Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04981


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Full Text
Afino de 1843.
Quinta Fera 14
Tudo pora depende .ie ni mfimcn ; da nom prudencia, moderar.'", sncrgia ; con
inuemos como principiamos seremos apuntados com dmiracao enlre as Macoca maii
cahu. ( Proclamaojo da Asaambla Geral do Bbaiil. )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianaa Parahiba Rio grande do Norte segunda sextas fe.ru
Bonito O Garanhuns a lU 24
Caix> ? S-Tinhem, Riu Formoso PorloCalro MaceiA a Alagoas no 1. 11 21
Boa-iutae Floras a '3 a 28. Sanio Anuo, qnintaa feiras. Olinda todos os das.
DAS da emana.
4 \ Seg. s. Joan de s Facundo. Aud. do J. de D. da 2. T.
4 ie>rc + 1 Antot.ii> F.
4 (Juan s. Ilatilio Megan i>. *.ud do J. de D. da 1. .
45 'Juini Fesla do Corpo de Dos.
ti Sesl. a Joao Francisco KgU Aud do J. de D. da 5. t.
17 ii), Hieres. Hainba Bal. Aud do J. de D. da 1 r.
(18 "<'" s. Leoncio M. s. Amado B
de Jim fio
Anno XTX. N. 128.
cansos.No da i i de Junho
Cambio sobre Londres 2 5 i. Omo-Aloeda de 6,400 V.
Pan S. cis por franco.
Lisboa 110 por 100 de premio.
Moeda de cobre 2 por cento.
dem de letras de boas firmas j i J .
N.
a de 4,000
PsaTi-Patacoes
a Petos Colaanaret
ditos Mexieanoe
compra
1A.400
16,.0J
yo oo
1,S0J
i,w)J
i.yjo
16.600
16.400
9 200
1,20
I.VIM
1,1)20
PHA&Eb UA LANO MEZ DE JUNHO.
La Cheia 12, Quart.ming. 19, s 0 Doras a 10 a. da I, | Ojurt. oreec. 5, ios 15 minutos da uro.
Preamar de ho\e
1. a 6 boraa 6 m. da manhla. | i. a 6 boras e 30 da larde.
PARTE OFFICIAL.
LE N. 115.
O Bario da Boa-Vista, Presidente da provin-
cia do Pernambuco. Faco sabur a todos os seus
habitantes que a assembla legislativa provin-
cial dccretou, e eu sanccionci a lei sc^uirite:
Art. 1." Para mais prompta concluso das
duas estradas provinciaes at Santo Anio o
Pao do Alho he o Presidente da provincia nu-
torisado a mandar proceder na arremataco dos
ancos que faltarem pela forma seguinte:
Art. 2. O importo de qualquer lanco arre-
matado ser dividido cm duas quantias urna
para ser paga a prasos segundo as condicoesdo
contracto, c outra ficar constituida divida pro-
vincial vencendo os juros de 6 por cento ao
onno at real embolco.
Art. 3. Tanto os juros como o respectivo ca-
pital sera dividido do da cm que a obra for en-
tregue ao govemo nos termos da lei provincial
n. 9 art. 9. 4.
Art. 4. As prestares que houvercm de
vencer juros nao excederao a tresentos contosde
reis.
Art. 5." A proporcao que se forcm concluin-
do os leos de cada urna das duas estradas, o
Presidente da provincia cstabelccer nos mesmos
leos barreiras cujas laxas equivalho a doze
por cento do capital despendido podendo reunir
dous, ou mais laucos como entender conveni-
ente.
Art. 6.* O producto das barreiras flea hypo-
thecado especialmente ao pagamento da divida
contrahida, sendo sete por cento applicado pa-
ra a amortisacao dos juros, e capital despendi-
do, e cinco por cento para os reparse conser-
vado das mosinas estradas.
Art. 7. Fica outro sim o Presidente da pro-
vincia aulorisado a fazer arremattar leos do
qualquer estrada provincial, sob a condieo de
os arremattantes so indemnisarem das despesas
polos lucros das respectivas barreiras, quo fica-
ro para isso hypothccadas com tanto que es-
sa peroepcao dada por indemnisaciio nao exce-
da a trinta annos sendo o arrematlanto obri-
gado no fim dotompo a entregar a obra como
acabada de novo.
Art. 8. Os arremattantes ou empreiteiros,
que cm raso desta lei sj constituirem credores
da fazenda provincial receber um titulo de
divida em forma de letra assignada pelo inspec-
tor da thesouraria, e procurador fiscal, e nego-
cjavel por endosso.
Art. 9." Haver na thesouraria provincial li-
ma escripturacao, econtabilidade, e cofre espe-
cial para o rendimento, e applicacao das taxas.
Art. 10. O Presidente da provincia dar o
rcgulamento necessario para a boa cxccuco da
presente, lei ficando revogadas as disposicoes em
contrario.
Mando por tanto a todas as autoridades a
quem o conhocimento e execucao da referida lei
pertenec', queacumpro e acao cumprir ta
inteiramente como nella so contem. O secreta-
rio desta provincia a faca imprimir publicar,
c correr. Cidade do Recife de Pernambuco, em
8 de maiodc 1843, vigsimo segundo da inde-
pendencia edo imperio.
L. S. Bara da Boa-Vista.
Carta de lei pela qual V. Ex. manda executar
a resolucao da assembla legislativa piovincial,
quo houve por bem sanecionar, autorisando o
Piesidenle da provincia mandar proceder na
arremattacao dos leos que faltarem para a
conclusao das duas estradas de Santo Antao, e
Pao do Alho, como cima se declara.
Para V. Ex. ver, Jos Ignacio Soares de Ma-
cedn fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da pro-
vincia de Pernambuco, em 9 de maio de 1813.
Casimiro de Sena Madureira.
Registada a folhasl94 do livro 1. de regis-
to de luis provinciaes. Secretaria da provincia
de Pernambuco 19 de maio de 1843.Anlonino
Jos de Miranda Falcdo.
LEIN." 117.
O Baro da Boa-Vista Presidente da Provin-
cia de Pernambuco Faco saber a todos os seus
habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decretm eeu sanecionei a lei seguinte :
Art. 1." Fica encorporada ao municipio da
cidade do Recile a ireguesia to Poco da Panel-
a, e a parte da freguesia da Boa-Vista que
actualmente pertence ao municipio da cidade de
Olinda.
Art. 2. freguesia do Poco da Panella flea
pertencendo a parte da da Boa-vista, desde a
estrada da Camba de Sant'Anna seguindo u
estrada da Ponte do Ucha para a Cruz das Al-
mas das Mocas ; ed'ahi a outra Cruz das Almas
at o Riacho Agoa-fria servindo de divisao a
estrada.
Art. 3." Todas as habitaces, que esliverem
a direita dessa linha divisoria pertenecrao a
freguesia da Boa-vista; edo Poco, as que es-
tiverem a esquerda.
Art. 4. Fico derogadas todas as leis, c dis-
posicoes em contrario.
Mando por tanto etc. Cidade do Recife do Per-
nambuco cm 8 do maio do 1843; vigsimo se-
gundo da independencia e d.> imperio.
L. S. Baro da Boa-Vista
Carta de lei, pela qual V. Ex. manda execu-
tar a lei da assembla legislativa provincial, que
houve por bem sanecionar, mandando cncorpo-
rar ao municipio da cidade do Recife a fregue-
sia do Poco da Panella e a parto da freguesia
da Boa-vista que actualmente pertence ao mu-
nicipio do didado de Olindu como cima sede-
clara.
Tribunal da llcla^ao.
SESSA DE 12 DE JIMIO DE 1843.
O aggravo de peticao do juizo da 1.a vara do
civel desta cidade. aggravantes i.enoir Puget &
C.4, aggravado Gabriel Goncalvcs Lombo, foi
prvido.
Nao lo prvido o aggravo de peticao de Fran-
cisco Goncalvcs da Rocha, do |uizo da 2. vara
contra Antonio Ignacio Ribciro Roma.
1HAKI0- E PEIMlIBim
-
Um systema tcm seus orgos pelos quaes se
dosenvolvc.e nciles vive.o por ellos manifesta a
ha naturesa seus principios, esuas tenden-
cias. Sendo objecto de tantas arguices o syste-
ma poltico predominante no Brasil solTrendoas
aecusaeoes at de inimigo da conslituicao de
pretender acabar com as liberdades publicas, de
suffocar c resumir cm si to ios os poderes e de
acabar com a nossa naeonalidade, cumpro que
aneando um emprego d'olhos sobre a adminis-
trado do imperio, e seus delegados as provin-
cias lomemos contado valor de to graves im-
putacSes e comparando a administrado actu-
al e a que governou depois de 23 de julho de
1840, vejamos qual a que se estabekcco segun-
do as formas constitucionaes qual a que seer-
gueo sobre a opimao da nacao, e qual a que sus-
tentando a constituicao do imperio tinlia lorias
para fazer ao Brasil aquelie bem compativelcom
o seu estado
Quando subi ao poder o ministerio do 23 de
julho duas provincias mereciao particular cui-
dado depois da paciheacao do Maranhoa
provincia de S. Pedro presa desde 1835 da guer-
ra civil, e a do Cea-.a em que a tranquilidade
se achava arriscada de urna manelra muito gra-
ve. E como tratou aquello ministerio as duas
provincias que devino oceupar (anto o seu pen-
samento? Em S. Pedro quando o general An-
drea via surtir os melhorcs efTeitos o plano
de campauha que havia combinado para livrar
a provincia do governo de Piratinim e os
inimigos da loi so achavo as mais aperla-
das circumstancias, cercados pelas forcas da
legalidade que eslava prestes a esmaga-los foi
removido aquello general quo gemendo a con-
siderar suas esperances cortadas e perdida a
gloria quo devia colher da terminacao de urna
guerra em que tanto empenho com raso se tein
posto, obedienteentregou o governo ao presi-
dente Alvares Machado c os resultados da di-
plomacia desse presidente todos tem com dor
bem presente:os rebeldes recobrrao forcas,
escarnecerao do governo imperial e ainda rio-
je essa lula de angue consume'tod-is os recur-
sos. QgeneraHwro de Caxias cobertd de glo-
ria, inlatigavel, intrpido e prudente, dirige a-
gora a guerra naqueila provincia tein-sc mos-
trado digno de tamanlm conlianca.
