santo
Antonio n. 37 ; quem a pretender comparcea
pelas 4 horas da tarde.
= Conlinua-sea tirar pasaportes para den
tro do Imperio c despacho-se escravos, tu-
po com brevidade ; tratn-se no Atierro da Boa-
vista loja n. 41, ou 48.
^= Joaquim Jos Barboza Jnior retira-se
para oCear levando em sua companhia um
escravo por nome Joo e urna escrava que
comprou a Sr.4 Francisca Xavier da Cunha ,
por nome Lufa*.
= OfTerece-se um rapaz brasileiro para a-
prcndizdechapeleiro da o tempo que se
contractar, daador a sua conducta ; quem
precisar annuncie ou dirija-se a ra dos
Quarteis a padjria de Manoel Antonio do Je-
ss & Filho.
Victorino Jos Correia retira-se para fo-
ra da provincia.
- Manoel Joaquim Lamas faz sciente ao
respeitavel publico, para que nao facao negocio
dequalidade alguma com Joo Pereira d'Oli-
veira relativo a una escrava que o mesmo
possuc de nome Maria benguela pois que
Ihe est hypotheiada por escriptura publica ,
leita emoanno p. p.
= Manoel do Amparo Caj com ioja de
alfaiate na ra Noza n. 32 avisa aquellas pes-
soas que nem obras em sua casa que tem
um completo sortimento de todas as obras ten
denles a alfaiate. \en-*e urna chamarra para
pessoa secca e baixa por IOjOOO rs. ; tem jun-
tamente chapeos Irancczes de bvira de merino e
panno esem eiia ; um compieio soriirrieiuo
Ionio* du oesco-o suspensorios
e inei.is : de sorte que a pesso ,
Bozario, e u n se^m lo an I ir ni rui do Li-
vr Menlo di I ido 11 so n'ir.i o muito (rosco ; ni
ra d > Livrun rnto n 1 .
- Alu,'a se u n so'ira I novo do um andar
de i aleados de todas as qualidades tanto pnra'qualquer cstibelecim,;nto m nn estreita do
homem, como pin schora e menino ; Mini-
as brancas muito bom feitas a duzia a 30303I,
1 a retal lio ;
li! borracha
|U0 entrar nesta casa subir eo u lodo o lato
completo sem deixar di) fazer negocio tinto
pdo bom go = A vuva Cunhi Giioiir issim cono o Sr. Jos foi'luiffl s Freita> Con-
nives est snTi dentementu authorisad > pira le
liberar em os ni?o'ios d u os abelammtoide
fa rendas na rui do ('respo ; da m siii form o
Sr. Minoel Lopes Michi lo o est'i plemmmte,
para deliberar naquelles que Ihe sao privado"
:= Manoel Alvos Guerra pretende embarcar
para o Rio de Janeiro un escravo de no n Mi-
noel comprado ao Sr. Jos Clau lino Leite.
- U n los credores de Manoel Pero ra G ii
miraos & C." vendo o annuncio que lize-
ro por este Diario Jo.io Leit eJoii Antonio Pinto convidando a aquellos
dos credores que ainda nao assignaro a oro-
posti feita por Guimiraes, fun lando-so em
que a concordata fora acceita por todos os cre-
dores que comparecerao essa reunio de-
clara ao publico que falso que todos os
credores quo so acharo presentes tivessem
acceitado a proposta ; pois que varios credores,
e de grandes quantias l so acharo, que nao
annuirao essa proposco e a maioria dos
credores, que n5o comparecerao, sendo convi-
dados demonstrarlo por essa negativa de
comparecimento, quo nao annuiao tal propo-
sieo c ella a olhos vistos leziva ; e por isso
pelo presente o author deste annuncio contra
olla protesta.
