Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04976


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Full Text
Armo de 1843.
Quarta Feira 7
con
'ludo Ror dk|icnilr .i n meamo.; di nona prudencia moderafao, neigia -,
(uemo. como principiamn. aremos apontadoa coro admiraco entre as Nace. mi>
cullai. ( Hroclaina9.iu da Aaeemblea Geral do BliilL.)
SURTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES,
puiannfc Parahiba a Rio grande do Norte aegn.ida a le&laa f.
Bonita j Garantan. a 40 e 24
Cant Sirinbem, Rio Formn Porto Cairo Maceii ,
BaVui Plore* a. '*> J*> ^"^ Anle, quintas firaa.
DU DA SEVIA.'JA.
5 D.6 #4 oitava a Marciano M,
6 uro + N'nberto II,
7 8 'Mi. a. .Salasliano B. Aml doJ. de D. da 3. ?.
40 '' .1 tfar;anda Rainha Kel. And do J. de I), da 1 %
H '"i. da saiilieuma trimiaile s. Meinake'
a Alagoai no 1. 11
Oliada iodo oi diaa
de Jim fio
Anno XTX. N. 123.
O Diario publica a. todo. o. di., qa. nio for.m S.nt.6cdo.: o pr.oo d. .ng.
de .re. mil r... pe* qa.rtel P.,o. .di.m.do,. O, ....0,0. do. *>'"de-UT5ir-
K,.t>., e o. do. que o nf.o L r. "to de H0 rei. por inh.. A! 'e0'7n'f ""'."n" 6.
jd.......Tjp., ru. ,)..CrUN .-4.QU ur.-. d. Independencia loj de liffMW.
.o*.-* di. 3 de Junho -P'* *""-
C.mhi.obr.Lndr..5i. Oc.o-Mo.d. de 6.400 V. JJ.JJJ J};gJ
Pan.SliO /ei.pur Iranro. N.
Li.bo.10U por 1U0 de premio de 4,000
; PAtA-Patacoe
Mod. d. cobre 2 por cenlo Pa,oa Columnare.
ld.m del.tr.. de boa. arma. 1 t a | I ditoa Meucano.
PHAoEsOA. LUAINO MEZ DE JiNHO.
La Chei. 12, i. i horase 50 m. da m I La ora 17, U 5 tora, da tarde.
Qu.rt.ming. 19, Preamar de hoje
4. a Uara e 42 m. da manh.ia. | 2. a 12 hora. 6 <
i, 000
1,001
1,'JOl)
i,ooo
0 200
1,020
i.OIU
1,020
s
PARTE OFFICIAL.
LE N 111.
U BarSo da Boa-Vista, Prosidnte da provin-
cia de Pernambuco. Fa?o saber a toilos os scus
habitantes, que a asseiubla legislativa provin-
cial docrel iu, e cu sanecionci a rosolucao se-
guir) to :
Artigo nico. A nova freguesia d'Alaga de
baixo, em Moxot (lea d'ora vante pt-rten-
endo inteiramente ao lermo e municipio de Cim-
bres na comarca do Brojo. Fica.ido derogadas
as dispusigoes em contrario. Mando por tanto
todas as autoridades a quem o conhecimento e
xecucao da rolerida resolucao pertoncer que
a cumpro c Cacao cumprir tad inteiramente cu-'
irjo nellase conlem. O secretario de-ta provin-
cia a faca im tiimir publicar e correr. Oi la le
do Recife de Pernambuco qm 2 de maio do 1843;
vigsimo segundo da independencia e do im-
perio,
L. S. Bara da Boa-Vista.
Carta de le pela qual V. Ex. manda executar
aresoluga da assembla legislativa provincial ,
que houve por bem sanecionar mandando an-
exar ao termo e municipio deCimores, na co-
marca do Brojo a nova freguesia d'Alaga de
baixo em Moxot como cima se declara.
Para V. Ex. ver, Jos Ignacio Soares de Ma-
rido a fez.
SelLda e publicada nesta secretaria da pro-
vincia de Pernambuco, em 5 de maio de 1843.
Casimiro de Sena Madureira.
Registada afolhaslol v. dolivro 1.de resis-
to de leis provinciucs. Secretaria da provincia
de Pernambuco 17 de maio de 1843..inlonino
Jos de Miranda Falc&o.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 31 DO PASSADO.
OfflciosA administracaS dos estabelecimen-
tos de candada, remetiendo copia da lei provin-
cial numero 119 de 8 docorrente que eleva a
500$ reis annuaes os orlenados do medico, e do
cirurgia do grande hospital de caridade ; e das
verbas da lei do orcamento para o anno finan-
ceiro proxim futuro, relativas aos referidos es-
tabelecimentos.
Dito Ao inspe tor da thesouraria da fasen-
da enviando copia do aviso de 4 desto mez
( maio) acere do supprimento das etapes e for-
ragens as pracas de pret, o do da etape e far-
damentodos aprendises menores do arsenal de
guerra.Tambem se remetteo copia diste aviso
ao director do arsenal de guerra, e ao cotnman-
danle das armas.
Ditos Ao inspector do arsenal de marinha,
determinando em cumprimentode ordem impj-
rial que mando proceder aos reparos de que
precisa o cter Esperanca de Bebiribe, cuja des-
pesa nao deve exceder quantia du 1:4628 reis<
em que lorao elies oreados; e que apresse a fac-
tura das caldeirus que para a barca de vapor
F/ummensc ei)(ommendaro-se na fundica de
Staer j' Companhia.
Cirealar-rAs cmaras municipaes da provin-
cia scientiicando-as de havt.r-se celebrado na
corte nodia l.do presente (maio) o consorcio
da serenissima princ sa a Sra. I) Francisca com
sua altesa real o principe de Joinville, lho de
S. M. o Rei dos Francezes; e de terem os au-
gustos esposas partido no dia 14 para a Franca
ria fragata Belle Poule, acompanhada pela nao
VUU de Marseille e pela crvela Coquette.
Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 8 DO PASSADO.
OITlcio Ao Exm. Presidente da provincia ,
para dignar-se de expedir suas ordens ao com-
niandante do vapor, que segua para os por-
tes do norte receber na thesouraria a quantia
de 30:0008 reis para entregar na do Para.
[)to__Aomesmo Exm. Sr., com a duvida
do commissario fiscal do ministerio da guerra ,
P'tsta na folha dos vencimentos dos oulciacs
do batalhao de guarda nacional destacado por
nao mencionar os venci.nentos do respetivo
commandi-nte, a quem por aviso de 4 Jo mez
ptssado fabril) se devia descontar pela quinta
parte, o suido que de mais se Ihe tem abonado
dem no iua 9.
Odicio AoExm. Presidente da provincia ,
;-,.,. ------- rptilnirn A* <>iJ2!ta S T.
1:717g809 que o director do arsenal de guerra
pedij no oIBcioquo acompanhava.
DitoAomesmo Exm. Sr., idom sobre o
offlcio do dito director, em quo asia vor a iin-
possibilidado de poder-se orga.iisar a companhia
de aprendises menores conformo o novo regu-
la ment por nao haver consignacao na loi,
para as despesas que elle marca.
Dito Ao me offlcios do delegado do termo da Boa-Vista, re-
lativos aos vencimentos do destacamento do G a
N." do mesmo termo.
Dito Ao inspector da thesouraria da. fasen-
da da provincia do Coar, rea ivo ao pagamen-
to que poi o arsenal de marinha se fo ao
pratico Antonio Rento.
Dito Aomosmo, paiticioando que pola or-
dem do tribunal do thosouro publico nacional
'le 27 de abiil uliimo so a tita va a th:soura,ia
autorisada para supprir a aquella com mais rs.
4-.O60S00O.
Dito .Ao inspector da thesouraria da (asen-
ta da provincia do Pai, com o recibo da quan-
tia de 30:01)08 reis, que ocommandanteda bar
ca de vapor imperador, recebeo na thesouraria,
para entregar naquella.
DitoAo director do curso jurido de Olinda,
rogando desse o seu parecer a respoito da pre-
tcncao dodoutor Manocl Maria do Amara!.
Dito Ao inspector da alfandega partici-
pando ter sido approvado pelo Exm. Baro Pre-
sidente da provincia por oilicio du 29 de abril
prximo passado em conformidade do artiao
143 do regulamento das alfandegaso artigo adi-
tivo que propz ao regulamento fiscal do Por-
to. Logo, que a embarcacao ti ver completado a
sua descarga dever ajuntar em lugar propno
os sobresalentes despachados de retorno aflm
de facilitara busca da visita.
Dito Ao administrador da mesa do consula-
do participando para ^ua intelligencia que
p.da ordem do tribunal do thesouro publico na-
cional de 6 de abril prximo passado foi de-
clarado, quequando seder o caso de permuta
de u na embarcacao por nutra se dflvc cobrar
a si'a do valor de cada urna dolas cono se
fossem vendidas; e quando occoiresse duvida
no modo de arbitrar-se os seus valores estava
uxpri'sso no artigo 87 do regulamento de 30 de
maio de 1836.
Dito Ao mesmo, ptrticipando ter sido in-
delerido o recurso que interpoz Manocl Gon-
ralves da Silva, sobre o julgamento de duas cai-
xas com assucar vindas dos engenhos Unido,
e Marag, que forao apprehendidas por falsil-
cacao de taras.
INGLATERRA.
Londres, 13 'abril de 1843.
Contina a prevalecer grande anxiedade rela-
tivamente ao resultado da missafi de mr. El-
lis ao Brasil. A impressao geral que predomina*
va hontem na cidade era a de ser intempesti-
va o boato de estar rnr. Ellis paia retirar-se do
Rio. Todava, o desejo foi neste caso muito a-
lem do pensamento.
Um annuncio publicado no Jornal do Com-
mercio de 20 de fevereiro deixa pouca duvida a
respeito do mau successoda missaS. Achar-sc-
ha a causa deste mau suocesso mui claramente
indicada no br..vc esboco que inserimos nou-
tra columna de um debate que occorreu na c-
mara dos deputados do Rio a 7e 8 de levereiro,
quando o ministro foi interpelado acerca do
progresso da negociacao. O ministro disse quo
o governo na5 recusara faser tratados con-
cedendo condicoesvantajosas a qualquer nacao
que nos conceda em retribuico tanlagens real-
mente equivalentes.
Um dos deputados (o Sr. Resendc) entou na
qoestao da negociacao com algum desenvolvi-
mento o vigorosamente indicou o absurdo de
se anteciparum xito favoravelaostrabalhos de
mr. Ellis ao passoque elle linha as maos a-
tadas pelo ruinoso systcma tao cegamente abra-
cado pelo governo do seu paiz. Qual. pergiin-
a este deputado qual tem sido a conMucta da
Inglaterra a respeito da p oduccad colonial?
ElFa recebeu o algodafi d<> Brasil porque as
suas colonias da India occidental no^produsiad
algoda. Ella recebia o nosso cal p.tr via do
Cabo da Boa Esperanca, porque as mesmas co-
lonias nao produsiao tanto caf quanto era pre-
jo .o remmm, rpi'pl>PT O m>"n 'imsuf'2*' V'JV
que as indias Ocridenlaes produsiao csse genero.
Todo o mundo sabia, gira populaba'! tngksatra
sacrificada aos inleresses dos proprielarios de
(errase dos fasen leiros Ingleses da India 0:ei-
cental. Todo o mrfndo sabia quo o consummo
do assucar brasoir, era prohibido na Inglater-
ra mas que en ali refina I > e minalo pj'a
as Indias Occitlcntaes allmdequeos planta-
dores da Jamaica e das outras Uhas o pu lessem
i-omprai l por muibdixo pruc), o d -ssc modo
pudessem mandar t ido oda.sua eultma pa a
ser vinaido na Inglaterra ao powo Ingle pefos
precos do mmop-ilio. Tojo o minio sabia que
a-sim er5o sacrill al >s os Interesas do povo
Ingle; mas qa* elle estava a muito acoituma-
d ) a submetter-se a to la a sorte du moiop ilios.
Todava, agora que o pipulacad Inxlesa fal-
ce so (amiliarisaiitlo com a discussao do tees
questoes, agora que elle tem oonhecldoa lla-
grante Injuntiya de sacriflear-se a y pulacafi
k operara e laboriosa aos proprietarios agora
que ello tem visto que nao Ihe era permitti lo
provar os baratos assucares do Brasil mas
que estava adstricto aos caros das Anilinas,
(( entretanto que aos Indianos lecidentaes era
licito o comprar assucares Brasileros por bal-
ee xo pr.'Co;d'ora avante pois ser impossivel a o
gabinete Ingloz sustentar os interesaos da a-
ristoeraoia contra os da nacao. Com tildo,
em quanto esses interosses lorem sustentados
contra os da nacao manifestamento intil o
esperara abertura de mercados estrangeiros as
nossas manufacturas, ou allivio predominan-
te miseria do paiz.
A caba-se de receber do Brasil pelo paquete
Linnet remessas de dividendos na importancia
de 40,000 libras sterlinas, e espera-se pelo pr-
ximo paquete mais remessas no valor de
30,000 libras sterlinas. Tambern so re.-ebeu pe-
lo Mrquez de Lisboa autoiisaca para se pre-
parar a somma precisa de bonds aflm do con-
tinuar-so o arranjo elToitu ido por Sir Isaac Ly-
on Goldsmidcom o governo de Portugal a res-
peito do omprestimo Portuguez Brasileiro do
1836. Mr. Ellis anda nao tinha partido do Rio
data destas noticias.
(Morning Chronicle.)
app.illante Un acto Joaqun Fernandos appel-
lado Francisco Jos Pacheco de Meleiros, e-
criva Jacomo so julgou pela confinnacao da
seotenca. ,
*.a appBllaca5 crimo da comarca do Pajau ,
QppeHaote t) juito, appellado Thomaz Rodrigues
deS nisa, cscrivao Jacomo, se ju'gou procedente
o recurso
Na appellaca5 crimo da comarca do Breio, "?
mppallante .los Antonio l'ereira, appellado Vi-
cente de Miranda de Alnu luerque Titara, escri-
vao Rogo Rangel ; loi reformada a sentenca.
He nd i me uto total da meza do consulado no
mez de maio /indo : a saber,
D.reitos de 7|>. tf/u,to
exportado...... o9:V8701
Ditos do 2 p. /oded. 808083
itosde',i|).%ded.a 122^035
Ditos de ancoragcn
para fora do Impe-
rio............ 8:7308621
Ditos de dita para
dentro dito..... 138S257
Depo/.itos que exce-
diao d anno .... 23JJ377
Emolumentos de cer-
tidoes.......... H8320
Si/a de 5 p. % venda dasembarca-
coes nacionaes ... 23S000
Papel dos prssapor-
tes imperiacs.... S300 68;56S859*
Rendimento das Provincias.
Dizimo do assucar
dasAlagoas. ... 1:7028336
Dito do algodao da
Parahiba....... 288*683
Dito do dito do Rio
Grande do Norte. 38G52 1:9948571
PLmmBco
Tribunal da Ucla^ao.
SESSA DE 3 DE JUNHO DE 1843.
A ordem do babeas corpus pedida por Mano-
el Cosme preso na fortalesa do Brum; foi dene-
gada.
O aggravode peticao de Manoel Fructuoso da
Silva do juiso-docive. da segunda vara desta
cidade, naotevo provimento.
Naappellacaciveldo.iuisodos oriaos desta
cidade, appellante ojuiso, c appellado Jos
Joaquim de Mesquita cscrivao Bandeira se
mandou ouvir o doutor procurador da coroa e
fasenda nacional.
Na appellaca crimo da cidade da Parahyba ,
appellante Joaquim Jos de Fara appellado
Jo.- Pedro Rodrigues da Silva, esenvao Jaco-
mo foi julgado procedente o recuiso e nullo o
termo de bem viver mandado assignar pelo
chefe de polica.
Na oppVllacaS crimo da comarca do Cear ,
appellantes Joaquim Jos Barbosa eo padre
Alexandre Francisco Cerbelon Verdeixa, appel-
lada a justica escriva Bandeira ; foi julgado
nullo todo o processo.
Na appellaca criine da comarca doBrejo, ap-
pellante a justica e appellado Jos Ferroira Fer-
ro, escriva Posthumo; foi julgado improceden-
te o recurso.
Os embargos de Antonia Martins, AnnaMar-
tins, e Maria Martins contra Antonio Martins
Ribeiro na appellaca civel desta cidade es-
criva Bandeira, f'.rao despresado(s.
A appellaCaocivel desta cidade, appellante
Joao Vieira da Cunlia, appellado Peoro Ivo He-
devivo escriva Posthumo se mandou iescer
ao juiso da primeira vara do civel parase pro-
ceder naavaliaca.
Na appellaca civel desta cidade, appellante
Mamcl Jos de Sousa Carneiro, c outro, appel-
lado Jos Baptisla Ribeiro de Faria escriva
Jacomo nao lomara conhecimento da niesma
appellaca pela incompetencia do pessoa dos
appellantes.
Na .tiiiifllafini civil da enmaren (Jo Cwrt
-... -
Provincial.
Dizimo do assucar
dosta provincia .. 20:3888767
Ditodoalgodaoded.1 3*9558458
Dito do caf de dita. 68672
D todo fumo de dita 78552
Taxa de 40 reis por
sacca d'algodao___ 137^440
Dita de 160 reis por
caixa d assucar. ... 4798040
Dita de 40 reis por fe-
xo de dito....... 18g800
Dita de 20 reis por
barricaesacca ded" 4158920 25:409S649
95:9698814
Meza do consulado de Pernambuco 3 de
junliode 1843. O administrador interino ,
Antonio de Souza Reis.
HAMO m PKK.\AIBim
O vapor Imperador chegndo dos portes do
Norte no dia 3 do corren te com 24 das de via-
gem redonda, deixou as provincias onde tocou
em socego.
Publicados a pedido.
Iielaciio das esmolas tiradas para a coherla da
mitriz da Boa-vista ou reedificaco de quasi
toda a igreja desde julho de 1842 t o presente,
sendo escriva e administrador du dita obra o
ir ao o major Jos Gabriel de Moraes Maver,
e thesoureiros os raos Jos Alfonso Ferreira
ut setenobro de 1842 e Pedro Igoaco Hap-
tista tiotic Diitul) o do dito anno ate o presente,
estreida das contas apresenladas.
Os benllores.
Antonio G. C. d'Alhuquerque 20,000
Angelo Francisco Carneiro 40,000
Manoel Goncal.es da Silva 10,000
Jos Antonio Bastos 10,000
Caetano da Costa Moreira 20,000
insh tinnunlvM