No Cear o ministerio de junho collocou na
presidencia o senador Alencar, que poz a pro-
vincia em conflagraco geral, provou at a ul-
tima extremidade a paciencia dos seus habitan-
tes praticou toda a sorte de violencias, dei-
xando-a om um oslado calamitoso, empregan-
do-so por toda a parlo a torca governando as
armas, oxtincto todo o respeitoa lei e aos direi-
tos do cidadao. O Sr. brigadoiro Coelho redu-
zio aquella provincia ordem o a paz ; o Sr.
Bittcncourtrccebendo o seu governo do ministe-
teriode20 de Janeiro firma o imperio da cons-
tituieo deixando inteira liberdade aos tribu-
naes, com urna benevolencia o amor de obiar
conforme a utilidade publica, que tem sido ap-
plaudida por os mesmos, que attribuem ao ac-
tual ministerio planos liberticidas.
So considerarmos outras provincias veremos
a grande differenca entro as administracoes que
nellas collocou o ministerio de julho o as que
tcm merecido a conlianca d< gabinete de Janei-
ro. Aquclle ministerio teve de empregarem pro-
vincias at da primeira ordem individuos intei-
ramente estranhos poltica sem illustracao
dos negocias pblicos rem ideas proprias a-
cerca da direccao que devino tomar e militas
vesos incapases do ir por diante em um systema
qualquer de administrarlo.
Em faco desta exposigao nao ser possivel
deixar de ver que o ministerio que aproveitou
para as presidencias individuos que orno conho-
cidos somentc como proprietario< ou capitalis-
tas, septuagenarios, conogos.cirurgioos, milita-
res imbecis, c homens turbulentos era apoiado
por um circulo muito estieito que nao tinha
meios do ser devidamento representado as pro-
vincias que se achava destituido de forca pa-
ra governar o estado o desenvolver seu systema
na administracao o que por tanto na5 podia
conservara direccao dos negocios pblicos, se
nao fazendo muitos males : pondo tudo em
dosordem. E como subi ao poder esso ministe-
rio ? por urna revolucao que tornarao neces-
saria o produsiro fasendo riscarum artigo da
c >ntituicao somonte para aparecercm seus
cheles na fren'e desse movimento e alcancarorn
como alca.icarao o leme do estadoComo dos-
ceo ? por sua fraquesa, e inhabilidado do con-
tinuaren! to alio posto.
A naco que saudou com jubilo o seu monar-
cha que toma va as redeas do estado nao pres-
ou sua conlianca aos novos ministros, ellos os-
tiveroseinpreem npposico a vonta lo nacional;
e ante sua forca cahirao, deixando o poder qie
ella nao quera as sua* mos porque nao ap-
Principiando por esta provincia deve-se reco- provava suas ideas nao assentia a quo domi-
nhecercue as qua.idades alias estimaveis lo Sr ^^SfSSS^tm^ por estadistas
Brasileiro.
O Sr. Francadestinado a picsidir a Parahiba
a levou a muito melindroso estado em que a
recebeo o Sr. presidente Chaves e actualmen-
te experimenta esta provincia os beneficios da
esclarecida e justa administraras do Sr. Jardim,
a quem a opposicao tantos elogios tem com ra-
san, tributado.
Babia coube o Sr. Paulo Jos de Mello ,
poeta septuagenario amigo da boa conversa-
do, litterato eslimavel, mas que nao eslava no
caso de reger aquella provincia. O Sr. conse-
Ihciro Pinheiro de Vasconcellos que Ihe succe-
pannaao pele
veniente grandesa e forca em todos os meios por
que deve chegar a remediar os nossos males ca-
p taes desenvolver os nossos recursos, e esta-
belecer a ordem e a seguranca publica.
O supremo governo do estado est as mos
de homens muito instruidos das necessidades
publicas e da marcha o estado da administra-
Co cuja illuslraco, sagacidade e espirito re-
soluto sao muito conhecidos. As provincias sao
entregues capacidade e ao lelo, sendo para
administra-las escolhidos os individuos mais
proprios no grande circulo em que o actual ga-
tS=!^Jf,JtlS!m "'Oa S^ apote Mb. o p.-
je nota denenhum lado e tem sido apontado
por modelo por sua probidade, justicae desin-
tetessode partido.
Os militares, que alem dos cima menciona-
dos se achao cncarregados do governo de algu-
mas provincias tem merecido geral conceito, e
suas nomeacous mostrao que o governo geral
procura alliar nos seus delegados illustracao ,
a actividade e capacidade necessaria segundo o
diverso estado das differentes provincias, para
nellas fasercumprir as leis, mantera ordem e
dar-lhes os molhoramentos que se podeiem
obter.
O Sr. general Andrea presidente do Minas e
o Sr. coronel Joaquim Jos Luiz de Sousa de
S. Paulo o muito distinctos pela instrueca e
tino de que muitas provas tem dado, qualida-
des queso nopodem tambem recusar ao Snr.
coronel Jos Thomaz Honriqucs nomeado para
presidente do Para. OSr. coronel Zelerino diz-
se ser nomeado para Matto-Grosso de cuja pre-
sidencia foi demiltido o conego Guimaraes no-
meado pelo ministerio de junho. As primeiras
duas provincias pela agitaeo em quo asdeixou
arebellio. e as duas ultimas por sua extencao,
populacao atraso e desorganisaco, e rela-
Cfies com possessocs de outros estados requerem
cheles cuja actividade e energa no sejo duvi-
dosas.
O ministerio de julho empregou tambem mi-
litares as presidencias. Teve em Minas o gene-
ral Mena Barreto de eterna memoria no Rio
Grande em que lugindo sacrificou a honra e o
exereito imperiaes, o em Sergipe um quasi ce-
g Joao Pedro que vergonhosamente entregou
por transacoes a sua proteccao as eluices
disposicaode um par'ido.
Um acto do actual ministerio ha que merece
cspecialissma mencfi i e quo por si somente
basta para por por torra as calumnias de que
tem sido objecto ea demissao dada ao vis-
conde da Parnahiba de Presidente do Piauhy ,
sendo nomeado para substitutui-lo o doutor A-
It'vandrc Joaquim de Siqueira. o ministerio
cuja inteneo querem fazercrer queseja plantar
0 despotismo o Brasil que denutte o Sr. vis-
conde Sonsa Martina q ie ten governado o Pi-
auhy qual outro Francia, com quem teve de
conuescender o cotutitucional gabinete de 28
de julho.
triotismo devenios ter a mais fundada esperan-
ci deque as miserias publicas no continen
em ,)-ogrc:so, eo estado passe a mais feliz
condicao.
Variedatle.
NOTICIAS DA TA MICUAELA.
Ora aqui me tem, Tia Michaela sua dis-
posicao como vai isso de salute ? Oh Sr.
Mestre, Vmc. por esta sua casa novidade! Al-
gum burro morre cedo Entao diga-me que
feito da sua pessoa que ha tanto lempo que
nao tenho o gaudio de Ihe ver a vernica ? Es-
teve fura da trra ou as mos da faculdade
Medico-Cirurgica ? Nada disso Tia Micha-
ela, nada disso: nem viajei, ncm louvado Dos,
cstive merc das purgas e dos vomitorios. En-
tao Sr. Mestre porque no tem apparecido?
que mal Ihe fz cu que assim me tracta com
tanto dosamor?
ir-lhe-hc-i, Tia Michaela, eu nao Ihe per-
di aquello pedaco d'amor que semprc Ihe con
sagrei ; pelo contrario tenho a sua imagen
nos seios d'alma, como diz o nosso amigo Gar-
re tt; mas tenho tido muito quo fazer. Oh! pois
no Vmc, Mestre, hade ser muito oceupa-
do ? aposto que esta encarregado do orcamen-
to? Ora deixe-se de embolias ; diga a verdade,
ja me perdeu o amor? j se esqueceu da sua Tia
Michaela isso verdade: de que servo a socio
dade de urna coucoeira velha como cu e prin-
cipalmente havendo por ahi tanta menina bo-
nita Em iim paciencia no fallemos mais
nisto; o passado, passado : j que veio, vomi-
te para ahi o que sabe em quanto eu vou fi-
ando es a macaroca.
Pois \ me. Tia Michaela inda se oceupa
com novidades ora deixe-se disso : que Ihe
importa a \ me. o que vai pelo mundo? Assim
como assim \ me. nao Ihe remedio. Isso
verdade Mestre eu nao Ihe dou remedio: mas
ao menos enlretenho-me saliendo o que se pas-
sa. Outro dia estova eu a tomar urna passagem



minha camisa de olhos que ainda do tem-
pe- do Almada, eis se nao quando me subi pe-
la oseada cima o meo visinho Andr Seringa ,
remendao e todo a&saralhopado medisse ,
guarde-me visinha a ferramenta que vou
praea novaderrubar o Ministerio : poz a alco-
ba com os tarecos e desata a correr que pa-
reca um doudo. Quando tal ouvi, Mestre, fi-
quei atomatada ; mandei fechar a porta para o
que dsse e viesse e confesso-lhe que estive
sem pinga de sangue at saber o resultado.