No dia l.'do correntes lOhorasdanoute
atacarao a propriedade do Pina de Silvestre
Joaquim do Nascimento e roubarao \ escla-
vos de nacao com os nomes e signaes se-
guintes: Luiz idade 30 annos, bem barba-
do e reforcado do corpo ; Flppe, idade 20
annos figura regular; Jos do 18 annos,
bem fulla e cara redonda ; e Manoel idade
1 i annos doonto c bastante inigro ; os
quaes depois de sorem roubados loro mettido<
em urna barcassa e esta fez-so de vella e co-
mo o vento estivesse bstanlo sul de presumir,
quoseimissem para o no-te : por isso se previ-
ne a todas as pessoas e principalmente as au-
toridades policiacs para verem estes escravos, e
os malfeitores, que os roubarao, afim de seren
punidos. O annunciante ollerece a quem der
noticia do mestre da barcassa o nome della ,
para onde foi e a quem perlenco a quantia
de 400S000 o prornetto guardar segredo; a
a mesma gratificaco dar a quem disser onde
esto os escravos.
D-se a juros a quantia de 4008 a 500S000
res a dous por / ao mez, dando-se urna casa
por hypotheca no bairro da Boa-visla que es-
t ja livre c desembaraea 'a, ou um sitio peque-
no pi rto da praca : quem precisar annuncie.
= Quem precisar de um rapaz portuguez
de idade de H annos chegado a G me/es ,
para venda ou outra qualquer occunacSo .
procure na ru< de Apollo venda n 1. Na
inesme vendem-se duas rotulas de amarello de
porta de ra fe tas a moderna e duas i orla
de alcova de pinho ludo com nouc uso.
= Joo Chardon rou'a a todas as pessoas ,
que teem penhores na sua luja, que os tirem
logo, avisando-lhes que nao mandando pagar
dentro do prazo de oito diascon'ados ilehoio
sero vendidos para o pagamento de seus d-
bitos
- Desencaminhou-sc da ra doCollegio um
cavallo com cangalha, preto unilrino gran-
de magrerao com os ps cabados junto aos
cascos, esobre o br.. neo d'esses signaes leni
pintas pretas pequeas; foi visto at a Praca
da Boa-vista quem delle souber avise a seu
dono naquella ra em casa do advogado Menna,
que ser gratificado.
:= Quem precisar de um moco de idade de
17 annos para apprendcr a ser caixeiro de loja
de fazenda quo seja vindo prximamente de
Portugal: annuncie.
= Urna parda viuva, de bons costumes que
da fiador a sua conducta se propoe a ser ama
de casa de um homem solleiro ; quem a prc
tender, dirija-se a ra da Roda, sobradu n. 40.
= A pessoa que Ihe faltar urna escrava de no-
me Luiza com urna cria dirija-se a campia
de Santo Antonio antes de chegar o engenho
do meio na casa aonde morou o fallecido
Francisco Campello que dando os signaes Ibe
ser entregue ( freguezia dos Aflogados).
= Da-se urna porco de entulbo quem o
qui/er tirar da ra do Padre Floriano ; a maior
parto he cauca c tijoio muito propr.o para at-
ierros o qual a se acha na ra.
esotli, coneo'.inht tinto no andar como
no soto, o m rto b>ns con n >los proprios pa-
ra du is (amibas alu,M-se cada um separado ,
ou to lo sito na ra Augusta n 9 ; a tractar
na rui lo ILni'l n i es|uina que volta para
o Tro n ve,i h n. 11.
= Quem prersar de umacrioula com bas-
tante penep lo de un tudo queso az mis
ter ao servio do urna casa se propoo a ser
ama ou de homem soltciro, ou com pouca
(.i mi lia sendo cjsado dirija-se a ra do Colle-
gio n 10.
Arrenda-se um sitio no lugar dos Afi
j;a lo* denominado Paraso, com casa do
vi venda e muitos arvoredos de (ruto, bastan-
te Ierra para plantar, e mesmo ter vacc;s de
leite to I o armo que para isto tem propor-
cQos i tem porto de embarque e desembarque
no fundo do sitio da-se alguns mezes de fogo
morto para concert da casa : tracta-se na ra
da Concoicao da Boa-vista n. 38 das 6 as 8
horas da manhaa e das 3 da tarde em diante.
