Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04995


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Full Text
Atino de 1843.
r uarta Feira 5
Todo agora depende de nos aiesmos; da nossa prudencia, modrraqDo, e eneria- con
tinuemos como principiamos, e seremos apuntados com .dmira; UO entre a Naguas mai
cultat. ( Proclamago da Assemblcia Geral do Beasil.)
PARTIDAS DOSCORREIS TERRESTRES.
Goianna, e Parahvba, segundas e sextaa fciraa. ftio Grande do N >rle, quintas fciras
bonito e Garanhuns, al" e 24.
Cabo, * Boa-Tin** Florea a 13e2S. Santo Antio quintas feirae. Olinda todos oj di
DAS a ;>EMaNa.
i Stg. a. Jacintho M. Mtn Aad. do J de D. da 2. r.
4 Tcrg. a Iiabel rainha. Re. And. do J de I). da 3 t.
5 Quarl. a. Athanasio VI *ud do J. de D. da 1 i,
6 Quint. a Domingas V\ M Aad do J. de I), da i. r.
7 Se*, a. Pulquera V. Aad do J. de D. da 2. ?.
8 Sab. a. Procopio t> Do*, i. Orillo B. M
US.
de Julho
Armo XfX. N. 142
O D11K.111 pablica-se lodosos diaa fenlo fnrem S ntifioada: n preeo da aasignatora b*
de tres mil res por quieta! psaoa adiantsdos Os annunnios dos esignantas auo inaerido
gratis eos dos que n 10 'oren i raa&o de -0 res p ir liaba As reclama.;<">ej derem aerdm-
gidaa a esta lip., ra ihs Cruies N. H, ou apraaa da i nflependeocia loja de lirros N. 6e8.
cambiosNo da de Julho. compra tanda
Cambio sobre l-ondrea 2o 4. Ouao-Moada da 0,400 V. 1*,4UU 16,600
Pana 3.0 res por franco. N. 16,-0J 16 400
< Lisboa 110 por 100 dapreaio. I a da 4,000
PlaTi-Patacota
Mceda e cobie 2 por cento j Patos Colaaanaraa
Ida* deleiraa da boa Prosas 1 f a j ditos Moncanoa
PI1ASES A LA IVO MEZ DE JULHO.
compra
16,401)
16,. 00
a.ooo
1,900
l.tfOJ
1,000
V200
1920
l,!'2t>
1,910
l.aa Cheia i 11, a, 2 borase 46 as. da larde. I La ora 27 a 3 "iras e 23 m. da m.
Quarl.aiing. 19, a 11 boraaa 22 aa da m | i^uan. craao. A, a 4 horaa e 4. da Urda,
1. a 10 horaa 54 i
Preamar de hoje.
da manhja I 2. a a 11 horaa a 18 B. da tarda.
PARTE OFFICIAL.
Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 17 DO PASSADO.
Olcio Ao Exm. Presidente da provincia,
sobre o abono de agoa e luz aos commandantes
das ortalesas, ajudantes e ofllciaes as mesmas
destacados que se rnandou cessar do Io do p.
(junho) em diante, esobre a luz de vellos d
spermacete.
Dito Ao inspector da thesouraria dofasen-
da da provincia das Alagas, com a copia do
termo de contracto do afrctamento dobrigue in-
glez Rolla afim de levar pao brasil daquella pro-
vincia para Londres, como requisitou em ofll-
cio de 7 d passado.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha,
pedindo, que no caso de que o administrador da
mesa do consulado requisitas, emalgunsdias
do mez passado, (junho) um escaler do arsenal,
ne fbrnecesse nao causando detrimento ao
ervico do sobredito arsenal.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado partcipando a requisica do precedente
.ofllcio.
Dito Ao administrador do correio g.-ral,
participando que achando-se elevado a reis
4628900 pola ordern do tribunal fo thesouro pu-
blico nacional do 15 de maio prximo passado,
o crdito aberto para as despesas do telegrapho
da torre do Collegio podi.i mandar abonar ao
mpregadode fazeros signaos o jornal quo ti-
fresse vencido e ven.esse at o Om de junho.
dem do da 19.
ifllcio Ao Exm Presidente da provincia
informando o requerimento de Jos Manool Ro-
drigues da Costa em quo pedio o pagamento
da soldada do 100/rs. por levar provincia do
Lear. etrazera este porto abarcado vapor
Paquete do Sul, vinda do Rio do Janeiro em
coininissao do governo imperial,
Dito Ao pr icurador flscal da thesouraria ,
com trcz contas de diversos devedores a fazenda
publica desta provincia para proceder judici-
almente a sua cobranca.
Dito Ao inspector da alfandega, devolven-
vendo todos os d.tcumontos, que acompanh-
rao o seu oilicio de 3 do passado relativos aos
artigos que o capita do brigue sardo Brida-
no_vindo de Genova, deixou de declarar no ma-
aifeso e no acto da visita.
dem do da 20.
Offlcio Ao Exm. Piesidento da provincia,
com a conta dos baldes d'a{ commandantjdo fortalesa do Brum, pjrnaose
achar exacta, como se via do oOlcio do commis-
sario flscal do ministerio da guerra, que acom-
panhava.
DitoAomesmo Exm. Sr.,dizendo,que pare-
ca que sobre a pretenca de Jos da Fonceca
Silva devia serouvido o inspector das rendas
provinciaes, por ser o pretenden te em pregado
provincial.
J)lto Ao commandante das armas da pro-
vincia remettjndo a requisica dos baldes d'a-
gua, que lez o commandante do batalhao de ar-
tilliaria a p, aim de dignar-se de dar, em
vista da conta feita pi lo commissano flscal do
ministerio da guerra,que pareca exacta, a de-
liberaca quo julgasse conveniente.
impressoes que pode naturalmente causar ao a-
nimo de qualquer urna repugnancia ta enrgi-
camente pronunciada do ouvir a sua opinia ;
de modo quo pareco-me urna tacita limitaca do
artigo 25 da constituicao do imperio.
Mascreio, Sr. presidente, que esto artigo an-
da nao foi reformado nem mesmo interpreta-
do segundo os ostylos rocebidos, sto de re-
formar-so a constituicao a titulo de interpreta-
Cao do acto addicional o de reforma do cdigo
do processo criminal.
Isto posto, o nao podendo cu, em virtude de
minha propra organisaca, deixar de sentir ,
como sinto de meu dever expor o mcu pon-
samento tal qual elle ; porque, sondo a pala-
vra a forma do pensamento ella nao nos po-
da sor dada para occulta-lo ; do contrario, em
vez de um dom que nos veio do co para entre-
ter os vnculos de amor e fralornidade entre os
homens, seria um perfeito contrasto com o po-
der com a bondade o sabedoria do Dos. Eu
mesmo me cendemnaria pena de infamia se ,
tendo de fallar sobre objectos ta5 importantes,
quaes supponho todos que se discutem nosta ca-
sa, oceultasse as minhas ideas por qualquer mo-
tivo que fosse, v. g., temor ou esperanca: nao,
nao estou rosolvido a consultar os meus intores-
ses antes do interrogar a minha consciencia ;
tituicaoautorisa no caso de rebelliad ; nem o
philosopho de Tusculum fundarla em sua sim-
ples fonoalidade a liberdade do povo romano ,
quando nos diz :Nei/uisin victus chilate mu-
tctur nev in civitate maneat invictus. Ucee
sunt enim /inn'sshm fundamenta nostre liber-
ta! i.i.
Attento esto procedimento ministerial, e ou-
tros igualmente provocatorios que lho procede-
rs podo-se diser seta diOiculdade que os mo-
vimontis revolucionados de Minas e S. Paulo
ora um dos seus mals notorios e funestos re-
sultados, nao perdendode vista as verdadeiras
ou falsas illac5es que urna resistencia moral po-
deria tirar do cdigo das leis quo determinad1 o
Dosso modo deer poltico sendo que s as li-
edea da experiencia prevenindo um fucturo
peiordo que quantos males pertendessem por
urna tal nianoira evitar deviao neutralisar a
lgica da inducciio, ou as indueges da theoria.
Mas pssem verdadeiras ou falsas as illacoes,
e concedendo por um momento que a revoltade
S. Paulo c Minas se possa comprehendernadis-
posica textual do artigo 110 do osdigo penal ,
di^o, por um momento, porque nunca o acre-
ditarei emquanto me nao provarem exhube-
rantemonte que os revoltosos tinhao por fim al-
gumdaquelles indica los em alxum dos nu ne-
Dizima d'ella.................. 134,879
Impostos de lettras.............. 58,832
Cartas de Hachareis............. 12,000
Emolumentos de certides........ 10,040
Foros de terrenos de marinha..... 14,875
Laudcmios.................... 47,500
Si/a dos bens de raiz............ 5:780,228
Vleia siza de escravos........... 10,000
Taxa do sello addicional........ 253,750
Dito do papel................. 1:003,590
2.* dcima de mao morta......... 389,940
Derima urbana................ 192,528
I m postos de caixeiros estrangeiros.. 60,000
Taxa de 23000 reis por escravo___ 12,000
Dita de 18000 reis............. 983,000
Impostos do lojas abortas......... 224,800
Ditos do seges, e carrinhos....... 150,800
9:S63,153
direi por tanto o que entender dentro dos limi-! ros class"iflcados no dito artigo \ e nisto concor-
tes do decoro e da decencia. j da comido o nobro deputado por Minas, a quem
Sr. presidente, o bom ou mao exercico do I| mo ref,!ri em ",n fe8. tog,,coa do seu discur,so
Do ler executvo quem verdaderamente qual-! f,Ie eu Passo ler W-
Oca o governo poltico do estado. Se o exercicio
o bom o governo livre o tonho em favor de
minha opiniao a autoridade de Degenerando as
seguintes palavras: Urna boa administraca
pode compensaros vicios do urna ma legislacaO;
se o exercicio mao o jovern absoluto ou
desptico (chamem-lho l como lho agradar) ;
mas o exercicio bom, tendo em vista a fraque-
sa humana quando os ministros da cora sao
realmente responsaveis, o o exercicio mao
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SEMIOKES DEPTADOS.
