Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04982


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Full Text
Auno de 1843.
Sexta Feira 16
Tudo gur depende .! nt)e mesmos ; de nosse prudencie moderei;au, e energie : con-
tinuemos como principiemos 4 seremos epontedos cum edmirecao enlre es Necoes neis
cuite'. ( Proolemecao de AssemhUe Geni do Bfiiil
----------.----------------------------------------------------------------
PARTIDAS DOS CORRE1S TERRESTRES.
Goienoi. Perehibe R>o grende do Norte eegunde e senes (eiris
Bm.it., > Gerenhane e 40 e 24
Ceiic ^Jlinhem, Rio Formoeo Porto Ce.No, Meceio e Alegues no 1. 11
Bos-lsn t Flores e '3 e 28 Ssnio Antau, quintes feru Olinil todoi oe dia.
DAS DA Mi VIA NA
l. Jo5o de Fecundo. Aud. do J de D. de 2. t.
+ i Anioi.i" F.
e. l*ezilio Mugen, "ud do J. de D. de 1 .
* Fesledo Corpo de eoe.
e Joao Francisco Rcgis Aud doJ. de D de 2. y.
i Tlieres Aeinhe Bel. Aud do J. de de 1 T.
i. l.euncio M. i. Amulo li
de Jiuiho
Anno XIX. W. l&-
O Di.r.o pubUce-e. todo. o. di., qo. .. f- S.n.rnc.ao. P^J' X^ido-
4.U.. -.1 r/ieporqnert-l pego. ..<> "T^ \^*< d.. Ji""
gr.f. eo.du.queon.1ur.em.W.aodSOr.,purl.nS. A. ^V*^ 6, 8
glf. e e.u lyp.. rae de. Crute. N *4.oa i w duelos-Nodie 14 de Junho
C-biu .06,. i-ondr.. I *. Ot*u- Mo.de d. 8,400 V
PiruJ.i/ res por [renco m a.
, I.isb 1l por lUUdeiire.no d. 4,000
PkaTI-P.i.co..
M.d i. oobr. por eeaiu I P.so. o .lu.uer.e
Ine.dr l.ir.s <1. bo. dr... 1 J I olios >I" ">
r-HAObMJAuUALMuMEZ E JfS'HO.
La. Chei. 12, I hura. 50 de m I Lu. our. a 7, te 5 or.e de lenta.
Qu.n.ming. i l9, M (ido... 10 | *WI nc, 5, o. la -mulo, de lera.
Preamar de boje
da ment le | < bor.s e 6 de lerd.
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PAflTE OFFICIM.
LE N 116.
O BarSo da Boa-Vista, ProsiJento da provin-
cia de Pernambuco. Fago sabjr a todos os seus
habitantes quo a assembla legislativa provin-
cial docreliu, e eu sanceionei a resolugo se-
guiote:
Art.'nico. O ordonado do director do Col-
iegio dos orfos ser d'ora cm diante do sctecen-
tos mil reis annuaos; o o do mordomt) do urs-
ino c llegio de quatrocentos e cincoonta mil re-
s, tambem annuaes.
Ficao revogadas todas as disposicSes em con-
trario.
Mando por tanto a todas as autoridades a
quem o co ihecimento e execuga da referida le
pertencer, queacumpro e faciio cumprir tao
ntegramente como nella se contem. O secreta-
rio desta provincia a faca imprimir publicar ,
c correr. Gidado do Recife de Pernambuco, em
B do maio de 1813, vicsimo segunao da inde-
pendencia e do imperio.
L. S. Bara da Boa-Vista.
Carta de lei pela qual V. Ex. manda executar
a resoluga da assembla legislativa provincial ,
quo houve por bem sanccionar. marcand no-
vos ordenados ao director e mordomo do Col-
legio dos orlaos, como cima se declara.
Para V. Ex. ver, Jos Ignacio Soares de Ha-
cdon fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da pro-
, vincia de Pernambuco, em 9 do maio de 1843.
Casimiro de Sena Madureira.
Revistada a fallas 19a do livro 1. de resis-
to de Utis provincii.es. Secretaria da provincia
de Pernambuco 19 de maio de 1843..nonino
Jos de Miranda Falcdo.
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DE 3 DO CBRENTE.
OfucioAo inspector da thesouraria da fazen-
da, remetiendo o requcrimcnlo do major refor-
mado Maooel Alves Monteiro.e o do alferes Joo
Mcntoiro deAndrade Malvinas, em quo pede.n
*} pagamento da tcrga parte do sold a titulo
,do gratiflcago de campanha pelo tempo, que
servirSo na guerra de Panellas e Jacuipe aljm
de que sejao deferidos na conformidade di dis-
poslo nos imperiaes avisos da secretaria da
guerra de 8, Q 11 do maio prximo passado; dos
quaes Iheenvia copia.
Dito Ao mesmo, significando que atien-
tas as rases que expende em seu officio de
hontem(2), e vista do que deteimina o decre-
to numero 158 de 7 de maio do anno lindo no
12 do artigo 1., deve continuar no pagamen-
to das despesas militares, edar immediatamen-
1B parte ao governo imperial,
Dito Ao agente da companhia das barcas
do vapor disendo que. finda3 as 48 horas do
estilo, pode fazer seguir para os portos do sul
o vapur Imperador, que participa haver chega-
do dos do norte.
tos, pnriiBirosuronto graduado Muns Brre-
lo e segundo dito Cimillo do Vmorim.
DitoAojuiz de direito interino da secunda
varadocrimo, disendo-lhc. que flcava expeli-
da a ordein para o soltura do preso Luiz Fran-
cisco Corroa Gomes de Al riei.la.
Dito Ao juiz do direito interino da primei-
ra varado crime sobre a remossa do soldado
Clngas para a ilha do Fernando do Noronha.
Dito Ao tenente-coronel commandante do
batalliao destacado, para que onlenasse aocom-
mandante do destacamento do termo do Limo-
eiro quo ricobesso o consorvasso presos no
quartel do mes no destacamento os guardas
quofossem rcmettidos pelos respectivos coro-
mandantesdocorpos, pondo-os em liberdade,
quando ellos commandantes o reclamassem.
Dito Ao mesmo, remetiendo -Me a relacao
do fardamento grande e pequeo lornecido pe-
lo ars nal de guerra ao batalha do seu com-
mando para que a vista della infbrmasse se
os numoros das pecas roquisitadas corresponda
aos das pegas fomecidas.
Dito Ao commandante interino do segun-
do batalha de arlilhiria, ordenando-lho que
na manUiia do dia 28docorrente fizesso reco-
Iner a bordo do patacho Pirapama o destaca-
monto que tinha de seguir para a ilha do Fer-
nando, eque nesso mesmo dia pelas 11 horas
dovia comparecer na secretaria militar trasen-
do a importancia dos vencimentos do destaca-
mento ali existente, cornos respoctivos papois
do contabilidade.
DEM no da 27.
OlBcio Ao Exm. Presidente, enviando-lhe
normado o roquerimento do soldado de arli-
Iheria ManoclJos. quo a S. M. o Imperador
supplicavademisso porter finalisadootempo a
que eslava obrigado a servir como recrutado.
Dito Ao inspector da thesouraria pedin-
do-lhe informacoes a cerca dos vencimentos ,
que o coronel Burlamarquo reclama va como
commandante interino que foi da lortalesa do
Brum por nao ter cm tempo sido delles pago.
Dito Ao tenente-coronel Manoel Jos de
Castro, remettendo-lhe a importancia dos ven-
cimentos do destacamento da ilha, relativos aos
mezes de abril o maio deste auno indo com
ella as relaeoes respectivas.
Dito Ao commandante nomeado para a i-
Iha de Fernando ordenando-lho que na ma-
iiliaa do diu 29 dovia estar a bordo do patacho
Pirapama com os dous officiaes quo o acom-
panliuo para a ilha de Fernando certo que-
nista mesma manha se llie apresentaria o des-
tacamento que devia ser entregue a um dos
oliciaes.
DUo Ao dosembargador ch..e do polica,
f rodando da remessa do soldado Chagas para
Fernando.
Dito Ao delegado supplente do termo do
Bonito, devolvendo-lhe o rocruta Antonio Po-
leira da Costa, por ser na or de 35 annos e
defeituoso da perna direita, e alem disto por ter
representado que era viuvo com Olhos menoros,
queflearao a cargo de urna irmaa viuva, sendo
de mais a sua prisao motivada por intrigas par-
ticulares.
Seo governo im-
algumas repblicas vizinh s.
[ii-rial espaita ftli^ioia runto o* liruitos inter-
nucionaes se Bita poapa eslorcos pira coosor-
va-o da pa/. o senado est convencido de que
ello nao transigir junis com a honra e dig-
nidade nacional.
O senado nutro a lison^ira esperance (Jeque
torao breve tenmo miles quo lia tantos annoi
pesam sobra o llio (irn le do >ttl: enpre/.as
aintla superiores sao la :ois a tropas que noro-
pom de um principo justo e mi^ninimo o ga-
linlotle miior valia queso poli. dar a Brasi-
It'iro, reconhocendo sua roconsciencia o bra-
vura.
A ijespeito de sous actuaes embaracos modra-
ri nossa agricultura ecomnercio A sombrada
proteccaoque V. M. I. desvcladimente procura
dar-lha c de quo tanto carecetn.
O equilibrio da roceita com a despeza no do-
ploravel estado do nossas finangas lo podem ser
i sena lo appl iu le a sabedoria com que V,
M I. coiiti.i i a m nter rel.ices pacificas e a-
migavois com as n icoesestrangeiras, porque,
onhor, nosso vital interosse conservar a paa
extorna ; e o senado acredita que com o respei-
to inviolavel dos direitos dos outros povos, sus-
tentado pela opiaiao de qoe saberomos defen-
deros n o os nenliuma alteracao haver as
m-smisrol.icoos, e o Brasil nada torada sof->
frer d is perturbagous que aitam algumas Jas
rep iblicas vizinhas.
