Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04975


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Armo de 1843.
Sabbado 3
Tuilo agora dauendt de ni'ii aesmiii da non prudencia, niiiiier*i>i. saargia : ton-
linuemoa coao principiamos Hrenm apuntados com admira'o tolre ; Nacoes ajuis
cullai. (Proclamado da Assembla Geral do .Baln, j
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gaianoi- farahiba Rio grande do Norte segunda t ralas feiraa
Bnui'u aranhun a 40 34
C*Dc Sinhaem, Rio Formse Porto Cairo Maceid a Alagoaa no 1. 4,1 .
Bih-viUl Florea a '3 e 28. Samo Anio, quinta*feiraa. Olinda todos o> das
DIAS'DA msmana.
, Maximiaa M. Aod. do J de D. da 2. t.
i Fernando B.- Re. Aud. do J de da 3 t.
s.Peirnnilla V. Aud do J. de D. da 1 T.
a. Firmo M Aud. do J. de D. da 3. .
. Marcelino M Aud do J. de 1) da 2. t.
jeimn a i'aula V M Re. Aud. do J. de D. da 1 T.
Paseos do Espirito Santo.
29
30
31
i
i
l
l]i>ai
Ulalli
:*
de Junlio
Armo XIX. N. !
O Diario publica-aa todoa < diaa que n.io (oreaa Santi6edo4. o preco da aaaifmaW _
de tres mil r is por qnarlel pagos adiantados. O .anuncios doa aaeignantes sao "'".
gratie.e ot doa que o nf.oforem raio de SOrei. porlinha. Aa reclamaoee derem seren -
gidae a esta Typ., roa dasCrute.N M.nn a praca da Independencia Uja da lwroi O .
cMio.No dia
Cambio sol>re Londrea 25 4.
Paria3(li res por franco.
Lisboa 100 por 100 de prasaio.
Moeda da o obra 2 por cenlo
dem de lat as da boas lirias 1 { a { .
2 de Junho compra
Ovao-Moeda da o,400 V. 1*,0
N. 46,<0J
da 4,000 4,0)0
PaatA-Patacoaa i,^0\
* Petos Columnares i ,000
a ditos M'in'iniii 1,000
.nd;
16,600
16,400
0 200
1,020
l.Vt
1,020
PHAS.Es DA LA NO MEZ DE JUNHO.
Loa Cheia i 12, as 1 horase 50 m. da m I La ora a 27, ka 5 l.oraa da tarde.
Qusrt.oiog 10, a Gboras a 10 ai. da i. | uarl. creso, S, oi 15 minutos da Urda.
Prtamar de hoje
1.a a 9 ho ras H ta. da manh ia
:. a 9 loras 42 ai. da tald*.
eeaffeaeieajajaqammmm hl. .mi isas.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 29 DO PASSADO.
Offlcios Ao Inspector da thesouraria Ja fa-
senda o ao commandante das armas intelli-
genciando-os dehaver S. M. o Imperador con-
cedido 3 meses de licenca para ir a corle, ao
major da extincta segunda linha Francisco Jos
de Mello.
Dito Ao presidente interino da relacao ,
exigirido o seu parecer acerca do que no otficio ,
que Ihe remette requisita o Exm. bispo desta
dioecsc.
DEM DO DI A 30.
Ollcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda ordenando, que mande satisfaser a im-
portancia do prot, que Iho devolve do desta-
camento que servio na comarcado Flores des-
de 19 at 26 de dezembro do anno prximo pas-
sado.
Ditos Aomesmo, e ao director interino do
curio jurdico de Olinda, intelligenciando-osde
haverS. M. o Imperador concedido quatro me-
ses de liecnca com vencimenlo ao lente do dito
urso doutoi Jos Rento da Cunha e Figuciredo.
Dito Ao inspector do arsenal do marinha ,
determinando em cumprimenlo de ordem impe-
rial que sobr'est-'ja na oxecucao do aviso cir-
cular de 8 d agosto do anno lindo relativa-
mente ao engajamento de pracas para o servico
d'armada.
Dito Ao Exm. e Rm. bispo diocesano ,
acensando recepcao do seu oflicio de 29 doste
ipez (iriao),em que requisita providencias, pa-
ra que deixem de jurar n'uma causa crimo, pa-
ra o que Ionio avisados pelo juiz municipal de
Olinda, os reverendos Miguel Francisco da Flo-
ta, Antonio Baptista Espinla, e Antonio Clau-
dino Pessoa, por entender, que nao devem elles
prestar tal juramento por Ihes ser prohibido
pelos sagrados caones : e significando em res-
posta que, segundo o parecer do presidente
interino da relacaS que por copia remette, nao
pode vista dos artigos 83, c89 do cdigo do
processo criminal, ser attendida a i-enco, que
requisita para os clrigos in sacris de depor
m causas < rimes : e quo em consideracaS ao
artigo 474 da constituido do bispado tem de-
clarado ao referido juiz municipal que todas
as v ses que ditos clrigos liouverem de jurar,
deve para isso deprecar consontimento a S Kx.,
informando-o da naturesa da causa. Olllciou-
se respeilo ao juiz municipal de Olinda.
flommanrfo das % rias.
EXPEDIENTE DE 12 DO PASSADO.
OlllcioAoExm. Presidente, enviando-lhc
em duplicataomappa da torca eTctiva de pri-
meira Imha o da guarda nacional destacada ,
pertencente ao mez de abril p. p.
DitoAomesmo Exm. Sr., significando-lhe,
que a ordem dada pelo Exm. ministro da guer-
ra em aviso de 23 de marco ultimo a respeito
da remessa do mappa dos recrutas apurados
nesta provincia, tem sido regularmente feita to-
dos os uieses a aquella reporticao, dr conformi-
dade com o disposto nos artigos 3 e 4. das ins-
truccs de 6 de abril de 1841 desde o primei-
rodejulhodo lito anno, indo com a relacao
dos recrutas apurados, outra contendoos no-
mes dos que lorio postos em custodia cada mez
com declaracao das isencesque allegaran, e
destinos que tiverao. Isto pelo que toca aos re-
crutas, e quanto a recommendacao que iaz pa-
ra seren os recrutas vacinados, e mettidos na
insfmccao, emquanto aqui sedemorassem, tem
sido esta a pratica adoptada desde a creaca do
deposito.
' Dito Ao mesmo Exm. Sr., representando
sobre a duvida posta pelo commissario fiscal do
ministerio da guerra no pagamento da diaria
dos reclutas postos em custodia por nao ir a
rtlacad com as deelaraedes donde vierao e
para onde Corad remetidos fundando-so pa-
ra isso no artigo 11 das instrueces do reciula-
mento, quando tal artigo pateco que nao ap-
plicavel ao paramentada diaria dos recrutas em
custodia, ctrcumsiancia que fra omettida as
ditas instruccoes.
Dito Ao Inspector do arsenal de marinha ,
mostrando-lhe a desvantagem que ao servico e
a diciplina resultava do flear a noite com-
iniiiutc uh grds cos pc ucua icixada deu-'
tro do arsenal, o outra parte collocada na en-
fermarla tora das vistas do commandante, e
nao sugeita as rondas, resultando quo essa par-
te postada na enfermara abandonava o posto o
ia praticar desordens como succedera na nji-
tc de 9 do corrente.
r)t0 Ao subdelegado do bairro do Reciffe ,
disendo-lheem resposta ao seu o'liciode 11, que
mandara castigar o soldado J. J. Marques de
Sousa pola desordem que perpetrara na noite
de 9, estando de guarda no arsenal de marinha,
c offlciado ao respectivo inspector para acau-
tellar a repeticao de actos similhantes.
Dito Ao commandante interino do segun-
do batalhu de artilharia a p mandando cas-
ligar corporalmente ao soldado J. J. Marques do
Sousa, pola culpa relatada nos dous anteceden-
tes offlcios.
Portara Ao'commandante dobalalhao do
infantaria de guardas nacionaesdestacado, man-
dando de ordem do Exm. Sr. Barao Presidente,
excluir do mesmo batalho o soldado Jos Fer-
reira dos passos logo que Ihe tosse aposenta-
do o competente substituto, que devia reclamar
do commandante respectivo.
dem do da 13.
OTiclo Ao Exm. Presidente, signifiando-
lhe que a ordem expedida em olllcio de h >n-
tem para a demissao do sargento quartcl-mestre
Antonio Caotano Soares fcava oxecutada.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento de Luisa Elena de Lima que pe-
dia demissao )ara seu flIhoFclippe de Santiago
Vives Monteiro por ter sido recrutado sem a
idade exigida na lei e suslontar sua mai e2
i raos menores.
Dito Ao mesmo Exm. Sr.. enviando-lho
rfltW requisisoes, urna dos objo.tos de ornamen-
tos que eraS de mister a celebrarlo da mis ana
apella da fortalcsa do Brum por se teriin la-
do em convummo (por arrumados) iguaes ob-
jectos, e outra de varios artigos que por inu-
teis dovia do ser recolhidos ao arsenal do
guerra.
DitoAo commandante da fortalesa do Brum,
rcmellendo-lhe para tercm devida execucao 2
l'olhetos, um contendo ludo que actualmente di-
sia respeito aos venciinentos dooxercito e ou-
tro a continencias.
Iguaes remessas se fiserao aos demais com-
inandantesde fortiflcacoes.
Dtu Ao director do arsenal do guerra pa-
ra mandar examinar na respectiva ollicina do
corrieiro, o soldado Antonio de Barros Barbo-
sa Informando com O resultado do examo a-
cerca da passagem que pedia para a companhia
de artfices.
hito Ao mesmo, procurando saber, so os
marcineiros eraoconsidorados no arsenal sob
a denominacadocarpinleirosde obras brancas.
