Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04984


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Full Text
Armo de 1843. Segunda Feira 19
Tudo gora depended, n. mesmo.; d. no... prudenc., moderado, Mirria; con-
linuemos como principiamos seremos puntado, con. admir.cao enlre ai N.coe. .
"""'__________________( Procl.m.yuu daA..embl Ger.l do Bia'iit.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gotanns Parahiba Engrande do Norte segunda- a sextas fir..
Bonito o Garanhans 10 e 24.
Cabo. Ssrinhem, Rio Foraaoso Porto Cairo M.ceio, a Al.goas no 4. 44 .24
Boa-visue Flore, a (3 e 28. Santo Anto, quintas feir... Olind. iodo, os dias.
das da se ana.
49 *g. a. Juliana da Falconieri. And. do J. de I', da 2. r -
20 iarc. 9. SiWerio P. Re. Aud. do J. de D da 3. T.
31 Quait. a. Laii Gonz.ga. Aud. do J. de D. da 4. t.
22 yuint. jejum Paulino Aud. do J. de D. da 3. t.
22 sil, + jejum ss Coragao de Jeius
24 ai), N.cimento do s. Jo.10 Baplista,
25 '''-'O1, A puresa de Notsaei.hora.
de Jimfia
Anno XIX. N. 13 .1
O Diario publica-ae todo* os dias qua nao foresi Santificados: s preoo da aeeignaleu-a
de tres mil res por quartel pagos .disntsdos. Os anouncios dos assignaales so insando
gratis, e os dos que o n.'.o forem raiao de 80 reis por liaba. A. reelamaooes deemsar diri-
gida a asta lyp., ra daaCruif.N. 34.on a praca da Independencia lojs de liTroe H. Q> ;
camsios.No da 17 de Junho.
Cambio sobra Londres 25 i. Ooao-Mosda de ,400 V.
Pan 3.o /en por franco,
Lisboa 110 porlOOdepreaio.
N.
a da 4,000
PaaTa-Patacdes
Petos Coluaanaraa
a ditos Mexicano.
compra
10,400
Ki.iOJ
V,000
4,1MW
1,000
l,0
Moad. da cobre 2 |>or cento.
dem de letra, de boa firma 1 a | .
PHAbEi DA LA NO MEZ DE JUNHO.
La Cheia 12, a 4 liuraae 50 m. da m I La ora 27, as 5 lora da larde.
Quari.mtng. 10, s Chora a 10 m. da t. | (Juari. creso, i 5, os 15
Prcamar de hoje
1.a 10 horss e C ai. da manh.ia. I '> boraa a 30 aa. da tarda.
asada.
16,600
16,400
V 200
i,20
4,va/
4,020
nulos da Urda.

i Q& >;* >/.?, -zAj
Senhor. Ha muito que lodos os ministe-
rios tem demonstrado a insufTiciencia da receita
para as despezas publicas, e nao tendo sido pos-
sivel providenciar sobre tao importante objecto,
em razao das melanclicas circunstancias cm
que se tem visto o imperio o mal tem se ido
aggravandoprogressivamente sobre tudo nes-
tes ltimos annos, em que repetidas commo-
ces intestinas tem alterado a paz e a tranquil-
Jidade do estado e o tem obrigado a fazer os
mais pesados sacrificios.
Ninguem ba hoje que negu esta verdade ,
ninguem que desconheca o estado das (mancas
do paiz e deixe de reclamar medidas enrgi-
cas eapropriadas para preeneber um dficit to
consideravel tal qual o que temos hojo.
Os ministros de V. M. I. emponhao-se em
reduzir supprimir e evitar todas as despezas
que se podem dispensar sem detrimento do
servico publico ; por mais severas porm que
summo; ou pelo menos nao elevaria sobre ellos
a mais de 2 por cento osdireitos de importa-
cao porque pesando igualmente sobre os
consummidoros, qualquer que seja sua eondiecao
e fortuna a justica e a poltica pedem que nao
sejo muito alteadas.
Da nnsma surte nao elevaria muito os direi-
tos de importaran sobre os gneros e mercado-
rias que cm pequeo volume contcm grande va-
lor porque o scu extravio e fcil o promette
avultadas vanlagens.
Cumprc porm proteger os productos que ti-
verem por principal objecto a seguranza e defe-
sa do estado, pois nao prudencia ir procurar no
estrangeiro os meios necessarios para a propria
conservacao e para mantena das instituyos pa-
trias. Mas encetando boje esta carreira, evi-
dente que nem todos esses productos podem ser
ao mismo lempo favorecidos: convem princi-
piar pelos mais indispensaveis e com tal cir-
cumspeccao que nao falle entretanto o que
fr preciso para occorrer s neeessdades do ser-
vico publico. Os diroitos sobre tacs productos
devenid ser alteados tanto, quanto o exigir a
sua produccao no paiz mas nao dever verifi-
sejao as economas nao possivel esperar que
por meio del las smente se possa preeneber o,
dficit do nossa receita. Em verdade, crero-l ca!;-8e este aSmento em quanto subsistir atra-
se despezas novas e augmontarao-se algumas tadocom Grao-Bretanha. Importao-se ge-
das existentes continuando com leves altora-
ees a mesma receita. Forcoso pois recorrer
tambem e principalmente a outros meios.
Ja muito valrao ao tbesouro em seus apu-
ros os emprestimos mas hoje pequeo auxilio
Jhe prometlem e esse mesmo pesado pelos
sacrificios que tero de custar alm de que os
emprestimos nao podem ser empregados con-
tinuamente e s sao justificados em certas cir-
cunstancias.
Resta portanto pedir aos impostos os meios
necossarios para fazer face s despezas indis-
pensaveis e esto recurso nao pode doixar de
ser gravoso hojo pelo muito quo se precisa ,
quando delle se se tivesso lancado mao a medi-
da que crescio as necessidades publicas lora
cousa apenas sontida.
O governo de V. M. I. est autorisado pela
lei do 30 de novembro de 1841, art. 10 a c-
levar os impostos do mportacao do 2 a 60 por
cento, o vista do que ica ponderado urge que
exerca esta importante faculdode porque ,
quando so trata de ministrar ao tbesouro os
meios necessarios para lazer faco s despezas,
apresenta-se a todos este imposto como o me-
nos oneroso o que mais prometi em menos
tempo e sem accrescimo das despezas de arre-
cadaco. Todavia em objecto to importan-
te, como o de imposicoes, releva proceder com
toda a prudencia e circumspccco ; se fr mui-
to elevado o imposto do que se trata de re-
ceiar o contrabando em grande escala quo ,
em vez de augmento do renda, s d em resul-
tado mingoa. Nao pequeo mal poder tam-
Lem produzir qualquer excejso a este respeito ,
dislocando capitaos para empregos que se tor-
nars mais lucrativos do que os actuaes nao
sendo de esperar que os lucros dos novos em-
pregos compensem os prejuizos consoquencia
necessaria de tal deslocacao. Cabo tamhem
ponderar que contribuindo para a diminuicio
da receita a redueco do consummo dos gene-
ros e mercadorias por effeito de excessivos di-
roitos seguir-se-a este inallivel resultado ,
se frem rpida e consideravelmento augmen-
tados estes direitos.
Tendo em vista o exposto minha opinio
quo em geral nao devem exceder de 30 a 40 por
cento osdireitos de importacao quando ni-
camente considerados como meio de ronda, ex-
cepto os das bebidas espirituosas que ainda
nesta hypothese podem sor de 50 por cento, do-
vendo ser incluidos naquelles diroitos, quantos
actualmente se percebem nasalfandogas, e pa-
gar mais os gneros c mercadorias proporcSu
que se approximarem dos de mero luxo.
Conservara en pois cm geral sem uenhuma
a'tcracao o quantitativo que actualmente per-
celiido nasalfandogas dos gneros e mercado
riasde primoira necessidade ou que por taes
sao considerados, em razao do scu geral con-
ncros o mercadorias em projuizo da industria do
imperio sendo nelle pro'uzidos idnticos ou
senielhantes, donde resalta diminuicao do con-
summo destes. mister pois acudir aos nossos
productos favorec-los de mnneira que a con-
currencia estrangeira os nao desacoioce e obri-
gue a abandonar suas actuaos oceupacos. Mas
quando se trata de proteger o productor nao.
(levo esquecer o consummidor: limitese o favor
aos gneros cuja produccao suscepvcl de a-
perfeicoamento, ou cm que estejo empregados
avultados capitaes o ainda assim regulando-
so o augmento dos diroitos sobro os gneros es-
trangoiros pela necessidade quo os nacionaesse-
inclbantes ou idnticos tiverem de favor por sua
superior qualidade ou por importantes capi-
taes empregados em sua produccao. Merecem
tambem proteccao os productos que principio
a introduzir-se eaquelles para cuja produccao
existem actualmente materias primas em abun-
dancia no paiz.
Nestas circumstancias parece-me que estao
algumas manufacturas do algodiio. Oalgodo
materia prima produzida no Brazil, o pelo
menos as manufacturas mais grosseiras deste
producto sendo constante e convenientemen-
te protegidas podem dentro em pouco tempo
ser produzidas no paiz. Se nao tomos capitaes
muito abundantes para o estabelecimento dosta
industria podemos convidar fabricantes belgas
e allemaes, que nao duvidar estabolocor suas
fabricas no Brazil ; se por ventura a dita indus-
tria fr protegida por maneira que Ihes assogu-
re vanlagens.