EntSo que soube, Tia Michaela? Eslava eu,
Mostr com o ouvido ao buraco da fechadura
a ver se senta barulho quando sinlo pela es-
cada o dicto meo visinho Andr Seringa a gri-
tar ; maldctos sejSo os seis vintes que me de-
ro melhor eu me oceupasse a deitar as tom-
bas noscapatos daquelle gallego que m'as ti-
uha encommendado Sabe o que mesuccedeo,
me disse elle ? pois eu Iho digo : estava eu in -
llamado de gaz patritico com o olho nos 120 e
preparado para gritar morra o Ministerio! abaixo
os tributos queremos Cmara nova = pala-
bras que estavao no meo Programma quando
finto vir a senhora D. Cavallaria com a sua D.
Infantera ; j eu nao fiquei l muito contente,
pois me cheirou o ar a esturro: ha de me dar li-
cenca que me quero sentar, e sentou-se n'a-
quelle mocho.
Entao, continou elle estava eu, como Ihe
ia dizendo j prompto para a cousa quando
nos mandrao para nossas casas; porm nos que
estavamos inflamados, arreganhamos o focinho,
entaosalta a tul senhora D. Cavallaria e mais
a senhora D. Infantera sobre nos, c aqu que
torce a porca o rabo com sua licenca; e desa-
la em cima c da gente sem ceremonia; por mais
diligencias que iz para ver o homem dos seis
vintens, nao Ihe purie por o lho e empur-
rado por uns, e atropelado por outros v-me
em calcas pardas I um maldicto cavallo me poz
as patas com as suas competentes ferraduras ,
salvo seja no trazero ; escorrego, cio, e fui
de fucinhos a esquina da luja do Cerdeira.
E ficou ferido ? Ihe pergunle eu. Qual feri-
do me disse elle apenas esmorrei as ventas e
perd os meos tamancos que l me ficro.
N'outra senhora viznha, n'outra me no tor-
no eu a metter Quem as fizer que as desfaca :
quebrem l as cabecas como quzerem: que me
importa a mm que goveme Francisco ouMa-
noel! To bons sao uns como os outros! na-
da nada quem as arma que asdesarme. Eu
cuidei que era so gritare mais nada ; mas co-
mo a cousa seria rccolhe-te Andr Seringa
tua tripeca, e nao te metas em polticas! dis-
se e dando-me as boas noites se retirou com
vento resco. Ora aqu tem N me., Mestre, urna
novidade !
Isso, Tia Michaela, j l vai, e diz o dictado,
Agoas passadas nao moem moinho. verdade
que a cousa poda ser muito seria, mas melhor
foi assim. Quando eu vi que os capatazes met-
tro os caes moita e se sacudirao disse logo
com os meus botoes, temos asneira, os homens
nao a fazem limpa ; e com effeito assim suece-
deo. Em quanto as Aulhoridades estivero com
cortezias, tudo era embophia e mais emhophia!
valor e mais valor Arrotavao-se postas d*. pes-
cada que era urna pasmaceira os cavallos da
municipal tremendo de susto amarellos pal-
udos virrao a cauda e retirrao As aulho-
ridades mais pequeninas que um feijao galle-
go io barra do povo! de um lado estavao os
Romanos e d'outro lado o monte Quirino !
cheirou-me a cousa a Tito Livio !
Mas logo que se ouvio a voz=rcarrega = os
taes Romanos abandonrao o Monte Quirino ,
e derao aos calcanhares I foi ustamente o que
euvaticinei. Tia Michaela, eu conheco esta
gente por dentro e por fura. Aquillo da Praca
Nova foi urna mascarada um enlrudo pequeni-
no. Certa gente, que nao querestar quieta ,
julgou que era occasiao de metter urna langa em
frica e pozero a procissao na ra sem que
os andores estivessem promptos ; e quando vi-
rio osares turvos lugirao e deixrao os rati-
nhos na ratoeira. Pobre povo que assim ca-
be elle nestas esparrellas. Quando teremos nos
juizo ?
Quando as gallinhas tiverem dentes, Mestre.
J agora a geraco piesente ha do hir assim aos
impurroes. Pode ser que nossos filhos e netos
( nao os meos, que traste que nao tenho) go-
zem mais socgo, e mesmo urna caximonia mais
regular ; mas nos Mestre nos j nao temos
emenda. Nascemos em mau signo e nao te-
mos remedio se nao cumprir a nossa estrella.
Como possivel que a nacao seja feliz se a
nacao nao entende cm que consiste a sua felici-
dade Retalhada em partidinbos, em faccoesi-
nhas em loginhas em chafariquinhas ella
e victima de meia duzia de ambiciosos que dis-
pe delta como de urna boneca Todas essas
guerras que Vmc. por ahi v toda essa sanha
venenosa dos Peridicos nao outra cousa mais
grita a azul! e assim vai definhando o Commer-
co e esmorocendo a Agricultura! e assim vai a
pobreza invadindo nossas casas at que venha
o dies Ule, dies ira, o se ouca a trombeta final!
Mestre va com esta n um paiz em que ha
urna Constituicao que se escarnece impunemen-
te ; em que existe um governo que se ataca e
se descompoe sem rebuco ; em q je as leis sao
desacreditadas publicamente antes de executa-
das ; e em que as aulhoridades nao tem frca; |
n'um paiz Mestre em que a devassido dos
costumes synonimo de liberdade e o punhal
superior lei, oeste paiz nao pode haver socie-
dade alguma a anarebia o seu elemento a
pobreza a sua existencia a dissolucao o termo
dos seus desvarios. Meo querido Mestre, cu
estou velha, e o meo nariz vai-se allongando
muito sobre a sepultura e por isso n5o tenho
eu receio de assistir ao im da festa; quem c fi-
car, quem escapar deste terrivel Fevereiro, ex-
perimentar o resultado dos nossos desvarios.
Isto assim como assim nao acaba bem. Quando
d'aqui a cincoenta annos se escrever a historia
do Paiz certos nomes que por ahi figro, hao
de ser considerados como essa praga degafa-
nhotos deque falla a sagrada Biblia. A proposito
de Biblia com licenca que sao horas de ir ler
as minhas oracoes : mas nao diga l por fra
que eu rezo e que me encommendo a Dos, que
nao quero que me chamcm retrgrada.
(P. dos P. no Porto.)
mo a CS dcS 2!**hi'Mnn<
inc >...
05 OnOS
Quando governa a chafarica azul, grita a cha-
farrea amarella ; e quando go\erna a amarella.
O CARAPCEIRO.
Se a terraja foi outr'ora povoada por gigantes.
Estou convencido, que a natureza nunca ob-
servou as regras da igualdade. Estou convenci-
do, que em todos os tempos tem havido homens
d'uma estatura grande e robusta, assim como
homens de compleicao fraca, e delicada da mes-
ma sorte que ha sujeitos talentosos osujeitos
estupidos sabios e ignorantes -homens de
bem, e ribaldos de toda a especie. Estou con-
vencido que certos climas sao mais favoraveis,
que outros ao desenvolvimento de nossas for-
ras fsicas : que a Franca por ex. a Alema-
nha a Inglaterra a Hespanba, e a Italia va-
lem mais, do que o Kamschatka, c a Groelan-
dia : que osexercicios corpreos, a temporn-
ea e a sobriedade contribuem para fortificar ,
o desenvolver a nossa constituicao.
Nunca med o leitode Og Rei de Bazan; mas
bem certo estou, que o osso da perna deste ho-
mem agigantado nao linda dez a doze legoas de
comprimento como querem os Rabinos: pre-
firo estar pelo que diz a Sagrada Escriptura ,
que Ihe d 13 a 14 ps d'altura ; e ainda assim
imagino, que seria de altura extraordinaria. A-
dao devia ser grande e bem apessoado ; pois
nao podia deixar de ser dotada de toda a per-
feic5o urna obra que acabava de sair das mos
do Creador ; mas longe estou de crer com os
taesSrs. Rabinos, que acabeca do nosso pri-
meiro pai andava por cima da athmosfera ; que
com urna mao tocava no polo arctivo e com
outra no antrctico ; porque para Adao passear
fofa mister um grandissimo jardim : e como a
nossa trra nao tem mais de 9 mil legoas decir-
cunferencia elle a teria percorrido em dous
passos.
Os rabugentos gabadores de tudo que he
antigo, equeentendem, que o mundo vai sem
pre de mal a peior, assegurao-nos, que a nossa
especie tem degenerado muito ; e que o tao e-
logiado Gargantua nos primitivos tempos nao
passaria d'um menino de coeiro. Elles cito
os Titans que brincavo com montanhas, co-
mo os nossos rapazes brincao com zorras c
pios. Chao os Cyclopes que cortavo car-
valhos, e pinheiros e delles a ao chibati-
nhas. Citao Plutarco o qual refero, que no
lempo de Serlorio descobrio-sc em Tnger oes-
queleto do gigante Anteo, que nao tinha menos
de 105 p''s d'altura. Citao Orion cujocorpo
achado na ilha de Creta ( como refere Plinio )
tinha 46 covados d'allura. Citao Polyfcmo ,
cu|o cumplimento era de 300 ps segundo o
testemunbo de respeitaveis auctores.
Tambem se pe por diante os despojos mor-
taes de Palas ilho de Evandro, cujas dimen-
soes erao taes que posto cm p podia olhar ,
e ver por cima das muralhas de Roma. Forao
adiados em um sepulcro de pedra sob o Impe-
rador Henrique 2." : ainda estava fresco, e bem
conservado e tinha no peito urna chaga de 4
ps c meio que Ihe abrir a grande espada de
Turno ; e liase no seu tmulo este epitafio
uFilius Evandri Pallas quem lancea Tumi
Militis occidit morle sua jurel hic.