Dito Ao mesmo communicando-lhe, que
a vista das refloxoes feitas omseu officiodoho.i-
tem datado soexpedia ordem, para que o
fornecimento de agoa aos corpos, forlalesas, e
guardas, tosse como anteriormente Coito, o quo
tendo o corpode artilheriacarroca com pipa, e
boi para co"hdusr agua do lugar onde ella se,
vende pura o quarttl, o caneco seria as requi-
sices tirado pelo valor de 20 rs.
[)it0 Ao desembargador chefe de polica ,
dando-lhe os signaes do soldado quo se evadir
com os calcetas.
Portara Ao commandante do batalho de
guardas nacionaes destacado, mandando excluir
o soldado Sebastiao BodriguesPinhero abrin-
do praca ao substituto por elle offerecido, guar-
da Jos Mara do Nascimento.
Dita Ao commandante do batalho de arti-
Iheria mandando demittir o particular e sar-
gento quartel-mcstre Antonio Caotano lavares,
por ter .concluido o seu engajamento.
BitaAo commandante do batalho de guar-
das nacionaes destacado mandando excluir o
soldado Manoel dos Santos Sousa, logo qu&fos-
seapresentado o substituto que devia recla-
mar do respectivo commandante.
Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 2 DO PASSADO.
Offlcio Ao engenheiro cncarregado da do-
marcac3o dos terrenos de marnhas, para man-
dar proceder a medicad do resto do terreno de
que est de posse Gaspar Jos dos Beis no lu-
gar de Fra de Portas e quo requereo por afo-
ramento.
idbm do da 4.
Offlcio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesduro publico nacional, coin a representaca
do procurador fiscal interino da thesouraiia, na
qual fau'a ver quesomente cmti dus ofllniaes
de.iustica creados pola lei de 29 do novembro
de 18il quj instaurou o juiso privativo dos
feitos nao ora possivol adiantar-so as causas da
fasenda.
Dito Ao presidente do tribunal dos jurados,
pedindohouvesse de dispensar i la sesso do jury
aoofflcial-maiorda societaria d'a thesouraria.
DEM DO DIA 5.
Offlcio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro publico nacional. enviando em cum-
primento da ordem do dito tribu nal de 17 do a-
gosto o quadro das despesas que pelas ru-
bricas de eventuaes do ministerio de justica e
fasenda se fiserao por a thesou raria no exor-
cicio lindo com as declaraces., que a mesma
ordem exigi.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. sobre as remos-
SO' de pao-brasil para Londres.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado, disendo em resposta ao seu offlcio quo
em virtude das ordens do tribunal do thesouro
publico nacional nao sepodia dispensara marca
em to lo pio-brasil, que for remettido para
Londres. >
Dito Aomesmo, participando ter sido in-
deforido o recurso que interpoz Jos Antonio
Alvos da Silva, sobre o julgamonto de urna cal-
xa com assucar, vindo do engenho Teixeira ,
que toi apprehendida por inexactidao da tara.
PERN&M31ICO
Rendimento total d'alfandt.ga en maio de 1843.
Hemlimento total........... 190:5128966
............. 262S065
Bcstituice!
Gi 50 p. / adi-
nheiro'........
Dito 50 p. %em
. assignados.....
Plvora 50 p. 7 a
dinlieiro.......
Dita 50 p. 7 em
assignados ...,
190:250S901
1708100
5:3398250
5:5098350
680S748
3548375 1:035$123
Vinhos, e lquidos
espirituosos a sa-
ber :
48'/ip. 7o a din. 2:2758346
48 */* dito em as-
signados....... 31:340S18i 33:6158530
Diversas outras mer-
cadorias, a saber:
15 p. 7o a dinh/o 15:0928225
15 dito em assig-
nados......... 90:7308135 105:822^360
Joias 5 p. 7"...............
Armazenagem adicional 3 '/p. 7o
Reexportacao 2 p. 7"........
Expediente de 1 '/> p. 7o......
Gneros nacionaes '/* p. 7.....
Premios dos assignados */i p. 7.
Armazenagem de '/ P- %.....
Multas....................
Emolumentos de certides.....
1378500
28.0868694
1108678
12:7398789
758773
2:8748583
1708141
708500
28880
Rs...... 190:2508901
Rendo geral.... 139:6218319
Dita applicada.. 50:6298582
190:2508901
O escrivao d'alfandega Jacome Gerardo
Vfaria I umachi de Mello.
Com mullicado.
1. do corrente dero os Srs. Marinangeli e
Lucci e tivcmis o prazer de ver desempenha-
das soffrivclmente insignes pecas dos primeiros
mestres de msica e com nosco todos os es-
pectadores pois que a satisfa'-ao foi geral: ba
um divortimento eslo digno do publico desta
Cidade e hoje sendo o nico torna-so sobre
manoira rocommondavel e seus emprehende-
dores sao merecedores do reconhccimentQ.pu-
blico. Aquellas almas quo ainda no estao de
todo cerradas hs sensacoes agradaveis que a mu-
sica s sabe excitar procurem as funeces ri-
cas dos Srs. Marinangeli & Companhia e te-
rao mediante urna bem mdica somma trezho-
rasde deliciosa distraccao aospeniveis trabalbo
da vida.
Variedade.
Assisliuius a luucvo linca, que na notiv uu
O CARAPUCEIRO.
A Poltica he um ramo a"industria como
outro qualquer.
Quando um paiz novo tracta de emancipar-
se e ostabelecer o seu Pacto fundamental o
sen ti monto da lilierdadedisperta-se em lodosos
coraces o nao lia quem so nao torno enthu-
/ asta da I'ol ti a da sua Patria : mas urna vez
formado o edificio urna vez estabelocidos os
Poderes e posta em andamento a machina po-
ltica, cada um volta naturalmente para as suas
oceupacoes ordinarias cada um oceupa-so doa
meios de prover sua subsistencia. Uns em-
prego-se na pacifica, e innocente Agricultura;
outros voltiio ao coinmercio uns procuran o
Magisterio, outros dodicao-su s Artes mec-
nicas &c. &c. Todos procisao de moilos da
vida, e quantos se entrogao ao trabalbo s que-
rom socego seguranca e garantas sociaes.
Mas al'in dos homens pacficos oceupados. e ,
industriosos ha um corto numero de individuos,
que nao tendo aptidao para o trabalho ou por
gerigotes e ladinos desojando viver custa da
Patria, como os zangoes vivem custa, do cor-
tico atirao-sea Poltica della subsistem i (k
as especulacoes deste genero tem assenlado o
seu meio de vida Ora nao be este ramo de in-
dustria i.'m abundante e rendoso que satis
ca a todas as ambi< des nem sao tantos os em-
pregos lucrativos, que posso chegar para todos
os protendontes. A ideia dominante do nosso
sceulo he a acquisicao da riqueza como meio
depossuiro maior numero pos-ivol de regalos ,
do prazeres. de gozos niateri.es. Para este lim
moureja esa o ('oinmerciante o Artista, o
Agricultor, &c. Com as -mesmas vistas traba-
Ihao os Polticos: todos aspirao ao Poder, como
meio de encher-se de honras de ttulos de
condecoraces. e sobre tudo de dnheiro. Quan-
do aspirantes ao bolo nao h um s que nao
prometa maravilhas que nao jure, e trejure,
que ir dar prompto e efTicaz remedio a todos.
os males da Patria: mas em entrando na cousa
faz com pouca diflorenca o que os mais fizero.
Estes homens polticos, ou pclotiqueiros di-
zem porfa = nos somos a Nacao == a Nacao
exige isto a Nacao deseja aquillo =s a Nacao
quer a Nacao nao quer = mas na realidadea
Nacao nao se metto em taes especulacoes nem
taes cousas diz O povo ( clamao esses trafi-
cantes ) reprova este Ministerio o povo nao
sympathiza com esta ou aquella Auctoridade:
o povo est assim o povo est assado : por*
nada disto ba : elles he : elles he que se ar-
voro em procuradores bastantes do povo ; elles
ho que procuran excitar as paixes ; que o
povo per si mesmo o que quer be paz ho so-
cego eque o deixemganbar vida. Tanto
he isto verdade que talvez se possa mostrar,
que ainda nao houve urna s sedicao urna s
revolta em todo o Brasil que nao fosse conce-
bida aligada e alentada pelos polticos in-
fluentes pelos grossos traficantes da Patria.
Por vezes hei dicto e nao besitarei em re-
petir que no nosso Brasil nao existe verdadei
ra opposicao isto he; opposicao de principios,
como deve haver em o Rgimen Representativo:
u que li uv opposicao pessoal, oque a iie uuhs


Toda de especuladores policos, que se repartem
em trz ou quatro esquipacSes para a moa-
gem dos negocios pblicos. Quando est tra-
balhando urna as mitras accomettem-na com
toda a sanha para a por fura e entrarem ellas.
Todas tem a mira na conquista do Poder co-
mo fonte de gozos individuaos, o nada mais.
Todas as questSes todas as brigas todas as
recriminaces cifrlo-se no venha a nos. Todas
cssas esquipacoes tem promettido os melhora-
mentos mais consideraveis todas dizem que
vo ser as salvadoras da Patria e incansaveis
promotoras da prosperidade publica : porm o
que se v o que se observa e sent he que
de dia em dia cresce horrorosamente o nosso d-
ficit e a immoralidade lavra como sarna ,
por todos os pontos do Brasil.