Sesso em 22 de maio.
Contina adscussa do requerimento do Sr.
Veiga.
O Sr. Hiendes da Cunha:Bem sensiveis fo-
ra5, Sr. presidente, os signaes de reprovacao
que deraoalguns senhoresdeputados a algumas
observaces feitas porum dos uobres deputados
pela provincia de Minas que combateu o reque-
rimento em discussao : masgracus ao nohre de-
putado quo nao obstante, continuou tao i-
nalteiavelmente como Un lia comecudo, o seu
eloquente discurso, discurso que eu subscrevo
com restriccocs, porque nao concordamos em
algumas das suas partes.
Mas, senhores, nem todos tcm o mesmo ha-
bito de (aliar em publico a mesma conflanca
ein si, a mesma forca d'alma mira resistir ?s
quando elles sao realmente irresponsaveis, an-
da que o contrario esleja determinado na loi es-
cripta ; ora os ministros do Brasil sao real-
monte irresponsaveis podendo-se-lhes dzer o
mesmo que o apostlo aos RomanosQuem vos
lia do desviar dos v issos pecados se nao Mr a
vergonha de os ter commottido ? Quem fructum
habuistis in illis, in quibus nuno erubescitis; lo-
uo o governo do Brasil um overno absoluto:
porque o governo absoluto nao 6 nem podo- ser
outra cousasena") a vontado irresponsavel, vin-
ilo a ser o corpo legislativo nem mais nem me-
nos do que um simples conselho Nenhuma lei
escripia podendo prever nem prevenir todos os
recursos de que pode lancar mao o poder a quem
se confia a distribuica das gracas o a nomea-
cao dos empregos para Iludir o confundir a se-
paracados podures o systema divisorio ser
o primeiro arante do dispotisino se a respon-
sabilidade dos ministros, quee apenas entre nos
um arligo da constituicao nao lr urna reali-
dade constitucional. E esta urna das rasoes por
que eu quasi ja nada confio nos governos do di-
visa.
Sr. presidente, desde a abdicaca do Sr. D.
Pedro I, de saudosa recordaca, do grande, do
sabio, do immortal Pedro I!... malditos invi-
siveis que tao insidiosamente se armario con-
tra o primeiro principo do mundo, e dizem ho-
je que sao monarchistas; nao eu que acredito
nclles: desde a abdicaca do Sr. D. Pedro I o
exercicio do poder executivo no Brasil tem si-
do, a meu ver, o pcior possivel com pequeas
interrupcoes. Os factos sao tantos, queenume-
ra-los lora um nunca acabar. O ministerio trans-
acto por exemplo nao contente com os fre-
quentes abusos que commetteu no exercico
das attribuicoesconslitucionaes do poder execu-
tivo naduvidou humanissimamente infringir
um dos mais sagrados direitos individuaes c*"
dadao brasileiro direitos de todo homem, que
datao do dia da creaca sellados com o sangue
do Salvador sobre as eminencias do Golgotha ,
e que por isso mesmo nao sao urna concessao da
constituicao ; masque se achao nella consigna-
dos para o fim de declarar que ella os rjconhece
e que scrao garantidos, confiando a sua guarda
e observancia ao zelo e patriotismo dos poderes j cao da sentenca.'
constituidos. Tal o direilo que tem lodo o ci-j
(idii.io brasileiro iUy residir no territorio do im-
perio independente da vontade dos ministros ,
emquanto por urna sentenca nao for obligado a
sahirdelle, se isto fizer objecto de urna pena.
Este direilo nao se pode comprehender em o
Enumerando o nobre
deputado as causas da revoluca dizque a
causa foi a descida de certos homens do poder,
os quaes se julizava com odireito exclusivo de
oconservarem parasempre.Se os homens de
quem falla o nobro deputado sao os mesmos
quo supponho, julgo haver injustica manifes-
ta; porque o facto prova o contraro. A maior
accusacaS que I lies tonho ouvido azer de te-
rem-sc retirado do governo por um motivo fri-
volo; mas, fosse frivolo ou nao fosse o cerlo
que um homem de honra, um homem do bro,
zela tao escrupulosamente a sua reputacao, que
s vezes sacrifica grandes interesses a pequeas
cousas s para que nao possa servir de pre-
texto aos seus inimigos para Ihe attribuir am-
bicadeffovernar; outra cousa diz:Foi adis-
soluca da cmara temporaria que o nobre de-
putado nao sabe se foi conveniente aos interes-
ses pblicos; mas que recebe como um facto
consummado, donde claramente se v que el-
le como eu ajulga Ilegal nicamente pelo
seu motivo. Declarando os flns da revolta, di:
Que um era para que reganhassem o poder a-
quelles que o tinhao perdido; logo ora para
reganhar um poder que ja existia posto que
perdido para elles, e nao para assumirutna au-
toridade nova ; e se convocasso a cmara dis-
solvida ; se revogasse a lei da reforma judi-
ciada e a do conselho de estado ; com o que
muitos imbirriio, eeu nao Ibes acho rasao. Eis
os flns, e nenhum delles esta comprehendido
no arligo 110. do cdigo penal.
(Contina.)
Pertencc ao rendimento
geral.......".... 7:300,063
dem ao applicado___ 2:362,190
9663,153
Recebedoria 3 de julho de 1843. O cscrivao,
Estanislao Pereira d'Oliveira.
Resumo do rendimento da meza da recebedoria
de rendas internas geraes no anno financeiio
de 18*2 a 1813. A saber.
Julho........................ 12:097g53
Agosto....................... 10:119^72*
Septembro.................... lt :864g*71
Outubro..................... 12:764/53*
Novombro.................... 6:180/091
Dozembro.................... 11:290/295
Janeiro...................... 10:398S691
Fevereiro..................... 7:755/421
Marco....................... 13:174/891
Abril........................ 8:651/72$
Maio....................... 11:911'95<)
Junho....................... 9:663/15$
125:872/493
Pertcncentc ao rendi-
mento geral......
dem ao applicado...
87:434,893
38:437,61)0
125:872,493
PERNAMBUCO
Tribunal da Helar,10.
SESSA DE 4 DE JIMIO DE 1843.
Na appellacacivel desta cidade, appellante
Ignacio Marques da Cosa Soares, appellado Jo-
s Marques da Costa Soares, escriva Reg Ran-
gel; se rnandou ouvir o curador geral.
Na appellaca civel da comarca do Rio Formoso,
appellante o Reverendo Prior do Carmo desta
cidade, appellados I). Francisca de Paula Maria
da Conceica Cavalcante viuva^ do capita-mr
Alvaro Barbalho Ucha Cavalcante, e outros
herdeirosdo mesmo, escriva Ferreira, se rnan-
dou quo descessem os autos para o juizo da
segunda vara do civel desta cidade, para se pro-
ceder na avaliacSo.
f'a appellaca crime da comarca do Penedo,
appillanteojuizo, appellado o tenento-coronel
Francisco Antonio Feroandes Pinheiro Jnior ,
escrivi Reg Rangel; sejulgoupcla confirma-
Recebcdoria 3 de julho de 1843. O escri-
va Estanislao Pereira d'Oliveira.
i. wmmmKKmKmmmmmamtmmm
nmnfrt ,i;,i.i.,.-
Renimento da meza da recebedoria de rendas
internas geraes no mez de junho prximo
findo ; a saber.
Direitos novos, e velhos....
. wu,|U UISIJL'IIIU a I.IIIS- | LTI1UUU3
I
UC
ciiuijcciiaria.
317,901
6,490
Voltou carga o Demcrata no D-n. de 3 do>
presente, aecusando a Presidencia da Provincia
de falta de espirito publico, e applicando-lhe as
ameacas, que estivero eminentes a cabeca de
S. Paulo antes da sua converso por nao ter
nacionalidade o provincialismo, visto que man-
dn oilereci'i a um Portuguez, que eslava em
Franca qualquer das cadeiras do lyco, e pro-
veo na de Geografa o Portuguez D. Francisco.
Nao podemos esquivar-nos a observacao de
que o beato Demcrata lera muito os livros sa-
grados mas i n le i/, as applicaces que del-
les faz as uipothcses de que se oceupa.
Quem dir que se faz perseguido aos Per-
nambucanos com o convite de um estrangeiro
esclarecido para prolessor da mocidade e com
a nomeaca de outro tambem instruido para o
magisterio?
Em que tem o Professor de Geografla mal-
tratado seus alumnos para que se diga, que
ouve perseguido aos Brasileiios em nomea-lo?
Do convito de um estrangeiro que o nao acei-
tou, que mal veio aos Pernambucanns, que se
possa chamar perseguido? Ou o demcrata a-
busa dos termos ludibriando o publico para
quem cscreve, ou v.s.6 percebe os livrus Sagra-
dos que l. .
He da mesma sorte inexacto o corresponden-
te do D-n. em dixei" que as perseguices simbo-
lisadas noemprego de estrangeiros tem conti-
nuado depois dos a taladores gritos na opposi-
cao poisque o nico estrangeiro empregado pe-
lo Sr. Baio da Boa-Vista, o Sr. D. Francisco,
foi nomeado Profis*s.-r H fianirnHa
-o----------
houvesse a opposcao da impronsa imparcial
/


a nica, e solada opposico feita nesta provin-
cia e por motivos milito estranhos poltica
e nacionalidade.