O sena lo nutro i lisongeira esperanga de quo
em brevo tero termo os males que ha tantos
annos pesam sobre o llio Granie do Sul ; em-
prezas ainda superiores sao lacis a tropas que
merecem de um principe justo o magnnimo o
galanteo do maior valia que V. M 1. poda
dar Brasileiros, reconhecendo sua constancia
o bravura.
Senhor, lio infelizmente incontestavel que
plorave osiano uohu*" mssy y~ -- "------ -- -
obra de sacrificios dolorosos a que sem duvida nao temos mais commercio nacional; que nos-
se prestarao o governo e o paiz. | sa agricultura soflre ; quo o esta lo de nossas
O sonado to nar na devula consideracao as finjncas 6 deploravel ; mas tudo espera muito
propostas que os ministros de V. M. I. Ihea- da mi poderosa e benfica de V. M. I. e4
nresentarem para os necesarios melhoramen- nao 6 pequeo alivio a certeza de que V. M. I.
ns p relorma de algumas disposicoos importan- condece os males do paiz e esta resolvido a
tes de nossas leis | d-r-lhe remedio elTcaz ainda custa de sa-
... crificios.
Sem que a ordeme paz publica se aiiiem Qsenalo tomar na devida consideradlo as
sinceramente com a Iibirdade e sem que com rop0S,as quo os ministros do V. M. I. cpre-
amhosse harmonisem as leis mallogradosse- sentarem para m0|horamento e o relrraa de al-
rao quaesquer esforgos para obter a felicidadc ; aumas dSpOScoes importantes do uossa legisla-
mas essa harmona e essa allianca serao ephe-
moras se os poderes polticos do estado n5o se
prestarom muito auxilio e condjuvao^Q.
CommaiKio das Armas.
EXPEDIENTE DE 26 DO PASSADO.
Oflictn Ao Exm. Presidente, communican-
do-lhe, quefitavaopassadas as convenientes or-
dens, para serem recebidos presos no quartel
do destacamento da \illa do Limoeiro, os guar-
das nacionacs, que lossem rcmettidos como
taes pelos seus respectivos commandantes, con-
forme reclamava o chefe da legiao daquelle mu-
nicipio.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
roquerimento de Mario Magdalena de Jezus, m.ii
do altores de commisso Luiz de Franga de Car-
valho, em Strvigo no exercito do Sul, no qual
spulicava a S. M. o Imperador, Iho mandasse
fa-erefTectivoo pagamento da preslago de reis
19^000, que para seu sustento Ihedeixara o seu
dito filho. ,
Dito Ao mesmo Exm, Sr., enviando-lnn
em cumprimento do seu officio de 28 de margo
ultimo, o mappademonstrativo de todos os por-
tos loitilicadosda provincia, com as declara-
res exigidas no aviso darepart.gao da gueira
de 7 do leferido mez.
Dito Ao comman lante nomeado para a 1-
lha de Fernando ordenando-lho que no pata-
rho Piraoama que ora o condusia a seu desti-
no, flzesse regressar a esta capital o cadete San-
nado Senhor concorrer satisfolo para o c|j|
desempanbo do tarefa, bem que ardua a mais
gloriosa quo ost incumbida aos legisladores
brasileiros.
Tajs sao os votos e sentimentos do senado
do imperio. Vasconcellos.Viscondo do S.
Leopoldo.
Vol separado do Sr. Alves Braneo.
Senhor. -Se V. M. I. grande pela Ilustre
INTERIOR.
B10 DE JANEIBO.
'Diversas noticias.
Voto de graqas do Senado e da Cmara dos
Deputa nos.
Senhor Com o mais vivo jubilo e reconhe-
cmento ouviu o senado da boca de V. M. I. que
no 1. do corrente se realis ra o casamento da
Augusta Princeza a Senhora I). Francisca com
>. A. B. o Senhor l'rim ipe de Joinville. As
alliangas dos prncipes nao prometlem s sua
pessoal ventura e a perpetuidade e gloria de
suas familias ; ellas soem aliangar tambem aos
p0V0Spaz, amizade e interesses reaes e per-
manentes.-ueira a Providencia que tao feli-
zes resultados coroem o consorcio da lhado
fundador do imperio com o filho do primeiro
rei dos Francezes.
O senado applaude a sabedoria com que V.
M. I. continua a manter relagSes pacificas c
amigaveis comas naces estrongeras e espera
que mediante a mesma poltica nada soffrer o
Brasil (ios graves acontecimentos que agitam
posicoes importantes do uossa legisla-
cao.
O senado reconhece com V. M. I que a or-
dem e paz publica sao nao s a necessidade so-
cial como tambem elemento indisponsavel pa-
ra o engrandecimentoe prosperidade do Brasil.
Elle igualmente reconhece que deve sercom-
mum mpenho do governo e das cmaras o es-
labelecol-a sobre bases lirmos solidas o dura-
douras. Mas o senado cr que tao feliz resul-
tado quanto possivel entre os homens s6
ser conseguido por leis que protejam a livre e-
'"'! '! 'lstre missao do voto do paiz ; pela constante atten-
;ere de seus predecessores. que todos nbrilhan- co j0 g,)verno a0s rcaes interesses da nag3o,
tam a historia com feitos do mais alto valor e Analmente pela escrupulosa fidelidade as leis,
quanto maior no V M. I. quando .no da flpenas mofjerada com o prudente exercicio das
3 de maio para sempre memoravel, desee ao a)tas prerogatvas qUe a Dacao sabiamente con-
seio do seu povo e em meio de sous repre |ou fl .agra((a pcssoa do y. M. I s.
sentantes Ihe pede elTi-iz cooperagao no empe- N.esle emponho Senhor, nico justo,
nho de o fazer feliz que absorvo todo o cora- S11|,|irne e glorioso aos olhos do mundo e da
cao de V. M. I. 1 ? posleridade pode V. M. I. contar sempre com
V. M. 1. se apresenta n esse da solemne co- \nAnm rte Asfnr,.n, com toda a coadjuvacao ,
todos os esforcos ,
com toda a dedicaco do senado brasileiro.
i Taes sao os seus votos; taes sSo os seus sen-
timentos.
Rio de Janeiro 12 de maio de 1843. -
Manoel Alvos Branco.
M. T. se apresenta n'esse dia solemne co
mo chefe supremo da naco corno o primei-
ro cidadao do imperio, e como filho grato e
respoitoso Como chefe supremo V. M. I.
expoea seu povo o pensamento actual de seus
ministros; como primeiro cidadao V. M. 1.
da exemplo do acatamento qne .levemos gran- |
dele! do estado, e reconhece o direito que Sr. Acamara dos deputados, ei.viando-
tem o povo de intervir no seu governo ; como nos augusta presenca de V. M. I., nos incum-
filho V M Imner'al se identifica com seu au- bio especialmente de protestar o amor e acata-
gusto' pa'i, o magnnimo fun lador do imperio, ment quo olla consagra inviolavel e sagrada
rende-lhe'o doce tributo de sua veneracoe pessoa de V. M. I.
respeilo proclama sua sabedoria sustenta e I Certa a cmara dos deputados de quanto im-
ralifica sua gloria. I P'ta a prosperidade da dynast.a imperial para
E' por isso 'enlior, que o senado nos a paz c grandeza do imperio, congratula-sede
manda em depu'tago ante o throno de V M. i novo com V.M. I. pelo feliz ea amento, que, u-
I saudal-o de novo e de novo reiterar-lhe os nndo a augusta prince/.a brasileira a enhora
protestos de seu amor desua lealdade desua D. Francisca a S. A- R. o Senhor Principe de
' ratidao i Joinville, voio estrellar os vnculos de sympa-
* O s'cn'ado ouvio com prazer a noticia de que I tbia j. existentes entre o Brasil e a Franca.
no dia Io do corrente, se havia realizado o Muito se compra/, acamara dos deputados
consorcio da Augusta Princeza a Senhora D. de que continen, pacficos e amigaveis nossas
*. -ni _..l___. nL!_ iul.^U< ,.,-,. aa na<>nc octmniTluruC O mnht
Francisca com Sua Alte/a Rea! o enhor Prin-
cipe de Joinville, tendo V. M. 1. prestado a
elle o seu consentimento para mais estreitar os
lagos de allianca entre o Brasil e a Franga. O
casamento dos prncipes Senhor sempre
um acontecimento grave na vida dos povos; mas
o senado, confiando muito do descendente de
um dos primeiros homens do seculo que j
Ilustre por si e meieceu a approvacao de V
M. I. espera que o da joven princeza nova
llor do (haladlo imperial da America que
vai abrilhanlar os reaes palacios da Europa ,
seja fonte perene de felicidade paru elle para
o seu esposo para V. M. I. e para o povo
brasileiro.
relages com as nacocs eslrangeiras e confia,
que a sabedoria do governo de V.M 1. as man-
tera sem quebra da honra e da dignidade na-
cional.
A especial mencao, que V. M. I. mereceo a
bravura e constancia de que nossas tropas tem
dado tantas provas na provincia do Rio Grande
do Sul e que a cmara dos deputaJos se com-
prai de tambem reconhecer inaprcciavel re-
compensa dos servicos d'ellas e poderosamen-
te influir, para que seja de prompto debcllada
a rebclliao, que ainda desoa parte d'aquellapro-
vincia Essa rebclliao Senhor a principal
fonte dos males que opprimem o imperio : ex-
tirpai-a < a nossa priineiru necessidade. A ca


I
jnara confia que o governo de V. M. I. empre-
ar para o tonseg jiros convenientes meios, c
Ihe abanen a sua franca e leal tooperaco.