Fura do Poder, e dos empregos clama a cha-
mada opposicao que o Governo he mao he
desptico he prevaricador, e que quantos pas-
sos d quantas medidas propde nao tem outro
fim se nao ferropear as liberdades patrias, e
at dar cabo da Constituico, de que s ella op-
posicao he guarda zelosa e ncaneavel : mas
logo que consegue encumcar-se logo que po-
de empolgar o mando nao h poder, que a
satisfaca nada acontenta etodo o dia se a-
mesquinha e mazella da frouxeza das leis ,
que Ihe nao deixao o arbitrio preciso para bem
governar o povo ; por que cumpre advertir o
que alias a Historia tem sobejamente demons-
trado que os maiores populaceiros os mais
exaltados liberas, os mais fervorosos demago-
gos quando ern opposicao sao os mais des-
pticos os mjis arbitrarios e voluntariosos
quando cheglo a trepar e a tomar as redeas
da governanca ; o todos conhecem com o pro-
fundo Tcito que Cupido dominandi affec-
tibus flagrantior: o desejo de mando he a mais
ardente das paixoes.
A esses especuladores polticos aggreglo-se
naturalmente muitos proletarios, vadios, etes-
coes, a quem toda a desordem publica parece
surrir-lhes bondadosa ; pois como mui acerta-
damente disse Salustio = Semper incivitale ,
quis opes nuiles sunt, bonis invident malos
extolunt; veteraodere, nova exoptant; odio
tuarum rerum mutariomnia student; turba
atque seditionibus sine cura aluntur; quoniam
egestas facile habetur sine damno. = Sempre
em todo o governo os que nada tem invejao os
bons exaltao os maos aborrecem o mitigo ,
appetecem cousas novas, desgostosos do seu es-
tado procurao tudo mudar, e sem receiose nu-
trom de tumultos e sediees ; por que a po-
breza fcilmente escapa Ilesa. Alm destes tur-
bulentos sempre promptos a abracar qualquer
perturbadlo, e desmantelo da ordem publica
appresenta-se as fleiras da opposicao a cohor-
te dos descontentes do governo quem por que
requereo e n5o foi attendido quem por que
quera tomar o emprego de outrem, e o gover-
no indelirio a sua pretendi quem por que
julga-se d alta .importancia e exaspera por nao
ser empregado quem finalmente por isto ou
por aquillo sempre indo adianto de tudo o n-
teresse particular.
E ha de pr-se em conflagraran um paiz in-
teiro para fazer-se a vontade e contentar aos
patriotas famlicos que especullo em revolu-
_ Quero conceder de barato que os que boje
dirigem a au do estado nao vao bem ; que ca-
hem em muitas faltas, &c. &c.: mas quem. nos
afianca que ohrem melhor os que os preten-
dem substituir.9 Por ventura ji nloestiverlo no
poder muitos dos quo boje compe a intitulada
opposicao ? E o que foi, que fizerio de bem ?
Procurarlo moralisar o povo? Ecconomisro
osdinheiros pblicos? Acertarlo sempre em
suas medidas ? Postergarlo o patronato cm de-
ferencia aos dictamos do justo e do honesto ?
Promoverlo a industria, felicitarlo em summa
o paiz? Nada disto. Muitos dos males, com que
luta a administracio actual, slo legados, que
nos deixrlo outras administrac5es.
Todava Dos nos livre no Rgimen represen-
tativo d'um governo sem opposicao. Esta heutl,
esta he necessara, he indspensavel: mas quan-
do ? Quando he feita com decencia e digni-
dade, quando censurando-se os maus actos, nao
se falta ao devido respeito quando se nao pro-
cura concitar as paixoes da plebe, romper os la-
cos da obediencia, e desmoralisar os povos. Tra-
lialhem embora os empreiteiros de poltica por
derribar estes para cavalgarem o poder: mas fa-
clo-no pelos meos legaes, combati, e trun-
fem pela tribuna, e pela imprensa. Mas nlo
queirlo sobir fortiori, por meios violentos,
promovendo sedieces c anarquisando o paiz.
Lembrem-se que em Inglaterra paiz classi-
coda liberdade, a frrea administracio de Lord
Palmerslon foi combatida creio que por mais
de dez annos, e s depois dos legtimos esfor-
cos da opposicao foi, que elle baqueou do po-
der. Nlo sejlo pois sofregos, nao sejao preci-
pitados. Se com efleito o governo he o que elles
dizem, se he, como afirmlo, infenso prospe-
ridade publica persigao-no no Parlamento, e
no prelo, provem com factos os seus erros, suas
malversaces faci tudo isto de boa f com s-
sudez, e dignidade, que elle infallivelmente
perder toda a orca moral, e ir por trra. Gal-
guem entlo o poder, realisem o seu pensamen-
to poltico o felicitem a patria.
Mas provocar desordens pregar a desobedi-
encia, e sacodir o facbo da guerra civil he que-
rer curar um mal com outro infinitamente mai-
or he promover todas as desgracias da patria :
porom como diz o eloquente Lamartine, la
patrie et d'humamit sont des tres abstraits po-
zer des hommes qui veulent posseder Vheure pre-
sente et faire triompher a tout prix, des in-
lerils de famille de caste ou de parli 33 a pa-
tria e a humanidade s'io entes abstractos para
homens que quercm possuir a hora presente ,
" fazer triunfar a todo o custo interesses de fa-
milia, de casta, ou pe partido.
E por que hilo de os homens pacficos e
industriosos por que hlodeosjornaleiros e
quantos vivem do suor do seu rosto metter-sc
na medonha voragem da guerra civil com gra-
vissimo prejuizo de suas fortunas ecom risco
da propria vida ? Para ajudar as especulacoes
d'um pugillo deaventureiros, de descontentes,
de raivosos vingativos ? Ho de sacrificar tu-
br'elle. Vamos, meu amigo, corramos des-
ses sujuitos, que nos vem roubar ( clamava o
homem ) mas o burro continuava a roer erva
at que a final Ihe disse; como quer que os que
vem assenborear-se de mim nlo me ho de por
duasabardas, tanto me faz servir a vos, como
a elles: e conclue com a seguinte mxima bem
digna de andar sempre na memoria de quem
nlo for tolo In principatu commutando ci-
vium.
Nihil proetex domini nomen mutant pau-
peres.
Em alteracoes, e mudancas de governo os
pequeos nlo tem outro resultado se nlo
mudar de senhores. Quando qualquer mer-
cador de rusgas convide a homens pobres mas
pacficos para ajudarem a fazer o barulho a fim
de descerem uns e sobirem outros bem po -
clorad aquellos responder-Ibes com esta canti-
gunha vulgar.
Quando a mar enebe e vasa ,
Deixa a praia descoberta ,
Vai-se um amor e vem outro,
Nlo se d causa mais certa.
Satisfacllo s minh'is Ilustres Leitoras.
Consta-me que algumas senhores zanga-
rlo-se muito com a historia da mulher do al-
faiate queextractei do Jornal Encyclopedico ,
e na forma do costume tem-me levantado
a calumnia de que, sou detractor do bello sexo,
tem que nlo menos se apostemarlo da anc-
dota das duas mil donzellas do Cabul. Quanto
primeira aecusaelo respondo, que se h ra-
slo de queixa deve ser contra o tal Jornal
Encyclopedico e nlo contra mim que sem a
menor malicia transcrevi essa historia, co-
mo poderia transcrever qualquer cont de Mil
e urna noites. A respeito da segunda sou a
lembrar-lhes que sendo o caso atribuido s
donzellas da Persia nenhuma relaclo tem c
com as nossas e conseguintemente nlo ha
para que se queixem ; pois o Carapuceiro nao
falla com S. Senhorias : por tanto e o mais
do auctos Tu autem Domne meserere uobis.
Deogratias.
sfnecdota.
Certa senhora asss instruida ; por que l
constantemente os peridicos, c novellas, sen-
do peruntada pelo estado de doenca de sua
maizinha disse que os mdicos achrao-lhe
ltimamente duas inlamacoes isto he urna
no diadema e outra na religiso espigada ,
e ordenarlo que se bichasse ( pozesse bi-
chas I )
COMMERCIO.
do
ces como o seu nico ramo de industria ?
Ha-se de transtornar a ordem publica, por em
fuga oscapitaes, estagnaro commercio, soltar
o demonio da guerra civil ladeado de todos os
seus crimes e horrores para satisfazer o gosto
de uns premiar a calacaria de outros e con-
tentar as vingancas de muitos? Todos elles cos-
tumao a fallar a gritar a argumentar di/en-
do, que a patria abysma-se, que a liberdade de-
bate-se moribunda as garras do despotismo, e
outras cousas piores : mas o famoso Mirabeau ,
que bem conhecia que laia de patricios soom
ser taes opposicionislas j delles di/ia Les
plus granas ergoteurs ne sont pas les meilleurs
citoyens. Os maiores ergolistas [scilicel tra-
Ihes, tagarellas, declamadores, c. &c.) nlo sao
os melhores cidados.
Confesso ingenuamente que no Brasil nao
vejo t3o extremados os principios polticos, que
sepossa dizer, temos urna opposicao conscien-
ciosa e compacta. Nao neg, que existi ho-
mens de boa que guerreilo a administracio
pela julgarem incapaz de governar, &c e taes
cidadlos merecem-me respeitos, tendo-os por
bons patrilas : mas elles sao em pequenissimo
numero. A maior parte nlo he assim : a maior
parte faz opposicao por interesse propro por
que quer encaixar-se no poder, ealgunshato
especuladores deste seu ramo de industria, que
ou hlo de governar, ou hlo de conspirar. Quan-
do cerrao de cima, saltao por todas as leis, e
desfructo quanto podem tirando o seu qui -
nliao e repartindo com seus compadres e a-
filhados ; quando estao debaixo eilos zelosos
tutores e curadores do povo eilos constitui-
dos campioes da liberdade eilos outros tantos
tribunos eilos finalmente dispostos a empre-
ar todos os meios, inclusive a guerra civil, pa-
ra conseguir os seus intentos.
que tem de mais caro sobse a trra para
que subo estes, e dselo aquelles ? Ai !
que o povo queixa-se destes e d'aquelles ma-
les o povo quer taes, e taes cousas. Nlo
ha nada disto : o povo est bem quieto ; o povo
nao entra nessas especulacoes; o povo o que
quer he que o deixem viver tranquillo que
o deixem gozar do fructo do seu trabalho &c.
