Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04987


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Full Text
Armo de. 1843. Qu^hTTd?^
____________ Procl.,tau d. Amable Garal do Bm. "
r.. PART,DDAS DOS CORREIS TERRESTRES
Boyilu o G.r..huna 10 e U
Bo.-.Uc F|or. 3. JS S.,o Anle, quin... feir..' Oli/d. iodo. di.. '
. B U1A.*> DA NEWANA
" J*fi- ..Julnn.de F.lcooi.ri. Aud. do J de D d. t r
2 Uc a Silrerio P. Re. Aud. do J de D di 3 T' '
"' Oi.ii ..LuitGonis. 4ud do J. d 1). da 1
2 Ouin. jejuo. Paulino U Aud. doJ. de D. da 3. t.
52 *t< + jejum s Cor.gao de Jnus
-34 34J. { ascimenio do .. Joao Raptiala.
35 'k>u A pur., de Noc, t'euhor..
de Janlio
Anno XIX. N. 134.
O Diario publiea-M lodo. o. dia. qu. n.o foreai Sanlifieado.: preoo d. atiirntiar.
de ir. mil re. por qu.rlal pago, adiantadoa. O. nnunoioi do. ...ignaras. .So in.erido
gr.li., a o. do. que o nin foreai r.io de 80 reii por linha. A. reolajnaode. derem aef din.
gida. a e.la Tjp., roa da.Grata. N 34,ou a pro?, da Independencia loja Jo livroi N. 6. o;
leada.
ciamos Wo da 22 de Junho
Cambio obre Londre. 25 4. OPao-Moeda de 0,400 V.
Paria 3. U /el. por franco.
I.i.lm. 41U porlOUile premio.
N.
de 4,000
PlaTa-P.tacdea
Paio. Columnare.
a dito. Mexicano.
comp'
1,4UU
16,.00
y.uoo
i,MU
1/J0J
1,'JO
Moed. da cobre 2 por cento
lilem de letra, de bo firma. 1 f a { .
PHASEsA LANO MEZ DE JUNHO.
Loa Cbei. 12 4 hora,e 50 m. da m 1 La or. 27, .. 5 hora. d. Urde.
Quui.miBg. i 49, i, 6bora. 40 .. d.t. | ^u.. ent0. 5, o. 45 minuto, da lutW,
P reamar de lio je
e 30 m. da m.nh.ia. | l. 0 hora* 54 m. d. larda.
16,600
16.400
9 200
i 920
192
4,020
i. a0 hora.
PARTE OFFICIAL.
Governo di Provincia.
EXPEDIENTE DE 12 DO CORREN TE.
Ofllcio Ao delega Jo supplente do tormo do
Cabo, accusando re-epcao do seu o'Ilcio acerca
da exigencia que ez o Jjiz municipal daquel-
lo termo, documprimento previo do artigo 2i
do regiilaineuto n. 120, para que podessem os
escnves, e offlei.es de justica obedecer ao seu
chamado para o servico publico; o de larand
ern resposta que a S. me. compete chamar os
ditos esorivaos, e oficiaos de justica debaixo
das penas da lei, se llie desobedecerem, como 6
expressonoartigo17do mosmo reglamento
sondo bastante quo d parto d'isso ao respec,
tivo juiz, secundo se determina na secunda par-
te do dito artigo : e quo tem ordenarlo ao refe-
rido juiz municipal (Juj explique o sentido ,
em queexiirio o cumprimento do artigo 26 do
Togulamento numero 120, que citou, visto nao
tere lio relacao alguma com a requisigao que
S. me. fez. Miciou-se respoito ao juiz mu-
nicipal do termo do Cabo.
Dito Aocommandante das armas, deter-
minando, que expeca suas ordens ao comman-
dante da firtalesa do Brum. e ao do forte do
Bu-aco, para que nao ponhao bicealgum aos
trabamos raflcos quo cumpre fazor-se entre
os mencionados forte e fortalesa para o cn-
saiodolevantamentoda plantado porto desta
cidade. Gommunicou-so ao ongonheiro em
chefo das obras publicas.
Jito |)o secretario da provincia ao cirur-
giao encarroado da vaccina accusando rece-
bido o sen oilcio de 8 do corrente, que acom-
panhou46 pares de laminas de puz vaccinieo
Dito Do mesmo ao deleitado do termo da
Boa-vista intellixenciando-o des'haver man-
dado satisfacer as forragens, devidas ao desta-
cam-nto de cavallaria da guarda nacional d'a-
quolle termo desde o 1." de setembro do anho
Ando at o dia 9 de abril do presento anno,
em que se dissolvou o mesmo destacamento.
gindo novos esclarocimentos ssobre asoccorren-
cias militares do soldado Nicolao Ferrcira da
Silva anteriores ao anno de 181o.
Dito Ao misino disendo-lhe quo expidira
ordem para ser-lhe aposentado um dos ollciaes
subalternos do dep isito a fia. do servir de voal
no conselho do guerra do cadete A. C. P. Bar-
retto.
DitoAo enmmandante do deposito, para
mandar apresentar ao commandante interino
do segundo batalhao de artilheria um dos of-
ficiaes subalternos, quo dovia servir do vogal
em um conselho d guerra.
_
ommaii EXPEDIENTE DE 7 DO CORRENTE.
Oficio Ao Exm. Presidente, enviando-Ilie
o acto de inspeccao de saudo. qje d'ordem do
conselhosupremo militar, so p'ocedco no ca-
pitoda extincta segunda linha desta provincia
Silvestre Goncalvos dos Santos, que requerera
reforma.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., romet'endo-Ihe
relacao nominal dos individuos, que volunta-
rios erocrutadosassentarao pracano mez de
maio ultimo.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., dando-Ihe as
nformages que pedir a respeito do guarda na-
cional Francisco de Souza Pon tes do batalhao
destacado.
DitoAo mesmo Exm. Sr.. informando o
roquerimentodocapito Antonio Paes Gorfe ,
queao governo imperial pedia o pagamento
dagratificacao de terca p rto do sold, pelo
lempo quo servio na guerra de Panellas e Jacui-
po, visto se ter pago a oulros muitos offlciaes,
quer d'ordem do mesmo overno, quer do ins-
petorda thesouraria naquella fundado.
DitoAocommandante superior da guarda
nacional do municipio remottendj-lhe a par-
te do oUcial superior do dia a prafca a d > cor-
rente, aflm deque providenciasse acerca das fal-
tas commettidas pordous soldados da guarda
do consulado, o insubordinacao praticada por
um delles com o referido oflieial.
Dito Ao coronel commandante interino da
fortalesa do Brum, disendo-lhe em solucao ao
seu oflioio desta data que o almoxanTe devia
ser fornecido d'anoa como as demais pracas
de pret da uarnico; islo com um caneco pa-
ra cinco das.
Dito Ao engenheiro encarrega lo da repar-
tiejodas ooras publicas mandando-lhe apresen-
tar por eslarem doentes os dous calcetas que os-
tava a servieo no hospital reRimmtal, e roqui
sitando-lhoa -ubstituica do m sino-.
Dito Ao desembareidor chefe de lolicia ,
disendo-lhe que dera o inveniente destino aos
2 desertores.que remetiera com o sou oflioio da-
tado do hontein. mandando assentar praca ao
recruja I. J. do Sant'Anna vindo na mosma oc-
casiSo.
Dito Ao commandanto do artilheria exi-
rh'souraria da Fazfnda.
KXPKDIKVTE DE 19 DO PASSVDO.
Oflicio Vomesmi Exm. Sr. informan-
do o requerimento do Manoel Gonealves Pe rei-
r em que pedio licenea para traspassara An-
tonio Alves Barhoza 31 palmos do terreno de
marinha que por titulo de aforamento Iho foi
concedido.
dem do da 20.
Oflioio Ao Kxm. presidente do tribunal do
thesouro publico nacional relativo s remessas
regulares para Londres de 10.000 I. st. por
mez. conforme as ordens anteriores.
Dito Ao mesmo Exm Sr. rom o conheci-
mento da quantia de 20:010,?000 reisem notas
inutilizadas que o commandante do brigue es-
cuna Oh'nda recebeo para entregar no thesou-
ro publico nacional.
Dito Ao Exm. presidente da provincia, in-
formando o requerimento de Jos RobertoPa-
dilha. em que pedio o adiantamento de seis me-
zes de ordenado de escrivao do Imoxarifado da
ilha de Fernando de Noronha.
Dito Ao contador da thesouraria partici-
pando a 'cenca de seis mezes conepdida ao uiz
de dimito do civel da comarca do Limoeiro Cus-
todio Manoel da Silva (Juimares.
Dito A Joao Cava lean ti de Alhuquerque
para recolher aos respectivos arma/ens at 15 do
unho os 200 quintaos de p/io brazil de su-
perior qualidade pelo prego de 88000 res o
quintal; no caso do querer eTectuar o contracto,
que fez com a thesouraria.
dem do da 22.
OTcio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro publico nacional com o conhecimento
da quantia de 4:0008 reisem notas dilaceradas,
que se achavo no cofre da thesouraria que*
reeebeo o commandante do brigue escuna O-
linda para entregar no thesouro publico na-
cional.
^'}. ^ mesmo E*m- Sr. com as relaeoes
da divida passiva dos ministerios do imperio .
justica. guerra e fazenda. liquidada e nao pasa
at o fim do exercicio lindo de 1811 a 1812 ,
acompanhadas dos saldos existentes no enserra-
mento de rada umdoexerririosdel83f)al8i2:
como a ordem do dito tribunal de 5 de Janeiro
deste anno determinou.
dem no da 23.
DitoAo Exm. Presidente da Provinr/a, in-
formando o requerimento do Manoel Vlarcel-
lino das Trovas em que pedio o provimento
do lugar de boticario da Ilha de Fernando de
Noronha.