T7"'
Amorim & Irmos 10,000
Jos Antonio Alves da Silva 5.000
Francisco Francisco Antonio Vieira da Silva 10,000
Francisco Antonio 'oelho 5.000
Bornardj Tolentino Man Victorino Jos-da Iva Travasso 20,000
Jos arques da Costa Soares 30,000
Manoel Luiz Goncalvos 10,000
Jernimo da Costa GuimarSes eS. 3.00!)
Manoel Jos da Silva Braga 10,000
Joo Pinto de Lemos 20,000
Manoel Alves Guerra 10,000
Joo Francisco de Cbaby 10,000
Manoel da Silva Amorim 6,000
Ignacio Antonio Borges 4,000
Antonio Domingos Pinlo 1.000
Bernardo Jos Carneiro Monteiro 20,000
Jo > Sebastin Perotti 5.000
Pedro Ignacio Baptista 5.000
Bernardo Jos Wonteiro 10,000
Um annimo que t.rju a sorte gran -
de do Horario 20,000
Padre VgoUinho Lndolfo da Cosa 4,000
D. Anna Jacintha da Silva Braga 100,000
Jos Francisco d' tmved.i Lisboa 20,000
Thes ureirojos Alfonso Ferreira 20,0)0
r JosAlTonso Moreira 5,000
Henrique Popes Giro 20,000
Gaspar de M. V. do Drumond 20.000
Gabriel Antonio 100.000
Manoel Jos Felis da Costa 10,000
D. Clara Jo'.efa Borges 4,000
Ant Mito Botelho Pintqde Mosquita 10,000
Juiz Mnciel Monteiro, urna canoa
di'O.'iO al^uoires deca ,
Cata Filbo 6,000
J ujltulno ila Silva Ramos 20.0011
Manoel Caetano Soares Carneiro M. 10,000
Joo Francisco Regis Coelho 10,000
Juz Maciel Monteiro, duascanoas
coin 160 alqueires de cal
Paulo Jos d' ilmeida
Victorino Ferreira de Carvalho
Manoel Gomes da C. eSilva
Francisco Venancio B Uchoa
Dr. Francisco Joo Carneiro da C.
Rufino Gomes da Fonceca
Miguel Bernardo Quintciro um
servente desde 11 de julho a 3 de
setembro ,
D. Mara Candida ta Silva, um ser-
vente desde 11 de julho a 6 de
agosto ,
Padre- Joaquim Pinto de Azevedo 30,000
Herculano Alves da Silva 20.000
Jos Victorino de Lemos 10,000
Luiz Gomes Ferreira 20.000
Angelo Baptista do Nascimento 10.000
Manoel Jos Soares d'Avilar 50.000
Joo V.eira Lima 20.000
Guilherme Patricio Bizerra 4,000
Jos Alves Lima 5,000
Joaquim Jos Lourenco da Costa 30 000
Patricio Jos' Borges do Freitas 20.000
Manoel Zeferino dos Santos 20,000
D Joana Francisca da Silva 10,000
Joaquim da Silva Lopes 10,000
Francisco Jos Pereira Braga 4.000
Antonio Joo da Silva 2,000
Domingos da Silva Ferreira 5,000
D. Francisca Anglica da Silva B. 10,000
Jos Antonio d'Azevedo Santos 5,000
Jos Antonio Gomes Jnior 20.000
Jos T. de Campos Quaresma 1,000
Dezemhargador VI. da R. Bastos 10,000
Victorino Antonio Martins 1,000
se de homens. Todos os Moralistas de todas as
dados se tem eloquontemento declarado contra
os maldi entes; museucreio, que grito; por-
que esto equivocados, e os nao entendem. Sim
uuemser to.lesa rresoado quo diga, que os
Missionarios nodiem averdade? Em ludo
a dizem ou a devem dizer. E por ventura nao
nvectivo elles os vicios com verdadeira acrimo-
nia ? Nao os publico nao p5e ao olho do
sol quantas manqueiras do prximo vem aoseu
confie :mento ? E he isto verdade.ou he men-
tira? Quando assim fallo, e discorrem, quan-
do appresento copias muito parecidas cornos
seus originaos nao diz implcita o explcita-
mente todo o povo : aqu Ib he a mesma ver-
dade ?
Urna cousa he calumniar outra cousa ho
maldi-er. A maledicencia pois he para muita
gente um brinco innocente; e supposto seja um
mal. he da ordem d'aquellcs donde remi-
ti nao poucos bens. Nasceo com a sociedado,
e serve para Ihe dar vida, e movimento. A ma-
ledicencia la', ao publico o mesrno favor que
Tez o Diabo coxo a Leandro Peres Zainhulo :
levou-oao cucurutodo mais alto zimboro do
Madrid levantou-lhe os (ciliados das casas, o
noslrou-lhe o milo da empada social. O mal-
di/ente nao d>z mal diz sim o mal, o de urna
0Q eu sempre ficarei obrigado a quem medisser =
nao v/i por tal caminho que esta eiixameado
le ladros; nao passe de noito por tal sitio, quo
lia alli um precipicio; nao se metta com aquel-
lesujeilo ; que he um retinado velhaco. &c
Quem diz o mal, o mente he urn criminoso,
i! infringe um dos proeeitos do Declogo que
i- u. | ----.~......... .,..,,.,,,,,, ,.-., uma luuiiiau un Milu
lz = Nao levantars falsos testemunhos = onde h senhoras.e homens, eumdestcs toman
que defronte mora certa Sinhzinha que vive
como grudada janella. Observo as momices,
e gatimanhos quo se fazem reciprocamente.
Vejo que nao sou reg a desinquietadlo da
deosa que ora ri sem haver de que ora po-
se mui seria e carrancuda, ora atira olhadel-
las ao desdem em tanto que o seu amantetico
crava-lho uns olhos to lnguidos e esvaeci-
dos, que parcrem os d'uma cabra morta. Cha-
mo louca a tal menina e bautizo em chapado
peralvilho ao sujeito : por vontura digo mal ?
Digo o que vejo e censuro o que deve ser cen-
surado.
Teve a antiga Roma dous Cales; o Uticen-
se, que foi o que teve o mau gosto de suicidar-
se por nao sohreviver ao captiveiro da sua pa-
tria e o conhecido por Censor e que era a-
v0 do primeiro. E o que foi e> te Cato censu-
rlno se nao o mais famoso dos maldizenles ?
* im em elle vendo maroteira impostura, ve-
Ihararia &c. &c. desembainhava a lingua ,
e punha todas a* macollas ao olho do sol : pelo
que todos tremio delle e assim conseguio re
lormar em grande parte os costumes de seus
conridadlos. Quem h que faca caso algum
de uma pessoa que nao murmura nem falla
de ninguem ? Mas d'um maldizenle todos se
rece ao ; em elle apparecendo todos se contm,
e reportao o melhnr que pndem com medo da
sua m lingua. Logo he bom, que hajo mal-
dizenle,
A maledicencia he a mostarda be o molho ,
heapimentinhadascompanhias, econversares.
sem a qual tudoshe aguado em sosso, e de-
senchabido. Considcre-seuma reunio de salla,
10,000
5 000
10,000
5.000
10,000
5,000
Soma 1:075,800
Varieilade.
O CARAPUCEIRO.
O que seria do mundo moral, se nSo fra
a maledicencia ?
Todos se queixo da maledicencia, todos di-
zem que odeiao as ms linguas ; mas quem
h que em todo o decurso da sua vida nunca
haja cabido nesse peccado? A maledicencia he
sem du ida contraria caridade ; por m assim
como no mundo sempre bao de haver escanda-
Ios do mesmo modo sjmpre haver maldi-
cen tos c pode-sedizor que a maledicencia
esti para a vida moral do nosso prximo, como
a Opposico est para o Rgimen Representa
tivo. Se nao fora a Opposico (j entemle .
em regra sisuda c methodira ) o Governo
daria por paos c por podras, e tudo faria a sen
bel prazer : sem a maledicencia oque se nao
praticaria por esse mundo sem robuco sem a-
canhamenlo sem pjo ?
A classe dos maldizenles ( diz um famoso es-
criptor ) he uma ciarse de homens, quede
lempo immemorial dizem a verdade sem a
quererem dizer sem ninguem Ih'a perguntar;
e he uma injustica manifest nao scconfessaro
mundo muito vciiciuJvi, v uLugadu a esta clas-
uem assim procedo nao be maldi/ente he
malvado. Quando Dos quiz reprehender, e
castigar os Judeos, o primeiro passo, que i eo,
Coi chamar um Profeta, o dizer-lhe. Clama,
nao socegues ; levanta a voz como uma trom-
peta e pe na cara ao mnu povo todas as suas
maldades. Isto nao he dizer mal dos homens ,
be dizer o mal que elles fazem : pelo que po-
Je-se sustentar, que o maldizente he um su-
jeito til sociedade ; porque com a sua lin-
gua desmasedra muitos impostores velhacos ,
tractantes &c. E em verdade o que seria do
mumb, se nelle nao houvessem dessas linguas,
|ue nao perdoo nem clao as malfeitorias do
seu prximo ? Como se corregirio muitos vi-
cios como se fario conhecidos varios hypo-
critas se nao fossem os maldizentes que os
nao p->upo nem os deixo por p em ramo
erde? A calumnia sim he gravissimo peccado,
um flagello di sociedade ; mas a maledicencia!
V maledicencia he o preservativo de muitos ma-
les he uma especie d'espantalho muitos
vicios.
Ora se por esses bailes e funeces publicas
faz-se tanta cousa h tantos requebros, tan-
tos namoros tantas conquistas amatorias, a
pozar de nao faltarem linguas sempre aliadas .
e dispostas para por tudo em pralos limpos ; o
quesera, se nao existisse no mundo amale-
licencia? Vejo, por ex. em umacompa-
nhia um marzoco a parvoe|ar no meio d'uma
roda de senhoritas que o esto aplaudindo e
postando muito dos seus despropsitos; por-
que o sujeito apregoa-se por joven tem bar-
lias como um bode, e cabellos, como um si-
gano; e fallando com os meus amigos a tal res-
peto exclamo. que sucia de tolos I He isto
dizer mil ? Nao; he dizer o mal, que os ou-
tros fazem. Vou visitar um amigo enfermo ,
que acho torneado da consternada familia e la
encontr um Esculapio todo adamado proferin
do mui auctoritativo palavras gregas fallando
em meninges, em parinchimas, em edemacias,
c em outras pulhas semelhantes na presenca de
mulheres, c meninos, e d'ali saio enjoado, a-
firmando.que o tal Licenciado toca muito d'im-
postor : digo mal nisso ? De certo que nao:
ligo o que a cousa be procedo como o fa-
moso Roileau que di/ia.