&c. : e como sempre ha de ser governado,
nao se importa que oseja pelos do alecrim ,
ou pelos da mangerona. Quacs forlo ja os a-
gitadores pblicos que nao cohenestassem
os seus designios com o nome do povo? Para
bem do povo foi que Catilina derramou n
consternadlo e o terror no seio de Roma sua
patria para bem do povo foi, que ero man-
dou tirar a vida a sua propria mli, para bem
do po?ofoi, que o desconfiado Tiberio descar-
tou-se diz-se que com o veneno do virtuo-
so Germnico: o povo tem sido a capa de quan-
to velhaco, e embusteiro houve por esse
mundo.
E depois de tantas e to dolorosas experi-
encias, depois de to escarmentada ainda lla-
vera gente entre nos que se deixe atoar das de-
clamadles de urna duzia de gerigotes pescadores
polticos que com um camarlozinho preten-
den! apanhar cavados e com as melifluas pa-
lavras de patria e liberdade fazer dos tollinhos
degraos para elles espertalhes treparem ?
Quando se tracta de revoluces ( diz Pigault-
Lebrun ) cada um trabalha para si, equebra
ao depois o instrumento, de que se servio.
Verdade he que os proletarios, e rasgados
esto sempre dispostos a metter-se em desor-
dens donde possao colher alguns desejos: mas
taes homens nunca podem dar a seus disturbios,
e rapias o carcter poltico. Logo forcoso
he para effeituar e revolta recorrer ao povo;
( pao para toda a obra ) mas o povo est surdo;
o povo ouvh as cantadas dos especuladores poli-
ticos e j sabe responder-lhes com a fbula de
Fedro.Hum velho tinha posto a pastar o seu
burro : ess appajecem ladroes, que yeta so-
Alfandega.
municipio d'Olinda, faz publico a todos os seos.
collectados, que no mez de junho corrente fa-
r na casa da cmara respectiva a cobranca pas-
siva boca do cofre de todas as imposicoes a
seo cargo; e que do 1. de julho em diante pro-
ceder executivamente contra todos os omissos;
e para que chegue a noticia a todos manda fazer
publico pelo presente, e por edilaes afinados
nos lugares do costume. Olinda 27 de maio de
1843. O escrivlo Joo Goncalves Rodri-
gues Franca.
O arsenal de guerra compra porcio de a-
zeitedepeixe ; quem o tiver apresente-se na
sala da directora boje 3 do corrente s 10 ho-
ras da manhla.
O brgue S. Jodo Baptista, recebe a ma
la para o Rio de Janeiro ( boje 3 ) as 4 horas
da tarde.
O Bacharel J. J. da Fonceca est em
exercicio de delegado do l.4 destricto do termo
doRecife, na qualidade de l.supplente d
audiencias nasquartas e sabhados em o lugar
do costume; despacha, e ouve qualquer pes-
soa que Ihe queira fallar negocio tondonte a
polica toda hora em sua casa no largo do
Collegio n. 6.
Avisos martimos.
Para o Ro Grande do Sul sahrft den-
tro em poucos das o brgue nacional Albano t
o qual recebe passageiros, e escravos a frite ;
para o que trata-se com Amorirn Irmos no
Recife ra da Gadeia n. 45.
Para o Rio de Janeiro segu viagem con
muita brevdade por ter a maior parte de seu
carregamento prompto a muito veleira e bem
construdia barca brazileira Nossa Senhora do,
Soccorro capillo Jezuino Jos Simoes : quenti
na mesma quizer carregar, cu r de passagem ,.
para o que tem excedientes commodos dirja-
se ao captlo na praca do ommercio ou a sea
consignatario Jos Francisco d'Azevedo Lisboa,
na ra da Cruz n. 16.
Para o Rio de Janeiro partir dentro era
poucos dias o superior brigue Fiel, forrado o.
encuvilhado do cobre, por ter a maior parte do
seu carregamento prompto, podendo ainda re-
ceber alguma carga miuda para o que e pas-
sageiros tracta-se com Firmino Jos Felis da Ro-
za na ra da Moeda n. 7, ou com o capitlo Ma-
noel Marianno Ferreira.
Para o Porto o brigue portuguez Prima-
vera, capitlo Jos Carlos Ferreira Soares, a.
sahir multo breve por ter parte da carga promp-
ta ; quem no mesmo quizer carregar, ou ir de
passagem para oque tem cxcellentes commo-
dos entenda-se com o dito capillo, ou com seu
consignatario Antonio Joaquim deSouza Ri-
beiro.
Leilo.
Rendimento do dia 2........... 9:554gl 12
Descarrego hoje 3.
Brigue Rolla ferro e maqumismo.
Rrigue Feliz Destinopedra.
Patacho Novo Congresso pedra.
Brigue Eredano diferentes gneros.
Movimento do Porto.
Navio sahido no dia 2.
Londres ; brigue nglez Treassurer ,
Jones Lowrer carga assucar.
capitlo
Edital.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Ca-
margo, commendadorda ordem de Christo, e
inspector d'alfandega &c. Faz saber, que no r-
mazem n. 4 deita allandega se achia alm do
lempo permettido pelo regulamento as merca-
dorias abaixo descriptas, as quaes, se dentro de
tnnla das nlo orem despachadas por seus do-
nos serlo arrematadas em hasta publica por
conta e custa dos mcsmos.sem que Ihes fique
direilo de reclamar em tempo algum contra o
efleito d'essa venda.
3 pedacos de ferro entrados em dezejnbro de
1840 e Janeiro de 1841, S. M. S. Cm.", S. n.
1 barrica com louca entrada em abril de 1841
da marca F contramarca 282, S. n. brigue
Maria Feliz.
1 fardo com batoques entrado em abril de
1841 S. M. contiamarca 282 S. n. bricue
Maria Feliz. e
1 dito rolhas para garrafas, a mesma entra-
da e contramarca, da marca G. S. N. a An-
tonio Luiz.Gomes, brigue Maria Feliz.
10 barris de vinho entrados em 20 d'abrii
de 1843, vndos no brigue Conceico Flor de
Lisboa marca H. V. ao capiro
Alandega 1. de junho de 1843. Vicente
Ihomaz Pires de Figueiredo.
= James Crabtree & Companhia farlo Ie-
llo por intervenclo do corrector Olveira de
grande porcio de fazendas avariadas por con-
ta de quem pertencer, e de grande sortmento
d outras limpas: quarla-feira 7 do corrente s
10 horas da manhla em ponto, no seu aruia-
zem na ra da Cruz.
Avisos diversos.
50.
e vende-se no lugar do
o seguinte:
O ARTILHEIRO N.
[^AHio hoje a luz
costume. Conten
Ode saphica.
Revista de mostra ou relacao da visita do
deportados esta provincia.
Cariado Caito ao Careca.
Correspondencia do Tambor.
Devocao do Guarda e outros artigos.
Declaracoes.
Collectoria do municipio d'Olinda.
O COllector fia rlcrima
-.. luiuvnvi UO
Lotera de N. S. do Livramento.
As rodas desta lotera andao infaiivelmento
no dia 16 do corrente, fiquem.ou nlo bilhe-
tes, e o resto acha-se a venda no bairro da
Recife : ra da cadea as lojas de cambio do
8r. Vieira c do Sr. Manoel Gomes ; em S.
Antonio ra do Collegio loja do Sr. Menezes ,
ra do Cabugal botica do Sr. Moreira na
ra do Livramento botica do Chagas no at-
ierro da Boa-vista loja do Sr. Jacinlho, na
Praca da Boa-vista butica do Sr. Victorino.
Acbando-se cm praca para ser arremata-
da a melade de urna morada de casa de sobrado
de dois andares na ra das Aguas verdes desta
cidade pertencente a Francisco Caetano Pro-
iro por execuclo de seos credores ; adverte-se
aos pretendentos que se proposerem a arrema-
ta-la que na mesma meiaclo da casa existe
cravado por escriptura publica o patrimonio
clerical do Reverendo Ignacio Damaz Cor-
rea Lobo enteado do mesmo Profiro o que
se faz publico para se nlo chamar a ignorancia ;
quem arrematar visto que na avaliucao se nao
deo a devida atiendo.
- Quem precisar de urna preta para cozinhar,
engomar e fazer todo o serviro H nj-. C55a
dirqa-se a ra do Collegio n. 16.


A quero Ihe faltar urna canoa de carreira ,

procure no escriptorio de Antonio Joequim de
Souza Ribeiro.
ja nos lares patrios gosando do amor pater-
D-se 2008 reis a juros sobre penhores de
ouro, ou prata; na ra da Florentina n 20
m dir.
Avisa-se pessoa, que na ra das Flores
casa n. 35 precisa fallar com Manoel Jos de
Souza natural da cidade do Porto que sendo
com urna pessoa de i-ual nome, porem filhoda
villa dePovoa de Varzim baja do dirigir-se
ra do Crespo loja n. 23.
--Joio Albino da Silva Souza, mudou a sun
residencia da ra do Sol n. 25 para o patio
do Carmo sobrado n, 13.
Loterta do iheatro,
O thesoureiro dcsta lotera faz certo ao
publico que as rodas da 2.a parte da 13.* lo-
tera tero sou impreterivel andamento no da
20 do corrento jimho fiquem ou nao bilhetes
por vender os quaes achio-se a venda nos lu-
gares do costume, e na nova loja de cambio no
Jbairro do Recife n. 38.
