Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04979


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Full Text
Auno de 1843.
Sabido TO
adn
ludo igoi .Ir^endr le nui mcsmua da ni pruilencia modciaiau t iDirin ei.n
linucmu como JTlnciplami.l e airemos apuntarlos cum admira, ao I ntrr a .\ ai oc m
i. l Proclamadlo da AaaeniMt Csral do Braiil ,
PARTIDAS DOS GOBRElOB TEHIUS1 KES.
Guiinai. Paralnba Riograude do Morir aeguoda aena (una
Hu,i1 Uaranhuna a 1(1 r 24
CaDi 3-tmliaera, Rio t/ormoao Porto Cairo Maceio ,
loa-iial-. i florea a 3 o 28 Samo Ant.ii), quinta feraa.
III v.-, [JA aEUAA.
6 J<6 1 litara a Marciano M<
6 lerc + i iNi-berlo ll.
7 /i-ai a. Roberto \\>. ud do J. de D. da \ .
8 /un, a. >alusliano K And do J de D da 3. t.
) 4i ai Primo e l'uliciano Jim Au,l do J. de D da 2. t.
O Sa* a Sargarida Rainha Kel. Aud do J. de D. da 1
fll ''> da aanlisaima Irimiai'e a. Hemate'
a Alagoaa no 1. II ,
Olinda lodoa oa dina.
T,
de Junho
Anno XTX. N. 126.
O Ulano uuMn a a urdo, oa draa <|u n.io foram laetifieiidoa a pree.o da aaai(tBarra Ba>
de irea mil rea uur quarlel oaeon adianiadoa. O annuncioa doa aaaignanlea ao inaeridoa
sraua.e oa di,a que o n.io furem nuo de SO rea por liada, Aa reclamacea derem aei din-
fiiiaa a aala 'Ijp., ra daaCroara N 1oV.no a orara la Independencia loja de lirroa N.O 8.
renda;
caMBloa.iNudia U de Junlio
Cambio aobre I.ondrea J6 i. Ooo-iVJoada da 6,400 V.
Paria oliu rea por franco.
Lisboa lu) por 100 de premio.
N.

da 4,000
P k *TA-Pataruca
ii Peoa Cdluaaarea
dlloa Mean anua
compra
! 10, J
y noO
l,V0J
i.yjj
1,'JJO
16.600
16 400
tf 300
I i2
Moada da cobre 2 por cento
dem de latraa da boai tirimaa 1 | n j .
PHAohauA LAN MEZ DE JMI.
Loa Cliria I 2, \ durase 50 m. da m I La ora 27, as 5 horas da larde.
Quari.mtng. t!', s (iooiaa a 10 m da I. | uan. crean, a 5, Oa 1 > minutos da Urda,
Preamar de Itojt
I. a 2 horas a 54 m. da manhaa. I -i doras a ISm da larda.
PARTE OmCIAl
Uva
LEF N 113.
BarSo da Boa-Vista, Presidente da provin-
cia de Pe nambuco. Faco saber a lodos os seus
habitantes que a assembla legislativa provin-
cial dcerel >u e eu sanecionei a lei seguate):
Artigo Utico. Fita elevada ca'hcuoriadeci-
dade a villa de Santo Antao coma denomina-
ban de cidade da Vi. toria ein commemoracao
da batalhaganha pelos Pcrnambucanos nassuas
iminediacocs sobre as Torcas Holandesas. Picao
derogadas todas as leis e disposices ern con-
trario.
Mando por tanto a todas as autoridades a
quem o co ihet imento e etecucao da referida lei
pertencor que a cumprao e faciio cumprir tad
inteTiimontc como nella se contem. O serreta-
rio desta provincia a faca imprimir publicar ,
c correr. Cidade do Recite de Pornambuco, em
6 de raiodc 18i3, vigsimo segunao da inde-
pendencia e do imperio.
L. S. Barad da Boa-Vista.
Carta do lei pela qual V. Ex. manda exorutar
a resolucad da assembla legislativa provincial ,
que houve por bem sanecionar. elevando a ca-
thegoria de cidade a villa de Santo Antao com
i denominaran de cidade da Victoria como a-
cima se declara.
Para V. Ex. ver, Jos Ignacio Soares de Ma-
cedn fez.
SclLda e publicada nesta secretaria da pro-
vincia de Pernambiito, em 8 do maio de 1843.
Casimiro de Sena Madureira.
Hegistada a folhas 192 v. do livro ..de resis-
to de leis proviricii.es. Secretaria da provincia
de Pernambuco 18 de rnaiodo 1843.Jntonino
Jos de Miranda Falco.
imperio: e ordenando, que a faca publicar, o
determine aos Horneados que sollicilein suas
patentes.
Dito Ao uiz relator da junta de juslica ,
remetiendo o processo do reo o tenente da
guarda nacional da provincia las .Magdas An-
tonio Alves Monleiro, para que o aprsente cm
sessad da mesma junta.
Com man (i o das Armas.
EXPEDIENTE DE 17 DO PASSAD0.
OlTicio Ao Exm. Presidente, suscitando a
stia approvaca.a nomeacao que fl/era do leen-
te-coronel A. (i. L., paracommandar a llha de
Fernando, e pedindo no caso de ser approvada,
a expedicaQ ile suas ordens.para que Ihe fossem
abonados tres mezes de sidos adiantados as-
slm como ao alferes reformado Kaymundo Jos
da Silva Lobo, e alferes da terceira classe Quin-
Dito Ao mesmo Exm. Sr. roquisitando-
Iho un livro mestre para o batalhafl do infanta-
ria de guardas nacionaes destacado visto ter-
eja organisadoem pequeos livros, as matri-
culas paralaos das companhias.
DitoAo mesmo Exm. Sr.. communicando-
Ibe em resposta ao sen officio do 18 que hoje
a tarde lira rao recolhidas a bordo do brigue 0-
linda V2 pracas, sendo 21 da Paran y ba e 18
desta provincia, e envan lo-lhe as guias dos da
Parahyba corto qu as de mais seriao directa-
mjnteenviadas ao oinmandanto das armas da
corte
Dito Ao mosmo Exm. Sr., informando o
requerimento do teneute-coronel "iaetano Alber-
to Toixeira Cavaleante, que ao governo impe-
rial supplicava a merefl da tenca que lite com-
peta em conlbrmldadedo decreto de -23 de ju-
nho de 18VI.
Diio A> mesmo Exm. Sr.
liliano Henriques da Silva Primavera, que p ra MfWimttHo do aleres da guarda nacional Joa-
aditaill.adeslacavad, o primeiro na qualida- de de anidante do presidio, eo segundo como alferes para o batalhao de mfantaria de guardas
commanda.,te de fortalesa. nacionaes destacado
Dito Ao mesmo Exm. Sr., rogando-lhe a
expedircao de suas ordens para quedo dia 18
em diante fossem fornecidas d.i racoes de bor-
do, as 45 pravas que seguia para a corte no
briguu de guerra Olinda.
Dito Ao Exm. General commandante das
armas da corle, remettendo-lhe as guias das is
pracas que seguiao no brigue de guerra QUnda,
incluidas a dos irimeiros cleles Pe 1ro de As-
sis Campos (osdem Dionisio de Assis Cunos
Dito-Ao delegado do segundo districto do Cosdem o segundo dito Joa pnrn Jos Teixeira
termo desla cidade participando-lhe, que do- Jun,or '!ue so olhWOfiS pjra servir no exer-
ra destino ao desertor Joao Jos dos Sant >s o!f"*odo* as de tres soldados desertores do
..ueasdespesasfeitascomorecrutamento, de- '!,v0; balalhai de cacadores que dovio ser
viafise legalisadas, e pagas na conrormidade JU^-los no respectivo batalhao.
dos artigos ft, 11, e 13 das instrucces de G de
minnrio de Olinda, cao director do collegio San-
to Antonio.
Dito Ao coronel commandante interino da
forlalesado Brum, disondo-lhe em resposta ao
seu olTicio desta data, que se dirigir ao desem-
bar.'ador chele de polica sobro a remessa pa-
raa ilha de Fernando do soldado sentenciado
Pedro Alves das Chagas.
Dito Ao commandante do brigue-escuna 0-
Unda aflu do recebara seu bordo, e tranpor-
taraedrte, oex-soldado de cavallaria Ismael
Jos da Costa.
Dito Ao desembargador rhefe de polica ,
signiirando-lhe que convmha a disc plina a
remessa para a ilha dosoldado sentenciado Pe-
dro Alves das Chagas, cuja esta la i.a fortalesa
do Bruera prejudicial.
Dito Ao commandante interino do batalhr
de artilheria rcinettendo-llie a portara que
informando o em virtude de alteracoes decorridas as pravas
que segua para acorte, devia substituir a de
17 do correte (maio).
PortaraMandando excluir por terem do
embarcar para a capital do imperio, 18 pravas,
sendo trif olTerecidas para oservicodc exerciio
doSul 12 que erao mandadas e 3 dosertnras
ilooitnvo batalhao de cacadores devendo taes
pracas irem socorridas do sold eetape at-
lioje passadas para bordo lo brigue Olinda a
tarde o as suas guas enviadas agora a secreta-
ria militar.
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DE 2 DO COMIENTE.
