Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04992


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Full Text

AMD

Todo ".-.
tiaoeinoi con
cultas.
tJ, ,43.
>"A niun.aaiViiiiHiJMU
i dependa ilc nos mcsmi
jii/o principiamos, e serc
Sabbado l.'
depende iie nos mosmos; da noss* prudencia modcraco, e Pnerffii; ron-
e seremos apuntados rom dmira .i entre r Nnni"es mnis
( Proclamadlo ila AsM.-mblcia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTRES.
Coianna, Psrabyba, e Bio Grande do N re, segundas e textas fciras.
Bonito e Gsranliuns, a I" e "4.
Cabo, "eiinhem Rio Formoso IVrlo Calvo Maceio e Maoa- no \ i\
Hoa-vslae Florea li e 2 s. !*anlo Uno quintas feirs Olinda todos os dias.
DAS DA >EMaI\A.
J6 See. ti. Joao e Pnlo Trs. Mm Aud do J de II. da ,
27 Tero, s Ladislao re. Kel Aud do J L). de la 3
2> Qua'rt. jejum s. l.eo seg P. Aud do J. de D. del t,
9 <}uint. s Pedro e s. Paulo
aO Sex. Marcal Ab. Aud do J. de D da ?. t
4 Sab. Theodorico \b. Re. And do J. de D. dt 1- y.
2 Dom. Visitacao de JSossa 3cnhora_
iSf.
de Jilho
Anno XfX. N. 139.
O Diuin publira-se todos 04 das q'ie nao forem V ntinVados: o priMi da iffnain
de tres mil reil por quartel ojos adUnUdoi Os annuncios dos lesionantes ao inserid
gratis eos dos que n 10 forern a ras 10 de >0 res p r linli* As reelama,-iies derem aere
gidas a estt Tip ra das Cruies N ''>, ou pra : da Independencia loja de litros N. Ge..
cambiosN > dia i
Ciaabio aubr. Lundrea 2a J.
i. Pirit3.li res por franco.
Lisboa lili por i00 de premio
de Junho. compra vende-
Ooio-.Mo.da de 6,400 V. 1,4U0 16,600
N. 16, OJ 16 400
a, 4,uoo y.ouo y 20u
FiaTa-Patace. 1.S00 I W
M claieeob.e 2 por cento a Petos Coluanarta l.'JJ I '. is
I c de le-ras ,1. Ma. "tm- 1 { i 1 dltoi M'il'in.is 1,'JjU I.SK'O
FIJASES DA LA l\0 MEZ DE JL.MIO.
l.ua Clieia a 12, Ouart.ffling. |9|1 Gborat 10 ra da t. | u}uri, cresc.a 5, os 15 ainulos da larde,
Preamar de hoje.
i t. a boraa 6a. da tarda.
1. a? boraa a 42 m. da manba.
mm
EXTERIOR.
HESPANHA.
As ultimas noticias do Madrid chegao a 20
Tendo-se procedido no dia 30 de Abril i o-
Jeicao da tno a no congresso. havialicadoem mi-
nora o partido ministerial; o que levou os mi
nislrosa pedirom logo a sua demisso, que Ibes
loi aceita pelo Regente. O deputado Cortina,
elevado a presidencia pola opposico eslava
encarregado de orgauisar o novo gabinete. Nao
tendo porm aquello podido conseguil-o ti-
mba sido o deputado Lope/, incumbido d'essa
commsso; terminando a crise ministerial com
as nomeaces de Lope* para ajustica e presi-
dencia doconsolho; Aguilar Ministro em Lis-
boa estrangeiros ;
Caballero reino;
Ayllon fazenda ;
Serrano guerra;
Fras marinha.
O presidente bavia npresentado no congresso
( o qu.il aindn se oceupava com a discussao da
jesposta ao discurso do Regente ; o seu pro-
rramm i go\ernamental que (ora ger Imente
!em aceito e depois um projecto de amnista
para todos os hespanboes compromettidos por
aconteoimentos polticos desde 4 de junhodc
18 W at 15 de Maio de 18-W cuja proposta
./ora igualmente applaudida.
Por.-rn ltimamente pirece quo querendo
o ministerio Lpez deinittiros generaes Zurba-
no e Linhagem e tomar outras medidas im-
portantes assim como render aguarnicaode
Madrid &c. o Regente nao quiz annuir a el-
las, r.ntiio o gabinete opresentou a sua de-
misso, qe o Regente aceitn, e nomeou para
presidente do consellio e ministro da justica ,
tmearregado de formar novo ministerio Go-
mes Becerra presidente do Senado. Di/.ia-
se, que osle convidara para comprc-m o minis-
terio os individuos seguintes: Hoyos, para a
guerraCuetos para a marinba l.azerna,
para o reino Mendizabal para a (azenda.
Para os estrangeir-s, ainda ninguem estava de-
signado ; mais fallava-se em Ferrar, equeo
Regente aceitara este ministerio. Em conse-
quencia d'esta mudanca reinava grande agi-
tacao na capital, o tomavao-so muilas mcdiJas
^preventivas
(Extracto dusjornaes Portuguezes.
RETKOSPECTO POLTICO.
Na America do Norte falbiva-se de mudanca
de ministerio, por causa de desintelligencia en-
tie o presidente I'yler, e o ministro da fazenda
Spencer, queexigiu a demissaode M. Maiken-
sic capitao do navio *tommers que mandou
n(orear o guarda marinba Spencer lilho do
ministro.
Na repblica de Hayti fornm declarados trai-
dores patria o presidente lioyer e osseus par-
tidistas e nomeou-so um governo provisorio
composto de cinco Miembros
Na India ingleza foi declarado porcao da co-
rea de Inglaterra o territorio de Scinde para
onde foi nomeado governador o general Napier.
3ueaboliu a escravatura eabriu a navegacao
o Indo ede outros rios Em Hyderaliad acha-
ram-se thesouros que se avaliam em mais de
um milbo de libras esterlinas.
Na (mina mida bavia de importante e con-
tinuavam as conferencias entre Sir II. Poltin-
ger, e o commissario cbim para o regulamen-
to das paulas.
Fo Egypto esperava-sc o vicc-rci em Alexan-
dria, vindodo Cairj. O pacha derffilliu Sherifl-
Pacb u todo o seu conseibo e mandn pren-
der a todos. Segundo uns parece, que estes em-
preados tinbfio loado inuito longo a oppressao,
c vexacoes sobre do outros SlicriT" o seus partidistas projectavSo
una conspirucao contra Mobcmet-Alielunibim
Pacha.
Na Turquia resolveu o divn da seguinte ma-
neira a questao da Servia : O principe Ale-
xandre deve abdicar voluntariamente ou se
declarara demittidodogovernoproceder-se ha
a nova eleicao de soberano que provavelmente
ser o principe Milosch protegido do impera-
dor da Russia e Kiamil-Pacha Wutsitch ,
e Petroni e Wich devem abandonar o teritorio.
servio. Era isto exactamente o quo queria a
Russia, que positivamente est dando a le
Turqua. Di/.em que a sultana Valid concor-
reu muito, para que so tomasso esta dolibe-
racao.
Na Servia fi/erao-se militas prisoes, por cau-
sa da eonspiraco que se descohriu a favor da
familia Ohrenowicht. Um dos presos o thefe
das tropas regulares, criadas pelo princ pe Mi-
losch. Reina em Belgrado urna grande consler-
nacSO por causa das noticias desfavoraveis, que
se tem recebido de Constantinopla ; e julga-so
terminado o reinado do principo Alexandre.
Gramlo numero do servios tem abandonado o
paiz e enejado a Semlin.
A Russia tem os olhos fixos na China e oc-
cupa-semais della do que se pensa. Ultima-
mente fez, para o celeste imperio grandes e
promptas remessas de panno grosso tas fabricas
rossianas quo all muito procurado.
Falla-se de aconlecimcntos importantes oc-
torrnlos no Caucaso e esperao-se outros mais
importantes. Parece, que por habis manobras
se tem conseguido cercar tao de porto os mon-
tanhezes do Daghestan que se espera por um
golpe decesivo submetter a maior parte dclles.
Para isto tem-se enviado grandes relorcos ao
exercito do Caucaso.
I)iz-se que o impeador Nicolao tracta de
(azor urna viagem a Bcrlim com toda a brevi-
dade.
NaPrussia encerrou-se a dieta de Poesen ,
tendo antes votado por urna grande maioria ,
que o arcebspo daquella diocese Mevia ter vo-
to noassemblea. Adieta de Merseburgo vo-
tou a concessao do fabrico do assucar de better-
raba.
Na Hungra abriti-sc a dieta dos reinos da
Croacia e Esclnvonia sob a presidencia do vi-
A rainha Victoria continuava sem incomrno-
doalgum depois do seu parto, assim como a
princesa sua filha.
Na Irlanda houve urna reunio de 130,090
individuos, na qual orou O Connell a favor
da sua ida favorita a rcvog.iio da uniao corn
a Inglaterra.
Piirece que existo ni Irlinlauma espantosa
miseria por falta de trabadlo Ultim imente
na que tenciona seguir o ministerio, fundado
as seguintes bases : independencia total do
gabinete responsabilidade ministerialam-
nista ger.il pura todas as causas polticasri-
gorosa submisso Constituirloreformas que
o piiz necessitajondemnaeao dos estados de
sitio:>rganisac<> l.i milicia nacionaladmi-
nistradlo paternal para todos os hespanhoes ;
cuifim rcconciliacao justica e igualdade pe-
600 individuos passeavao por Cork, levand) na rinte a lei no interior do pai/.independencia ,
frente um pao na ponta do um pao o que in- decoro e dignida Jo no exterior. Este discurso,
dica, que o povo nao tem trabalho. o que pre- que foi m jito applaudido (ern agradado mui-
ciso contribuir para a sua subsistencia.
