Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04994


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Full Text
Anuo re 1843.
Ter^a Feira 4
1
BHSSBSm
de JIII lio
Anno XXr N. 141.
Tildo (tora ilepemle ile nos mcsmn; da nnssa pruiltnria, raodrracAo, e fnrrjia; con
tiren-mus Como iiriui-ipiamos, e aeremos apnniailos com dmira entre ns Nacea mais
cultaa. ( Proclamarlo da Assembleia Gcrnl do Bbami..;
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Coianna, Parahyba, e Rio Grande do N re, segundas e sextas feiras.
Bonito e Garanhuns, a l'1 e "4.
(Mo. -erinhem Rio l'ornioso Prto Cairo Macelo e Majo i no \ \\ e2).
Doa-riatae Florea a. -i e 2 t. Santo \nlio quintas feirs_ Olinda todos os das
DAS DA SEMANA.
3 Se?. s. Jaclntlio M. Mu, *d do J de D. da 2 .
4 fwj. a habel r-inha. Re. Aud do J de I), da 3 V
5 Quarl. a Athanasio 'I. ud do J .le I) rl- 1 .
J Quint. a Domingas V"4 M. Aud do J. de da i v.
7 Sai. s. Pulquera V. "Aud do J. de I) 8 Sab. i Procopio i. Re. Aud do J. de D. di 1 r.
9 om. i. Cyrillo H. M\
Ci.i .;...-- i -----------------------?
Ufo im.si-iiunsM'r i imuji i laaiaaaissaiaasi n imana mm iiiii.ataaaaawaaaaaa"'1' i"
O Dur.io puklica-se lodos os (lias q'icn'io forem S nlificados: o prj o da assigmlura na
de tres mil fe por rfuartl Bi^sjOtaadianladoi Os annunoios 'los ssi'nanles bao inserido
gr.-itis aus dos que nio f.ircm h ras i> de 0 'eis p r lino. As reclama ;es ilevem serdiri-
gidas a esli Tip., ra iljs (ratea .\. ; >, on apra ja da independencia loja de livros N. 6e4.
renda-
Cammi aulire l.onoraa i a -J.
u Pars 3<0 res por franco
a Lisboa MU por lUUdc prrnin
CAMCto*-No da de .lulio
Oo-Moadada 6,41)0 V.
n N.
a da 4,000
I'BiTa-l'atacvir,
Peioi,,.mamaras
ditos M-manns
compra
l*,tou
16, U j
y.000
I,90U
i,t)0J
1,'JjO
16,600
16 400
9 20
i l20
1 Vil,
1,020
Me la ie uotue 2 por cento
I e .i de le-raa da boa ra' 1 { a J
MASES DA LA NO HEZ DE JUl.HO.
l.ua Cheia a 11, s 2 dorase >'> u> da tarde I La nova a 27, as 3 i oras e 23 m. da m.
i^un.in.ng. a t'J. s i i oras t'.' u il m J ^u.ri creac. a 4, as 4 horas c 4- na da tarde.
Preamar de Iwje.
1." a 10 horas a 6 a. da man, i. |." i l llorase SO m da larda.
jrja'y^ Sa*>>; ->
PARTE OFFICIAL.
Governo ra Provincia.
EXPEDIENTE DE 27 DO PASSADO.
Ollcio Ao promotor publico da comarca
sobre a licenca de trez mezes quo pela reparti-
r o da justlra obtivera em 23de abril deste an-
uo o doutor Joaquim Nunes Machado juiz
dedireito do crime desta cidade e auditor da
gente de guerra.
Dito Ao mesmo Exm. Sr.. fazendo-Ihc al-
gunas reflexoes sobre os disenntos dos sidos,
que por ordem do governo imperial se mandou
12 dost mei, em que pergunta se os artgos T,J:\ T "",""'"Tiai wmanoou
a. *. ... ^ j K j. ". lazeraos o lieiaes reformados aun or ventura
23 da le la ref >rm.t do cdigo do procosso en- :.,,.,.......,.,.u:,i _". qui, poi ventura
quell
processos ; erespondendo-lhe quo as leis pro-
de de'servico se viao boje reduzidos ao mes-
vinciaes de nonhumasorte embaracaS as dispo- T^J^S/SS ***** h "S! iu****'
sc506 da lei da reforma : que tanto urnas, co- pela mor parte sobre',a"?ados de fam.l.a.
mo outras, llcao salvas; porquanto a lei de 3 rcquerimento do ex.soldado Paulino da C(>sla
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
dodezembro de 1841 estabelece os emolumon- .
tos, ea do orcamento municipal marcan quan- ^^JZ^J^^ prov,nBc,a
tia que no anno financeiro deve a cmara des- IJTS}5' dndC 6 natUra'' n0 vapor Pa~
pender: e que, tendo estas consignaces por / n. A' ncm v ere
base orcamentos que regulao para o futuro, e A mesmo Exm- Sr- "formando o
dos empregados, o smente servem de regra ^Sa^?^n^ZTT-baMha0M'
cmara para nao pagar mais do que a quantia ^ 'fifiS? aH? v,do"
consignada, embora seja devedora de mais som- J^Zc^ *T, L ffW *%?*
a; cujo excedente ara em divida, para en- %^^ffil^\^1ul*uU,k*'
trar no orcamento futuro na rubrica de exerci- .^i^^^
ciosflndos quencia do engao encontrado no numero do
Dit 1 j i j ... saldos, e na importancia dos mesmos.
ito Ao commandante das armas, scienti- """.
ficando-odehaver S. M. o Imperador determi- .-, "!-
nado, que os soldados do terceiro batalha do I lCSOliraria O a raZOIlda.
arttlheria a pi desta provincia. Antonio Joao de' expediente de 12 do passado
bant Anna, o I-rancisco Sales fossem delle des-' _
ligados, epassassem paia o primeiro da mes- mcio Ao hxm. Presidente da provincia ,
ma arma : eexigindo as fes de ollcio dos ditos '"'ormandoo requerimento de Maximiano Hen-
eoldados para seren transmittidas ao Exm. Sr. riquesda Silva Santiago, em que pedio, so Ihe
ministro da guerra. continuasse a entrenar o sold que seu pai, o
Dito Ao mesmo, determinandoemcumpri- ,nilJor Manel Machado da Silva Santiago, dei-
mento de ordem imperial, que mande dar bai- xo" 8Ua famillil "esta provincia,
xu ao soldado da sexta companhia do segundo DitoAo mesmo Exm. Sr., idem do Fran-
batalhaode artilhaiia a p Manuel Francisco riscoria c,ltllla Machado, e Joao Pinto de Lomos,
doSousa, queiinulisouoteippo deseu engaja- de Jos Ramos de Oliveira, em que pedirao
ment. poraloramento OS trrenos de marinha os 2
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen- l,ri,niros na ra da Aurora do bairro da Boa-
da remetiendo copia do imperial aviso de 8 de vista' eo D,M"!f no larg0 do CorPrt Santo do
Junho (passado) : e ordenando em exetucaoao bairro do Recife.
mesmo que mande despedir os 8 guardas ul- ,),to ~" Ao engenheiro em choro encarrogado
tunamente nomeados para a me^a do consola- da medifao dos terrenos de marinha, para man-
do, sobre os quaes nada se tinha ainda resolv- (iar Pacedera medicad e avaliacao do terreno,
do ; faca observar o mais, que determina o r- 1Uft de mais requere-o doutor Felippe Lopes Ne-
fertdo aviso acercados pontos de embarque ; e lo' alem dofI',e hav'a comprado a Nicolao Ro-
d parte de assim o ter executado. dr,f*ues da Cu riba.
DitoAo juiz relator da junta de justica, en- Ito Ao administrador da recebelorin de
vlando copia do aviso da secretaria de estado rendas geraes internas dando os esclarecimen-
dos negocios da justica pelo qual se participa, tos' 1ue Ped, em seu m,l<) ,le u de mixU) ""-
queS. M. o Imperador bou ve por bem por sua do> "''re diversos artigosdo regulamentode 11
imperial resolucao de 3 de junho (passado) dt abr" de ,8*2-
tomada sobre consulta do supremo con-elho mi- ,DEM D0 D,A 14-
litar, dicidi que a mesma junta he competen- OITcio--Ao Exm. Presidente da provincia,
te, para julgarem segunda e ultima instancia os coma nota das arremattacoes le diversas pro-
conselhos de guerra das pracas do corpo polici- predades nacionaes jara sodi^nar do appro-
al aa Parahyba a lim deque a aprsente em Var, no caso de julgar conformes.
urna das respectivas seesoes: e remetiendo o
procesfi'i do guarda policial, Jos Mara de Pai-
va quo deu lugar i esta decisao, para ser jul-
gado.
dem do da 28.
OMcio A cmara municipal desta cidade ,
remetiendo, approvada, a planta para a nova
casa das sua> sessoes, das do jury, e das do jui-
so municipal, organisada peloengenheiroiiou-
litreau.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provincias, determinando, que da quota
destinada para as despesas eventuaes mande dar
no primeiro de julho corrente, ea ordem do
desembargadorchefe de polica a quantia de
420^ rs. paia o sustento dos presos pobres des-
ta tomare...Participou-se ao chefe de polica.
Dit i Aoengenheiro em chefe das obras pu-
blicas ordcnando.que mando por disposicao
da cmara municipal desta cidade a podra de
calcar, queso poder dispensar, a lim do ser
empregada nos reparos do calcamento da ra
Nova. Communicou-sc a cmara municipal
desta cidade.
Commaiulo das Armas.
EXPEDIENTE DB 91 DO PASSAII0.