OlTicio Ao delegado de Garanhuns decla-
rando em resposta ao seu olhcio do 9 de maio
iludo, que pelo rcgulamento n 120 parle se-
gunda do artigo 212, 1. aos delegados com-
pele formar culpa aos subdelegados o subal-
ternos dentro do termo : que aos delegados e
subdelegados, como no expresso no artigo -',65
do dito rcgulamento se devem os meamos e-
molumentos, que pertenciao aos juizes de lora
pelo alvai de lOduoutubro de 17o4 expe-
dido para a provincia de Minas-geraes:
cin consequencia lhes cabe, de caminho icis
38600 na rasa< de seis legoas porcada dia de
viagem e 38600 res por cada uin da de de-
mora em diligencia fura da villa requerimen-
to de parte : que estes emolumentos se cobrao
ejecutivamente segundo o artigo 467: que,
\ isla do artigo 142 do cdigo do processo crimi-
nal e do artigo 269 do referido rcgulamento ,
deve o reo preso a quem se formar culpa, ver
jurar teslemunhas uinoa que este, ao alsenles
os socios do crime: eque, nao parecendo Pre-
sidencia que, nem do aviso de 9 de fevereiri
de 1838 que explicou o artigo 149 do cdigo
de processo n'cm do artigo 270 do menciona-
do rcgulamento numero 120 se possa dedusir
a resuluvao de sua duvida acerca de devei-se
instaurar processo aos reos, contra quem o pri-
meiro conseluo dos jurados nao achou materia
para aecusacao, vae levai-a considerarlo de
S. M. pela secretaria de estado dos negocios da
Justina, para que se ixe a verdadeira intelligcn-
cia da lei assim como, se perante os delega-
dos subdelegados e mais autoridades, que
nao tem jurisdicca civel, pode correr a execu-
(a dascustas que Ibes sao devidas por qual-
quer diligencia criminal.
DitoAocoinuu-ndante das armas, signifi-
cando em nsposla ao seu ol.ci de 1. do pre-
sente que deve cessar com o lornecimento de
agua ,e luz aos olliciaes empregados as forla-
lesas eaos. quep.ra ellas deslacao por o
huve expressamente prohibido o artigo 56 das
instrueves de 10 de Janeiro desteanno.
Dito Ao chele da legiao da guarda nacional
deSeriiihaem commuiiicando ter aprovadoa
proposla que acompanhou o seu ollkio de 17
do segundo batalhao da inesina legiao, com ex-
cIus dos intlividuos menores de 25 anuos ,
por seren solleirus; e naopodeicn por esta ra-
Sa ser ulliciaes segundo dispeo artigo 13 do
abril de 1841.
DitoAosub-delegado Domingos Affonso Ne-
ry Ferrcira pedindo-lhe informavoes acerca do
paisano Jos da Costa Pinto, que fra recru-
tado.
dem doma 18.
OlTicio Ao Exm. Presidente informando
o requerimento do alferes reformado Joa* Pi
Pereira Cainp *s que pedia laculdade para ir
ilha d:: Fernando e voltar no patacho, que
ora para ali segua.
DitoAo mesmo Exm. Sr.. rflgando-lho suas
orlens para sei recebido no bruue Olinda e
transportado a coito, o ox-soldado de cavalla-
ria Ismael Jos da Costa.
Dito Ao eng.-nheiro L. L. Vaulhier d-
scndo-lhe que fleava expedida a ordt.m para
;,er recebido na fortalesa do Brum o calceta
Manoel Ignacio de Ab.eu, sendo-lho entregue o
(luo de nomo LuizGonzaga de Seuna conformo re-
qusitara.
Dito Ao juiz municipal supplente em exer-
cicio da primeira vara do ciime d^sta ci lade ,
communicando-lhe que se (lera ordens para
Ihescrcm apresentadus os soldados que requisi-
ta va eio seu oilico desta data.
Dito Ao presidente dos jurados di^endo-
Iho em resposta ao seu olTicio que hoje seria
pTOSt nte no jury atlm de fer julgado o cab.
deesquadra Jos Flix da Silva Lobato.
Dito Ao commandante do batalhao do ar-
tilheria para mandar apresentiir no dia 22
do correte iinaioi pelas 10 horas da manhaa
nojuuo da primeira vaia do crime desta cidade,
os soldados ullimamene recolhidos da ilha de
Fernando Manuel Antonio, Jos Goncahcs, Jo-
s V iccn'e, Antonio Jus, Ignacio Pereira da lio-
xa, e Manoel Salustiano que devia depor no
processo que se es'i procedendo pela morte do
sentenciado Severino Silverio da Costa.
No mesmo sentido se ofiiciou ao commandan-
te do deposito para mandar presentar os sol-
dados Leocadio Moreira Pina, e Silverio Fran-
cisco B a poso.
Portara Ao commandante do batalhao de
artilheria, mandando excluir com guia de pas-
sagem para a coinpanhia de artfices, o cabo de
esquadra Antonio Francisco de Paula.
DitaAo commandante da coinpanhia de
artfices autorisando-o a receber o cabo de es-
quadra mencionado na precedente poitaria.
pta Ao commandante do batalhao de arti-
lheria mandando excluir, pastar guias, e re-
moller para boido do briguo-escuua Olinda, que
segu para a corto a 20 soldados, o 3 reclutas
viudos da Parabjba do .Norte.
dem do da t).
OlTicio Ao lixm. Pitodente dando-llie os
esclarecimentos que pedir acerca do emprego
0 venciuicnlos nos (irurgioes paisanos, oue ac-
decrelo de 25 de oulubro de 18.12, combinado I tualmenle SOathavao nosorvifu dos corpos e
tom os rticos 91, S 1 e 94 da constituica.0 do I do hospital regimenlal.
litoAo tenenre-coronel Antonio Gomes Le-
al commuoJcand i-lbo, que eslava nomeado
para substituir o tenente-coionel reformado Ma-
noel Jos de Castro no ominando da ilha de
Fer,lando; que devia -eguir a seu destino no pa-
tacho Pirapama no dia 25 do correte (maio), e
que thesouraria se expedir ordem para o a-
bono de tre/. meses de sollo adiantados.
Dito Aodelegido lo termo do Limoeiro,
disendo-lhe que o desertor do batalhao do in-
fantaria de guardas nacionaes destcalo Fran-
cisi o Antonio do Sousa, tivera conveniente des-
tino.
Portara Beunnrlo o consel'iode direccad,
que devia tomar conlieciinento da justilicavad ,
que llorante o auditor de guerra deo o soldado
Dionisio de \s Dita Maulando reconhecer primeiro cade-
te ao soldado Dionisio do Assis Campos Cosdem,
que cm conselho do dire.-cao provou estar as
ciicumstancias de servir como tal.
dem do da 20.
OlTicio Ao Exm. Presidente roqu'isitan-
do-lhea expedircao de suas orlens, para que
os primeiros cadetes P. d'A. C. Cosdem, o I).
d'A. C. Cosdem, que seguiao para a co.to no
brigue Olinda, I jssem ab inados pela thesoura-
ria, ilascoinmedoriasde embarq je.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., requisitando-
Iheiguaes ordens, para serem abonados dasco-
medorias que de costume darem-se aos ollicia-
es que embarcad para a ilha de Fernando, o
tenenlc-coronel A. G. L., o altores Bayrnundo
Jos o S. L, cQ. II. daS. Primavera, que
para ali seguiao no patacho Pirapama.
dem do da 22.
OlTicioAo Exm. Presidente, rcquisilando-
Ihe os documentos de isencao, que Ine forao re-
meltidos, pertoncentes a trez recrutas casados,
que forao presos pelo delegado supplente do ter-
mo do Bunito afini de poder resolver sobre o
destino dos meamos recrutas.
DitoAo mesmo Exm. Sr., cnviando-lho o
requerimento do alferes Q. II. da S. Primavera ,
que a S. M. o Imperador, supplicava agrava
deo passar da tere ira para a primeira classe
dos olliciaes do exercito.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., apresentando-
Ihe o olTicio do commandante do batalhao de in-
fantana do guardas nacionaes destacado, mos-
trando a impossihildade de tornar elTcctiva a
BUbslituicaO do guarda Manoel dos Santos Sou-
sa que S. Ex. mandara excluir em 12 desto
uiez.
Dito Ao Km. director do lyco desta cida-
de, pedlndo-lhe wlorfiiaces acerca da assidui-
dade e approveilameuto dos alumn is milita-
res, que ali froquentavad as diversas aulas, com
o lim de autorisar-se a continuavad a aquellos,
que dos seus crudos tiravad proveito, e lser
revistas ao batalhao e ao Ser vico os que tivcs-
sera contrario procedimonto.
a
EXTERIOR.
n
Tondo nos recebido jomaos de Lisboa at a
data de 26* de Abril vie ao-nos s mos mais
alguns nmeros do Diario do governo que al-
ean ao a 5 de Maio p. p.; mas so adianto o se-
guinti! :
Por Decreto de 27 de Abril firo prorogadas
as sessoes ordinarias das Cortes G.-raes at o lim
do mo/ do Maio.
As ultimas noticias rocebidas da Hespanha
chegarao tamliem a 27 de Abril. Havia-se con-
c'uido no Senado a discussao sobre as eleicoes ,
e eslava ein principio a dj esposla ao discurso
to regento. O congresso nao tinha ultimado o
exame das actas eleitoraes e posto que anda
so nao tivesse tratado nesta assembla questao
algiima de decisiva importancia : al^uns inci-
dentes, que all tinliao occorrido, revelavo dis-
posiedos, que deviao augmentar as difliculdades
da situavo e odorecer a marcha do governo
serios obstculos. Nada mais tinha bavidodo
notavel interesso.
Tinhao cliegado pelo paquete folhas de Lon-
dres at 22 c do Pariz at 20 do predito mez.
Panto urnas como outras erao destituidas de no-
ticias do algum interesse publico. No dia 21
de Abril, pouco depois do meio dia no pala-
cio do Konsington lia va fallecido o duque de
Sussex, lio do S. M. B., com setenta annos de
idade cm co isequencia d'uma enfermidade ,
contra a qual forao em vo todos os esforcos da
arte. A sua morte era geralmonte sentida. S.
M. F. o a sua Corte tomaro luto por 15 dias ,
em demonstracao do .-ontimento pela sobredita
morte.
Variedade.
O CARAPUCE1RO.
Um Jury de Senhoras.