Em Franca approvou a cmara dos pares o
projecto de lei dos subsidios par os refugiados
polticos suscitando-se por cssa occasiao um
acalorado debato motivado pelos pares IBg-
to segundo os mesmos jornaes moderados ,
aos homens de boa f do todos os partidos po-
lticos. Oxal quo o Sr Lpez eos seus col-
legas se possuo lit'in da diflicil misso, de que
se encarregarao e desempenhem exactamente
tmistas. acerca da liberdado de R. Carlos. O .seu V'ost^m para so.ego e prospendade
governo disse, aue osocegoda Hespanha pe- dos nossos v.s.nhos hespanhoes, que assim
dia, queselivessecom D. Carlos as precau- com? m.s ao ha tantos annos olud.br.odas
cocs necessarias. | rov0,u^oes dos maos governos.
Na cmara dos deputados approvou-se por Todas as msicas dos batalhoes da milicia na-
grande maioria a lei dos crditos supplementa- cional do Madrid inclusa a Jo 2. de que
res e um projecto para se acabar o palacio ta coinmandanto o >r. Cortina foraodar scre-
embaixada franceza em Constantinopla. Apre- natas ao >r. Lpez na noito do dia 10.
sentaro-sedois pareceres: um sobre o projec- Na referida sesslo do dia 11 se leu o pare-
to dos assucares e outro sobre lei eloitoral. cer da respectiva commissao quo nega a li-
No dia l.do maio te ve logar a festa do an- cenca pedida pelo anterior governo, para se
nversario do rei a qual se bem nao oi tao progredir no processo formado ao deputado
cxplcndida como docostume comtudo reinou Prim pelos acontecimentosde Barcelona,
a melborordem e concorreu a ella todo o po- I O novo governo publicou urna circular diri-
vo de Pars. O rei, rodeado da sua familia gida s autoridades provinciaes para que as
rccchcu no silao regio as grandes deputacoes do eleicoes para deputados e senadores as mesmas
de Agram resolveu o seguinto : Visto que
a liberdado da imprensa urna das primeiras
condiroes para desenvolver a liberdade nacional,
por cuja razao exisle em todos os estados cons-
lilucionae-i, os deputados do paiz deverao
pedir, que a liberdade da imprensa se introdu-
za em ambos os reinos. Os deputados deve-
rao insistir sobre tudo em une os artos e re-
soluresdas congregaces nao se submettam
censura.
Na Raviera i'provou a cmara dos deputados
urna mocao, pedindo no rei asseguie a liberda-
de da imprensa livrando-a das arbitrarieda-
des da censura ede medidas de represado ; e
fez urna peticao. para que o rei conceda urna
amnista aos delictos polticos eda imprensa.
Na Italia tambern comeca a grassar a desgra-
cada e terrivel mana do attentar contra a vida
das pessoas renes. Ulll lomo atarou ullima-
mcnle na p'raca do Domo ern Milao o archi-
duque, vice-rei da Loinbnrdia na occasiao
de Ihc apresentar um memorial eo feriu le-
vemente ; de modo que o principe poude par-
tir no dia seguinte para Turim A Gazela de
Milodh, que oassassino estava louco ba-
via muito lempo e que tem estado muitos
annos nos hospitaes.
Ern Inglaterra oceupa-se a cmara dos lords
a suspenciio
commerciaes com Portugal
e com os negocios internos do paiz.
Na cmara dos communs tratou-sc da sita
cao de I). Carlos sobre o que o governo deu
a mesma res pos!*, que o de Franca na cmara
dos pares appro\ou-se urna mocao, que de-
t loro que o tratado Asbburton honorfico e
vantajoso. e rejeitou-se urna proposta de lord
J. Russell, para que so lsso o projecto dos cor-
pos riiunicipacs.
com o negocios da Serviacom
nament se acha encarregado o Sr. Fras mi-
nistro ta marinba
Em consequencia de ter-se formado o ministe-
rio renovaro-se as sessoes da cmara dos de-
putados que se tinbam suspendido por causa
da crise minis'crial, e na primeira sessao que
foi a do dia 11 se leu a resposta ao discurso do
throno na qual entre outras cousas se ac-
cusa o ministerio trnsalo pelas violencias e
extorses praticadas em Barcelona o se pede
que soja devolvida a multa arbitraria imposta
iquolla cidade. Estas mesmas condicOes fize-
rao parte do programma apresentado pelo Sr.
Lope/, ao regente quando foi incumbido da
Os reslos do duque de Susscx forao traslada-1 formacao do ministerio.
dos rom graode pompa para o ceruiterio de| Nessa mesma sessiojorononciou o Sr. Lpez
Kcnsal. I um discurso, scrvindou'c poiitica ou program-
m m i a ^r i i a r^ S\.
MU I ILAUU
orpo diplomticocmara dos pares e dos autoridades s influao para que baja ampia li-
deputados arcebspo de Pars tribunaes berdade e para que as mesmas eleicoes sejao
e dernais authtridadcs civis e militares, as quaes a verdadeira vontade dos povos,
llie dirigiro felicilacoes em que so faz espe- No senado continua a discussao da resposta
cial mencSo do casamento da princeza Ciernen- ao throno tendo-se approvado os artigos a-
tina e se louva esta princeza pelas suas virtu- presentados pela commissao o rejeitado todas
des, s quaes o rei respondeu corn a sua eos- as emendas, que se tem oferecido.
tumuda afTabilidade. Falla-se da demisso do alguns empregados
O Moniteur publica o tratado de correios influentes,
concluido entre a Inglaterra e a Franca, o qual Parece, quo o ministerio hespanhol, que se
facilita muito a correspondencia. demittio tinha feito um contracto muito one-
< .ausou grande sensarao em Pars urna no- roso com urna casa ingleza sacrilicando os
tica dada pelos jornaes inglezes de ter sido rendimentos das alfandegas.
assassinado o governador das ilbas Marquezas O ministro inglez Asthon em Madrid re-
e mais 1 i-francezes indo fazer um visita ao tira-se daquella corte por quo condece quo
rei de Nicohiva. Esta noticia foi desmentida nao lhe ser fucil dominara gente,que se acha
por particparoes olliciaes posteriores data boje no poder,
du acontccimcnto. | Relativamente a Portugal progride-so no
As noticias de Argel annuncio a submisso mesmo systema.
de algumas tribus refractarias, pelas tropas As cmaras volo tildo sem consideracao nem
francezas. aos interesses ncm a dignidade da naro ; o que
Na Blgica er'o esperados brevemente o roi querem applanar o terreno ao Salvador. Hon-
o a rainha vindos de Pars onde forao assis- ra esquerda que nesta semana se retirou da
tir ao casamento da princeza Glemcntina salla por nao querer sanecionar com os seus vo-
Scgundo o manifestado pela commissao de tos urna das arbitrariedades da maioria; e es-
industria, depois du varias confeiencias com tamos convencidos, que o mesmo far sempre
os ministros do reino e estrangeiros propoem- em casos idnticos. O paiz faz o ha de fazer-
se grandes obstculos concluso da unio das lhe a devidajustira.
alfandegas com a Franca. ReceberGo-se noticias da India consta que
Na Hespanha terminou felizmente a crise mi- o governador conde dos Antas continuava a to-
nisleral e formou -o um gabinete progres mar varias medidas ; mas estava-se preparan-
sista naquello reino, presidido pelo deputado do para vallar a Portugal.
I). Joaquim Maria Lopes, c composto de mem- -------------
bros que ja annum iamos nos nossos anterio- Os jornaes inglezes chegao a 13 e os fran-
res nmeros Um desses membros ( o Sr. A- cezesa 11 de maio.
guillar, embaxador de Hespanha nesta corte), | Occupou-se a cmara dos lords, com a lei dos
parece nao querer aceitar a pasta dos estningei- i pobres na Irlanda com a revogaco da nniao,
ros para oue foi nomeado e da qual inleri- e com os assumptos da igieja escocesa ; e os
communs tratarao da lei dos coreaos eorca-
mento
Parece, que na Irlanda reina grandcefferves-
cencia incitada por O'Connell.
O rei do Hanover deviu chegar em breve a
Londres.
A rainha Victoria passava sem incommodo.
As noticias da America dizem que o gover-
no provisorio da repblica de Hayti organisou
o estado com tres ministerios, a saber, da guer-
ra do reino eda fazenda.
Carlas da Hessarabia lallode movimentos na
esquadru russa e de um exercito de 50,000
homens, que se acho em observado O im-
perador da Russia devia dirigir-se em breve a
Varsovia e depois a Esdmansdorf, onde se
acua o re e a rainha da l'russia.
y



1. mprpris ingleza, tratando da eleico do
'. Cortina para presidente do congresso hes-
jnhol. diz, que talvc isto sirva de obstaeu-.
*u ^'o para a formacao do gallineto.
Approvou se na ira niara dos pares de Franca
a lei dos crditos suppleincnlares, e o marque/
de Boissy promoveo una nova questao solire a
liberdade de t. Carlos. Mr. Guizot disse, que
asituaeo de D.Carlos era lilba do tratado
da quadrupla allianea. O marque/ deDreux-
Brz chamou a atlencao do governo sobre a
uniao das alfandegas portuguezas e hespanho-
las, protegida pela Inglaterra, e prejudicial
aos interesses da Franca.
Na cmara dos deputados tratava-se do pare-
cer sobre investigado denullidadesem eleices,
e apresentou-sc o orcamento da guerra que a
commissao propoo urna diminuicao de 11,000
homens, que da urna redcelo de 14 milhesde
francos.
Oanniversarioda morte deNapoleao nodia
6 de maio foi festejado com urna missa nos
Invlidos, a que assistirio muitos funeciona-
rios, que depois lorao visitar a columna da pra-
ca Vendomme.
Embarcarao em Brest, dirigindo-se a Lisboa,
o grao-Duque Fernando de Saxonia Coburgo ,
e seu h'lho o principe Augusto.
Em Marselha houverao algumas desgracas
nos fogos de artificio, que all houve no dia do
anniversario do re i.
Tratou-se na cmara dos deputados da Hol-
landa do tratado concluido entre a Inglaterra c
a Prussia. que se julga prejudicial ao commcr-
cio da Hollanda.