OllcioAo Exm. Presidente, informando
Dito Ao mosmo Exm. Sr., intormando o
requerimento do major Francisco de Assis Cam-
pos Cosdem, em que como procurador do seu
fllho o cadete Pedro de Assis Campos Cosdem,
pedio os rucios sidos deste, durante o tempo.cm
que esteveem conselho de guerra.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., sobre as despe-
sas feitascom os objectos comprados para a se-
cretaria de polica
Di'o Ao commandante das armas da pro-
vincia dando os ouclarecimentos, que exigi em
seu ollicio de 27 do maio sobre o requerimento
que acompanhou do coronel graduado Tajano
Cesar Burlamarque, em que pedi o pag iiiu n-
to da gratifliaca addieional vencida pelo com-
mando interino da fortalesa do Brum.
dem do da 16.
Odelo Ao inspector da thesouraria defa-
senda da provincia daParahyba sobre as des-
pesas feitas no corrente anno financeiro com a
companhia provisoria ali estacionada o saldos
de annos anteriores.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
ladonubra a qrjaotia, qae O agento dos rondi-
nientos provincJaes da Paiahyba deve recollier
ea4*a dos ditos rendimentos dos cinco por con-
t de direitos do omprego, que exerce.
ASSEVIBLA CERAL
CMARA nOS SEXHOKES ORPTAD0S.
Sesso em 15 de maio.
Jnlga-se objecto de deliberacad iim projecto
sbreos terrenos diamantinos de Minas, 'lon-
tina adiscussaddo requerimento do Sr. Veiga,
que he combatido pelo Sr. Cruz Rios. Contina
a do adiamento do projecto sobre a nova provin-
cia do Rio Negro, o qual adiamento he rejita-
do. Contina a discusso do artigo 5. do or-
camento, reparlica da marinha, que nter-
rompida pela entrada do Sr. ministro do impe-
rio, segu seu curso depois da leitura do relato-
rio da repartica daquelle ministro e tomad
nella parte os Srs. Torres o Cocino; sendo ainda
interrompido o discurso do Sr. Torres, pela
presenca do Sr. ministro dos negocios estran-
gefrs, que leo relatorio da repartica a sen
cargo. He lido o projecto da commissao da res-
posta a falla do throno.
16Contina a discussao do Sr. V'eiga; orao
os Srs. Vasconcellose Barbosa. Contina a dis-
cussad do projecto da provincia do Rio Negro ;
falla oSr. Sousa Martins. Contina a discussao
do orcamento da marinha e toma nella par-
te os Srs. Sebastiao do Rogo, Sousa Martins,
Carvalho, Boto, e ministro da marinha.
17Contina a discussao do requerimento
do Sr. Veiga, em que toma parto o Sr. Vascon-
celos. Contina a do projecto da provincia do
Rio Negro: falla pro os Srs. Sousa Franco,
Sergio e Miranda, o contra o Sr. Rezendo. Con-
tina a discussao do orcamento da marinha ,
om que tomad parte os Srs. Sousa Franco, Car-
neiro da Cunha, Lima o Silva, e Albuquerqiie.
18Contina a discussao do requerimento do
Sr. Veiga, sobro a qual falla o Sr. Ferreira Pen-
na. Contina a do projecto da provincia do Rio
Negro; fallados Srs. Angelo Custodio o Carnei-
ro da Cunha. Contina a do orcamento da ma-
rinha, em que toman parte os Srs. I). Manoel,
Rezende, Sonsa Franco, Sebastiao do Rogo. Sou-
sa Martins, Torres, Carneiroda Cunha o Maciel
Monteiro.
19Continuaca da discussao do requeri-
mento do Sr. Veiua, discurso do Sr. Rocha.
Contina a discussao do projecto de provincia
do Rio Negro; falla O Sr. Rezende e Fonoe-
ca. sao approvados o 1., 2., e3 artigosPro-
cede-so a votaca do orcament da marinha
Entra cin discussao o projecto de voto de gra-
vas, na qual, depois de breve discussao de or-
den), tomao parte os Srs. Wandcrley, Carnei-
ro de Campos,, o Paula Candido.
20Sao julgados objectos de deliberacaS os
projectos,desanexando da provincia deS. Pau-
lo e unindo a do Rio de Janeiro os municipios
de Hananal e A reasVa i a COmmissob de mari-
nha e guerra una indicacao do Sr. Pereira da
Silva para ser organisada urna nova lei da G.
\\, sorvindo-lhes de base tu lo quant. existe
respeito. Contina a discussao do voto de gra-
cas, em que toma parte os Srs. Barreto Pedro-
so, Rodrigues Torres, Magaltiaes Castro, Fer-
reira Franca e D. Manoel.
PRNAMBUCO-
Rccopilacao dos rendimentos da alfandega de
Pornambuco om o anno lnancoirode 1842
1843.
Julho........................ 97:2498843
Agosto....................... 124:745 163
Septembro.....,............... 118:6558^85
Outubro..................... 155:620,<(813
Novembio.................... 108:913^560
Di'/embro................... 91:050 7(i
Janeiro...................... 175:890,So
Fevereiro..................... 72:206|54
Marco...................... 119:630/234
Abril........................ 167:850/607
M80....................... 190:250'/901
Junho....................... oi :956/962
1,524:020/733
Alfandega Io dojulho do 1R43.
Ocsciiva da alfandega.
Jacome Gerardo Mora Lamachidt Mello.
COPIAMOS O N. S DO CHORA-MENINO.
Nio se persuadan os ODnnajcinnfM -Je Pcr-
namhuco que ellos estao cumprindo urna mis-
sao alm de nobre e sublime, ainda nao vista no
mundo ou inteiramente ora ; convencao-so
antos que estao dando mn triste espectculo
nao s) ao Brasil como a todas as naces civi-.
usadas que prmcipiavSo a fazer urna melhoro
mais vantajosa id-a tiesta Provincia. Sim; por-
(|ue alm iK; estarom causando um grande atra-
zo ou antes promovendo mui directa e positi-
vamente una rotrogradat'So da prosperidade o
vantagens, com que Pernambuco ia marchando
sobre as demais Provincias estao a manoira
de mal procedidos Ribos desacreditando-so
nao s a si como a seos irmaos.c sobre ludo a
mai commum, a Patria, que ellos tanto inculco
amar: estao desviando do seu porto a alluen-
cia dos vasos mercantes, conductores das rique-
zas dos estados, precipitando as traisaccos
commcrciaes, esospendendo as especular-oes:
estao fazendo os capitalistas recolher seus fun-
dos parar a circulacao monetaria obstruir-
se o coinmercio delinhar a agricultura di-
minuirem-so as rendas publicas, decairem as
fortunas particulares, apparecera pobreza, eres-
cera miseria, decrescer a seguranca fugir a
paz reinar om fim a desconlianca ; e'dest'ar-
te vao turbando a sociedade e animando os
espiritos com o receio a intriga, o susto... a
que ludo um gravissimo damno, um mal gra-
vissimo o qual ainda quo pequeo seja, nao
merece ncm ha de merecer em tempoalgum,
os epithetos de nobre e sublime.
/is revoluQes nem sempre sao inuteis ; mas
si ellas eaosarem males, ainda que delles nos
provenha depois algum bem ; si ellas axorarem
do patrio ninho chotas ou pas de familias, as
quaes se vejao depois na dura collisao ou dse
prostituirom para poderom subsistir, ou de
morrerem s mos da miseria ; si ellas final-
mente sacrificaren! urna s vida ou derrama-
rom o sangue da liumaiiidade nao s serao
inuteis como al;sp*rejudiciaes. Talvez pare-
ca esta doutrina um pouco acanhada para os
genios revolucionarios; mas quid tnie ? Con-
vencao-se que a base da Filosofa tJhristaa
esta : Non sunt faciendo mala unde veniant
bono. Nao se devefn fazer males ainda que
delles provenhao bens. Por ventura ha nteres-
sos no mundo, que sejao superiores, ou equi-
valentes vida de um homcm a querer-se dar
eo homem o valor que ello merece? O Chora^
Menino entende que n3o ; embora o Cometa
ontenda que sim ; mas quer sim quer nao ,
esta a cathegorica resposta quo merece a in-
cendiaria doutrina enunciada no n. 4 dessa
ominosa llha que ostenta de revolucionaria.
E o que diremos da novidode da mesma dou-
trina sustentada pela opposieao ? Que diremos
da carta eneyelica do Cometa n. 5 dirigida aos
Pernambucanos I.ivres'l Oh .. e urna peca
original quanto lingoagem ; quanto ao mais
urna imitaiao de Catihna. um plagalo com-
pleto das suas ideas : ali nao ha invencao Igu-
rna nao ha consa nova, ludo reoeticao mui-
lo pior do que disse o do que pretendeo fazer
esse infame chefe de conspiradlo, cuja memo
ria ainda hoje he detestada o s-lo- sem-
pre. E para que melhor se conheca e avalie a
itlentdadedas id as dos conspiradores de Per-
nambuco e dps conspiradores de Roma os
que j lerao a referida carta leiao agora o se-
guinte
Uiscuiso de Calilina aos seus conjurados.
Si nao tara o vosso valor, e fidolidade as-
sas provada por mim, jamis esto designio te-
ria um ensejo opportuno : grande esperance
do dominio em vao estara em nossas maos :
nem eu pretendera alcancar covardemente ,
ou com fu te i s e inconstantes condices cousas
duvidosas como certas. Mas como vos bei ex-
perimentado em muitos o grandes perigos ,
fortes e fiis a mim por isso meu animse
arroou a principiar urna tSo grande como
Ilustre lacanha ; e porque tambem entend,
que as inesmas cousas vos erao uteise perni-
cosas como sao a mim. O querer, e nao
querer a mema cousa o que constituea
j firme (wmhw, ias vos todos separados j4


U"V >
i me ouvistes anteriormente sobre o que medi-
tei. Meu animo porm de dia em da uuiis
se inflama quando considero que modo de
y da hajamos ter si nos mcsmos nao nos
conduzirmos liberdade. Por quanto de-
poisque cahio a repblica em poder e doini-
nio de um pequeo numero de poderosos os
rois os telrarcbas passaro a ser-lhes tr
butarios : os povos as naces pagao-lhes
estipendise tributos : todos os mais nos
todos va lorosos fortes, nobres ignoh is ,
somos gentalha vil sem agiadecimcnto ,
sem authoridade, sugeitos a estes a quem,
si a repblica estivesse bein organisada, cau-
poder, honra, riquezas nelles estao ou
onde elles querem; deixaro-nos a ns os pe-
<* rigos as repulsas as condemnaces, a po-
te breza ; os quucs legados, at quanto final-
mente sofTrereis LEES DE ROMA ?