Sonhos li i tao vivos tao coordenados tao
naluracs que parecem realidades de sorte
i|uo quando acordamos, custa-nos a crer, que
fossem meras producedes da imaginacao. So-
nhei pois urna destas imites, que assistia a um
Jury lodo coiuposlo de -enhoras que tracta-
vao de sentenciar a I). Maroquinha aecusada da
ingrata por seu amante o joven l'otonio, e pro-
nunc uda a livraiuento por 1) Felicinba vigsi-
ma quinta Jui/a Municipal suplente. Eu as-
relatar o que presencie! ueste sonho o a
meus iU
moralitladedello correr por conta de
lustres leitores.
Era o tul Jury presidido pela Sr.* D. Filicacia
Jui/a de Direilo. Servia de Promotora a o-
No mesmo sentido -c oinciou ao reilor o So-1 c/ianlia lormada D. Honriquela, Advogadas


da r er3o4 Senhoras tambem insignes bacha-
rellas entre asquees primava D. Tcquinba ,
e orava pelo accusador D. Clarinha. Que con-
curso espantoso Que sussurro que conlu-
s5o Muito e mais que muito custou a Sr.*
Juiza de Direito o fazer silencio e conter na
ordem as maisSenhoras Juizas de facto. Ap-
presentou-se a r toda chibantona e de na-
riz nbo tao arribitado, que pareca estar-se
ensoherbecendo do seu mesmo crime. Dopois
d'uma breve questao do ordem questao em
que quizerJo entrar ao mesmo tempo todas as
Senhoras Juradas, a Sr.* Clarinha pedio a
palavra tendo na mo um rolo de papis e
fallou nesta substancia em que mostrou ser
mui versada assim no gosto das Novellas, como
no estilo Ciceroniano.
Brilhantes ornamentos da socicdade astros
luminosos das mundanas esfera* rccendentes
flores dosjardins de Venus delicias da huma-
nidade Senboras Juizas de facto, eu nao tra-
go vossa presenca urna ladra urna assassina ,
urna sacrilega, urna blasfema, trago sim amis
criminosa das mulheres.a urna ingrata om sum-
ma ; eestenome, jui as, abranje todos os
delictos encerra todas as maldades.
Por mais de trez annos foi D. Maroquinha
V extremosamente amada pelo joven Totonio, que
por esta fazia os maiores extremos. No longo
*-s_ decurso desse tempo recebeo do proprio punho
>~** da r cinco mil bilbetes, que todos aqui trago
para sua confusao, e para prova de seu horroroso
' crime.
D. Maroquinha. Mente a Sr.* Advogada.
Conlem-seesses bilhetes e ver-se- que so
sao 4 mil nove centos e noventa e nove e nao
5 mil como diz. (mui tos a potados)
D. Clarinha. Pois sim. Sempre sao 4999
bilhetes em os quaes esta prfida.
D. Maroq. Prfida he ella.
D. Ciar. Esta perjura.
1). Maroq. Perjura he ella.
D. Ciar. Esta ingrata.
D. Maroq. Ingrata he a senbora.
D. Ciar. fez ao seu amante os mais solem -
nes protestos de sympathia, de amor, e de ter-
nura. Em paga de tudo isto que sacrificios
nao fez por ella, que trabalhos nao passou o in-
feliz Totonio s para lhe merecer a mo d'espo-
sa Quantas noites nao esteve o pobrezinho a
chuva ou ao relento s para ter o gosto de a
estar vendo na janella Por causa desta incons-
tante levou coitado nao menos de 4 ou 5
quedas de cavado. Em urna noite indo allar-
Jbe na cerca do sitio em que ella eslava sa-
hirao-lhc de dentro dous formidaveis caes de
fila, que quasi o mtao. D'outra vez tambem
de noite tendo galgado o muro do quintal da r,
foi presentido da vizinhanca : entra tudo a gri
tar : ladrao ladrao : o afllicto amante lanca-
se ra e he agarrado peta ronda que o te-
ria levado para a prizao se nao fro alm
doutras rasSes, que alegou em sua defeza o
traje aceiado em quo ia e os cheiros, que
exalava ; pois ninguem eneita-se e aromati-
za -se pira furtar.
D. Aninha. Quem o mandou ser pateta.
Era bem feito, que o levassom para o calhabou-
co e que ahi lhe dessem urna boa sova para
seu ensino. Eu c nao gosto de amantes ada-
mados como freirs: quero-os bem barbados,
e com ar de valentes.
D. Ciar. Fr'ira disto o pobre moco s por
agradar a r martyrzava-se a ponto do tra/er
sempre um espartiiho mui apertudo a fin de
ter a cintura bem estreita e fazer sobre-sair as
ancas ; e desta oppresso resultou-lbe urna tr-
ro el gastritc e os Professores, que o observa-
rlo com um canudo dizem que tambem es-
ta com urna typografia no coraeao.
D. Rilinha He urna geografa que as-
sim o disse meu primo Cirurgio.
A Sr.* Presidente. As Senhoras devem di-
zer pelinirofia que he o nome proprio dessa
molestia
D. Aninha. Soja la como for se est as-
sim doente he por sua culpa c nao Utn de
quem se queixar. Que quer d zei um homem
espartilhado para fazer cintura, e anquinbas de
sinha ? Bem feito : devia licr logo tizico.
D. Maroquinha. Sr.* Juiza de Direito,
queiradizer r.1 D. Aninha, que nao seja to-
la se nao aqu mesmo bei de lhe por os podres
no meio da ra.
D. Ciar. vista das provas, que vos te-
nho dado i vista de tantos documentos contra
a r os quaes exuberantemente demonstro a
sua feia ingratido eu por parte do meu consti-
tuinte o joven Totonio aecuso-a, e a lenho por
incursa no Artigo 250 do Cdigo Criminal de
Cupido ; e espere Senhoras Juizas, que vos,
pondo de parte empenhos, a misados, e quacs-
queroulra? considerares, mostris ao mundo,
que vos observa quam odioso vos he o horrivel
crime da ingratido. (Muitos apoiados.)
D. Tequinba. Nao imaginis Senhoras
Juizas, que para defeza da minhaconstituinte
cu recorra negacao dos Tactos, nn contra el-
la acabaste de ouvir. Nao ; ella tudo confes-
sa ; porque no seu proceder de nenhuma sorte
se concidera criminosa. Sim Senhoras, qual
he nesto mundo a cousa, que tenha permanen-
cia e se conserve sempre no mesmo estado ?
Mudo as estacos, mudo as arvores as folhas,
mudo de pennas as aves mudo-se os rios, e
mares, muda o cariz do proprio Coo, tudo mu-
da e s nao havemos nos mudar! No sexo ,
que se apregoa por mais forte que alteraces,
que mudancasse no ohservao de continuo O
que hoje he grande realista hontem foi exaltado
republicano o agora di/.-se pertencer oppo-
sicaoquema poucosorrabava o governo. Nao
so to lindas tao variadas, tao bellas as bor-
boletas ? Mas o que fazcm ellas ? Ora sao lar-
vas ora ninfas, e ora borbolotas. E porque
se nos levar a mal; que facamos o mesmo?
De mais o desejo de melborar he urna lei gra-
vada no coracSo humano. Assim o disso mul-
tas vezes o proprio accusador que sendo estu-
dante, queria tambem tornar a sua amada doc-
tora. Conlesso quo ella o amou por mais de
3 annos e pretenda unir-se sua sorte pelos
sagrados vnculos de himeneo: mas o seu aman-
te he pobre como um rato de Igreja ; ma-
neiradopapagaio nao tem se nao pennas, e
parolas. Disse-lhe, que pretenda formar-so,
e que o casamento com um Bacharel correspon-
de a um doto de 40 a 50 mil cruzados. Mise-
ravel illusao Eu vejo Sonhoras, que boje o
Bacharelado em leis j nada ou )uasi nada
promette ; pois so j tantos que nao he pos-
sivel, que nem um terco ganhe a vida pela ad-
vocada ; e quanto a empregos pblicos sao mil
caes a urn osso. Se lhe ponderava a necessida-
de de dinhero para alugar casas, para compiar
o vestuario e o sustento para pagar a amas ,
para o Medico e mais a botica as enfermida-
des, e finalmente para a subsistencia c edu-
cacao dos filhos, respondia-lhe com dous tex-
tos em Latim e dous versos em Francez co-
mo se com estas cousas se podesso mandar ao
assougue, quitanda e taverna.
D. Tudinha. Como he interessera I
D. Bollinha. He bem inconstante !
D. Ll. Entao quem he pobre nao ama?
Essa boa !
D. Tequinba. Quem ha hoje no mundo ,
que nao anteponha a tudo o proprio interesse ?
D. Chiquinha. Aqui estou eu que nao
olho para as posses de nenhum. Ache eu amor,
que estou muito satiscta com a pobreza.
D. Tequinha. Tudo isto he muito bomdc
di/er; mas ha nada mais triste, mais desgra-
nado do que casara gente com um homem ,
que nada possue se no o seu amor e pala-
vreado chocho ? Do que serve a carta de bacha-
rel em urna gaveta vazia dedinhero?
D. Ritinha. Que tal ? S ama por dinhei-
ro Senhora nao desacredite o nosso sexo
D. Tequinha. Nao ha caminho mais bre-
ve para a deshonra, do que no ter, que comer,
nem que vestir.
D. Bil. Apoiado. Eu sigo esta opiniao ,
e por isso gostei muito desta letrinha, que ou-
vi cantar.
Amor p'ra que dure o medre
Precisa ser sustentado :
Nao ven ha cantar-me lerias
Quem lor amante quebrado.
Quem st doente
Vai-se deitar ,
Quem nao tem gimbo
Deixe de amar.
D. Felismina. Se as Senhoras tivessem
do as novellas, que eu tenbo lido, verio quan-
tas heronas tem despresado ricassos, e at prn-
cipes por amor de homens bem pobres, e mise-
raveis Tudo est nassympathias.
D. lequinha. S"o heronas de novellas; e
a espeito desympalhias ha nada mais sympa-
thico do que* odinheiio ?
Sinha [ ondom Que vergonba do nosso
sexo Que opprobrio das mulheres !