Dito -Ao contador da thesouraria com as
copias dos oicios do Exm. Presidente da Pro-
vincia deH de abril e 8 de maio passados; o.:
sobre a licenca concedida ao piiz de direito do
(rime da comarca do Limoeiro Caetano Jos da
Silva Santiago e o 2. sobre a passagem do
dezembargador Adriano Jos Lial da relacSo
da Bahia para a desta provincia.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado para remetter a thesouraria o termo ori-
ginal d'apprehenso do quatro caixas com assu
car do engenho Estivas do Rio Gran-
de lo Norte consignadas Jos Antonio Al-
ves da Silva.
DitoAo mesmo.participando ter sido inde-
ferido por a thesouraria o recurso qne inter-
poz Luiz Antonio Annes Jacomo pela appre-
honsao quo por aqu.dla mesa se fez de urna
caixa com assucar vinda do engenho La-
vage. -
dem do da 21.
DitoAo Ern. Presidente da Pnvincia
informando o requerimento de Porfirio Antonio
Esteves da Silva & rmo em que pedirao li-
cenca para traspassar o torrono de marinhas ,
deque se achao do posse por titulo dealora-
monto.
Dito Ao inspoctor da thesouraria da fazon-
da da provincia da taramba dizendoom res-
posta ao seu offi-io de 17 do pissado que a-
companhou por copia a ordem do tribunal
do thesouro pubfieo nacional (L- 27 do abril re
lativa as romssas do pao brasil que aquella
thesouraria tem de fazer para Londres que
nao s a quantia le 6:030S rs. mas toda a
importancia de 10:0008 rs. que a dita ordem
marcou ficava, h sua disposigao.
dem do da 27.
DitoAo tonento coronal commandante da
liba de Fernando de Noronha accusando a re-
copgao do seu ofIi.;io do 8 do abril prximo pas-
sado e participando quo peo patacho Pi-
rapama enviava os medicamentos constantes
da relagao que acompanhava, para fornoci-
monto da botica da dita ilha.
PortaraAo thesoureiro da fazenda para
entregar ao almoxarife do arsonal do guerra ,
a quantia do 1:312* rs importancia de diver-
sos objectos que por ordem do Exm. Presi-
dente da Provincia foro romeltidos a provin-
cia da Parahiha para a companhia provisoria
da 1.a linha ali estacionada.
Correspondencia.
Julgamento da causa do Abys jury demisso pedida pelo delegado.
Srs. Redactores.
Eu n3o pretenda analysar por agora essa de-
ciso singular proferida pelo jury desta Cidade
na caua do Abyssinio, para que se nao dicesse,
que as minhas palavras erao (Ibas do despeito e
ressentimento -e que eu procurava inverter a
existencia dos fados em detrimento da verda-
de : agoardava um tempo em que arrefecidas
as paixes e o dilirio do partido revoluciona-
rio, a raso podesse exercerseo poderoso ascen-
dente sobro negocio de tanta monta, mas a per-
vorsidade, com qie inrenes, e desvarados de-
magogos tem adulterado os acontecimentos ,
fazendo circular boatos, que altamente me pre-
judicio a gana, e canibalismo feroz, com que
elles me perseguem ainda depois de extincto o
exercicio do emprego quo os fasia odiar-me ,
ludo conspira, para que, rompendo o silencio,'
eu nao sofra inulto tao reiteradas aggressocs.
Sun devo defender-me mas nao entenda o
D.-novo csse ilho da prostituigao, que a issu
me determino, em rasao da berreira montona,
e desenxabida que elle tem levantado n'estes
ltimos das porque asss o conheco e por
experiencia sei que a sua moral he em tudo
similhante a do antropophago que sentado
em cima do cadver solta um sorriso cru \
o selvagom no momento, em quedelacera-lheas
entranhas. Tambcm nao se persuada o pifio
e bordalengo escriptor do Guarda-nacional',
que a sua lingoagem s propiia dos lupanares
causou-me a mais leve impresso por quanto
avahando-a pelo que ella he, concidero-a bem
comparavel aos uivos do lobo magro qne va-
ga faminto pelos vastos campos da Bohemia. Fi-
quem pois entendidos esses dous agentes da de-
magogia turbulenta e lodos os seos satellites ;
e lautores que eu nao vou responder a elles .'
vou sim fallar perante a narao inteira, e expen-
der verdades, que talvez outro nao ousasse pro-
ferir em tempos tao calamitosos. A parte il
lustrada, econsccnciosa d'ella me ouvir eso
sto he bastante, para que eu me explique nosse-
guintes termos.
U jury absolveo o Abyssinio que pelo prelo
onnosicionista havia deprimido minha reputa-
cao eiso gi-an.le lado que desde o dia 21
de maio ultimo at hoje tem servido de thema
a largas disrussoes A oppositSo vangloriosa
cantou o hymno da victoria e n'isto rocedeo
como devia porque tem-se visto muitasvezes
no Brazil o matador entoar o catico do trium-
pho solre a torra ainda ensopsda pelosangue
de sua victima ; mas ser real, o verdadeira e^-
*a victoria? lie o que agora me cumpre exa-
minar.
Primniramente porguntarei quem he o jury,
c pareee-me. que ninguem contostara quo bo
um tribunal ordinariamente injusto o anma-
lo sobre quem pesa a grave imputaco de ha-
ver em grande parto concorrido para as calami-
lades do Paiz. Em abono desta verdade ex-
hihirci fados cuja evidencia todos sentirs ,
porque siio passados em nossos dias. Os cam-
posde Soroeaba aindi se acho ensanguenta-
dos e os rebeldes, que a poucos meses bavio
derramado n'elles a desolacao, e a morte,| pi-
so tnumphantes a trra infeliz que foi teste-
munha do seos crimes. Quem os absolveo? o ju-
ry A viuva do desgragado Mineiro ainda se
acha coberta de luto e banhada em lagrima
pela morte de seo marido o u assassino, que
arrancou-lhea existencia, j passeia ufinoe in-
solento pela frente de sua casa, zombando d'el-
la e do seo penar. Quem o absolveo ? O jury.
O infortunado orfo do camponez Paulista-
no repnssado de ome o coberto de nudez ,
anda canta sobro a sepultura do seo pai a o -
na triste a oragao dos morios e o matador
orgulhozo j ali vai mofar de sua innocente dc-
vocao, e tem susto caminha pela estrada pu-
l'lica. Quem o absolveo ? O jury. Em fim o
jury absolveo a todos estos e a muitas cen-
tonas de faccinorosos tem absolvidoem difieren-
tes pontos do Brazil, e o que se dever dizer de
suas decises ? .' Eu nao levanto also nem
irrogo injuria a esse tribunal popula:, cujos
enthusiastas apregoo como o baluarte das li-
berdades publicas, o a mais segura garanta dos
direitos do povo ; digo verdades ncontestaveis,
e se alguem ha que duvide d ellas, lanceasvistas
sobre o quadro horroroso que appresenta a
estatistica criminal do Imperio e ver com es-
panto que em nada do que tenho dito b a mais
leve exageradlo. Em outro tempo o criminoso
acoitava-se as maltas escondia-se as bre-
nhas, e espeluncas, e se algnma vez ousava
sahir d ellas, procurava os caminhos e mos e
esperava pelo silencio da noite ; hojt porm el-
le entra em pleno dia pelas Cidades populosas,
pralica n'ellas novos crimes, a voz publica o en-
uegila e depcis todos callaj-se e elle con-
linua a executar o seo plano de distruidio.
Quem he a causa d'isto ? O jury. A idea de
urna junta do justica fazia estremecer a poucos
annos a quantos faccinorosos seachavao escon-
daos nos mais apartados rincScs e tantas ses-
soes do jury llics nao infunden, o mais momen-
tneo temor. Quem tem dado causa a isso?
Ojury. Mas alguem desojara saber, como be
o jury o causador de tudo ilto e eu Ihe res-
ponder! que aholvendo por fraquesa ig-
norancia ou condescendencia criminosos co-
ndecidos elle tem inoculado as veias do cor-
po socitl o germen da mmoralidade ; as suas
decises tem perdido a imporLncia e sanelo
moral, e a sua forca tem desapparecido : d'ahi
a insolencia dos absolvidos, o encorajamento do
crime o desabono e envelbecimento da insti-
tuicao o desassocego dos cidados o a per-
turbagao da sociedade. E nSo ser isto assim?!
Duvide-oquem quizer mas os actos odes-
mentird.
Oual ser o faccinoroso, que, sendo protegi-
do, j nao digo por um partido, ou por afguma
das influencias do dia ; mas por um bomem da
dasse med.a, que saiba pedir, e justificar dan-
leinao o seo cliente tenha de receiar urna sen-
tenga condemnatoria proferida pelo jury'1 Qual
ser csse que cometiendo um grande'crimo
debaixo de apparencias polticas e contando
qu; Iquer prolergo, nao tenha por certa a sua
absolvu ao ? Porm nao faltar quem me di-
Ka que nao he sobre o jury que deve reca-
hir a responsab.l.Jade mas sobre as testemu-
nhas, que se negao de comparecer em juiso o
dellatar o crime. Evasiva he esta na verdade a
As testediu-
is deplorsvc!, qu pode faaver


"V*"

filias cvitito dopor acerca do que sabem ; mas
quem he a causa d'isto ? O jury. Si ellas con-
tasscm com a pum'cao do criminoso nem se
arriscariao a commetter o crimo de perjurio ,
nem deixariao de declarar o que soubesscm,
mas avisadas pela experiencia de que o ciupe-
nlio c pediturio sao ma. poderosos para o
jury do que a evidencia das provas, com toda *
rasao se escusao de dizer a verdad, lemhrados
do bacamarte e punhal do aecusa lo, que ob-
leado a victoria no perder occasiao de vingar
se entrando com ellas ein urna nova lula de
sanguo.
