Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04990


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Full Text
M
M^amKSa^^mimmm.

Anno de 18/53.
r uarfa Fera 28
Tqdo .Por .lependo .le nos meamos; d* ,
.rrcomo,nttcipi..loSie .remo. ]ST2f
._______ Proclamago di Assembleia tcr
r h PARIIDAS DOSCORREIOS TERRESTRFS
Cabo. ^nrtftem Rio Fo,,o,, P.,o Calvo. Macelo, A1.ro., 0 4 o 4.
5" Oej. si. J3o e Pililo Irs. Mm Aud. do J de D da 2
2j erg. s Ladislao re. Re. Aud. do J I), de d. 3 '
K n'1 Jejam Lefio "B P- Aud *> J- de U. d 4 t
>9 Quii. s Pedros s P.olo
3* Sex. M.rgM Ab. Aud do J*. de D. d. S. .
Sab. 1. Theodorico Ak. Re. And do J. de D. da 1 r
2 Do. Visiugiio de Nossa senlior.
de Junho
Anno XIX. W. 137.
CiMEosNo da 2? de Junho.
Cabio .obra Londres 25 Ooau-Moeda da 0,400 V.
a Paru3<0 /en por franco,
a a Liaba 140 por 100 de premio.
N.
compra
16,4U0
16,. OJ
,000
1/JJ
1,'JOJ
1,5*00
renda-
16,600
16.400
1920
1 VVj
1,020
a a
a a de 4,000
i PlaTa-Patacdas
Moeda de cobs l por cento Peoa Coluanana
Ideadelstrasd. boa. firma 4 | |. I ditos Meiicanos
MASES A LA NO MEZ DE JUNHO.
Lu Cbeia 48, i hurase 50 a. da m I La ora 27, as 5 horas da Urde.
Qnsrt.aing. i 49, 4s Oborss e 40 a. da t. | Juan, craso, i 5, s 45 ainuios da urde.
Preamar de hoje.
. a 5 horas a 48 a. da aanbla. | J. a 5 horas 42 si. da MftV
PARTE OFFICIAL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 20 DO CORREXrK.
Oflicio A cmara municipal do Limoeiro,
declarando em resposta ao sou oflicio de 3 do
orrente, que nao entra em duvida, que a el-
Ieica5 dos deputados provinciaes, que se tem
= de proceder no dia 27 de agoto prximo futu-
ro, dove ser feita pelos ellejtorcs, queellegra
os actuaos deputados goracs: visto determinar
o artigo quarto do acto addicional constitui-
do do imperio, que a eleicao das assomblas
provinciaes seja feita pela mesma maoeira, que
se Szer a dos deputados assembla geral legis-
lativa e pelos mesmos editores.
Dito Ao commandanto do batalhao do Ro-
nito, devolvendo a proposta, que acornpanhou
o seu oilicio de 10 deste mez, para os postos
\agos de ofllciaes do mesmo batalhao, para que,
na forma do disposto no artigo 12 do decre-
to de 14 de julho de 1834 seja remettida por
Intermedio do chefe da IcgiaS respectiva.
Portarla-Ao commandante do brigue-escu-
na leopoldina, determinando, que entregue
ordenido commandante das armas as pracas de
primeira linha, que trouxo do Rio Grande do
Norte. ofllciou-se respelto ao commandante
das armas.
dem do da 21.
OlTiciosAojuiz relator, e vogaes togados da
junta dejustica, intelligenciando-osdehaver de-
signado o dia 28 do corrente para a reuniao da
mesma|unta, afim de sercm julgados os procs-
eos, que se achao vistos. Ofllciou-se.ao com-
mandante das armas, para que disso scientifi-
casseos vogaes militares.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, ordenando, que mande prem
arrema tacao o alcatroamenlode todas as ma-
deiras da ponto do Recife: e prevenindo-o, de
que o respectivo orcamento achar-se-ha no ga-
binete do engenheiro em chefe para ser con-
sultado pelos licitantes.( lliciou-se respei-
, o ao engenheiro em chefe das obras publicas.
DitoAo commandante das armas, exign-
, do urna segunda via do mappa, relativo aos pn-
.' tos fortificados da provincia e outra do orca-
mento da despeso com os concertos indispen-
! saveis. '
Dito Francisco Marques deS, conceden-
do-lhe a demissSo, que por tiaver mudado a
fiuo residencia para a provincia das Alagoas ,
pede, do lugar de sub-delegado da freguesia de
Nossa Senhora da Sade do julgado de Tacaru-
t, e do posto de major do batalhao da guarda
nacional do mesmo julgado. Communicou-se
ao chefe de polica o ao commandante supe-
rior da guarda nacional de Flores.
Dito Ao inspector da thesouraria da fazen-
da, devolvendo para que tenho o conveniente
andamento, o prct, e documentos, relativos aos
vencimentos dos municipaes permanentes Alva-
ro de Luna Freir, e Francisco Xavier de Frei-
tas, com os esclarecimentos dados pelo com-
mandante das armasen) satisfaced exigencia,
feita pelo commissario fiscal do ministerio da
guerra.
Dito A Jo8o Saraiva de Araujo Galvao ,
concedendo-lhe a dispensa que pede em ofli-
cio de 16 do corrente, do lugar de sub-delega-
do da freguesia do Lmociro, porhaver muda-
do sua residencia para estacidade.Participou-
6e ao chefe de polica.
dominando das Armas.
EXPEDIENTE DE 14 DO CORENTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente, informando
o requerimento do soldado da companhia de ar-
tfices Manoel Cyriaco do Fonceca, que pedia se
Ihe mandasse abonar pelo tempo que trabalhou
como oiiicial de tanueiro na ilha de Fernando
em objectos do estado a gratilicoco diaria de
560 rs., que vencia no arsenal de guerra dis-
conlando-se a diaria de 160 rs., que pela mes-
ma I lia Ihe foi abonada.
Dito Ao Rm. director do lyceo desta cida-
de, communicando-lliu que a vista da sua in-
lormacao de 10 do corrente mandara recoiher
ao batalhao para neliefazero servico o sol-
dado Mam-1 Fonceca de Mideiros, quealcm de
pouca assiduidade, nenhum proveito tirava de
geiis i'siufi m e ''"' "diinunto com o segundo cadete Francisco ap-
ItistadeAImeida, porque expontaneamonte se
recolhera ao batalhao.
Dito Ao commandante da fortalesa de Ta-
mandar, communlcando-lho, que marchava a
render o destacamento da guarda nacional, ou-
tro do batalhao de artilharia a p, lovando ven-
cimentos adianlados at o fim de julho, cujo
destacamento seria rendido no Io do agosto e
assim todos os mezes.
DitoAo commandante do batalhao de artilha-
ria ordenando, que ao amanhecer do dia 19 do
corrente flzesse marchar o dostacamento, que se
destinava a Tamandar, Indo pago de seus ven-
cimentos at o ultimo do'mez e conduslndo a
ser entregue ao commandante da fortalesa os
vencimentos de julho, para por olle ser n pa-
gos as pocas estabelecidas, e sompre depois
de v meidos, que esto destacamento seria rendi-
do no V do agosto, eassirn.todos os meses, a-
t que o contrario se detormlnasse.
Dito Ao rnosmn, dovolvendo-lho ajustifi-
cacao que dera 0 soldado Caetano Xavier de O-
liveira pirque oconselho de direceo examt-
nando-a, achou qnena tinha provado suffici-
ente nobresa para ser reoonhocido cadete da 1*
classo.
Dito-Aojuiz municipal supplente do termo
dacidade de Golanna disend-lhe quo a vista
do seu offlcio de 10 do corrente ordena va que
fosse conservado preso a sua disposlcao no quar-
tel do destacamento daquclla cidade o soldado
Jos Domes, at que fosse julgado pelo jury.
PortaraMandando reconheeor primeiro ca-
dete, ao segundo dito Luiz deQueirozCoitlnho,
o soldado Felinto Elisio de Queiro/. Coitinho,
quo em concelho de direceo, pro va r 5o estar
as circunstancias do alvara de 16 de marco de
1757.
dem do da 16. .
Olicio Ao Exm. Presidente, informando
o requerimento do coronel T. C. Durlamarque,
quo pedia o pagamento da gratificado addicio-
nal e de exercicio, pelos dias que comman-
dou a fortalesa do Brum no anno prximo pas-
sado.
Dito Ao inspector da thesouraria, part-
cipando-lhe, que o tenente I. J. de M. R. Mon-
leiro havla assumido o commando interino
da fortalesa de llamarac no dia 6 de maio,
segundo a ordem do dia primeiro do mesmo
mez.
Dito Ao commandante do forte de Gaib ,
disendo-lhe em resposta ao seu oflicio de 14,
que devia observar as ordens ltimamente da-
das para o fornecimento d'agoa e lu/es, al que
o governo imperial, tomasse a respeito urna pro-
videncia em vista das reflexes, que Ihe forao
citas.
Dito Ao commandante interino da fortale-
za de Itamarac, para tirar em prct separado os
vencimentos, que indevidamente fora discon-
tados ao reformado Luiz Gonzaga no pret de
fevereiro deste anno, conforme a decisao do go-
verno Imperial communicada em aviso de 24
de abril devendo entregar depois de cobrados
taes vencimentos ao alferes Magalhaes, ex-com-
mandantodo fortalesa.
Dito Ao commandante geral do corpo de
polica, sobre a I cenca do invalido permanente
Francisco Xavier de Freitas.
DitoAo alferes reformado Magalhaes, com-
municando-lhe a ordem que se dera ao com-
mandante da fortalesa de Itamarac sobro os
vencimentos do reformado Luiz Gonzaga.
Hito Ao commandante do deposito, acerca
das guias dos invlidos permanentes Luna Fiei-
re e Xavier de Freitas.