<( A'fio por ventura melhor morrer ilustre-
mente com valor do qut perder com opprobrio
ti urna vida miseravel e {"decorosa, depois que
fosles e servales de ludibrio soberba aineial
Mascertamonle oh fidelidade e ledos Deo-
zcs e dos homens temos a victoria em nossas
nios ; nossa dade esta vigorosa ; nossoani-
mo lem poder. Pelo contrario tudo se ha
enfraquecido e deteriorado a esses poderosos,
pelos aunse riquezas. Na precisamos mais
j\\je dar principio ; a opp irtunidade evpedi-
t r o resto. Quem dos mortaes que tiver
masculina e animosa condico podera sof-
frer, que as riquezas superabundem e sobe-
jmn aquellos poderosos. que superfluainen-
teas gastao em fabr. car edificios no mar, em
aplanar montes, e que a nos nos fallem hens
patrimoniacs at para as cousas necessarias ?
radas de cana continuadas; e nos nao te-
nbamos em parte alguma um Dos Lar do-
te mestico ? Klles quando compro quadros
de primorosa pintura estatuas vasos tor-
ce neados derrubio edesfazem os novosedifi-
cios e edifico outros : em im por todos os
modos o dinheiro Ihcs obedece e elles op-
ee primeln : com tudo nao podem dar cabo de
suas riquezas apesar de lio excessiva petu-
lancia. Entretanto mis temos pobreza em ca-
sa e dividas contrahidas lora por dinheiros
de emprestimos ; tumos de mais a mais um
modo (I vida duro e spero, e urna espenin-
ca e temor ainda mais speros. O que nos
resta alm de urna vida miseravel ? Porque
nao dispertis pois? Es-aqui aquella libcrda-
le, porquesempre almejastes; al m distoas
riquezas a honra a gloria estio adiante
de vos, estao aos vossos olhos. as niaos dos
vencedores pe a Deosa Fortuna todos estes
bens. A utilidade a occasiao opportuna ,
os perigos, a pobreza os magnilicosdespo-
jos desla guerra vos digo o resto que eu
dizer nao posso. Dispondede mim, ou co-
mo vosso general ou corno soldado. Nem
meu espirito nem meu corpo vos faltara ,
a ou se aparlarao de vos. Desempenhnrei qual-
querdestesempregos juntamente comvosco ,
sendo Cnsul como espero si por ventu-
ra nao me engaa o animo e si nao vos a-
chais mais dispostos para obedecer que pa-
ce ra mandar.
A vista de similhante discurso decidi os lei-
tores si os nossos opposicionistus tem sido mais
comedidos e honestos que C.atilina ; si tem a-
presentado cousa nova a.excepcao de persona-
lidades e insolencias : ao menos aquelle cons-
pirador nao porsonalisa, nioaleunha de ladres
osseus a Iversarios, cuja fortuna elle tanto n-
veja 1 NcUa parte islo na perver^dade ,
descomedimento e desmoralisacao forcoso
confessar que si os nossos opposicionislas nao
sio menos honrados, sao menos polidos, que
aquelle demagogo.
E ainda pensarao elles que estao dando h-
ces de liberalismo em Pernnmbuco apresen
tando como novas, similhantes ideas e que-
rendo com ellas fazer proselytos? Pensari que
por este meio iro mgicamente attrahindo e
levando a pos si as massas como Orfo com a
sua lyra attrahia as feras e brutos e al pe-
nhascose montes? Pensarao, que com as ideas
de Catilina em frases de regateira atterrao, con-
fundem aquelles que com rnaissinceridade, ver-
dadeiro patriotismo e estreme lealdadc pug-
nao pela liberdade da Patria Inviolabilidade
do Monarcha e Santidade das leis susten-
tando a ordem publica ? Pensarao em fim ,
que basta hojerabiscar um papel por-lhe no
frontespicio urna caricatura apresentarquatro
ideas revolucionarias envolvidas n'um manto de
palavres matizado com as bellas palavrinhas le
liberdade e Patria e gritar contra urna iyrn-
nia ideal prol de urna cscravidio ain >a mais
ideal para por tudo a tremer, desorientar tudo.
e assim conseguir que toilos redo aos seus ra-
prixos rendio-sc dis< ripcio ? Ah .. mui-
to atrazados estao os opposicionistus de Pi-r-
nambuco si tal pensao Parecem homens de
25 annos atraz quaudu o i*c c*. o
patriota era um herosmo Nao estamos
nesse tempo ; boje o patriotismo toca a todos os
Pernambucanos com excepcao tal vez dos ho-
mens da opposico que falli s por oveja ,
ou poi despeito e nao levados por ossa virtu-
de, com que prctendem cobrir suas na 'ellas :
foi isto cortamente o que deo ja lugar a um es-
tadista dizer, que patriotismo virtude de ve-
Ihacos. Satyra terrivel contra aquelles que bal-
dos de talentos c virtudes recorrem a essa pa-
nacea Si lamentar as desgracas da Patria ,
estando ella tranquilla atru.tismo ; si bra-
dar contra a tyrannia quando ella nao existe ,
liberalismo; na verdade ninguem foi mais pa-
triota, mais liberal que Catilina, naquelle tem-
po ; c neste a opposico pernambucanal Mas
si ellaconhece que a nvencio da patranha
sedica velha borolcnta e desprezada boje
pelos povos Ilustrados, entre osquaesa im-
postura ja nio tem voga e todava quer ten-
tara fortuna, lancando arenoso barro paro-
de como vulgarmente se diz para ver si pe-
ga ; sto fazer muito baixo conceito daquelles
para quem escreve.
Em qualquer dashypotheses cima figuradas,
ennvern ao proprio interesse da oppostco que
ella abra mao desse indigno modo de escrever ;
porque, prescindindo mesmo da pcrversidide
dosfins, a que se prope e que |amais con-
seguir ella nio pode como reg tteira da
praia fazer que o Arlilhdro como soldado
de tarimba llie ceda o campo e se d por ven-
cido em regateirices o que urna vergonha
para a Provincia. Haja sim opposicSo mas
opposico decente, que nio truque de falso ,
nem insulte embora falle forte. Urna oppo-
sicio assim estabelecida longe de fazer mal ,
faz grandes bens ao estado, e at honra a quem
a sustenta; porque da ndole i os governos re-
presentativos que haja opposicao para censu-
rar os seus actos, quando exorbitio da le, mas
nao para desauthorisal-os e aos seus funeciona-
rios e menos para entrar pela vida privada de
pessoa a guma.
S a opposico pois nao arripiar a carreira ,
desengae- se que embora presuma muito de
si |amais oiiter fama clara nem applausos
iL* virtuosa o honrada applausos. quedecer-
las primarias, na facilidade da administra-
ci da justica. pela diminuicio de delongas
de viagens ( scilcet dividindo se os distrc-
tosjudiciarios) o apoio da forca armada pe-
culiar. e no incremento do culto religioso
pela divsio das parochias c soccorros ai ma-
trizes delerioradaa alem da satisfacao
que veo ao povo com esse Meto que acabou
a sua effervescencia acalentado-se os auto-
res dos disturbios
Copiamos quasi formalmente o que disse o
Indgena acerca das (acuidades das assembl<;as
provinciaes concedidas pelo acto addicional, e
das vantagens, que com ell; col hemos, (asquaes
no seu entender nos pozerio muito longe do
municipio neutro, que he o da corte do Rio de
Janeiro, ond'; nada tem progredido por nio ter
elle assembla provincial) para melhor apre-
ciarmos as suas conclusoes Ellas sio contra
o systemados homens de 19 desetembro que
produzirio a deploravel lei ( de 12 de maio
18i0)que interprctou artigosconstitucionaesdo
acto addicional sem o poder lazer, efalsificou os
principios do >ystema constitucional, e contra
os homens do 23 de julho, que a dorio por t-cto
consumado,aos quaes vem applicado o dito epi-
grammatico do grande imperador quenin
guem sae do ministerio sem deixar a sua pu-
reza
Ah se ja houvesse o Indgena saido da obs-
curidade dos bosques e dado-nos as suas li-
coes.saberiio os ministrosde23 de julho, quese
o acto addicional era facto consumado o abracado
pela naco, nio obstante ser confeccionado
por urnso dos ramos do poder legislativo, a sua
interpretacio legislativa nunca podia-o ser e
nem aquelle artigo do mesmo acto que ao po-
der legislativo incumbia interpreta-lo. Tam-
bem os revoltosos de Sorocaba e Barbacena s -
herin, que era muito patritico derogar a fer-
ro e foi^o o acto interpretativo, e nao se limita-
riio exigir a nioexecucio das leis do conselho
d'estado e das reformas do cdigo do processo
Aora quem nao v que esta moxinifada dr
Indgena muito parecida ao monstro Horaciano
nio mais que ouca declamacao? E certamen-
te que des amados os diversos periodos do ar
tigo de fundo ( passe ) do Indgena como o>
(I J VlrlUU'Ml t" lltmirtuc umimuia" uowv" *"n** 'v ... ^ i..... ^
to modo equivalen) a um laurel para aquelles aposentarnos nio se descobre outra couza se.iao
altondidas, a salvacao da integridade do impe-
rio e da monarchia no brasil requera urna le ,
pela qual fosse estabelecidageral e l.xamentea in-
telligencia do acto addicional. para a qual eslava
por elle autorisado o poder legislativo segun-
do sabiamente acautellra o artigo 25. Esta la
discutida longae maduramente por n.aisde urna
sessao d'assembla geral passou em 189 e
foi promulgada em 12 de maio de 1840. Ella
nio mais do que transumpto dos art.gos 2.