Refere Pomponio Mela. que certos habitan-
tes da India erao d'uma estatura tai que ca-
valgavao elefantes como nos cavaigamos qual-
quer burrinho. E o terrivel Enothro gi-
gante do exercito de Carlos Magno que d'um
revez da sua espada ceifava os batalhoesinimi-
gos, como se ceifa ahi qualquer plantacao! Nao
no Levanto quo vio e tevo em suas maos em dir, que elle levasse a distraccao a ponto de dar
Tessalonica os ossosd'um gigante de 96 ps, e 96 ps a um homem, quo nao era Capuhinho?
em cujo crneo cabio para mais do dous al- Todas essas historias de Titans, Cyclopes, ePa-
queiros ( medida velha ) do arroz! Que bella tagSes sao exageracSes de viageiros.
l'IHOiri i\-fc\ nnlnl il'nnrannkn f \* ;i 11 lll fliiarrln ,.in nn lam -*f,i
caveira para paiol d'engenho !
Nao h quem nao lenha ouvido fallar nos Pa-
tagSes da Terra do Fogo sugeitinhos de boca
tao larga e de to voraz appetite, que segun-
do os viajantes comem em cada bocado 4 li-
bras de carne, e bebem d'um gole 8 garrafas de
vinho Que patuscos para um pagode De
tudo istoconcluem os partidistas dos Patagdes ,
de Polyfcmo e de Gargantua que o nosso
globo vai-se empequinitando e de dia em dia
se degrada : que o nosso espirito eas nossas
forcas vo-se de tal maneira abatendo.que d'a-
qui a seculos mu felizes serio os homens se
encontraren) ratinhos, baratas bizouros, ga-
fa nhotos &c. para Ibes servirem de cavalga-
duras.
Estas ideias forao convenientemente desen-
volvidas pelo douto Henrion em as Memorias da
Academia das Bellas-Lettras. Elle demons-
trou que remontando do ponto em quo es-
tamos por urna escalla proporcional at ao dia
da creacao concluiremos que o taIhe do ho-
mem devia ser nessa epocha vinte vezes meio
maior, do que boje ; e assim que Ad5o nao
podia deixar de ter 123 ps e 9 polcgadas ,
Eva sua cara companheira 118 ps 9 polesadas
o 9 lindas, visto que a mulher deve estar para
o marido como 24 est para 25 : donde se
conclue (seja dicto por incidente ) quo o ho-
mem pirralho, que casa com mulher virago e
agigantada vai contra a naturezj e falta s
devidas proporcSes matrimoniaes. No leve 20
ps de menos, que Adao : mas depois do De-
'uvio as cousas de tal modo forao declinando,
que Abrahao j no teve, se n5o 27 ps.e Moy-
ss era um pygmeo de 13 pos d'altura.
Mas a todos esses admiradores dos tempos
passados pode-se responder oseguinte Titans,
Polyfemos, e Cyclopes nunca existir5o, se nao
no cerebro dos poetas assim como os Ogres, e
Gargantua s tiverao existencia na imaginacao
dos Rabelais, e dos Perraults. Em tudo he
mister que haja proporcSo e conseguinte-
mente um globosinho tao pequeo como o
nosso nao permitte, se nao habitantes d'uma
estatura mediocre; e sahiria fra da ordem, que
os homens fossem da mesma altura, quo as mon-
tanhas: pelo que se nossos Ilustres avs tivessem
tido duzentos, ou trezentos ps d'altura, fora
mister que se houvessem hoje mudado todas
as dimenses da natureza: que nesses tempos os
carneiros fossem do tamanho de elefantes, e os
elefantes tao altos como ascordilheiras ; que
asgalinhas fossem maiores, que as nossas mas,
os beija-flores semelhantes a pern. as pulgas
tao grandes como tartarugas e um mucum
igual a qualquer barata. Ora para taes gigantes
fazio-se precisas casas mais altas que as py-
ramides do Egypte e bosques d'altura do pico
de Tenerife, ou do Chimborazo. Tanto nSo vio
em suas via^ens o celebre capitao Guliver. Do
mais um povo de Titans, e de Cyclopes devora-
ra em poucos mezes todas as produccoes da tr-
ra ; ese fossem tao prolificos, como os homens
dos nossos das, oglobo nao bastara para os con-
ter c sustentar.
Exalta Herodoto o sapato de Perseo que ti-
nha dous covados de cumprmento : mas releva
nao confiar muito em semelhantes monumen-
tos; por queja houve tempo, em que os sapa-
tos por causa dos grandes hicos pontagudos nao
tinh5o menos de 20 polegadas Que cousa mais
caprichosa que a moda ? J se usrao calsas ,
que ebegavao com a cintura al aos sobacos ;
j foi moda a grvala de 10 a 12 polegadas, an
nunciando um pcscocodesemelhanteproporco.
Se daqui a um secuto se podessem guardar va-
rios trajes que esto hoje cm voga, quem o-
Ihasse para as sobrecasacas, dira que lomos
urna raca de anes, e attentando para a roda dos
vestidos das mulheres afirmara, que todas e
ro grossas como jarras ; e se reparassem as
grossas bengalas, de que hoje se servem os nos-
sos fachonaveis para andar a cavallo, conjectu-
rariao sem duvida, que cada um destes era um
Polyfemo
Trunca manus pinus reglt, $c.
Esses grandes ossos desenterrados, esses cr-
neos que continhao alqueres de trigo 4c.
nunca pertencrao a homens : erao sem duvida
despojos de animaos, talvez, d'elefantes, de hi-
poptamos de baleias, &c. &c. que tomarao
por homens. Hoje he cousa bem sabida que a
Ierra ja possuio especies muito maiores que o
elefante. Em tempos em que os conhecimen
tos anathomicos erao muito imperfetos, fcil-
mente se podiao confundir os seus restos com
ossos humanos.
Venero e amo asss aos Capuchinhos; mas
com licenca do reverendo padre Fr. Jernimo
de Rhelcldiso. que um homem de 96 ps de
Nao ha duvida que se lern visto homens de
desmarcada grandeza assim como outros ex-
cesivamente pequeos. Goliath tinha para mais
de 9 ps. O Imperador Maximino tinha quasi
8. Na Escossia conservou-se por muito tempo-
o fmur de Litlle-John cujas proporcoes sup -
punho urna estatura de mais do 13 ps. O E-
leitor de Brandebourg Joaquim 2. conservava
em sua corte um camponez de quasi 8 ps d'al-
tura e era chamado por anti-frase o Miguel-
zinho. Taes fenmenos sao caprichos por as-
sim o dizer da natureza ; s5o excepces que
nada provao. As Gazetas da Europa de 1805
fazem menco d'um porco n'Alemanha que
pezou 900 lib.; e d'aqui poder-se-ha concluir,
que a raca dos outros porcos tem degenerado ,
e que os presuntos antigos erao maiores que
os d'hoje ? Finalmente eu creio que a natu-
re/.a foi, e he sempre a mesma e continuar
assim em quanto aprouver ao Creador que
exista o mundo. Logo poruem que oqueira des-
truir hastar-lhe- um simples consumatum
est, assim como um fiat produ/o tudo.
-------.. ^----, t-------T----- ^ ...iu:i digo que um nomem ue yo pe
he menos fallado og.gantc Teutobco Re. dos alto he para mim como qualquer contados de
X"""~OS, *"umw com aura oe 25 |<-. mi e urna noites ; ejqueDoos nosso Senhor
Que enanca Houve um Padre Capuchinho ; nao quiz dar, se nao 5 ps e algumas polcga-
cbamado l r. Jeronymo de Rhetel. missionano! das aos Cajmcbinhos >: *> -.-,,
Os fundos secretos.
Ha no mecanismo dos governos que regom
as nossas sociedades certas pecas, certas molas
compressivas quo sao urna aecusacao perma-
nente contra a m organisacao destas mesnias
sociedades ; mas como estamos habituados a ver
trabalhar essas molas, cremo-las a final d'uma
necessidade absoluta c em vez de desconfiar-
mos da organisac3o social aecusamos a natu-
reza humana.
Os systemas administrativos actuaes, que
procedem pelo temor e compressao tero
sem duvida suas rasos de recorrer ao pretexto
das necessidades da ordem e da salvacao pu-
blica ; mas nos sustentamos que estas neces-
sidades nao sao se nao relativas, e que se o
governo tomasse a pelo o reformar a socedade^
constituindo-a sobre bases racionaos, e har-
mnicas as molas compressivas perderiao do
dia em dia a sua utildade at por ultimo dc-
sapparecerem : sustentamos finalmente que
essa grande importancia que damos uos moios
de compressao denota assim a desordem pro-
funda dasociedade como a incapacidade d'a-
quellos que a governao.
Mas nao hes sobre a forca que se estriba o
sistema administrativo: elle nao despreza o ser-
vir-se tambem d'astucia. Nao contente de ter
de assento e sobre mao o juiz o gendarma ,
o carcereiro e o carrasco o governo tambem
carece do espio do delator e do espa do
polica. Releva que haja na lei do orcamen-
to urna consignadlo para pagar ao que ha de
mais immoral e de mais infame a velhaca-
ria a mentira a traico! Em cada anno vem
o ministro do interior pedir com o maior san-
gue fri aos representantes da nacao fundos
para essa obra tenebrosa para essa obra do
torpeza cujos detalbes ningucm ousa azer pa-
tentes. Em cada anno o ministro vem decla-
rar face do paiz, que se acamara Ihe nao
conceder o milhao do coslume para assoldadar a
espionagem eadelaco, he iinpossvel quo
subsista o Governo e que periga a ordem pu-
blica. Em verdade isto he fazer o processo ao
rgimen social que taes meios exige ou an-
tes he pronunciar a condemnacao de tal rgi-
men.
Masosprejuzos, e as usancas constitucio-
naes de maneira cegao os melhores espiritos
dentro e fra da cmara que ninguem a-
proveitaeste ensejopara mostrar, que toda a
ordem social que se nao firma em a natureza
do homem toda a politica quo nflo tem por
fim organisar de tal arte a sociedade que a
lealdade e a moralidade reinem cm todas as
relacoes sociaes sao urna ordem falsa e pre-
caria urna politica va estril e impotente.