'. Tequinha. E que oulra cousa praticao
os homens? Qual he delles a nao ser algum
rasgado, quequeira casar com urna senhora po-
bre por mais bella, mais honesta, que ella seja ?
(repetidos apoiados.) Appareceo m nha cons-
lituinte um agricultor abastado : gostou della,
oflereceo-lhe a mao d'esposo. D. Maroquinha
rellectio no negocio; ponderou, que com o Dr
nao tioha vantagem alguma e preerio ocam-
porrez que tem com que a trete, e mantenha
D. Carlotinha. Casar com matuto Dos
me livre antes urna noa morte. Eu c, se nao
casar com um Dr. prefiro morrer solteira.
D. Clarinha. Isso nao. Morrer solteira
nunca. Nesse caso se o tal arranjo vai tardando,
enlo todo o negocio fa/ eonta.
D. .\i.ii-.M|ii.iimi. Antes um matuto rico ,
do que o proprio Salomao sem dinheiro.
D. Carlot. Os matutos sao grosseiros, e
nem f llar sabem.
D. Tequinha. Mas sabem trabalhar, e ga-
nhar a vida. Do que servem boas palavras e a
barriga vazia ?
SfiM. miO ucaeupagua uuii-
ca a nodoa da ingratido ?
i-
D. Tequinha. E com que se comprar de
comer, e de vestir ? Isso de ingratides sao can-
ligas de namorados, que logo esquecorn.
D. Carlot. Que tola, que desgranada! Ca-
sar com urn matulo para ir morar as brenhas !
SinhA Dondom. Nao ir mais i Natalense ,
nem Philo-thalia nem ao theatro nem ver
paradas, nem ver procisses!
D. Quinquina. Nem ver mais passar o ba-
talho dos Esparrelas!
D. Tequinha. A minha constituinte es-
quecer-se-ha de tudo isto vivendo tranquilla
na companhia de seu esposo. Nao ver bailes,
e thcatros: mas ver as encantadoras scenas da
natureza. Nao ver passar os Esparrelas; mas
ver passar osseusbois puchando carros de ca-
nas para serem moidas, e darem assucar,&c.&c.
D. Quinquina. E nao ha de dansar mais
urna quadrilh i ? Que vida Que sorte, que des-
grana Triste he sem duvida a condicSo d'uma
mulher. Por bem minhas amigas e sonho-
ras, deveriamos fazer um firme proposito de re-
geitar todo, e qualquer homem, e nenhuma s
haver, que se caze.
Fra, fra (gritrao todas as senhoras jura-
das ; e tal foi a acougaria, que acordei assusta-
do ; e por tanto ignoro qual fosse o julgamento
desta causa importante. Entre tanto se alguma
de minhas Illustres Leitoras se qui/er agastar
com esta narraco reflicta que foi mero so-
nho ; no creia nelle ; que eu tambem faco o
mesmo.
O teculo das luzes.
O seculo 19 deslcmbrado de seus progressos
industriaes, o scientificos qualifina-se seculo das
luzes: mas ser este nome glorioso confirmado
pela posteridade ? Nao ser de temer pelo con-
trario, que tal epitheto mais sirva de provar-lhe
a extencao da nossa vaidade, do que a dos nos-
sos conhocimentos? As descobertas industriaes,
por mais maravilbosas que sejao nao podem
ter para a humanidade se nao urna importan-
cia mui secundaria em quanto o homem so-
litario no meio das harmonas do universo con-
tinuar a andar errante de miserias em miserias,
sem ao menos suspeitar, que possa existir um
remedio a tantos males.
Oque antes de tudo importa humanidade
he comprehender a Dos cuja mao poderosa ,
extendendo -se sobre o infinito, naosessa a tan-
tos sceulos de manter urna ordem admiravel en-
Ir'esses mundos que surcan a abobada celeste
em tao diversas direccoee. Em presenca da na-
tureza inteira que nos mostra o Creador tao
magnifico quanto poderoso, renunciar em fin
a abaixalo s estreitas ideias dos seculos de igno-
rancia e burbaridade quo ainda pesao sobre
as nossas mais adianladas sociedades; conhecer
bem a natureza do homem, e os destinos da hu-
manidade a lini de entrar em o caminho des-
tes ; passar da infancia ignorante das socieda-
des sua mocidade estudiosa; repudiar romo
cousas indignas dos povos civilisadosa guerra ,
e o individualismo, que quer pelas armas, que
pela miseria no sesso de manter no seio da
nossas sociedades a dcsolacao, e a morte ; en-
trar finalmente em os caminhos dessa religiao
universal, que tem de reunir todos os homens
em urn vasto coro, cujas accoes de grabas dignas
do creador poder elevar-se at elle ; taes sao
ostitulos, que ainda faltao ao seculo 19 para
merecer a honra, que se atribe.
Ousaes chamar-vos o seculo das luzes e nao
salieis dizer qual he o destino do homem nem
mesmo se o homem tem um destino Entre
tanto nao ignoraes, segundo creio, que nao e-
xiste urna s crea tura sobre a trra, por mais
irnperceptivel que seja, que no tenba deslino ;
nem urna s ha, cuja organisacao nao esteja em
perfeita relaeao com esse destino. E s o homem
posto evidentemente na cabeca da creaco, seria
o nico excluido dessa lei admiravel ? Vos vos
chamaes o seculo das luzes e ignoraos as leis .
queregem a harmona do homem com os seus
semelhantes com a natureza e com Heos !
Nao pode a com mu n lia o do homem com Dos
estar lora dasadmiraveis leis da natureza que
se estendem a todo o mundo, e comprehendem
esse instinito de Heos e da Eternidade, que
se enrontra no fundo de todas as almas. Eia pois,
mos obra ; por que s entrando firmados so-
bre a rasSo e a sciencia neste caminho largo,
e poderoso das harmonas, be, que acharis a
luz. Entao e s ento podereis aguardar sem
reccio o juizo da posteridade.
[Da Phalange.)
Carla 6.' que umjuiz de paz na provincia do
Alemtejo dirigtu ao seu administrador ge-
ra de districto.
Illm.0 e Exm. Sr.
Aon habent quod manducent.
Nao tem que mastigar.
E1 de S. Marcos da sua historia Evang-
lica.
Meu Sr. do meu maior respeito : permita-
me V. E. que tenha um dcsalogo levando
presenna de Y. E. urna lamentaego no como
a de Jeremas porque este Sancto Varo can-
tavj por um alamir o mais afinado mas sim
com a voz de um rustico e apoquentado juiz de
Paz, queexerco este mimoso cargo deste que
findou no nosso Portugal a epocha lacrimosa ,
e tevo principio o Sol do Gaudeamus. Fica
pois asss provado que a minha investidura de
juiz de paz tem oito unidades d'annos aturan-
do neste grande espaco muitos alarves e nao
alarves utroque jure sem a menor comenien-
cia que auxilie os comes e bebes para fortificar a
minha acanhada e ja subida existencia.Quod
manducent non habent.
i E por que motivo esta armadilba das con-
ciliacos ha de ser tao prejudicial aos jui/es pa-
cientes de paz ? O mou carcter, Exm. Sr. ,
nao o de um homem mercenario avarento ,
e ambicioso; mas pica-me e angustia-me o
ver todos os outros empregados |.ublicos com q
galardo dos cumquibus e os taes da paz so-
monte inviolaveis e sem a lambeta do substanti-
vo pecunia l de sorte que os taes rurmelos que
engendrara o o tombo que serve de Vadem-
cum nos ebefes das conciliaces, erao muito
maus prximos. Se elles quando manipuU-
vao os saudaveis artigosinhos conciliatorios ,
tinhao as suas cabecas que as eleicoes dos jui-
zes de paz havio recahir sempre em pssoas
fartas, abastadas c entendidas enganrao-se ;
bons Catholicos Romanos todos nos o somos t
porem todos abastados e entendidos abrenun*
tio !
Convenho em que haver muitos que vivom
em abundancia e no luxo e tambem muitos o
muitos sicut ego sem farlura e sem luxuria : fi-
ca pois bem demonstrado que ha um especifico
para os juizes de paz, o servirem ad honorem ;
similhante excepco parece feiticeira todos
precisavamos ser exorcismados.
Eu devo significar a V. E. que a respeito ca
deste epitapbio de paz quero ser medido
pela mesriia craveira dos seus collegas que tem
zlo pelo servico publico. Ex fruclibus eorum
cognoscelis eos. No da minba vocaco reque-
rer que a lei corrente de paz se destempero
esedesgrude, porque isto seria urna audacia
merecedora de toda a punicao ; o projecto do
meu sanguc que me gira in pectore pelos
meios supplicantes e os mais submissos e respei-
tosos requerer ao Sr. Governo que seja servida
mandar-me auxiliar com urna oblata ou molha-
dura ad libitum pelo meu servico gratis para
ser fortificada a minha natureza debilitada o
doentia se assim o obtiver tristitia intw-
telur in gaudium e no caso desta ininha im-
petra merecer d e piedadee for mandida a V.
E. para V. E. dar inflagrante a sua informa-
cao rogo eu a V. E., que V. E. seja pie
doso inclinando para mim toda a sua benig-
pnidade, todo o seu artificio e alto valimcnto
ara eu obler um resultado favoravel conven-
mente e consolador. Ladate Domino omnes
gentes,
E. V. V. 28 do agosto.
Dos guarde a V.
de 18*2.
Illi. e Exm. Sr.
districto d'Evora.
Administrador Gerul do
O Juiz de Paz
F. de P. da C. F.
Noticias l'eligiosas.
Vao-se confirmando as noticias lisongeras
sobre a maravilhosa apparico da Cruz na Chi-
na e sobre a embaixada do imperador ao 'an-
do Padre a pedir lhe misionarios. Segundo
o Universo cartas authenticas de acerdolesi
Catholicos na China annuncio que o impera-
dor conceder ja aos missionariosa liberdadedo
entrar e circular sem obstculo em seus estados,
e que sollicita novo.- operarios. A Propaganda
ja designou 40 religiosos para a China entre
estes varios Jesutas.