atononodasinslrucccs doSr.Limpod Alneo,
confeccionada debaixo da mai^ seria meditaeao
sobre nossas leis fundamentaos,e da experiencia
dos graves e funestos erros, a que eslava sujeito
oactoaddicional na sua applicacao. guemqu.zer
pode comparar cssas nstruccoese a leda inter-
pretacio as collecccs respectivas, e ver que so
a ma f e urna ridicula renegacao das proprias
deas econvieces, e inteira recusa ao bom
senso, poderiao levar a combater a ultimaos
que adheririo aos principios dos autores das
primeiras. E por cerloque cuslara acreditarque
um regentee seu ministro podessem por um de-
cretoe nstrueces interpretar o acto addicional,
o que o poder legislativo nio podesse converter
em lei as mesmas docises interpretativas ; e
que o systcma constitucional fosse falseado com
a lei feita pelos representantes do povo nio o
tendosido pela dictadura com as nstrueces ,
em que recomendava-se aos presidentes que
nao descessem de sua dignidade cedendo suas
attribuices sassemblas provinciaes.
Mas nada ser de admirar nos que deplorao ,
que a monarchia constitucional fosse assim sal-
xa do abysmo que Ihe cavavio as dilacerares
produzdas pelos poderes provinciaes e que &
i.olitica triumphante em 19 de setembro coubes-
se a gloria e boa sortc de sustental-a, e retiral-
da borda do volcio. em que a deixara fugi-
tivo e imbcil o systcma poltico prreedente.
Klles tem sempre dado as mais plenas mostras
laflexibilidadede suas opinies de sua dis-
posicio a empregar tudo que fot necessario
liara reassumir o poder. Ninguem espere a
verdade em seus labios nem a justica em seus
actos. Todos os principios, todas asconve-
iencias publicas serio calcadas com tanto que
ja de mister para a sua elevacao. Quem A
que as grandes ludas politicas nao pndenilo
alcancar as honras do triumpho alcancao as
honras da ovario. Eis a humille opiniao do
Chora- Menino offerecida ais seus amigrs e i-
nmROS ; quem puder entender entenda.
Qui postest capere capiat.
III.IHIO IIE PEIIYimil CU.
) Desdo a publicacio da lei da interpreta-
dlo ao acto addicior.al, tem a opposicio no
Brasil clamado contra os que a fizeiao pas-
sar convertendo-a em um meio de guerra
contra os que tem estado no poder. A op-
posicao do Diario novo e seus satellites nio
tem cessado de fallar nessa interpretadlo eo
seu Indgena n. 7 Ihe consagrou um artigo es-
pecial emquese preambula cim a vantagem
da analyse regular de um systema e de a-
pontar sus perniciosos effeitos na pratica
passando-se ao systema de 19 de setembro de
regresso e centra I isacio cujos elementos ain-
da nio vimos apontados pelo Indgena, quan-
to mais analysados com os seus mos ef-
feitos.
Aps grandioso introito com ares de pe-
ca d'arcbitectura com muita metfora de o-
breiros e aprendizes de edificio social empea-
do basedepedras nio Brasileiras e Ameri-
canas desentulhada cavidades cheias de limo
do centralisac o, por onde andou o homem
anti-social chega-se materia. Moslra o es-
criptor o espiritodcumgoverno local na consti-
tuidlo, desenvolvido no acto addicional, porque
cada provincia licou na posse perenne de um
corpo legislativo incumbido do seu melhora-
mento material, e moral; devendo fazer as di-
vises civis judiciarias e ecclesiasticas mais
convenientes cuidar na inslruccao publica ,
usar de suas financas engrossadas por contri-
buicoes por elle establecidas e fiscabsadas ,
crear supprimir empregos c. prover sobre a
nomeacao paraos empregos municipaes e pro-
vinciaes ixar a forca policial, velar na guar-
da da constituidlo c das leis podendo para isto
decidir seo presidente pronunciado deve ser
suspenso e decretar a suspencio e demissio
do magistrado responsavel.
Os beneficios resultantes do acto addicional,
com que se removeo das provincias o conductor
infallivel das expressoes anarchicas.a injusticu
__segundo o refutador da iei da inierpretacio .
apresentao-se na construccao das nossas es-
te estradas e pontes, na multiplica!fio das esebo-
o pendor para as selvas que o domina 'i.
uaes quer levar-nos este emissario do Grio-
haco.
Quaes as attribuices das assemblas provin-
ciaes expostas pelo Indgena que ellas nao as
.onservem ainda ? Quaes os bens, que fiserio
antes da interpretadlo que es"ojio boje inhi-
bidas de continuar? Nio Ihes portence legislar
sonre pontes e estradas, e outras obras publi
cas, instruccio primaria fixacio de lorca po-
licial socorros pblicos divisio de comarcas
e fregucsias creacao de empregados ixaca
das suas despesas, estabelec ment, fi>calisacaoe
emprego, de suas rendas, suspensio dos Presi-
dentes, Magistrados? etambem velar na guar
da da consti tuicao e das leis? Se pois nio La outras
attribuices e vantagens das assemblas provin-
ciaes referidas na cabeca do Indgena e que
tenhio de sair em outro artigo pelo que elle
escreveo no seo n. 7. nao seconclue que
tenhao soffrido as assemblas provinciaes quebra
em seus poderes legtimos e que os povos te-
nhiio do experimentar os males da desconti-
nuadlo de comecados beneficios.
Acudindopela honra dos anathematizados, i
que se imputa a nfraccio da constituido com
a lei da interpretacio e todos os males com
que hitamos ( tristissimas consequencias que
segundo o Indgena della tem resultado ) nio
ficaremosem fazer sobresahir a puenlidade de
quanto escreveo o poltico das brenhas.
A interpretacao do neto addicional foi urna ne-
cessidade sentida portodosimmediatamentea sua
execucio; vio-se, que era impossivel, que
rontinuassemossendo todas as nossas institui-
dles ha< deiras de retalho pelas modificaces,
que cada assembla de provincia Ihes fazia, e na
mais completa desharmonia e choque ntreos
poderes ge raes do estado e os provinciaes as
suas diversas funecoes em consequencia da er-
rnea intellgencia a que se prestario alguns
artigos d'esse acto, que hastavao assim enten-
didos, para por tudo em confusio e luta ante
os quaes devia ceder mais ou menos prxima-
mente a integridade do imperio. O governo
esforcou- se por conler as assemblas provinciaes
na justa esphera de suas attribuices e por man
ter a indispensavel unidade governativa na ad-
ministracio geral e aos seus delegados forjo
dadas as instrueces de 9 de dezemhro de 1835
debaixo da assignatura do ministro l.impo d'A-
breo e autorisada- pelo decreto da mesma da-
la assignado pelo regente Feijfi as quaes da-
va-sea verdadeira intellgencia de varios artigos
do actoaddicional: os duvidosos de accordo rom
o systema constitucional,abracado e em harnio-
------niacomoscorrespondentes rticos da constitui-
( ) 'Pendo sido invertido na com aginacao do em face do nosso ultimo n. damos de.novo o presente designou os que deviio ser reformados nio
ii
""li-
li chefe do gabinete de 23 de julho o tem.oso
rancoroso deputado de 1837 para satisfazer
i arnbiciode ser um dia ministro aceitar urna
pa^ta e levar seu irmao a aceitar outra com o
ministro a quem nunca deix ra ( tahez injus-
tamente ) de attribuir at" cntio que influir
para serem quebradas as vidracas da casa do ou-
tro seu fallecido irmio e nomear depois para
presi Jente do Ccara esse senador a quem ha-
viao coberto de tantos improperios por lio re-
petidos discursos no seio da representacio na-
cional, nada tem que admire mais no proceder
le laes homens.
Os beneficios da lei da interpretacao sio mui-
to patentes ; ella foi antemural contra a torren-
te dos males da desorganisaco que ameacava
o Brasil dando solidez e estabilidade as nossas
instituices, que nio podem mais ser fcil-
mente esboroadas.
Descancem os que litio somente seus inte-
resses, sem attencao ao bem publico, osquo
pretendem a perturbacio geral como caminho
para seo engrandecimento que os que tiverio
forca para su (Tocar as revoluces quedeixa-
rio em germen os planos oceultos dos republi-
queirosde monarchia barata cas incoheren-
cias dos republicanos decoradlo e monarehistas
re cabeca os que souberio apoiar a ordem
publica com as leis da interpretacao do conse-
lho d'estado das relormas do cdigo do pro-
cesso hiode, lories pelo poder da glande
maioria da naci, que os sustenta abracados
com a monarchia e a constituidlo, manter urna
e outra por serem nto centialisadores mas sim
sustentculos da integridade do imperio ; asse-
gurar a tranquillidade publica e auxiliar no
meio d'ella odesenvolvimenlo da nossa rique-
sa e da civilisacao a despeito dos que man-
darao Bento Goncalves para a Babia edahi o
enviaraocomo fgido aoRio Grande do Sul.dos
que perdoario o assassino Sabino em 1836, dos
que protegerio ^ inagre e aeus ferozes compa-
nheiros dos que aconselhio ao povo a resis-
tencia a essas leis e as legitimas autoridades ,
excitio-no s armas c a revolta por urna so-
nhada liberdade. de que s elles possuem o se-
gredo e depois cobrem a cabeca Hegao, que
nunca tomario parte em scmelhantes excessos
por elles reprovados E o povo, desengaado
acerca dos fins dos que lio desapiedadamente
tem tantas vezes abusado de seo enthusiasmo
ecredulidade,entregar i maldicao todos os seus
embaidores; ea postcridaile pedir-lbes-a conta
do sanguc, que derramara.
vvmmbiiuiUi
uitigv <
I st'iiv
Al Tan (lega.
j. j:. 4.
siCtilc5 CaSaS liCvOc pOi pOVV|ucuillieuvu uvititi
n r u r. <*


s
Descarrego hoje 4.