Dito Aojuiz municipal Francisco Rodri-
gues Sette, procurando saber, quando, e que
sentenca tivera o soldado de artilharia Leonar-
do Alves de Sousa, pois constava haver sido jul-
gado definitivamente, e achar-se nos trabadlos
pblicos.
EXTERIOR.
De urna carta, que recebemos de Roma em
data de 25 de fevereiro extralumos o que
passumos a dizer :
,...Vs me pedisuma reiacao circuDistancia-
da do milagro da China Eisaqui o que vos
posso aliancar: a propaganda recebeu urna car-
ta de un dos vigaricis apostlicos. Nosso se-
nhor apnareceu no reo aaiti cruz em nma
das provincias do imperio em muitos lugares
ao mesmo tempo em presenca de urna gran-
do multidao de fiis e infieis. Esta apparico
derramava um esplendor mui brilhante ; ella
se conservou por duas horas e renovou-se da
mesma sorto nos dous dias seguintes No mes-
mo tempo cartas vindas de Tong-Kin annun-
ciao o fim das porseguicSes; o soberano do paiz
se declara manifestamente a favor dos chistaos,
e fez prender o ministro que ora o mais en-
carnizado em persegu-los. Pedem-se novos
missionarios, porque ah a coara grande ,
porm s3o poucos os obroiros.
....Vos sabis que Roma tem urna prudencia
extrema ; emquanto n5o rene documentos os
mais incontestaveis cobre com um veo myste -
rioso todos os fados de urna ordem sobrenatu-
ral,at que a igreja mesma pronuncio e apr-
sente provas aos seus fiis o aos seu inimigos.
Oamigoda religiao d hoje em sua folha o
extracto de urna carta do Roma escripia por um
religioso que confirma plenamente as cir-
cunstancias que j.i annunciamos.
....Cartas chegadas a 30 de Janeiro, do mous
companheiros missionarios na China ,. do Ma-
cao das ilhas Pbilippinas e Fokira onde te-
mos nossa missao de dominicanos, d3o a noti-
1 ca que a perseguico tinha por assim dizer ces-
| sado depois da guerra com os Inglezes. Nos
acabamos igualmente de receber a nova que a
cruel persoguirao de Tong-Kin que enviou
tantos martyres ao co cessou inteiramente ,
parto por causa da paz feita com os Inglezes ,
do que urna das condiedes era a cessaode toda a
persoguico, donde podemos bem dizer;
Salutrm ex inimicisnostris ; parte provavel-
mento por causa dos prodigios extraordinarios
quctiverlugar na China ha poucos mezes.
Eis aqu o facto :
O vigario apostlico dacidade e provin-
cia de Nalkn escreveu ao prefeito da propagan-
da que sobre a cidade de Nankin appareceu por
muitos dias um grande crucifixo visivel a todo
o mundo, e mais do urna vez no dia; e ao mes-
mo tempo sobre outras muitas cidades da mes-
ma provincia oppareceriio grandes cru/es mui
brilhantes; que depois desfeadmiravcl nconte-
cimento um grande numero de idolatras pe-
dem a ser instruidos e baptisados....
....Depois das novas cartas da China e Fo-
kira eflectivamente a f daquelles povos ad-
miravel e digna dos tempos dos apostlos.
Sr. Redactor vista dos progressos rpidos
da incredulidade, do despreso das cousas san-
tas da indiflerenca para os dogmas, da pre-
vengan dos espiritas fortes contra os milagros ,
eseusesforcos para descobrir a sua causa as
forcas da naturesa do esquecimento de Dos
nasdisposices dos homens, como se elle nao
fosse tambem o Dos do Universo, donde depen-
dan os successos; ao mesmo tempo ostrabalhos
do sagrado ministerio, os sacrificios das virgens,
as lagrimas dos penitentes, todas as praticas
mandadas pela santa igreja, despresadas como
superfluidades piedosas; alem disto, a Tacilidade
do povo em ouvir, e receber estas tao funestas
mpressoes, os nossos templos profanados, seu
culto despresado o resfriamento do zlo nos
miniftros da religiao o sal da trra sem sabor ,
o fogo do fervor extincto at nos asylos edifica-
dos para a sua conservaco; quando tudo isto
nos a arrastando para das desastrosos que nos
faria correr lagrimas amargosas, e porum jus-
to castigo nos annunciavauma revoluto na f,
e sua total destruicao como succedeu a Ingla-
terra e a Grecia; Deoi, que pz limites a im-
munsidade domar, e quebra a furia das suas
ondas, movido talvez pela piedade do nosso
monarca, dos gemidos dos pontfices que chorao
entre o vestbulo e o altar sobre este peso de
males que opprimcm as suas grojas e das la-
grimas dos que ainda conservao a afleicad es-
ta divina religiao, por um rasgo particular de
sua bondade quer ainda reprimir esta lcenca
tao desenreada dos espirites o roter esta tor-
rentodo impiedade quoameaca a torra da Santa
Oii/., eporfsso inspirou ao nosso govcriH <
aos representantes da nacfioa providencia sabia o
digna de eternos louvores de pedirem ao Sum-
mo Pontfice missionarios, esses homens apos-
tlicos que Dos, em sua misericordia costu-
iiiu i-inuii UUS pinos (una coill >uas Vlitudo ,
zolo u pobiesa, reanimar a sua esclarece!
suas consciencias e reuni-Ios pelos lacos de e-
ridade.
N3o basta este passo tambem dirigido polo
nosso governo o representantes da nacao, ne-
cessario para sou completo cITeito quo o poder
civil so una ao do sacerdocio para que, purifl-
cando-se a casa do Dos dos escndalos e do tu-
do que a deshonra na baja cousa alguma que
sirva de pretexto aos povos do nao reentrar em
seus deveros, quando ouvirem a voz desta divina
religiao sobre a montanha santa.
Alem disto, para quo as grojas do Drasil nao
cheguem ao lastimoso estado de desolaco, co-
mo estao, sem llvilas animados do seu verda-
dero espirito esses homens poderosos em o-
brasepalavras, que s3o o baluarte contra a
torrente da impiedade e da immoralidade e
tambem para nao termos a dr de Ver sacerdo-
tes testa das filenas dos revolucionarlos con-
tra a sagrada pessoa do nosso imperador e a
magoa de ler nos jornaes estas tristes exprosses:
Que o povo nao acredita nos nossos padres,
porque vivem no meio dedo o como ello--; da
ultima necessidade que os Exms. Srs. blspos ,
ainda com sacrificios penivels, facao reviver*
como os Srs. bispos do Fran?a o espirito d
concilio do Trento em seus seminarios, cuja o-
bra tao importante fez derramar lagrimas de a-
legria aos mesmos padres de Trento, e quo ibes
pareceu ello s urna ampia recompensa de to-
dos os seus trabalhos s capaz com efleito de
reparar pelos fundamentos a ordem hierarchica
o por urna consequencia necessaria todas as or-
dens dos fiis. E por este meto que reflorecer
por todo o nosso imperio o espirito principal do
sacerdocio ; esta solida piedade que til a tu-
do ou de que procede toda a utiddade ; esta
virtude arraigada em descanco em urna trra de
bencao, fortificada lentamonte sombra do
sanctuario esclarecida por mestres habis o
experimentados. ahi, no meio dos exercicios
assiduos e da participado frequente dos sacra-
mentos que a mocidade adquirir em pouco
tempo a experiencia dos antlgos ; que um san-
to zolo nascenre se formar para as santas in-
dustrias e pora todos os procedlmentos sabios
da arte divina de condusir as almas. Escolas e-
vannelicas, onde tudo prega aos mesmos olhos
a piedade, a puresa, a decencia eccleslastlca'
Debaixo da cora e do habito clerical se faz cre
que seescolheu para sempro o Senhor por ni-
ca heranca ; sem que se possa sem rediculo
assim como sem criine voltar aos ornatos o s
manoiras mundanas, apparecer nos lugares do
desenfreamento ou do tumulto nos theatros
no meio dos praseros contagiosos do secuto'
Quo dire da renovacao da assiduidade d
perfeicaodos estudos ecclesiastlcos cultivados
com successos todos notros na calma soli-
taria desses piodosos asylos. Theolosra pro-
funda theologia moral e pratica, regra na*
ra a conducta das almas para a observan-
cia dos ritos e das ccrimonias sagradas para
tudo quo pode conservar em nossos mis'erios
adoruveis o ar da magostado que Ibes convenr
consoguindo o efleito desta obra inspirada pela
Espirito Santo ello s far o completo elogio
dos Srs. bispos, ornar as suas igrejas, e fir^
mar a paz e a estabilidade do nosso imperio.
Um ratholico.
__________ (J. doCJ
INTERIOR.
Desojamos dar aos nossos leitores um resumo
dos trabalhos da cmara dos Srs. deputados ,
copiando os discursos que nos parecessem mais
convenientes e encelamos esto trabadlo; ten-
do-nos porm frustrado o intento a abundancia
das materias a cuja publicacao o nosso jor-
nal se nao podo esquivar vemo-nos hoje tao a-
trazados quo nos he impossivel .flr ess
trabalho em dia. Pedindo por tanto escusa aos
nossos subscriptores, vamos ainda urna vez fa-
zer nova diligencia a fim de satisfazer muitas
reciamcoes, dando urna synopse dos actos
daquclla cmara desde 26 de abril at os fins de
maio com os nomos dos Srs. deputados "uc
oratao para d'aln seguirmos a publicacao
mudantes, visto termo-la substado na data
de 2o do dito abril.
Cmara dos Srs. Deputados.
26 deanni. Depois do expodiente e de
urna explicaco do Sr. Julio de Miranda sao


approvados os requerimcntos do Sr. Pereira
da Silva Dedindo copia do memorndum apre-
scntado pelo ministro dos negocios estrangeiros
em 1839 ao ministro ingle?. Ouscley ; do Sr.