Urna pessoa que tem de sahir para a
Provincia da Parabibi nestes dias ollerece-
se para cobrar dividas tanto na capital da Pro-
vincia como as Villas pertencentes a mesma,
a pessoa que quizer dirija -se ao sobrado de 2
andares delronte do Calebouce velho ; no mes-
no vonde-se um violo para senhora, com boas
vozes.
Compra-se um bilharcom todos os seus
pertences e sem elles, ainda que esteja em mo
estado ; atraz da Matriz botequim pintado
de amarello.
Joaquim Luiz de Mello Carioca tem pas
sado procurai o bastante ao seu amigo Guilher-
me Augusto Rodrigues Sette para tractar de
todos os seus negocios, e transacoes particula-
res bem como para receber tudo o que se Ihe
dever ; pelo que roga a todos os seus dovedo-
ros hajao de pagar seus dbitos ja tao anti-
gos para que se nao veja forcado a cobrar ju-
dicialmente, o que principiar a (azer (indo o
crrente mez em razao de querer acabar a l-
quidaco de sua casa a vista io que espera ,
que os seus devedores satisfacao combrevidade.
- Quem annunciou querer comprar um flo9
Sanctorum querendo dar or elle vinte mil
res visto achar-se em bom estado e bem en-
cadernado dirija-se botica do Sr. Victo i-
no na Boa-vista que l se dir quem o tem
para vender.
ATTENCO !
\Acha-sc na casa de Joao Cardozo Aires na
ra da Cadeia velba urna obra recentemente
publicada no Bio de Janeiro neste anno de
I8i3, intitulada Victimario de Ved cinaPo-
putar pelo doutr Charnoviz em que se
descrevem em lingoagem accommodada in-
telligencia de todas as classes da socie lade os
signaes as causas e o tratamento de todas sa
molestias; os soccorros que se devem prestar
us accidentes sbitos, como aos a (Togados t
aspbixiados, fulminados de raio as pessoas
mordidas por cobras venenosas as perdas de
vuiiiie as convulvoes das criancas ; os ca-
racteres dos cobras venenosas e das que sao in-
nocentes ; os ontra-venenos de todos os ve-
nenos conhecidos, osconselhos para preservar
das molestias c prolongar a vida, as precau-
ces que deve tomar quem muda de clima os
preceitos sobre a educacao dos meninos, os
cuidados que rec ama a prenhc, o parto as
suas consequencias a crianca recem-nascida ,
a esculla de urna boa ama de leite, a den'ico,a
desmamaco.os perigos a q' expoe as diflerentes
profisses c os tncios de evita-los, os erros popu-
lares nocivos saudc os meius de descobrir a
lalsificacao du vinho e dos alimentos a prepa-
radlo dos remedios caseiros ; as plantas uleis
e venenosos Dous voluntes 8o grande con-
tendo 9a0 paginas : preco IOS rs.
= Francisco Antonio de Oliveira & filho ten-
do do ir a corte do Rio do Janeiro, deixaoos
negucios de sua casa incumbidos a seu amigo o
lllin. Sr. Commendador Luiz Gomes Ferreira,
com quem se entendero as pessoas que com os
mesmos tiverem a tratar. Eaoseu caixeiro
Manoel Joaquim da Silva tica incumdido de
receber us alugueis dos seus predios e com
ingerencia nos negocios internos de sua casa.
0npm annunciou no diario de hootem que-
rer cumprar garrafas vasias, querendo 300 a
400 dirija-se i rus da Lingueta n 6 ; na mes -
na \ende-se os seguintes livros em meio u/o :
Jardim Sagrado as Noites Clcmentinas o
-Quem precisar de nina ama para casa de | Telemaco a vida do Principe I). Theodo?io ,
homem solteiro ou de pouca (amiba a qual' meditacOcs sobre a historia Sagrada a vida ,
sabe desempenbar tudo quanln he preciso para virtudes e inorte do veneravel Padre Fr. Anto-
arranjo de urna casa ; e he de boa conducta : nio das Chagas missionario do Varatojo as
procure na ra de Agoas verde n. 42. | prnvidencias du Mrquez do Pombal era Lisboa
Aiuga-se urna ioja grande propria para na occasio do terramoto.