Nem se diga que n5o temos bracos que bas-
tem para o servico da agricultura e portanto
que nao devemos curar da industria manufac-
turera : as cidades, villas e povoaces do Bra-
zil existe urna grande porcio de gente que vive
desoecupada que nao tem os hbitos do tra-
balho agrcola que Ihe mesmo avessa : esta
parte da populacao pode pois ser utilmente cm-
pregada no trabalho das manufacturas ; tal vez
mesmo seja este um dos meios que concorra pa-
ra dar emprego til a muitos mocos que por fal-
ta delle smnte procurao a carreira dos empre-
gos pblicos o que sempre um grande mal ,
e actualmente entre nos gravissimo. Pens
pois que se poder conseguir este importante
resultado, impondo-so as manufacturas de al-
godao importadas do estrangeiro fortes direi-
los que poder sor por exemplo de 60 por
Gent se mais elTicaz proteccao nao se mostrar
necessaria. lm da proteccao que resultar
ilestit imposicao convni tambem favorecer o
estabelecimento de taos manufacturas sen-
tando do diroitos os teares o om geral as ma-
chinas necessariM
de fiar e ecer o aigodo.
Embora at o presento tonha vogado no
paiz o principio da liberdade Ilimitada da in-
dustria e de commercio, nao cabendo nos limi-
tes desta exposicao discutir assumpto tao vasto ,
estou persuadido de que sua applicaco s pode
ser proficua as pitases de produccao elevada ao
maior grao : e tanto verdade o quo acabo do
expender, que a maior parte dos ramos do in-
dustria que tem augmentado as riquezas, o en-
grandecido o poder das principaes nacos mo-
dernas so tem medrado o prosperado som-
bra do proteccao.
Qualquer porm que seja a opiniao dos eco-
nomistas sobre a materia ; o quo parece fra do
llovida 6 que no estado social do Brazil e at-
ienta disseminaco do seus habitantes por urna
vasta superficie cumpre adoptar ainda com al-
gum sacrificio econmico tudo quanto possa
multiplicar os morcados, concentrar sua popu-
lacao o dar til emprego a muitos bracos ocio-
sos que dest'arte at deixar de empregar-se
em coadjuvar as desordens que tantos males
tem causado ao paiz e nenbuma medida mais
cllcaz so pode no meu entender adoptar do que
o estabelecimento do manufacturas.
E sendo o Brazil talhado pela naturoza para
tornar-so urna das primeiras naedes martimas
do novo mundo, indispensavel promover o
desenvolvimento dos germens desta sua Corea o
utura grandeza. A nossa navegacao de longo
curso est definhada, para nao dizer que quasi
nao existe : o nico commercio entretido por
urna porcao de capital o navios nacionacs o da
costa d'Africa : o commercio que se faz nesta
parte do mundo quasi sempre Ilcito por ser
destinado ao trafico o a honra e o proprio in-
teresse do Brazil aconsolho que se toinem as
medidas mais elicazes para desviar desse com-
mercio os capitazes que nelle so emprego e
nenhumas parecom to appropriadas para isso
como proporcionar-lhes emprego mais til e
lucrativo. E nem admira que a navegacao li-
cita de longo curso tonha sido at o presente
privativa dos estrangeiros, porque os nacionacs
que a ella se entregao nao gozao do favor al-
gum visto que pago os mismos diAjtos de
importacao que o estrangeiro e a mesaWanco-
ragem que estes tendo de mais a mais a des-
vantagem do recrutamento quo a marinha de
guerra faz a bordo dos navios nacionaes. Cum-
pre pois desenvolver tambem u navegacao na-
cional de longo curso, como meio de crear ma-
rinha do guerra o deslocar os capitaes brazilei-
ros que sao empregados no commercio da costa
d'Africa para oulro emprego licito o moral e
quo seja tanto ou mais vantajoso do que o com-
mercio Ilcito.
E como para ohter estes resultados concor-
rer nao pouco favorecer a navegacao de longo
curso nao hesito em pedir a V. M. I. quo re-
duza um terco ou metado os dircitos sbreos
gneros e mercadorias estrangeiras importadas
om navios hrazileiros. Tambem convir talvez
reduzir odireifo de ancoragem quo pagao taes
navios logo que terminado o tratado com a
Gro-Brctanha o possamos fazer sem ser o-
brigados a reduzir a que sejulgar conveniente
que pagucm os navios estrangeiros. E pare-
condo-me que o commercio das Indias Orien-
taes o mais adaptado para estes fins entendo
que as leis liscaes o devem favorecer ainda mais
que qualquer outro, de maneira que convidem
os capitaes ea navegacao nacional a emprehtn-
d-lo de preferencia ao da costa d'Africa : isto
entendo euque st conseguir impondo fortes
diroitos sobre as fazendas da India que frcm
importadas em navios estrangeiros, ou por cori-
ta de estrangeiros e favorecendo-se as que o
frcm cm navios nacionaes e por conta destes ,
devendo conceder-se algum favor aquellas que ,
com quanto pertencao a estrangeiros frem
importadas em embarcaces nacionacs. As pri-
meiras dever pelo monos pagar o mximo di-
reito estabolecido na lei, ou 60 por cento as
segundas ->Q por cento, e as altimas de que tra-
tei 40 por cont.
Para seren levadas a effeito as providencias
que tenho apontado cumpre instituir o mais
aecurado e\,iinc sobro os factos em que ellas tem
de assentar, sondo ouvidas pessoas entendidas
e versadas em taes materias.
Pira este fim tenho a honra de propr a V.
M. I. o decreto incluso e de rogar-so digne
dar-lho a sua soberana approvaco. Rio do Ja-
neiro 17 do maio do 1843. Senhor, de V.
M. 1. o mais reverente subdito. Joaqun
Francisco Vianna.
DECRETO S." 29i DE 17 DE MAIO DE 1843.
Horneando urna commisso tendo por fim or-
ganisar a nova pauta para as alfandegas do-
imperio.
Convindo organisar a nova pauta pela qual
devom ser cobrados os dircitos de importacao
em todas as alfandegas do imperio como de-
termina o l.do art. 10 da lei n 243 de 30
de novembro de 18il hei por bem decretar o
segunto :
Art. 1. Fica creada urna commissao compos-
ta das pessoas mencionadas na rolaran junta a
esto decreto da qual ser presidente o ins-
pector da allandega Saturnino de Souza e Ol
veira e secretario o escrivo delta Joaqun
Texeira de Macedo, para o fim de proceder s
averiguaces e organisar os trabalhos menciona-
dos nos artigos seguintes
Art. 2. A commissao incumbida de orga-
nisar a pauta dos diroitos de importacao quo
devem ser cobrados em todas as alfandegas do
imperio a qual, a ser possivel dever estar
concluida att o fim de junho prximo futu-
ro : e neste trabalho so regular pelas seguintes
bases.
Art. 3. Examinar a commissao quaes s5o
os objeclos indispensaveis de lesa do estado ,
o destes quaes os que sao actualmente produci-
dos no paiz e os que fcilmente o poderem
ser o impor sessenta por cento nos objec
tossemelhantes ou idnticos importados de es-
trangeiro.
Art. 4. Proceder as necessarias averigua-
Cues para reconher quaes sao os gneros de pri-
moira necessidade ou que como taes sao con-
siderados em razao do seu geral consummo ,
importados de paizes estrangeiros, os quaes in-
cluir na pauta com diroitos de vinto por cento ;
exceptuando porm aquellos que, sem grave
projuizo dos consumidores menos abastados 9
sem risco de contrabando posso ser onerados
com maior imposto dos quaes formar urna
classe separada sujeita a dircitos de vinte e qua-
tro por cento apezar de seren considerados
como gneros do primeira necessidade.
Art. .'." Examinar quaes sao os gneros e
mercadorias que, por. conterem muito valor em
pequeni volume convidao ao extravio pro-
metiendo grandes lucros delle: a estes gneros
e mercadorias contemplar na pauta com diroi-
tos de dous a dez por cento conforme fr mais
ou menos fundado o risco do mesmo ostra vio.
Art. o." Dever tambem averiguar quaes os
gneros estrangeiros de que ha idnticos ou se-
mclhantes produzidos no paiz, que soflrem com
a concurrencia daquclles e os contemplara
com dircitos do cincoenta a sessenta por cento ,
tomando em considoracao a qualidade dos pro-
duzidos no imperio a importancia dos capitaes
empregados na produccao delles e o aperfei-
coamento de que sao susceptiveis.
Art. 7o. Com iguaes direitos contemplar a
commissao os gneros e mercadorias quo come-
cao a produzir-so no imperio ou cuja produc-
cao pode ser naturalisada pela abundancia de
materias primas actualmente existentes; gra-
duando os ditos direitos segundo o maior favor
que morecerem aquellos que poderem ser pro-
du/idos no paiz com mais perfeicao.
Art. 8. As manufacturas de algodao mais
grosseiras sero contempladas na pauta com di-
reitos de sessenta por cento : as mais finas com
os de quarenta a cincoenta.
Art. 9. Os teares e quaesquer machinas ne-
cessarias s fabricas de fiar e tecer serao isentas
de quaesquer direitos.
Art. 10. As fazendas da India excepcao
das quo estivo rom cnrnprehendidas na reTa es-
tabelecida no art. 5.o, pagar em geral ses-
senta por cento, quando importadas em navios
estrangeiros ; se porm o forem em navios na-
cionaes mas por conta de estrangeiros nnr/_
1


rao quarenta por cento ; o finalmente vinte por
cento somonte quando importadas em navios
nacionaes e por cunta de subditos do paiz. As
mercadorias sujeitas a menores direitos nos
termos do art. 5o. pagar metude dos que fo-
rem estabelecidos, quando importadas em na-
vios nacionaes.
