Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04969


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Full Text
T3 v
rf.T*&
Atino de 1843.
Sabbado 27
Tudo t;ofs desandada na nroi ; di nom prudencia aodaiclo, eaer{pa : cor
linuemos como pxjocipiaana seremos apuntados com dairaco entre as N acijes mii
M- ( Proclamacao da Aaaembia Geral do Bla'tIL. )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Guanos, Parahiba a Rio grande do Noria segunda a antas feraa
Bcii.ii. a Garantios a 10 e 24
Cabt Scrinhem, Rio Formoso Porto Cairo Macelo Alagoas no i, a
Boa-vsUt; Florea a '3 e 28. Sanio Anle, quinta feiraa.
DAS da remana.
52 6g. a. Rita de Caasia Vio. And. do J de D. da 2. *,
23 Urc n Hasileo Are Re. Aud. do J. de D da 3 t.
24 (tari jejum a. Afra M. Aud do J. de D. da 1. T.
25 Vuini + AseengAo do Senor.
2tf i' Felippe Nery F Aud. do J. de D.- da 2. t.
27 < Jo.io I'. M Re. Aud. do J. de D. da i- j.
Olinda todoa oa diaa.
28 Do, a. Germano B.
de Maio
Anno XIX. N. 116.
O Diario publica -ae todoi o diaa que nio iorea Santificados: o pref da aesifnatura h,
de tre mil reia por quartel pagos adianiadna. Oa aonuocios doa asignantes eao inseridos
derem aer diri.
---------------------------aj T i---, i-.it..i .imwiii-""-. _- w > oaiii.waHtvB
gralia.e oa doa que o no forem praijo.de 80 rei porlinhs. Aa rrrlamacoes d
gidas a aala Typ., roa daa Crotes N' 34.ou a (iraca da Independencia toja de li
liaros N. 6a 8
cuinos.No da 20 de Maio.
Cambio aobra Londres 25 {. Oi'no-Moeda da 0,400 V.
Para 360 reia pox franco,
c Liaba 100 por 100 da premio
N.
da 4,000
PiiTA-Patacoee
Petos Coluanarea
diloa Mexicanos
compra
18,400
16..00
. 1,'JOJ
1,'JOJ
i.yju
Moada da cobre 2 por cento.
dem de letras da boas 6rmaa i a ( .
PHASEs DA LA NO MEZ DE MaIO.
La Chaj i I.", s horase 15 a. da tard I La ora i :9, as 4 oorae a 35m. da
Qaart.ming. 21, lbora a 5 a. dam. | i^uari. craso, 7, s 6 horaa sb a
Preamar de hoje
1. a 2 horaa a 54 a. da manhaa. | i. a 3 horas a 1S a. da tarde.
Tanda.
16.600
16.400
9 200
1,920
1,920
1,920
dta tasan.
EXTERIOR.
HESPANHA.
Vericou-se como eslava determinado a
abertura das cortes no dia 8 de abril, presidin-
do a este aclosolemno S. M. G. esua augus-
ta irma acumpanhailas pelo regente que di-
rigiu a ambas as cmaras reunidas a allocuco
seguinte.
Sen boros senadores e deputados :
Ao ver-vos reunidos em volta Isabel 2*, para concorrerdes com vossa sabedo-
ria e vosso zelo as disposicoes legislativas que
devem consolidar o Estado no posso deixar
de sentir a satisfaco mais pura na lisonjeira cs-
peranca de que desempenbareis completamente
os deveres que a bem da monarchia e da sua
rainha incqmbem presente legislatura.
Desde que se interrompero os trabalhos
da anterior nao tem occorrido alteracao alguma
notavel as relacoes, que temos com os governos
dos outros paizes.
A respeito d > nosso estado interno compra-
?o-me ern reconhecer o zelo e rectidao com que
geralihente os tribunacs o juizes administrao a
justiea nao obstante a iiuperfeita organisacao
do poder judiciario c os defeitos da lotu'slarao
vigente. Estas difficuldades se aplanaran com
urna boa loi orgnica, ecom a desojada reforma
dos nossos cdigos para cuja prompta realisa-
cao vos a presen tara o govorno algumas medidas
convenientes.
O estado da fazenda roquer muilo parti-
cularmente a atteriro das cortes. Ileiormas
importantes so tem verificado tanto na admi-
nistrara*) e contahilidade das rondas publicas,
como nosystema que rpgulava a venda dos bens
nacionaes ; porm sem ps meios necessarios pa-
ra cohrirtto s as despe/.as ordinarias e corren-
tos do snico publico mas todas as mais obri-
gaces successivamenle contraidas em conse-
quencia do desequilibrio,em queseaehao urnas
e ontras com a receita do tbesouro cada dia
serao maiores os embaracos para conseguir urna
completa e satisfactoria organisacao destaparte
tao vital da ndminislraco do Estado. Com OS
o rea m n tos que serao submectidos vossa cons-
deracao ser-vos-bao Dpreserttados lauthem ou-
tros projectos de loi cuja utilidade e convenien-
cia ser opportunamentc graduada polas cortes
Ellas conbecom assaz a importancia do crdito ,
e nao d tixarao do prestar seu poderoso apoio s
medidas que igualmente Ibes serao propostas
com o fim de melbora-|o..
No mcio da escacoz do recursos tem-se
attendido a mnrinba com o esmero que se reve-
la na actividad*; de nossos ar.-enaes e na saida
de expedicocs para diferentes pontos.
Ter-se-biam feito no exercito modifjcacSes
ventajosas em alivio dos poyos e algumas ha-
viSoj sido presentes s cortes; porm urna
fnSufreieao inesperada veio parausar essas pru-
dentes economas e foi necossario acudir com
toda a Torca publica- para reprimir um mal tao
gravo. O exercito oi nesta poca, como tem si-
do em todas, modelo de subordinacao e disci-
plina, nao menos que de lealdade o valor. Cra-
cas s suas virtudes e cooperaco igualmente
nobre o decidida da milicia nacional, a com-
mocao que tao fatal houvera sido, se a deixas-
fom respirar, foi su (Tocada em sua origem e a
tranquillidade restabelecida.
A' sombra della e por erTcito das reformas
j realisadas tamo cada dia maior incremento
osinteresses materiaes do paiz as nossas com-
municaces'se augmento ; a agricultura e
a industrio dao maior movimento ao nosso com-
mercio e a instruccao publica recebe conside-
ravcis melboramentos.
Paraaperlcicoar a administracao, comple-
tar o desenvolvimento de todos os ramos de ri-
levara nstituico da milicia o
momento actual a paz a le e a ordem reinam
em toda a extensa*) da monarchia.
Momento bem feliz em que as cortse o
governo encontra a occasiao gloriosa ( que o
seu patriotismo nao dosoproveitar ) de cumprir
com o que a nacao deseja e com o que deve-
nios augusta e joven princeza que temos dian-
te sentada no throno de seus maiores. Leis que
assegurem o Estado sobre a sua base ; leis que
abram as fontes da prosperidado publica eis ,
senhores senadores c deputados, o que o paiz
deseja; eis o que digno e conveniente para a
patria c para a rainha D. Isabel 2.a Que S.
M. quando no prazo afortunado que se apro-
xima tomo as redeas do governo dos seus po-
vos nao encontr obstculo algum ao bem que
Ibes prepara seu animo generoso c as hen-
eaos e aplausos com que for acclamada reco-
Iha o Iructo mais precioso de nossos devlos e
sacrificios.
que/.i ; para icyui a saawausytra imin-ia ,
ensino e a beneficencia altura que compete
so noff|n hesrano! contriirso ss iC8 !;ic
em harmona com a constituidlo ha de o gaver-
no submetter ao vosso examc ; e tenho entre-
tanto a satisfaco de aonunciar-vos que no
f{etrospecto poltico.
Segundo noticias da Nova-Yorck o discurso
de abertura das cmaras nglczas esobre tudo
o discurso de sir Roberto Peel sobre o direito
do visita tinho produz'do grande sensacao
no congresso, eem toda a nncao. Alguns sena-
dores tinhao pro tost que nao se votassem
fundos para o exeoucao do tra'ado de lord Ash
burln j que a Gra-lvretanha o interpretava
falsamente no que diz respeito ao direito de vi-
sita ; porm esta proposta foi regeitada. O con-
gresso devia dissolvcr~n.se a 4 de .Marco e acre-
dita-se que entfio haver urna mudanca de
ministerio.
Na Austrja oceupa-se a ottencao publica com
a enfermidade do arquiduque Francisco Carlos.
As ultimas noticias annunciao o principe lora
de perigo se bem que o seu estado era anda
muilo melindroso.
Na Hollanda tinha melhorado a situac5o 11-
nanceira do paiz. Em dois mezes as rendas pu-
blicas linlio augmentado 600,000 florins.
Em Inglaterra oceupou-sco parlamento com
algumas ir eilnlas internas para o pai/., e para
as colonias e com urna mocao de lord Palmcrs-
lon em que censurou Dao s concluso do
tratado de lord Ashburton, acerca da questo das
fronteiras mas tambem a maneira por que fo-
r3o dirigidas por aquello diplomata as negoca-
coes. Sir Roberto Peel combateu enrgica-
mente, a mocao, que foi rgeitada.
ConlinuSo a apparecerem Inglaterra mania-
cos com tencoes criminosas. ltimamente loi
prezo um rrue exiga ter urna entrevista com sir
Roberto Peel o que fez nascer suspeitas.
Parece que o governo hespanhol fez propos-
las commerciaes ao gabinete inglez perinit-
tindoa admiss3o nos portos deHespanha dos
algudes inglezes com um direito de 25 por cen-
to ad valorem; mas que exige a introduccao dos
se'usvinhos, agurdenles, e cereaesem Ingla-
terra com direitos muito diminutos. Em vista
disto d7cm os jornaes inglezes que se deve re-
nunciar a todo o tratado de commercio regular
com a Hespanha.
Na bolsa de Londres tinho abaixado por al-
gus das todos os fundos, mas tornrao a ad-
quirir os seus antigos precos.