Noticias da Torquia di'em que o Sullo ra-
tificou o tratado de eommercio concluido entre
Portugal e a Turqua.
(Patriota.)
V
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SENH0KES DEPUTADOS.
Na sessao de 29 de abril, na diseussao do
icamentoda justica, disse
O .Sr. guiar:Sr. presidente, precedido
por muitos demeus nobres collegas nesta dis-
eussao, mesmo prevenido por muitos delles em
differentes pontos sobre os quaes tencionava le-
var as minhas reflexoes, pouco direi; e ainda
menos, porque, estando approximada a hora .
deverei buscar ser bastante conciso para nao
enfadar aquellos que me prestaa sua attencao.
Comecaoi pela verba da secretaria do estado.
Estou resolvidoa negar o men voto s refirmas
da secretaria da jnstica, pordilTerenle rasaO da-
qucllas por que alguns nobres depdtad >s Itie
tem lambem negado o seu apoio. Nao pens
que essas reformas seja em si tao impcrleitas
que por isso merecao repulsa, cat me inclino
a crer que ellas poderia precncher o im que o
feu autor teve em vistas : porem, tendo ellas
augmentado a despesa publica em um tempo ern
que a escassez dos meios e a prudencia nos a-
conselha a mais estrela eeonoinia.em um tem-
po em cpie devenios coarelar, quanto nos for
possivel todas as despesas do estado, assen-
tei que era obrigado a nao aulonsa-las cun o
nieii assentimento e o meu voto. Iguaes moti-
vos me levarad a votar conira as reformas da se-
cretariado imperio: essas nao s augmentava
a despesa publica, prem ainda apenas melho-
rava a condica de um ou de outro emprea-
do, com detrimento da maior parte, portanto,
j se v que erra quem suppe que eu me op-
ponhoa essa* inovaces por espirito de pposi-
cao ao actual gabinete, ou aos uiembros do ga-
binete transacto. Eu nao tenho injurias a vin-
par nem resentimentos a ceva; no rneu proce-
der sou impellido por um sentimento que me
parecejusto, e que supponho deve ser escrupu-
losamente respeitado pelo corpo legislativo; is-
to a economa, medida sem duvida a mais
elhcaz que possa ser empregada contra o apuro
de nossas pessimas circumstancias fnanceiras.
Senbores, se me nao engao recordo-me de
que na diseussao da verba que diz respeto ao
supremo tribunal de justica, por occasia do
augmento pedido pelo nobie ministro que se a-
cha presente para mais um membro daquelle
tribunal que foi ltimamente Horneado, o mes-
mo Sr. ministro deu como principio corrente e
averiguado que o governo tinha o direito de a-
posentar magistrados e preenther inmediata-
mente as vagas, dependendo entretanto laes a-
posentadoriis da approvaca do corpo legisla-
tivo. Comquantoeu muito ruspeiteas opinies
do nobre ministro da justica em materias dese-
mejante naluresa, permitta-me elle que nesta
parle me separe do seu pensamento. Se o gover-
no tem como incontestavelo direito que Iheas-
siste d : aposentar magistrauos, o uso que elle
faz desse direito nao me parece muito bom, nao
s porque anti-economico mas ainda por-
que em multas circumstancias elle pode ser fa-
tal ao individuo a quem se julga ler feito um
tem. Oigo que anti-economico pnrquunto a-
posentaado-M uin magistrado e Humeando-se
nnmediatamenle outro paia seu lugar, antes
que a aposentadoria seja confirmada pel> cor-
pp legislativo, temos dous individuos receben-
do dous ordenados iguaes, sem que o lugar es-
urna tal maneira de obrar pode ser muitas ve-1 de agrilhoar a liberdade da imprensa,
zes nociva a aquelle a quem se querbenelciar tervenca que ( diz elle) tem tido o pi
e da in-
que( diz elle) tem tido o presidente
porque, podend. acontecer que, decretada a a- daquella provincia sobre a nao conlirmacao de
posentadora, e logo nomeado outro individuo un concurso feito na academia de Oliuda ein
que subslitua o aposentado o corpo legislati- que foi pioposto para substituto um seu amigo,
vo nao approve aqu lia, seguir-se-ha necessa- i por causa de ms informacoes secretas partidas
menle daqui que o aposentado flear priva-
do de seus ordenado, premio de seus servicos;
licar na penuria e fra do exercicio de s' u lu-
sar por um (acto que Ihe nao pode ser imputa-
do ; entretanto que outro continuara a gozar de
um beneficio que por nenhum titulo Ih" d ve
pertencer.
Estas consideracS'is, Sr. presidente, i. vem a nao julgar muito justo o uso quo at a-
gora tem feito o governo do direito de aposen-
tar, o que, segundo me parece tencona con-
tinuar o nobre ministro da justica ; e para que
se nao diga que nao tenho um pensamento Bxo
a respeito da maneira de entender esta qu sta ,
devo alRrmar a cmara que me parece mais con-
sentaneo com a rasa mais curial e mesmo
mais legal que, urna vez baixado o decreto de
aposentadoria dada polo governo em favor de
alguem que esteja em exercicio de um luar,
iqueile na5 seja despedido do servico e por
eonsequencia substituido poroutrem sem que
primeramente o poder competente tenha ap-
provado esse acto do governo e prestado os ne-
cessarios meios para sua inteira execuca ; por-
que se para se julgar completo e eflicaz o uso
do direito de aposentar necessaria a interven-
cao e confirmabas do poder legislativo, lam-
bem de rigorosa eonsequencia que o simples de-
creto do governo nao pode por si s produsir o
serio e valioso eieito da vacatura do lugar, unta
*ez que para isso preciso o concurso dos dous
difleronlos poderes. Portanto, eu espero que o
nobre ministro da justica, tendo ouvido estas
breves reflexoes pensara com mais calma na
|uesta5, afim de adoptar urna regra que se-
ia menos damnosa e menos perigosa do que a-
luella que at agora se tem seguido.
Sr. presidente, chegado verba que diz res-
peito s relacoesd) imperio nao de minhas
mtences oppnr-me a ella porque vejo ser
urna d.spesa marcada por le; poiem aprovei-
tarei a occasio para chamar com todas as mi-
nhas forcas a attencao do governo sobre a rela-
ca da provincia de Pernambuco. Senhores ,
aquella relaca, tendo in nomine quatorse ou
'iiais desembargadores ha muito lempo que o
seu pessoal elTectivoest redusido a seisouset-
lejuiz s de maneira que frequentemente, pe
la molestia ou incommodo ieuindestes, succe-
le nao haver casa, com gravissimo detrimento
los litigantes j dos quo vivem dos empregos de
justica Na") sou exigente; reclamo remedio pa-
ra um mal que nao safTIigea minha provincia,
porem ainda as do Ceart Rio Grande do Nor-
te, Parahyba e Alagoas; e j se v que urna re-
lavan que tem por dislricto tantas provincias nao
pode nem deve. ser entregue ao abandono a que
it boje tem sido conilemnada a de Pernambuco.
ntretantoque na relaca da corte ha 27 desem-
bargadores, numero que, sendo taoexcessivo
o nobre ministro acha que necessario, porque
muitos delles tem assento as cmaras ; ent e
lano que esse mal podia mu bem ser remedia-
do com a convocacao de juizes de aireito em
conlorinidade do regulamento pelo qual se re-
;em as relaces do imperio.
Nao somente fatal aos litigantes essa indif
ferenca ; ella alTecta mesmo os intereses e a
coiiunodidadedos proprios juizes; porquanlo,
sendo elles tao poucos em numero de manei-
ra que a lalla de um ou de oulro importa para-
lysaca nostrabalhos do tribunal, segue-se da-
i|ui que nenhum dessesju zes pode assim co-
mo outros obtere go/ardeuma licenca, mui-
tas vezes altamente reclamada pelos seus inte-
resses, c al com incommodos serios se vem
obrigados a exercer luneces que aggravao os
seus males. Assim, permitta-me o nobre mi-
nistro Ihe lembre que preciso mandar seguir
para aquella provincia os desembargadores que
ihe perlencem, e que, tendo tomado posse por
uieio de procuradores apenas os seus nome-
sao conhecides na thesouraria quando se tem de
pagai a folha do tribunal de que fazem parte ;
p. ts nem igual nem justo que solTra a-
quellesque ora mais pontuaes em obedecer ao
g iverno que para ali os mandou por haver ne-
cessidade, entretanto que os outros residem on-
de melhor Ihe convem embora padeca o ser-
vico publico e sollrao os povos cujas questdes
estad a seu cargo julgar.
Devo tambeui lembrar ao nobre ministro que
na verbajusticas de piimeira instanciap-
de-se e convem que seja supprimida a despesa
com um promotor da villa daCapella na provin-
cia deSergipe, porque, sendo esse municipio
tao conciso e ta mesquinho em trabalhos po-
de dispensar um semelhante emprego, urna vez
que nllicie o mesmo promotor da comarca, que
o da Villa Nova ; e a experiencia j mostrou
que ninguem s.e quer sujeilar a oceupar aquel-
le lugar, que, s tendo o ordenado e nada de
emolumentos at agora se acha vago por de-
missa espontanea que deu o primeiro fraccio-
nario que para ali foi nomeado.
Sr. presidente, nao rcmatarei estas breves ob-
servaedes sem dizer alguma cou?a sobre dous
tpicos do discurso de um meu nobre (ollega
por Periiaiiimieo que fauu ames d>* hontem;
e sou a isto impellido pela convicca que tenho
de que esse meu amigo nao foi muito justo em
suas arguices. Eu fallo, senhores, da
da mesma presidencia.