Art. 11. Os vinhos e bebidas esperituosas
pagarcincoenta por cento ; e todas asmis
mercadorias de que se nao faz menco espe-
cial neste decreto, pagar de trinta a qnarenta
por cento.
Art. 12. A commisso examinar quaes as
medidas que alm das mencionadas neste de-
creto cumpre adoptar paro favorecer-se a ma-
rinha mercante naciunal : se para isso concor-
rer urna reduegodos direitos de importaco so-
bre todos os gneros importados em navios na-
ciunaes e nos de ancoragem que ora pago ,
c qual deva ser.
Art. 13. Os direitos de importaco poder
6er cobrados ad valorem ou por urna taxa fxa ,
conforme lr mais conveniente aus interesses da
fazenda comtanto que se forem cobradas
pela segunda lrma a dita taxa guarde rela-
<:oes com os direitos correspondentes ad valo-
rem.
Art. 14. A pauta que fr oflerccida pela
commisso ser acompanhada de todas as obser-
vacoes que parecerem convenientes nao s
cerca das razoes que a tiverem movido a fixar os
direitos pela mam-ira que o fi/er nos casos em
que Ibe tica arbitrio para isso, mas tambem
cerca dos inconvenientes que posso provir das
medidas aqui insinuadas; e finalmente de que
dever providenciar-so para quando finde o
tratado com a Gro-Bretanha submettendo
tudo ao meu conhecimento por intermedio do
ministro e secretario de estado dos negocios da
fazenda.
Art. 15. Para o desempenho de suas func-
ces fica a commisso autorisada para requisitar
directamente de qualquer estaco publica pelo
intermedio doseu presidente os esclarecmentos
e nformacoes que julgar necessarias as quaes
ser-lhe-ho lornecidas polos respectivos che-
fes sem dependencia de nova ordem do gover-
no quando nisso nao baja inconveniente.
Art. 16. Fica derogado o decreto n. 205 de
28deju!hodel842.
Joaquim Francisco Vianna do meu conse-
Iho ministro e secretario de estado dos nego-
cios da fazenda e presidente do tribunal do the-
sonro publico nacional assim o tenha enten-
dido e faca executar com os despachos necessa-
rios. Palacio do Rio de Janeiro em 17 de
maio de 1843 vigsimo segundo da indepen-
dencia e do imperio. Com a rubrica de S.
M. o Imperador. Jaoquim Francisco Vi-
anna.
RelacSo dos membros da commisso creada por
decreto n. 294 de 17 de maio de 1843.
Saturnino de Souza e Oliveira.
Joaquim Teixeira de Macedo.
Tbeodoro Lzaro de S.
Jos Ewbank.
Francisco Moreira de Carvalho.
Rio de Janeiro em 17 de maio de 1843.
Joaquim Francisco Vianna.
( Jornal do Comtnercio. )
LE N. 119.
O BarSoda Boa-Vista, Presidente da provin-
cia de Pernambuco. Fago saber a todos os seus
habitantes que a assembla legislativa provin-
cial decretou, e eu sanecionei a resoluco se-
guinte:
Art. nico. O medico e cirurgia encarrega-
dos do curativo do grande hospital de caridade
desta provincia vencer cada um quinhentos
mil res de ordenado annuaes ; sugeitando-se o
cirurgia a fazer todas as operages, que liou-
ver mister no dito hospital. Fica revogadas as
disposiges em contrario.
Mando por tanto a todas as autoridades a quem
o conhecimento eexecuca da referida resoluca
pertcncer, queacumpro e fago cumprir ta
inteiramente como nella se contem. O secreta-
rio desta provincia a faga imprimir publicar,
e correr. Cidade do Recife do Pernambuco em
8 de maio de 1843, vigsimo segundo da inde-
pendencia e do imperio.
L. S. Kara da Boa-Vista.
Carta de le,pela qual V. Ex. manda executar
a resoluca da assembla legislativa provincial ,
que houve por bem sanecionar, augmentando o
ordenado do medico e cirurgia do grande hos-
pital de caridade na lorma a cima declarada.
Para V. Ex. ver, Jos Xavier Faustino Ra-
mos a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da pro-
vincia de Pernambuco em 10 de maio de 1843.
Casimiro de Sena Madureira.
Registada a minas 196 v. do livro l.'de'rexis-
to de leis provinciaes. Secretaria da provincia
de Pernambuco 20 de maio de 1843.Jnlonino
Jos de Miranda Falcdo.
Commando das Armas.
Quartel do commando das armas de Pernam-
buco 17 dejunho de 1843.
Ordem do dia.
O Illm.0 Sr. commandante manda dar pu-
blicidadea portara do conselho supremo mili-
tar de 8 de abril ultimo, que acompanhou por
copia a provisa imperial de 6 do mesmo mez,
pela qual se declarou os uniformes, e distlncti-
vos de que devem usar os Srs. offlciaes da extin-
ta segunda linha, aflm dequetenha nesta pro-
vincia a devida execucaoManda Sua Magesta-
de o Imperador, pelo conselho supremo mili-
tar, remetter ao commandante das armas da
provincia de Pernambuco, para sua intelligen-
cia, e execucao na parte que Ihe possa perten-
cer a copia inclusa assignada por Joa Jac-
ques da Silva Lisboa, official maior da secreta-
ria do referido tribunal, da provisa de 6 do
presento met, sobre os uniformes e distinctivos
que dever usar os offlciaes da extincta segun-
da linha. Secretaria do conselho supremo mili-
tar em 8 de abril de 1843.Manoel da Fonce-
ca Lima e Silva.
Dom Pedro, por graca de Dos, e unnime
acclamaga dos povos, Imperador constitucio-
nal, e defensor perpetuo do Brasil. Faco saber
vos Presidente da provincia de S. Paulo, que
subindo a minha augusta presenca urna con-
sulta do conselho supremo militar, a que man'
dei proceder, sobre o ollicio n. 13 do comman-
dante das armas dessa provincia, expondo que,
existindo grande numero do oliciaes sem farda-
mento e requerendo alguns da extincta segun-
da linha que desejo fardar-so para usar
dos distinctivos amarellos, como os guardas na-
cionaes, allegando que devendo servir na mes-
ma guarda, quando sejo para ellas nomeados,
tem de fazer nova despesa, e mesmo que os of-
flciaes da extincta segunda linha dessa provin-
cia, a quem foi concedido o sold de patentes
pelos serviros foitos no Sul, eos ajudantes da
mesma, uso dos ditos distinctivos, como es-
tava estabelecido na provincia pedia se Ihe de-
clarasse, se podio os ditos ofliciacs ser attendi-
dos, ou se todos os da segunda linha, anda pa-
gos como os majores e ajudantes, promovi-
dos depois do Decreto de 4 dedezembro de 1822,
o os que percebem sold, em consequencia de
ter servido no Sul, devem uzar dos distinctivos
b amos das antigs milicias:Hei por bem, con-
ormando-me inteiramente com o parecer do
conselho, mandar declarar, por minha imme-
diala e impeiial resoluco de 18 de margo do
presente anno.que achando-se extinctos os corpos
de milicias pea lei de 18 de agosto de 1831 os
quaes usavo do uniforme que fra estabolec-
do para cada um, segundo o seu numero e
arma, nao sendo regular proceder-se agora que
taes corpos nao existem a qualquer mudanga
sobre uniforme de offlciaes milicianos alem de
queessa medida se torna inconveniente por dis-
pendiosa : deve. portanto os offlciaes da ex-
tincta segunda linha em geral continuarem a
usar dos mesmos uniformes, que pertencio aos
seus respectivos corpos sem a menor altera-
r o. E quanto aos majores e ajudantes promo-
vidos depois do Decreto de 4 de dezembro de 1822
para os ditos corpos sendo estes offlciaes de
primeira linha e devendo desdo a extinego
das milicias existirem encorporados ao exercito,
devero trazer o uniforme da corporago a que
estiverem pertencendo actualmente. Cumpri-o
e entendei-o assim. Sua Magestade o Impera-
dor, o mandou pelos membros do conselho su-
premo militar abaixo assignados. Joao Bap-
tista 1"ei n-ira a fez nesta cidade do Rio de Janei-
ro, aos 6 das do mez de abril do anno do nas-
cimento de nosso senhor Jezus Ghristo, de 1843
Manoel da Fonceca Lima e Silva a fiz escre-
ver o subscreviLuiz da Cunha MoreiraJoao
Chrissostimo CalladoConforme, Joao Jacques
da Silva Lisboa, ollicial-maiorAssignado, Jo-
s da Silva Guimares, ajudante de ordens.
EXTERIOR.
APPARIQO DE CIIRISTO NA CHINA.
Le-se no Universo de 12 de feverelro o se-
guinte:
<( Ha quinsedias circula em Paris noticias
as mais consoladoras para os christaos. Segun-
do cartas que temos vista, escripias de Roma
por pessoas fidedignas ter-se-hia recebido na
capital da christandade cartas authenticas dos
missionaiios catholicos da China annuncian-
do que o Imperador do Celeste Imperio deixa
de ora em diante aos missionarios a liberdade
de entraren e circularem sem obstculo nos seus
estados: nao satisfeito com esta concessa teria
elle mesmo sollicitado a remessa de novos o
mais numerosos missionarios. O que parece
certo he que a Propaganda j designou 40 reli-
giosos, sondo alguns padres jesutas que nos no-
meo. Estes missionarios devem brevemente
partir.