Os commerciantes dos tecidos de linho de In-
glaterra pedirao ao governo quesolicitasse o
a batimento dos direitos que pagao as ditas fa-
/emias em Franca e sir Roberto Peel respon-
deo-lhe que j so tinhao feito essas solicita-
ces, mas que n5o se esperava bom resultado
do governo franecz.
Os opirarios, que vicra procurar trabalho a
Londres, trouxero comsigo urna e'specie de fe-
bre typlioide, que mata naquella cidade 25 pes-
soas por 100.
A agitaco na Irlanda para a revogacao da
uniao cada vez maior. Os jornaes nao conhe-
certl lmites, e ameacam a Inglaterra com a
I ranea e com a America se insistir em nao
.:c i- jubiC.
Em Waterford, urna das cidades daquelle
reino, houve m erando alboroto, e milharosde
homens armados de paos percoirerao as ras.
Dizem que s portas da cidade havia 2,000 ho-
mens com espingardas e msica dspoUos a
entrarse se travasse o combato entre o povo e a
tropa. A causa desta agitaco era porque os
recebedores de contrihuicoes queriao ir vender
a outra parte o gado embarcado aos que nao
tinhao pago a coutribuicao para os pobres. Pu-
blicou-se o riol-uct ( Loi marcia ) e a tran-
quillidadesc restabelecco.
Em Franca acamara dos pares approvou por
urna grande maioria o projeclo dos fundos se-
cretos. Segundooparecerdacoinmissaoda mes-
ma cmara esta vorba devora ser incluida pa-
la o futuro no orccimimto geral.
A cmara dos deputados rejeitou tambem por
grande maioria tanto a propos'a de mr. Du-
vergierde Hauranno, para que se substituisse
o voto public > ao escrutinio secreto ; como a de
mr du Sade para que os deputados dorante a
legislatura nao podessem requerer, nem aceitar
certos empregos pblicos.
Fallou-se da deniisso de mr. Teste minis-
tro das obras em consequencia do ter sido rojei-
tado nascommissoes o projecto dos assucaies ,
porem este rumor nao se lealisou.
Conflrnia-se a noticia do ter a rainha da ilha
de Otahiti reconhecido a soberannia da Franca;
c diz-seque se vai enviar ern breve a ratiflcacao
do tratado ao almirante Dupetit-Tliouars.
A Franca acaba de faser urna convenco com
a Inglaterra pela qual seobrigo osdous mo-
vernos a entrenar reciprocamente os criminosos
contuinazes aecusados de assassinio panici-
dio infatecidio envenenamento fabricacao
de nioeda fals i, bancarrota fraudulenta etc. A
entrega ser feita com todas as legalidades,, e a
convenciio comecar a ter vigor dosdo o 1. de
Janeiro de ISHcm dianlo.
Continuavo a haver em Madrid conselhos do
ministros. ltimamente tinha havido un que
durou milita horas e a que foro chamados
os cheles das repartices de asenda.
Em Portugal continuamos a ser victimas da
preponderancia m f, e estupidez. Appro-
vou-se em cortes urna lei que vai prejudicar
muitos direitos adquiridos para beneficiar meia
duzia de restauradores ; o foi despresada urna
representacflo de sciencias c tantas pessoos res-
peitnveis, por suas jerarchias e ha veres-, pela
commissao de fasenda n'um negocio eminen-
tement de crdito publico. Pobre nacao com
similhantes finaneciros. Nao o esperamos, mas
veremos se a cmara remeda parte desto mal,
alias adeos crdito da divida consolidada.
o que se nos o (Tereco desgranada mente a dizer
relativo a esta semana. [D. do Governo.)
IIHHIII M PERYliTOl.
a philosodique a raiz do tuio que toca ao ho-
mem como o principio das ideas domina em
tudo que respeita a humanidade. E de urna
doutrina philosophiea que proclamavacomo pri-
meiros principios o prascr o a dor o que esta-
bolecia o oofsmoe o interesse por basus da mo-
ral o da poltica nao podio resultar institu-
ces e costumes que fossem express3o de mais
n ibres ideas e paixoes, que consa^rassem o res-
peito aos direitos, tornassem imperioso o dever;
que apoiassem e dessoin desenvolvimento aos
sentimentos sustentadores da orlern publica ,
qu.: com o amor da patria fiessem florecer o de
suas leis e procreassem o desojo da estabilida-
de e consolidacao da organisaga social exis-
tente.
A religiao que marcha sompre a par da philo-
sophiadevOra ressentir-so da materialidade das
ideas que atpiella ptioha emvoga, e fiouxa e
acanhada, despida de toda a elevacao eenthusi-
as no nos ospiritos em que devia influir, de na-
da podia servir que fo*se de utib'dade no maio
do desun reio dos costumes, e proscripta dos c -
races, vio-se apregoada somante como meio
para Ros humanos nos livros dos philophosos ,
e na boca dos oradoies.
As sciencias a> artes, nada do que )odo re-
cebera mais remola influencia da rasad, esca-
pou deafeicoar-se segundo a direcgo que Ihes
dava osupurior principio a philosophia Tu-
do servio altiva senboraem seu desvaneio o
convergu para oci;iitro que ella marcava no
qual nao era cortamente destinada a humanida-
de a encontrar a l'elicidade.
Esta origem porem dos males que nos aflli-
geffl muilo geral e cornmum a todo o mundo
civilisado; se tambem Tornos aquinhoajos dos
vicios graves que derramava e entranhava a
mais perniciosa doutrina ese cumpre bem at-
tender as suas consequencias o levantar vlete
te anteparo contra as suas invases, restabele-
cendo melhores e mais saos principios no edsi-
noe educaco da mocidado e procurando por
t dos os meios fortifica-los ; mister comtudo
que mais de poito consideremos as causas do
nosso a tual estado e nos atonhamos s mais
prximas e immediatas que como mais osten-
sivas em sua acca scra mais fcilmente
nhecidas e combatidas, nao sendo
ret-
menos se-
guro o cITeito que dahi dever resultar a bem da
ordem geral.
A immoralidade e a impunidade sao dous lac-
ios (]; i,*ni** momento as sociedades civil pela
sua accao extensa e podorqsa.sobre todas as par-
tes da machina social, que a investigaco de
suas fontes e de seu estado o marcha nunca po-
d sor despresada. No Brasil particularmente
sa5 tao manifestos os males que provern de taes
causas e tal desenvolvimento tem ellas toma-
do que todos reconheccm a nejeessidade de op-
por-llies prompto remedio porque de todos os
lados tanto se clama. Mas para que o mal seja
debidamente atacado cumpre primeiramente
examinar com criterio e prudencia sua origem ,
medir a forca de seus principios calcular sua
influencia afim de que os meios empregados
em combate-lo sejuo nao s opropriados na sua
qualidade como capases do elfeilo pela sua
orca.
A impunidade filha da immoralidade sem
duviila pofs que esta abrange urna perversa
ampia de todos os principios sociaes que de
necessidadeproduzaquella masa impunidade
primitivamente e segundo a ordem das ideas
contida na immoralidade torna-se tambem a seu
turno principio activo e concurrente para a dila-
tacao della. lei gi ral na ordem phisica e mo-
ral a aeco e a reaccao pela qual os ell sitos se
con ve re tn em causas com as suas consequen-
cias. Assim pois a ivestgaca rasoada lequan-
to toca aos dous Tactos cima apontados pode-se
faser sem separar um do ouiro ltenla a sua
estreita relaco nem guardar-se a ordem pri-
mitiva de wncSo entre ellos existente consi-
derando-so principalmente o mais elevado e ex-
tenso.
,,i.;i-..r.r
IIIUU i '-II
DCI-
ineii'a causa da ucluui immoralidade. Corto qu
as vicissitudes porque tem passado a noss
sociedado ; na sua actual composicaq, e na sua
organisacao poltica devoremos descobrir a ori-
gem fecunda da desordem a que temos sido en-
tregues-, do vicio queem todas as partes nta-
se, da falta de anur do bem publico e do justo
que altamente demnstralo os factos mais extra-
ordinarios na ordem poltica e na judiciar.
Urna sociedade velha, carcomida em suas an-
tipas inslituicocs, viciosa em seus costantes, ci-
mentada cin um governo que s reconhecla por
limite a propria vontade c sustentada pido po-
der de quogosavo os homens que possuio a
riquesa ou as distincedes da nobresa entre o po-
vo, coudos tambem pela orcj absoluta, e
esmagadora dos delegados do poder supremo,
foi abalada completa e profundamente pela ir-
rupca'i das ideas que haviao por algum lem-
po em seu seio fermentado e que doviao tudo
alterar, trunstornando a anliga ordem social.
A nossa constituica como nacad livr e indo
pendente apresentou toda a sociedade desmoro-
nada e revolta e os novos principios e as no-
vas ideas em sua Iuta e conquista sem dar lu-
gar flxidade nem ao repouso. Desencadeiado
o carro das revoluces correo por todas as urW
vincias do Brasil tudo rompendo e trilhando
com suas pesadas rodas e deixando por toda
parte depoisde violentos abalos, quebrados to-
dos os locos de ordem extinctos os habitas a>
submisso enfraquecido o respeito as catego-
ras superiores na sociedade annivelladas to-
das as antigs radaces, estabolecido o har
dimentoe a conflanca nesses meios perigosos, e
amoral piostrada e sem forca pelas provasdaf
faeces. At hoje anda nao tivemos descanjf^
bastante para cuidar em re.slabetecer-nos pac-
que a ordem publica ainda nao foi firmada da
maneira duradoura. A baila impellida da miaa
em explosa eque sahiu com a nossa grande
revoluriioa A) !n(!on<*nrlenCS__na l*imn^
sent. Entre acdese reaeces nao podemos ate
aqui ver nascida a ordem da desordem e o.er
quiiurir que c aPnOi por, io cjs opyoistas,
porem em seus devidos limites, aao se deo


Tu*"' **<
_ ....
m


sentir permanentemente no Brasil em resultado
dos embates porque tem passado.