Para prova do priineiro ponto, disse o nobie
deputado que tendo sido condemnadooimpres-
sor de urna folha da opposica e interposto
recurso o presidente da provincia fez remoces
de juizes euma revoluca tal que afinal eolio*
cou no lugar do que tinha deconhecer desse re-
curso um juiz que Ihe convinha. Embora eu
nao esteja muito habilitado para bem explicar
o que a este respeito teve lugar comtudo por
informacoes que me forao ministradas por al-
guns collegas nossos que dali clieg. rao ha pou-
co sei que o presidente da provincia de Per-
nambuco em nuda inteiveio nessa questao, par-
ticular por sua naturesa equeo mado que se
queixa o nobre deputado nasceu nicamente de
apresentar-se um juiz municipal que, ou por se
ter Andado urna licenca de que gosava ou por
ter lindado a molestia que solTria, entrou no do-
sempenho de suas obrigaces, oceasionando
e-te incidente alguma contrariedade ao lecor-
rente. certamente bem fraca esta prova pro-
du/ida em favor da assersade meu nobre col-
lega : ninguem dir que ella nos possa indusir
a crer que a liberdade de mprensa naquella
provincia tem sido peada pela administraca,
urna vez que acto nenhum desta, at o preseu-
te, tem revelado a intencad o proposito de
larcarcadas neste baluarte dos governos repre-
sentativos.
Senhores, esse allentado contra a liberdade de
imprensa na minha provincia ainda tanto me-
nos crivel quanto todos nos sabemos que ali
existem duas folhas opposicionistas que at a-
gora nenhuma perseguica soflrra embora
fallem c.m toda a liberdade contra a administra-
cao : .nos todos aqui as tomos Irlo e nos po-
demos convencer deque os seus escriptores o-
rad com a mais plena liberdade, e se o presi-
dente quizesse vingar injurias feitas a si bus-
cara intervirem urna questao entre paiticula-
res? Se quizesse fazer su/focar os bradosda im-
prensa pernambucana, nao teria lancado mao
dos ataques dirigidos contra a administraca por
intermedio do ollicio publico I. E. do respec-
tivo promotor? O Gnarda-nacional eo Diario-
novnos autorisa, ou ao menos nos convidad
i diivdar de urna tao seria aecusacaa,
Em apoio do segundo ponto disse o nobre
leputadoque a umanno est affecto ao gover-
no o concuiso que teve lugar na academia do (>-
linda, sem que aquello tenha querido mandar
passar diploma ao oppositor approvado ; e pa-
ra dar forca a sja queixa nao duvidou asseve-
raromeu Ilustre collega que o presidente de
Pernambuco havia dado urna informaca parti-
cular desfavnravel que destrua urna outra vin-
da pelo expediente ordinario accrescentando
|ue, embora Ihe constasse isto por informacoes,
eouitudo cria porque nao era a primeira vez
que aquelle presidente dava informacoes dessa
ordem, onde erad atacadas a honra e reputacao
le cidadaos, realmente precisa que o nobre
leputado tenha muitas rasos e muitos fados
para poder a vanear una propon cao tao ostra-
una quanto ofTcnsiva Senhores, me parece que
> nobre deputado nao tem rasa para sequcixar
do presidente de Pernambuco poi. um facto quo
nao propiamente delle : se censura cabe
somente ao governo que nada tem feito a res-
peito dcste concurso. Se veio urna informaca
favoravel, co.no disse o meu nobre collega, es-
t evidente que a repugnancia nasce nicamen-
te do governo:se porem veio tambem urna infor-
maca desfavoravel reservada (o que nao cor-
to, apenas se presume), nem por isso o gover-
no esl de raaos at .das nem por isso o gover-
no est monos em posse de obrar como mais
conveniente forao servico publico porque eu
nao cedo que a simples informaca de um pre-
sidente p.enda a vontade, a intelligencia ea
decisa do governo. Se cada um de nos como
.representantes da naoa por aquella provincia,
tem direi o a ser acreditado, quando falla de
negocios que Ihe diz respeito, permitta-me o
meu nobre collega que eu tambem alhrme que
nunca fiz nem faco esse conceito deslavoravel e
humilhante que elle faz do presidente de Per-
nambuco e bem convencido estou de que as
aecusacos serias e de momento perdem iuteira-
menleasua importancia, e suscitan contra si
a incredulidade publica quando nao sao basca-
das em provas que nao admitla contestaco.
Como eslava thegada a hora e me nao era pos-
sivel tratar extensamente do orcamento roso I-
vi-me a fazer estas breves reflexoes, alim de con-
servar o direito de responder, de que (icaria
privado se por ventura tivesse cedido da pa-
lavra.
Vartoflade.
O CARAPUCEIRO.
Os pressentimentos.
Nao h quem nao falle nos pressentimentos
como cousas solire naturaes. O grande SulU
em suts memorias expondo o fim desgranado d
seu amo e Re Henrique 4." de Franca as-
asseve- I s'"' se exprime. He sabido e constante ,
aca que avancou esse nobre orador de que na que o Rei teve o pressentimento do seu cruel
ment da sagraco mais cresciao
em sou co-
nnivini'
o An O..-.."
,-,i i... i.. ..ir,,..;-.
O------1
| -- v WMMiiMMnJ h4MB-------.. iuuigiUG i ucsilliu, yuautu uidlB ta upi uAlUiaf-Se 0 IO-
MUTILADO
raco o susto e o horror elle vinha\abrir-$e
todo comigo nesse estado de angustia |e abat
ment, que eu lliecensurava como una fra-
que/a imperdoavel. Suas proprias palavras l-
ro outra iiupressao que iud< quanto cu pos-
sa dizer = Ah meu amigo ( disse-me elle )
quanto me desabora essa sagraco Nao sei o
que he ; mas diz-me o coraco que tem do
succedor-me al-uma desgraca = Ao prolerir es-
tas palavras elu se assentava e absorvia-se to-
do em o negrumo de suas ideias.
Se nos remontamos aos lempos anteriores ao
Christianismo vemos Suctonio asseverar, que
Calpurnia lora atormentada de pressentimentos
poucas horas antes da morlu de < osar: c lora
um nao acabar se me desse ao trabalho de re-
ferir os numerosos casos de taes pressentim n-
tos que no subministra a Historia, nao sen-
do menos lerteis os lgubres fastos da Revolu-
ca Franceza. Cjuem ha que nao crea haver
tido o pressentimento de taes ou taes desgra-
cas, que Ihe lenho acontecido ? Mas qual be
essa vo/. secreta e interior esse grito inysle-
rioso e importuno do coracao quo pareto
advertir-nos dos nossus infortunios e desti-
nos ? Os antigos tinhao feito do pressentimen -
to urna especie de Religiao Se o rival de A-
cbilles, por exemplo, o temo, e corajoso Hei-
tor desprende-se dos bracos de Andromaca pa-
ra ir eomliater o seu inimigo, Homero o repre-
senta perturbado d'um terror sbito e deseo
nhecido : assalta-o o pressentimento da sua
morte acabrunha-o, leva o terror, e a desor-
den! ao seu coracao. Turno prximo a cahit
sol o braco de Eneas sent desfalecer-lhe a co
ragem : j nao he esse hroe ebeio de lirios ,
esse liomom intrpido e audaz; porque ruan-
te de seus olhos est aborto o livro do dcstiao r
em o qual elle mesmo le a sua scnlcnca de
morte.
Em todas as siluaces embaracosas da vida
ninguem h que deixe de ter experimentado
- ssas anadiados do coracao essas angustias
d'alma essas sbitas o inopinadas impresses
que parecem descortinar-nos o futuro ; efieitc*
d'uma p.eoccupaco forte. Se nos adiamos;
om perigo eminento exalta-se-nos a magi
naco : e como em tal circunstancia s existan
dous relances possives de bem ou de mal; nao.
lie dificultoso prever urna ou oulra cousa.
Pode-se pois di/er que o pressentimento nao
he, se nao um juizo provavel sobro a situacao,
em que nos acbumos. N>s sonhamos felicida-
des quando a fortuna nossorri e sonhamos
com dores epezares, quando asorte nos a-
cabrunha
Succede por roalgumas ve/es, que a alma
parece arrastiad?. a seu pozar; esem motivo de-
terminado sem oulra causa mais que urna
forca estranha c invencivel, entrega-se a im-
presses de tristeza e de alegra ; ella se figu-
ra prazeres, ou males prximos. Se csses ma-
les ou esses prazeres se realizo o pressen-
timento toma cnto a nossos olhos um carcter
profetico e sobro natural. D. Clarinha jo-
ven solteira de espirito prazenleiro e jovial,
de lempos a esta parte vai emagrecendo a olhos
vistos : vive abstracta e pensativa : foge das
companhias e passa lempos dclcixa-se do
seus ornatos e parece ter urna ideia fixa que
a preoecupa de continuo. Que tem pois D. (la-
rinlia que tao trocada est do que antes era ?
Amigamente um prazer gestiente se llieassoa-
lliava nos olhos semillantes e nos graciosos la-
bios morada dos risos : boje csses mesmos olhos
amlao ilesniaiados o esmorecidos e os seus
labios mal ouso soabrir se a um riso que por
elles se eseoa forrado. Que tem D. Clarinha ?
Talve alguns amores pertina/es; e na concide-
racao de vira esposar-se j s'engolfa no pejo in-
sondavel dos pressentimentos.
D. Mariquinhasem snltcira nunca vio a feia
catadura da melancola : saltava e hrincava
como una ovolhinha : nao perda baile afo-
roava divertimentos, como o melhor pordiuei-
ro a sua rale : mas algumas vezes. raras, como,
que fatigada de prazeres cntregava-se por pou-
cas horas a inedituoocs vagas que a punho
mais seria que de rostume e neste estado l
Ihe escapvao uns suspiros mais internos que-
so peni8o nos ares. Casou finalmente esta jo-
ven muito por seu gosto e vio satisloitosos
seus maisardentes votos. Passauos os primei-
ros mezes do noivado ou a la do mel, ahi
enlro a apparecer as zanguinhas, os arrufos ,
osagastamentos, que sao as primei es hostili-
dades entre os recem-casados antes que che-
guem guerra declarada. Para enlSo sao as
queixas ento hcqje sealegm os pressenti-
mentos. Bom me dizia o coracao (exclama D.
