Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04974


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Full Text
Armo de 1843.1
Sexta Feira 2
Tildo agora dependida a( meamosj da nosaa prudencia moderadlo, a enerfia : eoa-
linuemoa como principiemos seremos aponiadoa cura adairaro entre as Nacoes mais
tullas. ( Proclemajao da Aisemblra Garal do BliiIL.)
-------------------------|----------__------------------------------
PARTIDAS DOS CORREIS TERRESTRES.
Parahiba Rio grande do Norte segunda sextas ftirae
Goianak ,
Bonito o Gtranhuna a di) e 24
Cbo? 3-rinhie
Boa-sistai Florea
Rio Formoio Porto Calvo Macaio
a Alagues no 1. H
-,---- ^ _.
i (3 e 28. Sanio Anto, quintas feiraa. Olinda iodos os diaa.
DAS DA MilANA.
39 Owh a. Meximan M. Aud. do J de D. da 2. t.
50 Un. a. Fernando Rei. "Ral. Aud. do J de D da 3 T.
tf Otei a. I'eironilla V. And doJ. de D. da 1. t.
1 <}uiu a. Fimo M. Aud. doJ. de D. da 3. t. fc
i Sel' e. Marcelino M And do J. de D. da 2. t.
3 aU jejitm Paula V M Re. And. do J. de D. dt 1 r.
Do, l'aicoa do Espirito Santo.
de J un lio
Anno XIX. N. 1%U
O Diario pnbliea-M todos os diaa qaenlo for* Santjfieaoe: o praao de MtigaettMi*
de tres sil rea por qnartel pagos adiaeiedoa. O annuncios doe aaeigoentee aio wta
gralia, e oa doe que o n.i forern razo de 80 rea por linha. Aa
gidae a asta Typ., rea dasCrniesN 34,ooa preceda Independe
ha. Ae reolaaaaooea dereaa aer diri-
lojs de liroa ti. 6 o.
calillo*.No dial, de Junlio
Cambio aobre Londrea 25 i. Ooo-Moeda de ,400 V.
Paria360 reaper franco.
Liaboa 100 por 100 de premio.
N.

de 4,000
PliTA-Palacoee
c Petos Coluaanare
diloa Mexicano*
oaapra
1,40
16,i00
9,000
1,900
1,900
1,900
T.aid.:
16,609
1,400
9200
i>W
l.S*l
1,920
Moeda de cobre 2 por cento.
Idea de letras de boas fimai 1 | | .
PHASESOA LUANOMEZ DE JDNHO.
Lna CheU 11, le 4 hurase 60 a. da m. I La nova 1 a7, A* B borai da larde.
yuart.Dung. i 19, t (i horas e 10 a. da I. | Ooart. eraao. i 5, os 15 minutos da Urde.
Preamar de hoje
1. a 8 horas e 20 m. de manhe. | 1. f a 8 horas a 64 a. da tarda.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Illra. e Exm. ^'r. Tondo-so celebrado
nesta corte no dial.0 do corre n te com ge-
ral satisfaio dos habitantes d'ella o consor-
cio da SerenissimaPrinceza a Senhora D. Fran-
cisca com Sua Alteza Real o Principe de Join-
ville Filho de Sua Magostado o Rei dos Fran-
eezes: Manda Sua Magestade o Imperador
participar 'V. Ex. tao fausta noticia para
he dar toda a publicidade nessa provincia, cu-
jos habitantes a recebero sem duvida com en-
tusiasmo correspondente a satisfacao, com
que o Mesmo Augusto Senhor Doo o seo con-
eentimento a'quelle consorcio, pelas vantagens,
que d'el le devem resultar aos dous Paizes.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Ja-
neiro "ni 2 de Maio de 183. Jos Antonio
da Silva Maya.Sr. Presidente da provincia
de Pernambuco.
Illm. e Exm. Sr. Tendo participado
V. Ex. em aviso de 2 do corronto o feliz con-
sorcio da Serenissima Princesa D. Francisca
com Sua Alteza Real o Principe de JoinviHe :
cumpre-me agora communicar-lhe para que
o fat/a publico nessa provincia que os Augus-
tos Esposos partirn ante hontem para a Fran-
ca na fragata Selle Paule acompanhada pe-
la nao Ville de Marseille e pela curveta Co-^
quetle. Dos guarde a V. Ex. Palacio do
Rio de Janeiro 15 de Maio de 1843. Jos An-
tonio da Silva Maya.Sr. Presidente da pro-
vincia de Pernambuco.
EXTERIOR.
NOTICIAS DIVERSAS.
O Cometa Le-se no ^un oseguinte escri-
pto pelo tenente Morrison : Ocometa
inaiur e est mais prximo da trra que ne-
nliiiin dos que se tem visto neste sceulo. Julgo
que os tremores de trra, e o extraordinario
calor da tomperatura que tem coincidido com
a apparicao (leste cargo abriro os olhos dos
homens sciontilicos sobre a verdade das doutri-
nas da astromteorogia. Sempre notei que so-
brevinha um calor forte quando um grande co-
meta la/ia a sua primeira apparicao, verifican-
do-se urna reaeco e reinado um grandissimo
rio quando desapparecem.
O Cometa de 1843. L-se no Courrier
franjis de 29 de marco o seguinte :
Eis-aqui novas informacoes que mr.
Arago deu hontem na sessao da academia das
sciencias sobre o cometa que eslava esta noite
de urna apparencia admiravcl.
Em l'aris o estado do co tem sido quasi
constantemente desfovoravel e nao tem per-
mittido dett-rminar-se a rbita do cometa. Com
tudo anda se nao tem a noticia que poderin
ter chegado de que fura de Paris, tenlia havido
um resultado definitivo sobre este ponto.
O que se escreve de Inglaterra com este
motivo6 pouco importante. Escrevem de Niza
academia que o cometa foi visto dalli a 12 ,
13 e 15 de marco ; a 14 o lempo era dosfavo-
ravel. Em Tonlose foi visto a 18. Em Marse-
lliaas obsorvacoes Caitas por um nubil astron-
mico, sendo combinadas com as de Paris. ser-
viram para determinar a rbita do cometa. Em
Genebra o fenmeno foi visto o 18 19 e 21
deste mez, e poude-se calcular a rbita. Resul-
ta do calculo que a passagem do cometa ao pe-
ribelio teria lagar a 14 de fevereiro ultimo e
que elle executaria neste momento o seu movi-
mento retrgado.
O que se tem notado de mais extraordina-
rio at no presente que nunca se tinhn vista
nenhum cometa ofTerecor urna linha perihelico
tao curta ; isto que nenhum se teria opproa
simado tanto do sol a tal ponto que o comet-
teria penetrado na materia luminosa deste asa
tro. A linha peiihelica do cometo de 1680 -
que se considerava como a mais curta seri,
...undulo maior mm a linha nerilhelictlo acta!
cometa. No momento em que mr. Arago a-
hrio a sessSo occupav&o-se na reparticSo das
longitudes em terminar o calculo relativo a esta
determinacao.
O cometa aprese ntova a sua cauda n'uma
direceo obliqua o seu comprimento de 63
milhoes de legoas. E' pouco provavol que o
actual cometa tenba similhanca alguma com
nenhum dos cometas calculados at boje.,
Comtudo em 1702 loi observado um co-
meta em Roma ; o qual appareceu igualmente
no mez de Marco e tinha urna cauda estreita
como o do actual cometa. Pensa-se que o co-
meta de 1702 era o mesmoque oque Cassini
observou em 1668. Segundo este astrnomo ,
o observado em 1668 devia ser o mesmo de que
falla Aristteles c que appareceu em 373 an-
tes do nascimento de Jess Christo. Elle teria
feito 60 re\olui;ocs de 34annos cada urna. Um
astrnomo inglez pretende que o cometa actual
o mesmo de que falla Aristteles. Smen-
te depois de se ter determinado a rbita que
esta queslao poder ser resolvida Aristteles
falla de tremores de trra que tivero lugar
na poca em que appareceu o cometa de que
fez moneo ; e ajunta que duas ciilades do Pe-
loponcso foram destruidas.
O terrivcl desastre de Guadaloupe, occor-
rido na poca da apparicao do actual cometa ,
tem feito acreditar a militas pessoas que os
cometas so causa destes transtornos ; tem-se
tambem acreditado geralmento que se devia
attribuir mesma causa a temperatura extraor-
dinaria que ltimamente ae tem sentido. Tu-
do isto sao erros e preoecupaces vulgares, por-
que os clculos feitos na repartieao das longi-
tudes demonstrSo que a temperatura, que
tem reinado nos annos em que os cometas tem
apparecido no horisonte, nao tem sido mais
elevada que a dos annos ordinarios; e ot mui-
tas vezes tem sido menor.
Mudancas no systema solar. L-se n'um
peridico dos Estados-Unidos o seguinte. Li-
ma mudanca extraordinaria se prepara, no sys-
lema solar e o celebre Hauff chama a.atten-
(o dos homens scentificos da Europa ao re-
ferir as suas observaces sobre este ponto. E'
evidente diz lie, que se est verificando urna
mudanza na inclinacSo do eixo da trra ,. e que
se vai fa?endo coda vez mais agudo o ngulo do
equador com a eclptica. A obliquidade na
marcha da Ierra diminuiu repentinamente de-
pois que passou o equinocio do outono ese
nao intervier alguma influencia que compense
esta nova tendencia, em breve haver urna mu-
danca sensivel as estaees, e na duracao rela-
tiva dos das e das noitcs.
E' t8o notavel ja a variaco que v"o fcar
inexactos muitos clculos llxos dosquehSode
servir para o anno corrente e com pouco que
se augmente nao tardarao os maritimos em du-
vidar, quando ao fazer as suas ubservacoes,
vejan que o almanack americano nao um guia
segura para conhecer a posico das estrellas
fixas. Ha algum lempo que o patrao de um
navio ( o .^hipmaster ) homem intelligente
e d'experiencia, me refera que na sua volta das
Indias Orientaes perto do sexto grao ao nor-
te do equador, forao as suas observaces mui-
todifferentesdasque tinha feito as suas via-
jen* anteriores ainda que se serviu em todas
de um mesmo cronometro.