Depoisdesemejantes vicissitudes, nao de
admirar que a immoralidade e a impunidade se-
jaflagellos tao rigorosos que nos agoitao : ma
concideremos o estado orgnico do imperio na
populacae as nstituicoes publicas.
o edificio antigo foi destruido cairad por
ierra todos os hbitos de submissa que manti-
nhao nos seus deveres os pequeos, desapparc-
ceo a forca prepotenteeterrivelque nao prmit-
tia aos grandes e poderosos despresar a justica e
oqueera proscripto por bem da causa publica, e
esvaecero-se todas as gradacoes quo sustenta-
\ao a ordem por urna concatenagao de loicas
que ajudando-se econtendo-so reciprocamente
na sua escala davao a sociedade vigor e firmesa.
Ficrade umlado os pobres sem proteccao ,
mas tambem sem freio de outro lado os ricos
sem temor da autoridad;, mas tambem sem
forca propria. Este estado de desligacad o
mais perigoso em um paiz como o nosso dividi-
do por tantos accidentes, composto de classes de
"omenstuo separadas. Algum esforz se tem
feito para remediar mal tao consideravel, e es-
tabelecer os lcos que devem prender as diver-
sas categoras na sociedade pelo predominio jus-
to das mais elevadas, porem o mal tem aug-
mentado e augmentar trabalhando-se neste sen-
tido puramente. O poder dos mais poderosos
quando refoicadosem que o poder publico em
proporcao augmente de forra 6 um mal da
maior ponderacao ; e entao o individualismo ,
que anaichia, como disse um grande philoso-
puo toma toda a preponderancia, o desdenhoso
calca o bem publico, para attingiro privado que
com arrogancia procurado e mofa-se da so-
ciedadeA Franca antiga com os seos Bardes
independentes do rei da bem claro exemplo, e
na Inglaterra fni preciso o braco del errodo con-
quistador para sustentar a ordem entre elles.
Laucndoos olhos sobre as instituigoes dc-
baixodasquaes vivemos, encontramos amis
perfeita desharmonia entre ellas e o nosso esta-
do e precisoes. Um systuma de eleicoes que
abala todo o povo eque por diversos e muit >s
modos poe em scena durante que a ellas se pro-
cede o ensaio mais completo de immoralidade
: O poder de julgar entregue a um povo atra-
sado na rarreira da civilisacao eem que o a-
mor da justica se acha tao Taado, o as influen-
cias dacorrupca tem oscaminhos tao aplaina-
dos. Eis dous grandes mananciaes de immora-
lidade e de impunidade. Estamos alem disso na
deficiencia de muitas leis orgnicas e rcgula-
mentares de que temos absoluta necessidade.
Urna sociedade civil machina muito complica-
da o mal surge por mil brechas e oioguem
espete melhorar o seu estado com pequeas e
parciaes medidas senao emprega-se todo o es-
forco afim de applicar os remedios necessaiios
em mais larga extenso s partes, que se achao
viciadas e eslabelecer todos os meios de pre-
vinir a continuago ou apparecimento dos ma-
les. mister, que procure-se tudo regularizar,
e que muitas medidas se tomem em todos os ra-
mos da administracao, para quealgum bemap-
pareca, alias o remedio applicado a um padeu-
mento desenvolve outro, ou deixa-o obrar
com mais violencia.
Depois do que rica exposto patente que as
causas das nossas degracas sao permanentes e
mais antigs do que esteou aquelle ministerio ,
c que para que ellas desapparegao cumpre em
priineiro lugar deixar que a nagao seconsolide.se
restabelccadascommoces porque tem passado
adquirindo forca os novos hbitos, e as novas re-
lacoes que a sua composicSo interna debaixo
da nova forma com as modiflcac5cs trasidas pe-
la nova constituic3ochegue ao estado conveni-
ente para sustenlar-se, tome todo o vigor do ca-
rcter, se apoie e firme no seu natural desen-
vorfimento : que o governo adquira a forca ne-
cessaria para dirigir conforme seu pensamento
os negocios pblicos, e desempenhar sua alta
missa : eque as nossas instituigoes sejao ac-
contmodadas ao nosso estado e necessidades, c
selhesdem os auxiliares e apoios Indispensa-
veis as leis secundarias, e que todos os ramos
da publica administraga seja debidamente re-
gulados assim como todos os objectos de uti-
lidado publica. Assim o novo edificio social se
mostrar ormoso e solido, como cumpre que
oseja, e capaz de abrigar com seguranca por
annosdilatados a grande familia que no solo
Brasileiro tem de rnegar a mui altos destinos.
Para preencher ta5 grandes pensamentos cer-
to que de mister muito patriotismo grande
saber e aturado trabalho de que nao pode-
mos dispor com larguesa. Temos com tudo va-
rees prestantes dignos de confianga e capases
de executar o que delles exige a patria e fe-
lizmente que alguns destes vemos em torno da
coroa a qual se desvellao porque tenha todo o
brilhantismo e gloria. O governo bem sabe que
S opodei da intelligencia legitimo, e procu-
ra com todas as torgas constituir o imperio sobre
bscssolidasaiimdeattingir destinada grande-
va; mas por desdita nossa a menos importante
medida encontra sempre os mais graves emba-
races e todo o bem sedifflculta em extremo.
As opposiges no Brasil em lugar de comba-
t o systema poltico do ministerio que se a-
cha no timo do estado, em lugai de procurar
otriumpho de suas opinies e ideas contra as
Iieuiiiuauic0, piioc-setiiaiiieliaiiiienie aii-
'ministrago publica, querem governar pela ne-
gativa e sem responsabilisar-se pelos males
que fafem tomo ao (Joverno conta de todos
Sos meios que este emprega na gerencia dos ne-
gocios pblicos nao consentem em nenhuma
medida que seja reclamada por elle em benefi-
cio geral, tudo estorvao, desalento e trans-
tornao s para que desea do poder um ministe-
rio e suba a elle outro que acha-se em igual im-
possibilidade de fazer bem. O ministerio actual
envidar toda a sua energa para atravessar glo-
rioso o periodo de sua administracao, vencer
urna minora desarrasoada e levar ao comple-
mento os melhoramentos de que precisamos,
que forao muito attendiilos pelo seu predecessor,
quanto estava as faculdades do poder executi-
vo: do seo acrisolado patriotismo assim nc?s
devemos prometter.
porm a paz e a tranquillidade urna ne-
cessidade capital. Sem ellas nada poder operar-
se, e continuaremos no dcploravel estado em
que nos temos visto. Sem repouso nio poder
a sociedade firmar-se, adquirir em suas institui-
goes estabilidade e vigor, nem o governo tomar
a attitude que Ihe compete. S no seio da paz
se mostrarlo as opinies nacionaes, e trium-
phantes dirigirao a nao do estado, ser respei-
tado o governo o povo ter luis como pedem os
seus costumes e o Brasil nao ser o ludibrio
das naces estrangeiras. Entao tambem a in-
dustria o commercio e as artes abrir as azas
na bencoada trra de Santa Cruz, esobre'ellas
traro a riqueza a civilisacao c a desejada
seguranca individual e da pnpriedade ser a
consequencia destes beneficios e s d'eiles. Una-
mo-nos por tanto para alcancarmos tao gran-
des bens; sustentemos a ordem publica ; dei-
xemos clamar e confundir-se os agitadores; e
despresemos os que inimigos da patria procu-
ro-lhe novas desordens, revolver-lhe as entra-
nhas, c langa-la no abysmo da anarchia e da
miseria. ------------
Hontem (25) chegou a este porto o vapor S.
Sebastiao vindo do norte: osjornaes nada tra-
zem deinteressante, e as provincias ficarao em
tranquilidade. ------------
Chegara-ros de Lisboa mais alguns nme-
ros do Diario do Governo e do Patriota que
apenas alcancSo al 12 de abril p. p. ; e por
conseguinte vierao mais atrazados do que os do
Peridico dos Pobres recebido ba dias o qual
chegava a 18 do dito mez : pelo quo nada po-
den) aquellas olhas adiantar.
Com tudo em lugar comptente transcre-
vemos das mesmas folbas o discurso com que o
regente da Hespanba abriu no dia 3 a sesso do
congresso de cuja abertura j demos noticia
em o nosso numero de 23 do corrente : mas
agora publicamos a integra do referido discur-
so. Igualmente encontrars os nosso leitores
transcripto em nossas columnas um resumo das
noticias poli ticas mais recentes noRelrospecto
Politico-cxtrahido do Patriota de 10 de abril.
Variedacle.
O CARAPUCEIRO.
O ALFA I ATE E A MDLHER ,
OU
O que prova muito nSo prova nada.
Havia em Samarcande um oflicial d'Alfaite
muito rapaz ainda porm de consciencia em
feilios e retalhos : tinha aggregado a si urna
rapariga como muitos costumao ; era cazea-
deira dava tambem seu ponto ajudava em
obras mais miudas, e sobre tudo ajudava mui-
to o mestre em materias de mentira a respeilo
do dia em que se devia entregar a obra, e dos
sobejos que ficavao, que sempre crao cousa
nenhuma. O Alfaiate chamava-se Han e a
Cazeadeira Golpcnhada. Para tapar as bocas
ao mundo casou com ella e calrao-se as ms
linguas. O marido queria-lhe mais, do que
aos olhos, com que via, e os deGolpenhada ero
pretos rasgados, o ramudos. O talbe era o
d'uma Circassiana ou Georgiana ; dancava
como Moroi, ou Vcstris ; tinha os bracos arre-
dondados e o seio sem de Coitos : de tudo isto
conclua o Alfaiate que a mulhcr que ti-
nha, era um anjo, e era urna medida bem jus-
ta e urna concluso bem tirada. Alguns fre-
guezes da toja pessoas de experiencia e com
conhecimento do mundo assentavao que o
Alfaite discorria ainda como rapaz ; porque na
verdade nem tudo que luz he oiio ; e at ao la-
var dos cestos he vendinia. Mas estes grandes
polticos moralistas e prudentes do seculo
nao se lembrao que ha certos instantes em
que o mesmo sabio Salomo discorria tao bem ,
como o Alfaite.