Sou/a Martins pedindo informacoes sobre o
corpo de municipaes permanentes ; e do Sr.
Ramiro copia das ordons autorisando despezas
eventuacs dos ministerios do imperio ojustica
no anno de 39 e 40. Continua a discussao do
orea me nto da justica : lallao os Srs. Wander-
ley e ministro da justica.
27 Depois do expedientee de urna peque-
na discussao de ordem continua a discussao do
Urbano ministro da justica Paulino e Re-
J)oucas,
28 Reunio das duas cmaras Discus-
sao da emenda do senado lei de fixacao de Tor-
cas do trra regeitada pela cmara dos depu-
tados. Falli os Srs. Ramiro, Conde de La-
jees Carneiro Leao Pacheco D. Manoel e
Nebias. Posta a votacao he approvada a e-
menda do senado por 76 votos contra 41.
29 sao ulgados objectos de deliberado os
eguintes projectos : do Sr. Pinto de Mondon-
ga interpretando o 4 do artigo 155 do cdigo
to processo criminal; do Sr. V. de Raepen-
dy sobre os hachareis em letras pelocollegio de
Pedro 2.; do Sr. C. Carneiro de Campos,
desmembrando parte do territorio de Minas
para S. Paulo; do mesmo Sr. creando urna
nova provincia da comarca da Coritiba da pro-
vincia de S. Paulo. Continua a discussao do
orcamento da justica em que tomao parte os
Srs. Goncalves Martins, Carneiro de Campos,
Cansansao AguiareD. Manoel.
2domaio Julg5o-se objectos de delibo-
raco os projectos das com. de justica civil e
eclesistica a cerca das causas do divorcio e
da com. de justica criminal sobre a proposta do
governo reformando alguns artigos do cdigo.
He approvado um requerimento do Sr. Rebou-
(fas e Maciel Montciro pedindo informacoes a
cercados Brasileiros prejudicados por corsarios
Argentinos. Continua a discussao do orcamen-
to da justica que se d por encerrada e pro-
cede-se a votacao. Entra em discussao o pro-
jecto sobre misionarios.
3 Sesso Imperial de encerramento e a-
bertura das cmaras.
4 Eleico da meza e commissocs.
5 Continua a eleicao das commisses.
6 Concluese a eleicao. O Sr. Presiden-
te le urna representacao da associacao commer-
cial de Pernambuco pedindo o andamento do
cdigo commercial. He nomeada urna depu-
taco que lem de felicitara S. M. pelo consor-
cio da Sra. Princeza D. Francisca Continua
a 'IscusSo do pro|ecto sobre missionarios bar-
badinhos. He lida pelo respectivo ministro
a proposta para a fixacao das forcas do trra.
Entra em discussao o orcamento dos negocios
cstrangeiros na qual tomao parte os Srs.
Carneiro da Cunha D. Jos D. Manoel ,
ministro dos estrangeiros, Cansansao e Re-
vende.
PERNAMBUCO
Tribunal da Kclaco.
SESSAO DE 27 DE JNHO DE 1813.
ORecuno crime do juiz da 1.a vara desta ci-
dade recorrente Luiz Fercol Bussard re-
corrido o juizo escrivao Jacomo ; se julgou
procedente.
O aggravo de petico do juizo da 2.* vara do
civel desta cidade aggravante Joaquim Euze-
bio de Barros contra Joao Antonio Maciel;
nao teve provimento.
Na appellacao crime da comarca do S. Ber-
nardo appellante o juizo, appellado Antonio
Goncalves escrivao Posthumo ; foi confirma-
da a sentenea.
Na appellacao crime da comarca de Macei ,
appellante o juizo e appellados Jos Antonio
de Figueiredo e outros escrivao Posthumo;
se mandou remetter o processo ao mesmo juizo
que appellou ex-oflicio para observar o regula-
mento.
O aggravo de peticao do vigario Joao Caetano
de Albuquerque appellado Bento Antonio
Domingues, escrivao Reg ; foi prvido.
DO ABTILHEIRO COPIAMOS O SEGUINTE ARTIGO.
O Demcrata do D.-novo de 12 do corrente.
Contra o testemunho das folhas publicas, que
prova que a opposicao creada para o des-
presivel fim de allacar o Exm. Presid. nte foi
logo encetando a inmunda carreira da inde-
cencia edesaforamento appareceo o Dem-
crata mentindo despejadamente, imputando ao
partido do governo o ter aggrcdido aquella c
prometiendo reoflerecer ao publico algumas
das aecusacoes feitas a Presidencia e produ/ir
uias de uwo spresenlo uUiava ,
i u<

teriamos condernnado ao merecido desprezo, si
sfles publicas. Sepois o Exm. Presidente esta
convencido do que nao existe entro nos espirito
publico porque ha\ia guardar silencio a res-
peito na occasiao de cumprir um importante
dever da sua alta missao ? S tu Demcrata,
que pareces sympathisar com o embuste e by-
pocrisia podes querer o contrario.
Tambem nenhuma oflensa fez o Exm. Barao
aos Pernembucanos como quiz fazer porsua-
dir o aleivoso Demcrata ; por quanlo o que
disse S. Ex.? que a ousadia dos criminosos nes-
ta cem todas as Provincias nascia da impuni-
dade occasionada pela iudulgeucia dos tribu-
naes, difficuldade das provas, o falta de espi-
rito publico, lima verdade comprovada pela
repetico dos factos nSo pode oflender as pes-
soas exceptuadas, e aquellas, a quem pode fe-
rir, s podem achar naquella expressao motivo
de se corregirem desterrando de seus nimos a
perniciosa indiflerenca em que vivem e to-
mando vivo interesse no cumprimento das Jis,
e segu.anca individual. Os mesmos opposicio-
nistasaprogo, que um dos males, que sentimos,
he a immoralidade sem que se Ihes tenha di-
to que fa/em um oflensa aos Brasileiros; e
na verdade he innegavel, que urna grande par-
te da populacao a quem o vicio com seus fal-
sos attractivos nao tem podido sedusir, ainda
conserva inabalaveis conviccoes de moralidade,
e justica a que sujeita sua vontade o esta he
implcitamente exceptuada quando se falla no
nosso meo estado de cousas.
Continuando o Demcrata o seu aranzel con-
tra o Exm. Presidente falla no assassinato per-
petrado por dous negros em urna das ras mais
publicas da cidade, c quorendo provar que a
falta d'espirilo publico esta as auctoridades ,
e nao no povo, diz que este s tcm a permis-
sao de prender em flagrante entretanto que
aquellas tem obrigaco de fazel-o em flagrante,
depois da culpa formada ou sem culpa for-
mada quando o crime no he afiancavel.
Nada concluio o Demcrata; porque nao sen-
do possive! que a forca publica csteja dissemi-
nada por todas as partos da cidade, he lacil ac-
contecer como tem accontecido se commet-
terem execrandos crimes quando aquella nao
esta presente e nSo pode prender os crimino-
sos. Isto foi o que realmente acconteceo ; os
algoies immolaro a victima retirarao-se do
lugar do sacrificio confundirao-se na popula-
Cao quando urna s aucloridade um s sol-
dado n5o se acbava presente para prendel-os
em flagrando e parte da populacho, como im-
passivcl, testemnhou aquelle horroroso crime.
Quando a lei da ao povo a pormissao de pren-
der em flagrante he contando com a possibi-
lidade comprovada por tactos de faltar na
occasiao a aeco da policia e com o espirito
publico deixando assim, que obrem espont-
neamente o nobros estmulos do coracao subor-
dinados as conviccoes do espirito e por isso
mesmo que nossa populacao quando desli-
gada do dever nao cede a estos nobres est-
mulos mostra nao ter espirito publico.
Mas diz o Demcrata nao ; este espirito
momo, c fri, que se nota na populacao, pro-
vm do dcsleixo das auctoridades policiaes, que
alui da rotinacommum nao empregao um
movimento enrgico estando alias armadas da
lei e for?a publica nao apparecem, toman-
do promptas medidas declarando o que sabem
a respeito, correndo, e varejando as casas sus-
peitas.
Aqui mais provou o Demcrata, que seu espi-
rito he destituido de forca analytica para bus-
car a rasao das cousas conheoer suas causas ,
relacef, e efleitos. Aquelles que se dis-
pe a commetter crimes sempro sao arrasta-
los sua execucao pela esperanca da impuni-
dade ; e para islo combino os mais ajustados
meios, e fazem os mais seguros clculos, (guan-
do a policia he coadjuvada pe j systema penal ,
o cuidado do perverso he sempre arredar de si
todo o testemunho suspeitas e indicios, de
sorte que consigno a impunidade pela deficien-
cia das provas e por isso seu primeiro calcu-
lo tende a evitar o ser prezo em flagrante, que
importa a prova completa de seu crime e sua
condemnaco. Isto posto se pode dizer, sem
medod'crrar, que aquelle que busca commetter
o crime de homicidio em pleno dia, e na maior
publicidade ou nao est no seu estado nor-
mal, ou, nao temendo ser preso em flagrante,
espera a impunidade por outros meios. quaes
sao estes meios? a indulgencia dos tribunaes, o
espirito de patronato, que tao fcilmente se de-
senvolve a avor de quem s merece a execracao
publica a difllculdnde das provas por se nao
querer jurar, e a (alta de espirito publico, como
nao julgassemos necessario quebrar oorgulho
e alcivosiu (leste Demcrata que n5o passa de
urna mascara lustrosa bonita, e sem cerebro.
Disse o Demcrata que o mio do Exm.
Barao e com elle a opposicao a regencia tri-
na em que era pontualissimo soldado o Exm.
Barao dissera na cmara temporaria neg
este governo pao e agoa e concluo q je S.