As mesmas cartas dos missionarios da China
attesto lacios de outra ordem, e que explico
aos christaos o que acabamos de dar-lhes a co-
nhecer. O silencio que ha quinse dias observa-
mus deve garantir aos nossos iuitores que nao
he levianamente, mas apoiados em tesleinunhos
graves e dignos de f, que hqje fallamos. Urna
carta hojo chegada de Roma contem o seguin-
te :Cartas authenticas dos missionarios da
China conrmao o notavel milagre da appari-
ga5 de Nosso Senhor na presenga de um grande
numero de fiis e inflis. Devenios teroutras in-
formages mais circumstanciadas, entretanto
damos as que publica a Gazeta do Simpln, no
seu numero de 8 de fevereiro.
Us corages religiosos applaudir todos a
importante e feliz noticia que Ihes annuncia-
mos e que nos chega ao mesmo tempo de diver-
sas partes, l o catholicismo havia saudado com
esperanga e inesperado successo que abrir as
nages europeas asbarreiras da China; mas ho-
je se manifesto signaos mais admiraveis da pr-
xima conversa dessas immensas populages ;
a trra regada pelo sangue dos marlyres vai co-
brir-se de urna abundante messe que colher
novos operarios evanglicos. Nao duvidemos :
cessou emflm o reinado das perseguiges, o po-
vo que vivia as trevas foi allumiado por urna
grande luz, e aproxima-se o dia em que a gre-
ja deve esquecer seus combates para cantar os
louvores daquelle que a tornuu triumphante.
Por noticias que temos de fonte pura, da viga-
raria apostlica da China, grande multido de
christaos e de pagaos pertencentes a esta naco,
viro apparecer nos ares, por occasiao de um
tempo tranquillo e claro, a imagem de Jezus
Christo crucificado.
Quando a cruz appareceo radiosa aos olbos
do Imperador Constantino, os restos do veo que
oceultava os erros e loucuras do paganismo so
romperacdeixarabrilhar sem obstculo a di-
vina luz. A f subi em tiiumpho ao capitolio,
para dahi reinar sobro o imperio, e^o imperio
era enta a maior parte do mundo "conhecido.
Se se confirmaren! as novas que a cima damos ,
e se, como se diz, o imperador, resolvido a a-
brarar a f catholica, pedio missionarios ao so-
berano pontfice, pode se esperar resultados nao
menos importantes e considerar como realisada
a conversa de um reino cuja populagad se ava-
ha no seu tormo medio, 300 milhes de ha-
bitantes.
No mesmo Universo de 12 de margo se en-
contra o seguinte artigo extrahido do Amigo da
Religio, que se refero a urna carta confirman-
do inteiramente o que cima publicamos:
Cartas chogadas a 30 de Janeiro, de meos
irmos missionarios na China, de Maco, das i-
Ihas Philippinas e Fokira. onde tambem temos
urna misso de dominicanos, annuncio que a
porseguigo linha, por assim dizer, inteiramen-
te cessado, logo depois da guerra com os ingie-
res. Acabamos tambem de saber que a cruel per-
seguiga de Toug Kiug, que tantos martyres
mandou para o co, cessou inteiramente, em
parte, por causa da paz feita com os inglez ,-s ,
que tem por urna de suas condig5es a cossago
le toda perseguigo, e neste caso bem podemos
dizer : Salutem ex inimicis nostris, e por outra
parte, provavelmenle, por causa dos prodigios
inauditos que tiverao lugar na China a alguns
mezes. Eis aqui o facto.
) vigario apostlico da cidade e provincia de
Vankin escreveo ao prefeito da propaganda, que
sobre a cidade de Naukin por alguns dias, ap-
paiecco um grande crucifixo visto portodose,
mais de urna vez por dia; e ao mesmo tempo so-
bre diversas outras cidades da mesma provin-
cia apparecro grandes rru es luminosas; quu
depois deste admiiavel successo, grande nume-
rode idolatras pedem para serem instruidos e
baptisados. (Do Commercio)
____________________(Crrelo Mercantil.)
PERNAMBUCO
Paquete do Sul, que sabio do Rio em com-
misso do Governo e trazondo a seu bordo o-
Exm Presidente do Par,no dia 5 e da Bahia no
dia 14, tendo tambem tocado em Macei : estes
portos do Imperio (icario em tranquillidade :
as folbas nada trazem de interesse, afora as
discusses das cmaras. O Exm. Ministro do
Imperio foi escolhido por S. M. para senador
pela provincia de Goiaz. O vapor da compa-
nliia deviasahir no dia 11.
Com mullicados.
Tribunal da Ilelacao.
SESSA DE 17 DE JIMIO DE 1843.
Na appellagao crime desta cidade, appellan-
te o doutor Francisco Carlos Brando, appella-
do Antonio Machado de Faria escrivao Pos-
thumo ; se nao tomou della conhecimento.
Na appellagaocivel desta cidade, appellante
Francisco da Silva, appellado Manoel LuizGon-
galves, cscriva Posthumo; se mandou ouvir o
curador geral dos orlaos.
Na appellagao civcl da comarca de Macei ,
appellante o juiso, appellado Francisco Perei-
ra Barbosa, escrivao Posthumo; se mandou ou-
vir o curador geral.
Na appellagao crime da comarca do Ass da
provincia do Rio Grande do Norte, appellante
Manoel de Mello Monte-negro Pessa appella-
do o jiuso, escrivao Jacomo; oi julgado proce-
dente o recurgo.
Na appellagao crime do jury desta cidade ,
appellante o doutor promotor publico, appella-
da Joaquina Mara da Conceigo como adminis-
tradora do seus esclavos, escrivao Bandeira;
foro os recurgos julgados procedentes.
Na appellagao crime da comarca de Nazareth,
appellante o juizo appellados Jos de Mello
Monte-negro e Manoel Carlos, escrivao Reg
Rangel; foi julgado procedente o reenrso, e man-
daro submetero processo a novo jury.
Na appellagao civel desta cidade appellante
D. Camarina Francisca do Espirito Santo, ap-
pellado Antonio Aires Velloso, escrivao Ferrei-
ra: foi julgado nullo o processo de f. 41 em
diante.
Na appellagao crime da comarca de Paja ,
appellante o juiso appellado Luiz Carneiro de
Andrade escrivao Posthumo ; se nao tomou
di-a conhecimento.
DIARIO llt PEKNAHBUCO.
A profisso de advogado he tao antiga come*
a magistratura lao necessaria como a justiga ,
e tao nobre como a virtude dice com toda a
(orea do sua eloquencia o chanceller d'Agues-
seau. Quem chegou recommendar-se es-
tima publica nicamente pelo bem que de-
sempenha esta nobre profisso nao pode dei
xar de ser invejado por aquelles que de balde
aspiro reputago de advogados, e tornar-se o
alvo dos tiros da maledicencia de vis detracto-
res.
O secretario da provincia nao aceitou este
emprego para que foi chamado pelo Sr. Ba-
ro da Boa-vista, senao por conhecer que
elle era compativcl com o oflicio de advogado ;
pois quem segu esta profisso em-se com-
prometido a viver para seos concidadSos sem
que Ihe seja licito abandomr seos clientes.
Com c ffeito o secretario da provincia he a-
penas um director da redaccao das ordens da
presidencia e de toda a mais escripturaeo da
secretaria : elle nao tem voto deliberativo em
materia alguma da administrago nonhuma
influencia tem por consequencia sobro os jul-
gadores ou quaesquer outras pessoas, que
pertengao ao foro : ello no he fiscal da fazen-
da nem tem a menor ingerencia nos thesou-
rarias da provincia. Temos pois, que pode
continuar na sua profisso do advogado na
qual mais do que em qualquer outro emprego
concorre para suscitar e roborar o espirito
publico defendendo a causa da justica e e-
vitando conluios, e caballas em fraude das
leis.
Firme nestes principios defende elle a Santa
Casa da Misericordia senhora e possuidora
do engenho novo de Goianna que o arrenda
muitosannos do injusto sequestro que em
nome da fazenda publica foi feito para entre-
gar-se tudo ao rendeiro que contra a lei, e
as regras da confianca quer se levantar com as
rendas vencidas. Destruira pela sua parte to-
dos os elementos que podem formar o espiri-
to publico quem transigisse com cssa injusti-
ca, que debaixo da capa da fazenda publica tem-
se praticado atacando o direito de proprie-
dade.
A profisso de advogado he too nobre e
ndopondente concorre tanto para excitar e
roborar o espirito publico que os Jeputados,
os quaes tem voto deliberativo em materias
mui importantes, e grande influencia na so-
eiedade a exercem mesmo na corte onde se
fazem as sesses da assembla geral; sirvo do
exemplo os Srs. Monlesuma e Reboucas.
Nesta provincia temos varios advogados deputa-
dos provinciaes que nao abandonosua pro-
fisso apesar de que na assembla so tenho
decidido muitas questos controvertidas entre
partes. Exercem o oflicio de advogado empro-
gados que tem influencia para com certa clas-
se da sociedade mas nao julgao no foro ; taea
sao por exemplo os lentes do curso jurdico,
porque acho que nao he incompativel o ma-
gisterio com a advocada logo que os magis-
trados ou jurados nao sejo mais alumnos
da academia.
Certamente s o demcrata achara o exerci-
cio de advogado moralmente incompativel com
os empregos pelos quaos nenhuma influ-
encia se exerce no foro. O seo zelo farisaico
he sobre maneira injustificavel respeito do se-
cretario da provincia que nada decide rtem
delibera.