N'umdesscs momentos, de que nnguem se
livra disse o Alfaiate mulher: minlia que-
rida esposa o que seria de mim se chegasse
estirada
1 r ii agaasag^g^
faiate eu, meu rico marido se tiver a des-
graca de te perder juro que me hei de en-
terrar viva comtigo na mesma sepultura. _
Kis-aqui o que se chama urna mulher ( dizia
com os seus e com os hotes dos freguezes o
transportado Alfaiate) Em su'alma dava um in-
te i ro crdito s palavras da mulbcr; como ella
o dizia nao podia deixar de ser verdade. Pas-
sou umanno depois da solemne estipulagao des-
te tractado tinh8o-se trocado os plenos pode-
res, o viviao n'uma sancta allianca. Chegou o
dia de Entrudo (nesse dia sempre h desgracas)
tinhao carneiro com arroz para a ceia;o apren-
diz dAima molhadura havia dado ( s escon-
didas por amor do impertinente AlcorSo ) para
alguns quartilhos do de Chypre ; e succedeo ,
que a hellissima Alfaiata mais oceupada em o-
Ihar para o marido que para o arroz, e mais
para o carneiro, sem deixar de comer com mui-
ta sofreguido, como costumSo nao s as mu-
Iheres dos Alhuates? mas muitas outras mulhe-
res engolisse um osso que Ihe ficou atraves-
sado as goelas. O Alfaiate afflicto julgando ,
que a miio era pouco para Ihe hater as costas,
pegn na regua, e assentou-lhe algumas pran-
chadas ; mas nem para traz, nem para diante;
baldarao-se todos os seus extremos e a mulher
arrebentou. O Alfaiate desesperado nao teve
mais remedio, que cuidar no funerral ; e como
tinha de casa agulha o linha amortalhou a
mulher em um lencol velho. Estava Golpenha-
da negra como um tieao; mas assim mesmo
ainda era formosa e Han nao pode supportar
mais este espectculo : cnterrro-na e Han
desempenhando o seu juramento comecou de se
arrebolar em cima da cova. Ouvi5o-se-lhe os
prantos a trez milhas italianas de distancia e
estava com effeito resolvido a passar nove dias ,
e nove noites nesta posicao dolorosa ; e a loja
fechada.
Passou por ali o Fakir, e Profeta Aissa. Os
gritos do Alfaiate o arrancar.lo dos bracos da
contemplaco, em que ia ahsorvido ; chegou-sc
cova e perguntou ao consternado mestn
quem o obrigava a herrar por aquel e bom gos-
to ? Ah Sr. (respondeo o alfaiate) eu pos-
suia um thesouro; eilo aqu est enterrado nes-
ta cova. Urna mulher 1 Mas que mulher A-
mava-me como nenhuma mulhcr de alfaiate
amou ainda seu marido Ora j que tu cho-
ras tanto por pma mulher ha ven do por ahi
tantas, como pragas fdiz-lhe Aiss) eu te vou
dar o que tu s tao digno de possuir. Aiss tam-
bem era Mgico. Deq trez pancadas na cova com
o seu bordo ; abrio-se a cova ; sahe a mulher
viva, fresca branca e vermelha e se lanca
aos bragos e pescoco do estupefacto alfaiate
Que reuniao que alegria que abracos I Pa-
reca que os dous esposos se queriio suffocar
com os mais ardentes sculos da paz. O par amo-
roso e singularsimo depois destas primei-
ras rasos do estilo, quizdaros agradecimentos
ao Profeta ; mas o tal Profeta linha desappa-
recido.
Ja mais desafrontado doalvorogo Han vio, que
a mulher apenas estava coberta com o franga-
Iho do lencol, e que nao estava decente para
entrar na cidade ainda queja era lusrofusco.
Luz de meus olhos meu jai mim de Italia, mi-
rilla pomha de prata esconde-te aqu de traz
destas pedras, em quanto eu vou n'um pulo a
casa buscar-te a saia, e o capote e um lenco
para a cabeca : tu nao ests em termos de en-
trar na cidade. Deixa-te estar, que eu j volto,
cm quanto o diaho esfrega um olbo. Han, que
tambem era sargento dos chucos correo mais
leve, que outro qualquer sargento. Neste tn-
terim passou o filho do Sultao precedido d'um
grande numero de archotes de cera, como en-
terro de coche. Aos reverberos destas luzes, que
dissipavao as sombras da noite, o filho do Sul-
tao deo vista d'uma n.ulher, que se agachnv
a traz d'uma parede c que pareca buscava
pelas moitas algum vestido para se ct brir. O fi-
lho do Sultao parou; e depois de se certificar do
i|ue era foi-se chegando; e em quanto a mu-
lher do Alfaiate esconda parte de seus encantos,
descobria a outra. O filho do ultao nao era bo-
mem que pozesse a mo nos olhos. Quem
le poz neste estado ? (perguntou elle desen-
terrada. ) Tanta formosura* neste sitio, a esta
hora e por este bom feitio Senbor, ( res-
pondeo a mulher) o neglig, em que me vedes,
nao permiti longos discursos. O filho do Sul-
tao conheceo, que a mulher tinha raso : ati-
rou-lhe com o seu capote dizendo-lhe: nao
um dia em que eu te visse morta
no meio desta casa em cima d'um panno de raz quero ouvir, se nao urna cousa. Tu s casada?
muito velho e pingado que o Armador ahi
deitasse > esta ideia me faz arripiar os ca-
bellos c meesfria os proprios tutanos dosos-
sos Porm eu le juro por esta formidavel le-
zoura que he a minha enchada e que nun-
ca jamis oi favoravel a freguez nenhum ea
cuja vista exulta toda a classe de la eseda ,
mo si mp flcnntprp tal HSrara. nnr mais nrnc.
,----------------------- ^ >
sad'obra, que eu tenha, hir-me-hei deitar no-
ve das e nove noites em cima da tua sepultu-
ra e chorarc, em quanto me restarcm lagri-
mas nos olhos. E eu, disse a mulher do Al-
Se o nao s anda comigo : vem apparecer co-
mo um sol, que nasce nos campos de Senaar ,
quando a madrugadora cotovia dirige ao co o
canto matinal para saudara nalureza : (parece,
que o filho do Sultao tinha lido o Itinerario de
Chateaubriand) espalhars luzes no meu Ha-
rem.
N'um abrir c fechar d'oihos s bca Golpe-
nhada conheceo e calculou logo toda a eslora
da ventura que so Ihe offerecia. e a distancia,
que della havia al a loja do Alfaiate seu mari-
do ; e n'um pice esposo, amor, lidolidade, ju-
ramentos, finezas, saudades at a mesma co-
va tudo se deitou para traz das costas. Senhor,
diz ella eu sou livre, e a vossa escrava far tu-
do quanto Ihe tendes determinado O filho do
Sultao nao espern por mais nada : leva d'ancas
no su mesmo cavallo a Alaiatinha e da em
correr de galope para o seu Harem
Em menos de dous credos apparece o Alfaia-
te carregado com a fatiota da mulher. Mas ah l
A mulher j l n5o estava! Grita por ella, corre
por toda a parle, como um louco. Logo formou
oconceito, que devia formar. Algum ladrao
m'a lvou (diz elle) e com effeito nesta mod da
nao se enganava o Alfaiate. Mas seria isto feito
por sua vontade della ? Isso he o que se nao po-
de acreditar! Porque nSo a levei eu nua e
crua da mesma sorte, que ella estava ? Desgra-
cadodemim! Coitadinha Em que affliccoes
estar ella a estas horas! Innocente! E como se
ter agalanhado Tinha horror vida cm me
nao vendo O seu gosto se eu morresse, era
enterrar-se viva comigo na mesma sepultura.
Oh Perola nica entre todas as mulheres dos
Allaiates! Que digo eu ? Na hora, em que es-
tamos tem ella enterrado um punhal em si sr>
para nao sobreviver minha afronta Pobre
Han Na hora, em que estamos te desejaria
ella fazer a ti isso que tu dizes. Dormindo a
somno solt no leito Imperial nem se lembra de
ti, nem de aquecer um ferro para as costuras da
mais pifia sobrecasaca. A despeito de tudo isto
nSo ha beco em Samarcande que o Alfaiate
nao corra. Esperem os freguezes ; que eu bus-
co a minha mulher. Perde o comer nao faa
caso dos grandes retalhos, nao prega olhos, quan-
to mais hotoes. Lembra-se, que o Profeta Aiss
Ihe traga ainda a mulhcr para casa; por que isso.
era mais fcil que refsuscitalla : encontra fi-
nalmente alguns Eunucos do Serralho qui Ihe
conto o caso, e (o que he pior) a nenhuma re-
sistencia ouo fizera a mulher aos convites do
filho do Suliao.
Han persuadido, e encasquetado sempre no
fundo do seu coracSo da fidelidade da mulher ,
nao perde tempo, corre ao Palacio (tes nove tor-
res, passa como um raio por entre os Eunucos
negros, pedindo a mulhcr a todo o mundo. Ac-
code o filho do Sultao; deita-se-lhe aos ps e
pede Ihe a mulher, que era di/ elle, o nico
mo lelo de virtude, e honra, que havia na trra.
O filho do Sultao tinha bom ^enio. ou (o que
he mais certo) j se comecava d'enjoar da bella
Alfaiata, cujosencantos tinhao perdido muito-
de seus primeiros atractivos. Apenas compre-
hendeo bem o conlcudo no requerimento do
Alfaiate rontou-lhe tudo o que Ihe linha at
all acontecido com a mulher. Ainda assim nao
se desenganava Han ainda se illudia ainda
e persuada que sua mulher depois de um ,
ou dous momentos da sua vinda do outro inundo
nao era capaz de fazer asneira nenhuma que
Ihe estivesse mal. Senhor, diz elle, chamai
minha mulher: he minha mulher, e vos > eris
testemunha da ancia com que se deita a mim r
que sou entre todos seu verdadeiro marido. Mui-
to bem Ihe diz o filho do Rei; eu quero ver
essa scena bem capaz de compungir o meu co-
rai o.