Prefcre-secombatero mal pelo mal a procurar
prevenil-o. Isto com efeito he mais fcil;
isto he mais risonho para a preguica intellectu-
al dos nossos homens d'estado. Pelo que bem
longe de procurar meios proprios para neutra-
lisar em seu principio este veneno da mentira .
que mina a sociedade o poder em mais nao
cuida, do que em augmentar-lhe adose; e
para isso pede todos os annos um milhao aos
contribuiotes.
^ eio pois o Sr. ministro do interior fallar
das ms paixoes que he mister vigiar de
projectoscriminosos, que os inimigos da or-
dem publica tramao s escondidas. Triviali-
dades sao estas que todo e qualquer ministro do
interior vem estrear annualmente na enmara.
O Sr. Duchatel dispensou-se da sedica meta-
phora da hydra da anarqua o das suas mil
cabecas sempre renacentes : mas no fundo do
seu discursoacha-se o mesmo pensamenlo, pos-
to que appresentado cm termos simples, por
que ms paixoes e projectos criminosos c-

i'iin 'ilnin h

C Ci/C'/a uu
I


u5o morrem, s s'escondem Para as descu-
brir venha para c um milhiio I Ah profun-
dos polticos, parece que depois de tantos
inilhoes, e esforcos intilmente dispendidos
para matar a hydra j era tempo do pergun-
tar: por que ainda existe cssa hydra ?
Vos fallaos de ms paixoos ; porem se estas
paixoes sao ms he unicamonto polos seus re-
sultados ; o se os resultados sao maos", he por
que vos nao sabis dirigir as mesmas paixoos.
Por debaixo dessas paixoes que vos chamis
iis, por que com e Ubi toas suas manifestacoes
sao perigosas e ameaeadoras para a vossa or-
dem social, que nao as sabe satisfazer, por de-
baixo dessas paixoes dissolventes o que ha na
realidade sao precisos, silo sofrimentos, sao
desojos do molhorar e de progredir; e o vos-
so milhao de fundos secretos, a vossa espiona-
gem e o vosso systema d delacao nao impe-
dirn nem as precisoes ncm os sofrimentos ,
nem os desejos de melhora.
Desgraciadamente ainda este anno a opposi-
cao tao atrazada o tao cega como o ministerio
iimitar-se-ha a fazer da lei dos fundos secre-
tos urna questo de pasta em vez de a tornar
urna questSo social. Talvez este seja para os
senhores da opposicao um meio um favoravel
nsejo de trepar para o poder : mas se ellos a-
jnanha se virem no ministerio em vez d'um
milhao de fundos secretos pedirs provavel-
mente dous ; por que, releva dize-lo, tanto os
iomens da opposicao como os do poder nao
vcem nao comprehendem nao sabem de que
modo a sociedade e a administracao devao ser
organisadas para que nao sejo mais precisos
fundos secretos.
Eis precisamente o que constitue a gravida-
dc o perigo da situaco cis o que deve de-
terminar todos os homens d'um espirito impar-
ta! o Ilustrado a buscar a cima das mesqui-
iihas preoecupacoes da velha poltica um princi-
pio deorganisacao social que torne a naeao
forte dentro poderosa para Tora e que lave
parasemprc a nossa administracao da nodoa dos
fundes secretos. ( Trad. da Phalange. )
ancdota.
Por occasio do casamento de certo monar-
ca um de seus ulicos disse em um grande cir-
culo onde se achavao o mosmo monarca c
muitos titularesO marque/ F. dispendendo
concidcravel cabedal as festas dos desposorios
de S. Magestade fez seguramente o que devia
ao quo tornou-lhe o judicioso monarcha :
Sj.qn mas ficou a dever tudo quanto fez.
annualmentc em...... 1:6008000
Taxa das passagens do rio nos lugares do
Cordeiro o do Caldereiro dem 808000
Furo das caixas e fechos d'assucar
dem...........1:0808000
Por tempo de 2 annos a contar da dita opo-
cha.
Vinte p. /0 na agurdente do consumo nos
municipios de Goianna avaliado trienalmente
em............l:0tf,>000
Pao do Alho dem......273*000
Limoeiroidem.......2WS600
Bonito idem........ 153j000
Cimbres idem....... 848000
(iaranhu ns idem...... 938000
Flores e Tacarat idem .... 93j000
Boa-vista idem...... 938000
As pessoa que se proposerem a estas arrema-
tados compareci na salla das sessoes da mesma
thesourara nos dias cima indicadas munidos
de fiadores idneos, e competentemente habili-
tadas.
E para constar mandou o mesmo lllm. Sr.
inspector aixar o presente, o publicar pela
imprensa. Secretaria da thesourara da ren-
das provinciaes de Pernambuco 10 de maio de
1843. O secretario
Luis da Cosa Portocarreiro.
Pela thezouraria da fazenda desta provin-
oa convida-so aos pussuidores das notas de 20 ,
10 o 5g da Ia estampa para que haj-o de se
dirigir a the ra serem substituidas por outras do igual valor
da 2.* estampa, lodosos dias quenco forem de
guarda ou feriados desde as 10 horas da ma-
nha at a 1 da tardo. Thesourara da fazenda
de Pernambuco 12 de junho de 1843. O the-
oureiro da thezouraria Domingos Alfonso Ne-
ri Ferrcra.
O fiscal da fregueziade S. P. M. da cida-
do de Olinda pela lei &c. Faz saber a todos
os seuscomparochianos, que em observancia
as posturas municipaes, prohibe -so deitar pelas
ras fogo soltos, sub pena de pagarem 308 rs-
de multa e 8 dias de priso ; e para que nao so
chamem a ignorancia mandou publicar por esta
folha. Olinda 10 de junho de 1843. Antonio
Manoel Lobo.
Avisos martimos.
Oeclaracoes.
COMMERCIO.
Alfandega.
-Rendimento do da 12........... 7188876
DescarregSo hoje 14.
Brigue Tarujo diferentes gneros.
Brigue Eredano differentes gneros.
Briguo Janes Elster farinha.
Barca Belte fazendas e miudezas.
Brigue Bolla canos de ferro.
IMPORTACAO.
Jane S Eider brigue inglez, vindo de Li-
verpool entrado no correte mez consigna-
do a Me. Calmont & C* Manifestou o se-
guinte.
600 barricas com farinha de trigo ; aos con-
signatarios.
165 toneladas de carvao de pedra; a Joaquun
Baptista More ira.
Alovimcnto do Porto.
Navio sakido no da 11.
Lisboa; brigue portuguez Conceifo Flor de
Lisboa capitao \ cenle Anastacio Rodri-
gues carga assucar e &c.
Entrado no mesmo da.
Preston ; 52 dias briguo inglez Jone $ Els-
ter de 177 toneladas, capito Robert Whal-
Jey equpagem 10 carga carvo de pedra,
e farinha de trigo : a Me. Calmont & C
= A administracao do patrimonio dosorfaos
manda scicntificar aos inquilinos das casas n."8
9, 18, 21, 23, 40, 47, 49, 52, 53,56, 67, 68,
81, 82, 83, 96, e 100, cujos fiadores ainda nao
assignarao os termos d'arrematacao que o fa-
ci at o dia 20 do correte mez para o que
se deverao dirigir a casa do abaixo assignado no
largo do Carmo n. 5, (sendo de manha at s
8 horas, e de tarde das 3 em diante,) sob pena de
se porem novamentc em hasta publica as res-
pectivas rendas. Sala das sessoes d'adminis-
tracaodo patrimonio dosorfaos 10 de junho de
1843. /. M. da Cruz.
=A administracao dos eslabelecimentos de
caridade manda fazer publico que a 3.*, e
ultima praca da renda das casas j annunciadas,
he no dia 6 do corrente pelas 4 horas da tarde,
na sala de suas sessoes; e de novo faz cerlo aos
inquilinos cujo pagamento nao esteja em dia ,
que nao scriio recebidos seus leos. Sala das
sessoes d'administracao dosestabelecimentos de
caridado 9 de junho de 1843. O escriptura-
rio, F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Lotera do theatro.
As rodas desta lotera andao impreteri-
velmento no dia 20 do corrente junho fi-
quem ou nao bilhetes por vender o o restante
Jos mesmos achao-se venda nos lugares j
annunciados, e tambem na loja do Sr. Guerra,
na ra Nova n. 11.
= D'ordcm do Illm.Sr. inspector doarsenal de
marinha se faz publico que no dia 14 do
prezente mez pelas ll horas da manha se
vender em hasta publica com as formalidades
do estillo na porta do almuxarifado do mes-
mo arsenal, urna porcodc holaxa arruinada,
propriapara alimento de animaos. Secretaria
pa inspeccaodo arsenal demarinha de Pernam-
buco 7 de junho de 1743. Alexandre Rodri-
gues dos Anjos secretario.
administracao do Patrimonio dos orfsos.
Pela administracao do patrimonio dos orfaos
se bao de arrematar a quem mais der por tem-
po de 3 annos que ho de ter principio do 1.
de julho do corrente anno, ao fim de junho de
1846, as rendas das seguintcs casas:
Em ultima praca.
N.o 2 na ra do Collegio.
12 na dita do Cebo do bairro da Boa-vista.
14 na dita do Rozario
26 na dita da Madre de D. do bairro do R.e
O brigue escuna nacional Fama sahir
breve para o Rio de Janeiro e p>xlt inda rece-
ber a frete alguns volumes miudos hem como
escravos, para os quacs tem boas accommoda-
ces ; convindo podem fallar a Amorim & Ir-
maos na ra da Cadeia n. 45 ou com o ca-
pito e dono Manoel Antonio de Souza.