A cmara dos deputados acolheo *enhor,
com j dovia os pateruaes dictamos de V. M. I.
obre a necessidade de medidas legislativas que
melhorcm os negocios da fa/.enda e outros ra-
mos da publica administradlo ; tomar portan-
tei na dovidaconsidoiaco as propostas dos mi-
nistros de V. M. I. e procurar augmentar as
rendas publicas para que ao menos suppro o
dficit das despo as ordinarias e indispensaveis.
Infructferos porm sero Sonhor nossos sa-
crificios se nao limitrmos a despcza aos objec-
tos estrictamoiite necessarios e urgentes.
Est a cmara dos deputados intimamente
convencida de que a paz publica o a ordem sao
a base fnndamental do engrandccimento e ven-
tura do Brasil; ser pois seoprimeiro empcnho
firmal-as sobre solidas bases e para o conse-
guir cooperar! quanto n'ella couber para a ma-
nutencao da harmona e accordo entre os pode-
res polticos do estado, cesforcando-se para
que se realizem os melhoramentos do que o paiz
precisa, cumprir seu muito grato dever doco-
adjuvar a V. M. I. na gloriosa tarea de felici-
tar os Brasileiros.
Cmara dos Deputados, 15 de maio de 18S-3.
- Antonio Pereira Brrelo Pedroso. Ernesto
Ferreira Franca.
N. B. Entrou hoje em discussao na cmara
dos deputados o projecto da resposta a falla do
throno. Fra muito que a discussao d esta ma-
teria fosse julgada urgente quando em outras
sessoes tem consumido tanto tompo em prejuizo
dos muis vitaes nteresses do Brasil.
Votou-se na cmara dos deputados nofim
da semana passada oorcamento da marinha.
A proposta do governo pedio. 2.732,5008114
A cmara votou............ 3.081.430$K)3
O governo pedio hoje a camaia licenca pa-
ra dispensar o Sr. deputado Cansaso, por ter
de seroecupado em una missad especial fra do
imperio.Consta que o nobre deputado foro
Borneado para representar o Brasil na repblica
d> Uruguay, e que devo immediatamente partir
para Montevideo.
Corra tambem na cmara dos deputados
que o Sr. Pedro Chaves ser encarre?ado de i-
gual misso junto ao governo da Confederado
Argentina, e que breve partir para Buenos
Ayres.
A cmara dos Srs. depu'ados votou a
creaca de urna nova provincia, que se denomi-
nar Provincia do Anusimas pela desmembra-
ban da comarca do Ufo Negro, do Gran-Par.
A commissao respectiva deu hoje o seu
parecer concedendo a dispensa, pedida pulo go-
verno, para o Sr. deputado Cansansa ser ein-
pregado em urna missad fra do imperio.Urna
desagradavel oceurrencia teve lugar nesta dis-
cussao, respondendo o Sr. Carneiro da Cunha
aos insultos que Ihe dirigir honlem o Sr. I.
Jocde Assis Mascarenhas : o mesmo escanda-
Jo, j tantas veses presenciado, ostentou-se ho-
je com maior audacia: o Sr. I). Manoel, a des-
peilo da desapprovacao gcral da cmara, a des-
pcitodas intimaces do Sr. Presidente, e de ser
repetidas \eses por esto e pela cmara chamado
ordem, ncm assim julgou devercommedir-se,
Como que parece campar de incorrigicel! !0 Sr.
P. Manoel, se voltar ao Rio rande vai cobcr-
to de gloria e plenamen'e justificado das aecu-
sacocs que se Ihu tem feito na tribuna !..
AlgunsSrs. deputados reclama rao de novo do
Sr. pnsidcntea execucao do icgiinento, lamen-
tando que scenasta escandalosas conlinuem a
acontecer, e a diminuir assim a forra moral da
cmara que se procura redusir a circo do gladi-
adores. .. Dcus queira que soja esta a ultima vez
que no seio da representacao nacional se repre-
senten! scenas taes, condemnaJas pela morali-
dade e pela boa educacao.
Passando-se ordem do dao voto de gra-
caso Sr. Sebastian do Kego, em un discurso
enrgico e pronunciado com o acecnto de una
sincera conviccao, queso pode produsira pro-
bidado poltica, que est longo dos clculos do
egosmo, repolliu as insinuaces indignas que
se Ihe tem feito ltimamente por parte da
haromba, tanto nos corredores, como fora la
casa, e respondeu com toda a dignidade, prin-
cipalmente ao Sr. ministro da Marinha < ao Snr.
Hennques de Resende, demonstrando que o mi-
nisterio nao est pailamentai mente organisado,
naj pudendo assim satisfazeras necessidades do
paiz. Entre outras cousas notou muito a propo-
sito a reforma que Sir Robert Peel conseguid la-
ser no paco da rainha de Inglaterra, reforma, a
queS. M. a principio se opposera, mas a que
annuira para emfim poder organisar-se parla-
mentarmente um ministerio; concluindo que
nao havia de ser com longas discusscs no voto
de gracas e outras semelhantes que isso havia-
se de conseguir-se.
Requerido o encerramento, votou a cmara
por periodos a resposta falla do throno, que
foi aprovada tal qual a havia apresentado a
commissao, tendo antes o Sr. Wanderley retira-
do as suas emendas.
Corre que o Sr. Maciel Monteiro est tam-
bem nomeado enviado extraordinario para Por-
tugal.
Deixamos transcripto o que achamos de mais
interessaute nos jornaes, quo nos trouce o pa-
quete Ingicz, que chegou este porto no dia 14
e deixou o Rio 28 do pissado, e a Baha 7
do correnle: tanto na corte como na Baha nao
havia occorrido novidado.
Com mullicados.
BISPADO DO MAR ANUA .
A nomeacHO, que o governo de S. \l. I. aca-
ba de fazer do Exm. e Rm. Sr. Frei Carlos de
S. Jos para bispo do Maranbo alem de ser
um dos innmeros actos de justica be ainda
maisasss recomendavel, pela excedente esco-
Iha que se dignou lazer o mesmo governo de
um dos mais dignos ministros do altar para
oceupar esse eminente lugar na gerarchia eccle-
siastica.
O Exm. e Rm. Sr. Frei Carlos tem a honra
de substituir um lugar que fora dignamente
oceupado pelo Exm. seu predocessor; e a pro-
vincia do Maranbo tem a mesma honra em re-
ceber, e ver collocado na cadeira de S. Pedro
um religioso, em quem se achoas qualidades,
e virtudes mais eminentes, para dignamente
dirigir aquella feliz, e venturosa porco do re-
banlio de Jezus Cliristo.
A pureza de sua vida immaculada, e dedica-
da religio ; sua candura, humildadc evang-
lica seu coraco benigno e compassivo ; seus
eminentes conhecimentos em varios ramos das
sciencias humanas ; em fim os excedientes altri-
butos queennobrecem sua alma suficiente-
monte reconhecidos pelos Pernambucanos t-
vero de ser alten di veis ao governo do S. M. I.,
qucolhando somente para tanto mrito, o vir-
tude se dignou destinnr-lhe a mitra do Mara-
nho ; provendo assim t-ssa provincia de um dos
melhores Pastores : onde os annos, o a sabe-
ib.ria tem perpetu- do a palavra, e conviccao da
Santa F de Jezus Cbristo.
Louvores pois sejo dados ao governo por to
digna nomeaco : parabens provincia do Ma-
ranbo ; e honra a Pernambuco por ver mais
um de seus filhos, que passando a cingir a fron-
te com a Tiara tem cornado a virtude que o
orna.
Parabens aos amigos do Exm. e Rm Sr. Frei
Carlos que se regosijario com tal noticia ; e
honras se aco aos saudosos Manes do veneran-
do Tronco do Exm. e Rm. Sr. Frei Carlos, que
tivero a dita deprodusir, o darao mundo dois
filhos to amaveis por suas excelsas virtudes ,
to justamente recompensadas pelo governo do
Brasil; e mui particularmente receba o Exm. e
Rm. Sr. os parabens, que cordealmente Ihe d
um seu amigo o A.
J que um da opposico ( o Indgena n. 4.)
concorda na necessidade do principio de esta-
bilidade as nossas instituicos, no queda-
mos gracas a Dos mister desmacarallo ,
quan o arteiramente nfirmn que a opposico
tem sempre seguido este principio ; entretan-
to quo o governo que o tem destruido. Podo
a opposico de hoje em vante mudar de rumo ,
o retratar-so ; isto ninguem o duvida : pode-
ra mesmo querer a estabilidade das instituices
polticas; masdepois, que as destruisse, pa-
ra subir ao poder ; tambem milita gente assim
o pensa ; porm que at boje ella tcnba segui-
do esto principio seria mais fcil o demons-
trarle a quadratura do circulo. Para mclhor
inteligencia, buscaroi um ponto mais alto, don-
de deva partir.
Cahio o Ministerio de 23 de julho e sem
fallarmos nos seus antecedentes somonte tra-
tarei de seos erros na tribuna nos jornaes e
finalmente na forca bruta, que empregou, des-
de que elle, e o seo pan ido se converleo em op-
posico. Urna lei que reformasse os cdigos
criminal, e do procosso em sentido mais res-
tricto, era reclamada por todo o brazileiro, que
algum interesse tinha pela conservacao da tran-
quilidade publica, e de sua estabilidade; e isto
mesmo havia reconhecido n gente da opposico,
quando governava trata-se nocorpo legislati-
vo dessa lei por influencia do Ministerio de 23
de marco e logo grita a opposico nao contra
essa ou aquella disposico da lei, que poda,
mui bem, nao ser boa mas contra toda ella !