Hoje(18jchegou a este porto o vapor nacional
A eleigo de um senador pela Bahia feita l-
timamente revelou-nos um proceder do presi-
dente daijiiella provincia que muita honra Iho
attrahe o qual nao deve ficar em silencio.
Quando a ambigo de honras e empregos
exerce como agora um imperio tamanho
sobre os homens(do que to escandalosos exem-
plos nos tem offerecido de tempos a esta parte os
mais altos unecionarios pblicos) quando,'ape-
nas vaga um emprego um lugar importante ,
vemos mover-secom impudencia os paitidos, o
patronato as transaces e n'uma palavra ,
reinar o crime e a immoralidade : aquele, que
ainda nutre sinseros respeitos pela virtude, nao
pode saber rom indifferonga e sem tributar os
devidos encomios ao coniportamento do Sr.
Pinheiro comportamento to cheio de mo-
destia e de honestidade que achando-se a tes-
ta da administrago d'aquella provincia, quan-
do o governo expeda ordens para eleigo de um
senador, o Sr. Pinheiro de um so meio nao


servu-se para entrar na lista triplice, quic as-
pirando muito esta eminente posicSo social ,
como sincero amigo do Brasil o da constitui-
dlo : tanto conhece elle a sua dignidade e o
desconcert e a desmoralisaco que segu
apos aquello magistrado, queembaraca-se com
negocios de eleicoes O Sr. Pinheiro certo da
influencia do lugar que ainida occupa com
honra nem at mostrou-se como candidato ,
querendo que osse exercida em toda sua jus-
ta extendi e sem a menor quebra a liberda-
de do voto, garantia poderosa do respeito e
conservacao das liberdades, da qual o Sr. Pi-
nheiro mostrou-se um dos mais zelosos mante-
nedores, quando fasiao-se as cleices dosdc-
putados da actual ligislatura ja empregando
todos os meios seu alcanse para removeros
obstculos que impedir podessem o seu com-
pleto exercicio j propondo ao governo medi-
das regulares a flrn de que esse precioso direito
do cidadao brasileiro nao continuasse a sor ,
como e vai sendo um instrumento da fraude,
urna pura ficcao.
Honra seja feita ao Exm. Sr. Pinheiro a
quem um brilho seductor, eephemeroainda
agora, como emoutras epochas mais remotas
da sua vida nao apartou da verdadeira senda
da rasao e da justica.
Assim saiba a Babia quilatando o seu mri-
to dar d'esta feita urna prova de sua gratido
pelos relevantes servicos de tao digno e pres-
tante administrador contemplando-o na lista
dos seus eleitos para preencher urna outra vaga
do senado onde collocado por ella e por S.
.M. I. certo o seu zelo e devocao nao ser
menos ardente pela gloria e pelos interesses
da patria. I.

=
COMMERCIO.
A lan (lega.
Rendimento do dia 17.......... 2:824fl022
Descarregao hojt 19.
Brigue Eredano co:n o que se Ihe ofe-
recer.
Brigue Tarujo 1. podra.
Brigue Maypo bacalho.
Briguo Janes 8 Elster carvao de po-
dra.
Barca Belte oleo caixas do flandres ,
ferragens miudezas, fazendas, e
Briguo Josefina Emilia com o que se lhe
ollcrecer.
baha.
45
Movimento do Porto.
Navio sahido no dia 16.
Canal; brigue inglez fosaly capitao John
Alsop carga assucar.
Dito no dia 17.
Falmouth ; paquete inglez Crane, comman-
dante Luis.
Navio entrado no dia 18.
Rio de Janeiro ; 13 dias vapor nacional Pa-
quete do Sul, commandante Mathias de Bar-
ros Valente, equipagem 26. Passageiros,
Exm. Sr. Jos Thomaz Henriques e seu a-
judante eapitao Adolfo Pedro da Silva Ca-
nbal alferes Francisco Jos da Silva dito
Cassiano Jos Martins Clemente Luiz Pe-
rain Brazil o ex alteres de commissao Jus-
tino Francisco Mondes, brazileiros; 19 pra-
cas de prot, e 8 invlidos.
Pela 1.'vara do civel se ha de arrematar,' do toda a mobilia da caa do finado Dr. Lou-
findos os dias da lei urna olaria no lugar do don aqu! ser vendida por todo o proco na
Barbalho margem do rio Capibaribo, defron-; casa que oi da sua residencia no *"<*
te da povoacao do Monteiro com barro sufi-i Boa-vista comprehendondo-se i
cente para tijollo o telhas com urna casa para
feitor e pretos, e com urna baixa para capim,
avaliada por dous contos do reis.
=0 administrador da meza da recebedoria
de rendas geraes internas marca o praso do 30
dias, contados desta data aos moradores do
bairro da Boa-vista para satisfazerem a taxa de
seus escravos ; assim como aos dos bairros do
Becifo, e Santo Antonio, quo dro relacoes
de duas rodas com os competentes arreos
um cavallo de montara &.
z= corrector Oliveira far leilao por con-
ta e risco de quem pertencer do casco mas-
tros ornis utenciliosda galera Brasil per-
tencentp ft companhia brasleira de paquetes de
vapor sendo o casco da melhor oonstruccao
Sueca com o forro de cobre quazi novo tena
governadura do lome &c. ; os mastros sio de
e as cor-
para o adeionamento da matricula relativa ao pinlio do landres o mais super.oi, ***&*-
corronte auno iinaneeiro. Recife 19 dejunho rentes e ancoras do oto do fragata : ludo >o
de 18*3. Francisco Xavier Cawlcanti de vende em separado, impreter.velmente quarta-
cambios. 12 dejunho de 1843.
.Sobre Loadres 25 '/ d.
Pariz 350
Hamburgo 700 marc. nom.
Portugal 110.
TVIetaes ouro dobroes hespanhocs 31$000.
Nao hespanhocs 28$000 a 30,)500.
Pecas de 68 WM) velhas 16S200.
Ditas de ditos novas 158800.
TVJocda de 48000, 8S500 a 98200.
Prata 100 por cento.
PRACA DO RECIFK 17 HE JUNIIO DE 1843.
Bevista mercantil.
Cambios Pelo paquete inglez Crane hou-
verao saques a 25 '/ d. Por 18-
Algodo As entradas foro maiores e os
precos baixarao a 4:500 o 4:600 por
falta do compradores.
Assucar Tem diminuido as entradas, e tem
sido menos procurado principalmen-
te o mascavado : os precos tem regu-
lado de 1:100 a 1:200 o branco, e
1:100 o mascavado por [(g> sobre
o ferro.
Couros Yendero-se pelos precos de 130 a
135 rs. por Ib sendo o ultimo pre-
co dos do Aracaty.
Farinha de trigo Chegarao dous carrega-
mentos um de Baltimore com 2000
barricas que segu para o Rio de Ja-
neiro, o oulro de Triestre com 1:800
que descarregar urna parte aqui ,
os precos continuao no mesmo.
Bacalho O dopozito de 3:000 barricas ,
e as vendas tem sido limitadas e o
preco a retalbo de lljOOOpor bar-
rica .
Vinho Cbegou um carregamento de vinho
da Figueira o qual foi vendido en-
tre 110S a H2i a pipa na se ve-
rificando o preco exacto por pedido
dos compradores.
Existcm no porto as seguintes embarcayoes.
Austraca..........*
Brazileras......... 29
Uinamarqueza........
luglezas..........* j
E (litaos.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes manda fazer publico que em
virtudeda lei poranto a mesma thesouraria se
bao de arrematar por tempo de 3 annos a con-
tar do l.dejulho do presente em hasta pu-
blica a quem por menos fizer, nos dias 19, 20,
o 22 de Janeiro prximo vindouro polas l ho-
ras da manhaa as illuminacoes dacidado de
Olinda eda povoacao dos Aflogados, avahado
o fornecimento diario de cada um dos lampioes
da de Olinda em 144 rs. e da dos Aflogados
em 195 rs.
As pessoas que se proposerem a estas arre-
matadles compareci na salla das sessocs da
mesma thesouroria nos dias cima indicados
munidas de fiadores idneos e competente-
mente habilitadas. Secretaria das rendas pro-
vinciaos de Pernambuco 10 de maio de 1843.
O secretario
Luiz da Costa Portocarreiro.
Declaracoes.
= D'ordem do lllm. Sr. inspector do arsenal
de marinha se faz publico que no dia 20 do
'jrrenle mez pelas 11 horas da manhaa se
pora em arrematadlo os fornecimentos dos se-
guintes gneros para o mesmo arsenal, e ein-
barcacoes da armada, pelo tempo que se con-
vencionar : arroz toucinho vinagre baca-
lho (arinha, feijao agurdente, assucar,
caf moido azeite doce o do coco para o farol ,
carne verde pao e bolaxa. As pessoas a
quem possa convir qualquer destes fornoci-
mentos quo devera ser feito com o genero
da melhor qualidade, sao convidados pelo lllm.
Sr. inspector a aprozentarem nosta secretaria
as suas propostas em carta feixa la at o referi-
dodia.Secretaria da inspeccao do arsenal de
marinha do Pernambuco 7 dejunho de 1843.
Alexandre Rodrigues dos Anjos ,
Secretario.