=Para Benguella e Angola e de l a Lis-
boa o patacho portuguez Paquete da Madei-
ra que sahir com muita brevidade e ainda
recee alguma carga miuda ; quem quizer car-
regar pode dingir-so ao seu consignatario \ i-
cente Thomaz dos Santos na praca s horas
do costume.
Leiles.
= O leilao de grande so:timcnto de fazendas
inglezas (ranee/as suissas &c. annun-
ciado pelo corrector Oliveira para o dia 9, ficou
transferido por causa da chuva c ter lugar
quarta feira 14 e sexta 16 do corrente as 10
horas da manha no armazem que foi do Sr.
Stcwart, ra da Cruz.
Avisos diversos.
Editaos.
O lllm. Sr. inspector da thezouraria das
rendas provinciaes manda fazer publico qus
cm virtude da lei perante a mesma thczourae
ra se ho de arrematar cm hasta puhlicaa quem
. i____.i:,c in oo o 22 do crrente
mus der nos das ij, ~u ^ '-<
pelas 11 horas da manhaa os scguiotes im-
PPor tempo de 3 annos a contar do i.de ju-
lho luturo,
Taxa da barreira do Giquia avahada an-
nceme en -W00S000
Tavn.h barreira da Magdalena avahada an-
ualmente em .. i2;?*
Taxa da barreira do Motocolombo avahada
35 na dita
36 nadita
38 na dita do Torres
54 na dita do Amorim
55 na dita
56 na dita da Cacimba
84 na dita da Guia
88 na da da Cruz
O sitio na estrada de Parnameinm arrendado
a Jos Fidelis Barrciros de Mello.
O dito na estrada do Rozarinho arrendado a
Joaquim Jos da Costa.
O dito na matta da Miroeira arrendado a Joa-
quim Manoel Carneiro da Cunha.
As pessoas que se propozerem a arrematar di-
tas rendas, poder comparecer na casa das ses-
ses da dita administracao no dia 14 do corren-
te mez s 4 horas da tarde com seus fiadores.
Adverte-sc aos inquelinos, que se acharem
devendo rendas atrasadas, que se nao aceitao
seus leos c nem por isso se Ihes dar prefe-
rencia ao lauco que for oferecido.
Sala das sessoes d'administracao do patrimo-
nio dos orlaos em i0 de junho uc 1843. J.
M. da Cruz,
m
O ARTILHEIRO N. 53.
J^aiiio boje luz o vendo-so no lugar do
costume. Contem oseguinte:
Revista em ordem de marcha.
O panido da opposicao.
O Guarda insultou o Imporador.
O Chora-menino.
O Dr. Urbano fazendo a fachina ao Sr.
Roma.
Destribui?ao de reliquias.
OSr. Domingos Jos Soares e Francisco
Mara Mendos queirao procurar na ra do
Itangel n. 81 urnas cartas viudas de Lisboa :
na mesma casa deseja-se saber da morada do
Sr. Manoel da Silva agente nesta cidado do
jornal Muzco Pitoresco.
__ Da-se dinheiro a premio sobre pinhores
de ouro ; na ra do Rozario n. 19.
= Tira-se folhas corridas, e passaportcs pa-
ra dentro e lora do imperio porpreco muito
commodo ; quem pertender dirija-se a ra
do Rangel n. 34.
Razao a chei no Sr. Um Irmao per-
guntar no Diario de 7 do corrente a actual
meza regedora da rmandade de S. Jos d'A-
gonia o motivo por que nao tinho impossado
a nova meza e quando me persuada fosse
convidado pelos mais irmaos mezarios ( por ser
eu o actual procurador geral) para responder-
nos ao que de nos se exiga he quando com
surprezavi no Diario de 9 um annuncio em no-
me do provedor e mais irmaos da meza ( nte-
se que nao fui ouvidoe nemoutros)respondendo
quelle irmao em sentido diverso e alem disso
como por chincalho fazendo ver ao Sr. Um
Irmo que se derigsse a mim, e aos Srs. Jos
Antonio da Silva Grilln i> Jos Pinto Maga-
Ihacs para respondermos sua' exigencia o
que me fez bastante admirar esta tao boa lem-
brama de certa trempe que se julgao o tudo
da irmandade porem que pouco ou nada tem
feito cm seu beneficio. Como dezeijao que se
responda cu naqualidadede procurador geral
da irmandade qaiz temarMre mimtao somen-
te esse trabalho de expor fielmente ao Sr. Um
Irmao e a todos os mais em geral o motivo por
que a nova meza nao quis tomar posse.
No da 13 de abril p. p. ( Quinta fe.ra San-
ta ) correu boato que desde o dia antecedento
se eslava fazendo obra decarpinadentro do con-
sistorio da rmandade porta fexada e que
tendo querido ncllc entrar o thezoureiro Tora
impedido por assim o ter ordenado o Reveren-
do Padre Prefeito logo que disto fui sabedor ,
dirigi-me igreja e ah constou-me que o ir.
l.o definidor Jos Antonio da Silva Gnlo ali
a se tinha dirigido e tinha concordado com
os irmaos, provedor, vice-provedor eoutros
para que no domingo de pascoa houvesse meza,
parase tomar conhecimento do exposto de-
pois desta entrevista o Sr. vice-provedor ro
possoal fallar com o Reverendo Prefeito para
dellc saber a qualidade da obra que se eslava
fazendo, e quacs suas inlcnces, soube depois
por boca do nosso irmo Francisco Jos da
Silva Mayer que o Reverondo Prefeito dissera
ao Sr. vice-provedor quo era verdade ter man-
dado fazer um pequeo repartimento de madei-
ra no conssistorio por que tinha de vir para
ali assistir por algum tempo o Exm. e Rm. Sr.
D. Thomaz porem que licava logar sufljcieote
para a irmandade fazer suas reuniese guardar
seus utencilios, o que a todo tempo que S.
Ex. ouvesse de se retirar eutregana todo cons-
sistorio foi quanto bastou para se nao fazer
mais meza pois assentaro os mais influentes
meus companheiros mezarios que deviamos
estar por tudo quanto o Reverendo Frefeito
quizesse, sopara Ihe mostrar-mos (compre-
juizo da irmandade) que nos s queramos vi-
vercm boa armona.
No dia 14 de abril reuniro-se as duas
mezas velha e nova para aquella dar posse
a esta e aprovar-se as contas porem qual
nao foi a administracao de todos quando sou-
berao que a reunio hia ser feita na sachristia ,
por que todo o conssistorio estava dadoao Exm.
e Rm. Sr. D. Thomaz ? o p rovedor thezou-
reiro e mais outros irmaos da meza nova o-
pozerao-se a que na sachristia, houvesse posse ,
e deliboraro que fosse urna dommissao fazer
ao Reverendo Preleito scientc quo na igreja se
acbavo reunidos os irmaos das mezas velha
e nova para a posse.e por isso houvesse de man-
dar dizer onde se havio reunir foi servido o
Reverendo Sr. responder commisso que
fizessem suas mezas na sachristia ou na casa das
catacumbas que nao podia mais ser no cons-
sistorio por que estava oceupado, e que aquella
salo uao o entregava mais por fazer parte do
Hospicio e por isso Ihe pertencia : a vista de
tao boa e poltica resposta os principaes meza-
rios da nova meza nao quizerao tomar posse,
e tratarao de retirarem-se pora suas casas, dan-
do louvores meza pelas acertadas providen-
cias quo dero logo no comeco da obra cru-
zadores principaes do exhulho do consistorio :
eu devia ser mais estenco para mostrar aos
meus irmaos e ao publico as muitas ingrati-
des que os religiosos capuxinhos tem obrado
com a irmandade que Ihe tem servido e serve
de muita utilidado porem meto-me no silen-
cio para se no persuadirem aquelles que me
nao conhecem que eu sou algum impostor falto
doreligio julgo ter satisfeito o que de mim
exigiro os Srs. auctores do annuncio em nomo
da actual meza assim como o Sr. Um Ir-
mo Esquecia-mo dizer que a chave do cons-
sistorio estava em poder dos religiosos ; por as-
sim a ter pedido por emprestimo o Reverendo
ex-Prefeito Fr. Joaquim d'Fragolla.
Com sinistras inlences publicou-se no
Diario novo, queoengenho novo de Goianna
da fazenda publica, e que um particular o u-
surpa fazendo opposicao ao libello do procura-
dor do patrimonio publico. E' preciso dcs-
mascarar esta falsidade declarando-se que a
Santa Casa da misericordia que dona delle,
o o traz arrendado a mais de quarenta annos
que se oppoe a um celebre sequestro e libel-
lo de que se lembrou o anno passado o fiscal
interino por servir a interesses particulares ,
nao para defender o patrimonio publico, depois
de saber que por accordaos da supplicacao esta
rcconhccido o dominio e a posse da Santa Casa,
que so delende com justica desta usurpa3o.
Alga-se a casa grande do sitio Capelinha,
com duas sallas principes, Squartos, salla de
dentro, grande cosinha, muitos quartos e sal-
las na loja a qual offerece commodos para qual-
quer estabelecimento ou outracasa independen-
te d'aquella com muitos bous commodos ;
quacsquerdellassem sitio eso com o dominio
na cacimba, e a vista so ajustar o preco a
com fianca conforme as circunstancias qua
occorrerem no alugador : a fallar na mesma
casa com o seo proprietario.
Roga-sc a pessoa que acompanhou as pro-
eisses de enterro e ressurreicSo na igreja do
Santa Rita e que em seo poder tem urna opa
branca nova com cordo e borlota azul, naja
de a mandar entregar na mesma igreja, por
isso que nao pertence ella evitando- por
esta forma dispendio a irmandade,


lotera den.s.do livramento
As rodas desta lotera andao in-
faUvelmente no da 16 do correte:
fiquem ounao bilhetes; e o restante
acha-se venda nos lugares do
Costil me.