Nao passe essa lei, que iniqua ; o governo
por esse meio pretende aniquilar todas as garan- a desobediencia
tias do cidado; destruir mesmo a constituico;
em fim obra do Ministerio. E quem tal di-
ra ver a opposico gritar nos recintos das
cmaras contra urna lei que nao s era re-
clamada pela naco mas ella mesma havia re-
conhecido a sua necessidade quando a discu-
princpios ou smente quer a perturbaco e
a desordem para por esse meio achar o que
pretende. Anda mais.
Se o homem Iragil e como tal susceptivel
de errar ninguem ha no mundo, quo nao ca-
roca de conselho, e tanto mais quanto impor-
tante o negocio que se tem dn decidir. Nao
ha um Rei, Imperador, ou "oherano, a quem
se Ihe nao attribua consolhoiros. Nossa consti-
tuico havia proenido essa necessidade do ho-
mem croando um conselho de Estado dos An-
cicsda Patria, que aeonselhasse ao Monarca
nos negocios de alta monta ; mas o nosso m o
fado permittio, que se aniquilasse essa institui-
co salutar por um espirito semolbante ao que
domina a opposico actual. Deveria pois pre-
valecer por mais tempo essa falta ? falta tanto
mais grave quendo era ( de facto ) ainda de mui
tenra idade o nosso amavel Imperador, quando
subi ao Trono ? Nestas circunstancias enten-
deo o corpo legislativo que urna lei deveria
restabelecera idea de um conselho do Estado ;
e quando isto se tratava na Assembla ois a
opposico em campo : grita pela liberdade do
Monarca ; como se o Monarca fosse obrigado a
governar pelos dictames do conselho cuo voto
nao he deliberativo, e smente consultivo! gri-
ta pela liberdade do Monarca ; como se o Mo-
narca decidindo qualquercousa por um con-
selho cujo xito sendo desfavoravel, sua in-
violabilidade nao estara mais a salvo de qual-
quer juizo temerario de um mal intencionado !
Todos os partidos hoje concordao em que ao
conselho de Estado, e nao ao Sr. D. Pedro t.,
se deve attribuir o mal da abdicaco no 7 de a-
bril, sempre de recordaco dolorosa. Quem
grita contra a instituico de um conselho do
Estado atienta a debiliJade natural do ho-
mem e a poltica que quer a inviolabilidade
do Soberano ,.. nao quer nenhuma estabilidade:
nao quer seno a perturbaco e a desordem,
para por esse meio achar o que pretende.
Essas duas leis, que ainal vencero a oppo-
sico na tribuna, na sua execucao tivoro de so-
frer nova guerra de peridicos : mas como tem
sido feila essa guerra ? seria ella foita nos ter-
mos do dircito que quer, que se analizem as
leis razoavelmente no se provocando a deso-
bediencia a ellas ( 3 art. 9 do cod. crim.) To-
do o mundo sabe do contrario. As provocaces
de desobediencia se cncontravo em cada pagi-
na desses peridicos, que antes se deverio cha-
mar os pasquins da morte Os argumentos
virulentos da opposico na tribuna se reprndu-
ziro : chogou-se a dizer que S. Magestadc
seachava preso, e incommunicavel no seo mes-
mo Palacio para que so podesse dar execucao
as duas fes que se appellidavo da escraridSo
do poto e do Monarca Que insania I.ei
quecscraviza o povo e o Monarca somonte a
opposico a pode imaginar E quem seria o
Sr. neste caso Os Ministros nao sero parte
do povo? e se o nao erao, no pensar da opposi-
co tendo-se demittido agora o nao sao ?
Quem quer a estabilidade provoca a desobe-
diencia as leis e s autoridades ? E Ser isto
segundo diz o Indgena) pugnar pola conser-
vacao das leis protectoras da liberdade do cida-
do ? ser isto pugnar pola conservacao do
elemento democrtico, essenrial forma de
governo, que havemos adoptado ? E qual se-
r a lei protectora do cidado na linguagem do
Indgena ? Nenhuma lei ser estabelecida sem
utilidade publica ( 2 art. 179 da constitu-
cao.) Dcsta disposico constitucional se v ,
que toda a lei propriamentc dita tem um
carcter de protectora do cidado : e quem se
oppe a execucao de qualquer lei, fra dos ca-
sos em diroito verdaderamente contrario a
protoeco do cidado ; inimigo da estabilida-
de das inslituices pelo mo exemplo que
d aos de mais cidados ; c finalmente inimigo
da ordem e da paz publica. Quanto ao ele-
mento democrtico por que diz pugnar o In-
dgena em lugar de se conservar estavel, por
semelhantes opposices muito perder de sua
forca moral se no for inteiramente destrui-
do. Ao poder legislativo compete fazer as leis.
interpretal-as, suspendel-as e revogal-as (
8 art. 15 da constituico. ) A opposico j
pelos peridicos j pelas representaces diri-
gidas aoexecutivo pidia altamente a este a
suspenco das leis do conselho e reforma dos
cdigos E ser isto pugnar pela estabilidade
do elemento democrtico que e entre nos a
Assembla contra cuja autoridade provocavo
;ia ; e mesmo pedio ao exocutivo
le constituase desptico, arrogando-se urna at-
tribuico que sendo da mesma Assembla ,
nao Ihe era propria ? Porque nao esperarao
pelareunio do elemento democrtico, para
ento pedirem a suspenco das leis. que os of-
Mas a opposico smente quera
mos da opposico; sua linguagem na persuasao
dos incautos que os seguirn noscocrime,
era a mesma, que a dj tribuna e dos jornaes.
HepresentavUn com as armas na mo as.
suspences das leis, e a domisso do Ministerio;
sim do Ministirio entretanto que por s-
milhantes exigencias e, por este mesmo mo
do foi que acontecen o 7 de abril; a abdica-
co qu* alias,, todos hoje lamento Seria
isto conforme ao artigo 112 do cdigo criminal,
que nao julga sedico o ajuntumento do po\o
desarmado e om ordem para o fim de repre-
sentar as injusticas e vexuces e o mo proce-
dimiento dos empregados pblicos? O lia rao.
de Caxias esteve em termos de perder a aeco ,
que ganhou em Santa Luzia entre centena-
res de mortos, de parte a parte!... Este facto
explica bem o desarmamento e moderaco ,
em que se achavao os peticionarios oposicio-
nistas Ento, isto seguir a estabilidade das
instiluicoes do Paiz ? Quem obrou em regra?
a opposico que represenlava com as armas
na mo ou o governo que a subjugou pela
forca que Ihe d a lei, para garantir ao povo
a ordem eapaz! Parece-meja estar ouvin-
do : a opposico de Pernambuco nada tem com
os'cs fados; ella teve o seo nascimento depois
de tudo isto acontecido.
Sim quando isto assim fosse a opposico
de Pernambuco tem seguido o mesmo trilho ;
quanto mais que ella irm gemea de todas
as opposices do Imperio q%e se levantaro ,
com a queda do Gabinelte de 23 de julho No
Cear na Parahiba em Pernambuco e na
Babia pelo rompimento de s. Paulo e Mi-
nas os presidentes dessas Provincias a nao
sercm to providentes, terio de comhater a
faccao no campo ; e assim tivcro de abalTar
conspiraces cujos indiciados hojo sao os
mesmos que figuro na opposico intitulada ,
a joven. Talvez o Indgena c alguein mais se-
jo modernos na opposico ; isto nao dotre o
principio de sua responsabilidade pelos factos
anteriores de seos correligionarios: al porque,
so hoje que sao da opposic'1, que ja antes
o ero mas que smente agora que se de-
clararoem campo ; e isto por estrategia poli-
tica como para inculcar, de que a opposio
tem tido augmento de forca. As simpatas, que
se manifestaro pelos mrtires da opposico da
Corte quando aqu tocaro alguns de seos
memhros vindos du Portugal explica bella-
mente quanto a opposico de Pernambuco 6
homognea com a opposico da Corte! Na (.or-
le se gritava, o se gritava caa o Ministerio pa-
ra subirem os Iiomcns da opposico Em Per-
nambuco se gritava ese grita, caia o Presi-
dente para subirem os homens da opposico.
Isto que estabilidade o mais destruil a.
Corres; oiulencia.
to em sentido favoravel no tempo que do- um pretexto quando o seo fim nao era seno
minava E sera esse tacto urna prova. de que o desacretdar e demittir o Ministerio e por
a opposico sempre tem seguido o principio de este meio subir ao poder ; tanto assim que des-
estab.lidade de nossas institoice ? E nao se- j persuadida dos meos da tribuna e da imnrcn-
r ssc urna ccsrad:c5o mauela V"' -1 sa recorrer as vias de acto Os homens do
sim obra ou nao tem estabilidade nos seos, rompimento de S. Paulo, e Minas erao o mes-
drs. Redactores.