Apparece a Sra. Deslundira-se o alfaiate
com os reverberos da pedraria de que vinha
coalhada : flucluavao-lhe roupas de brocado
ila Persia que nao tinhao sido feitas na loja
do marido : parece-lhe que est sonhando.
Golpenbada o conhece muito bem; e ainda que
oorou alguma cousa nao a desampara aquel-
la presenca d'espirto que he tao natural as
pessoas do seu sexo quando su apanbadas em
ratadas semelhantes. Quem he este hofnem ?
( perguntou-lhe entao o filho do Sultao ) Co-
nheco-o muito bem : ( respondeo ella ) be o
mesinissimo ladrao, que encontrando-mena
estrada me magou o corpo com arrochadas,
roubou-me o dinheiro que eu leva>a e me
deixou em carniza que foi o estado em que
V. Alteza me encontrou. A taes palauaso
cnleadoHan abri um palmo de boca gelava-
se-lhe o sangue as veas custou-lhe muito a
fallar deitrao-lhe pela cabeca urna grande
panella d'agua easprimeiras palavras, que
proferio forao estas O' mulher do diabo ,
pois eu nao sou teu marido ? Todo o Divn
conheceo no mesmo instante que o homem
estava criminoso. O filho do Sult o o man-
dou aoCadi ( Ministro do Bairro ) dcituro-lhfl
osanjinhos e levarao-no.
Ainda esperou muito na sala ; por que o Ca-
di estava com humas remissas de Voltarcte o
nao Ihe importavo as partes. Sem se infor-
mar mais, que com o seu escrivao do crime ,
o condemnou lorca ; e segundo o costume da
justica de Mouros mesmo da sala do Cadi foi
cominhando para o patbulo. Quem proteger
esteineliz o aquelle apuro? O carrasco j Ihe
linha pedido perdo do beneficio limitado que
!!c i 'azor j' o uiacava coro ua uracos s"
les que o abracasse com as pernas. O pobre
Han nao fazia se nao dizer o seu nome. Han I
Mas por felicidade Aiss o profeta passou por
alli. A sua presenta e o seu carao tinhao


T
Utn resplandor anglico. Esse homem est in-
nocente disse elle ; e eu me offereco a pro-
vallo. O carrasco j estava a meia escada pu-
chando pelo alaiatc para o aviar ; mas parou.
Todo o povo que nao he pouco o que vai a
estas funccoes fcou estupefacto ouvindo as
palavras que sahio de urna boca que nun-
ca mentio. Todo o povo accompanhando Han,
e mais o profeta vcm at o palacio das nove tor-
res. Abrio-se a porta de orno ; entao appare-
ceo o Sultao mais o filho. Forao buscar a
Golpenhada: todos os Bachs, Ags, Visires, e
Faquires fizerao praca vazia roda della e do
profeta. Oppressa com o pezo de seu crime ,
e de seus pungentes remorsos a alfaiala levanta
osolhos condece Aiss e cahe redondamen-
te morta a seus nos.
Fizerao-se entao grandes honras a Han o
qual teve urna pelissa das maos do Sultao ou-
tra mais somenos das maos do lilho. O corpo
da mulher (oi levado para a mesina sepultura ,
onde o Han estimara muito que elle se con-
servasse at o fim do mundo. O seu amado es-
poso por certo nao sent no fundo do seu cora-
cSoo mais pequeo desejo de ir chorar eje-
juar em cima da sua cova nem pelo espasso de
9 minutos seguidos. Eis o que sao inultas
mulheres! (DoJ. Encycloped.)
Soberanos............. 4f$420
Ouro cerceado.......... 1{$940
em barra.......... 25
Patacas hespanholas..... 925
brazileiras....... 910
mexicanas....... 910
Prata em barra....... 28 a 28 'A
48450
1S950
26
930
915
915
A prova terrivel. Ancdota.
Havia no Reino de Kabul urna fidalga que
sobre possuir grande-riquezas eradoptadade
muito espirito e dada ao ostudo das bellas le-
tras. Possuia um magestoso palacio e hum
lindissimo jardim onde se achavo as flores, e
plantas mais raras nao so indgenas se nao
exticas e das mais remotas regies da trra.
A sua morada cheia de delicias era o ponto de
reuniao de ludo quo havia de mais grado, de
mais instruido e de melhor gosto n'aquelle
Reino,
Fez annos a fidalga e reuni em seu pala-
cio innumeravel concurso de senhoras entre
-as quaes contavo-se para mais de duas mil don-
zellas quasi todas lindas como os amores, e
encantadoras, como as Gracas. Depoisd'um
esplendidsimo jan'tar a fidalga conduzio ao
seu jardim as duas mil donzellas e Ibes mos-
trou quantas raridades ali havia. Chegando a
planta sensitiva parou defronto della, e disse
Nao ha minhas bellas meninas cousa admi-
ra vel e prodigiosa em a natureza como he
esta plantinha. Em Ihe pondo a mao qual-
quer mulher que j nao seja virgem ella ,
como que sentida dessa filta contrahe-se toda ,
e pareco morta: pelo contrario so he toca-
da por qual quer donzella conserva-se vicosa ,
e no sou natur. I estado. Queris ver ? Todas
vos sabis quo sou viuva e tenho filhos. E
passando a mao sobre as folhas da sensitiva ,
ncolhero-se inmediatamente com grande
pasmo das circunstantes. Deixou a socarrona
da fidalga que a planta tornasse ao seu estado
natural ; e voltando-se para as duas mil donzel-
las disse. Agora alguma de vos experimente
o effeito contrario. Ficro todas olhando urnas
para as outras. Nao houve urna s que ou-
sasse tocar na sensitiva. Advirta-se que o
caso passou-se na Pcrsia e nao em trra de
ebristaos.
MovimentQ do Porto.
Navio sahido no da 25.
Lisboa ; hrigue portuguez S. Domingos, capi-
to Manoel Gonculves Vianna carga as-
sucar.
Navios entrados no dia 25.
Lisboa; 31 das, patacho portuguez Novo Con-
greso de 133 toneladas capito Manoel
Jos Rato equipagem 10 carga vinho, e
mais gneros : a Mendos & Oliveira.
Portosdo Norte ; 17 dias eopor brazileiro S.
Salvador de '210 toneladas commandante
Joo Mol to Henriques equipagem 21 : a
Joaquim Baptista Moreira.
Navios entrados no dia 26.
NewZealand; 85 dias, galera americana Brun-
sivick, do 295 toneladas, capitn Geo Cham-
phim equipagem 24 carga azeite de pei-
xe : ao capito. Segu para a Providence.
Babia ; 6 dias brigue inglez Thomaz Leitch,
de 188 toneladas capito E. Goulding, e-
quipagem 11, carga lastro : ordem.
Edita es.
Pela administraeao da meza do consula-
do se faz saber, que no dia 29 do corrente mez
se ha de arrematar porta da mesma adminis-
traeao urna caixa de assucar branco, apreendida
pelos respectivos empregados do trapiche d'Al-
fandega Velha por inexactido da -tara ; sendo
a arremataco livre de despezas ao arrematante.
Meza do consulado de Pornainbuco 24 de maio
de 1843. O administrador interino ,
Antonio de Souza Reis.
COMMERCIO.
Alfandega. .
Rendimento do dia 26......... 12:4778750
DescarregSo hoje 27.
Brigue Primavera azeite carnes vi-
nho fazendas, ferragens, vellas, e
leixes d arcos.
Brigue escuna Hannah farinha bolaxi-
nha banha, e manteiga.
Brigue /homaz llalhersey carnes gigos,
e ferro.
Barca Cornelia farinha de trigo.
Patacho Noo Congressos'inho vinagre,
azeito, carnes e miudezas.
Brigue Fiel fazendas.
Bri"ue escuna Cumberland fazendas, cha,
manteiga folbas de (landres fari-
nha bolaxinha, e barricas abati-
das.
LISBOA 5 de abril.
Cambios.
Din. Letras.
Amsterdam................. 43'/*
Hamburgo48'A............. 48'/ J8./8
53'A..........d-v- 83V 53
Londres, 53 ,,....... 90 d. v. 53'/ 53 'A
Genova.................... 820
M.SM.................. 525
Trieste....,............... 4a0
Valor de metaes e papis de crdito.
Obiectos. Compra. Venda.
. -~~ Tesn o 7s;;n
Pecas de /joui......... in~ j-
Oncas hespanholas.......148450 U$o0
As asignaturas e os bilhetos achSo-se na loja jo dito Sr. quer uzardemf, por isso foz-s *
i c ____-r.. ..............i., ;.,,!.,., eia finniinrin nfirx nrevenrao.
delivros do Sr. Figucira na praca da indepen-
dencia ; na noite do ropresentacao se vendero
tambem junto da casa.
N. R. So chover de 6 horas em dianto no ha-
vera funeco.
O vapor S Sebastiao recebe as mallas
para o Sul hoje (27), as 9 horas da manh ,
devendo as cartas serem laucadas na caixa geral
urna hora antes da entrega. *
O vapor inglez feixa amalla para oBio
do Janeiro, no dia 29 do corrente ao moio
dia.
Avisos martimos.
= Para Lisboa o brigue portuguez Concei-
c8o Flor de Lisboa com toda brevidade por
tor seu carregamento quazi completo recebe
alguma carga c passageiros tendo para isso os
melhores commodos; tracta-se com o consig-
natario Thomaz d'Aquino Fonceca, na ra No-
va n. 41 ou com o capito Vicente Anastacio
Rodrigues na praca do Commercio.
Para Lisboa no dia 29 do corrente o mui-
to acreditado e velleiro brigue portuguez Con-
ceico de Mara de que he capito Manoel da
Costa Noves; ainda tem lugar para alguma car-
ga e passageiros : trata-se com o seu consigna-
tario Francisco Scveriano Rabello, ou com o ca-
pitic, na praca do Commercio, ou a bordo.