= Joaquim AI ves de Couto subdito Por-
tugus rolra-se para Portugal.
= Roga-se as autoridades policiaes desta e
rnais comarcas, e pessoas particulares que sou-
berem de um cscravo cabra do nome Joao di-
zem ter mudado o nome e a titulo de liberto
comta ter andado a trabalhar de carreiro em
alguns engenhos, cujo escravo fugio desta ci-
rfade em Janeiro do 1836 e tem os signes se-
guintes: estatura ordinaria tem uns panos
Selo rosto at o pescoco denles abertos com
* annos de idade muito pouca barba ca-
neca comprida para tras, fuma, bem talan-
te dezembaracado para todo o servico de
campo, e tem mais um defeito em a un ha do
dedo grande do p osquerdo ; quem delle tiver
noticia ou aprendel-o o remeta para esta praca
na ra da Madre de Deoscasa n. 34.
= Quem precizor de lenha para olararia, es-
tacas varas, e outras qualidades; dirija-se
ao sitio d'Agoa-fria que achara a dita lenha
por menos preco do que em outra qualquer
parte.
= Preciza-se de urna casa terrea no bairro
da Boa-vista com quintal, e que seu aluguel
nao exceda de 6$ res, as ras seguintes do
Arago da Conceico, por detraz do Atierro,
e as ras vizinhas a estas; a fallar na ra do
Rozario eslreita n. 2, na tenda do Leite alfaiate.
==Cozem-se carnizas de homens, costuras de
alfaiate, vestidos de todas as qualidades e do
melhor gosto assim como borda-se faz-se
lavarinto e marca-se por preco commodo ;
na ra Direita n. 3 primoiro andar.
Anda est por alugar o sitio por detraz
do Pombal com bastantes larangeiras co-
queiros, o outras muitas fructas; quem o per-
tender dirija-se a fra de Portas casa n. 96 ,
de manh5a at^ as 7 horas e de tarde das 5 em
diaale a fallar com Joaquim Lopes de Almei-
da, caixeiro do Sr. Joao Matheos.
Tirou-se por engao do correio urna car-
ta do Porto chegada prximamente por Lis
boa com o sobre escripto para o Sr. Jos Fer-
reira Teixeira e dentro da mesma diz ser para
oSr. Antonio Ferreira Teixeira; quem for seu
dono pode mandar a ra Nova loja n. 25 ,
levando o portador 200 rs. para seu porto.
=* Na nadara da ra da Senzala velha n.
98 se fabrica o afamado pao de folha feito
da melhor farinha que existe ; assim como bo-
laxa de primeira qualidade.
= Precisa-se alugar um bom negro que
seja perito em massas tanto de pao como de bo-
laxa ; assim como tambem vendem-se barricas
e meias ditas de farinha de trigo : na ra da
Senzala velha padaria n. 98.
- A pessoa, que Ihe faltar um chapeo de sol
que deu a guardar indo ver os jurados no dia
20 de Maio queira dirgir-se a ra da Praia ,
n. 2 que dando os signaes Ihe ser entregue ,
ou na ra do Rangel, venda da esquina que
volta para otrem n. 11.
Precisa- se de um caixeiro, que seja bom
para venda dando fiador a sua conducta ; na
ra Direita n. 30.
Os bilhetes ns. 1263 da primeira parte da
nova lotera a favor das obras da Igreja de N. S.
do Livramento e n. 1248 da segunda parte
da 15.* lotera a favor das obras do tbeatro pu-
blico, pertencem ao Sr. Jos Felis da Cmara
Pimental do engenho Gaip e ficao em po-
der de F. da S. Lisboa.
Um homem casado sem filhos, se offe-
rece para ensinar asprimeiras letras, principios
de grammatica latina e francez em algum
engenho ou serto, ensi.iando tambem sua
mulher costura ; quem convier dirija-se a
ra do Rangel, n. 34.
_ Um homom solteiro so offerece para en-
sinar primeiras letras principio de grammati-
ca latina e francez em qualquer engenho ou
sertao ; na ra do Rangel, n. 34.
Jos Leitao de S Arnozo Alferes da
quinta companhia da guarda nacional de Igua-
rass tendo encontrado outro de igual nome ,
se assignar de boje em diante Jos Leitao da
Costa Machado.
A pessoa que annunciou querer ir a
cobrancas pelo serto e d fiador a sua con-
ducta annuncie a sua morada.
Aluga-se urna casa terrea com commo-
dos para grande familia sita na ra Augusta ;
a tratar no beco da Pol n. 10, na mesma
vende-se um preto bom trabalhador de sitio.
Aluga-se urna negra para o servico de
casa, que sabe cozinhar engommar lavare
tratar de meninos : na ra da Cruz n. 50.
= Um rapaz brasileiro que sabe 1er es-
crever e contar, sem familia e livre de guar-
da nacional. tendo a alguma pratica le caiiei- dar na t*r
ro se offerece para qualquer arrumaco que
se Ihe florecer dando fiador a sua conducta ;
quem de seu prestirno w quisur utilisar annun-
cie ou dirija-se a ra do Cabug loja de re-
ojoeiro n. 3, e 7.
Precisa-so de um homem quo queira as-
sentar praca por outro estando livre de recru-
tamento e tendo os requisitos necessarios, dan-
do-se urna boa paga ; quem estiver neslas cir-
cunstancias, dirija-se a ra da Aurora, n. 42 ,
primeiro andar das 6 horas da tarde em dian-
te ou no theatro novo a qualquer hora.
- Aluga-se um primeiro andar para cscri-
ptorio ou moradia de homem solteiro ; na ra
da Cruz do Recife n. 97.
Precisa-sede 150,000rs. por tompo de
um anno pagando-se de 3 a 3 mezes 50,000
por conta do capital e juros at findar o tempo ;
na na do Jardim, casa envidracada junto ao
portfio do mesmo.
Alexandrino Feliciano de S. Anna Lima
faz sciente ao respeitavel publico que qual-
quer cousa, que Ihe acontece, queixa-se de
Felippe Neri de S. Tiago.
A pessoa, que annunciou querer hypo-
thecar um sobrado de 9 andares no Recife, pe-
la qoantia de dous contos do res, dirja-se a
ra da Cdela do Recife n. 14.
- Constando ao caixa da companhia da
morchantar que argiras pessoas tem com-
prado carnea de 7 e 8 patacas nos talhos de ou-
tros marchantes avulcos, elle declara que as
carnes de seus talhos continuo-se a vender a 6
patacas a melhor o as inferiores por menos;
e para prevenir toda a duvida, elle vai mandar
pflrem todos seus assongues dos 3 bairros o
distintivo de = ComgRfbit Unio = para as-
sim diflerenca-los de quaiquer outros que exis-
tem de marchante* avulcos.
Domingos Ferreira faz sciente ao res-
peitavel publico que de hoje em diante se as-
signar Domingos Felippe Ferreira Campos.
G. Marinangeli avisa aos Srs. Assignan-
tos das funces Ly ricas quo dcixa de tomar
parte as mesmas por justos motivos e por s-
so mandar o importo das respectivas presta-
ces as su as casas.
Precisa-se de um primeiro andar de um
sobrado ou urna casa terrea preferindo-se
as principaes ras do bairro de S Antonio e
que seu aluguel nao exceda a 10,000 rs.; quem
tiver annuncioou dirija-se a ra de S. Rita
n. 27.
= Quem precisar de roupa lavada e engom-
mada dirija-so a travessa da Senzala velha ,
n. 14
Compras.
= Compra-se urna salva de prata ; na ra
da Matriz da Boa-vista n. 26, primeiro
andar.
= Compra-se urna porcSo de prata velha ;
quem tiver innuncie.
== Comprao-se a dinheiro, o a troco de
sabao todas as gorduras, mesmo dotriora-
das como toucinho cebo manteiga e &c. ;
ajustar-sehaavista das amostras, na fabrica
de sabao da ra Imperial n. 116.
Compra-se toucinho e manteiga dorranca-
da e quaesquer outras gorduras om mo es-
tado ; na ra da Senzala velha n. 144, a
fallar com Joao Vaz de Oliveira
Comprao-se apolices da contadoria, ven-
cendo juros : na ra do Livramento n. 3.
ComprSo-se escravos pardos de 15
nos ; na loja da viuva do Burgos.
on-
Vendas
= Vendem-se superiores caivetes Cu o
cora mola que metendo-se a peona sube per-
fei lamen le aparada ; na ra do Cabug, loja
de miudezas junto do Sr. Bandeira.
= Vende-se muito boa farinha de mandio-
ca a 1200 o alqueire da medida nova ; a borda
da lancha Bom Jess dos Navegantes que es-
t fundeada defronte da escadinha do caes do
Collegio, aondn podero chamar o bote a qual-
quer hora.
Vende-se urna escrava de meia dade,
acostumada a vender na ra : na ra da Con-
cccho da Boa-vista no armazem do Rufino.
== Vende-se fumo em folha da Baha, pro-
prio para charutos, por preco commodo; no
armazem do Braguez junto ao arco da Concei-
cao.
Vendem-se o Panorama encadernado ,
de 1841 cartas de Heloisa
c Abailard Es-
tevinho Goncalves as mais rivaes, ou a calum-
nia e o Moseu Pittoresco ; na ra do Rangel f*-= Vendem-se
n. 81.
Vende-se urna venda na ra do Calde- por amor ou cartas de dous amantes 1
o. esquina que volta para a mar com cartas de Echo a Narciso por 1000 rs. Ro-
Vonde-se azeite de carrapato a 1600 a
caada, e220a garrafa, 3 caixilhos envi-
dracados proprios para armacao do loja ; na
ra do Livramento n. II; assim como preci-
sa-se de oficiaes de sapateiro.