Ex. nao deve afligir-se com a opposicao que
boje soflrc visto ter sido oposicionista a urna
regencia Icgalmente Traca mas que govcrnou
constitucional e paternalmente sem estrondos o
ambicio do poder.
Principiou pois o Demcrata vibrando as
cordas do seu desafinado instrumento sem os
preceitos d'arto e com um som desagravel ao
senso auditivo o fastidioso ao espirito; por
quanto ainda sendo verdade que um irmao ,
amigo e correligionario do Exm. Presidente
pronunciara aquellas palavras he fcil com-
prehender-se que ellas nada teem com a ad-
miiiistracao da Provincia cujas faltas o Dem-
crata tomou a poito fazer. Demais ainda
quando ellas tivessem sido proferidas pelo mes-
mo Exm. P/esidente como os governistas nao
querem destruir toda ideia de opposicao an-
tes a constdero necessaria quando dirigida
por justos incentivos e nobre enthusiasmo e o
Demcrata deve saber ( e com isto muita hon-
ra Ihe damos) que por urna opposicao ser vil,
caprixosa immoral e injusta como a que se
laz ao Exm. Barao nao se segu que todas o
sejao; he evidente quo o Demcrata deveria
ter mostrado a poltica daquclla regencia, suas
tendencias o mrito ou demerito da opposi-
cao ella feita para entilo concluir alguma
cousa para o governo e opposicao actual, e es-
ta exigencia he tanto mais justa e necessaria ,
quanto vemos que os opposicionistos som sys-
tema poltico ignorantes, presumidos j se
no entendem j se contradizem de sorte
que chamando o Demcrata a regencia trina o
governo daconstitucionalidado e paternidade ,
um dos seus colligados no D.-novo de 14do
corronte aecusa aquelle governo por ter causado
extraordinarios males ao Paiz que ainda del
les se resente.
Nao diga o Demcrata que he intil mos-
trar-se o procedimento de um governo j falle-
cido ; porque entao nao deveria fallar n'uma
opposicao j fallecida para debalde procurar
promover indisposicoes contra o distincto mere-
cimento do Exm. Presidente e sejulgou pre-
ciso fallar naquella opposicao prove como el-
la pode deslustrar a vida publica do seu adver-
sario. Si o Demcrata he a capacidade quo in-
culca deve comprehender que estamos nos
preceitos lgicos.
Continuou o Demcrata dizendo que o
Exm. Barao, aecusara os Pernambucanos n'As-
sembla Provincial de faltos do espirito publi-
co, frase que s poderia ser pronunciada por
pessoa nao filha da Provincia e que obceca-
da pelos vislumbres do poder nao v a trave
no seu olho sim a aresta no alheio.
Cabe aqui a fbula da montanha que de-
pois de assustadores gemidos pari um rato. O
Demcrata vem actusar a Presidencia de faltas
to graves que os mais habis governistas nao
teem podido defendel-a : (altas, que tornao
S. Ex. incapaz de governar a Provincia, cuja
demisso he por isso reclamada pelos opposicio-
nistas que se dizem delensores das liberdades,
e amantes da patria ; mas urna destas faltas foi
dizer o Exm. Barao no seu discurso dirigido
Assembla Provincial, que nao tinhamos es-
pirito publico. O" insolencia s tu podes es
carnecer tao desapiedadamente do publico sen-
sato e judicioso Miseravel Demcrata tu
nao queres aecusar o Exm. Presidente mas
sim com sed eos tramas proprios de leu aca-
nhado espirito intrgal-os obscurecer sua
gloria, que tanto te molesta. Ouve-nos, cer-
ra teus labios e confunde-te.
Ou tu contra o sentir do Exm. Barao, cn-
tendes que nao h falta d'espirilo publico, ou
concordas com o principio. No primeiro caso
enceta urna discussao a respeito, desenvolve teu
|niisainento que nos acharas proiiiptos a com-
bater-te com triumphos ; e no segundo caso ,
si o teu genio nao he o de indispor e intrigar ,
e alguma cousa entendes do espirito dos gover-
nos representativos confessa que o Exm. Ba-
rao cumprio um dever sem que oflendesse os
Brasileiros; por quanto um Presidente quan-
do noscu discurso para abertura da Assembla
mostra o estado da Provincia e suas necessida-
des deve fallar com scicncia ingenuidade c
franqueza para que os deputados tomando
em consideracao sua exposico e sobre ella n
meditando com madureza acudao aos males judiciosamente disse o Exm. Barao no seu dis-
com medidas legislativas sabias e reflectidas, e
outro tanto devem fazor os diputados quando
tralo do cumprir os deveres que Ihufi sao con-
fiados. He impossivel que nos governos re-
COIlllcn;!--/.;
*Knr
o pode dar, he o do ficar o per-
verso livre, por falta de provas o pela nimia-
indulgoncia de seus juizos, o armar-se do novo
para assaltar outras victimas, e augmentar a lis-
ta de seus crimes, e he isto o que esta de ac-
cordo com alguns factos entre nos, ecuja lem-
branca nos horrorisa. Por ventura a polica nao-
tem prendido malvolos conhecidos por sua per-
versidado e nao lem visto frustrados seus es-
forcos ? nao foi preso em flagrante o perverso ,
que em pleno dia, e cm urna das ras mais pu-
blicas da cidade descarregou a arma homicida
centra um pobre moco, caxeiiodeuma loja? e
nao foi a populacao que coadjuvou sua captura,
perseguindo-o com clamor ? e qual foi o resul-
tado ? realisar-se seu calculo de n5o procurar
evitar a prisao em flagrante, e ser absolvido pelo
jury de urna das comarcas, de sorte que algumas.
pessoas andarao depois aterradas, e se as aucto-
ridades policiaes quizero tirar este tigre da pro-
vincia he o que nos consta) mandaro-no para
a marinha. Estes funestos exemplos, occasiona-
dos pelo espirito de patronato e indulgencia-
dos tribunacssaoindubitavelmenle, que nos ten
feito todo o mal, que nao pode ser imputado a
policia, c menos presidencia como malici-
osamente quer o Demcrata.
E como poderio as auctoridades policiaes
correr varejar casas, se estavao sem os dados
necessarios para faze-lo ? O l'emocrata que
deve ser versado as frases liberaos, se visso a po-
licia cercando, o varejando casas de pessoas do
algum conceilo, mormente se em seu abono
houvessem bons precedentes sem as formali-
dades legaes o que nao dira ? estao destrui-
das as garantas individuaos, j se passo man-
dados e se varejao casas de cidados, que esl5o
no goso de todos seus direitos sem juramento da
parte ou de urna lestemunha a policia, ar-
mada com a forca publica posterga a lei in-
vade o asilo das familias, bustilisa as liberdades
publicas, assim se exprimira ento o Demcra-
ta, que melhor ensjo teria para dar pasto a sua
lingoa mordaz e ferina. E o que quera o De-
mcrata, que o Exm. Barao fizesse ? se S. Ex.
por mandar para o Rio de Janeiro uns officiaes,
a fim de cortar pela raz urna prfida conjuracao,
entao obrando na rbita de suas attrbuicocs,
soflreo tantas recriminacoes; se S. Ex., s por
mandar os juizes municipaes para diversas vart.s
do civel, e crime, entSo obrando segundo a lei
foi victima de calumnias, elogo os opposicio-
nistas infames querendo julgar a todos por si,
gritarao, que aquella medida tinha por fim ob-
ter a condemnaco de um dos hroes da oppo-
sicao aecusado por crime de abuso de liber-
dade de imprensa, quam graves entao seriao as.
aecusaces se sabisse do circulo legal? os ho-
mens justos, e imparciaes faro justica ao Exm.
Bario.
He verdade que os culpados nao foio presos;,
mas a justica tomou conhecimento do lado, en -
carregando-se disto um juiz probo e intclli-
gente que depois de empregar todos os meros-
para saber quaes os criminosos, vio perdidos lo-
dos seus esforcos e o mesmo acontecera so
tivessem sido presos como tomos visto. Tudo
pois mostra em resultado que sao infundadas
as aecusaces do Demcrata, que nao he a pre-
sidencia culpada da impunidade daquelle atten-
tado ; e que se esto mal soflremos o (levemos
nossa immoralisacao.
ODemocrata prometteoreapparecer, nos tam-
bem promettemos segur-lhe os passos.
curso dirigido assembla provincial.
Demais o que pode obrigar o homem morige-
rado a testemunhar a perpetraco de um cri-
me, que contrasta seus sentimentos, sem persc-
presentativos, cuja alma e vida he a publicida- guiro criminoso? ser o receio de que pren-
de se possao curar os males sem se fallar riel-
COMMERCIO.
(lendo-o c levando-o as auctoridades policiaes
.-..| (.i quem o Demcrata a/. Loua a uteusacao) es-
causas c efleitos por meio de discursos e discus-1 tas nao o recebao, e o deixem ir cm paz? nao ;
Alfandega.
Rendimento do dia 27.......... 5:5888493-
DetcarregSo hoje 28.
Polaca Otar farinha de trigo.
Brigue Adolpho diflerentes gneros.
IMPORTACAO.
Adolpho briguo rancez vindo de Geno-
va entrado no corrente mez consignado a
L. Bruigre manifestou o seguinte :
150 pipas 20 meias ditas e32barriscom
vinho 100 caixascom dito em garrafas 30
ditas agoardente, 40 ditas com licores econfei-
tos, 200 barricas com farinha de trigo 1
caixa com salames 40 ditas com vellas ,30
ditascom conservas, 12quartolas e 12caixas
com azeite doliveira 200 ditas com massas ,
15 fardos com amendoas 60 ditos com papel,
G caixas com podras marmore o 1000 podras ;
ao consignatario.
Mo\ ment do Porlo.
Navios sahidos no dia 20.