Para o Cear sahira no fim do andante mez
a somaca Felicidade mestre Josa Rodrigues
Pinbeiro estando ja bstente adiantada em
seu carregamento podendo somente receber
cargas miudas e tendo bons commodos para
passageiros ; ospretendentosentendo-se com
Antonio Joaquim de fcouza Ribeiro, oucom
dito mestre a bordo.
Alisos diversos.

Ifeclaracdcs.
=0 administrador da mea da recebedoria
das rendas geraes internas tendo por muitas
vezes convidado pelos Diarios os moradores do
bairro do Recifo e S. Antonio para virem pa-
gar os mpostos deescravos, decima do mSo
morta seges e canoas, ninguem tem appa-
recido ; por isso pela ultima vez annuncia que
ateo fim, do corrento espera para que vonh.io
pagar ; por j se acharem promptas as relaedes
para serem remetidas para juizo no 1. de junho
prximo vindouro Recebedoria 19 de maio
de 1843. Francisco Xavier Cavalcante de
Albuquerque.
Para a banda de muzica do 2.batalhao
de artilharia a pdesta provincia contrata-seo
oseguinle :
Mu/icos que toquem clarinetas, e de boa
conducta..........3
iJito para corneta de chave 1
Garante-se aos mesmos o ordenado de 40ji a
45* mil rs. por mez.
Nao sendo obrigados a servirem fora desta
provincia.
Fardamento fino e mais vencimentos do na-
tal bao.
A quem convier dito engajamento pode com-
parecer na secretaria do mesmo batalho das
10 horas ao me o dia.
D'ordom do Sr. inspector do arsenal de
marinha faco publico que no dia 27 do cor-
rente pelas 11 horas da manha ter lugar a
terceira praca para a lienaco do casco apare-
Iho, e vcllame da escuna L'bre, em consequen-
cia de nao poder ser realizada boje conforme
se havia annunciado por inconvenientes que
occorrero. Secretaria da inspeceo do arsenal
de marinha de Pernambuco 23 de maio de
1843. Alexandre Rodrigues dos Anjos, se-
cretario.
=Pelo juizo de orlaos e auzentes desta Ci-
dade se ha de arrematar na ultima praca que
tera lugar no dia 29 do corrente urna loja de
fazendas e movis pertcncenles a testamentaria
do finado Antonio Jos Vieira de Araujo, cujos
bens vo a pnea a requerimento do testamen-
teiro sobre as condices constantes do escripto ,
que se acba em mao do porteiro.
FUNCgO LYRICA,
Na casa da Natalense Quinta-feira 1.
deJunho
1TI ArinaNGELI, Lucci e sua fi ha cantarao .
seis pecas de msica com o seo anlogo ta dcquinhenlos edoze mil res passad
K ... i ____ ....!._ J- Q-> l ,..,, I ni7 ili> IIrifo r
vestuario, llavera lamnein uuusuansm ieiuui- iuuuu iu *bb"'----------------" ,
das por Wanuneil c sua mulber; esta sera a pri-
meira das 15 tepresentacoes prometidas. Prin-
cipiar as 8 horas em ponto.
O ARTILHEIRO N. 48.
J^aiiio boje luz o vende-se por 00 rs.
no lugar do costume. Contem osseguintes
artigos:
Ingenuidades do Indgena.
Analyse das ditas.
O Sr. Dr. Urbano.
Esclarecimento para o dito.
Causas de opposicao.
E duas cartas do Cart-ca.
D-se a premio sobre hypotheca a quan-
tia de um cont e quinhentos mil reis; na praca
da Independencia loja de iivros n. 6 e 8, se di-
r quem o d -.
Joo Gomes Marlins faz publico, qua
deixou de ser piocurador da Sr.1 D. Anna de
Freitas Antunes.
Precisa-se de alugar escravas, ou moleques
para oservio interno, e externo d'uma casa, e
para venderem na ra obrigando-se seus so-
nbores pelos extravos ; paga-se 320 reis por
dia a cada um : annuncie.
Aluga se o segundo andar do sobrado da
ra estreita do Rozario que az esquina para a
ra das Larangeiras: no primeiro andar do
mesmo.
=Aluga-se um sobrado novo de um andar,
e soto sito na ra Augusta ; e no mesmo se
vende caibros; quem precisar dirija-se a ra do
Rangel na esquina que volta para o Trem ven-
da n. 11.
=J. P. Adour &C.', convido s pessoas
que tem penhores na sua loja da ra Nova, de
os irem remir dentro de dez dias contados de
hoje sob pena de os por em praca para seu pa-
gamento.
__Oferece-se um menino de 15 annos de i-
dade para loja de miudezas do que j tem
pralica e mesmo para qualquer de fazenda ,
gratuitamente pelo tempo que se ajustar, visto
nao ter pratica : a quem convier dirija-se ra
estreita do Rozario n. 27.
Deseja-se fallar ou saber a moradia dos
berdeiros do defunto Raposo, que teve enge-
nho na ilha de Itamarac e fazenda de algo-
do na serra Bonita ; na loja de Novaes & Bas-
tos na ra do Queimado n. 29.
Lotera do theatro.
O thesouieiro desta lotera certifica ao pu-
blico que o andamento das rodas da 2.1 parte
da 13.' lotera annunciada para odia 20 de
junho prximo, tera seu impreterivel andamen-
to nesse da fiquem ou nao bhetcs por ven-
der, que cm tal caso ficarao por conta do mes-
mo theatro os quaes bilhetes achao se venda
nos lugares j annunciados e na nova loja de
cambio no bairro do recic n. 38.
__O abaixo assgnado previne ao publico, a
fim de que ninguem negocie urna letrada quan-
da em
'hor-
da visto havercm recibos a encontrar de quan-
tia maior que a dita letra, e passados pelo dito
Taborda ; e como consta ao annunciante que
este annunco para prevencao.
__Precisa-se alugar um preto para vender fa-
zendas com um caxeiro aqu mesmo dentro da
praca ; quem quizer alugar dirija-se ao patio
do Paraizo sobrado n. 8 segundo andar quo
achara com quem tratar o dito negocio/
Na ra do Crespo roja n. 12 existem as
seguintes cartas vindas- do Porto pelo Prma-
vera, para os Srs. Joaquim Alves da Silva, Ma-
noel de Souza Antonio Fernandes Lima, Jo-
s Joaquim de Souza Fandinga, Manoel Perei-
ra da Silva Maia, Jos Justino de Souza Pimen-
tel, Jos Antonio Maia Domingos Ferreira
Robalo Nicolao Antonio Maia, Manoel Fer-
nandos Guedes, Manoel Panasco de Souza Bri-
to Caetano da Silva Campos, Joaquim Fran-
cisco Moreira Manoel Jos da Silva Mayer, 0
Jos Antonio de Souza.
Quem precizarde urna ama de leite ; di-
rija se a ra do Fagundes n. 17.,
O ajuntamento j annunciado, para os
residentes inglczes no consulado Britnico, fie
transferido para sabbado 27 do corrente.
Sociedade Amizade nos Une.
O primeiro secretario faz corto a todos o*
senhores socios que domingo ( 28 do corrente )
pelas 4 1/2 horas da tarde haver sessao da
mesma sociedado em assembla geral, no
principio da ra Direitan. 2 no primeiro
andar.
= No dia 23 de maio dcste corrente anno
fugio um cavallo da estribara, na ra do Ran-
gel com os sijjjnaes seguintes : russo pedrez ,
capado pequeo dinas grandes com urna
peladura em um dos quadriz tem um carrego
obrigado e passeiro ; quem o tiyer pegado o
pjueira entregar na ra das Trinxeiras sobrado
n. 46 lado do poente, segundo andar quese-
ra recompensado.
= Guilherme Purccll, retira-se para fra
do Imperio por_alguns me es.
Manoel do Amparo Caj, com loja de al-
faiate na ra Nova n. 32 avisa aquellas pes-
soa que fazcm obras na sua casa, que alem de
todas as obras tendentes a alfaiate tem para
vender um completo sortimento de calcado da
todas as qualidades tanto para homem como
para senhora chapeos de seda com a beira do
merino e sem ella suspensorios de burracha ,
lencos para o pescoco e meias para homem ;
advertindo que at o mez de junho ter tam-
bem camisas de sorto que a pessoa. que vier a
esta casa sair prompta de todo o facto isto
tendente a homom e tudo por mais commodo
proco que em outra qualquer parte.
Aluga-se urna casa na ra de S. Gonca-
lo na Boa-vista, lado da sombra com 3 quar-
tos 2 sallas, cozinha fra, cacimba, o quin-
tal murado; quem a pretender, entenda-se com
Jos Bernardo Piniche, morador na mesma ra.
Aluga-se urna meia agua na ra da Ale-
gra n. 7 do bairro da Boa-vista, propria pa-
ra coxeira ; quem a pretender dirija-se a ra
da Cadeia do Recfe n. 37.
O Sr. que empenhou um relogio peque-
no esmaltado, com corrente, na ra dasCru-
zes n.35; quera vir tirar em 3 dias, so nSo ven-
de-se para seo pagamento.
Pede-se ao Sr. Francisco das Chagas Pe-
reira Duro morador na Villa de Iguarac ,
queira declarar em quo casa nesta Cidade cos-
luma sua merc pagar as suas let.xs vencidas ,
de gados comprados na feira de pedras de Fo-
go com condicao de fazer os pagamentos no
Recfe, afimdeque os portadores de suas le-
tras, lenhao um ponto certo para as apresentar,
e receber o dinheiro com regularidade.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira par-
ticipa aos senborcs freguezes que rae compro
pao cm sua padarta no patio da Santa Cruz ,
que por alguns dias tenho paciencia se nio fo-
rem muito bem servidos ou sofrao mais algu-
ma demora seos portadores pois que est
fazendo forno novo e o pao que ali se vende
he feito no Recfe erua da Gloria ; que ape-
zar de ser feito das melhores farinhas que ha
uo mercado nao pode ser tambem torrado co-
mo ao sair do forno, pelo que espera o descul-
pem que breve serao bem servidos.
Quem precizar de um bom padeiro, na
qualidade de forneiro que sabe bem dirigir o
ponto das macas, muito prompto em dezempe-
nbar a sua obrigac ; annuncie ou dirija-so
a fura de Portas na ra do Pilar n. 122.