A
= Precisa-se alugar urna neg ra, que sirva
para todo o .servido ile urna casa e t le ra; quom
a tiver procure no p.itio do Ho pit >l do Paraso
n. 8, segundo andar; assiin com o precisa-se
muito fallar com o Sr. Antonio Pi nto Soares ,
para negocio de seu interesse ; e a inda se con-
tinua a dar dinlieiro a premio sob re penhores
de ouro em pequeas pareos d 8 una as 3
horas da tarde.
= OsollicitadorCaetano de A: sis Campos
CoRdem ofTerece seu prestimo na q ualidade de
solliritador. no qual exercioio pron letle ter to-
da-aetividade e promptdo e os seus ajus-
tes sero commodos ; as pessoas que se quize-
rem utilisar desi-u prestidlo, dirija' 3-se a ru
do Mondego n. 57.
No da 17 do correr ite corn
imprctetivelmente a Lote ra de S
Pedro Marlyr de Olind .
Lotera da Matriz da Boa-v ista.
Tondo-se annunciado o andamei Uo das ro-
das desta lotera para o da 15 de Ag oslo prxi-
mo futuro no pode ter lu s?ar por er da san-
to e por isso (ca transferido para odia 17 do
mesmo mez soja qual f >r o numero de bilhe
tes que nessa poca existentes- e o tnesourei-
ro desta lotera roga aos -rs. agentes encarna-
gados ias vendas dos blhetes que facao yor
evitar o monopolio, que se obsc rvou na lof.erin
passada relativo aos meios hilheCs pas he
justo que elles sejo vendidos a<) pnico ^ pelo
seu valor intrnseco e atoco ni exesso Je in-
teresse.
Compras.
Comprao-se elTectivamente para fora da
provincia mula'.inhas, neg ras moloques ,
negros de ollcios sendo t le bonitas iguras
pgo-se bem : na ra da Ca doia de S. Anto-
nio 'sobrado de varandas de pao n. 20.
Compra-se umacadeira de bracos, que
esteja em bom uso : na ra do Collegio n. 19,
primeiro andar.
Compra-so qualquer porco de cera ama-
relia : na na do Collegio, loja de cera n. 2.
Compra-so uin escravo que seja perito
padeiro seja mocoe nato tenha vicios agra-
dando paga-se bem : na prora da >. Cruz
padaria n. (i.
Compra-se um quartao que sirva para
tela e esteja em estado de fazer urna viagein ,
hoje at o meio dia ; na ra de S. Francisco ,
n. 12, segundo andar.
Vendas.
Vende-se urna escrava moca de bonita fi-
gura e com todas as habilidades preci/as : no
largo da Kibeira n. 15.
Vende-so fejo molatinho muito sao a
3i000 o alqucire em medida vefha : na ra
estrena do lio/ario vunda da esquina qne volta
para o Carino.
Vende se agua rdente do reino anz ,
genebr espirito d e vnho licores essen-
cia de ani/ baga de /iinliro pipasvasias : na
leslilaeo da ra de S. Hitan. 85.
*endem-se b icos estreitos e largos, ditos
pretos hotoes de seda proprios para enfeites
de vestidos de sen hora oculos de armacao
brancos e de cores, pentes de marrafa de tar
taruga a 1,300 sapatos de menino a 320 .
easticaes de casnuinho a 1,000 o par, hotoes
doduraque, ditos du massa ditos amarellos a
500 res a abotuailma, papel alniassoa 2,800.
dito de pe/o a 3.000 papel dourndo a 240 a
lolba ; na ra do Cabug loja de mitideza-
a. 3.