Mariquinhas) que voc me havia de dar mui-
tos desgostos : artes eu tivesse morrido antes
de dar a mao a un. homcm tao grosseiro, e in-
gndo : sou a mais infeliz das mulbe.es e ou-
tras jeremiadas da mesma natureza.
Casou D. Tmlnlia muito a seu contento :
nunca ouvio concilios a este rmnAto. Nao fal-
tn quem Ihe fiztsse ver, que aquelle, a quetn
% r


W1 v
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pretenda unir-so era um rematado pcralvi-
Iho auc atsustentava duas amasias "de mo
posta. D. Tudinha a Indo cerra\a os ouvidos ,
dizendo. Assim ser : mas em elle casando
contigo, ha de larga-las; porque assim tem suc-
ccdido a muitos. Depois de casada he, que co-
nhece o erro em que cahio : e se ha de reco-
nhecer a sua imprudencia queixa-se d'uma
.cousa chamada sina e apenas nasoccasiSes de
6uas escara pellas lembra-sc de tacs.ou laes pres-
sentimentos, dizeftdo bem :ne predizia o co-
raco
Qual oi o infortunio succedido a certa gente
crendcira de que esta nao afrme ter tido fu-
nestos pressentimentos ?
Por taes tamhem se podem classiicar cortos
signaos, quedaodesua morte as pessoas, que
ge acho auzentes chios sao caras. Ha velha
to invoncioneira que pelo que diz vive em
intima relaco com todos os defu netos do sen
conhecimento. C>ual he o pai, ou ma de fami-
lia qual o menino querido que tenhao fal-
lecido e que falte urna bruxa d'amisade ou
parentesco da casa, que nao afirme ter tido
pressentimentos dessas mortes ? E o mais he .
que nao falta quetn Ihos de inteiro crdito pela
natural tendencia em abracar o maravilhoso.
Verdade he que essa ligacao inexplicavcl do
presente com o futuro, esse aviso secreto, e va-
go que parece preparar-nos para as passagens
sbitas da boa o da m fortuna, Um a pri-
mcira vista algum tanto de mysterioso, e admi-
ravel. Todava se examinarmos de perto esses el-
etos fcilmente convencer-nos-hemos, que
nao sao quasi senipre se nao o resultado d'u-
ma disposico fsica docorpo. Supponde, que
.havcis estado noite ero um pagodo com os vos
sos amigos, e que excedesteis os limites da tem-
pera nca : ovossosomno foi laborioso, o per-
turbado : vosso estomago fatigado do trabalhn
d'uma m digestao, mandou-vos ao cerebro va-
pores negros, e fuliginosos : pela manha levan-
tas-vos com disposico para a tristeza ; paroce-
vos, que aquello dia vos trara alguma cousa.de
sinistro; epor urna combinacao fortuita, bem
independente das vossas afTeicoes experimentaes
algum revez : quero vos tirar a conviccao da
Jorca dos pressentimentos ? Quem afastar do
vosso ponsamento, que urna voz secreta vos ad-
vertio da vossa sortc ?
Supponhamos agora ,, que omvez de passar-
des a noite em festaricas, e brodios, ceastes em
vossa casa parca e frugalmente : he provavel ,
que amanhecaes com o espirito livrc e dcsem-
pecado de disgostos. Entao o vosso genio tute-
lar faltu a os seus deveres : nao tivestes pres-
sentimentos; e toda va bem pode ser, vosacon-
teca nesse dia algum sinistro. Note-sc hem ,
que os laes chamados pressentimentos sao como
os sonbos : nao se attende se nao para os que
so realizao : os mais desprezao-se. De mais se
os pressentimentos ttvessem alguma cousa de
real, todos se completarlo igualmente; pois
querendo a natureza dar-nos avisos secretos ,
porque nos fallara urna lingoagem enimgma-
tica ? O seu carcter he a rectida >, o a franque-
za ; logo que se cita um s pressontimento er-
rneo ; ludo mais toina-se suspeito ideal, e
(quimrico.
Nao sou fatalista e por isso tenho por pre-
jui/o popular essa dea d pressentimentos O
nico mcio. que conbeco de ojh.ir al certa dis-
tancia para o futuro he a prudencia. Essa tim
umitas vezes nos pe diante dos olhos da fanta-
zia as cousas que esto por vir; mas sempre
ITeitos encadeados a taes, e taes causas. O hn-
mem por exemplo que se entrega desenlre-
edamente a crpula a fraseara, &c. &c. de-
ve prever, que esses excessos lhe encurtarno a
vida, talvez depois de innmeros paderimenlos,
e do mais doloroso descrdito. A moca oue
se faz coqueta deve aguardar o seu descrdito,
equo difficullosamenle notara bomem capaz,
que a qtteira para sua esposa. Confiemos nois nn
providencia trilhemos o caminlto da virttide ,
sejamos verdaderos Chrislaos, que zombare-
mos dos taes pressentimentos.
commissao das obras da Matriz da Boa-vista.
.1 caixo com chocolate; Jucintho Antonio
Alfonso.
20 pipas com vinagro; Francisco Martins
Imarte.
20 ditas dito; Jos Aflonso Moreira.
6 rucias ditas dito; Antonio Joaquim de
Sousa Kibeiro.
27 pedras com 329 palmos de cantara lavra-
das; a Joao JosdeCarvalhoMoraes.
2 barris com vinho; a Firmino Jos Felis da
Roza.
5 pedras com 37 palmos de cantara lavrada;
Francisco Augusto da Costa Guimaraes.
6 ditas com 217 palmos dita; Manoel Joa-
quim Pedro aa Costa.
3 barricas com carvao animal; a Jos Toixei-
ra Bastos.
10 barris com azeilo d'oliveira; Francisco
Jos Augus o Ferreira.
2 caixotus com marmelada, caixas ignora-se;
Antonio Mara Miranda do Olivcira.
1 barril com pai is; I). Marcelina Anglica
da Costa Aguiar.
30 barris com azeite d'oliveira; Antonio Po-
reira da Cunta.
t dito paios ochouricos; Domingos Soriano
Cordeiro Simos.
1 barril com vinho; Jos Marques da Costa
Soans.
25 barris com vinho, toditos azeito dooli-
veira, 5 pipas vinagre, 20 barris carnes ensaca-
da, 10 caixas toucinho; a Joa juini Ferreira
Mondes.
4 barris com vinho; Constancio Jos Ra-
poso.
15 barris toucinho; a Jos 20 pi tas com vinagre, 40 barris vinho;
Francisco Soveriano Kebello.
t oarril chouncos; Jos Jernimo Rodrigues
Chaves.
1 caixole impressos; Antonio Jos Poreira
Dias.
2 barricas bolaxinha; Jos Antonio Falco.
1 caixole impressos; Manoel Figuoiroa de
Faria.
2 bairis com presuntos, 6 ditos paios, 6 di-
tos vinho do Lavradio; Francisco Jos do
Barros.
56 gamellas de cera branca; Jos Percira da
Cunha.
4 caixas com cha; Manoel Ferreira Lima.
1 caixote com prata em obra; Victorino
Ferreira de Carvalho.
20 barris com azeite de oliveira 42 ditos
chouricos, 5 altos paios, 5 caixas toucinho; a
Manoel Ignacio do Oliveira.
2 caixinhas ignora-se; Jos Antonio Gui-
maraes Jnior.
1 pacotinho ignora-se; Antonio Jos Fer-
nandes.
1 boceta ignora-se; a Antonio Pinto Lopes.
1 caixotinho ignora-se; a Feliciano Jos Go-
mes.
2 volumes ignora-se; Bernardo de Oliveira
Mello.
1 embrulho ignora-se; Bornardo Antonio
de-Miranda.
1 embrulho ignora-se; i Silva & Fragoso.
1 barrilinho bolaxinhas; Fidier.
2 cazaes de gansos; Manoel Cardoso da Fon-
ceca.
1 caixotinho ignora-se; Angelo Francisco
Carneiro.
3:1 pipas e 20 barris com vinho, 15 ditos paj-
oso chouricos, 5 caixas toucinho, 1 sacco pa-
ta oes; aos consignatarios.
20 barris com azeite de oliveira, 1 dito paios,
3 caixas chapeos a pastora, 5 ditas rap: T.
A. Fonceca.
90 pipas e 90 barris com vinho, 20 pipas vi-
nagre, 26 barris chouricos, 15 ditos azeite de
oliveira, t bab pao de linho, linhas e ron-
da; Alcxannre Jos Alves.
35 pipas, 10 meias ditas o 20 burris com vi-
nho. 20 barris manteiga de porto, 50 canastras
batatas; ao capita.
2 barris azeito de oliveira, 16 ditos vinho, 1
dito paios, 22 suecos Carelios, 10 fardos albos,
I caixote chocolate, 1 esleir, 2 caixotinh-s ig-
nora se, 3 caixas calcado, 1 barril ortalice, 1
frasqneira doce, 1 lardo capachos, 1 sacco le-
pantes, i caixotinho o 1 conoeca quoijos, 1 bar-
ril ovos, 1 gaiolla ponibos, 1 caixa plantas, 1
Movimcnto do Porto.
Navio entrado no dia2&.
Genova ; So dias, polaca sarda N. S. de Guar-
da, de H9 toneladas, capitao Joao Bap-
tista Conselhero eiijipagem 12, carga v.i-
rios'genoros.
Navio sahido no dia 29.
Sahio para crusar o vapor inglez do guerra
Graw'.er commandante Clfudek Buckle.
Entrado no mismo dia.
Mar Pac/lioo tendo -altillo do New lo Iford
47 iniY.es galera americant Corinlhiam, de
401 toneladas, capitao Josoph Padduok, e-
quipagem 2o carga azeite de poixe ao ca-
pitao.
K (lilaos.