= Joo Jos Pagelo ; retira-se para fra da
Provincia.
Consulado de Portugal.
O loilao da venda na praca da Boa-vista,
n. 13, pertencente ao ausente Manoel Jos Ro-
drigues de Andrade subdito de Sua Magesta-
de Fidelissima ficou transferido para boje 27
do corrente pelas 4 horas da tarde. Joa-
quim Baptista IHoureira, Cnsul.
A rummissao administrativa da Sociedad
Terpischore, convida pela segunda vez aos Srs.
Socios para se reunirem Segunda-feira 28 do
corrente para aprovaco de candidatos.


\
JB. DEPOSITO de farinha do mandioca, na
ra da Cadeia do bairro de S. Anto-
nio casa n. 19 ; este novo cstabeteciment
be do primeira utilid.idc nesta provincia nao
60 para evitar as faltas deste genero de primeira
necessidade, qao de vez em quando nos atacao,
como tambem para por termo ao escandalozo
monopolio que a tal respeito exercem indivi-
duos quo nao tem profisso alguma. O ad -
ministrador do deposito empregar todo o dis-
vello para que os freguezes se conserven! satis
feitos encontrando ali farinha sempre da me-
!hor, que aqu apparecer e o mais barato
que poder ser, sendo de admirar que ha-
vendo em outras provincias depsitos desta na-
areza cuja neessdade tem sido reconhecida,
so nesta provincia se depare com esta t3o sensi-
vel falta. Convid5o-se portanto aos compra-
dores para que ali se dirijSo, e assegura-so ,
que os precos sltSo constantes, sendo annun-
ciados todas as semanas pelas folhas o que
tendea impedir as fraudes dos portadores.
N. B. = Os precos desta semana sSo os se-
guintes: farinha de primeira qualidade a 2240
e de segunda dita a 1920.
= No dia 17 do corrente perdeo-se um re-
cibo de uns penhores de ouro que se deo por
Sanea de um sobrado da ra da Gloria passa-
4o este pelo senhorio do dito sobrado o Snr.
Joze Maria Muniz ; quem o achou querendo
restituidlo, dirija-se a ra Direita sobrado
n. 39, que se Ihe ficar agradecido.
= Auga-se umaescravacozinheira : na ra
do Gloria n. 77.
= Tendo apparecido e ja aprovada a mui
til invencao dos assentamentos das caldeiras
para a fabricacSodo assucares nesta Provincia ,
de que he autor o senhor Rgaire, e tendo este
senhor cima de fazer os ladrilhos dos ditos as-
sentamentos de cobre ou chumbo, o abaixo as-
signado olerece-se aos respeitaveis senhores de
ongenho para o ser vico desses ditos ladrilhos ,
assim como para apromptamento da botada dos
engenhos de moer por vapor, concertar taxas
fora <\o assentamento assim como no assenta-
mento quando aconteca quebrar alguma con-
certa qualquer maquina de vapor, e assenta
ambiques tanto o aparelho de derosne como
toda a qualidade do que tem grande pralica ,
eji mostrado aos senhores Vlanoel Cavalcanle,
JoRo de Carvalho Paes deAndrade, Fr. Gau-
dino de S. Ignez, e otitros muitos senhores com
quem pode provar, tanto a polidez das suas o-
bras como a sua conducta ; quem soquizer
utilizar do seo presumo dirija-se a fabrica de
caldereiro do Sr. Manoel Carneiro Lial na
ra Nova n. 33. Jos Raptista Braga.
= Urna pessoa bastante habi1 prope-se a
ir para qualquer escriptorio por ter todos os
preparator os tambem so briga a qualquer
eseripta que se oTerccer tanto singella como
dobraJa: nesta Typografia se dir.
Aluga-so o primeiro andar do sobrado da
ra do Amorim, tambem se cede o segundo : a
tractar no largo da ribeira n. 39.
=^ Permuta-se urna casa de sobrado de 2
andares nova moderna e bem construida ,
sita fio bairro do S. Antonio por outro so-
brado ou casas terreas que sejao no bairro
da Boa-vista ou mesmo por algum sitio per-
to da praca : no atierro da Boa-vista sobra-
do n 80.
= O eserivlo da Irmandade do Divino Es-
pirito Santo Erecta no convento dos Religiosos
de S. Antonio desta Cidade, convida a todos os
IrmSos da mesma para Domingo 28 do cor-
rente pelas 9 horas da manh comparece-
rem no seu consistorio para ali unnimemen-
te se proceder a nova Eleieo de Jtiiz Escri-
vSo e mais Msanos que tem de dirigir dita
irmandade o anno vindouro.
Precisa-se de um preto ou preta cozi-
nheira : na ra Nova n. 12.
O Sr. Julifio da Fonceca Freitas, vindo
da provincia do Para queira annunciar sua
monda que se Ihe deseja (aliar, ou dirija se
a travessa de S. Jos n. 35 segundo andar.
Precisa-se de um official de marcineiro ;
no atierro da Boa-vista n. 3.
Florinda Maria Joaquina moradora na
ra do Banget em um assougue, se oflerece
para ser ama de urna casa.
A pessoa, que foi a ra Augusta ver urna
cama e disse n5o ser para si queira fazer o
obsequio de dTgir-se a travessa de S. Jos, n.
35 no segundo andar.
Precisa-se de um casa no atierro dos
Affogados, que tenha corredor independente,
ou qrarto separado da sala on mesmo um so-
brado de um andar e loja : annuneie.
Quem
4
m
a tratar na ra
estabelecimento commercial
do V gario n. 13.
Roga-se a pessoa que trouxo urna car-
ta do Porto, para entregar a Manoel Jos^Vieira
Braga dirija-se a travessa da Bomba a. 10,
defronte do patio do Carmo.
Compras.
Connra-se toucinho, e manteiga der-
rancada e quaesquer outras gorduras em mo
estado : na ra da Senzala reina, n. 144 a tra-
tar com Joao Vaz de Oliveira.
Compra-se urna poreao de duziasde ca-
murca branca : no atierro da Boa-vista n. 3.
\ Compra-se um compendio da Historia
Sagrada ; quem tive annuneie.
- Compra-se papel do erabrulbo ( diarios
de formato grande ) qualquer poreao a 2560
a arroba ou 80 rs. a libra ; na travessa da
Madre de Dos, n. 11 padaria de Manoel
Ignacio da Siiva Teixeira.
Compriio-se urna escrava de 13 a 14 an-
nos, com algumas habilidades, e um moleque
de 4a 5 annos; na ra do Cabug loja de miu-
deas de Joaquim Joze da Costa.
Vendas
nacao Angola
Vendem-se urna negra de
de 25 annos, cozinha lava, e he ptima qui-
tndola ; e urna hegrinha de 9 annos; na ra
estreita do Rozario n. 22 primeiro andar.
Vende-se um negro de bonita figura, de
20 annos : na ra Nova n. 58 primeiro
andar.
Vende-se urna morada de casa com 4 ca-
marinbas quintal murado estribara ca-
cimba no atierro dos Affogados, n. 104,
defronte da entrada que vai para a Cabanga; na
praca da Independencia "loja de miudezas n.
36 a (aliar com Jos Bibeiro Simoes.
= Vendem-se urna escrava de nacao de
meia idade boa lavadeira e quitandeira; urna
dita ongommabem cose, co'inha e refi-
na assncar ; na ra de S. Rita n 27.
Vende-se por preco ommodo um rclo-
giodecimade mesa, muito bom regulador;
na ra doLivramento, n. 10.
Vende-se urna cama do angico com a
sua competente armacao forte e bem feita, com
pouco uso : na ra das Cruzes n. 29,
Vendem-se 7 cas^esde pombos de boa
qualidade e bons batedores ; quem os quizer
osacharao no dia 28 na travessa do peixe fri-
to esquina que volta para ra do Rozario.
\ Vende-se urna halanca com 13 arrobas
em pesos; na ra da Cadeia do Recife, n. 37.
Vende-se superiores vinbos engarrafabas
de Madeira secca Malvasia e Bucellas de
1832 : na ruu la Cadeia do Recife n. 37.
Vende-se ferro da Suecia e Inglez de to-
das as qualidades, por preco commodo ; no
Recife ra da Cruz n. 32.
t Vende-se urna roda e mais pertencesde
fazer farinha e com forno de cobre ; no at-
ierro da Boa-vista n. 3.
Vende-se urna armacSo propra para ven-
da ou outro qualquer estabelecimento por
preco commodo ; na ra de Apollo fabrica de
Mesquita & Dutra ; na mcsina compra-se um
braco de balanza que pese 60 arrobas por
banda.
- Vendem-se duas casas terreas, mui boas
na ra dos Pires na Boa-vista ns. 23 c 25 :
tracta-se com Antonio daSilva Gusmao na ra
do Marquesa Veiga vendemem sua casa
na ra do Amorim n. 50 os seguintes g-
neros por preco commodo ; fumo em folba de
primeira e segunda qualidadade, charutos bons
a 4000o milheiro.estourinho muito bom, alhos
emmauncas, ancoretascom azeitonas, echa-
rutos em caixas de 800 a 1300 a caixa.
Vende-se urna amassador eoutros obje-
tos pertencenles a padaria ; na ra da Senzala
velha, n 132.
Vende-se farinha de trigo da marca SSSF
e SSF chegada ltimamente de Veneza ; na
ra da Cruz n. 55.
Vende-se urna armacao e can te i ros de
urna venda na ra da Guia n. 7 ; a tractar
com Joze Carvalho da Costa.
Vende-se urna preta de nacSo, de 17
annos bonita figura nao tem vicio algum ,
faz todo o servico de casa boa mucamba en-
goma e cozinha ; na ra do Cabug loja de
miudezas junto do Sr. Bandeira.