J'api lie un chai un cht, el Boilet un
fripon.
Vejo um joven ainda com a penugem das es-
colas ; conheco .que mal pode ter estudado
quatro lices das Aulas e que todo o mais
lempo esbanjou em cabolice* c pagodes : en-
tretanto apregoa-se doutor, e omnisciente:
nao s he jurista consumado se no profundo
Filosofo Poltico, Estadista, e Litterato con-
tando apenas 24 annos de idade Digo ,
este moco nada disto he
toda a sua sabanea he mera impostura. Digo
mal? Nao; oque digo he apura verdade.
Fuco um saltico ao publico, o a quantos podem
deixar-se em! ir do seu palavreado e Jo seu
ar 'importancia; sou til, e nao infenso .So-
ciedade na qual ( diz um velho rifo ) somos
todos espedios uns dos outros.
que
do a palavra tracta de exaltar os feitos d'um
here ou do referir as virtudes deste ou d'a-
quelle cidado : tudo cabe em I nguidez um
veo de tristeza assoalha se em lodosos semblan-
tes D. Mariquinhas toscaneja D. Tequinha
suspira D. Chiquinha boceja. D. Maroca es-
preguica-se &c. &c. Nao se ouve um riso :
parece aquello adjuncto uma casa de enojados.
Mas considere-so o quadro pelo reverso. Sup-
ponha-se, que ali est um hbil maldizente ro-
endo na pelle do seu prximo: oh I como tudo
muda de figura Nao h4 mais quem queira
dormir : ando as risadas a granel. D. Carlo-
tinha mette tamhem seus troqueles e cevadei-
ras na murmuraco: tudo est alegre, tudo es-
t contente, e satisfeito.
E na verdade qual he a maiorgraca d'um bai-
le se no a maledicencia que he quasi sem-
pre sua concomitante ou subsequente I Ali
apparece-me uma senbora to mgrinha, como
um pe meza : mas com urnas ancas que nao
as tem maiores o cavallo marinho do humba
meu boi. Ponho-lhe os olhos: pelos bracinhos,
pelo pescoco de grou pela estrelissima caixa
do peito onde bem se pode esludar a osteolo-
ga infiro com muito boa lgica que n'a-
quelle todo magrissimo h militas outras au-
sencias consideraveis e concluo que aquel-
las ancas sao obras posticas. Accaso digo mal ?
Nao, Srs. digo p que observo, fallo a verda-
le e conseguintemente nao mereco reprova-
co. Olho attentamentc para os abracos, para
as bejocas. que se barateio assenhoras, quan-
do se enconlrSo: ouco os donaires os reque-
bros as denguices amatorias, os encarecimen-
tos de amisade com se tracto : mas ao mes-
rno passo observo com que desfastio e alacri-
dado tasquinho urnas as outras apenas as ven
pelas costas: extranho tamaita falsidade, que
ousarei chamar perfidia. Mereco o nome de
maledico? Nao seguramente: digo franca-
mente o que sinto e quando muito poderei
ser taxado de selvatiqueza paro me abalancar a
reprovar o gosto do nosso seeulo que be o se-
cuta das lu/es, e da maledicencia.
quitanas, &c. &c. Sei que nada herdou de
seus maiores e tamhem sei a quamo chego os
seus vencimentos. Direi mal se afirmar, quo
be venal, e corrompido, lembrando-me do an-
tquissimo rifo ; quem cabras nao tem o ca-
britos vende &c. ? Nao nao faco mais, do
que uma corroeco fraterna ; e alm d'isto for-
mo este argumento. Se apezar de tanto olho ,
a que nada escapa se apezar de tanta lingua
aliada ainda assim h Magistrado que nao
perde occasio de vender a justica ; o que seria
se os olhos vendo as linguas ficassem mudas I
Confesso que ha senhoras que se porta
sisuda e honestamente por principios de edu-
cacao e de virtude ; pois ainda tendo a maior
liherdade nao sabem postergar os seus deveres :
mas outras pelo contrario nao se contem nao
se modero em muitas occasies seno por
medo da maledicencia: logo ao menos neste-
caso vem a maledicencia a ser cousa proveitosa.
Que negocios particulares tem o Sr. Cazuzinha
melenas com D. Filaminla pranos bailes nao
se arredar d'ao p della sempre fallando-llio
em voz sumida ou coxixando-lhe o ouvido ;
e ella toda risonha ora gostando da cantada ,
ora a licitando desdem ? Estar discorrendo as-
tronmicamente a respeito do Cometa ? Estar
o bom filosofo persuadindo-a a tomar com ello
ilgumas lices de Fizica experimental ? Estala-
ha instruindo nos di re tos do homem? Nad
disto (responde um doctor foimado as ga-
lanteras da moda.) O cavalheiro nao faz mais,
do que dizer finezas e ternuras a aquella da-
ma que assim o requer a civilzaco e urba-
nidade do seeulo. Nao duvido que tudo isto
seja conforme ao bom tom do seeulo: mas tam-
hem vai de accordo com elle o murmurar tiestas
cousas.
Finalmente se abolida do nosso mundo a ma-
ledicencia, muitas mulheres serio mais lourei-
ras do que sao os impostores mais imposto-
res, os tollos ainda mais tollos, os velhacos mais
velhacos, os peralvilhos mais peralvilhos $c
cVc ; se faltando o adubo da maledicencia as
companhia<, os bailes, as conversaces tornar-
se-io inspidas e desenchabidas ; seguo-se ,
que a maledicencia nao deixa de ter seu presu-
mo sendo um mal, que serve para corrigir,
ou evitar outros maiores. De mais se nao fora o
recurso fcil, o prompto da maledicencia em
que se entreterio muitas senhoritas, que con-
>erso noites inteiras ? O que seria de innme-
ros vadios e pieguicosos, se m o fosse o entre-
tenimento da maledicencia ? Sem este gostoso
passa-tempo em queso oceupario muitos Fra-
iles no convento ? Com que matario os passa-
geiros o tedio das viagens de mar ? De que en-
eberio muitos do seus nmeros os peridicos da
opposico? O que seria em summa o pobre Ca-
rapuceiio so reparando nos innmeros rid-
culos que existem na sociedade Ihes nao di-
rigisse sob o modesto nome de carapuy,as repe-
tidas correcces Ira temaos ?
Vejo uma senbora que no lempo do Gene-
ral Caetano Pinto era j moca, e casadeira :
nao pode ter agora menos de 40 annos hem pu-
chados ; mas quer incuicar-se por joven: pinta
as mexiriqueiras cans d dolorosas Iricees
no rosto para desfrangir e alisar enfila-
se como uma honeca franceza e assim ainda
pretende encontrar algum estuporado que a
requrste. He isto maledicencia ? Ser; mas
porque nao se Ihe chamar correco fraterna ?
Nos estamos felizmente em um seeulo ondeas
cousas nao valem pelo que sao ; seno pelos
nomes, com que se designao. A velhacaria
nem pode ser, eque chama-se esperleza o namoro mais escanda-
loso civilisaco ; a ladroeira chama-se ramo
d'industria a sede d'empregos pblicos cha-
ma-se opposico, as maiorts patifarias transac-
os ; as revoitas denomino-se rapasiadas as
arbitrariedades dos governantes medidas deso-
guranca as maiores perfidias, emaroeiras
as eleicoes ogos da Poltica, &c. &c. E por-
Suponha-se, que tonho minha toja dofa-lque se nSo dar maledicencia o modesto no
zondas em a qual levo lodo o da a (im do ar-! me de correceo fraterna ?
mar aos froguezos e que nao obstante a empa-1 Aliento para um Magistrado e vejo o trac-
nada, que muito me ojuda a impingir gfo por UmIimk com -. fausto de Lucuo ; banquete
um devoto nao se me tira da porta; por-, ando-se com profuso, rodando em ricas tra-
te, bre
Em verdade pois eu hei de ver jovens que
querem passar por Adonis, ou Cupidos com
barbas e cabellos de Nicodemos ou de Jos
deArimatha, ou do Sigano Tenorio e com
Irages de Suly e hei me de calar ? Hei de ver
um destesEsganarellos choteando a cavallo, en-
liadoem uma borjaca chamada bruzama, dei-
xando fluctuar ao som do vento as enormes ga-
delhas c empunbando uma bengala da gros-
eura d'um caibro; e nao hei de dizer palavra so-
bre sernelbante caricatura? Guardare! estupi-
do silencio vendo tantas mofas a quem o seu
temperamento fez rechonchudas, quererem
lorca de martvrio tornar-so mumiiis do Egyp-
lo thizicas em tudo ehydropicas de ancas?
Pois por que dizem queestou no seeulo das
luzes nao hei de censurar, que uma senbora,
que d'ordinario aspira a predicameptos de deo-
sa folgue de arremedar no corpo uma for-
miga d'azas rufyo tanajura ? Hei de embainhar
a linsua ou encostar a penna vendo volbos,
e velbas, que querem namorar doudos quo
pretendem governar revolucionarios, quo
querem concertar a poltica saltimbancos ,
que pretendem reformar os costumes, trac-
tantes que fallo em moralisar o povo bu-
ginicos, e francatripas que aspiro a ser le-
gisladores mulheres feias como as furias,
inceulcando-se por bonitas, e dengosas fi-
Ihos das ervas empurrando-se por nobres, tolos
arrotando sabedoria meninos vendendo-se por
ancios, usurarcos exaltando a sua filantropa ,
e egostas fallando no seu patriotismo? Nada ,
nao ha remedio se nao recorrer maledicen-
cia e tanto mais quanto sendo a do Cara-
puepiro toda coral. e em abstructo deve es-
lar exceptuado de facadas e estoiros que fa-
zem muito mau arranjo de vida com quanto
sejo crar.inhas o gentilezas da moda.
Confuamos, que mau tie dizer ma. do pr-
ximo ; porf'm muito pior be muita cousa que
o prximo faz ; ese nao (Ora este lal ou qual
ospantalho da maledicencia nao haveria mais
SOfifM de pejo nem vergonha.