He portanto o jury qujabsolvo o homem
mo que consente que elle perturbe o repou-
60 f'a sociedade e nao s testemunbas que,
prevendo a absolvicao, acautellao-so dos elTeitos
"ella que cabe a imputacao. Em urna pala-
bra dojury pode-se dizer o mesmo queda
mnistia disse um poeta nosso
L vai o incendio a morte, o exterminio
La mbendo campos villas, eCidades;
Tropas dinheiros, ludo se consom
E a pos o sanguo vem a Tome e a peste
E p'ra acalmar o ardor d'estes dolirios
Entoma-se o banheiro da Amnista ,
Que converte o rebelde em patriota
Quem roubou fca rico e gosa impuno
O rico fica pobre ; orlaos, viuvas
Cboro sua desgraca intilmente : &c.
Maisparece-me ja ouvir alguem queme
pergunta porque motivo saliendo cu quem era
o jury confiei-lhe a decisao de minha causa?
Bem mereco com efleito que se me faca esta
pergunta acompanhada da mais severa repre-
hendo porm sempredirci que as circuns-
tancias a nomines em que me acbava, plena
munle justilicao o meo procedimento. Qual-
quer que estivesse n'ellas obrara da mesina
forma qu? eu obr i e a rasao he saliente
A opposicao ou o seo Rahbino, ocant Iho-
cratu cerval havia disparailo contra mim pela
imprenta energumena toda a artilharia da ca-
lumnia Sohrernaneira cobarde, elle tmba cnvol
vido seo nome as sombras do misterio, mas ap-
paraca na ra publica, e ah com ostensiva bra-
vosidadesustentava.que eu recuaria diantedelle
assoinbrado por sua importancia gigantesca e
pela enormidade deminhas suppostas prevari-
acoes; e o que cumpria pois fazer ? Retroce-
der como dizia elle o deixal-o declamar no
meio das turbas a quepertence? Nao; por-
que cntao nao laltaria quem interpretasso mal o
hioo silencio. Dir-se-hia que devorado pe-
los remorsos ellos me tinhao ohrigado a evi
tar a puhlicidade de urna dscussao e a guar-
dar silencio; dir-se-hia mais....., e semi-
Ibanles ditos favorecidos pelo carcter da epu-
cha achariao acolhmento. Restava-mc por-
tanto levar a causa a um tribunal e como so
ao jury competa o seo conheciTiente, submelti-
a a decisao delle ; mas ahi ella naufragou o
que de certo nao fui para mim urna novidade ,
porque o jury he como o Ocano aonde o nau-
fragio passa por coisa ordinaria e trivial.
Ni ni o jury ahsolveo o Ahyssinio, e como nao
bavia de assim succeder se o empenho e o
peditorio sao hoje a mais segura garanta de ob-
ter delle urna decisao favoravel! So a mora-
lidade das accoes be por vlleavaliada na rasao
directa da influencia individual, e do patroci-
nio que rodeia o criminoso !! Se finalmente
as tendencias viciosas achao em seus julgamen-
tos a mais poderosa salva-gunrda!! Ah que se
um trinunal composlo de magistrados de ho-
mens encanecidos na scicncia de julgar, tivesse
de sentenciar a causa, certo que o Ahyssinio nao
cantara o hymno do trumpho ; mas o processo
ja por appellacao foi a elle remettido ; cumprc
esperar pela sua decisao,cue por certo sen con-
forme com a le, porque as dependencias nao
exercem imperio sobre seus membros.
Eu torno a repetir, que nao levanto falso ao
tribunal do jury ; foi na casa de suas sessoes ,
foi n'esses mesmos dias, em queeu a frequen-
tava foi ainda nos momentos em que a ac-
cusarao principiava, que inultos jui/es de faci
me enformro da vehemencia, com que peda-
se a absolvicao do aecusado, dos meios, que pa-
ra obte-la, se havir.o empregado, e das probabi-
lidades que existitao; oi tambem ahi que
se me disse depois da decisao do concelho ,
que um Jeremas bavia feito parte delle que
oravu na conferencia, que dera por certa a exis-
tencia de urna pocha em que vencedores os sa-
tlites do Diario novo gaigario o poder, e es-
magariao o resto dos homens e que por effei-
to d'esta ficcao incutira terror em alguns ni-
mos, e extorquira votos em favor do seu recom-
mendado. Asseverou-se-me igualmente n'essa
mesma casa que houvera quem voltasse com
erru ou ignorancia e avista disto con o nao
bavia nconselho de proferir absolvicao do A-
byssinio? Como nao havia de declarar, que elle
provara ter eu dado a sentenca do mestre do
brigue Aurora por soborno, e peditorio do
Exm, presidente da provincia? Como linalmen-
te nao havia de julgar provado o facto de ha ver
eu exigido 5008 reis de Herculanojos deFrei-
tas ? Com taes elementos, com tao poderosos
adminculos quasi impossivel era urna decisao
em sentido contrario. Felizmente porem S. Ex.
ci.nhece a injustica d'clla eoeujuizo, a sua
opiniao em meu favor tem mais valor do que
essa decisao lillia da campanuda arenga do tal
Jeremas e dos outras cousas, que ficao apon-
tadas.
Mas dir-se me-ha e nao appresentou o A-
byssinio testemunbas? Simappresentou; porem
quem foro ellas ?! Luiz Ignacio Ribeiro Ro-
ma, editor do Diario novo, meu capital nimi-
go, e dono dessa imprensa prostituida que
tem servido de instrumento para ser maculada
a minha reputaco assim como a de muitos
outros homens recommendaveis por seu patrio-
tismo, e importancia social: Rodolfo Joao Ba-
rata, tambem meu capital immigo e proselyto
(como se diz, da opposicao, que me guerreia:
Jos Antonio da Silva aecusado pelo promo-
tor publico na sessSo do jury de Fevereiro
dcste anno como bancarroteiro fraudulen-
to, e sabido poucos dias da cadeiado.ta
capital: um tal Amorim amigo, ou correspon-
dente do mestre do brigue que jurou sobre o
que dizia resp ito a elle ; e outro individuo a
quem nao confiero, ecujo nome ignoro. E se-
r com osdepoimentos detestemunhas similhan-
tes que todas jurro de ouvida vaga, que se
pode julgar como provadas imputacSes do ca-
rcter das que mo forao feitas pelo Abyssinio.
Sojurypodia assim obrar, porque, como
ja disse he comparavel ao Ocano, ou por ou-
tra he o tribunal dos naufragios. Bem julguci
eu que tambem apparerossem desla vez como
testemunbas Antonio d' Vssumpcao Cahral, Joo
f'aulo B irbosa Mara Francisca de Jezus e
Estanislao da Costa Ferr ra mas assim nao
acconteceo por se ter talve-. julgado sulficientc
o numero daquellas.
Comluindo esta exposioo quo j vai mais
ad antada do quo eu quera e que tem de ser-
vir de prologomeno a outra que tenhodeap-
presentar com maior desenvolvimento dire
que conservando tranquilla a minha conscien-
cia eu olho para os actos de minha vida publica
sem remorsos assim como quo tendo mere-
cido a confanca do governo, prest i-lhe osmeus
servicos em q jnlo tive saude, que me ajudasse
no desempenho dos meus deveres ; vendo po-
rem que ella se achava inteiramente aniquilada ,
e que me era necessario procurar em outro cli
na o seu restabellecimcnto pedi livremente a
minba demissao como se v dos documentos
n. 1 e 2 nao concorrendo paro isso pessoa al-
guma nem to pouco a decisao do jury que
pelas rascs expendidos nao prejudica a minba
honra.
Ilavendo assim fallado a respeto do jury eu
declaro que nao he de tumbas intencSes offen-
der a pessoa alguma : combato a injustica por
que ella me foi fcita, assim como combat o cri-
me em quanto conservei a authoridade. Se os
criminosos hoje reagem sobre mim, outro tem-
po e outros homens vino que examinando
os meus actos saberao avaluar a ingenuidade do
meu procedimento. Talvez que n3o baja ento
um jury quo absolva os Ahyssinios, nem ou-
tro que dcixe impunes os socios de Felis Ro-
drigues de Olivera roubador da casa das diver-
sas rendas que pelo ex prefeito da comarca foi
interrogado em o anno de 1836 e processado
nesla cdade como se v do documento n. 3
A populaco pensadora, e intelligente, que
me julgue pelos precedentes de minba vida, e
nao pelos dicterios do Diario novo e seus as-
nelas para os quaes nao oxisto honra, nem
pundonor nem prohidade sobre a trra. Re-
cife 18 de junbo de 1843. Francisco Callos
Brandao.
Documentos
N. I. Jllm. e Exm. Sr.Tendo servido o em-
preo de delegado de polica desta cidade pelo es-
paco de treze meses vejo-me actualmente im-
possibilitado oe poder continuar no exercicio
d'elle em rasao do mo estado de minha sau-
de. que segundo o parecer dos facultativos exi-
ge longo tratamento, e um clima mais sadio :
por isso vou rogar a V. Ex. haja por bem con-
ceder-me a demissao do referido em prego as-
sim cmodo de primeiro supplentedo Juiz mu-
nicipal da segunda vara,que at o presente tenho
exercido, devendo assegurar a V. Ex., queserei
diligente em prestaros meus servicos ao gover-
no, logo queobtivero restabelccimento, e a ne-
cessidade publica o exigir. Alcanzando a demis-
de a Vm.OT Palacio de Pernambuco 1. de junho
de 1843. BaraS da Boa-Vista.Sr. Bacharel
Francisco Carlos BranMo.
N. 3. Jos A (Ton so Guedes Alcanforado es-
criva5 privativo do jury e execucSes criminaos
da cidade do Recife, o seu termo etc.
Certifico que revendo os autos.do que faz mon-
eas a portara supra, nelles a folhas24, e 25
achei o termo de perguntas e declaraca do
tneorseguinte:Aos 14 do junho de 1836 nesta
cidade do Recife em casa da residencia do pre-
feito da comarca Manoel do Nascimento da Cos-
ta Montjiro aonde eu notario do destricto do
Recile fui vindo para effeito de ser inquerido e
perguntadoo reo preso Felis Rodrigues de <>l-
veiro cabo de esquadra da sexta companhia do
batalha stimo de cacadores de primefra li-
nha.