Quem sabe diz um Jornal esgrangeiro se
presencio remos aconverso de 300 milhes de
almas e se Dos guarda para a sua igreja esta
brilhante compensaeo de seus actuaes solri-
mentos? Em Inglaterra tractase de urna re-
forma por ordem do Governo sobre a situadu
actual da Igreja Anglicana e se espero na
actual legislatura varios projectos de le para
corrigir as anomalas da igreja protestante;
pertende bir Roberto Peel dar nova organisa-
cao proprit-da feeiclesiastca. XJrn peridico,
inglez o Statesman denuncia a tendencia
aoPapismoem um artigo, cuja epigraphe
A Igreja em perigo e chama em sua de-
feca os protestantes sinceros.
O Rispo de Norwich mandou tirar das igrejas
as banquetas de theatro que adornavo os tem-
plos protestantes. O Rispo Munt anima por
todos os meios possiveis a propagacao das dou-
trnas de Oxford.
Os racionalistas da Prussia que se comba-
tiao reciprocamente com furor em seus sysle-
mas pbilosopbicos acabode formar urna coal-
lisao em Berlim rcunindo todas as suas fureas
para se oppor aos golpes do Christianismo.
Conslituiro 1G chefes de partido no Synodo de
pbilosophia, o vo redigir no sentido de suas


doutrinas um novo jornal para supprir os An-
naes germnicos que forao suppridos na Saxo-
nia.
O Re da Prussia acaba de tomar urna moru-
na, quo chama a atteneao publica. Joaquim l.o,
leitorde Bran loburgo creou em 1U0 a or-
dem do cysno em honra da Virgem Sanctissima
para premiar os quo se distinguissom us virtu-
des christs. Esta ordem sobre a qual est a
Imagem do Mara Santissima oi suppriinida por
Joaquim 2- qnando em 1539 abracou as dou-
trinas de Luthero. Frederico Guilhermo 4.a-
caba de rcstabelocer ollcialmenie esta ordem ,
dando-lhc mais calor aos olhos do seu povo
condecorando logo com ella a Rainha sua es-
posa tendo-lho dado na presenca de toda a
corto e na festa do Natal as insignias em bri-
dantes.
s5
Buonnparte e Espartero.
Comendocerto dia o poeta dramtico Ducis
com o General Buonapaite quando este era o
l. cnsul se fallou de poltica c o facturo Im-
perador Ihe disso Kestabelecerei a ordem em
todas as partos quero por a 1 ranea em estado
do dictar leis Europa. Farei a guerra em
quanto for necessario para lograr a paz. Darei
ao meu paz instituices vigorosas que porei
cm harmona com seus costumes e necesida-
des protegerei a religiao porque quero que
seus ministros estejao ao abrigo da miseria c
depois..... e depois? Ihe perguntou Ducis;
depois respondeu Buonaparte me nomearaoos
mcusconcidadaosjuizde paz de gualquer dis-
tricto. E que tal ? diz um jon.al hespanhol,
n5o parece que estamos ouvindo as arengas do
Alcaide de Granatula !
Urna mulhtr do sexo musculino
Urna rapariga da cidade de Marsclha ( Fran-
ca) d,idadedo20annos metamorphoseou-se em
homem e pondo os olhos em urna das suas
amigas a pedio para casar Como porem devia
fazer constar o seu sexo dirigiu ao tribunal
urna peticao para esto fim, pedindo selheemen-
dasse o acto de baptismo em que estaa como
femea O tribunal a fez comparecer o se pro-
cedeu ao oxamo no lia 28 de Janeiro ulti-
mo. Veremos se pega a moda !
( Peridico dos Pobres no Porto. )
para carnizas, a 720 a duzia dezoito duzias
de ditos de vidro a iSO rs. a duzia o seis du-
zias de ditos dourados com a jofar, a 480 rs.
a duzia apprehendidos sem despacho pelo
guarda Antonio t-Vancisco Dornellas, sendo a
arrematado livro do diroitos ao arrematante.
Alfandega 9 de junho do 18W.O inspoc-
tor.
Vicente Thomaz Pires de Figuoiredo Ca-
margo, con mendador da ordem de Christo o
inspector d'alfandega &c. Faz saber quo no
dia Hdocorrente se ha do arremataren) hasta
publica porta d'alfandega ao meio dia um
embrulho com duas manas de fil proto no
valor de 1G8000 reis aprehendidas sem des-
pacho pelo guaida JoSo Haptista d'Araujo, sen-
do a arrematado livre do direitos Alfandega
8 de junhode 18i3. Vicente Thomaz Pires
de Figueiredo Camargo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes manda fazer publico que em
virtudeda lei peranto a mesma thesouraria se
hao de arrematar por lempo do 3 annos a con-
tar do l.dejulbo do presente em hasta pu-
blica a quem por menos fizer nos das 19, 20,
e 22 de Janeiro prximo vindouro pelas ll ho-
ras da manhiia as illuminaroes da cidade de
Olinda eda povoacodos Aflogados, avahado
o fornecimento diario de cada um dos lampies
da de Olinda em 144 rs. o da dos Aflogados
em!95rs.
As pessoas que se proposerem a eslas arre-
mataces compareci na salla das sesses da
mesma thesouroria nos dia* cima indicados
munidas de fiadores idneos e competente-
mente habilitadas. Secretaria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 10 de maio do 1843.
O secretario
Luiz da Costa Portocarreiro.
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendimento do dia 9...........
3:292S3G3
Descarrego hoje 10.
Brigue Eredano fazendas.
Barca Rette fazendas, o queijos.
Brigue Carolina difieren tes gneros.
Brigue Rolla ferro.
Movimenlo do Porto.
amo sakido no dia 7.
Nawtuckett; galera americana Young Fagle ,
ca pililo Edward Austin com a mesma car-
ga que trouco da ilha de Nawtuckelt.
Ditos no dia 8.
Macoi ; brigue inglez Jero cap. J. Sedgely,
em lastro.
Canal ; briguo bremense Mram, capito B.
G. Bandexen carga assucar.
Entrado no mesmo dia.
Hamburgo ; 47 dias brigue dnamirquez
Mltg, de 190 toneladas, capitao Peter Luiz
Schyth equipagem 12 carga fazendas: a
N. O. Bieber^C.*
I] (lilaos.
Acamara municipal da cidade d'Olinda, e
seo termo em virtude da le, S[c.
Faz saber, em virtude do officio do Exm.
Presidente da provincia, dirigido a esta cma-
ra em data de 31 de maio prximo passado ,
o mesmo Exm. Sr. Ihe communicara
omcumprimento do imperial aviso 2 domes
mo mez cima que no dia Io do dito mez
fora celebrado na corte do Rio de Janeiro ,
com geral satisfacSo dos seus habitantes o
consorcio da Serenissima Princesa a Senhora
D. Francisca com Sua Alteza Real, o Prin-
cipe do Joinville Filho do Sua Magostado ,
o Re dos Francezes, e que no dia 14 do
mencionado mez partir a mesma Serenissima
Princeza oara Franca com o seo Esposo ; esta
amara sciente que os habitantes (leste munici-
pio recebera com bastante prazer tilo fausta
noticia correspondente satisfaco com que S.
\1. o Imperador Dco o Seo consenlimento a
aquelle consorcio, pelas vant gens que delle
(Jevcm resultar aos dous Paizcs, os convida para
que Iluminen) as frentes de suas casas por 3
dias consecutivos 10 11 e 12 do corrente mez.
E para quo cheguc ao conhecimento de to-
dos mandoij a cmara fazer o presente que
ser publicado nos lugares do custume e pela
imprensa. Cidade d*Olinda 8 de junho do
1843.Jos Joaquim d- /flme da Guedes,
presidente. Juo Paulo Fereir secreta-
rio.
m5o morta relativa ao 2 o simestre do corrento
anno e que lindo o dito prazo sero oxecuta-
dos judicialmente.
Compinhia de fiebiribe.
Restiio 00 a 500 accoes das. que se achav5o
destinajas aos sub-criptores que nao realisarao
as suas entradas : as pessoas que as pretenderem
dirijao-se ao rscriplorio da caixa da companhia,
o Sr.. Manuel Goncalvesda Silva aonde as po-
ilom obter entrando com a 1.a prestado a
qual corresponpe a SS rs. por accao. Escrip-
torioda Compinhia de Bobiribe 7 de junho de
1843.Osocretario, B J. Fernandes Barros.
Lotera do theatro.
O thesouroiro desta lotera faz certo ao
publico que as rodas da 2.a parte da 13.a lo-
tera tero seu impreterivel andamento no dia
20 do corrento junho liquem ou nao bilhetes
por vender os quaes achao-se a venda nos lu-
gares do costume, e na nova loja do cambio no
bairro do Recife n. 38.
Avisos martimos.
Para Macei a lancha S. Jos Fiordo Mar,
quem na mesma quizercatregar, ou ir do pas-
sagem dirija-so ao hoco da Lingoeta venda de
Joaquim Jos Rebollo ou a bordo da mesma ,
que so acha fundiada defronte do trapiche do Al-
godo.
Leiloes.
= J. L. Nolasco estando prximo a retirar-se
para o Rio de Janeiro far leilao por inter-
vencao do corrector Oliveira do toda a mobi-
lia da suacwa, amor parto com pouoo uso
por haver sido recentemente feita o do melhor
gosto inclusive um magnifico piano inglez ,
crbtaes, louca, e algumas obras de prata do
feilios modernos : terca feira 13 do corrente
as 10 horas da manlia no segundo andar da
caza nova da ra do Collcgio com frentes para
,, estas ras, Palacio e Passeio publico ; adver-
[ i te-so que a esculla do dia para o leilao foi feita
para maior commodidade dos senhores pertcn-
dentes.
i i I T
quem quizer dirija-so 6 ra do Liyramento
n.
22.
Avisos diversos.
Deca racoes.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo,
coiniiienil ador il.i Ordem de Cbristo eins-
poctor da alfandega &c.