Araealy ; patacho nacional S. Jos Vencedor ,
inestre Manoel Jos Bibeiro carga var|)S
gneros. Passageiros Dr. FredericoAUr
gusto Pamplona, c sua familia ; Francisca


Therc7
ros
3
7a do Jczus, o sua familia brazilei-
Francisco Xavier de Carvalho, portu-
guez ; Antonio Ferreira Antoro, bospanbol;
e um escravo a entregar.
Baha; hiato americano Plulatch mestre E-
duard Thelghnem carga lastro.
Edtaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes manda fazer publico que em
virtudoda lu perante a mesma thesouraria se
bao do arrematar por lempo de 3 annos a con-
tar do 1.dejulho do presente em hasta pu-
blica a quem por menos fizer nos dias 19, 20,
e 22 de Janeiro prximo vindouro pelas li ho-
ras da manhaa, as illuminaces da cidade de
Olinda eda povoacao dos AITogados, avahado
o fornecimenlo diario de cada um dos lampioes
da do Olinda em 144 rs. o da dos Aflogados
em 195 rs.
As pessoas quo so proposerem a estas arre-
matares comparecao na salla das sessdes da
mesma thesouroria nos dias cima indicados
munidas de fiadores idneos e competente-
mente habilitadas. Secretaria das rendas pro-
vincias de Pernambuco 10 de maio de 1843.
O secretario
Luiz da Costa Portocarreiro.
10 horas da manhia, no casa que oi da resi-
dencia do dito fallecido no atierro da Boa-
vista.
Avisos diversos.
S,
O ARTILHEIRO N. 56.
Declaracocs.







arrendado
Administracao do patrimonio dos or/aos.
Pela administracao do patrimonio dos orlaos
*e bao de arrematar a quem mais der por tem-
po de 3 annos, quo hio de ter principio do 1.
de julho futuro em diante as rendas das seguin-
tes casas;
N. 2 na ra do Collegio.
12 na dita do Cebo do bairro da Boa-vista.
14 na dita do Rozario
35 na dita da Madre de D. do bairro do R.e
36 na dita
38 na dita do Torres
54 na dita do Amorim
55 na dita
66 na dita da Cacimba
8- na dita da Guia
88 na dita da Cruz
O sitio na estrada de Parnameirim ,
a Jos Fidelis Barrroso do Mello.
O dito na malta da Miroeira arrendado a Joa-
quim Manoel Carneiro da Cunha.
O dito na estrada do Rozarinho arrendado a
Joaquim Jos da Costa.
Os licitantes podero comparecer na sala das
sessoes da dita administracao no da 28 do cor-
rente mez hs 4 horas da tarde com seus fiadores,
bala das sosoes da administracao do patri-
monio dos orlaos 26 de junho do 1843. J.
M. da Cruz escripturario.
A barca de vapor lahiana commandan-
ic Manoel dos Santos Ornnllas, deve ebegar dos
portos do Norte, no dia 30 do corrento, ou 1.
de julho- as pessoas, que n'ella quizerem ir
de passagem para os portos do Sul, podero com
antecipaeo ir inscrever os seus nomes n'a-
gencia ra de Apollo.
A barca Espirito Santo recebe a malla
para a cidade do Porto boje (28) s 4 horas da
tarde.
O thczourciro das rendas provinciaes paga
nos dias 28 o 30 do correte '>quartel de Janei-
ro marco aos empregados apozentados o jubi-
lados. Thezouraria provincial 27 do junho de
1843. Joo Manoel Mondes da Cunha Aze-
Vdo thezoureiro.
Aviso- morilimos.
=Para o Rio de Janeiio, o bergantim naci-
onal Feliz Aurora capitao Joao Joaquim da
Costa Fernandes, a sahir com brevidade : pa-
ra carga, passageiros, e escravos a frote tracta-
se com o consignatario Joaquim Baptista Mo-
reira no seu escriptorio ra de Apollo.
Para RiooGrande do Sul sahir brevemente
obrigue escuna Izabel, oqualainda podo receber
alguma carga, bem como escravos ; quem no
mesmo quizer ca regar pode entender-se com o
capitao Foaquim Antonio Gadre, ou com Amo-
rim Para o Rio de Janeiro seguir com toda a
brevidade a sumaca Quatorze de Novembro ;
quem na mesma quizer carregar ou embarcar
escravos pode en tender-so na ra da Cadeia
n. -5 com Amorim & Irmaos.
Lecs.
Ocorrcctor Oliveira nao tendo podido
concluir no dia 23 por causa da ebuva o
leilo da mohiiia prata carrinbo e caval-
i,. o. ,i i.,u,..,:.i r* '
i rv o mesmo para quinta feira 29 do corren te as
ahio hoje a luz o vende-se no lugar do
costume. Contem osefjuinte:
A vespera do S. Joao festejada polo sucia
praioira
E mais dous pequeos rtigos.
Urna pessoa de boa conducta se prope a
tomar alguns meninos para instrui-los naspri-
meiras letras debaixo dos preceilos de gramma-
tica da lingoa materna arithmetica e geo-
metra ; prometiendo em pregar todo o seu ze-
lo e cuidado nos seus adiantamentos : na ra
d"Ortasn. 38.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado na
esquina da ra Augusta com bastantes com-
modos e acabado de pouco : a tratar no se-
gundo andar do mesmo: na mesma casa com-
pra-se urna escrava do qualquer naco que
saiba bem cozinhar e he para fora desta cida-
de; assim como tambem aceita-se urna ama pa-
ra casa de pouca familia que saiba cozinhar.
Na fabrica de sabao na ra Imperial n.
116 existe um bom deposito do mesmo gene-
ro quer preto ou ama.ello, affianca-se sua
ptima qualidode por nao conter materias no-
civas lavagem da roupa : seu inalteravel proco
he de 110 reis por libra sem caixa e somen-
te se vende para mais de arroba.
= 0 thezoureiro da loteria do theatro paga os
premios da 2.a parte da 13." loteria nos dias
28 o 30 do corrente e 1. de julho o dahi
em diantc as quartas o sbados: os bilhetes da
1." parle do IV.* acho-so venda nos lugares
do costume o as rodas correin impretcrivcl-
mente no dia 1 de julho.
=Precia-se de urna ama que tenha muito
bom leite forra, ou cativa, para criar um me-
nino e que niio tenha filhos ; quem esliver
nestas circunstancia dirija-so a ra da Ca-
deia do Recile loja de ferpigom n. 44.
=No quintal da casa da ra do I.ivramento
n. 8 existo urna grande pureo de calica e
lijollo ptimo para atierros, e d-sc a quem
o quizer conduzir gratuito.
=Thomaz Teixeira Lcilo o Silva subdito
Portuguez retira se para o Rio do Janeiro.
O (Tereco se una mulher para ser ama de
casa de pouca familia e capaz, sendo o servico
de portas a dentro ; quem a pretender dirija-so
ao atierro da Boa-vista na travessa da Matri
casa n. 90.
Quem quizer comprar um bom quarto de
7a 8 annos, bem cosfumado ao trabalho, po-
dendo servir para carroca ,' ou outro qualquer
servico dirijase ra do Vigario venda n. 8.
Oferecc-se um Portuguez de dado de 40
annos para feitor de algum sitio, administrar
escravos, ou outra qualquer oceupacao ; na ra
larga do Rozario casa de pasto n. 19.
No dia 30 do corrente pelos 10 horas da
manb se ha de arrematar na povoacao dos AITo-
gados na ra Direita a venda n. 40 do fal-
lecido Portuguez Manoel Adriano da Costa, quo
falleceu abintestado no dia 24 do corrente ,
sem herdeiros presentes. Francisco Caelano
Pereira Guimares, solicitador de auzentes.
Dczeja-se saber dos inqulinos das casas do
fallecido Antonio Joaquim Pereira se ja re-
colhro a importancia do que estavfio a dever
ateo dia da arremataco. Um curioso.
= Alugo-sc dous sitios na campia da ca-
sa Forte, um com casa nova acabada d'cdifi-
car com ptimas acomodacoes, cozmba fura,
coclk'ira cavallerico, c ptimo copiar na fren-
te e com grande terreno para plantacoes a-
lm de infinitos arvoredos de fruclo que lem: e
outro contiguo, com as mesmas acomodarnos ,
mais sem coebeira o com o copiar aira/; a
traclar na ruado Vigario n. 13 ou no sitio
do propriotario na estrada doCordeiro.
= Quem precizar do urnas taboinhas para
jancllas, damasco verde o roxo a 28 reis o cova-
do missansa verde o franja de olgodSo para
toulbas; na praya da independencia n. '2.\.
= No largo do Col les io loja de chapeos n.
6
31 ; continua-se a vender
cabellos, c as suissas.
= Aluga-se a casa n. 6 no atierro da Boa-
vista, por andares separados dula Ion.ida de
pape!, o com exceiientes commodos duas di-
20 e 22 : a Iradar com Francisco Antonio d'O-' fuzer-se engracadocom oalheio.JoOo Albina
liveira, ou com o seu caixeiro Manoel Joaquim da Ni7ra ouza.
da Silva. i A pessoa quo anuunciou no Diario de terca
= Antonio Jos Alvos subdito portuguez; feira 27 do corrente a venda de urna negrinba
rclira-sc para fera da Provincia. I muito linda de 14 annos, recolhida e de
= Antonio Marques Silva de Almeida, com nacao l'enguella dirija-so a ra de Santa Ri-
padaria na ra da Senzalla velha n.9 oflere- ta n. 57.
ce o seu prestinio a lodos os seus fregue/es, quo
- Precisa-so de um caixeiro para loja de fa-
se quizerem ulili/ar gratuitamente com o pres- zendas, de idade de 12 annos que tenha che-
timo do seu forno tambem odverte quejna
mesma pndaria se fabrica o muito bom c ver-
dadeiro afamado pao de folha para os mesmos
freguezes, e uns bolacha fina da primeira qua
lidade a qual ho feita da verdadeira farinha
de trigo.