Sendo perguntado como s efiamava respon-
deo que se chamava Felis Rodrigues de Oli-
voira e que era natural da freguesia de S. Lou-
renco da Malta, e que tinha de idade 25 annos,
e que era cabo de esquadra da sexta companhia
do batalha selimo de primeira linha desta pro-
vincia. E perguntando aonde foi preso e se sabia
o motivo de sua prisa respondeo que fra
preso na freguesia de S. Lourenco pela tropa
do sub-prefeitoda mesma freguesia equeo mo-
tivo da sua prisas era de ter sido elle respon-
dente commandante da guarda da mesa das di-
versas rendas quando a mesma fra roubada
cujo roubo foi feito na noite do da 28 para o
dia 29 do mez prximo passado. E perguntado
se sabe quem loraS as pessoas quo fizerad o di-
to roubo, equal osquecoadjuvaro ou concor-
rero para o referido roubo, respondeoquo es-
tando elle respondente na guarda appar.ceo o
portuguez Jos Mara, outro de nome Bernarlo
de tal que puxa por urna perna morador na ra
do Padre Florianno na frpguesia de Santo Anto-
nio, outro portuguez de nome Jacintho Jos
de Mello morad >r as Cinco-pontas com loja de
fasenda na mesma casa, em que mora a qual
tem communicaca para a venda, que tambem
he delle, outro portuguez chamado Vianna que
camarada do commandante da fortalesa do Bura-
co, outro poftUKuezdeno.neJoaquimde tal que
tem venda na esquina da ra da Guia junto do
arco do Porto das Canoas, outro portuguez de
nome Joao de tal j volho que tem varias mo-
radas de casis e e morador em Fra de Portas
em um sobrado que por baixo tem venda Do-
mingos de tal, eum sujeito que se apelidara
por Torres Galindo que dice morava em um si-
tio, e que elle respondente se o vir o conhece, e
o Italiano Joao de Molla, o qual levava urnas
poucas de chaves para com urna dcllas abrir por-
ta e cofre e o mais que necessario fosse; po-
rem como ellas nao servissem tomaras a reso-
lucaS de arrancarem o degro da escada e ar-
rombarem a paredo de cima e arrombara o co-
fre, e cfeituaraS o roubo, dice que havia <*m
dITereii*es partes do districto da mesma guarda
diflerentes pessoas d6 viga porque elle respon-
dente nao sabe quem elles oraS e so sim que o
dito Jos Mara Ih dissera quo o cobrador ou
caixeiro do acougue de defronte tambem sabia,
e dice mais que o mesmo Jos Mora Ibe dicera,
que elle nada tema porque tinha por si o dou-
tor Felippe Lopes Ncto.o qual sabia do roubo ,
eque no outro dia, que foi Domingo, elle Jos
Mara foi a casa do dito doutor Filippe Lopes
Netodar-lheparle do roubo, eque elle respon-
dente, que o dito Jos tem intima amisade com
o mesmo doutor Felippe digo que o dito Jo-
s Maria tem intima amisade com o referido
doutor Felippe por elle mesmo Ihc haver dito ,
e que elle respondente suspeita que o tal Jos
Maria dera a guardar o dinheiro ao referido dou-
tor Lopes Neto : dice mais elle respondente,que
quem matouo soldado Manoel do Nascimento .
que fasia a guamicaoda mesma guarda fSra o
dito Jos Mara o qual levara o tal soldado em
sua companhia para um sitio, e que no dia im-
mediato onstou a elle respondente queappare-
cera morto de lucradas: dice mais que a parte,
que Ihe coubeda partilha, do dinheiro elle res-
pondente entregara Jacintho Jos de Mello pa-
ra o guardar, cuja quantia frtra de quatr > con-
los quinhentos e tantos mil reis tud em sedu-
las de dez tustoes at cem mil reis e que elle
respondente indo a casa do dito Jacintho Jos
de Mello para recebera quantia dita, este o tra-
tara mal, e receiando-se que o dito Mello nao
tentasse contra a sua vida deixou de ir mais a
sua casa, e mandou-lheurra carta por Jos Ig-
nacio olTicial de sapaleiro morador nos AIToga-
dos cxigindo a dita quantia : o referide Jacin-
tho Jos de Mello deo por resposta ao portador
que daria tresentos mil reis a elle portador se
matasse a elle respondente e mandando elle
segunda carta por Thcmotheo de tal pardo ca-
zado morador no Atierro dos A (Togados sobre o
mesmo elle Jacintho Jos de Mello deo a mesma
resposta que havia dado ao primeiro portador;
dice mais que o Jos Maria Ihe dicera que no
foi perguntado sobro o roubo de quo se tracta
eassiguou perante as testemunhas Antonio Lo-
p s Gimaraes e Jos Francisco Xavier de Li-
ma ambos moradores na Boa-vista, o eu Luis
Francisco Coneia de Britto, notario. Fe.is Ro-
drigues de OliveiraAntonio Lopes Guimaraes
Jos Francisco Xavier do Lima. E mais so
naS continha em o dito termo de perguntas e
declaracSes por virtude da portara retro, bem
e fielmente fiz exlrahir dos proprios originaos ,
que se arhaS nos respectivos autos aos quaes
me reporto e vai na verdade sem cousa que
duvida faca, conferida, e concertada na forma do
estillo, e por mim subscripta, e assignada nes-
ta cidade do Recife de Pernambuco aos 12 de a-
bril de 1813 vigsimo terceiro da independencia
e do imperio do Brasil. Subscrevi e assignoi om
( de verdade e concertada.Jos Affonso Guedes
Alcanforado.
COMMERCIO.
sao pedida, terei um motivo de mais para exaltar lugar da Barreta tem um sitio aonde elles fa-
a bondade de V. Ex., a quem de longo tempo
tributo sincera veneracaS. Deus Guarde a V.
Ex. Recife 31 de maio de 1843. Ilim. e Exm.
Sr. Barao da Boa-Vista Dignissimo Presidente
desta Provincia.Francisco Carlos Brandao.
N. 2 Visto Vm.ee nao poder continuar no ex-
ercicio de delegado do primeiro districto do ter-
mo desta cidade poi seacharimpossibilitado em
rasao do m^ estado de sua saude, concedo-
Ihea demissao do dito lugar e bem assim do
brica moeda de prata falsa c trabalha nos ga-
zuas echaves falcas com as quaes fazem os rum-
bo! e nesta mesma occcasiaS sendo-lhe apre-
sentada a carta que elle respondenlo havia diri-
gido ao commandante das armas,na qual decla-
ra os comprehendidos no roubo, e sendo-lhe
perguntado se era feito por elle de seu proprio
punho, respondeo que era a propria por elle
fcita c nesla mesma occasiao pedio elle res-
pondente ao prefeito.que o puzesseem urna pri-
Alfandega.
Rendimento do dia 21.......... 3:9848283
Descarreg&o hoje 22.
Brigue Maypo bacalbo.
BrgUe Tarujo 1. lagedo.
Brigue Adolpho vinho farinba e mas-
sas.
Barca Bette carvo.
Brigue Janes $ Elster carvao de pe-
dra.
importaca.
Piularen escuna americana, vinda de
Philadelphia entrada no corrente mez con-
siguada a Matheus Austin & C
150 barricas com farinha de trigo, 20 ditas
de farinha de milho 127 caixas cha 2 ditas
e 1 bahu calcado 16 caixas fazendas d'algo-
do, 5 farJos ditas do algodo entrancado ,
20 caixas com fogoda India 25 ditas vellas do
espermacete 276 barriquinhas bolaxinhas 8
barricas cravo da India 25 barris aceite de
poixe.
Ilovimenlo do Porto.
Navio sahido no dia 21.
Lisboa ; brigue poituguez Feliz Destino ca-
pitao Jos Francisco Lcssa carga, assucar ,
&c.
de primeiro supplente do jui/. municipal da se- sao separada dos de mais presos comprehendi-
gunda vara si gundo pede em seu ofilcio de 31 dos nesle roubo afim de ter a sua vida segura ,
de maie ultimo, ao qual respondo. Dos guar- j e mais nao dice relativamente acerca do que Ihe
Editaos.
Vicente Thomaz Pires de Figucredo Camargo,.
inspector d'alfandega &c.
Faco saber que boje 22 do corrente ao meio
dia a porta da mesma se ha-de arrematar urna
caixa com 28 duzias de brinquedos para enan-
ca no valor de 50tf rs. impugnada pelo ama-
nuense Gabriel Affonso Rigueira no despacho
por factura de H. Mehatens, sendo a anema-
tacao sugeita a direitos. Allandega 21 de ju-
nho de 1843. V. T. P. de F. Camargo.
4 cmara mnnicipal da cidade de O linda e
seu termo em virtudt da lei &c.
Faz saber, que, havendo de proceder-so
eleico dos novos deputados provinciaes desta
provincia, tem S. Ex.' o Sr. presidente da pro-
vincia designado o diavinto e sete de agosto pr-
ximo futuro para a reuiiiao do collego eleito-
ral desta cidade segundo o officio do mesmo
Exm. Sr. que foi dirigido a esta cmara em
data de vinte e tres de maio lindo. E para que
cheguo noticia de todos os senhores elcitores
deste municipio mandamos lazer o presente, quo
ser publicado nos lugares do costumo c pela
mprensa Cidade de Olinda 20 de junho do
1843. Jos Joaquim de Almeida Guedes ,
presidente. Joo Paulo Ferreira secre-
tario.
Pela administracao da meza do consula-
do se faz saber, que no dia 27 do corrente mez.
se ha de arrematar a porta da mesma adminis-
tracao urna caixa de assucar mascavado apre-
hendida pelos respectivos empregado do tra-
piche Novo por inexactidao da tara; sendo
a arrematado livre de despezas ao arrematante.
Meza do consulado de Pernambuco 22 de junbo
de 1843. O administrador interino .
Antonio deSouza Reis.
Deca racoes.