Faeo saber que no patio do armazem n. 4
existe alem do lempo permiltido peloregula-
inenlo as mercaduras abaixo descript;:s as quaes
se dentro de 30 dias nao f.rem despachadas ,
ser vendidas em leilao na porta d'alfandega
por conta e a custa de seos donos sem que
Ibes fique direito de reclamar contra o ofleito
desta venda. Alfandega 8 de junho de 1843.
Duaspedrsde moinho S. M. S. N.
entradas em 25 de junho de 18 \ I.
V. 7. P. de F. Camargo.
Vicente Thomaz Piros de Figiiereido Camar-
go cemmondador da Ordem de Christo e
inspector da alfandega &c.
Faz saber que no dia 14 do corrente se ha-
de arrematar cm hasta publica ao meio dia a
porta d'alfandega dezoito pontos com taboa
dourada avahado cada um a 2$ rs. setenta
edous pares de rosetas de peilra a 320 rs. o
par, ule i|u.iio pares de pentes de marrafa ,
a 5$ rs. a duzia doze duzias de botoes de osso \ ro he o maJcado pira pagarem a 2* decima de
= D'ordem do lllm. Sr inspector do arsenal
de marinha se faz publico que no dia 20 do
corrente mez pelas 11 horas da manhaa se
pora em arrematacao os fornecimentos dos so-
guintes gneros para o mesmo arsenal, e em-
barcacocs da armada, pelo lempo quesecon-
vencionar : arroz (oucinho vinagre baca-
Iho farinha, feijao agurdente, assucar,
caf6 moido azeite doce e de coco para o farol ,
carne verde pao e bolaxa. As pessoas a
quem possa convir qualquer destes forneci-
mentos que devera ser feito com o genero
da melhor qualidade, sao convidados pelo lllm.
Sr. inspector a aprezentarem nosta secretaria
as suas propostas em caria feixa la at o referi-
dodia.Secretaria da inspocciio do arsenal de
marinha de Pernambuco 7 dejunhode 1843.
Alexandie Rodrigues dos Anjos ,
Secretario.
= D'ordemdo Illm.Sr. inspector doarsenal de
marinha, se faz publico que no dia 14 do
prezente mei, pelas il horas da manha se
vender em hasta publica com as formalidades
do estillo na porta do almuxarifado do mes-
mo arsenal, urna poreode bolaxa arruinada,
propria para alimento de animaes. Secretaria
pa inspeccaodo arsenal de marinha de Pernam-
buco 7 de junho de 1743. Alexandre Rodri-
gues dos Anjos secretario.
= O administrador da meza de recebedoris
de rendas internas geraes faz saber a todos oa
trezoureiros e procuradores das ordens e r-
mandades que o mez de julho prximo futu-
O ARTILHEIRO N. 52.
aiiio hoje luz o vendo-se no lugar do
coslume. Conten ose.uinto:
O ministerio de 19 de setombro.
A randilha.
Extracto do Tiphis.
Genealoga do a/areno
Resposta ao Cometa n 4.
E outros pequeos artigos.
Arrenda-se o sitio que foi do cirurgiao
Peixoto nos Afflictos com casa suficiente
para numerosa familia toda pintada e forrada
novamente com a maior ellegancia possivel ,
com i| liarlos para cn'ados coxeira e cavallari-
ce ludo no\o com um lindo jurdini, e o
sitio he todo plantado de arvoredos ; quem o
pretender dinja-se a ra de S Amaro casa de
2 andares c sotao ainda por acabar.
= Precsa-se fallar om a viuva ou filho de
Joaquim Caetano da Luz; na Camboa do Car-
ino n. 13
=z Joaquim Luiz Fernandes Por tuguez
retira-se para a cidade do Porto.
= Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenliosecorrespondentesdos mesrnos
nesta praca que so acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos lmannos ,
machinas de vapor, de condesado e de alta
pressao da forca de quatro e de seis cavallos in-
ilezes e taxas batidas e coadas e pnmiettein
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estes objectos
feitos n'uina das principacs fundicoesde Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
= Os abaixo assignados administradores da
casa fallida de Manoel Pereira Guimaraes &
Companhia convidao aos credores do dito
fallido a comparecerem na casa da administra-
cao no dia 10 do corrente pelas 11 horasda ma-
nila na ra da Cruz n. 8 para tralarem do
que convem aos mesmos credores. Joao Lei-
te Pila Orligueira e Jos Antonio Pinto.
Precsa-se de um homem que se ache
as circunstancias de assentar praca por outro ;
Joaquim Jos Soares, subdito de S. M.
Fidelissim.1, faz sciente ao publico que mu-
dou o seu norne pin Joaquim Soares do Mou-
ra Patoges, por motivo de igual nome.
V pesso, quo no dia 2 do correle rece
beo um barril de manteiga ingleza, marca S com
2ig)22lib. B. entregue por um preto, quei-
ra manda-lo entregar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 1.
= l)eseja-se saber, seom Pernambuco existe o
"r. Domingos Alves Barbo/a e Silva natural
de Barcellos em casa de Gaudino Agostinho
de Barros na pracinha do Corpo Santo n. 66 ,
ou annuncie sua morada para ser procurado ,
poiscclhe deseja fallar a negocio de interesse.
- Precisa-se alugar urna preta que saiba
comprar, o cozinhar; na ra do Caldeirei-
ro n. 8.
Vendo no Diario de hontcm umannuncio
em nome do provedor e mais irmaosda actual me-
za regedora da irrnandade de S. Jos de Agona.
declarando ao Sr.= Um irmo = em rctposta
a sua exigencia feita no Diario de 7 do corrente,
que os Srs. Jos Antonio da Silva Grillo, Anto-
nio Vicente Guimaraes,eoabaixoassignadoerao
quem podiao saptisfazer sua exigencia; cumpro
pela parte que mo toca responder a estes senho-
res que milito Ihes agradeco a lembranca que
de mim tiverao, o que me nao consta fosse no-
meado em commisso para responder a exigen-
cias, que S. S*.** he que se devem dar a este
traba I lio. He de supor que o Sr. Um irmao=;
saiba que a meza actual rounio-se para impos-
sar a nova moza ; porm he provavel ignore o
motivo pelo que se nao eTccluou: he isto o que
S. S.15 devem e*pflr. Muito me admira que
rerem encobrir um negocio que era de seu dever
azer patonte pela folha (sem ser precizo an-
nuncios) para todos os irmaos em geral terem
delle conhecimento ; pois a todos deve inters
sar saber qual o motivo porque foi a irrnandade
esbulhada do consistorio que mu i tos annos
eslava de posse e que em seu aformoziamento
gastou avultada quantia e &c. ( cauza prin-
cipal parque a meza nova nao quiz tomar posse)
estes o outros esclarecimenlos he que S.S." de-
vem dar o quaes as providencias que derao ,
ou pretendem dar e nao meterem-se as en-
coltias chamando a terreiro outros. Josi
Pinto Magalhes.
= Francisco Pinto da Costa Lima participa
a todos os seus freguezes e a todos os senhores ,
que se quizerem utilizar do prestimo de seo
officio queseostabeleceo na ra larga do Ro-
zario n. 40 primeiro andar o mesmo aviza
a todos os freguezes de Domingos Jos de Lima,
que a casa continua com seos trahalhos durante
a sua volta administrada pelo mesmo Fran-
cisco Pinto da Costa Lima na casa cima de-
clarado e tainbeni tem algumas obras fe i tas e
para todos os freguezes continuaren! como at
aqui
-= O abaixo assignado por si e como bas-
tante procurador de outros hordeiros faz pu-
blico pelo presente annum.-io que ja em juizo
tem proposto a accao do prodigalidade contra
a viuva do fallecido Andr Alves to Reg, Flo-
rencia Margarida dos Pra/eres por esta se a-
char com setenta e tantos annos de idado sega
do ambas os olhos o por este fado incapaz de
reger sua pessoa o bens porque em taes cir-
cunstancies est sugeita a firmar qualquer titulo
que Ihe seja apresentado por pessua ou pessoas
que adoiriinemsem saber qual seja oseoconteu-
do e menos o quo assina e os mesmos do-
minantes e anda outros valendo-se da inca
pacidade em que se acha a dita Sra. podem
aseo bel prazer com seos proprios punhos for-
mar ttulos e fazer quantas assignaturas quize-
rem em prejuizo do abaixo assignado e mia,
herdeiros em geral; assim maiores o menores s
a vista do quo ninguom contrete negocio de
hypotheca venda ou outro qualquer que seja
com a dita sen hora nem com outra qualquer
pessoa que seja em bens de seo cazal por nSo
terato presente feito d'elles partilhas nem
dado conta da administracao da casa do finado
Luiz Francisco do Reg, letigando doloza
ment com oabaixo assignado com o filo em le-
zalo de ruaos dadas com o seo sedutor que tem
formado falsos dbitos activos e passivos a fim
de ocultar o apurado da casa do dito finado Luis
Francisco do Reg por ella administrada.
Ningucm pois avista do presente poder de boa
f contraclar negocio de qualidade alguma a tal
respeito sem se compromelter ao perdimento de
seo valor, e sem incorrer no crime de urna
tranzacao dolosa em prejuizo de terceiro.
Francisco Jos Dia de Castro.
= Precisa-se de dois pretos para trabalharem
deenchada cm um citio pertoda praca; quem os
tiver para alugar dinja-se a ra do J.ivramen-
lo venda n. 3
= Manoel Pinto da Fonceca Freitas Bra-
7'lftirO rOtirS*"0 *^ft ni/M'n =Joseph Redgivay, retira-se para Ingla-
terra,


lotera den. s. dolivramento.
i
H
I !|
s rodas desta lotera andao i-
falivehnente no da \6 do correte:
iqtiem ou no bilheles; c o restante
acha-se venda nos lugares do
costme.
= Jos Goncalves Curado relira-se para
Portugal.