= Aluga-se um soto novo com muitos bons
commodos do sobrado de um andar : assim co-
mo o primoiro andar e loja do dito sobrado ,
tudo separado, sito na ra Augusta n. 9; quem
precizar, dirija-se a ra do Rangel, na esqui-
na que volta para o Trem n. 11.
Jos Joaquim do Novaos faz publico a
todos os seos freguezes e a todos os senhores
que a sua casa se quizerem dirigir, que mudou
o seu estabelccimento de alfaiate para a casa de
um andar dosenbor Magalhes Basto defron-
to da casa do mesmo ; assim contina a azer
obras para vender.
Francisca Maria da Silva brazileira ,
com sua escrava ; ritira-sc para o Rio do Ja-
neiro.
Aluga-se urna das casas defronte do the-
atro novo ; quem a pertender dirija-se a ra
da Cadeia do Rccife n.40.
A pessoa quo por engao levou um cha-
peo do sol do seda, novo, da reparticao do sel-
lo no dia 26 do corrente ; querendo restitui-
lo pode dirigir-se a ra da Cadeia do Becile
n.40/
A pessoa que levou, Quinta-feira, da re-
particao do Sello, um chapeo de sol uzado, dei-
xando outro todo roto ; queira levar a mesma
reparticao para desfazer a troca.
Aluga-se um sitio na estrada do Rozari-
nho, com casa de sobrado bastantes arvoredos
do fructos pasto para vaccas e baixas para
capim ; quem pertender dirija-se a Boa-vis-
ta na ra da Conceicao a fallar com Rufino
Gomes
Jos' Luiz Pereira, pertendo embarcar pa-
ra o Bio de Janeiro as suas oscravas Roza, mu-
ala comprada a Antonio Caldas da Silva Lui-
za crola a Porfiro da Silva Tavares e Anna
de Angola, a Maria da Conceicao Ferreira.
Perdeo so do hoco da praca at a ra da
Aurora um alfinete do poito com 3 diaman-
tes ; quem o acbou queira leval-o a casa do Sr.
Dcscmbargador Amaral na ra da Aurora ,
que ser genero/amento gratificado.
Aluga-so o segundo andar da casa n.
13 jnnto .10 theatro velho o qual offerece
commodos para numerosa familia em o referido
andar, isto alm do cozinha em o 3. que a-
branje todo o vilo da mesma; a tractar no arma-
zemdadita aondo lem deposito d'agoa.
Fugio urna canoa da Praia da Bibeira
na noite de Domingo, de loto de 500 a 600
lijlos, pintada de encarnado com as letras
(CAB ")C0') na poupa ; quem della der noti-
cia na ra Nova l*ja n.58, receber urna gra-
tificaeao.
A Sr. viuvasem filhos quo se olTrrece
para ama no Diario de Quinta-feira 22 do cor-
rente ; queira ira ra do Cabug loja de miu-
dezas n.^.
gado a pogoo tempo de Portugal : a fallar o
atierro da Boa-vista n. 14.
- A pessoa quo anhela ver documento legal
do testamento e codicillo do finado Joo Paes
Barreto ( o Velho ) como annunciou no Dia-
rio n. 129 do 16 do corrento junho dirija-so
ao 3. andar do sobrado n. 9 da ra do Cabu-
g que Ihe ser aprezentado eoutros mui-
tos inleressantes papis quo di/om respeito ao
engenho \ elho do Cabo eJuricaca, por a-
quellc finado vinculados.
O Sr. Jos Tavares Bastos annuncic a sua
morada ou residencia ou dirija-se a ra Noa
I jas ns. 58 c 71 onde se Ihe deseja fallar.
A viuva D. Maria Alcanja Riheiro da Ro-
cha tem se proposto cnsinar meninas a lor ,
oscrever contar gramnu tica portugueza ,
doutrina christaa cozer bordar o marcar ;
quem se quizjr rutilizar de seu prestmo diri-.
ja-se a ra Bella n. 23 : na mesma casa rece-
be-se meninos.
Loteria de IV. S. do Guadalupe.
As rodas da loteria concedida a favor das o
bras da igreja de N. S. do Guad'lupe de Olinda
correm impreterivelmente do dia 4 do prximo
mez de julho fiquem ou nao bilhetes.
Qnom annunciou a venda de urna negri-
nba recolhida de nacao Benguella por 5008rs. ,
dirija-so a ra Nova loja n. 16 que sempre
ajustar.
--Oflerece-so um rapaz brasileiro para cai-
xeiro do ra engenho ou mesmo outro qual-
quer arraujo excepto balco : o mesmo tambem
propoe-se a cobrar algumas dividas fora da pra-
ca sendo concorrido com o dono : a qualquer
dos empregos d fiador ; quem o pretender au-
nuncie.
C. Starr& C. engenheiros machinistas ,
o fundidores; avisao aos seus freguezes e ao
publico em geral queso acha o seu estabeleci-
mento da ra da Aurora bem sorlido de mo-
endas de canna de todas qualidades; entre as
quaesha tres ( todas diferentes ) com melho-t
ramentos do nova invencao quo nao deixar do
merecer alguma attcneao ; machinas de. vapor
de todas as qualidades e tamanhos, uzadas no
paiz bocas de fornalha e crivos sorras sorti-
ilas para serrana bombas arados safras,
chaves do paraluzos o nivois de esprilo Nesta
fabrica faz-se nao so estas obras como tambem
tuguez
e na ra do Qucimado loja de (erragem n.
tin-ir os
= Preciza-se de um menino de 12 a 14
annos para caixeiro para fra da Provincia ,
prefere-so dos chegados ltimamente do Por-
to ; a quem convier dirija-se a ra da Cadeia
velha n.34.
- O *"r. Antonio Jos Alves, subdito por-
que annunciou retirar-se para fra da
Provincia ; queira fazer o favor de dirigir-se a
ra do I.ivramento venda n. 24, por haver ou-
tro de igual nome.
A pessoa que annunciou ter urna negri-
nba dol annos, do naco Benguella para
vender queira leval-a na ra do Queimado na
esquina por cima da loja do Sr. Basto n. 52.
A pessoa que annunciou no Diario de Per-
nambuco n. 136 que se propoe a ser ama
seca de urna casa dirija-se a ra dos Martvriof
n. 9.
A pessoa que por engao ol rraldade ti-
rn urna carta do correio para Joao Albino da
Silva Sou/a \inda do Rio de Janeiro pelo vapor
Baanno contendo dentro da mesma carta um
Kinbeciiiien/o para se receber do Sr. Joaquim
Baptista Moreira a quantia do 60OS00O rs. .
queira por favor inandal a entregar no patio
do Carmo n. 13, ou butal-a nocorreio, pois
nao pense que com o dito conbecimento pode-
r receber dita quantia porque o abaixo as-
i ja sr tinha prevenido para que o dito
Sr. Moreira nao entregasse quantia alguma se
50U ll
bem
machinas de vapoi para barcas do toda forca,
caldeiras pata ditas, canos de ferro para en-
canamentos ou qualquer outro fim barcas %
alvarengas e canoas tudo de ferro, e qual-
quer oulra obra em engenharia por grande que
seja. C. Marr & C. com a experiencia e pra-
tica que tem tido ( em vinte e tantos annos )
deste paiz nao tem por objecto aprezentar na*
obras um exterior muito bornido que so serve
para engaar os olhos principalmente em um
paiz onde o ferro perde o lustro com tanta ra-
pidez maissim produzir machinas desem-
peadas em toda as partes de contacto o com-
binar as qualidades de sorem maneiras e fortes s
o nestes particulares mais importantes nao fo-
gem de urna comparacao com obras de qual-
quer outra fabrica. Este estabelecimonto ofle-
reco grandes vantagens as pessoas quo neces-
sitaode obras desta natureza nao so pela faci-
lidade de as encommendar em propria pessoa e
sem traduccao de termos technicos nao gera-
mentc entendidos como tambem pela garanta
natural que sempro tem todos que comprao
directamente dos fabricantes pela facilidade do
recurso havendo deffeito, e a promptidao mes-
mo de algum concert que possa necessitarem
os moldes todos no paiz.
Urna pessoa bastante hbil por ter todos os.
preparatorios propoe-se ir para algum escrip-
torio ou outra qualquer casa como tambem
aceita escripta tanto cingella como dobrada :
annuucie.
A pessoa que no Diario de hontem annun-
ciou querer vender urna negrinha muito linda
de 14 annos de naco Benguella, queira di-
rigir-se ra estreita do Rozario segundo an-
dar do sobrado n. 30.
Oferece-se um perito official de pintor
chegado a poucos tempos da ilhade S. Miguel
para lodo o servico que pertencer a este officio e
far as obras mais em conta que os mais tanto
nesta praca como fra della; quem de seopres-
timo precizar dirija-so delronte do Passeio Pu-
blico em casa do sapateiro n. 9.
_Prccisa-sedeum molequo para vender a
zeite na ra
tas novas de dous andares na ra d'Aui
quem tiver annuncie.
legitimo dono suposto que ja se rece-| = Tirao-se passaportes para fra do Impe-
litaquantia, maisprecisa-se doconheci- rio. odeina5r,_socrvc: tudovuu e
para sr passar o recibo nelle, pois ja dado, e por preco commod'o:" noVterrVd'a
i primeira vez que este especulador quer, Boa-vista loja n. 41.