=0 administrador da meza da recehedoria
de rendas geraes internas marca o praso de 30
dias contados desta data aos moradores do
bairro da Boa-vista para satisfazerem a laxa de
seus escravos : assim como aos dos bairros do
Recife, eSanto Antonio, quo d rao rolaces
para o adeionamento da mat. icula relativa ao
corrente anno financeiro. Recile 19 de junho
de 1843. Francisco Xavier Cavalcanti de
AlbuQuerque.


5*J*f
^Aadmimstracao dos estabelecimentos de
xandade manda fozer publico, que no dia 27
io corrente pelas 4 horas da tarde na sala de
suas sessdes continua a 3.' e ultima praca das
casas seguintes : p uas
*osRn 82 T t PeXe 1 ditH d0 Br-
josn 2 dita do Encantamento n. 3. dita do
Jlita de Manoel Coco n. 3 ) e 38 dita di Tin
C5o ns 7 c 19 travessa do S. Podro n. 2 ra
JeHortasn 33. dita da Roda ns. 5 e 9 (o
Jojas) ra da Gloria n. 65. [
i^ala das sessoes d'administracao dos estbele-
tinentos do car.dade 20 de junbo de 1843
O escriturario, F. A. Cavalcanti Cousseiro.
O arsenal de guerra contracta com algum
fabricante de rallas de carnauba ousebo, o
fornec.mento destes gneros aos estabelecimen-
tos militares; a qUem convier baja do compa-
recer boje 22 do correte mez s 10 horas
4ia manha na sala de sua directora, a fim do se
ontractar com quem mais em conta o fizer.
-- O administrador do correio para exonerar-
se da responsabil dade, a que se acba ligado
noticia pelo prelo que a mala expedida no di
10 do prximo (indo mez para o coiroio da Ra-
bia perdeo-se por occaziao do naufragio succe-
d.do no cter Vivo que a conduzia, sossobran-
do-seno amanhecerdo quarto dia de sua via-
gem na altura do Porto Je Galinbas salvan-
do-se nicamente tres pessoas de novo que se
achavao nele embarcado cmodo infra-scrip-
to oRicio do propietario me foi communicado ,
lija mala depois do 12 das de macera, o e de
violentos abalos foi restituida a esta adminis-
iracaoem um estado que sendo aborta mal doi-
xava distinguir os objectos nella comprehendi
os, e outros inteiramenle desfeitos, conten-
do a referida mala os objectes seguintcs:
4 malas do correio do Rio Grande do Norte,
ao correio de >crgipe.
1 dita do correio dito ao correio da Rahia.
lofficiodoExm. Sr. Presidente desta pro-
vincia ao Exm. Presidente da Babia.
1 carta segura do >r. Joao Baptista dos San-
ios ao Exm. Arcebispo da Babia.
Cartas particulares. 1 de 10 2 de 20,
6de40. 39 de 50 11 de 60 1de70.
3 de 80 12 de 100 9 de 120 3 de 110 .
7 de ICO 2 de 220 1 de 230,' 2 de 240 .
1 de 3(i0 1 de 480 1 de 490 2 de GOO .
1 de 640, 1 de 720. 1 franca de 240.
Vrr<'10 geral de Pernambuco 20 de junho de
1843. liruno Antoni't Serpa Brando.
Copia Illm. Sr. administrador do cor-
Teio. Confesso a falta de que V. S me at-
cusa no seo cilicio te 27 do correio. de que es-
pero desculpa pelo transtomo que naturalmen-
te urna perda similhante occasiona. He tris-
temente certo que no dia 19 do correle na al-
ura do Porto de Galinbas as 5 horas da madru-
gada sossohrou o cter Fi'ro de nossa proprie-
barca rii o ; al.4 o mostr, contramestre e
um marinheiro faltando al agora dous pas -
sageiros equatro homensda tripulado que
com tudo podem ter sido salvos por outras em-
barcaedes, que navegavao no mesmo rumo, ou
algumas jangadas. Acontece porem que no
dia 27 do correle fosse encontrado boiando o
mesmo cter ao norte do Cabo de Santo Agos-
tinho e boje mesmo esperamos mette-lo nes-
te porto anda virado, logo que dentro do por-
se com o consignatario Joaquim Baptista Mo-
reira no sou escriptorio ra de Apollo.
Leiles.
r~ \Tr, t 0!iveira fw ,el3. xta-
leira 23 do corrente s 10 horaria manha ,
don a qu<.l ser vendida por todo o preco na
casa que loi da sua residencia no atierro da
Boa-vista comprehondondo-se um carrinho
de duas rodas com o* competentes arroios e
um cavallodi) montana &.
=As 10 horas do da 22 do corrento mez,
haver-i loilao de urna pequea partida de bata-
tas no armazem do Guimaraes, ao p da pon-
te do Recife.
Avisos diversos.
to se possa virar e examinar faremos restitu,
no estado, em que se adiar, a mala recehida, se
anda ella apparecor. He quanto se me ofere-
ce mformar a V. S. a quem Heos guarde mui-
tosannos. Recife 30 de maio do 1843. De
V. S. muilo atiento respetador Ruarle Val-
Jeriano Madail. Conlorme Antonio Jos
Gomes do Correio.
arsenal de guerra compra azeite de car-
rapato ; quem o tiver appresentose no mesmo
arsenal boje 22 e segunda leira 26.
Avisos mar timos.
= Para Lisboa segu mprelerivelmente no
dia 2dejulho o brigue porluguez Josefina 6
Emilia anda reiebealguma ury i a liel e
passageiros; tracta-se com oconsgnatarioTho-
mazd'Aquino Fonceca na ra Nova n 41 ou
com o capio Izidro A) res de Souza na praca do
Commercio.
Para o Aracaty o hem conhecido, e veleiro
patacho nacional Laurentina Brazileira for-
rado, e pregado de cobre, capitao Antonio Ger-
mano das Neves ; quem no mesmo quizer car-
regar por conimodo frete, ou ir de passagem,
para o que tem commodos.dirija-seaoseu pro- j
prielario Lourenco Jos das Neves na ra da '
Cruz n. 6i ou ao capitao.
Para o Rio de Janeiro o bcrgantim naci- i
onal Feliz Aurora capitao Joao Joaquim da
Costa Fernandos a sabir lom brev idade ; pa-
racarga, passageiios, e cscravos a frete, tracta-j
O ARTILHEIKO N. 56.
C5A'"o hoje luz o vendo-so no lugar do
costume. Contem ose.-uinte:
Resposta ao Demcrata d Diario novo.
O rardadeiro o bem entendido liberalismo.
Resposta ao Guarda. Communicado.
Modelo sem imitaco.
E mais pequeos seis artigos.
sociboade PHILO-DRAM MICA.
(otr'ora natalknse. )
Commissao administrativa avisa aos So-
cios que os bilheles da recita de 24 do
corrente principiao a dividir-se do dia 23 em
vantt! na loja do thesoureiro. Outro sim ,
scicntifica aos que tiverem de ceder suas cadei
ras .que reunad-se no mencionado dia 23 pe-
las? horas da noite para approvar os convida-
dos certificando aquellos que deixarem de
enviar suas propostas a dita reuniao deixa-
rao de ser appro\ados.
Oferece-.'e um rapaz portuguez de dade
de 18 anuos pora qualquer arrumacao ex-
cepto venda, o qual sabe lor escrever contar
muilo bem com muilo boa conducta, e d fi-
ador ; quem o protonder dirija-so a ruu do
Collegio n 20.
(Terece-se um rapa/ que sabe bem ler e
escrever, para caixeiro de loja de fazendas, ou
miudezas al mesmo paia f>>ra da provincia ,
ou pira caixeiro de algum engenho o qual da
fiador a sua conducta ; quem de seo presiono
se quiser uti isar annuncic ou dirijase a
ra do Cabug loja de rolojoeiro n. 3 e 7.
Quem precii r de urna ama para engom-
mar cnsuhoar e conzinhar para casa de
pouca familia; dirijase a ra do Nogueira vin-
do pelo lado da Penha do lado esquerdo na 5.'
casa n. 34.
Quem procizar de um homem portuguez
para feitor de algum engenho dirija-sea ra
da Guia casa de pasto.
Arrenda-se o sitio que foi do cirurgio
Peixoto com urna das mais ellrganlrs casas de
campo, assobradada, com grande mirante tu-
do envidracado numerosos quartos para cria-
dos grande coxeira ecavallaria, jardim e
muilos arvoredosde diversas qunlidades; quem
o pretender dirija-se a ra nova de S. Amaro
casa nova de dous andares ainda por acabar.
= A lupa-so a loja do sobrado da esquina
dos quatro cantos da Cidadu de Olila, cuj >
local muilo proprio para venda, ou outro
qualquer cstabelecimento ; dentro da mesma
tem urna armaeo e sobre a qual se ar todo I
e qualquer negoci : na loja do Sr. Domingos I
Jos Alves defronto da mesma.
e Tira-se lollias corridas e passaportes
para dentro e lora do imperio, por preco mui-
lo commodo ; quem pretender dirija-so a ra
do Rangel n. 34 que achara com quem tra-
tar.
- Ainda est por alugar o armazem, ou
toda a morada de sobrado na ra do Amorim;
quem o pretender, dirija-se ao largo da ri-
beira n. 19.
= ma mulher branca viuva. escm filbos ,
se ofTerece para ser ama de urna casa; sabe bem
cosinhar ensaboar engomar, cozerefazer
todo o qualquer obra : be honesta e capaz e
d liador a ua ronduta ; quem doseoprcsli-
mo recisar annuncie.
=. Jos Baptista Rraga, faz sciente ao respei-
lavel pul)lico, e principalmente aos Srs. de en-
genho que se quizerem utilizar do seu presti-
117 do corrente anno, que o devem procurar
na ra larga do Rozario n. 10 junto ao quar-
tel da polica.
= Aurelio Ferrera Antunes subdito Por-
tuguez retira-so para o Rio de Janeiro.