Brigue Triunfante diflerentes mcrcado-
rias.
Brigue Cec.Uy fazcndas.
Polaca <>tar farinha de Irigo.
Patacho Cassador diferentes gneros.
Brigue Eredano pedra.
Brigue Indiano zinco o pregos.
llovimeiito do Porto.
Navios sahidos no dia 1.
NewRedford ; galera americana Corinlhiam,
capitao Joseph Padducb, com a mesma carga
quo trouce.
Navio entrado no dia 2.
Arrihou a este porto por causa do tempo o
brigue brazileiro estaurador, quo tinha
sabido no dia 28 de junho para o Bio de Ja-
neiro.
Sabidos no dia 3.
Lisboa brigue portuguez Josefina Emilia,
capito Isidro Alvos de Sou/a carga assu-
car, &c.
Genova ; barca sarda Felice capitao Antonio
RisSo carga assucar, e couros.
Edtaes
O lllm. Sr. inspector da thesouiaria das
rendas provinciaes manda fazer publico que ,
emcuinprimentoda ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 do corrcnte peranlo
a mesma thesouraria se contratar-* no dia 7 de
agosto prximo vindouro o alcatroamento de
todas as madeiras da ptnte do Recite oreado nu
quanlia de 1:638$593 res sol) as condicoes
abaixo transcriptas.
A discripciio e orcamento desta obra pode-
rao ser examinados na repartido das obras pu-
blicas pelos concurrentes, os quaes deveri o com
antecedencia presentar tiesta thesourariaassuas
propostas em caria feixada para serem abenas
em presenca dj todos no dia aprasado. -ecre-
taria da thesouraria das rendas provinciaes de
Pernambuco 30 de junho de 1843.
O secretario.
Luiz da Cosa Porlo-Carreiro.
PONTE DO REGIFE.
fCondicDes pira o alcatroamento de todas as
madeiras da dita ponte.
1.a Este trabalho sera feito pela forma debai
xo das condicoes e do modo indicado na des-
cripciio annexa ao or amento assignado em 21
de junho de 1843 pelo engenbeiro em chele as
obras publicas e approvado em o mesmo din
pelo Kxm. presidente, importando o dito ona-
mento em................... 1:6388593
a primeira quando se lavrar o termo de rcrebi-
mento provisorio;em fim a terecirae ultima d'um
quinto smente do valor da arrematado, quan-
do se lavrar o termo de recehimento delinilivo.
8.a O arrematante prestar lianea idnea pe-
la imporlanc a da quarta parle do valor oreado
dus obras a qu.tl licar.i responsavel pelas mul-
las, em que o arrematante ineorrer.
9.* Para a exeeucao do disposto pelo presen-
te contracto o arrematante se sujeilar intei-
ramente s decisoes provisorias do engenbeiro
em chefe e as definitivas do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, sem recorrer em casoalgum
aos tribunaes ordinarios
Repartido das obras publicas 21 do junho de
1843. O engenbeiro em chefe ,
. t. Wauthier.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo
Camargo commendador da ordem de Chris-
to, inspector d'alfandega &c. Faz saber, que
no dia 6 do corrente se hade arrematar em has-
ta publica na porta d'alfandega 600 archotes no
valor de 8S rs. o cento e urna caixa vazia por
2g rs. pertencentes a Jos Mara Fernandes
e Silva que despachando estas merendonas
entre outras que Ihe orao apprehendidaspor
fraude contra a fazenda como consta do depo-
sito n. 4060 e sendo multado desappareceo
sem satisfazer a multa abandonando a mencio-
nada caixa carchles Allandega 3 deju-
Iho de 1843. V. T. P.deF. Camargo.
Leildes.
l)cclaraco>s.
Consulado de Portugal.
Os credores do ausente Manoel Jos Ro-
drigues de Andrade subdito de Sua Magesta-
de Fidelissima, sao convidados para aprencnta-
lem na chancellara do Consulado as suas eon-
tas justificadas dentro no pra/o de 30 das pa-
ra serem pagas, p loque se liquidar do espo-
lio do mencionado ausente. O Cnsul, Joa-
quim faptista Mo'eira.
=N'o dia 4 do corrente pela 1.a vara do ci-
vel, ter lugar a 2.a praea da ajara no lugar do Jui/-
rlarbalbo, defronte do Munleiro com casa pa- r.'as n uem ,,il m*ma irmandack', nao coligen*
ra feitor ecscravos com bom barro e baixa tm,' e nao dando occasoes aque mais se fall
No dia 5 do corrente pelas 10 horas da
manllSa, llavera leilo do batatas no armazem
doSr. Quintarles ao pe da ponte do Recif1.
Hoje 4 lio corrente llavera le Ifio na porta
do armazem do Sr. Das Ferreira, de cem bar-
rilinhos com bolaxinhas ingle/as que se vn-
denlo por conla o risco de quem pertencer.
-Ocorretor Oliveira (ara leilo de grande
variedade d<* mohilia pertenecnte a diversos, a
qual se vender sem limites inclusive castceos
e outras obras de prala cadeirinhas de rebuco
(te. : quinta feira 6 do coi rente s 10 horas da
manhaa em ponto no armazem que foi do Sr
Stewart na ra da Cruz.
Avisos diversos.
Lotera de N. S. do Guadlupe.
Hoje as 10 horas correal as
rt'das d'esta lulerla e os b-
Ileles aeho-se a venda nos
lug res do cosime.
Dirigindo-me no dia 25 do corrente
igreja de N. Sr.* do Terco por occasiao de um
festejo que all se fez, qual nao foi a minha ad-
mirado! sereleilo novamente mordomo e S.
Joo para o anno de 184i- um irmao mezario
ensohurdinadd I oradisseeu, em que relaxa-
cao est esta irmandade pois esle que tanto
insiillou ao irmao secretario dentro da mesma
igreja e chegou a ponto dcameacal-o a vista de
qua-i toda a irm; ndade nao ser dimiltido logo
inimedialainenle! qual o capricho da irmanda-
de, que lem em cumprimenlo das suas obriga-
eoes, nenbuma porque devia logo dimillil-o.
e all nao oceupar mais cargo algum.c nao con-
sentir em seo seio um incivil em desabono d.
mesma irmandade ; por isso lembro ao irmao
que baja de dar as piovidencias necessa-
a 14 annos portuguez chegado prximamen-
te pela barca Primavera, para urna venda; quem
estiver nestas circunstancias dirija-se a praca
oa Independencia n. 21.
= Terca-feira 4 do corrente vai a praca pa-
ra serem arrematados os bens penhorados por
exeeucao do capitao Manoel Fernandes da Cruz.
a sen* devedores Joaquim da Fonseca Soaresde
Figueireilo e sua mulher os quaes sito, urna
casa nova bem construda na estrada do Mon-
leiro com sitio o sabida para o rio ; out.a
grande casa em respaldo no lugar do Caldere-
ro com um grande terreno para um sitio e
sabida pira o rio e variasolarias no mesmo
lugar do Monteiio com Tornos de cozer lijo-
los telhai, urna senzalla e estribara ; aa
pessoas quo quizercm arrematar dirijo-se ao
porleiro dos auditorios para verem a avaha-
do, e para verem nos bens aos lugares cima a-
pontados.
=Offerece-se urna crioula forra para todo
o servico de urna casa sendo de portase den-
tro ; quem precisar dirija-se ra da Cruz bo-
tica n. 47.
= Ricardo Alexandrino do Andrade, Bra-
/.i'eiro retira-se par o Hio de Janeiro.
Jos Lu/ Pereira pertende embarcar para
o Rio de J meiro a sua escrava Miquelina do
nacao Angola.
Precisa-sede urna pessoa que sirva para
vender agua em urnas canoas; a quem convier
dirija-se ra Augusta n. 2
O Sr. Venceslao d'Oliveira Cabral, mo-
rador no Ico queira por ohzequio declarar por
esta tulla a casa de sua residencia nesta piaea ,
ou pessoa que suas vezes faca para i. egocio ,
que Ihe diz respeilo.
Precisa-se de urna lavadeira forra, ou cap-
tiva que lave de arrota para lavar roupa do
um casa de familia, mas que d fiador; quem
esliver nestas circunstancias dirija-se a ra do
l.ivramento casa amarella n. 10: absim como
vende-se urna cama de angico com ermaco ,
sendo incluida nesta quantia urna sexla parte em
beneficio do arrematante.
2. O arrematante far estes trabalhosdebai-
xoda direccaoe instruceoes doengenbeiio em
chefe das ol>ras publica, e as vigiar por si ou
por inteimcdiod'um agente d'esta repartido, a
quem elle a encarregar submetlendo se tam-
Jiem s niudaneas que forem presen'pas na (iuan-
lidade das obras ; bavendo indemnisado ou
abate proporcional, quando augmenten) ou di-
minuo as despezas oreadas por causa das ditas
mu d aneas.
3. O arrematante nao poder empregar al-
catro que nao esteja examinado e arecito pe-
lo engenbeiro em chefe, ou seu delegado.
4. O arrematante comecar a pintar no praso
(de vinte dias depois da participado, que Ihe
or feita pelo engenbeiro em chefe, da approva-
fodestc contracto pelo governo soh pena de
pagar a multa de Irinla mil reis por cada dezdias
de demora e de ficar depois de trinta dias sem
efleito o piesente contracto.