Gom malignidade de Demcrata conclue o cor-
respondente do D-n. que o convite do estran-
geiro residente em Pariz produziria a excluso
de algdm dos Professores, que o mcsmoSr. Ba-
rao conservara no lyco. Dizemos com malig-
nidade porque o Demcrata arvorando-se em
Aristarco nao deve ignorar, que muitas cadei-
ras al ni das que aponlou forao creadas pela re-
forma quando se convidou esse Ilustrado Por-
tuguez para o magisterio, donde se v que el-
le teve na sua inexacta applicacao o duplicado
flm de laucar no animo dos incautos o odioso
contra a Presidencia e de mimosoar os Pro-
fessores actuaes do lyco com os alrontosos e-
pithethos, de que ali hypothcticamente usou.
Nao foi menos injusta, e contraria vurdade
a censura a respeito da nomeacao do Profesor
de Geogiaphia cuja cadeira vagara muito an-
tes da chegada do Sr. D. Francisco e nao era
regida pelo Sr. Aflonso Jos deOlivo'ua que
er.lao j eslava mudado para a Provincia do
Maranho. Aprsente o Demcrata pessoa
mais habilitada que o Sr. D Francisco para
esta cadeira a quem ella fosse negada : apr-
sente a ignooancia ou mesmo a falta deins-
trueco deste estrangeiro a quem basta ouvir
na cadeira do Evangelho para conhecer-lhea
illustracao Notou-lhe o correspondente do
D.-.\. o deleito de ser realista mostramlo as-
sim que os demcratas sempre forao liberaes
intolerantes. Todo homem sensato regeita in
limme semelhante arguico pois n'um go-
verno constitucional se nao desprezo os bons
Professores por suas opinies polticas ; se o
exame dos principios fosse previo na nomeacao
dos empregados, ento mal estara o correspon-
dente do D.-IV. que quer o emprego dosop-
posicionistas, e dos demcratas no Governo
Monarcbico.
O escriptor. a quem respondemos, s podia
aecusar a Presidencia de su (locar o espirito pu-
blico se mostrasse qur ella prefera os estran-
geiros ignorantes e faltos de mrito aos filhos
da Provincia Ilustrados, e habilitados para o
magisterio. Os (actos mostro o contrario.
Abi est o Lyco cheio de Pernambucanos, e
apenas empregado nelle sem prcterico de d-
reito de pessoa alguma um cstrangeiro que
rene os predicados deum bom orador ( o que
na opinio de Cicero e Quintiliano suficien-
te para provar a sua illustracao ) e que nao
inferior a nenhum dos outros Professores. J
pela imprensa se mostrou que a par deste es-
transgeiro e de tres ou quatro filhos de outras
Provincias tem o Sr. Karao no periodo de sua
segunda admimstraco nomeado para empre-
gos mais de sessenta Pernambucanos.
muito mesquinha a idea de monopolisar
os empregos do magisterio para os filhos do pa-
iz. Quando o Governo empregou um Brotero
para ensinar o Direito Naturafee das Gentes na
Academia de S. Paulo, acreditouaquelle esta-
belecimento como se tem visto esquecendo-
se da de Olinda, que logo desde o segundo an-
no de sua fundacao teve de sentir falta nesta
materia. A Franca esse paiz Ilustrado, que
o Demcrata nao cessar de confessar, que
marche frente da civilisaco nao se enver-
gonhou de dar a cadeira de Economa Poltica
ao Italiano Rossi com preferencia ao nacional
Charles Comtu alias um escriptor igualmente
conhecido no mundo civilisado em scienciasso-
ciaes. Os Franeezcs nao te julgaro persegui-
dos nem mesmo humilhndos, por se dar o
magisterio ao mais prestante dos dous sabios.
O convite do estrangeiro e a nomeacao nao
sollicitada do Professor de Geographia mos-
trao que o Sr. laro da Boa -vista nao limita
sua admnistracao a satisfazer apenas as preten-
cSes dos patricios que o rodeao e que deseja-
ra ter meios para convidar os bornens especiaes
de lodos os paizes, que podessem dar instruct o
nossa atrazada morinade e concorrer para
adiantamento da civilisaco da (erra em que
elle nasceu. Estes actos jamis se preslo a
inepta applicacao que o demoerala sempre
infeliz nesta especie quiz lazer dos versinhos,
que transcreteu doS e .Miranda.
O demcrata nao tem um s parecer nem
concorre para publico entinando esse provincialismo tao op-
posto a nacionalidade ao passo que recom-
menda a nacionalidade econdemna o bairris-
mo indiscreto mal entendido e nao pro\ei -
toso Ser provincialismo discreto, km en-
tendido proreitosissimo e tndispen$'ivel
dea de considera perseguido aos filhos da Pro-
vincia a nomeacao de um estranho ao pai -, de-
sos dewrem nomntdos todos os mais filhos da
Provi.icia que Ihe nao so superiores nos ri-
quisitos precisos para o magisterio ? Para que
faso Demcrata em Brasileiros s'ellebairris-
ta se j fallou contra os filhos'de outras Pro-
vincias? Tenha ao menos franqueza nao oc-
culteo seu parecer; ou nao (inja que delle mu-
da ao passo que censura nos outros esta falta.
abracado por quem nao possue outros predi-
cados.
Varcdade.
O CARAPUCEIRO.
A I.VClt UI DA O.
Nao ha cousa que mais de pressa en vel be-
ca do que o beneficio. He este um proloquio
antigo, e mui verdadeiro ; por que se bem
que nao baja vicio mais detestavel do que a
ingratidao todavia furioso he confessar em
desdouro da humanidade, que nenhum ha mais
commum. Este vicio consiste no esquecimento
dos beneficios, e algumas vezes chega a inspi-
rar odio para com o proprio bemfeitor. Nao ha
cousa mais odiosa, mais injusta, nem mais
insociavel, do que esta pessimadisposico. Ella
torna o homem de certo modo inimigo de si
mesmo e nao dexa de grangear-lbe o odio de
toda asociedade.
Em verdade quem ha que nao sinta que
a ingratidao tendo a desacorocoar as almas be-
nficas a banir da snciedade a compaixo a
hondado a liheialidade que sao osseus mais
doces vnculos? Logo ningucm ha, que nao
seja pessoalmente nleressado em ser inimigo dos
ingratos. Ser dcsconhecido a beneficios que
se hao recebido, annuncia urna insensibilidade,
urna njustica um desvario, e urna vilania es-
pantosa : odiar a quem nos ha fcito bem de-
nota urna extravagante ferocidade.
Posto se supponha, que a benevolencia, a ge-
nerosidade, a liberaldade sejao desinteressadas,
todavia estas virtudes tem necessariamente por
lim o adquirir dircitos sobre o coracao d'aquel-
les em favor d<: quem sao exerctados. Nao ha
homem que faca bem a seus semelhantes com
o designio dos tornar seus inimigos; nem he
admissivel, que ocidado generoso, que serve
a sua patria, forme o designio de tornar-se aos
olhos desta odioso ou despresivel. Quem faz
bem, com raso aguarda o reconbecimento a
ternura ou ao menos a equidade do seu beni-
fciado : e quando a benificenca extende-se aos
proprios inimigos ; o que a exercita tem moti-
vo de lisongear-se que Ibes desarmar o odio,
e os tomar amigos. As pretenedes ao affecto,
e > gratidao sao pois justas e fundadas, e sao
os motivos naturaes da benificenca que nao
podem ser Iludidos sem njustica e demencia.
D'aqui se conclueser tao horrivel a ingratidao,
que he capaz por si mesma de delir os sentimen-
tos de humanidade dos coraces mais honestos.
Depois destas verdades tao evidentes, quanto
nao he para admirar, que ainda se achem tan-
tos ingratos sobre a trra! Mas se bem reflectir-
mos, conheceremos, que muitas causas con-
correm para multiplicar-Ihe o numero. O or-
gulho e a vaidade sao em geral as primeiras
fontes da ingratidao ; por que cada um d sem-
pre largas ensanchas ao seu proprio mrito ; e
d'aqui olha como cousas que Ihe sao devidas
os beneficios que recebe, de que s quer fcar
na obrigaco a si mesmo. Por outra parte as
vantagens, que tem aquellos, de quem se re-
ceben os beneficios excito certo ciume ; te-
me-se sejao el les tentados a abusar da sua su-
perioridade os dosdireitos que com osseus
mesmos beneficios adquirem : tem-se vergonha
de confessar, que se depende delles, ou que se
carece do seu soccorro para a propria fe lindado :
teme-se finalmente que elles vendao por alto
proco os seus beneficios vindo a tornar-se im-
possivel o corresponder as suas pretenedes: pelo
que acertadamente se comparao os ingratos aos
maos devedores que temem a cada passo o en-
contr dos seus credores.
A todas estas rasos une-se tambem a inveja,
paixao fatal, que muitas vezes se irrita dos pro-
prios beneficios e torna o homem injusto, e
cruel para aquellos mesmos que devrao ser-
llie mais caros e mais amaveis. Alm disto a
arte de la er bem be desconhecida do maiornu
mero dos homens A benificenca requer mo-
destia certa delicadeza um tarto fino que
poso tranquilizar o amor proprio d'aquelles, a
quem se pretende obrigar com beneficios, e cuja
ral do se quer merecer. Este amor proprio he
tao prompto em agastar-se que grandes re-
cursos cabe que tenha o bemfeitor por nao of-
fonder ao proprio henificiado. Os orgulhosos ,
ossoberbos, os faustosos e prdigos de certo
nao conhecem a arte importante de fazer bem ;
e por isso ordinariamente formao ingratos, sen-
do certo, que s as pessoas sensiveis he, que sa-
bem obrigar. Os orgulhosos pelo contrario, fa
zendo o bom ; nuerom eng osar o numero de
seus esrravos, e mostrar-Ibes a lodo o moinen- .
to sua superioridade, e poder. O homem faus [
loso em a! nao cuida que em fa/er ostentacSc
de suas riquezas, e do seu crdito. Todos aquel- '
los. que fazondo born nao buscao, se nao mu-
tiplicar om torno de si aduladores engrossar o
numero dos seus escravos, e panegiristas de seus
sempre ter plenamente pago os beneficios com
as suas baixezas, e viz condescendencias. S
pois a virtude modesta he que pode atrahir a
conlianca das almas honestas e virtuosas as-
sim como s almas desta estofa he, que sabem
ser verdaderamente reconhecidas e gratas.