T*
COMMERCIO.
Alfandega.
ftendimento do da 3........... 8:1408406
Dtscarrego hoje 7.
Brigue Eredano diferentes gneros.
Brigue Ro'la o resto.
Brigue Carolina difTerentes gneros.
< IMPORTACA.
Rolla brigue ingle*, vindo de Londres, en-
trado no torrente roez, consignado a Me. Cal-
moni Se C* manifestou oseguinte :
248 cands de ferro ; a Companhia de Bebi-
fibe.
32 barricas graxa, 2 ditas tintas 150 ditas
serve-a ; a N. O. Bieber & C*
1 fardo tapetes ; a J P. de Lomos & Filho.
1 caita biscoitos 3 ditas pianos, 5 ditas fa-
zendns d'algodo ; aos consignatarios.
624 barras de ferro, 3 barricas com estanho,
8 queijos ; a L. G. Ferreira <& C*
35 barris oleo de linhaca ; a Joiio Jos da
Cruz.
9 maquinas completas de vapor ; a Fox s to-
dart.
30 barricas com rame; ao inspector da tbe-
fouraria provincial
35 barricas serveja; a A. S. Corbott.
35 ditas dita ; \\ E. Smith.
Prepos correntes do MaranhOo em 23 dt Hato
de 1843.
Exportadlo.
Algodao 1* qualidade 4:200
de Serra 3:300
Agurdente da trra 50:000
Arroz de vapor
de outras fabricas 1:550
em casca 1.500
Chifres de boi 2:000
Courossalgados da trra 115
)> de fora da provine. 135
de cabra curtido
Farinba de mandioca 2:000
d'agoa 3:060
Feijao da trra 1:000
Gomma 2:400
Grude de peixe 500
Mili 2:000
M-ndohim 1:120
Panno d'algodlo largo 23:000
estrdto 20:000
Sabio da trra 2:800
Sal(paneiro) 120
Taboado de costado 160
Bacori 16.000
Cedro 12.000
1-ouro 8:000
Paparauba 6:000
Vaquetas 1,000
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 p.
Portugal
Franca 360 por franco
.Rio de Janeiro 5 p. cento'des.
Precos da praca
Por
arroba
4:450
3:600
70.000
1:800
1:750
1:550
2:260
120
140
360
2:200
3:500
1:200
3:000
560
2:100
1:500
24:000
21:000
3:000
140
220
18:000
14:000
10:000
8:000
1:300 urna
pipa
arroba