Movido nicamente do amor da verdade,
nao posso deixar de fa er palentes as falsidadcS,
que constituem todo o cabedal da to mal ali-
nhavada quanto calumniosa correspondencia
do Senhor Inimigo das injusticas inser-
a no Diario novo n. 124. Ou este senhor
tem exacta noticia dos fados, que refero e
de proposito os arranja a seu geito la para os
seus ins ; e em tal caso i ao pode lugir cen-
sura de calumniador : ou est muito mal infor-
mado acerca dos mesmos factos ; en'estoca.'O
commolteu sem duvida urna gravissima inpru-
dencia *, imprudenia da qual o nao pode re-
levar nem a mesma imprehenco ( he do
senhor correspondente ) que fez na pessoa do
ancio de ar nobre, e respeitavel nao obs-
tante a sua idade a vaneada ( E por acaso
ser proprio da idade a\ancada ser ignobil e
desprez i vel ? ) o de fisionoma grave, posto
que atractiva. ( E ento o atractivo he op-
posto gravidade ? ) Imprudencia que sen-
do censura\el em outro qualquer muito mais
reprehensivel se torna em una pessoa de to
escrupuloso melindre como o SenhorIni-
migo das injusticas ; pois que tendo pcrgunla-
do ao seu interprete se conbccia o varo que
contemplava ( isto he o varo que estava
em contcmplaco ) depois deste Ihe responder
com a pergunta nao cenhece por ac nego Luiz Jos ? o Senhor Inimigo das injus-
ticas nao pode conter-se e deixai de nter
romper o interprete que prosegua no seu a-
ranzel para Ibe pedir como elle mesmo diz ,
desculpa d'esta falta. Mas vamos ao que im-
porta. Comeco as alsidades de que a cor-
respondencia est incada pela inculpada per-
seguico fcita por S. Ex. Rm. ao V gario
f.uiz Jos. Muito embora soja elle como
lembra o Senhor Inimigo um dos patriotas
de 17 tcnba embora 35 annos de servico se-
jo quaes forem as suas dualidades tudo isto
he bem sabido bem conhecido c bem ava-
liado ; mas nada d'isto nem tudo isto junto
pode dtanlpar c arbitrio c despotismo com
quo o senhor vgario Luiz Jos tratnu o seu le-
gitimo coadjdjctor. o seu irmo no saterdocio,


5
osen companheiro no officio parochial, pas-1
sandoa noniear oulro coadjuctor simii Ihe dar
ocm a m.-iis levesalisfacao despedndo-o por
este modo com o des hri ment com quo se
nao despede nem um simples criado de servir;!
e isto dentro do pia/.o pelo qual Ihe l i n lia si-
do prorogatta a proviso com (po servia Pon-
dero agora Senbor Inimigo das injusticas e
pondere bem esto procedimento, julgue
quantoelle tem de patritico esem se in-
fl.uar, como diz que so inflamou pelo que
appollida injusto procedimento do Senhor Bis-
po mas com todo o socego de animo re-
solvaenisua conscioncia qual seria n'esta con-
junctura o seu procedimento vista do proce-
dimento do grave anciao cuja causa se met-
teu a advogar. Qualquer que seja porem a re-
solucao do Senhor Inimigo o certo he que S.
Ex. Rm. n'estecaso nao ez mais do queoc-
correr como era do seu restricto dover, a o
arbitrio e despotismo do parocho cassando a
proviso do pretendido coadjutor ob-e subrepc-
iciamento abtida ; por isso que abusando-se
da boa ledo Km. provisor, nao se Ihe decla-
rou que a proviso do legitimo coadjutor tinha
ido prorogada ; e o roparo que ello ez da
nomeaco de novo coadjutor desprezado o an-
digo satisfoz-so com a evasiva de que este nao
quciia continuar a servir Cassada a proviso
Jo incompetentemente nomeado passou S.
Ex. Rm. a mandar passar nova proviso ao
esbulhado. E que outro deveria ser o proce
diiuento do Exm. prelado ? De que outra ma-
neira poderia occorrer-se a tamanho arbitrio
eomo o praticado pelo parocho que to mal
nterpretou o direito de nomear coadjutor; di-
reito de que incontestavclmente abusou; di-
reito que alias se Ihe nao negou querendo-se
nicamente que uzassed'elle dentro dos limi-
tes que Ihe sao assignados ? Pouco imporfou
porem ao parocho e ao seu nomeado esta in-
dis ensavel e prudente medida ; pois que em
grave despre/o d'ella nenhunia duvida tiverao
aquello em encarregar este de funecoes paro-
chiaes e esle em as exercilarsem legitima au-
torisaco. D'aqui ( e nao do simples fado
de o querer o vigario para seu coadjutor, como
diz o Senhor Inimigo. ) D'aqui resultou a sus-
pensao do segundo quo ambos conspirrao em
tratar com o ultimo desprezo obstinando-se
em continuar o primeiro a incumbir, e o se-
gundo a exercer actos parochiaes a despeito
da irregularidade em que este incorria. Tal
oi o procedimento com que estes dois ministros
face da qual lazendo gala do sambenito se
atlrcveio a commetter um excesso de que clin
pela vez primeira foi testemunha e que praza
a Dos nao torne mais a testemunhar Apezar
-disto no he meu intento contestar nem as
boas qualidades attribuidas a um nem o
inculcado procedimento sempre louvavel
que se quer que o outro tenha ; mas s direi .
e com ra/ao dirci, (roe com a formal desobe-
diencia s ordens do legitimo superior, e com
o publico despreso das penas ecclesiasticas ja
mais essas qualidades e esse procedimento po-
derao compaducer-se. Causa porem a maior
e- tranlie a que sendo o Senhor Inimigo das
injusticas to escrupuloso quando so trata
do Senhor Luiz Jos que at reputou urna
lltu o nao ter conherimento d'elle e che-
gou a pedir desuulpa d'esta falta : tratando
do padre Menczes, nenhuma duvida ncnhuin
escru tulo tonba em ferir gravemente a sua re-
putaco aecusando-o de ter abusado do ca-
rcter sacerdotal e da subordinado a seu vi-
gario. E ser o Sinho'r Inimigo capaz
de privar est s imputaces? Nao; e bem cer-
to estou de que pelo contrario se assim Ihe
osse necessario o senhor padre Menozes fcil-
mente poda provarcom o testemunho publico,
.que verdaderamente tem tido um procedi-
mento sempre louvavel. E em que consiste a
pretendida proteceo de S. Ex. Rm. a favor
d'este padre? Eu o digo: em gozar simplcsmen-
te o titulo de um emprego de cujo exercicio
o tem privado a mais escandalosa injustica ; ti-
tulo quo as ircunstancias imperiosamente exi-
g o que Ihe osse conferido, e que spelos
inimigos da juslica podo ser attribuido a pro-
teceo. Mas nao admira, que o Senhor
Inimigo das injusticas a tanto se attreva ,
quando leve a impavidez de inventar um re-
curso ja interposto asseverando que S. Ex.
Rm. o oceultou na occazio do responder, e
que nao o quiz entregar resistindo a dous
despachos do Exm. Cbanceller da relaco.
Parece incrivcl que haja animo para levar a
calumnia a um to subido ponto I Cumprc pois
pulveri/al-a,e uffirmar com a ingenua lingoagem
da verdade que tudo quanto houvca respeito
de Mecurso foi um requerimento dirigi-
do ao Exm prelado a fim de se interpor o
recurso requerimento, que leve por despacho,
que se deelarassem as causas por que se preten-
da interpor o recurso ; e urna replica na
quui em iugar (ie saiisfazer-sc o despacho ,
s se trutou de o analysar, e que por isso nao
poda ter outro deferimento que nSo fosse o C.ouros do Rio G..
exigir-se o cumprimento do primeiro despacho
Nunca porem se execulou isto e l por una
certa jurisprudencia nova entendeu-se que
se devia aproveitar o ensejo do processo de de-
sobediencia a que se estava procedendo pa-
ra se interpor o iccurso peranteo Rm. vigario
geral ; mas este legalmento o denepou e por
isso he evidente que nunca tal recurso passou
de incompetentemente intentado. Como pois
se ousou dal-o ao publico como interposto e
oceultado ? Com a mesma animosidade com
que contra as leis do decoro, e da decencia pu-
blica sem ncnbum reparo so ousou injuriar
pelo preloo Exm. Senhor Rispo Dsoccsano com
os affrontosos epithetos do vingativo desobe-
diente s leis do paiz, desptico e pouco
digno de reger o cloro brasileiro! I Mas ainda
bem quo o Exm. prolado generosamente
saber pordoar essas indignas aflrontas na
consideraco de que os desvarios de um ou ou-
tro individuo em particular nada podem doro-
gar nos sen ti montos de amor e respeito, quo
pelas virtudes que o ennobiecem os seus
doceis diocesanos em geral, de coraco Ibe
consagrSo.
Alem de esclarecerem o publico, com a in-
sereno d'estas linhas faro os Senhores Re-
dactores grande obsequio
Seu attento Venerador
O Amigo da Verdade.
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendimento do da 14.......... 3:6138011
Descarregao hoje 16.
Brigue Eredano dilTerentes gneros.
Briguo Rolla canos de ferro.
Rrigue Tarujo differentes gneros.
Barca Belle genebra, e queiios.
Briguo Janes $ Elster farinha, o carvao.
Brigue Maypo bacalho.
RIO DE JANEIRO.
Cambios no dia 26 de maio.
Pregos da ultima hora da tarde.
Cambios sobre Londres..... 25 'A o 25 '/
Paris....... 370 a 373
Hamburgo.. 700.
Metaes. Dobroes hespanhoes. 32SO0O.
da patria___ 32,000
Pezos bespanhoes... 18990 a 2,000
da patria___ 18970.
Pecasde6g400 velhas 16,900al6,950
de novas 16,500.
Moedas de 48000... 98350.
Prata ........... 107







ApoIicesde6 porcento'..... 72'/
Dos prego correntes do ''io de Janeiro che-
gados hontern extrahimos os sequinles por
nos parecerem merecer maior attenctio.
AzeitedoccdoMed. 2,000a 2.100o g.
do Port. 260,000 a 270,000 pipa.
de peixe____ 1,000 o g.