Raramente os ricos, e grandes sabem obri-
gar no mesmo acto de fazer o bem ; por quanto
pouco habituados a moderar-se a si mesmos 0-
brigo com sobranceria e s vezes como em
retorno de seus favores, exigem os mais costo-
sos e amargos sacrificios : mas nada ha mais
cruel para um'alma honesta, do que nao poder
amar nem estimar aos que Ihe fazem bem ,
e ser pelo contrario internamente (oreada a 0-
drallos, ou desprezallos. Como he possivel,
que algucm possa affeicoar-se a homens que
com sua ndole altiva, e procedimento arrogan-
te parece, invido todos os seus esforcos por ex
tinguir todo o sentimento de gratidao nos mes-
mos sobre quem fazem recahir os seus pro-
prios beneficios ? Ha por ventura pos cao mais
horrivel. do que aquella a que algumas ve-
zes se achao roduzidos os filhos, que. com quan-
to dotados sejao d'um coracao bem formado, sao
todavia Toreados a nao poder amar com a devida
ternura aos auctores de seus dias, nem Ibes po-
der mostrar o mais sincero amor, a mais aflcc-
tuosa gratidao ? taes sao os tyrannos de toda a
especie : elles nao podum fazer se nao in-
gratos.
Fra disto os ricos. e poderosos da trra tor-
nao-se muitas vezes culpados da ingratidao de
outrem; por que considerando-se muito supe-
riores aos mais, imaginao, que ningucm pode
obsequalos que ninguem pode pensar em fa-
zer-! lies beneficios taes que por isso tenha o
direito de exigir reconheciment. Torneados
continuamente de aduladores, elles sao dispos-
tos a crer que tudo Ibes he devido ; persua-
dem-se, que nunca esto em divida para com a-
quelles, que os servem ; que a ninguem devem
nada eque a vantagem de os servir e sorra-
bar he soheja para os dispensar dos sentimentos
de gratidao, que elles exigem dos mais.
Tambem nao poucas vezes acontece, que os
serviros mais distinctos, e brilbantes se por
urna parte sao gloriosos aos que os prestao, por
outra excitSo a inveja dos homens orgulhosos.
Asss de exemplos nos subministra a Historia da
mais negra ingratidao de que se mancbrao
nao s principes se nao povos inteiros para
com pessoas, de que havio recebido servicos re-
levantes. Do taes ingratides deixrao-nos me
moraveis exemplos as repblicas da Grecia, e de
Roma pagando tao mal, como pagro as
virtudes de Scrates, de Aristteles, de Focifto,
&c. &c,; e o mesmo praticro Caligola, e Ti-
berio o prmeiro fazendo perecer Macron a
quem era devedor do Imperio, o segundo man-
dando trucidar a Lentulo, para gozar mais de
pressa da heranca que o mesmo Ihe hawa dei
xado em testamento. E quem ha que desco-
nbeca a feia ingratidao do Imperador Justiniano
para com o inleliz Belizario ? He raro o deixa-
rem de ser perseguidos e maltractados os que
maiores servicos izero sua Patria.
Essas injusticas to frequentes do publico,
para com aquellos, que Ihes tem feito os maie
ores servicos, devem attribuir-se inveja ,
ciume do mesmo publico. D'aqui nasce, queos
homens de talento sempre forao perseguidos ,
at punidos pelos servicos que fizerao a seus
contemporneos vendo -se obrigados a esperar
da posteridade a recompensa e a gloria que
mereciao. Sim, que o publico compe-se d'um
pequeo numero de pessoas justas e d'uma
multido immensa de injustos de viz, e inve-
josos que offuscao os grandes homens e fa-
zem todos os esforcos por opprimillos.
I", vista de tudo isto ser conveniente bene-
ficiar ingratos? Cortamente ; por que a verda-
deira grandeza he superior inveja, e a dispre-
za. Releva pois fazer bem aos homens, ainda a
seu mao grado. Releva, que o bemleitor contcn-
te-se com a approvaoan da gente de bem ; e se
os contemporneos forem ingratos, deve-se ap-
pellar para a posteridade a qual sempre he fa-
voravel aos bemfeitores do genero humano. Fi-
nalmente em falta dos applausos e recompen-
sas que merece a beneficencia o sentimento
do proprio coracao sempre dar a mais doce re-
muneracao aos bons servicos. que se fazem
sociedade.
O vocabulo ingratidao he urna dessas expres-
ses tabelioas que andan sempre na bocea dos
amantes. D. Aninha pela menor falta carac-
teriza logo de ingrato ao seu esperdirado : mas
por que ? Por que este appareceo-lhe mais
tarde do que costuma ou por que nao foi
partida onde ella se achava ou por que es-
tando com fehre e de cama n'uma tardo de
Procissao nSo sabio de casa par.-, passar-lhe Un,
e quatro vezes pela na segundo o programa
dos seus amores. Domdom queixa-se amarga-
mente da ingratidao do joven Quinquim : mas
s elles dous sabem em que consista essa ingra-
O demcrata quer tudo por eonta do lugar em j caprichos, nao devem desperar grande reconhe- tidao. D. Clarinha ( coitadinha ) vive ma-
hue nasceu j este modo do pensar somente I cimento; por que esses entes abjectos julgar5, gra e desgostosa e diz a quem queira ouvir,
que nao quer casar; por que todos os horneas
sao ingratos. Confesso que nao posso enten-
der esta linguagem. Sem verdadeiros benefi-
cios recebidos nao se d ingratidao : e quaes
sao esses beneficios feitos a um amante para
que seja tido por ingrato por (alta do devido re-
conhecimento ? Sao arcanos que nao penetro.
Por outra parte observo que os namorados
tambem sao promptos em baratear o epitbeto
de ingratas as suas amadas ; e de taes recrimi -
oaces esto cheios os livros dos Poetas. Se-
gundo o ritual dos amantes a falta de corres-
pondencia em amor be logo bautizada em in-
gratidao pelo antigo axioma amor amore com~
pensatur : mas quem foi, que impoz o rigo-
roso dever desse retorno em materia de amor ?
Supponhamos que um jagodes feio torto,
e malajarcado um fauno, ou satyro em fim a-
grada-se de D. Mariquinhas que he uim. doi-
dade he urna Venus em formosura e gracas:
supponhamos, que esse simi-capro desentra-
nhae por ella em mil caricias mostrando a
mais viva paixao : estar D. Mariquinhas pa-
ra forrar-se i pecha de ingrata na obrigaco
de corresponder ao seu affecto ? Bem pode qual
quer francatrpas, qualquer bobo qualquer
estuporado agradar-so uosamente da mais
bella senbora : e suguir-se-ha d'ahi, que esta
deva tambem inclinar-se-lhe o pagar-Ihe com
a mesma afleico ? e assim fosse amor nao
seria um movimento espontaneo do coracao,
nao seria um efleito da sympathia ; porem sim
um negocio, um contracto bilateral de compra,
e venda. Onde est pois a ingratidao desta
menina em desprezar as carantonbas e biocos
do tal bajoujo ?
Mes quer-me parecer, que se n8o houvessem
tantos, e to frequentes exemplos de bellezas ,
que se namoro de Pans, e Polfemos, do
Tersitos, e Bertoldos, nenhuma destes ousaria
aspirar a ser amados dellas. A miseria de Ve-
nus por Vulcano tem inlelizmento achado nu-
meraseis imitadoras .* e d'aqui a rasao suffici-.
ente delles chamarem ingratas as bellezas que
fazem retrato de seus afiectos e caricias. A
senbora formosa que se namorasse d'um bu-*
ginico desses devra pagar urna forte multa.
A tctica dos suspiros,
Quando tracto aqui dos suspiros nao os
tomo no sentido d'aspraco e respracao mais,
ou menos custosas; por que isto pertonce aos
Srs. Mdicos, que talvez por estes signaes pos-
sao algumas vezes conhecer o estado do peito
humano independentemente do canudo ascul-
tatorio. Eu concidero os suspiros como ex-
presses do coracao e sustento, que ha tc-
tica de suspiros, como ha tctica de guerra ,
de delibrateos polticas &C &c.
Qual ser a rasao porque D. Tetzinha sera
padecer motestia alguma, em se vendo na pre-
senca de certo sujeito perturba-se muda de
cor nao atina com o que ia dizndo e solta
como anciada to repetidos suspiros e suspi-
ros arrancados to de dentre do coracao ? Por
que he que D. Henriqueta logo que ouve
proferir certo nome ou tocar em certas espe-
cies inquieta-se e exala tristemente um par
de suspiros bem puchados? OAbbade Girard
no seu excellente Diccionario de Synonimos
diz que os desejos provm das paixoes e de-
vem ser moderados : os suspiros partem do co-
racao e bao mister ser bem dirigidos. Eis-
aqui todo o segredo d arte de surpirar. Suspi-
ra a moca e a velba suspira a esperituosa ,
ea tola suspira a espertissma corto a ea
simples camponeza : mas de suspirar a saber
suspirar vai urna distancia enorme. Para o
primero soheja a natureza ; para o segundo
faz-se iudispensavel a tctica.