alque
cento
libra

um
alque.



arroba
alque.

rollo

arroba
alque
palmo
du/ia


igooo
105
PRATA
Pesos Brazileiros
Mexicanos
Hospanhoes
Prata miuda
Coin 1 por c. de desc.
OURO. MoedasdeO.SWO
Ditas de 4$000
Oncasbespanbolas
Ditas mexicanas
Soberanos
Compra venda
93
92
94
87
158800 a
88900
29i50O
298000
88900
96
94
98
89
16$100
9j100
-9*800
298500
98100
Precos correntes do Paral em 13 de Mato
de 1843.
Precos da praca.
Gneros.
Algodo 3000
Aguarde da (erra 4000
Arroz 1100
n.iudo 400
em casca 700
Azeite and roba 4000
Rorraxa em obra 6000
Cacao 2100
Couros seceos 2600
salgados verde 100
Cravo 3000
Castanha 1000
Caf 6000
Cumai 300
Guaran 800
salea parriiha 7000
Amarras de piacab. 1200
Tapioca 4200
Farinba d'agoa 5500
Farinba secca 5000
.Me! de can na 2000
Mil lie 120
$anfna H borr2In ^0^
P'z 3600
Cilio de cupaiba 7000
3200
4000
1200
500
750
4000
5600
2200
2650
105
4000
1000
6500
350
900
10000
2500
5000
6000
5500
2200
130
2*n
4000
7*nn
Por.
arroba
frasq.
arroba


poto
arroba

um
libra,
arroba,
alque.
arroba
libra

arroba
poleg.
alquer.


pote
ni fio
l'iu
alquer.
rnnaA
O que he igual 36 quartilbos
Uruc 3600 a
Grude de gurejuba 26000
de outros pex. 5000 a
Tabaco d'lrutuia 10000
4000
20000
5000
12000
a
arroba


PRAGA DO RECIPE 5 DK JUNHO W. 1813.
Revista mercantil.
Cambios Houvero tranzaeos no principio
da semana a 25 '/, mais nos ltimos
dias nao ha sacadores por mais de
25 "/. d. p. 18.
Algodo As entradas forao regulares e as
vendas a 4:900 p. \
Assucar Algumas vendas temhavido a 1:200
rs por arroba sobre o ferro por par-
tidas mainres mais nao ha mais
compradores por este preco : as en-
tradas vao diminuindo.
Couros Tem regulado le 130 rs. a Ib. e
os do Aracaty a 135.
Azeite doco O do Mediterrneo vende-se
de 1:650 a 1:700 o galaa.e o de Por-
tugal a 1:700.
Dito de peixe Vendeo-se a 900 o galao.
Racalho Entrn um carregamento com
2:500 barricas e esta-se re tal han do
al!8rs. 4
Bezerros francezes Vcndero-so de 338 a
368 rs. a duzia.
Espingardas lazarinasdem del: 100 a 4:200,
urna.
Ferro inglez em harra dem a 5:000 e de
Suecia a 9:000 o quintal
Manlciga dem a 500 a Ib. da ingleza.
Carne secca O consumo tem sido conside-
ravel e o deposito do 44-000 ar-
roba nao tendo sofiido alteraco
no prpeo.
Farinba de trigo Tendo sabido para o sul
2:200 barricas ficou o deposito em
primeira mo reduzido a 2000 barri
cas e tem vendido a retalho de 198
a 218.
Queijos flamongos VenderSo a 1:360 cada
um.
Sabo amarlo dem a 105 rs. a Ib.
Vinhos Chcgnu um carregamento de Ge-
nova com 100 pipas, que forao ven-
didas a 818 rs. e os de Lisboa de
90a a 1808 rs.
Existom no porto 52 embarcacoes a saber :
Austriras..........3
Rrazileiras..........30
Rremense..........1
Dinamarqueza.........1
nglezas..........7
Portuguezas.........7
Sardas , II ovi monto do Porto.
Navios entrado no da 2.
NTaranhao ; 36 dias, patacho nacional Caro-
lina, de 122 toneladas, capitao Francisco
Bernardo de Mallos, equipagem 9, carga va-
rios gneros.
Edita!.
O Illm. Sr. inspector da thezouraria das
rendas provinciaes manda fazer publico, qus
cm virtude da lei perante a mesma thezourae
ria se hao de arrematar em hasta publica a quem
mais der nos dias 19, 20, e 22 de junho pr-
ximo vindouro pelas 11 horas da manhaa os
seguintes i m pos tos:
Por tempo de 3 annos a contar do 1. de ju-
Iho futuro,
Taxa da barreira do Giqui avahada an-
nualmeoteem........4:1008000
Taxa da barreira da Magdalena avahada an-
nualmenteem........2:652cpOO
Taxa da barreira do Motocolomb avahada
annualmente em...... 1:6008000
Taxa das passagens do rio nos lugares do
Cordeiro e do Caldereiro idem 808000
Furo das caixas e fechos d assucar
idem...........1:0808000
Por tempo de 2 annos a contar da ditaepo-
cha.
Violo p. */0 oa agurdente de consumo nos
municipios de Goianna avahado trienalmente
em........... 1:0178000
Pao do Alho idem...... 273^000
Limoeiro idem.......249600
Bonito idem........ 153000
Cimbres dem....... 848000
Garanhuns idem...... 938000
Flores e Tacarat idem .... 93j000
Boa-vista idem...... 93000
As pessoaaauc se proposerem a estas arrem-
tameos comparec! na salla das sessoes d mesma
tbesouraria nos dias cima indicadas munidos
de fiadores idneos, e competentemente habili-
tadas.
E para constar maodou o mesmo Illm. *-r
imprensa. Secretaria da tbesouraria das ren-
das provinciaes do Pernamhuco 10 de maio do
1843. O secretario
Luiz da Costa Porlocarreiro.
Ileclaracoes.
msneclor
iflitar o
nreepntn
---------
r---- r-=
= A administrad dosestabelecimentos de
caridado manda fazer publico que a segunda
praca das rondas das casas ja an.mnciadas he
no dia 9 do crrante pelas 4 horas da tarde, na
salla de suas sessoes.
Salla das sessoes da administrocSo dos eslabe-
lecimentos de caridado 2 de junho de 1843.
0 escriturario F. A Cavalcante Cousseiro.
Hoje as horas do costume o na porta do
Dr. juizdeorphaose auzentes, he a ultima pra-
ca do sobrado da ra do Apollo portoncente a
heranca do faloscid) Antonio Joaquun Pereira.
escrivo, Vasconcellos.
A cmara municipal da cidadt do Recife e seo
termo, 6c.
Faz saber, em virtude da participaran que
tivera por oflicio do Exm. Presidente da pro-
vincia, em cumprimento do imperial aviso de
2 do mez de maio prximo passado que no
dia Io do dito mez lora celebrado na corto do
Rio de Janeiro com geral satisfacao dosseus
habitantes o consorcio da Sercnissima Prince-
sa a Senhora D. Francisca com Sua Alte/a
Teal, o Principedo Joinville Filho do Sua
Magestada o Rci dos Francezes, e que no dia
1 i do supra dito me/, partir a mesma Sercnis-
sima Princeza para Franca com o seo Esposo.
A cmara municipal, persuadida que os lia
hitantes desta cidade receherao sem duvida tao
fausta noticia com enthusiasmo, correspon-
dente satisfacao com que S- M. o Imperado.
Deo o Seo consentimento h aquello* consorcio,
pelas vantagens que delle devo resultar aos
dous Paizes os convida para que illuminem
da melhor manoira possivel, em 3 dias conse-
cutivos 8 9 o 10 do corrente as frentes
de suas casas. E para que cheque ao con be-
cimento de todos mandou publicar o presente
pela imprensa. Recife em sessao extraor-
dinaria de 3 de Junho do 1843.Jos de Bar-
ros Falcio de Lacerda Pro-Presidente. Luiz
de Franca e Mello Jnior Secretario inte-
rino.
.idministracilo do patrimonio dos orfos.
Perante a administradlo do patrimonio dos
orlaos se hao de arrematar a quem mais der ,
por tempo de 3 annos que hao do ter princi-
pio do 1. do julhodo corrente anno ao fimde
junbo de 1846 as rendas das seguintes casas:
Em ultima praca.
N. 2 na ra do collegio.
12 do Cebo do hairro dada Boa-vista.
do Ro'.ario dito.
da Madre de Dos do hairro Recife.
a