= Precisa-se de um caixeiro chegado prxi-
mamente na barca Primavera, para una venda,
dando alguns me'CS para aprender ; quem es-
tirar nestas circunstancias dirija-se na praca da
Uniaon. 21.
= Offjrece-se urna preta forra para ana do
casa de portas a dentro, a qual cozinhi, engom-
ma e faz tojo o mais servico ; quem d > son
prest! mo so quizer utilisar dirija-so ruada
Cruz, botica n. 47.
Na ra Direita, sobrado do um andar n.
33, ao p de dous de varandas douradas, fa-
zem bolos do S. JoiJo do dilTorentes massas e en-
feitados com capellas do alfinins. ramos e o mes-
mo S. Joao, tudo de alfinim ; e tambem se la-
zem bolinhos para cha e bandejas, enfeitadas do
melhor goslo possivel.
= Johnston Pater & Companhia avis3o aos
Srs. do ongenhosecorrespondentosdos mesmos
nesta praca que so acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engonhos ,
constando de mocadas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesaco o do alta
pressao da forca de quatro e de seis cavallos in-
glezes, o taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
emqualidado, visto serem todos estes objectos
feitos n'uma das principacs fundices de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
= Terca feira 27 do corrento, pelas quatro
horas da tarde, aporta do f)r. juiz do civel in-
terino da primeira vara, na ra Nova, a re-
querimento do depositario A. da Silva Gusmao,
so ha do arrematar do renda annual a casa do so-
brado, a sitio do Atierro dos \(Togados, perten-
cente a Antonio Luiz Itiboiro do Brito, cuja
avaliacao he de qninhontos e seconta mil ris
annuaos: o escript > se acna em mo do res-
pectivo porteiro, onde esto declaradas as con-
dicSes.
Raimundo Nonato de Oliveira retira-se
para o Aracaty a tratar de sua saudo.
=Precisa-se de urna escrava quesaibaco-
zinhar engomar e mais servico : dirija-se
na ra do Queimado n. 32 segundo andar.
=A pessoa, que annunciou por esta folha
dias passados que desojava fallar com o padre
Francisco Jos Coelho de Goes dirija-se ra
do Collegiovenda n. 5.
Aluga-se um prelo muito diligente para
todo e qualquer servico e tem officio do se-
leiro e colxuciro ; quem pretender dirija-se
ra larga do Rozario n 38. segundo andar.
-D-se 3008 reis a juros sobre penhores de
ouro e prata e tambem cm mais piquenas
quantias ; na ra Bolla queja foi Florentina
n. 37 primeira andar.
Lole a de IV. S. do Guadalupe.
As rodas da lotera concedida a favor das o-
bras da igreja de N. S. do Guad'lupedeOlinda,
correm impreterivelmenle n j dia 4 do prximo
mez dejulho, por so achar grande parte de
bilheles vendida ; os devotos e amantes drste
jogo, co.icorrao a comprar o resto dos bilhetes ,
que se arhao nos limaros do costume.
Deseja so encarecidamente saber, quem
be nesta praca o correspondente do coronel Do-
mingos de Souza Leao para negocio do inte-
resse do mesmo Sr.
Precisa-se alugar um sobradinho de um
andar, ou um segundo andar, sendo as prin-
cipacs ras doste bairro deSanto Antonio; quem
tiver annuncie, ou dirija-so ao pateo de S. Pe-
dro n. 16.
Aluga-sc o segundo e terceiro andares da
casa da ra da Cadeia velha n. 50; a tractar na
mesma.
Precisa-sede um bom fornoiro que en-
tenda bem de massas; na padaria da jua da
Senzalla Velha n. 90.
Aluga-se um segundo andar do sobrado
n. 2 no largo doLivramento, e um loja na ra
estreita do Rozario, boa para armazem de qual-
quer estabelecimento; na ra do Livramento
n. 14.
moja annunciado nesle mesmo Diario n. 114 a =Troca-se ou compra-so um negro official
Pede-se encarecidamente ao Sr. Thesou-
reiro Francisco das Chagas e ao Sr. es-
crivao Dr. Joaquim Villela de Castro Ta-
vares da lotera de N. S. do Livramento, que
nao paguem o bilhetc da mesma lotera N.
3814, sonao a pessoa que no verso est asig-
nada porque julga ter-se desemeaminhado
por forca do exeinplo.
Na Pracinba do Livramento loja n. 5! ,
exisie urna carta vinda do Serid para o Senhor
Ovidio Gonsalves Valle genro do Sr, Ma-
noe| Pereira da Seira Negra.
= Aluga-sc o l.o andar da casa da ra Direi-
ta defronle do heeo do Singado com bastantes
commouos e asseio ; quem pretender dirja-
se a ra do Li\ramento a fallar com o negoci-
ante AntonioJni(iuim de Mello.
Da-se dinheiro a premio sobre penhores
de ouro ou prata passando o muro da Penha
no secundo sobrado no se gundo andar.
do pedroiro por um molecote com officio da
alfaiate e cosinheiro ; quem tiver annuncie ,
para so procurar.
No dia turca feira 20 di corronto entre-
gando-so pelas 7 horas da dardo na ra do.
Rosario urna fateixa de ferro a um proto pa-
ra levar a rui do Livraminto sucedoo que
o preto so pardease da pessoa quo o acompa-
nliava e talvez o ffzesse de proposito para lur
tara fateixa, o como polo acontecer, que
ella seja offrrecida a algumn pira comprar ,
roga-se a tomem : ella he de quatro un lias, o
tem urna iritis torta qun as outras, u lo lio
muito grande e ja tem bastante uzo : na ra,
do Livramento n. 17 e se gratificar a quem
a levar.
Urna sonhora de bons costumes se en-
carrega da criai o de moninosde peito empe-
llidos o dezempodidos e tambem recebe me-
ninos desmamados para curar da sua educacio,
no que promotte esmerar-se : na ra direita n.
50 no segundo andar.
A pessoa quo so propSo a ensinar francez,
e latim mosmo sendo para o sertao annun-
cie sua morada para sor procurado.
Na pastelaria da ra das Trincheiraa
numero 14, so encontrar bolo de S.
Joao de varias qualidades um surtimentot
completo de todos os mais objectos do pastela-
ria e faz-se encornadas, como presuntos de fi-
ambre pir cheio galinha loito oquaes-
quer outros assados por preco commodo.
Oabaixo assignado declara que tem duas
casas de taipa na Cabanga en torras do Sr,
Joao Fernandos da Cruz, sondo urna de n.
SOeoutra de n. 52 e urna sua filha de no-
mo Leopoldina outrasem numero, que quero,
com ellas tiver algum direito de bypotheca ou
outra qualquer divida annuncie.
Jernimo Sobastiao do Moricastro.
OscredoresdoJos Francisco do Souza,
podem manil ir receber a qunntia que Ihe per-
tenceo em rateio na casa do caixa Firmino i,
F. da Roza.
= O Sr. Francisco Rodrigues Pinboiro, nfio
he mais caixeiro do abaixo assignado desde 20
do corrente mez Antonio Fiancisco dos San-
tos Draga.
Sociedade Amizade Nos-Unt.
O director faz certo a todos os senbores mem-
bros da direceo que domingo 25 do cor-
rente ) polas cinco boras da tarde na sessao ex-
traordinaria da direecio para se delihorar so-
bre negocio? da sociedade que se acho a cargo
do mesmo director sendo a rcunio na ja sa
bida casa da ra Direita n. 2, premeiro an-
dar.
Continua-se a dar dinheiro a premio era
pequeas porcoes sobro penhores de ouro no
patio do Paraizo sobrado .. 8 segundo andar;
assim como no mesmo sobrado roga-so a todos
os senbores que tem penhores queiriio ler i
Itondade de por estes dois ou tres dias dirigir-se
a mesma casa dismanchar certo engao.
No atierro da Roa-vista loja n 24, de
Joaquim Jos Pereira tendo acabado de re-
ceber um novosortimento do calcados de todas
as qualidades tanto inglezes como francezes e
de Lisboa, sabaloes inglezes abotinados de duas
e tres solas todos taxiadjs e o mais lorie possi-
vel ditos com pala das mesmas qualidades
tanto para homens como para meninos botins
e mcios ditos de bizerro francez ditos de Lis-
boa para homem e meninos, bor/eguins gas-
piados para homem dito de sonhora a 2S rs.f
sapatos decouro de lustro para senhoras di-
tos de marroquim de duraque setim corda-
vao tanto para homem como para mulher, di-
tos de couro de lustro para homem ditos para
meninas de idade de 8 a 14 .unos, chinela
razas muito fortes para andar por casa, sapa-
tos atamancados para senhora de duraque e de
cordavao dito de bizerro para homem pellea
do bizerro francez muito superiores ditas de
couro de lustro e outras umitas qualidades de
calcados tudo por preco commodo.
Sociedade Euterpina.
A commissao administradora avisa aos se
nhoros socios que estao debitados para com a
sociedade que devem realizar as seus dbitos
empreterivelmenteat o dia 30 do corrente ,
para o qual fica transferida a eleicio da nova
commissao na certeza de que ficarao despedi-
dos desde logo aquelles socios que o nao fise-
rem conforme dispde o artigo 6. dos estatu-
tos : o thesoureiro at o dia 29 do correte
manda receber pelas casas dos senbores socios ,
e no dia 30 acbar-se-ba em sua casa na ra
Velha n. 69 onde poderd mandar pagaros
que quizerem.
Na ruado Passoio, lojafranceza, fazem-
se chapeos de sol de seda bordudos para homem ,
c senhora da mais superior qualidade de seda,
com as mesmas fazendas cobrem-se os mesmos
conserta-se tembem com toda promptidao e
brevidade todos e qualquer chapeos deso ,
assim como compra-so chapeos ralhos e ar-
| macao, e na mesma acho-se ricos cobertores d
cma por prece asaitc ccm:r.cdc.