Os polos de Venus estao a 38 graos de al-
tura e parece que tem passado de seu antigo
brilhantismo'a urna cor rxa, como a de Marte ;
porm a mudanca nao ainda perceptivel a
simples vista. Com os telescopios se vem al-
gumas manchas de fogo rodando sobre o seu
disco. Com muito interesse observei este fe-
nmeno ; ha poucos mezes principiou no lado
do meio dia e gradualmente tem ido avan-
cando at que oceupou todo o planeta. O mo-
vimento deste mesmo planeta pela sua rbita
parece que se demora tanibem como se esti-
vesse soba influencia de umo nova e poderosa
attribuicSo.
Parece que tem diminuido muito o volu-
cihg ec tiyesss re
" i "~ """
lacos qaeo uni">o ao systema solar e princi-
pia a sua carreira ao redor de outro corpo ce-
leste mais separado.
Saturno tambem tem tomado um aspecto
raro: a linha escura que divide o seu annel
tomou urna cor tal, que por toda a parte pare-
ce um (erro ardendo e lanca um reflexo pal-
udo sobre as partes prximas do annel.
( Do Patriota. )
INTERIOR.

UilllUV *JS
SENADO.
Discusso das forjas de trra : A banca-
rota, ele.
O Sr. Vasconcellos : O Sr. Ministro da
Guerra est presente pode dar essas informa-
coes assim como outras muito importantes. Os
mesmos peridicos tambem teem asseverado ,
nao sci se verdade, que houve um tratado en-
tre os rebeldes e a repblica do Uruguay pelo
qual foi reconhecida a repblica de Piratinim !
E nao ser necessaria forca e muita forca pa-
ra tranquillisarmos o imperio no sul ? I....
A minha opini5o pois. que se d ao go-
verno a orca que elle pede; mas antes de a vo-
tar desejo as explicacSes que ja pedi isto se
o ministerio entende que o decreto que oauto-
risou a destacar forca de G. N. Ihe deu um ac-
crescimo de lorca ou smente urna forca sup-
plemcntar.
O nobre senador a quem mo refiro fez tam-
bem urna comnaraco das despezas do Rrazil ,
ou dos impostos que os Brazileiros pagao com
os impostos que pagao diversas nacoes da Euro-
pa ; e parece-me que a sua opinio que s a
Franca paga tanto... .
U Sr. P. Sonsa : E a Inglaterra.
O Sr. Vasconcellos : Bem ; a Franca e a
Inglaterra. Ora eu nao tenho presentes as
estatisticas d'csses paizes.... Estava persuadi-e
do que a Inglaterra pagava muito e muito mais;
at pelos clculos do nobre senador. Dissc o
nobre senador : A Inglaterra contm 130
milhoes de habitantes comprehendendo os de
todas as possesses e distrihuindo o total do
imposto por todos estes habitantes do imperio
britannico, v-se.que cada Um vem a pagar me-
nos do que o Rrazil. Ora parece-mo que o
que pagao os habitantes das ilhas britannicas
muito mais do que o que pagao os habitantes de
todas as possesses e que nao se pode admit-
lir esta distribuico por todos os habitantes das
possesses da Gran-Bretanha porque ncm to-
dos contribuem igualmente para as despezas pu-
blicas. Mas eu nao entro n'esta discusso....
Desejo saber se o nobre senador calculou a difle-
renca da moeda. ...
Sr. P. Sonsa : Calculei.
O Sr. Vasconcellos : Eu acho mu diflicil,
e at impossivcl calcular a receita e a despeza
de dous estados e comparal-as ainda que
n'ellas haja a mais perfeita circuladlo metlica.
Como se pi'ide calcular a despeza de dous estados
quando um tem urna moeda fluctuante c ou-
tro urna moeda fixa ? ....
Porm eu entendo" que o nobre senador fez
outra comparacao; parece-me que elle compa-
rou o que paga o Ingiez com o que se despende
no Rra/il, e d'ahi que vem a nossa discrepan-
cia. Nao calculou aquillo que arrecadado
para os cofres pblicos calculou o que se des-
pende no Rrazil. Ora, eu sou de opinio que,
se continuarmos n'este systema de despender ,
dentro em pouco tempo ros avantajaremos a
quaesquer outras nacoes em artigos de despeza I
[apoiados) Mas o nobre senador ha de perdoar
(foi o que percebi do seu discurso) comparou
o que s paga realmente na Inglaterra com o
que se despende, e nSo com o que oscontribu-
inlis pagao no Biazil; e ha urna diflerencu de
quasi um trro. Nos at ao presente temos vi
vido do milagroso papel moda 1 I ... .
UmSr. Senador : E de emprestimos.
O Sr. Vasconcellos: Mas ha tempos a es-
ta parte urna especie de anjo mau tem influi-
do em nossos nimos de maneira que em cada
i ubase c uoii0 uprocuwac urna ruzuo
muito plausivel. Em 1835 a baaca-rota a-.
presentou-sc de urna maneira muito agradavel
aos provincianos O papel moda provincial,
dizio, um obstculo 6 communicaeSo e com-
mercio entre as provincias ; para passar fundos,
porexemplo de Minas para o Rio de Janeiro
perdem-se 20 30, 40 por % esta misera-
vel razo provaleceu generalisou-se o papel
moda !!!... Ti vemos entao a fortuna de
que um certo astrnomo mostrou-nos com tal
evidencia as vantagens do papel moda que nos
levou a votar pela banca-rota Elle entre
outras proezas pirlameniares fez a de persua-
dir-nos de que nao era possivel falsificar o pa-
pel moda, e o seu argumento fez adoptar a ge-
neralisacSo. Eu a esso respeito ainda estou con-
vencido, embora o Sr. Ministro da Fazenda te-
nha asseverado que apparecem na circulacao no-
tas falsas e as tonha mandado recolher, que ha
ahi luxo de despender dinheiro e de desperdi-
cio no que toca n substituico ; porque ainda
hoje me le muro das razocs d'este celebre astr-
nomo ; estou persuadido que tal falsificaeo 6
impossivel! ..
Seguiu-so a outra phase de banca-rota em
1839. Dizia-se entao: Se vos n3o emittirdes
papel moeda estis perdidos! a pra?a esta em
tirandes apiros, sent grandenecessidado deca-
pitaos ; os juros teem subido muito preciso
acudir s necessidades do mercado ; ai dos de-
putados que nao votarcm por essa medida,
principalmente os do Minas ede S. Paulo 1 ai
Selles, nao obterao a reeleica5 !...Eu n8o se!
se Ionio ns receios pnicos ou a existencia do
genio mau que nos persegue ; o certo que la
passou essa banca-rota que nao bateu porta
[ olhando para o Sr. Costa Ferreira ) arrom-
bou-a I!... em 1835 tinha-lhe mettido os hom-
bres ; mas em 1839 escancarou-a !....
Veiu dopois outra phase no ministerio de u-
Iho e o genio mau inspirou-lhe ah urna idea
um .tanto epiurammatica (nao sei se me expri-
mo com clarosa )....dar papel moeda ao go-
bern para espancar a pra^a!... (filadas) Idea
que de alguma surte designa um epitheto pou-
co airoso qu; se deu a esse gabinete, epitheto
que nao quero repetir para nao me compromet-
er com o nobre senador por Pernambuco....
O or. H. Cavbante:Polo contrario___re
pita.
O Sr. Vasconcellos :Gabinete-ccete I..,,
OSr. H. Cavbante:Mm alto repita.
O Sr. Vasconcellos:Gabinete-cacte J..,
O Sr. C. Ferreira d un aparte que nao per-
cebemos.
O Sr. Vasconcellos:Dizia-se ent$o; pre-
ciso combater a praca preciso oo xpor o
piz avidez dos capitalistas!...Nlo sei que
tal ser essa theoria ; mas eu desojara bem que
o actual governo, a quem douo meu I caco con-
curso, nao aceitasse essa arma que qoiz empre-
ar contra a praca esse outio gabinete 1
Ora, tal vez proceda, Sr. presidente, da ban-
ca-rota que principiamos em 1835 o augmen-
to das nossas despesas ; porque estar certo o
senado que n'esse tempo o cambio estava a 41
ou 42!.... Eu via um grande mal na substitu-
cao na generalisaco do papel; at tinha em
meu favor o voto do nobre senador, o Sr. ,4\*
secretario que disia que antes quera morrer
do que ver adoptada semelhaute medida J....
O Sr. Castro e Silva:No fuf tilo exage-
rado.
O Sr. Vasconcellos:Mas nSo foi Deus servi-
do ouvir os votos do nobre senador ; alias oa5
teriamos hoje o gosto de o ver sentado nesta ca-
sa Passou a medida proclamou-se a banca-
rota e o nobre senador na5 morreu !... Eu me
dou os parabens por esta graca da Divina Pro-
videncia 1
Passou a lei para a generalisecaS do papel
moeda e immediatamente o cambio baixou a
3Q, 31 e 32 1 Ora, as despesas publicas deviSo
pelo menos augmentar a quarla parte da somma
em que montavo at entao durante o cambio a
40 e a 41. O encarecimento dos gneros obrigou
a elevar os ordenados dos empreados pblicos,
e se os compararmos com aquellos que elies
vencio anteriormente conhecer-se-ha a geae-
rosidade do corpo legislativo em parte funda-
da em alguma justica e equidade.
Mas disse o nobre senador :Foi de 183T
para c que se augmentar&o muito as nossas
despesas.Srs., nos fizemos economas quefo-
rao desperdicios | o exercito foi dissoUtd !! Q
aaai


nobre senador por Matto Grosso quiz em 1837,
com todo o esforz proprio do seu alto patrio-
tismo, mandar tropa para o Rio Grande do Sul;
e disse elle que depois de muitas fadigas de
muita porfa apenas conseguio mandar para
1 40 homens!...