"*- Vendem-se fitas lavradas e lisas de todas as
cores e larguras muito baratas bicos de lar-
gura de dous dedos a 200 rs renda de um de-
do a 60 rs., lencos do soda de cores de 1.400 a
1,800 rs.. ditos de cassa para mo de sen hora
de 2V0 a 500 rs tanto pinta Jos, de flores e de
lelreiros como bordados chitas pretas linas a
200 rs. o covado estampas linas le >an-
tos tanto em ponto pequeo como grande ,
papel pintado de 00 a 80 rs o lolha dito pra-
teado a 120 estojo* de navalhas linas a 1200 .
brincos pretos a 2V0 ditos do ouro francezes
de 320 a 1.000 alfineles para abertura obra
franceza a 400 e aneis dito a 320 macass.i
perola a 580 edito de oleo a 2i0 ; na ra
Lireita n. 30.
Vonde-se urna casa terrea com grande
quintal situada na Casa forte por muito roin-
d ella precisar fe
modo preco em consequencia <
algum concer o ; para ver acha-se a chave no ja da ra do Cmeimadon 33, com todas as van-
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender asquear
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao polo qual so extrae a potassa e cal, de-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira serte o em pes
160 rs. e o de segunda e terecira em p ,
a 120, e80rs.
= Vende-se um sortimentn de calcado de
Lisboa francez e inglez tanto para ho-
rnero como para senhora e meninos, por pre-
co commodo : no atterro da Boa-vista n. 2i ,
,e na praca da Independencia n. 33
= Vende-se um moleque de naco de 14
annos; no atierro da Boa-vista n. 26 primei-
ro andar.
= Vende-se um ptimo braco de balanca
portugueza com conchas e corren tes, e 14
arrobas de pesos para arma/em de assucar ,
ou outro estabeleciment ; defronte do Corpo
Santo : loja de cabos n. 17.
^ende-se una carteira de amarello de
urna face com o seu mocho em meio uso ,
!>or proco commodo; o urna ogoa um pono
lescarnada por 108000 rs. : no atterro da
Boa-vista loja de Salles di Chaves n. 20.
- Vende-se urna meia-agoa que est ser-
vindo decoxora no beco do () >iabo ou alu-
?a-se ou troca-se por escravos ; a tractar no
mesmo beco com a viuva do Zacaras, defrou-
to da mesma coxeira.
= Vende-se urna barcaca nova e muito
bem construida de boas madeiras. e M fez urna
viagem ; assim como 30 vigas de 45 a 50 pal-
nos de cumplido e nove polegadas do gros-
ura ; na rua da Ca lea do Recie n. 5i loja
de Joaquim Ribeiro Pontos.
= \ ende-se a venda da rua larga do Rozarlo
n. 38 com poucos fundos ; na mesma rua
n. 50..
Vende-se um excellente canario de im-
perio por commodo preco : no patio do Car-
ino venda por baixo do sobrado do finado do
finado l)r. Bernardo.
Vendem-se bicos broncos e pretos de
todas as larguras fitas das mesmas qualidedes,
botos grandes de dura casacas, ditos de Pedro 2., e de A para alfon-
dega voltas pretas de todas as qualidades para
luto meias de seda preta e algodo, lu vas sem
dedos a 480 pretas e de cores caixos do flo-
res franceaas, e outras muitas miudezas por
preco cirnmodo ; na rua do Calinga n. 4.
Yendem-sedous rologios de parede de
bom author e muito reguladores, por preco
mais que commodo ; na rua de Agoas verdes
n. 21 ; ni .mesma ca a arrenda-so um peque-
no sitio muito perto da praca com bastantes
conveniencias que se diro a quem quizer ar-
rendar.
Vendem-se urna rotula usada ainda for-
te urna porco de papel pautado superior ,
lito pintado de marca grande (tambero se ven-
de a retalho ) o dueto da barca de vapor bem
i-opiado e novo, dous vidros n. 5 para oculos de
nyope, urna pequea porco de ouro e al-
guns livros classicos latinos e francezes, no-
tos e usados : na rua do Nogueira n 13.
Vende-se urna venda na rua de S. Ama-
ro com poucos fundos ; na rua do Sol n. 21;
na mesma vende-t-e um escravo crio alo de 22
annos.
Vendem-se urna negra crioula de 18 an-
nos bonita figura engomma cose co/.i-
nha e lava ; urna dita de Angola engom-
ma cozinha e lava ; na rua das Cruzes n.
il, segundo andar.