=A administradlo do patrimonio dosorfos
manda scientificar aos inquilinos das casas n.09
9, 18, 21, 23, 40, 47, 49, 52, 53,56, 67, 68,
81, 82, 83, 96, e 100, cujos fiadores ainda nao
assignro os termos d arrematadlo queofa-
cao at o dia 20 do corrente mez para o que
se deverao dirigir a casa do abaixo assignado no
largo do Carmo n. 5, (sendo de manha at as
8 horas, e de tarde das 3 em diante J sob pena de
se porem novamente em hasta publica as res-
pectivas rendas. Sala das sessoes dadminis-
traco do patrimonio dosorfos 10 dejunho de
1843. J M. da Cruz.
Lotera do theatro.
As rodas desta lotera ando impreteri-
velmente no dia 20 do corrente junho fi-
quem ou nao bilhetes por vender e o restante
Jos mesmos achao-se venda nos lugares j
annunciados o tambem na loja do Sr. Guerra,
na ra Nova n. 11.
=A administradlo dos estabelecimentos de
caridade manda (azor publico, que no dia 20
do corrente pelas 4 horas da tarde na salla do
suas sessoes, continua a 3. o u tima praca dos
predios abaixo declarados.
Ra do Azeite de Peixe n. 1 dita do Burgos
n. 2 dita do Encantamento n. 3 dita do A-
morim n. 18 dila do Padre Floriano n. 43 ,
dita de S. Jos n. 5 dita do Manocl Coco n.*
32e38, dita das Cinco Pontas n.* 98, 116 c
118, travessa da Viracao n.0' 7 e 19, dita de S.
Pedro n. 2 ra de Hortas n. 33 dita da Ro-
da n." 5 e 9 (oito lujas) alieno du Boa-vista
n. 68 ra da Gloria n. 65.
Sala das sessocs da administradlo dos estabe-
lecimentos de caridade 16 de junho do 1843.
O <.<-nrinhirarir P A Cnmlmnli Co*>mm

...vv.t V.
Albuquerque. ,
=Pelo juizo da 2.* vara escrivao Santos,
se ha de arrematar na tarde do dia 21 do cor-
rente mez por serem lindos os dias, e termos
da loi, a olaria de Manoel do Albuquerque Bar-
ros Jnior, e sou irmao Jos Bizorra do Barros
Cavalcanti, situada no lugar do Monteiro a
margem doRioCapibaribe, avaluada em 1:2008
reis, na execucao que contra os proprietarios
cncaminha Jos da Silva Braga.
Thesouraria das rendas provinciaes.
O thesoureiro paga nos dias 19, 20, e 21 do
corrente aos empregados que vencein emolu-
mentos os ordenados vencidos t mareo pr-
ximo passado.
PUBLICACA L1TTERARIA.
Sabio luz o n. 3. do peridico da socie-
dade de medicina Annaes da Medicina Per-
nambucana.
Gontcm as materias seguintes:
1. Constituidlo medica, ou molestias reinan-
tes. Pelo Dr. Mavignier, redactor om chefe.
2. Relatorio dostrabalhos dasocidadode me-
dicina no anno de 184-1 a 1842 lido na sessao
solemne do anniversario de sua nstallaco, pelo
Sr. Dr. J. J. do Moraes Sarment secretario
perpetuo,
3. Representadlo, que a socidade deMediti-
na dirigi ao Exm. Sr. presidente da provincia,
em maio de 1842 acerca das molestias que entao
reinavo, o estado da capital da provincia. Re-
dimida pela commissao de Hygiena publica ,
sendo Relator o Sr. Dr. Mavignier.
4. Rcsposta da sociedade a cmara munici-
pal do Recife acerca dos lugares para onde de-
vem ser removidos os estabelecimentos, ora ex-
istentes dentro da cidade, que empregao fogos
activos. Redlgida pelacomn,iss5o e Hygiena
publica, sendo Relator o Sr. Dr. Ferroira.
5. Memoria acerca do jardim Botnico que
tem de ser fundado as vesinhaneas da cidade
do Becifo. Pelo Sr. Mena Callado da Fonceca.
6. Vegetacs quo ser.em para o uzo cazeiro
dos habitantes desta provincia.^
7. Observacoes meteonologicas. Pelo Sr. Dr.
J. Loudan.
8. Programma dos premios para os annos de
1844 e 1845.
Subscreve-se para este peridico na livraria
do arco de N. S. da Conceican la ponte do Re-
cife em Pernambuco. Preco 800 reis cada nu-
mero.
oir 21 do corronte as 10 horas da manhaa, no
escriptorio da companhia de vapores ra d A-
pollo onde tambem se far a venda publica
dos salvados do navio naufragado no Rio Gran-
de do Norte consistindo em carilhas de fer-
ro curvas, pessas do bollinete escovens ,
cano de fogio e dois barris de cobre e pre-
gos de ferro &c. Para examo da galera di-
rijao-se ao lugar onde se acha ancorada perto
da Barreta do Recifo e para o dos mais objec-
tos salvados na prenca do Sr. Mendonca no
Forte do Matto.
Aviso-? martimos.
=Para Benguella o Angola e de la a Lis-
boa o patacho portuguez Paquete da Madei-
ra quosahira com muita brevidado o ainda
recebe alguma carga miuda ; quem quizer car-
regar pode dirgr-se ao seu consignatario Vi-
cente Thomaz dos Santos na praca as horas
do costume.
O brigue brazileiro Fiel, partir para o
Bio de Janeiro dentro em poucos dias por ter
o seu carregamento quasi completo, podendo
ainda receber alguma carga miuda, e escravos a
rete e tem excellentes commodos para passa-
geiros ; os pretendentes tractm com Firmino
Jos Felis da Ro.z na ra da Moeda n. 7, ou
com o capitao Manoel Marciano Forreira.
Para o Aracaty o bem conhecido, e veleiro
patacho nacional Laurentina Brazileira for-
rado, e pregado de cobre, capitao Antonio Ger-
mano das Neves ; quem no mesmo quizer car-
regar por commodo frete, ou ir de passagem,
para o que tem commodos, dirija-so ao seu pro-
pietario Lourenco Jos das Neves na ra da
Cruz n. 64 ou ao capitao.
Leudes.
=0 corrector Oliveira continuar o leilao de
fazendas ingle-xas francezas e suissas de la,
linho algodo o eda as mais proprias d'este
mercado as quaes serao vendidas sem reserva;
terca feira 20 do correnle as 0 horas da manha,
no armazem quo foi do Sr. Stewart, ra da
Cruz.
=0 corrector Oliveira.far feilo sexta-
c.ii-'i o An mrente s l^borss ds nsiihs
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N. 55.
^ahio boje luz o vendo-se no lugar do
costume. Contem o sejiuinte :
Ainda o insulto do Guarda a S. M. o Impe-
rador.
O Cometa e seus satlites.
Carta do Careca.
Himno do Cometa.
E outros pequeos artigos.
O PAISANO N. 20.
J^Anio hoje, e est venda no patio da
Santa Cruz na botica do Snr. Jos Mara
Freir Gameiro: e na loja de livros da praca
da Independencia n. 6 e 8.
Aluga-se a loja do sobrado sito na es-
quina da ra do Amorim ; trata-so na ra do
Quoimado loja n. 9.
= Maria Emilia d) Carmo, moradora nesta
cidade pretendo embarcar para o R.o do Janeiro
a sua escrava Ingracia crioula de 16 anno
de idade comprada a D. Anna Corroa de Al-
meida.
Jos Luiz Pereira estabelecido nosta pra-
ca pretendo embarcar para o Ro de Janeiro
os seus escravos Damazio, crioulo de 14 annos ,
comprado a Manoel Joaquim Venancio de Sou-
za ; Benedicta, naco Angola, idade de 15 an-
nos comprada a Roza Maria do Carmo Padi-
Iha : e Martiniana crioula, idade de 18 an-
nos comprada a Francisco Xavier das Chagas.
Precisa se de 150$000 reis, por tempo de
um anno pagando-so de 3 a 3 mezes 50$ rs.
por conta do capital e juros at findar^ o dito
tempo no quarto pagamento ; quem quizer fa-
zer este negocio annuncie ou dirija-se rus
do Jardim, casa junto ao porto do mesmo.
Um pbarmaceutico portuguez com carta
de approvacSo desoja arrumar-so em alguma
botica desta cidade ; quem precisar annuncie
para ser procurado.
Precisa-se de pretas para vender azeite de
carrapato pagando-so urna pataca em cada
caada ; quem tiver annuncie.
A pessoa que annunciou querer vender un
sobradinho de um andar recebendo um cont
de reis a vista : annuncie.
= P. Aubertin retira-se para fora da pro-
vincia com sua lamilia.
= Joo Luiz Goncalves Vianna, subdito por-
tuguez com sua familia retira-se para fora
desta provincia levando em sua companhia
Manoel Ignacio da Costa Jnior tambem
subdito portuguez.
= Em Olinda sobrado junto ao do Sr. l-
ente coronel Manoel Ignacio de Carvalho
Mendonca na ra de S. Bento se fazem et-
cellentes bolos de S. Joo ; e continua-se a fa-
zer jantares para lora e todas as qualidades de
doces pudins, empadas assados &c. &c. ,
dor commodo preco.
= Da-se OOOjOOOrs. a juros de dous por cen-
to ao mez sobre hypolheca em casa livre e des-
embarassada ; quem quizer dirija-se a ra do
Uueiniailo loja n. 18 de Guehmenle Pe-
' i
.M..IU
, .l*v II"
r
que dir quem os ua.


/
=Offerece-se urna pardinha oscrava, de mili-
to bom genio, para servir em alguma casa de
homem solteiro ou de pouca familia sendo a
paga mensalmcnte ; sabe engomar coser x8o ,
cosinhor e lavar; quem a pretender dirijase a
ra do Collegio n. 19.