"""
_PS abaixo assignados fazem publico ,
que desde o dia 18 do corrente est dis-
solvida ( amigavelmente ) a sociedade, que gi-
Tava sob a firma Carioca $" Sette, ficando a ca-
sa no mesmo giro com a firma do 2o abaixo
tem vendido e trespassado toda aparte que
tihba na mesma como consta do balanco ge-
ral, nesse dia dado ; pelo que fica o 2.abaixo
assignado encarrogado de lequidar todas as
tranzares da extincta sociedade, e obriga-
do a satisfacer todo o debito passivo sendo
oom tudo o l.o abaixo assignado responsavel
clo mesmo at sua final realizacio. O 1. a-
lixo assignado aproveitando-se desta occa-
siSo declara que de muito livre vontade ha o-
partado a sociedade que tinha em sua loja com
o seu amigo Guilherme Augusto Rodrigues
Sette c com muita satisfacio I he tem vendi-
do e cedido a dita loja ; sendo grato aodito
sen amigo pelos seus servicos prestados, ja
como caixeiro ja como socio durante mais
de noveannos, que este ve em sua esa.Joa-
quim Luis de Mello Carioca. Guilherme au-
gusto liodrigues Sette.
=Johnslon Patr & Com ponina avisao aos
Srs. do ongenbose correspondentes dos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de meendas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesaefio e de alta
pressao da Torca de quatro e de seis cavados in-
glezes e tsxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seu6 freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estes objectos
foites n"urna das principa?* fundicesde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 6.
= Quem quizer negociar urna letra de ga-
do da quantia de435$OO0 rs. doSnr. Ismael
pa Cruz Gouveia socio do Sr. Padre Ambro-
aio Rodrigues Machado e da nova companbia
da marchantaria dirija-se a ra do Hospicio ,
sobrado n. 5i, onde existe dita letra para li-
quidaco de certo negocio, s pendente dessa
cobranca; nu mesu a casa desoja-se fallar ao
Sr. Francisco das ("hagas Ferreira Duro de
Iguarass ou ao seu procurador nesta praca.
=i Acha-se em praca pela primeira vara do
cit I, urna olaria no lu ar do Barhallio defron-
tc da Poveacio do Monteiro de pedra e cal,
com casa para morar, e quartos pora pretos ,
com bom e bastante barro com baixa para ca-
pis* avahada om dous contos de res.
Sociedade Euterpina.
A commissao administradora avisa aos se-
nhores socios que estao debitados para com a
sociedad que devem realizar as seus dbitos
ernpreterivelmente at o lia 30 do corrente ,
para o qual tica transferida a eleicio da nova
omaisso na certeza de que (carao despedi-
dos desde logo aquelles socios que o nio fise-
rem conforme dispee o artigo 6. dos estatu-
tos : o thesoureiro at o dia 99 do corrente
manda reeeber pelas casas dos senhores socios ,
e no dia 30 acliar-se-ha em sua casa na ra
Yelha n. 69 onde peders mandar pagar os
que quizerem.
= Ch ristovao Diestol, Hamburguez ; vai
para o R io de Janeiro.
= Aluga-se o armazem 3. e 4.'andar do
sobrado da ra do Amorim defronte do fer-
reira Cactano;a tractar na ruado Vigarion. 13.
t= Deseja-se saber quem he nesta praca o
correspondente do coronel Domingos de Souza
Leo, senhor do engenho Carauna para ne-
gocio de interesse do mesmo Sr. Sou/a Leo.
grande sjtio no lugar do Giqui com muito
boa casa de podra e cal, toda envidracada e
com commodos para grande familia, e outra
pequea de taipa bastantes arvoredos gran-
de planta de capim e mais de 4 mil covas de
roca, um viveiro por acabar, e proporcoes
para se fazer outro; na ru do Queimado n. 23.
assignado a quem o l.o na mesma oecaziao V Vendem-se elementos de civilidade Es-
cola nova; Escola poltica; Secretarios de car-
tas familiares ; Thesouros de meninas; Deve-
res do homem ; Discurco dirigido a um man-
cebo por Silvo Pelico, Aiitbmetica de Be-
zout; Resumo do velho e novo testamento
adaptado ao uso das escolas primarias cartas
de enterro ditas de silabas, traslados, cathe-
cismos de doutrina do diversos tamanhos ; na
praca da Independencia, loja do livros, n. 6 e 8.
Vende-se um cabra le 25annos, bom
para pagem e com principio de offlcio de sa-
pateiro: no atterro da Boa-vista loja de
chapeos de Salles & Chaves.
Vende-se a venda defronte do viviro do
Muniz com poucos lundos, vende-se com
desobriga a praca ou a dinheiro ; e urna casa
pequea de trjolo na mesma venda nume-
ro 75.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
e em muito bom lugar ; na ra da Cadeia l.qa
contigua ao armazem do Braguez
Vende-se urna cama de ama rollo com
pouco uso por preco com modo; na ra do
l.ivramento casa com a frente pintada de ama-
relio n. 10.
Vende-se um casal de escravos de naci
.tngola sendo o negro bom carreiro traha-
Ihadorde enehada, trata bom de um sitio e
sabe tirar leite; o a negra cose, engomma e
cozinha fazdooesc he lavadeira ; e um mo-
Ici oto da costa de 18 annos acostumado ao
servicodo campo, por isto trabalha de en-
chada fouce e machado ; na ra do Fogo ,
n.26.
= Vende-se um grande sitio na estrada do
Arraial com urna grande casa de pedra e cal,
com 3 grandes salas 6 quartos, ama grande
sen?ala para mais de 30 escravos, coxeira para
carro e cavallos, muitos arvoredos de fruto
plantados a dous annos ; serondo para 4 vaccas,
com rio dentro do mesmo sitio que deste se
pode fazer um grande viveiro, vende-so com
prasodedous annos, dando nicamente mo-
tado a vista ; a tratar no mesmo sitio na esqui-
na que vai para a Casa Forte, Monteiro, o
Api pucos.
= Vende-se urna casa terrea construida a
moderna, e travejada sala forrada e com
bons commodos sita na ra da Conceicao da
Boa-vista ; a tratar com o seu propietario Ru-
iino Gomes.
Vende-se urna negra crioula de 20 an-
nos cozinha engomma cose faz renda e
lavarinto, e vende na ra; e urna negra de
Angola de 22 annos; na ra da Praia arma-
zem n. 22.
= Jos Saporiti anda tem para vender ti-
jolos de marmore brancos e pretos, de 12
polegadas em quadro por proco commodo :
no armazem do Sr. Annes defronte das escadi
ribas da Alfandega.
Vendem-se urna casa terrea n. 38 na
ra da Aurora e outr n. 6 na ra do Roza
rio, ambas na Roa-vista; na ra da Cadeia
velha casa do cambio n. 34.
Vende-se superior graixa secca em latas,
mui propria para soldados: no attorro da Boa-
vista n. 76
= Vende-se urna casa terrea na roa do S.
Miguel nos A (Togados; na ra Direila n. 83.
Vende-se urna cscravade Angola lava-
deira cozinheira', e vende na ra: na ra
Direita n. 72.
Vende-se um casal de rolas da India :
na ra do Queimado n. 36, segundo andar.
Vendem-se travs enchameis caibros e
ripas e todos os gneros de venda por preco
commodo : na ra da Concordia n. 4.
Vendem-se 6 cadeiras americanas, duas
mesinbas com gavetas tudo novo ; na ra
Bella sobrado n. 14.
Vende-se rap areia preta de boa quali-
dade a 800 rs. a libra : no atterro da Bou-vista
loja da esquinado boco.
Vendem-se Mil e urna noutes 8 v. por
8000; Victor ou menino da Selva 4 v. por 4000
Joven Siciliano, 4 v. por 4000 ; Robison de
12 annos 2 v. por 1600, castello de grasville,
4v. por 3000: na ra Nova defronte da Con-
ceicao, n. 42.
=Vendem-se caibros de 30 palmos de com-
prido de boa qualidade c urna par de ca
xilhos para jancllas do peito ja com vidros;
no ra Nova n. 20.
= Vendem-se um casal de escravos mocos,
para todo c qualquer servico; o urna preta,
que saho vender hortalicc; na ra larga uo
Rozario terceiro andar por cima da botica do
V61HiaS. Sr- Barlholomco
Vendc-se para fora da provincia ou para
Compras.
esj Compra-se urna serie do Boletim com
ncrcial t" esta praca principiando em pri-
meiro de Seicmbro do anoo passodo e con-
tinuando at otempo presente ; na ra da Ca-
deia velha n. 52.
Compra-se um tambor de metal ou de
pao anda que esteja por encourar; quem ti~
ver annuucic.
m: Cciipro-se urna carroca e um boi ou
cavallo manco para a dita : na ra Direita ,
. 52
X Compro-se os 6 volumesda historia de
D. Quinte de Lamancha, em bom uso ; quem
tiver annuocie.
Compro-se frascos que servissem de
agoa de colonia em grandes e pequeas por-
ces : na ra da Cadeia n. 15 loja do Bour-
gard.
- Compra-so farinha de milho ; quem ti-
ver anouncie.
V Compra-se a tragedia de Voltaire ; e os
sermes de Fr. Bento da Trindode; quem t ver
annuacie.
= Vende-se, permuta-seou aluga-se um
ma pratica de campo ; na ra dos Martirios,
sobrado n. 9.
= Vende-se colla fabricada om Pernambu-
oo, a libra a 200 rs. e 5800 a arroba na
ra do Rangel, 52.
Vendem-se um sobrado de um andar e
sotao em cilios proprios na ra de S. Rita ; e
urna venda na ra do Rangel; a tratar na Cam-
boa do Carmo n. 12.
= Vende-se um excellente terreno na ra
Imperial do Atierro com 34 palmos de fren-
te e fun los ar abaixa-mar do rio Capibari-
be, o qual extrema com a casa odifficada de
Simiio Corroa Macambira e trras do Fran-
cisco Ribeiro Pavio: na ra Direita, n. 40 ,
segundo andar.