Vicente Thoma/. Pires du Figuoircdo Ca-
margo cominea lalor da ordom do Christo, e
inspector d"alfandoga fcc. tic. Faz sabor, que
no dia 3 do mez vimiouro so ha do arrematar
em hasta publica porta da mesura ao rneio
dia, urna manta de fil, no valor de 105000 rs. ,
um vestido em 1'2$000 rs o \ costos do pa-
Ihinha em 1*280 reis apprchendidossem des-
pacho pelo guarda do consulado Jo" o da Silva
Cosa Burbon, sendo a arrematacao livre de di
reitos ao arrematante. Alfmdega 28 dejunho
de t8W. Vicente Thomaz Pires de Figuei-
redo Camargo.
Deca rceos
^ O consulado do Franca fica transferido
da ra do Palacete para a ra da Cruz do Re-
cife casa n. 1
Avisos martimos.
= Para Lisboa segu impretervelmente no
dia 2 de jullio o brigue portuguoz Josefina t
Emilia anda recebe alguma carga a I re te e
passageros; tracta-so com o consignatario Tho-
maz d'Aquino Fonceca na ra Nova n 41 ou
com o capio Izidro Avres de Souza na praca do
Commerco.
Avisos diversos.
dita impressos, 1 caixa bichas; Ordcm.
COMMERCO.
Alfandega.
Rendimento do dia :0......... 10:0438177
UescarregSo hoje i."
Brgue Triunfante dllerentes mercado-
ras.
Br"ue__t'ecily fazendas louca, o man-
teiga
Brigue Adulpho diflerenles mcrcadorias.
Patacho Cassador batatas, ceblas, e pas-
tas.
Polaca 'utar farinha de Irigo.
IMPORTACAO.
Triumphante brfgue Portuaucz vindo do
Lisboa entrado no presente mes, consignado
'iil's .Giiveira mauifwiyu scg.n: :
8 pedras con 490 palmos de cunlaria lavrada; |
CAMMOS EM LISBOA.
Em\9de Mato.
Dinh.
Amslerdam.............. 43 V*
Hamburgo 48 3/*........ 48/
, (83 y......d. v. 53y
Londres i; 53 '/*... 90 d. v. 53'A
Genova................ 520
Paria 521............... 523
Trieste................. 450
Valor de metaes e papis de crdito.
Obiectos. Compra.
Pecas de 7S500....... ^O
Oncas Hespanltolas..... 14*450
Letras.
485/8
53
53'A ,
525
ht \2()
18940
25
925
9l0
!)10
Prata embarra........ 28a^'
Soberanos..........
Ooro cwceado,,.....
em barra......
Patacas Hespanltolas..
Hrazileiras.....
Mexicanas.....
Venda.
7*850
148550
48450
18950
26
930
915
915
O ARTILHEIKO N. 57.
J^ahio hoje a luz e vende-se no lugar do
costurnc. Conten osejjunte:
O Nacional do Rio de Janeiro.
O Carapucciro n. 39.
Carta do Quereea.
E alguns pequeos artgos.
sociEDADE PHILO-DIUMATICA.
(outr'ora NATALENSE.)
OPrimoiro secretario convida aos Srs. so-
cios para sossao boje pelas seis c meia
horas da tai do.
Pomingos Jos Marques, solicitador, tem
mudad < a sua residencia da risa da Penha pa-
ra a ra do Lvramento n.26, 2. andar, oflo-
rece oseu preslimo para tirar passaportes para
dentro e lora do Imperio folltas corridas, fi-
nalmente ludo quanlo for tendenlc ao foro c-
vol, e criminal lazendo com promptidao e
com modo como ncnhiim oulro lar,
- Preciza-se de um caxciro e de um fei-
tor para engenho, que sejao portuguezes; <>
caixeiro qner-sc de 12 a 15 annos deilade;
no largo do Carmo venda n. 1.
No dia 26 do coi rente desapparecco do
porto dos canooiros ao pe da ponte da Boa-vis
la 4 travs de 38 a 40 palmos de comprido, de
palmo emquadro para mais.julga-se lerem sido
ludadas ; a pessoa a quem for.eflorecida fara
lavor de aprehendcl-as; e promelte-se pagar to-
das as despe/as que se li/erem.
= Trao-se passaportes para f<>ra e dentrn
do Imperio, e despaxao-se escravos ludo com
brevidade ; no atierro da Boa-vista luja n. 41.
ou48, onde se achara com auom tractar.
A essoa, que aununcou no Diario do 30
de junho precizar d'uma ama para casa de ho-
mem solleiro, digne-so declarar sua morada pa-
ra so ihe apresentar urna muier que provar
sua conducta.
Precizase de um pequeo para estar
como feitor em um sitio sendo de bonscostu-
......... a~~ ni.
a tractar na ra do muro da Penha defrono u*
nixo
- Da-se dinhero a premio, com penhores
de ouro, mesmo em pequeas porcoes ; na ra
Nova n." 55.
O Sr. que annunciou no Diario de 30 do
junho precizar do urna mulher para ama do
casa do um homem solleiro sendo que anda
queira dirija-so a ra de Hortas n. 38 que
achara com quem tractar e (ando a pessoa ll-
anca a sua conducta.
- Aluga-so o primeiro andar da casa da ra
do Visorio na esquina que volta paia o forte
do mato n.33.
= Um rapaz brazleiro, casado e bem co-
ndecido nesta praca se ollerece para caixeiro
de qualquer cslabeleciinento com tanto que
seja para cobrancas ; quem o pertender an->
nuucie ou dirija-se ao atierro dos Ahogados
n. 7.
Manoel Joaquim Hernardes Broxa avisa
ao respeitavel publico, que lem para vender na
sua luja da ra Nova n t um completo sor-
timenlo do calcado, hotins gaspiados a 3S500 ,
ditos de biquoira 2S000 sapatos de couro de
lustro para Sr." a 900, ditos para homi-m 720,
chapeos de castor muito superior a 4S500, di-
los do masa a 28900, e nutras militas fa/endas,
por proco muito barato, sendo as amostras fran-
cas para os compradores,
Preci a-se alugar um quarto ou cama-
rinha para urna Sr.", quo nao tem familia e
be de bons eos tu mes ; quem tiver anuuncie, ou
dirija-se a ra do Bangel n 34.
= Unta mulher branca livre e desempedda
se offoreco pata ama do casa, sabe ler, escrever,
uozer engommar cozinhar, ensalmar, ed.
fiador a sua conducta ; quem a perlender ,' an-
nuncie.
Lotera de N. S. do Guad'lupe.
As rodas da lotera concedida a favor das 0-
bras da igreja de N. S. do Guad'lupe de Olinda,
correm impretervelmente j dia 4 do prximo
mez dojulho fiquem ou nao blhetcs.
Manoel Joaquim do Paraso, morador no
patio da Kibeira de S. Antonio roga a quem
br oferecido para comprar qualquer dos ohje-
ctos abaixo declarados, que os apprehenda e do
parte ao Sub-L)elegado, ou inspector de quar-
teirao respetivo por teiem sido roubados da
sua casa na madrugada do dia 25 do passado ;
um alfinele de peito com um grande topasio ,
1 dito de ouro com figura de um lefio cujo
espigao est quebrado um transelim fino de
ouro, urna medalba de ouro pequea cora
pedra um par de brincos do ouro com dous pe-
queos diamantes urna conceicao pequea de
ouro um botao do abertura de camisa de fi-
gura de urna chapinha de ouyj com urna ls-
tra preta esmaltada em roda, um dito de fila-
grana com a figura de urna flor, um dito gran-
de de ouro maciro com um diamante do meo ,
um corte de vestido de laa e seda cor de cana ,
com palmas do outras cores um dito de chita
cor de caf, um dito de chita ingleza 8 vesr
tidos do chitas 1 corte de vestido de cassa ro-
xa ja cortado e a saia ja feita urna chale do
laa 6 pares de meias para senhora 2 pecas
de madapolao unta inteira e outra com falta,
um lenco de seda encarnado com listras hran-
c;s em roda 2 ditos dechita franceza roxos ,
urna porcao de camisas de madapolao de ho-
mem ., das quaes urnas linhao os pcitos col-
rinhos o punbos de esguiao, e outras todas de
madapolao tendo os pe tos Iranzidos em cima
1- em baixo, para seren feitas as pregas com o
forro e com hotes de madreperola e com
a marca de Imita urnas azuese oulras encar-
nadas com as iniciaos M. J. P. 8 ceroulas de
brim liso o qual ja estava alvo e com a mes-
ma marca 6 calcas de brim branco 2 cuber-
as do chita urna com baados, e a outra
sem alies 6 lances de bretanha e brim dous
dilos do brotanha grandes com babados de cas-
sa 4 fronhas grandes de cassa com babados,
6 loalhas de bretanha. urnas de lavarintos e
outras de babados urna jaquea de esguo
com as iniciaes M J. P. 12 camisas de mu-
lher demadapoMo com babados 7 vestidos
de ntadapolo para Boxo de outros 6 len-
cos de cassa para ntao 'dous dtof de seda para
homem um pedaco de lona do comprimento
Jo urna cama do \cnto sem orellas por ter s-
do cortada de una cama um bab com 4 pal-
mos de cor amarella com manchas brancas, de
couro.
=Thomaz Tcxeira Le i te e Silva subdito
Portuguoz retira se para o Rio de Janeiro.
Pelo juizo de orlaos se ha de arrematar
por renda annual a quem mais der no dia 3
de julho petas quatro lunas da tarde, um sobra-
do de :{ andares, silo na ra do Coelho do bair-
ro do Recife em quo sao interessados Joaquim
Gomes do Rozaro o o padre Jos Gume Flo-
res.