O Sr. Saturnino: verdade.
O Sr. Vasconcellos: Ora Sr. presidente ,
teria a guerra do Rio Grande do Sul procedi-
do se tivessemos enlo Corva disponivel para
acudir a urna boa parte da provincia que se pro-
nunciou contra a rebelliao de 20 de setembro ?
teria progredido se mandassomos urna loica res-
peitavelparaesses pontos?Progrediu a rebel-
liao em S. Paulo e Minas o anno passado ?... E
porque nao progrediu ? Porque o governo po-
do mandar Torcas contra ella; porque tinha (or-
eas e naquelle tempo nao as havia.
Esquecia-me da revolta do Para e tenho a
mi'ii favor o nobre senador pelo Maranhao, que
pode declarar com toda a verdade que pro-
pria da sua pessoa o que entao passou. Rom-
pe urna rebelliao medonha no Para, a quem o
governochamou em urna Talla do throno, nSo
sei se rebelliao de barbaros ou de Teras ; rompe
essa rebelliao; e que Torca mandou o governo
para acudir aos desgranados Paraenses? Um ge-
neral urn cabo de esquadra e nao sei se 6
soldados; ao todo 8 pessoas!.... (risadas) O no-
bre senador pelo Maranhao Tez todos os esfor-
cos para soccorrer o Para e apenas aprontou
cento e tantos homens !....
O Sr. Cosa Ferreira:Mandei cento e tan-
tos de tropa de lioha e tratei logo de apromp-
tar uns 1,000.
O Sr. Vasconcellos:Y, tratou logo de a-
promptar, segundo diz, perto de mil para a-
quella expedieco! Ora Sr. presidente, se
houvesse Torca disponivel ; se nos, por um es-
pirito de economa mal entendido nao tves-
semos dissolvido o exercito ; se nos nos nao te-
vessemos esquecido de crear outro, teria os
habitantes dossas provincias sofTrido tantas ca-
lamidades ? teria o governo Teito tantas despo-
sas sem necessidade de as Taser ? \...(apoiados).
Mas como procedamos nos?!... Eu, Sr. pre-
sidente, quando Tallo dos desmanchos passados,
nao sou suspeto porque me acusao nao sei
se com raso, de ter concorrido para elles. Mas
como procedamos nos?Quanto pede o minis-
tro da guerra ?Por exemplo 2.000:0008000
resOh 2.000:0008000 res! isso muito ,
5OO.O0OS000 rs. bastao,e passava urna emen-
da Nao recrute o ministerio da guerra, e
bastava a omnipotencia da cmara dos deputa-
dos para que o ministerio nao recrutasse Nao
havia lei que o prohibisse mas por alguns an-
nos nao so recrutou!
O que se fasia com o ejercito lazia-se com a
marinha ; e parece-me que a respeito da marl-
nha dava-se maior damno porque se erao ne-
cessarios 1,500 a 1,600 contos para conservar
um certo numero de navios armados, distemos
nos1,600 contos! nada!desvaneciamo-nos
de tanta economa,reduziamos o pedido a 1,000
contos, e o ministro via-se na necessidade de
mandar desarmar parte dos navios! Occorria
depois urna grande necessidade elle esquocia-
se da lei e os tornava a armar!... Ora, parece-
me que disem os entendedores da arte nutica
que tres desrmamelos equivalem a um in-
cendio!....
O Sr. H. Cavalcaute:No Brasil.
OSr. Vasconcellos:Eu nao li isto em livros
brasileiros, nem referindo-se ao Brasil; lem-
bro-me de o terlido no Dupin, que assevera is-
to mesmo a respeito da Inglaterra....
O Sr. H. Cavalcante:\k por ah que tem
por onde ir!
O Sr. C. Ferreira:Mas temos urna esqua-
dra no Rio Grande do Sul que nao faz nada.
O Sr. Vasconcellos:En nao duvido que essa
esquadra que temos no Rio Grande do Sul tenha
pouco quefaser....
O Sr. C. Pereira:Porque l temos essa es-
quadra que nao temos necessidade de a em-
pregar.
OSr. Vasconcellos:Eu agradeco ao nobre
senador a resposta que deu. Sim, porque l te-
mos essa esquadra que nao temos necessida-
de de a empregar; alias os rebeldes teriaS ar-
mado alguns pequeos barcos eo nosso com-
hercio muito soTreria com isso.
Nos Tomos, pois, Tasendo economas desta
maneira e quando se reconheceo a necessida-
de de termoi a Torca j nos Taltava tudo; e tu
ainda hoje pens que nos Talto muitas cousas
[apoiados). A diser a verdade, eu quisera que
houvesse menos Torca no exercito, menos Tor-
ca na marinha.
O Sr. H. Cavalcante: Mais mua e menos
gualdrapa.
OSr. Vasconcellos:....mas, que procuras-
sernos armal-a de maneira que ella estlvesse a
par da das naces civilisadas. Em artigos de ar-
mamento vamos fleando quasi no estado dos
Chineses entretanto que as naces da Euro-
pa vao Tasendo progressos extraordinarios. ..
OSr. H. Cavalcante:Por ah, por ahi.
O Sr. Vasconcellos : ....... Nos conser-
vamos tudo que e antigo Eu tamhem tenho
muito respeito pelas cousas antigs ; e com a
idade e molestias vai este respeito crescendo
consideravelmente. Mas, n estes objectos, eu
quizera muito progresso. Ainda hoje tenho
urna dor muito vehemente quando me lembro
que em certo anno dizia Brown esse almi-
rante de Rosas : Eu qualquer dia vou almo-
guom receiava que se verificasse esta ameaca ,
nao porque faltasse coragem aos brasiloiros ,
nao porque elles nao pudessom fazer a esquadra
argentina o mesmo que esse almirante queria
fa/er brasileira ; mas porque os nossos navios
nao estavo armados da maneira porque o de-
vem estar navios de guerra.
Eu, pois, desejra fazer alguma economia no
numero da forca para habilitar o governo a pro-
curar todos os meios de a por no estado em que
bo|e a tem as nacoes civilisadas. Pois nos nao
poderiamos ter j todo o nosso exercito armado
de espingardas fulminantes? Tanto dinheiro
se tem despendido e parece-me quo nem urna
companhia temos ainda assim armada Nao
poJeriamos tr alguma artilharia moderna?Pois
nem urna embarcaco temos para ensaio do que
artilharia moderna Entretanto fazemos
muitas despezas que nao assombro s o nobre
senador por S. Paulo tambem me assombro
e amofino muito Eu estou pois persuadido,
Sr. Presidente, que muitas cousas tfiem con-
tribuido para o nosso estado actual: erroscom-
mettidos de boa f muitos excusaveis, e al-
guns desperdicios que se podio tr evitado.
Disse o nobre senador que de 1837 por dan-
te se augmentarao as despezas. >rs. ha urna
equivocaco. Eu tomei parte n'esta discusso
s por causa d'esta asscrco do nobre senador ,
porque me respeitava. O imperio do Brasil
tem vivido sempre sobre o rgimen de dficits.
Nos primeiros das de sua existencia contrahiu
um emprestimo interno ; e passados tempos
contrahiu um emprestimo horroroso na praca de
Londres de 70 e tantos milhocs de nossa actual
moeda. Em 1826 dizia o ministro ao corpo le-
gislativo : O nosso dficit de 4,600 contos.
Em 1827 o corpo legislativo autorisou o go-
verno a contrahir um emprestimo de 12,000
contos, se nao me engao ; e em 1828 de
3,000 ou 4,000 : cuido que o de 1828 se rca-
lisou em 1830. Em 1831 qual era o nosso es-
tado de financas, em que apuros nos nao vi-
mos ? !.. .
O Sr. H. Cavalcante: Quem me dra es-
tar n'essa poca !
O Sr. C. Ferreira da um parte que nao
ouvimos.
O Sr. Vasconcellos : O nobre senador pe-
lo Maranhao parece que se est incommodando
com estas verdades ... Tenha paciencia ,
v ouvindo ; cabe-lhe tambem alguma parte
d'estas desgracas.
Em 1831 o ministro da fazenda o muito
honrado, e muito franco Sr. Jos Ignacio Bor-
ges de quem o senado se recorda com sauda-
de (apoiados), apresentou-se ao corpo legisla-
tivo dizendo : Nos nao temos dinheiro nao
temos renda, o nico remedio que eu julgo ap-
plicavcl para melhorar as nossascircumstancias
a suspenso dos pagamentosda dividaexterna por
5 annos. Alguns dos nobres representantes da
nacaoirritarao-se, eiiidignro-sccomo erapro-
prio do seu patriotismo e do zelo que tem de
mantera honra e a dignidade nacional. Mas
lembro-me que eu e o Sr. Paula .wouza susten-
tamos o adiamento da proposta ; ella foi rejei-
tadata mas nos sustentamos o adiamento d'el-
la. Fzero-se as economas queja notei: nao
havia real a aproveitar que se nao aproveitasse ,
sem nenhuma previdencia do esultado. E o
que tem acontecido ? Um constante dficit.
O ministerio mais feliz foi o do Sr. Manoel
do Nascimento Castro e Silva nosso collega, o
Sr. 4. Secretario. Com muito geito o Sr. ex-
Ministro da fazenda procurava persuadir-nos
que as nossas financas erao prosperas ; ao mes-
mo tempo que a falla do throno nos asseverava
que a renda eslava cm perfeito equilibrio com a
despeza ; o nobre senador nos dizia no seu re-
latorio que erao precisos uns 800 continbos pa-
ra dar-se esse equilibrio Depois apparecia
mais urna grande differenca de cambio por-
que as luis nao se calculava ou calculava-se
sempre ao par. E apezar de tudo nao augmen-
tou o nobre ex-ministro da fazenda o Sr. Ma-
noel do Nascimento Castro e Silva a divida pu-
blica ?!.... Augmentn-a sem duvida.