^ O abaixo assignado lendo o Diario n. 115
fio com attencao o annuncio do Jos do Lima
Soares; d'algum modo nao deveria responder a
esta personagem, que nao pertendo sahir a ter-
feiro, at lempo perdido, e desairo/o questio-
nar com creaturas taes; porm para que se nao
julgue victorioso fallaroi a verdade j que a
tanto me obriga. Admit" o do caixeiro no tra-
piche da Cornpanhia prestava-lhe amizade, e
franqueza (como sembr costumei por os nao
julgar menos do que eu) porem nao tardou que
algumas pessoas que all faziao entrar volumen
com irais considerado, me requisitrao a mu-
danca de caixeiro fazendo-se necessario um
activo : observando necessaria aquella requisi-
cio (pela minha estada no sitio) hem a meu pe-
zar o desped Dahi a mezes appareceo-me mu
to amarello que at o desconhecia, pedindo-mo
30$ res para embarcar ; compadecido Ihe dsse
visso um arranjodequepodesse dar soluco: res-
pondeo venJa que tenho mu ta pratica.
EITectuou-se urna em Fora de Portas junto aos
quartes, e apurando ao principio 10, 12, e
16S reis, nao tardou ao desgra< ado apuro de 2
38 reis a poni de que ji estando eu resol-
lido a vcndel-a, me persuadi de que com-
prando urna junto ao beco Largo e mudando
os efl\itosda existente me asseverava fazer ne-
gocio persuadindo-mo que s o artigo agur-
dente dava para as despezas e aluguel do casa
mais em conta <&c. <*c EITectuou-se a compra,
tractou-so da mudanca dos efeitos da primeira,
e por fim annuncia-se venda a armacio, e l-
timamente elle mesmo a vende por 308 reis ,
tendo ella custado para cima de 1008 reis ;
daquelles 308 reis, eu um real nio recebi; e o
mesmo rcontece com setenta e tantos mil reis
de dividas fiadas pelo mesmo. Por ventura ha-
ver pessoa de sonso, que julguo isto lucro?
Para mim nao ; e quem seria a causa ? Nessc
tempo nio existiio esses hospedes, era ello s
com um rapaz (caixeiro) logo oi elle ou nao
foi o culpado ? Sim o seu modo e o seu des-
leixo ludo occazionou assim como aquello dis-
gosto que foflri naquella casa objecto que
quando me record traz minha ideia tristes
consequencias que s deixarao d'avivar na se-
pultura ; e por causa do quem ? Em fim fezse-
me necessario ir ao Aracaty logo depois da com-
pra da segun'la venda; o naquella villa (hoje
cidade,) recebi urna carta sua e em um artigo
dizia desped o caixeiro por que a venda
stav.a redusida a 2 e 38 res porm eu loso
ihe dei na balda. Sendo lirio esto artigo ao Bo-
nifacio, e Thomaz, que milito conhece dissero
em ar de graca um velhaco nio engaa a
outro.
Ora por ventura tinha-lhedeixadoalgum hos-
pede de certo que nao, s na mesma caria
me participava que a pouco tinha chegado do
Aracaty meu irmao; depois do seis meses de es-
tada no Aracaty cheguei em Permanbuco no
ultimo de outubro doanno passado e logo que
entre! naquella casa observei a desorgauisacao
da mesma, e sahi existia elle o um seu irmao,
porquanto o meu ja nessa casa nao exista. Lo-
go son be qu : aquella personagem entiava em
urna casa de (langa a fim de aprender a Caxuxa,
sahindo deste diverlimento s II horas e meia
da noute!!I(e eu muito descansado no Aracaty )
o ponto de que urna noute por desintelligencia
na cusa du sociedade o esperanto no largo do
arsenal e ahi Ihe met'era calabrote a ponto
de gritar quem d'EI-ltei.e por isso s pode ap-
prender as Quadrilhas.eis a causa da rovellia.no
ha duvida ; tratei logo de laucar no Diario a
venda como ha de constar, a ponto de que de-
pois de um cento do annuncios, resolv hn-
cala com rebato elle disse: nao airoso ,
i-Mii j dava a venda fiada por dous annos o
ninguern a quera, neste mesmo tempo, depois
de meu irmao ser despresado de mim, e vend-
se redusido a nao ter um bocado para ctmer,
( ludo causado pelas costumadas intrigas da-
quella personagem ) so valle do mim e recon-
hecendo eu o quanto innocentemente havia si-
do calumniado [ lembra-me o Si a no na Philo-
iiia ) u locebi em meus iavos e o inan-
nal
porem j a venda muito andava no
Diarlo e muito depois chegou outro meu ir-
mao e mais recommondados na Bella Pernam-
bucana, continuando sempre a venda no Diario,
que al j era vorgonha ; quando meus irruios
eslavio promptos para rogressarem na Tenta-
dora apparecem os Srs, .Navarro & Cunha e
tratad a compra da venda com o rbate de reis
300g!!! tomarao conta o quem vio aquella
casa hojeadimira a limposaoarranjoal, que
sorve do vergonha a essa personasen o por is-
so futurisava porque aquolles Srs. tendo di-
versas quantiasespalhadas, sendo-lho custoso
o recobimento com brevidaile; por isso que exi-
giaddo mim um abonu na afandega, o sabondo
elle dlrige-so a mim e diz : que o ia desacre-
ditar disendoque dira? desarrumou um e
accredita outros; emiim condocendi, do que ho-
je m'arrepondo de dar ouvidos a tal Intrigante,
porem remoite, observa o negocio que ellos fa-
em veo mulhodo com quo giro, e po tom
na venda d'um ludo v o arranjo o a Innposa,
o fina certo que nao foi preciso abono e se
boje se quiserem utilisar dolle p>dom contar
commigo por os considerar activos as suas
obrigagos e muito capases. Trata-ino no seu
annuncio dodoulor ,deve-mo do alguma forma
um bocado derespeito; porem falla viza-ves-
sa eu nao sou doutor; porquanto eu noes-
tudei na Redondella ou Carcabiana.
Em quanto as dividas eu as dispresei por que
nao conhocia os devedoros e me dizio ero
chexeros e quanto mais depois de vendida a
venda ; porem leve o cuidado de carrogar logo
osquadernos dos hincamentos dos chexeiros ;
em fim principiou a nossa dizavenca por me
mandar |>edir dinheiro para sua passagem, (de-
pois de ver que arrumacoes hoje sao custozas ,
muito depois de eu ter falla lo aos Srs. Mondes
& Amorimqueso nao agradario da letra com
muita razio ) quando eu ja saba que tinha re-
cabido 30 a 40:00.') dos chexeiros que nunca
pode roceber e derigndo-me a olio Ihe per-
guntei se nao tinha dinheiro respondeu-me
quenemum vintcm I! Diz que era casa de
revelia sim por que pedindo-lbe um seu pa-
tricio 1:000 emprestados, abri a gaveta e
como nao livesse 1000deu-lhc urna sedula de
10:000! I que fanque/a da fazenda alheia ;
porem logo a pouco dsse que o homem era
chexoiro nSo se lembrou quando Ih'os deu ,
em fim at^ esses proprios forio roconhecidos
como chexeiro e o outro dia elle os recebeu.
Queixa-so amargamente do annuncio e por
quo razio se quexa de Pedro Antonio Teixeira
Gumaraes, que o obrigou assignar urna letra
da falta que encontrou na venda de quo tomou
conla cuja letra foi rebatida com o meu di-
j nheiro, e a este que despendeo tantas quan-
lias, que respondo imperialmente, nao sou
seo criado nao se lembrando de que seme-
Ihanle fazenda s tem gasto no Porto e Lisboa ;
tiobemque responder d'uma venda que tomou
conta pertcncente ao Sr Jos Antonio de Car-
valho Braga e que o socio do mesmo Sr. Jos
Mara Palmeira foi dar balanco achou pre-
juizo e disse-lhe na sua cara que nunca vio
desmazello porcaria dezarranjo igual que
at cauzava conspiracao e sensura ver como se
tratava o que devia dar solucao e por fim dis-
se que s ladrocs tinhio semelbante pratica-
do ; de duas urna ou sua personagem tem
alguma restituidlo a fazer, ou est escom
mungado ; queixa-se dos hospedes sim quan-
do se comprou a segunda venda tendo no quin-
tal urna porcao do calcos de jangada o mesmo
vendedor Ihe disse que os recohessca fim de
naoapodrecerem, disso nao era preciso reco-
mendar-lhe ; porem fui ao Aracaty e vim ,
n os calcos anda no quintal )a podres e la
se foro oito ou nove mil rois sera a causa
disto os hospedes ; o culpado sempre procura
vis disculpas interrompeo o ofendido, dis-
culpandose com innocentes : s Ihe d com os
5 contos que love em sua mo, diz todos que
N adivinhasso havia de ensinar um patrio, mos-
tra arrependimentode o nao ter feito ; porem
agora remouva-so que estou livre faca como
fez Judas. Esto balanco queso deu foi no ar ,
foi um pequeo calculo e porconsequencia nao
regula, eso Ihe digo que sua p rsonagem me
deu de prejui o mais de um cont de reis por
u.uanlo s urna obrgaco porto de 500:000 is.
que me passou da venda cuja Ih'a entreguei
para Ihe mostrar que o dozejava proteger ( po-
rem as suas brutalidades ii;dispe at Jess
chrsto ) 300:000 de abalimento na segunda
venda e agora suas duspezas e dividas e
mais prejuizos &c. &c. Saiba sua personagem
que quando foi para o trapiche nada disto me
era obscuro porem o meu gonio compassivo
faz com que cu d descont as faltas dos meus
seineihantes. Podeficar certo que daqui mes-
mo do sitio me acbar prompto para o robater,
apear do qne mecncomode por qnantoquem
calla concente.
/ntonio Jote y unes GuimarSes.
=Furtrouas d lages de pedra em bruto, do
tamanbo pouco mais ou menos de doze palmos
ue comprmeme du ugar da Cabanga, dos
roga-se a quem for oITcrecdo, ou delle souber,
partecipe na casa collocada om o dito terreno ,
que ser recompensado.