do Torres,
do Amorim.

da Cacimba,
da Guia,
da Cruz.
O sitio na estrada de Parnamerim arrendado
a Jo- Fidelios Barrozo de Mello.
Dito na estrada do Rozarinho arrendado a
Joaquim Jos da Costa.
Dito na matta da Miroeira dito a Joa-
quim Manoel Carneiro da Cunta
As pessoas, que se prnpozerem arrematar di-
tas rendas poderao comparecer na casa das ses-
soes da iliu administracao no dia 7 do cor-
rente mez as quatro horas da tarde com
seus fiadores ; e adverte se aos inquelinos que
se acharem devendo rendas atrasadas que se
nao accitoseus leos c ncm por isso se Ihes
dar preferencia ao lanco que for oflerecido.
Sala das sessoes d'adminislracio do patrimonio
dos orlaos 3 de junho de 1843. J. M. de
Cruz escripturario.
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66 .
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Avisos martimos.
Para Lisboa immediatamente por ter qua
si o seu carregamento prompto, o muito velei-
ro c acredita io brigue portuguez Feliz Desti-
no, de que he capitao Jos Francisco Lessa, para
carga ou passageiros trata-se com o consignata-
rio Francisco SeverianoRabello, ou com o ca-
p tao na praca doCommercio ou a bordo.
A barca portugueza F.spititn Sanio, se-
gu iinpretcrivelmente no dia 12 do corrente
para a cidade do Porto anda recebe alguma I
carga assim lambem passageiros, para o que
tem exeellentcs com modos e um perito co-
zinheiro : a tractar com Francisco Alvesda Cu-
nha na ruaestreita do Ro/ario n. 13 ou com
o capitao da mesma Antonio Goncalves da Silva.
lao por i nfervenco do corrector Oliveira do*
rando porcao do fazendas avariadas por con-
Fn de quem portencer e de grande sortimento
d'outras limpas: quarta-feira 7 do corrente s
10 horas da manha em ponto no seu arma-
zem na ra da Cruz.
Avisos diversos.
Lcmo.

TampS 1 Tlfrno A/ r/>mniinKn farnr 1o 4. A
O CHORA MENINO.
Sabio o n.2, e acha-se a venda na praca da
Independencia loja de livros n.6 e 8.
Constando ao abaixo assignado, proprieta-
rio da loja do sobrado n. 120, sito na ra
Direita desta cidade, na qud tem botica 1 ran-
cisco Jos do >acramento, que esto tem
dito que soflrera penhora judicialmente, na
mesma por nao querer se sujeitar ao aluguel
que o proprtetario Ihe poz da mesma lo-
ja o que he urna pura lalsidade, por que
estando es^a loja alugada por 148 rs. II
foi dada por 128 rs. e pelas cartas que o
mesmo propietario pode apresentar ao respei-
tavl publico quo Iho derigio o dito Sacra-<
ment, deltas se verao que esta nao foi a cau-
sa mas sim por Ihe n8o pagar o aluguel
vencido de nove mezes, e nao ter duvida o
propietario de consentir que o dito Sacramen-
to continuo a morar as ditas tojas se elle ou
algum seo amigo Ihe pagar o aluguel cima
vencido e as despozas que tem feito com a de-
manda que Ihe propoz para seo pagamento.
Caetano Pinto de Veras.
= Henry J. Craig subdito Britnico re-
tira-so para Inglaterra.
Offerece-so urna mulhcr branca para ama
de casa de pogea familia sendo de portas para
dentro, cozinhar engommar o fazer todo o
mais servico de urna casa, csendo de homemsol
teiro melhor ; quem precizar dirij;.-se a ra
do Padre Floriano n.35, venda que tica junto ao
beco tapado.
= A companhia da marxantaria avisa > quo
do dia 11 do corrente em diante ser o maior
preco da carne 6 patacas.
OftVrece-sc um rapaz portuguez de idado
de 19 annos para caixeiro de escrintorio ou
de ra o qual tem 3 annos de pratica sabe
ler escrever, contar multo bem e tem formi-
davel talho de letra e he de muito boa cod-
ducta u d fiador a sua conducta ; quem pre-
tender annuncie por esta folba para ser procu-
rado.
Pretende-se no dia 8 do corrente abrir u-
ma aula de primeiras letras, em a qaal sA mos-
trar todo disvello, e a prove tamento por
um preco muito razoavel; adverte-se que tam-
ben! se recebo alguns que seus pais no possSo
satislazer o estipendio ; quem quiser annun-
cie.
Na ra d'Ortas caza n.36, ba urna mu-
her com muito e bom leite, sem manca, que!
se oflerece para ama; cuja conducta seafianca.
Aluga-se um sitio com casa no lugar da
Roa-viagem contendo o mesmo 300 ps de
coqueiros. e outros arvoredos de fructos ; na
ra do Queimado n. 57.
O .v r. que no dia 1. do corrente mez de
|unho offereceo quatrocentos e cincoenta mil
res pelo molecao Antonio, na ra Nova loja
n. 58, querendo efTectuar o negocio apareca na
mesma loja por estes oito dias.
Joseph Bedgivay retira-se para Ingla-
terra.
A pessoa que annunciou querer comprar
fiteiros j uzados dirija-se no largo do Terco
sobrado de um andar n. 16.
A direccao do gabinete litterario convida aos
senbores socios para se reunirem no dia 8 do
corrente as 4 horas da tarde na sala do mes-
mo gabinete ra do Livramento n. 27 1. *>
andar a fim de que lhes seja presente o es-
tado actual do gabinete, e tomem as medidas,,
que ulgarem maisconvenientes e acertadas.
= Precisa-se alugar urna escrava por 5 me-
zes para o servico de urna casa de pouca fa-
milia que saiba comprare fazer ornis ser-
vico de casa dando-se o sustento e lOtf rs.
mensaes ; quem a tiver annuncie ou dirija-
se ao i.* andar do sobrado n. 120 da ra Di-
reita das 6 as 8 horas da maoha e de urna as
t