= Vende-se um negro de 30 annos com
ofcio de serrador, e faz telhas tijolos, e tu-
do o mais tendente a olaria bom trabalhador
de enchada e machado e ptimo para o ser-
vico de engenho por ter muita pratica : na ra
Nova, loja n. 9.
Vendem-se manteiga ingloza a 800, e
franceza a 6i0 e de tempero a 2W) che is-
son a 2560 caixoes com doce de goiaba gran-
des o pequeos, vinho branco de Lisboa en-
garrafado o de feitoria a 900 rs. a garrafa, e
outros muitos gneros por preco commodo : na
ra larga do Rozario n. 52.
Vendem-se charutos da Havana de su-
perior qualidade, e farellosem saccas grandes:
na ra do Trapiche, n. 9, casa de J. O.
Elster.
Vende-se um famoso burro hespanhol,
propro para tirar casta : na ra do Crespo loja
do Sr. Santos Nevos.
Vendem-se duas casas terreas, urna na
ra do Rozario da Boa-vista n. 6, e a outra
na raa da Aurora n. 38 ; quem as pretenuer
annuncie.
== Vendem-se bilhetes e meios ditos da lo-
tera do theatro que corre impretcrivelmente
no dia 20 do corrento : na loja da viuva de
Burgos.
Vende-su urna porcSo de trras no Brejo
da Madre de Dos intitulada S. Mara pe-
lo rio Taboca abaixo e que vai pelo caminho
a cima at a estrada real; na Camboa do Car-
ino n. 19, primeiro andar.
- Vende-se o Archivo theatral de n. 1 a
39 com pouco uso e 10 ditos da biblioteca
dramtica, um dito do captivo de Fez por
preco commodo ; na ra da Camboa do Car*
nao n. 19.
X Vendem-se pannos pretos e do cores u
3200 e a 4500 o covado camhraia bordadas
de cor com vara de largo e flores grandes, pro-
prios para cortinados a 720 a vara lencinhos
pintados para mao do senhora meias finas
para ditas e meninas, lencos roxos pintados que
nao desboto a 140, meias cruas rnui encor-
nadas para homem a 300 rs. o par panno
dealgodao da trra em grandes e pequeas
porces a 230 a vara ; na ra do Crespo, loja
n. "2.1.
Vende-se umsobradinho de um andar
quo rende 16,000 rs. mensaes, por haver prc-
cisao de um cont de res, e n8o se duvida
deixar om poder do comprador o restante ;
quem pretender annuncie.
- Vende-se um bom quarto novo, ou tro-
ca-se por tijolos do alvenaria grossa ; assim
como urna casa meia-agoa e um terreno ja
atterrado com 25 palmo* de frente no ru Im-
rial, n. 167.
= Vendem-se chitas finas em retalho a 120
o 160 o covado ; na ra do Queimado, loja de
Carioca & Sette, n. 25.
Vondem-so travejamenlos e linhas de
madeira superior de 36 a 50 oalmos de com-
pnmento, e grossura do 7 a 10 polegadas, na
ra do Vigario n. 3.
""a Vendem-se chapeos do Chile de abas lar-
gas a 6 rs. e de copa alta a 5000 rs. ditos
de seda superiores, borzeguins gaspiados para
homem e senhora sapatos do lustro para ho
mem borzeguins de seda para senhora e me
ninas, sapatos debezerro com palla para ho-
mem e meninos, botins e meios ditos de be-
ierro francez e de Lisboa sapatos de lustro
para senhora e meninas botins do lustro para
meninos, espartilbo para senhora e meninas a
1800, luvas de pellica com enfeites para se-
Whora e meninas, ditas para homem, pentes
de tartaru.a garrafas de agoa de colonia, len-
cos de seda para gravatas, meias de seda pro-
tas e brancas para bomem e senhora e ditas
de algodo para meninas; na praca da Inde-
pendencia n. 11,13 15.
- Vendom-se 2 escravos canoeiros e oleiros
por 600,000 rs. : a tratar com Antonio da Sil-
va Pimentel, com venda ao p da ponte da Boa-
vista.
= Vendem-se 22 libras de prata do Porto ;
no atierro da Boa-vista, loja de ourives, n. 57.'
Vende-se um par de mangas do vidro com
seos competentes casticies tambem de vidro ,
ludo pelo preco do 8$ : na travessa do Possi-
nho n. 6.
Vende-se urna morada de casa de 2 an-
dares com solSo e quintal, na ra do Queima-
do n. 24; a tratar na ra do Cajiga, lo-
ja de ourives n. 1.
os Panoramas de 1837 a
1838, encadornados por 5000 rs. philosofo
20annos, engommaecozinha ; eum escravo
bom canoeiro : na roa Direita n. 3.
== Vonde-se urna canoa grande bem cons-
truida de carga de mil tijolos de alvenaria :
na ra da Praiado Calderoiro casa do Amo-
rim.
= Vendem-se urna duzia do cadeiras ame-
ricanas em bom estado urna cama de solteiro,
moderna odecondur, um deposito para azei-
lede carrapato, um flandros com medidas e
funil, tudo por preco commodo ; na ra de S.
Amaro, n. 24.
= Vendem-se urna negra de nacSo Rebollo,
cozinheira e lavadeira, por 3508 rs. ; um pre-
to velho por 1208 n. ; e redes ultimamento
chegadaa do Maranho proprias para tipoia ;
na ra da ConceicSo da Boa-vista n. 26.'
= No Recife ra da Cruzescriptorio de Jo-
s Antonio Gomes Jnior n 23 vendem-
se saccas com alqueire do farinha de mandioca
muito fina e alva, feito na Murbeca por pre-
co commodo.
= Vendem-se pares de sapatos para meni-
nos a 300 e 320 rs. chinellas de marroquim
a 1600 sapatos de marroquim para senhora a
800, 960 e 1000 rs., ditos de duraque a lg
rs. indispensaveis para meninas que repie-
sentao jarros a 400 rs. luvas de seda rompri-
dasalOOOrs. col leles de setim de Macau a
4500 ; na loja da viuva do Burgos.
= Vende-se um sitio no lugar dos Afoga-
dos denominado Barros, o qual foi de Francis-
co Nicolao de Pontes vende-se em conta pa-
ra pagamento do Sr. Dr. Francisco Domingucs
da Silvo ; trata-se na ra do Cabug loja de
miude/as n. 3 ou 4.
Em casa de Bolli & Chavonnes na ra
da Cruz n. 40 tem para vender urna bur-
ra do ferro e alguns bahus de madeira, c tam-
bem a guns lustres de bronze dourads, e lam-
padas para salas oseadas de muito bom gos-
to com os vidros competentes proprios para
c sa de baile concertos tbeatros e saloes.
Vendem-se laxas do ferro batido e coado,
em sortimento, por preco barato para sal-
dar contas ; na ra do Vigario n. 3 a fal-
lar com Manoel Alvos Guerra.
Vende -se urna perco de cabecas de ca-
chimbos grandes e meioes je emborricados,
por proco commodo estes fe i tos modernos o
bem lustrados; quem quizer annuncie.
Escravos fgidos.
= No dia 9 do corrente sendo mandado a
recado de seu senhor o pardo Joaquim nao,
voltou mais julga-sc ter fgido por isso ro-
ga-se as authojidades policiaes, capites de
campo o apprehndao e fevem-o a seu se-
nhor Antonio Jos Pires, na ra do Queima-
d > n. 44 ou no sitio da Ponto de Ucba da
viuva do coronel Bento Jos da Costa; o qual
heoficial de carpina jnarcineiro pintor, e
bolieiro, he claro, tem falta de denles, c tam-
bem Ihe falta" as unhas dos dedos grandes dos
ps ; levou vestido culpas o jaqueta branca 1
liahu de madeira pintado de azul com frisos
mais claros onde levava entre outras pocas
um casacao do acompnhar no carro calcas o
aqueta de panno azul fino e ferramenta do
carpina e alguma de marcineiro ; quem delle
der noticia certa ser bem recompensado.
= No dia 11 do corrente fugio a escrava
Antonia Benedicta crioula de 24 annos ,
estatura regular bastante preta, muito re-
grisla tem falla de dentes na frente, pernas
zambas para forae em urna dellas urna cicatriz ,
levou panno da costa a/ul, vestido de cbila azul
com urna saia do cbila ja usada por cima; quem
a pegsr leve a ra larga do Rozario em casa
de Joao Manoel Rodrigues Vallenca que ser
gratificado.
Manoel de nacao Cabund alto, feiodo
rosto cara comprida costuma a embebedar-
se, falla mal e muito devagar, he canoeiro, cos-
tuma aterrar viveiros, tendo tambem andado
com um mscate pelo matto com fa/endas, po-
de muito bem por l estar, pois dizem fora
visto em o Rio .lo Peixe. Antonio da Costa ,
muito alto, magro, olhos vermolhos e meios
vesgos, he embarcadico, por isso talvez ande
omharcado. Stiro, cabra acabocolado, de 30
anos, feiodo rosto e tristonho, de estatura
baixa c he pescador do alto ; quem os pe-
gar leve a ra do Vigario n. 3 que lera de
cada um 100.c000 rs. sendo pegados nesta
provincia, eom qualquer oulra do Imperio
muito poucos fundos ; na praca da Boa-vista ,
n. 14, adverte-se quo he muito boa para ven-
mance de Voltaire por 320 tudo em muito
bom estado ; na ra Nova n. 31.
= Vendem-se urna escrava de nacao, de
120S000 rs.
= Fugio a mais do 15 dias urna escrava
crioida de nome Josefa tem urnas costuras
empohidas as costas abaixo do talho do vestido,
um pequeo talbo no beico superior, ps pe-
queos seccadocorpo ; levou panno da cos-
ta com listru izucs e encarnadas ; quem a pe-
gar leve a ra do Queimado n. 14 quo ser
gratificado.
Rkcifb: naTyp. mM. F. de Fama. = 1844


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