= Rita Benedicta Mequelioa de Azevedo ,
brazileira retira-so para MaranhSo levando
erasuacompanhiasaa filha menor, tresescra-
vos, e os pardos livres Theodora, Marianna e
Profiro.
= Precisa-se fallar com o procurador de Dio-
go Thomaz, offcial militar do tempo do ge-
neral Luiz do Reg Brrelo ou com pessoa
por elle nesta cidade para objecto de interes-
se ; quem nestas circunstancias estiverdirija-se
a casa de Joaquim Gonsalves \ ieira Guimaraes,
junto ao arco da Conceico n. 63 segundo
andar.
= Continua-se a dar dinheiro a premio : no
patio do Paraico sobrado n. 8 segundo an-
dar de huma hora as 3 da tarde.
= Oa-se 2008 r*- juros com penhores de
ouro ou prata: na ra Nova n. 9.
= Quem precisar de um homem Portugus
em familia para caixeiro nesta praca dirja-
se a ra do Collegio n. 19 assim como a
pessoa que annunciou precisar de uai cai-
xoiro para a ra dirija-se a misma casa.
= Francisco Fernandes Thomaz retira-se
para Lisboa a tratar de sua saude fcando o
seu estabelecimento no mesmo giro e por seus
bastantes procuradores os Srs. Vicente Alvos de
Souza Carvalho e Antonio Coelho de Mello ,
a pessoa que se julgar seu credor aprsente suas
contas para serem pagas.
= Antonio Augusto de Abreu Moura re-
tira-se para a Baha.
= Domingos Felippe Forreira Campos, e;
Jlo Antonio da Silva Braga ; retirao-se para
fora da provincia.
= Joaquim Antonio de Aguiar ; retira-se
para Portugal.
Trocao-se seis escravos com muita prati-
ca de engenho e sitio uns canoeiros, outros
serradores c outras habilidades ; por negras ro-
bustas, e corpulentas lavadeiras, ou que sirvan
para isso ; no atierro dos A (Togados casa terrea
envidracada n. 171, da parte da mar grande,
e te ni um lampiao na esquina.
Da-sc um cont de rois a premio de dous
por cento ao mez sobre pinhores de ouro, ou
prata ou hypotheca em alguma morada de
casa de um andar livre pelo tempo de seis
me/es ou um anno ; quem o pretender an-
nuncie.
= Quem precizar do um homem portuguez
sem familia, para qualquer servico nesta prafa,
e mosmo para caixeiro de cobraneas ou de
engenho o qual da fiador annuncie, ou di-
rija-se ra do Collegio n. 19, que achara com
quem tractar.
= Deseja-se saber se em Pernambuco existe
o Sr. Domingos Alvos Barboza c Silva, natural
de Barcellos a negocio de seu interesse em
casa de Gaudino Agostinho de Barros na pra-
cinha doCorpo Santo n. 66 ou annuncie sua
residencia para ser procurado.
Aluga-so um armazem muito proprio
para qualquer estabelecimento de negocio na
ra estreita do Rozario n. 30 ; quem o preten-
der dirija-se ra do Queimado lo|o n. 13.
Precisa-se de 150,000 rs. por tempo de
um anno pagando-se de 3 a 3 mezes 50,000
por tonta do capital e juros at lindar o tempo;
na ra do Jardim casa junto ao porto do mes-'
mo, ou annuncie.
JoodeOliveira Ramos, administrador
do deposito do rap prinoeza moderno esta-
belecimento nesta cidade, pertencente as fa-
bricas de Gasse, com summa satisfaco reco-
nheceo bom acolhimento que tem merecido
nesta capital o producto das fabricas de sua
administracao ; elle protesta por parte do fa-
bricante todo o zello e desvello necessario ,
sobre a boa qualidade de sea rap, que jun-
tando-se islo a digna coopera ao de todos os
seus frguezes tem feito merecer toda prefe-
rencia e estima dos bons tomadores, como o
respeitavel publico presenceia ; responsabeli-
sando-se sempre pela boa qualidade de seu ra-
p nao se descuida de avisar que o seu de-
posito geral be na ra da Cruz do Recife n.
38 aonde se attendem as reclamacoes que
posso haver e continuando-se a vender con.o
sempre de 5 libras para cima a preco fxo.
O Sr. Manoel Rodrigues do Passo, an-
nuncie sua morada que se Ihe dese|a fallar.
Fugio da ra do Queimado um caxorro
grande inglez preto bastante gordo com
coleira branca; quem o levar ao sobrado do
Exm. Mrquez do Recifo ou na ra da Cres-
po n. 23 sera recompensado.
A casa dos expostos precisa de urna pre-
ta captiva, que entenda de cozinha,
Precisa-se de um homem para feitor de
sitio e um outro que entenda de padaria :
na ra do Hospicio venda n. 1.
Quero annunciou no Diario n. 129, pre-
cisar do um caixeiro que escreva bem para
ra e urna loja de fazenda, dirija-se a ra da
Praia, n. 55.
= Quem precisar de um olQcial de phartna-
cia tendo prefeienca para fora da praca, fa-
eendo-se todo interesse dirija-se a ra de S.
Cicilia n. 9.
A pessoa, que annunciou precisar de urna
ama para o servico de um casa dirija-se a ra
da Conceico n. 36.
*= Fazem-se bolos de S. Joao muito bem
feitos : na cidade de Olinda nos 4 cantos ,
sobrado n. 21.
ao Jos Mara Gonsalves Ramos retira-se
para o Rio de Janeiro.
Aluga-seoprimeiro andar da casa n. 28,
defronte da Lingoeta proprio para escripto-
rio ; quem o pretender entenda se com o mo-
rador do segundo andar.
Furtar5o da casa n. 2^ defronte da Lin-
goeta um anolao de ouro com 4 oitavas e
meia de ouro com a firma de F. M. C. ; a
quem for offerecido queira apprehcnder e le-
va-loadita casa no torceiro andar.
Precisa-se de dous officiaes de charutei-
teiros, equesej.io peritos; na ra Direita ,
n. 84.
Precisa-se de urna mulhcr reeolhida de
bons costumes e que afiance a sua conducta ,
para ama de casa de um homem solteiro mas
que tem dous lilhos ; nesta Typograia.
Aluga-se urna casa terrea na travessa da
ra Bella ora travessa da Florentina, acaba-3
da de novo tendo duas salas 4 alcovas cor-
redor independente cozinha fora quintal
com portao para a ra e cacimba ; no sobra-
do novo da ra Bella.
Manoel Jos Vianna comprou em 31 do
passado aoSr. Antonio Pereira da Silva e
Lima morador no Cabo um crioulo de nome
Jos, de 14 annos. E ao Sr. Pedro Francisco
Vasques morador no sertSo em 10 do cor-
rente um cabrinha de 11 annos de nome Jo-.
E ao Sr. Joao Antonio Martins Novaes mora-
dor na ra do Queimado em 14 do corrente ,
ummulatinho de nome Salarino de 11 an-
nos todos para embarcar para o Rio de Ja-
neiro.
Compras.
S3 Comprao-se os dous Diccionarios de
Constancio, e Moraes ja usados, quer sejao
separados, quer cada um de persi ; quem t-
ver annuncie.
Comprao-se efectivamente para fora da
provincia, mulalinhas negras moleques ,
negros de officios, sendo de bonitas figuras
pagao-se bem : na ra da Cadeia de S. Anto-
nio sobrado de varandas do pao n. 20.
Comprao-se mulatas negras e mo-
leques de 12 a 20 annos pago-se bem pa-
ra fora da provincia: na ra Nova, loja de
ferragens n. 16.
Compra5-se efectivamente para fora da
provincia mulatinbas, crioulas e mais escra-
vos de 13 a 20 annos, e para urna encomen-
da um moleque de Angola de 15 a 20 annos ,
cozinheiro ; e urna mUlatinha de 12 a 15 an-
nos com principios de costura; pagao-se bom
sendo bonitos; na ra larga do Rozario n. 30,
primeiro andar.
= Compro-se ps de saputis, fruta p8o ,
e limoeiros que tenho mais de 3 palmos; quem
tiver annuncie com o preco de cada cento.
= Compra-se urna geometra de Eucldes ,
em bom uso ; quem tiver annuncie.
Compro-se larangeiras que tenhSo 3
palmos pouco mais ou menos; na ra do Quei-
mado n. 13.
Comprao-se escravos para o servico de
engenho, de 15 a 20 annos: na ra estrei-
ta do Rozario n. 31, ter.;eiro andar.
Compra-se urna casa terrea, que nao
exceda a um cont c 600,000 rs. nao sendo
em rasesquisitas : na ra do Mundo novo,
hoje de S. Francisco n. 60.
Compra-se urna escrava que saiba bem
cozinhar ; assim como precisa-se de urna ama
que saiba o mesmo ; na ra dos Martirios so-
brado n. 9.
^* Compra-se urna grammatica franceza de
Sevene ; quem tiver annuncie.
Comprao-se escravos de ambos os sexos ,
o de todas as idades ainda sendo viciosos; e
um cavado sendo novo emhora esteja magro :
no atterro da Boa-vista n. 6, terceiro andar.
Vendas
Na praca da Independencia loja de livros
n. 6 e8, vendem-se livros desortes de 4qua-
lidades differentes, para o divertimento da noi-
tedeS. Joao.
Vendem-sft a retalho tcihas lijlos de
ladrilho alvenaria e tapamento cal bran-
ca de caiar e preta e ripas ludo da melhor
qualidade ; em Olinda na venda da esquina do
varad ouro, n. 18,
Vendem-se encorduaeoos completas para
violao : na ra Nova n. 6.