4
= Urna pessoa que tem todos os conhecimen-
tos necessarios para ensinar latim francez ,
Geometra e primciras lolras sepropoaair
para algum engenho ou sertao que nao seja
muito distante desta praca; para o indicado
fim : qucm pretender annuncie.
5= Hum liomein do m.ito que tem bastante
pralica do servico de agricultura mormente
de engenho por ser coin o que niais tem la-
butado oITcrece-se para administrador de
qualquer engenho ainda mesmo sendo longo;
sugeitamlo-se o anquncianteascondicoos que
que so oflereca nest negocio ; quem quizer an-
nuncie.
= Arrenda-se annualmente um grande sitio
na estrada do Monte i ro com urna boa casa do
vivendu 3 sallas 8 quartos, estribara, co-
xeira cacimba de agua de beber um tan-
que tem bastantes larangeiras, jaqueiras,
limooiros bastantes ps de cal cajueiros ,
urna taita de capim ja plantada e algumas
ventares : a casa e he depedra e tal, toda encai-
xilada ; o tamhem vonde-so : annuncie ou v
a ra Novan. 26, terceiro andar.
= O abaixo assignado (az publico pelo pre-
sente anuuncio que ninguum contrete negocio
de hypotheca venda ou outro qualquer que
seja com Florencia Margarida dos Prazercs ,
viuva do falescido seo marido Andr Alves do
Reg em heos de seo caza) ncm com outra
qualquer pessoa que seja assim como com cor-
to Sr. que de prezente tem querido vender
casa n. 62 da ra da Praia, pertencente ao dito
cas) que nada devea esse Sr.; ninguem pois
a vista do preze.ite poder de boa (6 contractar
negocio de qualidade alguma a tal respeito
sam se comprometer aoperdimento do seo va-
lor e sem oncorrer no crime de urna tranzac-
cao doloroza em prejuizo de terceiro. Fran-
cisco Jos ias da Costa.
= Furtrao duas Liges de pedra em bruto, do
tamanho pouco mais ou menos de doze palmos
decoinprimento, do lugar da Cabanga, dos
fundos do terreno de JoSo Fernandos da Cruz ;
W)ga-se a quem fr ofloreeido, ou dello souber,
partfcipe na casa collocada era o dito terreno ,
que ser recompensado.
= Vendem-se, ou troca5-sa duas moradas-
da casas tereas urna pequea por urna
maior a outra he grande cora sotio por um
sobrada deum andar, ou sitio voltando-so
o qpe for justo a pequea est por se alugar :
na ra Direita 10.
= Joaquim Alves da Cunha retira-se pa-
ra o Rio de Janeiro.
Alugn-se urna estribara para 3 cavallos;
na ra da Senzala velha n. 21, quo loi do Dr.
Jogtaz.
=s Veriisimo Francisco do Nascimento, re-
tira-se para Tora do Imperio.
-T- A pessoa que annupcou querer com-
prar fiteiros ou caixilhos ja usados, querendo
comprar 4 caixilhose 6 fiteiros, dirjase ao
atierro da Boa-vista loja do calcado a. 24, de
Joaquim Jos Peroira.
Roga-se aos Srs. Thesoureros das lote-
ras do N. S. de Guadelupo, o theatro e pes-
soas encarregadas da venda dos bilhotes que
no caso de ainda existir o n. 1821 queirao ter
a bondade de annunciar.
Joo Tavares Ferreira retirase para
Lisboa no brizne Flor de Lisboa.
Dn-se 400>000rs. a juros, com pe-
Bhoresdeouro ou prata : na ra Nova, loja
n. ).
Quem pretender 1 sitio com casa e ter-
cas para plantar c ter vacas de leite procure o
seu dono no sobrado atraz do Remedio.
O Sor. Antonio J-s de Olivcira que
annnnciuu pelo Diario pretender comprara es-
crava Conlolina annuncie a sua morada para
se loe fallar sobre a mencionada compra.
O Snr. M a noel Caetan- Fernandos., do
qnal se ignora actualmente a residencia quei-
ra diriair-se. ou alguem por elle a <:a*a de
Manoel do Nascimento Peroira, na ra da Cruz
n. 45 para receber um pequeo saldo que
lhe deve o Sr. Manoel Ribciro da Silva,, de
Lisboa,
= Offerece-se una moco Portugucz de 16
annos pwa caixeiro de ra ou outra qual-
quer arrumacao excepto venda, nesta pcaca
ou Tora dola o qual sabe Icr, e es. rever so-
rivelmente ; quem o precisar annuncie.
Pronsa-se de um pequeo de 10 a 12
' annos, (lestes c liega dos ltimamente do Podo:
no atterro da Boa-vista n. 72.
-n~ Quem annunciou querer comprar cainj-
Iboscom vidroa, quo sirvi para loja. dirija
sea ra da Conceicao de Roa-vista n. 4, que
ha 9 para so vender
Snriro4i 4'polinea.
A rommisso adm nistrativada Socieda-
de Apolnea avisa aos Srs. Socios, que tem mar-
cado o di-> 10 para a sua partida e os que
quizerem bobetas para convidados, podemj
dirigir suas propostas a commissa boje 7 do
corrate em asa da inesina sociedade pelas 6
horas da tarde.
Pede-se aos Srs. Provedor e mais IrmSos
da Mesa regedora da Irmandade de S. Jos de
Agona bajan de declarar o motivo porque-
n.'o iinpossurao a nova Mesa; assim o espera
Qom brovidede. = mlrmUo,
=a Aluga-se o primeiro a idar, e armazem do
sobrado n. 4 da ra do V gario; a tractar com
o morador do luesroo.
- Roga-se a corte Sr. que por curosdade
tirou urna carta do corroio, pertencente a
Joaquim Jos S. R. vinda de Rio em^Ode
maio, queira ter a hondadede a entregar,
pois nao se ignora quem tai
V O corrector Oliveira ar leilto ior conta
de quem pertencer sexta feira 9 do crranteos
fOborasem ponto no armazem- qne loi do
Sr. Stewart, de grande porcia do lazendas as
mais proprias d'este mercado, consistindoprin-
cipalmente em brins d'Alemanha algodoes,
sannas, atoal hadas chitas, brins n tranca -
doselizos, brotan has madopoloes lencos,
platilbas metins carobraias gangas, pan-
nos de varias qualdades, princezas diiraques,
lilas, franklins, lapim, chapeos de Castor, e
de seda e muitas outra que serio vendidas
por todo o proco.
Precisa-se de um trabalhador queentod.
de servico de carraca trahalhar de p e trabar
lhe em sitio : na ra Nova loja n. 5.S.
',)uem quizer pagar a condcelo da algn*
objectos que seja preciso ir em.carroca c caval-
lo, pode dirigir-se a ra Nova loja n, &8.
Compra.

= Compra -se urna salva de prata sam feitio:
na ra da Matriz da Boa-vista, n. 26, pri-
meiro andar..
Comprao-se efleutiyajnente para fora da
provincia, mula'.inhas negras moleques ,
negros de olfioios, sendo de bonitas figuras
pagao-se bem : na ra da Cadoia de S. AntQr
nio sobrado de varandas de pao n. 20.
Comprao-se mulatas, negras,. e mo-
leques de 12 a 20 annos pagao-se bem pa-
ra fora' da p/ovincia: na ra Nova loja de
ferragens n. 16.
- Comprao-se electi va mente para, tara da
provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
vos de 13 a 20 annos, pagao-se bem sendo
bonitos; na ra larga do Rozario n. 30, pri-
meiro andar.
=a Compra-se o Panorama da 1840 ou
somonte os nmeros, de Agosto at- Dezemhro
inclusivo ; quem tiver annuncie.
= Compra-so um- molequo de naca d*
18 annos, que seja fiel e tonha bonita figura
para criado; na ra "iretia., n. 120, pri-
meiro andar, das 6 as 8 horas da manhi a
du ulna as Vda tarda.
Vendem-se 200 oitavas de prata 200
rs. a oitava ; na ra da Cadei de S. Antonio ,
armazem n. 19.
Vondem-so travejamentos e linhasde
madera superior, de 36 a 50 wlmos de com-
primento e grossura de 7 a 10 pologadas, na*
ra do Vigario o-, 3;
Vpnde-se urna negrinba crioula de 14
Vendas
--------------------------------v "
= Vende-se carne (le pomo sal.ada.cbe-
gada u I ti mamante de Inglaterra' na galera
Emily ; em casa de Me. Calmont & Corno*
nliia, na praca do Corpo Santo., o. 11.
= Vende-se um globo celeste novo por
preco comino Jo; na ra da Cadoia loja de Jos
Gomes l.ial.
= Vende-se urna casa terrea na ra do Mo-
tocolomb n. 73 : na ra da Pez dofronte da
ra do Cano n. 5.
=5 Vendem-se barris grandes e pequeo
com azeite de carrupato e tamben em cana*-
d.is por preco commodo : na ra da Cru do
Ilecife n. 52.
= Vendem-se 14 pipas oom agurdente
branca : na ra do Livramento armazem de
louca e mulhados n. 20.
3 No deposito de assucar refinado-, esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Coliegio ba para vender assucar
refinado segundo o novo systoma de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de priineira sorte e em pues
160 rs. e o do segunda e terceira em p ,
a 120, e 80 rs,
= Ytmdem-se 6 barricas do farinha dje mi-
Ihft, por preco commodo: as 5, ponta, n. 23.
= Vende-se um lileira muito forte, e se-
gura com seus competente a.rreios e salla ,
muito proprio par viagem q tem conuno-
dos para duassenhora e.d' as meninas ; na ra
da Cadoia de S, AntaWP, a, 25, segujado
andar
== Ven|dcm-se 6 paos de sapocaia a mas-
saranduba verdad-jira le 5i paira s de compri-
mento e 12 a 13 palmos de grossura, quina
viva descarrilados ao pe do theatro novo ; a
na ra
tratar com Victorino de Castro Moura ,
da Cadeia du Recife loja q. 2U.
^ Vend.e-se o Sortilegio Pueril obra, mui
divertida o propria para entreter as socieda-
des em as noites de S Antonio e i\ Joo por
deminnto nr> j na 'US