Quem quizer passaportes para dentro e
fora do Imperio o tamben folhas corridas
para pessoas livres e captivas, e qualquer des-
pacho que pertenca ao consulado procure
ao despachante que tern banca aonde traba-
Jha o porteiro do mesmo consulado quando
ella estiver berta, e depois de fechada na
ra de S. Thereza n. 2 quem alem de maior
brevidade como tem dado prova a todos a
quem serve (ara por menos prego que outru
qualquer.
Urna pessoa muito hbil se o florece a
dar lices em casas particulares ; quem quizer
annuncie.
Manoel Jos^ Mascarenhas da Cunha,
subdito Brasileiro retira-se paia o Rio de Ja-
neiro levando em sua companhia os escravos
eguintes ; Lino crioulo, Jos, Angola am-
bos comprados a Joaquim Jos Torres; Jo fa crioula comprada a Francisco das Cha
8as-
Precisa-se de um feitor, c um caixeiro
para engenho de idade de 12 a 15 annos:
no largo do Carmo vonda n. i.
A GALERA MIDDLELEX.
Aos Srs. Redactores do l.eeds \fercury,
Srs. No* abaixo assignados passageiros
na galera Ingle a Middlesex o qual navio foi
naufragado porto de Pernamhuco na sua via-
gem du Nova Ho'anda para Londres, quere-
mos por via do seu jornal render os mais cor-
daesagrajicimnntos la nossa parte, e tambem
dos outros passageiros a pedido delles, a Se
nhora 0. Francisca do Rio Formo/.o e ao
Illm. Sr. Coronel Gaspar do Menezes Vascon-
celos de Urumond pela bondade hosptali-
dade e benevolencia christa mostrada por el-
les a nos todos a nos que nao linhamos nu-
tra recia maco sobre as sympathias se nao o de
sermos estrangeiros naufragados em urna tr-
ra estranha mais isto foi sufficiento como
foi bastantemente provado, para demonstra-
cao mais benvola dos mais cordiaes e melbo
res sentimentos.
Nao temos termos adquados para demonstrar
o nosso grato reconhecimento da humanidade
manifestad a nos em Pernambuco e da bon
dado daquelles individuos que nos hospeda-
ran quand > estavamos em desespero de tal so-
corro e nao s6 nos suprirao coin os necessa-
rios da vida mas tamben) com multas con-
veniencias as quaes foro conspicuamente
continuadas at o nosso embarque para Ingla-
terra. Rogamos portanto aos Snrs. Redactores
com os nossos coraeoes prehcncbidos com os
mais gratos sentimentos inserir estas linhas no
seu jornal, nao s corno devido a estes nossos
hospedes mas tambem como um farol, que
merece ser apontado e como um exemplo a
todos os paizes de caridade christ, que deve ser
seguido e tambem calculado segurar bons
sentimentos c amor fraternal entro todas as
nadies : e temos a honra de ser Srs. Redacto-
ser osseus humildes criados ap Cirurgio, John
Birtwhistle; John Eavl ; James Curry.
Precisa-se de um caixeiro que entenda
de venda e de um pequeo; no atierro da
Boa-vista n. 72.
Compras.
ta Compro-se ps de saputis, fruta p5o ,
e limoeiros que tenho mais de 3 palmos; quem
tiver annuncie com o prego de cada cento.
= Compra-se um escravo que seja mogo ,
re sadio com officio ou sem elle para o ser-
vigo interno de uina casa : na ra Nova, loja
n. 4.
= Compra-se urna negra ou molcque de
naco : na ra atraz da Matriz da Boa-vista ,
n. 26 primeiro andar,
Compra-se urna pa em bom uso ; no
patio do ('armo n. 1.
v* Compra-se a obra de Cuniliati em portu-
gus : o o primeiro e quinto tomo dos Diccio-
narios de Pontos ; o a obra de Bunio 14; quem
tiver annuncie.
= Compra-se urna morada do casa terrea ,
que seu valor n8o exceda de 1500,000 rs. e
no caso de exceder se pagar o resto com de-
mora de 2 mezes, nao sendo em ruu esquisita :
na ra de *. Francisco n. 50 antes ra
do Mundo novo.
Compra-se um liteira em bom uso; ou
deseja-sc ajustar com quem laca urna at o dia
5 de Jullio na ra Augusta n. 8 ou na
ra Imperial n. 31.
Vendas
ou
<> aS^S* 2>>3 3>3353SM>3
GLiONTENDO 836 versosou verdadeiros infa-
liveis e induhitaveis profecas as quaes para
erem seu devido effeito devera ser tiradas as
vesporas de S. Joao, depois de acesas as fo-
gueiras. Entre os livros do sorle que exis-
tem esle deve ter a preferencia por que me-
diante dous dados vom cada um no conheci-
mento da fortuna, vida, amores <&c. que ha
de ter e at a certeza se sahir deputado.
Para conheer-se o mrito da Prophetiza-
Sybilla basta vermos, quo de seu rdito se
valle a sequencia pelos defuntos pois ali se
l : = Teste David cun Sybilla se sendo tes-
temunhas David e a Sybilla.
Senhoras do grande lom ,
Peraltas das pernas finas ,
Coinprae, se queris saber
Quaes sero as vossas sinas,
Venda-se na praca da Independencia toja
da livros ns. 6 c 8.
Vendem-se os bem conhecidos bolos de
S. Jo8o com enfeites de allinim segundo o
nosto dos compradores, sendo encom monda
dos com antecedencia : na ra das Cruzes, no
primeiro andar da esquina do beco da Poli.
Vendem-so 2caixilliosem bom estado,
para janellas ; na praga da Independencia lo-
ja n. 21.
= Vende-se um moleque crioulo de 11 an-
nos proprio para pagem ou aprender qual-
quer offcio ; na ruada Cadeia do Recife lo-
ja n. 20.
=; Vendem-se milho alpiste a 320 o quar
teiro cha isson superior a 2200 cnstaobas
piladas de Portugal a 120 pacas a 240; ceva-
da a 80 r-, paingoa 240 o quarteiro es-
permaceto a 720 ; na esquina da ra do Ara-
go que volta para a S. Cruz.
sb Vendem-se os pertences de ama venda ,
tendo armacao pipas, barris, caix3os com vi-
dracas um grande numero de garrafas ba-
lancas posos e medidas, tudo por 100,000 rs. ;
na ra estreita do Ro-ario confronte a ra
das Larangeiras, n. 21
= Vendem-se foguetes do ar de 4 bombas a
1400 do 6 a 1800 do 9 a 2000 rs a du-
zia ditos do r.arretilhas a 80 rs. cada um .
buscaps para meninos a 80 rs. bombas a 20
rs. : na ra Nova loja de ferrag- ns n. 41.
Vendem-se charutos da Bahia de oxcel-
lentequalidado massos le 25 a 500 rs. c
em ca xas mais em conta ditos da Ha/ana a
(I rs. rap de Lisboa o de outras qualidades,
dados para noites de \ Joao e o restante
de uns arias para cantoria o pianno dedica-
das ao feliz desposorio de "\ M. I. ; e o resto
de urnas mo linhas modernas que tem por ti-
inlo ; os melindre de sinha amor e um bixi-
nho vejo os teus olhos os modernos cupi-
dinhos pega na lira sonora : na ra do Ca-
bug* loja de Antonio Jo Bandeira e Mello.
Vende-se urna escrav de 2 annos, pe-
rita cozinheira engommadeira, o cosechSo ;
na ra do Cotovello n. 57.
= Vendpm-se 6 moradas de casas n* Ca-
punga, um terreno ao p com muro estriba-
ra porta e quarto para pretos; um sitio na
Cruz do Almas, tudo pertencente ao Major
Jos Carlos Teixeira e boje aos seus credores;
trata-secom o Coronel Chaby, ou com Antonio
I' clis, na ra do Cabuga, e tambem se alugao
em quanto nao se venderem.
= Na I o | a nova de calgado da ra doQuei-
mado n. 22 recebeo-se um novo sortimen-
to (le perfumarlas francezas assim como agoa
de colonia ordinaria a 140, e superior a 400 rs.
c 1600 a garrafa dita com o sublime aroma
de amhre em frasquinhos lavrados a 240 e 320
c em garrafa a 22-40 agoa mineral para fazer
cahir o cabello ou penuje do rosto ou do qual-
qualquer parte do corpo dentro em 5 minutos
sem offender cousa algum ( romo se podera
mostrar aos Dretcndcntpsl a 2000 rs. o frasco ,
agoa da China para tirar nodoas e cebo das go-
las sem deixar mancha alguma a 1000 res,
bambolim de Venus para estirar o cabello, tor-
nando por continuaeo de seu uso o cabHIo
corrido a 1440 dito pomada de alambor para
amnciar e lustrar o cabello n 640 o hoi3o dita
virginal para extinguir totalmente os piolhos ,
sem nunra mais aparecerem e limpar a caspa a
1600 dita para fazer o cabello pret-> a 1200 ,
dita de Adonis para conservar o cabello gar-
rafas de tinta de escreversuperior a 320, po5es
de graixa muito boa caixas de pos para den-
les a 120 rs. vendendo-se nesta loja mais ba-
rato todas as perfun.arias do que em outra qual-
quer parte.
= Vende-se urna negra de nago de 20 an-
nos parida de 10 mezes ; na ra da Praia ,
serrana de Constantino Jos Raposo.
= Vende-se um negro ganhador que da
560 por dia sem defTeito algum ; na ra No-
va n. 57; assim como um peso de ferro de
du^s arrobas um de arroba um de 16 libras
e nijt.ro d 8 ditas.
= Vendem-se no armazem da esquina de-
fronte do guindaste da Alfandega do Sr. Dios1
Ferreira caixes rom vellos de espermacetc1
americano sendo de 6 em libra a 600 rs. e de
4 a 560.
Vendem-se urna crioula de 24 annos,
cozinha engomma cose, e lava; urna ne-
grinha crioula de 10 annos com principios de
costura ; na ra estroita do Rozario, n. 22 ,
primeiro andar.