5.a As obras constantes da presente arrema-
tado d.-vero ser acabadas n'um praso de seis
:nezes contados do dia da sobre-mencionada par-
ticipado incorrendo o arrematante se nao
preencher esta condido na mesma multa de
trinta mil reis por cada dia de demora em que
falla o artigo precedente.
6 a Quando estiverem acabadas as obras se-
rio ellas provisoriamente recebidas por um ter-
mo lavrado na competente repailido pelo en-
genheiroem chele c o inspector fiscal tirando
o arrematante responsavcl pela conservado da*
obras durante o esparo de seis mezes depois da
data d precedente termo e sendo obrigado a
fazer sua custa neste praso todos os rep ros
que precisaren) a fim de serem definitivamente
as obras entregues em perfeilo estado de conser-
vaeo.
A entrega definitiva das obras ser feita por
um segundo termo da mesma formado que o
precedente,
7.a A im ortancia da arrematada ser paga
em tres prestarnos ; a primeira de dos quintos
do valor da arrematado e pagavel quando <-s-
liyer feita a metade do servico ; e segunda igual
para capim avahada em 2:000.000 de reis ,
e no dia 7 do corrente ser a ultima [iraca
U arsenal de guerra compra 300 a 400
meiosde sola escolhida ; quem lal genero tiver
apnsenle-sc na sala de sua directora com a
competente amostra no dia 4 do torrente s 11
horas da manho.
- O consulado de Franca fiea transferido
da ra do Palacete para a ra da Cruz do lie-
eife casa n. 1
a este respailo; isto fica esperando Um irmao
imparcial
Administracao do patrimonio dos or pos.
Pela administrado do palrimonio dos orlaos
se lio de arrematar a quem mais der por lem-
po de 3 annos que hao de ter principio do l.
de julho do corrente anno ao fin de junho de
1846 as rendas das seguinles casas ;
N. 2 na ra ao Collegio.
12 na dilado Cebo do bairro da Boa-vista.
14 na dita Jo Roza rio
36 na dita da Madre de D. do bairro do R.e
38 na dita do Torres
Si na dita do A morm
66 na dita da Cacimba
S- na dita da Guia
88 na di>a da Cruz
O sitio na estrada de Parnameirim arrendado
a Jos Fidelis Barrroso de Mello.
O dito na estrada do Kozarinho arrendado a
Joaquim Jos da Costa.
O dito na malta da Miroeira arrendado a Joa-
quim Manoel Carneiroda Cunha.
Os licitantes pulcr comparecer na sala das
Rcssoca da dita administrado no dia 5 do cor-
rele mez s 4 horas da larde com seus fiadores.
Sala das se-soes da administracao do patri-
monio dos orfaos 30 de junho de 1843. J.
W. da ( ruz escripturaro.
Aviso- mar limos.
= Para o Araraty o hem condecido hiate
Olinda forrado c pregado de coi re sai em
10 de julho tem parte do carregamento
prompto; os pretendenlcs para carga, e passa-
geiros ilirijao-se a Manoel Joaquim Pedro da
'osta na ra da Cadeia n. i6.
Para Lisboa, vai sabir com a maior bre-
vidade o brigue portuguez farujo Io, de pri-
meira marcha ecom as melhores commodida-
des para passageiros; quem no mesmo quizer
earregar ou ir de passagem pode dirigr-se a
capitao do mesmo brigue Manoel d'Oliveira Fa-
nero ou a Mendes & Oliveira na ra do \ i-
gario n. 21.
= Para o Rio dejaneiio, o berganlim naci-
onal feliz Aurora capitao Joan Joaquim da
Costa Fernandes a sabir com brevidade : pa-
ra carga, passageiros, e escravos a frete traeta-
ser om o consignatario Joaquim Baptista Mo-
reica no seu escriplorio ra de Apollo.
0. Starr & C. engenheiros machinistas ,
e fundidores; aviso aos seus freguezes cao
publico em geral que se acha o seu estabeleci-
rnento da ra da Aurora hem sorlido de mo-
endas de can na de todas qualidades; entre as
quaes ha tres ( lodas differenles ) com mciho-
ramentos de nova invendo que nao deixard de
merecer alguma atiendo ; machinas di'vapor
de todas as qualidades e tamaitos, tizadas no
paiz bocas de fornalha e crivos serras sorli-
das para serrana bombas arados, safras ,
chaves de paraluzos c niveis de esprito Nesta
Turica faz-se nao so estas obras como tambem
machinas de vapoi para barcas de toda orea ,
caldeiras pa a ditas canos de ferro para en-
canamcnlos ou qualquer oiitro'Tim barcas ,
alvarengas o canoas ludo de ferro, e qual-
quer outra obra em engenhara por grande que
seja. C. tarr & C. com a experiencia c pra-
tica que tem tido ( em vinte e tantos annos )
deste paiz, nao tem por objeelo aprezentar as
obras um exterior muilo bornido que so serve
para engaar os olhos principalmente em um
paiz onde o ferro perde o lustro com tanla ra-
pidez maissim, produzir machinas descm
penadas em loda as parles de contacto e com-
binar as qualidades de se em maneiras e fortes;
e oestes particulares mais impoi (antes, nao fo
geni quer oulra fabrica. Esle estabelecimento ofle-
rece grandes vantagins as pessoas que neces-
silao de obras desta natureza nao so pela faci
lidade de as encomniendar em propria pessoa e
sem traduccao de termos technicos nao gera!-
mente entendidos como tambem pela garanta
natural que sempre tem todos que comprao
directamente dos fabricantes pela fcil dade do
recurso havendo dcleito, e a promptidao mes-
mo de algum concert que possa necessitarcm
os moldes todos no paiz.
= Precisa-se alugar um moleque para ven-
der azeite na na; quem liverannuncie.
=Madame Ruello ; retira-se para Franca.
= Johnston Pater & Companhia aviso aos
Srs. de engenhose eorrespondentesdos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esla-
lieleeimento de niachinisu o para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesado 0 de alta
presso da forca de quatro e de seis cavallos in- sohradinho de um andar para pouca familia ,
. lezes e t,;xas batidas e coadas e pri.mctlcm que nao exreda de dez mil reis mensacs sendo
agradar aos seus freguezes tanlo em preeo como no bairro de >. Antonio: annuncie or esta
em qualidade visto serem lodos estes objeclos folha
em pouco uzo, por preco com modo.
Precisa-se de um rapaz portuguez para to-
mar conta de um taholeiro, que se surte de
todas as fazendas que fr preciso dando ello
lianea sua conducta ; prelere-sc dos chegados
prximamente de Portugal; no patio do Para-
izo segundo andar do sobrado n. 8.
Jos Rotnao de Freitas, mestre alfaiate ,
laz sciente ao publico e a todos os seus fregue-
zes que mudou a sua residencia pata o pri-
meiro andar do sobrado da ra do Itozario, aon-
ile mora o Sr. Seralim Jos d'Oliveira e ahi
pruinetr servir com perfeico e asseio a tod-s as
(icssoas que se quizercm utilisar de seu pres-
t mo.
Deseja-sc saber, se nesta cidade existe oSr.
lente Rofino Jos Apolinario da Costa, o qual
no tempo do governo do general Caetano Pin-
to aqu existia, ou roga-se noticias do dito Sr.,
o que muilo se agradecer ; na ra Direita
n 119.
I eseja-so saber, quem ho nesta praca o
correspondente do .V. Jos l'eres de Albuquer-
que Maranhao arrenda ario do engenho Pitu-
ass, para negocio tendente ao mesmo Sr. Ma-
ranhao.
A mulher branca que no Hario de bon
tem (3 do julho) se offerece para ama de casa ,
dando fiador sua conducta, dirija-se ra es-
Ireita do Rozario no segundo andar do sobrado
n." 30.
Quem precisar do* urna ama para todo o
servico de urna casa dirija-se A ra do No
gueira casa n. 34.
Da-se dinheiro a premio sobre penhorea
de ouro ou prala : passando o muro da Penba ,
e passando o I.0.-obrado no 2.o dito, no 2."an-
dar.
=A. W. Lyon retira-se para fora da pro-
vincia.
= Eduardo Benn retira-se para fora da pro-
vincia.
Os bilhetes inteiros da lotera de N. S.
do Guadlupe de Olinda que corre hoje, de
ns. 1994 1973 1070 e 1960 ; pertencem
as melades dos mesmos a Jos Pereira e as ou-
iras metadesao Sr. Ricardo da Silva Montei-
ro os quaes (ido em mo do mesmo Sr.
Monteiro.
No l.odo corrente perdeo-se um val da
quantia de 33S200 rs. .passado pelo Sr; Fran-
cisco Joaquim Cardo/o a Victorino de Castro
Moura eo mesmo Sr. j seacha previnido do
o nao pagar senao ao mencionado Moura ;
rujo val licou sem effeilo.
Preeisa-se allugar urna casa terrea ou um
- Urna Sr.a de bons costumes se encarrega .
criado de
II......'.^ nv
ie:to impedidos
feitos n'uma das prncipaes fundiedesde Ingla-
terra : ra da Madre de !><"* n. ">. ,]a
Altiga-se o primeiro andar do sobrado da desempedidos e tambe** .^cehe meninos des-
roadoQueimado n. 32; a tractar na loja do mamados para curar dn_Jeducaeo noque
mesmo. promette esmirar-sp; quem do seu prestimose
=Preciza-se de um caixeiro de idade de 13, quizer utilizar: dMn-seaf>nnii/>do IV/I II .