= Vende-se um escravo proprio para to-
do o servieo ; na rua do Crespo loja n. 4.
Vendem-se saccas com arroz branco pi-
lado ; na rua da Cruz n. 6%.
^ ende-se um par de livellas de boa prata
para sapa tos rom 12 oitavas, por 2500;
quem pretender annuncie.
= Vendem-se duas bancas de condur por
12000 rs. urna cadeira rasa para senhora por
^000 rs. urna banca redonda de jacarand 1 ,
moderna por preco commodo ; na rua estrei-
ta do Bozario n. 32.
= Vende-se um escravo de naco de 24
annos bem parecido, e proprio para qualquer
servieo ; na rua do Trapiche novo n. 16 pri-
meiro andar.
Vende-se taimado de pinho largo e de
todos os comprimentos a 40 rs. o p ; atraz do
tbeatro.
= Vendom* se saccas com feijao branco, pro-
prio para animaes a 1,000 a sacca ; na rua da
termita vel a n. 110.
= Vendem-se as fazendas e armacao da lo-
Firmino Jos Felis da Rosa vende sal de | = Fugio no dia 27 de junho deste corrente
Lisboa, do muito boa qualidade em part- anno um moleque por nomo Jacinto, creou-
das; os pretendentes dirijao-se ao mesmo no lo. com idadede 10 annos, corn os signaes se-
seu escriptorio na rua da Mocda n. 7. guintes, tem urna belida em um olho a rou^
\ ende-se por preco commodo umaescra- pa que elle levou vestido loi urna carniza de al-
va de naci de 26 annos co/.inha soffivel godo volba e rota e urna calca do mesmo pa-
ongornma e lava; na rua de Aaoas verdes n 66. no sujas ; quem o pegar, ou soubor, o levar
= Vende-se urna canoa de amarlo, que o forte do Mato na prensa de Jos Ribeiro
carrega 600 lijlos de alvenaria ; na rua do >. 'de Brito quesera bem recompensado.
Goncallo na casa, em que mora Manoel Elias
de Moura.
No novo armazem francez da rua da Al-
= I' ugiro desta cidade dous escravos na
noute de 2 para 3 do corrente e supe-so te-
rem seguido para o sul ; Joo Angola de 50
fandega velha n. 34, vende-se um completo annos alto e muito magro. Joaqum, An-
sorti monto de charutos, estojos diversos para gola de 40 annos pernos arquiadas tem
ditos tabaco para cachimbo e mascar, bem umsignal de cabellos brancos na caliera muito
nomo rap tudo de diflerentes paizes inhos! visitel, todos dous sao muito ladinos, descon-
le Bordeaux o do Porto velho licores e fio-se que fossem juntos com mus 3 negros,
elixiros de Bordeaux e de Martinica conhaco
velho e agoardente de Franca Rbum &c.,
charipes de diversas qualidades, vinagie de
l-'ramboezas e Grozelhas ponches engarrafa-
dos azeite doce superfino diversas qualida-
des de conservas em azeito e em vinagre vin-
das da Europa hem como lambn de frutas
do paiz ; sortimento de ohjectos de historia na-
tural bem como conchas pellos, de cobras ,
ede animaes ferozes 2000 passaros e qua-
ru pedes em pe les.
= Vende-se um mulatinho de 10 annos,
proprio para aprender qualquer oflicio: na rua
das Trine boiras n. 19.
Vende-se urna casa em chaos proprios .
sita no atterro dos Aflojados pertencente ao
casal do finado Joaqum Lopes Machado a di-
ta casa est presentemente oceupada por um
estabeleci ment de padaria: traeta-secom os
administradores A. Schramm na rua da Cruz ,
ou llenry Forster & Companbia no rua do Tra-
picho n. 8.
Vende-se a praso, urna venda com pou-
cos fundos ; na rua da Cadeia loja contigua ao
armazem do Sr. Braguez.