Vendom-se bolos para odia do S. Jlo ,
segundo o gosto dos compradores sendo en-
commendados dias antes, por proco commodo;
na ra do Caldereiro n. 52.
Vonde-se urna tipoia urna banqueta
com casticaes e jarros, urna urna para ogos, tu-
do de boa construego e gosto : e ainda em
madeira : na ra de Hortas n. 40.
Vendem-se charutos da Havapa de su-
perior qualidade e farello em saccas gran-
des ; na ra do Trapiche, n. 19 em casa de J.
O. Elster.
Vende-se ou troca-se urna canoa grande,
que pega em 1200 lijlos; na ra da Cruz,
n. 52 no deposito do rape areia preta.
Vendem-se vinho do Porto, Madeira
secca Malvasia da Madeira Muscatel de Se-
tubal Bucellas, Medoch, licoros finos de dif-
forentes qualidades, conservas francezas de
hervilhas e sardinhas latas de marmelada do
Lisboi, dita do Rio Grande om libras e
em latas, queijos do Alentejo em latas, os
mais frescos que tem apparecido sapatos de
borracha tudo por proco commodo; na ra da
Cadeia velha n. 2.
Vende-se urna flauta amarella de 7 cha-
ves por preco commodo ; na praga da Inde -
pendencia, n. 16.
Na ra do Ljvramento n. 10, conti-
nua-se a ven ler as sezuintos miudozas baratas :
thesourinhas finas a 200 rs. e douradas a 480,
esseneia de rosa em Indas garralinhas a 800.
agoa de colonia da melhnr que tem apparecido,
em frascos grandes a 28 rs. e em frascos pe-
queos a 160, 480 600 e 800 rs. conforme
seus tamanhos e qualidades su bonetes a 60
rs. oem luzias a 500 rs. garrafinhas com
agoa de cheiro a 210 retroz de todas as cores,
domelhor que ha a 140 a oitava e a 12 mil
reis a libra, papel de peso a 2600. 2800 e 3200,
a resma luvas brancas para homem a 320 ,
e de seda para senhora a 480 e prctas a 600,
suspensorios de burracha a 320 meias bran
cas para senhora a 480 espoletas a 80 rs. a
eaixa pegas do cordo para vestido a 20 rs. ,
linha de marcar a 20 rs. o novplo caixinhas de
ajulhas francezas a 320 caixinhas de espoletas
a 160 250, 240. 500. e 320 reis agoa de
flor de Iaranjaa800o frasco, fitas de seda e
de garca de todos os procos, abotuaduras de re-
troz para casacas a 480 e outras muitas miu-
dezas
*= No Recifo ra da Cruz osrriplorio de
Jos Antonio Gomes Jnior n.23, se vende
por prego commodo saceos com alqueire de
farinha de mandioca muito fina e alva feita na
Muribeca.
Vende-se um sitio pequeo nos Affoga-
dos com boas casas de vivenda e commodi-
dades : na ra de (lorias n. 130.
Na pracinha do Livramento n. 53 alm
de muitas miu lezas baratas vendem-se cni-
xos de flores para cabeca e chapeos muito em
conta e tudo o mais a contento dos compradores.
Vende-se urna cama gi ande de madeira
setim de armacao, em muito bom uso, e urna
carteira de urna face em bom estado ; na ra de
S. Rita n. 7 na tenda de Jos Pedro.
Vende-se urna venda com poucos fun-
dos e com commodos para familia no at-
ierro dos A Rogados defronte da casa de Silves-
tre n. 48 ; a tratar na mesma.
Vende-se um escravo do gento de An-
gola do 20 annos; na ra do Crespo loja
n. 6.
= Vende-se urna negra crioula de 20 an-
nos co'inha engomma, cose fa> renda e
todo o maisservico de urna casa ; no atierro da
lioa-vista n. 64.
Contintia-se a vender cafe" em grao a 160
a lhra revada nova 80 rs. pagas a 200 rs. ;
no patio do Carmo esquina da ra de Hortas ,
lado direito n. 2
\ = Vende-se o hiate americano Plutareh ,
forrado e encavilhado de cobre prompto a
seguir viagem de urna marcha admiravel ,
rhegado de Philadelphia ; a tratar com Md-
theus Austins & Companhia ; na ra do Tr pi-
che n. 12.
Escravos frgidos.
Roga-se as authoridades pociaes e ca-
pilSesde campo emais pessoas particulada
opprehengao de um escravo crioulo do nome
Cosme, official desapateiro, e que tem servido
de bulieiro; representa ler 25 annos, secco
do corpo, assuissado anda calcado, e cos-
tumaa intitular se forro ; quem opegar leve a
casa de Joo Matheus no primeiro sobrado
atraz da Matriz da Boa-vista quesera gratifi-
cado.
Fugio no dia 20 do correnle o moleque
Pedro, muito ladino, Mocambique de 14
annos', cor fula feigoes grosseiras, nariz cha-
to em urna das fon tes tem Urna cicatriz de
um talho, e no meio dos peitos urna marca no-
va de ferida ; levou vestido caigas e jaqueta do
panno azul camisa branca usada com pregas
na abertura o qual chegou a pouco lempo do
Mi de Janeiro ; quem o pegar leve a ra da
Conceigao da Boa-vista n. 10, quesera recom-
pensado.
= Roga-se as autoridades policiaes, c mes-
mo a pessoas particulares, que souherem, ou ti-
verem noticia por alguma via (por se suppor es-
tar oceulto segundo os indicios que tem appa-
recido ) do preto Benedicto nacao Cabund ,
idade 40 annos pouco mais ou menos alto
e grosso do corpo tem urna sicatris em um o-
Iho e urna mao pintada de bronco, mostrando
sor oveiro, cor bem preta, e quando falla cus-
a a entender-so levou vestido serolas de li-
nbagem meias uzadas, e carniza encarnada de
baeta j velha ; cujo escravo dezappareceo em
l 7 do corrento junho de fura de Portas andan-
do atterrar junto da casa quo est fa endu Jos
da Silva Mendonca Vianna sendo visto o re-
ferido negro naquelle mesmo dia por pessoas
daquelle lugar, fallando com quem nao se du-
vida terem-no oceultado dando todos os in-
dicios justamente suppostos; por isso no caso
do referido negro nao apparecer por estes dias ,
se puhlicar as pessoas que tem motivado a fal-
ta deste contra as quaes se protesta com todo
o rigor da lei: c no caso de o querercm man-
dar a seo ir. na ra da Guia n. 28, ou a Joa-
quirn da Linguflta o podem fazer quo se pa-
gars todas as despezas que houverem.
No dia 16 de Junno fu io urna negra
de narro Rebolo de nome Marianna alta ,
secca do corpo coroada de carregar pot s de
agoa rosto secco, bastante magra pucha pe-
lo quarto direito levou vestido de chiba no-
vo e panno da costa ; quem a pagar leve a
ra da S. Cruz defronte do sobrado do Carnea
rinho n. 15 quo ser gratificado.
= No dia primeiro de Maio fugio a preta
Mara de nago de 22 annos cAr meia fu-
la estatura baixa grossa tem bastante es-
pinhas no rosto denles limados sem poitos,
marcos de bechigas as pernas, levou vestido
roxo claro panno da costa ja velho e brin-
cos do 3 quinas e com 3 pedras azucs no meio ,
quando sahio de casa levou um caneco de car-
regar agoa consta que tem andado no lugar
dos A mirtos vendendo fructas e foi escrava-
le Herculano Mara Ressnne morador na roa
da Aurora : quem a pegar leve a ra da Con-
reicSo da Koa-vistu n. 18, que ser recompen-
sado.
No dia primeiro do correnle fugio do
abano assignodo urna escravo de meia idade ,
de naco costa de nome Thereza alta sec-
ca do corpo, rosto redondo, berros grossos ,
ps grandes e com raxaduras de crovos levou
camisa de algodaozinho saia de chita esrira ,
e por baixo desta outra de assento bronco com
flores; consta estar acoitada em casa de um
preto que foi escravo de Marcelino Jos Lo-
pes cujo escravo ja foi senhor da dita escrova;
roga-se porlonlo oosSrs. em pregados de poli-
cio que conhecimento do dito escravo tiver,
que examinem se na rialidade esta a dita escra-
va em sua companhia, para se proceder no for-
mo do lei e sendo opprehenddo remette-la a
estrada de Joo de Barros sitio do inspector de
quarteiro defronte do Exm. Visconde de
Goianna. = Joo Nepomoceno Ferreira d
Mello.
= Fugio no dia 13 docorrente a preta Jo-
anna de nago altura regular bstente
gorda e bem preta de 32 annos, levou saia
de chita, e panno da costa, tudo usado, a
qual rontinua a andar pelo Cordeiro at o cn-
iienlio do Brum por ter sido vista; quem a
pegar leve a casa de seu senhor Jooquim Alves
do Silvo residente com Joaquim Goncalves
Vieira Guimares ao p do arco da Conceigao ,
n. 63 segundo andar.
Fugio no dij 17 do correnle um preto de
nome Jos de nago Congo seg do olho
direito pouca barba bem preto rom urna
cicatriz no p esquerdo he muito regrsta e
dado a valente quando toma agoardente le-
vou vestido camisa e ceroulade algodo d fra,
mas quando ai riba muda de trajo e he natu-
ral que o lenba fcilo pois de outras quo tem
feito apparecc logo de calsa e suspensorio e
muito aperlado para se Ihe nao verem o volme
dos escrotos que os tem inchados e por issso
os traz bem sungados poro cima ; e levou tam-
bem um lengo na caliera e chop o de palbo ;
com qualquer destes trojes que seja encontrado,
roga-se a toda e qualquer pessoa quer capi-
tales de campo ou pessoa particular, que o
mandrm pegar, eentregar no podorio da ra
dos Quaiteisn. 18, onde sedar nina grati-
iraro correspondente ao serviro prestado ao
abaixo assignaao.
Manoel Antonio de Jess.
Rrcifb: kaTtp. deM. F. db Fama.=1843 .


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