Carvao de p. graudo 13,000 tonel.
miudo. 15,500
Cera b. de Angola.. 1,080 a lib.
amarela 1,0iO
Chumbo em barra.. 11,500 o qq.
em lencol. 1 fc.OOO
Ervadoce....... 6,000 a @.
Estando em verg... 430 a lib.
Farinha de trigo.. 17,000 a 18.000 a bar.
Perro da suec. em b. 7,000 a 7,200 o qq.
emv. 10.000 a 10,500 o dito.
Folha de Flandres.. 23,500 caixa.
Lonas da Russial... 30,000 a 36,000 a pessa
Manteiga ingleza.. 470 a lib.
franceza. 460 a 470
Vlassas sortidas____ 6.000 a Passas muscatel... 1,800 a caixa
Pimenta da India.. 190 a lib.
Plvora fina Ing... 470 a lib.
Queijoflamengo. .. 1,230 um.
Retroz gorlido.... 8,000 a 12,000 a lib.
sabao inglez...... 115 a lib.
do Medit. 200
Sal............. 440 a 160 o alq.
V inagre......... 30.000 a 60,000 a pipa.
Vinho de Lisboa... 70,000 a 90,000





sup. 145,000*160,000
b .. 190,000
de Malaga .. 105,000
Catalao____100,000
Cette......106,000 a 108,000





Champanhe.
Moscatel-----
Cal superior.....
l'qualid. boa.
I* ord.
2* boa.
2* ord.
Carne seca do R. G.
15,000 a
5.000
3,300 a
2.900 a
2,700 a
2,500 a
.2()() a
1,800 a
18,000 a duzia

3,500 a (i>.
3,100 T
2.800
2.600
2,300
2,500
I|iecacuanha.
Jicarandi 1* qual
2a dita.
Meios de sola.....
Milho.........
Tabaco Maependim
\ aquetas de Porn..
175 a 180 a lib.
440 a 501) a lib.
150,0,M)a 300.001) a duzia
6).OO0a 120,000
3.000
1.900 a
4,000 a
1,600 a
um.
2.500 osacco
5.000 a (0.
2,000 urna.
RAHIA.
cambios. 5 dejunho de 181-3.
Londres............ 25 d. p. 18000.
Franca............. 350 rs. o (raneo.
Lisboa............. 100 p. c
Rio do Janeiro....... ao par.
Provincias do Norte... idcin.
DobrSes hespanhoes... 318000 a 318500.
Mexicanos... 308500 a 3 8000.
Pecas de 6gW)0...... 158800 a 168000.
Moedas de 48000..... 88800 a 9$000.
Pezos hespanhoes..... 100 p. c
Prata cunhada....... 100 p. c
importaca.
Josefina t Emilia, brigue portugus vin-
do da Figueira, entrado no correte mez, con-
signado a Thomaz de Aquino Fonccca mani-
festou oseguinte :
163 pipas 6 meias ditas c 60 barris com vi-
nho : ao consignatario.
1 pipa 13 meias ditas 1 quartola com azeite
deoliveira, 5 pipas vinho; ao capito.
4 caixas com marmelada; a Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
1 embrulho ignora-se; ao Dr. Antonio de
Araujo Ferroira Lima Jacobina.
Resumo da exportaco da provincia de Per-
namhuco para ora do imperio no mez de
maio do correnle anno: a saber.
Algodo saccas 2,425 com 13,120 @29 lib.
Assucar caixas 4,102
feixos 503 i
com 325,599 22 lib.
bar."' 10,944
saceos 4,608
Agoardentepipas 40|com ? gll Cflna(,
barris 151
Couros salgados........... 9,002
Chifres.................. 2,100
Cobre velho.............. 963 lib.
Doces.................... 848 lib.
Farinha de mandioca....... 1,882 alq.
P.olirazil................ 2,800 qq.
Pellos miudas............. 996
Prata velha............... 2,210 oncas.
Sola e vaqueta............. 6,183 meios.
Taboas.................. 228
Moeda.................Rs. 24:539^620
Gneros miudos e gasto....... 1:8078125
Valor da exportaco......... 792:8858724
Dito dos diretos............. 95:9698814
Sahiro 26 embarcacoes, sendo 2 brazileiras,
2 portuguezas 8 britnicas 1 fianceza, 1 a-
mericana 3 austracas, 1 hespanhola, 1 ham-
burgueza 1 belga 1 sarda I sueca, 1 noru-
ega i prussiana o 2dinamarquezas ; tripu-
ladas por 311 pessoas contendo 7567 tone-
ladas.
if ovimento do Porto.
Navios entrados no dia i'.).
Terra Nova ; 34 das, l.rigue inglez Maypo ,
de 173 toneladas capito Roberto Fulton ,
equipagem 11 carga bacalho : a Lalham
& Hibbert.
F'igucra : 39 dias, brigue portuguez Josefina 5f
Emilia, do 156 tone adas capito Isidro
Ayresde Souza equipagem 15 carga vi-
nho : a Thomaz de Aquino Fonceca.
Observaco.
Entrou o vapor inglez (de guerra) Growler ,
commandanto Claudeck Buckle, anda mi-
sando.
Navios sahidos no mesmo dia.
Liverpool; barca ingleza Nightingale capi-
to Thomaz Hunter carga assucar, algodo
e couros.
Trieste ; galera austriaca Fideli capito Bar-
tholomeu Gavaqui carga assucar.
Rotterdam ; brigue austraco I.ossemburg, ca-
pito Lucio Consulich carga assucar.
Lisboa ; brigue portuguez Josephina capito
Paulo Antonio da Rocha carga assucar ,
e &c.
Maranho ; patacho brazileiro Mara Luiza ,
capito Jos Rodrigues Freir carga diver-
sos gneros.
e 22 de ja neiro prximo vindouro pelas 11 ho-
rsdainanlia, as Ilumina, oes da cidade de
Olinda eda po\oaco dos Allogados, avaliado
o forneciinei.to diario de cada um dos lampies
da de Olinda em 144 rs. o da dos Aflogados
em 195 rs.
As pessoas quo so proposerem a estas arre"
matacoes .ompareco na salla das sesses da
mesma thesouroria nos dias cima indicados
munidas de fiadores idneos e compele te-
niente habilitadas. Secretaria das rendas pro-
vincias do Pernainbuco 10 de maio de 1843,
O secretario
luiz da Costa Portocarreire,
lieclaraccs.
= AadministracSo dos estabelecimentos de
caridade manda fazer publico que a 3.a, o
ultima praca da renda das casas j i annuaciadas,
he no dia 16 do correte pelas 4 horas da tarde,
na sala de suas sessoes; e de novo faz cerlo aoa
inquilnos cujo pagamento nao esteja em dia ,
que nao scrilo recebidos seus leos. Sala das
sesses d'adminislraco dos estabelecimentos de
caridade 9 de junho de 1843. O escritura-
rio, F. A Cavalcanti Cousseiro.
Lotera do thcalro.
As rodas desta lotera andao impreteri-
velmento no dia 20 do corrente jiinbo fi-
quem ou nao bilhetes por vender e o restante
Jos mesmos achSo-se venda nos lugares |
annunciados, e tambem na loja do ">r. Guerra,
na ra Nova n. 11.
Eritaes.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes manda fazer publico que em
virtudeda le perantc a mesma thesouraria se
ho de arrematar por lempo de 3 annos a con-
tar do l'dejulho do presente em hasta pu-
blica a quem por menos iucr, nos dias 19, 20,
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N. 54.
J^ahio hoje luz e vende-se no lugar do
coslume. Contem oseguinte:
No estado social se deve buscar o triumdho
da raso sobre o imperio das paixes.
Traduccao da Genealoga do Nazareno.
Carta do Careca ao Calvo.
Carta do 'alvo ao Careca.
2.a Viola de Lereno &c.
sociedade PHILO-DRAM TICA.
(oltr'ora natalense.)
O Primeiro secretario convida aos Srs. so-
cios para sesso extraordinaria hoje (16)
pelas seis c meia horas da tai de.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAuENTO.
As nulas desta loteiia amlo in-
falivelmente no dia l6 do correnle;
fiquem ouno bi I leles; e o restante
acha-se venda nos lugares do
costu me.
Aluga-sea loja do sobrado sito na es-
quina da ru do Amorim ; trata-so na ra do
Queimado loja n. 9.
Preciza-se de um official de maroineiro ;
no atierro da Boa-vista n. 3.
A pessoa que no Diario de 14 do corrente
mezannunciou para vender um sobradinho de
um andar, que rende mensalmente de/asseis
mil res diiija-seao 1. andar desta lypogra-
phia que se Ihe dir quem o quer comprar.
- Offerece-se um rapaz portuguez para cai-
xeiro de venda ou de outra qualquer oceupa-
co o qual tem bastante pralica; quem do seo
prcslimo se quizer utilizar, dirija-so ao largo da
RibereiradeJi. Antonio n.3.
= Joaquim Antonio deAguiar; retira-so
para Portugal.
- Arrenda-se um sitio no lugar dos Reme-
dios com excedente casa de pedra e cal, com
grandes commodos para crescida familia, com
40 e tantos ps de coqueiros dando fructo, agoa
de beber em cacimba com boas trras para
plantar, e para vaccas de leite ; a tractar as 5
Pontas n. 62.
- O advogado Jacinto Moreira Severiano da
Cunha.ouve a quem quiser de seo prestimo se
servir, das 9 as 4 horas e meia da tarde; no seo
esc ripio rio na travessa da ra do Rozario para o
Cjneimado n. 1 primeiro andar.
- A pessoa que quer vender um sobradinho,
recebendo 1 cont de reis avista, sendo em ra
publica e querendo hypotecai-o pela mesma
quantia ficando o premio pelo aluguel ; diri-
ja-se a praia de S. Rita n. 31.