Nos Srs. nao temos podido pagar a divida
externa senao com a divida externa; desde 1828
nao amortizamos um vintem em Londres. Em
quanto havia urna celebrada caixa mgica (que
caixa mgica foi ) ella ia dando meios para se
amortizar. Contrabimos um emprestimo do
que recolheu-se lodo o producto a urna caixa ,
comprarao-se varios trastes velhos para o impe-
rio e o resto do dinheiro era para amortizar ,
para pagar o juro Logo que se esgotou a la
caixa mgica j pela compra d'esses objectos
inuteis, j < pelos negocios de Portugal de
quem a final nos reconhecemosdevedores, nun-
ca mais se amortizou um vintem Entretanto
consideramos as nossas circunstancias finaneci-
ras sempeioradas depois de 1837!! !. ..
Sobrevm a guerra civil do Para, que absor-
ve todas as rendas do Maranhao ; sobrevm a
guerra do Rio Grande do Sul que tem consu-
a dos Cabanos a chamada de Pinto Madeira;
e todas essas guerras produzem augmento con-
sideravel de despoza, redueco de receita em al-
gumas provincias, e atsuppresso total d'el-
la ed'ahi a necessidade do serem auxiliadas
pelo thesourogeral Como pode pois, dei-
xai* de augmentar o dficit, se as nossas des-
gracas vao tambem augmentando ?! ....
Em 1837 augmentou-sc a despeza publi-
ca diz o nobre senador. ... Eu j fiz ver
que isso vem de mais longe ; nao tive occasio
de consultar documentos a esse respeito ; mas
parece-me que tenho dado idea de que sempre
nos tem perseguido um dficit, e este tem cres-
cido com as desgracas publicas. Em 1836 j
o governo teve um crdito, nao sei se de 2,500
contos. ...
O Sr. Visconde de branles: De 2,000.
O Sr. Vasconcellos: Em 1837 appareceu
outro dficit muito maior e nao foi da admi-
nistraco quesuccedeu.. Eu dovodizer es-
tas verdades para que caiba a cada um que Ihe
pertence. Nao foi da administraco chamada
de 19 do setembro, isto reconhecido pela ad-
ministraco anterior. O ministro da fazenda
pediu s para o dficit da sua reparticao 2.400
contos, e nao se comprehendia n''estedficit ,
nem a marinha nem a guerra. Lcmbra-me
que sendo entao ministro da guerra o nosso
collega o Sr. Saturnino recebeu um officio do
presidente do Rio Grande do Sul, em que Ihe
declarava que a consignadlo para as despezas da
guerra rf aquella provincia nao era suflciente,
nem para 3 mezes! O nobre senador parece
que tinha consignado... .
O Sr. Saturnino: 60.000S rcs rnensaes.
OSr. Vasconcellos : Eo presidente do
Rio Grande parece que asseverava que Ihe erao
necessarios 160,0008000 E quo forca havia
no Rio Grande? 2,500 homens, entrando
todas as [iracas do exercito Ora, pode, vis-
ta d'este quadro muito mal esbocado con-
cluirse que o augmento de despeza data de
1837 ?------
U Sr. P. Sousa : Veja os ornamentos.
O Sr. Vasconcellos : Se nos Tormos a so-
mar arithmeticamente os orcamentos de certo
a despeza augmentou muito; mas quaes as des-
pezas quepertencem realmente a esse anno?
Nao fomos violentados enlo a fazer certas des-
pezas por causa das faltas dos annos anteriores ?
nao foi necessario elevar o exercito alli de
2,500 pracas que tinha a 8,000 ? nao foi ne-
cessario armar nflo foi nocessario cuidar da
marinha e de muitos outros objectos que nao
apparecem que nao avulto nos balancos an-
teriores porque como j disse pelo espiri-
to de economia, tinhamos reduzido todas estas
despezas ? Eu nao quero defender aqui admi-
nistraco nenhuma nao quero asseverar que
nao houve disperdicios ao ponto em que os tem
havido, e que podiao ter deixado dehaver, visto
que a causa publica nada lucrou com elles. Mas,
ainda quando os nao houvesse as nossas cir-
cunstancias nao erao muito avoraveis. Teve
pois de augmentar a despeza, e ha de augmen-
tar consideravelmente. Se nos trabalhamos s
para enfraqueccr a moeda como que nao
ha do augmentar? Este anno andar por
24,000:OOOSOOO, para o *nno ba de andar por
27,0008 &c. Equal ser o remedio n'estas
circunstancias?... Ha um romedio muito do-
loroso que era necessario tomar mas eu nao
acho as cousas dispostas, nem para que se ten-
te ao menos.
O nobre senador nao acha acertado o systema
de grandes recrulamentos as provincias em
que a paz publica tem sido alterada e eu en-
tendo que o maior beneficio que se pode fa-
zer a essas provincias. A provincia de Pernam-
buco era sempre atormentada por diversas com-
moces ; quasi de mez a mez havia alli o que se
chama a sua rusga. Principiou-se a recrutar
para o exercito principiou a provincia a dar
lorcas para coadjuvar a tranquillidade as ou-
tras provincias, e a paz publica tem-se conser-
vado em Pcrnambuco, ape/ar dos elementos de
desordem que alli abundo!....
O >r. Cavalcante : E isso devido ao re-
crutamento ?
O Sr. Vasconcellos: a que eu o at-
tribuo...
O Sr. B. Cavalcante : Est engaado ,
completamente engaado.
OSr. Vasconcellos: Estimarei ser con-
vencido de engao porque me rettactarei.
No Para a tranquillidade tem-se restabeleci
do nao porque alli tenho diminuido os ele-
mentos de discordia ; mas porque se recrutaio
todos aquellos que se acharo com as armas na
mao remttendo-se para as diversas provin-
cias do imperio onde estao prestando valiosos
servicos (apoiados).
Na Baha houve urna grande rebelliao em
1837 e vencida essa rebelliao fez-se um re-
no acontecer talvez,
e porque ? Porque
crutamento consideravel; e bem que nossas leis
0 qua,quer da vou almo- mido ao estado 4 a 5,000 contos por anno; so- KyES^KS? T&
r a esquadra Drasiieira e cae se;, se s!- tecria s guerr* vivii da Babia, a do fliarauiao, |o genio do mal alterar alli a tranquil
tranquillidade pu-
blica. Ora o mesmo
em S. Paulo e Minas
nao se fez em S. Paulo e Minas o que se fez'na
Babia o que se fez no Para o que se fez no
Maranhao....
O Sr. C. Ferreira : No Maranhao foi de
1841 a 1842 ; j estava a pa feita, faltau-se
palavra.
O Sr. Vasconcellos: Se so deu tal palavra,
e se se nSo cumpriu ou condemno isso ; mas
eu fallo no recrutamento que se fez logo depois,
quando se recrutaro os cabanos ou bemte-
vis Eu nao sei corno so chamavao, o nobre
senador saliera dizer....
OSr. C. Ferreira: Veja na Sentinella;
l ba de acbar esses nomes.
O Sr. Vasconcellos : Eu adoptarci o con-
selho do nobre senador ; eu lerei a Senti-
nella.
Na provincia de Minas encontraro-se rebel-
des aos 700, e voltaro para suas casas em paz,
apezar de terem perturbado a tranquillidade
publica, apezar de terem tido parto nos saques,
apezar de que tivessem principiado a afazer-so
a um genero de vida que pela primeira vez co-
nheceu a provincia de Minas Geraes isto ,
ao saque Ora estes homens, que j so ha-
viao habituado a este genero de vida nao a-
cudiro svozes de qualquer desordeiro que
d'elles precise que Ihes prometa acQntinua-
cao d'esse modo de vida ? Eu estou n'essa con-
viccSo. Naoagouro muito pela tranquillidado
d'estas duas provincias, isto a de S. Paulo e
a de Minas, porque ahi nao houve recrutamen-
to. Na provincia de Minas, disse o nobre ge-
iieral que a pacificou que s em um combate se
apresentarSo 3,200 hornos em armas por parto
dos rebeldes! E que recrutamento houve? Se-
gundo afirmao os Srs. que tem lido as map-
pas parece que se tem recrutado cento c tantas
pracas! O Sr. Ministro da guerra nao deve
renunciar ao estylo de seus antecessores: elles
costumavao fazer fortes recrulamentos em toda
a provincia do Para e rcmetler os recrutado
para outras provincias: muitas prophecias hou-
ve quanco o gabinete de 19 de setembro man-
dou uns 3,000 Bahianos para o exercito do Rio
Grande do Sul; assegurava-se... at o nobre
senador ( voltando-se para o Sr. A Ivs franco)
me ainofnou aqui bastante a esse respeito em
urna discusso da resposta falla do throno!....
O Sr. A. Uranco : Est engaado.
O Sr. Vasconcellos : Assegurava-se que
esses rebeldes da Baha io unir-so aos rebeldes,
do Rio Grande do Sul! Mus o que aconteceu?
pergunto eu aos Srs. que isto prophetisavo. O
que aconteceu ? Tem-se distinguido como os
mclhores soldados do Brasil! Parece-me que
n'esse combate do Taquary Ihes cabe o maior
quinhao de gloria. Portanto, a esse respeito eu
estou ainda pela opiniao que tinha em 1837.
O nobre senador passou depois a observar quo
o governo estabeleceracommisses militares pa-
ra julgar alguns paizanos envolvidos as rebel-
lioes de S. Paulo e de Minas Geraes. este
um ponto de direito que cu julgava conveni-
ente discutir largamente porque o governo
nao poder justificar-se se creou taes commis-
soes militares.
Eu creio que nao verdico, como penso al-
guns que os milicianos nao podem ser julga-
dos, nao por essas chamadas commissdes mi-
litares mas pelos concelhos de guerra. Nao
insistir! na diflerenca que existe entre commis-
sao militar e concelho de guerra ; objeclo que
poder em outra occasio ser mais largamente
debatido ; mas parece-me que os offciaes mi-
licianos devem ser julgados pelos concelhos du
guerra urna vez que sejo suspeitos docrime
de rebelliao ou de sedicao. Os milicianos go-
zao de todas as honras de suas patentes nao
podem perdel-as senao por sentenea ; nao po-
dem ser obrigados a servir senao no posto quo
tinhao as antigs milicias ; sao chamados para
os concelhos de guerra e sempre o foro ain-
da depois da lei que cxtinguiu as milicias; con-
correndo com oliciaes de linha elles tem a
prelerencia se s2o mais antigos, ou se sua pa-
tente superior. Parece-me portanto, que
nao ao menos liquido que os milicianos nao
sejo mil tares que nao estejo por sso sujei-
tos a serem julgados nos concelhos de guerra,
em conformidade da lei do 3 de dezembro de
1841.
O nobre senador ainda fez algumas outrasob-
servaces contra excessos que diz que o governo
tem commettido. Eu nao sou advoga^o de ne-
nhum dos excessos do governo ; eu dou o meu
voto ao governo mas nao estou identificado
com elle ; hei-de quando julgar conveniento
A causa publica separar-me desuas opinies.
Mas quando se trata de um objecto Io gra-
ve nao se estranhar que eu emitta a minha
opnio.
Eu nao sei como se possa dizer que o gover-
no tem mandado interpor recursos de alguns
julgamentos que tem havido no jury a respei-
lo de aiguns rebeldes. Quem lern interposto es-
tes recursos o juiz que preside ao jury, cello


deve ntorp-los immediatamente (apoiados.)
E parece-me que serio necossarias provas mili-
to valentes para se acreditar que o governo se
tenha relacionado com os |uizes que tem pre-
sidido a esses jurys, para tnterpr recursos. Eu,
como nao tenbo noticia de quo o governo se te-
nha interessado n'ostesjulgamentos e antes o
quo observo que o gover.io nao pouco compro-
metteu seus amigos em alguns d'osscs negocios
crimns nao posso concordar com o no.re se-
nador na arguico que fez ao govorho.
Na sessao de 18U, eu disse muitas vezes que
dava o meu voto ao ministerio ; mas que nao
adoptava toda a sua poltica ; e nao adoptava a
sua poltica porque era fundada em um dese-
jo extraordinaiio de agradar a todo o mundo ;
se ainda me lembro que, urna vez em que assim
me expriini, o nobre senador por S. Paulo dis-
se em um parto : querel-o-ia mais reacci-
onario ? O defeito d aquello gallineto foi
muitas vezes condescender; pareca que quera
seguir urna poltica de vigor, de forca ; mas de
repente desfalleca chegava mesmo a recu-
ar
Sr. presidente, eu tenho fallado mais do que
pretenda porque n'estas materias sou incompe-
tente e no que a ellas nao pertence eu nSo vi-
nha habilitado para discorrer, como poda fazel
osetivesse tido tempo para consultar docu-
mentos.
Mas, para que o meu discurso nao seja abso-
lutamente estril, eu pedirei ao nobre ministro
da guerra algumas explicacoes: 1., se elle
considera que a forca da G. N. que o governo
est autorisado a destacar, entra na forca do
exercito | ist'j 6 se supplementar do exerc-
to, ouse '/ne addicional; 2., euquizeraque
o nobre ministro explicasse o factoque em ou-
tra srjssio me parece tersdo produzido pelo no-
bre senador pelo Cear. Disse este nobre sena-
dor (seeu bem oouvi) que em 185-1 havia no
Rio Grande do Sul nove mil e tantas pracas de
linlia eque, tendo o gabinete de 23 de mar-
co mandado para aquella provincia mais de cin
co mil pracas o mappa, em vez de apresentar
no Rio Grando do Sul urna forya de quatorze
mil pracas, s nos dava conta de oito mil e tan-
tas pracas de linha. Eu peco ao nobre ministro
da guerra o obsequio de explicar este facto, de
clarando primeiramente so ello ou nao verda-
deiro, pois os mappas parecem. confirma-lo.
Quizera tambem saber se so tem pago a esse ex-
ercito du nove mil homens, de que tratava o
ministerio em 1841, e aos cinco n il que o mi-
nisterio asseverou ter mandado depois de 184-1
para o Rio Grande do Sul e que providencias
se tem dado sobre estes fados importantes a
serem verdadeiros; em terceiro logar, desejra
saber se ba cavalhada no Rio Grande do Sul. O
nobre ministro da guerra estara certo que os pe-
ridicos asseverarao que havh consideravel cu-
valhada no Rio Grande do Sul ; mas o nobre
ministro da fazenda declarou ha poucsdias,
na cmara dos deputados que o Sr. Harao de
Caxias nao achara 11 mais de quatro milcavallos,
e linta comprado sete mil.
Sao estas as explicacoes que me parecem no
cessariaspara poder ormar um juizo dos nos-
sos negocios do Rio Grande do Sul.
(Sent. 'da M.)
Correspondencia.
Srs. Redactores.
No da 25 d'abri! pioximo passado deffendeo-
se no jury da cidade da Parahiba o Sr. Manoel
Lobo de Miranda Henriques do crime de tenta-
tiva de morte no Exm. ex presidente Pedro Cha-
ves ; e entre outras justificaces, comquepro-
curou sanctificar-sc, diss, que nunca o odio ,
e a vinganca tiveiocabidaem seu coraco. Foi
o Sr. Lobo absolvido, e o Sr. promotor publico
appeluu para a relaco da sentenca que o absol-
ver. D'ahi a poucos dias mandou o Sr. Lobo
citar ao Sr. Feliciano Jos Henriques para rei-
vindicaco do engenho Massangana que este
Sr. arrematara quasi 30 annos. E nao sera is-
to urna vinganca por ser o Sr. Feliciano Jos
Henriques pai do Sr. promotor, queaecusouo
Sr. Lobo e appelou da sentenca, que o absol-
va ? Nao ser vingur-se no pai das culpas do
filho?
Quisera ouvir a este respeito o Sr. Lobo. Di-
ga-nos elle, se deste modo' que o seu coracao
est estreme d'essas paixes ignobeis. E enlao
o publico o avaliar.
Publicando estas linhas, Sr. Redactor, mili-
to obriga Y,m ;e. ao
Inimigo da impostura.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do da 1.......... 7:7698533
DescarregSo hoje 2.
Barca Columbus fazendas o louca.
Barca Rolla fzendas e ceneja,
brigue Feliz Destino lquidos, carnes.
IMP0RTACA5.
Creamore brigue iuglez virido de Saint
Johns entrado no corrronte mez consigna-
do a James Cabtree & C. ; manifostou o se-
guinto :
2560 barricas com bacalho; ao consigna-
taaio.
Columbm barca ingloza vinda de Liver-
pool entrada no corrente mez consignada a
M. Calmont&C. ; manifestou o seguinte :
6 fardos fazendas d'algodao 69 gigos.
31 barricas, e 1 caixa louca ; a Fox Bro-
thers.
1 barril tintas; a J. Helledey.
26 fardos e 18 caixas fazendas d'algodao 18
fardos fa/endas de linho 24 caixas linhas 1
maquina de vapor completa 7 taxas de forro ,
20 barricas com trigo 1 barril' com carnes
a Johnston Pater & C.
1600 caixas sab5o 6 barris oleo de linhan-
aa 50 ditos chumbo; a N. O. Biober
& C.
19 fardos fazendas d'algodao 11 ditos de
15a, 10 caixas obras de couro 2 barricas fer-
rages ; a James Cralbree & C.
7 caixas fazendas d'algodao ; a Lalham
6 C.
1 barril drogas, 5 caixas ditas; a J. Lon-
don.
54 fardos e 20 caixas fazendas d'algodao 3
caixas quejos 2 dito conservas 10 prezun-
tos; a W. E. Smith.
7 caixas fazendas d'algodao 1 dita livros;
aR. Royle&C.
5 barricas vidros 12 ditas o 2 caixas dro-
gas 1 dita carneiras; a V. Bravo & C.
1 caixa livros ; a serrara ingleza.
40 duzias de paz e 240 chapas de ferro 223
barricas ferragens 1 caixa linhas 1 dita fa-
zendas de seda 12 fardos e 8 caixas fazendas
d'algodao 50 barris manleiga ; a Ordem.
. 13 caixase 22 faidos fazendas d'algodao 2
caixas ditas de linho 2 ditas um buhar; al..
G. Ferreira & C.
20 tonclladas carvao de pedra 3 caixas fa-
zendas d'algodao 8 ditas e 28 fardos ditos de
linho, 1 caixa um piano, 6 barris vinho 4
caixas fazendas de soda ; a M. Calmont & C.
2 fardos fazendas de laa ; a Rozas & Br.iga.
1 caixa drogas ; a J. Stwart.
6 ditas cha ; a J. Patn & C.
15 fardos fazendas d'algodao; a J. Cocks-
hot & C.
1 barril agoardente ; ao capitao.
1 caixa fazendas de seda, 10 ditas ditas d'al-
godao ; a B. Lasserre & C.
5 caixas e 15 fardos fazendas d'olgodo, 49
barricas ferragens ; a Gpo : Kenworlhy & C.
4caixas e 12 fardos fazendas de linho 12
ditas ditas d'algodao 1 dito ditos de laa ; a
Russel Mellors & C.
1 caixa gnora-se ; a F. Sanders.
2 ditas conservas 1 dita e 2 barricas carnes,
1 dita pregos, 1 cesto lanlernas, 49 quejos, 40
prezentos e 15 jarros ignora-se ; a Dowsley
& Pritz.
1 barrica serveja ; a H. A Cooper.
1 caixa queijos 1 barrica ignora-se; a S.
Hery.
1 caixa ignora-se ; a Johnston Pator & C.
1 dita dito ; a F. Teywood.
1 embrulho toncinho ; a D. Green.
5 ditos amostras; a Diversos.
13 fardos e 1 caixa fazendas d'algodao ; a
l>eane Youle & C.
Feliz Destino brigue portuguez vindo de
Lisboa entrado no mez do p. consigna-
do a Francisco Scveriano Rabello manifestou
o seguinte :
61 pedras do cantara lavrada theatro pu-
blico.
30 pipas e 79 barris vinho 42 ditos e 40
pipas vinagre 1 embrulho panoramas 40
barris carnes 1 dito e 20 caixas toucinho 1
barril azeile doce 1 caixa livros ; ao consig-
natario.
1 caixa roupa 1 barril carnes ; a Francis-
co Josr Silveira 2 bas roupa 2 latas map-
pas 1 tripe ; a Manoel Alves Guerra.
10 barris vinho; a Luiz Antonio de Se-
queira.
14 ditos carnes; a Manoel de Azevedo
Maia 10 caixas vidros ; a ordem.
1 fardo lazendas de laa ; a Mendes & Ol
veira.
1 barril azeite doce 1 embrulho ignora-
se ; a Joaquim Candido Gomes.
1 embrulho ignora-se, a Baltasar Jos dos
Reis.
3 barris vinho 1 lata e 1 caixa ignora-
se ; a Angelo Francisco Carneiro.
20 pipas vinho 20 barris azeite doce 5
caixas rap ; a Thomaz d'Aquino Fonceca.
7 ancoretas vinho ; a Antonio Francisco dos
Santos Braga.
24 pipase 30 barris vinho ; a Joao Manoel
Estoves.
20 barris azeite doce 20 ditos carnes 20
sacas alpista 1 porcao de cebollas, 6 tazos
com plantas; a Jos4 Francisco Lessa.
10 pipas vinagr ; a Marquos& Veiga.^
1 embrulho panno do linho ; a M. C. S.
Carneiro Monteiro.
1 dito com impressos; a Silva Fragozo.
1 lata rap ; a Jos Jernimo Rodrigues
Chaves, 2 fardos flor de borragons 1 barri-
ca macella ; a Jos Rodrigues de Almuida.
llovmento do Porto.
Navios sahidos no, din 31.
New Orleans ; brigue inglez Thomaz Rathe-
rsby capitao Jjo Leitch carga lastro.
Londres ; galera ingleza Emily capitao Go-
oro Guillet carga assucar e algodao.
Lisboa ; brigue portuguez Conceico de iVIaria,
capitao Manoel da Costa Neves, carga assu-
car e mais gneros.
Dito no dia Io.
Cear Maranho o Para ; vapor brazileiro
Bahiana commandante Manoel dos Santos
Ornellas.
Entrado no mesmo dia.
Ass ; 16 dias hiate brazileiro Flor das La-
rangeiras, capitao Bernardo de Souza, carga
sal: ao capitao.
Edital.
=Pela thesouraria das rendas'provinciaes em
cumprimentode ordem superior se ha de con-
tractar nodia3de junho p. futurosob as con-
dieoes publicadas nesle Diario n. 100 as o-
brasdo 7. laen da estrada do Pao do Albo or-
eadas na quantia do 22:153i720, cuja dis-
cripcaoo orcamento podem ser consultadas na
repartico das obras publicas. Os licitantes
devidamente habilitados deverao apresentar na
mesma thesouraria com antecedencia as suas
propostas em cartas fechadas, que serao abertas
em presenca de todos no dia aprazado.
Heclaracoes.
=Oabaixo assignado recommenda aos Srs.
proprictarios dos predios urbanos dos tres bair-
ros dcsta cid de e da povoae8o dos Aflogados,
que tiveom de pagar seus dehitos, tanto de de-
cimas atrasadas, como do semestre vencido no
corrente mez hajSo de lomar nota dos nme-
ros que presentemente tem suas propriedades ,
e assim tambem as ras a que pertcncem, a qual
deverao apresontar nesta reparticao no acto em
que tiverem de eflectuar o pagamento do refe-
rido imposto', afim do serem com promptido
aviados. Meza de rendas provinciaes 1. de ju-
nho de 1843. No impedimento do escrivo e
administrador JosGuedes dalgueiro.
.4dministracHo do patrimonio dos orfos.
Perantc a administracao do patrimonio dos
orfaos so bao de arrematar a quem maisder,
por tempo de 3 annos que ho de ter princi-
pio do 1. do julhodo corrente annoao fim de
junbo de 1846 as rendas das seguintes casas:
Em lerceira praca
PLy2 na ra do collegio.
publico que as rodas da 2.a parte da 13.' lo-
teria terao seu impreterivel andamento no dia
20 do corrente junho fiquem ou nao bilhete
por vender os quaes achao-se venda nos lu-
gares do costume, e na nova loja de cambio do
bairro do Recife n. 38.
Avisos martimos.
A barca portugueza Espirito Santo, le-
gue irnpreterivelmente no dia 12 do corrente
para a cidado do Porto anda recebe alguma
carga assim tambem passageiros para o que
tem excellentcs commodos, e um perito oo-
zinheiro : a tractar com Francisco Alves da Cu-,
nha na ra estreita do lio/ario n. 13 ou con
o capitao da mesma Antonio Goncalves da Silva.
Para o Rio de Janeiro segu viagem cora
mua brevidade por ter a maior parte de seu
carregamento prompto a muito veleira e bem
construdia barca brazileira tfotta Senhora do
Soccorro capitao Jezuino Jos Simdes : quem
na mesma quizer carrogar, cu ir de passagem r
para o que tem escolenles commodos dirja-
se ao capitao na praca do ommercio ou a sea
consignatario Jos Francisco d'Azevedo Lisboa,
na ra da Cruz n. 16.
Para o Rio de Janeiro partir dentro em
poucos dias o superior brigue Fiel, forrado *e
encuvilhado do cobre por ter a maior parte de
seu carregamento prompto, podendo ainda re-
ceber alguma carga miuda, para o que e pas-
sageiros tracta-se com Firmino Jos Felis da Ro-
za na ra da Moeda n. 7, ou com o capitao Ma-
noel Marianno Ferreira.
Para o Rio de Janeiro, segu viagem com
toda a brevidade o bcrgantim Restaurador, ca-
pilo Jos Francisco dos Santos ; quem quizer
i arregar objectos miudos, ou escravos 'irija
se ao mesmo capitao ou ao seu consignatario
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Lelo.
Leilao que se faz no dia 2 do corrente no
caes da Alfandega, de 7 caixas de toucinho de
Lisboa salvadas do cter Vivo, por conta e
risco de quem pertencer.
___________________________________
Avisos diversos.
O;
12 do Rozario da Boa-vista.
14 c do Cebo dito.
26 da Madre de Dos do bairro Recife.
35
36
a 38 do Torres.
54 a do Amorim.
55
i 66 da Cacimba.
84 da Guia.
86 a beco da Lingocta.
88 da Cruz.
92 Fra de Portas.
102
104 a
105
(.) sitio na estrada de Parnamerim arrendado
a Jos Fidelios Barrozo de Mello.
Dito contiguo ao cima pertencente a Jo-
anna Francisca dos Santos.
Dito na estrada do Rozarinho arrendado a
Joaquim Jos da Costa.
Dito na matta da Miroeira a Doutor Joa-
quim Manoel Carneiro da Cunha.
As pessoas.que se propozerem arrematar di-
tas rendas podora comparecer na casa das ses-
soes da dita administracao no dia 2 do cor-
rente mez as quatro horas da tarde com
seus fiadores ; e adverte-se aosinquelinos que
se acharem devendo rendas atrasadas que se
nao aceito seus leos, e nem por isso se Ihes
dar preferencia ao lanco qne or offererdo.
Sala das sessoes d'administracao do patrimonio
dos orfaos 1 de maio de 1843. J. Al. de
Cruz escripturario.
Lotera do theatro.
O thesourciro desta lotera faz certo ao
SOC1EDADE PH1LO-DRAM TICA.
(OTBORA NATALANSE.)
Primeiro secretario participa aos Srs.
socios, que a sessao ordinaria que devia
ter lugar hontcm boje polas sjs e
meia horas da tarde. A commissao adminis-
trativa lamhcm scientifica aos Srs. socios que
a primeira recita tem lugar segunda feira 5 do
coi rente cujos bilhetes principiao a dividir-se
saboado (3) em casa do Sr. thesoureiro, e pre-
vine aquellos Senhores que tiverem de ceder
suas cadeiras apresentem suas propostas at o
mencionado dia 3 para se extrabir os compe-
tentes cart6c--.
Jos Francisco da Silva, comprou por
conta do Antonio Francisco da Silva meio bi-
Ihoto n.2082 ; e meio dito n.459, por con-
ta do Jos Francisco Ramos, ambos da 2. par-
te da 1 lotera a favor das obras da igreja de
N. Senhora de Guadelupe da Cidade de Olinda.
A qualquer pessoa que Ihe faltar 1 escra-
vo por nome Domingos, o pode procurar em
Apipucos em casa do Sr. Manoel Rodrigues de
Almeida, que o prendeo e o escravo diz cha-
ma r-se Domingos e seu Sr. Luiz Jos mo-
rador na Solidado.
A abaixo assignada faz sciente ao respeita-
vcl publico e muito principalmente ao corpo
de commercio que tendo o fallecido seu mari-
do Joao Marques Correa da Costa indocador
d'umas letras cujas existem em poderdoSr. Ce-
la no Pereira Goncalves da Cunha, que ninguem
faca negocio com ditas letras ; pois a abaixo as-
signa la j tem dado por conta ao dito Caetano
a quantia de 4:100$ reis como consta dos re-
cibos existentes em seu poder. Paula Fran-
cisca Cavalcanti de Albuquerque.
Quem tiver, e quzer vender urna obra de
Cuniliati em portuguez : annuncie.
= Aluga-so o primeiro andar, e armazem do
sobrado n. 4 da ra do V gario ; a tractar com
o morador do mesmo.
Antonio Jos de Oliveira, pertende com-
prar urna cscra>a cabra por nome Cordolina .
a Elias Ellizeo do Carmo, morador na ln.biri
beira sealguem sejulgarcom algui.s direitot
de penhora bens do orfaos, ou bypotheca, an-
nnncie para nao se chamar ignorancia.
A pessoa que annunciou noDiario de bon-
tem precisar de 300$ reis sobre o negocio do
urna negra cozinheira e que diz. querer ven-
der comprela dolronte do viveiro do Munz,
padaria n. 43.
Hoje das 8 horas ao meio dia achar-s-fc
venda na praca da Independencia, urna e-
goa, nova e carnuda,
(
*-n
i _


4
SS Gdono c possuidor do urna quarta parte
do prMia n. 40 na ra do Roaarw larga, com
dbis andares sotao, loja auintal e cacimba ,
ni chaos proprios. vende a dita parte por mui-
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu elToito ,
sem dores e incommodo algum nao he ne-
essario dieta alguma e pode-se tractar dos
para
fes ; a toda e qualquer pessoa que Ihd conve-
rta annuncie ou dirijase a ra do Collegio
botica n. 6.
=Tiro-se folhas corridas e passaportes
para derttro, e fora do Imperio por preco com-
modo ; quem pertender dirija-se 6 ra do Ran-
gel n. 24,
Sciedade tlnatrel Philo-tkalia.
=0 thesoureiro da mesma avisa aos Srs. so-
cios que principia a fazer a distribuidlo dos
LilhetBs para a recita desabhado nosdias 1,2
e 3 de juoho, na praca da Independencia n.23,
das 9 horas da man ha at s 2 da tarde tendo
em vistas os Srs. socios o 6o do art. 1 dos
estatutos.
= Mary Hibbert, Inglez, retira-se
fora do Imperio.
= Jobnston Pater & Companhia aviso aos
Srs. de engenhos ecorrespondentesilos mesmos
nesta praca que se acha completo o seu esta-
belecimento de mashinismo para ongonhos ,
constando d moendas de diversos tamanhos,
machinas de vapor, de condesacao e de alta
presso da Torca de quatro e de seis cavados in-
glezos e taxas batidas e coadas, e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade visto serem todos estes objectos'
fetos n'uma das principaes fundices de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
= O Escrivo da Irmandade da Matriz da
Boa-vista em conformidade com o capitulo
substitutivo ao capitulo l'do compromisso ,
approvadopor S. Exc. o Snr. Presidente da
Provincia convida a todos os Srs. Irmaos do
SS. Sacramento da Boa-vista que compare-
cao no consistorio da mesma Matriz no dia 4
do corrente para se proceder a eleico da no-
ta Meza ; e roga-so aos ditos Srs. Irmaos em
geral nao faltem a um tao pi acto do qual
depende o bom andamento das obras da mes-
na Matriz.
-Aluga-se o segundo andar do sobrado da
esquina da ra estreita do Rozado que viej
para a ra das Larangeiras n. 16.
Precisa-se saber a negocio deinteressese
existe nesta praca Francisco Jos de de S, que
no anno de 1800 negociava com fazenda daqui
para o Acarac na sua fazenda S. Roza ou
alguns do seus herdeiros por elle ; na ra do
Caldereiro n. 46.
Aluga-se um sobrado de um andar e soto
novo com muito bonscommodos, proprio para
urna grande familia, na ra Augusta n. 9; e na
mesma se vonde cailiros; tambem sealugaum
arma-em junto ao mesmo sobrado n. 11, o qual
he bastante grande ; quem precisar dirija-se
ra do Rangel na venda da esquina que volta
para o Trem n. 11.
Aluga-se o segundo e tcrceiro andar da
casa da ra da Cruz do Recife n. 17 ; quem os
quizer alugar dirija-se ao primeiro andar da
mesma casa.
= Aluga-se um armazem muito grande e
com um grande caes puchado fora de pedra e
com porto de embarque, proprio para serrara
ou outra qualquer cousa na ra da Praia : a
tratar na mesma ra armazem n. 22.
= No segundo andar do sobrado n. 15 da
ra da Cadeia do S. Antonio alugao-se dous
armazens, um por baixo do dito sobrado e
o outio pela parto de detraz e junto a mar, os
quaes tera muitos com modos e sao aptos para
qualquer estabelecimento.
Precisa-se de um caixeiro portuguez ,
chegado prximamente na Barca Primavera ,
dando alguns mezes para aprender : na praca
da Independencia n. 2l.
s= Acha-se em praca para ser arrematada de
yenda, Cndos os dias da le urna olaria em ter
ras foreirasao encapoado do Montciro que
confina com a casa do sitio do faloscido Bastos,
penborada em execuco que contra ella Manoel
de Al.buquerque barros Jnior, e seu irmao
Jos Bizerra de Barros Cavalcante em cami-
nha Jos da Silva Braga pelo juizo da segunda
vara, escrivo Santos, avaluada em 1:200$ rs.
- Mujto se tem fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de firoussais e de outros
muitos mil diflerenles ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evacumantes, que
nnguem pode negar serem nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a difOculdade de fazer observar aos au do-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Uomeopatbica e pratica regular, zc. Somos
geral me i) te acostumados a comer muito mais
do que he necessa rio para o uosso sustento; o
resultado he flatos, indigestoes e inflamar
coes nos ligados &c. Para remover impedi-
estes incommodos, muja he mais prompto, que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as difieren tos sec-
ertedes.
'O publico achara,as Pilulas vegetaes do Dr
-to oommodo proco por ser para os seos credo- sous negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se somonte em casa do nico a-
gente JoSo Keller, ra da Cruz do Recife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Gadeia do Recife, em casa de
Joo Carduzo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C.\ e atierro da Boa-vista, na deSal-
les & Chaves.
Francisco Joa de Barros nao podendo
despedir-se pessoalmente de todos os seus ami-
gos o faz pelo presente annuncio rogando-
Ihes hajao de desculpar esta involuntaria falta
fllhade seu dbil estado desaude, e muitos a fa-
zeres offerecendo-lhes o seu deminuto pres-
timo om Portugal, para onde se retira a tra-
tar do sua saude.
Arrenda-se um sitio na estrada do Roza-
rinho com casa de sobrado bastantes fruteiras,
baia para capim pasto para vaccas: na ra
da Concoicao da Boa-vista n. 20.
Na ra da Cruz do Rocita n. 10 existe
urna carta para o Snr. Jos Leite Rodrigues
Chaves, e outra para a Senhora D. Mara das
Dores Poreira e Souza vindas da Parahiba do
Norte.
ss Aluga-se a casa n. 6 no atterro da Boa-
vista com 3 andares e sotao toda forrada de
papel no maior aceio possivel e com excelen-
tes commodos para urna grande familia duas
ditas novas na ra da Aurora n. 20 e 22 com
dous andares ; um sitio na estrada dos Afllitns,
em frante da Igreja ; dous ditos na ponte do
Uchoa defronte do sitio grande de Francisco
Antonio de .liveira com quem se trata do
ajuste ou com o seu caixeiro Manoel Joaquim
da Silva.
Precisa-se do urna ama para casa de pou-
ca familia : na ra da Praia n. 55.
Quem annunciou querer vender um so-
bradinho com duas salas tres quartos e cozi-
nha fora dirija-se ao forte do Matto ra do
Amorim n. 33, primeiro andar.
= Henry J. Craig subdito Britnico re-
tira-so para Inglaterra.
O baixo assignado v-se na precisao de
declarar aos Srs. credores de seu fallecido irmao
Manoel Pedro de Moraes Mayor 'que se de-
vem dirigir ao coherdeiro Josft Fij de Mello ,
ao qual se adjudicou as partilhas que se fi-
zero o engenho Bamburral com esclavatu-
ra egado com a condico de repOr aos ou-
tros herdeiros parte de sua legitima em cu-
jo numero entra o dito fallecido herdeiro; outro
sim tambem o abaixo assignado vende por pre-
co commodoesta parte da legitima e de suas
3 irmaos, de quem he procurador na re-
posicao que o dito Jos Feij de Mello tem
de fazer, importando na quantia de 8:tH3.>530
como consta dos autos que esto no cartorio
dos orlaos, escrivo Pereira. O Major Jos
Gabriel de Moraes l/ayer.
to em Franca luvas de pellica para homem ,
com costura dobrada as melhores possivel,
ditas compridas com guarnirn para senhora ,
ditas curtas som guarnicao escumilha branca
bello a lOOOjrs. pentes de tartaruga para mar-
rafa a i 300 thesouras para costura e unha a
480 linha de carretel a 360 a duzia sabo-
! netos fino a 40 rs. estojos de naval has finas ,
para vestidos de sombra lencos do garca e se- pentes de marfim e outras
da e muitas outras fazendas do bom gosto por preco commodo ; na ra
Compras.
Compro-se ps de limoeiro; que tenhaS
pelo menos 3 palmos de altura; quem tiver
annuncie logo com o preco de cada cento ; as-
sirn como tamhem se compro ps de fruta pao
e saputis que tenho para mais de 2 palmos.
= Compra-se a cald ira velha que esta no
arial de Fora de Portas, junto ao arco do Bom
sesus ; na ra Nova n. 4, segundo andar.
= Compra-seumcavallo grande, e sadio
para carrinho ; na ra do Livramento n. 3.
Vendas
Vendem-se leis sobre eleiedes : na praca
Ja Independencia loja de I i v ros ns. 6e 8.
Vendo-so urna venda com piucos fundos,
e bons efleitos, ou a armaco ; na ra D-
reita n. 32.
ss Vendem-se sapatos de couro de lustro
para homem senhora e meninas bom rpi-
do Lisboa chapeos de massa dos mais moder-
nos, meias de seda branca de superior quali-
dade paro senhora e outras muitas fazendas por
preco commodo ; na ra da Cadeia velha n.
24, loja de Manoel Antonio da Silva Antunes.
= Vendem-se bichas de muito boa quali-
dade a 2 e a 3000 rs. o cento ; na ra da Cruz
do Recife atraz do Corpo Santo n. 62.
= No deposito de assucar refinado, csta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
retinado segundo u novo systema de fabrica-
cao polo qual se extrae a potassa e cal, dei
xando-se-o no seu estado do pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira surte e em pues
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
a 120, e 80 rs.
= Vendem-se chales de seda tifie branco,
azul. cor d r0Z p fazesds de ultimo gos-j para cuura a wu rs. o
por preco commodo : na ra Nova, n. 21 ,
loja de Joo Mendiboure.
= Vende-se um cabra moco de 16 annos,
proprio para pagem ; na ra do Encantamen-
to armazem por baixo do Reverendo Viga-
rio do Recife.
s= Vende-se arroz pilado branco muito bom
por preco commodo ; na ra das Cruzes ven-
da n. 40.
= Vende-se essencia de aniz superior, che-
gada ltimamente da Europa, a 6000 rs. o
frasco: na ra Direita, n. 120 segundo andar.
= Vende-se urna preta de naco, de 18 an-
nos lava engomma e oozinha, ou tro-
ca-se por um moleque ou negrinha de 8 annos:
na ra doCabuga loja de miudezas junto do
Sr. Bandeira.
- Vende-se o botequim junto ao tbeatro ,
novamentepintado e forrado de lindo papel ,
com superabundante mobilia entre ella 12
bancas cobertas de pedra e utencis do cozi -
nha, dous buhares um delles feito em Franca,
o mais elegante e rico que ha com todos os
seus pertences bastantes tacos, os necessarios
marcadores de Jacaranda mui bem embutidos,
como nio ha aqui-, um grande e rico quadro
para deposito de tacos tamhem de Jacaranda
delicadamente imbutido, candieiros, dous del-
les com machina do se dar cordar, os mais
proprios para bilhar estabeleciment este ,
que offerece proporces para ser elevado a um
alto grao suceptivol de grande vantagem; a
tratar no mesmo botequim com Innocencio Xa-
vier Viaona.
Vende-se urna porcao de coqueiros em
bom estado de mudarem-se por preco commo-
do ; confronte ao heco da Congregaco, n. 36.
Vende-se o sitio denominando engenhoca,
no Remedio, com casa de vivenda assobrada-
da, senzala para pretos tudo de pedra e cal ,
com diversas frutas mangueiras coqueiros ,
um viveiro de bom tamanho, baixa para ca-
pim pasto para 16 vaccas barro para toda
qualidade do obra com grande vantagem de
ter bem prximo a casa de vivenda porto de
embarque ; na venda de Manoel Ferreira Li-
ma ou no mesmo sitio.
ss Vendem-se um palanquim com pouco
uso; um apparelho de porcelana para cha ;
urna negra vendedeira, cozinhae lava sofrivel:
na ra da Moeda n. 15, primeiro andar ou
na ra do Amorim armazem n. 32.
Vende-se um bom molecote de 20 an-
nos bom servente do pedreiro e trabalha-
Ibadorde encbada: na ra do Hospicio, n. 19.
Vendem-se couros de cabra escolhidos,
sola um moleque de 14 annos, que cozinha:
na ra da Cruz n. 51.
Vendem-se as bemfeitorias de um terre-
no foreiro com casa de taipa nova entre as
duas pontes da Magdalena n. 12 tendo de
frente 64 palmos e 500 de fundo : no Pateo
do Paraso, sobrado n. 8 ; assim como pre-
cisa-se alugar urna preta para todo o servico
de umaeasa.
= Vendem-se presuntos inglezes queijos
londrinos e de pinna conservas mustarda ,
alcapares, carnes e soupas preparadas em la-
tas de todas as qualidades chegadas de novo
na galera Ingleza Columbus ; na ra da Alfan-
dega velha n. 44
Vende-se urna escrava de 17 annos, co-
zinha e ptima mucamba por nunca ter sa-
ludo a ra ; na ra da Praia armazem n. 70.
= Vendem-se, ou trocao-se duas moradas
de casas teneas urna pequea por urna
maior a outra he grande com soto por um
sobrado de um andar, ou sitio voltando-se
o que for justo a pequea est por se alugar :
na ra Direita 10.
Vende-se um negro robusto prop io
para enchada por 300,000 rs. ; na ra de
Agoas verdes, n. 70 de manh at as 8 ho-
ras e meia e de tarde das duas em diante.
Vende-so urna casa assobradada no
Coelho da Boa-visla, junto a olaria do Sr. Mi-
guel Carnero com bastante terreno no lun-
do, porto de embarque o proporces para
qualquer estabelecimento.
Vende-se ou aluga-se a padaria n 154
da ra das 5 ponas com todos os seus per-
tences ; assim orno orecisa-se de um caixeiro
para tomar conta de urna casa por balanco,
dando fiador a sua conducta.
Vendem-se oculosde muito boa gradua-
do brancos e de cores, papel almaco a 2800,
dito de peso a 3000 rs. a resma bicos brancos
e pretos, bandejas de diflerentes tamanhos ,
candieiros de latao a 3600 casticaes de cas-
quinha a 1200, abotuaduras de amarello de
muito bom gosto a 2200 e ordinarias a 640,
ditas de duraque e massa a 400 luvas de seda
par escovas de ca-
muitas miudezas
do Cabug i loja
de miudezas n. 3.
Vende-se urna preta de meia idade co-
zinheira lavadeira, e vendedeira : na ra do
Collegio, n. 19.
= Vende-se urna escrava de 20 annnos, en-
gomma cozinha, e cose; na ra Direita ,
n. 3, primeiro andar:
- Nesta semana no deposito de farinha de
mandioca na ra da Cadeia de S. Antonio
n. 19, os procos da farinha sao os seguintes ;
primeira qualidade 2560 de segunda a 2240,
e terceira a 1920 o alqueire.
Vendem-se 300 pares de sapatos branco
de Lisboa proprios para tropa : no atterro da
Boa-vista, n. 70.
Vendem-se urna negrinha crioula de 14
annos cose e faz o servico de urna casa ,
urna dita 20 annos lava e faz renda e urna
negrinha de 9 annos; na ra estreita do Ro-
zarlo n. 22 primeiro andar.
Vende-se farinha de mandioca de boa
qualidade a 3200 a sacca ; no armazem de
Francisco Dias Ferreira & Companhia, defron-
te da escadinha da Alfandega, e na ra da Moe-
da n. 7.
= Vende-se urna negra de naco de 35
annos cozinha e lava ; na ra da Conceico
da Boa-vista n. 26.
Vende-se urna preta mariscadeirn de
40 annos ; no pateo de N. S. do Terco das 6
horas as 8 da manh, e das duas as 5 da tarde.
= Vende-se um sitio no lugar do Barbiilho
com boa casa 4 quartos estribara para dous
cavallos baixa para capim sercado de espi-
nho nativo muitas larangeiras coqueiros e
outras muitas fruteiras de boas qualidades, ex-
cedente agoa de beber; na ra do Rangel n.
34 a fallar com Victorino Fiancisco dos Santos.
= No passeio publico junto da fabrica de
chapeos de sol, vendem-se gigos com vinho
de Champando de primeira qualidade vinho
de Bordeaux em caixas de duzia e em garrafas ,
agoardente de cognac em barris, caada e
garrafa, vinho branco do Cabo e da Madeira
secca vinho velho do Porto em caixas e por
garrafa dito ordinario em barris e garrafa ,
licores finos vinagre charope agoa de flor
de laranja conservas em vinagre, sardinhas
e bervilhas de conserva conservas de todas as.
qualidades de viandas como de galantinas, pas-
tis de figado vitclla &-. mustarda prepara-
da charutos da Babia de Gros, ditos mais
ordinarios rolbas para garrafa deposito de
genebra e agoa de colonia, tudo se vende mui-
to em conta.
Vendem-se urna escrava de 26 annos ,
boa lavadeira e para todo o servico ; urna di-
ta engomma e cozinha ; um moleque de 14
annos proprio para ofllcio ou pagem ; urna
negrinha propria para mucamba e urna mu-
latinha de 12 annos ; urna cadeirinha de bra-
cos dourada e com pouco uso : na ra do
Fogo ao p do Rosario n. 3.
Escravos fgidos.
annh fu-
lican.', (
= Em 9 de Fevereiro do corrento
gio de bordo do patacho nacional Pelicana i o
cscravo Felisberto Cacange de 20 annos ,
estatura baixa tem 4signaes em cada fonte ,
e ja pertenceo a Angelo Fr-ncisco Carneiro ;
quem o pegar leve a casa de Caudino Agosti-
nho de Barros, pracinha do Corpo Santo ,
quesera gratificado.
No dia 22 de Agosto do anno passado ,
desappareceo a preta Mara Benguella esta-
tura regular secca do corpo cara comprida e
abocetada, tem as costas da mao direita um
carosso pequeo ps apalhetados um delles
tem o dedo grande mais virado e sem unha ;
quem a pegar leve a ra da Senzala velha ,
n. 144. que ser recompensado.
=Fugio no dia 28 do p. p. a oscrva criou-
la de nome Josea secca do corpo ps pe-
queos com urnas costuras empoladas as
costas e urna de talho no beico levou vesti-
do escuro e panno da costa com lislras a/ues e
encamadas ; quem a pegar leve a ra do Quei-
mado n. 14 segundo andar
lOOgOOOrs degratificaco.
= Fugio no dia 30 de Janeiro do corrente
anno, um mulato a abocolado claro de no-
me Cosme baixo e reforcado do corpo do
15 annos levou vestido camisa de riscado j
desbotada e calcas da mesma fazenda quan-
do falla inclina a cabeca para a banda e a bo-
ca da mesma forma desconfia-se qu esteja
em algum lugar para o matto a titulo de forro;
quem o pegar leve ao largo do Corpo Santo ,
n. 11.
Rkcife: naTtp. dbM. F. bbFaria.=1843


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