A luga se o segando andar do sobrado da
ra eslreta do Ron rio que vira para a ra da
La ra rige ira ; a Iratr no primeiro.
= Quem liver urna iinagi*m de N. S. das
Dore de altura de palmo e meio e a queira
trocar, dirija-rseao patio do Hospital do Pa-
raso n. 20.
Um moco porluguez de 23 annos de idade
se olWece para caixeiro de ra para padaria ,
armazem para criado de alguma casa, ou
paraoutra qualquer occupacao: sabe ler, 0s-
crever e contar alguma coas, o d fiador
a sua conducta ; quem do mesmo precisar an-
nuucie por esta folha ou dirija-se a ra da
Madre de Dos na loja de calcado n. 26.
Aluga-sc urna canoa, que pe a em 1300
lijlos de alvenaria; na ra do Queimado n. 57.
Aluga-se urna escrava para o servico de
urna casa de pequea famalia e isto por pou-
cos inezfs; na ra Direita n. 131.
= O Snr. Domingos Knoth queira an-
nunciar a sua morada ou dirigir-se a ra da
Cruz n. 38 que se Ihc deseja fallar a nego-
cio que Ihe diz resucito.
sa Dcseja-se saber se he vivo ou morto Luiz
Ozorio do Amaral. vindo de Lisboa para esta
praca no brig e Ligeiro ern Dezembro de 1829
e quedopois foi para a Paralaba, e por motivos
de molestia voltou outra voz para esta cidade ;
quem poder dar alguma informacao queira
por avor annunciar ou dirigir-se a ra da
Cruz n. 45 casa de Manoel do Nascimonto
Pereira.
Aluga-se uma meia-agoa propria para
coxeira, na ra da Alegra, n. 7 ; a tratar
na ra da Cadeia do Recife n 37.
Precisa se de uma ama para o servico in-
terno do uma casa de pouca familia preferin-
do-se pessoa idosa e sem lilho: na ra do A mo-
r m n. 39.
Aluga-se uma casa terrea no atierro dos
AITogados, propria para grande familia, pelos
grandes commodos que tem.com quntalo por-
tao para a mar grande cacimba com boa agoa
Je beber, e tanque para banho ; a tratar na
ra da Madre de Dos n. 7.
Quem annunciou querer dar400$rs. a
premio dirija-se a ra da S. Cruz do bairro
da Boa-vista n. 4.
Manoel Maximiano Guedes faz scicnte ao
Snrs. contratadores do capim que deixou de
vender esta planta desde o primeiro do corren-
te no seu sitio da Tamarineira na estrada dos'
A Alelos.
Aluga-se a loja do sobrado n. 31 na es-
quina da ra do Amorim ; a tratar na ra do
Queimado loja n. 9deJoaoda Silva Santos.
A pessoa que annunciou querer fallar
com Antonio Jos de Oliveira a respeito da
compra da < scrava Cordolina dirija-se ao at
trro dos Ahogados, n. 211.
Quem annunciou querer vender duas
casas terreas ama na ra do Rosario da Roa-
vista n. 6 e outra na da Aurora dirija-se
a ra de Hortas n. 104.
Ameza actual da Irmandade do S^. Sa-
cramento da MatrizdoCorpo Santo avisa aos
Srs. Irmaos, que Domiogo 11 do frrente ,
pelas 10 horas da manhi lem de se proceder
a elleicao da nova Meza.
= Precisa-se de um fetor pjra um enge-
nho distante desta praca 8 legoas: na ra es-
trella do Rozario n. 31, terceiro andar.
Compras.
Cornpra-se um palanquim ; na praca da
Independencia loja do Sr. Saboia.
Compra-se um par de brincos que soja
de bom ouro e que nao exceda de 3 a 4 oila-
vas sem feitio ; na ra do Rozario n. 32.
se Gornpro-se uma geometra do Euclides,
uma grammat;ca ngleza por Constancio, e um
Geruz om porluguez. em uso ou nevos; na
ra do Vgario n. 13.
Vendas
= Vendc-se uma canoa de milbeiro de li-
jlos a dinheiro ou a troco de lijlos; na ra
de .^. Francisco n. 19.
= Vende-se muilo boa farinlta de mandio-
ca a 1200 o alqueirc da medida nova ; a bor-
do da lancha Bom Jess do> Navegantes que
esta fundiada defronte da escadinha do caes do
Collegio, aonde podero chamar o bote a qual-
auar hora
= Vendem-se sacras com farinlia a 4000 ,
e 20 barrs vasioe de 11 caadas novo* e corr
arcos de Ierro or preco commodo; na roa
da Cadeia do Recifo n. 35.
= Vendem-se urna canoa de agoa, uma di-
ta pequea nova e boa para abrir ; 10 mo-
radas de casas terreas 7 grandes que servem
para qualquer estabelecimento, e urna na ra
deS. Thereza n. 17 ; a fallar com Francisco
Xavier das Chagas no atierro dos AITogados.
= Vendem-se chales de la de bonitos pa-
drees a 1000 rs. merinos de cores a 1600 o
covado panno preto fino a 3000 is. mcias
casemiras do cores esquisitas a 560 princeza
de cores a 800 rs. macodonia a 640 cortes
de cassa pintada o 2400 eom 13 covado, len-
cos de dita brancos a 160, cbitasde assento es-
curo e claro de cores fitas a 160 lencos de
dita a 140, cortes de rs8dos americanos a
1120 com 8 covados, chila a 100 ra gan
gaazula80rs. as bom conheoidas bretanbas
largas a 2000 rs. com 10 varas, e a 3f rs.
madrastoscom 15 varas, riscados trancados a
120 e a 240, muilo encorpados brim tranca-
do pardo de linho a 480 bicos e fendas muilo
finas e de todas as larguras hrctanha de linho
muito finas algodfio dobrado americano para
roupadeescravatura e oatras muitas fa/en-
das baratas com amostras francas; na ra do
Ciespo, loja n. 12, do Antonio da Canha
Soares Guimaraes, ao p da loja da viuva Cu-
nba Gumares.
= Vende-se uma porcao de rap fabricado
no Rio de Janeiro em libras o meias ditas ,
por qualquer preco por se achar alguma cou-
SHsecco, mas qua muito podo convir a qual-
quer fabricante-, que com alguma composica o
pode-lo- vender como rap fresco de excelfente
aroma; na ra do Apollo agencia dos vapores.
= Vendem-se foguotes do ar de 9 respos-
tas a 2200 a duzia, do 6 respostas a 2000 rs. ,
de 4 ditasa liOO pistolas de 6 tiros a 2400
a duzia, valverdes a 160 a duzia, carretilhas
a 1200 a duzia buscaps 1200 dita, e bom-
bas a 40 rs. ada uma; na ra Nova loja de
ferragens de Joaquim da Costa Maia n. 41.
as Veitch, Bravo &C. tem a honra de par-
ticipar ao respeitavel publico, que na sua botica
o armazem do drogas n. 1, vende-se o seguinte:
extracto fluido contratado de salsa parrilha da
jamaica C. H Bulter & C. a mais enrgica e
eflicaz preparacao desta raiz que at hoje se
tem descoberto o que prova o grande apreco
e repelidas indicacOes que della fazem as
pharmacopeias de Londres. Dublin Edimburgb
&c. ; o celebre Colirio anti-ophthalmico, cujo
medicamento he bem conhecido por seus bons o
sal uta res effeitos para distruir nevoas, beb-
das inflamaces eoutrasdoencas d'olhoscm
que nao be preciso para o seu curativo radical,
recorrer aos meios preparatorios, agoa de
Seidlitz e Soltz, Soda-Water, limonada ga-
zozo, verdadeiro e finissimo Arrow-Root de
Bermuda Magnesia-Calcinada ptima sag,
escovas e pos mui finos para dentes mostar-
da ptima para mesa pos de Seidlitz e de So-
da e am grando numero de preparacSes de
diferentes objectos que se encontrad a venda
as principaes bol-cas da Europa na mesma
casa se vendem as verdaderas plalas Vegetaes
universaes do Dr. Brandret, vindas directa-
mente de seu author e compositor nos Esta-
dos-Unidos ; assim como uma porcao de salsa
parrilha nova recentemente chegada. Parti-
cipao a todas as pessoas zelozas de sua escriptu-
racSo ( como principal e nica garanta da
nossa honra e probidade ) que sao agentes da
ptima tinta de escrever do seu amigo Doutor
Thompson cuja preparaoao novamentc des-
coborta se torna digna dos naiores elogios por
lera particulardade de se tornar tanto mais
prela quanto maior he o espaco depois de Ihc
termos confiado nossos negocios e cuidados.
- Vendem-se caderas de pao preto e de
oleo linba de roriz de muito boa qualidade ,
e enchadas do Porto em barricas, tudo por
preco commodo; na ra da Cruz do Recife ,
n. 11.
= J. Saporiti tom para vender superiores
ladrilhos do marmore a/ucs e brancos chega-
dos agora da Europa por preco commodo pa-
ra ver a qualidade no armazem do Annes de-
fronte da escadinha da alandega, e para o ajus-
te em casa do annunciante na ra Direita n.
120 segundo andar, ou na Alfandega at as
duas da tarde.
Vende su urna casaca preta nova, para
uma pessoa de 18 annos por 14,000 rs. ;
defronte do arco de S. Antonio na refinacio de
assucar.
Vende-se uma mcia quartola arquiada
de ferro de aparar agoa e pode servir para
biinheiro por 6000 rs. ; na Cua Direita .
n. 59.
Vende-se um sobrado de um andar e so-
t8o em chaos proprios, com bom quintal, na
ra de S. Rita n. H, ou troca-So por uma
casa terrea, que tenba quintal; na Gamboa
doCaimo n. 12
Vendem-sedous pares d en i x ribos para
janelas em bom estado ; na flfaca da Inde-
pendencia loja n. 21 de Antonio Felipe da
Silva.