- Aluga-se urna casa terrea na ra Relia ,
outr'ora Florentina nova, com 2 sallas, 3 889?-
tos cosinba fura quintal e cacimba ; a fallar
na mesma ra na ultima casa lado do nascente.


-f
i
.-.
i

I
= Joaquim Alves de Couto subdito Por-
tugue/ retira-senara Portugal.
= (Jm rapaz brasiluiro quo sabe 1er, es-
crever e cootar scm familia elivre de guar-
da nacional, tendo ja alguma pratica de caixei-
xo se oftercce para qualquer arrumacao que ,
se Ihe olTerecer dando fiador a sua conducta ;
quem de seu prestimo se quiser utilisar annun-
cie ou dirija-so a ra do Cabug loja de re-
loj oeiro n. 3, e 7.
Aluga-se um sitio com casa napovoacao
da Boa-viagem, contendo o mesmo 300 pez de
coqueiros.e outras fructeiras de diflerentes qua-
lidades, e urna canoa que pega 1300 lijlos de
alvenaria ; na ra do Qneimado n. 57.
Quem quizer comprar urna botica na ra
da Gadeia do Kecife ; dirija-so a ra do Gabu-
g n. 11.
=a Na padaria da ra da Senzala velha n.
98 se fabrica o afamado pao de folha feito
da melbor farinha que existe ; assim como bo-
Jaxa de primeira qualidade.
= Precisa-se alugar um bom negro que
aeja perito em massas tanto de pao como de bo-
laxa ; assim como tambem vendem-se barricas
e meias ditas de farinha de trigo: na ra da
Senzala velha padaria n. 98.
= Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenhose correspondentes dos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos ,
machinas de vapor, de condesacao e de alta
presso da forra de quatro e de seis cavallos in-
gozes e taxas batidas e coadas e pr..mettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estes objectos
feitos ii urna das principacs fundices de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
Muilo se tem fallado do sistema Homeo-
patbico do sistema de Broussais e de outros
muitos mil differonlos ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evacumantes, que
ninguem pode negar serem nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudoquando
existe a diliculdade de fazer observar aos au do-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Homeopathica e pratica regular &c. Somos
geralmenteacostumadosa comer muito mais
do que he necessario para o nosso sustento ; o
resultado he flatos, indigestes e inflamar
efics nos ligados &c. Para remover imped-
estes incommodos, nuda he mais prompto, que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as diflerentes sec-
creoSes.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu efleito ,
Bem dores e incommodo algum nao he ne-
essario dieta alguma o pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqu vende-se somente em casa do nico a-
gente Joao Keller ra da Cruz do Recife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C., e atierro da Boa-vista, na deSal-
Jes Se Chaves.
Precisa-se de um primeiro andar de um
sobrado ou urna casa terrea preferindo-se
as principaes ras do bairro de S Antonio e
que seu aluguel nao exceda a 10,000 rs.;
tiver ai
n. 27.
tiver annuncicou dirija-sea ra de S
s.; quem
. Rita ,
- Aluga-se urna meia-agoa na ra da Ale-
gra n. 7 no Bairro da Boa-vista; quem a
pretender, dirija-se a ra da Cadeia do Re-
cife, n. 37.
- Quem precisar de alugar um escravo bas-
tante possante, preferindo-se aluga-lo para an-
dar com taboleiro de fazendas na companhia
de pessoa branca ou mesmo para trabalho em
algum arma/.em, dirija-sea ruaDireita n. 100.
- Continua-se a dar dinheiro a premio ;
no palio do Paraiso sobrado n. 8, segundo
andar, de um hora as 3 da tarde.
AsenboraD. Maria Arcanja Riheiro de
Mello, mana do Sr. Roma queira dirigir-se
a ra de Hortas, n. 48 segundo andar para
receber urna carta e urna encomenda ; na mes-
ma vendem-se li barris de 5 em pipa.
- Precisa-se de um portuguez, que se dis-
ponha a trabalhar em servii-o de carraca tra-
tar de cavallos e o mais que precisar a respei-
to ; na ra Nova loja n. 58.
r Deseja-se fallar com Sr Joaqun) Lopes
da Silva, a .iegoco de seu interesse, por isso
annunrie sua morada.
- Quem por ventura tiver o testamento, ou
codicillo do dofunto Jo3o PaL's Baricto o ve-
Iho frito em 2 do Janeiro do anno de 1617 ,
e que e ache em instrumento publico, queira
annunciar para se lbc fallar; o dito ccdieillose
achava hincado as notas do taheliao que foi
de Olinda, Paulo de Souza: ainda no anno de
1623 se passou certidao do mesmo codicillo a
requerimento de Christovfo Paos filho do d-
u JuSu raes. Tivasv cuitiu egou ee urna le-
gua de terreas do canas a Sancta casa da Mise-
ricordia de Olinda no lugar do Arequinds ,
ou Arequids em nna. Roga-se com instan-
cia essa noticia que se agradecer.
No dia 11 do correte foi chamado um es-
cravo de nomo Lucas, baxo barbado e be-
chigoso nacao Qucama indo buscar agoa
caneado Sr. Chalara as 6 horas da manha, o
qual largou a caneca ao p da canoa e seguo
o dito Sor, ; roga se a pessoa que fez esse jo-
go de escondida o queira mandar para seu se-
nhor, que he Vicente Jos de Brito.
Na ra Direita sobrado de um andar ao
p de dous de varandas de forro douradas n.
33 so azem bolos chamados de S. Joao de
diflerentes qualidades, tanto em goslo como
em leitio, enfeitados com capolas e ramos de al-
finim o o mesmo S. Joao do alfinim, e tam-
bem se azem bolos pora cha e bandeijas en-
feitadas do melbor gosto possivel.
A pessoa que aununciou querer com-
prar um quartao, que nao tenha achaques ,
nem seja velho dirija-se ao atterro da Boa-
vista n. 17.
Precisa-se do um caixeiro que escreva
bem e sirva para a ra; para urna loja de
fazendas; annuncie.
=b Francisco Fernandes Thomaz retira-se
para Lisboa a tratar de sua saudc ficando o
seu estabelecimento no mesmo giro e por seus
bastantes procurdores os Srs. Vicente Alves de
Souza Carvalho. e Antonio Goelho de Mello ,
a pessoa que se julgar seucredor aprsente suas
conlas para serem pi-gas.
A pessoa a quem for offerocido um marco
de peso de 4 libras, quebrado e faltando-lhe a
tampa queira leva-lo a ra do Collegio n.
6, que receber o vallor delle.
Precisa se alugar um sobrado ou casa
terrea que tenba bons cornmodos, no bairro
da Boa-vista : na ra estreta do Rozario n.
31, terceiro andar.
Precisa-se de urna preta, que tenha bom
leite para criar ; na ra do uangel n. 6.
O Sr. Antonio de l.ocio e Sibles, dirja-
se a ra da Gloria n. 73 para se Ihe entregar
urna carta vinda do Aracaty.
Achou-se um recibo passado em urna
conta pertencente ao Sr. Salvador Pereira Bia-
ga, passado pelo Sr. Matheus Austins & Com-
panhia ; na ra de Agoas verdes n. 42.
Jos Joaquina de Castro mestre alfaiate
avisa aos seus freguezes, que mudou-se da
ra da Madre de Dos para a ra da Cruz ,
n. 57; e precisa de alguns oflciaes para o
mesmo oflicio.
Felicianno Pinto do Vasconsellos faz sci-
fnte ao publico que apparecerao na paopre-
dade Arnboli, junto ao Canxag duas vaccas
o urna cria dentro das lavouras; quem se
acharcom direito as mosmus, pode dirigir-se
ao dilo lugar que dndoos signaes ferro ,
e pagando asdespezas, que so tem feito, Ihe
sera 5 entregues.
Oflerece-se um hornem que tem bas-
tante pratica de destilar agoardente por ter
sido empregado neste mesmo ramo em enge-
nhos nesta provincia ; quaesquer Sr. de onge-
nho que de seu prestimo se quizer utilisar ,
dirija-se a ra Nova n. 33.
Fernando Francisco Fucker faz sciente
a quem se julgue seu credor, de Ihe apresentar
suas conlas no praso de 20 das da data deste em
vante para serem pagas.
Joo Lins Goncalves Vianna subdito
Portuguez retira-se para fora desta provincia,
com sua familia levando em sua companhia
Manoel Ignacio da Costa Jnior tambem sub-
dito Portuguez.
Arrenda-seum bom sitio em Bibiribe ,
com muilas fruteiras graiide casa bom ba-
nho atraz da casa e outras commodidades,
que avista dos pretendentes se faro ver; na ra
Nova armazem n 67.
Aluga-se um bom escravo co/nheiro ,
moco e diligente para qualquer servico; na ra
Nova arma/em n. 67.
= Antonio Augusto de Abreu Moura re-
tira-se para a Bahia.
Precisa-sede um caixeiro que se pro-
ponna a vender fazendas pelas ras ; na ra de
Agoas verdes sobrado n. 66.
Precisa-se de urna ama que coznhe ,
eengomme c faca alguma costura para urna
casa de pequea familia ; annuncio.
= Na entrada da ra do Rangcl do lado di-
reito a primeira escada no primeiro andar, se
encaderna todas as qualidades de I i v ros da ma-
neira que se desejar com toda a perfeicSo ,
c por proco mais commodo do que em outra
qualquer parto.
Arrcnda-se nos A (Togados o sitio chama-
do Piranga muito grande, e com bastantes
arvoredns de fruto, c muito terreno para plan-
tacoes e bons cer< ados para vaccas de leite ;
quem o pretender dirija-se a ra do Queima-
do. n. 6.
rador na ra Nova urna escrava de nome Be-
nedicta de nacao Angola, de idade de 22 annos.