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em paes
160 rs. e o de segunda e tercoira em p,
a 120, e 80 rs.
Vende-se um quartao russo foveiro,
bastante grande muito ardigo novo e bas-
tante carnudo, proprio para carro ; na ra
estreita do Rozario botica de Joao Pereira da
Silvera.
Vende-se um sbralo de um andar em
Olinda na ra de S. Bmto chaos proprios ,
quintal tem bastantes commodos, portao
para a ra e este o penltimo antes de che-
gar a Matriz de S. Pedro Mrtir : a fallar na
mesina cidade na ra de Bom fim com o Cone-
go Ferreira.
Vendem-se charutos da Havana de su-
perior qualidade e farrello em saccas gran-
des ; na ra do Trapiche, n. 19 em casa de J.
O. Elster.
= Vende-se bolaxinha hamburguesa em
latas por preco commodo: na ra da Cruz n. 34.
= Vendem-se peneiras com tessido de ra-
me : na ra estreita do Rozario n. 13 pa-
daria de Francisco Alves da Cunha.
Vende-se urna venda na esquina do be-
codoCampello n. 4 bem afreguesada para
a trra, vende-se pelo dono rctirar-sc para lora,
e querendo o comprador pode presenciar o ne-
gocio que ella faz : a tratar na mesma.
Vendem-se os pertences de urna venda ,
com pipas vasias, bastantes garrafas, arma-
cao pesos e medidas e muitos barris, tudo
por 100,000 rs. e aluga-se a dita venda; na
ra estreita do Rozario n. 21.
= Vende-se urna casa de pasto sita na ra
da Guia n. 64 ; a tratar na mesma.
Continua-se a vender taboado de pinho de
todas asgrossuras ; nosarmazens da viuva Cu-
nha Guimaraes na praia de S. Francisco ; e
tambem se achara a venda urna porcao de ta-
boado com pequea avaria e por isso mais ba-
rato proprio para servir em] estacadas de at-
ierro.
= Vendem-se do armazem de Antonio An-
nes Jacome Pires, defronte da escadinha da
Alfandega barricas com farello chegadas pr-
ximamente de Lisboa a 3200 a barrica que
tem 3 arrobas liquido e no armazem de Fer-
nando Jos Braguez molhos de soblas de
Lisboa,e barricas de milho do Rio de Janeiro.
Vende-se logo de pistolas muito bem
feitos a 2880 a duzia; na ra estreita do
Rozario n. 11 e na ra do Livrament ,
n. 13.
= Vende-se a verdadeira e bem conhecida
farinha de Trieste das marcas SSSF e SSF ,
chegada recentemente : no escriptorio de N.
O. Bieber & Companhia na ra da Cruz ,
o. 4.
Vendem-se espermacete americano a
720 a libra e francez a 640 vinho do Porto,
velho engarrafado a 400 e 480 a garrafa : na
venda do beco da Pol boje travessa das Cru-
zes, esquina dos Quarteis, n. 7.
Vende-se urna negra ladina de 23 an-
nos que cozinha ; na ra estreita do Rozario,
lado direito segundo andar da esquina da
ra das Trincbeiras.
Vendem-se os seguintos livros; tratado
de ecconomia poltica por Joao Baptista >ay,
o Governo concderado em suas relacoes com o
commercio por Ferrier ; grammatica ingle-
za por Midosi ; Anthmetica por Payrard : na
ladeira do Varadouro, n. 14.
Vende-se um escravo de Angola de 28
annos, caiadorebom plantador de hortalica
para qualquer sitio e tirador de formigas de
roca : na ra da Cruz, armazem n. 48.
Vende-se urna morada de casa assobra-
dada com oites dobrados feita a moderna ,
com bastante terreno no fundo com porto de
mbarque o com sufficienca para qualqueres-
tabelecimento de fornos, sita na Coelho da Boa-
vista junto a olaria do Sr. Miguel Carneiro da
Cunha; a tratar no atterro da Boa-vista loja
de seleiro.
Vende-se um moleque de 14 annos, de
naco Angola, proprio para todo o servico;
na ra Nova, venda n. 65 ao p da ponte
Vende-se um grande casa de pedra o cal
com paredes dohradas sita na ra Direita da
povoacaodos A (Togados na esquina da tra-
vessa do assougue tendo duas portas e urna
janella na frente e duas ditas no oitdo ren-
de 8000 rs. mensaes, assim como tambem urna
meia-agoa no fundo, que rende 2560 men-
saes ; a tratar com o seu proprietario Manoel
de Almeida Lima no principio do atterro dos
Affogados.
Vende-se urna ou duas canoas abertas do
carga de milheire, bem construidas por
co commodo ; na na da Palma armazem de
madeiras a fallar com Jos Antonio do Moraes.
Vende-se urna morada de casa terrea no
atterro dos Affogados delronte da primeira en-
trada da Cabanga n. 104, com 4 camari-
nhas, quintal murado com estribara e
cacimba por commodo preco; na praca da
Independencia, loja de miudezas n. 36, a fallar
com Jos Ribeiro Simoes.
Vende-se um terreno na ra da Capun-
ga com alicerces para casa de 30 palmos de
frente e 60 de fundo com varios arvoredos
de fruto por 450,000 rs. : a tratar cm o
mestre Jo5o Velho, pedreiro morador no mes-
mo lugar ou na praca da Independencia lo-
ja de miudezas n. 36.
Anda restao para se vender 2 fug5es do
registo com os sous competentes fornos de fer-
ro repartidos, e mais todos seus machinismos
pertencentes ao mesmo fu gao os quaes tem
a singularidade de com um s fogo poder se
cozinhar o dito fogo que admitte 6 panellas,
e o forno tudo ao mesmo tempo pois o dis-
canco, economa e limpesa destes fugOes me-
recen toda attenco o que tem concorri-
do muito para a sua extraccao ; na ra Nova,
loja de lerragens, n. 25.
Vendem-se um preto bom cozinheiro de
assados e massas; duas mulatas de 25 annos,
boas para tomarem conta do urna casa, engom-
mo, cozinho, e lavan; 4 pretas com boas
habilidades; um casal de escravos para campo',
por a isto ja estarem acostumados; urna preta
do meia idad por 250,000 rs. ; na ra do
Agoas verdes n. 44.
Vendo-se um preto para todo o servico :
em Olinda na ra de S. Bento n. 14, loja do
couros.
Escravos fgidos.
Fugio no da 23 do passado a preta Aa~
tonia de naco costa que venda frutas na
praca da Independencia com os signaes se-
guintes; alta magra, tem o dedo do meio
da mo direita cortado pelo meio; consta que
tem andado pela ponte de Uchoa vendendo e
se intitula de forra. Roga-se a pessoa que
de boa f Ihe tenha dado asilode participar nes-
ta Typograia; assim como se recomenda aos
capitaes de campo a captura da referida preta ,
certos de que serao gratificados.
Nodia9de Feveiro do corrente anno ,
fugio de bordo do patacho nacional Pelicano ,
o escravo Felisberto Cassange de 20 annos,
ostatatura baixa com 3 signaes em cada fon-
te eja pertenceo a Angelo Francisco Car-
neiro ; quem o pegar leve a Gaudino Agosti-
nho de Barros, na pracinha do Corpo Santa
n. 66, quesera gratificado.
No dia 14 do corrente viudo ordem da
fazenda Caracol para ser solt um preto de no-
me Antonio que se achava preso na cadeia
lestaCidade, aconteceo conseguir evadir-so,
logrando a vigilanca das pessoas, que vierao en-
cumbidas para o conduzirem a fazenda; o pre-
to tem os signaes seguintes ; muito amarello
por causa da prisao camisa e ceroulas de al-
godao muito suja cara larga grosso e baixo;
quem o pegar leve ao forte do Mattos na pren-
sa de Joaquim Jos Ferreira que ser grati-
ficado.
No dia 3 do corrente fugio o preto Zaca-
ras, caiador quandoanda parece manque-
jar he bastante fallador; quem o pegar leve
a ra Direita n. 36 que ser recompen-
sado.
- No dia 16 do corrente desapareceo urna
negrinha que venda na ra arroz de nome
Francisca Rebolo de 12 annos bem pre-
ta e fornida de corpo levou ve.-tido de chi-
la e panno da costa ; quem a pegar leve a ra
do Queimado n. 21 que ser gratificado.
No dia 16 do corrente fugio a negrinha
Francisca Rebolo de 10 annos cor preta ,
blicos puchados, nariz chato ; levou vestido de
chila azul, camisa de algodaozinho e panno
da costa ; quem a pegar leve a ra da Praia
serrara de Constantino Jos Raposo que se-
r gratificado.
No dia 19 de Fevereiro, fugio do en-
genho Boa vista termo da Villa do Pillar da
cidade da Parahiba o escravo Manoel per-
tencente a Joaquim Jos de Vasconsellos o
qual he de mediana estatura alguma cousa
secco muito fulo que at pode passar por ca-
bra sobranselhas alguma cousa densas nariz
afilado beicudo pernas pouco arquiadas ,
ps seceos, e bem cavados, mu fallador e r-
zonho; tem principios de carpina e muita
hahilidade para qualquer servico tem se no-
ticias que tem andado por Olinda e pelo Reci-
fe edzendo que he forro, e que hade cm-
.).ircar-se para o sul; quem o pegar leve ao
dito engenho que ser recompensado.
pc-| uuare;:
haTtp. dbM. F. deFaru. = 1843


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