Vende-se caf moido puro sem a menor
mistura em porces grandes e a retalho .
muito em conta na travessa da Madre de Dos
Silva
precisar de urna ama para easa
de hornern solteiro ou de pouca familia, di-. n. 11, padaria de Manoel Ignacio da
rija-se a ra do Rangel, n. 71, defronte da'Teixeira.
botica. I Vende-se por
S cneiro andar do > dude

de
sobrado de 4 ditos, na roa do Amorim, de-
fronte do ferreiro Caetano mui propro para
precisao urna preta
fui 130,000 rs. ; defronte uu caa-
bo sobrado de dous
andares.
Vende-se arroz branco pilado superior,
por preco commodo; na ra das Cruzes, o. 40.
Vendem-se na nia,da Cruz do Recife ,
escriptorio de Joze Antonio Gomos Jnior,
n. 13, barris com vinho malvasia o mais.
superior que ha no paiz e saccas com alqueire
de farinha de mandioca feita na Moribeca ,
por preco mais commodo do que a que se tem
vendido ltimamente.
Vende-se urna casa terrea no bairro de
S. Antonio ; na ra do Rozario da Boa-vista
sobrado de um andar 53.
Vendem-se caixinhas de agulbas france-
zas do fundo dourado, caixos de flores do bom
gosto escovas para cabello e dentes, papel de
peso muito bom caivetes finos para pennas,
thesourinhas douradus, linha de marcar, luvas
e meias de seda preta para hornera e senhora ,
pomada franceza sabonete para barba e
outrasmuitas perfumaras tudo por prego com-
modo ; na praca da Independencia loja de
miudezas n. 7.
Vende-se urna negra moca he bocetei-
ra boa engommadeira e doceira ; na ra lar-
ga do Rozario loja de miudezas, n. 35.
Vendem-se Bilhetes da lotera do Livra-
mento que corre no da 16 de Junho : na ra
da Cadeia loja nova d cambio n. 38.
Vendem-se um mulatinbo de 16 annos,
ptima figura para pagem e servente de urna
casa ; 3 escravas com boas habilidades ; urna
dita de 30 annos por 300,000 rs. cozinha ,
lava e trata mui bem de meninos ; urna mulata
para todo o servico de urna casa/, na ra de
Agoas verdes, n. 44.
Vehde-se um ptimo terreno na ra da
Palma atra/. da ra de S. Thereza ja com um
armazem coberto e forrado de taboa com va-
rios quartos propro para qualquer estabele-
cimento porto de porto e fazendo frente
para duas ras, com 10 palmos de frente e
120 de funJo tudo atterrado a fallar no
mesmo ou na ra das Trincheiras n. 22.
Veode-se urna balancinha com quilates
para pesar diamantes, urna pouca do .rata para
ourives pares de brincos modernos de dille-
rentes modellos, um bonito allinete para se-
nhora de ouro de lei 3 voltas de cordao ,
o um crucifjxo pequeo botoes para abertu-
ra epunlio, anelesde brilhantcs e diamantes,
6colheres para soupa e um ponteiro para
menino ; as 5 ponas n. 45.
Vendem-se urna preta de 22 annos, en-
gomma cozinha e.faz todo o mais servico ;
urna dita de 18 annos, para todo o arranjo de
urna casa ; urna negrinha e um moleque de
12annos; um moleque de 15 annos; urna
preta roforcada lavadeira ; um escravo de 22
annos proprio para todo o servico ; urna ca-
deirinha de bracos dourada e sem uso algum,
por preco commodo : na ra do Fogo ao p do
Rozario, n. 8.
Venderse a parle do sitio que foi de
Antonio Mauricio no Arraial: na ra da As-
sumpeo, n. 50.
= Vendem-se saccas com feijo branco a
2000; no caes da Alfandega, armazem de
Francisco Dias Ferreira.
Vndo-se farinha de mandioca a 2000
o alqueire : na ra da Moeda venda do Joa-
quim Duarte de Azevedo.
Vcndem se garrafas de sement de coen-
tro muito nova e de boa qualidade : nos 4 can-
tos da Boa vista n. 88.
Vcndem-se resmas de papel almaco su-
perior, a imitacao de meia holanda e de pe-
so azul massos de cartas de jogar francezas ,
linas ; 6 bilhetes e meios ditos da lotera de N.
S. de Gaudelupe da cidade do linda pelo
seu justo valor : na pra?a da Independencia ,
loja n. 4.
~ \ ende-se urna preta crioula de 16 annos",
cose faz lavarinto e engomma : na ra No-
va n. 20.
Vndese urna boa mucamba de 18 an-
nos lava, engomma e cozinha e he mui-
to diligente para o servico de urna casa : na
ra Nova armazem n. 67.
Vende-se um bonito cavallinbo proprio
para menino muito manco e excellente car-
regador de boas carnes : no altero da Boa-
vista loja de charutos n. 80 das 3 horas da
larde em diajflte.
= Y ende-se urna canoa grande em bom es-
tado que carrega 800 tijolos, outra dita pe-
quena decarreira tambem embom estado e
pintada de novo ; as 5 ponas n. 44.
Nos armazens de Manoel Antonio de
Jess & Filho por traz do tbeatro ns 18 e
19 vende-se ex- cliente farinha de trigo SSF ,
por preco commodo.
= Vende-se urna armacao propra para
qualquer estabelecimento ; no oitao do Livra-
mento n. 2 a fallar com Domingos Pereira
deMendanha.
= Vende-so marmelada superior e nova ,
que n5o ttm 60 dias de feita por preco com-
inudo ; na ra da Praia, armazens ns. 17 e 19.
= Na ra Direita n,39, vendem-se
se fazom de feitio; assim como fazem-so e con-
certSo-se chapeos ; e tambem do palhinha do
melhor gosto possivel para senhora tudo por
muito commodo preco.
= Vendem-se dous cavallos mestres de car-
ro e novos um rodado e outro mellado es-
curo dinas pretas ; e um cao de fila bravo
proprio para guardar algum sitio, com sua cor-
rente do ferro ; na ra do Livramento, de-
fronte da torre da Igreja n. 6.
= Vendem-se chapeos de sol de seda che-
gados ltimamente obra delicada ditos de
castor hrancos para homem e meninos, ditos
pretos francezes de muito boa forma e qualida-
de pannos de di Aeren tes cores e qualidades ,
casemiras para calcas de muito bom gosto, me-
rino preto e azul, lencos de seda de bonito
gosto tapetes para sala chitas de cobert
muito finas los de linho brancos e pretos, cas-
sa lisa muito fina e outras muitas fazendas ,
tudo por preco commodo ; na ra do Cjueima-
do loja n. 11 de A. L. G Vianna.
=5 Vende-se urna crioula engomma, co-
zinha borda e faz lavarinlo tudo com per-
feii ao ; na ra da Guii sobrado de um andar
n.46
Vende-se permuta-se ou arrenda-se
por preco commodo um sitio pequeo muito
perto por. ser logo ao sabir da Solidado para
o Manguinbo com nao poucos arvoredos do
(rucio chos proprios com grande e decen-
te casa do obrado toda envidracada conten-
do 14 quartos, um alugrete na frente, com
dous portos de forro, e no fundo outro ,
grande cocheira casa para pretos, cozinha ,
poco de agoa capaz de beber-so e tanque pa-
ra hanho ; na ra do muro da Penha sobra-
do n. 36, das 6 horas as 8 da man ha e das 3
da tarde em dianle
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao pelo qual se extrae a potassa ecal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorto e em paes
160 rs. e o do segunda e terceira em p ,
a 120, e 80 rs.
,Vende-se um cavallo rudado muito
lindo c bastante gordo, carregador baixo o
muito bom passeiro tem de idade 6 annos ,
nao tem um s achaque e he muito mantin-
do e sadio ; na ra do Queimado loja n. 5.
cai-
xas para chapeos do todo o lamanho e tambem
Escravos fgidos.
Manoel de nacao Cabund alto feio.
do rosto cara comprida costuma emiebe-
dar-se (alia mal e muito devagar he cano-
eiro costuma atterrar viveiros, e tendo tam-
bem andado com um mscate pelo mallo com
lazendas pode mui bem l estar. Antonio
da Costa muito alto magro ollios yerme-
mos e meios vesgos he embarcadisso, por b-
so talvoz ando embarcado. Stiro, cabra aca-
bocolado de 30 annos, feio do ro6to o tris
tonho de estatura baixa o he pescador do
alto ; quem os pegar leve a ra do Vigario ,
n. 3 que receber porcada um 1008 re. nes-
ta provincia e em qualquer outra de Imperio
120,000 rs.
- Fugio em principios de Marco p. p. o
cabra Vicente sapateiro intitula-se forro ,
magro, espigado muito pro/apio bastante
barbado levou vestido calcas pardas de dura-
que jaquela de chita parda camisa branca ,
o qual desapparpceo do poder do seu nr. Do-
mingos Jos Pereira Pacheco em o dia de sua
sabida para a Villa do Aracaty, donde he mo-
rador julga-se andar trabalhando pelo ofli-
cio nesta Cidade a ttulo do forro ; quem o
pegar leve a ra do Vigario armazem n. 18,
que ser gratificado.
Desappareceo a um mez, a negra Gui-
mar que perlencia ao >r. lrancisco Pereira
Borges lula, baixa reforjada, de 30 e lan-
os annos com urna orclba rasgada em duas
partes mal feita de ps e mos levou pan-
no da costa e dous vestidos um de chila es-
branquicado e outro branco velho supe-se
ter fgido pore julgar vendida ; quem a pegar
leve a seu Sr. Vicente Thomaz dos Sanios, no
atierro dos Arrogados, n. 67, que ser recom-
pensado.
No dia 11 do corrente ugio a caba An-
na de 3o annos meia zarolha, com as me-
ninas dos ojhos esbranquicentas, dentes po-
dres bracos e corpo grosso esquia da barri-
ga peitns pequeos e escorridos calcanha-
ros comidos de gomma dos lados, dedos dos
pos abortos pintada de marcas que parecem
sarompo levou dous vestidos de hila um
amarello e outro branco com flores roxas;
quem a pegar leve a ra da Madre de Dos n.
7, que ser recompensado.
Kkcifk: naTyp. dbM. F. de Fama. =1343


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