=aO bacharol formado Joao Antonio de Sou-
za BeltrSo Araujo Perera juz municipal in-
terino da segunda vara do termo do Recife,, d
audiencia publica na casa para isto destinada ,
as segundas e quintas-feiras do m nhai; o to-
llos os das de traballio dosda as 9 horas da
maohaa at as 3 da tarde oin sua casa na ra
da Cadoia do r Antonio, no segundo andar
do sobrado n. 15.
= O Escrivao da Irma idado da Matriz da
Roa-vista em conlormidido com o captulo
substitutivo ao capitulo 1 "'do compromisso ,
approvado por S. Exc o Sur. Presidente da
Proviicia convida a tolos os Srs. (raos do
SS. Sicrament da Bn-vista que compare-
ci no consistorio da mesma Matriz no dia 4
do corrento p ira se pro ;e lar a eleico da no-
va Meza ; e roga-so aos ditos Srs. Irmos om
geral nao faltem a um to pi acto do qual
dei para aquellac asa, [e tal vez hoje este-1 fundos do terreno de Joao Fernaodes da Cruz;
dependo o boin andamento das obras da mes-
ma Matriz.
= No segundo andar do sobrado n. 15 da
ra da Cadeiado S. Antonio, alugo-se dous
armazons um porbiixo do dito sobrado e
o outio pela parto do dotraz e junto a mar, os
quaes tem muitos commoilos e sao aptos para
qualquer estabelecimento.
as Alui/a-se a casa n. d no atierro da Roa-
vista com 3 in lares e soto toda forrada de
papel no maioraceio possivel ecom excellcn
toscommodos para urna grande familia duas
ditas novas na ra da Aurora n 20 o 22 com
dous andares ; um sitio na estrada dos AfTlitos,
em frente da Igreja ; dous ditos na ponte de
Uchoa dofronte do sitio grande do Franeisco
Antonio do liveira com quem so trata do
ajuste ou com o seu caixeiro Manoel Joaq jim
da Silva.
Arrenda-se um sitio na estrada do Roza-
rinhocom cas de sobrado bastantes fruteiras,
baixa para capim., pasto para vaccas: na ra
da Concoieo da Boa-vista n. 20.
= Aluga-so o primeiro andar, e armazem do
sobrado n 4 da ra do V gario ; a tractar com
o mora !or do mesmo.
Manda-se applicar bixas pretas e bas-
tantes grandes a 320 o360 reis; na ra das Cru-
zesdeS. Antonio n. 39.
Prociza-se de pretas para vender pao ,
pagando-se vondagem ; na ra Direita padaria
da viuva do Machado.
Da-so dinheiro a premio -em pequeas
porces, com penhores de ouro ou prata ; na
ra do Cabug loja de miudezas n. 5.
A pessoa que quer fallar com a viuva, ou
filho de Joaquim Caetnno da Luz ; dirija-so a
camboa dp Carmo n 13.
Aluga-se urna preta para ama de crear
meninos, a qual tem bom leite ; na ra Di-
reita n. 80.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
43 sito na ra Direita, com bons commodos ;
quem o pertender dirijase a ra do Noguei-
ra n. 8.
Preciza-se de urna mulher de toda capa-
cidade j idoza para urna casa de pequea fa-
milia que entenda de cosinha dando-se-lhe
o sustento, podendo trahalbar para se vestir ,
pois s se quer para cornpanhia; na ra do Ca-
bug loja do miudezas n. 5.
Preciza-se alugar urna escrava que venda
na ra e lave ; quem a tiver, dirija-so a ra
Diroita n. 11 prirmdrb andar para se tratar
do ajuste.
Sumio-se um boi manso, sendo de coce ,
e serve tambem no cambio no sitio do Rrejo, o
qual he rapozo, e tem o xifre dimito quebrado,
porm j est furado e he torio para baixo e
nafico do quarto direito e ferrado de novo na
anca esquerda rom um P., eemeima do P.
urna travessa ; quem o pegar, ou delle der no
ticia dirjase a ra do Rosario estreita, se-
gundo andar n. 18, ou no mesmo sitio do lire-
jo que ser bom recompensado.
Quem precizar de urna ama de leite li-
vre c desempedida ; dirija-se ao beco Largo
n. 19.
= O abaixo assignado faz publico pelo pre-
zente annuncio que ningucm contrete negocio
de hypolhera venda, ou outro qualquer que
seja com Florencia Margnrida dos Prazeres,
viuva do nlescido seo marido Andr Alvos do
Reg em bensdeseocazal ncm com outra
qualquer pessoa que seja, assim como com cer-
to Sr. que de prezente tem querido vender a
casa n. 62 da ra da Praia pertenecnte ao dito
casal, que nada d<;ve a esse Sr.; ninguem pois
a vista do proze.itc poder de boa l contrallar
negocio de qunlidade alguma a lal respeito ,
sem so comprometer ao perdimento do seo va-
lor esem encorrer no crimo de urna tranzac-
co doloroza em prejuizo de terceiro. fran-
cisco Jos Das da ( osla.
Vendem-se botos amarellos lizos muito
finos, tanto para foliotes, como para militares,
ras amerellas finas de duraque, e massa de to-
das as qualidades bicos e fitas de todas as lar-
guras superiores frascos d'agua de colonia ,
olio de macass perola, botos de madre-perola,
com um pequen > toque preto a 320 a groza ,
um resto do gollas de linho pretas e brancas a
320 cada urna e outras umitas miudez s, por
preco commodo ; na ra do Cabug. n. 4 loja
de miudo/as.
A pessoa quo annunciou querer vender
um sobradinhode um andar em o Diario do
l.'do corrente ; annuncie sua morada para ser
procurada.
Aluga-so o segundo andar do sobrado da
ra ilo Livramcnto n. 1 onde tem loja do
fazendasa viuva do Burgos, cora 3 rente9 ,
quo so avista a ra do Chieimado Livramento
Padre e Rangel ; a tratar na loja do mesma.
Manoel Pinto da Fonecea Freitas Bra-
silero retira-se da provincia.
Aluga-se um i casa terrea na ra Bella ,
que ja foi Florentina : a tratar no sobrado no-
vo da mesma ra junto a mar.
A sociedade do Marchantaria faz ver ao
respeitavol publico que do dia 4 do corrente
em dianto as carnes de seus assougues serio
vendidas a 7 patacas as da melhor qualidade *
botocs de Pedro 2., e d'alfandega, abotoado- negocio que interessa a araba* as partos,
e as outras a 5 e a 6 conforme as suas quidi-
dades e quo ir baratiando a propon ao que
qHartando as travessias dos gados o possio com-
prar mais baratos porque seus lins he dis
truir os atravessadores nica causa dos gran-
des precos dos gados na le ira porque quando
ahi chegao be ja em terrena e quarta rio
Aluga-so algum mestre do sapateiro
um mole.|ue crioulo de 15 nnos muito adi
antado no mesmo odicio ; a tratar na la es-
trella do Bo-ario n 27
Na ra da Praia armazem n. 70 ao p
da ribeira preciza-sa alugar muleques e ne-
gras para vendercm azeite na ra, e sondo bons
vendedores paga-se bom.
- Consttelo ao proprietario da loja do so-
brado n. 120, sito na ra Direita desta cidade,
om quo I rancisco Jos do "acramcnlo, tem
botica que esto tem d, loque soffrera penbo-
ra justicialmente por nao querer se sujeitar
ao aluguel quo o proprietario Ihe poz da mes-
ma loja oqno he urna pura lasidade por
que estando esta loja alugada por 148 rs. llio
foi dada por 128 rs- e pelas cartas que pode
apresentar ao respeitavd publico quo ihe de-
rigio o dito Sacramento dellas se verao que
este nio foi a cansa mas sim por Ihe nao pa-
gar o aluguel vencido de nove mezes e nio
ter duvida o proprietario de consentir que el-
le continu a morar as ditas lojas se elleot
algum seo amigo Ihe pagar o aluguel cima
vencido e as despezas que tem feito cora a de-
manda que Ihe propoz para seo pagamento.
= Arrenda-so annualmente um grande sitio
na estrada do Montoiro com urna boa casa do
vivenda 3 sallas 8 quartos estribara, co-
xoira cacimba de agoa de beber um tan-
que tem bastantes larangeiras, jaqueiras,
limoeiros bastantes pos de caf ,' cajueiros ,
urna baixa do capim ja plantada e algumas
verduras : a casa he depedra e tal, toda encai-
xilada ; e tambem vende-se : annuncie ou va
a ra Nova n. 26, terceiro andar.
= Hum homem do mato que tem bastante
pratica do servico de agricultura mormente
de engenho por ser com o que mais tem ta-
bulado : offerece-se para administrador de
qualquer engenho anda mesmo sendo longe;
sugeitando-se o annunciante as condices que
que se oflTereca neste negocio ; quem quzcr an-
nuncie.
ss Urna pessoa que tem todos os conhecmen-
tos necessarios para ensinar latim francez ,
Geometra e primeiras letras se prope a ir
para algurn engenho o serto que nio seja
muito distante desta praca ; para o indicado
fim :' quem pretender annuncie.
- O abaixo assignado vende a parte que Ihe
for-ou por heranca de seo fallecido pai Manoel
Pires Ferreira na divida da fazenda publicado
Rio de Janeiro a quid com os uros anda em
mais le fimo contos riereis; quem pretender
dirija-se a traz da Matriz da Boa-vista casan.24.
Domingos l'iret Ferreira.
- Da-se 400:000 a juros sobre penhores de
onro ou prata e tambem em pequeas quan-
tias : na ra das Trinxei'ras n. 22,
Perdeo-se desde a na da Praia at ra da
Rangil urna corrente de relogiocom passador ,
com quatro oitavns e tantos graos, ofierere-se
108000 reis de gratifiracio a quem o achar ;
assim como se roga a todos os ourives, que no
caso de Ihe ser olTerecido o tomem, e annunciem
pelos Diarios para o dono dar os signaes pois
se promette gratificar:
Aluga-se urna casa na ra de S. Goncalo,
lado da sombra com trez quartos, duas sallas,
cozinha fura c grande quinta ; a tractar na
mesma ra rom Jos Bernardo Piniche.