= Vendem-se chapeos de castor branco a
5000 ditos para meninos a 3000 setins de
bonitos padrees para rolletes a 2500 o covado ,
bretanba de rolo a 2000 rs. luvas de pellica
a 1000 rs. pannos de diversas cores e precos.
casemiras para calcas de bonitas cores meri-
no preto e azul de duas larguras duraque
preto franquelim dito tapetes para sala ,
camhraias adamascadas e lisas muito finas ,
cassas de todas as qualidades lona larga es-
topa dita e eslreita brins escuras e brancos ,
lisos e trancados chitas de todas as qualida-
des e precos : na rua do Queimado n. 11 ,
loja de A. L G. Van na.
Escravos fgidos.
= Desapparccero no dia 25 do p. p. dous
negros; Joo de naco Urubaro ou Cantiin-
d de 26 a 30 annos estatura alta bonita
figura rosto redondo, bem ladino, com mar-
cas de chicote as costas e nadigas he caiador
e canoeiro. Miguel, de na o Mucambique ,
de 20 annos estatura regular bonita figura ,
rosto redondo tem os peitos como os de mu-
Iher e com iguaes martas as costas e nadigas;
quem os pegar leve a rua do Crespo n. 10, ter-
ceiro andar, ou na loja da viuva Cimba Gui
maraes, que ser generosamente recompen-
sado.
No dia 2 de Abril do corrente anno fugio a
preta Maria Conga alta magra com o
cabello bastante grande e torcido tem alguns
dos dedos das mos torios e as juntas dos nies-
mos encbadas levou vestido de chita cor de
ganga amarella com flores grandes encarnadas ,
venda banlia de manha em um caixo pinta-
do de verde em cuja lampa levava linguicas ,
e de tarde a eite de canapato levando quando
fugio um flandres com urna caada de dito ,
funil e as medidas ; adverte-se que pode ter
cortado o cabello e mudado de vestido para
disfarcar-se ; quem a pegar leve-a a travessa
deS. Pedro, casa terrea n 8, junto ao so-
brado em que mora o Padre Thom da Silva
Guinares quo ten de gratificac 20$ rs.
Ignacia Francisca dos Noves.
Fugio nos fins de Janeiro deste corrente
anno urna preta de naco Bebollo por nome
Roza representa ter 40 annos do idade al-
tura regular seccu do corpo tem urna co-
r na caboca de car regar labolero ; levou ves-
tido de chita verde com palmas encarnadas j
desbotado e panno da costa com franjas do mes-
mo panno e com matames brancos em roda ,
levou labolero de miiidezase adunia f zenda,
tendoem cima do dito talude ro dous flandres
urna negra eum molatinho por teretn desap-
parecido todos na mesma noute e serem co-
ndecidos ; quem os pegar leve ao beco do Pei-
xo frito ou travessa do (Jueimado n. 3, a entre-
gar a Manoel Fi mino Fcrreira que gratificar
generosamente.
=: No dia 3 do corrente fugirao 3 escravos
com os signaes seguintes : Pedro, de Angola ,
baixo, grosso ja velho muito picado das
bei'bigas o bem barbado. Goncallo esta-
tura regular grosso tem urna marca as
costas, que parece ser um casuto. Jos ja ve-
lho com un as (cridas as nemas, todos do
gento de Angola e mais ou tros escravos que
tamhem fugirao deconfia-se terem hido to-
dos juntos por isso pede se as autboridades
os faco prender.
= Fugio a pouco mais de dous mezes a ne-
gra Guimar que pertenceo ao Snr. Francisco
IVreira Borges fulla baixa reforcada, de
30 annos, urna orelha rasgada em duas partes ,
mal feita de pese mos levou panno da cos-
ta encarnado e azul sem estar abanhado e
dous vestidos um azul riscado e outro bran-
co velho consta ter apparecido no lugar do
Hospicio, e que se tem intitulado forra ; quem
a pegar le.ea seu Sr. Vicente Thoroaz dos San-
tos no atterro dos Aflogados n. 57 que ser
recompensado.