Nao he d'agora que os suspiros em regra tem
grande prestimo. A propria Escrptura Sagra-
da nos diz no Capitulo 1i de Josu que Axa
filha de Caleb c esposa de Othoniel, ao des-
pedirle do pai para se retirar com seu marido
quiz que aquelle Ibes desse mais certa porcao
de trras e para isto antes de Ibas pedir cla-
ramente suspirou c foi este o exordio insi-
nuativo de aue se servio.Quce Axa cum
pergerent simul, suata est a viro suo ut pe-
leret a paire sue agrum. Suspiravitgue ut
tedebal in asino. Cui. Caleb : quid hafos ,
inquit ? di illa n tionem : lerram australem el arentem dedisti
mihi: jungeet irriguam.E o mais be que
o tal suspiro conseguio tudo; porque o bom
do pai alem do pai alem dos terrenos secos,
que he bava dado, deo-lbe mais trras frescas,
e que se regavo tanto no alto como as bai-
xas- Deditque ei Caleb irriguum suum supe-
rtt el inleiii. E d'ahi parece que veio a
tctica das poDres mulheres de suspirar antes
de pedirem qualquer cousa.
Muito valia um suspiro no sentir do grande
Melatas!o ; nnanHo ne na bocn de Selene
amanto escondida de Eneas e rival de DidQ
estas palavras.
/


= 3
Jo lamore oh Dio mi moro ,
mi niega il mi tiranno
Anche ti misero ristoro
Di lognarmi e poi morir.
Che costava a quel crudele
L'ascoltar le mi querele ,
E donare a tanto affanno
Qualche leero sospir ?
Segundo a intencidade da paixo o tempo ,
o lugar e a occasio assim devem ser os sus-
piros ; por que uns sao siogelos outros do-
brados, uns partem dos entrefolhos, outros do
amago docoracao. Quando o efTeito anda
est nos preparatorios, os suspiros sao singe-
los : porem quando est maisadiantado pas-
sao a ser dobrados. So o objecto amado vive
auzente ou se se levanta entre os namorados
algum pampeiro de ciumes ; ento os suspiros
saem impetuosamente do mais profundo do co-
rceo ; e tornao-se urna eufermidade lasti-
mosa.
COMMERCIO.
AI Tandera.
Rendimento do dia 1.......... 6:444$761
Descarregao koje 5.
Brigue Triunfante difieren tes mercadu-
ras.
Brigue Cecily fazendas.
Polaca Otar farinha de trigo.
Patacho Cassador podra.
Brigue Eredano pedra.
IMPORTACAO.
Cagador, patacho Hespanhol, vindo de Te-
nerife, e Malaga entrado em 30 do mez prxi-
mo passado consignado a Joo Pinto de Lo-
mos Filho; manifestou o seguinte:
10 caixas com chumbo, 97 pipas, 8 meias
ditas e 60 barris vinho, 100 quartolas azeite de
oliveira, 600 caixas passas 10 saceos alpista,
10 laidos alfa/orna, 9 ditos erva-doce, 8 ditos
cominhos, 2 caixas serveja, 2 ditas bisas, 200
quintaes de barrilha, 510 ditos batatas 20 gi-
gos ditas, 8:000 resteas de cebollas, 27S0 po-
zse oncas hespanholas.
ra e ultima praca da renda dos predios abaixo
declarados continua as sextas feiras na sala de
suas sesses, pelas 4 horas da tarde.
Ba do Azeite de Peixe n. 1 dita do Bur-
gos n. 2 dita do Encantamento n. 3 dita do
Padre Floriano n. 43 dita de S. Jos n. 5 ,
dita de Manoel Coco ns. 31 o 38, dita das Cin-
co Pon tas ns. 98, lltf, ell8, dita da Vira-
cao n. 7, travessa de S, Pedro n. 2 ra de
Hortas n. 33 dita da Boda ns. 5 e 9 (oito
lojas) dita da Gloria n. 65
Sala das sesses d'administrac5o dos estabele-
cimentos do caridade l.dojulho de 1843.
O escripturario F. A. Cavalcanti Cousseiro.
O Arsenal de Guerra compra 30 libras
do lato fino em lencol; quem o tiver apresen-
te-se com a competente amostra na salla de sua
Directora no da 5 do corrente as 11 horas
da manhaa.
= Est em praca para ser arrematada pe-
rante o Dr. Juz do Civel da l. vara Antonio
da Silva Neves a botica de Francisco Jos do
Sacramento cita as lojas do sob ado n. 120
da ra Dreta desta cidade por pinhora de
execuco do propnetario Caetano Pinto de Ve-
ras para pagamento dos alugues da mesma
loja; as pessoas, quequizerem arrematar, diri-
jo-se ao porteiro dos auditorios para verem a
avaliacao que foi dada a dita botica.
Avisos martimos.
A barca Firmeza, segu impretcrivelmen-
te para o Rii de Janeiro no dia 7 do corrente ,
o que se publica para intelligencia das pessoas ,
que n'ella vo do passagem e tem escravos a
embarcar; tracta-se com Gaudino Agostinho
de Barros na pracinha do Corpo Santo n. 66.
qualquersanto sempre he por infuencia de'tenha dade pouco mais ou menosdel4al6
alguns irmos, que se querem dar ao trabalho annos para caxeiro de urna venda e que d"
fiador a sua conducta : a traUr na ra Imperial
do Atierro n. 75 ou em casa de Francisco
de procurar esmollas para esse fim esta he a
praxe que se tem seguido e por isso quando
Avisos diversos.
llovimento do Porto.
Navios tahidos no dia 4.
Bio de Janeiro ; brigue brazileiro Restaura-
dor capito Jos Francisco dos Santos, car-
ga diversos gneros.
Macei; sumaca brazileira Quatro Irmos ,
capito Jos Fernandes, com a mesma carga
que trouce da Bahia.
se prope a fazer a elcico de devoco sao ad-
mitidas pessoas a contento dos influentes a
meza regedora nada tem com isso tanto as-
sim queaquulles que se propozerem a fazer
taes festevidades, nao podem lancar mo de
dinheiros pertencentes irmandade. Em quan-
to ao pedido que fazem ao Sr. juiz para reunir
a meza para sor demittido de mezario o irmao
em questao julga-se ser isso desnecessario ,
porque todos ja sabem queomesmo irmao des-
de o dia 12 de Maio por sua espontanea von-
tade se demittio do alto emprego que oceupa-
va e podem ficar certos, que elle ji mais em
tempo algum ser mais mezario, se o Sr. juiz
nao reuni meza a respeito foi para nao haver
polmicas e insultos, que em taes occasioes a-
parecem melhor seria, queem lugar de luzo-
rem annuncios sobre couzas, quo nenhum in-
teresse dao a irmandade (antes prejui'o por que
os hons irmo*, que virem taes polmicas fico
fazendo um mo juizo della e por isso quando
seprecizar, como todos os di as 'e preciza de
suas esmollas. nada danto e fugiro dos em-
pregos, vindo ao depois a recahir em mos d'a-
quelles qne costumo a prestar-se com assigna-
turas, para os actos, e nao pago o que assigno,
e quando se vai lindando o anno vo emba-
rullando os negocios para niio pagarem suas
joias como no presente anno se tem visto e
ha-de ver-se: ) deixassem de fazer annuncios ,
que s do a entender a quem os conhece que
a zanguinha he porobjecto, muito differen-
to do bem da irmandade assim o a credita o
Verdadeiro irmao imparcial.
Lotera da Matriz da Boa-vista.
ABTILHEIBO N. 59.
Declaramos.
Consulado de Portugal.
Oscredores do ausente Manoel Jos: Bo-
drigues de Andrade subdito de Sua Magesta-
de Fidelsima, sao convidados para apretenta-
rem na chancellara do Consulado as suas con-
tas justificadas dentro no prazo de 30 das pa-
ra serem pagas, polo que se liquidar do espo-
lio do mencionado ausente. O Cnsul, Joa-
quim Baptista Moreira.
=No dia 4 do correte pela !. vara do ci-
vel, ter lugar a 2.* praca da olaria no lugar do
Barhalbo, defronte do Monteiro com casa pa-
ra feitor e escravos com bom barro e baixa
para capim avahada em 2:000,000 de res,
* no dia 7 do corrente ser a ultima praca.
Administrac-do do patrimonio dos or/Sos.
Pela administradlo do patrimonio dos orlaos
se ho de arrematar a quem mais der por tem-
po de 3 annos que ho de ter principio do 1."
de julbo do corrente anno ao fim de junho de
1846 as rendas das seguintes casas :
N.Q 2 na ra ao Collegio.
12 na dita do Cebo do bairro da Boa-vista.
14 na dita do Rozario
36 na dita da riadre de D. do bairro do B."
38 na dita do Torres
5 i na dita do Amorim
66 na dita da Cacimba
84 na dita da Guia
88 na dila da Cruz
O sitio na estrada de Parnamoirim arrendado
a Jos Fidelis Harrroso de Mello.
O dito na estrada do Rozarinho arrendado a
Joaquim Jos da Costa.
O dito na malta da Miroeira arrendado a Joa-
quim i'vianoei Carneiroda Cunha.
Os licitantes puder comparecer na sala das
sesses da dita administraran no dia 5 do cor-
rente mez as 4 horas da tarde com seus fiadores.
Sata das se-socs da administraco do patri-
monio dos orlaos 30 de junho de 1843.J.
Af. da Cruz escripturario.
*
"airoyO
Os esUlcieLifnOiiiu
caridade manda fazer publico, que a lercei-
ahio hoje luz e vende-se no lugar do
costume. Contem o seguinte :
Vista d'olhos sobre as opposicoos de Pernam-
buco.
Carta do Careca.
A 5." carta do Calvo.
Correspondencia.
E a viola do Lereno.
=Offerece-se urna crioula forra para todo
o servico de urna casa sendo de portas a den-
tro ; quem precisar dirija-se ra da Cruz bo-
tica n. 47.
= Ricardo Alexandrino do Andrade, Bra-
zileiro retira-so para o Rio de Janeiro.
=A. W. Lyon retira-se para fora da pro-
vincia.
Jos Romo do Freitas, mestre alfaiate ,
laz sciente ao publico e a todos os seus fregue-
zes que mudou a sua residencia para o pri-
meiro andar do sobrado da ra do Rozario, aon-
de mora o Sr. Serafim Jos d'Oliveira e ahi
promete servir com perfeico easseio a todas as
pessoas, que se quizerem utilisar de seu pros-
timo.