O Sr. Joaod'Alcmio da Cmara Sisneiro.
fara o favor de annunciar a sua morada par*


A
= Mary Hibbert, Inglez, retira-se para
{ora do Imperio.
= Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenhos e correspondentesdos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
beleci monto de machi nismo para engenhos ,
constando de mocndas de diversos tamanhos,
machinas de vapor, de condesado e de alta
pressao da forca de quatro e de seis cavallos in-
glezes e taxas batidas ecoaJas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em i|tuilidule visto screm todos estes objectos
feitos n'uma das principacs fundinos de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. S.
Prtcisa-se sabor avnegoco de interesse se
existe nesta praca Francisco Jos de de S, que
no anno de 1800 negociava com fazenda daqui
para o Acarac na sua fazenda S. Roza ou
alguns de seus herdeiros por elle ; na ra do
Caldereiro n. 46.
= Henry J. Craig subdito Britnico re-
tira-so para Inglaterra.
= Vendem-se, ou troca5-se duas moradas
de casas terreas urna pequea por urna
maior, a outra he grande com sotao por um
sobrado deum andar, ou sitio, voltando-se
oque for justo a pequea est por se alugar :
na ra Oireita 10.
Fabrica de rap Princeza do Rio e da Bahia.
A manes do bom Rap.
Estevao Gasse antigo fabricante do ra-
p Princeza de Lisboa hoje no Imperio do
Brasil com fabrica na corte do Rio le Janei-
ro e na Bahia gosandode grande crdito em
ambas as partes, acaba de formar outro esta-
befecimento nesta capital, fornecido por am-
bas as fabricas aonde se achara esse excedente
rap->, que merece toda a preferencia e estima
dos bons tomadores; o scu titulo he Princeza
do Rio de Janeiro o Princeza da Bahia fa-
bricados com as melhoresqualidades de fumo,
e a preparacao tal qual e qual a do princeza de
Lisboa faz a sua qualidade tornar-se seme-
Ibante a d'aquelle estimado rap cuja excel
lencia se manifesta tanto no bom aroma como
na sua duraco pudendo por isso ser trans-
portado sem risco algum para remotos lugares;
emfimasua extraordinaria estaccSo assas o
recomenda e afianca sua boa composico. O
fabricante reconhece o acolhimento que j os
bons Pernambucanos tem dado aoseu rap c
espera que merecer a mesma eslima em todos
os mais lugares onde for apresentado ; respon
sabilisando-se em qualquer t mpo por sua
qualidade quando o rap naoseja como o firma.
O deposito geral nesta provincia he na ra da
Cruz do Recife n. 38 onde se vendo e se atiende
as reclamaces que possao haver. Tambein so
vende por toda esta cidade, em mu las loias de
f zondas e miudozas ; e outras muitas partes
que estoafreguosadas a este deposito.
N. B. *a o modellosdos botes deste moder-
no rap he quadrado semelhanteao do prin-
ceza de Lisboa.
= Joaquim Alves da Cunha retira-se pa-
ra o Para.
Luiz Antonio de Barros faz sciente ao
respeitavel publico que deixou de sercaixei-
ro do Snr. Domingos Pereira do Mendanha ,
desde o da 27 de Maio passado
Precisa-se de um sitio perto do Recife ;
na praca da Independencia loja n. 3.
Joaquim Jos Ferreira Guimares faz
publico, que enconsequencia de haver oulro
de igual nome ao seu de hoje em diante se
assignar Joaquim Ferreira de Araujo Guima-
raes.
Continua-sea dar dinheiroa premio em
pequeas porioes sobre penhores de ouro;
no patio do Paraso sobrado n. 8 segundo
andar do meio da as 3 horas da tarde.
" O pao de folha annunciado no i iario do
mez passado p ra o varadouro acha-se desde
odia 3 em diante para melhor commodo dos
compradores no lugar da ribeira desla cidade ,
as mesmas horas em diante.
O abaixo assigntido declara ao publico .
que entrou para a Thesouraria Provincial com
489,)800,, recebidosde varios cidados, que
sbscrevro para a casa de correceo em todo
o mez de Maio c declara mais que seno an-
nunciou o incz de Abril, foi porque nada re-
cebe ). = Manoel Ferreia Ramos.
' Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de urna casa e de ra ; quem a tiver an-
nuncie.
J, B. C. Tressc avisa ao respeitavel pu-
blico e particularmente aos Srs. Thesoureiros,
e pessoas encarroadas das Igrcjas que abriu
urna tenda onde fabrica orgosde todos os ta-
manhos para lgreja com trombeta clarim I
cromorno, voz humana e rouxinol ; dito
orgao ( que sendo ouvido nao tem apare
ciqo aqu ) duas finas a clavier e a chave
d realejo, para falta de organista ,/ou por
falta de saber, toca-Ios, entao se toca com a
chaye como se fosse um realejo obtendo a
mesnia voz de um orgao de lgreja', contendo
nos cilindros a missa os hymnos para todas
as festas, e das sanctos do annp tudo reu-
nido na mesma obra; orgao para retreio de
casas com machina tocando s a clavier e a ci-
lindro tudo reunido na mesma obra; realejos
com tambor e trombeta para recroio de casas,
com quidrilbas para dancar pantaln ett ,
poules, trenis finales, e valsas, outro realojo de
todas as dimenedes para lgreja, com a missa, e
os hymnos com a mesma voz de um orgSo de
lgreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presenca acharad ja em sua casa algumas
obras prometas ; tambem concerta os ditos
instrumentos e pe marchas novas ; assim
como compra orgaos e realejos ja usados: no
atierro da Boa-vista n. 3.
Compras.
== Compra-seumcavallo grande, e sadio
para carrinho ; na ra do Livraraento n. 3.
Compra-se urna preta que nao tenha
vicios, nem achaques que cozinhe engom-
mc; na ra do Cabug, toja de miudozas n. 5.
Compra-se um bom cao de fila qu atra-
vessado; quern tiver annuncie.
Comprao-se fiteirosoucaixilhos novos ou
usados; annuncie.
= Compra se urna salva de prata sem feitio:
na ra da Matriz da Boa-vista n. 26 pri-
meiro andar.
Compra-seum negro de 28 annos que
entenda de todo o servico de sitio ; quem tiver
annuncie.
= Compra-se um negro de nacao de 20
annos: na ra da Matriz da Boa-vista n. 26,
primeiro andar.
Vendas
Vende-se urna medalha de prata doura-
da das que se derao aos officiaes que assis
tiroa conquista de Cayenna em 1809; na
praca da Independencia loja de livros ns.
6 c 8.
= Vende-se carne de porco salgada ebe-
gada ultimamante de Inglaterra na galera
mily ; em casa de Me. Calmont & Compa-
nhia, na praca do Corpo Santo n. 11.
Vende-se urna venda cm bom local e que
est bem afreguesada, com os fundos de 1 cont
de reis com grande commodo vende-se por
motivos que a vista dos compradores se dirao ;
no atierro da Boa-vista n. 72.
Vende-se urna casa de dous andares no
largo da S Cruz no bairro da Boa-vista ; tra-
ta-se com Joao Pires Ferreira.
== VendeTse um globo celeste novo por
proco comino .'o; na ra da Cadeia loja de Jos
Gomes I.ial.
Vende-se um 4oalba de lavarinto toda
aborta de xndrez propria para baptisar meni-
nos por preco commodo ; na ra da Gloria ,
n. 84.
= Vende-se urna casa terrea na ra do Mo-
tocolomb n. 73 : na ra da Paz defronte da
ra do Gano u. o.
Vendem-se as seguintes novellas, por
proco commodo ; Camila ou o subterrano ,
Constanca ou a Filha maldita ; a nobre Ve-
nesiana; Emilia, ou os foragidos ; na tra-
vessa do Roza rio loja de cera-n. 3.
= Vendem-so barris grandes e pequeos
icom azeite de carrapato e tambem em cana-
nas por preco commodo : na ra da Cruz do
iRecife n. 52.
= Vendem-se 14 pipas com agurdente
branca : na ra do L'vramcnto armazem de
Jouca e mulhados n. 20.
= Vendem-se sapatos de couro de lustro
para homem son hora e meninas bom rap
le Lisboa chapeos de massa dos mais moder-
nos, meias de seda branca de superior quali-
dade pare senhora e outras muitas fazendas por
preoo commodo ; na ra da Cadeia velha n.
24, loja de Manoel Antonio da Silva Antunes.
= Vendem-se um palanqun) com nouco
uso ; um apparelho de porcelana para cha ;
urna negra vendedeira, cozinha e lava sofrivel:
na ra da Moeda n. 15, primeiro andar, ou
na ra do Amorim armazem n. 32.
Vende-se on troca-se urna negra parida
com nina cria de 10 mezes por outra que sai
ba cozinhar e engommar : na ra da Praia ,
n. 33 serrara de Constantino Jos Raposo.
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Coliegib ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no scu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
a 120, e80 rs.
= Vende-se urna escrava de 0 annnos, en-
gomma cozinba cose ; na ra Direita ,
n. 3, primeiro andar.
Vende-so azeite de carrapato a 1800 a
caada e 220 a garrafa e 3 caixjlhos envidra-
cado proprios para armacao de loja ; assim
como precisa-se de officiaes lesapateiro; na ra
do Livramento loja do couros n. 11.
V^nde-se carne de carneiro gordo, to-
dos os dias de manh, defronte da cadeia. como
na ra larga do Rozario defronte da botica do
Bartholomoo a 160 rs.