= No dia 2 do corrente fugio a escrava An-
tonia Benedicta crioula, estatura regula, hem
preta muito ladina e regrista pernas zam-
bas para fora em urna dolas tem urna cica-
triz de urna ferida tem falta de dentes a dian-
tc levou vestido de riscado de chila miudinha,
saia de lila preta ja usada, e panno da costa e
ferro no pescoco ; quem a pegar leve a rua lar-
ga do Bozario a seu >r. Joo Manoel Rodrigues
Vallenca que gratificar gener smenle e
declara desdeja que proceder contra quem a
tiver oceulta e adesencaminhou como tem
acontecido por trez vezes dentro em um mez ,
com todo o rigor d le i.
=5 No dia 5 do corrente fugio o negro Fran-
cisco Congo, de 36 annos baixo pernas
arquiadas falla bem que parece crioulo le-
vou vestido calcas azues com um grande re-
mend branco camisa branca jaqueta de la
preta bastante rota, chapeo do palha pequeo,
c urna trouxa na qual levava algumas camisas ,
e urnas calcas brancas; quem o pegar leve a rua
da Cadeia na nova fabrica de chapeos de An-
tonio Jorge, quesera recompensado.
Fugio no dia 3 do corrente do sitio per-
tencente a Senhora I). Laurina no Mangui-
nd um cabra de nome Cosme indo faier
as compras da casa fui pouco depois visto as
5 ponas levou chapeo de oleado camisa de
qiiadrinbosdc chila azul, calcas azues de al-
godo urna tualha com bico as pontas falla
baixo e divagar, gnsso do corpo espaduas
largas, estatura baixa, rosto redondo, tem min-
ios pannos nos peitos urna queimadura anda
aborta em urna coixa e signaes de surra as
nadigas representa ter 20 a 25 annos ; quem
o pegar leve ao mencionado sitio, que ser
gratincado.
Fugio no dia 4 do corrente o moleque
Luiz crioulo, de 16 annos grosso do corpo,
estatura baixa cor fula beicos grossos ore-
Ihas pequeas semblante grosseiro ps pe-
queos e chatos na frente levou vestido cal-
cas de la cinzentas e camisa de algodozinbo
americano jaqueta de franquelim azul cha-
peo de palha pintado de tinta amarella; este
moleque ja foi escravo de Manoel Gomes Fer-
reira morador em (erras do engoi.ho Mamucaia
districto de S. Lorenco da Malta e depois
de Jos Monteiro Pereira morador nesta praca ,
a quem oabaixo assignado comprou ; quem o
pegar leve a Fora de Portas n. 68, que ser
gratificado. Manoel Extanitlo da ( ota.
Na noute do dia 29 para 30 do p. p. fu-
gio urna negra de Angola, alta, secca com
11 esmo lugar na casa prxima
na rua das La rango i ras n. 21
Vandem-se na ru.i das Lu.ingeiras Oca-
deiras de Jacaranda do ultimo gosto e anda
sem uso.
= Vende-se urna preta de nacao, de 18 an-
uos ; na rua da Praia n. 70.
, e para ajustan tanaens para o comprad r porque as (azen
loja.)
Ls sao pouca* em muito bom estado e sem
retalhos o arrendamento ha seguro eoalu-
guel muito mdico e a loja oflerece commo-
dos at-1 para se morar tendo o estahelecimento .
c faz-se o negocio lamben) a praso ; a tractar
na mesma rua sobrado n. 37.
cnveri-izados de tul um com lencos e cam-
hraias e outro com sapa tos francezes e por mais' uma ferida na perna esquerda levando comsi-
signal veja-se a licei.ca do mesmo t bolero i 8o uma "'ha cabrinha de nome Marculina ,
tanto do Becfe como da cidade de Olinda que tH' ;|nnos i negra chama-se Luisa, e be
tem o nome da seobor que he Antonia Can- j pnum ladina ; quem a pegar leve ao advugado
dida Monteira moradora no Recifo rua do
Amorim n. 48. Cjucm a pegar leve-a refe-
rida casa que ser recompensado com genero-
sidades
Joo Baptista Soares quo gratificar genero-
samente.
Rkcipk: a Ttp. dr M. F. dsFaa.=1842


Full Text
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