Quem precizar de um mestre cozinheiro,
Italiano; procure em casa do Sr. Joo Alemo,
na venda da ra da Cruz do Recifo.
Furtaro da loja de Gomes & Carvalho ,
no dia 30 de junho passado um carto pequeo
de papelo com desenove mantas de filo de li-
nho ; roga-se portanto a quem ditas mantas fo-
rem offerecidasaprehendel-as, assim como (po-
dendo)ao rouhador.cleval-asa dita loja|untoao
arco de S. Antonio, na esquina que vira para a
Cadeia, ouannuntiar por este diario.
Os senhores que se tem constituido inimi-
gosdo irmao que chamo mezario da irman-
dade de N. S. do Turco pelo facto de ter elle
insultado o respectivo secretario, e por isso tem
oceupado-se em fazer annuncios contra a sua
mesma irmandade s por que foi incluido na
lista dos mordomos para a festa do S. Joo em
o futuro anno de 1844, esse mesmo mezario ,
queiro ser mais prudentes para com justa
caaza censuraiem o Sr. irmo o a irmanda-
de : bem devio saber que para a eleico da
festa de S Joo, ou de outro qualquer Santo ,
que nao seja a nossa padroeira sao escolhidas
pessoas sejo ou nao irmos que parecerem
ser capaz.es de coadjuvarcm com suas esmol-
las para a mesrnas festas e tanto he assim ,
que para estas eleicoes e festividades nunca se
lueui mezas por nao ser da obrigacao da ir-
mandade taes festividades: quando se festeja
Tendo-se annunciado o andamento das ro-
das desta lotera para o dia 15 de Agosto prxi-
mo futuro nSo pode ter lugar por ser dia san-
to e por isso fica transferido para o dia 17 do
mesmo mez seja qual for o numero de billie-
tes que nessa poca existentes e o thcsourei-
ro desta lotera roga aos Srs. agentes cncarre-
gadosdas vendas dos bilhetes que faco por
ovitar o monopolio que se observou na lotera
passada relativo aos meios bilhetes pois he
justo que elles sejo vendidos ao pubico pelo
seu valor intrnseco e nao com exesso do in-
teresse.
Precisa-se de urna ama forra para casa de
homem solteiro : na ra da Conccico da Boa-
vista n. 18.
O ahaxo assignado vende a parte que Ihe
tocou por heranca de seu fallecido pai Manoel
Pires Ferreira, na divida da azenda publica
do rio de Janeiro a qual com os juros anda por
mais de 5contos de res;quem pretender dirija-
-se a traz da Matriz da Boa-vista casa n. 24.
Domingos Pires Ferreira.
= Da-se urna porcao de entulho quem o
quizer tirar da ra do Padro Floriano ; a maior
parto he calica o lijlo muito proprlo para at-
ierros o qual ja seacha na ra.
=Precisa-se alugar carros para remover u-
ma porco de calica ; quem os tiver dirija-se
a ra da Cadeia n. 25 que so dir quem as
precisa.
Sociedade Euterpina.
A commisso administradora convoca a so-
ciedade para se reunir no dia 7 do corrente
pelas 6 horas da tarde a fim de se proceder a
eleicao do director.
Da-se 3008000 rs. a juros a dous por cen-
to sobre penhores de ouro ou prata ou fir-
mas a contento.
Jooquina Vedante Veloza de Azevedo ,
pretendo embarcar para o Bio de Janeiro, um
escravo de nomo Felis, crioulo comprado a
Boza de Abreu Lima.
O Sr. Francisco de Baula Baptista Car-
neiroqueira declarar a sua residencia ou di-
rigir-se ao escriptorio de Gaudino Agosfinho de
Barro? na pracinha do Corpo Santo casa n. 6G,
para receber urna carta vinda do Rio de Ja-
neiro.
-Quem precisar do urna ama para casa de
homem solteiro ou de pouca familia a qual
salte desempenhar tudo quanto he preciso para
arranjo de urna casa ; e he de boa conducta :
procure na ru de Agoas verde n. 42.
Na noite de domingo 2 de julho perdeo-se
um alfineite de ouro bastante grande chato ,
e sem pedra da ponte da Roa-vista at o fim
do Atierro ; quem o tiver achado pode entre-
gar na ra Nova n. 17 loja franceza que
ser bem recompensado.
= A negocio de seu interesse deseja-so fallar
com o Sr. 1 rancisco Jos Ferreira Lima mo-
rador no Ico ou h nlgi.iem por si : na ra da
Cruz n. 51.
Aluga-se o primerro andar de um sobrado
da ra do Bangel com duas salas, ecinco
quartos : na Praca da
livros ns. 6 e 8.
Precisa-so de um caixeiro portuguez, que
Chavier das Chagas.
Qualquer pessoa que quizer tomar conta
de urna carrossa para qualquer trabalho e se
sugeitando ao ajuste procure na ra Direita
n. 52.
= Quem precisar de um moco de idade de
17 annos para apprender a ser caixeiro de loja
de fazenda quo seja vindo prximamente do
Portugal: annuncie.
Precisa-so de um pequeo portuguez, que
queira servir de criado e caixeiro em um en-
genho na freguezia de Un na ; quem estiver
nestas circunstancias falle na Praca da Boa-vista
com Tbomaz Jos da Silva Gusmo.
Precisa-se de um cavallo que carrogue
baixo c saiba andar de passo sendo novo o
grande, nao emporta que esteja magro ; quem
o tiver procure na Praca da Boa-vista Thomaz
Jos da Silva Gusmo.
Quem tivor um olicial de canteo que o
quizer alugar annuncie ou dirija-se a ruadas
Trinxeiras n. 50.
= A pessoa que lhe faltar urna escrava de no-
me Luiza com urna cria dirija-se a campia
do Santo Antonio antes de chegar o engenho
do meio, na casa aonde morou o fallecido
Francisco Campello que dando ossignaes lhe
ser entregue ( freguezia dos Aflogados).
Josda Cnoiedd Carvalho Mideiros em-
barca para o Rio de Janeiro,
( mulato ) do nome Clemente
o seo escravo
que comprou
a Jos Candido de Barros.
- Desencaminhou-sc da ra do Collegio um
cavallo com cangalha, preto undrino gran-
de magrero com os ps calcados junto aos
cascos e sobre o branco d'esses signaes tem
pintas pretas pequeas; foi visto at a Praca
da Boa-vista quem delle souber aviso a seu
dono naquclla ra em casa do advogado Menna,
que ser gratificado.
- As pessoas que quizerem mandar por ac
novo em espedios mofados podem mandar no
Atierro da Boa-vista loja n. 17 o que se faz
o trabalho com toda perfeico.
Da-se dinheiro a premio sobre penhores
d ouro ou prata : passando o muro da Penha t
e passando o 1.sobrado no 2.o dito, no 2.an-
dar.
No dia 17 do corrente corre
mpreterivelmente a Lotera de S.
Pedro Martyr de Olinda.
- Joaquim Lobato deixou de vender capim
desde o ultimo de junho p. p., como consta do
recibo, quo existe em seu poder passado pelo
Sr. Antonio Clemente Esteves de Lasvan.
= O Bv Fr. Jos Luiz do Santa Boza do con-
vento de S. Francisco de Olinda baja dedirigir-
-se no Becifo ra da Cruz n. 64, para rece-
ber urna encommenda que Iho vem da Bahia.
= Boga-se encarecidamente pessoa que
por engao tirou urna carta vinda neste ultimo
navio de Lisboa para Antonio Sehastio d,s San-
tos queira manda-la entregar, como estiver,
na loja do Sr. Joaquim de Souza Pinto, na ra
da Cadeia n. 9, ou annunciar quo alem de
se pagar o seu porte so (cara summamente
ohrigado.
= Arrenda-se um grande armazcm proprio
para socar assucar ou outro qualquer estabe-
lecimcnto por ter embarque a toda a hora na
porta : e outro mais pequeo, em casa terrea ,
com as mesrnas proporcoes ; a tratar na ra da
Praia n. 37.
= Bernardino Pereira Ramos como tes
tamenleiro e inventariante dos hens do fallecido
M. noel da Silva Maia avisa pelo presente an-
nuncio aos < redores do dito finado para que
no prazo dequinze dias vo legalisar as suas
contas no cartorio doescrivodos Orfaos on-
de se est procedendo a ment rio.
A pessoa, que annunciou no Diario de 4
do corrente querer comprar um braco de ba-
tanea com concha dirija -se a ra de Santa Ri-
ta nova n. 91.
A Sr. D. C. J. M. queira mandar entre-
gar ao P. Coi.calo Victorino Rorges a quantia
de 20.)000 que a dita Sr." nao ignora dever-
Ihe restituir ; ao contrario se publicar todo
este negocio por extenso.
Alugo-se dous molecotes de dade de 17
annos proprios para todo o servico, de menos
para servente de pedreiro ; a tractar na ra de
Santa Rita nova n. 91.
Pecisa-sc de ua>a prcta forra desempedi-
da, que queira servir de afna de pequen* fami-
lia, dando-se-lhc o sustento, e algum salario :
na ra do Nogueira n. 13.
Precssa-se do urna lavadeira forra, ou cap-
tiva que lave d varrela para lavar roupa de>
urna casa de familia, mas que d fiador ; quem
estiver nestas circunstancias dirija-se ra do
Independencia loja de j Livramento casa amarella n. 10: assim como
vende-se urna cama de angico oam ermaco f
e em pouco uzo, por preco com modo.


h
retira-se para foradapro-
=Eduardo Bonn
fincia.
=Madame Ruello ; retira-se para Franca.