annos; urna dita de 22 -o'inha lava e
cosa; na ra ostreita do llozario n. 22. pri-
meiro andar.
Vende-so um ci de fila atrevessado,
muito novo e de muito boa race ; na cidade
de Oliodarua dos 4 canto, n. 3.
Vendem-se.os seguinte liVros ; Orlan-
do amoroso, historia fabulosa tu* 3 v. e a
nobre Venesiana 1* Vv todos no vos; na tra-
vessa do Rozario loja de cera n. 3'
t Vende-se- urna venda- em bom local e
que est bem afreguesada, com os fundos de
um.conto de reis com grandes commodo,
vende-se por motivos que a vista dea compra-
dores se di rao : no atterro da Bou-vista, n 7%
Vondm-sedouscarrinbosda 4 rodas e
um do 2 com cavallo ; farotasom saccas gran-
des, charutea- de superior qualidade ; papel
paradesonho, um ofre de ferro lustres com
mangas bordadas tudo por preco commodo ;
na ra do Trapichen; 10. casa do J. O. Klster.
= Vende-se. urna negra de. na annos, cozinha e lava ; na ra da Conceicao
la.Boa-vista n. 26.
Vende-se urna preta mascadeira de
40 annos; no pateo do N. S. do Terco das 6
horas as 8 da naanhaV, e das duas as 5 da tarde.
=r Vende-seum sitio no lugar do Barbalho
rom boa.casa., 4 quartos estribara para dous
cavallos haixa para capir sercado de espi-
nho nativo multas larangeiras., coqueiros e
outras muitas fruteiras de boas, qualidades, ex-
oellente agoa-do beber; na ruado RanRel., n.
34.a fallar com.Victorino Francisco dos Santos.
Vendem-se presuntos inglezes queijos
londrinos o de pinha conservas, musanla ,
alcapares, carnes e souoas preparadas em la-
tas de todas as qualidades cbogada* do novp
na galera Ingleza Columbus; na ra da Alfan-
dega velha n. 44
-r- Vendem-se 300 pares de sapatos branco
de Lisboa proprios para tropa : no atterro da
Boa-vista, n. 70.
Vendem-se mantenga ingiera 800 rs. ,
e par* tempero240 do porco a 400 rs. ch
issoo a 2520 caf do Rio a 160 linguicasa
360., fia ios navos.8 3200 a duzia axaia do-
ce a 500 rs. agrrala, vinbo do Porto velho
de6an, os.a 10g000 a duzia e a 400, 480, e
6i0 a garrafa dito de Lisboa a 1760 a caa-
da e da Figueira a 1500 o 1800> a caada ,
paras a20Q rs. vinbo de Bordeaux a. 3600 a
duzia dajado as garrafas espermacete a 650
e 720,, vinagre de L'sboa raujta forte a 800 e
900 rs e todos os mais gneros de venda
por preco commodo : na travessa das Cruzes ,
venda da esquina da ra db Rota/iq n. 21.
_. Vende-se urna partida de rolim de supe-
rior qualidade proprio para assentq de cadei-
ras ; na ra db Trapiche n. 19 casa de J, O.
Klster.
Vende-se cal virgem de Lisboa : no es-
criptorio do Francisco Sevewanno Rabel lo.
Vendem-se urna escrava mucamba rfleo-
Ihida cose, eongomma ; urna dita de nacao
com habilidades que se I a rao ver aos compra-
doras; un bonito moleque de 16 aUK* ; um
escravo muito fiel, sem vicio ajgum cozinha
sofrivel; 6 escravos para todo o. servko ; e um
mulato oflicial de sapateiro e ptimo pagem ;
na ra de Agoas verdes, n. 46.
Vendem-se bicos a 100 rs. a vara; em
casa de Russell Mellore & Companhia.
- No novo armazem francozde conest veis ,
liquido, e charutos, na ra da idfandcga
velha n. 34, vedem-e caixasde conservas
dosardinbas hervilhas ,. linguicas, e cogu-
mlos frascos de conserva em vinagre de di
versas sorbes, mostarda de dinerente aromas,
ditas de anana/esinteiros, de tamarindos, e mar-
melad de laranjo assucar refinado em p ,
em pedras e era pies, trabalbado a moda da Eu-
ropa vinJjos de Bordeaux em quartolaa, e
caixas, de diversas qualidades conkaco e
agoardente de Franca velha em quartolaa e
garrafa*, kircham warser e al>sintlto ( losna )
da Suissa Hbumm da Jamaica lictres sor-
tidpsde Bordeaux primeira qualidade, lico-
res sort idos da Martinica primeira qualidade,
elixires de Gara, de Bordeaux e da Marti-
nica primeira qualidade genehra batuta.ro-
sada em garrafas e. as caadas cervej bran-
ca ingleza azeite doce lino de priineira qua-
dada charapes de marai uj caja litaao ,
ananaz tamarindos, e laranj da trra de
primeira segunda e terceira qualidade, fa-
bricados a moda da Esvopa agria de flor de
larooja, dita de colonia dita da imperatriz,
e espirito d cravo vallas de cebo kogias ,
palitos, phosforicos, charutos em caixas e a re-1
doHamburgo, e da Bahia de primeira, se-
gunda e terceira qualidade fumo, america-
no para mascar, dito preparado para cachim-
bo da Baha de Vergnia o da America
do norte tanta em talha como em farello ,
em,figos .-epicado a moda da Europa pj;o-
vimento ce leriha para navios. As pessas q'ue
quizerem concodera sua confianna a este novo
estabelecmento naodeixarao de fisarem sa-
tisfeitos, tanto da boa qualidade e commodi-
dado dos procos: das mercadoria, como da
promptido com a qual ho de ser servidos.
= Vendem-se lingoasseccsedo Rio Grande,
mui frese*., ebuxo da peixe para colla do
marcineiro ; na. ra da Praia armazrn n. 4.
Vende-aum molacao do bonita figura ,
proprio para pagem ou troca-se por um pre-
ta de maior idade afirn do se receber algum-
dinheiro de volta ou mosmo se aluga ; na
ra Nova loja n. 58.
? Vendem-se muito boas casemiras de lis-
tras encornadas!, odt muita duracio 1440
ocovado brim.trancado d linbo muito en-
corpadoa800 e 900 rs. a var, bretanha
muitb fina de 6 vasas. 3300 panno de Hubo
de boa qualidade a 400' reis a vara merino
preto vorde, eazul, a 900 rs. o covado, pan-
nos adamascados para toalhas, hrim trancado
branco muito fino e de puro linbo a 1000 rs. a
vara outras muitas fazendas por preco bara-
to ; na ra do Queimado loja. da esquina do
beco do PeixeJrito n. 2:
= Vendem iuoaa eacravo d naci bom
canoeiro ; ama nogrinha de naeBo de 18 an-
qw engomma cose, e refina assucar; e
outra dita cozinhoira ; na ra Direita n. 3 ,
primeiro andar.
Vendom-selpor preco commodo um ba-
h novo feito no paiz, urna rede pintada vin-
da do Maranhao, propria, para tipnia dous
bancos noves., que servem para taja um fi-
teiro enpidracado para loja ou guarda livros ,
dous pares de caixilhos. para janellas : na ra
das Cruzes n. 8 ; na mesma engomma-se e
marca-se por preco comisad.
-r- Vendem-so taxas de ferro batido e ooado,
em sortmento por preco barato para sal-
dar contas; na ruando Vigario, n. 3.
.'.'
Escravos fgidos.
-----Sy",irST"rrrwrrrr
^ No di 30 do passado tendo sabido a
vender diversas peca de louca vidrada e es-
trangoiro-, nao voltou mais para a cesa-, um
escrava crioula de nome Antonia Benedicta ,
de 20 a 25 annos, muito regrista bem pre-
ta pomas alguma cousa arquiadas, levou
vestido a branco qa tai de chita porem anda
tem algumas palma azues o branca, saia de
lila, e corda de ooro napescoco ; quem a pe-
gar leve. ra larga do Rwario em casa de JoSo
Manoel Rodrigues Va lenca que ser recom-
pensado.
Fugio no da 28 do p. p. a escrava criou-
la de nome Josefa seeca do corpo ps pe-
queos com urnas costuras emboladas as
costas, e urna de taiho no beieo levou vesti-
do escuro e panno da costa com listras azues e
encarnadas; quem a pegar leve ra do Quei-
mado n. 14 segundo andar
_ ^ Era 9 de Fevereiro do crrante anno fu-
gio de bordado patacho nacional Pelicano o
escravo Felisberto Cacango de 20 annos ,
estatura baixa tem 4 signaes em cada fonte ,
e ja pertenceo a Angelo $r cisco Carneiro ;
quem o pegar leve a casa de Caudino Agosti-
nbo de Barros, pracinba do Corpo Santo ,
quesera gratificado.
lOOgOOOrs degratifieacao.
= Fugio nodia 30 de Janeiro do crrante
anno, um mulato a< abocolado claro.de no-
me Cosme baixo o reforcado do corpo de
1S annos levou vestido camisa de riscado j
desbolada, e calcas da mesma fazenda quan-
do falla inclina a cabeca para a banda ea bo-
cada raesraa forma, deseonfia-se que esteja
eni Jgum ugar para o matto a titulo de forro;
quemo pegar levaao largo do Corpo Santo ,
n. 11.
i Desappareceo no da 23 do p. p. a preta
Antonia, de nac3o Costa, magra alta, tem
odebodomeio da mao direita cortado pelo
meio ; consta que tam andado proeuranJose-
nhor para a comprar: quem a pegar traga a es-
ta Tipografa que sera gratificado.
No dia 11 de Maio fugio a cabra Anna ,
zarolbo, us meninas-dosolhos esbranqucenlas,
denles podres e outros arrancados espadau-
d;> braco grossos, grossa do corpo pe tos
escorridos, esqua da barriga ten nos bra-
cos urnas pintas que parecr-m sarampo tem o
p esquerdo comido de gomtna que repu^ha
o dedo mnimo, levou dous vestidos um azul,
e outro de chita branca com flores mxas; quem
a pegar leve a roa do Bangel n. 34 que ser
recompensado.
,.5...*, uamvana, ueManiih, d Virginia, | Recito: na Tvp. dk M. F. otFabi4.=184JL
imii- unt?
KZDl


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