IVI KJ I
I I
ADO
t
\


Precisa-se lie um forneiro, que saiba
bem das suns obrigaeoes, e que as desempenho
restrictamente para o que se dar ordenado
correspondente, para a padaria na S. Cruz,
que se rcediricou de novo ; procure na mesma
ou na travessa da Madre de Dos na padaria de
Mnnoel Ignacio da Silva Teixeiro.
OSr. Manoel Joaq.iim Teixeira Travas-
so queira declarar a sua residencia, ou d-
rigir-se a ra Nova n. 38 para receber uma car-
ta vinda dn Rio de Janeiro.
= Precisa~se ulugar uma negra, que sirva
para todo o servieo de uma casa e dn ra; quem
B tiver procure no patio do lfrpital'do Paraiso
n. 8, segundo andar ; assim como precisa-se
muito fallar com o Sr. Antonio Pinto Soares ,
pira negocio de scu interesse ; e ainda se con-
tinua a dar dinheiro a premio sobre penhores
de ouro em pequeas portos, de uma as 3
horas da tarde.
at A viuva D. Mara Arcangela Ribeiro da
-Rocha tem so proposto ensinar meninas,
ler, escrever grammatica portugueza con-
tar doutrinu christaa :oser, bordare mar-
ear; quem se qnise utilisar de seu prestimo ,
dirija90 a ra Bella n. 23.
Quem precisar de um cozinheiro italiano ,
dirija-sea ra da Cruz do Recife, venda n. 36,
de Joao de Alemiio.
Manoel Antonio da Silva Motta avisa ao
praso se vence no dia 18 do corrente, os man -
de remir at esta data por nao llie convir mais
reforma de praso.
Precisa-se de 1:500.000 rs. a premio,
hypothecando-se escravos pela quantia; quem
quizer dar annuncie.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
6 na pr.ic.i da Boa-vista ; a fallar no mesmo
com o Capito Anacleto Lopes de S. Anna.
Quem precisar de um rapaz para caixei-
ro do loja de fazendas ebegado ltimamente
do Porto e que nao tenba pratica de com-
inercio annuncie.
= O sollicitador Caetano de Assis Campos
Cosdom offerecoscu prestimo na quahdade de
sollicitador, no qual exercicio proinette ter to-
da actividade e promptidao o os seus ajus-
tes sero commodos; aspessoasquo se quize-
rem utilisar de seu prestimo, dirijao-se a ru
do Mondego n. 57.
Hoje ha sessao da commissao Adminis-
trativa da Sociedade Apolnea e os Snrs. so-
cios que quizerem bilbetes para convidados
para a partida de 8 do corrente, dirijo as suus
i propostas a Commissao na forma dos estatutos.
Aluga-seo primeiro andar do sobrado n.
38 da ra do Rangel ; a tractar no segundo
andar do mesmo
! Manoel Caetano Koares Carneiro Mon-
teiro tem ordempura vender d"us sobrados de
. 2 amlares cada um na ra Nova e outro nos
4 cantos da Boa-vista tamben de 2 andares,
fl duas cusas terreas no mesmo laxar, e uma na
ra dos copiaes o outra no Mangiiinho.
Tendo Francisco Lo.cs deixado na loja
da ra do (Jueimado n. 17 um cavallo cm
quanto'hia apromptar dinheiro a pagar um seu
debito at o presente nao tem apparecido ;
' se"porem nao apparecer no praso de 3 dias ser
vendido.
Arrenda-se um sitio nos A (Togados de-
nominado sitio da Pin>nga com um grande
sercado que pode sustentar 40 a 50 vaccos
diariamente, e tem terreno que pode oceu-
par 15 escravos em plantaces e tem boa ca-
sa de sobrado boa ra para os escravos c bas-
tantes ps de arvores de fructo arrenda-se
pelo tempo que convier ao rendeiro ; os pre-
2 mezes com o nome do dono na primeira fo-
llia querendo restituir, he favor dar o nu-
mero de sua casa para ser procurado que o
dono Ihe (can asss obrigado.
= Os abaixo assignados administradores
da casa do fallido Manoel Pereira Guimares &
Companhia tendo convidado por cartas cir-
culares e polo Diario aos Snrs. credores para
no dia lOde Jtinbo p. p. se reunirem em dita
casa e como alguns nao compareccro fa-
zem saber que os reunidos acceftaro a pro-
posta que Ibes mandou fazer aquelle Snr.
Guimares de Ihe perdoar a ametade do que
actualmente hes deve recebendo a otra a
ametade em 3 pagamento iguaes ; o primeiro
a vencer em 30 de Setembro de 184-, e os dous
no mesmo dia e nos dos annos seguintes de
1845 e 18i6 acceitando e garanlindo as
letras e estas com o onus de um por cento ao
mez do vencimento em diante para soguran-
ca elle, sua sogra e os herdeiros desta
iflerecem hypothecar o engenho Aratanzil, es-
cravos : sobre o que se fez a concordata que
se acha em poder de JoSo Leite Pita Ortigueira,
morador na roa da Cruz n. 12 ; para a reme-
ter no dia 10 do andante mez afim de se lan-
ar dita escriptura as notas da Comarca do Rio
Formoso ; o quo participio a quem convier
nara em tempo se nSo queixarem. Se algum
los Srs. credores ainda nao assignados na con-
Sr., que Ihecmpcnhou um pouco de ouro, cuo/ cordata o quizerem fazer, podem dirigir-se ao
ito Leite com o que sero declarados na es-
riplura de hypotheca; outro sim declara mais
que na rcunio dita se dirnif irao do cargo de
administradores, e que a casa se acha entre-
gue ao dito Sr. Guimares com quem se deve
entender no que Ihe diz relativo. = Joo Lei-
te Pita Ortigueira c Jos Antonio Pinto.
Compras.
Compro-se effecti va mente para f ora da
provincia mnlatinhas, negras moleques ,
negros de oicios, sendo do bonitas figuras
pago-se hem : na ra da Cadcia de S. Anto-
nio sobrado de varandas de pao n. 20.
Compro-se efTectivamente para fora da
provincia mulatas negras e moleques de
12 a 20 annos, pagao-se bem : na ra No-
va loja do ferragens n. 16.
Compra-se um braco de balanca o con-
chas que sirva para pesar carne que nao se-
ja muito grande, e juntamente um peso de
meia libra at meia arroba : na ra da Cruz
n. 46.
pro para qualqucr servieo : na ra Nova n. 65
ao p da ponte.
Vende-se uma negra do gentio de An-
gola cozinha lava o tem principios de en-
gommar : na ra do Qucimado n. 28, segundo
andar.
Vendem-se botinsde Lisboa* no escri-
ptoriode Francisco Severianno Rabello.
= Vendem-se corte* de lan/inha modernas
e de excedentes padroes a 4500, ditos de chi-
tas patente a 2240 pecas de atualhauos com
10 varas a 2880 ditas de hretanha do puro li-
nh > com 25 varas a 7500 meias casemiras
de cores a 480 o covado chitas pretas com
flores de cor a 120 ditas de padroes escuros a
160 o covado cortos de fustes acolxuados pa-
ra colletes a 360, lilas trancadas de todas as
= Vende-so uma canoa de amarePo que
carrega 600 lijlos de al venara ; na ra de s.
Goncallo na casa em que mora Manoel Elias
de Vioura.
Escravos fugidos.
= Fugio no dia 27 do p. p. o moleque Ja-
cintho crioulo de 16 annos com uma be-
bda em um olho Icvou vestido camisa o cal-
cas dealgodovelhaseja su jas ; quem o pegar
leve ao Forte do Mattos na prensa de Jos Ui-
beiro de Brito que ser recompensado.
No dia 29 do p. p. fugio o preto Ju-
vencio levando toda roupa altura regular ,
bem feito do corpo cor bem preta feicoes
cores a 280 o covado ha hados ae linho aber- | miudase bonitas denles alvos e limados do
tosa 120 e 160 a vara, pecas de cassa lisa trans- gentio de Angola mas muito ladino que pare-
parente com 10 varas a 3500 e as bem conbe-1 ce crioulo, de 23 annos, nao tem barba,
cidas hretanhas de rolo com 10 varas a 2000 costuma trazer um couro atado na cintura para
brim trancado escuro de puro linho a 4 Oava- suster as calcas fui comprado a -enhora D.
ra e alem destasoutras muitas fazendas bara- Anna Joaquina uarte cunhada do Coronel
tas com amostras franca aos compradores ; na Menczes ; quem o pegar leve ao patio da S.
ra do Crespo loja n. 15. ICruz a entregar a seu snr. Joao Sebastio Po-
Vendem-se um tacho de meia arroba em relti que gratificar generosamente e de-
bom estado, um par de fi/ellas do prata para clara desde ja, que proceder judicialmente
sapatos uma campainha de metal com uma i- contra quem o tiver oceulto.
gura em lugar de cabo um transelim moder- No dia 25 d > p. p. fugio o escrnvo Joo,
no para relogio uma caixa de msica com 4 de estatura ordinaria cara redonda, barba-
ropetkoes, botSes para abertura do muito lin* do, grosso do corpo pemas linas; levou ves-
dos modellos e grandes diamantes, pares de tido calcas de riscado a ul e jaqueta de chita
brincos de difieretes modellos relogios ho- verde quando falla he muito descamado o
risontaes de caixa de ouro e bons reguladores; mesmo em suas aeces he muito vagaroso;
as 5 pontas n, 45. imam o pegar leve na ra Nova n. 12 segun-
= Vende-se azeite doco (h superior quali- do andar, quesera gratificado,
dade a 4000 a caada e a garrafa a 500 rs. ;! = No dia 3 do corrento Tugiro 3 escravos
na ra da Madre de Dos n. 27. com os signaes seguintes : Pedro, de Angola ,
Vendas.
Vendem-se colloccScs das leis provinciaes
do presente anuo e dos anteriores: na praca da
Independencia loja de livros ns. 6 e8
^ ende-se arroz branco da trra muito
bom e barato : na rita das Cruzes n. 40.