= Johnston Pater & Companhia avisoaos
Srs. de engentaos ecorrespoodentesdos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
betecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesacao e de alta
presso da tarca de quatro e de seis cavallos in-
glezes, e taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estes ohjoctos
eitos n'uma das principaes fundices de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
= A viuva D. Mara Arcangela Ribeiro da
Rocha tem se proposto ensinar meninas,
a ler, escrever grammatica portugucza con-
tar doutrioa christa coser, bordar e mar-
car; quem sequiser utilisar de seu prestimo ,
dirija-se a ra Bella n. 23.
= Thomaz Teixeira Leite da Silva, retira-se
para Lisboa.
= Os abaixo assignados administradores
da casa do fallido Manoel Pereira Guimaraes &
Companhia tendo convidado por cartas cir-
culares e pelo Diario aos Snrs. credores para
no dia tOde Junho p. p. se reunirem em dita
casa e como alguns nao comparecero fa-
zem saber que os reunidos acceitarita a pro-
posta que I lies mandou fazer aquelle Snr.
Guimaraes do Ihe perdoar a ametade do que
actualmente hes deve recebando a outra a
ametade em 3 pagamentos iguaes ; o primeiro
a vencer em 30 de Setembro de 1844, e os dous
no mesmo dia e nos dos annos seguintcs dp
1845 e 1846, acceitando e garanlindo as
letras e estas com o onus de um por cento ao
mez do vencimcnto em dinnte para seguran-
za elle, sua sogra, e os herdeiros desta
oflcrocem hypothocar o engenho Aratanzil, es-
cravos : sobre o que o fez a concordata qui-
te acha em poder de .loao Leite Pita Ortigueira.
morador no ru da Cruz n. 12 ; para a reme-
ter no dia 10 do andante mez afimdese lan-
car dita escriplura as notas da Comarca do Rio
Formoso; o que participan a quem convier
para em lempo se nao qucixarcm. Se algum
dos Srs credores ainda nao assignados na con-
crdala o qui/.erem fazer, podem dirigir-se ao
dito l.eite com o que serao declarados na es-
criplura de hypntheco; outro sim declamo inais
|ue na reunan dita se ilimi'irao do cargo de
administradores, e que a casa se acha entre
gueao ditoSr. Guimaraes com quem se deve
entender no qiic* Ihe diz relativo = Joo Lei-
te Pita Orligueira e Jos Antonio Pinto.
Gomos & Carvalho f zem seiento, que
oSr Jos Joaquim Ozorio deixou de ser seu
icaixeiro desde o dia 3 do corrente, da toja da
esquina quo volta para a cadeia.
Alugo-se 4 pretos para serventes de oe-
dreiro ou qualquer outro servico: na ra
Nova n. 5o.
- Mendesr Amorim. pretendem embarcar
para o Rio de Janeiro um nogro de nomc Jos,
de nacao Angola
Precisa-se de um bom amassador que
en ten da de mssseira ; no atterro dos Aflbgados
padaria n. '20.
Quem precisar de urna crioula para ama ,
dinja-se a ra do Rangel n. 34.
Aluga-se urna escrava costu reir e bas-
tante hbil para qualquer servico de portas den-
tro ; quem a pretender dirija-se a ra Nova
n. 35.
Fugiro do assougue defronte da cadeia 2
grandes cameiros, um branco, e outro mal ha-
do com a marca O na testa consta que
forapara a Passagem aonde foro comprados ;
quem os pegar leve ao dito assougue
Quem precisar de um rapaz solteiro de
boa conducta para caixeiro de botica loja de
fazendas, ou miudezas dirija-se ao beco do
Pcinho n. 6.
= Urna parda viuva, de bons costumes que
dfl fiador a sua condu' ta se prope a ser ama
de casa de um homem solteiro ; quem a pre
tender, dirija-se a ra da Roda, sobrado n. 46.
Compras.
Compra-se urna porco de garrafas va-
sias, e botijas ; quem tiver annuncie.
< Compra se um F.os Sanctorum ainda
que seja bastante usado c um livro ou qua-
derno que contenha a novena de N. 5. do
Livramento ; quem tiver annuncie.
cortes de vestidos de lanzinha a 4500, mace-
donia de crese preta a 640, duraque liso fi-
no a 800, cortos de vestidos de cassa pintada a
2400, e em covado a 240 lencos ordinarios
de seda a 320 e superiores a 1000 rs. risca-
dos trancados de linho a 120 e 140, brimtran
cado escuro do puro linho a 480 a vara e bran-
co de listras a 500 lencos brancos de cassa a
160, pecas de riscados americanos mu fortes
com 8 covados a 1120 lencos de chita a 140,
ditos de cambraii bordadas os melhores que
tem apparecido a 560 e tambem chales a 1000
rs. lindas chitas de cores fixas a 160 asbem
conhecidas pecas da bretanba de algodo com
10 varas a 2000 as mais finas rendas e bicos
de todas as larguras, algodo dohrado para ves-
tir escravatura e outras mais fazendas por m-
dico preco, com amostris francas aos compra-
dores ; na loja de Antonio da Cunha Soares
Guimaraes ao p da viuva Cunha Guimaraes.
"s= Vendem-se talheres fios a 3400 e 3600
a duzia bicos de linho muito finos banha
franceza fina e ordinaria, colxetes a 800 a du-
zia e a caixa a 80 rs. thesouras finas a 200 rs.
e douradas a 400 e 500 rs. eem duzia mais em
conta suspensorios de burracba a 320, po-
mada franceza a 160 e 180 abotuaduras para
colletes de cores ditas de massa para casaca a
400 rs. ditas amarellas a 480, linhas de car-
retel a 360 a duzia, luvas de seda brancas cm-
pralas para sonhora a 1600 o pare curtas,a 560,
papel de peso a 2600, e 2800 a resma dito
almaco o melbor que tem apparecido linho
de marca e para bordar, estojos de navalhas
finas a 2000 rs. agoa de flor de laranja a 800
rs. o frasco meias de la a a 800 rs. o par ,
su bonetes para barba a 80 e 200 rs. ditos de
porcelana a 500 rs. cartas francezas a 2100 o
masso, cordita para vestido a -?0 rs. a peca ,
agoa de colonia em frascos grandes e pequeos,
.m compl to sortimento de retroz e outras
umitas miudo as baratas ; na praemho do Li-
vramento n. 53.
- Vende-se urna escrava de nacao de 26
annos, cozinha engomma e lava ; na ra
de Agoas verdes n. 66.
\ ende-se urna parte ou todo o sobrado
da ra do Amorim n. 29 ; a tractor na ra do
Nogueira n 13.
Vendem-se 4 escravas mocas, co/inhao ,
engommao e la vilo um moleca peca de 16
annos recolhida cora principios de habili-
dades ; urna mulata de 30 annos cozinha ,
engomma e boa para tomar conta de urna
i-asa ; urna preta de meia idade por 25OS0O0,
cozinha lava e vende na ra ; e um casal de
cscravos bons para o trobalho de campo ; na
ra de Agoas verdes n. 44.
Ainda restan para se vender 2 fuges
de ferro com registro o mais mac-hinismos per-
tencentes aos ditos fuges alm disto tem um
hom Torno de ferro repartido que admite di-
versos assados ; os quaes tem a singularidad
de com um s>'< fogo po ler-se co/.inhar e ad-
mitte 6 panellas, e o forno tudoao mesmo lem-
po ; o discanco e a economa destes fugos,
merece toda atteneao por isso tem concorri-
do muito para a sua extraeco: na ra No-
va loja de ferragens n. 25.
Vende-se um sobrado ainda novo com
grandes commodos com 32 palmos de vo ,
e 110de fundo sendo de 2 andares e sotiio .
mui bem construido um grande terreno to-
do sercado le caes com grandes proporedes
para todo o qualquer cstabelecimento tendo
embarque na porta a toda hora; a /aliar na
praia de S. Rita n. 37.
Vendem-se um escravo da costa de 22
annos muito re forrado e de elegante figura ,
perfeito canoeiro ; urna escrava de 20 annos ,
engomma e cozinha rom urna cria de 3 an-
nos ; urna dita lavadeira e faz todo o mais
servico ; um molequede 15 annos ; urna ne-
grinha e urna mu la tin ha de 12 annos ; na ra
do Fogo ao p do Hozar io n. 8.
v. \ ende-se a obra de Theologia Moral,
pelo Padre Mestre Monte boje Bispodo Rio ,
nova e em rica encadernacao : na ra de Ma-
thias Ferreira em Olinda n. 11.
-je- Vendem-se porcommodo preco os livros
seguinles ja usados em francez ; CoursCom-
plet de Economie Politique Pratique por Say ,
6 v ; Constituimos de la Nation Francaise avec
un essai de Traite llistorique et Politique sur
laChartet un Recueil de Pieces Correlatives
Par le Cont Lanjuenais, 2v. ; Les Aventu-
res de T< lmaque 1 v. ; cm latim Dicciona-
rio Portuguez e Latino por Fonseca ; Oraces
de Cicero 1 v. ; Institutiones; Jures Civi-
Venclas.
i
Vende-se um moleque d ijlca
annos; na ra Direita n. 3.
-- __ Vendem-se pannos finos a 3000
nos de cores a 1600 e 3520 o covado do
finissimo chales de la modernos a 00O rs.
neias casemiras de cores para calcas a 480
les Liisilan! por Pascoal 6 v. faltando o pri-
Iiiuiu c- o segundo ; as Meiaicrfcrscs de Ovi-
dio o Indicador do Cambio: na ra do Quei-
mado n. 21.
121*^ Vendem-se chaies de seda achamalotua
de muito bom gosto mantas de seda para se-
men-nhora ditas para gravatas lencos de setime
preto I sai ja muito grandes franjas para cortinados,
de
meninos, bretanha de linho muito fina em pe-
cas de 5 varas platilhfis chitas francezas lar-
gas e de bonitos podroes, riscadinhos, len-
cos de cambraia, cortes de cambraia adamasca-
da e pintada cambraia lisa chapeos fran-
cezas da ultima moda cortinas para varanda,
enserados inglezes muito encorpados para for-
rar salas e oseadas ditos para cima de mesa,
sapatos de burracba do Para borzeguins para
homem e senhora sapatos de couro de lustro ,
setim, duraque e marroquim e outros mu-
tos objectos de go-to; na ra Nova, loja n. 35.