Compras.
\.Compra-sea obra de Moral por Cimiliatis;
na ra Nova armazem n. 67.
Coraprao-se escravos ladinos, que sir-
vi para o trabalho de engenho e que tenhao
mois de 20 annos ; na ra estreita do Rozario
n. 31, terceiro andar.
Compra-se a obra de Moral, nova ou
usada, pelo Exm. Bispo do Rio de Janeiro ;
no atterro da Boa-vista, n. 30.
Compra-so urna fateixa com corrente de
forro estando em bom uso, para canoa de
milheiro ; natravessa do Qjeimado n. 3.
Compro-se escravos pardos de 15 an-
nos ; na loja da viuva do Burgos.
Comprao-se duas pedra de cantara de
Lisboa, para porta do tamanho ordinario: na
ra do Cabug n. 6.
Vendas
Na praca da Independencia loja de livros
n. 6 e8 vendern-se livros desortos de 3 qua-
lidades di lie rentes, para o divertimen lo da imi-
te de S. Joao.
Vendem-se o Panorama encadernado ,
de 1841 cartas de Heloisa e A bailan! Es-
tevinho Goncalves, as m5is rivaes, ou a calum-
nia e o Mosco Pittoresco ; na ra do Rangcl
n. 81.
Vende-se urna venda na ra do Calde-
reiro, esquina que volta para a mar com
muito poucos fundos; na praca da Boa-vista,
n. 14 adverte-se qu he muito boa para ven-
der para trra.
Vondem -se superiores vinhos engarrafa-
dos da Madeirasocca Malvasia e Buccllasde
1832 ; na ra da Cadeia do Recife n. 37.
= Vende-se um engenho de moderna n-
vencao para moer mi Iho com todos os per-
tencese machi nismo moderno para trabalhar
com um cavallo ; na ra da Cadeia do Recife ,
n. 37.
= Vendem-se duas camas de armacao, sen-
do urna do angico e outra de Jacaranda no-
va rica, e com cpula ; na ra da Cadeia do
Recifo n. 37.
^= Vendem-se repertorio alphabetico das
les do Brasil promulgadas desdo 1829 at o
fim do anno de 1840, dos decretos, instruccoes,
regulamentos, avisos, portaras, ordens, cir-
culares e oflicios expedidos pelo poder executi-
vo para oxecucSo dellas em continuacao ao
repertorio geral de Manoel Fernandes Tho-
maz, e o ndice alphabetico do Bacharel Al-
berto Antonio de Moraese Carvalho; Por... ,
advogado Brasileiro ; na ra da Cadeia do Re-
cife n. 37.
=Vendem-se 14passaros de diflerentes qua-
lidades todos mancos e bons cantadores .
com suas competentes gaolas ; assim como 3
quartolas arquiadas de paos e urna porcao de
barris e barricas de diflbrenles qualidades e
urna armacao de venda com seus pertences : na
ra das Trincheiras n. 34.
t Vende-se ou troca-se urna casa terrea na
Cidade de Olinda ra do Amparo n. 16 com
muitos cornmodos por outra nesla praca ; na
ra de Agoas verdes n. 42.
Vende-se o sobrado da ra do Amorim ,
n. 29 ; a tratar na ra do Nogueira n. 13.
Vende-se taboados de pinho a 40 rs. o
p de todas as larguras e comprmento para
se fechar conlas ; atraz do theatro, armazem
de Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do
Sr. Joao Malheos.
Vende-se urna porcao de sedro serrrado
em forro reforcado ; no armazem de materiaes
e madeiras da praia do Caldereiro n. 6.
= Vende-se sal do Ass muito alvo a bor-
do do hiate Flor de Larangeiras ; trata-se na
ra da Cadeia do Recife, loja de fazendas n. 37.
=s Vende-se urna batanea grando propria
para armazem de assucar ; na ra da Cadeia do
Recife loja de fazendas n. 37.
Vendem-se os seguintos livros; Orlando
AmoroFo historia fabulosa em 3 voluroes e
a nobre Venesiana, 1 v. por proco comn.odo;
na travessa do Rozario n. 3.
Vendem-se urna preta de 22 annos, en-
gomma e cozinha mui bem ; duas negrinhas
e urna mulatinha de 12 annos ; urna preta per-
costureira faz lavarinlo. cnsomma e
e bastante robusto : na ra. do Queimado n,
31 primeiro andar.
Vendem-se 3 barras de prata com 188
oitavas, por preco commodo: na ra do Quei-
mado n. 5.
Vende-se urna negra de nacSo Bengue!-
la, de 26 annos cozinha, lava e engom-
ma ; na ra da Assumpco n. 60 ao p do
nicho do Noia.
Vendem-se garrafas de sement de coen-
tro muito nova a 320 cada garrafa : na ven-
da da esquina do sobrado amarello; defronte da
Matriz da Boa-vista.
^Na loja do barateiro na pracinha do Li-
vrarnento n 53 vendem-se bicos da lar-
gura de 3 dedos a 140 e 160 a vara abolla-
duras de massa a 320 o amarellas a 400 rs.
luvas de camurca amarella a 280 (albores finos
a 3600 a duzia transclim de burracha grossos
a 160 e 200 rs. colxetes a 800 rs. a duzia e
80 rs. acaixa thesouiinhascom algum piinci-
pio de ferrugem a 100 rs. o I i ipas a 200 rs. ,
ditas muito finas douradas a 400 e 500 rs. e a
duzia da-se mais em conta linhas de marcar
mnto finas ditas de miada de todas as cores,
ditas para bordar sabonetes finos a 200 rs.
ditos da porcelana com caixa de louca a 500 rs.
botoes de metaos a 80 rs. a duzia pennas de
escrever a 480 o cento cordao para vestido a
20 rs. a peca meias de laia para bomem a 800
rs. o par, ditas de algodo muito finas a 280 ,
ditas para meninas de todos os tamanhos tin-
te ros de vidro lapidados a 480 agoa de flor de
laranja a 800 rs. caivetes de aparar pennas
a 280 e 32o, brincos de filagrana muito bem
feitos, escovas para cabello e chapeo papel
aImaco em meias resmas e de peso a 2500 e
3000 rs. ditos de todas as cores, e um bom
sortimento de retroz do melbor que tem appa-
recido tudo muito em corita e com amostras
francas a contonto dos, compradores.
= Vendom-se superiores caivetes finos
com mola quo motendo-se a penna sabe per-
feilamente aparada ; na ra do Cabug loja
de miudezas junto do Sr. Bandcira.
= Vende-se muito boa farinha de mandio-
ca a 1200 o alqueire da medida nova ; a borda
da lancha Bom Jess dos Navegantes que es-
t lundeada dofronte da escadinha do caes do
Collegio, aonde poderao chamar o bote a qual-
quer hora.
Vendem-se manteiga ngleza a 800, e
franceza a 640 e de tempero a 240 cha is-
son a 2560 caixoescom doce de goiaha gran-
des e poquenos vinbo branco de Lisboa en-
garrafado e de feitora a 900 rs. a garrafa, e
outros muitos gneros por preco commodo : na
ra larga do Ro/ario n. 52.
= Vendem-se blhetes e meos ditos da lo-
tera do theatro que corro impreterivelmenle-
oo dia 20 do corrento : na loja da viuva de
Burgos.
V= Yendem-so chitas finas em retalho a 120
e 160 o covado : na ra do Queimado, loja de
Carioca & Sette, n. 25.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
inodas do angico, ditas de amarello marque-
zas do condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com diflerentes largu-
ras ecomprimentos travs de pinho e bar-
rotes com diflerentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se yendo mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina em
casa de J Reranger n. 14
Escravos frgidos.
frita
borda de susto ; um molcque de 14 annos ,
urna preta com urna cria de 3 annos; na ra
do Fogo ao pe do Rozario n. .
~ INo deposito de chocolate na praca da
Independencia n. 39, continua-se a vender
chocolate feito no moz passado sendo em li-
bra do de forreo a 1000 rs de baunilha a
340 e do saude a 400 rs.
Manoel Jos Vianna comprou no dia 7
do oorrente ao Sr. Manoel Carneiro Leal, mo-1 mesmo para algum engenho um "negro moco | RbcifeT na Typ. de M.
I V t i l)L I ti
= No da 9 do corren le sendo mandado a
recado de seu senhor o pardo Joaquim nao
voltou mais julga-so ter fgido por isso ro-
ga-se as authojidades policaes, capilaes da
campo o apprehendao e levem-o a seu se-
nhor Antonio Jos Pires na ra do Queima-
d n. k\ ou no sitio da Pome de Ucha da
viuva do coronel Bento Jos- da Costa; o qual
be oflicial de carpina marcineiro pintor, o
holieiro. he claro, tem falta de deotcs, e tam-
bem Ihe falta as unhas dos dedos grandes dos
ps ; levou vestido calcas c jaquota branca 1
bahu de madeira pintado de azul com Irisos
mais claros onde levava entro outras pecas
um casaciio de acompanhar no carro calcas o
aqueta de panno azul fino, e ferramenta de
carpina e alguma de marcineiro ; quem delle
der noticia certa ser bem recompensado.
== Fugio a mais de 15 das urna osciava
crioula de nome Josefa tem urnas costuras
ompoladas as costas abaixo do talho do vestido,
um pequeo talho no beico superior, ps pe-
queos secca do corpo ; levou panno da cos-
ta com listro azues e encarnaaas ; quem a pe-
gar ieye a ra do Queimado n. 14 que sera
gratificado
F. de Farm.=1843


Full Text
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