=Jos Maria Pereira fiarnos, pertende em-
barcar o seo escravo creoulo de nomc Roberto,
'
1
s
/
I mes, pieieiuiuu-su tu^ui |.v-~. .uu, r--
.,.. : Ai, 1
> n o rr\
l


- "^

mmmmm
i
^
Y = Um rapaz de idade de 18 annos, quesabe
tem Icr,escrover.contar, graminalicuPortugue-
_ xa. Geometra, Arithmctica c Doutrina Chris-
Tltfia, offerece seu prestimo a algum Sr. do cngc-
^ *> nho, que tenha lilhos tanto para ensinar a ler
a estes.c iino para caixciro do incsmo engenho,
pois tem bastante pratica, ou algum fazcndeiro
no sertao cobrancas de mato serlao mes-
mo para escrever em algum escriptorio, ou pa-
ra alguma casa de negocio c da Piador de sua
conducta ; quem do mesmo se qui/er utilizar ,
dirija seao hotequim Unio quo se Ihedir
quem ouannuncie.
Lotera da Matriz da Boa-vista.
= O dia impreterivel do andamento das ro-
das ter lugar em 15 de Agosto prximo futuro,
seja qual for o numero de bilhetes nesga epocha
existentes, e o thesoureiro desta lotera roga aos
Srs. agentes encarregados das vendas dos bilhe-
tes que faeo por evitar o monopolio, que se
observou na lotera passada relativo aos meios
bilhetes pois he justo que ellos sejao vendidos
ao publico pelo seu valor intrnseco e nao
com excesso d'interesse.
= De hoje em vante contnua-se a comprar,
mais que nunca, porcos capados grandes e pe-
queos e carneros at o numero de 50, os
Srs.- quo tiverem carneiros de estribara bem
, gordos, pago-se de 5 a 12, res ; no assougue
dej. Dubois, defronte da Cadeia no mesmo
ha cebo de rim para meizinha o couros a 120
res cada um.
= |)ezeja-se saber a residencia da Sr. D.
Izabcl Thcotona de Miranda Varejo que a
pouco morava na povoaco dos Aflogudos, para
se Ihe fallar.
ss A preta Roza Mara faz sciente ao res-
peitavel publico que ella est forra por seu le
gilimo Sr., e que nada tem com Nube rio Alvcs
Cava lean te e que ncm est oeculta nem f-
gida como alguem tem propalado, pois tran-
sita por esta Cidade publicamente sem receio
de cousa alguma a vista do titulo que garan-
te a sua libordade.
Chegou ltimamente farinha de centeio
de Hamburgo conforme o coslumc na nada-
ra de darlos Deiers no forte do Matto a li-
bra a 100 rs. na de Burgos e pode-se pro-
curar todos os sahbndos as 4 horas da tarde.
A pessoa que annunciou querer urna
ama para casa dirija-sc otraz de S. Jos ra
dos pescadores esquina do lampio.
= Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ruado Ijvramento, n. l,o qual tem tres fren-
tes, que offerecem vistas para as ras do Quei-
mudo, Cru/cs, pateo i Livramento, Padre e
Fangel; quem o pretender poder so dirigir a
Joja de fa/endas da vuva do Burgos.
Eu eslava persuadido que o Sr. Pera-
mio com loja nova de calsado na ra do Quei-
mado n. 22 nao lera o atrevimento de an-
nunciar mais a venda a sua moa mineral p; ra
fazer oaif o cabello sem offender mesmo as par-
tes mais delicadas do corpo depois da minha
declaracio nesta folha ; mais como vejo annun
car-se novamenteo mesma agoa a venda, tor-
no a declarar que smilhante preparoeao sen
do applicada mesmo na pelle mais grosseira
produz dores inflama e finalmente fere ,
pelo que denuncio a Polica, ou authoridade
a quem competir prohba urna venda tao preju-
dicial que a ambicoe inleresse fnz que este
snr. se nao peije de Iludir ao publico ; caso elle
sejulgue oflendido e prejudcado pela presente
declaravao muito folgare que me chume a
tribunal competente pora provar ludo quanto
avanco e entao litar de urna vez desmasca-
rada a sua impostura. M. P.
A pessoa, que annunciou querer comprar as
ragedias de X oltaiie.se quizer o Theotrd com-
pleto do mesmo aulhor em 12 v. quasi no\os,
:a, e p
ilriz di
= Thomaz Teixeira Leite retir, -se
Lisboa.
Na ra do Crespo loja n 12 de Joaquim
da Silva M ia existe urna carta para o Snr.
Manoel Jos de Azevedo Amorim ; assim como
porau Senhora D. Maria Joaquina do Sacra-
mento Dias.
= Aluga se urna ptimo moleque o qual
serve tanto para o servido de casa como para
ra : na ra das Trinchciras n. 46 primeiro
andar.
= Prccisa-se de um caixeiro para venda,
que entenda bem deste negocio e que d fia-
*v dora sua conducta : no atierro da Boa-vista
n. 44.
__O primeiro secretario da Sociedade Ami
.. sade-nos L'ne faz sciei.te aos Srs. Socios,
que amanhSa 2 do correnle pelos 4 horas e
JJJ^ meia da tarde lia sessao de assembla geral ,
neiro queira mandar buscar urna carta a casa
deGaudino Agostinho de Barros, na pracinba
do Corpo Santo n. 66.
= flerecc-se um moco portuguez de 16
annos, para iaixeiro de qualquer arrumacao
excepto venda o qual ja t sin alguma pratica
de vender no balco ; quem d seu prestimo se
quizer utilisar annuneie. ,
A mesa regadora da I rmandade do Di-
vino Espirito Santo, convirlu ao^ ir'maos da
mesma para rouniaoem mesa- geral Domin-
go 2 do corrente. /
encadernacao franceza, e por preco commodo,
dirija-se atraz da Matriz da Boa-vista n. 7.
pera
Compras.
ss Comprao-se as colecSes completas dos
Diarios de Pernambuco dos ann os do 1830, 31,
32,33, e 34; na ra da Cruz n. 34.
Comprao-se efTectivament e para fora da
provincia, mulainbas, negras moloques
negros de officios, sendo de gnitas figuras
pagao-se bem : na ra da Cadeia de S. Anto-
nio sobrado de varandas do pao n. 20.
Compra-scum negro refinador de assu-
car ; quem tiver annunuie.
Comprao-se hoies de tinta que estejo
vasios; na praca da Independencia loja de li-
zros e miudezas n. 36.
Compra se um navio de 15 mil arrobas
para mais em bom estado e que seja de boa
marcha : na ra Uireita n. 38.
Compra-so urna preta que saiba bem
coser eengommar, ainda que nao teja muito
moca : na praca do Coim erco em casa de
Manoel Ignacio de Oliveira n. 4.
Vendas.
na casa iL ra lircila n. 2.
= Vendem-se urna escrava de nacao com
bonita figura perita cozinheira e ongomma ;
urna mulatinha de 16 annos com algumas ha-
bilidades ; na ra Direita n 3.
= Vende-se urna canoa de amarcllo que
carrega 600 tijolos de alvenaria ; na ra do \
Goneallo na cusa em que mora Manoel Elias
de \I mira.
Vendem-se meios bilhetes da loteria de
Guadelupe ; na ra do Cabuga loja de miu-
dezas junto d do Sr. Bondeira.
\ ende-se urna negra de naclio de 13
annos herecolhida, e lem bons principios dr
costura c cozinha : na ra do Codorniz n. 9,
primeiro andar.
Vende-se urna escrava do nac3o Caeange,
de 20 annos, com urna cria de 8 mezes : na
ra do Livramento sobrado do varandas dou-
radas n. 33.
= Vendem-se saccas com milho chegadas
ul'imamentedo Biodo Janeiro, muito novo,
a 4000 rs. socca ; no armazom defronte da
escadinha da Alfandega
- ^ ende-se meia duzia de cadeiras do ja-
carando do ultimo goslo e anda sem uso :
na ra dos larangeiras n. 21.
Vende se larinha de tapioca do Mara-
ranho muito boa, a 8o rs. a libra ; no patio
do Carmo venda n. 1 ; assim como aluga-se
um bom servente depedrei o.
Vendem-se cal.- em grao a 160 cevada
nova a 80 rs. pacas a 200 rs. letria a 240 ,
cera amarella a 320 espermacete de 5 e 6 em
libra a 720 ; no palio do Carmo esquina da
ra de Hortas n. 2.
Vende-se um escravo de meia idade, bom
cozinheiro tanto em trra como para o mor ,
por ja ter embarcado: na praca da Indepen-
dencia n 39.
Vende-se um escravo do nacao o qual
est no cadeia do Recite ; as 5 pontas so-
brado n. 160.
Vendem-se um molecote e um negro
de meia idade, pora o servico de campo, por se-
rem a isto acostumados: na ra do Fugo n. 26.
Vende-se um flauta de bano com S\
chaves de prata c urna burra de ferro de bom
tnmanho ludo por preco commodo; na ra
da Florentina, n. 1.
Vende-se ou aluga-se urna canoa nova ,
para carregar agoo ; em Fora de Portas em
casa de Thomaz Jos Neves.
= ^ endem-se queijos londrinos e de pi-
nna presuntos ingle/es, conservas de toda
as qualidades frutas em conservas para pas-
tis ervilhas em latas carnes e soupas pre-
paradas em ditas Champan he e vinhs de to-
das as qualidades, e outros muitos objectos ul-
tinumenlcchegodos : no ra da Allandega ,
armazem n. 4i.
Vendem-sa 4 escravas mocas cozinho,
engommao c lavao ; um negrinhade 16 an-
nos boa para se acabar de educar e he re-
colhida urna in lata de 30 annos cozinha .
Escravos frgidos.
Vendem-se duas casacas, e urna sobre- 'rotes com di ITerentes grossuras e comprimen-
casaca em muito bom uso. por 208 rs. ven- tos ; ludo se vende mais em cont que outra
dem-se por estarem aperladas ao dono, e ser- qualquer parte: na ra da Florentina, em
ve a qualquer pessoa secca oe medianna esta- casa de J Beranger n. 14
tura dar-se-ha ao comprador dous colletes em Vende-se metade de urna caso terrea ,
bom uso; na prucinha do Livramento, loja com chaos propnos na S.Cruz no ba.rro da
de lazendas n. 50. Boa visla na rua do '<0'ari0 do meso bor-
Vende-se urna morada de casa terrea, ro n. 60.
com sotao ratificada de novo na rua do Jar- = Vende-se colla fabricada em Pernamhur
dim n. 22 ; a tratar na mesma. > a libra a 200 rs. e 5800 a arroba na
Vende-se esperraacele de 4 e 5 em li- ruadoBangel, 52.
bra a 600 rs. : na esquina da rua da larangei- .-----------------------------------------------------
ras n. 7 segundo andar.