Vende-se vinho superior da Figueira; na
ruado Amorim armazem de Manoel da Silva
Santos.
\ = Vendem-se chapeos de castor branco a
5000 ditos para meninos a 3000 setins de
bonitos padree para colletes a 2500 o covado ,
bretanha de rolo a 2000 rs. luvas de pellica
a 1000 rs. pannos de diversas cores e precos,
casemiras para calcas de bonitas cores meri-
no preto e azul de duas larguras duraque
preto franquelim dito tapetes para sala ,
cambraias adamascadas e lisas muito finas ,
cassas de todas as qualidades lona larga es-
topa dita e estreita brins escaros e brancos ,
lisos e trancados chitas de todas as qualida-
des, e precos: na ra do Queimado n. 11 ,
loja de A L G. Vianna.
= Vendem-se as fazendas e armacao da lo-
ja da ra do Queimado n. 33, com todas as van-
tangens para o comprador porque as fazen-
das sao poucas, em muito bom estado, e sem
retal los o arrendamento he seguro eoalu-
guel muito mdico e a loja oflerece com mo-
los ato. para se morar tendo o cstabelecimento ,
c faz-se o negocio tambem a praso ; a tractor
na mesma ra sobrado n. 37.
= Vende-se um escravo proprio para to-
llo o servico ; na ra do Crespo loja n. 4.
Vendem-se saccas com arroz branco pi-
lado ; na ra da Cruz n. 64.
Vende-se um par de fivellas de boa prala
para sapatos, com 12 oitavas, por 2500 ;
quem pretender annuncie.
= Vende-se urna preta de nacao, de 18 an-
uos ; na ra da Praia n. 70.
Vende-se urna meia commoda quasi no-
va por preco muito barato ; na ra larga do
Rozario, n. 35.
Vendem-se fijlos de limpar facas, e
amarellos, thesouras finas para lostuia e unhas,
caixas de baleia para rap suspensorios de
burracba finse ordinarios agoa de colonia ,
superior macassa perola, e de oleo, fita de veta-
do para cabera de senhora cartas francezas e
norluguezas, finas e ordinarias, facas e gar-
fos dito estojos de navalhas caivetes finos
de cabo de viado para pennas e umitas outras
cousas; na ra larga do Ro/orio, loja de miu-
dezas n. 35.
Vende-se ou troca-se um escravo crioulo,
moco, bom carreiro e serrador por outro ain-
da mesmo sem ofhYio : a tractar com Jos
A (Tonco na ra do Arago sobrado n. 26.
Vende-se urna armaco envidracada ,
propria pan loja nobairro do Recife no ho-
co largo loja de pintor; a tractar na mesma.
= Vendem-se dos bancas de condur ,.por
12000 rs. urna cadeira rasa para senhora por
000 rs. urna banca redonda de Jacaranda ,
moderna por preco commodo ; na ra estrei-
ta do Rozario n. 32.
Vende-se a propriedade Cassote a qual
livi e pelo engenho Guiqui, passododito,
cm trras da Ibura a qual tem quasi meia le-
goa com mattas, e agoa ; detraz da Matriz
da Boa-vista n. 24 casa de Domingos Pires
Ferreira.
= Vende-se um escravo de nacao de 24
annos bem parecido, c proprio para qualquer
servico ; na ra do Trapiche novo n. 16 pri-
meiro andar.
*= Vendem-se cortes de lanzinha modernas
e de ex( olientes padres a 4500, ditos de chi-
tas patente a 2240, pecas de atualhados com
10 varas a 2880 ditas de hretanha de puro li-
nh < com 25 varas a 7500 meias casemiras
de cores a 480 o covado chitas pretas com
flores de cor a 120 ditas de padres escuros a
160 o covado cortes de fustes acolxuados pa-
ra colletes a 360, lilas trancadas de todas as
cores a 280 o covado babados ue linho abor-
tos a 120 e 160 a vara, pecas de cassa lisa trans-
parente com 10 varas a 3500 e as bem conhe-
cidas bretanhas de rolo com 10 varas a 2000,
lirim trancado escuro de puro linho a 4 0 a va
ra e alem destasoutras umitas fazendas bara-
tas com amostras francas aos compradores ; na
ra do Crespo loja n. 15.
Vende-se azeite doce de sunerior auali
dade a 4000 a caada e a garrafa a 500 rs. ;
na ra da Madre de Dos n. 27.
_^ Vetidem-se 20 saccas com arroz de cas-
ca medida velha, tanto por junto como a re-
talho; na ra do Livramento armazem de
louca e molhados n. 20.
Ao .'icsnear refinado esla-
Wa /fnnncitn
vr-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. e o de segunda e terecira em p ,
a 120, c80 rs.
Lima Jnior & Companhia vondem ex-
cellente vinho do Porto de feitoria chegado
ltimamente e'm pipas o Larris, ou a fallar
com Jos Joaquim Alves Teixeira no caes da
Alfandega no armazem do Sr. Dias.
= Vende-se cevadinha muito nova em pe-
quenas porcesde 16 libras; no beco do Capim.
armazem le Jos Rodrigues Pereira.
Escravos fgidos.
Fugio no dia primeiro do corrente a pre-
ta The reza de nacao costa alta e cheia do
corpo, rosto redondo, beicos grossos, ps gran-
des o com Tachaduras de cravos levou ca-
misa de algodo i nho saia de chita escura;
quem a pegar leve a Joo Nepomoceno Ferrei-
ra de Mello na estrada de Joo de Rarros ,
defronte do Exm. Visconde de Guian na.
= Desapparecerao no dia 25 do p. p. dous
negros; Joao de nacao Urubaro ou Camun-
da de 26 a 30 annos estatura alta bonita
figura rosto redondo, bem ladino,' com mar-
cas de chiclo as costas e nadigas he caiador
e canoeiro. Miguel, de na ao Mucambique ,
de 20 annos, estatura regular bonita figura ,
rosto redondo tem os peitos como os de mu-
Iher, e com iguaes marcas as costas e nadigas;
quem os pegar leve a ra do Crespo n. 10, ter-
ceiro andar, ou na loja da viuva Cunha Gui-
maraes que ser generosamente recompen-
sado.
No dia 29 do p. p. fugiro da casa do abai-
xo assignado um casal de e-erovos; o negro de
nomeJos, de 35 a 40 onnos, levou vestido
camisa de ruadapolo volho calcas de brim
trancado tambem velha e um surriio de pello
de carneiro costando ; a negra de nome Maria,
alta e magra parece quo pucha por urna
perna olhos espantados de 40 a 45 anuos,
levou toda roupa que tinha sendo camisas de
algodaozinho urna ou duas camisas de algo-
dao grosso e um vestido de chilla ja velho e
nutro de algodo alvadio ambos sao de An-
gola e sope-se terem ido para o Brejo da
Madre do Dos por terem sido do l de um tal
Rapo/o ja fallecido e tambem pcrlencero a
um neto do mesmo Francisco Casimiro de S
Barreta que depois vierSo morar para o norte
no engenho Desterro, sitio de Inhamaa, na unta
de quem o abaixo assignado os comprou: quem
os pegar leve ao patio do Carino na esquina da
ra de Hortas n. 2, que ser recompensado.
Narciso Jos da Cotia.
No dia 25 do p. p. fugio o preto Joo,
Congo, alto, rosto redondo barba s na
ponta do queixo chota do corpo bem ladi-
no e bastante Tallador levou vestido calcas
de riscado azul e outra de algodo por haixo ,
camisa de algodaozinho, e he ganbador de ra;
quem o pegar leve a ra do Cabug loja de
miudezas n. 5.
= Fugio a pouco mais de dous mezesa ne-
gra Guimar, que pertenceo ao Snr. Francisco
Pereira Borges fulla haixo reforcada, de
30 annos, urna orelha rasgada em duas parles,
mal feita de ps e mos, levou panno da cos-
ta encarnado e azul sem estar abanbodo e
dous vestidos um azul riscado e outro bran-
co velho, consta ter apparecido no lugar do
Hospicio, e que se tem intitulado forra ; quem
a pegar le.ca seu Sr. Vicente Thomaz dos San-
tos no atterro dos A (Togados n. 57 que ser
recompensado,
Pela manhaa do dia 20 do p. p fugio O
escravo Gregorio crioulo de 18 annos mo-
lecote bonita figura grossura regular ps e
mitas bem mitas bem fallante levou vestido
calcas de brim, camisa de algodaozinho ou ma-
dapolo o qual estava em Olinda com Jos
Rodrigues do Passo Jnior ( filho do abaixo
assignado ) e alguma vezes andava em um ca-
valinho pequeo conduzindo cousas para o
Monteiro foi visto no dia 2 do corrente em
Fora de Portas com os trajes cima declarados ,
c um chapeo de palha com um papel na mo,
dizendo que andava recebendo alugueis de ca-
sas e foi preso no mesmo dia em Olinda e sol-
t por dizer que estava com Jos Rodrigues do
Passo Jnior e tambem consta ter-se visto o
dito molecote com um msico do batalbo de
artilberia por nome Emilio ; quem o pegar leve
ao atterro da Boa-vista n. 37 em casa do abai-
xo assignado ou em Olinda na ra do Ampa-
ro a Jos Rodrigues do Passso Jnior, que se-
r recompensado.
Jos Rodrigues do Passo.
ililas. atenas ue MOc um BOTO psd.'So p2.2 j
vestidos, e mui proprias para jaqu e calcas dejbelecido junto ao arco de S. Antonio, em fren- jRrcifb: waTtp. deM. F. dk Faria. = 1843


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