Vendem-se bilhetes e meios ditos da Lo-
tera de N. S. de Guadelupc que corre, no dia
12 : na ra da Cadeia loja nova de cambio ,
n. 38 o so troco de todas as outras loteras.
para capim e barro a troco de tijolos ou te-
nas ou outro qualquer material: no esta-
leiro de Joo Eugenio por traz de S. Rita
nova.
Vendem-se duas moradas de casas de um
sobrado ns. 38 e 40 e um terreno no fundo
das mesmas na ra da Guia lado do norte do
bairro do Recile ; ha ra larga do Rozario,
loja de miudozas n. 35.
Vendem-se dous carrinhos de 4 rodas o
um de 2 com cavallo ; farelos em saccas gran-
des charutos de superior qualidade; papel
para desenho ; um cofre de ferro lustres com
Vende-se urna canoa de carga de 1500 mangas bordadas tudo por preoo commodo;
tijolos de alvenaria ou troca-se por outra mais j na ra do Trapichen. 19. casa de J. O. Elstcr.
pequea ; na ra da Praia do Caldoreiro a fal-
lar com Jos Antonio Mariz no armazem de
madeiras.
Vende-se um terreno na ra da Capun-
ga com alicerces, para casa de 30 palmos
defronte, e60de fundo com varios arvore-
bs No passeio publico junto da fabrica de
chapeos de sol, vendem-se gigos com, vinho
de Champanhe de primeira qualidade vinho
de Bordeaux em caixas de duzia e em garrafas,
agoardente de' cognac em barris, caada e
garrafa vinho branco do Cabo e da Madeira
dos de fruto; a tratar com o mestre pedreiro j secca vinho velho do Porto em caixas e por
Joo velho morador no mesmo lugar, ou na garrafa, dito ordinario em barris e garrafa,
ra das Cruzes no* sobrado da esquina do beco licores finos, vinagre, charope agoa de flor
daPol, segundo andar. I de laranja conservas em vinagre, sardinhas
Vende-se urna morada de casa terrea no e hervilhas de conserva conservas de todas as
atterro dos ffogados defronte da primeira en- qualidades de viandas como de galantinas, pas-
trada da Cabanga n. 104, com bastantes com- teis de figado vitella & mustarda prepara -
modos ; a tratar com Jos Ribeiro Simes com da charutos da Bahia de Gros, ditos mais
loja de miudozas e livros, na praca da Inde- ordinarios, rolhas para garrafa, deposito de
pendencia n. 36. genebra-e-agoa de colonia, tudo se vende mui-
Vendem-se oleo de linhaca a 360 a libra, to em conta.
azeite doce a 3680 a caada e 470 a gairafa, Vendem-se urna escrava de 26 annos ,
dito de coco a 2880 a caada e 400 rs. a gar- boa lavadeira e para todo o servico ; urna di-
rafa lingucas a 360 a libra, toucinhoa!20 ta engomma e cozinha ; um molcque de 14
160, 200 rs. cava I la secca a 60 rs. banha annos, proprio para officio ou pagem ; urna
do porco a 360 ospermacete a 600 rs., letria negrinba propria para mucamba e urna mu-
a280, farinha do Maranhoa 100 e 140 rs.
pacas a 160, amendoas a 280, cevada a 100 rs.
boiaxinha ingleza a 240 graixa a 140 taba-
co si monte a 320 milhoalpista a 400 rs. o
quarteiro painco a 240 chocolate, cal em
grio a 140 papel de peso almaco azul e
branco e branco de embrulho, e todos os mais
gneros por preco commodo ; no patio do Ter-
co venda n. 1, e 7.
Vende-se um negro bom canoeiro o
motivo da venda se dir ao comprador : na ra
cstreita do Rozario n. 18.
Vende-se urna negrinha de 13 annos,
com principios de servir a urna casa ; na cam-
boa do Carino n. 13.
= Vendem-se 6 barricas de farinha de mi-
llio, por preco commodo: as 5 pontas, n. 23.
Vende-se rap princeza de Gasse, de
excellente qualidade ; na praca da Independen-
cia loja de Henrique Jorge n. 39.
\cnde-se um moleque de 18 annos ; na
ra das Larangeiras, n. 5 sobrado de Clau-
dio Dubeux.
Vende-se elTectivamenle superior salitre
refinado, em barris o a retalho pelo mdico
preco de 200 rs. a libra e superiores caixi-
iilias de espoletas ; na ra das Larangeiras n.
5, sobrado de Carlos Dubeux.
= Vende-se um litoira muito forte e se-
gura com seus competentes arreios e sella ,
muito proprio para viagem o tem commo-
dos para duassenhoras e duas meninas ; na ra
da Cadeia de S. Antonio, n. 25 segundo
andar.
= Vendcm-sc 6 paos de sa poca i a o mas-
saranduba verdadeira le 54 palin ,s de compri-
mento e 12a 13 palmos de grossura quina
viva descarregados ao p do theatro novo ; a
tratar com Victorino de Castro Moura na ra
da Cadeia do Recife. loja n. 20.
Vende-si; urna preta de nacao, do 18 an-
nos boa mucamba faz todo o servico de
urna casa com principios de engommar, cozi-
nhar c lavar ou troca-se por duas negri-
iihas ou moloques de 8 annos ; na travessa do
Veras na Boa-vista n. 14.
Vende-se a propriedade denominada Cas-
sote a qual divide pelo engenho Giqui. pas-
so do dito em trras da lbura a qual tem
quasi meia legoa com mattas e agoa ; detraz
da Matriz da Boa-vista n. 24 cosa de Do-
mingos Pires Ferreira.
Vende-se urna canoa nova de amarello ,
para mais de mil tijolos de alvenaria grossa ,
recen teniente acabada muito bem construida,
a qual esta no cstaleiro do Torres junto a ponte
do Recife ; na travessa do Queimado n. 3.
Vendem-se urna preta de 20 annos,pti-
ma mucamba berecolhida. cose, e engom-
ma bem 3 ditas com boas habilidades urna
dita de 30 annos por 3008000 rs. um preto
de meia idade por 220^000 bom comprador e
servente de urna casa ; na ra de Agoas ver-
des n. 44.
\ ende-se urna preta de bonita figura ,
moca, e sem vicio algum; na ra de Agoas
verdes, n. 42.
Vende-se o novo rap princeza de Gasse.
na loja de Henrique e Cezar no arco de S.
Antonio n. 5.
Vende-se urna canoa nova que carre-
ga 700 tijolos bem construida mui propria
latinha de 12 annos ; urna cadeirinha de bra-
cos don rada e com .pouco uso : na ra do
Fogo ao p do Rosario n. 8.
Vende-se urna preta de meia idade co-*
zinheira lavadeira e vendedeira : na ra do
Collegio n. 19.
= Vendem-se rap princeza de Gasse a
retalho : na ra do Cabug n. 5 loja de Jos
Joaquim da Costa.
Vende-se urna burra de raca hespanhola
pronria para tirar casta ; na ra do Crespo ,
n. 17 loja do Santos Noves.
Vendem-se 11 vasos para craveiros bem
feitos e delicados apesarde screm de barro ,
servem como esta ou para pin'ar, sao do
ultimo gosto deum aulhor Brasileiro ; na ra
Nova loja n. 58.
Vendem-se bilhetes e meios ditos da lo-
ter a de N. S. de Guadclupe da cidade de Olin-
da que corre no dia 12 do correte, libras
de retrozazul ferrete preto e sortido de co-
res primeira qualidade, por preco barato:
n praca da Independencia n. 4.
Escravos fgidos.
No dia 30 do passado desapparecoo um
mulato acabocolado com o cabello corrido ,
feio de cara por ter muitas enrugas o marcas de
bechigas olhos pequeos, tem o andar apres-
sado he official de sapateiro de 26 annos,
levou caigas de ganga a ul e camisa de chila
roxa ; quem o pegar leve a ra de S. Rita n.
62 em casa de Antonio Joaquim de Oliveira
Baducm ou no forte do Mattos prenda de al-
godo.
No dia primeiro do corrente fugio a pre-
ta Benedicta Angola estura legular ps
grandes e feios, pomas arquiadas tem una
das pernas signa I de ter lido una cbaga grande,
cara larga heicos grossos tem as costas com
alguns signaes de ter tido feri.las evou ca-
misa e vestido e esse bastante sujo; quem a
pegar leve a ra Nova n. 33, que ser grati-
ficado.
No dia 31 do passado fugio urna negra do
nacao Raca altura regular, gorda, ps gros-
sos com a letra 8 no braco direito levou
vestido de assenlo verde com flores roxas e en-
carnadas panno da costa velho, cabello gran-
de o cor fula; quem a pegar leve a ra das 5
pontas, n. 32, quesera recompensado.
= No dia 30 do passado tendo sahido a
vender diversas pecas de louca vidrada e es-
trangeira, nao voltou mais para a casa um
escrava crioula de nome Antonia Benedicta ,
de 20 a 25 annos, muito regrista bem pre-
ta pernas alguma cousa arquiadas, levou
vestido ja branco que foi de chita porem ainda
tem algumas palmas a/ues e brancas saia de
lila, e oordo de ouro no pescoco ; quem a pe-
gar leve a ra larga do Rozario em casa de Joo
Manoel Rodrigues Valenca que ser recom-
pensado.
Desappareceo no dia 23 do p. p. a preta
Antonia de nacao Costa magra alta tem
o de. o do meio da mo direita cortado pelo
meio ; consta que tem andado procuran Jo se-
nhor para a comprar: quem a pegar traga a es-
ta Typografia que ser gratificado.
Rarifs: ;; Tt?. s
1?
un ni. a. ,
M/MM AMIA.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EK6T9LVXN_NZY1S0 INGEST_TIME 2013-04-13T00:55:41Z PACKAGE AA00011611_04975
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES