Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04972


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Full Text
Armo de 1843.
Cuarta Feira 31
Tudo sor depende .ie mi nsaoi di non prudencia, e>deraiui. energa con
linueinus aomo principenme aeremos apontadoe cum admirado entre au Nau.es mam
*"''' ( Proclaaaacjo da Asseanbla Geral do Beaiil
PARTIDAS DOS CUHREIOS TERRESTRES.
Goiac... Parahiba Rio grande dn Norte segunda senas (airas
Boin: isranliuns a 10 e 24
CaDi D rinli.iein. Rio Forsaoso Pono Cairo Macain
Bo* Un Florea a 3 e 28 Sanio Ant.i, quinta* feirae
DUS DA -.KVIAVA
39 Ji a. Muimian-) M. Al"' ''" de D. da 2.
30 i>i Fernando Ri. Re. Aud do J de I da 3 t
21 /. a. Peirnnilla V. ud do J He I) da 1 y.
i 'A" a. Firmo M And do J del) da 3
2 $' a. Marcelino M Aud do J. de I) da 2. t
3 S.. jeiitm s r'aula V M Re. And do J. de D. da 1 t.
4 Hon Paseos lio Espirito Sanio.
Alagoas no 4 11
Olinda todos oa dias
de Maio
Anno XTX. N. 119.
U Di.rio publicase todos oa dias qua nao foi.aa Santinendoe o sracs da aaeigneiursi ee>
de tres mil res por quariel pegoi adiantadoe. Os anmanos dos assignantes a4o inserido
grana e os dos i|ur o oio torea raiio de 80 reie por linde. As reclamacee deten eaidiri-
gidaa a tala Typ., ra das Cnitea N 3*.oo s praos da Independencia loja de Ittos N. 6a 8.
Canelo.Wodis 3l) 'le Maio.
Cambio obra Londres Jd i. OUMo-Moads da 0,U0 V
a Paria Uii rana po* franco ar N
Lisboa lUU por 100 de praaaio a ri t.UO
PiaTa-Patacea
Moarla da cobra 2 por cento Faioe Cluaa.iaiea
dem deletree de boa. amasa I a i dttoa Meioanoa
fHAt..iu oA (No MKZ DE MaI
La Cheia i I -i durase lo a la lard I La ora i aa i oraa e J5m. da uaanh
'Jn i. laing .!, i I ooia SO i m | fiar, ras.: 7. "li wr J
"rea/nm de lio/e
1 s i b,r.H \m aamanni. | 7 usa* M 'la .arde
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.
PARTE OFFICI^
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 2 \ DO CORREVTK.
Ofllcio Ao desembargador Domingos Nu
nes Ramos Ferreira disendo que (ica guente
de ter S. S.* entregado a direccaS da polica ao
respectivo chufe odosombargador Antonio Ig-
nacio de A'-evedo ; o lo ivando-o pelo zelo, e
actividade coin que desempenhou o luar do
chefe de polica durante o tempj emque inte-
rinamente o oceupou.
Di lo Ao inspector da thesouraria da Csen-
la, communicanJo ter S. M. o Imperador con-
cedido o seu imperial beneplcito nomeacao
que fez o governo Franeez do mr. Gousson-
court, para exercer interinamente as funccSes
de cnsul da mesma nacaS nesta provincia du-
rante a ausencia do mr. Rippol;c determinando
quecom > tal o reconheca e faca as convenien-
tes participares ao inspector da alindola e
ao administrador da mesa do consulado. >fTl-
ciou-se respeito ai Chefe de polica, e a o ins-
pector do arsenal de marinha.
Dito A Joaquim Viegas nomeando-o, pa-
ra na conformidade dos $$ l.e 3. do art. 13
da lei provincial n. 9 do 10 de julho de 1835 ,
contractar amigavelmente com os respectivos
proprietarios a compra das casas, constantes da
retacad que so Iheenvia o cuja demolcaS
se torna necossana para a execucao das duas
partes do 6. lanco da estruda do Pao do Alho.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Lisboa, 23 de abril.
O incendio que consumi o edificio em que se
achava a escola Polytechnica e a escolla militar
o acontecimiento que dolorosamento attrahe a
attencaS da capital inteira. De um edificio taS
bello nao restaS senao as paredes.
As tres horas da (arde do diade hontem co-
mecou a manfe.-tar-se o incendio na parto su-
poner d edificio entre o forro e o telhado. mpr'gados da intprensa nacional pela vanta-
gem da sua proximidad forao os primoiros a
acudir. O administrador geral deu ordem im-
mediatamentc para sesuspenderem lodosos tra-
balhos e fasendo sahir urna bomba que ha no
estabelecimenlo, apresentou-seno pateo do col-
legio coin ella, e com uns 100 homens, que
principiarao logo a empenhar os mais activos
esorcos contra o fogo, epara o salvamento dos
objettos que podia icautelar-se. Os servicos
que prestara os empregados de todas as classes
desta repaticao forao da maior importancia e
o seu zelo e infatigavel actividade dignos do to-
do o louvor. Viera apoz e successivamcnte to-
dos os outros socc uros ; oincenOio nao cedou a
nenliuns esorcos a nenhuinas diligemias a
nmhumas das medidas que om tanto vigore
diligencia so einpre;ara6 cmtra elle.
A violencia do vento que impellia as rham-
mas triumhou de todos s meios que se empre-
gara para as destruir A corrento do ar era tal
que senao deve hoje admirar como o edificio ar-
deu sena como escaparan as casas fronteiras
o elle e como fomos preservados de um qua-
dro similhante ao do incendio de Ham mrgo.
Discurso pronunciado pelo Sr. deputado Jos
Mara Grande na 3essdo de 21 de abril.
s
Sr. p esidente, pedi a palavra sobre a ordem
para ap esentai cmara urna ropresentacao ,
que acabo de receber neste momento, e quejul-
guei nao devia demorar na minha inno por
versar sobro objecto da maior importancia. A
cmara ha de cortamente relevar-me de ler in-
terrompido os trabadlos do dia assim que co-
nheca a urgencia e a Iranscedencia do assump-
to que vou submetter a sua concideracao. A
repres .ntaca que tenho de enviar para a mesa
dirigida ao parlamento pelos lentes da escola
polyterhnica e do excrcito que dopois d6 la-
mentaren! a desastrosa oceurrencia que ante-
hontem testemunhmos na capital pedem pro-
viaonciasa representacao nacional quosalvem a
instruccao do paiz do doloroso golpe que aca-
ba de soffrer
Sr. presidente, o vasto e bello edificio, onde
funecionava a escolla polytechnica e a escola
do ejercito cah de ser devorado pelas chau-j
mas. rsta catstrofe magonn profundamente o
coracii dos habitantes de toda a ca tital. Indi-
r -vtauo* de todas as classes mnnife tarao ineiui-
vooamente o vivo sentimenlo que os punga nes-
to desastre nacional. O edificio incon lia lo vio
em torno de si os mais disti ictos'caracteres e
oscidadaos mais conspicuos. A frentedelles ins-
tigndolos com. O.seu exemplo o inspirndo-
las sua paternal solicitud via-so nos logares
de mais risco El-Rei eseusajudaotes de cam-
po (i-iros apoiados). Os ministros de estado,
um grande numero de pares o de deputados dis-
putavao As chammas urna parte da sua presa.
Pessoas de todas as gerarchias e de todos os
partidos rivalisavao no nobre empenho do sal-
var os objectos do instrucQao que existia as
escolas. As preciosas collecQoes scicntificas, que
com tanto afn e a custa de tantos sacrificios
haviao sido adquiridas pela escola polytechnica
forao felizmente rouhadas a voracidade do in-
cendio. O gabinete do phisica e o laboratorio
do chymica os instrumentos astronmicos, as
collecces de meneralogia o zoologa, tudo pode
com muito pequeasexecucos ser salvo. Osear-
torios e as bibliothecas.eoutros objectos, alguns
delles preciosos,do uso do ambas as escollas, tam-
bem doixaraode ser pasto das chammas. Na
salvaga destas preciosidades scientificas distin-
guira-se cidadaos conspicuos, mas ninguem
mais, nemtalvcz tanto como os alumnos de
ambas as escolas. A mocidade acadmica que
reprsenla o porvir esperangoso do paiz ma-
nifostou o maior zelo pola sciencia o urna co-
ragem despresadora dos perigos. A primoira
noticia do desastre todos correrao ao theatro da
desolaca5 c para salvar a casa da sua educa-
cao a sua segunda casa paterna desenvolvo-
rao como que a porfa, una devotacao digna
de mancebos cultoies das letras (apoiados).
' Os esorcos dos nacionaes receborao grande
coadjuvaga da pericia o v.dor das guarnios
das embarcaedes francesas o inglezas. O ardor
que animava estos cstrangiros generosos com-
prehende-se fcilmente. Alem da humanidade
um outro sentimenlo os exaltava e os impei-
lia ao meio dos peilgOS. Nao era um edificio
qualquenpje seabrazava, era o sanctuario das
scienciasquo ardia, easscioncas nao tem pa-
tria, porqu : sao de todo o mundo [apoiados).
s interessos da instruega (qiiein nellior do que
ellos o sabe ?) Nao sao os interessos de um povo
sao os do genero hu nano: e a luz da philosofia
e da verdade como a do sol quando nasce e
brilha, nasce e brilha para todos apoiados).
Sr. presidente, a cmara na sua missaocivi-
lizadora tem um grande dever a cumprir tom
um grande encargo a desempenhar. A cultura
daarvorodos conhecimentoshumanos, est-nos
particularmente comettida. Esta b Ha arvoro ,
como a arvoredo bem e do mal d fructos de per-
digas para a sociedad quando a sua cultura 6
despresada e mal dirigidamas d os mais p o-
ciogoi fructos quando tem um d -svelado culti-
vo. A inslrucgjS a mai da liberdade ; e a l-
berdado 6 o f >go sagrado cuja guarda nos fui
confiada eque mal de nos o do paiz so um
dia odeixannos apagar! (Apoiados numero-
sos).
A memoria de D. Pedro ha de levantar-se um
monumento de gralidao o saudade em alguma
das pragas da capital. Pois colloque-se modos
lamente a estatuado Imperador no atrio da es-
cola polytechnica : reedifique-so essa escola ,
d-se-lhe o noniodoHei phylosofo, honre-seas-
sim a sua memoria, e tor-se-ha consumado um
bello peiisamento que ell lia de alieneoar (lo
seio da providencia e a nagao applaudir do
fundo dos seus inlortunios ( Firos e nume-
rosos apoiados).
Hontem era este o pensamento da cidade.
Todos disiao querr o do governo, e o applau-
diao. I'oder elledeixar de ser o pensamento da
cmara, e do paiz? Ouso diser que nao! Porque
a cmara e o paiz unidos n'urn so sentiinento
querem marchar com seguiangano caminhoda
perfectibilidad e do progresso, e s se marcha
nesto caminuo promovendo a instruego do
a onfirmagao dos outros bispos portu ruases
por naS teren anda olu'gid > os seus processos.
Tambem consta que Sua Sinli lude propoi o se
approvou a eoncissao do pjllio aos arceQisp >s
do Lisboa e Braga.
Esta satisfactoria noticia, que demonstra a
boa harmona existenteonlre o nasso giverno o
a o te de liorna, deve fusor onliijor a fus-
tiga e parcialida le com que se ataearao as in-
t;nges dos ministros, Inculcando-os como dis-
pastos acomprom tterem a di anidado da coroa e
os nteresses do paii, as m illa Irosas negocia-
goes com a curia romana Os faotoshaodo sem-
pre responder triumph internante n >s o espe-
ramos s a'jcusagds filhas do ceg espirito do
partido. (D. do Governo.)
INTERIOR.
povo.
Mando a representagao para a mesa e V. Ex.
Ihe dar o deslino competente (muilo bem, mui-
to bem).
Segundo a declararas do ministerio da justi-
ga, feita na sessao de sabbado Sua Santidade
confirmou o patriarcha eleito de Lisboa, o Ar-
cebispo de Braga e Bispo de Lciria.
A proposta de Sua Santidade foi feita no con-
sislGrio celebrado 2 3 d? *bri!, N?.o t^ve !offar!
til) DE JANEIRO.
Asaudosa partid di Sonhora Princeza
D. Francisca
Antes(lehontem,(l0docorrento)pelas5horas
da tarde, teve logar, como dissemos, o cortejo de
despedida Soronissima * cisca que dove qualquer dia partir pa.-a a Eu-
ropa em companhia de seu augusto esposo
o Senhor Principo do Joinville, a b gata Bello Poulo. Grande numero do pes-
soas as maisdistinotas comparecero no pago da
cidade para ttem a honra de, pela ultima vez,
heijar a moa%raciosa Princoza Brazileira, cu-
jas saudades nao se apagaran em tempo algum
ueste paiz que se ufana de a ter visto nascer ,
e onde desdo a mais tenra idade, mostrou el-
la possuir as nunca esquecidas virtudes da Im-
peratri/. Leoopoldina OrphSa de pai e mai ,
logo nos primeiros annos de sua existencia, es-
to precioso thesouro em cuja guarda a nacao
brazileira velou cuidadosa e incessantomente ,
possuio sempre aquella oandura dalma a-
quella hondade de coragao que fazem as pessoas
ile sua jerarchia ropresontarm a Divindade so-
bre a trra A ola nos quebrou os ignominiosos ferros coloniaes, o-
levando o Brj'il categora do reino ; a lilha
do grande Fundador do Imperio, dcixa umdia
Testos as praias da famosa Nictherohy !.....
Oh! nuina a primoira nagao guerroira do mun-
do a Flanea generosa e invoncivel, nunca vio
na sua atmosphora urna estrella to bnlhante !
So a saudude mais respeitosa nos opprime n'oste
momento, consola-nos o nobre orgulhode (|ue
urna Princeza Brazileira com as suas gragas e
encantos, e com as suas virtudes raras tornar
mais a|ira/.ivcs as m trgens do Sena e far i a-
bencoar a trra de Sania Cruz onde vio a luz
jodia, e onde oseo nomo ser sempre res-
petado. {Sint. dd M.)
S. A. R. a Sonhora Prince/a de Joinville e
s u augusto Esposo recbenlo no dia 8 do cor-
renta bordo da fragata i 'elle Poule oscom-
primt-nlos da offi-ialidade dos navios de guer-
ra franeezos surtos no porto. S. A. R foi re-
celada com tres salvas rolantes de I tiros, de
toda a esquadra que.se eml^ndeirou a um
lempo ; e jantou a bordo da Bello Poule. >
S. M. o Imperador recebeu no dia 10 no
pagoda cidade, pelas 5 horas da tarde, as duas
deputacos do corpo legislativo olfioialidade
da G. N. da armada &c. que o forao com-
priineutar polo motivo do venturoso casamento
da Senhora Princeza I). Francisca.
SS. A A. RR. a Princeza o Principe de
Joinville recobero na mesma occasiao o com-
primento de muitos Francezes residentes na
corle.
S. A. R. a Senhora Princeza de Joinville
deixou ja o Rio de Janeiro A fragata Bulle
Poule a ujo bordo vai ella om companhia
de seu augusto esposo sahiu barra no dia
13 do corrente. Sejam-lhe propicios os ventos,
e o mar bonancoso .. .
O Sr. Candido Baptista de Oliveira nos-
so ministro na Russia foi removido no mesmo
carcter para Vienna d'Austria.
O Sr. Eustaquio Adolfo de Mello e Mal-
los foi nnmeado ministro rasidente em Naooles.
O Sr. Sorio [Yixoiru do Micedo, mi-?
rustroenj Sw'lanha vai oscupir interinanon-
te en Par >, olinrjj Sr Jos da Araujo
Riboro en,tarregida Jo missao extraordina-
ria em Lon Iros.
O Sr. Antonio Jos \ Lisboa foi nomeado
secretario 11 log iglo de Portugal
- A rola fio .1 esta corto mandou sulim;tter
i novo julgiiiMiio o proeesso le Jos Pedro
Diisde Cirvalh), aecusado como cabeca da
rebelliao do Minas
Foi nomeado presidente da provincia do
Para o Sr. Jos Thomaz llenriques.
O Snr. Minist o dos Estrangeiros docla-
rou na Cmara dos Deputados que se tratava
da demisso do Visconde da Parnahyba.
O Governo demittindo do presidente
de Matto Grossoo Coneg) Jos da Silva Gui-
mares, determino t que ovi o-presidente Ma-
noel Alves Ribeiro interinamente presida esta
provincia.
) Sr. Francisco de Souza Paraizo, se-
nador do imperio pela provincia da Babia, fal-
loceu e foi sepultado sibbaJo 13 do Maio na
igreja de S Francisco de Paula. O Brasil
perdeu neste cidado um benemrito servidor.
0 Sr. Paraiso era um dos ornamentos de nossa
magistratura, ejuizdesumma honradeze in-
teireza A sun alma repouse em paz.
Foram attendidos finalmente os votos da
igicji do Jess Cbristo Consta que o governo
imperial nomera bispo dadiocese doMaranho
o Sr. Fre Carlos de Sao Jos& religioso Car-
melita ; c da do Para o llev. Vigario da fre-
guesia do Engenho Velho d'esta corte o Snr.
Jos AfiTonso de Moraes Torras. Nao tendo
conhecimonto (Testes senhores nao podemos
avahar a bondade da escolha.
Foi lido na sessao de sabbado o projecto
de resposla do senado falla do throno ; bem
como o voto em separado do Sr. Manoel Alvos
Branco membro da respectiva commissio.
Por falta de espago delerimos a sua pubica^a
para oulro numero. O voto separado urna
poesa acabada !
Confirmou se o boato de estar despachado
para a presidencia do Piauhy o Sr. Dr. Alexan-
dre Joaquim de Sequeira juiz de direito do
Cabo Fri.
Diz-se tambemquo vai presidir a provin-
cia de Mato-Grosso oSr. Coronel Zeferino Pi-
mentcl Moreira Freir actual cominandante
da fortaleza de anta Cruz.
Foi nomeado para secretario da missao
especial a Londres o Sr. Dr. Sebastiao Ribeiro
de Almeida.Esta nomoaco honra o Sr Hi-
ii stro Falleceu a semana passada o Eim. Con-
selhoiro Joo Jos' da Veiga membro aposen-
tul do supremo tribunal de justica. Era ju-
nsconsulto abalisado e magistrado de illibada
probidad. v oneii pobr ejaz na igreja de
S. Francisco de Paula. Hoje quo nos chegotl
a noticia d'esto aconlecimonlo nos apresa-
mos publical-a em tostemunbo do nosso po-
zar.
Apresentarao ao senado, ltimamente,
suas respostas os Srs. Senadores Jos Beato ,
Alencar Vergueiroe Feijo, mandados ouvir
a respeito dos processos uue se instaurarao po-
las rebellines de Minas e S. Paulo em que se
achao pronunciados como cahogas. Nao tendo
conhecimento d'esles processos nem julgando
poltico que neste momento a imprensa previ-
na adocisao dosjui/.cs, nada diremos a respeito
do taes respostas. Os nobres senadores susten-
tan que nao tivero a menor par* directa
nem indirectamente na rebelliao e o Sr.
Vergueiro requer por lim que o proce6soem
que est pronunciado seja remettido relacio
do districto.para mandar fazer eflectiva a re-
ponsabilidade do juiz que o pronuncieu II...
O senado decidir o que em sua conseieneia
entender de justica.
Votou-se na cmara dos deputados o orca-
mento dos estrangeiros o foi tambem rejeita-
da a emenda relativa reforma da secretaria.
O Sr, Antonio Pereira Scl-'ouS'-sedH! *s



fim licenca cmara dos deputados para re-
gressar para a sua provincia ; cuja licenca Ibe
oi concedida. Deus o levo a salvamento.
S. PEDRO DOSUL.
Do Commercioe Porto-A legro de 18 de abril
copiamos os seguintes trecho de cartas por elle
recebidas:
Os rebeldes sahirao do Algrete e foro
para Sant'Anna doLivrarnmto, as pontas do
Grapuitan e ein sua seguida com bom pouco
intervallo vai o noss >exercito que hoj se acha
ligeiro visto ter deixado perto de S. Gabriel
todas as bagagens e infantaria ao mando do co-
ronel Jacintho Pinto levando desta o Exm.
general uns 800 homens montados; o lugar on-
de existe esta infinitara e bagagens bastante
seguro e nada ha a receiar; e para aquimuitos
rebeldes tem corrido a apresentarcm-so lega-
lidade.
O grosso do exercito rebelde na5 tem cessa-
do de cociere fugir ao nosso exercito que o
procura de veras, e que quando mesmo nao
possadar-llie urna qualqutr accao, ao menos
tirar-lhe-ha grande porca do cavalhada pois
sendo por mais de 16,000 o numero dos caval-
los este mesmo numero que impossivel con-
duzir com rapidez e que muita forca exige pa-
ra sua guarda e conducca, muito atrasa e pre-
judica os mencionados rebeldes.
Cons a que Demetrioj se passara paraale-
galidadecom urna forca desi-u mando, e que
depois da passagem deste muitos tem imitado
6eu exemplo. K como nao o imitar urna vez
que nao so seja ceg ou d udo varrido ?!
O teen te-coronel Francisco Pedro, e Cha-
rao ficarao doentes perto de S. Gabriel, onde
est a nossa infanturia.
Por Misses tem andado um tal Villaca ti-
rando escra vos, e a nin.'uem tem poupado, quer
legal que- furrapo, e isto tem feito o grosso do
exercito rebelde pelos lugares por onde tem pas-
saders,
No Formigueiro e S. Joloanda urna parti-
da rebelde fasendo reunios foicadas.
Nodia4 do corrente entrou na cachoeira
urna Torca rebelde onle vinha o Carvalhinho
e Felisberto Ourique ; este tendo noticia que a
mi se achava ali doente veio ali aflin de vesi-
ta-la : esta forca no lia 7 anda ali se achava a-
quartelada no acampamento que foi do 9. bata
lho e al este dia nao consta t.-r sido feito al-
gum rouboou insulto tendo apenas pro-e lid .
a um arrolamento dos nomos dos negociantes
que ali se achavao o do valor dos gneros que
tinhao ; ignora-se o fim.
No dia 8 sahio de llio Pardo urna forca de
cavallaria ao mando do major Vctor, com o m
de sorprender esta forca (*).
o Foro roubadas algumas carretas que se-
guio para o exeicito.
Ainda mais noticias.
Coma chegadadoExm. Sr. chele das forcas
navaesaeslacidade, soubemos por nos terem
contado pessoas que delle ouvirlo, que Deme-
trio e Joao Antonio desamparando o par'ido
rebelde, se apiesentara legalidade, trasen-
do alguns homens e nao poucos cavallos.
A noticiada passagem de Joa6 Antonio nao
tem sido acreditada por algumas pessoas que
dizemeonheceroexaltamento de Joa Antonio,
porem nos nada duvidamos, una vez que to-
dos nos disem que elle naS ceg nem louco,
mas atilado. ( Commercio).
Ro Pardo, 12 de abril.
.... Por aqu corre por certo que a primeira
divisan do nosso exercito vai acossando aos re-
beldes sem Ihes dar descanso, indo n lia o ge-
neral Bento Manoel o qual tendo sahido de
S. Gabriel asare Mara foi chegar ao passo
do Rosario ao romper do dia com intento de
sorprender aos rebeldes ; mas estes, tendo ldo
aviso, levantaran campo com differenca de urna
hora e fora em direitura para Algrete. A
divisan imperial seguio atraz delles e enejan-
do Algrete j os nao achou, porque tinha sa-
hido no mesmo dia em direitura a Jaro no
arroio G a ropa que desagua no Quaraim; a
divisad imperial vai em seu alcance e nao te-
rao remedio sena emigrarom para abanda o-
riental.
Assevera-se que se tem a presentado muita
gente, e entre ella o teen te-coronel rebelde De-
metrio com gente e cavallos. So tudoo que se
diz verdade julgo que a esta hora ser urna
debandada e que Ihes lera muita gento deser-
tado.
Francisco PeIro que ia muito doente, eo
Cbaro ficaro ambos com os seus coi pos em A-
legrete : a ser assim 6 prova do que o inimlgo
j ia muito fraco e que estes dous corpos j nao
cra precisos.
Aflinna-se tambem que tendo ido Cispla-
tina com lorca o tenente-coronel rebelde Antonio
Manoel do Amoral bater urna reunido de Brasi-
leros que esla a espera da apioximacao do
nosso exercito para se reunirem foi destroca-
do completamente.
A ser tudo quanto disem verdade val tudo
indo a nosso lavor : assim Dos o queira !
(Carta particular.)
Porto Alegre 2 de maio de 1843.
Recebemos hontcm noticias do exercito de
que estavamos privados ha um mez. O Baro
de Caxiis perseguio os rebeldes at >arandy
(') Nada pode fazer esta expedicedo porque
na tarde do dia 7 os rebeldes se retirrdo.
( as fronteiras) e elles ah fugirlo precipi-
tadamente por Cunhaper para o Estado Ori-
ental e dias depois voltro por Taquate e
vierao pAr em sitio a columna forte de mais de
2,000 homens que o Bario deixra em S. Ga-
briel com toda a sua bagagem e cavalhada can-
sada e conseguirlo roubar a boLda de trans-
porte e a cavalhada que andava ao pasto; mas
o Baro saliendo desta marcha dos rebeldes ,
veio logo sobre elles reuni o que havio rou-
bado e elles tivoro de fugir do novo para Bag,
e perdero urna peca de bronze de calibre 4 ,
que ficou em nosso poder, e izemos alguns
prisioneiros entre elles um odicial.
O nosso exercito est boje mui ligeiro. Em-
quanto o Barao tiver cavallos nao temo o inver-
n. Estamos impacientes agora pelo resultado
desta marcha sobre Bag*1.
Esquecia-me di'erque o coronel Jacintho
Pinto que commandava a columna que ficra
emS. Gabriel, foi immediatainente suspen-
so pelo Barao e vai responder a concelho pe-
lo seudoscudio, quesera talve funesto se o
general nao fosso o infatigavel Baro de Gaxias.
( Carta particular. )
Porto Alegre, 2 do maio de 18W.
. .. .Tendo o general deixado em S. Gabri-
el trosbatalhdos e Juca Ourives com 300 ho-
mens forca esta em numero de 2,000 homens,
commandada pelo Jacintho Pinto o Joo An-
tonio com 800 honens de sorpresa tomou toda
a boiada em numero do 446 e toda a cava-
lhada e pflz sitio ao acampamento nao dei-
xando entrar nada de comer e sobre a povoa-
co que ataeou de sorpresa agarrou alguns 77
homens da forca degollando a maior parto ,
onde morreu um tenente Demetrio encarre-
gado do tran porto eos mais pertencio
infantaria 80S quaes o Jacinto dava licenca
para irem povoaco em pouca distancia do a-
campamento. Note Vm. que o general seguio
com a mais forca ligoiramente deixandoahi
toda a bagagem. O general achava-se a 70
leguas de distancia sobro o Quaraim e quan-
do soube veio em cinco dia* marchando dia e
noite echegandoaS. Gabriel pode retomara
cavalhada que era pouca e magra, e tambem
parte da boiada porque Joao Antonio retirou-
se precipitadamente. Jacintho Pinto foi preso,
e est respondendo a conselho pela sua relaxu-
eo e do corto sahir muito.mal
O general dizem seus oijios que marcha em
duas divisos para a fronte levando toda a
forca e j seguio Bento Manoel com mil e
tantos homens do cavallaria em seguinento de
Joao Antonio. (dem.)
Rio Grande 5 de maio.
Temos noticias do exercito at 23 de abril
que sao de bastante importancia. Por ellas
se sabe que os rebeldes, perseguidos sempie
pelo general em che fe Baro de Caxias al Sa-
randy all furtrao-se ao combale na noite de
30 de marco, c lograrlo evadir-se para o Es-
tado Oriental pelo Cunhaper mas voltro A
provincia por Taquate. O general havia-se
refeito de cavallos edispunha-se para novas
marchas quando Ihe foi forcoso acudir a S.
Gabriel, onde se havio mostrado os rebeldes ,
e onde por um descuido que nao tem escusa ,
os deixarlo apoderar-se da cavalhada e a boia-
da de transporte que por inservivel ali havio
licado perdendo nos ainda nesta occasio al-
guns homens que os rebeldes achirlo disper-
sos.
O general em chefe cheeou de volta a S. Ga-
briel a 19dc abril reloinou a boiada e parle
da cavalhada e sua vista os rebeldes fugiro
para as partes de Bag ; mas S. Ex. continua
a tropcila-los c para este fim dividi o exer-
cito em duas columnas urna que opera alm
do Rio da Santa Mara e outra deste lado ,
que a em que elle se acha. Segundo as dis-
posices fetas, parece que se as tormentas
do invern o nao impedirem um combate ge
ral inevitavel por todo este mez. O nimi-
go j perdeu urna peca de bronze de calibre 4 ,
que ficou em poder das forcas imperaes c
tem-se-lhes feito bstanles prisioneiros entre
elles um ofiicial.
O baro recebeu do Estado Oriental tres mil
cavallos e espera do Paraguay mais dous mil.
Ja se apresenlou o rebelde do Demetrio com
100 homens e 600 cavallos o irmo do bri
gadeiro Bento Manoel com outros tantos homens
o 1,500 cavallos um fi I lio do dito hrigadeiro e
qualro officiaes e alm deslcs outros muitos
se tem apre/entado.
Maisrisonba portanto agora a face dos ne-
gocios doSul : assim nao tivessemos nos j de
eslar sofrendo os rigores do invern que vem
rijo e que talvcz forcem o nobro Baro a sus-
pender a brilhante marcha dos seus progressos.
Seja porm como fr ao menos sabe-se agora
su
DIARIO DE PERX.tMCO.
Pelo brigue Feliz Deslino ti vemos jornaes do
Lisboa que adianlo 8 das aos que anterior-
mente recebemos ; pois chega data de 26 de
abril p. p. O acntecimento mais notav.J, que
alioccorrou naquellos dias foi oincondo do an-
tigo collegiodos nobres onde se achavao esta-
belecidas as escolas polytechnica e do exercito,
o qual ficou inteiramente arruinado; e cujos
pormenores transcrevemos no lugar compe-
tente.
No dia 21 do predito mez foi publicado o de-
creto das cortes, sanecionado por S. M. a Rai-
nha ampliando e modificando a carta de lei
pela qual foi restabelecida por 20 annos, a com -
panhia geral dos vinhos do Alto Douro; econ-
cedendo dita companhia em compensaca dos
encargos imposto pir aquelle decreto 150 con-
tosde reis annuaes doduzidos dos direitos do
consumo e de oxportaca que os mesmos vinhos
paga na alfandega do Porto.
As ultimas noticias da Huspanha alcancava
18 as de Inglaterra a 15, as da Franca a 13
de abril; de ma e de outras encontrars os
leitores em nossas columnas os costumaJos re-
sumos.
O vapor Bahiana chegado boje (30) trouce
nos folhasal 18, cujas noticias mais interes-
santesdcixamos transcriptas.
Correspondencia.
Srs. Redactores.
Ainda que eu nao siga as doutrinas de vm.e",
embora goste mais de fazer rninhas reflexes ao
ubi ico no D-n.; todava como tambem nao es-
teja muito nem por tudo que disem os meus a-
migos da opposico e mo acho quasi na ma-
romba, nessa posicao excellente, que urna das
capacidades da nossa opposico pernambucuna
crismou na cmara por partido do jus'o meio ,
te.iho occasio doconhecer urna contradiecoda
minha gente quando muito saliente.
O amigo Indgena em seu n. 3." dice que o
zoverno do Brasil t;jm adoptado o systema do
arbitrio desde o sempre destetavel gabinete de
19 de setembro e que apenas solTreu este sys-
ihema urna breve interrupcao na eminentemen-
te brasileira administraco do 23 de julho. Con-
cordara! Srs. Redactores, na regra porque
*OU j vm.CM sabem da opposico. mas nao
oncordona excepeo, e direi aos meim amigos,
|ue a tal administraco de julho seria eminen-
te brasileira mas tambem era eminentemente
arbitraria; u a prova disto tiro eu do argumen-
to do rnesmo Indgena.
Dice elle que apoiava a sua asserca com a
escandalosissima injustica que fez o govemo em
nao approvar a proposta que Ihe fez a congre-
gado de Olinda do Sr. Dr. Jernimo Vilella pa-
ra substituto do Curso quando o governo era
obrigado a passar-lhe o decreto quizesse ou
nao quizesse porque neste caso nao tem von-
lade. &
Este direilo da congregaca de Olinda j quiz
usurpar a administraco eminentemente brasi-
leira de 23 de julho deixando de passar carta
de substituto ao Sr. l)r. Joaquim Vilella, guar-
dando urna proposta regular feila em concurso
de quatro oppositores desde novembro de 1840
al 23 de marco de 1841, quando desceo do pos-
to, porque se dispunha a rejdtar o Sr. Vilel-
la um dos proposlose approvados pela congre-
gaca e nomeado interinamente pelo Presi-
dente da provincia o Sr. BaraS da Boa-Vista ,
e a dar caita a um dos reprovados ou mandar
proceder a novo concurso.
Apesar de que o Indgena assim como nao ad-
vertioesla contradieco em s us louvores a um,
e acres censuras a outro ministerio esqueceo-
se deapontai os casos em que o governo cons-
trangido a acceitar as propostas fetas por em-
pregados queestao abaixo dclle ; apesar de
que em regra eu entenda que o governo e to-
da a autoridade a quem se faz unid proposta
( sirvao de exemplo as da guarda nacional) po-
de rejeitar uns e escolher outros ou mandar
reformar a proposta quando na5 Ihe agrada
nenhum dos propostos faco comtudo execep-
ca5 a favor da congregaca do Olinda no caso
de que se trata e por sso lembro ao Indgena,
que o mal vem da administraco eminentemente
brasileira e que sendo a questa que nos oc-
cupa vital para a opposico dos peridicos de
Pernambuco nao absolvamos a administraco
de23 de julho, que perh ndeo abrir exemplo
paia as de 23 demarco, e 20 de Janeiro.
Sou etc. L.
Varicela de.
O CARAPUCEIRO.
O que he urna cata constitucionalmente
govemada.
Excellente he sem duvida o Rgimen Consti-
tucional Represo.tativo para um povo para
que o exercito do sul tem chefe, e que este urna grande Nacao quando esta so acha sui-
exereilo trabalha ainda urna ve/ com denodo c cientementc preparada por seus hbitos por
cfficacia para alcanear os fins a que destinado. seus usos e eostumes para o abracar com pro-
( dem. ) veito. A divisan e harmona dos Poderes foi
(J. do Commercio. ) urna das mais bellas descobertas dos tempos mo-
derno*. Sciiiido este iumiiios
ucgUC
.Sicilia uu-
llllH III Poder de fado he Podor de direito, sena
em quanto obra conforme raso e verda-
de nica regra legitima do facto nica fon-
te do direito. Nenbum Podor de facto sube,
plenamente, nem quer constantemente a rasao,
e a verdade pelas quaes he elle obrigado a re-
gular a sua accao, Logo nenhum Po ler de Tac-
to he ou pode ser por si mesmo Poder de di-
reito : em outros termos nao havendo Poder
de facto que seja infallivel nenhum h, que,
tenha o direito de ser absoluto.
Tal he todava a condicao das cousas huma-
as que estas exi.'cm em ulitma analyse a in-
tervengo il'um Poder que declare a le, que
a imponha e faca respeitar. Em todas as re-
tacos que admitte e laz nascer o estado so-
cial desd'a ordem domestica al a ordem po-
ltica a presenca d urna auctoridado, que d,
e mantenha a regra, he a condigno necessaria da.
mesma existencia da sociedado. Eis por tanto a al-
ternativa, em que esta posta a sociedade. Nenhum
Poder de facto pode ser de direito Poder abso-
luto e he preciso em cada occasio um Poder
definitivo isto he ; absoluto de facto. Mas
como se obter, que o Poder absoluto de lado,
no qual vo necessariamente parar todas asre
lacos sociaes nao seja so nao a imagem a
expresso o orgo do Poder absoluto de direi-
to nico legitimo e que nao est deposita-
do em parle alguma sobre a Ierra ?
Eis o problema do Governo. Obrigar o Po-
der de facto a tornar-se quanto he possivel, Po-
der de direito pondo-o na necessidade do bus-
car constantemente a raso a verdano a jus-
tica fonte do direito nao Ihe attrihuindo a
forca se nao quando ello tem provado isto
he ; feito presumir o seu bom resultado nessa
indagaco e astringindo-o a legitimar sempre
esta presumpeo sob pena do perder a forca ,
se o nao conseguir, tal be a marcha d'um sys-
tema Representativo tal o fim a que se diri-
gem em sua disposico e movimento todas as
molas que elle faz obrar.
Paracbegar a este resultado he indispensa-
vel, que o Poder de facto nao seja simples ,
conven! a saber ; que nao seja attribuido a urna
s forca ; por que nao podendo forca alguma
possuir por si mesma o Poder de direito, se al-
guma h que possa plenamente o Poder de
facto esta nao s abusar se nao para logo
querer* sor considerada como investida do po-
der de direito. S ella ser desptica ; e para
sustentar o seu despotismo, dir-se-h legitima-
uonte soberana e talvez que a final assim o
persuada, e o creia. O efeito corruptor do
despotismo he tal, que tarde ou sedo destro
assim n'aquellos que o exercem como nos
que o sofrem at o sentimento da sua illegiti-
midade. Quem he nico soberano nao tero)
mais que um passo a dar para se portar corno
infallivel : por isso alguma raso tinha Alexan-
d re em querer que odeclrassem dios; por
que da plenitude do seu poder dedusia urna
consequencia rigorosa ; e tem tambem raso os
republiqueiros que atlribuindo a soberana a
mullidlo, tomlo por mxima ovox populi,
rox l)ei : por quanto onde quer que a sobera-
na de facto he nica seja alias qual for a Tor-
ea que a possue est* a ponto de ser usurpa-
da a soberania de direito. A diviso por lana
da soberania de facto he a consequencia neces-
saria do principio que a soberania de direilo
nao pode pertencer a pessoa alguma. Releva ,
que hajao muitos Poderes iguaes o indispen-
saveis um ao outro-no exercieio da soberania do
facto para que nenhum delles seja induzido a
arrognr-se a soberania de direito. S o senti-
mento da sua reciproca dependencia os pode
embaracnr de se crerem livres de toda a de-
pendencia.
Eis em resumo as bases do Rgimen Repre-
sentativo, que be ptimo, admiravel, e o mais
congruente s sociedades modernas. Mas Cons-
tituirlo noseio das familias, seria um chos,
um fiel transumpto do inferno. Onde quer que
o pai de familia ou o dono da casa nao manda
com poder discripcionario c absoluto, tudo he
confuso tudo he desordem, tudo he estrago, e
ruina. Em verdade o que serad'uma casa, (infe-
lizmente algumas h desta estofa) onde a mu-
Iher, os filhos c al os fmulos tiverem votos,
discutirem projeclos derem alvitrrs e pre-
tenderen! governar rada um a seu bel pra/er t
Eu conheco certa familia governada consti-
tucionalmente onde tudo he disperdicio al-
sazarra desgoverno, e desordem. Consta ella
de um pai honacho ou pastrano d'uma mi
prezumida de muito viva e judiciosa de tres
filhas insuportavelmentc ergolistas e tagarel-
las de qualro filhos isto he ; tres muito es-
touvados, e vadios, e um completamente mn-
nembro. Tudo ali argumenta, tudo dispe,
tudo manda. Cada uro almoga, janla, ou cciao
que, e quando Ihe parece. D. Anninha nao
almoca se nao caf com leife e anles de so
eriiier da cama : D. Lol s quer o seu almoco
de c h pelas onze horas do dia : Sinh Dondom
nao gosta, se nao de chocolate, e a matronaca
prefere os beefs. O manembro quer papas os


W
maisirmSos cada qual seu almoco di Arente.
Muitas vezcs tracta-se do que so ha de jantar ,
e poe-se a materia ein discusso : uns querem ,
que soja peixo, outros que seja carne, quocn
proscreve obacalhio, quem sustenta o bom
gosto (la foijoada.
Os escravos o mocamas nao sabem a quem
attondo e ohedecao ; por que senhor Mane-
zinho manda o molequo Joao aos Allogados
buscar um famoso gallo para hrigar com o seu :
senhor Chiquinho onlena-lho.que Iheapiomp-
te o cavallo para sabir, o minomVo q ler, que
o molequo o vi ajular asonar foguotes, e a
senliora da casa gritando por ello para ir ao as-
ou riaeira. Cada uma das sinhzi-
souguo ,
nhas te:n u n escrava s occupada cm o sen
servico e nfio quor, que s: preste a mais na-
da sob pona de prolongada batuta de bofoloes ,
&c. &c. Nessa casa do orates nJo ha bens com-
muns : cada moca tem suas toalhas seu* co-
pos suas quartinbas seus pratos distinetos,
e separados, o at suas panellas de co/.inhai :
quem menos poder tem na casa sao os proprios
ebefes (la familia!
Succedeouma occasio ao jantar um dos fi-
Ihosapprescntnr um projecto de resolncao para
a familia passar a Festa no Poco da Panella.
Passou nicamente em primeira discusso; e
entrando logo em seaunda ah he, que oi o
grande debato. D. Lol oppoz-se vigorosamen-
te ideia de ser no Poco da Panella, dizendo,
que he lugar queja nao presta para se passar
a fesla o que muito melhor era ireu para
Olinda. Oppoz-se sinh Dondom com grandes
gritos, alTrmando, que se em Ulinda nao exis-
tisso o Curso Jurdico a Ilustre preopinante
nao teria tao triste pensamento : que Olinda s
offerocia ladeiras, que nao tinha banho capaz,
<&c. &c. D. Aninha sustentava que melhor,
que tudo era o Casanga. Dos rapazes um pro-
pugnava que fossem para a Passagcm outro
que para a ponte do Uchoa outro que para a
Boa Viagcm o manembro porm s dizia, que
por seu gosto nao se Ihc dera de passar a festa
em qualquer dos rccolhimentos, da Conceicao,
ou da Gloria. Ponderou-lhes o pascacio do pai,
que fosse onde fosse, sempre deviao preferir um
sitio mais perto do Recite a fim de Ihes ser mais
fcil a vinda para as reprosentaces da Natalen-
se. Ao que dero todos um estiradsimo a-
jpoiado.
Passou-sc a tractar das dispezas d cnchoval ,
c dispensa para a tal festa, e pareca aquella
meza uma assembla legislativa as aperturas da
le do orcamento e a bracos com um horroro-
so dficit. D. Aninln queria pelo menos dez ves-
tidos de cambraia. Sinh Dondom exigi entre
outras muitas cousas um manipulo para enfiar
no braco d'uns que se estao usando ; porque
he tal a extravagancia das modas, que ate po
,as senhoras com privilegiodesubdiaronos. Quem
dissera a nossos pais, que tempo virio, em o Be
as mulheres terifio manpulos! Coda um dosjo-
?ens queria seu cavallo d'esiribaria para passear.
Biscutirao-so artio por artigo os olqectos da
dispensa ecada qual queria, que prevalecesse
o seu voto.
Nesta familia constitucional representativa
estao divididos os poderes; porque o legislati-
vo reside noslilhos, e ilhas, o executivo n>
pai o moderador na mai e o udirial em to-
dos. Alm disto das mesmas ilhas urna he go-
vernista a outra pertence a opposico e isto
naos a respeito da casa como relativamente
poltica do imperio. D Lol he decididamen
te opposicionista e*inh Dondom ministeri -
lista. V. Aninha degenera para republicana :
os rapa/es estao bem extremados sendo uns
pelo gov i no, e outros da opposicao. Cada um.
e cada urna adopta e ssgna o seu peridico,
quasi to.lo o dia vivem em contestacoes a res-
peito de poltica. Uma diz. que o ministerio he
dominado dos melhores desejos de acertar : ou-
tra grita furiosa contra o ministerio dizendo.
que he desptico, e que s trabalha por dar ca-
bo da consttuicao. D. I ol'> sustenta com mul-
ta raiva, que ella verdaderamente sosegu o
partido da rasao. Al sabe se de tudo, que va.
por esse mundo. Sabe-sedas intnga? da cite,
lias mudanras que houve e estao para haver,
dos motivos particulares desta, ou d aquella rti-
missiio, &c &c. Nao pode o n iseravel chele da
' familia mandar fazer uma casaca, que nao seja
isto objecto d'uma calorosa discusso. Quiz o
pobre homem desfazer-se d'uma escrava, que
era desavergonhada bebada &c. mas nao
pode efleituar a venda ; por que po/erao-lhc a
materia em discusso. e a maiona dos votos de-
cidi que nao. Em certa noitc hora da rea
disse o pai mui triste e pensativo que eslava
vendo mudar-se com a familia para o mato, fis-
to i achor-so muito endivdado c nao poder
com a horrorosa dispeza do Recife. Tomn logo
a patavra IV Loto; reprovou alta, c poderosa-
men>e o projecto, o lallou sobre a materia de*
de as nove da noito at trez horas da madru-
i
D. Thomaz: que asua casa estava rodusida a
uma assembl a legislativa ou antos a um hos-
pital de doudos.
Nessa fam lia he venirlo que nao ha liher-
dadedimprensa ; por que nao existo prolo ;
mas ha plena liber lado do lingua a al n dis-
to cada uma das mo :as parece que co npe
s por si uma secretaria d' istado, visto o que
escrevo e as correspondencias que tem para
as sineo partes do mundo : finalmente o pro-
prio diabo coxo trepado pelos temados para
observar o que so passava as casas nao sabia
motado da chronica escandalosa da cidade do
iu j sabem as taes senhoritas nesta familia cons-
t tucionalmmt* organisada ererda. En-
tro t.nto lulo ahi vai dJ mil a pior : e taes sao
os resultados do t.dao qu.lq-ior casa onde
na hotiver um s quo rouna tolos os poJe-
res, e a quom todos obedocao.
COMMcRCIO.
Alfandcga.
Rendimentododia30......... 10:3918926
DescarregGo hoje 31.
Brigue Primavera vinho azeito car-
nes, o toucinho.
Barca Columbas maquinismo ,' ferro, fa-
zendas sahio louca, o erragens.
fVgue Feliz Deslino vinho vinagre ,
carnes, o fazendas seccas.
Barca Creamore bacalho.
81
53
66
81
86
88
91
92
9%
9o
96
97
98
99
100
101
102
103
<(










<(



do Amorim.
10*.
105


Hovimento do Porto.
Navios entrado no dia 30.
Rio do Janeiro Bahia e Macci ; 11 dias ,
vapor brazileiro Rahiana, de 200 toneladas,
commandanto Manoel dos Santos rnelas,
equipagem 25 : a Joaquina Baptista Morc-
ra. Passageiros capito de fragata Cae-
tanoAlvesdeSouza Jos Mondes de Froi-
tas, Manoel Joaquina Pereira Lobo .Ber-
nardo Pereira do Carmo, sua Sra. 2 filhos,
e2escravos, Rrazilciros: Abram Cabretcr,
In*lcz : Francisco Capa Ruchambcrg, Ale-
mo : Havid Jos da Costa Oesembargador
Aaostinho EmelinodeLiao, sua Sra. el
filho cirurgio da armada Joao Pedro de
Souza Coutinho Francisco Haimundo dos
Santos sua Sra. e 1 escrava Joaquim
Jos do Silva Jnior.
Hamburgo ; 4- dias galera dinamarqueza
Wolden de 300 toneladas capitao Ban-
dixGeorge Bandixem equipagem 1-i, car-
ga carv5o de pedra : a N. O. Hieber & C.
da Cacimba.
da Guia.
beco da Lingoeta.
da Cruz.
Fra do Portas.





u
u




Em segunda praca.


O sitio na estrada da Parnamorim arrondado
a Jo-6 Fidelios Barro/o do Midi.
Dito contiguo ao cima portencento a Jo-
anna Francisca dos Santos.
Dito na estrada do Ro/.arinho arrendado o
Joaquim Jos da Costa.
Dito na matta da Miroeira a Doutor Joa-
quim Manoel Carneiro da Cunha
As pessoas.que se proDozcrem arrematar di-
tas rendas poder comparecer na casa das ses-
ses daditaadministraco nodia 31 do cor-
rente mez as quntro horas da tardo com
seus fiadores; e adverto-seaosinquelinos que
se acharem devendo rendas atrasadas quo se
nao aceitHoseus leos, e n::m por isso se Ibes
dar. preferencia ao lauco que (or oITcrecido.
Sala das sesses d'administracao do patrimonio
dos orfaos 30 do maio de 183.J. M. de
Cruz escriturario.
FUNCgAO LYRICA,
Pa casa da Xalalense Quinta-feira ."
de Junho
UIahinaxgf.m, Lucciesua filha cantaran
seis pecas de msica com o seo anlogo
vestuario, haver tambem duas dansas executa-
das por Wanimeil e sua mulher; esta ser a pri-
meira das 15 representacoes prometidas. Prin-
cipiar as 8 horas cm ponto.
As asignluras e os bilbetcs achao-so na loja
I de livros do Sr. Figuoira na praca da indepen-
dencia ; na noite de representacao se vendero
tambem junto da casa.
N. B. So chover de 6 horas em dianto n5o ha-
ver funccSo.
Deca racos.
Avisos martimos.
! O basbaque do pai estava atnito, e ca-
lado ; c a mi s dizia que nunca^ ^coum
quaiio eia iocinha no tsmpfl -o genera.
vio
O vapor Bahiana recebe as malas para
o Norte hoje (31) as 5 horas da tarde.
=5 A administracao dosestabelecimentos de
earidade avisa a quem convier, quo no da
2 do prximo futuro mez na salla de suas ses-
ses as 4 horas da tarde tem de ser arremata-
das por 3 annos, as rendas das casas ahaixo de-
claradas cuja arrematacao ser contada do 1.
de julhoem (liante.
Ba do A/cito de peixe n." 1 dita dos Bur-
dos n 2 dita do Encantamento n. 3 dita
lo Amorim n. 18, dita Direita n 33, dita do
Padre Floriano nmeros 43, e 45 dita do-.
Jos nmeros 5 e 7, dita atraz da dita n. 11,
dita de Manoel coco nmeros 32, 36 e -J8 ,
dita das 5 Pontas nmeros 98 116, ello .
Iravessa da viracao nmeros 7 e 19 dita de
S Pedro n. 2, ra de Or as n. 33. dita de
S There a nmeros 4 c 5, dita da Roda n-
meros 5, e 9 ( oito lojas ) travessa do Cnlal.ou-
ce n 2 ra Nova n. 48 aterro da Boa-vista
n.68.'rua da Conceicao n. 5 dita da Glo-
ria n.0,65.
Os pertendentes deverao comparecer no lugar
e hora api asada mnnidos de seos fiadores; e ad-
vertc-se aos inquilinos cu|o pagamento nao es
tiver em dia que nao serao retebidosscos lan
eos sem que tenbao satisfeito seos dbitos.
Salla das sesses da administr; cao dos estabe-
lecimentos de earidade 29 de maio de 1843.
O escripturario F. J. Cavakante Cousseiro.
^dministraco do patrimonio dos orfos.
Perantc a administracao do patrimonio dos
orfaos se hao de arrematar a quem maisder ,
por tempo de 3 annos que ho de ter princi-
pio do 1. de julho do corrente anno ao fim de
jun|,o de 1846 as rendas das seguintcs casas:
Em terceira praca.
N. 2 naruadocollegio.
12 do Cebo do bairro da Boa-vista.
14 do Ro?ario dito.
26 da Madre de Dos do bairro Recife.
35
36
38 do Torres.
A bem conhecida e volleira barca ingleza
Columbus, capitao Daniel Creen sahir at
os dias 10, ou 12 de junho quem quuer ir de
passagcm (pois s recebe passageiros) dirja-
se aos consignatarios Me. Calmont & C.1, na
praca do Corpo Santo n. 11.
Alisos diversos.
-Oabaixo assignadomorador noRecoLargoda
Mataiz de S. Antonio, avisa quo na sua casa
se acha urna negra denomeMana. ediz que seu
senhor se chama Miguel veio procurar para a
comprar ; oSr. que for seu dono queira pro-
curar ..a mesma casa que he n. 10 adverte-se
que o abaixo assignado nao se responsabiliza
por qualquer falta quepossa haver.
Iiomingos Di is dos Santos.
No dia quinta feira 1 de junho tem de a-
char-se urna carga lo muito aflamado pao de
foiha no Varadouro de Olinda. que por ser
feito com o maior acceioc as melhores lannhas
que pode haver no mercado de^e ter a maior
concorrencia possivel, assim como taobem se
acha do mesmo pao do commum ; por isso se
ofloreceaosabitante'desta cidade mandarem
compiar no dito lugaT das cinco horas em
Tan te. ,
Quem precizar de ornamentos das qua-
tro cores para celebrar Missa. ou de um missal,
c veo d'ombros tudo novo c excellcntc ; di-
rija-se a ra da Gloria n. 73.
Quem por engao tirou uma carta do cor
rcio vinda do Rio de Janeiro para Antonio de
Paula Sousa Liao; aueira por favor mandar en-
tregar na ra da Gloria n. 73 anda queja
fosse aberta e se ficai obrigado.
Aluga-se um ptimo moleco que serve
para todo o servico e muito proprio para pa-
cem; assim como uma preta que sabecoz-
nhar, engommar, lavar, ensaboar, e muito
carinhoza para meninos; na praca da Boa-
vista n. 7.
Na noute do dia 29 do corrente as 7 ho-
ras e meia se desencaminhou um negro na
ra dos Quarteis, com 1 bah cheio de roupa ,
urna thezoura de alaiate uma medida de fita
do iinho um corte'de calsa de panno fino, e
uma do franqucli.n preto ; e por isso e roga a
qualquer possoa que lh forcm oTerecdas algu-
m is destas cousas queiro pegar o negro e le-
val-o a ra das Larangoiras dofronte da rehna-
co de assucar que ser recompensado.
D. Getru les de Jezus Mana ca Udaao
do Porto fftl publico por esta lolha que fa-
lesceo seo mirid. lanoel Pereira Rodrigues ,
na mesma Cidade do Porto e que se esta pro-
ceden.lo a inventario rto competente juizo detfi-
roito pira pirtilhar a heranca por seus filhos,
entre os quaos houve um Vhnoel Rodrigues ,
de Araujo em Pornambuco que nunca escre-
veo a annuncianto sua mi pelo que ojulga
lalenanlo, ese o nao he deve constituir seo pro-
curador, quo o reprezontc com pena do o ser
considerado, e se proceder na partilha em con-
formidado das leis.
= Acha-se em praca para ser arrematada do
venda, lindos os dias da le urna olaria em tr-
ras foreiras ao encapullado do Monteiro quo
confina com a casa do sitio do lalescido Bastos,
nenhorada em exucmo quo contra ella Manoel
le Mlmquerque Uarros Jnior e seu irmao
Jos lli.erra do BarrosCavalcante em cami-
nba Jos da Silva Braga pelo juizo da segunda
vara escrivo dantos, 'avaluada em 1:2008 rs.
Prccisa-se de trezentos mil reis com
quem se faz lodo o negocio com uma preta. boa
i'ozinhira, compra na ra lava de barrella ,
de salmo engoma, e he muito fiel, e tambem
se vende; tem estado alugada a 108 res Por
mez assegura-se nao fugir nem bei er e so
demostra desembarazada; quem quizer annuu-
ci para ser procurado.
__Aluga-se o segundo andar do sobrado da
esquina da ra estreita do Rozario que vira
para a ra das Larangeiras n. 16.
Lotera de S. Pedro Martyr.
=0 thesouroiro da loteria de S. Pedro Mar- >
tyr de Olinda faz publco quo as rodas desta
loteria an larao impretcrivelmente no dia 13
de julho eos bilhetes acbao-se venda nos
lugares do coslume.
Precisa-se alugar um sobrado deum s
andar ou uma casa terrea com quintal e ca-
cimba sendo em bom lugar ; no largo da Ri-
beira n. 19 : na mosma ha para se alugar um
grande soto, para uma sonhora capaz com pou-
ca familia.
Aluga se a casa, que servio de theatro
nesta cidado com os utencilios que constar do
I inventario : quem a pretender dirija se ra
dos Quarteis n. 18.
Jos Pinto de Souza subdito portuguex,
rctira-sc para fora da provincia
A pessoa que ficou certa de fallar com ou-
Irem no dia segunda feira 29 do corrente a
fim de resgatar-se certos pinhores o pagar os
juros correspondentes de outra quantia quei-
ra boje assim o fazer sem falta por que a dita
pessoa retira-se por alguns mezes, para uma
comarca desta provincia e antes disso vende-
r os pinhores da dita e para que se nao cha-
me ignorancia faz o presente annuncio.
Um estrangeiro chegado prximamente do
Portugal concerta foles para our ves e latoei-
ros, faz rabecas e violfles, e tambem concerta
guitarras, e violas faz caixas para brincos do
ouro eprata, c para qualquer objecto: quem
precisar < e algum destes objectos dirija-se &
travessa do Rozario padara de bolaxa n. 2, que
Ibo dir quem he.
Aluga-se para casa de homem solteiro, ou
depouc familia, uma molata captiva, com
muito boas qualidades e hbil para o servico
do interior de tima casa : no terceiro andar da
osa n. 16 da ra do Collegio.
OsSrs. Manoel Custodio Peixoto, e Anto-
nio de Souza Flores qneirSo procurar urnas
carias na ra da Madre de Dos n. 9.
(^)uem precisar de uma ama para casa, di-
rija-se ra de Horlas n. 24.
__O Sr. Ignacio Francisco dos Santos & C.\
entendo-se com Manoel da unha Guimaraes
Ferreira, a negocio de seu interesse.
__0 Sr. Antonio Ignacio Cavalcante de Al-
l.uqiieraue queira dirigir-se ra Nova bo-
tica n. 57, que se Ihe deseja fallar a negocio de
seu inieresse.
Aluga-se o primeiro andar de um sobrado
com comincdos para grande familia em uma
das principaes ras desta cidade; quem preten-
der dirija se ra do Livramento n. 23.
Qualquer pessoa, que quizer roupa engo-
mada por preco commodo pessas de todas aa
qualidades, dirija-se ra das Larangeiras, do
lado da mao esqunrda n. 27.
__Sbado 27 do torrente, achou-se uma
carta fechada na ra Nova; quem for seu dono
dirija-se ra Direita casan. 121, quedando
os signaes Ihe sera entregue.
Quem precisar de um administrador para
engenho annuncie a sua morada adver-se ,
que o annuncianto tem muila platica de todo
cervico pertencente a engenho e he pessoa
bem conhecida o pode abonar sua conducta ,
e capacidade como se quer.




)
MrJhZte ISn. P"pa ? ranjar urna casa, e que tambero cese certas
^^toSTlXSE iTJ?L ^ a-ze^to grande e
A
bUiotesda aova lat^^Z;* Ti u i Aluga-se um armazeremuito grande ,
a necessidade de -lar impulso a urna obra, que
.te tanto do |a como do magestoza.
^^esea-se aluga/ urna casa terrea, ou um
ypwuo andar que soja no bajrro de Santo
.^ptoajo, aao passando da praca do Lvra-
WfiWto, nen do lar^o do Cario para as Cinco
"Mi quero a tiver para alugar aanuncie sea
rooWM ou dirija-so ma das Trinoheras
=; O/Terece-se para ama de casa da boroem
Spltoiro ou do pouca familia urna preta for-
ja aquel boa cozjnheira engommadeira ,
e tarabem para todo o arranjo de casa; quem
a pertender, dirija-se a travessa do sarapatol ce-.
. W tu 9-
W AluJQ-se, ou veodem-so duas canoas
de arnarello que pego em 500 lijlos cada
urna pimas para aterro pois sao muito laves
de cerda, o preco he commodo (auto para o
luguel como pela ven4a ; na praca da Inde-
pendencia n. 39.
== Jos Joaqun) de Castro Moura subdi-
to de Sua Masestade f idelissima, faz sciente ao
resjioitavel publico, quo retiru-so para a Euro-
pa a tractar de sua saude.
=Bento Pereira de Mendaoha, subdito por-
tuguez ; retira-so para ra da Provincia
. j= Da-se 200:000 mil reisajuros sobre p.
chores de ouro e prata ou relogios mudemos ,
na premeira venda do atierro da Boa-vista so
dir quem he.
*= Aluga-se um sobrado que teuba quin-
tal e cacimba e con comraodos para urna fa-
milia no atierro da Boa-vista ; a fallar no
mesmoaterro, n. 6i.
o= Pedro Joze Rabello Carneiro, Brasi-
leiro retira-se para a cidade do Porto.
- Precisa-se fallar ao correspondente do
Sr. Tenente Coronol Antonio Jos Rodrigues
Chaves, negociantj na cidade da Parahiba;
annuncie.
Aluga-se urna canoa de carreira ; quem
a pretender dirija-se a ra Nova, venda n. 63,
ao p d ponto.
No dia 28 do correte estraviou-se um
coracosinho de ou o com cabellogrudado, in-
do-seda travessa de S. Pedro ra Direita ,
patio da Penha at S.Rita; roga-se a pes-
soa i|ue o achou querendo restituir dirija-se
a travessa de S. Pedro n. 4 que recebera o
seu justo vallor em gratifitocao.
Precisa-se de um caixeiro portugus ,
chegado prximamente na Barca Primavera ,
dando alguns meses para apreuder:'na praca
da independencia n. 2>.
Domingos Jos Marques oflerece o seu
prestimo como solicitador e mesmo para ti-
rar passaportcs folhas corridas e em liin lu-
do quanto diz respeito ao furo ; para o que o
devem procurar em sua caa na ra Ja Pnha ,
i- 4 primeiro andar, ohrgando-so o annun-
anle a fuzer este servico com promptidao e
por preco commodo.
= No segundo andar do sobrado n. 15 da
ra da C'*deia de S. Antonio, elugao-se dous
armazens um por haixo do dito sobrado, e
o outio pela parte de detraz e junto a maro, os
quaes tem muitos commodos e sao aptos para
qualquer estahelecimento.
Alqga-se o sitio que foi do fal ecido
domingos dos Passos e hoje dos bordeiros do
oberto Manoel Alves na estrada da Solida-
do para o Pombal, com bastantes ps de la-
rangeiras, que s com estas frutas paga a do-
niinuta renda alem de outras arvores de fru-
ta ; a fajlar com Joaquim Lopes de Almeida ,
em Fot de Portas, n. 96, ou com os outros
berdeiros, que qualquer far o ajuste.
/.olera de N.S do Livramcnto.
As rodas destas Lotera ando infalivel-
mente no dia 16 de Junho fiquem ou nao bi-
Ibetcs, e ach2o-se a venda nos lugares do cos-
tume, e na loja nova do cambio na ra da
Cadeia veJha n. 33.
O Jenente Coronel Antonio Gomes Lial
n3o podendo antes de partir para o seu com
mando da liba da Fernando, despedr-se de
todos os seus amigos e pessoas a quem be
obrigado pelo presente Ins dirige os seus
cmprimentos, pedin,do-lbes desculpa de o nao
ter feto pessoalmente, e offereceqdo-.hes o
seu prestimo naquella liba.
Quem tiver para arrendar um sitio com
casa de vivenda, e terreno para craco de vas-
cas e planUces, e que nao seja muito Ion-
ge da praca, annuncie.
t Precisa-sede urna casa torrea que se-
ja no atierro dos Aflojados, que tonha cor-
redor uidepe .dente ou quarto separado da
sala, ou um sobrado de um andar com as loius,
quem tiver annuncie.
Quem presisar de urna mulher soUeira ,
que di fiador a sua conducta e bos costure
com porto de embarque, proprio para sorraria
ou outra qualquer coasa na roa da Praia : a
tratar na mesma ra armazem n. 22.
Compras.
= Compra-se um violSo em bom estado
e de boas vozes, e urna escala para o mamo ;
quem tiver annuncie.
= Compra-se um negro de boa idade e
que enten Ja de plantajes de sitio; quem ti-
ver annuncie.
l ~".^omPr-9e un scrava com algumas
habilidades de 13 a 16 annos e um mole-
Je 4 a 5 : na ra do Cabuga loja de mudeas
de Joaquim Jqj da Cosa; na mesma da-se d-
nheiro a premio em pequeas quuntias, so-
bre penhjN de ouro ou prata.
Vendas
- Vende-se o kotequjJm junto ao theatro,
ovamentopintadoe torrado de lindo papel,
com superabundante mobilia, entre ella 12
bancas cobertas do pedra e utoncis do cozi-
nha, dous buhares um Julios feito em Franca,
o mus elegante o rico quo ha com todos os
seus perteoces bastantes tocos, os necessarios
marcadores de Jacaranda mu bem embutidos ,
como no ha aqui um grande e rico quadro
para deposito de tacos tombem de Jacaranda
debeadsmento imbutido, candeiros, dousdel-
Ies com machina de se dar eordar, os mais
proprios para blhar, estahelecimento este ,
que offereets proporces para ser elevado a um
alto grao suceptivel do grande vantagem ; a
Vende-se bom fumo em folha da Bahia ,
proprio para charutos : no armazn do Bra-
guez junto ao arco da Conceioao.
isa Vende-se urna negia que cozinbs, en-
gomma cose faz renda e lie boceteira : na
ra larga do Rozario a. 23 segundo andar.
== Vende-se oito bois mancos, de carro ,
ja feitos ao pasto: na ra de Hartas, n. 142 ,
junto a Igreja dos Martirios.
=s Vende-se 7 travs de quafidade de 32
palmos de comprido e um em quadro ; na
praca da Independencia n. 28.
a Vendem-se superiores caivetes finos de
molla que metondo-se a penna sahe perfei-
Umente aparada; na ra do Cabuga loja de
miude/as junto do Sr. Bandeira.
Vende-se azerte de carrapato a 5 pata-
cas e mt-ia em caada e a doae vmtons a gar-
rafa ; na ra do Nogueira n. 13.
Vendo-se um pao de tipoia, com sua
competente coberta tudo em bom uso; na ra
estreita do Rozario botica de Joao Pereira d
Siiveira.
Vende-se um com nieto sortiment do
algalias de gomma elstica, de qualquer gros-
sura que se precise, chegadas na Camelia ; na
praca da Boa-vista n. 6.
Vendem-se 300 palmos de trra na fren-
te do sitio da Capellinha junto ao Chora-me
nio em ptima oposicao para se edificar .a-
as, e tambera se vendem 200 palmos ja mu-
rado do lado da Estancia; a tractar no mesmo
sitio da Ca pelln ha.
= Vendem-se azeite de carrapato a cinco
patacas de caada para cima lenha de man-
gue de boa qualidade arroz de casca urna
porcao de louca de barro urna grande caixa
de guardar arin -a barricas vasias que loro
de farinha de trigo ; assim como alugao-se pre-
tas e moloques para vonderem azeite : no lar-
go da R i beira n. 19.
Vendem-se fitas lisas e lavradas de todas
as larguras e cores, pontos de alisar a 160, ditos
de prenler o cabello a 200 rs. sabonetes a 60
fritnr nn ..- i. .....o c pciir ocaDeifoa za rs. Si
^;Ba!"MTOboto9n,,n>nIn~~ioXi- ni bicos da largura de 2 deto
ver Vianna.
Vende-se urna negra de 13 annos, com
principios do servico de urna casa : na camboa
uo Carmo n. 13.
- Vendem-se dous carrinhos de 4 rodas e
um de 2 com civailo ; farelos em saccas gran-
des charutos de superior qualidade; panel
para desenho um cofre de ferro alustres com
mangas bordadas tudo por prec" commodo;
na ra do Trapichen. 19. casa de J. O. Klster'
= Vetch, Bravo &C. tem a honra de par-
ticipar ao respeitavel publico, que na sua botica
e armnzern de drogas n. 1, vendo-se o seguinte:
extracto fluido contratado de salsa parrilha da
lamaicaC. H Bulter& C. a mais enrgica e
eflicaz prenaracao desta raiz. que al hoje se
tem descoberto o que prova o grande apreco
e repetidas mdicacOcs que della fazem as
phannacopeias de Londres. Dublin Edimburgb
c ; o celebre Colirio anti-qphthalmico, cuju
medicamento he bem conhecido por seus bons e
salutanvsefleitos, para distruir nevoas, beji-
das, inflamaces e outras doencas d'olhos em
que nao he preciso para o seu curativo radical,
rerorrer aos meios preparatorios agoa de
Seidhtz, e^oltz, Soda-Water, limonada ga-
zoza, verdadeiro e linissimo Arrow-Root do
Bermuda Magnesia-Calcinada ptima sag
cscovas e pos mui finos para denles moscar-
da ptima para mesa pos de Seidlitz e de So-
da cura grande numero de preparacoes de
difierenles efectos que so encontrad a venda
a 200
rs.
ZS3STir= ~=-=?M^;
renda do um dodo a 60 rs., oalcadeiras es-
covinhas para denles, boies do banha a 100
rs. oleo de macassa e outros muitos difle-
rentes espiritos, linha azul e encarnada para
marcar brincos pretos e dourados transe-
bm de burraoba a 120 Ihesouras douradas ,
ditas mais finas, papel de cores, lencos para
maoffSOQrs. iuvas brancas, lencos de gr-
vala, chitas brancas a 160 o 180 o covado e
prouw finas a 200 r*. duraque preto a 760 ,
>rtes de chitas a 2600; na ra Direita, n.
30defrontedo becoda Ponba
^ Na i ua Novan. 12, loja novado Cara-
bao 4 Companlna acaba de receber-se um
bonito sortimento de mercaduras do todas as
qualidadesao alcance de todas as boleas; como
alantariasparapresentiarsenhoras c meninas,
superiores perfumaras, a excellenle agoa'de
colonia dos Princepes calcado de todas as
qualidades para senhora o meninas ricos cha-
peos de seda e de palha para senhora e meni-
nas ja aparelhados e por aparelhar bone-
tes para hornera e meninos do ultimo gosto ,
lenros peseocinhos e romeiros de todas as
quabdades ricos cortos de vestidos chales de
seda, Iuvas para bailes e para passeio para
iiomem e senhora pencos de tranca da ultima
moda toucas ricamente enfeitadas chapeos
de seda para hornero ditos de sol, bengalas ,
camisas de perkale para homcm, ditas de risca-
dos, o multas outras fazendas ; igualmente se
acceito na mesma casa encomendas para cha-
sas; noatterro dos Affogados, armazem de
sal de Francisco Xavier das Cfaagas.
Vende-se um moleque crioulo de 18
annos : as 5 ponas n. 70.
Vende-se a venda ua ra do Fogo n. 1
a dinheiro ou a praso a qual be sita em un
dos melhores lugares por nao ter outra que
se Me opponha e vende-se por motivos que
sedirSoa quem pretender ; na ra da Calcada
de Manocl coco n. 12.
Vende sw um esoravo de Angola ainda
moco proprio para qualquer occupacSo ; na
travessa da S. Cruz pailaria n. 6.
= \endem-se bichas de muito boa quali-
dade a 2 e.a 3000 rs. o cento ; na ra da Cruz
do Becife atraz do Corpo Santo n. 62.
== Vende-se urna escrava cabra cozinha
sofrivel, engomma iiem lava e muilo di-
ligente para todo o servico de 22 annos ao
comprador se dir o motivo da venda; na ra
da Cruz do Recife n. 62, no terceiro andar.
Vendem-se rico chapeos de seda para
senhora, chegados ltimamente pela barca
franceza Camelia : na ra Nova loja france-
sa n. 17.
= No Recife ra da Cruz escriptoro
de Jos Antonio Gomes Jnior n. 23, se ven-
dem ancoretascom vinho malvasia, o mais su-
perior que ha no paz e saccas com alqueire
do farinha de mandioca feita na Moribeca por
menos dous mil rs. do que a quo se tem ven-
dido ao presente.
Vendem-se azeite doce a 3840 a caada ,
e 480 a garrafa dito de coco a 2860 a caada
e 360 a garrafa dito de espermaecte a 2560 a
caadae360 a garrafa, opermacetca 680a
libra pocas novas a 160 castanha pilada a
2000 a arroba e 120 rs. a fibra chocolate no-
vo sal de Lisboa muito alvo e todos os mais
gneros de venda ; na ra Nova venda n. 65,
ao p da ponte.
Veodcm-se um moleque de 14 annos pa-
ra todo o servico ; duas pretas do 22 annos,
engommao, e cozinbao perfeitamente ; urna
preta cozinheira de profissao tanto de forno ,
como de fugao ; urna negrinha e urna mulati-
nha de 12 annos; urna cadeirinha de bracos,
com pouco uso e por proco commodo: na ra
do Fogo ao p do Rozario n. 8.
\ = Vendem-se chales de seda tifie branco,
azul, e cor de roza fazenda do ultimo gos-
to em Franca Iuvas de pellica para homem ,
com costura dobrada as melhores possivel,,
ditas compridas com guarnic3o para senhora ,,
ditas curtas sem guarnico escumi ha branca
para vestidos de sombra lencos de garca e se-
da e muitas outras fazendas do bom gosto ,
por preco commodo : na ra Nova n. 21 '
loja de Joao Mendiboure.
= Vendem-se batatas empo'cSo e a rcta-
Iho Queijos da Suecia o de Groyere con-
servas de todas as qualidades em azeite e vina-
gre, sardinhas em molho, repolkb ( choucrout)
presuntos inglezes mui frescos superior vi-
nho de < herry dito da Madeira secca dito
de Bordeaux, dito de feitoria do Porto, Cham-
panhe cerveja branca e preta licor do Bor-
deaux sortido mostarda ngleza e franceza,
charutos da Havana vellas re espermaceto ]
azeite fino fruta; seccas, peras, ameixas, se-
rojas, mac8es, doces de todas as quabdades de
frutas da Europa sal refinado em porcao ou a
retalho biscoito de Reims e de champanhe ,
todos estes gneros e outros muitos em casa do
Fernando i e Lucca, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 16.
casa se vendem as vcrdadeiras pilulas Vegetaes
umversaes do Dr. Brandret, vindas directa-
mente de seu author o compositor nos Esta-
dos-Unidos ; assim como una porcao de salsa
parrilha nova recentemente chegada. Parti-
cipad a lodas as pessoas zeloaas de sua escriplu-
racao, ( como principal e nica garanta da
nossa honra e probidade ) que sao agentes da
ptima tinladeescreverdo seu amigo Doutor
1 hompson cuja preparadlo novamente des-
coberla se torna digna dos nwores elogios por
ter a particularidade de se tornar tanto mais
preta quanto maior he o espaco depois de Ihe
termos eonfiado nossos negocios e cuidados.
=Vende-se urna casa toirea na ra de Asoas
verdes, defronte de S. Pedro n. 40 ; a tra-
tar na mesma.
= No deposito de assucar refinado, este-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do CoJiego ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrca-
fo pelo qual se extrae a potossa e cal, de-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte, e em pes
160 rs. e o de segunda e toreeira ern p ,
a 120, e80 rs.
^T Vendem-se as seguiotes novellas: Ca-
mila ou o subterrneo, Constama ou a Fiiba
maldita ; a Sobre \ enezianna ; Emilia ou os
toragidos : na ra estreita do Rozario loia de
cera n. & r
, quer para noivado ,
o mais commodo pos-
vestidos na ultima moda
baile ou vesita tudo
sivel.
V Vendem-se sapatos franceses com palla
de bozerro, e duraque com ponto de lustro ,
ditos de lustro para senhora e menina, agu-
Ibas Irancezas linas em caixinhas, agoa de
colonia banhas extratos finos, botSes hran-
cos para pagem travessas de tartaruga linha
de carretel decores, roeias pretas do K, cai-
xasde massa de tartaruga machinas de in-
Escravos fgidos.
, ------------------O- ra^uillOO UC III-
troduzrilbozes, e outras muitas miudezas po.
preco commodo ; na ra da Cadeia do Beci-
fe, n. 11.
= Vende-se um ca vallo russo grande, com
eons andares ; no atierro da Boa-vista, n. 60
Vende-se urna partida de rotim para as-
sento de cadoiras, por prco commodo ; em
casa do J. O. Elster na ra do Trapiche ,
a. iy,
Vende-se urna escrava dogentio de An-
gow cose co inha engomma e lava : 8
caminos para janellas 2 pesos de ferro de 2
arrobas cada um. 2 bracos de balanra grande,
boioes vidrados proprios para botica, ou para
docej na ra da Senzala velha n. 56.
, Vendem-se 10 moradas de casas, 7 pro-
pnas para padaria; urna canoa de carregar
agoa; urna dita pequea para abrir; venda-
se nibtade avisto e u.etade a praso pagando 1
por cento ao mez com hvDothwa na rMt. o-
Fugiro as escravas; Maria e Mique-
ma ; a primeira no dia 25 do passado, levan-
do \cstido de chito roxa e panno da costo azul
novo de estotura baixa naco Angola, mui-
to ladina mal feita de ps tendo no direito
urna cicatriz espadauda hombros muito e-
vantados e falla muito manca ; a segunda ,
fugio a 27 do correte he baixa nacao cos-
ta bastante ladina pos mal feito.- fulla bem
desembarazada levou vestido de chito blanca
com flores encarnadas e panno da costa azul
tambero novo ; a primeira tem sido vista por
diversas ras desta cidade e seus suburbios ; e
a se,* unda julga-se estar escondida pois tom-
bem tem sido vista ; quem as pegar leve a ra
deAgoas verdes n. 78 quesera recooipen-
-- Do abaixo assigna,do fugio no dia 26 do
corrente, oescravo Miguel, Congo, do 35
annos estatura regular ps apapagayados
p com um dedo por cima do outro servente
ja de muito tempodos lampies da lurnina-
tao e pre-entemente trabalhando nus mesmos
pelo patio do Paraso em seguimento a ra da
Boda al palacio vellio: quemo pegar leve a
ra Formosa na Boa-visto n. 5 que ser
recompensado. == Luiz Gontaga da Rocha.
n.-----
< v-ii r..
na itp. de M. F. de Farm. =?1843


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