V Vendem-se muitas e variadas fazendas
pelos procos mais commmodos que for pos-
svel, bem como lencos de seda e l para
mfio ditos de cambraia com cercaduras e le-
treiro no meio cambraias de fistras assetina-
das chitas e fazendas para calcas lonas lar-
gas pannos finos chales de melirn, chitas de
bonitos padr&es ; na ra do Queimado, n. 14.
=>**Vendo-se arroz pilado branco muito
bom e por proco commodo; na roa das Cru-
zo, venda n. 40.
Vendem-se uma escrava de 22 annos,
engomm, cose faz doces de todas as quali-
dads, e he recolhida; urna dita com as mes-
mas habilidades 5 dilas para todo o servico ;
uma dita lavadeira por 150,000 rs. ; um es-
cravo peca de 25 annos; um dito que cozinha;
um dito proprio para sitio por 200$ rs. ; 4 ditos
de nacao, de 22 a 30annos; c um mulato de
20' annos propno para pagem ; na ra de
Agoas verdes, n. 46.
Vende-se uma canoa nova de amarello ,
que carrega mais de 3 mil lijlos do alvenaria
grossa mui bem construida : no cstaleiro do
Torres junto a ponte do Recife e a tratar com
Manoel Firmino Ferreira na travessa do Quei-
mado n. 3.
Vendem-se barricas e meias ditas com
arinha Galega em casa de rTcnrique Forster
&. Companhia ra do Trapiche novo, n. 8.
= Vendem-so relogios para cima de meza ,
com mostradores de madrepcrola mui bons
reguladores, por tererri superior fabrica, e
jarros formados de conchas para se terem em
cima de meza obra Italianna tudo por mo
dico preco ; na ra do Queimado, n. 3, con-
fronte ao beco do peixe frito.
Em casa de Bolli & Cbavannes na ra
da Cruz n. 40 tem para vender uma bur-
ra de ferro e alguns bahus de madeira, c tam-
ben a guns lustres de bronze doarados, e lam-
padas para salas escadas de muito bom gos-
to com os vidros competentes proprios para
casa de baile concertos theatros e saldes.
Vende-se um par de mangas de vidro li-
sas e am par de cas ti caes tnmbem de vidro ;
na travessa do Pocinho n. 6.
v Vendem-se franjas para cortinados e toa-
Ihas casemiras elsticas para cal/as, ricos1
cortes de veludo e de seda para collete cha-
les de soda achamalotados, o de seda e 18, pan-
nos finos de todas as cores e precos, esteirinhas
pintadas e estampada para cobrir banquinhas ,
peeras do rame mui bem feilas com arcos de
Handres pergaminbosptira zabumba e caxas,
sapat-is de couro cobertos de burracha do Para,
carteiras de viagem tocadores estojos com
preparas para barba, tudo de Jacaranda, e guar
necido guarda comer de rame relogios do
parede com corda para 8 das ; e V4 horas, sa-
patos de lustro para homem e senhora ditos
de marroquim, duraque, setim, e outros mui-
tos objectos por muito commodo preco ; na
ra Nova loja n. 35.
>endem-se duas bancas redondas do
Jacaranda por preco commodo : na ra es-
treita do Rozario loja defronte da botica nova.
= Vondem-se charuto? de Manilha e al-
gumas pecas de fazenda da India chamada u-
o ltimamente chegado ; na ra do Trapi-
che novo n. 16 segundo andar.
Vende-se um engenho de moderna inven-
cao para moer milho com todos os pertenecs,
e machinismo moderno, para trabalhar com um
cavallo ; na ra da Cadeia do Recife n. 37.
Vendem-se duas camas de arm.-.cao, sen-
do urna de angico e a outra do Jacaranda ,
nova, rica e com cpula; na ra da Cadeia do
Recife n 37.
Vende-se superior vinho engarrafado de
Madeira secca, Malvasia, e de Bucellas de 1832;
na ra da Cadeia Jo Recife n. 37.
= Vende-se um sitio no lugar dos AIToga-
dos denominado Barros o qual foi de Francis
co Nicolao de Pontes vende-se emeonta pa-
ra pagamento do Sr. Dr. Francisco Domingues
N Vendem-se modellos para desenlio dos
melhorc. desenhislas, com canecas, nios, p s,
figuras inteiras e ornamentos exfunino para
esenhar, da melhor qualida e ditos com
estojos para escriptorios, e tambem agoa inco-
lora para estes creiio encarnado, preto. bran-
co e inzento, pastelles de todas as cores, o
apara lapis de lixa do ac, como tambem cha-
peos deseda ede palha na a senhora e meni-
nas o toucas chales de sjda pescocinhos
d; ultima moda cab-ado para senhoa e me-
ninas, luvas. bicos, fitas, oscovas pentes de
todas as qualidades, perfumaras finas d Piver,
sarja preta a 1200 o covado seda branca ,
flores finas para vestidos luvas de pellica; bo-
netes pira homem chapeos de sol, bengallas,
camorras brancas e de cores sapa tos a botina-
dos de lustro e bor/oguins gaspiados para ho-
mem ludo mais commodo possivel; no atier-
ro da Boa-vista loja n. 11.
Vendm-se garrafinhascom superior es-
sencia do rosa a 1000 rs. sabonetes em bola a
60 rs. agoa de colonia em frascos de todos
os tamanhos frascos com agoa de flor do Ia-
ranja thesourinhas douradas a 480 e nao
douradas a 200 rs. caivetes de aparar pen-
nis a 320 e 480. luvas brancas de algodfio para
homem a 320, e de seda preta para senhora a
600 o brancas a 480, caixinhas de colxctes a
80 rs. e a duzia a 800 rs. papel de peso a
2500. 2 00 e 3200 a resma, e um relKo bom
regulador por 8000 rs. : na ra do Livramen-
to n. 10.
Vende-se uma preta do genlio de Ango^
la, de 40 annos. he perfeita lavadeira co-
zinheira e vende na ra ; na ra do Colle-
gio n. 19
\ Vendem-se pares de brincos de ouro do
diferentes modellos contas do Rio de Janei-
ro anelSesdedilTerentcs modellos com bri-
Ihantcs e diamantes bonitos alfinetes de ouro
par senhora uma corrento com um sinete
para relogio uns corazes azues com 30 enfei-
tes para braco um crucifixo pequeo 3 vol-
tas de cordf o de ouro, coraces de dito de di-
versos modellos um nlfinete do topazio com
diamantes botes de abertura e punho ou
ro e diamantes para qualquer obra e prota su-
perior e pares do oculos de armacSc : as 5
pon tas n. 45.
= Vende-se arroz de vapor em saccas e
caf de superior qualidade; no armazem de Jos
Rodrigues Pereira & Companhia.
Escravos fgidos.
Desoppareceu no da 23 do p. p. a preta
Antonia, de nacao Costa magra, alta, tem
o dedo do meio da mao direita cortado pelo
meio ; consta que tem andado procurando se
nbor para a comprar ; quem a pegar traga a
osla Tvpogrrfia quesera gratificado.
=: No dia 5 do correte fugio o preto Jos,
Mocambiquo alto, rosto comprido e com
signaes de sua nacao em um dos lados da testa ,
ps grande e largos, levou vestido camisa e
calcas de algodao de Minas, ja sujas e cha-
peo de palha de abas largas he pedreiro an-
dava vendendo leite no dia que desappareceo ;
quem o pegar leve a ra do \ gario n 3 que
ser gratificado.
= Fugio no dia 6 do corrente o preto Be-
nedicto Cabund estatura regular, cor pre-
da Silva; trata-se na ra do Cabuga, loja de
Vendem-so uma escrava que engom- mude/s n. 3ou4.
ma, e co inha bem ; urna dita de 20 annos t \ ende-sc um blaria que tem barro den- j um botao na maca
com principios de arranjo de orna casa; Uina tro para toda qualidade de obra na passagem poe milito csperl
dita de 18 annos com uma cria de 3 annos ; (da Magdalena, delronto da Capunga ou ar-
uma dita lavadeira e quitandeira ; um escravo' renda-se ; a tratar no mesmo.
de 20annos exccllente pagem e servente del Vende-se uma grande poroto de tijolos
uma casa trata de cavallos e he bom boliei- de alvenaria, de muito boa marca, e bom bar-
ro ; uma negrinha e uma mulatinha de 12 en- jro : na olaria da passagem defronleda Capun-
1" es do sgo o p uv Iczsr;s S. < g da-se era conta a quc
ta tem uma cicatriz em um oloo tem cm
urna das maos pintas brancas mostrando ser fo-
veiro procedido de uma queimadura falla
bastante atrapolbado he canoeiro, foi visto
cm um atierro em Fora de Portas, duas pessoas
conversando com elle e he de supor que fosse
quem t seduzisse cuja? pessoas forao conhe-
cidtsporoutras que presenciarao e caso o
escravo naoappareca se declarar por esta folha
os nomes dos mesmos ; quem o pegar leve ao
beco da Lingoeta venda de Joaquim Jos lc-
bello que ser gratificado.
= No dia 3 de Maio do engenho Inha-
mi, freguesia de Iguarass fugio a escrava
Luiza Congo de 35 annos estatura regu-
lar secca do corpo cor fula odios e boca
pequeos, nariz grande e chato os dentes da
frente abertos e quasi podres um dedo do p
muito pequeo com bastantes cicatrizes do
chicote as costas, foi comprado na Boa-vista a
D. Maria Caolana ; quem o pegar leve ao dito
engenho e nesta praca ao Padre Bacalho,
na Boa-vista que recompensara.
Fugio em 9 de Setcmbro do anno pas-
sado o mulatinho Jacob da 13 annos sem
ponfa de barba cor .iatural cabello bom ,
ccachiado. com urna marca do lamanho de
do rosto reforcado do cor-
po e muito esperto, quando falla engole al-
gumas palavras costuma a intitubr-se forro :
quem o pegar leve a ra do Fogo ao p do Ro-
zario n. 8 que ser gratificado com 50ji.
no
quem lor ia uscar.
Rkufb: na Typ. de M. F. de Fama, =1843


Full Text
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