Vendem-se charutos da Havana do su-
perior qualidado ; na ruado Trapiche n. 19 ,
casa de J. O. Elster.
Vende-se colla fabricada em Pernambu-
co a 200 rs. a libra e arroba a 5800 : na ra
do Rangel n. 52.
\ endem-se 4 casaes de pombos batedo-
res : na ra larga do Rozario venda n. 35
Vendem-se 4 pipas de agoardente branca;
no trapiche e tractar na ra da Guia n. 36.
\ ende-se por preco commodo um escra-
va de nacao de 26 annos co/inha sofnvel ,
engomma e lava; na ra de Aftoas verdes n. 66.
Vendem-se 4 escravos para todo o ser-
vico : na ra larga do Rozario tercoiro andar
por cima da botica de Bartholomeo.
Vende-se uma venda na ra Dircita com
poucos fundos c o aluguel he barato; a tractar
na mesma ra n. 30.
\ ende-se uma preta de meia idade co-
zinha e he fateira e mariscadeira casaes de
pombos bons batedores calcados portugue-
ses, e dous canarios de imperio msticos: na
ra do Caldereirn n. 56.
Lima Jnior & Companhia vendem ex-
cedente vinho do Porto de feitoria chegado
ltimamente, em pipase barrs ou a fallar
com Jos Joaquim Alves Teixeira no caes da
xlfandega no armazem do Sr. Dias.
Vende-se uma venda no bairro do Reci-
fe na esquina do hoco do Campello n. 4 ,
bem afreguesada para a trra os pretendentes
podem presenciar o negocio que ella faz ,
e vende-se por o dono se retirar para fora ; a
tractar na mesma.
ss Vendem-se 20 saccas com arroz de cas-
ca medida \e!ha tanto por unte como a re
tallio ; na ra do Livramento armazem de
tendentes, dirijo se a ra do (^ueimado a
fallar com Albino Jos Forreira da Cunba lo-
ja de Ferragens n. 4.
ss Thomaz Teixeira Leite da Silva, retin-se
pera /.isboa.
=Senao o abaixo as ignado avisado pelo
Sr. Antonio da Costa Pego Monteiro, por car-
ta de 11 do corrente, recebida a 23, por via do
Sr. Paulo Borges Alves, que o seu afiancado
Antonio Joaquim de Almeida, ajustara e rece-
bera em sua loja fasendas no valor de 2218000
res e (cundo o abaixo assignado surpreso com
esta noticia porque nunca vio, e nem con he-
ce a esse individuo ; por isto previne ao respei-
tavel publico e muito principalmente aos Srs.
logistas para nao cahirem em similbante logro ,
urdido por esse cavalheiro de industria quem
quer qne elleseja. Cidade da Victoria 23 de
junho de 184-3. Tiburtino i'into de Al-
meida.
= Uma pessoa muito hbil e que tem
bastante uso de ensinar primeiras letras ofle-
recc-se a dar licites em casas particulares, c
ta m bom recebe alumnos em sua casa, prome-
tendo fazer todo o possivel pelo adiantainenlo louca c molhados n. 20
dos auii'iiO? ; quisT1 quizer aniiuce ou di e-se urna i
rija-se a ru. do Bru-^V 4 por traz da lgre-i solteo em bom uso
ja do Pillar. V ( azeite com (landres medidus e funil por preco j em bom sortimento por preco barato e tra-
= OSr. que se Ihe do um livro do Le commodo; na ra de S. Amaron 2'-. ves de madeira superior, de 36 a 50 palmos,
S Biiwufersss seve para guu.-J.ir a ] verdc se sin sscicqce de !6 SBms pro s de 7 a 10 pclegadas de gro"m
de
condur
pai
e um deposito para
Vendem-se 6 estampas dos quadros his-
tricos de Portugal ja com ricos caixilhos ,
o alguns livros uns com uso e outros novos ,
bem como as cartas de Heloisa e Abeilardu 2
v. historia Sagrada pelo Snr. Bernardino ,
Gustavo ou a boa peca parto do archivo thea-
tral tanto do Rio como de Lisboa ; o terceiro o
quarto volumesdas Fbulas ; na ra do Quei-
mado loja n. 14.
Vende-se pelo mais barato que he possi-
vel um manual de Chimica divertida em boa
encadernaco c quasi novo; no patio do Col-
legio loja de livros do Sr Dias.
Vende-se um moleque de 12 annos de
idade ; as 5 Pontas n. 71.
Vendem-se ou trocao-se pelo dicciona-
rio de Francez por Fonceca, os diccionarios de
Francez para Portuguez, e vice-versa por Cons-
tancio ; annuncie.
Vendem-se quatro vaccas boas Iciteirns ,
e uma coberta de tipoia em meio uso ; na ra
Augusta n. 74 : na mesma offereee-se um ra-
paz de 18 annos, para caxoiro de cohrancas ,
dando fiador a sua conducta.
Vende-se uma casa assobradada com com-
modos para grande lamida, porto de desembar-
que, e capaz de se por qualquer estabelicimen-
to de paderia ou outro de forno, sita no Coe-
Iho na Boa vista junto a olaria do Sr. Mi-
guel Carneiro ; a tratar no atierro da Boa-vis-
ta loja de seleiro.
Vende-se um prezepio com as respec-
tivas imagens guarnecido de muitas figuras ,
tanto a p como a cavallo hem como as ima-
gens dos Magos, com a sua cometiva e alguns
trastes de marcenara ; na ra de Hortas casa
n.40.
= Vendem-se 12 t aves grossus com 33
palmos de comprido e 4 mos travessas de 30,
que esto no porto da ra Nova : na ra do
Fogo n 27.
No deposito de assucar refinado csta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
a 120, o 80 rs.
Vende-se papel hranco de primeira sor-
te a 2,500 : na ra larga do Rozario n. 17,
confronte ao quartel.
Vendem-se trastes em meio uso por
preco commodo ; em casa do >r. Manoel Joao,
se dir quem vende.
= Vende-se cevadinha muilo nova t-m pe-
quenas poicos do 16 libras; no beco do Capim
armazem le Jos Rodrigues Pereira.
Vende-se uma casa terrea no beco do
Adique n. 12 ,* ns5 pontas n. 42, primeiro
andar das 6 as 8 da manba e das 3 as 5 da
tarde.
Vendem-se meios bilhetes da lotera de
Guadelupe : no atierro da Boa-vista loja de
sapatos.
itjuuut-i Anrs uerra na uu rio n. 3 vende laxas de ferro batido e coado
baixo grosso ja velho muito picado das
bechigas e bem barbado. Goncallo esta-
tura regular grosso tem urna marca as
costas, que parece ser um casuto. Jos ja ve-
lho com un as leridas as pemas, todos do
gentio de Angola e mais outros escravos que
tambem fugiro desconfia-se terem hdo to-
dos juntos, por isso pede se as authoridades
os faca o prender.
= l'ugirao desta cidade dous escravos na
non le de 2 para 3 do corrente o sup^e-se te-
rem seguido para o sul ; Joao Angola de 50
annos alto e muito magro. Joaquim An-
gola de 40 annos pemas arquiadas tem
umsignal de cabellosbrancos na cnbeca muito
visivel, todos dous sao muito ladinos, descon-
fia-se que fossem juntos com mais 3 negros,
uma negra e um molatinho por terem desap-
parec do todos na mesma nouto e serom co-
nhecidos ; quem os pegar leve ao beco do Pei-
xo frito ou travessa do Queimado n. 3, a entre-
gar a Manoel Finnino Forreira que gratificar
generosamente.
= No da 29 do p. p. fugio da casa de Ma-
noel Duarte Rodrigues na ra do Trapiche n.
26, o pardo Silvestre escravo de Jos Pe-
droso Malra do Maranho que o tinha reme-
tido para aqui no brique escuna Carolina para
ser vendido ; representa ter 18 annos he
alto magro cabellos sollos e grandes cfr
ara l)i ii'dI.i 11,i sem pona le liar ha Icvou cal-
cas brancase de panno preto, dous chapeos
um branco liso e outro de palha ho oficial
de alfaiato ; este escravo he natural do interior
desta provincia aon letem mi que anda ven-
dondo miudezas foi daqui remedido para o
Maranhaopor Snr Antonio Bastos; quem o
pegar leve aoannunciante que gratificar.
No dia 28 do p. p. fugiro da casa do
abaixo assignado 2 escravos com os signaes
seguintes; Theresa de 25 annos, nacao Re-
bollo baixa do corpo, tem na testa marcas da
nacao denles limados tem na perna esquer-
da urna costura grande quu foi deferida le-
vou vestido de ganga azul e panno da costa de
listras azues velho falla branda e acha-se pe-
jada esta negra nunca fu^io e sup6e-se ter
sido sedusida por alguma pessoa e he bem co-
nhecida por vender de manli verduras e a tar-
de azeite de carrapato. Antonio, Cabund,
de 18 annos alto cor muito preta bonito
rosto, mas sempre espantado vive ci ntinua-
damente com a boca aborta levou calcas de
brim branco camisa de chila a/ul e jaqueta
de riscadinboamarello tambem ho bem co-
ndecido por vender de manba leite o a tarde
azeite, supoe-se estar no Recife: quem os pe-
gar leve a S. Amaro que sen gratificado.
faimundoJusc Pereira Helio.
= Fugio no dia 27 de junho desle corrente
anno um moleque por nome Jacinto, creou-
lo com idade de 10 annos, com os signaes se-
guintes tem urna bebda em um olho r a rou-
pa que Pila levou fiSItuO o uni lann/o oeai-
godo velha e rota e uma calca do mesmo pa-
o sojas; quem o pegar, ou soubor, o levar
do forte do Mato i no prensa do Jos Ribeiro
de Brito quo sera bem recompensado.

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