Vendem-se espelbos de gaveta e pre-
fijos de todas as hitlas: em casa de J. P. A,dour .,
& Companh.a, na rua da Cruz = Fug' o deposito geral no da 26 do cor-
Vende-se farinha de milho de superior rente a preta Mana Joaquina, cr.oula de 20
qualidade por preco commodo : na roa das annos cor alguma cousa fula olbos ap.tom-
5 pontas n 23 hados estatura pequea a qual esta embar-
-- Vende-sos pertencos de urna venda gada por Francisco Martins de Lemos a seu de-
pipas, barris, caixas para ame Ira armacao, vedorja- Ignacio de Arrud com taverna na
pesos e medidas tudo por metade de seu va- rua da Praia ; protesta-se contra quem a tiver
for, e aluga-se a dita venda na rua estreita do oeculta,; quem a pegar teve ao tabel.So Gui-
Rozario; a tratar com Jos Antonio da Silva. Iherme Patricio Bezerra Cavalcanti que gra,
Vendem-se os 6 volumes da historia de tilicor.
D. Quixotede Lamancho : na rna da Cruz, No da 26 do corrente fugio a prefa Ma~
botica de l.uz Pedro das Neves n. 47. r,a Renguella de 19 annos, cstutura bai-
Vendem-se mil chilres do boi; na rua va bastante corpolenta pellos grandes ps
da Senzala velba venda n. 126. pequeos levou vestido de chila do listras en-
Vendem-se os segu i ntes livros em fran- carnadas, panno da costa e con tas verdes e
cea; Origine de Tous les cuites, 13 v. e 1 encarnadas no. pescoco, quando fugio levou
com estampas; Emile ou De L'Education, 4 um flandres de vender azeite de carrapato foi
v. Jul ou La Nouvelle H-loise ; I/Historie comprada a Senhora I. Thereza Bella de Je-
niverselle, tudo em muito bm estado : na sus.. No primeiro de Maio fugioa preta toara,
rua de Agoas verdes n. 92. de nacao do 22 anuos, cor meia fula esta-
Vende-se um molecote de 18 annos, bo- lura baixa grossa tem bastantes espinhas no
mta figura e apto para todo o servico ; em rosto dentes limados, sem poitos, levou ves-
F.ira de Portas rua do Pillar, n. 25.
Vende-se urna preto crioula moca, ho-
= Aluga-se urna das cawis defronte do
theatio novo; na ruada Cadeia do Recife n. 40. 'ongomma e ptima para tomar conta de urna
__ A pessoa que tem um sitio paro ven- casa ; um casal de escra\os, ptimos para
der na Piranga nao tendo anda fechado o
negocio dirija-se a rua daProia n. 70.
__OSr. Francisco de Paula Baptsta Car-
nita figura, cozinha, engnmma, e ensaboa ; na
rua do I, vramento n. 35.
= Vendem-se queijos do serlo muito fres-
caes com 9 libras por 1920 macas seceas su-
periores a 560 a libro vi nho de Lisboa a 1600
a conada dito bronco a 1600 da Figueira a
1800 do Porto engarrafad a 640 cha his
son a 2200 charutos superiores a 720 o cento,
manteiga ingle/a a 880 garrafas brancas lisas
a 450 copos de garrafa a 280 : na praca da
Boa-visto n. 14.
= Vendem-se semenles de couve a 2S0 o
rento de ps; no patio do C irmo n 6 ad-
vert ndo que quem as pretender deve deixar
urna not' dos rentos com o importe, para no
outrodia receber.
Continua-se a vender azeile de carrapato
a 1520 a caada, eem garrafa a 200 rs. ; no
largo da Ribeira n. 19 ; assim como aluga-se
um armazom na rua do Amoiim ou toda a
morada
Vendem-se brozeguins inglezes proprios
para invern por serem de muita dura, e
por preco commodo : na praca da Indepen-
dencia loja de miudezas n. 39.
= Vendem-se superiores vnhos engarrafa-
do da Madeira secca Malvasia e Bucelias ; na
rua da Cadeia do Recife n, 37.
as Vendem-se iiua-camas sendo urna de
Jacaranda com arma nova rica e com cpula ; na rua da Cadeia
do Recife n. 37.
= Vende-se um engenho de moderna in-
venco para moer milho com todos os perten-
cese machinismo moderno paru trabalbar com
um cavado; na rua da Cadeia do Recife n. 37.
= Vendem-se algodao grosso para saceos ,
gangas amorellus, barricas om farinha de mi-
lho e com la re lo, e barricas abatidas; na
rua do Trapiche novo n. 18 em casa de Ma-
theos Austin iS: Companhi .
= \ ende-se, permuta-se ou aluga-se um
grande sitio no lugar do Giqui com muito
boa casa de pedra e cal, toda envidracada e
com conimclos para grande familia e outra
pequea de taipa bstanles arvoredos gran-
de planta de upifii e mais de 4 mil covas de
roca um vi\eiro por acabar. e proporces
paia se fazer oulro; na rua do Queimadon. 23.
= Vende-se um grande sitio na estrada do
Arraa! com urna glande casa de pedra e cal,
com 3 grandes solos 6 quortos, urna grande
sen/ala paro mais de 30 escrovos toxeiru para
carro e cavallos, muitos arvoredos de fruto
plantados a dous annos; senado poro 4 voceas,
com rio dentro do mesmo sitio, que deste se
pode fazer um grande vivero, vende-se com
praso de dous annos dando nicamente me-
tade a vista ; a tratar no mesmo sitio na esqui-
na que vai para a Casa Forte, Monteiro o
Apipucos.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
modas de angico ditas de amurello morque-
zos dccondiir cama? de vento de amareo
muito bem feitas o 4500, ditas de pinito a 3500
assim como outros muitos trastes ; pnho da
trahalho de campo, e a preta he lavadeira; urna! Succia com 3 polegadas de grossura dito
preta ja de idade, por 250$ rs. cozinha ej serrado dito americano com di ITerentes largu-
iava ; im iua de Agoas verdes n. 44.
tido roxo claro panno da costa ja vclho o
brincos de 3 esquinas com 3 pedras azues <
meio quando sabio de casa levou um caneco
de carregar agoa foi escrava de Herculano
Mario Bessone morador na rua da Aurora.
No dia 29 do passado L. gira o da casa do
abaixoassignod um casal de escravos de ri-
me Jos e Maria Jos de estatura regular;
e Maria alta magra, parece que pucha por
urna perna olbos espantados, de 40 a 45 an-
nos levando toda roupa que tinha sendo
quasi toda de algodao grosso, e urna ou dos
camisas de algodaozinho um vestido de chila
ja velho e outro de algodao azul alvadio ; o
negro de 35 a 40 annos levou vtslido cami-
sa do madapolao vclho calcas de brim tran-
cado tambem vellto e um surr2o de pelle de
eorneiro ; todos sao de Angola e supe-se te-
rcio ido poro o Brejo da Madre de Dos por te-
rein sido de l de um tal Boposo jo fallecido,
e tambem | ertencero a um neto do mesmo ,
Francisco Casimiro deSa Brrelo que depois
vierau morar para o norte no engenho Desterro
sitio de Inhama, na mo de quem o abaixo
assignado os comprou ; quem os pegar leve ao
patio do Carino na esquina do ru de Hor-
tas venda n. 2, que ser recompensado.
Aarco Jos da Costa.
No dia 20 do passado desaparecen um mo-
leque de 18 annos corpo secco hem fallan-
te levou vestido camisa de madapoln cal-
cas de brim ; quem o pegar leve, ao atterro
da Boa-vista n. 37 terceiro andor em casa
de Jos Bodrigues do Passo ou em linda
na rua do Amparo a Jos Rodrigu s do Passo
Jnior, que ser recompensado.
Fugio no dia 8 do passado um negro
do abaixo assignado, de nome Ambrosio, criou-
lo, jo velho alto e gordo levou vestido col-
cas e camisa de mangas curtos de algodao da
trra ; quem o pegar leve a rua da Cruz n. 12,
que ser gratificado.
Joo Leite Pita Crtigueira.
Desappareccrao nodia 25 do correnle 2
pretos um de nome Joao de nacao TJrniba-
ro do 26 annos esluluru ulta bonita figu-
ra rosto redondo, bem ladino, com cica-
trices de chiclo nos costos e nadegas. he cala-
dor 6 canoeiro. E oulro de nome Miguel.de
nacao Mocambique, de 20 annos, estatura re-
gular, bonita figura, lem peitos como mulher,
e com os mesmas cicalriz.es; quem os pegar
leve a ruado Crespo, n. 10, treceiro andar,
onde mora Jos Maria de Jess Muniz ou na
loja da viuvu Cunha Guimaraes.
Desappareceo no dia 26 do corrente do
sitio sohradinho que foi do finado Miguel
Ferreira de Mello da estrada de Bellem, um
escravo de nome Joao Ribeiro de nado Ca-
eange de 40 a 50 annos, levou vestido ce-
roulase camisa de algodSozinho chapeo de
palha e zma fouce grande ; e em companhia
do dito negro. tambem anda urna cabra de no-
me Agostinhn a titulo de casados, c o negro
COSluma andar trahalhando pelos sitios, de en-
chada tem um tanlo as pomas arquiadas ,
um signa! em um lado da face, quj parece
cicatriz tem a falla um tanlo obligada porem
bem desembarassada ; quem o pegar leve a rua
de Hortas n. 53.
ras
e comprimentos travs de pinhoe bar-jRKciFE: na Typ. de M. F. deFauu.=1843
MUTILADO
_J


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