\=: Vendem-se panno fino preto a 3000 o
covado meias casemiras decores a 180 cor-
tes de eassas pintadas a 1600 e superiores de
padrees modernos a 2400, chilla azul, eris-
cados a 120 e riscados bem fortes america-
nos a 140 o covado cortes de fust5es acol-
xuados para colletes a 360, ditos de sarja a
1000 rs pecas de panno atualhado com 10
varas a 2880, brim muito escuro de puro li-
nho a 480 a vara o liso a 320 c 400 rs. pe
cas do algodo/.inho de vara de largura com
20 jardas a 3800 lencos de motim com fran-
ja a 80 e 100 rs. as bem conhecidas brotanbas
largas com 10 varas a 2000 rs.; chalo-i do cam-
braia bordados a 800 rs. pecas do bretanba
de puro linhocom 25 varas a 7500 e a 320 a
vara ricos tapetes para meio do sala a 4500 ,
de lindos padrees, lona com pouca avaria a
480 a vara brim branco trancado de algodad
o 320 a vara pecas do paninhos largos com
10 varas a 2880 babados de linho aborto a
120 o a 160 a vara o outras muitas fazendas
baratas ; na ra do Crespo n. 15.
Vendem-se transclim de ouro para se-
nhora colheres de prata para soupa o cha e
pabteiros tudo de bom gosto e chegudo lti-
mamente do Porto por proco commodo; na
ra do Crespo loja n. 12 do Jos Joaquim da
Silva Maia.
* Vendom-so meas de seda preta de peso
parasenhura o pretas e brancas para meninas
de 6 a 12 annos, borzeguns de duraque para
meninas, com ponta de lustro, sapatos do du-
raque de coros com fitas para meninas, ho-
tins e sapatos do be/erro para meninos de 6 a
12 annos oculo de armagio de tartaruga com
astiasde prata, fetos em Lisboa, ponfos de
marfim de alisar de difieren tes goetos e tama-
nhos ditos de fechar de marfim e eliire ,
facas de marfim e oro de fechar cartas ligas
de seda do Porto meias o luvas de la para
homem e senhora caixas de tartaruga de Lis-
boa linha de marca era miadinhasde Lisboa,
conloes para borzeguins e atacadores de espar-
tilhos a pitos grandes de marfim lencos de
seda grandes de Lisboa amendoas confeitadas
e grangea para enfeitar pastis e latas com cal-
da de tomates; na ra da Cadeia loja n. 15 do
Bourgard.
- Vende-se duzia e moia de coucueiras de
Jacaranda de primeira qualidade c chegado
prximamente do Rio de Janeiro : na ra da
Madre de Dos n. 7.
= Vendom-se pentes de tartaruga da mo-
Iher qualidade garrofas grandes com agoa de
colonia franceza a 1920 sahonetes finos o or-
dinarios para barba millo relogios para
cima de mesa com mostrador de madrepero-
la muito bons reguladores galoes amarellos
de todas as larguras tinteiros de metal fs-
foros do pentes ecaixinhus, meias de seda,
o de algo lio para senhora, ditas brancas
pretas para homem luvas de seda brancas bor-
dadas para senhora em fin um sortimento de
miudezas contendo bicos e rendas franeezas,
tudo por preco commodo : na ra do Queima-
do n. 3 conlronte o heco do peixe frito.
v Vendem-se pecas de chitas finas a 5600
e 6000 pecas de madapolao a 3200 3500 e
4000 panno de linho fino a 400 rs. a vara,
merino de todas as cores a 900 rs. o covado,
superiores brins de linho de listrasa 1400 a va-
ra casemiras de listras muito encorpados a
1440 o covado riscadinhos finos a 180e 200
|rs. brim trancado de linho escuro a 800 e
880 a vara lengos de cambraia bordados a
400 rs. brim branco trancado de linho fino a
1000 rs. diversas fazendas de la para calcas
a 480 o covado pegas de bretanba de 10 va-
ras a 2000 rs. ditas de 6 varas a 3400 di-
versos retalhos de chitas finas a 160' o covado ,
sarja de seda e t para colete a 1200 o covado ,
ganga trancada azul a 160 e lisa a 140 o cova-
do meias arrendadas finas para senhora a 480
o par pannos finos a 4500 rs. o rovado, e ou-
tras muitas fazendas por preco commodos: na
ra d i Quoimado n. 27.
= Vende-se um esnravo de naci bom ca-
noeiro ; na ra Direila n. 3.
= ^ende-sca casa de sobrado de dous an-
dares e solio sita na na larga do Rozario ,
n. 48, om chaos proprios a exeepcao da par-
tratar na ra Direita sobrado de um andar n.
94 confronte ao beco do Serigado.
ss Vendem-se couros de cabra, sola be-
zerros, tudo de muito boa qualidade, e por;
prego commodo : na ra da Cruz n. 51.
= Vende-se vinho superior da Figueira ,
em barris ; na ra do Amorim, armazem n.
56 de Manoel da Silva Santos.
> Vendem-se a obra de J. J. Rousseau em
Francoz 25 v. ; papel marmore de diversas
qualidades; e instrumentos para msica militar;
no patio de S. Pedro n. 18.
Hoje estar a venda no largo da Matriz do
S. Antonio, um macho vindo da Europa,
das 8 horas ao raoio dia.
o matto urna negra, que cozinha e tem algn-11 de uwa qf.t ^j beO* 54:tiUl,OiW rs. ; a
Escravos fgidos.
= No dia 22 do corrente ugio do abaixo as-.
sign tura regular cheio do corpo cara discarna-
da nariz comprido cabello crespo, costu-
ma andar calcado fugio com calcas alvadias ,
e jaqueta preta chapeo de seda usado, mas,
levou com sigo toda roupa he natural da Pa-
ralaba ; quem o pegar leve a travessa da Ma-
dre do Dos n. 9 que ser recompensado.
Jos Jernimo Monteiro.
= Na manhido dia 28 de Marco passodo
fugio di ruada Cruz desta cidade um es r.ivo
pardo de nomo Vicente levando vestido cal-
gas de macedonia preta aqueta de lustrim
roxo o chapeo de soda preta ; he bom offici-
cial de sapateiro e tem os signaos seguintes :
alto, e secco do corpo nio muito trigueiro ,
e bem parecido, olhos grandes, barbado ,
trazendo meia-suissas rosto um pouco com-
prido faltando Ihe a maior parte dos denles
queixoes e*os da frente podres e quebrados ,
canelas finas, ps regulares tem as mios
cheias do callos do puchar linhas e as costas
bastante cicatrizadas pelas surras que levou ;
he muito fargola etem por costume querer
passar por forro : ter de idade 30 a 38 annos
pouco mais ou menos. Roga-se as autori-
dades policiaes, c seus agentes a captura do
mencionado escravo fazendo o remoller a es-
ta praca na ra da Cadeia velha a entregar ao
Sr. Joio Jos1 de Carvalho Moraes ou a Jos
Antonio Bastos ; na Parahiba ao Sr. Jos Luis
Peroira Lima ; no Rio Grande do Norte ao Sr.
Antonio Cerqueira Carvalho; em Pedros do
Fogo ao Sr. Capilao Felis Francisco de Brito ;
em Goianna ao Sr. Alferes Miguel Lins da Sil-
va ; e na cidade do Aracaty a seu Sur. Domin-
gos Jos Pereira Pacheco de quem receberio
to.as asdespezas, alem do bem recompensar
esse trabolho.
= As 7 horas da noite do dia 24 do corren-
te desapporecco da casa de Francisco Ignacio
de Alhahide, morador na praga da Roa-vista ,
urna sua escrava de nome Marcelina, a qual
he de nagao representa 35 annos, alta do
corpo regular feia e he cozinheira, levan-
do vestido de chita encarnada e sem panno;
esta preta foi comprada a poucos das ao Snr.
Jos da Fon.ceca e Silva tendo pertencido an-
teriormente a um Sr. Bastos, que tem venda
na ra do Encantamento ; quem a pegar leve
a seu Sr. que sera gratificado.
= Fugio no dia 13 do corrente urna escra-
va preta de nacflo de nome Joanna altura
regular gorda beigos grossos tem urna ci-
catriz em cima do olbo esquerdo que chega
atea maca do rosto levou vestido do chita ,
saia preta de sarja e panno da costa ja usado;
continua a andar pela estrada da passagem da
Magdalena sitio do Cordeiro ot o engenho da
Torre ; quem a pegar leve ao arco da Concei-
c>o n. 63 a fallar com Joaquim G. V. Gi-
mo raes.
= No dia 23 do corrente fugio a negra Jo-
anna Benguella bastante alta e encorpada ,
tem duas costuras por baixo das orelbas cos-
tuma vender agoa pelo patio do Carmo e ras
mediatas levou saia de chita c camisa de al-
godiozinho ; quem a pegar leve a loja da pra-
ca da Independencia n 39 ou na ra dos
Ouarteisn. 22 quesera gratificado.
= Em o dia 5 do corrente lgio o negro
Jos, Mogambique de 25 annos alto ma-
gro pos grandes e largos levou calcas e ca-
misa de algodao e chapeo de palha largo tem
os signaes da nagao em ambos os lados do ros-
to he ptimo podreiro e co'inheiro ondova
vendendo leite na occasiao da fuga julga-se
estar trabalhando pelo officio de podreiro em
alguma obra dentro de algum engenho para o
que fosso indusido ; quem o pegar leve a ra
do Vigario n. 13 ou no sitio do Cordeiro do
\uno Mara de Seixas, que gratificara com
30,000 rs.
\o dia 25 do corrente ugio o preto Joo,
Cabinda de 26 annos estatura regular, com
calcas de eslora e camisa de riscado azul offi-
cial de marcinoiro ; quem o pegar leve o ra da
Florentina que ser gratificado.
Rbcifb: naTyp. de M. F. de Fama. = 1843


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